AMPLIAÇÃO FINAL! Com a festa rock bacana que rola neste domingo (24 de junho) em Sampa, em torno do primeiro niver do programa de radio B-Pop – Aeeeeê!!! O novo postão zapper chega chegando, em pleno reinado do cuzão campeonato mundial de futeMERDA. Só que aqui a programação segue NORMAL e NADICA de Copa Do Mundo (pros paga paus otários que amam essa ogrice esportiva em nível hard, tem a rede Golpe de televisão para manter todos informados em tempo integral); nesse post falamos sim que um gigante lendário da indie scene nacional, o paulistano Pin Ups, está novamente no estúdio, gravando seu primeiro disco inédito em quase vinte anos; mais: depois de ter sido referência na imprensa nacional de cultura pop e de vender horrores nos seus primeiros anos de vida, a edição brasileira da revista Rolling Stone chega a um fim total vexatório e melancólico, derrotada pela crise econômica ultra cruel do triste bananão tropical, e por uma equipe de redação formada por alguns dos PIORES jornalistas musicais brasileiros dos últimos anos; e mais isso e aquilo em um post que está como sempre em gigante construção, começando agora e longe ainda de terminar. Vai lendo aê! (post ampliado e finalizado em 23/6/2018)

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A cultura pop e o rocknroll estão morrendo na era da web mas alguns autênticos HERÓIS e sobreviventes teimam em resistir, como o grupo indie guitar paulistano Pin Ups (lenda cult da cena under nacional dos anos 90, acima), que está em estúdio preparando seu primeiro disco de inéditas em quase duas décadas; mas nem todos conseguiram resistir à derrocada da imprensa dedicada à cultura pop, lá fora e aqui também: a edição brasileira da revista Rolling Stone (abaixo, com Frejat na capa mais recente) anunciou que encerra suas atividades em agosto próximo

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MAIS MICROFONIA

***Com esse postão já sendo encerrado na tarde do sabadão (23 de junho) em si, vamos deixar novas notas importantes aqui no Microfonia para a semana que vem. Mas lembrando que JULHO será o mês de Zapnroll e do livro “Escadaria para o Inferno”, já que haverá festas e eventos envolvendo ambos, a saber: no dia 26, quinta-feira, haverá novo lançamento com noite de autógrafos e bate papo com o autor (este que escreve estas linhas rockers bloggers) no SESC da avenida 9 de julho (na região central de São Paulo), a partir das 7 da noite, com entrada gratuita. Na noite seguinte, 27 de julho, o blog faz DJ set especialíssima no sempre bombado open bar do inferno no Clube Outs (na rua Augusta, 486, centrão de Sampa), em bebemoração aos quinze anos do bar rock mais clássico do baixo Augusta e também aos quinze anos de vida zapper. E no domingo, 29, será a vez de comandarmos as pick up’s no Grind, a domingueira rocknroll pilotada pelo super DJ André Pomba e a mais badalada do Brasil há vinte anos. Tá bom, né? Sendo que nos próximos posts iremos dando mais detalhes a respeito desses eventos todos, beleusma?

 

***De modos que em breve voltamos então com novo postão e muito mais Microfonia nele. Inté!

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Zapnroll lança novamente o livro “Escadaria para o inferno”no final de julho em uma unidade do SESC SP. No mesmo mês também haverá duas novas DJs set do blog, comemorando nossos quinze anos de existência, e que irão acontecer no Clube Outs e na festa rocker Grind

 

MICROFONIA

(radiografando a cultura pop e o rock alternativo)

 

***Yep, inverno chegando e frio total delicious tomando conta de Sampalândia, néan. Hoje, sextona em si, temperatura na casa dos 15 graus. E vai continuar assim por todo o finde. Maravilha!

 

***Copa do Mundo de futeMERDA, aqui no blog? Nem fodendo, rsrs. E logo menos, ao longo dos próximos dias (este post está em construção, claro), iremos publicar aqui um textone explicando didaticamente porque ODIAMOS futebol. Pode esperar.

 

***Sim, a seção Microfonia irá sendo “engordada” aos pouco ao longo da próxima semana. Por hora já vamos direto aí pra baixo e falar sobre a volta com disco inédito de um gigante e lenda da cena indie nacional clássica dos anos 90: o quarteto paulistano Pin Ups. Bora!

 

 

QUASE VINTE ANOS APÓS LANÇAR SEU ÚLTIMO DISCO, O JÁ CLÁSSICO INDIE PIN UPS ESTÁ DE VOLTA AO ESTÚDIO, PARA GRAVAR UM NOVO TRAMPO INÉDITO

Sim: um dos grupos mais lendários e festejados da indie scene clássica paulistana do final dos anos 80 e boa parte dos 90, o quarteto Pin Ups (atualmente integrado pelo guitarrista e fundador Zé Antonio, pelo também guitarrista, vocalista e produtor Adriano Cintra, pela baixista e vocalista Alê Briganti e pelo batera Flavinho Cavichioli) está desde o último carnaval trancado em um estúdio na capital paulista. E promete sair de lá com o seu primeiro álbum de músicas inéditas em quase duas décadas – o último registro oficial de material inédito foi o EP “Bruce Lee”, editado pela banda em 1999. Álbum que deverá ser lançado até o final deste ano, possivelmente pelo selo carioca Midsummer Madness, atual “lar” do conjunto e que relançou digitalmente toda a discografia dele há algum tempo já.

Formado em 1988 em Santo André (na região da Grande São Paulo) pelos amigos Zé Antonio, Marquinhos e Luis Gustavo, o então trio rocker básico começou a chamar a atenção de um pequeno séquito de adoradores do rock inglês de então, além de também alguns jornalistas da área musical (entre eles o autor deste espaço blogger, que na época trabalhava na revista IstoÉ e colaborava com a página de música do Caderno 2, do diário paulistano O Estado De S. Paulo). O grupo passou a se apresentar com frequência no Espaço Retrô (o muquifo indie rock mais inesquecível que já existiu na noite underground de Sampa, uma noite e uma cena que nem existem mais na era escrota atual), que ficava no bairro de Santa Cecília, e lá começou a angariar uma legião de fiéis seguidores. O motivo pelo qual a trinca despertava adoração na molecada que tomava contato com o som dela? Simples: os músicos eram fissurados nos ótimos sons que emanavam do Reino Unido, além de antenadíssimos com as últimas novidades que surgiam por lá. Em uma época em que não havia internet, YouTube, celulares, apps, redes sociais, sites, blogs e nada dessas porras tecnológicas algo imbecilizantes dos dias atuais, o Pin Ups mostrava um som sem paralelo no rock brazuca naquele momento, e bem à frente do que estava sendo produzido aqui. As letras das músicas eram escritas e cantadas em inglês. O som era de guitarras barulhentas mas com melodias algo doces e assobiáveis. E as referências (todas ótimas) do grupo eram o shoegazer inglês, o barulho, o noise e o feedback de guitarras de bandas como Jesus & Mary Chain, Lush, Spaceman 3, Loop, Telescopes, My Bloody Valentine etc. Era o que os três garotos amavam e o que todo mundo que ia ao Retrô também amava.

Não demorou para a banda conseguir um contrato para gravar seu primeiro álbum. “Time Will Burn” foi lançado em 1990 pelo selo Stiletto (fundado por um inglês que estava morando em Sampa) e daí para a frente a fama do grupo começou a aumentar bastante, o que infelizmente não se traduziu em boas vendagens e êxito comercial para o LP. A partir daí e pelos nove anos seguintes o conjunto seguiu uma trajetória relativamente errática, lançando mais cinco bons trabalhos inéditos mas nunca conseguindo ultrapassar as barreiras do underground paulistano, embora fosse respeitadíssimo e admirado pela rock press da época, pelo público que possuía e até por fãs e jornalistas no exterior. Com o passar dos anos os integrantes originais Luis e Marquinhos saíram, a baixista Alê entrou em cena assumindo os vocais, Flávio Cavichioli (baterista, que também passou pelos Forgotten Boys e mais um zilhão de outros grupos) e Eliane Testone (guitarrista) também entraram no line up e o conjunto seguiu, aos trancos e barrancos, até parar com suas atividades em 1999, ano em que lançaram o já mencionado “Bruce Lee”.

Daí em diante o Pin Ups se tornou absolutamente cult e espécie de “lenda gigante” de uma cena (a indie guitar paulistana dos anos 90) que nunca experimentou o sucesso comercial e o estouro de público e mídia, mas que influenciou centenas de bandas nos anos seguintes à sua existência. Uma cena tão reverenciada nos tempos atuais por quem ainda curte rock de guitarras, que já foram feitos dois documentários sobre ela: “Time Will Burn” (sim, com título inspirado no primeiro LP do Pin Ups, e dirigido por Marko Panayotis e já exibido em circuito comercial) e “Guitar Days” (este ainda em finalização, dirigido pelo brother Caio Augusto Braga e no qual o jornalista Finaski dá alguns depoimentos sobre esta cena). Moral da história: o Pin Ups saiu de cena e entrou para a história do indie rock nacional.

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O gigante indie guitar paulistano Pin Ups nos anos 90 (acima), em sua segunda formação (com Zé Antonio e Eliane Testone nas guitarras, Alê Briganti no baixo e vocais, e Flávio Forgotten na bateria); abaixo Zapnroll faz pose ao lado dos seus amigos da banda no camarim dela, após show na Virada Cultural/SP de 2016, e no SESC Pompéia em 2015 (trio parada dura na imagem, hihi: Finaski, Adriano Cintra e Flavinho Forgottinho, uia!)

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A banda, no entanto, nunca encerrou oficialmente suas atividades. E com a boa repercussão dos dois documentários onde ela é um dos destaques, resolveu fazer um “show definitivo de despedida” em 2015, no SESC Pompeia, na capital paulista. Resultado: a comedoria do local lotou (com oitocentos malucos lá dentro, entre velhos fãs quarentões/cinquentões, além de uma molecada que nem era nascida quando o conjunto começou a fazer barulho), quem foi alucinou com a gig e a banda ficou encantada com isso. Agora integrada por Zé Antonio, Alê e Flavinho e adicionada com o gênio Adriano Cintra (dileto amigo pessoal deste jornalista loker/rocker, como de resto todo o grupo também é), um dos músicos e produtores mais renomados e prestigiados da cena indie brasileira há mais de 20 anos (ele integrou o fodástico Thee Butcher’s Orchestra, além de ter sido o criador do Cansei de Ser Sexy, ou CSS, que foi um dos únicos nomes do rock nacional a ficar conhecido mundialmente e a fazer carreira sólida no exterior), o Pin Ups vislumbrou a possibilidade de ter uma sobrevida e seguir tocando por mais alguns anos. Se havia e continua havendo público interessado neles (um novo público, formado por uma nova geração inclusive), por que não?

E assim o quarteto continua na ativa e resolveu entrar em estúdio novamente, no carnaval passado, para registrar aquele que será seu primeiro álbum inédito em quase duas décadas. Segundo o batera e “sobrinho” (por adoção, hihi) Flavinho Forgottinho, que papeou na tarde de ontem com o blog zapper, “o disco vai vir com uma sonoridade bastante diferente do que era o Pin Ups dos anos 90, embora mantendo a essência do que fazia musicalmente naquela época”. E completou: “o disco terá a participação de um guitarrista icone da cena indie gringa, mas por enquanto não posso falar quem é”. Beleza. Sendo que Pedro Pelotas, tecladista da Cachorro Grande, também participa do álbum, que está sendo produzido pelos próprios músicos e por Adriano Cintra.

De modos que podemos esperar enfim, um novo trabalho do Pin Ups ainda para 2018. Flavinho diz que a intenção é lançar o disco não apenas digitalmente mas também no formato físico, inclusive em vinil. A torcida destas linhas online é para que tudo corra bem e para que venha um discão por aí. Afinal essa turma querida por este velho jornalista maloker já se tornou uma SOBREVIVENTE honrosa de uma época que foi sensacional para o rock underground brasileiro, e de um tempo bacaníssimo que nunca mais vai se repetir. Um tempo de bandas incríveis, de bares incríveis, de gente total criativa e loka e nada careta (a caretice e o total BUNDA MOLISMO imperam hoje na humanidade, inclusive no rock e na cultura pop em geral). E que por isso mesmo deixou saudades eternas. Uma saudade que, espera-se, seja amenizada um pouco no final deste ano quando surgir o novo rebento sônico dos Pin Ups.

 

 

PIN UPS – A BANDA

Quando surgiu: em 1988.

Onde: Santo André/SP.

Primeira formação: Zé Antonio (guitarras), Luis Gustavo (baixo e vocais), Marquinhos (bateria).

Primeiro LP: “Time Will Burn”, lançado em 1990 pelo selo Stiletto.

Último disco: o EP “Bruce Lee”, em 1999.

A volta aos palcos: em 2015, em um show no SESC Pompéia, em São Paulo.

A formação atual: Zé Antonio e Adriano Cintra (guitarras), Alê Briganti (baixo e vocais), Flavio Cavichioli (bateria).

Para este ano: a banda está em estúdio gravando um novo álbum, e que deverá ser lançado até o final de 2018.

Mais sobre a banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/pinupsbr/.

 

 

PIN UPS AÍ EMBAIXO

Para você ouvir na íntegra toda a discografia do grupo, além de vídeos com momentos da espetacular gig que eles fizeram em 2015 no SESC em Sampa.

 

 

A REVISTA ROLLING STONE BRASIL ENFIM CHEGA AO FIM – E SEM DEIXAR SAUDADES

Reflexo da quebradeira econômica e do derretimento que se abate sobre o país (DESgovernado por uma quadrilha bandida, golpista e ilegítima) em todos os setores (inclusive na área editorial e na cultura pop, que está falindo também), a revista Rolling Stone Brasil também foi pra casa do caralho. A editora paulistana Spring, detentora da marca para a publicação da edição brasileira da mesma, anunciou no final do mês passado o encerramento da publicação impressa que ia mensalmente para as bancas, desde outubro de 2006. Após doze anos a RS Brasil deixa de circular em agosto próximo. Segundo informações da Spring, a edição impressa irá circular apenas quatro vezes por ano daqui para a frente. O site da revista (cada vez mais fraco e sem relevância em seu conteúdo, vale exarar) irá permanecer no ar na web, ao menos por enquanto. Sobre a equipe que trabalhava na redação da revista? A editora desconversa, mas provavelmente será demitida.

Nem é difícil elencar os motivos pelos quais a Rolling Stone brasileira foi pro saco. A edição nacional daquela que foi, por quase cinco décadas, a maior publicação sobre cultura pop do mundo (a edição americana, matriz de todas as outras espalhadas pelo planeta, e fundada em 1967 por Jan Wenner, chegou a vender quinzenalmente nos EUA mais de um milhão de exemplares), chegou chegando nas bancas brazucas em outubro de 2006: tiragem mensal de cem mil exemplares, formato físico grandão (igual a edição americana), uma equipe de jornalistas fodões (como o editor-chefe Ricardo Cruz, que já havia passado por grandes publicações, como a revista da rádio 89FM, e o editor-assistente Pablo Miyazawa, um dos nomes mais competentes e brilhantes do jornalismo cultural e musical brasileiro dos anos 2000) e tendo a super modelo Gisele Bündchen estampando a capa. Foi um sucesso editorial estrondoso e imediato e assim a publicação se manteve pelo menos pelos seus cinco primeiros anos de existência. Mas aí entraram em cena os fatores adversos que começaram a minar a solidez da revista em terras brasileiras. Primeiro deles: a derrocada da mídia impressa em escala global, com o avanço da internet em suas versões digitais de jornais, revistas e publicações diversas. Ao longo dos últimos anos zilhões de célebres títulos da imprensa mundial e brasileira foram anunciando o fim de suas edições impressas (devido a queda avassaladora na circulação paga) e ficando apenas com a versão online, sendo que já foram publicados estudos e pesquisas feitas por especialistas na área e que dão conta de que a mídia impressa está mesmo morrendo e poderá ser totalmente extinta em mais quarenta anos.

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A edição brasileira da revista americana Rolling Stone chegou chegando às bancas do país em outubro de 2006, e estampando a super top model Gisele Bündchen na capa de sua primeira edição (acima); em agosto de 2009 era lançada a edição com o escritor superstar Paulo Coelho na capa, e onde o jornalista Finaski fez uma matéria de duas páginas destacando a irresistível ascensão do grupo folk/rock cuiabano Vanguart rumo ao mainstream pop nacional (abaixo); agora, em fase total decadente, a editora que publica a revista anunciou o fim da edição impressa da mesma

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Segundo: a crise econômica SINISTRA que se abateu sobre o Brasil (cortesia da quadrilha BANDIDA que DESgoverna o bananão tropical nesse momento), e que mergulhou o país em uma recessão brutal nos últimos dois anos, afetando todos os setores produtivos, o editorial entre eles. Isso causou forte queda nas vendas de absolutamente todas as publicações impressas no Brasil, além de também causar debandada nos anunciantes dessas publicações. E a RS nacional não escapou ilesa: reduziu o tamanho do formato físico da revista (ela ficou igual a todas as demais) e também o número de páginas de cada edição. Situação que levou ao fator talvez definitivo para a sua derrocada: a perda da qualidade editorial e o aumento da irrelevância dos assuntos que eram abordados em cada nova edição.

Não demorou para a própria equipe de redação começar a sentir os efeitos deste cenário. O editor-chefe Ricardo Cruz recebeu uma ótima proposta para ir dirigir a edição nacional da revista masculina americana GQ, e decidiu deixar a Rolling Stone. Assumiu seu lugar dom Pablo Miyazawa, que já era o editor-assistente desde a primeira edição. No entanto, fato raríssimo numa área profissional (o jornalismo) tão eivada de disputas e de fogueiras da vaidade, onde sobram egos descontrolados e arrogantes e faltam talentos verdadeiros (ao menos nos tempos atuais), Pablo também PEDIU DEMISSÃO da RS alguns anos após assumir a direção da redação da revista. Quando ele tomou essa decisão inesperada e surpreendente para o mercado editorial, foi perguntado pelo “abelhudo” jornalista Finaski (seu amigo desde a fundação da RS nacional) qual o motivo de ter “abandonado o barco”. “Porque eu estava cansado”, nos disse na época. “Eu não tinha mais vida fora da redação e queria viver novamente além daquilo. E também queria fazer novas coisas, novos projetos e algo menos estressante emocional e mentalmente”.

Com a perda dos seus dois melhores editores e com a crise econômica se acentuando no Brasil, a revista começou a descer ladeira abaixo sem dó. Com a circulação despencando em queda livre e a redação entregue a profissionais total irrelevantes, egocêntricos e verdadeiramente medíocres no ofício jornalístico (como o editor da seção Guia, mr. Paulo Cavalcanti, muito conhecido no meio por ser um jornalista preguiçoso e que trabalha no “piloto automático”, além de amar fazer fofocas e intrigas entre seus colegas de profissão, e também de perseguir implacavelmente na covardia o autor deste blog, enviando mensagens com assinatura fake para o painel do leitor zapper, onde ele despeja psicoticamente insultos, mentiras, impropérios e ofensas pesadas contra o titular deste blog), o fim da edição impressa era previsível e passou a ser apenas uma questão de tempo. E chegou finalmente agora, após doze anos de circulação mensal ininterrupta.

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Zapnroll, que colaborou com a Rolling Stone Brasil nos quatro primeiros anos de circulação da revista, ao lado do super ex-editor da revista, dom Pablo Miyazawa, no final de um show do Stone Temple Pilots, na finada Via Funchal/SP

Zapnroll foi colaborador permanente da revista durante seus quase quatro primeiros anos de existência – coincidência ou não, a melhor fase editorial da publicação, quando ela batia sucessivos recordes de vendagem em banca e de faturamento publicitário. O jornalista Finas estreou já na primeira edição da revista assinando três resenhas de discos na seção Guia, entre eles o cd inédito da lenda Morrissey que estava saindo naquele ano. Daí em diante publicou uma série de matérias e críticas (de discos, shows e festivais) até meados de setembro de 2010, quando foi “saído” da revista pelo editor Ricardo “Quinho”. Os motivos da demissão de Finaski do quadro de colaboradores da RS Brasil estão muito bem contados num dos últimos capítulos de “Escadaria para o inferno”, livro lançado por este escriba no final do ano passado. E sim, ele assume que errou feio no episódio que motivou seu desligamento da equipe redacional da outrora revistona. Quinho não estava errado em sua decisão. Tanto que estas linhas bloggers têm carinho gigante por ele até hoje.

Mas a RS em si já havia mesmo passado da hora de fechar suas portas. Se estivesse ainda com uma equipe fodona de editores e colaboradores, talvez ainda conseguisse uma sobrevida editorial mesmo com a área jornalística sofrendo os efeitos devastadores da era da informação digital e também da crise econômica pavorosa e aparentemente infindável que se abateu sobre o Brasil. Mas do jeito que a publicação caminhava, total capenga e entregue a RATAZANAS ardilosas e profissionalmente inúteis e incompetentes (como a já mencionada mais acima triste figura do jornalismo musical brazuca), a Rolling Stone Brasil demorou até demais pra dizer adeus.

Rip. Não vai deixar saudade alguma.

 

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Pronto! Cá estamos no pedaço novamente. E como sempre em gigante construção desse post, claaaaaro! Onde não entra absolutamente NADA da porra da Copa do Mundo de futeMERDA mas sim papos realmente interessantes e importantes no rock alternativo e na cultura pop (ou no que resta dela, hihi). E como já é final da tarde da sextona em si, vamos dar uma pausa nos trampos sendo que ao longo da próxima semana esse postão será ampliado, atualizado e finalmente finalizado. Então vai colando aê a partir da próxima segunda-feira, que ainda irão entrar muitos assuntos bacanas por aqui.

Por enquanto o jornalista eternamente gonzo/loker/polêmico vai tomar uma breja agora à noite no novo endereço da Sensorial Discos. E amanhã à noite, sabadão em si, a dica rocker imperdível é uma só: colar no Centro Cultural Zapata (no centrão rocknroll bravo, perigoso e selvagem de Sampalândia), para curtir a noitada incrível que vai rolar por lá, com showzaços dos queridões e velhos amigos destas linhas online, Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, e o trio Rock Rocket (uma gig dupla que vai trazer ótimos recuerdos ao blog, já que ambas tocaram juntas há cerca de uma década e meia atrás, em uma festa da saudosa revista Dynamite e produzida pelo sujeito que digita este postão, uia!). Além disso a DJ set da noite será comandada pelo queridón Junior Core, um dos DJs que estão se destacando atualmente na cena under paulistana e com quem o blog pretende fazer uma mini entrevista logo menos, para entrar ainda nesse post. Interessou? Todas as infos sobre a baladona rocker estão aqui: https://www.facebook.com/events/209819506295554/.

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Festona rocknroll que rola amanhã em Sampa, no Centro Cultural Zapata, vai reunir os ótimos veteranos da indie scene Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria e Rock Rocket (acima), além de DJ set de Junior Core (abaixo), um dos destaques na nova cena de DJs alternativos da capital paulista

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

***Festa bacanuda: é a que rola neste domingo (o postão do blog está sendo finalizado no sabadão, 23 de junho), 24, no centro de Sampa (próximo à praça Roosevelt, quando o programa “B-Pop”, apresentado na web radio Antena Zero pela gatíssima Silvia Fasioli, estará comemorando seu primeiro aniversário. Levado ao ar semanalmente (ao sábados, dez da noite), o B-Pop foca na produção musical do pós-punk inglês dos anos 80, com as faixas tocadas sempre sendo intermediadas por ótimas infos e comentários (muitas vezes abordando temas também sociais e políticos) feitos pela Silvia, que além de possuir ótima voz ainda domina com maestria os temas que aborda e essa vertente tão amada por todos nós do inesquecível rock britânico daquela época. Ela mesma irá discotecar amanhã ao lado de vários DJs convidados, a entrada pra balada é merreca (10 pilas apenas) e todas as infos da mesma estão aqui: https://www.facebook.com/events/189313415234628/?active_tab=about. Cola lá que Zapnroll também deverá aparecer, hehe.

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A produtora e apresentadora Silvia Fasioli, que comanda o programa B-Pop na web radio Antena Zero, ao lado de Zapnroll (acima): neste domingo rola festa em Sampa, comemorando o primeiro ano de existência do programa (abaixo)

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FIM DE PAPO

O postão fica por aqui. Ainda temos mais assuntos pra desenrolar (inclusive um tópico sobre o genial projeto Primavera nos Dentes, que resgatou a obra clássica e imortal dos Secos & Molhados pras novas gerações), mas eles ficam para nosso próximo post, onde o blog também irá divulgar quem ganhou um exemplar do livro “Escadaria para o inferno”, além de colocar mais uns livros em sorteio. Beleza? Então é isso.

Tchau pra quem fica e até a próxima, sempre com muito mais por aqui.

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/6/2018 às 14:15hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL: Agora vai, finalmente: em postão especial e fazendo o ENTERRO DEFINITIVO dos anos 90’, o blogão fala do vindouro e derradeiro show dos PIN UPS, uma das indie cult bands mais lendárias da cena independente brasileira em todos os tempos, e de quebra relembra histórias absolutamente e total ALUCICRAZY do jornalista loker/rocker nos idos de 1990/95, ao lado de alguns integrantes da banda (e como plus, mais recuerdos indie noventistas a caminho, com o documentário “Guitar Days”, um livrão sobre a cena etc); a MAIOR BANDA DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS (os Rolling Stones, claaaaaro!) anuncia OFICIALMENTE em seu site (e pondo fim aos boatos de blogs que vivem de especular datas de shows gringos no Brasil) as gigs brasileiras, que rolam no comecinho de 2016; perdeu a gig de Iggy Pop em Sampa? Sem problema: mergulhe de cabeça na biografia GIGANTE do Iguana que acaba de ganhar edição nacional; a quem interessa e quais os interesses ESCUSOS por trás do mega hype em torno dos Boogarins?; a volta do sempre bacanudo quinteto rocker gaúcho Cartolas; o dileto leitorado macho (cado, uia!) pede bis e nós atendemos: a musa secreta SAFADÍSSIMA S.R. em nova leva de imagens delirantes, mostrando seu fortíssimo lado… intelectual, ulalá! (postão finalmente concluído, falando da bio da Kim Gordon, mostrando imagens TÓRRIDAS da nossa musa rocker secreta e comentando mais um dia em que o mundo chorou diante da barbárie terrorista) (ampliação final em 14/11/2015)

A indie guitar cult band paulistana Pin Ups (acima, em sua formação atual), lenda da cena underground brasileira nos anos 90’, faz seu show de despedida semana que vem no SESC Pompéia (na capital paulista) e causa tumulto no meio rocker alternativo por conta da gig; o mesmo tumulto que o grupo causava há mais de vinte anos (na foto abaixo) e também o mesmo tumulto que uma musa rocker secreta e SAFADA sem igual, como a deliciosa S.R. (também abaixo) também causa entre o leitorado do blog, que pediu mais imagens dela, sendo que as mesmas estão mais aí embaixo aqui nesse mesmo post

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E FECHANDO O POSTÃO, DUAS IMAGENS E A NOTÍCIA (INFELIZMENTE TRÁGICA, E NÃO MUSICAL) QUE MARCA ESTE FINDE

Yep. Havia muito mais a ser complementado neste postão, que entrou no ar na semana passada. Mas ontem (o post está sendo finalmente concluído no sábado, 14 de novembro) foi uma sexta-feira por um lado alegre pro blogger zapper, e trágica por outro para a humanidade.

 

Foi a sexta-feira em que o jornalista rocker recebeu da editora Rocco o seu exemplar de “A garota da banda”, a biografia escrita pela deusa loira Kim Gordon, sobre ela mesma e sobre a banda que ajudou a fundar e onde tocou baixo por três décadas, o gigante alternativo Sonic Youth. Uma bio tão bacana que irá compor, ao lado da também fodástica biografia da lenda Iggy Pop (que também acaba de sair no Brasil, pela editora Aleph), a dupla de livros que o blog irá devorar neste final de ano. Assim, vamos reunir as duas biografias em uma resenha/tópico bacana no próximo post do blog, okays?

O blogger rocker com seu exemplar da bio da deusa loira Kim Gordon: já ganhamos nosso presente de aniversário e de natal, hehe

 

E por outro lado foi a sexta-feira que novamente enlutou o mundo e tingiu de sangue as ruas de Paris. Mais um atentado terrorista sangrento, com centenas de mortos. E enquanto assistimos pasmos o grau de bestialidade que atingiu o ser humano no novo milênio, lembramos a premissa essencial da bandeira e da Constituição francesa: Liberdade, Igualdade & Fraternidade. E ficamos na torcida pra que nenhum ato terrorista derrote JAMAIS essa premissa.

 

É isso. Postão fica por aqui finalmente, com essa imagem bacaníssima aí embaixo: uma turma de ultra respeito e que marcou época na indie guitar rock scene paulistana dos anos 90’. Todos conhecidos do blog, alguns muito amigos nossos, outros não tão amigos mas pelos quais temos sempre simpatia e total respeito pela obra musical. E todos reunidos nessa foto trazem zilhões de lembranças à cabeça do autor destas linhas eternamente rockers. Por isso vamos hoje à noite lá no SESC Pompéia, em São Paulo, pra rever Zé Antonio, Alê Briganti, Flavinho Cavichioli, Adriano Cintra e Rodrigo Carneiro. Todos juntos no palco, na gig de despedida dos Pin Ups e para lembrar que a grande Arte e o grande rock’n’roll continuam sendo infinitamente maiores do que a bestialidade que consome o ser humano do século XXI.

A nata do indie guitar rock paulistano dos 90’ reunida numa só foto: os Pin Ups mais Rodrigo Carneiro, Adriano Cintra e Gozo. E todos estarão hoje à noite no palco do SESC Pompéia, em São Paulo, para a gig de despedida da banda

 

Até o próximo post!

 

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Enterrando de vez os anos 90’?

Talvez. Afinal a derrocada artística e qualitativa da música pop e do rock’n’roll na era da web e após a virada do milênio, obrigou boa parte dos fãs de música a viver ad eternum prestando vassalagem aos artistas e bandas dos anos 80’ e 90’. E entre essas bandas está o grupo paulistano Pin Ups, que fez razoável “barulho” na cena rock underground brasileira entre 1988 e 1999, quando encerrou suas atividades. Fundado na cidade de Santo André (Grande São Paulo) pelo guitarrista Zé Antonio Algodoal, o Pin Ups fazia rock de guitarras barulhentas e com vocais em inglês (primeiro, com Luiz Gustavo, e depois com Alexandra Briganti). A inspiração era em parte o pós-punk de Jesus & Mary Chain (e todas aquelas divinas melodias engendradas com guitarras em noise e em distorção infernal), em parte o shoegazer britânico de nomes como My Bloody Valentine, Telescopes, Lush e Ride, todas bandas muito “antigas” aos olhos da atual geração de pirralhos que vive conectada na internet, em redes sociais, blogs (como esse aqui), apps de celulares, smartphones etc. Naquela época não havia nada disso e a banda, na raça, foi formando seu público e chamando a atenção da mídia rock que então existia (revistas como Bizz, uma iniciante MTV Brasil e espaços modestos nos cadernos culturais dos grandes jornais diários de Sampa e Rio De Janeiro). Foi quando um produtor maluco inglês que havia fixado residência no Brasil e aqui criado um selo (o Stilleto) para lançar as bandas de ponta que estavam acontecendo na Inglaterra, ouviu uma demo do grupo, caiu de amores pelo que ouviu e resolveu bancar a prensagem (ainda em vinil, já que o cd também era novidade no país) do primeiro disco do quarteto (então também integrado pelo baterista Marquinhos, pela baixista Alê e por Luiz nos vocais). Era 1990 e a partir daí o conjunto,  embora nunca tenha vendido muito e nunca tenha saído do underground onde nasceu, construiu uma sólida reputação entre jornalistas, formadores de opinião (yep, eles sempre existiram, não?), entre outros músicos e outras bandas e também entre um fiel séquito de fãs. O Pin Ups acabou se tornando uma “cult band” (como não existem mais hoje em dia no Brasil), abriu turnês de grupos de guitar rock sublimes dos anos 90’ em suas visitas por aqui (como o americano Superchunk) e saiu de cena enfim em 1999, embora nunca tenha oficializado o fim das suas atividades. Assim sendo e como saudosistas que somos de uma época (os anos 80’ e 90’) onde se produzia rock infinitamente superior ao que escutamos hoje não apenas na péssima (em sua quase totalidade) cena independente brazuca, mas no mundo todo, os Pin Ups resolveram talvez tentar ENTERRAR de vez sua trajetória pondo um ponto final nela com a gig que farão no próximo dia 14 de novembro, sábado, na chopperia do SESC Pompéia, em São Paulo. É essa gig portanto o tópico principal deste postão de Zap’n’roll que está começando agora. Um post que custou a chegar, bem sabemos, mas que enfim surge com uma pauta caprichada como sempre. Uma pauta que traz uma bacaníssima entrevista com Zé Antonio (dos Pin Ups), que resgata lembranças de uma época realmente fodona do indie rock nacional e que mantém por fim o olhar sempre atento destas linhas rockers bloggers ao que ainda existe de muito bom entre os grupos da cena brasileira atual (como os gaúchos Cartolas, que acabam de lançar seu novo disco, ou ainda o paulistanos Coyotes California e Necro e a grata revelação do Estado do Espírito Santo que é o Manic Mood). É por isso que este blog está há quase treze anos no ar. E quando ele não mais existir (afinal, tudo chega ao fim um dia) saberemos com tranqüilidade que cumprimos muito bem nossa missão durante mais de uma década: manter nosso fiel leitorado (seja ele muito jovem ou já coroa) sempre muito bem informado sobre o que de mais relevante acontece no rock alternativo daqui e de fora, e na cultura pop em geral. Então vamos lá, a mais um postão do blogão que não abandona jamais quem o lê.

 

 

* Entonces, o novo postão custou realmente a sair. E já chegamos a conclusão por aqui de que não adianta atualizar um blog a todo instante quando não há motivos e assuntos RELEVANTES para isso. É uma bobagem a postura desses blogs de rock alternativo e cultura pop que querem a todo custo se manter diariamente na “vanguarda” da informação através de vários micro posts com assuntos desimportantes (ou especulando sem parar sobre confirmações de turnês de bandas gringas pelo Brasil, geralmente dando “barrigadas” em série nessas infos e depois tendo que desmentir ou corrigir as informações erradas) que quase ninguém lê, que ninguém comenta e que quase não ganham likes em redes sociais. Então o blogão zapper prefere ir devagar e sempre e postar aqui, ainda que com maior espaço de tempo, um autêntico “colunão” virtual onde, de fato, assuntos que são RELEVANTES serão bem documentados e analisados.

 

 

* E nem vamos falar de política nessas notas iniciais porque tudo continua o nojo de sempre pelo país, não é? Seguimos apenas aguardando pra ver quando o “servo bandido de Deus” (nem é preciso dizer o nome do pilantra) vai ser finalmente EXPURGADO da cadeira de presidente da Câmara dos Deputados em Brasília.

 

 

* E a notícia MASTER RELEVANTE da semana rocker, todos já sabem, foi disparada finalmente ontem (sendo qiue estas notas iniciais estão sendo escritas na madrugada de quinta pra sexta-feira). Depois de semanas de diz-que-diz e muuuuuita especulação infundada (pelos blogs de sempre, especializados nesse tipo de conduta jornalística algo adolescente), o site OFICIAL dos Rolling Stones (a nossa, a sua MAIOR BANDA DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS) e a produtora T4F finalmente divulgaram as DATAS OFICIAIS da turnê dos nossos amados e famigerados vovôs ainda subversivos do rock’n’roll. Ficou assim:

 

20 de fevereiro – Rio De Janeiro (estádio do Maracanã)

24 e 27 – São Paulo (estadio do Morumbi)

2 de março – Porto Alegre (estádio Beira Rio)

 

 

* Sendo que você pode conferir tudo aqui: http://www.rollingstones.com/tickets/. Os ingressos para os shows no Brasil começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, 9 de novembro. E é muito óbvio que todos eles irão se esgotar em questão de horas. E também é muito óbvio que esta deverá ser a derradeira turnê dos Stones por aqui, que não vinham ao país há quase uma década – não custa lembrar: Mick Jagger e cia estiveram aqui pela última vez em fevereiro de 2006, quando tocaram na praia de Copacabana para mais de um milhão de pessoas. Então é agora ou nunca: ou você vai nessa turnê (sendo que o jornalista zapper/loker eternamente apaixonado pelos Stones pelo menos já conseguiu assistir ao grupo ao vivo por duas vezes, em 1995 e 1998) ou bye bye. Jagger está com setenta e dois anos nas costas, o restante da banda mais ou menos por aí também. Alguém ACHA que haverá outra excursão mundial dos velhinhos depois dessa?

 

 

* A outra notícia beeeeem relevante para o que ainda resta de muito bom no rock independente nacional vem do Rio Grande Do Sul. O já veterano quinteto Cartolas (que existe desde 2003 e é um dos grupos do coração deste blog no rock nacional dos anos 2000’), comandado pelo guitarrista e produtor Christiano Todt e pelo figuraça vocalista Luciano Preza, acaba de lançar seu novo disco de estúdio. O álbum, homônimo ao nome da banda, foi postado oficialmente ontem no site do grupo. E traz onze faixas onde os Cartolinhas mantém a fé no rock’n’roll básico e altamente melódico e radiofônico que sempre caracterizou sua musicalidade desde o primeiro cd, “Original de Fábrica” (lançado em 2007). É o quarto disco do grupo e estas linhas online ainda vão ouvir o dito cujo com atenção absoluta para, se possível ainda nesse postão (que será concluindo até o meio da próxima semana), falar detalhadamente sobre ele. Mas aí embaixo já dá pra você ter um aperitivo do novo trabalho dos Cartolas, através dos vídeos para os dois primeiros singles extraídos do álbum, que contém as lindíssimas “Xodó” e “Sem sal”. E você pode escutar o disco na íntegra aqui: http://www.cartolas.com.br/iv/.

 Capa do novo disco do gaúcho Cartolas, que foi lançado ontem na web

* E também muito relevante é o documentário “Guitar Days”, que está sendo produzido por Caio Augusto e que pretende contar toda a história da indie guitar scene nacional, desde os anos 90’ até os dias atuais. Para isso Caio já colheu depoimentos de mais de sessenta pessoas (o autor destas linhas online incluso), entre músicos, bandas, produtores e jornalistas. A previsão de lançamento do doc é março de 2016 e você pode saber mais sobre ele aqui: https://www.facebook.com/guitardaysdoc/timeline.

Reunião de rockers na última semana na loja Baratos Afins, na Galeria Do Rock (centrão de Sampa): Zap’n’roll e a turma que está produzindo o documentário “Guitar Days” (cartaz abaixo), junto com o lendário produtor Luiz Calanca; o autor deste blog é um dos entrevistados que estarão presentes no filme, com lançamento previsto para março de 2016

 

* Bien, começando os trabalhos. A primeira parte desse postão gigantão está entrando no ar na sexta-feira, 6 de novembro. Então ao longo dos próximos dias iremos ampliando aos poucos esssa notinhas iniciais, okays? Por enquanto vamos direto aí embaixo, saber como vai ser o show de despedida dos Pin Ups, um dos mais lendários grupos do indie guitar brasileiro dos anos 90’.

 

 

O ADEUS DOS PIN UPS, NUM SHOW DESDE JÁ HISTÓRICO E PARA RECORDARMOS COMO ERA O GRANDE INDIE GUITAR ROCK BR DOS ANOS 90’

Em algum momento na segunda metade da década de 1980 (há quase trinta anos portanto, e quando a maioria da garotada que acompanha este blog hoje em dia provavelmente sequer tinha nascido) três moleques fãs de indie rock britânico barulhento se juntaram em Santo André (cidade da região metropolitana da capital paulista) e formaram uma banda. Em uma época onde não havia internet, telefones celulares, sites, blogs ou redes sociais, os amigos Zé Antonio (guitarras), Luiz Gustavo (vocais) e Marquinhos (bateria) fundaram o Pin Ups, movidos por uma paixão comum pelas melodias a um só tempo doces e barulhentas de grupos como Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Telescopes, Ride ou Lush. O trio ainda não sabia disso mas estava sendo um dos fundadores da gênese de um certo indie guitar rock brasileiro, que agregava grupos que cantavam em inglês e prestavam vassalagem total ao rock’n’roll da Velha Ilha. Sem um pingo de interesse em música brasileira ou qualquer influência dela, o trio de Santo André logo começou a fazer barulho em bares de Sampa, formou um pequeno séquito de fãs e começou a chamar a atenção dos poucos jornalistas (entre estes, o titular destas linhas zappers sempre malucas e gonzolinas) que acompanhavam de perto a cena musical underground naquela época.

 

Daí pra frente a fama em torno do grupo começou a aumentar e logo ele ganhou status de “cult band” da indie scene nacional. O oba-oba em torno do trio (que logo receberia a adição da baixista e vocalista Alexandra Briganti) aumentou de tal forma que um pequeno selo alternativo inglês, o Stilleto (e que havia aberto recentemente escritório em São Paulo), resolveu bancar o lançamento do primeiro disco de vinil dos Pin Ups. “Time Will Burn”, que havia sido gravado entre 1988/89, foi lançado em 1990 e recebeu elogios rasgados de toda a imprensa qne então se dedicava a cobrir rock na mídia brasileira.

 

Mas se a fama do conjunto aumentava, ele seguia vendendo pouco e preso à cena indie paulistana, de onde jamais acabou saindo no final das contas, mesmo tocando em gigs importantes como quando abriu as apresentações brasileiras do grupo americano Superchunk (então um dos nomes mais importantes da cena alternativa noventista dos EUA). E foi assim por toda a década de noventa: mudando sua formação (Luiz acabou saindo após a gravação do terceiro álbum e Alê assumiu de vez os vocais; a também guitarrista Eliane Testone entrou no line up e o batera Marquinhos também se foi, entrando em seu lugar o ultra loker Flavio Cavichioli, que anos mais tarde se tornaria um dos grandes bateristas do rock independente brazuca, tocando com os Forgotten Boys, além de se tornar um dos melhores “companheiros” de loucuras junkies e de enfiações de pé na lama ao lado do autor deste blog, ulalá!) e lançando uma trinca de CDs excelentes (“Jodie Foster”, “Lee Marvin” e “Bruce Lee”) o grupo foi levando sua trajetória como pôde, até decidir encerrar (de forma não oficial) suas atividades por volta de 1999. Zé e Alê foram trabalhar na então nascente MTV Brasil (onde ficaram por quase vinte anos), Eliane tocou em zilhões de bandas alternativas de São Paulo (e sendo que ela mora já há alguns anos em Londres) e Flavinho foi tocar com os “Garotos Esquecidos” onde permaneceu por quase uma década.

 

Corta para o final de 2015. Em um momento em que muito se fala dessa cena independente brasileira dos anos 90’ (com realização de documentários sobre ela e lançamentos de livros a respeito) e das bandas dessa cena que cantavam em inglês, uma nova geração começou a descobrir os discos lançados pelo Pin Ups – que estão todos disponíveis para audição em canais na web, como o YouTube. Foi assim que então, para dar um ponto final nessa história que ainda não havia oficialmente chegado ao fim, Zé Antonio se reuniu novamente com Alê Briganti e Flavinho Forgotten para fazer aquele que o trio está chamando de “finalmente o show de despedida dos Pin Ups”. A gig acontece no próximo dia 14 de novembro na chopperia do SESC Pompéia, em São Paulo, e já causou tumulto em sites e blogs especializados em rock alternativo, e também nas redes sociais como o Facebook, onde a página do evento já conta com mais de seicentas pessoas confirmadas no show (cabem cerca de oitocentas na chopperia do SESC). E será uma apresentação que, além do trio remanescente, ainda terá alguns convidados especiais no palco como Adriano Cintra (outro dileto amigo zapper, e o gênio que fundou o Butchers’ Orchestra e também o finado Cansei De Ser Sexy), Rodrigo Carneiro (jornalista e vocalista de outra lenda indie dos 90’, o Mickey Junkies) e Rodrigo Gozo (ex-guitarrista do Killing Chaisaw, outro nome importante da indie guitar scene dos 90’).

 

Por que vai rolar esse gig de despedida, o que esperar do show e o que anda motivando o interesse da garotada atual por uma cena de duas décadas e meia atrás que na realidade jamais ultrapassou as barreiras quase sempre cruéis, estreitas e limitadoras do underground rock nacional? É o que você fica sabendo lendo as opiniões bastante sensatas e esclarecedoras de Zé Antonio, cinqüenta e um anos de idade, ainda guitarrista apaixonado por rock, um dos fundadore dos Pin Ups e que conversou com Zap’n’roll na semana passada. Os principais trechos da entrevista, realizada pelo inbox do FB, seguem abaixo:

A banda em sua definitiva, clássica e final formação (durante os anos 90’), com os guitarristas Zé e Eliane, a baixista e vocalista Alê e o baterista Flavinho Cavichioli

 

 

Zap’n’roll – Os Pin Ups foram uma das bandas mais “cult” e lendárias da indie scene nacional do final dos anos 80’ (quando lançou seu primeiro disco) e até seu final, em 1999. Mas é óbvio que toda uma geração novíssima atual talvez nunca tenha ouvido falar da banda. Se fosse pra você resumir pra essa molecada o que foi a história do Pin Ups, como você a contaria?

 

Zé Antonio Algodoal – Acho que foi uma banda formada por moleques que queriam tocar, nada mais que isso. Por mais que o Luiz [Gustavo, primeiro vocalista da banda] replicasse alguns discursos de bandas inglesas, dizendo que éramos bons a verdade é que tudo era uma grande diversão, jamais imaginamos que pudéssemos nos tornar cult ou o que quer que seja. Nossa preocupação era apenas soar contemporâneo e tentar fazer isso da melhor maneira possível. A época era outra, sem internet, com instrumentos e pedais caros, poucos lugares pra tocar e viagens intermináveis de ônibus pelo Brasil, mas a gente amava tanto aquilo tudo que topava qualquer coisa… De resto, lançamos um primeiro disco por uma gravadora, Stilleto, e depois disso sempre batalhamos feito loucos pra conseguir que outros selos nos lançassem. Acho que tivemos sorte de encontrar muita gente boa nesses selos, nas casas noturnas e na imprensa que acabaram nos apoiando.

 

Zap – Ok. E você também sempre acompanhou muito de perto toda a cena independente daquela época e até hoje, pois além de músico trabalhou anos em diversos setores da MTV Brasil, atuando inclusive como diretor de jornalismo e de vários programas da emissora. Assim, sob sua ótica de músico e jornalista que acompanhou tudo isso muito de perto, qual a comparação que você faz entre a geração alternativa daquela época e a de hoje? Ainda existe rock alternativo que valha a pena no Brasil atual?

 

Zé Antonio – Claro! Tem muita banda boa por aí. Acho que a diferença é que hoje quem quer ter uma banda pode ter um bom instrumento, divulgar melhor o seu trabalho, e contar com um profissionalismo que era impossível em nossa época. Ainda hoje faço vários trabalhos com bandas novas, acabei de gravar uma temporada de um programa chamado Mixados, dessa vez como apresentador, e comentei sobre isso com vários músicos das novas gerações. Fico feliz que eles tenham tantas ferramentas e façam bom uso de tudo isso. Em relação à cena alternativa ela existe, e é bem forte. A diferença é que nos 90’ eram poucos os lugares que concentravam essas bandas. Hoje a gente pode ver uma banda como o Far From Alaska fazendo um dos primeiros shows no Lollapalooza e isso é bom, faz com que todos se esforcem para dar o seu melhor. Na época do Pin Ups era tudo menor, com menos perspectivas, menos compromissos… talvez fosse um pouco mais romântico em algum sentido, mas acho que hoje é tudo melhor.

 

Zap – talvez o blog seja um tiozão saudoso e romântico e que achava a indie scene daquela época muito melhor que a atual, mas tudo bem, rsrs. Então falemos um pouco da trajetória do grupo, das suas formações, discos e shows. Este jornalista mesmo assistiu a algumas gigs inesquecíveis do conjunto, no lendário Espaço Retrô. Você particularmente se lembra do seu momento/show inesquecível dos Pin Ups? E qual seu álbum preferido do grupo? E das formações que tiveram, qual considera a melhor?

 

Zé Antonio – Aí eu não sei te responder hahaha. Dos shows no Retrô eu tenho um carinho especial pelos shows de lançamento do “Time Will Burn”, quando a Alê entrou pra banda. Foram quatro shows intensos e divertidos. Não sei como agüentamos, rsrsrs. Em relação às formações, eu adorava ter o Luiz na banda com seu humor ferino e suas performances de palco, mas amo a formação com a Alê no vocal, o Flavio na bateria e a Eliane na guitarra. Acho que aquela talvez tenha sido a época em que mais nos divertimos, e tivemos tranquilidade pra pensar na banda. A Alê se tornou uma grande amiga. E essa foi a formação que durou mais tempo e com a qual conquistamos muitas coisas. Em relação ao álbum… acho que talvez eu goste do “Lee Marvin”. Mas a verdade é que o melhor álbum do Pin Ups era o que seria gravado antes da banda parar… talvez a gente resgate uma dessas músicas para a trilha do documentário “Guitar Days”.

 

Zap – dê mais detalhes sobre esse documentário e sobre esse disco NÃO lançado do grupo. Ele seria o sucessor de “Bruce Lee”, o disco derradeiro que saiu em 1999? Chegou a ser totalmente composto?

 

Zé Antonio – Em relação ao disco existiam uns esboços de músicas, alguma nem chegaram a ser ensaiadas. Mas era um bom momento da banda, teríamos feito nosso melhor trabalho sem dúvida. E os documentários são dois. De alguma maneira as pessoas começaram a prestar atenção naquela geração e quiseram documentar aquela história. O primeiro é um doc dirigido pelo Marko Panayotis que se chama “Time will burn”, mesmo nome do nosso primeiro disco. O outro se chama “Guitar Days” [nota do blog: documentário que está em fase final de produção e que deverá ser lançado até março de 2016; ele conta com depoimentos de mais de sessentas músicos, jornalistas e outros agitadores culturais que acompanharam a cena alternativa dos 90’ até hoje, e o autor deste blog está entre os que gravaram depoimentos para o filme], do Caio Augusto, que fala sobre as bandas que cantavam em inglês, e quase todas nos citam.

 

Zap – e por que o disco não foi lançado, afinal?

 

Zé Antonio – pra completar o Yury Hermuche, do Firefriend, está finalizando um livro, que sai agora em novembro onde ele dedica mais de 80 páginas à nossa história. O Livro se chama “Rcknrll outsiders viciados em música e procurando confusão”. O Caio está pedindo às bandas que aparecem no doc para ceder uma música inédita, então vamos recuperar uma dessas. E porque o disco derradeiro não saiu? É que naquela época o Pin Ups deu uma parada. A cena tinah mudado muito, o hardcore estava tomando conta e a cena alternativa dava uma encolhida. Era difícil ter lugar pra tocar, selos pra lançar discos, divulgação estava mais complicada e então resolvemos que era hora de repensar muitas coisas. Com isso o álbum, assim como vários outros projetos, acabaram deixados de lado.

 

Zap – em nossas conversas off por fone, antes da entrevista em si, relembramos bons e também maus momentos da trajetória dos Pin Ups. Como o célebre show no Curitiba Pop Festival em 2004, que trouxe os Pixies pela primeira vez ao Brasil e quando vocês subiram ao palco para fazer um set antes do lendário quarteto indie guitar americano. Foi seguramente o PIOR show que o blog assistiu de vocês. Por que aquela gig foi tão desastrosa afinal, quando poderia ter sido o ponto culminante da trajetória do conjunto?

 

Zé Antonio – os ensaios foram ótimos, tinha tudo para ser um show bom, mas antes de nós rolou uma reunião de músicos gaúchos que tocou meia hora a mais do que deviam, com isso fomos informados na beira do palco que teríamos que cortar metade do nosso set. Lembro também que uma pessoa da produção brigou com o Luiz momentos antes do show por alguma besteira, acho que um copo de bebida ou algo do tipo, e no final entramos sem sequer uma set list definida. Enfim, uma série de fatores que fez com que nós entrássemos no palco sem a concentração necessária… Um show a ser esquecido. Melhor lembrar do que foi bom.

 

Zap – sim, melhor, rsrs. E sendo assim, cabe a pergunta: qual foi a motivação afinal para reunir o grupo novamente e fazer essa apresentação no Sesc? Haverá outras além dela?

 

Zé Antonio – então, com toda essa movimentação sobre a cena dos 90, o interesse nas bandas da época ficou mais evidente, muitas bandas voltaram, outras começaram a fazer shows novamente, etc., mas pra variar mesmo sem querer fomos na contramão. Pensamos que seria bacana fazer um show como agradecimento por todo o reconhecimento, pela lembrança e também para as pessoas mais novas que conheceram a banda nos últimos anos, quando tocamos muito pouco. Ficamos animados com a idéia, conversamos com o Sesc onde fomos muito bem recebidos, e depois de algum tempo nos ofereceram a data de 14 de novembro. Este será o nosso show de despedida. Sinceramente não temos intenção de subir ao palco novamente, mas… já diz o ditado, never say never rsrs.

 

Zap – ahahaha, certo. E o que você espera desse show? Que público você imagina nele: apenas “tiozões” indies na faixa dos quarenta anos (ou mais até) saudosistas dos anos 90’, ou também uma garotada mais nova?

 

Zé Antonio – nas últimas vezes em que tocamos fomos surpreendidos por um público jovem, que tinha baixado nossos álbuns em sites da internet mas nunca tinham visto a banda ao vivo. Ao contrário do que esperávamos, tinha pouca gente da época do Retrô, por exemplo. Dessa vez acho que a platéia vai ser mais misturada. Essa coisa de último show deixa tudo um pouco mais sentimental, e eu adoraria encontrar os novos e velhos amigos.

 

Zap – Ótimo. E encerrando: após o fim da MTV Brasil você tem se dedicado a várias atividades, inclusive organizou o livro “Discoteca Básica”, lançado pela Ideal Edições e onde foram reunidos nomes de diversas áreas da cultura pop que listaram seus discos prediletos de todos os tempos. A repercussão do livro foi boa? Haverá uma segundo volume dele?

 

Zé Antonio – foi sim, adorei fazer o livro e na semana passada a editora Ideal deu o ok oficial para  o volume 2, que sai em 2016.

 

* Tudo sobre o show de despedida dos Pin Ups aqui: https://www.facebook.com/events/1042653659091287/.

 

 

PIN UPS AÍ EMBAIXO, EM CINCO (DOS SEIS LANÇADOS PELA BANDA) DISCOS QUE CONTAM A HISTÓRIA DO INDIE ROCK BR DOS 90’

Para audição na íntegra, em stream, no YouTube.

 

 

 

OS PIN UPS E OS ANOS 90’ – RELATOS BREVES E SELVAGENS DE SEXO, DROGAS, ROCK’N’ROLL, LOUCURAS E BRIGAS (SEMPRE COM A PARTICIPAÇÃO DIRETA DO JORNALISTA ZAPPER/LOKER/GONZO, CLAAAARO!)

Os Pin Ups existiram de 1988 a 1999 e embora jamais tenham deixado o território limitado do underground rock nacional, se tornaram uma cult band de público fiel e um dos grupos que mais agitavam a cena noturna de bares paulistanos da época que abriam espaço para shows ao vivo com bandas de rock autorais. E não havia nenhum “anjo” ali: todos (especialmente o batera Flavio Cavichioli) adoravam enfiar o pé na lama em álcool, drugs etc. E ESTE jornalista eternamente loker/gonzo, que também nunca foi um modelo de, hã, bom comportamento (muito pelo contrário, rsrs), acompanhou a turma praticamente desde o início – não apenas em sua trajetória musical mas também se envolvendo em histórias e situações muitas vezes absurdas, acachapantes e hilárias ao lado do conjunto ou nos lugares onde ambos (jornalista e banda) freqüentavam.

 

Aí embaixo o blog recorda rapidamente algumas dessas histórias, uia!

 

* Espaço Retrô, o antro lendário da putaria sem fim: era pra ser mais um bar qualquer na noite paulistana. Mas aberto em 1988 em um sobradinho em uma rua no bairro de Santa Cecília (centrão barra pesada de Sampa), o Espaço Retrô se tornou o mais lendário bar rock alternativo da capital paulista, ao lado do também saudoso Madame Satã. E o Retrô se tornou uma espécie de “lar” dos Pin Ups, onde o grupo não cansava de se apresentar ao vivo, sempre levando uma galera gigante e animadíssima para conferir as gigs. Foi lá que o jornalista loker (e autor deste blog) conheceu o grupo. E era no Retrô onde tudo acontecia: discotecagem rocker com as últimas novidades da gringa (isso numa época onde não havia internet), bocetas tesudas e lokas em profusão e muita cheiração de cocaine e putaria nos banheiros IMUNDOS da casa, sendo que o autor dessas linhas bloggers deitou sua napa em padê naqueles banheiros até o nariz cair. Fora a “rola” zapper, que foi “gasta” com gosto naqueles mesmos banheiros, hihihi.

 

* A linda loirinha italiana, amigona zapper, e que NUNCA deu para o batera Marquinhos: ela se chamava (se chama) Ana Marmo. E era (é, até hoje) grande amiga do jornalista gonzo que escreve este blog. Ambos se comheceram quando cursavam Jornalismo na Fiam (yep, Zap’n’roll cursou Comunicação Social no final dos anos 80’, após ter se graduado em História na extinta Universidade São Marcos, em Sampa). E ambos freqüentavam o Retrô, claaaaaro. Aninha era uma loiraça lindaça, descendente de italianos, meiga como uma flor e inocente (de pensamento e comportamento) como uma criança de oito anos de idade. Mesmo assim gostava de ir ao Retrô e se dava bem com seus amigos malucos (como o sujeito aqui). E numa bela madrugada no bar, quando rolou mais uma gig dos Pin Ups (sempre…), ela CAIU DE AMORES pelo batera Marquinhos. O safardana, óbvio, também caiu matando em cima da loiruda e ambos engataram um “affair” que durou algum tempo. Mas logo depois o casal se separou e um dia o blog quis saber de Aninha o que tinha rolado e por que eles não estavam mais juntos. “Ah Finatti, ele só queria me comer”, respondeu ela, uia! E completou: “E eu ainda sou muito nova pra essas coisas, rsrs”. Hoje Marco (que também foi um dos fundadores do esporrento e genial trio Thee Butchers’ Orchestra) mora nos Estados Unidos. E Ana continua linda e loira até hoje: mora em Londres, foi casada com um escocês durante muitos anos e têm duas filhas tão belas quanto sua mamis, eternamente uma queridíssima amiga do jornalista rock’n’roll.

Fachada do bar rock mais lendário da cena alternativa paulista nos anos 80’ e 90’: o Espaço Retrô (acima) em sua primeira versão, que durou de 1988 a 1992, funcionava num sobradinho no bairro de Sta Cecília (região central da capital paulista), atrás do Largo e igreja do mesmo nome; foi lá que os Pin Ups fizeram seus primeiros, inesquecíveis e badalados shows

 

* “Me CHUPA Finatti, eu deixo! Você é VIADO!”: foi em alguma madrugada de 1992, mais ou menos (o HD do “véio” aqui às vezes falha, já lesado que está por décadas de consumo de álcool e aditivos ilícitos). O local: bar Der Temple, no baixo Augusta (próximo de onde é hoje o pub Astronete), cujo dono, o rockabillie Gigio, é atualmente (e há quase vinte anos já) propietário do Matrix Bar (na Vila Madalena, bairro boêmio de Sampalândia). O Der Temple também marcou época na cena rocker under da capital paulista – foi lá que Kurt Cobain e Courtney Love se “internaram” a madrugada toda, após o show do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993. E o blogger loker também vivia “internado” lá (afinal morávamos na rua de trás, a Frei Caneca, nessa época). E não deveria ter ido lá NAQUELA NOITE. Mas foi, por insistência da amiga Renata F., uma perua rocker tesudíssima, locaça como ela só (namorava com um italiano mafioso e vivia turbinada de ÓTIMA cocaína, que era fornecida a ela pelo namorido, claro) e que AMAVA trepar com músicos de rock ou qualquer sujeito que trampasse na área musical ou jornalística. Pois enfim: lá se foi a dupla pro Der Temple, em uma noite que haveria show dos… Pin Ups (ahá!), em comemoração ao “noivado” oficial da baixista Alê com o VJ da MTV e vocalista do grupo Ratos De Porão, João Gordo (que já estava se tornando então uma celebridade na cena undergroud). Aí que residia o problema (e o perigo): nessa época, por motivos nunca muito bem esclarecidos, Gordo e o jornalista zapper eram inimigos quase MORTAIS, sendo que o então rotundo VJ nutria um ódio igualmente quase mortal pelo autor deste blog (uma briga que durou até meados de 1995, quando ambos fizeram as pazes finalmente e se tornaram novamente bons amigos, que são até hoje). Mas Renata encheu o saco pra caralho pra ir na festa (era véspera de algum feriado) e a dupla se mandou pro Der Temple. Lá a madrugada rolou mais ou menos tranqüila (com o jornalista prevenido EVITANDO passar perto do João Gordo a noite toda) até o momento em que um destrambelhado e atrapalhado (como sempre foi) Finaski resolveu ir embora. Eram mais de cinco da matina, ele já estava bastante ébrio e foi se despedindo de alguns conhecidos e andando meio que de COSTAS, sem olhar quem estava atrás, no caminho. Foi então que ESBARROU em uma MASSA HUMANA e só escutou a seguinte frase: “Ô seu FILHO DA PUTA, você veio na MINHA FESTA pra me EMPURRAR? Vou te MATAR!”. Era João Gordo, claro. Que deu um SAFANÃO no autor destas memórias hilárias, levando-o ao chão. Zap’n’roll não se deu por assustado e, de saco cheio e bêbado, pegou a primeira GARRAFA vazia que estava ao seu alcance e partiu pra cima do rotundo músico, dizendo: “Chega! Quem vai te MATAR SOU EU, seu MERDA!”. Confusão armada, a turma do deixa disso entrou no meio e o jornalista foi direto no quarto distrito policial (que ficava do outro lado da rua) pedir ajuda. Voltou de lá com um investigador da polícia civil, que escutou pacientemente o relato dos dois envolvidos na contenda. Ao final, decretou: “a briga termina aqui, se alguém quiser dar queixa de algo, que se dirija AGORA comigo ao DP. E se alguém ENCONSTAR A MÃO NO OUTRO na MINHA FRENTE, vai em CANA AGORA!”. O dia já clareava e João Gordo resolveu ir embora na cia da sua noiva, Alê Briganti. Que enquanto abria a porta do carro dela (estacionado na frente do Der Temple), falava alto e rindo para um atônito Finas: “Vai Finatti, VEM ME CHUPAR! Eu deixo! Vem! Você é VIADO!!!”. Mais de duas décadas depois, Alê e o blogger rocker/loker são amigos e riem muito quando se recordam dessa história, ahahahaha.

 Dupla do barulho (e ponha barulho niso!), na night rocker loker sem fim de Sampa: o jornalista zapper e seu brother, o batera Flavio “Forgotten” Cavichioli, durante balada no baixo Augusta, em 2013; foi numa casa noturna onde tocou o grupo Corazones Muertos (com o qual Forgottinho estava tocando bateria na época) e, quando essa imagem foi registrada tanto jornalista quanto músico já estavam total alucicrazies de álcool e… rsrs

 

* O show DESASTROSO em Curitiba: foi em 2004, na primeira edição do finado Curitiba Pop Festival. Que tinha como atração máxima o quarteto americano Pixies, em sua primeira visita ao Brasil. E para dar um clima total indie rock ao evento a produção do mesmo teve a “brilhante” idéia de bancar uma reunião dos Pin Ups no palco, já que a banda estava parada há alguns anos mas continuava sendo alvo de adoração por um séquito grandinho de fãs. E o que era para ser um dos grandes momentos ao vivo do grupo acabou se tornando o MAIOR DESASTRE da trajetória deles, em termos de shows, pelos motivos já elencados pelo guitarrista Zé Antonio na entrevista aí em cima, no post. Mas Zap’n’roll não esquece de dois momentos daquela noite: o primeiro, com o jornalista “secando” uma garrafa de Jack Daniel’s com o vocalista Luiz Gustavo no camarim do grupo (e Luiz reclamando: “porra Finatti, quero levar um pouco de Jack pra beber no palco, caralho!”), de onde saiu com um copo descartável CHEIO de Bourbon pouco antes de o grupo subir no palco (e a essa altura, os neurônios zappers já estavam entrando em parafuso). E o segundo, assistindo ao próprio e lamentável show da banda: em dado momento Luiz, absolutamente loki de Jack, tirou o microfone da boca e ficou cantando com a… garrafa de Jack, jezuiz, rsrs. (pós-gig: o blog saiu da pedreira Paulo Leminski e foi direto pro centrão da capital do Paraná em busca de cocaine e crack, que ele ainda fumava naquela época. Passou a madrugada cheirando e pipando pelas ruas do centrão da cidade, ao lado de quem pudesse lhe fornecer alguma dorga)

 

* Flavinho Forgottinho ROUBANDO padê da napa do jornalista em Cuiabá, ulalá: segundo semestre de 2006, em Cuiabá (a sempre infernal e calorenta capital do Mato Grosso). O blog estava lá cobrindo um festival de bandas independentes, o Calango. Era a última noite do evento, os Forgotten Boys estavam fechando o festival e, ATRÁS do kit de bateria no palco onde Flavio Cavichioli (ex-batera dos Pin Ups e a essa altura já velho amigo zapper) espancava seu instrumento, o loker aqui estava sentando numa cadeira, ESTICANDO caprichosamente a ÚLTIMA carreira de cocaine que lhe restava naquele momento (já era alta madrugada, o pó de Cuiabá é dos melhores do Brasil e naquela horário seria praticamente impossível convencer alguém ali a ir de carro numa “biqueira”, pra buscar mais “produto”). Foi quando uma PANE técnica no palco (na parte elétrica) fez com que tudo ficasse mudo, obrigando os “Garotos Esquecidos” a encerrar seu set antes do previsto. Não deu outra: Forgottinho levantou puto do banquinho da bateria, se virou e quando viu aquela RELUZENTE carreira de cocaine esticada BEM NA SUA FRENTE, meteu sua NAPA sem DÓ (e até sem um “canudinho”) na mesma, pra DESESPERO e total EMPUTECIMENTO do autor dessas lembranças malucas e hilárias. “Filho da puta!”, exclamou o jornalista doidão e inconformado. “Era minha ÚLTIMA carreira, caralho! Só não te ESPANCO agora porque sou seu amigo”. Mui amigo aliás (ele), rsrs. E assim o escriba gonzo voltou para o hotel… sem sua última aspirada de farinha, rsrs.

 

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FECHANDO COM TESÃO O POSTÃO, MAIS IMAGENS DA TOTAL DELICIOUS E SAFADA MUSA SECRETA S.R.

Ela está de volta – e talvez pela última vez. Paulistana, trinta e três anos de idade. Ama Charles Bukowski e Gabriel Garcia Márquez. Ama Tim Burton, Lana Del Rey, Oasis e Tiê. E AMA ser bem FODIDA. Tem a boceta quente como o inferno e divina como o paraíso.

 

E seduziu e arrebatou o coração e a alma deste velho jornalista rocker/loker e sempre inadequado existencialmente. “Meu velho roludo!”, ela diz. E o affair segue tórrido entre os dois, já há quase três meses.

 

Então para o delírio do nosso sempre leitorado macho (cado), mais S.R. pra vocês. Apreciem sem moderação nas punhetas.

A devassidão, a luxúria plena e o pecado sórdido habitam meu corpo

 

Ela se entorpece com filosofia…

 

…e também de vinho

 

Meu corpo em delírio, à espera do velho roludo

 

E após mais uma tórrida sessão de delírios carnais, o velho e safado jornalista beija a VULVA de sua doce putinha (em imagem que foi censurada e REMOVIDA pelo Facebook, a rede social nazista)

 

 

E FIM DE PAPO

Haveria muito mais ainda a ser publicado nesse mesmo post. Mas os eventos de ontem, sexta-feira (13 de novembro) alteraram nossa pauta editorial. Assim a bio sensacional da Kim Gordon que recebemos da editora Rocco (conforme já comentado lá no início da postagem) entra, ao lado da também bio de Iggy Pop, como um dos assuntos pricipais do próximo post zapper.

 

E nesse momento em que o mundo sofre, como um todo, com mais um ato bárbaro da insanidade, demência e bestialidade humana sem limites, o blog diz: somos TODOS contra o Terror. E sempre seremos a favor da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre todos os povos e seres humanos do bem.

 

Até a semana que vem!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/11¹2015 às 8hs.)

O (quase) FIM enfim, de um blog: com festona (a última, provavelmente) neste finde em Sampa, um dos principais espaços de rock alternativo e cultura pop (esse aqui mesmo) da web brazuca celebra onze anos, onde acompanhamos (quase) tudo o que rolou nesse período no mondo pop/rock, aqui e lá fora também; mais: como vai ser a comemoração, o lançamento em edição nacional da biografia de uma lenda do pós-punk inglês e também o roteiro de baladas e dicas culturais no circuito under paulistano, que vive dias e noites de frio delicioso em pleno outono

Onze anos cobrindo e acompanhando o grande rock’n’roll mundial, onde quer que ele esteja: Zap’n’roll bate um papo rápido com Kim Gordon (acima), a deusa loira e ex-baixista do finado Sonic Youth, no backstage após show da banda no festival Claro Que É Rock, em São Paulo em novembro de 2005; abaixo, o blog entrevista Robert Smith, vocalista e líder da lenda goth inglesa The Cure, antes de a banda subir ao palco no encerramento do festival Hollywood Rock em São Paulo, em janeiro de 1996. São tantas emoções… que serão comemoradas e relembradas com festão neste sábado 

 

Uma década e um ano.

Onze anos. Pensa: quantos blogs você, dileto leitor de Zap’n’roll, conhece que duraram tanto tempo na blogosfera da web brazuca? E ainda mais em uma área específica (cultura pop e rock alternativo) em que a concorrência é bravíssima e onde surgem (e também desaparecem) zilhões de novos blogs a todo instante? Pois então: a história do blog zapper tem início antes até do início da era da internet no Brasil. Remonta a 1993 (lá se vão vinte e um anos!) quando o sujeito aqui, então um ainda jovem jornalista de seus trinta anos de idade, recém saído da editoria de cultura da gigante revista IstoÉ, estava à deriva no jornalismo musical paulistano, fazendo alguns frilas aqui e acolá. Até que por recomendação da amiga Fernandinha Balbino (que trampava como assessora de imprensa na gravadora Emi), fomos procurar mr. André Pomba, que estava então editando a recém publicada revista Dynamite. Ambos (Pomba e o jornalista gonzo/maloker/zapper) se conheceram pessoalmente exatamente em janeiro de 1993, na sala de imprensa do estádio do Morumbi, durante o festival Hollywood Rock daquele ano, no intervalo entre os shows do Alice In Chains e do Red Hot Chili Peppers (ambos no auge de suas carreiras). Amizade estabelecida, Finaski começou logo em seguida a colaborar com a edição impressa da Dynamite (ainda não existia o site da mesma, que só entraria no ar quase uma década depois). E apenas alguns meses após iniciar sua colaboração ele sugeriu ao eterno e querido “editador” Pomba: por que não fazer uma COLUNA mensal na revista, abordando temas como rock, comportamento, sociedade e cultura em geral? A proposta foi aceita e nasceu então a coluna Zap’n’roll, que durou vários meses e que acabou tempos depois quando a revista passou por uma de suas muitas reformulações editoriais. Mas aí já eram tempos de internet e entrou no ar o site da Dynamite. E logo veio a ideia de recolocar nele, em versão online, a coluna zapper. Que entrou no ar em meados de abril/maio de 2003. Daí em diante ela nunca mais deixou de ser publicada na web. Inicialmente como coluna semanal. Depois de alguns anos, se transformou em blog e passou a ser o espaço mais lido do já agora portal Dynamite. E permaneceu anos na Dyna. E cresceu tanto em acessos e audiência que acabou ganhando, há três anos, seu endereço próprio na internet. De lá pra cá o blog se tornou um gigante (sem falsa modéstia): média de setenta mil acessos por mês, média de trinta comentários por post (em uma época em que as pessoas perderam o hábito de enviar comentários para blogs), média de cem “likes” por post em redes sociais. É muito em um ambiente, como já dissemos, onde a concorrência é imensa, e nos enche de orgulho – e de dor-de-cabeça também já que inimigos ocultos (porque fakes e covardes de plantão) e invejosos estão sempre rondando o painel do leitor do blog, prontos a bombardear de maneira grosseira e insultuosa o trabalho aqui desenvolvido. Mas isso não diminuiu em nada a importância deste espaço, que acabou se tornando um dos mais lidos e importantes da blogosfera de cultura pop brasileira. Afinal a marca Zap’n’roll surgiu muito antes do que qualquer outro blog que existe hoje, seja ele o sempre bacana Popload (do queridão Lúcio Ribeiro), sejam os ótimos blogs dos chapas André Forastieri e André Barcinski (ambos no portal R7). E nesses mais de vinte anos de coluna/blog, tanto na extinta edição impressa da saudosa revista Dynamite quanto em sua versão virtual, Zap’n’roll já fez história e está dando como quase cumprida sua missão: acompanhou o nascimento e morte de bandas, músicos, movimentos comportamentais e artísticos, antecipou novidades, soltou furos em primeira mão, descobriu bandas (como Vanguart e Luneta Mágica), cobriu centenas de shows e festivais, resenhou zilhões de discos, causou polêmica com suas discussões e opiniões políticas e sociais, angariou amigos e inimigos ferozes, fez e aconteceu. E deixou sua marca entre os grandes nomes do jornalismo cultural e musical das últimas duas décadas. Só que tudo acaba um dia, néan. Os anos já pesam na idade do “tiozão” rocker que digita este editorial, ele passou por um tumor na garganta em 2013 e sempre é melhor sair de cena quando ainda se está no auge do que esperar a ferrugem e a decadência corroer tudo de maneira implacável. Por isso mesmo o blog zapper deverá chegar ao final de sua história quando 2014 também chegar ao fim. E por isso mesmo o festão que vai comemorar amanhã, sábado, em Sampa os onze anos do blog, também deverá ser sua última festa de aniversário. Portanto, vá lá e aproveite: vai ser uma despedida ultra digna e alegre pra um espaço virtual que já fez muito pela cultura pop e pelo rock alternativo brazuca. Disso temos certeza e não abrimos mão. Disso nos orgulhamos. E nos orgulharemos pra sempre, mesmo quando Zap’n’roll se tornar apenas uma lembrança virtual no pensamento de nossos sempre fiéis e amados leitores.

 

 

* E você já sabe: o festão de onze anos destas linhas bloggers/rockers/lockers rola neste sábado (mais conhecido como amanhã) lá na incrível e sempre bacanuda loja Sensorial Discos, que fica na rua Agusta, 2389 (Jardins, zona sul de Sampa). Vai começar cedo (oito da noite), vai acabar cedo (por volta de meia-noite, e aí quem for ainda pode esticar a madrugada em outras esbórnias e baladas), vai ter shows incríveis (do Eron Falbo, do Comma e do Star61), vai ter dj set fodona do blog (claaaaaro!), vai ter sorteio de discos de vinil, cds, livros e brejas artesanais e vai ter performance ultra erótica e selvagem DELA! Da nossa eterna e oficial musa rocker, a sempre muito ousada e abusada Jully DeLarge. Agora nos diga: você vai PERDER tudo isso???

 

 

* E entre os MIMOS que serão sorteados no festão de amanhã, está esse livrão aí. Trata-se de “Tocando à distância – Ian Curtis & Joy Division” (no original inglês: “Touching From A Distance”), a biografia do genial e inesquecível vocalista da lenda pós-punk inglesa, escrita pela sua viúva, Deborah Curtis, e lançada em 1995. Foi inclusive este livro a base para o filme “Control”, também sobre Ian, e lançado em 2007. Pois entonces: o volume acaba de sair no Brasil (antes tarde do que nunca) pela Ideal Edições, que em mais uma parceria bacanuda com o blog zapper, vai sortear um exemplar do mesmo na esbórnia que rola neste sábado. Mais um motivo pra você NÃO perder o babado rocker de amanhã, certo?

 

 

* E enquanto fazemos a festa aqui, os festivais rolam neste finde na Europa, néan. Em Barcelona, na Espanha, está rolando o gigante Primavera Sound (que teve a honrosa participação, em sua noite de abertura, do nosso Single Parents), que vai até domingo. E na capital portuguesa a edição 2014 do Rock In Rio Lisboa reuniu ontem um público de noventa mil pessoas que enlouqueceram com mais uma espetacular gig dos velhos e imbatíveis Rolling Stones – em show que teve até participação mega especial do “chefão” Bruce Springsteen, uia! Pois entonces… Stones no Rock In Rio Lisboa ontem. Isso significa ALGO para o Rock In Rio 2015 aqui mesmo, no Rio De Janeiro? Será???

 

 

* E na capa da NME desta semana está um certo Led Zeppelin. Sintoma da falência do rock’n’roll mundial dos anos 2000’: se os novos não dão mais conta do recado, os velhos continuam em evidência ad eternum.

 

 

* Que fofos e meigos! Após vinte anos de amizade sólida e inabalável, Quentin Tarantino e a deusa loira Uma Thurman estão… namorando. O amor é sempre lindo!

 O novo casal sensação do cinema aparece juntinho em Cannes

 

 

* “Sete Vidas”, o novo álbum da baiana rocker Pitty, foi lançado há pouco e já está indo bem na parada do i-Tunes. Um novo single foi divulgado, a bonita balada “Lado de lá”, e o álbum completo você pode ouvir aí embaixo, sendo que falaremos melhor dele em breve por aqui.

 

 

* Enquanto isso o pau continua comendo entre os herdeiros de Renato Russo (leia-se seu filho Giuliano Manfredini) e a dupla remanescente da Legião Urbana, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o batera Marcelo Bonfá. Ambos se posicionaram publicamente contra o lançamento do novo site da banda (que vai inclusive ter festa comemorativa na próxima terça-feira, 3 de junho, no bar Anexo B, que fica na rua Augusta, 430, centrão de Sampa), em comunicado divulgado na imprensa. Giuliano rebateu enfatizando que o que a dupla quer é grana fácil. E num detalhe o filho do saudoso Renato (que chegou a ser um dileto amigo pessoal destas linhas rockers online) está coberto de razão: todas as tentativas que Dado e Bonfá fizeram de ressuscitar a Legião com outro vocalista foram, no mínimo, bisonhas.

 

 

* Mas chega de falar em brigas, rsrs. Amanhã é dia de comemorar os onze anos do blogão zapper. E aí embaixo a gente relembra, em IMAGENS, alguns dos bons momentos destes onze anos onde acompanhamos tudo (ou quase) o que rolou no mondo rock, aqui e lá fora. Olha aí e sinta-se convidado a ir bebemorar conosco neste sábado.

 

 

ZAP’N’ROLL – ONZE ANOS EM ALGUMAS IMAGENS QUE MARCARAM MOMENTOS DO JORNALISMO ROCKER DO BLOG

Yep. No editorial de abertura deste post já esmiuçamos bem como toda essa putaria de jornalismo rocker/gonzo/maloker teve início, há mais de vinte anos. Então agora, nada melhor do que recordar através de algumas IMAGENS (e um vídeo, hihihi) o que foram estes onze anos de trajetória do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brasileira.

 

Veja aí. E participe da festa você também! É amanhã na Sensorial Discos, em Sampa. O blog te espera lá!

 Com o vocalista do Vanguart (banda descoberta pelo blog), pela night sem fim paulistana, anos atrás, após show dos cuiabanos

 

Ao lado de Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande, na entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente, em 2003

 

Zap’n’roll é “cercada” por Samuel Rosa e Lelo, da banda mineira Skank, durante beberrança na entrega de um dos VMB’s da MTV, anos atrás

 

De braços dados com a rocker baiana Pitty, em balada noturna por Sampalândia

 

Com o amigão de anos, Roberto Frejat, no camarim do Barão Vermelho, pós shows da banda em Sampa, no início de 2012

 

Fazendo careta com o gênio Adriano Cintra (ex-CSS e atual Madrid) na casa noturna Beco/SP, tempos atrás

 

Gigantes do jornalismo cultural e rocker que importa de anos pra cá: Zap’n’roll “cercado” por Lucio Ribeiro (do blog Popload) e super monge japa zen Pablo Miyazawa (editor-chefe da revista Rolling Stone BR), anos atrás, no show do Interpol, na extinta Via Funchal

 

E recebendo das mãos de André Forastieri (outra lenda do jornalismo cultural brazuca nas duas últimas décadas) seue exemplar autografado do livro “O dia em que o rock morreu”

 

 

QUEM VAI FAZER A FESTONA DE AMANHÃ

 Eron Falbo: revelação do novíssimo alt folk nacional, teve seu primeiro disco produzido por ninguém menos do que Bob Johnston, produtor dos álbuns clássicos de um certo Bob Dylan

 

Comma: duo pop/rock paulistano já com dois discos lançados e que centra sua musicalidade em eflúvios de indie guitar e belas melodias pop tramadas com violões

 

Star61: a melhor tradução paulistana pro glam rock clássico de Marc Bolan, Bowie, Slade, Roxy Music, Suede e Smiths!

 

Jully DeLarge, a musa rocker oficial do blog, em perfomance explosiva e pra deixar a assistência de mastro em riste ou molhada, uia!

 

* CHEGUEM CEDO! – a festona vai começar às oito da noite, com discotecagem total rock’n’roll e fodíssima do blog, uhú!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: do baú do início dos anos 2000’ o blog resgata “Welcome To The Monkey House”, discaço lançado pelos americanos do Dandy Warhols em 2003. Pelo menos umas três músicas do álbum serão tocadas na dj set de amanhã da festa do blog.

 

* Livro: a biografia de Ian Curtis, que acaba de sair em edição nacional através da Edições Ideal.

 

* Baladas: em finde onde a rua Augusta vai literalmente TREMER com a festa de onze anos destas linhas virtuais lokers, também dá pra curtir outros agitos no circuito under de Sampa. Começando hoje, sextona em si, com show de lançamento do novo álbum do grupo Alarde, “Abismo ao redor”, e que rola lá no Hocus Pocus Studio & Café, em São José dos Campos. Já aqui em Sampa mesmo tem balada rocker sempre agitada no Astronete (na rua Augusta, 335, centrão de Sampalândia) e o infernal open bar do Outs (no 486 da mesma Augusta).///Sabadón? Tem showzaço da lenda indie Mickey Junkies (com participação especial do gênio Edú K, do DeFalla) no Sesc Belenzinho (próximo ao metrô Tatuapé, zona leste paulistana). E mais show imperdível do Saco De Ratos (a super banda de blues do dramaturgo under e gente finíssima Mario Bortolotto) no Club Noir (que também fica na Augusta, no 331), isso na madrugada já. Pedida imperdível pra esticar após a festança que vai comemorar o niver do blog, certo? Então se joga, porran!

 

 

E É ISSO

São onze anos de blogagem na esfera da cultura pop e do rock alternativo. E que serão bem comemorados amanhã, numa festa que será provavelmente a última de aniversário destas linhas rockers virtuais. Tudo acaba um dia e com o blog zapper não será diferente – ele deverá ser extinto no final deste ano. Mas até lá seguiremos por aqui, sempre. E deixamos hoje nosso agradecimento, nossos zilhões de beijos (no coração) e abraços em pessoas e amigos (as) muito queridos (as) e que foram e continuam sendo mega importantes na nossa existência, nesses anos todos. Então esse post se encerra aqui e vai dedicado pra: Yaque Finatti, André Pomba, Tiago Bolzan, Falcão Moreno, Eliana Martins, Silvia Ruksenas, Adriana Cristina, Vandré Caldas, João Carvalho, Lee Martinez, Laís Eiras, Jaqueline Figueiroa, Josiane Butignon, Adriana Gadbem, Agno Santis, Solange Monteiro, Samuel Altherman, Edner Morelli, Matheus e Lucas Morelli, Luiz Calanca, Glauber Amaral, Helio Flanders, Bruno Montalvão, Hugo Santos, Marilda Vieira, Lucio Ribeiro, Pablo Miyazawa, Ricardo Cruz e famiglia Los Porongas. Pra todos vocês, o AMOR ETERNO de Zap’n’roll!

 

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

A semana em que o blog sofreu seu primeiro e único (até o momento) revés em onze anos de existência, por simplesmente emitir sua opinião sobre uma obra musical (e onde fica a liberdade de imprensa e de expressão???); o dândi Damon Albarn estreia enfim solo e longe das guitarras e do britpop do Blur; os vinte e cinco anos de um dos últimos grandes clássicos do rock inglês; a DEUSA Scarlett Johansson fica total PELADA em seu novo filme e causa alvoroço entre os machos (cados) mundo afora; mais Mudhoney e Jesus & Mary Chain de volta a Sampalândia e tudo aquilo que você só encontra aqui, no blog de cultura pop mais lecal da web BR (postão finalizado e mega recheado com os novos discos do Echo & The Bunnymen e do Manic Street Preachers, além de roteirão de baladas para a semana toda!) (atualização final em 6/5/2014, com PROMO EXTRA E INCRÍVEL NO AR: INGRESSOS NA FAIXA pra ver MUDHONEY!)

A semana foi mega agitada no mondo pop/rock: o vocalista do Blur, Damon Albarn (acima) finalmente lança seu primeiro disco solo, após cantar durante vinte e cinco anos à frente de um dos ícones máximos do britpop; já a deusa Scarlett Johansson deixou os marmanjos planeta afora enlouquecidos, ao mostrar como irá aparecer em seu próximo filme, “Sob a pele” (abaixo) e que estreia no próximo dia 15 de maio no Brasil

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EXTRINHA PRA ATUALIZAR O POSTÃO COM MEGA PROMO BACANUDA!

Yeeeeesssss! Pensou que o blogão que nunca para estava adormecido no último feriadão? Nadinha! Embora andando lá pelos lados das montanhas e dos paraísos idílicos Mineiros, Zap’n’roll estava trablhando nos bastidores para fechar mais uma promo incrível para o seu dileto leitorado.

 

E com a dita cuja finalmente acertada, vamos lá. Corre no hfinatti@gmail.com que ACABA de entrar em disputa:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS para o Sub Pop Festival, que acontece semana que vem, dia 15 de maio, no Audio Club, em São Paulo. Vai rolar gig imperdível (sempre!) do clássico grunge Mudhoney, além de dj set do queridão Adriano Cintra (ex-CSS, atual Madrid e dileto amigo pessoal destas linhas rockers bloggers). Vai perder???

 

Mais uma promo super lecal, em parceria do blog com a produtora Inker. Os vencedores serão avisados por e-mail (bem como como deverão proceder pra retirar os tickets) até a hora do almoço do dia 15 de maio, okays?

 

Então é isso: dedo no mouse e boa sorte!

Uhú!!! Saiu a promo zapper de tickets NA FAIXA pro Sub Pop Festival, que rola semana que vem em Sampa, com showzaço do Mudhoney (acima) e dj set do gênio Adriano Cintra (abaixo, ao lado do blogger sempre loker, em balada rocker em Sampa). Vai perder?

 

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O GIGANTE GALÊS MANIC STREET PREACHERS ANUNCIA SEU NOVO DISCO E SOLTA MÚSICA FODONA

Foi a grande, mega notícia do mondo rock planetário que abriu a semana, ontem: o trio galês Manic Street Preachers (uma das bandas do coração de Zap’n’roll) anunciou que seu novo álbum de estúdio, batizado “Futurology”, chega às lojas no próximo dia 7 de julho.

 

Os Manics (como são carinhosamente conhecidos pelos fãs) estão em atividade há quase trinta anos (a banda surgiu em 1986, na cidade de Blackwood) e são praticamente desconhecidos fora do Reino Unido. Mas lá são gigantes e tão aclamados quanto Oasis e Blur, por exemplo. E não sem motivo: a história da banda, além de ser emocionante (com direito a sumiço de um dos seus principais integrantes, o guitarrista e compositor Richey James Edward, que provavelmente se suicidou em 1995, embora seu corpo jamais tenha sido encontrado), ainda inclui uma musicalidade que vai do rock de guitarras mais agressivo até deambulações pelo pós-punk e por ambiências folk e eletrônica. E sempre com alto teor político e social nas letras, atualmente escritas pelo vocalista e guitarrista James Jean Bradfield.

O trio galês Manic Street Preachers: novo discão a caminho!

 

Com uma trajetória onde incluem-se pelo menos meia dúzia de discos sensacionais, a banda não está dando sinais de cansaço (ao contrário do caidaço Echo & The Bunnymen, que está lançando um trabalho verdadeiramente horrível). Tanto que no ano passado editou o belíssimo “Rewind The Film”. E agora anunciou outro novo cd, cujo primeira amostra é o single “Walk Me To The Bridge”, já com vídeo circulando na internet. Trata-se de um guitar rock poderoso, com ótima melodia e refrão explosivo. Bem à moda clássica dos Manics.

 

Se o novo álbum for todo nessa pegada, sai de baixo. Aí só irá restar mesmo torcer para que alguma produtora de shows brazuca crie vergonha na cara e traga a banda para se apresentar aqui.

 

Vem “ninóis” Manics!

 

 

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ÚLTIMA FORMA: O NOVO DISCO DO ECHO & THE BUNNYMEN, E MAIS ALGUMAS PARADINHAS AÊ

 

Pois, o velho Echo & The Bunnymen não desiste. Com quase quatro décadas nas costas (o primeiro single da banda, o hoje clássico “Rescue”, saiu em 1978), o grupo integrado pelo vocalista Ian McCulloch e pelo guitarrista Will Sergeant (a dupla que sobrou da formação original) marcou para 3 de junho o lançamento de seu novo álbum de estúdio, “Meteorites” e que chega ao mundo cinco anos após “Fountain”, o último disco inédito do grupo. Só que o trabalho acabou VAZANDO na web anteontem e já pode inclusive ser ouvido no YouTube. Não se sabe se é esse material que está na internet que será lançado em junho pois rolou boato de que o lançamento do novo Echo havia sido adiado para novembro porque Big Mac não teria ficado satisfeito com o resultado final da mixagem das músicas. De qualquer forma o blog ouviu o cd esta madrugada. E nesta primeira audição considerou que “Meteorites”, se não for o PIOR disco dos Bunnymen até hoje, é certamente um dos PIORES: baladas bregas que tentam resgatar a grandiosidade de canções como “Ocean Rain”, canções com levada pop medonha. E claro, McCulloch sem voz nenhuma. É desalentador dizer isso de um conjunto que chegou a ser um dos cinco da vida do autor destas linhas bloggers rockers, e que também fez parte de momentos históricos do rock’n’roll e da da própria existência de Zap’n’roll. Mas a verdade é que o Echo já deveria ter encerrado sua carreira há séculos. Anyway, vamos dar uma segunda “orelhada” no álbum, pra ver se melhoramos nossa impressão sobre ele.

 

* E se você quiser fazer o mesmo, ouvir o novo Echo, vai aí embaixo:

 

 

* Já os Libertines vão se reunir novamente em Londres. O eterno junkie Pete Doherty está falido, precisando levantar uns trocados e foi se juntar novamente ao amigão Carl Barat. Assim é que a banda vai se apresentar no dia 5 de julho em Londres, no lendário Hyde Park, ao lado do Maximo Park (que já está total flopado hoje em dia) e dos velhos punks do Pogues. Hum….

 

* E atualizando infos de shows agora em maio, que vai estar realmente “hot” em Sampalândia: ao que tudo indica também vai ter Sleigh Bells dia 7, no Audio Club.

 

* Certo? Então por enquanto é isso.

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A semana total cinza.

É assim que podem ser definidos os últimos sete dias na vida de Zap’n’roll. Problemas pessoais demais se acumulando e soluções de menos. Boa parte desses problemas envolvem questões familiares e de herança e obrigaram o autor deste blog a ir até Minas Gerais no último feriadão prolongado, para tentar solucioná-los. Nada feito: além de não ter curtido absolutamente nada do feriadão da Semana Santa, estas linhas bloggers rockers ainda não conseguiram solucionar nada e terão que apelar para briga judicial. Como se não bastasse anteontem, quarta-feira, houve o desenlance momentâneo de uma ação judicial movida contra estas linhas virtuais, ação esta desencadeada em função de uma resenha publicada aqui no ano passado, sobre o lançamento de uma obra musical. Em primeira instância o blog perdeu a contenda e foi condenado a pagar uma indenização (de valor algo expressivo, diga-se) por danos morais. E como reza o velho ditado: decisão da Justiça não se discute, cumpre-se (embora caiba recurso à decisão e o autor deste espaço online já tomou as providências necessárias nesse sentido), por mais que ela tenha sido aparentemente injusta. E neste caso e com todo o respeito à sentença formulada pela autoridade judiciária, o blog considera que não teve assegurado seu amplo direito de defesa no referido processo. Mais: também não foi observado ou levado em consideração os seríssimos problemas de saúde (um tumor maligno na garganta, que foi tratado e continua sob tratamento, sendo que no final de maio próximo, após uma bateria de exames, se saberá se esse tumor foi ou não eliminado) enfrentados por este jornalista ao longo de 2013. E por fim, consideramos que a sentença vai contra os princípios básicos da Constituição promulgada em 1988 e que assegura ampla liberdade de expressão e de imprensa a jornalistas e aos meios de comunicação. Por tudo isso iremos recorrer da decisão, observando-se o cumprimento momentâneo das decisões expostas na sentença (como, por exemplo, retirar dos posts antigos do blog qualquer menção ao artista que moveu a ação; retirada essa que já foi providenciada inclusive). Enfim, é o primeiro e único (até o momento) revés dessa natureza sofrido por estas linhas zappers em onze anos de existência. E se por um lado esse revés desperta no autor destas linhas online vários sentimentos ruins (melancolia, abandono, solidão, derrota, impotência etc.) por outro o incentiva a continuar lutando pelos seus direitos e pelo que acredita ser justo e verdadeiro – afinal, desde quando é crime emitir uma opinião negativa sobre uma obra artística, elencando o que ela tem de ruim? Se assim for não haverá mais crítica na imprensa brasileira, e qualquer artista que se sentir atingido em seu ego por palavras e avaliações com as quais ele simplesmente não concorda bastará partir para a ação judicial, para tentar calar o pensamento do profissional de imprensa cultural que procura exercer seu ofício com o maior rigor possível. Por outro lado, se é vero que grandes jornalistas incomodam e em algum momento de sua trajetória serão perseguidos e acionados judicialmente por algo que escreveram, então nos orgulhamos de fazer parte dessa estirpe. E também, mesmo estando com sentimentos de que a existência humana continua mais cinza do que nunca, nos sentimos um pouco felizes por saber que queridos amigos estão do nosso lado e já manifestaram apoio a este espaço rocker virtual através de redes sociais. A semana chega ao fim mega cinza. A vida zapper anda muito cinza. Mas continuaremos lutando pelo que acreditamos ser o certo e o justo. E por continuar lutando é que estamos aqui com nosso post semanal, falando das novidades do mondo pop (disco solo de Damon Albarn, festivais legais que irão rolar em Sampalândia, as notícias e dicas culturais da semana etc, etc, etc.) e do rock alternativo. Essa é a nossa redenção e a motivação pra continuarmos lutando: saber que este blog tem alguns milhares de leitores e que ele já deixou sua marca na história da blogosfera de cultura pop brasileira. Amém.

 

 

* Estamos a menos de dois meses do início da Copa do Mundo 2014, no Brasil. E a imagem do país lá fora segue mais ENLAMEADA do que nunca por conta do que está acontecendo no Rio (a morte do dançarino da Globo, que provavelmente foi abatido a tiro por PMs; a polícia militar ASSASSINA e total despreparada que zela pela nossa “insegurança”, tanto no Rio De Janeiro quanto em São Paulo). New York Times, The Guardian, El País: todos os grandes diários do planeta comentaram o estado de SELVAGERIA em que se encontra o Brasil (bandidos voltando a dominar as favelas cariocas; a polícia militar usando de truculência e matando cidadãos comuns que trabalham e pagam impostos, como o gerente de uma loja em São Paulo, que foi vítima de sequestro praticado por um ladrão em fuga da PM, e que acabou MORTO pelos policiais com cinco tiros, enquanto o ladrão foi apenas ferido; é o fim da picada!), isso tudo a menos de dois meses do início do campeonato mundial de futebol. Tem jeito, Dilmá? Tem jeito (des) governadores Pezão (olha só o nome do sujeito que é governador do Rio…) e Alckmin? O blog acha que não…

 

* Pelo menos a presidente sancionou a Lei do Marco Civil da Internet, dando exemplo pro mundo. É o mínimo…

 

* E não só: em São Paulo a crise no abastecimento de água está chegando em um nível perigoso e a total INCOMPETÊNCIA do grande merda que é Geraldinho Alckmin nada faz para solucionar o problema. E esse TRASTE, estas linhas online apuraram, vai sair candidato à reeleição ao governo do Estado. Pense em tudo o que está rolando aqui antes de PENSAR em votar nesse LIXO.

 

* Indo pra música. O blogão zapper, sempre muito bem informado, também apurou que deve sair logo menos a edição nacional da festejada e bombadíssima auto-biografia do inglês vivo mais amado do Universo. Quem? Morrissey, claro. O livro deve chegar ao mercado brazuca até o final de maio.

 

 

* E esta foi uma semana de, hã, efemérides, néan? Na segunda-feira, 21, comemorou-se vinte e cinco anos do lançamento do primeiro e hoje clássico álbum dos Stone Roses. Um disco tão essencial pras últimas duas décadas e meia do rock’n’roll que a história por trás dele foi parar na capa da NME desta semana. E hoje, sextona em si, 25 de abril, fazem também exatamente vinte anos que foi lançada a obra-prima do Blur, “Park Life”. São dois discos realmente fodidos de tão bons. E que estão eternamente na coleção da trilha sonora dos grandes momentos da vida do autor destas linhas bloggers rockers.

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Stone Roses na capa da NME desta semana: estreia já clássica na história recente do rock’n’roll

 

* A velha guarda indie rocker feliz e dando pulos de alegria com as voltas do Mudhoney e do Jesus & Mary Chain a Sampalândia. Primeiro vai rolar a invasão grunge na capital paulista, com o Sub Pop Festival que acontece em 15 de maio no Audio Club (que fica na avenida Francisco Matarazzo, 694, na Barra Funda, zona oeste de Sampa). Além de djs sets esporrentes de Steve Turner (vocalista e guitarrista da lenda Mudhoney) e do queridão Adriano Cintra (o multi-instrumentista que um dia inventou o hoje falido CSS), ainda vão rolar gigs bacanudas do próprio Mudhoney em sim, além das bandas Obits e Metz. Os ingressos pra baladona já estão à venda (por 160 mangos) pelo www.ticket360.com.br . E guentaê que o blogão campeão em promos bacanas está negociando uma parceria com a amiga produtora Inker, visando sortear alguns tickets aqui pro festão.

 Mudhoney: os velhos e sempre ótimos grunges de volta a Sampa

 

 

* Já os velhos indies e irmãos Reid (Jim e William) voltam a Sampa em 25 de maio com a lenda Jesus & Mary Chain, para tocar na edição 2014 do Festival Cultura Inglesa – e que desta vez vai acontecer lá no Memorial da América Latina. Além do Jesus também irão se apresentar Los Campesinos e Monique Maion. E… sobre JMC? É umas das bandas do pós-punk inglês (se bem que eles são na verdade escoceses, hihi) dos 80’ mais amadas por estas linhas rockers online, sendo que os dois primeiros álbuns do grupo (“Psychocandy”, lançado em 1985, e “Darklands”, editado em 1987) são clássicos da história do noise guitar britânico. Mas… (sempre há um mas…) há uma desconfiança do blog em relação ao show da banda em sua terceira passagem pelo Brasil: na primeira vez em que estiveram aqui (em 1991, na turnê do álbum “Automatic”, quando o show aconteceu no extinto ProjetoSP), o então ainda jovem jornalista zapper se acabou durante o set e saiu surdo do lugar, tamanho esporro sonoro gerado pelo grupo que fez uma apresentação inesquecível. Dezessete anos depois, em 2008, na edição daquele ano do Planeta Terra Festival, Jesus voltou a Sampa e fez uma apresentação PÉSSIMA, com os manos Reid se arrastando no palco e sem o menor tesão em tocar, para desespero dos velhos fãs presentes. Então agora será a prova dos nove: ou eles fazem novamente um shwozaço ou… Fora que a banda não lança um disco inédito há dezesseis anos (o último de estúdio, “Munki”, saiu em 1998). Mas vamos lá, afinal o blogger outrora muito loker gostava tanto de JMC que tinha um adesivo da banda na tampa de acrílico do seu velho system Gradiente (isso há uns vinte anos), quando ainda morava no apê da rua Frei Caneca. E claaaaaro, AMAVA esticar fileiras de cocaine em cima do tal adesivo para aspirá-las, enquanto ouvia os cataclismas sônicos da Corrente de Jesus & Maria, uia!

 

* E já que falamos tanto do JMC acima, dois recuerdos da banda aí embaixo, com os vídeos de dois mega clássicos do grupo, as lindíssimas “Just Like Honey” e “April Skies”.

 

 

* A DEUSA SCARLETT VEM AÍ EM SEU NOVO FILME. TOTAL NUDE!!! – yeeeeesssss! Uma das atrizes mais incríveis do cinema mundial dos anos 2000’ e um xoxotaço amado por milhões de machos (cados) mundo afora (o zapper taradón incluso, hihihi), a divina Scarlett Johansson causou furor esta semana no mondo pop quando foram divulgadas fotos e o trailer de seu novo filme, “Sob a pele”, que tem estreia marcada para o próximo dia 15 de maio no Brasil. No longa ela interpreta uma alienígena que vem para a Terra, assume a forma de uma fêmea fatal e como tal, passa a seduzir e a MATAR homens em série, wow. O enredo é mais ou menos, não se sabe (ainda) se o filme é bom mas foda-se: nele Scarlett protagoniza seu primeiro (e único e último, segundo a própria atriz) nu frontal e total, como o dileto leitor destas linhas putanhescas pode conferir na foto que abre este post. A perfeição em forma de mulher: os cabelos estão pretos, peitos na medida e lindões, barriguinha sensualíssima e uma bocetinha de contorno perfeito, para acabar os marmanjos na punheta. Resta aguardar o filme e conferir se ele vale a pena. Mas só a imagem dionisíaca de miss Scarlett como ela veio ao mundo já vale a ida ao cinema mais próximo.

 

* Aí embaixo, o trailer de “Sob a pele”:

 

 

* Falando em bocetões, não deixe de marcar na sua agenda: dia 31 de maio rola a mega festa de ONZE ANOS da Zap’n’roll. Vai ser na incrível Sensorial Discos (a loja de discos e bar/café com brejas artesanais mais descolada e charmosa de Sampa atualmente). Vão ter showzaços de Eron Falbo, Comma e Star61. Vão rolar sorteios de livros da Edições Ideal, discos de vinil e garrafas de cerveja artesanal. E vai rolar performance ultra sacana, devassa e canalha DELA! De quem? Ora, da nossa eterna musa indie oficial, a mais linda, gostosa e safada de todas até hoje, miss Jully DeLarge, primeira e única. Então, recado já dado e data marcada. Fica esperto pra NÃO perder!

 Preparem-se machos (cados, uia!): esse demônio de devassidão vai participar da festona de onze anos do blog mais safado da web brasileira

 

* Mais notícias bombásticas agitando o mondo rocker na semana que está chegando ao fim: foi anunciando em Londres aquele que provavelmente vai ser o encontro mais BIZARRO do rock’n’roll nos últimos séculos. O ainda grande Duran Duran está gravando seu novo álbum de estúdio (ainda sem previsão de lançamento). E um dos convidados em uma das faixas é ninguém menos do que ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers, o fodíssimo John Frusciante. O que vai sair desse encontro? Só esperando para ouvir e saber…

 John Frusciante: o ex-guitar man do Red Hot estará no novo disco do Duran Duran

 

* Mas enfim, o rock morreu? Nosso querido amigo pessoal e célebre jornalista musical, André Forastieri, afirma que sim em seu primeiro livro, “O dia em que o rock morreu”, lançamento da editora gaúcha Arquipélago e que chega às livrarias nesta segunda-feira. Trata-se de uma colentânea de textos escritos por Forasta (atualmente, um dos editores do portal R7), ao longo de sua trajetória como jornalista. O lançamento em São Paulo é dia 15 de maio próximo, na Livraria Cultura da avenida Paulista, e o blog vai estar por lá.

 

 

* Porém, enquanto o novo disco do Duran Duran e o livro do Forasta não chegam, não percamos tempo. O primeiro solo de Damon Albarn, o homem que canta no Blur, sai oficialmente nesta segunda-feira. O blogão sempre atento já ouviu e conta aí embaixo o que achou.

 

 

DAMON ALBARN PASSA LOOOOONGE DAS GUITARRAS E DO BRITPOP EM SUA ESTREIA SOLO

O dândi Damon Albarn está com quarenta e seis anos de idade (completados em março último). Durante vinte e cinco desses anos ele cantou à frente do gigante Blur, a banda que ao lado do Oasis liderou o movimento rocker britpop nos anos 90’. E não só: além do Blur ele também criou outros grupos e projetos paralelos (Gorillaz, The Good, The Bad & The Queen), mas só agora Damon Albarn resolveu lançar seu primeiro disco solo. “Everyday Robots”, que criou razoável expectativa na rock press planetária chega oficialmente às lojas de disco na próxima segunda-feira, embora tenha vazado na web esta semana. E ironicamente hoje, sexta-feira 25 de abril (quando parte do postão zapper está entrando no ar), se completam exatos vinte anos do lançamento de um clássico recente da história do rock, o fodástico álbum “Park Life”, lançado pelo Blur em 1994 e que fez a banda estourar mundo afora, inclusive no Brasil, com o mega hit “Girls & Boys”.

 

O Blur sempre foi uma banda mega sofisticada musicalmente: seus quatro integrantes eram egressos de escolas de arte em Londres. Tanto que “Park Life” enlouqueceu a crítica e os fãs por ser rigorosamente inclassificável. Havia de tudo no disco: pop radiofônico, baladas melancólicas, rocks no limite do heavy metal e até uma valsa instrumental (!). E mesmo com toda essa sofisticação sempre houve muito espaço para as guitarras na banda, e que eram (são) executadas com maestria pelo gigante Graham Coxon.

 

Mas o cara de bom moço Damon (que um dia teve seu coração destroçado pela, naquela época, xoxotaça Justine Frischman, vocalista do Elastica, que deu um pé na bunda do rapaz, e do qual ele parece nunca ter se recuperado totalmente) também sempre adorou flertar com ambiências mais funky e eletrônicas, o que o levou a montar o grupo virtual Gorillaz, por exemplo. E entre as muitas idas e vindas do Blur, entre uma passagem e outra pelo Brasil (em 1999 e no ano passado, no festival Planeta Terra), Albarn foi maturando sua estreia solo.

A estreia solo de Damon Albarn: muito longe das guitarras e do britpop do Blur

 

Pois “Everyday Robots” soa estranhíssimo numa primeira audição. E passa muuuuuito longe de guitarras e da sonoridade britpopper do Blur. Estas linhas zappers mesmo ouviram o disco esta semana pelo menos umas cinco vezes para formar/formular um conceito sobre ele. É um trabalho extremamente dúbio porque simples e complexo ao mesmo tempo. Desvela o que se passa na mente de um músico consagrado perto do seu meio século de vida. E essa radiografia musical não vai suscitar meio-termo: quem gosta de guitarras, melodias pop e mais arejadas, por certo vai detestar o cd. Já quem ama paisagens sonoras contemplativas, bucólicas, pastorais, com ambiências eletrônicas e uma grande dose de melancolia, vai se identificar no ato.

 

O blog começou a curtir o álbum nas últimas audições. Mas confessa que não foi fácil digerir em um primeiro momento a esquisitice melódica da faixa-tíulo, que abre o disco e já ganhou vídeo promocional. Porém, com o avançar das faixas vai-se descobrindo momentos de reflexão que se inserem dentro de paisagens sonoras elaboradas e construídas com esmero, caso de “Hostiles” e seus belos violões e camadas de teclados, ou ainda da algo latina “Mr. Tembo”, da tristíssima (e lindíssima, com pianos e acordeões) “Photographs (You Are Talking Now)” e de “Heavy Seas Of Love”, que possui a participação da lenda Brian Eno nos vocais. Aliás no capítulo das participações a cantora do Bat For Lashes, Natasha Khan, também dá sua contribuição à obra, dividindo os vocais com Damon em “The Selfish Giant”.

 

Por certo são músicas que dificilmente se encaixariam na proposta musical do Blur – ou menos ainda no eletrônico sarcástico e ensolarado do Gorillaz. Daí Damon Albarn ter optado por dar vazão a esse material em um cd com a sua assinatura própria. “Everyday Robots” está longe de ser um disco feliz. Trata-se de uma coleção de músicas bem cinzas. Tão cinzas quanto é a maioria da existência humana e como talvez esteja a própria vida do rockstar Damon Albarn.

 

 

O TRACK LIST DE “EVERYDAY ROBOTS”

1.”Everyday Robots”

2.”Hostiles”

3.”Lonely Press Play”

4.”Mr. Tembo”

5.”Parakeet”

6.”The Selfish Giant” (

7.”You and Me”

8.”Hollow Ponds”

9.”Seven High”

10.”Photographs (You are Taking Now)”

11.”The History of a Cheating Heart”

12.”Heavy Seas of Love”

 

 

E DAMON ALBARN AÍ EMBAIXO

No vídeo da faixa-título de seu primeiro álbum solo.

 

 

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AS RADIOATIVAS LANÇAM ENFIM SEU PRIMEIRO CLIP BACANUDO

Entonces, foi classe o show do quinteto paulistano As Radioativas na última sexta-feira, lá no Astronete – o pub rock mais sensacional do circuito under paulistano atual.

 

Estas linhas online gostam muito da banda (que é formada por uma vocalista fofona e doidona, a ótima Tatiana Siqueira, além das guitarristas Letícia Kruger e Natasha, da baixista Crica Mess e da batera e linda loira gaúcha Letícia Planodas) e da sua sonoridade proto-punk/glam/riot girrrl (e que não foi entendida por certo jornalista carioca, babaca, boçal e metaleiro velho como só ele sabe ser, um tal de Marcos Brachatto, ahahaha), de letras simples e diretas mas bem legais.

 

Porém o jornalista zapper/rocker acha que a banda tem uma força ao vivo que não foi devidamente capturada em estúdio, na gravação de seu primeiro disco (e aí nos perdoe o queridão Calanca, produtor respeitabilíssimo e dileto amigo pessoal de quase trinta anos do sujeito aqui, se estivermos enganados nessa avaliação). Mas sinceramente, ao vivo, é dos melhores shows que você pode ver atualmente na pálida indie scene paulistana.

Tatiana Siqueira, a front woman gordoidona das Radioativas

 

E foi lançado lá no Astro o clip de “Cuidado Garota!”, que também acaba de ir pra web. Bem básico, simples, mas com roteiro eficiente e bem filmado/dirigido. É o suficiente.

 

A continuar nessa pegada as meninas vão longe. Potencial de sobra pra isso elas possuem, como você pode conferir aí embaixo, assistindo ao vídeo de “Cuidado Garota!”.

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “Everyday Robots”, a estreia solo de Damon Albarn, o homem que ainda canta no Blur.

 

* Showzaço indie triplo: yep, pra quem perdeu as duas gigs do Sebadoh em Sampa na semana passada, amanhã (terça-feira em si, dia 29 de abril, já que o blogon tá sendo finalizado na segundona) tem uma última chance. O lendário trio indie americano se apresenta no evento Red Bull Station, no centrão rocker de Sampa (mais especificamente na Praça da Bandeira, 137, metrô Anhangabau) e tendo a abertura luxuosa das bandas Single Parents (de Sampa) e John Candy (do Rio). Ou seja: balada imperdível pros indie kids. Mas atenção! Vai começar cedo (sete da noite) e acabar cedo também. Então, se agilize pra chegar no horário correto.

O trio americano Sebadoh: última chance de vê-los ao vivo é amanhã, terça

 

* Baladenhas em mais um finde com feriadão: pois é, quinta-feira é 1 de maio e ninguém trampa, uia! Então, com mais um feriadão a caminho (sendo que o blog eternamente andarilho vai por novamente o pé na estrada), já vamos ver o que rola em termos de baladas pra esta semana, pois novo postão zapper só na semana que vem, pós-feriadão. Entonces a esbórnia já começa hoje, segunda-feira, com a festa de treze anos da On The Rocks, uma das baladas rockers mais badaladas e já clássicas da noite under paulistana. Rola no D-Edge (que fica na avenida Auro Soares de Moura Andrade, 141, metrô Barra Funda), na madruga.///Na quarta-feira, véspera do feriadão em si, vai rolar o festival erótico/goth Libertines, no 80’ Club (na rua Deputado Lacerda Franco, 340, Vila Madalena, zona oeste de Sampa), com vários djs e performances. Também na quarta o baixo Augusta vai ferver com a festa “High Voltage” no Inferno (no 509 da Augusta) e mais uma noitada open bar imperdível no Outs (no 486 da mesma Augusta).///Já na sextona pós-feriado tem noitada rockabilly no Inferno e festa de três anos da Tiger Robocop 90’, no Centro Cultural Rio Verde (lá na rua Belmiro Braga, 119, Pinheiros, zona oeste paulistana).///E no sabadão, pra quem está na pacata e bucólica São João Del Rey (no interior de Minas Gerais, no circuito das cidades históricas), tem show de lançamento do primeiro disco da bacanuda banda Machados, no Underground Pub (que fica na rua José Falconieri dos Santos, 47). Tá bão, né? Roteirão grandão pra semana toda, uia! Se joga!

 

 

FIM DE PAPO

Postão completão no ar. E feriado vindo aí pela frente sendo que o blog vai precisar cair na estrada novamente. Então novo encontro zapper com nosso dileto leitorado fica pra semana que vem, pós feriadão, okays? Mas é claro que se algo muuuuuito bombástico acontecer no mondo pop, iremos registrar aqui em “edição extra”, hehe.

 

Então é isso. abração nos marmanjos, beijão nas garotas. E até a próxima!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 06/5/2014 às 21:30hs.)

O duo Madrid e seu discão de estréia. Adriano Cintra dá entrevista gigante e EXCLUSIVA para o blog, onde DETONA o CSS. Mais: todos os detalhes do festão de entrega do Prêmio Dynamite, daqui a duas semanas. O (até o momento) meia-boca line up do Planeta Terra 2012, e mais isso e aquilo tudo, uia! (plus: a turnê dos Los Porongas pelo extremo Norte brasileiro) (ampliado, atualizado e finalizado em 30/6/2012)

 A dupla Adriano e Marina na capa do álbum de estréia do Madrid (acima), e o CSS (abaixo), ex-banda do músico: mudança radical no novo projeto musical e disparando contra Lovefoxxx e cia em entrevistão pro blogão zapper

 

As mudanças de comportamento e a “guerra” na blogosfera.
Dois assuntos aparentemente desconexos entre si, mas que fustigam o pensamento de Zap’n’roll na madrugada aprazivelmente fria de quinta pra sexta-feira, quando o novo post destas linhas online está sendo escrito. A primeira questão (a mudança de comportamento) começou a perpassar as reflexões do autor deste blog quando ele deteve seu olhar, também na última madrugada, no texto escrito por um célebre colega seu de blogosfera – e que você vai saber quem é logo mais aí embaixo, se continuar lendo o post. O texto escrito pelo jornalista em questão fazia um resgate de um lendário grupo inglês dos anos 80’, que produzia uma sonoridade contemplativa, bucólica e que hoje a “modernidade” crítica chama usualmente de dream pop. E justamente pelo grupo abordado no referido texto é que o zapper sempre atento e observador concluiu que as pessoas mudam sim e muito, ao longo de sua existência. Mudam seu comportamento, seu modo de enxergar o mundo, suas atitudes, seus gostos culturais (e musicais, por tabela), mudam seus valores morais, sociais etc. Se todas essas mudanças são para pior ou melhor, é outra looooonga discussão. Mas voltando ao texto do nosso prezado colega de blogosfera, ele sinaliza que o jornalista que o escreveu mudou muito nos últimos vinte anos – e este blog pode dizer isso com conhecimento de causa pois conhece a figura pessoalmente (embora nunca tenha convivido com o mesmo ou tenha tido exatamente laços de amizade com ele), e acompanha seu trabalho profissional desde 1990 pelo menos. Mudou em termos de gosto musical já que, pelas dezenas de textos que já publicou em seu blog ele sinaliza que hoje, maduro e com mais de quarenta anos de idade, possui uma amplitude e ecletismo musical ultra saudável e que inexisita no então jovem jornalista que, nos anos 90’, só gostava praticamente de rock pesado, grunge, punk e podreiras similares. Na outra ponta dos devaneios zappers vem a questão de uma pseudo “guerra” entre blogs amigos (caso deste aqui e da vizinha Popload, do Uol). Uma “guerra” que na verdade não existe (ao menos na concepção do autor destas linhas rockers virtuais), e que tenta ser criada e alimentada por gente à toa, desocupada e desprovida de cérebro, e que vive de enviar mensagens fakes e covardes para o painel do leitor zapper com o intuito de criar esse suposto “clima de guerra”. Um ótimo exemplo disso é o manezinho que envia mensagens assinando “fã da popload” e que agora, semanalmente, vem até aqui tentar desancar o trabalho destas linhas bloggers rockers, e tentando jogar Zap’n’roll contra a Popload escrita pelo sempre querido amigo Lúcio Ribeiro), pra ver o circo pegar fogo. Que bobagem, tsc, tsc… cada blog tem sua importância nessa parada toda, cada um tem seu espaço e seu fiel e dileto leitorado – e o deste blog felizmente só aumenta a cada semana. Não estamos aqui pra sermos melhores do que ninguém e nem pra estar na frente de ninguém. O que nos interessa é levar boa informação e boa análise a quem nos lê, mesmo que eventualmente publiquemos assuntos que já foram notícia ou foram comentados em outros espaços. Como o Madrid, por exemplo: o novo projeto do chapa Adriano Cintra, ex-CSS (e amigo pessoal deste jornalista, há uma década e meia) tem o show de lançamento de seu primeiro disco na próxima semana, em São Paulo. Pois o blogão zapper publica neste post uma entrevista gigante com o músico (e que foi feita na semana passada), onde ele explica todos os motivos que o levaram a deixar o bem famoso e rentável CSS. Estamos dando uma matéria que já foi comentada em outros espaços midiáticos? Com certeza. Mas Zap’n’roll sabe como tratar o assunto e sabe do diferencial que seu material editorial possui, em relação aos outros. Por isso, se vale um conselho pra essa gente escrota, babaca, careta e covarde (como diria o saudoso poeta Cazuza) que assina “fã da popload”, ele é – e aí entra uma possível conexão entre mudança de comportamento (remeber Ira!) e “guerra de blogs” que na verdade não existe: mude seu comportamento, amigão. Deixe de ser chato, hostil e otário. O mundo moderno anda complicado demais pra pessoas como você continuar agindo como tigres humanos que viviam na ignorância e obscurantismo da Idade Média. Mude seu comportamento. Talvez você se torne um ser humano mais feliz e menos rancoroso, invejoso e babaca.

 

* E começando as notinhas semanais com aquela que já rodou por toda a web (na NME, na Folha online, no site da Rolling Stone e também no nosso querido espaço vizinho que o “fã da popload” ama, hihi). Liam Gallagher não se conteve e soltou a garganta ontem na Inglaterra, em show do seu Beady Eye, cantando “Rock’n’roll Star” e “Morning Glory”, do Oasis. Foi a primeira vez que Liam cantou alguma música de sua ex-banda desde que ela chegou ao fim, em 2009. E isso tem um significado muito claro: o Gallagher mais novo sabe que o meia-boca Beady Eye vai ter vida curta. Logo, logo ele irá voltar para os braços do irmão Noel, pra quem sabe…

 

* O Beady Eye, é bom não esquecer, é uma das bandas de abertura (!) dos mega shows com tickets total esgotados que os Stone Roses fazem neste finde, na sua natal Manchester.

Liam, o Gallagher mais novo, cantou Oasis esta semana e vai abrir shows dos Stone Roses. Será que ele está mais “humirde” e menos arrogante, afinal?

* Como estas linhas rockers online anteciparam, a produção do festival Planeta Terra começou a soltar esta semana os primeiros nomes de quem vai estar na edição deste ano do evento. E tome o chatíssimo Maccabees, mais Kings Of Leon (que fez um show péssimo no SWU em 2010) e Gossip (que o blog acha ok apenas). Assim, como está nesse momento, o line up do Terra é o pior das últimas edições. Óbvio que muita coisa ainda está sendo negociada e fechada. Assim, é cruzar os dedos e torcer para que venham também Garbage (esse já entregou no seu Twitter oficial que estará no Brasil este ano), Mumford & Sons (que vai inclusive lançar seu novo disco em setembro) e Kasabian. Aí sim vai valer a pena ir até o Jockey Club de Sampa.

Kings Of Leon (acima) e Maccabees (abaixo), duas das atrações confirmadas no Planeta Terra 2012, que começou mal de atrações

 

* Mas por essa estas linhas zappers não esperavam MEEEEESMOOO. Há alguns dias (ou semanas?) sem ler o “Confraria de tolos”, blog escrito pelo nosso “inimigo cordial” André Barcinski na Folha online (e, sem querer fazer média alguma, um dos melhores espaços de rock e cultura pop na blogosfera brazuca atual), agora de madrugada fomos dar uma “zoiada” no dito cujo.
E eis que pegamos Barça falando do… Cocteau Twins. Wooooow! Se você não sabe o que foi a banda, leia o blog dele, está tudo (mais ou menos) lá. Mas o que espanta é ver um sujeito, hoje careca e quarentão, rasgando elogios a uma banda que, vinte anos atrás (quando Barcinski AMAVA heavy metal, podreiras sonoras variadas e punk rock), ele devia odiar e achar a coisa mais insuportável do mundo. Conclusão óbvia: as pessoas envelhecem e mudam seu gosto musical (se pra pior ou melhor, é outra discussão), ampliam-no e o lapidam. Pelo jeito, é o caso do nosso “colega” de blogosfera.

 

Pra quem não tem idéia do que era a sonoiridade do Cocteau Twins, dá uma sacada no video aí embaixo, da música “Ivo”, que abre o álbum “Treasure”, lançado pelo grupo em 1986.

 

* Em tempo: estas linhas online gostam muito de alguns discos do Cocteau Twins (não todos). Inclusive a estréia do jornalista zapper estréia como profissional da mídia musical, em uma grande revista mensal e de circulação nacional foi em janeiro de 1987, na extinta Somtrês, quando ele resenhou lá (e falou bem) o “Treasure”, um dos melhores trabalhos da banda. O título da resenha era, se não nos falha a memória (uia), “Suavidade na tenda dos bem moderninhos” (isso, vale repetir, em janeiro de 1987, há vinte e dois anos!).

 

* Em tempo, II: ao vivo a banda era chatíssima e soporífera. Zap’n’roll descobriu isso quando o Cocteau Twins tocou aqui em 1990, no extinto ProjetoSP, na Barra Funda. O show foi um horror (nem a “parede de guitarras” construída no palco salvou a parada) de tão sonoleeeeeento e chato. O zapper sempre beberrão não aguentou e na metade da gig foi pro bar, pra beber. Bons tempos, enfim…

 

* PRÊMIO DYNAMITE: ÚLTIMA CHANCE PARA VOTAR – a votação para escolher os melhores do ano no Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 termina amanhã, sábado, às 23:59 horas. Se você ainda não escolheu seus artistas preferidos, vai lá no site (http://www.premiodynamite.com.br/ ) e vota. Até o momento em que estas linhas bloggers poppers estavam sendo finalizadas, já haviam sido computados quase trinta mil votos. E a festa de entrega dos troféus aos vencedores – que volta depois de doiSs anos de ausência – promete ser bacanésima: ela acontece no próximo dia 11 de julho no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Os mestres de cerimônia do evento serão a lindaça (e querida amiga zapper) Bianca Jhordão (vocalista do grupo Leela, que está prestes a lançar seu novo álbum, pela Pisces Records) e o eterno punk Clemente. Vão rolar shows do retornado Viper e mais Leela, Inocentes, Lipstick e… Maria Alcina, uia! Sendo que o sujeito aqui em pessoa vai entregar um dos troféus da noite. Além disso, paralelamente à premiação em si, também vai acontecer a Mostra do Prêmio Dynamite, com debates e shows legais entre os dias 6 e 7 de julho, no Centro Cultural da Juventude – mais sobre a Mostra você fica sabendo aqui: http://www.facebook.com/events/349317451804607/ . É isso aê, galere: vamos prestigiar DE FATO (ao invés de de mentira, como certas Ongs “fora do eixo” costumam fazer) a cena independente nacional votando e prestigiando a maior premiação da música alternativa brasileira!

O Leela vai tocar na entrega do Prêmio Dynamite 2012 

 

* Bien, que mais nessa já noite de sexta-feira? Adèle grávida do primeiro rebento, Tom Cruise dando uma botinada na (já) ex-mulher etc. Bobagens poppers enfim. Melhor ir logo pra explosiva entrevistona que Adriano Cintra concedeu com EXCLUSIVIDADE ao blog, e onde ele literalmente detona sua ex-banda, a CSS. Além de falar do seu novo projeto, o Madrid, claaaaaro. Então bora ler o ping-pong aí embaixo.

 

 

CSS JÁ ELVIS – AGORA ADRIANO CINTRA SÓ QUER SABER DO MADRID
Ele voltou – em termos – ao underground musical paulistano, onde nasceu e se criou. Você, jovem leitor zapper, pode não ter a noção exata de quem é Adriano Cintra. Mas o multiinstrumentista (toca bateria, guitarra, baixo, teclados e sopros), compositor, arranjador e produtor musical circula há quase duas décadas no rock alternativo de Sampa. As primeiras bandas foram o Ultrasom e o Supermarket, no início dos anos 90’. Depois veio o trio garage punk Thee Butcher’s Orchestra, que se tornou gigante na indie scene paulistana e projetou o trabalho de Adriano também no circuito rock independente europeu. Foi também, nessa época, que ele e Zap’n’roll se tornaram amigos.

 

E aí entrou em cena o combo electro-rock CSS (Cansei de Ser Sexy). Você e todo mundo sabe: a banda era Adriano mais cinco garotas (depois, apenas quatro) fazendo uma maçaroca barulhenta ao vivo – o grupo chegou a tocar, de graça, em festa da extitna revista Dynamite (e promovida pelo autor deste blog), no tradicional bar paulistano Outs. Isso lá por 2004. Aí a banda foi aprimorando seu som, Adriano foi fazendo contatos aqui e ali, conseguiu um contrato com o lendário selo SubPop (de Seattle e que deu ao mundo o grunge de Nirvana e Soundgarden) e… voilá! De repente o CSS era o nome um dos nomes mais “hot” do novo rock planetário dos anos 2000. Capa na NME, headliner em festivais pelo mundo afora, fama, dinheiro entrando e… tretas, muitas tretas. Que culminaram com a saída de Adriano Cintra (o “cérebro” e principal compositor do grupo) do CSS, no final do ano passado.

 

Isso é um resumo possível da história até aqui. Agora, aos trinta e oito anos de idade, o querido e velho Adriano está de volta com o seu novo projeto musical, o duo Madrid. Ao lado da cantora e compositora Marina (ex-integrante do grupo curitibano Bonde do Rolê), Adriano compôs uma batelada de belíssimas canções tramadas com violões, pianos e sopros. Tudo moldado em ambiências bucólicas, suaves e algo melancólicas (leia a resenha do álbum mais aí embaixo), em um disco que será lançado com um show na chopperia do Sesc eiapéia, em São Paulo, na próxima terça-feira, 3 de julho.

 

Mas o que rolou afinal por trás da saída de Adriano do CSS? E o que é o Madrid e o que o músico espera conseguir com sua nova empreitada musical? É o que você fica sabendo abaixo, na entrevista gigante e exclusiva que estas linhas zappers fizeram com o seu velho amigo na semana passada, via Facebook.

Dupla do barulho fazendo um entrevistão rock’n’roll: Zap’n’roll e Adriano 

 

Zap’n’roll – Você está lançando o primeiro álbum de seu novo projeto musical, o Madrid. O que esperar desse projeto e de um músico que já foi de uma formação histórica do indie guitar rock paulistano e que fundou um dos grandes nomes do electro-rock mundial nos anos 2000, o CSS?

 

Adriano Cintra – Tem a ver com minha primeira banda, o Ultrasom, onde eu tocava piano e cantava. É um disco lo fi, gravei tudo na minha sala, com poucos microfones. A Marina é incrivel, nos demos muito bem. Ela compõe, arranja, produz Desde o Caxabaxa [outro finado projeto musical de Adriano] eu não trabalhava com uma pessoa tão criativa.

 

Zap – Sim, e vocês dois são multiinstrumentistas. Mesmo assim, houve a adição de mais algum músico extra nas sessões de estúdio? E nos shows, serão apenas vocês dois mesmo ou pensa em montar uma banda maior?

 

Adriano – No disco só tem eu e ela. Eu toquei piano, bateria, baixo, algumas guitarras, sax e trompete. Ela tocou violão, guitarra, glockenspiel, órgão… Ao vivo contamos com dois músicos amigos nossos: O Rodrigo Sanches na bateria (foi ele que mixou o primeiro e o terceiro disco do CSS e gravou o segundo) e o Fil na guitarra. Ao vivo os arranjos são mais simples que no disco, mas tá soando super bem.

 

Zap – Ok. E sobre o quê falam as canções do Madrid?

 

Adriano – Separação, morte, maldade, desilusão, traição.

 

Zap – Esses temas presentes no trabalho do Madrid (separação, morte, maldade, desilusão, traição) têm a ver com o seu passado no CSS e os problemas que culminaram com a sua saída do grupo?

 

Adriano – claro, kkkkk. Então. Minha saída do CSS foi um dos períodos mais sofridos da minha vida. As pessoas acham que eu sou muito bafonzeiro, que xingo, que isso que aquilo. Mas ninguém parece entender que eu gostava daquelas meninas. De verdade. Era como se fossem da minha família. Eu tinha um sentimento de proteção com relação a elas fora do normal, talvez até por isso eu as tenha poupado tanto durante todo o processo. Eu as mimava de certa forma. E o dia que a japonesa [Lovefoxxx, vocalista do CSS] parou de falar comigo do NADA… Foi assim, um dia ela acordou e resolveu que não queria mais ser minha amiga. Olha, aquilo pra mim foi a morte. Eu demorei pra sair da banda, eu esperava que as coisas melhrassem mas só pioraram. Esse negócio aconteceu em janeiro de 2011. Até novembro, quando eu saí, as coisas se tornaram insustentáveis. Ela me excluia. Ela começou a fazer um grupo onde eu não era convidado. Eu fiquei muito deprimido. Foi praticamente um bullying. Quando eu saí, e foi assim, eu mandei um email bem ridículo falando AH ENTÃO VOCÊS VÃO PARAR DE ME PAGAR? ENTÃO EU TO FORA. Ninguem nem respondeu, tipo eu tava no fundo esperando um email NAAAAÃO, NÃO SE VÁ! Mas acho que era o que elas estavam planejando! E daí eu passei por todas as etapas do luto, neguei, fiquei com raiva, deprimi. E isso tudo influenciou as composições do Madrid, esse álbum foi composto e gravado em dois meses e meio. Pa pum.

 

Zap – Ok. E hoje, passado um ano dasua saída, você já descobriu o que motivou essa atitude da Lovefoxxx? Porque, embora muitas pessoas não saibam, a priori quem teve a idéia de montar a banda e efetivamente a montou foi você. Quando o CSS começou a estourar no rock planetário, não havia nenhum contrato formal que definia essas questões de quem era o autor das canções e de como eram divididos os lucros entre os músicos da banda?

 

Adriano – Nunca descobri o motivo. Desconheço, cansei de tentar adivinhar. Quem montou a banda na verdade foi a IRACEMA. Que pulou fora em 2008. Olha, eu sou o compositor do CSS, isso é uma questão de publishing. Eu nunca dividi a edição das músicas com ela, então eu continuo sendo dono das músicas, da propriedade intelectual que são as músicas. Muitas tem letras da Lovefoxxx, então ela também é dona das músicas que tem letras dela. Não exite motivo para eu proibir elas de tocarem minhas músicas pois cada vez que tocam eu ganho dinheiro. O que elas queriam parar de me pagar era o mísero salário da banda. Eu tirei licença médica por conta de um reumatismo no dedo mínimo. Eu ia voltar a tocar um mês depois. E elas querendo cortar meu salário. Sendo que no show elas estavam usando até meus backing vocals gravados. O grande problema era esse. Eu sempre ganhei mais dinheiro que todas elas, eu era o compositor da banda. E o produtor. Daí aproveitando que eu saí da banda, elas não me pagaram nem pela produção do ultimo disco da banda. E quer saber? Que enfiem esse dinheiro no rabo, nem era muito dinheiro assim. Mendigas. Passado o baque da tristeza de ter sido descartado, eu consegui ver as coisas como elas são. Essas meninas são umas patricinhas do Itaim [Bibi, bairro nobre da zona sul paulistana], que não têm noção do que significa trabalhar. Camelei um ano e meio pra fazer essa porra de último disco. Não ficou do jeito que eu queria. Usaram meu estudio,meus instrumentos, minha paciência. Minha VIDA. E não me pagam o que estava acertado? Daí o melhor foi a desculpa do empresário, querendo me dar o truque que não era aquele valor combinado. Sendo que eu tinha guardado o email onde ELE me oferecia o valor. Gente baixa, rasteira. E agora ficam lá tocando minhas músicas (fazendo dinheiro pra mim) pagando de MINAS DE BANDA. Quero muito ver que tipo de música elas vão compor. “BEER! VODKA! PROVOLNE!”. Vai ser tipo isso, creio eu. E outras assim, bem bem pretensiosas onde a japonesa vai chavecar algum bofe, tentnado fazer poesia.

 

Zap – Há duas fases bem distintas do CSS. A primeira, de grupo electro-rock no underground paulistano, sendo que vocês chegaram a tocar em festa da revista Dynamite, produzida por mim lá no Clube Outs, hehe. A segunda é quando a banda começa a ficar realmente grande (e nessa fase o único show que assisti do grupo foi no festival Mada, em Natal, anos atrás), é contratada pela SubPop, sai na capa da NME e começa a tocar nos principais festivais de rock do mundo. A mudança de um estágio para o outro provocou, de certa forma, algum impacto psicológico ou emocional em você e nas outras integrantes? Vocês estavam ganhando muito dinheiro, afinal? E como isso tudo se refletiu na vida pessoal de vocês todos?

 

Adriano – Eu nunca ganhei MUITO dinheiro com a banda. O que eu ganhei eu gastei morando fora. Houve o imbróglio com o ex-empresário, que me dá vontade de vomitar. Seria a vez que eu ganharia uma grana, e por isso entenda “uau, vou comprar meu apartamentINHO de 60 metros quadrados”. E o dinheiro evaporou. Depois, ganhamos dinheiro que gastei morando fora, morei quatro anos em Londres. Aluguel caro, comida cara. Psicologicamente acho que algumas pessoas na banda começaram a se levar a sério demais. Eu nunca me deixei levar por aquilo, pra mim era trampo, era chato pra caralho, não dava pra dormir, eu era alcoólatra. Eu não to nem aí de conhecer gente famosa. Eu detesto gente, caguei. “AI, OLHA A PEACHES”. Caguei. Olha, o “DAVID GROHL”. Caguei. Eu nunca, nunca puxei papo com essa gente. “MEU DEUS, VAMOS TOCAR ANTES DO SONIC YOUTH”. Mano, eu nem cheguei perto deles, imagina ir la pagar pau e ser mal tratado? Ia acabar com minha vida. Bom, eu sou um bicho né. Mas tinha nego da banda que STALKEAVA essa gente. Ia atrás, puxava assunto, tirava foto, trocava email. Putz, acho muito escroto. Muito deslumbre. Sabe o pior? No fim, eu tava me questionando, será que eu tinha que mudar? Será que eu sou tao insuportável assim? Daí eu fui la e tirei UMA FOTO COM O DAVID GROHL, hahaha. E sabe o que aconteceu? Aquela piranha do Kills me tratou mega mal e eu quase mandei ela à merda, groupie do caralho.

Lovefoxxx, a vocalista do CSS, segundo Adriano Cintra: “deslumbrada” e “não sabe cantar”, uia! 

 

Zap – E da parte das garotas, você sentia que havia um certo deslumbramento delas em estar ficando famosas e convivendo com outros rock stars? A Lovefoxxx chegou a noivar (ou casar) com o vocalista do trio inglês Klaxons, que também já teve seus quinze minutos de fama, rsrs.

 

Adriano –  Elas super deslumbraram. Patético. Me constrangia muito.

 

Zap – Ceeeeerto. E falando ainda de problemas com grana, direitos autorais de músicas etc, os problemas que você teve com o primeiro empresário do CSS foram, afinal, solucionados? Sei que você já falou muito sobre isso em entrevistas anteriores mas o que aconteceu afinal, a ponto de vocês demitirem o sujeito da função de empresário da banda?

 

Adriano – Há um processo criminal acontecendo. Essas coisas demoram anos. Mas eu vou até o fim.

 

Zap – Mas você pode detalhar o que acontceu?

 

Adriano – Ai, que horror. Meu advogado mandou eu não ficar falando disso, kakakakaka. É preguiça! A gente era burro, ele era mais burro ainda. E a merda espalhou na cara de todo mundo. Pra você ter idéia como as coisas são, desde 2007 eu nunca mais vi essa pessoa. Nem por acaso na rua. Não sei o que faz, onde frequenta, quem são os coitados que estão andando com ele hoje em dia. Quero que exploda.

 

Zap – Ok. E no auge do sucesso do CSS como você se sentia estando no meio daquele turbilhão de shows, entrevistas, festivais etc? Como era viver nesse, hã, “glamour” de fama, drugs, festas, sexo etc? Hoje, de volta ao cenário independente nacional, você de alguma forma sente falta daqueles tempos com o CSS?

 

Adriano – Olha, eu no auge bebia uma garrafa de vodka inteira por dia. Você acha que eu LEMBRO? Eu no fundo detestava tudo aquilo, nada era do jeito que tinha que ser, era tudo caótico, errado, a gente sempre se fudendo, nunca tinha tempo pra dormir, tinha dia que pegávams cinco vôos! Quando a banda deu um break pra fazer o terceiro disco eu parei de beber, comecei a fazer academia 6X por semana. Eu gosto de acordar cedo, dormir cedo. Não gosto mais de boate. Eu gosto de rotina. Agora com o Madrid eu vou fazer as coisas do jeito certo. Vamos viajar? Ok. Vamos marcar os vôos pensando que temos que DORMIR. ANTES DE VOAR. Kkkkkkk.

 

Zap – Ou seja: no final das contas, nem havia tanto glamour assim. Ou se havia, ele cobrava um preço alto, né?

 

Adriano – Véio, não tem glamour nenhum. Tocamos várias vezes na BBC. Tinha que estar lá as seis da manha pra passar som. Ninguém merece. Daí ficava lá o dia todo no camarim. Fazendo o que? Bebendo né. E comendo. É muito deprê. Glamour é você mesmo fazer suas coisas. Finatti, eu sou punk. Sempre gravei meus discos. Mixei. Fiz as estampas das camisetas. Silkei as camisetas. Vendi as camisetas. Quando você entra no jogo grande, vc não faz mais nada! É deprê.

 

Zap – Na minha avaliação pessoal, e sem querer fazer média com você, o CSS vai acabar em breve. E Lovefoxxx vai tentar a óbvia carreira solo, que também não vai durar muito. É o que eu acho. E você, o que acha em relação ao futuro delas?

 

Adriano – Quero que explodam. Mano, vai ver aquela MERDA de música que ela canta com o Steve Aoki. Aquele imbecil do Steve Aoki. Japonês deslumbrado, hipster wigga maldito. Mano, a voz dela tem tanto autotune que perdeu pra CHER. Ela pode gravar mais cinco músicas com auqele autotune terrivel. Até a hora que ninguem mais aguentar aquele efeito. Porque ela não consegue cantar sem efeito. Eu tenho aqui umas gravações que fizemos num puta estudio nos EUA. Se eu soltar isso, ela vai se dar descarga de vergonha.

 

Zap – Sensacional a entrevista, dear. Você lembrou dos tempos do Ultrasom, sua primeira banda. Teve também o Supermarket e, claaaaaro, o grande Butchers Orchestra, que na verdade foi a banda que te projetou como músico. Mudou muito a cena indie paulistana daquela época pra hoje? Como você se sente participando novamente dessa cena, após passar alguns anos em uma banda mega do pop planetário? Pretende tentar fazer carreira internacional também com o Madrid ou isso não está nos seus planos?

 

Adriano – Acho que hoje em dia tá bem deprê. Não tem onde tocar… tá puxado. Cade o Juke Joint? Então, já temos uma carreira fora. A agencia que marca nossos shows é inglesa. Estamos marcando uma turnê européia em outubro. Estamos negociando com uma empresaria americana para nos representar. A Marina mora em Londres. Para nos vai ser natural continuar tocando fora, eu tenho mais contatos lá fora que aqui!

 

 

MADRID, O DISCO, JÁ É UM DOS GRANDES LANÇAMENTOS DE 2012
Quem conhece o músico Adriano Cintra pelo que ele compôs, gravou e tocou com o trio garage/punk Thee Butcher’s Orchestra e com o (durante alguns anos) bombado combo electro CSS, não vai reconhecê-lo em seu novo projeto musical. E quem não tem referência alguma de sua trajetória vai se surpreender e admirar sua versatilidade em trafegar em ambiências sonoras tão díspares. Sim, porque “Madrid”, o disco que Adriano lança no próximo dia 9 de julho (pelo próprio selo criado pelo músico), em parceria com a também compositora e cantora Marina Vello, não tem absolutamente nada a ver com a sonoridade dos ex-grupos em que Cintra atuou.

 

É um álbum, antes de tudo, gravado na equação low fi – onde menos é mais. Mas nem por isso (pela gravação simples, com poucos instrumentos e sem nenhum rebuscamento na parte técnica e de mixagem) o trabalho é menos precioso e impactante. Pelo contrário: há todo um esmero melódico e instrumental, todo um cuidado com letras e vocais e que dificilmente se encontra nas atuais produções do pop/rock alternativo, seja daqui ou de fora.

 O multiinstrumentista Adriano: além de tocar, ele também se arrisca nos vocais na estréia em disco do Madrid

 

São canções contemplativas e tristonhas as que estão no disco de estréia do Madrid. Boa parte delas engendradas apenas com piano e voz. Em alguns momentos surgem violões e sopros (tocados por Adriano). As letras falam de traição, separação, desilusão (como o próprio músico revela na entrevista ao blog), em alusão à sua saída do CSS. E desse inventário, dessa expiação de dores emocionais causadas pelo rompimento entre ele e sua ex-banda, surgem músicas demolidoras como “Sibilings” (levada por violões algo dramáticos), “Sad Song” (aí é o piano que comanda a melodia e onde Adriano permite se arriscar nos vocais, dividindo-os com Marina; além disso há sopros que imprimem à música um quê de trilha para casais desiludidos em uma mesa de bar enfumaçado) e “Poison” (Adriano novamente nos vocais, e aqui destilando um “veneno” bem mortífero na letra, em referência ao seu passado recente no CSS). Como se não bastasse, Marina também enterra seu passado no Bonde do Rolê e se revela uma extraordinária cantora (com pronúncia em inglês impecável, diga-se) em “I’ve Been Around” (onde sua interpreação deixa qualquer Lana Del Rey da vida comendo poeira) e “Bride Dress”, o momento mais intenso e espetacular de um trabalho que beira a perfeição musical.

 

Há momentos, hã, mais animados em “Free Fall” (onde surge uma escaleta) e no “quase” low fi indie rock que é “Your Hand”. Porém estas duas faixas não destoam em nada do contexto que abarca o trabalho. “Madrid”, o disco, é sem nenhum favor já um dos grandes momentos do indie rock de 2012. Pode ter certeza disso.

 

* O duo Madrid lança seu primeiro álbum com um show na próxima terça-feira em São Paulo, no Sesc Pompéia, às nove da noite. A entrada será gratuita.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia do Madrid, o novo projeto de Adriano Cintra, ex-CSS. O álbum tem show de lançamento no Sesc Pompéia (rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste paulistana), na próxima terça-feira, 3 de julho, às nove da noite. E o que é melhor: de graça!

 

* Los Porongas no extremo Norte brasileiro: uma das dez melhores bandas do rock independente brasileiro dos anos 2000, os fodásticos Los Porongas, realizam um sonho antigo: fazer uma tour por várias cidades da região Norte do Brasil. Nada mais natural pois, apesar de radicado há alguns anos em Sampa, o quarteto formado por Diogo Soares (vocais), Carlos Gadelha (guitarras), Magrão (baixo) e Jorge Anzol (bateria) na verdade nasceu em Rio Branco, no Acre. A sonoridade única que o grupo construiu em seus dois excepcionais álbuns de estúdio, agora poderá ser conferida ao vivo pela galera do extremo Norte. A tour começou ontem (sexta-feira), em Belém do Pará. Segue hoje (sábado, 30 de junho) em Macapá (e daqui estas linhas online mandam um super abraço pro queridão Otto Ramos e toda a turma do coletivo Palafita, que está organizando o evento por lá), onde a banda toca no Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço, com abertura luxuosa do local e também ótimo Vila Vintém (uma das bandas daquela região mais bacanas que o blog teve o prazer de conhecer e ouvir). E nos próximos dias a banda também irá se apresentar em Rio Branco, Porto Velho, Boa Vista e Manaus. Sucesso pra empreitada é o que estas linhas online desejam aos amados Poronguinhas, porque eles merecem! E se você de Macapá ou está passando hoje pela cidade, não perca a gig de forma alguma!

O quarteto Los Porongas: o grande rock do Acre em turné pelo Norte brasileiro; hoje, o show é em Macapá

 

* Baladas no finde? Vem que tem! Hoje, sabadão em si (quando este post está sendo concluído), tem a incendiária DJ set mensal do blog lá no clube Outs (que fica na rua Augusta, 486). Das duas e meia da matina até às quatro e meia o blogger dublê de DJ vai derrubar a pista com o melhor do indie rock planetário. Cola lá que vai ser fooooodaaaaa!///Já no sempre bombado Astronete (também na Augusta, no 335) rola a noite de despedida da festa “Discotexxx”, que animou os sábados do bar nos últimos quatro anos. O DJ convidado é o super André Pomba, que amanhã (domingão) também comanda a mega festa Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), onde aliás o blog também faz DJ set no próximo dia 29 de julho. Tá bão, né? Se monte, se jogue pra esbórnia que hoje é sabadão, porra!

 

RADIO DEPT – ÚLTIMA CHAMADA!
Tá marcando, manezão? Então se aprumaê. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que é a última chamada pra você tentar descolar:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pros shows do bacanudo shoegazer sueco do The Radio Dept, semana que vem. Os tickets são pra gig em Sampa (na próxima sexta-feira, 6 de julho, no BecoSP) e no Rio (dia 8, domingo, no teatro Odisséia). Tá nessa? Então boa sorte!

 

AGORA É FIM MESMO!
Yes! Postão grandão e bacanão como nosso dileto leitorado ama, hehe. Agora o zapper sempre rocker vai bater um rango, passear pelo centrão de Sampa e se preparar para a grande noitada de putaria rock’n’roll que vai rolar hoje, na Outs. Quem quiser aparecer, o convite está mais do que feito. Nos vemos por lá! E por aqui também novamente, na semana que vem. Até!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 30/6/2012, às 15hs.)

A vida dura e nada mole de um blog que tenta continuar sendo selvagem – e por isso mesmo fala da suposta fortuna de um padre, de um provável filme do ano e ainda põe na roda meia dúzia de tickets pra um show do… Anthrax! (plus: uns papos sobre o queridão Adriano Cintra, ex-CSS) (versão ampliada, atualizada e finalizada em 16/3/2012)

 

 

 Essa figura bizarra aí em cima está na capa da NME desta semana: Roberth Smith, o eterno gótico, não perde a majestade e poderá vir com o Cure ao Brasil no festival SWU 2012; já os sempre ótimos Forgotten Boys (abaixo), lançam seu novo disco com showzaço neste finde em Sampa

 

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UP DATE PRA FALAR DO QUERIDO ADRIANO CINTRA – E OUTRAS PARADAS…
Yep, o blog está ensaiando pra falar algo aqui sobre o homem que criou/inventou o – agora quase finado – Cansei de Ser Sexy (ou CSS como a banda ficou mundialmente conhecida, durante os seus quinze minutos de fama), desde que topou com ele passada no Beco/SP, na noite em que as francesas do Plasticines tocaram por lá. Adriano abriu aquela noite com um de seus inúmeros projetos musicais pós-CSS, o ManPurse – no momento, ele também investe em um novo duo, o Madri, ao lado da amiga e multiinstrumentista Marina.

Adriano Cintra sempre foi um querido por estas linhas rockers bloggers. Além de ele e Zap’n’roll se conhecerem há pelo menos década e meia, ambos sempre tiveram um relacionamento mega cordial. Fora que o blog, sem querer puxar o saco de ninguém, sempre admirou a capacidade musical do sujeito: além de produtor de mão cheia, Adriano toca bateria, baixo, guitarra e o que mais colocarem na mão dele pra tocar. Não à toa, Adriano tem uma sólida trajetória como músico no underground paulistano. Trajetória que começa muuuuuito antes do
CSS (que na verdade, foi o grupo que deu visibilidade planetária a ele), passando por formações lendárias como o Supermarket e, principalmente, o trio Butchers Orchestra.

Todo mundo está careca de saber das tretas que culminaram com a saída de Adriano do CSS, há alguns meses. E quem não sabe, pode acessar o blog dele, o divertidíssimo “Manda me prender” (em http://www.mandameprender.blogspot.com/ ), que está tudo super bem esmiuçado e contado por lá. Assim, estas linhas online resolveram falar um pouco do músico e persona Adriano Cintra aqui apenas em função do reencontro da semana passada entre músico e jornalista, já que ambos não se viam pessoalmente há algum tempo e esse reencontro suscitou divertidos recuerdos – “o mais legal da minha amizade com o Finatti é que quando ninguém conhecia a gente, íamos de busão tocar no [festival] Goiânia Noise, enquanto ele ia de avião. E mesmo assim, ele dava a maior força pra nós”, disse o músico, rindo, pro gerente do Beco, o sempre boa praça Rogério. Mas cabe aqui uma correção: o autor deste blog também jamais foi de avião ao Goiânia Noise (o pão-durismo do “diabo bacon” Fabrício Nobre nunca permitiu essa, hã, comodidade, rsrs). Nas duas edições do festival em que estivemos presentes, também enfrentamos busão (dezessete horas de estrada…). Somente uma vez o blog foi de busão aéreo a Goiânia, na edição 2010 do festival Vaca Amarela (um alô pro mega querido João Lucas, a fofa Joana Fomm rocker do cerrado, hihi. Ou a filha que David Bowie não teve, uia!).

O jornalista rocker/loker/gonzo e o ex-CSS, semana passada no Beco/SP: amizade que já dura uma década e meia

Zap’n’roll e o CSS viajaram sim, juntos no mesmo vôo, de volta de uma das edições do gigante festival Mada, há alguns anos, em Natal. Naquela época a banda estava a caminho de se tornar mega e o blog, que assistiu ao show dela do palco, ficou impressionado em notar dois detalhes: a) como as garotas haviam aprendido a tocar razoavelmente bem seus instrumentos em questão de um ou dois anos. Afinal, é público e notório que Adriano, ao montar a banda, era o único que sabia tocar algo ali. No início as cinco periguetes rockers apenas gritavam e faziam um puteiro dos infernos no palco, como foi visto anos atrás no Outs/SP quando o grupo, ainda em total início de carreira, tocou na base da brodagem em uma das festas promovidas pelo blog na casa noturna da rua Augusta; e b) diante de cerca de oito mil pessoas que cantavam praticamente todas as músicas na ponta da língua (é, a internet tem um efeito devastador em termos de reverberação e amplificação da informação), a vocalista Lovefoxxx deitou e rolou, arriscando até um stage diving/surf no público presente. Ela já se sentia uma pop star enquanto o bom Adriano ficava na sua, lá fundo do palco, tocando a bateria e comandando a banda como um maestro zeloso.
O resto todo mundo sabe. Estouro (a nível de mídia) planetário com o primeiro disco, capa na NME, contrato com o lendário selo SubPop, brigas com o ex-empresário (e a conseqüente demissão dele do conjunto), saída da Ira Barbieri, Lovefoxxx (por quem, na verdade, estas linhas online nunca tiveram nenhuma simpatia) se achando a fodona (ela casou e depois separou do baixista do Klaxons. Aliás, que fim levou essa medíocre banda do igualmente medíocre e já falecido movimento new rave? E agora, segundo dom Adriano, a gorducha ainda singer do CSS vai se acasalar com o vocalista do… Spoon, uia!) e, por fim, Adriano Cintra também picando a mula.

Vai ser o fim do CSS, provavelmente. Primeiro porque a banda já está com seu prazo de validade vencido. Segundo porque o cérebro por trás do grupo era mesmo Adriano e ninguém ali, entre as gralhas que continuam no conjunto, tem competência para compor canções minimamente decentes. E terceiro porque, claaaaaro, miss Lovefoxxx (com o ego descontrol inflado) já deve estar pensando em uma carreira solo. Que vai render no máximo um disco. Depois a “diva” eletro-rock voltará ao limbo de onde ela foi tirada quando o CSS estourou.

O blog fica mais feliz e bota fé por ver novamente seu chapa Adriano Cintra de volta ao rock alternativo de Sampalândia. Sempre mega produtivo, criativo e ainda subversivo como ele sempre soube ser (mesmo estando perto dos quarenta anos de idade), Adriano vai continuar se dando bem na música. E também vai continuar tendo o respeito e repercutindo seu trabalho entre o público e a mídia rock, aqui e lá fora. Com certeza!

 

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* E aquelas histórias cabulosas e cabeludas de putaria e dorgas que rolaram com o sujeito aqui durante anos, no Madame Satã, ainda não vão entrar nesse post. Fica pra semana que vem (promessa!), pois agora com a volta do note vamos colocar as paradas em ordem por aqui, ok?

 

* E o finde under em Sampa (que começa hoje, sextona em si, quando este complemento está sendo colocado no post) promete ser mega agitado, néam? Vai vendo: hoje à noite (cedo, a partir das nove e meia) os sempre ótimos Los Porongas fazem show lá no Museu da Imagem e do Som (que fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de Sampa). Depois, você pode esticar a noitada indo ao StudioSP da Vila Madalena (na rua Inácio Pereira da Rocha, 170), pra curtir o festão rocker que a sempre linda e meiga Indayara Moiano vai armar por lá, com direito a dj set funk e soul do lendário produtor Luiz Calanca. E ainda hoje, sextona, tem Pública no Beco (lá no 609 da rua Augusta), tocando o álbum “The Beends”, do Radiohead, na íntegra.///É pouco? Amanhã, sábado, tem mais uma festa da Pisces Records na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), com show bacana do Giovanni e a banda Escambau. E na Outs, claaaaaro, a imperdível noitada rocker com showzaço dos Forgotten Boys mais DJ set do blog. Vai perder?

 

* Entonces, por enquanto é isso. Semana que vem as postagens começam a voltar ao normal por aqui, pode esperar. Até lá, beijos nas crianças e boa balada pra quem vai cair na esbórnia!

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Sonhos estranhos, dias selvagens e estranhos.
O texto deste post era para ter sido iniciado na última madrugada. Zap’n’roll sempre gostou de avançar as noites na frente do computador, teclando no Word o turbilhão de pensamentos que invariavelmente assolam seu cérebro. Fora que escrever pela madruga (aproveitando-se das benesses da calma, silêncio e quietude que inexistem durante o dia) sempre foi mais, hã, poético e romântico. Mas por duas madrugadas consecutivas a falta de vontade de teclar no note (ainda o Dell emprestado da sempre amada Helena Lucas; o Compaq/HP do autor destas linhas online está para sair da “oficina”) se sobrepôs às idéias que iam surgindo. Compreensível: os últimos dias foram estranhos, dominados por sonhos malucos durante o sono e também por sentimentos de impotência existencial e inadequação, que volta e meia atacam o sujeito que digita estas palavras. Fora que, vamos assumir, o blogger já quase a caminho dos 5.0 de vida se sente algo cansado, enfastiado da selvageria urbana que domina e oprime qualquer pessoa que more em uma cidade como Sampa. Uma selvageria que levou o autor deste blog a ser assaltado (mais uma vez… não foi a primeira, deve ter sido já a sexta ou sétima vez) em plena avenida Paulista, às cinco da matina do último sábado. Descontada a perda de um celular Xing-ling (que não vale grande coisa, todo mundo sabe, e na real o blogger rocker sempre detestou celulares de modos que vai comprar outro só daqui a algumas semanas) e de um case de cd-rs (o blog tinha ido discotecar no Poison Rock Bar, na Vila Madalena), o que veio depois foi a irritação e a sensação inequívoca de que São Paulo já deu o que tinha que dar, em termos de (falta de) conforto e tranquilidade para se morar aqui. Yep, o jornalista rocker loker, eternamente junky e fã de selvageria existencial (no sentido de dorgas, sexo etc), de repente se vê algo cansado da selvageria urbana que tomou conta das grandes metrópoles brasileiras. Talvez por isso tenha havido essa desmotivação para a escrita do blog, nas últimas madrugadas. Mas como blogar é preciso (e o nosso eternamente fiel e dileto leitorado cobra sempre a atualização destas linhas virtuais) cá estamos e seguindo em frente – e sonhando com o dia em que, finalmente, vamos dar um foda-se pra Sampalândia, e vamos morar lá no meio do matão Mineiro, quem sabe na bucólica e deliciosa São Thomé Das Letras.

 

* ATUALIZAÇÕES ZAPPERS – continuam sem uma data certa, aqui no endereço próprio do blog. Antes, o postão semanal entrava às sextas. Agora, por questões “logísticas” (uia!), estamos antecipando o dito cujo pro meio da semana – este que você está lendo entrou hoje, quarta-feira. Se nada der errado, entra algo mais até o finde. Mas tudo estará definitivamente resolvido aqui quando completarmos a reformulação visual e editorial do blog, o que deve acontecer em breve. Enquanto isso não acontece, vamos ao que sucede…

 

* SISTERS E MOZZ – o finde anos 80’ foi bacana. O show dos Sisters Of Mercy, sábado na Via Funchal, foi ok e com bom público, apesar de a banda não lançar um disco inédito há mais de duas décadas e apesar também de que o som estava meio “embolado” (algo difícil de acontecer em se tratando da Via Funchal, que possui uma das melhores acústicas entre as casas de shows da capital paulista). Na real a gig valeu mesmo porque o blogger rocker reencontrou dezenas de “camaradas” que não via há séculos, além de bater um ótimo papo com o leitor zapper Marcos Roberto dos Santos, que foi só elogios ao blog. E no domingo, na “caixa de sapatos” que é o Espaço das Américas, teve o grande Morrissey. O blog não foi (estava morto depois de sair na sexta e sábado, já tinha visto o ex-vocalista dos Smiths em 2000, e também perdeu o prazo para pedir credenciamento para o show. E nem esquentou com isso, na verdade). Mas ouviu opiniões confiáveis de quem foi, e claro que a grita geral foi mesmo contra a bastarda “pista premium”, que fode os “pobres mortais” que não podem pagar o preço extorsivo pedido pela dita cuja. Fora o som, que também não estava grande coisa segundo quem foi lá. Até quando essa situação vergonhosa, XYZ Live?

Ele deu um ótimo show, como sempre. Já a acústica do Espaço das Américas…

 

* UM DOS FILMES DO ANO? – talvez. Chega às telas de todo o Brasil, no próximo dia 15 de junho a versão cinematográfica de “On The Road”, o clássico absoluto e imbatível da geração beatnik ameriana, escrito pela lenda Jack Kerouac no final dos anos 50’. O filme foi rodado nos Estados Unidos, tem Sam Riley e Kristen Stewart no elenco, foi co-produzido pelo mestre Francis Ford Coppola e sua direção, como você já deve estar sabendo, ficou a cargo de… Walter Salles. Ahá! Isso dá ao longa um sabor especial pois é grande a curiosidade em saber (e ver) como Salles (justiça seja feita, um dos melhores cineastas brasileiros dos últimos vinte anos, responsável por pequenas obras-primas como “A grande arte”, “Terra Estrangeira”, “Abril Despedaçado” e “Diários de Motocicleta”) transportou para as telas a mítica história de Sal Paradise (o alterego de Kerouac), que sai viajando pelas estradas americanas na década de 50’ em busca da essência da vida e do conhecimento profundo, embalado por vinho barato, muita maconha, jazz bebop e putarias homéricas. Era esse, enfim, o espírito da geração beat, que deu ao mundo grandes escritores (William Burroughs e Allen Ginsberg, só pra ficar em dois exemplos) e obras-primas da literatura (como o “Uivo”, de Ginsberg, onde ele escreveu “Eu vi os expoentes da minha geração/Destruídos pela loucura/Histéricos, nus/Caminhando pelas ruas do bairro negro/Em busca de uma dose selvagem/De qualquer coisa”). Zap’n’roll sempre amou os beats (e talvez venha desse amor a existência algo selvagem que marcou a trajetória pessoal do autor destas linhas virtuais) e nunca se esquece da primeira edição que comprou de “On The Road” (aqui, com o sub-título “Pé na estrada”, em tradução de Eduardo Bueno e do teatrólogo Antônio Bivar), lá pelos idos de 1984. Leu e releu o livro, se entupiu de marijuana durante essas leituras e durante anos alimentou o sonho de cruzar o Brasil de carro, como Sal Paradise cruzou os Estados Unidos. Há gente já torcendo o nariz para a escolha do elenco feita por Salles. O blog prefere assistir ao longa primeiro, para depois emitir alguma opinião – mas bota fé que vai ser um grande filme, cujo trailer é esse aí embaixo:

 

* A LIGA 2012 – estreou ontem na Band a nova temporada do programa semanal de entrevistas. O tema escolhido foi ok – “Violência doméstica”. Mas é impressão do blog ou “A Liga” voltou mais careta, quadrada e menos subversiva na abordagem das entrevistas? Lobão e Cazé desempenharam bem suas funções mas é evidente a falta que fazem Rafinha e Thaíde (que teve uma participação mínima e ridícula no primeiro programa deste ano). Anyway, ainda assim, “A Liga” parece que vai continuar sendo o melhor programa de entrevistas da TV aberta brazuca.

 

* MARCELO ROSSI, UM PADRECO RICO OU POBRE? – pra pensar, no? Há três semanas o reverendo foi capa da sempre detestável revista Veja, que trombeteava que o mais recente livro escrito e lançado pelo padre, o “Ágape”, já vendeu mais de sete milhões e meio de exemplares – isso, em um país que é notoriamente avesso à leitura. Na semana passada dom Marcelo foi até Portugal, para lançar o mesmo livro (e com direito a aparição nos telejornais da TV Globo). Todo esse oba-oba fez com que estas linhas online começassem a pensar sobre a fortuna que a “máquina” Marcelo Rossi arrecada, já há quase duas décadas. Fazendo uma conta grosseira: se por cada exemplar vendido de “Ágape” dom Marcelo receber a quantia miserável de R$ 1,00 da editora que o publicou (e é sabido que autores não recebem apenas UM REAL de remuneração por cada exemplar, de seus livros vendidos) então até o momento o padre, que trabalha em uma paróquia da zona sul paulistana, terá embolsado nada menos do que… R$ 7 milhões e meio de reais, correto? Como também é sabido que padres, quando resolvem abraçar o sacerdócio fazem voto de pobreza, fica a grande pergunta no ar: para onde vão os milhões que Marcelo Rossi está arrecadando com seu novo livro? Para sua paróquia? Para alguma instituição de caridade mantida por ele? Se sim, ótimo e tanto a paróquia como a instituição estão nadando em dinheiro. Se não, péssimo e a reportagem sempre tendenciosa e manipuladora da Veja deveria levantar e investigar a questão. Enfim, é por essas e outras que Zap’n’roll DETESTA religiões, não pratica nenhuma (embora respeite todas) e se mantém agnóstico de maneira irredutível. Amém!

Ele é um santo… de pau ôco e milionário?

 

* O PÚBLICO CHATO  E BLASÉ DAS PLASTICINES – yep, as moçoilas francesas estiveram por aqui na semana passada. Tocaram no sempre bacana Beco, na rua Augusta (centrão rocker de Sampa) e depois foram animar um “cruzeiro indie”, bancado pela marca de óculos Chilli Beans. Até aí, nada demais. Mas o que chamou a atenção do blog zapper (que foi conferir a apresentação delas no baixo Augusta) foi a antipatia e a chatice do público blasé que acompanhava o set das francesas no Beco. Tudo gente “muderna”, com visual “descolado” e “hypado”, desesperada pra ser reconhecida na multidão e que olhava em volta perguntando: “quem é esse famoso quem ao meu lado?”. A irritação do blog com esse público coxinha, estúpido e imbecil metido a rocker foi tamanha que ele chegou a comentar o fato com o sempre fofo Rogério, gerente operacional do Beco, que disse sem pestanejar: “é assim mesmo. Hoje em dia em poucos shows você vê um pessoal que está ali porque realmente gosta e curte a banda”. E na real, as Plasticines nem são tudo isso: tocam um roquinho garageiro ok, básico e sem grandes arroubos de genialidade – apenas a título de comparação, a gig do Howler, há duas semanas, foi bem mais fodona e bem mais rock’n’roll. Fora que as francesas também estão longe der ser um delírio no quesito visual e de sensualidade. Qualquer bandinha feminina de rock do baixo Augusta, com quatro xoxotões empunhando guitarra, baixo e bateria, deixa as Plasticines no chinelo, com certeza.

 

* E NA NME DESTA SEMANA… – a volta trinfual da lenda goth maior do rock inglês. Quem? O Cure e seu eterno dândy, Robert Smith, claaaaaro. A capa da edição é essa aí embaixo. E este blog, hã, visionário, aposta algumas fichas como o Cure será um dos headliners deste ano do festival SWU, em Paulínia.


 

*  QUE MAIS? – hum… Peter Buck, ex-REM, acaba de anunciar que vai começar a gravar seu primeiro disco solo.///A turnê comemorativa dos cinqüenta anos de existência dos Rolling Stones vai ficar pra 2013, porque o véio Keith Richards não anda bem de saúde (também pudera…).///E Liam Gallagher, o “gênio”, pediu arrego e anunciou que sua banda Beady Eye vai sim tocar músicas do Oasis a partir dos próximos shows. É, tá na hora dos manos Noel e Liam voltar a se falar e pensar num comeback do Oasis…

 

O BLOG ZAPPER INDICA
* Disco: “Unrest”, a estréia bacanuda do trio indie paulistano Single Parents. Rock cantado em inglês, com guitarras que resvalam em Sonic Youth, Pixies e toda a gloriosa indie guitar scene americana dos 90’. O blog é fã da banda e vai falar melhor do disco no próximo post (provavelmente, até esta sexta-feira no ar), mas você pode conferir a banda ao vivo hoje, quarta-feira, lá no bar Secreto (rua Álvaro Anes, 97, Pinheiros, zona oeste de Sampa), a partir das onze da noite.

* Roteiro gourmet zapper: yes! Nem só de álcool, loucuras e rock’n’roll vive o blogger também fã de uma ótima e farta mesa, hihi. Assim, nos últimos dias, ele andou fazendo um pequeno giro gastronômico por Sampalândia. A primeira parada foi na mega tradicional pizzaria 1900, lá na Vila Mariana (em uma das travessas da avenida Sena Madureira, a cerca de 500 metros da Sala Cinemateca, onde o blog foi visitar a exposição “Quero ser Marilyn Monroe”, que será melhor comentada aqui também no próximo post) e onde se come uma pizza divina de calabresa por cinqüenta pilas. Dias depois foi a vez de o blog (acompanhado do amigão e baixista Luis Nanini, o popular Zafath) ir apreciar na sofisticada VillaGrano (lá na rua Wisard, na Vila Madalena) o sanduíche Millano – uma especiaria feita com rosbife, queijo prato, alface, tomate e pedaços de azeitonas pretas, tudo no pão ciabatta. Custa vinte pratas e é de provocar gozos múltiplos e consecutivos a cada mordida, uia!

* Balada rocker imperdível: é a que vai rolar neste sábado, 17 de março, lá no clube Outs, no 486 da rua Augusta. No palco os sempre fodaços Forgotten Boys fazem o show de lançamento de seu novo disco, o ótimo “Taste It” – com abertura luxuosa do novo e promissor grupo Grindhouse Hotel. E na pista… sai de baixo! Vai rolar DJ set do blog das três às cinco da matina, com duas horas do melhor do rock alternativo mundial. Vai perder? Ah tá: sem grana pra ir até lá, é isso? Então dá uma “zoiada” aí no final do post que o blog talvez consiga resolver seu problema, hehe.


 

E VEM QUE TEM! TICKETS FREE PRO ANTHRAX E FORGOTTEN BOYS!
E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão JÁ em disputa:

 

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura do Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em Sampa;

* E DOIS CONVITES VIPS pra ir no Outs neste sábado, ver o show de lançamento do novo cd dos Forgotten Boys. Sendo que quem ganhar o vip ainda leva o cd de bônus, wow! Os dois nomes vencedores desta promo serão divulgados aqui nesta sexta-feira, ok?

 

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Por enquanto, é isso. Mas na sexta… deverá rolar novo postão zapper por aqui, falando do discão que o Single Parents acaba de lançar. E também de uns papos sobre o querido Adriano Cintra (dileto amigão zapper de anos e o cara que um dia inventou o Cansei de Ser Sexy) e sobre as históricas putarias que o blog participou no Madame Satã (como aquela em que o advento T., putaça como ela só e bicudíssima de cocaine, chupou e deu gostooooosooooo sua boceta quente para três machos ao mesmo tempo). Fica sempre conosco, que aqui sempre tem muuuuuito mais, hihi. Até logo menos, então!

 

(enviado por Finatti às 19hs.)