AMPLIAÇÃO FINAL! Com os assuntos já listados e mais um repeteco total tesudo e abusado: o ensaio nude total do casal rocknroll Jonnata Doll e Marcelle Louzada, uhú – Após longuíssima pausa retomamos os trampos no blog zapper, em um 2018 ainda mais sinistro do que nos dois últimos anos no falido e completamente selvagem bananão tropical DESgovernado pelo vampiro golpista. E tentamos colocar tudo em dia por aqui falando de… Copa do Mundo? Nem fodendo, mas sim do novo álbum do Arctic Monkeys, que retorna depois de cinco anos de ausência com um trabalho surpreendente, quase sem nenhum viés rocker e quase sem guitarras; o rock dos anos 2000 foi mesmo pro túmulo mas a vitória de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes como melhor artista musical no Prêmio Governador do Estado ainda dá alguma esperança ao gênero; como foi o showzaço do Ira! na Virada Cultural SP 2018; o adeus de um dos espaços de rock alternativo e cultura pop mais legais da noite paulistana; e por que a morte de um certo produtor musical não causou comoção alguma no blog que não tem medo de dizer o que pensa (postão ampliadão, completão e total FINALIZADO em 29/5/2018)

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O mundo está caótico e o rock e a cultura pop estão praticamente mortos na era da web e nos anos 2000; mas o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) dribla todos os percalços atuais e se reiventa no novo disco, para continuar seguindo como o grande nome do rock britânico do século XXI; enquanto isso em Sampa a sensacional Sensorial Discos, um dos melhores espaços culturais da capital paulista, dá adeus ao seu endereço atual e sendo que neste post o blog zapper recorda alguns momentos incríveis que passou por lá, como quando aconteceu a festa de 11 anos destas linhas rockers por lá, em maio de 2014 e onde rolou até uma performance altamente erótica da nossa eterna deusa e musa number one, a sempre XOXOTUDA ao máximo Jully DeLarge (abaixo, ao lado do “dono” da festa, hihi)

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MICROFONIA

(cultura pop e rock alternativo em discos, shows, filmes, livros etc.)

***Pensou que estas linhas lokers e eternamente rockers tinham morrido, néan. Nope. Apesar de o Brasil estar MORTO sob o DESgoverno do maior bandido e desgraçado GOLPISTA imundo que já ocupou a presidência da república de maneira ILEGÍTIMA (e com apoio da patolândia/coxarada BURRA, reacionária, conservadora e IMBECIL, e que tem mais é que levar no CU agora), estas linhas online demoram mas aparecem e seguem firmes e fortes por aqui. Sendo que em outubro vindouro vai ter FESTAÇO num super espaço na capital paulista, para comemorar (com dois showzaços) os quinze anos de Zapnroll. Mas mais pra frente daremos melhores detalhes sobre isso. Por enquanto vamos a este postão (entrando no ar em sua primeira parte ainda, já na noitona de sabadão), que marca finalmente o retorno destas linhas bloggers à sua velha e ÓTIMA forma de sempre, ulalá!

 

***Como foi o show do ainda grande Ira! na Virada Cultural de Sampa deste ano, em sua edição mais rocker dos últimos anos? Veja abaixo:

 

***SHOW DO IRA! – foi sensacional, como prevíamos. Começou pontualmente às 4 e meia da manhã com a banda disparando “Envelheço na cidade” e seguindo assim a sequência (na íntegra) do clássico “Vivendo e não aprendendo”. Sendo que o público (bem menor do que se esperava, mas isso comentamos mais aí embaixo) cantou e pulou nas faixas mais conhecidas do disco (como “Dias de luta”, “Flores em você” e na dobradinha ao vivo de “Gritos na multidão” e “Pobre paulista”, que fecha a versão original do LP), e ficou MUDO nas bem menos conhecidas (mas não menos ótimas), como as poderosíssimas (e que tiveram suas letras literalmente BERRADAS pelo loki aqui) “Vitrine Viva” e “Nas ruas” (“Nas ruas é que me sinto bem/Ponho meu capote e está tudo bem/Vejo pessoas DESMIOLADAS/Viraram uma MASSA devorada por alguém/Sem princípios e muito ESPERTO”). E como se esperava a primeira parte da apresentação terminou quando o disco também acabou. Mas era muito óbvio que a banda iria voltar para um bis, onde todos (ou o blog, pelo menos) esperavam por uma saraivada de mais uns 5 hits clássicos pelo menos. Mas foi bem menos do que isso. A turma voltou e atacou com a sempre ótima (e inesperada, naquele momento) “Rubro Zorro”. Depois mais uma (qual mesmo? Esquecemos, ahahaha) e tudo terminou com “Núcleo Base” (“Meu amor eu sinto muito, muito mas vou indo/Pois é tarde e eu preciso ir embora…”), com a banda se mostrando potente e impecável como sempre ao vivo e deixando os fãs (a maioria velhos, já na faixa dos 35/45 anos de idade) mais do que satisfeitos, Finaski. Saímos FOCADOS de casa para ver ESTE show na Virada Cultural e não teve arrependimento. Voltamos mega contentes (já com o dia clareando) para casa. Valeu mesmo e total o rolê até o centrão de Sampalândia na sempre perigosa madrugada paulistana.

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Zapnroll ao lado da linha de frente do ainda gigante grupo Ira!, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi, diletos amigos de décadas deste espaço online; o show da banda foi sensacional na Virada Cultural paulistana deste ano

***PÚBLICO – muuuuuito menor do que se esperava, tanto que deu pra chegar com o show começando e ainda ficar COLADO na grade na frente do palco. Se há 4 anos o grupo retornou em grande estilo na própria Virada Cultural e tocando diante de um público de cerca de 35 mil pessoas (e estávamos lá, ESPREMIDOS no meio da multidão), dessa vez nosso “chutômetro” calcula que não havia mais do que umas 5 mil pessoas no boulevard São João (que é um calçadão gigantesco e onde cabe com folga uma multidão muito maior). Claro que há alguns fatores que explicam essa plateia bem abaixo do que era esperado para a gig da banda: o horário total ingrato da apresentação (4 e meia da matina), o frio que finalmente chegou com tudo em Sampa (no momento do show devia estar fazendo uns 14 graus) e o fato de que a MOLECADA atual não curte mais rock, mesmo – como já foi dito aí em cima, o grosso do público era de trintões e quarentões. A pirralhada e o povão se aglomerou mesmo na frente de palcos onde estavam rolando samba e pagode, ou então funk e música eletrônica. Coube ao Ira manter a dignidade gigante que sua história possui até hoje e manter o amor ao rock, compartilhado por todos que presenciaram a performance do grupo.

 

***SEGURANÇA NO EVENTO – todos aqui sabem que não temos nenhuma simpatia pelo tucanato. E também que o item “segurança” é sempre algo problemático na Virada Cultural. Mas como sempre prezamos pela JUSTIÇA, sinceridade e VERDADE no que escrevemos, dessa vez somos obrigados a admitir que foi bastante diferente – e olha que o blog já foi em quase todas as edições da festa cultural até hoje. Óbvio que rolaram os costumeiros furtos de carteiras e cels lá no centro. Bom, nosso trajeto: saímos do Clube Outs 3 e meia da matina e descemos a pé a rua Augusta, que estava vazia e sem policiamento de fato, sendo que foi a parte mais tensa do trajeto, digamos. Seguimos pela praça Roosevelt até cair na avenida Ipiranga, onde começamos a passar por aglomerações de pessoas. Passamos pelo primeiro palco (o do rock, em frente ao Copan), onde inclusive pegamos as três primeiras músicas do set dos Inocentes. E seguimos em frente pelo centro até o local do show do Ira!. Aí rolou total suave pois, de verdade, nunca vimos tantos POLICIAIS (da PM mesmo e da guarda civil) ao logo do trajeto e tantas VIATURAS como nessa edição. Sendo que incrivelmente em alguns trechos da nossa caminhada vimos mais guardas e viaturas do que público, rsrs. De modos que não havia mesmo espaço pros malacos agirem e foi uma madrugada muito mais tranquila do que se esperava lá pelo centrão de Sampa. Se todas as Viradas fossem sempre assim, seria ótimo!

 

***Sem novas grandes novidades para serem incluídas aqui, nas notas microfônicas. De modos que qualquer extra irá entrar ainda neste post caso algo realmente bombástico aconteça, okays? Por enquanto, ficamos por aqui.

 

 

APÓS CINCO ANOS AUSENTE O ARCTIC MONKEYS RETORNA COM UM DISCO NADA ROCK E MUITO ESTRANHO – O QUE NÃO SIGNIFICA QUE ELE SEJA RUIM

Foi mais ou menos assim: após um sumiço de cinco anos dos estúdios de gravação, o quarteto inglês Arctic Monkeys precisava dar as caras novamente. Afinal, aquela que talvez seja a maior, mais relevante e a última banda inglesa de rock dos anos 2000 que ainda vale a pena ser ouvida e tem o respeito e a admiração não apenas da crítica musical mas de milhões de fãs mundo afora (Brasil incluso), tinha/tem consciência plena de que o tempo voa nesses tempos frugais e fúteis da era vazia da web e que, por isso mesmo, era preciso dar as caras novamente. E o AM o fez finalmente, no último dia 11 de maio. Com o seu sexto álbum de estúdio, “Tranquility Base Hotel & Casino”, lançado oficialmente naquela sexta-feira (inclusive aqui, via Deck Disc), trabalho que era esperado com mega ansiedade pela humanidade. Afinal a grande questão era: como seria o novo som dos Macaquinhos? Tão rock e com guitarras explosivas quanto o espetacular e ultra bem sucedido “AM”, editado em 2013 e que rendeu absurdos seis singles individuais? Mais calmo e com mais variedade sonora? Nada disso?

Sim, absolutamente NADA DISSO. O que rolou foi que a banda decidiu que precisava se reinventar musicalmente para continuar existindo. Isso significou praticamente abandonar o rock de guitarras que funcionou tão bem até “AM” (de 2013) e tornou o quarteto britânico um dos últimos nomes gigantes do quase morto rocknroll dos anos 2000 e da era da web. E decidido a praticamente ignorar as guitarras, qual foi o caminho tomado pelo conjunto? Simples e o próprio líder, letrista, cantor e compositor Alex Turner falou sobre as mudanças em entrevistas recentes. Segundo ele, a sua inspiração para compor no instrumento de seis cordas icônico em toda a história do rock, estava literalmente acabando. Foi quando Turner ganhou um PIANO de presente de aniversário do empresário dos Macaquinhos ao completar trinta anos de idade, em 2016. Sentiu sua criatividade voltar com força ao começar a “brincar” no instrumento. E veio dali, do piano, toda a inspiração para compor as onze faixas do novo trabalho.

Que certamente vai DESORIENTAR quem está acostumado com o rock básico de nuances punksters do AM do início de sua carreira (lá em 2002, já se vão longos dezesseis anos…). Ou com a banda que abraçou com força e com competência absoluta (e com um grande help do gênio Josh Homme, do Queens Of The Stone Age) o stoner rock a partir de seu terceiro álbum (o espetacular “Humbug”, lançado em 2009). Se não causar desorientação nos fãs, no mínimo o novo cd vai causar irritação ou mesmo raiva nos mesmos – este espaço rocker online já “testou” opiniões sobre a nova empreitada musical dos Monkeys no faceboquete entre nossos amigos por lá, e o resultado foi bem previsível: boa parte deles achou “Tranquility…” uma merda gigante.

Talvez o disco esteja sendo, como sempre ocorre quando uma banda muda radicalmente sua proposta sonora, mal compreendido. Nunca é demais lembrar: o AM estourou para o mundo via internet e com seus dois primeiros discos de estúdio, lançados em 2006 e 2007, e quando Alex Turner ainda era um pirralho cheio de boas ideias tanto nas letras quanto na parte musical. Mas tudo aquilo ainda precisava ser lapidado e burilado, tanto que essa fase inicial do conjunto (com ele tentando reeditar para os anos 2000 a fúria e a iconoclastia punk inglesa do final dos anos 70) é justamente a que o blog zapper não suporta na trajetória dele. Estas linhas zappers passaram a morrer de amores por Turner e sua turma justamente quando lançaram o já citado “Humbug”. E depois de assistir uma gig inesquecível e fodástica do quarteto na edição de 2007 do Tim Festival, em Sampa. Naquele show e antes de lançar seu terceiro LP o AM já dava pistas totais de que o trabalho vindouro iria mudar bastante a concepção sônica deles. Foi quando entrou em cena o stoner rock que dominou os três álbuns seguintes, os melhores da carreira da banda.

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Mas a fórmula “stoner” também parecia ter se esgotado, ao menos na cabeça de Alex Turner. Foi quando entrou em cena o piano dado de presente pelo empresário do cantor e de sua banda. O resultado apareceu agora, cinco anos depois do mega sucesso que foi o disco “AM”. E se você que está lendo esse texto ainda não ouviu o novo álbum (algo difícil nesses tempos onde tudo flui hiper velozmente, não é? Ainda assim e como sempre dissemos aqui, nunca é tarde para se comentar/resenhar um ótimo trabalho musical), esqueça absolutamente TUDO o que você imaginava em termos sonoros em relação aos Monkeys. As guitarras saíram quase que totalmente de cena. Prevalece em todo o disco ambiências absolutamente calmas em termos melódicos, com fartas referencias a soul (!) e a R&B (!!!). Sendo que boa parte da rock press gringa também captou em algumas faixas do CD eflúvios e referências diretas do inesquecível e saudoso gênio David Bowie. Isso é ruim? De forma alguma. Fora que Alex Turner está cantando cada vez melhor e se utilizando como nunca de um falsete sarcástico, irônico e debochado, para reforçar algumas inflexões e algumas passagens vocais e dar mais força a alguns versos das letras, que também estão cada vez melhores e aqui refletem sobre o mundo moderno, sobre avanços tecnológicos que dão tudo ao ser humano e ao mesmo tempo o deixam completamente vazio e anódino por dentro. E, claro, já na faixa de abertura (a soberba “Star Treatment”) Turner reflete sobre si próprio e sobre em que e como, afinal, se tornar um rock star muda a existência e a essência de uma pessoa.

Sendo que há muitos outros momentos bem bacanas ao longo do disco. Como a faixa título (veja letra mais aí embaixo), ou ainda a mezzo psicodélica “Four Out Of Five” (o primeiro single de um álbum que não foi precedido por NENHUM single antes de seu lançamento oficial), “Science Fiction”, “American Sports” (onde Turner zomba sem piedade dos EUA da era Trump), “Batphone” ou a estoica/eloquente e algo melancólica (em seu clima de cabaré tristonho e decadentista, com melodia impecavelmente construída e conduzida pelo piano) “The Ultracheese”, que fecha tudo em grandioso estilo.

Yep, é um disco diferente de tudo que o Arctic Monkeys havia feito até então. Isso é ótimo? Péssimo? Depende do ponto de vista e do gosto do ouvinte e fã sectário. No caso de Zapnroll achamos que “Tranquility Base Hotel & Casino” é um álbum que desvela que Alex Turner teve coragem e MATURIDADE (quem disse que o rock não pode conviver com a maturidade comportamental e emocional do ser humano?) para, aos trinta e dois anos de idade, enxergar que o AM havia chegado a um ponto de não retorno e que a banda precisava mudar tudo para continuar existindo e continuar sendo relevante. E ele conseguiu o que queria. Musicalmente os Macaquinhos se reinventaram e seguem totalmente relevantes, como talvez a última banda inglesa que valha a pena de duas décadas pra cá. Se isso vai fazer alguma diferença no rock atual e na vida dos fãs do grupo, só o tempo irá dizer.

 

 

TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DOS AM

1. “Star Treatment”
2. “One Point Perspective”
3. “American Sports”
4. “Tranquility Base Hotel & Casino”
5. “Golden Trunks”
6. Four Out of Five
7. “The World’s First Ever Monster Truck Front Flip”
8. “Science Fiction”
9. “She Looks Like Fun”
10. “Batphone”
11. “The Ultracheese”

 

 

 

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No vídeo para o primeiro single do novo álbum, “Four Out Of Five”.

 

E O DISCO COMPLETO PARA OUVIR, ABAIXO

 

A LETRA DA FAIXA TÍTULO DO NOVO DISCO DOS MACAQUINHOS

 

Hotel e cassino base de tranquilidade

Jesus no day spa preenchendo o formulário de informações

Mamãe fez o cabelo dela

Apenas pulando para cantar uma música de protesto

Eu estive em um bender de volta para essa esplanada profética

Onde eu pondero todas as perguntas, mas apenas consigo perder a marca

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Esse pensamento mágico

Parece que realmente pode pegar

Mamãe quer algumas respostas

Você se lembra de onde tudo deu errado?

Avanços tecnológicos

Realmente sangrenta me deixa de bom humor

Puxe-me para perto de um bebê de véspera crisp

Beije-me debaixo do peito do lado da lua

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Você comemora seu lado negro

Então gostaria que você nunca tivesse saído de casa?

Você já passou uma geração tentando descobrir isso?

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

 

O FECHAMENTO (INFELIZMENTE) DE MAIS UM ESPAÇO ALTERNATIVO INCRÍVEL E QUE MARCOU ÉPOCA EM SAMPA, MESMO TENDO DURADO APENAS 5 ANOS

Não há mais escapatória, pelo jeito. O bananão tropical falido, fodido e DESgovernado por um golpista desgraçado e do inferno vai fazendo cada vez mais vítimas, espaços culturais, eventos e empreendimentos, diariamente. Inclusive na cena musical noturna alternativa da capital paulista, onde diversos bares e clubes bacaníssimos dedicados ao rock (que, sim, também anda quase morto nesses tempos de internet fútil, vazia e de cultura pop banal, irrelevante e total rasa, com a pirralhada dando um “foda-se” para o gênero musical que todos nós amamos, e se descabelando ao som de sertanojo e funk boçal) encerraram atividades nos últimos dois anos – como o Astronete, o Inferno, a Funhouse etc. E agora neste sábado, conforme já está anunciado nas redes sociais, é a vez da festa de despedida da sensacional Sensorial Discos, que tornou nossas vidas medíocres menos ordinárias ao menos nas noites de quarta-feira a sábado, nos últimos quase cinco anos.

O espaço, um mix genial de loja que comercializava discos de vinil importados com venda de cervejas artesanais (chegou a ter mais de 150 marcas em seu cardápio), além de sandubas e petiscos sofisticados, vai deixar mega saudades por zilhões de motivos. Por exemplo: as bruschettas de tomate seco eram divinas, idem as rodelas de cebola empanadas e os recentes hot dogs incorporados à carta de comestíveis, tudo com preços ótimos e em porção generosa, adornados na versão mais caprichada com bacon e queijos diversos, tudo preparado com absoluto esmero pela Lilian, uma das sócias e esposa do proprietário, o queridão Lucio Fonseca.

A carta de cervejas artesanais era impecável (sendo que recentemente a casa também havia incorporado ao quesito bebidas doses de Red Label, de Jack Daniel’s e de rum importado, mas nem era preciso), indo da Paulistânia/Ypiranga vermelha (e bem forte e encorpada, a preferida deste jornalista loker/rocker quando ele ia ao local) que custava módicos 20 mangos a garrafa (de 600 ml), a até rótulos tchecos com valor em torno de 80 reais a garrafa. Mas tanto as brejas quanto os petiscos saborosos, otimamente preparados e bem servidos, eram apenas a desculpa para segurar a clientela no lugar e chamar a atenção dela ao que realmente importava ali: a música (sempre rock ou MPB de ótima qualidade, apresentada por artistas iniciantes ou alguns até já meio consagrados no circuito independente ou mezzo mainstream). Durante os seus quase 5 anos de existência a Sensorial abriu espaço para alguns dos melhores shows que tivemos o prazer de assistir nesse período. Não só: o bar/loja de discos de vinil foi espaço de eventos incríveis como lançamento de livros, feiras, exposições sobre temas ligados à cultura pop etc, etc. O autor deste texto, ele mesmo promoveu eventos mega legais por lá, como festas de aniversário do blog zapper. E sendo que nossa última e super bem sucedida festa por lá foi a noite de autógrafos e de lançamento do livro “Escadaria para o inferno”, que aconteceu no final de novembro do ano passado.

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Zapnroll ao lado de Lucio Fonseca (acima), proprietário de um dos espaços rockers e de cultura pop mais incríveis da capital paulista, e que hoje está encerrando atividades em seu atual endereço; abaixo turma de “lendas” do rock paulistano se junta ao jornalista e escritor para bebemorar o lançamento de seu primeiro livro, em novembro passado: o músico e escritor Luiz Cesar Pimentel, o ex-baterista do Ira!, André Jung, e Callegari, um dos fundadores do movimento punk paulistano, nos anos 80

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Como tudo começou, afinal? A versão original da Sensorial era uma simples loja de discos e CDs localizada no centro de São Paulo, na rua 24 de maio (na Galeria Presidente, ao lado da célebre Galeria Do Rock). O proprietário era o conhecido músico e agitador cultural Carlos Costa (que toca baixo na banda Continental Combo). E um dos frequentadores mais assíduos era Lucio Fonseca, um sujeito que trabalhava no mercado financeiro e que possuía um amor e um conhecimento ENCICLOPÉDICO de rock e cultura pop. Pois bem: com a crise se agravando no país Carlinhos resolveu fechar a loja que tinha no centro da capital paulista. Foi quando Lucio lhe fez a proposta: reabrir a Sensorial mas com outra proposta comercial, outro foco de público e em uma região um pouco mais nobre da cidade. Foi assim que nasceu a Sensorial Discos onde ela estava/está localizada até hoje à noite: na rua Augusta, região dos Jardins (a parte, digamos, rica e chic de uma das ruas mais famosas do Brasil). E foi assim que ela marcou época, vendendo os melhores discos de vinil novos, lacrados e importados, servindo as melhores cervejas artesanais da noite paulistana e oferecendo ótimos pocket shows para um público ainda interessado em MPB e rock de qualidade.

Mas tudo acaba um dia nesse sempre cinza, triste e miserável país. E mesmo conseguindo manter um público fiel a Sensorial Discos enfim cedeu às pressões de uma situação econômica caótica dominando o Brasil e resolveu fechar as portas, mesmo porque Carlinhos já havia saído da sociedade há algum tempo e Lucio estava tocando o negócio sozinho, junto à sua dileta love girl Lilian. Em papos com este blog semana retrasada ele já havia dito que iria fechar a loja no final deste mês (“o aluguel está absurdo, tentei negociar com o proprietário mas ele não aceitou acordo algum”, disse ele quando conversamos. “Fora que as pessoas estão sem dinheiro e apesar de ainda mantermos um público fiel o CONSUMO no bar caiu”, completou). Ele tem planos de reabrir em outro local. Mas ainda sem previsão de data nem endereço já escolhido.

De modos que neste sábado iremos perder mais um incrível espaço cultural alternativo em Sampa. E isso é de se lamentar profundamente visto que a sociedade brasileira, quase como um todo, se tornou bastante ignorante, boçal e conservadora de alguns anos pra cá, muito mais do que era há três décadas. Hoje não há mais espaço no país para música de qualidade, idem literatura, cinema, artes visuais, teatro, o que for. O que impera aqui é o reino do raso e do fácil, de consumo simples, direto e rápido. Está ficando cada vez mais impossível manter espaços comerciais dedicados à cultura de qualidade, como era o caso da Sensorial Discos.

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Mais dois ótimos momentos do blog ao longo dos últimos, na Sensorial Discos/SP, que está encerrando atividades hoje no atual endereço: acima a finada banda Star61 toca o terror rocker na bombadíssima festa de 11 anos da Zap, em maio de 2014; e abaixo o jornalista e escritor zapper brinda com seu amigo Nasi (vocalista do grupo Ira!), durante gravação de entrevista para o programa “Nasi noite adentro” (do Canal Brasil), em janeiro passado

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Vai deixar muitas saudades, com certeza. E para amenizar um pouco essa saudade estaremos todos lá neste sábado, para (repetindo novamente) nos despedir (tomando ótimas brejas) de um local que tornou nossas vidas quase sempre imensamente cinzas, caóticas, vazias e tediosas, menos ordinárias nas noites de quarta-feira a sábado. Sendo que daqui desejamos todo o sucesso e sorte do mundo pra dom Lucio e miss Lilian, em suas novas e futuras empreitadas.

 

XXX

 

Do texto que consta na página do evento aberta no Facebook, sobre a festa de despedida da loja/bar:

 

Aconteceram nestes 4 anos e 7 meses de funcionamento:

– Mais de 1500 Shows

– Lançamentos de livros e quadrinhos

– Discotecagens e Festas

– Exposições de fotos, pinturas e ilustrações

– Performances

– Debates Filosóficos

– Saraus

– Degustações de Cervejas

– Feiras e Bazares

 

***última forma: em papo com o blog na tarde de hoje, sábado em si, Lucio Fonseca deu a ÓTIMA notícia: a Sensorial Discos já reabre nas próximas semanas em novo endereço, na rua Augusta mesmo, mas do lado entre a avenida Paulista e o centro da cidade. Vai funcionar na Galeria Ouro Velho, tradicional ponto do baixo Augusta e que ferve nos finais de semana à noite. Logo menos daremos mais detalhes aqui sobre o novo endereço de um dos bares e lojas de discos mais incríveis da capital paulista.

 

**********

A VITÓRIA DO GRANDE ROCK ALTERNATIVO NO PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018 COM JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES, DÁ ALGUM ALENTO À MORIBUNDA CENA ALT ROCK BR

Palavra deste velho (mas jamais obsoleto) jornalista eternamente rocker e ainda loker: mesmo falido e já quase morto o rock BR ainda respira e mostra sua força, aqui e ali. E um dos momentos em que ele mostrou essa força rolou no final de março passado, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018 – do qual o autor deste espaço online foi um dos três jurados na categoria música. E no evento assistimos com o coração em júbilo absoluto ao triunfo do Jonnata Doll e seus guris solventes (na real este espaço rocker já sabia do resultado da premiação e apenas não podia abrir seu enorme bico antes da entrega dos prêmios, mesmo porque isso iria estragar o fator surpresa e a alegria da banda, hehe). Que DISSOLVERAM concorrentes pesos-pesados como Mano Brown (vocalista dos Racionais), por exemplo.

O quinteto cearense merece, e como. Grupo bom pra carajo e que ainda por cima recebe um mega merecido destaque para seu trabalho, ainda mais em um momento em que o rock precisa de total apoio e visibilidade na mídia e na música total emburrecida de um país idem, e onde o que manda no gosto do populacho é sertanojo, axé burrão e funk podreira em nível hard. E sim, mesmo estando em “baixa”, o rock ainda vive, respira e CHUTA.

E a Secult/SP merece todos os elogios do mundo por dar essa força à cultura como um todo e ao rock em particular. Sem palavras para agradecer ao (agora ex) Secretário José Luiz Penna e ao amado André Pomba, por essa autêntica revolução dentro da Secult.

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O telão instalado no teatro Sérgio Cardoso (no centro da capital paulista), durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do EstadoSP para a Cultura 2018, anuncia a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes na categoria música (acima), dando novo alento ao combalido rock alternativo brasileiro atual; abaixo o vocalista Jonnata Araújo comemora a vitória ao lado de Zapnroll, que foi um dos jurados da premiação

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Finda a premiação fomos todos bebemorar, claaaaaro. Com brejas e em seguida Finaski indo jantar com seu queridaço advogado ricaço “hipócrita de extrema direita” (hihihi), o também loker/rocker TG, que voltou de viagem de trabalho de uma semana ao exterior. Enfim, fakes otários e doentes de inveja no FB (como o PORCÃO José Flávio JOTALHÃO MERDA Jr., que foi destilar sua raiva, rancor, inveja, torpeza, ódio e dor mortal de cotovelo no grupelho que ele “administra” sobre a finada revista Bizz, dizendo por lá que “é uma vergonha a Secult permitir que Finatti faça parte de algo, e quanto ele irá receber de ‘gorjeta’ da banda por tê-la ajudado a ganhar a premiação?”, ahahahaha) e no painel do leitor da Zapnroll: podem SE MATAR avonts de ódio. E latir à vontade também.

De modos que mais uma vez: parabéns pro Joninha e os guris solventes. E daqui pra frente, foco no trabalho e administrar mega bem o money que irão receber da premiação. Afinal a banda é mesmo uma das melhores e das poucas com trabalho realmente relevante na novíssima cena independente do rock nacional. Sendo que com a grana que irão receber por ter ganho o prêmio (R$ 60 mil reais), o plano é gravar um novo e caprichado disco, que será o terceiro inédito de estúdio deles. É isso aí: sucesso pros meninos, que estão no coração destas linhas zappers já para sempre!

 

***Adendo: um covarde e retardado ainda foi VOMITAR no painel do leitor de Zapnroll, perguntando o que fizemos até hoje pela cena rock alternativa nacional, como jornalista. Nem precisamos responder, hihi.

 

 

 

E A MORTE LEVOU O PRODUTOR MUSICAL CEM (NOÇÃO) EM MARÇO PASSADO

Yep. Em 22 de março passado o meio musical brazuca foi surpreendido com a notícia da morte de um dos produtores musicais mais conhecidos do país nas duas últimas décadas – e não exatamente por ele ser o pseudo e superestimado “gênio” que muitos consideravam e ainda consideram, num exagero sem tamanho. Na ocasião o jornalista zapper postou o texto abaixo em sua página no FaceTRUQUE, emitindo sua opinião sobre o falecido. Foi um escândalo: Finaski foi xingado, insultado, chamado de aético, foi repreendido publicamente (por chapas como o prezado André Forastieri, que declarou no mural fináttico da rede social: “você perdeu o direito de me chamar de queridão”) etc. Tudo porque vivemos na era da web escrota, do politicamente correto exacerbado, do moralismo total hipócrita e da falta de sinceridade plena, onde ser sincero e dizer/publicar o que se realmente pensa sobre algo se tornou um crime.

Enfim, o blog não mudou e não mudará uma linha sequer sobre o que escreveu naquele momento, e que segue aí embaixo. Sem mais.

 

XXX

IMAGEMCEM18 O produtor musical CEM (noção), um dos nomes mais conhecidos da cena musical nacional nas últimas duas décadas e que morreu repentinamente em março passado: superestimado profissionalmente em demasia, virou “santo” assim que seu falecimento foi anunciado. Que descanse em paz mas seu passamento não comoveu absolutamente em nada este espaço rocker online

Sobre a morte do produtor CEM (ou Carlos Miranda).

Na boa? NÃO VOU ALIVIAR pro finado em questão, como não aliviei pro analfabeto funcional que era Chorão (vocalista do Charlie Bronha Jr.), quando ele também foi pro saco. O ser humano tem o PÉSSIMO hábito de endeusar e perdoar todos os pecados de quem morre, por pior que a pessoa tenha sido em vida e como se ela sempre tivesse sido uma santa, sem cometer nenhum erro, falha ou cagada em sua existência, e sem ter jamais prejudicado quem quer que fosse. Partindo dessa premissa até Hitler e Stalin foram “santos”. Mas como não tolero injustiça, acho que o que tem que ser dito DEVE ser dito, mesmo que seja algo desabonador sobre a vida pregressa de um morto.

Posto isso, digo que não desejo a morte de absolutamente NINGUÉM nesse mundo. Nem a de Hitler (pra exemplificar meu pensamento), nem a de um inimigo FEROZ e cruel, como este senhor foi de mim e sendo que muitas vezes ele tentou me prejudicar moralmente e profissionalmente da forma mais solerte, canalha, calhorda e infame possível. Mas enfim, como sempre digo: desse mundo ninguém jamais sairá vivo. Meus sentimentos aos amigos e familiares dele. É isso. Podem me xingar e fuzilar à vontade por causa deste post. Pelo menos sou honesto, transparente e detesto falsidade. E sei que quando EU morrer (e não tenho medo algum da morte, além de achar que a minha está cada dia mais próxima) muitos irão lamentar meu fenecimento da maneira mais FALSA possível. De modos que terei (do além, se ele existir) muito mais respeito pelos HONESTOS que me DETESTERAM e tentaram me foder a vida toda pelas costas e que irão COMEMORAR secretamente meu desaparecimento, dizendo: “já foi tarde, filho da puta!”.

Quem quiser saber o que eu pensava de fato de mr. Miranda, segue abaixo o link de post que publiquei no blog zapper há seis anos, em 2012. E novamente: rip, Mirandinha.

http://www.zapnroll.com.br/2047/

 

 

ENSAIO ROCKER SENSUAL EM REPETECO MERECIDO: JONNATA DOLL E SUA LOVE GIRL MARCELLE, UHÚ!

Yep, para comemorar a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes no Prêmio Governador do EstadoSP 2018 para a Cultura, nada melhor do que republicarmos um dos melhores ensaios eróticos já produzidos para o blog zapper: o que mostra o cantor Jonnata total avonts ao lado da sua gatíssima e gostosíssima lovegirl, Marcelle Louzada. Apreciem sem moderação!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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Casal rocker: tesão e música caminhando juntos

 

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Ele com olhar atento e agressivo; ela, observando a fera com suavidade

 

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Um baseado pra relaxar 

 

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Corpo, carne e corações em conexão plena

 

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Observando as estações lunares impressas no corpo da amada

 

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FIM DE PAPO

Pronto! Demorou mas o postão voltou bem, com textão e afiado como sempre. De modos que podemos encerrar os trampos por aqui, mesmo porque o blogger sempre andarilho está se mandando para a tenebrosa (atualmente) capital fluminense (yep, o Rio De Janeiro mesmo) nesta quarta-feira (amanhã em si, véspera de mais um feriadón), onde fica até a semana que vem, para divulgar nosso livro “Escadaria para o inferno”.

Beleusma? Então o blog retorna com post inédito logo menos, assim que novos assuntos bacanas surgirem e merecerem uma pauta bacana por aqui, okays? Bijokas nos leitores e ótimo feriado pra galera rocknroll!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/5/2018 às 14hs.)

34 Comentários

  1. é verdade que seu apelido nos gloriosos anos 90 era Humberto Medusa? Afinal tudo que você tocava virava pedra?
    Beijos e continue divulgando seu livro Ad aeternum.

    1. Ahahahahahaha, “Queridão”, aliás “Dedo Duro” (e todos esses nomes fakes covardões escondendo o grande BOSTA que é mr. Paulo “Fofocanti”, uia! Ou seria alguém próximo a ele, como Alex PORCO Antunes, ou ainda José Jotalhão Jr?) em surto bravo, hihihi. E sempre mandando mensagem no mesmo horário, depois da meia noite. É taaaaão fácil descobrir quem é esse merda gigante, mas nem vou perder meu tempo, até me divirto vendo o quanto um DOENTE desse nível pode ser tão psicopata, ressentido e invejoso, rsrs.
      Apenas colocando um fato no seu devido lugar: fui o responsável DIRETO pela vitória dos guris solventes no Prêmio Governador Do Estado. Fui eu quem indiquei a banda para os cinco finalistas na categoria música, e novamente mantive meu voto neles quando restaram apenas 3 nomes para ganhar a premiação. Como éramos em três jurados, mantive o voto até o fim, argumentei o que achei que deveria argumentar na defesa da minha escolha, meus argumentos foram aceitos pelos outros dois jurados e eles venceram a parada. Simples assim. MORRA DE INVEJA, seu BOSTA!
      Humberto Merlusa nos anos 90? Nunca me chamaram assim. Se fumei crack naquela época (é o que vc deve estar querendo insinuar com “tudo o que eu tocava naquela época se transforma em pedra”)? Sim, muito e durante quase uma década, sendo que isso está muito bem esmiuçado no meu livro. Foi uma lição de vida para mim, não me envergonho de ter sido usuário dessa droga terrível e muito menos sou moralista babaca nem junky arrependido. Consegui me livrar dessa parada sinistra e não a recomendo a ninguém. Mas cada um faz o que bem entender da sua vida. É muito mais digno aprender com nossos erros e não se arrepender deles do que ser um RATO DE ESGOTO SUJO E COVARDE, como é vc, Paulo FOFOCANTI Dedo Duro Queridão.
      Sem mais. Boa tarde, chupe a minha rola e morra engasgado com a minha porra na sua garganta.
      Ah, sim, pra vc se matar de inveja novamente: tem lançamento de “Escadaria para o inferno” mês que vem no SESC SP, com bate papo com o autor (eu mesmo). O sr. está convidado a prestigiar. Só não vá dar escândalo lá e surtar de ódio porque senão a segurança do local irá colocá-lo para fora.

  2. Alguém aí sabe onde foi para a banda Druques ? Eles lançaram a uns 5 anos um discaço total underground intitulado “Nuvem Negra” e…. sumiu….

  3. Finas, me adiciona no seu novo perfil no facebook? Humberto n Finatti? Tô com saudades de denunciar você.
    Tira uma dúvida: você chama o facebook de nazista porque você não pode falar mal dele na própria rede social, mas eu posso falar mal de você aqui no seu site? Você negar isso torna você um nazista, facista ou algo assim?

    1. Claro que pode falar mal de mim aqui. Pena que o sr. é um BOSTA que não tem coragem de fazer isso assinando seu próprio nome. E lamento por vc ou por algum querido amigo seu estar ficando desempregado, já que a Rolling Stone Brasil fechou. Ô dó, ahahahahahaha.

        1. Só se for na sua kit e na sua cueca podre, dedo mole fedendo a cocô. Se você stalkeia (e sei que stalkeia) meu FB, sabe que estou hospedado num condomínio fechado no Rio, na Barra da Tijuca (apê de uma amiga) desde a semana passada. Pena que tenho que voltar pra Sampa, pois aqui está realmente sensacional.

          E vc, Paulo Bosta Fofocanti, ops, dedo mole de fezes, agora que perdeu o trampo na finada Rolling Stone BR tá com tempo de sobra pra passar a madruga postando merda e covardia fake aqui, né? Ô dó, ahahahahaha.

          1. Paulo FOFOCANTI, asqueroso e COVARDE como só ele sabe ser, dando surto de psicopata no painel do leitor zapper, no seu horário habitual (depois da meia noite). Deve estar tendo crise de ódio, raiva, rancor, ressentimento e inveja porque a Rolling Stone fechou e ele ficou sem emprego, coitado…
            E manda mensagem sem nada a ver com o post do blog, claro. Destino da mesma: lixeira, alguma dúvida?
            Seu BOSTA!

    2. Aliás, pelo horário em que a mensagem foi enviada, Paulo FOFOCANTI ou Alex PORCÃO Antunes na área, uia! Enquanto isso estou aqui no Rio De Janeiro, passeando e me distraindo desde quinta-feira passada. La dolce vita a minha (às vezes, nem sempre, vero), enquanto outros merdas como vc querem desesperadamente viver a minha vida. Que triste, rsrs.

  4. Enquanto publicações de ALTA qualidade como a Rolling Stone que tinha ótimos profissionais que entende mil vez mais de música do q você acaba, outras BOSTAS por exemplo este blog ainda existe que injustiça do caralho

    1. Wooooowwwww!!! A fakelândia já começou a LATIR aqui no painel do leitor zapper, hihi. Estão inconformados com a notícia, que todo já devem estar sabendo inclusive.

      Pois é… fim da Rolling Stone Brasil. Durou 12 anos, sendo que os 4 primeiros (justamente e sem falsa modéstia, o período no qual escrevi e colaborei com textos para a revista) foram sensacionais, quando os editores eram os mais que queridos Ricardo Cruz e Pablo Miyazawa (meu sempre fofo super monge japa zen). Depois veio a decadência, claro (afinal a publicação foi entregue às baratas e ficou nas mãos de jornalistas “brilhantes” como o PORCO Paulo Fofocanti, por exemplo). E agora confirma-se o encerramento da edição brasileira da RS.

      Estou taaaão triste… ahahahahaha. Poxa… Alderabinha ficou sem emprego, uia!

      Rip RS Brasil. Enquanto vc MORRE e meus inimigos latem de raiva, inveja, rancor e ódio, a Zapnroll segue firme e forte. 15 anos de cultura pop e rock alternativo na blogosfera brazuca. Isso aê!

      Finaski segue in Rio. Sendo que agora à tarde incrivelmente estou saindo pra dar um passeio na… praia da Barra da Tijuca (logo eu, que detesto praia, rsrs). Ulalá!

  5. Considerando que vivemos na nova era da direitopatia e fascismo, você ainda acha viável defender o Lula, o encantador de iludidos? Não seria hora de apoiar uma voz mais progressista, sábia e sem condenação criminal, como o Sr. Ciro Gomes?
    Att.
    Chute No Saco.

    1. Chuton no sacon, meu voto será sempre Lula. Mas tenho enorme simpatia pelo Ciro – a entrevista dele no Roda Viva foi sensacional e só por ele chamar Temer vampiro golpista do inferno de “escroque e usurpador”, já valeu o programa todo.
      De modos que se Lula for realmente (e injustamente) impedido de se candidatar é certo que meu voto irá pro Ciro Gomes.
      Beleusma?

  6. Conhece a banda Preoccupation? Corra atrás e pare de chorar com esse lenga-lenga de que o `rock` (?!?!?) está morto. Atualize-se.

    No mais, ver homem pelado no ‘blog’ é o fim da picada.

    1. Que preconceito mais besta, Twin. Vc já parou pra pensar que, assim como vc (macho jurubeba, hihi) ama ver um nude feminino, as LEITORAS do blog tb têm o direito de apreciar um nude MASCULINO? Fora que Joninha está muito bem acompanhado nas fotos pela sua tesudíssima lovegirl, a Marcelle. Isso não conta?

  7. PHINNAS VC É CULPADO PELO FIM DA ROLLIG STONE
    FOI SUAS MATÉRIAS FAKES QUE CAUSOU A DECADÊNCIA
    DA REVISTA AGORA GRANDES PROFISSIONAIS VÃO PERDE SEUS TRAMPOS

  8. Vi que você gostou muito do 2º disco dos Vaccnines lá em 2012, e quanto ao nôvo trabalho dêles ? Você gostou ou não, e seria interessante um review do disco…valeu.

    1. Ahahahahahahahaha, gininho, o fake mais bizarro, MALA e VELHO deste espaço, que ele já frequenta psicoticamente e com amor pleno há uns 10 anos, hihihi.
      Ti amu, gigi. Mas vem cá, cê acha mesmo que eu ainda leio um blog pobreload que já foi pro saco faz tempo? Que isso menino, nem sei o que anda sendo publicado lá. Mas duvido que tenha saído um texto primoroso como o meu, falando do fechamento da Sensorial Discos.
      Um beijo xuxu, e venha sempre nos divertir e fazer rir com sua paixão platônica por mim, ahahahahaha.

  9. Essa merda de desgoverno já tá ruim, daí espaços legais fechando e os que estão aberto, cheio de direitopata e fascistas.
    Por isso não saio mais de rolê.
    Abs!

    1. Tá sinistro mesmo, prezado Go, sendo que estou muito contente pelo fato de vc estar mais presente e interagindo com seu amigo aqui, seja no faceboquete ou aqui mesmo. Valeu pela mensagem e lhe digo que a Sensorial era incrível. Mas felizmente eles vão reabrir na Augusta mesmo (do outro lado, indo pro centro) em duas semanas mais ou menos. E lá vale realmente a pena frequentar.
      Abração, rapá!

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