E lá vem o Sonic Youth no SWU. E também o Copacabana Club, o Primal Scream, a confusão nas datas do Pearl Jam e mais isso e aquilo, e… putarias só no próximo post, hihi

A lenda maior do noise guitar, o Sonic Youth (acima), volta mais uma vez ao Brasil, pra se apresentar no festival SWU, em novembro; quem sabe lá essa dupla aí embaixo (Zap’n’roll e a deusa loira Kim Gordon, baixista da banda) se encontram novamente, para um bate-papo, rsrs

A grande preguiça da sexta-feira.
Yep. Vai ser um post pequeno o de hoje, se comparado ao gigante publicado aqui na semana passada. Apesar de a semana ter sido razoavelmente, hã, “movimentada” (com mais um ministro sendo defenestrado do novo governo, vai mal a parada assim hein, dona Dilma…) e tals, a verdade é que estas linhas bloggers rockers não encontraram aquele assunto palpitante para transformá-lo em um grande tópico esta semana. Claro, tem a confirmação do Sonic Youth no SWU (e que o blog já havia antecipado na semana passada), o grande imbróglio que está se formando em torno das datas do Pearl Jam no Brasil, um monte de shows bacaníssimos de hoje, sexta-feira, até domingo aqui em Sampalândia etc, etc, etc. Mas enfim, nada realmente muito digno de nota. Então vamos ao post “possível” de hoje, sem muitos escândalos e putarias (calma que logo menos eles estarão de volta aqui, na Zap.com, rsrs), mas como sempre com muita cultura pop e o nosso sagrado rock alternativo, que nunca pode faltar por aqui.

* E… nhá, realmente sem saco pra escrever muito hoje. A semana foi algo tediosa e modorrenta, e só começou a esquentar mesmo (o que é ótimo nesses tempos deliciosos de frio de quebrar os ossos) ontem, com o showzaço do Television, no Beco/SP.

* Yep, o show foi fodão. Ok, muita improvisação instrumental, quase total desconhecimento do repertório pela maioria do público presente (sim, haviam fãs da banda e gente que realmente entende de som e que sabia o que estava rolando no palco; mas também havia a irritante peruagem de playbas e dondocas metidas a rockers, que vão a shows apenas pra ver e serem vistos/as, e ficam “boiando” em relação ao show que está rolando). Mas foi sublime ver o tiozão gênio Tom Verlaine destruindo na guitarra, principalmente em “Marquee Moon” e em “Venus” (já no final do set), que foram emocionantes.

* JIM MORRISON 40 ANOS DEPOIS – Você ainda se importa com Jim Morrison? Pois domingo passado, 3, comemorou-se os quarenta anos da morte de um dos mitos da história do rock. O tempo passa mesmo, no? Zap’n’roll se lembra de que, na sua adolescência, ele era mega doente por Doors – que, há de reconhecer hoje, foi um dos pilares do rock psicodélico sessentista, mas era um grupo que se resumia mesmo à genialidade de Jim Morrison. Tanto que, quando ele morreu, o trio remanescente até tentou seguir sem ele, mas naufragou após lançar dois discos que ninguém viu nem ouviu. Enfim, Jim era gênio e poeta, todo mundo sabe disso. E estão aí clássicos como “Break On Through”, “Light My Fire”, “The Crystal Chip”, “People Are Strange”, “Love Me Two Times”, “Roadhouse Blues”, “L.A. Woman”, “The End” (usada magistralmente por Francis Ford Coppola na abertura do igualmente magistral “Apocalypse Now”, o filmed a vida do autor destas linhas rockers poppers) e muitos outros, resistindo imunes à passagem do tempo. O semanário inglês NME deu sua capa desta semana (essa, que você vê aí embaixo) ao eterno Rei Lagarto (“precisamos de grandes copulações douradas…”, escreveu ele no seu livro de poemas, “Uma oração americana”), questionando se ele era, afinal, um “Deus do rock ou falso profeta”. Enfim, se você ainda se importa ou não com a obra magna dos Doors, é uma questão pessoal sua. O blog se importa sim, embora não ouça mais a banda como em anos atrás. Mas viveu muitas histórias cabulosas, embaladas pela trilha sonora dos Doors. Talvez uma dessas histórias esteja logo menos aqui no blog. Talvez…

* O line up do SWU melhorou muito, de fato, com a confirmação do grande e inatacável Sonic Youth no festival, que rola em Paulínia/SP, de 12 a 14 de novembro próximo. Longe do ideal, ainda? Com certeza. Mas estas linhas bloggers rockers apostam um picolé de limão (delícia, nesse frio) que a grade de atrações do evento vai ser engordada, a qualquer momento, com a confirmação do Arctic Monkeys nela. E fora que, como o total de atrações vai chegar a 70 nomes, muitas novidades ótimas ainda poderão pintar nessa parada. O jeito é aguardar…

* O último show que o blog assistiu do Sonic Youth em terras brazucas (o grupo já esteve aqui por três vezes), foi no festival Claro que É Rock, em 2005. Zap’n’roll estava no “chiqueirinho” dos jornalistas, bem na frente do palco, quando a gig começou. E “bicudo” que estava (tinha acabado de ganhar de presente de aniversário, de um amigo, um teco gigante de cocaine), não agüentou ficar nem cinco minutos ali, já que a jornalistada estava sendo alvo de uma autêntica “chuva” de objetos (copos plásticos, garrafas etc) atirados contra ela. O blogger doidão saiu dali e foi direto pra área vip, onde pediu dois copos gigantes, cada um com duas doses duplas de vodka e energético. Virou o primeiro copo como se estivesse tomando refrigerante (pra cortar a “bicudisse” provocada pela devastação nasal), e se animou pra ir novamente perto do palco e curtir o restante da apresentação. Que foi fodástica e terminou com o hino “Teenage Riot”. Quando a música estava próxima de acabar e ainda com um copo cheio de vodka misturado com energético, o jornalista gonzo se mandou pro backstage e lá esperou a banda sair do palco. Foi quando conseguiu bater um papo rapidíssimo com a deusa loira Kim Gordon, a baixista dos sonhos de qualquer banda. O papo rendeu inclusive a pic que abre este post, e foi o melhor presentes de aniversário de 42 anos que o sujeito aqui poderia ter ganho.

* Quem sabe em novembro próximo, Zap’n’roll bate mais um papinho com miss Kim Gordon, hehe.

* E a sextona começou bem, com todo mundo vendo no YouTube os novos clips dos Strokes e do Arctic Monkeys. A nova música de trabalho escolhida por Julian e Cia é “Taken For A Fool”, na modestíssima opinião dessas linhas virtuais a melhor faixa de “Angles”, um disco pra lá de irregular, sendo que “Taken…” remete à “Barely Legal” e aos melhores momentos da estréia da banda, até hoje o melhor trabalho deles.

* Já os Macaquinhos soltaram na web o vídeo pra lindona “The Hellcat Spangled Shalalala”, novo single do ótimo por inteiro “Suck It And See”. E… bão, os dois vídeos estão aí embaixo. Deleite-se!

Arctic Monkeys – “The Hellcat Spangled Shalalala”

The Strokes – “Taken For A Fool”

* A grande confusão sobre as datas do Pearl Jam no Brasil, está definitivamente instalada. Sabe-se que haverá um show em São Paulo dia 4 de novembro, no estádio do Morumbi. A Riotur, empresa oficial que cuida do turismo na capital carioca, chegou a anunciar em seu site uma apresentação do grupo para o dia 6 de novembro (um domingo), na Praça da Apoteose. Isso no começo desta semana. Dois dias depois, o informe no site da Riotur foi retirado do ar. Continuamos aguardando um pronunciamento “oficial” a respeito do assunto, por parte da T4F, a responsável pela vinda da banda ao país.

O BLOG ZAPPER INDICA
* Disco I: O Television é, até hoje, um dos grupos mais influentes de todo o pré-punk novaiorquino. E seu álbum de estréia, o sublime “Marque Moon” entra fácil na lista zapper dos vinte melhores álbuns de rock de todos os tempos. Aquelas tramas de guitarra entre Tom Verlaine e Richard Lloyd (que infelizmente não está mais no grupo), as alternâncias entre solos e bases, as timbragens e as melodias quebradas de canções como “Friction” (que o Echo & The Bunnymen adorava “coverizar” em seus shows), são insuperáveis. E eternas. Então, se você NUNCA ouviu o disco – e aproveitando a passagem do grupo pelo Brasil –, fikadika: vá atrás dele na loja de sua preferência (em São Paulo, ele pode ser encontrado na Locomotiva Discos, que fica na rua Barão de Itapetininga, 37, loja 51, fone 11/3257-5938, http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002067932113&sk=info), ou procure na web onde ele é facilmente encontrado pra ser “baixado”.

A obra-prima do Television

* Disco II: ok, ok, muita gente torce o nariz pro curitibano Copacabana Club, chamando a banda de “sub Cansei de Ser Sexy”. Mas a verdade é que este “Tropical Splash”, a estréia deles em disco cheio, é bem legal. Combinando electro com rock na medida exata (e sem exageros nos solos de guitarra ou nas bases eletrônicas), mostrando os bons vocais da totosa Caca V, e melodias que ao vivo põem o povo pra dançar (como o blog pôde comprovar semana passada, no StudioSP), o CC mostra que tem um futuro promissor com este álbum e poderá ser a bola da vez no atual e combalido pop/rock brazuca. A produção do trabalho, a cargo do gênio Dudu Marote, saiu no capricho e o conjunto mostrou que é capaz de ir além do hit “Just Do It”. Então, fica a recomendação destas linhas zappers: pode ir atrás!

O Copacabana Club (acima) e seu disco de estréia (abaixo): bom pra dançar, bom pra cutir em casa também

* Blog rock’n’roll bacana: é o Female Rock Squad, que começou há pouco tempo mas já está movimentando legal a blogosfera com atualizações diárias e boa cobertura da cena rock alternativa gringa e Brazuca. E o mais interessante pros marmanjos (rsrs): o blog é escrito por cinco gatonas rockers até a medula. Interessou? Dá uma olhada lá: http://femalerocksquad.wordpress.com/ .

* Baladaças: yeeeeesssss! Nada como sair pra esbórnia nesse frio porrada que está atacando Sampalândia por esses dias – afinal, estamos no inverno, né? Então se liga: hoje, sextona, DJ set do blog no Container Club (que fica na rua Bela Cintra, 483, Consolação, centro de Sampa), na noite do super DJ Márcio Custódio, e ainda com show da bacana banda Bresser, comandada pelo querido Felippe Toloi, que está apagando velinhas hoje, hehe. Ainda hoje tem também showzaço com as bandas Single Parents (um dos novos nomes do indie rock paulistano preferidos destas linhas bloggers rockers), Hierofante Púrpura e Loomer no Urban Lounge (rua Carlos Vicari, 263, Lapa, zona oeste paulistana), além da discotecagem rock’n’roll sempre “hot” do querido Gilberto Custódio.///Sabadão? Vem que tem: começando cedo o rolê, tem showzaço de lançamento do novo álbum dos amados Los Porongas, no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul de São Paulo). A banda é sensacional e o disco, “O segundo depois do silêncio”, idem. Ou seja: imperdível! Depois, Rock Rocket na Outs (na rua Augusta, 386), mais discotecagem da sempre incrível Bruna Vicious, o grande DeFalla com sua formação original detonando no palco do Beco203 (também na Augusta, mas no 609), em noitada rock fodona que também vai contar com shows do O Melda (MG) Fleeting Circus (RJ) The Name (SP) e Vivendo do Ócio (BA), e mais uma edição da festona “Pop&Wave” no Inferno Club (também na Augusta, no 501), e onde só rola anos 80’. E, ufa!, ainda tem mais uma ótima noitada rocker no ótimo OfKind, o novo bar rocker de Sampa, comandado por Roberto Cotrim (a lenda que cirou o Espaço Retrô), e que fica lá na rua Fiandeiras, 699 (na Vila Olympia, zona sul paulistana), com discotecagem do Berns e Rogério Real.///E no domingo, fechando bem o finde, ainda vai ter Ecos Falsos no palco do Beco203. Tá bom, né? Se joga, porra!

TERRA À VISTA! E PRIMAL SCREAM TAMBÉM!
Yep, agora é oficial: corra, mas corra mesmo desde DJÁ pro hfinatti@gmail.com, que já começou a disputa sangrenta (e que se estenderá até o final de outubro), por:

* INGRESSOS (número ainda a ser definido, nas próximas semanas) pro Planeta Terra festival 2011. Aquele mesmo, que vai rolar em 5 de novembro em Sampa, com shows dos Strokes e Beady Eye, e cujos tickets pra venda já eram há séculos.
Quer mais? Ok, tem mais:

* Duas cópias do DVD “Screamadelica Live”, que a gravadora ST2 está mandando pras lojas, e que mostra o showzaço que o Primal Scream vai fazer aqui mesmo, em Sampa, dia 24 de setembro, no HSBC Brasil, dentro do festival Popload Gig, produzido pelo nosso sempre queridão Luscious Ribeiro.

Mande ver nos emails galere, e boa sorte!

E POR HOJE É SÓ
Sim, sim, o zapper blogger está meio preguiçoso esta semana, por causa do frio, rsrs. Semana que vem voltam os mega posts aqui no endereço próprio do blog, e também na Dynamite online, inclusive e talvez com um relato hard do inesquecível namoro do sujeito aqui com a negraça Greta, um bocetaço de tetas gigantes (iguais, inclusive aos pertencentes a um outro enlouquecedor “romance” curtido pelo blogger cafajeste, anos atrás, e cuja imagem já foi postada aqui, há algumas semanas, rsrs) que o autor destas linhas calhordas traçou durante um ano, isso lá por 1993. A garota era um tesão em seus dezoito anos, adorava Jim Morrison e os Doors e… adorava foder ouvindo a banda, e dizia no ouvido do então ainda jovem jornalista, enquanto levava pica na xota: “vai, me fode seu cachorro!”. Mas isso contamos melhor no próximo post, em mais um “caloroso” diário sentimental, hihi.

O blog se vai, deixando beijos no dileto leitorado. E um especial e mui doce na linda Leninha, ok? Te mais!

(enviado por Finatti às 18hs.)

Segundo semestre da porra em Sampa, com Planeta Terra, SWU, Television, Primal Scream e Pearl Jam, uhú! Mais: outro capítulo sórdido e hardcore de sex and drugs em festivais indies, hihi. O que rola neste finde, indicações do blog e uma resposta definitiva (agora vai) e pública, para um assunto pessoal

O gênio Bobby Gillespie (acima), junto com o fodástico Primal Scream, se apresenta dia 24 de setembro em São Paulo; já a lenda punk Television (abaixo) chega bem antes: o quarteto novaiorquino toca na capital paulista já na semana que vem, no Beco203

Yep, muita agitação vindo por aí.
Nos próximos meses a capital paulista vai ser invadida por uma avalanche de shows gringos. De todos os estilos, tamanhos, tendências, qualidades. Não importa se se vai ser bom, ruim, metal, reggae, indie guitar, psicodélico ou pop, mas vai ter pra todos os gostos. Isso, de certa forma, corrobora pela enésima vez o que todo mundo já sabe: que Sampalândia é mesmo, de fato e de direito, o centro do país quando o assunto é show de música e cultura pop em geral. Mesmo tendo todos os problemas que uma mega metrópole inevitavelmente possui (violência urbana, desigualdade social elevada, problemas no transporte e na saúde pública, e muitos etcs), é quando nos deparamos com a agitação cultural da cidade que sentimos um certo – ou grande – orgulho de termos nascido e de morarmos em um lugar como São Paulo. Então este post de hoje faz um resumão do que vai rolar na capital paulista nas próximas semanas e meses, em uma semana que começou com a coletiva do festival SWU, onde foram anunciadas suas primeiras e meio chochas atrações. Vai lendo aê, aqui e no www.zapnroll.com.br, pois além disso vamos reproduzir o post publicado há algumas semanas, onde o blogão sempre antenadão já anunciava a vinda do Primal Scream ao Brasil, além de comentar sobre os dois DVDs da banda que serão lançados em breve aqui, pela gravadora ST2. E fora isso tem as indicações pro finde, os nomes de quem vai na faixa no Jukebox festival e mais isso e aquilo tudo que você só encontra aqui mesmo, hehe.

* E a parada vai ferver logo no início de novembro. Vão vendo: tem Planeta Terra em Sampa no dia 5 (um sábado) daquele mês, com Strokes e tal, e ingressos já esgotados. Pois bem, nas últimas horas, está circulando nas internas da mídia rock paulistana (este blog incluso) que o já confirmado show do gigante Pearl Jam vai rolar UM DIA antes também em Sampa, no estádio do Morumbi. Inicialmente falava-se em duas datas no Pacaembu, na primeira quinzena do mesmo novembro, sendo que o lendário quinteto grunge de Seattle também deveria fazer mais dois shows, em duas outras capitais brasileiras. Agora tudo mudou e por enquanto, ao que parece, há apenas UM show certíssimo no país, dia 4 de novembro, em Sampa. A produtora T4F, responsável pela volta do grupo ao Brasil (onde ele tocou pela primeira vez em 2005) se faz de morta e não abre a boca sobre quando e quantos serão as gigs brasileiras do PJ este ano. O jeito é aguardar a confirmação oficial.

* Mas se for realmente apenas um show na capital paulista e na VÉSPERA do festival Planeta Terra, sai de baixo! Vai ter gente dando a bunda pra estar em Sampalândia neste finde, inclusive com propostas “edificantes” de reatamento de amizade, rsrs. Afinal, viver apenas de Rodapé dever ser, hã, muito foda. Literalmente.

Pearl Jam (acima) e Strokes (abaixo): juntos e coladinhos no mesmo finde em São Paulo. Será? Será???

* E antes desse novembro arrasador chegar, vai ter muito mais, no? A esbórnia já começa na semana que vem, com o imperdível show do Television no clube paulistano Beco, com abertura dos sempre ótimos gaúchos do Pública. Jezuiz…

* Em agosto o pique continua, com a apresentação dos queridos The Pains Of Being Pure At Heart, na Clash Club – e, pras bibas saudosistas, Erasure e Ricky Martin, no Credicard Hall.

* E aí, quando setembro chegar… o primeiro mega tumulto indie do segundo semestre com eles! Quem? Primal Scream, oras. Dia 24 no HSBC Brasil, em Sampa. E tocando na íntegra o absolutamente foderoso “Screamadelica”, sem nenhum favor um dos quinze melhores discos de rock de todos os tempos.

* Semanas atrás, Zap’n’roll já havia antecipado que o OS viria ao Brasil em setembro, quando publicou um post sobre os lançamentos de dois DVDs da banda no país, em breve, pela gravadora ST2. Pra quem perdeu esse post ou já se esqueceu do que leu (será?), ele segue republicado aqui, aí embaixo. Boa leitura!

PRIMAL SCREAM – A INVASÃO COM DVDs JÁ, E SHOWS EM SETEMBRO
Você, este blog e a humanidade amam o Primal Scream, a fodíssima banda inglesa fundada pelo gênio Bobby Gillespie em Glasgow, em 1982, quando ele cansou de ser “apenas” o baterista da lenda Jesus & Mary Chain, e resolveu ter vida própria como rockstar de primeira grandeza. A história do PS todo mundo conhece: depois de lançar dois discos legais, mas longe de ser geniais e de obter grande repercussão de crítica e público, Gillespie se entupiu de “dorgas” psicodélicas variadas (maconha e ácido, principalmente), reuniu a banda, se trancou no estúdio e saiu de lá com a obra-prima “Screamadelica”. Yep, aquele mesmo, da capa vermelha e com um rosto de contornos amarelos. O álbum, lançado originalmente em vinil duplo em 23 de setembro de 1991, se tornou um clássico instantâneo da era recente do rock’n’roll. Combinando batidas eletrônicas hipnóticas e dançantes com melodias rockers, vocais chapados e ambiências oníricas, o disco literalmente enlouqueceu quem o ouviu – o autor destas linhas zappers cansou de pirar com marijuana e álcool ouvindo faixas como “Movin’ On Up”, “Slipe Inside This House”, “Loaded” ou “Come Together”, além de o álbum ter servido de trilha para histórias “hard sex” cabulosas vividas pelo sujeito aqui.

Enfim, o trabalhou deixou fãs e jornalistas de joelhos. E “Screamadelica” é, sem nenhum favor e na modesta opinião deste espaço rocker online, um dos vinte melhores álbuns de toda a história do rock’n’roll. Tanto que o disco influenciou e continua influenciando zilhões de grupos mundo afora, até hoje. E tanto que o Primal Scream resolveu fazer, este ano, uma turnê comemorativa aos vinte anos de lançamento do trabalho.

Pois é esta turnê que tem agora a sua PRIMEIRA DATA brasileira confirmada. O bando liderado por Bobby Gillespie toca dia 24 de setembro em Sampa, no HSBC Brasil, anunciou a produção do festival Popload Gig. E como se não bastasse, tem muuuuuito mais nessa autêntica “invasão” do Grito Primal por aqui: a sempre batalhadora gravadora ST2 vai lançar aqui, entre junho e julho, nada menos do que DOIS DVDs do conjunto. O primeiro, que já chega às lojas no final do mês de junho, é o “Scremadelica Live”, com registro de um show da atual turnê da banda. É um escândalo: na primeira parte da gig, o PS toca, na íntegra, o magistral “Screamadelica”. E na sequência, pulveriza o público com uma batelada de canções clássicas de sua trajetória – dá uma olhada no track list do DVD logo mais aí embaixo.

“Screamadelica”, a obra-prima do grupo: resistindo ao tempo

Não tá bom? Ok, tem mais: no final de julho é a vez de chegar nas prateleiras das lojas (também em lançamento da ST2) o DVD “Primal Scream Classic Album – Screamadelica”. Trata-se de uma edição dupla onde, no DVD, há um documentário sobre as gravações do disco (como ele foi concebido, as pirações em estúdio etc.). E o segundo disco traz, simplesmente, a íntegra do áudio do trabalho que elevou Bobby Gillespie ao patamar de gênio do indie guitar dance rock.

De modos que a invasão vai começar. Se você ainda não conhece “Scremadelica” (será possível?), e se não viu a gig DESTRUÍDORA que a banda fez em Sampa lá pelos idos de 2004 (num dos primeiros Tim Festival; e sim, Zap’n’roll estava no showzaço, no Jockey Club de Sampa, e saiu completamente alucinado de lá, sendo que o grupo depois retornou ao Brasil em 2009, pra tocar no festival Planeta Terra), se prepare e não vá perder tudo novamente desta vez. Os DVDs estão chegando, e a banda também, ao vivo. É  aguardar, vendo e ouvindo os lançamentos da ST2, claaaaaro!

O TRACKLIST DO DVD “SCREAMADELICA LIVE”
1 Movin’ On Up
2  Slip Inside This House�
3  Don’t Fight It, Feel It�
4  Damaged�
5  I’m Comin’ Down�
6  Shine Like Stars�
7  Inner Flight�
8  Higher Than the Sun�
9  Loaded�
10  Come Together�
11  Accelerator�
12  Country Girl�
13  Jailbird�
14  Burning Wheel�
15  Suicide Bomb�
16  Shoot Speed / Kill Light�
17  Swastika Eyes�
18  Rocks

PRIMAL SCREAM AÍ EMBAIXO
Em dois vídeos oficiais fodaços, retirados do DVD “Screamadelica Live”, que será lançado no final de junho no Brasil, pela ST2. As músicas são as incríveis “Movin’ On Up” e “Loaded”.

Primal Scream ao vivo, na turnê “Screamadelica Live”, tocando a sensacional “Movin’ On Up”, em gig que chega a Sampa em setembro

Novamente o PS, agora na viajandona “Loaded”

O SWU COMEÇOU MAL NO LINE UP – MAS PODE MELHORAR, CALMA!
Foi um salve-se quem puder e uma decepção geral – ao menos em se tratando das atrações anunciadas até o momento para a edição deste ano do festival SWU. O evento ecologicamente mega correto e que tem a sustentabilidade ambiental como seu mote principal, anunciou na manhã da última terça-feira, as cinco primeiras atrações gringas que estarão por aqui para se apresentar nas três noites em que irá rolar o festival, na cidade de Paulínea (próxima a Campinas, e distante cerca de 120 quilômetros da capital paulista). O mega pop Black Eyed Peas, o rapper Snoopy Dogg, o velhusco grupo metaleiro Megadeath, o já lendário e clássico (e ainda muito bom) Peter Gabriel e Damian Marley (talvez o filho menos famoso do Bob) vão fazer barulho nos dias 12, 13 e 14 de novembro próximo. O ultra venerável Neil Young, gigante inatacável de toda a história do rock’n’roll também estará presente… para fazer uma palestra sobre sustentabilidade. Nope, ele não vai tocar no festival – talvez em 2012, segundo fontes ouvidas por Zap’n’roll após o término da entrevista coletiva que anunciou o evento.

Claro, a jornalistada presente à coletiva ficou puta e em polvorosa com o line up anunciado. Mas depois de acalmado os ânimos, começou-se a ver o lado positivo do festival. O que foi anunciado é apenas o “início” de um line up que, quando finalizado, deverá contar com mais de setenta atrações gringas e nacionais. Vai daí que, até fechar totalmente seu elenco 2011, o SWU ainda poderá reservar algumas ótimas surpresas. Presente à coletiva, a reportagem da Dynamite online e destas linhas zappers questionou, em uma pergunta que causou tumulto no Twitter (veja logo mais aí embaixo), o que havia de concreto entre alguns nomes especulados pela mídia musical nas últimas semanas, como Arctic Monkeys, Bob Dylan, Sonic Youth, Soundgarden, Cold War Kids ou Black Keys. Um dos produtores do festival, Theo Vander Loo, respondeu solicitamente à questão levantada, além de elogiar o trabalho do portal Dynamite online, de quem se disse fã. “Gosto muito do trabalho de vocês”, disse. “E ainda estamos fechando muitos nomes pro festival. Mas dos que você citou, posso dizer que pelo menos dois estão em negociações bem avançadas”.

Fora isso o blog apurou, em conversa reservada com produtores do evento após o término da coletiva, que:

* Bob Dylan está definitivamente fora da agenda do festival, por estar com vários shows marcados na Europa em novembro;

* Há uma conversa “forte” do SWU com o Arctic Monkeys, que ainda poderá vir a ser um dos grandes nomes do rock planetário atual a baixar em Paulínea;

* Dos nomes citados pelo blog em sua pergunta, é quase certo que o Sonic Youth esteja também no elenco do SWU 2011.

A área onde será realizado o SWU 2011

É isso. No mais, a coletiva foi bacana (tirando o falatório de mr. Zeca Camargo, sendo que a Rede Globo é uma das parceiras do evento este ano), todo mundo comeu um excelente coffe break e almoço (do ultra chique Buffet paulistano Capim Santo), com direito a sucos ecologicamente corretos (como o ótimo de couve com limão) e a garrafinhas de Heinekens (que já patrocino o SWU no ano passado e este ano será novamente a cerveja oficial do festival). E o festival em si fez modificações estruturais que merecem total louvor: será realizado em uma área três vezes maior do que a arena Maeda (de Itú), em um total de 1.700.000 m2, sendo que destes 445.000 serão destinados a área dos shows, que terão quatro palcos (Consciência, Energia, New Stage e Greenspace), sendo três deles ao ar livre, e dois “gigantões”, rsrs. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 11 de julho, através do site Ingresso Rápido e ainda não há valores definidos.

Na boa? Estas linhas bloggers rockers ainda botam fé de que a escalação do SWU 2011 vai melhorar muuuuuito nas próximas semanas. Grana pra investir em contratações a produção do evento tem. Boa vontade idem. A proposta que move o festival (a sustentabilidade e ações pra preservar o planeta e torná-lo um lugar melhor pra se viver) é digna dos maiores elogios – em bate-papo com este repórter, o “boss” do evento, Eduardo Fisher, disse, por exemplo, que foi o mega grupo Black Eyed Peas quem procurou a organização do SWU e se ofereceu pra tocar nele, por considerar que a causa ecológica embutida nas ações do festival é fantástica. E é mesmo.

Então vamos aguardar e torcer.  E se nada melhorar muito significativamente em Paulínea, novembro ainda reserva, em Sampa mesmo, o Planeta Terra e o agora confirmado mega show do ultra venerável Pearl Jam, no estádio do Pacaembu. É isso.

E NO  TWITTER…
O line up do SWU foi o assunto da semana, na timeline do micro-blog (do qual estas linhas bloggers poppers se tornaram fãs, hehe). E confirmaram, sem falsa modéstia, que o sujeito aqui se tornou mesmo uma espécie de lenda do jornalismo rocker virtual destes tempos de internet. Foi Zap’n’roll disparar sua pergunta na coletiva que um autêntico tsunami de comentários tomou conta do Twitter.
Veja aí embaixo, uma parte dessa “repercussão”:

ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Começando a coletiva, sendo introduiza (uia) pela (ops) Zeca Camarga.
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
@SWUbrasil váo melhorar a sinalizaçao pra chegar etc. Boa. Enquanto isso, o agradabil[issimo odor do rio Pinheiros invade a sala da coletiva
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
@SWUbrasil Banheiros com água quente. Realy?????
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
@SWUbrasil Curusidade: o primeiro ingresso do festival em 2010 foi vendido pra algu[em do… Acre!
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
E Macapá esteve presente tb. Por minha causa e conta, claro.
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Alguém quer suco gelado de couve com limáo? E bom, estou no terceiro copo já.
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
As propostas do festival sáo todas mega bacanas, náo há dúvida quanto a isso. Mas, vamos logo anunciar o line up do @SWUbrasil 2011?
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
PORRA!!!! Neil Young!!!!! Primero nome entregue pelo Eduardo Fisher! Aeeeeeee!!!!
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
E a FAMIGERADA area vip sai da frente e vai para a LATERAL dos palcos. Cerca de 5 mil ingressos seráo postos ä venda pra essa
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
@SWUbrasil 2011: Megadeath, Snoop Dogg, Damian Marley, Black Eyed Peas…
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Segue: Peter Gabriel… e??????????????????????
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Porra @SWUbrasil 2011, e o resto??????????????????????????????????????????????????????
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
E Arctic Monkeys, Bob Dylan, Soundgarden, Sonic Youth, Cold War Kids etc? Eu DISSE que eles náo iriam anunciar tudo na coletiva. Fuck…
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Anyway, os outros nomes que estáo sendo ventilados há semanas, devem estar sendo fechados ainda, óbvio. Ou náo…
rodrigosalem Salem
por ZapnrollFinatti
O que falar de um festival de música que uma palestra (Neil Young) é melhor que TODOS os shows juntos????? #swu
Urbanaque urbanaque
por ZapnrollFinatti
O line-up anunciado no #swu2011 está mais magro que o Zeca Camargo – http://bit.ly/anuncioswu
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Coletiva encerrada. Agora perguntas dos jornalistas. Vamos lá galere! Vamos abrir a metralhadora!
ZapnrollFinatti Humberto Finatti
Neil Young APENAS no forum. Puta que pariu, @SWUbrasil !!!!!!!!!!!! Inacreditável!!!!
ZapnrollFinatti Humberto Finatti

@denismoreira @eduardo_fischer Deu uma escovada pra se defender, e só vc achou bom. Na timeline todo mundo adorou minha pergunta.
altair02 Altair
por ZapnrollFinatti
O @ZapnrollFinatti destruiu o line-up hahahaha E ainda soltou as bandas que estão cogitando… um dos produtores riu! kkkkkkk
bis23 Rafael Biscoito
por ZapnrollFinatti
@
@zonapunk @ZapnrollFinatti melhor pergunta até agora, cutucou a produção!
O @ZapnrollFinatti citou arctic monkeys, cold war kids, soundgarden, black keys etc.@SWUbrasil disse que pelo menos 2 estão sendo negociados
juniorpassini juniorpassini
por ZapnrollFinatti
Porrada neles, Fina! @ZapnrollFinatti rssrsrsrs
f_tringoni Felipe Tringoni Arra
por ZapnrollFinatti
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@ZapnrollFinatti Do caralho, Finas! Cadê o botão do replay aqui nesse streaming? rs

Foi mais ou menos isso. Pois entonces: o autor destas linhas virtuais nunca escondeu que NÃO é fã de redes sociais e essas tranqueiras virtuais todas. Mas hoje em dia, após estar oficialmente há pouco mais de um ano com conta no Twitter, ele pode dizer que se tornou fã do micro-blog, pelo poder que o dito cujo tem de reverberar informações e divulgar eventos. Na boa, Zap’n’roll curte muito mais o Twitter do que o Facebook. E o Orkut? Morreu, claro.

O blogger agora twitteiro contumaz nunca pede pra ninguém segui-lo – e sua página no Twitter já possui quase seiscentos seguidores. Então, se você quer acompanhar o blog por lá, fique à vontade: www.twitter.com/zapnrollfinatti . Claaaaaro que como todo jornalista algo lendário e persona pública que se preza, o sujeito aqui tem zilhões de pessoas que o adoram e o detestam, em proporções idênticas. Tanto que há nada menos do que dois Twitters fakes do autor deste blog. Um velhusco, já em atividade há séculos. Outro novinho, que acabou de ser criado. Em comum a ambos, o óbvio: inveja doentia por Zap’n’roll, praticada por dois covardes e retardados mentais, através de textos imbecis e repletos de idiotices, mentiras e canalhices típicas de losers infelizes que não têm o que fazer na vida, a não ser perseguir outrem. Nada demais, contudo.

DIÁRIO SENTIMENTAL – MUITA PUTARIA E DRUGS NAS ANDANÇAS DO BLOG EM FESTIVAIS INDIES…, PARTE II
No post anterior, este tópico rendeu horrores de comentários no Twitter e no Facebook e deu o que falar. E no calor da escrita (hihi), o blogger sempre lesado da cabeça esqueceu de relatar outro episódio bizarro de suas andanças por festivais indies brazucas. Esse episódio, tão saboroso quanto os demais já relatados aqui semana passada, segue logo abaixo. Boa diversão e leitura!

A querida e putona Caroline deu gooooostoooooso o cuzão (como na foto acima) pro zapper taradão, enquanto batia uma deliciosa siririca e era mamada em seus peitos gigantes, que vazavam gotinhas de leite, uia! Tudo rolou num belo quarto de um ótimo hotel, durante um festival indie. E depois, a garota “travou” e ficou bicudaça e em pânico, após aspirar algumas carreiras (como as da foto abaixo) de um certo pó branco, rsrs

FESTIVAL ROCKLAND (nome fictício), ALGUNS ANOS ATRÁS – Zap’n’roll conheceu Caroline (nome trocado, óbvio) há alguns anos, através de amigos comuns. Ela estava passando uma temporada em Sampalândia, na casa da irmã (que morava e trampava aqui), fazendo um curso de fotografia (que ela amava e ama, ainda) que não existia na terra dela. Caroline, ela mesmo dizia, sempre curtiu “coroas” como o sujeito aqui. Havia namorado um cara na sua cidade um tempão, não deu certo, e agora estava single. Garota inteligente, antenada em cultura pop, rocker até a medula e beeeeem maconheira (rsrs), além de gostosa pra caralho. Não demorou para Zap’n’roll ficar super amigo da figura e, principalmente, a querer traçar a mesma. Depois de alguns encontros pelos bares da vida em Sampa, a tão esperada trepada rolou enfim e o blogger sempre sentimental logo se apaixonou e pensou em namorar com Caroline. “Deixa quieto, Humberto” (yep, ela tinha a mania de chamar o autor deste blog pelo seu primeiro nome, ao contrário da humanidade, que o chama de Finatti), disse ela. “Vamos levando assim que é melhor. Não tô a fim de namorar agora. E daqui um tempo vou voltar pra minha cidade, que é longe, e não vai dar certo namorar nesse esquema”. Ok, o zapper aceitou as ponderações da garota, ambos continuaram saindo juntos e dando fodas cada vez mais intensas e deliciosas (Carol, inclusive, era mestra na arte da chupeta, batendo uma prazerosa punheta no macho enquanto chupava gulosamente a pica do sujeito; fora que também era fã de levar pinto no seu cu, e assumia isso na boa, em bate-papo com os amigos: “falo por mim, gosto bastante de sexo anal”, dizia ela, sendo que toda essa postura corajosa e liberal em uma mulher só deixava o autor destas linhas rockers canalhas ainda mais apaixonado pela moçoila…). Até que chegou o dia em que Caroline terminou o curso e voltou pra sua cidade natal. Os papos entre ela e Zap’n’roll continuaram da forma possível, pela internet. Foi então que convidaram o blog rei em cobertura de festivais indies, a ir até a cidade da Carol, pra acompanhar o bacana  festival que eles já faziam por lá há alguns anos. Zap’n’roll foi, combinando com a garota que ambos poderiam ficar juntos por lá durante o evento. “Sem problema”, disse ela. “Gosto de ti e continuo solteira, hehe”. E lá se foi o blogger loker pro festival Rockland. Chegando na cidade um dia antes de começar a esbórnia, o blog se hospedou no hotel pago pela produção, em quarto individual, e ligou pra sua cobiçada xoxota pra combinar um encontro logo mais à noite. “Vem pra cá logo, porra!”, disse. Ela: “Nope, hoje não dá, tenho um monte de lances pra fazer aqui em casa. Amanhã a gente vai junto pro festival e depois fico no hotel contigo, ok?”. Ok, não havia outra saída, o jeito era esperar até a noite seguinte. “Então, pelo menos descola um contato pra gente conseguir alguma ‘devastação nasal por aqui’, hehe”. Carol conseguiu. Chegou na noite seguinte no hotel com um “amigo”, que tinha a parada mas avisou: “cuidado com esse negócio, é violento!”. E era mesmo, conforme iríamos descobrir depois. Antes fomos ver os shows já que o blogger safado e louco pra comer novamente o bocetão da sua “paixão” (bocetão mesmo, largo e peludo e muito quente quando estava fodendo), estava ali também a trabalho, rsrs. E foram rolando as bandas no palco… algumas bem legais, outras insuportáveis. Até que na última delas Zap’n’roll, já bem “calibrado” por brejas, pegou Carol pelo braço e sugeriu: “porra, chega, tô cansado já. Bora pro hotel, vai!”. Ela topou. E o casal foi. E quando entrou no quarto, sempre despachada, Carol já foi tirando a camiseta e jogando a dita cuja, junto com o suitã e a calcinha (ela, sempre com suas ordinárias e putíssimas calcinhas vermelhas), no chão. A visão daqueles peitaços gigantes e prontos pra serem mamados enlouqueceu o zapper taradão, que tirou sua roupa o mais rápido possível. Ele deitou na cama e Caroline montou em cima do cacete com gosto. A foda rolou furiosa e terminou quando a grande cadela ficou de quatro, pegou o pinto do sujeito aqui, ajeitou-o caprichosamente com a própria mão no buraquinho do seu cu, e empurrou-o com vontade pra dentro, enquanto batia uma siririca com a outra mão. Logo o casal gozou junto, com gosto. Acabou aí? Óbvio que não! A parte bizarríssima da parada aconteceu logo em seguida: os dois pelados na cama, se refazendo da foda e papeando até que o autor deste diário sentimental sórdido se lembra de que ainda tinha a “sobremesa”, hihi. Ou seja, a “devastação nasal”, uia! “Vamos tecar!”, disse ele pra Carol, que respondeu com seu habitual “uhum!”. Zap’n’roll foi até a mesa de madeira escura onde ficava a TV e, ao lado dela, esticou caprichosamente duas “taturanas” do negócio. Mandou uma. Carol, em seguida (e ainda pelada), aspirou a outra. E a parada era violenta mesmo. Até o zapper acostumado às devastações nasais, ficou bicudão. Caroline, então, “travou” e entrou em pânico: vestiu sua roupa correndo e disse “vou embora pra casa!”. O Zapper, já assustado também: “Mas por que? Fica aqui comigo!”. Ela: “não, preciso ir”. E abriu a porta, saiu no corredor e ficou IMÓVEL, diante da porta do quarto aberta, sem saber se ia embora ou ficava, enquanto o blogger doidão, ainda sem roupa, olhava pra garota sem saber o que fazer. E pensando no que aconteceria se de repente alguém surgisse no corredor do hotel e se deparasse com aquela cena absurdamente bizarra. Enfim, não teve jeito: com muito custo, Zap’n’roll se vestiu e conseguiu levar o xotaço louco até a entrada do hotel, onde ela pegou um táxi e foi pra sua casa. No outro dia, ambos já recuperados se encontraram novamente, almoçaram juntos à tarde, treparam novamente e ficou tudo bem. Mas Caroline nunca mais quis saber daquele padê violento, descolado pelo amigo dela, rsrs.
ZAP’N’ROLL DJ SETs ON TOUR
Yeah! O blogão que nunca pára começa a fechar datas de discotecagens agora no segundo semestre, em comemoração aos oito anos (sério, oito anos!) de existência deste espaço blogger rocker.

* A primeira parada é no próximo dia 24 de julho, domingo, no sempre mega fervido clube paulistano A Loca, onde o blog vai discotecar na madruga dentro da domingueira rocker mais animada de Sampa, a já clássica Grind, comandada pelo super DJ André Pomba.

* Também em julho, mas no também já clássico clube Outs, rola outra DJ set do blog, dentro das comemorações do mês de aniversário do bar. A data desta discotecagem ainda vai ser definida.

* Em agosto, laaaaá no Norte, é a vez de Belém, capital do Pará, receber a visita do blog para uma noitada fodástica de putaria rocker. A festona acontece no dia 13, sexta-feira, provavelmente no bar Café com Arte, com produção da turma da Vandersexxx (que tem agitado as noites de quinta-feira em Belém com a bacana festa Garagem Vandersexxx, no bar Studio Pub) e show dos sensacionais Baudelaires, A banda de indie power pop hoje no Brasil.

Por enquanto é isso. Assim que novas datas pintarem, o blog irá divulgá-las, okays?

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Banda nova: fuçando na web pela madrugada de quinta pra sexta (quando estas linhas online foram escritas), o blog se deparou com a Mavka. Hã? Quarteto indie noise guitar formado este ano em Sorocaba (a Manchester de São Paulo, hehe, uma das cidades mais rockers do interior paulista), a Mavka tem influências bacanas do barulho guitarreiro americano dos 90’, tendo nas ambiências harmônicas e melódicas dissonantes do Sonic Youth sua grande razão de existir. O grupo é formado pelo guitarrista Pedro Yue, pela linda tecladista Duda Caciatori, pela baixista e vocalista Bea Rodrigues e pelo batera e também vocalista Victor. Interessou? Pode ir atrás, por conta do blog: http://www.mavkamusic.com/. Ou então, acesse o Facebook da banda: http://www.facebook.com/mavkamavka?sk=app_178091127385#!/mavkamavka?sk=info

O quarteto sorocabano Mavka: novos bons sons com inspiração no noise do eterno Sonic Youth

* Nova casa noturna rocker em Sampa: yep. Abre amanhã (sabadão em si) e apenas para convidados mais um novo espaço rocker alternativo em Sampa. Trata-se do Ziggy Stardust. Localizado no chique bairro da Vila Olympia (na zona sul da capital paulista), o club tem entre seus sócios o hoje célebre Roberto Cotrim, o homem que criou a maior lenda da cena alternativa paulistana, o inesquecível Espaço Retrô, nos anos 90’. O Ziggy Stardust (sem falsa modéstia: o nome de batismo da casa foi sugestão do sujeito aqui, hihi, velho amigo do Robertão) vai funcionar na rua Fiandeiras, 966 e tem tudo pra ser mais uma ótima opção na night under de Sampalândia. O blog vai estar por lá amanhã e espera rever a velha galere do Retrô por lá, além de novos freqüentadores, ok?

* Baladenhas!!! Yes!!! As férias de julho chegaram e com elas a animação das baladas no finde só aumenta. E tudo já começa hoje, sexta, com a primeira noite do Jukebox Festival, que vai rolar lá no Studio Emme (avenida Pedroso de Moraes, próximo à Fnac de Pinheiros), com shows do Apanhador Só, do Holger e da sempre ótima Bidê ou Balde. Ainda hoje, mas no StudioSP (rua Augusta, 595, centro de Sampa) tem mais uma noitada bacana com o Vanguart, em sua versão VangBeats e onde o grupo só toca canções dos Beatles. Já no Inferno (rua Augusta, 501), quem vai incendiar o palco como sempre é Daniel Belleza e seus Corações em Fúria.///Sabadão? Vem que tem: Vespas Mandarinas, a nova banda do agora vj Chuck, inicia as comemorações do mês de oitavo aniversário do sempre bombado club Outs que fica no 486 da Augusta). É isso: se joga, porra!

ENTRADAS NA FAIXA PRA BALADA + MAIS KITS BACANAS
Si, si, está na hora de desovar alguns prêmios aqui, certo? Então confere aí embaixo se você descolou:

* Par de ingressos pra curtir a noite de hoje no Jukebox Festival – vai pra Bia Amaral/São Paulo;

* Par de ingressos pra curtir amanhã (sábado) a noite eletrônica do Jukebox Fest – fica com Mariana Cunha, também de Sampa;
Kit com CDs dos Los Porongas, Pública e Bidê ou Balde – vai pra Moisés Lucas Frias, de Canoas/RS;

* Kit com CDs e DVDs da ST2 (incluindo Box set do Twisted Sisters) – fica com Mário Conte Jessé, de Uberaba/MG

É isso? É isso. Agora, vai esquentando o dedo no mouse e já pode ir pedindo socorro no hfinatti@gmail.com que, a partir da semana que vem, entram em disputa sangrenta por lá:

* INGRESSOS (quantidade ainda a ser definida) para o Planeta Terra Festival 2011. Aquele mesmo, que vai ter Strokes, está com os tickets ESGOTADOS e acontece dia 5 de novembro em São Paulo. Pode começar a mandar e-mail desde já. E boooooa sorte!

E FINALIZANDO ESTE POST: UMA REPOSTA PÚBLICA (E DEFINITIVA, ESPERA-SE) AO BLOG ROUTE 66
No último dia 27 de maio, foi publicado no blog Route 66 um tópico/espécie de desabafo público intitulado “Então vamos falar, né”. O post analisava, sob a ótica da sua autora, o tempo de relacionamento, namoro e noivado (sim, chegou a haver um compromisso de noivado nessa história) entre o autor deste blog e a autora do Route 66. Embora o nome deste jornalista não seja citado em nenhum momento no tópico, fica muito claro (para todos que acompanham/acompanharam estas linhas zappers, o blog da garota em questão e o relacionamento que ambos mantiveram de 2009 a início de 2011) que o texto em questão era endereçado a ele.

Zap’n’roll ficou mega triste e magoado quando leu o referido post, mas entendeu (ou procurou entender) as razões pelas quais ele fora escrito. Até mencionou o texto aqui mesmo, semanas atrás, dizendo compreender as motivações do post publicado lá, e acenando com a vontade de que o ex-casal procurasse enfim um caminho que os levasse a uma amizade bacana, serena e tranqüila, uma amizade que conseguisse superar mágoas e ressentimentos deixados pelo rompimento de um namoro que poderia sim ter dado muito certo, mas não deu.

Só que de semanas pra cá, a autora do Route 66 tomou atitudes que ferem o lado emocional do autor deste blog, numa espécie de menosprezo e falta de consideração inexplicáveis da parte dela para com quem ela diz ter amado tanto e para com quem igualmente a amou tanto, e procurou fazer todo o possível para agradá-la, para torná-la mais feliz, ainda que (e assumindo isso sem problema algum) tendo cometidos erros grosseiros, e por vezes graves, pelo caminho. Erros dos quais nos arrependemos também muito e que não cometeríamos novamente, caso o relacionamento ainda estivesse em pé.

Então, para que não fique registrada na blogosfera a falsa impressão de que existe apenas uma vítima nessa história toda (no caso, a ex-namorada deste blogueiro), hoje finalmente também resolvemos expor nosso lado desse namoro/rompimento, e o fazemos pela última vez – e pedimos desculpas desde já ao nosso sempre fiel e crescente leitorado por estar ocupando o espaço final deste post com este assunto estritamente pessoal. Afinal se há erros, culpados e vítimas aqui, eles estão dos dois lados da moeda. O autor deste blog também sofreu com as complicações de um namoro separado por uma enorme distância geográfica (quantos aqui enfrentariam um relacionamento amoroso com um dos lados morando em São Paulo, e o outro no… Amapá???). Sofreu por magoar involuntariamente quem amou demais (e talvez ainda ame), cometendo erros também involuntários. E também sofreu com os erros cometidos por essa pessoa, com as intromissões da família dela no namoro, com mentiras, fofocas (e que agora, acabam de se revelar verdadeiras, quando a autora do Route 66 assume publicamente um relacionamento sério no seu Facebook, com um indivíduo que, em 2009, cometeu a extrema deselegância de espalhar pela cidade onde mora, que havia feito sexo com a garota. Isso em uma época em que ela, embora de namoro rompido temporariamente com o autor deste blog, ainda dizia nutrir sentimentos de amor por ele, tanto que ambos reataram o namoro em novembro daquele ano, quando este jornalista foi até Macapá para cobrir a segunda edição do festival QuebraMar. A ex-namorada deste blogueiro sempre negou até a morte que houvesse acontecido algo entre ela e seu novo namorado, naquela época. E repudiou a atitude dele de maneira incondicional. Agora, com o novo relacionamento publicamente assumido, fica muito evidente que ela mentiu de forma bastante desonesta para o autor deste blog, traindo inclusive as noções mais básicas de amizade, respeito e consideração que tínhamos por ela, chegando inclusive a defendê-la publicamente contra a suposta “fofoca” disseminada, na época, pelo seu agora novo namorado) etc. Perdoou sim tudo isso e tentou passar por cima de tudo isso, em nome de um amor gigante e sincero.

Infelizmente a recíproca não foi a mesma, o amor da outra pessoa foi se esvaindo até que ela simplesmente disse que não queria mais prosseguir com um relacionamento que ela mesma disse que, um dia, iria querer transformar em casamento, com filhos, família, lar em comum etc. São, talvez, os males de se ter apenas 24 anos de idade: não se sabe o que se quer da vida, afinal de contas. A instabilidade emocional é total e muda-se de idéia a cada semana. E isso prejudica demais um relacionamento que se pretende sério.

Zap’n’roll não é nenhum santo, muito menos um modelo de comportamento a ser seguido. Nunca foi aliás, e jamais pretende ser, e não esconde isso de ninguém. É um ser humano como todos os outros, com acertos, erros, dúvidas, inseguranças, falível enfim. E quando se apaixonou pela distante garota do Norte, assim como os amigos dela não entendiam porque ela amava o autor deste blog, o mesmo não entendimento também acometia os amigos zappers. “Com tantos milhões de mulheres aqui mesmo, em São Paulo, por que você foi gostar de alguém que mora do outro lado do país?”, era a pergunta mais ouvida por este jornalista. E a resposta era sempre objetiva: “ela é inteligente, meiga, doce, culta, tem muita afinidade comportamental e intelectual comigo e é linda. E nosso coração não escolhe quem amar. Se fosse possível escolher, seria tudo muito mais fácil”.

E assim o relacionamento teve início, foi se fortalecendo e aconteceram episódios maravilhosos e incríveis durante os quase dois anos (e não menos de um, como foi citado no Route 66) em que ele durou. Claro, depois de um tempo também começaram a acontecer problemas e coisas ruins, de ambos os lados. E o autor deste blog sempre diz que o ponto em que o namoro começou a desandar foi após o aniversário de sua ex (e que ocorre em abril), no ano passado. Foi quando ela mudou muito o seu comportamento: se tornou mais fria, mais distante, menos carinhosa e emotiva, menos companheira, passou a virar noites e madrugadas na sua cidade em cias não muito, hã, abonadoras, e que “faziam a cabeça” da garota contra seu então namorado paulistano. Enfim, cada um com suas escolhas de amizade e sendo que Zap’n’roll não é ninguém pra julgar moralmente os outros. Mas ele também ouvia críticas – algumas pesadas – sobre sua então namorada. E nunca se deixou influenciar por essas críticas.

No texto publicado no Route 66 a autoria diz que “começaram a acontecer coisas horríveis, e que foram minando o amor dela”. Ok, de acordo. Zap’n’roll sabe quando errou e onde errou, e já pediu perdão muitas vezes por esses erros pois sabe que eles, de alguma forma, prejudicaram a relação e a garota naquele momento. Mas como já foi dito aqui, mais acima, os erros foram cometidos de ambos os lados e não existe apenas UMA vítima nessa história toda. E para que não seja dito que estamos expondo alguém em público, vamos preferir omitir muito dos erros cometidos pela ex-namorada aqui. Mas, apenas a título de alguns exemplos, deve-se registrar que foi muito escroto uma certa noite, receber uma ligação aqui mesmo em SP, e ouvir do outro lado da linha um sujeito com sotaque do Norte, dizer: “tua namorada é puta! Comi ela ontem!”. Ou ainda também causou muita chateação (pra não dizer mágoa) tentarmos um sábado de manhã ligar no celular dela, porque precisávamos falar com ela, e o celular estava o tempo todo desligado (algo que quase nunca acontecia pois neste horário a ex girlfriend zapper estava sempre trabalhando, numa papelaria), sendo que o celular só voltou a funcionar na hora do almoço, quando o então namorado aflito conseguiu falar com ela, e perguntou: “onde você estava?”. E ela: “ué, trabalhando, estou indo pra casa almoçar”. E era mentira pois o então namorado aflito havia ligado no trampo dela, preocupado que estava, e havia sido informado que ela não havia ido trabalhar “por não estar se sentindo bem”. Enfim, flagrada em uma mentira até certo ponto grave, ela se explicou e em nome de prosseguir em frente com o namoro, Zap’n’roll aceitou essas explicações.

E rolaram outros problemas também (mais intromissões familiares, mentiras envolvendo questões de grana etc), e que foram realmente se agravando com o tempo pois o amor de fato já não mais existia de um dos lados. E mesmo assim, o autor deste blog procurou salvar e sustentar a relação, errando menos e acertando mais. E o outro lado errando  mais e mentindo também mais. A ponto de esconder, do já então ex-namorado, que ela, a autora do Route 66, já estava envolvida emocionalmente com outro sujeito. Tudo bem, ela já estava livre pra fazer o que quisesse. Mas foi desagradável esconder isso deste blogueiro, esconder que havia passado uma semana com o figura, a semana antes de irmos passar as festas de final de ano na cidade dela, e quando levamos (como sempre) muitos presentes para a garota, mesmo ela já não sendo mais namorada deste blogger sempre sentimental.

Mas sem problema. Para encerrar esta resposta, o autor deste blog reafirma que cometeu erros sim, com sua ex-namorada, com quem ele pretendia de verdade se casar. Tanto pretendia que foi diversas vezes até a cidade dela, gastando uma grana por vezes pesada em passagens de avião e hospedagem (inclusive, alugando por duas vezes uma pequena casa de propriedade da mãe da garota, para se hospedar nela). E também gastando uma quantia razoável em passagens de avião para trazer a garota algumas vezes até São Paulo, cidade que ela não conhecia e onde se divertiu muito, inclusive indo a dois mega festivais (SWU e Umf) com credencial de imprensa, graças aos contatos e articulações do seu ex-namorado. E mesmo quando tudo já estava definitivamente encerrado entre os dois, ainda assim o autor deste blog nutria sentimentos de amor, carinho, amizade e preocupação por sua ex, a ponto de ajudá-la quando lhe foi solicitado – como quando, cerca de dois meses atrás, ela ligou para pedir uma ajuda financeira, visto que estava com problemas de saúde e sem condições de comprar os medicamentos a ela receitados por um médico. O ex-namorado então ajudou como pôde, enviando algum dinheiro, ao mesmo tempo em que se perguntou: “e os grandes e sinceros amigos da garota, na própria cidade dela, onde estão nesse momento? Pois amigos de verdade não são aqueles que nos ajudam nos momentos em que precisamos deles?”.

Zap’n’roll tem raiva de toda essa situação? Sim, às vezes – e hoje, quando descobre com quem a autora do Route 66 está se relacionando, essa raiva se torna gigante e toma contornos quase de ódio. Mágoas de sua ex? Algumas (ou muitas). Quer que tudo isso termine de maneira digna para ambos, e que os dois se tornem grandes amigos? Com certeza. Mas isso não depende apenas de um lado, tem que ser consensual entre os dois. E assim como a autora do Route 66 disse, no seu post, que acredita na boa fé zapper, ele encerra esta resposta dizendo o mesmo, e pedindo o mesmo que ela quer do nosso lado: que ela tenha dignidade, carinho, respeito, compreensão, afeto, preocupação e boa fé com seu ex-namorado. Tudo, aliás, que ela NÃO teve até agora, desde o início deste ano. Se ela conseguir ter tudo isso, também teremos por ela. E quem sabe, um dia, seremos ótimos amigos.
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Post gigante, né? Então ficamos por aqui. Semana que vem tem mais, aqui mesmo e no www.zapnroll.com.br . O blog se vai, deixando beijos doces, ternos e mega carinhosos na Helena Lucas, na Duda Caciatori (que anda sofrendo as mesmas dores emocionais que o sujeito aqui, e é linda e jovem, muito jovem pra ficar assim), na Karine Blanco e na Isah Carvalho. Zap’n’roll adora todas vocês e as ama, de alguma forma.
Até mais então!

(enviado por Finatti às 11hs.)

Uma bobagem/hype do indie atual chamada Yuck. Ainda o rolê pelo extremo Norte. O Terra e o SWU. Uma trepada escandalosa, seguida de uma “travada” pós devastação nasal (rsrs). E uma resposta pública (a última, espera-se) para um assunto privado (atualização final em 25/06/2011)

O inglês Yuck: tocou ontem em Sampa e é o novo hype do indie rock planetário. Mas o som…

A vida, suas dores, viagens, contrastes…
Zap’n’roll esteve novamente andando pelo extremo Norte brasileiro na semana passada. Foi uma viagem bacana, mas abortada em parte de seu trajeto por força de alguns problemas. O plano inicial era ir até Boa Vista (capital de Roraima), para cobrir a primeira edição do Skinni Rock Festival. Em seguida, o blog iria até Belém do Pará, pra discotecar em uma festa rocker bacanuda, realizada pela turma da produtora local Vandersexxx, no bar Café Com Arte, onde também iriam tocar os Baudelaires, uma das dez melhores bandas da atual cena independente brasileira. Por fim, estas linhas rockers bloggers ficariam alguns dias também em Macapá, onde o autor deste espaço online granjeou ótimos amigos no último ano e meio, período em que namorou uma garota por lá. Mas a situação se complicou de Boa Vista em diante: conexões perdidas, atrasos de vôos e etc tornaram tudo muito mais difícil na jornada do zapper andarilho pelo Norte brazuca. Viajar de avião no Brasil, hoje, exige paciência e bom preparo físico de quem paga caro por um bilhete e ainda é pessimamente tratado por empresas como Tam e Gol (que parecem estar fazendo um enooooorme favor a quem viaja em seus aviões). O tratamento ruim vem de todos os lados: dos atrasos nos vôos, do péssimo serviço de bordo, das tarifas abusivas que são cobradas quando você precisa trocar a data do seu vôo ou mesmo algum trecho do seu trajeto total. Enfim, por conta disso tudo e por achar que não havia clima nesse momento para retornar a capital do Amapá (onde reside uma ex-noiva do sujeito aqui e com quem estas linhas rockers virtuais não estão exatamente se dando bem neste momento), Zap’n’roll decidiu cortar parte do plano de viagem inicial. O que o blog não esperava é que sua ida a Belém também tivesse que ser abortada, por problemas diversos de conexões, horários e tarifas extorsivas no vôo de Boa Vista para a capital do Pará. Aí não houve outra saída a não ser retornar a Sampa já no último finde. Mas tudo tem seu lado positivo, sempre: a semana passada em Boa Vista foi sensacional, rendeu ao blog novas e queridas amizades (como o grande músico e agitador cultural Victor Matheus, vocalista e guitarrista do trio Veludo Branco, além de organizador do Skinni Fest), uma cobertura bacana de um festival idem (e já publicada no endereço do blog no portal Dynamite) e muitos agitos por lá, como uma entrevista de uma página feita com o jornalista zapper na Folha de Boa Vista (o principal diário da cidade), um debate cultural fodão realizado na chopperia do Chacrinha (que serve um chopp fantástico), além do carinho que todos demonstraram pelo sujeito aqui, fazendo ele sentir-se um autêntico rei em terras distantes. Não dá pra esquecer da poeta louca Roberta Cruz, das jornalistas Cyneida e Camila da Folha e das gatíssimas Karine e Isa, que arrebataram o coração zapper, hehe. Foi tudo tão legal que o blog foi convidado (e aceitou) a voltar à cidade em setembro, quando vai rolar por lá a também primeira edição de um festival de blues e jazz. E, sim, tudo tem sua hora: o blog também vai tocar o puteiro rocker em Belém no dia 13 de agosto, mais uma vez em festa promovida pela Vandersexxx e com show dos amados Baudelaires. Talvez não seja mesmo é a hora de tanto hype e babação de ovo em cima da bobagem chamada Yuck, que tocou ontem em Sampa em festa fechada, e que é (sem justificativa) o novo “xodó” da indiezada “muderna” e cabeça oca. Mas isso você lê com calma mais aí embaixo, onde o blog que realmente é o mais contundente da web nacional em termos de opinião e cultura pop, explica porque o álbum de estréia do Yuck não vai salvar o mundo. Um mundo cheio de contrastes, dores e viagens (nas quais sempre podemos descobrir garotas lindas, tesudas, rockers, loucas e cultas e que dêem novo alento ao nosso coração partido), sem dúvida alguma.

* E aí, blogon sendo escrito no final desta quarta-feira. Como foi o show do Yuck ontem, na União Fraterna/SP? Alguém pra comentar aqui ou no espaço dos leitores?

* Na Folha online miss Juliana Zambelo informa que o show teve guitarras altas, vocais baixos e má equalização sonora (era de se esperar isso, em um salão de baile como a União Fraterna).

* Enfim, vem gig melhor por aí. Marque na sua agenda rocker: Television, com abertura do Pública, dia 7 de julho no Beco203. Pra estas linhas bloggers já é O show da temporada.

* Fora o The Pains of Being Pure at Heart, que faz seus dois shows em setembro, dia 15 em Sampa (na Clash Club), e 16 no Rio (no Circo Voador). Não existe banda americana mais INGLESA em seu indie Power pop do que o TPBPH e o primeiro disco deles, homônimo, é lindão em suas melodias shoegazer quase perfeitas. Já o segundo, “Belong”, que saiu em março deste ano, não é tão sensacional mas ainda assim cativa com suas músicas crispadas de guitarras doces e venenosas ao mesmo tempo. Enfim, gig pra não perder de forma alguma. E cacete, olhando a página de eventos das duas datas no Facebook, percebe-se que os “cariocas empolgados” estão bem mais empolgados com a vista do quarteto americano do que os indies paulistanos. Qualé Sampa?

Eles são a melhor banda de indie power pop dos EUA, hoije. E tocam aqui em setembro

* Bacana também vai ser o Jukebox Festival, promovido pelo igualmente bacana site http://movethatjukebox.com/ que rola dias 1 e 2 de julho (sexta-feira e sábado da semana que vem, né?) no Studio Emme, em Sampa. Dividindo suas duas noites entre rock alternativo e música eletrônica, o Jukebox vai ter shows de gente imperdível como Apanhador Só, Garotas Suecas, Holger e Bidê ou Balde (na sexta, line up fodão hein!), além de Boss In Drama, ZéMaria e The Twelves (no sábado). Zap’n’roll foi convidada a participar da festa e vai estar por lá. E se você quiser ir, pode adquirir seu ingresso na bilheteria do Studio Emme ou através do www.compreingresso.com . Ah, sim, claro: tá na dureza e quer ir na esbórnia na faixa. Ok, dá uma uma olhada lá no final desse post que talvez possamos resolver seu problema, hihi.

Bidê ou Balde (acima) e Apanhador Só: duas atrações bacanudas do Jukebox Festival, semana que vem em Sampa

* Agora, dear Luscious, vem cá: muito bom o texto na sempre amiga e “vizinha” Popload (blog do qual estas linhas online é leitora fidelíssima, uia!) sobre a movimentação da cena musical alternativa em Sampa, nas novas casas noturnas e em outros espaços (como a sede da Casa Fora do Eixo, onde este blog já esteve por duas vezes, semanas atrás, e aprovou o local como espaço para shows de novos nomes do emergente rock brasileiro), em um momento em que o rock parece estar passando por um refluxo de público e de interesse da mídia, seja ela eletrônica ou tradicional. Tudo lindo até aí mas… precisa mesmo dar tanto espaço para essa pasmaceira de bandas indies COVERS que estão borbulhando em Curitiba? Carajos, a capital do Paraná tem uma tradição fodida em dar ao país alguns dos melhores grupos do rock brazuca desde sempre, de Relespública, Bad Folks e Faichecleres até o recente electro-rock do Copacabana Club. Então, pra que perder tempo, espaço (precioso em se tratando da blogosfera de cultura pop) e texto com grupos covers? Na boa, Zap’n’roll sempre detestou bandas cover (lembram de uma certa época, nos anos 90’ em Sampalândia, em que não haviam mais bandas com trabalho autoral e praticamente todo mundo queria fazer apenas cover? Foi um enxame de drogas do calibre de Kiss cover, U2 cover, Guns cover, Pink Floyd cover e até Skid Rôla cover, jesuis…) e fica imaginando: se o Killers original já é uma merda fedorenta e insuportável, o que dizer de quem faz cover desse estrume do rock americano? Fala sério, Lusicious…

* SWU X TERRA: CHEGOU A HORA DA VERDADE! – yep. Um já está com os ingressos esgotados e perdeu uma importante atração em seu line up. O outro promete anunciar todos os shows em coletiva para a imprensa (e na qual estas linhas rockers bloggers estarão presentes), na próxima terça-feira, dia 28, em São Paulo. Mas o que se sabe nas internas é que a disputa por nomes para fechar o elenco tanto do Planeta Terra quanto do SWU, se tornou sangrenta nas últimas semanas. O Terra perdeu os Vaccines (e estas linhas zappers lamentaram muito isso por considerar que o quarteto inglês, dono de um sensacional álbum de estréia, poderia fazer um ótimo show no festival) e corre para ter Interpol e (vejam só) Pulp em sua escalação final. Já o SWU desistiu de tentar The Cure e Foo Fighters, mas segue firme na luta por Soundgarden, Neil Young, Bob Dylan e também o mesmo Pulp, sendo que o Pearl Jam também ainda é um sonho acalentado pela produção do evento pró-ecologia e sustentabilidade e que neste ano vai ser realizado em Paulínea. Enfim, enquanto todo mundo parte pra curtir um feriadão neste finde, a disputa por bandas entre os dois festivais gigantes do final do segundo semestre promete chegar ao seu auge justamente por esses dias. E enquanto os line ups de ambos seguem em supense (que deverá acabar na semana que vem, depois de terça-feira), você pode ir se preparando: daqui a pouco, logo menos, o blogão que nunca dorme no ponto, vai por no ar umas prominhos de tickets para os dois festivais. Aguardem!

O Pulp (acima) está sendo disputado a tapa pelo SWU e Terra. Já o Soundgarden (abaixo), parece que vai mesmo tocar em Paulínea

* Já na Inglaterra tem o também gigante Glastonbury neste finde, né? Bono está na capa da NME desta semana por conta do festival, que vai ter U2, Coldplay e Arcade Fire como suas mega atrações. Pois é… U2 e Coldplay já tocaram aqui recentemente (sendo que Chris Martin e Cia. estarão também no Rock In Rio). Falta o Arcade dar as caras no pedaço novamente.
Disco novo do Vanguart saindo pela… DeckDisc. Será? Será???

* Disco novo do Vanguart saindo pela… DeckDisc. Será? Será???

* Achava a Megan Fox meio, hã, sumida? Pois pode começar a bater punheta pro xoxotão novamente: ela estará presente no novo filme dirigido por Sacha Cohen. Yep, a figuraça que matou a humanidade de rir com os fodásticos “Borat” e “Bruno”. A pergunta que não quer calar: o que mr. Borat vai aprontar com a delícia Megan? Só esperando pra ver…

O que será que o loki Borá vai aprontar com esse bocetão em seu próximo filme?

* O que não dá pra esperar é o por que destas linhas online estarem com o saco meio cheio do hype atual em torno do Yuck. Lê aí embaixo e você vai sabe a opinião do blog a respeito.

YUCK – É LEGALZIN, MAS NÃO VAI SALVAR NADA
A parada começou mais ou menos assim: um dia qualquer, no começo deste ano (final de janeiro, se o blog não estiver enganado). O chapa Cristiano Viteck, eventual colaborador deste espaço online e sempre antenadíssimo com as novidades do rock alternativo, chama o autor deste blog no MSN, com entusiasmo: “Finas, você precisa ouvir o disco de estréia do Yuck, que vai sair daqui a algumas semanas e já caiu na rede bla bla blá. Achei sensacional. Vou te passar o link pra você baixar e ouvir”. E Cris passou o link. E o blog baixou e foi ouvir, alguns dias depois, a estréia de Yuck com seu disco homônimo, que foi lançado oficialmente lá fora em fevereiro passado. O álbum causou tumulto na indie scene planetária e arrancou elogios rasgados e altas cotações de veículos como a NME (que deu nota 8 pro trabalho). Fora o Allmusic, que conferiu quatro estrelas (em cinco possíveis) ao cd, o Guardian (que também deu quatro estrelas) e o respeitadíssimo site Pitchfork, que contemplou a estréia do quarteto com nota 8 (numa escala que vai até dez).

Bão, e daê? Daí que Zap’n’roll, quando ouviu o trabalho na época, não achou nada demais, avaliou que não era o caso de resenhar o disco no blog e resolveu deixar o Yuck pra lá. Enquanto isso, o falatório em torno do conjunto só aumentava, seu prestígio idem (eles são uma das atrações do Glastonbury deste ano), até que a Puma resolveu trazer o grupo pra Sampa, pra tocar ume festa fechada sua e que rolou ontem na capital paulista.

Se você ama Pavement e Dinosaur Jr. (as associações mais imediatas com o som que a banda desenvolve), vai igualmente amar Yuck. Se não morre de amores pelo grupo de Stephen Malkmus e odeia J. Mascis e Cia, vai achar uma big bullshit o disco dos ingleses. Porque o Yuck é exatamente isso: ele (o grupo) engendra aquelas guitarras noise e algumas descontruções harmônicas, tudo compondo uma cama melódica para vocais “largados”, exatamente como estava muito em voga em certa parcela do indie americano do início dos 90’. O Pavement era mestre nisso. O Dinosaur Jr. também, e mais barulhento e porrada.

O álbum não é ruim. Começa até legal com “Get Away” e “The Wall”, energéticas em seu andamento. Há baladas bonitinhas (como “Shook Down”) e momentos de extrema delicadeza (“Suicide Policeman” pode ser uma ótima trilha para casais indies apaixonados, com suas guitarras sem distorção e suaves intervenções de xilofone). Há faixas que bebem total na distorção e no noise americano noventista (“Suck” e “Operation” remetem demais a Sonic Youth), e outras (como “Sttuter”) que entregam o quanto Yuck ouviu Pavement antes de entrar em estúdio para gravar seu primeiro trabalho. No final, é tudo bem gravado, bem arranjado e tal. Mas não há uma fagulha de inovação ou de real genialidade nas doze músicas do cd. Não há uma canção que você, após ouvi-la, solte um “oh!” de exclamação. É tudo muito emulado e regurgitado em relação ao que já foi feito no rock alternativo dos EUA de duas décadas atrás.

E é isso, enfim, que está se tornando o grande hype do indie rock atual. É essa pequena bobagem que tocou ontem em Sampa e que fez indies “mudernos” e sempre antenados com o último peido expelido na cena musical inglesa ou americana, arrepiar os pêlos do cu.

Pro blog, sorry, não rola. Estas linhas zappers não foram ao show ontem e nem se importaram com isso. O sujeito aqui preferiu ir fazer um lauto repasto (com o amigo Dante Fenderrelli, guitarrista e vocalista da banda paulistana Jane’s, que ainda vai dar o que falar), em um rodízio, onde se fartou com sushis e carnes variadas. Foi a decisão mais acertada. Porque de bandas iguais (ou algumas até melhores) que o Yuck, o rock alternativo gringo está chapado ultimamente.

YUCK AÍ EMBAIXO
Tire suas próprias conclusões:

Yuck – “Get Away”

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E O ROCK ROLOU EM BOA VISTA
Yep, na semana passada, quando rolou na capital de Roraima a primeira edição do bacana Skinni Rock Festival. A convite da produção do evento o blogon zapper esteve por lá, acompanhando o mesmo, além de participar de debates e também conhecer o novo som jovem que é feito hoje no extremo Norte brazuca.

A cobertura do festival já foi publicada no portal Dynamite (www.dynamite.com.br) e também no endereço destas linhas rockers lá na Dyna online. Mas se você ainda não leu, ele segue reproduzido aí embaixo:

“O extremo Norte brasileiro é uma região fascinante. Estados com área geográfica gigantesca, poucos municípios, população pequena distribuída em áreas enormes. E muita mata virgem (a floresta amazônica, claro) e muita chuva e calor. E uma cena rocker que cresce cada vez mais a cada dia, dentro da enorme cena musical independente que toma conta hoje de todo o país.

A reportagem da Dynamite online e o blog Zap’n’roll estiveram em Boa Vista, capital de Roraima. Foram cobrir a primeira edição do Skinni Rock Festival, que rolou na sede local do Sesc. Organizado pelo músico, produtor, jornalista e agitador cultural Victor Matheus (que edita o blog Roraima Rocknroll, além de atuar como vocalista e guitarrista do trio Veludo Branco, um dos mais destacados da cena rock da cidade, já tendo inclusive participado de gigs pelo Rio Grande do Sul, além de ter feito shows em Manaus, Belém e no festival macapaense QuebraMar, em 2010), o festival conseguiu levar um público de quase 500 pessoas ao Sesc na madrugada de sábado para domingo. Lá, a galera fã de rock curtiu oito shows, sendo seis bandas locais e duas da vizinha Manaus (capital do Amazonas, né seu mané em geografia). Foi uma noite agitada que mostrou a diversidade estilística do som produzido pelas novas bandas de Boa Vista: do pop/reagge competentíssimo do Jamrock (que abriu a noite com suas canções suaves e swingadas, que poderiam estar na trilha de qualquer novela global e estourar nas fms, caso algum produtor esperto do Sudeste tivesse a boa vontade de ouvir o som do grupo; fora que ele possui um ótimo vocalista, o Hugo, e uma lindaça violonista, a Gabriela, que mostrou muita presença de palco), passando pelo hardcore nervoso e porra-louca do HCL, e chegando a nomes já veteranos e consagrados na cidade (como o Mr. Jungle), o Skinni mostrou que, com esforço de muitos e boa vontade, dá pra se fazer um ótimo festival de rock. Tanto que grupos cuja referência é o classic hard rock (como o local Johnny Manero), ou o hard blues pesado (caso do ótimo trio Dust Road, de Manaus), mostraram que mesmo estilos como estes, que aparentemente não trazem nenhuma novidade para o rock atual, podem sim ser retrabalhados com bom gosto e competência musical para a galera mais nova. Deu gosto ver as bandas mostrando garra e energia em cima do palco do Sesc.

O Skinni teve um custo pequeno para os padrões de eventos deste tipo. E ainda assim, numa iniciativa rara em festivais independentes, a produção conseguiu pagar um pequeno cachê para cada grupo que se apresentou. “Para isso foi fundamental a rede de patrocínios e apoios que construímos”, explica o produtor Victor Matheus. “Por exemplo, a chopperia do Chacrinha colocou uma grana legal no evento, porque o Chacrinha, dono do bar, é um dos maiores incentivadores da cena hoje em Boa Vista”. Victor também ressalta a colaboração fundamental de Kildo Albuquerque, diretor regional do Sesc de Roraima. “Ele também é um autêntico padrinho de nossa cena rock’n’roll”.
Uma cena muito bacana, diga-se (como a de Macapá também é, por exemplo). São cerca de vinte bandas em atividade na cidade de Boa Vista. E fazendo música em um município que andou sofrendo com chuvas torrenciais, que castigaram a capital de Roraima por quase um mês seguido e inundaram boa parte da cidade, que chegou a decretar estado de calamidade pública. Pois além de movimentar a garotada fã de rock’n’roll, o Skinni Rock Fest ainda promoveu ações que resultaram na arrecadação de meia tonelada de alimentos para as vítimas das enchentes.

Ou seja: bom (em alguns casos, ótimo) rock’n’roll no extremo Norte brasileiro. E ainda imbuído de olhar social. Que sirva de exemplo para outras cenas e coletivos espalhados pelo país, que visam apenas olhar o próprio umbigo e insuflar o próprio ego.

(Humberto Finatti viajou a Boa Vista a convite da produção do Skinni Rock Festival)

E EM BOA VISTA, PÓS-FESTIVAL…

* Foi uma autêntica aventura chegar até a capital de Roraima. Assim como hoje, quando Sampa amanheceu coberta por um intenso nevoeiro e o aeroporto de Congonhas fechou por quase três horas (provocando atrasos e cancelamentos de dezenas de vôos), no dia da ida pra pra Boa Vista rolou a mesma parada. Tensão total: salão de embarque lotado, passageiros mega irritados logo de manhã e metade dos aeroportos brasileiros paralisados. Quando finalmente o vôo decolou pra Brasília, já era tarde: lá a conexão pra Boa Vista iria ser perdida. Chegando na capital do Poder, negocia daqui, reclama dali, exige de lá e conseguiu-se que a Tam pusesse o jornalista desesperado em um vôo da Gol para a a capital roraimense às… onze da noite! Não havia o que fazer. Pelo menos, cumprindo as atuais normas baixadas pela Anac, os passageiros lesados foram acomodados em um hotel de primeira (o JK, onde o blog ficou hospedado e deu várias cafungadas e algumas trepadas anos atrás, durante a cobertura de uma das edições do gigante Porão do Rock), com direito a um lauto almoço e jantar. Como o sujeito aqui não tinha dormido a madrugada anterior (pra não perder o horário do vôo, o que afinal não resolveu muito a situação), não teve dúvidas: almoçou e caiu na cama da suíte do JK. E saiu delas apenas pra jantar e ir novamente pro aeroporto.

* Já era madrugada de sábado pra domingo quando Zap’n’roll finalmente desceu em Boa Vista. Foi “socorrido” pelo batera gente finíssima Cézar Matusa (e sua girlfriend, Marina) e o trio literalmente voou pro Sesc local, onde rolava o Skinni Fest. O que o blog perdeu, felizmente ele conseguiu assistir atentamente em vídeo, numa atitude super profissa do produtor Victor Matheus, que gravou todo o evento e disponibilizou o material para o blog.

* Findo o festival (quase cinco da manhã), papos rápidos daqui e dali, confraternização com a galere local, o jornalista cansadão porém sempre solícito é apresentado ao pessoal do bacana Dust Road (de Manaus), também a algumas garotas e, entre as quais… ela!!! Quem? A lindaça e simpática Raísa. 24 anos, também jornalista, morenaça, tatuagens espalhadas pelas costas e que vira pro autor destas linhas bloggers e diz: “adoro teu blog. Você tem muito de Henry Miller na sua escrita”. Isso foi um autêntico soco no combalido coração zapper (e que já começou a imaginar a possibilidade de que aquele tormento pecaminoso em forma de mulher bem poderia vir a ser a sua Anais Nin), mas o jornalista mantém a compostura: Raísa está ao lado do namorado, um simpático e (aparentemente) boa praça “bebê” de 19 anos de idade. E assim se manteve até sua volta a SP, em relação àquela tentação morena.

* Mas haveriam outras tentações pelo caminho… No domingo, descanso total no hotel – e o blog estava mesmo precisando. Mas como era, hã, dia dos namorados e o blogger sempre saudoso e sentimental começou a sentir-se melancólico e solitário, ele ligou pro celular do seu já novo bom amigo, Victor: “porra, tem como você passar mais tarde por aqui? Pra gente dar um rolê e tal, pra eu conhecer a cidade. Não tô me sentindo bem aqui sozinho, sério”. Super solícito, assim que pôde o organizador do Skinni foi “resgatar” Zap’n’roll no hotel. E ambos foram passear pela cidade. Boa Vista é pequena pra uma capital de Estado. E por isso mesmo é tranqüila, bonita e com avenidas largas e bem cuidadas. Há uma arquitetura bem moderna presente nas construções dos prédios públicos do centro. E o município, que estava com vários pontos alagados por conta das chuvas torrenciais que estavam caindo por lá, felizmente estava se recuperando do problema das enchentes. Tirando o calor sempre implacável por lá (com termômetros diariamente na casa dos 35 graus), seria uma cidade onde o autor deste blog moraria com prazer. Ainda mais com a quantidade de xoxotaços deliciosos que habitam por lá…

* E veio a segunda-feira. Durante o dia, tudo tranqüilo: o blog foi conhecer a sede da Folha de Boa Vista, onde concedeu entrevista de uma página para o caderno de variedades, coordenado pela mega simpática e rocker Cyneida – sendo que a entrevista foi realizada por outra delícia cremosa local, a morenaça Camila, dona de um par de seios exuberantes, rsrs. Foi à noite que o bicho começou a pegar pros lados zappers: “Finatti, vamos conhecer a chopperia do Chacrinha, onde vai ter e festa de ressaca do Skinni amanhã e também o debate, do qual você vai participar”, falou o sempre amigo Victor. E lá se foi a dupla pro Chacrinha, um bar super bacana com um chopp delicioso e que descia maravilhosamente bem sob um calor noturno de uns 28 graus. Mas lá estava outro “perigo” de Boa Vista: a loucaça jornalista e poeta Roberta Cruz (e de quem o blog trouxe pra São Paulo seu primeiro livro de poemas, “Um tom para a poesia”, que está sendo lido nesse momento e em breve será resenhado aqui), outro tesão em forma de mulher mega culta e maluca, trinta e poucos anos e… solteira! E… very junkie. Jesuis… papos daqui, chopps dali e não demorou muito pra Roberta dizer: “vou ali, quer ir junto?”. Zap’n’roll não piscou o olho pra dizer sim, e foi. O resto da aventura daquela noite não pode ser publicado aqui, rsrs. Mas ela terminou “apenas” às cinco da manhã, uia!

* E na noite seguinte: debate sobre a cena musical da cidade, os rumos da cultura local etc. Tudo novamente no Chacrinha, regado a chopp farto e com animada participação de quem estava na mesa (além de Zap’n’roll, o vocalista Manoel, da banda Mr. Jungle, o também músico Bem Charles, o poeta Jaime Brasil e um produtor local), e também do público presente. Final do debate o jornalista sempre trêfego vai até a animada mesa da simpática Cyneida, pra bater papo com o pessoal. E bate o olho em outra tentação roraimense (ou mais ou menos isso, já que na verdade a garota é uma gauchaça, que mora há alguns anos na cidade): Karine, 29 anos de puro tesão, fisioterapeuta com tatuagens também espalhadas pelo corpo, um sorriso demolidor e… que deixou o autor destas linhas rockers online total “avoado”. Papos e mais papos, o blogger metido a don Juan paquerando a moçoila na cara larga, até que consegue tirá-la da mesa por alguns instantes. O restante da conversa também é desnecessário ser publicado aqui. E ambos ficaram de se encontrar novamente em setembro, quando estas linhas online devem retornar a Boa Vista. Wow!

* Karine foi embora cedo mas os shows continuaram na chopperia, com Veludo Branco, Jamrock (esse grupo de reggae é fodão e ainda vai dar muito o que falar, se tiver uma oportunidade de ser descoberto por produtores “ixpertos” do Sudeste) e outras bandas locais animando a galere. Lá pras tantas, já “alto” pelo consumo de dezenas de chopps, Zap’n’roll não resistiu: pediu “help” a um maloker local e ambos foram atrás da famosa “missão”, rsrs. Que só não foi concluída porque o “anjo da guarda” Victor interveio, pelo celular: “Finatti, assim tu vai perder o horário do vôo”. O zapper doidão porém ainda responsável achou melhor cancelar a tal “missão”. Voltou pra chopperia e de lá foi pro hotel pegar suas malas pois um longo vôo de volta a Sampalândia o aguardava.

* Daqui o blog quer mesmo agradecer a atenção e o carinho com os quais foi recebido em Boa Vista, não só pelo pessoal da Veludo Branco, mas também pelo Chacrinha, pela turma do diário de Boa Vista, pela Roberta Cruz e pelas lindaaaaas Raísa e Karine. Um beijo no coração de todos vocês e até setembro!

Karine Blanco (acima) e Raísa Carvalho (abaixo): duas lindaças de Boa Vista, que tornaram a viagem do blog mais feliz e deixaram o blogger riocker sentimental total apaixonado, hehe

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DIÁRIO SENTIMENTAL – MUITA PUTARIA E DRUGS NAS ANDANÇAS DO BLOG EM FESTIVAIS INDIES…, PARTE II
No post anterior, este tópico rendeu horrores de comentários no Twitter e no Facebook e deu o que falar. E no calor da escrita (hihi), o blogger sempre lesado da cabeça esqueceu de relatar outro episódio bizarro de suas andanças por festivais indies brazucas. Esse episódio, tão saboroso quanto os demais já relatados aqui semana passada, segue logo abaixo. Boa diversão e leitura!

FESTIVAL ROCKLAND (nome fictício), ALGUNS ANOS ATRÁS – Zap’n’roll conheceu Caroline (nome trocado, óbvio) há alguns anos, através de amigos comuns. Ela estava passando uma temporada em Sampalândia, na casa da irmã (que morava e trampava aqui), fazendo um curso de fotografia (que ela amava e ama, ainda) que não existia na terra dela. Caroline, ela mesmo dizia, sempre curtiu “coroas” como o sujeito aqui. Havia namorado um cara na sua cidade um tempão, não deu certo, e agora estava single. Garota inteligente, antenada em cultura pop, rocker até a medula e beeeeem maconheira (rsrs), além de gostosa pra caralho. Não demorou pra Zap’n’roll ficar super amigo da figura e, principalmente, a querer traçar a mesma. Depois de alguns encontros pelos bares da vida em Sampa, a tão esperada trepada rolou enfim e o blogger sempre sentimental logo se apaixonou e pensou em namorar com Caroline. “Deixa quieto, Humberto” (yep, ela tinha a mania de chamar o autor deste blog pelo seu primeiro nome, ao contrário da humanidade, que o chama de Finatti), disse ela. “Vamos levando assim que é melhor. Não tô a fim de namorar agora. E daqui um tempo vou voltar pra minha cidade, que é longe, e não vai dar certo namorar nesse esquema”. Ok, o zapper aceitou as ponderações da garota, ambos continuaram saindo juntos e dando fodas cada vez mais intensas e deliciosas (Carol, inclusive, era mestra na arte da chupeta, batendo uma prazerosa punheta no macho enquanto chupava gulosamente a pica do sujeito; fora que também era fã de levar pinto no seu cu, e assumia isso na boa, em bate-papo com os amigos: “falo por mim, gosto bastante de sexo anal”, dizia ela, sendo que toda essa postura corajosa e liberal em uma mulher só deixava o autor destas linhas rockers canalhas ainda mais apaixonado pela moçoila…). Até que chegou o dia em que Caroline terminou o curso e voltou pra sua cidade natal. Os papos entre ela e Zap’n’roll continuaram da forma possível, pela internet. Foi então que convidaram o blog rei em cobertura de festivais indies, a ir até a cidade da Carol, pra acompanhar o bacana  festival que eles já faziam por lá há alguns anos. Zap’n’roll foi, combinando com a garota que ambos poderiam ficar juntos por lá durante o evento. “Sem problema”, disse ela. “Gosto de ti e continuo solteira, hehe”. E lá se foi o blogger loker pro festival Rockland. Chegando na cidade um dia antes de começar a esbórnia, o blog se hospedou no hotel pago pela produção, em quarto individual, e ligou pra sua cobiçada xoxota pra combinar um encontro logo mais à noite. “Vem pra cá logo, porra!”, disse. Ela: “Nope, hoje não dá, tenho um monte de lances pra fazer aqui em casa. Amanhã a gente vai junto pro festival e depois fico no hotel contigo, ok?”. Ok, não havia outra saída, o jeito era esperar até a noite seguinte. “Então, pelo menos descola um contato pra gente conseguir alguma ‘devastação nasal por aqui’, hehe”. Carol conseguiu. Chegou na noite seguinte no hotel com um “amigo”, que tinha a parada mas avisou: “cuidado com esse negócio, é violento!”. E era mesmo, conforme iríamos descobrir depois. Antes fomos ver os shows já que o blogger safado e louco pra comer novamente o bocetão da sua “paixão” (bocetão mesmo, largo e peludo e muito quente quando estava fodendo), estava ali também a trabalho, rsrs. E foram rolando as bandas no palco… algumas bem legais, outras insuportáveis. Até que na última delas Zap’n’roll, já bem “calibrado” por brejas, pegou Carol pelo braço e sugeriu: “porra, chega, tô cansado já. Bora pro hotel, vai!”. Ela topou. E o casal foi. E quando entrou no quarto, sempre despachada, Carol já foi tirando a camiseta e jogando a dita cuja, junto com o suitã e a calcinha (ela, sempre com suas ordinárias e putíssimas calcinhas vermelhas), no chão. A visão daqueles peitaços gigantes e prontos pra serem mamados enlouqueceu o zapper taradão, que tirou sua roupa o mais rápido possível. Ele deitou na cama e Caroline montou em cima do cacete com gosto. A foda rolou furiosa e terminou quando a grande cadela ficou de quatro, pegou o pinto do sujeito aqui, ajeitou-o caprichosamente com a própria mão no buraquinho do seu cu, e empurrou-o com vontade pra dentro, enquanto batia uma siririca com a outra mão. Logo o casal gozou junto, com gosto. Acabou aí? Óbvio que não! A parte bizarríssima da parada aconteceu logo em seguida: os dois pelados na cama, se refazendo da foda e papeando até que o autor deste diário sentimental sórdido se lembra de que ainda tinha a “sobremesa”, hihi. Ou seja, a “devastação nasal”, uia! “Vamos tecar!”, disse ele pra Carol, que respondeu com seu habitual “uhum!”. Zap’n’roll foi até a mesa de madeira escura onde ficava a TV e, ao lado dela, esticou caprichosamente duas “taturanas” do negócio. Mandou uma. Carol, em seguida (e ainda pelada), aspirou a outra. E a parada era violenta mesmo. Até o zapper acostumado às devastações nasais, ficou bicudão. Caroline, então, “travou” e entrou em pânico: vestiu sua roupa correndo e disse “vou embora pra casa!”. O Zapper, já assustado também: “Mas por que? Fica aqui comigo!”. Ela: “não, preciso ir”. E abriu a porta, saiu no corredor e ficou IMÓVEL, diante da porta do quarto aberta, sem saber se ia embora ou ficava, enquanto o blogger doidão, ainda sem roupa, olhava pra garota sem saber o que fazer. E pensando no que aconteceria se de repente alguém surgisse no corredor do hotel e se deparasse com aquela cena absurdamente bizarra. Enfim, não teve jeito: com muito custo, Zap’n’roll se vestiu e conseguiu levar o xotaço louco até a entrada do hotel, onde ela pegou um táxi e foi pra sua casa. No outro dia, ambos já recuperados se encontraram novamente, almoçaram juntos à tarde, treparam novamente e ficou tudo bem. Mas Caroline nunca mais quis saber daquele padê violento, descolado pelo amigo dela, rsrs.

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Buenas, tá tudo meio assim no meio do feriadão, então o post pára por aqui. Mas atendendo a uma ótima sugestão de querida leitora Lara, ele será republicado nesta segunda-feira, com o que faltou entrar aqui, okays?

Lembrando que continua no hfinatti@gmail.com a promo de ingressos pro Jukebox Festival, semana que vem no Studio Emme em Sampa. E também lembrando que amanhã tem Parada Gay, um dos grandes momentos da liberdade de expressão e de comportamento neste país ainda dominado por um moralismo/conservadorismo babaca, hipócrita, reacionário e inaceitável em pleno século XXI. Enquanto um bando de evangélicos otários marcharam condenando a diversidade sexual e a a liberação da Marcha da Maconha (agora, autorizada pelo STF, sendo que Zap’n’roll vai estar na próxima, com certeza), amanhã Sampa vai dar demonstração, na Parada do Orgulho Gay, que na maior cidade do país a grande maioria quer sim é tolerância e respeito às liberdades de escolha comportamentais do ser humano.

É isso. Beijos nas crianças e bom final de feriadão pra todos. Nesta segunda-feira, lembrando novamente, este post será republicado, acrescido de infos adicionais, okays? Inté!

(finalizado por Finatti em 25/06/2011, às 19hs.)

Novamente falando do Kaiser Chiefs. O fim dos ingressos pro Planeta Terra. As loucuras de sexo e drogas em festivais indies (só na Zap.com), o The Concept ataca novamente, o blog no extremo Norte e mais isso e aquilo… (versão final: 13/06/2011, direto de Boa Vista, Roraima)

O Kaiser Chifes: bons de marketing no lançamento do novo disco, mas…

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EXTRA! – aí embaixo, no tópico da volta do nosso sempre amado/odiado “diário sentimental”, o complemento das histórias pesadas de putarias e drugs do blog, em suas andanças pelos festivais indies nacionais. O texto foi escrito já na segunda-feira, 13, quando o autor destas linhas zappers lokers está se debatendo com a conexão wireless mega complicada de Boa Vista, capital de Roraima. De resto, uma cidade bacanésima (e ultra quente, hoje os termômetros bateram na casa dos 37 graus aqui), com lindaaaaas xoxotas rockers e uma pessoal super acolhedor e simpático (como o Victor Matheus, organizador do festival Skinni Rock, e o pessoal da chopperia Chacrinha, onde o blog está sendo finalizado nesse instante).
Daqui a pouco na Zap’n’roll do portal Dynamite, a cobertura completa do Skinni Rock Festival, que agitou a galera rocker de Boa Vista no último finde. Até já então!
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E não?
Yep, esses assuntos todos aí, listados no título do post, fazem o “corpo” do post que você começa a ler agora, nos dois endereços zappers: aqui mesmo no portal Dynamite online, e também no www.zapnroll.com.br, onde você lê a versão integral, estendida e exclusiva do blog, e com aquele que talvez vá entrar para a história de looooongos oito anos destas linhas rockers online, como o relato mais hardcore já publicado em Zap’n’roll. Não é para menos: nesse tempo todo o sujeito que digita estas linhas viajou por praticamente todo o Brasil, cobrindo shows e festivais de rock, de gigantes como o Mada (em Natal, Rio Grande Do Norte), passando por promissores (como o bacana QuebraMar, em Macapá, no Amapá, onde estaremos novamente em 2011, em outubro) e até a novíssimos, como a primeira edição do Skinni Rock Festival, que acontece hoje, sábado, em Boa Vista (capital do longínquo Estado de Roraima) e onde estas linhas online estão neste momento. E muita parada cabulosa aconteceu nas coberturas destes festivais: loucuras variadas, tretas, drugs, sexo. Foi inevitável que rolasse tudo isso pois o ambiente rock’n’roll (e sem apelar para clichês estéticos ou comportamentais) sempre proporcionou esse tipo de situação. O rock, um dos estilos musicais mais libertários e engajados da história da arte, não nasceu pra ser careta, certinho, comportado, bunda-mole enfim. Ele já nasceu doidão, indignado, revoltado, sempre disposto a estar ao lado de causas sociais e políticas bacanas. E quem lida com rock’n’roll (seja tocando em bandas, produzindo eventos, discos ou simplesmente cobrindo tudo isso), ainda que não seja um loker de plantão 24 horas (claro, não estamos aqui fazendo apologia alguma da insanidade comportamental; cada um age da forma que mais lhe convém e que torna a vida mais agradável para si próprio), tem que ter consciência de que o rock não é algo careta, normal, modorrento. Sim, você não precisa ser um doidão pra curtir rock. Mas só quem é moralista babaca, conservador ao extremo, reacionário, ressentido e recalcado com a própria vida sexual sem sal e desprovida de emoções e aventuras malucas, é que condena a loucura alheia. Então, se você é assim, melhor não ler a Zap.com desta semana. Mas se você, mesmo sendo um sujeito, hã, “normal” mas de visão liberal e que no final dá é boas risadas com as histórias lokers que volta e meia contamos aqui, pode ler sem susto. Fora isso, estamos aqui pra falar mais uma vez do novo disco do Kaiser Chiefs (do qual estas linhas online já falaram e nem gostaram, mas agora quem assina o texto é o nosso dileto colaborador Cristiano Viteck, que gostou do dito cujo), do também grande The Concept e de mais um monte de assuntos que tornam a vida mais agradável e que fazem esse blog ser o que é há oito anos: o espaço de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira.

* E claaaaaro, começou já o tumulto e desespero em relação ao esgotamento dos ingressos para o festival Planeta Terra 2011, que rola dia 5 de novembro em São Paulo, lá no PlayCenter, com showzaços dos Strokes, Vaccines e Beady Eye – yep, a nova banda do marrudo e boca suja Liam Gallagher. As vendas dos tickets começaram a meia-noite de ontem, quarta-feira, em diversos pontos de venda, no site oficial do festival (http://musica.terra.com.br/planetaterra), e também na página da sempr malfadada Tickets For Fun (http://premier.ticketsforfun.com.br/default.aspx). E o que era previsível aconteceu, óbvio: tudo se evaporou com uma velocidade espantosa. A gritaria se tornou enorme nas redes sociais (como o Twitter) mas se você pensar bem, isso acontece em qualquer lugar. Nos EUA e Inglaterra qualquer festival que tenha um line up fodão como é o do Terra este ano, vê seus ingressos sumirem nos pontos de venda e na internet em questão de horas – quando não de minutos. Então, ao invés de ficar reclamando a solução é tentar ser mais ágil que o vizinho, ir à luta e sempre garantir seu ticket num evento desses. Simples.

Liam (acima) e Vaccines (abaixo): a briga vai ser boa no Planeta Terra

* E agora? Agora é esperar e tentar a sorte AQUI MESMO, no blogão zapper que jamais deixa seu fiel leitorado na mão, hehe. Em breve deve pintar promo de tickets por aqui – quando o autor deste espaço online retornar de sua viagem pelo extremo Norte, que vai durar dez dias, ele irá cuidar disso. Fiquem atentos desde já!

* “The Ripe Tide”, o terceiro álbum do Beirute, já está com data de lançamento marcada: ele irá chegar às lojas no final de agosto. Ok, o disco pode ser bacana e tal mas vem cá: alguém ainda se importa com a existência do Beirute?

* Agora, fodão mesmo deve ser o novo disco do algo sumido Kasabian (uma das bandas prediletas destas linhas rockers bloggers desde sempre), “Velociraptor!”, que está a caminho das lojas. Com muita justiça o grupo estampou a capa da NME da semana passada e se o trabalho estiver perto do que foi a estréia deles, em 2004, já tá bão pra porra, hehe.

Kasabian: o novo álbum deve ser fodão

* Frio em Sampa? Bão, né? Aqui em cima, muito calor. E chuva também. Mas o blog está curtindo, como sempre. E já na semana que vem estaremos em Belém, onde rola a festa da Zap’n’roll no Bar Café Com Arte, na sexta-feira, 17 de junho. produzida pela turma da Vandersexxx, a noitada vai contar com DJ set do blog e showzaço dos mui amados Baudelaires. Se você estiver pela capital do Pará, cola lá que a diversão está garantida.

* Mas antes disso, tem o Skinni Rock festival aqui em Boa Vista, que rola hoje à noite no Sesc da capital de Roraima. O blog está aqui e na segunda-feira já rola cobertura do evento nestas linhas zappers e no portal Dynamite em si. Ou seja: se você está aqui na mega chuvosa Boa Vista, dá uma passadinha no Sesc que a balada promete!

* E não só: o autor deste blog também está no extremo Norte brazuca em missão especial para o Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, onde vai rolar matéria sobre a nova música que se faz por aqui. Quando o texto sair por lá, a gente dá um toque e também reproduz o texto neste espaço virtual.

* Ou seja: pro covarde de merda que já alfinetou (de forma anônima, claaaaaro)  o sujeito aqui, no blog Roraima Rock, a nossa melhor resposta será mesmo a cobertura do Skinni aqui e no Caderno 2.

* Bien, bora ler aí embaixo a opinião do queridão Cris Viteck, sobre o novo disco do Kaiser Chiefs, e do esquema de marketing bacana que a banda desenvolveu pro lançamento. Pena que o disco…

KAISER CHIFES – REVOLUÇÃO OU UMA BOBAGEM COMPLETA NA INDÚSTRIA DA MÚSICA?

Por Cristiano Viteck, especial para Zap’n’roll

Há alguns dias, a banda inglesa Kaiser Chiefs lançou o seu novo disco, “The Future is Medieval”. Mas, não foi um lançamento qualquer, porque esse negócio de simplesmente gravar músicas, embalá-las em um CD e coloca-las à venda em lojas de disco anda bem fora de moda – a não ser que seja em edição luxuosa em vinil, isso sim, é supermoderno!

Enfim, a turma do Kaiser Chiefs aprontou o seguinte. Gravou 20 músicas e postou um minuto de cada uma delas para serem ouvidos no www.kaiserchiefs.co.uk . Dessas, você seleciona as dez que mais gostou, cria então uma capa, paga 7,5 libras e faz o download desse álbum personalizado com a dezena de canções e a arte que você criou. Mas a coisa toda não para por aí.
A sua seleção fica registrada no site da banda e, caso alguém escolher fazer o dowload pago do disco que você montou, você recebe 1 libra por isso. Para incentivar esse tipo de compra, o Kaiser Chiefs convidou alguns famosos para montarem seus próprios álbuns da banda. E para que ninguém fique ressentido que alguma celebridade se torne algumas libras mais rica, o Kaiser Chiefs sugere que os valores arrecadados sejam doados à uma instituição que trata de pacientes com alzeimer.

A grande dúvida da banda agora é qual a versão do disco será lançada oficialmente pela banda, no tradicional formato físico. A sugestão que mais tem motivado o Kaiser Chiefs é lançar a seleção mais comercializada no próprio site. Até hoje pela manhã, a versão do “The Future Is Medieval” mais vendida foi a de um tal de RickyW (a capa que ele criou é essa que ilustra o post de hoje), seguida pela seleção feita pelo jornal inglês The Guardian.

Tudo muito bacana, divertido e inovador. Tanto é que o famoso periódico norte-americano The Wall Street Journal fez uma reportagem especial sobre isso tudo, lançando no ar a pergunta se este será o futuro da indústria musical. A resposta: acho difícil, até porque isso tudo cheira mais a marketing (muito criativo, é verdade) do que a qualquer outra coisa e está longe de ser uma alternativa viável para a combalida indústria fonográfica.

Há de se lembrar ainda que, como existe um jeitinho pra tudo, no mesmo dia em que o Kaiser Chiefs lançou com grande alarde a sua nova plataforma de venda de música, todas as 20 canções já estavam dando sopa fácil fácil e de graça na internet. Aí fica outra pergunta: quem vai pagar pra ter 10 canções, se pode ter 20 de graça? Acredito que poucos, ainda mais se as músicas forem tão fraquinhas quanto essas que o Kaiser Chiefs preparou para “The Future Is Medieval”.
Mas, só pra dizer que fiquei de fora da brincadeira, segue abaixo a minha lista de 10 canções para “The Future is Medieval”:
1. Back in december
2. Child of the Jago
3. Dead or in serious trouble
4. Heard It break
5. When all is quiet
6. Out of focus
7. Coming up for air
8. I dare you
9. Little schocks
10. Fly on the wall

A VOLTA DOS DIÁRIOS SENTIMENTAIS – MUITA PUTARIA E DRUGS NAS ANDANÇAS DO BLOG EM FESTIVAIS INDIES…
Yep, nossos célebres “diários sentimentais”, que tanto sucesso fizeram anos atrás na Zap’n’roll, agora estão de volta aqui no endereço próprio do blog. E em tempos de festivais indies, como o Skinni Rock Festival que rola hoje aqui em Boa Vista (capital de Roraima), nada melhor do que relembrar algumas das “aventuras” vividas pelo autor destas linhas online, nos festivais que ele cobriu pelo Brasil afora na última década e meia.

Festival de rock é sempre uma maravilha. Assiste-se a uma cacetada de shows legais (alguns nem tanto). Bebe-se muito, trepa-se muito também e, claaaaaro, também se fuma muita maconha e se cheira muita cocaine. Se você, ainda por cima, é jornalista, ainda é convidado a cobrir a parada toda na boa, com hospedagem e passagens pagas pela produção do evento. Claro, todo mundo está ali pela música, pra ouvir e descobrir novos bons sons. Mas é inocência você achar que nenhuma putaria rola em um festival de rock. Porque, por mais clichê que possa parecer a afirmação, rock’n’roll é sinônimo de putaria, de loucura, de drugs. E Zap’n’roll, que nunca foi um sujeito normal e que sempre foi fã de drugs e de álcool (embora agora esteja ficando meio “tiozão” e um tantinho mais comportado, mas nem por isso deixando de manter uma postura absolutamente liberal sobre o tema, e sempre defensor ardoroso da liberação de todas as drogas nesse país fodido, onde manifestantes pacíficos pró-maconha são reprimidos com violência pela polícia, mas um ministro de Estado pode aumentar seu patrimônio vinte vezes em quatro anos), participou de muitas histórias bizarras nesses festivais. Algumas dessas histórias estão, enfim, contadas aí embaixo, em requinte de detalhes (e não de imagens, por motivos óbvios), sendo que o nome real de boa parte dos envolvidos foi trocado por outros fictícios (ou colocados apenas em suas iniciais), e muitas cidades e eventos também ficarão em sigilo, para evitar processos e ameaças. E se você é moralista, babaca, careta e reacionário(a) ou tem menos de dezoito anos de idade, talvez seja melhor não ler o que está neste diário sentimental.

* CARNAVAL DE 2005/FESTIVAL GRITO ROCK EM CUIABÁ – era a segunda edição do GR, hoje um dos festivais mais abrangentes do país. Naquela época ele era minúculo e aquela edição foi realizada na charmosa Galeria do Pádua, um espaço artístico na capital de Mato Grosso, onde não cabiam mais do que duzentas pessoas. Zap’n’roll tinha ido até e pela primeira vez (e de busão, imaginem! Vinte e cinco horas esquentando o lombo na estrada, rsrs) a convite do hoje conhecidíssimo produtor Pablo Capilé (um dos homens mais poderosos da indie scene nacional, mas que ninguém conhecia naquela época), que ficou “alugando” a orelha do sujeito aqui, via MSN, por quinze dias até convencer o autor deste blog a ir parar em Hell City (como Cuiabá é conhecida, por ser a capital mais quente do país). Pois então: na segunda noite do festival, Zap’n’roll já estava meio de saco cheio de ver bandas até boas, mas ou que eram êmulos do metal melódico à lá Shaman, ou do emocore à la CPM22 (que ainda estava no auge). Foi quando chegou uma “encomenda”, ou “presente”, pro autor deste espaço rocker blogger. “Fulano (um dos organizadores do evento)  disse que tu gosta da parada e mandou eu ir buscar isso pra você”. O “isso” era um mutucão de cinqüenta reais daquilo que provoca “devastação nasal” no ser humano. Imediatamente o jornalista loker rocker se mandou pra um dos banheiros da galeria e aspirou uma autêntica taturana do “produto”. Saiu de lá a milhão e já bicudíssimo, quando Capilé lhe disse: “presta atenção na banda que vai tocar agora. Pelo que você me falou do seu gosto musical, acho que vai curtir o som deles”. Tentando prestar atenção em alguma coisa (devido ao estado em que havia ficado após sair do tal banheiro), Zap’n’roll viu cinco moleques entrarem no palco, sendo que o vocalista era um tampinha com cara de nenê. O sujeito vestia camisa social, blaser (isso, no calor de Cuiabá!) e empunhava um violão e um suporte de gaita no pescoço. Quando o blog viu aquilo, bicudaço de padê, pensou: “quem esse sujeito está pensando que é? O Bob Dylan do cerrado?”. Mas quando o grupo começou a tocar e o moleque abriu a boca pra cantar, o autor deste blog quase teve uma síncope cardíaca que a aspiração nasal não provocou. A banda era o Vanguart. E foi assim que ela foi descoberta pelo sujeito aqui. E hoje todo mundo sabe quem é o Vanguart: a maior descoberta jornalística destas linhas online e um dos melhores grupos do novo rock brasileiro.

Essas fileiras de pó branco fazem a alegria de muita gente nos festivais indies, rsrs

* CALANGO 2007/CUIABÁ – o “primo” grande do Grito Rock. Nele o blog esteve por três vezes (indo de avião até Hell City, felizmente) e lá aconteceu de tudo. Mas tudo meeeeesmo. Nesta edição, especificamente, ela trampava na produção. Loiraça, seios grandes (como o sujeito aqui adora), um sorriso do outro mundo. No Grito Rock daquele ano, o blog já tinha “paquerado” a figura (sendo que uma amiga próxima dela ela, havia sido “comida” pelo Guri Assis Brasil, um dos guitarristas do Pública, em um dos banheiros onde estava rolando o festival). Mas no Calango a coisa tomou ares de paixão por parte do sujeito que relembra essas histórias agora. Na segunda noite do festival, ele chega nela e pergunta: “quer dar um teco?”. Ela: “vamos nessa!”. A dupla vai pro backstage do festival e lá, manda ver nas napadas. Detalhe: o padê servido em Cuiabá é dos melhores, dada a pouca “mistura” que fazem no “produto”, que chega quase puro da Bolívia – e que fica logo ali, ao lado. Bicudo, o autor deste blog criou coragem e começou a dar em cima da xoxotaça com mais ímpeto. Ela: “por que vocês homens pensam tanto em sexo quando estão doidões?”. Zap’n’roll não soube dar uma resposta adequada a tão, hã, palpitante questão existencial. Mas levou rapidinho a garota mais pro fundo do backstage, e ali o bicho quase pegou. Beijos indecentes de língua, uma “mamada” rápida num dos peitões e… chega um segurança abelhudo pra ver o que estava rolando ali. A dupla teve que se recompor e o blogger safado voltou apaixonado pela figura pra Sampa. Mas ficou apenas a lembrança daquela mamada no tetão da garota, e o gosto do seu beijo. Hoje, ela é uma das melhores amigas do autor destas linhas sórdidas e canalhas – apenas às vezes, não sempre, hihi.

A garota dona dessa boca aí em cima, foi uma das que mamou gostoso no bilau zapper, em festivais indies pelo Brasil, como mostra a foto, hihi

* CAMPO GRANDE (OU CAMPÃO, PROS ÍNTIMOS) – o blog esteve na capital do Mato Grosso do Sul por duas vezes: no final de 2008 (para cobrir o festival Fogo no Cerrado, organizado pelos sempre queridos Jean Albernaz e Letícia Spíndola), e começo de 2009, pra discotecar em uma festa rocker no Bar Barfly. E a “colheita” em Campão foi farta: nas duas vezes em que esteve lá, o autor deste blog mamou gostoooso nas tetas de uma linda negra que fazia faculdade de designer gráfico (e que hoje está semi-casada com algum babaca, que dia desses entrou no bate-papo do Facebook, e xingou assim o autor deste blog: “seu drogado de merda!”. Uia!), soltou porra duas vezes na boca de uma deliciosa cavala (uma das mais lindas e conhecidas garotas rockers da cidade, uma gigante de 1,80m que também adora praticar “destruição nasal”, e hoje também é ótima amiga do sujeito aqui), e trepou com outras duas delícias, sendo que uma dessas trepadas está bem detalhada logo mais aí embaixo (não é à toa que a francesa de Macapá, Rudja, odiava Campo Grande enquanto foi noiva do zapper comedor. E sempre ameaçava: “se você for naquela cidade enquanto estiver comigo, eu te mato!”. Novamente: uia! Tanto que Zap’n’roll não voltou lá até hoje). Enfim, a putaria bizarra já começou no primeiro dia do festival, durante o almoço no restaurante “Rei da costela no bafo”. A turma da banda Orange Disaster (que está prestes a lançar seu primeiro disco) havia acabado de chegar e o guitarrista Rafa (um doidão de plantão e mega amigo do autor destas linhas online) já veio intimando: “onde estão as drogas? Hoje quero ver estrelas. Ex da Suzana Vieira vai ser fichinha perto do estado em que eu vou ficar” (detalhe: o tal ex da atriz Suzana Vieira tinha morrido de overdose de cocaína, dias antes no Rio De Janeiro). Anyway, terminado o almoço, toca pro hotel onde um “dealer” já aguardava a banda e o sujeito aqui. Antes de efetuar a “compra” (que foi “rachada” entre a banda e o jornalista loker), todos quiseram experimentar uma “amostra”, pra ver a qualidade da parada. O negócio era violento e todo mundo ficou contente. E à noite, no Barfly, a situação só “piorou”, rsrs. Lá pras tantas o sujeito que digita este diário sentimental, já mais tresloucado do que o ex da Suzana Vieira, pediu socorro ao mr. Chong, um simpático japonês que auxiliava na produção do festival e se auto-definia como o “advogado samoano” de Hunter Thompson, no clássico “Medo e delírio em Las Vegas” (se você não leu o livro, sorry, não vai entender o que esse advogado significa no contexto da história). O diálogo entre este jornalista maluco e Chong: “me leva no hotel, por favor. Tem uma garrafa de vodka lá e preciso tomar uma dose tripla, pra cortar minha bicudissse”. Ele: “impossível! O festival já vai começar, não posso sair daqui. E mesmo que pudesse, eu não iria conseguir dirigir. Acabei de tomar um ácido fodão e tá batendo já!”. Poin! Zap’n’roll ficou por lá mesmo, se entupindo de brejas, pra voltar a ficar minimamente “normal” novamente.

CAMPO GRANDE/MS/MARÇO 2009 – após participar da cobertura do festival “Fogo no Cerrado”, no final do ano anterior, Zap’n’roll foi convidada a voltar a Campão, pra fazer um DJ set em uma festa promovida pela produtora Bigorna (da Letícia e do Jean), no bar Barfly, o então grande “pico” rocker da capital do Mato Grosso do Sul. Era, na verdade, um período emocional conturbado na vida do sujeito que digita a continuação deste diário sentimental (agora, já sendo escrito em um quarto de hotel em Boa Vista, capital de Roraima, onde o blog se encontra nesse momento). Ele namorava em Sampa a garota AL, gente finíssima, inteligente, fã de cultura pop, mas de temperamento explosivo igual ao do autor destas linhas rockers bloggers. Isso fazia com que discussões cada vez mais freqüentes entre o casal começassem a “minar” o relacionamento – que ainda estava no início. Completando o quadro, estava surgindo uma intensa e (até então) “secreta” paixão entre Zap’n’roll e a francesa Rudja, que morava na capital do Amapá. Paixão alimentada por bate-papos no MSN, no Orkut (que ainda não havia sido desmantelado pelo Facebook) e por celular. Enfim, foi em meio a esse mezzo tumulto emocional que o blog foi discotecar em Campão. E quando chegou lá, no bar Barfly para começar a noitada, já algo lesado de álcool combinado com “devastação nasal”, deu de cara com… ela, na porta do bar. Quem? Aline Wood (nome alterado, só avisando), uma cavalaça morena de peitões suculentos e que há muito estava “dando mole” pro autor destas linhas rockers sacanas, através de bate-papos também pelo Orkut. Pois Zap’n’roll levou um susto quando deu de cara com a garota, pois ela se mostrou bem mais bonita pessoalmente do que nas fotos que postava na hoje falida rede social orkutiana. Imediatamente o blogger loker “grudou” na suculenta xoxotaça e assim ficou com ela a noite toda – com eventuais intervalos pra discotecagem, algumas “tecadas” no banheiro e até uma entrevista para um blog local, realizada pela sempre querida e fofa Cael (onde anda tu, dear?). Final da festa, dia amanhecendo, o sujeito aqui já loucaço chega pra Aline e pede: “vem comigo pro hotel!”. Ela: “claro, vamos!”. E os dois foram. E quando lá chegaram, a putaria começou no quarto. Mais tecadas pelo nariz (apenas da parte do rocker loker pois a xotaça não praticava o “esporte”). Começaram os “amassos” corporais e beijos sacanas. Até que o blogger doidão pede: “tira a roupa e deixa eu cheirar um teco no seu peito”. Ela tira, mostrando toda a deliciosa putaça morena que se escondia por trás da camiseta e da calça jeans. Primeiro um tecão no peitão já com o bico duro de tesão. Depois brejas e papos sobre amor, sexo, vida, rock, romance etc, etc, etc. Aí o zapper loker, mais uma vez: “posso cheirar uma carreira em cima da tua boceta?”. Ela deixou: se deitou na cama, com as pernas abertas e ficou imóvel, enquanto o zapper já mordendo os dentes, esticou caprichosamente um risco em cima da xoxota total depilada. E aspirou com prazer o risco. E depois lambeu o que restou e deu uma “sugada” caprichada no grelo da cachorra, a essa altura já querendo ser muito e bem fodida. Foda que… acabou não rolando, claaaaaro: havia muita cerveja e cocaine dopando o cérebro e o corpo do sujeito aqui e, mesmo com um bocetaço pelado na cama do seu quarto de hotel, o “instrumento” do sujeito insistia em não levantar. E já eram quase dez da manhã. Até que Aline sugeriu: “preciso ir pra casa, e você não está bem. Procura descansar, dorme o dia todo e quando você estiver bem me liga que eu volto aqui, prometo!”. Zap’n’roll aceitou a sugestão meio a contra-gosto, se despediu dela e foi tentar dormir (e não consegui até o meio da tarde, numa cruel “fritura” de dar gosto). Quando o sono finalmente chegou, ele veio pesado. E se estendeu até quase dez da noite de um sábado que ameaçava ser de solidão absoluta, em um quarto de hotel a 1.500 kms de distância de Sampa. “Ela não vai vir”, pensou o autor deste blog, quando acordou  sentindo como se tivesse sido atropelado por uma carreta. Mas ele reuniu forças, desceu até a portaria e ligou para o número que Aline tinha deixado. E ela… atendeu! “Eu tava esperando você ligar”, disse com a voz mais doce e tesuda do mundo. O blogger loker, em tom choroso: “vem pra cá, to me sentindo sozinho”. Não demorou meia hora e Aline estava novamente no quarto, mais gostosa do que nunca. E já chegou tirando a blusa e mostrando seus peitaços avassaladores, para alegria do agora normal zapper e que já estava com o pinto duríssimo. A vontade por uma foda arrasadora era mútua (desde a manhã daquele dia, aliás), Aline já foi metendo a boca gulosamente na rôla zapper e a trepada enfim se consumou gloriosa, por toda a madrugada, com direito a esporradas na boca e no bocetão da cadelíssima cavala. Depois ainda houve um “romântico” passeio de mãos dadas pelas proximidades do hotel, em busca de um quiosque de lanches, a volta pro hotel, mais papos e o casal enfim dormiu junto até de manhã, quando a garota novamente precisou ir embora. Zap’n’roll voltou pra Sampa e Aline Wood ficou meio que apaixonada pelo autor deste blog. Mas o coração dele já estava lá em Macapá. E isso magoou pra cacete a gostosa de Campão. Que um dia bateu boca em público, via Orkut, com a já então namorada macapaense do sujeito aqui. Aline Wood resolveu então desaparecer e hoje Zap’n’roll até sente falta dela, dos ótimos papos que tinha com ela. E gostaria de voltar a ser amigo dela. Quem sabe um dia…

Esse bocetaço enorme ( e que, segundo a dona dele, cabem dois pintos de uma vez lá dentro, rsrs), delicioso e peludo foi um dos que foram beeeeem fodidos pelo blogger loker, em suas andanças pelos festivais indies brazucas.

ORGIA NO HOTEL EM… (neste relato, não será possível identificar localidade e personagens) – o blog já havia ido até lá no ano anterior, cobrir o festival local – modesto ainda mas bem organizado e com boas bandas, diga-se. E já havia ficado e trepado muito com ela na ocasião. Quando soube que iria pra lá novamente, combinou tudo com a garota de tetas gigantes e xoxota peluda e cavalar. O festival começaria na sexta-feira; na quinta Zap’n’roll já chegou na cidade, se instalou no hotel, se encontrou com a figura (e de quem, na verdade, ele gostava muito) e ambos foram trepar. E quando o zapper gozou, a porra voou nos olhos da garota, que foi imediatamente tomar banho, junto com o autor destas linhas ultra canalhas nesse momento, rsrs. Banho tomado, ambos foram se encontrar com amigos dela em um bar da cidade, que estava bem animado. Mas todos ficaram pouco tempo ali, preferindo ir para uma loja de conveniência 24 horas, onde foram compradas garrafas de vodka e dezenas de garrafinhas de cerveja. Quando todo mundo já estava beeeeem lesado, a idéia: “vamos pro quarto do Finatti, continuar o bate-papo por lá”. E assim foi: às seis da manhã havia pelo menos meia dúzia de pessoas dentro de um quarto de hotel. Bebidas, cigarros, marijuana, um pouco (não muito) de cocaine, uma esbórnia total. Começou uma discussão entre dois amigos da garota, Zap’n’roll ficou tenso e tascou uma garrafa de vodka (que já estava quase vazia) no chão. Discute dali, apela daqui, tenta conciliar de cá e a situação foi se acalmando, até que a turma começou a bater em retirada – às 9 da manhã! Até que sobrou no quarto (que parecia ter sido devastado por um tsunami) apenas o blogger rocker, seu “affair” e uma amiga dela, muito bonita e mega simpática. E foi a tal amiga, lesadíssima de álcool, que de repente “ordenou”: quero ver vocês trepando!”. O “affair” do blog: “o pau dele não vai levantar, ele tá muito lesado”. O blogger, algo ofendido com a afirmação: “chupa bem pra ver se ele levanta ou não”, já tirando o “instrumento” pra fora da calça. Ela começou a chupar. E o dito cujo endureceu na boca dela, que a essa altura já estava peladona. E a amiga sempre pedindo: “chupa ele, da cabeça até os bagos”. Ela chupava e chupava, jogando cuspe na cabeçorra do pinto. Até que abriu as pernas e sentou nele. e aí a foda começou, até que a amiga novamente: “deixa ele comer teu cu”. Ela: “não, no cu não!”. Zap’n’roll: “puta que é puta dá o cu também, e bem dado!”. E acabou socando o cazzo no cu da cavalona, que começou a reclamar de dor. Isso acabou meio que “brochando” a trepada (que já não estava das melhores, pois o casal estava beeeeem alterado de tudo), e ela acabou ali mesmo. Com a trinca desabando na cama pra dormir (o casal pelado, a amiga dela de roupa) pois, afinal, à noite, haveria festival de rock pro jornalista cobrir…

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O BLOG ZAPPER INDICA
* Novo single do The Concept – uma das mais fodásticas guitar bands de Sampa desde sempre, a The Concept, solta finalmente material novo. “Reconstruction”, a faixa em questão, é a primeira do futuro novo álbum a ser liberada pelo grupo na web, e tem cara e cheiro de anos 90’, quando o shoegazer inglês dominava o mundo. São aquelas guitarras Power pop bacanudas, os vocais melódicos (em inglês) e a doçura das canções que fazem a diferença no trabalho do quarteto comandado pelo baixista Wagner e pelo guitarrista e vocalista Robson. Se interessou? Então ouve aí embaixo:

* Bandas mineiras legais – Minas Gerais continua sendo celeiro de ótimos grupos de rock. Em visita à Casa Fora do Eixo/SP na última segunda-feira, Zap’n’roll conheceu o trampo das bandas Fuzilw, Tempo Plástico, Graveola e Pequena Morte. E vai comentar melhor sobre todas elas assim que voltar do seu giro pelo extremo Norte brazuca. Mas se você quiser ouvir, procure ir atrás destes nomes na web, que vale a pena!

* Baladas em Sampalândia! – Claaaaaro! O blog está em Roraima, mas não deixa de ficar de olho no que rola na capital paulista. Assim, se você está de bobeira por aí neste sábado, cai lá pro baixo Augusta. Vai ter Grungeria na Outs (no 486 da Augusta) e mais uma edição da festa Glam Nation no Inferno (no 501), com show do… Skid Row cover, uia! E no Beco203 (colado no StudioSP) vai ter noitada indie rock. Beleusma? Então se joga, porra!

E OS PRÊMIOS???
Continuam em sorteio pelo hfinatti@gmail.com:

* Um kit com CDs e DVDs da ST2;

* Um kit com CDs de três bandas fodonas: Pública, Los Porongas e Bidê ou Balde.

E É ISSO POR ENQUANTO
O blog está em Roraima e retorna a Sampa somente dia 20. Até lá vamos mandando relatos e postagens daqui do Norte. Na Zap do portal Dynamite o conteúdo é musical e cultura pop. Aqui, no www.zapnroll.com.br você curte o texto integral, exclusivo e proibido do blog. Leia e você vai entender porquê. E como amanhã é dia dos namorados, pros casais apaixonados os nossos sinceros votos de muitas felicidades. É isso, sendo que logo menos entra o que falta do diário sentimental. Beijos nas crianças, em especial na linda, fofa e meiga Flavinha Paloschi, uma das mais novas e queridas leitoras destas linhas rockers online.

(finalizado por Finatti em 13/06/2011, às 19:30hs, em Boa Vista, Roraima)

Primal Scream, a “invasão” sul americana (e brasileira, por tabela) em shows ao vivo, e em dois DVDs da banda que a gravadora ST2 vai lançar aqui. Mais: Planeta Terra fodaço, “dorgas” e putaria nos festivais indies e… Kaiser Chiefs novo na rede

 

O gigante Primal Scream (acima) ataca a América do Sul (Brasil incluso) com dvds e shows ao vivo. Já o Kaiser Chiefs (abaixo), volta total meia-boca em seu novo disco

A vida é dura, sempre…
Quem profere sempre esse bordão é o querido amigão Ricardo Cruz, o Quinho (ex-editor-chefe da grande Rolling Stone, e atual diretor de redação da classuda revista masculina GQ). E ele não deixa de ter sentido. No caso de Zap’n’roll, essa “vida dura” tem se resumido, nos últimos meses, a administrar crises emocionais severas (algumas vezes elas se tornam assim, não com freqüência, felizmente), e que atrapalham o andamento “normal” da vida do sujeito que está digitando essas linhas virtuais. Assim, vamos levando a situação da melhor forma possível. E quando nos damos conta de que, mesmo em meio a um turbilhão emotivo dos mais terríveis, somos mega queridos por muitos amigos (como bem demonstram mensagens recebidas no Twitter e no Facebook), aí recobramos a energia perdida e procuramos tocar a parada em frente. Se não é assim, por exemplo, este blog não sai, rsrs. E hoje a Zap em endereço próprio chega ao seu terceiro post já como um dos espaços mais acessados e comentados (em todas as redes sociais) da blogosfera de cultura pop brazuca. Isso é uma responsabilidade tremenda e ao mesmo tempo em que nos enche de orgulho e satisfação, também nos causa tensão por saber que o que está escrito aqui vai repercutir e muito. Vai despertar amor e ódio pelo blogger loker, sentimentos diametralmente opostos partindo de pessoas que ele sequer conhece. E aí já viu: mais “dureza” emocional pra administrar. Mas enfim, se não fosse dessa forma talvez a existência não tivesse a menor graça, não é mesmo? Então a única opção é sempre seguir em frente. Por isso estamos aqui, novamente. Com um post como todo mundo que aprendeu a amar a Zap adora: recheado com as novidades do rock alternativo (o Primal Scream vindo aí, o Planeta Terra realmente fodão, o novo álbum do Kaiser Chiefs que acabou de cair na rede), da cultura pop e com todas aquelas histórias de drugs e putarias que fizeram a fama inabalável desse espaço rocker online. Bora lá então!

* Entonces, avisando: o sistema de comentários dos leitores no endereço do blog no portal Dynamite online (www.dynamite.com.br) está com problemas há três dias, e não está sendo possível enviar comentários pra lá. Assim, se você dileto leitor zapper curtiu o post sobre a invasão do Primal Scream por aqui (em DVDs e, possivelmente em shows também), pode enviar seu comentário pra cá mesmo, onde o sistema está funcionando perfeitamente. O Publisher André Pomba já foi alertado do problema e logo menos o espaço dos leitores na Zap Dyna deverá voltar a funcionar normalmente.

* E yep, o texto sobre o Primal Scream está aqui também, neste post, logo mais aí embaixo.

* Fodão o festival Planeta Terra 2011 hein. Agora que já foram anunciados o trio Peter, Bjorn & John e o Beady Eye do garoto problema Liam Gallagher, não não precisa mais nada. Pensa: na mesma noite, PBJ, Liam, Vaccines e Strokes. Diante de um line up desses, dá pra dizer que deverá ser o melhor Terra dos últimos anos, né?

Liam, o mr. encrenca: a caminho do Planeta Terra

* Claro, o SWU corre atrás pra também fazer um festival demolidor. Soundgarden e Bob Dylan já estariam em vias de assinar a papelada pra tocar em Paulínea, Arctic Monkeys está sendo “cortejado”. Cure, Foo Fighters e Pearl Jam são os três headliners cobiçados e dos sonhos pela produção do evento. Enfim, a parada promete ser fodona também no interior paulista e assim Sampa vai mantendo sua tradição de abrigar os melhores festivais de bandas gringas do Brasil.

* O Rock In Rio? Com um line desses (do RIR), e com o Terra mandando bala e o SWU também, estas linhas bloggers rockers já desistiram de ir pro balneário em setembro.

* Falando no venerável e mito Dylan, e no boca suja Liam Gallagher, veja esta declaração do ex-vocalista do Oasis a respeito do septuagenário autor de “Like A Rolling Stone”: “Bob Dylan é um miserável cuzão”. Está na NME desta semana. Demolir mitos é isso aí…

* A mesma NME que traz esse pessoal aí embaixo, de volta à sua capa:

* Resta saber se o Kassabian está voltando bem e com dignidade. Porque o Kaiser Chiefs…

KAISER CHIEFS E O FIASCO DO NOVO DISCO
Você ainda se lembra do quinteto escocês Kaiser Chiefs? Yep, aquele mesmo que lançou seu primeiro disco em 2005 (o “Employment”), e que varreu o planeta com os mega hits “Everyday I Love You Less And Less” e “I Predict A Riot”. O mesmo Kaiser Chiefs que tocou aqui em 2008, em uma empolgante gig no festival Planeta Terra. E o mesmo grupo que vai lançar, em agosto próximo, seu quarto álbum de estúdio, já batizado “The Future is medieval”.

Pois logo após divulgar o primeiro single do trabalho via YouTube (para a faixa “Little Shocks”), eis que para desgosto (ou não) da banda, o disco inteiro já vazou na web. E para desgosto dos fãs, ele é bem meia-boca. O KC já começou errando na quantidade de músicas que estão no disco: vinte. Isso mesmo, você não leu errado: o conjunto passou três anos sem colocar os pés num estúdio (o último cd deles, “Off With Their Heads”, foi lançado em 2008) e, agora, volta com disco de vinte (!) faixas. Ok, a banda está com a simpática idéia de disponibilizar o material em seu site HOJE, sexta em si, e deixar lá, para os fãs decidirem as dez músicas que de fato serão lançadas na versão física do álbum, daqui a dois meses.

O que não refresca muito a orelha. Numa primeira e rápida audição (o blog já fez duas, desde hoje de manhã), percebe-se claramente que o grupo liderado pelo vocalista Rick Wilson abandonou em parte o rock de guitarras e contornos mezzo new wave e mergulhou numa indefinição estética e estilística bastante evidente e irritante. Não há uma música que chame realmente a atenção (nem o próprio primeiro single de trabalho), nenhuma que você se lembre dela depois de alguns minutos. Fora que o disco começa desacelerado, sem pique e com canções modorrentas como “Back In december”, “Child Of The Jago” ou “Coming Up For Air” (que possui um acordeão sampleado em sua abertura, e depois parte para uma melodia pontuada por guitarras com riffs em eco, criando um clima “espacial” na música). Já “Heard It Break” chega a ser constrangedora em sua tentiva de emular siynthpop oitentista, e seus timbres de teclado de brinquedo fariam corar uma banda de… Macapá, rsrs. E tudo isso na primeira metade das faixas. O restante não é muito diferente e não há realmente um hit em potencial, uma música que seja fodona pra embalar uma pista de dança, ou uma construção melódica que faça você abrir a boca e exclamar “oh!”.

O vídeo de “Little Shocks”, o primeiro single do novo disco do KC

Não dá pra entender o que se passou na cabeça (e no estúdio, durante a gravação desse material quase escroto) dos integrantes da banda. Hoje, em tempos velozes e furiosos de internet, de música fast food e de descartabilidade pop e de bandas de rock, é um suicídio ficar três anos sem lançar material ou, pior, editar um disco com vinte músicas. Mr. André Barçola, em seu blog na Folha online, observou bem essa questão, ao comentar o novo álbum dos Arctic Monkeys (que ele gostou e estas linhas zappers, que resenharam o disco há duas semanas, adoraram), dizendo que ninguém mais tem paciência pra ouvir um disco inteiro. É verdade.

E pior pro Kaiser Chiefs (que também, correm rumores, está sendo negociado pro SWU). Este “The Future Is Medieval” não é, de fato, o futuro da banda em um mundo onde grupos surgem, desaparecem e são trocados no gosto da freguesia como se troca de cueca e calcinha. É cruel, mas é isso aí.

O TRACK LIST DAS FAIXAS DO NOVO DISCO
‘Back In December’
‘Can’t Mind My Own Business’
‘Child Of The Jago’
‘Coming Up For Air’
‘Cousin In The Bronx’
‘Dead Or In Serious Trouble’
‘Fly On The Wall’
‘Heard It Break’
‘I Dare You’
‘If You Will Have Me’
‘Little Shocks’
‘Long Way From Celebrating’
‘Man On Mars’
‘My Place Is Here’
‘Out Of Focus’
‘Problem Solved’
‘Saying Something’
‘Starts With Nothing’
‘Things Change’

PRIMAL SCREAM – A INVASÃO COM DVDs JÁ, E SHOWS EM SETEMBRO/OUTUBRO
Você, este blog e a humanidade amam o Primal Scream, a fodíssima banda inglesa fundada pelo gênio Bobby Gillespie em Glasgow, em 1982, quando ele cansou de ser “apenas” o baterista da lenda Jesus & Mary Chain, e resolveu ter vida própria como rockstar de primeira grandeza. A história do PS todo mundo conhece: depois de lançar dois discos legais, mas longe de ser geniais e de obter grande repercussão de crítica e público, Gillespie se entupiu de “dorgas” psicodélicas variadas (maconha e ácido, principalmente), reuniu a banda, se trancou no estúdio e saiu de lá com a obra-prima “Screamadelica”. Yep, aquele mesmo, da capa vermelha e com um rosto de contornos amarelos. O álbum, lançado originalmente em vinil duplo em 23 de setembro de 1991, se tornou um clássico instantâneo da era recente do rock’n’roll. Combinando batidas eletrônicas hipnóticas e dançantes com melodias rockers, vocais chapados e ambiências oníricas, o disco literalmente enlouqueceu quem o ouviu – o autor destas linhas zappers cansou de pirar com marijuana e álcool ouvindo faixas como “Movin’ On Up”, “Slipe Inside This House”, “Loaded” ou “Come Together”, além de o álbum ter servido de trilha para histórias “hard sex” cabulosas vividas pelo sujeito aqui, e que serão contadas logo mais aí embaixo.
Enfim, o trabalhou deixou fãs e jornalistas de joelhos. E “Screamadelica” é, sem nenhum favor e na modesta opinião deste espaço rocker online, um dos vinte melhores álbuns de toda a história do rock’n’roll. Tanto que o disco influenciou e continua influenciando zilhões de grupos mundo afora, até hoje. E tanto que o Primal Scream resolveu fazer, este ano, uma turnê comemorativa aos vinte anos de lançamento do trabalho.

Pois é esta turnê que tem agora a sua PRIMEIRA DATA sul-americana confirmada. O bando liderado por Bobby Gillespie toca dia 30 de setembro em Santiago, no Chile, segundo informações do site Super45. A nota publicada nele (e que pode ser lida em http://super45.net/noticias/primal-scream-septiembre/) informa, inclusive que os tickets para a apresentação começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, 6 de junho. Na página oficial do Primal Scream na internet, a data ainda não consta na seção “Tour dates” (lá, a última gig agendada é para o dia 10 de setembro, quando a banda vai se apresentar no tradicionalíssimo Bestival, na Ilha De Wight, na Inglaterra). Mas levando-se em consideração o fato de que havia negociações fortes para o grupo ter se apresentado na América do Sul, no primeiro semestre deste ano (blogs mais apressadinhos de cultura pop chegaram a anunciar um show do grupo em Sampa, e que deveria ter ocorrido no último domingo, 29 de maio), e também a nota do site chileno dando conta de que os ingressos já estarão à venda na próxima segunda-feira, então agora parece que a coisa vai.

E tocar no Chile signfica… Brasil também cem por cento na parada. E como se não bastasse, tem muuuuuito mais nessa autêntica “invasão” do Grito Primal por aqui: a sempre batalhadora gravadora ST2 vai lançar aqui, entre junho e julho, nada menos do que DOIS DVDs do conjunto. O primeiro, que já chega às lojas no final do mês de junho, é o “Scremadelica Live”, com registro de um show da atual turnê da banda. É um escândalo: na primeira parte da gig, o PS toca, na íntegra, o magistral “Screamadelica”. E na sequência, pulveriza o público com uma batelada de canções clássicas de sua trajetória – dá uma olhada no track list do DVD logo mais aí embaixo.

Bobby Gillespie, o gênio que concebeu a obra-prima “Screamadadelica”, um dos melhores álbuns de todos os tempos no rock

Não tá bom? Ok, tem mais: no final de julho é a vez de chegar nas prateleiras das lojas (também em lançamento da ST2) o DVD “Primal Scream Classic Album – Screamadelica”. Trata-se de uma edição dupla onde, no DVD, há um documentário sobre as gravações do disco (como ele foi concebido, as pirações em estúdio etc.). E o segundo disco traz, simplesmente, a íntegra do áudio do trabalho que elevou Bobby Gillespie ao patamar de gênio do indie guitar dance rock.

De modos que a invasão vai começar. Se você ainda não conhece “Scremadelica” (será possível?), e se não viu a gig DESTRUÍDORA que a banda fez em Sampa lá pelos idos de 2004 (num dos primeiros Tim Festival; e sim, Zap’n’roll estava no showzaço, no Jockey Club de Sampa, e saiu completamente alucinado de lá, sendo que o grupo depois retornou ao Brasil em 2009, pra tocar no festival Planeta Terra), se prepare e não vá perder tudo novamente desta vez. Os DVDs estão chegando, e a banda também, ao vivo (com shows que deverão rolar por aqui no início de outubro). É aguardar, vendo e ouvindo os lançamentos da ST2, claaaaaro!

O TRACK LIST DO DVD “SCREAMADELICA LIVE”
1 Movin’ On Up
2 Slip Inside This House  
3 Don’t Fight It, Feel It  
4 Damaged  
5 I’m Comin’ Down  
6 Shine Like Stars  
7 Inner Flight  
8 Higher Than the Sun  
9 Loaded  
10 Come Together  
11 Accelerator  
12 Country Girl  
13 Jailbird  
14 Burning Wheel  
15 Suicide Bomb  
16 Shoot Speed / Kill Light  
17 Swastika Eyes  
18 Rocks

PRIMAL ESCREAM AÍ EMBAIXO
Em dois videos oficiais fodaços, retirados do DVD “Screamadelica Live”, que será lançado no final de junho no Brasil, pela ST2. As músicas são as incríveis “Movin’ On Up” e “Loaded”.

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Primal Scream – “Movin’ On Up” ao vivo, em 2011

Primal Scream – “Loaded”, também ao vivo em 2011

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Beleusma? E muita hora nessa calma que este post está beeeeem longe de acabar. Você nem imagina o que vai entrar aqui ainda, hihi. As farras e putarias vividas pelo sujeito aqui, ao som de Primal Scream e em festivais indies pelo Brasil (em Campão: sete horas da manhã no quarto do hotel, metendo a napa em uma taturana em cima do xotaço depilado da cavaluda A… Woo…, sendo que na capital de Mato Grosso do Sul o sujeito aqui realmente se esbaldou, mamando em duas tetas diferente e esporrando na boca de uma terceira deliciosa cavala. E mais mamadas em peitorras em Cuiabá e metidas em bocetonas peludas em outras cidades, no quarto do hotel enquanto o festival rolava lá fora…).
Fora isso, claaaaaro, ainda tem o roteiro de baladas pro finde (hoje tem VangBeats no StudioSP e o graaaaade Jair Naves na Livraria da Esquina), com DJ set do blog no clube Outs amanhã. E mais as indicações culturais do blog e etc, etc, etc. colaê então até a tarde deste sábado que logo menos tem mais.
O blog vai ali, numa missão e volta depois, okays? Até já! 

(enviado por Finatti às 17hs.)

Quando uma banda de merda (o Mombojó) fode uma banda do caralho (o Elma). E muitas histórias de sexo e “dorgas” no Grind. E mais a Marcha pela Liberdade, o festival PopPorn e mais isso e aquilo tudo… (versão final em 27/05/2011)

 O “grande” Mombomerda (acima): uma banda mala, arrogante e sem a categoria e a humildade que o “pequeno” Elma (abaixo) possui

Semana mega agitada…
E foi mesmo, não? O tumulto, na real, já começou no finde passado quando uma PACÍFICA manifestação, marcada pra acontecer na tarde de sábado, na avenida Paulista, em Sampa, foi reprimida com violência máxima pela polícia militar. A manifestação, claro, era a hoje já célebre Marcha da Maconha, que pede a legalização da droga. Haviam cerca de 500 manifestantes presentes à Marcha. E, CONTRA eles, um verdadeiro exército de PMs, munidos de bombas de gás, cacetetes, escudos, mangueiras pra disparar jatos d’água e os caralho. A repressão, ultra violenta e dantesca, foi mostrada em todos os telejornais das principais redes do país e causou indignação aqui e lá fora. De repente, é como se o Brasil ainda estivesse congelado no tempo, na época da ditadura militar, onde nada se podia, tudo era proibido e paulada em quem ousasse ser contra a “ordem” estabelecida. Porra, estamos no século XXI, o país não é uma democracia? Qualé Alckmin e Kassab? Enquanto isso Pallocci pode aumentar seu patrimônio vinte vezes em quatro anos, né? enfim, foi inaceitável o que aconteceu sábado passado na avenida Paulista. E por ser inaceitável é que Zap’n’roll vai participar, sim, da Marcha pela Liberdade de Expressão neste sábado, na mesma avenida Paulista, no mesmo horário (14 horas) e no mesmo local (o vão livre do Masp). É preciso dar um BASTA nesse tipo de atitude ditatorial que o Poder Constituído deste país, volta e meia, ainda insiste em ter contra o cidadão que paga seus impostos e tem o direito de se manifestar sobre o que ele bem entender. O que aconteceu sábado passado é vergonha alheia total – para nossas autoridades, óbvio. A mesma vergonha alheia patrocinada por uma das piores bandas do novo cenário musical nacional, o Mombojó: na última terça-feira, essa praga neo hippie que se julga alguma espécie de mega pop star da música brasileira (no nível, vai ver, de uma Ivete Sangalo), simplesmente vetou a participação do grupo instrumental paulistano Elma (um dos trios rockers mais respeitados do país atualmente, e que inclusive já tocou no exterior), no show que as duas bandas fariam na noite Fora Do Eixo, no StudioSP. Detalhe: o Elma já estava agendado para se apresentar na casa há dois meses; o Mombojó caiu de para-quedas na data há menos de uma semana. Enfim, dois temas pra lá de polêmicos e palpitantes e que realmente agitaram a semana (enquanto isso, o pop e o rock planetário andam tão sonolentos…), como você vai ler com mais detalhes aí embaixo, em mais um postão zapper que começa agora, no www.zapnroll.com.br – sendo que o blog continua também na Dynamite online, mas em posts menores e divididos quase por assuntos únicos. O conteúdo exclusivo e integral está aqui, no blog que nunca dorme, e no blog de cultura pop e rock alternativo mais legal e polêmico e agitado da web brasileira, sempre!

* Antes de falarmos da baixaria que rolou no StudioSP anteontem, e voltando mais uma vez à baixaria repressora que rolou sábado passado na Paulista: é muito óbvio o motivo pelo qual governo, políticos e autoridades em geral são contra a liberação do consumo e venda da maconha e de outras drogas em geral. Afinal, a partir do momento em que o comércio de drogas não for mais um crime previsto em lei, QUEM vai sustentar um bando de marginais, calhordas e bandidos de verdade que estão infiltrados em toda a esfera do Poder Público (sim: políticos em geral, ministros, senadores, deputados, juízes, delegados, investigadores e, por último, o policial zé ruela que faz a ronda nas ruas), e que vivem da corrupção gorda que o tráfico ilegal de drogas paga pra esse povo? Pois é…

* Até o ex-presidente FHC é, hoje, um ferrenho defensor da descriminalização da maconha. A erva possui efeitos medicinais e terapêuticos, pesquisas científicas já mostraram isso. Então deixa o povo fumar em paz, porra! E todos neste sábado na avenida Paulista, na Marcha pela Liberdade de Expressão!

* Ah, sim: quem completou 70 aninhos esta semana foi mestre Bob Dylan. Gênio imortal de toda a história do rock’n’roll, ponto. Dylan merece todas as honras do mundo. Parabéns, com atraso, dessas linhas rockers online, hehe.

Dylan, 70 anos esta semana: gênio imortal do rock’n’roll

* E quem lançou, na maciota e sem muito alarde, um novo trabalho solo, foi o grande Thurston Moore, um dos guitarristas do lendário Sonic Youth. O disco se chama “Demolished Thoughts”, ganhou nota 7 (numa escala de 1 a 10) do semanário inglês New Musical Express, e está recebendo elogios rasgados de todo mundo – inclusive do nosso dileto chapa e colaborador Cristiano Viteck, que prometeu uma resenha do cd para estas linhas bloggers. Estamos aguardando, Cris!

Thurston Moore, um dos guitarristas do Sonic Youth: novo disco solo na área

* E não, este blog não vai ficar gastando espaço desnecessário com a Banda Mais Bonita da Cidade. Pelamor… o vídeo daquela maletice hippie chamada “Oração” já contabiliza mais de dois milhões de acessos no YouTube, o grupo de Curitiba já está sendo assediado por majors (ou o que resta delas) do disco e não é o fato de estas linhas online considerarem aquilo uma mistura intragável de Beirut (a banda) com Los Hermanos e o pior ripoguismo pop que pode existir, que vai mudar os destinos do grupo. Fato.

* Mas o blog vai perder tempo, sim, estampando aí embaixo essa foto com esta mamica gloriosa. Claaaaaro, a imagem já correu o mundo há dois dias (como o tempo voa quando se trata de internet, no?), mas nunca é demais admirar o tetaço da loira tesuda e louca Lindsay Lohan, à mostra, né? Hihi.

Ela é um bocetaço loiro e deixou seu tetão à mostra, pra alegria dos machos punheteiros: Lindsay mui à vontade na praia, nos EUA

* Já a nova edição da revista Sexy, que chegou ontem às bancas, traz a produtora bi-curious Diana (que participou da última edição do BBB) também peladona. Hum… Zap’n’roll traçava a moça, sem problemas…

Diana, a bi-curious do BBB11: magrinha, gostosa, cara de ordinária (e de quem fode muito, rsrs) e peladona na nova edição da revista Sexy

* GRIND: OS 13 ANOS DO PROJETO ROCK MAIS LEGAL DE SAMPA –  Tudo começou em maio de 1998. O clubinho A Loca, hoje o “inferninho” GLS mais famoso do Brasil, e que na época já tinha programação consolidada de tecno para o público gay às sextas e sábados, custava a emplacar algo aos domingos. Foi quando o então jornalista, produtor, músico e eterno Publisher da saudosa revista Dynamite (e que hoje se transformou no portal do mesmo nome, já há uma década no ar e o mais acessado do Brasil na área de cultura pop, rock alternativo e comportamento), André Pomba, resolveu procurar a direção da casa noturna e propôs a ela um projeto semanal, batizado de Grind. Seria uma domingueira rock (em um club gls que tocava basicamente tecno), voltada aos fãs de rock e também ao público gay que freqüentava já habitualmente o local. Pois bem: contar o que se passou ali desde então, ocuparia diversos posts gigantescos do blogão zapper – tanto que já há um livro publicado sobre a história do Grind, “Tragam os cavalos dançantes”, escrito por Lufe Steffen e editado há dois anos. Por aqui, então, vamos apenas lembrar que no último domingo o projeto até hoje comandado por Pomba, chegou aos treze anos de existência, algo raríssimo de acontecer, ainda mais quando está se falando de uma cena tão volátil e sujeita a mudanças rápidas e bruscas, como é a noite alternativa de Sampa. Hoje, o Grind recebe cerca de mil pessoas por domingo na Loca, que se esbaldam na pista das oito da noite às sete da manhã de segunda-feira (nos primeiro anos, a festa começava às sete da noite e terminava meia-noite). André Pomba, por conta da domingueira, se tornou um dos mais famosos e requisitados DJs de São Paulo. E as histórias sensacionais que já rolaram ali, de putaria e drugs, várias delas protagonizadas pelo sujeito aqui, hihi… Certa noite, anos atrás, Zap’n’roll estava na pista da Loca, curtindo a discotecagem de mr. Pomba. O jornalista loker blogger tinha, na época, um tórrido affair com a putaça e gostosassa T…, uma ruiva safada e ordinária ao extremo, também jornalista, e que adorava foder relações alheias e ser fodida (literalmente) quando estava chapada de álcool e cocaine. Pois nessa noite, não deu outra: lá pelas tantas, já bastante “calibrada” por destilados e padê, T…, que dançava ao lado da cabine do DJ com o autor destas linhas sórdidas online, se ajoelhou na frente dele, abriu seu zipper e, sem cerimônia, meteu sua bocarra no pau (já duro a essa altura, óbvio) zapper, enquanto lhe aplicava simultaneamente uma frenética punheta. Não deu outra: em alguns minutos a porra jorrou farta na garganta da cadeluda e quando tudo acabou, ela voltou a dançar na pista como se nada tivesse acontecido. Mais histórias? Festa de onze anos do Grind (em 2009), pouco antes de o sujeito aqui começar a namorar seríssimo com uma garota genial (às vezes, nem sempre), do outro lado do país. Já no meio da madrugada, o jornalista doidão estava bicudíssimo por conta de uma “devastação nasal” bravíssima, e com os olhos saltando pra fora do seu rosto. Estava na cabine dos DJs quando chegou uma equipe do programa “A noite é uma criança” (exibido nas madrugadas da Band), para entrevistar Pomba sobre mais um ano de vida do Grind. A entrevista rolou ok e a produtora resolveu também entrevistar o sujeito aqui, que desandou a falar por intermináveis minutos. Do que foi dito, apenas duas ou três frases (veja o vídeo mais aí embaixo) foram aproveitadas – ou, como disse sagazmente “tio” Pomba, “eles colocaram no ar apenas o que conseguiram entender de tudo o que você disse, rsrs”. Nessa mesma madrugada, o Grind teve um final glorioso, mas não presenciado pelo sujeito aqui (que tinha saído da Loca minutos antes, de carona, com sua inseparável companheira de baladas, a querida Nathália “beuda”; ambos foram numa “missão” heliopoliana, rsrs, pra depois o zapper ficar “fritando” no apê da Nat “beuda” na segunda-feira, boa parte do dia). Por volta de cinco e meia da manhã, quando Pomba já se preparava para fazer o set de encerramento da discotecagem, uma louca invade literalmente a cabine, empurrando tudo que via pela frente e gritando: “acabou! Acabou!!!”. As disqueteiras só não voaram na pista porque Pomba foi rápido o suficiente para “abraçar” o equipamento e segurá-lo – mesma sorte não teve uma luminária, que foi parar no chão. Tudo durou questão de segundos, até os seguranças chegarem e dominar a “loca” da Loca, que foi retirada da cabine sob vaias e gritos de “fora, vadia!”. Logo em seguida, sob aplausos, Pomba ainda encerrou a noite tocando “New York, New York”, na versão clássica de Frank Sinatra – e as bichas amaram, claro! Enfim, são histórias como essas que tornaram o Grind uma lenda da noite paulistana (o blog nem vai contar aqui outras aventuras suas cabeludíssimas por lá, como quando, por exemplo, entrou com uma ex, a negaça de 1,80m chamada Tha…, no banheiro e mais uma amiga dela, e enquanto as duas se beijavam, o zapper tarado enfiou com gosto seu pintão no rabaço da gostosíssima Tha… ou ainda de como ele perdeu a chance de ver outra ex sua, uma graaaaande paixão que não era de Sampa e que estava pela primeira na Loca e amando o bar, beijar na boca uma outra garota. Zap’n’roll tinha ido buscar alguma bebida e quando voltou, ouviu da ex-girlfriend: “tu perdeu o que queria tanto ver. Acabei de beijar uma garota que me cantou. Na boca!” Pois é… Ou, ufa!, ainda quando próprio mr. Pomba em pessoa, lá pelos idos de 2003 e já bastante conhecido como o DJ e promoter da festa, foi “chupado” por uma biba mais assanhada, em pleno fundo da cabine dos DJs, uia!). Então, se você nunca foi lá, domingo está aí e é a sua chance de curtir a balada rocker mais divertida, louca, animada e insana da noite under paulistana. E nós aqui do blogon rocker eternamente doidon, só podemos desejar: longa vida ao projeto Grind!

Acima: o super dj André Pomba, o homem que criou o projeto Grind, na Loca (e que também teve seu bilau chupado por uma bicha mais assanhada, na própria cabine do dj, isso lá pelos idos de 2003, rsrs). Abaixo: o peitaço da cadelíssima T…, uma das grandes paixões do autor deste blog, que adorava ser fodida após aspirar várias fileiras de cocaine e tomar muito destilado; ela chupou o pau zapper em plena pista da Loca, até a porra jorrar na sua boca, rsrs.

* Aí embaixo, o vídeo do programa “A noite é uma criança”, com a matéria feita há dois anos, sobre os onze anos do Grind. Reparem na entrevista/aparição “rápida” do autor destas linhas rockers lokers, hihi.  

* Nada contra o Silverchair, o autor deste blog até curte alguns discos e músicas do trio australiano. Mas o grupo anunciar que vai suspender suas atividades por tempo indeterminado, quando ninguém mais na humanidade está se lembrando da existência deles, é mesmo bizarro…

O Silverchair já foi bem legal. Mas a essa altura, quem se importa com eles?

* Tudo contra o nosso querido blog vizinho, Popload, escrito pelo lendário, secular e amado dear Luscious R., gastar seu precioso espaço dando conta de que o pirralho chato Justin Bieber poderá ser uma das atrações do festival SWU em novembro, em São Paulo. E estas linhas rockers online já manifestaram essa “indignação” também via Twitter. Porra, Luscious, todos nós queremos a Popload dando aqueles furos espetaculares de sempre, não falando de Justin Bieber, né? Fikadika e nosso protesto bem-humorado porque, afinal, nós amamos Luscious e seu blog, hehe.

* E tudo absolutamente mega contra a autêntica patifaria patrocinada pela banda de merda chamada Mombojó, contra o ótimo grupo instrumental paulistano Elma. Se você ainda não sabe o que rolou anteontem, terça-feira, no StudioSP, leia aí embaixo e fique sabendo. E tire suas conclusões.

ÚLTIMA TERÇA EM SAMPA: O ESCROTO MOMBOJÓ MOSTRA AS GARRAS PRA CIMA DO MEGA DECENTE ELMA – E FODE COM A BANDA
Resumindo bem a ópera (que é enooooorme), é bem isso aí que está no título do tópico. Todo mundo hoje conhece essa grande droga do novo pop nacional chamado Mombojó. O grupo surgiu em 2001 (há uma década já, aff) em Olinda e lançou seu primeiro disco, “Nada de novo” em 2004, encartado na extinta revista Outracoisa, que era dirigida pelo músico Lobão. Fazendo uma mistura canhestra de música regional com rock, psicodelia e afins, mas sem brilho algum, o quinteto não apresentava mesmo nada de novo. O segundo disco (“Homem-espuma”, editado em 2006), então, era ainda mais flácido do que o primeiro. O grupo melhorou um pouco com o álbum lançado no ano passado, “Amigo do tempo”, que traz o semi-hit (para os padrões indies) “Papapa”, e tornou o conjunto um pouco mais conhecido. Enfim, o grande problema do Mombojó é que a banda se acha muito mais do que realmente é. Se julgando uma espécie de mega pop star da cena musical independente nacional, os pernambucanos arrotam prepotência e arrogância por onde passam.

Anteontem, terça-feira, fizeram o mesmo em São Paulo, no StudioSP, quando se apresentaram dentro do projeto Cedo & Sentado e também da Noite Fora do Eixo, que o coletivo FDE, hoje o mais atuante e importante da cena indie brazuca, realiza na casa noturna do baixo Augusta também todas as terças-feiras. Dando show de arrogância e prepotência, o Mombojó impediu que o trio instrumental paulistano Elma também subisse ao palco do local para tocar. Detalhe número um: o show do Elma estava marcado para a data de anteontem, 24 de maio, há dois meses. Detalhe número dois: o show do Mombojó surgiu do nada pra acontecer na mesma data e local, há cerca de uma semana. Detalhe número três: o Elma é hoje um dos grandes nomes do novo rock instrumental brasileiro. Já tocou no exterior, é mega considerado pela crítica musical (o autor deste blog, inclusive, já os entrevistou para a grande Rolling Stone, meses atrás) e, além de tudo, seus integrantes são um poço de humildade e boa praça ao extremo.

A mega cagada que o escroto Mombojó aprontou em cima do Elma repercutiu absurdamente nas redes sociais – Zap’n’roll mesmo tomou conhecimento do fato ontem, quarta-feira, quando alguém o alertou do ocorrido via Twitter. Hoje pela manhã a repercussão da história já estava monstruosa – e todo mundo, claro, ficou do lado do Elma, o único e grande prejudicado nessa parada toda.
Enfim, o blog não quer se alongar muito em sua opinião sobre o ocorrido. Apenas reitera que sempre achou o Mombojó uma bela merda, uma banda metida à besta e que não justifica de forma alguma a forma arrogante como ela se posiciona na cena musical brasileira.

Mas se você quer ficar por dentro de tudo o que aconteceu e a repercussão do episódio na web, o blog reproduz aí embaixo, sem cortes, o texto que o querido Bernardo Pacheco, guitarrista do Elma, postou no Facebook. E estas linhas zappers também reproduzem a resposta publicada pelo Mombojó no seu blog, a respeito do ocorrido – sendo que lá mesmo, em seu próprio blog, o grupo está sendo bombardeado por todos que leram suas explicações.

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Senta que lá vem história.

(texto publicado por Bernardo Pacheco, guitarrista do grupo Elma, no Facebook)

No final de março de 2011 confirmamos uma apresentação do Elma no Studio SP através da Norópolis, que marca a maior parte dos nossos shows. Esse vinha na esteira de uma série de noites que a agência vinha fechando na casa, de artistas como Bodes e Elefantes, Porto, Hurtmold, Chankas e Lurdez da Luz.

Originalmente tínhamos sido agendados pra tocar no Cedo e Sentado do dia 17 de maio, uma terça. Só explicando, essas noites Cedo e Sentado funcionam assim: a banda que tocar aceita um cachê fixo de 500 reais independentemente do público que comparecer, e esse público entra de graça na casa. Pra algumas bandas isso é vantagem, pra outras prejuízo, mas a curadoria dos artistas quem faz é próprio Studio SP, e fomos selecionados. Pra gente tava bom.

Em paralelo, desde o início do ano tem rolado no Studio as chamadas terças Fora do Eixo, noites nas quais o coletivo Fora do Eixo é quem faz a curadoria. Normalmente o segundo horário das terças é deles, pelo que entendemos. De modo que nosso show seria de certa forma abrindo pra uma atração selecionada pelo Coletivo Fora do Eixo. Pra gente tudo bem também.

No meio tempo entre o show ter sido marcado e ele não acontecer, fui chamado pra uma reunião na Casa Fora do Eixo SP, sede recém inaugurada do coletivo, como parte de uma tentativa deles de aproximação com os artistas da capital que ainda não estavam alinhados ativamente com o projeto deles. Fui lá, conversei com o Felipe Altenfelder e Pablo Capilé, e deixamos a porta aberta para colaborações futuras, já sabendo que dividiríamos a noite do dia 17/5, o que na minha cabeça serviria como um termômetro pro que pudéssemos vir a fazer juntos.

Após essa reunião, e aproximadamente um mês antes do não-show do Elma, recebemos um pedido do Studio SP: se aceitaríamos mudar nossa data original pra terça seguinte, 24 de maio, por conta de alguma questão de programação que não foi explicitada. Não vimos problema algum, havia antecedência pra isso, e aceitamos, pra que criar empecilhos de graça? Em breve teríamos um curso grátis.

Pois bem, começa aqui a novelinha. Uma exata semana antes do show ficamos sabendo que a banda que faria a segunda parte da noite seria o Mombojó, como parte da Noite Fora do Eixo SP, tocando com entrada paga (o que não interfere no horário grátis da casa, das 21h as 00h). Honestamente eu tinha a esperança de que fossem parear a gente algum artista que tivesse mais a ver com nosso som, mas ao mesmo tempo tinha simpatia pela banda e achei ok. Porem, junto com essa notícia da escalação, veio outra um pouco mais estranha: estavam perguntando se a gente toparia mudar nossa data novamente. Faltando uma semana pro show, com a divulgação já andando, e já tendo topado uma remarcação anterior, achamos que não era o caso, já tínhamos demonstrado flexibilidade e boa vontade antes, quando ainda havia tempo hábil pra tanto. Aí veio o porquê:

Ao que parecia o Mombojó havia tido problemas tocando com bandas de abertura no Studio SP, e não aceitavam fazer o show nessas condições, não aceitavam que alguém mexesse em um fio de cabelo sequer do palco deles uma vez que o mesmo fosse montado. Não que a gente estivesse realmente abrindo pra uma banda que só entrou no nosso show quase dois meses depois da gente, mas mesmo assim fica no ar a pergunta: por que colocar o Mombojó justamente numa data em que outra banda já estava marcada pra tocar mais cedo, se isso impossibilita a realização do show deles? Se você quer saber a resposta não perca tempo lendo o resto deste texto pois nunca a recebemos, todas as partes envolvidas (excluindo o Elma e a Norópolis) convenientemente evitaram o ponto central da questão até o amargo fim.

Aqui cabe enumerar quem são as tais partes envolvidas:

1. Nós (Elma), que tivemos nosso show marcado via Norópolis (Fred Finelli), diretamente com o Studio SP

2. O Studio Sp, que agendou nosso show diretamente com a Norópolis, e em paralelo tem o acordo das terças-feiras com o Coletivo Fora do Eixo

3. O Coletivo Fora do Eixo, que cuida das terças Fora do Eixo, e conversava em paralelo com o Elma (como com muitos artistas) a respeito de desenvolver algum tipo de parceria a médio prazo

4. O Mombojó, que escolheu ser representado na negociação pela empresária Katia Cesana, que até o final desta história não irá aparecer pessoalmente em momento algum, pra não expor os meninos.

Recapitulando, o Mombojó colocou que não poderia haver outra banda na mesma noite pois eles não tocam no Studio SP, especificamente, dividindo o palco com neguem, por problemas passados,

PORÉM

o Elma tem equipamento próprio completo (bateria e amplificadores de guitarra e baixo), o chamado “backline”, e sempre que possível (ou seja, sempre que temos como carregar a tranqueira toda) damos preferência por usar esse backline. Alem disso, nosso palco já é normalmente montado de forma que se encaixe no palco normal da maioria das bandas (inclusive o Mombojó), pois nossa bateria fica montada na frente do palco, e nossos amplificadores ao fundo. Isso significa que seria possível montar simultaneamente o palco do Elma e do Mombojó, sem transtorno pra nenhuma das partes. Logo este problema estaria solucionado. Não fosse pelo fato de que cada solução oferecida pela gente, já num esforço de boa vontade, seria rebatida com um problema novo e cem por cento inédito pra impossibilitar nosso show.

É aqui que eu lembro que nosso show estava marcado quase dois meses antes do Mombojó sequer aparecer na história?

Mais uma novidade, agora faltando já uns 5 dias pro show: já que o Elma não precisaria mexer no palco do Mombojó, os mesmos tocariam no primeiro horário, as 22h, de graça, e o Elma as 00h. Acompanhou o raciocínio? Quando der me explica, então. Digo, acabamos de apresentar solução pro problema DELES, e logo, arrumaram outro problema. Opa, então o headliner que teria condições de encher a casa cobrando entrada (mesmo que o dinheiro dessa não fosse necessariamente pra mão deles) iria abrir mão disso, só pra não tocar depois do Elma? E se eles tocam antes, isso quer dizer que eles montam o palco deles na lacuna do nosso, cagando toda a montagem de palco preciosa deles? A terra é cônica? Até o final do texto você só vai descobrir a explicação pra uma dessas perguntas. O que eu só fui descobrir dias depois, na conversa que tive com o gerente de palco do Mombojó, é que em nenhum momento houve a verdadeira intenção de deixar o Elma passar o som caso tocássemos no segundo horário. Digo, porque a gente imagina que tá implícito que bandas que se dêem o respeito passam o som. E também que o “segundo horário” seria após o show do Mombojó, que COMEÇARIA a meia-noite, ou seja, queriam na verdade empurrar nosso show pras duas da manhã, no mínimo. Pro pessoal já poder esperar o metrô das 4:15.

Bom, pra quem não é do ramo da dedução, aqui a gente já estava sentindo cheiro do seguinte: isso não tinha cara de atitude de uma banda para com outra banda. Parecia picuinha de produtor medindo forças, intermediários deixando as bandas de peão do JOGUINHO SUJO, e colocando o nome do Mombojó como parte inflexível da história. Apostando nisso, o Fred, nosso produtor, disse ao Studio SP que tendo em vista o impasse em que estávamos entrando (já que o Elma não iria simplesmente ser trocado de horário por um capricho arbitrário de quem quer que fosse), passassem pra gente o contato de qualquer integrante do Mombojó. Ficamos no aguardo.

Continuamos no aguardo.

Mais aguardo.

Vamos lembrar, então: temos uma data no Studio SP marcada com dois meses de antecedência. Uma semana antes da mesma, uma banda aparece pra tocar no segundo horário da noite e começa a fazer exigências. Mais ou menos como imaginamos que pudesse proceder, digamos, um Bon Jovi ou Axl Rose, ou qualquer outra figura digna de piada. Tanto o Studio SP quanto o Coletivo Fora do Eixo em nenhum momento se posicionam de forma concreta (ou seja, ninguém disse que o Mombojó não ia mandar e desmandar na agenda do Studio), e nos vimos obrigados a ir atrás de resolver esse impasse por nós mesmos, por pura vontade de encontrar uma solução simples pra um problema inventado.

Aí já chegamos na segunda feira, 23/5, véspera do show. Mexendo aqui meus pauzinhos (agenda do celular), consigo o telefone do Chiquinho, tecladista do Mombojó, ainda acreditando que, falando com um ser humano como eu, ao invés do equivalente prático de um menu de atendimento ao consumidor, conseguiríamos fazer o bom senso prevalecer e arrumar essa puta bagunça. Uma banda não vai deliberadamente tomar atitudes que vão fuder com a vida de suas bandas semelhantes apenas pra agir em causa própria, certo?

Chiquinho atende o telefone, se mostra confuso com a historia toda, e parece entender meu lado, vendo que a coisa toda não faz sentido nem bem pra ninguém. Diz que vai conversar com a banda dele. Passado um par de horas o Fred fala com ele também pra ver se já temos uma posição, Chiquinho diz novamente que não está a par da história e vai checar com os caras pra resolver tudo da melhor maneira possível.

Bom, foi melhor pra ALGUEM.

Daí pra frente ele se torna incomunicável e não atende mais o telefone.

Em paralelo estou pressionando por email as duas pessoas do Coletivo Fora do Eixo que tinham falado comigo sobre uma parceria com o Elma, mais especificamente Pablo Capilé e Fabio Altenfelder, a respeito de como a tal parceria se iniciaria numa situação dessas, e querendo explicações a respeito de porque havia uma pressão pro Elma não se apresentar na noite do próprio show num suposto e inédito antagonismo com o Mombojó, que mal conhecemos de falar “oi”. O Fora do Eixo coloca que a forma ideal de resolvermos a situação seria uma “reunião presencial”, ou seja, reunião em que os presentes estão todos presentes. Essa reunião idealmente envolveria eu (Bernardo, do Elma) o Fred (Noropolis, agenda de shows) o Felipe Altenfelder e /  ou o Pablo Capilé (Fora do Eixo) e o gerente do Studio SP, o Maurício, que até então vinha fazendo a ponte entre o proprietário da casa, Alexandre Youssef, e o Fred. Foi explicitado que a presença da produção do Mombojó na reunião só complicaria as coisas, que eles eram a parte irredutível da negociação (negociação do Mombojó, Studio SP e Fora do Eixo pela desapropriação do show do Elma, mais especificamente).

Eu e Fred ainda apostamos que fazia mais sentido falar diretamente com a banda de seres humanos Mombojó, ao invés da parede de produção que cerca os meninos (mais sobre meninos em breve), e seguramos essa reunião enquanto não desistíamos desse caminho. Continuei insistindo e consegui falar brevemente com o Felipe S, vocalista da banda, me utilizando do brilhante expediente de ADICIONAR NO FEICE. Batata, ele estava online no CHAT e me passou o email dele pra eu explicar tudo melhor. Mandei uma mensagem contando tudo em detalhes, e o que eu pensava disso. Ao mesmo tempo o Fred, já na madrugada de segunda pra terça, recebia do Studio SP um telefonema e um email comunicando nada mais nada menos que o cancelamento do show do Elma. O Fred se posicionou dizendo que não aceitaríamos a situação.

Recapitulando: em março o Elma marcou show pras 22h de uma terça feira de maio; quase dois meses depois Mombojó é colocado pra tocar mais tarde na mesma noite e solicita que o Elma não toque; Studio SP e Fora do Eixo obedecem após leve resistência. VALEU, ABRAÇO!

Acordamos hoje, na terça feira do show em questão, com a vida toda fodida, mas surge uma esperança: Felipe S leu meu email da noite anterior e respondeu, dizendo que achava isso tudo uma merda, mal tinha sido informado do próprio show, que foi marcado de última hora (ao contrário do nosso que foi com DOIS MESES DE ANTECEDÊNCIA), que assim como ele estávamos no dia a dia da música (única aparição da palavra em todas as conversas dessa história) e que ele faria o possível pra colocar a gente pra tocar antes (vulgo “não expulsar a gente do nosso próprio show”), e aqui cito verbatim: “mesmo porque não faz sentido ser diferente.” Claro que não entendemos isso como resolução de nada, e sim como uma abertura por parte do Mombojó, pela primeira vez, de não atropelar nosso show.

Coisa linda de viver. Assim que vi a mensagem comuniquei o Fred e ele falou com o Studio SP, que por intermédio do Maurício imediatamente reverteu o cancelamento do show do Elma, que estava começando a ser divulgado nas redes sociais (totalmente a nossa revelia). Mas enfim, faltando umas cinco horas pra passagem de som, e emails indo e voltando entre eu e Felipe S, músico, partimos pros finalmentes práticos da situação, e pedimos a ele que o Mombojó passasse o som a partir das 17h, como é praxe no Studio SP, pra que nós, a banda do primeiro horário, tivéssemos tempo de fazer a nossa própria passagem de som das 19h as 21h, horário também de praxe da casa e PREVIAMENTE COMUNICADO PELO STUDIO SP para esta ocasião em especial também. Daí pra frente recebi um email breve do Felipe dizendo que ele estava super enrolado com mil coisas de projetos X e Y, e que o problema todo era justamente A PASSAGEM DE SOM DO MOMBOJO, que já havia sido problema no Studio antes, etc, e que o diretor de palco deles estava muito preocupado com essa situação. Imediatamente respondi dizendo que eu falaria diretamente com o diretor de palco deles, pois trabalho no mesmo ramo, lido com esse tipo de coisa quase diariamente e sabia que conseguiríamos desenrolar esse nó em 5 minutos, ainda mais o palco do Elma sendo tão simples quanto é.

É aqui que o Felipe S some e não aparece mais. Nem pra PASSAR O SOM DO MOMBOJÓ. A mesma passagem de som que era o ponto central da picuinha, digo, negociação.

Quando vi que o menino tinha tomado chá de nem me viu apelei pra agenda do celular de novo e por a + b cheguei no telefone do diretor de palco do Mombojó, o Brigídio.

Liguei pro Brigídio.

Você está achando esse texto grande? Dê graças a deus que eu não vou transcrever a ligação que se seguiu. O Brigídio falou ininterruptamente por 15 a 30 minutos (consegui enfiar umas palavras no meio, só pra constar), me explicando repetidas vezes como é impossível o Mombojó dividir palco com outra banda no Studio SP, e me contando da situação traumática que tinha vivido na mesma casa numa ocasião anterior. Daquela vez ele tinha tentado ajudar uma banda de abertura que tinha aparecido de última hora (mais ou menos como o Mombojó apareceu na nossa noite), se viu vitima de inúmeras precariedades técnicas da casa e ao fim da noite, em face a vários problemas de som se viu desrespeitado como profissional, numa situação em que estava apenas tentando ser prestativo. Consegui perfeitamente imaginar a situação dele, digo, consegui me imaginar na mesma roubada como técnico de som (poucos dias antes tinha perdido bastante tempo ajudando uma banda de abertura da Holanda num show no Sesc e eles não hesitaram em prejudicar a gente logo na seqüência, por exemplo), e de qualquer forma era inútil tentar o diálogo, pois para o mesmo é preciso momentos de silêncio para que o interlocutor possa se pronunciar, e evidentemente eu não teria essa cortesia. Lamentando que não havia mais tempo pra tentarmos solucionar a situação antes de que todas as partes se encontrassem na própria casa de show (faltava uma hora e pouco pro soundcheck), fomos pra ultima etapa dessa via crucis ridícula. Ah, o Brigídio deixou também escapar que tinha ficado sabendo desse show apenas um dia antes. Desse show que iria provocar o cancelamento do nosso próprio show, marcado DOIS MESES ANTES. O Brigídio falou também que era uma pena que a gente não tivesse se conhecido em uma outra circunstância, em que todos poderíamos ser amigos e se dar muito bem. Como se a tremenda cagada que estava acontecendo fosse fruto de uma força da natureza, uma coisa inexorável, e não conseqüência de decisões de adultos plenamente conscientes dos efeitos de suas ações.

Nesse ponto tanto eu como Fred entendemos que tínhamos esgotado todas as possibilidades de solucionar o problema (que não era nosso) de um jeito que não fosse ficar feio pra ninguém. É por isso que você está lendo isto.

Chegando no Studio SP encontramos parte da equipe do Mombojó montando o palco, o Felipe Altenfelder, do Fora do Eixo, o gerente do Studio, Maurício, e a produtora Marta, que representava a produtora Kátia, que por sua vez representava o Mombojó. Isso, três graus de separação entre o mundo hostil e o Mombojó.

Num momento inicial da conversa ali, pude ouvir uma das coisas mais incríveis que já tive o privilégio de escutar: que era um absurdo que se tivesse permitido que nós, do Elma, tivéssemos entrado em contato direto com os integrantes do Mombojó, pois isso iria “expor os meninos da banda”, e “expor os meninos da banda” é inaceitável, essa era uma questão de produção. Sendo um homem que está acostumado a ser obrigado a resolver os próprios problemas, entendi perfeitamente a utilização muito feliz do termo “meninos”, que precisam de uma parede de duas produtoras, uma presente apenas por telefone, para que se possa agir do jeito que for em nome da banda sem que eles precisem sentir o cheiro escroto das conseqüências das suas decisões pessoalmente, nem olhar nos olhos das pessoas que se fodem por conta deles. E acredite, ninguém teve a cara de aparecer pra olhar na cara da gente. Nem em nome da PASSAGEM DE SOM DO MOMBOJÓ.

O resumo da conversa que se seguiu é: após um tanto de fala-fala e diz-não-diz, a produtora da produtora da banda, o representante do Fora do Eixo e o gerente do Studio sumiram pra dentro da casa. Voltam Mauricio e Felipe com a notícia: fica ao Elma a opção de montar o palco após a apresentação do Mombojó (que começaria as 00h) pra tocar, ou cancelar o show. Foi também explicitado o porque da preferência pelo Mombojó (aqui você pode fingir que ainda não sabia): eles tem bem mais público, logo, eles podem mexer e remexer na vida dos outros, com a conivência do Studio SP e do Coletivo Fora do Eixo. Bom, a gente não ia se prestar ao ridículo de tocar lá pras duas e meia da manhã, depois de montar o palco na frente de uma casa cheia de gente, sendo que as pessoas que iam ver a gente chegariam pra um show as 22h, como estava previamente acordado e divulgado.

Nossa banda estava tendo o show sumariamente tesourado, e a grande preocupação era não “expor os meninos” do Mombojó. Faz sentido.

Aqui fica claro, então, que:

– o Mombojó iria simplesmente prosseguir com o plano inicial de excluir o Elma da noite, sendo que desta vez estava claro que a banda inteira estava ciente das conseqüências da atitude deles, já que tinham se reunido mais cedo, como ficamos sabendo, pra decidir o que fazer

– o Studio SP não honraria o que foi marcado em março com o Elma, dando prioridade aos caprichos da banda que entrou pra tocar na mesma noite em outro horário, várias semanas mais tarde

– o Coletivo Fora do Eixo iniciaria sua frutífera parceria com o Elma permitindo o cancelamento do nosso show em prol de um artista mais popular

Pois bem, nosso show foi cancelado na nossa cara. Fazer o que? Arrumar briga? Ia resolver muita coisa.

Decidimos que iríamos simplesmente ficar ali e assistir a preciosa PASSAGEM DE SOM DE TRÊS HORAS DO MOMBOJÓ, na esperança de ao menos olhar na cara do Felipe S e do Chiquinho, e ver que cara tem a pessoa que faz uma coisa que não se faz. Descobrimos a resposta: cara nenhuma. O único integrante da banda que compareceu a passagem de som foi o baterista, faltando uns vinte minutos pra abertura da casa. Os outros meninos simplesmente não foram, certamente ocupados com o dever de casa. A gente deixou de tocar e passar o som pra que pudesse ser feita com todo o cuidado uma passagem de som de três horas no Studio SP na qual nem os próprios integrantes da banda se deram ao trabalho de ir, deixando um roadie, um diretor de palco e um técnico de PA pra resolver tudo. Eu olhei no meu relógio, já tinham se passado duas horas e quarenta de passagem de som quando finalmente ouvimos o som de um contrabaixo. As guitarras ficaram prós cinco minutos finais.

Pra não dizer que ficou tudo absolutamente no ar, foi explicitado pelo Pablo Capilé e pelo Mauricio, do Studio, que a produtora Katia Cesana sabia de antemão que a noite não era somente do Mombojó. Originalmente além do Elma tocaria também o Slim Rimografia. A produtora teria então solicitado o rider de ambas as bandas, pra ver como adaptar tecnicamente a situação. Daí pra frente ela teria, segundo Pablo e Maurício, ficado em silêncio a respeito da questão toda, deixando chegar a véspera da data pra fazer que não sabia que havia outras bandas e que era inaceitável que houvesse, que havia sido combinado que a noite seria exclusiva do Mombojó. Não temos como averiguar isso, e o mais importante, estamos pouco nos fudendo. Fica aí o que o Pablo e Maurício disseram.

A gente se viu no meio de um jogo de forças ridículo e fomos refens da completa falta de atitude das pessoas que tinham tratado com a gente desde o início. Por questões políticas e comerciais basicamente deixaram a gente tomar no cu, mesmo sabendo que tínhamos a razão (e repetindo que sabiam que a gente tava certo o tempo todo!). Tem coisa mais típica da caricatura de um político do que alguém olhando no seu rosto e dizendo “você é o cara”, enquanto acende o pavio da bomba que vai explodir o seu saco e as suas bolas?

Cada parte envolvida escolheu o papel que queria fazer, a todo tempo deixamos claro que contaríamos a história no final e aqui está ela, cheia de nomes próprios, pra você entender como quiser. Não coloquei o texto dos emails que foram trocados ao longo da negociação pra não estender ainda mais o texto, mas é só pedir que vão pro ar, dão um colorido especial a essa palhaçada. Acredito porem que todos os envolvidos sabem o que disseram e o que deixaram de dizer, e que isso não será necessário.

A propósito:  a terra é plana.

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A REPOSTA DO MOMBOJÓ, SOBRE O OCORRIDO, PUBLICADA NO SEU BLOG

Pedimos que todos que quiserem explicações sobre o ocorrido ontem no Studio SP entrem em contato com a administração do próprio ou com a produção do Fora do Eixo. Não queremos falar sobre isso neste momento porque não nos sentimos culpados pelo o ocorrido, é uma pena que o Elma esteja nos apontando como responsáveis porque realmente não somos. Gostaríamos de dizer também que estamos muito tristes pela não realização do show do Elma, mas acreditem também já passamos por cancelamentos de shows nossos e nunca nos ocorreu de culpar os outros artistas envolvidos, mas sim a produção que não teve cuidado e atenção conosco nestes momentos. Bem, gostaríamos muito que o evento tivesse acontecido com as duas bandas até porque quem acompanha nossa carreira sabe que não temos nenhum problema com isso, pelo contrário, muitas vezes fazemos contatos muito legais nestes encontros.
Esperamos que as pessoas entendam esta situação e realmente procurem respostas com quem as tenha. Concordamos com muitas questões colocadas por Bernardo neste texto que ele fez: https://www.facebook.com/note.php?note_id=175633829156691&comments, só não concordamos com a violência gratuita em relação às pessoas que nem sequer ele conhece, no caso nós.
Com o tempo esperamos poder zerar este total baixo astral criado entre as duas bandas e quem sabe até tocarmos juntos em alguma outra ocasião porque no meio em que vivemos o foco é a música, e acreditamos que quanto mais nós, bandas e artistas, estivermos juntos, mais longe poderemos chegar.
Pra ninguém pensar que foi algum assessor de imprensa,
Marcelo

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* Algumas considerações finais destas linhas online sobre este episódio cretino patrocinado pelo Mombomerda:

* O blog esteve no último domingo em uma super festa na sede da Casa Fora do Eixo, em Sampa. Foi super bem recebido por todos que estavam lá, por toda a direção do coletivo, encontrou dezenas de amigos, assistiu a ótimos shows (como os do Pública e Vanguart), degustou um ótimo churras, tomou muitas brejas. Este espaço virtual, que já teve suas discordâncias em relação a atuação da FDE na cena musical independente nacional, voltou a ter boas relações com a turma porque sabe que eles fazem um trabalho sério, pertinente e bacana em prol das bandas, dos músicos e de todos que atuam hoje na indie secene nacional. Então o blog gostaria de saber, sinceramente, se o querido Pablo Capilé (a quem temos todo o respeito e consideração do mundo pelo seu trabalho) e a direção da Fora Do Eixo compactuam com a atitude tomada pelo grupo pernambucano e seus “produtores”.

* A outra consideração: apesar de freqüentar eventualmente a casa noturna StudioSP (que, há de se reconhecer, é um dos melhores espaços para shows alternativos hoje na capital paulista) e de ter bons amigos por lá, estas linhas bloggers não têm simpatia alguma pela direção daquele espaço, por ela possuir a mesma postura indelicada e arrogante no trato com as pessoas que acomete a turma do Mombomerda. E fica, então, a questão: por que o StudioSP é uma Ong, isenta de várias taxas e impostos, se ela é uma casa noturna como qualquer outra e que cobra INGRESSO de quem vai lá, na maioria das noites em que há shows? O blog aguarda resposta de alguém de lá a essa palpitante questão.

* Os links, pra quem quiser ficar por dentro de todo o histórico dessa calhordice patrocinada pelo Mombojó:

https://www.facebook.com/notes/bernardo-pacheco/sobre-o-cancelamento-do-show-do-elma-no-cedo-e-sentado-studio-sp-noite-fora-do-e/175633829156691

http://www.mombojo.com.br/blog/

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IMAGEM DA SEMANA
Zap’n’roll muito bem “cercado” pelos queridos Hélio Flanders e Pedro Metz, respectivamente vocalistas do Vanguart e do Pública, duas das melhores bandas do rock brasileiro dos anos 2000.
A pic foi feita no último domingo, no festão que rolou na Casa Fora do Eixo, em São Paulo. Uma tarde/noite mega bacana, com muito churras, breja à vontade e showzaços de gente como Pública e Vanguart.
Que venham outras festas iguais, e o blog bate palmas pro trabalho que o FDE está realizando atualmente na cena rocker nacional.

Zap’n’roll, “dominado” pelos queridos Pedro Metz e Hélio Flanders, no festão de domingo último na Casa Fora ds Eixo/SP. A balada foi ótima, hehe.

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ZAP’N’ROLL DJS SET EM JUNHO!
Yep, o blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira volta a exercitar seus dotes como, hã, DJ de baladas rockers noturnas under e desvairadas, rsrs. Assim, no próximo dia 4 de junho, sabadão em si, o blog assume as pick-ups do sempre animado e badalado clube paulistano Outs, lá no baixo Augusta.
Depois o blog vai ainda maaaaais longe. Dia 17/6, sexta-feira, será a vez destas linhas zappers pousarem em Belém (capital do Pará, seu mané em geografia, rsrs), onde vai rolar a primeira festa do blog na região Norte do Brasil. A balada será no conhecido Café com Arte e além da discotecagem do blog, também vai rolar show dos sensacionais Baudelaires (atualmente, a banda do coração deste espaço rocker online), além de mais DJs set da turma da produtora local Vandersexxx e também da rocker girl number one de Macapá, a Rudja.
Vai ser mesmo imperdível. E até lá, fique de olho aqui no blogão que iremos dando mais detalhes da putaria rock’n’roll que vai rolar com força em Belém, daqui a três semanas.

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Festival PopPorn: começou ontem em São Paulo, e vai até o próximo dia 2 de junho, a primeira edição do evento que pretende abordar temas como sexo e pornografia sob a ótica da cultura pop e da arte. Com uma programação mega extensa (que inclui exibição de clássicos do cinema erótico e pornográfico, mais debates, palestras, mostras fotográficas, shows em casas noturnas de Sampa e muito mais), o PopPorn pretende colocar a sexualidade no centro do debate cultural atual, e sem o moralismo babaca e o preconceito que ainda hoje, em pleno século XXI, insiste em rondar um tema tão caro a todos nós. Toda a programação do evento pode ser conferida aqui: www.popporn.com.br . E, de aperitivo, um dos destaques da programação cinematográfica do evento é o clássico “O último tango em Paris”, rodado em 1972 e estrelado pelo gênio Marlon Brando. Passa hoje, sexta-feira, às onze e meia da noite, no Espaço Unibanco Augusta (na rua Augusta em si, próximo à avenida Paulista). Vai lá!

Duas lendas em dois festivais neste finde em Sampa: “O último tango em Paris” (acima), com Marlon Brando e que passa hoje à noite, sexta, no Espaço Unibanco Augusta; e o quarteto inglês Gang Of Four (abaixo), que toca domingo no Parque da Independência

* Festival da Cultura Inglesa: esse é pra quem gosta de rock’n’roll da melhor estirpe, e tudo o que se relaciona à cultura pop da Velha Ilha. Chegando à sua décima quinta edição em Sampa, o festival vai promover hoje, sexta, um noitada rocker no StudioSP (também na rua Augusta, 591, centrão de Sampalândia)  onde o DJ set estará por conta de Allan McGee, o lendário fundador do selo Creation (que deu ao mundo bandas como Oasis e Primal Scream). E tem mais na programação: DJ set de Glen Mattlock (o sujeito que um dia tocou baixo nos Sex Pistols) amanhã, sábado, no Beco203 (também na Augusta, oxe, colado no StudioSP). E no domingo… shows de grátis a tarde toda no Parque da Independência (lá no bairro do Ipiranga, em frente ao Museu do Ipiranga, óbvio), sendo que a maratona vai ser encerrada à noite com gig da lenda Gang Of Four. Precisa mais? Nope. Então, fica de olho na programação completa do festival, que pode ser acessada aqui: www.culturainglesasp.com.br. E bons shows e baladas pra galera!

* Baladas no finde: yep, além desses dois ótimos festivais aí em cima que são ótimos motivos pra sair de casa neste finde (mesmo com frio gostoso que está tomando conta de Sampa), ainda tem paradas legais pra se curtir de hoje até domingo. Começando hoje, sexta, quando tem mais uma edição da festa comandada pelo DJ Márcio Custódio lá no Container (na rua Bela Cintra, 483, Consolação, centro de São Paulo). Já no Inferno (também na Augusta, no 501) tem mais uma edição da festa Girls Talk, onde as garotas comandam a noitada rock’n’roll, entre elas a delícia cremosa (rsrs) que é a DJ Debbie Hell.///Sabadão? Vai lá na Outs (no 486 da Augusta), que o Sugar Kane vai quebrar tudo no palco da badalada casa noturna do baixo Augusta.///E domingo? Ora, depois dos shows no Parque da Independência, nada mais justo e digno do que terminar o finde no projeto Grind, comandado pelo querido André Pomba, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa). É isso: se joga mano!

UNS PREMIOZINHOS AÍ…
É, faz um tempinho que eles não aparecem por aqui, né? Nada demais, mas vai lá no hfinatti@gmail.com, que pintou tipo assim de repente pra sorteio:

* Um kit com CDs e DVDs da ST2, entre eles um Box-set com quatro cdzinhos do… Twisted Sisters!

* Outro kit com CDs indies nacionais mega legais, com discos do Pública, o novo dos Los Porongas e também o novo ep do Bidê ou Balde.

Certo? Resultado de quem ganhou na semana que vem, por aqui mesmo, hehe.

E FIM DE PAPO
A despedida deste post, concluído já na tarde de sexta-feira, não é nada alegre. O blogger andarilho saiu ontem, deu um rolê pelo baixo Augusta e chegou de manhã em sua house. Dormiu muito pouco e já se pôs a escrever o que faltava para completar o blog zapper. E quando acordou, se deparou com o texto postado por sua ex-namorada, Rudja Catrine, no blog legal que ela possui, o Route 66. O texto é público, está lá para quem quiser ler e não será reproduzido aqui. Mas nele a garota, por quem estas linhas online ainda nutrem todo o carinho, respeito, consideração, afeto e amizade do mundo, repassa o relacionamento do ex-casal a limpo, de forma respeitosa pelo nosso passado juntos, e fazendo uma série de considerações (sobre perda, separação e até afastamento como possíveis amigos) que o autor deste blog respeita e aceita, embora não concorde com muito do que está ali. A resposta ao texto já foi postada no próprio Facebook de Rudja, e não será reproduzida aqui. O que se pode dizer, aqui, é que o namoro com Rudja foi sim maravilhoso e poderia ter terminado em casamento. Mas ela não quis assim. Assim como quem está escrevendo este texto também nunca, jamais, quis o mal dela, de forma alguma – se o quisesse, já teria se vingado com fúria incontida. Pelo contrário, Zap’n’roll sempre amou e procurou ser o melhor namorado do mundo durante o relacionamento, mesmo com os erros e falhas (que são inevitáveis) que foram cometidos pelo caminho. Enfim, este post termina com o coração zapper total eivado de mágoa e melancolia. Mas, ainda assim, ele deixa o beijo mais doce do mundo em sua ex-Rudja, desejando que um dia (breve, que seja), ambos possam se ver frente a frente e descubram entre ambos a melhor amizade do mundo. A amizade que ainda não aconteceu mas que, se os céus quiserem, irá acontecer. Semana que vem estamos na área novamente, aqui no domínio próprio do blog. Até mais, com beijos doces e tristes em todos os queridos leitores que acompanham a Zap.

(completado e finalizado por Finatti em 27/5/2011, às 16hs.)

Agora vai: O novo e fodaço Arctic Monkeys. A morte e o renascimento de um blog. Algumas noites com shows inesquecíveis, e em baladas no alto de prédios. Grandes discos do indie rock BR. E madrugadas deliciosamente frias, encharcadas de lembranças e solidão…

 

Os Macaquinhoa do rock inglês: de volta com disco fodão

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ATENÇÃO!!! Este post inaugura o novo endereço, em domínio próprio, do blog. Agora, além de ler a Zap’n’roll no portal Dynamite online, você também pode alcançar o texto em www.zapnroll.com.br . Aqui está o conteúdo INTEGRAL do post, com material exclusivo (e safado e selvagem, hihi) e que NÃO está publicado lá. Portanto, qualquer que seja sua opção de leitura do blog zapper (mais comedida ou mais canalha, rsrs), bem-vindo e boa diversão!
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Foi mesmo avassalador e inesquecível.
Na semana passada em São Paulo, por uma hora e meia, todo mundo que ama indie rock e power pop dos deuses, volto no tempo duas décadas pelo menos. Foi a noite mágica da apresentação única do quarteto escocês Teenage Fanclub na capital paulista. Zap’n’roll estava lá, bebeu horrores de doses generosas de Red Label, e se emocionou como toda a galera que lotou a boate The Week – emoção ao ponto de, em alguns momentos, os olhos ficarem marejados. Enfim, foi um desses momentos que ficam gravados em nossa memória (tão falha, fútil e superficial às vezes, falha e descartável como aqueles amores desonestos ou enganosos, que prometem felicidade eterna a alguém, prometem união e olhar juntos as estrelas do céu, para depois romper e deletar tudo de maneira cruel e por vezes torpe, como se nada jamais houvesse acontecido) por anos e anos. É o momento da eterna criação, do renascimento da arte. Momento mais ou menos igual ao que este blog vai passar a partir deste post: agora estas linhas zappers passarão a estar em dois endereços na web. Neste mesmo aqui no portal Dynamite online, onde nosso dileto leitorado nos acompanha já há oito anos, e também em www.zapnroll.com.br, domínio próprio e que já está no ar, estreando hoje. Foi a solução encontrada para dar fim a uma longa crise editorial que se arrastava há séculos, entre o autor destas linhas rockers online e seu melhor amigo de anos e Publisher do portal, André Pomba. Uma crise que tinha um motivo bem específico: Pomba não concordava mais com e queria eliminar total do blog as histórias repletas de passagens de sexo e drogas que permearam (e ainda permeiam) a existência do sujeito aqui, e que volta e meia são relatadas no blog zapper. E pelo motivo que já foi comentado aqui no último post: o site da Dynamite, hoje, pertence à Associação Cultural Dynamite, uma Ong (da qual, inclusive, o autor deste espaço virtual é um dos conselheiros) que realiza um trampo mega bacana em prol das crianças carentes que vivem nas ruas do centrão de Sampa. Vai daí que mr. Pomba achava (e continua achando) que o conteúdo por vezes algo “impróprio” do blog (como o de alguns posts atrás, onde foi postada a gloriosa foto de um monumental par de peitaços de uma das grandes ex-paixões do blogger loker) poderia/pode prejudicar a captação de recursos da Ong junto ao Poder Público. A discussão foi ficando cada vez mais tensa, até que nos últimos dias ameaçou escapar de controle e prejudicar a relação pessoal e de amizade que une blogueiro e Publisher há (pasmem!) dezoito anos. Então, finalmente, chegou-se ao melhor acordo possível: a partir deste post, quem acompanha a Zap desde sempre irá ler aqueles velhos textos grandalhões e repletos de eloqüência opinativa, além de eventuais histórias cabeludas, em conteúdo exclusivo, no novo endereço do blog. O velho espaço zapper online na Dynamite, irá continuar tendo apenas o conteúdo musical e de cultura pop do blog. E assim vamos indo, pra mais um ano na vida e sempre renascendo e tentando dar prazer e imensa alegria a quem lê este espaço online. O mesmo prazer e imensa alegria que todos tiveram no show do Teenage Fanclub em Sampalândia. Também o mesmo prazer que o blog teve no último finde, ao ver um showzaço do quinteo gaúcho Pública, na cobertura do oitavo andar de um prédio no baixo Augusta, em pleno centrão rocker de Sampa. E o mesmo prazer, enfim, que estas linhas eternamente rock’n’roll tiveram anteontem, ao ouvir o novo discaço do quarteto inglês Arctic Monkeys, e que você fica sabendo como é lendo este super mega post. Bora pro blog então!

* Vai estar pelo extremo Norte do país mês que vem? Então anotaê as datas da tour zapper pela região: dia 11 de junho, a primeira parada é em Boa Vista, capital de Roraima, onde o blog vai cobrir o Skinni Rock Festival em sua primeira edição, e sobre o qual damos mais detalhes mais aí embaixo. Depois, o blog ruma pra Belém, onde dia 17 rola a primeira festa da Zap’n’roll por lá no bar Café Com Arte. Vai ter show dos sensacionais Baudelaires (sem nenhum favor, talvez hoje a banda do coração deste espaço online) e mais DJ set do sujeito aqui, do povo rocker da capital do Pará e, talvez, da grande Rudja Catrine, a ex-girlfriend mais legal do mundo, hehe. E depois, talvez role também DJ set em Macapation. Mas a data na capital do Amapá ainda está sendo negociada.

Os incríveis Baudelaires, de Belém: tocando na festa do blog na capital do Pará, dia 17/6

* Falando nos Baudelaires: olha aí embaixo que gracinha (ops, isso é adjetivo daquela secular apresentadora da TV, no? Hihi) o vídeo deles pra lindona “Little Rino”, que acabou de estrear no YouTube. Até o “gordito do corazón” deste espaço rocker, o  queridão Wlad Cruz (o homem que comanda o site Zona Punk), se curvou, uia!

The Baudelaires – Little Rino

* Quando alguém vai trazer esses moleques pra tocar em Sampa?

* Enquanto eles não vêm, vai ter show do quarteto inglês New Young Pony Club por aqui mês que vem também. Eles tocam dia 16 no Beco203 de Sampa (a casa é fodona e o blog já virou freqüentador assíduo de lá), e na noite seguinte no Beco de Porto Alegre. Fora isso, também vai ter show dos Cribs no Estúdio Emme. E a lenda Peter Hook (quem? Rsrs), fazendo duas gigs em Sampa (dias 16 e 17), e outra no Rio (dia 19), onde ele vai tocar na íntegra o clássico e magistral álbum “Unknow Pleasures”, a estréia do Joy Division em 1979 (“Ela perdeu o controle…”).

New Young Pony Club, o lendário Peter Hook (ex-baixista do New Order e do Joy Division) e o The Cribs: todos eles vão tocar em Sampa em junho

* E o sujeito aqui vai perder tudo isso porque vai estar lá pelo extremo Norte brasileiro. É a vida, movida a rock, sexo, “dorgas”, estrada, paixões, vôos e aeroportos…

* E, sim, também vai ter as velhuscas “Tias Fofinhas” (ou Tears For Fears) em outubro, em seis capitais brasileiras. Mas vem cá: quem precisa, a essa altura, de um show do Tears For Fears? Medo…

* Falando em sexo, alguma dessas pesquisas científicas aí constatou que o esperma ajuda a combater a depressão em mulheres. Ou seja: garotas, mais do que nunca, vocês devem deixar os machos soltar muito “leite batido” na xota de vocês. E também sempre fazer muito bem o que mostra essa foto aí embaixo:

O pau aí em cima na foto é do sujeito que escreve esse blog algo canalha, às vezes, rsrs. Já a identidade da dona que está metendo sua bocarra nele, é segredo de Estado, claro! A única info que pode ser dita aqui é que a garota também é linda, tesuda, louca e chupa um caralho como ninguém, hihi. 

* Schwarzenegger, seu bofe safado, rsrs. Comeu a própria empregada, fez um filho nela (isso, enquanto ainda era casado com a corna Maria Shriver, há uma década), e ainda fodeu diversas amantes em seu escritório político. Apetite sexual desvairado é isso aí, uia!

Arnold comedor e mr. Tyler: o primeiro chifrou sua ex-mulher o quanto pôde: já o vocalista do Aerosmith “traçou” um macho em sua adolescência. E não gostou da experiência, uia!

* Ok, ok, sem moralismos babacas por aqui. Afinal, o próprio sujeito que digita estas linhas rockers bloggers, cansou de chifrar sua ex-esposa (isso, há duas décadas) e também muitas de suas ex-namoradas. Tanto que a devassa e putaça T…, uma das grandes paixões do autor deste blog, e que teve um tórrido affair com ele por longos três anos, um dia disparou: “você nunca foi fiel a nenhuma ex-namorada sua. E também não é comigo. Por que eu devo ser fiel a você?”. Não deu outra: T…, cadela como ela só e que adorava uma sacanagem mega movida a álcool e cocaine, deu gooostooosooo sua xota pra outros machos, enquanto ainda se relacionava com o zapper loker, que por sua vez também metia sua pica em outras bocetas – um casal de putos ordinários, no final das contas. Até que um dia a putaria generalizada entre ambos chegou a um fim nada edificante… Ambos nunca mais se falaram, e portanto fika dika: esse papo de traição nunca acaba bem, pra nenhuma das duas partes.

* Zap’n’roll só sossegou, se comportou e teve uma conduta, há, digna enfim, quando ficou por quase um ano e meio namorando com a francesa rocker de Macapá. E olha que havia uma distância gigante separando o casal. E mesmo assim, aqui em Sampa, o comportamento do jornalista foi exemplar, pois ele sentia que não havia mais razões pra ter esse tipo de atitude – normal ou “amoral”, aí fica a critério de cada um. O namoro acabou por outras zilhões de razões (entre elas, a distância), que não cabem ser comentadas aqui. Mas jamais por alguma “infidelidade” de quem escreve estas linhas online.

* Ainda no terreno da sexualidade humana, Steven Tyler assume em sua recém-lançada biografia (nos EUA, bem entendido), que fornicou (uia!) com outro homem, quando era adolescente. Mas o cantor do Aerosmith disse que não gostou da experiência. Hum…

* Enquanto isso, a loiraça loki/belzebu Lady Gaga, segue como a mulher mais poderosa do mundo pop, segundo a revista Forbes. Também pudera: a figura tem 32 milhões de fãs no Facebook, e é seguida por outros dez milhões no Twitter. Barbaridade…

* Zap’n’roll de volta com suas DJ sets. Dia 29, domingo, a parada é no clube paulistano A Loca, dentro das comemorações dos 13 anos do mega projeto rocker Grind, que deu fama ao nosso amado super DJ André Pomba. Depois, no dia 4 de junho, sábado, o blog volta a comandar as pick-up’s na pista do sempre animado clube Outs, no baixo Augusta. E depois… extremo Norte brazuca, wow!

* E  em novembro tem Kyuss em Sampa, né? Dia 13, no Carioca Club.

* Bien, bien, vamos nessa. Aí embaixo você fica sabendo como é sensacional o novo disco dos Arctic Monkeys. E a escrita selvagem e canalha está de volta, aqui: www.zapnroll.com.br, hihi.
 

ARCTIC MONKEYS VOLTA FODAÇO EM “SUCK IT AND SEE”
Foi mais ou menos assim. Final da tarde de anteontem, terça-feira friorenta em Sampalândia. O mundo rolando à toda lá fora, o sujeito aqui se debatendo entre crises emocionais fodidas que volte e meia ainda o perseguem (por conta, ainda, do rompimento de seu último relacionamento, e lá já se vão oito meses que terminou o affair entre ele e a francesa rocker de Macapá, Rudja), e a confecção dos textos para o novo post do blog, o primeiro que será publicado em dois endereços – neste que você sempre acompanha, já há longos oitos anos, e também no novo domínio próprio no WordPress, em www.zapnroll.com.br .

Foi quando alguém deu o alerta na timeline do Twitter: o novo disco dos Arctic Monkeys, “Suck It And See”, com previsão de lançamento “oficial” no próximo dia 6 de junho (Brasil incluso, já que os macaquinhos são bem conhecidos e têm bastante fãs por aqui também), tinha acabado de cair na rede. Tumulto, correria total atrás dos links, baixa daqui, ouve dali, deleta de lá e o vazamento do álbum se tornou o assunto pop do final da tarde de ontem. Zap’n’roll “capturou” rapidamente o cd e o armazenou no note (e logo em seguida, verificou que o link utilizado para a operação havia sido deletado). E enquanto outros blogs famosos de cultura pop ainda especulavam sobre o “possível” vazamento do trabalho a qualquer momento na web (e destacavam, uia, a vinda do ex-vocalista da banda Live ao Brasil, para shows, jesuis…), outros zilhões de links com a íntegra do álbum iam pipocando pela rede, para deleite dos fãs e dos neurados e obcecados caçadores de novidades do rock planetário.

Bão, e daí? O disco é bom? Pra caralho. Meio termo entre o início algo punkster/garageiro do grupo, em 2006 (com o aclamado e mega vendido “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, disco do qual estas linhas rockers bloggers, na verdade, nunca gostou), e o último trabalho de estúdio (o sensacional “Humbug”, editado há dois anos), “Suck…” captura o quarteto em seu momento, hã, “maduro” – esse adjetivo que, no rock’n’roll, muitas vezes pode soar como um palavrão ou como algo total desabonador em relação ao trabalho de um artista.

Mas no caso dos Macaquinhos, a experiência de passar pelas mãos do gênio Josh Homme (que produziu “Humbug”) e de conviver com uma estética rock mais apurada e elaborada, só parece ter feito bem à banda. Todos ali já não são mais adolescentes, estão na casa dos vinte e cinco anos de idade e Alex Turner (o vocalista, guitarrista, líder e principal compositor do conjunto) sabe que não há mais espaço para amadorismo, letras pueris e bobas e três acordes toscos dominando as músicas do grupo. Claro, o AM não se transformou em uma sacal e repulsiva/punheteira banda de progressive rock. Mas é um prazer ouvir as tramas melódicas e de guitarras em faixas como “She’s Thunderstorms” ou “Black Treade”, que abrem o cd de forma abrasiva. Ou ainda as nuances psicodélicas que envolvem a parte final do já conhecido single “Brick By Brick” (que possui uma melodia incrivelmente dançante e guitarras sujas que remetem à distorção sessentista dos Stooges, além de ótimos corinhos vocais).

A capa minimalista do novo e sensacional álbum dos Arctic Monkeys

Mas quem está com saudade do AM punk e acelerado dos dois primeiros discos, vai delirar com a rapidez e a agressividade das guitarras em “Library Pictures”, por exemplo. Já estas linhas online preferem muito mais o garagismo pop e sixtie de “The Hellcat Spangled Shalalala” (que lembra muito, em sua essência, a musicalidade que Alex Turner desenvolveu em seu projeto paralelo, o também ótimo The Last Shadow Puppets), ou a parte final do trabalho, com canções mais suaves (mas não menos rockers) e onde Turner dá show de bola nas inflexões, como se fosse um crooner de coração partido. Os melhores exemplos disso estão registrados nas três últimas faixas do cd (a melancólica e algo passional “Love Is a Laserquest”, que põe quase em primeiro plano a condução da bateria, a própria faixa-título e “That’s Where You’re Wrong”). Todas ótimas, todas fodásticas.

Fora o baixão poderoso de “Reckless Serenade”, a participação do deus Josh Homme nos backing vocals de “All My Own Stunts” e a ambiência mezzo psychobilly na introdução e nos riffs das guitarras de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”. Um discão enfim, e que já pode ser incluído na lista dos álbuns que vão fazer a diferença no rock quando 2011 chegar ao fim.

Com esta dobradinha, composta por “Humbug” e este “Suck It And See”, os Arctic Monkeys (que além de Alex Turner, são formados pelo também guitarrista Jamie Cook, pelo baixista Nick O’Malley e pelo batera Matt Helders) caminham tranquilamente para ser a grande banda do rock inglês de hoje – posto que poderia estar nas mãos do hoje algo flopado Franz Ferdinand. Estas linhas zappers, que não gostavam da banda de forma alguma em seu início (uma impressão negativa provocada pelo intenso hype em torno dos moleques, impressão que só começou a ser desfeita após o autor deste blog ficar chapado com o show do grupo no extinto Tim Festival, há alguns anos em Sampa), agora assume ser total tiete dos Macaquinhos. E enquanto eles lançarem álbuns descaralhantes como este “Suck…”, só podemos desejar: vida longa aos Arctic Monkeys!

* Como foi dito mais acima, na resenha do novo trabalho do AM, já devem haver zilhões de links com o disco, dando sopa na internet. Oficialmente, o álbum será lançado na Inglaterra e Estados Unidos (e também por aqui, com certeza) no próximo dia 6 de junho.

* Esta resenha está reproduzida aqui no novo post do blog, o que vai inaugurar de fato o novo endereço próprio destas linhas online. Aqui, na Dynamite online, a Zap irá continuar com sua habitual e ótima cobertura/análise do rock alternativo e da cultura pop em geral. No novo endereço, além destes dois assuntos, a volta da “escrita selvagem” do sujeito aqui, com relatos bizarros de histórias de sexo, drogas e putarias variadas e que fizeram a fama deste espaço blogger loker.

* Este post vai pra sempre querida Rudja, que adora Arctic Monkeys. E também para o chapa Allan Carlos Nascimento, que acaba de criar uma página dedicada ao blog no Facebook, e que pode ser acessada em http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2061270256131&id=1375944915#!/pages/ZAP-N-ROLL/173645372692616. E para a querida Niceise Ribeiro (outra fã dos AM) e toda a turma de amigos de Belém, onde estaremos fazendo festa zapper no próximo dia 17 de junho.

DUAS NOITES INESQUECÍVEIS – TEENAGE FANCLUB E PÚBLICA
Yep, estas linhas zappers sempre disseram isso: sempre há tempo e espaço aqui, para se falar de um ótimo disco, ou de um grande show, ainda que nestes tempos de internet e blogs cada vez mais velozes, furiosos e descartáveis, a informação se torne “velha” muito rápido (como observou, inclusive, um leitor no espaço dedicado a ele, no post anterior).

Mas foda-se. Na semana passada, em uma quarta-feira friorenta em Sampa, a The Week lotada por um público fiel e apaixonado, foi palco de um dos já grandes shows deste ano na cidade. O Teenage Fanclub veio, tocou e emocionou as mais de mil pessoas presentes ali. Com a simpatia ao cubo do quarteto, aquelas harmonias vocais dos sonhos, melodias idem e a estridência de guitarras Power pop como só Norman Blake e Raymond McGinley sabem tocar, o TFC fez todo mundo voltar ao indie rock inglês dos anos 90’. Foi divino e, muitas vezes, emocionante (emocionante ao ponto de o autor destas linhas virtuais ficar com os olhos cheios de água em vários momentos da gig). Principalmente quando todo mundo cantou junto em “The Concept”, em “Sparky’s Dream”, ou no incrível final com “Everything Flows”. Uma noite fodástica onde, além de tudo, Zap’n’roll encontrou dezenas de velhos amigos e amigas, dos tempos gloriosos e saudosos do Espaço Retrô, a lenda maior da indie scene de Sampalândia. E, como ainda se não bastasse tudo isso, no intervalo entre duas músicas o blogueiro que já se transformou em lenda do jornalismo rocker brazuca (uia!), e que estava vendo o show no mezanino da casa noturna, ainda viu seu nome gritado em coro por uma galera, na pista. Ficou algo pasmo e sem graça, claro.

Os escoceses do TFC, semana passada em Sampa: show emocionante (foto: Rolling Stone)

E no último finde teve Pública, no apê 80, no baixo Augusta. O que é o apê 80? Ora, um apartamento no oitavo andar (o último) de um prédio na rua Peixoto Gomide, centrão rock’n’roll de São Paulo, e que tem uma cobertura onde estão rolando alguns dos melhores shows e baladas da “naite” under da cidade nas últimas semanas. Já tocaram por lá Los Porongas e Nevilton. Sábado último foi a vez do quinteto gaúcho, que fez um set energético e pra lá de emocionante também – principalmente quando tocaram “Casa abandonada” (essa música é um hit certeiro, que poderia estar estourada nas fms brasileiras, caso elas não fossem imbecis e ainda movidas a jabá) com o guitarrista paraense Saulo Duarte (um dos grandes músicos da novíssima cena independente nacional) fazendo os vocais. Foi muuuuuito a fudê, como diz a gauchada. E muito a fudê foi também a negra linda e tesuda que o sujeito aqui conheceu por lá, e com quem ficou papeando até quatro da matina. Publicitária, 26 anos, seios voluptuosos… tudibom, rsrs. Ganhou o coração zapper solitário e vamos ver o que rola na sequência, daqui pra frente.

Ah, sim: o Pública está prestes a lançar seu novo disco, “Canções de Guerra”. O vocalista Pedro Metz disse ao blog que o álbum é uma cacetada. Se for melhor que o último da banda, sai de baixo. Vem um cd monstro por aí. Vamos aguardar!

COMO NUM FILME SEM UM FIM – AS RECORDAÇÕES QUE UMA CANÇÃO DESPERTA
“Me chama de puta!”. “Tu pode gozar onde tu quiser!”. “Se eu for aí, tu me come?”. Enquanto essas frases cadelaças e ordinárias insistem em ficar zunindo no cérebro zapper, o sujeito que digita essa esbórnia pop em forma de blog, vai ouvindo a faixa-título do segundo álbum da banda gaúcha Pública. A música é lindíssima, contundente, intensa, triste, com uma letra fortíssima e pesada, e tem servido muito como trilha sonora das angústias emocionais do já velho jornalista, nos últimos dias.

E também desperta nele lembranças de paixões vividas intensamente ao longo dos últimos anos, com garotas geniais, loucas, gostosas, inteligentes, que sempre foderam horrores e que tinham toda a afinidade comportamental e cultural do mundo com o zapper sempre sentimental e passional ao extremo. Poderiam ter casado com ele. No final, nunca deu certo. E o por que de não ter dado… mistérios, hã, “metafísicos” insondáveis talvez, e que estão além da compreensão normal de nós, humanos mega complicados e perenemente mergulhados em inadequação existencial.

A canção do Pública traz versos desse naipe: “Se o encanto se quebrou/Se esqueceste o que é amor/Se almeja o que não tem/Se despreza o que possui/Quem sabe alguém/Merece mais o teu amor/Ficou alguém que tanto fez/Que não se esquece mais de ti/Chorou em vão e o coração/Como num filme sem um fim”. Como já foi dito mais acima, é uma canção belíssima e com letra intensa. Dor, amor, relações desfeitas, vidas sem rumo (remember Coppola) e em desalinho. É realmente um mistério a (falta de) lógica que permeia as relações humanas. Por que amantes que antes juravam amor eterno, de repente se separam de maneira irreversível e, às vezes, passam a se odiar intensamente?

Zap’n’roll teve uma existência rocker marcada por paixões intensas e excessos de todo tipo. E sempre que se pega mergulhado nessas reminiscências, se dá conta de que o rock e alguma canção de alguma banda é que traz à tona toda uma gama de lembranças, sejam elas ótimas ou péssimas.

Um doice, mega prazeroso e terrível deletério. O xoxotaço peludo que se esconde por trás dessa calcinha vermelha e safada, arrancou muito gozo e porra do autor deste blog. O affair acabou, há muito tempo. Mas a calcinha está guardada na coleção pessoal do zapper, como um troféu, rsrs.

Lembranças como a foda num quarto de hotel, durante a cobertura de um festival de rock. A chegada à cidade um dia antes de o tal festival começar, a reunião de amigos em uma madrugada louca de vodka, cocaine e papos variados. Além de uma ex-girlfriend no quarto, mais umas seis pessoas também lá dentro. Idas e vindas em lojas de conveniência 24 horas, para comprar mais vodka e brejas. Tecadas e tecadas de padê. Dia amanhecendo, pessoas indo embora. Até que restou no quarto apenas o jornalista, sua namorada (também bicudíssima de padê) e uma amiga, igualmente louca (e chapada de álcool e devastação nasal) e gostosa. A amiga: “quero ver vocês trepando!”. A namorada: “ele tá chapado, o pau dele não vai levantar”. O zapper loki, quase fora de combate: “chupa bem que ele sobe”. A namorada começa um intenso blowjob, que ela sabia fazer como ninguém. O “instrumento” dá sinal de vida, fica em riste e a foda começa. No meio dela, a amiga pede, aliás quase ordena: “chupa ele dos bagos até a cabeça. E deixa ele comer o teu cu também”. A namorada deixa, mas só um pouco, pois acaba reclamando de dor. A foda dura pouco e ao final os três desabam na cama, onde desmaiam e acordam apenas no final do dia.

Essa é uma das lembranças que volta e meia atormentam a memória do jornalista quarentão e, hoje, bem menos doidão do que anos atrás – mas que jamais irá se tornar um careta. Na verdade, o HD zapper está repleto dessas memórias, e todas elas dariam alguns livros. Como quando, em uma madrugada de domingo, no clube paulistano A Loca, em plena pista de dança (em um canto dela), outra célebre ex-paixão do jornalista blogger e saudosista, a devassa e putona T…, já bem “calibrada” por doses de álcool e alguns tecos de cocaine, se ajoelhou, abriu o zíper da calça do autor destas linhas calhordas, tirou o pinto dele pra fora e o sugou gulosamente ali mesmo, até a porra encharcar sua boca.

E tudo isso hoje em dia, essas lembranças torpes, canalhas e algo cafajestes, perseguem Zap’n’roll como se fossem um filme sem um fim. Sem um final feliz e que traga conforto e alento a uma alma e coração quase sempre partidos por alguém. Uma alma e coração que insiste, ainda, em achar o amor supremo e perfeito. Mesmo que ele esteja dentro de um doce e mortal veneno. Um doce ultra prazeroso. E para sempre… deletério.

É TEMPO DE FESTIVAIS – SKINNI ROCK
O rock já rola há tempos no extremo norte brasileiro, como não? Haja visto os festivais que acontecem em Belém do Pará (do coletivo Megafônica e o já bem grandinho Se Rasgum), e o também já famoso QuebraMar, em Macapá, e que neste ano vai chegar à sua quarta edição, em setembro.
Pois Boa Vista, capital de Roraima, também vai mostrar seu lado rocker no próximo dia 11 de junho, quando vai acontecer por lá a primeira edição do Skinni Rock Festival. Organizado pela turma batalhadora da banda Veludo Branco, o evento vai abrir espaço para as bandas locais e algumas vindas de Manaus. E além dos shows (que serão realizados no Sesc de Boa Vista), como de hábito haverá uma série de atividades paralelas, como palestras, vendas de produtos das bandas (camisetas, CDs) etc. fora que o Skinni levanta também a bandeira da sustentabilidade, algo importantíssimo em um momento em que o governo acaba de divulgar dados que mostram que o desmatamento aumentou consideravelmente no último mês, na Amazônia.
Zap’n’roll, que foi convidada pela organização do festival a cobrir o mesmo (e vai estar por lá no dia 11, pra acompanhar tudo de perto), bateu um papo com Victor Matheus, um dos responsáveis pela produção do Skinni. Abaixo, um resumo do bate-papo:

O músico Victor Matheus, um dos organizadores do Skinni Rock Festival

Zap’n’roll – Como é o rock no extremo norte brasileiro? Ele vai bem por aí? Pergunto porque sei que em Macapá, por exemplo, há uma cena muito bacana. E em Belém também.
Victor Matheus – O Norte é um caso à parte na cena independente do Brasil. As distâncias entre  os pontos são grandes, e o deslocamento acontece quase sempre de avião ou de barco, e muito pouco de carro, dificultando a circulação. Pude circular em quase todos os estados do Norte participando de festivais e vejo uma crescente na cena rock nortista. Belém tem uma cena impressionante, Macapá ultra articulada, Manaus em fase de transição, Porto Velho buscando o ponto de equilíbrio e Boa Vista vem emergindo com uma nova proposta pra agregar de novo os personagens da cena… É um processo lento e evolutivo que vem caminhando muito bem.

Zap – Certo, muito bom. E onde o Skinni Festival se encaixa nessa nova proposta?
Matheus – O Skinni veio pra quebrar paradigmas surgidos com a vinda da coletividade para Boa Vista. Antes era cada um por si, depois com a entrada de coletivos na cena a parada meio que “elitizou” do ponto de vista das bandas. O que fiz como banda e agitador foi apenas propor uma nova forma de agitar a cena paralelamente a outras propostas vigentes, usando o Skinni como vitrine para essa proposta de trazer a cena de volta ao underground, porém articulada e auto-sustentável.

Zap – Você, como organizador do festival, não concorda com a forma como os coletivos musicais, espalhados hoje pelo Brasil, trabalham?
Matheus – Concordo em partes. Que ficamos nesses termos: Rock n’roll e política é igual água e óleo.

Zap – Ou seja: você acha que não se deve misturar política com a cena rock, é isso? Mas o rock, no mundo, não foi essencialmente político em muitos momentos de sua história?
Matheus – Cada um na sua ideologia. Depende de onde a cena está emergindo e quem faz parte dela. O que funciona bem aqui talvez não em outros lugares. Ninguém precisou lamber meu saco pra participar do Skinni saca? Participa quem tá a fim de fazer a parada acontecer e corre atrás junto. Não tem investimento público porque rock não dá voto, mas carnaval e festa junina rende muito mais. Sacou a diferença? Ambos andam juntos, mas sempre é nós contra o sistema e lutando para sermos tratados de igual pra igual. Aqui o lance funciona mais na prática, nem todo mundo quer ouvir discurso bonito. Nossa guerra é essa aqui no extremo norte.

Zap –  Ok. E o que você  pode falar do festival? Sobre as bandas que irão tocar, os estilos, e o que mais vai rolar além dos shows em si. As perspectivas em termos de repercussão do evento são boas? Você pretende e já pensa em fazer outras edições?
Matheus – A cena rock de Roraima passou por uma fase de estagnação, bandas acomodadas, eventos de organização regular, público disperso. O Skinni veio para propor uma nova forma de fazer rock no Extremo Norte do Brasil, colocando a sustentabilidade em prática, tirando ela só do discurso, valorizando toda a cadeia produtiva, promovendo campanhas sociais e principalmente valorizando as bandas locais. O formato do Festival é inédito em Roraima. São 30 dias de programação com pocket shows, intervenções promocionais, eventos especiais e o festival no dia 11 de junho. São num total 17 bandas de Roraima participando mais 3 bandas de Manaus, participação de jornalistas de outros estados (Finatti e Sandro Nine já confirmados) entre outros serviços como a produção de um video-documentário do evento e mais informações no blog www.roraimarocknroll.blogspot.com. A idéia é levar o festival pra frente e outros eventos também promovido pelo blog roraimarocknroll, trazer produtores culturais de outros estados e regiões, jornalistas, bandas, para conhecerem e interagir com a cena rock roraimense, estimulando nosso cenário a amadurecer cada vez mais. O Skinni é o primeiro passo de um grande projeto, mas isso fica pra contar outra hora.

Zap – Muito bom mesmo, hehe. E além de organizar o festival, você também é músico, vocalista do grupo Veludo Branco, que tive o prazer de assistir parte de um show de vocês no festival QuebraMar, em Macapá, em 2010. Fale um pouco da banda, suas influências, como é o trabalho de vocês etc..
Matheus – Somos um power trio de rock n’roll clássico sem calças fluorescentes e gritinhos afeminados. Gostamos da estrada, de tocar, conhecer novos lugares, novas bandas, fazer amizades e tomar uma cerveja gelada. Carregamos na costa uma responsabilidade auto imposta de levar o nome de Roraima pros 4 cantos do Brasil, e agora subindo pra América Central, e também trazer conosco outras bandas de Roraima e quem tiver afim de ir conosco nessa estrada da música. Temos 1 disco lançado ano passado, estamos produzindo o segundo, já circulamos pelos principais festivais do Norte do País, fizemos turnê no Rio Grande do Sul, tocamos com o ex-Iron Maiden Blaze Bayley e continuamos correndo atrás de nosso espaço e reconhecimento no cenário musical seja na esfera que for. Gostamos de solos de guitarra, e bateria tratorizada, de baixo distorcido, e temos na essência do nosso som a inspiração em Hendrix, Cream, Zeppelin, Sabbath, a vida na estrada, os amores e dissabores da vida, o tesão de querer sempre dar o próximo passo e subir mais um degrau na história. Queremos estar na vanguarda do rock nroll roraimense sem deixar o underground, que é de onde viemos e sempre seremos parte, e mostrar pro resto do Brasil que no extremo norte do país tem muita banda de rock boa que merece a chance de circular e ser vista.

* Mais sobre o Skinni Rock Festival, vai lá: http://www.roraimarocknroll.blogspot.com/.

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos indies nacionais fodões: há tempos que estas linhas online vem reclamando da falta de bons lançamentos recentes na indie scene nacional. Pois bem, do final de 2010 pra cá, alguns trabalhos beeeeem legais chegaram ao público, via web (em formato digital) ou mesmo na velha plataforma física do cd. Por exemplo: “O segundo depois do silêncio”, o sensacional segundo trabalho do quarteto acreano Los Porongas (hoje, radicado em São Paulo). As letras poéticas e intensas do vocalista Diogo Soares estão melhores do que nunca, o trabalho instrumental do grupo se aprimorou ainda mais (com a incorporação de pianos em várias faixas) e dá um prazer inenarrável ouvir músicas lindíssimas como “Fortaleza”, “Mais difícil” (com a participação do querido Hélio Flanders, do Vanguart), “A dois” (uma lindíssima canção de amor) e “Longo Passeio”. Fora o trabalho gráfico da capa do cd, que é show. Um discaço, enfim.///Tem mais: o novo ep dos gaúchos da Bidê ou Balde, que voltaram após anos sem gravar, com “Adeus, segunda-feira triste”, e onde a turma continua mandando bem como nunca seu rock de contornos – ainda – new wave.///E mais: na web estão os ótimos sons do trio paulistano The Singleparents (algo entre um Sonic Youth menos noise e um Pavment mais pop e menos experimental, com letras em inglês, e que pode ser ouvido em www.myspace.com/thesingleparents), além do novo disco do pequeno grande gênio Diego de Morais (e seu grupo, o Sindicato). Diego é de Goiânia, chamou atenção da mídia há alguns anos com participação vigorosa em alguns festivais da Abrafin, virou a “bola da vez” da cena indie nacional e depois meio que sumiu. Pois voltou com um discaço no final do ano passado (chamado “Parte de nós”), por enquanto disponível apenas na web, e que você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/?30c2wf2jlck . É isso: vai atrás e curte pracará, que vale a pena!

O trio paulistano Singleparents: Sonic Youth e Pavement no som deles

* Baladas boas à vista: yep. E já começam hoje, quinta-feira, quando o site Rock’n’Beats (www.rocknbeats.com.br) faz festinha indie animada lá na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa), com DJ set do Nevilton, da banda Volantes e da turma do site. Bora lá, que o blog zapper vai estar na área, curtindo a parada.///Já amanhã, sexta, tem a festona Dance To The Underground no Inferno Club (na rua Augusta, 501, centro de São Paulo), com DJ set do Shamil, da Lady Rocker, e show do brother Thunderbird fazendo tributo ao gênio Chuck Berry.///No sabadão então a parada ferve no baixo Augusta, com shows do Vivendo do Ócio e Brothers of Brazil na Outs (no 486 da Augusta), e mais uma edição bombada da Pop&Wave no Inferno, com especial dedicado ao Cure (que está quaaaaase confirmado no festival SWU, em São Paulo em novembro). Tá bom, né? então se joga, porra!

E CHEGA!!!
Post grandão como nos velhos tempos, para estrear o novo domínio próprio do blogão zapper na web. Sim, ele continua na Dynamite online, mas agora o conteúdo estendido e exclusivo, vai estar sempre no www.zapnroll.com.br . gostou? Curtiu? Então comente que a firma agradece, rsrs. Na semana que vem tem mais por aqui (nos dois endereços do blog), inclusive com novas prominhos que irão pintar em breve no blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira. É isso, beijo no coração de todos vocês. Até!

(enviado por Finatti às 16hs.) 

“Suck It And See”, o novo discão dos Arctic Monkeys, caiu na rede. Viva os macaquinhos! – e o novo blog, daqui a pouco no ar!

 

Foi mais ou menos assim. Final da tarde de ontem, terça-feira friorenta em Sampalândia. O mundo rolando à toda lá fora, o sujeito aqui se debatendo entre crises emocionais fodidas que volte e meia ainda o perseguem (por conta, ainda, do rompimento de seu último relacionamento, e lá já se vão oito meses que terminou o affair entre ele e a francesa rocker de Macapá, Rudja), e a confecção dos textos para o novo post do blog, o primeiro que será publicado em dois endereços – neste que você sempre acompanha, já há longos oitos anos, e também no novo domínio próprio no WordPress, em www.zapnroll.com.br .

Foi quando alguém deu o alerta na timeline do Twitter: o novo disco dos Arctic Monkeys, “Suck It And See”, com previsão de lançamento “oficial” no próximo dia 6 de junho (Brasil incluso, já que os macaquinhos são bem conhecidos e têm bastante fãs por aqui também), tinha acabado de cair na rede. Tumulto, correria total atrás dos links, baixa daqui, ouve dali, deleta de lá e o vazamento do álbum se tornou o assunto pop do final da tarde de ontem. Zap’n’roll “capturou” rapidamente o cd e o armazenou no note (e logo em seguida, verificou que o link utilizado para a operação havia sido deletado). E enquanto outros blogs famosos de cultura pop ainda especulavam sobre o “possível” vazamento do trabalho a qualquer momento na web (e destacavam, uia, a vinda do ex-vocalista da banda Live ao Brasil, para shows, jesuis…), outros zilhões de links com a íntegra do álbum iam pipocando pela rede, para deleite dos fãs e dos neurados e obcecados caçadores de novidades do rock planetário.

Bão, e daí? O disco é bom? Pra caralho. Meio termo entre o início algo punkster/garageiro do grupo, em 2006 (com o aclamado e mega vendido “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, disco do qual estas linhas rockers bloggers, na verdade, nunca gostou), e o último trabalho de estúdio (o sensacional “Humbug”, editado há dois anos), “Suck…” captura o quarteto em seu momento, hã, “maduro” – esse adjetivo que, no rock’n’roll, muitas vezes pode soar como um palavrão ou como algo total desabonador em relação ao trabalho de um artista.

Mas no caso dos Macaquinhos, a experiência de passar pelas mãos do gênio Josh Homme (que produziu “Humbug”) e de conviver com uma estética rock mais apurada e elaborada, só parece ter feito bem à banda. Todos ali já não são mais adolescentes, estão na casa dos vinte e cinco anos de idade e Alex Turner (o vocalista, guitarrista, líder e principal compositor do conjunto) sabe que não há mais espaço para amadorismo, letras pueris e bobas e três acordes toscos dominando as músicas do grupo. Claro, o AM não se transformou em uma sacal e repulsiva/punheteira banda de progressive rock. Mas é um prazer ouvir as tramas melódicas e de guitarras em faixas como “She’s Thunderstorms” ou “Black Treade”, que abrem o cd de forma abrasiva. Ou ainda as nuances psicodélicas que envolvem a parte final do já conhecido single “Brick By Brick” (que possui uma melodia incrivelmente dançante e guitarras sujas que remetem à distorção sessentista dos Stooges, além de ótimos corinhos vocais).

Mas quem está com saudade do AM punk e acelerado dos dois primeiros discos, vai delirar com a rapidez e a agressividade das guitarras em “Library Pictures”, por exemplo. Já estas linhas online preferem muito mais o garagismo pop e sixtie de “The Hellcat Spangled Shalalala” (que lembra muito, em sua essência, a musicalidade que Alex Turner desenvolveu em seu projeto paralelo, o também ótimo The Last Shadow Puppets), ou a parte final do trabalho, com canções mais suaves (mas não menos rockers) e onde Turner dá show de bola nas inflexões, como se fosse um crooner de coração partido. Os melhores exemplos disso estão registrados nas três últimas faixas do cd (a melancólica e algo passional “Love Is a Laserquest”, que põe quase em primeiro plano a condução da bateria, a própria faixa-título e “That’s Where You’re Wrong”). Todas ótimas, todas fodásticas.

Fora o baixão poderoso de “Reckless Serenade”, a participação do deus Josh Homme nos backing vocals de “All My Own Stunts” e a ambiência mezzo psychobilly na introdução e nos riffs das guitarras de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”, o novo single do álbum. Um discão enfim, e que já pode ser incluído na lista dos álbuns que vão fazer a diferença no rock quando 2011 chegar ao fim.

Com esta dobradinha, composta por “Humbug” e este “Suck It And See”, os Arctic Monkeys (que além de Alex Turner, são formados pelo também guitarrista Jamie Cook, pelo baixista Nick O’Malley e pelo batera Matt Helders) caminham tranquilamente para ser a grande banda do rock inglês de hoje – posto que poderia estar nas mãos do hoje algo flopado Franz Ferdinand. Estas linhas zappers, que não gostavam da banda de forma alguma em seu início (uma impressão negativa provocada pelo intenso hype em torno dos moleques, impressão que só começou a ser desfeita após o autor deste blog ficar chapado com o show do grupo no extinto Tim Festival, há alguns anos em Sampa), agora assume ser total tiete dos Macaquinhos. E enquanto eles lançarem álbuns descaralhantes como este “Suck…”, só podemos desejar: vida longa aos Arctic Monkeys!

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* Como foi dito mais acima, na resenha do novo trabalho do AM, já devem haver zilhões de links com o disco, dando sopa na internet. Oficialmente, o álbum será lançado na Inglaterra e Estados Unidos (e também por aqui, com certeza) no próximo dia 6 de junho.

* Esta resenha estará reproduzida nesta quinta-feira no novo post do blog, o que vai inaugurar de fato o novo endereço próprio destas linhas online. Aqui, na Dynamite online, a Zap irá continuar com sua habitual e ótima cobertura/análise do rock alternativo e da cultura pop em geral. No novo endereço, além destes dois assuntos, a volta da “escrita selvagem” do sujeito aqui, com relatos bizarros de histórias de sexo, drogas e putarias variadas e que fizeram a fama deste espaço blogger loker. Em textos e imagens. Aguardem!

* Até logo menos, então!

* Este post vai pra ainda amada e pra sempre querida Rudja Catrine, que adora Arctic Monkeys. E taambém para o chapa Allan Carlos Nascimento, que acaba de criar uma página dedicada ao blog no Facebook (mais detalhes no próximo post, hehe). E para a querida Niceise Ribeiro (outra fã dos AM) e toda a turma de amigos de Belém, onde estaremos fazendo festa zapper no próximo dia 17 de junho.

(enviado por Finatti às 7hs.)