AMPLIAÇÃO FINAL! Com os assuntos já listados e mais um repeteco total tesudo e abusado: o ensaio nude total do casal rocknroll Jonnata Doll e Marcelle Louzada, uhú – Após longuíssima pausa retomamos os trampos no blog zapper, em um 2018 ainda mais sinistro do que nos dois últimos anos no falido e completamente selvagem bananão tropical DESgovernado pelo vampiro golpista. E tentamos colocar tudo em dia por aqui falando de… Copa do Mundo? Nem fodendo, mas sim do novo álbum do Arctic Monkeys, que retorna depois de cinco anos de ausência com um trabalho surpreendente, quase sem nenhum viés rocker e quase sem guitarras; o rock dos anos 2000 foi mesmo pro túmulo mas a vitória de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes como melhor artista musical no Prêmio Governador do Estado ainda dá alguma esperança ao gênero; como foi o showzaço do Ira! na Virada Cultural SP 2018; o adeus de um dos espaços de rock alternativo e cultura pop mais legais da noite paulistana; e por que a morte de um certo produtor musical não causou comoção alguma no blog que não tem medo de dizer o que pensa (postão ampliadão, completão e total FINALIZADO em 29/5/2018)

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O mundo está caótico e o rock e a cultura pop estão praticamente mortos na era da web e nos anos 2000; mas o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) dribla todos os percalços atuais e se reiventa no novo disco, para continuar seguindo como o grande nome do rock britânico do século XXI; enquanto isso em Sampa a sensacional Sensorial Discos, um dos melhores espaços culturais da capital paulista, dá adeus ao seu endereço atual e sendo que neste post o blog zapper recorda alguns momentos incríveis que passou por lá, como quando aconteceu a festa de 11 anos destas linhas rockers por lá, em maio de 2014 e onde rolou até uma performance altamente erótica da nossa eterna deusa e musa number one, a sempre XOXOTUDA ao máximo Jully DeLarge (abaixo, ao lado do “dono” da festa, hihi)

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MICROFONIA

(cultura pop e rock alternativo em discos, shows, filmes, livros etc.)

***Pensou que estas linhas lokers e eternamente rockers tinham morrido, néan. Nope. Apesar de o Brasil estar MORTO sob o DESgoverno do maior bandido e desgraçado GOLPISTA imundo que já ocupou a presidência da república de maneira ILEGÍTIMA (e com apoio da patolândia/coxarada BURRA, reacionária, conservadora e IMBECIL, e que tem mais é que levar no CU agora), estas linhas online demoram mas aparecem e seguem firmes e fortes por aqui. Sendo que em outubro vindouro vai ter FESTAÇO num super espaço na capital paulista, para comemorar (com dois showzaços) os quinze anos de Zapnroll. Mas mais pra frente daremos melhores detalhes sobre isso. Por enquanto vamos a este postão (entrando no ar em sua primeira parte ainda, já na noitona de sabadão), que marca finalmente o retorno destas linhas bloggers à sua velha e ÓTIMA forma de sempre, ulalá!

 

***Como foi o show do ainda grande Ira! na Virada Cultural de Sampa deste ano, em sua edição mais rocker dos últimos anos? Veja abaixo:

 

***SHOW DO IRA! – foi sensacional, como prevíamos. Começou pontualmente às 4 e meia da manhã com a banda disparando “Envelheço na cidade” e seguindo assim a sequência (na íntegra) do clássico “Vivendo e não aprendendo”. Sendo que o público (bem menor do que se esperava, mas isso comentamos mais aí embaixo) cantou e pulou nas faixas mais conhecidas do disco (como “Dias de luta”, “Flores em você” e na dobradinha ao vivo de “Gritos na multidão” e “Pobre paulista”, que fecha a versão original do LP), e ficou MUDO nas bem menos conhecidas (mas não menos ótimas), como as poderosíssimas (e que tiveram suas letras literalmente BERRADAS pelo loki aqui) “Vitrine Viva” e “Nas ruas” (“Nas ruas é que me sinto bem/Ponho meu capote e está tudo bem/Vejo pessoas DESMIOLADAS/Viraram uma MASSA devorada por alguém/Sem princípios e muito ESPERTO”). E como se esperava a primeira parte da apresentação terminou quando o disco também acabou. Mas era muito óbvio que a banda iria voltar para um bis, onde todos (ou o blog, pelo menos) esperavam por uma saraivada de mais uns 5 hits clássicos pelo menos. Mas foi bem menos do que isso. A turma voltou e atacou com a sempre ótima (e inesperada, naquele momento) “Rubro Zorro”. Depois mais uma (qual mesmo? Esquecemos, ahahaha) e tudo terminou com “Núcleo Base” (“Meu amor eu sinto muito, muito mas vou indo/Pois é tarde e eu preciso ir embora…”), com a banda se mostrando potente e impecável como sempre ao vivo e deixando os fãs (a maioria velhos, já na faixa dos 35/45 anos de idade) mais do que satisfeitos, Finaski. Saímos FOCADOS de casa para ver ESTE show na Virada Cultural e não teve arrependimento. Voltamos mega contentes (já com o dia clareando) para casa. Valeu mesmo e total o rolê até o centrão de Sampalândia na sempre perigosa madrugada paulistana.

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Zapnroll ao lado da linha de frente do ainda gigante grupo Ira!, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi, diletos amigos de décadas deste espaço online; o show da banda foi sensacional na Virada Cultural paulistana deste ano

***PÚBLICO – muuuuuito menor do que se esperava, tanto que deu pra chegar com o show começando e ainda ficar COLADO na grade na frente do palco. Se há 4 anos o grupo retornou em grande estilo na própria Virada Cultural e tocando diante de um público de cerca de 35 mil pessoas (e estávamos lá, ESPREMIDOS no meio da multidão), dessa vez nosso “chutômetro” calcula que não havia mais do que umas 5 mil pessoas no boulevard São João (que é um calçadão gigantesco e onde cabe com folga uma multidão muito maior). Claro que há alguns fatores que explicam essa plateia bem abaixo do que era esperado para a gig da banda: o horário total ingrato da apresentação (4 e meia da matina), o frio que finalmente chegou com tudo em Sampa (no momento do show devia estar fazendo uns 14 graus) e o fato de que a MOLECADA atual não curte mais rock, mesmo – como já foi dito aí em cima, o grosso do público era de trintões e quarentões. A pirralhada e o povão se aglomerou mesmo na frente de palcos onde estavam rolando samba e pagode, ou então funk e música eletrônica. Coube ao Ira manter a dignidade gigante que sua história possui até hoje e manter o amor ao rock, compartilhado por todos que presenciaram a performance do grupo.

 

***SEGURANÇA NO EVENTO – todos aqui sabem que não temos nenhuma simpatia pelo tucanato. E também que o item “segurança” é sempre algo problemático na Virada Cultural. Mas como sempre prezamos pela JUSTIÇA, sinceridade e VERDADE no que escrevemos, dessa vez somos obrigados a admitir que foi bastante diferente – e olha que o blog já foi em quase todas as edições da festa cultural até hoje. Óbvio que rolaram os costumeiros furtos de carteiras e cels lá no centro. Bom, nosso trajeto: saímos do Clube Outs 3 e meia da matina e descemos a pé a rua Augusta, que estava vazia e sem policiamento de fato, sendo que foi a parte mais tensa do trajeto, digamos. Seguimos pela praça Roosevelt até cair na avenida Ipiranga, onde começamos a passar por aglomerações de pessoas. Passamos pelo primeiro palco (o do rock, em frente ao Copan), onde inclusive pegamos as três primeiras músicas do set dos Inocentes. E seguimos em frente pelo centro até o local do show do Ira!. Aí rolou total suave pois, de verdade, nunca vimos tantos POLICIAIS (da PM mesmo e da guarda civil) ao logo do trajeto e tantas VIATURAS como nessa edição. Sendo que incrivelmente em alguns trechos da nossa caminhada vimos mais guardas e viaturas do que público, rsrs. De modos que não havia mesmo espaço pros malacos agirem e foi uma madrugada muito mais tranquila do que se esperava lá pelo centrão de Sampa. Se todas as Viradas fossem sempre assim, seria ótimo!

 

***Sem novas grandes novidades para serem incluídas aqui, nas notas microfônicas. De modos que qualquer extra irá entrar ainda neste post caso algo realmente bombástico aconteça, okays? Por enquanto, ficamos por aqui.

 

 

APÓS CINCO ANOS AUSENTE O ARCTIC MONKEYS RETORNA COM UM DISCO NADA ROCK E MUITO ESTRANHO – O QUE NÃO SIGNIFICA QUE ELE SEJA RUIM

Foi mais ou menos assim: após um sumiço de cinco anos dos estúdios de gravação, o quarteto inglês Arctic Monkeys precisava dar as caras novamente. Afinal, aquela que talvez seja a maior, mais relevante e a última banda inglesa de rock dos anos 2000 que ainda vale a pena ser ouvida e tem o respeito e a admiração não apenas da crítica musical mas de milhões de fãs mundo afora (Brasil incluso), tinha/tem consciência plena de que o tempo voa nesses tempos frugais e fúteis da era vazia da web e que, por isso mesmo, era preciso dar as caras novamente. E o AM o fez finalmente, no último dia 11 de maio. Com o seu sexto álbum de estúdio, “Tranquility Base Hotel & Casino”, lançado oficialmente naquela sexta-feira (inclusive aqui, via Deck Disc), trabalho que era esperado com mega ansiedade pela humanidade. Afinal a grande questão era: como seria o novo som dos Macaquinhos? Tão rock e com guitarras explosivas quanto o espetacular e ultra bem sucedido “AM”, editado em 2013 e que rendeu absurdos seis singles individuais? Mais calmo e com mais variedade sonora? Nada disso?

Sim, absolutamente NADA DISSO. O que rolou foi que a banda decidiu que precisava se reinventar musicalmente para continuar existindo. Isso significou praticamente abandonar o rock de guitarras que funcionou tão bem até “AM” (de 2013) e tornou o quarteto britânico um dos últimos nomes gigantes do quase morto rocknroll dos anos 2000 e da era da web. E decidido a praticamente ignorar as guitarras, qual foi o caminho tomado pelo conjunto? Simples e o próprio líder, letrista, cantor e compositor Alex Turner falou sobre as mudanças em entrevistas recentes. Segundo ele, a sua inspiração para compor no instrumento de seis cordas icônico em toda a história do rock, estava literalmente acabando. Foi quando Turner ganhou um PIANO de presente de aniversário do empresário dos Macaquinhos ao completar trinta anos de idade, em 2016. Sentiu sua criatividade voltar com força ao começar a “brincar” no instrumento. E veio dali, do piano, toda a inspiração para compor as onze faixas do novo trabalho.

Que certamente vai DESORIENTAR quem está acostumado com o rock básico de nuances punksters do AM do início de sua carreira (lá em 2002, já se vão longos dezesseis anos…). Ou com a banda que abraçou com força e com competência absoluta (e com um grande help do gênio Josh Homme, do Queens Of The Stone Age) o stoner rock a partir de seu terceiro álbum (o espetacular “Humbug”, lançado em 2009). Se não causar desorientação nos fãs, no mínimo o novo cd vai causar irritação ou mesmo raiva nos mesmos – este espaço rocker online já “testou” opiniões sobre a nova empreitada musical dos Monkeys no faceboquete entre nossos amigos por lá, e o resultado foi bem previsível: boa parte deles achou “Tranquility…” uma merda gigante.

Talvez o disco esteja sendo, como sempre ocorre quando uma banda muda radicalmente sua proposta sonora, mal compreendido. Nunca é demais lembrar: o AM estourou para o mundo via internet e com seus dois primeiros discos de estúdio, lançados em 2006 e 2007, e quando Alex Turner ainda era um pirralho cheio de boas ideias tanto nas letras quanto na parte musical. Mas tudo aquilo ainda precisava ser lapidado e burilado, tanto que essa fase inicial do conjunto (com ele tentando reeditar para os anos 2000 a fúria e a iconoclastia punk inglesa do final dos anos 70) é justamente a que o blog zapper não suporta na trajetória dele. Estas linhas zappers passaram a morrer de amores por Turner e sua turma justamente quando lançaram o já citado “Humbug”. E depois de assistir uma gig inesquecível e fodástica do quarteto na edição de 2007 do Tim Festival, em Sampa. Naquele show e antes de lançar seu terceiro LP o AM já dava pistas totais de que o trabalho vindouro iria mudar bastante a concepção sônica deles. Foi quando entrou em cena o stoner rock que dominou os três álbuns seguintes, os melhores da carreira da banda.

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Mas a fórmula “stoner” também parecia ter se esgotado, ao menos na cabeça de Alex Turner. Foi quando entrou em cena o piano dado de presente pelo empresário do cantor e de sua banda. O resultado apareceu agora, cinco anos depois do mega sucesso que foi o disco “AM”. E se você que está lendo esse texto ainda não ouviu o novo álbum (algo difícil nesses tempos onde tudo flui hiper velozmente, não é? Ainda assim e como sempre dissemos aqui, nunca é tarde para se comentar/resenhar um ótimo trabalho musical), esqueça absolutamente TUDO o que você imaginava em termos sonoros em relação aos Monkeys. As guitarras saíram quase que totalmente de cena. Prevalece em todo o disco ambiências absolutamente calmas em termos melódicos, com fartas referencias a soul (!) e a R&B (!!!). Sendo que boa parte da rock press gringa também captou em algumas faixas do CD eflúvios e referências diretas do inesquecível e saudoso gênio David Bowie. Isso é ruim? De forma alguma. Fora que Alex Turner está cantando cada vez melhor e se utilizando como nunca de um falsete sarcástico, irônico e debochado, para reforçar algumas inflexões e algumas passagens vocais e dar mais força a alguns versos das letras, que também estão cada vez melhores e aqui refletem sobre o mundo moderno, sobre avanços tecnológicos que dão tudo ao ser humano e ao mesmo tempo o deixam completamente vazio e anódino por dentro. E, claro, já na faixa de abertura (a soberba “Star Treatment”) Turner reflete sobre si próprio e sobre em que e como, afinal, se tornar um rock star muda a existência e a essência de uma pessoa.

Sendo que há muitos outros momentos bem bacanas ao longo do disco. Como a faixa título (veja letra mais aí embaixo), ou ainda a mezzo psicodélica “Four Out Of Five” (o primeiro single de um álbum que não foi precedido por NENHUM single antes de seu lançamento oficial), “Science Fiction”, “American Sports” (onde Turner zomba sem piedade dos EUA da era Trump), “Batphone” ou a estoica/eloquente e algo melancólica (em seu clima de cabaré tristonho e decadentista, com melodia impecavelmente construída e conduzida pelo piano) “The Ultracheese”, que fecha tudo em grandioso estilo.

Yep, é um disco diferente de tudo que o Arctic Monkeys havia feito até então. Isso é ótimo? Péssimo? Depende do ponto de vista e do gosto do ouvinte e fã sectário. No caso de Zapnroll achamos que “Tranquility Base Hotel & Casino” é um álbum que desvela que Alex Turner teve coragem e MATURIDADE (quem disse que o rock não pode conviver com a maturidade comportamental e emocional do ser humano?) para, aos trinta e dois anos de idade, enxergar que o AM havia chegado a um ponto de não retorno e que a banda precisava mudar tudo para continuar existindo e continuar sendo relevante. E ele conseguiu o que queria. Musicalmente os Macaquinhos se reinventaram e seguem totalmente relevantes, como talvez a última banda inglesa que valha a pena de duas décadas pra cá. Se isso vai fazer alguma diferença no rock atual e na vida dos fãs do grupo, só o tempo irá dizer.

 

 

TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DOS AM

1. “Star Treatment”
2. “One Point Perspective”
3. “American Sports”
4. “Tranquility Base Hotel & Casino”
5. “Golden Trunks”
6. Four Out of Five
7. “The World’s First Ever Monster Truck Front Flip”
8. “Science Fiction”
9. “She Looks Like Fun”
10. “Batphone”
11. “The Ultracheese”

 

 

 

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No vídeo para o primeiro single do novo álbum, “Four Out Of Five”.

 

E O DISCO COMPLETO PARA OUVIR, ABAIXO

 

A LETRA DA FAIXA TÍTULO DO NOVO DISCO DOS MACAQUINHOS

 

Hotel e cassino base de tranquilidade

Jesus no day spa preenchendo o formulário de informações

Mamãe fez o cabelo dela

Apenas pulando para cantar uma música de protesto

Eu estive em um bender de volta para essa esplanada profética

Onde eu pondero todas as perguntas, mas apenas consigo perder a marca

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Esse pensamento mágico

Parece que realmente pode pegar

Mamãe quer algumas respostas

Você se lembra de onde tudo deu errado?

Avanços tecnológicos

Realmente sangrenta me deixa de bom humor

Puxe-me para perto de um bebê de véspera crisp

Beije-me debaixo do peito do lado da lua

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Você comemora seu lado negro

Então gostaria que você nunca tivesse saído de casa?

Você já passou uma geração tentando descobrir isso?

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

 

O FECHAMENTO (INFELIZMENTE) DE MAIS UM ESPAÇO ALTERNATIVO INCRÍVEL E QUE MARCOU ÉPOCA EM SAMPA, MESMO TENDO DURADO APENAS 5 ANOS

Não há mais escapatória, pelo jeito. O bananão tropical falido, fodido e DESgovernado por um golpista desgraçado e do inferno vai fazendo cada vez mais vítimas, espaços culturais, eventos e empreendimentos, diariamente. Inclusive na cena musical noturna alternativa da capital paulista, onde diversos bares e clubes bacaníssimos dedicados ao rock (que, sim, também anda quase morto nesses tempos de internet fútil, vazia e de cultura pop banal, irrelevante e total rasa, com a pirralhada dando um “foda-se” para o gênero musical que todos nós amamos, e se descabelando ao som de sertanojo e funk boçal) encerraram atividades nos últimos dois anos – como o Astronete, o Inferno, a Funhouse etc. E agora neste sábado, conforme já está anunciado nas redes sociais, é a vez da festa de despedida da sensacional Sensorial Discos, que tornou nossas vidas medíocres menos ordinárias ao menos nas noites de quarta-feira a sábado, nos últimos quase cinco anos.

O espaço, um mix genial de loja que comercializava discos de vinil importados com venda de cervejas artesanais (chegou a ter mais de 150 marcas em seu cardápio), além de sandubas e petiscos sofisticados, vai deixar mega saudades por zilhões de motivos. Por exemplo: as bruschettas de tomate seco eram divinas, idem as rodelas de cebola empanadas e os recentes hot dogs incorporados à carta de comestíveis, tudo com preços ótimos e em porção generosa, adornados na versão mais caprichada com bacon e queijos diversos, tudo preparado com absoluto esmero pela Lilian, uma das sócias e esposa do proprietário, o queridão Lucio Fonseca.

A carta de cervejas artesanais era impecável (sendo que recentemente a casa também havia incorporado ao quesito bebidas doses de Red Label, de Jack Daniel’s e de rum importado, mas nem era preciso), indo da Paulistânia/Ypiranga vermelha (e bem forte e encorpada, a preferida deste jornalista loker/rocker quando ele ia ao local) que custava módicos 20 mangos a garrafa (de 600 ml), a até rótulos tchecos com valor em torno de 80 reais a garrafa. Mas tanto as brejas quanto os petiscos saborosos, otimamente preparados e bem servidos, eram apenas a desculpa para segurar a clientela no lugar e chamar a atenção dela ao que realmente importava ali: a música (sempre rock ou MPB de ótima qualidade, apresentada por artistas iniciantes ou alguns até já meio consagrados no circuito independente ou mezzo mainstream). Durante os seus quase 5 anos de existência a Sensorial abriu espaço para alguns dos melhores shows que tivemos o prazer de assistir nesse período. Não só: o bar/loja de discos de vinil foi espaço de eventos incríveis como lançamento de livros, feiras, exposições sobre temas ligados à cultura pop etc, etc. O autor deste texto, ele mesmo promoveu eventos mega legais por lá, como festas de aniversário do blog zapper. E sendo que nossa última e super bem sucedida festa por lá foi a noite de autógrafos e de lançamento do livro “Escadaria para o inferno”, que aconteceu no final de novembro do ano passado.

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Zapnroll ao lado de Lucio Fonseca (acima), proprietário de um dos espaços rockers e de cultura pop mais incríveis da capital paulista, e que hoje está encerrando atividades em seu atual endereço; abaixo turma de “lendas” do rock paulistano se junta ao jornalista e escritor para bebemorar o lançamento de seu primeiro livro, em novembro passado: o músico e escritor Luiz Cesar Pimentel, o ex-baterista do Ira!, André Jung, e Callegari, um dos fundadores do movimento punk paulistano, nos anos 80

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Como tudo começou, afinal? A versão original da Sensorial era uma simples loja de discos e CDs localizada no centro de São Paulo, na rua 24 de maio (na Galeria Presidente, ao lado da célebre Galeria Do Rock). O proprietário era o conhecido músico e agitador cultural Carlos Costa (que toca baixo na banda Continental Combo). E um dos frequentadores mais assíduos era Lucio Fonseca, um sujeito que trabalhava no mercado financeiro e que possuía um amor e um conhecimento ENCICLOPÉDICO de rock e cultura pop. Pois bem: com a crise se agravando no país Carlinhos resolveu fechar a loja que tinha no centro da capital paulista. Foi quando Lucio lhe fez a proposta: reabrir a Sensorial mas com outra proposta comercial, outro foco de público e em uma região um pouco mais nobre da cidade. Foi assim que nasceu a Sensorial Discos onde ela estava/está localizada até hoje à noite: na rua Augusta, região dos Jardins (a parte, digamos, rica e chic de uma das ruas mais famosas do Brasil). E foi assim que ela marcou época, vendendo os melhores discos de vinil novos, lacrados e importados, servindo as melhores cervejas artesanais da noite paulistana e oferecendo ótimos pocket shows para um público ainda interessado em MPB e rock de qualidade.

Mas tudo acaba um dia nesse sempre cinza, triste e miserável país. E mesmo conseguindo manter um público fiel a Sensorial Discos enfim cedeu às pressões de uma situação econômica caótica dominando o Brasil e resolveu fechar as portas, mesmo porque Carlinhos já havia saído da sociedade há algum tempo e Lucio estava tocando o negócio sozinho, junto à sua dileta love girl Lilian. Em papos com este blog semana retrasada ele já havia dito que iria fechar a loja no final deste mês (“o aluguel está absurdo, tentei negociar com o proprietário mas ele não aceitou acordo algum”, disse ele quando conversamos. “Fora que as pessoas estão sem dinheiro e apesar de ainda mantermos um público fiel o CONSUMO no bar caiu”, completou). Ele tem planos de reabrir em outro local. Mas ainda sem previsão de data nem endereço já escolhido.

De modos que neste sábado iremos perder mais um incrível espaço cultural alternativo em Sampa. E isso é de se lamentar profundamente visto que a sociedade brasileira, quase como um todo, se tornou bastante ignorante, boçal e conservadora de alguns anos pra cá, muito mais do que era há três décadas. Hoje não há mais espaço no país para música de qualidade, idem literatura, cinema, artes visuais, teatro, o que for. O que impera aqui é o reino do raso e do fácil, de consumo simples, direto e rápido. Está ficando cada vez mais impossível manter espaços comerciais dedicados à cultura de qualidade, como era o caso da Sensorial Discos.

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Mais dois ótimos momentos do blog ao longo dos últimos, na Sensorial Discos/SP, que está encerrando atividades hoje no atual endereço: acima a finada banda Star61 toca o terror rocker na bombadíssima festa de 11 anos da Zap, em maio de 2014; e abaixo o jornalista e escritor zapper brinda com seu amigo Nasi (vocalista do grupo Ira!), durante gravação de entrevista para o programa “Nasi noite adentro” (do Canal Brasil), em janeiro passado

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Vai deixar muitas saudades, com certeza. E para amenizar um pouco essa saudade estaremos todos lá neste sábado, para (repetindo novamente) nos despedir (tomando ótimas brejas) de um local que tornou nossas vidas quase sempre imensamente cinzas, caóticas, vazias e tediosas, menos ordinárias nas noites de quarta-feira a sábado. Sendo que daqui desejamos todo o sucesso e sorte do mundo pra dom Lucio e miss Lilian, em suas novas e futuras empreitadas.

 

XXX

 

Do texto que consta na página do evento aberta no Facebook, sobre a festa de despedida da loja/bar:

 

Aconteceram nestes 4 anos e 7 meses de funcionamento:

– Mais de 1500 Shows

– Lançamentos de livros e quadrinhos

– Discotecagens e Festas

– Exposições de fotos, pinturas e ilustrações

– Performances

– Debates Filosóficos

– Saraus

– Degustações de Cervejas

– Feiras e Bazares

 

***última forma: em papo com o blog na tarde de hoje, sábado em si, Lucio Fonseca deu a ÓTIMA notícia: a Sensorial Discos já reabre nas próximas semanas em novo endereço, na rua Augusta mesmo, mas do lado entre a avenida Paulista e o centro da cidade. Vai funcionar na Galeria Ouro Velho, tradicional ponto do baixo Augusta e que ferve nos finais de semana à noite. Logo menos daremos mais detalhes aqui sobre o novo endereço de um dos bares e lojas de discos mais incríveis da capital paulista.

 

**********

A VITÓRIA DO GRANDE ROCK ALTERNATIVO NO PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018 COM JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES, DÁ ALGUM ALENTO À MORIBUNDA CENA ALT ROCK BR

Palavra deste velho (mas jamais obsoleto) jornalista eternamente rocker e ainda loker: mesmo falido e já quase morto o rock BR ainda respira e mostra sua força, aqui e ali. E um dos momentos em que ele mostrou essa força rolou no final de março passado, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018 – do qual o autor deste espaço online foi um dos três jurados na categoria música. E no evento assistimos com o coração em júbilo absoluto ao triunfo do Jonnata Doll e seus guris solventes (na real este espaço rocker já sabia do resultado da premiação e apenas não podia abrir seu enorme bico antes da entrega dos prêmios, mesmo porque isso iria estragar o fator surpresa e a alegria da banda, hehe). Que DISSOLVERAM concorrentes pesos-pesados como Mano Brown (vocalista dos Racionais), por exemplo.

O quinteto cearense merece, e como. Grupo bom pra carajo e que ainda por cima recebe um mega merecido destaque para seu trabalho, ainda mais em um momento em que o rock precisa de total apoio e visibilidade na mídia e na música total emburrecida de um país idem, e onde o que manda no gosto do populacho é sertanojo, axé burrão e funk podreira em nível hard. E sim, mesmo estando em “baixa”, o rock ainda vive, respira e CHUTA.

E a Secult/SP merece todos os elogios do mundo por dar essa força à cultura como um todo e ao rock em particular. Sem palavras para agradecer ao (agora ex) Secretário José Luiz Penna e ao amado André Pomba, por essa autêntica revolução dentro da Secult.

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O telão instalado no teatro Sérgio Cardoso (no centro da capital paulista), durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do EstadoSP para a Cultura 2018, anuncia a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes na categoria música (acima), dando novo alento ao combalido rock alternativo brasileiro atual; abaixo o vocalista Jonnata Araújo comemora a vitória ao lado de Zapnroll, que foi um dos jurados da premiação

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Finda a premiação fomos todos bebemorar, claaaaaro. Com brejas e em seguida Finaski indo jantar com seu queridaço advogado ricaço “hipócrita de extrema direita” (hihihi), o também loker/rocker TG, que voltou de viagem de trabalho de uma semana ao exterior. Enfim, fakes otários e doentes de inveja no FB (como o PORCÃO José Flávio JOTALHÃO MERDA Jr., que foi destilar sua raiva, rancor, inveja, torpeza, ódio e dor mortal de cotovelo no grupelho que ele “administra” sobre a finada revista Bizz, dizendo por lá que “é uma vergonha a Secult permitir que Finatti faça parte de algo, e quanto ele irá receber de ‘gorjeta’ da banda por tê-la ajudado a ganhar a premiação?”, ahahahaha) e no painel do leitor da Zapnroll: podem SE MATAR avonts de ódio. E latir à vontade também.

De modos que mais uma vez: parabéns pro Joninha e os guris solventes. E daqui pra frente, foco no trabalho e administrar mega bem o money que irão receber da premiação. Afinal a banda é mesmo uma das melhores e das poucas com trabalho realmente relevante na novíssima cena independente do rock nacional. Sendo que com a grana que irão receber por ter ganho o prêmio (R$ 60 mil reais), o plano é gravar um novo e caprichado disco, que será o terceiro inédito de estúdio deles. É isso aí: sucesso pros meninos, que estão no coração destas linhas zappers já para sempre!

 

***Adendo: um covarde e retardado ainda foi VOMITAR no painel do leitor de Zapnroll, perguntando o que fizemos até hoje pela cena rock alternativa nacional, como jornalista. Nem precisamos responder, hihi.

 

 

 

E A MORTE LEVOU O PRODUTOR MUSICAL CEM (NOÇÃO) EM MARÇO PASSADO

Yep. Em 22 de março passado o meio musical brazuca foi surpreendido com a notícia da morte de um dos produtores musicais mais conhecidos do país nas duas últimas décadas – e não exatamente por ele ser o pseudo e superestimado “gênio” que muitos consideravam e ainda consideram, num exagero sem tamanho. Na ocasião o jornalista zapper postou o texto abaixo em sua página no FaceTRUQUE, emitindo sua opinião sobre o falecido. Foi um escândalo: Finaski foi xingado, insultado, chamado de aético, foi repreendido publicamente (por chapas como o prezado André Forastieri, que declarou no mural fináttico da rede social: “você perdeu o direito de me chamar de queridão”) etc. Tudo porque vivemos na era da web escrota, do politicamente correto exacerbado, do moralismo total hipócrita e da falta de sinceridade plena, onde ser sincero e dizer/publicar o que se realmente pensa sobre algo se tornou um crime.

Enfim, o blog não mudou e não mudará uma linha sequer sobre o que escreveu naquele momento, e que segue aí embaixo. Sem mais.

 

XXX

IMAGEMCEM18 O produtor musical CEM (noção), um dos nomes mais conhecidos da cena musical nacional nas últimas duas décadas e que morreu repentinamente em março passado: superestimado profissionalmente em demasia, virou “santo” assim que seu falecimento foi anunciado. Que descanse em paz mas seu passamento não comoveu absolutamente em nada este espaço rocker online

Sobre a morte do produtor CEM (ou Carlos Miranda).

Na boa? NÃO VOU ALIVIAR pro finado em questão, como não aliviei pro analfabeto funcional que era Chorão (vocalista do Charlie Bronha Jr.), quando ele também foi pro saco. O ser humano tem o PÉSSIMO hábito de endeusar e perdoar todos os pecados de quem morre, por pior que a pessoa tenha sido em vida e como se ela sempre tivesse sido uma santa, sem cometer nenhum erro, falha ou cagada em sua existência, e sem ter jamais prejudicado quem quer que fosse. Partindo dessa premissa até Hitler e Stalin foram “santos”. Mas como não tolero injustiça, acho que o que tem que ser dito DEVE ser dito, mesmo que seja algo desabonador sobre a vida pregressa de um morto.

Posto isso, digo que não desejo a morte de absolutamente NINGUÉM nesse mundo. Nem a de Hitler (pra exemplificar meu pensamento), nem a de um inimigo FEROZ e cruel, como este senhor foi de mim e sendo que muitas vezes ele tentou me prejudicar moralmente e profissionalmente da forma mais solerte, canalha, calhorda e infame possível. Mas enfim, como sempre digo: desse mundo ninguém jamais sairá vivo. Meus sentimentos aos amigos e familiares dele. É isso. Podem me xingar e fuzilar à vontade por causa deste post. Pelo menos sou honesto, transparente e detesto falsidade. E sei que quando EU morrer (e não tenho medo algum da morte, além de achar que a minha está cada dia mais próxima) muitos irão lamentar meu fenecimento da maneira mais FALSA possível. De modos que terei (do além, se ele existir) muito mais respeito pelos HONESTOS que me DETESTERAM e tentaram me foder a vida toda pelas costas e que irão COMEMORAR secretamente meu desaparecimento, dizendo: “já foi tarde, filho da puta!”.

Quem quiser saber o que eu pensava de fato de mr. Miranda, segue abaixo o link de post que publiquei no blog zapper há seis anos, em 2012. E novamente: rip, Mirandinha.

http://www.zapnroll.com.br/2047/

 

 

ENSAIO ROCKER SENSUAL EM REPETECO MERECIDO: JONNATA DOLL E SUA LOVE GIRL MARCELLE, UHÚ!

Yep, para comemorar a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes no Prêmio Governador do EstadoSP 2018 para a Cultura, nada melhor do que republicarmos um dos melhores ensaios eróticos já produzidos para o blog zapper: o que mostra o cantor Jonnata total avonts ao lado da sua gatíssima e gostosíssima lovegirl, Marcelle Louzada. Apreciem sem moderação!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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Casal rocker: tesão e música caminhando juntos

 

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Ele com olhar atento e agressivo; ela, observando a fera com suavidade

 

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Um baseado pra relaxar 

 

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Corpo, carne e corações em conexão plena

 

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Observando as estações lunares impressas no corpo da amada

 

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FIM DE PAPO

Pronto! Demorou mas o postão voltou bem, com textão e afiado como sempre. De modos que podemos encerrar os trampos por aqui, mesmo porque o blogger sempre andarilho está se mandando para a tenebrosa (atualmente) capital fluminense (yep, o Rio De Janeiro mesmo) nesta quarta-feira (amanhã em si, véspera de mais um feriadón), onde fica até a semana que vem, para divulgar nosso livro “Escadaria para o inferno”.

Beleusma? Então o blog retorna com post inédito logo menos, assim que novos assuntos bacanas surgirem e merecerem uma pauta bacana por aqui, okays? Bijokas nos leitores e ótimo feriado pra galera rocknroll!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/5/2018 às 14hs.)

Postão novo finalmente! E falando do novo disco dos Foo Fighters, que tocam no Brasil em janeiro; já o paquidérmico, brega e cafoníssimo Pink Floyd decreta seu fim também lançando novo (e pavoroso/sonolento) disco (e o blog diz: “já vai tarde!”), provocando comoção nos velhos fãs e risos (em quem detesta prog rock) pelo mundo afora; mais: com EXCLUSIVIDADE zapper, um “diário de bordo” registrando como foi a recente turnê europeia do grupo indie paulistano Orange Disaster; uma CADELONA prometendo fazer boquete em um time de basquete INTEIRO nos EUA, wow!; na musa rocker da semana novamente ELA, a DEUSA da luxúria e devassidão Jully DeLarge em novas, tesudaças e escandalosas imagens EXCLUSIVAS!; as andanças destas linhas zappers pelo extremo norte brasileiro, o festão rocker que vai ABALAR Sampalândia no final deste mês, e INGRESSOS NA FAIXA pro show do grupo americano Real Estate, que toca semana que vem Sampa (plus: o line up do Lollapalooza BR 2015 e o System Of A Down no Rock In Rio também do ano que vem, além de como foi a gig do Real Estate anteontem em Sampa e o novo vídeo do folker gaúcho Spangled Shore) (atualização em 22/11/2014)

O rock star super boa praça e a porn star devassa que todos nós amamos! Dave Grohl (acima, durante a gig no festival Lollapalooza BR em São Paulo, em 2012) e os Foo Fighters estão de volta com bom álbum mas que repete a fórmula dos anteriores; já a nossa eterna musa oficial Jully DeLarge (abaixo), continua tesudíssima como sempre foi e está sempre renovando seu book de imagens calhordas, sendo que publicamos neste post mais um ensaio exclusivo da garota, para delírio do nosso fiel leitorado macho (cado), hihi

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NOVO EXTRINHA NO POSTÃO, CONTANDO ALGO SOBRE O SHOW DO REAL ESTATE E TAMBÉM DO SPANGLED SHORE

* Yep, tarde/noite calorenta de sabadão em Sampalândia, 22 de novembro. Daí que voltamos aqui nesse mesmo post pra falar do showzaço LINDÃO que o quinteto indie americano Real Estate fez na última quinta-feira na capital paulista, no Beco/SP. Sabe aquelas melodias infinitamente doces e perfeitas, moldando canções para acalentar corações solitários ou partidos por melancolia sem fim? Pois a gig foi mais ou menos por aí. O Beco lotou, o público que não conhecia muito o repertório do RE prestou reverência à banda e no final aplaudiu e pediu mais e o som que fica ecoando na cabeça é mesmo de uma pop song perfeita (um encontro improvável entre Pink Floyd antes de o grupo se tornar prog e cafona, com as texturas inebriantes de um Belle & Sebastian) como “Beach Comber”. Foi bacana demais. E os queridos Bruno Montalvão e Fernando Dotta estão de parabéns por mais essa realização. Que venham outras iguais a essa!

 O quinteto indie Real Estate no palco do Beco/SP, na última quinta-feira: casa lotada com público reverente e ouvindo as mais lindas pop songs do rock alternativo atual; abaixo, um momento do show em Sampa

 

*E lá do sul vem mais um vídeo bacanudo, gravado para promover mais um single do disco de estreia do Spangled Shore, a banda folker de um homem só do músico Gabriel Balbinot. Sério: esse disco já tem o voto zapper pra figurar entre os melhores lançamentos do indie brazuca em 2014. A conferir logo menos.

 

 

 

* Fim de transmissão, por enquanto. semana que vem tem postão novo e inédito por aqui, podem esperar! Até lá!

 

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ATUALIZANDO O POST COM ALGUNS EXTRINHAS, JÁ NA TERÇA-FEIRA GORDA, UIA!

* Yep, o postão já segue bombator com apenas quatro dias no ar. Então a gente aproveita e dá um rápido up grade nele, néan.

 

 

* E o assunto do começo da semana foram o line up do Lollapalooza BR 2015 e também o Rock In Rio. Todo mundo feliz em saber que Bob Plant e Jack White estarão no Lolla em Sampa, mas vamos falar a verdade: é a PIOR escalação do festival até hoje. A grade de atrações nacionais então… terror absoluto, rsrs. O cartaz aí embaixo ilustra bem o autêntico DRAMA que será ir até o autódromo de Interlagos em março próximo.

 

* Já a produção do Rock In Rio anunciou a volta do porrada e ultra político System Of A Down na edição 2015, que comemora os trinta anos do RIR. SOD é sempre ok mas… que tal Bob Medina botar os Rolling Stones pra fechar com chave de ouro e com tudo essa edição histórica do evento carioca?

 

 

* Thiago Pethit acaba de lançar seu terceiro disco. Se chama “Rock’n’roll Sugar Darling”, foi produzido pelo queridão Adriano Cintra e tem participação especial do ainda mais querido Helinho Flanders. O blog bota fé que é um bom disco, sendo que o músico declarou em entrevista à Folha online: “o rock é a coisa mais machista, branca, misógina, heterossexual e de direita hoje”. Ele está certíssimo!

 

 

* E no último finde o blogger ainda loker se divertiu a valer, acompanhando no estúdio mais um ensaio do quarteto paulistano Pronominais, do qual estas linhas online já falaram e ainda vão falar muito – mesmo porque estamos assessorando a banda na área jornalística. A estreia do grupo nos palcos é dia 29 de novembro, na última festona deste ano do blog, que vai rolar lá no Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba. Se programe e vá curtir a festa na floresta qye ela vai ser bouuuaaa!

 Zap’n’roll com a turma dos Pronominais no estúdio, no último sabadão à noite; depois o blog foi com eles pro baixo Augusta onde rolaram doses de Jack Daniel’s e brejas Heineken no bar Tex, e fecho alucicrazy no Astronete, onde um dos integrantes da banda se deu bem com uma peituda tatuada, ulalá!

 

 

* É isso, por enquanto. Já foi no hfinatti@gmail.com pedir seu par de ingressos pro show do indie americano Real Estate, que rola nessa quinta-feira no BecoSP? Não? Então corre lá que ainda dá tempo! Até logo menos com mais por aqui, se algum fato bacanão chamar nossa atenção para tanto.

 

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O pós-grunge e o prog rock cafona.

Dois extremos que dominam a atenção do mondo pop já há alguns dias. Na última semana a humanidade conheceu o “novo” álbum do velhusco e paquidérmico Pink Floyd, que soltou material inédito (na verdade, sobras de estúdio) pela primeira vez em vinte anos. E esta semana foi a vez do já veterano Foo Fighters mandar para as lojas seu igualmente novo trabalho de estúdio. Então nem havia como ser diferente: Zap’n’roll dedica os tópicos principais deste novo post (que, sim, demorou bastante pra sair mas cá estamos e na real, chegamos a conclusão de que não vale a pena ficar correndo alucinadamente pra atualizar o blogão zilhões de vezes, já que cada novo post mega que é publicado precisa de tempo pra ser lido e absorvido, visto que ele sempre traz material extenso e variado; talvez por isso mesmo estas linhas bloggers poppers continuem se mantendo em alta na audiência, nos likes e no número de comentários dos leitores) aos dois lançamentos dos dois nomes gigantes do rock’n’roll planetário. E há, claro, diferenças gritantes entre os dois, já a partir do tipo de som que cada um faz. Se uma banda como o hoje totalmente dispensável e brega Pink Floyd não tem mais nada a dizer para o rock’n’roll, o grupo liderado pelo sempre mega simpático e boa praça Dave Grohl ainda se mantém minimamente relevante a cada novo álbum, mesmo que eles soem parecidos entre si. Mas é assim mesmo que caminha a música em geral (e o rock em particular) nesses anos 2000’: algo modorrento, comum, sem grande importância artística e que nunca mais vai gerar uma obra-prima como tantas que se tornaram impactantes e que se eternizaram na música, especialmente nas décadas de 60’, 70’ e 80’. De lá pra cá a parada desandou feio, e não há aparentemente como resolver isso. Assim como não há solução à vista para a calmaria reinante por esses dias no pop/rock, e também para o inconformismo que tomou conta da elite reacionária, escrota, egoísta e ultra conservadora que votou no candidato derrotado do PSDB à presidência, Aébrio Fezes. E que agora fica protestando, gritando nas ruas e em redes sociais idiotices e ofensas generalizadas, destilando ódio e preconceito em doses cavalares e pedindo a volta dos militares ao poder ou exigindo o impeachment da presidente reeleita democraticamente pelo voto popular. Essa malta infeliz e imbecil, óbvio, perdeu totalmente a noção. Não se dão conta do que estão exigindo, do que é viver em um regime totalitário e onde não existe direitos civis nem liberdades individuais, que permitam inclusive que esse povo babaca possa sair às ruas pra protestar. Se hoje eles têm culhão para pedir o que estão pedindo, é porque HÁ LIBERDADE no país para se fazer isso. Uma liberdade que existe APENAS em um regime político amplamente democrático, e que INEXISTE sob uma ditadura militar. Entendam isso, bando de babacas. E enquanto esses otários seguem na sua cegueira irracional nós seguimos aqui, com cultura pop, com rock alternativo e com LIBERDADE de expressão, para podermos falar o que achamos sem restrição alguma dos novos cds do Pink Floyd e do Foo Fighters, duas bandas que, cada uma à sua maneira, inscreveram seu nome dentro da história gigante do rock mundial. Bora lá ler o postão então!

 

 

* Postão que, como já foi dito aí em cima, anda demorando um pouco mais do que o normal pra ser atualizado – o blog andou viajando pelo Norte brasileiro e, quando voltou, pasosu a enfrentar problemas de conexão com a internet, e que ainda não foram totalmente sanados pela sempre escrota operadora Vivo (sempre mais morta do que viva, na verdade). Mas sem problema: aí nosso dileto leitorado tem tempo de sobra pra ler todo o material que é publicado aqui. Fora que a audiência de acessos, likes e comentários continua melhor do que nunca (no último deu 189 likes e incríveis 240 comentários no painel do leitor). Claaaaaro que virou diversão total a enxurrada de comentários que os fakes imbecis e sem noção absoluta enviam pra cá. Tadinhos, rsrs. Acham que “trollam” estas linhas virtuais quando, na real, nos divertimos muuuuuito com sua vergonhosa imbecilidade e hilária covardia, hehe. E adotamos como nosso esporte predileto responder a “trollagem” com uma zoação ainda pior, ahahaha. Portanto, escrevam sempre queridões: vocês são mega bem-vindos!

 

 

* E já está marcada oficialmente a última grande esbórnia/putaria rocker/loker de 2014. Acontece agora, dia 29 de novembro, sabadão em si, e vai ser essa aí embaixo no cartaz, uhú! Vai perder??? Ou vai sair correndo PELADO pelo meio do mato? Uia!

 

* O cartaz começou a pipocar na internet na semana passada. E a produção do festival deve anunciar o line up do Lollapalooza BR 2015 à meia-noite do próximo domingo pra segunda-feira. Se for ISSO AÍ MESMO, dá pra pegar alguns pouquíssimos shows, hã, imperdíveis, e muitos bem bacanas no escalão intermediário. A saber (na nossa modesta opinião pessoal, podem concordar ou discordar avonts):

IMPERDÍVEIS – Bob Plant, Jack White, Kasabian, Yeah Yeah Yeahs, Temples.

 

BACANUDOS DE SE VER – Weezer, o velho e já clássico Kraftwerk e Warpaint.

 

INCÓGNITAS (poderá ser ótimo, poderá ser péssimo): Interpol, Haim, Iggy Azalea, St. Vincent.

 

DISPENSÁVEIS – Coldplay (chega, né) e The Kooks (idem).

 

TRANQUEIRAS ABSOLUTAS E TOTAL DISPENSÁVEIS – Disclosure, Foster The People, Bastille e mais um monte.

 

* E, só pra manter a tradição, o line up nacional está pavoroso como sempre. Absolutamente NADA relevante e digno de nota.

 

* Traduzindo: o blog não deve ir. Não vamos correr atrás de credenciamento e o ingresso tem, ao nosso ver, um preço extorsivo. Fora que Interlagos é looooonge pra caralho e fora que ficar andando de um palco pra outro (e cuja distância entre dois deles pode chegar a 4,5 kms) durante hoooooras é para jovens (nem pra eles, às vezes, rsrs), não pra coroas como o zapper aqui que ainda AMA rock’n’roll mas que sabe que um festival desses é pura Disneylândia e não… rock. Nesse aspecto preferimos um Goiânia Noise, sério.

 

 

* Ah, sim: o ex-vocalista do imortal e glorioso Led Zeppelin subiu mais meio zilhão de pontos no conceito do blog ao recusar uma oferta ABSURDA de US$ 500 milhões, para fazer uma última turnê com o restante do Led Zep. Sinal de que nem tudo nesse mundo é movido apenas a dinheiro.

 

 

* Falando em Goiania Noise, o maior festival alternativo da capital de Goiás (e um dos maiores de toda a cena independente brasileira) já está com seu line up quase que totalmente definido para a edição 2014, que vai rolar de 5 a 7 de dezembro e que vai comemorar as duas décadas de existência do festival. Nomes bacanas da cena realmente indie americana já foram acertados e na ala nacional teremos por exemplo o sempre genial cantor e compositor cearense (radicado em São Paulo), Daniel Groove. O blog estará por lá acompanhando tudo bem de perto e se você quiser saber mais sobre o GNF deste ano, basta ir aqui: https://www.facebook.com/GoianiaNoise?fref=ts.

 O músico cearense (radicado em Sampa) Daniel Groove: uma das atrações do festival Goiânia Noise 2014, que rola mês que vem na capital de Goiás

 

* E tem gig do americano Real Estate semana que vem em Sampa, néan. Hummm… ok, você quer ir conferir o indie guitar bucólico e algo melancólico deles lá no Beco, mas tá sem dindin como sempre. Então vai lá no final desse post que quem sabe a gente dá uma mãozinha pra você, hihi.

 

* PASSEANDO PELO EXTREMO NORTE BRAZUCA –  foram dias realmente sensacionais em Macapá, capital do distante Amapá e onde estas linhas bloggers sempre andarilhas não iam há mais de quatros. Pois no final de semana que virou os meses de outubro para novembro o jornalista eternamente apaixonado pelo Norte brasileiro foi pra lá, rever amigos mais que queridos (como o casal total rock’n’roll Gustavo e Rosinha), conhecer novos (como a figuraça Clara Helena, que já foi inclusive musa rocker por aqui), passear, ver como anda a cena musical local etc. E como se não bastasse ainda fomos entrevistados pelo honorável jornalista e amigão Fábio Gomes, que edita o bacaníssimo blog Som do Norte e onde a matéria deverá ser publicada nos próximos dias. Dessa vez nem o calor terrível que sempre faz por lá nos incomodou tanto, rsrs. Então valeu demais Macapation! Assim que possível a gente aparece por aí novamente!

 Encontro de bambas do jornalismo musical, para altos papos no calor do extremo norte brasileiro: Fábio Gomes (do blog Som do Norte) e Zap’n’roll trocam um lero em Macapá

 

* Nadica de sexo e dorgas nas notas iniciais desse post? Oxe, as cadelonas do mondo pop não estão nada assanhadas nos últimos dias? Tá achando isso? Pois achou errado, meu caro: eis que a atriz pornô americana Sadie Santana (de origem indiana) promete fazer um estupendo boquetaço em TODOS os jogadores do L.A. Lakers (um dos  mais célebres times de basquete da Liga profissional norte americana), caso a equipe ganhe todas as partidas que faltam na atual temporada. Ulalá! Haja garganta pra engolir tanta porra!

 Essa CADELAÇA ao cubo (acima), em plena ação no que ela sabe fazer de melhor: um BOQUETAÇO (abaixo), uia! Sendo que um time INTEIRO de basquete nos EUA será “agraciado” com a especialidade da garota, caso ele ganhe a atual temporada americana

 

 

* Nota imunda da semana: o bate-boca Lobão/Tony Bellotto. Um guitarrista de uma banda total decadente (os Titã) e que hoje se dá melhor como escritor, falando de um babaca e reacionário/escroto em grau máximo (Lobão, óbvio). Lamentável…

 Ele já foi um nome de mega respeito no rock BR 80’s; agora se tornou um completo babaca reacionário

 

* Melhor não perder tempo com esses dois senhores geriátricos, que já deveriam ter se aposentado há séculos em suas carreiras musicais. Bora falar dos Foo Fighters e do também velhusco Pink Floyd.

 

 

LONGE DE SOAR EXTRAORDINÁRIO, FOO FIGHTERS CONTINUA FAZENDO BOM ROCK PÓS-GRUNGE

Há pouco mais de vinte anos, em abril de 1994, o mito Kurt Cobain deu fim à própria vida com um tiro em sua boca. Foi também o fim do Nirvana, o trio que o vocalista e guitarrista comandava e que foi, talvez, a última banda da história do rock’n’roll que valeu a pena ser ouvida. Pois foi algo surpreendente ver Dave Grohl, ex-batera da gigante lenda grunge de Seattle, se agilizar e formar rapidamente e apenas alguns meses depois seu novo grupo, batizado Foo Fighters. Nele Grohl deixou a bateria de lado e assumiu os vocais e as guitarras. E seguiu em frente. E agora, também duas décadas depois, o FF sacode o mondo rocker com o lançamento de “Sonic Highways”, seu oitavo disco de estúdio e que chegou às lojas do mundo todo na última segunda-feira, Brasil incluso – afinal, a banda se apresenta por aqui em janeiro próximo.

 

Nesses vinte anos de atuação o modus operandi do grupo mudou muito pouco na verdade. Dave herdou do Nirvana a facilidade em compor canções com melodias barulhentas mas ganchudas e radiofônicas, refrãos pegajosos e guitarras potentes. Tudo isso estava na estreia do FF em 1995, com um álbum homônimo e integralmente composto e gravado apenas por Dave Grohl. A repercussão junto à crítica foi boa, os fãs e “viúvas” do Nirvana amaram e a partir daí vieram uma sucessão de bons discos na mesma pegada, como “The Colour And The Shape” (lançado em 1997) e “There Is Nothing Left To Lose” (e seus dois mega hits que estouraram nas rádios do mundo inteiro, “Breakout” e “Learn To Fly”), sendo que a bordo da turnê desse disco o conjunto se apresentou pela primeira vez no Brasil, na noite de 13 de janeiro de 2001, na terceira edição do Rock In Rio. Uma noite inesquecível (quando também tocaram Beck e REM) e um showzaço, presenciado por Zap’n’roll então chapadão de marijuana e ácido, hihihi.

 

O que se seguiu a partir daí foi a repetição de uma fórmula testada e aprovada pelo público da banda. E se a repetição garantiu ótimas vendagens nos quatro  trabalhos seguintes, por outro lado imprimiu um certo declínio de qualidade nas composições, ainda que agora o grupo estivesse realizando suas gravações de estúdio e suas turnês com músicos competentíssimos (como o célebre guitarrista Pat Smear, o baixista Nate Mendel e o batera Taylor Hawkins). Isso ficou muito claro com “Wasting Light”, editado em 2011 e que trouxe a banda novamente ao Brasil no início de 2012, para tocar no festiva Lollapalooza BR em São Paulo, em gig na qual o blog também esteve presente: o disco era pop e barulhento ao mesmo tempo. E o show em Sampa durou cansativas duas horas e meia, com apenas os fãs mais sectários suportando em pé e pulando até o final. Uma longa duração que não disfarçou a grande encruzilhada na qual o FF se meteu: fazer sempre mais do mesmo, numa repetição infinita e com pouquíssimas variações em sua estrutura básica.

O novo disco dos Foo Fighters: competente mas sempre mais do mesmo

 

Pois o novo “Sonic Highways” não tira o quinteto (que também conta com o guitarrista Chris Shiflett) dessa encruzilhada. Pelo contrário, aprofunda o desgaste da fórmula criada por por Dave há duas décadas, ainda que ele tenha dado zilhões de entrevistas nos últimos meses dizendo que o FF lançaria algo realmente impactante este ano. As intenções foram as melhores possíveis: o disco é conciso (oito faixas em pouco mais de quarenta minutos de duração), e foi gravado em oito diferentes cidades dos Estados Unidos, como uma espécie de “homenagem” e “viagem” pela música norte-americana. E em cada música há a participação de convidados de respeito (como a lendária Joan Jett ou o produtor eterno de David Bowie, Tony Visconti, responsável pelos arranjos de cordas em “I Am A River”, que encerra o disco). Se tudo isso proporcionou a criação de canções que já estão prontas para se tornar ótimos singles e ser cantadas em coro pela multidão de fãs nos shows (como “Something From Nothing”, “The Feast And The Famine”, “Congregation”, que tem realmente um refrão e uma levada de guitarra espetacular, ou ainda “Subterranean”), também provoca grande fastio no ouvinte mais experimentado e que, ao final da audição, irá se perguntar: “mas é só isso mesmo? Nenhuma novidade, ousadia ou inovação no formato que já dura vinte anos?”.

 

Repercussão de mídia o cd já está causando. Se vai vender muito é outra história, já que nada mais vende nos dias de hoje quando se fala em música comercializada em plataforma física. Ao vivo com certeza os Foo Fighters continuarão mandando super bem como sempre mandaram. E irão continuar lotando estádios por onde passam – ou alguém ainda duvida que a turnê que vai rolar em janeiro de 2015 no Brasil será um retumbante sucesso? E de mais a mais Dave Grohl vai continuar sendo o “sujeito mais boa praça que todo mundo conhece no rock atual”.

 

Mas… nada disso esconde o incômodo que, no final das contas, sentimos quando estamos escutando o novo trabalho do FF. Falta algo ali. Algo que se perdeu no tempo e na história do rock’n’roll. Aquele lampejo de genialidade, autenticidade e inconformismo REAL e VERDADEIRO. E que talvez Kurt Cobain tenha levado consigo para sempre, para o seu túmulo.

 

 

O TRACK LIST DE “SONIC HIGHWAYS”

1.”Something from Nothing”

2.”The Feast and the Famine”

3.”Congregation”

4.”What Did I Do? / God As My Witness”

5.”Outside”

6.”In the Clear”

7.”Subterranean”

8.”I Am a River”

 

 

E FOO FIGHTERS AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Something From Nothing”, o primeiro single do novo disco.

 

 

 

VINTE ANOS DEPOIS O VELHO E CAFONA PINK FLOYD VOLTA COM DISCO SOPORÍFERO, E PROVOCA PAVOR E RISOS NO MONDO ROCKER

Você, jovem e dileto leitor destas linhas bloggers rockers, seja honesto: conhece algo do velhusco, paleontológico, cafona e hoje em dia breguíssimo prog rock do lendário grupo inglês Pink Floyd. E mesmo que conheça (vamos ser justos: a fase inicial da banda, nos anos 60’, é memorável e artisticamente inatacável, com discos que revolucionaram a linguagem musical até então conhecida), você ainda se importa com a banda? E, sendo mais objetivo, alguém aí vai realmente comprar e gostar de “The Endless River”, o “novo” trabalho que leva a assinatura do que sobrou do outrora gigante nome do rock inglês?

 

O adjetivo “novo” não foi escrito entre aspas aí no lead deste tópico por acaso. Esse “Rio sem fim” se constitui, como todo mundo já sabe a essa altura (o cd saiu oficialmente na última segunda-feira, embora tivesse “vazado” na web alguns dias antes), em sobras de estúdio das sessões que o Pink Floyd fez para gravar o álbum “The Division Bell”, editado em 1994. Que já era um trabalho pavoroso e medonho de tão ruim e sonolento. Essas “sobras” então… um amontoado de faixas instrumentais (só a última música do disco tem letras e vocais, ainda assim quase imperceptíveis) quase sem distinção melódica e/ou de arranjos entre si. Jogo duro…

 

Ok, o jornalista gonzo/loker que escreve essa bodega de cultura pop virtual, assume que o Pink Floyd teve grande importância na sua formação musical adolescente. Yep, éramos meio que fanáticos pelo quarteto progressivo britânico, a ponto de termos tido toda a sua coleção em discos de vinil e também de termos feito parte de fã-clubes do conjunto (isso quando o sujeito aqui tinha seus 16/18 anos de idade, era bicho-grilo e ainda não havia se apaixonado perdidamente pelo punk rock, o que iria acontecer algum tempo depois, e aí toda a coleção de discos de bandas prog do sujeito foi atirada no lixo sem dó, rsrs). O PF tem sim um passado glorioso: seu disco de estréia, “The Piper At The Gates Of Dawn”, lançado em outubro de 1967, é uma obra-prima da psicodelia sessentista e do space rock que então era a marca mais forte da musicalidade do grupo, liderado por um dos compositores mais loucos, brilhantes e insanos que o rock’n’roll já conheceu, mr. Syd Barrett. E após este álbum o grupo ainda editou alguns trabalhos seminais e que permanecem artisticamente absolutamente relevantes até os dias de hoje – o blog está falando de obras geniais como “Ummagumma” (1969), “Meddle” (1971), o gigante The Dark Side Of The Moon” (de 1973 e o trabalho da banda que mais vendeu até hoje), e “The Wall” (lançado em 1979). Todos eles forneceram uma trilha sonora para momentos inesquecíveis do zapper doidão, que fodeu muitas xoxotonas ripongas e deliciosas (como a dentuça e loira Sônia, que apesar de possuir os dentes frontais um tanto salientes, tinha peitos divinos e adorava dar o bocetão de quatro, enquanto “Us And Them”, de “Dark Side…” tocava ao fundo e uma densa névoa de marijuana impregnava o quarto onde estávamos trepando) em São Thomé Das Letras, chapado de maconha e de vinho tinto barato, escutando Pink Floyd.

 

Mas o mal de grupos gigantes como o PF é que eles nunca sabem o momento de sair de cena. No caso deles, a aposentadoria já deveria ter vindo após o já bem enfadonho e sonolento “The Final Cut”, editado em 1983 e que na verdade era um disco solo do baixista Roger Waters (que havia assumido totalmente as rédeas do conjunto), mas ainda “travestido” de Pink Floyd. Dois anos depois Waters quebrou o pau com o guitarrista Dave Gilmour, com o teladista Rick Wright e com o batera Nick Mason e pulou fora. O trio segui em frente usando a marca Pink Floyd e o que veio na sequência começou a denegrir totalmente a imagem até então praticamente imaculada do PF.

O “novo” disco do cafona e velhusco Pink Floyd: sonolência sem fim

 

“The Endless River” pode ser visto então como a culminância desse processo de emporcalhamento do nome do grupo. As sobras musicais de duas décadas atrás, mesmo que retrabalhadas por Gilmour (que, também justiça seja feita, foi um dos grandes guitarristas do rock nos anos 60’ e 70’) com toda a tecnologia atual, são vergonhosas. Não dá pra ouvir essa totalmente indigesta sucessão de melodias, timbres e arranjos cafonas sem associar o que se está escutando ao pior do que já foi feito na música new age (alguém ainda se lembra dela?). É como se o saxofonista Kenny G. batesse de frente com a cantora Enia e desse desastre inimaginável surgisse um monstrengo que espantaria até os ouvintes em salas de espera de consultórios médicos, ou que estivessem dentro de um exíguo elevador. Um horror, no final das contas.

 

Gilmour, que está com sessenta e oito anos de idade, já declarou em entrevistas recentes que agora é mesmo o fim do Pink Floyd. Um fim que chegou muito tarde: ele deveria ter acontecido há mais de vinte anos. Afinal o mundo anda caótico, feérico e acelerado demais para que percamos tempo com soporíferos como essa droga gigantesca que é esse “rio sem fim”.

 

* E quem soube “avaliar” o novo trabalho do Pink Floyd com muita sagacidade foi o sempre genial tumblr “Fora do Beiço”, que fez uma resenha impagável e hilária do disco. O texto pode ser lido aqui: http://foradobeico.tumblr.com/post/102447304408/ao-menos-sete-pessoas-que-ouviram-novo-album-do-pink.

 

 

EXCLUSIVIDADE ZAP’N’ROLL: COMO FOI A RECENTE TURNÊ DO GRUPO INDIE PAULISTANO ORANGE DISASTER PELA EUROPA

Nome dos mais conhecidos e respeitados da indie scene paulistana dos últimos anos, o quinteto Orange Disaster (formado pelo vocalista Julio, pelo guitarristas Rafael e Carlão, pelo baixista Vinicius e pelo batera Davi Lima) é mesmo adepto do “faça você mesmo, meta a mão na massa e vá em frente!”. Cosciente de que a vida de musico é mesmo dureza na cena independente brasileira (sem quase nenhum apoio financeiro, estrutural ou investimento de quem quer que seja), o grupo arregaçou as mangas, uniu forças (inclusive na questão de grana), botou seus instrumentos nos cases e se mandou por conta própria para uma mini-tour pela Europa,, que incluiu vários shows pela Alemanha (onde o batera gente finíssima Davi mora já há alguns anos) e uma gig solitária pela França.

 

Todos do conjunto sempre foram e continuam sendo queridos amigos pessoais deste espaço virtual. Fora que o blog sempre curtiu muito o som da banda, que lançou há pouco seu segundo álbum de estúdio – como não gostar de uma (de) formação musical esporrenta, onde riffs insanos de guitarra desconstroem melodias atípicas que dão corpo (?) a músicas cantadas por um vocalista gorducho, careca, que usa óculos e que possui feição de psicopata? É sempre garantia de ótima pancadaria sônica ao vivo (e em estúdio também).

 

Assim, atendendo ao nosso pedido, o batera David Lima escreveu uma espécie de “diário de bordo” do que foram os dias do Orange Disaster por lá. Não se trata de um texto, hã, “jornalístico” mas, sim, do relato bacana e espontâneo de um músico, observando os acontecimentos no calor em que eles ocorreram. Esse relato bacaníssimo segue aí embaixo. Boa leitura, zappers!

 

Por Davi Lima, especial para Zap’n’roll

 

Eu moro em Hamburgo já faz um tempo. Tava bem ansioso pela tour… ia ser a primeira vez fora do Brasil pra 3/5 da banda, mas o mais foda é que ia ser a primeira vez pra todos em uma tour gringa. Cheguei a fazer shows com outras bandas minhas aqui (bandas daqui, na verdade), mas tour ainda não tinha rolado. E fazer isso com o Orange Disaster ia ser mais daora ainda. Tocamos em algumas rádios aqui de Hamburgo, um pessoal de outras cidades também estava bem empolgado, então o prognóstico era bem otimista.

 

Os 4 chegaram de noite, no dia 7, quase 20 horas de viagem por causa de uma conexão mais longa em Lisboa. Fomos direto beber cerveja em casa, comer e dormir. Dia seguinte seria cheio…

 

Acordando, a gente já preparou os instrumentos e foi pra um pequeno Bunker de ensaio de uns amigos alemães. O lugar é sensacional, do lado do Rio Alster (o segundo principal rio de Hamburgo, o primeiro é o Elba). Esse bunker fica embaixo de um trilho de trem, tipo um bunker embaixo da ponte. Ensaiamos lá e fomos direto pro primeiro show, no Komet Club. Tocamos junto com a banda texana Spray Paint, um trio no-wave bem legal, também sem baixo.

 

O Julio (vocal), depois dessa primeira maratona de pega-avião-com-conexão-bebe-gelado-acorda-berra-vai-pro-show-e-berra-de-novo acordou no dia seguinte sem voz. Sim, teríamos um vocalista mudo.

 

No dia 9 fomos pra pequena Minden, escondida entre Hanover e Bielefeld, numa associação antifascista de lá, a Papagei. Pessoal extremamente gente-fina e absurdamente empolgado com o nosso show. O Julio passou o dia todo conversando com a gente escrevendo bilhetes, num misto de Rain Man com Bob Dylan, pra poupar a voz pro show.

 

Show esse que foi muito bom, o público ficou bastante alucinado e ficava trazendo cerveja, shots de Vodka, de Mexikaner (um lance de suco de Tomate com Pimenta com Tequila) adoidado. Teremos que voltar lá, o pessoal foi muito muito gente fina.

 

O dia seguinte foi de descanso e de um pequeno passeio por Hamburgo. Sou suspeito pra falar, mas a cidade é foda. Cheia de canais, parques, uma zona portuária linda, centro histórico, lagos… e até turismo beatlemaniaco. Pacote completo.

 

Mas dia 11 teriamos outro lugar histórico pra visitar, Lübeck (ou Lubeque, diz o mapa em português). Antiga capital da Liga Hanseática (um tipo de proto-comunidade européia), a cidade manteve boa parte de seu centro medieval por ter sido meio poupada de bombardeios durante a Segunda Guerra. Principalmente porque lá era meio que uma das sedes da Cruz Vermelha. Iríamos tocar em mais uma associação anarquista/antifascista de lá, e por uma feliz coincidência o nosso “cicerone” era um alemão com uma namorada brasileira, que falava português. Ele nos mostrou a cidade e foi um lance bem emocionante ver esse lado histórico tão presente. Passamos inclusive em frente a um Armazém onde foram filmadas algumas cenas do Nosferatu do Murnau. Hoje virou uma bela loja de departamentos. Cada um com seu vampiro…

 

O show também foi bem louco. Tocamos em um mini festival com bandas de vários tipos – tinha uma one-man-band muito foda, Bug Attack, por exemplo. O público também estava empolgadão, foi divertido! Temos um vídeo:

 

 

Por falar em vídeo, tentamos gravar todos os shows com uma Goprozinha que arranjamos. O Carlos trouxe ela pra cá e já está com ela no Brasil, logo subiremos mais vídeos da tour toda. Voltamos na mesma noite pra Hamburgo e tivemos mais um dia de folga, pra na segunda viajar quase 6 horas até Leipzig.

A turma do Orange Disaster manda ver na cerveja (acima) e bota pra foder nos palcos alemães (abaixo): mini tour européia foi bancada pela própria banda

 

Leipzig é outra cidade foda. Parte da antiga Alemanha oriental, cidade grande, cheia de universidades e de artistas – por causa do aluguel mais barato. É cheia de squats e de shows e de eventos e coisa e tal. Tocamos em um Pub, próximo a uma ocupação. O som estava bem bom e o público mais uma vez curtindo paca. Muita gente vinha falar com a gente depois dos shows, ou trazia bebida, ou perguntava quando a gente voltaria… Pessoal extremamente simpático. Outro destino certo na próxima, sem dúvida.

 

Tivemos então mais uns dias de folga. Acabamos aproveitando pra fazer uma visita de uma noite a Karlsruhe, que seria escala na viagem para o próximo show em Freiburg (Friburgo, a velha, para os íntimos). Lá, tocamos no Slow Club, um belo clube de rock com um pessoal também gente finíssima, que cozinhou uma lasanha vegetariana extremamente convincente pra todos os carnívoros presentes. Sério, comemos Lasanha até no café da manhã do dia seguinte.

 

A casa nessa noite lotou; era jogo ganho. Tocamos com uma banda muito foda de lá, a Ten Volt Shock. Viramos todos amigos… e vamos trazer eles pro Brasil. Sério, são muito bons. Nessa noite vendemos muitos discos também, o som estava tinindo, enfim… mais um lugar foda. Nem o maior otimismo esperava isso.

 

Próximo destino foi Estrasburgo, na França. Até ali estávamos só na Alemanha – ou seja, cerveja, oba. Mas Estrasburgo, também por estar numa região fronteiriça com a Alemanha, é conhecida por ter as melhores cervejas da França. Ponto pra nóis.

 

Lá tocamos em um outro festival, numa casa já bem maior, chamada Le Molodoï. Faríamos mais um show com o Ten Volt Shock, e várias outras bandas divididas em dois palcos. Tivemos um pequeno entrevero com o técnico de som nesse dia (ah, os franceses…), mas acabou sendo bom. Foi um show com mais raiva. Depois acabamos conhecendo os franceses gente boa, com direito a Karaoke desafinado, Air Guitar com vassoura e com tapete enrolado, cerveja sem fim e audição coletiva dum LP dos Hot Snakes antes de dormir.

 

A volta de Estrasburgo foi cansativa. quase 9 horas de estrada direto até Hamburgo, com direito a trânsito e tudo (só no Brasil que tem dessas coisas, né?). Tínhamos que voltar logo, porque tínhamos gravaçào marcada em um estúdio em Hamburgo. Gravamos para uma coletânea americana, daremos mais detalhes em breve sobre esse lance. Ficamos dois dias no estúdio arranjando e gravando e já saímos pro próximo show – Frankfurt.

 

A cidade pode parecer meio paraíso yuppie por fora, com aquele turismo de negócios meio plastificado, mas tem vários lugares muito loucos fora do circuitão business. Tivemos a sorte de eu ter meus cunhados morando lá, então a parte de folga foi bem interessante, com direito a tomar cerveja num bar mais velho q o Brasil, de 1479.

 

O show foi meio vazio, infelizmente. Mas valeu também por termos, na plateia, alguns amigos de Frankfurt que ainda não tinham nos visto ao vivo.

 

No dia seguinte fomos ao penúltimo destino: Wurzburg. Uma cidade do norte da Baviera, onde há a maior concentração de cervejaria caseira por habitante da face do universo do infinito. Nesse dia o Vini machucou a mào na porta do carro. Ele deu um berro, e a gente pensou “fodeu, vai ter que amputar”. No fim foi estilo ‘piscinero’, hehehe. Tocamos com outras duas bandas em um clube que fica num prédio desativado do Deutsche Post, o correio dos alemães. O som estava muito bom, o público mais uma vez presente e frito. Foi um dos melhores shows da tour.

 

Mais uma vez voltávamos a Hamburgo, dessa vez já meio emos. A tour estava chegando ao fim. Teríamos só o show de despedida em Hamburgo, onde tocamos com a outra banda que tenho aqui em Hamburgo, a Typhoons, de surf instrumental. A festa foi bonita, o som mais uma vez estava bem certinho e fizemos um show bem certeiro e alto. Tocamos mais cedo – era um Domingo – e quase que direto após o show fomos para a minha casa, que foi nossa base de operações durante os quase 20 dias de tour (minha mulher provavelmente será indicada pro Nobel da Paz do próximo ano, dizem as pesquisas). Ainda teríamos que arrumar as malas e ir para o aeroporto nessa mesma noite, já que o vôo sairia às 6 da manhã da segunda.

 

Foi isso. 20 dias muito loucos de Outono. A gente não vê a hora de voltar. Foi do cacete.

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – A VOLTA DA NOSSA ETERNA E DELICIOSA (E TOTAL DEVASSA) JULLY DE LARGE!!!

Ela não para, jamais! E estas linhas sempre algo calhordas também não esquecem nunca de sua musa oficial, eterma e predileta. Yep! Após aparecer algumas vezes aqui e depois de fazer performances incendiárias em duas festonas do blog, eis que a ordinária e sacana Jully DeLarge volta a ilustrar com absoluto prazer, delírio e tesão o nosso tópico dedicado às musas rockers. Wow!

 

Aos vinte e três anos de idade (sendo que nós conhecemos pessoalmente a garota quando ela tinha apenas dezessete aninhos de idade, durante um show do esporrento glam Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, no clube Outs/SP), Jully não para: tem feito vídeos e curtas eróticos para a produtora X-Porn (onde trabalha), além de estar sempre sendo clicada para ensaios eróticos. E no meio disso tudo, ainda sobra um tempinho para que ela dê novamente um alô aqui no blogão zapper. Afinal, a garota sempre foi do rock’n’roll, hehe.

 

Então marmanjos enlouqueçam com a nova série de imagens da sempre exibida Jully. E apreciem apenas de longe, hihi. Ela segue muito bem casada com o fotógrafo Nickk, também queridão por este espaço rock’n’roll online. Ulalá!

 Tá com medo de mim, rapá? Vem me comer e me fazer gozar, porra!

 Um bocetaço inigualável e sempre em chamas!

 

 Pronta pra ser fodida com gosto, sempre!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: “Nobody Wants to Be Here and Nobody Wants to Leave” é o quarto trabalho de estúdio do trio escocês pós-punk The Twilight Sad, que já está na ativa há doze anos. Melodias tristonhas (mas algo dançantes) e ambiências sombrias remetem a Joy Division e Echo & The Bunnymen do início dos anos 80’. Bacanão e muito bom para ouvir em dias cinzas e/ou chuvosos.

O pós-punk escocês do The Twilight Sad: eflúvios de Joy Division e Echo & The Bunnymen

 

* Disco, II: e Criolo está aí com “Convoque seu buda”, tão denso, poético e impactante quanto foi o aclamado “Nó na orelha”. Um autêntico tratado dissecando as mazelas sociais de um país ainda de quinto mundo, e tudo embalado em uma sonoridade que trafega com desenvoltura por rap, reggae e até samba. Sendo que você ouvir o cd completo nesse link aí embaixo:

 

 

* Disco, III: o queridão chapa desse espaço online, Reginaldo Lincoln (o cara que comanda o baixo no Vanguart) está aí com seu primeiro trabalho solo. E tal qual nos Vangs, o disco vem recheado de canções lindamente bucólicas, com letras simples porém de grande contundência imagética. E dá pra ouvir ele inteiro também no site do Gigi, que pode ser acessado em http://www.reginaldolincoln.com/.

 

* Show: pois então, tem Arctic Monkeys HOJE em Sampa, néan. E com abertura dos Hives. O blog não vai (já viu os “macaquinhos” on stage duas vezes) mas recomenda: ao vivo Alex Turner (que, vejam só, deu mole ontem à noite em pleno baixo Augusta, indo tomar várias com a turma do Hives lá no sempre agitado Astronete) e sua turma são arrasadores. Então pode ir lá (ainda há tickets disponíveis) que é esporro rock’n’roll garantido e da melhor qualidade.

 Os “macaquinhos” ao vivo no Brasil, em 2011: garantia de showzaço esporrento, sempre! E hoje à noite tem mais novamente

 

* Baladas alternativas pro finde: a sextona (hoje em si) começa legalzona, com show do ótimo Comma lá na Casa do Mancha (que fica na rua Filipe de Alcaçova s/n, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo), a partir das sete da noite. Depois ainda dá pra tomar brejas artesanais supimpas na Sensorial Discos (lá na rua Augusta Jardins, 2389), comer um Burger de fraldinha delícia total na Tex (também na Augusta, mas no 1053) e terminar a madrugada dançando o melhor rock’n’roll na festa open bar do site Zona Punk no Outs (na Augusta também porran, no 486).///Aí no sabadão, se você ainda tiver fòlego, manda bala: vai ter gig sempre fodona do Saco De Ratos (a banda bluesy do dramaturgo e amigão zapper, Mario Bortolotto) no Club Noir (também na Augusta, colado na parede do Astronete, que fica no 335 da rua) e a sempre animada festa Pop&Wave, dedicada aos anos 80’, no Inferno Club (no 501 da Augusta, claaaaaro!). Tá bom ou quer mais? Se monta, se produz e se joga que a vida é muito curta pra ficar de ceroulão em casa.

 

 

SE LIGA! TICKETS NA FAIXA PRO SHOW DO REAL ESTATE AÍ EMBAIXO!!!

Ulalá! Entonces, o blog sempre bacanudo quando o assunto é promoções se une às produtoras Brain e Balaclava, para trazer mais um presentinho pro nosso amado leitorado indie. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que entra em disputa AGORA:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do grupo indie americano Real Estate, que toca na próxima quinta-feira, 20 de novembro, aqui em São Paulo (lá no Beco, no baixo Augusta). Quem ganhar a promo será avisado por e-mail até o início da tarde da próxima quinta-feira, okays? Tá dentro? Então vai nessa e boa sorte!

 

 

É O FIM DESTE POST

Yep, tudo chega ao fim um dia. Inclusive os postões do blog campeão em polemicas, em rock alternativo e em cultura pop. Se o fim do Pink Floyd demorou a chegar (hihi), nós aqui sempre fomos e seremos mais rápidos. Assim ficamos por aqui, com previsão de novo post até o próximo dia 27 de novembro. Na semana em que o já tiozão jornalista rocker irá ficar mais velho e quando haverá o último festão zapper de 2014. Aí mais um pouco e virão as festas e recesso de final de ano e quem sabe 2015 com um novo blog, e em outro local. Tudo pode acontecer enquanto ainda estivermos nesse mundo, vivos e respirando. Tudo sempre tem seu fim (relacionamentos humanos, inclusive, além da própria existência em si), sempre renasce em seguida e morre novamente, num ciclo que existe desde a explosão do Big Bang. Então é isso: até logo menos, sendo que continuamos atentos em tempo integral às movimentações do rock’n’roll e da cultura pop, aqui e lá fora. Beijos quentes nas meninas e abraços fortes nos garotos, sempre!

 

(ampliado e atualizado por Finatti em 22/11¹2015, às 21:00hs.)

Depois que acabar a Copa de merda (anestesiando a brasileirada inculta no meio do ano), fica em Sampa que o final de 2014 vai ser bacanudo, rocker e hot por aqui, com Queens Of The Stone Age, Arctic Monkeys, The Real State e até (talvez…) a deusa loker Cat Power (além, é claro, dos velhos Stones em 2015!); o novo indie rock paulistano do Bailen Putos!; mudanças na chefia da redação da Rolling Stone Brasil; e na parte sempre “atrevida” e cafajeste do blog (e que não pode nunca faltar aqui, claaaaaro), imagens delícia total do xoxotão Anne Hathaway (pelada, óbvio) e também um vídeo sensacional do duo psychobilly gaúcho Phantom Powers, mostrando sua gloriosa e bocetuda “assistente de palco” dando de mamar (wow!) nos peitões pros machos da plateia, uia! (post com material não aconselhável a menores de dezoito anos, hihihi) (engordada monstro no postão, mostrando como foi o Glastonbury 2014 e também contando como foi a Noite Valvulado semana passada, em Uberlândia, além de falar do novo disco do sempre genial Neil Young) (e nova e definitiva atualização, com o novo disco solo do MORRISSEY, em 3/7/2014)

 

Não esquente com a Copa de merda! Pense que depois de ela acabar teremos um final de ano com shows rockers gringos absolutamente hots em Sampalândia, como o do Queens Of The Stone Age (acima), que toca na capital paulista em 25 de setembro; e também teremos tempo até pra rever o BOCETAÇO Anne Hathaway (abaixo) mostrando suas carnes saborosas em alguns de seus filmes, wow!

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NA VÉSPERA DE MAIS UM JOGO DA SELECINHA, TIA MOZ CAI NA WEB, UHÚ!

Brasil X Colômbia nessa sexta-feira (leia-se amanhã)? Bela merda, hihihi – e o blogão vai torcer claaaaaro pelos hermanos colombianos, uia! Somos Colômbia aqui neste espaço rocker virtual desde criancinhas, ahahahaha.

 

Foda-se o jogo da Copa de merda. Notícia de fato RELEVANTE é essa aqui: vazou nessa madrugada na web o novo disco do ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Ele mesmo, Morrissey em pessoa. “World Peace Is None Of Your Business” chega oficialmente às lojas inglesas e americanas no próximo dia 15 de julho (deve ganhar edição nacional também, logo na sequencia). É o décimo disco de estúdio do ex-vocalista dos Smiths desde que a mega lenda do rock inglês acabou, em 1987 – e o primeiro solo de Moz, “Viva Hate!”, saiu no ano seguinte, 1988.

 

A edição do álbum que vazou na internet é a de luxo, com dezoito músicas. O cd “normal” possui doze faixas. Entre os músicos que gravaram com Morrissey está o grande guitarrista Boz Boorer, que acompanha o vocalista já há mais de duas décadas.

 

O blogão ainda está “saboreando” a nova aventura solo da querida Morrisséia. E damos nossos pitacos, todos bem argumentados e fundamentados, no postão da próxima semana, okays? Por enquanto, aí embaixo, o track list do trabalho:

O novo álbum solo do querido e genial Morrissey: já caiu na web!

 

1.”World Peace Is None of Your Business”

2.”Neal Cassady Drops Dead”

3.”Istanbul”

4.”I’m Not a Man”

5.”Earth Is the Loneliest Planet”

6.”Staircase at the University”

7.”The Bullfighter Dies”

8.”Kiss Me a Lot”

9.”Smiler with Knife”

10.”Kick the Bride Down the Aisle”

11.”Mountjoy”

12.”Oboe Concerto”

 

E última forma, além da grande notícia da “vazada” do álbum do Morrissey: o Circuito Banco do Brasil deve trazer ao país em fins de outubro Kings Of Leon e MGMT. Duas bandas caidaças e que já deram o que tinham que dar. Melhor ficar com as gigs do Queens Of The Stone Age e do Arctic Monkeys. Beleusma?

 

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O GIGANTE GLASTONBURY CONSAGRA A DEUSA LANA DEL REY; E TAMBÉM TEVE ARCADE FIRE E O  MERDALLICA, CLARO!

E não? O último finde foi de Glastonbury na Inglaterra. O maior festival de rock do mundo (definitivamente: afinal, nesse ano, mais de DUAS MIL atrações se revezaram em mais de CEM palcos, um exagero, rsrs. Um dia acontece algo igual por aqui, no velho país da merda do futebol, rsrs) e que acontece há quatro décadas, sacudiu a inglesada e consagrou a deusa e diva rocker, a nossa (sua também) Lana Del Rey, que simplesmente hipnotizou o público com seu set e seu novo álbum, “Ultraviolence”, já sério candidato a disco do ano.

 

Claaaaaaro, teve muito mais por lá. Mas o blogão zapper destaca neste tópico, além do showzaço da nossa xoxotaça americana, as quase três horas (!!!) que duraram a gig do Arcade Fire. E yep, teve também o Merdallica com seu rock cafona, ultrapassado, pesado e cheio de testosterona pra machos burros pularem igual mongos, uia!

 

Não estava lá e não sabe como foi o Glasto 2014? Sem problema: nos vídeos aí embaixo os sets completos da Laninha e do Merdallica também (afinal, aqui a democracia reina, hihihi!)

 Lana, a deusa, reina soberana no Glastonbury 2014

 

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Pois então, a Copa continua.

E claaaaaro, não se fala em outro assunto no país do futebol e do povo miserável igualmente fanático por futebol. Com o post desta semana sendo escrito (já bem atrasado, assumimos) já no final da tarde de sexta-feira (e com previsão de que ao menos parte dele vá pro ar ainda hoje) e na véspera do jogo que irá definir se a selecinha segue ou não na Copa (neste sábado, contra o Chile), nem há muito o que comentar na área do rock alternativo e da cultura pop planetária. Quer dizer, há blogs vizinhos e amigos que conseguem lidar bem com essa situação e conseguem equacionar bem os dois temas (música e futebol). Como NÃO é o caso de Zap’n’roll vamos nos virando como é possível por esses dias. E torcendo, de verdade, para que o Brasil seja defenestrado já neste sábado da competição. Talvez assim o país saia do torpor anestésico em que está mergulhado, tome um choque urgente de realidade e acorde para enfrentar um turbilhão de questões que estas linhas online já estão carecas de enumerar. Tem eleição em outubro, partidos já escolheram seus candidatos e a disputa esse ano será sangrenta e com vários golpes desferidos abaixo da linha da cintura pelos oponentes. Isso é certo e que ninguém se iluda de que vai ser uma campanha eleitoral amistosa, com todos se respeitando e sem golpes sujos. Enquanto isso vamos seguindo aqui, em uma semana onde não houve nenhum lançamento bacana (e sendo assim o blog preferiu fazer um pequeno “estudo” sobre os bons shows rockers gringos que irão sacudir Sampalândia a partir de setembro) mas onde se confirmou uma mudança séria na redação da Rolling Stone Brasil, a maior revista de cultura pop em circulação no país. Fora isso temos aquelas delícias xoxotudas de sempre por aqui, além de mais alguns assuntos bacaninhas e que você sempre encontra ao ler o blogão de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira. Mas que também vive com um pé e um olhar em política, sociedade e comportamento. Então bora curtir mais um postão do blog que não deixa a peteca cair jamais!

 

 

* Você ou alguém aí ainda se lembra do Klaxons? Yep, aquele trio do falido e extinto movimento denominado new rave e que um dia foi aclamado por sites e blogs gringos (e daqui também) como “o futuro do rock no novo milênio”. Tudo balela, óbvio. O trio inglês, que surgiu em 2005 e que em seu auge chegou a tocar na última edição do também finado Tim Festival (em Sampa, em 2008), desapareceu rapidinho de cena após lançar dois discos (e após seu baixista também engatar um namoro relâmpago com a hoje igualmente caidaça Lovefoxxx, do também caidaço CSS). Pois entonces: após quatro anos sem gravar a banda ressurgiu este ano com seu terceiro trabalho de estúdio, batizado “Love Frequency”. E nope, o blog não se interessou em ouvir. E vaticina, tal qual uma mãe Dinah do rock, que desta vez será mesmo o enterro do Klaxons, uia!

 A capa do novo disco do Klaxons: alguém ainda se importa com eles?

 

 

* Mas a grande bomba midiática por aqui mesmo da semana foi essa: o querido amigo pessoal Pablo Miyazawa (que o blog carinhosamente chama de super monge japa zen) não é mais editor-chefe da Rolling Stone Brasil. E antes que alguém ache que rolou demissão, negativo: Pablito saiu realmente porque quis. Pediu pra sair. Ainda não conseguimos falar com ele (o zapper anda corrido aqui, andou viajando etc.) sobre os motivos da sua decisão mas imaginamos dois cenários: a) ele recebeu alguma proposta irrecusável pra ir pra outro veículo de mídia; ou b) simplesmente cansou mesmo. A segunda hipótese tem todo o cabimento do mundo: deve ser um autêntico INFERNO editar uma revista do porte da Rolling Stone (nesse momento, ainda a maior e mais importante revista de cultura pop que está em circulação no Brasil). Pressão de todos os lados (de artistas, gravadoras, da própria direção da editora), reclamações, etc, etc. O salário é ótimo, com certeza (mais de dez mil dilmas por mês, no mínimo) mas é preciso ter ESTÔMAGO pra suportar aquilo. Quem vai ocupar a vaga? Não se sabe ainda. A editora-chefe interina é a Bruna Veloso, que já trabalha lá há tempos como editora-assistente. Mas o nosso medo é justamente esse: quem vai ocupar a vaga deixada por Pablo (um dos MELHORES jornalistas de cultura pop da imprensa brazuca nos últimos anos). Ele estava editando super bem a revista (assim como o seu antecessor, nosso também queridão Ricardo Cruz, também editou super bem a publicação) e se ela for parar nas mãos erradas, será um passo curto pra começar a afundar – enquanto isso lá permanece encastelada gente como o autêntico ASNO do jornalismo musical, o rotundo Paulo Cavalcanti, que é um editor amorfo, preguiçoso e que se compraz hj em dia em escrever e editar a seção Guia da RS no piloto automático. E como estas linhas online acompanham sempre toda a mídia, assim que rolarem mais novidades sobre as mudanças na redação da Rolling Stone, o dileto leitor zapper ficará sabendo.

 Zap’n’roll ao lado do mega querido super monge japa zen Pablo Miyazawa (em festona do blog anos atrás, no sempre bombado club Outs, em Sampa): ele não é mais editor-chefe da Rolling Stone Brasil, pois pediu pra sair da revista 

 

* Ainda observando (quase) toda a mídia: depois amigos do blog acham ruim quando afirmamos que a FolhaSP está mesmo perdendo sua revelância como o principal diário do país. A capa do caderno Ilustrada de hoje (sextona em si) é a maior prova disso: uma matéria inútil sobre a suposta decadência do movimento hipster. Fala sério…

 

 

* Já na Inglaterra começa neste finde em si a edição 2014 do gigantesco festival de Glastonbury. Aquele mesmo que esse ano vai ter entre seus headliners o Merdallica. Pois entonces: são mais de cem palcos e cerca de duas mil atrações (!!!). E um zilhão de problemas também: desde a última quarta-feira já morreram duas pessoas na área da fazenda onde acontece o Glasto. Vamos ver em quanto esse número aumenta até domingo…

 

 

* E o cantinho da putaria zapper esta semana é reservado àquele XOXOTAÇO chamado Anne Hathway e que, aos trinta e um anos de idade, se tornou uma das principais atrizes e celebridades do cinema americano dos anos 2000’. Pois dias desses o blog conversava com seu chapa (e um fanático por futebol, uia!) Santiago Laranjeira (“pequeno San” para os íntimos, hihi) quando o moçoilo, tarado como ele sempre foi, lascou a pergunta: “você sabe se tem algum vídeo da Anne Hathway PELADA?”. Vídeo não, mas ela já apareceu com as tetonas de fora em alguns filmes. Assim, pensando nisso é que o blog resolveu recordar neste post alguns dos momentos “ao natural” da bocetuda Anne, publicando algumas fotos delícia dela em ação em longas como “Amor & outras drogas”. Bom proveito, punheteiros de plantão!

 Yep, além de ótima atriz ela é um BOCETAÇO: a tesudaça Anne Hathaway deita e rola em cena de “Amor & outras drogas”, para delírio e gozo dos macho (cados)

 

* Agora SAFADEZA mesmo é o que o duo rocakiblly gaúcho Phantom Powers anda aprontando em suas gigs por Porto Alegre. Integrado pelo guitarrista e vocalista Ray Zimmer e pelo vocalista e baterista Tio Vico, o PP tem incrementado suas atuações ao vivo com uma “assistente de palco” absolutamente bocetuda, peituda e ultra safada, que dança de calcinha e suitã ao som da dupla. E, eventualmente, ela desfila no meio do público com o peitoril de fora e dando os bicões pra alguns marmanjos mamarem neles, wow! A delícia rocker gaúcha (só mesmo sendo gaúcha pra fazer uma performance cadeluda dessas, hihihi) se chama Hellen Kallil, é fã do som dos Phantom Powers e de rockabilly em geral. Aliás o grupo está com sete músicas prontas (onde abundam referências a Cramps, Clash, Ramones etc.) e promete lançar um Ep com elas ainda este ano. Assim como pretende voltar a tocar breve em Sampalândia, trazendo inclusive o tesão Hellen junto. Uhú!

 O duo gaúcho Phantom Powers: rockabilly poderoso combinado com altas doses de putaria e sacanagem

 

 

* Achou que estas linhas sacanas estão exagerando? Veja o vídeo aí embaixo e confira você mesmo, oras.

 

 

* Bien, a Copa escrota logo chega ao fim. E no final do ano o rock vai deitar e rolar, com showzaços gringos que vêm aí em Sampalândia. Veja aí embaixo e se programe.

 

 

ACABANDO A COPA, FICA EM SP! O FINAL DE 2014 VAI SER HOT POR AQUI!

Com certeza! O país segue anestesiado pela Copa de merda e a histeria coletiva por futebol não cessa nunca, tirando o sossego de quem (como estas linhas bloggers poppers) não está nem aí pra essa esbórnia escrota. Mas logo menos, em mais duas semanas tudo isso chegará ao fim, de preferência com a selecinha nacional dançando na parada.

 

Aí o dileto leitor zapper poderá começar a pensar no que realmente vale a pena: os showzaços gringos que irão aportar em Sampalândia no final do ano. Yep, todo mundo já está sabendo, mas não custa recordar:

 

* O Queens Of The Stone Age toca no Espaço das Américas em 25 de setembro, sendo que ainda há tickets à venda (sim, eles ainda não se esgotaram). A trupe liderada pelo gênio Josh Homme só se apresentou anteriormente no Brasil em festivais (no Rock In Rio, no SWU e no Lollapalooza BR) e esta vai ser sua primeira aparição solo por aqui. Quem viu (como o blog) o esporro que foram os sets da banda no SWU e no Lolla, sabe que o show é imperdível. Tanto que estas linhas virtuais estarão nele também.

 

* Já em novembro, dia 14, é a vez do Arctic Monkeys voltar mais uma vez aos palcos paulistanos, lá na arena Anhembi (que definitivamente não é o melhor lugar do mundo para se assistir a uma gig rocker, mas paciência…), sendo que na noite seguinte os macaquinhos também irão se apresentar no Rio De Janeiro (na arena HSBC). E tal qual o QOTSA, é a primeira aparição solo do grupo por aqui. Quem assistiu o quarteto no Lollapalloza BR 2012 chapou com o show.

 Alex Turner e a sua turma do AM: gig solo em Sampa em novembro

 

 

* Também em novembro teremos em Sampa gig (modesta, provavelmente) do indie americano Real State. Este ainda sem data e local definidos mas já confirmado pelas produtoras Bataclava Records e Brain Productions. O RE é sensacional: indie guitar de canções bucólicas, campestres e algo melancólicas. A banda existe há apenas quatro anos e tem dois discos lançados, sendo que o mais recente, “Atlas”, encantou de paixão o autor destas linhas bloggers sentimentais.

 O indie rock campestre e melancólico do Real Estate também aporta em Sampa em novembro

 

 

* E por fim, é bom não esquecer: os vovôs Stones estão mesmo dizendo que tocam na América do Sul no começo de 2015. No Brasil, especula-se (ainda sem confirmação oficial, mas com muita certeza nos bastidores) que haverá apenas um show no estádio do Maracanã, no Rio, no final de fevereiro. Aguardemos. E oremos!

 

 

NOITE VALVULADO PÕE O ROCK ALTERNATIVO NO PALCO EM UBERLÂNDIA

Na semana passada, mais precisamente no finde entre os dias 20 e 22 de junho, o blog zapper esteve em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a convite da produtora cultural Valvulado Cultura Amplificada, para acompanhar um evento rocker bacaníssimo que rolou por lá: a primeira Noite Valvulado. Organizado pela produtora em si, o evento reuniu seis bandas (três de Minas Gerais e três de Goiás) que mostraram ótimo potencial de palco e também que a tão maltratada indie scene atual nacional ainda pulsa e revela bons talentos longe dos grandes centros como São Paulo e Rio De Janeiro.

 

Uberlândia é uma das maiores cidades do interior Mineiro. Com mais de seicentos mil habitantes e temperatura razoavelmente quente para essa época de inverno, abriga uma população jovem e fã de música – na sexta à noite o blog deu um rolê pela avenida principal do centro da cidade (ao lado da jornalista e fotógrafa Adreana Oliveira, editora do caderno de variedades do diário Correio de Uberlândia, rocker antenadíssima e dileta amiga destas linhas online há uma década), onde se concentram os bares de música e o agito local. Viu muita gente bonita e interessada em curtir a madrugada ao som de música, e não necessariamente apenas rock’n’roll.

 

Aliás esse talvez tenha sido o único senão da Noite Valvulado. Como já bem enfatizou Adreana em sua excelente cobertura do evento na coluna “Novo Som” (de sua autoria e publicada no jornal onde ela trabalha), faltou público para curtir seis grupos que deram o sangue no palco do Club Lounge. Sem nenhum favor foram algumas das melhores performances que estas linhas rockers bloggers presenciaram nos últimos meses. E todas as bandas ali presentes (fortemente influenciadas pelo stoner rock e pelo grunge clássico de Seattle) não fariam feio em festivais maiores como o Porão do Rock (em Brasília) ou o Goiânia Noise (na capital de Goiás). O blog particularmente achou acachapante o desempenho do trio Mad Sneaks (que tocou as faixas de seu ótimo primeiro disco, “Incógnita”, além de mandar em duas covers especialíssimas e clássicas do Nirvana, “Love Buzz” e “Territorial Pissings”). Já a local Leave Me Out mostrou em seu set as faixas de seu também único disco até o momento, “Endless Maze”, mas com novo vocalista já que o que gravou os vocais do cd tinha acabado de deixar o grupo. Nada que comprometesse, afinal, um conjunto que se mostrou afiado e potente com suas duas guitarras e eflúvios totais de Soundgarden na sonoridade – o que é um elogio e uma ótima referência.

O quinteto de Uberlândia Leave Me Out (acima) mostra a potência de suas guitarras e as influências claras de Soundgarden no seu som, durante a Noite Valvulado; já o trio Mad Sneaks (abaixo), também arrasou na sua perfomance: grunge de primeira linha com tempero brazuca (fotos: Adreana Oliveira)

As outras quatro bandas Evening e Dry) também se mostraram ótimas em cena e merecem ser ouvidas por produtores e curadores de outros festivais espalhados pelo Brasil. Foi enfim, uma noitada rocker de dar gosto e onde, como já comentamos no íncio deste tópico, faltou público. Nossa colega Adreana confirma nosso pensamento em seu texto no “Novo Som” (e cuja excelente cobertura de texto e fotos você pode conferir aqui: http://www.correiodeuberlandia.com.br/novo-som/2014/06/28/noite-valvulado/): “os fãs de rock da cidade reclamam que não há eventos para eles aqui. Mas quando alguém se dispõe a fazer algo, dá nisso. As pessoas não prestigiam as bandas com som autoral, o que é bem chato”.

 

Em novembro o Valvulado Cultura Amplificada pretende realizar um festival maior em Uberlândia. Que ele aconteça e tenha mais sucesso de público, porque merece isso. E que revele uma cena tão boa e diversificada quanto a que Zap’n’roll presenciou na Noite Valvulado.

 

(o blog esteve em Uberlândia a convite da Valvulado Cultura Amplificada)

 

 

PUTOS BAILAM AO SOM DE ROCK’N’ROLL (E O BLOGGER LOKER DIANTE DE MAIS UMA MISSÃO QUASE INGRATA: RESENHAR DISCO DE UM GRANDE AMIGO SEM TER ACHADO O MESMO ALGO GENIAL…)

Yep, a vida e o jornalismo rock’n’roll tem sempre dessas paradas. Que poderiam ser evitadas se o zapper tivesse assimilado uma das mais importantes lições deixadas pelo imortal mestre Lester Bangs: “jamais se torne amigo de bandas!”. O jornalista que escreve este blog nunca conseguiu absorver este preceito profissional deixado pela maior lenda da história da imprensa rock americana. E acabou se tornando sim amigo de muitos artistas, músicos e bandas – especialmente daquelas pelas quais ele tem admiração plena pelo trabalho. Vai daí que o blog é chegado há anos do músico paulistano Rangel, que já tem um currículo razoável na indie scene rock da capital paulista (foi, dentre outras formações, baixista no Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria). E vai daí também que Rangel acaba de se jogar na praça com o primeiro disco de sua nova banda, a Bailen Putos!, lançamento do sempre heroico e batalhador selo Baratos Afins.

 

O blog está ouvindo o cd desde a semana passada. E chegou a se perguntar, mais uma vez: como falar do trabalho de um músico que você conhece pessoalmente, sendo que esse trabalho não era exatamente o que você esperava ouvir? E como fazer isso sem ferir suscetibildades? Já houve casos semelhantes por aqui, anos atrás.

 

Rangel é do rock, sempre foi. Tem ótimo repertório e bagagem musical. Na banda compõe as músicas, escreve as letras, toca violão e canta. E reuniu um time de músicos competentes, quase fodões: o guitarrista Christian Hilton (que toca muito, acredite), Claudio Guidugli (que torna um pianão bacanudo preponderante em praticamente todas as oito faixas do álbum), mais o baixista Eduardo Andrade e o batera Renato Nunes (“cozinha” mega competente, não há dúvida).

 

Mas mesmo com um bom time de músicos e tal, algo não soou bem aos ouvidos do blog nessa estreia do Bailen Putos! Talvez tenha sido o vocal do próprio Rangel (que não possui grande extensão e se mostra claramente limitado em algumas inflexões). Ou ainda o estranhamento da faixa de abertura (“O anjo avesso”), uma tentativa algo canhestra de mixar baião com rock – uma mistura que já foi melhor explorada por mestres como Alceu Valença ou Raul Seixas.

Os paulistanos do Bailen Putos! (acima) e seu disco de estréia (capa abaixo): o trabalho é bom mas a banda pode e deve render mais

 

O que, evidentemente, não invalida todo o trabalho já que o disco também possui seus pontos bastante positivos, notadamente nas boas letras escritas por Rangel (a de “Shakespeare Reencenado”, em sua simplicidade retórica mas bastante afiada nas entrelinhas, é quase um primor) e no bom gosto melódico de algumas canções (com ótimos solos de guitarra e intervenções pianísticas que remetem à jazz e psicodelia), como “Escrito, dito está”, “E se João parar?” (com violões bacanas e onde o vocal de Rangel, coincidentemente, atinge talvez sua melhor performance no cd) ou “Um e Dois” (o pianão jazzy/bluesy ataca aqui dialogando de maneira bacaníssima com a guitarra).

 

A conclusão que se chega é que se está diante de um bom trabalho de estreia de uma banda que poderia e pode render muito mais logo menos, quando estiver mais madura no estúdio e também no palco. De qualquer forma o Bailen Putos! está bem acima da média do que se ouve atualmente no quase terrível cenário alternativo paulistano e nacional, isso é inegável. Mas o blog espera um pouco mais do grupo em um futuro segundo trabalho. Espera e bota fé que esses putos sabem bailar melhor do que isso na pista rocker que eles escolheram pra se exibir.

 

* O disco do Bailen Putos! pode ser encontrado na loja Baratos Afins, em São Paulo (fone 11/3223-3629 ou www.baratosafins.com.br). A banda é uma das atrações da Noite Zap’n’roll, que vai rolar no final de agosto na loja/bar Sensorial Discos, também em Sampa. Mais sobre eles, vai aqui: https://www.facebook.com/bailenputos?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: em uma semana onde não houve nenhum lançamento digno de nota no rock brazuca ou gringo, vamos recuar um pouco no tempo e recomendar que o dileto leitor zapper vá atrás de “A Letter Home”, o sublime disco que o velho e genial Neil Young lançou em abril passado. Gravado em baixa fidelidade e apenas com voz, violão e gaita no estúdio do também gênio Jack White, Neil resgatou alguns clássicos do cancioneiro folk americano, como “Girl From The North Country”, de Bob Dylan. Pra ouvir ao lado do seu amor ou viajando por uma estrada solitária e empoeirada e tomando um ótimo bourboon.

O novo disco do velho e genial Neil Young: relendo com a classe de sempre clássicos do blues americano

 

* Site: tocado pelo chapa Luciano Victor e contando com colaborações espertas de gatas rockers como a Renata Silvério, o Under Floripa cobre bem a cena rock não apenas do sul do Brasil mas também lança olhar sobre o que rola no resto do país e na gringa. Vale a pena dar uma olhadinha lá, em: http://www.underfloripa.com.br/site2012/index.asp.

 

* Baladas já na mira por aqui: yep! Com o postão sendo finalmente concluído na terça-feira desta semana (hoje, primeiro dia do mês de julho), vamos ver o que sucede desde já nos agitos do circuito under paulistano. Começando já por amanhã, quarta-feira em si, quando rola na Sensorial Discos (lá na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa) o lançamento do livro “Indiscotíveis”, a partir das sete da noite.///Já na quinta-feira tem show do Violeta de Outono às oito e meia da noite no Centro Cultural São Paulo (lá na rua Vergueiro, 1000, metrô Vergueiro, zona sul paulistana).///Na sexta-feira o músico Daniel Groove e a sempre ótima banda Los Porongas sobem juntos ao palco do Puxadinho da Praça, lá perto da esquina das ruas Cardeal Arcoverde e Fradique Coutinho (na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo), a partir das onze da noite.///No sabadão em si rola a festa de seis anos da Glam Nation no Inferno (no 501 do baixo Augusta). E não esquecendo: de sexta a domingo no Sesc Vila Mariana tem três noites de shows fodaços do Ira! As gigs começam às nove da noite, na rua Pelotas 180, Vila Mariana (zona sul paulistana). Tá bão? Então se programe e se jogue!

 

 

PRÊMIOS AINDA DANDO SOPA!

Sempre! Então vai lá no hfinatti@gmail.com e tenta a sorte pra ganhar:

 

* DOIS INGRESSOS pro show do Peter Murphy dia 20 de julho em Sampa;

 

* E um exemplar da biografia do imortal Ian Curtis, que um dia cantou à frente do Joy Division. Vai na fé e boa sorte!

 

 

CUSTOU MAS O FIM CHEGOU

Sim, foi um post deveras complicado de ser concluído, rsrs. Tão complicado que outro talvez apenas na semana que vem, a não ser que algo muuuuuito relevante role até esta sexta-feira.

 

Então ficamos por aqui, deixando um beijo megal especial numa mulher rocker especial para o jornalista blogger maloker: a linda baiana e fã do Bukowski, Carla Vitória. É isso. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/7/2014 às 20:45hs.)

O rock’n’roll não pode parar JAMAIS na vida do blogger loker! Assim e em tempo de mega festival indie bacanudo nos mandamos pra capital de Goiás, onde rola neste finde a edição 2013 do incrível Goiânia Noise e sobre o qual você lê tudo aqui (entrevistas, programação completa, as bandas que valem a pena assistir por lá etc, etc, etc.); mais: o geniozinho Brendan Benson lança novo discão; e a musa indie da semana: uma garota mais comportada (hehe) mas não menos rocker, e que está deixando o velho jornalista com o coração fall in love, uia! (postão em GIGANTE construção, direto de Goiânia Rock City e com primeira ampliação e atualização já na noite de sábado, 7/12/2013) (versão FINAL em 10/12/2013)

O rock’n’roll nunca irá morrer enquanto existirem festivais bacanas como o Goiânia Noise, que vai incendiar a capital de Goiás nesse finde; entre as atrações de peso o veterano punk inglês do Exploited (acima) e o projeto eletrônico MixHell, do batera Max Cavalera (ex-Sepultura, abaixo); ou seja: exemplo ultra DIGNO de como se faz um festival decente com verba pública, mas sem LESAR ninguém (nem artistas, nem público nem a própria teta pública), né Fora do Eixo?

 

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TUDO acontecendo em Goiânia Rock City: festival Goiânia Noise literalmente botando fogo na cidade, avião arremetendo (na chegada do zapper na capital de Goiás), Exploited LOTANDO um dos teatros do Centro Cultural Martim Cererê (enquanto do lado de fora, na rua, um bando de sem noção atirou COQUETÉIS MOLOTOV contra o local), o blog sabendo longe de Sampa da DEMISSÃO de um dos editores da revista Rolling Stone Brasil, paixões rockers interestaduais invadindo novamente o coração zapper e mais isso e aquilo tudo.

 

Vai acompanhando nossa atualização durante todo este finde, direto de Goiânia que iremos comentar aos poucos aqui todos esses assuntos, além de dar logo menos a cobertura completa do festival.

 

Por enquanto fica essa imagem do Exploited quebramdo tudo ontem por aqui, em gig que acabou às três e meia da matina.

 

Até logo menos com mais, sendo que já há atualização monstro do post mais aí embaixo. Vai lendo!

 

Os velhos punks do Exploited fecharam ontem a primeira noite do Goiânia Noise Festival: show que lotou um dos teatros do Centro Cultural Martim Cererê, com direito até a arremesso de coquetéis molotov (disparados da rua contra o centro cultural). Felizmente não houve feridos e o povo saiu mega satisfeito da gig. (foto: portal Terra)

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“Rock’n’roll can never die”.

A imortal frase escrita pela lenda Neil Young na clássica canção “Hey Hey, My my”, continua fazendo mais sentido do que nunca, mesmo em tempos de internet e onde o sentido revolucionário e contestador do rock perdeu tanto espaço para o mercantilismo puro e simples e pela cada vez mais comprovada inabilidade de músicos, produtores e artistas em geral em criar e legar obras que transformem cultural, política e socialmente que as ouve. E faz mais sentindo ainda quando nos deparamos com iniciativas sensacionais como a de alguns verdadeiros amantes do rock se juntando, unindo esforços e correndo atrás pra fazer acontecer um dos melhores festivais independentes do Brasil, o já notório Goiânia Noise que agita este final de semana a capital de Goiás (um dos berços mais fortes da música sernateja deste país ainda muito e atrasado brega musical e culturalmente falando) já pelo décimo nono ano consecutivo. Goiânia, que já foi chadama anos atrás de a “Seattle brasileira” por possuir uma cena rocker bacanuda e diversificada, andou perdendo força nesse sentido nos últimos tempos, muito pelo “desmonte” promovido nessa cena pela quadrilha bandida que atua hoje no país sob a égide do coletivo Fora Do Eixo. Pois coube à produtora e gravadora Monstro Discos manter acesa a chama do rock em Goiânia e também manter o mais dileto filho, o Goiânia Noise em evidência. Um festival que é exemplo de resistência, de descoberta de novos talentos, da consagração de outros e enfim, do mote ensejado na frase do grande Neil Young: “o rock’n’roll nunca morre”. Seja o rock’n’roll mesmo, em termos musicais, ou em suas múltiplas manifestações até no comportamento de gigantes da liderança política mundial, como um Nelson Mandela que hoje deixou esse mundo para entrar para sempre na história e no panteão dos que lutaram para transformar esse pleneta muitas vezes miserável e escroto em vários sentidos, em um lugar um pouco melhor e mais justo para se viver. Por isso estas linhas introdutórias de mais um postão zapper (o postão semanal de um blog que bateu mais uma vez esta semana vários recordes de comentários e recomendações em redes sociais) deixam aqui todas as homenagens do mundo ao velho Neil Young e ao gigante e já saudoso Mandelão: sem esses dois exemplos mega de garra, virtude, amor à vida, à justiça e a um mundo livre e em que todos tenham direitos políticos, sociais e comportamentais igualitários, talvez não existissem caras (Léo Bigode, Marcinho Jr., Leo Razuk e Guilherme Pereira) dando o sangue em Goiânia pra tentar manter acesa a chama da liberdade e do rock’n’roll sem fronteiras, sem classe, cor, distinção ou dogmas de qualquer espécie. E é por ser assim que o Goiânia Noise é hoje o assunto principal da Zap’n’roll que começa agora. Bora lá!

 

 

* E as notas iniciais são poucas nesse momento (madrugada de quinta pra sexta-feira felizmente amena em Sampalândia, isso após um temporal refrescar a cidade que anda com calor senegalesco de Macapá – isso mesmo: senegalesco de Macapá, tendeu? Rsrs – já há dois dias), porque estamos na correria dos preparativos pra se mandar daqui a pouco pra Goiânia City, que neste finde se transforma na capital brasileira do rock alternativo com a realização da edição 2013 do fodástico Goiânia Noise. Entonces iremos atualizando e postando mais notinhas iniciais aqui ao longo do finde, já lá direto da capital goiana, okays?

 

 

* Curioso é o querido (de anos já) chapa Dear Luscious, o homem por trás do sempre prestigiogo blog Popload, mecionar que Mudhoney e mais duas bandas da célebre SubPop vão tocar em MAIO de 2014 em Sampa e no já bem caído festival Bananada, em Goiânia, e não escrever UMA LINHA sequer sobre o Goiânia Noise Festival, que está com dezenove anos de estrada e tem em sua edição deste ano headliners do calibre dos ingleses do Exploited e do Mix Hell (o projeto solo de Igor Cavalera). Algum problema com a Monstro (produtora que organiza o evento), Luscious?

 

 

* E yep, mundo de luto pela morte do grande Nelson Mandela. Caras como ele fazem cada vez mais falta nessa humanidade por vezes escrota ao máximo. E o rock’n’roll em si reconhece a falta que nomes como Mandelão nos fazem. Então fica a nossa homenagem ao ex-líder africano com esse vídeo aí embaixo. A banda já é velhona e está fora de moda, a música é carne-de-vaca (todo mundo conhece) mas a letra e a melodia são belíssimas e o blog, mesmo nunca tendo morrido de amores pelo grupo liderado por Jim Kerr, sempre gostou muito dessa canção. Rip Mandela!

 

Simple Minds – “Mandela Day”

 

* E já começaram a pipocar TODAS as listas de melhores do ano pelo mondo rock press afora – no último post deste ano iremos soltar a nossa também, claaaaaro! Enfim, anteontem a NME publicou a sua. A questão é: num mundo dominado pela música digital onde canções, bandas e artistas duram menos no consciente do ouvinte do que o farfalhar de um peido, de que ainda adiantam essas listas? Enfim, apareceu o novo dos Strokes nela (na posição 41), Palma Violets (32) e My Bloody Valentine (na 29, se o blog não se engana). E há tranqueiras ali inomináveis, como o Vampire Weekend. Seguem os dez primeiros melhores discos do ano, na opinião da equipe de redação da NME:

1 – AM/Arctic Monkeys (mais do que merecido)

2 – Kanye West/”Yeezus” (não ouvimos nem pretendemos)

3 – Queens Of The Stone Age/”Like Clockwork” (DISCAÇO!)

4 – Foals/”Holy Fire” (não ouvimos e não temos curiosidade em)

5 – Savages/”Silence Yourself” (outro DISCAÇO)

6 – Daft Punk/”Random Access Memories” (pelo blog, não entrava em lista alguma de melhores do ano)

7 – Arcade Fire/”Reflektor” (bacanão)

8 – Nick Cave & The Bad Seeds/ “Push The Sky Away” (o velho Nick ainda em grande forma)

9 – Laura Marling/” Once I Was An Eagle” (não conhecemos, temos média curiosidade em ouvir)

10 – David Bowie/”The Next Day” (discaço que marcou a volta do gênio Bowie após uma década de ausência dos estúdios. Poderia facilmente estar no topo da lista). Os outros quarenta eleitos pela NME podem ser conferidos aqui: http://www.nme.com/photos/nme-s-50-best-albums-of-2013/326689/1/1?recache=1&t=1231316#41.

Arctic Monkeys e o gênio David Bowie (acima), e Arcade Fire e Queens Of The Stone Age (abaixo): na lista dos melhores de 2013 da New Musical Express, entre os dez primeiros de um total de cinquenta discos

 

* E sem mais delongas, bora falar da edição 2013 do monstrão (no ótimo sentido do termo) Goiânia Noise Festival, que vai incendiar o puteiro rocker neste finde na capital de Goiás (inclusive com direito a dj set do blogger dublê de dj na noite de sábado, após o encerramento dos shows, uia!). Como já falamos aí em cima, mais notinhas entram aqui ao longo do finde, quando o blog estará morando temporariamente em Goiânia Rock City. É isso aê, veja aí embaixo o agito gigante que vai rolar por lá a partir dessa sexta-feira.

 

 

É TEMPO DE MEGA FESTIVAL INDIE – GOIÂNIA NOISE ABALA AS ESTRUTURAS NO CENTRO OESTE PELO DÉCIMO NONO ANO SEGUIDO!

E não? Talvez um dos três mais imporantes e maiores festivais indies do Brasil (os outros dois seriam o Porão do Rock, em Brasília, e o Abril Pro Rock, em Recife), o já mega tradicional Goiânia Noise Festival promete incendiar a capital de Goiás a partir desta sexta-feira, 6 (e indo até domingo, 7 de dezembro). Ocupando tradicionalmente o Centro Cultural Martin Cererê, o Goiânia Noise 2013 terá quase cinquenta bandas (!) distribuídas pelos dois palcos do local e tocando nos três dias do evento. Entre as atrações headliners como a lenda punk inglesa The Exploited e o MixHell (projeto eletrônico do ex-batera do Sepultura, Igor Cavalera), além de nomes bacanudos da indie scene nacional como Zefirina Bomba, Marcelo Gross (o guitarrista do Cachorro Grande lançando seu primeiro disco solo), Mechanics (um dos grupos de rock mais tradicionais de Goiânia), As Radioativas (de Sampa, que estão fazendo bonito com sua estréia em disco), Rios Voadores (a sensação tropicalista de Brasília), Alf (que já foi do Rumbora e está em carreira solo bacanuda), o sempre divertido gay garage punk de Johnny Suxxx & The Fucking Boys, The Baggios (o “White Stripes” de Sergipe), o já clássico trio punk gaúcho Walverdes, a mega revelação grunge Mineira Mad Sneaks e muuuuuito mais.

 

Zap’n’roll já esteve anos atrás em duas edições do festival. E se divertiu muito por lá (muitas histórias cabulosas de sex and drugs como sempre, hehehe, além de uma enxurrada de shows bacaníssimos), tendo recordações que dariam um livro aqui – talvez relembros algumas dessas histórias mais aí embaixo, se o tempo e a correria permitirem, hehe.

 

Mas por enquanto, com o post sendo colocado a toque de caixa no ar, preferimos dar a palavra aí embaixo a um dos criadores do Goiânia Noise Festival: Léo Bigode, trinta e oito anos de rock’n’roll nas cotas e que também é um dos fundadores da gravadora e produtora Monstro Discos, que organiza o Goiânia Noise. A pedido do blogão zapper Léo, sempre simpático e atencioso, respondeu as perguntas abaixo anteontem, via bate-papo do Facebook:

 

O produtor e sócio da Monstro Discos, um dos criadores do Goiânia Noise Festival: evento que já dura quase duas décadas e se transformou num dos maiores festivais independentes do Brasil

 

Zap’n’roll – O Goiânia Noise chega à sua edição 2013 e às vésperas de completar duas décadas de existência com o orgulho de ser um dos maiores festivais independentes do Brasil. A que você atribui essa longevidade do evento, ainda mais em uma cidade (a capital de Goiás) que embora sempre tenha tido uma grande tradição rocker (chegando inclusive a ser chamada de “a Seattle brasileira”), hoje parece sofrer com a falta de espaços e público interessado em bandas novas, em detrimento de duplas sertanejas e outras pragas semelhantes?

 

Léo Bigode – a longevidade do Noise é porque somos cabeça dura e gostamos mesmo do que fazemos. Na minha cabeça as coisas são como há 20 anos atrás, a base é a mesma, a intenção é a mesma, fazer o lance rock se sustentar, viver sob a perspectiva que o rock, apesar de tudo é viável no Brasil, nadar contra a corrente, sair do lugar comum, fazer o que nao esta – e acho que nunca vai estar – na grande mídia. Estamos nessa porque acreditamos, basicamente é essa a idéia. Os espaços sempre existiram e ao mesmo tempo sempre foram insuficientes e insalubres, temos a sorte de ter um centro cultural como o Martim Cererê, que abriga o rock da cidade e ficou fechado mas agora esta reaberto. Nunca foi fácil trabalhar com rock numa terra de dupla sertanejas e nunca vai ser. A impressão que tenho é que sempre estamos tendo que começar de novo, mas isso talvez seja a química do lance… Ter que sentar com uma pessoa , um patrocinador, uma entidade do governo e explicar … “eu faço um festival , de rock, se chama Goiânia Noise … Já ouviu falar ?…..” Faz parte.

 

Zap – A produtora e gravadora Monstro foi fundada por você e mais dois sócios [Leonardo Razuk e Márcio Jr.], além de um novo “comparsa” (rsrs) muito bem-vindo, o Guilherme. Mas durante anos vocês tiveram outro sócio [Fabrício Nobre] e que não está mais com a Monstro, além de terem sido filiados à finada e funesta Abrafin, que acabou destroçada pela influência nefasta do Coletivo Fora do Eixo, hoje triste e nacionalmente conhecido por ter promovido uma série de ações quase criminosas na cena independente nacional (obter recursos financeiros junto ao poder público e não informar o destino do dinheiro, produzir festivais porcos e mal estruturados, fazer tráfico de influência e politicagem etc, etc, etc.). Enfim a Monstro e o Goiânia Noise sabiamente conseguiram se afastar de toda essa cena de patifarias e seguir pela trilha correta da honestidade, trabalhando de fato em prol da cena musical. O blog gostaria que você falasse sobre isso: como foi esse processo de rompimento com o lado podre da Abrafin e do Fora do Eixo, se foi complicado fazer esse rompimento, os bastidores por trás dele, e como vocês estão hoje nessa nova fase.

 

Léo – na verdade quem fundou a monstro foi eu e o Márcio. Eu comecei o lance administrativamente falando ( mesmo sem saber ao certo o que estava fazendo ) , cuidava dos detalhes, o Márcio além de meu amigo de longa data , confidente , cuidava da parte artística do conceito todo que veio a tona . O Leonardo Razuk entrou na monstro na mesma época que o Fabrício. Hoje somos dois sócios, eu e o Guilherme. A Monstro teve uma relação com o fora do eixo no início, trabalhamos juntos o disco do macaco Bong e fizemos alguns eventos . E foi isso. Hoje pra se ter uma idéia o macaco Bong esta fazendo uma correria por fora e você vê relatos do Bruno Kayapy em relação ao FDE da pra se ter uma noção real do que é aquilo ali. Sair da abrafin foi tirar um peso das costas ao mesmo tempo foi triste por ter sido membro fundador de uma história legal e deixar a entidade se esfacelar dentro de uma conversa que o FDE impunha e que intrigava que o mesmo acontecia com outros festivais , mais pessoas estavam descontentes e decidimos sair , nao fazer parte de uma associação atrelada ao FDE. Eu não quero ficar remoendo isso, não vale a pela , já passou . O papo aqui é sobre o Goiânia Noise. Criamos uma nova associação , estamos organizando as coisas , estabelecendo as diretrizes , dentro do nosso modo de entender as coisas , e seguimos nosso trabalho.

 

Zap – É vero que o Goiânia Noise é hoje uma marca sólida, estabelecida e de prestígio na cena musical alternativa brasileira. E como qualquer evento, busca legitimamente apoio financeiro no poder público e privado, para viabilizar sua realização. No caso de vocês como buscam esses recursos e como procuram aplica-los para que o festival saia bacana como sempre sai?

 

Léo – Existe uma busca por captação , em duas frentes, via editais públicos e via iniciativa privada.o grande problema do Brasil é que quase nao existem patrocínios diretos pra cultura, ainda mais pra essa nossa cultura, underground…. Tentamos os editais públicos ja ha alguns anos mas não é garantia de nada, sempre precisamos de uma soma de bilheteria (sempre falamos que o publico é o maior patrocinador do noise e isso ainda se mantem)

 

Zap – É muito difícil montar um line up com quase cinquenta atrações? Não seria melhor fazer algo um pouco menor em termos de shows até para não dispersar tanto a atenção do público, ou você acredita que esse modelo funciona bem?

 

Léo – é sempre muito dificil montar uma curadoria como a no Noise. sempre acreditamos em que diversificar o máximo possível é uma coisa bacana. é claro que não é a unica opção, ja pensamos em fazer o festival com poucas bandas mas a demanda é imensa , temos um volume muito grande de de contatos, bandas , e sempre foi bacana ver muitas bandas, dar opção pras pessoas .. poucas pessoas (só os mais psica) conseguem ver todos os shows . esse formato do noise não é único, poderemos sim pensar em mudanças , por enquanto é nisso que acreditamos.

 

Zap – Em 2014 o festival completa vinte anos. O que esperar para essa edição tão especial no ano que vem?

 

Léo –  Cara, 2014 é comemoração ne ? Ja estamos pensando em muitas coisas , nao sei ainda . mas só sei que vai ser bacana ! tudo depende de quanto vamos ter de $ pra realizar. Pode acontecer de tudo.

 

 

GOIÂNIA NOISE 2013 – A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dias 6, 7 e 8 de dezembro no Centro Cultural Martin Cererê

 

SEXTA-FEIRA, 6/12

01:00 – The Exploited (UK)

00:30 – Zefirina Bomba (PB)

00:00 – The Galo Power (GO)

23:30 – Soothing (GO)

23:00 – Diablo Motor (PE)

22:30 – The Baggios (SE)

22:00 – Delinquentes (PA)

21:30 – As Radioativas (SP)

21:00 – Evening (GO)

20:30 – Calango Nego (GO)

20:00 – Ressonância Mórfica (GO)

19:30 – Shotgun Wives (GO)

19:00 – Mad Matters (GO)

18:30 – Sangue Seco (GO)

18:00 – Expressão Urbana (GO)

 

SÁBADO, 7/12

01:00 – Mixhell (SP)

00:30 – Marcelo Gross (RS)

00:00 – Kamura (GO)

23:30 – Darshan (DF)

23:00 – Mechanics (GO)

22:30 – Walverdes (RS)

22:00 – Zander (RJ)

21:30 – Ação Direta (SP)

21:00 – Mad Sneaks (MG)

20:30 – 2Dub (DF)

20:00 – Coletivo Suigeneris (GO)

19:30 – Lust for Sexxx (GO)

19:00 – Fuzzly (MT)

18:30 – Tarso Miller and the Wild Comets (MG)

18:00 – Indústria Orgânica (GO)

17:30 – Damn Stoned Birds (GO)

17:00 – Gomorrah in Blood (GO)

16:30 – Mad Grinder (RN)

16:00 – Pressuposto (GO)

 

DOMINGO, 8/12

23:00 – Krisiun (RS)

22:30 – Alf (DF)

22:00 – Girlie Hell (GO)

21:30 – Besouro do Rabo Branco (DF)

21:00 – Galinha Preta (DF)

20:30 – Space Truck (GO)

20:00 – Johnny Suxxx and the Fucking Boys (GO)

19:30 – Versário (GO)

19:00 – Overfuzz (GO)

18:30 – projeto Mazombo (GO)

18:00 – Rios Voadores (DF)

17:30 – Baba de Sheeva (GO)

17:00 – Grieve (GO)

16:30 – Entre os Dentres (GO)

16:00 – West Bullets (GO)

 

Ingressos:

R$ 20,00 (meia entrada antecipada de sexta ou sábado)

R$ 15,00 (meia entrada antecipada de domingo)

 

Pontos de venda:

Calango (Flamboyant, Buriti e Goiânia Shopping)

Harmonia Musical (Rua 3, Centro)

Hocus Pocus (Av. Araguaia esquina com Paranaíba, Centro)

Tribo (Rua 36, Setor Marista)

Internet: www.lojamonstro.com.br

 

 

Patrocínio:

Papelaria Tributária – Governo de Goiás – Lei Goyazes – Secretaria Estadual de Cultura

 

Apoio:

Contato Comunicação

Bolshoi Pub

Gloria Bar e Restaurante

Burn – Energy Drink

 

Cerveja oficial:

Heineken

 

Co-realização

Rede Sociocultural

 

Festival filiado à FBA – Festivais Brasileiros Associados

 

* Quer saber TUDO sobre o Goiania Noise que começa HOJE na capital goiana? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/534370866629037/.

 

 

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E NO FESTIVAL, O GRUNGE MINEIRO REVELAÇÃO DO MAD SNEAKS

São três caras fanáticos pelos eflúvios e nuances do bom e velho grunge noventista que nasceu em Seattle, nos Estados Unidos, e que deu ao mundo Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarden e toda aquelas bandas inesquecíveis. E o som da Mad Sneaks, trio formado em Alpinópolis (cidade pacata e minúscula do Sul De Minas Gerais, com menos de vinte mil habitantes) por Agno Santos (guitarras, letras, vocais), Adriano (baixo) e Amaury (bateria), exala grunge rock por todos os cantos. Lançaram “Incógnito”, um discão de estréia esse ano (e que foi matesterizado por ninguém menos do que Jack Endino, um dos pais do grunge e o homem que gravou o clássico “Bleach”, do Nirvana) e tocam hoje à noite (sábado, quando o blogão está sendo finalmente ampliado e atualizado) no Goiânia Noise Festival.

 

Pra saber um pouco um pouco mais sobre a banda, estas linhas rockers online bateram um papo com o vocalista Agno, que você lê aí embaixo:

 

O trio grunge mineiro Mad Sneaks, uma das atraões fodonas da segunda noite do festival Goiânia Noise 2013

 

Zap’n’roll – O Mad Sneaks é um trio Mineiro que faz rock com influências do grunge, e é uma das boas promessas desta edição do Goiânia Noise. Fale um pouco sobre a trajetória da banda: como ela se formou em uma cidade tão pequena do interior de Minas e como foi até aqui, até gravar o primeiro disco.

 

Agno Santos – A Mad Sneaks, se firmou como banda oficialmente em 2009, onde eu e o Amaury (batera) tocávamos desde 2007 por passatempo, mas sempre com idéias e planos de montar uma banda real, sincera, de verdade. Assim ensaiávamos sem compromisso, mas procurando o maluco ideal para selar o grupo. Aí encontramos o Adriano (baixo) e o já no primeiro ensaio, o feeling rolou extremamente bem e se encaixou a peça que faltava nessa porra toda! Desde então, sempre lutamos para ser ouvido e conseguir tocar no maior número de lugares possíveis, até que no final de 2012, após algumas demos e shows em tudo que é buraco conseguimos gravar nosso primeiro disco oficialmente, o Incógnita.

 

Zap – e como é manter uma banda com uma qualidade sonora tão boa e um primeiro disco também muito bom morando em uma cidade com menos de vinte mil habitantes? Por que a opção pelo som grunge?

 

Agno – Obrigado pelos elogios! Esta é um pergunta complicada, não faço ideia na verdade. Sempre tivemos a intenção de fazer uma banda que fosse de verdade, nada de poses ou de abordagens do que não somos, sentimos, ou gostamos. Nada daquelas bandas que se formam apenas pra mostrar pra colegas ou conseguir garotas fáceis. Então essa acaba sendo a parte fácil, porque tudo que é feito é de maneira sincera e de certa forma acontece naturalmente. É sempre complicado para conseguir um bom espaço para tocar, nunca tem shows de grandes artistas tocando por perto, mas talvez essa até seja a resposta. Hoje em dia com internet, embora sempre seja uma faca de dois gumes, ela serve de grande intermédio e principal meio de divulgação das musicas e de contatos para tocar, com isso abre oportunidades para levarmos nossa musica muito além do que conseguiríamos se não houvesse este recurso. O estilo de som não houve absolutamente nada de forçado nisso, foi o que rolou e pronto, é assim que consigo fazer e é assim que me agrada. A banda não se prende a rótulos e o que lançamos é porque todos da banda aprovou e é isso que importa para nós e é este o verdadeiro pagamento que recebemos, de compor e tocar musicas que realmente gostamos da forma que sabemos, sem nos importar com mais nada.

 

Zap – como vocês chegaram até Jack Endino [lendário produtor americano e que gravou “Bleach”, a estréia do Nirvana, em 1989], e conseguiram que ele masterizasse “Incógnito”? Ele comentou o que achou do disco?

 

Agno  – Foi muito doido tudo isso, era uma coisa que parecia impossível, mas rolou com tanta €naturalidade que chega a ser impressionante. Ele deixa claro no site dele que ele trabalha de forma independente e só trabalha se gostar do material. Consegui entrar em contato com ele através de um terceiro (diga-se de passagem de Seattle também) e o próprio Endino me mandou um e-mail perguntando se eu queria fazer uma mix/master com ele.Assim mandei as prés mixagens para ele ouvir e ele curtiu e masterizou o álbum. Simples assim. É um cara excepcional, experiente e muito receptivo, fiquei totalmente a vontade com ele para trocar umas idéias e depois de tudo prensado fiz questão de enviar algumas cópias para ele, tanto em CD quanto em Vinil!

 

Zap – Ótimo! E encerrando: como foi o contato pra se apresentar no Goiânia Noise? É a primeira vez que a banda toca em um festival desse porte? O que podemos esperar do show, tipo já há músicas inéditas e que poderão entrar em um futuro segundo disco?

 

Agno – O material foi apresentado ao Léo Bigode que gostou e a gente foi convidado para tocar, houve também indicação de um grande amigo meu, que nos indicou pessoalmente ao Léo, eu não fazia a menor ideia sobre isso, depois que eu fiquei sabendo da história, isso foi muito gratificante! Já fizemos shows em lugares de bons públicos, não só se tratando de quantidade, mas sim de energia. Mas é impossível não dizer com orgulho e empolgação sobre tocar nesse evento. Não adianta, tocar no Noise é praticamente objetivo de qualquer banda. É um festival sem frescuras, sem hypes, é feito para quem realmente quer rock’n roll e oferece uma excelente estrutura. Não é atoa que já existe ha 19 anos. Estamos preparando um show para ninguém ter tempo nem para respirar, para bater cabeça do início ao fim! É assim que gostamos, energia extrema, isso lava a alma de qualquer merda! As musicas, serão todas surpresas para a galera, quem estiver lá, que esteja disposto a agitar, esse é o conselho que dou. Já estamos trabalhamos em algumas musicas novas, mas detalhes extras só acompanhando a banda e indo aos shows. É só assim que dá para sentir o rock’n roll realmente correr nas veias e tremer os ossos! Com certeza se depender de nós, o evento será totalmente Puro Noise!

 

* Para saber mais sobre a Mad Sneaks (inclusive para ouvir o disco dos rapazes), vai lá: http://www.madsneaks.com.br/.

 

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Além da Mad Sneaks outras atrações bacanudas esperam a galera rocker que vai hoje ao centro cultural Martim Cererê em Goiânia. Tem show solo do guitarrista do Cachorro Grande, o Marcelo Gross, do já clássico trio punk gaúcho Walverdes e muuuuuito mais. O blogão em correria total irá atualizando as paradas sobre o festival no decorrer deste finde, diretamente de Goiânia Rock city, okays? Fiquem ligados então!

 

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E O FESTIVAL TEM A SUA MUSA INDIE, CLAAAARO!

Ela tem vinte e oito anos de idade, acaba de se formar em jornalismo, trabalha na assessoria de imprensa da gravadora e produtora Monstro Discos (que faz acontecer o Goiâna Noise há quase duas décadas na capital de Goiás), AMA rock e literatura (entre os autores preferidos: Charles Bukowski e Carlos Drummond) e é toda estilosa: cabelon channel vermelhão, tattos e óculos escuros sempre compondo o visual da garota.

 

Ela é a deusa rocker goiana Mônica Carvalho, nossa musa indie da semana com toda a justiça. E que o blog ficou conhecendo justamente quando começaram os contatos entre ele e ela pela a busca de infos sobre o festival, há algumas semanas. Facebooks e números de celular trocados, papos diários nos últimos quinze dias e voilá: o zapper sempre de coração quedado por romances interestaduais agora quer namorar e casar em Goiânia Rock City, ahahahahaha.

A gatíssima musa indie desta semana: Mônica Carvalho acima), goiana da gema, jornalista, rocker ao cubo, visual lindão e assessora de imprensa do gigante Goiânia Noise Festival; abaixo o zapper (olhem o novo visual do blogger maloker, uia!) sempre xonadão por uma grande garota, ao lado da musa, na sua chegada ontem à capital de Goiás

 

Vamos ver se a lida, doce, meiga, inteligente, super culta e sobretudo mega simpática e humilde Moniquinha também quer o mesmo, hihihihihi.

 

Por enquanto fica aqui nossa homenagem a ela, registrada em nosso sempre dileto tópico semanal que a marmanjada leitora do blog aaaaamaaaaa, hehe.

 

 

FESTÃO ALTERNATIVO PRA QUEM FICOU OU ESTÁ EM SAMPALÂNDIA!

Yep, não é porque estamos no Centro Oeste que não estamos de olho no que rola em Sampa neste finde. E pra quem ficou ou está na capital paulista, a melhor parada mesmo é ir se acabar na festona da primeira edição da S.Ex=Sub Expressions. Produzido pelo agitador cultural Tiago Bolzan e pela equipe da Provis Propaganda Visual a festa pretende ser um mix de atividades culturais e performáticas intensas com shows ao vivo, encenações teatrais, exposições visuais e corporais e muito mais. Vai haver gigs bacanudas dos grupos Moxine, Comma e Punkake, vai ter a primeira mostra individual da grafiteira Magrela, vai ter performance ultra erótica da nossa deusa e musa indie oficial Julieta DeLarge (uhú) e os caralho, sendo que todas as infos sobre a S.Ex estão aqui: https://www.facebook.com/events/190561451132793/?source=1. E o melhor da parada: começa cedo (cinco da tarde) e é de GRAÇA. Programa melhor pra HOJE, impossível! Vai lá (na Praça Vicente Rodrigues, 47, Butantã, zona oeste de Sampa) que ainda dá tempo de pegar shows bacanas e performances idem.

 

 

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PONTO FINAL NESTE POSTÃO ZAPPER

Já é praticamente quarta-feira, meião da semana, e é melhor fecharmos o post aqui mesmo. Foram dias corridos desde a volta de Goiânia, o tratamento contra o monstrinho tumoroso que está na garganta fináttica avança furiosamente e isso – vamos assumir – tem tirado um pouco o ânimo do zapper para ele desempenhar suas funções jornalísticas.

 

Assim, ficamos por aqui. Mas nessa sexta vem postão novo, pode esperar. Falando enfim do novo discão do Brendan Benson (talvez o último grande lançamento deste já final 2013), trazendo cobertura bacaníssima (com notas absurdas de bastidores) do festival Goiânia Noise e mais um monte de paradas aê, okays?

 

Nos vemos no finde então novamente por aqui. Até lá!

 

 

(enviado, ampliado, atualizado e finalizado por Finatti, em 10/12/2013, às 23:51hs.)

Mesmo não sendo uma obra-prima (afinal, elas inexistem no rock atual) “AM”, o novo do Arctic Monkeys, atropela e chega dominando a semana no mondo rocker; mais: com estrutura invejável de som e luz, programação extensa (e intensa) e grandes shows, a edição 2013 do festival Porão Do Rock (que rolou no último finde em Brasília) escancarou como nunca o abismo estético e musical que separa o grande rock brasileiro dos anos 80’ e 90’ da medonha atual geração de bandas independentes nacionais; e mais isso e aquilo tudo no blogão sempre campeão em cultura pop e rock alternativo, uia! (postão mega completão, com ampliação e finalização em 10/9/2013)

O melhor do novo rock planetário, aqui e lá fora, mostra ainda felizmente as suas armas: o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) agita o mondo rock com o lançamento do seu novo álbum, que poderá se tornar um clássico dos anos 2000’ daqui a alguns anos; já no Brasil a delicinha Gaivota Naves (abaixo) brilha cantando à frente da banda Rios Voadores, uma das boas revelações da novíssima safra indie nacional (fotos Porão Do Rock: equipe do festival e Patrícia Laroca)

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Mas olha só que LINDEZA! Pintou vídeo do show intimista (e fodão) do deus Mark Lanegan no festival Porão Do Rock, que rolou semana passada em Brasília.

Quem viu (como Zap’n’roll, que estava lá), viu. Quem não viu…

 

 

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Por que o inverno não continua?

Para Zap’n’roll, a estação fria seria eterna no Brasil, no mundo, no Universo. Afinal o sabadão (dia em que este novo post está sendo finalmente publicado), segundo a previsão, vai ser de sol e tempo aberto, em oposição a uma semana que foi deliciosamente nublada e medianamente fria. Uma semana em que o lançamento do novo disco do quarteto inglês Arctic Monkeys dominou o noticiário planetário de rock alternativo e de cultura pop – e que, por isso mesmo, é o tópico musical principal do blogão zapper de hoje. Mas enfim, foi uma semana também em que o autor destas linhas online se viu extenuado mental e fisicamente por conta de dois dias seguidos de looooongas sessões de consultas e exames no prédio do Icesp (Instituto do Câncer do Estado De São Paulo). E saindo de lá sempre no horário de pico do rush (com ruas congestionadas, metrô e busos entupidos de gente, ambulâncias com sirenes estridentes querendo abrir caminho à força em meio ao trânsito paulistano ultra caótico, espera interminável num ponto por um ônibus que passasse, parasse e onde se CONSEGUISSE entrar e etc, etc, etc.) o zapper já com o peso da idade avançando nas costas se deu conta mesmo de que ele quer sumir de Sampalândia em 2014. Vencida a batalha contra o monstrinho em forma de tumor na garganta (e ela será vencida, se o Grande lá em cima ajudar), o blog vai mesmo se mudar para as frias e acolhedoras montanhas de Minas, mais especificamente em São Thomé Das Letras (onde inclusive reside a lenda Johnny Hansen, o homem por trás do célebre combo eletrônico Harry). Muita gente diz que o blogger eternamente agitado e loker não vai aguentar dois meses o bucolismo da pacata e minúscula cidadezinha encravada no sul do Estado de Minas Gerais. Pode ser. Mas a tentativa será feita, com certeza. Afinal, nesses tempos de web tudo o que é feito aqui em Sampa pode ser feito lá também – o jornalista que escreve semanalmente este blog produz quase a totalidade de seu trabalho em sua própria casa, saindo quando necessário para fazer entrevistas, acompanhar shows ou cobrir festivais (como foi o caso no finde passado, quando fomos até Brasília acompanhar de perto o gigantesco e ótimo Porão Do Rock). E de mais a mais Thomelândia não fic em nenhum fim-de-mundo: a apenas quatro horas e meia de ônibus de São Paulo, irá permitir que o zapper sempre fã de uma viagem possa vir até aqui sempre que necessário for. Enfim, para tudo há um jeito nessa nossa existência terrena. Até para um turmo maligno na garganta. Talvez só não haja mais jeito para o eterno calor que reina nesse país tropical miserável. E nem para o inferno urbano que só tende a piorar mais e a mais a qualidade de vida de quem habita uma metrópole como São Paulo. Isso aê: sabadão, bem-vindos a mais um postão zapper.

 

 

*Entonces, postão em pleno sabadón no ar. E com notas iniciais escritas a toque de caixa, meeeeesmo. Afinal daqui a pouco o blog se manda para o mega festão “Segundo Independência & Rock”, no Simplão Rock Bar, lá no meio do mato (na Mata Atlântica), em Paranapiacaba. Vai ter gigs bacanudas dos Seres Errantes (alô Rodriguinho dear, nos vemos daqui a pouco!), do Churrasco Elétrico, do Cosmo Shock e mais bandas, além de super dj set do blog. Vai perder? Corre que ainda dá tempo tranquilo de ir pra lá, sendo que todas as infos do festão estão aqui: https://www.facebook.com/events/150834428448308/?fref=ts.

 

*E a partir da semana que vem vamos ver como ficam as atualizações do blog, afinal a radio therapy fináttica vai começar – falando nisso, o blog vai insistir: bandas que QUEIRAM ANUNCIAR BANNERS aqui são bem-vindas pois setembro e outubro serão meses cruéis em termos de gastos financeiros pro bolso zapper, apesar de seu tratamento contra o tumor estar sendo feito pelo Sus. Então faça como estão fazendo Churrasco Elétrico e Madsneaks: anuncie sua banda também no blog que tem setenta mil acessos mensais, cerca de cento e cinquenta recomendações em redes sociais a cada post e sempre mais de dez comentários também em cada post. O preço é uma merreca e a grana que entrar será por uma causa mui nobre, pode ter certeza disso.

 

*E feriado da Independência rolando pelo Brasilzão afora. Pau comendo no Rio, em Maceió e em outras capitais durante os desfiles. Manifestantes presos no Rio (onde uma garota foi ferida na cabeça por golpes de cassetete dados por um policial). Hey, alguém poderia avisar ao (des) governo de que estamos numa DEMOCRACIA (onde manifestações populares são permitidas), e não no Irã?

 A melhor imagem que fica dos protestos que rolaram pelo país no último 7 de setembro: a PM mandando ver na repressão, e distribuindo à farta gás de pimenta na cara dos manifestantes; democracia é isso, Dil-má??? (foto: Folha online)

 

 

* De qualquer forma, a insatisfação popular contra o governo Dil-má e contra Governadores de merda e tiranos como Sérgio Cabral e Geraldinho “O bosta” Alckmin também não pode ser pretexto para o velho baiano Caetano Veloso ir visitar a sede da Mídia Ninja, no Rio, e declarar seu apoio ao coletivo jornalístico BANCADO pela máfia bandida do Fora do Eixo. O blog sinceramente acha que mano Caê está ficando… gagá, simples.

 

 

*Falando em Fora do Eixo, num furo de reportagem estas linhas rockers lokers acabam de descobrir que a Rede Globo vai produzir uma nova versão da novela “O Astro”. O terceiro remake da história clássica escrita por Janet Clair agora vai se chamar “O Lastro (do pilantra)” e terá como personagem principal essa ilustre figura aí embaixo, de lábios fartos, uia!

 

 

* Que semana! Em apenas sete dias foram criados o “dia do irmão” e “dia do sexo”. Fala sério… trepar deve (ou deveria) ser uma atividade humana pra se fazer TODOS OS DIAS, não? De qualquer forma, pra quem quiser dar uma “rapidinha” e não tem como ou onde surgiu a solução, como vocês podem ver aí embaixo, hihi:

 

* Indo pro rock’n’roll: em entrevista à Rolling Stone americana nesta semana o guitarrista dos Strokes, Albert Hammond Jr., admitiu que enfiou o pé na lama em drugs sem dó nos últimos dez anos. “Cocaína, heroína, eu aspirava de tudo, às vezes até vinte vezes por dia”, disse o músico à revista. Ah, la dolce vitta dos rockstars junkies, rsrs.

 

 

* E não é preciso ser nenhum gênio pra entender porque a música brasileira está FALIDA (artisticamente falando) e descendo sem dó e sem freio a ladeira. Basta ver os vencedores do Prêmio Multishow 2013, que foram anunciados na última quarta-feira. A funkeira Anitta (melhor clip), Ivete Sangalo, Luan Santana, Thiaguinho, todos eles venceram em alguma categoria. Pobre música brasileira…

 Ela é um XOXOTAÇO (alguém duvida que daqui a pouco estará pelada nas páginas da Playboy?), mas cantar que é bom… basta olhar o set list (abaixo) de um show da moçoila, que ela fez recentemente em Manaus. Que repertório variadíssimo, néan?

 

* Pois é. Sorte dos ingleses, que ainda tem uma banda como o Arctic Monkeys por lá. E que abalou o mondo rocker esta semana com o lançamento do seu novo álbum, sendo que é dele mesmo que falamos aí embaixo.

 

 

O ARCTIC MONKEYS CONTINUA MUITO RELEVANTE, FELIZMENTE – E PRO BEM DO FLÁCIDO ROCK’N’ROLL ATUAL

“AM”, o quinto álbum de estúdio do quarteto inglês Arctic Monkeys, que saiu oficialmente ONTEM na Inglaterra (já havia vazado na web desde o começo desta semana que hoje chega ao fim) e será lançado no resto do mundo (Brasil incluso) na próxima segunda-feira, atropelou o mondo rocker planetário nos últimos dias, em todos os sentidos e mídias possíveis. O semanário inglês New Musical Express, não contente em colocar a banda pela enésima vez em sua capa, ainda deu nota dez (vamos repetir: dez!) em sua resenha do disco – pense: quando foi a última vez que você viu a NME dando nota dez pra algum disco? Pois é. E isso em um texto que é finalizado mais ou menos assim: “O quinto álbum da banda é um triunfo do início ao fim. E a melhor parte: eles estão apenas começando!”.

 

Wow. Puro exagero retórico de jornalista musical inglês empolgado no último, ou realmente o novo trabalho dos Macaquinhos é tudo isso? Há vários fatores a se considerar aí, antes de se chegar a uma conclusão sobre o cd. E o primeiro deles é que o grupo já leva grande vantagem sobre a concorrência pelo simples fato de estar na ativa há mais de uma década (eles surgiram em Sheffield, em 2002), período em que lançou cinco discos, três deles (incluso aí o que acaba de ser lançado) realmente muito bons e muito acima da média do que se ouve no atual paupérrimo (de idéias, qualidade, de música, de letra) rock mundial. Não é pouco nesses tempos de internet e música total descartável, onde zilhões de bandas surgem da noite pro dia, estouram um hit e desaparecem logo em seguida, num piscar de olhos, pra logo serem substituídas por um hype mais interessante. O mondo pop/rock, nesse sentido, anda muito cruel. E não há indícios de que esse panorama vá mudar nos próximos meses ou anos.

 

Desta forma, o Arctic Monkeys talvez seja A GRANDE BANDA do rock inglês atual. O novo trabalho estava sendo aguardado com expectativa absoluta e várias das músicas do álbum já estavam sendo tocadas em shows ou sendo disponibilizadas para audição na web. Pelo que se ouvia, dava pra perceber que a banda iria continuar na pegada implementada nos dois últimos trabalhos de estúdio, os fodásticos “Humbug” (de 2009) e “Suck It And See” (editado em 2011). Por isso entenda-se: músicas muito mais buriladas, algo desaceleradas (mas ainda assim mantendo guitarras nervosas e melodias densas) e tudo muito distante dos dois primeiros álbuns do conjunto, justamente a fase em que estas linhas online detestam o AM – não é segredo pra ninguém que o blogger zapper não suportava (e ainda não suporta) aquela urgência punk algo fake mostrada pelo quarteto em “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (de 2006) e em “Favourite Worst Nightmare” (lançado no ano seguinte), justamente os dois cds que fizeram os Macaquinhos estourarem na Inglaterra. Foi preciso que o blog visse a banda ao vivo pela primeira vez (no já distante Tim Festival de 2007, em Sampa) e chapasse com o poder de fogo dos moleques pra cair de amores por ela.

 O novo álbum do Arctic Monkeys (acima) e os garotos da banda na capa do semanário inglês New Musical Express (abaixo), que deu nota 10 para o disco

 

Não é segredo também pra ninguém que a grande virada na trajetória do grupo se deu em “Humbug” (justamente quando estas linhas virtuais passaram a AMAR o conjunto). Pode-se falar em “maturidade” musical (essa palavra que pode significar um monstro tenebroso e horrendo para o rock, dependendo de alguns casos), em descoberta de novos horizontes, ambientes e possibilidades sonoras. Mas o fato é que o vocalista, letrista e guitarrista Alex Turner (o líder do AM e seu principal compositor) deu mais estofo ao som produzido pela AM quando começou a “frequentar” a cia do gênio Josh Homme (aquele mesmo, rsrs) que, de resto, também participa do novo disco dos ingleses. Vai daí que “AM”, o disco, não difere muito dos dois trabalhos anteriores da banda. Pelo contrário, talvez ele esteja um passo atrás em relação a eles, na questão da qualidade alcançada nas composições. É um disco que abre forte com a bateria algo marcial e as guitarras densas de “Do I Wanna Know” e que segue na mesma intensidade na já bem conhecida “R U Mine” (que foi o primeiro single de trabalho do cd). E essa intensidade melódica, com guitarras sempre em primeiro plano, é curiosamente colocada em canções lentas, em total oposição ao que o grupo fazia no início da sua trajetória. Isso produz um efeito realmente devastador e o ouvinte consegue enxergar (ou ouvir) referências antes inimagináveis no som dos Macacos – como achar que há algo de glitter e Marc Bolan, por exemplo, nas ótimas “Arabella” e “I Want It All” (principalmente nesta).

 

Yep, há a tradicional dose de “baladas” (ou “canções de amor”) no álbum. Aqui, representadas por
“No.1 Party Anthem” e “Mad Sounds”. A primeira perde em qualidade e intensidade se comparada, por exemplo, à lindíssima “Cornerstone” (do disco “Humbug”). Em compensação a segunda é quase uma ode ao rock sessentista, muito por conta das intervenções de timbres de órgãos vintage na melodia algo tristonha e muito bonita. Fora isso, já se comentou até que há influências de hip hop (?) no trabalho, talvez por causa da melodia mezzo “melody” e dos backing vocals soul contidos em “Knee Socks”, uma faixa que de fato destoa de tudo que o AM gravou até hoje.

 

Ao final da audição, chega-se à conclusão de que talvez a NME tenha exagerado realmente ao dar nota dez para o álbum. O que também não significa que o Arctic Monkeys tenha declinado em seu novo disco. Claro, manter o nível (ou até superá-lo) conseguido nos dois últimos cds seria mesmo uma tarefa hercúlea. Mas o conjunto ainda se saiu muito bem neste “AM”, principalmente se levarmos em conta que o rock’n’roll atual caminha inefavelmente para um enooooorme buraco negro, onde não existe nem em sonho a chama da genialidade que impulsionou o gênero durante quase seis décadas. Resta saber como a banda de Alex Turner e este “AM” serão lembrados daqui a, digamos, dez anos. Estudiosos do rock’n’roll e da obra dos Rolling Stones, por exemplo, não consideram “Exile On Main Street” o melhor registro de estúdio de Jagger e cia. Mas ele é o disco PREFERIDO das Pedras Rolantes destas linhas bloggers rockers. Pode ser que “AM” venha a se tornar para os Macacos do Ártico o mesmo que “London Calling” se tornou para a discografia do Clash, depois de alguns anos: um disco clássico, gigante. Vai saber…

 

 

O TRACK LIST DE “AM”. O DISCO

1.”Do I Wanna Know?”

2.”R U Mine?”

3.”One for the Road”

4.”Arabella”

5.”I Want It All”

6.”No.1 Party Anthem”

7.”Mad Sounds”

8.”Fireside”

9.”Why’d You Only Call Me When You’re High?”

10.”Snap Out of It”

11.”Knee Socks”

12.”I Wanna Be Yours”

 

 

E OS MACAQUINHOS AÍ EMBAIXO

Nos vídeos dos singles retirados até agora de “AM”: “R U Mine” e “
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”

 

 

 

PORÃO DO ROCK 2013 – FESTIVAL FODÃO MAS QUE MOSTROU O ABISMO QUE EXISTE ENTRE O GRANDE ROCK BR DOS 80’ E A ATUAL RAQUÍTICA GERAÇÃO DE BANDAS INDIES

Foi um final de semana total rock’n’roll na capital nacional do Poder mas também da corrupção, da bandidagem desenfreada e sem fim, e na cara larga – ou alguém aí ainda duvida que estão em Brasília os maiores bandidos deste país? Mas foi lá mesmo que aconteceu nos últimos dias 30 e 31 de agosto e pelo décimo quinto ano consecutivo, mais uma edição do já tradicionalíssimo festival Porão Do Rock. E como sempre ele rolou no estacionamento do estádio Mané Garrincha, que recebeu um total de quarenta e cinco mil pessoas para acompanhar as duas tardes/noites dedicadas à maratona de shows.

 

E que maratona! Divididas por três palcos (sendo dois principais e um terceiro mais alternativo, dedicado às atrações mais pesadas e porradas do line up) trinta e oito bandas disputaram a atenção da garotada que invadiu o estacionamento do Mané Garrincha. Óbvio, a reportagem do blog Zap’n’roll e do portal Dynamite online procurou se deter nas atrações mais destacadas, visto que (comprova a nossa experiência de anos de cobertura nesse tipo de evento) é humanamente impossível acompanhar todos os shows, do primeiro ao último set. E nem é esse o caso também ou o objetivo da cobertura de um festival gigante como o PDR, que mostrou solidez nos quesitos estruturais (som, luz, acomodação do público, alimentação e banheiros para o mesmo) e revelou definitivamente, na parte estética e musical, que há hoje um ABISMO gigantesco e intransponível entre o grande e clássico rock’n’roll que moldou a produção da geração brasileira dos anos 80’ e 90’, e a atual raquítica (na questão musical e textual) leva de novas bandas da safra independente nacional – visto que o mainstram definitivamente desapareceu do mercadão musical, ao menos quando se fala em grupos de rock.

 

Há exceções nessa regra ou enunciado, claro. Mas elas se mostam cada vez mais rarefeitas quando garimpadas em um festival onde se apresentaram quase quarenta bandas. Tome-se como exemplo desse abismo ideológico, musical e estético que separa duas gerações do rock nacional as apresentações dos grupos Capital Inicial e Matanza, ambas ocorridas na sexta-feira, primeira noite do evento. Você pode DETESTAR o Capital Inicial mas o que se viu em um dos dois palcos principais foi um autêntico tsunami musical comandado pelo vocalista Dinho Ouro Preto, ainda em grande forma aos quase cinquenta anos de idade. Este jornalista, que não via um show de grandes proporções da banda há mais de uma década, ficou realmente impressionado: o CI hoje está mais centrado nas guitarras (tanto que são duas ao vivo) e sabe equilibrar muito bem seu repertório mais pop e recente com os clássicos que celebrizaram o grupo. Não à toa Dinho imprimiu um viés fortemente político ao show: convocou a garotada a votar nulo, mandou o deputado federal Natan Donadon (condenado à prisão pelo STF mas que escapou de perder seu mandato graças à “ajuda” dos colegas, em votação secreta  no Congresso Nacional) se foder e centrou fogo em canções que, passados trinta anos de sua criação, não perderam seu poder de reflexão e contestação política e social – caso das sensacionais “Fátima”, “Veraneio Vascaína”, “Música Urbana” e “Independência”. Claro, também houve espaço para hits mais leves e recentes como “Natasha” e houve até o resgate da hoje clássica “Psicopata”, aquela do primeiro disco lançado pelo Capital (em 1986!) e em que Dinho canta “sempre assisto a Rede Globo com uma arma na mão!”. Melhor impossível e a garotada presente à gig respondeu à performance do grupo com entusiasmo absoluto, cantando boa parte das músicas a plenos pulmões.

 

No outro extremo do abismo ideológico e musical estava o sempre detestável Matanza. Fechando a primeira noite do Porão, o grupo carioca comandado pela algo grotesca figura do vocalista Jimmy mostrou o oposto do que se viu na apresentação do Capital Inicial: um rock burro, sexista, machista e completamente vazio de proposta estética ou ideológica. Pesado, é verdade. E que curiosamente também levantou a mesma molecada que instantes antes havia pulado no show de Dinho e cia. Mas repetindo sempre os mesmos bordões e clichês: “hoje vamos deixar os problemas lá fora e se divertir. Puta que pariu Porão!”, berrou Jimmy no início da apresentação, na sua costumeira evocação para promover um show/diversão que é puro escapismo e alienação mental. Não dá, sorry.

Os protagonistas de quatro ótimos momentos do festival Porão Do Rock, que agitou Brasília no último finde: Capital Inicial e Alf (acima) e Mark Lanegan e Lobão (abaixo)

 

Entre um extremo e outro foram desfilando dezenas de bandas menores e desconhecidas, além de atrações internacionais de peso, literalmente: o Soulfly, de Max Cavalera, confirmou pela enésima vez que é uma das formações mais instigantes e modernas de um gênero musical obtuso e eternamente estagnado, o heavy metal; Suicidal Tendencies também levantou o povaréu no palco mais alternativo (no outro lado do estacionamento), obrigando inclusive Lobão a atrasar o início de seu show; o deus Mark Lanegan fez um set intimista e belíssimo (acompanhado apenas de guitarra e violão), repassando sua trajetória solo e algo do grande Screaming Trees (já no final da apresentação) mas, como bem frisou um colega zapper, “show errado, no lugar errado e pro público errado”. O já veterano Leela se mostrou bom de palco como sempre, mas se apresentou pela primeira vez sem uma bateria humana, o que causou estranhamento; o já quase veterano Alf (um dos curadores do evento e que brilhou nos anos 90’ no grupo Rumbora, sendo que ele se apresenta neste sábado em Sampa, no tradicional Hangar 110) se mostrou revigorado e deverá lançar um bom disco solo logo menos, a julgar pelo material apresentado no Porão. Já os Devotos, de Pernambuco (olha a geração 80’/90’ novamente mostrando ainda a sua força) e comandada pelo já célebre baixista e vocalista Canibbal, mostrou que o rock precisa mesmo ter estofo político e social em suas letras e músicas. Das boas surpresas da novíssima safra brazuca talvez duas se destaquem de verdade em meio a uma multidão de músicos anônimos e que continuam não tendo muito a mostrar ou a cantar: Os Selvagens A Procura De Lei (também de Pernambuco) têm bom repertório, canções afiadas, boas melodias e bons vocais. E a brasiliense Rios Voadores… pelamor, onde estão os produtores desse país? (alô Glauber Amaral e Luiz Calanca, olho vivo nessa banda sensacional!) Com uma vocalista que parece uma bonequinha de porcelana de 1,50m de altura (mas com postura gigante na performance de palco), a fofíssima e lindinha Gaivota Naves, e um musculoso e dançante núcleo musical que funde Mutantes, psicodelia e anos 60’ num bailão mega dançante com boas letras em português, a Rios Voadores talvez seja a salvação da lavoura da combalida indie generation rock brasileira dos anos 2000’. Sério.

 

E sim, ainda teve Paralamas (a reportagem não assistiu ao set, mas recebeu infos de que foi o momento mais emocionante de todo o festival) e Lobão, encerrando tudo já na madrugada de domingo, às três da manhã. O Grande Lobo é o que se sabe por quem o conhece pessoalmente e conviveu com ele durante algum tempo (como este jornalista): como pessoa, um mau caráter de primeira linha. Mas como artista continua com show poderoso, algo político (tanto que ele ofereceu uma das músicas ao cappo do Coletivo Fora Do Eixo, dom Pablo Capilantra, ops, Capilé) e com ótimo repertório, centrado principalmente na força de clássicos como “Radio Blá”,”Vida Bandida”, “Canos silenciosos” (a letra dessa música continua mais atual do que nunca), “Me Chama”, “Mal Nenhum”, “Decadence Avec Elegance” (sempre atual, sempre dançante), “Ronaldo Foi Pra Guerra”, “A Vida é Doce” (uma das letras mais intensas e cruéis escritas por ele na virada dos anos 2000’) e “Corações Psicodélicos”, que fechou o set. No frigir das guitarras tanto Lobão como Paralamas só ratificam a teste desenvolvida nessa resenha (e corroborada, incrivelmente, pelo FIASCO que foi a entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira 2013, que rolou anteontem no Rio De Janeiro): a de que um abismo intransponível se abriu entre a música em geral (e o rock em particular) que já se fez neste país, nos anos 80’ e 90’, e a geração atual, onde bandas de rock se mostram totalmente ocas em termos qualitativos e onde o funk pasteurizado de Anitta e Naldo, o breganojo e o axé sem cérebro dominam o que resta do mercadão musical nacional. Ou seja: a música brasileira desce a ladeira sem freio e sem dó.

 

Que a edição 2014 do Porão Do Rock seja tão bacana quanto a deste ano e que – este é o desejo sincero deste blog – revele muitos novos nomes bacanas como a brasiliense Rios Voadores. Quem sabe o rock BR dá novamente a volta por cima e volta a empolgar uma multidão de garotos e garotas, com ótimas músicas e ótimas letras. É isso aí.

 

* O repórter Humberto Finatti viajou a Brasília a convite da produção do festival Porão Do Rock.

 

 

NOS BASTIDORES DO PORÃO, HIHIHI

* Viajar para cobrir festivais de rock é sempre divertido, não há dúvida. Ainda mais quando você é um jornalista bem conhecido no meio (caso do autor deste blog) e, em função disso, vai A CONVITE da produção do evento – leia-se: com passagens de busão aéreo e hospedagem pagas pela produção. Assim estas linhas online ficaram hospedadas no luxuoso hotel Mercure (região dos hotéis do plano central da capital do país), cuja diária de um quarto igual ao que o blog ficou hospedado gira em torno de trezentos reais. Uia!

 

* Fora que é a oportunidade pra reencontrar amigos músicos e jornalistas. Por exemplo: já na chegada ao aeroporto de Brasília (na sexta-feira à tarde), o blog se encontrou com o pessoal do Leela. Que reclamou com o sujeito aqui: “Poxa, vocês nem pra nos convidar pra entrega do Prêmio Dynamite deste ano! Magoou, snif…”. Com a palavra sobre isso, nosso querido “pai” e eterno “editador” André Pomba, hihi.

 Na chegada em Brasília: encontro já no aeroporto com os queridos amigos do Leela

 

* Um festival como o Porão Do Rock também lhe dá a chance de assistir shows que, por um motivo ou outro, você incrivelmente perdeu quando eles aconteceram na cidade em que você mora. Foi o caso do deus Mark Lanegan, que já passou por duas vezes em São Paulo, e o blog não foi em nenhuma das duas. Pois então: conseguiu finalmente assistir à performance do homem lá em Brasília.

 

* Aliás Mark foi eleito o rockstar mala e esnobe do festival. Minutos antes de o cantor fazer seu set, foi convocada uma entrevista coletiva com ele na sala de imprensa, que ficava no backstage do palco principal. Para participar da entrevista a equipe do cantor exigiu uma lista com o nome de todos os profissionais e veículos que queriam fazer perguntas. A assessoria de imprensa do evento (muito bem conduzida pela equipe do queridón Marcos Pinheiro) providenciou a tal lista. Quando estava tudo pronto pra começar a coletiva, mr. Lanegan mandou cancelar a mesma, uia! Anyway, pitis de rockstars, hihi.

 

 

* Já Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, foi a simpatia em pessoa. Falou por um tempão com a jornalistada e ainda posou para fotos com boa parte deles – inclusive o autor destas linhas frequentadoras de bastidores (opa!), velho amigo do cantor.

 Velhos homens do rock”n’roll: o blogger loker e Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial

 

* Quem também ganhou o troféu “rockstar simpatia” foi Max Cavalera. Contrastando com o visual agressivo sempre exibido no palco, o vocalista do Soulfly distribuiu simpatia no lobby do hotel Mercure, dando autógrafos e posando para fotos com quem lhe pedisse isso.

 O blog ao lado do velho chapa (e com quem não se encontrava pessoalmente há mais de uma década) Max Cavalera: ele ainda é um ícone do metal mundial

 

 

* E o Porão foi um festival… família, rsrs. Yep, havia o indisfarçável odor de marijuana no ar, em alguns momentos. Mas se havia dorgas pesadas por ali, Zap’n’roll passou longe delas, rsrs.

 

* E desta vez o blog TINHA QUE SE COMPORTAR no evento. Afinal o zapper historicamente conhecido pelos seus atos de loucura e vandalismo na cobertura de festivais pelo Brasil afora só foi ao Porão 2013 após pressão e duras negociações da assessoria de imprensa do evento junto ao diretor artístico Alf (que também tocou no festival). Havia uma ala da produção que não queria o autor deste blog por lá e por um motivo, hã, bastante plausível: na última vez em que havia ido ao Porão o blogger maloker literalmente APRONTOU por lá. Discutiu com uma das produtoras, foi no camarim da turma do Barão Vermelho (que é amiga do jornalista aqui) sem permissão e – a cereja no bolo – após correr como um louco atrá de um pouco de cocaine (em Brasília o pó é ruim, caro, pouco e difícil de ser encontrado, a não ser pros figurões da política, claaaaaro), descolou uma petequinha suada que, na época, custou vinte mangos ao jornalista. E quando ele resolveu aspirar a dita cuja viu que perto dele estava ninguém menos do que Marcos Brachatto, ops, Bragatto, o carioca que é um dos jornalistas musicais mais malas do Brasil. Não deu outra: Zap’n’roll esticou a peteca INTEIRA em cima de um cd, cutucou Brachatto pelas costas e quando o metaleiro travestido de jornalista se virou pra ver o que era, o blogger abusado lhe disse: “essa é em sua homenagem!”. E mandou a taturana napa adentro, hihihi. Brachatto, putíssimo e escandalizado, foi imediatamente reclamar da atitude do jornalista doidón com a produção do Porão. Enfim, isso custou ao blog a NÃO ida ao festival durante um bom par de anos, rsrs.

 

* De modos que desta vez tudo foi muuuuuito diferente. O zapper, já tiozão, mais calmo, mais sábio e com um tumorzinho querendo fodê-lo na garganta, ficou só no whisky mesmo nas duas noites de festival – muito diferente do que ele aprontou em abril passado em Manaus, quando foi lá cobrir o Hey Yo Music Fest,  e cuja aventura digna dos momentos mais alucicrazies de um Hunter Thompson, foi narrada aqui mesmo nestas linhas online, em post publicado naquela época. Em Brasília, Zap’n’roll estava total no estilo “Finattinho Paz & Amor”, hehehe.

 

* Quem ficou bastante alucicrazy na primeira noite foi o também músico, velho chapa zapper e dublê de jornalista (estava fazendo um diário de bordo do festival para a edição online da bacana revista Noize) Carlinhos Carneiro – mais conhecido nos meandros do rock nacional como vocalista da sempre bacana Bidê Ou Balde. Carlinhos tomou todas na primeira noite e ficou fora de combate na segunda, desfilando com uma prosaica garrafinha de… água mineral.

 Dupla rock’n’roll do barulho, aprontando todas no backstage do Porão Do Rock: Zap’n’roll e o músico Carlinhos Carneiro, vocal da banda gaúcha Bidê ou Balde

 

* Enfim foi tudo lindo, tudo ótimo: grandes shows, novas amizades etc. O único SENÃO da parada toda foi o ARGENTINO velhusco e total mala com o qual estas linhas online tiveram que dividir seu quarto. O sacripanta estava cobrindo o Porão para a edição argentina da revista Rolling Stone. Era um careca e grisalho realmente intrujão e desagradável. Já estava enchendo o saco do blog desde a primeira noite. E na madrugada seguinte, após o final do evento e quando o zapper entabulou uma paquera com uma lindaça rocker da cidade (o papo começou durante o show de Mark Lanegan e evoluiu para beijos quentes de línguadurante o set do Lobão) e levou-a para o hotel cheio de más intenções, quem dá uma mega “tesourada” na provável foda zapper? O “amigo” portenho, claaaaaro, que estava acordado e de cueca no quarto, assistindo tv. Por pouco o jornalista loki paulistano (e já quase enfurecido a essa altura) não cometeu um crime, já que pensou em atirar o mala pela janela – o quarto era no décimo andar, a morte seria certa, hihihihihi. Enfim, agora estas linhas virtuais podem dizer que têm MESMO motivos para DETESTAR argentinos, rsrs.

 

 

*Domingão, final do dia, hora de voltar pra Sampa. Novamente no aeroporto internacional de Brasília, desta vez o blog é parado por um sujeito grandalhão e boa praça, que chega até o jornalista e diz: “Finatti, você não me conhece mas eu leio seu blog e sou seu fã. Posso tirar uma foto junto com você?”. Claro que podia, oxe. O cara se chama Tony Lopes, estava acompanhado da esposa e tinha vindo de Salvador, na Bahia, pra assistir aos shows do Porão Do Rock. Foto tirada, um novo amigo conquistado (é, o sujeito aqui está ficando… famoso, ahahaha), Tony se despede com um pedido: “Não adoce sua língua na Zap. A mantenha como ela é”. Podexá, mano! Em respeito a você e a todos os leitores que acompanham essa bodega há uma década, a linha afiada será mantida, sempre!

 

* Zap’n’roll agradece de coração toda a equipe do Porão Do Rock (Marcos Pinheiro, Gustavo, Alf, Nalva, Cristiano Bastos etc.) pela acolhida calorosa com que fomos recebidos em Brasília. É isso aí: nos vemos novamente em 2014!

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: o novo do Arctic Monkeys e “Sábado”, segundo álbum do cantor, compositor e letrista carioca Cícero, de quem o blog fala melhor e muito mais no postão desta semana que ainda vai entrar no ar, até a próxima sexta-feira. O moleque é da MPB (e não do rock), da nova música brasileira que vale realmente a pena e estas linhas bloggers poppers acham difícil que saia algum disco melhor do que o dele no gênero, ainda este ano. Mas falamos mais sobre isso na próxima Zap, guentaê.

 

* Blog: um pouco de boa poesia, elegância e belas imagens femininas é o que você vai encontrar em “A arte do fracasso”, blog escrito pelo bom baiano rocker Tony Lopes, e que pode ser acessado aqui: http://aartedofracasso.blogspot.com.br/. Vai lá e boa leitura!

 

* Baladinhas: vai ter novo post ainda esta semana, já com o roteiro alternartivo alucicrazy pro finde, uia. Mas até lá fikadika: tem SHOWZAÇO imperdível do combo sessentista Churrasco Elétrico nesta quinta-feira lá na Livraria Da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana). Sério, foi o MELHOR show que estas linhas zappers viram no último finde lá no palco do Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba – aliás um festaço que será melhor comentado também em nosso próximo post. Então, se liga que vale a pena a ida até a Barra Funda pra ver os moleques.

 

 

BAUZINHO DE MIMOS

Entonces, ninguém mais liga pro velho cd, néan. Será mesmo? Bien, vamos fazer um teste pra ver se isso é verdade. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que resolvemos colocar em disputa:

 

* Um kit belezura do festival Porão Do Rock 2013. Ele vem com uma mochila bacanuda do evento e, dentro dela, o recheio (rsrs): boné, camiseta e vários cds de algumas das bandas indies que tocaram no evento em Brasília. Tá dentro? Então manda seu recado e boa sorte!

 

* Ah sim, também tem UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, dia 14 de dezembro. É isso aí.

 

 

FIM DE FESTA

Por enquanto, apenas. Nesta sexta-feira (13, brrrrr…) estaremos novamente por aqui. Zap’n’roll se vai deixando um beijaço pra linda Carolina Gasi, que de repente poderá ser a próxima musa indie destas linhas online sempre recheadas de garotas tesudas, hehehe. Aguardem!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 10/9/2013, às 23hs.)

EXTRA MEGA BOMBÁSTICO!!! Em mais um post construído através de um super trabalho de jornalismo investigativo, o blogão zapper REVELA EM PRIMEIRA MÃO a mais nova PATIFARIA envolvendo a ultra mafiosa ong Fora do Eixo/SP; mais: a insuportável arrogância de artistas pequenos (no caráter e na qualidade de sua obra) e que lançam discos péssimos e NÃO aceitam quando são criticados, mostra que a indie rock scene nacional continua mais imbecil, prepotente e burra do que nunca; a programação do super festival indie Porão do Rock; e novas fotos DELICIOUS de uma musa indie ultra XOXOTUDA e que deu o que falar quando apareceu aqui pela primeira vez (postaço completo! com promo de ingressos e livros do Slayer e do Nick Hornby, uhú!!!) (versão final em 3/08/2013)

Dois exemplos, um ótimo e outro péssimo e terrível: enquanto em Brasília o gigante festival Porão do Rock chega aos quinze anos de existência, se mantendo ainda algo independente e trazendo atrações de peso pra galera rocker, como a LENDA indie americana Mark Lanegan (acima; o homem que já cantou à frente dos Screaming Trees e vive participando de discos do Queens Of The Stone Age) ou seja, fazendo ÓTIMO uso da verba que arrecada pra produzir o evento, em São Paulo a lamentável e hoje ultra escroque e mafiosa Ong Fora do Eixo, presidida pelo cappo Pablo Capilé (abaixo, ao lado de outro bandido condenado pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado petista José Dirceu), se apropria até de uma tragédia social (um incêndio em uma favela paulistana) para obter grana e “colar” seu nome em atividades culturais que ela NÃO realizou. São os dois lados opostos e extremos (o moral e o total imoral) de uma mesma cena independente: a brasileira

 

 

Preparado? Então bora!

Jornalismo musical, ainda que feito em uma plataforma tão, hã, rápida e “superficial” como é o caso dos blogs, pode sim ter conteúdo e rigor na apuração de informações e na investigação de fatos e eventos que podem gerar uma grande reportagem. O exemplo disso é este post de Zap’n’roll que você começa a ler agora. Ao longo dos últimos dias colegas de espaços informativos da web foram alertando o titular deste espaço online que a hoje tão tristemente conhecida e malfadada turma da organização CRIMINOSA (e travestida de ong) Fora do Eixo (a cúpula da “entidade”, atualmente completamente “aparelhada” na prefeitura petista paulistana) chamada Fora do Eixo, havia aprontado mais uma das suas. Eddy Tales (que promete revelar sua verdadeira identidade na próxima semana, uia!), o gênio que produz o Tumblr “Fora do Beiço” (http://foradobeico.tumblr.com/), uma arrasador e impagável zoação com a mafiosa organização presidida pelo facínora chamado Pablo Capilé, também “deu a letra” pro blog: “vai nesse perfil no Facebook que a coisa lá tá pegando fogo!”. Estas linhas virtuais foram: era o perfil do agitador cultural Caio Castor, atualmente envolvido em projetos que visam auxiliar os moradores da Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista e que apenas em 2013 já foi atingida por dois incêndios (sendo que, suspeita-se, pelo menos um deles teria sido criminoso). Pois Caio está em guerra aberta com o Fora do Eixo e o motivo dessa guerra você vai ficar sabendo no decorrer do post, através da entrevista que fizemos com ele. A história é realmente cabulosa e põe mais uma vez em xeque o já péssimo caráter da ong. Um caráter tão desabonador e calhorda quanto o da maioria dos artistas e bandas que hoje atual na cena rock independente brasileira – e esse é outro tópico importante que estas linhas virtuais que não têm o rabo preso com ninguém abordam neste post. Entra ano e sai ano e a nossa cretina e pobre indie scene não muda nunca: continua horrenda em termos qualitativos (há exceções, claro, sempre bem-vindas: o trio paulistano Moxine, o trio Luneta Mágica, o quarteto amapaense Stereovitrola e mais alguns poucos), só lançando discos ruins e, pior, se achando os gênios da raça, possuidores de uma arrogância irritante e que os deixa cegos: quando recebem críticas negativas à sua produção musical se enfurecem e partem para ataques grosseiros e pessoais (como os que o blog recebeu em resposta à sua crítica ao péssimo álbum de estréia do músico – ? – paulistano Dante Fenderrelli). É assim que as paradas funcionam aqui, na nossa cena cultural e musical “alternativa”, no país do vale-tudo e onde tudo é possível, desde ongs pilantras se aproveitando inacreditavelmente de sinistros que se abatem sobre uma comunidade pobre e humilde, até artistas e bandas imbecis e pavorosas, que não têm nada a dizer e a cantar e, mesmo assim, se julgam no direito de serem prepotentes e se considerar melhor do que todo mundo. Pobre Brasil… e vamos nós pro postão desta semana, que está mais porrada do que nunca!

 

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EXTRINHA LIGEIRO – acaba de entrar no ar o site oficial do gigante festival indie candango Porão do Rock, que agita Brasília já há uma década e meia. Lá estão todas as infos sobre a edição deste ano, inclusive a programação completa do evento (que, sim, vai ter a LENDA indie americana Mark Lanegan), que é essa aí embaixo:

 

 

SEXTA-FEIRA (30/8)

PALCO BRB
18h – Penteando Macaco (DF)
19h10 – The Galo Power (GO)
20h20 – Dead Fish (ES)
22h – Nem Liminha Ouviu (SP)
23h10 – Alf  (DF)
1h20 – Leela (RJ)

 

PALCO UNICEUB
18h35 – Banda de Seletiva
19h45 – Kita (RJ)
21h25 – Banda de La Muerte (Argentina)
22h35 – Selvagens a Procura de Lei (CE)
0h – Capital Inicial (DF)
1h55 – Matanza (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h05 – Banda de Seletiva
19h55 – Falls of Silence (DF)
20h45 – Kábula (DF)
21h35 – Devotos (PE)
22h55 – Os Maltrapilhos (DF)
23h45 – Test (SP)
0h50 – Soulfly (EUA)

 

SÁBADO (31/8)

PALCO BRB
17h30 – Banda de Seletiva
18h40 – Supercombo (ES)
19h50 – Sexy Fi (DF)
22h – Uh La La (PR)
23h10 – Mark Lanegan (EUA)
0h50 – The Mono Men (EUA)

 

PALCO UNICEUB
18h05 – Banda de Seletiva
19h15 – Rocca Vegas (CE)
20h25 – Os Paralamas do Sucesso (RJ)
22h35 – Na Lata (DF)
0h15 – Rios Voadores (DF)
1h55 – Lobão (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h – Pastel de Miolos (BA)
19h50 – Prisão Civil (DF)
20h40 – Unconscious Disturbance (SP)
21h30 – Krisiun (RS)
22h50 – Galinha Preta (DF)
23h55 – Leptospirose (SP)
1h – Suicidal Tendencies (EUA)

 

Quer saber todo o resto? Vai lá: http://www.poraodorock.com.br/. Sendo que Zap’n’roll, que há alguns anos não participava do festão rocker, desta vez estará por lá novamente (a convite da produção do Porão), pra acompanhar tudo bem de perto. Então fique ligado que nos próximos posts iremos falar mais do Porão do Rock 2013.

O gigante metal Soulfly (liderado por Max Cavalera) também vai tocar no Porão do Rock 2013

 

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E nossas habituais notas iniciais começam com o blog se detendo novamente na capa da edição desta semana da revista IstoÉ. É a SEGUNDA matéria que a IstoÉ publica (ambas na capa), sobre os desvios de MILHÕES DE REAIS que foram feitos nos últimos três governos tucanos em SP (leia-se: Mário Covas, José Serra e o GRANDE MERDA E AGORA TAMBÉM PILANTRA Geraldinho Alckmin), desvios que foram praticados com as verbas destinadas à ampliação da malha metroviária e ferroviária do Estado e da capital paulista. Resumindo bem a ópera: empresas multinacionais interessadas em participar das licitações pra fazer as obras ofereciam a tradicional PROPINA para autoridades tucanas e, com isso, ganhavam as CONCORRÊNCIAS MILIONÁRIAS envolvendo as obras. O MP paulista analisou milhares de documentos e já concluiu que os cofres do Estado foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões (!!!). É MUITO DINHEIRO! Caralho, cadê o Movimento Passe Livre? Cadê o povo em geral? Cadê os estudantes? Por que a GRANDE MÍDIA mantém um silêncio VERGONHOSO sobre esse autêntico ASSALTO ao erário paulista? Pois tá na hora de ir pra rua novamente (e ir aos milhares, não às centenas) e pedir a SAÍDA IMEDIATADA do Geraldinho do cargo de Governador do Estado. Um cargo dessa importância e responsabilidade NÃO pode ficar na mão de um bandido desses – em um país como a China ele já teria sofrido processo de impeachment, e provavelmente seria processado criminalmente, em ação que poderia condená-lo inclusive à PENA DE MORTE. Mas aqui é o bananão onde futebol é o que importa, né? Pois vamos começar a gritar:
“Vem, vem pra rua você também! Esquece a porra do futebol e vem pedir a saída do Alckmin você também!”.

 

* O texto COMPLETO da matéria da IstoÉ pode ser lido aqui: http://www.istoe.com.br/reportagens/316224_TRENS+E+METRO+SUPERFATURADOS+EM+30+.

 

 

* E aí embaixo, vídeo com análise do jornalista Bob Fernandes (do Jorna da Tv Gazeta) sobre o assunto:

 

 

* Última forma: o Movimento Passe Livre convocou pra 14 de agosto nova manifestação/passeata em São Paulo, contra o ASSALTO praticado pelo tucanato nas licitações do metrô e também pela SAÍDA do Governador Geraldo Alckmin, do cargo que ele ocupa. O blog APOIA a manifestação. E ESTARÁ na passeata! Vem, VEM PRA RUA VOCÊ TAMBÉM!

 

* E enquanto o assalto ao erário paulista patrocinado pelo PSDB COME SOLTO no Estado mais rico do país, o (des) Governo Federal petista se encarrega de AFUNDAR o país. A balança comercial brasileira acaba de ter seu PIOR resultado nos últimos vinte anos. E o dólar chegou ontem, quinta-feira (quando o post começou a ser escrito), na casa dos R$ 2,30. Tudo lindo né, Dil-má?

 

 

* Indo pra música. Matéria da FolhaSP desta semana desvela qual vai ser o fim, enfim, da MTV Brasil. O contrato da empresa americana Viacom (detentora da marca MTV) com a Editora Abril (que transmite o canal no país) se encerra agora em agosto. A Abril, em severa crise financeira, desistiu mesmo de manter os direitos sobre as transmissões da emissora. Vai daí que a própria Viacom vai RELANÇAR a MTV no Brasil, mas sendo que ela volta para a grade dos canais pagos. Ou seja: para assisti-la você terá que PAGAR por isso. Em entrevista concedida à Folha uma das executivas da Viacom informa que o foco da nova emissora NÃO serão os clips. Haverá sim programas de auditório produzidos aqui, siticoms (idem) e mais material vindo da gringa. A opinião do blog? Não vai dar certo. Quem assiste (ou assistia) a MTV quer MÚSICA, não programa de auditório. Se não vai achar lá, simples: vai sintonizar Multi Show e similares (que hoje existem às dezenas na tv a cabo) ou mesmo ir pra melhor fonte de vídeos que existe hoje, no mundo: o YouTube, claro. Moral da história: novamente, RIP MTV Brasil.

 

 

* Sendo que este ano já não haverá mais o VMB. É, o do ano passado foi o último mesmo. Zap’n’roll estava lá. E a festa foi beeeeem boa, rsrs.

 

 

* Ah sim: evidenciando que a situação anda realmente preta pros lados da editora, a Abril acaba de anunciar que vai fechar a revista Bravo! A última edição deve ser a de agosto. Pobre José Merda Flávio Covarde Cuzão Jr, o jornalista escroto e porco por execelência: ele acaba de perder um de seus “bicos”, hihihi.

 

 

* E mais um furo (o terceiro) do Gossip e sua gordoidona Beth Ditto, aqui no Brasil: o grupo cancelou as gigs que faria aqui agora em agosto. Pra estas linhas online tanto faz: elas viram a esporrenta performance da banda ano passado, no festival Planeta Terra.

 

A gordoidona safada Beth Ditto, vocalista do Gossip (em imagem “sensual”, uia!): mais um “chapéu” nos fãs brasileiros

 

* A volta dos que estavam sumidos, I: você, dileto e jovem leitor zapper, talvez não conheça ou não se lembre do Superchunk. Mas o quarteto surgido em Chapel Hill (no estado americano da Carolina do Norte), em 1989, chegou a se tornar algo gigante no indie guitar rock dos 90’ (ao lado de nomes como Dinosaur Jr. e Pavement), e tendo inclusive feito uma turnê memorável pelo Brasil em 1997 – ano passado eles voltaram aqui e tocaram (imaginem!) na Virada Cultural Paulista, em Mogi Das Cruzes. Pois entonces: após três anos sem lançar um trabalho inédito de estúdio, o Superchunck está de volta. Ou quase: acaba de vazar na web o álbum “I Hate Music”, que ainda não tem data oficial de lançamento. Mas como estas linhas bloggers curiosas não perdem tempo jamais, já “capturamos” o dito cujo no hd do notebook, néan. O disco tem cara de ser bacaninha e este espaço virtual ainda vai voltar a falar melhor dele, em nossos próximos posts. Fiquem de olho!

 O extra bacanudo quarteto americano Superchunk, um dos ícones do indie rock dos 90′: disco novo a caminho

 

* A volta dos que estavam sumidos, II: uma das mais incríveis formações do indie rock brazuca dos anos 2000’ também está de volta. O grupo Stereovitrola, de Macapá (isso mesmo, capital do distante Estado do Amapá) acaba de lançar o EP “Symptomatosys”. Com cinco faixas, é o primeiro lançamento de estúdio da banda desde o sensacional álbum de estréia deles, “No espaço líquido”, editado em 2009. O conjunto, que já chegou a ser um sexteto, agora está com um line up mais enxuto (com quatro integrantes), mas sempre liderado pelo vocalista e guitarrista Ruan Patrick. O blog já deu uma “orelhada” no ep, gostou do que ouviu (psicodelia e melodias ganchudas em doses concentradas, tudo com ótimas letras em português) e ainda vai falar novamente do disquinho/discão aqui, nos próximos posts. Pode esperar!

Direto de Macapá (capital do Amapá), no extremo norte brazuca: o Stereovitrola dá as caras novamente, com a mesma psicodelia fodona presente em seu disco de estréia, lançado há quatro anos

 

* A VOLTA DE UM BOCETAÇO QUE NÃO SUMIU E QUE ESTÁ CADA VEZ MAIS EM EVIDÊNCIA – yeeeeesssss! O furacão JulietaDeLarge, “sobrinha” zapper por adoção (hihihi), andou enlouquecendo marmanjos punheteiros aqui no blogão, quando ela foi destacada neste espaço blogger loker há algumas semanas, na sessão “musa indie da semana”. Ali, além de contar o histórico da moçoila, o blog ainda publicou uma sequencia de imagens da delícia cremosa que literalmente deixou os leitores com “quentura” nas partes baixas, uia. Pois agora a gataça tesuda de vinte e três aninhos de idade (e que é dileta amiga pessoal destas linhas bloggers safadas há alguns anos) fez novos ensaios fotográficos (sendo que várias pics, com CENSURA, podem ser conferidas em sua página no Facebook, a rede social NAZISTA e REACIONÁRIA, que não permite mais que sejam postadas fotos de nu por lá, mesmo que seja em trabalho artístico), com o fotógrafo Jota Jota Rugal. E selecionou e enviou carinhosamente para Zap’n’roll três desses momentos arrasadores de delírio visual feminino. São fotos que estão no Face de July mas que aqui estão totalmente SEM CENSURA. Dê uma olhada aí embaixo e enlouqueça (mas não suje a cueca e as mãos, hihihihi).

 

 

* Se interessou pelo xoxotaço rocker (e que em breve deverá se tornar um dos rostos mais conhecidos na seara de modelos no Brasil)? Pois vai lá na pagina dela no faceboquete, e se torne seu amigo: https://www.facebook.com/jully.delarge?fref=ts.

 

 

* E o novo disco deles vem aí. E, com justiça, estão na capa da NME desta semana (aí embaixo). Quem? Os Macaquinhos ingleses, claro!

 

 

 

* Mas agora o papo é mega sério. Em entrevista e matéria EXCLUSIVA, o blogão zapper REVELA EM PRIMEIRA MÃO mais uma picaretagem MONSTRO e totalmente AMORAL da “ong” Fora do Eixo. Leiam aí embaixo.

 

 

É O FIM DA PICADA! A BANDIDA “ENTIDADE” FORA DO EIXO EXPLORA ATÉ UMA TRAGÉDIA URBANA E SOCIAL, EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO!!!

A Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista, é uma das centenas de comunidades pobres e humildes que compõem a paisagem urbana de uma das maiores metrópoles do mundo. E assim como outras comunidades eternamente esquecidas pelo Poder Público, vive mergulhada em problemas de toda ordem e que causam sofrimento cotidiano aos seus moradores: falta de saneamento básico, de atividades culturais e esportivas etc, apenas pra ficar no mais básico.

 

Pra piorar um pouco mais esse quadro a favela ainda sofreu, apenas em 2013, dois incêndios (suspeita-se que pelo menos um deles tenha sido criminoso), que destruíram boa parte das moradias ali existentes. E depois do último sinistro alguns integrantes de movimentos sociais do Moinho começaram a se movimentar, pra receber algum tipo de ajuda do Poder Público e tentar ajudar a comunidade a reconstruir sua vida cotidiana.

 

É aí que surge mais uma MEGA PILANTRAGEM envolvendo o nome da já tristemente conhecida ong Fora do Eixo, hoje sediada em São Paulo mas com tentáculos espalhados por todo o Brasil. Em um trabalho sério e mega de jornalismo investigativo o blogão zapper descobriu, esta semana, como o FDE se aproveitou de uma tragédia social e urbana para para “colar” seu nome nos eventos que visavam arrecabar algum tipo de benefício para que os moradores do Moinho atingidos pelo incêndio pudessem começar o processo de reconstrução de suas vidas. Não só: a mafiosa entidade ainda teria se APODERADO de parte da verba conseguida por outra organização cultural (o Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, por certo este também um coletivo macomunado com o Fora do Eixo, sendo que o Mulheres no Hip Hop inscreveu projeto no Proac, objetivando conseguir recursos para “diversas atividades sociais e culturais”), a título de realizar seis oficinas culturais para os moradores do Moinho. O blog apurou que apenas DUAS oficinas foram efetivamente realizadas, sendo que praticamente nada se gastou em suas realizações. Ou seja: parte dos R$ 40 mil reais obtidos junto ao Proac (Programa de Incentivo à Cultura, do Governo de São Paulo) pelo Mulheres no Hip Hop, simplesmente teria SUMIDO nas mãos do Fora do Eixo.

 

Toda essa manobra (mais uma…) lamentável do FDE descrita acima, já está rendendo horrores em redes sociais. E claaaaaro, como sempre, não se ouve um pio a respeito do assunto, vindo lá da sede da ong (na mansão que eles alugam no bairro paulistano do Cambuci) comandada pelo facínora Pablo Capilé. O que Zap’n’roll fez então? Foi atrás da história toda. E conseguiu através de entrevista realizada com o agitador cultural Caio Castor, que mora no Moinho e participa de várias ações sociais e culturais da comunidade. Ex-estudante de economia, 30 anos, e entusiasta da arquitetura social (que atenda as populações carentes e de baixa renda), Caio respondeu as perguntas feitas pelo blog, via Facebook, na noite de ontem, quinta-feira.

 

Leiam abaixo a entrevista explosiva:

O agitador cutural e integrante de movimentos sociais da Favela do Moinho (em São Paulo), denuncia mais uma vergonhosa pilantragem patrocinada pela “entidade” Fora do Eixo

 

Zap’n’roll – Eu gostaria que você primeiramente se apresentasse aos leitores. Explicando o que faz e se mora na Favela do Moinho e se atua em alguma atividade social e/ou cultural aí na comunidade.

 

Caio Castor – Moro aqui e faço parte de um projeto na area de arquitetura e urbanismo que se chama comboio.

é um projeto de pesquisa e intervenção urbana que realizamos aqui desde o final do ano passado. vim morar aqui pra fazer isso.

 

Zap – Você morava onde antes? Qual a sua idade? Você se formou em arquitetura?

 

Caio – eusempre morei aqui pelo centro. começamos a comboio no final de outubro de 2010. antes de vir pra cá morei alguns meses em uma ocupação ligada ao movimento dos sem-teto aqui nocentro. Tenho 30 anos. E não terminei a faculdade. fiz alguns meses de economia só, mas estudo por minha conta

 

Zap – Sensacional. E o que te motivou e levou a fazer parte desses movimentos sociais e culturais no Moinho?

Caio – conhecer de pero a vida dos moradores da ocupação prestes maia e o movimento dos sem teto.. foi o primeiro movimento politico social que tive contato.

 

Zap – Certo. O que nos leva aos episódios recentes envolvendo a Favela do Moinho. Ela sofreu dois incêndios (é isso mesmo?) somente este ano e suspeita-se que pelo menos um foi criminoso. Imediatamente pessoas como você, aflitas com o sinistro que atingiu os moradores e também empenhados em ajudar os flagelados, começaram a desenvolver projetos junto ao Proac, objetivando arrecadar recursos para ajudar a quem perdeu suas casas na tragédia. Ocorre que, pelo que tem circulado em redes sociais, a nada confiável Ong Fora do Eixo entrou no meio da história, com o claro intuito de tirar proveito da situação em benefício dela, da ong. Você poderia falar sobre tudo isso e o que realmente aconteceu, sobre o que o FDE está fazendo aí ao se intrometer no trabaho de vocês?

 

Caio – é na verdade não estão se intrometendo diretamente no nosso trabalho. mas o que eles fazem é “colar” a logomarca deles em tudo que é coisa que eles veêm que dá ibope. a história foi exatamente o que eu postei aqui na minha pagina, vou copiar aqui que é mto longa: Algumas pessoas ligadas a organização desse evento procuraram o Humberto, que é presidente da associação de moradores do Moinho, perguntando sobre a possibilidade de realizarem algumas atividades lá no Moinho. Pelo que entendi já estavam com o projeto pronto, tanto que logo depois de falarem com o Humberto já foram colando esses mesmos flyers pela favela do moinho. Aí já está a primeira questão: A coisa já mostra bem que foi pensada de dentro pra fora, claro que não ia funcionar. Como vc propõe um projeto com 6 oficinas diferentes sem nem ao menos conhecer os moradores da comunidade que vc está se propondo a trabalhar? Sem nem saber se as pessoas estão afim ou não dessa oficina? Quando os organizadores (eu não sei quem fez o primeiro contato) procuraram o Humberto ele disse que precisaria falar com outros moradores e precisava também ver se havia um espaço disponível na comunidade para a realização das atividades. O Humberto sugeriu então aos organizadores que voltassem outro dia e falassem com o Caio.. eu mesmo. Então, certo dia estava lá no Moinho e apareceram alguns dos organizadores e o Humberto os levou até mim para ver se eu poderia conversar com eles e ajuda-los a arrumar um espaço para a realização das oficinas. Segunda questão, além de não perguntarem se os moradores querem fazer as oficinas vcs não viram nem se existia um espaço para isso? Conversei com todos e expliquei tudo isso que falei aqui e um pouco mais. Disse que lá alguns moradores membros da associação comunitária não gostavam do pessoal do fora do eixo (por já saber da caminhada dos caras) e que eles não eram bem vindos ali na comunidade. Só um detalhe: Os caras do fora do eixo já tentaram colar no Moinho pra filmar os incêndios e os mesmos moradores não deixaram por saber que os caras são pilantras. O grupo na hora me respondeu dizendo que eles também nunca tinham trabalhado com o fde e que essa é a primeira vez mas que os caras tinham sido desonestos com eles também, disse que tinham combinado algumas coisas e que depois descombinaram. Não disse extamente o que houve mas deixou claro que não eram ligadas a eles e que era só o logo deles que estaria ali mas que eles não se envolveriam nas atividades. Explicando então o por que tinham desistido de usar a casa fora do eixo como base. Diferente do que o Felipe afirma quando diz: “não precisariam mais utilizar a casa” Nessa altura da conversa apareceu a moça que pelo que eles disseram eram a organizadora mesmo do evento. Não lembro o nome dela sei que ela chegou com muita pressa, disse que não teria tempo pra conversar comigo pq elas estavam organizando um outro evento em outro lugar mas que eu poderia passar tudo para o pessoal ali. E em seguida me perguntou se eu poderia ir chamando as pessoas para fazerem as oficinas. OI?? Perai vc faz um edital pá, de R$40mil (http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/edital/28_rf.pdf), não fala antes com as pessoas da comunidade, não sabe se tem espaço disponível e ainda quer que eu saia pela comunidade pedindo pelo amor de deus para participarem do seu projeto? É muita cara de pau né. Eu tentei dizer a ela na hora que não eram assim que as coisas funcionavam. Que eu e o Humberto tinhamos uma pá de coisa pra fazer da associação, que teríamos uma assembléia no dia seguinte, enfim que tinha um monte de outras prioridades ali e que não iria fazer isso pra ela. Tentei ainda falar um pouco sobre quem eu era e porque estava ali. Disse que essa questão da falta de espaços de convivência era um dos problemas ali etal… mas ela não quis escutar muito não, tava com muita pressa. Continuei conversando com o pessoal que ficou ali e disse a eles que iria tentar conversar com o pessoal da Creche para ver se eles poderiam ceder o espaço mas que achava difícil porque eles não costumavam fazer isso.. Depois fiquei sabendo através do pessoal da creche que fizeram uma oficina e pelo que entendi foi só. E as outras cinco oficinas? O que foi feito com o resto do dinheiro? De qualquer maneira fica claro o distanciamento com que a coisa foi pensada. de fora pra dentro. E mais claro ainda a lógica das ONgs profissionais em chupinhar os coletivos que estão fazendo a coisa acontecer no dia-a-dia. A impressão que tive era de que o pessoal que estava ali eram as pessoas que realmente queriam fazer a coisa acontecer. Apesar de meio mau orientados, eram eles que estavam ali e não o Capilé dono do Fora do Eixo e provavelmente chefe do Felipe Altenfelder. Não era a tal da “organizadora” do evento que iria ficar ali no dia-a-dia, nem a outra ong Ação Educativa que também colou sua marca no projeto. Agora na minha opinião TODOS são responsáveis e principalmente as instituicões parceiras do projeto. Ação Educativa, Fora do Eixo, inclusive Secretaria de Cultura e Governo do Estado. resumindo: participaram de um edital do proac no valor de 40 mil. a parte do moinho que nao era o projeto todo era realizar 6 oficinas, em 6 dias diferentes. eles fizeram apenas 2 que nem precisou gstar dinheiro nehum e não fizeram mais nada.

Zap – Muito elucidativa a sua resposta. Mas o blog quer saber o seguinte: QUEM enviou o projeto solicitando verba ao Proac? E a verba saiu em NOME DE QUEM? Essa pessoa é de alguma forma ligada ao Fora do Eixo ou é uma pessoa aí da comunidade?

 

Caio – tai ai nesse link o nome da menina. é luana. ela é de um grupo chamado frente nacional de mulheres no hip hop. o fora do eixo apoiou o projeto

e não ela não é da comunidade

 

Zap – Ou seja: essa Frente Nacional de mulheres no hip hop deve ser macomunada com o Fora do Eixo. Resumindo a ópera: a comunidade do Moinho até agora pouco ou nada foi beneficiada por essa verba do Proac, certo? E o Fora do Eixo ainda teve a total falta de ética em querer COLAR seu nome na realização de um evento pra ajudar a comunidade que foi atingida por uma tragédia, sendo que ela, a ong, NADA FEZ em prol de vocês. É isso?

 

Caio – Isso.

 

Zap – Certo. Bom, e como ficou a situação do Moinho com o Fora do Eixo após mais esse lamentável episódio patrocinado por essa ong facínora?

 

Caio – estamos esperando até agora eles aparecerem aqui para nos dizer pra onde foi esse dinheiro. ainda essa semana soltaremos uma nota em nome da associacao do moinho e da creche pedindo esclarecimentos.

 

* Para saber mais sobre mais essa tenebrosa e escandalosa patifaria da ong Fora do Eixo, vá até o perfil do Caio Castor no Facebook: https://www.facebook.com/caio.castor.

 

* Estas linhas online agradecem a colaboração do Publisher e promoter André Pomba e do Tumblr Fora do Beiço (escrito pelo chapa Eddy Tales), que foi fundamental na elaboração desta entrevista. Valeu, queridos!

 

 

NADA DE NOVO NA INDIE SCENE ROCK NACIONAL: ALÉM DE PÉSSIMA MUSICALMENTE, ELA CONTINUA ARROGANTE, ESCROTA E SEM UM PINGO DE HUMILDADE PARA RECEBER E ACEITAR CRÍTICAS NEGATIVAS

Há exatamente um ano (em agosto de 2012) estas linhas online publicaram um texto arrasa-quarteirão que deu o que falar. Nele Zap’n’roll literalmente rompia relações “diplomáticas” e de “amizade” com cerca de 90% das bandas que compunham a então cena rock independente nacional. E os motivos desse rompimento, todos bem explicados no post, basicamente eram a impressionante falta de qualidade artística observada nos discos que eram lançados, além de uma intolerável, sacal e insuportável arrogância e prepotência da cena em questão. Ou seja: não bastava músico, banda e discos serem todos ruins de doer. Ante qualquer resenha negativa de sua “obra” musical, o artista se enfurecia e partia para o ataque grosseiro e pessoal contra quem escreveu a resenha, denotando uma total falta de respeito e humildade pela opinião alheia.

 

Pois nesses doze meses nada mudou nesse panorama. A indie scene nacional continua de mal a pior (com honrosas exceções, como o trio paulistano Moxine ou quarteto amapaense Stereovitrola, que finalmente está lançando novo trabalho de estúdio) e a arrogância e menosprezo com que ela recebe opiniões sobre sua música continua a mesma, senão pior

 

Anyway,  E para quem não se lembra ou não leu o post ARRASADOR que este espaço virtual publicou no ano passado, dando spanko MONSTRO na indie scene nacional, nós reproduzimos o texto em questão aí embaixo. Boa leitura, hihi.

 

(texto publicado originalmente em Zap’n’roll em 16 de agosto de 2012)

 

O fato de estas linhas rockers online terem ficado em “recesso” forçado durante as últimas três semanas teve seu lado positivo e bastante reflexivo, afinal. Este tópico que foi sendo escrito na madrugada da última segunda para terça-feira (mais especificamente às três e meia da matina, enquanto a tv estava ligada no “Na Brasa” da MTV, sem áudio para não atrapalhar a concentração textual do sujeito aqui), quando o querido “bebê HP/compaq” finalmente retornou ao seu lar, talvez seja o ataque e a porrada mais virulenta que este blog já desferiu contra quase a maioria daquilo que hoje é conhecido como o rock independente brasileiro. E este ataque/porrada tem zilhões de motivos para estar sendo publicado no post que marca o retorno destas linhas zappers.

 

Não é de hoje que Zap’n’roll anda irritadíssima com a indie scene nacional atual. Como já foi dito aqui mesmo várias vezes, a democratização do acesso à tecnologia (via instrumentos e equipamentos eletrônicos mais baratos) e à informação (via internet, óbvio) foi ótimo por um lado (permitiu que muitos artistas e músicos em potencial, que antes não tinham como entrar no circuito musical e mostrar sua arte ao público, passassem a ter esse direito de maneira equânime aos que ainda trafegam no pra lá de moribundo “mainstream” musical) e péssimo por outro: criou uma autêntica monstruosidade que hoje atende pelo nome de cena musical independente nacional. Uma monstruosidade porque, devido às facilidades encontradas para a gravação e divulgação (via web, sites, blogs, portais, YouTube e os caralho) da música, hoje qualquer Zé ruela se acha artista, músico e, muitas vezes, gênio mesmo (e sem a mínima condição ou senso auto-crítico que permita ao sujeito ver, por si próprio, que ele está longe da genialidade que julga possuir). Vai daí que, cotidianamente, a internet é bombardeada por milhares de novas bandas, artistas solo e os links de suas “obras” musicais “magistrais” – que de magistrais não têm absolutamente nada, tamanha a vergonha musical alheia que trazem e propagam na maioria dos casos. E quem sofre com isso, óbvio, são jornalistas como o sujeito aqui ou produtores como o decano, conhecido e respeitadíssimo Luiz Calanca (proprietário há mais de três décadas da já lendária loja de discos e selo Baratos Afins). Ambos, jornalista e produtor, sofrem todos os dias o mesmíssimo problema: são trocentas bandas enviando links atrás de links por todo os caminhos possíveis (e-mail, Twitter, Faceboquete) e implorando (sim, não há exagero aqui, elas imploram mesmo) por um pouco de atenção e divulgação ao seu trabalho. De resto, uma atitude legítma dos artistas (correr atrás de divulgação para o seu trabalho junto a produtores e jornalistas). Mas como já bem observou Calanca tempos atrás, em bate-papo de fim-de-tarde com o autor destas linhas virtuais lá na Baratos (um dos melhores prazeres que um amante de música pode ter é passar um final de dia conversando um pouco com o Luizinho em sua loja na Galeria do Rock, no centrão de Sampa; a informação jorra farta e as risadas são garantidas), “se eu for ouvir tudo o que me enviam pela internet todo santo dia, não faço mais nada na vida”.

 

O blogão zapper começou a dar razão a Calanca quando também começou a ser bombardeado, anos atrás, com links e mais links de bandas querendo divulgar seus trabalhos. E num primeiro momento tentou ser paciente o suficiente para ouvir PRATICAMENTE TUDO o que era enviado ao blog, embora faltasse tempo hábil pra essas audições e a QUALIDADE do material enviado fosse HORRENDA em quase 90% dos casos. Esta estatística, por si só, já seria suficiente para fazer este jornalista dar um foda-se para esse povo todo mas ele continuou procurando divulgar a cena e ser simpático e respeitoso com o trabalho das bandas (ah, o zapper e seu notório coração mole…), por pior que fosse este trabalho, além de se tornar, em muitos casos, “amigo” destas bandas – e com isso, ignorar uma das principais lições deixadas pelo mestre do jornalismo musical americano, o gênio (esse sim, gênio autêntico e imortal) Lester Bangs: a de que jornalistas musicais JAMAIS devem se tornar AMIGOS de artistas. “O artista tem que ser encarado como INIMIGO”, dizia Bangs. E ele estava coberto de razão.

 

E o autor deste blog começou a entender que Bangs estava certíssimo em sua “lição” quando começou a observar outras características que hoje estão, mais do que nunca, enraizadas até o talo na porca cena rocker independente brazuca. Uma dessas características: a de que essa corja de músicos de décima categoria quer mordomia e tudo “de grátis” em sua tentativa de chegar a um pseudo e cada vez mais abstrato (nos dias de hoje) “estrelato”. Explicando melhor: estas linhas rockers bloggers se tornaram já, há meses, um dos espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo mais acessados da blogosfera nacional (cerca de 70 mil visitas/mês, média de vinte e cinco comentários por post e mais de cinqüenta recomendações em redes sociais por postagem). Com esses números em mãos Zap’n’roll lançou uma campanha para vender publicidade no blog, e também ganhar algum dinheiro com ele, algo igualmente justo e legítmo. Ofereceu então banners às suas bandas “amigas”, aquelas mesmas que viviam (e ainda vivem) enchendo literalmente o saco zapper em troca de divulgação para suas músicas. O que aconteceu depois de quase três meses de tentativas de fazer esta parceria comercial/publicitária com os artistas? As mais estapafúrdias respostas negativas que o dileto leitor possa imaginar. Ou as mais clichês, também: “estamos sem dinheiro nenhum! Gravamos num estúdio caríssimo (wow!) e também produzimos um clip com um diretor fodíssimo, que custou a maior grana!” (novamente: wow!!!).

 

Felizmente o autor deste espaço online não depende do blog pra viver, senão já teria morrido de inanição. Mas o fato de ter recebido as respostas que recebeu diante da oferta de publicidade feita às bandas, só demonstrou o MENOSPREZO que a maioria delas possui pelo veículo midiático online que elas tanto enchem por divulgação. Quer dizer: enchem enquanto vêem nele a possibilidade de divulgação gratuita ao seu trabalho. Falou em GASTAR algum dindim de forma honesta e comercial na parada (em forma de anúncio), todos saem correndo e o menosprezo se instala.
Tudo isso somado levou o blog à seguinte conclusão (santa inocência, Batman!): não existe mesmo AMIZADE nesse mundinho indiecente que graça hoje no Brasil. O que existe é apenas e tão somente o bom e velho interesse. Como Zap’n’roll NÃO precisa desse povo (mas eles sim precisam do blog), decidimos levar finalmente em consideração a lição master do mestre Lester Bangs: a partir deste post o blog é INIMIGO de quase a totalidade das bandas da indie scene brazuca atual. Elas podem continuar enviando seus links e buscar sua justa divulgação aqui, através do e-mail do autor destas linhas online e que todos já estão carecas de saber qual é (hfinatti@gmail.com). Quando o blog achar algo realmente interessante, será comentado aqui, não se preocupem.

Entra ano, sai ano, a cena independente nacional continua sempre a mesma: ruim de dar dó, burra, arrogante, prepotente,  ego total descontrolado, sendo que um exemplo recente disso tudo é o músico paulistano Dante Fenderrelli (acima), que lançou um trabalho muito ruim (o disco “Flor Afegã”), teve resenha negativa publicada aqui, se enfureceu com o que leu e convocou uma autêntica “tropa de choque” pra insultar o autor destas linhas online no painel do leitor zapper; ele bem que poderia aprender algumas lições de humildade e de como se faz ÓTIMO rock’n’roll com o pessoal da Luneta Mágica (abaixo), de Manaus, que lançou um álbum de estréia espetacular há um ano e meio e agora trabalha nas composições do segundo vindouro disco

 

Agora, tudo o que foi escrito aqui neste tópico, até o momento, é apenas uma parte da história. A outra, final e pior ainda, se refere à insuportável arrogância e prepotência desse povo todo, algo que estas linhas zappers também vêm observando há tempos na nossa paupérrima (artisticamente falando) cena independente. Observação corrobarada nas últimas semanas por fatos algo desagradáveis e que envolveram o sujeito aqui e músicos que gravitam nessa cena medíocre – sendo que o autor deste espaço rocker blogger sempre DETESTOU gente arrogante. E continua detestando. Há cerca de quinze dias o blog foi até o StudioSP da Vila Madalena, para prestigiar o show do grupo Quarto Negro, que estava lançando naquela noite seu muito bom álbum “Desconocidos”. Tudo muito bom, tudo muito bem não fosse o fato de que havia ali muita gente que integra ou puxa o saco da Ong Fora do Eixo (uma das PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS pelo nivelamento ao rés do chão da qualidade, ou falta dela, que se observa nas bandas nacionais atuais). Foi o suficiente para começar os ataques e “tirações de sarro” em cima do autor deste blog, que semanas antes havia metralhado os FDE durante a entrega do Prêmio Dyanmite de Música Independente, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Pois então: a temperatura foi subindo no Studio SP e o zapper que já estava ficando “mamadão” de whisky e brejas e que é notoriamente conhecido por não ser nada simpático quando está nesse estado etílico, perdeu de vez a paciência quando ouviu alguém falando, entre risos: “esse crítico de merda…”. Foi a conta pro blog dar seu contra-ataque (e assume que na atitude que tomou naquele instante foi mega ofensivo, grosseiro e agressivo com seus desafetos): ele simplesmente pegou uma cópia em vinil do disco do Quarto Negro que tinha acabado de ganhar do produtor Bruno Montalvão (que produzia a festa naquela noite e foi um lorde com estas linhas virtuais) e a atirou ao chão, pisando em cima da mesma em seguida. Sim, uma atitude destemperada do zapper barril de pólvora, mas que teve sua razão de ser. Tão destemperada e mais arrogante foi a reação dos integrantes da banda (agora formada também por membros de grupos como Pública e Bicicletas de Atalaia), que passaram a ofender ostensivamente o sujeito aqui. Curioso que um dos músicos que mais partiu para agredir moralmente este jornalista foi justamente o grande MALA Léo Mattos, integrante do tal Biclicletas de Atalaia. Mala porque ninguém mais do que ele encheu o saco de Zap’n’roll para que déssemos espaço editorial para a sua banda. Foi um final de noite tenso e mega desagradável e o blog apenas lamenta pelo Montalvas, sempre um querido por este espaço online e que ficou vivamente (e com razão) chateado com o ocorrido. De resto o show do Quarto Negro foi muito bom porque a banda é muito boa. Infelizmente a prepotência e a arrogância de alguns de seus músicos, que se acham “gênios” (sem serem) e que têm uma certa condição financeira, hã, confortável (por que será que, via de regra, quem possui estofo monetário se julga no direito de humilhar e menosprezar seus pares?), empalidece o bom trabalho musical do grupo.

 

Episódio semelhante rolou também na semana passada na casa noturna Beco, no baixo Augusta, quando o blog foi procurar ouvir ao vivo as canções do projeto “Agridoce”, integrado pela Srta. Pitty e por seu guitarrista, Martim. O autor deste blog sempre teve simpatia pela dupla e achava que essa simpatia era recíproca da parte deles. Não foi o que se viu por lá: todos tratando Zap’n’roll com uma prepotência de dar inveja a George Michael. Pior foi quando, após o show, o guitarrista Martim tocou Raconteurs em sua DJ set: o blog achou bacana e quis comentar com ele sobre o recente lançamento de um DVD da banda aqui no Brasil (pela ST2), com o registro de um show do grupo no festival de Montreaux, em 2008. Ao tentar mostrar o DVD para o músico o blog foi quase AGREDIDO fisicamente por um nóia escroto, que atende pela alcunha de Meia Pedra (vejam só o nível do sujeito) e que, segundo estas linhas zappers apuraram, trabalha como “auxiliar” de produção de dona Pitty e da banda Cachorro Grande. O figura não possui a mínima condição emocional e psicológica para exercer suas funções, tanto que também já arrumou confusão com um casal amigo do blog, os queridos Vandré Caldas (que é o sujeito mais pacífico do mundo) e Adriana Cristina, sócios do Simplão de Tudo Rock Bar em Paranapiacaba e onde vai rolar um bacaníssimo mini-festival de rock no próximo feriado de 7 de setembro, evento que está sendo co-produzido e apoiado por Zap’n’roll.
Em suma, é lamentável que tanto Pitty quanto o Cachorro Grande permitam que um tranqueira desse naipe trabalhe com eles. E mais lamentável ainda é se dar conta de que gente que anos atrás era tão humilde, simpática e generosa (Pitty, quando estava iniciando sua carreira musical, tocou na primeira edição do Dynamite Independente Festival, no Sesc Pompéia em 2003, evento produzido pelo autor deste blog. Seu “cachê” foi na base da “brodagem”: ela estava lançando seu primeiro disco e naquela época ganhou um generoso anúncio na edição impressa da revista Dynamite), tenha se tornado tão prepotente e tão “nariz empinado” e “salto alto”.

 

O blog acha mesmo incrível como essa cena de merda que hoje representa o grosso da produção musical alternativa brasileira, está eivada de prepotência. Todos se acham “gênios”, todos se consideram “rockstars”. A maioria das bandas não é nem uma coisa muitos menos a outra. Conta-se nos DEDOS (o blog vai repetir: nos dedos) os grupos que possuem realmente uma obra ultra consistente ou, no mínimo, AUDÍVEL. E, dentre estas, novamente conta-se nos dedos aquelas que além de serem ótimas musicalmente, ainda possuem integrantes que encaram a arte de fazer música como algo seríssimo, responsável e um ofício que demanda SIM HUMILDADE, SIMPATIA E GENTILEZA para com o próximo (seja o próximo um jornalista, um simples ouvinte ou seja quem for). De que adianta o Vanguart, por exemplo, continuar com um ótimo trabalho se seu vocalista, Hélio Flanders, se julga o Bob Dylan brasileiro? (e o blog zapper tem culpa nisso, assume. Muita culpa…). Falta HUMILDADE e VERGONHA NA CARA nessa turma mequetrefe. Para efeito de comparação de cenas, épocas e situações: o jovem leitor zapper pode hoje achar que o grupo mineiro Skank é uma bela droga, cafona e mainstream. Ou considerar que bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho já tiveram seu momento e hoje não signficam mais nada para o rock nacional. Pois bem: todos eles também foram INDEPENDENTES um dia. E todos eles se tornaram GIGANTES (em uma época em que o rock nacional conseguiu se tornar gigante dentro da mega indústria musical brasileira) graças a um trabalho artístico de altíssima qualidade – existe hoje nessa cena rock alternativa ridícula, inculta, burra, sem estofo cultural e intelectual algum e de MERDA fedorenta, algum poeta do calibre de um Renato Russo ou de um Cazuza? Pois é… e mesmo assim, se tornando gigantes em número de discos vendidos e do público que ia a seus shows Barão, Skank e Legião NUNCA perderam a humildade. O autor deste blog foi amigo próximo de Renato Russo durante algum tempo. JAMAIS foi destratado por ele. Pelo contrário: num dos últimos shows da história da Legião, diante de um ginásio do Ibirapuera LOTADO (com cerca de quinze mil pessoas lá dentro), Russo dedicou uma música ao autor deste blog (“Ainda É Cedo”). Barão Vermelho? Gutto Goffi, baterista e um dos fundadores da banda é amigão zapper até hoje. Skank? Estão ricos, nunca tocam em espaços com menos de dez mil pessoas (uma multidão para a qual as bandinhas toscas da indie scene brazuca atual jamais irão se apresentar) e, mesmo assim, Samuel Rosa, Lello, Henrique e Haroldo são quatro “manés” (no ótimo sentido do termo) tamanho o respeito, carinho e simpatia com que eles tratam seus fãs e amigos – inesquecível a cena do vocalista Samuel Rosa encontrando com Zap’n’roll numa premiação do VMB, anos atrás, e gritando: “Finatti! Você é o cara!!!”.

 

Enfim,  diante de tudo o que foi escrito, explicado, exposto e detalhado aqui a pergunta que não cala é: quem é essa ceninha escrotinha rocker de hoje, pra querer se achar genial, rockstar e ter o nariz empinado até a lua? Como bem frisa o produtor Ulysses Cristianinni, proprietário da Pisces Records: “um bando de babacas que não são merda nenhuma, que vivem enchendo o saco por divulgação e pra lançar seus discos e que no final se acham a última bolacha do pacote”. Bolacha velha, ruim e mofada, claro. Essa turma deveria aprender algumas lições de humildade e simpatia com o gigante U2, um dos maiores grupos de toda a história do rock. Afinal a arrogância ABAIXO de zero e a simpatia de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, já é lendária.

 

Ulysses também tem razão em sua declaração. Por isso, finalizando este tópico repetimos mais uma vez: o blog mais do que nunca vai seguir a lição de Lester Bangs (um jornalista que se tornou lenda ao demolir mitos como Elvis Presley ou Lou Reed): bandas, a partir de agora, são inimigas deste espaço. E serão tratadas como tal. Haverá poucas exceções nesse quadro – nomes como Los Porongas (uma dos DEZ MELHORES GRUPOS em atividade hoje no Brasil e cujos integrantes, além de serem irmãos de fé destas linhas online, ainda são um exemplo de total humildade), Madame Saatan, Doutor Jupter (outro quarteto GIGANTE na qualidade musical e também na SIMPLICIDADE de seus integrantes), Madrid (Adriano Cintra, que já foi popstar internacional quando tocava no CSS, também é outro exemplo de sujeito humilde e super boa praça), Coyotes California (esses moleques da zona leste paulistana ainda vão causar muita raiva em supostos “rockstarzinhos” cu de rola que pululam pelo baixo Augusta), Stereovitrola, Mini Box Lunar e Vila Vintém (todos lá do distante Amapá), Transmissor (de Minas Gerais), Veludo Branco e Mr. Jungle (de Roraima), Nicotines e Luneta Mágica (de Manaus), Baudelaires (de Belém), Cartolas (de Porto Alegre), O Sonso e o Jardim Das Horas (de Fortaleza) e mais alguns poucos são a exceção e continuarão sendo considerados como amigos queridos por este espaço virtual, pela qualidade de seu trabalho e pela humildade que seus integrantes demonstram ter no trato com as pessoas. O resto é o resto e Zap’n’roll quer que todos se fodam, de verdade. Ponto final.

 

 

COMO FICOU A RELAÇÃO DE “AMIZADE” DO BLOG COM ALGUNS DOS PERSONAGENS CITADOS NO TEXTO ACIMA, UM ANO DEPOIS

Martin (guitarrista da Pitty): uma madrugada qualquer, no final de 2012, o baiano se encontrou por acaso com o blog em uma balada na casa noturna Beco (no baixo Augusta/SP). Estava beeeeem lesado de álcool (e o sujeito aqui também, há de se reconhecer). Chegou no jornalista zapper, se desculpou pelas tretas ocorridas na premiação do VMB e o blogger sempre sentimental aceitou suas desculpas. Voltaram a se falar.

 

* Pitty: também andou trocando idéia rápida com o blog no começo deste ano. Mas a amizade, definitivamente, não é mais a mesma.

 

* Léo Mattos: estas linhas online felizmente nunca mais falaram com o grande mala. E nem pretendem.

 

* Quarto Negro e Single Parents: o blog também não falou mais com os integrantes das duas bandas. E nem precisa, na verdade.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “Symptomatosys”, o novo ep do quarteto amapaense Stereovitrola e sobre o qual iremos falar melhor nos próximos posts. E se você estiver a fim de conhecer o som do disquinho/discão, pode ir aqui: https://soundcloud.com/stereovitrola.

 

* Livro: A Cia Das Letras acaba de mandar para as lojas a reedição (com nova capa) de “Alta Fidelidade”, o já clássico da cultura pop recente e escrito pelo gênio Nick Hornby em 1995. Ah tá: sem dindin pra comprar um exemplar? Vamos ver se estas linhas online conseguem resolver seu problema, hehehe. Dá uma lida aí no final do postão.

 

* Festa de arromba: não tem pra ninguém! Hoje, sabadão em si (quando o postão zapper está sendo concluído), rola a mega festa de onze anos do Simplão Rock Bar, lá em Paranapiacaba. Localizado no meio da mata Atlântica, em uma chácara, o Simplão é tudibom e o autor destas linhas online já se divertiu horrores por lá. Não há balada melhor pra hoje: rock’n’roll do caralho (serão cinco bandas se apresentando no palco do bar), bebidas a preços ultra camaradas, natureza na cara, bocetas loucas em profusão absurda e maconha da boa convivem em harmonia no Simplão. Nunca foi lá? Então corre que ainda dá tempo de cair na esbórnia: o Simplão fica localizado a uns oito quilômetros pra frente de Paranapiacaba (estrada de terra mesmo). Vai lá e dá um mega abraço na mais que amada Cris Mamuska, a segunda “irmã” mais velha de Zap’n’roll, hehe. E dia 7 de setembro vai rolar por lá a segunda edição do Independence Rock Fest, que vai ser classudo com showzaços do Cosmo Shock, Churrasco Elétrico, Seres Errantes, Livro Ata e ainda uma dj set fodona por conta do blog, claaaaaro! Mais sobre o festão de hoje à noite, vai aqui: https://www.facebook.com/events/1394674487420069/.

 

* Baladas: aqui mesmo, em Sampalândia? Vambora: hoje rola festa da 89fm (a rádio rock, que voltou bem) dentro das noitadas open bar do Outs (lá na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa). Também hoje a balada rocker come solta como sempre no Astronete (também na Augusta, mas no 335)///E pra fechar bem o finde, no domingo tem a festaça rocker Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), já há incríveis catorze anos bombando até o sol raiar na segunda-feira, é mole? Então se prepara e se joga, porra! A festa, pros rockers, nunca termina!

 

 

E O SACO DE BONDADES ZAPPER SÓ AUMENTA!

Yeeeeesssss! Essa semana ele foi engordado com mais alguns livrinhos, hehe. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em sorteio:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, dia 14 de dezembro;

 

* Mais um exemplar da biografia “O reino sangrento do Slayer”, lançada aqui pela Idéia Editorial.

 

* E um pacote com os livros “Alta Fidelidade” e “Febre de Bola”, ambos escritos por Nick Hornby e agora relançados no Brasil pela Cia Das Letras.

 

 

E CHEGA, PELAMOR!!!

Postão gigantesco e polêmico, pra ninguém reclamar, sério. Ficamos por aqui, deixando um mega abraço no sempre querido Luiz Calanca, além de milhões de beijos na Irlene, Jaqueline e Bruna (as manauaras que o blog ama de paixão) e mais beijos nas gatenhas paulistanas amigas de fé destas linhas online. Semana que vem estamos na área novamente. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/08/2013 às 19hs.)

Ulalá! Agora vai: saem os indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 e o blog conta (em entrevista exclusiva com o criador do evento) como foi feita a curadoria do mesmo. Mais: o dia em que o blogger loker perdeu o show de Macca em Sampa, por causa de cocaine e xoxota, hihi. E algumas notas bizarras de bastidores do primeiro Lollapalooza Brasil e… o solo de Jack White que acaba de vazar na web (atualização final, com mais imagens do Lolla BR, em 17/4/2012)

 O gênio Paul McCartney se apresentando no Brasil, em 1993 (foto acima), sendo que o blog perdeu a gig (mesmo estando credenciado para ela), por causa de cocaine e boceta, rsrs. Pelo menos o showzão do ex-Libertines Carl Barat (abaixo, em foto de Helena Lucas), na última quinta-feira em Sampa, estas linhas zappers conseguiram conferir de perto

 

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Up grade pra falar aqui que “Blunderbuss”, a estréia solo do gênio Jack White
(talvez e de fato o único grande gênio do rock nos anos 2000’),  é um escândalo. Discaço do começo ao fim,
periga ser o MELHOR álbum de rock até agora lançado em 2012.

 

O blog zapper fala melhor dele logo menos, na Zap’n’roll do portal Dynamite, ainda nesta terça-feira. E vai logo pra web, que o discaço já vazou inteirinho!

Jack White (acima), o único gênio do rock do novo milênio lança seu primeiro disco solo (abaixo) oficialmente na semana que vem. Mas o disco já vazou total na web e a Zap’n’roll fala melhor dele até o final da tarde desta terça-feira, 17/4/2012

 

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Acontece, né?
Sabadão ameno em Sampa, showzão da lenda grunge Mark Lanegan logo mais à noite na cidade e… o blogger sussa escrevendo postão aqui pro endereço prórpio do blog. Que era pra ter entrado no ar ontem na verdade. Mas como o sujeito aqui chegou sexta de manhã em casa, completamente “estragado” pela noitada pós-gig do Carl Barat no Beco (que foi incrível, como você lerá aqui mesmo, mais aí embaixo), aí não teve jeito, rsrs. Fora de combate, o jornalista já mezzo tiozão (mais ainda doidão, e tentando aposentar esse lado “maloker”) apelou pra uma pizza gigante à noite, jantou bem e não quis saber de mais nada. Aí, recuperado que está, coloca o postão hoje no ar pra logo menos na madruga ir badalar novamente lá pro baixo Augusta, agora que a solteirice nos acolheu novamente, uia. Então bora ler a sua, a nossa Zap’n’roll, sempre com paradas bacanudas quando o assunto é rock alternativo e cultura pop.

 

* Ele falou, tá falado. Na capa da Rolling Stone desse mês (essa mesma aí embaixo, e que já está nas bancas de todo o país desde ontem, sextona em si) o ex-craque e agora deputado Romário diz com todas as letras que o Brasil vai passar vergonha na Copa de 2014. Como se ninguém soubesse disso por antecipação…

 

* E enquanto aqui rolou o primeiro Lollapalooza BR, no finde passado, hoje e amanhã acontece nos EUA o primeiro final de semana do gigantesco festival Coachella – que, neste ano, vai se estender por dois finais de semana. Você não está lá e nem conseguiu ir? Sem problema: o canal exclusivo do festival no YouTube está transmitindo a parada toda, ao vivo, desde ontem. Hoje também e no próximo finde idem. Quer assistir? É só ir lá: http://www.youtube.com/coachella . De preferência, com várias garrafas de Heineken do lado e a Cia agradável de alguns poucos (e bons) amigos ou, então, de uma ótima xoxota.

 Os ingleses do Vaccines: este finde no Coachella; semana que vem em Sampa

* Falando em festivais, olha a “escalação” que “vazou” na web esta semana, do SWU deste ano, hihi:

 

* A gig do Carl Barat quinta-feira, no Beco/SP? Coisa mais linda do mundo! O ex-Libertino mandou super bem em um set mezzo acústico, mezzo elétrico (onde ele foi acompanhado pela turma do Black Drawing Chalks). Claro que o povo enlouqueceu quando Carl mandou “Time For Heroes” e “Can’t Stand Me Now”. E de quebra, o blog ainda teve a agradabilíssima cia rocker do Fernão Vale. Noitada ótima enfim.

O ex-Libertines Carl Barat, em momento acústico na última quinta-feira em Sampa: showzaço! (foto: Helena Lucas) 

 

* Essa parada que a maluca da Courtney Love escreveu em seu Twitter, dizendo que o Dave Grohl teria “molestado sexualmente” a Frances (filha de Courtney e do saudoso Kurt Cobain) é realmente bem escrota. Pra ela. Cá entre nós, Love já teve uma importância fodida na história do rock, mas agora está bagaceira demais. E, pelo naipe de suas declarações, está precisando também ser internada em alguma clínica psiquiátrica.

 

* A JUVENTUDE VIROU MESMO UMA BANDA NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTE – não é de hoje que o blog zapper vem notando esta nova, hã, tendência. Qual? A de se pegar canções mega clássicas compostas por gênios da história do rock’n’roll, e colocá-las como trilha sonora de campanhas publicitárias das mais variadas. Não haveria problema algum nisso se as campanhas tivessem algum caráter educativo, social e/ou político e fossem pertinentes em relação a trilha musical utilizada. Infelizmente não é o que acontece e grandes canções, de peso histórico realmente fodido no rock’n’roll, hoje são utilizadas indiscriminadamente para vender de tudo, de refrigerantes e cervejas a carros etc. Ou seja: exatamente o que cantou o grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, há duas décadas e meia. Yep, Você pode detestar o xará Humberto Gessinger (alguém ainda se lembra dos Engenheiros do Hawaii?), mas a frase que ele escreveu há mais de vinte e cinco anos, na música “Terra de gigantes”, nunca foi tão profética e nunca fez tanto sentido como hoje em dia. “A juventude é uma banda/Numa propaganda de refrigerantes”. O blog pensa nessa frase toda vez que assiste na tv a nova peça publicitária da Coca-Cola. É muito desagradável ouvir tocar no comercial a fantástica “Heroes”, um clássico absoluto do David Bowie, e se dar conta de como o rock’n’roll se tornou algo comum, banalizado pelo marketing e que agora serve muito mais como jingle para vender produtos do que para qualquer outra coisa. E o anúncio da Coca é apenas o exemplo mais recente disso. Antes, não faz muito tempo, tivemos “Balada do Louco”, do Arnaldo Baptista, servindo de fundo para comercial de cerveja. Mais pra trás também teve “Better Sweet Simphony” (lindíssima, diga-se), do Verve, em comercial do Bradesco (!!!) e etc etc, etc. O jornalista zapper está ficando velho, chato e careta? Talvez. Mas é que até o advento do punk rock pelo menos, ainda havia um sentido de grande ARTE e contexto social envolvendo o rock. E ao que parece, isso acabou definitivamente e infelizmente.

 

* Ok, ok. O blog prometeu comentar, neste post, sobre o novo disco do Spiritualized. A célebre banda inglesa de space rock noventista lança seu novo disco, “Sweet Heart, Sweet Light”, na velhusca plataforma física do cd nesta segunda-feira, na Inglaterra – aqui, sem previsão de lançamento e nem precisa pois o álbum já está dando sopa na web. Enfim, já demos umas “orelhadas” no dito cujo e achamos mais ou menos. Na semana que entra, sai resenha dele aqui e na Zap do portal Dynamite, podem esperar!

 

* O véio Bob Dylan é um sujeito de atitude mesmo, rsrs. Simplesmente mandou sua produção PROIBIR a presença de jornalistas nos shows que faz no Brasil a partir de amanhã (no Rio De Janeiro), seguindo por seis capitais. Tadinha da jornalistada, rsrs – este blog incluso, uia!

 

* E, sim, foi divulgada a programação da Virada Cultural 2012 em São Paulo, que acontece nos dias 5 e 6 de maio. Tem atrações bem legais (o palco Baratos Afins, o palco em homenagem à Elis Regina, a mostra de cinema da Boca do Lixo no cine Windsor etc.) e tal. Mas, na boa, parece que a cada ano a Virada (sem dúvida alguma, um evento que enche São Paulo e quem nasceu ou mora aqui de orgulho) está com uma prog cada vez menos, hã, interessante. Ou não? De qualquer forma, pros interessados, a programação completa da Virada está aqui: http://www.viradacultural.org/programacao#lugar12018 .

 

* Bien, se a Virada Cultural deixa a desejar esse ano, a volta do Prêmio Dynamite de Música Independente promete voltar a ser a maior festa da indie scene nacional, como você pode conferir aí embaixo na entrevista que o blog fez com o criador do prêmio, o queridão (sempre!) André Pomba.

 

PRÊMIO DYNAMITE VOLTA COM TUDO E ACONTECE EM JULHO EM SAMPA
O Prêmio Dynamite de Música Independente é um dos principais e mais longevos eventos da cena musical brasileira. Criado em 1992 pelo promoter, produtor, DJ, músico, Ajornalista e Publisher do portal Dynamite online (além de diretor da Ong Associação Cultural Dynamite), André Pomba, o Prêmio sofreu uma pequena interrupção nos dois últimos anos mas agora voltou com força total em 2012.

 

Foram centenas de artistas, músicos, produtores, bandas, personalidades e veículos de mídia (eletrônica e impressa) inscritos para tentar disputar as vinte e uma categorias. E óbvio, nem todos conseguiram ser indicados para a grande votação pública que vai definir os vencedores, o que gerou as inevitáveis reclamações.

 

Portanto, para dirimir quaisquer dúvidas sobre como foi realizado o processo de escolha dos indicados Zap’n’roll bateu um papo ontem, via MSN, com Pomba, o criador do Prêmio. Na entrevista que você lê aí embaixo ele explica os critérios que nortearam a polêmica indicação dos que irão disputar o voto popular, além de dar algumas infos exclusivas ao blog sobre a premiação deste ano.

O idealizador do Prêmio Dynamite, André Pomba

 

Zap’n’roll – Esta semana foram anunciados os indicados que estão concorrendo ao Prêmio Dynamite de Música Independente deste ano. A lista, no geral, está bastante equilibrada e abrangente. Mas como sempre, e isso é inevitável, surgiram queixas de artistas que não foram incluídos na lista de indicados, por não estar nela. Para que todos possam compreender bem, como foi feita a mecânica de montagem
das listas dos indicados nas diversas categorias?

Andre Pomba – Todo ano quando divulgamos os indicados surgem reclamações, muitas delas plausíveis. Nenhuma lista é perfeita, mas creio que o Prêmio Dynamite é a premiação mais aberta e completa, pois ela abrange 22 categorias e 440 indicados. Todo ano temos um curador que tem autonomia para a escolha dos indicados, a Dynamite não entra no processo. Nos anos anteriores consultávamos jornalistas especializados para
as indicações e este ano resolvemos fazer diferente, abrir também inscrições via e-mail e Facebook, o que tornou o processo mais transparente mas ao mesmo tempo mais trabalhoso, visto que as inscrições superaram a barreira de 1000 artistas. Lembramos também que buscamos seguir um critério de amplitude para atingir mais Estados e regiões em categorias com muitos possíveis indicados.

 

Zap – E quem foi o curador responsável pelas indicações este ano?

Andre Pomba –  Este ano foi o ex-editor da Dynamite e guitarrista do grupo Twinpines, Bruno Monstro.

 

Zap – Por que a decisão de abolir a seleção prévia de indicados feita nos anos anteriores por um colegiado de músicos, produtores, jornalistas etc, e deixar a montagem de todas as listas de indicados nas mãos de apenas um curador?

Andre Pomba –  Todo ano a montagem fica na mão de um curador só. O colegiado sempre foi consultivo. A decisão de abolir as seleções prévias foi por conta dos vazamentos que ocorriam e pressão para indicação de alguns artistas.

 

Zap – Certo. E você, como criador do Prêmio, atribui qual dimensão de importância a ele hoje, em um momento em que 90% da produção musical brasileira vem da cena independente?

Andre Pomba – Pois é quando começamos em 2002, a cena independente era minúscula e hoje é um gigante, a ponto de artistas consagrados estar em selos independentes, desvinculados de grandes gravadoras multinacionais. O Prêmio foi importante durante anos para mostrar um outro lado da produção, que não era atingida pelas grandes premiações como MTV, Multishow etc. Hoje ele ainda é o maior mapeamento da música
brasileira existente, mesmo contando com poucos recursos e estrutura.

 

Zap – Resposta sua que nos leva a outras duas questões. A primeira: por que houve uma interrupção na premiação nos últimos anos? E segunda: você cita a questão de falta de recursos e estrutura para bancar o evento. Em anos anteriores ele contou com patrocínio de empresas privadas. E este ano, há algum patrocínio ou apoio para bancar os custos?

Andre Pomba – Nas oito edições anteriores da premiação ele só teve patrocínio em duas edições: da Claro e da Toddy, que foram as maiores e melhores edições. Nos outros anos tivemos algum apoio da Secretaria de Estado da Cultura, o que se repetiu neste ano, já que ganhamos um edital de festivais. Mesmo assim, a verba é menos da metade do que tínhamos com os patrocínios. Houve uma interrupção pois tivemos prejuízo na edição de 2009/2010, pois tínhamos um patrocínio acertado que foi rompido e fizemos uma premiação bem simples, sem shows. E decidimos que só a faríamos de novo, quando tivéssemos um suporte financeiro para fazer algo legal. E tambem nos últimos dois anos a ONG Dynamite buscou se firmar na implantação do CMIJ – Centro de Música e Inclusão para Jovens
(www.cmij.org.br) no bairro do Bixiga em São Paulo.

 

Zap  –   É possível citar o valor da verba recebida para realizar o evento da premiação, e também qual o custo estimado do evento?

Andre Pomba –  Prevemos gastar em torno de R$ 60.000,00 na Premiação e na Mostra, que foi o valor recebido pelo edital. Estamos buscando patrocínio para complementar os valores e buscar termos mais atrações e estrutura.

 A dupla inglesa The Kills (acima) e o grupo paraense Madame Saatan (abaixo): dois concorrentes de peso ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012

 

Zap – O que esperar da premiação este ano em termos de localização, atrações, shows etc? E quando ela será realizada, afinal?

Andre Pomba – Vou te passar em primeira mão essa informação. A premiação voltará ao teatro Sérgio Cardoso, no bairro do Bixiga em São Paulo, que foi totalmente reformado. Será no dia 18 de julho, uma quarta-feira. A mostra será nos dias 7 e 8 de julho no CCJ, Centro Cultural da Juventude no bairro da Vila Nova Cachoeirinha, na periferia da zona norte paulistana.

 

Zap – Já há alguma atração prevista para animar a premiação? E alguma personalidade da cultura pop já escalada para entregar algum dos troféus?

Andre Pomba – Vamos começar agora a trabalhar a produção dos eventos, não temos nenhum nome fechado, nem de artistas, nem apresentadores. Mas de antemão, quero aqui convidar você a apresentar uma das categorias este ano. Afinal a Dynamite faz 20 anos em 2012 e você faz parte dessa história!

 

Zap – Opa, fico muito honrado com o convite e claro que aceito pois além do enorme  carinho que tenho pela Dynamite (em sua fase como revista impressa, e depois também na era digital), também sempre acompanhei muito de perto não só todas as edições do Prêmio mas toda a movimentação da cena independente nacional nos últimos quinze anos.

Andre Pomba –  Claro, você e o blog Zap’n’Roll teria todos os méritos para serem inclusive indicados, mas como existe um vínculo entre você e a Dynamite, não é correto indicar.

 

Zap – Com certeza. E pra encerrar: qual o recado que você deixa para quem não conseguiu ser indicado nas categorias concorrentes e ficou descontente com isso?

Andre Pomba – Na realidade a curadoria não julga prioritariamente os trabalhos e sim procura mapear os que tiveram mais destaque, repercussão e melhores críticas. Por isso a dica é sempre buscar ampliar a divulgação do seu trabalho ao máximo para que o nome se torne mais conhecido.

 

Zap – Bom, partindo desse principio não é estranho que a curadoria do evento tenha optado, por exemplo, em incluir na categoria “melhor selo/gravadora” um selo que não lançou quase nenhum disco ou artista em 2011, em detrimento de outros selos que promoveram vários lançamentos no mesmo período?

Andre Pomba –  Finas, não temos como entrar em méritos individuais nem quantitativos. Mas o Bruno admitiu que teve muita dificuldade na parte de selos, visto que muitos lançam trabalhos online e gratuitos e também decidimos levar em conta este tipo de “comercialização” este ano.

 

Zap – E pra encerrar mesmo (rsrs), verificando os indicados em algumas categorias, notamos que, por exemplo, há grandes revistas de grandes editoras indicadas, assim como mega festivais também. Por que essas indicações em um evento que celebra a cena independente?

Andre Pomba – Na realidade o foco é o meio independente e de quem o apóia. Se uma grande revista, programa ou mesmo festival tem coberto a cena, não existe restrições neste sentido. Embora eu ache uma questão pertinente para poder ser repensada em futuras edições.

 

Zap – Está ótimo! Nos vemos então em julho, na grande festa do Prêmio Dynamite 2012!

Andre Pomba – Eu que agradeço a entrevista, Finas! Lembrando que para votar tem que se cadastrar no site http://www.premiodynamite.com.br/ .

 

 

FOO FIGHTERS E ARCTIC MONKEYS TRIUNFAM NA PRIMEIRA EDIÇÃO DO LOLLAPALOOZA BRASIL

Alex Turner comandou um show gigante do Arctic Monkeys no primeiro Lollapalooza BR, realizado semana passada em São Paulo. Foi o melhor momento do festival, sem dúvida alguma 

Encerrada na noite de domingo no Jockey Club de São Paulo, com um público estimado em 60 mil pessoas (de acordo com a organização do evento; para a reportagem da Dynamite e de Zap’n’roll, havia ali algo em torno de 40 mil pessoas), a primeira edição do festival Lollapalooza BR, nos dois dias em que foi realizado, mostrou o triunfo no palco de seus dois headliners, Foo Fighters (no sábado) e Arctic Monkeys (no domingo). Além disso – e como era de se esperar – o Lolla se equilibrou bem entre acertos e erros. E, contrariando a vocação junky de muitos festivais de rock’n’roll, se mostrou um evento bem “família”: era muito fácil encontrar no meio do público pais curtindo os shows com seus filhotes.
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O primeiro dia, no sábado, lotou o espaço do Jockey, com o festival esgotando os 70 mil ingressos colocados à venda. O sol estava escaldante, o calor batia nos 30 graus mas o povaréu aguentou firme até a noite, já que a humanidade queria assistir o Foo Fighters, hoje um dos maiores nomes do rock mundial e que talvez esteja em seu melhor momento. Porém, foi duro agüentar até o momento em que Dave Grohl e sua turma subiram ao palco, pontualmente às oito e meia da noite (e aí, na questão do horário, está um dos acertos do evento: quase não houve atrasos nos shows – com a vergonhosa exceção dos Racionais Mc’s, que demoraram quase uma hora para começar a se apresentar –  que começaram e terminaram nos horários previstos). Duro porque a escalação das bandas não ajudou: na ala nacional (que estava com um line up pra lá de irrelevante) Marcelo Nova e o indie Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria fizeram bons shows. O Rappa mostrou que já teve mais força e impacto ao vivo. O resto foi o resto e daqui a alguns meses ninguém vai se lembrar que estiveram no Lolla nomes como Tipo Whisky.
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Na parte gringa o sabadão também foi sofrível. A Band Of Horses, uma interessante formação americana que faz rock mais bucólico e contemplativo, sofreu por tocar esse tipo de som em um festival gigante e onde a platéia quer é agitação. Mas nada supera o pavor que foi a apresentação do horrendo Tv On The Radio e seu pseudo rock experimental/subversivo, com toques de psicodelia e Black music. Não dá: a banda é chata e arrogante e suas músicas são ruins de doer.

 

A situação só melhorou mesmo já no final do primeiro dia do Lollapalooza, quando a veterana Joan Jett subiu no palco Butantã. Espécie de ícone do autêntico rock’n’roll de garagem e com inacreditáveis cinqüenta e três anos de idade, Jett mostrou que tocar rock ao vivo exige carisma, pique, uma banda afiada e ótimo repertório musical. Ela deu tudo isso ao público (que, na hora do set, era formado por uma grande maioria de garotas) e ancorada no carisma de hits clássicos como “Bad Reputation” e (claro) “I Love rock’n’roll”, fez uma apresentação fodona e deixou o clima do evento fervendo para a entrada do Foo Fighters, no palco Cidade Jardim.
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E Dave Grohl e sua turma vieram e botaram a casa abaixo. Duas horas de apresentação, todos os hits enfeixados (nem é preciso citar o nome das músicas aqui, ou precisa?), a banda em grande forma, o ex-batera do Nirvana com a simpatia, humildade e carisma de sempre: tudo isso colaborou para que o set do FF fosse um triunfo completo, em uma apresentação que superou muito, em termos de qualidade, ao show que a banda fez no Brasil em 2001, no Rock In Rio (show que, diga-se, também foi muito bom). Tirando alguns exageros aqui e ali (como esticar em demasia a versão ao vivo da esporrenta “Breakout”, ou ainda ficar papeando com o público por quase dez minutos no intervalo entre duas músicas), a gig do Foo Fighters lavou a alma dos fãs brasileiros que esperaram mais de uma década para conseguir ver o grupo ao vivo novamente.
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No domingo havia menos gente no Jockey e, consequentemente, menos problemas para circular no imenso espaço, além de filas menores para se comprar comes e bebes ou ir ao banheiro. Na parte que interessa (os shows, óbvio), no entanto, o desequilíbrio entre bandas/shows ruins e ótimos continuou francamente favorável ao primeiro. Gogol Bordello e o MGMT (que há pouquíssimo tempo era considerado como o novo “futuro” do rock e, de fato, possui um ótimo disco de estréia) competiram para ver quem fez a pior apresentação da segunda noite do Lollapalooza. Já o “coxinha” Foster The People se mostrou mais rock e menos indie pop ao vivo e levantou o público, mesmo tendo apenas seu super hit “Pumped Up Kicks” (que, ao vivo, foi esticada por quase dez minutos) como música conhecida da galera. A grata surpresa do domingão foi o Manchester Orchestra: com ótimas músicas que alternavam na medida esporro/barulho com climas mais suaves e exibindo competência instrumental no palco, o grupo americano acabou conquistando um público que não conhecia o trabalho deles.
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Sobrou para o Jane’s Addiction e o Arctic Monkeys encerrarem a primeira edição do Lollapalooza brasileiro. A banda de Perry Farrell (o criador e dono do festival), começou muito bem seu set, já detonando “Mountain Song”, “Just Because” e “Been Caught Stealing” logo de saída. Talvez por isso mesmo o show tenha perdido o pique inicial logo em seguida e o restante da gig se tornou bastante arrastado, só não espantando o público totalmente graças ao carisma de Farrell como front-man e ao ótimo desempenho de Dave Navarro, um sujeito que é um monstro na guitarra.

 

Faltava o rolo compressor do Arctic Monkeys. E ele veio, deixando a multidão de fãs (mais fanáticos e animados do que os fãs do Foo Fighters) completamente histérica – fato comprovado por este repórter, que viu a apresentação dos Macaquinhos no meio do povão. Não é brincadeira: o AM é uma banda fodíssima ao vivo (e foi justamente depois de ver a apresentação deles em São Paulo, no extinto Tim Festival em 2005, que o sujeito aqui se tornou fã do grupo, já que antes torcia o nariz total para o trabalho dele). Junte-se a isso o sensacional repertório dos dois últimos álbuns lançados pelo quarteto inglês e não precisa mais nada. Agora fazendo a linha visual rockabilly, o vocalista e guitarrista Alex Turner já começou apavorando ao tocar “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” e “Teddy Picker”. Daí pra frente foi uma sucessão de pedradas (“Brainstorm” provocou comoção e convulsão coletiva) até o fim do set. Todo ele preenchido por músicas rápidas, poderosas e sem muito falatório com o público. E também sem grandes efeitos visuais no palco, sendo que o recado da banda é muito claro: rock poderoso é pra ser ouvido; ele independe de cenários mirabolantes. Por isso mesmo, o Arctic Monkeys fez o melhor show da primeira edição do Lollapalooza BR.
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Um festival que teve como pontos positivos: a) localização – o Jockey Club é de fácil acesso (ainda mais agora, com a estação Butantã do metrô funcionando bem ali, ao lado dele) e sua área é gigante, o que permite acomodar bem um evento onde circularam 70 mil pessoas no primeiro dia e cerca de 40 mil no segundo; b) tranquilidade – não houve nenhum tumulto nos dois dias e o clima estava bem “família” até para um festival de rock. O policiamento na área do Jockey estava bem ostensivo e não houve “arrastões” nem antes nem depois dos shows, como aconteceu na noite em que o ex-Pink Floyd Roger Waters tocou em Sampa; e c) ótimos shows internacionais – Foo Fighters, Joan Jett, Manchester Orchestra e Arctic Monkeys são os exemplos disso.
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Mas que também teve seus pontos negativos: a) o terreno irregular do Jockey, o que dificultava a locomoção das pessoas; b) distância gigantesca e absurda entre os dois palcos principais, que era de cerca de um quilômetro e meio; c) o preço abusivo de alimentos e bebidas (sempre, né?); e d) o som péssimo do primeiro dia, que fodeu vários shows – inclusive o do Foo Fighters. A situação só melhorou no domingo e quando o Jane’s Addiction subiu ao palco, a qualidade do PA (sistema de som) estava uma maravilha, o que também aconteceu no show do Arctic Monkeys, felizmente.
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Foi isso. A cobertura do Lollapalooza Brasil para a Dynamite online e para o blog Zap’n’roll em seus dois endereços  foi feita por Humberto Finatti (textos) e Helena Lucas Rodrigues (fotos). Em 2013 tem mais, assim todos nós esperamos!

 

 

E NOS BASTIDORES DO JOCKEY CLUB…
* Se nos anos 60’ e 70’ festival de rock era sinônimo de dorgas, putaria, lama, chuva, piração em massa etc, no novo milênio e bem de acordo com os tempos caretas em que a humanidade está vivendo novamente, tudo mudou. Em Woodstock ou Águas Claras (este no Brasil, no interior paulista no início dos anos 80’ e onde o sujeito que escreve estas linhas online esteve, quando ainda era um pirralho adolescente) rolou de tudo, rsrs. Em Águas Claras, por exemplo, Zap’n’roll, dormiu em barraca (sempre detestou fazer isso), trepou também em barraca (idem) e chapou o côco de maconha até dizer chega. Já no Lollapalooza Brasil, em sua primeira edição, não havia quase drogas (ok, sentia-se o suave aroma de marijuana pairando sobre o público, aqui e ali). Havia sim muito álcool (brejas, vodka etc.) e um clima total família, com pais curtindo os shows com os seus filhos (como você poder ver numa das pics tiradas pela fotógrafa Helena Lucas). Se é melhor assim ou não, aí vai do gosto de cada um. O zapper, por exemplo, preferia festival movido a loucura, hihi.

 

* No sabadão, aliás, o blog chegou praticamente muerto ao Jockey Club, pois havia “virado” a noite no baixo Augusta, em esporrenta balada de total enfiação de pé na lama no bar Astronete. Não deu outra: sem dormir há trocentas horas, com o pé doendo depois de algumas horas zanzando pela imensa área do festival, Zap’n’roll não agüentou. No começo da gig do Foo Fighters (que fechava o primeiro dia do evento, já passando das oito e meia da noite), o blogger cansadão saiu do meio do povão e se mando pra sala de imprensa. Lá chegando, encheu um pote de risoto de champagne (que estava uma delícia), pegou uma lata de Coca-Cola, e se instalou confortavelmente numa cadeira, de onde assistiu a pelo menos quarenta minutos de show do FF (que durou mais de duas horas) através dos telões que haviam ali. Depois, quando se recuperou um pouco do cansaço e se sentindo algo “velhote” demais (velho demais pro rock’n’roll? Ou muito jovem ainda pra se aposentar dessa esbórnia toda?) e mezzo “culpado” por estar vendo um show de rock dessa maneira, não teve dúvidas: o blogger de alma rocker voltou pra ver o restante da apresentação de Dave Grohl e Cia no meio da muvuca do público.

 

* E se alguém acha que o relato aí em cima se constitui em um mal exemplo de cobertura jornalística em show de rock, vai vendo: havia equipes gigantes de mídias idem cobrindo o festival, óbvio. Uma dessas equipes era como sempre do jornal Folha De S. Paulo, que parece ser comandada por um célebre jornalista da cena musical, que já saiu e voltou ao diário paulistano umas trocentas vezes nos últimos anos. Pois bem: este jornalista, quase cinqüentão e com dificuldades de locomoção (devido ao seu corpo um tanto rotundo) simplesmente NÃO enfrenta mais os shows no meio do público. Desloca comandados pra fazer o serviço, hã, pesado enquanto ele fica na sala de imprensa em tempo integral, sentado diante de um notebook e coletando infos pra depois escrever seus textos – que acabam sendo os de maior destaque sobre o evento na Folha online ou nas páginas do caderno Ilustrada. A pergunta ética que não quer calar: diante do exposto aqui, você acha o texto da figura em questão confiável?

 

* E tinha cerveja desta vez na sala de imprensa, uia! Nos dois do Lolla, a Heineken (uma das patrocinadoras do festival) disponibilizou dois freezers de latinhas pra jornalistada se embebedar feliz. Tanto que no sábado, assim que as latas chegaram os dois freezers se esvaziaram no tempo recorde meia hora. No domingo, a breja na sala de imprensa durou um pouco mais.

 

* O show do Jane’s Addiction animou até a ala feminina de jornalistas. Também pudera e vem cá: Dave Navarro, além de continuar sendo um guitarrista fodão, também é um (como diriam as bibas mais assanhadas) pauzudo, hihihi. Tanto que teve fotógrafa na frente do palco querendo pagar “peitinho” pro suijeito, wow!

 

* Não se esquecendo de que Navarro gosta de cortar (ou atacar) dos dois lados, uia!

 

* Zap’n’roll encontrou muitos colegas simpáticos nos dois dias de festival. Topou com o Luiz César e o rocker Daniel Vaughan (do portal R7), com Chuck Hipólitho (o “caipira que deu certo” na MTV, como sempre diz o DJ Focka), com a turma da Rede Minas, mais as lindas, gloriosas e tesudas Adriana Oliveira (de Uberlândia) e Juliana Resende, e com o mega querido super monge japa zen Pablo Miyazawa e a sempre linda, simpática e tatuada Mari Tramontina. E FELIZMENTE não teve o desprazer de encontrar com o depósito de banha podre que atende pelo nome de José Flávio Merda Jotalhão Jr. Mas ele estava lá…

 

* Foi isso. Festival mega comportado e careta. Talvez por isso mesmo não haja tantas “emoções” nas notas de bastidores. Quem sabe em 2013…

 

LOLLAPALOOZA BRASIL EM FOTOS – ALGUNS SHOWS (pics shows e público: Helena Lucas)

O neo hippie eletrônico MGMT: show chatíssimo de uma banda que envelheceu muito rápido 

 

Belezura à parte, o Foster The People se mostrou mais rock e menos pop ao vivo 

 

A dupla de frente do Jane’s Addiction, Perry Farrell (vocais e o “dono” do festival) e Dave Navarro (guitarras): a gig começou bem mas depois perdeu o pique

 

 O “pauzudo” guitar heroe do JA: teve fotógrafa querendo pagar peitinho pra biba que corta dos dois lados, hihi

 

O PÚBLICO

 

Trio parada dura da cerveja

 

Dupla de Barretos invadindo o Jockey: Lara e Omar 

 

Eles queriam apenas curtir o som dos Macaquinhos 

 

Gata negra cheia de charme

 

Gata ruiva igualmente cheia de charme

 

As mina do rock, mano! 

 

Momento ternurinha, I: ela cuidando da cria 

 

Momento ternurinha II: paizão e filhão em ponto de bala, no show do Foo Fighters

 

LOLLAPALOOZA BRASIL – A EQUIPE ZAPPER NO FESTIVAL

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O DIA EM QUE O BLOG PERDEU UM SHOW DE MACCA POR CAUSA DE PADÊ
É verdade. Se os tempos hoje são de caretice, o blog recheado de memórias malucas e que precisam ser compiladas urgentemente em uma biografia, esta semana se lembrou da noite em que perdeu um show de Sir Paul McCartney em Sampa, por causa da enfiação de pé (ou napa) na lama em… cocaine. Não, não foi no ano passado, quando Macca esteve aqui (o ex-Beatle agora virou “freguês” do Brasil, no?). Foi em 1993, há quase vinte anos, quando Paul tocava finalmente pela segunda vez no país – a primeira havia sido dois anos antes no Rio, no estádio do Maracanã. E o blog se lembrou deste episódio esta semana por conta da aproximação de uma nova temporada do músico em terras brazucas, já que ele toca semana que vem em Floripa e em Recife.

 

Em 1993 Paul McCartney era vinte anos mais novo e show dele aqui era raridade (como dito mais acima, ele havia feito uma única gig brasileira em 1991, no Rio). Quando foi anunciado então que haveria nova apresentação de Macca no Brasil (desta vez em Sampa, no estádio do Pacaembu), foi um tumulto. Os ingressos se esgotaram rapidinho e Zap’n’roll, que então escrevia matérias de música para a poderosa revista Interview, conseguiu uma especialíssima credencial para o show. Foi na coletiva que Paul deu no próprio Pacaembu, na tarde do dia do show, e depois rumou pro apê em que ele morava/dividia com o velho amigo Philipe Britto, na avenida 9 de julho, centrão brabo de Sampa naquela época.

 

E há quase duas décadas, sem falsa modéstia, o autor destas linhas rockers online também era o “sonho de consumo” de qualquer boceta louca e fã de rock. Menos de trinta anos de idade, sempre usando rabo-de-cavalo, sem barriga (uia!), solteiro (recém-separado de seu único casamento até hoje), jornalista de mega revista, rocker e loker Zap’n’roll fodia xoxotas em profusão. E também cheirava muuuuuita cocaine.

 

Foi exatamente o que fodeu a ida do jornalista junky ao show do Pacaembu. Quando estava indo pro apê da 9 de julho, após a coletiva de Macca, o zapper foi buscar uma “parada” de cinco gramas de cocada boa (havia uma ótima no centrão de Sampa, naquela época) pois sua intenção era enlouquecer na night após a gig. Deu tudo errado, rsrs: ao chegar ao apartamento e após tomar banho, se arrumar e tals, o jornalista doidón não resistiu e foi “experimentar” o produto, pra checar a qualidade do mesmo. Não deu outra: o negócio estava violento e a bicudisse entrou em cena, impedindo o sujeito de sair do apartamento.

A cavaluda Sandra M. tinha um mamicaço igual ao da foto acima (que é de outra xoxotaça também fodida pelo zapper taradón, hihi. A dona desse peitaço da foto também adorava padê e o blogger loker mamou bastante em sua teta, que sempre vazava gotículas de leite, uia! 

 

Credencial em cima de uma mesa, várias carreiras sendo aspiradas, uma garrafa de whisky sendo detonada, o show rolando no Pacaembu e… toca incrivelmente o interfone do apê. Quem seria??? O zapper, tenso, atende e o porteiro avisa: “é a Sandra. Ela pode subir?”. Podia. Sandra M. era uma autêntica “cavala” morena, de cabelos curtos, peitões enormes e suculentos, coxas idem e xoxotaço lisinho. Durante anos fora (imaginem), apaixonada pelo vj João Gordo (é, a fama proporciona essas regalias, hihi) e se tornou amiga do autor destas linhas virtuais canalhas, sendo que o jornalista taradão vivia querendo comer a moçoila.

 

Não foi nessa noite: quando Sandra entrou no apê, já sacou de cara o estado do seu amigo. “Finatti, você tá bicudíssimo! Põe um teco desse negócio aí pra mim!”, disse ela. E Zap’n’roll pôs. Em alguns instantes Sandra, já bem loka, afirmou: “Porra, nervosa essa farinha, hein!”. E era mesmo. Foi quando Zap’n’roll pediu pra ela: “tira a roupa!”. A cavalaça tirou, revelando calcinha e suitã roxos – ela tinha ido realmente com a intenção de foder. E quando a moça ficou pelada, o jornalista ficou ainda mais maluco por ver o bocetaço que estava na sua frente. Só que… não houve chupada no pau do sujeito aqui (e Sandra bem que tentou, rsrs) que fizesse o dito cujo levantar. Yep, efeito da cocaine claaaaaro (machos empedernidos que afirmam categoricamente que conseguem foder bicudos de cocaine estão mentindo; a cocaína impede o homem de ter ereção. Por isso trepadas e coca não combinam, na maioria dos casos). Restou à dupla se vestir novamente (mas antes, Zap’n’roll fez questão de dar um teco de padê em cima da boceta lisa da garota, e outro em cima de sua enorme teta), continuar tecando e bebendo whisky até altas horas.

 

Semanas depois Sandra voltou ao apê da 9 de julho e aí sim, houve uma foda fantástica entre ela e Zap’n’roll (inesquecível a tatuagem da Betty Boop que a garota tinha em uma das coxonas, além de ela foder de quatro falando: “ai, que pinto gostoso!”). Mas o show do Paul McCartney em 1993 ficou apenas na vontade. E de lá pra cá, o blog nunca mais conseguiu ir em outra gig dele. Infelizmente. Quanto à Sandrinha, esteja ela onde estiver, o blog sempre irá se lembrar de que foi com ela uma das melhores trepadas que o zapper já deu em sua vida. Bons tempos…

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Showzaço grunge: a lenda Mark Lanegan toca hoje em Sampa, né? Lá no Cine Jóia. Então corre pra lá que ainda dá tempo!

 

* Coachella ao vivo no YouTube: o endereço está aí em cima, no início do post. E os shows já estão rolando na web. Se você vai ficar em casa, a pedida é essa!

 

* Baladas esquema rapidez: mas se você vai cair na vida, hoje tem a festona Pop&Wave, no Inferno Club (com especial do Cure e de Siouxise e seus Banshees, lá na rua Augusta 501, centrão rocker de Sampa), além da badalada Tiger Robocop no Dynamite Pub (que fica na rua Treze de maio, 263, no Bixiga, centro de São Paulo) e ainda a Discotexxx no sempre mega animado Astronete (também na Augusta, no 335). Tá bão, né? Boa balada pra quem vai cair na night.

 

E CONTINUA EM SORTEIO
Pelo hfinatti@gmail.com:

* SEIS INGRESSOS para o show que o porrada Anthrax faz semana que vem, dia 27 de abril, uma sextona, em Sampa (lá no HSBC Brasil), com abertura luxuosa dos Misfits. É a última chamada pra essa promo, sendo que o nome dos vencedores estará aqui no dia do show, no nosso mega post semanal, okays?

 

 

* E uma cópia do novo disco solo do Thurston Moore, além de um cartaz do show que ele fez anteontem em São Paulo. Semana que vem desovamos o resultado desta promo aqui, okays?

 

FUIZES!
Postão no capricho. E agora o blogger rueiro vai pra… rua, claro! Até a semana que vem!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 17/4/2012 às 3hs.)

O Lollapalooza invade Sampa. A Let’s Rock invade o Ibirapuera. O blog muda seu visual. E a esbórnia/putaria rocker do feriadão começa hoje, com DJ set do fotógrafo Bob Gruen e os caralho! (plus: a cobertura do Lollapalooza, os indicados ao Prêmio Dynamite, o fim do Blur novamente e o mais novo espaço cultural rock alternativo de Sampa)(versão atualizada em 10/4/2012)

 

Dave Grohl (acima) e Alex Turner (abaixo) comandam os showzaços do Foo Fighters e do Arctic Monkeys no Lollapálooza Chile, no último finde. A partir de amanhã é a vez de Sampa receber o mega festival

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* Um up to date rapidez aqui, pra acrescentar algumas paradinhas:

 

* A cobertura bacanuda do que rolou na primeira edição do Lollapalooza Brasil já está no portal Dynamite online e também na Zap’n’roll que é publicada lá. O texto estará reproduzido aqui até este finde, em nosso tradicional postão semanal, acrescido daquelas já famosas notas bizarras de bastidores, uia! Esse postão zapper deve entrar no ar nesta quinta-feira, okays?

 

* Neste mesmo postão vamos falar melhor do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, que acaba de divulgar a lista de indicados. Zap’n’roll infelizmente não está entre eles (snif), mas já sabe que será responsável pela entrega do troféu de uma das categorias, hehe. Você pode conferir a lista de todos os indicados aqui: http://www.premiodynamite.com.br/ .

 

* A mesma quinta que promete ferver em Sampalândia. Vai ter show do ex-Sonic Youth Thurston Moore no Cine Jóia, show da lenda punk The Damned na Clash Club (com promo de ingressos aqui mesmo no blog zapper, você já enviou e-mail pra concorrer? Não? Então corre, phorran!), show de lançamento do primeiro disco do Coyotes California no clube Sarajevo, no baixo Augusta (também com promo de tickets no hfinatti@gmail.com) e… a inauguração do mais novo espaço indie/alternativo da capital paulista: trata-se do Espaço Cultural Valden, que vai ser aberto nesta quinta-feira, com festa apenas para convidados. Pilotado pelo músico e agitador cultural Cesar Zanin (que toca na banda Magic Crayon, do nosso eterno chapa Gilberto Custódio), o Valden é pequeno (a lotação é 100 pessoas) mas promete muito agito e aconchego com atividades culturais diversas, além do tradicional espaço para shows de bandas alternativas e a tradicional discotecagem rocker – haverá por lá quinzenalmente festas do selo Pisces Records, com DJ set comandada pelo autor destas linhas online, eba! Interessou? O Valden abre suas portas para o público em geral nesta sexta-feira 13, uia! E fica lá na Praça Da República, 119, centrão rocker de Sampa. Vai lá e divirta-se!

O Blur (acima) infelizmente vai mesmo encerrar atividades novamente e sem voltar ao Brasil; já o grande Thurston Moore (ex-Sonic Youth) toca nesta quinta-feira em Sampa, no Cine Jóia

 

* Que mais? Ah, sim: Damon Albarn anunciou que o Blur fará mesmo o último show de sua história em agosto deste ano no Hyde Park em Londres, infelizmente. Pra quem tinha esperança (como o blog) de ver a banda no SWU 2012… snif…

 

* E o novo álbum de Madonna, após ir para o topo da lista dos mais vendidos da Billboard na semana de lançamento, despencou vertiginosamente nas vendas nas semanas seguintes. É, mais uma prova inabalável de que o cd já elvis. De verdade.

 

* Por enquanto é isso, galere. Colaê entre quinta e sexta-feira que o novo postão zapper virá fervendo, hehe. Até lá!

 

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Festival de rock e feriadão.
Uma combinação aparentemente perfeita, no? Yep, enquanto milhares deixaram Sampalândia desde ontem por conta do feriado prolongado da Páscoa, outros milhares estão chegando até a maior metrópole do país, pra cair direto na Chácara do Jockey onde, a partir de amanhã (sábado), rola a primeira edição brasileira do mega festival Lollapalooza – aquele mesmo, que já existe há duas décadas nos Estados Unidos e que foi criado pelo loker (hoje, nem tão loker assim) Perry Farrell, o homem que também deu ao mundo o Jane’s Addiction. Zap’n’roll (nesse momento, um dos blogs de rock alternativo e cultura pop mais acessados da web brasileira; para comprovar isso, basta ver o número de comentários e “recomendações” e “tuites” dos últimos posts) e o portal Dynamite online (também um dos principais da internet brazuca e já há uma década no ar), como de hábito, estarão presentes para cobrir o evento – a reportagem, tanto no portal quanto no blog, estará por conta do blogger rocker e da fotógrafa Helena Lucas, ambos credenciados pela produção do Lolla BR. E, mesmo estando com credenciais na mão fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, ainda assim este espaço online preserva sua independência opinativa e mostra, neste post, que a escalação nacional do festival poderia ser bem melhor. É o mínimo (e uma obrigação, na verdade) que um blog que está há uma década no ar pode e deve fazer pelo seu dileto e fiel leitorado: ser imparcial na hora de informar e opinar. Infelizmente isso não ocorre em outros blogs/sites sem relevância alguma na internet e na blogosfera. E por serem irrelevantes (né, Female Rock Squad) se tornam parciais, arrogantes, mentirosos, puxam o saco de produtoras de shows e eventos mas nunca conseguem se credenciar profissionalmente para cobrir esses eventos musicais. E quando não conseguem, fazem uma cobertura tosca e visivelmente escrita por fãs e tietes deslumbradas (né, Female Rock Squad). Aí quem se fode é o pobre e incauto leitor que lê e confia em um site/blog que nada tem a oferecer além de tietagem em forma de texto. Triste, mas real. Mas enfim, aqui no nosso postão semanal (escrito em pleno feriado, uia) damos uma geral na esbórnia rock’n’roll que começa amanhã. E também falamos da exposição Let’s Rock (que foi aberta esta semana em Sampa) e de mais algumas paradas aê. Vai lendo, divirta-se, tenha um ótimo feriado e, se for pro Lolla a partir de amanhã, muito rock’n’roll também!

 

* E blogão de visual novo e caprichadão, uhú! Cortesia do nosso querido web designer Rodrigo “Khallfajeste” Ramos, hihi. Valeu Khall, sendo que esse up grade no visual é apenas a primeira etapa das mudanças que vão pintar por aqui, no decorrer dos próximos meses. Pode aguardar pelas outras que elas serão beeeeem legais!

 

* O seu, o nosso querido loucaço eterno Pete Doherty, abriu seu (dele) coração pra NME desta semana. Em matéria de capa no tablóide (essa mesma que você vê aí embaixo), o moçoilo fã de cocaine, heroine, crack and alcool em doses cavalares, disse que “mergulhou na lama quando Amy Winehouse morreu”. Agora, recuperado e pronto pra enlouquecer novamente, Pete anuncia que vai lançar em breve um novo disco solo. Aguardemos…

 

* Já o velhusco Gene Simmons, que ainda insiste em continuar com o Kiss (que um dia, convenhamos, foi uma banda beeeeem legal) anunciou seu apoio ao candidato conservador Mitt Romney nas eleições americanas desse ano. É sempre assim: rock stars outrora doidões, junkies e putanheiros quando jovens, acabam se transformando em velhos escrotos e conservadores. É o caso do baixista do Kiss.

Esse sujeito aí em cima, com essa língua enooooorme, já foi um rock-star junky, putanheiro e porra-loka. Hoje, velhote, milionário e careta, se tornou um conservador escroto. Por isso mesmo sua língua nem deve mais lamber um xoxotaço como esse aí de baixo (a dona dassa boceta, inclusive, deve estar batendo siriricas homéricas e raivosas, por não estar em Sampa nesse finde, pra ver ao vivo seus amados Foo Fighters, Arctic Monkeys e Mahchester Orchestra, hihi) 

 

* Notícia mais relevante para o mondo indie é a volta do graaaaande Spiritualized. O combo space rock liderado pelo gênio Jason Pierce e que nos anos 90’ lançou o clássico “Ladies & Gentlemen, We Are Floating In Space”, está de volta. Lançam o álbum “Sweet Heart, Sweet Light” agora em abril. Pra recordar os bons tempos do Espaço Retrô, onde dançar chapado de álcool, beck e cocaine ao som do Spiritualized era quase um ritual dionisíaco.

 Os ingleses do Spiritualized: o space rock dos 90′ está de volta!

 

* A GRANDE HIPOCRISIA DA PROIBIÇÃO DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS – pois então, vamos abrir um parêntese aqui para tratar de um tema, hã, palpitante nestes tempos de sustentabilidade e de ser ecologicamente correto. Longe destas linhas bloggers ambientalistas quere ser do contra em algum assunto relativo a ecologia e ainda mais quando se sabe que o planeta está realmente precisando de medidas urgentes, na questão da preservação dos recursos naturais. Porém, a Lei que proibiu definitivamente esta semana os supermercados e mercadinhos paulistanos de oferecer sacolinhas plásticas para que os consumidores possam levar suas compras para casa, é de uma hipocrisia sem tamanho. Ok, sacolinhas para levar as compras não pode (porque elas degradam o ambiente e levam quatro séculos para se decompor). Mas e as embalagens plásticas de arroz, feijão, açúcar, sal, legumes, frutas, verduras etc, etc, etc? Todas elas também não degradam o ambiente e não levam o mesmo período de tempo (se não levar mais pois algumas dessas embalagens possuem um plástico com uma textura bem mais grossa do que as sacolinhas) para se decompor? Ao invés de ficar aprovando leis hipócritas para agradar parcelas de eco-chatos e ambientalistas malas, por que o Poder Público não investe recursos pesados na melhoria da reciclagem do lixo que é produzido diariamente em uma mega metrópole como São Paulo onde, segundo reportagem mostrada no telejornal SPTV, se recicla apenas 1,5% de TODO o lixo que é produzido todosos dias na cidade? Pois é… pra pensar…

 

* E o craque Neymar segue feliz surfando em sua superexposição. Após aparecer em trocentos comerciais na tv, agora o jogador do Santos vai atuar em vídeos musicais, uia! O garotão já gravou participação no novo clip do Emicida, onde interpreta um professor de artes marciais. A vida é bela…

 

* Da série “eles não sabem a hora de se aposentar”: o velhusco quinteto alemão Scorpions anunciou que a turnê deste ano é mesmo a ÚLTIMA de sua já jurássica carreira. O grupo passa pelo Brasil em setembro e – pasme! – vários setores para o show que o grupo fará em São Paulo já estão com ingressos esgotados. Há gosto pra tudo.

 

* Inclusive para ver várias das péssimas atrações nacionais do Lollapalooza BR. Mas isso é assunto pra você ler aí embaixo.

 

A HORA E A VEZ DO LOLLA BR, UM FESTIVAL COM ÓTIMAS BANDAS GRINGAS E PÉSSIMA ESCALAÇÃO NACIONAL
Começa amanhã na Chácara do Jockey, em São Paulo, a primeira edição brasileira do mega festival Lollapalooza. Criado há mais de duas décadas nos Estados Unidos pelo músico e agitador cultural Perry Farrell (o homem que ainda canta à frente do bacana Jane’s Addiction), o Lolla BR (como já ficou conhecido aqui) chega até a terra brazuca graças a acordo comercial fechado entre a produtora Geo Eventos (braço de negócios das Organizações Globo) e os organizadores do festival nos EUA. Tudo ótimo, tudo lindo (mais ou menos: os ingressos são caros pra cacete e não se esgotaram para o segundo dia, no domingo), escalação gringa com dois headliners fodaços (Foo Fighters no sábado; Arctic Monkeys no dia seguinte) e algumas atrações que são o hype do momento (e não necessariamente boas, musicalmente falando) no pop/rock da gringa – Foster The People, Cage The Elephant (que estas linhas zappers consideram uma bela merda) e Skrillex, só pra ficar nos mais, hã, aguardados.
Vai ter também nomes de escalão “intermediário” (como o bom Manchester Orchestra, que deverá fazer a alegria da galera indie) e povo das antigas mas de respeito na história do rock (como Joan Jett). Até aí, tudo bem. Mas quando se chega na escalação nacional que foi montada para o evento, é começam os engulhos na garganta. E após uma análise atenta do line up nativo da primeira edição do Lolla BR, chega-se a conclusão de que ele passou bem perto do fiasco completo.

 

Na boa, qual foi o critério para se chegar aos nomes nacionais que estão escalados para subir aos palcos do festival neste finde? Qualidade artística? Na maioria dos casos, impossível. Relevância atual ou histórica? Idem. “Brodagem” ou “acordos obscuros” de bastidores? O mais provável infelizmente. Só isso explica como entraram no “comboio” do Lollapalooza BR gente como Veiga & Salazar, Black Drawing Chalks, Pavilhão 9 (que já foi uma ótima banda de rap mas que hoje está completamente obscurecida), o tal Tipo Whisky (falsificado, só pode), o maletaço Wander Wildner (que repete seu ramerrão punk/brega há séculos e ninguém agüenta mais) e a vergonha alheia total Velhas Virgens, a pior (de)formação rock dos últimos séculos com seu rock sexista, machista e de letras absolutamente escrotas. Se salva ali (com muito esforço) o sempre bom baiano rocker Marcelo Nova, o ainda competente e engajado O Rappa, o rap porrada dos Racionais e o indie rock de guitarras do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (uma banda ótima e que realmente merece mais do que ficar apenas tocando nos bares do baixo Augusta).

 

Zap’n’roll acha que faltou mais critério (muito mais, diga-se) nessa seleção. E mais boa vontade também em pesquisar nomes. A atual cena rock/pop/hip hop nacional é gigantesca e tem grupos de sobra com qualidade para se apresentar em um festival desse porte. Por que rappers como Emicida ou Criolo não estão no line up? Que tal se a direção artística do evento prestasse atenção em bandas como Forgotten Boys, Los Porongas, Madame Saatan, Stereovitrola (lá do distante Amapá), Baudelaires (de Belém do Pará), Doutor Jupter (um quarteto country/folk sensacional do interior paulista), Transmissor (de Minas Gerais), Single Parents e tantas outras que estão aí, loucas para mostrar seu talento e ter uma chance em um grande festival como o Lolla?

 Forgotten Boys (acima) e Madame Saatan (abaixo): eles mereciam estar no Lollapalooza BR

 

Fica a sugestão para uma segunda edição em 2013, se ela acontecer. Desta vez a solução vai ser ir tomar um whisky (do bom), enquanto o Tipo Whisky tortura o público.

 

LOLLAPALOOZA BR – TODOS OS SHOWS E HORÁRIOS
7 de abril
Palco Cidade Jardim
Ritmo Machine: 12h – 13h
Marcelo Nova: 14h – 15h
O Rappa: 16h – 17h
TV On The Radio: 18h – 19h15
Foo Fighters: 20h30 – 23h

 

Palco Butantã
Wander Wildner: 13h – 14h
Cage The Elephant: 15h – 16h
Band Of Horses: 17h – 18h
Joan Jett & The Blackhearts: 19h15 – 20h30

 

Palco Alternativo
Balls: 13h – 13h50
Daniel Belleza e os Corações em Fúria: 15h – 15h50
Tipo Uísque: 17h – 17h50
Pavilhão 9: 19h15 – 20h15

 

Palco Perry
Márcio Techjun: 12h30 – 13h30
Veiga & Salazar: 13h45 – 14h45
Rhythm Monks: 15h – 16h
PerryEtty Vs. Chris Cox: 16h15 – 17h15
Peaches: 17h30 – 18h30
Bassnectar: 18h45 – 20h
The Crystal Method: 20h15 – 21h15
Calvin Harris: 21h30 – 22h45

 

8 de abril
Palco Cidade Jardim
Plebe Rude: 13h – 14h
Thievery Corporation: 15h – 16h
Manchester Orchestra: 17h – 18h
Foster The People: 19h – 20h15
Arctic Monkeys: 21h30 – 23h

 

Palco Butantã
Cascadura: 12h – 13h
Gogol Bordello: 14h – 15h
Friendly Fires: 16h – 17h
MGMT: 18h – 19h
Jane’s Addiction: 20h15 – 21h30
Palco Alternativo
Blubell: 12h30 – 13h20
Suvaca: 14h – 14h50
Black Drawing Chalks: 16h – 16h50
Garage Fuzz: 18h – 18h50
Velhas Virgens: 20h15 – 21h30

 

Palco Perry
Daniel Brandão: 12h30 – 13h30
Kings Of Swingers: 13h45 – 14h45
Killer On The Dancefloor: 15h – 16h
Pretty Lights: 16h15 – 17h30
Tinie Tempah: 17h45 – 18h45
Skrillex: 19h – 20h15
Racionais MC’s: 20h45 – 22h15

 

* Mais sobre o Lolla BR, vai lá: http://www.lollapaloozabr.com/ .

 

LET’S ROCK CONTA A HISTÓRIA DESSE TAL ROCK’N’ROLL
É o paraíso e o delírio total para todo fã de rock’n’roll que honra a sua paixão. Ficou em Sampalândia no feriadão de Páscoa? Não tem bufunfa pra enfrentar o mega festival Lollapalooza (que acontece neste finde na capital paulista) e está sem um programa realmente bacana? Então se manda pra Oca, lá no Parque do Ibirapuera. É lá que foi aberta ao público, na última quarta-feira, a exposição Let’s Rock. A mostra, que pretende ser a maior expo dedicada ao ritmo musical mais popular do século XX já montada na América Latina, fica em cartaz na Oca até o dia 27 de maio.

 

E é um evento de tirar o fôlego. Dividida em quatro pavimentos e ocupando todos os 10.500 m2 da Oca, a Let’s Rock enlouquece o visitante com zilhões de painéis gigantes onde estão outras zilhões de fotos ampliadas, coloridas e p&b, e que documentam toda a trajetória do rock’n’roll internacional e nacional, pela lente de fotógrafos que se tornaram tão célebres quanto os astros que eles clicaram para a posteridade. Um desses fotógrafos, claaaaaro, é o americano Bob Gruen, que já esteve anos atrás no Brasil participando do lançamento de um livro dedicado às imagens feitas por ele. Gruen, aos sessenta e sete anos de idade, talvez seja o maior fotógrafo de rock vivo. A convite da organização da exposição, ele está novamente em São Paulo. Participou da abertura da mostra na última terça-feira (com coquetel e apenas para convidados, sendo que a reportagem da Dynamite e blog zapper também estiveram presentes) e nesta sexta-feira faz uma DJ set especial no clube Astronete, que fica na rua Augusta 335, centrão rocker de Sampa.

 

E a Let’s Rock tem muito mais além dos painéis gigantes com fotos. Há “túneis do tempo” espalhados pelo pavilhão e onde você acompanhar, de maneira cronológica, a evolução dos principais acontecimentos que marcaram os quase sessenta anos de trajetória do rock’n’roll, desde o seu nascimento até os dias atuais. Não só: há exibição de filmes e vídeos (com o show que os Rolling Stones deram para mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, no Rio De Janeiro), exposição de capas clássicas da revista Rolling Stone (a edição americana e também a brazuca) e um espaço onde os “candidatos” a rock star podem dedilhar guitarras de diversas marcas e modelos. Show de bola, literalmente.

 O gênio das lentes, Bob Gruen, e um de seus pics mais célebres, a que registra o lendário Sid Vicious se lambuzando com um hot-dog. O super fotógrafo rocker faz dj set hoje em Sampa, no bar Astronete

 

O coquetel de abertura, apenas para convidados e que aconteceu na terça-feira, reuniu músicos, produtores, jornalistas e figurinhas carimbadas da cena rocker nacional. Estavam por lá o pessoal do Capital Inicial, o músico e apresentador João Gordo (velho amigo destas linhas online), o DJ Kid Vinil, o agitador cultural Cláudio Medusa (proprietário do Astronete), o querido Pablo Miyazawa (editor-chefe da Rolling Stone Brasil) e centenas de fãs anônimos que foram até a Oca apenas para ver a história desse tal rock’n’roll, o gênero que mobiliza multidões pelo mundo há seis décadas.

 

Se você ainda não foi, anotaê: a Let’s Rock fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das dez da manhã às dez da noite, com entrada a vinte pilas (estudantes e idosos pagam meia, claro). A entrada da Oca é pelo portão 3 do Parque do Ibirapuera, na zona sul paulistana.

 

Mais sobre a exposição, vai lá: WWW.letsrockexpo.com.br , WWW.facebook.com/letsrockexpo , www.twitter.com/letsrockexpo .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: pra “aquecer” pro Lolla BR, nada melhor do que (re)ouvir os dois primeiro discos do Foo Fighters. Ou os dois últimos do Arctic Monkeys. Esses quatro cds representam o melhor do que os dois headliners do festival já gravaram em suas carreiras, pode ter certeza disso.

 

* Filme/doc: ainda “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, realmente a grande pedida cinematográfica da temporada.

 

* Baladas: feriadão de Páscoa, muita gente viajou mas como Sampalândia sedia a primeira edição do Lollapalooza BR, a capital paulista ferve. Então capriche no modelón rocker e vá pra rua, pra entrar no clima do festival. Hoje, sextona e feriado em si, tem super festança rocker no bar Astronete (lá na rua Augusta, 335, centrão de Sampa), com direito a dj set do fotógrafo Bob Gruen. Também hoje, mas no Dj Club (que fica na Alameda Franca, 493, Jardins, zona sul paulistana) tem a noite rock comandada pelo super DJ André Pomba. E ainda hoje (ufa!), no reaberto (e ótimo) Madame (ex-Satã, lá na rua Conselheiro Ramalho 873, no Bixiga) rola show da revelação goth nacional Plastic Noir.///Sabadão? Vem que tem mais uma edição da festa “Pop&ave” no Inferno Club (que também fica na Augusta, no 501). E show do quarteto Viralata Rex no Clube Noir (que também fica na Augusta, no 331). Tá bão, né? Se joga!

Plastique Noir, do Cerá (acima) e seu gothic rock; o paulistano Viralata Rex (abaixo) e seu rock’n’roll básico: duas boas atrações do circuito indie paulistano neste finde 

 

TICKETS FREE! VEM QUE TEM!!!
E como! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que o saco de bondades do blog acaba de ser engordado. Agora, tentando a sorte, você corre o risco de ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura dos Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em São Paulo;

 

* Outros DOIS INGRESSOS para o show da lenda punk The Damned, dia 12 de abril (semana que vem!) na Clash Club, também em Sampa;

 

* Outros dois kits, cada um com um cd e um vip pra curtir o show de lançamento do primeiro disco dos Coyotes California, também dia 12 de abril no Savarejo Club;

 

* E um pôster e uma cópia do novo álbum solo do grande e ex-Sonic Youth Thurston Moore, numa parceria do blog com a produtora Inker e o selo carioca Lab344.

 

Dedo no mouse e boa sorte!

 

E FIM DE PAPO!
Sextona, feriado, Lollapalooza chegando. O blogão zapper se vai mas volta com mais na semana que vem. E na segunda-feira no portal Dynamite online, a cobertura completa de tudo o que rolou no Lolla BR, ok? Até logo menos, então!

 

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Vida breve, vida louca. Este post é dedicado ao querido Volges Severo. Eterno rocker, vocalista da banda Remoto Controle, gente finíssima e dileto amigo zapper há mais de uma década, Volges deixou este mundo na última terça-feira, aos trinta e quatro anos de idade. Está lá no céu com diamantes, ao lado da turma que gosta de fazer barulho (Jim Morrison, Hendrix, Kurt Cobain etc). Até breve, amigão!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 10/4/2012,  às 16hs.)