AMPLIAÇÃO EXTRA! Falando novamente sobre a eleição deste domingo (amanhã) e mais uma vez pedindo ao nosso dileto leitorado: vote CONSCIENTE! – Às vésperas da eleição presidencial deste ano e em um momento crucial para a democracia brasileira o blog zapper, neste mini post EXTRA e especial, declara publicamente sua opção de voto em 7 de outubro, além de mostrar como (e infelizmente) o rock brasileiro (que já está mortinho da silva em 2018) se tornou reacionário e conservador de extrema direita a ponto de apoiar a candidatura do NAZISTA, que a maioria SENSATA da população não quer ver sentado na cadeira de presidente; enquanto isso artistas gigantes da música mundial como Madonna declaram seu apoio ao movimento #EleNÃO, que vai sacudir o país de ponta a ponta neste sábado (amanhã, 29 de setembro) em centenas de manifestações CONTRA o candidato mais NEFASTO que já surgiu em terras brasileiras até hoje (ampliação EXTRA e final em 6-10-2018)

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A humanidade, o mundo e TODOS os artistas quem importam na música pop planetária CONTRA O CANDIDATO NAZISTA à presidência do Brasil em 2018: a gigante popstar Madonna (acima) divulgou hoje em seu Instagram uma foto (abaixo) em apoio ao movimento #EleNÃO, que neste sábado, 29 de setembro, vai levar às ruas de todo o Brasil milhões de manifestantes contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL – AS DUAS FACES DESTA ELEIÇÃO E DE QUAL LADO CADA UM ESTÁ

Analisando por alto a situação e sem uma pesquisa mais aprofundada nesse momento (pois teríamos que ter tempo para fazer isso, embora esse detalhe não inviabilize a realidade do que vamos elencar aí embaixo), podemos chegar a algumas conclusões. Começando por QUEM ESTÁ DO LADO DA VERDADE, DA DEMOCRACIA, da liberdade de expressão, do humanismo, do respeito, da tolerância com quem pensa diferente, e que é contra fascismo e nazismo político, ditadura e cerceamento de pensamento, machismo, homofobia, racismo, misoginia e mentira na política e nessas eleições:

 

– lideranças políticas que merecem nosso respeito pela sua trajetória, cultura, inteligência, equilíbrio, propostas de governança e RESPEITO à liberdade e democracia (Fernando Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Eduardo Suplicy, Luiza Erundina, José Luiz Penna etc.)

 

– artistas gigantes e de mega PESO da música brasileira e internacional (Madonna, os dois ex-guitarristas e fundadores do gigante indie Sonic Youth, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Daniella Mercury, Mano Brown, o guitarrista do Ira!, Egard Scandurra e o ex-baterista do grupo, André Jung), das artes dramáticas (Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Thaís Araújo), da poesia (o escritor Ademir Assunção), medicina (dr. Dráuzio Varella) etc.

 

– imprensa mundial que importa (jornais como o inglês The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Mond e o americano The New York Times).

 

– e uma renca de pensadores, escritores, poetas, cientistas políticos e sociólogos daqui e de fora, todos reconhecidos pelo seu trabalho intelectual e pela sua obra e que sabem o tamanho do RETROCESSO institucional, social, político, econômico e comportamental que irá se abater sobre o Brasil caso o MONSTRO NAZISTA ganhe a eleição.

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Protestos contra a candidatura nazi fascista de Jair BoÇALnaro se espelharam pelo país no final de semana passado e neste também: apenas em São Paulo no bairro de Pinheiros (zona oeste, acima) cerca de 150 mil pessoas se reuniram no Largo da Batata para mostrar seu repúdio ao presidenciável de extrema direita, entre eles Zapnroll e alguns de seus amigos queridos (abaixo)

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Agora, quem está do lado totalmente NEGRO e reacionário, calhorda, imundo, podre e BANDIDO da eleição, APOIANDO o candidato NAZI FASCISTA:

 

– toda a pior TORPEZA da política nacional atual (DEM, psdbosta, parte do mdbosta, João Escória Dólar, senador Magno Malta, o centrão político etc, etc, etc.).

 

– igrejas evangélicas corruptas, reacionárias ao extremo, ignorantes e boçais no pensamento medieval que impõem aos seus seguidores, fundamentalistas e com os líderes evanJEGUES mais BANDIDOS que se tem notícia e que ROUBAM na cara larga seus milhões de seguidores (Edyr Macedo, Silas Malafaia, Waldemiro Santiago etc.).

 

– PATRÕES que estão loucos para dar CAMBAU no décimo terceiro salário e nas férias dos seus pobres funcionários.

 

– os 1% SUPER ricos do país, que querem continuar NÃO PAGANDO impostos, deixando os mesmos no LOMBO dos outros 99% pobres da população.

 

– “luminares” da cultura nacional como o ator PORNÔ (e cotado para ser futuro Ministro da Cultura, ahahahaha) Alexandre Frota, a gagá Regina Duarte e os “roqueiros” falidos e decadentes de direita, Lobão e Roger Moreira.

 

– agremiações políticas completamente CAFAJESTES, cretinas, mentirosas, manipuladoras, espalhadoras de fake News aos milhões e ordinárias como o MBLixo.

 

– e claro, os “cidadãos de bem” (uia!), aqueles extremamente trogloditas, ogros em estado bruto, bestiais e selvagens ao máximo. Os que perderam a vergonha (e que saíram finalmente do armário) de serem machistas, racistas, homofóbicos e misóginos, e que não têm pudor algum em mostrar que odeiam pretos, pobres e que acham que homem tem que MANDAR na mulher, e esta OBEDECER caludinha (se não, leva PORRADA!). Pior é encontrar no meio dessa malta gigante de eleitores boÇALnaros e bolsOTÁRIOS, negros que irão votar no nazi (sim, há negros que odeiam sua própria cor de pele), pobres que também irão votar nele (porque acham que irão ascender socialmente e financeiramente caso o monstro vença o pleito) e MULHERES (inacreditável, mas elas também existem como eleitoras do nazi) que acham isso mesmo: que a sociedade tem que continuar sendo eternamente e grosseiramente PATRIARCAL, machista, e que mulher tem mais é que ser bela, pudica, recatada, do lar e que tem apenas que servir como reprodutora humana e servir aos instintos SEXUAIS de seu macho, amo, senhor e provedor (com ela inclusive não tendo direito ao seu GOZO carnal).

É isso. A capa (genial) da revista Carta Capital desta semana (aí embaixo) resume bem o que será o confronto político neste domingo. O confronto que poderá manter o Brasil livre, liberto, democrático e com uma conjuntura social e política ainda minimamente moderna, avançada e digna do século XXI. Ou que poderá jogar o país no mais aterrador obscurantismo MEDIEVAL e das TREVAS.

Faça sua escolha. O blog já fez a sua. E vote consciente no domingo.

 

#EleNÃO

 

#EleNUNCA

 

#EleJAMAIS

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XXX

 

***Agora é partir pro voto neste domingo. E o blogão volta com tudo e com postão inédito na semana que vem, falando com ótima e detalhada análise sobre o novo disco da sempre musa e deusa Cat Power. E também trazendo novos detalhes sobre a super festa de quinze anos da Zapnroll que acontece em Sampa no dia 19 de outubro, sexta-feira, a partir das nove e meia da noite no Sesc Belenzinho (com showzaços do Saco De Ratos e dos Dead Rocks), mais uma mini entrevista com o novo trio psicodélico feminino paulistano Ema Stoned, além de uma nova MUSA ROCKER que vai deixar nosso dileito leitorado macho (cado) pedindo água, ulalá! Até lá então!

 

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Yep. Um novo postão do blog mais legal de cultura pop e rock alternativo da web BR já há década e meia está sendo preparado para a semana que vem. Mas em um momento em que o país pega fogo às vésperas das eleições presidenciais mais tensas da história política nacional em décadas, estas linhas bloggers entendem que é necessário se posicionar publicamente em relação ao tema. E não só: é necessário mostrar também que triste fim levou o rock brasileiro em 2018: de outrora movimento musical moderno, avançado, à frente de seu tempo e totalmente transgressor, subversivo e sempre do lado de posturas sociais, comportamentais e políticas relevantes, agora o “róqui” brazuca se compraz em retroceder décadas e se tornar moralista, conservador, hipócrita, reacionário de extrema direita e declarar apoio ao candidato a presidente mais nefasto da história política brasileira em todos os tempos. O rock brasileiro morreu, finalmente. Se tornou bunda mole, cretino e BABACA no final das contas. Triste fim para um gênero que já nos deu gênios e bandas geniais como Mutantes, Legião Urbana, Ira! (este, ao menos, ainda continua grande, genial, na ativa e do lado certo da força), Titãs, Renato Russo, Cazuza etc.

No momento em que este mini post (para os padrões habitualmente gigantes de nossas postagens) está sendo escrito, já no final da tarde de sexta-feira, 28 de setembro, o país literalmente está pegando fogo com as eleições que acontecerão na semana que vem, domingo 7 de outubro. E enquanto revistas como a semanal Veja (quem diria, o maior exemplo de mega jornalismo pérfido, de direita, conservador, manipulador e TORPE) acaba de jogar A PÁ DE CAL na candidatura do NAZISTA com a CAPA da sua edição desta semana, que já está nas bancas (em matéria que revela toda a documentação sobre o processo que a mulher de Jair Bolsonaro moveu contra ele há uma década, acusando-o de agressão física, de ameaças de morte e de o deputado agora candidato a presidente ter OCULTADO milhões em patrimônio pessoal), artistas do Brasil e do mundo inteiro aderem ao movimento #EleNÃO, contra a candidatura do deputado e que pretende mobilizar milhões de pessoas em manifestações de norte a sul do Brasil amanhã, sábado. Somente hoje a gigantesca estrela Madonna declarou apoio ao movimento em seu Instagram. Idem a cantora Cher. E aqui mesmo no Brasil cantores e artistas como Daniella Mercury, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Pablo Vittar, Anitta e CENTENAS de outros igualmente declararam seu apoio ao movimento e contra o voto em BolsoNAZI, o fascista que representa todo o mega atraso, conservadorismo, preconceito, truculência, ignorância, boçalidade, racismo, machismo, homofobia, misoginia e selvageria de pensamento que habita o cérebro de milhões de eleitores iguais a ele e que pensam como ele (veja texto mais abaixo).

Enquanto isso, enquanto uma grande parcela de artistas musicais dos mais variados matizes e gêneros se posicionam contra a candidatura do monstro nazi fascista o ROCK nacional… quem diria… o POBRE rock brasileiro em fim de linha vai na contra mão de tudo isso, se mostrando abertamente reacionário, moralista hipócrita e ultra conservador de extrema direita. Dois exemplos já clássicos dessa postura inacreditável estão em Lobão e Roger, o eterno vocalista do hoje em dia total decadente Ultraje A Rigor (grupo que atualmente sobrevive como animador de auditório de um quase estúpido programa diário noturno de entrevistas na tv). Ambos foram nomes inquestionavelmente relevantes no rock BR dos anos 80, e produziram uma obra musical digna de respeito. Agora se tornaram uma dupla lamentavelmente BABACA de tão conservadora e reacionária. A eles se juntaram milhares de pseudo “roqueiros” brazucas, principalmente os que estão na esfera dos fãs do velhusco, machista, conservador, atrasado intelectualmente e culturalmente heavy metal (ou heavy MERDAL). Não é difícil encontrar um cabeludo MERDALEIRO que não tem pudor em declarar seu voto em Jair BoÇALnaro. Triste, para dizer o mínimo.

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O outrora grande rock brasileiro finalmente chega ao seu triste fim: reacionário, moralista hipócrita, aderindo ao conservadorismo de extrema direita e declarando apoio ao candidato NAZI FASCISTA a presidente Jair Bolsonaro, como demonstram Roger (acima, ao lado do presidenciável), vocalista do falido Ultraje A Rigor, e Lobão (abaixo), no vídeo em que explica porque resolveu votar em BolsoNAZI

 

Por tudo isso Zapnroll não tem medo em declarar sua posição política e ideológica nesse momento tão grave para a democracia brasileira. Somos sim totalmente HADDAD para presidente. Estaremos amanhã na manifestação do #EleNÃO em São Paulo. E ao lado de milhões de brasileiros que ainda pensam com a razão (e não com o fígado à mostra), daremos a vitória ao candidato do PT nas eleições presidenciais livrando assim o Brasil de ter, em pleno século XXI, um presidente troglodita, medieval e autêntico sub Hitler tropical.

Adeus, BoÇALnaro. Adeus seus milhões de eleitores selvagens e bolsOTÁRIOS, além de completos IMBECIS. Descansem em paz! Nos vemos nas urnas daqui a dez dias!

 

***Tudo sobre um dos vários eventos e manifestações de apoio ao #EleNÃO, amanhã em São Paulo e pelo Brasil, pode ser conferido aqui: https://www.facebook.com/events/1028508947328424/?active_tab=about.

 

***Abaixo, o blog explica por que milhões de eleitores acéfalos aderiram ao candidato nazista.

 

 

OS BOÇAIS E REAÇAS PRECONCEITUOSOS SAEM DO ARMÁRIO, PARA VOTAR NO NAZISTA. MAS HADDAD VAI GANHAR!!!

O NAZISTA. Aquele que talvez seja o ser humano mais tresloucado, grotesco, ogro, descerebrado, truculento, acéfalo, racista, machista, misógino, homofóbico, reacionário, medieval (no pensamento e comportamento) e conservador candidato a já ter postulado a cadeira de presidente do Brasil.

E por que há milhões de eleitores OTÁRIOS e igualmente BOÇAIS dispostos a votar nesse TRASTE e nessa herança maldita e insepulta dos PIORES ANOS da história brasileira (os que vivemos sob o jugo de uma horrenda ditadura militar de direita), não é nenhum mistério. Como bem observou um cientista político em análise na Globo News dias atrás, o (a) eleitor (a) que vai votar no nazista pertence a um segmento da sociedade que estava “escondido” no armário há décadas e que tinha vergonha de se mostrar, de se expor. Afinal esse segmento não se via representado por NENHUM dos políticos que tocaram (vá lá) uma agenda mais moderna e progressista para o país, de 1998 (lá se vão 20 anos…) pra cá. Yep, você pode detestar FHC mas ao menos ele tinha (e continua tendo) uma visão muito mais moderna de vida, de sociedade, de comportamento e do mundo do que esse projeto de sub Hitler tropical, que agora tenta ganhar as eleições presidenciais. E sendo que depois dos 8 anos de FHC tivemos 8 anos de Lula, o MELHOR presidente que o Brasil teve em pelo menos 5 décadas.

Aí o que rolou depois e que agora chega ao dias atuais é o que todos sabem: surgiu finalmente o candidato OGRO, ESCROTO e ultra conservador para dar voz a milhões IGUAIS a ele. Assim, o eleitor do nazista finalmente pôde sair do armário e mostrar o que realmente é, e o que realmente é boa parte do eleitor e da sociedade brasileira: um povo IGNORANTE e ultra conservador, eivado de preconceitos de toda espécie, que alimenta dentro de si um machismo (fruto de nossa sociedade eternamente patriarcal) pavoroso, um racismo idem (aqui no triste bananão tropical até muitos pretos têm vergonha da própria cor da pele, o que é inacreditável), além de misoginia, preconceito de gênero sexual e por aí vai. É como se quem vai votar nesse monstro batesse no peito e gritasse a plenos pulmões: “sim, sou isso mesmo! ODEIO pretos, pobres, bichas, dou porrada mesmo em mulher e sou MACHISTA assumido! E agora encontrei QUEM ME REPRESENTA, em quem posso me ENXERGAR e em que posso VOTAR para presidente!”.

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É isso. As BESTAS boçais e reacionárias em nível hard saíram enfim e finalmente do armário, onde se escondiam envergonhadas de mostrar como pensam e como são. Agora, com a candidatura do NAZISTA aí na cara de todos, as bestas podem ganhar as ruas. País de sociedade e povo cordial, simpático e civilizado… ahahahaha. Nem fodendo! Isso aqui é o quinto mundo dos infernos, o país com mais de 60 mil mortes violentas por ano e onde se matam mais lgbts no mundo, além de ser também um dos campeões em feminicídio. E tudo isso só vai PIORAR se esse NAZISTA ganhar a eleição.

Fechamos mais do que nunca com Haddad e Manu. O professor de filosofia (formado pela Usp) e advogado possui temperança, sapiência, equilíbrio emocional e visão moderna do que é o mundo e a sociedade de sobra, para fazer esse país voltar a ser minimamente feliz. O outro… vai ser o caos completo, total e final se levar a eleição, claro.

De modos que o jogo está jogado. Agora é ir pro segundo turno com garra e torcer para que Fernandão ganhe com tudo. Que assim seja. Para o bem de todos nós. Inclusive dos boÇALnaros que irão triste e cegamente votar no nazista.

 

 

E PARAMOS POR AQUI

Lembrando que semana que vem (na véspera do primeiro turno das eleições) estaremos de volta com novo postão. E dia 19 de outubro, no Sesc Belenzinho em Sampa, a MEGA FESTA DE 15 ANOS da Zapnroll. Vai ser in crí vel! Esperamos vocês todos por lá!

Até mais, então. Beijos pra galera e fé na democracia e liberdade de expressão, com Haddad presidente!

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(ampliado e atualizado por Finatti em 6-10-2018 às 19hs.)

 

FIM DE FESTA PARA 2017! Com… ANITTA (vaaaaai MALANDRA CADELONA!), ulalá e tudo o mais que já está nesse post! – Agora vai, ufa! Finalmente estamos de volta e já encerrando os trabalhos nesse pavoroso 2017! E após trinta anos de atuação no jornalismo cultural e musical brazuca e mantendo no ar há catorze anos o site/blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR, o jornalista zapper mais MALDITO da rock press brazuca enfim lançou “Escadaria para o inferno”, sua primeira incursão literária e que chegou aos leitores com festão de lançamento e noite de autógrafos na véspera de mais um aniversário do escriba eternamente loker/rocker, na Sensorial Discos/SP no final do mês passado; nesse post especial – provavelmente o derradeiro deste ano – você fica sabendo de detalhes sobre o livro e de como foi a “bebemoração” literária/rock’n’roll que marcou seu lançamento; mais: Morrissey e Noel Gallagher, dois GIGANTES do rock planetário que ainda importa, lançam seus novos discos; e mesmo em um momento de crise bravíssima no circuito rock alternativo paulistano o novo Clube VU (com inspirações sonoras e imagéticas na obra do lendário Velvet Underground) abriu suas portas na capital paulista; e mais isso e aquilo tudo no site/blog zapper onde felizmente a decadência informativa e textual ainda não chegou (já em outros espaços “pobreloaders” na web… hihihi…) (postão COMPLETÃO E TOTAL FINALIZADO/CONCLUÍDO, em 25/12/2017)

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Um autêntico “quem é quem” do ainda grande rock’n’roll BR que importa e do jornalismo cultural/musical brasileiro de duas décadas e meia pra cá se reuniu para prestigiar e prestar vassalagem ao primeiro livro lançado pelo jornalista mais maldito e alucinado da imprensa brasileira nos últimos 30 anos: acima Zap’n’roll ao lado de Luiz Cesar Pimentel (autor do texto da “orelha” do livro), André Jung – ex-batera do gigante Ira! – e Callegari; mais abaixo o zapper papeia com Clemente na rádio KissFM e ainda se vê “cercado” pelos “Andrés” lendas do jornalismo: Forastieri e Barcinski. Isso que é moral, néan? E para DESESPERO dos fakes otários, psicopatas e doentes de inveja, que vão se matar após ler este post, hihihi

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MICROFONIA II: FIM DE PAPO PRA 2017 – E SEM LISTAS DE MELHORES DO ANO MAS FALANDO DE… ANITTA, ULALÁ!

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O XOXOTAÇO carioca Anitta: com justiça a CADELONA funkeira é o grande destaque da música pop brazuca e mundial em 2017. Vaaaaai MALANDRONA CACHORRONA!

 

***Yep, último postão zapper de 2017 sendo finalmente concluído na tarde do dia 25 de dezembro, natal, quem diria… Foda-se o natal, claro. Estas linhas rockers online ABOMINAM o natal, desde sempre. Hipocrisia social e familiar monstro, total. Capitalismo predatório e selvagem em seu grau mais elevado. Chega a ser bizarro: a raça humana se ODIANDO e se matando uns aos outros 364 dias por ano. E de repente, num único dia, todos esquecem esse ódio intenso e se abraçam com amor intenso, fraternal e universal. Para recomeçar imediatamente a PORRADARIA logo aos primeiros segundos do dia 26 de dezembro. Ulalá!

 

***de modos que desejamos mesmo é um ótimo final de ano pro nosso dileto leitorado. E que 2018 seja ao menos um pouco menos dantesco e menos pior do que foram os três últimos anos no falido e fodido bananão tropical.

 

***e pela primeira vez desde que Zap’n’roll existe, NÃO iremos publicar nenhuma lista de “melhores do ano”. E por um motivo muito simples: a cultura pop simplesmente morreu, acabou e se fodeu na porca era boçal da web. Sim, filmes continuam sendo produzidos, livros continuam sendo escritos, discos continuam sendo gravados, bandas novas surgem aos montes todos os dias. Mas é tudo tão fútil, ruim, irrelevante e rapidamente esquecível que nem vale a pena tentar garimpar alguma pérola em meio a tanto lodo fétido. Basta dar uma espiada rápida em algumas listas de melhores álbuns de 2017, como estas linhas zappers se deram ao trabalho de fazer. Spin, BBC, Rolling Stone americana, Consequence Of Sound… nada se salva e o que se vê é um amontoado interminável de discos e artistas que ninguém irá se lembrar mais deles quando saírem as listas de melhores de 2018, daqui a doze meses.

 

***de modos que esse papel algo inútil e ridículo de compilar listas de “melhores”, deixamos para blogs pobreloaders e que também já estão em fim de linha, hihihi. Tão fim de linha que agora inventaram até de reproduzir capas de LPs clássicos da história do rock’n’roll colocando… gatinhos neles, ulalá! Que fofo, ahahahahahahaha.

 

***algum mega destaque de fato e de direito na música pop brazuca e mundial em 2017? Sim: a funkeira carioca Anitta, com todos os méritos e honras que ela merece. Você pode DETESTAR a figura e o som que ela faz. E este espaço blogger Popper se deu ao trabalho de conferir “Vai Malandra!”, seu novo mega hit e que está explodindo na web, no YouTube, no mundo todo, na puta que o pariu. O diagnóstico é inefável: a música é ruim de doer, a letra é imbecil e a construção melódica é paupérrima. Mas há o OUTRO LADO dessa parada: Anitta canta sim com empenho, sabe explorar o potencial VISUAL das imagens, é uma artista mega esforçada e, por fim, é aquele BO CE TA ÇO que todos nós sabemos que é – tendo sido inclusive capa da revista Vip há uns dois anos já. Por tudo isso a gringa está pirando no xotaço cantante carioca. Fora que “Vai Malandra!” é daquelas músicas que grudam instantaneamente no cérebro. Por tudo isso Anitta talvez seja de fato o único gigantesco e merecido destaque musical deste podre 2017 que felizmente está chegando ao fim. Para um mundo que já teve James Brown, Michael Jackson, Madonna, Tim Maia, Hyldon etc, Anitta seria a tranqueira e indigência sonora total. Mas para os tempos atuais, quando a cultura pop foi nivelada ABAIXO do abismo, ela é GÊNIA. Vai que vai, Malandra!

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Um BOCETAÇO sem igual e que está conquistando o mondo pop planetário: Anitta (acima e abaixo) não possui grandes atributos, hã, musicais, mas é a RACHA do inferno com que todas as pirocas do mundo sonham em foder, hihihi

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***E chega, néan. O site/blog zapper agora se dá férias até o final de janeiro próximo. Volta em 2018 para comemorar seus quinze anos de existência – talvez com um show internacional –  e para talvez e finalmente se despedir da web. Falouzes? Boa virada de ano então pra todos vocês, nossos amados/as putos e putas do coração! Inté!

 

 

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop em discos, livros, filmes, shows, baladas etc.)

 

***Antes de mais nada é preciso dar um alô ao nosso dileto leitorado sobre o por que do sumiço deste espaço rocker virtual nas últimas semanas. Primeiro o velho noteSHIT Toshiba do jornalista zapper/loker entrou em pane total, o que impediu que mantivéssemos as postagens por aqui em dia, fora que o último post ficou verdadeiramente prejudicado e todo atrapalhado, sem fotos, incompleto no texto etc. Daí o motivo, inclusive, de estarmos repostando parte do material que já estava nele.

 

***2017 quase chegando ao fim – já vai tarde, na verdade. E nem por isso o agito rocker termina: lá se foi o velho (mas jamais obsoleto) jornalista e escritor rocker e (ainda às vezes) loker, assistir ao último show deste ano do projeto “Ira! Folk” e que reúne no palco apenas a dupla central da banda, meus amigos de décadas Edgard Scandurra (nos violões) e Nasi (nos vocais). Ambos desfilando todos aqueles clássicos do Ira! e do gigante rock BR dos anos 80’ que todos nós conhecemos e amamos. Foi no Bourbon Music Street Hall, na última terça-feira. Que é do tamanho de um ovo, pico total de playba e coxas endinheirados, fica em Moema – zona sul chic da capital paulista – e é uma das casas de shows mais caras da capital paulista – o ingresso pra ver a gig custava 130 pilas por cabeça. Mas foda-se tudo isso. Quando Scandurra começou a tocar e Nasi a cantar, o local (que lotou até o teto) veio abaixo. Povaréu cantando contente e feliz e em coro absolutamente TODAS as músicas do set. E depois teve beija mão tradicional no camarim, óbvio. O zapper loker foi lá também, deu um oi rápido pros seus brothers de décadas, tomou uma taça de cabernet e caiu fora. Foi bem bacana no final das contas.

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O jornalista e agora também escritor zapper, ao lado de seus velhos amigos do grande rock BR dos 80′, Nasi e Edgard Scandurra, no camarim do Ira! após gig do grupo na última terça-feira em Sampa

 

***Sendo que neste sábado em si – ou amanhã – rola a talvez última gig bacanuda do ano em Sampa: os sempre amados Vanguart sobem ao palco no Teatro Mars, na região central de Sampa, pra fazer a saideira do ano. Todas as infos do evento aqui: https://www.facebook.com/events/180026795907515/.

 

***E teve também o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro “filhote” do jornalista musical que agora também é escritor, hihi. Foram semanas pesadas de divulgação do livro, com mr. Finaski indo a entrevistas na rádio paulistana KissFM – onde papeou no programa “Filhos Da Pátria” com seu brother de séculos, Clemente, fundador e vocalista dos Inocentes – , gravando outra entrevista para o programa “Nasi Noite Adentro” – apresentado semanalmente no Canal Brasil pelo vocalista do Ira!.que não por acaso também é amigo pessoal zapper há décadas – , e mais isso e aquilo.

 

***Fora a “resenha” – uia! – publicada por dom André Barcinski em seu bombadíssimo blog no Uol, o maior portal de internet da América LaTRINA, rsrs. Barça fez o que se esperava no texto: ESCULACHOU com fervor e gosto o livro e seu autor, ahahahaha. E quem o conhece – como este jornalista o conhece, há mais de 20 anos – sabe que ele é exatamente assim: só não detona a própria mãe porque é filho dela, rsrs. De resto, com amigos como o autor deste espaço online – com “amigos” desse naipe, quem precisa de inimigos? Uia! – lhe pedindo uma “força” na divu do livro, claaaaaro que ele não iria perder a piada. Perde o amigo, mas a piada JAMAIS, rsrs. Sendo que você pode ler o que ele escreveu sobre “Escadaria para o inferno” aqui: https://blogdobarcinski.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/um-perdido-numa-noite-suja-o-estranho-mundo-de-humberto-finatti/.

 

***E teve muito mais sobre o lançamento da obra literária fináttica. Esse “mais” você vai acompanhando mais aí embaixo, ao longo desse post.

 

***O mês dos gigantes, I: Morrissey – Sim, estamos falando – com certa demora e pelos motivos já explicados acima – do novo álbum de estúdio daquele que é considerado por boa parte da humanidade como o inglês mais genial e legal ainda vivo na face da Terra. Sim, ele mesmo, “tia” Morrisséia, aliás Morrisey, ou Moz pros fãs. “Low In High School” é o décimo primeiro disco solo do ex-vocalista dos Smiths desde que a banda que o tornou célebre acabou e ele começou a lançar trabalhos sozinho, em 1988. E é o primeiro cd inédito dele em três anos – o último, “World Peace Is None Of Your Business”, saiu em 2014. “Low in…” saiu mês passado na Inglaterra. Estas linhas rockers online ainda não escutaram o dito cujo. Afinal estamos numa correria insana por conta do lançamento do nosso livro. Mas enfim, o que esperar do novo álbum do amado e ainda gigante Morrissey? Que ele seja no mínimo ok. Sim, claro, Moz não precisa provar mais nada pra ninguém. Aos 58 anos de idade já deixou seu nome eternizado na história do rock mundial, apenas por ter escrito as letras que escreveu e cantado as canções que cantou nos quatro FENOMENAIS discos de estúdio dos Smiths (eternamente uma das 5 bandas da nossa vida). Perto desses quatro LPs inatacáveis e imortais sua carreira solo é até dispensável – sejamos honestos e não fãs fanáticos: Zap’n’roll gosto muito da sua estréia solo com o “Viva Hate”, que saiu em 1988 (e que teria sido na verdade o quinto disco de estúdio dos “Silvas”, caso eles não tivessem acabado no ano anterior). Depois, se formos bastante rigorosos, vamos chegar a conclusão de que o bardo de Manchester ainda gravou mais um ótimo/impecável trabalho solo (“Your Arsenal”, de 1992) e só. Claro, ele nunca se permitiu lançar algo de qualidade realmente ruim. E mesmo um disco mediano de Morrissey ainda dá um pau gigante em tudo o que o vergonhoso, pífio e irrelevante rock da era da web (principalmente de 2000’ pra cá) anda lançando. Quanto a isso não há dúvida. Mas reiterando: o que a bicha velha tinha que legar de CLÁSSICO e INESQUECÍVEL para a humanidade ela já legou, junto aos Smiths. Uma banda que, em quatro discos de vinil e em quatro momentos iluminados, deixou para a História algumas das pérolas poéticas e musicais mais sublimes e avassaladoras que a Cultura universal poderia ter produzido. Enfim, assim que passar o tumulto com o lançamento do livro fináttico, vamos resenhar sim “Low In High School” por aqui com a devida atenção. O primeiro single do álbum (“Spent The Day In Bed”) ao menos é bem bacana. E sendo que tanto o disco quanto o single você pode conferir abaixo.

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***O mês dos gigantes, II: Noel Gallagher – e teve também o lançamento do novo trabalho musical do gênio Noel Gallagher (o homem que comandou o saudoso e inesquecível Oasis por quase duas décadas). “Who Built The Moon” é o terceiro álbum solitário do gigante guitarrista, e já coleciona fartos elogios na rock press gringa e nos veículos musicais midiáticos que importam. Zap’n’roll também ainda não ouviu o dito cujo e o fará assim que a situação se acalmar por aqui além de resenhar o cd nestas linhas online o quanto antes, beleusma? Mas enquanto isso você pode escutar o disco inteiro aí embaixo.

 

***E mais notas na Microfonia irão entrando aqui, nesse provável último post zapper de 2017, ao longo da semana vindoura, okays? Agora vamos direto ao assunto porque a correria está monstro por aqui hoje. Vamos ver do que trata, afinal, o primeiro livro lançado pelo sujeito que escreve esse espaço virtual popper há quase década e meia.

 

 

AGITO LITERÁRIO NO MONDO ROCKER: “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA ZAPPER E ETERNAMENTE LOKER, CHEGOU FINALMENTE AOS LEITORES NO FINAL DE NOVEMBRO ÚLTIMO

Aconteceu finalmente no sabado, 25 de novembro, o lançamento de “Escadaria para o inferno”, provavelmente o ÚNICO livro que este jornalista irá publicar pois imagina que não terá tempo suficiente em vida para escrever outro. E sem drama algum em relação a isso: saindo este já nos damos por satisfeitos e com ele iremos completar a tríade que, reza o clichê existencial, todo ser humano precisa fazer ao longo de sua vida: plantar uma árvore, ter um filho (tivemos/temos, embora pai e filho não se falem e não se vejam pessoalmente há séculos) e escrever um livro. Com o lançamento bombadíssimo e bacaníssimo que rolou na Sensorial Discos/SP completa-se então essa tríade, no nosso caso. Missão fináttica TERRENA cumprida? Talvez…

É pensando no lançamento desse tomo e agora avançando pela tarde insuportalvemente calorenta que o blog resolveu dividir com vocês infos sobre o livro e também algumas considerações e pensamentos soltos sobre ele e sobre seu autor, divididos por tópicos. A eles.

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Noite de lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro do jornalista Finaski, e que aconteceu no final de novembro em festa badaladíssima na Sensorial Discos/SP: um brinde rock’n’roll à literatura degenerada!

 

***O LIVRO – “Escadaria para o inferno” está pronto há uns 3 anos já. Nesse período mudou de nome (o título inicial era “Memórias de um jornalista junkie”, que acabou entrando agora na edição final e oficial como sub-título) e passou por pelo menos três editoras, todas pequenas. Uma se interessou mas não tinha dinheiro para bancar o dito cujo. A segunda queria rachar os custos da publicação com o autor, o que obviamente foi recusado. E a última queria que fosse mudada muita coisa no livro original (o título, inclusive) o que também não foi aceito. Fomos salvos quando encontramos a turma da Kazuá, onde chegamos através do queridão Edner Morelli (que acabou de lançar por lá também seu terceiro livro de poemas, “Cenário”), músico, professor (de Letras), escritor e amigo do jornalista zapper há décadas. Foi o melhor lar editorial que poderíamos ter encontrado pois trata-se de uma editora modesta mas que tem um cuidado quase artesanal com cada livro publicado por ela. Fora que a equipe de lá é total maluca, libertária, transgressora, transgressiva, culturalmente DEGENERADA pode-se dizer, rsrs. Pelo conteúdo que se encerra em “Escadaria…” o livro não poderia ter encontrado lugar melhor. E somos absolutamente sinceros nisso.

 

***O QUE É E DE ONDE SURGIU A IDEIA – Todos já sabem: o titular deste espaço de cultura pop online é jornalista musical e cultural há mais de 30 anos. Já passou (e tem orgulho disso) por alguns dos maiores veículos da imprensa brasileira, como repórter ou colaborador. Ao longo desse tempo todo ele foi colecionando milhares de histórias (todas reais) absolutamente MALUCAS, surreais e quase inacreditáveis de enfiações desvairadas de pé na lama em sexo, álcool, drogas e rock’n’roll, muitas dessas ao lado de gente bastante conhecida. E toda vez que contávamos alguma dessas histórias para algum (a) amigo (a), a reação de espanto de quem ouvia era imediata e o comentário inevitável: “porra Finas, isso dá um livro! Ou até um FILME! Rsrs”. Foi então que tivemos enfim a ideia de escrever o tal livro. Mas a primeira versão dele era algo preguiçosa, podemos afirmar. Apenas reunimos alguns dos melhores posts de Zap’n’roll, que existe há 14 anos, e tal qual eles foram escritos, foram organizados em um provável e futuro livro. Mostramos esse material ao chapa Marcelo Viegas (que conhecemos há quase 20 anos), então trampando como editor na Ideal Edições. Foi dom “Priegas” quem leu o material e disse: “as histórias são de fato ótimas. Mas deixa de ser preguiçoso, cria vergonha na cara, senta na frente do computador e escreve um livro de VERDADE, não reproduzindo apenas posts que já foram publicados no seu blog. Lembre APENAS das histórias malucas e as conte como aconteceram, dando tom textual de crônica ou romance em cima delas”. Foi o que acabamos fazendo, no final das contas. E por ter vivido a vida que viveu (intensa na maior parte do seu tempo, com o sujeito aqui sempre “plugado” em 220 wolts, sempre ansioso, agitado, e quase sempre total alucicrazy nas baladas noturnas e em muitos momentos da sua vida profissional, enquanto cobria shows, festivais, entrevistando bandas e músicos etc.), sempre no limite da sanidade, conseguiu colecionar esse turbilhão de histórias quase inacreditáveis. Separamos 20 delas para publicar no livro. Que sim, tem uma narrativa auto-biográfica mas que não se trata de uma biografia na pura acepção do termo literário. Uma narrativa que desvela loucuras ao lado de gente como John Lydon (o homem que um dia foi Johnny Rotten e cantou nos Sex Pistols), Evan Dando (dos Lemonheads), Nasi (nosso brother que canta no Ira! até hoje), João Gordo, Lobão, Helinho Flanders (o amado singer do Vanguart) etc, etc. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado do livro. A Kazuá também, ao que parece. Veremos o que VOCÊS, futuros leitores (assim esperamos) do mesmo irão achar.

 

***NÃO HÁ MORALISMOS NO LIVRO, NEM NO SEU AUTOR – As mais de 140 páginas de “Escadaria para o inferno” estão repletas de narrativas envolvendo sexo desenfreado, consumo abusivo de drogas e álcool e tudo aquilo que provavelmente “choca” a moral e os bons costumes, ainda mais nesses tempos de total intolerância e de uma sociedade cada vez mais moralista hipócrita e babaca, reacionária e conservadora ao extremo. Bem sabemos que somos um jornalista ainda mezzo loker, eternamente rocker e já quase um VELHO (mas jamais obsoleto) desajustado na alma e no coração, e inadequado na existência. Um sujeito perenemente à margem do que é considerado “normal” pelo senso comum estúpido da raça humana idem. Isso incomoda? Um pouco, às vezes e não há como negar. Nos arrependemos de ser assim ou de termos sido assim na maior parte de nossa existência? Nem um pouco e o livro deixa isso bem claro: não há MORALISMO algum na narrativa dos capítulos dele (20 ao todo). Tudo é contado com distanciamento moral absoluto (apesar de estarmos no olho do furacão em todos os episódios que estão ali descritos) pois sempre dizemos que, se pudéssemos voltar no tempo mudaríamos muito pouco essa trajetória. Provavelmente teríamos feito tudo novamente, evitando cometer excessos aqui e ali e também evitando consumir aditivos que de fato não deveríamos ter consumido ao longo da vida. Mas no final o livro tenta transmitir ao leitor mais ou menos a mesma sensação que o já clássico filme “Trainspotting” passou a todos que o assistiram: a vida de um JUNKIE é isso. Ele escolheu viver dessa forma. Cada um que escolha viver a sua vida da forma que melhor lhe convier.

 

***NÃO FOI FÁCIL TER TIDO UMA EXISTÊNCIA QUASE TOTALMENTE JUNKIE – Não mesmo. Sem moralismos novamente mas NÃO recomendamos a vida que tivemos para ninguém, embora tenhamos nos divertido horrores. Como jornalista o sujeito aqui poderia estar muito bem hoje, profissional e financeiramente falando. Não estamos, claro. Muito longe de estar, inclusive. Zap’n’roll poderia ter se tornado um “jornalista” total careta e bunda-mole e provavelmente estaria enorme de gordo, casado com uma esposa chata, com filhos, tendo uma amante igualmente chata e trampando em alguma redação de algum mega veículo de mídia e ganhando seus 10 mil dinheiros (ou mais) por mês. Mas escolheu o caminho torto e da loucura, óbvio. E foi perdendo grandes empregos e grandes oportunidades na imprensa, claro, pois além de ser um maluco em tempo quase integral também sempre teve o gênio e o sangue italiano quente e explosivo, o que o fez brigar com muita gente (a imprensa é um dos meios profissionais mais escrotos, hostis e terríveis para se trabalhar, uma autêntica piscina de tubarões e uma fogueira das vaidades insuportável na maioria das vezes). Certa vez o jornalista Luiz Fernando Sá (que foi nosso chefe nas revistas IstoÉ e Interview, e atualmente ocupa alto cargo na editora Três) nos disse: “você já teve ótimas oportunidades e portas abertas na sua vida, que muita gente igualmente competente quis ter e não teve. E você foi desperdiçando todas essas oportunidades”. Talvez ele tenha razão, no final das contas. E num dia, almoçando com amado “sobrinho” Luiz Cesar Pimentel (que é o autor do texto que está na “orelha” do livro), perguntamos a ele onde tínhamos errado no meio do nosso caminho. Onde deveríamos ter entrado na curva à direita, e acabamos entrando na da esquerda. “Finas, cada um tem suas escolhas na vida. Você fez as suas. E paga um preço por elas, simples.”. Nisso ele tem total razão. Fizemos nossas escolhas e pagamos o preço por elas. Sabemos que nossa existência não foi nada fácil. E continua não sendo, inclusive: este jornalista rocker é adicto (dependente químico) há anos. Não deveria nem beber mais nada alcoólico. Mas quem disse que não conseguimos beber? O zapper AMA beber. Só que bebe maaaaais que todo mundo e NÃO fico ébrio. Fica, sim, com um desejo quase incontrolável de ASPIRAR cocaína, quando não de voltar a fumar crack, essa droga do inferno que realmente odiamos. Então hoje em dia procuramos controlar ao máximo o consumo alcoólico. Quando vemos que estamos chegando a ponto de sair do controle, damos um jeito de parar. Senão sabemos que a vaca irá inevitavelmente para o brejo, sendo que também sabemos que somos muito melhor e mais sociáveis quando não estamos “bicudaço” de cocaine e transtornados de álcool (e Marião Bortolotto, que assina o texto da contra-capa do livro, também sabe muito bem disso, ahahaha: “Fininho” estava um doce de sociabilidade no último sábado lá no Cemitério de Automóveis, não é Marião? Rsrs). Fora que algumas lembranças nos atormentam e ainda nos traumatizam ao máximo. Por exemplo: é algo total crazy você estar JANTANDO num churras rodízio (como estávamos na última sexta-feira, no Tendall Grill, onde sempre fazemos um repasto semanal há uns 30 anos já) e, do nada, começar a TREMER por dentro por se lembrar que, ali perto, tem uma “biqueira” de crack, onde freqüentamos e fumamos “pedrinhas” anos atrás. Sendo que nesse período (anos atrás), este jornalista estando com dinheiro no bolso ou na conta estaria ali naquela área (no centrão de Sampa) não jantando no tal churras rodízio mas sim, na tal biqueira e fumando “pedras”. Felizmente isso já passou. Mas ainda restam as (por vezes) tormentosas lembranças. E essas irão nos acompanhar até a morte, pelo jeito. Mas novamente, sem ressacas morais: fizemos o que queríamos fazer. Que a molecada aproveite MESMO enquanto é jovem (a pirralhada no mundo atual está CARETA demais pro nosso gosto, vocês concordam?) e tem a vida toda pela frente. Que TREPE HORRORES, beba até cair, cheire, fume o que quiser e boa. Um dia a idade adulta irá chegar, o corpo irá pedir arrego e aí será a hora de tirar o pé do acelerador e levar uma existência, hã, mais tranqüila digamos assim. E sem olhar para trás e ter arrependimentos, mas pensando: sim, vivi a vida com gosto. E tirei ótimas lições, mesmo dos piores momentos. É isso.

 

***FIM DA HISTÓRIA? – Talvez. Além do lançamento do livro, este Finaski também chegou aos 5.5 de vida. Ele se sente algo envelhecido no corpo já, embora muitas amigas digam que ainda é um coroa charmoso e sedutor (ahahaha, jezuiz… será mesmo?). Mas a cabeça, essa felizmente continua a mil. E mais jovem do que muito pirralho de 20 anos de idade. Apenas queríamos estar um pouco melhor de dindin, rsrs. Mas fato é que a maioria do país está quebrado e muitos dos que conhecemos também. De modos que não há muito o que fazer quanto a isso a não ser torcer por dias melhores (FORA TEMER, seu bandido merda do caralho!). Amores, romances e paixões aos 5.5 de vida? Tivemos centenas (vamos repetir: CENTENAS) de mulheres na vida (e na cama) ao longo da existência. E chegamos a conclusão inefável de que apenas umas quatro delas realmente fizeram este loker perder o juízo. Ele teria se casado com a Flavia (quando tinha meus 28 anos de idade), que se tornou uma advogada muito bem sucedida, está casada e com filho. Ou com a Tania (já aos 41) que desapareceu (deve ter encontrado o homem “sem vícios” que ela queria encontrar para contrair matrimônio; com este blogger maloker ela jamais iria “casar” pois como a própria ruiva puta e malvada disse certa vez: “Humberto, você é ÓTIMO pra sair, se divertir, cheirar cocaína, beber, trepar, mas NÃO pra casar. Quando eu me casar não vou querer nada disso pra mim”. Ok, rsrs), com a Rudja (de Macapá), de quem somos amigos até hoje e que AMAMOS toda a família dela. Ou com a Neidinha Rodrigues, aquela magrela branquela linda, deliciosa, peituda, mega inteligente e fã de literatura (como este velho jornalista) que é uma “demônia” na cama mas que, infelizmente, é CASADA (o que não nos impediu de ficar trepando com ela por um ano). Teríamos casado e ficado pra sempre com uma dessas quatro mulheres incríveis. Mesmo sabendo que talvez não estivesse mais com nenhuma delas até hoje. Mas as tivemos, ao menos. E deu certo o tempo que tinha que dar. E agora? (suspiro…) Agora imaginamos que nosso tempo já tenha se esgotado. E que não haverá mais tempo para que um novo amor surja na vida de Finas. De modos que ele segue sozinho. E provavelmente vai morrer sozinho. Por isso agora entende, mais do que nunca, porque Van Gogh morreu sozinho e sem uma das orelhas. Porque Jack Kerouac (o homem que nos deu o clássico beat “On The Road”) morreu aos 47 anos de idade (muito jovem ainda) quando vivia com a mãe, e foi levado por uma cirrose ocasionado pelo consumo excessivo de vinho licoroso (adoramos). Também compreende porque Rimbaud se foi, sozinho e sem uma das pernas (amputada por causa de um tumor) e porque J. D. Salinger (o gênio que nos deu “O apanhador no campo de centeio”) preferiu terminar sua vida, já velhíssimo, isolado do mundo no alto de uma montanha. Talvez este será mesmo nosso fim (e não nos importamos que seja, aliás até almejamos que seja, num certo sentido): sozinho mas contente e em paz, no alto da montanha mágica, lá em São Thomé Das Letras. Publicado “Escadaria para o inferno”, é pra lá que pretendemos ir pra morar, em 2018.

 

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E a semana que está quase acabando já foi agitadíssima em se tratando da divulgação do livro zapper. Ele já foi parar nas mãos de alguns dos principais personagens que fazem há anos a cena rocker paulistana acontecer: o lendário produtor e cappo do selo indie Baratos Afins, queridão Luiz Calanca, além de nosso igualmente eterno e amadorado DJ e produtor cultural André Pomba. Na grande imprensa a repercussão também já começou, com este Finaski tendo dado entrevista na última quarta-feira no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM, e que é apresentado pelo brother Clemente. Fora a visitinha de cortesia que fizemos à redação do diário Folha De S. Paulo (um dos maiores jornais do país) e onde fomos super bem recebidos pelo também queridão Ivan Finotti e pela fofura que é a repórter Amanda Nogueira. E nas próximas semanas o agito em torno do livro vai prosseguir, pode esperar!

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Com o produtor musical Luiz Calanca, na sede do selo e loja Baratos Afins/SP

 

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Concedendo entrevista para o “irmão preto” Clemente, no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM/SP

 

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Visitando o queridão Ivan Finotti, na redação do diário Folha De S. Paulo

 

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Com o amado super dj André Pomba, na domingueira rock mais badalada do Brasil, o Grind/SP

 

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E tomando algumas com o dramaturgo Mário Bortolotto, autor do texto da contra-capa do livro, no bar/teatro dele, o Cemitério de Automóveis, em Sampa

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“Escadaria para o inferno” já está à venda na loja virtual do site da editora Kazuá, que pode ser acessado aqui: WWW.editorakazua.com.br. O livro também está à venda na Sensorial Discos/SP, que pode ser contatada em WWW.sensorialdiscos.com.br ou pelo fone 11 3333-1914. E por fim também na Livraria Cultura em Sampa.

 

 

IMAGENS DE ALGUNS DOS MOMENTOS BACANUDOS DO LANÇAMENTO DO LIVRO, QUE ROLOU NO FINAL DE NOVEMBRO EM SAMPA

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O jornalista gonzo e escritor loker e as amigas gatas

 

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Ganhando bijokas das novas leitoras

 

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Com os brothers André Jung, ex-batera do Ira!, e Jonnata Doll, vocalista da banda Garotos Solventes

 

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Se preparando para dar mais um autógrafo

 

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A loirinha mais linda e meiga, sorrindo ao lado do novo escritor

 

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Leitor degustando e apreciando a nova obra literária

 

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Dedicatória para uma amiga querida

 

 

O NOVO BAR ROCKER UNDER DE SAMPA: O CLUBE VU TAMBÉM ABRIU SUAS PORTAS PARA A GALERA AINDA ROCKER DA CAPITAL PAULISTA

Mesmo com a crise existencial, mercadológica, artística e de público que o rock vem enfrentando já há alguns anos lá fora e aqui também, ainda há alguns MALUCOS que mantêm a fé no gênero musical mais genial e importante da música mundial nos últimos 70 anos.

Ele está quase morto? Talvez. Anda total em baixa no circuito noturno alternativo paulistano (sempre é bom lembrar: em um ano e meio nada menos do que quatro dos mais tradicionais clubes de rock da capital paulista fecharam suas portas)? Pode ser, também. Mas nada disso abalou a confiança de três sócios que se uniram para fazer funcionar e ferver, na Barra Funda (bairro da zona oeste paulistana), o novíssimo Clube VU. Com toda sua inspiração (do espaço a decoração, da fachada aos nomes que irão batizar os drinks exclusivos da casa) vinda da obra gigante do lendário Velvet Underground (uma das mais fundamentais bandas de toda a história do rock’n’roll), o VU promete manter acesa a chama do rock na noite under de Sampa. Para isso vai apostar em drinks e coquetéis especialíssimos, em uma programação temática variada ao longo dos dias da semana e, principalmente, em um público mais adulto, que já passou dos 30 mas que ainda curte sair à noite para beber e dançar ao som do bom e velho rock.

Dos três sócios da nova empreitada do circuito de entretenimento de São Paulo, dois são velhos conhecidos da cena rocker da cidade: Claudio Medusa (que durante quase uma década foi proprietário do finado Astronete, na rua Augusta) e nosso “quase” xará, o jornalista Ivan Finotti, um dos nomes mais conhecidos e respeitados do jornalismo cultural e musical da equipe do caderno Ilustrada, do jornal diário Folha De S. Paulo. E foi com mr. Ivan que Zap’n’roll bateu um papo rápido para saber o que podemos esperar do Clube VU. Os principais trechos do papo seguem abaixo.

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Dupla dinâmica do jornalismo cultural em noitada de bebemoração rock’n’roll na capital paulista: Ivan Finotti e Zap’n’roll na inauguração do novo clube VU; abaixo a fachada da nova casa noturna de Sampa

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Zap’n’roll – Você poderia explicar, resumidamente, o conceito do novo Club VU? Como surgiu a idéia, quando surgiu, o que vai tocar por lá, como será o atendimento, ambiente, carta de bebidas e comidas (se houver) etc?

 

Ivan Finotti – é Clube V.U., em português. Por ser jornalista, tento ao máximo manter as palavras na nossa língua. Lá no Clube V.U., por exemplo, bebe-se gim e uísque, não gin nem whisky. Manias à parte, o Claudio Medusa estava atrás de uma nova empreitada após o fechamento do Astronete em 2016. Nós já haviamos aberto juntos o Alberta #3 em 2010, com a Thea Severino e a Noemi Silva. Então eu não via como criar algo muito diferente daquilo. Então apareceu a artista plástica Suemi Uemura, amante de drinques e frequentadora de bares de coquetelaria. Com ela, bolamos o conceito de uma balada com drinques tão bem feitos quanto nesses bares, que estão em alta na cidade nos últimos tempos. Vai ser um desafio atender 300 pessoas dessa forma, mas temos um balcão de 11 metros e excelentes barmen e barwomen.

 

Zap – é sabido que o rock está em baixa (infelizmente) nesse momento, mesmo no chamado circuito noturno alternativo de Sampa. Tanto que clubs bacanas como Astronete (que era de propriedade do Medusa, seu sócio nessa nova empreitada), Inferno Club, Funhouse e Matrix (que voltou a reabrir há poucas semanas) fecharam suas portas nos últimos meses. Dessa forma não é temerário investir em um novo espaço apenas dedicado ao rock? Ou o VU vai mirar também outros públicos, com festas variadas em noites especificas?

 

Finotti – O rock é o gênero que liga toda a semana, mas as festas são variadas. Na segunda-feira, receberemos chefes de bar de diversas casas da cidade para fazerem seus drinques em nosso balcão. Na terça, exibiremos filmes icônicos no telão , enquanto você desfruta seu coquetél. Nesses dias, de entrada gratuita, abriremos a pista se houver público para isso. Na quarta-feira a casa está fechada, mas não é bem assim. Você pode abri-la para a sua festa de aniversário, por exemplo. A quinta é inspirada nas musas transexuais de Lou Reed, imortalizadas em canções do Velvet Underground, como Candy Darling e Lady Godiva. Essa noite terá uma pegada mais pop. A sexta traz o lado B do rock, com clássicos desconhecidos dos anos 60, 70 e 80, além de soul. E o sábado é para a turma que ama o indie e tudo isso que a gente falou antes também.

 

Zap – São três sócios na nova casa, sendo que um deles, Claudio Medusa, é um conhecido personagem da noite alternativa paulistana. Já você é um dos nomes mais conhecidos do atual jornalismo cultural brasileiro, trabalhando na Folha Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo (um dos maiores diários brasileiros). E é sabido que você também ama rock’n’roll, especialmente Bob Dylan, rsrs. O que o levou a investir nessa nova atividade, aparentemente muito distante do universo do jornalismo?

 

Finotti – Eu amo ser jornalista e investir nessa atividade nunca foi uma forma de escapar do emprego. Pretendo seguir mais 15 anos no jornalismo. Acontece que eu também amo música e fazer parte de uma casa noturna (inspirado pelo meu amigo André Barcinski, que abriu a Clash em 2007) foi a forma que encontrei de estar mais próximo dela. Você falou em Bob Dylan e realmente o Alberta #3 foi completamente inspirado nele. Dois anos depois, abrimos o restaurante Ramona, meio Dylan, meio Ramones, também na avenida São Luís. Fiquei quatro meses fazendo a trilha sonora e os frequentadores se surpreendem com a música de lá. Há três meses, reabrimos o bar Stônia, no subterrâneo do Ramona. Homenageia os Stones. Agora, o V.U. é a casa noturna do Velvet Underground, o grupo que mais influenciou e menos vendeu da história do rock. A banda de Lou Reed, Nico e Andy Warhol. Temos muito veludo vermelho por lá. E a cachaça da casa chama Heroin, como a canção deles.

 

Zap – falando em musica e em rock’n’roll, o que você mais curte? Apenas bandas clássicas e antigas ou também fica atento às bandas mais novas?

 

Finotti – Só as clássicas. E as novas que parecem velhas.

 

Zap – pra encerrar: na sua opinião, qual o futuro do rock nesse momento (aqui e lá fora) e de casas noturnas que ainda se dedicam ao gênero? Ele, o rock, dará a volta por cima e irá reinar novamente como reinou na música mundial por quase 70 anos? Ou isso não vai mais acontecer?

 

Finotti – Eu acho que não vai mais reinar. Já foi esse tempo. Mas não vai acabar, sempre haverá um bando de malucos como você para dar um pouco de fôlego ao rock.

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TCHAU 2017, JÁ VAI TARDE!

Mais um ano infernal que chega ao fim. Mas conseguimos sobreviver a ele, felizmente. Então que venha 2018! E que ele traga algum alivio imediato para todos nós – na economia, na cultura pop, na existência humana no final das contas.

O site/blog zapper se dá férias agora, até o final de janeiro quando voltamos por aqui. Até lá desejamos que todos tenham uma super virada na semana que vem e ótimas férias também!

Inté!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 25/12/2017, às 17hs.)

 

 

Mesmo não sendo uma obra-prima (afinal, elas inexistem no rock atual) “AM”, o novo do Arctic Monkeys, atropela e chega dominando a semana no mondo rocker; mais: com estrutura invejável de som e luz, programação extensa (e intensa) e grandes shows, a edição 2013 do festival Porão Do Rock (que rolou no último finde em Brasília) escancarou como nunca o abismo estético e musical que separa o grande rock brasileiro dos anos 80’ e 90’ da medonha atual geração de bandas independentes nacionais; e mais isso e aquilo tudo no blogão sempre campeão em cultura pop e rock alternativo, uia! (postão mega completão, com ampliação e finalização em 10/9/2013)

O melhor do novo rock planetário, aqui e lá fora, mostra ainda felizmente as suas armas: o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) agita o mondo rock com o lançamento do seu novo álbum, que poderá se tornar um clássico dos anos 2000’ daqui a alguns anos; já no Brasil a delicinha Gaivota Naves (abaixo) brilha cantando à frente da banda Rios Voadores, uma das boas revelações da novíssima safra indie nacional (fotos Porão Do Rock: equipe do festival e Patrícia Laroca)

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Mas olha só que LINDEZA! Pintou vídeo do show intimista (e fodão) do deus Mark Lanegan no festival Porão Do Rock, que rolou semana passada em Brasília.

Quem viu (como Zap’n’roll, que estava lá), viu. Quem não viu…

 

 

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Por que o inverno não continua?

Para Zap’n’roll, a estação fria seria eterna no Brasil, no mundo, no Universo. Afinal o sabadão (dia em que este novo post está sendo finalmente publicado), segundo a previsão, vai ser de sol e tempo aberto, em oposição a uma semana que foi deliciosamente nublada e medianamente fria. Uma semana em que o lançamento do novo disco do quarteto inglês Arctic Monkeys dominou o noticiário planetário de rock alternativo e de cultura pop – e que, por isso mesmo, é o tópico musical principal do blogão zapper de hoje. Mas enfim, foi uma semana também em que o autor destas linhas online se viu extenuado mental e fisicamente por conta de dois dias seguidos de looooongas sessões de consultas e exames no prédio do Icesp (Instituto do Câncer do Estado De São Paulo). E saindo de lá sempre no horário de pico do rush (com ruas congestionadas, metrô e busos entupidos de gente, ambulâncias com sirenes estridentes querendo abrir caminho à força em meio ao trânsito paulistano ultra caótico, espera interminável num ponto por um ônibus que passasse, parasse e onde se CONSEGUISSE entrar e etc, etc, etc.) o zapper já com o peso da idade avançando nas costas se deu conta mesmo de que ele quer sumir de Sampalândia em 2014. Vencida a batalha contra o monstrinho em forma de tumor na garganta (e ela será vencida, se o Grande lá em cima ajudar), o blog vai mesmo se mudar para as frias e acolhedoras montanhas de Minas, mais especificamente em São Thomé Das Letras (onde inclusive reside a lenda Johnny Hansen, o homem por trás do célebre combo eletrônico Harry). Muita gente diz que o blogger eternamente agitado e loker não vai aguentar dois meses o bucolismo da pacata e minúscula cidadezinha encravada no sul do Estado de Minas Gerais. Pode ser. Mas a tentativa será feita, com certeza. Afinal, nesses tempos de web tudo o que é feito aqui em Sampa pode ser feito lá também – o jornalista que escreve semanalmente este blog produz quase a totalidade de seu trabalho em sua própria casa, saindo quando necessário para fazer entrevistas, acompanhar shows ou cobrir festivais (como foi o caso no finde passado, quando fomos até Brasília acompanhar de perto o gigantesco e ótimo Porão Do Rock). E de mais a mais Thomelândia não fic em nenhum fim-de-mundo: a apenas quatro horas e meia de ônibus de São Paulo, irá permitir que o zapper sempre fã de uma viagem possa vir até aqui sempre que necessário for. Enfim, para tudo há um jeito nessa nossa existência terrena. Até para um turmo maligno na garganta. Talvez só não haja mais jeito para o eterno calor que reina nesse país tropical miserável. E nem para o inferno urbano que só tende a piorar mais e a mais a qualidade de vida de quem habita uma metrópole como São Paulo. Isso aê: sabadão, bem-vindos a mais um postão zapper.

 

 

*Entonces, postão em pleno sabadón no ar. E com notas iniciais escritas a toque de caixa, meeeeesmo. Afinal daqui a pouco o blog se manda para o mega festão “Segundo Independência & Rock”, no Simplão Rock Bar, lá no meio do mato (na Mata Atlântica), em Paranapiacaba. Vai ter gigs bacanudas dos Seres Errantes (alô Rodriguinho dear, nos vemos daqui a pouco!), do Churrasco Elétrico, do Cosmo Shock e mais bandas, além de super dj set do blog. Vai perder? Corre que ainda dá tempo tranquilo de ir pra lá, sendo que todas as infos do festão estão aqui: https://www.facebook.com/events/150834428448308/?fref=ts.

 

*E a partir da semana que vem vamos ver como ficam as atualizações do blog, afinal a radio therapy fináttica vai começar – falando nisso, o blog vai insistir: bandas que QUEIRAM ANUNCIAR BANNERS aqui são bem-vindas pois setembro e outubro serão meses cruéis em termos de gastos financeiros pro bolso zapper, apesar de seu tratamento contra o tumor estar sendo feito pelo Sus. Então faça como estão fazendo Churrasco Elétrico e Madsneaks: anuncie sua banda também no blog que tem setenta mil acessos mensais, cerca de cento e cinquenta recomendações em redes sociais a cada post e sempre mais de dez comentários também em cada post. O preço é uma merreca e a grana que entrar será por uma causa mui nobre, pode ter certeza disso.

 

*E feriado da Independência rolando pelo Brasilzão afora. Pau comendo no Rio, em Maceió e em outras capitais durante os desfiles. Manifestantes presos no Rio (onde uma garota foi ferida na cabeça por golpes de cassetete dados por um policial). Hey, alguém poderia avisar ao (des) governo de que estamos numa DEMOCRACIA (onde manifestações populares são permitidas), e não no Irã?

 A melhor imagem que fica dos protestos que rolaram pelo país no último 7 de setembro: a PM mandando ver na repressão, e distribuindo à farta gás de pimenta na cara dos manifestantes; democracia é isso, Dil-má??? (foto: Folha online)

 

 

* De qualquer forma, a insatisfação popular contra o governo Dil-má e contra Governadores de merda e tiranos como Sérgio Cabral e Geraldinho “O bosta” Alckmin também não pode ser pretexto para o velho baiano Caetano Veloso ir visitar a sede da Mídia Ninja, no Rio, e declarar seu apoio ao coletivo jornalístico BANCADO pela máfia bandida do Fora do Eixo. O blog sinceramente acha que mano Caê está ficando… gagá, simples.

 

 

*Falando em Fora do Eixo, num furo de reportagem estas linhas rockers lokers acabam de descobrir que a Rede Globo vai produzir uma nova versão da novela “O Astro”. O terceiro remake da história clássica escrita por Janet Clair agora vai se chamar “O Lastro (do pilantra)” e terá como personagem principal essa ilustre figura aí embaixo, de lábios fartos, uia!

 

 

* Que semana! Em apenas sete dias foram criados o “dia do irmão” e “dia do sexo”. Fala sério… trepar deve (ou deveria) ser uma atividade humana pra se fazer TODOS OS DIAS, não? De qualquer forma, pra quem quiser dar uma “rapidinha” e não tem como ou onde surgiu a solução, como vocês podem ver aí embaixo, hihi:

 

* Indo pro rock’n’roll: em entrevista à Rolling Stone americana nesta semana o guitarrista dos Strokes, Albert Hammond Jr., admitiu que enfiou o pé na lama em drugs sem dó nos últimos dez anos. “Cocaína, heroína, eu aspirava de tudo, às vezes até vinte vezes por dia”, disse o músico à revista. Ah, la dolce vitta dos rockstars junkies, rsrs.

 

 

* E não é preciso ser nenhum gênio pra entender porque a música brasileira está FALIDA (artisticamente falando) e descendo sem dó e sem freio a ladeira. Basta ver os vencedores do Prêmio Multishow 2013, que foram anunciados na última quarta-feira. A funkeira Anitta (melhor clip), Ivete Sangalo, Luan Santana, Thiaguinho, todos eles venceram em alguma categoria. Pobre música brasileira…

 Ela é um XOXOTAÇO (alguém duvida que daqui a pouco estará pelada nas páginas da Playboy?), mas cantar que é bom… basta olhar o set list (abaixo) de um show da moçoila, que ela fez recentemente em Manaus. Que repertório variadíssimo, néan?

 

* Pois é. Sorte dos ingleses, que ainda tem uma banda como o Arctic Monkeys por lá. E que abalou o mondo rocker esta semana com o lançamento do seu novo álbum, sendo que é dele mesmo que falamos aí embaixo.

 

 

O ARCTIC MONKEYS CONTINUA MUITO RELEVANTE, FELIZMENTE – E PRO BEM DO FLÁCIDO ROCK’N’ROLL ATUAL

“AM”, o quinto álbum de estúdio do quarteto inglês Arctic Monkeys, que saiu oficialmente ONTEM na Inglaterra (já havia vazado na web desde o começo desta semana que hoje chega ao fim) e será lançado no resto do mundo (Brasil incluso) na próxima segunda-feira, atropelou o mondo rocker planetário nos últimos dias, em todos os sentidos e mídias possíveis. O semanário inglês New Musical Express, não contente em colocar a banda pela enésima vez em sua capa, ainda deu nota dez (vamos repetir: dez!) em sua resenha do disco – pense: quando foi a última vez que você viu a NME dando nota dez pra algum disco? Pois é. E isso em um texto que é finalizado mais ou menos assim: “O quinto álbum da banda é um triunfo do início ao fim. E a melhor parte: eles estão apenas começando!”.

 

Wow. Puro exagero retórico de jornalista musical inglês empolgado no último, ou realmente o novo trabalho dos Macaquinhos é tudo isso? Há vários fatores a se considerar aí, antes de se chegar a uma conclusão sobre o cd. E o primeiro deles é que o grupo já leva grande vantagem sobre a concorrência pelo simples fato de estar na ativa há mais de uma década (eles surgiram em Sheffield, em 2002), período em que lançou cinco discos, três deles (incluso aí o que acaba de ser lançado) realmente muito bons e muito acima da média do que se ouve no atual paupérrimo (de idéias, qualidade, de música, de letra) rock mundial. Não é pouco nesses tempos de internet e música total descartável, onde zilhões de bandas surgem da noite pro dia, estouram um hit e desaparecem logo em seguida, num piscar de olhos, pra logo serem substituídas por um hype mais interessante. O mondo pop/rock, nesse sentido, anda muito cruel. E não há indícios de que esse panorama vá mudar nos próximos meses ou anos.

 

Desta forma, o Arctic Monkeys talvez seja A GRANDE BANDA do rock inglês atual. O novo trabalho estava sendo aguardado com expectativa absoluta e várias das músicas do álbum já estavam sendo tocadas em shows ou sendo disponibilizadas para audição na web. Pelo que se ouvia, dava pra perceber que a banda iria continuar na pegada implementada nos dois últimos trabalhos de estúdio, os fodásticos “Humbug” (de 2009) e “Suck It And See” (editado em 2011). Por isso entenda-se: músicas muito mais buriladas, algo desaceleradas (mas ainda assim mantendo guitarras nervosas e melodias densas) e tudo muito distante dos dois primeiros álbuns do conjunto, justamente a fase em que estas linhas online detestam o AM – não é segredo pra ninguém que o blogger zapper não suportava (e ainda não suporta) aquela urgência punk algo fake mostrada pelo quarteto em “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (de 2006) e em “Favourite Worst Nightmare” (lançado no ano seguinte), justamente os dois cds que fizeram os Macaquinhos estourarem na Inglaterra. Foi preciso que o blog visse a banda ao vivo pela primeira vez (no já distante Tim Festival de 2007, em Sampa) e chapasse com o poder de fogo dos moleques pra cair de amores por ela.

 O novo álbum do Arctic Monkeys (acima) e os garotos da banda na capa do semanário inglês New Musical Express (abaixo), que deu nota 10 para o disco

 

Não é segredo também pra ninguém que a grande virada na trajetória do grupo se deu em “Humbug” (justamente quando estas linhas virtuais passaram a AMAR o conjunto). Pode-se falar em “maturidade” musical (essa palavra que pode significar um monstro tenebroso e horrendo para o rock, dependendo de alguns casos), em descoberta de novos horizontes, ambientes e possibilidades sonoras. Mas o fato é que o vocalista, letrista e guitarrista Alex Turner (o líder do AM e seu principal compositor) deu mais estofo ao som produzido pela AM quando começou a “frequentar” a cia do gênio Josh Homme (aquele mesmo, rsrs) que, de resto, também participa do novo disco dos ingleses. Vai daí que “AM”, o disco, não difere muito dos dois trabalhos anteriores da banda. Pelo contrário, talvez ele esteja um passo atrás em relação a eles, na questão da qualidade alcançada nas composições. É um disco que abre forte com a bateria algo marcial e as guitarras densas de “Do I Wanna Know” e que segue na mesma intensidade na já bem conhecida “R U Mine” (que foi o primeiro single de trabalho do cd). E essa intensidade melódica, com guitarras sempre em primeiro plano, é curiosamente colocada em canções lentas, em total oposição ao que o grupo fazia no início da sua trajetória. Isso produz um efeito realmente devastador e o ouvinte consegue enxergar (ou ouvir) referências antes inimagináveis no som dos Macacos – como achar que há algo de glitter e Marc Bolan, por exemplo, nas ótimas “Arabella” e “I Want It All” (principalmente nesta).

 

Yep, há a tradicional dose de “baladas” (ou “canções de amor”) no álbum. Aqui, representadas por
“No.1 Party Anthem” e “Mad Sounds”. A primeira perde em qualidade e intensidade se comparada, por exemplo, à lindíssima “Cornerstone” (do disco “Humbug”). Em compensação a segunda é quase uma ode ao rock sessentista, muito por conta das intervenções de timbres de órgãos vintage na melodia algo tristonha e muito bonita. Fora isso, já se comentou até que há influências de hip hop (?) no trabalho, talvez por causa da melodia mezzo “melody” e dos backing vocals soul contidos em “Knee Socks”, uma faixa que de fato destoa de tudo que o AM gravou até hoje.

 

Ao final da audição, chega-se à conclusão de que talvez a NME tenha exagerado realmente ao dar nota dez para o álbum. O que também não significa que o Arctic Monkeys tenha declinado em seu novo disco. Claro, manter o nível (ou até superá-lo) conseguido nos dois últimos cds seria mesmo uma tarefa hercúlea. Mas o conjunto ainda se saiu muito bem neste “AM”, principalmente se levarmos em conta que o rock’n’roll atual caminha inefavelmente para um enooooorme buraco negro, onde não existe nem em sonho a chama da genialidade que impulsionou o gênero durante quase seis décadas. Resta saber como a banda de Alex Turner e este “AM” serão lembrados daqui a, digamos, dez anos. Estudiosos do rock’n’roll e da obra dos Rolling Stones, por exemplo, não consideram “Exile On Main Street” o melhor registro de estúdio de Jagger e cia. Mas ele é o disco PREFERIDO das Pedras Rolantes destas linhas bloggers rockers. Pode ser que “AM” venha a se tornar para os Macacos do Ártico o mesmo que “London Calling” se tornou para a discografia do Clash, depois de alguns anos: um disco clássico, gigante. Vai saber…

 

 

O TRACK LIST DE “AM”. O DISCO

1.”Do I Wanna Know?”

2.”R U Mine?”

3.”One for the Road”

4.”Arabella”

5.”I Want It All”

6.”No.1 Party Anthem”

7.”Mad Sounds”

8.”Fireside”

9.”Why’d You Only Call Me When You’re High?”

10.”Snap Out of It”

11.”Knee Socks”

12.”I Wanna Be Yours”

 

 

E OS MACAQUINHOS AÍ EMBAIXO

Nos vídeos dos singles retirados até agora de “AM”: “R U Mine” e “
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”

 

 

 

PORÃO DO ROCK 2013 – FESTIVAL FODÃO MAS QUE MOSTROU O ABISMO QUE EXISTE ENTRE O GRANDE ROCK BR DOS 80’ E A ATUAL RAQUÍTICA GERAÇÃO DE BANDAS INDIES

Foi um final de semana total rock’n’roll na capital nacional do Poder mas também da corrupção, da bandidagem desenfreada e sem fim, e na cara larga – ou alguém aí ainda duvida que estão em Brasília os maiores bandidos deste país? Mas foi lá mesmo que aconteceu nos últimos dias 30 e 31 de agosto e pelo décimo quinto ano consecutivo, mais uma edição do já tradicionalíssimo festival Porão Do Rock. E como sempre ele rolou no estacionamento do estádio Mané Garrincha, que recebeu um total de quarenta e cinco mil pessoas para acompanhar as duas tardes/noites dedicadas à maratona de shows.

 

E que maratona! Divididas por três palcos (sendo dois principais e um terceiro mais alternativo, dedicado às atrações mais pesadas e porradas do line up) trinta e oito bandas disputaram a atenção da garotada que invadiu o estacionamento do Mané Garrincha. Óbvio, a reportagem do blog Zap’n’roll e do portal Dynamite online procurou se deter nas atrações mais destacadas, visto que (comprova a nossa experiência de anos de cobertura nesse tipo de evento) é humanamente impossível acompanhar todos os shows, do primeiro ao último set. E nem é esse o caso também ou o objetivo da cobertura de um festival gigante como o PDR, que mostrou solidez nos quesitos estruturais (som, luz, acomodação do público, alimentação e banheiros para o mesmo) e revelou definitivamente, na parte estética e musical, que há hoje um ABISMO gigantesco e intransponível entre o grande e clássico rock’n’roll que moldou a produção da geração brasileira dos anos 80’ e 90’, e a atual raquítica (na questão musical e textual) leva de novas bandas da safra independente nacional – visto que o mainstram definitivamente desapareceu do mercadão musical, ao menos quando se fala em grupos de rock.

 

Há exceções nessa regra ou enunciado, claro. Mas elas se mostam cada vez mais rarefeitas quando garimpadas em um festival onde se apresentaram quase quarenta bandas. Tome-se como exemplo desse abismo ideológico, musical e estético que separa duas gerações do rock nacional as apresentações dos grupos Capital Inicial e Matanza, ambas ocorridas na sexta-feira, primeira noite do evento. Você pode DETESTAR o Capital Inicial mas o que se viu em um dos dois palcos principais foi um autêntico tsunami musical comandado pelo vocalista Dinho Ouro Preto, ainda em grande forma aos quase cinquenta anos de idade. Este jornalista, que não via um show de grandes proporções da banda há mais de uma década, ficou realmente impressionado: o CI hoje está mais centrado nas guitarras (tanto que são duas ao vivo) e sabe equilibrar muito bem seu repertório mais pop e recente com os clássicos que celebrizaram o grupo. Não à toa Dinho imprimiu um viés fortemente político ao show: convocou a garotada a votar nulo, mandou o deputado federal Natan Donadon (condenado à prisão pelo STF mas que escapou de perder seu mandato graças à “ajuda” dos colegas, em votação secreta  no Congresso Nacional) se foder e centrou fogo em canções que, passados trinta anos de sua criação, não perderam seu poder de reflexão e contestação política e social – caso das sensacionais “Fátima”, “Veraneio Vascaína”, “Música Urbana” e “Independência”. Claro, também houve espaço para hits mais leves e recentes como “Natasha” e houve até o resgate da hoje clássica “Psicopata”, aquela do primeiro disco lançado pelo Capital (em 1986!) e em que Dinho canta “sempre assisto a Rede Globo com uma arma na mão!”. Melhor impossível e a garotada presente à gig respondeu à performance do grupo com entusiasmo absoluto, cantando boa parte das músicas a plenos pulmões.

 

No outro extremo do abismo ideológico e musical estava o sempre detestável Matanza. Fechando a primeira noite do Porão, o grupo carioca comandado pela algo grotesca figura do vocalista Jimmy mostrou o oposto do que se viu na apresentação do Capital Inicial: um rock burro, sexista, machista e completamente vazio de proposta estética ou ideológica. Pesado, é verdade. E que curiosamente também levantou a mesma molecada que instantes antes havia pulado no show de Dinho e cia. Mas repetindo sempre os mesmos bordões e clichês: “hoje vamos deixar os problemas lá fora e se divertir. Puta que pariu Porão!”, berrou Jimmy no início da apresentação, na sua costumeira evocação para promover um show/diversão que é puro escapismo e alienação mental. Não dá, sorry.

Os protagonistas de quatro ótimos momentos do festival Porão Do Rock, que agitou Brasília no último finde: Capital Inicial e Alf (acima) e Mark Lanegan e Lobão (abaixo)

 

Entre um extremo e outro foram desfilando dezenas de bandas menores e desconhecidas, além de atrações internacionais de peso, literalmente: o Soulfly, de Max Cavalera, confirmou pela enésima vez que é uma das formações mais instigantes e modernas de um gênero musical obtuso e eternamente estagnado, o heavy metal; Suicidal Tendencies também levantou o povaréu no palco mais alternativo (no outro lado do estacionamento), obrigando inclusive Lobão a atrasar o início de seu show; o deus Mark Lanegan fez um set intimista e belíssimo (acompanhado apenas de guitarra e violão), repassando sua trajetória solo e algo do grande Screaming Trees (já no final da apresentação) mas, como bem frisou um colega zapper, “show errado, no lugar errado e pro público errado”. O já veterano Leela se mostrou bom de palco como sempre, mas se apresentou pela primeira vez sem uma bateria humana, o que causou estranhamento; o já quase veterano Alf (um dos curadores do evento e que brilhou nos anos 90’ no grupo Rumbora, sendo que ele se apresenta neste sábado em Sampa, no tradicional Hangar 110) se mostrou revigorado e deverá lançar um bom disco solo logo menos, a julgar pelo material apresentado no Porão. Já os Devotos, de Pernambuco (olha a geração 80’/90’ novamente mostrando ainda a sua força) e comandada pelo já célebre baixista e vocalista Canibbal, mostrou que o rock precisa mesmo ter estofo político e social em suas letras e músicas. Das boas surpresas da novíssima safra brazuca talvez duas se destaquem de verdade em meio a uma multidão de músicos anônimos e que continuam não tendo muito a mostrar ou a cantar: Os Selvagens A Procura De Lei (também de Pernambuco) têm bom repertório, canções afiadas, boas melodias e bons vocais. E a brasiliense Rios Voadores… pelamor, onde estão os produtores desse país? (alô Glauber Amaral e Luiz Calanca, olho vivo nessa banda sensacional!) Com uma vocalista que parece uma bonequinha de porcelana de 1,50m de altura (mas com postura gigante na performance de palco), a fofíssima e lindinha Gaivota Naves, e um musculoso e dançante núcleo musical que funde Mutantes, psicodelia e anos 60’ num bailão mega dançante com boas letras em português, a Rios Voadores talvez seja a salvação da lavoura da combalida indie generation rock brasileira dos anos 2000’. Sério.

 

E sim, ainda teve Paralamas (a reportagem não assistiu ao set, mas recebeu infos de que foi o momento mais emocionante de todo o festival) e Lobão, encerrando tudo já na madrugada de domingo, às três da manhã. O Grande Lobo é o que se sabe por quem o conhece pessoalmente e conviveu com ele durante algum tempo (como este jornalista): como pessoa, um mau caráter de primeira linha. Mas como artista continua com show poderoso, algo político (tanto que ele ofereceu uma das músicas ao cappo do Coletivo Fora Do Eixo, dom Pablo Capilantra, ops, Capilé) e com ótimo repertório, centrado principalmente na força de clássicos como “Radio Blá”,”Vida Bandida”, “Canos silenciosos” (a letra dessa música continua mais atual do que nunca), “Me Chama”, “Mal Nenhum”, “Decadence Avec Elegance” (sempre atual, sempre dançante), “Ronaldo Foi Pra Guerra”, “A Vida é Doce” (uma das letras mais intensas e cruéis escritas por ele na virada dos anos 2000’) e “Corações Psicodélicos”, que fechou o set. No frigir das guitarras tanto Lobão como Paralamas só ratificam a teste desenvolvida nessa resenha (e corroborada, incrivelmente, pelo FIASCO que foi a entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira 2013, que rolou anteontem no Rio De Janeiro): a de que um abismo intransponível se abriu entre a música em geral (e o rock em particular) que já se fez neste país, nos anos 80’ e 90’, e a geração atual, onde bandas de rock se mostram totalmente ocas em termos qualitativos e onde o funk pasteurizado de Anitta e Naldo, o breganojo e o axé sem cérebro dominam o que resta do mercadão musical nacional. Ou seja: a música brasileira desce a ladeira sem freio e sem dó.

 

Que a edição 2014 do Porão Do Rock seja tão bacana quanto a deste ano e que – este é o desejo sincero deste blog – revele muitos novos nomes bacanas como a brasiliense Rios Voadores. Quem sabe o rock BR dá novamente a volta por cima e volta a empolgar uma multidão de garotos e garotas, com ótimas músicas e ótimas letras. É isso aí.

 

* O repórter Humberto Finatti viajou a Brasília a convite da produção do festival Porão Do Rock.

 

 

NOS BASTIDORES DO PORÃO, HIHIHI

* Viajar para cobrir festivais de rock é sempre divertido, não há dúvida. Ainda mais quando você é um jornalista bem conhecido no meio (caso do autor deste blog) e, em função disso, vai A CONVITE da produção do evento – leia-se: com passagens de busão aéreo e hospedagem pagas pela produção. Assim estas linhas online ficaram hospedadas no luxuoso hotel Mercure (região dos hotéis do plano central da capital do país), cuja diária de um quarto igual ao que o blog ficou hospedado gira em torno de trezentos reais. Uia!

 

* Fora que é a oportunidade pra reencontrar amigos músicos e jornalistas. Por exemplo: já na chegada ao aeroporto de Brasília (na sexta-feira à tarde), o blog se encontrou com o pessoal do Leela. Que reclamou com o sujeito aqui: “Poxa, vocês nem pra nos convidar pra entrega do Prêmio Dynamite deste ano! Magoou, snif…”. Com a palavra sobre isso, nosso querido “pai” e eterno “editador” André Pomba, hihi.

 Na chegada em Brasília: encontro já no aeroporto com os queridos amigos do Leela

 

* Um festival como o Porão Do Rock também lhe dá a chance de assistir shows que, por um motivo ou outro, você incrivelmente perdeu quando eles aconteceram na cidade em que você mora. Foi o caso do deus Mark Lanegan, que já passou por duas vezes em São Paulo, e o blog não foi em nenhuma das duas. Pois então: conseguiu finalmente assistir à performance do homem lá em Brasília.

 

* Aliás Mark foi eleito o rockstar mala e esnobe do festival. Minutos antes de o cantor fazer seu set, foi convocada uma entrevista coletiva com ele na sala de imprensa, que ficava no backstage do palco principal. Para participar da entrevista a equipe do cantor exigiu uma lista com o nome de todos os profissionais e veículos que queriam fazer perguntas. A assessoria de imprensa do evento (muito bem conduzida pela equipe do queridón Marcos Pinheiro) providenciou a tal lista. Quando estava tudo pronto pra começar a coletiva, mr. Lanegan mandou cancelar a mesma, uia! Anyway, pitis de rockstars, hihi.

 

 

* Já Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, foi a simpatia em pessoa. Falou por um tempão com a jornalistada e ainda posou para fotos com boa parte deles – inclusive o autor destas linhas frequentadoras de bastidores (opa!), velho amigo do cantor.

 Velhos homens do rock”n’roll: o blogger loker e Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial

 

* Quem também ganhou o troféu “rockstar simpatia” foi Max Cavalera. Contrastando com o visual agressivo sempre exibido no palco, o vocalista do Soulfly distribuiu simpatia no lobby do hotel Mercure, dando autógrafos e posando para fotos com quem lhe pedisse isso.

 O blog ao lado do velho chapa (e com quem não se encontrava pessoalmente há mais de uma década) Max Cavalera: ele ainda é um ícone do metal mundial

 

 

* E o Porão foi um festival… família, rsrs. Yep, havia o indisfarçável odor de marijuana no ar, em alguns momentos. Mas se havia dorgas pesadas por ali, Zap’n’roll passou longe delas, rsrs.

 

* E desta vez o blog TINHA QUE SE COMPORTAR no evento. Afinal o zapper historicamente conhecido pelos seus atos de loucura e vandalismo na cobertura de festivais pelo Brasil afora só foi ao Porão 2013 após pressão e duras negociações da assessoria de imprensa do evento junto ao diretor artístico Alf (que também tocou no festival). Havia uma ala da produção que não queria o autor deste blog por lá e por um motivo, hã, bastante plausível: na última vez em que havia ido ao Porão o blogger maloker literalmente APRONTOU por lá. Discutiu com uma das produtoras, foi no camarim da turma do Barão Vermelho (que é amiga do jornalista aqui) sem permissão e – a cereja no bolo – após correr como um louco atrá de um pouco de cocaine (em Brasília o pó é ruim, caro, pouco e difícil de ser encontrado, a não ser pros figurões da política, claaaaaro), descolou uma petequinha suada que, na época, custou vinte mangos ao jornalista. E quando ele resolveu aspirar a dita cuja viu que perto dele estava ninguém menos do que Marcos Brachatto, ops, Bragatto, o carioca que é um dos jornalistas musicais mais malas do Brasil. Não deu outra: Zap’n’roll esticou a peteca INTEIRA em cima de um cd, cutucou Brachatto pelas costas e quando o metaleiro travestido de jornalista se virou pra ver o que era, o blogger abusado lhe disse: “essa é em sua homenagem!”. E mandou a taturana napa adentro, hihihi. Brachatto, putíssimo e escandalizado, foi imediatamente reclamar da atitude do jornalista doidón com a produção do Porão. Enfim, isso custou ao blog a NÃO ida ao festival durante um bom par de anos, rsrs.

 

* De modos que desta vez tudo foi muuuuuito diferente. O zapper, já tiozão, mais calmo, mais sábio e com um tumorzinho querendo fodê-lo na garganta, ficou só no whisky mesmo nas duas noites de festival – muito diferente do que ele aprontou em abril passado em Manaus, quando foi lá cobrir o Hey Yo Music Fest,  e cuja aventura digna dos momentos mais alucicrazies de um Hunter Thompson, foi narrada aqui mesmo nestas linhas online, em post publicado naquela época. Em Brasília, Zap’n’roll estava total no estilo “Finattinho Paz & Amor”, hehehe.

 

* Quem ficou bastante alucicrazy na primeira noite foi o também músico, velho chapa zapper e dublê de jornalista (estava fazendo um diário de bordo do festival para a edição online da bacana revista Noize) Carlinhos Carneiro – mais conhecido nos meandros do rock nacional como vocalista da sempre bacana Bidê Ou Balde. Carlinhos tomou todas na primeira noite e ficou fora de combate na segunda, desfilando com uma prosaica garrafinha de… água mineral.

 Dupla rock’n’roll do barulho, aprontando todas no backstage do Porão Do Rock: Zap’n’roll e o músico Carlinhos Carneiro, vocal da banda gaúcha Bidê ou Balde

 

* Enfim foi tudo lindo, tudo ótimo: grandes shows, novas amizades etc. O único SENÃO da parada toda foi o ARGENTINO velhusco e total mala com o qual estas linhas online tiveram que dividir seu quarto. O sacripanta estava cobrindo o Porão para a edição argentina da revista Rolling Stone. Era um careca e grisalho realmente intrujão e desagradável. Já estava enchendo o saco do blog desde a primeira noite. E na madrugada seguinte, após o final do evento e quando o zapper entabulou uma paquera com uma lindaça rocker da cidade (o papo começou durante o show de Mark Lanegan e evoluiu para beijos quentes de línguadurante o set do Lobão) e levou-a para o hotel cheio de más intenções, quem dá uma mega “tesourada” na provável foda zapper? O “amigo” portenho, claaaaaro, que estava acordado e de cueca no quarto, assistindo tv. Por pouco o jornalista loki paulistano (e já quase enfurecido a essa altura) não cometeu um crime, já que pensou em atirar o mala pela janela – o quarto era no décimo andar, a morte seria certa, hihihihihi. Enfim, agora estas linhas virtuais podem dizer que têm MESMO motivos para DETESTAR argentinos, rsrs.

 

 

*Domingão, final do dia, hora de voltar pra Sampa. Novamente no aeroporto internacional de Brasília, desta vez o blog é parado por um sujeito grandalhão e boa praça, que chega até o jornalista e diz: “Finatti, você não me conhece mas eu leio seu blog e sou seu fã. Posso tirar uma foto junto com você?”. Claro que podia, oxe. O cara se chama Tony Lopes, estava acompanhado da esposa e tinha vindo de Salvador, na Bahia, pra assistir aos shows do Porão Do Rock. Foto tirada, um novo amigo conquistado (é, o sujeito aqui está ficando… famoso, ahahaha), Tony se despede com um pedido: “Não adoce sua língua na Zap. A mantenha como ela é”. Podexá, mano! Em respeito a você e a todos os leitores que acompanham essa bodega há uma década, a linha afiada será mantida, sempre!

 

* Zap’n’roll agradece de coração toda a equipe do Porão Do Rock (Marcos Pinheiro, Gustavo, Alf, Nalva, Cristiano Bastos etc.) pela acolhida calorosa com que fomos recebidos em Brasília. É isso aí: nos vemos novamente em 2014!

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: o novo do Arctic Monkeys e “Sábado”, segundo álbum do cantor, compositor e letrista carioca Cícero, de quem o blog fala melhor e muito mais no postão desta semana que ainda vai entrar no ar, até a próxima sexta-feira. O moleque é da MPB (e não do rock), da nova música brasileira que vale realmente a pena e estas linhas bloggers poppers acham difícil que saia algum disco melhor do que o dele no gênero, ainda este ano. Mas falamos mais sobre isso na próxima Zap, guentaê.

 

* Blog: um pouco de boa poesia, elegância e belas imagens femininas é o que você vai encontrar em “A arte do fracasso”, blog escrito pelo bom baiano rocker Tony Lopes, e que pode ser acessado aqui: http://aartedofracasso.blogspot.com.br/. Vai lá e boa leitura!

 

* Baladinhas: vai ter novo post ainda esta semana, já com o roteiro alternartivo alucicrazy pro finde, uia. Mas até lá fikadika: tem SHOWZAÇO imperdível do combo sessentista Churrasco Elétrico nesta quinta-feira lá na Livraria Da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana). Sério, foi o MELHOR show que estas linhas zappers viram no último finde lá no palco do Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba – aliás um festaço que será melhor comentado também em nosso próximo post. Então, se liga que vale a pena a ida até a Barra Funda pra ver os moleques.

 

 

BAUZINHO DE MIMOS

Entonces, ninguém mais liga pro velho cd, néan. Será mesmo? Bien, vamos fazer um teste pra ver se isso é verdade. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que resolvemos colocar em disputa:

 

* Um kit belezura do festival Porão Do Rock 2013. Ele vem com uma mochila bacanuda do evento e, dentro dela, o recheio (rsrs): boné, camiseta e vários cds de algumas das bandas indies que tocaram no evento em Brasília. Tá dentro? Então manda seu recado e boa sorte!

 

* Ah sim, também tem UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, dia 14 de dezembro. É isso aí.

 

 

FIM DE FESTA

Por enquanto, apenas. Nesta sexta-feira (13, brrrrr…) estaremos novamente por aqui. Zap’n’roll se vai deixando um beijaço pra linda Carolina Gasi, que de repente poderá ser a próxima musa indie destas linhas online sempre recheadas de garotas tesudas, hehehe. Aguardem!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 10/9/2013, às 23hs.)