AMPLIAÇÃO FINAL, falando dos trinta anos do primeiro álbum dos Guns N’ Roses, do novo disco da deusa Lana Del Rey e com o blog se mandando para Sorocaba, para acompanhar o festival Circadélica – O blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR chega aos catorze anos de existência (wow!), sempre com muito a dizer e comemorando com DJ set fodona neste domingo em Sampa! Mais: o festival Circadélica invade Sorocaba na próxima semana (e nós estaremos lá, acompanhando tudo bem de perto) prometendo reviver os ótimos tempos do Junta Tribo; sobre a festança indie rocker batemos um papo com Mario Bross, vocalista do sempre bacaníssimo Wry e um dos idealizadores do evento; e como não é todo dia que um espaço na blogosfera brazuca celebra quase uma década e meia de jornalismo total rock’n’roll, nosso presente ao dileto leitorado zapper vem à altura da data: a DE LI CIO SA musa rocker Paloma, tesão total de apenas dezoito aninhos de idade, ulalá! (postão COMPLETÃO e total concluído em 22/7/2017)

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Ao longo de catorze anos de existência Zap’n’roll acompanhou muito de perto (e continua acompanhando) a cena rock independente brasileira, de bandas como o já clássico quarteto indie guitar sorocabano Wry (acima) ou novas como o potiguar Farm From Alaska (abaixo); ambas se apresentam semana que vem no festival Circadélica e o blog zapper estará lá vendo de perto toda a movimentação como de resto sempre viu e descobriu (e continua descobrindo) ótimos novos grupos, e também incríveis musas rockers como a deste post, a gatíssima Paloma (abaixo, ao lado de Finaski)

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MAIS MICROFONIA: OS TRINTA ANOS DE UM CLÁSSICO DO ROCK, A MORTE DO VOCALISTA DO LINKIN PARK, NOVO DISCO DA DEUSA LANA DEL RAY AND MORE…

 

***Trinta anos de um clássico da história recente do rock – “Appetite For Destruction”, o disco de estréia da turma de Axl Rose completou 30 aninhos ontem, sextona em si (o postão zapper está sendo concluído já no sabadão, 22 de julho). Foi lançado exatamente em 21 de julho de 1987. E o mundo naquela época era muuuuuito diferente do que é hoje. Pra começar (e todos também já estão cansados de saber disso) não havia essas merdas digitais todas da era da web (redes sociais, apps, plataformas musicais, YouTube, Deezer, SoundCloud, Spotify) que, num certo sentido, AJUDARAM MUITO A MATAR a música, a qualidade artística dos músicos e do que eles produzem e o PRAZER de se escutar música (seja rock, mpb, pop, o que for). Numa época (1987) em que a MTV ainda engatinhava nos EUA e fora ela só podíamos ouvir/ver música nas rádios e nas TVs, a banda tinha que ser FODONA mesmo para acontecer. Os caras tinham que ser MÚSICOS DE VERDADE e tocar na raça, serem bons pra caralho. E o Guns, em seu primeiro disco e em sua formação clássica, ERA TUDO ISSO. Você pode amar ou ODIAR o grupo, mas essa constatação é inexorável e inescapável. Era o quinteto certo na hora certa e no lugar certo. Um bando de junkies cabeludos, sujos, arruaceiros e ótimos músicos, loucos para tocar, para tomar todas as drogas possíveis e comer todas as bocetas disponíveis. Fazendo um hard rock potente, de guitarras agressivas, muito bem tocadas mas com melodias repletas de apelo pop e radiofônico, o GNR engendrou em um único LP alguns dos hoje mais lendários clássicos da história recente do rock’n’roll. E o blog acompanhou bem de perto tudo aquilo naquela época – é uma das vantagens de se ter 5.4 nas costas: você está ficando velhão, sem dúvida. Mas isso lhe garantiu testemunhar fatos que nunca mais irão se repetir no rock’n’roll, ainda mais nos dias que correm, onde ele está quase morto e enterrado. “Appetite…” não estourou de imediato. Começou vendendo bem e quando porradas como “Welcome To The Jungle”, “Paradise City” e (principalmente esta) “Sweet Child O’ Mine” tomaram de assalto as rádios no mundo inteiro (Brasil incluso), o rolo compressor gunner se tornou monstro e a devastação foi inevitável na cena rock de então. Em questão de alguns meses a bolachona de vinil vendeu mais de 30 milhões de cópias e o grupo se tornou a maior banda do mundo então. Nessa época inclusive o jornalista zapper escrevia para a página de música do Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo. O editor de música do caderno era nosso querido mestre eterno, Luis Antonio Giron. Lembramos como se fosse hoje: Finaski entrando uma tarde na redação do Estadão e mr. Giron em pânico: “precisamos dar uma CAPA para o Guns ‘N Roses! Eles estão DOMINANDO o mundo!”. E estavam mesmo. O restante da história todo mundo conhece de cor e assaltado. O grupo ainda lançou um trabalho quase primoroso (os dois álbuns duplos “Use Your Illusion”, I e II, em 1991) e depois nunca mais foi o mesmo. Corroído por drogas, brigas internas selvagens, demissões sumárias de membros e saídas voluntárias (e nada amigáveis) de outros (tudo por conta do ego descomunal e descontrolado de Axl), o Guns foi descendo a ladeira sem dó. Ao vivo? Nem eram tudo isso: o blog assistiu ao grupo por duas vezes, em janeiro de 1991 (no estádio do Maracanã, na segunda edição do Rock In Rio), e quase um ano depois (em novembro de 1992) aqui mesmo em Sampa, lá no estacionamento do sambódromo do Anhembi. Nas duas ocasiões achamos a gig bastante sacal na verdade, sendo que um dos poucos momentos em que nos empolgamos foi quando tocaram “Civil War”, talvez a música que estas linhas online mais gostam do conjunto até hoje. Enfim, a banda está aí na ativa até hoje. Vai inclusive tocar aqui no bananão pela milésima vez em setembro (no Rock In Rio e no festival SP Trip, que vai rolar em Sampa). Há muito se tornou uma caricatura, um cover pálido de si mesma e que nem em sonho lembra os tempos do grupo fodástico e furioso que incendiou o mundo com “Appetite For Destruction”, mesmo estando novamente contando com o gênio Slash nas guitarras. E o blog mesmo nunca morreu de amores por eles. Mas reconhecemos que “Appetite…” foi O DISCO de rock há 30 anos, em julho de 1987. Um álbum como não se faz mais hoje em dia. E nunca mais será feito, aceitem isso. Pois não há mais BANDAS DE ROCK fodonas e com CULHÃO para gravar um disco desse calibre.

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A formação clássica e original do Guns N’ Roses (acima) e que gravou o disco de estréia da banda, “Appetite For Destruction”, que comemorou trinta anos ontem, 21 de julho: não se fazem mais álbuns de rock assim hoje em dia, infelizmente

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***Rip Chester – a nota triste da semana foi o suicídio do vocalista da já velhusca e cafona banda de nu mental Linkin Park, Chester Bennington. Com problemas de depressão e um histórico de consumo de álcool e drogas, o cantor resolveu dar fim à própria vida se enforcando. O blog lamenta, óbvio, a perda humana. Mas não muda sua opinião: LP sempre foi uma banda sacal e quase totalmente irrelevante para a história do rock.

 

***A deusa de volta – ela mesma, o bocetaço cantante que é Lana Del Ray, deu ao mundo ontem seu novo álbum de estúdio. “Lust For Life” ainda está sendo degustado por estas linhas bloggers poppers, que irá falar melhor sobre ele em breve. Mas pros fãs e interessados, ele pode ser ouvido na íntegra aí embaixo.

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***E pau no cu da nação coxa! – ela mesma, que bateu panela pedindo a saída de Dilma e agora agüenta levar no rabo sem dó e sem vaselina o caralho flácido do Conde Drácula do Planalto, o golpista mais filho da puta e ordinário que já desgovernou o Brasil. Felizes com o aumento da gasolina? Chupa nação coxa otária! E agüente caludinha. Vocês merecem se foder!

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***Indo pro interior – yep, Zap’n’roll está se mandando pra Sorocaba (a Manchester paulista), onde fica até domingo à noite para acompanhar toda a movimentação em torno do festival Circadélica, evento indie mais do que bacana organizado pela turma do grupo Wry. Então a gente volta no próximo post com a cobertura e todos os detalhes da festona rocker, falouzes?

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MICROFONIA

(reverberando cultura pop, política, comportamento, sociedade)

 

***Nenhuma novidade esta semana (que está chegando ao fim hoje, sabadão em si, quando o blog está entrando no ar) na vergonhosa política do bananão do quinto mundo dos infernos. Lulão condenado pelo tirano de Curitiba, vampiro golpista comprando todos os deputados da CCJ da Câmara, para barrar o avanço da denúncia contra ele (por corrupção) e por aí vai. Tudo muito desalentador aqui nesse sentido. E assim segue o pobre Brasil, terra dos coxas e reaças estúpidos de direita…

 

***Uma das bandas que estão se destacando na atual cena alternativa nacional, o Farm From Alaska, acaba de soltar nas plataformas digitais seu novo vídeo, para a música “Cobra”. A banda potiguar é um dos destaques do festival Circadélica semana que vem, em Sorocaba – e sobre o qual você lê em todos os detalhes ao longo desse post. O vídeo do FFA você confere abaixo.

 

***Yep, ainda estamos devendo aqui uma resenha no capricho de “Beijo Estranho”, o novo álbum dos queridos Vanguart e que já foi lançado há um tempinho. O blog promete agilizar essa resenha para o quanto antes aqui, ok? Enquanto isso, se você ainda NÃO escutou o dito cujo pode fazê-lo aí embaixo, na íntegra.

 

***E nem dá pra esquecer: amanhã, domingão em si, tem super DJ set de aniversário dos catorze anos destas linhas rockers bloggers lá no Grind, a domingueira rock’n’roll mais bombada do Brasil há quase vinte anos. Vai perder? Não? Então se informe sobre o festão aqui: https://www.facebook.com/events/1932745850329012/?acontext=%7B%22ref%22%3A%222%22%2C%22ref_dashboard_filter%22%3A%22upcoming%22%2C%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22dashboard%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22main_list%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A[]%7D]%22%7D.

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***Ao longo da semana iremos ampliando e atualizando as notícias na sessão Microfonia. Mas por enquanto vamos falar dos catorze anos de um blog de cultura pop e rock alternativo que continua fazendo a diferença na web BR – esse aqui mesmo, alguma dúvida?

 

 

14 ANOS DO BLOG DE CULTURA POP E ROCK ALTERNATIVO QUE FAZ A DIFERENÇA NA WEB BR – BORA COMEMORAR!

Yep. Tudo começou em 2003, quando a Dynamite e seu site ainda engatinhavam na era digital. Convidado pelo eternamente amado “editador” e melhor amigo André Pomba, passamos a escrever a coluna semana Zap’n’roll que, de resto, já havia sido publicada durante dois anos (de 1993 a 1995) na edição impressa da extinta e saudosa revista Dynamite.

E 14 anos após sua estréia na versão online, a Zap’n’roll segue no ar, firme e forte. Tem cerca de 70 mil acessos mensais e é um dos sites/blogs mais acessados da web BR na área de cultura pop e rock alternativo. Nunca traímos nossas convicções (artísticas, estéticas, culturais, comportamentais, políticas e sociais) em nossos textos. O blog sempre foi e continua sendo o que é, aqui e nas redes sociais. Por conta disso fizemos muitas inimizades nesses anos todos. Mas também angariamos a simpatia de muita gente. E nos divertimos muito fazendo o que gostamos, mesmo não ganhando quase nada em termos de grana. Viajamos o Brasil todo, conhecemos pessoas, bandas, cenas. E isso não tem preço.

Como vamos comemorar esses 14 anos? Na maior e melhor domingueira rock’n’roll do Brasil, claaaaaro! O já velhinho (uia!) mas JAMAIS obsoleto jornalista rocker/loker assume as pick-up’s do Grind neste domingo, 16 de julho, a partir das 3 da matina. E como sempre, prometemos uma super DJ set para a qual contamos com a presença de vários amigos queridos e também do nosso sempre dileto leitorado.

E que ainda venham senão muitos, ao menos alguns anos ainda com o blog zapper no ar – afinal, nada é para sempre e tudo acaba um dia. Mas enquanto aqui estivermos aqui iremos sempre pautar nossa linha editorial por aquilo que marcou essa quase década e meia de existência deste espaço rock online: a paixão absoluta pelo rock’n’roll e pela cultura pop que alimenta nossos dias e noites e que são e serão perenemente a razão de um mundo minimamente menos cinza e menos caótico.

Tamo junto, galera! Aqui e domingo no Grind lá no baixo Augusta. Bora dançar e comemorar! Nos vemos por lá!

 

 

O BLOG ZAPPER – 14 ANOS DE CULTURA POP E ROCK ALTERNATIVO NA WEB BR RESUMIDOS EM ALGUMAS IMAGENS

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Entrevistando Robert Smith, o eterno vocalista do Cure, em São Paulo, janeiro de 1996

 

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Ao lado da deusa loira Kim Gordon (ex-baixista do saudoso e gigante indie Sonic Youth), em Sampa, novembro de 2005

 

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Com o chapa de décadas, Roberto Frejat (ex-Barão Vermelho),  2013

 

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Cercado pelos Ira’s Edgard Scandurra e Nasi, 2014

 

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Com Helinho Flanders (Vanguart), 2014

 

FESTIVAL CIRCADÉLICA CHEGA À SUA SEGUNDA EDIÇÃO PROMETENDO REVIVER OS TEMPOS INCRÍVEIS DO JUNTA TRIBO E DA CENA INDIE GUITAR BRAZUCA DOS ANOS 90’

Não há como negar ou disfarçar a situação atual do bananão tropical, em todos os sentidos. O Brasil, passando por aquela que talvez seja a maior crise econômica e política de toda a sua história (cortesia de um desgoverno golpista, corrupto, bandido e eivado de ratazanas graúdas que se apoderaram da máquina pública e do poder e que não querem largar dele), está literalmente quebrado. Isso se reflete em todos os setores e atividades, na Cultura inclusive. E mais ainda no nosso amado rock’n’roll, gênero que além de tudo sofre já há alguns anos uma acentuada derrocada em termos de popularidade e de falta de espaço e apelo junto à mídia e ao grande público (seduzido que está por aberrações musicais como sertanojo universotário, axé burrão e funk ostentação/proibidão, que amealham milhões de ouvintes e seguidores em redes sociais e plataformas digitais variadas). Com um panorama tão desalentador desses, vem a pergunta: ainda há espaço e interesse do público (ainda que seja um nicho de mercado) para um festival que reúna em um final de semana numa cidade do interior paulista, alguns dos melhores nomes da cena rock independente brazuca? Se depender do Circadélica, que terá sua terceira edição nos próximos dias 22 e 23 de julho (sábado e domingo da semana que vem) em Sorocaba, sim, ainda há muito espaço para um evento deste naipe. E também um grande público a fim de curtir toda a experiência sonora e extra-musical que o festival promete entregar.

Organizado e produzido pela brava e corajosa turma do grupo sorocabano Wry (um dos orgulhos da indie guitar scene nacional já há vinte anos), o Circadélica teve uma primeira (e modesta) edição em 2001. Depois o festival sofreu uma interrupção por quinze anos até retornar agora,  mais forte e robusto em sua edição 2017. Ela acontece semana que vem em Sorocaba, nos dias 22 e 23 de julho (sábado e domingo), quando trinta e quatro das provavelmente mais representativas bandas alternativas brasileiras (com destaque maior para algumas e menor para outras) irão se revezar a partir do meio-dia em dois palcos montados no bairro Jardim Vergueiro. E além do festival em si haverá também festas paralelas a partir da noite da próxima quinta-feira no Asteroid Bar, um dos endereços mais conhecidos da cena rock da cidade, e que também é tocado pela turma do Wry, quarteto que é dileto amigo destas linhas bloggers rockers desde sempre.

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Um dos nomes já históricos da indie scene nacional que ainda importa: o quinteto paulistano Ludovic é uma das atrações do festival Circadélica, semana que vem em Sorocaba

 

O Circadélica 2017 vai promover até um mezzo encontro de gerações, pois vai ter gigs de nomes já históricos da cena independente (como os paulistanos Ludovic e Dead Fish, além do próprio Wry), e também abrir seus palcos para algumas revelações recentes desta mesma cena, como Plutão já foi Planeta, Maglore, Farm From Alaska, Boogarins, Vespas Mandarinas etc. Há também alguns nomes bombados e na ótica deste espaço online, superestimados (como Liniker & Os Caramelows). E grupos hoje totalmente irrelevantes e dispensáveis (alguém ainda se importa em assistir a um show do goiano MQN?). Mas são detalhes menores em um line up que, no todo, está bastante caprichado e mostrando um excelente panorama do que rola nesse momento no rock alternativo nacional. Que, sim, ainda resiste heroicamente nas trincheiras e em tempos tão adversos para ele como os de hoje.

Zap’n’roll, que durante quase duas décadas acompanhou muito de perto grande parte da movimentação da cena independente brasileira em todas as regiões do país, também estará acompanhando o Circadélica lá em Sorocaba. Mas antes de irmos para a “Manchester” paulista (na próxima sexta-feira), batemos um papo sobre o festival com o produtor do mesmo, Mario Bross (o “baixinho” gente finíssima que canta e toca guitarra à frente do Wry), nosso chapa há anos já. Ele explica melhor os detalhes do festival e revela suas expectativas sobre o mesmo. Então confira aí embaixo os principais trechos deste bate-papo.

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Dupla rocker de respeito: Zap’n’roll e Mario Bross (vocalista e guitarrista do Wry), um dos organizadores do festival Circadélica, se encontram após show da banda em Sampa (foto: Fabrício Vianna)

 

Zap’n’roll – Pra começar antes de falarmos de música e do evento propriamente, uma questão de ordem conjuntural eu diria: o país está passando por uma de suas piores crises econômicas e institucionais em todos os tempos. Além disso é visível que o momento infelizmente é bem desfavorável para a cena rock nacional, inclusive a independente. Bandas temos, muitas e boas. Mas falta espaço na mídia, as pessoas emburreceram terrivelmente em seu gosto musical e gêneros como sertanejo, funk e axé dominam todos os espaços possíveis. Com tudo isso é possível fazer um festival como o Circadélica, contar com um bom público e bom resultado financeiro, midiático etc? Ou se trata na realidade de promover um evento que seria um verdadeiro ato de resistência do indie rock em um cenário tão hostil a ele?

 

Mario Bros – É complexo dizer com detalhes, mas afirmo que é muito dificil fazer, temos que contar com o bom senso de todos, para não cobrar super mega caro, pedir desconto em todo e qualquer material de técnica e produção e tentar patrocínio. Conseguimos um apoio bem legal da TNT e outros menores, mas foi isso. Dinheiro mesmo não conseguimos nenhum, vai ser na raça, através dos ingressos e de parte do bar. Mesmo com a crise as pessoas gostam de música, as mesmas pessoas que gostam de funk na balada, gostam de rock também. O publico jovem é mais aberto e muito ecletico. Resumindo, é dificil fazer, a gente gosta de fazer e acho que tem um publico ainda.

 

Zap – certo. É a terceira edição do festival. O que mudou nele do primeiro pra agora?

 

Mario – Basicamente está maior, tem uma tenda a mais, ou seja, dois palcos. Muito mais coisas pra fazer, comer e se entreter. E os side shows que rolam no Asteroid são também vários, domingo agora, quinta, sexta, sábado à noite e segunda, que decretamos feriado em Sorocaba hahaha. A linha artística continua passeando pelo rock, indie, rap, pesado, folk, eletronic, hard core e punk e pop.

 

Zap – observando o line up verifico que há uma grande variedade de estilos presentes, além de já um quase encontro de gerações, rsrs. Há grupos clássicos como o Ludovic e revelações recentes e muito bem vindas, como o Maglore. Como foi o processo de montar esse line up? E quais são os destaques na sua opinião?

 

Mario – Quis usar da mesma linha de pensamento que faço no Asteroid, sendo eclético dentro de um espectro que curto. Mais as idéias dos associados do baile, chegamos nesse line up. Queríamos um pouco de tudo tendo como base o indie ou rock alternativo. Não consigo te dizer quais são meus destaques, me simpatizo com todas as bandas, não tem nenhuma aqui que desgosto ou acho que não deveria estar ou que deveria ser outra no lugar. Estamos bem contentes, sério!

 

Zap – ok. Agora passemos a uma questão que também permeia a cena alternativa nacional há anos. Uma cena inclusive que este blog acompanha muito de perto há pelo menos uma década e meia. E por acompanhar sou plenamente sabedor das dificuldades que se é montar um festival independente. Entre elas a questão de se conseguir patrocínio e pagar cachê para as bandas. Nesse aspecto o Circadélica conseguiu chegar a um acordo satisfatório com os grupos sobre esse tema?

 

Mario – Lógico que gostaria que fosse melhor o acordo com algumas bandas e que pudéssemos pagar melhor pra outras. Mas acho que conseguimos um equilíbrio. E agradeço publicamente aqui todas as bandas que aceitaram tocar no festival prontamente!

 

Zap – a pergunta anterior tem um motivo e vou dizer qual é: porque durante um bom par de anos (no começo dos anos 2000’) a cena nacional foi explorada na cara larga pela malfadada quadrilha do coletivo Fora Do Eixo que, comandada pelo produtor tristemente conhecido como Pablo Capilantra (e contando com o apoio irrestrito do Sr. Fabrício Nobre, vocalista do grupo MQN, que irá se apresentar no Circadélica), conseguiu amealhar bons milhões da teta pública (através da participação em editais da Petrobras, por exemplo) e sendo que parte desses recursos obtidos poderiam ter ido parar nas mãos das bandas que tocaram nos festivais promovidos pelo FDE, a título de cachê. Isso nunca aconteceu e NENHUMA banda que tocou no FDE nunca viu um tostão em termos de cachê. Claro que essa situação não se aplica ao Circadélica, um festival sério, sem dinheiro público envolvido e organizado por um músico e produtor (você mesmo) que o blog conhece há anos e sabe da sua honestidade, integridade e amor pela cena musical. Enfim, o blog se sente quase na obrigação de fazer essa observação e aproveita para saber o que você acha de produtores de festivais que EXPLORAM as bandas que tocam nesses eventos (como os que eram realizados pelo FDE) sem nada fazer por elas além de lhes dar um palco para tocar. Você acha que isso continua acontecendo muito no Brasil ou a mentalidade de quem produz eventos na cena rock alternativa está mudando?

 

Mario – Sinceramente não tenho comentários sobre isso, não sei como funciona, não morava aqui nessa época, peguei um rabo de uma história que envolvia o FDE, mas nunca me aprofundei ou me interessei em saber. Acho difícil dizer qualquer coisa Finatti.

 

Zap – Além de produtor e organizador do Circadélica você toca guitarra e canta à frente do Wry há duas décadas, sendo que a banda já se tornou um clássico do indie guitar brasileiro. Como é conseguir manter um grupo ativo por tanto na cena independente nacional, ainda mais com ela lutando sempre com todo o tipo de dificuldades? O que a banda pretende mostrar no seu show no Circadélica?

 

Mario – Então amo produzir musicas, amo desafios relacionados a banda. O que muitos vêem como problema, eu não vejo. Lógico que já me incomodei com coisas que aconteceram em algum momento ou outro. Mas acho que usei isso pra melhorar. Também já fui cabeça dura, mas decidi abrir a cabeça. Hoje em dia estudo lírica, teórica e prática, piano e voz, sempre querendo melhorar. No Circadélica estaremos mostrando algumas coisas novas e alguns clássicos. Mas já aviso que a coisa mais antiga que tocamos em nossos shows hoje em dia é dois sons do “Flames in the Head”, de 2006.

 

Zap – Pra encerrar: você acha que o festival pode ou poderá reeditar os tempos de glória da cena alternativa nacional, quando foram realizadas as históricas e inesquecíveis edições do festival Junta Tribo, em Campinas?

 

Mario – Nostalgia não é muito do meu gosto, de vez em quando sinto, lapsos da saudade. Mas vivo mesmo o momento. Com todo o respeito a história, sem ela não seríamos nada. Acho que o valor do Juntatribo é imenso e pavimentou o caminho pra tudo isso de hoje. Mas nós estamos aqui hoje pra fazer uma nova história com todos os personagens de hoje, sendo eles de longa data ou nascidos hoje. Espero que seja lindo, como foi o Juntatribo ou o primeiro Circadélica!

 

***Tudo sobre o festival Circadélica aqui: http://circadelica.com.br/. E aqui também: https://www.facebook.com/circadelica/.

 

***Zap’n’roll estará a partir da próxima sexta-feira (21 de julho) em Sorocaba, acompanhando ao vivo toda a movimentação e todos os shows do festival, cuja cobertura estará aqui logo após o encerramento do evento.

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MUSA ZAPPER DO MÊS DO ROCK E COMEMORANDO NOSSOS CATORZE ANINHOS DE VIDA – A NOVINHA, LINDONA E TESUDAÇA PALOMA, UHÚ!

Nome: Paloma Silva.

Idade: 18 anos.

De: São Paulo/SP

Mora em: São Paulo/SP.

Formada em: nada, por enquanto. Pretendo cursar jornalismo.

Trabalha em: assistente de fotógrafo, modelo.

Três livros: “Só garotos” (Patti Smith), “Crônicas de um amor louco” (Charles Bukowski), “Leite derramado”  (Chico Buarque).

Três bandas/artistas: Chico Buarque, Beatles e Fábrica De Animais.

Três discos: “A divina comédia” (Mutantes), “Blue & lonesome” (Rolling Stones), “Envelhecido 12 anos” (Bêbados habilidosos).

Três filmes: “Poderoso chefão” (de Mario Puzo), “Pulp Fiction” (de Quentin Tarantino), “Hair” (de Galt MacDermot).

Três diretores de cinema: Francis Ford Coppola, Sergio Leone e Alfred Hitchcock.

Show inesquecível: Ainda não teve um.

Como o blog conheceu a nossa delicious musa deste post: Palominha além de ser essa gataça morena, namora com o músico e gaitista Flávio Vajman, que faz parte do grupo Fábrica De Animais. O jornalista zapper e Flávio são amigos de longa data. E quando o autor deste blog conheceu a girlgfriend do músico, além de se tornar amigo dela não teve dúvidas: a convidou imediatamente para fazer este ensaio. Ela topou e agora nosso dileto leitorado macho (cado) e também feminino (por que não?) pode conferir abaixo mais uma sensacional sequencia de imagens que só estas linhas poppers podem proporcionar. Apreciem sem nenhuma moderação!

 

(fotos: Jairo Lavia. Produção: Zap’n’roll. Locação: Sensorial Discos. O blog agradece a força dada ao ensaio pelo querido Antonio Lucio Fonseca, proprietário da Sensorial)

Paloma (2)

(in) Discretamente vestida, para iniciar os trabalhos

 

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Sim, eu amo rock’n’roll

 

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Cerveja e poesia ao cair do dia

 

Paloma (12)

Eu piso no amor porque ele sempre será um cão dos diabos

 

Paloma (17)

Meus discos e meus livros me bastam, às vezes

 

Paloma (21)

Um cigarro pra descontrair e fazer cia à liberdade corporal

 

Paloma (18)

Ela AMA ter velhos (como Buk e seu namorido) no meio de suas lindas coxas

 

Paloma (20)

As melhores cias para a garota incendiária: Bowie, Buk e Velvet Underground

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FIM DE PAPO

Postão sendo concluído já no sabadão, 22 de julho. E o blogão indo logo ali em Sorocaba city, pra acompanhar o festival Circadélica. Semana que vem contamos como foi o rolê rocker, okays?

Então tchau pra quem fica em Sampa nesse finde!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 22/7/2017, às 11hs.)

9 Comentários

    1. Uma chatice e uma rede social escrota, mas infelizmente necessária. Até pra cuzões fakes e covardinhos como vc, que fica bisbilhotando meu perfil lá pra vir encher o saco aqui, né?
      Mostra a cara lá, merdão!

  1. Adorei sua discotecagem não sou do tipo de usar desculpas, a dor foi tanta Facebook desativado volto a ser alguém que foi só um alguém.
    Obrigada pela felicidade
    Um grande beijo
    P.S. O amor age sempre de maneira inexplicável e ele sempre é eterno mesmo que não seja recíproco

    1. E eu fiquei mega triste com sua partida inesperada e com o aparente bloqueio na rede social. Vc é adorável e nunca foi ou será apenas mais uma. Tanto que sabe como falar comigo se quiser e puder.
      Bjs no coração.

  2. Olá querido Finnas

    Passando aqui para parabenizar esse blog. Que ele exista por mais décadas possíveis e sempre continue assim. Te acompanho a mais de dez anos por aqui, e ainda quando eu era assinante da extinta Showbizz, sempre curti e me identifico com seus pontos de vista.
    Grande abraço e vida longa ao blog ZAPNROLL.

    Binão.

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