O fim de uma era no jornalismo rocker brazuca, as idas e vindas no mondo da cultura pop, e a obra eterna da insuperável Legião Urbana (versão final em 23/10/2010)

 Quer ver o gênio Macca no Morumbi, dias 21 e 22 de novembro? Queriaaaaasssss. Já pra curtir o som eletrônico do Moby no Ultra Music Festival, em 6/11, ainda dá pra comprar ingresso tranquiloTudo pela ordem aê?Espera-se que sim. Afinal, o mundo nunca pára e nunca é normal quando o assunto é  rock alternativo e cultura pop em geral. Por exemplo: esta semana, oficalizou-se o fim de uma era bacana no jornalismo de cultura pop brazuca, sendo que o blog fala mais a respeito disso logo aí embaixo. Também foi a semana em que a MTV Brasil comemorou seus vinte anos de existência – parece que foi ontem que o sujeito aqui, rocker desde sempre, morava no apê da rua Frei Caneca, centrão bravo de Sampalândia, e lá, ao lado de sua ex-mulher (então grávida do hoje garotão Jean), vibrava com clips dos Stone Roses (a clássica “She Bamgs The Drums”) ou com programas como o “120 Minutos” ou o “Lado B”. Também foi a semana em que os ingressos para os dois shows de Paul McCartney em Sampa (dias 21 e 22 de novembro, no estádio do Morumbi) se evaporaram em questão de horas, foi a semana em que a campanha entre Dilma e Serra se acirrou de vez, a semana que espera a festona de quarto aniversário da revista Rolling Stone. Enfim, idas e vindas do mondo da cultura pop. Início e fim de eras na mesma cultura pop. É sempre assim. E se fosse diferente ia ser tudo muuuuuito chato, não é mesmo?* Tá faltando assunto pra comentar com os “brodi” nas rodas rockers pela “naite” under? Já pra edição desta semana da New Musical Express. A capa, claaaaaro, traz a tradicionalíssima lista do tablóide inglês dos mais “cool” da cultura pop. E quem são as personalidades mais legais de 2010, na ótica da NME? Só você vendo a capa aí embaixo e lendo a matéria, rsrs. Os mais legais do ano pela NME: lista sempre polêmica* Ainda está sonhando em ver Paul McCartney em Sampa, dias 21 e 22 de novembro próximo? Bien, enquanto estas linhas rockers bloggers estão sendo escritas – no meio da tarde de quinta-feira, 21 de outunbro – portais de notícias dão conta de que restam poucos ingressos de pista para o segundo show. Portanto… * Já para quem vai no Ultra Music Festival, no dia 6 de novembro, a parada está mais tranquila. Dá pra comprar na boa ainda tickets para a mega festa eletrônica que vai reunir na Chácara do Jockey, em Sampa, gente como Fatboy Slim, Moby, Groove Armada etc. E, sim, Zap’n’roll, apesar de não ser um grande fã de música eletrônica, deverá estar por lá pra cobrir o festival. * Um pornógrafo vai para o inferno – ou pro céu, vai saber… Bob Guccione, o homem que criou (e ficou rico com ela) a revista Penthouse, morreu nos EUA, aos 79 anos de idade, de câncer. Quem não bateu uma punheta na adolescência folheando alguma edição da revista, que atire a primeira camisinha, hihi. * O FIM DE UMA ERA NA REVISTA ROLLING STONE BRASIL – Tudo chega ao fim, sempre. A próxima edição da Rolling Stone Brasil, que irá às bancas no início de novembro, e que está sendo finalizada nesta semana, será a última “fechada” e editada por Ricardo Franca Cruz, o editor-chefe da públicação e que comandou a redação da revista desde o seu lançamento aqui, há exatos quatro anos. Quinho, como é conhecido pelos amigos mais próximos, foi convidado a dirigir a edição brasileira da GQ, publicação de luxo voltada ao público masculino de altíssimo poder aquisitivo. Editada originalmente nos Estados Unidos, a revista circula em vários países e terá sua edição brasileira a partir de 2011, em lançamento da editora Globo. E não dá pra criticar a gestão de Ricardo à frente da RS brazuca: durante quatro anos ele desenvolveu ali um trabalho exemplar e de alta qualidade editorial. Claro, houve erros editoriais nesse período mas o número de acertos foi muito maior e por isso mesmo a RS continua sendo, hoje, a principal e melhor revista de cultura pop do país, onde Zap’n’roll inclusive colaborou com muito orgulho e satisfação durante três anos. A publicação continua indo muito bem nas bancas e também em termos de publicidade e as duas últimas capas (com Mariana Ximenes e Wagner Moura) demonstram como seu timing editorial continua afiadíssimo. Quinho, que está com 40 anos de idade, começou sua carreira jornalistica na lendária revista Trip, em 1990. Depois, entre outros veículos, ele passou pela revista da 89 FM (onde Zap’n’roll também colaborou, no final dos anos 90’, e onde conheceu e se tornou amigo de Ricardo), pelo programa Vitrine (da tv Cultura) e pela revista da MTV, até finalmente ser chamado para comandar a edição brasileira da Rolling Stone. E com sua saída da redação, chega ao fim uma era de grandes matérias e capas mega bacanas. Fim, não, aliás: em seu lugar irá ficar o igualmente querido e mega competente Pablo Miyazawa (carinhosamente chamado por estas linhas bloggers de super monge japa zen), um dos melhores jornalistas de cultura pop do país, dileto amigo deste espaço rocker online e que com certeza continuará mantendo a mesma dinâmica e qualidade editorial alcançadas pela RS nestes quatro anos. Daqui Zap’n’roll deseja toda a sorte do mundo ao Ricardo em sua nova empreitada profissional, tendo a certeza de que, sob suas mãos, a edição nacional da GQ em pouco tempo também irá se tornar outro grande sucesso editorial. Wagner Moura na capa da edição mais recente da Rolling Stone: um dos muitos acertos da gestão de Ricardo Cruz como editor-chefe da revista* Durante as últimas duas semanas rolou o congresso Fora do Eixo em Uberlândia (no interior de Minas Gerais) para, entre outras atividades, eleger a nova diretoria da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes. Também rolou por lá, no finde passado, a talvez última edição do sempre bacana festival Jambolada, cuja cobertura foi feita pelo nosso querido “editador” e publisher, André Pomba, e sendo que o texto já se encontra na home do portal Dynamite. No entanto, logo mais aí embaixo, o blog reproduz o texto por julgá-lo de interesse de nosso dileto leitorado, e também por ter algumas restrições a ele – restrições que estão comentadas logo ao final da matéria em questão. * A nova diretoria da Abrafin, pra quem ainda não sabe, ficou assim constituída:PRESIDENTE: Talles Lopes VICE: Ivan Ferraro TESOUREIRO: Ana Morena SECRETARIA EXECUTIVA: Karla Martins COMUNICAÇAO: Atílio Alencar  AÇAO POLITICA: Pablo Capilé AÇAO INTERNACIONAL: Fabricio Nobre AÇAO INSTITUCIONAL: Ricardo RodriguesAÇAO SOCIAL: Linha Dura Representação na região Nordeste: Arthur Pessoa Representação na região Sudeste: André Pomba Representação na região Sul: Vitor Lucas Representação na região Centroeste: João Lucas Representação na região Norte: Gustavo Andrade Conselho Fiscal: Titulares – Rodrigo Lariu /Claudão Rocha Suplentes – Cássia Cardoso /Leonardo Santiago ——————–O MUNDO ANDA TÃO COMPLICADO…(um mini diário sentimental sobre a Legião Urbana e a reedição de seus discos)A Legião Urbana, em imagem p&b clássica, do início da banda: um dos dois maiores nomes do rock brasileiro em todos os tempos, agora com toda a discografia reeditadaNão é segredo pra ninguém que acompanha estas linhas zappers o quanto o sujeito que escreve este blog curtiu, nos anos 90’, o trabalho do grupo brasiliense Legião Urbana. Mais do que isso: Zap’n’roll acompanhou a evolução da banda em praticamente toda a sua trajetória – assistiu desde um show para 50 pessoas em uma espelunca indie chamada Napalm, no centrão podre de Sampa, lá pelos idos de 1982, até ver Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocando para 50 mil pessoas no estádio do Palmeiras, em 1990. Nessa época então, mais do que ser um simples fã, o então ainda jovem jornalista rocker (que estava na casa dos 27 anos de idade), já havia se tornado amigo do trio. E vai se lembrando de vários momentos seus ao lado da Legião ou ouvindo os álbuns da banda, quando circula a notícia de que toda a discografia de estúdio do grupo está sendo relançada em edições caprichadíssimas, em cd e vinil inclusive.O jovem leitor deste blog talvez não conheça muito da obra da Legião Urbana. E talvez considere, hoje, o som da banda e as letras escritas por Russo algo, hã, careta. Mas na verdade, quem encaretou foi o próprio adolescente dos dias atuais. Não apenas encaretou como também emburreceu horrores, e não vai aí nesta afirmação nenhum esgar de preconceito contra a galere jovem atual, ou nenhum pseudo moralismo de um jornalista “tiozão” aparentemente ranzinza e precocemente “velhusco”. Não é o caso. Trata-se apenas de constatação dos fatos, pura e simplesmente. É nítida a falta de qualidade, tanto musical quanto textual, no pop/rock brasileiro dos dias que correm. E a Legião Urbana, ao contrário, produziu uma das obras mais densas e consistentes que se tem notícia na história do rock brasileiro. Este blogger rocker, inclusive, se arrisca a dizer que as duas melhores bandas de todo o rock brazuca seriam os Mutantes e a Legião Urbana.Russo era um gênio, ponto. E a LU teve a mesma trajetória de zilhões de grupos do rock de hoje: começou indie, tocando nos porões de Brasília, com seu som fortemente influenciado pelo punk e pós-punk inglês dos anos 80’ – coisas como Buzzcocks, Stiff Little Fingers, Pil, Smiths, Cure, Echo & The Bunnymen, por aí. Levado pelo amigo Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso (que já estavam se tornando mega banda lá pelos idos de 1985, quando estouraram na primeira edição do Rock In Rio), para a grabadora EMI, o grupo lançou seu primeiro disco nesse mesmo 1985. Com capa branca, mostrando apenas uma foto preto-e-branco do quarteto (que nessa época ainda tinha o baixista Renato Rocha) na frente e verso, sem título, o disco é um clássico instantâneo e um dos melhores álbuns de toda a música brasileira em todos os tempos. Com músicas perturbadoras em sua construção melódica, mas ainda assim altamente pop e radiofônicas, e com letras que a um só tempo passavam imagens e versos acessíveis mas que perscrutavam a alma sempre torturada do ser humano, o disco chapou toda uma gigantesca geração de ouvintes e amealhou milhares de fãs para o grupo. Era o álbum que continha “Será?”, “A dança”, “Soldados”, “O Reggae”, “Por enquanto”, “Petróleo do futuro” (“Sou brasileiro errado/Contando os vencidos/De todos os lados”) e a fantástica “Ainda é cedo” (“Uma menina me ensinou/Quase tudo que eu sei/Era quase escravidão/Mas ela me tratava como um rei…”), talvez a canção mais impactante de todo o rock brazuca dos anos 80’. Em pouco mais de três minutos de uma melodia glacial, distante e com guitarras esparsas que remetiam à solidão e ao universo sônico sombrio do Joy Division, Renato Russo condensava o esfacelamento de uma relação amorosa. Ao vivo, a banda costumava esticar a música por dez, quinze minutos, e enxertava nela o que desce na cabeça dos músicos no momento – tornou-se clássica uma versão em que eles tocavam a melodia de “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones, enquanto Renato berrava ao microfone: “onde estão as drogas pesadas???”. Está registrado no disco ao vivo “Música para acampamentos”, lançado em 1992.Drogas… Renato Russo, fã de poesia e de grande literatura (aquela de alta densidade cerebral), mega conhecedor de música pop e cinema, era a erudição em pessoa. E também era fã de drugs. Fumou maconha, cheirou cocaine, tomou heroína. E bebeu tudo o que pôde em sua vida (adicto assumido, frequentou durante anos os alcoólatras e narcóticos anônimos): fã de conhaque Contreau, tomava um copo cheio da bebida no café da manhã. Mas o fato de ser adicto não tirava o brilho de sua intensa capacidade intelectual e de reflexão. O autor destas linhas esteve algumas vezes no apartamento em que o vocalista e letrista morava, na rua Nascimento e Silva, em Ipanema, no Rio. Nunca se esquece de uma vez em que, ao adentrar o escritório que era forrado de cds do chão até o teto nas estantes que ocupavam as quatro paredes do ambiente, se deparou com um grosso tomo em cima de uma mesa: era uma edição de “Guerra & Paz”, do célebre escritor russo Tolstoi.A capa do disco de esttréia, de 1985: um clássico insuperávelZap’n’roll, aliás, como já foi dito, assistiu a um show do conjunto por volta de 1982, quando ele ainda sequer tinha disco lançado ou contrato com uma gravadora. O grupo tocou para um público de cerca de 50 pessoas, em um muquifo que havia no centro de Sampa, o Napalm. Seria algo como os clubes de hoje do baixo Augusta na capital paulista, como a Outs ou o Inferno. Mas o autor deste blog só foi se apaixonar mesmo pela banda quando ouviu seu primeiro disco na casa do amigão Luiz César, um ex-punk que morava perto da Serra da Cantareira, na zona norte paulistana. O álbum tinha sido lançado havia pouco tempo. E o sujeito aqui, que ainda não era jornalista, pirou quando escutou “Soldados” e “Ainda é Cedo”. Saiu correndo pra comprar o trabalho. Daí pra frente foi paixão incondicional pela Legião. O zapper se tornou jornalista e começou a acompanhar profissionalmente o trabalho do conjunto. Assistiu cerca de dez shows da banda em doze anos (eles detestavam tocar ao vivo e turnês do grupo eram uma raridade, só aconteciam de dois em dois anos), fez zilhões de matérias com eles, ganhou a confiança de Russo (e só por isso, conseguiu fazer uma matéria de capa com a Legião para o caderno Folhateen, da FolhaSP em 1994, numa época em que o vocalista se recusava sistematicamente a concender entrevista para o diário paulistano) e graças a isso, produziu algumas ótimas entrevistas com o grupo, que foram publicadas nas revistas Istoé e Interview – estas entrevistas podem ser lidas em um livro intitulado “Conversações com Renato Russo”, que ainda deve estar em catálogo e pode se achado em grandes livrarias.O zapper saudoso e sentimental, que agora digita estas linhas, se apaixonou intensamente algumas vezes, ao som de Legião Urbana. Casou, teve um filho, se separou. Bebeu muito whisky, conhaque Domeq e vinho até ficar mega ébrio em intermináveis madrugadas solitárias, enquanto ouvia os discos de vinil da Legião no quarto do apê em que morava, com a saudosa mama Janet (que também era fã da banda) na rua Frei Caneca. E cheirou muita cocaína no tampo de acrílico de seu velho aparelho de som Gradiente (que era ótimo e vivia atormentando a vizinhança, por conta do volume sempre alto em que os discos eram tocados nele), principalmente quando o som que estava tocando era “Ainda é Cedo” ou “A montanha mágica” (a melhor descrição dos efeitos da heroína já relatadas em uma música do rock nacional). E o blogger rocker também frequentou camarins e festas pós-show em apresentações da banda, teve uma música dedicada a ele no final do último show em que ele assistiu do grupo (em 1994, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo), e entrou em mega depressão quando, na tarde do dia 12 de outubro de 1996, ele soube através de uma amiga, que Russo tinha morrido. A noite/madrugada anterior havia sido de excessos para o jornalista rocker loker, na então kit em que ele morava na avenida nove de julho. Havia rolado muito álcool e cocaine com amigos. Não houve sono – a “fritura” do sujeito aqui se estendeu até a manhã do dia seguinte. Quando ele resolveu ir visitar sua amiga Sandra, que gerenciava um escritório de compra e venda de ações na rua 7 de abril, e ela lhe perguntou “você sabia que seu amigo Renato Russo morreu?”, o autor deste mini diário sentimental desabou de vez. Que Russo estava doente (ele era hiv positivo), era sabido. Mas a morte foi realmente inesperada.Renato Russo, no palco: um gênio sem igual no rock brasileiroUma morte que pôs fim a carreira da Legião Urbana. De lá para cá o mito em torno da banda e de Russo sobrevive sem dar sinais de abalo. Os álbuns do grupo nunca saíram de catálogo, vendem bem até hoje e a grande questão que ainda intriga jornalistas de cultura pop e fãs de música em geral é: como uma banda que não possuía uma musicalidade “fácil” e jogava no ouvido das pessoas letras algo “difíceis”, se tornou tão popular e conseguiu conciliar potencial comercial com qualidade artística, algo que todo músico persegue mas 90% deles não conseguem alcançar? A média de cópias vendidas de cada álbum do grupo sempre girou em torno de um milhão, algo inimaginável nos dias de hoje, nestes tempos de música gratuita na web, em que ninguém mais compra cds e em que as majors da indústria musical tiveram que se adaptar ao mercado atual (vendendo música através de outros formatos), para não ir à falência de vez.Assim, a reedição da discografia da Legião talvez possa responder essa questão para as novas gerações de ouvintes. Seja em cd ou em vinil, vá atrás dos discos da Legião Urbana. Ao ouvir “Daniel na cova dos leões”, “Quase sem querer”, “Índios”, “Eu sei”, “Angra dos Reis” (“Pode rir agora/Que estou sozinho…”), “Há tempos”, “Eu era um lobisomen juvenil”, “Meninos e meninas”, “Giz” (“Mesmo sem te ver/Até que estou indo bem…”) e tantas outras canções que deixaram marcas indeléveis na alma e no coração de milhares de pessoas, talvez você entenda porque a Legião Urbana foi a grande banda de rock do Brasil nas últimas duas décadas. E também porque não existe paralelo com ela no pobre rock que se faz hoje aqui.LEGIÃO URBANA – UMA LETRAAinda é Cedo”Uma menina me ensinouQuase tudo que eu seiEra quase escravidãoMas ela me tratava como um reiEla fazia muitos planosEu só queria estar aliSempre ao lado delaEu não tinha aonde irMas, egoísta que eu sou,Me esqueci de ajudarA ela como ela me ajudouE não quis me separarEla também estava perdidaE por isso se agarrava a mim tambémE eu me agarrava a elaPorque eu não tinha mais ninguémE eu dizia: – Ainda é cedocedo, cedo, cedo, cedo.Sei que ela terminouO que eu não comeceiE o que ela descobriuEu aprendi também, eu seiEla falou: – Você tem medo.Aí eu disse: – Quem tem medo é você.Falamos o que não deviaNunca ser dito por ninguémEla me disse: – Eu não sei mais o que eusinto por você.Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.E eu dizia: – Ainda é cedocedo, cedo, cedo, cedo.LEGIÃO URBANA EM VÍDEO“Ainda é Cedo”, registrada ao vivo no show que a banda fez para 50 mil pessoas, no Jockey Clube do Rio de Janeiro,  em 7 de julho de 1990. No mesmo dia, outro gênio do rock brasileiro, Cazuza, havia morrido. Zap’n’roll trabalhava na editoria de Cultura da revista Istoé, e  foi ao Rio para cobrir o show. Antes, passou por uma looooonga noite de excessos e cocaine em Sampa, e quase perdeu o vôo no sábado à tarde na ponte-aérea. Mas o blog conseguiu ir ao show. Um momento único, inesquecível, da história do rock brasileiro dos anos 80′.* Este texto vai para o amigão Márcio Eduardo Silva, eterno e apaixonado fã da Legião Urbana, e de quem Zap’n’roll se tornou amigo justamente por ambos curtirem o som de Russo, Dado e Bonfá.É TEMPO DE FESTIVAIS – JAMBOLADANo finde passado, Uberlândia (no interior de Minas Gerais) se agitou com mais uma edição do festival rocker Jambolada. A Dynamite esteve presente e o texto que você lê abaixo, com a cobertura do evento e que já foi publicado em nossa home, foi escrito pelo publisher André Pomba:“O festival Jambolada realizou sua sexta edição no último final de semana em Uberlândia, mostrando porque é o maior festival independente de Minas Gerais. Realizado com ótima estrutura na casa Acrópole, contando com 2 palcos, feira independente, cinema e uma área externa. O único senão foi o número excessivo de atrações o que fez com que o festival encerra-se em torno das 5h da manhã nos 2 primeiros dias.O primeiro dia, mais voltado pra MPB e misturebas em geral teve um público em torno de 1500 pessoas e o segundo dia – mais voltado pra música pesada – foi totalmente lotado, com cerca de 4000 pessoas insandecidas e ávidas por rock. E como é tradicional, o festival contou com uma terceira data ao ar livre, no domingo, 17/10 na UFU – Universidade Federal de Uberlândia Campus Santa Mônica, o Palco Conexão Vivo, tendo como atração principal o grupo local Porcas Borboletas, que convidou Paulo e Arrigo Barnabé, sendo que este último tocou Clara Crocodilo ao piano, para um público de cerca de 2000 pessoas que lotava a frente do palco.Em paralelo ao festival também foi realizada na UFU, o congresso do Circuito Fora do Eixo e a eleição da nova diretoria da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes. O que trouxe uma rica diversidade de público de várias regiões do país.Com relação ao shows, é constatação pura dizer que duas maiores atrações do festival – Matanza e Vanguart – fizeram os shows mais disputados do evento, sendo que a maior decepção ficou por conta do Otto, com um show instável e de repertório decepcionante, para uma galera que esperava uma apresentação com mais punch. Podemos destacar também o show do Autoramas, altamente profissional e com nível internacional, vide as constantes turnês do grupo pelo mundo afora. Outra apresentação impressionante foi do grupo de hardcore Gritando HC, que inaugurou a seção de moshs e com o público cantando junto quase todas as músicas.Na parte de revelações temos que indicar o Vespas Mandarinas, a nova banda de Chuck Hipolitho, com um som que remonta muito os primórdios do seu ex-grupo, o Forgotten Boys.E na parte de “o que eu estou fazendo aqui”, o grupo de música eletrônica Copacabana Club, totalmente deslocado e perdido no meio das atrações de rock pesado, uma ousadia da curadoria que não deu certo.E no quesito pluralidade, misturando tudo o que for possível dentro da MPB – tônica do primeiro dia do festival – somente o experiente grupo paraibano Cabruera fez o público dançar e abrir rodas. Todas as demais atrações do primeiro dia fizeram sets sem muita vibração, e isso inclui o do rapper sensação Emicida.Mas é inegável dizer que o esforço do Jambolada existe em mostrar um bem vindo apanhado de estilos e de grupos de vários Estados do país. Uma pena, ao que tudo indica, que foi a última edição do evento, devido a algumas divergências entre seus sócios e produtores”.Zap’n’roll tem restrições ao texto acima, publicado no portal Dynamite, e manifestou isso em comentário enviado na página específica da cobertura. Como seu comentário foi aparentemente vetado, o blog reitera aqui que há opinião demais no texto, e também que deveriam ser informados os nomes de quem auxiliou o portal na cobertura do festival e quais os atritos que rolaram entre a organização do festival e que podem determinar o fim do mesmo.Mas… enfim, o comentário enviado pelo blog e que foi vetado, segue abaixo:“Sorry Cagni, mas vc já fez coberturas melhores de eventos e festivais fora de São Paulo. E eu até entendo os motivos pelos quais o texto não está no padrão “Pomba” de qualidade. Hj vc é presidente da Associação Cultural que leva o nome do site, além de dj residente das duas principais noites do clube noturno paulistano A Loca. Logo, vc hj tem uma vida compromissada demais, com atividades em excesso e que lhe deixa pouco tempo para pensar no texto jornalístico.No entanto, como vc foi ao festival e decidiu escrever sobre o mesmo, deveria citar no final da matéria que são os “colaboradores” da Abrafin que o auxiliaram na cobertura e opinaram tanto no texto (opiniões francamente tendenciosas em relação a algumas bandas, e isso fica muito claro ali). Na verdade, vc como conselheiro fiscal da entidade, deveria ter delegado a tarefa de escrever sobre o evento a alguém que estivesse no festival mas que não fosse tão ligada a Associação, pois esta “proximidade” com a Abrafin pode suscitar dúvidas quanto a isenção das opiniões que estão expressas na resenha.Por fim, vc cita que foi eleita a nova diretoria da Abrafin. Onde estão os nomes de quem assumiu os novos cargos? Tb deveriam estar no texto, não? E tb quais foram as “divergências” que rolaram nos bastidores do Jambolada e que podem por um ponto final na continuidade do festival? Onde fica o jornalismo investigativo da Dynamite nessa parada?Portanto, em face disso tudo, creio que minhas coberturas (como a do SWU) não devem ser tão criticadas como o são de tempos pra cá. Reflita e veja se estou errado.Beijos daqui!” O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: a reedição da obra completa da Legião Urbana está aí, nas lojas. Vai atrás dos discos (em cd e vinil) e descubra porque Renato Russo e cia. foram uma das duas mais importantes bandas da história do rock brasileiro.* Filmes: temporada de terror (brrrrr…) nas telas! Estão em cartaz desde ontem “Atividade paranormal II” e “Piranha 3D”, ambos aguardadíssimos e bem cotados pela jornalistada de cultura pop. E aê, vai encarar?* Show: hoje, sábado (quando estas linhas bloggers estão sendo finalizadas), rola a apresentação única do Frozen Autun em São Paulo. Um dos grupos mais queridos pela confraria goth, o duo darkwave vai animar a madrugada no Inferno Club (na rua Augusta, 501, centro de Sampa), em noitada que ainda vai ter abertura do ótimo Plastic Noir (do Ceará) e discotecagem de Rodrigo Cyber. Ainda dá tempo de adquirir ingressos pra balada: na porta eles custam 85 pilas. Zap’n’roll vai estar por lá, eba!* Novo point rocker: o já tradicional club Sattva, que agita há tempos as noites na região dos Jardins, agora abriu filial no centrão rocker de Sampa. Está lá na Praça Roosevelt 82, e nas noites de sábado ele abriga a festa Open Hell, comandada sempre pelo graaaaande dj Pacianotto, um dos melhores agitadores da cena under paulistana desde sempre. Rola muito pós-punk, anos 80’, indie guitar e bebidas bacanas, além da simpatia do proprietário, o Giba. O blog esteve semana passada lá pra conhecer, gostou do que viu/ouviu e vai voltar sempre. Cola lá você também, que a balada é ótima!* Baladíssimas: falando nelas… hoje, além do show do Frozen Autun e da festa Open Hell, você também pode curtir a festa Discotexxx, sempre animada lá no Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação, centro de São Paulo).///E amanhã, domingão, é noite do Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 919, Consolação), já um clássico na cena under de Sampa, né?///Por fim, na terça-feira em si, rola a festa de quatros anos da Rolling Stone Brasil (apenas para convidados), lá na The Week (rua Gaicurús, Lapa, zona oeste paulistana). Nessa o blog também vai estar pois deve ser a festa do ano, uia!INGRESSOS NA FAIXA? VEM QUE TEM!!!Tá marcando manezão? Então corre no hfinatti@gmail.com, que a disputa por lá já está sangrenta, para tentar ganhar:* DOIS INGRESSOS para o festival Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo;* E mais ingressos (em número ainda a ser definido) para o show do queridíssimo Belle & Sebastian, dia 10 de novembro na Via Funchal, também em Sampa.E CHEGA!O post ficou grandão, né? Então tá bom. O blog zapper se vai, deixando um feliz aniversário para o André Morelli (que fica mais velho hoje), boyfriend da incrível Adriana Ribeiro, umas das amigas mais queridas destas linhas rockers online. É isso aê. Semana que vem tem mais! Bye!(finalizado por Finatti em 23/10/2010, às 16hs.)

SWU – Resumão de um mega festival com a habitual avalanche de erros, acertos, ótimos e péssimos shows e histórias e cenas bizarras (plus: Echo&The Bunnymen em SP)

 O gênio Josh Homme e o irado Zak De La Rocha: o primeiro fez o melhor show do SWU, com o seu Queens Of The Stone Age; já o segundo fez jus ao som da “Fúria contra a máquina”: o público quase invadiu a pista premium na hora do show (todas as fotos deste post: divulgação/produção do SWU)Post especial falando apenas do SWU, e também contando como foi a apresentação do já hsitórico Echo e seus homens coelhos em Sampa, tocando na íntegra seu clássico álbum “Ocean Rain”.Yep, o festival merece, Zap’n’roll estava lá e se fosse escrito aqui tudo o que o blog viu/ouviu e passou, daria material fácil para um livro, ou para encher vários posts e páginas de cobertura do portal Dynamite – onde este texto também está publicado. E mesmo contando com o auxílio luxuoso da nossa querida francesa de Macapá, a ninja Rudja Catrine, cobrir um festival dessa magnitude não é moleza. E não foi mesmo. E isso foi mostrado na prática: o texto que você está lendo agora só foi escrito na madrugada de quarta para quinta-feira, pós-feriado, e após o zapper rocker retornar da fazenda Maeda, em Itu, absolutamente podre e morto de cansaço. Tanto ele quanto Rudja chegaram num estado deplorável em Sampa, vale frisar.Dá até preguiça lembrar de tudo que os olhos e ouvidos captaram, tamanha a quantidade de informações armazenadas no hd do cérebro. Mas como este espaço rocker online é hoje – sem falsa modéstia – um dos mais importantes da web brazuca, e como todo mundo já deu seus pitacos sobre o festival (ótimas coberturas já estão postadas no Scream&Yell, Zona Punk e na Popload), vamos lá.E é óbvio que o blog não conseguiu acompanhar tudo. É humanamente impossível você ficar três noites num evento do tamanho do SWU e conseguir assistir a 74 atrações diferentes, espalhadas por dois palcos gigantescos (o Água e o Ar) e mais outros dois secundários (a tenda eletrônica bancada pela cerveja Heineken, umas das patrocinadoras do SWU, e o palco Oi Novo Som, destinado aos novos nomes da emergente cena musical independente nacional). Junte-se a isso uma dificuldade logística enooooorme para se chegar ao local do festival, problemas de acomodação e transporte, cansaço provocado por longas caminhadas (tudo por lá exigia grandes caminhadas, devido a enorme área onde foi instalado o festival), uma “marinheira de primeira viagem” neste tipo de evento (no caso, a Rudja), que se queixava (de cansaço e sono) e se assustava com quase tudo (a multidão, o empurra-empurra, o frio cabuloso que tomou conta da arena o finde inteiro), e o dileto leitor terá uma noção de que a cobertura do SWU não foi uma tarefa fácil.Mas valeu a pena, claro. Ainda mais quando você vai credenciado num festival desses, o que já é uma enorme economia pro bolso (um dos grandes erros do SWU: o preço abusivo cobrado por tudo nele, desde o ingresso para assistir aos shows, a taxa para acampar e para estacionar, até o preço ridículo cobrado por comidas e bebidas na praça de alimentação, que além de tudo sempre se tranforma num campo de batalha nesses mega festivais). E também quando você vai sabendo que irá assistir a uma batelada de shows que prometem ser absolutamente fodásticos, realizados por bandas que você ama e que não quer morrer sem vê-las num palco pelo menos uma vez em sua vida.Segue abaixo, então, um resumo possível do que Zap’n’roll e a reportagem da Dynamite viram e ouviram na primeira edição do SWU, um festival que teve zilhões de pontos a favor e contra mas que, se melhor estruturado em suas próximas possíveis edições, tem tudo para se tornar um dos grandes eventos do calendário anual de shows gringos no Brasil.OS SHOWS O público na arena Maeda, em Itu: não chegou a ser o “Woodstock brazuca”, mas foi bacanaNem é preciso dizer que o primeiro dia do SWU, no sábado, 9, foi dominado pelo “episódio” Rage Against The Machine. Em noite em que houve, também, a esperadíssima volta dos Los Hermanos (em set que poderia ter sido mais, hã, intenso), e mais Mutantes e The Mars Volta (elogiadíssimo, mas que o blog continua achando um saco sem tamanho), o lendário quarteto americano abalou as estruturas do SWU – e não apenas pela porrada que foi sua apresentação. O RATM sempre teve fama de “incitar” seu público, pela postura musical e política da banda e tal. Em Itu não foi diferente: com um bando de vips idiotas bebendo e paquerando na caríssima e escrota pista “premium” (bem na frente do palco), o populacho que estava logo atrás na pista “comum” e que era fã de verdade da banda, ameaçou invadir a área à frente em pelo menos duas ocasiões. Em ambas, o som no palco foi interrompido e um representante da organização do festival foi obrigado a pedir “calma” ao público. Quando a situação ficou realmente tensa, o próprio Rage Against conclamou os fãs a serem mais “tolerantes” com os “vips”. Enfim, na parte extritamente musical, como bem observou a Rudja, as músicas do grupo são todas muito parecidas e não há grande variação em sua estrutura. Fato que não obscurece em nada o carisma do vocalista Zack De La Rocha e a performance absurda do guitarrista Tom Morello. Foi um showzaço, no final das contas.Acima, o set list dos sonhos e que marcou o melhor show de todo o festivalNo domingo, vamos admitir, seria uma tortura inominável aguentar Jota Quest, Sublime e Teatro Mágico. Então a dupla da Dynamite combinou que chegar pra assistir Joss Stone, Regina Spektor e o Kings Of Leon estava de bom tamanho – e ainda teríamos que aguentar a tranqueira que é o Dave Matthews. Buenas, com problemas de sobra pra chegar na arena Maeda, Zap’n’roll e Rudja acabaram perdendo Joss Stone e Regina Spektor. Quando finalmente colocamos os pés no festival, Dave Matthews torturava sem dó o público com o seu pop/rock anódino, trilha perfeita para elevadores e salas de espera de consultórios médicos. Ficou a expectativa pela apresentação da gang dos Followill, o Kings Of Leon. E o show do Kol foi decente na medida, mas sem arroubos de genialidade e comoção. Sim, a banda está mais madura no palco, acabou de lançar um novo e bom disco e tudo isso contribuiu para que eles mostrassem um set bem mais eficiente do que o desastre que foi o show deles em 2005, no Tim Festival. Mas, ainda assim, foi desagradável assistir a apresentação na famigerada pista “premium”, com um bando de playbas otários com copos de whisky na mão, bêbados e paquerando a primeira perua otária e sem noção que estivesse ao lado. Ninguém ali conhecia o repertório do quarteto, que levantou o povaréu todo apenas nos hits certeiros como “Sex On Fire”. Ou seja: um final morno para uma noite mediana nos dois grandes palcos do SWU.E se tinha sido assim no domingo, na segundona o bicho tinha que pegar. E pegou! Avengend Sevenfold? Esqueça: o primeiro grande terremoto do dia aconteceu no set do Cavalera Conspiracy. Depois veio o rock mezzo metal mezzo pop do Incubus, que fez uma apresentação ao estilo “greatest hits”. E como o blog não curte a banda e não estava a fim de ver o show, se mandou pra sala de imprensa e deixou a resenha do mesmo por conta da Rudja, fã assumida do grupo. Ela confirma que foi ok e que o público curtiu bastante. Porém, o melhor estava por vir: abastecido de sanduichinhos, café e refri da living press, o sujeito aqui se mandou pra frente dos palcos principais, pra assistir a dobradinha que prometia ser a sensação de todo o festival: Queens Of The Stone Age e Pixies. E, queridos, não dá pra descrever aqui o que foi o set da banda de Josh Homme. Numa única definição: brutal.  Mesmo com o atraso de quase uma hora para o início do show (atraso provocado por problemas no PA, e não foi só isso: durante o set da banda, os telões pifaram pelo menos duas vezes), o QOTSA subiu ao palco disposto a dar sangue em cena. A pista premium, ao contrário da noite anterior, surpreendentemente estava bem tomada por fãs de verdade do grupo, que pularam e se esgoelaram pra valer ao som de porradas absurdas e memoráveis como “Feel Good”, “Sick Sick Sick” ou “Little Sister” (nessa, o zapper loker perdeu a compostura, se esqueceu de que é um tiozão indie rocker de 47 anos de idade, voltou aos seus tempos de adolescente, e simplesmente se jogou gritando na grade que separava a pista premium do fosso dos jornalistas na frente do palco). Josh Homme está com 37 anos mas continua com disposição invejável; o restante da banda é uma máquina de tocar com peso e precisão. E ficou muito evidente a incrível capacidade de o Queens criar ambiências sônicas tão diferentes em uma mesma e poderosa canção. “No One Knows” fechou um set que teve que ser encurtado (devido ao atraso no início do show) e, nem por isso, foi menos intenso. Mesmo com Pixies e Linkin Park (quem?) ainda por vir, já havia ficado muito claro que a performance do QOTSA tinha sido o show do festival.Yep, haviam milhares de gostosas iguais a ela no SWUE aí veio o Pixies. A lenda maior do indie rock, a banda que fez Kurt Cobain montar o Nirvana. Zap’n’roll já havia visto o grupo em Curitiba, há alguns anos. E estava literalmente morto após o rolo compressor diabólico que havia sido o show do Queens Of The Stone Age. Talvez por tudo isso o autor do blog zapper tenha achado a apresentação de Frank Black, Kim Deal, Joey Santiago e Dave Lovering apenas… bacaninha. E olha que foi o show onde a pista premium estava mais vazia (afinal, playboy sem cérebro não conhece Pixies e por isso não gastou sua grana pra desfilar ali na hora do show), sendo que praticamente apenas jornalistas estavam ali. E foi possível ver tudo bem na cara do gol, ops, do palco, sem a necessidade de ficar desviando incômodamente o olhar pros telões. Anyway, teve o “Dollittle” quase inteiro, teve “Where Is My Mind” e “Gigantic” em um bis habitualmente reservado apenas aos headliners de festivais desse porte, teve todo mundo cantando junto em “Here Comes Your Man”, mas a banda parecia entediada e tocando apenas para ganhar seu cachê. Frank Black está careca e enooooorme de gordo, Kim Deal não fica atrás no quesito obesidade (mas ela possui a simpatia que o rotundo Frank não tem) e Joey Santiago continua carregando a banda nas costas.E por volta de meia-noite o Linkin Park adentrou o palco para fazer a última apresesentação da primeira edição do SWU. O que falar de uma banda mega profissa porém maletíssima, ícone de um gênero (o new metal) que já está  morto nos EUA mas que aqui ainda atrai multidões ao seu show? Foi bem isso: as mais de 50 mil pessoas que foram à última noite do festival, estavam ali para ver o Linkin Park. A área vip virou um inferno, Zap’n’roll novamente se mandou para a sala de imprensa e deixou a batata quente nas mãos da Rudja – que acabou não aguentando a chatice do show, o frio e o empurra-empurra e também se mandou pra sala de imprensa na metade da apresentação da banda. Que foi quase interminável: às duas da manhã, o grupo ainda berrava no palco.Ainda sobrou tempo pra Dynamite curtir um pouco o dj set do Tiesto, e comprovar que, de fato, ele merece ser o dj número um do mundo hoje. O frio na arena Maeda até ficou suportável neste momento. Mas era hora de bater em retirada e voltar pra Sampa. Outra aventura dessas, só em 2011, se for o caso.PICS DO FINDE ROCK’N’ROLL EM ITU O KIngs Of Leon fez um show melhor do que o de 2005 em Sampa; já o Pixies do gorducho Black Francis fer um set meio assim; Incubus demosntrou competência no palco, Linkin Park foi uma maletice sem tamanho e Tiesto fechou a festança mostrando porque é o melhor dj do mundo AVENTURAS E DESVENTURAS NO CIRCUITO SOROCABA/ITU/ARENA MAEDA* “Não aguento mais de frio! Tá saindo fumacinha da minha boca”. Quem reclamava da temperatura, na segunda noite do festival SWU, era a francesa (que nasceu em Caiena, capital da Guiana Francesa, ora essa) criada em Macapá (capital do Amapá), a Rudja, que veio a Sampa passar um mês de férias, e aproveitou pra ajudar na cobertura do festival. Habituada a termômetros diariamente na casa dos 33 graus, a garota pediu arrego na arena Maeda, onde a temperatura na madrugada deve ter descido abaixo dos 10 graus. Esse foi um dos maiores problemas enfrentados pelo público e por quem foi cobrir o evento: o frio. Mas esquenta daqui, arruma jaqueta jeans dali (no caso, o zapper emprestou a sua para sua ex-girlfriend) e vamos em frente na maratona rocker. Que não foi fácil de atravessar, desde o início.* Primeiro, sem conhecer direito a logística para chegar ao local, o casal incumbido de fazer a cobertura para a Dynamite, descolou abrigo na casa de um pessoal maneiro, a turma do coletivo Rasgada (que reúne várias bandas bacanas e desenvolve uma intensa atividade cultural), que mora em… Sorocaba. Tudo bem, Sorocaba é colada em Itu, onde fica a fazenda Maeda, então tudo certo, né? Nada: tudo era beeeeem longe e do momento em que a dupla saiu da casa da turma do Rasgada até botar os pés no SWU se passaram duas horas e meia. Isso fez com que vários shows fossem perdidos e apenas na última noite os horários de saída foram ajustados de modo a não se perder mais shows. Deu certo, pelo menos na segunda-feira.* No festival, o de sempre num mega evento desses: filas pra tudo (pra entrar na arena, pra acampar, estacionar, tomar banho, comer etc), espaços e atrações de sobra pra se conferir, preços abusivos na praça de alimentação etc. No final da segunda noite de shows e sem poder desfrutar dos mini-sanduíches que foram colocados à disposição da jornalistada na sala de imprensa (e que se evaporaram em questão de minutos, o que denotou que o povo que estava ali a trabalho, também estava morto de fome), o zapper esfomeado resolveu comer algo na famigerada área de alimentação. Pagou dez pilas por uma porção ridícula de fritas, acompanhada de um espetinho Mimi igualmente ridículo no tamanho. Fora o preço absurdo, era uma autêntica guerra conseguir chegar no balcão com os tickets e conseguir fazer o pedido. Os atendentes eram grosseiros e folgados e quem estava à espera de comer também não ficava atrás na grosseria e falta de educação. “SWU e Mimi, vai tomar no cú!”, eram os gritos que se ouviam no local de maneira incessante.* Na última noite do SWU a produção resolveu atender melhor a valorosa confraria de imprensa que lá estava e não deixou faltar os tais mini sandubas (bem legais, no final das contas: havia de peito de peru com queijo, copa com queijo e presunto com queijo) e nem refri (Coca-Cola normal e Zero, além de guaraná), até o final da esbórnia. Com isso, teve jornalista (e não foram poucos) que encheu os bolsos e as mochilas com a iguaria, pra comer enquanto assistia aos shows, ou mesmo pra levar pra casa, uia!* Na primeira noite, para chegar no Maeda, foi o caos. Faltou busão pra tanta gente. Na saída, caos igual. A produção se tocou e providenciou mais ônibus para as duas noites seguintes. Assim, tanto no domingo quanto na segunda-feira, a saída da área do festival foi mais ou menos tranquila. Quer dizer, nem tanto: o sujeito aqui e Rudja pegaram o busão errado no domingo e foram parar no kartódromo de Itú (um dos locais transformados em estacionamento para quem foi de carro ao festival), quando deveriam ter pêgo o ônibus para o terminal rodoviário. Isso às quatro da manhã e com o frio quebrando os ossos. Felizmente a dupla conseguiu carona de um casal simpático que havia ido ao festival, e o zapper e Rudja foram deixados no centro de Itu, a poucas quadras do terminal rodoviário.É vero que uma credencial como essa facilita muito  a vida num festival como o SWU* No caminho até lá, a fome bateu novamente e o sujeito aqui parou num trailer de lanches 24 horas. Pediu um x-tudo. Que custou mais dez pilas mas era gigantesco (na real, parecia mais um beirute), comprovando a fama de Itu, onde tudo é mega.* A volta para Sorocaba foi o pior: uma hora e meia dentro de um buso mega desconfortável. Decidiu-se então que na última noite do SWU o melhor era sair do festival, ir pra rodô de Itu e de lá já voltar pra Sampa. Foi a decisão mais acertada de todo o finde, com certeza.* A humanidade estava no festival, mas era difícil topar com algum conhecido no meio daquela multidão (segundo a produção do evento, um total de 165 mil pessoas compareceu às três noites do SWU). Até que no início do show fodástico do Queens Of The Stone Zap’n’roll deu de cara na escrota pista premium com seu mega brother Vlad Cruz, o homem do Zona Punk. É dele a pic que está neste post, do autor deste blog ao lado da Rudjinha toda friorenta. Daí pra frente foi uma festa: Wlad e Zap’n’roll pareciam dois adolescentes enlouquecidos durante o set de Josh Homme e sua gang.* Frase do evento, disparada pelo mesmo Wlad, quando os Pixies atacaram “Here Comes Your Man”, e todo mundo cantou junto (afinal, a música é o único mega hit que o grupo teve no Brasil): “deixa a baianada pular!”.* Drugs no Maeda? Se houve repressão de policiais “infiltrados”, não dá pra confirmar aqui. Mas que a maconha rolou solta por lá, oxe… nem nos fale, hihi.* O festival, como todo evento desse porte, teve acertos e erros de sobra. E nem de longe é um dos cinco festivais do mundo em termos de rock e artes, como defendeu seu idealizador, o publicitário Eduardo Fisher, em entrevista na sala de imprensa. Pensar que o SWU já pode ser comparado a festivais como Reading, Coachella ou Lollapalooza, é de uma arrogância e exageros sem tamanho. Claro, ele procurou cumprir o que se propôs a fazer: pouca gente notou mas havia uma usina de reciclagem de lixo montada dentro da arena Maeda, o que é sem dúvida bacana. E outra idéia legal foi baratear o caríssimo estacionamento para quem levou três ou mais pessoas num mesmo veículo. No entanto, os preços abusivos dos ingressos e para se fazer tudo lá dentro deixaram um indisfarçável odor de ganância por lucro no ar. Nas próximas edições do SWU (se elas acontecerem), não custa nada repensar valores de ingresso, estacionamento, camping e alimentação. E tratar melhor o público, que é sempre maltratado nesses mega festivais.* A equipe de cobertura da Dynamite no SWU: Humberto Finatti e Rudja Catrine. Ambos agradecem a mega simpatia e atenção com que foram tratados e abrigados na casa do Coletivo Rasgada, em Sorocaba (alô Marcão, Henrique, Hércules, Ari e a turma toda daí: valeu mesmo pela força!). Logo menos iremos aparecer por aí novamente, okays? A dupla dinâmica da Dynamite no SWU (em foto tirada pelo chapa Wlad Cruz, bem na frente do palco onde o Queens Of The Stone Age estava começando a fazer seu mega esporro sônico): Zap’n’roll e Rudja Catrine – que sofreu com o frio na arena Maeda (é, em Macapá não tem disso não, hehe)ECHO & THE BUNNYMEN EMOCIONA SP COM “OCEAN RAIN”Por Alex Sobrinho, especial para Zap’n’roll(Credicard Hall, SP/ SP, 11/10/2010)E difícil começar a escrever sem cair no velho clichê: O Echo vem todos os anos ao Brasil, a banda se resume à cinqüenta por cento da formação original, o velho Big Mac está com a voz em frangalhos e na mesma noite fria havia a concorrência do SWU. Que se dane o frio e o SWU! Quase três mil saudosistas apaixonados pelo supro sumo do final dos 70´s e 80’s enfrentaram a noite congelante de Sampa para ver os Bunnymen. Fila recheada de fãs de diversos pontos do país (gaúchos, mineiros, curitibanos, cearenses, cariocas e um colatinense – eu – reforçados pela presença de um casal de chilenos e um argentino) e logicamente os paulistanos amantes da boa música.Sem esconder o nervosismo de ninguém tomei logo umas duas cervejas vendidas a preço de néctar dos Deuses no bar local e fui direto pra pista colar na grade. O atraso de quinze minutos foi recompensado pelo set list correto do DJ da casa: Siouxie, Depeche Mode, Sugarcubes, Morrissey… Até berrei “Hang the DJ” quando vi o cara passeando pela pista no pós show e fui cumprimentá-lo pela bela seleção.Músicos de orquestra a postos (violinos, violoncelos, oboé e maestro) no fundo do palco e sem maiores apresentações começa o sarau. O clássico Ocean Rain é  executado nota por nota, acorde por acorde até o fim. A emoção estava à flor da pele e o velho Mac mostrava seu sorriso enigmático em agradecimento enquanto buscava mais um cigarro fictício que estava restrito ao backstage. Ele agüentou bem a proibição do fumo no recinto, o que o ajudou bastante a alcançar as notas de Seven Seas, My Kingdom. A plateia cantou, urrou junto com Ian ao som da Morrisiana “Thorn of Crows” e quase esgota a última reserva de oxigênio dos pulmões fazendo backing para The Killing Moon, mas se recupera poucos minutos depois para ajudar no refrão de “Ocean Rain”, o gran finale da primeira parte.Mac lançou mais um sorriso de esfinge para o público, agradeceu aos músicos de apoio e correu para os camarins. Deve ter ido fumar, pensei.Alguns minutos de intervalo e a trupe estava de volta. Ian e seu arcanjo das seis cordas ,Will Seargent, voltam e ele sussurra: agora começa a diversão! Mas como assim, depois de hipnotizar e ganhar o público ainda tem mais? E veio Going Up, Show of Strength, Rescue, todos os clássicos que a maioria do atual Britpop venderia a alma do irmão mais velho ( não é Liam?) para poder engendrar . Somente uma concessão ao single do disco atual “The Fountain” que mesmo assim não conseguiu quebrar o clima de partida ganha.A banda se retira do palco mais uma vez e volta pro bis. Uma versão vitaminada de “Nothing Last Forever” com a cover de “Walk on the Wild Side”, de Lou Reed e ‘”Lips Like Sugar” estendida deram fim a mais uma passagem dos Homens Coelhos por São Paulo.E que eles voltem todos anos ao Brasil. Que assim seja! Seremos sempre gratos. Vida longa aos Bunnymen! SET LISTSilverNocturme MeCrystal DaysThe Yo Yo ManThorn Of CrownsThe Killing MoonSeven SeasMy KingdomOcean Rain (Intervalo)Going UpShow Of StrengthRescueVilliers TerraceBring Of Dancing HorsesThink I Need It TooDiseaseAll That JazzAll My Colours (Zimbo)Back Of LoveThe CutterNothing Last ForeverLips Like SugarO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: “Le Noise”, o novo do gênio/lenda Neil Young, e qualquer um do Queens Of The Stone Age. Depois do show que a banda deu no SWU, torna-se obrigatório (re)ouvir já toda a discografia do grupo de Josh Homme.* Ferveção cultural em Sampa: A Bienal Internacional de São Paulo rola até dezembro no Parque do Ibirapuera. A nova edição da Mostra Internacional de Cinema começa na semana que vem, com retrospectivas dedicadas a Allan Parker e Win Wenders. E com tudo isso, você ainda pensa em ficar trancado em casa? Se mexe, porra!* Baladíssimas: vem que tem! Hoje, sexta, o já veterano mas sempre bom Ludov, faz show lá no StudioSP (rua Augusta, 579, centro de Sampa). Também no baixo Augusta, mas lá no Inferno Club (no 501 da rua), tem a festa Dance To The Underground, com discotecagem pilotada pelo Daniel Belleza. E no Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação), rola mais uma edição da animada festa Shakerville, comandada pelo mestre Cláudio Medusa e suas raridades da soul music e anos 60’.///Já no domingão, dentro da programação do festival Outubro Independente, rola show de grátis do Cidadão Instigado no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul paulistana), a partir das seis da tarde. E na semana que vem, na terça, quarta e quinta-feira, o Cine Olido (que fica na galeria homônima, na avenida São João, em frente ao largo do Paissandú, no centrão rocker de Sampa) exibe o “Guidable”, documentário que passa a limpo toda a história dos Ratos De Porão, um dos nomes mais importantes do punk mundial. Então, programe-se e boa balada!BELLE & SEBASTIAN NA FAIXA? VEM QUE TEM!Passado o furacão SWU, agora é a vez de você, emotivo fã do fofo Belle & Sebastian, entrar em desespero: vai lá no hfinatti@gmail.com que já começou a batalha sangrenta por:* INGRESSOS (número ainda a ser definido) para o show que os escoceses farão dia 10 de novembro na Via Funchal, em São Paulo. Portanto: dedo no mouse e boa sorte!Sim, sim, tem prêmios aqui esperando por desova. Calma que no próximo post damos um jeito nisso, pode ser?TCHAUZES!Depois da maratona do último finde, o blogger cansadão quer descando. Por isso mesmo ele vai pro sítio de uns amigos aí amanhã e volta na segunda-feira. E na semana que vem tem mais por aqui, beleusma? Até lá então!(enviado por Finatti às 13hs.)

Em clima de SWU!!! O festival, quem vai nele por conta do blog, a polícia “infiltrada” na arena Maeda e mais isso e aquilo tudo

 Frank Black e os Pixies: fechando a maratona rocker em Itú, na próxima segunda-feiraTodo mundo animadão, né?Afinal o finde promete por aqui. Em Itú, na fazenda Maeda, começa amanhã (sábado) a maratona rocker do festival “ambiental” SWU, onde Zap’n’roll estará presente para levar até nosso dileto leitorado a melhor cobertura possível do evento. Tanto que para auxiliar o blog nesta empreitada cansativa – mas prazerosa – chegou ontem a Sampa a sempre incrível Rudja Catrine, a francesa linda de Macapá e ex-girlfriend do sujeito aqui (mas ainda uma grande amiga e, quem sabe um dia, novamente girlfriend zapper), e que além de manjar muuuuuito de rock alternativo e cultura pop, também manda super bem nos textos, como ela já demonstrou várias vezes nestas linhas rockers bloggers. Não só: também tem o velhusco trio Rush em Sampalândia (pra quem gosta…) hoje à noite. E, yep, a estréia do mega aguardado “Tropa de Elite II”, também hoje, e que deve ser mesmo a sensação da temporada nos cinemas. Então o blog sempre antenadão quando o assunto é cultura pop, se dedica hoje a esmiuçar o SWU pra quem vai e principalmente quem não vai enfiar o pé na lama lá em Itú – a previsão da metereologia para os dias do festival é de uma melhora “gradual” do tempo. Traduzindo: possíveis pancadas de chuva no sábado, aberturas de sol no domingo e tempo bom de vez na segunda. Vamos verrrrr. Enquanto isso, vem com o zapper que, como diria o saudoso Cazuza, no caminho a gente explica. * Um festival “ambiental”, aliás, onde haverá policiais “disfarçados” e “infiltrados” entre o público, visando coibir consumo de drogas e prender que estiver utilizando camisetas ou qualquer vestuário que faça propaganda em favor do consumo e/ou liberação de substâncias ilícitas perante a lei. Foi a notícia que mais causou tumulto esta semana na web (via Twitter e redes sociais em geral), e gerou indignação entre o povo que pretende ir ao evento e está pagando – caro, diga-se – para isso. Quer dizer que o sujeito paga pra ir num festival “ecológico”, que pretende ser uma plataforma importante da sustentabilidade e tal, e não se pode acender e fumar um baseadinho por lá, enquanto rolam os shows? Fala sério… por isso que o Brasil continua sendo a piada que é, mundo afora. Enquanto se caça em festivais de música e arte gente inocente e que jamais será (ou seria) um marginal por estar fumando um simples baseado, bandidos de verdade e graúdos como a gang que tomou de assalto (e assaltou) o governo do Estado do Amapá, por exemplo, são presos e logo em seguida soltos, pra poder continuar fazendo patifaria à vontade. Ou ainda, o povo ignorante elege uma figura lamentável como o Tiririca para deputado, e depois descobre-se que o mesmo é analfabeto e, por isso, não pode ser empossado. Moral da história: não é fumar maconha em festival de rock que fode moral e socialmente um país. Mas sim políticos bandidos que roubam na cara larga, figuras como Tiririca que se elegem para cargos públicos às custas da boa fé e da ignorância do populacho, e muitas outras coisas. Brasil, Brasil… tá na hora de mudar a mentalidade por aqui, não? LIBERDADE JÁ DE EXPRESSÃO, e para quem quiser fumar seu baseado em Itú neste final de semana. * Sir Paul McCartney em Sampa, dia 21/11, no estádio do Morumbi. Preços dos tickets? De R$ 140 a 700 reais. O ex-beatle, gênio e lenda do rock acima do bem e do mal, merece ser visto sem dúvida alguma. Aliás trata-se de um show imperdível. Mas o valor do ingresso é, financeira e moralmente falando, um escândalo. Macca em Sampa: o ingresso mais caro custa 700 pilas* Já os tickets pra assistir ao mega fogo Belle & Sebastian, dia 10 de novembro em Sampa (na Via Funchal), estão bem mais em conta. Custam entre R$ 180 (a pista comum) e R$ 250 (a sempre famigerada pista “premium”). E já podem ser comprados no site da casa, em www.viafunchal.com.br. E caaaaalma que assim que passar a esbórnia em torno do SWU, o blogão campeão de promos bacanas vai descolar uns ingressinhos pra você assistir na faixa ao show dos escoceses.  Os escoceses do Belle & Sebastian: tickets mais em conta para o show na Via Funchal dia 10/11* Se o show de Macca vai lotar ou não (e deverá lotar, mesmo com os preços extorsivos cobrados pelos tickets), não se sabe. Mas o bregão Bon Jovi entupiu o Morumbi anteontem, em noite em que a banda de abertura, o Fresno, foi impiedosamente vaiada pelos fãs do grupo americano. Lição da noite: fã de pop/rock cafona oitentista odeia emocore, hihi. * E enquanto Ruin de Ouvir, ops, Bon Jovi, lotou o Morumba em Sampa, a gig do duo eletrônico francês Air em Belo Horizonte, no próximo dia 15/11, foi cancelada. Motivo: baixa procura de ingressos. A vida é dura… * A DECADÊNCIA DO ORKUT E DE OUTRAS REDES SOCIAIS – não é de hoje que Zap’n’roll vem notando que o famigerado Orkut não anda bem das pernas, até mesmo aqui no Brasil onde o site explodiu há alguns anos como a rede social mais badalada e “moderna” destes tempos de internet. Quando surgiu nos EUA, na verdade, o Orkut não mobilizou tanto a atenção do americano médio. E por lá o site acabou se tornando apenas mais uma bobagem relacionada a redes sociais, como tantas que poluem a web. Já aqui, não se sabe bem porque, o Orkut se tornou uma febre e chegou a ter cadastrado mais de vinte milhões de usuários no país. Entre estes está o autor deste espaço online que, sim, vamos admitir, teve momentos de bastante satisfação em sua vida ao participar de algumas comunidades “orkutianas” – foi numa delas, a pequena porém simpática e acolhedora Bizz Livre, que ele engatou seu namoro com a hoje querida Rudja. Mas quem acompanha desde sempre estas linhas bloggers sabe que o zapper aqui nunca foi fã do Orkut nem de longe, por considerar que ali havia bobagem demais, patifaria e canalhice demais e boas intenções de menos. Pois então: é até com certo prazer que o blog tem notado a decadência que se abateu sobre o Orkut. Quase ninguém comenta mais, o número de visitas de usuários diminui a cada semana em todos os perfis (não apenas no do autor deste espaço, mas também no de vários amigos que foram consultados a respeito), os scrapbooks hoje servem muito mais como espaço de propaganda e divulgação de eventos de toda espécie (desde zilhões de bandas desconhecidas implorando para que seus MySpaces sejam acessados e ouvidos, até venda de rações para cães e gatos, vejam só) do que para receber mensagens dos amigos. E essa decadência toda do Orkut tem uma explicação bem simples: o site não se renova com a velocidade que os tempos atuais exigem, e por isso ele foi “atropelado” por concorrentes mais ágeis e chamativos como o Facebook, o Twitter etc. E, no fundo, todas estas plataformas sociais com o tempo acabarão tendo o mesmo destino do Orkut: a decadência. Afinal, as novidades no mundo da internet são tão fugazes e passageiras quanto os hypes de hoje na música pop. O Orkut até que durou muito no gosto popular. O Twitter e o Facebook talvez nem durem tanto. A conferir daqui a algum tempo. * Falando no Facebook, “The Social Network”, o filme que fala sobre a criação do site, continua batendo recordes de bilheteria nos EUA. Yep, é o longa onde um personagem vivido por Justin Timberlake aparece em uma cena cheirando cocaine nos peitões de uma amiga. Delícia de esporte, já praticada zilhões de vezes pelo sujeito aqui, rsrs. O filme deve chegar em breve aos cinemas brazucas. * Ok, ok, a pedidos vamos soltar a info: a festa de quarto aniversário da Rolling Stone rola dia 26 de outubro em Sampa, na boate The Week. * E se você não vai ao SWU mas quer pegar um show bacana em Sampalândia mesmo, na véspera do feriado, não tem outra opção: o velho Echo & The Bunnymen pisa no palco do Credicard Hall nesta segunda-feira, dia 11. Seria mais um show do Echo no Brasil se desta vez Ian McCulloch e cia. não tivessem anunciado que irão tocar, na íntegra, seu sublime álbum “Ocean Rain”. Lançado em 1984 (lá se vão duas décadas e meia…), é o disco que tem “The Killing Moon” e mais uma cacetada de canções lindíssimas e fodásticas (“Never Stop”, “Yo Yo Man”, “Crystal Days”, a própria faixa-título). Com certeza, é o show em que Zap’n’roll estaria, se o blog não fosse pra Itú acompanhar a esbórnia rocker por lá.  * Pois então, vamos dar uma geração naquilo que começa com você.  É TEMPO DE MEGA FESTIVAL – O SWU AGITA O FINDEChegou a hora, no? Neste finde de feriadão prolongado no país, a até então pacata Itú (cidade do interior paulista, distante cerca de uma hora da capital) vai ser invadida por um mega festival de rock – ou de música e artes, como a organização do mesmo prefere defini-lo. O SWU vai abrigar durante três noites na fazenda Maeda exatas 74 atrações, entre grupos gringos, nacionais e djs de música eletrônica. Produzido pela mesma equipe que no ano passado realizou o Maquinaria Fest em Sampa, o SWU acabou se transformando – ao lado do Planeta Terra, que acontece dia 20 de novembro na capital paulista – num dos dois grandes festivais do segundo semestre no Brasil. Um segundo semestre, como todo mundo já está careca de saber, coalhado de shows internacionais até dezembro.Claaaaaro, o SWU começou a ser pensado e comentado há alguns meses. E no início as pretensões da produção do evento eram altíssimas. Chegou-se a falar na vinda do Pearl Jam, de Bob Dylan e de outros mega rockstars do mesmo calibre, o que iria conferir ao festival uma certa aura de Woodstock tupiniquim. Não vieram nem Dylan nem PJ. Mas tudo bem: vai ter Pixies, Queens Of The Stone Age, Kings Of Leon (talvez em sua melhor fase ao vivo desde que a banda existe; não custa lembrar que, em 2005, o Kol fez um péssimo show no extinto Tim Festival), Regina Spektor, o aguardadíssimo Rage Against The Machine, os indies bacanas Apples In Stereo e Yo La Tengo e maletices (mas que têm público garantido) do calibre do Incubus, Linkin Park e, o pior de todos, Dave Matthews Band.Na área brazuca há pavores semelhantes (Teatro Mágico, Mombojó e Jota Quest, só pra ficar em três bons exemplos) mas também muitas bandas bacanas, principalmente no palco da rádio Oi – e aí pode-se citar Macaco Bong, Volver, Superguidis, Cidadão Instigado, Autoramas etc.Rage Against The Machine, Yo La Tengo, Los Hermanos e os gaúchos do Superguidis: todos eles estarão neste finde no SWUComo em todo grande festival que se preza, o SWU está cheio de acertos e erros. O principal acerto é levantar a bandeira da sustentabilidade e da preservação ambiental. E o grande erro, talvez (e o que levou o festival a receber a maior parte das críticas), tenha sido cobrar preços algo abusivos de quem quer ir até Itú ver sua banda predileta. Além do ingresso individual caro para cada noite, o evento também cobra caro pelo estacionamento, para se instalar na área de camping e até para comer – sendo que não é permitido levar alimentos e bebidas para o festival. Tudo tem que ser comprado lá e, numa conta conservadora, cada noite do SWU não sairá por menos de R$ 400,00 por cabeça. Três noites: R$ 1.200,00. É uma grana e tanto.De qualquer forma o festival é bem-vindo, óbvio. Ele mostra que o país se integra cada vez mais e plenamente ao circuito dos grandes shows e festivais de rock do planeta. E dá aos fãs daqui a oportunidade de curtir três noites de farra, diversão e acima de tudo, ótimos shows.Bora pra Itú então! Quem ainda não decidiu se vai ou não até lá, vai no www.swu.com.br, confere a prog completa e se joga, se for o caso. Zap’n’roll estará por lá a partir de amanhã. E conta tudo aqui no próximo post, okays?Até mais então!  O BLOG ZAPPER INDICA * Filme: “Tropa de Elite II”, claro. Não tem pra ninguém. Estréia hoje em 600 cinemas de todo o Brasil. * Discos: o blog não se cansa de ouvir, na verdade, os dois álbuns lançados até o momento pelo grupo gaúcho Cartolas. Há todo um senso melódico, letras espertas, ótimos vocais e canções hiper radiofônicas que tornam o trabalho da banda super digno e a coloca como uma das melhores do novo rock brasileiro. “Falta de desconsideração” ou “Partido em franja” são músicas que, se houvesse honestidade artística e midiática neste país de merda, tocariam o dia todo em qualquer fm. Enfim, Cartolas é fodão e assim que eles voltarem a Sampa (o que deve ocorrer entre outubro e novembro), iremos dedicar um post a tentar entender porque o rock gaúcho e as bandas gaúchas são tão legais. Os Cartolas: direto de Poa, uma das melhores formações do atual rock independente nacional* Baladas: todas as atenções do finde com feriadão prolongado estão voltadas para o festival SWU, em Itú. Mas se você vai ficar em Sampa, tem o que fazer, como não? Vai vendo: hoje, sextona, tem festival Fora do Eixo no StudioSP (rua Augusta, 579, centrão rocker de Sampalândia), com shows do Macaco Bong, do sensacional duo electro Lucy & The Popsonics, do superestimado Black Drawing Chalks e dos Camarones, e tendo ainda discotecagem do nosso sempre querido arroz-de-festa dear Luscious Ribeiro. Já na Outs (também na Augusta, mas no 486), rola show com as bandas Acidents, Dondoca Junky e Rota 54. E na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa) tem noitada indie rock comandada pelos djs Ângelo Malka e Márcio Custódio.///Sabadão? É noite de mais uma edição da sempre animada festa Pop&Wave, com o melhor dos anos 80’, lá no Inferno (rua Augusta, 501). Pra fechar bem o sabadón, quem não vai pra Itú pode curtir a festa de dois anos do site MuseBR, também na Funhouse. E é bom aproveitar bem por lá porque depois o sobradinho da Bela Cintra (agora sob a gerência da loiraça belzebú e garota rocker que é pura simpatia, a Dani Buarque) vai ficar fechado por um mês, para reformas. Captou? Então, se joga!  E CHEGA O GRANDE MOMENTO! QUEM VAI NA FAIXA NO SWU NESTE FINDE!!!Não mandou seu email? Perdeu, playboy. A caixa postal do blog foi literalmente invadida por mais de duzentas mensagens, implorando pelos seis ingressinhos que Zap’n’roll descolou pra colocar alguns de seus leitores, na faixa, dentro de um do dois grandes festivais de rock deste segundo semestre no país (o outro, óbvio, é o Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo). Então, dá uma olhada aí embaixo e veja quem vai enfiar literalmente o pé na lama (se chover por lá, vai ser isso mesmo) em Itú neste finde: * Carine Silva (Brasília/DF) e Ana Buzzos (Porto Alegre/RS) vão na primeira noite do festival; * Allan Freitas Nibre (São Paulo?SP) e Matilde Fuentes (São Carlos/SP), estarão em Itú no domingo, dia 10; * E Alexandre Carvalho (São Paulo/SP) e Carolina Amoroso (Rio De Janeiro/RJ), irão na última noite do festival. É isso. Quem ganhou já foi informado por e-mail sobre como retirar seus tickets. E o blog agradece ao Rafa Cavalheiro, da produção do SWU, por ter sido super atencioso com este espaço no sentindo de fechar essa parceria bacana com o blog de cultura pop mais legal da web brasileira.Ah sim, tem mais alguns premiozinhos por aqui, pra serem desovados, mas cuidamos disso semana que vem, okays? Pode cobrar! INDO PRO ROCK!Exato. Zap’n’roll está de malas prontas pra Itú, onde fica de amanhã até a próxima terça-feira. No próximo post, contamos como foi a putaria rocker na fazenda Maeda, certo mano? Então colaê na semana que vem que o rock’n’roll, como já disse/cantou sabiamente Neil Young, nunca morre. Até mais, logo menos!——————–Este post vai em memória do querido amigo Ubirajara Salerno, o Bira. Você, jovem leitor zapper, nunca deve ter ouvido falar dele mas o Bira foi um dos músicos mais atuantes e versáteis da indie scene paulistana dos anos 80’, um tempo em que ser “alternativo” significava viver mesmo nos subterrâneos musicais, já que não existia MTV, não havia internet, sites, blogs musicais, MySpace e esses caralhos todos. Bira tocou guitarra numa banda que marcou época nos porões do Madame Satã e do Espaço Retrô, o Virgens Lagarto. O grupo não durou muito mas deixou influências indeléveis na cena da capital paulista de então. Com o fim da banda, ele foi cuidar da vida e tocar outros projetos. Padrinho de casamento do grande Luis Antônio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil, editor de variedades da revista Época e até hoje grande amigo deste espaço rocker online), Bira era chamado por ele como “o homem que não vendeu sua alma”. E não vendeu mesmo. Mas o corpo, este sim, foi derrotado por um câncer intestinal, aos 48 anos de idade (curioso: a mesma idade que o sujeito aqui vai completar daqui a quarenta dias; e no entanto, Ubirajara não deve ter tomado nem 1/3 da quantidade de drogas que o autor destas linhas bloggers tomou até hoje. O que leva a pensar: até quando o sujeito aqui vai sobreviver a este aparentemente infindável pandemônio de sex, drugs, baladas noturnas sem fim etc?). E agora Ubirajara está lá no céu com diamantes, talvez iluminando o lugar com suas pirações musicais. Sempre elegante e sedutor (além de muito bonito), Bira vai deixar saudades. Vai tranquilo, dear. Um dia a gente se reencontra por aí. (enviado por Finatti às 19hs.)

Novembro fodástico em Sampa com Belle&Sebastian, Massive Attack, Planeta Terra e o gênio/lenda Paul McCartney (plus: Restart – ! –, eleições e última chamada pros ingressos na faixa pro SWU)

  O trip hop sombrio e fodão do inglês Massive Attack: de volta ao Brasil em novembroTodo mundo feliz, né?Não é pra menos. Dentro da verdadeira enxurrada de shows gringos que vai varrer o país até o final do ano, o mês de novembro ganhou um matiz especial depois que o mega fofo e master aguardado grupo escocês Belle & Sebastian (yep, o mesmo que acaba de lançar um novo discaço, conforme você leu aqui mesmo, nestas linhas rockers bloggers em nosso último post) confirmou oficialmente anteontem que faz mesmo duas gigs por aqui no dito novembro. Pois então, não vai ser moleza: Belle & Sebastian, Massive Attack, festival Planeta Terra e a lenda Paul McCartney, tudo em novembro e no curto espaço de apenas uma semana e pouco, é mole? E nessa conta nem estamos computando outros shows menos, hã, “afeitos” à linha editorial do blog zapper como, por exemplo, o do super guitarrista Jeff Beck (que toca dia 25 de novembro na Via Funchal/SP, véspera de mais um niver do sujeito aqui, uia!). Anyway, vai ter pra todo mundo e pra todos os gostos. E aí surge outra questão, brrr, tenebrosa: se você não é jornalista (como o autor destas linhas virtuais) e não consegue credenciamento para cobrir um desses shows, nem ganha um ticket na faixa dentro das promos que costumam pintar nos blogs e sites para estes mesmos shows, como arrumar $$$ pra tamanha avalanche de esbórnias musicais? Bien, bien, lá vamos nós novamente neste post tentar fazer um roteiro do que vale a pena de fato ir até o final do ano, como fizemos sobre as atrações dos festivais SWU e Planeta Terra. Fora isso, este post também traz pela primeira vez um texto do bom baiano Renato Arnun, que tenta destrinchar o fenômeno Restart (sim, a banda é um horror mas é um fenômeno destes tempos de internet, aceite-se ou não o fato), mais um pitaco do blog sobre as eleições deste finde e mais isso e aquilo. Vai pensando então seriamente em quem você vai votar, ajeite a tela do micro e bora ler essa bodega rocker online.* Apenas pra constar: as datas do Belle & Sebastian ainda não estão no site oficial da banda, nem em seu MySpace. Mas em papo telefônico ontem com a fofa Miriam Martinez, assessora de imprensa da Via Funchal/SP e amiga destas linhas zappers há anos, ela confirmou a gig: “o show deve entrar em nosso site, para venda de ingressos, a qualquer momento”. Enfim, Stuart Murdoch e cia. tocam em Sampa dia 10 de novembro, uma quarta-feira. No Rio o show é dia 12, no Circo Voador. Valeu por essa, PlanMusic!* Sim, sim, vai ter promo de ingressos pro B&S aqui no blog. Mas caaaaalma que isso ainda vai ser negociado.* Imagem da semana: ela é linda, goxxxtosa, um xoxotaço e uma das mais badaladas atrizes da nova geração de Hollywood. Mas Lindsay Lohan, 24 aninhos de tesão e perdição, também está cada vez mais junky. E o jornal “News Of The World” divulgou no começo da semana, fotos que flagram a moçoila tomando um pico de heroína no braço. Veja aí embaixo:Um tesão diabólico e junky: ela também gosta de se picar* Como diria o célebre bordão do nosso diletíssimo Ricardo Cruz, editor-chefe da Rolling Stone Brasil: “a vida é dura!”.* Yep, mestre Neil Young está de volta, com novo e radical álbum, o “Le Noise”. Foi capa da Ilustrada anteontem e já está super bem destrinchado no nosso querido e sempre competente blog vizinho, o Jukebox, escrito pelo professor rocker Dum DeLucca, sendo que o blog zapper também já está delirando com o discão.Neil Young e seu novo disco: esse velho continua genial!* E em semana de eleição, vamos lá: o debate da Globo na última terça-feira, com os candidatos ao governo de São Paulo, foi medonho de tão chato. Já o de ontem, com os candidatos a presidente, foi beeeeem mais proveitoso. O voto do autor deste blog não é segredo pra ninguém: Fábio Feldman para governador em SP; Alckmin no segundo turno, se houver. Marina para presidente e Dilma no segundo turno (se houver). Senado: Marta Suplicy. Serra e Mercadante? Jamé.* Muitos(as) leitores(as) reclamando: por que este blog, total dedicado ao rock alternativo e à cultura pop, praticamente ignorou os dois shows do Dinosaur Jr. esta semana em Sampa? Ok, vamos admitir: o sujeito que escreve estas linhas rockers online nunca morreu de amores pelo som feito por J. Mascis e cia. E por conta disso, assume que bateu uma grande “preguiça” em ir atrás de credenciamento, ir ao show em si pra resenhar aqui etc. Sim, de certa forma foi uma falha do blog para com seus leitores, que esperavam ler algo sobre as gigs mesmo que Zap’n’roll assumidamente não curta a banda e tal. Mas foi bem isso: sem saco pra ir atrás do que não gosta e pensando nos zilhões de shows que estão vindo por aí, o blog realmente não esquentou a cabeça com o Dino Jr.* E quem esteve no Comitê, no Baixo Augusta, garante que foi fodão. Dom Pablito Miyazawa (nosso querido super monge japa zen) declarou no seu Twitter que “se sentia novamente com quinze anos de idade”. Já nosso brother Wlad Zona Punk gravou até vídeo tosco com seu i-Phone e postou no micro-blog. Enfim, cada um com seus gostos, né?* O blog deu uma “voltinha” pelo Baixo Augusta na quarta à noite, na hora do show. Parou em frente ao Comitê e tomou algumas brejas com o amigão Wagner Souza, baixista do grande The Concept, que está de volta e toca dia 29 de outubro lá na Livraria da Esquina, na Barra Funda. A fila pra entrar no Dino Jr. era enorme. E como alguém bem observou, a proporção de “cuecas” para “calcinhas” na tal fila era algo bem desagradável…Dino Jr: muita cueca e quase nenhuma calcinha nos shows em SP* Melhor ir ver o Vanguart hoje, no StudioSP, onde essa “proporção” deverá ser diametralmente oposta.* Ou melhor ainda vai ser a mega festa de quarto aniversário da nossa sempre querida Rolling Stone. Vai ser na última semana de outubro, na badaladíssima The Week, em Sampa.* Pois é. Shows aos montes pra assistir no último trimestre do ano. No quê vale a pena ir, afinal? Dá uma lida aí embaixo na modestíssima opinião do blog.SHOWS GRINGOS DO ÚLTIMO TRIMESTRE DO ANO – FAÇA SUAS ESCOLHASFaltam exatos três meses para o ano acabar, e nunca se viu tamanha quantidade de shows gringos anunciados (e confirmados) para um período tão curto no Brasil. E isso, ao mesmo tempo em que deixa a galera fã de rock mega feliz (afinal, estamos experimentando aquele “gostinho” de estarmos nos sentindo em Londres ou em alguma metrópole dos EUA que é rota obrigatória de grandes shows e turnês), por outro lado deixa todo mundo com dor no bolso. Afinal shows custam caro (principalmente aqui, na linha de baixo do Equador) e pouca gente tem $$$ pra bancar tudo o que está vindo por aí.De modos que surge aquela palpitante questão: se não dá pra ir em tudo por questões financeiras, no quê ir afinal? Bom, aí depende do gosto de cada um, de qual banda e tipo de som você curte mais e muitos etcs atrelados à questão. De qualquer forma este blog, sempre chegado a uma boa polêmica e que adora dar seu palpite em tudo, preparou um roteiro do que Zap’n’roll acha que vale e não vale a pena ir assistir de outubro até dezembro. Veja aê:* Outubro: o mês começa quente, mas o que vale mesmo gastar sua bufunfa é o festival SWU em Itú, semana que vem e sobre o qual já listamos aqui também as atrações que merecem que você perca a cabeça por elas. Fora o SWU vai ter Bon Jovi e Rush em Sampa, também semana que vem. Na boa? O blog assistiu um show do Bon Jovi no Hollywood Rock de 1990, no mesmo estádio do Morumbi onde a banda vai tocar novamente. E confessa que ficou impressionado com o que viu: banda típica de arena, eles sabem como levantar uma multidão. Mas duas décadas se passaram e hoje o grupo carrega consigo um ar de dèjá vu e cafonice. Já o trio Rush é som pra punheteiro profissional: faz sentido pra quem curte som “cabeça” e “complexo”, com letras “profundas”. Se você é fã dos bons e velhos três acordes básicos, nem perca seu tempo e grana indo atrás dessa tortura sonora. Que mais? No dia 11, véspera de feriado e tals (e também última noite do SWU), tem uma gig quase imperdível na capital paulista: o grande (e já velhinho, vamos admitir) Echo & The Bunnymen retorna pela milionésima vez à cidade. Só que desta vez o grupo vai tocar no show sua obra-prima, “Ocean Rain”, na íntegra. É um show que o blogão zapper veria com certeza absoluta absoluta, se ele não estivesse em Itú, cobrindo o SWU. Ah, sim: o festival Natura Nós, dia 16, com Air e Snow Patrol, entre outros. O Air promete um bom set de música eletrônica. Já o Snow Patrol… dá tristeza ver como se tornou mega brega (e gigante) uma das bandas indies mais legais surgidas no Reino Unido no final dos anos 90’. Por fim, Green Day, dia 20 lá no estacionamento do Anhembi: eles já não são mais moleques (estão quarentões, aliás) mas o trio pop/punk continua em forma e lançando bons discos. Fizeram uma gig inesquecível em Sampa, em 1999. E agora devem repetir a dose. Ah, sim: tem Limpa Biscoito, ops, Limp Bizkit, dia 22 na Via Funchal. Mas nesse alguém realmente se arrisca a ir???* Novembro: mês do aniversário do sujeito aqui, hihi. E também de: Belle & Sebastian dia 10 na Via Funchal (uhú!!!), Massive Attack dia 16 no HSBC Brasil (o combo trip hop inglês continua fodástico, sombrio, introspectivo, denso, ou seja, tudibom), festival Planeta Terra no dia 20 (olha que o blog está apostando seus caraminguás em um grande show dos Smashing Pumpkins e também da lenda indie Pavement), e da mega master lenda Paul McCartney, dias 21 e 22 no estádio do Morumbi. Mano, não dá pra perder o show do tiozão Macca por alguns motivos, a saber: a) o cara é gênio e fez parte dos Beatles, ponto; b) ele pode fazer um set de trocentas horas apenas com clássicos imbatíveis; c) qualquer peido que Paul soltar será melhor do que qualquer coisa feita no rock atual; e d) o homem está com 68 anos de idade. Vai ser a última turnê dele com certeza. Então quem perder desta vez não vai ter outra chance na vida. Aliás, Zap’n’roll tem uma história cabulosa envolvendo o show do velho Macca em 1993, em Sampa. O blog está pensando ainda se conta essa história aqui. Melhor não contar… Fora esses shows imperdíveis, ainda vai ter (pra quem curte) Scissor Sisters, Tokyo Hotel, Jeff Beck, Twisted Sister e Rammstein, tudo na Via Funchal/SP entre os dias 22 e 30 de novembro. Haja bolso…* Dezembro: fechando beeeeem mesmo 2010, eis que desta vez parece que eles vêm mesmo!!! Quem??? Ora, o Stone Temple Pilots, o combo grunge liderado pelo genial, genioso, sexy (e como, wow!) e junky vocalista Scott Weilland, desde sempre ídolo mor dessas linhas rockers bloggers e do nosso amado “editador” André Pomba. O STP deveria ter baixado no Brasil ano passado, ingressos começaram a ser vendidos mas, de repente, o grupo cancelou os shows. Agora parece que a coisa vai, com gigs em Belzonte, Rio e Sampa entre os dias 11 e 14. Vamos torcer meeeeesmo porque Weilland, como sempre, está em fase “down”: acabou de se divorciar, declarou que voltou a beber horrores (uia!) e por isso resolveu de comum acodo com o restante do grupo adiar alguns shows da tour americana, até se recuperar para a etapa latina da turnê. Se eles vierem de fato, o ano vai ser beeeeem fechado, com certeza.O velho Echo e seus coelhinhos volta pela enésima vez ao Brasil (mas desta vez tocando “Ocean Rain” na íntegra); já o STP vem pela primeira vez em dezembro, se o loucaço vocalista Scott Weilland estiver com a cabeça em ordemAINDA SOBRE O FIM DO BLOG ILUSTRADA NO POPComo acontece em qualquer veículo de mídia, seja ele impresso ou eletrônico, blogs também cometem erros de informação. E Zap’n’roll não está imune a isso, nem de longe. Tanto que, no último post, ao noticiar o falecimento do blog Ilustrada no Pop, que era publicado na Folha Online, cometemos o equívoco de escrever que a Folha não havia informado os motivos pelos quais o blog tinha sido extinto.Não foi bem assim.Um dos autores do blog, o sempre competente e boa praça Marco Canônico, postou na página do Ilustrada no Pop um texto comunicando o fim do mesmo e explicando os motivos do encerramento das atividades por lá. Como o blog não está sendo mais listado no índice de blogs do site, o autor deste espaço online ainda não tinha visto o tal texto. Mas quem por acaso entrar nas páginas de outros blogs da Folha Online, verá que o Ilustrada no Pop ainda está listado (com link) nestas páginas. Foi aí que o zapper conseguiu chegar até a explicação do Canônico.Segue abaixo, então, o texto de despedida escrita por Marco e que detalha os motivos do fim de um blog que fez bastante pela cultura pop.“Galera, por total falta de mão de obra dos blogueiros, estamos fechando o Ilustrada no Pop.O blog surgiu em 2007, como uma ideia do Thiago Ney (aprovada pelo Marcos Augusto Gonçalves, então editor da Ilustrada), na qual eu fui “convidado” a entrar absolutamente de gaiato – eu já achava, naquela época, que não teria tempo para cuidar das minhas funções no jornal e de um blog simultaneamente (já que blog exige atualização constante). Também achava que não tinha muito sentido participar de um blog com o Thiago, porque nossos gostos pra música (e nosso estilo de texto e de cobertura de eventos) eram bastante diferentes. Mas o Ney, com seu típico jeito “vai, Marco Aurélio”, disse que ia dar certo, que a ideia era fazer algo misturado mesmo, ter uma parte de música nacional (MPB, por exemplo) que jamais apareceria aqui se fosse só ele, fora quadrinhos etc.E assim fomos. Só que o blog, e eu já escrevi isso mais de uma vez aqui, sempre foi um subproduto do nosso trabalho para o jornal impresso – nossa função primordial era escrever para o jornal; no tempo que sobrava, escrevíamos pra cá. Nem sempre sobrava tempo, por isso o blog passava algumas fases com atualização precária. Em outras fases, ao contrário, postávamos freneticamente, especialmente quando tinha coberturas de festivais e de confusões com vendas de ingressos para shows. Uma coisa que nunca mudou foi que sempre tratamos os posts e a função de blogueiros com seriedade – não fazíamos um trabalho meia boca só pra preencher espaço, fazíamos à vera e com gosto. Certamente muitos posts não agradaram, mas aí a culpa é ou de pontos de vista conflitantes ou da competência dos autores mesmo.Em 2010, esse cenário de trabalhos paralelos para o blog e o jornal chegou a um ponto sem volta: eu virei editor de Fotografia da Folha e, nessa função, além de não ter nenhum tempo para escrever aqui (nem no jornal, na verdade), não tenho tempo nem para me informar sobre o mundo pop a ponto de ter o que postar. Minha participação aqui foi a zero desde que mudei de cargo (só voltei a postar durante minhas férias em NY), o que me levou até a tirar a ficha do meu perfil. O Thiago vinha tocando o blog praticamente sozinho. E, agora, o Thiago também passou por uma mudança de carreira: saiu da Folha. Ou seja, nenhum dos dois vai poder tocar o blog e, por isso, ele se encerra aqui (eu nem consegui acabar o último post, que é esse do Scott Pilgrim abaixo, que eu já tô pra terminar há mais de uma semana).Posso dizer que fazer este blog foi muito mais prazeroso do que eu poderia imaginar. Eu esperava muitos comentários que fossem ou inúteis ou impublicáveis e a verdade é que, olhando pra trás, acho que esse tipo de participação foi minoria. Fomos criticados inúmeras vezes e nunca censuramos isso (a menos, é claro, que tivessem palavrões), não só porque muitas vezes as críticas eram corretas e construtivas (a gente erra, certo?) mas também porque sempre levamos fé que é debatendo, levando em conta pontos de vista diferentes, que a gente aprende mais. Acima de tudo, sempre tivemos uma maioria de leitores regulares inteligentes, que sabem escrever, argumentar, que são bem informados. E lidar com gente boa, trocar ideia com gente que sabe fazer isso, é sempre um prazer.Então, por isso tudo, só posso agradecer a vocês, que leram, participaram, criticaram, apoiaram. Vocês fizeram essa experiência valer a pena, e espero que nós tenhamos feito as visitas de vocês valerem também.Eu sigo na Folha, Thiagão segue por aí, facilmente localizável (ele não me deu maiores detalhes da saída e do futuro dele, o traíra), e a gente se esbarra com vocês na noite, nos shows, na vida.Abraços,Marco”O RESTART, AFINAL, VALE QUANTO ESTÁ GANHANDO?Por Renato Arnun, especial para Zap’n’rollDá até pra entender a raiva que a banda Restart consegue despertar nos setores mais “sérios” do rock brazuca: Dia 03, o grupo paulistano vai tocar em uma biboca chamada Bar Madri, em Salvador. Os ingressos estão sendo vendidos a inacreditáveis R$160 (inteira) e R$80, (meia). Mas na prática, todos pagam “meia”. Foram postos á venda 1400 ingressos, todos, segundo a produtora, já esgotados.Isto significa que a empresa que está produzindo o show já tem em suas mãos, no mínimo, 112 mil reais. A empresa planeja encaixar um horário extra, ainda no dia 03, pois acredita que a mesma quantidade de pessoas não conseguiu ingressos.O Restart volta pra casa com mais R$45 mil no bolso se fizer um show e R$75 mil se fizer dois. Aliás, volta pra casa não. Segue em turnê pelo norte-nordeste.Supondo que os meninos tenham feito um contrato leonino com seu empresário, de 50% do valor do cachê e supondo que eles façam apenas um show, recebem, cada um, R$4.500 para tocar uma hora e meia. R$3000 por hora. R$50 por minuto. Tudo livre já que hotel, comida e tudo o mais não estão incluídos. E sem contar camisetas, cds e outras bugigangas, vendidas por eles nos locais dos shows. E isto é só o começo, já que esta é a primeira turnê nacional da banda.Em tempo, o Restart não tem gravadora major. Foi recusado pela Warner e pela Sony-BMG. Seu primeiro disco, lançado pela pequena Radar Records, ainda não passou dos 50 mil vendidos.O que incomoda tanto no Restart talvez seja justamente isto. Não é uma armação, é uma banda independente, não tem grande produtor ou grande gravadora envolvidos. Ou seja: contra o Restart não dá para citar os argumentos convenientes do tipo “ah, minha banda não subiu porque não tinha o apoio da mídia, como eles”. Aliás, a única emissora a dar espaço para o Restart é a MTV, notadamente uma emissora sem audiência significativa que busca na promoção da banda um crescimento nos índices do IBOPE.Restart e o rock colorido: é uma droga mas fatura horroresO Restart, independente da qualidade musical, é um fenômeno típico dos tempos de internet. Sabem se portar no palco e, principalmente, tocam o que sua platéia quer ouvir. Têm um senso de marketing notável, a partir da escolha do próprio nome, que remonta à linguagem de vídeo-game e, principalmente, a reiniciar, começar do zero.Sobre o Restart, os elogios terminam aqui. São cantores terrivelmente desafinados, suas canções são sofríveis e se expressam exatamente como os da sua geração. Mas e daí? Eles poderiam muito bem cantar para nós aquela famosa música de Chico Buarque dirigida ao General Costa e Silva, cuja filha era sua fã: “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”. Minha filha, felizmente, não gosta do Restart. Pelo menos, por enquanto.O fenômeno Restart ainda é incompreendido por muita gente boa dentro e fora do meio musical. Costumam ver a banda como um grupelho descartável, de vida breve, o que ela provavelmente é. Mas também há o fenômeno de comunicação de massa. Neste caso, não é exatamente a música, mas o formato, que conta. Estamos testemunhando o primeiro fenômeno de mass media em que não há nenhuma imposição dos grandes meios de comunicação. Vem de dentro para fora e não o contrário.Uma questão levantada de imediato: se antes a música independente era uma alternativa à suposta manipulação da audiência pelos meios de comunicação, a quem era atribuído a culpa pela idiotização de seu público, de quem é a culpa agora?Outra: Qual a função da música independente depois do Restart? E mais: surgirá uma música independente da música independente?O Restart é o primeiro produto completo de uma indústria cultural paralela à industria cultural formal. É como se robôs aprendessem a fabricar robôs independente da vontade do homem. Sinaliza que, de agora em diante, o formato fonográfico derivado da internet tende a se profissionalizar, no pior sentido da palavra, e, definitivamente, substituir a industria fonográfica como a conhecemos. Como dizia uma antiga canção dos saudosos anos 80’: “o futuro é tão brilhante que eu terei que usar óculos escuros”.O BLOG ZAPPER INDICA* Discos: “Le Noise”, o novo do gênio Neil Young, e ainda “Write About Love”, dos meigos e fofos Belle & Sebastian.* Filme: “Wall Street – o dinheiro nunca dorme”, a continuação de “Wall Street – poder e cobiça”. É cinemão dirigido por Oliver Stone, mas é legal.* Baladenhas: em finde de eleições no país, o circuito under paulistano está mais calmo, mas ainda assim com alguns shows legais pra se curtir, vai vendo: hoje, sextona em si, vai ter VangBeats no StudioSP (rua Augusta, 571), com o sempre bacana Vanguart fazendo um set dedicado somente aos Beatles. E na Livraria da esquina (rua do Bosque, 1236, Barra Funda, zona oeste de São Paulo) vai ter show duplo com o Paris Le Rock e Homem Invisível.///Sábado, teoricamente, vai ser noite de ficar em casa e se preparar pra votar no domingo. Mas quem não aguenta a função de pegar um filminho e tal, pode se jogar na festa que o veterano dj Demoh vai fazer no bar Confraria (av. Dr. Arnaldo, próximo ao metrô Sumaré, zona oeste paulistana), e onde ele vai relembrar seus tempos de Nias, um dos bares rockers que marcaram a noite paulistana. Ou então, também dá pra se jogar no showzaço do sempre bacana Los Porongas lá na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa). É isso. Poucas mas boas alternativas pra galera se jogar na “naite”. Então, vai!SWU NA FAIXA! ÚLTIMA CHAMADA!!!Tá marcando, né manezão. Meia dúzia de ingressos NA FAIXA, dando sopa, pro festival SWU semana que vem em Itú, e você nem tchuns pro hfinatti@gmail.com . Pois tu vai dançar mermão. Vai vendo: até ontem, a caixa postal zapper já tinha contabilizados 145 pedidos desesperados pelos tickets (são dois para cada noite do festival). O sorteio será na semana que vem e quem ganhar terá seu nome divulgado no próximo post. Então corre que ainda dá tempo, okays? Dedo no mouse e boa sorte!INDO PRO FINDEÉ isso por hoje. Amanhã o blogger rocker e baladeiro vai rever seus amigos Vangs lá no StudioSP. Sábado vamos pros Porongas e domingo tem eleição, no? Então ficamos por aqui. Semana que vem tem sempre mais. Até lá, com beijos no coração de toda a galera que sempre dá aquela moral pro blog de cultura pop mais legal da web brasileira. Até!(enviado por Finatti às 16hs.)

O mega fofo e incrível Belle&Sebastian fala de amor. E o blog conta como foi o Vaca Amarela, como são os Baudelaires e o Umbando, dá ingressos pro SWU etc, etc.

 O mega amado grupo escocês: discaço novo e a caminho do BrasilÉ tempo de amar…E não é porque o zapper eternamente apaixonado anda mezzo melancólico, que ele vai deixar de falar sobre o amor neste post. Afinal o nosso sempre amado Belle & Sebastian, um dos mais meigos, doces, legais e geniais grupos do rock escocês desde sempre, está aí com o seu novo disco (o primeiro álbum de estúdio deles desde 2006, quando lançaram o igualmente fofo “The Life Pursuit”), onde as melodias bucólicas e melancólicas dominam as canções como nunca e onde o vocalista e guitarrista Stuart Murdoch fala também como nunca a respeito do… amor. Yep, o amor, este sentimento tão puro, sincero, dolente, talvez o mais nobre dos sentimentos que habita a possível alma que existe dentro de cada um de nós, seres humanos. Sim, o amor forte, emotivo, mais passional ou mais racional (dependendo de cada caso), mas enfim o amor que fez, por exemplo, com que Zap’n’roll alimentasse durante quase um ano e meio sonhos de casamento com filhos e uma união estável com uma linda e incrível garota chamada Rudja, que mora lá na distante Macapá. O mesmo amor que levou o blog até o extremo Norte várias vezes neste período, o mesmo amor que proporcionou ao casal uma noite inesquecível de delírios carnais ao som de… Belle & Sebastian (uma história doce e que será melhor contada logo mais aí embaixo, em um mini diário sentimental que recorda os momentos inesquecíveis passados pelo zapper sentimental ao som da banda escocesa). Enfim, sempre é tempo para amar, seja ouvindo o novo discão do B&S, seja descobrindo uma grande garota em Macapá ou em Goiânia durante um festival de rock, seja enfim tendo amor dentro de si e para si mesmo e para quem estiver próximo de si, em todos os dias da sua vida.* Pois é, tempos de amor: o grande Eddie Wedder (who?), aos 45 anos de idade, se casou esta semana com sua namorada de anos e com quem já tem dois filhos. Bacana, né?* Tempos de (des)amor: o casamento da quase cinquentona (mas ainda beeeeem gostosona) Demi Moore com o ator Ashton Kutcher (quinze anos mais novo do que ela) estaria em crise. O casal nega.* Tempos de (des)amor, II: em entrevista a um tablóide sensacionalista, uma “moçoila de vida fácil” inglesa, afirmou que teve um affair com o mega astro do futebol David Beckham há dois anos. E entregou: “ele é infeliz no casamento com a Victoria [ex-Spice Girls]”. Uia!* Tempos de “flerte” entre emos e metal farofa: o Fresno foi confirmado como banda de abertura dos shows do Bon Jovi no Brasil, mês que vem.* Nota de falecimento na blogosfera: o “Ilustrada no Pop”, que era assinado pela dupla Thiago Ney e Marco Canônico, na Folha online, foi pro saco. Os motivos para a sua retirada do portal do jornal paulistano não foram divulgados. Zap’n’roll lamenta o desaparecimento do dito cujo, embora imagine os motivos pelos quais ele foi extinto. Dom Thiaguito escreve bem e tal, mas sempre pareceu meio desinteressado em manter o blog, talvez já premido pelo seu trampo pesado na redação da Folha. Marco escrevia ali com mais brilho, paixão e emoção do que seu colega. Enfim, tudo lá era atualizado de forma muuuuuito lenta para os padrões meteóricos da web. Ao mesmo tempo, o blog de mr. André Barcinski (figura com a qual o sujeito aqui já teve lá suas diferenças, sendo que hoje o considera um “inimigo cordial” deste espaço rocker blogger) chegou atropelando no site. Goste-se ou não do estilo do Barçola escrever, mas ele sabe causar polêmica e sabe ser sagaz, irônico e venenoso na medida certa nos textos – no seu post mais recente, por exemplo, o trio inglês Muse é detonado sem dó e isso, claaaaaro, vai deixar os fãs xiitas do grupo (como a Rudja) em estado de choque e ódio puro. Mas é isso: descanse em paz, Ilustrada no Pop.* Agora, quem ainda vai viver muuuuuito é o queridaço Belle & Sebastian. Pelo menos assim esperamos!AS CANÇÕES SUBLIMES QUE FALAM DE AMORZap’n’roll possui uma já longa história de amor com o grupo escocês Belle & Sebastian, que lança na Inglaterra na próxima segunda-feira seu novo álbum de estúdio. Cercado de imensa ansiedade e das melhores expectativas, “Write About Love”, o oitavo trabalho de estúdio da banda (e que já vazou total na web) só confirma o que todo mundo que aprecia grande música já está careca de saber: o B&S, mesmo já contando com mais de década e meia de existência, continua sendo um dos melhores grupos do rock alternativo planetário. E as belíssimas e como sempre melancólicas canções que permeiam todo o álbum só reafirmam a capacidade de o compositor, letrista, guitarrista e vocalista Stuart Murdoch em burilar músicas que tocam o âmago de nossos corações e de nossas almas. São tempos de amor (seja ele feliz, plenamente realizado ou triste e desencantado) o que o Belle & Sebatian propõe em seu novo cd. É um trabalho sublime – e já sério candidato a disco de 2010.O B&S surgiu em Glasgow, em 1996. Engendrando uma musicalidade suave, construída com instrumentos de cordas mais sopros e teclados que emolduravam letras poéticas e fascinantes de tão belas e tristes, todas cantadas por Murdoch e também pela ex-vocalista Isobel Campbell, o grupo logo chamou a atenção da mídia musical e se tornou “cult band” graças a álbuns absolutamente fodásticos como “Tigermilk” (a estréia deles, em 1996) ou “The Boy Whit The Arab Strap” (editado em 1998). Por essa época Zap’n’roll, sempre um eterno apaixonado, descobriu o som do conjunto e caiu de amores por ele. Foram incontáveis as noites varadas em leituras de poemas, porres de whisky e audições de B&S enquanto o blogger solitário sonhava encontrar o amor perfeito e definitivo de sua existência.Os anos foram passando e a fama e o prestígio do grupo só aumentaram, mesmo com a saída de Campbell do line up e mesmo com a banda derrapando em seu apuro estético em trabalhos menores como, por exemplo, a infeliz trilha concebida para o filme “Storytelling”, em 2002. Um ano antes, os escoceses baixaram no Brasil para uma noite inesquecível no extinto Free Jazz Festival, onde também se apresentou o saudoso e finado grupo americano Grandaddy. Já célebre por suas gigs onde o som no palco era estratégicamente contido no volume, o B&S encantou e arrebatou a multidão presente ao Jockey Club, em Sampa. Entre uma música e outra, Stuart Murdoch recitava pequenos textos de um livro que tinha em mãos. Os já semi-clássicos do conjunto iam se sucedendo e um dos ápices da noite foi quando eles tocaram um cover tão alegre quanto possível para eles, de “Minha menina”, de Jorge Ben. Inesquecível.Pois após lançar os ótimos “Dear Catastrophe Waitress” (em 2003) e “The Life Pursuit” (editado há quatro longos anos), o B&S cometeu a ousadia (mega bem-vinda por sinal, nestes tempos de flacidez plena e frieza mercadológica que dominam ubiquamente o pop e o rock) de soltar agora este “Write About Love”. Não se engane quando você for ouvir o disco e estranhar os ruídos e o andamento um pouco mais acelerado de “I Dind’t See It Coming”, que abre o disco. Ou mesmo a aparente felicidade contida em “Come On Sister”. Quando você se defrontar com o escândalo de beleza e mergulhar na mais melancólica das almas em “Calculating Bimbo” (Murdoch por certo chorou após gravar a voz dessa música), ou ainda em “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John” (que traz, quem diria, Norah Jones em especialíssimo dueto com Stuart Murdoch), você irá se lembrar que está ouvindo o novo álbum de uma banda que torna nossa existência um pouco menos amarga do que ela é. A faixa-título do álbum, com mais guitarras e seu clima mezzo soul sessentista é uma pequena obra-prima que demonstra o quanto a banda pode ser versátil dentro de sua estética musical melancólica: dançante, ela pode partir (ou juntar) corações apaixonados em uma pista de dança alternativa.Zap’n’roll também não vai se esquecer, jamais, da noite de intenso amor emocional e carnal que ele teve com sua ainda amada Rudja, em agosto de 2009, quando foi pela primeira vez a Macapá. O casal estava apaixonadíssimo e após chegar de um passeio pela cidade, começou a se “pegar” na cama. Bateu o imenso desejo carnal e ambos se perguntaram: “o que vamos ouvir pra acompanhar nosso louco amor cheio de tesão?”. O disco escolhido foi “BBC Sessions”, do Belle & Sebastian. Foi uma madrugada mágica, de gozos fartos e intensos de ambas as partes. E com certeza foi uma das transas mais intensas vividas pelo casal.Pois a francesa linda de Macapá estará novamente em outubro em Sampa, para ir ao festival SWU junto com o ex-boyfriend. E como ainda existe muito amor, carinho e tesão entre os dois, Zap’n’roll sabe exatamente o que vai por pra tocar se o casal for novamente pra cama. Afinal “Write About Love” é isso: trilha perfeita, indescritível e infinita para todos que amam com o fogo consumindo coração e alma.VACA AMARELA MOSTRA ÓTIMOS SHOWS E ESTRUTURA INVEJÁVELO texto que você vai ler aí embaixo já foi publicado na página de notícias do portal Dynamite online. Aqui, ele vem acrescido das notórias, célebres e famosas “notas de bastidores”, que sempre deram um “tempero” a mais às coberturas rockers que o blog fez e continua fazendo pela cena independente do Brasil afora.Leiam e delirem, hihi.**********Goiânia é uma cidade quente, muito quente, no sentido literal da questão metereológica. Não chove no Centro Oeste há mais de cem dias, a umidade relativa do ar por lá anda baixíssima e tudo isso torna o clima bastante difícil de suportar. Mas nada disso também tira o entusiasmo de uma capital que possui uma das cenas rockers mais agitadas do país – não é a toa que chamam a cidade pela alcunha “Goiânia Rock City”, ou a “Seattle brasileira”. E este entusiasmo pôde ser totalmente visto e comprovado durante as duas noites em que foi realizada a edição 2010 do festival Vaca Amarela, nos últimos dias 17 e 18 de setembro, na Estação Goiânia, região central da capital de Goiás. Foram trinta e quatro shows distribuidos em dois palcos enormes, com ótima estrutura de luz e som. Fora isso, o Vaca Amarela também deu show de organização: não houve atrasos na entrada das bandas no palco; o Estação Goiânia, além de ser um espaço gigante para abrigar o evento (com capacidade para cerca de 5 mil pessoas), ainda possui um estacionamento amplo e onde não havia dificuldades para entrar, sair e estacionar. E lá dentro havia de tudo, além de muito rock’n’roll: barracas de comidas típicas, de bebidas com preços camaradas, além de bancas para venda de camisetas, discos, cds, livros etc. O público foi um caso à parte no festival: compareceu em grande número nas duas noites, participou com vontade dos shows, aplaudiu todas as bandas (mesmo as que não mereceram isso) e ainda se mostrou bastante comportado, sendo que não houve registro de tumultos durante o evento. Ah, sim: como já é notório, a quantidade de mulheres gostosas no local era absurdo. Em Goiânia sobram gatas tesudas, rockers e loucas. Sempre foi assim por lá.Mas vamos ao que realmente importa: o panorama que o Vaca Amarela mostrou da nova produção musical independente brasuca. E nesse aspecto, o festival contemplou praticamente todas as vertentes do pop/rock alternativo nacional. Na primeira noite, por exemplo, além dos grupos locais que abriram a maratona, deu gosto ver a apresentação anfetamínica e pop/psicodélica do amapaense Stereovitrola, hoje seguramente um dos dez melhores novos grupos do indie rock nacional. Já Mersaut e a Máquina de Escrever fez jus às suas referências kafkanianas e mandou um set denso, calcado na dramaticidade das letras e do instrumental. Agora, surpresa mesmo foi a performance do grande trio instrumental gaúcho Pata De Elefante: sem vocais e contando apenas com a força de sua música, o grupo conseguiu atrair uma multidão para a frente do palco enquanto tocou, o que demonstra que já há sim plena receptividade para a música sem palavras no rock alternativo brasileiro. Depois do Pata, ainda rolaram ótimos shows do Terra Celta, da bizarríssima lenda que é o roqueiro gay e performático Edy Star, do local Umbando (atenção: este grupo que mistura samba, música de raiz goiana e rock num mesmo caldeirão fervente, é uma das melhores formações musicais que este repórter viu/ouviu nos últimos tempos) e do Lobão, que fechou a noite com um show repleto de hits oitentistas mas também dando espaço para canções mais obscuras de sua trajetória.E se já havia muita gente na primeira noite, na segunda uma autêntica multidão invadiu o Estação Goiânia. Foi a noite do som garageiro e mezzo jovem guarda dos Inimitáveis (de Mato Grosso, outro nome que tem tudo pra se destacar na indie scene nacional nos próximos meses), do sempre eficiente punkabilly dos Gramofocas, da surpresa do glam e mega andrógino rock do pernambucano Johnny Hooker & Os Candeias Rock City (um grupo com uma bichaça louca e fodástica nos vocais, usando bota salto plataforma numa cidade onde o calor na madrugada superava os 25 graus, mais blusa branca de pantufas e que, saltitante no palco, perguntava pra galera “quem já fumou maconha hoje?”, além de cantar um dos bordões mais legais do festival: “pare de ser um rockstar!”) e do som pesado mas algo pop do Hellbenders, do metal extremo e from hell do Necropsy Room (nada contra esse tipo de som, a banda é boa e tal, mas Zap’n’roll sempre se pergunta quando vê grupos nesse estilo: por que eles não mudam nunca? Por que os músicos tocam com o corpo curvado, como se fossem macacos em desespero, o vocalista canta como se estivesse cuspindo seu pulmão pela boca e o público fiel deste tipo de som é predominantemente masculino, machista, reacionário e ultra conservador? Para refletir…), do punk sempre abrasivo e engajado do Nitrominds e do thrash do Claustrofobia.No meio dessa pancadaria sônica, quem se destacou foi o esperto e ótimo Johnny Suxxx e seus Fucking Boys, além do paraense Baudelaires. O primeiro já é gigante em Goiânia; com seu rock’n’roll de contornos hard e glam, e contando com duas backing vocals gêmeas e tesudas, Johnny fez o show de lançamento do seu segundo disco, “Zebra”, que saiu há pouco, e botou o povaréu pra cantar junto com ele as letras das músicas. Já o quarteto The Baudelaires talvez tenha sido a segunda melhor surpresa de todo o festival, depois do Umbando: cantando em inglês, com duas guitarras afiadíssimas e engendrando melodias algo melancólicas mas dançantes, o grupo exibiu doses concentradas de power pop sublime, Teenage Fanclub, Beatles e Weezer. Fizeram bonito em uma noite adversa ao som deles (onde o predomínio era dos sons mais pesados e extremos), e acabaram conquistando o público com um set impecável. Incrível que façam tão bem e curtam com tanta paixão power indie guitar pop morando em Belém.Claro, tudo terminou com o rock machista, sexista e também conservador das Velhas Virgens. Há quem goste e veja graça no som da banda paulistana, que faz um rock’n’roll antiquado e calcado em um blues mezzo canhestro. Este blogger loker nunca vai gostar daquilo, ponto. Mas eles fecharam bem o Vaca Amarela, mantendo a atenção da galera até o final do seu set.Enfim, foram duas noites que mostraram que a cena independente nacional continua produzindo ótimas surpresas musicais. Surpresas que hoje passam bem longe do eixo Rio-SP, onde a vergonha alheia é talvez a principal característica das novas bandas das duas maiores metrópóles do país. Infelizmente.********** PICS DO FINDE ROCKER EM GOIÂNIAStereovitrola (do Amapá) e seu fucking great rocl psicodélico; duas bichas de respeito: Edy Star e Johnny Suxxx; Johnny Hooker: “quem já fumou maconha hoje?”; e Johnny Suxxx e sua banda botando pra foder em Goiânia: finde rocker pra ninguém botar defeitoSEX, DRUGS AND… ROCK’N’ROLL IN GOIANIA ROCK CITY, HIHI* Fazia pelo menos seis anos que Zap’n’roll não ia até a capital de Goiás – a última vez em que havia ido até lá foi em 2004, pra acompanhar a edição daquele ano do Goiânia Noise Festival. O convite para cobrir o Vaca Amarela 2010 partiu do queridíssimo João Lucas – aka Johnny Suxxx, pra galere rocker –, quando ele esteve em agosto em Sampa, para lançar o novo disco da sua banda, os Fucking Boys. “Finatti, faço questão que você vá ao Vaca Amarela este ano!”, disse Joãozinho ao autor deste blog, em uma noitada de álcool e chapação no clube Inferno. O blog aceitou o convite, claro. E lá se foi pra Goiânia, a terra do rock’n’roll, do calor e… das xoxotas mais rockers e loucas do Brasil.* A viagem até a capital de Goiás, via busão aéreo da Gol (com o seu, como sempre, “fantástico” serviço de bordo), foi rápida – pouco mais de uma hora. Mas o blogger agora solteiro novamente (e infelizmente, pois seu corazón ainda vai pulsar por muuuuuito tempo pela linda e gatíssima Rudjinha) resolveu cair na putaria e na esbórnia já na madrugada de quinta pra sexta-feira, no baixo Augusta, em Sampa. Moral da história: chegou cansadaço no final da tarde de sexta em Goiânia. Uma van o esperava no aeroporto, e o blog foi levado direto para o hotel onde o staff do festival estava alojado. Hotel fodaço, com piscina e quarto individual à disposição do sujeito aqui. Papos com Rudja via celular e um cochilo providencial foi tirado, antes de cair na loucura do Vaca Amarela.* Nove da noite. O interfone toca: uma das assessoras do festival, a simpática (e totosa) Bia informa que a última van para o local do evento vai sair logo menos. Correria no quarto. Banho daqui, preparativos dali e… o zapper lesado descobre que esqueceu escova e pasta de dentes em Sampa. E agora? Liga pra recepção do hotel. Ambos estão em falta lá. E não dá tempo de pedir em alguma farmácia. E agora? Idéia! Novamente ligando na recepção: “em qual quarto estás o pessoal da Pata de Elefante?”. “No quarto tal”, responde o simpático atendente. Zap’n’roll liga: “Gabriel? Fela da mãe! Adivinha quem é???”. O gaúcho, demônio das seis cordas, solta uma gargalhada e o blogger precisando de socorro, explica a situação. Na hora Gabriel vai em auxílio do seu amigão jornalista. Mais papos no quarto e a dupla, pra comemorar o reencontro no festival, decide praticar “maldades nasais”, rsrs. “Maldades” que iriam se prolongar na arena do festival, durante boa parte da madrugada…* A van chega à Estação Goiânia. Zap’n’roll, mezzo “bicudo” (mas não muito ainda, a situação iria “piorar” no decorrer da madrugada), sai correndo direto pro backstage, já que queria ver a gig da macapaense Stereovitrola, que tinha acabado de subir no palco. No back, dá de cara com Johnny Suxxx, que informa ao jornalista de volta aos seus dias de “gonzo report”: “Finas, temos um bar à sua disposição hoje e amanhã, onde você pode beber o que quiser e o quanto quiser, sem pagar nada! Fique à vontade e divirta-se!”. O zapper foi então ao tal bar. Lá havia um oceano de whisky, vodka e energético. Não deu outra: em pouco tempo, turbinado sempre por doses duplas de whisky com energético, combinado com outros “aditivos”, e o autor destas linhas online estava “pronto” pra cobrir o festival, rsrs.* Uma e pouco da manhã: a madrugada avança, shows bons se alternam com outros francamente sacais (como o do grupo “de raiz” Passarinhos do Cerrado) e lá pelas tantas o sujeito que escreve estas notas de bastidor descobre que seu “aditivo” extra simplesmente acabou. E agora? O que fazer? Solução: volta rápida e rasteira ao hotel, onde ainda havia um pouco do “produto” que, na verdade, deveria ser guardado para a noite seguinte. Não deu outra: Zap’n’roll decide ir até lá buscar o negócio. Mas não sabe ir sozinho até o hotel. Pede socorro a Johnny Suxxx: “tem alguém que pode me explicar como ir de táxi até lá?”. “Tem: eu!”, diz… ela! Quem? Um xotaço rocker de 21 aninhos de idade, estudante de comunicação, amiga do Johnny, com um par de peitaços insistindo em escapar pelo decote escandaloso da blusa, cabelos pintados de vermelho, bermuda jeans justíssima apertando as coxas tesudas e com cara de quem também adorava fazer “maldades nasais”. A dupla rumou então pro hotel. O que aconteceu lá é impublicável aqui – mas algumas cenas estão registradas na câmera do celular do blogger novamente junky. Consumada a putaria, volta para a Estação Goiânia ainda a tempo de assistir aos últimos shows da primeira noite. E quando o “inocente” blogueiro pensou em pedir algum contato da moçoila (pra, quem sabe, marcar algo pra noite seguinte), ela já foi avisando: “melhor ficarmos só nisso. Se meu namorado souber disso, ele me mata!”. Wow! Então, ficou por isso mesmo.* Três da manhã: fim da primeira noite, encerrada com o show do velho mas ainda em forma Lobão. Zap’n’roll estava lesadíssimo de whisky. Tão lesado que se jogou na van, chegou no hotel e capotou na sua cama. Só acordou pra almoçar, pore volta das 13 horas do sábado.* Rango numa churrascaria rodízio igualmente fodona. Aliás é consenso que em Goiânia se serve o melhor churrasco do Brasil, ao lado de Porto Alegre, claro. Lá fora fazia um calor infernal. Mas a comida estava ótima. O autor destas linhas bloggers almoça na mesa junto com o chapa Daniel, batera do Pata De Elefante. Ele vai contando a história do rompimento (e os motivos deste) do trio com o selo Monstro Discos, e também como a banda passou a ser meio que “boicotada” no circuito de festivais da Abrafin, por conta deste rompimento. É uma história que renderia um belo post aqui. Mas o Pata pediu discrição ao blog nesse assunto, pelo menos por enquanto…* Bora pra segunda e última noite do festival, após uma bela soneca durante toda a tarde. E como não havia mais “maldades nasais” a serem feitas (já que tudo tinha acabado na primeira noite), qual a solução pra se curtir os shows? Novamente chapar o côco de whisky. E fumar uns becks, hihi. Pois foi já ao final do show das Velhas Virgens, meio alterado por álcool e nuvens de marijuana, e querendo ir embora logo (sem paciência pra esperar a última van), que Zap’n’roll deu de cara com mais uma lindaça goiana rocker: sozinha no estacionamento do festival, dentro do seu carro, a arquiteta com os olhos da escritora Anais Nin, atendeu ao apelo aflito do jornalista gonzo por uma carona e o levou até o hotel. Lá chegando, carro parado, papos divinos rolando e… enfim, as duas bocas se encontraram. Quase paixão fulminante e à primeira vista, que só não se tornou isso porque o sujeito aqui ainda está com o coração total nas mãos de uma certa garota laaaaá do Norte brasileiro. Pois é…* E foi mais ou menos isso o que rolou nas “internas” do Vaca Amarela. O festival foi bacanão, o blog foi super bem tratado por toda a equipe do festival (a Bia, a Naya, o Rafael etc, etc, etc.) e fica aqui nosso agradecimento por esta incrível recepção. Sucesso pro Vaca Amarela em 2011 é o que desejamos daqui desde já!DUAS BANDAÇAS REVELADAS EM GOIÂNIA* The Baudelaires – o quarteto de Belém (capital do Pará) é sensacional. O blog já tinha assistido parte do show deles no festival Quebra Mar, em julho passado, em Macapá. Mas no Vaca Amarela, no finde passado, foi possível sacar todas as belíssimas nuances power pop construídas pelas duas guitarras (tocadas por Andro e Bruno) e pelas melodias fofas que a banda engendra. Cantando em inglês, com uma seção rítmica (formada pelo baixista Ariel e pelo batera Marcelo) oscilando entre precisão e suavidade e fazendo da dolência e do bucolismo musical sua razão de existir, os Baudelaires destilam doses acachapantes de indie guitar, Beatles e Weezer em canções fantásticas como “She’s A Queen” ou “She’s A Painter” (esta, um encontro dos sonhos entre Teenage Fanclub e Belle & Sebastian). Estão com um cd em circulação, com onze faixas (sendo que a capa em papelão remete às capas dos antigos compactos de vinil) e podem ser melhor ouvidos e conhecidos em www.myspace.com/baudelairesband . Vá lá, ouça e chore de satisfação.* Umbando – são de Goiânia mesmo e talvez sejam a maior e melhor surpresa que o blog viu/ouviu na indie scene nacional nos últimos tempos. O Umbando mistura samba com regionalismo, música goiana com guitarras e tudo resulta em uma combinação arrebatadora e sem ser sacal ou “cabeçuda”. Pense em um sincretismo entre os cariocas Los Hermanos e Casuarina, adicionado de levada pop/rock. Acrescente-se a isso ótimas melodias, canções algo melancólicas (todas repletas de violões, flautas, triângulos e percussão com surdos e zabumbas) e jogos vocais bacanas (com backing femininos), e você terá o som do Umbando. “Baião Goiano” abre o cd de estréia do grupo em clima festeiro. “Clarice” é uma peça instrumental preciosa e faixas como “Roseira” e a pequena jóia rara que é “Olho Mágico” (“O olho mágico enxerga o cosmos/No hospital e na flor/O olho cético se fere/No espinho e no amor”), seduzem mortalmente já na primeira audição. Pra ouvir do lado de quem você ama (né, Rudja), tomando um ótimo vinho, fumando um beck poderoso e dando aquela trepada inesquecível com a garota. Interessou? Vai lá: www.umbando.com.br .Umbando: misturas brasileiras com rock em um show e disco pra maconheiro trepar feliz com sua gataO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: “Write About Love”, o novo e lindão do Belle & Sebastian. E as estréias dos Baudelaires e do Umbando.* Entrevista: o portal Scream&Yell, um dos melhores do Brasil dedicado à cultura pop, fez uma entrevista de fôlego com o pequeno grande gênio Hélio Flanders, vocalista do Vanguart. Lá ele destrincha o futuro da banda, fala das novas músicas e analisa o momento atual da cena rocker nacional. Vale a pena e muito ler, sendo que a matéria pode ser alcançada aqui: http://www.screamyell.com.br .* Baladenhas!!! Yeeeeesssss! O blog finalmente vai passar um finde novamente em Sampalândia (já que nos dois últimos esteve em Macapá e Goiânia). E já está se programando porque a esbórnia rocker vai rolar com gosto, hihi. Começando já hoje, quinta-feira, 23, quando acontece mais uma edição da festa Kill City lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rock’n’roll de Sampa), e que está tornando as madrugadas de sexta muito mais agitadas no baixo Augusta.///Já amanhã, sextona, a parada vai realmente ferver: além da imperdível festa “Shakerville” no Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa), comandada pelo super dj Cláudio Medusa (e suas incríveis raridades de soul music sessentista), também tem showzaços do Paris Le Rock e Jennifer Low Life no Inferno, e dos imperdíveis (sempre!) Los Porongas (acompanhados do O Sonso) lá na Outs (rua Augusta, 486). Ainda na sexta agitadíssima mas lá na Livraria da Esquina (na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), tem festa de aniversário da querida dj Silmara, que bota o povo pra dançar sempre com os melhores sons dos anos 80’.///E no sabadón a parada é novamente no Inferno Club, onde vai rolar showzaço do trio Nevilton, uma das grandes revelações da novíssima cena indie nacional. É isso aê mano: se joga!DESOVANDO PRÊMIOSQue já tá na hora, no? Yep, eles já foram despachados pros ganhadores mas segue a lista aí embaixo, pros curiosos em geral:* Discos do Paris Le Rock: foram para Carolina Dias Malta (São Paulo/SP) e Otávio Fusco (Belo Horizonte/MG);* Kit com dvds e cds da ST2: foi despachado para Ariadne Ferreira Fontes, de Campo Grande (MS);* Pares de óculos da Chilli Beans: foram para Carine Silva e Aline Vanessa (Macapá/AP), Marjorie Santos (Santos/SP), Vinicius Hart (?), de São Paulo/SP, e Mário Olegário (Porto Alegre/RS).Buenas, né? Agora, corre lá no hfinatti@gmail.com que a disputa sangrenta vai ficar pior do que já está. Afinal, o blog coloca em sorteio:* DOIS INGRESSOS para CADA NOITE do festival SWU, em outubro, lá em Itú;* Mais DOIS INGRESSOS para o Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo;* E um kit com os mega bacanas cds dos grupos Baudelaires e Umbando.Fechou? Então é isso. Dedo no mouse e boa sorte!GOODBYE!Post grandão como o povo gosta, né? O coração zapper continua partido, tristonho, mas a vida segue em frente. E o blog também. Assim, semana que vem estamos na área novamente. Até lá, com beijos doces em todo mundo que nos lê e que está do nosso lado. Até!(enviado por Finatti às 19hs.)

Back in Black (mais ou menos…) Plus: Johnny Suxxx, Vaca Amarela, o que vale a pena no SWU e no Planeta Terra e a nova (des)ordem das relações humanas

 Dois gênios a caminho do Brasil em outubro e novembro: Josh Homme (com o seu QOTSA), e Billy Corgan (ainda à frente dos Smashing Pumpkins)* Pronto! Aqui estamos novamente. Demorou, mas chegamos. Reiniciando as transmissões a todo vapor, hihi.* Tamo aí na atividade e nos caralho, no? Semana amena em Sampalândia, após mais uma curta temporada em Macapá, onde o blogger andarilho foi visitar sua ex-girlfriend e ainda big friend, a Rudja. E o blog vai ouvindo o disquinho/discão do Joãozinho chupador (ou “boqueteiro”, hihi) e seus garotos fodidos, ou Johnny Suxxx & The Fucking Boys, uma das bandas glam/glitter mais legais da indie scene nacional. O cd da turma acabou de sair e você lê mais sobre isso logo aí embaixo.* Yep, o blog também continua ouvindo o novo Interpol (desde que estava no norte brazuca, na verdade). E ainda está pensando o que escrever sobre ele.* Falando na cena indie nacional e tal: o The Concept, uma das bandas mais legais do shoegazer paulistano dos 90’ (yep, existiu um movimento shoegazer na cidade, naquela época) está de volta. Em papo by phone com o blog o baixista e fundador da banda, Wagner, conta animado que o grupo já está em estúdio finalizando um disco de inéditas. Enquanto o lançamento não acontece, o Concept já vai por o pé no palco e toca dia 29 de setembro na Livraria da Esquina, em Sampa. Além do repertório clássico do grupo eles prometem covers especialíssimas no show, com músicas do Joy Division, do Jesus & Mary Chain e Ride. Wow! A volta do Concept é mais do que bem-vinda, num momento em que o indie rock brazuca está um pé no saco de tão ruim.The Concept: o shoegazer brazuca dos 90′ que está de volta* E tá mesmo. Assistindo dia desses o Lab BR, na MTV, estas linhas bloggers rockers ficaram espantadas ao ver a quantidade de bandas toscas que estão na programação da emissora.* Pelo menos o SWU em Itú, mês que vem, vai estar com boas bandas da cena alternativa brazuca tocando no palco da Oi fm. Los Hermanos, Macaco Bong, Volver, Autoramas e Superguidis vão estar por lá. E também a já meio caída Mallu Magalhães (é, o hype durou menos do que se esperava, né?) e o superestimado Black Drawing Chalks. Aliás, tá tudo ótimo e tals, mas há um cheiro de “armação Abrafin” no ar nessa escalação das bandas alternativas nacionais que estarão no SWU. Enquanto isso, outros grupos muuuuuito bons que poderiam estar lá não vão estar, como as macapaenses Mini Box Lunar, Stereovitrola e Vila Vintém, a paulistana Paris Le Rock, as gaúchas Cartolas e Pública, a acreana Los Porongas, a paraense Madame Saatan (que é beeeem melhor, por exemplo, do que o citado Black Drawing Chalks) ou a curitibana Charme Chulo. Mas enfim, pelo menos a cena independente brazuca vai estar bem representada no SWU.Los Hermanos: uma das grandes atrações nacionais do SWU* Frase da semana passada: “Pensei que era goma de mascar, juro!”. A bocetuda porém debiloide milionária Paris Hilton, tentando convencer um delegado de polícia americano de que ela não sabia que era cocaine o que continua o pacote encontrado na bolsa dela, durante uma revista policial. Detalhe: havia oito gramas de padê no tal pacote.Um xoxotaço loiro que fode horrores, mete a napa na cocaine mas que possui um cérebro de ameba* E… cumas??? O blog volta de sua rápida temporada de uma semana lá pelos lados do Amapá, começa a fuçar como louco na web em sites e blogs pra saber a quantas anda o mondo pop e, ao entrar na vizinha e querida Popload, dá de cara com dear Luscious falando daquele papo de que Paul McCartney morreu e tal, e que o sujeito que há quatro décadas grava discos e canta por aí em seu lugar é um sósia? Até tu Luscious embarcando nessa onda??? Aff… essa história é uma das lendas mais manjadas do rock’n’roll e, claro, só serviu pra tornar os Beatles e o próprio Macca ainda mais famosos e ricos do que já eram.* Fora que o gênio Macca já tocou por duas vezes no Brasil e, na segunda vez, lá pelos idos de 1993, ele se apresentou no estádio do Pacaembú, em Sampa. Zap’n’roll foi no show e na coletiva de imprensa que o ex-beatle concedeu no salão de jogos do estádio. O sujeito aqui viu McCartney beeeeem de perto nessa coletiva. E pode garantir: ele era ele mesmo, rsrs.* Buenas, sir Paul está vindo aí, em novembro. Pensa bem: depois dessa ele, que já está batendo na porta dos 70 anos de idade, vai se aposentar. E o homem é gênio imortal do rock, só isso. Então, não dá pra perder o show, de forma alguma.* Enfim, descontando essa eterna bobagem sobre a “morte” da lenda, Zap’n’roll continua amando a Popload, hihi. E inclusive agradece a citação de um tweet nosso entre os “melhores da semana” do Twitter, hehe.Sir Paul McCartney: ele é ele mesmo, rsrs. E também vem pro Brasil logo menos* O SEXO E A NOVA (DES)ORDEM NAS RELAÇÕES HUMANAS – Ok, este é um blog, em tese, dedicado ao rock alternativo e à cultura pop em geral. Mas o dileto leitorado que nos acompanha desde sempre sabe que o sujeito aqui, volta e meia, adora se imiscuir em temas e assuntos que vão além da cultura pop. Com o sexo e a nova (des)ordem nas relações de amor, que o zapper sempre atento tem observado entre casais e por experiência própria. Claro, não há nenhuma novidade em dizer que estamos em pleno século XXI e que hoje as relações são muito mais igualitárias do que há décadas, quando mulheres não podiam trepar com quem bem entendessem, não podiam demonstrar interesse por machos, não podiam gozar etc, etc, etc. Hoje, é ótimo saber que as garotas também vão à luta, saber que elas fodem por puro prazer e que podem ser tão livres e liberais quanto nós, homens, fomos por séculos. Mas, até que ponto isso é saudável quando pinta envolvimento emocional na parada? Matéria para looooonga discussão aqui, em um blog de leitura rápida e ligeira. O que o zapper quer dizer, na verdade, é que ele – vejam só! – , o “liberal ao extremo”, o eterno “junky e doidão de plantão”, por vezes se pega algo assustado com esta nova ordem adotada nas relações humanas de hoje. Yep, talvez o jornalista já quase batendo nos 5.0 esteja começando a ficar (será?) meio sem chão quando se descobre “mulherzinha” demais (no sentido de sempre ter sido um sentimental e romântico incurável), passional demais e se envolve com uma garota sensacional em vários aspectos mas “macha” (sic) demais, e bem mais fria e racional do que o autor destas linhas online. Assim é que, depois de quase um ano e meio de namoro (uma história que ainda não chegou ao seu final e que poderá ter uma reviravolta, na verdade), Zap’n’roll fica algo meio pasmo quando se depara com a seguinte situação: garota deixa cara sozinho num quarto de hotel quase o finde todo, por estar mega aborrecida e irritada com o momento que ambos estão passando. Ele se sente total abandonado, ainda mais estando muito longe de sua casa e numa cidade estranha. Até que, na madrugada de domingo pra segunda, quase cinco da matina, após chapar o côco de álcool e marijuana com amigos e amigas, ela liga pro celular dele e diz: “posso ir até aí? Tu me come se eu for?”. E ela vai. E a madrugada acaba em uma trepada repleta de tesão, paixão e mágoa entre ambos. Claro que se trata de uma atitude inesperada e que qualquer homem ainda apaixonado apreciaria pra cacete em uma garota. Mas e se depois que o tesão foi saciado e os gozos foram consumados, a garota dorme calmamente, acorda e vai embora sem um pingo de sentimento e emoção, como se tivesse dado apenas uma foda sem compromisso emocional algum? Como você, macho que está lendo estas linhas aí na tela do seu micro, reagiria diante de tal situação? Enfim, como foi dito acima, matéria para looooonga discussão aqui. Mas um fato é inefável: as relações de amor entre homens e mulheres mudaram muito de anos pra cá. E o blogger eternamente apaixonado sabe muito bem disso, por experiência própria. Ele, que já comeu centenas de mulheres ao longo de sua existência, agora queria apenas – e talvez ainda queira – casar com alguém especial. Mas, pelo jeito, agora são elas que não querem mais “compromisso”, rsrs. Se isso é bom ou ruim, só o tempo vai dizer…* E, vejam só: enquanto o blog vai sendo atualizado (finalmente, no?), pela madrugada, o canal TNT passa o fodástico “Um grande garoto”, baseado óbvio no livro homônimo do Nick Hornby. Nick é gênio e ídolo destas linhas rockers bloggers. E o filme, fofíssimo, é de 2002 e o autor destas linhas virtuais já o tinha assistido na época de seu lançamento no cinema. Mas foi ótimo revê-lo agora. E seria melhor ainda se a Rudja estivesse por aqui também. Mas é a vida, e ela segue em frente, sempre.* Bão, em frente entonces. Com o que vale a pena nos mega festivais que estão vindo por aí, Johnny Suxxx, Vaca Amarela e os caralho.A HORA DA VERDADE! O QUE VALE A PENA ASSISTIR NO SWU E NO PLANETA TERRA, AFINAL?Entonces, os dois grandes festivais do segundo semestre no país estão aí, com suas progs completas e oficialmente divulgadas. Aí entra em cena aquela velha questão: com tantos shows rolando em cada evento, o que vale a pena assistir de verdade, no final das contas?Cada um têm suas preferências e gostos, claro. E este blog também têm seus, hã, “favoritos” no line up dos dois festivais, sendo que ninguém é obrigado a concordar com nossa modestíssima opinião. Afinal, o que seria do pobre azul se todo mundo gostasse apenas do berrante vermelho? (ok, foi péssimo esse clichê, hihi). Anyway, aí embaixo Zap’n’roll dá a cara pra bater e comenta o que ele acha que realmente vale a atenção, os ollhos e ouvidos de quem vai no SWU (dias 9, 10 e 11 de outubro, na arena Maeda, em Itú) e no Planeta Terra (dia 20 de novembro no PlayCenter, em Sampa).SWU – DIA 9/10 – SÁBADONo palco “Água”, vai ser duro ficar até o final pra encarar a maletice que é o Mars Volta, o headliner. Som cabeça em excesso, músicas intermináveis e melodias “complexas”, combinadas com algumas guitarras mais porradas. Quem precisa disso a essa altura do rock’n’roll planetário? Melhor curtir os shows nacionais da lenda Mutantes, do grande Macaco Bong e do simpático Brothers Of Brazil.Já no palco “Ar”, o blog está pagando (ops!) pra ver se o Rage Against The Machine ainda justifica sua fama gigantesca, construída quase que tão somente em cima do seu primeiro disco, lançado há duas décadas. Fora os americanos, não dá pra perder o comeback dos Los Hermanos. Infectious Grooves e Black Drawing Chalks? O blog passa.Já no palco “Oi novo som”, a pedida é conhecer (pra quem não conhece, óbvio) o ótimo indie guitar do americano Apples In Stereo. Fora ele, Cidadão Instigado e Superguidis deverão fazer ótimos shows. Dona Mallu Magalhães já tá meio out a essa altura, no? E as bandas restantes são novatas e ilustres desconhecidas, que poderão surpreender – ou não…DIA 10 – DOMINGOJoss Stone e Kings Of Leon fazem a grande dobradinha final do palco “Água”. Antes dos dois, vai ter ali Sublime (argh…), Jota Quest (aaaaargh!) e Ilo Ferreira (???). Ou seja: tempo de sobra pra você fumar um beck, comer algo, beber algumas e dar uma foda naquela xotinha linda que você conheceu e quecaiu na sua lábia, rsrs.Kol e Regina Spektor prometem bons shows no SWU; já o maletaço Mars Volta… melhor passar batidoJá no palco “Ar”, no domingão, o que se salva mesmo é a linda e ótima Regina Spektor, com suas canções eivadas de bucolismo e doce melancolia. Dave Matthews? Fuja correndo. Teatro Mágico? Pelamor… enquanto o vocalista cara-de-pau (de tão ruim que é e não se toca) Fernando Anitelli canta “pérolas” do naipe de “seu afeto me afeta” (e tem gente que gosta, blogueiras de quinta inclusive), o melhor a fazer é dar uma volta pela arena do festival. Ah, sim, Capital Inicial: os veteranos da cena rock brazuca dos 80’ ainda conseguem fazer um show bem legal.No palco da Oi, vai valer assistir o já veterano Otto, a doce Tulipa Ruiz e o ótimo Volver. Bomba Stereo e Rubinho & Força Bruta são uma incógnita. Lucas Santana o blog passa e Luisa Maita…?DIA 11 – SEGUNDA-FEIRANão tem pra ninguém no palco “Água”: é Pixies na cabeça e pronto. Yep, vai ter também o super dj Tiesto (fechando o festival), o Cavalera Conspiracy (reunindo os irmãos Max e Igor, que prometem um bom show de metal porrada) e só. Incubus é algo insuportável, Rahzel é um ilustre desconhecido e Gloria fará a alegria dos emos que estiverem por lá.Já no palco “Ar”, três shows em sequência prometem abalar as estruturas do festival: Yo La Tengo, Avenged Sevenfold e o sensacional Queens Of The Stone Age, do gênio Josh Homme. Quando o QOTSA sair do palco, você pode ir embora e esquecer que o Linkin Park ainda vai torturar o ouvido de quem ficar pra assistir.E no palco da Oi, na última noite, vai ter CSS e Autoramas como pontos altos. Mas vai ter também o chatíssimo Mombojó. A vida em festivais é assim: perde-se ali, ganha-se aqui.PLANETA TERRA – DIA 20/11 – SÁBADOTodo o line up do palco principal está bem legal, ainda mais que ele termina com os mega shows do Pavement e do Smashing Pumpkins (que, sim, já teve dias beeeeem melhores, mas ainda tem o gênio Billy Corgan à frente da banda). Vai ter Phoenix também. E o chatíssimo Mombojó também (incrível como uma banda mala dessas consegue se infiltrar no line de dois mega festivais, enquanto o super Nação Zumbi passa batido por ambos… injustiça pouca é bobagem).Já no indie stage dá pra curtir bem os sets do Hurtmold (e seu instrumental bacana e nada cansativo), do Holger e do Passion Pit. E se tem algo ali que é mesmo insuportável é o Hot Chip, claro.É isso? É isso. Agora, sempre lembrando: esta é a opinião destas linhas rockers bloggers. Se você concorda ou não, aí já são outros quinhentos dinheiros, hehe.O guitar rock noventista do Pavement também vem fazer a alegria dos indie kids no Planeta TerraJOÃOZINHO CHUPADOR BOTA PRA FODER!Goiânia rock city continua sendo uma das capitais mais fervidas da cena alternativa brasileira. Lar de gravadoras e produtoras como a Monstro Discos e a Fósforo Records (que está organizando o festival Vaca Amarela, nos próximos dias 17 e 18 de setembro, e onde Zap’n’roll já confirmou presença), de festivais como Goiânia Noise e Bananada, a cidade sempre deu ao país bandas muito legais. E uma dessas bandas é a Johnny Suxxx & The Funcking Boys, que acaba de lançar seu novo disco, o segundo de uma carreira que já dura seis anos. Integrado pelo vocalista andrógino João Lucas (ou Johnny Suxxx, pros íntimos ou, ainda, Joana Fomm, na definição do querido Daniel Belleza, hihi), pelo guitarrista Douglas Ramirez, pelo baixista Itty e pelo batera Hélio Zancopé, o grupo faz um som rápido, curto e grosso, com os dois pés fincados no glam/glitter rock setentista.É essa a principal influência que abunda nas faixas do novo cd, cheio de guitarras nervosas e melodias dançantes. Dá pra ouvir muitos eflúvios de Slade, T. Rex, AC/DC e Kiss em faixas como “Nancy Boy”, “Addicted”, “Bombs”, “Coco Chanel” ou “Sex On The Bitch”. Tudo rápido (o disco tem menos de 40 minutos) e bem gravado, e ainda com zilhões de participações especiais bacanas, como o pessoal do Daniel Belleza (o próprio Belleza em si mais o guitarrista Johnny Monster), a lindaça e tesuda Carol Freitas (vocalista do acreano Filomedusa) e o guitarrista Saulinho (também do Filomedusa).Pra falar do novo disco, Zap’n’roll bateu um papo rápido com o vocalista Johnny Suxxx esta semana, via msn. Nela, “Joãozinho chupador” explicou o conceito por trás do novo álbum, falou dos planos do grupo e ainda relembrou histórias bizarras e engraçadas, como quando conheceu o sujeito aqui, em Goiânia, lá por 2004, durante uma das edições do festival Goiânia Noise. “Finatti, você não vai lembrar, mas eu era um moleque de vinte anos de idade e estava na produção do Goiânia Noise. Até que fui na sala de imprensa e dei com você lá. Você estava escrevendo um texto sobre o festival no computador e tal. E, do seu lado, na mesa, tinha um montinho de pó branco. Você olhou pra mim e disse: ‘quer? Se quiser, pegaê’. Jornalismo gonzo é isso aí, você faz falta nos festivais, onde sobra caretice hoje e pouca atitude realmente rocker”, foi o que ele disse pro sujeito aqui. Wow! Valeu, cherrie! Este finde estaremos aí, no Vaca Amarela.Mas enquanto o festival não chega, você lê aí embaixo, a entrevista que o blog fez com o queridão Johnny Suxxx.Zap’n’roll – O que vc tem a dizer sobre o novo disco? Nome, proposta, como foram as gravações etc.Johnny Suxxx – Gravamos durante o ano de 2008 e lançamos em 2009, foi todo produzido no Rock Lab em Goiânia. O disco que se chama Zebra, tem a arte em estampa de Zebra tb. As listras brancas e pretas podem ser interpretadas da forma que os ouvintes acharem mais convenientes! Não tem um sentido, um significado pronto não. Assim como as letras do disco. Elas tem uma coerencia e uma sequencia lógica que podem ser interpretadas.Zap – No show aqui em SP, você comentou que se tratava de algo meio conceitual…Johnny Suxxx – Sim. O disco conta a história de uma noite de exageros. O disco começa uma farra e termina tenso. Bem tenso. Assim como uma noite de exageros. Não deixa de ser uma delícia, porém o final nem sempre é agradável!Zap – Como está a sonoridade dele e como foram as gravações?Johnny Suxxx – O disco segue a sonoridade típica do rock de garage goiano. Já ouvi por aí esse rótulo (rock goiano), e acho qeu ele faz sentido. Baterias bem marcadas e pulsantes, baixo reto, guitarras com pegadas de hard rock e metal e vocais de punk rock. Acho que isso sintetiza bem o espirito da banda, que tem influencias diversas, mas que o conjunto tem uma coerência. Procuramos gravar o disco de forma bem livre e fiel ao ao vivo. Porém no disco tivemso participações de 2 backing vocals, gêmeas e lindas, que nos acompanham em alguns shows. Elas são com o cheddar e o catupiry, adicionais! Pra levar as 2 tem que pagar mais! Ehehehhe.Zap – Pra quem não conhece a banda, dê um resumo rápido da história dela. Quando começou, quantos discos já lançou e quem toca nela atualmente.Johnny Suxxx – A banda existe desde 2004, Já lançamos dois discos, o Make up and Dream de 2006 e o Zebra de 2009. Tocamos em diversos festivais legais(Porão, Noise, Bananada, Vaca, Demosul, Calango, Jambolada, Tendencies, Fora do Eixo) e já rodamos baastante o circuito independente. Somos uma banda que produz shows na nossa cidade e dialogamos com a cena independente. Estamos já pensando em gravar outro material, um compacto em vinil, pra lançar no ano que vem. Somos pilhados em produzir, viajar, tocar e nos divertir.Zap – Qual a formação atual do grupo?Johnny Suxxx – Johnny Suxxx vocal, Itty Adicted(baixo), Ramirez(guitarra) e Hans(Bateria). Polly e Patty(backing vocals)Zap – Além de ser vocalista da banda, você também é um dos organizadores do festival Vaca Amarela, que este ano chega à sua nona edição. O que esperar do festival este ano?Johnny Suxxx – O Festival está lindo, é a edição mais bacana até hoje. Vem nomes que tem história na música e nomes qeu prometem ser grandes em pouco tempo. A programação da edição desse ano está no site do festival:www.fosforocultural.com.br/vaca Quem se empolgar em curtir a baixa umidade do mês de setembro em Goiânia será muito bem vindo!!!!O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Festival: a nona edição do Vaca Amarela começa nesta sexta-feira em Goiânia, e é pra lá que o zapper amante da indie scene nacional está se mandando no finde, pra depois contar tudo aqui no próximo post. Vão ter shows do Lobão, das Velhas Virgens, da incrível Stereovitrola de Macapá, e mais uma renca de grupos bacanas. Quer saber tudo sobre o festival? Vai lá: www.fosforocultural.com.br/vaca . E se você estiver em Goiânia neste finde, aproveite e caia na esbórnia rocker que vai rolar por lá.* Livro: “Pink Floyd – Primórdios”. O sujeito aqui descolou um exemplar e realmente ficou chapado com o acabamento gráfico e as fotos que ilustram o volume. O preço é um pouco salgado, mas vale a pena para conhecer os primeiros anos de uma mega banda que foi sim muito legal… no começo (depois…).* Dvd: Wow! A ST2 acaba de mandar pras lojas o dvd “Live Voodoo”, que registra uma apresentação do fodaço Jane’s Addiction em Nova Orleans, em outubro de 2009. Com sua formação original (yep, Perry Farrell nos vocais e Dave Navarro nas guitarras, mais o batera do inferno Stephen Perkins), o JA debulha no palco, mandando ver em clássicos como “Been Caught Stealing”, “Ocean Size” e o hino “Stop”. Não é por nada não, mas deve ser o melhor lançamento da ST2 em dvd neste ano, pelo menos até agora.O ótimo e velho Jane’s Addiction: showzaço agora registrado em dvd nacional* Disco: “Zebra”, o novo do querido Johnny Suxxx e seus garotos fodidos. E, vá lá, também o novo e homônimo do Interpol.* Baladas: o blogger andarilho vai passar mais um finde longe de Sampalândia (semana passada estávamos em Macapation; este finde a parada é em Goiânia Rock City), mas aqui o agito no circuito indie não vai parar. Veja só: a esbórnia já começa amanhã (quinta-feira), quando rola mais uma edição da bacana festa “Kill City” lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa City).///Já na sextona em si a gauchada invade o baixo Augusta, quando o sempre grande Pública vai tocar no mesmo Inferno e, em frente, na Outs (no 486), vai rolar showzaço dos Volantes (contando ainda com a presença dos curitibanos dos Sabonetes).///Sabadón? Vai que tem: a bombada festa Discotexxx no fofíssimo Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa) recebe o super dj André Pomba. E na Outs tem show do Vivendo do Ócio. Ou seja: finde recheado de shows fodões pra ninguém reclamar, no?E AGORA VAI! INGRESSOS NA FAIXA PRO SWU!É isso mesmo que você acaba de ler aí em cima! Corre lá no hfinatti@gmail.com que o blog que não dorme no ponto acaba de fechar promo/parceria com a produção do SWU, pra colocar você dentro do festival na faixa! O número de ingressos disponíveis na promo ainda não está definido mas você já pode e deve começar a mandar suas mensagens desesperadas porque a disputa, ao que tudo indica, vai ser mega sangrenta, hihi.E, sim, o blog está devendo uma desovinha de cds e dvs por aqui e promete zerar a parada assim que voltarmos de Goiânia, okays?FUOMOS!O post saiu no capricho, afinal estávamos devendo essa pro nosso mui amado e fiel leitorado. Agora, licençaê que o Vaca Amarela aguarda Zap’n’roll em Goiânia. Semana que vem tem mais! Beijos nas crianças e abraços nos marmanjos, sempre! Inté! (enviado por Finatti às 18:30hs.)

O Paris Le Rock e os truques selvagens que a vida nos dá – plus: festivais Megafônica e Vaca Amarela. E os Libertines. E o QOTSA no SWU. E Justin Timberlak se acabando no padê entre peitões totosos…

Ele é um gênio. E estará no SWU com o seu QOTSA* Blog de volta à rotina, após um finde de correria extrema, de mega felicidade por estar perto de quem se ama, de igualmente mega tristeza por não ter mais (talvez para sempre) quem se ama, de tensão e cansaço por conta de cuidar de festa de aniversário destas linhas rockers bloggers, por mais isso e aquilo. Então, sigamos em frente.* Mudanças aqui? Talvez… a blogosfera mudou (muda todo dia, aliás), os blogs de rock alternativo e cultura pop também mudaram e continuarão mudando. É o fim dos posts enormes, com vários assuntos, conforme os conhecíamos até agora? Talvez… a já veterana Popload abandonou o formato e agora dedica cada post (muitos deles bem pequenos) a apenas um assunto, priorizando mais fotos e vídeos. A Ilustrada no Pop sempre esmiuçou apenas um assunto por post, desde que entrou no ar na Folha Online. Aqui, após a mudança do portal para o WordPress, nosso querido e eternamente amado “editador” mr. André Pomba também quer que estas linhas zappers sigam este modelo mais “enxuto”, e tem pressionado bastante nas últimas semanas o autor deste espaço a acatar este modelo mais, hã, “muderno” de postagem. E nosso dileto leitorado, o que tem a dizer?* Os posts por aqui, na verdade, já andam sendo bem menores do que eram há tempos. Quando Zap’n’roll entrou no ar como coluna semanal online, isso há sete anos, cada coluna possuía em média 40 mil caracteres (!!!) de texto. Era o tempo dos maravilhosos “diários sentimentais” escritos pelo blogger loker de memória privilegiada, e onde abundavam histórias tórridas de sexo e drogas vividas pelo sujeito aqui. Histórias que conquistaram zilhões de fãs e leitores pra coluna. Depois, veio a mudança (bem-vinda, claro) para o formato blog e cada post passou a ter algo em torno de 20 a 25 mil caracteres. E agora que posts grandes parecem ser um formato “desgastado” (será?) e em desuso, vamos experimentar postagens mais ligeiras e ver no que dá. Mas que fique bem claro: Zap’n’roll, pessoalmente, ainda é um romântico incorrigível, saudosista e que prefere contar longos “causos” na web. E isso jamais vai mudar em sua personalidade. Talvez por isso mesmo ele sofra tanto com as crueldades do ser humano, de pessoas que ele julgava amar demais e igualmente ser amado por elas e, de repente, se dar conta de que tudo talvez sempre passa pelo interesse material em primeiro plano. É triste, mas é real.* Posto isso tudo aí em cima, rapidamente aos papos pops deste meio de semana: além do concurso que vai selecionar bandas indies para o palco Oi Novo Som, o SWU agora também vai premiar três vídeos de um minuto meio, onde o autor deverá pagar um mico em prol da sustentabilidade. O prêmio: passaporte free pros três dias de festival, incluso camping e visitas ao backstage do evento – tudo com direito a acompanhante. Quer concorrer? Vai no site do festival (www.swu.com.br) e boa sorte nas idéias!* E sim, sim, agora que todo mundo já sabe há dias, a assessoria do SWU divulga “oficialmente” que o Queens Of The Stone Age toca mesmo no festival, na última noite (11 de outubro), ao lado do graaaaande Pixies. É, está começando a ficar beeeeem interessante ir pra Itú em outubro.* É inacreditável mas é verdade: no último finde, o velhusco Iron Maiden, decano gagá do heavy metal caretaço e conservador, foi parar no topo da lista dos mais vendidos na Inglaterra, com seu novo álbum. É… o blog imaginava que só existiam fanáticos por esse tipo de som aqui mesmo, no nosso velho Brasil. Mas lá também tem, infelizmente.Não existe nada mais atrasado, no rock atual, do que o velho heavy metal tocado pelo Iron Maiden. Mas tem quem goste…* Wow!!! Em um filme que está sendo rodado em Hollywood, sobre a criação do Facebook, Justin Timberlak protagoniza uma cena onde ele cheira generosas carreiras de cocaine nos… peitões de uma mulher. Yep, é um “esporte” mega prazeroso (assim também como fazer a xoxota louca aspirar carreiras na sua pica dura) e que já foi bastante praticado pelo sujeito aqui, até tempos atrás…* É bacana quem assume suas posturas de vida ou o que fez ao longo de sua existência, né? A querida e velha “tia” Rita Lee, por exemplo. Ela disse no seu Twitter, com todas as letras: “tem gente que acha que sou rica. Até já fui, um dia. Mas cheirei, fumei e bebi tudo”. Acontece. Mui digna a declaração de miss Lee. Pior quem posa de pessoa acima de qualquer suspeita, mas adora cair na putaria rocker de sex and drugs. E depois ainda critica quem faz o mesmo e se livra de quem a quer bem, como se a figura fosse alguém acima do bem e do mal e que não cometesse erros. Cruel…* A VOLTA DO ANO!!! – Claaaaaro, com a formação original e tudo, os amados Libertines deram as caras anteontem em Londres, em show “fechado” para pouco mais de 300 sortudos. Uma espécie de “aquecimento” para as gigs que o grupo de Carl Barat e Pete Doherty (juntinhos novamente, uia!) fará neste finde no gigantesco festival de Reading. Podem dizer o que quiser (yep, há blogs escritos por gente velha e ranzinza que torce o nariz pra bandas fodonas como os Libertines; essas múmias do jornalismo rock, óbvio, ainda estão com a cabeça em Janis Joplin, Pink Floyd e Jimi Hendrix, cuja importância da obra para a música pop é inegável mas, porra, estamos em 2010 né?), mas The Libertines é sim um dos grandes nomes da história recente do rock inglês. E estão, com toda a justiça do mundo, na capa da NME desta semana. Sim, já tocaram aqui inclusive, em 2004, no extinto Free/Tim Festival. Foi um show beeeeem meia-boca (e assistido pelo blogger rocker), visto que Doherty tinha acabado de sair da banda e a química com o então novo integrante não havia funcionado mesmo. Mas agora tudo deverá ser diferente pois Carl e Pete estão aí novamente. Bem que a banda podia voltar pra cá, no?A velha química de Carl Barat e Pete Doherty novamente em ação: capa da NME, fácil!* Quem viu a entrega do prêmio Multishow? Bien, bien, não há muito o que comentar, não? Com Cine ganhando o prêmio de grupo do ano, Restart faturando melhor canção, Cláudia Leite e a dupla Victor & Léo assassinado uma música do inesquecível Legião Urbana, a conclusão é mais do que óbvia: a música pop brazuca, incluso aí o que resta do rock mainstream, passa por um momento pavoroso. E isso não tem nada a ver com o fato de o autor destas linhas bloggers estar ficando “velho” ou supostamente “ranzinza” e “conservador”. É a música pop e o rock nacional que estão descendo mesmo a ladeira, e arrastando uma multidão de fãs imbecis juntos. Infelizmente é isso.* Por isso que estas linhas rockers bloggers irão continuar dando sempre espaço ao melhor rock independente nacional, de bandas como a Paris Le Rock, por exemplo. Vai lendo aí embaixo.A BOA ESTRÉIA DO PARIS LE ROCKAlguns posts atrás, este espaço online comentou que as melhores bandas do novo rock brasileiro de hoje não estão surgindo em São Paulo. É um fato. Mas, vez por outra, na capital paulista ainda nascem grupos que mostram que ainda existe rock’n’roll alternativo de verdade sendo feito por aqui. Um desses grupos é o quarteto Paris Le Rock, que já frequenta o circuito underground de Sampalândia há algum tempo, mas apenas agora conseguiu lançar seu primeiro e bom disco homônimo, na velha plataforma fisica do cd. É rock de guitarras, melodias rápidas, bons vocais e levadas dançantes. E bem acima da média do que tem aparecido na maior cidade do país nos últimos meses.O grupo possui no seu line up uma figura até certo ponto “histórica” do rock brasileiro dos anos 80’: Alec Haiat, guitarrista e compositor de todas as faixas do álbum foi um dos fundadores do grupo pop Metrô, que estourou naquela década com o mega hit “No balanço das horas”. Além dele, integram o PLR a estilosa e charmosa vocalista Lia Paris, o baixista Marco Klein e o batera Ipojucã Vilas Boas.Bons vocais femininos e ótimas guitarras na estréia do quarteto paulistanoMas a sonoridade da nova banda de Alec não guarda similitude alguma com o pop alegre e de fácil digestão que celebrizou o Metrô. Aqui há riffs de guitarras disparados em abundância por todas as faixas do disco. E a potência abrasiva rítmica e melódica de uma música como “Jealous Girl” (com sua abertura sendo feita por um baixão anguloso) flagra o quarteto conseguindo equacionar muito bem harmonias até certo ponto pesadas com levadas dançantes, que funcionam tanto ao vivo quanto numa pista de dança. É talvez o melhor momento de um cd que ainda traz ótimas faixas, como “Palavras”, “Drive Me”, “Paris Texas” (ah, essas referências ao cinema cult e de arte, de diretores como o genial Win Wenders), “I Had A Dream” (e sua guitarrinha econômica mas agressiva, bem ao modo indie guitar britânico) e “Eu sei que tenho medo”. E tudo isso em enxutos 29 minutos, como todo bom cd de rock deveria durar.Yep, há várias letras em português na estréia do Paris Le Rock. Mas Lia também canta em inglês e francês no disco. Talvez este seja o único senão do trabalho: a banda poderia definir apenas um único idioma em suas canções, o que com certeza iria conferir mais unidade estética ao álbum. Mas o primeiro cd do grupo é ok. Bom o suficiente para tirar o indie rock de Sampalândia do abismo criativo no qual ele se encontra atualmente.* Para saber mais sobre o Paris Le Rock, vai lá: www.parislerock.com.br* Quer conferir o som deles ao vivo? O grupo toca semana que vem, sexta, dia 2 de setembro, na Outs (rua Augusta, 486).* Quer conferir o cd do quarteto mas está sem grana pra gastar nele? Simples: vai lá naquele e-mail que você sabe muito bem qual é, que duas cópias do disco te esperam por lá.É TEMPO DE FESTIVAIS – MEGAFÔNICA E VACA AMARELAQuem acha que o circuito de festivais independentes está meio assim agora neste segundo semestre, talvez ofuscado pelos mega festivais gringos que vão rolar em Sampa em outubro e novembro, está enganado. A movimentação ainda está um pouco devagar, é verdade, mas o calendário começa a se agitar novamente já neste finde, quando rola em Belém (capital do Pará, seu mané) a primeira edição do Megafônica. Organizado pelo coletivo do mesmo nome, o evento está com uma prog bem legal e que você confere aí embaixo:Sexta-Feira (27/08)01:40 Proyecto Gomez (ARG)00: 50 Johny Rockstar00:00 Mini Box Lunar (AP)23:20 Juca Culatra22:30 Tereza (RJ)21:40 Paralelo XI (Primavera/PA)20:00 Felipe CordeiroSábado (28/08)01:40 Black Drawing Chalks (GO)00:50 Delinquentes00:00 Brown-Há (DF)23:20 Turbo22:30 Veludo Branco (RR)20:50 Projeto Secreto Macacos21:40 Beatle George (AP)20:50 DDT (Capanema/PA)20:00 16 Bits (Novo Repartimento/PA)E mais infos sobre o festival você pode encontrar aqui: www.megafonica.blogspot.comAgora, bacana mesmo vai ser a nona edição do Vaca Amarela, que rola em Goiânia de 15 a 18 de setembro. Sempre organizado pela turma da Fósforo Cultural (alô fofis Johnny Suxxx, Zap’n’roll te aguarda logo menos pelo msn pra fazermos aquela entrevista sobre seu novo álbum, hihi), o festival este ano conseguiu viabilizar um patrocínio de uma conhecida marca de cervejas e, com o $$ obtido, vai botar pra quebrar. Entre as atrações do Vaca Amarela 2010 estarão Lobão e Velhas Virgens de headliners, além de bandas fodonas e prediletas aqui destas linhas zappres como Pata De Elefante, Mersault & A máquina de escrever (aka “Estrangeiro”, by Kafka, no?), Baudelaires, o incrível Johnny Suxxx e seus Fucking Boys e a sensacional Stereovitrola. Anyway, após um tempo sem dar as caras na Seattle brasileira, Zap’n’roll deverá ir até lá pra acompanhar de perto o Vaca Amarela. E toda a prog e mais infos do festival, que promete ser fodão, você encontra em http://fosforocultural.com.br/vaca/ .Yep, o Grande Lobo vai estar no Vaca Amarela 2010O BLOG ZAPPER INDICA* Disco: a estréia do quarteto paulistano Paris Le Rock.* Livro: “Atravessar o fogo”, um calhamaço de 792 que a Cia das Letras lançou há pouco no Brasil, e que destrincha minuciosamente todas as letras escritas pelo gênio master do rock, mr. Lou Reed.Em mais de 700 páginas, todas as letras de Lou Reed* Baladas: finde chegando e com ele vem a busca pelas melhores baladenhas do circuito under de Sampa, néan? Pois entonces, hoje, quinta, a esbórnia começa com a sempre animada festa Kill City lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker da cidade).///Já amanhã, sexta, mas na Outs, rola show sempre bacana com Os Trovadores de Bordel. Enquanto isso, no outro lado da rua, no Inferno, tem esporro sônico por conta dos Zumbis do Espaço. E no sempre ótimo e aconchegante Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação) tem show sessentista com Gaspa (ex-baixista do Ira!) acompanhado dos Alquimistas.///Sabadón? Vem que tem: Suéteres agitam a pequena pista da Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa). E na Livraria do Bosque (rua do Bosque, 1254, Barra Funda, zona oeste paulistana), vai rolar show do incrível Rosie And Me (www.myspace.com/rosieandme), um dos nomes mais fodásticos do novo folk independente brazuca. É nesse que Zap’n’roll vai no sábado, com certeza!MANDE VER NOS PRÊMIOS!Logo menos faremos uma desova por aqui, que já está em tempo. Enquanto ela não rola, vai lá no finatti@dynamite.com.br ou no hfinatti@gmail.com, que continuam em disputa sangrenta:* Duas cópias do disco de estréia do Paris Le Rock;* Duas cópias do novo álbum do sempre porreta Zefirina Bomba;* Um kit com dvds e cds da gravadora ST2;e…* um exemplar do livro que traz todas as letras escritas por Lou Reed e que saiu há pouco aqui pela Cia. das Letras;* e CINCO PARES de óculos da descolada marca Chilli Beans, que acaba de fechar parceria bacana com o blog. Vai perder?SAINDO FORAForam dias tensos e insones por aqui. E continuam sendo. Dias em que o blog, mais uma vez, teve a certeza de que a vida nos dá rasteiras homéricas e de que ela, a vida, não é como gostaríamos que fosse. Inclusive nas relações de amor, algo tão caro e essencial a todo ser humano. Pois é, termina o namoro do sujeito aqui com sua eternamente amada Rudja, mas fica uma amizade igualmente eterna, esperamos de coração. Foi mais de um ano tentando viabilizar um namoro pra lá de complicado, pela distância que separa o casal. Até que no último finde, houve uma despedida bacana para ambos e a perspectiva que, se um dia os dois estiverem morando na mesma cidade (aqui ou em Macapá), o romance poderá ser reatado. Até lá, Zap’n’roll sempre terá o maior amor e carinho do mundo pela incrível Rudja, a francesa mais bacana que este sujeito conheceu até hoje. Beijos doces pra ela, e outros tantos beijos pro nosso sempre fiel leitorado. Até o próximo post!(enviado por Finatti às 16:30hs.)

A festa é nossa e sua: blogão zapper versão 7.0

 Os curitibanos do Charme Chulo: um dos grandes nomes do novo rock indie brazuca, animando a festa de sete anos do blogYeeeeesssss! Não tem pra ninguém este finde, hihi. Nada de SWU ou Planeta Terra. Muito menos Ok Go! No VMB, dia 16 de setembro. A parada é JÁ neste sábado, no sempre badalado e bombado clube Outs, lá no baixo Augusta, na região rocker mais fervida dos tempos atuais em Sampalândia. É lá na Outs (no 486 da Augusta) que vai rolar, a partir da meia-noite deste sábado, 21 de agosto, a festona de sete anos da Zap’n’roll, sempre o blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brazuca.São sete anos no ar (primeiro, em coluna semanal; depois, em versão blogueira). Tempo em que acompanhamos bem de perto toda a movimentação na cena rock independente nacional, no melhor da cena rock indie gringa, além de reportar e comentar todos os grandes lances da cultura pop dos dias atuais, falando de filmes, livros, vídeos, tv, os caralho. Nesse tempo todo o blog angariou milhares de leitores e admiradores (são cerca de 70 mil acessos por mês em nossa página), e também milhares de desafetos, críticos e detratores, como não? Afinal, o que seria do azul se todos gostassem do vermelho?Enfim, uma certeza nós – e também quem nos acompanha sempre – temos: a de que no mundo voraz, volátil, volúvel e veloz da blogosfera dedicada à cultura pop, onde a concorrência é cruel e predatória e onde blogs surgem e desaparecem num piscar de olhos, não é todo dia que um blog dura tanto tempo. Por isso mesmo, você é convidado zapper na Outs neste sábado, pra curtir tudo isso aí embaixo, e que vai rolar por lá:SHOWS* Dr. Spike: da novíssima safra indie paulistana, faz rock com letras em português e inspiração nas grandes bandas brasileiras dos anos 80’, como Capital Inicial e Legião Urbana. Tem um guitarrista do inferno na sua formação, o alucinado Márcio Félix.* Os Corleones: diretamente de Campo Grande (Mato Grosso do Sul) vem o grupo liderado pelo guitarrista e vocalista Állan Azambuja. Psicodelia, Beatles e garagismo sessentista formam o caldeirão sonoro da banda, que promete ser um dos grandes nomes do novo indie rock BR em 2011.* Alarde: a sensação grunge paulista, que lançou seu primeiro e ótimo cd este ano, e cujas letras junkies escritas pelo vocalista Luis Silva, deixam muitos “letristas” do pop brasileiro comendo poeira.* Charme Chulo: um dos melhores grupos do rock independente nacional. Já destacado em matérias de capa na Ilustrada (da FolhaSP) e na Rolling Stone, e com dois cds fodaços no currículo, o quarteto curitibano (atualmente radicado em Sampa), funde violas caipiras com o pós-punk britânico dos Smiths. O resultado é fodástico e só quem já viu o grupo ao vivo sabe o quanto a banda é sensacional. Imperdível é pouco!LINE UP DE DJS* Tati e Valentim: os residentes da Outs abrem a noite na pista, tocando sempre o melhor do rock de todas as épocas.* Pablo Miyazawa: aka “super monge japa zen”, rsrs. O querido editor da mega revista Rolling Stone participa pela terceira vez como dj convidado da festa de aniversário do blog. E sempre manda muito bem com seu set recheado de grunge e guitar bands inglesas e americanas.* Bruna Vicious e Rudja Catrine: a dupla de gataças promete estremece a pista da Outs. La Vicious já detona no clube uma vez por mês com um set nervoso de indie rock. Rudja, a francesa criada em Macapá e que está se mudando pra Sampa (afinal, ela vai se casar com o sujeito aqui no final deste ano), é uma das grandes agitadoras do rock alternativo no Amapá, onde escrevia um blog e também participava da organização do festival QuebraMar. Antenadíssima com as últimas novidades do rock alternativo, também deverá fazer um set arrasador.* André Pomba: o super dj mais badalado da noite paulistana, hoje. Comanda as duas noites mais bombadas do clube A Loca (a festa “Loucuras”, às quintas; e a matinê rocker “Grind”, aos domingos, que arrasta mais de mil pessoas pro fervido clube da rua Frei Caneca) e também já se tornou dj “residente” das festas de aniversário do blog.* Zap’n’roll: claaaaaro! A festa não poderia ser completa se o próprio blog não assumisse também as pick-up’s na pista da Outs. E isso vai acontecer lá pelas três e meia da matina de sábado pra domingo e, como sempre, vai ser show: o melhor do indie rock planetário, mais air guitar com guitarra de verdade na cabine, talagadas de vodka com energético pra enlouquecer o dj etc, etc, etc.Vai perder? Claaaaaro que não! Então, o blog te espera neste sábado lá na Outs, ok? Afinal a festa é nossa e sua também. Cola lá e vamos brindar juntos mais um ano de putaria rocker, uhú!Um line up de djs pra incendiar qualquer festa: Zap’n’roll e o querido e super André Pomba, dom Pablito Miyazawa (o homem da Rolling Stone), empunhando seu baixo super zen, e as gataças Rudja Catrine e Bruna Vicious. É hoje, sábado, na Outs. Vai perder?——————–* E por hoje é só isso mesmo. O blogão tá na pilha com os preparativos da festa por isso não vai estender muito o papo por aqui, sendo que na semana que vem voltamos às nossas transmissões “normais”, quando iremos falar dos novos discos do Paris Le Rock e dos Cartolas, além de um monte de outros assuntos. Pode esperar!* Sim, sim: o maleta Mars Volta está no SWU. Zap’n’roll tentou assistir ao show deles no Tim Festival de 2005, se a memória do sujeito aqui não estiver mega falha. Foi no mesmo Tim Fest que rolaram showzaços do Primal Scream e da deusa P.J. Harvey. Enfim, o blog aguentou assistir a metade do show do Mars Volta. Depois, caiu fora porque o saco realmente havia estourado.* Programas legais pra este finde? Oxe, bora lá: tem showzaços do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria junto com o sempre agitado Johnny Suxxx amanhã (sextona rocker), lá no Inferno Clube (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa)./// E no sábado, além da festona zapper na Outs, você também pode curtir o show de lançamento do primeiro álbum do quarteto Paris Le Rock lá no Belfiori (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de Sampa)./// E terminando o finde em mega estilo, o blogão zapper fecha as comemorações dos seus sete anos com super dj set na domingueira Grind, comandada pelo amado André Pomba, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo).* Ok, ok, você quer ir na Outs e na Loca mas está na pindaíba, né? Corre então no finatti@dynamite.com.br, ou no hfinatti@gmail.com, que lá estão em promo relâmpago:* Dois pares de convites pra curtir a balada na Outs no sábado, e na Loca no domingo, okays? Os vencedores serão avisados por email até o final da tarde deste sábado.* E é isso. semana que vem voltamos com muuuuito mais, como sempre. E vai preparando o dedo no mouse que no próximo post entram promo de ingressos pro SWU e pro show do She Wants Revenge, dia 9 de setembro na Clash Club, em Sampa.Falouzes??? Então tá. Sábado o blog te espera lá na Outs. Até lá!(enviado por Finatti às 16hs.)

A hora é agora! (do grande rock independente brazuca e de bandas como Stereovitrola, Cartolas e Paris Le Rock) (versão final: 13/08/2010)

  Eles são fofos e estão com disco novo e a caminho do BrasilExato! A hora é agora! Lollapalloza no último finde? Já foi muito bem esmiuçado por competentes blogs vizinhos, como a sempre querida Popload e a Ilustrada no Pop, escrita pelo chapa Thiney. Discão do Arcade Fire? Já foi destrinchado aqui, na semana passada. Novo do Interpol? Hum… esse aí teria “vazado” na web já há dias, todo mundo começou a falar e de repente… nenhuma resenha do dito cujo publicada até o momento em lugar nenhum. Este blogão, sempre atento às movimentações dos grandes lançamentos e “vazamentos” do rock planetário, continua de olho e assim que “capturar” o discão, irá falar dele por aqui, claaaaaro. Mas continunando: mega festivais como SWU e Planeta Terra? Ok, ok, já falamos e vamos continuar a falar. Shows que vão mudar nossas vidas por aqui em breve, como Belle & Sebastian e Arcade Fire? Tá bom, o blog vai falar também sobre. Masssss… o que interessa mesmo, neste post, é voltamor nosso olhar para aquela cena que tornou Zap’n’roll um diferencial na blogosfera dedicada à cultura pop e ao rock alternativo: falar das grandes bandas do indie rock brazuca, e que estão movimentando a cena como nunca nestes dias. Aí, lendo estas linhas rockers bloggers, você pode saber do lançamento do disco de estréia do Paris Le Rock. Ou da vinda da macapaense Stereovitrola pra Sampa mês que vem. Ou, ainda, do showzaço do fodástico grupo gaúcho Cartolas, que rola nesta sexta-feira no clube Inferno, em Sampa. Certo, mano? Então siga-nos (aqui mesmo ou no Twitter do blog, em www.twitter.com/zapnrollfinatti) porque, definitivamente, a hora é agora!* A única nota realmente chata do último finde é que o blog perdeu sua discotecagem em Macapá, na “Festa nunca termina” e que, segundo relatos da amada Rudja e amigos do Norte, foi realmente sensacional. Culpa da Gol, óbvio, que estava um autêntico caos a semana passada toda. Sem problema. Rudja estará semana que vem em Sampalândia, para estrear como dj na festa de sete anos do blog lá na Outs. E em setembro o blog volta a Macapá, no feriado da independência.* QUE FIM LEVOU FIONA APPLE? – é a pergunta que estas linhas zappers fazem enquanto este texto vai sendo batucado no teclado do pc. Fiona, gênio precoce do rock underground americano dos 90’, simplesmente sumiu de circulação há um bom tempo. E o blog se lembrou da garota neste exato instante (madrugada de quarta pra quinta-feira) porque o Lab Teco Apple, da MTV, passou o (ok, já um tanto batido, mas ainda assim fodástico) clip de “Criminal”, o hit single (se é que podemos chamá-lo assim) de seu álbum de estréia, “Tidal”, lançado em 1996. Naquela época, FA tinha apenas 19 aninhos de idade, era uma gostosura absurda (deve continuar sendo, pois está atualmente com 33 anos) e cantava pra caralho, compunha canções acachapantes ao piano e tinha um feeling animal como melodista e vocalista. Não foi à toa que a crítica caiu de joelhos diante da sua estréia em disco. Mas Fiona era, digamos, subversiva e “junky” demais pra chegar ao populacho naquela época – algo que hoje Amy Winehouse conseguiu sem grandes problemas, mesmo pipando toneladas de crack e se entupindo de cocaína e heroína. Até hoje o vídeo de “Criminal” impressiona pelas suas imagens: Fiona desfila de calcinha e suitã boa parte do tempo (quando não está semi nua), e sua expressão é a de quem está numa trip sem fim de chapação pesada de drugs. Fora que seu rosto descomunalmente belo e sua expressão de putaça ordinária (daquelas que devoram sem dó machos e fêmeas sedentas, daquelas que urram e gritam a cada estocada de rôla em sua xoxota desvairada, ou a cada lambida em seu grelo inchado e teso) enlouquecem e assustam ao mesmo tempo quem assiste o clip. Foi, claaaaaro, um choque no mondo pop. O disco até que vendeu razoavelmente e Fiona lançou mais dois álbuns, ambos também bastante elogiados (“When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King”, de 1999, e “Extraordinary Machine”, editado em 2005). Mas depois disso, a garota simplesmente desapareceu. Seu último disco de estúdio saiu há cinco anos. É um hiato enorme para estes tempos de cultura pop fast food, rápida e absolutamente descartável. E o rock anda careta e bunda-mole demais. Ele está precisando de uma bad girl como Fiona Apple. Fica então, a nossa torcida daqui para que ela ressurja com um discão o mais breve possível.Linda, sexy, junky, putona e canta pra caralho. Ou seja: tudibom!* Sim, sim, todo mundo já  viu alguma vez o vídeo de “Criminal”. Mas ele é tão genial e fodido (como a música em si, aliás), que não dá pra resistir: dá uma “recordada” nele aí embaixo:Fiona Apple – “Criminal”* E o novo disco dos amados escoceses do Belle & Sebastian se chama “Write About Love” e sai lá fora mês que vem. E, yep, eles estão a caminho do Brasil – assim como o Arcade Fire também está. Ou seja, este final de 2010 vai mesmo entrar para a história, pelo menos em termos de shows gringos por aqui.A capa do novo disco dos amados Belle & Sebastian* Aliás, “The Suburbs”, a nova obra-prima dos canadenses do AF, simplesmente aterrisou em primeiro lugar na parada da Billboard desta semana. Estaremos voltando aos bons tempos em que o Nirvana chutou Michael Jackson e Madonna do primeiro lugar da Billbo, e se instalou lá com o seu inesquecível “Nevermind”?* E “Hurley”, o novo álbum do amado indie nerd Weezer, chega às lojas em 14 de setembro. A capa do disco (essa aí embaixo), estampa o ator Jorge Garcia, que fazia o papel de… Hurley, oras, na maleta série “Lost”, pela qual a humanidade babava ovos mas que Zap’n’roll sempre achou um saco. Enfim, o track list do novo cd do Weezer é este:1 – “Memories”2 – “Ruling Me”3 – “Trainwrecks”4 – “Unspoken”5 – “Where’s My Sex?”6 – “Run Away”7 – “Hang On”8 – “Smart Girls”9 – “Brave New World”10 – “Time FliesLost? Nope, apenas a capa do novo cd do Weezer* E, sim, o Weezer merece todo o respeito do mundo e tals. Mas… será que eles ainda conseguem fazer rock relevante?* “Hey!!! Espera o inverno chegar/Hey!!! Quem é o último superstar/Sem ter noção de quando/A tempestade vai passar/Sair pisando na água/Megulhar no líquido céu/Hey!!!/Entendo quando Arnaldo/Perdeu a noção de realidade/Louco ou mutacional além do mar”. Isso é Stereovitrola. E a música se chama “Brother Arnaldo”, faixa de “No espaço líquido”, segundo disco da banda, editado já há uns dois anos. A música é uma clara homenagem ao gênio louco  Arnaldo Baptista. E a Stereovitrola, de quem estas linhas bloggers já falou bastante no ano passado, logo após a segunda edição do festival macapaense QuebraMar, periga ser uma das dez melhores bandas do novo rock brasileiro atual. Com certeza “No Espaço Líquido” é o melhor disco de rock independente nacional dos últimos tempos e o sujeito aqui passa às vezes madrugas inteiras ouvindo-o várias vezes. Enfim, o grupo toca em Sampa no dia 9 de setembro. E até lá ainda vamos falar muito dele aqui, pode esperar.* Yo La tengo também no SWU. Bacana! O trio indie americano também vai tocar no SWUO GRANDE INDIE ROCK BR ATACAEnquanto fala-se muito nos mega festivais que irão agitar o país agora no segundo semestre, como o SWU (em outubro, em Itú, interior paulista) e o Planeta Terra (em novembro, em Sampalândia mesmo), Zap’n’roll notou, dando sua costumeira “voltinha” na blogosfera dedicada à cultura pop e ao rock alternativo, que pouco tem se falado ali sobre a movimentação atual na indie scene nacional. E qual o motivo para esse “silêncio”? Falta de boas bandas? Talvez. De bons lançamentos novos em disco (seja na web ou mesmo no velhusco cd)? Pode ser também. E dos vindouros festivais da Abrafin de agora até o final do ano (como Calango, Varadouro, Se Rasgum etc), então? Lhufas.É uma pena que a movimentação da cena não esteja repercutindo como deveria em mídia impressa, sites, blogs etc. Porque, sim, apesar da excassez de bons novos grupos ou de bons lançamentos, eles continuam a acontecer. Por exemplo: na última terça-feira, aqui mesmo em Sampa, rolou o show de lançamento do primeiro álbum do grupo Paris Le Rock, sobre o qual você já leu aqui no blog e vai ler mais nos próximos posts. O PLR é tudibom: tem uma cantora charmosa e estilosa, boas composições, boas e curtas canções tramadas com guitarras bacanas e melodias idem. Uma raridade aliás no cenário under paulistano atual, onde sobram bandas e falta qualidade.Não só: quem for ao Inferno Club, também na sempre agitada e nervosa capital paulista rocker, nesta sexta-feira (leia-se hoje), vai poder conferir show dos gaúchos Cartolas. É um dos melhores grupos da atual indie scene nacional e possui uma sonoridade rigorosamente inclassificável. É rock? Yep, mas abarca tantas referências legais que acaba se tornando reducionista demais dizer que os moleques são “isso” ou “aquilo”. Só ouvindo os dois discos que eles lançaram até o momento e indo vê-los/ouvi-los ao vivo pra entender.O sensacional Stereovitrola: direto de Macapá, um dos melhores grupos do novo rock indie nacionalE tem também a Stereovitrola, laaaaaá de Macapá, de quem já falamos mais acima aqui mesmo neste post. A Stereo vai estar em Sampa mês que vem. Toca aqui no dia 9 (mesma data do show do duo americanmo She Wants Revenge na Clash Club, wow!). E vem mostrar toda a sua psicodelia e eflúvios do pós-punk inglês dos 80’, através das fodaças músicas e letras escritas pelo vocalista e guitarrista Juan Patrick. Dá gosto ouvir sem parar “No espaço líquido”, o disco de estréia deles (sendo que o grupo também possui um ep lançado). E incrível é que Zap’n’roll ainda não conseguiu ver um show inteiro da banda. Pretende fazer isso no dia 9 de setembro.Enfim, a cena anda se movimentando sim. E o blogão zapper que sempre a acompanhou de perto vai continuar observando essa movimentação atentamente. Nosso dileto leitorado, que há sete anos prestigia estas linhas rockers bloggers, pode esperar mais sobre estas bandas e outros grupos igualmente legais em nossos próximos posts. Aguardem!O BLOGÃO ZAPPER INDICA E COMENTA* Ingressos pro Camping do SWU: os preços estão pela hora da morte, todo mundo já tá sabendo. Agora, curioso mesmo foi a pesquisa feita pelo jornalista e blogueiro Rodrigo Salém: ele descobriu que, pelos preços cobrados pela organização do SWU pro pessoal poder acampar no festival, dá pra se hospedar em alguns hotéis de luxo da capital paulista. Uia!* Mais bandas nacionais no SWU: a produção do festival acaba de anunciar a inclusão do Glória, do Black Drawing Chalks e do… Teatro Mágico no line up do evento. Sem comentários… * Festival em Sorocaba: vai mesmo rolar por lá o Usina Festival e que, por enquanto, fechou com as seguintes bandas: Volantes, Subburbia, Hmblockbuster, Blank_Tapes (EUA), Osrelpis, Volpinagem e Tijolo. Fora que o evento vai marcar o comeback de uma lenda do rock pós-punk paulistano dos 80’, o Vzyadoqmoe. Yep, você jovem leitor destas linhas bloggers nunca ouviu falar deles, mas o Vzyadoq causou comoção na indie scene paulistana naquela época, com suas letras que desfiavam visões de morte à la Augusto dos Anjos e a música que era amalgamada em instrumentos metálicos (como latas e tambores), ao estilo dos grupos de rock industrial alemão também daquela época. O vocalista era o Fausto Marthe – e que hoje, assinando seu verdadeiro nome, Marcelo Marthe, é um dos repórteres de música da editoria de variedades da revista Veja. Enfim, assim que o blog tiver mais infos a respeito do Usina Festival, ele irá divulgá-las aqui, óbvio. Mas apenas pelo fato de o Vzyadoq estar na parada, já vale uma ida até Sorocaba.* Disco: faça um favor aos seus ouvidos. Vá até o MySpace da banda, e ouça o disco “No espaço líquido”, da Stereovitrola. www.myspace.com/stereovitrola* Filme: é cinemão de ação mas “Salt”, com a sempre tesudíssima Angelina Jolie, vale e muito sua ida até o cinema.* Baladas: semana que vem, já sabe! Mega festa de sete anos do blogão campeão quando o assunto é rock alternativo e cultura pop. Vai rolar dia 21 de agosto, sábado, lá na Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), com showzaços dos Corleones, do Vila Vintém, do Alarde e do graaaaande Charme Chulo. O line up de djs na pista, então, vai ser um escândalo: Tati e Valentim (os residentes da Outs), mais os super André Pomba e Pablo Miyazawa, as gatíssimas Bruna Vicious e Rudja Catrine, e Zap’n’roll, claaaaaro! Vai ser loki de perder? Buenas, enquanto a festona não chega, dá pra ir tranquilo hoje, sexta 13 (brrrrr…) no Inferno Club (também na Augusta, mas no 501), quando vai rolar noitada fodona com as bandas Cartolas e Sabonetes. É lá que o sujeito aqui vai enfiar o pé na lama nesta “naite” de sexta, hihi.QUER PRÊMIOS???Oxe, quem não quer, no? Então se liga: vai lá no hfinatti@gmail.com, que o blog põe na roda agora:* Duas cópias do álbum de estréia do grupo Paris Le Rock;* Outras duas cópias dos dois álbuns do grupo Cartolas;* E dois pares de convites pra você ir curtir, na faixa, a festa de sete anos do blog, semana que vem na Outs.Fora isso vai preparando o dedo no mouse que logo menos irão pintar por aqui INGRESSOS NA FAIXA pro show do She Wants Revenge e pros festivais SWU e Planeta Terra. Calma que o blogon está agilizando essas paradas todas e daqui a pouco as promos entram pra valer no ar, okays?BYE BYE GALEREO finde chegou e com ele Zap’n’roll se vai pra esbórnia, rsrs. Mas semana que vem voltamos no pedaço, beleusma? Até mais então!(finalizado por Finatti em 13/08/2010, às 5hs.)

Arcade Fire e Vila Vintém são as bandas! (agora vai!) Mais: as festonas dos sete anos do blog e a grande questão: o Rage Against vale mesmo quanto custa???

 Arcade Fire (acima) e Vila Vintém: a ponte Canadá/Amapá mostrando o melhor do rock atual* É, foi maus… o post anterior ficou sem conclusão. Gripe combinada com preguiça e etc. Desculpaê. Mas agora vamos botar esse treco pra funcionar porque a semana vai ser curta e quente por aqui.* Não se fala em outra coisa no mondo pop. “The Suburbs”, o novo discaço do Arcade Fire, finalmente ganha as lojas do mundo hoje. Capa da NME (como já mostrado no post anterior), assunto principal de todos os blogs que importam (como o “vizinho” Popload), sendo que até o nosso querido chapa ranzinza e rigoroso Dum De Lucca aprovou o disco, como ele disse ontem em papo telefônico com Zap’n’roll. Entonces, o que fazemos? Falamos enfim do álbum logo mais aí embaixo, oras.* E falamos também, neste post, das festonas que vão agitar todo o mês de agosto e vão comemorar os sete anos de existência do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brazuca – esse aqui mesmo, hihi. A esbórnia já começa neste finde lá na longínqua Macapá. E vai ter também na Outs, no clube A Loca etc. Vai lendo aí embaixo que você ficará sabendo de todos os detalhes.* Bien, bien, Avenged Sevenfold e Queens Of The Stone Age vão mesmo engrossar o line up do SWU. Ambos tocam na última noite do festival, dia 11 de outubro. Tudo ótimo, tudo lindo, mas Zap’n’roll continua achando uma barbaridade o custo pra curtir o festival de Itulândia. E estava conversando a respeito disso ontem, com a nossa sempre dileta amiga Adriana Ribeiro. O blog e ela fizeram as contas: com preço dos tickets, mais gastos com rango (que tem que ser comprado lá, não se pode levar comida pro festival), camping etc, quem for nas três noites do SWU vai gastar, no mínimo, mil reais. Sem caretice, mas não é muuuuuita grana pra se torrar num festival? Cadê o espírito rocker da parada, da organização, o mesmo espírito que norteou o lendário Woodstock? Óbvio que ninguém aqui está defendendo que seja tudo de grátis em Itú – nem seria possível isso, mesmo que o evento conseguisse milhões em patrocínio. Mas um pouco de bom senso em relação aos preços divulgados pela produção do evento, seria muito bem-vindo.* Fora que estão superestimando demais a participação do Rage Against The Machine nessa parada do SWU. Yep, o blog vai abrir a boca agora e desafiar o coro conformista daqueles que acham que a banda de Zack De La Rocha e cia. é um nome inatacável da história do rock. Que o RATM possui uma importância fodida e histórica dentro do rock mundial, ninguém duvida. Que a banda possui uma sonoridade fodona e é ultra-politizada, todo mundo também está careca de saber. Mas, e daí? Se você parar pra pensar friamente a respeito dos caras, eles tiveram de fato um grande e único hit, a espetacular “Killing In The Name” e fizeram toda a sua carreira em cima dele a partir de então. “Killing In The Name” faz parte do primeiro e homônimo disco do grupo, lançado em 1992 e ainda o grande álbum deles (depois a banda lançou apenas mais quatro discos, sendo que o último saiu em 2003). De lá pra cá, o Rage Against sobrevive muito mais em cima da sua fama e do mito criado em torno de si, do que propriamente por méritos artísticos relevantes. Além disso, é muito fácil posar de artista esquerdista e anarquista em um país como os EUA, onde qualquer posição minimamente à esquerda já é considerada como “comunista” e contra o governo. E também é muito fácil berrar em cima de um palco contra opressão política e social, quando se ganha cerca de um milhão de dólares por show, pra fazer esse papel. Né?Rage Against The Machine: quem não quer ser do contra por um milhão de dólares?* Outra banda escalada para o SWU, o Kings Of Leon, anuncia seu novo disco para outubro, mesmo mês do festival em Itú. O disco, com lançamento marcado para o dia 18 (exatamente uma semana após eles tocarem por aqui), vai se chamar “Come Around Sundown”.* Enquanto isso, o primeiro lote de ingressos pro Planeta Terra, que rola dia 20 de novembro em Sampa, e que custavam R$ 160 pilas cada, já foi pro saco. Lembrando que no Terra estão confirmados Smashing Pumpkins, Pavement, Gorillaz, Hot Chip e Phoenix, por enquanto. Vem mais por aí…* E esta loiraça aí embaixo, que você conhece muuuuuito bem, diz na nova edição da revista Vanity Fair, que parou de dar sua xota pros machos pra não perder a criatividade. Se a moda pega…* Buenas, sem mais delongas (pois o tempo é curto esta semana e o blog está indo pro Amapá  nesta sexta-feira pela manhã, logo após cair no show do Vive La Fête no Comitê Club, no baixo Augusta), vamos lá! Arcade Fire aí  embaixo, com toda honra e glória.O DISCO DE 2010 – ATÉ AGORA…O grupo canadense Arcade Fire existe há sete anos. Foi formado em Montreal, em 2003 e lançou até agora três álbuns – sendo que o mais recente, “The Suburbs”, chegou ontem às lojas americanas e européias (embora ele já esteja flanando há semanas pela web), e deve ser lançado em edição nacional em breve. Pode parecer pouco por um lado. Mas nestes dias velozes,voláteis e hiper fugazes e descartáveis da cultura pop via mundo virtual, uma banda durar sete anos e três discos já a faz ser considerada “velha”, a torna “veterana”. É um caso raro nos tempos atuais e o AF sabe disso. Assim como sabia que, se não lançasse um disco no mínimo sensacional, sua obra e sua carreira estariam fadadas ao esquecimento rápido. Porém, este “The Suburbs” mantém o grupo entre os melhores surgidos no rock alternativo mundial nos anos 2000. E é um cd que poderá se tornar um pequeno clássico de seu tempo, daqui a alguns anos.Não é um trabalho fácil, que “ganha” o ouvinte na primeira audição. Assim como não era “Funeral”, a magistral estréia do conjunto em 2004 e que além de ganhar fãs ao redor do mundo, ainda arrebanhou admiradores como David Bowie, por exemplo. Pois se em “Neon Bible” (o segundo disco, editado em 2007) o Arcade Fire mostrou um certo cansaço criativo em relação à sua estréia, no novo album, que levou três anos para ser gestado, a força artística dele ressurge plena e arrebatadora. Não é fácil entender a dinâmica musical de um grupo que, de sacada, possui uma formação inconstante (usualmente, um sexteto) e que, nos shows, costuma reunir dez pessoas no palco.The Suburbs: sério candidato a disco de 2010Além disso, tudo encanta no processo musical da banda: suas melodias a um tempo melancólicas e dançantes; sua pulsação rítmica que muitas vezes evoca os rituais das tribos indígenas canadenses; a variedade de instrumentos utlizada na composição harmônica de cada música; e os jogos vocais tramados pelo letrista, compositor e guitarrista Win Butler, seu irmão William e a violinista e também vocalista Régine Chassagne. A junção de todos estes elementos torna a música do Arcade Fire de tal forma rica que você custa a acreditar que se trata de um grupo pop, com canções altamente palatáveis, assobiáveis e dançantes. E elas são tudo isso. E ainda assim são ótimas, em todos os sentidos.Há um vasto oceano de matizes sonoros presentes nas dezesseis canções de “The Suburbs”. Tudo começa com a delicadeza sessentista, reflexiva e algo sombria (mas nem por isso menos empolgante) da faixa-título. Daí em diante, é um desfile de surpresas e novos detalhes que vão sendo revelados a cada nova audição. Há uma banda quase etérea e acústica em determinado momento (em “Half Light I”, belíssima com seus violões e pianos e o suave e triste vocal de Win), e altamente elétrica, quase heavy, em outro (como no single “Month Of May”). E há Régine Chassagne evocando a new wave do Blondie, além de faixas que podem ser consideradas como das melhores produzidas no rock nos últimos anos – caso das sensacionais “Modern Man”, “Empty Room”, “City With No Children” ou ainda “Suburban War”, esta última uma das preferidas do blog dentro de um cd no mínimo incrível, em sua extraordinária sensiblidade musical e estética.A resenha publicada pelo site da BBC chegou a considerar “The Suburbs” como sendo “defensavelmente melhor do que ‘Ok Computer’”, o hoje clássico do Radiohead. Trata-se de um evidente exagero, claro. Mesmo porque as duas bandas e os dois discos são muito diferentes entre si. Mas a cada nova audição, fica também muito claro que o terceiro álbum do Arcade Fire poderá se tornar também um pequeno clássico daqui a alguns anos. No mínimo, já pode ser considerado, por enquanto, como o melhor disco deste 2010 que já caminha para seu final.VILA VINTÉM E O GRANDE ROCK AMAPAENSEEstas linhas rockers bloggers voltam a falar do grupo Vila Vintém, incrível formação egressa lá da distante Macapá (capital do Amapá, no extremo Norte brasileiro), e que já foi falado aqui neste espaço pop/rock online, tempos atrás, em texto assinado pela sempre antenada Rudja Catrine, uma das grandes fãs da banda. Pois como o VV será uma das atrações da festa de sete anos do blog, no próximo dia 21 de agosto na Outs/SP, e como Zap’n’roll não pára de ouvir seu primeiro disco (em uma cópia em cd-r; ele também está disponível para download completo na web e a versão física e oficial deverá ser lançada em breve), vamos explicar aqui novamente porque o grupo é fodão.Formado pelo vocalista, guitarrista e letrista Diego Moura, pelo também guitarrista Rafael, pelo baixista Gabriel e pelo baterista Fabrício (além das eventuais colaborações do tecladista Charlie Gibson), o Vila Vintém existe há cerca de cinco anos. Já se chamou 12 Volts e teve outro line up. Com os integrantes atuais, faz shows constantes nos bares de rock da capital do Amapá e, ao viajar para Sampa daqui a duas semanas, estará saindo pela primeira vez da cidade onde nasceu para mostrar no distante Sudeste e na maior metrópole do país que, sim, é possível fazer rock de qualidade longe dos já saturados centros difusores de cultura do país.E o Vila Vintém é  fodão. Com uma sonoridade que remete tanto ao rock básico quanto a eflúvios de grunge à la Pearl Jam ou, ainda, a uma estranha mas bem-vinda emulação de um Los Hermanos mais rocker (impossível não achar que a inflexão de Diego não é parecida com a de Marcelo Camelo), o VV possui uma concepção melódica e poética que exala desencanto e imagens de desalento e desilusão com a condição humano e os relacionamentos de amor. Tudo isso embalado por uma seção musical poderosa e sólida, que dispara tanto approachs de rock setentista com ótimos solos de guitarra (como em “Transtorno bipolar”), como pode evocar até referências flamencas (nos violões e castanholas de “Corpos celestes”). E tudo filtrado pelo olhar altamente sensível do vocalista Diego, um estudante de direito de vinte e cinco anos de idade, com visual hippie (barba e óculos de lentes grossas), que escreve polaroids de um mundo onde não há grande felicidade ou satisfação em estar vivo.O vocalista Diego Moura (acima) e a capa do primeiro álbum do Vila Vintém: a banda é fodona!Yep, há pecadilhos aqui e ali na estréia da banda. Como a sonoridade algo confusa e indefinida em algumas faixas, ou a utilização de elementos desnecessários em outras (como o teclado com timbre cafona em “Charlatão”, que ficaria bem melhor sem o dito cujo). Mas, em compensação, há músicas incrivelmente belas e acachapantes, como “Megatons”, “Dona dos pés” e a fantástica “Escravo de Jó”, a simbiose inimaginável entre bolero, guarânia e rock – e isso, concebido por uma banda de… Macapá!!!Sim, idiotas e arrogantes sudestinos (e eles existem aos montes por aqui) vão bombardear o blog por causa deste texto sobre o Vila Vintém. Para essa turma otária não existe rock ou cultura possível fora dos limites de Sampalândia ou Rio ou os caralho do Sudeste. Falar de rock feito por uma banda em Macapá, então, é heresia e papo de jornalista “limitado” e que não entende nadica de nada. Pois Zap’n’roll está chapado há dias com o cd do Vila e acha que a banda forma, junto com a Mini Box Lunar (que já “convenceu” e encantou a intelligentsia formadora de opinião do Sudeste) e a Stereovitrola (de quem o blog também já falou, sendo que este grupo também desembarca em Sampa para shows no mês que vem), a trinca dos melhores grupos da capital do Amapá. Desculpaê, mas o rock independente feito atualmente no Sudeste é que está uma droga indefensável, e está na hora de admitir que as melhores bandas do novo cenário brasileiro estão, hoje, surgindo beeeeem longe do eixo Rio-Sampalândia. O blog vai mais longe e arrisca a dizer que não existe nesse momento, em São Paulo, um grupo novo tão bom quanto o Vila Vintém.Duvida? Vai aqui: http://www.4shared.com/dir/qIYB_OFp/sharing.html e ouça (e baixe, se gostar) as músicas da banda. Pra saber mais sobre eles: www.twitter.com/vilavintem . E pra contatar a banda: bvilavintem@gmail.com . E não se esqueça: eles tocam dia 21 agora, na festona de sete anos do blog, com muito orgulho e satisfação para estas linhas zappers. Oportunidade imperdível para ver, ao vivo, uma banda que tem tudo para ser um dos grandes nomes do novo rock independente brasileiro.VILA VINTÉM – UMA LETRA“Megatons” (Diego Moura)Outra dose pra tomarSempre em sono matinalSem descarga pra puxarProlifera em vendavalContemplando cada grãoDo meu dano cerebralCada verso da cançãoMe fazendo racionalIronizo a manhãPerguntando para o céuSe a nuvem é de lãMeu casaco é de papelMe dissolvo em calafrioVejo a nitidez do arFoi o que me sugeriuUm quadro fácil de pintarOutra fuga planejarCiclo de perseguiçãoRastejante me guiarVislumbra um portãoVou pisando no vazioLatejando megatonsA sirene me ouviuVolto a velhas decisõesDa janela mergulharCaio a pleno vaporEnganando com o olharCom trejeitos de robô Vago em outra dimensãoVejo o céu anuviarColidindo em profusãoAcidente nuclearLatejando megatons…——————–E PRA INCENDIAR AGOSTO…Yesssss! Zap’n’roll chega ao seu sétimo ano de existência online (quantos blogs dedicados ao rock alternativo e à cultura pop conseguem durar tanto tempo, em um mundo tão volátil e fugaz quanto o virtual?) agora em agosto e vai botar pra foder durante todo o mês, com festonas que já começam nesta sexta-feira em Macapá, quando rola por lá “A festa nunca termina”. Claro, inspirada no já clássico longa “24hours Party People”, a esbórnia rocker vai contar com discotecagem destas linhas zappers, além de show do sempre fodão Stereovitrola.E não só: dia 21, sábado, é a noite da grande festa de sete anos do blog, lá na Outs/SP. Além dos showzaços do Vila Vintém, dos Corleones, do Alarde e do graaaaande Charme Chulo, o povo ainda vai poder se acabar na pista com as discotecagens do blog e também da Tati e Valentim (os residentes da Outs), além das gataças Bruna Vicious e Rudja Catrine, e dos feras e queridaços André Pomba e Pablo Miyazawa (o super monge japa zen editor da Rolling Stone).E pra encerrar tudo com chave de ouro, Zap’n’roll ainda ataca nas pick-up’s do clube A Loca no domingo, dia 22, quando vai ajudar a bombar ainda mais a já mega clássica noite Grind, comandada há doze anos pelo super dj André Pomba.E aê, vai perder alguma dessas baladas? Melhor não, senão depois o arrependimento vai ser graaaaande, hihi. O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: não tem nem o que discutir. “The Suburbs”, o novo do Arcade Fire, é o grande lançamento desta semana.* Filme: “Salt”, com Angelina Jolie. É cinemão, é diversão mas tem Jolie na parada, e isso faz toda a diferença.* Balada fodona: o Vive La Fête toca nesta quinta-feira (mais conhecida como amanhã) em Sampa, lá no Comitê Clube, grudado no StudioSP, no baixo Augusta, região central de Sampa. Quer ir na faixa na esbórnia? Email djá pro hfinatti@gmail.com.br, que o blog descolou um ingressinho pra dar pra algum(a) sortudo(a) que está a fim de ir lá. Na mensagem você desesperado leitor zapper, deve colocar um telefone pra contato, pois o blog irá avisar o vencedor amanhã à tarde por fone, ok?* Mais baladas? Vem que tem: sabadón vai ferver no baixo Augusta, com show do We Are The Clash na Outs (rua Augusta, 486) e mais a já consagrada festa “Pop&Wave”, dedicada aos anos 80’, lá no Inferno Club (na mesma Augusta, mas mas no 501). Enquanto isso, laaaaaá em Macapá, o blog estará agitando e discotecando na festona “A festa nunca termina” nesta sexta-feira, 6, no clube Mosaico. Beleusma, né? E AQUELES VELHOS PRÊMIOS…Estão saindo pra esse pessoal aê:* Débora Souza Ruiz  (Salvador/BA), fica com o disco solo tripo do grande Messias;* Ricardo Grillo (São Paulo/SP), vai receber o disco de estréia do Girls;* Amanda Freitas Ariane (São José dos Campos), faturou o disco de estréia do grupo Fundrivers;* E Edilson Rock’n’roll (?) (Assis/SP), vai receber o segundo disco do trio Zefirina Bomba.E calmaê que tem mais! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que além do ingresso para o show do Vive La Fête amanhã em Sampa, tem também em disputa:* Um kit com dois cds do Vive La Fête;* Outros dois kits com, cada um, um par de convites pra festa de sete anos do blogão zapper dia 21 de agosto na Outs, mais os dois álbuns do grupo curitibano Charme Chulo, que vai tocar na festona;* E outro kit com dvds e cds da sempre amigona gravadora ST2.E TCHAUZES!!!Post no ar e blog indo cuidar da vida. Amanhã estamos no Vive La Fête, em Sampa. E sextona em Macapá, wow! Então, beijos na galere que semana que vem voltamos com muuuuuito mais. Até lá!(enviado por Finatti às 17:40hs.)