AMPLIAÇÃO FINAL! Contando como foi o show do Gang Of Four no Sesc Pompeia, em Sampa! – Nos quinze anos do blog zapper continuamos publicando posts comemorativos como este, em que destacamos as três décadas do lançamento (celebrados esta semana) de um dos discos mais importantes e clássicos do rock mundial nos anos 80: o álbum “Green”, do gigante, saudoso e inesquecível REM; quem também chega aos trinta anos de existência e lançando um bacanudo novo álbum é o Smashing Pumpkins; mais: os vinte anos do Grind, a domingueira rock mais lendária e bombada do Brasil (e que recebe nesse domingo dj set do blog zapper, “bebemorando” mais um niver do jornalista ainda loker e eternamente rocker!) e o fechamento (infelizmente) do bar e teatro Cemitério de Automóveis e também (novamente) do clássico Matrix Rock Bar; análises sombrias do que aguarda todo o país a partir de 1 de janeiro de 2019, com a chegada ao poder de um presidente e de um governo fascista, autoritário, conservador e de extrema direita; e enquanto o reacionário, troglodita e boçal moralismo ultra conservador e hipócrita (que já saiu do armário) não avança sobre nós com tudo e com sangue nos olhos e faca entre os dentes, presenteamos nosso sempre dileto leitorado macho (cado) com uma musa rocker absolutamente e divinamente abusada, tesuda, transgressiva e subversiva ao máximo: a gataça, filósofa, escritora e nada pudica, recatada e de lar nenhum, Sue Nhamandu Vieira. Aproveitem e deleitem-se com as imagens total nudes deste mulherão enquanto isso ainda é possível! (postão MEGA finalmente concluído em 1/12/2018)

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2018 celebra os trinta anos de existência de um dos maiores nomes do rock mundial (ou do que resta dele): o americano Smashing Pumpkins (acima, reunido no estúdio este ano com sua formação quase original) retorna com um bom disco inédito, após quatro anos longe dos estúdios; já o inesquecível e também americano REM (abaixo, com sua formação original, em imagem de 1988) tem seu clássico álbum “Green” relembrado neste post por ocasião do seu trigésimo aniversário, em textos do próprio blog e do convidado especial Léo Rocha

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E MAAAAAIS MICROFONIA SUPER EXTRA! – SALVEM A DATA! FINASKI NESTA QUINTA-FEIRA MEIA NOITE NO “NASI NOITE ADENTRO” (CANAL BRASIL), FALANDO DE SEU LIVRO EM “O ESTRANHO MUNDO DE HUMBERTO FINATTI”

 

Yes. Custou mas finalmente vai ao ar. Gravado em janeiro deste ano numa agradabilíssima noite de segunda-feira no antigo endereço da sempre bacanuda Sensorial Discos SP, a entrevista que concedemos para o amigo de décadas, vocalista do Ira! e queridão Nasi será finalmente exibida no “Nasi noite adentro” desta quinta-feira, 6 de dezembro, à meia noite, no Canal Brasil (canal 150 na tv Net). O bate-papo, claro, girou em torno do nosso então recém lançado livro, “Escadaria para o inferno”.

Nem o blog mesmo sabe como ficou o resultado final, rsrs. Afinal não vimos o programa editado. Mas o papo foi ótimo e tanto Finaski quanto ele ficaram “trêbados” de tanto vinho (ótimo, diga-se) que tomamos, ahahahaha.

 

Contamos com a audiência dos nossos leitores. E depois digam o que acharam, claro!

 

(sendo que as fotos deste tópico, inéditas, foram tiradas diretamente das gravações do programa)

 

O quê: entrevista de Finaski para o programa Nasi noite adentro.

 

Título do programa: “O ESTRANHO MUNDO de Humberto Finatti” (ahahahaha, a risada é por nossa conta)

 

Quando: nesta quinta-feira, 6 de dezembro, meia noite.

 

Onde: no Canal Brasil (150 na tv Net)

 

Apresentação: Nasi. Direção: André Barcinski. Co-direção: Rogério Lacanna (a quem agradecemos pelas imagens deste post)

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O jornalista zapper rocker e seu amigo Nasi, vocalista do grupo Ira!: bate-papo entre ambos hoje à noite no programa “Nasi noite adentro”, no Canal Brasil

 

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MAIS MICROFONIA: GANG OF FOUR NO SESC POMPEIA – SP, 23/11/2018

 

Então foi isso: o blog esperou mais de uma década para conseguir ver a “Camarilha dos quatro” ao vivo (em 2006, no festival Campari rock, que rolou em Atibaia, próximo à capital paulista, mesmo estando credenciado o jornalista sempre atrasildo chegou atrasado o suficiente para perder todo o set dos ingleses lendários do pós-punk dos anos 80’). E finalmente lá foi Zapnroll na última sexta-feira (23 de dezembro) para a choperia do Sesc Pompeia, conferir a última gig deles em Sampa – a primeira havia sido na quinta-feira e, assim como ontem, esgotou os ingressos e lotou o local.

E no final das contas, a performance do grupo foi apenas… razoável. A parada já não começou muito bem na noite de sexta: Andy Gill (guitarrista, fundador e único membro original da banda ainda nela) subiu ao palco com ALGUM problema na sua guitarra. O músico demonstrou visível irritação quando simplesmente jogou com quase fúria seu instrumento no chão, e ficou encarando o público de braços abertos. A plateia achou que se tratava de algum “chilique” de rockstar para iniciar com ímpeto a apresentação e aplaudiu (alguns gritaram) em aprovação. Mas não era nada disso e quem observou atentamente (como o sujeito aqui) sacou que havia algo errado, sendo que um dos roadies se apressava em aprontar outra guitarra para o loiro e que FUNCIONASSE a contento.

Até que o show começou finalmente. Foi beeeeem mais ou menos até a metade pelo menos. Na verdade quem deveria ser a estrela e ter brilhado no palco seria Andy Gill, autor da maioria do repertório do GOF, inclusos aí os clássicos punk dançantes do conjunto. Mas quem DE FATO roubou a cena quase o tempo todo foi o negão Thomas McNeice, um baixista do inferno que literalmente destruiu com suas linhas pesadas e matadoras, todas tiradas na base da palhetada. Gill foi “apenas” (vamos dizer assim) o ótimo guitarrista que sempre foi, mas sem arroubos de genialidade. O baterista Tobias Humble foi apenas correto. E o vocalista John Sterry (que o velho chapa e ex-vj da MTV Thunderbird, presente ao show, achou que ele se parece com Peter Murphy, quando o ex-vocalista dos Bauhaus era uma bicha loka novinha e bonitinha) bem que tentou se esforçar: instigava o público, rebolava, pulava, dançava etc. Mas é irremediavelmente FRACO, ainda mais se lembrarmos que esses caras tiveram um Jon King nos vocais.

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Os ingleses do Gang Of Four no palco da choperia do Sesc Pompeia, na capital paulista, na última sexta-feira (23 de dezembro): a gig foi apenas razoável, e quem brilhou mesmo e roubou o show foi o baixista

 

Set list? Tocaram de tudo um pouco e fizeram um bom apanhado da trajetória deles. Claro, o povo que lotou a choperia (muitos velhões e velhonas na faixa dos 40/50 anos, como este jornalista ainda rocker mas já “tiozão” sem pudor e problema algum; mas também havia uma pirralhada mais jovem, incluso aí muitas xoxotinhas tesudas com cabelos descoloridos, tattoos e tetas QUASE à mostra, afinal estava bem quente na choperia, e todos com t-shirts de bandas ícones do pré e pós punk, como Television e Joy Division, sendo que o zapper vestia a sua do Clash, uma das eternas cinco bandas da nossa vida) só enlouqueceu mesmo quando o GOF disparou seus dois grandes hits (dentro do que se pode considerar “hit” no caso deles e no rock alternativo), “Damaged Goods” e “I Love A Man In A Uniform” (sendo que essa Andy Gill bem poderia tê-la dedicado ao futuro presidente nazi fascista brasileiro e a quase todos os 55 milhões de OTÁRIOS, BOÇAIS e IMBECIS e completos selvagens que votaram nele). Mas aí já era um pouco tarde para virar o jogo totalmente, ainda que o bis tenha sido empolgante a ponto de conseguir fazer todo mundo dançar.

Para quem esperou tanto tempo e esperava mais em termos de performance, o Gang Of Four ficou devendo. Como não deverão mais voltar aqui (nesse país fodido, falido e agora mergulhado em trevas medievais culturais profundas a partir de 2019), vamos ter que ficar com esse registro mesmo em nossa memória de jornalista musical.

 

***O set list da gig do GOF, no Sesc:

 

Anthrax

Where The Nightingale Sings

Not Great Men

Isle of Dogs

Toreador

Paralysed

I Parade Myself

What We All Want

Natural’s Not In It

Lucky

Damaged Goods

Do As I Say

I Love a Man in a Uniform

Why Theory?

At Home He’s a Tourist

To Hell With Poverty

 

Bis:

Return the Gift

Ether

I Found That Essence Rare

 

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MICROFONIA (reverberando a cultura pop em todas as suas múltiplas facetas)

 

***Okays, o novo post demorou mesmo desta vez para sair. Mas cá estamos, com zilhões de assuntos pendentes e para serem colocados em dia. Fora que este é o penúltimo postão do blog em 2018 e talvez em sua história, fechando um ciclo que já dura quinze anos – muito bem sucedidos, diga-se. A partir de 2019 este espaço deverá continuar presente na blogosfera brasileira de cultura pop mas apenas para divulgar EVENTOS ESPECIAIS com a marca Zapnroll, como festas e noites com o nome do blog e que serão prioritariamente realizadas em unidades do Sesc da capital paulista, reeditando o sucesso que foi a comemoração do nosso décimo quinto aniversário mês passado, na unidade Belenzinho, na zona leste de Sampa. Mas sobre isso daremos mais e melhores detalhes em nosso último post deste ano, beleusma?

 

***E falando em festas, essa bacanuda e celebrando o niver do nosso querido brother carioca Kleber Tuma, rola mês que vem (dia 22, pertinho do natal) no Rio De Janeiro. Noitona pós-punk anos 80 pra nenhum gótico do Rio MEDO De Janeiro reclamar, hihi. Com especiais do Echo & The Bunnymen e Joy Division, além de Finaski como dj convidado, wow! Se você mora no balneário ou se estiver de bobeira por lá no dia, já sabe pra onde ir pra dançar até cair! Tudo sobre a baladadona aqui: https://www.facebook.com/events/293078024871304/.

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***“BOHEMIAN RHAPSODY”, O FILME, É SENSACIONAL E FEZ FINASKI CHORAR! – a cinebiografia do Freddie Mercury, que se eternizou na história do rock e da música mundial como o vocalista do inesquecível Queen, é um filmaço! Com alguns defeitos, isso é inegável. Um dramalhão quase mexicano, só que muito bem produzido e roteirizado? Sem dúvida. Passa muito superficialmente por diversos momentos da trajetória do grupo? Também, e nem tinha como ser diferente, afinal estão condensados em duas horas de filmagem uma história de mais de 20 anos. Comete equívocos cronológicos grosseiros? Sim, e talvez esta tenha sido a principal “escorregada no tomate” do longa, que mostra o show do Queen em janeiro de 1985, na primeira edição do Rock In Rio, absolutamente fora do tempo correto. Naquela época Freddie já ostentava seu visual que o acompanhou até sua morte em 1991, com cabelo curtíssimo e bigodão. No filme, na gig no Rio, ele ainda aparece de cabelos compridos e sem bigode. Fora que DEPOIS da apresentação no festival carioca a banda é mostrada criando o clássico “We Will Rock You” – que na verdade abre o álbum “News Of The World”, lançado 8 anos antes (!), em 1977. Mas nada disso tira o prazer gigantesco de assistir o filme. Os atores que vivem os quatro integrantes do conjunto não poderiam ter sido melhor escolhidos. E a cada avanço e ascensão na jornada do quarteto, a plateia fica extasiada de verdade. Como quando é mostrado como eles criaram o HINO que dá título ao longa, uma das obras-primas de toda a história do rock mundial e que a gravadora não queria lançar como single de trabalho de forma alguma por causa da longa duração da canção (uns 6 minutos). O Queen bateu o pé para que “Bhoemian…” fosse o primeiro single do clássico e sensacional LP “A Night At The Opera” (lançado em 1975) e deu no que deu: a faixa estourou nas rádios inglesas e foi parar no topo das paradas. O final então é mega emocionante e de arrepiar, quando a banda se reúne para tocar no Live Aid, concerto monstro organizado em 1985 e que reuniu os maiores nomes do rock mundial de então, para um show beneficente que visava arrecadar fundos para as vítimas da fome na África. O evento entrou para a história da música, e no palco do estádio de Wembley o Queen mostrou mais uma vez porque era a RAINHA máxima do rock. O filme acaba ali e não foca nos anos finais da vida de Freddie, que seria derrotado pela Aids seis anos depois, quando tinha 45 de idade. Mas mostra (ainda que de forma sutil e discreta) como ele se descobriu gay ao longo da sua vida, após namorar seis anos com Mary Austin e terminar sua vida ao lado do companheiro Jim Hutton. Tanto Mary como Jim herdaram a maior parte da fortuna deixada por Mercury. E vendo o filme, um OUTRO FILME passou diante dos nossos olhos. O blog se lembrou de como amava o Queen na nossa pós-adolescência, dos LPs que tínhamos deles (tivemos durante anos meia dúzia de discos do grupo, em suas edições originais com capas duplas, e não parávamos de escutá-los) e dos DOIS SHOWS que vimos da banda, em março de 1981 no estádio do Morumbi em Sampa, e depois em 1985 no primeiro Rock In Rio. Zapnroll foi sozinho em ambos, graças ao “apoio” financeiro da saudosa mama Janet, que superprotegia o jovem Finas e pagou os ingressos nas duas vezes sob protestos irados, pois ela morria de medo de que seu filho fosse sozinho naquela idade (18 anos no primeiro show; 22 no segundo) num “tumulto” musical e rocker onde estariam milhares de pessoas. Mas que loko: ela mesma AMAVA o Queen e por isso deixou o jovem Finaski ir às duas gigs. No final das contas, “Bohemian Rhapsody” nos mostra o que todos nós já sabemos há bastante tempo: nunca mais haverá na história da música bandas como o Queen ou vocalistas fodásticos como Freddie Mercury. O rock morreu, já está no museu e a música pop de hoje (assim como a própria cultura pop em si) se tornou completamente anêmica, irrelevante, ignorante. Burra como são estes tempos da internet. Estúpida como são os próprios ouvintes de música de hoje em dia. De modos que, se temos alguma felicidade por estar com quase 5.6 nas costas, é por saber que conseguimos viver, ouvir e ver tudo aquilo de perto, ao vivo. As últimas fases de uma história emocionante, empolgante e fantástica, chamada rocknroll. Uma história que não mais irá se repetir. Nunca mais. E sim, o zapper CHOROU nos minutos finais do filme, viu mozão André Pomba (rsrs). E ao final do filme a sala inteira do Belas Artes (que não lotou mas estava bem cheia) APLAUDIU e deu URROS de satisfação. E não teve (felizmente) bolsominion retardado, boçal e imbecil para vaiar o personagem de Freddie Mercury quando ele começou a beijar homens na boca e descobriu que, sim, o ser humano tem que ser FELIZ NO AMOR COM QUEM ELE BEM ENTENDER e com quem o faz se sentir amado, acolhido, carinhado e respeitado, e não com quem a sociedade careta e moralista hipócrita quer determinar. Valeu Queen e Freddie Mercury, por ter tornado grande parte da nossa vida menos ordinária e menos cinza também.

 

 

*** HORA DE JOGAR A TOALHA, ACEITAR A DERROTA TRÁGICA PARA A DEMOCRACIA E A PARTIR DE AGORA FAZER OPOSIÇÃO SÉRIA, HONESTA, CORAJOSA E GIGANTE FRENTE AO NAZI FASCISMO AUTORITÁRIO QUE VEM AÍ – Sim, não há o que fazer. Lutamos todos como GAROTOS e GAROTAS, mas a onda nazi fascista ultra conservadora de extrema direita que VARREU a sociedade selvagem e o eleitorado bestial brasileiro foi mais forte do que nós. E nesse momento sentimos mais VERGONHA DO QUE NUNCA de ser brasileiro. Mas não iremos desistir de nossa luta por democracia e liberdade. E achamos que NINGUÉM que está do nosso lado irá desistir. Sim, a partir de agora seremos todos outsiders novamente. OPOSIÇÃO seríssima e forte contra o senso comum BOÇAL que elegeu um presidente autoritário, truculento, irracional e amante da tortura e da ditadura militar. Exatamente como há quase 40 anos quando foi fundado, o PT volta a ser oposição contra o conservadorismo medieval político e social. E assim sendo terá chance de reavaliar sua postura e fazer a auto-crítica necessária aos seus erros. Mas sobretudo estaremos na oposição e na luta incansável por um Brasil menos horrível do que se prenuncia pelos próximos 4 anos. Jamais iremos nos arrepender do voto que demos para Fernando Haddad. Valeu, professor! Você também LUTOU COMO UM GAROTO. E seguiremos todos ao seu lado! E todos os que votaram nesse TRASTE Jairzinho bolsa de cocô vão se arrepender AMARGAMENTE e muito em breve. Vamos todos pagar muito caro por esse desastre (muitos até com a vida, talvez), mas esse MONSTRO será TOTALMENTE DESCONSTRUÍDO em tempo recorde. E aí vamos ver quem irá ter CORAGEM de assumir que ajudou a AFUNDAR de vez o Brasil.

 

***E só pra não esquecer, sendo que nunca foi tão necessário ter uma gig dessas nesse momento no Brasil: logo menos à noite, na choperia do Sesc Pompeia, rola o segundo show dos ingleses do Gang Of Four, um dos grupos mais politizados e esquerdistas da história do pós punk inglês dos anos 80. Os ingressos estão esgotados (ontem também se esgotaram) mas o blog estará presente e depois conta aqui nesse mesmo post como foi a apresentação, pode ficar sussa.

 

***Bien, mais notas e novidades poderão pintar aqui na Microfonia a qualquer momento e ao longo da próxima semana, já que o postão está entrando no ar na sexta-feira e seguirá como sempre em enorme construção. Mas vamos em frente aí embaixo, falando da volta dos Smashing Pumpkins e também dos trinta anos do mega clássico álbum “Green”, lançado pelo gigante inesquecível que foi o REM. Bora!

 

 

AOS TRINTA ANOS DE EXISTÊNCIA O SMASHING PUMPKINS RETORNA COM SUA FORMAÇÃO QUASE ORIGINAL – E, QUEM DIRIA, COM UM BOM DISCO DE INÉDITAS

Yeah, a lendária e clássica banda fundada há também exatos 30 anos pelo guitarrista, vocalista, compositor e gênio Billy Corgan, lançou semana passada seu novo disco de estúdio, após quatro anos sem gravar. Título enooooorme: “Shiny and Oh So Bright, Vol. 1 / LP: No Past. No Future. No Sun.”. É o décimo primeiro trabalho inédito do grupo e o primeiro a reunir em décadas a formação quase original da banda, já que ao lado de Corgan estão novamente o guitarrista (e nas gravações deste álbum também tocando baixo) japa James Iha, e o batera monstro Jimmy Chamberlin, sendo que só não se juntou a eles novamente a loira e loka e tesuda baixista D’Arcy.

O SM e Billy Corgan deram obras musicais GIGANTESCAS e IMORTAIS ao rocknroll, especificamente em seus três primeiros discos de estúdio (“Gish”, “Siamese Dream” e o duplo “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, lançado em 1995 e que apenas naquela época vendeu absurdas 14 milhões de cópias) e isso é incontestável. É vero que daí pra frente a banda nunca mais acertou a mão e se tornou apenas grupo de apoio para o ditador Corgan. Depois que lançou o magistral álbum duplo “Mellon Collie…”, o SM nunca mais foi o mesmo. Fora que o conjunto se desfigurou por completo, com zilhões de músicos entrando e saindo do seu line up e onde apenas o careca Billy permanecia.

A banda também tocou no Brasil algumas vezes, sendo que o blog esteve nas duas primeiras: em janeiro de 1996 na derradeira edição do festival Hollywood Rock, quando eles vieram justamente na turnê do “Mellon Collie…” e fizeram um show ARRASADOR no estádio do Pacaembú (numa noite que ainda seria magistralmente fechada pelo The Cure, ótimos tempos que nunca mais irão voltar), e dois anos depois na tour do fraquinho “Adore”, sendo que a gig nem de longe foi igual a de dois anos antes.

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O novo e bom álbum do Smashing Pumpkins (capa acima), banda que completa 30 anos de existência em 2018 e cuja formação inicial e clássica incluía a baixista D’Arcy (abaixo)

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Mas enfim, trata-se de um bom retorno para um conjunto que soube como ninguém engendrar um mix sonoro onde cabiam eflúvios de heavy rock, psicodelia, dream pop e até shoegazer inglês. O disco tem enxutos 31 minutos de duração, uma ótima e bem vinda raridade em tempos em que se gravam discos com mais de uma hora de música insuportável e que não diz NADA ao ouvinte. E essa meia hora onde estão condensadas oito faixas periga ser o MELHOR DISCO da banda desde “Mellon Collie…”, lançado há seculares 23 anos. Ótimas melodias, músicas enxutas e bem resolvidas, sem enchimento de linguiça. Parece que a reunião dos três (Corgan, Iha e Chamberlin) reascendeu a mágica que havia na sonoridade do grupo nos anos 90’. Estas linhas bloggers rockers gostaram especialmente de “Silvery Sometimes (Ghosts)” (que lembra demais “1979”, pela melodia dela) e da lindíssima “With Simpathy”. Deu até pra se sentir de volta a 1995, dançando na pista do Espaço Retrô da rua Fortunato, no centro de Sampa.

Em tempos em que o rocknroll está definitivamente morto e atropelado pela completa irrelevância da música pop atual, e quando não se esperava nada mais de um conjunto como o Smashing Pumpkins, o fato de ele conseguir lançar um cd como este “Shiny…” é mais do que bem vindo. Vai agradar bastante aos velhos fãs e poderá ser uma ótima surpresa para uma pirralhada que não sabe mais o que é rock ou uma banda de rock, mas que tem curiosidade em descobrir como era e é esse gênero musical “do tempo das cavernas”.

 

 

A TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO SMASHING PUMPKINS

1.”Knights of Malta”

2.”Silvery Sometimes (Ghosts)”

3.”Travels”

4.”Solara”

5.”Alienation”

6.”Marchin’ On”

7.”With Sympathy”

8.”Seek and You Shall Destroy”

 

 

E O DISCO PARA VOCÊ OUVIR, AÍ EMBAIXO

 

 

GRIND ANO 20 E FINAS 5.6 – ALGUMAS HISTÓRIAS BEM LOKAS NA MELHOR DOMINGUEIRA ROCK DO BRASIL

Yep, o rocknroll pode ter morrido no mundo (o que é muito triste) mas no Grind, a domingueira rock mais famosa e bombada do Brasil, ele segue firme e forte. Já se tornou um clássico da noite paulistana e isso num dia da semana dado como morto – o domingo. E nesse próximo domingo, 25 de novembro, ele completa 20 anos de existência, um recorde! Sendo que lá também estaremos discotecando para bebemorar nosso próprio aniversário, já que chegamos aos 5.6 de vida (não é mole, não!) na segunda-feira, 26.

Zapnroll se lembra bem (ou mais ou menos bem, rsrs) de quando tudo começou, em maio de 1998. A internet ainda engatinhava no Brasil, não existiam redes sociais e, tal como hoje, o rock era o gênero da música pop dado como morto. Pois o venerável André Pomba (nosso melhor amigo há 25 anos, ou seja, nos conhecemos 5 anos antes da festa dominical começar), sempre visionário, procurou a direção do clubinho gls A Loca (que estava começando a bombar na noite paulistana), propôs fazer uma noite rock para um público mix (gays, lésbicas e simpatizantes), o povo da Loca topou a parada e aí tudo começou. Nos primeiros anos era mesmo uma matiné dominical, que começava às 8 da noite e encerrava pontualmente meia-noite de segunda-feira. Não haviam flyers virtuais mas sim uma filipeta impressa em formato retangular, que divulgava a programação e a lista de djs e especiais do mês todo.

Com o passar dos anos o público foi aumentando e o horário teve que ser progressivamente esticado. A balada passou a funcionar até duas da manhã de segunda-feira. E no seu auge, quando cerca de mil pessoas passaram a frequentar a domingueira, o horário passou a ser estendido até (acreditem!) 6 da matina. Era uma piração bizarra: enquanto o povo “normal” amanhecia na avenida Paulista saindo de metrôs lotados para ir estudar ou trabalhar (todos devidamente engravatados ou trajando uniformes empresariais), uma galera loka, de óculos escuros e devidamente chapados de álcool e outros “aditivos”, saía do “inferninho” da rua “Gay” Caneca (no centro de Sampa) para chegar em casa e desabar na cama.

Estas linhas zappers fizeram muitas djs set no Grind ao longo dessas duas décadas (o sujeito aqui é jornalista e sempre foi, mas gosta de “brincar” de dj). E as histórias absolutamente MALUCAS que vivemos na festona sempre animada do mozão Pomba, dariam um livro. Não resistimos e contamos duas abaixo, tentando resumir ao máximo a ópera rock.

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A domingueira rock mais famosa do Brasil chega aos vinte anos de existência nesse domingo (25 de novembro) com festão, que irá contar com dj set especial do blog (acima); abaixo, o jornalista loker rocker manda bala na cabine de som do Grind

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***2004 e o strip do jornalista loker-rocker – era julho daquele ano e o Grind fazia sua festa especial celebrando o famigerado Dia Mundial do rock. Pomba montou um line de djs especial onde, entre outros, tocariam o saudoso Kid Vinil e Finas, claro. Pois quando chegou a hora da nossa dj set lá foi o jornalista loker (já turbinado por boas doses de vodka com energético e gin tônica) fazer o “serviço”, rsrs. Até que resolveu tocar “I Can’t Get Enough”, super hit dançante (naquela época) do grupo britpop Suede, que sempre amadoramos (a banda e a música em si). E sempre que tocava essa música em alguma discotecagem Finaski despirocava e se transformava numa bicha mais loca que o vocalista Brett Anderson. Pois o dj loki e ainda relativamente jovem e PAUZUDO (rsrs) começou a se ESFREGAR na parede e também a… TIRAR A ROUPA em plena cabine de discotecagem! Terminou a faixa apenas de CUECA (sunga, ainda por cima), o que levou sua então love girl (a tesudíssima Tânia, com quem ele havia começado a ter um caso um mês antes e sendo que ela em outra noitada no Grind, bem loka de álcool, chupou o pinto zapper em plena pista de dança, num cantinho ao lado da cabine de som) a exclamar para um amigo em comum que nos acompanhava: “Mas o que é isso que ele fez!!!”. “Ficou pelado, oras!”, respondeu nosso amigo, uia!

 

***Dando entrevista BICUDAÇO de farinha, e a LOCA do “acabou, acabou!” – maio de 2009 e o Grind faz sua mega festa de 11 anos de existência. Casa lotada, Finas bem loko de álcool e cocaine, rsrs. E num momento que estava na cabine enquanto Pomba manda bala no som, chega uma equipe do programa de tv do Chato Mesquita, ops, Otávio Mesquita, para fazer uma matéria sobre a festa. Uma repórter tesudinha entrevista Pombinha na cabine mesmo. Logo em seguida ele RECOMENDA que a repórter também entreviste o mancebo aqui, por ele ser jornalista conhecido e bla bla blá. Ela vem falar com o gonzo chapado, põe o microfone na cara dele, acende a luz da câmera de filmagem e manda bala. O zapper total alucicrazy, com os olhos estalados e as órbitas saltando pra fora deles, dispara a falar a 200 kms por segundo. Ao final da curta entrevista, dom Pomba com sua sempre impoluta sabedoria, vaticina: “se eles aproveitarem 20 segundos do que você falou será muito, hihi”. Mas o grand finale dessa madrugada (sendo que o blog já tinha indo embora quando rolou a parada, mas depois ficamos sabendo pelo relato de dom Pombinha) foi mesmo quando, às 5 e meia da matina (!!!), uma LOCA literalmente INVADIU a cabine do dj e tentou jogar as CDJs (os tocadores de cds) no chão, enquanto gritava total alucinada: “ACABOU! ACABOU!!!”. Pomba só teve tempo de literalmente AGARRAR as CDJs pra evitar que elas fossem pro chão, enquanto um segurança arrancava a maluca da cabine. Depois, ficou-se sabendo, a moçoila tinha levado uma botinada do (ex) namorido durante a balada, o que a motivou a fazer a loucura de invadir a cabine. Só não se sabe até hoje se os gritos dela de “acabou!” se referiam ao fim do namoro ou se ela queria mesmo ACABAR com a balada, ahahaha.

 

Então é isso. Domingo agora promete ser lindo: 20 anos de Grind (no Espaço Desmanche, onde a festa está muito bem instalada há quase dois anos, e que deverá lotar), uma festa que já formou gerações na capital paulista, e 5.6 de Finaski, com dj set dele avassaladora a partir das duas da matina. E deverá ser mesmo nossa ÚLTIMA dj set pois já estamos véios demais pra essas loucuras, hihi.

Espero todo mundo por lá, sendo que todas as infos da balada imperdível você pode conferir aqui: https://www.facebook.com/events/254150721931307/.

Feliz aniversário, Grind! Que venham outros 20 anos pela frente!

 

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“GREEN”, UM DOS DISCOS GIGANTESCOS DA HISTÓRIA DO ROCK MUNDIAL E LANÇADO EM 1988 PELO INESQUECÍVEL REM (UMA DAS CINCO BANDAS DA VIDA DE ZAPNROLL), CHEGA AOS 30 ANOS DE EXISTÊNCIA – MOSTRANDO QUE REALMENTE NÃO EXISTEM MAIS BANDAS E NEM DISCOS COM TAMANHA QUALIDADE ARTÍSTICA E MUSICAL

Sexto álbum de estúdio da trajetória da banda norte americana REM (que durou exatamente trinta e um anos, lançando durante este período um total de quinze discos inéditos, além de Eps e coletâneas), “Green” é um dos trabalhos gigantes do grupo e superlativo em vários aspectos. Lançado oficialmente em 7 de novembro de 1988, marca a estreia do então quarteto criado em Athens (no Estado da Georgia) e integrado pelo vocalista e letrista Michael Stipe, pelo guitarrista Peter Buck, pelo baixista e tecladista Mike Mills e pelo baterista Bill Berry, na gigante major do disco Warner Bros, após editar seus primeiros LPs pelo pequeno selo IRS.

Quando foi cooptado para a Warner Music (o braço musical do monstruoso conglomerado de mídia e comunicação sediado nos Estados Unidos), o REM (o nome do grupo foi escolhido de maneira aleatória por seus integrantes, mas tem a ver com um termo da psiquiatria que determina a fase do sono humano em que a pessoa mergulha em sonhos e quando os olhos desta pessoa passam a piscar freneticamente, daí o termo “Rapid Eye Movement” ou “movimento rápido do olhar”) já existia há oito anos (foi fundado em 1980) e havia lançado cinco álbuns pelo selo IRS (na verdade, uma subdivisão de outra major gigante, a Columbia Records, fundada por Miles Coppeland, empresário do meio musical e irmão de Stewart Coppeland, baterista do lendário trio inglês The Police). Todos venderam muito bem, ganharam grande respeito da crítica e amealharam alguns milhões de fãs nos EUA (especialmente no circuito do rock mais alternativo), seduzidos pelas ótimas melodias que combinavam aceleração punk com eflúvios de folk e country music, e também pelas letras poéticas (escritas e cantadas por Stipe) e pela postura altamente engajada do grupo, tanto na questão política quanto social. Além disso um dos maiores trunfos do quarteto era mesmo o guitarrista extraordinário Peter Buck, que possuía um conhecimento ENCICLOPÉDICO de rocknroll por ter trabalhado durante anos na sua juventude em uma loja de discos.

Assim, quando “Green” chegou às lojas de discos, ele veio cercado das maiores expectativas possíveis. E não decepcionou nem os fãs muito menos a imprensa rock. Alternando canções rocks vigorosas (como “Pop Song 89”, “Get Up”, “Stand”, “Orange Crush” e “Turn You Inside-Out”) com momentos de puro lirismo e melancolia melódica (e aí dois ótimos exemplos são as belíssimas “World Leader Pretend” e “The Wrong Child”), “Green” foi efusivamente saudado como um grande disco pelos principais veículos de mídia do mundo à época. Vendeu muito bem também e abriu caminho para que, três anos depois, a banda se tornasse um fenômeno planetário de vendas e de público, quando editou o álbum “Out Of Time”, que produziu um dos maiores hits que se tem notícia em toda a história do rock mundial, a igualmente lindíssima “Losing My Religion”. Mas “Green” permanece como um marco ESSENCIAL na trajetória do conjunto até hoje, três décadas após seu lançamento. Reverenciado por astros como o saudoso vocalista do Nirvana, Kurt Cobain (que incluiu o LP na sua lista de cinquenta melhores discos de todos os tempos), ou por jornais lendários como o inglês The Times (onde o disco permanece também na lista dos cem melhores de todos os tempos), “Green” não envelheceu. Pelo contrário: continua com uma musicalidade atualíssima e com temas idem, mesmo em tempos onde a cultura pop não vale praticamente mais nada e quando o rocknroll virou infelizmente peça de museu.

CAPAREM1988II

Um dos nomes mais importantes de toda a história do rock mundial, o quarteto americano REM lançou há exatos 30 anos um de seus melhores álbuns, “Green” (acima); abaixo, o vocalista Michel Stipe canta e canta quase 200 mil pessoas (o blog zapper entre elas!) na terceira edição do Rock In Rio, em janeiro de 2001

IMAGEMREMRIR2001

 

Após “Green”, o grupo ainda ficaria ainda na ativa por mais de duas décadas, onde continuou lançando ótimos trabalhos e alguns mais medianos no final de sua carreira, que se encerrou de maneira pacífica (e sem brigas entre seus integrantes) em 2011, quando terminou o contrato do grupo com a Warner. Antes, por duas vezes, a banda se apresentou no Brasil, em janeiro de 2001 (na terceira edição do festival Rock In Rio, em uma gig inesquecível e que provocou comoção generalizada no público de quase duzentas mil pessoas que estava na “cidade do rock”, o autor deste blog incluso), e depois em novembro de 2008, quando tocou em São Paulo, Rio De Janeiro e Porto Alegre. Foram dignos, gigantes em sua musicalidade, amados pelos fãs e ultra respeitados pela imprensa mundial até o fim. Foram, com justiça, um dos maiores nomes de toda a história do rock. E deixam saudades até hoje.

Abaixo, em texto especialmente escrito para o blog pelo carioca Leo Rocha (querido amigo, fã e especialista em REM), nosso dileto leitorado terá uma extensa e ótima análise da trajetória do quarteto, além de também uma preciosa análise de “Green”. Boa leitura!

 

 

 

REM – A TRAJETÓRIA DA BANDA E A VISÃO DE UM FÃ E ESPECIALISTA NELA, SOBRE O ÁLBUM “GREEN”

 

(por Leo Rocha, especial para Zapnroll)

 

“Michael Stipe gritou pela última vez:

– And I feel…

Cem mil vozes urraram em respostas:

– Fine!

Bernardino pensou:

– Pu-ta que pa-riu!

Duas e quarenta e quatro da madrugada de 14 de janeiro de 2001.”

 

Pois é, amigos… Esse é o começo do livro de Arthur Dapieve (jornalista carioca) (e nota do editor do blog, com todo respeito à admiração do querido Léo pelo referido jornalista carioca: Dapieve, superestimado como jornalista, sempre cometeu equívocos e imprecisões em seus textos: haviam quase 200 mil pessoas no show do REM em 13 de janeiro de 2001, na terceira edição do Rock In Rio, e não apenas 100 mil. E Finaski era UMA dessas quase 200 mil pessoas) chamado “De Cada Amor Tu Herdarás Só o Cinismo” (Ed. Objetiva). Uma analogia com a canção “O Mundo é um Moinho” de Cartola. Uma senhora lição de vida!!!! Compareci ao lançamento e de lá descolei uma assinatura circulando o nome do vocalista (informei ao jornalista que era um admirador da banda) junto ao meu. Tenho guardado o exemplar intacto na minha estante. O livro narra uma história romântica e ímpar de um homem de quarenta e poucos anos seduzido por uma jovem ingênua e arisca. E, justamente, tudo inicia-se ao fim do show do REM no Rio de Janeiro (Rock in Rio 2001). Sincrônico, não?

A primeira vez que me deparei com essas linhas fiquei auspicioso e hirto. Pensei: “Que porra é essa?” Não esperava que o começo da minha leitura iria de encontro ao show mui especial da banda do meu coração, tampouco numa noite que foi ÚNICA pra mim. Em diversos aspectos. Antes que você ache que me refiro ao show em si… interrompo para dizer: meu casamento havia terminado naquele ano e na semana do show. Você consegue imaginar o meu espanto agora? Ou melhor: no instante em que li o livro de Dapieve? Pois é, meu caro. A vida é cheia de surpresas e ironias. Enfim… E devo dizer que durante muitas páginas do livro fiquei mais espantado, pois os detalhes dentro da história lembram muito o que eu fiz naquele show e como foi a volta do mesmo pra casa. Assustador!!! Muita sincronia!!! De qualquer modo, a banda nunca havia pisado em solo nativo para tocar. Jamais. E minha ex-mulher sabia bem o que aquele dia representava pra mim. De novo: a vida é irônica e sacana. Lembro-me de muito do show e do dia inteiro. Foi surreal esse momento de celebração com os amigos (em comum) e ao mesmo tempo a nossa frustração interna com a separação. Foi punk! Mas, antes de prolongar-me nessa retórica deixe-me voltar anos atrás para resumir como a banda surgiu na minha vida…

Eu já havia escutado “The One I Love”, “Stand” e “It’s the End” na extinta Rádio Fluminense. Final da década de 80. Faz-se necessário recordar que não havia internet nem celular. Então as coisas, os sons, as novidades “gringas” chegavam ao Brasil tempos depois. Era sempre assim. Se por acaso uma banda lançasse algo fora o país só receberia anos depois. Salvo se você fosse ingressar como jornalista musical. O que a gente podia fazer era ter amigos ou parentes que viajassem e comprassem um vinil ou K-7. No máximo. Não tinha muito como escapar. Tinham poucas revistas que informavam, mas era árdua a missão. Quem gostasse de som alternativo e afins tinha que ler revistas especializadas, corresponder-se (cartas) com os fã-clubes pelos correios (duas semanas ou mais chegavam as respostas) e sair pela noite nas festas “estranhas com gente esquisita”. E eu fui um adolescente assim. Juro! Por mais uma ironia do destino viajei para Nova York a lazer para casa da minha prima mais velha em 1991. Hmmmm… acho que o leitor já sentiu aonde vou chegar né? Sim…  saía “Out Of Time” com tudo no país (EUA). O disco estava muito estourado (“hype” pros mais jovens). Tocava em toda esquina de NY. Concomitante o Nirvana também havia lançado “Nevermind” e eu peguei tudo lá, direto da fonte. Mas, essa é outra história. Comprei o “Out Of Time” e com isso comprei todos os outros CDs (só tinha no exterior a mídia) da banda. Do EP “Chronic Town” ao “Green”. Levei tudo. Eram sessenta cds (sim, sessenta). O dono da loja ficou rindo à toa. Gastei na época uns seiscentos dólares. Cada cd custava dez dólares. Sacou? O dólar na época estava 1,5 para moeda brasileira. Nada de muito assustador. Mais: tive que comprar o aparelho!!!! Sim… Não havia cd nem aparelho pra rolar no Brasil. Só rico tinha. Eu não era rico. Voltei de lá lotado de sons e louco para desvendar a banda de Athens. Aí… bom… vamos deixar de lado o que aconteceu, pois é como se eu narrasse um encontro meu com uma mulher. Foi lindo! Tinham oito trabalhos distintos do REM para escutar. Devorar mesmo. Havia a coletânea “Epponymous” lançada lá nos EUA em 1988. Desse momento em diante passei a “alugar” cds em lojas recém-abertas no Rio de Janeiro. Permitia você alugar um cd por um dia ou mais para escutar ou gravar (olha a pirataria aí…Tsc…Tsc…). Quem tem mais de quarenta anos irá lembrar. Dali eu escutei muito REM antes de comprar. Mas, eu não tinha o aparelho. O jeito era escutar nas casas dos amigos. Mas, tudo bem. Quando eu volto pro Brasil estava com tudo. Munido de som, aparelho, roupas, revistas etc. Diversos amigos meus enfurnaram-se na minha casa para ouvir, beber, apreciar a qualidade do CD… Vínhamos do som do Vinil. Eu adorava, mas o cd estava chegando, entende? Bom, desde então consumi a literatura de música pop, rock e indie feito um esfomeado. Absorvi tudo, tudo. Mas sempre com o REM em particular… cada vez mais. Quando frequentei as festinhas de rock eram as camisas quem ditavam regras. Quem curtia Smiths, Joy Division, The Cure e tal. Porém eu comprei uma lá do REM e foi justamente com ela que conheci diversas pessoas na noite e ficamos amigos. Alguns famosos, rsrsrrs. Nesse passo fui encontrando-me nesse pessoal (da noite) que curtia outros sons. Eu, cada vez mais, aprofundava-me nos rapazes da Georgia. Em resumo: a banda fez-me conhecer muitas pessoas distintas, era apreciada em conjunto, embalou namoricos meus e acalantou-me em outros pés na bunda que tomei também. Esteve sempre comigo na adolescência, juventude e plena maturidade. Veio o milênio novo e com ele a esperança de um show no Brasil (esse mesmo!!!) em 2001. Foi um alvoroço na minha turma. Gente de São Paulo, Minas, de vários lugares comentando e combinando. Foi quando o meu casamento (eu já era pai também) acabou. Eles chegaram no ano certinho. Pior: no mesmo mês. Eu me separei em janeiro. Foi inimaginável assisti-los, degustá-los e ao mesmo tempo ficar firme. Algo próximo da catarse! Mais uma ironia? Fato. A tecnologia foi chegando, celulares, internet, redes sociais… O que unia a rapaziada nos anos 80 e 90 a rede receberia anos depois. Salvo se você fosse ingressar como jornalista musical. O que a gente podia fazer era ter amigos ou parentes que viajassem e comprassem um vinil ou K-7. No máximo. Não tinha muito como escapar. Tinham poucas revistas que informavam, mas era árdua a missão. Quem gostasse de som alternativo e afins tinha que ler revistas especializadas, corresponder-se (cartas) com os fã-clubes pelos correios (duas semanas ou mais chegavam as respostas) e sair pela noite nas festas “estranhas com gente esquisita”. E eu fui um adolescente assim. Juro! Por mais uma ironia do destino viajei para Nova York a lazer para casa da minha prima mais velha em 1991. Hmmmm… Acho que o leitor já sentiu aonde vou chegar né? Sim… Saía “Out Of Time” com tudo no país (EUA). O disco estava muito estourado (“hype” pros mais jovens). Tocava em toda esquina de NY. Concomitante, o Nirvana também havia lançado “Nevermind” e eu peguei tudo lá, direto da fonte. Mas, essa é outra história. Comprei o “Out Of Time” e com isso comprei todos os outros CDs (só tinha no exterior a mídia) da banda. Do EP “Chronic Town” ao “Green”. Levei tudo. Eram sessenta cds (sim, sessenta). O dono da loja ficou rindo à toa. Gastei na época uns seiscentos dólares. Cada cd custava dez dólares. Sacou? O dólar na época estava 1,5 para moeda brasileira. Nada de muito assustador. Mais: tive que comprar o aparelho! Sim, não havia cd nem aparelho pra rolar no Brasil. Só rico tinha. Eu não era rico. Voltei de lá lotado de sons e louco para desvendar a banda de Athens. Aí… Bom, vamos deixar de lado o que aconteceu, pois é como se eu narrasse um encontro meu com uma mulher. Foi lindo! Tinham oito trabalhos distintos do REM para escutar. Devorar mesmo. Havia a coletânea “Epponymous” lançada lá nos EUA em 1988. Desse momento em diante passei a “alugar” cds em lojas recém-abertas no Rio de Janeiro. Permitia vc alugar um cd por um dia ou mais para escutar ou gravar (olha a pirataria aí…Tsc…Tsc…). Quem tem mais de quarenta anos irá lembrar. Dali eu escutei muito REM antes de comprar. Mas, eu não tinha o aparelho. O jeito era escutar nas casas dos amigos. Mas, tudo bem. Quando eu volto pro Brasil estava com tudo. Munido de som, aparelho, roupas, revistas etc. Diversos amigos meus enfurnaram-se na minha casa para ouvir, beber, apreciar a qualidade do CD. Vínhamos do som do Vinil. Eu adorava, mas o cd estava chegando… Entende? Bom, desde então consumi a literatura de música pop, rock e indie feito um esfomeado. Absorvi tudo, tudo. Mas sempre com o REM em particular. Cada vez mais. Quando frequentei as festinhas de rock eram as camisas quem ditavam regras. Quem curtia Smiths, Joy Division, The Cure e tal. Porém eu comprei uma lá do REM e foi justamente com ela que eu conheci diversas pessoas na noite, e ficamos amigos. Alguns famosos, rsrsrrs… Nesse passo fui encontrando-me nesse pessoal (da noite) que curtia outros sons. Eu, cada vez mais, aprofundava-me nos rapazes da Georgia. Em resumo: a banda fez-me conhecer muitas pessoas distintas, era apreciada em conjunto, embalou namoricos meus e acalantou-me em outros pés na bunda que tomei também, rsrsrs. Esteve sempre comigo na adolescência, juventude e plena maturidade. Veio o milênio novo e com ele a esperança de um show no Brasil (esse mesmo!) em 2001. Foi um alvoroço na minha turma. Gente de São Paulo, Minas, de vários lugares comentando e combinando. Foi quando o meu casamento (eu já era pai também) acabou. Eles chegaram no ano certinho. Pior: no mesmo mês. Eu me separei em janeiro. Foi inimaginável assisti-los, degustá-los e ao mesmo tempo ficar firme. Algo próximo da catarse! Mais uma ironia? Fato. A tecnologia foi chegando, celulares, internet, redes sociais… O que unia a rapaziada nos anos 80 e 90 a rede social podia fazer “online”. E, assim foi. Comunidades e fãs de diversos lugares do mundo eu fiz amizade. Estreitando mais ainda os laços internacionais com algo em comum: REM. Por fora eu traí muito a banda, rsrsrs. Nunca fui fiel nesse sentido. Eu adoro som. Flertei com tudo: jazz, rock, indie, pós-punk, punk, blues, jungle pop, power pop, techno, rap, etc. Nunca prendi-me a um som ou a uma coisa somente. Isso eu sempre tratei bem. Porém, nunca deixava de ser um fã da banda. Um pesquisador de várias bandas que tinha um afeto especial por eles. Era bem simples. A banda entrou na minha vida como entra um amigo ou parente e fica. Participa, convive e estabelece-se. Entende? É assim que funciona comigo. Tenho as minhas predileções, contudo mantenho-me ouvindo e curtindo tudo mais. Mas, é fato que as pessoas lembram de mim, também, por ser um fã de REM. Afinal de contas, o que faço aqui no blog do Finas? Falando do quê? Ora bolas, rsrsrs.

Para arrematar esse papo todo menciono a segunda vez deles aqui. Antes, em 2005, conheci uma moça que faz meu coração balançar mais uma vez. Nada estava dando certo nesse período. Conhecê-la foi uma virada pra mim. Namoramos durante quase três anos e nos programamos para morar juntos e tal. Seria o “segundo” casamento. Ugh! Como dizia a famosa canção: “pro inferno ele foi pela segunda vez”… Rsrsrs. Mais uma relação pro vinagre. O ano? Era 2008. Adivinhe quem viria naquele ano pro Brasil? Pois é… De novo, os caras para alentar esse jovem recém separado. Ou seja: a banda esteve e está em todos os momentos cruciais meus. Não havia como ignorar tanta ironia e capricho da vida. Foram quatro shows (dois em SP e um no RJ e em Porto Alegre). Daí vieram mais amigos, celebrações, etc. E um disco de encerramento (“Collapse Into Now” em 2011) por parte da banda. Um momento forte, mas essencial. Opinião minha.

O show do REM na terceira edição do festival Rock In Rio, na noite de 13 de janeiro de 2001: quase 200 mil pessoas cantaram junto com a banda; e CHORARAM quanto ela tocou “Losing My Religion”

 

 

PARTE REM EM CARREIRA

O contexto histórico e musical em que se encontra a banda REM é complexo, mas muito interessante. Como toda banda de mais de trinta anos (exatos trinta e um anos redondos) o REM passou por fases internas, mudança de gravadora, contratos novos, modismo no mercado fonográfico e tudo mais. Porém, comecemos ali no ano de mil e novecentos e setenta e nove. Os jovens Michael Stipe e Peter Buck se conhecem em Athens (berço da banda, na Georgia) numa loja de discos em que o guitarrista trabalhava. Michael descobrira que eles tinham gostos similares com a música. Sobretudo punk rock e pós-punk. Mike Mills e Bill Berry (baixista e baterista) estudavam na mesma universidade e tocavam juntos em bandinhas locais. Conheceram-se nessa cena pequena de Athens e resolveram montar a banda. O nome REM foi escolhido de forma aleatória num simples dicionário. Uma amiga de Stipe estava de aniversário marcado e a banda resolve tocar em celebração numa igreja abandonada (data de 5 de abril de 1980 – esse é o ponto zero da banda) que eles costumavam ensaiar. Dali gravaram o single “Radio Free Europe” pela Hib-Tone para ver o que rolaria. Fez um barulho além da expectativa chamando atenção da IRS Records (gravadora genitora deles que seria a responsável por tudo que eles fizeram nessa fase independente). Lançam o EP “Chronic Town” com cinco canções aceleradas e pungentes. Começam a arrebatar fãs pela cidade. Essa fase é de ouro. A banda começa a reputação de “cult” e de largos elogios pelas “colleges radios” (cenário independente dos EUA). Gravam em 83 o clássico “Murmur” (obra prima dessa fase considerada pela crítica) e batem “WAR” do U2 e, pasmem, “Thriller” de Michael Jackson! Simplesmente tornam-se imensos para a cena local e começam a fazer shows pelo país… A fama começa a crescer de forma incontrolável e à medida que eles faziam shows e gravavam mais discos a demanda do mercado e a crítica especializada começou a apelidá-los de “maior banda de rock dos EUA” ou “Number one with Attitude” (título estampado na Rolling Stone anos mais tarde). Seguem “Reckoning” (84), “Fables Of Reconstruction” (85), “Lifes Reach Pageant” (86) em sequência. As letras mudam, o tom político e contestador sobressaltam e há uma esperança nova nesses caras. O que pouca gente sabe é que no meio de 1985, na gravação de “Fables”, em Londres, a banda quase termina. Brigas no estúdio, discussões acerca do som e instabilidade emocional no estúdio quase puseram tudo a perder. Michael admitiu numa entrevista que foi difícil, mas necessário para a banda decidir o que queria e como seguiria. Dizem que o clima de Londres também deixou o clima soturno na época. De qualquer forma o tempo foi o maior aliado deles. Transformaram-nos no maior expoente americano em 87. Ano do último disco pela IRS: “Document”. Um discaaaaço. Dos singles, “The One I Love” e Its The End…”, sucesso imediato nas rádios também comerciais. Nesse mesmo ano a IRS percebendo que ia perder seu principal artista do catálogo relança o EP “Chronic Town” juntamente com uma coletânea chamada “Dead Letter Office” em CD – trabalho que constam os takes jogados fora e os lados B (sim, isso existia, rsrs) das canções lançadas além de algumas covers. Acho esse trabalho grandioso, inclusive. Estava óbvio que a banda precisava de uma grande gravadora. Muitas tentaram, mas eles fecharam com a Warner. Dizem que o contrato girou em torno de dez milhões por cinco discos. A banda já tinha excursionado desde 1983 pra fora dos EUA. Fez Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Holanda, etc. Flertavam com a Ásia e Oceania. Em 1988 gravaram “Green” (na impressão da capa há um erro com a letra “R” e o numeral “4) e entraram em todas as paradas europeias e americanas com “Stand”, “Pop Song 89” (uma sátira com “Hello I love You” dos Doors) e “World Leader Pretend”. O álbum torna-se um sucesso comercial e uma turnê fez-se necessária. Excursionaram por desgastantes meses. Stipe adotou um corte moicano terrível em seu cabelo (Sim, ele ainda tinha bastante cabelo!) e abraçou causas ambientais e políticas pelo mundo. Esse registro vale muito a pena. “Tourfilm”, o registro em questão, existe em VHS e DVD. Pra quem é fã é quase uma obrigação ter. Resolvem descansar após essa turnê (iniciada em 88 e finalizada quase em 90), a primeira pela nova gravadora. Nessa época, a América Latina já escutava esses dois discos (“Document” e “Green”). Sem a banda e o mercado saber, há um terreno sendo preparado ao Brasil, inclusive. Quando voltam ao estúdio gravam o seu álbum de maior sucesso mundial – “Out Of Time” – um sucesso à moda Beatles. Estouro, fãs, MTV, fama e inúmeros prêmios. Chefiado por “Losing My Religion”, “Radio Song” e “Shinne Happy People”. No Brasil o clipe de “Losing My Religion” tocou mais do que qualquer outra canção. E, assim começa a nova fase da banda. Fãs dessa geração noventista e MTV se apaixonam pelos caras e a banda alcança o patamar de GIGANTE. É importante salientar duas coisas aqui: 1) o sucesso veio de forma natural sem se vender nem abrir concessões. 2) o som do REM nunca mudou em busca disso ou daquilo. Desde o “Green” a sonoridade deles já havia desacelerado. Culminando em “Out Of Time” e no álbum seguinte: “Automatic For The People” de 1992. Um tapa na cara da crítica que esperava outra coisa do REM… Era a fase “grunge” no mundo. Eles vieram com um disco quase acústico e recheado de metais e cordas com participação da Orquestra Sinfônica da Georgia. A Warner quase teve um treco. Mas as boas vendas e a resposta dos fãs acalmaram tudo. Desse álbum “Drive”, “Man on The Moon” e “Everybody Hurts” desbancam várias canções nas paradas. “Man on The Moon” é lançada também para promover o filme sobre o comediante Andy Kaufman (uma celebridade televisiva americana que morreu precocemente com apenas 35 anos de idade, sendo que a música é dedicada a ele), que chegava aos cinemas. A banda tinha uma queda pelo controverso humorista. “Everybody Hurts” emociona mulheres e homens. Muitos machões choraram com a letra e chegou-se a se falar pela América que aquela era a música “masculina” (não faço ideia do que isso queria dizer, juro!) mais triste do planeta. Por mais louco que possa ser a banda resolve não excursionar para divulgação do disco. Também não o fizeram em “Out Of Time” (apenas deixaram as TVs e lojas venderem e recolheram todos os louros disso). Uma decisão que só pode ser tomada por uma banda que tenha maturidade, culhão e banca pra botar. E eles tinham isso. O tão citado título de “number one with Attitude” não era em vão. Essa atitude era sempre de conversar e deixar claro que o trabalho e postura não iriam mudar. Sem apelos ou vulgaridade com seu som em nome de um mercado. Posso assegurar (quebrando a janela, gente) que isso foi feito em toda carreira. Talvez, exceção feita em “Monster” (1994) onde eles toparam distorcer e afiar as guitarras numa época que as bandas de rock mais novas faziam. Mesmo assim fizeram à moda deles, rsrsrs. Gostaria de abrir um enorme aposto aqui: os produtores da banda sempre foram importantes e considerados “amigos” do coração. Começou com Mich Easter (frontman do Let’s Active) na fase independente, chegou em Scott Litt (grande Scott!) na fase Warner e, tida por muitos como a melhor de um produtor, passando pela produção de LUXO de John Paul Jones (baixista do Led Zeppelin) em “Automatic…” e Pat McCarthy. Verdadeiros mágicos, parceiros e responsáveis pela sonoridade que eles sempre buscaram nos álbuns. Tenham certeza disso. Produção musical é a parte essencial para dar vida ao que o artista criou. Fundamental.

Bom, voltando ao álbum seguinte: “Monster” vendeu bem e aproximou a banda de outros públicos. Dentro desse disco tem “Let Me In” (canção dedicada a Kurt Cobain) em homenagem ao líder do Nirvana, que havia se matado em abril de 1994. O trabalho também rende homenagem ao ator River Phoenix, morto naquele ano também, vítima de uma overdose. Nessa época começa a “Road Movie” outra turnê clássica e importante da banda. Ali eles puderam incluir nos shows as canções mais pesadas deles feitas nesse disco. O resultado foi incrível. Mesclaram de maneira acertada o set list da turnê. Esse registro existe em DVD, outra peça importante pra fãs. Em 1996 eles lançam “New Adventures In Hi-fi”, o último do contrato com a Warner. As vendas não são boas e há a primeira “pressão” em cima da banda. Apesar da sonoridade desse disco ser bem “on the road” há uma gama de teclados e pianos ganhando luz no som deles e isso irritou uma turma radical (críticos e fãs) fazendo com que o álbum fosse duramente criticado. O mais engraçado disso é que eu considero esse um belo registro. Acho-o superior ao “Monster”, inclusive. Mas, a crítica não enxergou assim. Fica aqui a minha imane discordância. É um disco de viagem mesmo. Experimente ouvi-lo na estrada. Putz… e ali tem canções ótimas como “Undertow”, “Binky The Doormat”, “E-Bow Letter” (com participação de Patti Smith nos vocais), “Be Mine” e “New Test Lepper”. Enfim… foi subestimado pelo mercado. Nesse disco acontece aquilo que nenhum fã deseja: sai um membro fundador. Bill Berry, exausto e de saco cheio decide deixar a banda e dedicar-se a sua fazenda (sendo que na turnê do álbum anterior, “Monster”, o baterista teve um pequeno AVC ao final de um show, o que fez com que ele desmaiasse em pleno palco, episódio que também contribuiu para sua saída do grupo). A banda sente o golpe. Muito. Eu senti também. Nunca pensei que isso poderia acontecer. Juro. Achava que os quatro iriam juntos até o final. Mas o fato é que Bill Berry pede as contas e se manda. Segue amigo e irmão deles, mas longe de qualquer estrelato. Importante comentar: a banda NUNCA substituiu o músico. Sempre trabalhou com bateristas contratados. Nunca receberam alcunha de “membro REM”. Outra coisa fundamental nos caras. Sempre assinaram os quatro. Eu disse “os quatro”, autorias de todas as canções. Assim era dividido igualmente sempre. Outra faceta de credibilidade e caráter da banda. Raro hoje, né? Nesse climão eles assinam um novo contrato com Warner por mais cinco discos sob a bagatela de R$ 80 milhões!!!! Uow! Um sucesso de renovação. Repito: somente porque era o REM. A banda sempre se posicionou e bancou seu som. Em 1998 eles lançam “Up”. Uma retomada boa nas vendas e com algum sucesso nos EUA e na Europa. Excursionam incansavelmente por países mais distantes e fora de rota das grandes bandas. Outro fator deles. Nesse disco canções como “Daysleeper”, “At My Most Beautyful” (Mike Mills compõe um lindo arranjo nos teclados) e “Lotus” alcançam o público. Nessa altura do campeonato o REM já tinha renovado seus fãs… São pessoas que gostam da fase da Warner primeira e essa segunda. São distantes um pouco da fase independente. Isso é comum em bandas com mais de vinte, trinta anos. E é cool. É importante, sobretudo. Em 2001 eles lançam “Reveal”, um disco redondo, ensolarado e bonito. Acertam a mão e a crítica e as vendas ficam condizentes. Os rapazes voltam ao trilho. E aí vai acontecer algo inédito pra gente aqui do Brasil: a banda vem no mês de janeiro de 2001 ao Rock in Rio. Simplesmente fazem um dos melhores shows do Festival e ganham o dobro de fãs no país. Os músicos nunca mais esqueceram aquela noite. Foram quase 200 mil pessoas uníssonas cantando e entoando gritos. Michael ficou bêbado com caipirinha e foi pro público. Uma leve confissão aqui (quebrando a parede pela segunda vez): eu estava nas primeiras filas e cocei a careca de Stipe. Visivelmente emocionado. Foi uma catarse! Quem foi nunca esquece. Ali eu resgatei um “furo”: The Lifting” e “She Just Wants to be” foram executadas ao vivo pela primeira vez no MUNDO. Sim, isso que você leu: o Rio de Janeiro (e o Brasil) foi o primeiro lugar na Terra que eles tocaram essa duas canções, já que o disco só saiu cinco meses depois. O que deixou os fãs mais excitados com o que viria no álbum. Estabelecido de volta ao bom caminho a banda lança mais um disco: “Around The Sun” de 2004. Um trabalho honesto repleto de teclados, pops duvidosos e ousadia em outras sonoridades. O resultado é bom para as vendas, mas a crítica torce o nariz. Eu também acho esse trabalho um dos menores. Tem coisas ali como “The Outsiders”, “Aftermath”, “Leaving New York” e “Electron Blue” que são hinos. Lindos! Mas, tem outras derrapadas ali bem feias. Não vou citar para não depor contra. Mas eles erraram feio na minha opinião. Os novos fãs curtem e nem ligam. No fim de tudo é isso que importa, não? Em 2007 eles entram pro Hall Of Rock And Roll Fame, importante e definitiva homenagem a uma banda de rock. Comparecem e entregam tal honraria Patti Smith e Eddie Vedder no palco. Bill Berry (ex baterista) é convidado e comparece. Depois de muito tempo toca com seus antigos amigos. Um ano de celebração. No ano seguinte eles lançam “Accelerate”, o décimo quarto da carreira. Um retorno bom às guitarras e distorções além do bom e velho rock antigo que eles faziam no começo. Dali canções como “Living Well is the Best Revenge”, “Accelerate” (faixa título), “Man-Sized Wreath” e “Mr. Richards” se destacam. Um bom trabalho dos rapazes. Disco enxuto e direto. Exatamente como eles (bem) faziam no começo. Em 2010 entram em estúdio para gravar o último disco: “Collapse Into Now”. Lançam em 2011 e vendem de maneira satisfatória. A partir daquele momento a banda encerrava quaisquer obrigações contratuais com a Warner. Obviamente existem inúmeras coletâneas, registros oficiais ao vivo, compilações, boxes especiais, etc… Minha intenção foi fazer um apanhado básico e específico dos discos de estúdios. Na internet tem material de sobra para você saber, conhecer, escutar e se aprofundar sobre o REM. Está tudo aí. Basta começar. Pra fechar: nesse ano do último disco, em 2011, a banda em seu site oficial escreve uma nota e encerra as atividades. Deixou um buraco no peito dos fãs, mas eu entendi. Foram trinta e um anos de trabalho, arte, viagens, hotéis, discos, shows, aeroportos e tudo mais. Um carreira bonita e ímpar. Ficou demais… E, como eles mesmo disseram e profetizaram: Its the end (and i feel fine)! Não é mesmo? REM, senhoras e senhores! Clap! Clap! Clap!

 

PARTE GREEN CONTEXTO

Contextualizar o álbum Green dentro do som da banda e do rock é complexo e torto ao mesmo tempo. Prefiro ambientar em termos da banda. O mundo nessa época vivia uma enxurrada de possibilidades musicais: havia de tudo um pouco. Inclusive a dance music (gênero que se solidificaria anos mais tarde). Mas a banda havia feito cinco álbuns de estúdio (além de um EP e duas coletâneas) pela IRS e estava insatisfeita com a distribuição externa dos trabalhos feitos. Nessa época surgiram convites de diversos selos, mas a Warner levou Stipe e cia. com a promessa de imensa distribuição e “liberdade criativa” para a banda. Martelo batido. Era hora de gravar o que seria o “Green”. Apesar do nome a capa (feita pelo artista Jon McCFerrty ) saiu na cor laranja. Alguns dizem que se apertar os olhos algumas vezes a visão embaça e aparece o “verde”, rsrsrs. Eu já fiz isso e deu certo, rsrsrs. Mas decerto que existem algumas edições lançadas com um tom mais amarelado também. A capa recebeu um tratamento especial e foi um grande trunfo para as vendas. Mas retornando ao processo criativo deles, os integrantes disseram que na época resolveram criar sem nenhuma necessidade de soar como o “velho REM”. Queriam um álbum mais experimental. E foi o que fizeram mesmo. Tanto que trocaram os instrumentos e batizaram os lados A e B (A seria o lado ar e B seria o lado metal). A ideia era eletrificar bem o primeiro lado e deixar acústico o segundo. Entraram acordeão, bandolim, violoncelo e percussão para ajudar a fazer o som experimental quisto pelo produtor Scott Litt e pela banda. As letras das canções tornaram-se mais satíricas e cínicas. Michael Stipe gravou os arranjos de sua voz depois dos outros. O resultado ficou na medida para a gravadora. No ano de 1988 havia uma disputa eleitoral entre republicanos (Bush) e democratas acirrada. E os membros do REM entraram de sola em Bush. Isso ajudou mais ainda o lançamento do álbum. O público gostou e comprou o discurso deles. Tanto que canções como “World Leader Pretend”, “Orange Crush” e “Haitshirt” caíram no gosto americano. Pungentes, cínicas e diretas. A banda tinha uma qualidade e jeito em passar sua mensagem de maneira criativa e harmoniosa. O líder do “The Divine Comedy”, Neil Hannon, afirmou numa entrevista que esse álbum era um dos seus prediletos. E que o protesto e a ideia deles era algo que só eles sabiam fazer de forma tão competente e distinta. Soava diferente. Kurt Cobain listou “Green” como um dos seus 50 melhores discos. Algo controverso, inclusive. “The Wrong Child”, “I Remember California” e “You Are Everything” acertaram os fãs mais antigos. Muitos consideram essas verdadeiras profecias do que seria o “Out Of Time” três anos depois. De algum modo elas soam mesmo como um embrião. “Pop Song 89” (uma sátira com os Doors), “Stand” e “Get Up” deram o tom mais pop e irônico do disco. Foram usados dois estúdios para gravação: Ardent Studios (Memphis) e Bearsville Studio (Nova York). Processo que tornou-se natural depois, pois certas canções necessitavam de mixagens diferentes e outras foram finalizadas conforme o potencial de cada estúdio. Duas ficaram sem nome no fim. “Untitled” foi uma delas e assim ficou no disco. “Turn You Inside-Out” e “Orange Crush” precisaram de mixagens distintas também. Scott Litt trabalhou incansavelmente nos estúdios dando acabamento bacana. A produção de “Green” foi a primeira dele com a banda. Uma parceria de ouro na história do REM. Quem é fã sabe disso. Feito e lançado o álbum a banda partiu para uma das turnês mais importantes e históricas, a famosa “Tourfilm” (1988). Foram onze meses de estrada e show. O registro encontra-se em VHS e DVD (tenho ambos). Vale a pena. A performance do REM é única. O moicano de Stipe é um diferencial também. E a banda estava em forma. Recomendo muito esse registro. O disco foi remasterizado em 2013 para o 25º aniversário e adicionado o ao vivo “Live in Greensboro” de 1989. Esse ano o disco completou 30 anos. Um salve enorme para esse que foi o primeiro disco da banda pela Warner (sexto na carreira) e que soou mais experimental do que o público poderia supor. Gostaria de acrescentar uma coisa: como fã, nesse disco, há duas canções que fazem parte do meu rol de favoritas: “World Leader Pretend” e a lindíssima “I Remember California”. Dois petardos dignos de banda GIGANTE! Salve Green, salve REM!

 

(Leo Rocha, dileto amigo carioca há mais de uma década do autor deste blog, tem 41 anos de idade e se formou em publicidade. Blogueiro, apresentador de programa em web rádio e autor de três livros de ficção, mora no Rio De Janeiro, onde nasceu. O REM é a banda da sua vida)

 

 

A POSTAGEM TRISTE DESTA EDIÇÃO, ANUNCIANDO O FECHAMENTO DO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS (O BAR DO QUERIDÃO DRAMATURGO E ESCRITOR MARIO BORTOLOTTO, EM SP) E TAMBÉM (E NOVAMENTE) DO MATRIX ROCK BAR

É isso. Em tempos absolutamente sombrios e tenebrosos, com a cultura pop entregando os pontos, o rock indo pro museu e o Brasil BOÇAL aguardando a posse do futuro PIOR presidente que o país já teve, as notícias cruéis continuam se sucedendo: o Cemitério de Automóveis, misto de bar e teatro administrado pelo dramaturgo, poeta, ator e cantor Mário Bortolotto, encerra atividades no próximo dia 5 de dezembro. Funcionava há alguns anos na rua Frei Caneca, centro de Sampa, e era (e ainda é, ao menos até a semana que vem) um dos espaços culturais alternativos mais incríveis da capital paulista.

O blog vai muito ao “Foda-se” (a denominação mega carinhosa e genial que a sereia linda e loka do nosso coração, a gatona e também escritora Flavia Dias, dá pro bar). Estivemos lá na sexta-feira passada inclusive. Estava bem cheio, o que não vinha ocorrendo nos últimos tempos porque o país está quebrado e as pessoas estão sem grana pra curtir uma noitada num espaço legal bebendo boas brejas e ótimos drinks. Mas enfim, Marião mantinha o espaço há alguns anos já. E sempre está lá nas madrugadas, na sua cadeira cativa na indefectível mesa ao lado do balcão onde a clientela é atendida pela Silvia e (eventualmente) pelo Linguinha. O Cemitério acabou aglutinando uma turma hoje em dia rara na noite paulistana: homens e mulheres mais adultos (na faixa dos 30-50 anos de idade) e apaixonados por ótima música (volta e meia rolam sets acústicos por lá), ótima literatura (uma micro livraria funciona dentro do bar) e também ótimo teatro: há igualmente lá dentro um espaço para encenação de peças e onde geralmente Marião encenava, atuava e dirigia os próprios textos, que eram interpretados por atores de sua trupe teatral (estas linhas bloggers nunca se esquecem da montagem sensacional que assistimos lá, anos atrás, de “Mulheres”, baseado no livro homônimo do gênio Charles Bukowski, um dos nossos ídolos literários ad eternum. E do Mario idem).

E o povo que frequenta (va) lá é bem loki também. Mulheres insinuantes, libidinosas, ébrias, poéticas, cultas, inteligentes, nada recatadas, nada do lar. Todas gostosas, ousadas mas jamais vulgares e totalmente mega interessantes (na questão intelectual), daquelas que são pura transgressão, subversão e resistência cultural e que você, ao se deparar com elas tomando uma dose de gin ou uma taça de vinho, imagina que a mesma fará estragos irreversíveis em seu corpo sedento e carente durante um embate carnal feroz em alguma cama bêbada de hotel idem. Os caras que frequentam (ou frequentavam) ali também eram o que podemos chamar de “escória” e “marginais” perante a sociedade ultra careta e moralista sacal hipócrita destes tempos terríveis atuais: músicos, escritores, autores teatrais etc.

O autor deste espaço online conhecia Marião de nome há anos e já admirava seu trabalho de escritor, diretor teatral, poeta e ator de cinema mesmo antes de se tornar seu amigo pessoal, algo que acabou acontecendo há uns… 4 anos ou um pouco mais. Com o tempo descobrimos que por trás daquela rabugice e “ranzinzisse” toda existe um sujeito gente finíssima, de coração muito generoso e que sobreviveu sem ser auto piedoso de um assalto onde quase morreu após levar 3 tiros. Na medida do possível ajuda os amigos: pedimos a ele que escrevesse o texto para a contra-capa do nosso livro, “Escadaria para o inferno” (que foi lançado há exatamente um ano), e ele topou no ato. Somos gratos a ele por isso até hoje.

E nosso coração dói bastante nesse momento, ao escrever esse post falando do fim do “Foda-se”. As doses generosas e bem-vindas de Bell’s que o blog toma neste momento começam a aquecer a alma e coração, ampliam as sensações neuro transmissoras cerebrais e nos reconfortam ante o fato de saber que estamos perdendo mais um espaço cultural que vai fazer muita falta. Como já dito mais acima, estivemos lá na sextona passada. O bar estava cheio, o clima estava ótimo e acabamos até batendo um papo com a lindona, tesudíssima e ótima atriz (em filmes e no teatro, não a curtimos muito em seus trabalhos na tv “Grobo”) Maria Ribeiro (sim, Marião tem muita moral com o povo da tv, do cinema e do teatro pois convive com eles e é um autor mega respeitado). O zapper disse a ela que é fã de dois filmaços nos quais atuou: “Tolerância” (dirigido pelo “replicante” Carlos Gerbase, lá em 2000) e “Como nossos pais”, rodado ano passado pela Laís Bodansky.

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Trio rocker e literário de respeito MÁXIMO se encontra no bar e teatro Cemitério de Automóveis, no final de 2017: Zapnroll “cercado” pelo jornalista e escritor Fernando Naporano e pelo dramaturgo Mário Bortolotto (acima); uma semana atrás o autor deste blog encontrou por lá a sensacional atriz, feminista e gata bi incrível e dos sonhos de qualquer homem que se preza, a XOXOTAÇA Maria Ribeiro, aqui (e abaixo) em imagens nudes total delicious, extraídas do ensaio que ela fez para o amigo fotógrafo Jorge Bispo, onde a divina musa esquerdopata e nada pudica e do lar, mostra toda a exuberância de sua BOCETA PELUDAÇA, como toda xota decente e do inferno deveria ser, inclusive (sorry, idiotinhas de direita: vocês são “limpinhas” demais, “cheirosas” demais, DEPILADAS demais e SEM CÉREBRO algum; jamais chegarão aos pés das garotas de esquerda, especialmente na questão intelectual e cultural e na hora da FODA). Infelizmente o bar do Marião fecha na próxima semana, no dia 5 de dezembro. Vai deixar saudades!

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Todo mundo “comunista”, “de esquerda” e “do mal” no final das contas, né. Pois o bloog se ORGULHA de fazer parte dessa turma. E fará até o fim e até o derradeiro respirar. Afinal não há mais ilusões aqui, elas se perderam todas definitivamente quando cerca de 55 milhões de eleitores (a maioria deles BOÇAIS, trogloditas, selvagens, racistas, homofóbicos, misóginos, machistas, medievais de pensamento, machistas ogros, moralistas hipócritas e conservadores de extrema direita do inferno) elegeram para presidente do Brasil um nazi fascista que, além de total intolerante e ignorante, ainda é um evangélico FUNDAMENTALISTA. E esse pessoal ODEIA cultura e quem trabalha com arte e cultura. Para eles, incapazes de compreender e aceitar o que lhes foge do raciocínio binário e ultra limitado, cultura é “coisa de vagabundo e petralha”, ou se resume a ler a Bíblia, orar, PRAGUEJAR quem pensa diferente e assistir a novelas toscas ou séries religiosas da tv Record (a emissora do escroque Edir Macedo, que juntamente com outro pilantra evanjegue mor, Silas Malafaia, ajudou a eleger presidente o monstro da extrema direita). Nunca é demais lembrar: quando tomou o poder na Alemanha NAZISTA, Hitler quis ANIQUILAR toda a produção cultural passada do país. Mandou COLOCAR FOGO em milhões de exemplares de livros. E todos sabem como a história do nazismo e a da própria Alemanha acabou, ao final da segunda guerra mundial.

De modos que não se iludam: BolsoNAZI e seus seguidores BESTIAIS farão tudo o que for possível para EXTERMINAR a Cultura nesse miserável e triste Brasil. O desmonte já começou, mesmo antes da posse do nazi. Mário Bortolotto e seu sensacional Cemitério de Automóveis saem de cena um pouco antes. Quem sabe até para não sentir na pele o que está por vir em janeiro próximo.

Rip, querido Foda-se. Este jornalista loker se divertiu muito ali (ficamos bem lokos lá muitas vezes, a ponto de tirar Marião do sério e de dar trabalho pra ele, ahahahaha). Vamos sentir saudades. E antes que as portas e cortinas se fechem de uma vez por todas, ainda iremos baixar lá pra tomar a saideira. E MERDA para todos nós!

 

***E a outra baixa no circuito cultural e rock alternativo de Sampa é o fechamento (agora, definitivamente ao que parece) do lendário Matrix Rock Bar. Durante mais de duas décadas e sob o comando do brother Giggio, o Matrix animou as noitadas da Vila Madalena (zona oeste de Sampa), na rua Aspicuelta, sendo que este blog mesmo fez algumas festas e djs set muito bacanas por lá. Há cerca de três anos o espaço fechou, devido à alta um tanto quanto abusiva do valor do aluguel do imóvel onde estava localizado. Giggio porém batalhou novo espaço (com preço mais em conta na locação) e reabriu o Matrix na rua Inácio Pereira Da Rocha (também na Vila Madalena), onde funcionava até agora. Há algumas semanas, veio a notícia novamente tristonha e surpreendente: o Matrix fecha definitivamente suas portas no próximo dia 7 de dezembro. Ainda dá tempo de ir curtir por lá neste sabadão (1 de dezembro, quando este post está sendo enfim finalizado), e é o que o blog pretende fazer, para tomar uma breja e curtir os ótimos sets dos queridos amigos e djs Shiva On e Fabiano Bulgarelli. Depois, só na sexta da semana que vem e pela última vez. Rip Matrix! Foi muito bom enquanto durou e tornou nossas vidas rockers muito mais alegres, animadas e menos ordinárias do que elas são nos tempos atuais. Tempos que, pelo visto, só irão piorar e onde o rocknroll está mesmo deixando de fazer parte da vida noturna e cultural de uma cidade como São Paulo, infelizmente.

 

 

MUSA ROCKER DESTA EDIÇÃO – A ABSOLUTAMENTE TESUDA E AVASSALADORA SUE NHAMANDU!

Nome:  Sue Nhamandu

 

Nasceu em: 11/03/1984 em Campinas de parto natural nas mãos do meu tio avô obstetra Deodato.

 

Mora onde e com quem: com meu filho de 10 anos, o cabeça da gang, Pablo Miguel Nhamandu.

 

O que estudou ou estuda: sou formada em filosofia desde os 24 anos, mas leciono filosofia desde os 19, psicanalista e esquizonalaista em formação, sou mestranda em filosofia de gênero e pornografia pela Universidade Federal do ABC, e  pesquisadora convidada 2019 pela Universidade Toulouse 2 Jean Jaures, e vencedora do segundo prêmio select de artista educadora, ou seja, estudo o próprio estudar. Estudei teatro na Universidade Antropófaga com José Celso Martinez Correa, e teatro com Gerald Thomas.

 

O que faz profissionalmente: Sou a Pornoklasta, terapeuta orgástica, filósofa e desartista multimeios.

 

Três artistas musicais ou bandas: tenho um trabalho musical experimental que divulgo submidialógicamente através de avatares-persona como no projeto Domitila Mataha(cker)ari Pompadour Monroe, uma projeto de música tática e cyber feminismo que envolve música e artes visuais num contexto de hackeamento de identidade, mas entrei no meu teste no Oficina em 2011 cantando Casisa Listada, imitando Isaurinha Garcia e já vivi de cantar em pequenos bares periféricos, com alguns brothers no violão.

 

Três discos: Ando só numa multidão de amores (Maysa), Drama ato três luz da noite, (Maria Bethania) e Deus é mulher (Elza Soares). Elza e Wilson das neves: is so hard to tell whos going to love yoi best, Karen Dalton, Chets Billie.

 

Três filmes: Bin jip kim ki duk, Mutantes despentes, mi sexualidad es una creacion artística, Lucia egana (sombra) rojas.

 

Três livros: Crise da filosofia messiânica (Oswald De Andrade), Manifesto contrassexual (P B Preciado), O teatro e seu Duplo (Antonin Artaud), O que é filosofia  (Giles Deleuze), Água viva (Clarice Lispector) e (ufa!) Meta linguagem e outras metas (Haroldo De Campos).

 

Um diretor de cinema: Annie Sprinkle.

 

Um diretor de teatro: Artaud.

 

Um autor literário: Haroldo de Campos.

 

Um show inesquecível: Mutantes no Parque Do Ipiranga.

 

O que pensa sobre

 

Sexo: é uma criação artística.

 

Drogas: Isdeus.

 

Rocknroll:  Toca Raul!

 

Política: esquerda radical (ótimo!).

 

Relacionamentos: os éticos com cuidado de si e do outro.

 

Eleições presidenciais deste ano: Levamos uma solapada de mídia tática, a direita comeu as teorias todas e usou com capital neo liberal nossas ideias melhor que nós. Todos sabemos que o humanismo acabou. Não sou ingênua de acreditar que o problema é cultura e civilização. É hora de lutar, de reler o anti-édipo, de entender os desejos construídos, de combater o fascismo, de andar em bandos. Essas eleições foram o momento  histórico mais importante que vivi, nasci em 84, não esperava viver isso, só posso dizer que sobreviver e viver bem tem sido minha vingança contra um sistema que me queria natimorta, afinal sou mulhler cafuza não binária poliafetiva, pansexual, ativista feminista pró-sexo demi-sexual, latino-americana.

 

E como o blog conheceu Sue: como nosso dileto leitorado pode ver pelas respostas aí em cima, essa deusa GIGANTE é uma mulher AVASSALADORA em todos os sentidos (tão avassaladora que chega a dar medo, ahahahaha). Enfim ela nos foi apresentada por uma amiga querida em comum (a escritora e poetisa Rita Medusa), nos encantamos pelo perfil e pelo pensamento da garota, a convidamos para fazer ensaio para estas linhas eternamente e totalmente subversivas e abusadas ao máximo, e cá está o resultado. Apreciem sem NENHUMA moderação!

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Avassaladora, apenas isso

 

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O peito que te seduz é o mesmo que pode matá-lo em pequena, rápida e gloriosa morte…

 

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O espelho é o reflexo preciso e que jamais MENTE!

 

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A água escorre pelos poros. E Rimbaud, se vivo estivesse, sentaria toda essa beleza em seus joelhos, para admirá-la ad eternum

 

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Corpo relaxado mas também perenemente em chamas

 

 

FIM DE UM POST REALMENTE GIGANTESCO!

Com quase 80 mil caracteres de texto (uma autêntica bíblia!) este é o provavelmente o MAIOR post já publicado por Zapnroll em seus quinze anos de existência, o que demonstra que o fôlego destas linhas online continua inalterado.

Mas tudo precisa ter um fim, não é. De modos que paramos por aqui, e sendo que havia tanto material ainda a ser publicado que deixamos parte dele para a nossa derradeira edição deste triste 2018 que está chegando ao fim e prenunciando um 2019 absolutamente SINISTRO no Brasil. De qualquer forma no próximo post traremos sim as histórias dos shows que o blog viu na inesquecível Via Funchal. E também iremos falar do superb músico e guitarrista Dhema Netho, que residiu por 16 anos em Londres e agora está de volta ao Brasil, onde pretende retomar sua carreira. E claaaaaro, já temos a musa rocker pra fechar com chave de ouro este sombrio 2018: a delicious total Juliana Gelinskas (cujo aperitivo do ensaio futuro você vê aí embaixo).

Beleusma? Então até a próxima!

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(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 01/12/2018 às 22:20hs.)

Mini post EXTRA! Enquanto não chega nosso novo POSTAÇO (falando das quatro décadas de existência de um dos maiores nomes do rock mundial de todos os tempos), publicamos esse para anunciar mais uma promo bacana alusiva aos quinze anos do blog zapper: PARES DE INGRESSOS para o show da banda VODU nesta sexta-feira, 24 de Agosto, em Sampa!

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As clássicas e veteranas bandas de metal brazuca Vodu (acima) e Volkana (abaixo) se reúnem em show único nesta sextona em Sampa e o blog zapper coloca pares de ingressos em promo e na FAIXA para você ir lá curtir, enquanto nosso novo postão, falando dos 40 anos de existência de um certo Echo & The Bunnymen (também abaixo) não chega

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Yep! Enquanto o novo postão gigantão da Zapnroll não chega, resolvemos soltar esta edição “extra” com promo bacanuda, alusiva ainda aos quinze anos do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web BR desde 2003. E a referida promo vai colocar nas mãos de nosso dileto e fiel leitorado nada menos do que CINCO PARES DE INGRESSOS para assistir a um showzaço que rola nesta sexta-feira em Sampa.

Trata-se da apresentação conjunta de dois nomes lendários do heavy metal nacional: o quinteto paulistano Vodu (um clássico dos anos 80 e que voltou agora à ativa com sua formação quase original, tendo nela o baixista e fundador André Pomba) e o grupo brasiliense Volkana. O Vodu, inclusive, aproveita a gig para lançar seu novo EP com cinco faixas inéditas. É o primeiro material gravado em estúdio pelo conjunto em mais de vinte anos.

Todas as infos sobre o mega esporro rocker em dose dupla você pode conferir aqui: https://www.facebook.com/events/271198960277307/.

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E se a turma loker que lê estas linhas online quer participar dessa festona barulhenta na faixa, muito simples: e-mail JÁ para hfinatti@gmail.com. As cinco primeiras mensagens que chegarem até a tarde da próxima sexta-feira irão ganhar um par de convites para ver a apresentação em dose dupla. Os vencedores serão informados por e-mail ou telefone (favor enviar seu número de celular na mensagem).

Então é isso: fé no rock e pé na tábua! Nos vemos nessa sextona no showzão de Vodu e Volkana, lá na zona leste da capital paulista (na rua Dr. Raul da Rocha Medeiros, 52, Tatuapé, próximo ao metrô Carrão). Até lá, sendo que logo menos aparece aqui o novo postão que vai falar dos 40 anos de existência de um dos maiores nomes do rock mundial em todos os tempos. Ele mesmo, Echo & The Bunnymen. Aguardem!

 

(enviado por Finatti às 19:30hs.)

Em post especial sobre lançamentos de LIVROS dedicados à cultura pop e a música em geral (um mercado que, mesmo com a crise bravíssima que assola o triste bananão tropical, tem seu nicho de público e segue ativo), o blog zapper fala de alguns títulos que chegaram há pouco às livrarias; e também anuncia (finalmente e oficialmente!) orgulhosamente o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o volume escrito pelo jornalista eternamente rocker/loker (esse aqui mesmo, autor destas linhas poppers online, ulalá!) e que sai do forno em novembro! Mais: como foi o showzaço do The Who (já a gig internacional de 2017 no Brasil?) em Sampa, pela ótica não jornalística e sim de um FÃ da banda, em texto especial para este espaço rock virtual, o line up do Lollapalooza BR 2018 e mais isso e aquilo tudo que você sempre encontra por aqui! (postão em SUPER CONSTRUÇÃO, claaaaarooooo! Com esta primeira parte entrando no ar pra falar EXCLUSIVAMENTE do lançamento do livro total rocker do zapper eternamente loker!)

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Três anos após estar pronto e depois de passar por três editoras que queriam mexer em seu conteúdo, o livro “Escadaria para o inferno”, primeiro texto literário escrito pelo jornalista zapper eternamente rocker, locker e gonzo (abaixo), sai finalmente em novembro vindouro, com festa de lançamento dia 25 daquele mês na Sensorial Discos/SP

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Era pra ser um novo POSTÃO, aquele que iria entrar HOJE no ar, aqui no nosso já mega longevo (14 anos na web BR!) espaço rocker online. Mas a emoção é tanta nesse momento e está tão difícil segurar a mesma que, sim, esse postão irá chegar aqui já no comecinho da próxima semana (falando como sempre de assuntos bacanudos, como o mercado editorial de livros sobre música e que continua resistindo à crise, comentários sobre o line up do Lollapalooza BR 2018 e mais uma renca de paradas sempre total dignas da leitura do nosso dileto leitorado). Promessa de zapper sempre rocker e ainda algo loker.

 

Mas então vamos aqui ao que interessa: sem muitas legendas ou TEXTÃO nesse post, já que o melhor é deixar as IMAGENS falarem por si.

 

Apenas acrescentamos que este livro está pronto há quase 3 anos. Passou por três editoras que não o compreenderam em sua essência e queriam mudar essa essência. E agora finalmente ele encontrou seu LAR ideal, e que entendeu de fato e de verdade que uma “escadaria para o inferno” pode levar a um compêndio de estórias sensacionais, e que resgatam uma trajetória de vida junkie, louca, alucinada e muitas vezes incrível ou quase trágica.

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Bem-vindo NOSSO SEGUNDO FILHO (o primeiro já fizemos, há 26 anos)!

 

E pra galera não esquecer: lançamento (com noite de autógrafos) em 25 de novembro, sábado, a partir das 8 da noite, na Sensorial Discos/SP (rua Augusta, 2389, Jardins). Com shows bacanudos de Psychotria, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (set acústico) e Jenni Sex, além de DJs set igualmente fodonas dos super DJs André Pomba e Vanessa Porto.

 

E para todos aqueles que vivem uma existência total ROCKNROLL, este Finaski e seu livro saúdam vocês!

 

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“Escadaria para o inferno”, escrito por Humberto Finatti, é um lançamento da editora Kazuá. A qualquer momento o livro estará em pré venda no site da editora, em http://editorakazua.com.br/.

 

XXX

 

Pronto, fakes merdões e cuzões do inferno, losers lambe bagos do “pobreloader” LR, podem se MATAR de ódio e vir aqui encher o saco na covardia total, no painel do leitor do nosso “humirde” blog. Finaski deixa, ahahahaha. Chupa, bando de otários!

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

Maio outonal chegou e com ele uma das festas rockers mais lendárias e clássicas da noite alternativa paulistana celebra suas quase duas décadas de existência! O Grind, comandado pelo super DJ André Pomba, chega aos dezenove anos em novo local e neste post especial o blog zapper relembra essa trajetória contando claaaaaro algumas histórias realmente absurdas, malucas e bizarras que aconteceram por lá, todas obviamente repletas de sexo, drogas e rock’n’roll; entre essas histórias aquela que compõe um capítulo inédito do livro idem “Escadaria para o inferno” e que publicamos aqui com exclusividade: a noite/madrugada em que Evan Dando, ex-líder e vocalista do célebre grupo americano Lemonheads, ficou total “bicudo” de cocaine na pista do Grind após ter sido “servido” com “farinha” pelo jornalista “dublê de dealer” – esse aqui mesmo, ulalá!

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Duas bandas clássicas e imbatíveis na preferência da garotada que freqüenta a badaladíssima festa Grind há quase duas décadas: o saudoso e inesquecível quarteto punk Ramones (acima) e o também extinto Hole (abaixo), aquele mesmo da cadelona e viúva de Kurt Cobain, Courtney Love

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MICROFONIA – REVERBERANDO A CULTURA POP

(com shows, discos, livros, filmes, baladas, festivais etc.)

 

***SOBRE O FESTIVAL SP TRIP, OS INGRESSOS COM PREÇOS EXTORSIVOS E A VELHARIA QUE VAI TOCAR NELE – É ÓBVIO (e não havia dúvidas quanto a isso) que o valor cobrado pelos tickets é um ASSALTO ao bolso de quem pretende ir na parada, e isso já era mais do que esperado dada a já secular ganância sem tamanho que permeia a atuação de produtoras de shows internacionais no Brasil. Mesmo com o país estando falido e no buraco o SP Trip terá ingresso custando 780 mangos (a pista Premium, para todas as noites). A conta é simples: com o dólar na faixa dos três reais (vamos arredondar a cotação porque ela muda todo dia) isso significa que quem quiser tentar ir na famigerada pista premium vai ter que desembolsar quase 300 DÓLARES por ela POR DIA, ao cambio atual. E nunca é demais lembrar: shows e festivais do mesmo porte na Europa e Estados Unidos (onde tudo geralmente é muito mais bem organizado do que aqui em termos de estrutura, transporte, atendimento ao público etc.) têm ingressos cujo valor máximo dificilmente ultrapassa os 100 dólares. Mas aqui é o triste bananão tropical, sempre. A terra da Lava Jato, da república da Odebrecht e do fã de música OTÁRIO, que sempre será ROUBADO no seu bolso por produtoras espertalhonas porque elas sabem que esse bando de IDIOTAS (aqueles que vão a gigs) paga MESMO o que elas cobram por shows gringos. Afinal hoje em dia apenas uma pequena parte do público que vai a estes festivais está ali e gastou sua grana suada por amor real à música e às bandas que estão tocando. O grosso de quem está lá só quer sair bem na balada e na selfie, pra depois postar no FaceMERDA e fazer INVEJA nos amigos. Que be le za, hein! Sobre o line up do SP Trip? O blog poderia escrever um livro aqui sobre o que pensa. Mas vamos tentar resumir a ópera, analisando cada dia da escalação divulgada:

 

***21 de setembro (quinta-feira), com The Who, The Cult e o tal Alter Bridge. Talvez seja a única noite que valha mesmo a pena ir nesse autêntico PARQUE JURÁSSICO de velhos gagás, gordos, flácidos e balofos do rock’n’roll. Yep, o Who também está velhão, caindo aos pedaços e é hoje apenas MEIO Who original (com Roger Daltrey e Pete Townshend). Mas nunca veio ao Brasil, é a última grande banda da história do rock que nunca havia tocado aqui e são um dos nossos heróis eternos no rock mundial. The Cult? Vimos um show inesquecível deles em 1991, no ginásio do Ibirapuera/SP, que lotou até o teto. O grupo estava no auge e a gig foi fodástica. Hoje estão mais caídos e por baixo do que a banda do Zé ruela da esquina. Mas vamos dar o beneficio da dúvida ao grupo, mais uma vez. Alter Bridge? Jornalistas não são obrigados a conhecer tudo e reconhecemos nossas limitações: não sabemos quase nada sobre eles e nem fazemos questão de saber.

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O gigante The Who: talvez a ÚNICA atração que vale a pena no festival SP Trip

***23 de setembro (sábado), com Bon Jovi e… The Kills (hã???)! Pois então (e lá vem a opinião surpresa fináttica): se tem alguém que envelheceu com alguma DIGNIDADE (em disco e ao vivo) nessa parada foi justamente (quem diria…) o Bon Jovi. Eles sempre mandaram mega bem ao vivo e você pode DETESTAR o grupo (não tenho quase nenhuma simpatia pela obra musical dele) mas não pode NEGAR isso. Tanto que vimos um show arrasa quarteirão deles em janeiro de 1990, no festival Hollywood Rock, quando botaram o lotado estádio do Morumbi abaixo. The Kills abrindo? É talvez o lance mais BIZARRO de todo o festival. Iríamos lá apenas pra ver a dupla, que adoramos. Mas achamos que o Kills vai é se foder tocando num estádio gigante e ainda por cima diante de uma platéia HOSTIL à espera de Jon Bon Jovi e Cia.

 

***24 de setembro (domingo), com Aerosmith e Def Leppard. Meo deos, chega de Aerosmith aqui, não? Já deram o que tinham que dar e o blog mesmo os viu por duas vezes (em 1994, foi sensacional, e depois em 2007, já não tão bom como na primeira vez). Deff Lepard??? Porran, quem precisa gastar grana com esse leopardo surdo chumbrega, geriátrico e representante do que de PIOR existiu no hard rock/heavy merdal britânico dos anos 80’? Só não ganha como PIOR noite do festival porque ainda tem a última, aí embaixo.

 

***26 de setembro (terça-feira), com Guns ‘N MERDA e Alice Cooper. Só mesmo OTÁRIOS, IMBECIS COMPLETOS e FANÁTICOS pra gastar 780 pilas e ir no estádio do Palmeiras nessa noite. Guns é aquela decadência total (mesmo contando novamente com Slash nas guitarras) que todos nós já sabemos, com Axl baleia branca velho, barrigudo e sem voz no palco, tudo isso transformando a banda em cover de si mesma – e cover dos piores. Tia Alice? Porran, já foi tão relevante na história do rock e hoje em dia… se esqueceu da aposentadoria e fica passando vergonha alheia pelos palcos do mundo, rsrs.

 

***Que mais? Sextona véspera de feriadão movimentadíssima, néan? No Brasilzão, greve geral (FORA TEMER!). E no mondo pop estão saindo os novos álbuns do Mark Lanegan, da Feist e do grupo virtual Gorillaz (yep, ele ainda existe). Fora o novo do Kasabian (um dos grupos prediletos destas linhas rockers bloggers na geração de 2000’ pra cá), que seria lançado hoje também mas foi adiado pra semana que vem. Bien, está tudo pra audição no Spotify já, e na medida do possível iremos comentando melhor todos por aqui, ok?

 

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GRIND, A SUPER DOMINGUEIRA ROCKER MAIS BADALADA DA NOITE UNDER PAULISTANA, CHEGA AOS 19 ANOS COM FÔLEGO RENOVADO

Em uma área tão volátil, volúvel e imprevisível como a cena cultural noturna de uma grande metrópole (com seus bares, restaurantes, casas de shows e clubes para dançar) uma festa (ou evento) voltada para um nicho específico de público (o que curte rock alternativo e cujo grosso dos freqüentadores pertence à comunidade lgbt) permanecer na ativa ininterruptamente por quase vinte anos é uma raridade, ainda mais nesses tempos de falência econômica do país e onde bares e casas noturnas abrem e fecham diariamente aos borbotões e num piscar de olhos. Pois o já mais que longevo Grind – a rock project for mix people, conseguiu a façanha. Criado e comandado por André Pomba (um dos DJs mais conhecidos da noite paulistana) no longínquo ano de 1998, o Grind reinou absoluto nas noites de domingo por quase duas décadas no clube A Lôca. Agora em novo endereço há menos de um mês (no Espaço Desmanche, na rua Augusta, próximo ao centro de Sampa) a festa tem a missão de permanecer bombada e de renovar seu público. E parece estar conseguindo: nas primeiras semanas no novo local o projeto recebeu uma média de quatrocentos pagantes.

Mas como tudo começou, afinal? Para saber precisamos voltar ao meio dos anos 90’, quando o editor da revista alternativa Dynamite, André Pomba Cagni, tinha voltado de uma de suas então habituais viagens aos Estados Unidos. Lá, além de ter visitado comunidades gays no circuito cultural de algumas metrópoles americanas (o que reforçou sua decisão de assumir sua homossexualidade), Pomba descobriu alguns clubes noturnos gls que mantinham noites voltadas especificamente para tocar rock na pista – e isso para um público (o gay) habitualmente mais afeito à música eletrônica. Impressionado com a receptividade da galera homo a essas noites rockers, o jornalista e produtor de eventos voltou para o Brasil disposto a fazer algo semelhante aqui. Bastava achar um local em São Paulo que “comprasse” e desse espaço à idéia, viabilizando-a. Foi quando Pomba passou a freqüentar o clube A Loca em 1995, e que estava funcionando há cerca de dois anos na rua Frei Caneca, próximo à avenida Paulista e notório reduto da comunidade gay paulistana. Nessa época o clubinho gls mantinha noites de música eletrônica bombadas às sextas-feiras e aos sábados, mas não funcionava aos domingos sendo que os proprietários queriam montar uma programação dominical que preenchesse o espaço também no dia habitualmente mais morto da semana. Foi então que mr. Pomba entrou em contato com a direção da casa e propôs seu plano: fazer um projeto voltado ao público gls (ou lgbt) aos domingos, mas em horário de matinê (das oito da noite à meia-noite) e que tocasse basicamente rock na pista, com algo de música pop e anos 80’. A Loca gostou da proposta e fechou parceria com o jornalista. A festa, batizada Grind, estreou em maio de 1998.

Não demorou muito para a novidade chamar a atenção não apenas do público gay que freqüentava A Loca, mas também de fãs de rock que não tinham o que fazer aos domingos à noite. Em poucos meses de funcionamento a festa começou a encher. Tempos depois seu horário precisou ser ampliado por conta da demanda do público e também porque muita gente queria chegar mais tarde ao clube para beber e dançar. Assim o Grind teve seu horário estendido para até às duas da manhã de segunda-feira. Foi o que bastou para o evento começar a lotar a Loca aos domingos, sendo que no auge da festa (entre os anos 2000’ e 2010) não raro cerca de mil pessoas passavam pelo clube ao longo da madrugada e em plena segunda-feira. Foi quando o Grind passou a funcionar até às seis horas da manhã (!) e foi nessa época que a própria Zap’n’roll fez muitas DJs set (como convidado) na festa, além de ter participado de momentos louquíssimos e bizarros dentro do clubino gls – sendo que algumas dessas estórias estão contadas logo mais aí embaixo, em um mini diário sentimental.

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Outra banda clássica das domingueiras do Grind: a goth inglesa The Cure

O tempo foi passando e o Grind resistiu bem na Loca, se tornando um clássico da noite under paulistana aos domingos. Mas com a crise econômica enfrentada pelo país nos últimos anos e com um certo desgaste enfrentado pelo próprio clube que o abrigava (com queda na freqüência de público, além da concorrência de outras casas noturnas que foram sendo abertas e também focadas no público gay), o Grind acabou mudando de endereço. Há quase um mês está funcionando no Espaço Desmanche, na rua Augusta. E lá, ao menos por enquanto, viu seu público e seu fôlego se renovar como adolescente que ainda é. Um adolescente que chega aos vinte anos de existência apenas em 2018. E que se depender do fundador André Pomba, vai manter bibas e heteros fãs de rock ainda total animados por muitas e muitas noites de domingo nos próximos anos.

 

***E nesse domingo, véspera do feriado de 1 de maio (dia mundial do trabalho), o Grind promete ficar mais lotado do que nunca. Tá a fim de ir na balada e quer saber tudo sobre ela? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/1138482239631930/.

 

***E como esse post é especial sobre os dezenove anos da domingueira rocker mais badalada da noite paulistana, o blog vai ser generoso com o seu sempre dileto leitorado. Vai AGORA no hfinatti@gmail.com, manda uma mensagem fofa (uia!) pra gente e se habilite a concorrer a um PAR DE INGRESSOS VIPS pra ir na edição deste finde do Grind. Informaremos por e-mail ou telefone (deixe seu número na mensagem) quem ganhar o mimo, até o final da tarde deste domingo, 30 de abril, ok?

 

 

ENTREVISTA COM O DJ ANDRÉ POMBA SOBRE A NOVA FASE DO GRIND

(publicada originalmente no blog no post de 29 de março passado)

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O super dj André Pomba (acima), que criou o projeto Grind em 1998; a festa chega aos dezenove anos de existência agora em novo local, o Espaço Desmanche onde a dupla Pomba e Zap’n’roll (abaixo) se confraternizaram semanas atrás

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Zap’n’roll  – O Grind se tornou um clássico da noite alternativa paulistana. Permaneceu por 19 anos no club A Loca e esta semana anunciou sua saída de lá? O que houve, afinal?

 

André Pomba – Simplificando bastante, foram divergências financeiras e administrativas que foram se acentuando até o rompimento ser inevitável. Como considero minha relação com o clube como a de uma família, acabou-se tolerando muita coisa por conta dos 19 anos de convívio diário. Agora bola pra frente! Espero que o Clube Alôca possa recuperar sua posição na noite paulistana e da minha parte estou com entusiasmo renovado para novos desafios.

 

 

 

Zap – O projeto, ao que parece, vai continuar mas em novo endereço. E já há, também ao que parece, várias casas noturnas interessadas em abrigar a domingueira pop/rock mais famosa da capital paulista. Você já se decidiu qual será o novo lar do Grind?

 

Pomba – sim, no dia seguinte ao anunciar a minha saída recebi várias propostas, conversei com vários donos de casas noturnas. Sempre entendi que precisava de um local na região do Baixo Augusta com uma estrutura similar à Alôca, com duas pistas, palco pra shows e vários ambientes. Então foi fácil fechar com o DJ Click para fazer no Espaço Desmanche (onde era o mítico Vegas). A diferença é que o Grind agora vai começar a meia-noite, assim que encerrar a matinê da casa, de música brasileira, chamada Tereza.

 

Zap – Quando o projeto reestréia?

 

Pomba – em 9 de abril, domingo meia-noite, com uma super festa de aniversário: a minha mesmo de 53 anos ahahah

 

 

 

Zap – Haverá alguma diferença no Grind por conta da sua mudança de local ou ele seguirá mantendo a formula musical que o consagrou por quase duas décadas na Loca?

 

Pomba – sendo objetivo: uma pista tocará rock como sempre tocamos de todas as épocas e outra pop mais atual. O importante é saber se reciclar sem perder a essência. Acho que conseguiremos trazer um público novo que já frequenta os clubes do Click (Tex, Desmanche e Blitz), com a galera que já frequenta o Grind há anos, como a eterna missa de domingo dos loucos da noite paulistana!

 

 

TOP 10 DO GRIND – OS CLÁSSICOS IMBATÍVEIS DA DOMINGUEIRA ROCKER MAIS FAMOSA DE SAMPA

Ao longo de quase duas décadas de existência o DJ André Pomba, fundador do projeto Grind, animou a pista da festa com zilhões de músicas fodonas e cobrindo todas as épocas e estilos do rock mundial. Mas entre estas algumas se tornaram autênticos clássicos que não podiam ficar de fora do set list jamais. São essas músicas que você confere nos vídeos abaixo, num top ten elaborado pelo próprio Pomba e que reúne os maiores sucessos da domingueira rock’n’roll até hoje.

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – RÁPIDAS HISTÓRIAS SELVAGENS DE SEXO, DROGAS, LOUCARAS E ROCK’N’ROLL QUE SÓ PODERIAM ROLAR NO GRIND, ULALÁ!

***Boquete na pista de dança, ao lado da cabine do DJ, e aspirada de cocaine em CIMA do PAU – o autor deste diário algo sórdido e cafajeste a conheceu em meados de 2004. Ela era uma jornalista que havia acabado de se formar no curso e se interessou por um texto de Finaski, publicado em algum site no qual ele já escrevia naquela época. Enviou um e-mail e foi aí que tudo começou. O zapper namorava então uma pretaça deliciosa e gigante, de 1,80m de altura e que trepava alucinadamente mas com a qual ele pouco tinha afinidade intelectual/cultural (nosso querido e eterno melhor amigo, Andre Pomba, sempre dizia sobre nosso relacionamento: “vocês dois se dão bem APENAS na cama. Fora dela são um DESASTRE”. Era verdadeira a avaliação dele). Mas então recebemos o e-mail dela, que se chamava T.R.A. (vamos chamá-la apenas pelas iniciais do seu nome). Muito inteligente, fã de rock, de literatura, cinema etc. Tínhamos muitas afinidades. E ela era muito jovem, apenas 21 anos de idade. O blogger rocker estava com 41. Começamos uma intensa troca de correspondência eletrônica, passamos a conversar pelo hoje jurássico MSN, por telefone (fixo, naquela época) e finalmente marcamos um encontro PESSOAL, em alguma noite/madrugada qualquer de abril de 2004 (pouco tempo antes da saudosa mama Janet falecer). Nos encontramos no metrô Consolação, em Sampa. Ela era LINDÍSSIMA: cabelos ruivos, formas apetitosas (peitos medianos, nem grandes nem pequenos) e um rosto de bonequinha de porcelana chinesa. Descemos a rua Augusta e fomos pros bares de rock que lá existiam. Bebemos bastante vinho num deles. Depois fomos (novamente) pro Madame Satã (ela era e é fã de rock BR anos 80’ e das bandas inglesas da época). Lá, no porão escuro do casarão, os MALHOS começaram. Até que o jornalista já cheio de péssimas intenções conseguiu convencê-la a vir pra casa, em uma kit no bairro da Vila Mariana (começo da zona sul de São Paulo, bairro bom de classe média chique, coxa, chata e esnobe, e onde o blog mora até hoje). A trepada foi monstruosa, com a moça copulando em todas as posições possíveis. Dormimos abraçados e pelados e quando acordamos, houve mais uma trepada furiosa. Depois ela foi embora pra sua casa – morava longe, em Mauá, Grande SP, e sozinha pois apesar de muito jovem já era órfã de pai e mãe. Claro, Zap’n’roll se apaixonou loucamente pela garota e queria se livrar da pretona. Foi um período terrível, até que meses depois a negona descobriu tudo e chutou o namorado traidor (e na real não nos incomodamos tanto com isso, afinal). O rapaz aqui então investiu com tudo em T. mas começou a descobrir que ela não era tão meiga e doce como imaginávamos. Uma “perva” em determinadas atitudes e situações, era uma vadiaça escolada na arte de foder com homens COMPROMETIDOS, apesar da pouca idade. Fomos descobrindo isso apenas com o tempo de convívio e de affair com ela – foram quase 4 anos ao todo, de 2004 a meados de 2008. Queria ter ficado com ela para sempre. Mas ela, também fã de cocaína e de devastações alcoólicas oceânicas como o jornalista loker, de FODER a TRÊS (sim, trepamos eu e ela e mais uma terceira pessoa em pelo menos duas ocasiões, uma ela sendo comida por mim e mais um outro homem; em outra, ela e uma amiga minha se comendo e ME comendo) e de loucurar em baladas noturnas, me disse certa vez, algo FEMINISTA que era (e nunca mais esqueci dessa frase): “Humberto, você é ÓTIMO pra se DIVERTIR. Pra sair, pra ir num show, pra dançar e beber num bar, pra TREPAR e CHEIRAR pó. Mas eu NUNCA vou NAMORAR ou CASAR com você. Quando eu for me casar com alguém vou querer um homem sem VÍCIOS”. E assim foi. Continuamos juntos até 2008, mais ou menos. E numa de nossas últimas saídas e trepadas, fomos um domingo no clube gls A Loca, onde o DJ Pomba fazia a domingueira rocker Grind. Bebemos, dançamos. Em certa altura da madrugada, num cantinho da pista de dança ao lado da cabine do DJ, ela sussurrou no ouvido do jornalista: “abre sua calça e tira o pau pra fora”. Abri. Ela, CADELAÇA escolada que era, se agachou furtivamente e CHUPOU o pinto por longos minutos ali mesmo, enquanto o restante da pista dançava enlouquecidamente. Final da balada o casal foi pra casa. Ela queria CHEIRAR pó. O autor deste diário canalha tinha um pouco e por incrível que pareça não estava a fim – estava mesmo era com vontade de fodê-la e sabia que se cheirasse também, o pinto não iria levantar. Então lhe disse: “só você vai cheirar. E depois vamos trepar”. Ela: “ok. Mas eu NÃO vou cheirar no SEU PINTO, isso é ultrajante!”. Retrucamos: “se não for em cima do meu PINTO não tem coca pra você!”. Ela reclamou, protestou mas acabou aceitando minha exigência pois a vontade de aspirar uma carreira de pó era maior do que sua honra, dignidade, moral e orgulho, que foram todos pra casa do caralho no final das contas. Então ela cheirou uma ENORME taturana de pó em cima do pau duro desse coroa sórdido, calhorda e também algo imoral. Ficou louquíssima em alguns minutos. E foi fodida na boca, na boceta e no cu sem reclamar de nada. Nos separamos tempos depois. Nunca mais a vi e lá se vão quase nove anos que não a reencontro. O já velho jornalista quis ficar com ela e eventualmente sente saudades dela. Temos seu número fixo de telefone até hoje e esse número não mudou. Ligamos um dia, semanas atrás. Uma voz masculina atendeu e desligamos. Ela, finalmente, deve ter encontrado o homem sem VÍCIOS que tanto queria. E deve estar feliz com ele – ou não…

 

***Jornalista bicudo de cocaine dando entrevista a milhão – era a noite/madrugada de onze anos do projeto Grind, em maio de 2009. A pista do clube A Loca estava lotada como sempre. E especificamente naquela noite uma equipe do programa que era apresentado por Otávio Mesquita (mais conhecido como “Chato” Mesquita) nas madrugadas da Band, foi ao clubinho da rua Gay, ops, Frei Caneca, para fazer uma matéria sobre a domingueira rocker mais badalada do underground paulistano. Filmaram o público, a pista, os outros ambientes, fizeram algumas entrevistas. Entre estas, com o DJ Pomba e… voilá! Com o jornalista então naquela época ainda total LOKER de plantão, hihihi. Com o detalhe: o autor deste blog tinha acabado de praticar uma devastação nasal gigantesca num dos banheiros da boate, aspirando uma autêntica TATURANA de padê (que estava muito bom, diga-se). Logo em seguida foi já doidão para a cabine de som, onde Pomba estava dando entrevista para a repórter da TV Band. Terminada a entrevista o homem que criou o Grind teve a “ótima” idéia de indicar Finaski para também ser entrevistado. “Ele é um dos jornalistas mais conhecidos da imprensa musical e freqüenta nossa festa há anos, por isso pode dar um bom depoimento”, disse o inocente Pombinha à repórter, que ligou um refletor na cara ESTALADA do a essa altura já FRITO (nos neurônios) jornalista, empunhou um microfone na frente dele e pediu para que o mesmo falasse algo sobre a domingueira rock’n’roll. O que se seguiu foi bizarro ao cubo: com as pupilas saltando pra fora dos olhos mr. Finas falou ao menos 300 mil palavras em minúsculos 30 segundos. A tal repórter desligou a câmera e o microfone, agradeceu e saiu da cabine. Foi quando Pomba veio no ouvido do autor deste diário maluco e cochichou: “se ela conseguiu entender DUAS palavras do que você disse foi muito, rsrs”. Mas não é que a matéria dias depois foi ao ar na televisão e com o DEPOIMENTO (ou o que deu pra aproveitar dele, uia!) fináttico incluso nela? Pois é, rsrs.

 

***”Acabou, ACABOU!!!” – aconteceu na mesma madrugada em que rolou a festa de onze anos da domingueira rocker. Entre as centenas de xoxotas que estavam circulando pelos vários ambientes da Loca, ELA era uma das mais… locas, rsrs. Peituda, roupa decotada, sapato com salto alto, feição de cadela ordinária e bastante chapada (de álcool? Cocaine? Tudo ao mesmo tempo?), a figura não tinha pudor algum em se insinuar pros machos presentes. Primeiro deu mole para um amigo deste jornalista que, por estar acompanhado da namorada, dispensou a oferecida. Algum tempo depois veio pra cima do próprio zapper, mas fazendo cu doce. Quando o autor deste diário sem vergonha resolveu criar coragem e TENTAR algo com a figura (afinal o jornalista maloker também estava turbinadíssimo de pó e nessas condições nunca conseguia paquerar ninguém de forma civilizada e sem cometer alguma cagada pelo caminho), eis que um brucutu com cara de poucos amigos a puxou pelo braço e ambos saíram de onde estávamos. A essa altura já eram quase cinco da matina, Zap’n’roll estava ficando fora de combate e não teve dúvida em aceitar uma carona quando sua amiga Nathália “beuda” Traffica disse que estava indo embora. Fomos. Apenas no dia seguinte o blogger rocker ficou sabendo como a festa dos onze anos do Grind QUASE acabou, rsrs. Quem relembra é o próprio André Pomba: “eram quase cinco da manhã e o som continuava à toda, com a pista lotada e todo mundo dançando. De repente, DO NADA, aquela LOCA subiu a escadinha da cabine, invadiu a mesma e começou a TENTAR derrubar tudo no chão (fios, cabos, as disqueteiras), enquanto gritava como uma alucinada: ‘acabou, ACABOU!’. Só tive tempo de ABRAÇAR e segurar as cdj’s até que um segurança veio e conseguiu tirar a maluca da cabine”. E quem era a maluca, afinal? A mesma que estava dando mole pros machos no meio da madrugada, no bar. De modos que este jornalista e Pomba chegaram à seguinte conclusão: o brucutu corno devia ser algo da moçoila. Cansou de passar a madrugada vendo a dita cuja se esfregando em outros barbudos, deu uma botinada na vagaba e ela, inconsolável (uia!), INVADIU a cabine de som pra gritar que tudo tinha acabado. Só não se sabe até hoje se o que tinha acabado era o namoro dela ou se ela queria ACABAR com a balada, rsrs.

 

***Evan Dando, dos Lemonheads, TRAVADO de farinha na pista – ulalá! Essa merece um capítulo ESPECIAL que você lê abaixo no próximo tópico, hehe.

 

 

EXCLUSIVO E INÉDITO! A NOITE/MADRUGADA EM QUE O MÚSICO AMERICANO EVAN DANDO FICOU BICUDAÇO DE PADÊ NO GRIND, UIA!

Mais uma história bizarra que só poderia ter rolado na festa Grind, claro! E aqui contada em detalhes neste capítulo do ainda inédito livro “Escadaria para o inferno”, de autoria do jornalista Finaski e com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Confiram!

 

Capítulo 9 – Sendo “dealer” de Evan Dando, dos Lemonheads

 

A garotada que hoje tem 20 e poucos anos não deve ter conhecido ou não se lembra mais dos Lemonheads. Mas o trio indie guitar americano foi uma das bandas mais legais do rock nos anos 90’. Liderado pelo vocalista, compositor e guitarrista Evan Dando o grupo surgiu em Boston por volta de 1986, lançou seu primeiro disco no ano seguinte e começou a fazer mega barulho entre a mídia e o público fã de rock em pouco tempo, até estourar nos EUA com o álbum “It’s A Shame About Ray”, editado em 1992. Tornaram-se então a bola da vez no mercado musical americano (o Lemonheads, até ali gravando por selos independentes, foi capturado pela major Warner Music por onde lançou “It’s A Shame…”, que em poucos meses chegou à marca de um milhão de discos vendidos). E o sucesso não era difícil de explicar: Dando, além de ótimo compositor, letrista e vocalista era um deus loiro de beleza apolínea, daqueles que faziam as menininhas ficarem com as xoxotas encharcadas nos shows da banda. E som do conjunto era o melhor que o guitar rock americano podia oferecer naquele momento: melodias radiofônicas e assobiáveis mas com um pé na aceleração e urgência herdadas do punk. Não demorou pra Dando e cia se tornarem os ídolos das matinês.

Assim como também não demorou pra eles virem tocar no Brasil, que começava a entrar com força no circuito internacional de shows de rock. Desta maneira foi anunciado no segundo semestre de 1994 a realização de um festival internacional em Santos, no litoral paulista, bancado por uma marca de tênis e que traria entre outras bandas o Lemonheads. Os shows seriam na praia e de graça. Óbvio que fui até lá sendo que eu estava, aos 31 anos de idade, namorando com um bocetaço de 18, a Greta (que tinha peitos tão grandes e deliciosos que ela mesma mamava neles quando estávamos trepando), com quem o jornalista trintão e doidão deu uma foda rápida, em plena praia (numa parte mais afastada da muvuca onde estavam rolando os shows), antes de a gig de Evan Dando e cia. começar. Foi um show bacana, no final das contas.

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Evan Dando (acima), ex-líder e vocalista do trio americano The Lemonheads (abaixo): ele também ficou “bicudo” de cocaine no Grind, hihihi

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E logo depois de tocar no Brasil e atropelado pelo imediatismo pop que já consumia a indústria musical há duas décadas, o Lemonheads começou a entrar em decadência nos EUA pois o público adolescente precisava ser alimentado ad eternum por novidades rockers mais quentes a cada nova semana. Foi nesse processo de queda de popularidade que o trio voltou ao Brasil em mais duas ocasiões: em 1997 e depois, em 2004. Nessa última turnê por aqui a formação original do conjunto já tinha se dispersado e dela só restava mesmo o fundador Evan Dando. E foi também nessa última visita do grupo a Sampa que o autor deste livro de memórias e esbórnias rock’n’roll se viu transformado em dealer do loiro vocalista dos Lemonheads.

A gig havia rolado no extinto Palace (casa de shows que existiu em Moema, na zona sul paulistana, e onde assisti a alguns momentos históricos e inesquecíveis do rock mundial, como a primeira vez em que os Ramones tocaram no Brasil, em 1987). Terminada a apresentação (que tinha sido num domingo) eu descolei uma carona e me mandei pro club A Loca (o inferninho gay/GLS mais famoso do Brasil e onde aos domingos aconteceu durante quase 20 anos a noitada Grind, comandada pelo dj André Pomba e que toca apenas rock na pista, até o sol raiar). Lá estava eu há algum tempo já, bebericando minha habitual Gim tônica (meu drink preferido quando vou na Loca, sempre com muito Gim e pouca água tônica), quando veio conversar comigo o argentino Alejandro (uma das figuras mais carimbadas da cena alternativa paulistana, produtor e guitarrista de várias bandas indies da capital paulista), e que foi logo dando o toque: “Finatti, me ajuda numa missão…”. Eu, já imaginando a merda voando na minha direção: “lá vem… fala aí”. Ele: “to com o Evan Dando comigo e ele quer pó!”. Eu arregalei os olhos e vi que, do lado do argentino, estava mesmo um sujeito loiro, cara de lesado e que não queria muito papo com ninguém. Queria apenas ficar mais loki do que aparentemente já estava. Alejandro insistiu: “tô com cem mangos aqui que ele me deu. Onde podemos ir pegar essa parada?”.

Não havia escapatória, óbvio. E lá fomos eu e o hermano mala no carro dele (uma daquelas peruas Chevrolet antigonas, de quatro portas) até o Cambuci, que era o local mais próximo onde eu poderia desenrolar a “missão”. Lá, na rua Muniz de Sousa, funcionava uma biqueira lendária (não sei se funciona até hoje) e que eu havia descoberto quando havia morado no final da rua dos Lavapés, entre 1994 e 1995. O “padê” que o pessoal vendia lá era bem servido, de boa qualidade (não espetacular, mas dava pra chapar os neurônios) e custava dez pilas cada peteca. Fomos lá. Peguei dez petecas e combinei com Alejandro: “entrega meia dúzia pra ele e cada um de nós fica com duas”. O argentino topou e voltamos pra Loca. Lá chegando reencontramos o rock estar loiro já um tanto ansioso pra dar uma cafungada e entregamos a “encomenda” dele. Eu fui imediatamente pro banheiro dar uma aspirada no pó branco. E fui pra pista dançar.

A última visão que eu tive dentro da Loca naquele domingo, há mais de uma década, se tornou um clássico imagético, rsrs. Eu já bem “bicudo”, resolvi ir pagar minha comanda de consumação e cair fora dali pois já eram cinco da manhã. E quando passei pelo bar em direção ao caixa, apenas vi aquele sujeito loiro, totalmente “travado”, sentado no chão do lugar, com as pernas dobradas em posição de lótus e sem conseguir abrir a boca pra falar absolutamente nada. Coisas que só a cocaína faz em você, hihihi – inclusive em rock stars.

 

 

CD BACANA EM PROMOÇÃO

Yep. Ainda há pessoas no mundo que gostam de escutar música em plataforma FÍSICA (leia-se: CDs e LPs), como o autor deste blog por exemplo. De modos que depois de muuuuuito tempo vamos colocar um disquinho pra sorteio aqui. Trata-se do álbum de estréia do grupo surf music instrumental paulistano The Pultones, e que acaba de ser lançado pelo sempre venerável selo Baratos Afins. Interessou? Então vai no hfinatti@gmail.com e pede pra concorrer, sendo que no próximo post falamos quem ganhou o dito cujo além de comentar mais detalhadamente sobre o trampo dos moleques, okays?

 

 

E FIM DE PAPO

Pronto, postão chegou ao fim. Em plena sextona de greve geral no bananão tropical estamos aqui, no trabalho, ulalá! Mas tem feriadão até segunda-feira próxima, de modos que todos terão bastante tempo pra ler com calma o post zapper, beleusma?

Então é isso. Bom feriado pra todo mundo e nos vemos novamente pelos próximos dias ou semanas. Até lá!

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

AMPLIAÇÃO LEGAL no postão gigantão (informando com EXCLUSIVIDADE o novo endereço do Grind, a domingueira rocker mais famosa da noite paulistana, resumindo como foi o Lolla BR 2017 e dando infos sobre festas legais neste finde em Sampa, com gig do grupo Trem Fantasma)! – Com o rock’n’roll planetário da era da web total flácido, caído e irrelevante, quem ainda salva a parada são os VELHÕES dos anos 80’ como os ainda gigantes The Jesus & Mary Chain e Depeche Mode (que toca no Brasil em março do ano que vem, em gig única na capital paulista), que acabam de lançar seus novos discos e sobre os quais você lê nesse post zapper; a volta da musa rocker do blog com uma gata total abusada e fã de sexo, rock’n’roll, jazz, literatura (ela já publicou quatro livros!) e poesia, ulalá! E as notícias hot do mondo alternativo e da cultura pop em Microfonia, como a edição deste ano do Lollapalooza BR que rola neste finde em Sampa, além da estréia da continuação do clássico cinematográfico da cultura pop, “Trainspotting” e da vinda do shoegazer noventista Slowdive para gig única no Brasil em maio (postão BOMBATOR, atualizado e ampliado em 29/3/2017)

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Dois gigantes do pós-punk britânico dos anos 80’ voltam com novos discos fodões: The Jesus & Mary Chain (acima, em imagem clássica da banda) e Depeche Mode (abaixo, em foto da atual turnê mundial e que chega ao Brasil apenas em março do ano que vem) se mostram em forma e também ensinam aos grupelhos atuais como ainda fazer rock’n’roll relevante

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MICROFONIA, PARTE II

(ampliando o que já estava ótimo!)

***Festa Grind muda de endereço – yep, por quase duas décadas a domingueira rocker mais clássica e célebre da noite under paulistana, comandada pelo super DJ André Pomba, foi abrigada no clubinho gls A Loca. Mas como tudo acaba um dia o Grind saiu de lá há duas semanas (por divergências entre a casa e o DJ Pomba) e já deve estrear em novo endereço neste domingo – provavelmente no clube Desmanche, na rua Augusta. Zap’n’roll cansou de freqüentar o Grind na Loca e aprontou tudo o que pôde nele: foram inesquecíveis nossas trepadas nos banheiros e no dark room, as devastações nasais e as DJs set que sempre fazíamos por lá na semana do nosso aniversário. Agora o blog deseja que o mesmo sucesso continue no novo local, sendo que estamos enviando ao fofolete Pomba algumas perguntas sobre a nova fase da festa rock’n’roll que anima pra valer o povo aos domingões em Sampalândia.

 

***EXTRA! – Definido o novo local e a data da reestréia do lendário Projeto Grind, do DJ Pomba, que acaba de conceder ao blog, em matéria EXCLUSIVA, uma mini-entrevista sobre o assunto. Leiam abaixo:

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Dupla rock’n’roll eterna: Zap’n’roll e o DJ Pomba, que comanda há quase duas décadas a festa Grind; ela muda de local a partir da semana que vem

Zap’n’roll  – O Grind se tornou um clássico da noite alternativa paulistana. Permaneceu por 19 anos no club A Loca e esta semana anunciou sua saída de lá? O que houve, afinal?

André Pomba – Simplificando bastante, foram divergências financeiras e administrativas que foram se acentuando até o rompimento ser inevitável. Como considero minha relação com o clube como a de uma família, acabou-se tolerando muita coisa por conta dos 19 anos de convívio diário. Agora bola pra frente! Espero que o Clube Alôca possa recuperar sua posição na noite paulistana e da minha parte estou com entusiasmo renovado para novos desafios.

 

Zap – O projeto, ao que parece, vai continuar mas em novo endereço. E já há, também ao que parece, várias casas noturnas interessadas em abrigar a domingueira pop/rock mais famosa da capital paulista. Você já se decidiu qual será o novo lar do Grind?

Pomba – sim, no dia seguinte ao anunciar a minha saída recebi várias propostas, conversei com várias donos de casas noturnas. Sempre entendi que precisava de um local na região do Baixo Augusta com uma estrutura similar à Alôca, com duas pistas, palco pra shows e vários ambientes. Então foi fácil fechar com o DJ Click para fazer no Espaço Desmanche (onde era o mítico Vegas). A diferença é que o Grind agora vai começar a meia-noite, assim que encerrar a matinê da casa, de música brasileira, chamada Tereza.

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O super DJ André Pomba, um dos nomes mais conhecidos da noite paulistana, ao lado do também DJ e produtor de eventos Click; a lendária domingueira rocker Grind reestréia no próximo dia 9 de abril, domingo, na casa noturna Espaço Desmanche, na rua Augusta em Sampa

 

Zap – Quando o projeto reestréia?

Pomba – em 9 de abril, domingo meia-noite, com uma super festa de aniversário: a minha mesmo de 53 anos ahahah

 

Zap – Haverá alguma diferença no Grind por conta da sua mudança de local ou ele seguirá mantendo a formula musical que o consagrou por quase duas décadas na Loca?

Pomba – sendo objetivos: uma pista tocará rock como sempre tocamos de todas as épocas e outra pop mais atual. O importante é saber se reciclar sem perder a essência. Acho que conseguiremos trazer um público novo que já frequenta os clubes do Click (Tex, Desmanche e Blitz), com a galera que já frequenta o Grind há anos, como a eterna missa de domingo dos loucos da noite paulistana!

 

***Como foi o Lolla BR 2017 – num resumo ultra rápido e sendo que acompanhamos o festival no conforto do nosso sofá cama? Bão, vamos lá. Merdallica: foi a MERDA cover de si mesma que já era esperada, nenhuma novidade (além das músicas do disco novo inclusas no set). The XX: o trio electro dream pop inglês mostrou que é um dos pouquíssimos nomes relevantes do rock dos anos 2000’. Melodias oníricas e impecáveis, bordadas com esmero e melancolia. Duran Duran: os velhões do new romantic oitentista vieram botando pra foder e fizeram a multidão (de velhos, novos, os caralho) cair na dança sem culpa. Enfeixaram um caminhão de hits em uma exígua hora de apresentação e ainda se deram ao luxo de deixar clássicos como “Save A Prayer” e “The Reflex” de fora do repertório. Foi provavelmente o MELHOR show de todo o festival. The Strokes: já estavam péssimos em disco há séculos. E agora também perderam a mão ao vivo: gig preguiçosa, Julian Casablancas gordola e se arrastando no palco como um mamute e os guitarristas errando as notas em algumas passagens. O set começou ruim, engatou um pouco no meio e terminou pior ainda. Nem de longe lembrou a banda que esteve aqui pela primeira vez em 2005 (no finado Tim Festival) e fez uma apresentação INSANA para um público idem. E sobre Lolla, é isso. Chega, né?

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Merdallica no Lolla BR 2017: a merda de sempre (fotos: produção Lollapalooza)

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O trio inglês The XX: lindas canções com melodias oníricas

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Os velhões do Duran Duran: melhor show do festival

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Os Strokes: já estavam ruins em disco e agora estão também no palco, com gig preguiçosa e erros nas passagens das músicas

 

***Trem Fantasma na área – um dos melhores grupos da novíssima cena independente brazuca, o quarteto curitibano estará em Sampa neste final de semana (leia-se: 31 de março e 1 de abril). Eles vêm fazer gigs de lançamento do seu primeiro disco completo, o muito bom “Lapso”, que saiu no final do ano passado e que traz doses concentradas de rock setentista e psicodelia. O grupo toca na sextona em si, DE GRAÇA, em pocket show às sete da noite na Fnac da avenida Paulista. E também no sábado no bar Serralheria, sendo que todas as infos sobre as duas apresentações estão aqui: https://www.facebook.com/events/682653255256160/. E você pode conhecer o som da galera aí embaixo:

 

***Festa legal, I – a lindaça e gatíssima DJ Vanessa Porto (dileta amiga destas linhas bloggers rockers) comanda bailão rock’n’roll nessa sexta-feira, na Barra Funda, com direito a gig do ótimo trio surf instrumental paulistano Os Brutus. Quer saber onde rola? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/242991809497407/?notif_t=plan_edited&notif_id=1490813406969489.

 

***Festa legal, II – já no sabadão em si, 1 de abril, tem mais uma edição da sempre ótima Combo Hits, comandada pelos queridões DJs Romani e João Pedro Ramos, lá no Lab Club, no baixo Augusta. Garantia de ótimos sons pra dançar a madrugada toda, sendo que as infos completas sobre a balada estão aqui: https://www.facebook.com/events/1924928314406258/?active_tab=about.

 

***É isso, rockers & lovers. Agora postão encerrado meeeeesmooooo – ao menos por enquanto, hihihi. Muak!

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock, discos, bandas, shows, livros, filmes, baladas etc.)

***Lollapalooza BR 2017 – rola neste finde em Sampa, né. E está muito evidente já que a programação deste ano é a mais fraca de todas as edições até agora e que, por isso mesmo, deverá haver sobra recorde de ingressos (eles ainda estão sendo vendidos pelo site do festival e também nas bilheterias do autódromo de Interlagos, onde vai rolar a maratona musical a partir de amanhã, sabadão em si). Também quem quer ver Merdallica pela enésima vez? Yep, tem algumas atrações bacanas aqui e ali no line up (como The XX, Rancid, Duran Duran e The Strokes, além de brasileiros como a sempre ótima Céu) mas absolutamente NADA que justifique o preço absurdamente extorsivo que estão cobrando pelos tickets. Mas enfim, se você vai boa sorte, sendo que todas as infos do Lolla podem ser acessados aqui: https://www.facebook.com/LollapaloozaBR/?fref=ts, e aqui: https://www.lollapaloozabr.com/. Estas linhas rockers bloggers vão acompanhar sim os dois dias de shows… no conforto da sua cama, pelo canal Multishow, uia!

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Strokes: eles fecham o Lollapalooza BR 2017 neste domingo

***Temples perdendo a mão no segundo álbum – yep, o quarteto inglês surgido em 2012 e que era uma das grandes promessas do rock britânico do novo milênio, desceu a ladeira em seu segundo disco, “Volcano”, que foi lançado no começo deste mês. Sobrou muito pouco das ambiências ultra sessentistas e psicodélicas que encantaram o mundo em “Sun Structures”, a estréia do grupo em 2014. Há boas melodias nas doze faixas do novo cd (que você pode conferir na íntegra abaixo) mas nada que chegue perto do primeiro e impactante álbum dos garotos. E assim mais um raro bom nome do rock atual é vencido pela maldição do segundo disco, infelizmente…

 

***A volta de “Trainspotting” – yeeeeesssss! Entrou ontem em cartaz nos cinemas brasileiros “T2 Trainspotting”, a continuação da saga dos quatro amigos escoceses viciados em heroína e que colocou o mundo e a cultura pop de cabeça pra baixo há vinte anos, quando o primeiro filme foi lançado. Duas décadas depois o novo longa mostra como está hoje a vida de Renton (o personagem central da trama, interpretado novamente por Ewan McGregor, claaaaaro!) e seus comparsas, tudo novamente sob a direção do mesmo Danny Boyle que realizou o filme de 1996. Todas as criticas à continuação têm sido mega elogiosas e tai um programão cinematográfico para os próximos dias.

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***Nova edição do Bailindie da saudade – o primeiro deu super certo e levou uma multidão de trintões e quarentões fãs de shoegazer e indie noise guitar rock ao centrão de Sampa há um mês. Daí que os DJs Plínio, Dina e Bispo vão colocar todo mundo pra dançar novamente ao som de My Bloody Valentine, Jesus & Mary Chain, Ride, Oasis, Happy Mondays, Blur, Lush etc, etc, etc. Anote na agenda: vai ser no próximo dia 7 de abril, sexta-feira, sendo que todas as infos estão aqui: https://www.facebook.com/events/1817114361871504/.

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***Anote na agenda, II –  o redivivo shoegazer Slowdive toca em São Paulo, no Cine Joia, dia 14 de maio, um domingo. Os tickets já estão à venda e mais infos você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1167045813403956/.

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O shoegazer inglês Slowdive: gig em Sampa, em maio

***Anote na agenda, III –  antes quem também toca em Sampa é o músico carioca Raf F. Guimarães. Com uma carreira de quase duas décadas já e fazendo um rock experimental, psicodélico e low fi, Raf já lançou mais de vinte trabalhos, entre discos próprios e participações em outros projetos. Seu som é totalmente anti comercial e difícil até mesmo para os padrões da indie scene nacional. Interesssou? Ele se apresenta solo e apenas com guitarra e voz dia 13 de abril (véspera do feriado da sexta-feira santa) na Sensorial Discos.

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***É isso? Yep, por enquanto é.

 

 

O ROCK DO NOVO MILÊNIO SEGUE CAINDO AOS PEDAÇOS E OS VELHÕES JESUS & MARY CHAIN E DEPECHE MODE RETORNAM PRA COLOCAR ORDEM NO GALINHEIRO ROCKER

Estamos em março de 2017 e o rock’n’roll da era da web (mesmo aquele, hã, mais alternativo) segue mal das pernas, quase que totalmente irrelevante e com a grande maioria das bandas lançando discos musicalmente inúteis e insípidos, que desaparecem da memória de zilhões de ouvintes infiéis tão rápido quanto surgiram e foram escutados. Assim não é surpresa alguma que duas bandaças inglesas do anos 80’, ambas ainda na ativa, causem tanto estardalhaço com os seus novos álbuns de estúdio. O gigante do pop/rock eletrônico Depeche Mode colocou no mercado no último dia 17 de março o cd “Spirit”, seu décimo quarto trabalho de estúdio, e logo em seguida caiu na estrada se lançando em turnê mundial (a “Global Spirit Tour”) que os trará a um show único no Brasil, em São Paulo, no dia 27 de março de 2018. Já o Jesus & Mary Chain dos irmãos Jim e William Reid (ambos guitarristas, vocalistas e compositores de toda a obra do grupo) lança oficialmente HOJE no mundo todo “Damage & Joy” (que já está disponível para audição em plataformas virtuais, como o Spotify), seu primeiro trabalho inédito em estúdio depois de dezenove anos de ausência. E tanto o disco do Depeche quanto do Jesus devem ganhar edição nacional logo menos.

O barulho causado pelos novos trabalhos de dois conjuntos que já estão há mais de três décadas na ativa se justifica plenamente. Ambos estão muito acima em termos de qualidade musical e artística do que é lançado pelas atuais bandinhas novinhas do rock planetário. Mesmo o Depeche Mode, que veio com um disco mais lento e anti comercial, ainda mostra fôlego renovado para um grupo cujos integrantes (o vocalista Dave Gahan, o guitarrista, vocalista e letrista Martin Gore e o tecladista Andrew Fletcher) já passaram da casa dos cinqüenta anos de idade. O mesmo se dá com JMC: os manos Reid também já passaram dos cinquentinha de vida há tempos. Ainda assim soltaram um discão vibrante, que se equilibra muito bem entre melodias aceleradas e tramadas com guitarras barulhentas (a especialidade deles) e momentos mais dolentes. É o primeiro cd deles desde 1998 (quando editaram o também muito bom “Munki”) e, na comparação, soam melhor que o comeback do DM (cujo último registro de estúdio havia sido “Delta Machine”, em 2013). Mas de qualquer forma os dois discos deixam os lançamentos dos grupelhos atuais comendo poeira.

A trajetória do Jesus & Mary Chain sempre foi instável e atribulada, mas pontuada por discos essenciais na história recente do rock’n’roll. Fundada pelos irmãos Jim e William Reid em 1983, a banda escocesa logo se tornou célebre por apresentar sets ao vivo que duravam apenas vinte minutos e onde os integrantes tocavam no palco de costas para a platéia. Quando o disco de estréia foi lançado em novembro de 1985, recebeu aclamação unânime da imprensa especializada: “Psychocandy” se tornou um marco do pós-punk britânico e do noise guitar por apresentar canções curtas (o álbum durava menos de quarenta minutos) e onde doces e lindas melodias eram soterradas por uma parede sonora de microfonia e distorção. Já em “Darklands”, o segundo trabalho editado em 1987, o JMC se mostrava menos barulhento mas em compensação apresentava uma batelada de canções climáticas e sombrias, que novamente receberam aprovação da rock press planetária e dos fãs. Daí em diante o conjunto foi passando por uma série de alterações em sua formação (sendo que Bobby Gillespie, o homem que há quase três décadas comanda o Primal Scream, foi o primeiro baterista do grupo dos irmãos Reid) mas sempre mantendo o núcleo central em torno de Jim e William. Uma dupla que registrou para a história do rock’n’roll LPs nunca menos do que muito bons, como “Automatic” (de 1989 e cuja turnê os trouxe pela primeira vez ao Brasil, em 1990) e “Munki” (o derradeiro trabalho deles, lançado em 1998, sendo que o grupo ficou quase vinte anos sem gravar nada inédito). Mas mesmo lançando esses álbuns com qualidade infinitamente superior ao que se ouve no rock atual Jesus era uma banda problemática fora do estúdio, muito por conta das enfiações de pé na lama em álcool e drugs dos irmãos Reid, além das constantes brigas entre eles – não raro os dois saíam mesmo na porrada. Isso foi um dos principais motivos da longuíssima hibernação do grupo e de sua ausência dos estúdios de gravação. Uma ausência que só foi quebrada agora (sendo que o grupo nunca tinha oficialmente encerrado atividades e volta e meia reaparecia para shows ao vivo), dezenove anos depois do último cd, com o lançamento de “Damage & Joy”.

Pois se o grupo anda se mostrando flácido ao vivo de anos pra cá (nas duas vezes em que retornou ao Brasil, em 2008 e 2014, as gigs foram ruins de doer), ele mostra vigor adolescente e dá um banho de rock’n’roll classudo e noise no novo disco. Isso já havia sido mostrado nos dois primeiros singles que antecederam ao lançamento do cd completo, “Amputation” e “Always Sad”. E o trabalho como um todo só confirmou as expectativas: faixas como “All Things Pass” (talvez a melhor de um álbum que já pode estar na lista dos melhores lançamentos de 2017) e “The Two Of Us” possuem guitarras aceleradas e barulhentas mas, ao mesmo tempo, são incrivelmente dançantes e radiofônicas. Por outro lado o grupo não se envergonha de emular a si próprio, como em “Song For A Secret”, que parece irmã gêmea da lindíssima “Sometimes Always”, que eles gravaram no álbum “Stoned & Dethroned”, em 1993 – inclusive com direito a inclusão de vocais femininos na canção. Como se não bastasse o bom resultado obtido nessas músicas, Jesus ainda deu uma atualizada no seu noise guitar, convidando a novata diva pop Sky Ferreira para fazer os vocais em “Black And Blues”. O disco foi produzido pelo músico Youth (lendário baixista do Killing Joke), que também tocou baixo nele. E é ótimo ver e ouvir um nome já tão veterano do rock inglês reaparecer em grande forma (ao menos em disco), tirando o rock’n’roll atual do abismo criativo e qualitativo no qual ele se encontra.

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Os novos discos do Jesus & Mary Chain (acima, que está sendo lançado oficialmente hoje) e Depeche Mode (abaixo): dois ótimos comebacks de “velhões” dos anos 80’ que seguem em plena forma no rock’n’roll

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A intenção parece ter sido a mesma para o igualmente mega veterano Depeche Mode com “Spirit”, seu novo álbum de estúdio, que saiu há uma semana: tirar o rock’n’roll de hoje do buraco. Conseguiram? Até certo ponto. O cd foi precedido por um single razoavelmente empolgante e com letra altamente política, “Where’s The Revolution”. Porém o restante do disco foge de canções mais melódicas e/ou radiofônicas e do electropop dançante que era a marca registrada da banda nos anos iniciais da sua trajetória. Ainda bastante eletrônico mas sem muito espaço para guitarras, o novo álbum do DM engendra uma batelada de canções lentas e com ambiência sonora muitas vezes sombria (caso de “Going Backwards”, “Scum” ou “You Move”) e que custam a cair no gosto do ouvinte, ainda que algumas dessas faixas (como “Cover Me”) produzam sensação alentadora de melancolia e reflexão existencial em quem as escuta. Resquícios do DM eletrônico e também dançante surgem muito pontualmente ao longo do trabalho, e talvez o melhor exemplo disso esteja mesmo em “So Much Love”, um electrogoth mezzo industrial que sugere um mix improvável de Depeche Mode com Joy Division.

Nem de longe é um disco ruim, no final das contas. Mas certamente irá ter assimilação imediata difícil por parte dos fãs, principalmente nas apresentações ao vivo da nova turnê mundial, que já teve início. De qualquer forma tanto The Jesus & Mary Chain quanto Depeche Mode, com seus novos e super bem vindos álbuns de estúdio, deixam claro o que todos nós já estamos carecas de saber (e ouvir): o rock dos anos 2000’ está praticamente morto e enterrado. E ele só é salvo e resgatado da sepultura quando velhões como JMC e DM ressurgem das tumbas e mostram como se faz a parada. Pois que continuem mostrando ainda por muito tempo.

 

***The Jesus & Mary Chain esteve por três vezes no Brasil: em 1990, 2008 e 2014. O primeiro show, no extinto ProjetoSP, foi barulhento, ensurdecedor e inesquecível. Já os dois últimos foram quase desastrosos, com os irmãos Reid preguiçosos no palco e chegando ao descalabro de errar feio em alguns riffs de guitarra e passagens melódicas. O grupo já está em nova turnê, promovendo o novo álbum. Não há previsão de nova visita ao Brasil.

 

***Já o Depeche Mode esteve uma única vez aqui, em 1994, na também finada casa de shows Olympia, em Sampa. Era a excursão promovendo um discaço da banda, o “Songs Of Faith And Devotion”, lançado um ano antes. Mas o show foi sofrível – o autor deste blog estava nele. Depois o grupo anunciou nova passagem por aqui em 2009, e ingressos para as gigs chegaram a ser postos à venda. Nada feito: um mês antes de desembarcar no bananão o conjunto cancelou a turnê sem maiores explicações. Agora o site oficial da banda confirma que ela vai tocar aqui em 27 de março de 2018. Vai ser um único show no país, na capital paulista no estádio do Palmeiras. Os ingressos para o mesmo devem começar a ser vendidos no mês que vem.

 

 

O SETLIST DO NOVO DEPECHE MODE

1.”Going Backwards”

2.”Where’s the Revolution”

3.”The Worst Crime”

4.”Scum”

5.”You Move”

6.”Cover Me”

7.”Eternal”

8.”Poison Heart”

9.”So Much Love”

10.”Poorman”

11.”No More (This Is The Last Time)”

12.”Fail”

 

 

O SETLIST DO NOVO JESUS & MARY CHAIN

1.”Amputation”

2.”War on Peace”

3.”All Things Pass”

4.”Always Sad”

5.”Songs for a Secret”

6.”The Two of Us” 4:12

7.”Los Feliz (Blues and Greens)”

8.”Mood Rider”

9.”Presidici (Et Chapaquiditch)”

10.”Get on Home”

11.”Facing Up to the Facts”

12.”Simian Split”

13.”Black and Blues”

14.”Can’t Stop the Rock”

 

 

OS NOVOS DISCOS DO DM E DO JMC AÍ EMBAIXO

Para audição na íntegra, via Spotify.

 

E OS VÍDEOS PROMOCIONAIS DOS NOVOS SINGLES DOS DOIS GRUPOS

 

A NOSSA PRIMEIRA MUSA ROCKER DE 2017! ABUSADA, ESCRITORA, FÃ DE SEXO, JAZZ, POESIA E ROCK’N’ROLL, WOW!

Nome: Juliana Frank.

Idade: 32 anos.

De: São Paulo, capital.

Mora em: São Paulo.

O que estudou: “fiz umas oito faculdades, não acabei nenhuma”.

O que faz: além de escritora (já publicou quatro livros) é roteirista de animação na produtora Coala Filmes.

Três discos: “A Kind Of Blue” (John Coltrane), “Galos de briga” (João Bosco) e “$O$” (Die Antwoord).

Três artistas: Lana Del Rey, Tim Buckley e Die Antwoord.

Três filmes: “O sabor da melancia”, “Leaving Las Vegas” e “Casablanca”.

Três diretores de cinema: Tsai Ming Liang, Robert Rodrigues e Sergio Leone.

Três livros: “Diário de um ano ruim” (Coetezze), “Rayuela” (Julio Cortazar) e “Las Redes Del Poder” (Foucault).

Um show inesquecível: The Rolling Stones no Rio De Janeiro, 2006, na praia de Copacabana.

O que ela tem a dizer sobre… sexo, rsrs: “Já fiz sexo matrimonial, sexo com faxina, ménage (apesar de considerar grupal um tanto confuso, sou muito concentrada e acabo me dando mal). Já fiz sexo maconhada, de pé na rede e o diabo a quatro. Mas o maior delírio do sexo mesmo é o amor.  Tem uma frase que adoro, do Miguel Esteves Cardoso: ‘Mas o amor é fudido. E gostei de fodê-lo contigo’”.

Como o blog conheceu a garota: Zap’n’roll conhece Juliana Frank desde que ela era uma pirralha “aborrescente” dos seus dezesseis anos de idade (rsrs). Ela vivia com a turma que trabalhava na redação da saudosa revista Dynamite e era fã (vejam só) de heavy metal e gothic rock. Este já velho jornalista rocker (e ainda loker) se tornou então amigo dela, embora a considerasse na época um tanto “maletinha” (como quase todo “aborrescente”, no final das contas), hihihi. A dupla permanece amiga até hoje e miss Ju se tornou um mulherão aos trinta e dois anos de idade: é fã de jazz (e de rock ainda, não perdeu o amor pelo gênero), estudou Letras e Filosofia e publicou quatro livros, entre eles o delicioso “Uísque e vergonha”, que foi publicado em 2016. Quer conhecer pesoalmente a moçoila? Ela bate cartão no bar/teatro Cemitério De Automóveis (cujo um dos proprietários é o dramaturgo e queridão Mário Bortolotto), que fica na rua Frei Caneca, centrão de Sampalândia. E seu perfil no faceboquete pode ser acessado aqui: https://www.facebook.com/profile.php?id=100011415196359.

E agora marmanjos e marmanjas, deleitem-se aí embaixo com os total delicious NUDES de miss Juliana, wow!

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Uma câmera na mão e um corpo desnudo pedindo tudo

 

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“Só os VIRTUOSOS sabem pecar de verdade” (do livro “Uísque e vergonha”, 2016)

 

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Gatinho feliz

 

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Gatinho feliz, II

 

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O jornalista eternamente loker e sua amiga e musa rocker

 

E PARAMOS POR AQUI

Postão bacanão, néan. Recheado com papos sobre a volta dos gigantes Jesus & Mary Chain e Depeche Mode, turbinado com uma tesudíssima musa rocker e também com as últimas do mondo pop/rock e da cultura pop. De modos que ficamos por aqui e retornamos logo menos, assim que novos e palpitantes assuntos exigirem a volta do blogão campeão em rock alternativo e cultura pop. Até o próximo post então, com beijos quentes e doces no nosso sempre dileto leitorado.

 

(atualizado e ampliado por Finatti  em 29/3/2017às 18hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL! (falando dos shows da VELHARIA rock’n’roll que estão a caminho do Brasil, além do roteiro de baladas e dicas culturais do blogão) – Às vésperas da eleição 2016 (que acontece nesse domingo, quando o Brasil elege seus novos prefeitos e vereadores) o país TOTAL VIRA LATA revela a face mais FASCISTA, OGRA, REACIONÁRIA, INTOLERANTE e BESTIAL de uma sociedade e de um eleitorado que está mais IGNORANTE do que nunca; por isso mesmo o blog zapper fala dos vinte anos (que se completam agora, em 11 de outubro) da morte do inesquecível gênio Renato Russo, que marcou para sempre o rock brasileiro com sua poesia e sua intensa contestação política; e mais: o line up do Lollapalooza BR 2017; a REAL CENA INDIE NACIONAL (e não aquela criada pela “ilha da fantasia indie” de um certo blog “vizinho”), mostrada em um sensacional documentário; o blogão também político entrevista André Pomba, nosso candidato a vereador em Sampa; e mais zilhões de indicações de discos (como o novo das meninas do Warpaint e também do grupo paulistano Fábrica de Animais), shows, livros e baladas no roteiro cultural do blog que é campeão quando o assunto é cultura pop e rock alternativo (postão TOTALMENTE CONCLUÍDO, com ampliação final em 7/10/2016)

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O grande, clássico e inesquecível rock’n’roll da saudosa Legião Urbana (acima) é relembrado em histórias exclusivas nesse post, em homenagem aos vinte anos da morte de Renato Russo; mas o blogão também fala do novo rock planetário que ainda importa, resenhando o novo disco das garotas do Warpaint (abaixo)

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ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS, FECHANDO O POSTÃO

  • Abriram as portas de algum ASILO do rock’n’roll e um bando de VELHÕES vai aportar em terras brazucas até o final do ano e também em 2017. O já gagá Aerosmith e que toca no país ainda este mês, foi anunciado como uma das “novas” atrações do Rock In Rio 2017 – ou seja: as turnês caça níqueis por aqui agora são ANUAIS e na cara larga, uia! Fala sério…

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Eles já estão gagás, e tocam aqui este mês e ano que vem, no Rock In Rio 2017; pelamor…

  • Vai ter também New Order dia 1 de dezembro na capital paulista. Show único no Brasil. Ok, o último disco de estúdio deles, “Music Complete”, é muito bom. Mas ao vivo a banda já está CAIDAÇA há anos. Então essas linhas rockers online batem uma APOSTA como a gig do ex-baixista Peter Hook vai ser mais legal do que o show do NO. Peter toca dia 6 de dezembro, também em Sampa.

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O New Order (à esquerda) e o ex-baixista Peter Hook (à direita): os dois se apresentam em São Paulo em dezembro

  • E amanhã, sabadão em si, tem o Popload Festival, com Wilco e Libertines a infelizmente preços MEGA EXTORSIVOS. O blog não vai no evento (pois JAMAIS iria pagar o que estão cobrando pelos tickets), mas já escalou a queridona Tatiana Pereira para resenhar as gigs pra este espaço rocker blogger. Mas só de curiosidade, e a pergunta vai pro nosso prezado dear Luscious R.: os 8 mil ingressos já se esgotaram? Ou estão SOBRANDO e terão que ser QUEIMADOS na última hora?

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Tem Libertines (foto) e Wilco amanhã em Sampa; pena que o ingresso pra ver os dois seja um autêntico ASSALTO A MÃO ARMADA

  • Que beleza, hein! Outra banda “sensação” da “ilha da fanasia indie” que é o nosso blog “vizinho” (o Pobrel…, ops, Popload, hihi), o inútil Bonde Do Rolê, acaba de ter um SEGREDO revelado: um de seus fundadores também é um dos fundadores do direitista e reacionário Movimento Brasil Livre (o detestável MBL). Oxe, será que Luscious R. também está se tornando um jornalista musical de DIREITA e reaça? Será???

 

  • Fim de transmissão. Semana que vem tem mais!

 

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A RUÍNA DO PT E A LIÇÃO QUE A ELEIÇÃO DO ÚLTIMO DOMINGO NOS DEIXA

O autor deste blog nunca foi petista de carteirinha, mas durante anos simpatizeou muito com o partido e com muitos de seus quadros. Votou em Lula, votou em Dilma (assume sem o menor constrangimento mas com algum arrependimento, principalmente na sua reeleição já que seu segundo mandato foi mesmo um desastre). Sempre amou o velhinho do coração de todos nós, o gigante (na moral e ética irrepreensíveis) Eduardo Suplicy (um dos políticos mais DIGNOS da imunda política brasileira; não por acaso ele acaba de se eleger como o vereador mais votado dessas eleições na capital paulista). Continua sendo fã do infelizmente derrotado Fernando Haddad e também DETESTA muita gente no petismo (Zé Dirceu, por exemplo).

Mas as eleições do último domingo deixam um recado INEQUÍVOCO ao PT: o partido está ARRUINADO, e por sua própria culpa (não à toa quadros históricos e ultra honrados do petismo, como Luiza Erundina, foram abandonando a legenda ao longo dos anos e quanto mais ela se distanciava dos princípios que nortearam sua fundação). Ele se tornou apenas mais um partido igual a todos os outros e a tudo que ele combatia na política – corrupção, bandidagem, pilantragem, roubo na cara larga. Sim, ainda há muita gente digna e honesta ali, mas não dá pra negar que o petismo se transformou num antro de ratazanas graúdas e que se locupletaram quando assumiram o poder e o controle da maquina pública.

Deu no que deu: Haddad derrotado em São Paulo. Os candidatos do partido FORA de quase todas as disputas de segundo turno nas capitais brasileiras (exceções: Rio Branco, no Acre, onde o candidato do partido já levou no primeiro turno, e em Recife, onde o PT está no segundo turno) e por aí vai. Tudo já seria bastante digno de tristeza mas a GRANDE TRAGÉDIA petista ainda produziu mais um efeito DESASTROSO na política: a ruína petista ainda deu combustível para que as forças políticas de direita, reacionárias e conservadoras ao máximo (bem ao gosto do grosso da sociedade brasileira atual) AVANÇASSEM COM TUDO nessas eleições – o Fantástico da Rede GOLPE de televisão  informou (em matéria feita por Roberto Kovalic, um ótimo repórter diga-se) que o PT é o grande derrotado dessas eleições. E os grandes vencedores são os lastimáveis PSDBosta e PMDBosta, dois partidos ainda mais BANDIDOS e quadrilheiros do que o petismo. Só que o PSDB, hoje partido quase de direita (e que também não tem mais nada a ver com os princípios que nortearam a sua fundação) e adotado pela elite suja e egoísta desse país, pode roubar à vontade pois ele conta com a benevolência de parte das instituições jurídicas brasileiras (setores do MPF e dos MPEs, da PGR, da PF e eventualmente até do STF e do STE, né Gilmar Mendes e Sergio Moro). E conta com TOTAL APOIO das grandes corporações de mídia – a FALHA de São Paulo só faltou estampar uma tarja em suas capas ao longo da campanha, dizendo ao leitor: “votem em João Escória, a Folha garante!”.

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E enquanto o PT naufraga sem dó, a esquerda mais à esquerda avança – olha lá o pequeno PSOL (hj muito mais ético do que o atual PT e com nomes bacaníssimos em sua legenda, como a própria Erundina e também Marcelo Freixo, Chico Alencar etc.) disputando o segundo turno no Rio De Janeiro e em Belém, aliás os eleitores dessas duas capitais estão de parabéns por colocar o partido no segundo turno, dando uma LIÇÃO DE INTELIGÊNCIA POLÍTICA ao total conservador e ignorante eleitor paulistano.

Infelizmente é isso. Não há mais saída para o PT. Ele precisa ser IMPLODIDO e REFUNDADO. E com urgência.

 

Adendo: Fernando Haddad cometeu erros e equívocos em sua gestão, sem dúvida – ele é humano e, como tal, falível. Mas seus acertos foram muito maiores do que os erros. Fez uma gestão quase VISIONÁRIA e que daqui a muitos anos, se houver justiça, será reconhecida e terá enfim seu valor admitido.

 

A GIG FODÍSSIMA DO GRUPO HARRY NO ÚLTIMO SÁBADO EM SAMPA

Yep, o combo electro rock do vocalista Johnny Hansen se apresentou no último sábado em Sampa, na Clash Club. Era a gig de lançamento de “Electric Fairy Tales”, a versão rocker do disco lançado pela banda em 1988, e que se tornou um dos marcos do indie rock nacional quando ele acontecia sem a ajuda de redes sociais, de apps, de internet e celulares (já que não havia nada disso). Uma cena fodíssima (e não essa droga atual, que só é incenssada na “ilha da fantasia indie” criada por dear Luscious Ribeiro em seu blog também fantasia, o Popload) e um banda (o Harry) que estava tão à frente do seu tempo que seu som permenece moderníssimo até os dias atuais.

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Hansen (acima), guitarrista e vocalista do grupo Harry (abaixo) comanda o esporro rock eletrônico da banda, no último sábado na capital paulista

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O set foi porrada (com guitarras em chamas, a cargo do “véio” Hansen) e empolgante, fazendo o público pular e dançar com gosto – e foi bem mais gente na Clash do que estas linhas bloggers imaginaram que iria.

 

Valeu, Harry! Que a banda permaneça assim por mais três décadas, hehe.

 

(as fotos, ótimas, que ilustram este texto são de Jairo Lavia)

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O país bestial e total vira lata e as eleições deste domingo.

São os temas que dominam as atenções de todos (nos noticiários dos veículos de mídia, impressos, eletrônicos, digitais, em revistas, jornais, TVs, rádios, sites, blogs etc, etc.) esta semana. Nem poderia ser diferente, com a eleição para novos prefeitos e vereadores batendo à nossa porta – ela acontece amanhã (a primeira parte do novo postão de Zap’n’roll está entrando no ar já na tarde do sabadão) em todo o Brasil. Fora que os acontecimentos das últimas semanas e o quadro político, econômico e social mega tenebroso reinante no país nesse momento praticamente obriga o blog a falar muito em política por aqui, mesmo sendo este um espaço virtual eminentemente dedicado a cultura pop e ao rock alternativo já há mais de treze anos ininterruptos. Pois de semanas pra cá o Brasil assiste algo estupefato a uma série de eventos bastante aterradores: os crimes de conotação política que já mataram mais de vinte candidatos por todo o país nos últimos meses (transformando a terra brasilis num autêntico faroeste caboclo), o avanço da violência social, o aprofundamento da crise econômica (e que nesta semana totalizou doze milhões de desempregados no país) e, muito por conta disso tudo, o AVANÇO das candidaturas políticas ultra conservadoras e de direita – não à toa, quem está melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto nas duas maiores cidades do país (São Paulo e Rio De Janeiro) são nomes como bispo Crivella (evangélico e pertencente ao nanico e escroque PRB, no Rio) e João Doria e Celso Russomano (em Sampa). E não à toa TAMBÉM o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou na última semana a sentença que condenava setenta e quatro PMs paulistas pela matança ocorrida no tristemente célebre massacre do Carandiru, ocorrido em 1992. É como se a (in) Justiça brasileira OFICIALIZASSE o “bandido bom é bandido MORTO” e concedesse licença OFICIAL para a polícia MATAR indiscriminadamente. Diante desse quadro tão tenebroso vale lembrar da pergunta/exclamação que o gênio Renato Russo já havia feito quase trinta anos atrás à frente da inesquecível Legião Urbana: “QUE PAÍS É ESSE???”. Russo se foi há exatos vinte anos (que serão completados no próximo dia 11 de outubro, quando este post ainda estará no ar) e por isso ele e sua obra musical é um dos destaques do postão que você começa a ler agora. Um postão sendo publicado na véspera de mais uma eleição e onde as perspectivas de mudanças na política e na sociedade brasileira parecem cada vez mais sombrias e/ou remotas. Está na hora, de verdade, de todos nós fazermos uma reflexão profunda sobre o que queremos de fato para nós (como cidadãos) e para o país. E se estas linhas rockers online puderem ajudar nessa reflexão, ótimo. Do jeito que a situação está é que não pode ficar. Então bora começar a leitura de mais um post zapper, sempre do lado do seu dileto leitorado.

 

 

  • O blog já declarou publicamente seu voto para as eleições de amanhã, domingo. Nosso candidato a vereador em Sampa é o DJ e agitador/produtor cultural André Pomba, com quem Zap’n’roll bateu um papo essa semana e cujo resumo desse papo você lê mais aí embaixo, nesse mesmo post. Para prefeito no primeiro turno: Luiza Erundina ou Fernando Haddad (iremos decidir amanhã, após verificarmos as últimas pesquisas de intenção de voto). E estas linhas bloggers fazem o apelo aos seus leitores: NÃO DESPERDICE SEU VOTO AMANHÃ!

 

 

  • E já indo pro rrrrrock nas notas iniciais (que a correria tá grande por aqui, em pleno sabadão), o destaque da semana que está chegando ao fim foi mesmo o anúncio do line up do festival Lollapalooza BR em sua edição vindoura de 2017 (rola nos dias 25 e 26 de março em São Paulo, no autódromo de Interlagos). O que já era esperado foi oficializado pela produção do evento: o insuportável Merdallica é o headliner do festival. Mas também vai ter The Strokes (eba!), Duran Duran (novamente: eba!) e The XX (wow!) entre outros (veja o quadro aí embaixo). Como sempre o esquadrão intermediário de atrações será duro de engolir/assistir mas ao que parece o Lolla BR 2017 está um tiquinho melhor do que as duas últimas edições. Já o preço dos ingressos não mudou nada: continua um ASSALTO à mão armada ao bolso dos fãs.

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O line up da edição 2017 do Lollapalooza BR (acima): os Strokes (abaixo) voltam ao Brasil e são uma das atrações do festival

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  • Quem também está promovendo assalto ao bolso do fã de rock é o Popload Festival. Não custa lembrar: para ver Wilco, Libertines etc semana que vem em Sampa (sábado, dia 8 de outubro) quem se interessar terá que desembolsar até quase 800 pilas por um ticket (da famigerada pista vip, antes tão combatida pelo prezado jornalista Lúcio Ribeiro, um dos produtores do festival). Não só: o evento perdeu o show da banda americana Battles (que desistiu de vir e na real não vai fazer falta alguma) e, pior, causou irritação nos fãs do Wilco devido a enooooorme confusão que foi a venda online ontem dos ingressos para o show extra a preços populares (vinte dinheiros) que o grupo americano faz no dia 9 (domingo) no auditório Ibirapuera. Vai mal o Popload festival desse jeito…

 

 

  • Aí vem aquela notícia redentora para a galera indie rocker e fã do graaaaande e saudoso Sonic Youth: a ex-baixista da banda, a deusa e musa loira Kim Gordon, vai fazer duas gigs neste mês em Sampa, nos dias 21 e 22 de outubro no SESC Pinheiros. Preço do ingresso: suaves sessenta pratas.

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Zap’n’roll ao lado da musa, deusa loira e baixista Kim Gordon, no backstage do festival Claro Que É Rock, em novembro de 2005 em Sampa, ao final da gig do Sonic Youth no evento; Kim se apresenta novamente na capital paulista no final desse mês

  • Pois então: se um show da Kim Gordon numa unidade do SESC pode custar apenas sessenta mangos pro bolso de quem quiser ir, vem a pergunta que não quer calar: por que tanto o Lollapalooza BR quanto o Popload Festival precisam cobrar quase MIL REAIS por um ÚNICO ingresso? Hein???

 

 

  • Bien, vamos nessa. Novo postão zapper entrando a toque de caixa no ar, com sua primeira parte. Calma que vai vir muito mais por aqui ao longo da semana vindoura, inclusive nas notas iniciais que irão sendo atualizadas e ampliadas caso algo relevante mereça ser comentado aqui. Mas por enquanto vamos direto aí embaixo, quando relembramos com histórias inéditas de bastidores os vinte anos sem Renato Russo, o gênio que criou e cantou à frente do gigante Legião Urbana.

 

 

11 DE OUTUBRO DE 1996 – HÁ VINTE ANOS O ROCK BR DOS 80’ PERDIA SEU GÊNIO MAIOR, RENATO RUSSO

(E ZAP’N’ROLL ESTAVA LÁ NO OLHO DO FURACÃO, ACOMPANHANDO TODA A TRAJETÓRIA DA INESQUECÍVEL LEGIÃO URBANA)

Renato Manfredini Jr., ou Renato Russo, fundador e vocalista do grupo brasiliense Legião Urbana, tinha trinta e seis anos de idade quando morreu (em decorrência de complicações causadas pela AIDS) há vinte anos, em 11 de outubro de 1996. A Legião então já existia há quase quinze anos e havia se tornado a maior banda do rock BR dos anos 80’, com discos clássicos em sua discografia, milhões de cópias vendidas de seus álbuns e uma legião gigantesca de fãs espalhados por todo o país. E Zap’n’roll acompanhou muito de perto toda a trajetória da banda de Russo, Renato Rocha (o baixista Billy, também já falecido), Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

O que o blog viu, ouviu e viveu ao som da Legião Urbana? Isso daria um LIVRO aqui, de umas 200 páginas mais ou menos. De 1982 a 1994 o autor destas linhas bloggers rockers assistiu a exatamente DEZ SHOWS do grupo. O primeiro, em alguma noite do segundo semestre de 1982, num buraco chamado Napalm e que ficava na rua Marquês de Itú, no centrão de São Paulo. Era um muquifo pós-punk pré-Madame Satã e numa noite a Legião tocou lá. Ainda com Renato Russo tocando baixo e cantando (Renato Rocha, o negão, entraria no conjunto um ano depois). Não havia mais do que 50 pessoas ali e Finaski era uma delas. Três anos depois, em 1985, lá estava o futuro jornalista na Devil Discos, na Galeria do Rock (centro de São Paulo), comprando o primeiro disco do grupo, “Legião Urbana”, aquele de capa branca e apenas com uma foto p&b da banda na frente e verso da capa. Zap’n’roll era BANCÁRIO (imaginem… duramos menos de um ano na profissão), tinha deixado de ser punk (foi durante 4 anos) e aquele disco de capa branca do quarteto de Brasília possuía algumas das melhores músicas que já tínhamos ouvido na vida no então nascente rock BR dos anos 80’.

Pouco mais de um ano depois (em meados de 1986) o jovem zapper acabara de estrear como jornalista profissional numa revisteca chamada Rock Stars, e começou a ganhar CONVITES e credenciamentos para ir a shows. Foi quando finalmente viu a Legião pela segunda vez em um palco: foi num sábado à noite, no SALÃO DE FESTAS do Palmeiras (não, não foi no estádio). Aí já havia umas mil pessoas ali pois além de as músicas da Legião estarem tocando nas rádios, também tocaram no mesmo show o Ira! (já com seu primeiro álbum lançado) e o Capital Inicial (que estava prestes a lançar seu primeiro LP pela Polygram, atual Universal Music). Foi um show tríplice empolgante (o jovem jornalista foi com o seu primo que estudava medicina e que hoje é um respeitável médico cinqüentão e evangélico) e mais uma vez teve a certeza de que a Legião era a GRANDE banda brasileira de então. Foi também a primeira vez que trocou algumas palavras com Renato, no camarim após o final do show.

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Agosto de 1990: a Legião Urbana está no auge, só toca em estádios lotados na turnê do disco “As Quatro Estações” e o jornalista zapper registrou o maior fenômeno do rock BR dos anos 80′ nas páginas da revista IstoÉ (acima e abaixo)

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Em dezembro daquele mesmo 1986 a Legião Urbana voltou a São Paulo para apenas um único show e só com ela mesma no palco. O disco “Dois” havia sido lançado meses antes, estourou nas rádios e em vendagem (mais de meio milhão de discos vendidos em poucos meses) e o grupo de Renato, Dado, Bonfá e Renato Rocha simplesmente LOTOU o ginásio do Ibirapuera, colocando 15 mil pessoas ensadencidas lá dentro.

A partir daí a Legião se tornou gigante e o sujeito aqui também foi crescendo e se tornando conhecido como jornalista musical. Em questão de dois anos passamos a colaborar com a revista Somtrês (então dirigida por Maurício Kubrusly, hoje repórter do quadro “Me leva Brasil”, do Fantástico), depois nos tornamos repórter da revista semanal IstoÉ, do Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo e mais adiante da revista mensal de estilo e comportamento Interview (poderosíssima naquela época). Foi nesse período, entre 1988 e 1994, que o agora já bem conhecido repórter musical entrevistou a Legião Urbana para matérias gigantes que renderam uma “páginas vermelhas” da IstoÉ (o entrevistão que abre todas a edições da revista até hoje), um matéria de abertura da editoria de Cultura da mesma IstoÉ (na edição de 1 de agosto de 1990; era a turnê do disco “As Quatro Estações”, a maior feita pela banda até então e onde ela só estava tocando em estádios para 40 mil pessoas; acompanhamos umas quatro gigs dessa turnê para poder fazer a matéria, que ocupou três páginas da revista), uma matéria de três página na Interview (edição de janeiro de 1994) e, por fim, uma capa inteira do extinto caderno Folhateen, da Folha De S. Paulo. Nessa época o autor deste blog já era muito próximo da turma toda (inclusive do Rafael Borges, o poderoso manager do conjunto) e rolou um fato bizarro em relação a matéria da Folha: a banda estava estourada (“As quatro estações” havia vendido mais de um milhão de cópias e pelo menos cinco faixas do disco tocavam sem parar em tudo quanto era rádio, desde as fms mais roqueiras às mais bregas) e não tocava há 4 ANOS AO VIVO em São Paulo. Haveria dois shows na capital paulista em setembro, novamente no Palmeiras – e desta vez no ESTÁDIO, com público estimado em 45 mil pessoas em cada noite. A Folha, que se auto-proclamava “o maior jornal do Brasil”, TINHA que dar uma matéria com a banda, de preferência entrevistando-a. Mas o que rolou? Renato se negava terminantemente a falar com o jornal dos Frias desde que o disco “Que País É Este!”, lançado pelo quarteto em 1987, havia sido chamado de “esquálido” em uma resenha assinada pelo crítico Mario Cesar Carvalho no caderno Ilustrada.

Como foi “quebrada” a resistência de Russo em falar com a Folha e saiu enfim a matéria de capa INTEIRA no caderno Folhateen? Simples: um dia Finas resolveu ir na redação da Folha (vivíamos fazendo alguns frilas pra lá) e chegou pra Noely Russo (então editora do Folhateen e que não ia nem um pouco com a cara deste jornalista), dizendo: “se você quiser eu CONSIGO falar com eles e faço a matéria pro caderno”. Ela olhou com total ar de desdém e respondeu: “pode tentar. Se conseguir, a capa do caderno será sua”. Passamos duas semanas enchendo o saco do Rafa por telefone (não havia e-mails, internet, cels, apps, nenhuma dessas porras malditas de hoje em dia) pra conseguir a entrevista, argumentando que seria Finatti quem iria fazer, que iríamos pro Rio ao encontro da banda e bla bla blá. Até que um dia ele respondeu: “Venha pra cá na segunda-feira. Eles vão falar com você. E vão dar a entrevista pra Folha porque é VOCÊ quem vai fazer. Senão não ia rolar”. Moral da história: uma semana antes dos shows em São Paulo em 1990, o Folhateen da FolhaSP dava Legião Urbana na CAPA INTEIRA do caderno, em matéria assinada pelo sujeito aqui. Pra talvez um certo desgosto de miss Noely Russo (onde andará ela, afinal?), rsrs.

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Capa (acima) e reportagem gigante (abaixo) da revista Interview, edição de janeiro de 1994, com matéria com a Legião assinada por Finaski

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Os últimos shows que vimos da Legião foram no final de 1994, ambos no ginásio do Ibirapuera novamente. Era a turnê do álbum “O descobrimento do Brasil” e na primeira noite, quinta-feira, o ginásio não chegou a lotar. Na sexta, tinha gente pendurada no teto. E Zap’n’roll lá, já muito amigo de toda a banda, com nossa sempre credencial “all acess” pendurada no pescoço. Foi nesse último show que vimos deles que, já no bis, Renato Russo foi ao microfone e disse: “a gente vai tocar uma música agora que não tocamos ao vivo faz um tempo já. Mas como um AMIGO nosso pediu ontem pra gente tocar, então vamos tocar”. O “amigo” era este velho Finaski, que na noite anterior e depois do show, já papeando com Russo e a turma no lobby do hotel Maksoud Plaza (onde o conjunto estava hospedado), pediu ao se despedir: “toca ‘Ainda É Cedo’ amanhã. Faz tempo que vocês não a tocam ao vivo”. Russo: “vamos ver Humberto, vamos ver…” (yep, ele estranhamente me chamava pelo primeiro nome, Humberto).

O último show da banda na verdade foi em janeiro de 1995, em Santos. Finaski ligou pro Rafael no Rio e pediu dois convites (o repórter já trintão e doidão namorava com a Greta, uma crioulaça de 19 anos de tetas gigantescas, que estava entrando no curso de Letras na USP e que amava Smiths, Doors, poesia e Legião Urbana; e além de tudo era uma foda do inferno e que amava engolir porra). Ele disse ok, sem problema. O show foi num sábado à noite. O zapper estava morando num apê antigo e grandão no Cambuci, que dividia com o fotógrafo e até hoje querido amigo Luiz Carlos Leite. O final da história é que a Greta chegou no apê, estávamos ambos com uma preguiça gigante de ir parar em Santos, e acabamos preferindo ficar trepando e depois fomos dormir. Foi o ÚNICO show da Legião para o qual o blogger loker tinha CONVITES e deixou de ir. E curiosamente, foi o último da trajetória do grupo.

Nunca mais o blog viu Renato. Ele morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos de idade, em decorrência da Aids. E o blog soube da morte dele no meio da tarde daquele dia 11. Morávamos então numa kit na avenida 9 de julho que era a própria sucursal do inferno, e lá vivia me entupindo de cocaína e whisky. Ainda trabalhava na Interview mas a revista já estava pra fechar as portas. E o já muito junkie jornalista musical havia passado uma noite infernal na kit, aspirando quilos de pó com dois ou três amigos. Fritou a manhã toda do dia 11 de outubro. Quando enfim sentiu-se minimamente em condições de sair do apto foi até a rua 7 de abril, no escritório que a queridona amiga Sandra Otilia tinha lá. Finas foi ver se ela queria almoçar junto com o loki aqui. E quando chegou a primeira coisa que ela disse foi: “seu ‘amigo’ Renato Russo morreu essa madrugada, você ficou sabendo?”. Aquilo acabou de vez com o dia já total cinza de Zap’n’roll e que já havia começado da pior forma possível.

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Credencial de um show da Legião Urbana em 1988 (acima), fechado apenas para convidados e no qual o blog esteve presente; abaixo, Zap’n’roll se reencontra com o guitarrista da banda, Dado Villa-Lobos, durante lançamento da sua biografia em Sampa ano passado

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A Legião foi o MAIOR nome do rock BR dos 80’, fato. Renato Russo foi gênio, outro fato (e não adianta amigos como Claudio Medusa, Luiz Calanca e outros desafetos legionários que adoramos dizer que a banda era péssima e Renato uma bicha afetada sem estofo poético; suas letras até hoje são debatidas em aulas de Português em escolas de ensino fundamental, médio e até em cursos de Letras de faculdades). E mais: não vai mais haver bandas com a capacidade musical e textual que a geração 80’ teve, pode esquecer. A cena independente nacional está caindo pelas tabelas (só Lucio Ribeiro, na sua iludida Popload, é que acha que essa cena está “madura”, ahahahaha), bandas não vendem mais discos muito menos enchem casas onde não cabem nem 300 pessoas (deu dó ver um puta grupo como Los Porongas tocando, semanas atrás, para menos de 50 pessoas no bar Z Carniceria, no bairro paulistano de Pinheiros). Estamos mesmo no fim da história do rock e da cultura pop (e talvez da própria humanidade), vivendo tempos de hits relâmpagos, medonhos e esquecíveis como “Tá tranqüilo, tá favorável”, “Gordinho gostoso” e “Metralhadora”.

O que ficou e o que irá ficar ainda por gerações e gerações é a obra de gente como Renato Russo, Cazuza, Cássia Eller, Mutantes, Chico, Caetano, Gil, Dylan, Lennon, Ian Curtis, Morrissey, Kurt Cobain. O resto, de 2000’ pra cá, mais cedo ou mais tarde estará totalmente esquecido e soterrado pela poeira inclemente do tempo.

E este velho jornalista rock’n’roll se sente de certa forma nostálgico e melancólico por saber que tudo da grande na música já foi criado, já passou e se foi. Mas também se sente igualmente contente e com um sorriso no rosto ao olhar para trás e pensar: “sim, eu estava lá. E vivi tudo aquilo de perto. Sorte a minha”.

 

 

LEGIÃO URBANA – OS CINCO PRIMEIROS DISCOS, CLÁSSICOS E IMBATÍVEIS

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E O GRUPO AÍ EMBAIXO

Em também cinco vídeos e áudios de canções inesquecíveis, incluso o show completo que o conjunto fez em 7 de julho de 1990 no Jockey Club do Rio De Janeiro, para cinqüenta mil pessoas.

 

 

ZAP’N’ROLL ORGULHOSAMENTE APRESENTA:

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OU: A GRANDE CENA INDIE QUE EXISTIU NO BRASIL – E NÃO É ESSA ATUAL, CRIADA PELA ILHA DA FANTASIA DE UM CERTO BLOG DE CULTURA POP

Foi emocionante (e também um pouco nostálgico, o blog assume) assistir semana passada a última exibição (dentro do festival de documentários musicais “InEdit Brasil”) do documentário “Time Will Burn – o rock underground brasileiro do início dos anos 90’”. A sala do cine Olido (no centrão rocker de Sampa) não lotou, mas recebeu um bom público (havia uma garotada nova por lá mas a maioria da platéia era composta por tiozões como o autor destas linhas bloggers, rsrs) que aplaudiu o doc de pé ao final da exibição.

O blog escreveria um livro aqui para falar sobre o documentário e também sobre uma cena que acompanhamos totalmente de perto (como fã de rock e como jornalista musical), há 25 anos. Vimos zilhões de shows das bandas mostradas no filme (Pin Ups, Killing Chainsaw, Second Come, Mickey Junkies, DeFalla etc.), freqüentamos quase todos os lugares mostrados (o Retrô em São Paulo era o nosso segundo lar, rsrs; fora que também fomos no Aeroanta, Urbania, Der Temple, Cais etc, etc.) e, enfim, convivemos com a turma dessas bandas todas. Então rever essa cena e essa história toda na tela só ratificou para este jornalista (e para todos que estavam na sala de exibição) que o Brasil já teve, sim, uma cena rock independente SENSACIONAL, mas que infelizmente ficou para sempre aprisionada nos anos 90’. E era um cena grandinha, com ótimas e numerosas bandas e que chegou a atrair bom público pras suas gigs. Exemplo: em determinado momento do doc um dos integrantes do grupo carioca Second Come conta que o quarteto chegou a tocar para 800 pessoas (!!!) no Circo Voador.

E hoje? Hoje é esse DESASTRE que está aí. Uma cena inócua, lotada de bandas PÉSSIMAS e que não levam 30 gatos moribundos e pingados aos seus shows. Uma cena que só está BOMBADA e no seu MELHOR MOMENTO (hã???) na cabeça do prezado Lucio Ribeiro, que criou uma delirante ilha da fantasia indie no seu blog, Popload. Vamos ver até quando ele consegue sustentar essa ilha… aliás, vem cá querido Luscious, nos diga (e batemos uma APOSTA com você): essas bandas que o Sr. menciona no seu blog (Inky, FingerFingerrr, Dom Pescoço etc) conseguem, que seja, enfiar 100 PESSOAS em um show delas com ingresso PAGO pelo público, em algum lugar? Zap’n’roll DU VI DA!

A diferença entre a indie scene nacional dos 90’ e a de hoje é muito clara e óbvia: ali se fazia rock BARULHENTO, com guitarras estridentes e cantado em inglês. Rock é isso, não? Hoje em dia todo mundo canta em português (sofrível e com letras não raro vexatórias em sua verve simplória e adolescente) e insiste em tentar misturar rock de guitarras com a malemolência da MPB tradicional. Não dá, não rola. Se é pra tocar rock que se ponha a guitarra, a distorção e os amplis no talo. Se é pra ser MPB (nada contra, adoramos MPB que seja ÓTIMA, bem composta e classuda), que se tire as guitarras barulhentas e a distorção e o noise das músicas, simples.

Faltou algo em “Time Will Burn”? Sim, sempre falta, né? Sentimos não terem falado do brincando de deus (da Bahia), do Low Dream (de Brasília) e do Sonic Disruptor (de Guarulhos), uma trinca de guitar bands fantástica ali do início dos anos 90’, e que este Finaski mesmo na época apresentou aos leitores da revista Dynamite numa matéria de duas páginas – enquanto isso onde estava mesmo dear Luscious, o homem da Popload? Provavelmente começando sua carreira de jornalista e fazendo bem o que faz até hoje: falando de algum hype irrelevante da gringa e que depois de um tempo ninguém mais vai lembrar do que se tratava.

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O já lendário quarteto indie guitar paulistano Pin Ups (acima, em sua formação clássica dos anos 90′) é um dos destaques do documentário “Time Will Burn”, que mostra a REAL E GRANDE cena indie que existiu no Brasil (e não é essa que é  mostrada a todo instante nos posts do blog Popload); abaixo cena do documentário “Guitar Days”, que foca na mesma cena indie guitar br dos anos 90′ e que ainda vai ser lançado, com depoimento do autor deste blog

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Agora é esperar pelo também documentário “Guitar Days”, produzido e dirigido pelo querido Caio Augusto (quando ele será lançado, afinal?), que foca na mesma cena mas que aparentemente é bem mais abrangente – sendo que neste doc o velho jornalista loker/rocker aqui aparece dando depoimento, hehe. Enfim, são dois docs que mostram o que era e o que foi, de fato, a grande cena rock independente brasileira em todos os tempos. Ou vocês acham que daqui a 20 anos alguém vai se preocupar em fazer um documentário falando de O Terno, FingerFingerrr, Dom Pescoço ou algum desses aí da ilha da fantasia indie da Popload?

 

  • E mais: também na semana passada a cantora Céu fez gig gratuita na área externa do MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo). Abrindo pra ela estava Aninha Martins, pretinha total delicious e uma das maiores revelações da novíssima cena indie de Recife. O show foi gratuito e lotou. Mas claaaaaro que o blog “vizinho” Popload nunca ouviu falar de Aninha Martins.

 

  • Já o lendário, célebre e mega respeitado selo indie paulistano Baratos Afins (dirigido há três décadas pelo queridão Luiz Calanca, um dos produtores musicais que mais entendem de rock independente nesse país) acaba de lançar o segundo CD do quinteto paulistano Fábrica de Animais, combo rock’n’roll porrada de ótimas guitarras rockers e algo bluesy e que tem como vocalista a atriz de teatro Fernanda D’Umbra. Como? A Popload também não conhece essa banda e nunca falou dela? Sem problema: o blogão zapper dá o serviço e resenha o novo disco do FA no final desse post.

 

  • E por fim, pra registrar: o logotipo especial desse post foi criado pelo artista gráfico agitador cultural, músico e vocalista Falcão Moreno, que canta na banda Coyotes California, quarteto bacaníssimo da zona leste paulistana e que já possui dois discos lançados. Com quase uma década de existência e tendo no seu som as melhores influências do rock funky de grupos como Red Hot Chili Peppers e Faith No More, o CC também NUNCA foi sequer mencionado no nosso blog “vizinho”, uia! Vai mal a ilha da fantasia indie por lá hein!

 

 

TÓPICO POLÍTICO – NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO MUNICIPAL O BLOG ENTREVISTA O CANDIDATO A VEREADOR ANDRÉ POMBA

O jornalista, músico, produtor e agitador cultural, DJ e presidente de ONG (a Associação Cultural Dynamite) André Pomba, enfrenta novamente uma disputa político/eleitoral neste domingo. Ele que já foi candidato a vereador e deputado federal em pleitos anteriores, agora se lança novamente na corrida por uma vaga na camara de vereadores da capital paulista. Aos cinqüenta e dois anos de idade, Pomba é candidato pelo Partido Verde (foi filiado ao PSDB por duas décadas mas se desligou do partido tucano há cerca de quatro anos) e com uma plataforma bacana, que privilegia áreas como a cultura (em especial a música e o rock) e temas como a diversidade sexual – gay assumido, ele é um dos militantes LGBT mais aguerridos de São Paulo.

O autor deste blog conhece André Pomba há mais de vinte anos e o tem como um de seus melhores amigos. É uma relação de amizade e profissional que começou em janeiro de 1993 e que perdura até os dias de hoje, tempo em que Zap’n’roll atuou como repórter da extinta revista Dynamite, também do portal Dynamite online (WWW.dynamite.com.br) e, por fim, como editor do blog Zap’n’roll, que começou no portal para depois ganhar vida e endereços próprios na web. Portanto, nada mais natural que estas linhas rockers mas também políticas abram espaço neste post para que Pomba exponha suas idéias e seus objetivos caso consiga se eleger. O bate-papo com ele rolou esta semana e os principais trechos da entrevista você confere abaixo.

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Dupla dinâmica e inseparável há duas décadas: Zap’n’roll e o produtor cultural e candidato a vereador André Pomba

 

Zap’n’roll – você já concorreu a cargos políticos em eleições passadas (para vereador mesmo, em 1992, e mais recentemente para deputado federal) e não conseguiu se eleger. Quais são as perspectivas dessa vez, para a eleição deste domingo próximo?

 

André Pomba – Quando você não tem recursos, justamente vai ampliando a base. A promeira eleição fui lançado para preencher chapa e mesmo assim tive 1500 votos. Já para deputado tive quase 7000 e foi para preparar esta agora a vereador, aonde tenho chances reais, devido a alta renovação que deve ter a Câmara Municipal e a desilusão com os políticos profissionais.

 

Zap – há um consenso generalizado de que a política brasileira se tornou a mais imunda do mundo e que ela precisa mudar com urgência. O fato de ter sido proibida nessa eleição o financiamento de candidatos por empresas privadas já seria um avanço no sentindo dessa mudança urgente e necessária? O que mais, na sua opinião, é preciso mudar na política brasileira?

 

Pomba – Costumo dizer que a política brasileira é pior do que a retratada no seriado americano House of Cards. Realmente o fim do financiamento privado nivelou um pouco mais as chances, embora deve ter ampliado o caixa dois e o dinheiro sujo (corrupção, tráfico). Esperamos que o TSE e o STF puna realmente os criminosos da política, para que os honestos e sem recursos, mas com grande capacidade e história possam se eleger. Para melhorar ainda mais, essa punição e consequente cassação teríam que ser mais ágeis.

 

Zap – você possui um histórico de ativismo cultural (em especial na música e no rock) e em favor da diversidade sexual. É presidente de uma ONG dedicada a projetos culturais e inclusão social, além de ativo militante LGBT. Pretende, se eleito, dar ênfase a essas questões durante seu mandato?

 

Pomba – Costumo dizer que minha atuação será focada em 4 itens: Cultura, diversidade, sustentabilidade e a defesa da noite paulistana. Na área de diversidade, quero discutir a criação de casas de acolhida, para jovens e adolescentes que são expulsos ou vítimas de violência em suas casas e pretendo apresentar uma lei anti-discriminação municipal que puna toda forma de preconceito (racismo, machismo, homofobia, transfobia, de origem, contra pessoas com deficiência etc). Dentro da área cultural pretendo revalorizar as casas de cultura nos bairros, hoje abandonadas; quero cobrar a implantação de um programa de incentivo municipal de cultura; quero efetivar a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas e reforçar o caráter de inclusão social através da cultura. Na área de sustentabilidade, pretendo focar na questão do lixo (reciclagem e compostagem), bem como defender com unhas e dentes as parcas áreas verdes da cidade hoje ameaçadas pela especulação imobiliária. Sou coordenador dos Movimentos Noite Paulistana e Em Defesa da Rua Augusta, e vou lutar pelo licenciamento online com renovação automática, apoiar a implantação do projeto São Paulo 24 horas e rever leis que prejudicam o funcionamento de estabelecimentos noturnos. E também buscar a valorização dos profissionais da área (DJs, barmen, hostess etc). Bom, tenho uma ampla gama de propostas e no meu site www.andrepombapv.com.br tem tudo o que defendo para a cidade de São Paulo e minha biografia.

 

Zap – E analisando num espectro mais amplo, o que é preciso ser melhorado em São Paulo através da gestão dos futuros novos vereadores?

 

Pomba – Justamente ter uma câmara mais independente e menos afeita a troca de apoio por cargos e verbas. Não votar em políticos que já estão lá há décadas!

 

Zap – um recado final para seus potenciais eleitores.

 

Pomba – Peço que domingo votem 43969. Porque eu tenho ficha limpa e um histórico de 30 anos de ativismo urbano em vários flancos. Um amigo meu disse que admira minha luta por juntar tribos e bandeiras antagônicas que pouco dialogam, mas que unidas teriam muito a ganhar, como demonstração de força. Rock, cultura, diversidade, sustentabilidade e a defesa da noite paulistana, para muito são temas menores, ante os graves problemas de uma cidade, mas ter essas bandeiras à frente não exclui você brigar por uma cidade com melhor transporte, saúde e educação. Pelo contrário, o empoderamento desses temas transversais ajuda e muito a termos uma cidade melhor e mais justa. E obrigado pelo espaço Finas, e parabéns pela Zap’n’Roll!

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco, I: as meninas do americano Warpaint estão de volta após dois anos, e acabam de lançar “Heads Up”, seu quarto disco de estúdio. A banda continua mandando muito bem em sua proposta sonora (nuances de shoegazer e dream pop) e há momentos belíssimos no novo trabalho, sendo que o blog ainda vai voltar a falar melhor dele. Mas você conferir o discão na íntegra aí embaixo:

 

  • Disco, II: o quinteto paulistano Fábrica De Animais (que tem Fernanda D’Umbra nos vocais, Sergio Arara nas guitarras, Flavio Vajman na gaita, Caio Góes no baixo e Cristiano Miranda na bateria) chega ao segundo disco, homônimo, em lançamento do sempre antenado selo Baratos Afins. O procedimento musical do grupo não mudou em relação à sua estréia: ele deambula por planícies onde rock’n’roll de guitarras cruas e abrasivas se mixam a eflúvios bluesisticos – e aí entra em cena a sempre empolgante gaita de Flavinho Vajman. O cd abre porradão com “De quando lamentávamos o disco arranhado” e prosssegue em andamento acelerado com “Jogo de dardos”. Mas estas linhas online preferem os momentos mais calmos e bluesy do disco, como em “Tudo errado” e, principalmente, em “Erro”, onde Fernandinha (que também é atriz de teatro) dá show nos vocais com inflexões suaves e bem moduladas. É álbum pra se escutar em casa numa madrugada fria, de preferência acompanhado de um bom vinho e um baseado. E se as letras das músicas não são exatamente um primor em termos textuais, a banda compensa exibindo um dos já muito bons discos de rock nacional deste triste e já quase findo 2016, onde a indie scene nacional continua a definhar a olhos vistos. Mas é claaaaaro que o Fábrica De Animais, um dos poucos bons conjuntos da cena atual do rock BR, não vai ser mencionada JAMAIS no blog “ilha da fantasia indie” Popload, onde seu autor (mr. Lúcio Ribeiro) só fala de bandas “fodásticas” como FingerFingerrr (quem?), Dom Pescoço (quem??), Inky (quem???) e outras “sensações” da cena independente brazuca atual, uia! Pobres leitores do blog vizinho, hihihi. Pra saber mais sobre o FA, vai aqui: https://www.facebook.com/fabricadeanimais/. E se você interessou, para comprar o cd vai aqui: http://baratosafinsloja.com.br/fabrica-de-animais-fabrica-de-animais-de-quando-lamentavamos-o-disco-arranhado-cd-bra.html.

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  • Livro: “Transformer”, a biografia do saudoso e imortal gênio Lou Reed lançada há pouco no Brasil pela editora Aleph, é um ESCÂNDALO. Em quase quinhentas páginas o autor Victor Bockris esmiúça com profundidade a trajetória pessoal e artística do sujeito que deu ao mundo “apenas” o Velvet Underground, uma das bandas de rock mais influentes de todos os tempos. Lou foi o que todos os seus fãs sabem: controverso, polemico, genial, de temperamento explosivo e rude. De sua adolescência tomando eletrochoques em clinicas psiquiátricas (onde foi internado pelos pais, pois assim eles acreditavam que Reed deixaria suas tendências homossexuais e se tornaria um jovem “normal” e socialmente aceito pelos padrões reacionários e caretas do americano médio comum e estúpido) e passando por toda a sua looooonga trajetória como cantor e compositor (e suas descidas aos infernos das drogas e do submundo de Nova York), está tudo no volume, ainda por cima embalado em belíssima capa dura. Imperdível! Sendo que você pode saber mais sobre o livro aqui: http://www.editoraaleph.com.br/site/transformer-a-historia-completa-de-lou-reed.html.

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Zap’n’roll com o seu exemplar da bio fodona do inesquecível gênio Lou Reed

 

  • Site bacanão: quer saber tudo o que rola na cena cultural de São Carlos, no interior paulista? Basta acessar o RodaMob, editado pela gatíssima jornalista (e amigona zapper) Sarah Mascarenhas, que mostra um panorama gigante de tudo o que acontece por lá, com roteiros de eventos, resenhas, entrevistas com artistas locais e muito mais. Vai aqui e divirta-se: https://www.rodamob.com.br/.

 

  • Baladas: tão devagar, quaaaaase parando neste finde (o postão está sendo finalizado já na sextona em si, 7 de outubro). Então a melhor dica mesmo é pegar um cineminha (“Aquarius” e o doc sobre Janis Joplin, por exemplo, continuam em cartaz no cine Belas Artes) e depois fechar a noite tomando uma breja a preço justo no Outs Pub (na rua Augusta, colado no já clássico Outs em si) ou no Cemitério de Automóveis, do queridão Mario Bortolotto, lá na rua Frei Caneca, quase esquina da rua Paim. Beleusma? Vai que vai!

 

 

E FIM DE PAPO

Que o postão ficou bacanão, né. Semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá com beijos no coração da galera.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 7/10/2016, às 18hs.)

Com o país em chamas na seara política e econômica e com o mondo pop/rock em marcha lentíssima o blogão também se retrai e publica post, hã, mais modesto, falando do novo discão dos Forgotten Boys, ainda um GIGANTE da indie scene paulistana e nacional (e de quebra, historinhas “cabulosas” e cabeludas de sexo e drogas que o blogger loker viveu na cia de integrantes da banda); os treze anos de um dos bares mais tradicionais do circuito rocker alternativo de Sampa (e também aproveita para fazer uma análise de como anda atualmente essa cena de bares na capital paulista); novos discos de bandas indies nacionais bacaninhas (como o duo campineiro trip hop Seti), as notas e os (poucos) agitos da semana e… ahá!!! Uma nova musa rocker SECRETA e total PELADA, safada e ordinária em imagens realmente cadeludas, ulalá! (postão sempre em eterna e enoooooorme construção com nova ampliação falando dos 13 anos do primeiro disco do Interpol, da nova e linda música da deusa Lana Del Rey, do amado Morrissey e mostrando, claaaaaro, as fotos indecentes da nossa musa rocker SECRETA E CADELUDA, uia!) (ampliação FINAL em 27/8/2015)

O país está em crise econômica bravíssima, e que afeta todas as esferas da sociedade e da cultura; nessas o rock’n’roll alternativo vai sobrevivendo como pode e ainda assim mostra renovação e  grandes discos, como o novo álbum dos Forgotten Boys (acima, tocando ao vivo na última sexta-feira em São Paulo), ou a novíssima banda garage rock paulistana BBGG (abaixo), que toca amanhã na capital paulista

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* OS TREZE ANOS DE UM DISCAÇO DO INDIE ROCK PLANETÁRIO DOS ANOS 2000’ – Um dos principais nomes do que se convencionou chamar de “novo indie rock planetário dos anos 2000’”, o americano Interpol (que surgiu em Nova York, em 1997, portanto há quase 20 anos) lançou há 13 anos (em 20 de agosto de 2002) seu primeiro disco, “Turn On The Bright Lights”. É um cd fantástico em suas ambiências pós-punks à la Joy Division (houve na época quem achasse o vocal do guitarrista e compositor Paul Banks a reencarnação perfeita de Ian Curtis) e na qualidade fodíssima das canções – um álbum que começa com a linda e sombria “Untitled” e que ainda tem preciosidades poderosas do calibre de “PDA” (o blog bateu muito sua cabeça nas célebres DJs set no Outs, tocando essa autêntica porrada sônica), “Obstacle 1” e “NYC”, não tinha como dar errado. Foi aclamado pela crítica (só aqui no Brasil é que alguns críticos velhuscos e que gostam de classic rock, sendo que para seus cérebros e ouvidos engessados e surdos o rock’n’roll parou em Jimi Hendrix, é que torceram e torcem o nariz pro trabalho do Interpol) e a banda angariou milhões de fãs mundo afora – por aqui inclusive, onde já tocaram por duas vezes e sendo que o jornalista zapper os viu anos atrás num showzaço na extinta e saudosa Via Funchal (ao lado dos queridos Pablo Miyazawa e Lúcio Ribeiro). Depois de sua estréia, vamos reconhecer, o Interpol nunca mais foi o mesmo e até hoje tenta lançar algo próximo do que foi sua estréia musical. O mais recente trabalho de estúdio, “El Pintor” (lançado em 2014) é bem bacana. Mas ainda assim muito longe daquelas canções quase perfeitas e de melancolia perversa e soturna, que embalaram nossos ouvidos pelas pistas rockers unders noturnas de Sampa há mais de uma década. Discão, enfim. Uma obra já atemporal e que permanece até hj como marco de um novo rock de um novo milênio (pode por aí nessa lista também o primeiro dos Strokes) que prometia muito mas que infelizmente se perdeu na mediocridade que consome toda a música mundial atual.

O primeiro disco do grupo pós-punk americano Interpol, lançado há exatos 20 anos: já um clássico do indie rock dos anos 2000″

 

* Sendo que você ouvir a estréia do Interpol na íntegra aí embaixo:

 

 

* E assistir ao vídeo belíssimo que foi feito na época para “Untitle”, que abre o disco.

 

* MORRISSEY FALA, E VEM AÍ NOVAMENTE (AO QUE PARECE) – yep. O inglês vivo mais maravilhoso que existe abriu sua bocarra esta semana que hoje se encerra (sim, o postão está sendo ampliado, mas ainda NÃO encerrado, no sabadão, 22 de agosto). Morrissey, que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths (eternamente uma das cinco bandas do coração do autor destas linhas rockers online), deu uma grande entrevista ao programa inglês Larry King Show, na última terça-feira, 18. Foi sua primeira grande entrevista ao vivo em dez anos e a nossa amada biba falou de tudo: sobre o câncer que enfrentou no esôfago, Smiths (que JAMAIS irão se reunir novamente) etc. Além disso a semana também chega ao fim com a boataria extra-oficial (mas quase oficial) dando conta de que Moz vem mesmo ao Brasil em novembro, para quatro shows (dois em Sampa, um no Rio e outro em Brasília). Será??? Aguardemos pois…

 A bexa mais maravilhosa do rock: em novembro ao vivo no Brasil, mais uma vez

 

 

* LANINHA DEL REY, NOSSO XOXOTÃO INCRÍVEL E CANTANTE EM MAIS UMA NOVA CANÇÃO INCRÍVEL – essa aí embaixo. O disco novo está saindo. E deverá ser fodástico, alguém duvida?

 

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O país indo pro buraco.

É a sensação que está sendo disseminada nas últimas semanas com o agravamento da crise econômica (inflação aumentando, desemprego idem, recessão ibidem, dólar e juros nas alturas etc.) e política (impopularidade monstro da presidente da República, a oposição e eleitorado descontente querendo defenestrá-la à força de seu mandato, a corrupção endêmica espalhada pela máquina pública e pela classe política e a operação Lava Jato, da Polícia Federal, pondo a nu talvez o maior esquema de roubalheira dentro de uma estatal, a Petrobras, já visto na história do Brasil). Tudo isso acaba se refletindo NEGATIVAMENTE em todas as esferas do país – incluive na área artística e na cultura pop. Não é à toa que Zap’n’roll detectou ao longo da semana que está chegando ao fim (hoje é quinta-feira, quando a primeira parte do novo post finalmente está entrando no ar, após uma considerável demora para o surgimento deste novo totalmente inédito post) uma imensa apatia no noticiário do mondo pop/rock, sendo que foi dureza (reconhecemos) montar uma pauta minimamente razoável para esta postagem. Nada realmente muito digno de nota rolando (e o que é minimamente digno de ser registrado aqui está aí embaixo, nas notas iniciais juntamente com as matérias maiores) em termos musicais. Enquanto isso o país seguiu pegando fogo durante toda a semana, com a Lava Jato avançando em suas investigações, enjaulando políticos, empreiteiros e tubarões variados, e com a oposição política e a turma do eleitorado “coxinha” (e qiue não soube perder as eleições nas urnas) insistindo no absurdo de querer o impeachment da presidente. Sendo que no próximo dia 16, domingo, vai haver nova manifestação nacional contra o governo federal. Estas linhas online, que votaram sim em Dilma e em seu Partido (o PT), reconhecem que a situação do Brasil nesse momento é de fato gravíssima. Mas daí a defender algo tão esdrúxulo e mesquinho quanto o afastamento da presidente, é ridículo. Sim, porque apesar de tudo o que está acontecendo e vindo à tona, só idiotas não percebem que existe uma diferença gigante entre o que é Dilma e o que é Aécio Neves e o que foi e continua sendo Fernando Collor – esse sim bandido assumido e que por ser o que é foi arrancado da presidência da República em 1992. Por mais que o petismo tenha errado e aparelhado a máquina pública, por mais que integrantes do partido tenham revelado sua face criminosa (e Zé Dirceu é, com certeza, um criminoso histórico e uma figura pela qual o blog nunca teve nenhuma simpatia) e por mais que se saiba que Dilma é sim turrona, teimosa e cabeça-dura, também se sabe que suas mãos aparentam ser LIMPAS e que ela não compactua com esse mar de lama. Caso compactuasse NUNCA que a Polícia Federal iria tão longe nas investigações da Lava Jato. Enfim, é um momento crítico para o país e para suas instituições democráticas. E o que nos resta é torcer para que o furacão venha e purifique/limpe tudo o que precisa ser limpado aqui. Que depois venha a bonança e que fique em nossa política apenas o que realmente presta e que vale a pena. E que junto com isso os bons sons e agitos também voltem à cultura pop. Estaremos por aqui torcendo por tudo isso e sempre atentos também a tudo isso.

 

 

* Ainda sobre a questão da crise pela qual o país está passando e sobre o PANELAÇO que rolou na semana passada: esse bando de coxinhas é mesmo reaça ao cubo e burrão. Batem panelas chics em varandas gourmet e vão às ruas nesse domingo, dia 16, para pedir o impeachment da presidente. Que beleza! Todos querendo Michel Temor, Eduardo Escroque Cunha, Renan Roubalheira ou os MILICOS no poder, uia! Vão caçar o que fazer na vida, bando de otários!

 

 

* Circulando na internet, a propósito do protesto contra o governo federal marcado para este domingo, este “manual” de como ir na passeata e protestar corretamente, uia! Vejam só, hihihi.

 

* E a polícia militar ASSASSINA do Estado de São Paulo, (des) governado pelo MERDA GIGANTE chamado Geraldo Alckmin, comprova mais uma vez: no Tucanistão é Lei de Talião. Olho por olho, dente por dente. Aqui a polícia MATA MAIS! Parabéns (ou pêsames?) para ela!

 

 

* Enfim, cá estamos. Após quase um mês sem atualizar o blog, mas firmes e fortes, com a audiência lindona de sempre (mais de 100 likes, quase 150 comentários, tá ótimo!). E a demora na chegada do novo postão se deveu a uma série de fatores alheios à nossa vontade. Mas felizmente cá estamos, com o mesmo pique de sempre.

 

 

* E a BOMBA no mondo pop esta semana foi essa aí mesmo, ulalá! Dessa vez o MORDOMO não é o culpado ou vilão da história. E sim a… babá! E que BABÁ! Um XOXOTAÇO cadeludo pra nenhum macho reclamar – o ator Ben Affleck e o jogador americano Tom Brady (a essa altura, ex-Gisele Bundchen???) que o digam, uia! Dá-lhe, cachorrona!!!

Uma doce e PUTAÇA/CADELAÇA/XOTAÇA babá, pra nenhum Ben Affleck ou marido da Gisele Bundchen botar defeito, uia! Sabem de nada, esposas inocentes, hihihi.

 

* A doce, SAFADA e CADELUDA babá, uma deliciosa “destruidora de lares” e que NÃO passava despercebida, ulalá! Aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/baba-e-apontada-como-pivo-da-separacao-de-famosos-como-ben-affleck/4389372/.

 

* E aqui também: http://pagesix.com/2015/08/11/ex-affleck-nanny-took-private-jet-to-vegas-with-ben-and-tom-brady/.

 

 

* Um BOCETAÇO sem igual, aos 57 de idade. Sendo que “Instinto selvagem” fez gerações se acabar na punheta. E eis que miss Sharon Stone permanece GLORIOSA, como mostra o ensaio nude que ela fez para a capa da revista americana Harper’s Baazar deste mês.

Ela continua um XOXOTAÇO, mesmo aos 57 anos de idade

 

 

* ESPAÇO RETRÔ: E ASSIM QUASE TRINTA ANOS SE PASSARAM – quem convive e vive perambulando pela atual cena de bares alternativos e de rock dos dias de hoje, lá pela região do baixo Augusta, próximo ao centro de Sampa (e onde se concentram clubes como o Outs, Inferno, Astronete, Blitz Haus, Tex, A Loca e Funhouse, todos analisados na segunda matéria principal deste post, logo mais aí embaixo), é provavelmente muito jovem (na casa dos 20/25 anos de idade, se não tiver menos do que essa faixa etária). E nem imagina como era ser rocker e alternativo nos idos de 1988/1998, a década em que existiu o célebre, saudoso e lendário Espaço Retrô, talvez até hoje o nome mais simbólico e importante da cena de bares dedicados ao rock e a cena alternativa paulistana. A primeira fase do clube começou a funcionar em meados de 1988, em um sobradinho estilo clássico que ficava na rua Frederido Abranches, atrás da igreja de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome, na região central da capital paulista. E o autor deste espaço virtual sempre loker e calhorda (opa!) conheceu o Retrô no segundo semestre daquele ano e ali viveu algumas (muitas, aliás) das aveturas envolvendo drogas e putaria mais calhordas que alguém poderia viver em sua existência. Mas isso nós contamos com mais detalhes daqui a pouco, dando uma ampliada bacanuda neste tópico

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* Aliás o post está sendo construído na correria brava de sempre e mesmo nossas notas iniciais irão sendo incluídas aqui aos poucos. Por enquanto vai aí embaixo e veja como é o novo discaço do grande e já veterano Forgotten Boys.

 

 

OS “GAROTOS ESQUECIDOS” RESISTEM AO TEMPO – E LANÇAM UM CD DE COVERS MATADOR, RELENDO ROCKS E PROTO-PUNKS FODÕES E CLASSUDOS

A história do grupo paulistano Forgotten Boys já dura quase duas décadas, boa parte desse período acompanhado bem de perto pelo autor deste blog, que sempre foi um amigo próximo dos “garotos esquecidos” (principalmente do vocalista, guitarrista e fundador do conjunto, Gustavo Riviera, e do ex-baterista Flávio Forgotten, um eterno sujeito total alucicrazy e que costuma se referir ao seu amigo blogger zapper como “titio Finas”, rsrs). Fundado em 1997 por Gustavo e pelo falecido músico argentino Arthur Franquini, o FB logo chamou a atenção na cena independente rock brazuca por prestar ótima vassalagem em seu som ao proto-punk de MC-5 e Stooges, ao rock de garagem dos Stones sessentistas e ao glam/punk setentista de Ramones e New York Dolls. Isso rendeu ao atual quinteto (que além de Gustavo nas guitarras e vocais ainda conta com Dionisio Dazul também nas guitarras, Paulo Kishimoto nos teclados, Zé Mazzei no baixo e Thiago Sierra na bateria) grandes momentos e performances ao vivo, além de uma trajetória de poucos mas grandes discos. Como o novo que acaba de sair, “Outside Of Society” e onde a banda gravou apenas covers de clássicos do garage/glam/proto-punk rock. São onze faixas matadoras e o resultado não poderia ser melhor e mais esporrento. É o cd que o blog tem escutado sem parar nos últimos dias.

 

O grupo não lançava um novo trabalho há quatro anos já – o último disco de estúdio foi “Taste It”, editado em 2011. E também tem feito poucas apresentações ao vivo, talvez por conta do refluxo geral que o país vive em todas as áreas, inclusive na cena rocker alternativa. Isso no entanto não desanimou o conjunto e a convite do selo argentino Rastrillo Records, ele se trancou no estúdio El Rocha em São Paulo (sob a direção musical do produtor Fernando Sanches), para sair de lá com um disquinho/discão que tem uma tiragem de apenas quinhentas cópias – a do blog é a de número cento e vinte e oito. E nesses tempos de internet e troca sem censura e sem pudor de arquivos musicais, ainda nada do álbum vazou por lá. Também não há áudios do trabalho no YouTube e nem no site do grupo ou na sua página oficial no Facebook. Ou seja, como nos tempos do saudoso, bom e velho vinil quem quiser ouvir o cd, ao menos por enquanto, terá que correr atrás de uma das quinhentas cópias físicas dele, entrando em contato com o próprio conjunto ou tentando achá-lo em alguma loja especializada. E você pode acreditar na palavra destas linhas online: vale muito a pena ir atrás do álbum.

 

Trata-se de um registro que, no final das contas, ratifica tudo aquilo que sempre foi a paixão do FB e formatou seu som. Tem “Rock’n’roll Nigger”, da lenda e musa Patti Smith. Tem uma versão mais lenta e algo psychobilly de “Summertime Blues” (do gênio imortal Eddie Cochran), tem Ramones, Johnny Thunders (a bicha louca genial que deu ao mundo os New York Dolls), tem uma versão fodíssima de “1969” (dos Stooges) e um cover mais rock’n’roll e menos psicodélico de “Citadel”, dos gigantes Rolling Stones. Tudo gravado com as guitarras em chamas de sempre e com Gustavo mantendo os vocais agudos e rock’n’roll que sempre caracterizaram sua inflexão.

Capa do novo disco dos Forgotten Boys (acima e abaixo): apenas covers, mas de clássicos fodaços do rock’n’roll e tocadas com tesão, fúria e competência absolutas

 

Apesar de não trazer material musical composto pelo grupo, “Outside Of Society” é um disco tão bom quanto “Gimme More” (lançado em 2003) ou “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado pelo grupo em 2005 e que chegou a colocar o FB na capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo. Não há por enquanto planos dos Garotos Esquecidos para voltar ao estúdio e registrar um novo disco com material inédito, como informa Gustavo Riviera em bate-papo rápido com o blog (leia mais abaixo). Sem problema: este álbum de covers dos Forgotten Boys mostra que os já tiozinhos da cena indie nacional ainda têm muito fôlego e lenha pra queimar. E que o grupo segue, mesmo tocando material alheio (e no caso, com competência absoluta e com um repertório fodíssimo, que dá prazer máximo em ouvir), muuuuito superior em qualidade ao grosso da mediocridade que hoje reina sem fim entre as bandas independentes brasileiras.

 

* Para saber mais sobre os Forgotten Boys e ir atrás do novo disco deles, vai aqui: http://forgottenboys.com.br/#hero, e aqui também: https://www.facebook.com/forgottenboys/timeline.

 

 

TRÊS PERGUNTAS PARA GUSTAVO RIVIERA (VOCALISTA, GUITARRISTA E FUNDADOR DOS FORGOTTEN BOYS)

Os “Garotos esquecidos” no palco: mesmo após quase vinte anos de banda, o show deles continua total esporrento e rock’n’roll

Zap’n’roll – Como o Forgotten Boys, que já está com mais de quinze anos de existência, conseguiu e continua conseguindo se manter na ativa durante tanto tempo na cena independente nacional?

Gustavo Riviera – Porque na cena independente temos a liberdade. Fazemos como achamos que tem que tem que ser feito, é uma escolha nossa fazer de tal jeito. Isso nos mantém com uma satisfação, por isso se segue. Continuamos excitados!

 

Zap – Por que lançar agora um disco de covers (muito bom, diga-se) com alguns clássicos do rock de garagem e do proto-punk que influenciaram a banda?

Gustavo – A ideia veio do Roy Cicala [falecido produtor americano, que trabalhou com gigantes como AC/DC, e que morreu vitimado por um câncer no ano passado, quando já estava morando há quase uma década em São Paulo], que na época que eu estava produzindo o disco do Moondogs com ele gravando, viu na internet nós fazendo uma versão de “Citadel” dos Stones em um tributo e disse que queria gravar um disco de versōes nosso. Decidimos as músicas, que seriam de bandas que nos influenciaram de alguma maneira, aí ele ficou doente,  tivemos que esperar, fui morar fora e ele insistia que ainda queria gravar quando eu voltasse. Mas acabou falecendo. Mesmo assim decidimos fazer. E virou outra coisa bem legal, que fizemos no Estudio El Rocha, que é nossa segunda casa, com o  Fernando Sanches, gravamos duas músicas com o Hurtmold, tudo legal, tá bem legal o disco.

 

Zap – Há planos para um novo disco com material inédito do grupo? Se sim, quando ele deverá sair?

Gustavo – Planos sim, mas prazos nāo. Outro lance é uma coletânea que deve sair em vinil pela Rastrillo records na Argentina. Mas por enquanto vamos tocar em frente o “Outside of Society”.

 

 

FORGOTTEN BOYS E ZAP’N’ROLL – HISTÓRIAS BREVES DE SEXO, DROGAS (MUITAS), VIOLÊNCIA (COM DIREITO A TIROS PRO ALTO) E ROCK’N’ROLL (SEMPRE!)

Os Forgotten Boys existem há quase vinte anos (a banda foi fundada em 1997 por Gustavo Riviera e pelo músico argentino Arthur Frankini). E o jornalista loker/gonzo resposável por este blogger rocker convive com a banda há mais de dez. A amizade e proximidade com a turma (principalmente com o ex-baterista Flávio Cavichioli, um sujeito doidaralhaço quase em tempo integral, além de um dos cinco melhores bateras de toda a indie scene nacional que importa) não podia dar em outra parada: sempre rendeu ótimas e inacreditáveis histórias de putaria, drugs e grande rock’n’roll.

 

Algumas dessas histórias foram selecionadas para este post e estão rememoradas aí embaixo, para o deleite do nosso sempre dileto leitorado.

 

* Show no extinto bar Juke Joint em Sampa (em alguma madrugada maluca de 2003) – O grupo tinha lançado naquele ano um de seus melhores trabalhos de estúdio, ”Gimme More”. E a revista Dynamite (que ainda existia em sua edição impressa) resolveu dar a capa de sua edição vindoura da época pro FB. E adivinhem QUEM foi escalado para entrevistar a banda? Claaaaaro, o jornalista junkie e amigo do conjunto. A entrevista foi então marcada para a noite em que ela iria tocar no Juke Joint (uma espelunca rocker fodíssima que funcionava no porão de um antigo casarão na rua Frei Caneca, no centrão de Sampa), onde circulavam bocetas tatuadas e cadeludas e amantes de rock’n’roll e dorgas aos montes (o blog deu algumas trepadas muito boas naqueles banheiros imundos, rsrs). E foi realizada no jardim que existia no fundo do bar, depois da pista de dança, antes de o show começar. Tudo ia bem até que passou correndo pela mesa em que músicos e jornalista conversavam um sujeito alucinado, chamando todo mundo pro… BANHEIRO! Todos se levantaram imediatamente e foram correndo atrás do cara, o zapper incluso e falando esbaforido: “eu também quero!”. Não é preciso dizer o que esperava o FB e o autor deste blog no banheiron: devastação nasal no capricho, ulalá! De lá o grupo foi direito pro palco, fazendo mais um set esporrento e que foi apenas parte de mais uma madrugada demente na vida do repórter maloker.

 

* Festival Calango em Cuiabá (segundo semestre de 2006) – foi há quase uma década. O FB estava escalado para ser o headliner da última noite do evento, fechando-o com o show rock’n’roll incendiário de sempre. O jornalista zapper já havia passado duas noites seguidas COBRINDO o festival e TAMBÉM enfiando com gosto o pé na lama (leia-se: bebendo whisky com energético aos borbotões, mamando nas TETAS gigantes de uma xoxotaça loka que estava trabalhando na equipe do Calango e DEITANDO A NAPA sem dó em taturanas e taturanas bem fornidas de cocaine). Pois tudo ia muito bem até quase o final do set do quarteto (então em sua formação quase “clássica” e original, com Gustavo e Chuck Hiphólitho nas guitarras e vocais, Fralda no baixo e Forgottinho na bateria). Foi quando o figuraça Alejandro Marjanov (conhecidíssimo músico e produtor argentino que reside há anos em Sampa, onde toca na banda Detetives), que era um dos técnicos de som do festival e que estava very crazy por conta de um ÁCIDO que tinha tomado horas antes, resolveu dançar e rodopiar o corpo à toda no fundo do palco – e onde também estava o autor destas linhas online malucas, confortavelmente instalado numa espécie de mini sofá. E fazendo o quê nesse mini sofá? Ora, ESTICANDO A ÚLTIMA CARREIRA de cocaína (sendo que a de Cuiabá sempre era de excelente qualidade, uia!) que ele tinha pra cheirar naquela já madrugada de segunda-feira. Pois aí se deu a “tragédia”: Marjanov ensandecido ficou dançando com uma garrafa de água mineiral grande nas mãos e cheia até a boca – e que estava sem tampa. Não deu outra: voou água pra todo lado, que acabou atingindo a FIAÇÃO do palco e provocando uma pane geral no equipamento de som, que emudeceu por completo. O show acabou ali mesmo, quando ainda faltavam umas três músicas para o final dele. Flavinho se levantou emputecido do banquinho atrás do kit de bateria e ao se ver de frente com uma TATURANA de padê esticada em cima de um cd (a que o jornalista gonzolino iria aspirar), não teve dúvidas: mergulhou sua nareba na dita cuja e a aspirou com vontade, sem sequer usar algum tipo de “canudo” pra cometer sua insanidade. O autor deste blog entrou em fúria, claro. E quase voou no pescoço do baterista, reclamando: “filho da puta! Era a ÚLTIMA carreira que eu tinha! Se você faz isso com um cara que não é amigo seu ou é algum malaco, ele te MATA!”. De nada adiantou essa irritação toda, óbvio. Forgottinho ficou doidinho, o jornalista loker putinho e ambos são amigos queridos até hoje, ahahaha.

 O jornalista eternamente loker/gonzo ao lado de seu “sobrinho”, Flávio Forgotten e da sua girlfriend, a igualmente querida Samantha, em balada sempre rock e alucicrazy no Inferno Club (acima); e abaixo o autor desta esbórnia blogger rocker perde completamente o juízo e a compostura (turbinado que estava por excessos etílicos e de cocaine, uia!) e vai pro palco “bater tambor” durante show dos Corazones Muertos, em 2013

 

* Festa DESASTROSA do blog em bar goth nos Jardins, em Sampa, com direito a TIROS para o alto (em outra madrugada também “trágica”, e também em 2003) – sabe aquelas noites em que quase TUDO dá errado na sua vida e talvez tivesse sido melhor você ter ficado em casa? Pois ESSA foi uma dessas madrugadas. Zap’n’roll ainda era coluna semanal no portal Dynamite online e estava há cerca de seis meses no ar. E teve a “brilhante” idéia de fazer uma “festinha” em uma casa noturna alternativa para comemorar a data. O erro já começou pela escolha do local: um bar gothic rock que funcionava há pouco tempo numa travessa da rua Pamplona, no bairro dos Jardins (zona sul de Sampalândia), e que não andava bem de público. O dono do local, o conhecido DJ Berns e chegado do autor deste blog, ofereceu o espaço, tudo foi acertado e óbvio que Zap’n’roll chamou seus amigos do FB pra fazer o show, combinando dar parte da bilheteria da noite pra banda a título de cachê. Deu tudo errado, claro. O público da casa não tinha absolutamente nada a ver com o grupo e o público habitual do FB (um bando de bocetas delícia total e sempre lokas, rock’n’roll total e tatuadas) não deu as caras. A bilheteria foi um FIASCO e não havia GRANA pra dar pro conjunto. Os ânimos se exaltaram por conta disso no camarim ao final do set, a discussão entre jornalista e promotor da festa e músicos se acirrou até que o baixista Fralda (amigo do blog desde a adolescência, quando havia trabalhado como office-boy na redação da mesma Dynamite), já “turbinado” por doses de álcool, literalmente empurrou o autor deste blog pra fora do camarim aos gritos e tentando acertar uma “voadora” nele, no que foi contido por Gustavo e (imaginem) pelo loki Flavinho Forgotten. Era o sinal de que a amizade entre jornalista e banda estava correndo risco sério, por conta de uma noite e uma festa desastrosa. No final das contas o quarteto recebeu um cachê miserável e foi embora bem puto (não sem razão). E quando estava entrando em sua van o sujeito aqui ainda foi se despedir e se desculpar pelo ocorrido com Forgottinho. O roadie do grupo, que já estava de péssimo humor com a situação toda, partiu em direção ao jornalista quase ex-amigo do conjunto, com a intenção nada amigável de dar-lhe uns sopapos. Mas mudou de idéia quando um dos SEGURANÇAS do bar, também já de saco cheio de tanta encrenca, simplesmente sacou um BERRO da sua cintura e disparou dois PIPOCOS para o alto. Foi o suficiente pra roadie e banda entrarem correndo na van e se mandar dali. E o zapper não sabia se ficava agradecido pela atitude do segurança ou se o reprovava, já que somos notoriamente contra qualquer tipo de violência, ainda mais envolvendo arma de fogo. Enfim, isso aconteceu há mais de uma década e hoje em dia, quando o blog e Gustavo se lembram dessa história, a dupla cai na gargalhada.

 

* Show do grupo Corazones Muertos no clube Hole, em Sampa (outubro de 2013) – com tumor canceroso detectado na garaganta seis meses antes e prestes a iniciar um tratamento pesado de quimio e radioterapia, o jornalista eternamente alucicrazy estava dando suas última enfiadas grotescas de pé na lama, antes de parar com tudo pelos quatro meses seguintes (e depois que o tratamento se encerrou, a bem da verdade, o autor deste espaço virtual reduziu suas loucuras em cerca de 80%, se tornando um homem quase “normal”, hihihi). E uma dessas enfiações monstro de pé em álcool e drugs foi na madrugada em que o bacana grupo Corazones Muertos foi tocar no clube Hole, na rua Augusta (em um porão chic na parte dos Jardins da Augusta, e cuja dona é ninguém menos do que a igualmente loka Lu Brandão, mãe do vocalista Branco Mello, dos Titãs), onde Flavinho Forgottinho toca batera atualmente. E antes dos Corazones tocarem uma banda glam/rocker fez o show de “aquecimento”, e resolveu prestar uma homenagem aos Forgotten Boys, tocando um cover da fodona canção “Cumm On” do FB. Convidaram Forgottinho pra subir ao palco e tocar bateria nela. E o coroa maloker aqui, já bastante alterado por doses de álcool e devastações nasais, não teve dúvidas: também SUBIU NO PALCO e munido de uma “caixa” de bateria, ficou “batendo tambor” encostado na parede, enquanto a música era executada. Interno de manicômio perderia longe, com certeza, rsrs.

 

 

FB AÍ EMBAIXO

No vídeo da já clássica “Cumm On”. E também no áudio integral do álbum “Stand By The D.A.N.C.E.”, de 2005 e um dos grandes momentos do grupo.

 

 

OS TREZE ANOS DO BAR PAULISTANO FUNHOUSE MOTIVAM O BLOG A DAR UMA ANALISADA NA ATUAL CENA DE CLUBES ALTERNATIVOS DE ROCK DA CAPITAL PAULISTA

Yep. Na semana passada a casa noturna Funhouse, localizada em um sobradinho em estilo clássico na rua Bela Cintra (região do baixo Augusta, no centro de São Paulo), comemorou com festa seus treze anos de existência. Teve show da novíssima banda de garotas (e um garoto) de Sampa BBGG e tal. E a Fun, que está resistindo ao tempo junto com algumas poucas outras casas noturnas dedicadas exclusivamente a tocar rock alternativo na capital paulista, já formou uma geração de garotos e gatas ao som de Strokes, Blur, Oasis, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys etc.

 

Não é pouco em um tempo onde a palavra de ordem é crise econômica em todos os setores do país, com reflexo direto na cena de bares e de bandas que atuam no circuito do rock independente brasileiro. De alguns anos pra cá esses bares alternativos viu seu público escassear, o que obrigou os proprietários a repensar estratégias de funcionamento e o som que toca nesse locais, isso quando eles simplesmente não fecharam suas portas. Dentro desse qaudro a Funhouse já é uma sobrevivente, assim como também são clubes como Outs e Inferno (na rua Augusta), e a amada A Loca (na rua Frei Caneca), o point gls mais famoso da capital paulista. São os clubes mais antigos da região ainda em funcionamento (veja mais abaixo).

 

Sobre como anda esse circuito atualmente, Zap’n’roll foi conversar com alguns personagens que atuam diretamente nele há anos. Como a linda e loira (atualmente mais ruiva do que loira) Dani Buarque. Modelo e atriz, vinte e sete anos de idade, promoter de algumas das noites mais badaladas do baixo Augusta e (ufa!) guitarrista e vocalista na banda BBGG, Dani avalia que realmente houve um retrocesso na cena, mas que ela continua se mantendo. “Entre 2009 e agora deu uma bela caída na cena do rock underground. Perdemos espaço pra bandas autorais, as baladas ficaram mais tendendo pro pop mas desde o ano passado esse espaço tá sendo reconquistado novamente”, acredita ela. “A própria funhouse onde trabalhei como hostess e depois gerente, estava quase 3 anos sem shows e esse ano eu e uns amigos que frequentam e tocam no underground de SP nos reunimos pra criar a festa “Surdina”, que é a volta e bandas ao vivo e autoral na Funhouse. Tivemos 100% de apoio da casa e a festa tá linda e começará a ser edição quinzenal em setembro, e não mais mensal. Também tenho a festa “Bandit” na  TEX [nova e badalada casa noturna, tipo bar americano, que foi inaugurada há poucos meses na Augusta, pelo DJ e empresário Click] que é puro rock, a galera cola em peso e agora estamos colocando banda lá também. Esse mês é tributo Amy Winehouse. A cena tá voltando sim, vejo um progresso”, avalia.

A linda, loira e gatíssima modelo, atriz, promoter e cantora Dani Buarque (acima) e o super dj André Pomba (abaixo, ao lado de Zap’n’roll na cabine de som do clube A Loca): para ambos a cena alternativa de bares e grupos de rock está passando por um momento realmente difícil, mas ainda assim segue firme e forte

 

Para André Pomba, 5.1 de idade, dileto amigo destas linhas virtuais e um dos DJs mais conhecidos da noite alternativa paulistana (ele discoteca há dezessete anos na Loca, onde é responsável pelas noites “Loucuras, às quintas-feiras, e pelo já clássico Grind, projeto rock que rola aos domingos no clube), a especulação imobiliária na região da rua Augusta também afetou a continuidade da existência de bares dedicados ao rock. “Sinto falta de espaços que priorizem essa cena de bandas independentes, como era anos atrás, como o Juke Joint e a Outs mais no começo, por exemplo. Hoje em dia tudo parece voltado para open bar e discotecagens e se esquecem que sem as bandas a cena não recicla e corre serio risco de retração”, analisa. “O projeto Grind surgiu para abrir a cabeça do rock para a cena GLS, teve uma época que se popularizou, ficou pop demais, mas hoje mantem-se fiel às origens mantendo um público em torno de 400 pessoas, o que é ótimo para um domingo” diz ele, que ainda vê com ânimo a atual cena de bares: “Eu acho que apesar da crise e da especulação imobiliária, algumas casas fecham e outras são abertas na mesma velocidade. Inegável dizer que a cena tem se mantido ativa, embora com espaço prejudicado para bandas que fazem rock autoral. Acho que o segredo da Alôca ao completar 20 anos é de ir se adaptando as novas realidades, e ao mesmo tempo ser tipo precursora numa região que 20 anos atrás só tinham puteiros”.

 

Joe Klenner, proprietário do Inferno Club e também guitarrista e vocalista da banda Corazones Muertos é o mais cético dos que emitiram sua opinião para esta matéria. E não poupa desalento ao comentar sobre o atual momento da cena alternativa de bares e bandas rockers: “A cena alternativa está uma bosta… se bem que toda cena musical sofre mudanças constantes em todo lugar, na minha opinião, mas nos últimos anos está bem ruim mesmo. Um reflexo disso é a quantidade de bandas covers que se tem hoje em dia. É muito triste ver a falta de interesse das pessoas em criar as suas próprias musicas. Sem falar dos inúmeros bares e lugares que simplesmente não abrem suas portas pra bandas autorais. Eu sinto muita falta da cena que existia em São Paulo há alguns anos. Era só sair qualquer dia da semana que vc tinha um monte de espaços com festas de rock e bandas tocando, todos os dias.Foi assim que a gente se conheceu né… hahaha”. Mas mesmo com tanto ceticismo ele ainda enxerga alguns pontos positivos no atual momento: “Por outro lado, o ponto positivo é que tem poucas, mas boas bandas surgindo constantemente, e como diz o ditado: melhor qualidade do que quantidade. E o Inferno já virou um clássico e uma referencia na cena. Já passamos por muitas situações e fases nos quase 10 anos de vida do clube. Quando nós abrimos, não existiam as baladas que se tem hoje em dia na Rua Augusta. Era o Outs, Funhouse e o Vegas, que eu me lembre….o resto eram só puteiros, putas e traficantes. No começo era praticamente impensável pra gente abrir uma noite sem uma banda no palco. Hoje em dia temos muitas festas só com musica mecânica rolando, ou seja dj´s. Mas sempre tentamos abrir espaço pra shows e bandas novas. Fazemos muitos festivais de bandas novas pra que possam difundir seu trabalho. Eu acho que é responsabilidade nossa tambem fomentar e difundir a cena”, acredita o músico.

 

Enfim, a cena alternativa quebra mas não verga. Aos trancos e barrancos, sobrevivendo como pode e enfretando momentos de crise e adversidade, ainda assim ela segue em frente e felizmente. Então quando VOCÊ, dileto leitor zapper, for dar seu rolê noturno no final de semana pelo baixo Augusta, não se esqueça: ainda há muito rock’n’roll rolando por ali, em bares e clubes que pelo jeito irão manter essa cena viva e atuante para sempre.

 

 

OS BARES E CLUBES CAMPEÕES EM LONGEVIDADE NO CIRCUITO ROCK ALTERNATIVO DO BAIXO AUGUSTA, EM SÃO PAULO

* A Loca – dedicado ao público GLS, funciona há vinte anos no número 969 da rua Frei Caneca. De quinta a sábado o som na pista é eletrônica e sua variantes. No domingo o super DJ André Pomba comanda o projeto Grind, voltado ao rock e que rola até seis da manhã da segunda-feira.

 

* Funhouse – localizada na Rua Bela Cintra, 567, completou treze anos de existência na semana passada. Após passar um período sem shows ao vivo, voltou a abrir espaço para bandas autorais se apresentarem. O som na pista é sempre indie rock.

 

* Inferno Club – outro que já se tornou clássico na rua Augusta, onde funciona há onze anos no número 501. Tem noitadas rock’n’roll incríveis, principalmente às sextas-feiras e sábados, com som de DJs e também com espaço para bandas ao vivo.

 

* Clube Outs – chegou aos doze anos de existência em 2015. É um dos bares do coração de Zap’n’roll, que promoveu ali zilhões de festas e DJs sets do blog. Antes dedicava espaço para shows de bandas ao vivo. Com o declínio da cena de grupos autorais o clube resolveu acabar com as apresentações de conjuntos musicais e resolveu se dedicar apenas a noitadas movidas integralmente a discoteagem na pista, apoiada em um open bar onde o consumidor paga cinqüenta mangos na entrada e bebe até cair. Deu certo e fez o Outs renascer já há dois anos: o local vive entupido de gente às sextas e sábados, com média de quinhentos pagantes por noite.

 

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MUSA ROCKER SECRETA DA SEMANA – UMA CADELA PAULISTA QUE ASSUME: “SOU CASADA MAS AMO FODER COM OUTROS HOMENS!”.

Nome: A.

 

Idade: 23.

 

De onde: interior de São Paulo.

 

Mora com: marido.

 

O que faz: estudante.

 

Uma banda: AC/DC.

 

Um escritor: Charles Bukowski

 

O que o blog tem a dizer sobre a divina putona: sempre papeando com garotas lindas, inteligentes, tesudas e gostosas em grupos do faceboquete dedicados ao velho safado e gênio Bukowski, Zap’n’roll acabou fazendo amizade (virtual, por enquanto) com a lindaça e cachorrona A. Que topou ser musa do blogão com fotos canalhas e total nude, desde que sua identidade não fosse revelada. Estas linhas online toparam e aí está. Um ensaio pra lá de safado com uma garota que é uma ótima amiga de papos online. Papos onde ela já assumiu pro jornalista canalha: “sou casada sim. Mas AMO foder com outros homens. Já traí meu marido pelo menos umas sete vezes desde que nos casamos”. Ou seja: trata-se de um corno feliz. Afinal ele também como o bocetão, ahahahaha.

 

Machos (cados), gozem sem moderação, uia!

Um rabo DIVINO!

 

Peitos idem!

 

 

A BOCETONA em chamas, sempre!

Calcinha de PUTA, pra arrancar porra do macho

E se lambuzando toda após levar “leitinho” quente e grosso na boca, wow!

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O postão segue sendo ampliado e VAI MESMO SER CONCLUÍDO logo no início da próxima semana, com as dicas culturais e o roteiro de baladas legais pra semana toda. Por hora o blog fica por aqui, anunciando que vai NA FAIXA hoje à noite no show do Vanguart, em Sampa:

 

Cris Dias

 

Amanda Da Mata

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Forgotten Boys, “Outside Of Society”.

 

* Banda, I: Pois sempre nos surpreendemos com algo novo e bacana quando menos esperamos, néan. É o que rola com o blog nesse momento, ao descobrir o som (entre o trip hop e o dream pop) do duo de Campinas SETI. Formado pela vocalista e instrumentista Roberta Artiolli e pelo multiinstrumentista Bruno Romani, o Seti existe desde 2012 e acaba de lançar um lindo EP de seis faixas com canções oscilando entre o bucolismo e a melancolia, com vocais femininos doces e suaves, e boas letras em português, que sugerem belas e poéticas imagens. A dupla estará se apresentando na próxima noite rocker do blog na Sensorial Discos, no primeiro sábado de outubro. E logo menos falaremos mais dela por aqui. Enquanto isso você ouvir o Seti e conhecer melhor o som do grupo aqui: http://motimrecords.bandcamp.com/album/xtase. E saber mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/setirock?fref=ts.

O duo trip hop Seti, de Campinas: canções melancólicas e bucólicas, com letras em português e melodias oníricas

 

* Banda, II: hoje à noite (leia-se: nesta quinta-feira à noite) o badalo alternativo em Sampa vai ser mesmo lá no Centro Cultural São Paulo, quando vai rolar show gratuito do quarteto goiano Boogarins, a partir das 7 da noite. Quem? Você pode nunca ter ouvido falar do grupo, mas ele está bombadíssimo na indie scene atual e é xodó de queridos amigos nossos jornalistas, como o sempre antenadíssimo Lucio Ribeiro. Os garotos têm um EP lançado (“As plantas que curam”), estão pra soltar seu primeiro álbum cheio, já rodaram parte do circuito alternativo dos EUA e Europa etc. A parada deverá ser tumultuada no final da tarde desta quinta (dia 27 de agosto, quando este post está sendo finalmente concluído) lá no CCSP. Repetindo: o show é de graça (ingressos têm que ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 5 da tarde). Na página do evento no faceboquete já há a confirmação de 1.300 pessoas no show. Detalhe: cabe apenas a metade disso no local onde a banda vai tocar. Na boa? Os Boogarins são ok em disco. Seu som é bem acima da média do que se escuta atualmente na paupérrima cena independente nacional (e a culpa dessa pobreza musical e artística todos sabem de quem é: de gente como Pablo Capilantra, ex-todo poderoso da quadrilha Fora Do Eixo, e também do escroque Fabrício Nobre, não por acaso, um dos “inventores” do grupo Boogarins). Mas o blog sinceramente acha o quarteto superestimado e badalado demais. Óbvio que podemos estar enganados e precisamos vê-los ao vivo, para comprovar se estamos certos (na questão de achá-los superestimados) ou errados (com o conjunto sendo fodão ao vivo). Então por isso mesmo estas linhas online irão logo menos conferir a gig dos rapazes. E sugere que quem ainda não os conhece faça o mesmo. Lembrando que o Centro Cultural São Paulo fica na rua Vergueiro, 1000 (Paraíso, zona sul da capital paulista).

 O quarteto goiano Boogarins: show grátis hoje no Centro Cultural São Paulo

 

* Baladas boas pro finde: o postão finalmente chega ao fim já na quinta-feira, quase finalzinho de agosto. Então vamos ver o que rola de baladas alternativas bacanudas pro finde que começa amanhã. Na sexta em si, 28, tem festança de aniversário do queridão Claudio Medusa lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). Também amanhã tem showzaço duplo com Fábrica De Animais e Saco De Ratos no Centro Cultural Zapata (que fica na rua Riachuelo, 328, centrão de Sampalândia).///Já no sabadão em si o mesmo Centro Cultural Zapata abriga show novamente duplo, mas com os sempre bacanudos Rock Rocket e a nova sensação da indie scene paulistana, o BBGG. Beleza? Então se apruma, capricha no visu rocker e se joga meu rei (ou minha rainha).

 

 

E FIM DE POST

Que já tá ótimo, néan. E sim, continua mandando seus e-mails pro hfinatti@gmail.com que na semana que vem desovamos finalmente o pacote com livros bacanas da Edições Ideal, entre eles a bio do Steven Adler, o loki ex-batera do Guns N”Roses. Ficamos por aqui então, deixando todos os beijos do mundo na Neide Rodrigues e na Patrícia Pera, duas gatas incríveis que o blog amadora de paixão. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e FINALIZADO por Finatti em 27/8/2015 às 14:00hs.)

Bora lá! Um álbum GIGANTE da história recente do rock’n’roll planetário completa vinte anos de existência (adivinha qual e de que banda ele é?), e provoca muitas recordações no blogão zapper (com direito a diário sentimental repleto de putaria e dorgas, uia!); os festivais Porão Do Rock (em Brasília) e Vaca Amarela (em Goiânia) agitam a cena alternativa nacional entre agosto e setembro; uma entrevista EXCLUSIVA com o candidato a deputado federal pelo PV de São Paulo, André Pomba; e mais uma gracinha e graciosa musa rocker, novamente direto lá do extremo norte brazuca, wow! (post completão, com indicações culturais, roteiro de baladas no circuinto indie paulistano e tickets NA FAIXA pro show do Peter Murphy em Sampa! Nova atualização em 31/8/2014, contando o que tá rolando no Porão Do Rock, em Brasília)

As bandas gigantes do grande rock’n’roll (lá fora e aqui também), nas últimas duas décadas: o inesquecível britpop do Oasis (acima) comemora o vigésimo aniversário da obra-prima “Definitely Maybe”; já a Nação Zumbi (abaixo) vai balançar o público com seu set sempre fodaço neste final de semana em Brasília, durante mais uma edição do festival Porão Do Rock

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EXTRINHA DO FINDE, CONTANDO OS PRIMEIROS LANCES DO PORÃO DO ROCK 2014, QUE ESTÁ ROLANDO EM BRASÍLIA!

A primeira noite do sempre incrível festival Porão Do Rock (em sua edição 2014), em Brasília, foi beeeeem agitada. Shows indies fodões (como do duo The Baggios, que toca na próxima terça-feira DE GRÁTIS, na choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo) e gigs FODÍSSIMAS da Nação Zumbi (yep, o novo disco deles funciona muito bem cima do palco e o maracatu da banda continua pesando várias toneladas de chapação sônica da melhor qualidade) e da baiana rocker (e amiga pessoal zapper) Pitty, que está magérrima e com a banda também afiadíssima on stage.

 

Nas imagens abaixo (registradas por Tainara Rezende), um pouco de como está o clima aqui em Brasília: momentos ao vivo e Finaski se encontrando com os amigos e o povo do rock (como Martin, guitarrista da Pitty, e os sempre queridos Érika Martins e Fred eternamente Raimundos).

 

Segue o finde. E começando a  noite do domingão do Porão, quando vai ter por lá Nevilton, Titãs, Marcelo D2, CJ Ramone, Raimundos e os caralho.

 

Noite boa por aqui, rockers. Depois voltamos nesse mesmo post e contamos maaaaais.

A grande festa do rock’n’roll rolando neste finde na capital do Brasil: a baiana Pitty (acima) encerrou a primeira noite do gigante festival Porão Do Rock (em sua edição 2014); abaixo, o jornalista maloker e eternamente rocker se encontra com seus amigos Fred (ex-batera dos Raimundos) e a cantora Érika Martins (que também está marcando presença com seu show no Porão)

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Vinte anos depois…

Onde você estava em agosto de 1994? Quantos anos você tinha? Aliás, você JÁ TINHA NASCIDO? São as perguntas que invadem a mente sempre curiosa de Zap’n’roll (afinal, a mente de qualquer jornalista é curiosa, senão não seríamos apaixonados por essa profissão fascinante) na madrugada aprazivelmente fria de quinta-feira em Sampa, quando estamos escrevendo o editorial que abre o postão desta semana destas linhas online. Yep, nosso presumivelmente jovem (e dileto) leitorado talvez fosse ainda um bebê (ou nem ainda tivesse nascido) há duas décadas, quando a Inglaterra começou a ser sacudida pelo furacão britpop. E quando o gigante Oasis lançou seu fenomenal álbum de estreia, “Definitely Maybe”, exatamente no dia 30 de agosto de 1994. Trata-se de um disco superlativo e emblemático em vários aspectos, não apenas da música em si mas da cultura pop planetária como um todo. E por ter essa importância monstruosa que decidiu-se por dar ao seu aniversário de vinte anos o tópico principal deste post, acrescido de um bacaníssimo diário sentimental (como há tempos não rola por aqui) onde o blogger sempre loker e saudosista relembra fatos que marcaram sua existência naquela época, e que obviamente foram vividos ao som da banda criada pelos irmãos Noel e Liam Gallagher. Além disso o mundo e o Brasil mudaram muito em duas décadas. Em 1994 não havia internet, telefones celulares, notebooks, tablets, redes sociais. A MTV engatinhava no Brasil, a cobertura de assuntos relacionados à cultura pop começava a ficar mais ou menos ostensiva em revistas semanais e em jornais diários. O país, ainda novato respirando ares plenamente democráticos, se preparava para sua segunda eleição presidencial pelo voto direto. E 1994 foi o ano em que o Brasil ganhou sua nova moeda, o Real. Passados vinte anos de tudo isso, há de se perguntar: quais foram os ganhos e perdas de todos nós nesse período? Onde o mundo e a nação brasileira avançou ou retrocedeu? O comportamento e a sociedade melhoraram ou pioraram? Hoje tem-se acesso à tecnologia de última geração. Internet ao alcance de todos. Redes sociais. Celulares de ponta com whatsapp e os caralho. E no entanto o mundo como um todo parece estar cada vez mais conservador e moralista. A política brasileira parece estar cada vez mais negra e sem reais opções de novas, confiáveis e dignas lideranças que de fato mostrem que é possível ser político HONESTO e trabalhar de verdade em prol do avanço e da modernização do Estado brasileiro em todos os aspectos. E a cultura pop e a música, aqui e lá fora também, parecem cada vez mais empobrecidas de ideias, quando não totalmente emburrecidas. Tanto é que os últimos suspiros de genialidade absoluta na música pop e no rock talvez tenham vindo mesmo das bandas que surgiram no início dos anos 90’, como Nirvana nos Estados Unidos, e Oasis e Blur na Grã Bretanha. Yep, vinte anos depois o mundo e o Brasil mudaram muito e em velocidade espantosa. E se hoje há avanços geniais por um lado e retrocesso lamentável por outro, nada melhor do que recordamos de um tempo recente onde ainda se fazia gigante rock’n’roll no mundo. Um tempo de bandas como o Oasis e de discos como “Definitely Maybe”. E é por isso, pra ter essas recordações, que falamos hoje com tanto destaque e tanto carinho de um dos últimos grandes nomes desse sempre apaixonante tal de rock’n’roll.

 

 

* Dessa vez demorou um pouco pro postão novo chegar mas cá estamos, néan. Em plena terça-feira da semana em que o primeiro e hoje clássico disco do Oasis chega às suas duas décadas de existência. E o blogón continua fodón na audiência, hihihi: mais de 210 likes no post anterior, além de 95 comentários. Melhor, como sempre falamos, impossível.

 

 

* E a madrugada de terça-feira foi de discos vazando na internet, pois não? Primeiro veio o álbum cheio da Banda do Mar, formada por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e o músico português Fred Ferreira. O blog está ouvindo nesse momento e está achando ok, por enquanto: menos MPB que Los Hermanos e com guitarras mais rockers, além de boas melodias. Yep, estas linhas online sempre curtiram o trabalho composicional do Camelo, e sempre tiveram BIRRA da malinha Mallu (desde que ela falou mal de graça do jornalista zapper, anos atrás). Mas como sabemos separar o lado pessoal do artista em si, por enquanto podemos dizer que o disco homônimo de estreia do trio é bacana. Mas tire você mesmo sua conclusão ouvindo o dito cujo aí embaixo.

 

 

* E além da Banda do Mar, também apareceu na web “El Pintor”, o quinto álbum de estúdio do pós punk nova-iorquino Interpol, que já está na ativa há quase duas décadas. O disco será lançado oficialmente no próximo dia 8 de setembro e o Interpol segue como um trio, com Paul Banks assumino o baixo (além de cantar), e mantendo ainda Daniel Kessler nas guitarras e Sam Fogarino na bateria. O primeiro single do novo trabalho, “All The Rage Back Home”, é ok e a torcida é pra que o cd completo (que o blog ainda não ouviu) seja bacanudo também.

 

 

* Showzaço lindo fez o sorocabano Wry no último sábado à  noite, na Casa do Mancha em Sampa. Um dos nomes mais lendários do indie guitar rock nacional, o quarteto do vocalista Mario Bros revisitou toda a sua longa trajetória (de mais de quinze anos) para um público não muito numeroso mas total entusiasmado e feliz por ver novamente a banda em ação no palco. Aí embaixo você confere um momento do show e também o encontro do vocalista do Wry com o jornalista Finaski, em imagem registrada pelo super fotógrafo rock’n’roll Fabrício Vianna.

 O super Mario Bros (acima) manda pau na guitarra e solta a voz no showzaço do Wry em Sampa, no último finde; e abaixo posa ao lado do blog (em foto do gênio das lentes Fabrício Vianna); em novembro a banda volta para gigs em Sampa, no baixo Augusta

 

* E só pra lembrar: no próximo dia 6 de setembro a rua Augusta (em sua parte da região dos Jardins, na zona sul de Sampa) vai literalmente TREMER com esse festão aê embaixo. Vai perder???

 

* O PRÊMIO DYNAMITE DE MÚSICA INDEPENDENTE 2014 JÁ ESTÁ COM SUA VOTAÇÃO ABERTA! – já há uma década se mantendo como uma das premiações musicais mais importantes da cena musical independente brasileira, o Prêmio Dynamite de Música Independente lançou sua edição 2014. São vinte e duas categorias disputando os troféus e a votação, que pode ser feita até o próximo dia 20 de setembro, já está aberta em http://www.premiodynamite.com.br/. A graaaaande surpresa nas indicações este ano – vejam só vocês, diletos leitores zappers – é a presença do autor deste blog, que está concorrendo na categoria PERSONALIDADE, wow! Então, quer quiser votar no sujeito aqui, bora lá! Finaski agradece, hehe.

Zap’n’roll (de cabelón vermelhón, uia!) ao lado de Pitty, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Dynamite em 2003 (há onze anos…): o jornalista concorre na premiação deste ano, na categoria “Personalidade”

 

* Prince anunciou que vai lançar DOIS álbuns de uma vez no próximo dia 29 de setembro. A pergunta que não quer calar: alguém ainda se importa com ele?

 

 

* Com o Oasis o blog e muita gente ainda se importa, com certeza. Basta ler aí embaixo pra saber por que.

 

 

OASIS – DEFINITIVAMENTE (E NÃO TALVEZ) A ÚLTIMA GRANDE BANDA DO ROCK’N’ROLL

Noel e Liam. Liam e Noel. Quando os manos Gallagher fundaram o Oasis em Manchester (cidade ao norte da Inglaterra, a cerca de 400 quilômetros de Londres), em 1991 (na verdade o vocalista Liam fundou a banda; o guitarrista Noel, cinco anos mais velho do que o caçula, entrou meses depois), eles não sabiam que iriam mudar muito em breve os rumos do rock mundial de então. Mas previam isso: em sua eterna arrogância e prepotência, a dupla sabia que era boa o suficiente para gravar alguns dos discos mais espetaculares que seriam lançados ao longo da década de 90’. E assim foi: “Definitely Maybe”, a estreia do Oasis em disco e que foi lançado em 30 de agosto de 1994 (portanto, ele estará completando vinte anos de existência daqui a uma semana), é hoje um clássico imbatível da história recente da música e da cultura pop. Não apenas lançou as bases do chamado britpop; também embalou toda uma geração ao som de obras-primas do rock inglês como “Rock’n’roll Star”, “Live Forever”, “Supersonic”, “Cigarettes & Alcohol”, “Slide Away” etc, etc, etc. E continua embalando até hoje.

 

O Oasis era a banda perfeita, na hora certa e no lugar certo. Músicas fodonas, melodias ao mesmo tempo pop/radiofônicas mas também total rockers, com a guitarra incomparável de Noel tecendo riffs e levadas que pareciam saídas diretamente dos anos 60’, de algum disco clássico dos Beatles. Junte-se a isso o ótimo vocal de Liam e um grupo com músicos competentes na medida pra se gravar um grande disco e segurar total a onda ao vivo e pronto: o mundo podia esquecer o grunge deprê de Seattle e reverenciar seus novos ídolos da Velha Ilha.

A estreia fodástica e sensacional do grupo dos manos Gallagher, há 20 anos: não se fazem mais discos assim hoje em dia no rock’n’roll

 

“Definitely Maybe” foi aclamado pela crítica e pelos fãs. Disparou nas paradas – até hoje deve ter vendido algo em torno de sete milhões de cópias. Só foi superado pelo segundo trabalho do conjunto, o também monstro “(What’s The Story) Morning Glory?”, que tem a obra-prima e lindíssima balada “Wonderwall” (que se tornou hino das torcidas de futebol nos estádios ingleses), e que vendeu mais de quinze milhões de cópias. Depois desses dois álbuns espetaculares e de ter se tornado a banda número um do Reino Unido o Oasis deitou na cama e relaxou: lançou três discos não mais que medianos. Mas terminou sua trajetória (após zilhões de paus homéricos e lendários entre os irmãos Noel e Liam) novamente de forma irrepreensível, com os fodásticos “Don’t Believe The Truth” (lançado em 2005) e “Dig Out Your Soul” (editado em 2008). Um fim ultra digno para uma banda que até hoje deixa mega saudades nos fãs. E que bem poderia se reunir novamente para mostrar ao mondo pop insípido de hoje o que fazer rock de verdade, com garra, coração e sangue fervendo nas veias.

 

Mas enquanto essa possível (yep, nada é impossível nessa vida, néan?) reunião não acontece, os manos seguem cada um na sua. Noel com sua carreira solo (e que rendeu até o momento um discaço de estreia), Liam com o seu Beady Eye. Mas quem sabe em breve eles não resolvem fazer as pazes e saem juntos pelo mundo afora, para mostrar novamente pra molecada de hoje a magia inesquecível que existia e ainda existe por trás de um disco como “Definitely Maybe”, e que existe também por trás de uma lenda gigante do rock. Sonhar nunca é demais, não é mesmo?

 

 

DIÁRIO SENTIMENTAL – PUTARIA, COCAINE, JACK DANIEL’S, FODA INESQUECÍVEL (E TRAÍRA) E SHOWZAÇOS DO OASIS NA VIDA DO JORNALISTA LOKER

Era 1993 e o então jornalista ainda jovem, junkie e recém-separado da mãe de seu filho, estava dividindo um apê com o bom e velho amigo Felipe, na avenida 9 de julho, centrão eternamente total loker de Sampalândia. Ali, acomodado em um pequeno quarto com armário, mesa de trabalha, uma máquina de escrever portátil (ah, os tempos românticos onde ainda não existiam computadores de mesa, notebooks, internet e redes sociais… o ser humano era talvez menos infeliz do que é hoje…) e cercado por centenas de discos de vinil, o zapper continuava atuando no jornalismo musical: havia começado a escrever para a revista Dynamite e algum tempo depois se tornaria repórter de música da poderosa Interview, uma das publicações mensais mais influentes da imprensa brazuca de comportamento e celebridades daquela época.

 

E o blog lembra muito bem como conheceu o tal Oasis, que estava começando a ser mega falado pela rock press britânica. Morando colado ao Bixiga (bairro italiano paulistano, famoso pela sua agitada vida cultural noturna e pelas excelentes pizzarias e casas de massas), o zapper fazia frequentes visitas ao apartamento do célebre amigo, produtor, músico, vj e cantor Kid Vinil, que morava por perto. E foi numa dessas visitas que Kid, animadão, mostrou um Ep que havia acabado de trazer de sua última viagem a Londres, dizendo: “Finatti, esses caras vão salvar o rock’n’roll! A banda se chama Oasis. A música é sensacional, se chama ‘Supersonic’”. E era mesmo: uma levada “beatle” na melodia e com guitarras fodonas. Vocais idem. Na Inglaterra não se falava em outras banda. Ao pedido do amigo jornalista rocker, Kid gravou uma fitinha cassete com o Ep e Finaski voltou pra casa feliz com a nova aquisição/novidade.

 

Começava ali um caso de amor com Oasis que dura até hoje. Nos anos seguintes o grupo formado pelos manos Gallagher em Manchester, em 1991, também se tornou conhecido no Brasil. Lançou alguns álbuns espetaculares (especificamente as duas primeiras obras-primas e os dois discos finais, antes de tudo acabar também no final de agosto de 2009, quando Noel e Liam quebraram o pau definitivo num camarim, minutos antes de o conjunto subir ao palco para encerrar a programação de um festival gigante na Espanha; a gig, óbvio, foi pro saco e os quase trinta mil presentes ficaram chupando o dedo…), vendeu alguns milhões de cópias e se tornou talvez a banda inglesa mais importante dos anos 90’ e um dos últimos grandes nomes da história recente do rock’n’roll planetário. E o jornalista eternamente loker/rocker foi acompanhando tudo isso com devoção pessoal e também profissional: em meados de 1996 o Oasis já era bem conhecido também em terras brazucas, quando a lindíssima “Wonderwall” começou a tocar sem parar nas rádios. Foi então que o autor destas linhas saudosistas e sentimentais sugeriu ao seu eterno amigo, irmão e “editador” da revista Dynamite, o hoje super dj e candidato a deputado federal André Pomba, que colocássemos o quinteto britânico em matéria de capa na próxima edição da publicação. Sugestão aceita, o Oasis estampou a edição da Dynamite lançada em novembro de 1996. Foi a primeira revista de rock brasileira a fazer isso.

O inesquecível e gigante Oasis sempre presente na história de vida de Zap’n’roll, na última década e meia: acima a credencial zapper utilizada no show da banda em março de 1998, em São Paulo; abaixo, o jornalista rocker e sua queridaça amiga Jaqueline Pereira (de Cuiabá), no meio da muvuca da pista durante a gig do conjunto em maio de 2009, também em Sampa

 

Nessa época o zapper maluquete morava na célebre kitchnete da avenida 9 de julho, centrão junkie total de Sampalândia. E naquela kit absolutamente tudo acontecia: todos os findes alguma turma de amigos do jornalista maloker se reunia ali, para fazer o “esquenta” para alguma balada pelas redondezas (já que o prédio onde estava localizada a house do blogger doidón era próxima do casarão do Madame Satã e também do Espaço Retrô, além de outros muquifos rockers menos conhecidos na região central da capital paulista). Eram sessões intermináveis de aspiração de cocaine, degustação de maconha e beberanças de destilados (com destaque especial para o Jack Daniel’s) e trepação (claro!), tudo acompanhado de trilha rock’n’roll, claro. E quem sempre frequentava esses “esquentas” era a linda e gostosa Fabiana N. Fabi era assim: peituda, rosto de prinesa safada, muito inteligente, bem loka, do rock. Formada em designer gráfico, ficou amiga de Zap’n’roll porque ela e o autor deste blog possuíam vários bons amigos em comum. E então ambos se aproximaram. E tal qual o jornalista eternamente em busca de um grande amor, Fabiana não dava sorte nessa procura: naquela época, apesar de razoavelmente bem sucedida profissionalmente, ela namorava com o Fermando. Que apesar de ser também “amigo” do jornalista (mais “colega” de balada do que amigo de verdade, vamos assumir), era a tranqueira em pessoa: de baixa instrução (tinha estudado apenas até a quinta série do ensino fundamental), não fazia nada na vida. Pra Fernando, o mundo se resumia a cheirar cocaína, beber e passar as madrugadas dançando rock alternativo em algum porão alternativo de Sampa.

 

Fabiana estava com o sujeito por pura carênfia afetiva, provavelmente. E começou a “dar mole” pro autor deste blog. Ela sempre ia na kit da 9 de julho e pedia pro sujeito aqui colocar “Wonderwall”, do Oasis (ahá!), pra dupla ouvir. “Essa música é a sua cara”, ela dizia. E Fabi, a sempre gostosa Fabi começou a escancarar que queria “algo” com o jornalista trintão e fã de Oasis. Uma noite ela combinou de se encontrar com ele no bairro de Pinheiros, pra ambos irem tomar algumas brejas por ali após o blogger cafajeste encerrar seu dia de trabalho na redação da Dynamite. A garota passou lá de carro, pegou Zap’n’roll e os dois foram tomar algumas em algum boteco ali próximo. Papo vai, papo vem, o álcool começou a “subir” na cabeça de ambos, até que o zapper intimou: “vamos lá pra casa!”. Fabi topou sem oferecer nenhuma objeção. E quando o casal entrou no carro, já começaram os beijos de língua. Na kit então, a noite e madrugada foram de trepada e puatria monstro (em plena segunda-feira), com a peituda e XOXOTUDA Fabiana dando com gosto, tal qual uma putaça no auge do cio. A cena inesquecível: ela de costas pro jornalista canalha, sentada sobre ele e com a boceta ENTERRADA em sua pica grossa, subindo e descendo vagarosamente e rebolando da forma mais ordinária possível. Até que em determinado momento ela deu uma volta completa com o seu corpo e se virou de FRENTE pro macho que a estava fodendo. E fez esse movimento SEM TIRAR o pau da sua boceta cadeluda. Logo a porra jorrou na sua boca. Ambos adormeceram em seguida e Fabiana foi embora na manhã seguinte, preocupada. “O Fernando não pode saber disso”, ela disse. “Por mim é que ele não ficará sabendo”, retrucou o blogger sem vergonha, que tinha acabado de colaborar para que seu “colega” cornudo levasse um chifre gigante da namorada.

 

Meses depois Fabi acabou largando de vez do tranqueira. E também perdeu o contato com o autor deste diário canalha. O jornalista seguiu curtindo Oasis: viu o show deles quando a banda tocou pela primeira vez no Brasil, em 1998 (na mesma noite em que o Retrô fechou suas portas para sempre). E onze anos depois, em maio de 2009, assistiu mais uma vez a banda ao vivo, na arena Anhembi. Foi quando o blog, embora estivesse namorando em Sampa, já estava com a cabeça beeeeem longe, perdido de amor que estava por uma garota em Macapá, no extremo norte brasileiro. Exatamente como está agora novamente perdido de amor e na mesma Macapá, e isso parece um karma na vida do hoje coroa rocker e sentimental. Sendo que a loira em questão também adora… Oasis. Ou seja: o grupo dos irmãos Gallagher fez parte total da existência de Zap’n’roll. E pelo jeito ainda vai continuar fazendo por alguns (ou muitos, vai saber…) anos.

 

 

OASIS AÍ EMBAIXO

Em três vídeos clássicos da estreia do grupo (para as músicas “Rock’n’roll Star”, “Live Forever” e “Supersonic”) e também no link pra você ouvir “Definitely Maybe” na íntegra.

 

 

 

 

 

É TEMPO DE FESTIVAIS – PORÃO DO ROCK 2014

O rock toma conta da capital do Poder (e também da corrupção e da bandidagem sem fim) no próximo final de semana, quando o estacionamento do estádio Mané Garrincha, em Brasília, recebe mais uma edição do festival Porão do Rock.

 

Um dos principais eventos do gênero no Brasil e já com duas décadas de existência, o PDR 2014 terá alguns headliners bacaníssimos, como a hoje clássica Nação Zumbi e ainda Titãs (cujo show do novo disco recebeu elogios na Folha online do confiável jornalista Marco Canônico), Cavalera Conspiracy, Ratos De Porão, Raimundos, Pitty etc. Além destes, claro, haverá uma renca de bandas indies legais se apresentando também, como o duo The Baggios lá de Aracaju.

 

Zap’n’roll estará em Brasília acompanhando de perto o festival. E para quem vai ou não, aí embaixo a programação completa do Porão Do Rock deste ano:

 Os Titãs são uma das principais bandas que irão se apresentar no festival Porão Do Rock 2014, neste final de semana em Brasília

 

DIA 30/8 (Sábado)

 

PALCO UNICEUB

17h – Arandu Arakuaa (DF)

18h20 – Scalene (DF)

19h40 – Dillo (DF)

21h15 – Jota Quest (MG)

0h05 – The Baggios (SE)

1h25 – Pitty (BA)

 

PALCO CHILLI BEANS

17h40 – Casacasta (DF)

19h – Far From Alaska (RN)

20h20 – Brothers of Brazil (SP)

22h40 – Nação Zumbi (PE)

0h45 – Madrenegra (DF)

 

PALCO BUDWEISER

18h – Seconds of Noise (DF)

18h50 – Suicídio Coletivo (DF)

19h40 – Facada (CE)

20h30 – Terror Revolucionário (DF)

21h20 – Ratos de Porão (SP)

22h50 – The Evil Rock (DF)

0h10 – André Matos (SP)

 

 

DIA 31/8 (Domingo)

 

PALCO UNICEUB

17h – Adriah (DF)

18h20 – Zignal (DF)

19h40 – Érika Martins (RJ)

21h40 – Titãs (SP)

23h40 – Marcelo D2 (RJ)

 

PALCO CHILLI BEANS

17h40 – Dona Cislene (DF)

19h – Nevilton (PR)

20h30 – CJ Ramone (EUA)

23h – Trampa (DF)

1h – Raimundos (DF)

 

PALCO BUDWEISER

 

18h – Amnon (DF)

18h50 – Penúria Zero (DF)

19h40 – Ação Direta (SP)

20h40 – Detrito Federal (DF)

21h40 – Project 46 (SP)

22h40 – Bruto (DF)

23h30 – Cavalera Conspiracy (EUA)

 

* Mais sobre o PRD, vai aqui: http://www.poraodorock.com.br/. E também aqui: https://www.facebook.com/poraodorockpdrfestival/timeline.

 

 

É TEMPO DE FESTIVAIS, II – VACA AMARELA 2014

Outro festival que também anunciou sua programação para este ano é o Vaca Amarela, que já acontece há mais de uma década em Goiania. E a parada deste ano rola entre 13 e 14 de setembro no Music Hall, na capital de Goiás. Serão cinquenta e uma atrações no total.

 

O que chama a atenção nessa bolada de shows são os headliners: a cantora paulistana Céu, o rapper Criolo (também de Sampa) e a rapper (também de São Paulo) Flora Matos. Ou seja: apesar de contar com dezenas de bons grupos de indie rock em seu line up, o VA deste ano preferiu priorizar em seu espaço mais nobre (os artistas que fecham cada noite de programação) nomes da nova mpb e do hip hop nacional. Se isso significa ou não alguma coisa (ruim?) para a turma rocker do festival, só a produção pode responder. De qualquer forma ter a trinca Céu/Flora Matos/Criolo como atrações principais sinaliza também que o Vaca deve estar com uma verba polpuda. Afinal, com todo o respeito ao queridão João Lucas (dileto amigo destas linhas online e produtor-chefe do VA), mas todo mundo sabe que ele, Joãozinho, deveria se LIVRAR de gente NEFASTA que o ajuda a organizar o festival. Gente conhecida em Goiânia como Diabon Bacon (pela sua gordura mal cheirosa) e que já foi defenestrada de uma gravadora independente de respeito justamente pelo seu alto teor de pilantragem quando sai em busca de “amealhar” recursos para algum evento, acharcando o bolso público e fazendo sabe-se lá o quê com a verba arrecadada. Pois é…

 

Mas enfim, segue abaixo a programação do Vaca Amarela 2014:

A ótima e linda cantora Céu (acima) e o rapper Criolo (abaixo): headliners bacanas do festival Vaca Amarela 2014; mas pelo jeito o evento se esqueceu de priorizar o rock…

 

12/09 (Sexta)

01:00 Céu(SP)

00:00 Boogarins

23:30 Banda Uó

23:00 Shotgun Wives

22:30 Catavento(RS)

22:00 Carne Doce

21:30 Maglore(BA)

21:00 Tonto

20:30 Rios Voadores (DF)

20:00 Bruna Mendez

19:30 Fernando Manso

19:00 Lust For Sexxx

18:30 The Crooked Lines

18:00 Gutto Sansaloni

 

13/09 – (Sábado)

01:00 Flora Matos

00:00 Overfuzz

23:30 Di Melo(PE)

23:00 Passarinhos do Cerrado

22:30 Calango Nego

22:00 Far From Alaska (RN)

21:30 Beavers

21:00 The Ander´s

20:30 Hell Oh! (RJ)

20:00 Boca Seca

19:30 Bang bang Babies

19:00 Mad Matters

18:30 Oblongs (Trindade)

18:00 Caffeine Lullabies

17:30 The Galo Power

17:00 Tati Ribeiro

16:30 La Morsa (Anápolis)

16:00 Components

 

14/09 – Domingo

23:00 Criolo(SP)

22:30 Kamura

22:00 MUGO

21:30 Aurora Rules

21:00 Haikaiss(SP)

20:30 Dogman

20:00 Faroeste

19:30 Patrick Horla

19:00 Girlie Hell

18:30 Monster Coyote(RN)

18:00 Cherry Devil

17:30 Sã Consciencia

17:00 Entre os dentes

16:30 Impeto

16:00 OFF 1984

15:30 Distorce

15:00 Volúpia de Baco

 

 

BLOGÃO ZAPPER NA POLÍTICA: UM BATE-PAPO COM O CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ POMBA

Não é de hoje que o super dj, jornalista, músico, produtor e agitador cultural André Pomba está envolvido com política. Durante mais de vinte anos ele pertenceu aos quadros do PSDB em São Paulo. Descontente com a atuação do Partido em várias questões Pomba saiu dele em 2013 e se filiou ao Partido Verde, por onde está concorrendo a uma vaga de deputado federal por São Paulo nas eleições de outubro próximo.

 

André Pomba nasceu há meio século na capital paulista. Já foi baixista de banda de thrash metal nos anos 80’, idealizou e fundou uma revista de rock (a Dynamite, que não existe mais em sua versão impressa mas se transformou em um dos portais de cultura pop mais acessados do Brasil, e que pode ser lido em www.dynamite.com.br), foi dono de casa noturna, criou uma Ong (A Associação Cultural Dynamite, da qual é presidente) e há quinze anos é um dos djs mais conhecidos e bem pagos da noite paulistana. Gay assumido, sempre batalhou pela cena cultural alternativa e também pelos direitos da nação GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). E também pela legalização das drogas, do aborto, pelo fim do serviço militar obrigatório e muitos outros temas que a maiora da conservadoríssima e corrupta raça política brasileira passa longe de debater e apoiar, minando as esperanças de quem quer ver o Brasil avançar com urgência em questões sociais tão importantes.

 

Zap’n’roll e Pomba se conhecem há mais de vinte anos e o dj é talvez o melhor e mais próximo amigo do autor destas linhas online. Assim e com uma plataforma política tão bacana, nada mais natural que o blog fosse ouvir o que o candidato tem a dizer sobre sua ideias e sobre o que ele pensa do atual momento político nacional. Aí embaixo então você pode conferir os principais trechos de um longo bate-papo, realizado anteontem pelo Facebook.

O candidato a deputado federal pelo PV de São Paulo, André Pomba: dj, jornalista, músico, produtor e agitador cultural batalhando há mais de vinte anos pela cena independente

 

 

Zap’n’roll –  Você tem um longo histórico não apenas na militância política mas também na atuação na cena cultural, musical e jornalística independente em São Paulo. Já foi músico (baixista), integrante de grupo de rock na juventude, dono de casa noturna, fundou uma revista de rock (a Dynamite), um site (com o mesmo nome) e também uma Ong. E também é um dos mais conhecidos djs da noite paulistana. Mesmo assim, desenvolvendo tantas atividades, uma grande parcela do eleitorado paulista obviamente não o conhece. Para esses, como você vai se apresentar? Como vai mostrar seu histórico pessoal e profissional, além de sua plataforma política?

 

André Pomba – Óbvio que é difícil se fazer uma campanha sem ter muitos recursos. Sou relativamente conhecido no meio alternativo paulistano, seja do rock, seja do meio LGBT. Mas transpor fronteiras é o meu desafio, por isso estou buscando fazer uma campanha fortemente ideológica, para ver se amplio meu público, através da publicização dos projetos que irei defender em meu mandato.

 

Zap – Certo. E você está divulgando onde e como sua trajetória pessoal e profissional e sua plataforma de atuação política?

 

Pomba – No meu site político, http://www.andrepombapv.com.br/ tem a minha biografia http://www.andrepombapv.com.br/index.php/biografia e as diretrizes do que pretendo defender se for eleito http://www.andrepombapv.com.br/index.php/propostas

 

Zap – O que nos leva frontalmente a questão da sua atuação partidária. Você esteve filiado ao PSDB por duas décadas. No ano passado saiu do tucanato e entrou para o PV, onde se lançou candidato nas eleições de outubro vindouro. Qual o motivo da mudança, afinal?

 

Pomba – Me filiei ao PSDB em 1990 aonde fiz parte de juventude do partido e por entender que na época a posição social democrata, de centro-esquerda era um novo formato de política, ainda dividida entre direita e esquerda. Saí em 1994, quando disse que não admitiria uma coligação entre PSDB e PFL paa eleger FHC. Depois disso continuei filiado, mas não mais participava do partido. Virei independente, tanto que apoiei Ciro Gomes em 98, Marta em 2000, Lula em 2002… Retornei ao PSDB em 2008, a convite dos núcleos de cultura e de diversidade sexual para uma atuação mais segmentada, mas a divisão do PSDB já naquele ano, com a parte Serrista fazendo campanha pro Kassab, me fez perceber que o partido não era mais o mesmo. Veio as campanhas de 2010 e 2012 e me desgastei profundamente com o conservadorismo assolando o partido. Aí meu saco estourou e decidi ir para um partido que realmente pudesse implementar tudo o que penso e o Partido Verde, se reencontrando após o período tenebroso com a Marina, foi o que mais me fez sentir firmeza politicamente.

 

Zap – Qual a sua visão do atual quadro político estadual e nacional? É muito claro que há uma má gestão do país na esfera federal, com problemas surgindo em vários setores (na Economia, Educação, Saúde etc.). No entanto, em São Paulo a péssima gestão do atual governo do PSDB também está provocando estragos enormes. Haja visto a ameaça de colapso no abastecimento de água, a violência praticada por uma polícia truculenta e mal preparada etc. Então eu queria que você desse sua opinião sobre tudo isso.

 

Pomba – Eu concluí uma faculdade de gestão pública recentemente. Pude analisar políticas públicas, econômicas, gerenciais e falando como expert e não como ex-partidário, a administração federal é infinitamente pior que a estadual em termos de gestão. A crise hídrica é grave e foi mal prevista pelo governo de São Paulo, mas não tem como comparar com o péssimo gerenciamento da admnistração federal. Podemos aqui passar a noite toda dando exemplos de erros do governo Dilma Rousseff. A própria destruição da Petrobras, do aumento absurdo da dívida interna, deterioração das contas públicas, são exemplos do descalabro deste governo em termos macroeconômicos. Se formos entrar então no quesito obras incompletas e superfaturadas, não paramos mais…

 

Zap – Ok. Só que é muito óbvio que o PV não tem condições, no plano da candidatura presidencial do partido, de chegar ao segundo turno. Se hipoteticamente o candidato Eduardo Jorge fosse para o segundo turno e conseguisse se eleger presidente, você acha que ele faria algo melhor pelo país do que estamos vendo nesse momento?

 

Pomba – Não tenho dúvidas que Eduardo Jorge é o candidato mais preparado e com propostas mais ousadas para uma mudança real de paradigma político no Brasil. Não falo só por sua defesa pela legalização da maconha, aborto, direitos LGBT, mas também por suas propostas de reforma políticas que incluem o fim do Senado, redução do número de deputados, redução dos cargos em comissão, dos ministérios… Poucos sabem que ele foi duas vezes secretário municipal de Saúde e duas vezes do meio ambiente, com gestões revolucionárias e eleogiadíssimas.

 

Zap – Fim do senado, legalização do cultivo e comércio de maconha, do aborto, fim do serviço militar obrigatório… não é uma plataforma um tanto revolucionária, utópica e moderna demais para um país que está se tornando socialmente cada vez mais conservador, além de enfrentar o avanço crescente da religião evangélica, uma das mais conservadoras que existem?

 

Pomba – Basta olhar o exemplo do que tem sido feito no Uruguai recentemente. Claro você pode alegar que o Uruguai é um país pequeno, culturalmente mais avançado que o nosso. Mas eu canso de ouvir que o Brasil não está preparado pra avançar. Tem sido assim desde o fim da escravidão, voto das mulheres, divórcio… Os fundamentalistas diziam que o beijo gay na novela iria acabar com a família brasileira… Acabou? Veio um novo dilúvio? Não! Então sem algum tipo de confronto não tem condições de ter mudanças. A culpa do retrocesso político e conservador que vivemos hoje é única e exclusivamente do PT e de Dilma Rousseff. Para se perpetrar no poder, fazem de tudo. Isso que temos que acabar.

 

Zap – Caso seja eleito deputado federal, como você pretende atuar em favor da cultura alternativa (rock em particular) já que você tem um histórico de anos como agitador e produtor cultural na cena independente?

 

Pomba – Precisamos nos unir novamente para propor um circuito nacional que as bandas possam circular por todo o Brasil. Que tenham mais espaço para tocar, principalmente nos centros culturais públicos. Que possam ter incentivo para ter melhores estúdios e instrumentos pagando menos, para criar um fomento que possibilite uma economia rock’n’roll vigorosa como era antes. Que tenham mais espaço para mostrar seu trabalho, TVs, rádios, sites etc. Enfim, não acho justo que as verbas culturais e por incentivo fiscal em nosso país sejam consumidas pelos grandes produtores e artistas globais. Vou lutar por mais verbas para a cultura e priorizar que a cultura alternativa tenha espaço nas políticas públicas.

 

Zap – Ótimo. Então, para encerrar, queremos saber qual será seu voto no segundo turno, nos seguintes cenários: Dilma X Aécio; Dilma X Marina Silva; Aécio X Marina. Aliás até que ponto a inesperada candidatura de Marina (em função da morte de Eduardo Campos) altera o quadro político sucessório?

 

Pomba – Só votaria na Dilma na hipótese do Pastor Everaldo do PSC chegar ao segundo turno com ela, ou seja votaria em Aecio e Marina contra ela. Se tivermos um segundo turno entre Aecio e Marina, teria muitas dúvidas para analisar. Principalmente saber com quem cada um irá se cercar no segundo turno em busca de apoios. Isso sim iria definir o meu voto. Considero que a re-entrada da Marina no páreo é benéfica para a política brasileira, pois ela foi alijada da disputa por conta da pressão do PT e seus tentáculos na Justiça, pois a Rede teve muito mais dificuldades do que partidos como Pros, Solidariedade e PSD que mesmo com muitas irregularidades, tiveram seu registro aprovado pelo TSE.

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – LÁ DO AMAPÁ, A GRACIOSA CLARA HELENA

Nome: Clara Helena.

 

Idade: 18 anos.

 

De onde: Santana (Amapá)

 

Mora em: Macapá (capital do Amapá).

 

Três bandas/artistas: Florence & The Machine, Beirut e Chico Buarque.

 

Três discos: “A tempestade ou O Livro dos Dias” (Legião Urbana), “O papa é pop” (Engenheiros do Hawaii) e “Ultraviolence” (Lana Del Rey).

 

Três filmes: “Frozen”, “A Laranja Mecânica” e “O senhor dos anéis”.

 

Três livros: “Um dia” (David Nicholls) “O Diabo dos Números” (Hans Magnus Enzensberger), “Assasins Creed: Brothehood” (Oliver Bowden).

 

O que o blog tem a falar sobre a Clarinha: uma das amigas mais fofas que este espaço virtual rock’n’roll tem atualmente na capital do Amapá (onde na verdade estas linhas online tem dezenas de ótimos amigos, além de uma nova paixão gigante por lá), embora ainda a conheça apenas virtualmente, rsrs. Mas Clara é tudibom: ótima de papo, inteligentíssima (está cursando Física na Universidade Federal do Amapá) e do rock – tanto que além dos artistas citados por ela mesma, o blog zapper também sabe que a garota ama Arctic Monkeys e Vanguart.

 

Então curtam aí embaixo as fotos da nossa musa desta edição, em imagens feitas e produzidas pela Tainara Rezende.

Gata rocker do Norte cheia de amor pra dar!

Cabelo em fogo, sempre!

 

Yep, ela é do rock!

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: nem há o que discutir, néan. Em semana de nenhum lançamento digno de nota no pop/rock planetário (ok, como já foi dito aqui mesmo no postão, mais acima, o novo do Interpol já caiu na internet, mas ainda vamos ouvi-lo pra comentar o que achamos), nada melhor do que re-ouvir “Definitely Maybe”, a obra-prima do Oasis e que completa vinte aninhos de existência no próximo sábado, dia 30.

 

* Banda: novo trio indie guitar rock surgindo em Sampalândia. É o Stereolicks, formado pelo vocalista e compositor CJ, pelo baixista Kenny e pelo baterista e tecladista Erik. O grupo, novíssimo, acabou de lançar um ep de quatro faixas, onde escancara seus eflúvios que vão do rock mais cru e direto (e mezzo glam) dos Manic Street Preachers e Placebo, ao experimentalismo do Radiohead. Embora não haja uma unidade estilística “amarrando” as músicas (elas soam bem diferentes entre si, como se fossem grupos diferentes, e isso no caso deles NÃO é um demérito) percebe-se claramente a qualidade delas, mesmo porque os três músicos em questão tocam vários instrumentos – e com o adendo do vocal em inglês perfeito, cortesia de CJ que é professor do idioma e até chegou a disputar a vaga de vocalista no gigante pop australiano Inxs, após a morte do cantor Michael Hutchence. Enfim, dá pra ouvir as quatro canções do ep do grupo (entre elas a belíssima e tristonha balada “Cigarrete”, aqui: https://soundcloud.com/stereolicks. E mais sobre a banda você acha aqui: https://www.facebook.com/stereolicks/timeline.

 Capa do Ep de estreia do trio paulistano Stereolicks: som com eflúvios do indie rock inglês, feito por três músicos fodões

 

* Bienal do livro em Sampa: continua rolando até o próximo final de semana, lá no pavilhão do Anhembi (na zona norte da capital paulista). Se você ainda não foi até, corre que dá tempo de sobra!

 

* Baladas: postão sendo encerrado no meião da semana (já que hoje é quarta-feira e no finde o jornalista rocker/gonzo/loker forever estará em Brasília, acompanhando o festival Porão Do Rock). Então já dá pra ter uma ideia de como estará o circuito indie noturno na capital paulista nos próximos dias. A quinta-feira (amanhã em si, dia 28) já começa bacanuda com pocket show do duo sergipano The Baggios lá na Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois a pedida é ir ver os ingleses do Spiritualized no festival Popload Gig, do queridão Luscious Ribeiro, lá no Audio Club (na avenida Francisco Matarazzo, próximo ao estádio do Palmeiras, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo).///Já na sexta tem outro pocket show dahora na Sensorial, com o queridão Daniel Belleza tocando as músicas de seu primeiro disco solo. E no Inferno Club (no 501 da rua Augusta), rola festão em comemoração aos vinte e cinco anos sem o gênio Raul Seixas.///E no sabadão, pra fechar beeeeem o finde, tem pocket show maneiro do músico recifense Jean Nicholas na Sensorial Discos, além do sempre open bar infernal do Outs (no 486 da Augusta) e onde apenas os fortes aguentam até o final da madrugada, uia! Beleusma? Então se programa. E se joga sem culpa!

 O cantor Daniel Belleza (aqui, durante show no clube Outs alguns anos atrás, quando teve a cia no palco da nossa eterna musa safada rocker ao cubo, a sempre tesudaça Jully DeLarge), que se apresenta nesta sexta-feira na Sensorial Discos, em São Paulo

TICKETS FREE PARA O PETER MURPHY – ÚLTIMA CHAMADA!

Yes! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que é a última chance pra você descolar:

 

* DOIS INGRESSOS pro show do Peter Murphy (ex-vocalista da lenda goth Bauhaus), que acontece dia 13 de setembro em São Paulo, lá no Carioca Club. Corre com sua mensagem e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

Que o postão ficou lindão, gigantão e já está mega bombator como sempre, hihi. O blog se vai e deixa o texto sobre o Oasis pra pessoas que amamos e que amam tanto a banda dos manos Gallagher quanto o zapper aqui: a honey bunny Tainara, as amadas Adriana e Vera Ribeiro, e os amados Adriana Cristina e Vandré Caldas. Beijão mega no coração de todos vocês. Finaski se vai pra Brasília logo menos, onde espera ter o final de semana mais incrível da sua vida nos últimos meses, ao lado do docinho loiro de Macapá. É isso aê. Semana que vem tem mais, inclusive com o festão do blog lá na Sensorial Discos. Inté!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 31/8/2014, às 18:30hs.)

Oh yeah! Após bater recorde histórico de comentários no painel do leitor e “likes” em redes sociais o blogão campeão em cultura pop e rock alternativo (e que como sempre está sendo alvo de artilharia pesada de gente covarde, psicopata e invejosa ao extremo) volta falando de Charles Bukowski, o gênio literário americano que mesmo vinte anos após a sua morte continua despertando paixão em novas gerações de leitores rockers; os novos sons de bandas indies paulistanas bacanas; o novo vídeo do grunge Mineiro Mad Sneaks (em lançamento EXCLUSIVO e em primeira mão no blogão zapper), as musas bukowskianas que enlouquecem os machos, a GATAÇA musa zapper desta semana (um ANJINHO de DEZOITO aninhos de idade, wow!) e um novo festão deste espaço virtual que promete abalar a indie scene paulistana no início de setembro (postão com IMAGENS DESACONSELHÁVEIS para menores, uia! e completão, com NOVA atualização em 15/8/2014, contando como foi o showzaço de mega amor do Vanguart no último finde em Sampa, e também falando dos novos discos de Tom Petty e The Raveonettes, da vinda dos Rolling Stones ao Brasil em 2015, mostrando novo vídeo do grupo mineiro Leave Me Out e dando detalhes do novo festão do blog em Sampa, no início de setembro)

A grande genialidade da literatura beat e marginal e do grande rock’n’roll: o velho safado e lenda Charles Bukowski (acima), um dos maiores nomes da poesia americana em todos os tempos, continua seduzindo novas gerações de leitores mesmo vinte anos após a sua  morte; a mesma genialidade que continua a ser emblemática na carreira do grupo Foo Fighters (abaixo), cujo novo disco deve ser anunciado na próxima segunda-feira

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ENGORDANDO UM POST (ESTE) NOVAMENTE BOMBATOR, COM EXTRINHAS PRO FINDE

* Yep. O postão tá bacanão, já está bombator nos likes (e com muito menos comentários que o anterior o que é ÓTIMO por um lado, pois os fakes de merda não estão aqui pra emporcalhar e encher o saco da vida dos leitores que querem mesmo apenas ler bons textos sobre cultura pop e também opiniões bacanas sobre esses mesmos textos), então ele fica mais alguns dias aqui. E aí sim na semana que vem voltamos com tudo, com postão inédito e tal.

 

* E a tragédia da semana foi mesmo a morte do candidato a presidente pelo PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que perdeu a vida (junto com outras seis pessoas) na última quarta-feira em Santos, quando o jato em que ele viajava caiu na cidade do litoral paulista. E à parte a gigantesca tragédia que foi a morte de Eduardo (e toda perda humana, ao meu ver, é sim uma tragédia de grandes proporções e a se lamentar profundamente), o blog já tinha definição de voto no primeiro turno. E esse voto passava e passa longe da plataforma do PSB. Agora com Marina então, que vai possivelmente ser a cabeça da chapa, pior ainda. Estas linhas online já admiraram muito a senadora acreana, principalmente pelos avanços e pela modernidade que ela propunha, anos atrás, na questão ecológico/ambientalista. E considera sim que ela foi uma boa (não excelente) ministra do meio-ambiente. Mas nos últimos anos Marina Silva finalmente expôs todo o seu CONSERVADORISMO e fundamentalismo evangélico (sim, ela é evangélica, se alguém aí ainda não sabe disso), e já não se importa mais em dizer publicamente que NÃO aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e que é CONTRA legalização das drogas e do aborto. Justamente os temas em que a sociedade brasileira precisa mais e URGENTEMENTE avançar na discussão, sob pena de o Brasil voltar aos tempos da Idade Média, enquanto que nos Estados Unidos (em alguns Estados americanos, não em todos) e em boa parte da Europa, que são sociedades modernas e avançadas, casamento entre gays por exemplo é uma realidade garantida pela LEI (nesse aspecto, pelo menos, o Estado de São Paulo tb avançou, oficializando a união civil de homossexuais). E antes que alguém diga algo: NÃO SOMOS contra a RELIGÃO evangélica. Contra nenhuma religião, aliás. Respeitamos todas e NÃO praticamos nenhuma pois o sujeito aqui prefereo se manter agnóstico e acreditar que existe um Deus (ou uma força superior que gerou todo o Universo) e manter essa crença na existência dele mas SEM A INTERMEDIAÇÃO de qualquer RELIGIÃO. Respeitamos todas as religiões. Mas somos total contra o FUNDAMENTALISMO e o FANATISMO que contamina quase todas elas e seus seguidores. No Oriente Médio MATA-SE em nome da religião (haja visto o que está acontecendo nesse momento no Iraque onde os seguidores fanáticos do chamado Estado Islâmico querem IMPOR à força essa religião e Estado Político no território iraquiano). Aqui, evangélicos já dominam boa parte do atual espectro político no Congresso Nacional e a bancada deles é o que se sabe: INOPERANTE, INCAPAZ de propor algum projeto RELEVANTE e que traga avanços à sociedade brasileira e, além disso, bastante CORRUPTA. Como se não bastasse esse quadro desalentador, evangélicos brasileiros são dos mais conservadores do mundo. Só pensam no progresso material (leia-se: ganhar dinheiro), NÃO respeitam a opinião alheia, e acham que usuários de drogas são BANDIDOS (e não são) e que ser homossexual é uma doença do demônio. Não dá pra respeitar quem pensa dessa forma e muito menos iniciar um diálogo sobre algum desses temas com uma pessoa de mente tão obtusa e reacionária. Por TUDO ISSO o blog JAMAIS vai votar em Marina Silva. O Brasil já cedeu demais ao avanço evangélico fundamentalista (dados estatísticos revelam que eles são hj cerca de 40 milhões no país), dona Dil-má já ANDA PENDURADA demais no saco desse pessoal e então tudo o que NÃO precisamos nesse momento, aqui, é de uma presidente que também seja EVANGÉLICA conservadora e fundamentalista. Ou então corre-se o risco de isso aqui caminhar para se tornar um país tão retrógrado e conservador quanto os mais atrasados Estados africanos e islâmicos.

Ela já foi uma ambientalista de vanguarda e com plataforma ecológica moderna; agora deixou aflorar seu viés de evangélica conservadora, contra aborto, legalização das drogas e casamento entre pessoas do mesmo sexo

 

* Mas vamos ao rock’n’roll, néan. O blog já está total xonado pelo novo discaço do gênio e velha lenda do rock americano que ainda importa, Tom Petty. Junto com os inseparáveis The Heartbreakers, ele soltou “Hypnotic Eye” há um mês e só tem colecionado elogios desde então. Fora que o álbum foi parar no topo da parada da Billboard americana, algo que Tom nunca tinha conseguido antes em sua looooonga trajetória musical. Estas linhas online ainda vão falar bastante desse discaço por aqui, no próximo post. Por enquanto, você pode ouvir o novo trabalho de Tom Pertty aí embaixo.

 

 

* Quem também está de volta é a dupla dinamarquesa de indie/punk/noise/garage/surf/shoegazer The Raveonettes, que acaba de colocar na praça o bom “Pe’ahi”, o sétimo disco de estúdio deles e que mantém aquela sonoridade algo dark e com noise total apitando nas guitarras, como se fosse um Jesus & Mary Chain repaginado para os anos 2000’. O disco já rendeu um single bacanão (a canção “Endless Sleeper”, que abre o cd e cujo vídeo você pode assistir aí embaixo) e o blog também fala melhor dele no próximo post, okays?

 

 

* Então ficamos assim: segundo dear Luscious Ribeiro informou esta semana em seu sempre antenado blog Popload, os Rolling Stones fazem TRÊS shows no Brasil em fevereiro de 2015: um no Rio (no Maracanã), outro em Belo Horizonte (no Mineirão) e mais um em Sampa, claaaaaro (no novo estádio do Palmeiras). A aguardar e conferir…

 

* Vídeo novão do grunge (de Uberlândia, Minas Gerais) Leave Me Out no pedaço. Para a canção “Dead Man”, que faz parte do disco de estreia deles. O Leave Me Out faz rockão à la Seattle PODEROSO. E o blog gosta bastante da banda. Confere aê e saiba mais sobre ele aqui: https://www.facebook.com/bandaleavemeout?fref=ts.

 

 

* Bien, friaca bravíssima em Sampalândia, sendo que o finde chegou, uhú (yep, o postão está sendo engordado na sextona em si, 15 de agosto). Então vejamos o que rola de bão no circuito alternativo da capital paulista, começando por hoje: tem noitada rocker sempre fodona no Astronete (na rua Augusta, 335, centro de Sampa) e também a reabertura do Inferno Club (no 501 da mesma Augusta), que passou por reforma bacanuda e agora volta com tudo.///Já amanhã, sabadão em si, tem novo show da banda A carne é fraca no Vagão Plaza (rua Nestor Pestana, 237, centrão putão de Sampalândia), e ainda open bar do inferno no Outs (no 486 da Augusta), sendo que a pedida é comçar a balada cedo tomando sempre ótimas brejas artesanais na Sensorial Discos (lá no 2389 da Augusta Jardins), e depois cair na night, uia! Então escolha o que lhe convém, se aqueça contra o frio e se joga, mano!

 

* E falando na Sensorial, tudo acertado, tudo confirmado. Dia 6 de setembro o blog vai tocar literalmente o terror e o puteiro rocker por lá. Quem for e sobreviver, verá!

 

* É isso. Semana que vem a gente volta, com novo postão incrível e inédito. Até lá!

 

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EXTRINHA PRA COMEÇAR BEM A NOVA SEMANA – VANGUART E O AMOR TOTAL EM SAMPA

* Yeah! O finde zapper foi mega bacanudo. Começou no sabadão em si com o festão de doze anos do Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba e onde rolaram shows fodões do sempre esporrento Coyotes California (que está prestes a começar as gravações de seu segundo disco) e do desconhecido até então pelo blog Sr. B & Dona Vontade: um septeto (!) que incorpora elementos de rock, mpb e música negra em seu som, com boas letras em português e músicas bordadas com violões e flautas, além dos vocais divididos entre uma garota e um dos músicos do grupo. Fizeram um set bacanudo e você pode saber mais sobre eles, que já têm um disco lançado, nesses links: https://www.facebook.com/SenhorB/info ou http://www.senhorb.com/.

 O Sr. & Dona Vontade, no palco do Simplão Rock bar: set legal de rock e mpb

 

* Agora lindão mesmo foi o show do Vanguart na noite do domingão no teatro do Itaú Cultural, na avenida Paulista em Sampalândia. O blog foi lá conferir de perto (mesmo porque é amigo pessoal máster dos meninos desde que os conheceu em Cuiabá, em 2005) e ficou emocionado (como todos ficaram, aliás) com um set que está cada vez mais impecável ao vivo. E não só: o Vanguart, além de ser um dos melhores nomes do rock nacional dos anos 2000’, também continua dando lição de humildade em outras bandas. Ao final da apresentação os queridos Helinho Flanders, Douglinhas, Reginaldo, Lazza, Fernanda e David atenderam pacientemente mais de uma centena de fãs que aguardavam para tirar fotos com a banda e pedir autógrafos pra ela. Bacana demais isso da parte deles. E o jornalista zapper terá sempre amor gigante e perene pelos Vangs. Fica o alô, inclusive, pro pessoal do Norte: o grupo fecha a segunda noite do festival Se Rasgum em Belém, no próximo dia 23 de setembro. Preparem-se belenenses (e também fãs de Macapá): showzão a caminho de vocês!

Helinho Flanders, o pequeno grande gênio do Vanguart e o jornalista coroa mas eternamente rocker, no camarim do Itaú Cultural em São Paulo, após a gig espetacular da banda no último domingo: amizade eterna e amor infinito em SP!

 

* E showzão (mais um) a caminho de Sampa em novembro. O garoto folker inglês Jake Bugg volta ao Brasil para gigs em Porto Alegre, na capital paulista e no Rio. Beleusma!

 

Robin Williams, que brilhou em “Sociedade dos poetas mortos”, lançado em 1989 e um dos filmes mais bacanas vistos por este blog naquela época, foi encontrado morto hoje em sua casa, na Califórnia. Ele tinha sessenta e três anos de idade e sofria com alcoolismo e problemas de depressão. A polícia suspeita de suicídio. Rip, man!

 

* É isso. Postão continua lindaço e já bombando nos likes. E se rolar alguma novidade importante, a gente conta aqui. Até logo menos então!

 

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Recordes de audiência e fakes sujos e covardes.

Sempre, néan. Pois foram exatamente estes dois pontos (ou aspectos) que dominaram totalmente o último post da Zap’n’roll, hoje um dos três ou quatro principais blogs de cultura pop e rock alternativo da web brasileira. Em seus mais de onze anos de existência o blog (que está no auge de sua popularidade e também em termos de audiência, acessos e repercussão) nunca experimentou números dessa magnitude: no exato momento em que este editorial está sendo escrito (no começo da noite de quinta-feira), o postão anterior alcançou 241 comentários no painel do leitor e 288 likes (ou curtidas) em redes sociais. Pode não parecer muito diante dos milhões de acessos que um portal como o R7 ou a Folha online possuem mas são números gigantes para um blog que é independente, que não está hospedado em nenhum grande portal de internet e que continua sendo acessado numa era em que leitores de blogs têm preguiça de enviar comentários aos mesmos, preferindo apenas dar o “like” (ou curtir) no texto e boa. Então ao mesmo tempo em que isso enche de orgulho o jornalista rocker coroa e quase ex-maloker/gonzo que escreve estas linhas semanalmente (vamos assumir: quase porque ainda gostamos de dar uma pirada básica de vez em quando, hehe, senão a existência fica sem graça; e a existência humana por si só já é bastante cinza pra não conseguirmos enxergar graça alguma nela ao menos de vez em quando que seja), também nos causa desconforto e problemas (sempre) por nos darmos conta de que quanto mais o blog é acessado e repercute, mais ele desperta o ódio avassalador, o ressentimento, o recalque, o rancor e a autêntica e doentia psicopatia de gente que persegue e ataca pesadamente sem dó e de maneira implacável este espaço online. Não é brincadeira: dos 241 comentários postados no painel do leitor, boa parte foi enviado por fakes absolutamente SUJOS e COVARDES em grau máximo (afinal, um sujeito que escreve pra um blog ou em qualquer outro veículo de mídia ou mesmo em rede social e não tem coragem de assumir com sua verdadeira identidade o que está escrevendo, só pode mesmo ser um grande verme ou merda na vida). Gente estúpida, mentirosa, grosseira e que não tem pudor em insultar o sujeito aqui da forma mais baixa possível, tentando enxovalhá-lo moralmente ao máximo. E como prezamos demais a liberdade de expressão e a democracia de opiniões tanto no blog em si quanto no painel do leitor, vamos liberando os comentários na medida do possível e da tolerância aos ataques mais pesados, ainda que muitas vezes à custa de editar essas mensagens. Porém, com o passar dos anos (sim, essa turma cretina não desiste nunca) quem escreve estas linhas bloggers poppers aprendeu a lidar com esse povo escroto (e onde incluem-se, pasmem, notórios ditos “grandes profissionais” da nossa imprensa cultural e musical, como um certo editor da revista Rolling Stone Brasil, além do tristemente conhecido Jotalhão, que nesse momento presta seus desserviços como editor da quase falida edição nacional da revista Billboard). E hoje tira de letra esse pessoal, inclusive se divertindo muito com as mensagens que eles enviam, e ainda respondendo a eles com a mesma sagacidade e torpeza com que os otários enviam suas assacadilhas absurdas e na maioria das vezes total sem noção. No final das contas essa malta de imbecis não se dá conta de que eles só contribuem para aumentar a audiência e o acesso ao blog. E tudo isso se resume naquela velha equação das relações humanas e de quem se torna figura pública por ser jornalista (como o zapper aqui é, há quase três décadas) e dar a cara a tapa pra escrever e emtir suas opinões também em veículos públicos de mídia: se despertamos ódio e perseguição é porque incomodamos bastante e temos nossa relevância dentro dessa gigantesca fogueira das vaidades e de egos descontrolados que infelizmente domina o meio artístico e o jornalismo cultural em si. Ninguém chuta ou se preocupa com cachorro morto, não é mesmo? Então é isso: cá estamos novamente. Com a duríssima missão de manter estas linhas virtuais em seu auge de audiência e repercussão. Para isso continuaremos sempre contando com o apoio de nosso amado leitorado que, assim como nós, ama apaixonadamente a cultura pop e o grande e emocionante rock’n’roll.

 

 

* E a pauta zapper está mudando aos poucos e gradativamente. A entrevista com o dramaturgo Mário Bortolotto no post anterior repercutiu enormemente. Assim o tópico principal desta edição do blog também terá viés… literário, hehe. Vai lendo que você vai ver e gostar. Além disso o conteúdo, hã, putanheiro e cadeludo será mais mitigado daqui para a frente por entendermos que tudo tem sua fase na vida e que agora o blog precisa priorizar mais outros assuntos que tenham estofo realmente ligado à cultura pop. Mas fiquem sussa que JAMAIS haverá caretice editorial por aqui – tanto que o mega apreciado tópico “musa rocker da semana” está se tornando fixo. O mundo já se tornou conservador e moralista demais nas últimas décadas pra embarcarmos juntos nessa onda. Babaquice e reacionarismo aqui, JAMAIS!

 

 

* Assim como também não podemos nos permitir sermos reacionários, conservadores e babacas ao escolher nossos candidatos para as eleições deste ano, em outubro. E não é segredo para ninguém que acompanha estas linhas bloggers rockers há anos e que conhece muito bem o pensamento político, social e libertário do autor deste espaço virtual que o nosso candidato a deputado federal é mesmo o amado produtor cultural e super dj André Pomba, que já está à toda em sua campanha pelo Partido Verde. Além de ser o MELHOR AMIGO de Finaski há mais de vinte anos e uma das pessoas mais íntegras em todos os aspectos de vida que já conhecemos em nossa existência, Pomba tem uma plataforma de atuação política sensacional e que será amplamente analisada e comentada com ele próprio em nosso próximo post, quando deveremos fazer uma entrevista bacanuda com o candidato. Mas de antemão: nem dá pra pensar em NÃO votar em um sujeito que, entre zilhões de propostas incríveis, defende a diversidade sexual plena, o fim do serviço militar obrigatório, a legalização da maconha e o incentivo ao rock e à cultura alternativa como um todo. Bacana demais e iremos falar muito mais sobre isso no próximo post, podem aguardar!

 

 

* O que não dá pra acreditar, sinceramente, é nas pesquisas eleitorais que apontam o atual (des) governador de São Paulo, o GRANDE MERDA e BANDIDO Geraldinho Alckmin, como franco favorito à reeleição de seu cargo. Pelamor, o eleitorado médio, classe média alta, reacionário e conservador paulista é mesmo o mais BURRO do Brasil. A tucanalha do PSDB está encastelada aqui há mais de duas décadas no Poder e quer se manter nele a todo custo, mesmo que isso signifique a FALÊNCIA do Estado paulista em todos os sentidos. Vejam bem: a (in) segurança pública estadual está podre. Idem a Saúde e Educação. Nos últimos dez anos a máfia tucana desviou BILHÕES das obras do metrô no já célebre esquema conhecido como “Trensalão”. Por fim a ÁGUA tão necessária à existência humana vai ACABAR no Estado e na capital em outubro (logo após o primeiro turno das eleições), e aí o blog quer ver o que essa classe média estúpida e conservadora que vai reeleger esse merda gigante e sua gang de facínoras, vai fazer quando não houver mais uma gota de água pra tomar banho, escovar os dentes, lavar louça ou dar descarga no vaso sanitário pra levar seu cocô fedido embora. Como é que vai ser hein? Mas aí foda-se: Geraldinho já terá sido reeleito e irá muito feliz rir da cara dos trouxas que votaram nele. Esperem e verão!

Esse MERDA GIGANTE ARRASOU o Estado de São Paulo, deixando os paulistas burros sem água inclusive; e ainda vai se reeleger nas próximas eleições, incrível!

 

 

* Enquanto isso a administração do grande Fernando Haddad continua dando show de bola na prefeitura paulistana. Yep, estas linhas online sempre politizadas ao extremo e sempre total conscientes do quadro político do país, já cansaram de afirmar aqui que andamos bem putos com as cagadas monstruosas que o PT anda patrocinando no gerenciamento do país. Mas em Sampa Haddad está mesmo mostrando a que veio. E quando você vê o sujeito entregando carteiras de trabalho assinada pra ex-dependentes químicos de crack começarem a trabalhar e a ter uma vida decente, você só pode aplaudir o prefeito em pé. Ele pode estar sendo mega impopular agora (óbvio: a classe média endinheirada, escrota e conservadora, que é ultra egoísta e só pensa nela e em seu conforto pessoal, e que ADOOOOORA entupir de carros as ruas já total intransitáveis da capital paulista, só pode detestar um prefeito que quer priorizar a todo custo o transporte coletivo). Mas no futuro sua administração será reconhecida e mega admirada. Querem bater uma aposta com o blog quanto a isso?

Fernando Haddad: está se mostrando um ótimo prefeito em Sampa e dando vida DIGNA a ex-dependentes químicos de crack

 

* Se todos os quadros do PT fossem iguais a Fernando Haddad, o partido seria o melhor do Brasil nesse momento, sem dúvida alguma.

 

 

* E vamos ao rock’n’roll. O gigante Foo Fighters está colocando os  milhões de fãs do grupo em polvorosa: a banda promete para esta segunda-feira um “anúncio grandioso”, que mui provavelmente irá se referir ao lançamento do novo álbum de estúdio da turma do Dave Grohl, engatilhado óbvio a uma nova turnê mundial. O último disco do conjunto foi o bem legal “Wasting Light”, que saiu em 2011. O novo vem com sua produção assinada pelo gênio Butch Vig (o homem por trás do classicaço “Nevermind”, do Nirvana). Então o blog bota fé que vem um discão por aí.

 

 

* Já a NME, que adora criar listas polêmicas e na falta de uma banda ou lançamento decente pra estampar seu espaço mais nobre, veio com esta capa aí embaixo na sua edição desta semana. Veja você diletíssimo leitor deste espaço rocker virtual e dê sua opinião…

 

 

* E a cantora Marianne Faithfull, que um dia (lá pelos anos 60’) já foi um BOCETAÇO (hoje, é uma respeitável “senhoura” sexagenária, hihi), declarou em entrevista dada esta semana na rock press gringa que seu ex-namorado, que era traficante de drogas, foi o responsável pela morte de Jim Morrison (o imortal e inesquecível líder dos Doors) em Paris, em 1971. “Jim queria heroína e meu ex-namorado tinha. E a que ele tinha e estava vendendo era muito forte. Foi isso que causou a morte de Jim”, esclareceu Marianne, que FODEU sua xota quando esta era boa com absolutamente TODOS os integrantes dos Rolling Stones – isso, repetindo, lá pelos anos 60’, quando ela era uma putaça e junkie de primeira linha. Fodeu tanto com eles que um dia declarou, também em uma entrevista que ficou célebre: “os Stones DESTRUÍRAM a minha vagina! Nunca mais consegui gozar na vida!”. Uia!

 Marianne Faithfull, que era esse BOCETAÇO nos anos 60′ (e que diz que os Stones destruíram a sua xoxota a ponto de ela nunca mais conseguir gozar), afirma em entrevista: “meu ex-namorado matou Jim Morrison!”

 

 

* Falando em xoxotas, trepadas e gozos: a indústria do filme pornô explícito está enfrentando mega crise no estado americano da Califórnia. O motivo: uma lei aprovada pela Secretaria de Saúde de lá EXIGE que profissionais que trabalham atuando em filmes de sexo explícito USEM camisinha durante as fodas. As produtoras já constataram que longas em que são utilizadas camisinhas nas trepadas tiram o TESÃO do espectador. Com isso caem as vendas dos filmes. E os próprios atores (tanto os machos quanto as cadelas) alegam que é ruim trepar COM camisinha. Que novidade… o que só comprova a tese destas linhas canalhas virtuais (e sendo bem politicamente incorreto agora, hihihi): o povo gosta mesmo é de FODER SEM CAMISINHA, ulalá!

Não adianta: assim como o casal aí no gif está fazendo, o povo gosta mesmo é de FODER SEM CAMISINHA, uia!

 

* LANÇAMENTO EXCLUSIVO DO BLOG: O NOVO VÍDEO DO MAD SNEAKS! – yeeeeesssss! Um dos nomes mais fodões do rock independente Mineiro e uma da bandas prediletas do blog na atual cena indie nacional, o trio grunge Mad Sneaks acaba de finalizar um novo vídeo promocional. Desta vez para a música “A Cura”, uma das porradas do sensacional álbum de estreia do grupo, “Incógnita”, que foi lançado em 2013 mas que segue fazendo trajetória lindona pelo Brasil afora. Formado pelo guitarrista e vocalista Agno Santos, pelo baixista Adriano Lima e pelo batera Amaury Dias, o Mad Sneaks já foi destaque em festivais gigantes como o Goiânia Noise e é uma das melhores traduções brasileiras do glorioso grunge de Seattle à la Soundgarden e Alice In Chains. Acha que estas linhas zappers estão exagerando? Então confere você mesmo aí embaixo o clip de “A Cura”, em lançamento EXCLUSIVO e em primeira mão aqui no blog.

 

 

* Falando em festivais, vem aí a edição 2014 do também gigante Porão Do Rock, que acontece no estacionamento do estádio Mané Garrincha, em Brasília, nos próximos dias 30 e 31 de agosto – sendo que estas linhas online estarão por lá novamente, acompanhando tudo beeeeem de perto. O PDR deste ano tem entre seus headliners a fodaça Nação Zumbi, a baiana rocker Pitty (amiga querida deste espaço online e que lançou um novo disco beeeeem lecal há pouco tempo) e o Cavalera Conspiracy, dos irmãos Igor e Max (esse, também velho chapa do blogão zapper). Fora que também haverá zilhões de shows bacanas de bandas idem da cena independente nacional, como o trio Nevilton por exemplo. Ou seja: o Porão 2014 promete ser bom pra caralho e nós estaremos lá pra conferir.

 Zap’n’roll ao lado do seu velho chapa Max Cavalera, durante o festival Porão Do Rock ano passado, em Brasília: na edição 2014 (que acontece no final deste mês), o ex-vocalista do Sepultura volta ao evento, desta vez com o Cavalera Conspiracy

 

 

* Mas antes de ir pra qualquer festival fora de Sampalândia, vamos novamente falar de literatura no blogão campeão em cultura pop. E vamos falar de um escritor que era total rock’n’roll: Charles Bukowski, ídolo literário do sujeito que escreve este blog. E que, mesmo vinte anos após a sua morte, continua angariando novas e novas gerações de leitores fanáticos. Lendo aí embaixo você fica sabendo por que.

 

 

BUKOWSKI, O VELHO SAFADO E GENIAL DA LITERATURA AMERICANA CONTINUA SEDUZINDO GERAÇÕES DE NOVOS LEITORES

Com certeza. E a devoção/paixão destas linhas bloggers de cultura pop pelo escritor alemão (mas que morou praticamente sua vida inteira nos Estados Unidos) continua total e inabalável, mesmo após vinte anos de sua morte.

 

Não só: Buk continua encantando e seduzindo novas e novas gerações de leitores. Ele era do rock: beberrão, mundano, notívago, safado, ordinário, com uma poética crua, seca e direta. Mas com um texto brilhante, intenso e que envolve o leitor de imediato. Por isso mesmo que os garotos que o lêem querem se tornar escritores marginais, bêbados e calhordas. E as meninas que o lêem também sonham em encontrar velhos sujos e cultos que fodam suas bocetas sedentas com devassidão e loucura.

 

Zap’n’roll deve muito do seu estilo textual a Charles Bukowski. Afinal são exatos trinta anos convivendo com a escrita genial de um autor que frequentemente é associado à geração de escritores beat americana (e que dominou boa parte da literatura dos EUA nas décadas de 50’ e 60’, iluminando as cabeças de uma geração fã de poesia marginal, maconha, vinho e jazz, e que amava autores como Jack Kerouac, William Burroughs e Allen Ginsberg), mas sem na verdade ter feito diretamente parte do movimento. O primeiro livro que o blogger loker leu de Bukowski foi “Cartas na Rua” (por acaso, o primeiro romance escrito por Buk, e lançado em 1971), em sua primeira edição que foi lançada no Brasil em 1984, pela extinta Editora Brasiliense. Era (é) o livro onde o beberrão e solitário Buk dava vasão ao seu alterego, o carteiro Henry Chinaski – Bukowski trabalhou mesmo nos correios americanos, por quase trinta anos. Pediu demissão do serviço quando já estava se tornando mega conhecido como escritor e quando seus livros começaram a ser lançados pela editora Black Sparrow, por onde editou toda a sua obra.

Charles Bukowski (acima) e sua ótima biografia (abaixo), que foi lançada no Brasil há uma década e está fora de catálogo: gênio marginal da literatura americana do século XX

 

Bukowski nasceu na Alemanha em 1920 mas mudou-se ainda criança com a família pros Estados Unidos, fixando-se em Los Angeles. Nunca se deu bem com o seu pai. Era anti-social, feio, acanhado, com o rosto sempre espinhento. Encontrou refúgio para sua baixo auto-estima, sua solidão e seu comportamento anti-social na bebida e na literatura. Começou a escrever poemas aos vinte e quatro anos de idade. Fez sexo pela primeira vez (segundo conta a ótima biografia dele, “Vida e loucuras de um velho safado”, que saiu também no Brasil há uma década, e se encontra fora de catálogo) quando já estava com trinta e cinco anos de idade. E quando resolveu deixar os correios, com quarenta e nove, já era uma celebridade como escritor. Ficou rico, comeu absolutamente todas as bocetas que não tinha comido em sua juventude (se tornou um clássico a história da vez em que a mulher que estava casada com um Bukowski já muito famoso, ao chegar na casa onde moravam, deu de cara com duas loiraças peitudas e com cara de putas na varanda da residência. Ela entou perguntou: “quem são vocês?” E elas responderam, sem pudor algum: “somos da Suécia. E viemos até aqui pra TREPAR com Bukowski”. Uia!) mas nunca perdeu a aura de simplicidade e de anti-social que o acompanhava.

 

Embora o forte de sua obra seja a poesia, nosso (anti) herói também publicou romances fodásticos como “Mulheres”, “Crônica do amor louco”, “Misto Quente” ou “Hollywood”. Ele morreu em 1974, de leucemia. Tinha setenta e três anos de idade. E se tornou mito. E mesmo passadas duas décadas de sua  morte, continua seduzindo gerações de novos leitores. E sendo venerado por eles. Afinal, quem é gênio não morre jamais. A vida é breve, finita. A arte, eterna.

 

* Mais sobre Charles Bukowski, vai aí nesses links: http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Bukowski e https://www.facebook.com/ByBukowski?fref=ts.

 

 

E AS MUSAS BUKOWSKIANAS… WOW!

Yeah! Há uma página no Facebook, o das Musas Bukowskianas, que é tesão total. Ali diariamente garotas e mulheres fãs do nosso muso (rsrs) literário postam fotos suas abusadas para ilustrar trechos de poemas e romances publicados por Buk. E há também um Tumblr das Musas que publica material na mesma vibe, mas com fotos ainda mais ousadas (o que não é permitido na rede social nazista comandada pela bexa judia Marck Zuckerberg). Os links para visitar as duas páginas: https://www.facebook.com/MusasBukowskianas?fref=ts e http://musas-bukowskianas.tumblr.com/.

 

Aí embaixo um “aperitivo” do que você encontrar tanto no Tumblr quanto na página do faceboquete relativo às deliciosas musas bukowskianas.

 

Os peitos da loucura!

 

Corpo em chamas

 

As unhas vermelhas que vão arrancar sangue das tuas costas…

 

Me enlouqueça com bourbon que eu te enlouqueço com o meu corpo

 

 

MUSA ROCKER SEMPRE INCRÍVEL DA SEMANA – O ANJINHO MORENO YASMIN, WOW!

Nome: Yasmin Milani.

 

Idade: 18 anos (!!!).

 

De onde é: São Caetano Do Sul/SP.

 

Mora com: os pais, sendo que o papi trampa com vendas e também é dj nas horas vagas. Já a mãe é bailarina.

 

Pretende: trabalhar com produção visual e estética, com maquiagem etc.

 

Bandas: Nirvana, The Runaways e Pink Floyd.

 

Discos: “In Utero” (Nirvana) e “The Piper At The Gates Of Dawn” (a estreia e obra-prima do PF, lançada e€m 1967).

 

Filmes: “Donnie Darko” e “Dazed And Confused”.

 

Livros: “Heavier Than Heaven” (a biografia fodona de Kurt Cobain) e “O vampiro Lestat”, de Anne Rice.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: além de ser mega inteligente, doce e muito jovem, Yasmin tem uma beleza única e sedutora. Ela é total do rock e o autor deste blog NÃO a conhece pessoalmente, embora ambos se adorem já como amigos. Yep, ela tem grandes amigos em comum com o sujeito aqui, vive papeando com ele pelo Facebook e adora frequentar (como o blog também adora) o Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba. Então por tudo isso resolvemos eleger Yasmin como nossa musa rocker desta semana, hehe.

 

E sem chance marmanjos: ela é ainda super jovem mas já tem namorado. Sorte dele!

 

A vocês resta curtir as imagens da morena magra e linda de rosto aí embaixo. Deleitem-se pois!

 Um anjo sedutor que deseja seduzir apenas seu único e grande amor

 

Amor ao rock’n’roll e ao gênio Kurt Cobain, sempre!

Nas minhas costas carrego os meus desejos mais secretos e sinceros

 

As grades não a impedem de voar alto

Deusa de beleza pura e suave, meditando no esplendor da relva

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “Alive From Graveyard” é a estreia do quarteto (onde tocam os chapas Joe Klenner e Flavinho Forgotten) indie paulistano Corazones Muertos, um dos bos nomes da atual cena alternativa da capital paulista. O som do CM remete ao rock’n’roll garageiro e protopunk de MC-5 e Stooges e ao glam rock de Slade, Bowie e Marc Bolan. Melhor impossível, sendo que estas linhas bloggers sempre total rockers ainda irão falar melhor da banda por aqui nos próximos posts, pode esperar! Mas se você já se interessou pelo som deles, vai aqui: https://www.facebook.com/corazonesmuertosband?fref=ts.

 O quarteto paulistano de garage protopunk rock Corazones Muertos: disco de estreia deles já está na área

 

* Festão de aniversário: rola hoje, sábado, a festa de doze anos de um dos picos rockers mais legais da Grande São Paulo. É o Simplão Rock Bar, claaaaaro, que fica localizado (literalmente) no meio do mato, dentro da área de uma chácara próxima à paradisíaca Paranapiacaba. Vai ter showzão dos Coyotes California e mais algumas bandas e é pra lá que o blogger ainda maloker (às vezes, rsrs) está indo logo menos, na cia sempre adorável dos queridões Falcão, Aimée, William, Adriana e Vandré. Se você estiver a fim de ir também se manda que dá tempo de sobra. A esbórnia começa às oito da noite e não tem hora pra acabar.

 

* Vanguart no Itaú Cultural: yeah! Amanhã (domingo em si já que o postão está sendo finalizado no final da tarde de sábado) os sempre incríveis Vangs fazem set especial, às sete da noite, no Itaú Cultural (na avenida Paulista, próximo ao metrô Brigadeiro, zona sul da capital paulista). E quem quiser ir é bom se agilizar: os ingressos serão distdistribuídos gratuitamente uma hora antes de o show começar. E vão se evaporar, claro.

 

* Baladíssimas: pro finde de frio em Sampa? Vai nessa: a noite começa bem com pocket shows do Milocovic e do Noctvillains na Sensorial Discos (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois ainda dá tempo de emendar laaaaá no baixo Augusta e curtir o open bar do inferno no Outs (no 486 da Augusta) ou o melhor pub rock da região, que é o Astronete (no 335 da mesma Augusta). Ou ainda, se você estiver na pegada de um showzão de blues e rock’n’roll, a pedida é ir ver o Saco de Ratos no Club Noir (colado no Astronete). Certo mano? então boa putaria rocker nesse noitão de sabadão, hihi.

 

 

E FALANDO EM BALADAS, VEM AÍ…

NOITÃO ZAP’N’ROLL – A FESTA ROCKER NUNCA TERMINA!

Alguma dúvida? Pois então: vai rolar nova putaria rocker patrocinada por estas linhas online. Desta vez será no dia 6 de setembro, sábado, lá na Sensorial Discos. E vai ter shows bacanudos do Jean Nicholas (lá de Recife), do Zandré Nogueira (da banda Mineira Machados), do queridão Rangel (dos Bailen Putos) e do sempre fodástico Churrasco Elétrico.

 

Como se não bastasse, ainda vai rolar vj set com o expert Fabio Vietnica além de discotecagem zapper, claro. E a cereja no bolo: performance sacana, erótica e calhorda ao cubo dessa dupla de deusas aí embaixo: as musas do blog Madeleine Akyê e Jully DeLarge. Precisa mais?

 

Nas próximas semanas iremos divulgar mais detalhes sobre o festão que novamente vai derrubar tudo na rua Augusta, em Sampa. Aguardem!

 Essas duas delícias cremosas vão tocar o puteiro, o terror e o amor lesbos na próxima festona do blog; vai perder???

 

 

 

TICKETS PRO MISSION? VEM QUE TEM!

Claro que tem! Vai lá no hfinatti@gmail.com que está em disputa:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do gótico inglês The Mission, dia 20 de agosto em Sampa. Dedo no mouse e boa sorte rapá!

 

 

E TCHAU PRA QUEM FICA

Postão no capricho, sempre néan. Então ficamos por aqui porque agora o blogão vai se mandar pra friorenta Paranapiacaba, pra curtir o festão de aniversário do Simplão Rock Bar. Semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 11/8/2014, às 22hs.)

A deusa, diva e tesão absoluto Lana Del Rey reina no mondo pop com seu novo discão; os GIGANTES e ETERNOS Rolling Stones confirmam: América do Sul (e Brasil), aí vamos nós em fevereiro de 2015!; o indie rock bucólico e lindão do Real State (quem?), que vai tocar por aqui no final do ano; o incrível indie folk gaúcho do Spangled Shore (quem???); as musas bukowskianas que enlouquecem machos (cados) tarados, a Selecinha vai com certeza pra casa do caralho na Copa de merda e mais livros e ingressos em promoção no postão do último feriadão do semestre, uia! (postão completão no ar, com plus gigante, direto das Minas Gerais!) (atualização final em 21/6/2014)

A diva, deusa e musa divina do cancioneiro pop americano dos anos 2000’, e os velhos GIGANTES e até hoje a MAIOR banda de toda a história do rock’n’roll: Lana Del Rey (acima, total nude em ensaio fodaço e já célebre para a edição britânica da revista GQ, publicado em 2013) lança discaço e reafirma sua ultra classe como cantora; os Rolling Stones (abaixo) prosseguem na turnê “14 On Fire” e confirmam: show no Brasil, no final de fevereiro de 2015

 

A violência é tão fascinante.

E nossas vidas são tão normais, como cantou Renato Russo no clássico “Baader Meinhof Blues”, gravado pela Legião Urbana em seu disco de estreia, lançado em fins de 1984. Pois nesses dias de Copa do Mundo (e felizmente com frio outonal delicioso e aconchegante em Sampa, nesta madrugada de quinta pra sexta-feira e em pleno meio do último feriadão prolongado do primeiro semestre, quando o novo post do blog começou a ser escrito) no país miserável de Quinto Mundo que aspira eternamente a ser de Primeiro (mas jamais sem conseguir chegar lá), a letra profética de Russo radiografa com exatidão o que vive a população brasileira: as vidas continuam tão normais e empolgadas/anestesiadas por um esporte estúpido (o futebol), que rende bilhões apenas para alguns jogadores, para entidades de caráter ultra duvidoso e mafioso (como a Fifa e a CBF), para grandes corporações de mídia (como as Organizações Globo) e de marketing. O torcedor é apenas o grande otário nesse esquema todo, aquele que paga caríssimo para alimentar uma paixão desmesurada (e inexplicável) por times babacas e jogadores semi-analfabetos, que mal sabe falar diante de um microfone. Enquanto isso, enquanto a vida segue (a) normal e anestesiada por uma Copa que pelo jeito não vai deixar benefício posterior algum ao país que a está sediando, e que sequer vai ser ganha por esse país sede, a violência também segue fascinante no nosso lindo e imenso Brasil. Em Recife a polícia desce o cacete em moradores de uma ocupação durante uma reintegração de posse. No Rio a polícia militar ASSASSINA prende dois menores de idade e executa um deles (de apenas catorze anos de idade) com tiros de fuzil. Em São Paulo os famigerados black blocs novamente destroem agências bancárias, carros e patrimônio público e privado durante ato do Movimento Passe Livre, que comemorou um ano das manifestações de junho de 2013 pelo não aumento da tarifa do transporte público. Some-se tudo isso e teremos uma imagem fiel do que é o Brasil de ontem, quase trinta anos atrás (quando a Legião Urbana lançou “Baader Meinhof Blues”), e de hoje. Avançamos em quê, afinal? Evoluímos onde? O que aconteceu com o senso de solidariedade, simpatia, cordialidade, respeito e amizade que norteava boa parte do brasileiro décadas atrás? Onde tudo isso foi parar? Onde nós e nossa sociedade vai parar se continuarmos assim? Enquanto as respostas não surgem (e parecem cada vez mais difusas em um horizonte incerto e distante) o Brasil grande continua a se entorpecer na Copa inútil, e a celebrar uma satisfação e uma alegria inócuas e no final das contas burra, porque surge apenas em função de um ópio esportivo (o futebol). Enquanto isso quem tem o juízo minimamente no lugar e reflete melancolicamente e de maneira consciente sobre a situação atual, se exaspera ao constatar como anda a Saúde no país, como anda nossa Educação, infra-estrutura, como anda o (des) governo polarizado por dois Partidos (PT e PSDB) que se especializaram na corrupção e na conduta canalha de seus quadros e como não se enxerga, infelizmente, um horizonte alentador que traga soluções para tudo isso. Esse é o recado que o “editorial da Copa” de Zap’n’roll quer deixar ao seu sempre dileto leitorado. Vamos em frente aqui, tentando levar um pouco de alento e cultura pop àqueles que querem algo além do que apenas viver no país do futebol. Por isso mesmo este post traz a sempre linda Lana Del Rey (com ótimo disco novo lançado) e novidades indies bacanudas, como o lindão dreampop indie americano Real State ou o indie folk gaúcho Spangled Shore, além das tesudas musas do imortal Charles Bukowski. É talvez muito pouco pra aliviar a barra de enfrentar um cotidiano repleto de desalentos existenciais. Mas seguimos tentando, sempre. Enquanto isso a violência continua tão fascinante e nossas vidas seguem sempre tão normais…

 

 

* Zap’n’roll nas Minas Gerais, Estado montanhoso, frio, acolhedor e com o céu noturno mais lindo desse Brasilzão, wow!

 

 

* O blog está em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde acompanha neste sábado (leia-se amanhã) a festona rocker “Noite valvulado”, que vai rolar no centrão da cidade (no Clube Lounge, Praça Rui Barbosa, 110) e que é produzida pela turma do coletivo Cultura Amplificada. Seis bandas sobem ao palco a partir das nove da noite, entre elas a incrível Mad Sneaks (trio grunge fodaço de Minas Gerais), além da também muito boa e grunge Leave Me Out, daqui da cidade em si. Estas linhas online foram convidadas a acompanhar de perto o esporro rocker e ficam na cidade até a próxima segunda-feira, confortavelmente hospedadas na house da queridaça Adreana Oliveira, que está assessorando informalmente o evento e que é uma das jornalistas rockers mais lindas e conhecidas da indie scene nacional.

 

 

* Portanto, este post (que começou a ser escrito ontem em Sampalândia), será concluído por aqui mesmo, direto das montanhas de Minas.

 

 

* E tudo sobre a Noite Valvulado (que também terá cobertura do blog no post da semana que vem), você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1485532508348703/?fref=ts.

 

 

* A nota política da semana não poderia ser outra: no último finde diversos Partidos realizaram suas convenções pelo país afora, para escolher seus candidatos que irão disputar as eleições deste ano, em outubro. Entre estes está o PV, Partido Verde. E é nele que o autor deste blog irá confiar seu voto em 2014. Motivos para esta decisão não faltam: o PV talvez seja a terceira via que falta neste momento na política brasileira, para escaparmos do domínio do PT e do PSDB. Fora que a plataforma Verde é altamente progressista socialmente: contempla a legalização das drogas e do aborto e uma especial atenção à diversidade sexual. E por último, é pelo PV que o amado André Pomba (presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, um dos djs e agitadores culturais mais conhecidos de São Paulo e grande irmão de coração zapper há mais de duas décadas) vai se lançar candidato a deputado federal. Então fikadika do blog zapper: se você realmente quer tentar ver o país melhor em todos os níveis a partir de outubro, uma ótima opção aí está: votar nos candidatos do Partido Verde.

Dupla rocker dinâmica e irmãos eternos: Zap’n’roll ao lado do super dj André Pomba, que também é presidente da Ong Associação Cultural Dynamite; ele sai candidato a deputado federal pelo Partido Verde nas eleições de outubro próximo 

 

* Yep, não podemos deixar de mencionar: o post anterior deste espaço blogger chegou a cento e cinquenta curtidas e quase trinta comentários. Constatação que continua óbvia: Zap’n’roll continua bombator, sendo hoje um dos principais blogs de rock alternativo e cultura pop da web brasileira. E justamente por se encontrar no auge (aos onze anos de existência) é que ela deverá sair de cena, gloriosa, no final deste ano. Quando inclusive deverá estar indo para as livrarias “Memórias de um jornalista junkie”, que está sendo escrito pelo jornalista já coroa mas ainda loker e repleto de lembranças no HD do seu cérebro.

 

 

* E a BOMBA rocker desta sexta-feira não poderia ser outra: está extra-oficialmente confirmada a vinda dos Rolling Stones para a América do Sul no início de 2015. Eles irão fazer shows no continente (Brasil incluso) do final de fevereiro ao início de março, sendo que aqui por enquanto está agendado (também extra-oficialmente e ainda sem data definida) um show no Rio De Janeiro, no estádio do Maracanã. O dileto leitor zapper já sabe que as negociações para que os vovôs do rock’n’roll voltassem ao Brasil já se arrastavam há séculos, sendo que inclusive o grupo deveria tocar aqui ainda esse ano. Mas enfim, antes tarde do que nunca. E é óbvio que esta turnê das Pedras Rolantes será a última da banda e que vai ser um tumulto pior do que arrumar ingressos pra Copa conseguir tickets pro show. E esta vai ser, definitivamente, a ÚLTIMA GRANDE GIG ROCKER que o velho jornalista Finaski pretende assistir em sua vida.

Os vovôs vêm mesmo ao Brasil no começo de 2015: preparem-se!

 

* Kasabian na capa da NME desta semana. A banda merece, e como. “48:13”, seu novo discão e que foi bem resenhado em nosso post anterior, é um dos álbuns mais ouvidos por estas linhas bloggers nas últimas semanas.

 

 

* Chico Buarque nunca foi fã de rock’n’roll (pois ele, com sua vasta erudição, considerava o gênero como algo “menor” dentro da música; enfim, opinião dele, claro) mas o blog sempre amou Chico, ainda que discorde frontalmente de posturas suas de anos pra cá. De qualquer forma um dos maiores compositores da história da música brasileira e que pensou e radiografou como ninguém esse país, completou setenta anos esta semana. Fica aqui então os parabéns deste espaço rocker virtual pro velho Chicone.

 

 

* O INDIE FOLK BACANUDO DO GAÚCHO SPANGLED SHORE – daquelas surpresas que te fazem abrir um mega sorriso e que estão cada vez mais raras na indie scene nacional: noite dessas o blog está tomando brejas na padoca ao lado da sua casa (lá na Vila Mariana, zona sul chic de Sampalândia), junto com a turma amiga da banda Pronominais (você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui, após a Copa do Mundo; nova formação do indie rock paulistano que promete causar barulho no segundo semestre desse ano), com quem o autor destas linhas bloggers vai trabalhar a partir de agosto. Conversa daqui, papeia dali e o querido “ziquinha” Lucas Morelli (batera dos Pronominais) dispara: “Finas, você precisa ouvir o Spangled Shore, que também foi produzido pelo mesmo cara que tá produzindo nosso disco”. O blog, confessando sua “ingnorança”: “Quem???”. Até que o chapa Nani Morelli (o vocalista e líder dos Pronominais) foi até o carro e nos entregou um cd digipack, de capa azul, com dez faixas, intitulado “Coax The King”. O blog foi ouvir o dito cujo quando chegou em casa. E se apaioxonou no ato pelo que ouviu. Spangled Shore é o projeto de um homem só do músico gaúcho Gabriel Balbinot, que mora na distante Caxias do Sul. E seguindo a melhor tradição do folk purista que norteou gênios e lendas como Arlo Guthrie e Bob Dylan (bem no comecinho da sua carreira), Gabriel concebeu um discaço lindíssimo onde ecoam folks tramados com banjos, bandolins e violões, desenhando melodias bucólicas, campestres e algo melancólicas e que seduzem o ouvinte com apenas uma única audição. O sujeito, além de compor e cantar (em inglês e caprichando no sotaque “caipira” que o gênero pede) todas as músicas também as executa solitariamente, tocando todos os instrumentos (sendo que ao vivo ele se reveza entre os instrumentos de cordas e a percussão, feita em um kit minúsculo de bateria). “I Hang My Head”, que abre o disco, é sensacional: uma road song que serve de trilha perfeita enquanto você caminha por uma estrada solitária e empoeirada, pensando sobre a existência e rememorando fatos que marcaram sua vida, entre goles de whisky ou cerveja barata. E o cd prossegue assim até o final, encantando quem escuta músicas como “The Rascal”, “Dandelion” ou “The Core”. É sem dúvida alguma mais uma gigante descoberta destas linhas bloggers rockers (okays, descoberta desta vez dividida com a turma dos Pronominais) e que mostra que ainda há, sim e com certeza, gente fazendo música de altíssima qualidade na quase falida cena independente brasileira. Já tem o voto deste espaço virtual para entrar na lista dos melhores discos de rock nacional de 2014. E se você confia na palavra do blog e se interessou pelo Spangled Shore, vai aqui: http://www.spangledshore.com/. E aqui também: https://soundcloud.com/spangled-shore (onde dá pra ouvir todo o álbum “Coax The King”). Ou ainda aqui: https://www.facebook.com/SpangledShore/info.

 Spangled Shore, o projeto de um homem só do músico gaúcho Gabriel Balbinot: indie folk classudo e melancólico, na melhor tradição de mr. Bob Dylan

 

 

* E aí embaixo o lindíssimo vídeo para a incrível “I Hang My Head”:

 

 

* Agora, nem tão surpreendente assim é o novo discão da deusa loira Lana Del Rey. Já era previsível que seria um grande trabalho. E é, como você confere aí embaixo.

 

 

LANA DEL REY – SEMPRE TESUDA, ESTILOSA, SEDUTORA E NADA ULTRA VIOLENTA

Hoje ninguém mais duvida do talento do bocetaço lindo e cantante que atende pelo nome de Lana Del Rey. A diva e deusa americana de vinte e oito anos de idade, ao lançar “Ultraviolence” (que chegou às lojas do mundo todo no início desta semana, Brasil incluso, embora o disco tenha vazado na web há quase duas semanas), seu terceiro álbum de estúdio (sendo que ela renega o primeiro, editado em 2010), reafirma o que ficou nítido no muito bom porém controverso “Born To Die”, lançado há dois anos e que provocou discussões acaloradas sobre o talento (ou não) da garota: ela é sim uma grande cantora. E mantém a tradição das grandes vozes femininas da história do cancioneiro pop americano, como Nancy Sinatra. Com seu vocal de contralto, sua inspiração em poesia beat e em filmes de Francis Ford Coppola, seu apreço por canções suaves e melancólicas e sua nada falsa inadequação existencial (apesar de ser linda, rica, famosa e desejada), Lana entrega um discão aos seus fãs e a quem quiser ouvi-lo.

 

Quando “Born To Die” saiu, em 2012, Lana estava morando em Londres, havia havia reformulado totalmente sua carreira musical. Naquela época ela era uma cantora de canções pop algo dançantes e sem algo mais substancial em seu bojo, como foi registrado por ela em sua estreia em 2010 com “Aka Lizzy Grant”,  que não entusiasmou a crítica e muito menos produtores e selos de discos. Hoje, inclusive, a garota renega esse trabalho, que foi recolhido das lojas alguns meses após ser lançado e ter vendido poucas cópias. Então, o que difere a Lana Del Rey de “Born To Die” da cantora que gravou, há dois anos, um disco onde ostentava seu verdadeiro nome? Alguns fatores: ela deixou uma musicalidade mais pop e acessível de lado e se cercou de bons músicos e produtores. Também depurou sua inflexão vocal, mergulhou em composições mais densas, melancólicas e intimistas e investiu no visual diva “femme fatale”. Os resultados logo foram surgindo e mudando a sorte da americana: os elogiados singles “Video Games” e “Blue Jeans”, que antecederam o lançamento do álbum completo, receberam aprovação quase unânime da imprensa musical, e a revista britânica “Q” anunciou em outubro de 2011 que Lana era a “próxima grande coisa” da música pop.

 

E foi justamente por conta do sucesso de público e midiático de “Born To Die” que surgiram  as primeiras críticas ao trabalho de Lana. Como por exemplo o excesso de produção, o que tornaria a música da americana muito artificial. “O disco ‘Born to Die’ é realmente bom. Bastante produzido, é verdade, mas contém boas canções em meio a tantos instrumentos e efeitos”, observa Pablo Miyazawa, editor-chefe da revista Rolling Stone. “Mas eu gosto da artista, por vários motivos. Ela foge de certa mesmice que assola as cantoras pop recentes – não é exatamente uma diva intocável, embora até tente se comportar assim. Ela já expôs fragilidades e limitações – vide a performance dela no programa ‘Saturday Night Live’ [onde a artista demonstrou visível insegurança em sua performance, chegando a desafinar em alguns momentos] – e permaneceu em evidência posteriormente, o que acho que é mais mérito do que qualquer coisa”, completa o jornalista. Da mesma forma pensa nosso querido Lúcio Ribeiro, o homem do site/blog Popload, fã assumido de miss Del Rey: “é necessário ir além da falação ‘extramúsica’ em torno da Lana Del Rey para perceber a delícia pop que se esconde por trás daquela boca de botox, o passado errante, o amo-odeio da internet, o puro marketing. Gosto da cantora porque acho boa parte de suas músicas lindas e suas letras incríveis. É claro que gosto da bagunça que ela causa na cabeça de críticos, blogs, público em geral. Mas isso é só uma pimenta na construção do mito em que ela se tornou rapidinho. Adoro histórias como a dela. Acho ela superatual, mesmo parecendo uma cantora de filmes dos anos 50/60. Gosto quando ela pende ao hip hop, que é total a praia dela, onde ela cresceu”.

O novo discaço da musa e deusa Lana Del Rey: ela continua diva, tesuda e cantando melhor do que nunca

 

As críticas, porém, foram cendendo com o tempo. E deixando espaço para uma cantora que se aprimorava cada vez mais em seu ofício. Um aprimoramento que atinge resultados incríveis em “Ultraviolence”, um álbum “violento” em seu conceito estético e nas letras escritas por Lana (que continuam versando sobre viver no limite do perigo picológico, desencanto emocional, desilusão amorosa e inadequação existencial), mas absolutamente terno e sedutor em sua ambiência sonora e melódica. Há músicas lindíssimas espalhadas pelo disco, como a guitarra suave (e que se imuscui entre discretos tons eletrônicos e percussão suave) que conduz o primeiro single, “Shades Of Cool”, que parece saída diretamente de alguma trilha sonora de um filme de 007 da safra sessentista da série. E não só: a faixa-título vai pelo mesmo caminho, com Del Rey destilando inflexões vocais que ferem mortalmente nossa alma e nosso coração. “West Coast”, “Sad Girl”, “Old Money” (que música delirante com seus pianos e sua melodia eivada de tristeza, lembrando as trilhas impactantes de amor de filmes como “…E o vento levou”), “The Other Woman”… não há uma única faixa no trabalho que não exale exuberância musical, apuro melódico e instrumental e espetacular performance vocal de uma artista que tem tudo para se tornar uma das grandes cantoras pop dos anos 2000’.

 

O disco foi gravado em vários estúdios americanos e também ingleses. E boa parte dele teve a mão na produção de Dan Auerbach, metade do duo Black Keys, um dos grandes nomes do rock americano atual. Ele soube direcionar muito bem o bocetão cantante e extrair de Lana o melhor que ela pode oferecer em termos de canções emocionalmente poderosas e de interpretação avassaladora. Assim não há muito o que questionar desta vez: “Ultraviolence” é mesmo um álbum fodástico. E vislumbra um futuro longo e brilhante para a linda, loira, tesuda e diva Lana Del Rey.

 

 

O TRACK LIST DE “ULTRAVIOLENCE”

1.”Cruel World”

2.”Ultraviolence”

3.”Shades of Cool”

4.”Brooklyn Baby”

5.”West Coast”

6.”Sad Girl”

7.”Pretty When You Cry”

8.”Money Power Glory”

9.”Fucked My Way Up to the Top”

10.”Old Money”

11.”The Other Woman”

 

 

E A DEUSA E DIVA AÍ EMBAIXO

Nos vídeos de “West Coast” e “Shades Of Cool”, dois dos singles já retirados do álbum “Ultraviolence”

 

 

 

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AS MUSAS E DEUSAS DEVASSAS E PUTAÇAS DE UM VELHO LOUCO E SAFADO

Poderiam ser as ex-namoradas, amantes e affairs do jornalista blogger eternamente loker e maloker – esse aqui mesmo, autor destas linhas de cultura pop que não se furtam também em ser canalhas, cafajestes e sacanas quando o assunto é sexo e devassidão carnal, uia! Afinal Zap’n’roll perdeu a conta de quantas mulheres cadeludas e geniais teve ao longo de sua existência. Aquelas que amavam se embraigar em whisky, cinema, rock e poesia. E que eventualmente também adoravam aspirar cocaine na cia do jornalista maluco. E que, sem exceção, adoravam FODER e ser FODIDAS como putas ordinárias, contemplando o autor deste blog muitas vezes insano com delirantes e inesquecíveis sessões de plena orgia carnal (“chupa minha xoxota!”, “mete no meu cu!”, “me fode seu cachorro!”, foram frases que o igualmente puto jornalista ouviu zilhões de vezes na cama, enquanto deslizava seu pinto grosso pra dentro de bocetas loucas e bocas ávidas por engolir porra quente; sem contar as inenarráveis sessões de mamadas intermináveis em mamicaços suculentos, wow!). Foram anos de milhares de momentos de gozo escandaloso, sórdido, animalesco. Inesquecíveis, enfim.

 

Mas as musas aqui em questão são as que se desnudam e se embriagam na poesia e nos textos em prosa do velho louco, safado e igualmente ordinário chamado Charles Bukowski. Uma lenda gigantesca e eterna da literatura beat americana e uma das assumidas e enormes inspirações textuais do blog zapper. O autor destas linhas quase imorais (às vezes, rsrs) é fã do velho Buk desde sempre (o primeiro livro adquirido dele foi “Cartas na Rua”, quando foi lançado pela primeira vez no Brasil, em 1984; a partir daí o então jovem aspirante a jornalista foi devorando absolutamente tudo o que encontrava de Bukowski pela frente: “Mixto Quente”, “Crônica do amor louco”, “O amor é um cão dos diabos”, “Mulheres” etc, etc, etc.). E se recorda com carinho de suas (do blog) ex-musas e amantes quando admira e lê os textos envolvendo as musas brasileiras do imortal escritor americano.

 

Elas seguem aí embaixo, em imagens delicious total. E podem ser encontradas no Tumblr dedicado a elas (em http://musas-bukowskianas.tumblr.com/) e também em sua página no Facebook (em https://www.facebook.com/MusasBukowskianas?fref=ts). Vejam e delirem!

Fernanda Paiva: ela bate uma delirante siririca e goza pensando nos versos do velho louco

 

Esta apenas expõe sua carne safada e medita sobre a existência…

 

Cachorra Camila Bandini, com suas unhas vermelhas deslizando sobre as páginas de “Cartas na Rua”, e pronta pra arranhar até sangrar as costas do macho que estiver fodendo sua generosa boceta em chamas

 

Zirtaeb: os peitos nus e pedindo por uma boca neles…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: o novo da deusa cantante Lana Del Rey, claro!

 

* Disco II: até a semana passada estas linhas rockers sempre antenadas com o que rola na produção atual da indie rock scene planetária, assumimos, nunca tinham ouvido falar da banda americana Real State. Até que foi anunciada a vinda do grupo ao Brasil para shows em novembro (eles estarão vindo pra cá em mais uma produção bacana da Bataclava Records e Brain Productions, do queridón carecón Bruno Montalvão) e estas linhas online curiosas foram atrás para saber o que era (e é) o som da banda. O blog ouviu o mais recente álbum do grupo, “Atlas”, e caiu de amores pelo RS. Indie/dream pop de guitarras dolentes, melodias incrivelmente belas e campestres e vocais tristonhos constroem a moldura sônica de um conjunto americano que existe há apenas cinco anos e tem dois discos lançados. “Atlas”, o mais recente e que foi editado em março último (e que deve ser a base das gigs brasileiras, desde já um dos shows gringos pra não se perder por aqui no final deste ano), pode ser ouvido aí embaixo, na íntegra. Discão!

 

 

* Baladas: o blog está passando o finde do feriadão em Uberlândia, mas tá de olho no que rola no circuito noturno alternativo de Sampa. Vai daí que hoje, sabadão em si (quando o postão está sendo concluído) a noite começa muito bem com a festa Baladas Sangrentas e as deliciosas brejas artesanais na Sensorial Discos (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa), a partir das nove da noite. Depois a pedida é emendar a madrugada no baixo Augusta, onde rola a sempre bombator noite Glam Nation no Inferno (no 501 da Augusta), além da infernal festa open bar no Outs (no 486), onde só os fortes permanecem em pé ao final da noite, hihi.///E pra terminar bem o feriadão: vai ter showzão amanhã (domingo) do Rock Rocket no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, metrô Vergueiro, zona sul de São Paulo), isso às sete da noite. Tá bão? Então se joga e bom final de feriadão!

 

 

MAIS UMA CHAMADA PRA GANHAR

Pelo hfinatti@gmail.com esses mimos aí:

 

* INGRESSOS (número sendo definido, calma!) pro show do Peter Murphy em Sampa, dia 20 de julho, no Carioca Club;

 

* E um exemplar da biografia célebre da lenda Ian Curtis, e que saiu aqui há pouco pela Edições Ideal.

 

Tá dentro? Então manda seu pedido aflito e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

Agora sim, postão completo no ar. O blog segue em Minas Gerais onde fica até esta segunda-feira. Depois de volta à velha vida rocker em Sampa, sendo que na semana que vem estaremos por aqui novamente. Até lá deixamos beijos doces e abraços idem nas sempre queridas Michelle Martins e Adriana Gadbem. E um beijo especial à musa bukowskiana que nesse momento balança o coração do velho zapper: Jaqueline Rose. Até mais!

 

 

(ampliado atualizado e finalizado por Finatti em 21/6/2014 às 18hs.)