Em clima de SWU!!! O festival, quem vai nele por conta do blog, a polícia “infiltrada” na arena Maeda e mais isso e aquilo tudo

 Frank Black e os Pixies: fechando a maratona rocker em Itú, na próxima segunda-feiraTodo mundo animadão, né?Afinal o finde promete por aqui. Em Itú, na fazenda Maeda, começa amanhã (sábado) a maratona rocker do festival “ambiental” SWU, onde Zap’n’roll estará presente para levar até nosso dileto leitorado a melhor cobertura possível do evento. Tanto que para auxiliar o blog nesta empreitada cansativa – mas prazerosa – chegou ontem a Sampa a sempre incrível Rudja Catrine, a francesa linda de Macapá e ex-girlfriend do sujeito aqui (mas ainda uma grande amiga e, quem sabe um dia, novamente girlfriend zapper), e que além de manjar muuuuuito de rock alternativo e cultura pop, também manda super bem nos textos, como ela já demonstrou várias vezes nestas linhas rockers bloggers. Não só: também tem o velhusco trio Rush em Sampalândia (pra quem gosta…) hoje à noite. E, yep, a estréia do mega aguardado “Tropa de Elite II”, também hoje, e que deve ser mesmo a sensação da temporada nos cinemas. Então o blog sempre antenadão quando o assunto é cultura pop, se dedica hoje a esmiuçar o SWU pra quem vai e principalmente quem não vai enfiar o pé na lama lá em Itú – a previsão da metereologia para os dias do festival é de uma melhora “gradual” do tempo. Traduzindo: possíveis pancadas de chuva no sábado, aberturas de sol no domingo e tempo bom de vez na segunda. Vamos verrrrr. Enquanto isso, vem com o zapper que, como diria o saudoso Cazuza, no caminho a gente explica. * Um festival “ambiental”, aliás, onde haverá policiais “disfarçados” e “infiltrados” entre o público, visando coibir consumo de drogas e prender que estiver utilizando camisetas ou qualquer vestuário que faça propaganda em favor do consumo e/ou liberação de substâncias ilícitas perante a lei. Foi a notícia que mais causou tumulto esta semana na web (via Twitter e redes sociais em geral), e gerou indignação entre o povo que pretende ir ao evento e está pagando – caro, diga-se – para isso. Quer dizer que o sujeito paga pra ir num festival “ecológico”, que pretende ser uma plataforma importante da sustentabilidade e tal, e não se pode acender e fumar um baseadinho por lá, enquanto rolam os shows? Fala sério… por isso que o Brasil continua sendo a piada que é, mundo afora. Enquanto se caça em festivais de música e arte gente inocente e que jamais será (ou seria) um marginal por estar fumando um simples baseado, bandidos de verdade e graúdos como a gang que tomou de assalto (e assaltou) o governo do Estado do Amapá, por exemplo, são presos e logo em seguida soltos, pra poder continuar fazendo patifaria à vontade. Ou ainda, o povo ignorante elege uma figura lamentável como o Tiririca para deputado, e depois descobre-se que o mesmo é analfabeto e, por isso, não pode ser empossado. Moral da história: não é fumar maconha em festival de rock que fode moral e socialmente um país. Mas sim políticos bandidos que roubam na cara larga, figuras como Tiririca que se elegem para cargos públicos às custas da boa fé e da ignorância do populacho, e muitas outras coisas. Brasil, Brasil… tá na hora de mudar a mentalidade por aqui, não? LIBERDADE JÁ DE EXPRESSÃO, e para quem quiser fumar seu baseado em Itú neste final de semana. * Sir Paul McCartney em Sampa, dia 21/11, no estádio do Morumbi. Preços dos tickets? De R$ 140 a 700 reais. O ex-beatle, gênio e lenda do rock acima do bem e do mal, merece ser visto sem dúvida alguma. Aliás trata-se de um show imperdível. Mas o valor do ingresso é, financeira e moralmente falando, um escândalo. Macca em Sampa: o ingresso mais caro custa 700 pilas* Já os tickets pra assistir ao mega fogo Belle & Sebastian, dia 10 de novembro em Sampa (na Via Funchal), estão bem mais em conta. Custam entre R$ 180 (a pista comum) e R$ 250 (a sempre famigerada pista “premium”). E já podem ser comprados no site da casa, em www.viafunchal.com.br. E caaaaalma que assim que passar a esbórnia em torno do SWU, o blogão campeão de promos bacanas vai descolar uns ingressinhos pra você assistir na faixa ao show dos escoceses.  Os escoceses do Belle & Sebastian: tickets mais em conta para o show na Via Funchal dia 10/11* Se o show de Macca vai lotar ou não (e deverá lotar, mesmo com os preços extorsivos cobrados pelos tickets), não se sabe. Mas o bregão Bon Jovi entupiu o Morumbi anteontem, em noite em que a banda de abertura, o Fresno, foi impiedosamente vaiada pelos fãs do grupo americano. Lição da noite: fã de pop/rock cafona oitentista odeia emocore, hihi. * E enquanto Ruin de Ouvir, ops, Bon Jovi, lotou o Morumba em Sampa, a gig do duo eletrônico francês Air em Belo Horizonte, no próximo dia 15/11, foi cancelada. Motivo: baixa procura de ingressos. A vida é dura… * A DECADÊNCIA DO ORKUT E DE OUTRAS REDES SOCIAIS – não é de hoje que Zap’n’roll vem notando que o famigerado Orkut não anda bem das pernas, até mesmo aqui no Brasil onde o site explodiu há alguns anos como a rede social mais badalada e “moderna” destes tempos de internet. Quando surgiu nos EUA, na verdade, o Orkut não mobilizou tanto a atenção do americano médio. E por lá o site acabou se tornando apenas mais uma bobagem relacionada a redes sociais, como tantas que poluem a web. Já aqui, não se sabe bem porque, o Orkut se tornou uma febre e chegou a ter cadastrado mais de vinte milhões de usuários no país. Entre estes está o autor deste espaço online que, sim, vamos admitir, teve momentos de bastante satisfação em sua vida ao participar de algumas comunidades “orkutianas” – foi numa delas, a pequena porém simpática e acolhedora Bizz Livre, que ele engatou seu namoro com a hoje querida Rudja. Mas quem acompanha desde sempre estas linhas bloggers sabe que o zapper aqui nunca foi fã do Orkut nem de longe, por considerar que ali havia bobagem demais, patifaria e canalhice demais e boas intenções de menos. Pois então: é até com certo prazer que o blog tem notado a decadência que se abateu sobre o Orkut. Quase ninguém comenta mais, o número de visitas de usuários diminui a cada semana em todos os perfis (não apenas no do autor deste espaço, mas também no de vários amigos que foram consultados a respeito), os scrapbooks hoje servem muito mais como espaço de propaganda e divulgação de eventos de toda espécie (desde zilhões de bandas desconhecidas implorando para que seus MySpaces sejam acessados e ouvidos, até venda de rações para cães e gatos, vejam só) do que para receber mensagens dos amigos. E essa decadência toda do Orkut tem uma explicação bem simples: o site não se renova com a velocidade que os tempos atuais exigem, e por isso ele foi “atropelado” por concorrentes mais ágeis e chamativos como o Facebook, o Twitter etc. E, no fundo, todas estas plataformas sociais com o tempo acabarão tendo o mesmo destino do Orkut: a decadência. Afinal, as novidades no mundo da internet são tão fugazes e passageiras quanto os hypes de hoje na música pop. O Orkut até que durou muito no gosto popular. O Twitter e o Facebook talvez nem durem tanto. A conferir daqui a algum tempo. * Falando no Facebook, “The Social Network”, o filme que fala sobre a criação do site, continua batendo recordes de bilheteria nos EUA. Yep, é o longa onde um personagem vivido por Justin Timberlake aparece em uma cena cheirando cocaine nos peitões de uma amiga. Delícia de esporte, já praticada zilhões de vezes pelo sujeito aqui, rsrs. O filme deve chegar em breve aos cinemas brazucas. * Ok, ok, a pedidos vamos soltar a info: a festa de quarto aniversário da Rolling Stone rola dia 26 de outubro em Sampa, na boate The Week. * E se você não vai ao SWU mas quer pegar um show bacana em Sampalândia mesmo, na véspera do feriado, não tem outra opção: o velho Echo & The Bunnymen pisa no palco do Credicard Hall nesta segunda-feira, dia 11. Seria mais um show do Echo no Brasil se desta vez Ian McCulloch e cia. não tivessem anunciado que irão tocar, na íntegra, seu sublime álbum “Ocean Rain”. Lançado em 1984 (lá se vão duas décadas e meia…), é o disco que tem “The Killing Moon” e mais uma cacetada de canções lindíssimas e fodásticas (“Never Stop”, “Yo Yo Man”, “Crystal Days”, a própria faixa-título). Com certeza, é o show em que Zap’n’roll estaria, se o blog não fosse pra Itú acompanhar a esbórnia rocker por lá.  * Pois então, vamos dar uma geração naquilo que começa com você.  É TEMPO DE MEGA FESTIVAL – O SWU AGITA O FINDEChegou a hora, no? Neste finde de feriadão prolongado no país, a até então pacata Itú (cidade do interior paulista, distante cerca de uma hora da capital) vai ser invadida por um mega festival de rock – ou de música e artes, como a organização do mesmo prefere defini-lo. O SWU vai abrigar durante três noites na fazenda Maeda exatas 74 atrações, entre grupos gringos, nacionais e djs de música eletrônica. Produzido pela mesma equipe que no ano passado realizou o Maquinaria Fest em Sampa, o SWU acabou se transformando – ao lado do Planeta Terra, que acontece dia 20 de novembro na capital paulista – num dos dois grandes festivais do segundo semestre no Brasil. Um segundo semestre, como todo mundo já está careca de saber, coalhado de shows internacionais até dezembro.Claaaaaro, o SWU começou a ser pensado e comentado há alguns meses. E no início as pretensões da produção do evento eram altíssimas. Chegou-se a falar na vinda do Pearl Jam, de Bob Dylan e de outros mega rockstars do mesmo calibre, o que iria conferir ao festival uma certa aura de Woodstock tupiniquim. Não vieram nem Dylan nem PJ. Mas tudo bem: vai ter Pixies, Queens Of The Stone Age, Kings Of Leon (talvez em sua melhor fase ao vivo desde que a banda existe; não custa lembrar que, em 2005, o Kol fez um péssimo show no extinto Tim Festival), Regina Spektor, o aguardadíssimo Rage Against The Machine, os indies bacanas Apples In Stereo e Yo La Tengo e maletices (mas que têm público garantido) do calibre do Incubus, Linkin Park e, o pior de todos, Dave Matthews Band.Na área brazuca há pavores semelhantes (Teatro Mágico, Mombojó e Jota Quest, só pra ficar em três bons exemplos) mas também muitas bandas bacanas, principalmente no palco da rádio Oi – e aí pode-se citar Macaco Bong, Volver, Superguidis, Cidadão Instigado, Autoramas etc.Rage Against The Machine, Yo La Tengo, Los Hermanos e os gaúchos do Superguidis: todos eles estarão neste finde no SWUComo em todo grande festival que se preza, o SWU está cheio de acertos e erros. O principal acerto é levantar a bandeira da sustentabilidade e da preservação ambiental. E o grande erro, talvez (e o que levou o festival a receber a maior parte das críticas), tenha sido cobrar preços algo abusivos de quem quer ir até Itú ver sua banda predileta. Além do ingresso individual caro para cada noite, o evento também cobra caro pelo estacionamento, para se instalar na área de camping e até para comer – sendo que não é permitido levar alimentos e bebidas para o festival. Tudo tem que ser comprado lá e, numa conta conservadora, cada noite do SWU não sairá por menos de R$ 400,00 por cabeça. Três noites: R$ 1.200,00. É uma grana e tanto.De qualquer forma o festival é bem-vindo, óbvio. Ele mostra que o país se integra cada vez mais e plenamente ao circuito dos grandes shows e festivais de rock do planeta. E dá aos fãs daqui a oportunidade de curtir três noites de farra, diversão e acima de tudo, ótimos shows.Bora pra Itú então! Quem ainda não decidiu se vai ou não até lá, vai no www.swu.com.br, confere a prog completa e se joga, se for o caso. Zap’n’roll estará por lá a partir de amanhã. E conta tudo aqui no próximo post, okays?Até mais então!  O BLOG ZAPPER INDICA * Filme: “Tropa de Elite II”, claro. Não tem pra ninguém. Estréia hoje em 600 cinemas de todo o Brasil. * Discos: o blog não se cansa de ouvir, na verdade, os dois álbuns lançados até o momento pelo grupo gaúcho Cartolas. Há todo um senso melódico, letras espertas, ótimos vocais e canções hiper radiofônicas que tornam o trabalho da banda super digno e a coloca como uma das melhores do novo rock brasileiro. “Falta de desconsideração” ou “Partido em franja” são músicas que, se houvesse honestidade artística e midiática neste país de merda, tocariam o dia todo em qualquer fm. Enfim, Cartolas é fodão e assim que eles voltarem a Sampa (o que deve ocorrer entre outubro e novembro), iremos dedicar um post a tentar entender porque o rock gaúcho e as bandas gaúchas são tão legais. Os Cartolas: direto de Poa, uma das melhores formações do atual rock independente nacional* Baladas: todas as atenções do finde com feriadão prolongado estão voltadas para o festival SWU, em Itú. Mas se você vai ficar em Sampa, tem o que fazer, como não? Vai vendo: hoje, sextona, tem festival Fora do Eixo no StudioSP (rua Augusta, 579, centrão rocker de Sampalândia), com shows do Macaco Bong, do sensacional duo electro Lucy & The Popsonics, do superestimado Black Drawing Chalks e dos Camarones, e tendo ainda discotecagem do nosso sempre querido arroz-de-festa dear Luscious Ribeiro. Já na Outs (também na Augusta, mas no 486), rola show com as bandas Acidents, Dondoca Junky e Rota 54. E na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa) tem noitada indie rock comandada pelos djs Ângelo Malka e Márcio Custódio.///Sabadão? É noite de mais uma edição da sempre animada festa Pop&Wave, com o melhor dos anos 80’, lá no Inferno (rua Augusta, 501). Pra fechar bem o sabadón, quem não vai pra Itú pode curtir a festa de dois anos do site MuseBR, também na Funhouse. E é bom aproveitar bem por lá porque depois o sobradinho da Bela Cintra (agora sob a gerência da loiraça belzebú e garota rocker que é pura simpatia, a Dani Buarque) vai ficar fechado por um mês, para reformas. Captou? Então, se joga!  E CHEGA O GRANDE MOMENTO! QUEM VAI NA FAIXA NO SWU NESTE FINDE!!!Não mandou seu email? Perdeu, playboy. A caixa postal do blog foi literalmente invadida por mais de duzentas mensagens, implorando pelos seis ingressinhos que Zap’n’roll descolou pra colocar alguns de seus leitores, na faixa, dentro de um do dois grandes festivais de rock deste segundo semestre no país (o outro, óbvio, é o Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo). Então, dá uma olhada aí embaixo e veja quem vai enfiar literalmente o pé na lama (se chover por lá, vai ser isso mesmo) em Itú neste finde: * Carine Silva (Brasília/DF) e Ana Buzzos (Porto Alegre/RS) vão na primeira noite do festival; * Allan Freitas Nibre (São Paulo?SP) e Matilde Fuentes (São Carlos/SP), estarão em Itú no domingo, dia 10; * E Alexandre Carvalho (São Paulo/SP) e Carolina Amoroso (Rio De Janeiro/RJ), irão na última noite do festival. É isso. Quem ganhou já foi informado por e-mail sobre como retirar seus tickets. E o blog agradece ao Rafa Cavalheiro, da produção do SWU, por ter sido super atencioso com este espaço no sentindo de fechar essa parceria bacana com o blog de cultura pop mais legal da web brasileira.Ah sim, tem mais alguns premiozinhos por aqui, pra serem desovados, mas cuidamos disso semana que vem, okays? Pode cobrar! INDO PRO ROCK!Exato. Zap’n’roll está de malas prontas pra Itú, onde fica de amanhã até a próxima terça-feira. No próximo post, contamos como foi a putaria rocker na fazenda Maeda, certo mano? Então colaê na semana que vem que o rock’n’roll, como já disse/cantou sabiamente Neil Young, nunca morre. Até mais, logo menos!——————–Este post vai em memória do querido amigo Ubirajara Salerno, o Bira. Você, jovem leitor zapper, nunca deve ter ouvido falar dele mas o Bira foi um dos músicos mais atuantes e versáteis da indie scene paulistana dos anos 80’, um tempo em que ser “alternativo” significava viver mesmo nos subterrâneos musicais, já que não existia MTV, não havia internet, sites, blogs musicais, MySpace e esses caralhos todos. Bira tocou guitarra numa banda que marcou época nos porões do Madame Satã e do Espaço Retrô, o Virgens Lagarto. O grupo não durou muito mas deixou influências indeléveis na cena da capital paulista de então. Com o fim da banda, ele foi cuidar da vida e tocar outros projetos. Padrinho de casamento do grande Luis Antônio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil, editor de variedades da revista Época e até hoje grande amigo deste espaço rocker online), Bira era chamado por ele como “o homem que não vendeu sua alma”. E não vendeu mesmo. Mas o corpo, este sim, foi derrotado por um câncer intestinal, aos 48 anos de idade (curioso: a mesma idade que o sujeito aqui vai completar daqui a quarenta dias; e no entanto, Ubirajara não deve ter tomado nem 1/3 da quantidade de drogas que o autor destas linhas bloggers tomou até hoje. O que leva a pensar: até quando o sujeito aqui vai sobreviver a este aparentemente infindável pandemônio de sex, drugs, baladas noturnas sem fim etc?). E agora Ubirajara está lá no céu com diamantes, talvez iluminando o lugar com suas pirações musicais. Sempre elegante e sedutor (além de muito bonito), Bira vai deixar saudades. Vai tranquilo, dear. Um dia a gente se reencontra por aí. (enviado por Finatti às 19hs.)

Novembro fodástico em Sampa com Belle&Sebastian, Massive Attack, Planeta Terra e o gênio/lenda Paul McCartney (plus: Restart – ! –, eleições e última chamada pros ingressos na faixa pro SWU)

  O trip hop sombrio e fodão do inglês Massive Attack: de volta ao Brasil em novembroTodo mundo feliz, né?Não é pra menos. Dentro da verdadeira enxurrada de shows gringos que vai varrer o país até o final do ano, o mês de novembro ganhou um matiz especial depois que o mega fofo e master aguardado grupo escocês Belle & Sebastian (yep, o mesmo que acaba de lançar um novo discaço, conforme você leu aqui mesmo, nestas linhas rockers bloggers em nosso último post) confirmou oficialmente anteontem que faz mesmo duas gigs por aqui no dito novembro. Pois então, não vai ser moleza: Belle & Sebastian, Massive Attack, festival Planeta Terra e a lenda Paul McCartney, tudo em novembro e no curto espaço de apenas uma semana e pouco, é mole? E nessa conta nem estamos computando outros shows menos, hã, “afeitos” à linha editorial do blog zapper como, por exemplo, o do super guitarrista Jeff Beck (que toca dia 25 de novembro na Via Funchal/SP, véspera de mais um niver do sujeito aqui, uia!). Anyway, vai ter pra todo mundo e pra todos os gostos. E aí surge outra questão, brrr, tenebrosa: se você não é jornalista (como o autor destas linhas virtuais) e não consegue credenciamento para cobrir um desses shows, nem ganha um ticket na faixa dentro das promos que costumam pintar nos blogs e sites para estes mesmos shows, como arrumar $$$ pra tamanha avalanche de esbórnias musicais? Bien, bien, lá vamos nós novamente neste post tentar fazer um roteiro do que vale a pena de fato ir até o final do ano, como fizemos sobre as atrações dos festivais SWU e Planeta Terra. Fora isso, este post também traz pela primeira vez um texto do bom baiano Renato Arnun, que tenta destrinchar o fenômeno Restart (sim, a banda é um horror mas é um fenômeno destes tempos de internet, aceite-se ou não o fato), mais um pitaco do blog sobre as eleições deste finde e mais isso e aquilo. Vai pensando então seriamente em quem você vai votar, ajeite a tela do micro e bora ler essa bodega rocker online.* Apenas pra constar: as datas do Belle & Sebastian ainda não estão no site oficial da banda, nem em seu MySpace. Mas em papo telefônico ontem com a fofa Miriam Martinez, assessora de imprensa da Via Funchal/SP e amiga destas linhas zappers há anos, ela confirmou a gig: “o show deve entrar em nosso site, para venda de ingressos, a qualquer momento”. Enfim, Stuart Murdoch e cia. tocam em Sampa dia 10 de novembro, uma quarta-feira. No Rio o show é dia 12, no Circo Voador. Valeu por essa, PlanMusic!* Sim, sim, vai ter promo de ingressos pro B&S aqui no blog. Mas caaaaalma que isso ainda vai ser negociado.* Imagem da semana: ela é linda, goxxxtosa, um xoxotaço e uma das mais badaladas atrizes da nova geração de Hollywood. Mas Lindsay Lohan, 24 aninhos de tesão e perdição, também está cada vez mais junky. E o jornal “News Of The World” divulgou no começo da semana, fotos que flagram a moçoila tomando um pico de heroína no braço. Veja aí embaixo:Um tesão diabólico e junky: ela também gosta de se picar* Como diria o célebre bordão do nosso diletíssimo Ricardo Cruz, editor-chefe da Rolling Stone Brasil: “a vida é dura!”.* Yep, mestre Neil Young está de volta, com novo e radical álbum, o “Le Noise”. Foi capa da Ilustrada anteontem e já está super bem destrinchado no nosso querido e sempre competente blog vizinho, o Jukebox, escrito pelo professor rocker Dum DeLucca, sendo que o blog zapper também já está delirando com o discão.Neil Young e seu novo disco: esse velho continua genial!* E em semana de eleição, vamos lá: o debate da Globo na última terça-feira, com os candidatos ao governo de São Paulo, foi medonho de tão chato. Já o de ontem, com os candidatos a presidente, foi beeeeem mais proveitoso. O voto do autor deste blog não é segredo pra ninguém: Fábio Feldman para governador em SP; Alckmin no segundo turno, se houver. Marina para presidente e Dilma no segundo turno (se houver). Senado: Marta Suplicy. Serra e Mercadante? Jamé.* Muitos(as) leitores(as) reclamando: por que este blog, total dedicado ao rock alternativo e à cultura pop, praticamente ignorou os dois shows do Dinosaur Jr. esta semana em Sampa? Ok, vamos admitir: o sujeito que escreve estas linhas rockers online nunca morreu de amores pelo som feito por J. Mascis e cia. E por conta disso, assume que bateu uma grande “preguiça” em ir atrás de credenciamento, ir ao show em si pra resenhar aqui etc. Sim, de certa forma foi uma falha do blog para com seus leitores, que esperavam ler algo sobre as gigs mesmo que Zap’n’roll assumidamente não curta a banda e tal. Mas foi bem isso: sem saco pra ir atrás do que não gosta e pensando nos zilhões de shows que estão vindo por aí, o blog realmente não esquentou a cabeça com o Dino Jr.* E quem esteve no Comitê, no Baixo Augusta, garante que foi fodão. Dom Pablito Miyazawa (nosso querido super monge japa zen) declarou no seu Twitter que “se sentia novamente com quinze anos de idade”. Já nosso brother Wlad Zona Punk gravou até vídeo tosco com seu i-Phone e postou no micro-blog. Enfim, cada um com seus gostos, né?* O blog deu uma “voltinha” pelo Baixo Augusta na quarta à noite, na hora do show. Parou em frente ao Comitê e tomou algumas brejas com o amigão Wagner Souza, baixista do grande The Concept, que está de volta e toca dia 29 de outubro lá na Livraria da Esquina, na Barra Funda. A fila pra entrar no Dino Jr. era enorme. E como alguém bem observou, a proporção de “cuecas” para “calcinhas” na tal fila era algo bem desagradável…Dino Jr: muita cueca e quase nenhuma calcinha nos shows em SP* Melhor ir ver o Vanguart hoje, no StudioSP, onde essa “proporção” deverá ser diametralmente oposta.* Ou melhor ainda vai ser a mega festa de quarto aniversário da nossa sempre querida Rolling Stone. Vai ser na última semana de outubro, na badaladíssima The Week, em Sampa.* Pois é. Shows aos montes pra assistir no último trimestre do ano. No quê vale a pena ir, afinal? Dá uma lida aí embaixo na modestíssima opinião do blog.SHOWS GRINGOS DO ÚLTIMO TRIMESTRE DO ANO – FAÇA SUAS ESCOLHASFaltam exatos três meses para o ano acabar, e nunca se viu tamanha quantidade de shows gringos anunciados (e confirmados) para um período tão curto no Brasil. E isso, ao mesmo tempo em que deixa a galera fã de rock mega feliz (afinal, estamos experimentando aquele “gostinho” de estarmos nos sentindo em Londres ou em alguma metrópole dos EUA que é rota obrigatória de grandes shows e turnês), por outro lado deixa todo mundo com dor no bolso. Afinal shows custam caro (principalmente aqui, na linha de baixo do Equador) e pouca gente tem $$$ pra bancar tudo o que está vindo por aí.De modos que surge aquela palpitante questão: se não dá pra ir em tudo por questões financeiras, no quê ir afinal? Bom, aí depende do gosto de cada um, de qual banda e tipo de som você curte mais e muitos etcs atrelados à questão. De qualquer forma este blog, sempre chegado a uma boa polêmica e que adora dar seu palpite em tudo, preparou um roteiro do que Zap’n’roll acha que vale e não vale a pena ir assistir de outubro até dezembro. Veja aê:* Outubro: o mês começa quente, mas o que vale mesmo gastar sua bufunfa é o festival SWU em Itú, semana que vem e sobre o qual já listamos aqui também as atrações que merecem que você perca a cabeça por elas. Fora o SWU vai ter Bon Jovi e Rush em Sampa, também semana que vem. Na boa? O blog assistiu um show do Bon Jovi no Hollywood Rock de 1990, no mesmo estádio do Morumbi onde a banda vai tocar novamente. E confessa que ficou impressionado com o que viu: banda típica de arena, eles sabem como levantar uma multidão. Mas duas décadas se passaram e hoje o grupo carrega consigo um ar de dèjá vu e cafonice. Já o trio Rush é som pra punheteiro profissional: faz sentido pra quem curte som “cabeça” e “complexo”, com letras “profundas”. Se você é fã dos bons e velhos três acordes básicos, nem perca seu tempo e grana indo atrás dessa tortura sonora. Que mais? No dia 11, véspera de feriado e tals (e também última noite do SWU), tem uma gig quase imperdível na capital paulista: o grande (e já velhinho, vamos admitir) Echo & The Bunnymen retorna pela milionésima vez à cidade. Só que desta vez o grupo vai tocar no show sua obra-prima, “Ocean Rain”, na íntegra. É um show que o blogão zapper veria com certeza absoluta absoluta, se ele não estivesse em Itú, cobrindo o SWU. Ah, sim: o festival Natura Nós, dia 16, com Air e Snow Patrol, entre outros. O Air promete um bom set de música eletrônica. Já o Snow Patrol… dá tristeza ver como se tornou mega brega (e gigante) uma das bandas indies mais legais surgidas no Reino Unido no final dos anos 90’. Por fim, Green Day, dia 20 lá no estacionamento do Anhembi: eles já não são mais moleques (estão quarentões, aliás) mas o trio pop/punk continua em forma e lançando bons discos. Fizeram uma gig inesquecível em Sampa, em 1999. E agora devem repetir a dose. Ah, sim: tem Limpa Biscoito, ops, Limp Bizkit, dia 22 na Via Funchal. Mas nesse alguém realmente se arrisca a ir???* Novembro: mês do aniversário do sujeito aqui, hihi. E também de: Belle & Sebastian dia 10 na Via Funchal (uhú!!!), Massive Attack dia 16 no HSBC Brasil (o combo trip hop inglês continua fodástico, sombrio, introspectivo, denso, ou seja, tudibom), festival Planeta Terra no dia 20 (olha que o blog está apostando seus caraminguás em um grande show dos Smashing Pumpkins e também da lenda indie Pavement), e da mega master lenda Paul McCartney, dias 21 e 22 no estádio do Morumbi. Mano, não dá pra perder o show do tiozão Macca por alguns motivos, a saber: a) o cara é gênio e fez parte dos Beatles, ponto; b) ele pode fazer um set de trocentas horas apenas com clássicos imbatíveis; c) qualquer peido que Paul soltar será melhor do que qualquer coisa feita no rock atual; e d) o homem está com 68 anos de idade. Vai ser a última turnê dele com certeza. Então quem perder desta vez não vai ter outra chance na vida. Aliás, Zap’n’roll tem uma história cabulosa envolvendo o show do velho Macca em 1993, em Sampa. O blog está pensando ainda se conta essa história aqui. Melhor não contar… Fora esses shows imperdíveis, ainda vai ter (pra quem curte) Scissor Sisters, Tokyo Hotel, Jeff Beck, Twisted Sister e Rammstein, tudo na Via Funchal/SP entre os dias 22 e 30 de novembro. Haja bolso…* Dezembro: fechando beeeeem mesmo 2010, eis que desta vez parece que eles vêm mesmo!!! Quem??? Ora, o Stone Temple Pilots, o combo grunge liderado pelo genial, genioso, sexy (e como, wow!) e junky vocalista Scott Weilland, desde sempre ídolo mor dessas linhas rockers bloggers e do nosso amado “editador” André Pomba. O STP deveria ter baixado no Brasil ano passado, ingressos começaram a ser vendidos mas, de repente, o grupo cancelou os shows. Agora parece que a coisa vai, com gigs em Belzonte, Rio e Sampa entre os dias 11 e 14. Vamos torcer meeeeesmo porque Weilland, como sempre, está em fase “down”: acabou de se divorciar, declarou que voltou a beber horrores (uia!) e por isso resolveu de comum acodo com o restante do grupo adiar alguns shows da tour americana, até se recuperar para a etapa latina da turnê. Se eles vierem de fato, o ano vai ser beeeeem fechado, com certeza.O velho Echo e seus coelhinhos volta pela enésima vez ao Brasil (mas desta vez tocando “Ocean Rain” na íntegra); já o STP vem pela primeira vez em dezembro, se o loucaço vocalista Scott Weilland estiver com a cabeça em ordemAINDA SOBRE O FIM DO BLOG ILUSTRADA NO POPComo acontece em qualquer veículo de mídia, seja ele impresso ou eletrônico, blogs também cometem erros de informação. E Zap’n’roll não está imune a isso, nem de longe. Tanto que, no último post, ao noticiar o falecimento do blog Ilustrada no Pop, que era publicado na Folha Online, cometemos o equívoco de escrever que a Folha não havia informado os motivos pelos quais o blog tinha sido extinto.Não foi bem assim.Um dos autores do blog, o sempre competente e boa praça Marco Canônico, postou na página do Ilustrada no Pop um texto comunicando o fim do mesmo e explicando os motivos do encerramento das atividades por lá. Como o blog não está sendo mais listado no índice de blogs do site, o autor deste espaço online ainda não tinha visto o tal texto. Mas quem por acaso entrar nas páginas de outros blogs da Folha Online, verá que o Ilustrada no Pop ainda está listado (com link) nestas páginas. Foi aí que o zapper conseguiu chegar até a explicação do Canônico.Segue abaixo, então, o texto de despedida escrita por Marco e que detalha os motivos do fim de um blog que fez bastante pela cultura pop.“Galera, por total falta de mão de obra dos blogueiros, estamos fechando o Ilustrada no Pop.O blog surgiu em 2007, como uma ideia do Thiago Ney (aprovada pelo Marcos Augusto Gonçalves, então editor da Ilustrada), na qual eu fui “convidado” a entrar absolutamente de gaiato – eu já achava, naquela época, que não teria tempo para cuidar das minhas funções no jornal e de um blog simultaneamente (já que blog exige atualização constante). Também achava que não tinha muito sentido participar de um blog com o Thiago, porque nossos gostos pra música (e nosso estilo de texto e de cobertura de eventos) eram bastante diferentes. Mas o Ney, com seu típico jeito “vai, Marco Aurélio”, disse que ia dar certo, que a ideia era fazer algo misturado mesmo, ter uma parte de música nacional (MPB, por exemplo) que jamais apareceria aqui se fosse só ele, fora quadrinhos etc.E assim fomos. Só que o blog, e eu já escrevi isso mais de uma vez aqui, sempre foi um subproduto do nosso trabalho para o jornal impresso – nossa função primordial era escrever para o jornal; no tempo que sobrava, escrevíamos pra cá. Nem sempre sobrava tempo, por isso o blog passava algumas fases com atualização precária. Em outras fases, ao contrário, postávamos freneticamente, especialmente quando tinha coberturas de festivais e de confusões com vendas de ingressos para shows. Uma coisa que nunca mudou foi que sempre tratamos os posts e a função de blogueiros com seriedade – não fazíamos um trabalho meia boca só pra preencher espaço, fazíamos à vera e com gosto. Certamente muitos posts não agradaram, mas aí a culpa é ou de pontos de vista conflitantes ou da competência dos autores mesmo.Em 2010, esse cenário de trabalhos paralelos para o blog e o jornal chegou a um ponto sem volta: eu virei editor de Fotografia da Folha e, nessa função, além de não ter nenhum tempo para escrever aqui (nem no jornal, na verdade), não tenho tempo nem para me informar sobre o mundo pop a ponto de ter o que postar. Minha participação aqui foi a zero desde que mudei de cargo (só voltei a postar durante minhas férias em NY), o que me levou até a tirar a ficha do meu perfil. O Thiago vinha tocando o blog praticamente sozinho. E, agora, o Thiago também passou por uma mudança de carreira: saiu da Folha. Ou seja, nenhum dos dois vai poder tocar o blog e, por isso, ele se encerra aqui (eu nem consegui acabar o último post, que é esse do Scott Pilgrim abaixo, que eu já tô pra terminar há mais de uma semana).Posso dizer que fazer este blog foi muito mais prazeroso do que eu poderia imaginar. Eu esperava muitos comentários que fossem ou inúteis ou impublicáveis e a verdade é que, olhando pra trás, acho que esse tipo de participação foi minoria. Fomos criticados inúmeras vezes e nunca censuramos isso (a menos, é claro, que tivessem palavrões), não só porque muitas vezes as críticas eram corretas e construtivas (a gente erra, certo?) mas também porque sempre levamos fé que é debatendo, levando em conta pontos de vista diferentes, que a gente aprende mais. Acima de tudo, sempre tivemos uma maioria de leitores regulares inteligentes, que sabem escrever, argumentar, que são bem informados. E lidar com gente boa, trocar ideia com gente que sabe fazer isso, é sempre um prazer.Então, por isso tudo, só posso agradecer a vocês, que leram, participaram, criticaram, apoiaram. Vocês fizeram essa experiência valer a pena, e espero que nós tenhamos feito as visitas de vocês valerem também.Eu sigo na Folha, Thiagão segue por aí, facilmente localizável (ele não me deu maiores detalhes da saída e do futuro dele, o traíra), e a gente se esbarra com vocês na noite, nos shows, na vida.Abraços,Marco”O RESTART, AFINAL, VALE QUANTO ESTÁ GANHANDO?Por Renato Arnun, especial para Zap’n’rollDá até pra entender a raiva que a banda Restart consegue despertar nos setores mais “sérios” do rock brazuca: Dia 03, o grupo paulistano vai tocar em uma biboca chamada Bar Madri, em Salvador. Os ingressos estão sendo vendidos a inacreditáveis R$160 (inteira) e R$80, (meia). Mas na prática, todos pagam “meia”. Foram postos á venda 1400 ingressos, todos, segundo a produtora, já esgotados.Isto significa que a empresa que está produzindo o show já tem em suas mãos, no mínimo, 112 mil reais. A empresa planeja encaixar um horário extra, ainda no dia 03, pois acredita que a mesma quantidade de pessoas não conseguiu ingressos.O Restart volta pra casa com mais R$45 mil no bolso se fizer um show e R$75 mil se fizer dois. Aliás, volta pra casa não. Segue em turnê pelo norte-nordeste.Supondo que os meninos tenham feito um contrato leonino com seu empresário, de 50% do valor do cachê e supondo que eles façam apenas um show, recebem, cada um, R$4.500 para tocar uma hora e meia. R$3000 por hora. R$50 por minuto. Tudo livre já que hotel, comida e tudo o mais não estão incluídos. E sem contar camisetas, cds e outras bugigangas, vendidas por eles nos locais dos shows. E isto é só o começo, já que esta é a primeira turnê nacional da banda.Em tempo, o Restart não tem gravadora major. Foi recusado pela Warner e pela Sony-BMG. Seu primeiro disco, lançado pela pequena Radar Records, ainda não passou dos 50 mil vendidos.O que incomoda tanto no Restart talvez seja justamente isto. Não é uma armação, é uma banda independente, não tem grande produtor ou grande gravadora envolvidos. Ou seja: contra o Restart não dá para citar os argumentos convenientes do tipo “ah, minha banda não subiu porque não tinha o apoio da mídia, como eles”. Aliás, a única emissora a dar espaço para o Restart é a MTV, notadamente uma emissora sem audiência significativa que busca na promoção da banda um crescimento nos índices do IBOPE.Restart e o rock colorido: é uma droga mas fatura horroresO Restart, independente da qualidade musical, é um fenômeno típico dos tempos de internet. Sabem se portar no palco e, principalmente, tocam o que sua platéia quer ouvir. Têm um senso de marketing notável, a partir da escolha do próprio nome, que remonta à linguagem de vídeo-game e, principalmente, a reiniciar, começar do zero.Sobre o Restart, os elogios terminam aqui. São cantores terrivelmente desafinados, suas canções são sofríveis e se expressam exatamente como os da sua geração. Mas e daí? Eles poderiam muito bem cantar para nós aquela famosa música de Chico Buarque dirigida ao General Costa e Silva, cuja filha era sua fã: “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”. Minha filha, felizmente, não gosta do Restart. Pelo menos, por enquanto.O fenômeno Restart ainda é incompreendido por muita gente boa dentro e fora do meio musical. Costumam ver a banda como um grupelho descartável, de vida breve, o que ela provavelmente é. Mas também há o fenômeno de comunicação de massa. Neste caso, não é exatamente a música, mas o formato, que conta. Estamos testemunhando o primeiro fenômeno de mass media em que não há nenhuma imposição dos grandes meios de comunicação. Vem de dentro para fora e não o contrário.Uma questão levantada de imediato: se antes a música independente era uma alternativa à suposta manipulação da audiência pelos meios de comunicação, a quem era atribuído a culpa pela idiotização de seu público, de quem é a culpa agora?Outra: Qual a função da música independente depois do Restart? E mais: surgirá uma música independente da música independente?O Restart é o primeiro produto completo de uma indústria cultural paralela à industria cultural formal. É como se robôs aprendessem a fabricar robôs independente da vontade do homem. Sinaliza que, de agora em diante, o formato fonográfico derivado da internet tende a se profissionalizar, no pior sentido da palavra, e, definitivamente, substituir a industria fonográfica como a conhecemos. Como dizia uma antiga canção dos saudosos anos 80’: “o futuro é tão brilhante que eu terei que usar óculos escuros”.O BLOG ZAPPER INDICA* Discos: “Le Noise”, o novo do gênio Neil Young, e ainda “Write About Love”, dos meigos e fofos Belle & Sebastian.* Filme: “Wall Street – o dinheiro nunca dorme”, a continuação de “Wall Street – poder e cobiça”. É cinemão dirigido por Oliver Stone, mas é legal.* Baladenhas: em finde de eleições no país, o circuito under paulistano está mais calmo, mas ainda assim com alguns shows legais pra se curtir, vai vendo: hoje, sextona em si, vai ter VangBeats no StudioSP (rua Augusta, 571), com o sempre bacana Vanguart fazendo um set dedicado somente aos Beatles. E na Livraria da esquina (rua do Bosque, 1236, Barra Funda, zona oeste de São Paulo) vai ter show duplo com o Paris Le Rock e Homem Invisível.///Sábado, teoricamente, vai ser noite de ficar em casa e se preparar pra votar no domingo. Mas quem não aguenta a função de pegar um filminho e tal, pode se jogar na festa que o veterano dj Demoh vai fazer no bar Confraria (av. Dr. Arnaldo, próximo ao metrô Sumaré, zona oeste paulistana), e onde ele vai relembrar seus tempos de Nias, um dos bares rockers que marcaram a noite paulistana. Ou então, também dá pra se jogar no showzaço do sempre bacana Los Porongas lá na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa). É isso. Poucas mas boas alternativas pra galera se jogar na “naite”. Então, vai!SWU NA FAIXA! ÚLTIMA CHAMADA!!!Tá marcando, né manezão. Meia dúzia de ingressos NA FAIXA, dando sopa, pro festival SWU semana que vem em Itú, e você nem tchuns pro hfinatti@gmail.com . Pois tu vai dançar mermão. Vai vendo: até ontem, a caixa postal zapper já tinha contabilizados 145 pedidos desesperados pelos tickets (são dois para cada noite do festival). O sorteio será na semana que vem e quem ganhar terá seu nome divulgado no próximo post. Então corre que ainda dá tempo, okays? Dedo no mouse e boa sorte!INDO PRO FINDEÉ isso por hoje. Amanhã o blogger rocker e baladeiro vai rever seus amigos Vangs lá no StudioSP. Sábado vamos pros Porongas e domingo tem eleição, no? Então ficamos por aqui. Semana que vem tem sempre mais. Até lá, com beijos no coração de toda a galera que sempre dá aquela moral pro blog de cultura pop mais legal da web brasileira. Até!(enviado por Finatti às 16hs.)

O mega fofo e incrível Belle&Sebastian fala de amor. E o blog conta como foi o Vaca Amarela, como são os Baudelaires e o Umbando, dá ingressos pro SWU etc, etc.

 O mega amado grupo escocês: discaço novo e a caminho do BrasilÉ tempo de amar…E não é porque o zapper eternamente apaixonado anda mezzo melancólico, que ele vai deixar de falar sobre o amor neste post. Afinal o nosso sempre amado Belle & Sebastian, um dos mais meigos, doces, legais e geniais grupos do rock escocês desde sempre, está aí com o seu novo disco (o primeiro álbum de estúdio deles desde 2006, quando lançaram o igualmente fofo “The Life Pursuit”), onde as melodias bucólicas e melancólicas dominam as canções como nunca e onde o vocalista e guitarrista Stuart Murdoch fala também como nunca a respeito do… amor. Yep, o amor, este sentimento tão puro, sincero, dolente, talvez o mais nobre dos sentimentos que habita a possível alma que existe dentro de cada um de nós, seres humanos. Sim, o amor forte, emotivo, mais passional ou mais racional (dependendo de cada caso), mas enfim o amor que fez, por exemplo, com que Zap’n’roll alimentasse durante quase um ano e meio sonhos de casamento com filhos e uma união estável com uma linda e incrível garota chamada Rudja, que mora lá na distante Macapá. O mesmo amor que levou o blog até o extremo Norte várias vezes neste período, o mesmo amor que proporcionou ao casal uma noite inesquecível de delírios carnais ao som de… Belle & Sebastian (uma história doce e que será melhor contada logo mais aí embaixo, em um mini diário sentimental que recorda os momentos inesquecíveis passados pelo zapper sentimental ao som da banda escocesa). Enfim, sempre é tempo para amar, seja ouvindo o novo discão do B&S, seja descobrindo uma grande garota em Macapá ou em Goiânia durante um festival de rock, seja enfim tendo amor dentro de si e para si mesmo e para quem estiver próximo de si, em todos os dias da sua vida.* Pois é, tempos de amor: o grande Eddie Wedder (who?), aos 45 anos de idade, se casou esta semana com sua namorada de anos e com quem já tem dois filhos. Bacana, né?* Tempos de (des)amor: o casamento da quase cinquentona (mas ainda beeeeem gostosona) Demi Moore com o ator Ashton Kutcher (quinze anos mais novo do que ela) estaria em crise. O casal nega.* Tempos de (des)amor, II: em entrevista a um tablóide sensacionalista, uma “moçoila de vida fácil” inglesa, afirmou que teve um affair com o mega astro do futebol David Beckham há dois anos. E entregou: “ele é infeliz no casamento com a Victoria [ex-Spice Girls]”. Uia!* Tempos de “flerte” entre emos e metal farofa: o Fresno foi confirmado como banda de abertura dos shows do Bon Jovi no Brasil, mês que vem.* Nota de falecimento na blogosfera: o “Ilustrada no Pop”, que era assinado pela dupla Thiago Ney e Marco Canônico, na Folha online, foi pro saco. Os motivos para a sua retirada do portal do jornal paulistano não foram divulgados. Zap’n’roll lamenta o desaparecimento do dito cujo, embora imagine os motivos pelos quais ele foi extinto. Dom Thiaguito escreve bem e tal, mas sempre pareceu meio desinteressado em manter o blog, talvez já premido pelo seu trampo pesado na redação da Folha. Marco escrevia ali com mais brilho, paixão e emoção do que seu colega. Enfim, tudo lá era atualizado de forma muuuuuito lenta para os padrões meteóricos da web. Ao mesmo tempo, o blog de mr. André Barcinski (figura com a qual o sujeito aqui já teve lá suas diferenças, sendo que hoje o considera um “inimigo cordial” deste espaço rocker blogger) chegou atropelando no site. Goste-se ou não do estilo do Barçola escrever, mas ele sabe causar polêmica e sabe ser sagaz, irônico e venenoso na medida certa nos textos – no seu post mais recente, por exemplo, o trio inglês Muse é detonado sem dó e isso, claaaaaro, vai deixar os fãs xiitas do grupo (como a Rudja) em estado de choque e ódio puro. Mas é isso: descanse em paz, Ilustrada no Pop.* Agora, quem ainda vai viver muuuuuito é o queridaço Belle & Sebastian. Pelo menos assim esperamos!AS CANÇÕES SUBLIMES QUE FALAM DE AMORZap’n’roll possui uma já longa história de amor com o grupo escocês Belle & Sebastian, que lança na Inglaterra na próxima segunda-feira seu novo álbum de estúdio. Cercado de imensa ansiedade e das melhores expectativas, “Write About Love”, o oitavo trabalho de estúdio da banda (e que já vazou total na web) só confirma o que todo mundo que aprecia grande música já está careca de saber: o B&S, mesmo já contando com mais de década e meia de existência, continua sendo um dos melhores grupos do rock alternativo planetário. E as belíssimas e como sempre melancólicas canções que permeiam todo o álbum só reafirmam a capacidade de o compositor, letrista, guitarrista e vocalista Stuart Murdoch em burilar músicas que tocam o âmago de nossos corações e de nossas almas. São tempos de amor (seja ele feliz, plenamente realizado ou triste e desencantado) o que o Belle & Sebatian propõe em seu novo cd. É um trabalho sublime – e já sério candidato a disco de 2010.O B&S surgiu em Glasgow, em 1996. Engendrando uma musicalidade suave, construída com instrumentos de cordas mais sopros e teclados que emolduravam letras poéticas e fascinantes de tão belas e tristes, todas cantadas por Murdoch e também pela ex-vocalista Isobel Campbell, o grupo logo chamou a atenção da mídia musical e se tornou “cult band” graças a álbuns absolutamente fodásticos como “Tigermilk” (a estréia deles, em 1996) ou “The Boy Whit The Arab Strap” (editado em 1998). Por essa época Zap’n’roll, sempre um eterno apaixonado, descobriu o som do conjunto e caiu de amores por ele. Foram incontáveis as noites varadas em leituras de poemas, porres de whisky e audições de B&S enquanto o blogger solitário sonhava encontrar o amor perfeito e definitivo de sua existência.Os anos foram passando e a fama e o prestígio do grupo só aumentaram, mesmo com a saída de Campbell do line up e mesmo com a banda derrapando em seu apuro estético em trabalhos menores como, por exemplo, a infeliz trilha concebida para o filme “Storytelling”, em 2002. Um ano antes, os escoceses baixaram no Brasil para uma noite inesquecível no extinto Free Jazz Festival, onde também se apresentou o saudoso e finado grupo americano Grandaddy. Já célebre por suas gigs onde o som no palco era estratégicamente contido no volume, o B&S encantou e arrebatou a multidão presente ao Jockey Club, em Sampa. Entre uma música e outra, Stuart Murdoch recitava pequenos textos de um livro que tinha em mãos. Os já semi-clássicos do conjunto iam se sucedendo e um dos ápices da noite foi quando eles tocaram um cover tão alegre quanto possível para eles, de “Minha menina”, de Jorge Ben. Inesquecível.Pois após lançar os ótimos “Dear Catastrophe Waitress” (em 2003) e “The Life Pursuit” (editado há quatro longos anos), o B&S cometeu a ousadia (mega bem-vinda por sinal, nestes tempos de flacidez plena e frieza mercadológica que dominam ubiquamente o pop e o rock) de soltar agora este “Write About Love”. Não se engane quando você for ouvir o disco e estranhar os ruídos e o andamento um pouco mais acelerado de “I Dind’t See It Coming”, que abre o disco. Ou mesmo a aparente felicidade contida em “Come On Sister”. Quando você se defrontar com o escândalo de beleza e mergulhar na mais melancólica das almas em “Calculating Bimbo” (Murdoch por certo chorou após gravar a voz dessa música), ou ainda em “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John” (que traz, quem diria, Norah Jones em especialíssimo dueto com Stuart Murdoch), você irá se lembrar que está ouvindo o novo álbum de uma banda que torna nossa existência um pouco menos amarga do que ela é. A faixa-título do álbum, com mais guitarras e seu clima mezzo soul sessentista é uma pequena obra-prima que demonstra o quanto a banda pode ser versátil dentro de sua estética musical melancólica: dançante, ela pode partir (ou juntar) corações apaixonados em uma pista de dança alternativa.Zap’n’roll também não vai se esquecer, jamais, da noite de intenso amor emocional e carnal que ele teve com sua ainda amada Rudja, em agosto de 2009, quando foi pela primeira vez a Macapá. O casal estava apaixonadíssimo e após chegar de um passeio pela cidade, começou a se “pegar” na cama. Bateu o imenso desejo carnal e ambos se perguntaram: “o que vamos ouvir pra acompanhar nosso louco amor cheio de tesão?”. O disco escolhido foi “BBC Sessions”, do Belle & Sebastian. Foi uma madrugada mágica, de gozos fartos e intensos de ambas as partes. E com certeza foi uma das transas mais intensas vividas pelo casal.Pois a francesa linda de Macapá estará novamente em outubro em Sampa, para ir ao festival SWU junto com o ex-boyfriend. E como ainda existe muito amor, carinho e tesão entre os dois, Zap’n’roll sabe exatamente o que vai por pra tocar se o casal for novamente pra cama. Afinal “Write About Love” é isso: trilha perfeita, indescritível e infinita para todos que amam com o fogo consumindo coração e alma.VACA AMARELA MOSTRA ÓTIMOS SHOWS E ESTRUTURA INVEJÁVELO texto que você vai ler aí embaixo já foi publicado na página de notícias do portal Dynamite online. Aqui, ele vem acrescido das notórias, célebres e famosas “notas de bastidores”, que sempre deram um “tempero” a mais às coberturas rockers que o blog fez e continua fazendo pela cena independente do Brasil afora.Leiam e delirem, hihi.**********Goiânia é uma cidade quente, muito quente, no sentido literal da questão metereológica. Não chove no Centro Oeste há mais de cem dias, a umidade relativa do ar por lá anda baixíssima e tudo isso torna o clima bastante difícil de suportar. Mas nada disso também tira o entusiasmo de uma capital que possui uma das cenas rockers mais agitadas do país – não é a toa que chamam a cidade pela alcunha “Goiânia Rock City”, ou a “Seattle brasileira”. E este entusiasmo pôde ser totalmente visto e comprovado durante as duas noites em que foi realizada a edição 2010 do festival Vaca Amarela, nos últimos dias 17 e 18 de setembro, na Estação Goiânia, região central da capital de Goiás. Foram trinta e quatro shows distribuidos em dois palcos enormes, com ótima estrutura de luz e som. Fora isso, o Vaca Amarela também deu show de organização: não houve atrasos na entrada das bandas no palco; o Estação Goiânia, além de ser um espaço gigante para abrigar o evento (com capacidade para cerca de 5 mil pessoas), ainda possui um estacionamento amplo e onde não havia dificuldades para entrar, sair e estacionar. E lá dentro havia de tudo, além de muito rock’n’roll: barracas de comidas típicas, de bebidas com preços camaradas, além de bancas para venda de camisetas, discos, cds, livros etc. O público foi um caso à parte no festival: compareceu em grande número nas duas noites, participou com vontade dos shows, aplaudiu todas as bandas (mesmo as que não mereceram isso) e ainda se mostrou bastante comportado, sendo que não houve registro de tumultos durante o evento. Ah, sim: como já é notório, a quantidade de mulheres gostosas no local era absurdo. Em Goiânia sobram gatas tesudas, rockers e loucas. Sempre foi assim por lá.Mas vamos ao que realmente importa: o panorama que o Vaca Amarela mostrou da nova produção musical independente brasuca. E nesse aspecto, o festival contemplou praticamente todas as vertentes do pop/rock alternativo nacional. Na primeira noite, por exemplo, além dos grupos locais que abriram a maratona, deu gosto ver a apresentação anfetamínica e pop/psicodélica do amapaense Stereovitrola, hoje seguramente um dos dez melhores novos grupos do indie rock nacional. Já Mersaut e a Máquina de Escrever fez jus às suas referências kafkanianas e mandou um set denso, calcado na dramaticidade das letras e do instrumental. Agora, surpresa mesmo foi a performance do grande trio instrumental gaúcho Pata De Elefante: sem vocais e contando apenas com a força de sua música, o grupo conseguiu atrair uma multidão para a frente do palco enquanto tocou, o que demonstra que já há sim plena receptividade para a música sem palavras no rock alternativo brasileiro. Depois do Pata, ainda rolaram ótimos shows do Terra Celta, da bizarríssima lenda que é o roqueiro gay e performático Edy Star, do local Umbando (atenção: este grupo que mistura samba, música de raiz goiana e rock num mesmo caldeirão fervente, é uma das melhores formações musicais que este repórter viu/ouviu nos últimos tempos) e do Lobão, que fechou a noite com um show repleto de hits oitentistas mas também dando espaço para canções mais obscuras de sua trajetória.E se já havia muita gente na primeira noite, na segunda uma autêntica multidão invadiu o Estação Goiânia. Foi a noite do som garageiro e mezzo jovem guarda dos Inimitáveis (de Mato Grosso, outro nome que tem tudo pra se destacar na indie scene nacional nos próximos meses), do sempre eficiente punkabilly dos Gramofocas, da surpresa do glam e mega andrógino rock do pernambucano Johnny Hooker & Os Candeias Rock City (um grupo com uma bichaça louca e fodástica nos vocais, usando bota salto plataforma numa cidade onde o calor na madrugada superava os 25 graus, mais blusa branca de pantufas e que, saltitante no palco, perguntava pra galera “quem já fumou maconha hoje?”, além de cantar um dos bordões mais legais do festival: “pare de ser um rockstar!”) e do som pesado mas algo pop do Hellbenders, do metal extremo e from hell do Necropsy Room (nada contra esse tipo de som, a banda é boa e tal, mas Zap’n’roll sempre se pergunta quando vê grupos nesse estilo: por que eles não mudam nunca? Por que os músicos tocam com o corpo curvado, como se fossem macacos em desespero, o vocalista canta como se estivesse cuspindo seu pulmão pela boca e o público fiel deste tipo de som é predominantemente masculino, machista, reacionário e ultra conservador? Para refletir…), do punk sempre abrasivo e engajado do Nitrominds e do thrash do Claustrofobia.No meio dessa pancadaria sônica, quem se destacou foi o esperto e ótimo Johnny Suxxx e seus Fucking Boys, além do paraense Baudelaires. O primeiro já é gigante em Goiânia; com seu rock’n’roll de contornos hard e glam, e contando com duas backing vocals gêmeas e tesudas, Johnny fez o show de lançamento do seu segundo disco, “Zebra”, que saiu há pouco, e botou o povaréu pra cantar junto com ele as letras das músicas. Já o quarteto The Baudelaires talvez tenha sido a segunda melhor surpresa de todo o festival, depois do Umbando: cantando em inglês, com duas guitarras afiadíssimas e engendrando melodias algo melancólicas mas dançantes, o grupo exibiu doses concentradas de power pop sublime, Teenage Fanclub, Beatles e Weezer. Fizeram bonito em uma noite adversa ao som deles (onde o predomínio era dos sons mais pesados e extremos), e acabaram conquistando o público com um set impecável. Incrível que façam tão bem e curtam com tanta paixão power indie guitar pop morando em Belém.Claro, tudo terminou com o rock machista, sexista e também conservador das Velhas Virgens. Há quem goste e veja graça no som da banda paulistana, que faz um rock’n’roll antiquado e calcado em um blues mezzo canhestro. Este blogger loker nunca vai gostar daquilo, ponto. Mas eles fecharam bem o Vaca Amarela, mantendo a atenção da galera até o final do seu set.Enfim, foram duas noites que mostraram que a cena independente nacional continua produzindo ótimas surpresas musicais. Surpresas que hoje passam bem longe do eixo Rio-SP, onde a vergonha alheia é talvez a principal característica das novas bandas das duas maiores metrópóles do país. Infelizmente.********** PICS DO FINDE ROCKER EM GOIÂNIAStereovitrola (do Amapá) e seu fucking great rocl psicodélico; duas bichas de respeito: Edy Star e Johnny Suxxx; Johnny Hooker: “quem já fumou maconha hoje?”; e Johnny Suxxx e sua banda botando pra foder em Goiânia: finde rocker pra ninguém botar defeitoSEX, DRUGS AND… ROCK’N’ROLL IN GOIANIA ROCK CITY, HIHI* Fazia pelo menos seis anos que Zap’n’roll não ia até a capital de Goiás – a última vez em que havia ido até lá foi em 2004, pra acompanhar a edição daquele ano do Goiânia Noise Festival. O convite para cobrir o Vaca Amarela 2010 partiu do queridíssimo João Lucas – aka Johnny Suxxx, pra galere rocker –, quando ele esteve em agosto em Sampa, para lançar o novo disco da sua banda, os Fucking Boys. “Finatti, faço questão que você vá ao Vaca Amarela este ano!”, disse Joãozinho ao autor deste blog, em uma noitada de álcool e chapação no clube Inferno. O blog aceitou o convite, claro. E lá se foi pra Goiânia, a terra do rock’n’roll, do calor e… das xoxotas mais rockers e loucas do Brasil.* A viagem até a capital de Goiás, via busão aéreo da Gol (com o seu, como sempre, “fantástico” serviço de bordo), foi rápida – pouco mais de uma hora. Mas o blogger agora solteiro novamente (e infelizmente, pois seu corazón ainda vai pulsar por muuuuuito tempo pela linda e gatíssima Rudjinha) resolveu cair na putaria e na esbórnia já na madrugada de quinta pra sexta-feira, no baixo Augusta, em Sampa. Moral da história: chegou cansadaço no final da tarde de sexta em Goiânia. Uma van o esperava no aeroporto, e o blog foi levado direto para o hotel onde o staff do festival estava alojado. Hotel fodaço, com piscina e quarto individual à disposição do sujeito aqui. Papos com Rudja via celular e um cochilo providencial foi tirado, antes de cair na loucura do Vaca Amarela.* Nove da noite. O interfone toca: uma das assessoras do festival, a simpática (e totosa) Bia informa que a última van para o local do evento vai sair logo menos. Correria no quarto. Banho daqui, preparativos dali e… o zapper lesado descobre que esqueceu escova e pasta de dentes em Sampa. E agora? Liga pra recepção do hotel. Ambos estão em falta lá. E não dá tempo de pedir em alguma farmácia. E agora? Idéia! Novamente ligando na recepção: “em qual quarto estás o pessoal da Pata de Elefante?”. “No quarto tal”, responde o simpático atendente. Zap’n’roll liga: “Gabriel? Fela da mãe! Adivinha quem é???”. O gaúcho, demônio das seis cordas, solta uma gargalhada e o blogger precisando de socorro, explica a situação. Na hora Gabriel vai em auxílio do seu amigão jornalista. Mais papos no quarto e a dupla, pra comemorar o reencontro no festival, decide praticar “maldades nasais”, rsrs. “Maldades” que iriam se prolongar na arena do festival, durante boa parte da madrugada…* A van chega à Estação Goiânia. Zap’n’roll, mezzo “bicudo” (mas não muito ainda, a situação iria “piorar” no decorrer da madrugada), sai correndo direto pro backstage, já que queria ver a gig da macapaense Stereovitrola, que tinha acabado de subir no palco. No back, dá de cara com Johnny Suxxx, que informa ao jornalista de volta aos seus dias de “gonzo report”: “Finas, temos um bar à sua disposição hoje e amanhã, onde você pode beber o que quiser e o quanto quiser, sem pagar nada! Fique à vontade e divirta-se!”. O zapper foi então ao tal bar. Lá havia um oceano de whisky, vodka e energético. Não deu outra: em pouco tempo, turbinado sempre por doses duplas de whisky com energético, combinado com outros “aditivos”, e o autor destas linhas online estava “pronto” pra cobrir o festival, rsrs.* Uma e pouco da manhã: a madrugada avança, shows bons se alternam com outros francamente sacais (como o do grupo “de raiz” Passarinhos do Cerrado) e lá pelas tantas o sujeito que escreve estas notas de bastidor descobre que seu “aditivo” extra simplesmente acabou. E agora? O que fazer? Solução: volta rápida e rasteira ao hotel, onde ainda havia um pouco do “produto” que, na verdade, deveria ser guardado para a noite seguinte. Não deu outra: Zap’n’roll decide ir até lá buscar o negócio. Mas não sabe ir sozinho até o hotel. Pede socorro a Johnny Suxxx: “tem alguém que pode me explicar como ir de táxi até lá?”. “Tem: eu!”, diz… ela! Quem? Um xotaço rocker de 21 aninhos de idade, estudante de comunicação, amiga do Johnny, com um par de peitaços insistindo em escapar pelo decote escandaloso da blusa, cabelos pintados de vermelho, bermuda jeans justíssima apertando as coxas tesudas e com cara de quem também adorava fazer “maldades nasais”. A dupla rumou então pro hotel. O que aconteceu lá é impublicável aqui – mas algumas cenas estão registradas na câmera do celular do blogger novamente junky. Consumada a putaria, volta para a Estação Goiânia ainda a tempo de assistir aos últimos shows da primeira noite. E quando o “inocente” blogueiro pensou em pedir algum contato da moçoila (pra, quem sabe, marcar algo pra noite seguinte), ela já foi avisando: “melhor ficarmos só nisso. Se meu namorado souber disso, ele me mata!”. Wow! Então, ficou por isso mesmo.* Três da manhã: fim da primeira noite, encerrada com o show do velho mas ainda em forma Lobão. Zap’n’roll estava lesadíssimo de whisky. Tão lesado que se jogou na van, chegou no hotel e capotou na sua cama. Só acordou pra almoçar, pore volta das 13 horas do sábado.* Rango numa churrascaria rodízio igualmente fodona. Aliás é consenso que em Goiânia se serve o melhor churrasco do Brasil, ao lado de Porto Alegre, claro. Lá fora fazia um calor infernal. Mas a comida estava ótima. O autor destas linhas bloggers almoça na mesa junto com o chapa Daniel, batera do Pata De Elefante. Ele vai contando a história do rompimento (e os motivos deste) do trio com o selo Monstro Discos, e também como a banda passou a ser meio que “boicotada” no circuito de festivais da Abrafin, por conta deste rompimento. É uma história que renderia um belo post aqui. Mas o Pata pediu discrição ao blog nesse assunto, pelo menos por enquanto…* Bora pra segunda e última noite do festival, após uma bela soneca durante toda a tarde. E como não havia mais “maldades nasais” a serem feitas (já que tudo tinha acabado na primeira noite), qual a solução pra se curtir os shows? Novamente chapar o côco de whisky. E fumar uns becks, hihi. Pois foi já ao final do show das Velhas Virgens, meio alterado por álcool e nuvens de marijuana, e querendo ir embora logo (sem paciência pra esperar a última van), que Zap’n’roll deu de cara com mais uma lindaça goiana rocker: sozinha no estacionamento do festival, dentro do seu carro, a arquiteta com os olhos da escritora Anais Nin, atendeu ao apelo aflito do jornalista gonzo por uma carona e o levou até o hotel. Lá chegando, carro parado, papos divinos rolando e… enfim, as duas bocas se encontraram. Quase paixão fulminante e à primeira vista, que só não se tornou isso porque o sujeito aqui ainda está com o coração total nas mãos de uma certa garota laaaaá do Norte brasileiro. Pois é…* E foi mais ou menos isso o que rolou nas “internas” do Vaca Amarela. O festival foi bacanão, o blog foi super bem tratado por toda a equipe do festival (a Bia, a Naya, o Rafael etc, etc, etc.) e fica aqui nosso agradecimento por esta incrível recepção. Sucesso pro Vaca Amarela em 2011 é o que desejamos daqui desde já!DUAS BANDAÇAS REVELADAS EM GOIÂNIA* The Baudelaires – o quarteto de Belém (capital do Pará) é sensacional. O blog já tinha assistido parte do show deles no festival Quebra Mar, em julho passado, em Macapá. Mas no Vaca Amarela, no finde passado, foi possível sacar todas as belíssimas nuances power pop construídas pelas duas guitarras (tocadas por Andro e Bruno) e pelas melodias fofas que a banda engendra. Cantando em inglês, com uma seção rítmica (formada pelo baixista Ariel e pelo batera Marcelo) oscilando entre precisão e suavidade e fazendo da dolência e do bucolismo musical sua razão de existir, os Baudelaires destilam doses acachapantes de indie guitar, Beatles e Weezer em canções fantásticas como “She’s A Queen” ou “She’s A Painter” (esta, um encontro dos sonhos entre Teenage Fanclub e Belle & Sebastian). Estão com um cd em circulação, com onze faixas (sendo que a capa em papelão remete às capas dos antigos compactos de vinil) e podem ser melhor ouvidos e conhecidos em www.myspace.com/baudelairesband . Vá lá, ouça e chore de satisfação.* Umbando – são de Goiânia mesmo e talvez sejam a maior e melhor surpresa que o blog viu/ouviu na indie scene nacional nos últimos tempos. O Umbando mistura samba com regionalismo, música goiana com guitarras e tudo resulta em uma combinação arrebatadora e sem ser sacal ou “cabeçuda”. Pense em um sincretismo entre os cariocas Los Hermanos e Casuarina, adicionado de levada pop/rock. Acrescente-se a isso ótimas melodias, canções algo melancólicas (todas repletas de violões, flautas, triângulos e percussão com surdos e zabumbas) e jogos vocais bacanas (com backing femininos), e você terá o som do Umbando. “Baião Goiano” abre o cd de estréia do grupo em clima festeiro. “Clarice” é uma peça instrumental preciosa e faixas como “Roseira” e a pequena jóia rara que é “Olho Mágico” (“O olho mágico enxerga o cosmos/No hospital e na flor/O olho cético se fere/No espinho e no amor”), seduzem mortalmente já na primeira audição. Pra ouvir do lado de quem você ama (né, Rudja), tomando um ótimo vinho, fumando um beck poderoso e dando aquela trepada inesquecível com a garota. Interessou? Vai lá: www.umbando.com.br .Umbando: misturas brasileiras com rock em um show e disco pra maconheiro trepar feliz com sua gataO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: “Write About Love”, o novo e lindão do Belle & Sebastian. E as estréias dos Baudelaires e do Umbando.* Entrevista: o portal Scream&Yell, um dos melhores do Brasil dedicado à cultura pop, fez uma entrevista de fôlego com o pequeno grande gênio Hélio Flanders, vocalista do Vanguart. Lá ele destrincha o futuro da banda, fala das novas músicas e analisa o momento atual da cena rocker nacional. Vale a pena e muito ler, sendo que a matéria pode ser alcançada aqui: http://www.screamyell.com.br .* Baladenhas!!! Yeeeeesssss! O blog finalmente vai passar um finde novamente em Sampalândia (já que nos dois últimos esteve em Macapá e Goiânia). E já está se programando porque a esbórnia rocker vai rolar com gosto, hihi. Começando já hoje, quinta-feira, 23, quando acontece mais uma edição da festa Kill City lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rock’n’roll de Sampa), e que está tornando as madrugadas de sexta muito mais agitadas no baixo Augusta.///Já amanhã, sextona, a parada vai realmente ferver: além da imperdível festa “Shakerville” no Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa), comandada pelo super dj Cláudio Medusa (e suas incríveis raridades de soul music sessentista), também tem showzaços do Paris Le Rock e Jennifer Low Life no Inferno, e dos imperdíveis (sempre!) Los Porongas (acompanhados do O Sonso) lá na Outs (rua Augusta, 486). Ainda na sexta agitadíssima mas lá na Livraria da Esquina (na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), tem festa de aniversário da querida dj Silmara, que bota o povo pra dançar sempre com os melhores sons dos anos 80’.///E no sabadón a parada é novamente no Inferno Club, onde vai rolar showzaço do trio Nevilton, uma das grandes revelações da novíssima cena indie nacional. É isso aê mano: se joga!DESOVANDO PRÊMIOSQue já tá na hora, no? Yep, eles já foram despachados pros ganhadores mas segue a lista aí embaixo, pros curiosos em geral:* Discos do Paris Le Rock: foram para Carolina Dias Malta (São Paulo/SP) e Otávio Fusco (Belo Horizonte/MG);* Kit com dvds e cds da ST2: foi despachado para Ariadne Ferreira Fontes, de Campo Grande (MS);* Pares de óculos da Chilli Beans: foram para Carine Silva e Aline Vanessa (Macapá/AP), Marjorie Santos (Santos/SP), Vinicius Hart (?), de São Paulo/SP, e Mário Olegário (Porto Alegre/RS).Buenas, né? Agora, corre lá no hfinatti@gmail.com que a disputa sangrenta vai ficar pior do que já está. Afinal, o blog coloca em sorteio:* DOIS INGRESSOS para CADA NOITE do festival SWU, em outubro, lá em Itú;* Mais DOIS INGRESSOS para o Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo;* E um kit com os mega bacanas cds dos grupos Baudelaires e Umbando.Fechou? Então é isso. Dedo no mouse e boa sorte!GOODBYE!Post grandão como o povo gosta, né? O coração zapper continua partido, tristonho, mas a vida segue em frente. E o blog também. Assim, semana que vem estamos na área novamente. Até lá, com beijos doces em todo mundo que nos lê e que está do nosso lado. Até!(enviado por Finatti às 19hs.)

Back in Black (mais ou menos…) Plus: Johnny Suxxx, Vaca Amarela, o que vale a pena no SWU e no Planeta Terra e a nova (des)ordem das relações humanas

 Dois gênios a caminho do Brasil em outubro e novembro: Josh Homme (com o seu QOTSA), e Billy Corgan (ainda à frente dos Smashing Pumpkins)* Pronto! Aqui estamos novamente. Demorou, mas chegamos. Reiniciando as transmissões a todo vapor, hihi.* Tamo aí na atividade e nos caralho, no? Semana amena em Sampalândia, após mais uma curta temporada em Macapá, onde o blogger andarilho foi visitar sua ex-girlfriend e ainda big friend, a Rudja. E o blog vai ouvindo o disquinho/discão do Joãozinho chupador (ou “boqueteiro”, hihi) e seus garotos fodidos, ou Johnny Suxxx & The Fucking Boys, uma das bandas glam/glitter mais legais da indie scene nacional. O cd da turma acabou de sair e você lê mais sobre isso logo aí embaixo.* Yep, o blog também continua ouvindo o novo Interpol (desde que estava no norte brazuca, na verdade). E ainda está pensando o que escrever sobre ele.* Falando na cena indie nacional e tal: o The Concept, uma das bandas mais legais do shoegazer paulistano dos 90’ (yep, existiu um movimento shoegazer na cidade, naquela época) está de volta. Em papo by phone com o blog o baixista e fundador da banda, Wagner, conta animado que o grupo já está em estúdio finalizando um disco de inéditas. Enquanto o lançamento não acontece, o Concept já vai por o pé no palco e toca dia 29 de setembro na Livraria da Esquina, em Sampa. Além do repertório clássico do grupo eles prometem covers especialíssimas no show, com músicas do Joy Division, do Jesus & Mary Chain e Ride. Wow! A volta do Concept é mais do que bem-vinda, num momento em que o indie rock brazuca está um pé no saco de tão ruim.The Concept: o shoegazer brazuca dos 90′ que está de volta* E tá mesmo. Assistindo dia desses o Lab BR, na MTV, estas linhas bloggers rockers ficaram espantadas ao ver a quantidade de bandas toscas que estão na programação da emissora.* Pelo menos o SWU em Itú, mês que vem, vai estar com boas bandas da cena alternativa brazuca tocando no palco da Oi fm. Los Hermanos, Macaco Bong, Volver, Autoramas e Superguidis vão estar por lá. E também a já meio caída Mallu Magalhães (é, o hype durou menos do que se esperava, né?) e o superestimado Black Drawing Chalks. Aliás, tá tudo ótimo e tals, mas há um cheiro de “armação Abrafin” no ar nessa escalação das bandas alternativas nacionais que estarão no SWU. Enquanto isso, outros grupos muuuuuito bons que poderiam estar lá não vão estar, como as macapaenses Mini Box Lunar, Stereovitrola e Vila Vintém, a paulistana Paris Le Rock, as gaúchas Cartolas e Pública, a acreana Los Porongas, a paraense Madame Saatan (que é beeeem melhor, por exemplo, do que o citado Black Drawing Chalks) ou a curitibana Charme Chulo. Mas enfim, pelo menos a cena independente brazuca vai estar bem representada no SWU.Los Hermanos: uma das grandes atrações nacionais do SWU* Frase da semana passada: “Pensei que era goma de mascar, juro!”. A bocetuda porém debiloide milionária Paris Hilton, tentando convencer um delegado de polícia americano de que ela não sabia que era cocaine o que continua o pacote encontrado na bolsa dela, durante uma revista policial. Detalhe: havia oito gramas de padê no tal pacote.Um xoxotaço loiro que fode horrores, mete a napa na cocaine mas que possui um cérebro de ameba* E… cumas??? O blog volta de sua rápida temporada de uma semana lá pelos lados do Amapá, começa a fuçar como louco na web em sites e blogs pra saber a quantas anda o mondo pop e, ao entrar na vizinha e querida Popload, dá de cara com dear Luscious falando daquele papo de que Paul McCartney morreu e tal, e que o sujeito que há quatro décadas grava discos e canta por aí em seu lugar é um sósia? Até tu Luscious embarcando nessa onda??? Aff… essa história é uma das lendas mais manjadas do rock’n’roll e, claro, só serviu pra tornar os Beatles e o próprio Macca ainda mais famosos e ricos do que já eram.* Fora que o gênio Macca já tocou por duas vezes no Brasil e, na segunda vez, lá pelos idos de 1993, ele se apresentou no estádio do Pacaembú, em Sampa. Zap’n’roll foi no show e na coletiva de imprensa que o ex-beatle concedeu no salão de jogos do estádio. O sujeito aqui viu McCartney beeeeem de perto nessa coletiva. E pode garantir: ele era ele mesmo, rsrs.* Buenas, sir Paul está vindo aí, em novembro. Pensa bem: depois dessa ele, que já está batendo na porta dos 70 anos de idade, vai se aposentar. E o homem é gênio imortal do rock, só isso. Então, não dá pra perder o show, de forma alguma.* Enfim, descontando essa eterna bobagem sobre a “morte” da lenda, Zap’n’roll continua amando a Popload, hihi. E inclusive agradece a citação de um tweet nosso entre os “melhores da semana” do Twitter, hehe.Sir Paul McCartney: ele é ele mesmo, rsrs. E também vem pro Brasil logo menos* O SEXO E A NOVA (DES)ORDEM NAS RELAÇÕES HUMANAS – Ok, este é um blog, em tese, dedicado ao rock alternativo e à cultura pop em geral. Mas o dileto leitorado que nos acompanha desde sempre sabe que o sujeito aqui, volta e meia, adora se imiscuir em temas e assuntos que vão além da cultura pop. Com o sexo e a nova (des)ordem nas relações de amor, que o zapper sempre atento tem observado entre casais e por experiência própria. Claro, não há nenhuma novidade em dizer que estamos em pleno século XXI e que hoje as relações são muito mais igualitárias do que há décadas, quando mulheres não podiam trepar com quem bem entendessem, não podiam demonstrar interesse por machos, não podiam gozar etc, etc, etc. Hoje, é ótimo saber que as garotas também vão à luta, saber que elas fodem por puro prazer e que podem ser tão livres e liberais quanto nós, homens, fomos por séculos. Mas, até que ponto isso é saudável quando pinta envolvimento emocional na parada? Matéria para looooonga discussão aqui, em um blog de leitura rápida e ligeira. O que o zapper quer dizer, na verdade, é que ele – vejam só! – , o “liberal ao extremo”, o eterno “junky e doidão de plantão”, por vezes se pega algo assustado com esta nova ordem adotada nas relações humanas de hoje. Yep, talvez o jornalista já quase batendo nos 5.0 esteja começando a ficar (será?) meio sem chão quando se descobre “mulherzinha” demais (no sentido de sempre ter sido um sentimental e romântico incurável), passional demais e se envolve com uma garota sensacional em vários aspectos mas “macha” (sic) demais, e bem mais fria e racional do que o autor destas linhas online. Assim é que, depois de quase um ano e meio de namoro (uma história que ainda não chegou ao seu final e que poderá ter uma reviravolta, na verdade), Zap’n’roll fica algo meio pasmo quando se depara com a seguinte situação: garota deixa cara sozinho num quarto de hotel quase o finde todo, por estar mega aborrecida e irritada com o momento que ambos estão passando. Ele se sente total abandonado, ainda mais estando muito longe de sua casa e numa cidade estranha. Até que, na madrugada de domingo pra segunda, quase cinco da matina, após chapar o côco de álcool e marijuana com amigos e amigas, ela liga pro celular dele e diz: “posso ir até aí? Tu me come se eu for?”. E ela vai. E a madrugada acaba em uma trepada repleta de tesão, paixão e mágoa entre ambos. Claro que se trata de uma atitude inesperada e que qualquer homem ainda apaixonado apreciaria pra cacete em uma garota. Mas e se depois que o tesão foi saciado e os gozos foram consumados, a garota dorme calmamente, acorda e vai embora sem um pingo de sentimento e emoção, como se tivesse dado apenas uma foda sem compromisso emocional algum? Como você, macho que está lendo estas linhas aí na tela do seu micro, reagiria diante de tal situação? Enfim, como foi dito acima, matéria para looooonga discussão aqui. Mas um fato é inefável: as relações de amor entre homens e mulheres mudaram muito de anos pra cá. E o blogger eternamente apaixonado sabe muito bem disso, por experiência própria. Ele, que já comeu centenas de mulheres ao longo de sua existência, agora queria apenas – e talvez ainda queira – casar com alguém especial. Mas, pelo jeito, agora são elas que não querem mais “compromisso”, rsrs. Se isso é bom ou ruim, só o tempo vai dizer…* E, vejam só: enquanto o blog vai sendo atualizado (finalmente, no?), pela madrugada, o canal TNT passa o fodástico “Um grande garoto”, baseado óbvio no livro homônimo do Nick Hornby. Nick é gênio e ídolo destas linhas rockers bloggers. E o filme, fofíssimo, é de 2002 e o autor destas linhas virtuais já o tinha assistido na época de seu lançamento no cinema. Mas foi ótimo revê-lo agora. E seria melhor ainda se a Rudja estivesse por aqui também. Mas é a vida, e ela segue em frente, sempre.* Bão, em frente entonces. Com o que vale a pena nos mega festivais que estão vindo por aí, Johnny Suxxx, Vaca Amarela e os caralho.A HORA DA VERDADE! O QUE VALE A PENA ASSISTIR NO SWU E NO PLANETA TERRA, AFINAL?Entonces, os dois grandes festivais do segundo semestre no país estão aí, com suas progs completas e oficialmente divulgadas. Aí entra em cena aquela velha questão: com tantos shows rolando em cada evento, o que vale a pena assistir de verdade, no final das contas?Cada um têm suas preferências e gostos, claro. E este blog também têm seus, hã, “favoritos” no line up dos dois festivais, sendo que ninguém é obrigado a concordar com nossa modestíssima opinião. Afinal, o que seria do pobre azul se todo mundo gostasse apenas do berrante vermelho? (ok, foi péssimo esse clichê, hihi). Anyway, aí embaixo Zap’n’roll dá a cara pra bater e comenta o que ele acha que realmente vale a atenção, os ollhos e ouvidos de quem vai no SWU (dias 9, 10 e 11 de outubro, na arena Maeda, em Itú) e no Planeta Terra (dia 20 de novembro no PlayCenter, em Sampa).SWU – DIA 9/10 – SÁBADONo palco “Água”, vai ser duro ficar até o final pra encarar a maletice que é o Mars Volta, o headliner. Som cabeça em excesso, músicas intermináveis e melodias “complexas”, combinadas com algumas guitarras mais porradas. Quem precisa disso a essa altura do rock’n’roll planetário? Melhor curtir os shows nacionais da lenda Mutantes, do grande Macaco Bong e do simpático Brothers Of Brazil.Já no palco “Ar”, o blog está pagando (ops!) pra ver se o Rage Against The Machine ainda justifica sua fama gigantesca, construída quase que tão somente em cima do seu primeiro disco, lançado há duas décadas. Fora os americanos, não dá pra perder o comeback dos Los Hermanos. Infectious Grooves e Black Drawing Chalks? O blog passa.Já no palco “Oi novo som”, a pedida é conhecer (pra quem não conhece, óbvio) o ótimo indie guitar do americano Apples In Stereo. Fora ele, Cidadão Instigado e Superguidis deverão fazer ótimos shows. Dona Mallu Magalhães já tá meio out a essa altura, no? E as bandas restantes são novatas e ilustres desconhecidas, que poderão surpreender – ou não…DIA 10 – DOMINGOJoss Stone e Kings Of Leon fazem a grande dobradinha final do palco “Água”. Antes dos dois, vai ter ali Sublime (argh…), Jota Quest (aaaaargh!) e Ilo Ferreira (???). Ou seja: tempo de sobra pra você fumar um beck, comer algo, beber algumas e dar uma foda naquela xotinha linda que você conheceu e quecaiu na sua lábia, rsrs.Kol e Regina Spektor prometem bons shows no SWU; já o maletaço Mars Volta… melhor passar batidoJá no palco “Ar”, no domingão, o que se salva mesmo é a linda e ótima Regina Spektor, com suas canções eivadas de bucolismo e doce melancolia. Dave Matthews? Fuja correndo. Teatro Mágico? Pelamor… enquanto o vocalista cara-de-pau (de tão ruim que é e não se toca) Fernando Anitelli canta “pérolas” do naipe de “seu afeto me afeta” (e tem gente que gosta, blogueiras de quinta inclusive), o melhor a fazer é dar uma volta pela arena do festival. Ah, sim, Capital Inicial: os veteranos da cena rock brazuca dos 80’ ainda conseguem fazer um show bem legal.No palco da Oi, vai valer assistir o já veterano Otto, a doce Tulipa Ruiz e o ótimo Volver. Bomba Stereo e Rubinho & Força Bruta são uma incógnita. Lucas Santana o blog passa e Luisa Maita…?DIA 11 – SEGUNDA-FEIRANão tem pra ninguém no palco “Água”: é Pixies na cabeça e pronto. Yep, vai ter também o super dj Tiesto (fechando o festival), o Cavalera Conspiracy (reunindo os irmãos Max e Igor, que prometem um bom show de metal porrada) e só. Incubus é algo insuportável, Rahzel é um ilustre desconhecido e Gloria fará a alegria dos emos que estiverem por lá.Já no palco “Ar”, três shows em sequência prometem abalar as estruturas do festival: Yo La Tengo, Avenged Sevenfold e o sensacional Queens Of The Stone Age, do gênio Josh Homme. Quando o QOTSA sair do palco, você pode ir embora e esquecer que o Linkin Park ainda vai torturar o ouvido de quem ficar pra assistir.E no palco da Oi, na última noite, vai ter CSS e Autoramas como pontos altos. Mas vai ter também o chatíssimo Mombojó. A vida em festivais é assim: perde-se ali, ganha-se aqui.PLANETA TERRA – DIA 20/11 – SÁBADOTodo o line up do palco principal está bem legal, ainda mais que ele termina com os mega shows do Pavement e do Smashing Pumpkins (que, sim, já teve dias beeeeem melhores, mas ainda tem o gênio Billy Corgan à frente da banda). Vai ter Phoenix também. E o chatíssimo Mombojó também (incrível como uma banda mala dessas consegue se infiltrar no line de dois mega festivais, enquanto o super Nação Zumbi passa batido por ambos… injustiça pouca é bobagem).Já no indie stage dá pra curtir bem os sets do Hurtmold (e seu instrumental bacana e nada cansativo), do Holger e do Passion Pit. E se tem algo ali que é mesmo insuportável é o Hot Chip, claro.É isso? É isso. Agora, sempre lembrando: esta é a opinião destas linhas rockers bloggers. Se você concorda ou não, aí já são outros quinhentos dinheiros, hehe.O guitar rock noventista do Pavement também vem fazer a alegria dos indie kids no Planeta TerraJOÃOZINHO CHUPADOR BOTA PRA FODER!Goiânia rock city continua sendo uma das capitais mais fervidas da cena alternativa brasileira. Lar de gravadoras e produtoras como a Monstro Discos e a Fósforo Records (que está organizando o festival Vaca Amarela, nos próximos dias 17 e 18 de setembro, e onde Zap’n’roll já confirmou presença), de festivais como Goiânia Noise e Bananada, a cidade sempre deu ao país bandas muito legais. E uma dessas bandas é a Johnny Suxxx & The Funcking Boys, que acaba de lançar seu novo disco, o segundo de uma carreira que já dura seis anos. Integrado pelo vocalista andrógino João Lucas (ou Johnny Suxxx, pros íntimos ou, ainda, Joana Fomm, na definição do querido Daniel Belleza, hihi), pelo guitarrista Douglas Ramirez, pelo baixista Itty e pelo batera Hélio Zancopé, o grupo faz um som rápido, curto e grosso, com os dois pés fincados no glam/glitter rock setentista.É essa a principal influência que abunda nas faixas do novo cd, cheio de guitarras nervosas e melodias dançantes. Dá pra ouvir muitos eflúvios de Slade, T. Rex, AC/DC e Kiss em faixas como “Nancy Boy”, “Addicted”, “Bombs”, “Coco Chanel” ou “Sex On The Bitch”. Tudo rápido (o disco tem menos de 40 minutos) e bem gravado, e ainda com zilhões de participações especiais bacanas, como o pessoal do Daniel Belleza (o próprio Belleza em si mais o guitarrista Johnny Monster), a lindaça e tesuda Carol Freitas (vocalista do acreano Filomedusa) e o guitarrista Saulinho (também do Filomedusa).Pra falar do novo disco, Zap’n’roll bateu um papo rápido com o vocalista Johnny Suxxx esta semana, via msn. Nela, “Joãozinho chupador” explicou o conceito por trás do novo álbum, falou dos planos do grupo e ainda relembrou histórias bizarras e engraçadas, como quando conheceu o sujeito aqui, em Goiânia, lá por 2004, durante uma das edições do festival Goiânia Noise. “Finatti, você não vai lembrar, mas eu era um moleque de vinte anos de idade e estava na produção do Goiânia Noise. Até que fui na sala de imprensa e dei com você lá. Você estava escrevendo um texto sobre o festival no computador e tal. E, do seu lado, na mesa, tinha um montinho de pó branco. Você olhou pra mim e disse: ‘quer? Se quiser, pegaê’. Jornalismo gonzo é isso aí, você faz falta nos festivais, onde sobra caretice hoje e pouca atitude realmente rocker”, foi o que ele disse pro sujeito aqui. Wow! Valeu, cherrie! Este finde estaremos aí, no Vaca Amarela.Mas enquanto o festival não chega, você lê aí embaixo, a entrevista que o blog fez com o queridão Johnny Suxxx.Zap’n’roll – O que vc tem a dizer sobre o novo disco? Nome, proposta, como foram as gravações etc.Johnny Suxxx – Gravamos durante o ano de 2008 e lançamos em 2009, foi todo produzido no Rock Lab em Goiânia. O disco que se chama Zebra, tem a arte em estampa de Zebra tb. As listras brancas e pretas podem ser interpretadas da forma que os ouvintes acharem mais convenientes! Não tem um sentido, um significado pronto não. Assim como as letras do disco. Elas tem uma coerencia e uma sequencia lógica que podem ser interpretadas.Zap – No show aqui em SP, você comentou que se tratava de algo meio conceitual…Johnny Suxxx – Sim. O disco conta a história de uma noite de exageros. O disco começa uma farra e termina tenso. Bem tenso. Assim como uma noite de exageros. Não deixa de ser uma delícia, porém o final nem sempre é agradável!Zap – Como está a sonoridade dele e como foram as gravações?Johnny Suxxx – O disco segue a sonoridade típica do rock de garage goiano. Já ouvi por aí esse rótulo (rock goiano), e acho qeu ele faz sentido. Baterias bem marcadas e pulsantes, baixo reto, guitarras com pegadas de hard rock e metal e vocais de punk rock. Acho que isso sintetiza bem o espirito da banda, que tem influencias diversas, mas que o conjunto tem uma coerência. Procuramos gravar o disco de forma bem livre e fiel ao ao vivo. Porém no disco tivemso participações de 2 backing vocals, gêmeas e lindas, que nos acompanham em alguns shows. Elas são com o cheddar e o catupiry, adicionais! Pra levar as 2 tem que pagar mais! Ehehehhe.Zap – Pra quem não conhece a banda, dê um resumo rápido da história dela. Quando começou, quantos discos já lançou e quem toca nela atualmente.Johnny Suxxx – A banda existe desde 2004, Já lançamos dois discos, o Make up and Dream de 2006 e o Zebra de 2009. Tocamos em diversos festivais legais(Porão, Noise, Bananada, Vaca, Demosul, Calango, Jambolada, Tendencies, Fora do Eixo) e já rodamos baastante o circuito independente. Somos uma banda que produz shows na nossa cidade e dialogamos com a cena independente. Estamos já pensando em gravar outro material, um compacto em vinil, pra lançar no ano que vem. Somos pilhados em produzir, viajar, tocar e nos divertir.Zap – Qual a formação atual do grupo?Johnny Suxxx – Johnny Suxxx vocal, Itty Adicted(baixo), Ramirez(guitarra) e Hans(Bateria). Polly e Patty(backing vocals)Zap – Além de ser vocalista da banda, você também é um dos organizadores do festival Vaca Amarela, que este ano chega à sua nona edição. O que esperar do festival este ano?Johnny Suxxx – O Festival está lindo, é a edição mais bacana até hoje. Vem nomes que tem história na música e nomes qeu prometem ser grandes em pouco tempo. A programação da edição desse ano está no site do festival:www.fosforocultural.com.br/vaca Quem se empolgar em curtir a baixa umidade do mês de setembro em Goiânia será muito bem vindo!!!!O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Festival: a nona edição do Vaca Amarela começa nesta sexta-feira em Goiânia, e é pra lá que o zapper amante da indie scene nacional está se mandando no finde, pra depois contar tudo aqui no próximo post. Vão ter shows do Lobão, das Velhas Virgens, da incrível Stereovitrola de Macapá, e mais uma renca de grupos bacanas. Quer saber tudo sobre o festival? Vai lá: www.fosforocultural.com.br/vaca . E se você estiver em Goiânia neste finde, aproveite e caia na esbórnia rocker que vai rolar por lá.* Livro: “Pink Floyd – Primórdios”. O sujeito aqui descolou um exemplar e realmente ficou chapado com o acabamento gráfico e as fotos que ilustram o volume. O preço é um pouco salgado, mas vale a pena para conhecer os primeiros anos de uma mega banda que foi sim muito legal… no começo (depois…).* Dvd: Wow! A ST2 acaba de mandar pras lojas o dvd “Live Voodoo”, que registra uma apresentação do fodaço Jane’s Addiction em Nova Orleans, em outubro de 2009. Com sua formação original (yep, Perry Farrell nos vocais e Dave Navarro nas guitarras, mais o batera do inferno Stephen Perkins), o JA debulha no palco, mandando ver em clássicos como “Been Caught Stealing”, “Ocean Size” e o hino “Stop”. Não é por nada não, mas deve ser o melhor lançamento da ST2 em dvd neste ano, pelo menos até agora.O ótimo e velho Jane’s Addiction: showzaço agora registrado em dvd nacional* Disco: “Zebra”, o novo do querido Johnny Suxxx e seus garotos fodidos. E, vá lá, também o novo e homônimo do Interpol.* Baladas: o blogger andarilho vai passar mais um finde longe de Sampalândia (semana passada estávamos em Macapation; este finde a parada é em Goiânia Rock City), mas aqui o agito no circuito indie não vai parar. Veja só: a esbórnia já começa amanhã (quinta-feira), quando rola mais uma edição da bacana festa “Kill City” lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa City).///Já na sextona em si a gauchada invade o baixo Augusta, quando o sempre grande Pública vai tocar no mesmo Inferno e, em frente, na Outs (no 486), vai rolar showzaço dos Volantes (contando ainda com a presença dos curitibanos dos Sabonetes).///Sabadón? Vai que tem: a bombada festa Discotexxx no fofíssimo Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa) recebe o super dj André Pomba. E na Outs tem show do Vivendo do Ócio. Ou seja: finde recheado de shows fodões pra ninguém reclamar, no?E AGORA VAI! INGRESSOS NA FAIXA PRO SWU!É isso mesmo que você acaba de ler aí em cima! Corre lá no hfinatti@gmail.com que o blog que não dorme no ponto acaba de fechar promo/parceria com a produção do SWU, pra colocar você dentro do festival na faixa! O número de ingressos disponíveis na promo ainda não está definido mas você já pode e deve começar a mandar suas mensagens desesperadas porque a disputa, ao que tudo indica, vai ser mega sangrenta, hihi.E, sim, o blog está devendo uma desovinha de cds e dvs por aqui e promete zerar a parada assim que voltarmos de Goiânia, okays?FUOMOS!O post saiu no capricho, afinal estávamos devendo essa pro nosso mui amado e fiel leitorado. Agora, licençaê que o Vaca Amarela aguarda Zap’n’roll em Goiânia. Semana que vem tem mais! Beijos nas crianças e abraços nos marmanjos, sempre! Inté! (enviado por Finatti às 18:30hs.)

O Paris Le Rock e os truques selvagens que a vida nos dá – plus: festivais Megafônica e Vaca Amarela. E os Libertines. E o QOTSA no SWU. E Justin Timberlak se acabando no padê entre peitões totosos…

Ele é um gênio. E estará no SWU com o seu QOTSA* Blog de volta à rotina, após um finde de correria extrema, de mega felicidade por estar perto de quem se ama, de igualmente mega tristeza por não ter mais (talvez para sempre) quem se ama, de tensão e cansaço por conta de cuidar de festa de aniversário destas linhas rockers bloggers, por mais isso e aquilo. Então, sigamos em frente.* Mudanças aqui? Talvez… a blogosfera mudou (muda todo dia, aliás), os blogs de rock alternativo e cultura pop também mudaram e continuarão mudando. É o fim dos posts enormes, com vários assuntos, conforme os conhecíamos até agora? Talvez… a já veterana Popload abandonou o formato e agora dedica cada post (muitos deles bem pequenos) a apenas um assunto, priorizando mais fotos e vídeos. A Ilustrada no Pop sempre esmiuçou apenas um assunto por post, desde que entrou no ar na Folha Online. Aqui, após a mudança do portal para o WordPress, nosso querido e eternamente amado “editador” mr. André Pomba também quer que estas linhas zappers sigam este modelo mais “enxuto”, e tem pressionado bastante nas últimas semanas o autor deste espaço a acatar este modelo mais, hã, “muderno” de postagem. E nosso dileto leitorado, o que tem a dizer?* Os posts por aqui, na verdade, já andam sendo bem menores do que eram há tempos. Quando Zap’n’roll entrou no ar como coluna semanal online, isso há sete anos, cada coluna possuía em média 40 mil caracteres (!!!) de texto. Era o tempo dos maravilhosos “diários sentimentais” escritos pelo blogger loker de memória privilegiada, e onde abundavam histórias tórridas de sexo e drogas vividas pelo sujeito aqui. Histórias que conquistaram zilhões de fãs e leitores pra coluna. Depois, veio a mudança (bem-vinda, claro) para o formato blog e cada post passou a ter algo em torno de 20 a 25 mil caracteres. E agora que posts grandes parecem ser um formato “desgastado” (será?) e em desuso, vamos experimentar postagens mais ligeiras e ver no que dá. Mas que fique bem claro: Zap’n’roll, pessoalmente, ainda é um romântico incorrigível, saudosista e que prefere contar longos “causos” na web. E isso jamais vai mudar em sua personalidade. Talvez por isso mesmo ele sofra tanto com as crueldades do ser humano, de pessoas que ele julgava amar demais e igualmente ser amado por elas e, de repente, se dar conta de que tudo talvez sempre passa pelo interesse material em primeiro plano. É triste, mas é real.* Posto isso tudo aí em cima, rapidamente aos papos pops deste meio de semana: além do concurso que vai selecionar bandas indies para o palco Oi Novo Som, o SWU agora também vai premiar três vídeos de um minuto meio, onde o autor deverá pagar um mico em prol da sustentabilidade. O prêmio: passaporte free pros três dias de festival, incluso camping e visitas ao backstage do evento – tudo com direito a acompanhante. Quer concorrer? Vai no site do festival (www.swu.com.br) e boa sorte nas idéias!* E sim, sim, agora que todo mundo já sabe há dias, a assessoria do SWU divulga “oficialmente” que o Queens Of The Stone Age toca mesmo no festival, na última noite (11 de outubro), ao lado do graaaaande Pixies. É, está começando a ficar beeeeem interessante ir pra Itú em outubro.* É inacreditável mas é verdade: no último finde, o velhusco Iron Maiden, decano gagá do heavy metal caretaço e conservador, foi parar no topo da lista dos mais vendidos na Inglaterra, com seu novo álbum. É… o blog imaginava que só existiam fanáticos por esse tipo de som aqui mesmo, no nosso velho Brasil. Mas lá também tem, infelizmente.Não existe nada mais atrasado, no rock atual, do que o velho heavy metal tocado pelo Iron Maiden. Mas tem quem goste…* Wow!!! Em um filme que está sendo rodado em Hollywood, sobre a criação do Facebook, Justin Timberlak protagoniza uma cena onde ele cheira generosas carreiras de cocaine nos… peitões de uma mulher. Yep, é um “esporte” mega prazeroso (assim também como fazer a xoxota louca aspirar carreiras na sua pica dura) e que já foi bastante praticado pelo sujeito aqui, até tempos atrás…* É bacana quem assume suas posturas de vida ou o que fez ao longo de sua existência, né? A querida e velha “tia” Rita Lee, por exemplo. Ela disse no seu Twitter, com todas as letras: “tem gente que acha que sou rica. Até já fui, um dia. Mas cheirei, fumei e bebi tudo”. Acontece. Mui digna a declaração de miss Lee. Pior quem posa de pessoa acima de qualquer suspeita, mas adora cair na putaria rocker de sex and drugs. E depois ainda critica quem faz o mesmo e se livra de quem a quer bem, como se a figura fosse alguém acima do bem e do mal e que não cometesse erros. Cruel…* A VOLTA DO ANO!!! – Claaaaaro, com a formação original e tudo, os amados Libertines deram as caras anteontem em Londres, em show “fechado” para pouco mais de 300 sortudos. Uma espécie de “aquecimento” para as gigs que o grupo de Carl Barat e Pete Doherty (juntinhos novamente, uia!) fará neste finde no gigantesco festival de Reading. Podem dizer o que quiser (yep, há blogs escritos por gente velha e ranzinza que torce o nariz pra bandas fodonas como os Libertines; essas múmias do jornalismo rock, óbvio, ainda estão com a cabeça em Janis Joplin, Pink Floyd e Jimi Hendrix, cuja importância da obra para a música pop é inegável mas, porra, estamos em 2010 né?), mas The Libertines é sim um dos grandes nomes da história recente do rock inglês. E estão, com toda a justiça do mundo, na capa da NME desta semana. Sim, já tocaram aqui inclusive, em 2004, no extinto Free/Tim Festival. Foi um show beeeeem meia-boca (e assistido pelo blogger rocker), visto que Doherty tinha acabado de sair da banda e a química com o então novo integrante não havia funcionado mesmo. Mas agora tudo deverá ser diferente pois Carl e Pete estão aí novamente. Bem que a banda podia voltar pra cá, no?A velha química de Carl Barat e Pete Doherty novamente em ação: capa da NME, fácil!* Quem viu a entrega do prêmio Multishow? Bien, bien, não há muito o que comentar, não? Com Cine ganhando o prêmio de grupo do ano, Restart faturando melhor canção, Cláudia Leite e a dupla Victor & Léo assassinado uma música do inesquecível Legião Urbana, a conclusão é mais do que óbvia: a música pop brazuca, incluso aí o que resta do rock mainstream, passa por um momento pavoroso. E isso não tem nada a ver com o fato de o autor destas linhas bloggers estar ficando “velho” ou supostamente “ranzinza” e “conservador”. É a música pop e o rock nacional que estão descendo mesmo a ladeira, e arrastando uma multidão de fãs imbecis juntos. Infelizmente é isso.* Por isso que estas linhas rockers bloggers irão continuar dando sempre espaço ao melhor rock independente nacional, de bandas como a Paris Le Rock, por exemplo. Vai lendo aí embaixo.A BOA ESTRÉIA DO PARIS LE ROCKAlguns posts atrás, este espaço online comentou que as melhores bandas do novo rock brasileiro de hoje não estão surgindo em São Paulo. É um fato. Mas, vez por outra, na capital paulista ainda nascem grupos que mostram que ainda existe rock’n’roll alternativo de verdade sendo feito por aqui. Um desses grupos é o quarteto Paris Le Rock, que já frequenta o circuito underground de Sampalândia há algum tempo, mas apenas agora conseguiu lançar seu primeiro e bom disco homônimo, na velha plataforma fisica do cd. É rock de guitarras, melodias rápidas, bons vocais e levadas dançantes. E bem acima da média do que tem aparecido na maior cidade do país nos últimos meses.O grupo possui no seu line up uma figura até certo ponto “histórica” do rock brasileiro dos anos 80’: Alec Haiat, guitarrista e compositor de todas as faixas do álbum foi um dos fundadores do grupo pop Metrô, que estourou naquela década com o mega hit “No balanço das horas”. Além dele, integram o PLR a estilosa e charmosa vocalista Lia Paris, o baixista Marco Klein e o batera Ipojucã Vilas Boas.Bons vocais femininos e ótimas guitarras na estréia do quarteto paulistanoMas a sonoridade da nova banda de Alec não guarda similitude alguma com o pop alegre e de fácil digestão que celebrizou o Metrô. Aqui há riffs de guitarras disparados em abundância por todas as faixas do disco. E a potência abrasiva rítmica e melódica de uma música como “Jealous Girl” (com sua abertura sendo feita por um baixão anguloso) flagra o quarteto conseguindo equacionar muito bem harmonias até certo ponto pesadas com levadas dançantes, que funcionam tanto ao vivo quanto numa pista de dança. É talvez o melhor momento de um cd que ainda traz ótimas faixas, como “Palavras”, “Drive Me”, “Paris Texas” (ah, essas referências ao cinema cult e de arte, de diretores como o genial Win Wenders), “I Had A Dream” (e sua guitarrinha econômica mas agressiva, bem ao modo indie guitar britânico) e “Eu sei que tenho medo”. E tudo isso em enxutos 29 minutos, como todo bom cd de rock deveria durar.Yep, há várias letras em português na estréia do Paris Le Rock. Mas Lia também canta em inglês e francês no disco. Talvez este seja o único senão do trabalho: a banda poderia definir apenas um único idioma em suas canções, o que com certeza iria conferir mais unidade estética ao álbum. Mas o primeiro cd do grupo é ok. Bom o suficiente para tirar o indie rock de Sampalândia do abismo criativo no qual ele se encontra atualmente.* Para saber mais sobre o Paris Le Rock, vai lá: www.parislerock.com.br* Quer conferir o som deles ao vivo? O grupo toca semana que vem, sexta, dia 2 de setembro, na Outs (rua Augusta, 486).* Quer conferir o cd do quarteto mas está sem grana pra gastar nele? Simples: vai lá naquele e-mail que você sabe muito bem qual é, que duas cópias do disco te esperam por lá.É TEMPO DE FESTIVAIS – MEGAFÔNICA E VACA AMARELAQuem acha que o circuito de festivais independentes está meio assim agora neste segundo semestre, talvez ofuscado pelos mega festivais gringos que vão rolar em Sampa em outubro e novembro, está enganado. A movimentação ainda está um pouco devagar, é verdade, mas o calendário começa a se agitar novamente já neste finde, quando rola em Belém (capital do Pará, seu mané) a primeira edição do Megafônica. Organizado pelo coletivo do mesmo nome, o evento está com uma prog bem legal e que você confere aí embaixo:Sexta-Feira (27/08)01:40 Proyecto Gomez (ARG)00: 50 Johny Rockstar00:00 Mini Box Lunar (AP)23:20 Juca Culatra22:30 Tereza (RJ)21:40 Paralelo XI (Primavera/PA)20:00 Felipe CordeiroSábado (28/08)01:40 Black Drawing Chalks (GO)00:50 Delinquentes00:00 Brown-Há (DF)23:20 Turbo22:30 Veludo Branco (RR)20:50 Projeto Secreto Macacos21:40 Beatle George (AP)20:50 DDT (Capanema/PA)20:00 16 Bits (Novo Repartimento/PA)E mais infos sobre o festival você pode encontrar aqui: www.megafonica.blogspot.comAgora, bacana mesmo vai ser a nona edição do Vaca Amarela, que rola em Goiânia de 15 a 18 de setembro. Sempre organizado pela turma da Fósforo Cultural (alô fofis Johnny Suxxx, Zap’n’roll te aguarda logo menos pelo msn pra fazermos aquela entrevista sobre seu novo álbum, hihi), o festival este ano conseguiu viabilizar um patrocínio de uma conhecida marca de cervejas e, com o $$ obtido, vai botar pra quebrar. Entre as atrações do Vaca Amarela 2010 estarão Lobão e Velhas Virgens de headliners, além de bandas fodonas e prediletas aqui destas linhas zappres como Pata De Elefante, Mersault & A máquina de escrever (aka “Estrangeiro”, by Kafka, no?), Baudelaires, o incrível Johnny Suxxx e seus Fucking Boys e a sensacional Stereovitrola. Anyway, após um tempo sem dar as caras na Seattle brasileira, Zap’n’roll deverá ir até lá pra acompanhar de perto o Vaca Amarela. E toda a prog e mais infos do festival, que promete ser fodão, você encontra em http://fosforocultural.com.br/vaca/ .Yep, o Grande Lobo vai estar no Vaca Amarela 2010O BLOG ZAPPER INDICA* Disco: a estréia do quarteto paulistano Paris Le Rock.* Livro: “Atravessar o fogo”, um calhamaço de 792 que a Cia das Letras lançou há pouco no Brasil, e que destrincha minuciosamente todas as letras escritas pelo gênio master do rock, mr. Lou Reed.Em mais de 700 páginas, todas as letras de Lou Reed* Baladas: finde chegando e com ele vem a busca pelas melhores baladenhas do circuito under de Sampa, néan? Pois entonces, hoje, quinta, a esbórnia começa com a sempre animada festa Kill City lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker da cidade).///Já amanhã, sexta, mas na Outs, rola show sempre bacana com Os Trovadores de Bordel. Enquanto isso, no outro lado da rua, no Inferno, tem esporro sônico por conta dos Zumbis do Espaço. E no sempre ótimo e aconchegante Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação) tem show sessentista com Gaspa (ex-baixista do Ira!) acompanhado dos Alquimistas.///Sabadón? Vem que tem: Suéteres agitam a pequena pista da Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa). E na Livraria do Bosque (rua do Bosque, 1254, Barra Funda, zona oeste paulistana), vai rolar show do incrível Rosie And Me (www.myspace.com/rosieandme), um dos nomes mais fodásticos do novo folk independente brazuca. É nesse que Zap’n’roll vai no sábado, com certeza!MANDE VER NOS PRÊMIOS!Logo menos faremos uma desova por aqui, que já está em tempo. Enquanto ela não rola, vai lá no finatti@dynamite.com.br ou no hfinatti@gmail.com, que continuam em disputa sangrenta:* Duas cópias do disco de estréia do Paris Le Rock;* Duas cópias do novo álbum do sempre porreta Zefirina Bomba;* Um kit com dvds e cds da gravadora ST2;e…* um exemplar do livro que traz todas as letras escritas por Lou Reed e que saiu há pouco aqui pela Cia. das Letras;* e CINCO PARES de óculos da descolada marca Chilli Beans, que acaba de fechar parceria bacana com o blog. Vai perder?SAINDO FORAForam dias tensos e insones por aqui. E continuam sendo. Dias em que o blog, mais uma vez, teve a certeza de que a vida nos dá rasteiras homéricas e de que ela, a vida, não é como gostaríamos que fosse. Inclusive nas relações de amor, algo tão caro e essencial a todo ser humano. Pois é, termina o namoro do sujeito aqui com sua eternamente amada Rudja, mas fica uma amizade igualmente eterna, esperamos de coração. Foi mais de um ano tentando viabilizar um namoro pra lá de complicado, pela distância que separa o casal. Até que no último finde, houve uma despedida bacana para ambos e a perspectiva que, se um dia os dois estiverem morando na mesma cidade (aqui ou em Macapá), o romance poderá ser reatado. Até lá, Zap’n’roll sempre terá o maior amor e carinho do mundo pela incrível Rudja, a francesa mais bacana que este sujeito conheceu até hoje. Beijos doces pra ela, e outros tantos beijos pro nosso sempre fiel leitorado. Até o próximo post!(enviado por Finatti às 16:30hs.)

A festa é nossa e sua: blogão zapper versão 7.0

 Os curitibanos do Charme Chulo: um dos grandes nomes do novo rock indie brazuca, animando a festa de sete anos do blogYeeeeesssss! Não tem pra ninguém este finde, hihi. Nada de SWU ou Planeta Terra. Muito menos Ok Go! No VMB, dia 16 de setembro. A parada é JÁ neste sábado, no sempre badalado e bombado clube Outs, lá no baixo Augusta, na região rocker mais fervida dos tempos atuais em Sampalândia. É lá na Outs (no 486 da Augusta) que vai rolar, a partir da meia-noite deste sábado, 21 de agosto, a festona de sete anos da Zap’n’roll, sempre o blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brazuca.São sete anos no ar (primeiro, em coluna semanal; depois, em versão blogueira). Tempo em que acompanhamos bem de perto toda a movimentação na cena rock independente nacional, no melhor da cena rock indie gringa, além de reportar e comentar todos os grandes lances da cultura pop dos dias atuais, falando de filmes, livros, vídeos, tv, os caralho. Nesse tempo todo o blog angariou milhares de leitores e admiradores (são cerca de 70 mil acessos por mês em nossa página), e também milhares de desafetos, críticos e detratores, como não? Afinal, o que seria do azul se todos gostassem do vermelho?Enfim, uma certeza nós – e também quem nos acompanha sempre – temos: a de que no mundo voraz, volátil, volúvel e veloz da blogosfera dedicada à cultura pop, onde a concorrência é cruel e predatória e onde blogs surgem e desaparecem num piscar de olhos, não é todo dia que um blog dura tanto tempo. Por isso mesmo, você é convidado zapper na Outs neste sábado, pra curtir tudo isso aí embaixo, e que vai rolar por lá:SHOWS* Dr. Spike: da novíssima safra indie paulistana, faz rock com letras em português e inspiração nas grandes bandas brasileiras dos anos 80’, como Capital Inicial e Legião Urbana. Tem um guitarrista do inferno na sua formação, o alucinado Márcio Félix.* Os Corleones: diretamente de Campo Grande (Mato Grosso do Sul) vem o grupo liderado pelo guitarrista e vocalista Állan Azambuja. Psicodelia, Beatles e garagismo sessentista formam o caldeirão sonoro da banda, que promete ser um dos grandes nomes do novo indie rock BR em 2011.* Alarde: a sensação grunge paulista, que lançou seu primeiro e ótimo cd este ano, e cujas letras junkies escritas pelo vocalista Luis Silva, deixam muitos “letristas” do pop brasileiro comendo poeira.* Charme Chulo: um dos melhores grupos do rock independente nacional. Já destacado em matérias de capa na Ilustrada (da FolhaSP) e na Rolling Stone, e com dois cds fodaços no currículo, o quarteto curitibano (atualmente radicado em Sampa), funde violas caipiras com o pós-punk britânico dos Smiths. O resultado é fodástico e só quem já viu o grupo ao vivo sabe o quanto a banda é sensacional. Imperdível é pouco!LINE UP DE DJS* Tati e Valentim: os residentes da Outs abrem a noite na pista, tocando sempre o melhor do rock de todas as épocas.* Pablo Miyazawa: aka “super monge japa zen”, rsrs. O querido editor da mega revista Rolling Stone participa pela terceira vez como dj convidado da festa de aniversário do blog. E sempre manda muito bem com seu set recheado de grunge e guitar bands inglesas e americanas.* Bruna Vicious e Rudja Catrine: a dupla de gataças promete estremece a pista da Outs. La Vicious já detona no clube uma vez por mês com um set nervoso de indie rock. Rudja, a francesa criada em Macapá e que está se mudando pra Sampa (afinal, ela vai se casar com o sujeito aqui no final deste ano), é uma das grandes agitadoras do rock alternativo no Amapá, onde escrevia um blog e também participava da organização do festival QuebraMar. Antenadíssima com as últimas novidades do rock alternativo, também deverá fazer um set arrasador.* André Pomba: o super dj mais badalado da noite paulistana, hoje. Comanda as duas noites mais bombadas do clube A Loca (a festa “Loucuras”, às quintas; e a matinê rocker “Grind”, aos domingos, que arrasta mais de mil pessoas pro fervido clube da rua Frei Caneca) e também já se tornou dj “residente” das festas de aniversário do blog.* Zap’n’roll: claaaaaro! A festa não poderia ser completa se o próprio blog não assumisse também as pick-up’s na pista da Outs. E isso vai acontecer lá pelas três e meia da matina de sábado pra domingo e, como sempre, vai ser show: o melhor do indie rock planetário, mais air guitar com guitarra de verdade na cabine, talagadas de vodka com energético pra enlouquecer o dj etc, etc, etc.Vai perder? Claaaaaro que não! Então, o blog te espera neste sábado lá na Outs, ok? Afinal a festa é nossa e sua também. Cola lá e vamos brindar juntos mais um ano de putaria rocker, uhú!Um line up de djs pra incendiar qualquer festa: Zap’n’roll e o querido e super André Pomba, dom Pablito Miyazawa (o homem da Rolling Stone), empunhando seu baixo super zen, e as gataças Rudja Catrine e Bruna Vicious. É hoje, sábado, na Outs. Vai perder?——————–* E por hoje é só isso mesmo. O blogão tá na pilha com os preparativos da festa por isso não vai estender muito o papo por aqui, sendo que na semana que vem voltamos às nossas transmissões “normais”, quando iremos falar dos novos discos do Paris Le Rock e dos Cartolas, além de um monte de outros assuntos. Pode esperar!* Sim, sim: o maleta Mars Volta está no SWU. Zap’n’roll tentou assistir ao show deles no Tim Festival de 2005, se a memória do sujeito aqui não estiver mega falha. Foi no mesmo Tim Fest que rolaram showzaços do Primal Scream e da deusa P.J. Harvey. Enfim, o blog aguentou assistir a metade do show do Mars Volta. Depois, caiu fora porque o saco realmente havia estourado.* Programas legais pra este finde? Oxe, bora lá: tem showzaços do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria junto com o sempre agitado Johnny Suxxx amanhã (sextona rocker), lá no Inferno Clube (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa)./// E no sábado, além da festona zapper na Outs, você também pode curtir o show de lançamento do primeiro álbum do quarteto Paris Le Rock lá no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de Sampa)./// E terminando o finde em mega estilo, o blogão zapper fecha as comemorações dos seus sete anos com super dj set na domingueira Grind, comandada pelo amado André Pomba, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo).* Ok, ok, você quer ir na Outs e na Loca mas está na pindaíba, né? Corre então no finatti@dynamite.com.br, ou no hfinatti@gmail.com, que lá estão em promo relâmpago:* Dois pares de convites pra curtir a balada na Outs no sábado, e na Loca no domingo, okays? Os vencedores serão avisados por email até o final da tarde deste sábado.* E é isso. semana que vem voltamos com muuuuito mais, como sempre. E vai preparando o dedo no mouse que no próximo post entram promo de ingressos pro SWU e pro show do She Wants Revenge, dia 9 de setembro na Clash Club, em Sampa.Falouzes??? Então tá. Sábado o blog te espera lá na Outs. Até lá!(enviado por Finatti às 16hs.)

A hora é agora! (do grande rock independente brazuca e de bandas como Stereovitrola, Cartolas e Paris Le Rock) (versão final: 13/08/2010)

  Eles são fofos e estão com disco novo e a caminho do BrasilExato! A hora é agora! Lollapalloza no último finde? Já foi muito bem esmiuçado por competentes blogs vizinhos, como a sempre querida Popload e a Ilustrada no Pop, escrita pelo chapa Thiney. Discão do Arcade Fire? Já foi destrinchado aqui, na semana passada. Novo do Interpol? Hum… esse aí teria “vazado” na web já há dias, todo mundo começou a falar e de repente… nenhuma resenha do dito cujo publicada até o momento em lugar nenhum. Este blogão, sempre atento às movimentações dos grandes lançamentos e “vazamentos” do rock planetário, continua de olho e assim que “capturar” o discão, irá falar dele por aqui, claaaaaro. Mas continunando: mega festivais como SWU e Planeta Terra? Ok, ok, já falamos e vamos continuar a falar. Shows que vão mudar nossas vidas por aqui em breve, como Belle & Sebastian e Arcade Fire? Tá bom, o blog vai falar também sobre. Masssss… o que interessa mesmo, neste post, é voltamor nosso olhar para aquela cena que tornou Zap’n’roll um diferencial na blogosfera dedicada à cultura pop e ao rock alternativo: falar das grandes bandas do indie rock brazuca, e que estão movimentando a cena como nunca nestes dias. Aí, lendo estas linhas rockers bloggers, você pode saber do lançamento do disco de estréia do Paris Le Rock. Ou da vinda da macapaense Stereovitrola pra Sampa mês que vem. Ou, ainda, do showzaço do fodástico grupo gaúcho Cartolas, que rola nesta sexta-feira no clube Inferno, em Sampa. Certo, mano? Então siga-nos (aqui mesmo ou no Twitter do blog, em www.twitter.com/zapnrollfinatti) porque, definitivamente, a hora é agora!* A única nota realmente chata do último finde é que o blog perdeu sua discotecagem em Macapá, na “Festa nunca termina” e que, segundo relatos da amada Rudja e amigos do Norte, foi realmente sensacional. Culpa da Gol, óbvio, que estava um autêntico caos a semana passada toda. Sem problema. Rudja estará semana que vem em Sampalândia, para estrear como dj na festa de sete anos do blog lá na Outs. E em setembro o blog volta a Macapá, no feriado da independência.* QUE FIM LEVOU FIONA APPLE? – é a pergunta que estas linhas zappers fazem enquanto este texto vai sendo batucado no teclado do pc. Fiona, gênio precoce do rock underground americano dos 90’, simplesmente sumiu de circulação há um bom tempo. E o blog se lembrou da garota neste exato instante (madrugada de quarta pra quinta-feira) porque o Lab Teco Apple, da MTV, passou o (ok, já um tanto batido, mas ainda assim fodástico) clip de “Criminal”, o hit single (se é que podemos chamá-lo assim) de seu álbum de estréia, “Tidal”, lançado em 1996. Naquela época, FA tinha apenas 19 aninhos de idade, era uma gostosura absurda (deve continuar sendo, pois está atualmente com 33 anos) e cantava pra caralho, compunha canções acachapantes ao piano e tinha um feeling animal como melodista e vocalista. Não foi à toa que a crítica caiu de joelhos diante da sua estréia em disco. Mas Fiona era, digamos, subversiva e “junky” demais pra chegar ao populacho naquela época – algo que hoje Amy Winehouse conseguiu sem grandes problemas, mesmo pipando toneladas de crack e se entupindo de cocaína e heroína. Até hoje o vídeo de “Criminal” impressiona pelas suas imagens: Fiona desfila de calcinha e suitã boa parte do tempo (quando não está semi nua), e sua expressão é a de quem está numa trip sem fim de chapação pesada de drugs. Fora que seu rosto descomunalmente belo e sua expressão de putaça ordinária (daquelas que devoram sem dó machos e fêmeas sedentas, daquelas que urram e gritam a cada estocada de rôla em sua xoxota desvairada, ou a cada lambida em seu grelo inchado e teso) enlouquecem e assustam ao mesmo tempo quem assiste o clip. Foi, claaaaaro, um choque no mondo pop. O disco até que vendeu razoavelmente e Fiona lançou mais dois álbuns, ambos também bastante elogiados (“When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King”, de 1999, e “Extraordinary Machine”, editado em 2005). Mas depois disso, a garota simplesmente desapareceu. Seu último disco de estúdio saiu há cinco anos. É um hiato enorme para estes tempos de cultura pop fast food, rápida e absolutamente descartável. E o rock anda careta e bunda-mole demais. Ele está precisando de uma bad girl como Fiona Apple. Fica então, a nossa torcida daqui para que ela ressurja com um discão o mais breve possível.Linda, sexy, junky, putona e canta pra caralho. Ou seja: tudibom!* Sim, sim, todo mundo já  viu alguma vez o vídeo de “Criminal”. Mas ele é tão genial e fodido (como a música em si, aliás), que não dá pra resistir: dá uma “recordada” nele aí embaixo:Fiona Apple – “Criminal”* E o novo disco dos amados escoceses do Belle & Sebastian se chama “Write About Love” e sai lá fora mês que vem. E, yep, eles estão a caminho do Brasil – assim como o Arcade Fire também está. Ou seja, este final de 2010 vai mesmo entrar para a história, pelo menos em termos de shows gringos por aqui.A capa do novo disco dos amados Belle & Sebastian* Aliás, “The Suburbs”, a nova obra-prima dos canadenses do AF, simplesmente aterrisou em primeiro lugar na parada da Billboard desta semana. Estaremos voltando aos bons tempos em que o Nirvana chutou Michael Jackson e Madonna do primeiro lugar da Billbo, e se instalou lá com o seu inesquecível “Nevermind”?* E “Hurley”, o novo álbum do amado indie nerd Weezer, chega às lojas em 14 de setembro. A capa do disco (essa aí embaixo), estampa o ator Jorge Garcia, que fazia o papel de… Hurley, oras, na maleta série “Lost”, pela qual a humanidade babava ovos mas que Zap’n’roll sempre achou um saco. Enfim, o track list do novo cd do Weezer é este:1 – “Memories”2 – “Ruling Me”3 – “Trainwrecks”4 – “Unspoken”5 – “Where’s My Sex?”6 – “Run Away”7 – “Hang On”8 – “Smart Girls”9 – “Brave New World”10 – “Time FliesLost? Nope, apenas a capa do novo cd do Weezer* E, sim, o Weezer merece todo o respeito do mundo e tals. Mas… será que eles ainda conseguem fazer rock relevante?* “Hey!!! Espera o inverno chegar/Hey!!! Quem é o último superstar/Sem ter noção de quando/A tempestade vai passar/Sair pisando na água/Megulhar no líquido céu/Hey!!!/Entendo quando Arnaldo/Perdeu a noção de realidade/Louco ou mutacional além do mar”. Isso é Stereovitrola. E a música se chama “Brother Arnaldo”, faixa de “No espaço líquido”, segundo disco da banda, editado já há uns dois anos. A música é uma clara homenagem ao gênio louco  Arnaldo Baptista. E a Stereovitrola, de quem estas linhas bloggers já falou bastante no ano passado, logo após a segunda edição do festival macapaense QuebraMar, periga ser uma das dez melhores bandas do novo rock brasileiro atual. Com certeza “No Espaço Líquido” é o melhor disco de rock independente nacional dos últimos tempos e o sujeito aqui passa às vezes madrugas inteiras ouvindo-o várias vezes. Enfim, o grupo toca em Sampa no dia 9 de setembro. E até lá ainda vamos falar muito dele aqui, pode esperar.* Yo La tengo também no SWU. Bacana! O trio indie americano também vai tocar no SWUO GRANDE INDIE ROCK BR ATACAEnquanto fala-se muito nos mega festivais que irão agitar o país agora no segundo semestre, como o SWU (em outubro, em Itú, interior paulista) e o Planeta Terra (em novembro, em Sampalândia mesmo), Zap’n’roll notou, dando sua costumeira “voltinha” na blogosfera dedicada à cultura pop e ao rock alternativo, que pouco tem se falado ali sobre a movimentação atual na indie scene nacional. E qual o motivo para esse “silêncio”? Falta de boas bandas? Talvez. De bons lançamentos novos em disco (seja na web ou mesmo no velhusco cd)? Pode ser também. E dos vindouros festivais da Abrafin de agora até o final do ano (como Calango, Varadouro, Se Rasgum etc), então? Lhufas.É uma pena que a movimentação da cena não esteja repercutindo como deveria em mídia impressa, sites, blogs etc. Porque, sim, apesar da excassez de bons novos grupos ou de bons lançamentos, eles continuam a acontecer. Por exemplo: na última terça-feira, aqui mesmo em Sampa, rolou o show de lançamento do primeiro álbum do grupo Paris Le Rock, sobre o qual você já leu aqui no blog e vai ler mais nos próximos posts. O PLR é tudibom: tem uma cantora charmosa e estilosa, boas composições, boas e curtas canções tramadas com guitarras bacanas e melodias idem. Uma raridade aliás no cenário under paulistano atual, onde sobram bandas e falta qualidade.Não só: quem for ao Inferno Club, também na sempre agitada e nervosa capital paulista rocker, nesta sexta-feira (leia-se hoje), vai poder conferir show dos gaúchos Cartolas. É um dos melhores grupos da atual indie scene nacional e possui uma sonoridade rigorosamente inclassificável. É rock? Yep, mas abarca tantas referências legais que acaba se tornando reducionista demais dizer que os moleques são “isso” ou “aquilo”. Só ouvindo os dois discos que eles lançaram até o momento e indo vê-los/ouvi-los ao vivo pra entender.O sensacional Stereovitrola: direto de Macapá, um dos melhores grupos do novo rock indie nacionalE tem também a Stereovitrola, laaaaaá de Macapá, de quem já falamos mais acima aqui mesmo neste post. A Stereo vai estar em Sampa mês que vem. Toca aqui no dia 9 (mesma data do show do duo americanmo She Wants Revenge na Clash Club, wow!). E vem mostrar toda a sua psicodelia e eflúvios do pós-punk inglês dos 80’, através das fodaças músicas e letras escritas pelo vocalista e guitarrista Juan Patrick. Dá gosto ouvir sem parar “No espaço líquido”, o disco de estréia deles (sendo que o grupo também possui um ep lançado). E incrível é que Zap’n’roll ainda não conseguiu ver um show inteiro da banda. Pretende fazer isso no dia 9 de setembro.Enfim, a cena anda se movimentando sim. E o blogão zapper que sempre a acompanhou de perto vai continuar observando essa movimentação atentamente. Nosso dileto leitorado, que há sete anos prestigia estas linhas rockers bloggers, pode esperar mais sobre estas bandas e outros grupos igualmente legais em nossos próximos posts. Aguardem!O BLOGÃO ZAPPER INDICA E COMENTA* Ingressos pro Camping do SWU: os preços estão pela hora da morte, todo mundo já tá sabendo. Agora, curioso mesmo foi a pesquisa feita pelo jornalista e blogueiro Rodrigo Salém: ele descobriu que, pelos preços cobrados pela organização do SWU pro pessoal poder acampar no festival, dá pra se hospedar em alguns hotéis de luxo da capital paulista. Uia!* Mais bandas nacionais no SWU: a produção do festival acaba de anunciar a inclusão do Glória, do Black Drawing Chalks e do… Teatro Mágico no line up do evento. Sem comentários… * Festival em Sorocaba: vai mesmo rolar por lá o Usina Festival e que, por enquanto, fechou com as seguintes bandas: Volantes, Subburbia, Hmblockbuster, Blank_Tapes (EUA), Osrelpis, Volpinagem e Tijolo. Fora que o evento vai marcar o comeback de uma lenda do rock pós-punk paulistano dos 80’, o Vzyadoqmoe. Yep, você jovem leitor destas linhas bloggers nunca ouviu falar deles, mas o Vzyadoq causou comoção na indie scene paulistana naquela época, com suas letras que desfiavam visões de morte à la Augusto dos Anjos e a música que era amalgamada em instrumentos metálicos (como latas e tambores), ao estilo dos grupos de rock industrial alemão também daquela época. O vocalista era o Fausto Marthe – e que hoje, assinando seu verdadeiro nome, Marcelo Marthe, é um dos repórteres de música da editoria de variedades da revista Veja. Enfim, assim que o blog tiver mais infos a respeito do Usina Festival, ele irá divulgá-las aqui, óbvio. Mas apenas pelo fato de o Vzyadoq estar na parada, já vale uma ida até Sorocaba.* Disco: faça um favor aos seus ouvidos. Vá até o MySpace da banda, e ouça o disco “No espaço líquido”, da Stereovitrola. www.myspace.com/stereovitrola* Filme: é cinemão de ação mas “Salt”, com a sempre tesudíssima Angelina Jolie, vale e muito sua ida até o cinema.* Baladas: semana que vem, já sabe! Mega festa de sete anos do blogão campeão quando o assunto é rock alternativo e cultura pop. Vai rolar dia 21 de agosto, sábado, lá na Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), com showzaços dos Corleones, do Vila Vintém, do Alarde e do graaaaande Charme Chulo. O line up de djs na pista, então, vai ser um escândalo: Tati e Valentim (os residentes da Outs), mais os super André Pomba e Pablo Miyazawa, as gatíssimas Bruna Vicious e Rudja Catrine, e Zap’n’roll, claaaaaro! Vai ser loki de perder? Buenas, enquanto a festona não chega, dá pra ir tranquilo hoje, sexta 13 (brrrrr…) no Inferno Club (também na Augusta, mas no 501), quando vai rolar noitada fodona com as bandas Cartolas e Sabonetes. É lá que o sujeito aqui vai enfiar o pé na lama nesta “naite” de sexta, hihi.QUER PRÊMIOS???Oxe, quem não quer, no? Então se liga: vai lá no hfinatti@gmail.com, que o blog põe na roda agora:* Duas cópias do álbum de estréia do grupo Paris Le Rock;* Outras duas cópias dos dois álbuns do grupo Cartolas;* E dois pares de convites pra você ir curtir, na faixa, a festa de sete anos do blog, semana que vem na Outs.Fora isso vai preparando o dedo no mouse que logo menos irão pintar por aqui INGRESSOS NA FAIXA pro show do She Wants Revenge e pros festivais SWU e Planeta Terra. Calma que o blogon está agilizando essas paradas todas e daqui a pouco as promos entram pra valer no ar, okays?BYE BYE GALEREO finde chegou e com ele Zap’n’roll se vai pra esbórnia, rsrs. Mas semana que vem voltamos no pedaço, beleusma? Até mais então!(finalizado por Finatti em 13/08/2010, às 5hs.)

Arcade Fire e Vila Vintém são as bandas! (agora vai!) Mais: as festonas dos sete anos do blog e a grande questão: o Rage Against vale mesmo quanto custa???

 Arcade Fire (acima) e Vila Vintém: a ponte Canadá/Amapá mostrando o melhor do rock atual* É, foi maus… o post anterior ficou sem conclusão. Gripe combinada com preguiça e etc. Desculpaê. Mas agora vamos botar esse treco pra funcionar porque a semana vai ser curta e quente por aqui.* Não se fala em outra coisa no mondo pop. “The Suburbs”, o novo discaço do Arcade Fire, finalmente ganha as lojas do mundo hoje. Capa da NME (como já mostrado no post anterior), assunto principal de todos os blogs que importam (como o “vizinho” Popload), sendo que até o nosso querido chapa ranzinza e rigoroso Dum De Lucca aprovou o disco, como ele disse ontem em papo telefônico com Zap’n’roll. Entonces, o que fazemos? Falamos enfim do álbum logo mais aí embaixo, oras.* E falamos também, neste post, das festonas que vão agitar todo o mês de agosto e vão comemorar os sete anos de existência do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brazuca – esse aqui mesmo, hihi. A esbórnia já começa neste finde lá na longínqua Macapá. E vai ter também na Outs, no clube A Loca etc. Vai lendo aí embaixo que você ficará sabendo de todos os detalhes.* Bien, bien, Avenged Sevenfold e Queens Of The Stone Age vão mesmo engrossar o line up do SWU. Ambos tocam na última noite do festival, dia 11 de outubro. Tudo ótimo, tudo lindo, mas Zap’n’roll continua achando uma barbaridade o custo pra curtir o festival de Itulândia. E estava conversando a respeito disso ontem, com a nossa sempre dileta amiga Adriana Ribeiro. O blog e ela fizeram as contas: com preço dos tickets, mais gastos com rango (que tem que ser comprado lá, não se pode levar comida pro festival), camping etc, quem for nas três noites do SWU vai gastar, no mínimo, mil reais. Sem caretice, mas não é muuuuuita grana pra se torrar num festival? Cadê o espírito rocker da parada, da organização, o mesmo espírito que norteou o lendário Woodstock? Óbvio que ninguém aqui está defendendo que seja tudo de grátis em Itú – nem seria possível isso, mesmo que o evento conseguisse milhões em patrocínio. Mas um pouco de bom senso em relação aos preços divulgados pela produção do evento, seria muito bem-vindo.* Fora que estão superestimando demais a participação do Rage Against The Machine nessa parada do SWU. Yep, o blog vai abrir a boca agora e desafiar o coro conformista daqueles que acham que a banda de Zack De La Rocha e cia. é um nome inatacável da história do rock. Que o RATM possui uma importância fodida e histórica dentro do rock mundial, ninguém duvida. Que a banda possui uma sonoridade fodona e é ultra-politizada, todo mundo também está careca de saber. Mas, e daí? Se você parar pra pensar friamente a respeito dos caras, eles tiveram de fato um grande e único hit, a espetacular “Killing In The Name” e fizeram toda a sua carreira em cima dele a partir de então. “Killing In The Name” faz parte do primeiro e homônimo disco do grupo, lançado em 1992 e ainda o grande álbum deles (depois a banda lançou apenas mais quatro discos, sendo que o último saiu em 2003). De lá pra cá, o Rage Against sobrevive muito mais em cima da sua fama e do mito criado em torno de si, do que propriamente por méritos artísticos relevantes. Além disso, é muito fácil posar de artista esquerdista e anarquista em um país como os EUA, onde qualquer posição minimamente à esquerda já é considerada como “comunista” e contra o governo. E também é muito fácil berrar em cima de um palco contra opressão política e social, quando se ganha cerca de um milhão de dólares por show, pra fazer esse papel. Né?Rage Against The Machine: quem não quer ser do contra por um milhão de dólares?* Outra banda escalada para o SWU, o Kings Of Leon, anuncia seu novo disco para outubro, mesmo mês do festival em Itú. O disco, com lançamento marcado para o dia 18 (exatamente uma semana após eles tocarem por aqui), vai se chamar “Come Around Sundown”.* Enquanto isso, o primeiro lote de ingressos pro Planeta Terra, que rola dia 20 de novembro em Sampa, e que custavam R$ 160 pilas cada, já foi pro saco. Lembrando que no Terra estão confirmados Smashing Pumpkins, Pavement, Gorillaz, Hot Chip e Phoenix, por enquanto. Vem mais por aí…* E esta loiraça aí embaixo, que você conhece muuuuuito bem, diz na nova edição da revista Vanity Fair, que parou de dar sua xota pros machos pra não perder a criatividade. Se a moda pega…* Buenas, sem mais delongas (pois o tempo é curto esta semana e o blog está indo pro Amapá  nesta sexta-feira pela manhã, logo após cair no show do Vive La Fête no Comitê Club, no baixo Augusta), vamos lá! Arcade Fire aí  embaixo, com toda honra e glória.O DISCO DE 2010 – ATÉ AGORA…O grupo canadense Arcade Fire existe há sete anos. Foi formado em Montreal, em 2003 e lançou até agora três álbuns – sendo que o mais recente, “The Suburbs”, chegou ontem às lojas americanas e européias (embora ele já esteja flanando há semanas pela web), e deve ser lançado em edição nacional em breve. Pode parecer pouco por um lado. Mas nestes dias velozes,voláteis e hiper fugazes e descartáveis da cultura pop via mundo virtual, uma banda durar sete anos e três discos já a faz ser considerada “velha”, a torna “veterana”. É um caso raro nos tempos atuais e o AF sabe disso. Assim como sabia que, se não lançasse um disco no mínimo sensacional, sua obra e sua carreira estariam fadadas ao esquecimento rápido. Porém, este “The Suburbs” mantém o grupo entre os melhores surgidos no rock alternativo mundial nos anos 2000. E é um cd que poderá se tornar um pequeno clássico de seu tempo, daqui a alguns anos.Não é um trabalho fácil, que “ganha” o ouvinte na primeira audição. Assim como não era “Funeral”, a magistral estréia do conjunto em 2004 e que além de ganhar fãs ao redor do mundo, ainda arrebanhou admiradores como David Bowie, por exemplo. Pois se em “Neon Bible” (o segundo disco, editado em 2007) o Arcade Fire mostrou um certo cansaço criativo em relação à sua estréia, no novo album, que levou três anos para ser gestado, a força artística dele ressurge plena e arrebatadora. Não é fácil entender a dinâmica musical de um grupo que, de sacada, possui uma formação inconstante (usualmente, um sexteto) e que, nos shows, costuma reunir dez pessoas no palco.The Suburbs: sério candidato a disco de 2010Além disso, tudo encanta no processo musical da banda: suas melodias a um tempo melancólicas e dançantes; sua pulsação rítmica que muitas vezes evoca os rituais das tribos indígenas canadenses; a variedade de instrumentos utlizada na composição harmônica de cada música; e os jogos vocais tramados pelo letrista, compositor e guitarrista Win Butler, seu irmão William e a violinista e também vocalista Régine Chassagne. A junção de todos estes elementos torna a música do Arcade Fire de tal forma rica que você custa a acreditar que se trata de um grupo pop, com canções altamente palatáveis, assobiáveis e dançantes. E elas são tudo isso. E ainda assim são ótimas, em todos os sentidos.Há um vasto oceano de matizes sonoros presentes nas dezesseis canções de “The Suburbs”. Tudo começa com a delicadeza sessentista, reflexiva e algo sombria (mas nem por isso menos empolgante) da faixa-título. Daí em diante, é um desfile de surpresas e novos detalhes que vão sendo revelados a cada nova audição. Há uma banda quase etérea e acústica em determinado momento (em “Half Light I”, belíssima com seus violões e pianos e o suave e triste vocal de Win), e altamente elétrica, quase heavy, em outro (como no single “Month Of May”). E há Régine Chassagne evocando a new wave do Blondie, além de faixas que podem ser consideradas como das melhores produzidas no rock nos últimos anos – caso das sensacionais “Modern Man”, “Empty Room”, “City With No Children” ou ainda “Suburban War”, esta última uma das preferidas do blog dentro de um cd no mínimo incrível, em sua extraordinária sensiblidade musical e estética.A resenha publicada pelo site da BBC chegou a considerar “The Suburbs” como sendo “defensavelmente melhor do que ‘Ok Computer’”, o hoje clássico do Radiohead. Trata-se de um evidente exagero, claro. Mesmo porque as duas bandas e os dois discos são muito diferentes entre si. Mas a cada nova audição, fica também muito claro que o terceiro álbum do Arcade Fire poderá se tornar também um pequeno clássico daqui a alguns anos. No mínimo, já pode ser considerado, por enquanto, como o melhor disco deste 2010 que já caminha para seu final.VILA VINTÉM E O GRANDE ROCK AMAPAENSEEstas linhas rockers bloggers voltam a falar do grupo Vila Vintém, incrível formação egressa lá da distante Macapá (capital do Amapá, no extremo Norte brasileiro), e que já foi falado aqui neste espaço pop/rock online, tempos atrás, em texto assinado pela sempre antenada Rudja Catrine, uma das grandes fãs da banda. Pois como o VV será uma das atrações da festa de sete anos do blog, no próximo dia 21 de agosto na Outs/SP, e como Zap’n’roll não pára de ouvir seu primeiro disco (em uma cópia em cd-r; ele também está disponível para download completo na web e a versão física e oficial deverá ser lançada em breve), vamos explicar aqui novamente porque o grupo é fodão.Formado pelo vocalista, guitarrista e letrista Diego Moura, pelo também guitarrista Rafael, pelo baixista Gabriel e pelo baterista Fabrício (além das eventuais colaborações do tecladista Charlie Gibson), o Vila Vintém existe há cerca de cinco anos. Já se chamou 12 Volts e teve outro line up. Com os integrantes atuais, faz shows constantes nos bares de rock da capital do Amapá e, ao viajar para Sampa daqui a duas semanas, estará saindo pela primeira vez da cidade onde nasceu para mostrar no distante Sudeste e na maior metrópole do país que, sim, é possível fazer rock de qualidade longe dos já saturados centros difusores de cultura do país.E o Vila Vintém é  fodão. Com uma sonoridade que remete tanto ao rock básico quanto a eflúvios de grunge à la Pearl Jam ou, ainda, a uma estranha mas bem-vinda emulação de um Los Hermanos mais rocker (impossível não achar que a inflexão de Diego não é parecida com a de Marcelo Camelo), o VV possui uma concepção melódica e poética que exala desencanto e imagens de desalento e desilusão com a condição humano e os relacionamentos de amor. Tudo isso embalado por uma seção musical poderosa e sólida, que dispara tanto approachs de rock setentista com ótimos solos de guitarra (como em “Transtorno bipolar”), como pode evocar até referências flamencas (nos violões e castanholas de “Corpos celestes”). E tudo filtrado pelo olhar altamente sensível do vocalista Diego, um estudante de direito de vinte e cinco anos de idade, com visual hippie (barba e óculos de lentes grossas), que escreve polaroids de um mundo onde não há grande felicidade ou satisfação em estar vivo.O vocalista Diego Moura (acima) e a capa do primeiro álbum do Vila Vintém: a banda é fodona!Yep, há pecadilhos aqui e ali na estréia da banda. Como a sonoridade algo confusa e indefinida em algumas faixas, ou a utilização de elementos desnecessários em outras (como o teclado com timbre cafona em “Charlatão”, que ficaria bem melhor sem o dito cujo). Mas, em compensação, há músicas incrivelmente belas e acachapantes, como “Megatons”, “Dona dos pés” e a fantástica “Escravo de Jó”, a simbiose inimaginável entre bolero, guarânia e rock – e isso, concebido por uma banda de… Macapá!!!Sim, idiotas e arrogantes sudestinos (e eles existem aos montes por aqui) vão bombardear o blog por causa deste texto sobre o Vila Vintém. Para essa turma otária não existe rock ou cultura possível fora dos limites de Sampalândia ou Rio ou os caralho do Sudeste. Falar de rock feito por uma banda em Macapá, então, é heresia e papo de jornalista “limitado” e que não entende nadica de nada. Pois Zap’n’roll está chapado há dias com o cd do Vila e acha que a banda forma, junto com a Mini Box Lunar (que já “convenceu” e encantou a intelligentsia formadora de opinião do Sudeste) e a Stereovitrola (de quem o blog também já falou, sendo que este grupo também desembarca em Sampa para shows no mês que vem), a trinca dos melhores grupos da capital do Amapá. Desculpaê, mas o rock independente feito atualmente no Sudeste é que está uma droga indefensável, e está na hora de admitir que as melhores bandas do novo cenário brasileiro estão, hoje, surgindo beeeeem longe do eixo Rio-Sampalândia. O blog vai mais longe e arrisca a dizer que não existe nesse momento, em São Paulo, um grupo novo tão bom quanto o Vila Vintém.Duvida? Vai aqui: http://www.4shared.com/dir/qIYB_OFp/sharing.html e ouça (e baixe, se gostar) as músicas da banda. Pra saber mais sobre eles: www.twitter.com/vilavintem . E pra contatar a banda: bvilavintem@gmail.com . E não se esqueça: eles tocam dia 21 agora, na festona de sete anos do blog, com muito orgulho e satisfação para estas linhas zappers. Oportunidade imperdível para ver, ao vivo, uma banda que tem tudo para ser um dos grandes nomes do novo rock independente brasileiro.VILA VINTÉM – UMA LETRA“Megatons” (Diego Moura)Outra dose pra tomarSempre em sono matinalSem descarga pra puxarProlifera em vendavalContemplando cada grãoDo meu dano cerebralCada verso da cançãoMe fazendo racionalIronizo a manhãPerguntando para o céuSe a nuvem é de lãMeu casaco é de papelMe dissolvo em calafrioVejo a nitidez do arFoi o que me sugeriuUm quadro fácil de pintarOutra fuga planejarCiclo de perseguiçãoRastejante me guiarVislumbra um portãoVou pisando no vazioLatejando megatonsA sirene me ouviuVolto a velhas decisõesDa janela mergulharCaio a pleno vaporEnganando com o olharCom trejeitos de robô Vago em outra dimensãoVejo o céu anuviarColidindo em profusãoAcidente nuclearLatejando megatons…——————–E PRA INCENDIAR AGOSTO…Yesssss! Zap’n’roll chega ao seu sétimo ano de existência online (quantos blogs dedicados ao rock alternativo e à cultura pop conseguem durar tanto tempo, em um mundo tão volátil e fugaz quanto o virtual?) agora em agosto e vai botar pra foder durante todo o mês, com festonas que já começam nesta sexta-feira em Macapá, quando rola por lá “A festa nunca termina”. Claro, inspirada no já clássico longa “24hours Party People”, a esbórnia rocker vai contar com discotecagem destas linhas zappers, além de show do sempre fodão Stereovitrola.E não só: dia 21, sábado, é a noite da grande festa de sete anos do blog, lá na Outs/SP. Além dos showzaços do Vila Vintém, dos Corleones, do Alarde e do graaaaande Charme Chulo, o povo ainda vai poder se acabar na pista com as discotecagens do blog e também da Tati e Valentim (os residentes da Outs), além das gataças Bruna Vicious e Rudja Catrine, e dos feras e queridaços André Pomba e Pablo Miyazawa (o super monge japa zen editor da Rolling Stone).E pra encerrar tudo com chave de ouro, Zap’n’roll ainda ataca nas pick-up’s do clube A Loca no domingo, dia 22, quando vai ajudar a bombar ainda mais a já mega clássica noite Grind, comandada há doze anos pelo super dj André Pomba.E aê, vai perder alguma dessas baladas? Melhor não, senão depois o arrependimento vai ser graaaaande, hihi. O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: não tem nem o que discutir. “The Suburbs”, o novo do Arcade Fire, é o grande lançamento desta semana.* Filme: “Salt”, com Angelina Jolie. É cinemão, é diversão mas tem Jolie na parada, e isso faz toda a diferença.* Balada fodona: o Vive La Fête toca nesta quinta-feira (mais conhecida como amanhã) em Sampa, lá no Comitê Clube, grudado no StudioSP, no baixo Augusta, região central de Sampa. Quer ir na faixa na esbórnia? Email djá pro hfinatti@gmail.com.br, que o blog descolou um ingressinho pra dar pra algum(a) sortudo(a) que está a fim de ir lá. Na mensagem você desesperado leitor zapper, deve colocar um telefone pra contato, pois o blog irá avisar o vencedor amanhã à tarde por fone, ok?* Mais baladas? Vem que tem: sabadón vai ferver no baixo Augusta, com show do We Are The Clash na Outs (rua Augusta, 486) e mais a já consagrada festa “Pop&Wave”, dedicada aos anos 80’, lá no Inferno Club (na mesma Augusta, mas mas no 501). Enquanto isso, laaaaaá em Macapá, o blog estará agitando e discotecando na festona “A festa nunca termina” nesta sexta-feira, 6, no clube Mosaico. Beleusma, né? E AQUELES VELHOS PRÊMIOS…Estão saindo pra esse pessoal aê:* Débora Souza Ruiz  (Salvador/BA), fica com o disco solo tripo do grande Messias;* Ricardo Grillo (São Paulo/SP), vai receber o disco de estréia do Girls;* Amanda Freitas Ariane (São José dos Campos), faturou o disco de estréia do grupo Fundrivers;* E Edilson Rock’n’roll (?) (Assis/SP), vai receber o segundo disco do trio Zefirina Bomba.E calmaê que tem mais! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que além do ingresso para o show do Vive La Fête amanhã em Sampa, tem também em disputa:* Um kit com dois cds do Vive La Fête;* Outros dois kits com, cada um, um par de convites pra festa de sete anos do blogão zapper dia 21 de agosto na Outs, mais os dois álbuns do grupo curitibano Charme Chulo, que vai tocar na festona;* E outro kit com dvds e cds da sempre amigona gravadora ST2.E TCHAUZES!!!Post no ar e blog indo cuidar da vida. Amanhã estamos no Vive La Fête, em Sampa. E sextona em Macapá, wow! Então, beijos na galere que semana que vem voltamos com muuuuuito mais. Até lá!(enviado por Finatti às 17:40hs.)

A “guerra” dos mega festivais. Os discaços do Arcade Fire e do Vila Vintém, e mais isso e aquilo

 De um lado, Billy Corgan e o seu Smashing Pumpkins, no Planeta Terra 2010; do outro, o QOTSA de Josh Homme, no SWU. Quem vai ganhar essa “guerra”?A guerra está declarada! E não? De um lado o SWU – ou o “Woodstock” brazuca, que rola dias 9, 10 e 11 de outubro em uma fazenda na cidade de Itú, a 100 kms de São Paulo. Do outro, o já clássico Planeta Terra, em sua quarta edição, e que acontece dia 20 de novembro na capital paulista mesmo, e novamente no PlayCenter (um dos parques de diversões mais legais do mundo). Para o primeiro, como todo mundo já está careca de saber, estão confirmados Linkin Park, Incubus, Pixies, Kings Of Leon, Regina Spektor, Dave Matthews e mais uma caralhada de djs, além dos brasileiros Capital Inicial e Jota Quest (jesuis…) E, quase confirmados para a primeira noite, Queens Of The Stone Age, Rage Against The Machine e Avenged Sevenfold. Já no segundo estão Hot Chip, Phoenix, Of Montreal, Smashing Pumpkins (que confirmou via Twitter e no site oficial da banda ontem, a sua presença no festival) e o lendário combo indie do Pavement – que foi confirmado no evento hoje pela manhã pela produção do mesmo. Ou seja: a “guerra” vai ser bótima e ela é um dos principais assuntos deste post que você, sempre dileto leitor zapper, começa a ler agora. Uma “guerra” que promete ser tão boa quanto o novo disco do Arcade Fire, “The Suburbs”, ou tão boa quanto o prazer de descobrir mais uma ótima banda em Macapá – no caso, a Vila Vintém, cujo primeiro disco é realmente fodástico (o blog não pára de ouvi-lo já há alguns dias), além de que a galera rocker de Sampa poderá conhecer o som dela ao vivo, já que o grupo toca por aqui no dia 21 de agosto no clube Outs, na super festa que vai comemorar os sete anos do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brazuca. Enfim, vamos ao post entonces, que ainda fala dos mineiros do Transmissor, das letras escritas pelo velho e gênio Lou Reed, e agora reunidas em livro e mais uma renca de paradas aê. Certo? Então vamos nelson.* Falando no Planeta Terra, a grande confusão da venda antecipada dos ingressos, no? Pois é, o site Tickets For Fun, por engano, começou a vender os tickets na manhã  de ontem. Detectado o erro, as vendas foram imediamente suspensas e começam, oficialmente e pra valer, no dia primeiro de agosto – sendo que os ingressos que foram vendidos por “engano”  irão valer sim pro festival.* Fora isso, os preços cobrados pelo Planeta Terra, como sempre, continuam justíssimos (se o serviço de internet do portal e de seu braço telefônico, que é a Telefonica, é caro e de qualidade detestável, pelo menos a empresa compensa fazendo um festival de música jovem sensacional e com preço mais do que decente). O primeiro lote ingressos vai sair por 160 pilas cada. O segundo, 180, o terceiro 200 e o último 220. Isso a entrada inteira (há a opção de meia pra quem ter a carteira de estudante) e ainda com o bônus de poder desfrutar de vários brinquedos do PlayCenter. Não custa lembrar: o ingresso do SWU custa 240 paus e no festival de Itú há a famigerada “pista premium”, que vai custar inacreditáveis 600 mangos. Foda é pouco…Pavement: a lenda indie no line up do Terra* E, sim, o Arcade Fire está  na capa da NME desta semana, com toda a justiça do mundo.* E, sim II: que o Interpol novo caiu na rede, você já está sabendo. Mas fontes zappers dão conta de que está uma dureza conseguir um link que tenha uma cópia do disco com boa qualidade de áudio.* The Drums vai excursionar junto com o Surfer Blood pelos EUA logo menos. Pra quem curte ambas, é um prato cheio.* Ok, ok, o assunto dominante neste momento é mesmo a guerra entre SWU e Planeta Terra. Mas, só pra “descontrair”: você se lembra do jogador Bebeto, que jogou na seleção brasileira na copa de 1994, quando o Brasil foi tetra? Pois olha só ai embaixo o xoxotaço que o sujeito gerou e que agora, aos 19 aninhos de idade, vai aparecer assim na revista Vip:Xotaço! E o ex-jogador Bebeto “trabalhou” bem, hihi* Barra pesadíssima a vida pregressa da sua, da nossa amada mega atriz e gataça Angelina Jolie. Que ela nunca foi santa quando era, hã, mais jovem, todo mundo já sabia. Mas uma biografia “não autorizada” da moçoila (que está com 35 anos de idade e continua um bocetão) e que está sendo lançada nos EUA, dá conta de que Jolie chegou a trepar com o namorado da própia mãe, quando era adolescente. Fora uma ocasião em que ela passou cerca de catorze horas chapando o côco com heroína. E mais isso e aquilo. Ufa! Mas, enfim, nada disso tira o glamour dela que continua sendo uma das melhores atrizes do cinema atual, e cujo seu novo filme (onde ela vive uma espiã russa trabalhando nos Estados Unidos) estréia semana que vem no Brasil.Miss Jolie é linda. E seu passado é pra lá de negro…* Falando em cinema, essa saiu já há uma semana no blog do bom e velho André Barcinski, na Folha online. Mas Zap’n’ropll riu tanto ao ler o texto do Barça (sempre gozador como ele só), que não resistiu e resolveu reproduzi-lo logo aí embaixo. Veja só:* “Hoje estréia “Predadores”. É um dos piores filmes que já vi, e olha que eu gosto de “trasheira”. Mas esse nem engraçado é. Parece um episódio de “No Limite” estrelado pelo elenco do “Zorra Total”. Imagine o “Seu” Peru vestido de Rambo e correndo pela selva. É por aí. Não dá nem para imaginar o esforço que Adrien Brody (Oscar de melhor ator por “O Pianista”), Laurence Fishburne e Alice Braga devem ter feito para falar os diálogos sem cair na gargalhada. Provaram que são ótimos atores.Agora, pior que assistir a “Predadores”, é ver o filme no Shopping Iguatemi.Eu sempre odiei shopping. Só o conceito de uma caixa fechada onde pessoas são soltas para comprar coisas me parece abominável. Faço tudo que posso para evitar entrar em shoppings. Cinema, então, nem pensar. Prefiro um pulgueiro de rua do que um IMAX no shopping.Fora que, em cinemas como Belas Artes, Espaço Unibanco, Cinesesc, Sala Cinemateca, CCBB e Centro Cultural Sâo Paulo, a chance de ver alguém falando no celular ou twittando durante a sessão é bem menor. Existe, mas é menor.Nas poucas vezes em que preciso apelar aos cinemas de shopping, tento ir durante a semana ou em horários mais vazios. Mas dessa vez não deu. Como eu havia perdido a sessão de imprensa de “Predadores” e tinha de escrever pra Folha, só me restou ir à pré-estréia no Iguatemi.Para quem não mora em Sâo Paulo, vale um parágrafo sobre o Iguatemi: o shopping tem as lojas mais caras e badaladas da cidade. Os corredores parecem uma mistura de sala de espera do Pitanguy com campo de pólo. Dondocas siliconadas, patricinhas de chapinha e playboys de gel no cabelo flanam à vontade.Voltando a “Predadores”: a sala estava lotada. Do meu lado sentou um casal. Ele usava camisa de jogador de pólo e ela parecia a Lidsay Lohan. Levavam dois sacos de comida e bebida. Passaram a sessão inteira devorando hambúrgueres, chupando canudinhos e batendo papo.A menina, talvez distraída com os nacos de cebola que caíam do sanduíche, não estava entendendo direito a trama do filme (e olha que estamos falando de “Predadores”, não de “Hiroshima, Meu Amor”). O galã da camisa de jogador de pólo explicava para ela: “Agora o predador ficou puto! Olha só, amor, ele vai pegar o japonês…”Em certo momento do filme, tinha tanta gente falando no celular que eu achei que estava no meio de alguma promoção de operadora: LIGUE AGORA E CONCORRA A BONECOS DE AÇÃO DA ALICE BRAGA!Até pensei em reclamar com o sujeito do meu lado, mas não valia a pena. Era “Predadores”, afinal”.* Ou seja: isso é o Brasil. Ou o que é assistir a uma pré-estréia numa sala de cinema em shopping badalado, hihi.* Buenas, correria loka por aqui. Então, vamos fazer o seguinte: pausa rápida nos trampos de blogagem e logo menos voltamos aqui falando do novo discão do Arcade Fire, e também da estréia bacana do macapaense Vila Vintém. Fora isso, vai ter também uns papos legais sobre o ótimo grupo mineiro Transmissor (que toca neste finde em Sampa), sobre o Lou Reed, mais, sobre as festas que o blog faz semana que vem em Macapá e dia 21 de agosto na Outs/SP pra comemorar seus sete aninhos de vida, desovas de prêmios e mais isso e aquilo tudo. Então colaê até a tarde desta sexta-feira (mais conhecida como amanhã), que o blog vai ali no Sesc Consolação com a querida Adriana Ribeiro, pra conferir o pocket show do grupo folk curitibano Rosie And Me, e depois volta com muuuuuito mais, okays? Até já!(enviado por Finatti às 17:30hs.)

Novo blog, nova plataforma, novos rumos, Arcade Fire, The Drums, bandas novas legais daqui, Macapá e os caralho! (versão final em 24/07/2010)

O grande Arcade Fire (acima): discaço novo saindo do forno. E o americano The Drums (abaixo): o hype da hora, mas que não vai durar muito

Yep, ainda estamos aqui! Vivos, de volta e chutando, como não? Não é porque o blog esteve meio, hã, “ausente” nos últimos quinze dias que ele sumiu definitivamente de circulação, muito pelo contrário. Enquanto o portal Dynamite online, o mais acessado da web brasileira em termos de rock alternativo e cultura pop – e também o mais antigo, já há quase uma década no ar –, dava os últimos retoques em sua transferência do mega portal Terra (onde esteve hospedado nos últimos anos) para o moderníssimo WordPress, Zap’n’roll aproveitou e foi passar mais duas semanas em Macapá, capital do Amapá, lá no extremo Norte brazuca, onde acompanhou o sempre bacana festival local QuebraMar (que realizou sua terceira edição e cujos detalhes você fica sabendo no decorrer da leitura deste post), e onde também passeou bastante com sua futura esposa, a sempre linda, meiga, ninja e gatíssima Rudja Catrine. Yep, o autor destas linhas rockers vai se casar no final deste ano com a garota. E também vai fazer a festa de sete anos do blogão zapper dia 21 de agosto próximo na Outs/SP, numa noite que promete abalar a indie scene. E mesmo estando em Macapá, o zapper sempre atento não deixou de acompanhar as movimentações no mondo pop e no rock alternativo. E também aguardou com ansiedade e expectativa o momento que, enfim, poderia escrever seu primeiro post na novíssima plataforma onde nosso portal está agora hospedado – essa mesma, em que você lê estas linhas online neste instante. Enfim, novo blog (ou “velho/novo”, hehe, afinal já são sete anos de informação via web e é com orgulho que afirmamos que, em um mundo tão voraz, volátil, rápido e fugaz como é a blogosfera, não é pra qualquer blog se manter durante tanto tempo na ativa), novo mundo, novas possibilidades e a informação e opinião sobre a cultura pop de sempre por aqui. Bem-vindos à “nova” Zap’n’roll, ainda mais divertida e legal do que nunca, pode acreditar!* Ah, sim: com a mudança de plataforma, por motivos técnicos, o último post que estava na antiga plataforma se perdeu. Em função disso, vamos repetir aqui alguns tópicos daquele post, acrescidos das novidades desta semana – que são muitas, diga-se. Okays?* Começando que o segundo semestre vai, meeeeesmo, pegar fogo definitivamente, em se tratando de shows gringos e festivais. Pois é, até julho tudo andou meio assim né? Agora, todo mundo vai baixar aqui – até o velho Limpa Biscoito, ops, Limp Bizkit (quem ainda ouve aquilo?), acaba de anunciar no seu Twitter shows no Brasil em outubro (dia 22 em Sampa; 24 no Rio). O mesmo outubro do festival SWU em Itú, do show único do Bom Jovi no estádio do Morumbi em Sampa (no dia 5, com ingressos custando entre R$ 160 e 600 pilas, pelamor…) e os caralho. Jesuis…* “E os caralho”: frase-mania dita pelo povo em Macapá e que Zap’n’roll já pegou a mania de dizer também, rsrs.* E não só: a esbórnia já começa em agosto, com a nova visita do Vive La Fête ao Brasil. O sempre bacanudo duo electro-rock belga faz shows dia 4 em Belzonte, 5 em Sampa (no novíssimo Comitê Club, no baixo Augusta) e 6 e 7 em Porto Alegre.* Zap’n’roll, claaaaaro, não vai perder o show paulistano por nada desse mundo. Primeiro porque sempre curtiu o som da dupla. Segundo porque a vocalista Els Pynno é um bocetaço loiro dos infernos. Terceiro porque o VLF ao vivo é sempre uma festa: na sua última gig em Sampa, o grupo superlotou a The Week e o bicho pegou por lá, numa noite em que o autor destas linhas rockers literalmente chapou o côco, já que estava com credencial pra área vip e lá se entupiu de Red Label com Flash Power e, vamos admitir, também deu algumas “narigadas”, hihi (agora o sujeito aqui está, hã, mais comportado, visto que está noivo e prestes a se casar com uma garota séria e que não gosta muito dessas paradas, uia!). Enquanto isso, o Vive La Fête botava pra foder no palco e o povo enlouquecia na pista. Ah, sim: falando em “destruição da membrana nasal”, um amigo zapper envolvido na produção daquele show, foi testemunha ocular da parada: “Finatti, em determinado momento do show, no intervalo entre duas músicas, o guitarrista da banda e marido da loiraça, pediu socorro prum roadie da dupla. Foi a deixa pro tal roadie esticar uma taturana da grossura de um dedo pro cara, que ele cheirou na manha, ali mesmo, atrás do palco”. Sério… Ou seja: não dá pra perder Vive La Fête dia 5 de agosto em Sampa. Ainda mais que deve pintar promo de ingressos pro show aqui no blog, wow!Esse xotaço loiro vem agitar aqui novamente, em agosto* Nessas, o zapper de nada mole vida, está literalmente fodido: no dia seguinte, 6 de agosto, sextona, ele tem que estar novamente em Macapá, pois é o dj convidado da mega festa “A festa nunca termina”, que vai rolar no Mosaico clube, badalado point rocker da capital do Amapá. Organizada pelos agitadores culturais e amigões do blog, Gustavo e André Montalverne, a festa se inspira – óbvio – no já clássico filme “24hours Party People”, que documenta em tom ficcional a história do rock em Manchester nos anos 80’ e 90’. Vai ser a balada rocker do início de agosto na já quente por natureza Macapá. Além da discotecagem zapper (dando início às comemorações dos sete anos do blog), também vai rolar show do supergrupo Stereovitrola, a melhor banda macapaense ao lado da Mini Box Lunar. Ou seja: pra lá de imperdível.* Nessas, qual o “plano de ação” do blog? Simples: já ir na quinta à noite pro show do Vive La Fête de mala e cuia e, de lá, se mandar pro aeroporto e voar logo na manhã de sexta pro extremo Norte. É a solução pro caso. A sempre rigorosa noiva zapper já avisou pro sujeito aqui: “você que não esteja na sexta à tarde em Macapá, que tu vai ver o que é bom pra ti!”. Medo, brrrrr…* Na volta de mais uma visita rápida ao Norte, o zapper sempre agitadón vai cair direto na festa/coquetel de lançamento do primeiro disco do bacana grupo paulistano Paris Le Rock. A festa rola dia 10 de agosto no também novo e já badalado Lyons Club, e o Paris Le Rock é uma banda que está na hora certa pra acontecer: boas músicas, rock de guitarras redondas e melodias bem engendradas, uma vocalista estilosa que canta bem e um show que empolga. O blog viu o grupo ao vivo há algumas semanas no Inferno Club e saiu de lá bastante impressionado com o que viu/ouviu. Agora vai ouvir o disco e falar dele logo menos aqui, assim que os queridos Hugo Santos e Marildinha Vieira (que estão comandando o trabalho de imprensa do conjunto) enviarem uma cópia do dito cujo pra este espaço rocker online.* E em setembro a esbórnia continua, com o She Wants Revenge e sua nova tour brazuca. O duo pós-punk americano toca dia 9 em Sampa (na Clash Club) e 11 em Brasília, na edição 2010 do festival Porão do Rock. Novamente: wow!* “THE SUBURBS”, O DISCO DE 2010? – com lançamento oficial, em sua velha plataforma física do cd, marcado para o próximo dia 3 de agosto “The Suburbs”, o terceiro álbum do mega amado grupo canadense Arcade Fire, já está sendo aguardado de joelhos pela rock press planetária e pelos milhões de fãs da banda espalhados pelo mundo, Brasil incluso. O cd, claro, já vazou total na web e estas linhas rockers bloggers falam melhor dele por aqui logo menos. Mas enfim, Zap’n’roll está botando fé no trabalho, que foi definido em resenha publicada no site da BBC de Londres como sendo “melhor do que o ‘Ok Computer’”, o clássico do Radiohead. Será possível? Bão, “Funeral”, a estréia do conjunto em 2004, é algo avassalador. Avassalador também foi o show que eles deram em Sampa há alguns anos, no Tim Festival. “Neon Bible”, o segundo disco (editado em 2007) também é muuuuuito bom, mas não tanto quanto o primeiro. E o novo… “The Suburbs”, a faixa-título, é espetacular em seus eflúvios de rock psicodélico sessentista. Já a barulhenta “Month Of May” não fez tanto a cabeça do blog. De qualquer forma, em um ano em que pouca coisa digna de nota saiu até agora, o terceiro álbum do Arcade Fire, mesmo que não seja tudo aquilo, já será bem melhor do que muito que foi lançado até agora em 2010.A capa do discão dos canadenses, que está saindo agora* Aí embaixo, o vídeo de “The Suburbs”: * Com certeza, o Arcade Fire terá prazo de validade maior do que o hypado The Drums, como você pode ler logo aí embaixo.THE DRUMS – UMA BOBAGEM QUE LOGO SERÁ ESQUECIDAO bla bla blá em torno do duo The Drums (que foi formado no ano passado na Flórida, pelos músicos, vocalistas e compositores Jonathan Pierce e Jacob Graham, sendo que a eles se juntaram posteriormente o guitarrista Adam Kessler e o baterista Connor Hanwick, que não fazem parte oficialmente do grupo) começou há coisa de seis meses, quando o agora quarteto fixou residência em Nova York. E agora que o primeiro disco do conjunto chegou finalmente às lojas americanas em seu velho formato físico (o cd), o estrago está mais do que feito. Aí vem a graaaaande questão: o hype se justifica?The Drums presta nítida vassalagem ao lado mais ensolarado e alegre do pós-punk dos anos 80’. A isso você também pode adicionar doses e referências de garagismo sessentista, e algo de pop inocente circa fifties. O que chamou a atenção da mass mídia americana especializada em rock alternativo e cultura pop, foi a destreza de Jonathan Pierce em compor melodias ao mesmo tempo algo sombrias mas dançantes, aliadas a um vocal que em nada remete às interpretações melancólicas e sombrias dos grupos ingleses oitentistas. Ainda assim o Drums lembra demais o Cure da fase “Fire In Cairo” quando entoa seu primeiro hit, “Let’s Go Surfing”, já bombadíssima nas rádios rock americanas, na MTV e YouTube e nas pistas dos clubes mais alternativos. E ela é de fato o grande momento do álbum de estréia da banda, com seu andamento acelerado, a guitarra seca e econômica nos fraseados e o assobio constante que acompanha a melodia.O primeiro álbum do Drums: muito barulho por muito poucoMas fora isso, o restante do álbum soa um tanto quanto linear em termos de arranjos e melodias. Ok, “Best Friend” também desperta animação no ouvinte, assim como “Skippin’ Town”, com seus vocais em mezzo falsete e as guitarras evocando uma ponte entre o indie guitar 80’ e o pop pré-new wave. O problema é que faixas como “Down By The Water” ou “We Tried” seguem pela mesma cartilha e estrutura, e aí tudo acaba ficando meio cansativo quando chega ao final das doze faixas do cd.No badaladíssimo festival South By SouthWest deste ano, o The Drums foi uma das atrações mais comentadas e bombadas. A repercussão em torno do grupo reverberou por aqui também, e o conjunto foi destacado em matérias de meia página no caderno Ilustrada, da FolhaSP, além de estar sempre comentado em vizinhos bloggers de reponsa, como a Popload. O que não dá pra entender, de verdade, é porque tanto oba-oba em cima do Drums, uma novidadezinha boba que não consegue se destacar no meio de zilhões de novos nomes que tentam chamar a atenção pra si no rock de hoje, e sem ter qualidade suficiente pra isso. se o quarteto (ou duo) conseguise engendrar um disco inteiro no nível da música “Let’s Go Surfing”, até dava pra dizer que o Drums vai ter um futuro promissor no congestionado mondo pop atual. Mas, pelo que se ouve em sua estréia, chega-se muito fácil à conclusão de que se trata de mais uma bobagem que será logo esquecida.——————–ZECA JAGGER FOI O CARA! – Todo mundo ficou mega triste com a notícia da morte, no início de julho, do lendário Ezequiel Neves, talvez o maior mito da história do jornalismo rock brazuca. Daria pra fazer um enorme diário sentimental aqui sobre a figura e a convivência de Zap’n’roll com ele, mas vamos resumir bem a ópera. Que Zeca descobriu o Barão Vermelho, que possuía uma cultura fenomenal em todos os sentidos (música, literatura, cinema, teatro etc.) e que, apesar dessa erudição toda, possuía um dos textos mais porra-loucas, geniais e espertos da história da midia pop nacional, todo mundo já sabe (quem não sabia, ficou agora). O que talvez o jovem e diletor leitor destas linhas zappers não saiba é que Zeca Jagger (como ele ficou nacionalmente conhecido quando estava no auge de sua carreira de crítico de música, lá pelo início dos anos 80’, quando assinava a coluna mensal “Zeca’n’roll”, na extinta revista Somtrês) é um dos quatro ídolos e mentores do autor deste blog, quando ele decidiu que queria ser jornalista e jornalista de música – os outros três, não é segredo pra quem acompanha este espaço rocker online, são Lester Bangs, Hunter Thompson e Pepe Escobar, este último o único que ainda está vivo. Ezequiel foi, como disse a Folha online, o jornalista musical mais influente do país nos anos 70’ e 80’. E o sujeito aqui, então um moleque de uns quinze anos de idade, devorava os textos de Zeca e sonhava em ser um dia como ele, tão maluco quanto e com um texto tão genial quanto (se conseguimos isso ou não, aí são outros quinhentos mil caracteres na tela do micro). Com o passar dos anos, Zap’n’roll também foi se tornando um jornalista conhecido e acabou se tornando amigo de seu ídolo – não dá pra esquecer quando o autor destas linhas bloggers começou a escrever sobre música para a extinta e fodaça revista Interview, lá pelos idos de 1993, e ouviu de um Ezequiel já quase sessentão: “Finatti, você é o meu herdeiro na Interview!”. E também não dá pra esquecer clássicos e pérolas eternas do pensamento e do texto de Zeca, como quando ele rotulou (numa crítica de um disco do Jethro Tull) o rock progressivo como sendo o “som dos cultores da penteadeira de bicha”. Ou ainda quando ele contou que, durante uma festa em Nova York, cheirou uma carreira de cocaine na bunda da Elizabeth Taylor. Yeah, Zeca era o anti-careta total, num mundo que era bem menos careta, reacionário, moralista babaca e conservador do que é hoje. E Zeca fez tudo o que quis ao cubo: cheirou até o cu fazer bico, trepou também até o cu fazer bico com homens e mulheres. Enfim, viveu intensamente, algo que todo ser humano deveria fazer ao menos em parte de sua existência modorrenta. Hoje o jornalismo rock e de cultura pop em geral vive um vazio absoluto de grandes talentos. Não há estofo cultural algum nos textos produzidos para a mídia impressa e para a web, não há reflexão analítica, é tudo um oba-oba imbecil e raso, escrito por idiotas igualmente rasos e obtusos. Por tudo isso Ezequiel Neves vai sim, deixar muuuuuita saudade. Zap’n’roll o viu pessoalmente pela última vez há cerca de dois anos, no coquetel de lançamento da biografia do Barão Vermelho, na Livraria Cultura da avenida Paulista, em Sampa. Já lutando contra o câncer que finalmente o vitimou ontem, Zeca tomava taças de vinho branco durante o coquetel e nunca perdia o bom humor – nem quando uma velhota babaca e ranzinza começou a apurrinhá-lo, dizendo que o rock’n’roll era coisa do demônio. Foi uma noite bacana (registrada neste pic aí embaixo, onde Zap’n’roll aparece ao lado de Ezequiel e também do querido batera do Barão, Guto Goffi), em que mais uma vez (e pela última, afinal) o já então conhecido e quarentão jornalista rocker e igualmente porra louca, se reencontrou com seu ídolo da adolescência. É isso aí, Zeca: boa viagem pra você! Um dia a gente se encontra por aí…Zap’n’roll, com Gutto Goffi e o inesquecível porra-louca Zeca Jagger: ele foi o cara!——————–BANDAS LEGAIS NA NOVÍSSIMA INDIE SCENE BRAZUCA* The Fundrivers – quem disse que rock com nuances setentistas e classic precisa ser cafona, chato e exagerado? Pois o quarteto Fundrivers, formado há pouco mais de um ano no ABC paulista mostra que, com competência instrumental, boas composições e músicos bons de serviço, o classic rock (um gênero pelo qual o blog não tem muita simpatia) pode sim render um disco fodão. Aqui, no álbum de estréia da banda formada pelo vocalista Chico (que manda muito bem nas letras em inglês), pelo guitarrista Sergio Castelani (o moleque debulha nas seis cordas), pelo baixista Pedro Bezerra (que também canta, e bem, em inglês, já que ele é professor do idioma) e pelo batera Glauco, dá pra encontrar desde road country songs maneiras como “Hangin’ Around” (que abre o cd em clima de festa no meio do mato, ao redor de uma fogueira) e “I’ll Be Gone”, até rockões mais hard (aí o melhor exemplo é mesmo “From Inside”). Isso sem contar uma balada preciosa, com gaitas, como “And That’s You”, que cai muito bem numa tarde chuvosa e melancólica de sábado. Enfim, foi uma das descobertas bacanas do blog nas últimas semanas e se você quiser saber mais sobre o grupo (do  qual ainda iremos falar mais por aqui) e ouvir o som deles, vai lá: www.thefundrivers.com ou www.myspace.com/thefundrivers.* Os Corleones – máfia das guitarras? Pode ser. Afinal, o garoto prodígio Állan Azambuja (que tem apenas dezessete anos de idade!) talvez seja um dos melhores guitarristas da novíssima safra indie nacional. E a história do moleque é bizarra: nascido em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, ele se mudou quando criança (com a família) para a quente Macapá, capital do longínquo Amapá, lá no extremo Norte brasileiro. Desde sempre fã de rock’n’roll, Állan montou a primeira encarnação dos Corleones por lá mesmo e começou a fazer barulho nos bares da cidade, ao tocar de terno e gravata num lugar onde a temperatura nunca desce a menos de 28 graus. E não só: tirando covers primorosas dos clássicos dos Beatles e também se mostrando um ótimo autor de canções próprias (cuja referência melódica sempre foi o sagrado rock dos sixties), Állan começou a incomodar na cidade. Não deu outra: em busca de novos ares, ele acabou voltando a fixar residência em Campo Grande e lá remontou os Corleones (que também contam agora com o guitarrista Leon Martins, o baixista João Abdo e o batera Santiago Vital), que com apenas três semanas de existência, já estão causando furor em suas apresentações no BarFly, o principal reduto musical de uma das capitais onde existem algumas das xoxotas mais loucas e rockers do país. Os Corleones, inclusive, são umas atrações confirmadas para tocar na mega festa de sete anos da Zap’n’roll, dia 21 de agosto no clube Outs, em Sampalândia. E enquanto eles não chegam aqui, você pode ir até eles aqui: www.myspace.com/oscorleonesE O QUEBRA MAR FOI LEGALEntonces, só agora (e, como diz o outro, antes tarde do que nunca), estamos conseguindo postar aqui algo sobre a terceira edição do festival QuebraMar, que rolou no incío de julho lá em Macapá, onde o zapper sempre trêfego e andarilho passou mais duas semanas, pra também curtir os agitos da cidade e matar as saudades da Rudja, claro.O festival já foi bem resenhado por aí (como no blog do Coletivo Palafita por exemplo, que organizou o evento), mas Zap’n’roll não pode deixar de digitar algumas linhas sobre o que rolou no palco montado no anfiteatro da imponente fortaleza de São José de Macapá. Descontando-se os problemas que invariavelmente ocorrem num festival desse porte (e neste ano, os problemas foram os “apagões” que tumultuaram o sistema de som algumas vezes na primeira noite, fato que foi solucionado na noite seguinte), o QuebraMar 2010 foi bem legal. Sim, também ocorreram algumas ausências de última hora na escalação, como a do aguardado Móveis Coloniais de Acaju (que não compareceu, segundo a produção do evento, por dificuldade de acomodar a enorme equipe de músicos do grupo em vôo pra Macapá), do trio paranaense Nevilton, dos mineiros Porcas Borboletas e do cuiabano Linha Dura (que faltou ao festival pelo segundo ano consecutivo). Pra driblar a situação, a organização se saiu bem, remanejando bandas e incluindo algumas, como a Beatle George, já semi-consagrada na capital do Amapá e que fez um set curto porém nervoso e cheio de adrenalina.Destaques? De Macapá, os showzaços sempre fodões da Mini Box Lunar e da Stereovitrola, além da turma hard e hardcore, sempre bem representada pelo SPS12 e pela Amaurose. E de fora, deu gosto assistir/ouvir o reggae sacolejante e politizado (mas sem ser maleta) do paraense Juca Culatra. De Belém do Pará também vieram os legais Paris Rock e Baudelaires, sendo que este último tinha toda a pinta de banda indie inglesa.No final, saldo positivo para um festival que talvez seja hoje o principal evento dedicado ao rock independente na região Norte do Brasil, e que deverá crescer ainda mais em 2011.E SOB O CALOR DE MACAPÁ…* Zap’n’roll chegou na sempre tórrida (mesmo no inverno) capital do Amapá na véspera da primeira noite do QuebraMar. Assim que desembarcou no aeroporto, no meio da tarde, se mandou pro hotel e foi dormir um pouco pois, à noite, a sempre ninja Rudja iria buscá-lo pra começar o “agito” na cidade. O casal rumou então pro Norte das Águas, bar bacanão e com música ao vivo, na orla do rio Amazonas. Um cenário fodástico, onde aguardavam com brejas geladas o blogger rocker e sua girlfriend o povo do grupo Vila Vintém (o vocalista Diego e sua simpática namorada Anita Infinity), mais as gataças Dayanne e Aline, além dos chapas Darlan, Pedro, Elton e Gustavo. Foi uma festa só, uma esbórnia que só acabou às nove da manhã da sexta-feira, uia!* Daí, dormir o mínimo possível pra enfrentar a primeira noite do festival. E quando esta primeira noite acabou, por volta de duas da manhã de sábado, o blog não teve dúvida: não quis saber de agito nenhum e se mandou pro hotel pra dormir um pouco, já que estava há quase 48 horas no ar, aff…* Sabadón também foi tranquilex: terminados os shows, Zap’n’roll e Rudja preferiram novamente se mandar pro hotel, onde tomaram algumas Heinekens e foram dormir o sono dos justos. Simples assim.* Nos dias seguintes é  que o blog foi se divertir melhor na cidade. E Macapá tem baladas legais pra se fazer (como ficar tomando brejas com os amigos em frente à escadaria do Marcelão, um mercadinho 24 horas que não tem nada demais, mas onde as turmas da cidade passam a madrugada frequentando quando outras baladas já miaram), bares de rock também legais pra se curtir (como o Liverpool e o bar do Francês, que exibe clips de rock em um telão e serve uma pizza deliciosa, embora um pouco cara) e festas animadas, como a “Chora e me liga” (ok, nome meio brega, é verdade), onde rolou muito electro à la Lady Gaga e muito rock alternativo (Strokes, Arctic Monkeys etc.). Ou seja: descontando-se a diferença brutal em termos de área geográfica e número de habitantes, se comparada a São Paulo, Macapá (que tem cerca de 350 mil habitantes) é uma cidade onde a galera consome a mesma informação de rock e cultura pop que rola no Sudeste, graças à globalização midiática propiciada por estes tempos de internet. É de uma idiotice, burrice, peleguice e preconceito sem tamanho a “intelligentsia” jornalística sudestina (representada por meia dúzia de otários que habitam comunidades porcas do Orkut, como a dedicada à falecida revista Bizz, ou que estão encastelados em algumas redações de grandes veículos da imprensa paulistana) menosprezar Estados como Amapá e Acre ou indagar, em tom de chacota, “mas o Acre existe mesmo?”, como o autor deste blog cansou de ouvir quando foi há alguns anos em Rio Branco, para cobrir o igualmente bacana festival Varadouro. Hoje, Zap’n’roll ouve o mesmo quando comenta que está indo pra Macapá, cidade onde o blog já esteve por quatro vezes e que, quando está curtindo o sossego que existe por lá (e que não existe mais em Sampa), nem se lembra que São Paulo existe. Na boa? Macapá é muito dez e o sujeito aqui continua pensando seriamente em se mudar pra lá, ainda mais que ele vai se casar em dezembro próximo com a linda francesa que o blog namora e que mora por lá.* Comentário ouvido pelo blog de um músico de uma das bandas (de fora), que tocaram no festival: “incrível! Não existe cocaine nessa porra de cidade! É um custo pra achar e quando se acha, é uma facada. Pagamos cem pratas numa porrinha de nada!”.* É verdade: apesar de a “fábrica” do “produto” ser logo ali em cima do Estado, por algum motivo inexplicável quase não rola padê na capital amapaense. Mas em compensação, a marijuana de lá é farta e boa pra caralho…* E vai ser em Macapá que o blog vai iniciar as comemorações de seu sétimo aniversário. Dia 6 de agosto, sexta-feira, rola lá, no clube Mosaico, “A  festa nunca termina”, com showzaço da Stereovitrola, mais discotecagem do blog e de outros djs locais. A organização está a cargo dos amigões Gustavo e André Montalverne, além do Elton Tavares (jornalista rock’n’roll da cidade, que escreve o bacanudo blog “De Rocha”, que pode ser acessado em http://eltonvaletavares.blogspot.com/ ). A festa promete ser fodaça, com certeza.* Sex and drugs em Macapá? Oxe, rola e rolou, e como, hihi. Mas agora que é um sujeito comportado e altamente comprometido com uma linda garota com quem vai se casar no final deste ano, o outrora zapper boca aberta não pode mais tocar nesses assuntos aqui, rsrs. Ele deixa para a curiosidade do dileto leitorado imaginar o que rolou por lá, nos dias em que o blogon esteve na cidade.* Yeah, fizemos uma renca de amigos bacanas por lá. E é pra essa turma que dedicamos estas linhas, além de deixar os mais sinceros agradecimentos pela acolhida incrível que tivemos por lá. Valeu, pessoal, de coração! O blogger xonado e sua linda Rudja, no bar do Francês, em Macapá: casório no final do anoO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Disco: “The Suburbs”, claro, o novo discaço do Arcade Fire que chega às lojas dia 3 de agosto próximo, mas já está dando sopa na web.* Blog: De Rocha, escrito pelo rocker man Elton Tavares, lá de Macapá, e cujo link já está postado aí em cima, no tópico sobre as últimas andanças zappers pela capital do Amapá.* Baladas: férias de julho chegando ao fim, então borá aproveitar a esbórnia no circuito indie paulistano. A Outs (rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa) já ferveu ontem com shows bacanas do Circo Motel e do Pink Big Balls, e continua ainda mais fervida hoje, sábado, quando o esporro no palco por lá vai ficar por conta do trio Faichecleres.///Já na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa), rola show com os Volveles. E no sempre bacana Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de São Paulo), o trio porreta Rock Rocket vai armar o esporro sonoro de sempre. Vai lá!SACO DE BONDADES DO BLOGYesssss! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que continua em disputa:* Uma cópia do primeiro álbum do Girls;* Outra do disco de estréia dos Fundrivers;* Mais outra do segundo cd do trio Zefirina Bomba;* E uma cópia do cd triplo do Messias, ex-singer do saudoso brincando de deus.E calmaê que logo menos por aqui: ingressos na faixa pros shows do Vive La Fête e She Wants Revenge. Aguardem!BYE BYE POVOQue já escrevemos demais neste post. Semana que vem tem mais. Até!(finalizado por Finatti em 24/07/2010, às 16hs.)