AMPLIAÇÃO FINAL E DEFINITIVA PARA O ÚLTIMO POST DA HISTÓRIA ZAPPER! Com entrevistas com novos autores da literatura de cultura pop e nossa derradeira musa rocker: a secretíssima, tesudíssima e cadeludíssima N.R. – Fim de jogo e fim de festa para este TÉTRICO 2018 (sendo que os próximos quatro anos deverão ser iguais em pavor, se não forem piores) e TALVEZ para estas próprias linhas bloggers rockers: após uma década e meia de ótimos serviços prestados ao rock alternativo e à cultura pop, chegou o momento de o blogão zapper sair de cena ao menos na forma como está sendo publicado atualmente e enquanto ainda se mantém relevante e com ótima audiência (ao contrário de certos “vizinhos” pobreloaders que… deixa pra lá, rsrs); assim, nessa postagem derradeira, nada de despedidas chorosas ou dramáticas, sendo que seguimos fazendo o que sempre foi feito muito bem aqui: você vai conhecer um pouco do trabalho do músico e guitarrista Dhema Netho, saber como foi o showzaço de final de ano dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, conhecer o trabalho de dois novos escritores independentes e que lançaram dois bons livros na seara da cultura pop, e mais isso e aquilo, com um detalhe: aqui NÃO tem lista de “melhores do ano” (isso, novamente, fica para aquele micro blogs que não têm mais assunto para publicar, uia!), “talkey”? (modo Jairzinho saco de cocô, claaaaaro!) (post ampliado, atualizado e finalizado em 28-12-2018)

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Zapnroll chega ao fim de sua trajetória de quinze anos na blogosfera brazuca de rock alternativo e cultura pop, período em que cobriu zilhões de shows internacionais mega, como o U2 (acima), e onde também revelou algumas das melhores bandas da cena alternativa nacional na última década e meia, como Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo, o zapper ao lado do vocalista Jonnata Araújo); em 2019 a marca do blog deverá continuar presente em eventos especiais em unidades do Sesc e talvez em outras plataformas digitais, como o YouTube

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL: UM FEROZ PÁSSARO AZUL ROCKER FAZ UM VOÔ RASANTE VIA JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES – E ESPALHA POEIRA VERMELHA NA CARA DOS CARETAS (E DOS BOLSOTÁRIOS) – O jornalista ainda mezzo loker e eternamente rocker foi lá na Barra Funda (zona oeste de Sampa), em um aprazível final de tarde de domingão, prestigiar uma gig ao ar livre e gratuita dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes. E Finaski, mesmo estando combatendo um início de pneumonia com antibióticos e tal, não poderia deixar de ir ver seus guris amados do coração fazerem seu habitual esporro sônico. Foi o primeiro show que o blog viu da banda desde que eles ganharam o Prêmio Governador Do Estado SP para a Cultura (como melhor artista musical) em março deste ano, Prêmio do qual o autor deste blog foi um dos jurados e votou com gosto no grupo. Pois então: mesmo tocando em condições precaríssimas e no chão de terra da praça Olavo Bilac, o quinteto (que além de Joninha nos vocais também conta com as guitarras do Léo Breedlove, do Edson VanGogh, o baixo do Loiro Sujo e a batera do Felipe) literalmente BOTOU FOGO no local. Sonoramente a banda está em ponto de bala (e prontos para entrar em estúdio e registrar seu novo álbum inédito), mais redonda impossível. No repertório, algumas das canções que já se tornaram marcos na pequena discografia deles (como “Rua de trás”, que Jonnata dedicou ao microfone ao “nosso amigo Finatti”, e a dedicatória não poderia ter mais sentido, pois sabemos muito bem o que é ter frequentado uma “rua de trás” há um mês, se entorpecendo e alucinando com o que não deveria nunca mais se entorpecer; mas já passou, felizmente) e a adição de novas e sublimes canções, como a lindíssima “Pássaro azul”. Sem fazer média com a turma (que não precisamos disso) mas a real é que JDEOGS deve mesmo ser a MELHOR banda ao vivo do atual rock brasileiro (ou do que resta dele), ao menos na geração atual. As melhores referências sonoras (glam rock, pós punk à la Smiths, proto punk à la Iggy Pop, Legião Urbana e rock BR dos anos 80), ótimas letras em ótimo português e um vocalista ALUCINADO e do inferno, total andrógino, que se joga no chão e se vira e revira na terra bruta, que começa as apresentações total vestido e as termina inevitavelmente quase sempre apenas de CALCINHA (sim, ele sempre vai aos shows usando CALCINHAS), numa subversão e transgressão estética, visual, comportamental e performática como há muito não se via no MORTO roquinho brasileiro. Um rock hoje eivado de velhos idiotas e reacionários de extrema direita (como Lobão Cagão e Roger Bosta Moreira, ambos eleitores de BolsoNAZI, inacreditável isso; fora os “merdalheiros” fãs de heavy merdal e classic rock, todos também bestas humanas reacionárias de extrema direita) e que ENVERGONHA de verdade quem de fato AMA o grande rock que sempre esteve ao lado da liberdade, da democracia, da justiça social e que JAMAIS irá se alinhar com o fascismo de direita. E como se não bastasse o show ainda rolou bem na frente da sede de uma… igreja evanJEGUE, ops, evangélica, ahahahahaha. Sim, eles mesmos: os evanJEGUES como a futura primeira dama do país (R$ 24 mil na conta dela, depositados de maneira altamente suspeita, que be le za hein bolsOTÁRIOS) e como a futura Ministra dos Direitos Humanos (a que já disse que “é hora de a RELIGÃO governar o país!”, isso porque somos um Estado LAICO, de acordo com a Constituição). Joninha não perdoou e detonou a mesma. Foi, vale repetir, sensacional! O rock daqui nunca precisou tanto nesse momento de uma banda como a Boneca Jonnata e seus guris solventes. Em um país culto e não boçal e medieval como é o Brasil, esses moleques já estariam de contrato com uma grande gravadora e tocando direito nas rádios. Mas aqui, claro, é a nação boÇALnara, medieval ao máximo e que ama sertanojo e pagode burrão, além de axé e funk podreira. Sem problema: Jonnata Doll sabe que o rock voltou ao lugar onde se sente mesmo à vontade e em casa: no underground musical e cultural, na RESISTÊNCIA artística e cultural da qual todos nós faremos (já estamos fazendo, na verdade) parte a partir de 1 de janeiro vindouro, quando o Brasil irá mergulhar na idade das trevas porque 57 milhões de totais imbecis assim o quiseram. Que venha o fascismo troglodita e seu “mito” sujo de barro. Estaremos todos aqui para combate-lo. Ao som de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, claro!

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Joninha e seus guris solventes: provavelmente o show ao vivo mais esporrento e poderoso da atual cena rock brasileira

***Ainda sobre a gig: o público não foi grande, mas o blog sentiu-se completamente contente e enturmado ali. Só tinha “cidadão do mal” (ahahahaha): “comunistas”, esquerdopatas, “petralhas”, “vagabundos” e LINDAS garotas (de todas as cores e raças) esquerdistas, hehe. Lindas, nada pudicas e de lar nenhum, como as boçais e “limpinhas” garotas de direita jamais o serão.

 

***Final de ano chegou, o inútil natal está aí e bla bla blá. Tá de bobeira este finde e pelos lados do Rio MEDO De Janeiro 40 graus? Então cola na casa noturna Dama De Aço, em Humaitá que a festona lá vai ser absolutamente fodástica nesse sábado, 22 de dezembro: vai rolar a “Ceremony”, apenas com anos 80 e pós punk a noite toda, com super especiais do Joy Division e do Echo & The Bunnymen. A produção do evento é do queridão Kleber Tuma (que vai discotecar também e comemorar seu niver) e Zapnroll é o dj convidado, wow! interessou? Vai aqui e saiba tudo sobre o evento: https://www.facebook.com/events/293078024871304/.

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***E como já estamos todos em clima de fim de festa por aqui (pelos lados do blog) e de final de ano, vamos deixar mais notinhas para a Microfonia para a semana que vem, antes da virada para 2019. Isso se algo realmente importante rolar e merecer ser comentado aqui, beleusma?

 

 

ÚLTIMO POST ZAPPER DO ANO – E FIM TALVEZ DE UMA TRAJETÓRIA LINDONA DE QUINZE ANOS NA BLOGOSFERA BR DE CULTURA POP E DE ROCK ALTERNATIVO

Já disseram há muito tempo Los Hermanos: “todo carnaval tem seu fim”. Estamos total de acordo com essa frase. Pois tudo na existência um dia chega ao fim. Grandes bandas de rock acabam mais cedo ou muito mais tarde (Keith Richards, o genial guitarrista dos Rolling Stones, do alto de seus setenta e cinco anos de idade, já mandou avisar que a atual turnê da banda é mesmo a ÚLTIMA), movimentos acabam, gêneros musicais idem (o rock já foi para o museu, infelizmente), escritores, artistas variados e músicos um dia morrem (desse mundo ninguém sai vivo) e por aí vai. Com este blog não haveria de ser diferente.

Zapnroll começou a ser publicada na internet por volta de maio de 2003. Primeiramente dentro do extinto portal Dynamite online (que foi o substituto digital da revista alternativa de rock do mesmo nome, e que marcou época na imprensa musical brasileira, fundada por volta de 1992 pelo músico, produtor e agitador cultural André Pomba). Depois, com a ampliação do número de leitores e da sua repercussão midiática, ganhou endereço próprio (.com). Mas dez anos antes, em 1993, este espaço dedicado ao rock alternativo teve um período de vida na própria edição impressa da revista Dynamite, em forma de coluna.

Desde então muita coisa aconteceu, muita água rolou embaixo da ponte e poderíamos escrever um LIVRO aqui apenas sobre a década e meia em que o blog e site zapper estão no ar na internet. Nesse período este espaço virtual literalmente acompanhou tudo o que foi possível no rock alternativo daqui e do mundo inteiro. Viajou o Brasil inteiro cobrindo centenas de festivais, descobrindo bandas que hoje são mega conhecidas (entre elas, Vanguart de Cuiabá, e Luneta Mágica de Manaus), resenhou toneladas de discos e shows e cobriu alguns dos maiores festivais (Lollapalooza, Planeta Terra, SWU etc.) e shows gringos (U2, Franz Ferdinand, The Cure, Blur, Oasis, Pulp, Pixies, Duran Duran, The Strokes, Belle & Sebastian et, etc, etc.) que já aconteceram no Brasil. Era e talvez seja, portanto, hora de sair de cena, enquanto este espaço ainda se mantém relevante, digno e com boa audiência. Afinal estamos envelhecendo (assumidamente: ou você morre antes de envelhecer ou envelhece e morre, simples assim) e produzir material para este blog é algo trabalhoso e cansativo, sem dúvida. Fora que o mundo infelizmente mudou radicalmente de anos para cá, com o advento da internet, dos apps, redes sociais e que tais. O grande jornalismo musical e cultural, como o conhecemos (e sendo que Zapnroll talvez seja parte da última grande geração de jornalistas da imprensa IMPRESSA que existiu, a que surgiu na década de 1980), definitivamente morreu. Idem a cultura pop e o próprio rocknroll. Sim, a música pop continua existindo e produzindo novos artistas a todo vapor. Mas eles são tão irrelevantes artisticamente falando que explodem um mega hit nas redes sociais e canais da web (como YouTube etc.) por uma semana e depois desaparecem tão rápido quanto surgiram, sendo logo substituídos por outro astro tão irrelevante e fugaz quanto foi seu antecessor.

Diante de um panorama desses estas linhas virtuais nem tinham mais como atualizar a todo instante o material publicado aqui, justamente por não ver NADA DE RELEVANTE que justificasse tal atualização frenética. Enquanto outros blogs “vizinhos”, que já foram incríveis e mega importantes para o jornalismo de cultura pop e agora se veem em aterradora decadência editorial (publicando micro posts diários sem importância alguma e com um autêntico fiasco em termos de repercussão e audiência), o blog zapper preferiu diminuir suas atualizações, publicando posts com farto material informativo e dedicando edições especiais a grandes bandas e discos da história do rocknroll.

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A Luneta Mágica, de Manaus (acima): uma das grandes descobertas do blog na cena indie nacional; nas fotos abaixo, momentos da trajetória do blog, com Finaski ao lado de Robert Smith (The Cure, em 1996), Kim Gordon (Sonic Youth, em 2005), Frejat (em 2016) e Nasi (vocalista do Ira!, este ano)

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Mas enfim avaliamos e decidimos que agora talvez seja a hora de encerrar de vez as atividades da Zapnroll. Tal qual o gigante REM decidiu por fim à sua trajetória musical sem trauma algum e após trinta anos de gigante trajetória no rock, tal qual Keith Richards que surpreendeu o mundo semanas atrás dizendo que estava parando de beber (“é hora de sair”, disse o guitarrista que é a ALMA dos Stones), também acreditamos que chegou a nossa hora de sair de cena, pois acreditamos que já cumprimos com louvor nossa missão por aqui. No final de 2017 o jornalista zapper publicou seu livro “Escadaria para o inferno”, onde ele faz um balanço de sua vida profissional na imprensa brasileira ao longo de três décadas de atividades. E em outubro passado o blog realizou uma sensacional e magnifica festa de quinze anos de existência nas dependências do Sesc Belenzinho na capital paulista, com showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks. Damos por encerrada nossa missão. Ao menos por enquanto.

Mas sem tristeza ou choradeira. O espaço do blog irá permanecer ainda por muitos meses online, para ser consultado por seus fieis leitores. E além disso também estamos programando novos eventos e atividades especiais, com a marca do blog – um deles deverá acontecer novamente no SescSP, entre abril e maio de 2019. Quando esses eventos se confirmarem, serão obviamente divulgados por aqui mesmo. E, por fim, talvez Zapnroll se renove e mude de plataforma, estreando um canal no YouTube, por exemplo. Tudo isso será estudado a partir do final de janeiro próximo.

Até lá estas linhas malucas e lokers que causaram polêmica como ninguém na história da blogosfera brazuca de cultura pop, entram em férias “permanentes” a partir deste post. Agradecendo de coração e com todo o carinho do universo quem sempre nos acompanhou e nos prestigiou. E desejando que todos tenham ótimas festas e uma virada de ano bacana, dentro do que é possível esperar de bom no país que será DESgovernado por BolsoNAZI a partir de primeiro de janeiro.

Fica então o nosso “até breve” para toda a galera. Valeu, pessoal!

 

***E não, pode ESQUECER! Na despedida oficial de Zapnroll, não vai haver LISTA ALGUMA aqui de “melhores do ano” – já basta a vergonhosa lista publicada pela revista americana Rolling Stone, com os 50 melhores (ou seriam os PIORES?) discos de 2018. Quer ver listas inúteis? Vai lá no blog pobreload, uia!

 

 

A HISTÓRIA TOTAL ROCKNROLL DE DHEMA NETHO – DE QUEM PROVAVELMENTE VOCÊ NUNCA OUVIU FALAR MAS QUE TEM UMA TRAJETÓRIA JÁ GIGANTE NO MONDO ROCKER

Yep, você provavelmente nunca ouviu falar dele. Mas como uma das funções primordiais de toda a história de década e meia deste blog eternamente rocker foi apresentar gente desconhecida mas totalmente envolvida como o grande rocknroll, achamos que era uma boa se deter no personagem do músico Dhema Netho para ser um dos tópicos principais de nosso derradeiro post.

Quem? Dhema Netho. Ou Ademar Neto, seu nome de batismo. Que nasceu no interior do Paraná há mais de cinco décadas, foi protético na adolescência e juventude, começou a tocar guitarra aos dezenove anos de idade, se apaixonou pelo rocknroll e nunca mais desistiu da sua paixão. Que o levou a montar bandas na década de 90 (uma delas, a Brechó De Elite, chegou a fazer razoável sucesso entre 1989 e 1995, chegando a tocar em rádio e a fazer aparições na então poderosa MTV Brasil), depois a ter uma loja de discos lendária em São Paulo (a Rocks Off, no bairro de Pinheiros) e, por fim, a leva-lo para Londres, onde morou por mais de quinze anos. Período em que gravou e lançou discos (um deles, inclusive, teve seus registros feitos no mega lendário Abbey Road, onde foram gravados alguns dos álbuns gigantes dos Beatles e de toda a história do rock), tocou no Cavern Club em Liverpool (onde uns certos Beatles também começaram tudo) e foi vivendo da sua música até se cansar “do frio” inglês para retornar a Sampa, há mais ou menos dois anos. Enfim, uma trajetória pra lá de bizarra e incrível e sendo que sua produção musical jamais cessou – Dhema tem cerca de quatrocentas músicas INÉDITAS e ainda não gravadas.

Como o blog conheceu o músico, que vive ao lado de cinco guitarras em uma kit no centro da capital paulista? Isso você, dileto leitor zapper, irá saber logo menos lendo a entrevista que fizemos com ele e onde o guitarrista e compositor relembra histórias bizarras de sua década e meia morando em Londres. Abaixo, os principais trechos do bate papo que ele teve com este espaço rocker blogger.

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O músico, guitarrista e compositor Dhema Netho (acima) e seu projeto, Monkey Revolution (abaixo): uma história incrível no rocknroll nos últimos dezesseis anos

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Zapnroll – Você já possui uma extensa trajetória como músico, guitarrista e compositor. Começou a tocar ainda na adolescência, teve banda de rock nos anos 90 (a Brechó De Elite) e morou dezesseis anos em Londres, tendo voltado há pouco tempo para São Paulo. Assim, para quem não conhece seu trabalho gostaria que você detalhasse bem tudo o que fez até hoje em termos artísticos e musicais.

 

Dhema Netho – A banda brecho’ de Elite foi fundada por mim mesmo em 1989 com um anuncio num jornal chamado primeira mão procurando integrantes para montar uma banda de Rock, e então os interessados foram aparecendo. Esse jornal foi de uma geração de Rock dos anos 80, pois nele você poderia procurar musicos , vender e comprar instrumentos musicais. Nessa época nem se sonhava com instrumentos importados no Brasil. Achar uma guitarra Fender, amplificador Marshall era impossível.

As lojas de instrumentos musicais na Teodoro Sampaio (rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista) estavam começando a surgir.

A banda Brecho’ de Elite teve 3 vocalistas. Musicos?  Dezenas passaram pela banda. Um entra e sai de musicos e na verdade  NUNCA  tive musicos que realmente gostasse deles como gosto musical . Um gostava do Pantera , outro do Iron Maiden, outro do Steve Vai e  eu adorava e ainda gosto do Chuck Berry e Rolling Stones. Então as coisas, as ideias  NUNCA se encaixavam e nada dava certo. Passei a maior parte da existência dessa banda procurando acertar os musicos do que realmente chegando a algum lugar. Depois de muito sacrificio e insistência consegui gravar o primeiro álbum do Brecho’ de Elite, “A vida e’ Rock and Roll” em 1995, por uma gravadora independente de Sao Paulo que já pegou as músicas todas gravadas e estúdio já pago por mim mesmo. Ninguém da banda pôs um centavo do bolso, eu paguei tudo, uma parte em dinheiro e outra parte em  instrumentos musicais. Essa mesma gravadora tinha lançado a banda Velhas Virgens e eles estavam quebrando o pau com os donos dessa gravadora que eu nem quero dizer o nome e nem sei para onde eles foram e que fim eles levaram, nem quero saber. Depois de ter caído numa grande roubada dessa gravadora, assim como os Velhas Virgens caíram, essa porcaria de gravadora jogou um membro da banda Brecho’ de Elite um contra o outro e a casa caiu feio. Os integrantes tentaram me roubar a banda por influência de um dos donos da gravadora dizendo que ele me queria fora da banda pois eu como dono, líder da banda representava perigo para eles, dono da gravadora manipular e não cumprir o contrato e roubar as músicas que nem sequer eles pagaram para gravar. Foi um verdadeiro inferno essa fase. Um integrante da banda roubou um amplificador de um amigo meu que emprestou para a gente gravar no estúdio. Os pais desse amigo foram no meu apê dizendo que iam chamar a polícia se não devolvesse o amplificador do filho dele e esse mesmo integrante da banda disse que ia ficar com o amplificador do meu amigo para pagar as horas de gravação dele no estúdio, vai vendo. Era um cabeçote valvulado para Guitarra mod. 5150 Van Halen. Não fazia muito o meu gênero como amplificador, mas esse guitarrista queria gravar com ele. No final ele devolveu o amplificador com ameaças de ir preso por roubo. Um idiota, moleque inconsequente. Meti um precesso em todo mundo. Ganhei a causa na Justiça, coisa que não foi nada dificil para ganhar POR SER TÃO ÓBVIA a situação. Traumatizado, abondonei tudo, vendi tudo e fui embora para Londres sem querer nem saber de banda, de guitarra e só pensava em recomeçar uma vida completamente nova e comecei uma vida completamente nova: fui produzir música eletrônica old school . Nada de House music, nada comercial. Musica eletrônica Underground Minimal Techno, Drum and Bass, etc. Não toquei Guitarra por 10 anos. E nunca entendi o por que disso e nunca achei resposta. Um dia bem discretamente, isso ja’ em Londres depois de 10 anos ja’ morando la’, entrei numa loja de guitarras, há 10 anos sem tocar ou pegar esse instrumento, com muita timidez peguei um violão bem principiante nas mãos e queria saber se eu ainda sabia tocar aquilo. Foi muito estranho aquele momento. Comprei o violão pois custava uma merreca, 60 libras. Foi então que aos poucos fui

lembrando e em pouco tempo eu ja’ estava com a casa, quarto cheio de Guitarras Fender, Amplificadores para toda parte. E la’ vamos nós, quero dizer eu, montar uma banda de rock de novo. Só que agora em Londres. Começar tudo do zero de novo como banda de rock. Anúncios e anúncios em jornais, revistas de musica procurando integrantes para formar banda. Entrei numa banda que era uma vocalista meio Blues, Folk, até Punk. Deu tudo certo logo de cara. A banda nao tinha nome. Eu dei o nome de Burning Money e todo mundo gostou. Eu era o único brasileiro nessa banda. Ainda bem que ninguém me pediu para tocar bossa nova ou samba, hehehehe,  man, fuck you, no way. Gravamos 6 musicas logo de cara, pois eu peguei todas as minha musicas do Brecho’ de Elite e traduzi para o inglês com a vocalista  adaptando uma coisinha aqui outra lá, pois alguma coisa nao fazia muito sentido dizer aquilo em inglês. Pronto, vamos fazer shows e procurar pubs para tocar. Nós agora somo o Burning Money: queimando dinheiro e não tínhamos muito onde cair mortos. Muitas águas rolaram, ou melhor, pedras rolaram e acabamos dentro do Abbey Road Studios (um dos estúdios mais célebres do mundo, onde os Beatles gravaram algumas de suas obras primas). E eu WOOOOO, isso seria uma recompensa depois do inferno no Brasil? Olho do meu lado sentado numa mesa do café do estúdio ninguém menos do que JIMMY PAGE do Led Zeppelin, a banda que eu idolatrava quando moleque? Ele sentado sozinho lá no jardim do estúdio e eu aqui também fazendo meu trabalho como  musico e agora mister Dhema Netho, eu me pergunto a mim mesmo? Por alguns minutos passou um filme pela minha mente doque eu tudo tinha passado no Brasil com o brechó de elite e membros, e pensei: essa é a minha verdadeira recompensa. Fui até Jimmy Page, pedi licença se poderia trocarmos umas palavras e ele disse por favor sente se e sinta se a vontade. Me apresentei como brasileiro,  e depois comentei se ele ainda tinha uma casa no Brasil onde ele passava as férias, ele disse que sim mas que não vinha ao Brasil há uns 3, 4 anos. Me perguntou se eu estava gravando musicas no Abbey Road ou só visitando. Respondi que sim estava masterizando umas musicas com minha banda o Burning Money. Ele fez uma brincadeira com o nome da banda perguntando se eu estava queimando dinheiro por ter ficado rico com a banda. Dei um cd demo para ele apertamos as mãos e boa sorte com sua musica rapaz, ele disse. Nos vemos por aí. Já estava dando a hora de subir para entrar no estúdio pois ficava no primeiro andar. E assim mil e outras histórias com famosos cruzaram o meu caminho. Por que decidi voltar ao Brasil depois de 16 anos na Inglaterra? Para por a minha cabeça no lugar, perdas de grandes amigos que fiz por lá que morrem com abuso de substancias, outros de câncer bem jovem. E eu estava precisando dar um tempo de Londres, pois estava bem cansado de lá. Talvez ainda volte a morar lá, mas quando penso no inverno, no frio que faz lá, eu nao sei não se voltarei a morar. Talvez só a passeio mas tem que ser no verão com certeza absoluta.

 

Zap – Por que você foi parar em Londres, afinal? O que houve com a Brechó De Elite e por que decidiu voltar ao Brasil?

 

Dhema – Nao consegui viver só de musica em Londres. A maioria de integrantes de bandas Inglesas tem um trabalho em loja de instrumentos musicais como acontece aqui no Brasil. Nada muda nesses termos , a dureza para chegar em algum lugar como banda não  é nada fácil. Trabalhei em Lojas de instrumentos também na Rua Dean Mark st. onde ficam todas as lojas, tipo uma Teodoro Sampaio em São Paulo. Sim, toquei guitarra nas ruas também com uma amiga nos vocais. Toquei muito em Camden Town, um bairro bem louco de Londres onde as pessoas parecem morcegos góticos. Eu não saia de lá.

 

Zap – Conseguia viver de música lá? Conte sobre sua fase como músico de rua, tocando em estações de metrô etc. E como foi a história de você também ter tocado no Cavern Club em Liverpool, onde os Beatles começaram a trajetória deles?

 

 

Dhema –  Caverna Pub em Liverpool, sim, fiz várias jamming  sessions no Caverna. Eu ia muito a Liverpool com um amigo inglês que tinha vários amigos em Liverpool e também eram musicos. Assim com em Manchester também. Íamos durante a tarde um dos amigos tinha um irmão que trabalhava no Caverna Pub e liberava tudo pra gente lá dentro. Nos sentíamos como se o caverna fosse nosso. Quando você está vivendo isso, tudo é tão natural, tão normal. Mas pode ter muita gente agora lendo isso e achar isso um sonho para eles. Talvez até um sonho nao realizável. Eu também ainda tenho sonhos que não sei se vão se realizar. Por exemplo, tocar um dia no The Royal Albert Hall. Uma casa de Londres onde as maiores bandas inglesas tocaram e fui ver shows lá centenas de vezes. Uma dupla sertaneja do Brasil já tocou nesse lugar. Mas tem um porém, eles dedetizaram o lugar ao meu pedido para as bandas de rock voltarem a tocar lá, rsrs.

 

Zap – De volta ao Brasil, você tem composto muito? Quantas canções inéditas você possui prontas para serem lançadas?

 

Dhema – Na verdade eu componho o tempo todo. E onde quer que eu esteja, estou com letras vindo à cabeça e mando isso via mensagem para o meu próprio celular para evitar que eu esqueça. Faço isso há muitos anos. E o mesmo eu faço com um gravadorzinho de voz para registrar coisas que me vem quando estou tocando guitarra. Não tenho smartphone, iphone não gosto disso de forma alguma. Meu celular não tem internet e não tira fotos. To muito feliz assim e não quero me tornar um escravo de uma máquina tão idiota e não fazer nada mais na vida a nao ser estar olhando e segurando aquilo 24 horas por dia, não entendo essas pessoas que fazem isso.  Sim, tenho gravado muitas musicas novas com amigos do Brasil lá em Pinheiros. E sao musicas ótimas.

 

 

Zap – Quais foram suas maiores influências musicais e no rock ao longo da sua vida? Quais suas bandas preferidas?

 

Dhema – Eu diria que quase tudo que tem qualidade musical. Ou seja, musica boa de verdade. Quando muito pequeno black music, disco music que eu adorava. Peguei e vivi toda a fase da discotheque e até hoje gosto muito desse estilo. Por volta dos 12, 14 anos o Rock&Roll entrou na minha vida e dominou tudo. Nazareth, Ac/Dc , The Sweet, Rolling Stones, The Beatles, Gary Gliter, Joan Jet, Bad Company, Led Zeppelin, The Who, Deep Purple, Yes, Sex Pistols, The Ramones etc. Isso era o que eu realmente ouvia. Tudo isso eu tinha em aqueles compactos vinil de 2 musicas de cada lado. E depois veio o Vinil.

 

 

Zap – Como você vê a música e o rock em si nos tempos da internet? Acha que o grande momento do rocknroll mundial já passou e não volta mais, ou ainda acredita que o gênero irá sobreviver?

 

Dhema – Não acredito de forma alguma  que o estilo Rock irá ter um BOOOOM como teve nos anos 50,60,70 e talvez até anos 80. É uma outra geração, uma outra mentalidade, uma outra realidade. E honestamente nada disso me interessa. Não tem aparecido uma banda que me interessa nestes últimos 20 anos. Seja essa banda de qualquer país. Não gosto de nenhuma banda dessas que estão. Não vou citar nomes porque SÃO TODAS. Musica na internet? Não faço downloading. Tenho tudo que me interessa para ouvir no meu Notebook e no pendrive. Internet facilita a vida das pessoas em todos os sentidos se você souber usar isso de uma forma inteligente. Tudo é muito prático e muito rápido quase no tempo real.O Rock vai sobreviver? O ock vai estar sempre aí como todos os outros estilos de musica boa. Assim como o Reggae, Folk, Blues, Country, Jazz, Clássico, Punk Rock etc. E isso vai ficar ao gosto, interesse individual de cada um o que quer ouvir. Agora, o que vai predominar ou continuar predominando é essa porcaria que está nessa geração Iphone. Como disse Albert Einstein, quando a tecnologia dominar as pessoas, dominar o mundo, essa será a geração mais estúpida na face da Terra. Se você não sabe usar a tecnologia, ela te usa e faz de você um verdadeiro idiota.  A tecnologia é sensacional se você souber usa la e não ser usado por ela.

 

Zap – Seus planos para 2019. Pretende lançar um disco inédito, afinal?

 

Dhema – Sim , pretendo lançar um álbum todo de inéditas que já tem umas 8 musicas novas com o Monkey Revolution, meu novo projeto/banda. Com esse projeto realmente eu alcancei quase o top da montanha em termos de satisfação profissional com as composições, produções, arranjos etc. E eu canto nesse projeto, coisa que demorou muito para eu assumir que gostava da minha voz cantando e tenho sido muito elogiado por isso. Mas sempre quase todo mundo diz a mesma coisa: parece Lou Reed , David Bowie, Bob Dylan, em termos de voz. Tudo bem, para mim e’ um elogio.

 

***Para saber muito mais sobre Dhema Netho e seu Monkey Revolution, vai aqui: https://www.facebook.com/Monkey-Revolution-was-born-in-London-by-Ademar-Mello-Brazilian-Musician-574501856270636/

 

 

E MONKEY REVOLUTION AÍ EMBAIXO

Em diversos vídeos, no canal no YouTube dedicado ao projeto de Dhema Netho

https://www.youtube.com/user/1964ademar

 

 

CULTURA POP LITERÁRIA – DOIS ESTREANTES EM LIVROS CONVERSAM COM O BLOG EM NOSSA DERRADEIRA EDIÇÃO

Em um momento em que o mundo em geral e o Brasil em particular possui cada vez menos apreço pelo lazer e simples (e ótimo) ato de ler um livro (afinal a era da web democratizou e tornou todos iguais perante à boçalidade humana: ninguém mais quer saber de ler livros ou textos longos mas, sim, compartilhar bobagens e imbecilidades vazias e ligeiras em redes sociais e aplicativos de celular), a literatura ainda possui devotos fiéis e segue respirando. Parte essencial e intrínseca da cultura pop e de nossa formação cultural e intelectual, ler um (ou muitos) livro (s) deveria ser algo obrigatório na existência humana. Manter essa arte gigante viva então nos tempos atuais, publicando um livro, pode se tornar um autêntico ato de coragem.

Pois dois diletos amigos pessoais destas linhas virtuais de cultura pop que estão se despedindo da blogosfera BR após uma década e meia de presença nela, ousaram, tiveram coragem e acabam de se lançar em suas estreias literárias. O jornalista Jesse Navarro vem com o seu “Macumba Rock”. Já a farmacêutica (!) e publicitária Tatiana Pereira apresenta “De analgésicos e opióides”, título homônimo do blog que ela mantém já há alguns anos. E para saber do que se tratam os dois livros e conhecer um pouco melhor a trajetória dos autores, Zapnroll foi bater um papo com ambos. Sendo que as duas entrevistas você confere abaixo.

 

JESSE NAVARRO

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O jornalista e escritor Jesse Navarro e seu primeiro livro, “Macumba Rock”

 

Zapnroll – Você é jornalista de formação, já tendo passado por redações de veículos impressos e pela produção de programas de tv e para a internet. O que o motivou a lançar este seu primeiro livro?

 

Jesse Navarro – Sempre escrevi, no colegial fiz curso técnico de redator auxiliar, minha primeira faculdade foi letras e meu pai foi jornalista e escritor. No entanto, não conseguia me organizar para escrever um livro. Em 2017, o exercício de um curso de roteiro era criar uma série imaginária para a Netflix. Nasceu Macumba Rock. Como é muito difícil virar série mesmo, resolvi adaptar a história para um livro. Da ideia original da qual apresentei até um “pitching” no curso, só ficaram o título Macumba Rock e os papos entre o espírito de Raul Seixas e uns jovens ocultistas num cemitério. Virou Culto a Raul. O resto é coisa que vi na vida, histórias de minhas consulentes de baralho cigano e dos moradores de rua com quem trabalho. O objetivo é mostrar a capacidade humana de sair das trevas por quem já viveu nelas, o poder de superação pelos caminhos da arte e da espiritualidade. A trilha sonora da minha vida que sempre foi rock alternativo viveu uma mudança: passei a ouvir cada vez mais o que chamo de xamanismo eletrônico e sons cheios de tambores. Esses barulhos estavam na minha mente e viraram ficção. Inclusive na trilha sonora incluí também preciosidades musicais da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez, um dos discos mais vanguardistas dos anos 70, pós-tropicalista e debochado, com Raul Seixas, Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e Edy Star. Incluí essas trilhas na versão áudio livro que está em arte final. Foi uma fase inspirada da minha produção na Rádio Mundial, usando horas e horas de estúdio 2 para produzir esse material com vários dubladores. Lançamento será em mp3 em janeiro. Sei que tudo nasceu num curso de roteiros num momento de profunda transformação na minha vida pessoal.

 

Zap – Fale um pouco de sua trajetória jornalística e de suas influências literárias.

 

Jesse – Minha trajetória jornalística começou numa assessoria de imprensa na Prefeitura de Osasco. Meu sonho era o rádio, a televisão e peguei a internet chegando. Adorava ser repórter do jornal Primeira Hora, onde comecei cobrindo polícia e depois parei na política. Fui repórter de vários pequenos jornais e apresentador de várias pequenas emissoras de TV, rádio e internet, passando a ter mais pegada cultural. Entrei na RedeTV para ser editor de um programa da tarde e acabei trabalhando em algumas produções, pautei muito Márcia Goldsmidt na Band e dirigi o Clodovil interinamente por uns quinze dias. Durante dois anos fui assistente de direção. Aquilo era puro entretenimento e eu ainda vivia no estado da arte mais erudita. Meu programa na TV Osasco se chamava Giralata e acabou virando Oráculo em outro portal local. Criei um personagem punk místico cultural que atraiu a atenção da MTV da época. Aparecia no programa Gordo Freak Show, umas matérias externas, uma experiência bizarra pela proposta humorística de cornetar o artista na porta do seu show, mas uma experiência inesquecível de gravar uma externa com profissionais de verdade. Passei pelo Guia Quatro Rodas da Abril e depois disso, minha trajetória de jornalismo sobreviveu como comunicação e leitura de oráculos. Fui para a Rádio Mundial e hoje leio ocultismo, um ou outro romance espírita, minha influência literária é beat, Hunter Thompson, Plínio Marcos, cinema da Boca do Lixo. Dica de livro para verdadeiros estudantes de tarô: “O caminho do tarô”, Jodorovsky. A cultura de auto ajuda espiritual é um caminho que mudou minha leitura, meu radicalismo, coisas que assisto e impressões da existência.

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “Macumba rock”? Do que trata o romance, afinal?

 

Jesse – Havia um teste nesse curso de roteiros e os professores estimulavam os participantes a compararem as pessoas às séries. Me compararam com “Sons of Anarchy” e o rock realmente está em mim. Fiz uma piada interna comigo sobre isso. Lembrando de pontos da Umbanda e vendo que minha realidade hoje era muito mais tropical, bem mais alinhadas à busca da espiritualidade africana do que com o velho punk. Então veio Macumba Rock. O título antes de qualquer enredo. O romance se trata da capacidade de recuperação de pessoas parecidas perdidas, que não terão volta em suas decadências. Todas elas se encontram no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo. É um thriller que evoca um culto a Raul Seixas em meio a uma delirante e caótica vida macumbeira, festiva, cigana em que uma moça se revolta quando lhe dizem que sua pomba-gira é marmotagem e terá um destino de perdição enfrentando demônios em cemitérios e fazendo contato com Raul Seixas. Como prefaciou Newton Cannito, “Macumba Rock é um livro muito ousado: Navarro escreveu um thriller espiritual erótico, uma mistura heterodoxa de vários gêneros de sucesso. Tem prazer na leitura para todos os lados. Se você gosta de investigações policiais, leia o livro. Se gosta de literatura espiritual e quer saber mais sobre entidades da umbanda, leia o livro. Se quer ouvir detalhes eróticos de boas trepadas, leia o livro. E se você gosta de Raul Seixas, leia o livro”.

 

 Zap – Você hoje em dia se dedica a qual área? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Jesse – Hoje me dedico à comunicação holística. Apresento dois programas. Um na Rádio Mundial todo domingo, o programa Momento. E o programa Profecias do Momento, um canal do YouTube que realmente agregou uma comunidade participativa que interage escolhendo um dos três montinhos do baralho cigano. Levo adiante minha causa social com moradores em situação de rua, sempre trazendo novos parceiros até terapeutas musicais ou massagistas que tragam quick massage. Minha criatividade continua a mil e pretendo lançar outros livros.

 

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público? Você mesmo bancou a edição independente do seu livro?

 

Jesse – Ainda tem bastante gente lendo. O que quebrou o antigo mercado foi a Amazon. Como você é um jornalista da área cultural, me preocupo com sua visão pessimista. Antigas tradições sobreviveram e a leitura de livros é uma delas, que sempre lutou por seu espaço. As pessoas boçais são minoria e muitas se curarão. Existe uma evolução natural junto com uma mudança marcante de formatos, livros digitais dobráveis. Macumba Rock foi artesanal. Uma edição limitada para me lançar como escritor. E os dados ainda estão rolando.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Jesse – Meus heróis morreram de overdose e as obras favoritas foram desconstruídas. Cem anos de solidão, G G Marques, A Erva do Diabo, Castaneda, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Machado de Assis, modernistas, simbolistas, dadaístas, Dom Quixote, Mate-me por favor, Bukowski, Marcelo Rubens Paiva, Adelaide Carraro, Hemmingway e meu pai, Jesse Navarro Júnior, autor de “A voragem dos moribundos” (1975) e outros.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Jesse – Entre no site www.profeciasdomomento.com.br.

 

 

TATIANA PEREIRA

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Zapnroll e a escritora Tatiana Pereira, no coquetel de lançamento do livro dela

 

 

Zapnroll – Como e quando uma farmacêutica bioquímica foi se apaixonar por literatura e por cultura pop, a ponto de criar um blog sobre os dois temas e, anos depois, publicar um livro com os textos que saíram neste blog?

 

Tatiana Pereira – A minha profissão veio bem depois da paixão pela literatura e pela cultura pop. Nasci numa casa onde a literatura sempre foi reverenciada, então sempre li muito, desde criança, e comecei a escrever poesia muito cedo, mas tudo de forma muito pessoal, sem um plano para me tornar escritora. O blog aconteceu no comecinho dos anos dois mil e foi uma maneira de compartilhar o que antes ficava apenas “na gaveta” – acredito que tenha sido um processo natural da época.  Já a publicação do livro veio com mais maturidade, quando senti que já tinha escrito coisas que valiam à pena ter esse formato.

 

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “De analgésicos e opioides”?

 

Tatiana – O De Analgésicos & Opioides foi um mini conto que escrevi por volta de 2005 – vale dizer que o conto era bem pessoal, sem uma validade literária, tanto que nunca foi publicado em lugar algum – mas eu gostei do título dele e passei a usá-lo como título do blog. Para mim, a literatura é capaz de te proporcionar analgesia da mesma maneira que te leva às experiências mais loucas como o ópio, e quando fiz essa relação não consegui mais desvincular esses “signos”.

 

Zap – O livro possui 470 páginas reunindo crônicas e textos curtos. Todos já haviam sido publicados no blog ou há algo inédito?

 

Tatiana – Não. Pelo menos 60% do livro nunca foi publicado no blog, nem em qualquer outro veículo. Tem muito mais material inédito no livro do que espalhado pelos canais digitais.

 

Zap – Você hoje em dia se dedica à área de marketing, certo? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Tatiana – Sim. Fiz faculdade de Farmácia e Bioquímica e logo percebi que estudar marketing me ajudaria a desenvolver projetos de serviços de saúde com uma comunicação mais assertiva, mais direta, sem esse lado “sisudo” e muitas vezes “impondo medo” que a comunicação nessa área insiste em fazer – o que me incomoda muito. Para isso, acabei fazendo MBA em Planejamento Estratégico de Marketing, fiz pós em Marketing Digital, estudei Netnografia e decidi que precisava ter uma qualidade de vida melhor para poder fazer o que gosto sem a dureza do mundo corporativo. Foi quando, há 8 anos, abri minha própria empresa onde a área de saúde se torna uma divisão de negócio, mas amplifiquei o leque de serviços para outros segmentos. Tudo isso para poder ter tempo de escrever. Hoje já tenho mais dois livros praticamente prontos e tenho escrito roteiros de longas, curtas e uma previsão de lançamento de filme em 2019.

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público?

 

Tatiana – Você pontuou coisas importantes aí e me arrisco a dizer que as grandes livrarias começaram a deixar seus reais leitores/ consumidores de lado para investir nos leitores de internet – o que não haveria nada de errado se houvesse um equilíbrio, entendimento e planejamento. É só entrar nessas livrarias para perceber que na mesa dos mais vendidos e de lançamentos há uma série de réplicas de coisas já publicadas na internet e que não é mais novidade para quase ninguém. Tentar aplicar a rapidez e liquidez do ambiente digital nas lojas e nas editoras sem considerar a diferença de consumo dos dois ambientes nos levou a esse cenário triste da literatura. Em contrapartida, tem gente que entendeu o processo, e usa os canais digitais para levar o público para a loja física – que é o caso da editora Lote 42 que também é dona da Banca Tatuí e da Sala Tatuí, no bairro Santa Cecília, em São Paulo – que me faz acreditar que o livro impresso sempre vai existir, mas não na quantidade de hoje. E aí eu pergunto: se as grandes redes de supermercados entenderam que uma cidade como São Paulo precisa mais de mini mercados e uma curadoria geolocalizada de mix de produtos, por que as redes de livrarias não fizeram esse exercício?!

 

Zap – Para quem não conhece seu blog e seu estilo literário, o que esse possível leitor irá encontrar no seu livro?

 

Tatiana – O livro é uma série de crônicas e prosas poéticas que abordam os diferentes estados emocionais do ser humano fazendo referências à cultura pop – literatura, cinema, música, artes plásticas – usando, muitas vezes, a própria gramática como personagem.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Tatiana – Listas são sempre terríveis, pois tendem à uma injustiça. Risos! Mas vamos lá: meu deus é o Fernando Pessoa e seus heterônimos. Coleciono Júlio Cortázar, Clarice Lispector e Haruki Murakami como referência literária, e a Fernanda Young como o humor [ou a falta dele] de uma sofisticação para poucos. Gosto demais do Ariano Suassuna e tenho o tenho lido muito nos últimos anos. Minhas obras favoritas são Histórias de Cronópios e Famas, do Cortázar. Água Viva, da Clarice Lispector. O livro do Desassossego e toda obra do Alberto Caeiro, do Fernando Pessoa.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Tatiana – Na Livraria Blooks [São Paulo e Rio de Janeiro] e através da Indie Blooks: http://indieblooks.iluria.com/pd-5d701f-de-analgesicos-opioides.html. E diretamente comigo, pelo Pagseguro [vai com dedicatória e autógrafo]: https://bit.ly/2GBtoer.

 

 

ARQUIVOS DO JORNALISTA MUSICAL FINASKI – SAUDADES DOS SHOWS DE ROCK QUE VIMOS NA VIA FUNCHAL SP

Madrugada dessas estava o loker rocker aqui assistindo ao programa do Jools Holland (ou Jools “RÔLA”) no canal Bis. Gostamos de ver, sempre rolam atrações bacanas: nessa madruga, por exemplo, teve Damon Albarn (vocalista do Blur, pros desinformados de plantão), Black Keys e… Coldplay. Ok, ok, a banda não é mais o que era antes mas continuamos achando o dream pop inicial deles (pelo menos até o terceiro disco) digno de respeito. E ouvindo Chris Martin e sua turma se apresentando, nos lembramos saudosos das duas vezes em que vimos a banda ao vivo na finada Via Funchal.

Fomos pesquisar na web. No Wikipedia tem um verbete bastante completo sobre aquela que, na nossa opinião, foi mesmo a MELHOR casa de shows internacionais que existiu na capital paulista nos últimos 25 anos. Projetada com esmero e rigor, permitia que você assistisse super bem as gigs que lá aconteciam, estivesse onde estivesse lá dentro (havia uma pista em desnível em direção ao palco, com degraus, o que permitia que a fila à sua frente ficasse sempre ABAIXO da sua visão do palco). Fora que a acústica era ótima e a iluminação idem. Mas como tudo que é ótimo nunca dura para sempre o local encerrou atividades em dezembro de 2012, já que a dupla que era sócia de lá vendeu o mesmo a uma incorporadora imobiliária pela “bagatela” de R$ 100 milhões.

Enfim, a Via Funchal durou 14 anos, de 1998 a 2012. E nessa quase década e meia de existência, este jornalista eternamente rocknroll viu shows verdadeiramente incríveis por lá (alguns nem tanto, vamos ser honestos), e agradecemos isso à queridíssima Miriam Martinez, que foi assessora de imprensa máster da casa durante toda a existência dela. Miroca, que atualmente trabalha na Tom Brasil SP, é uma das nossas melhores e mais bacanas amigas na assessoria de imprensa rock paulistana há mais de 30 anos, e nunca nos deixou na mão, hehe. De modos que aí embaixo segue um resumo de algumas das gigs que vimos por lá, com rápidos comentários sobre cada uma delas e sobre o momento pelo qual estávamos então.

 

***Green Day (novembro de 1998): a Via Funchal existia há apenas dois meses e esse foi o primeiro show de rock que o blog viu lá. E foi showzão, casa lotada (cabiam 6 mil pessoas lá), a banda ótima no palco etc.

 

***Echo & The Bunnymen (setembro de 1999): os “homens coelho” finalmente retornavam ao Brasil após 12 anos de sua primeira e histórica passagem por aqui. Vieram na turnê do disco que marcou a volta do grupo, o PÉSSIMO “Evergreen”. Mas novamente a gig foi sensacional (enlouquecemos ao ver na nossa frente, pois estávamos COLADOS no palco, na área de imprensa, a banda começar a apresentação com a clássica “Rescue”), mesmo com Ian McCulloch sem voz alguma. E foi nesse show que o zapper estava acompanhado DELA! Quem? Ana S.B., um XOXOTAÇO goth que havíamos conhecido semanas antes na porta do Madame Satã. Linda, gostosa, 17 aninhos de idade (e o loker aqui com meus 36 já…), inteligentíssima e… totalmente PERVA, safada e ordinária, rsrs. O zapper se apaixonou pela garota. Fomos juntos ao Echo e depois passamos no também finado e saudoso Nias (um dos clubes de rock mais legais que existiram em Sampa), bebemos e dançamos por lá, até que propus irmos ao Madame (afinal, tínhamos nos conhecido na porta do casarão goth clássico do Bixiga). Ela topou. Pegamos um táxi e quando chegamos na porta do Satã, me disse que não queria entrar. “Vamos logo pro hotel TREPAR!”, falou, para nosso total espanto. Nem precisou pedir duas vezes. A foda foi do inferno e jamais esqueceremos do BOQUETE primoroso feito pela magrinha de peitos miúdos e rosto angelical perfeito como o de uma boneca de porcelana oriental. E também não me esqueço jamais dos seus gritos histéricos quando ela gozou. Trepamos ainda mais duas vezes e Aninha sumiu, para apenas me reencontrar muitos anos depois, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou o jornalista rocker novamente, foi na casa dele e DEU novamente. O blog se casaria com ela. Mas nunca mais a vimos depois de mais duas fodas canalhas e inesquecíveis.

 

***The Mission (junho de 2000): o quarteto gótico inglês já estava em franca decadência. Mas havia lançado um cd TRIPLO (!) e veio tocar aqui mais uma vez (depois virou carne-de-vaca no Brasil e o vocalista e líder Wayne Hussey até se casou com uma loiraça goth perua de Santo André, onde parece que mora até hoje). A Via Funchal quase lotou e a tribo goth enlouqueceu com os hits do grupo. Depois do show fomos parar num muquifo goth que estava funcionando no cu da zona leste paulistana, levados por um busão caindo aos pedaços e fretado pelos ex-donos do Madame Satã, para fazer o tal trajeto.

 

***Coldplay (setembro de 2003): a primeira visita dos ingleses ao Brasil. E já estavam no auge, prestes a lançar seu terceiro álbum de estúdio e com dois CDs primorosos na bagagem. Foram três noites absolutamente LOTADAS na Via Funchal. Não me lembro em qual fui, mas estava lá. De calça preta, camisa social branca de manga comprida e blazer por cima (disso me lembro bem). Ficamos EMOCIONADOS com a gig, de verdade. E quando saímos de lá fomos ainda em um coquetel fechado para convidados em Pinheiros, lançamento de um disco se não me engano. O coquetel era open bar e fiquei (claro!) num estado lamentável. Como sou adicto (dependente químico que não deveria sequer beber UMA gota de álcool), não deu outra: saí dali direto para o centro de São Paulo, para me ENTUPIR de CRACK. Final de madrugada absolutamente trágico para uma noite que havia começado de forma sensacional. Normal, faz parte.

 

***Massive Attack (maio de 2004): o zapper já tinha visto a trupe trip hop inglesa alguns anos no extinto Free Jazz Festival. Show mais uma vez perturbador. Pela concepção cênica e pela ambiência sonora total sinistra e sombria. Foi lindão, no final das contas.

 

***The Sisters Of Mercy (maio de 2006): também já estava em sua fase total decadente e vivia aparecendo para shows caça níqueis por aqui. Já os tinha visto 15 anos antes no finado ProjetoSP, onde a gig já não tinha sido grande coisa (a real é que a banda nunca foi muito boa ao vivo). Mas o povo goth amava a banda e assim bastante gente apareceu para revê-los ao vivo.

 

***New Order (novembro de 2006): o retorno do gigante synthpop inglês, depois de sua gloriosa primeira vinda ao Brasil, em 1988. Foi legal, a VF lotou (óbvio), Peter Hook (ainda estava no conjunto) deu show no baixo mas já não era mais a mesma coisa. Hoje em dia, então… só para TROUXAS ou FANÁTICOS.

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Echo & The Bunnymen (acima) e REM (abaixo): duas das zilhões de bandas gigantes da história do rock mundial e que o blog testemunhou ao vivo ao longo de nossa década e meia de existência, ambos em gigs na finada e saudosa Via Funchal SP

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***Coldplay (fevereiro de 2007): eles voltaram e lá estava Zapnroll novamente (iria cobrir a apresentação para o caderno B do diário carioca Jornal Do Brasil, onde Finaski estava colaborando então). Mais uma vez três noites lotadas. Mais uma vez showzaço emocionante. E felizmente desta vez não teve crack no final da noite.

 

***Interpol (março de 2008): a única gig que vimos dos nova-iorquinos pós punk que emulam Joy Division à perfeição. E foi ótimo!

 

***REM (novembro de 2008): um dos shows INESQUECÍVEIS da NOSSA VIDA. Uma das cinco bandas eternas da minha existência. Já os tinha visto em janeiro de 2001, no terceiro Rock In Rio. E aqui foi ainda melhor pois era espaço fechado e com muito mais visibilidade de palco e som muito melhor. E este zapper CHOROU quando a banda tocou “Losing My Religion”.

 

***Duran Duran (novembro de 2008): a volta do new romantic histórico inglês, 20 anos após tocar pela primeira vez no Brasil (em janeiro de 1988, no festival Hollywood Rock). Foi um dos melhores shows que assistimos na Via Funchal.

 

***Peter Murphy (fevereiro de 2009): gig solo do ex-vocalista dos Bauhaus. Na boa, foi chatíssimo, rsrs.

 

***The Kooks (junho de 2009): os inglesinhos indie rock dos anos 2000 estavam no auge e fizeram um bom set.

 

***Cat Power (julho de 2009): nossa deusa e musa americana ad eternum. Set melancólico, climático e lindíssimo. Sendo que o blog estava apaixonado e quase namorando com a Rudja, que morava (e mora até hoje) em… Macapá! Tanto que LIGAMOS pra ela do via celular no meio da apresentação, e tentamos fazer com que ela escutasse parte do show pelo celular.

 

***Belle & Sebastian (novembro de 2010): nossos eternos heróis escoceses do indie rock e dream pop. Show inesquecível, sendo que saíram lágrimas dos meus olhos ao final dele. E sim, o blog estava acompanhado da garota de Macapá (a Rudja), com quem havia namorado e noivado por um ano, e ela tinha vindo passar um mês em Sampa (também vimos juntos a primeira edição do festival SWU), pra nos despedirmos do noivado. Aquela noite pós B&S foi looooonga, com álcool, drugs etc. Mas não posso entrar em detalhes porque senão a fofa Telma (mãezona da garota e querida amiga nossa até hoje) me mata, hihi.

 

***Stone Temple Pilots (dezembro de 2010): outro show za ço! Scott Weiland sempre foi nosso “ídalo”, rsrs (e também do mozão André Pomba, ahahaha). No final da gig Zapnroll, já com algumas doses de whisky na cachola, deu de cara com o porcão, jotalhão e covardão José Flávio MERDA Jr., um dos seres humanos e jornalistas mais escrotos e imundos que tivemos o desprazer de conhecer em toda a nossa existência. Só não partimos pra cima do pança de elefante porque fomos contido pelo querido Pablo Miyazawa (então editor chefe da finada revista Rolling Stone Brasil). Depois o blog veria novamente o STP na segunda edição do festival SWU, em 2011 em Paulínea. E depois Scott se foi, morto por overdose de drugs aos 48 anos de idade. Viveu rápido, intensamente, e morreu jovem ainda. Como todo mundo deveria viver e morrer, no final das contas – é um CASTIGO cruel se tornar um velhote solitário, senil e gagá, definitivamente.

 

***Pulp (novembro de 2012): o fim para o blog por ali, e para o próprio Via Funchal em si. A gig foi no dia 28 daquele mês, dois dias depois do niver de 50 anos de idade do jornalista zapper. Foi uma despedida mega digna para o MELHOR espaço de shows de rock que já houve em Sampalândia. Deixou saudades. E quem viu o que vimos ali e relembramos nesta publicação, viu. Quem não viu não irá ver nunca mais.

 

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E PARA FECHAR COM CHAVE DE OURO A HISTÓRIA DAS MUSAS ROCKERS ZAPPERS, ELA! A MUSA SECRETA N.R., QUE PASSOU UM ANO CHIFRANDO SEM DÓ O MARIDO ENQUANTO ERA FODIDA NUMA PAIXÃO LOUCA PELO JORNALISTA LOKER ROCKER

Yeeeeesssss. Para encerrarmos verdadeiramente os quinze anos de Zapnroll no tópico “musa rocker”, teríamos que caprichar. Afinal muitas, lindas, divinas, devassas, bocetudíssimas, cadeludas, imorais e total pervas passaram por aqui ao longo desta década e meia. De modos que para terminar super bem também este capítulo, resolvemos caprichar e enlouquecer de verdade nosso dileto leitorado macho (cado), com uma reedição do ensaio DELA! Quem? Da musa SECRETA N.R., oras. E de quem não podemos revelar a identidade pois a garota é CASADA e durante um ano meteu corno sem dó no seu maridón, dando e fodendo com gosto com seu AMANTE zapper – este mesmo aqui, o eterno jornalista gonzo, loker e rocker. A paixão entre ambos foi algo realmente avassalador. Mas tudo que é ótimo um dia acaba. Ficaram então as lembranças. Que você confere aí embaixo, sem moderação alguma!

 

Nome: N.R.

Idade: 36 anos.

De: São Paulo.

Mora em: São Paulo.

Com quem: com o marido.

O que faz: já foi comerciária, hoje cuida da sua casa.

Paixão: literatura, sendo que seus autores preferidos estão Charles Bukowski e o cubano Pedro Juan Gutiérrez.

Música: fã de Tiê, Ana Carolina, Cazuza, Chico Buarque e Legião Urbana.

Como ela e o autor deste blog se conheceram: foi através de um grupo de discussão na internet sobre a obra do velho safado Charles Bukowski, o célebre autor americano do qual ambos são fãs devotados. Os papos online começaram, depois ligações pelo celular. Começou a negociação para um encontro pessoal e ao vivo, o que não demorou a acontecer. E o que era para ter sido apenas uma única tarde de foda intensa porém sem compromisso emocional algum, se tornou uma paixão avassaladora que durou um ano e dezenas de TREPADAS enlouquecedoras, com o casal GOZANDO tudo o que podia. Como a situação não poderia se prolongar ad eternum sem que uma possível tragédia acontecesse, tudo se findou um dia. Restaram as lembranças imagéticas e uma amizade que perdura até hoje.

 

FRASES INESQUECÍVEIS DISPARADAS DURANTE ALGUMAS DAS FODAS DESVAIRADAS DO CASAL

 

“A irmã CRENTE rezando, e a PUTA aqui dando!” (N.R., numa tarde de sábado, quando estava sendo traçada de ladinho pelo jornalista Finas, e lembrando que naquele exato instante sua irmã, que é evangélica, deveria estar na igreja orando)

 

“Vai, me dá LEITE DE PUTA!” (era assim que N.R. se referia ao esperma, que adorava BEBER sem restrição. E Zapnroll soltou muita porra na BOCA dela, ulalá!)

 

“A puta branquela, peituda, magra e perfeita!” (assim Finaski se referia a N.R., já que ela é branca como um fantasma, possui bunda durinha e miúda, pernas finas e peitos GIGANTES)

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Uma BOCETA do inferno e sempre em chamas!

 

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Peitões portentosos

 

 

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A bundinha magra e durinha de uma cadela branquela e puta sem igual

 

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Uma devotada fã de literatura

 

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Sim, o CORPO dela sempre acalmava o velho jornalista

 

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O casal saciado carnalmente, após uma de suas fodas alucinadas

 

 

2003-2018 – FIM DA HISTÓRIA ZAPPER!

Sim! Tudo tem um fim, tudo um dia acaba. Foi ótimo enquanto durou e foi um imenso prazer estar com todos vocês durante os últimos quinze anos. Nos vemos por aí! Beijos na galera que ainda ama rocknroll, vocês estarão sempre em nosso coração!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28-12-2018 às 18:30hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL: Aeeeeê! O postão custa mas aparece, rsrs. E chega chegando, falando dos vinte anos do insuperável segundo álbum do inesquecível Oasis; o Lollapalooza BR divulga seu line para a próxima edição e se redime um pouco do fiasco que rolou esse ano; o novo disco do Doutor Jupter, um dos melhores nomes da atual (e pequena) cena folk rock nacional; a semana em que Sampa foi “invadida” por algumas das melhores bandas da atual cena rock de Manaus; e uma seleção de musas “secretas” do blog pros macho (cados) ficarem com os nervos (e os hormônios) em polvorosa, uia! (postão TOTALMENTE CONCLUÍDO, contando como foi o último festão do blog em Sampa e como será o Popload Festival, a partir de hoje à noite) (atualização final em 16/10/2015)

Uma das últimas grandes bandas que valeram a pena serem ouvidas no rock mundial, o Oasis (acima) comemora vinte anos do lançamento de seu segundo e clássico disco, que mostrou toda a genialidade de compositor do guitarrista Noel Gallagher (abaixo); o blog rememora a importância desse álbum para a história da cultura pop em post (esse aqui mesmo) que também vai deliciar nosso fiel leitorado masculino (uia!) com uma seleção de nossas melhores musas rockers secretas, como a paulistana S. R. (também na foto abaixo)

 

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FECHANDO MEEEEESMOOOOO A TAMPA DESSE POSTÃO

E foi assim (viu, fakes de merda?) o último Noitão Za’’n’roll na Sensorial Discos: casa cheia, público dançando a valer. Mês que vem tem mais!

 O Star61 (acima, o vocalista Flaviano André) botando pra foder na última festona do blog, na Sensorial Discos; teve até cover fodona de “Ando meio desligado”, dos Mutantes e que botou o povo pra dançar (abaixo)

 

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O evangélico bandido e os fakes igualmente bandidos (e também psicopatas).

Não há muita diferença entre o primeiro e os outros. No caso, o evangélico provavelmente BANDIDO é o atual presidente da Câmara dos deputados em Brasília, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Notório por suas posições políticas e sociais ultra conservadoras, esse senhor tem se especializado nos últimos meses em fazer todo o possível para ATRASAR o avanço e a modernização da política e da sociedade civil brasileira – afinal, ele pertence a uma das religiões mais conservadoras, reacionárias e moralistas que existem na face da Terra, a evangélica. E não só: Cunha também rompeu com o governo Dilma (que, sejamos imparciais e honestos ao máximo, realmente em seu segundo mandato jogou o país numa crise econômica e política sem precedentes nos últimos anos) e torce e OPERA veladamente pela DERRUBADA da presidente. Só que por trás do evangélico TEORICAMENTE de caráter e conduta ilibada e acima de qualquer suspeita, quem diria, se esconde um autentico escroque e dos maiores, cujo nome está envolvido até o pescoço na lama do petrolão (ele já foi acusado por pelo menos três delatores da Operação Lava Jato, da PF, de ter recebido US$ 5 milhões em propinas egressos do esquema de corrupção montado na Petrobras). E que beleza: agora o Ministério Público suíço informa que Eduardo Cunha possui SIM contas bancárias SECRETAS naquele país e NÃO declaradas à Receita Federal do Brasil. O que falta para esse sujeito CAIR, ser EXPURGADO da política e responder CRIMINALMENTE pela sua quase comprovada bandidagem? Talvez o mesmo que falte aos fakes igualmente BANDIDOS que há anos infestam o painel do leitor de Zap’n’roll: vergonha na cara pra mandar esses cretinos para onde eles merecem. No caso dos fakes, para o limbo ou então para que eles também respondam ações cíveis pela vergonhosa e covarde enxurrada de insultos e calúnias que despejam aqui, sempre acobertados pelo manto da assinatura anônima ou falsa – afinal, quem tem coragem e honra suas calças para MOSTRAR A CARA REAL quando dispara inverdades, assacadilhas, mentiras, insultos e ofensas morais e pessoais muitas vezes pesadas contra o autor deste blog? Bien, pelo menos dois desses fakes já estão na linha de tiro da Justiça: são os que criaram, há cerca de três anos, um perfil falso no Twitter da jovem Helena Lucas, ex-namorada do jornalista blogger rocker. De conteúdo extremamente e covardemente racista, o tal Twitter foi descoberto pelo próprio autor destas linhas virtuais, que informaram Helena imediatamente sobre ele na época. Ela, garota culta e corajosa que sempre foi, não se intimidou e denunciou a conta falsa na Delegacia de Crimes Raciais. E colocou este jornalista como testemunha/depoente em favor dela. Pois bem: a Justiça é morosa no Brasil, todos nós estamos carecas de saber disso. Mas ainda assim ela chega a algum lugar. E quase três anos após a denúncia de Helena, o caso parece finalmente estar perto de ser solucionado. O blog, que prestou seu depoimento na investigação policial há duas semanas, teve acesso aos nomes dos dois autores por trás do Twitter falso, nomes estes informados pela investigadora que tomou nosso depoimento. Pois então: foi com grande espanto que UM dos nomes (o titular do CPF que abriu a conta no Twitter) é de um velho amigo pessoal do jornalista zapper, sendo que nos coonhecemos há quase vinte anos. E o outro nome (e nesse caso, nenhuma surpresa nele), o que abriu efetivamente a conta, é de um conhecidíssimo MALA do jornalismo musical de São Paulo, um sujeito que é a arrogância em pessoa, que editou revistas de instrumentos musicais que nunca deram em nada, que já foi jurado de programa brega de TV, que é DENTISTA nas horas vagas (?) e que atualmente escreve um blog porqueira num portal de internet que também é a marca de uma das mais famosas contas de e-mail da internet global. Ou seja: é o típico psicopata que trabalha no meio jornalístico e que, tal qual os outros fakes que pululam aqui no blog, persegue há anos doentiamente e de graça o autor deste espaço musical online. Uma perseguição inexplicável às vezes e que só encontra possível justificativa na inveja, no ressentimento e no rancor daqueles que se acham muito mas que na verdade possuem uma existência completamente vazia, perdida, fútil, inexpressiva e inútil. Fato é que assim como esses dois infelizes estão às portas de responder CRIMINALMENTE perante a Justiça pela infâmia que cometeram (fazer um Twitter falso, porco, RACISTA e ofensivo contra uma garota do bem e que nunca causou mal nenhum a eles), mais cedo ou mais tarde os fakes BANDIDOS do painel do leitor acabarão tendo o mesmo destino. Assim como o político evangélico e bandido também terá que se ver com a Justiça, mais cedo ou mais tarde. Então deixemos que o tempo se encarregue de DERRUBAR e ELIMINAR de vez essa corja calhorda e covarde. Enquanto isso o blog segue aqui, firme como sempre nesses úlimos doze anos. E com esse postão lindão que começa agora, onde vamos falar de Oasis, do Lollapalooza BR 2016, do novo discão do folk Doutor Jupter e da invasão paulistana de bandas bacaníssimas da novíssima cena rocker de Manaus. É isso aí! Bora ler mais um postão do blog de cultura pop que incomoda muita gente e que segue como um dos mais legais da web brasileira.

 

 

* Vamos lá, a política brasileira está assim: em julgamento realizado anteontem, quarta-feira (o postão está tendo sua primeira parte publicada na tarde de sexta-feira, 9 de outubro), o TCU rejeitou por unanimidade as contas da administração Dilma em 2014. Ok. Enquanto isso, autoridades suíças CONFIRMAM que o Sr. Eduardo Cunha (de quem já falamos exaustivamente no editorial do post, aí em cima) tem SIM dinheiro guardado em contas secretas naquele país. Por fim, o GRANDE MERDA E PILANTRA geraldinho alckbosta quer tornar ultra sigilosas todas as informações a respeito do transporte público em São Paulo (notadamente as infos que dizem respeito à construção e a manutenção do metrô e do sistema de monotrilho na capital paulista). Afinal, a SUJEIRA ali deve ser GIGANTE. Moral da história: ALGUÉM presta na POLÍTICA brasileira? A resposta, simples e singela: provavelmente NÃO!

 

 

* E não é que o Papa é… rock? Francisco, saidinho como ele só sabe ser, está lançando um cd com discursos seus. Até aí, nada demais. Mas “Wake Up”, que chegará às lojas do mundo todo em 27 de novembro, virá com esses discursos embalados por uma trilha… rock’n’roll, wow! Yep, com instrumental onde se destacam até solos estridentes de guitarra, ulalá! Papa Chicone é gente boa no final das contas e o blog vai com a cara dele, definitivamente. Ele é o sumo pontífice mais lecal a ocupar o trono do Vaticano em décadas, com certeza.

 

 

* E falando em Papa… The Jesus & Mary Chain anunciou que vai lançar seu primeiro álbum de inéditas em dezessete anos – o último disco de estúdio da banda comandada pelos irmãos Jim e William Reid havia sido “Munki”, lançado em 1998. O Jesus foi sem dúvida alguma um dos melhores e mais influentes grupos do pós-punk inglês dos anos 80’ e seus dois primeiros discos (“Psychocandy”, editado em 1985, e “Darklands”, que saiu dois anos depois) são hoje clássicos da história recente do rock. Mas de lá pra cá muita briga rolou entre os irmãos Reid, a banda foi perdendo sua relevância e a pergunta que fica é: qual a real importância de um novo trabalho deles a essa altura do campeonato? Bien, o jeito é aguardar o que vem por aí, sendo que o trabalho ainda não tem nem data de lançamento.

Os irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain: novo disco a caminho 

 

* LOLLAPALOOZA BR 2016 ANUNCIA UM LINE UP UM POUCO MELHOR DO QUE SUAS ÚLTIMAS EDIÇÕES – ainda está longe de ser igual às suas duas primeiras edições em terras brazucas (quando rolaram shwozaços do Foo Fighters, Arctic Monkeys, Queens Of The Stone Age e Pearl Jam, só pra ficar nos nomes principais), em 2012 e 2013. Mas o line que a produção do festival Lollapalooza anunciou na última terça-feira para se apresentar no autódromo de Interlagos em São Paulo, em março do ano que vem (nos dias 12 e 13) ao menos redime o evento do fiasco que foram as escalações de bandas nos dois últimos anos (2015 incluso, quando o Lolla teve talvez sua PIOR edição até o momento). Não houve grandes novidades ou comoção no anúncio (os tempos estão mesmo bicudos e nem coletiva de imprensa rolou para informar a jornalistada sobre quem virá tocar dessa vez; sendo que tudo foi anunciado através de e-mail e pelas redes sociais), já que boa parte da bandas divulgadas já eram dadas como certas nas especulações de sites e blogs especializados em música. Assim vai ter Mumford & Sons, Tame Impala, Florence & The Machine, Alabama Shakes e o gigante NOEL GALLAGHER no bloco principal e puxando uma renca de outras atrações (algumas bem legais; outras totalmente inexpressivas para estar num festival dessa envergadura). Não é o ideal mas pelo jeito foi o que a produtora T4F conseguiu fechar, isso num tempo em que está cada vez mais difícil costurar line ups de grandes festivais (e não somente aqui no Brasil, mas no mundo todo) e ainda mais com o nosso país mergulhado na crise econômica em que está. Tá de bom tamanho e daqui até lá voltaremos a falar mais aqui sobre o Lolla BR 2016.

 

* Mas se você não quer esperar até março do ano que vem, sem problema. Cola na Sensorial Discos em Sampa, nesse sábado, que lá vai rolar também esse festão rocker aí embaixo.

 

* E na semana que vem, na mesma Sensorial (mas nas quarta-feira, 14) tem gig do ótimo Supercolisor, lá de Manaus (mais sobre eles aqui mesmo nesse post, mais aí embaixo).

 

 

* E fora que no finde da semana que vem tem Popload Gig em Sampalândia, o sempre agitado e badalado festival produzido pelo site do nosso eternamente queridaço Luscious Ribeiro. Sendo que a edição deste ano tem “apenas” a LENDA MONSTRO Iggy Pop além de Belle & Sebastian como headliners. Precisa mais?

 Esse velho louco e LENDA MÁXIMA do rock’n’roll toca semana que vem em Sampa; show IM PER DÍ VEL!

 

 

* Postão entrando no ar, néan. E se novos assuntos, hã, palpitantes surgirem, fique sussa que eles serão incluídos aqui em nossas notas iniciais.

 

 

* Mas por enquanto vamos lá, relembrar as duas décadas de uma obra-prima da história recente do rock’n’roll. Isso mesmo, o segundo disco de estúdio do inesquecível Oasis.

 

 

HÁ VINTE ANOS O OASIS PERGUNTAVA QUAL ERA A HISTÓRIA DE UMA MANHÃ GLORIOSA – E SE TORNAVA A MAIOR BANDA DO MUNDO

Onde estava você em outubro de 1995? Aliás você, ainda muito jovem e sempre dileto leitor zapper, por acaso já era… nascido? Provavelmente muitos aqui ainda não. Mas o autor desse blog já era um calejado jornalista musical com mais de trinta anos de idade e quase dez de profissão. Era um doidão quase em tempo integral, junkie de carteirinha e amante do melhor rock’n’roll que pudesse existir pelo mundo afora. E como tal ele testemunhou sim o nascimento do então maior mito do rock planetário daquela época: o quinteto britânico Oasis, liderado pelos irmãos Liam (vocais) e Noel (guitarras) Gallagher. O mesmo Oasis que lançou, há duas décadas (precisamente em 2 de outubro de 1995), o seu segundo disco de estúdio e que levou a banda ao topo do mondo pop/rock: o espetacular e hoje clássico “(What’s The Story) Morning Glory?”. Um álbum irretocável do início ao fim e que permanece até os dias atuais, mesmo vinte anos após seu lançamento, como uma das obras-primas da história recente do rock’n’roll.

 

A trajetória do grupo na verdade começou em 1991, em Manchester (a gloriosa cidade da Inglaterra que deu ao mundo algumas das bandas mais sublimes que se tem notícia, como Joy Division e The Smiths, apenas para ficar em dois exemplos gigantescos). E quando o quinteto (que na época era completado pelo também guitarrista Paul Arthurs, pelo baixista Paul McGuigan e pelo baterista Tony McCarroll) lançou seu disco de estréia em agosto de 1994, seu nome já despontava como um dos conjuntos “hot” do então nascedouro novo movimento do rock’n’roll inglês, denominado britpop. Pois “Definitely Maybe”, com sua musicalidade claramente inspirada nas canções clássicas dos Beatles (influência confessa e jamais negada pelos manos Gallagher), suas músicas com ótimas guitarras e vocais com melodias ganchudas e altamente radiofônicas, emplacou uma batelada de hits nas rádios do mundo todo, Brasil incluso onde faixas como “Rock’n’roll Star”, “Live Forever” e “Supersonic” passaram a tocar insistentemente nas FMs que se dedicavam a tocar rock em sua programação.

 

“Definitely Maybe” vendeu muito bem na época – mais de cinco milhões de cópias. Faltava a consagração definitiva da banda. E ela veio já no segundo e primoroso disco de estúido. “(What’s The Story) Morning Glory?” foi lançado em outubro de 1995 e devastou as paradas inglesas, vendendo milhares de cópias no dia de sua chegada às lojas. Além de enlouquecer os fãs também colocou a rock press gringa de joelhos, diante de um álbum poderoso, de canções com melodias ganchudas e que se equilibrava perfeitamente entre rocks avassaladores (como as duas primeiras faixas que abrem o cd) e ao menos duas baladas insuperáveis: “Wonderwall” (que se tornou hino das torcidas dos clubes de futebol ingleses, que a entoavam nos estádios durante os jogos) e “Champagne Supernova” (que fecha o disco com mais de sete minutos de duração e é, segundo o próprio Noel Gallagher, a “melhor descrição da ressaca de uma noitada movida a álcool e cocaína que alguém poderia ter escrito”). Com “…Morning Glory?” o Oasis ganhou definitivamente o mundo e se tornou a maior banda de rock’n’roll do planeta naquele momento. O disco vendeu até hoje mais de vinte milhões de exemplares e daí para a frente o quinteto seguiu lançando bons discos mas que jamais se igualaram em termos de qualidade aos dois primeiros.

O segundo álbum do Oasis (acima), lançado há vinte anos (em 2 de outubro de 1995) permanece como um clássico imbatível da história recente do rock’n’roll, e um disco de uma banda de atitude rocker por excelência mas que não resistiu às brigas homéricas entre seus dois irmãos fundadores, Liam e Noel Gallagher (abaixo)

 

A banda durou até outubro de 2009, quando encerrou oficialmente suas atividades. Foram dezoito anos de existência, exatos sete álbuns de estúdio. Para este blog particularmente (que viu o Oasis ao vivo por duas vezes, em 1998 e em 2009), os melhores trabalhos são mesmo as duas primeiras obras-primas e os dois CDs finais (“Don’t Believe The Truth”, lançado em 2005, e “Dig Out Your Soul”, editado em 2008), sendo que os discos lançados no meio desses são apenas medianos. Mas o grupo tinha uma postura total rock’n’roll e anárquica: um guitarrista genial (Noel), um vocalista beberrão, briguento, bocudo e amante confesso de cocaine (Liam), dois irmãos (Noel e Liam, oras) que viviam quebrando o pau entre si (e a briga definitiva rolou no camarim do conjunto, pouco antes de ele entrar no palco para encerrar um festival gigante na Espanha; Liam simplesmente quebrou uma das guitarras de Noel no meio e ele saiu furioso da sala, dizendo que não ficava mais nem um minuto ao lado do irmão mais novo; a gig acabou sendo cancelada e a trajetória do quinteto terminou ali) e shows memoráveis, inclusive no Brasil.

 

Liam montou o fraquinho Beady Eye após o fim do Oasis. Durou apenas dois discos e já era. Noel segue em bacaníssima carreira solo, com dois ótimos LPs lançados e sendo que ele é uma das principais atrações do próximo Lollapalooza BR, em março vindouro em São Paulo. Muita gente (milhões de fãs na verdade) sonha com uma volta do Oasis. Noel já recusou ofertas milionárias nesse sentido. E esse velho jornalista zapper, que tem o Oasis em seu coração e o considera como a última grande banda que valeu a pena ser ouvida na história recente do rock’n’roll, prefere que eles fiquem exatamente assim: na memória de quem os assistiu ao vivo e que presta vassalagem até hoje a essa obra gigante que é “(What’s The Story) Morning Glory?”, um álbum que vinte anos após seu lançamento permanece imbatível e inigualável por qualquer disco ou grupo que veio depois dele e até hoje.

 

 

O SET LIST DE UM DISCO QUE JÁ SE TORNOU UM CLÁSSICO DO ROCK’N’ROLL

1.”Hello”

2.”Roll with It”

3.”Wonderwall”

4.”Don’t Look Back in Anger”

5.”Hey Now!”

6.”The Swamp Song, Excerpt 1″

7.”Some Might Say”

8.”Cast No Shadow”

9.”She’s Electric”

10.”Morning Glory”

11.”The Swamp Song, Excerpt 2″

12.”Champagne Supernova”

 

 

OASIS AÍ EMBAIXXO

No áudio integral de “…Morning Glory?” e em mais alguns vídeos de alguns dos hits clássicos da banda.

 

 

OASIS, OS ANOS 90’ EM SAMPA E O JORNALISTA ROCKER/LOKER SEMPRE A MILHÃO – BREVES HISTÓRIAS DE SEXO, DROGAS E ROCK’N’ROLL AO SOM DA BANDA DOS MANOS GALLAGHER

Claaaaaro, elas não poderiam faltar. Ainda mais em se tratando de Oasis e do gonzo por excelência chamado Finaski. Vai lendo aí embaixo, hihihi.

 

* Conhecendo o grupo de Noel e Liam – era 1993 e o ainda jovem jornalista havia se separado há pouco tempo da mãe do seu filho. Estava dividindo um apê com seu velho amigo Felipe Britto, na avenida 9 de julho, centrão rocker e podrão de Sampalândia. E numa época em que não havia internet, sites, blogs, celulares e redes sociais, as únicas formas de se manter antenado sobre as novidades do rock era ou comprando revistas importadas (como NME e Melody Maker) ou fazendo visitas periódicas ao apto do já naquela época querido e velho amigão Kid Vinil, que morava num pequeno apê abarrotado de CDs e vinis no bairro do Bixiga (também centro de Sampa). Foi numa dessas visitas que Kid mostrou pra Finaski um dos primeiros singles de uma nova banda que estava estourando na Inglaterra. “Finatti, esses caras vão salvar o rock!”, disse Kid com grande entusiasmo. E era verdade: a música era uma cacetada e o autor deste blog caiu de amores por ela e pela banda. Pediu pro Kidão para grava-la numa fita cassete (!) e foi feliz com a tal fita de volta pro apto do Felipe. A banda se chamava Oasis. E a música em questão era “Supersonic”. Foi assim que o jornalista zapper conheceu o conjunto de Liam e Noel.

 

* Na capa da revista Dynamite – era o segundo semestre de 1996 e o Oasis já estava estouradíssimo na Inglaterra. Reunião de pauta na redação da saudosa revista Dynamite, que durante anos só colocara bandas de metal em sua capa e estava tentando mudar sua linha editorial. O repórter eternamente fã de indie rock (esse aqui mesmo), chega para o amado “editador” André Pomba e lança a proposta: “Oasis tem que ser capa! Os caras estão vendendo milhões de discos lá fora e começaram a bombar aqui também!”. Pra total espanto do jornalista maloker, Pomba aprova a sugestão. Foi a primeira revista de rock brasileira a estampar o Oasis em sua capa, sendo que a edição foi para as bancas por volta de outubro daquele ano.

 

 

* Ela adorava “Wonderwall”, cheirar cocaine e… uma noite DEU para o amigo zapper – também meados de 1996. O jornalista sempre muito loker estava trabalhando como repórter de música da mui puderosa revista Interview. E morava numa kit alugada também na avenida 9 de julho. E aquela kit era a verdadeira sucursal do inferno, rsrs. Zilhões de reuniões com grupos de pequenos amigos rolaram ali durante um ano e meio.. E reuniões sempre movidas a whisky, maconha, cocaine e trepadas insanas. Foi nessa época que o autor dessas lembranças algo calhordas se tornou amigo muito próximo da Fabiana. Ela era linda de rosto (parecia uma princesa), tinha peitos enormes e suculentos, inteligentíssima, fã de cultura pop e de Oasis também. Trabalhava como designer numa gráfica e namorava um autêntico zé ruela (por acaso, também amigo do sujeito aqui) por pura carência e desajuste emocional – Fabiana era muito culta mas totalmente confusa e atormentada existencialmente. E vivia “dando mole” para o autor destas linhas virtuais. Sempre que ia visitá-lo n kit, pedia:   “coloca ‘Wonderwall’ pra gente ouvir!”. E cantarolava a música enquanto bebericava doses de Jack Daniel’s e dava uns tequinhos de padê. Pois essa “tortura” durou até uma bela noite de segunda-feira quando Fabi foi pegar o seu amigo jornalista na redação da revista Dynamite (que ficava no bairro paulistano de Pinheiros). De lá a dupla foi tomar algumas brejas na Vila Madalena. E quando já estavam algo ébrios ela deu carona ao seu amigo até a kit em que ele morava. O jornaloker safadão e mamadão não se conteve e TASCOU UM BEIJO DE LINGUA na amiga gostosona. Ela aceitou o beijo. E subiu para a kit. Passou a noite SENDO FODIDA de todas as formas possíveis, ao som de Oasis. No outro dia, o casal acordou por volta do meio-dia e trepou mais um pouco, ela literalmente esfregando seus peitões magníficos na cara de Finaski enquanto rebolava sentada com sua boceta gulosa enterrada no pinto duro do amigo rocker. Finda a foda, ela se vestiu e disse “isso não pode acontecer novamente! Eu NAMORO e você é AMIGO dele!”. E de fato nunca mais aconteceu. Aliás há muitos anos Zap’n’roll nunca mais soube da linda Fabiana. E espera que ela tenha se casado com um sujeito menos tranqueira do que aquele que ela namorou há vinte anos.

A capa da extinta e saudosa revista Dynamite (acima), edição de outubro de 1996, trazendo o Oasis na capa; foi a primeira revista de rock brasileira a colocar a banda dos irmãos Gallagher em sua capa; abaixo, a credencial de repórter utilizada por Zap’n’roll no primeiro show do grupo no Brasil, em março de 1998

 

 

* O primeiro show a gente nunca esquece – foi em 1998, na arena Anhembi em São Paulo. O autor deste blog era repórter da editora Globo, onde estava trabalhando na montagem da revista semanal Época, que seria lançada dali a algumas semanas. Foi moleza conseguir credenciamento para a primeira gig do Oasis em terras brazucas. E foi um SHOWZAÇO, mesmo com Liam estando totalmente ressacudo de cocaine.

 

* O último show a gente também nunca esquece – maio de 2009, novamente na arena Anhembi. Meses depois o Oasis iria chegar ao fim. E nessa apresentação em Sampa a banda realmente já dava mostras de que estava perto do fim. Tocou boa parte do set sem empolgação, como se estivesse ali apenas para cumprir um contrato. Ainda assim foi um concerto bacana, mesmo porque Zap’n’roll já estava apaixonadíssimo por uma garota na distante Macapá (e que foi uma das maiores paixões da sua vida), e passou o tempo todo da gig pensando nela. A madrugada pós-show foi completamente insana: Finaski e amigos rumaram para o clube Outs (no baixo Augusta), onde haveria DJ set do blogão zapper. O sujeito aqui ficou mega loki, óbvio. Bebeu todas, discotecou com gosto e no final da balada, com seu cachê no bolso pegou carona com uma amiga e ambos foram direto para a comunidade de Heliópolis, em busca de muitos pinos de cocaína. Que foram consumidos até o meio da tarde de domingo no confortável apto. de dois quartos que a amiga deste bligueiro habita até hoje, no bairro de Pinheiros.

 

* Esse post especial e essas histórias vividas pelo jornalista gonzo/loker ao som do Oasis vão para amigos que ele adora e que gostam tanto quanto ele da banda dos manos Gallagher, sendo que alguns desses (as) amigos (as) acompanharam muito de perto as recordações escritas aí em cima. Beijos e abraços para as irmãs Adriana e Vera Ribeiro, para a incrível Neide R., pra Nathália “beuda” Machado, e pro povo da Outs (Zé Carlos, Edu Ramos, Tati Ranos e Valentim). Carinho e amor eternos do blog pra todos vocês!

 

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A “INVASÃO” DO GRANDE ROCK DE MANAUS ROLOU BONITA EM SAMPA

Yep. Nas últimas duas semanas pelo menos três das melhores bandas da novíssima cena independente da capital do Amazonas estiveram visitando São Paulo. Querendo divulgar e mostrar melhor seu trabalho musical, Luneta Mágica, Alaíde Negão e Supercolisor vieram fazer shows, gravar programas jornalísticos e mostrar sua cara e seu som, para que a paulistanada arrogante (e que acha que os melhores grupo do Brasil estão aqui mesmo, o que é um engano GIGANTE quando se compara o trabalho dos conjuntos daqui com o feito por outros em outras regiões do país) pare um pouco de olhar pro próprio umbigo e sinta VERGONHA do quase péssimo rock indie que domina atualmente a capital do Estado mais rico do Brasil.

 

O qiarteto Luneta fez algumas pequena gigs e já retornou a Manaus. Idem o experimental e algo maluco Alaíde Negão, que botou a chopperia do Sesc Pompeia pra dançar na última sexta-feira. Ficou ainda por aqui o igualmente ótimo Supercolisor, que se mudou temporariamente para Sampalândia e onde pretende ficar pelo menos até o início do próximo ano, objetivando alavancar sua trajetória. Se você, dileto leitor destas linhas online, quiser ver o grupo em ação ao vivo, dá um pulinho nesta quarta-feira (ou seja, hoje mesmo, quando este post está sendo enfim concluído) na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo), quando eles irão fazer pocket show por lá.

 

Aí embaixo o blog reproduz textos publicados aqui mesmo, no início deste ano, resenhando os novos trabalhos da Luneta e do Supercolisor. Se você perdeu aí está novamente a oportunidade de entender melhor o que é som destes dois conjuntos realmente incríveis.

 O blog exibe com orgulho os CDs lançados este ano pelas ótimas bandas de Manaus, Luneta Mágica e Supercolisor (acima), durante encontro com a turma do Norte em noite animada no bar Parlapatões, na praça Roosevelt, no centrão de Sampa semana passada (abaixo)

 

 

AINDA MAIS PSICODÉLICA E GENIAL, A LUNETA MÁGICA LANÇA O SENSACIONAL “NO MEU PEITO”

 

(publicado por Zap’n’roll em 20 de março de 2015)

 

Não é brincadeira: enquanto o acreano Descordantes desembarcava em São Paulo a bordo do seu sublime primeiro disco de estúdio, o também quarteto Luneta Mágica, de Manaus, disponibilizava em seu site a íntegra do seu segundo álbum, batizado “No meu peito”. Ele está lá, para audição completa, desde o último dia 16. E deve ganhar em breve seu lançamento físico. Pois trata-se de mais um lançamento arrebatador do Grande rock que se faz hoje no Norte do Brasil. A LM não se contentou apenas em manter todos os procedimentos musicais que tornaram sua estreia em “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (editado em 2012) algo assombroso e espetacular. A banda incrivelmente conseguiu ampliar e aperfeiçoar o mix de psicodelia com reverberações de Beatles, bucolismo rocker, canções pastorais eivadas de melodias perfeitas (e imiscuídas aqui e ali por arranjos estranhos e malucos, além de ambiências adornadas por ruídos e distorções), lisergia e chapações diversas, tudo emoldurando vocais harmoniosos e sobrepostos e que dão corpo e vida a letras magníficas, de tão poéticas e imagético/pictóricas. O resultado é um discaço, zilhões de anos luz de distância da imbecilidade sonora que toma conta das bandas independentes do Sudeste. Basta apenas uma audição para se comprovar isso.

 

A Luneta existe há cerca de cinco anos, sendo que inicialmente era um trio formado pelo vocalista e guitarrista Pablo Araújo e pelos multi-instrumentistas Diego Souza e Chico Hernandez, que acabou saindo do conjunto pouco tempo depois do lançamento do primeiro cd. Agora o grupo se transformou em quarteto, com a entrada do também guitarrista Erick Omena e do baterista Eron Oliveira (que já havia participado das gravações do primeiro álbum). É esta formação que registrou a nova e fodástica formada de músicas de uma banda que o blog foi conhecer no final de 2012, quando a produtora e empresária deles, a sempre fofa, meiga e mega simpática Karla Sanchez, entrou em contato com estas linhas online em busca de divulgação para a obra que eles haviam acabado de editar. O já veterano, experiente e calejado jornalista musical ouviu o link enviado por Karla, pirou no ato e caiu de amores pela Luneta Mágica. E desde então é fã ardoroso e incondicional da turma e sempre se pergunta, com todo o respeito e amor que devotamos ao Norte brazuca: como um grupo em MANAUS consegue desenvolver um trabalho artístico tão primoroso enquanto que as bandalhas de Sampa e Rio, tendo perto de si e à sua disposição os melhores estúdios do país, toda a tecnologia de ponta possível e toda a informação possível também (uma informação que, de resto e por conta da internet, circula hoje em qualquer quebrada do planeta), só produzem lixo sônico em sua grande maioria?

 

“No meu peito” exibe onze canções concisas (não há nenhuma que chegue a quatro minutos de duração) e portentosas. Da vinheta que abre e dá título ao disco até a lindíssima, algo “beatle” e mega radiofônica (em sua melodia) “Rita”, que fecha o cd, o ouvinte vai se extasiar plenamente com os eflúvios de Pink Floyd (fase Syd Barrett, of course) e Mutantes, com os arabescos de Radiohead e até com as lembranças de rock rural Mineiro, 14-Bis (!) e Clube Da Esquina (!!!), como nos jogos vocais que conduzem faixas como “Acima das Nuvens” e “Lembra?”. Já “Mantra” é psicodelia inglesa sessentista em estado puro. “Preciso” é um épico sem igual, na melodia tristíssima e na letra que é um escândalo de beleza poética, como as letras de todas as músicas aliás: “O marinheiro/desaguou no mar/sozinho a navegar/desaguou no mar”. Sustentando o poema há um turbilhão de guitarras ao mesmo tempo agônicas e em noise, como o Radiohead produziu em “Paranoid Android”.

 

Há muito mais. Uma fortíssima presença de personagens femininas (reais? Fictícias?) como que impulsionou o vocalista e letrista Pablo a conceber três momentos primorosos e que desvelam uma obra que beira a perfeição estética. “Lulu”, “Mônica” e “Rita” falam de três garotas/mulheres mergulhadas em um mundo de abstrações e doces (ou cruéis) onirismos, em histórias narradas através de letras que dariam bastante satisfação a Lou Reed, Jim Morrison, Van Morrison, Leonard Cohen ou mesmo Cazuza e Lô Borges. “Mônica”, inclusive, é especial para o autor desta resenha: o blog a escutou pela primeira vez há mais de dois anos, durante uma de suas visitas à capital do Amazonas. Numa noite quente de outono (sempre faz calor em Manaus, muito calor) fomos tomar umas brejas com o guitarrista Erick Omena, e dar um passeio de carro com ele pela cidade. Foi quando Erick nos monstrou um registro de “Mônica”, ainda apenas com violão e a voz de Pablo. Zap’n’roll ficou maravilhado. E hoje, escutando a mesma música em seu formato definitivo (com violões, pianos dolentes e uma melodia dionisíaca que a colocaria em qualquer programação DIGNA de rádio fm idem; mas claro, estamos no Brasil e isso não vai acontecer, infelizmente), o jornalista sempre sentimental voltou a se emocionar mais ainda.

 

É um disco AVASSALADOR, no final das contas. Já seríssimo candidato a melhor álbum de rock de 2015. E que mantém viva nossa esperança e crença de que ainda existe vida muito inteligente na cena musical independente brasileira de hoje. A Luneta Mágica continua sensacional, está melhor do que nunca em seu novo trabalho e a cena rocker manauara pode se encher de satisfação e orgulho por saber que possui um grupo dessa qualidade na cidade. “No meu peito” com certeza será lembrado daqui a alguns anos como um dos clássicos desta geração. Uma triste geração inclusive e infelizmente, que perdeu o rumo e mergulhou na ignorância em quase sua totalidade.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICADO SUPERCOLISOR

 

(texto publicado originalmente em 22 de maio de 2015)

 

O quarteto de Manaus Supercolisor existe desde 2008 e antes se chamava Malbec. Passou por uma reestruturação interna, trocou de nome, mudou de line up e contando com novo integrante (o baixista, multiinstrumentista e vocalista Diego Souza, que antes tocou no ótimo Luneta Mágica) lançou há pouco este “Zen total do Ocidente”, onde o grupo (que também conta com Ian Fonseca nos vocais e pianos, Zé Cardoso nas guitarras e vocais e Natan Fonseca na bateria) literalmente apaixona o ouvinte com uma coleção de canções belíssimas, melancólicas e bucólicas em sua concepção melódica e instrumental. Arranjos de pianos e condução de violões constroem planos sonoros que acalentam a alma e o coração e isso se sobressai mais em faixas tristonhas como “Sim”, “Três luzes fixas”, “Os cinco”, “Não”, “Móbile” e a própria canção-título. São as músicas onde a banda consegue seu melhor resultado graças à coesão de uma proposta que rompe com seu próprio passado recente (a “versão” Malbec do conjunto carregava muito no rebuscamento instrumental se espelhando na fase prog do Radiohead, aliás a fase mais sacal do quinteto britânico; fora que havia a incômoda dicotomia das músicas com vocais em inglês e em portguês). Ainda há estranhamentos aqui e ali (as levadas synthpop e os vocoders que surgem nas ambiências eletrônicas e vocais de “Pista Íntima” e “Corte”, e que destoam em muito do restante do trabalho) mas o saldo final, com bons versos em português e canções que remetem ao melhor de um rock reflexivo e melancólico, colocam o Supercolisor muito à frente de boa parte do que se faz nesse momento no quase totalmente inculto rock’n’roll brasileiro. E sinaliza mais uma vez que algumas das melhores formações musicais do país nesse momento estão mesmo na região Norte – basta lembrar dos acreanos Euphônicos, Los Porongas e Os Descordantes, nomes que deixam grupos do Sudeste comendo poeira no quesito qualidade artística. Para saber tudo sobre o Supercolisor e ouvir seu novo álbum, vai nesses links: http://www.supercolisor.com/home e http://www.supercolisor.com.

 

 

MUSA ROCKER – UMA EDIÇÃO ESPECIAL COM AS “SECRETAS” MAIS SAFADAS QUE JÁ POSARAM PARA O BLOG

Exatamente! Enquanto pesquisamos e procuramos a nova musa que vai encantar seus olhos e turbinar seus hormônios (e ainda mais agora que a Playboy americana decidiu NÃO mais publicar fotos de NUDES femininos, uia!), preparamos essa super SELEÇÃO aí embaixo: as musas SECRETAS mais SAFADONAS que já passaram por aqui.

 

Aprecie sem moderação, sempre!

Musa S.R, de São Paulo; idade: 33; uma cantora: Lana Del Rey; uma banda: Oasis; um escritor: Charles Bukowski; é a nova e desvairada paixão do blogger safado eternamente loker, sendo que o casal está literalmente se DEVORANDO há quase dois meses; ela FODE muito, e está levando o velho jornalista zapper à loucura, literalmente

 

Musa M.S., de São Paulo; idade: 33; estudante de Publicidade; uma banda: Soundgarden; sobre ela: o blog teve uma TÓRRIDA sessão de três FODAS insanas com essa pretaça fã de Bukowsi e que sabe arrancar PORRA de um homem na cama; não à toa o zapper quase se apaixonou por ela. Quase…

 

 Musa K.S., do interior do Nordeste; idade: 22; cursa Letras; uma banda: Vanguart

Musa A. R., do interior de São Paulo; idade: 23; uma banda: AC/DC; uma TARA: sou CASADA, mas AMO FODER com outros machos além do meu marido”, uia!

 

O velho jornalista gonzo/loker/bukowskiano e sua musa secreta amada, S.R.: paixão avassaladora há quase dois meses

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o quarteto paulista Doutor Jupter (egresso da cidade de Ribeirão Preto e há alguns anos radicado em São Paulo) é das melhores e mais gratas formações de uma ainda quase minúscula cena folk rock brasileira. Formado pelo vocalista, guitarrista, violonista e letrista Ricardo Massonetto, pelo seu irmão e baixista Dudu Massonetto, pelo multiintrumentista Rodrigo Meszaros e pelo baterista Mateus Briccio, o grupo acaba de lançar seu segundo álbum de músicas inéditas. “Na Varanda” (gravado com apoio do Proac Musical 2014 do governo do Estado de São Paulo) tem esse título justamente por retratar com fidelidade a proposta desenvolvida pelo DJ: registrar as canções ao vivo, em uma VARANDA de uma casa na região da cidade de Mairiporã (Grande São Paulo), sendo que o conjunto teve esse registro acompanhado de um pequeno público composto por amigos. É no final das contas um disco magnífico em suas ambiências folkers e que também deambulam por rock, road songs tramadas com banjos, bandolins, gaitas e violões e até em aproximações com a música caipira (como ocorre em “Caberá”). As melodias são belíssimas, os arranjos bacaníssimos e alguns versos de algumas letras podem soar até um pouco simplórios aos ouvintes. Mas “Na Varanda” (que aprimora muito a perspectiva musical do conjunto, que já havia lançado um execelente cd homônimo há quatro anos) exibe uma banda muito acima da média do que se escuta atualmente no rock independente nacional, e isso pode ser facilmente comprovado quando você escuta faixas como “Noutra primavera”, “O melhor do mundo” ou “Coisas do coração”. O discão já está disponível em cd físico mas também pode ser ouvido na ÍNTEGRA no link aí embaixo. E se interessou pela banda? Mais sobre ela aqui: https://www.facebook.com/doutorjupter?fref=ts. Sendo que o quarteto é uma das atrações da última festa do blog de 2015, no próximo dia 28 de novembro.

 O quarteto folk rock Doutor Jupter (acima) acaba de lançar seu segundo trabalho com músicas inéditas; um disco belíssimo que pode ser ouvindo na íntegra no link abaixo

 

* Festival: e como toda a nação indie já está sabendo, hoje começa o Popload Festival, o evento criado pelo nosso queridão Lúcio Ribeiro, um dos jornalistas musicais que ainda merecem o respeito que têm na imprena musical brasileira. Em um país onde festival de rock se transformou em sinônimo de parque de diversões gigante pra coxinhas e pirralhada que vai a esses locais pra fazer tudo, menos prestar atenção na MÚSICA (né Lollapalooza e Rock In Rio), o Popload é mesmo uma maravilha e que já vale a ida até o Audio Club (na avenida Francisco Matarazzo, 694, zona oeste da capital paulista), onde ele irá rolar, apenas por ter dois headliners MONSTROS, que são Iggy Pop (fechando a primeira noite) e Belle & Sebastian (encerrado o sábado), fora que há muito mais e você pode conferir a programação completa aí embaixo. Vai lá que o zapper rocker também estará no Audio logo menos, batendo a cabeça e sacudindo o corpo ao som do velho e lendário Iguana.

O grupo escocês Belle & Sebastian, que fecha o Popload Festival neste sábado

 

DIA 16 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA:

IGGY POP

EMICIDA

TODD TERJE

SONDRE LERCHE

Britt Daniel & Lovefoxxx (DJ Set)

NATALIE PRASS

THE TWELVES

 

DIA 17 DE OUTUBRO, SÁBADO:

 

BELLE & SEBASTIAN

SPOON

HOLY GHOST! DJ SET

CIDADÃO INSTIGADO

Chris and Rich (Belle and Sebastian) DJ Set

ERIC DUNCAN

BARBARA OHANA

 

* Mais sobre o festival, aqui: https://www.facebook.com/events/964838283577098/.

 

* Baladas no finde: com o postão sendo encerrado na sexta-feira, 16 de outubro e com o Popload Festival dominando o finde em Sampa, vamos ver o que dá pra fazer na cidade além de curtir as gigs imperdíveis do Iggy Pop e do Belle & Sebastian. Hoje, 16, tem pocket show bacanão onde o guitarrista e vocalista Robson Gomes (ex-The Concept) mostra seu trabalho solo, lá na Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois a pedida é ir se acabar na festa rocker Bandit, la na Tex (que fica na Augusta, esquina com a rua Peixoto Gomide).///Já no sabadão vai ter gig do Betty57 no Hotel Bar (que fica na rua Matias Aires, 78, metrô Consolação, região central de Sampa), DE GRAÇA, a partir das oito da noite. E depois não tem erro: é beber até cair no open bar infernal do Outs (no 486 da rua Augusta). Beleusma? Então nem pensa em ficar morgando em casa com esse calorão. Se joga, porra!

 

 

E FIM DE PAPO

Postão finalmente concluído, néan. Então ficamos assim: semana que vem deve pintar nova postagem gigante e inédita por aqui. Mas por enquanto vamos nos preparar pra levar um lero com um certo James Osterberg hoje à noite. E depois o blog conta como foi, okays? Até mais então!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/10/2015 às 16hs,)

ATUALIZAÇÃO FINAL!!! O postão custa a chegar mas cá estamos, enfim e botando pra foder; e com o mondo pop/rock finalmente se agitando novamente o blogão fala de uma das voltas mais esperadas do ano: a dos Libertines, com o seu novo e primeiro disco inédito em mais de uma década; o também primeiro disco solo de Helinho Flanders, vocalista do Vanguart; as tragédias urbanas e sociais cotidianas que se abatem sobre as grandes metrópoles de um país (o nosso) que está no buraco; o final de ano felizmente hot em termos de shows gringos em Sampa; e uma musa rocker paulistana (e secreta) delicious total: branquela, peituda e que AMA o velho safado Buk, ulalá! (postão total concluído em 24/9/2015)

O grande rock’n’roll dos anos 2000’ ainda resiste: na Inglaterra a dupla de frente Carl Barat e Pete Doherty (acima, durante show no gigante festival de Glastonbury deste ano) comanda a super e badalada volta dos Libertines, que estão lançando seu novo álbum de estúdio hoje (e o primeiro inédito em uma década); já o vocalista do Vanguart, Hélio Flanders (abaixo), um dos grandes talentos do novo folk/rock nacional na última década, também lança hoje seu primeiro trabalho solo, e tudo isso sendo acompanhado por um blogão (esse aqui mesmo) que continua sempre antenadíssimo com tudo o que rola de melhor no rock alternativo e na cultura pop, além de seguir descobrindo musas rockers total delicious, como a desta semana (também abaixo)

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EXTRAS BACANUDOS PRA FCHAR  O POSTÃO: LANA DEL REY, KEITH RICHARDS E O ROCK IN RIO 2015, O FESTIVAL PARA ENGANAR OTÁRIOS DA GERAÇÃO PAU DE SELFIE

* Yep, o inverno mal está acabando e uma furiosa onde de calor já desaba sobre essa terra nada abençoada por nenhum deus. Desde meados dessa semana (o postão está sendo concluído hoje, sábado, 19 de setembro) Sampa sofre com temperaturas em torno dos 34 graus, algo digno de Macapá, capital do Amapá. Quem agüenta isso, afinal?

 

* E pra agüentar só mesmo ouvindo o novo discaço da sua, da nossa deusa e XOXOTAÇA CADELUDA SUPREMA, a lindaça putona e diva Lana Del Rey, uma das únicas vozes femininas que valem a pena no mondo pop do novo milênio. “Honeymoon”, seu quarto trabalho inédito de estúdio foi lançado oficialmente ontem, sexta-feira (18) e traz Laninha na ótima forma de sempre, com vocais impecáveis (na inflexão de uma esplendorosa e decadente cantora de jazz & blues), instrumental idem e melodias belíssimas adornando canções igualmente lindas como a própria faixa-título ou ainda “High by the Beach”, o primeiro (e ótimo) single retirado do álbum, já com vídeo bacanão rodando à toda no YouTube. E de bônus o cd ainda fecha com uma ultra inusitada cover: Lana desconstrói e recria em formato de doce balada “Don’t let me be misunderstood”, clássico da era “disco” dos anos 70’, gravado originalmente pelo Santa Esmeralda (quem se lembra deles?). O blog ainda vai falar muuuuuito do novo discão do bocetaço Lana Del Rey, podem esperar!

 

 

* Foi uma sextona e tanto a de ontem, no final das contas. E onde o mondo pop/rock também viu o lançamento de “Crosseyede Heart”, o terceiro disco solo de Keith Richards (o guitarrista de uns certos Rolling Stones, conhece? Rsrs) e seu primeiro trabalho individual em mais de vinte anos. Véio Keith é gênio e a humanidade sabe disso. Mas ouvindo essa madrugada sua nova aventura solitária, o blog achou o disco… mediano. Sem nenhum arroubo de genialidade e com os habituais rocks básicos, algumas baladas e até um reggae com direito a metais (em “Love Overdue”), não vai acrescentar muito à obra gigante que Rchards já legou (junto aos Stones) para a história da música. O primeiro single (“Trouble”) chega a empolgar mas não supera nenhuma das obras-primas que o guitarrista criou para a banda onde canta mr. Mick Jagger. Enfim, é um solo de Keith Richards. E um disco mediano de KR ainda dá uma surra de lavada em termos de qualidade em 90% do que é feito no rock’n’roll planetário atual.

 

 

* E sim, também teve ontem o lançamento do novo disco solo de David Gilmour, ex-guitarrista do velhusco e cafonão Pink Floyd, sendo que Gilmour toca no Brasil em dezembro. Esse, no entanto, o blog nem fez questão de escutar.

 

 

* Mas assistimos sim, nessa madrugada, a abertura do Rock In Rio 2915, com o show do Queen (quer dizer, do que restou dele) com Adam Lambert nos vocais. Sinceramente, não dá. Lambert é bonitinho, é esforçado, tem bom vocal, é bicha (o que conta muito nesse caso), é tatuado, capricha no visual rocker etc. Mas NÃO é Freddie Mercury. E ele sabe disso, e deve sentir o peso e as comparações de estar no lugar onde não deveria estar. Sendo que a culpa nem é dele por essa empulhação: Brian May (que, sim, continua sendo um guitarrista digno de total respeito) e Roger Taylor já deveriam ter parado com essa picaretagem há séculos e respeitar a memória do saudoso Freddie, que deve “viver” cuspindo ódio em sua tumba. E isso foi só o começo. Ainda vai ter o detestável MERDALLICA na noite de hoje (pela bilionésima vez fazendo o mesmo show por aqui) etc. Pra quem esteve no primeiro Rock In Rio há 30 anos e viu o Queen com a saudosa bichona Freddie nos vocais, assistir o RIR da geração otária e pau de selfie das redes sociais, ainda que pelo notebook e no conforto do lar, é um sacrifício e tanto. Podem ter certeza disso.

 

 

* E por enquanto é isso. Laaaaá embaixo, no finalzão do postão, ainda estão entrando as indicações culturais do blog e o roteiro de baladas pra este finde e pra toda a semana que começa na próxima segunda-feira. Vai lá então e dá uma conferida.

 

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A morte NUNCA manda recado.

Essa frase, adaptada parcialmente do título em português de um dos maiores clássicos do diretor de cinema americano Sam Peckinpah (“A morte não manda recado”, que ele filmou e lançou em 1970), ficou atormentando o cérebro de Zap’n’roll quase que todo o último feriadão prolongado. E esse tormento, além de postergar a publicação do novo post do blog (que era pra ter ido ao ar na sexta-feira passada), teve sua razão de existir e aconteceu exatamente no início do último feriado prolongado (o da Independência). Eram 5 e meia da tarde de sexta-feira da semana passada, quando o autor destas linhas rockers online retornava à sua casa (nas proximidades da Praça Da Árvore, na Vila Mariana, região nobre da zona sul paulistana), após ter ido (por volta das 4 da tarde) na padoca do bairro, tomar o habitual café da tarde, além de também comer um pedaço de pizza. Ao descer a rua de volta pra casa tumulto gigante no quarteirão onde o blog reside. Diversos carros da polícia militar, uma base móvel da PM já estacionada, motos da Rocam (unidade de motos da PM) chegando, muitos guardas na calçada e vizinhos da rua também. Clima de tensão e choque no ar. O autor deste espaço online achou que havia sido um acidente de carro ou algo parecido, mas foi bem pior. Logo vimos que o problema era num sobrado em frente a kit onde moramos, do outro lado da rua. É um sobrado bonito, bem cuidado, igual a vários outros que existem na rua – sim, moramos na Vila Mariana, bairro classe média alta da zona sul de São Paulo, teoricamente ainda um dos mais elegantes, CALMOS e melhores bairros pra se morar na cidade. Será mesmo??? No sobrado funciona uma firma de contabilidade. Pois bem, a tragédia se deu LÁ DENTRO. Três marginais estavam tentando assaltar um outro sobrado, na rua de trás. A polícia chegou e cercou a casa. Prendeu dois dos assaltantes. O terceiro tentou empreender uma fuga, pulando no QUINTAL do sobrado onde funciona a firma de contabilidade. Invadiu a casa, PEGOU COMO REFÉM um dos motoboys que estava lá dentro (e que presta serviço pro escritório) e tentou sair pela frente, usando o motoboy/refém como ESCUDO. Um policial também entrou pela frente e, segundo o que todo mundo comentou, não disse nada. Simplesmente DISPAROU UM TIRO. Acertou o motoboy no peito. Ele morreu. O assaltante foi preso e o policial que efetuou o disparo, até onde se sabe, foi retirado da cena da tragédia e levado pelos colegas. Chegaram ambulâncias do Samu e do serviço de emergência dos bombeiros mas não havia mais o que fazer. Os paramédicos constataram a morte do motoboy no mesmo instante. Todos os vizinhos ficaram em choque e consternados. E este jornalista não se conteve quando soube dos detalhes e começou a insultar os policiais na rua chamando-os de ineptos e despreparados. Assumimos que erramos ao tomar essa atitude. Mas é que não estávamos acreditando no que havia acontecido. Quando você ouve sobre tragédias parecidas como essa diariamente em todos os lugares (em redes sociais, em noticiários online e na TV), se você é um ser humano como um MÌNIMO de sensibilidade, já fica algo horrorizado e tenso. Quando a parada acontece NA RUA DA SUA CASA, ao lado de onde você mora e se dá conta de que poderia acontecer com qualquer um ali (conosco, inclusive), vem o pensamento: em que mundo estamos, afinal? O que vale uma VIDA HUMANA nos dias de hoje? Um soldado (ou sargento, ou tenente, não sei qual a patente dele) veio conversar de cabeça e voz baixa com o blog: “entendo sua indignação. Mas o Sr. Precisa entender que precisamos do APOIO da população num momento desses. Reconheço que foi uma tragédia mas por exemplo, eu poderia ter entrado lá e ter sido morto pelo assaltante. E eu tenho mulher e filhos”. Concordamos com ele e nos desculpamos pela nossa agressividade e exaltação. Mas todos na rua também pensaram o mesmo: o motoboy (que tinha 34 anos de idade) TAMBÉM tinha mulher e filhos. Quem vai sustentá-los, agora? O (des) governo de SP vai dar algum tipo de auxílio a essa viúva? Afinal uma VÍTIMA INOCENTE foi MORTA com um tiro no peito, disparado por um policial despreparado e que não sabe o que faz diante de uma situação dessas. Sim, a polícia ganha mal (nem tão mal assim atualmente) e trabalha sob stress permanente. Numa situação como essa, o policial tem que agir rápido e tomar alguma decisão EM SEGUNDOS. Mas ele tem que tomar a DECISÃO CERTA e NÃO ERRAR sob hipótese alguma. Um erro num momento desses pode ser fatal, como foi naquela tarde cruel de sexta-feira: custou a vida de um ser humano inocente. A polícia militar do GRANDE MERDA chamado geraldinho Alckmin é PÉSSIMA. Violenta e total despreparada. O (des) governador de SP é um BOSTA sem tamanho. Bandido, ordinário, calhorda. Deveria ser DESTITUÍDO do cargo (e motivos para isso, para ele ser expurgado do Palácio dos Bandeirantes, não faltam), junto com o seu Secretário de (in) Segurança Pública. Bando de ASSASSINOS FARDADOS, a soldo de um BANDIDO encastelado no comando do Tucanistão paulista. Então enquanto essa bestialidade prosseguir e nada mudar, continuaremos vivendo assim: no país onde a morte JAMAIS manda recado. E onde ela pode estar bem na sua rua, ao seu lado, a qualquer hora do dia. E produzindo tragédias como essa, que atormentaram de verdade o lado emocional do zapper, a ponto de ele ter que adiar a publicação do novo postão do blog. Mas como a vida precisa seguir em frente (sempre…), cá estamos. E ao menos a demora na chegada do nosso novo material sobre rock alternativo e cultura pop, terá valido a pena: aí embaixo falamos da volta fodástica dos ingleses do Libertines, além de comentar sobre o primeiro disco solo do amado Helinho Flanders, vocalista do gigante Vanguart. A vida segue, enfim. E prosseguimos nela, torcendo para que um dia tragédias como a que relatamos nesse editorial nunca mais aconteçam.

 

 

* Enfim, cá estamos com postão novo, que tá saindo no capricho já no final da tarde dessa sextona de fim de inverno em Sampa. Oays, o blog assume que anda demorando para subir novos posts mas, na real, com o mondo pop/rock andando em marcha lenta nas últimas semanas, achamos que é melhor demorar um pouco mais pra atualizar as paradas por aqui e reaparecer com material gigante e relevante, para que todo o nosso sempre amável (uia!) leitorado tenha texto pra degustar dias e dias.

 

 

* Assim a parte principal do postão está entrando JÁ no ar, sendo que muitas notinhas inciais ainda irão entrar aqui no começo ao longo deste final de semana, okays?

 

 

* Como, por exemplo, o set list matador que mr. Iggy Pop está apresentando em sua atual turnê, e que foi divulgada pelo nosso queridón Lúcio Ribeiro no seu já veterano e sempre antenadíssimo blog Popload. Iggy, que toca mês que vem em Sampa no Popload Festival (e que vai trazer também os eternamente fofos Belle & Sebastian), está ARRASANDO ao vivo com esse repertório aê:

 

* Então ficou assim: o livro escrito pelo autor deste blog e que está pronto há algum tempo já, finalmente encontrou um “lar” definitivo e que, ao que parece, agora pode ser divulgado aqui (para desespero, ódio, inveja e rancor doentios dos fakes de plantão no painel do leitor zapper, hihihi). “Escadaria para o inferno” (o título definitivo e que foi sugerido pelo dono da editora que irá publicar o volume) sai no primeiro trimestre de 2016, pela editora Realejo, de Santos. Dirigida pelo livreiro José Luis Tahan (gente finíssima e que já se tornou um ótimo amigo do autor destas linhas rockers virtuais) a Realejo é modesta porém cuidadosa ao extremo no apuro gráfico e visual de seus lançamentos. Já publicou livros do dramaturgo Mário Bortolotto (que inclusive vai assinar o texto da contra-capa do tomo produzido pelo blog) e lançou há pouco uma biografia do lendário jogador Pepe, da era dourada do Santos F.C. E não só: “Escadaria para o inferno” já tem prefácios preciosos prontos, escritos pelos gigantes Luis Antonio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil nos últimos trinta anos, além de mestre eterno de Finaski) e Luiz César Pimentel (editor-executivo do portal de notícias R7). E ainda, de aperitivo, terá sua “orelha” escrita por dear Luscious Ribeiro, o homem da Popload. Precisa mais? Claro que não! Então nos vemos no começo de 2016 nas páginas malucas e avassaladoras de “Escadaria para o inferno”. Chuuuuupaaaaa inimigos, fakes e cuzões em geral, uia!

Zap’n’roll ao lado do editor José Luiz Tahan, proprietário da Realejo Livros, durante a noite de autógrafos da biografia do ex-jogador Pepe, do Santos, semanas atrás na Livraria Cultura em Sampa: a editora lança “Escadaria para o inferno”, do jornalista zapper, no início de 2016

 

 

* E como já estamos caminhando para o final do ano, vamos agilizar mais algumas noitadas rock’n’roll do blog lá na Sensorial Discos. A próxima acontece no dia 10 de outubro, sábado, e vai contar com pocket shows do duo synthpop de Campinas, Seti (que tem a bela Roberta Artiolli nos vocais e que acabou de lançar um belo e bucólico/onírico EP com ótimas letras em português, recebendo inclusive elogios de Gordon Raphael, o produtor que descobriu uns certos Strokes), e também do incrível quarteto glam paulistiano Star61, que já marcou presença em outras festonas do blogão com o seu glitter rock sempre explosivo. Então marque na sua agenda: 10 de outubro tem Noitão Zap’n’roll na Sensorial Discos, quando a festa rocker NUNCA irá terminar, ulalá!

O duo synthpop de Campinas Seti, uma das atrações da próxima festa do blog na Sensorial Discos

 

* Mais modesto, mas não menos rock’n’roll e fodástico vai ser o sbow duplo que rola amanhã (sábado, 12 de setembro) em Arujá (na Grande São Paulo) reunindo os esporrentos Rock Rocket e Coyotes California. O RR aproveita pra lançar seu novo single (e que vai fazer parte do futuro novo álbum da banda), intitulado “Uma luz no fim do túnel” e cujo áudio você confere aí embaixo. E a esbórnia sônica imperdível rola no Gereba’s Rock Bar, que fica na av. dos Expedicionários, 1179. O loker zapper está até pensando em ir lá conferir. Vamos verrrrr…

 

* E semana que vem começa a edição comemorativa de 30 anos do Rock In Rio. Fala o quê sobre isso, afinal? Quando lembramos que vimos pessoalmente em janeiro de 1985 (quando o então ainda futuro jornalista musical tinha seus 22 anos de idade, e ficou enlameado na Cidade do Rock 3 dias e noites seguidos, pra ver de perto as bandas que queria e numa época em que não haviam telões no palco, não havia internet, cels, redes sociais, nada dessas porras tecnológicas de hoje e que massacram o ser humano no final das contas), no Queen que vimos (sim, o blog sempre gostou muito do Queen) e nesse arremedo porcão da “Rainha” que desembarcou ontem no Rio (Adam Lambert, quem??? A inesquecível bichaça Freddie Mercury deve estar espumando de ódio na tumba), chegamos a conclusão de que o pequeno grande Helinho Flanders merece muito mais algumas palavras finátticas aqui (mesmo esse sujeito sendo um Finatti qualquer e sem importância alguma no final das contas, rsrs) do que esse festival escroto e mega capitalista da era do pau de selfie pra gente descerebrada e fútil ao extremo, que curte tudo num evento desses menos prestar atenção na MÚSICA.

 

 

* Enfim, vamos atualizando as notas inicias do blog aos poucos por aqui. Enquanto mais delas não chegam vamos direto aí embaixo, ver como está o comeback dos Libertines.

 

 

UMA DÉCADA DEPOIS CARL BARAT E PETE DOHERTY SE ACERTAM E OS LIBERTINES SOLTAM ENFIM UM NOVO DISCO

Onde você, dileto e (provavelmente) ainda jovem leitor zapper, esteve na última década? Bien, se você estava no planeta Terra, é fã de indie rock inglês de grande estirpe e, mais ainda, é fã e acompanha com fervor a trajetória do quarteto inglês The Libertines (yep, há fãs do conjunto no Brasil sim, ainda que não muitos), sabe que ele HIBERNOU durante todo esse tempo. Uma hibernação que agora, enfim, acabou: o quarteto liderado pelos guitarristas, vocalistas e inseparáveis amigos (desde a adolescência) Carl Barat e Pete Doherty) reuniu sua formação original (completada pelo baixista John Hassall e pelo baterista Gary Powell) no final de 2014. E agora, depois de percorrer os principais festivais europeus deste ano (como o gigante inglês Glastonbury ou o escocês T. In The Park), lança oficialmente HOJE na Inglaterra “Anthems For Doomed Youth”. É o terceiro álbum de estúdio da banda e o primeiro desde “The Libertines”, editado no já longínquo ano de 2004 (quando o grupo inclusive se apresentou no Brasil, no extinto Free Jazz Festival, em São Paulo). E está sendo considerado como um dos “comebacks” do ano no rock inglês.

 

Toda a euforia causada na rock press da Velha Ilha e entre os fãs em torno do ressurgimento do quarteto tem sua razão de existir. Surgido em Londres em 1997 quando os amigos adolescentes Carl e Pete decidiram unir sua paixão por punk (à la Clash) e garage rock (como The Who) e montar uma banda, os Libertines causaram furor logo na sua estréia em 2002, com o discaço “Up The Bracket”. Produzido por ninguém menos do que Mick Jones (ex-guitarrista, vocalista e um dos fundadores da lenda punk The Clash, não por acaso uma das cinco bandas da vida do autor deste blog), o disco resgatava os riffs acelerados do punk circa 1977 mas combinados com as melodias mais radiofônicas do garage rock do The Who. Não deu outra: lastreado por faixas sensacionais e poderosas como “Time For Heroes” ou “Begging”, o álbum foi recebido de joelhos pela imprensa musical britânica. Rapidamente o conjunto arrebanhou milhares de fãs e da noite pro dia os Libertines se tornaram a bola da vez no sempre volátil mercado rocker inglês.

 

Claaaaaro que a partir daí muuuuuita água rolou embaixo da ponte. Ao mesmo tempo em que a banda alcançava o topo das paradas dos mais vendidos e começava a fazer gigs para milhares de pessoas, Pete Doherty começava a se destacar não exatamente pelo seu brilhantismo como compositor mas, sim, pelo seu apetite VORAZ por drogas. Adicto assumido, o vocalista e guitarrista começou a ser constantemente flagrado (e, muitas vezes, também preso) portando aditivos como cocaína, heroína ou crack. Isso começou a afetar, óbvio, a carreira profissional do grupo (afinal começaram a se tornar rotineiras as internações e prisões de Pete por conta de seu comportamento junkie), com cancelamentos de shows e apresentações em programas de TV e rádio, além de entrevistas para a imprensa. A situação foi se tornando insustentável até que chegou ao seu limite. E quando chegou Carl resolveu expulsar seu amigo de coração dos Libertines. Não havia o que fazer e Pete partiu para fazer outros projetos musicais pessoais (entre eles, o grupo Babyshambles, que nunca chegou a decolar de fato). Enquanto isso sua ex-banda seguiu em frente: lançou um segundo trabalho, homônimo, em 2004. Muito inferior ao cd de estréia, foi a bordo dele que o conjunto veio ao Brasil naquele ano, para se apresentar ne etapa paulistana do extinto Free Jazz Festival. Sem Pete Doherty, os Libertines fizeram um set pálido (e que foi acompanhado por estas linhas online, que estavam na platéia, junto com o então casal amigo Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo), muito aquém do que se esperava deles. E daí pra frente, mesmo sem nunca ter declarado oficialmente o encerramento das suas atividades, o grupo entrou em hibernação.

A volta dos Libertines: primeiro disco inédito em mais de uma década saiu hoje na Inglaterra

 

Mas nesses anos todos os amigos (irmãos de coração, na verdade) inseparáveis Pete Doherty e Carl Barat nunca deixaram de se falar. As rusgas foram sendo aparadas e deixadas de lado, ambos voltaram a se encontrar pra tocar e finalmente em 2014 anunciaram que os Libertines iriam voltar pra valer, o que causou comoção no mondo rocker da Inglaterra. Vieram os novos ensaios com a formação original, a retomada do shows ao vivo e uma batelada de participações em gigs gigantes (como a que reuniu cerca de cinqüenta mil pessoas em julho passado, no Hyde Park em Londres). Faltava o grupo entrar em estúdio para registrar suas primeiras composições inéditas em mais de uma década. Composições que finalmente estão sendo lançadas oficialmente hoje – embora o cd tenha vazado na web anteontem.

 

O que dizer deste “Anthems For Doomed Youth”? Que ele se equilibra mal entre sua porção mais rocker e poderosa e entre faixas algo emasculadas, sem brilho, como se o grupo estivesse com preguiça de compô-las e tocá-las. Não é um disco ruim, de forma alguma. Mas não chega aos pés de “Up The Bracket” (não adianta, a comparação com a estréia da banda será sempre inevitável), embora se mostre superior ao cd editado em 2004. O problema é que o álbum começa muito bem e em pegada furiosa com “Barbarians” e “Gunga Din” (o primeiro e ótimo single extraído dele e que já tem vídeo em alta rotação no YouTube há semanas). Mas depois cai inexplicável e vertiginosamente em seu miolo (notadamente na melodia recheada de pianos e nada rock’n’roll de “You’re My Waterloo” ou ainda em “Iceman”, uma balada quase enfadonha) para voltar a elevar a temperatura nos bons rocks de “Heart of the Matter” e “Fury of Chonburi” – esta poderia entrar facilmente no trabalho de estréia deles, em 2002. Mas é uma pena que após mais uma injeção de adrenalina e quando o ouvinte novamente se empolga com a audição do disco, ele termine de maneira tão tristonha e sonolenta em “Dead For Love”.

 

Mas eles estão de volta, enfim. E mesmo com um cd apenas mediano os Libertines ainda podem causar assombro e alvoroço no rock’n’roll. Afinal são tempos sombrios ao extremo o que estamos vivendo: novas bandas boas não existem mais (ótimas, nem pensar). Com a mediocridade imperando sem dó no rock planetário e em um mundo onde escutar música se tornou uma atividade banal e corriqueira do cotidiano das pessoas fúteis e sem neurônios (saudades de quando elas escutavam rock’n’roll tratando-o como Grande Arte e as bandas lançavam discos que provocavam pequenas revoluções comportamentais e culturais nos ouvintes), até que a volta dos Libertines é bem-vinda. Quem sabe eles inclusive não retornam ao Brasil – e com Pete Doherty, dessa vez. Quem sabe…

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS LIBERTINES

1.”Barbarians”

2.”Gunga Din”

3.”Fame and Fortune”

4.”Anthem for Doomed Youth”

5.”You’re My Waterloo”

6.”Belly of the Beast”

7.”Iceman”

8.”Heart of the Matter”

9.”Fury of Chonburi”

10.”The Milkman’s Horse”

11.”Glasgow Coma Scale Blues”

12.”Dead for Love”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

No vídeo do primeiro single de trabalho do novo cd, “Gunga Din”.

 

 

RÁPIDAS HISTÓRIAS DE DROGAS E LOUCURAS COM O NOSSO (ANTI) HERÓI E ETERNO JUNKIE BOY PETE DOHERTY

Ele se chama Peter Doherty e nasceu em 12 de março de 1979 – fez trinta e seis anos em 2015. E tornou-se mundialmente conhecido na música como um dos fundadores, guitarristas e vocalistas do quarteto inglês The Libertines. E também se tornou nosso (anti) herói e junkie boy predileto do rock’n’roll dos anos 2000’, devido ao seu absurdo e looooogo histórico de loucuras com dorgas. Abaixo, algumas dessas histórias:

 

* Em meados de 2003 Pete foi preso portando “apenas” cocaína, crack e heroína. Um “estoque” completo, hihihi.

 

* Ao longo de sua trajetória como músico e celebridade do mondo pop, o moçoilo colecionou zilhões de detenções por porte de substâncias ilícitas. E também atrapalhou (e muito) a vida profissional da sua banda: não foram poucos os shows cancelados em cima da hora pelos Libertines porque Pete estava, hã, “impossibilitado” de se apresentar. Também tiveram o mesmo destino entrevistas para jornais e revistas e aparições do grupo em programas de rádio e TV: tudo cancelado porque nosso enfant terrible estava fora de combate.

 

* Doherty é/foi amigo ou TRAÇOU algumas das melhores e mais conhecidas XOXOTAS da Inglaterra, entre elas a falecida cantora Amy Winehouse e a super top model Kate Moss. Com a primeira ele enfiou o pé na lama sem dó nem freio em diversas ocasiões. Já com Kate teve um rápido e tórrido affair. Foi quando um episódio do casal foi parar na capa de todos os tablóides sensacionalistas ingleses: durante um ensaio da banda Babyshambles em um estúdio em Londres a modelo, que estava acompanhando seu então namorido, não mais que de repente sacou de sua bolsa uma PETECONA de cocaína e esticou em uma mesa várias fileiras de pó pra ela e os músicos aspirarem. Alguém fotografou a esbórnia, as imagens foram parar em todos os jornais no dia seguinte e miss Kate quase viu sua carreira (opa!) de modelo ser arruinada por conta do babado.

Pete, o loker, ao lado do bocetaço Kate Moss (acima), quando ambos namoravam; rolou esbórnia de padê do casal num estúdio em Londres e fotos da junkicie foram parar em todos os tablóides sensacionalistas ingleses na época (abaixo), num episódio que quase liquidou a trajetória profissional da tesudíssima super top model

 

* Pior fez Pete com o amigão de adolescência e companheiro de banda Carl Barat. Durante uma viagem de Carl ao Japão e quando Doherty já não estava mais nos Libertines, este simplesmente INVADIU o apartamento do amigo e roubou de lá tudo o que pôde – incluso aí livros, CDs e uma GUITARRA. Vendeu tudo e, claaaaaro, torrou a grana em duergas. Barat, óbvio, ficou emputecido quando soube da parada e não pensou duas vezes para dar queixa à polícia contra seu ex-colega de banda por ROUBO. Pete foi em cana e passou alguns dias atrás das grades mas Carl Barat ficou com remorso, perdoou o loki e acabou retirando a acusação contra ele.

 

* Pete chegou ao fundo do poço na fase em que ele reunia alguns músicos em torno de si, acertava um show relâmpago em qualquer biboca da capital inglesa, cobrava 500 libras de “cachê” do dono do estabelecimento e, assim que o set acabava, ele corria até o “dealer” mais próximo pra torrar a grana recebida em… drogas, claro!

 

* E se você pensa que o rapaz está mais calmo e tranqüilo com a volta dos Libertines e o lançamento do novo álbum (sempre lembrando: o primeiro inédito em mais de dez anos) do grupo, pode esquecer: a manchete de HOJE do site da New Musical Express informa que a banda teve que CANCELAR uma gig ONTEM em Londres. Motivo: “indisposição médica séria” de mr. Doherty, ulalá!

 

*Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, uia!

 

 

HÉLIO FLANDERS, VOCALISTA DO VANGUART, VOA SOLO EM DISCO TÃO LINDO E TRISTE QUE CHEGA A DOER NA ALMA DE QUEM O ESCUTA

Se há alguns séculos o poeta francês Arthur Rimbaud passou uma temporada no inferno, e de lá voltou com um compêndio sublime dos melhores versos da história da poesia mundial, em 2015 o cantor, compositor e músico Hélio Flanders também empreendeu sua jornada pessoal e dolorosa, deambulando por vastas planíceis de solidão e melancolia. Desse périplo ele engendrou e lapidou o material que se transformou nas canções de “Uma temporada fora de mim”, o primeiro disco solo do vocalista da banda Vanguart, e que está sendo lançado oficialmente hoje pelo selo carioca Deck.

 

Antes que alguém considere exagerada a comparação entre o lindo e desajustado poeta francês (aquele que um dia “sentou a beleza nos joelhos e a admirou”) e o músico mato-grossense (nascido em Cuiabá e radicado há quase uma década na capital paulista) que há mais de dez anos canta à frente do hoje consagrado sexteto Vanguart, vale a exegese: Helinho possui sólida formação cultural/intelectual. Amante da poesia simbolista, dos beats americanos e do folkismo de Bob Dylan, Joni Mitchell e Jeff Buckley, ele transportou todo esse referencial de grande arte para as composições que criou junto aos compaheiros do Vanguart, hoje um dos principais nomes do que ainda resta de relevante na cena pop/rock brasileira dos anos 2000’.

 

Mas a primeira incursão solo de Helinho (dileto amigo destas linhas rockers bloggers já há uma década, desde que o autor deste espaço online descobriu o cantor e sua banda em um minúsculo festival alternativo na calorenta capital do Mato Grosso, no carnaval de 2005) se distancia bastante do que ele desenvolve musicalmente com os Vangs. Se a musicalidade do grupo se estabeleceu e ganhou o respeito da crítica e o coração dos milhares de fãs com um eficiente mix de folk rock e MPB contemporânea, em seu vôo solitário Flanders abandonou guitarras, violões e gaitas e partiu em direção a uma espécie de “não tango”: ele foi buscar no célebre gênero argentino a ambiência que envolve praticamente todas as nove faixas do álbum. “É um disco de tango mas as canções não são tango”, conforme ele mesmo declarou em entrevista publicada no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, em sua edição de ontem (quinta-feira). Para conseguir estruturar essa ambiência o cantor contou com a participação de dois músicos argentinos nas gravações, Ignacio Varchausky e Martin Sued, que tocam bandaneon e baixo. E além deles também participaram das gravações os músicos Leo Mattos (bateria), Arthur De Faria (piano) e Bruno Serroni (violoncelo), fora a participação especialíssima da diva Cida Moreira (lenda da chamada “vanguarda musical paulistana” dos anos 80’).

O músico e vocalista do Vanguart, Hélio Flanders, ao lado de Zap’n’roll (acima, no camarim após show da banda realizado no final de agosto último, em São Paulo); o lançamento de seu primeiro disco solo já repercute na grande mídia, como a matéria de capa publicada no Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo, na última quinta-feira (abaixo)

 

E trata-se de um disco lindíssimo em sua estrutura melódica, repleta de melancolia, contemplação e reflexão sobre a solidão existencial. Como um observador preciso e atento sobre os caminhos e descaminhos que permeiam a alma e o coração, Hélio extrai dor e beleza de suas letras e músicas que acabam por fornecer imagens pictóricas, quase poéticas (na tradição de Dylan e Rimbaud?) para quem as escuta. Não há como não se emocionar ao ouvir “De onde você vem?” (a primeira faixa de trabalho do cd, que ganhou ótimo vídeo, dirigido pelo baiano Ricardo Spencer), onde Flanders borda com esmero seu vocal para entoar versos simples porém contundentes como “Você não sabe nem a cor do chão/Quer saber do seu coração/…/Eu vim de uma dor/Que arrasou o céu/…/Eu fui teu amigo/E morrerei contigo”. Também é impossível não clamar por uma taça de vinho e um abraço apaixonado enquanto a voz poderosa de Cida Moreira entoa os versos de “Dentro do tempo que eu sou”. E ainda há a intensa “Romeo”, parceria de Helinho com Thiago Pethit. Se no último disco de Pethit ela soa mais rock e “dark”, aqui recebeu tratamento dramático com sopros, pianos e percussão discreta. Nem por isso perdeu seu impacto, ao contrário: continua fodíssima e devastadora, emocionalmente falando.

 

“Uma temporada fora de mim”, que chega às lojas (em cd) e à internet (em formato digital) hoje, tem show de lançamento no próximo dia 24 de setembro na unidade do Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Até lá Hélio Flanders provavelmente vai amealhar muitos elogios para a sua ótima estréia solo. Ele, que continua a priorizar o trabalho junto ao Vanguart (como fala logo mais abaixo, em rápido bate-papo com o blog), tem consciência de que é um dos grandes talentos da música jovem brasileira dos anos 2000’. E aos trinta anos de idade sabe que seu caminho ainda será longo na música – seja com os seus companheiros dos Vangs ou em uma futura nova aventura solo.

 

 

QUATRO PERGUNTAS PARA HÉLIO FLANDERS

Zap’n’roll – O grupo Vanguart, onde você atua como vocalista, está com mais de uma década de existência e a carreira consolidada. E você é o segundo integrante da banda a se lançar em aventura solo [o baixista Reginaldo Lincoln lançou seu primeiro trabalho individual há algum tempo]. Você acha que chegou o momento certo de mostrar sua música de maneira mais pessoal, fora do contexto do conjunto?

 

Hélio Flanders – Apenas senti a necessidade de me expressar de outra forma, algo que acho natural pra qualquer artista que trabalha há muito tempo num grupo – isso acontece no teatro, nas artes plásticas. Nós seis da banda atingimos uma afinidade tão grande que uma linguagem se criou, somos muito confortáveis com ela, felizes, mas também tenho interesse de explorar outras coisas.

 

Zap – O que aproxima e o que diferencia “Uma temporada fora de mim” do seu trabalho no Vanguart?

 

Hélio – O solo é literalmente um trabalho muito solitário. Fiquei meses sozinho tocando piano, tentando entender o que era aquilo que vinha, aí depois convoquei o Leo Mattos (bateria) e o Bruno Serroni (violoncelo) pra começar a levantar o som. Me lembro do primeiro ensaio, onde eu tentava sem sucesso explicar os moods do disco com imagens que descobri que só faziam sentido pra mim. Depois os dois, gênios que são, foram captando a essência e a coisa virou o álbum, complementado pelo Martin Sued e pelo Ignacio Varchausky. No Vanguart dos últimos tempos temos um processo de composição incrível onde na maioria do tempo estamos criando juntos, fazendo a coisa nascer do zero, então voltar a bater cabeça sozinho em casa foi como voltar aos meus 15 anos, quando o Vanguart nascia. De certa forma o solo é voltar ao começo.

 

Zap – Com o grupo estando em um ótimo momento (prestes a lançar um DVD ao vivo) e você se lançando em carreira solo, a questão é inevitável: como conciliar as duas atividades? Qual delas irá ser prioridade para o compositor e cantor Hélio num futuro próximo?

 

Hélio – O Vanguart é a minha prioridade na vida, em tudo, pelo que construimos, pelo que fizemos e especialmente pelo que ainda vamos fazer. Ter uma banda com seus melhores amigos é um presente, são grandes artistas que me fizeram ser o que sou hoje também. Penso no próximo álbum da banda e tenho borboletas na barriga.

 

Zap – Uma das características principais de suas letras é o grande destaque que você dá ao sentimento do amor nelas. Por outro lado também se percebe uma grande dose de melancolia nos versos e na ambiência musical tanto nas canções do Vanguart quanto em sua estréia solo. Esses dois sentimentos (amor e melancolia) são o motor principal que move o artista Hélio Flanders? E sem esse motor não seria possível compor grandes músicas?

 

Hélio – Acho que o que me move são os sentimentos, as percepções, as imagens que se criam na minha cabeça com tudo que eu vejo, ouço, sinto. Às vezes o amor, a morte, o mar, a esperança, o ato de cantar e escrever – tudo me parece a mesma coisa, como um trem que vem e atropela. Tenho tido menos clareza na hora da criação, como se fosse escrever fosse um grito. Pensar através do sentimento me interessa mais.

 

* Mais sobre a estréia solo de Hélio Flanders, vai aqui: https://www.facebook.com/hflanders?fref=ts.

 

 

O PRIMEIRO VÍDEO DO TRABALHO SOLO DO VOCALISTA DO VANGUART

Aí embaixo, para a canção “De onde você vem?”

 

 

 

MUSA SECRETA DA SEMANA – UMA BRANQUELAÇA PAULISTANA ROCKER, DEVASSA E QUE AMA VELHOS SAFADOS COMO O ESCRITOR CHARLES BUKOWSKI

Nome: S. R.

Idade: 32

De: São Paulo.

Mora: também em São Paulo

O que faz: comerciária

Três discos: “Nevermind” (Nirvana), “Ultraviolence” (Lana Del Rey) e “A Night At The Opera” (Queen)

Três artistas: Lana Del Rey, Canto dos Malditos da Terra do Nunca e Titãs.

Três livros: “Mulheres” (Charles Bukowski), “Memórias de minhas putas tristes” (Gabriel Garcia Marquez) e “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”.

Três filmes: “Um sonho de liberdade”, “Edward Mãos de tesoura” e “Sangue Negro”.

Um diretor; Tim Burton.

Um show que gostaria de assistir: U2

Como o blog conheceu a garota e o que temos a dizer sobre ela: S.R. é baixinha, magrela, branquíssima e com peitos deliciosamente grandes. Fã de grande rock’n’roll (ela também adora Oasis) e ótima MPB (a clássica, dos anos 70’), começou a papear com o jornalista loker e safado por causa da paixão em comum que ambos possuem pelo genial e lendário escritor Charles Bukowski. Os papos tiveram início em grupos de discussão dedicados ao escritor no faceboquete. Quando a moçoila quis conhecer PESSOALMENTE o autor dessas linhas bloggers eternamente malucas, fodeu – literalmente, rsrs. O jornalista ainda taradón (mesmo com quase 5.3 de idade nas costas) enlouqueceu ao ver aquele pedaço de péssimo caminho na sua frente. Ela também se “quedou” (opa!) pelo gonzo/zapper e há três semanas o casal vive um tórrido romance cujos DETALHES dos encontros são impublicáveis aqui, hihihi. E não deu outra: S. é tão gata e gostosa que foi convidada a mostrar sua exuberância corporal neste post. Ela topou, desde que mantivéssemos sua identidade em segredo. E assim foi combinado. Então pros macho (cados) carentes de plantão aí vai: uma musa total delicious pra galera babar, enquanto o sujeito aqui está tendo literalmente todo o seu “estoque” de esperma CONSUMIDO pela sempre ávida garotinha…

Eu quero ele por perto, e quero liberdade!

Escondendo segredos…

 

Mas é que eu não posso dizer quem sou, apenas ELE (o blog?) sabe…

 

Acabando de acordar (e também de…)

 

Eu gosto de pirulitos!

 

Instinto selvagem, sempre!

 

De costas na cadeira, esperando por alguém…

 

Corpo nu e branco, à espera de ser devorado

 

O velho jornalista loker e a gata rocker: casal já em tórrido romance

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: os novos da deusa e diva Lana Del Rey, dos Libertines e o primeiro trabalho solo do queridão Helinho Flanders, claro.

 

* Discos, II: em uma época em que a música pop e o rock perderam quase que totalmente a relevância artística e onde a cena de bandas independentes nacionais se mostra abarrotada de grupos inúteis e sem nenhum estofo cultural e musical, é de se espantar a coragem do selo Baratos Afins em lançar o primeiro disco do trio INSTRUMENTAL Os Brutus, batizado “Ubersurf”. A coragem e ousadia começam justamente no fato de a banda (formada por Juliano nas guitarras, Felipe no baixo e Roberto na bateria) não ter letras e vocais para expressar o que deseja transmitir ao ouvinte. Se a vida já anda dura pra bandecas que CANTAM suas músicas (e atualmente na grande maioria, músicas com letras de uma estupidez irritante e assustadora), imagine pra um trio que não teve (e não tem) medo de ser apenas… instrumental. Pois os brutinhos mandam bem seu recado atacando surf music sessentista, com guitarras aceleradas e envolventes, em dez temas rápidos e muito bons pra se acabar num show ao vivo. A produção ficou a cargo de Rafael Crespo (ex-guitarrista do Planet Hemp) e é de ousadias como essa que o que ainda resta de audível no rock indie nacional e paulistano, sobrevive. Para saber mais sobre os Brutus, vai em WWW.baratosafins.com.br.

O trio Os Brutus e seu primeiro cd: surf music boa pra dançar ao vivo

 

* Discos, III: por quase três décadas os paulistanos dos Excomungados formaram um dos principais nomes do punk rock nacional.. A banda chegou ao seu final há duas semanas (nada dura para sempre) e como despedida, lançou “Nirvana”, o canto do cisne de um grupo que nunca saiu dos porões rockers da capital paulista mas deixou sua marca impressa na história do punk clássico de Sampa. Então o que se escuta no derradeiro cd da banda é o que ela sempre fez com competência: punk rock, com letras de veemente contundência social e política. É o que se ouve nas dezenove faixas de um disco que, de quebra, ainda tem participações especiais de músicos como Mirão (batera do 365) e Ronaldo (guitarrista e co-fundador dos Inocentes).. O disquinho pode ser achado nas lojas das Galeria Do Rock (centrão da capital paulista) e no Garimpo Cultural (rua Barão de Itapetininga, 37, loja 35, fone 11/3257-8787).

Os velhos punks paulistanos dos Excomungados

 

* Documentário sobre Amy Winehouse: ela foi diva, é inesquecível e talvez uma das únicas vozes femininas que realmente importaram na cultura pop do século XXI. Por tudo isso se torna imperdível assistir o documentário “Amy”, sobre a cantora inglesa que morreu em 2011 e que legou ao mundo o espetacular álbum “Back To Black”. O doc será exibido comercialmente (com ingressos pagos) nos próximos dias 26 a 29 de setembro, em algumas salas da rede de cinemas Cinemark, em São Paulo. Mas terá uma sessão GRATUITA HOJE (quinta-feira, 24 de setembro, quando o postão está sendo finalmente concluído), a partir das nove da noite no Mis/SP (que fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de São Paulo) e sendo que os ingressos começam a ser distribuídos duas hora antes do início do filme. Corre lá!

A diva inesquecível e insuperável da música pop dos anos 2000′: o Mis/SP exibe hoje, em pré-estréia, o documentário sobre a vida e a trajetória artística de Amy Winehouse (acima e abaixo, gravando num estúdio em Nova York, com o produtor Mark Ronson)

 

 

* Festival literário em Santos: um ótimo motivo pra se deslocar até a baixada santista (e que no final das contas é logo ali) é o Tarrafa Literária, um dos maiores festivais literários do Estado de São Paulo e que chega à sua sétima edição, sempre produzido pela Editora Realejo. A programação da edição 2015 mantém a qualidade impecável de sempre e nessa sexta-feira a partir das sete da noite haverá mesa de debates com o escritor Nelson Motta e com o jornalista Júlio Maria (do jornaol O Estado De S. Paulo), no teatro Guarany em Santos. Mais sobre o evento, vai aqui: http://tarrafaliteraria.com.br/, e aqui também: https://www.facebook.com/festivaltarrafaliteraria/timeline.

 

* Frida Kahlo em Sampa: yeeeeesssss! Uma das maiores lendas do surrealismo mexicano finalmente chega à capital paulista com uma mega exposição. “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas mexicanas” abre neste domingo a partir das onze da manhã no Instituto Tomie Ohtake, e lá fica até janeiro do ano que vem, sempre de terça-feira a domingo até oito da noite. Sendo que nas terças a entrada é gratuita e nos demais dias o ingresso custa módicos dez dinheiros. Mais infos sobre a exposição, vai aqui: https://catracalivre.com.br/sp/saiba-antes/barato/exclusivo-frida-kahlo-chega-ao-tomie-ohtake-em-setembro/. Ou aqui: https://www.facebook.com/events/1620540098222405/.

 

* Baladas, enfim: com o postão chegando ao seu final no último finde de setembro, vamos ao que tem de bão no circuito alternativo paulistano, que está RECHEADO de ótimas atrações neste final de semana. Começando hoje, quinta, quando tem show solo de Hélio Flanders (vocalista do Vanguart) no SESC Vila Mariana (na rua Pelotas, 170, metrô Ana Rosa), a partir das nove da noite.///Já na sextona em si é noite de curtir uma breja artesanal na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo) e depois cair lá pro baixo Augusta pra dançar na Tex, no open bar do Outs e no Astronete.///Aí no sabadão em si é noite de ir conferir de GRÁTIS os shows do Cidadão Instigado e de Lee Ranaldo (ex-guitarrista da lenda Sonic Youth), no Largo Da Batata em Pinheiros (metrô Faria Lima, zona oeste de Sampa), a partir das sete da noite. Por fim, dá ainda pra emendar lá na Serralheria (rua Guaicurus, 857, Lapa, zona oeste da capital paulista), onde pela madrugada vão rolar shows do Jardim Das Horas e do queridão Daniel Groove. Tá bom, né? Então se programe e ótima balada!

 

 

DESOVANDO UNS LIVROS AÊ

Yep, o blog colocou em sorteio dois livros da Ideal Edições há algumas semanas, entre eles a bio de Steven Adler (ex-batera do Guns N’Roses). E hoje finalmente anunciamos quem ganhou o mimo. Os livros vão para:

 

* Matilde Ribeiro, de São Paulo/SP.

 

Logo menos a gente volta com alguma promo bacanuda por aqui, aguardem!

 

 

E FIM DE FESTA

O postão ficou gigantão, demorou pra ser publicado e concluído mas ficou no capricho, pra ninguém reclamar. Então semana que vem voltamos com outro total inédito por aqui, okays? Até lá deixamos beijos carinhosos na galere que sempre nos prestigia. E beijos mais que carinhosos nela, a nossa musa desse post e por quem o coração zapper bate muito mais forte nesse momento. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 24/9/2015 às 16hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL!!! 12 anos de Zap’n’roll e agora vai: aeeeeê! O postão demora mas aparece, rsrs. E nele falamos da volta (com disco inédito após quase duas décadas de ausência dos estúdios) do ainda insano Faith No More; a eterna MAIOR banda da história do rock (os Rolling Stones, claaaaaro) relança um dos seus clássicos imbatíveis, antecipando já o frenesi que deverá ser a turnê pelo Brasil no final deste ano; como foi o show dos ingleses do Temples no último finde em Sampa; o já gigante inglês Mumford & Sons deixa a sonoridade folker de lado e cai no rock de nuances mais pop em seu novo disco; uma musa rocker sem igual: PUTAÇA, CADELUDÍSSIMA e mostrando absolutamente TUDO (mas pedindo pra manter seu rosto e sua identidade em segredo, hihi); e a festa de doze anos neste sábado de um blog de cultura pop e rock alternativo (esse aqui mesmo) que continua dando o que falar, e como! (postão concluído, com ampliação monstro!) (atualização e ampliação final em 28/5/2015)

Após três semanas sem postão inédito cá estamos novamente, de olho no turbilhão que sempre cerca o mondo pop/rock aqui e lá fora, onde o sempre insano Faith No More (acima, o vocalista Mike Patton detonando no palco do festival SWU, em novembro de 2011) acaba de lançar seu primeiro disco inédito em quase duas décadas; já as putas velhas mais lendárias da história do rock’n’roll, os Rolling Stones (claaaaaro!) deram a largada em sua nova turnê anteontem em Los Angeles (abaixo), sendo que ela poderá chegar ao Brasil no final deste ano; o nosso eterno país tropical e onde continuam abundando (opa!) bocetões e cuzões sensacionais, como o da nossa musa rocker desta semana (também abaixo) e cuja identidade é… secreta, uia!

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ÚLTIMAS FECHANDO MEEEEESMO O POSTÃO

* Foi a graaaaande notícia rocker/popper da semana. Que todo mundo sabia que o amado e já lendário grupo escocês Belle & Sebastian iria voltar ao Brasil para shows no final deste ano, não era nenhuma novidade. Mas a confirmação OFICIAL veio enfim esta semana: a trupe liderada pelo sensível vocalista Stuart Murdoch toca dia 17 de outubro, sábado, em Sampa, no Audio Club, dentro da edição 2015 do Popload Festival, o evento organizado pelo site Popload, do nosso sempre queridão Luscious Ribeiro. Podem preparar os corações apaixonados e os lencinhos, crianças. O zapper coração melão estará na fila do gagarejo na noite da gig, com certeza!

 Os fofos e amados Belle & Sebastian: show dia 17 de outubro em Sampa

 

* Mas enquanto o B&S não chega pra nos encantar ao vivo, você já pode conferir e se encantar com o EP de estréia dos Pronominais. “Antítese”, o disquinho/discão pode ser ouvido na íntegra aqui: https://soundcloud.com/pronominais. E aqui também: https://www.youtube.com/playlist?list=PLqNjQ0QZuPKo6k2TtLuMvc_iVckMY4oBB.

 

 

* E é isso. Postão gigantão pra ninguém reclamar de maneira alguma. E celebrando os doze anos de um blog de cultura pop e rock alternativo que ainda vai continuar dando o que falar por muito tempo, rsrs. Cola neste sábado à noite na Sensorial Discos que a festa vai ser incrível, com certeza. Pelo menos o line up ao vivo está fodão (com Tramp Stamp Moose, Star61, Ayrton Mugnaini e Samara Noronha), além de DJ set do autor destas mal traçadas, ahahahaha. Então só nos resta agradecer a todos que nos apoiaram nestes doze anos. Que venham muitos outros – ou não, hihi. Até a festa e o próximo post!

Tramp Stamp Moose (acima) e Star61 (abaixo): o rock vai rolar neste sábado, 30 de maio, na Sensorial Discos/SP, pra comemorar mais um aniversário do blogão zapper

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* Lembrando que o evento não seria possível sem o apoio indispensável da querida dupla Marcelo Villela e Cesar Vaccari, há anos diletos amigos de Zap’n’roll e sócios no salão de beleza Engenharia do Corte, há mais de década e meia cuidando das melhores cabeças da indie scene rock paulistana (sendo que é lá onde o sujeito aqui sempre apara a sua juba, rsrs). Um duo tão profissa e experiente que vamos fazer uma mini entrevista especial com eles no próximo postão do blogão, podem esperar!

 O jornalista zapper e a dupla da Engenharia do Corte: eles sabem cuidar bem das cabeças rock’n’roll de Sampa

 

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Um país que trata MAL seus professores.

E que vai de mal a pior, em zilhões de aspectos. Foi isso o que todo mundo viu na semana passada (enquanto estas linhas online hibernavam temporariamente, por questões estruturais e editoriais) quando a polícia militar do Paraná reprimiu com truculência absurda uma manifestação de professores daquele Estado, que estavam apenas lutando por seus direitos. O resultado do confronto foram mais de duzentos manifestantes feridos por bombas de gás, spray de pimenta e porrada desferida por cassetetes. Uma vergonha sem igual patrocinada pela Secretaria de (in) Segurança do (des) governador Beto Richa (do PSDBosta, de qual outro partido político poderia ser um troglodita desse naipe?) e que custou (merecidamente) a cabeça de três nomes do alto escalão governamental apenas três dias após o confronto. E é lamentável que isso ocorra no Brasil, a oitava economia do mundo mas com uma população bestial, emburrecida, miserável intelectualmente em sua esmagadora maioria e cuja sociedade e classe média e média alta está se tornando cada vez mais reacionária, preconceituosa, moralista e conservadora. Aqui, professores (a classe profissional que deveria ser mais VALORIZADA e RESPEITADA no país) são espancados, agredidos em sua moral e huilhados fisicamente, enquanto jogadores analfabetos de futebol (um esporte hediondo, violento, estúpido e repugnante) ganham milhões e são endeusados pelo populacho ignorante. É a sina de um país que sempre aspirou ao Primeiro Mundo mas na verdade nunca consegue sair do Quinto (mundo e dos infernos). E é um país que JAMAIS irá ter a educação, ternura e cordialidade de um povo como o que habita o Japão, onde professores são recebidos de JOELHOS pelo Imperador daquele país. E toda essa aberração e horror com o qual se trata aqui uma classe profissional como os professores produz seus resultados em todo o tecido social do brasileiro, um povo de um país que já incute o conservadorismo e preconceito dentro do lar (“o barbarismo começa em casa”, já cantou Morrissey nos saudosos The Smiths) e desde muito cedo. Só isso explica o fato de que dois adolescentes de quinze anos de idade, ao se abraçarem inocentemente na orla carioca para tirar um selfie, sejam confundidos com um casal gay e por conta disso sejam também covardemente espancados por cerca de vinte homens (na verdade, vinte animais irracionais). Ou seja: está quase tudo muito errado por aqui. E não há nada muito alentador à vista que vá alterar significativamente este quadro. Então Zap’n’roll volta hoje ao ar com este post inédito (que demorou um pouco mais do que o habitual a sair, mas que aqui está finalmente) e falando sempre do que é nosso mote aqui: de cultura pop e rock’n’roll, mas também falando do que nos incomoda profundamente em questões sociais e comportamentais. E enquanto o blog exisitir (ele completa doze anos agora em maio) será assim. Estaremos sempre atentos ao novo (como aqui, falando da volta do Faith No More e do Mumford & Sons), ao que é clássico (os eternos Stones relançando uma de suas maiores obras-primas), estaremos sempre defendendo o que é justo na nossa opinião (os direitos dos professores), atacando toda a forma de preconceito e discriminação e continuaremos sim afrontando o moralismo hipócrita e babaca de uma sociedade que está se tornando cada vez mais escrota e medieval no seu pensamento – daí resolvermos publicar neste postão o ensaio de uma garota muito amiga do blog, inteligentíssima e universitária e que decidiu mostrar tudo (pedindo apenas que mantivéssemos o anonimato de seu rosto e de sua identificação), justamente por ela mesma ser uma defensora da liberdade existencial e de expressão moral e sexual. É assim que o eterno jornalista rocker, coroa e ainda um pouco locker (mas para sempre libertário no pensamento e comportamento) enxerga seu ofício da escrita. E será assim para sempre, até nosso último suspiro.

 

 

* Foram três semanas sem postão novo mas cá estamos. E o último, com a polêmica entrevista com a jovem macapaense Marcelly Di Carvalho (onde ela denunciou corajosamente como é o horror de viver dentro de uma Casa Fora Do Eixo), continuou com ótimos números de audiência, como sempre: quase duzentos e cinqüenta likes em redes sociais e trinta e cinco comentários no painel do leitor. Resultados que mantém estas linhas bloggers rockers como um dos quatro espaços mais lidos na atual blogosfera de cultura pop e rock alternativo do Brasil.

 

 

* Sendo que a entrevista rendeu ameaças covardes por parte da QUADRILHA que integra o FDE no Amapá. Foram feitas tentativas de intimidação ao blog e à garota que nos deu a entrevista. Ou seja: bem a cara mesmo de uma turma que prima pela patifaria plena em sua atuação. Nenhuma novidade nisso e sendo que nem Marcelly e tampouco estas linhas online se deixaram intimidar pelas ameaças que nos foram feitas. Pra isso e pra gente assim existe Lei e polícia nesse país.

 

 

* E aos poucos a linha editorial do blog está mudaando, e isso já há algum tempo. Nada a ver com preocupações morais babacas e tal mas a real é que a parte “hardcore” (sobre drogas, putarias e que tais) deste espaço virtual irá ceder cada vez mais espaço para temas, hã, mais “sérios” e prementes nesse momento. Tanto que até o final de 2015 o autor do blogão zapper deverá estrear um novo espaço na web (possívelmente com o título “Baú do Finaski – histórias de sexo, drogas e rock’n’roll) onde lá sim iremos concentrar toda a nossa “memorabília” de lembranças absolutamente canalhas, calhordas, sujas e ordinárias. Podem esperar!

 

 

* E agora no final de maio o blog faz aniversário novamente. E o festão já está total marcado: rola dia 30, sábado, sempre na ótima Sensorial Discos, lá na rua Augusta. Vai ter shows incríveis do Tramp Stamp Moose e do Star61 (que também se apresentou na mesma festa, ano passado), set acústico especial com a dupla Ayrton Mugnaini e Samara Noronha, além de DJ set zapper e sorteio de CDs e livros. Ou seja, regabofe bacaníssimo pra comemorar mais um aninho de existência de um dos espaços mais longevos da história da blogosfera de cultura pop brazuca. Logo menos daremos mais detalhes (talvez aqui mesmo nesse post) sobre o evento, podem esperar.

 

 

* Ayrton “Mumunha” e a gatinha Samara irão interpretrar, em conjunto e apenas com vozes e violões, as duas músicas que ambos fizeram em homenagem ao sujeito que escreve este blog, em épocas bem diferentes nas últimas duas décadas. A música composta por Mugnaini, “Rebelde sem alça” (uia!) é uma paródia hilária sobre o comportamento do jornalista zapper, e foi lançada em 1994. Já “Viva a milhão”, escrita pela pequenina (e bela, de Rondônia, mas morando em Sampa já há alguns anos) Samara é mais recente, de maio de 2013. Você pode ouvir as duas ai nos links abaixo.

 

* A nota triste desse post, escrito em um final de um lindo dia outonal em Sampa, foi o falecimento do velho B.B. King, um dos nomes gigantes da história do blues e da música em geral. Rip, man. Mais uma lacuna que se abre no mondo musical, cada vez mais empobrecido nos dias que correm.

 

 

* Uma das melhores bandas da grande cena rocker de Manaus volta à cena totalmente repaginada no som e até no nome. O Supercolisor era a Malbec e trocou de nome, segundo o vocalista Ian Fonseca, porque há muitos produtos no mercado (vinhos, perfumes) com o mesmo nome, o que dificultava a busca na internet por aqueles que queriam conhecer o som do grupo. Assim, com nova nomenclatura e novos integrantes (o multiisntrumentista Diego Souza, que tocava no também ótimo Luneta Mágica, se juntou a Ian, Zé Cardoso, Silvio Romano e Natan Fosenca) o quintento lançou anteontem, 20 de maio, seu novo trabalho, “Zen Total do Ocidente”, onde investem em canções com letras cantadas apenas em português – no último álbum de estúdio ainda havia uma dicotomia lingüística no cd, que era dividido entre músicas em inglês e em português. Uma amostra dos novos rumos do conjunto já estava disponível na web desde a semana passada, quando eles subiram no YouTube o vídeo para a faixa “Planetário” e que você pode conferir aí embaixo. E sendo que logo menos faremos a resenha do disco completo do Supercolisor aqui no blogão zapper.

 

 

* E quem também lança finalmente seu EP de estréia é o quarteto paulistano Pronominais, aposta zapper para 2015. Com seis faixas “Antítese” estará disponível para audição integral a partir das dez horas da manhã do próximo dia 27 de maio, no Soundcloud da banda. Em julho sai a versão física do disco. Se preparem que vem rock muito bom por aí!

 

 

* Foi bacanão o show dos garotos psicodélicos ingleses do Temples no último sábado em Sampa. Legítimos filhotes de Syd Barrett e do Pink Floyd circa 1966, os moleques empolgaram o público que lotou o Studio Emme em Pinheiros (na zona oeste da capital paulista). Houve problemas técnicos no início da gig (logo na segunda música a pedaleira do guitarrista e vocalista James Bagshaw deu pane, o que deixou o técnico de som em visível desespero até que tudo fosse arrumado, o que obrigou o quarteto a “esticar” a introdução da canção, apenas com bateria e teclado, por intermináveis cinco minutos) mas no final o bom desempenho do grupo (que tocou na íntegra seu ótimo disco de estréia, “Sun Structures”, além de duas inéditas) contagiou quem estava por lá. E estas linhas bloggers rockers gostaram do que viram/ouviram e agradecem a atenção e o carinho com as quais foram tratadas pela equipe da produtora EnjoyE e também da Lema assessoria de imprensa. Valeu, dears!

 

 

* Aí embaixo, dois momentos do show dos Temples, em fotos clicadas pela gatíssima jornalista (e queridaça amiga do blog) Natasha Ramos.

 

 

* Imagem safada/cadelona da semana, I: ela é carioca. Preta tesudaça e safada. Com dezoito aninhos de idade Amiga do blog no faceboquete. Ama a poesia de Charles Bukowski. E ontem, em momento ébrio e de carência, pediu pro jornalista loker via bate-papo: “escreve um poema pra mim?”. Junto ao pedido, mandou a foto aí embaixo, ulalá! O poema foi escrito e enviado a ela, que adorou. E ela, em retribuição, segredou: “gosto de gozar quando chupam minha xoxota”. Wow! Deleitem-se, machos (cados), uia!

 

 

* Imagem safada/cadelona da semana, II: ela é uma nova e já dileta amiga destas linhas rockers ainda cafajestes, rsrs. Na verdade o blog não a conhece pessoalmente mas apenas do grupo “Bukowski – o velho safado”, que está lá no faceboquete. Mas a moça é tudibom (rsrs): fã da poesia devassa do gênio Buk, fã de putaria e total desinibida. Tanto que sua bocetona já foi mostrada aqui, alguns posts atrás. E agora ela nos presenteou com essa imagem portentosa do seu CUZAÇO, uia! Ela mora em Recife (mais conhecida como HellCife). E é CASADA, apenas pra constar. Então machos, deleitem-se e batam suas bronhas sem moderação, ulalá!

 

 

* E agora chega de putaria (mas logo mais aí embaixo ela volta, rsrs) e vamos, hã, falar de assuntos sérios (uia!) por aqui. Bora ver como está o primeiro disco inédito de estúdio do Faith No More após uma “hibernação” de quase duas décadas do grupo.

 

 

FNM VOLTA E CONTINUA COMO SEMPRE FOI – ESTRANHO, INSANO, DEMENTE, INCLASSIFICÁVEL

Lançado oficialmente anteontem nos Estados Unidos (sendo que o conteúdo total das músicas já havia despencado na internet há alguns dias), “Sol Invictus” é o primeiro disco de estúdio totalmente inédito do quinteto norte-americano Faith No More nos últimos dezoito anos – antes dele, a banda havia lançado “Album Of The Year” lá no já longínquo ano de 1997. O novo trabalho (que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil) mostra que o FNM, embora não ostente mais a genialidade criativa de discos como “The Real Thing” (de 1989) ou “Angel Dust” (editado em 1992), ainda assim se mantém com gás e pique surpreendente e invejável para um conjunto cujos integrantes estão na casa dos cinquenta anos de idade. Além disso o vocalista Mike Patton ainda exibe a potência e o fôlego vocal aos quarenta e sete anos de vida que tornou sua performance uma das marcas registradas do grupo. E como sempre a base musical do Faith No More é o rock pesado. Mas por trás dessa “base” surgem nuances melódicas e arranjos estranhos, absurdos, no limite da loucura e que tornam a musicalidade deles rigorosamente insana e inclassificável.

 

O FNM, os mais “velhos” se recordam, surgiu em 1981 (lá se vão trinta e quatro anos) em São Francisco, na Califórnia. Porém o grupo só estourou mundialmente oito anos depois, quando lançou “The Real Thing” e emplacou nas rádios fms de todo o planeta três singles matadores (“Epic”, um dos baluartes do funk/rap/metal, além de “From Out Of Nowhere” e “Falling To Pieces”), que fizeram o conjunto vender milhões de discos, inclusive no Brasil. Aqui, inclusive, o grupo se tornou fenômeno midiático e de vendagem: foi capa algumas vezes do principal veículo musical da época (a revista Bizz), e chegou a vender em solo brazuca cerca de duzentas mil cópias do álbum “The Real Thing”. Esse desempenho (inimaginável nesses tempos de internet e onde a emburrecida molecada brasileira endeusa lixos musicais como Paula Fernandes, Anitta e sertanojos variados) impressionante acabou trazendo o FNM ao país: eles foram uma das principais atrações da segunda edição do Rock In Rio (realizado em 1991, no estádio do Maracanã). Depois voltaram novamente pra cá, sendo que a última gig por aqui aconteceu em 2011 no festival SWU, em Paulínia (no interior de São Paulo): foi uma performance insana, acompanha de perto pelo blog e que mostrou que o passar dos anos não corroeu o pique da banda ao vivo.

 

Porém, se o quinteto jamais suspendeu suas atividades e se manteve firme nas apresentações ao vivo e com o seu line up praticamente inalterado (da formação original só não está mais o guitarrista Jim Martin, sendo que seguem firme com Patton o também guitarrista Jon Hudson, além do baixista e guitarrista Billy Gould, do tecladista Roddy Bottum e do batera Mike Bordin), o novo trabalho de estúdio custou quase duas décadas para ser lançado. O que se sabe é que “Sol Invictus” foi sendo planejado, composto e burilado aos poucos e já estava totalmente gravado no final do ano passado. E viu enfim a luz do dia esta semana, em seu formato físico e oficial – ele já havia vazado na internet há alguns dias.

A capa do novo disco do Faith No More, o primeiro inédito depois de dezoito anos de ausência dos estúdios

 

Como já foi dito acima, não está no mesmo nível de cds como “Angel Dust” (a quase obra-prima perpetrada pelo FNM em 1992). Menos frenético e feérico do que há quase vinte anos mas não menos insano, complexo e estranho em seus arranjos e andamentos melódicos, o grupo ainda se mostra feroz nas dez faixas que se distribuem por quase quarenta minutos de audição. Estão lá as marcas indeléveis do “som FNM”: os pianos e a percussão marcial (já na faixa-título, que abre o cd), a porrada metal conduzida pelos vocais ora sombrios, ora agônicos e agressivos de Mike Patton (e isso é a tônica dominante em “Superhero”, o segundo single extraído do disco e que foi lançado há pouco no YouTube), as levadas algo “estradeiras” (até onde o grupo se permite ser assim) como em “Black Friday” (que admite em sua estrutura, vejam só, até um violão animadinho), e os distúrbios sônicos de pura insanidade – e aí você pode optar por “Rise Of The Fall”, “Motherfucker” ou a claustrofóbica “From The Dead”, que fecha o álbum.

 

O que o Faith No More parece querer sinalizar neste “Sol Invictus” é isso: o rock está emasculado? Perdeu seu poder de fogo, de empolgar o ouvinte e se tornou pop e sem estofo artístico? Pois o FNM, a banda, prefere se manter fiel, firme e forte ao som que tornou o grupo respeitado e admirado pela imprensa e por milhões de fãs. O rock pesado (repetindo: no final das contas, essa é a base do som que eles fazem) e engendrado com nuances de demência melódica que eles fazem pode soar muito antagônico para os dias que correm. Mas na boa, um disco como esse, mesmo não exibindo o melhor que eles já fizeram ainda deixa no chinelo pelo menos 80% das bandas atuais e dos discos que elas lançam. Pode ter certeza disso.

 

* O Faith No More volta ao Brasil novamente este ano. A banda toca dia 24 de setembro em São Paulo (no Espaço Das Américas) e, na noite seguinte, na edição 2015 do Rock In Rio.

 

* Mais sobre a banda, aqui: http://www.fnm.com/index.shtml

 

 

O TRACK LIST DE “SOL INVICTUS”

1.”Sol Invictus”

2.”Superhero”

3.”Sunny Side Up”

4.”Separation Anxiety”

5.”Cone of Shame”

6.”Rise of the Fall”

7.”Black Friday”

8.”Motherfucker”

9.”Matador”

10.”From the Dead”

 

 

E O NOVO DISCO AÍ EMBAIXO

Na íntegra, para audição (ouça antes que o link seja removido, uia!)

 

 

A MAIOR E MELHOR PUTA VELHA DO ROCK’N’ROLL RELANÇA UM DE SEUS CLÁSSICOS, SAI EM TURNÊ E TUMULTUA NOVAMENTE O MONDO ROCKER

Não é novidade pra ninguém que acompanha estas linhas rockers ainda lokers há mais de uma década: os eternos, gigantes, geniais e IMBATÍVEIS Rolling Stones são uma das cinco bandas da vida de Zap’n’roll (as outras quatro, apenas pra constar pela milésima vez: The Smihs, The Clash, REM e Nirvana). E dentre essas cinco as “Pedras Rolantes” talvez sejam as que mais enlouquecem o já cinqüentão coração do jornalista eternamente rock’n’roll. Assim é que o blog está em polvorosa – como de resto o mondo rock está, a essa altura – com a turnê “Zip Code”, que começa no próximo domingo, 24, em San Diego (na Califórnia, Estados Unidos) e que visa promover o relançamento de um dos maiores clássicos já lançados pela maior banda da história do rock mundial, o álbum “Sticky Fingers”, editado originalmente em 1971 e que estará de volta ao mercado planetário a partir de 8 de junho próximo.

 

O “start” da pequena turnê (serão apenas catorze gigs por todo os Estados Unidos, até julho) causou frenesi e comoção anteontem à noite em Los Angeles quando os Stones tocaram de surpresa em um pequeno teatro e onde havaiam pouco mais de mil felizardos, que disputaram, compraram e esgotaram os ingressos (que haviam sido colocados à venda na hora do almoço do mesmo dia, por inacreditáveis cinco dólares; você consegue imaginar algum mega “popstar” chumbrega brazuca fazendo o mesmo por aqui? Óbvio que não) para a apresentação em questão de minutos. E além dos reles mortais presentes também compareceu uma renca de celebridades do mondo pop – gente como Jack Nicholson, Bruce Willis, Ke$ha e Leonard Cohen, apenas pra citar alguns nomes, hã, mais importantes.

 

Aí você pensa: por que amar essas putas velhas do rock’n’roll até hoje, e sempre com a mesma devoção de cinco décadas atrás? Qual o segredo, a mágica, a mística por trás do fascínio monstro que Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts exercem sobre a humanidade há mais de cinqüenta anos? E como e por que “vovôs” que estão na casa dos setenta anos de idade cotinuam empolgando desde o moleque de quinze anos de idade até o avô dele?

 

O autor deste blog, que já fez loucuras inacreditáveis ao som da banda e por causa dela também (como quando durante a primeira passagem do grupo pelo Brasil, no festival Hollywood Rock em janeiro de 1995: o jornalista ainda jovem e trintão estava na pista do estádio do Pacaembu, em São Paulo, ao lado da sua então namorada Greta, uma mulata cavala de vinte aninhos de idade, de peitaços enormes e suculentos e que fodia horrores, ambos enlouquecendo com a performance de Jagger e cia no palco. Foi quando a banda atacou seu demoníaco clássico funk/dançante “Miss You” e Finaski loker total não se conteve: abaixou por alguns segundos sua calça e sua cueca e deu alguns tabefes em sua própria bunda, para espanto da pretona Greta, uia!), tem suas teorias e explicações próprias de o por que de os Stones serem o que são, significarem o que significam para o rock’n’roll e para a cultura pop. E uma dessas teorias é até muito óbvia e de fácil compreensão: em sua primeira década e meia de existência os Stones lançaram alguns dos maiores clássicos que se tem noticia em toda a história da música pop. E estamos aqui falando de álbuns COMPLETOS, não apenas músicas individuais. De 1962 (quando o grupo foi fundado em Londres) até pelo menos 1978 (ano em que o quinteto editou o disco “Some Girls”), os Rolling Stones nunca soltaram um álbum que não fosse, no mínimo, muito bom (caso de “Black & Blue”, de 1976). Mas na maioria dos casos os trabalhos eram sublimes – e aí a lista é longa.

A capa do mega clássico “Sticky Fingers” (acima), que saiu originalmente em 1971 e que ganha relançamento mundial no próximo dia 8 de junho; por conta disso os Stones caem na estrada novamente e cuja largada da turnê aconteceu anteontem em Los Angeles (no vídeo abaixo); a banda poderá se apresentar no Brasil ainda este ano, em novembro

 

 

É o caso de “Sticky Fingers”, que saiu em abril de 1971 e que se tornou um clássico stoniano a partir de sua capa (criada pelo lendário artista plástico e bichona louca Andy Warhol), que mostrava um modelo “pauzudo” (e que não, não era Mick Jagger) com sua virilha “protegida” por uma calça jeans justíssima. E o detalhe que chamou a atenção do mundo na época: havia um zíper de VERDADE na capa do disco.

 

Só isso já bastaria para tornar “Sticky Fingers” um mito na discografia dos Stones. Mas fato é que o álbum também era fodástico na questão musical e textual (sendo que muitos jornalistas o consideram como a obra-prima do conjunto e aí já é questão de gosto pessoal; embora também AME esse trabalho, estas linhas sempre rockers ainda consideram “Exile On Main St.”, de 1972, como o ponto culminante da trajetória stoniana). Foi nesse disco que o então jovem e genial guitarrista Mick Taylor (que entrou na banda no lugar do co-fundador Brian Jones) participou das gravações de todas as músicas. O grupo estava no auge da maturidade artística e sua concepção sonora que englobava rock’n’roll de garagem, blues e R&B se mostrou em toda a sua potência e plenitude nas dez faixas registradas em estúdio. Um álbum que abre com “Brown Sugar” e ainda tem uma baladaça como “Wild Horses” e momentos de puro delírio rocker como “Bitch” e “Sister Morphine” (uma das letras explícitas sobre drogas mais célebres de todos os tempos) não tinha como dar errado. E não deu, claro.

 

Pois é esse autêntico monumento rock’n’roll (nem em sonho alguma banda medíocre atual consegue gravar um trabalho dessa envergadura nos dias que correm) que será relançado daqui a duas semanas, com as habituais faixas bônus e tal. Para comemorar a reedição de “Sticky Fingers” lá vão as putonas velhas novamente cair na estrada. Pensa: Mick Jagger está com “apenas” setenta e um anos nas costas (ele vai fazer setenta e dois em julho). E ainda assim continua cantando como nunca, dançando idem e rebolando ibidem em cima do palco. A banda deveria ter passado pela América do Sul em março passado mas a turnê foi adiada porque a Argentina (em crise econômica pesada) desistiu da sua parte nos shows. Agora as negociações avançam para que os Stones apareçam no Brasil em novembro próximo. É cruzar os dedos e rezar. Porque esta talvez seja a última turnê de uma banda que já ofereceu absolutamente tudo de melhor aos seus fãs. E só por isso eles serão inesquecíveis. E por isso e por outros milhões de motivos a gente pede, gritando e em coro: “Vem pra cá Mick!”. Nós, fã-náticos pelas pedras que continuam rolando sem jamais ter criado limo, aguardamos de joelhos.

 

* Esse texto sobre “Sticky Fingers”, dos Rolling Stones, vai pra duas gataças rockers que o blog adora de paixão e que, assim como o autor destas linhas online, amam a banda de Mick Jagger e Keith Richards. Um beijo no coração da Mariana Santos e da Ana Claudia (de Campo Grande).

 

 

THE ROLLING STONES – UMA LETRA DE UMA MÚSICA DO ÁLBUM “STICKY FINGERS”

 

“Sister Morphine”

 

Aqui me deito no meu leito hospitalar

Diga-me, irmã morfina, quando é que você virá aqui novamente?

Oh, eu não acho que poderei esperar tanto tempo

Oh, veja bem, eu não sou tão forte

 

O grito da ambulância soa em meus ouvidos

Diga-me, Irmã Morfina, há quanto tempo estou deitado aqui?

O que estou fazendo neste lugar?

Por que o doutor não tem nenhum rosto?

 

Oh, não consigo rastejar pelo chão

Não percebes, Irmã Morfina? Estou tentando ganhar

 

Bem, isso só mostra (que)

As coisas não são o que parecem

Por favor, Irmã Morfina, transforme meus pesadelos em sonhos

Oh, você não vê meu rápido enfraquecimento?

E que esta injeção será a minha última?

 

Doce Prima Cocaína, repouse sua mão refrescante na minha testa

Ah, vamos lá, Irmã Morfina, é melhor você fazer minha cama

Você e eu sabemos que de manhã estarei morto

Sim, você pode se deitar, e sim, você pode ver todos os

Lençóis brancos e limpos manchados de vermelho

 

 

 

MUSA ROCKER “SECRETA” – UMA CADELAÇA MORENA MOSTRANDO TUDO!

Nome: K. S.

 

Idade: 22 anos.

 

De: São Paulo.

 

Mora em: Pernambuco.

 

Três artistas: Led Zeppelin, Chico Buarque e Amy Winehouse.

 

Três filmes: “Febre do Rato”, “O cheiro do ralo” e “Sempre ao seu lado”.

 

Três livros: “Elas”,  “Dom Casmurro” e “Símbolo perdido”.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: K.S. é uma gataça loka e devassa que estas linhas online não conhecem pessoalmente de fato. O autor deste espaço virtual fez amizade com a garota a partir de papos trocados num grupo dedicado ao escritor Charles Bukowski, no Facebook. Surgiu uma amizade virtual bacana entre jornalista e estudante de Letras (yep, ela cursa Letras e ama literatura e poesia) e numa bela madrugada ela resolveu mandar algumas fotos “safadas” para o sujeito aqui. Fotos que agora, com autorização dela, reproduzimos no blog (sua única exigência foi que não revelássemos sua identidade). E é por esse motivo, óbvio, que também não mostramos o rosto da moçoila. Mas não se preocupem marmanjos: ela é sim também lindona de face – mas aí só quem descobrir seu perfil na rede social é que poderá comprovar isso, hihi. Então podem enlouquecer à vontade: aí embaixo nossa musa rocker desta semana: a cadelulda K.S., wow!

 As minhas unhas são de puta, assumo. E quero você chupando o pirulito e também minha boceta. Vem!

 

Batendo uma pros fãs

Quer chupar o pirulito ou mamar na minha teta?

 

Total aberta e pronta pra levar foda. Quem se habilita?

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Faith No More.

 

* Disco, II: Esqueça o Mumford & Sons dos dois primeiros álbuns e onde o já gigante quarteto inglês deambulava por paisagens musciais folksters e pastorais, com músicas repletas de melodias construídas com banjos e violões. Esses instrumentos foram recolhidos aos cases e o M&S que emerge nesse “Wilder Mind” (lançado oficialmente há três semanas na Inglaterra) é muito mais pop/rock do qualquer canção que Marcus Mumford e sua trupe tenham registrado até  o momento. Se isso vai espantar os fãs iniciais do grupo por um lado, por outro poderá angariar muitos outros que amam U2 e Coldplay – já que são essas duas bandas que vêm à cabeça do ouvinte quando ele escuta uma faixa como o já bombado single “Believe”. Na real o trabalho não é ruim e se sustenta bem em rocks acelerados como “The Wolf”, ou em momentos mais bucólicos (“Snake Eyes”). Mas fica a questão: a mudança foi para melhor ou pior? Só o tempo dirá.

O novo álbum do Mumford & Sons: sai o folk, entra Coldplay e U2

 

* Exposição: inaugurada no último domingo no Instituto Tomie Othake, em São Paulo, a ampla exposição sobre a trajetória do artista espanol Joan Miró (um dos gênios das artes plásticas do século XX) reune mais de cem obras do pintor e escultor. Obrigatória para quem ainda tem sensibilidade artística e se encanta com o belo no mundo hostil dos dias atuais. O local fica na rua Coropés, 88, em Pinheiros (zona oeste de Sampa) e a expo está aberta ao público de terça-feira a domingo, das onze da manhã às oito da noite.

 

* Niver do MIS: um dos mais importante museus da capital paulista, o Museu da Imagem e do Som, comemora aniversário nesse final de semana. E por conta disso vai rolar uma extensa programação por lá, incluso aí a “Sacola alternativa”, feira de selos e gravadoras independentes que vai acontecer por lá durante a tarde do sabadão, dia 30 de maio. Programão para curtir antes de cair na festona (à noite) dos doze anos do blog, lá na Sensorial Discos. O Mis, você sabe, fica na avenida Europa, 160, Jardins (zona sul de Sampa).

 

* Doc bacana pra assistir na web: produzido, dirigido, montado e editado pelo jornalista e cineasta Fábio Gomes (e que é além de tudo, dileto amigo dessas linhas rockers online), “As tias do marabaixo” é uma fascinante viagem sonora e visual por um dos ritmos musicais regionais mais conhecidos e festejados do Amapá – o marabaixo. O documentário, que é dividido em vários vídeos e pode ser assistido no YouTube foi concebido por Fábio (que mora em Macapá, capital do Estado, e é um jornalista musical atuante e mega conhecido no Norte brasileiro, sendo editor do bacaníssimo blog Som Do Norte) para mostrar como a cultura do instrumento e do ritmo percussivo é passado de geração em geração através de décadas já, com enfoque nas “tias”, senhoras já idosas mas que continuam dedicando sua vida à preservação da memória musical deste genuíno ritmo amapaense. Vale muito assistir, sendo que você pode conferir tudo sobre o documentário (e visualizá-lo também) aqui: https://www.youtube.com/playlist?list=PLX-_10y1i7Kc1ABQiZObbxLGxqB4WbPcN. E saber mais sobre ele aqui, sendo que o blog do projeto já atingiu cerca de três mil acessos: http://tiasdomarabaixo.blogspot.com.br/.

 Zap’n’roll e o jornalista Fábio Gomes em Macapá, em outubro de 2014

 

 

* Site bacana: um dos espaços mais legais para a música alternativa (com foco no punk, hardcore e indie) da atual web brasileira é o Nada Pop. Fundado em novembro de 2013 pelo agitador cultural e músico Mauricio Martins (que toca baixo no grupo Luta Civil), o Nada Pop dá ótimo espaço para artistas novos e que se ressentem cada vez da falta desse espaço nos grandes veículos de mídia, seja ela impressa ou virtual. Então dá uma olhada lá e confira o conteúdo deles, sendo que o Nada Pop está apoiando a festa dos doze anos da Zap’n’roll: http://nadapop.com.br/. No Facebook: https://www.facebook.com/coletivonadapop/timeline.

 

* Blog bacana: yep, os blogs de cultura pop, comportamento, música e afins se espalham pelo país. O “Impaciente e Indeciso” é escrito pelo jornalista, músico, produtor e velho chapa zapper Renato Araújo, lá em Feira De Santana (na boa e velha Bahia). Renatão aborda temas variadissimos a cada nova postagem, sempre atualizando com rapidez a página e sempre escrevendo com um olhar rigoroso (mas sem moralismo) sobre o assunto em pauta. Vale muito dar uma sacada: http://renatoaraujoimpacienteeindeciso.blogspot.com.br/. Sendo que até Zap’n’roll já foi objeto de post por lá: http://renatoaraujoimpacienteeindeciso.blogspot.com.br/2015/05/humberto-finatti-o-rebelde-sem-alca-do.html.

 

* Baladas!!! Aê, até que enfim vamos a elas e com o postão gigantão que teve início na semana passada sendo concluído hoje, já quinta-feira, 28 de maio. Vai ser um finde hot com festão do blog e muito mais. Portanto, confere aí sendo que HOJE o agito já começa com a gig do psicodélico paulistano Molodoys lá no Astronete (no 335 da rua Augusta).///Na sexta-feira, 29 de maio, tem showzão do trio Nevilton lá na Sensorial Discos (no 2389 também da Augusta).///Já no sabadão em si a agitação começa cedinho, às onze da manhã quando tem início a quinta edição da Marcha Das Vadias em Sampa, com saída da passeata marcada para o vão livre do Masp (na avenida Paulista). E pra começar hiper bem a noite, não tem outra opção: é a festona de doze anos do blog, a partir das vinte e uma horas na Sensorial Discos. Também vai ter nova gig do gigante Mark Lanegan no Cine Jóia (na praça Carlos Gomes na Liberdade, ao lado do metrô) e o melhor e mais infernal open bar rocker de Sampalândia, o que rola no Outs (no 486 da Augusta), claaaaaro! Lembrando que dia 6 de junho (sábado da semana que vem) quem sobe ao palco do Spades Café (no 339 da rua Augusta) é o quareto Mortos em 69 (com nova formação: além de Dan Levi nos vocais, Johnny Trash nas guitarras e Denis na batera, agora a deusa rocker Cíntia Benelli empunha seu baixo na banda), fazendo um imperdível tributo aos Stooges. Ta bão né? Então se joga, porra!

 Mortos em 69: relendo Stooges semana que vem no baixo Augusta

CAMISETA EM PROMOÇÃO E EM ÚLTIMA CHAMADA!

Yeah! Blogão comemorando doze anos bem vividos e quem ganha é o leitor, sempre! Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que está em disputa essa lindeza aí embaixo:

 

* Uma CAMISETA promocional do site Nada Pop. Escolha seu modelo (feminino ou masculino, além de uma das duas estampas disponíveis) e tamanho (P, M ou G) e mande sua mensagem amiga que na semana que vem sorteamos o mimo e avisamos o (a) vencedor (a) por e-mail, okays? Vai nessa e boa sorte!

 

12 ANOS E FIM DE PAPO

Não é moleza permanecer na blogosfera de cultura pop por tanto tempo, ainda mais em um país como o Brasil onde tudo é geralmente muito fugaz e sem memória. Mas estamos aqui e seguiremos em frente, até quando não se sabe. Pode durar mais doze anos, pode acabar no final de 2015. Fato é que sempre iremos permanecer fiel ao nosso compromisso traçado desde o início: amar o rock’n’roll, falar sobre ele, sobre comportamento, cultura, sociedade e jamais ceder ao reacionarismo, ao conservadorismo e ao moralismo hipócrita que infelizmente domina a maioria da geração atual. Ficamos por aqui, com a promessa de novo postão o mais breve possível. E nos vamos deixando milhões de beijos no coração de todos aqueles que nos amam. Nos vemos na noite deste sábado, 30 de maio, lá na Sensorial Discos. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28/5/2015 às 15:30hs.)

Hollas 2015, o ano que vai ver o fim do blogão e também a publicação de “Memórias de um jornalista junkie”; o mundo anda muito chato? Pois bem-vindos de volta aos anos 90’ com novo e ótimo disco do Belle & Sebastian e a incrível volta do shoegazer Ride; mais: a primeira e gatíssima musa rocker do novo ano; os shows bacanudos desta semana (entre eles Thiago Pethit e Foo Fighters), as andanças gigantes do blog pelo norte do Brasil no finalzinho de 2014 e o ressurgimento da QUADRILHA Fora do Eixo – agora atacando os cofres do Ministério da Cultura, uia! (postão com imagens DESACONSELHÁVEIS para menores de 18 anos e total CONCLUÍDO, com ampliação final em 22/1/2015)

2015 começa muito bem e com cheiro de anos 90’ ao menos no indie guitar rock, com as bacaníssimas voltas do sempre incrível e meigo Belle & Sebastian (acima, que lança nesta segunda-feira seu novo álbum de estúdio) e também do shoegazer Ride (abaixo); de quebra a primeira musa rocker do novo ano do blog é a delícia Fabi Marques (também abaixo) e de quem você vê mais fotos delirantes ao longo do postão, wow! 

Todos somos Charlie ou o mundo anda tão complicado…

E também intolerante, chato, mega violento. Foi assim que 2015 começou: com a intolerância religiosa extrema fazendo com que terroristas assassinassem dezessete pessoas na França. E com o primeiro brasileiro da história do país sendo executado por fuzilamento na Indonésia, condenado à morte que foi por tráfico internacional de drogas (ele tentou entrar lá há uma década, com treze quilos de cocaína e preso, julgado e condenado à pena capital; foi fuzilado agora na tarde de sábado, quando a primeira Zap’n’roll do novo ano está sendo finalmente conluída e indo pro ar). Os dois episódios dão margem a muitas reflexões. Uma delas é que a liberdade de expressão não pode JAMAIS ser tolhida de forma alguma, nem pelas balas de fuzis disparadas por terroristas e intolerantes de qualquer nacionalidade ou espécie. O mundo não precisa disso em 2015; precisa é de paz, compreensão, amor e TOLERÂNCIA máximas. E todos nós devemos nos mobilizar para conseguir isso, mesmo que à custa de algumas vidas inocentes e sendo que a melhor resposta a esse tipo de violência é mesmo a ARTE PLENA e sem censura, e a TOTAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO que existe apenas onde a democracia total reina soberana. Nesse ponto o blog é sim Charlie. E por outro lado a execução do brasileiro na Indonésia mostra o que deveria se aprendido aqui: lá a Lei é RIGOROSA AO MÁXIMO para crimes considerados gravíssimos (como o tráfico de drogas), e é CUMPRIDA. Você pode discordar dessa Lei, a considerar bestial e arcaica (como estas linhas online consideram, sendo que nunca fomos e jamais seremos a favor da pena de morte). Mas ao menos lá ela é CUMPRIDA. Aqui, infelizmente, é o contrário e se houvesse maior RESPEITO E RIGOR no cumprimento às leis vigentes, o Brasil não estaria essa imundície que está em termos de violência social e corrupção em todas as esferas do poder público. Como se não bastasse esse desrespeito às leis por aqui ainda há a ENORME e escrota hipocrisia moral e social que grassa na população brasileira. Pelo que se consta o condenado é (ou era) classe média pra alta carioca. Na juventude surfava com os amigos na zona sul do Rio. Quando foi ter sua “aventura” na Indonésia, trabalhava como instrutor de vôo livre, profissão cujo salário é bastante razoável. Daí, a pergunta que não quer calar: se fosse um brasileiro pobre e preto QUALQUER condenado à morte no exterior pelo mesmo crime, haveria a mesma comoção e mobilização? Por que quem está achando isso um horror e pedindo clemência ao condenado também não se sensibiliza com as centenas de mortes de gente pobre e que vive excluída e à margem da sociedade, que ocorrem diariamente aqui mesmo no Brasil? Por que esses que estão consternados com a execução na Indonésia vivem gritando aqui no Brasil que “bandido bom é bandido morto”? Essa frase não valeria, então, para o “bandido” condenado à morte por tráfico de drogas e que, pela Lei da Indonésia, é um crime gravíssimo? Pra pensar… e enquanto o mundo caminha sem solução, violento, complicado e chato, ao menos temos o sempre amado pop/rock alternativo para aliviar um pouco o peso e a melancolia em nossas almas e corações algo solitários. Nesse aspecto sim o ano começou muuuuuito bem: o meigo Belle & Sebastian está de volta com discão novo, o Ride também está de volta e o primeiro postão do novo ano destas linhas virtuais ainda vai deslumbrar os olhos do nosso leitorado macho (cado, hihi) com uma deliciosa musa rocker. Vamos lá então que o tempo urge e não podemos parar pois este espaço rocker online logo será extinto, nosso livro será enfim publicado e depois tudo irá recomeçar novamente. Quem sabe, até lá, em um mundo menos intolerante e menos violento, com mais paz e amor em todos os corações.

 

 

* O blog é sim Charlie. O mundo precisa ser Charlie nesse instante. Mais do que nunca.

 

 

* E graças à intolerância, covardia, imbecilidade plena e total dos fakes que pululam pelo painel do leitor do blog, o último post de 2014 atingiu a marca histórica de 416 comentários. Isso deixa o autor destas linhas virtuais super satisfeito por um lado (afinal se os idiotas vêm aqui para atacar covardemente o blog é porque o cachorro está BEM VIVO, e não morto como eles querem achar de qualquer forma) e bem triste por outro. Por se dar conta de que existe gente tão mesquinha, intolerante e doente/invejosa na face da Terra, que seria capaz de tudo pra destruir o trabalho, a honra e a moral de uma pessoa. É, infelizmente o ser humano é assim. Ou boa parte dele, pelo menos…

 

 

* Aumento de tarifas, água acabando em SP, a Sabesp finalmente admitindo que HÁ RACIONAMENTO… e o GRANDE MERDA, bandido e mentiroso Geraldo Alckmin aumentando seu próprio salário (por decreto) e ainda mandando a sua covarde, truculenta e inepta polícia militar bater sem dó em manifestantes nas ruas da capital paulista. Dá NOJO desse verme. E vamos ter que aguentá-lo por mais quatro anos ainda. Fala sério…

 

 

* E até o prefeito de Sampa, mr. Malddad (mode on) entrou na sacanagem, também aumentando o busão em quase 20%. Que decepção Fernandinho…

 

 

* Bien, ao rock’n’roll. Que apesar de andar mal das pernas pelo menos ainda traz alegria pra galere. Como a edição 2015 do gigante festival de Coachella, que acontece em abril próximo lá na cidade de Indio, na Califórnia. É o line up mais fodão do evento dos últimos anos, sem dúvida alguma. Vai ter AC/DC e as voltas incríveis do Belle & Sebastian e do Ride (sendo que você lê sobre os dois aqui mesmo nesse post, mais aí embaixo). O Lollapalooza BR bem que podia aprender algumas lições com o Coachella…

 

 

* Nada incrível e bastante melancólica é a aposentadoria do Black Crowes, que anunciou o fim da banda essa semana. Yep, eles já foram grandes e os três primeiros álbuns são sensacionais. Mas depois disso… sinceramente, o grupo dos irmãos Chris e Rick Robinson não vai fazer falta a essa altura do campeonato.

 

 

* ESPECIAL: AS ANDANÇAS DO BLOG PELO NORTE DO BRASIL NO FINAL DE 2014 – yep, foram dias incríveis e literalmente na estrada aqueles finais do ano passado. Porque o blog realizou um sonho de muitos anos e fez seu “on the road” partiular. Existem lances que todo ser humano deveria e deve fazer na vida antes de morrer: ler grandes obras literárias, ouvir grandes discos, assistir grandes filmes, casar, ter um filho, escrever um livro. E POR O PÉ NA ESTRADA para uma viagem gigante, PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA. Foi o que o sujeito aqui fez de domingo, 28 de dezembro (quando saiu de Porto Velho, capital de Rondônia, à uma e meia da tarde no horário local) até dia 30 (quando chegou no terminal rodoviário da Barra Funda, em São Paulo, exatamente onze da noite, também no horário local da capital paulista). Foram portanto quase 58 horas (!!!) na estrada. Passando por 3 capitais (Porto Velho, Cuiabá e Campo Grande), além de DEZENAS de cidadezinhas perdidas no meio de um país gigante e incrivelmente lindo. E quando falamos gigante não estamos exagerando: em Estados como Rondônia e Mato Grosso longe é um lugar que EXISTE SIM, e como! Qualquer cidade não fica a menos do que 300 ou 500 kms de distância uma da outra – apenas de Cuiabá (em Mato Grosso) a Campo Grande (no Mato Grosso do Sul) são 700 kms, sendo que o total da viagem blogger foi de cerca de 2.450 kms. Cansativo (muito). Mas emocionante e fantástico também. Conhecemos dezenas de pessoas de culturas diferentes, todas muito simpáticas, acolhedoras e solidárias. Como a peruaça bunduda e de tetas gigantes (e que fazia questão de mostrar que era gostosa e algo cadeluda) que embarcou em Rondônia (o blog não lembra exatamente em qual cidade) e desceu em Campão, onde o namorado (ou algo parecido) a esperava. Ou ainda o tiozão de 67 anos de idade que não parava de falar a viagem toda e que estava indo também do interior de Rondônia (de Ouro Preto! Sim, descobrimos que em Rondônia também existe uma Ouro Preto, hehe) para Curitiba (o destino final do buso da empresa Eucatur, no qual viajávamos). Mano, o velho falava de tudo (e alto) com uma senhora a lado dele: sobre os problemas de saúde que teve, que morou anos e anos no Paraguai, que criou 3 filhos, que não come arroz e feijão sem farofa e bla bla blá. Foi divertido no final das contas ouvir seus relatos. E claaaaaro, tinha uma crioula DELÍCIA no ônibus dando mole imaginem pra quem… o blogon taradón mesmo, que é doente por uma preta, ahahaha. E ela me olhava e olhava, encarando mesmo. Numa das inúmeras paradas para desembarque e embarque de passageiros e lanche para os viajantes, ela enfim piscou pro zapper andarilho e o cutucou com as mãos. Foi quando criamos coragem e fomos tentar falar algo com a moçoila e descobrimos que… ela era gringa, com um dialeto estranhíssimo (provavelmente era do Haiti ou algo parecido). Arriscamos uma paquerada e perguntamos se ela sabia se comunicar em inglês e nada também. Então desistiu-se da “paquera” e seguimos viagem. Uma viagem onde descortinamos paisagens belíssimas e inesquecíveis ainda em Manaus (onde o blog passeou de barco pelo rio Negro) e depois também em Porto Velho (às margens do rio Madeira). E na volta a Sampa, vislumbramos a imensidão de estradas sem fim em Mato Grosso (estradas estreitas e mal cuidadas, vale ressaltar, ao contrário das auto-pistas do Estado paulista, sem dúvida as melhores do Brasil, ainda que à custa de pedágios algo extorsivos) e também admiramos o gigantismo do rio Paraná, que é a fronteira exata entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. E sim, os ônibus das empresas que fazem esses trajetos imensos pelo Brasil afora (descobrimos que se pode ir de Belém do Pará a Porto Alegre, ou de Rio Branco no Acre igualmente até a capital gaúcha) são mega confortáveis. Todos com 2 andares e poltronas ultra reclináveis, ar condicionado, tv etc, etc. É muuuuuito melhor do que viajar espremido naquelas latas horrendas dos busões aéreos de Tam, Gol e drogas semelhantes. Sendo que o sujeito aqui sempre AMOU muito mais viajar de ônibus do que de avião. O blogão faria sim essa viagem mais uma vez. Talvez faça novamente um dia, antes que se vá desse mundo. Estamos com 5.2 nas costas e nos orgulhamos muito de ainda ter esse espírito inquieto, estradeiro e aventureiro. Não somos um jornalista bunda-mole e coxinha, daqueles gordos, pançudos (mais ou menos o tipo de gente também escrota e covarde, que não tem culhão pra enfrentar uma aventura dessas e que fica postando bizarrices sem noção sob assinatura fake no painel do leitor do blog Zap’n’roll). E jamais seremos isso. Felizmente. Foi no final das contas um “pé na estrada” inesquecível e registrado em zilhões de imagens, que você pode conferir aí embaixo. Sendo que essa viagem não seria possível sem a ajuda de pessoas e amigos muito queridos pelo blog. A essa turma o nosso amor eterno e sincero agradecimento: Aarão Prado, Jully Joyce, Marcelo Correia, Lidiane Correia, Sandro Correia, Carine Lage, Flávio Vale e Jéssica Lima. Beijão no coração de todos vocês!

 Por-do-sol lindão no Rio Negro, em Manaus

 

Em Manaus no bar do Armando (ao lado do teatro Amazonas), tomando uma breja com o vocalista e guitarrista Pablo Araújo, da banda Luneta Mágica

 

Uma das várias e lindas e gatas amigas de Finaski no Norte: em Manaus com Milady Salles

Na estrada de ferro Madeira/Mamoré, em Porto Velho

 

Em Porto Velho, com a queridaça e linda rocker Carine Lage

 

Zanzando também por aeroportos: chegando em Porto Velho, capital de Rondônia

A viagem sem fim: descendo de Porto Velho para Sampa de ônibus; 58 horas na estrada e quase 2.500 kms

 

Parando em Campo Grande, capital do Mato Grosso Do Sul

 

E já atravessando o Rio Paraná, na divisa entre Mato Grosso Do Sul e São Paulo

 

* E IMAGENS ESPECIALÍSSIMAS E PROIBIDONAS (UIA!) DAS AVENTURAS DO BLOG NO FINAL DO ANO, HIHI

(para insultar, provocar e deixar os fakes covardes, cuzões e moralistas hipócritas em fúria, ahahaha)

 Pro fakes moralistas, hipócritas e cuzões de merda arrancar os cabelos, hihihi: acima o “produto” de Rio Branco (no Acre), que continua sendo o MELHOR do Brasil, uia!; abaixo, essa mão esplendorosa de uma deusa rocker do Norte e querida amiga/foda zapper, fez MISÉRIAS no pintão do blogger, wow!

 

 

* Já depois dessa autêntica maratona pelo Norte brazuca (e que durou no total quase treze dias), estas linhas online ainda foram passar o réveillon na sempre paradisíaca São Thomé Das Letras (no sul de Minas Gerais), ao lado da querida turma da banda Pronominais. Ou seja: começamos bem o novo ano.

 

 

* E que continua bem por aqui mesmo: na última quinta-feira (ou anteontem) o primeiro showzaço indie do ano rolou no Sesc Pinheiros (na zona oeste da capital paulista), quando o rocker e queridón Thiago Pethit subiu no palco pra mostrar as músicas do seu novo e ótimo disco, “Rock’n’roll Sugar Darling”. O teatro do Sesc lotou de garotas tesudas e tatuadas, garotos lindos, bichas fofas e todos em clima de festa. Foi bacanão demais e Pethit merece o reconhecimento que está tendo pelo seu já extenso trabalho – ele já lançou três discos em quase oito anos de carreira. Vai atrás dos mesmos que vale muito a pena!

 Encontro de rockers na última quinta-feira: Zap’n’roll e Thiago Pethit no camarim do Sesc Pinheiros (em São Paulo), após  o show dele; abaixo o vídeo de “Romeo”, um dos melhores momentos do novo disco “Rock’n’roll Sugar Darling”

 

 

* E a festança não para! Hoje o Astronete (no 335 do baixo Augusta) completa oito anos como o melhor pub rock da capital paulista. Vai lotar, vai ferver e o blogão vai estar lá também, claaaaaro. Fazendo antes o “esquenta” na Sensorial Discos (que fica no 2389 da mesma Augusta), onde vai rolar a partir das dez da noite pocket show bacanudo do amigo jornalista e músico gaúcho Jimi Joe.

 

 

* Mas agora bora ver como estão as voltas incríveis do Belle & Sebastian e também do Ride.

 

 

COM QUASE 20 ANOS DE ESTRADA O BELLE & SEBASTIAN CONTINUA COMO SEMPRE FOI: MEIGO, INDIE POP E MUITO BOM

2015 não começou nada bem, isso todo mundo já sabe. Atentando terrorista na França com quase duas dezenas de mortes provocando comoção mundial, crise da água se alastrado pelo Brasilzão, aumento de busão e metrô em Sampa… bien, pelo menos no pop/rock alternativo o ano começou trazendo felicidade para quem gosta de grande indie rock e em especial pros fãs do grupo escocês Belle & Sebastian: depois de quase cinco anos sem lançar nenhum trabalho inédito de estúdio a turma liderada pelo sempre sensível guitarrista e vocalista Stuart Murdoch anunciou a chegada às lojas de “Girls in Peacetime Want to Dance”, nono álbum em quase vinte anos de carreira. O cd, que em sua versão física estará nas lojas do Reino Unido e Estados Unidos a partir dessa segunda-feira (19, e ainda sem previsão de lançamento no Brasil) já caiu na web, claro. E mostra que o B&S é um caso raro no rock dos dias atuais. A banda continua fazendo muito bem o que sempre fez: canções pops doces, com melodias pulsantes e guitarras e violões dolentes emoldurando letras poéticas e tristonhas.

 

Há algumas “novidades” no entanto no disco. O primeiro single do novo trabalho divulgado pelo sexteto ainda no final do ano passado, surpreendentemente exibe um B&S altamente dançante. Yep, “The Party Line”, a faixa em questão, traz guitarras agitadas mixadas a camadas de teclados e seção ritmíca que lembram algo do pop eletrônico dos anos 80’. E não só: “Enter Sylvia Plath” (uma homenagem à poetisa americana célebre nos anos 60’) vai pelo mesmo caminho, com ênfase ainda maior na condução melódica através de sintetizadores. Já o refrão de “Everlasting Muse” traz a banda em clima saleroso, como se os escoceses tivessem passado uma temporada ouvindo música tradicional russa e latina.

O novo disco do Belle & Sebastian: indie pop meigo e sempre muito bom

 

Mas o álbum atinge seus melhores momentos quando o Belle & Sebastian volta ao seu habitual indie pop algo tristonho e sessentista. É aí que surgem os grandes momentos do trabalho de fato: “The Cat With The Cream” e “Today – This Army’s For Peace” (que fecha o disco) são duas baladas de partir até o mais rude dos corações. Já em “Allie” (um dos melhores momentos de todo o cd) e em “Play For Today” (com a condução vocal da violinista e tecladista Sarah Martin) há um mergulho dançante no garagismo sessentista que sempre caracterizou o conjunto desde que ele surgiu em Glasgow, em 1996.

 

Em 2016 eles irão completar vinte anos de atividades. E o vocalista e letrista Stuart Murdoch já está com quarenta e seis anos de idade. Ainda assim o Belle & Sebastian continua gravando discos magníficos e fazendo shows ao vivo idem (como quando estiveram aqui em 2001 e em 2010, ambas ocasiões inesquecíveis e presenciadas pelo zapper sempre emotivo; e sendo que o grupo anunciou em entrevistas recentes que irá voltar ao Brasil ainda este ano). Se “Girls in Peacetime Want to Dance” não está no mesmo nível de pequenas obras-primas como “Tigermilk” ou “The Boy With The Arab Strap”, ao menos mostra que sim, ainda é possível nesses tempos de música pop e rock quase completamente vazia e sem estofo, uma banda permanecer altamente relevante mesmo com quase duas décadas de existência.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO BELLE & SEBASTIAN

1.”Nobody’s Empire”

2.”Allie”

3.”The Party Line”

4.”The Power of Three”

5.”The Cat with the Cream”

6.”Enter Sylvia Plath”

7.”The Everlasting Muse”

8.”Perfect Couples”

9.”Ever Had a Little Faith?”

10.”Play for Today”

11.”The Book of You”

12.”Today (This Army’s for Peace)”

 

 

E OS ESCOCESES AÍ EMBAIXO

No vídeo oficial de “The Party Line”, o primeiro single do novo disco.

 

 

O SHOEGAZER INGLÊS E OS ANOS 90’ FORAM MUITO LEGAIS – E O RIDE MAIS AINDA

Parece que foi ontem que eles dominaram o mondo rocker, após a derrocada do grunge de Seattle. Do outro do Atlântico, na Velha Ilha, vários garotos saíram montando bandas que pautavam seu som por melodias melancólicas e barulhentas a um só tempo, com as guitarras encharcadas de noise e nas apresentações ao vivo esses mesmos garotos tocavam olhando não para o público mas… para os próprios sapatos. Eram os anos 90’ na Inglaterra. E eram tempos de My Bloody Valentine, Slowdive, Jesus & Mary Chain. E do Ride, um dos ícones máximos dessa turma inesquecível, a do chamado shoegazer britânico. O mesmo Ride que agora está de volta: o quarteto original (formado pelos guitarristas e vocalistas Andy Bell e Mark Gardener, além do baixista Steve Queralt e o batera Laurence Colbert) anunciou no final de 2014 que estava se reunindo novamente, para uma série de shows que irão rolar ao longo deste ano.

 

O grupo surgiu na cidade inglesa de Oxford em 1988. Guitarras barulhentas, melodias algo tristonhas e vocais doces e bucólicos compunham a receita sonora do Ride. Quando o primeiro disco enfim saiu, em outubro de 1990, o shoegazer já era o gênero da vez no rock britânico. E “Nowhere”, a estreia do quarteto lançada pelo então prestigiadíssimo selo Creation, foi aclamado pela rock press da Inglaterra. Acabou sendo eleito disco do ano pelo semanário New Musical Express. E o single “Vapor Trail”, com sua dolência de partir almas e corações, é até hoje uma das marcas registradas da geração shoegazing noventista.

 

Yep, o Ride nunca foi uma banda cultuadíssima pelos rockers brasileiros. Aqui a devoção ao conjunto se resumia à turma underground que frequentava porões alternativos como o Madame Satã e o Espaço Retrô, ambos em Sampa. Foi no Retrô inclusive que o blogger loker, ainda relativamente jovem e naquela época total alucicrazy, tomou contato com o som do grupo, através das discotecagens do saudoso dj Toninho, um negão que torrava toda a sua grana em discos de vinil e cds importados, além de gostar de cocaine tanto quanto de lasanha, rsrs – claro, as devastações nasais da dupla dj/jornalista se tornaram célebres nas madrugadas do Retrô.

 

Zap’n’roll caiu de amores pela banda quando ouviu “Vapor Trail” na pista do Retrô. Foi atrás de todos os discos até então lançados pelo quarteto. Comprou na época na Galeria Do Rock (no centrão de Sampa) os cds importados de “Going Blank Again” e “Carnival Of Light”, que saiu em 1995 e ameaçou tornar o Ride grande também nos Estados Unidos. Mas o grupo teve existência breve: em 1996 veio o fraco “Tarantula” (que chegou a ser resenhado pelo autor deste blog na bacaníssima e editorialmente moderníssima para a época revista “Vírus”, que era editada pelos jornalistas Jéferson de Sousa e Marcel Plasse, e que infelizmente também teve existência curta), Andy Bell e Mark Gardener começaram a quebrar o pau e o Ride chegou ao fim.

O quarteto shoegazer inglês Ride em duas fases distintas: quando jovem nos anos 90′ (acima) e atualmente (abaixo): eles envelheceram mas o som continua ótimo

 

Curiosamente o culto ao grupo só aumentou depois que ele encerrou atividades, tanto aqui quanto lá fora. tanto que em 2001 Andy Bell foi chamado para ser baixista do Oasis, onde também ficou até os irmãos Gallagher quebrarem o pau e determinarem o fim de uma das últimas grandes bandas da história do rock’n’roll. Isso abriu caminho para o ressurgimento do Ride. E em novembro passado os quatro se reuniram novamente para anunciar os primeiros shows ao vivo depois de vinte anos: por enquanto há dez datas já anunciadas no site da banda ao longo de 2015 (algumas delas já com ingressos esgotados), entre elas as gigs que irão rolar nos gigantes festivais de Coachella (na cidade de Indio, na Califórnia, em 17 de abril) e Primavera Sound (em Barcelona, na Espanha, no dia 29 de maio). Também em maio o grupo toca em Londres, em show com tickets total sold out. Mas nesta gig o correspondente do blog na capital inglesa, Marcelo Yorke, já garantiu presença e deverá contar aqui depois como foi esse desde já emocionante comeback do Ride.

 

Sim, o mundo anda chato demais. O rock’n’roll anda ruim demais. Então quando se sabe que uma banda bacanuda como o Ride resolveu retomar suas atividades, só há motivos para comemoração – apesar de que estas linhas online sempre são contra grupos das antigas que estavam parados e resolvem voltar à ativa. O blog tem ouvido muito o som do conjunto nesse começo de 2015. E relembra com doce nostalgia de um tempo em que se acabar numa pista de dança, tomar generosas doses de álcool, dar algumas aspiradas em carreiras de pó e encontrar aquela garota de peitos fartos, tatuagens no braço, cabelo chanel e VESTINDO uma t-shirt do Ride, era o maior prêmio que um garoto rocker podia ter no final de uma madrugada perfeita. Os anos 90’ eram legais. E o Ride era mais legal ainda.

 

Quem sabe eles aparecem por aqui algum dia…

 

* Mais sobre o Ride, vai lá: http://ridemusic.net/.

 

 

RIDE – QUATRO DISCOS QUE MARCARAM O SHOEGAZER DOS ANOS 90’

 

* Nowhere (1990) – a estreia da banda, foi lançado em outubro daquele ano. O quarteto já se mostrava barulhento e melancólico nas melodias. Tanto que o single “Vapor Trail” deixou a crítica abismada e estorou nas pistas rockers mundo afora. Acabou sendo eleito o disco do ano pelo semanário inglês New Musical Express.

 

* Going Blank Again (1992) – com a moral em alta junto a crítica especializada e um crescente número de fãs, o Ride partiu pro ataque no segundo trabalho de estúdio. Lançou um disco ainda mais barulhento na concepção das guitarras em noise e, ao mesmo tempo, bastante radiofônico nas melodias. Isso rendeu músicas pop/rock perfeitas como o single “Twisterella” ou a balada “Chrome Waves”. Fora que a faixa de abertura do cd, a fodástica “Leave Them All Behind”, mesmo com mais de oito minutos de duração chegou a tocar nas rádios inglesas (!). discão!

 

* Carnival Of Light (1994) – é o álbum “americano” do Ride e onde eles deram uma bela guinada em sua estrutura musical. Influenciados por anos 60’, country/folk e Byrds, os garotos engendraram um disco repleto de violões e melodias “road song” contagiantes, mas sem abandonar as guitarras. Faixas bacanudas aos montes: “1000 Miles”, “Natural Grace”, a lindíssima balada “Only Now” e a sensacional “I Don’t Now Where It Comes From”, que fecha o trabalho. A curiosidade fica por conta da participação nas gravações do cd do falecido tecladista do Deep Purple, Jon Lord. Ele toca órgão na faixa “Moonlight Medicine”.

 

 

* Tarantula (1996) – o grupo já não era mais o mesmo dois anos depois de “Carnival Of Light”. Começaram as brigas internas entre Andy Bell e Mark Gardener e isso se refletiu no som desse fraquinho “Tarantula”, um álbum onde o Ride tentou retomar as guitarras barulhentas, adicionadas de uma percussão “salerosa” e algo latina. O trabalho até começa bem com a poderosa “Black Nite Crash” mas depois cai na vala comum com faixas pouco inspiradas e sem brilho algum. Há a habitual baladinha (na faixa “Mary Anne”) mas o cd deixou bem claro que era o fim do quarteto. E ele de fato se separou alguns meses após o lançamento do disco, que foi inclusive resenhado pelo blogger rocker em 1996, na extinta revista “Vírus”.

 

 

RIDE LEMBRA…

(para o blogger sentimental, claro!)

 

* a pista do Espaço Retrô, atrás da igreja Sta Cecília, no bairro do mesmo nome em São Paulo. Foi lá que o autor deste blog ouviu o single “Vapor Trail” pela primeira vez, em alguma noite perdida ente 1991 e 1992. O dj era o negão Toninho (que já morreu há alguns anos). E quando escutou aquela música, o blog nunca mais deixou de gostar da banda;

A fachada da primeira versão do lendário e inesquecível club alternativo Espaço Retrô, atrás do largo Sta Cecília (no bairro do mesmo nome), na região central da capital paulista, no final dos anos 80′: nesse sobradinho em arquitetura clássica o blog fodeu todas as bocetas sujas e lokas do mundo, e cheirou toda a cocaine do planeta, até o nariz cair, rsrs

 

* as devastações nasais que o então ainda jovem jornalista cometia nos banheiros do Retrô. Não havia madrugada ali que não rolasse cocada boa, hihi;

 

* as irmãs Adriana e Vera Ribeiro, fãs de primeira hora do shoegazer inglês dos 90’ e de todo o indie guitar rock da época. Ambas são até hoje amadas amigas do blogger agora tiozão, hehe;

 

* a LOIRAÇA Danielle Strachino. Ela era gatíssima, novinha, deliciosa e vivia no Retrô vestindo uma t-shirt do Ride. O jornalista maloker, óbvio, caiu de amores pela garota mas ambos nunca tiveram nada mais, hã, hot, rsrs. Ficaram apenas mesmo na amizade e nos papos amenos nas madrugas lokas e insanas do bar alternativo mais lecal e inesquecível que existiu na capital paulista. Dani continua uma loiraça lindona até hoje e quem quiser conferir isso, basta ir até o perfil dela no Facebook: https://www.facebook.com/daniix.st;

 

* bandas como Jesus & Mary Chain, Loop, Slowdive, Lush, My Bloody Valentine, Spaceman 3 e Spiritualized. Todas geniais (algumas em alguns momentos, apenas), todas de uma época que era realmente BOM ouvir rock’n’roll em casa e num bar, dançando e bebendo (e cheirando, se fosse o caso, rsrs);

 

* as camisetas geniais com estampas de bandas da época e que eram produzidas pelo músico Vagner Sousa, baixista e fundador do hoje já clássico grupo indie guitar paulistano The Concept. A estamparia de Vagner ficava no distante Itaim Paulista (no fundão da zona leste paulistana e onde o músico, dileto amigo zapper, reside até hoje) e o jornalista rocker/blogger já tiozão possui até hoje uma t-shirt preta do Ride;

A velha t-shirt da banda Ride, produzida pelo músico Vagner Sousa e que o blogger saudosista tem até hoje

 

* revistas Bizz e Vírus (onde estas linhas virtuais chegaram a colaborar). E o Jornal da MTV, que era apresentado pelo reverendo e queridíssimo Fábio Massari;

 

* e bares tão legais quanto o Retrô: o Cais (na praça Roosevelt) e o Der Temple (na rua Augusta, pertinho de onde fica hoje o Astronete). Bons tempos, enfim…

 

 

RIDE AÍ EMBAIXO

No vídeo do clássico single “Twisterella”.

 

 

MAIS SOBRE A BANDA

Vai aqui: http://ridemusic.net/ . E aqui: https://www.facebook.com/pages/Ride-band/109040672468949?fref=ts.

 

 

WOW! A PRIMEIRA MUSA ROCKER DE 2015 É UMA DELÍCIA CREMOSA E TOTAL TATUADA!

Quem: Fabiana Marques.

 

De onde: São Paulo, capital.

 

Idade: 25 anos.

 

O que faz: Fabi estuda design e pintura digital, e pretende se profissionalizar na área. Enquanto isso ela alegra e deixa os marmanjos em polvorosa nos finais de semana, quando trampa de hostess no Astronete, atualmente o melhor pub rock de Sampa.

 

Mora: com os pais.

 

Três discos: “Second stage turbine blade” do Coheed and Cambria, “Rocket to russia” dos Ramones e “Apocaliptic revelation” do krisiun.

 

Três bandas: Slov, Coheed and cambria e Sepultura.

 

Três filmes: “Doze macacos”, “Muholland drive” e “Star wars”.

 

Três diretores de cinema: George Lucas, David Lynch e Stanley Kubrick.

 

 

Um ator e uma atriz: Michael Douglas e Goldie Hawn.

 

Show inesquecível: AlexisOnFire.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: Fabi é uma gracinha e um tesão rocker, hihihi. Sempre animadíssima e de bom humor (e também sempre bebendo muuuuuito), ela pode ser vista de quinta-feira a sábado na recepção do Astronete (onde inclusive rola hoje festão de aniversário de oito anos do bar), onde encanta o povo com o seu sorriso e suas tatuagens espalhadas pelo lindo rosto, por belos braços, belos seios (como você vai conferir mais aí embaixo) e belas coxas. E sim, ela já é uma dileta nova amiga do blogger que está sempre de olho na descoberta de novas beldades pela night under paulistana.

 

Então machos (cados) de plantão, relaxem e gozem (uia!), curtindo aí embaixo as imagens picantes da primeira musa do blog no novo ano.

Vem que tem!

 

Língua rock’n’roll e abusada

 Pagação de peitinho (lindo) pros marmanjos enlouquerem, uhú!

 

O que se esconde por baixo desses lençóis…

O jornalista zapper abraça sua mais nova e loka amiga rocker durante balada infernal e sem fim nas madrugadas do clube Astronete, no baixo Augusta em Sampa

 

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APÓS UMA “HIBERNAÇÃO” E RETIRADA DE CENA ESTRATÉGICA A GANG FORA DO EIXO RESSURGE, AGORA PRA SE ENCASTELAR E ASSALTAR O COFRE DO MINC

Todo mundo andou notando o (estratégico) “sumiço” da cena cultural alternativa brasileira do coletivo/entidade Fora Do Eixo. A “organização” que nos últimos dois anos foi alvo de denúncias pesadas por parte de sites, blogs e grande mídia em geral, por conta de suas tenebrosas transações junto ao Poder Público e também pela série de escândalos que vieram à tona dando conta do trabalho quase escravo a que são submetidos seus integrantes (obrigados a morar em casas coletivas e onde não recebem dinheiro algum pelo que produzem, além de ter sim que CONTRIBUIR financeiramente para manter a entidade), além de a “ong” NUNCA prestar conta do que faz com dinheiro público que ela capta (via participação em Editais) para gerir seus festivais de música, não aguentou a fuzilaria e espertamente se recolheu. Tomou Doril e sumiu, sendo que nos últimos meses quase ninguém falou ou ouviu falar do que o Fora Do Eixo estaria fazendo, tramando ou articulando.

 

Pois o “recesso” da entidade acaba de ser quebrado. E agora ela volta com tudo ao ataque e com as garras mais afiadas do que nunca. O alvo dessa vez? O COFRÃO do Ministério Da Cultura, o Minc. É justamente lá que a quadrilha do FDE pretende se instalar a partir de agora. E para conseguir isso ela se preparou e se estruturou muito bem: ficou pendurada no saco do novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, quando este ocupou a chefia da Secretaria Municipal da Cultura da prefeitura de São Paulo. Alçado ao cargo de novo Ministro do Minc no segundo mandato da presidente Dilma, Juca deu carta branca para que a gang comandada pelo “produtor” cultural Pablo Capilé (mais conhecido como Pablo Capilantra) também entrasse em cena. Ele próprio, Juca, já admitiu que poderá oferecer cargos do Ministério à turma do coletivo. Tanto que, na posse do novo ministro estiveram presentes duas das mais notórias e aguerridas integrantes do FDE, Marielle Ramirez e Dríade Aguiar. Não só: ambas já estavam dando EXPEDIENTE dentro do Ministério antes mesmo da POSSE de seu novo titular. E o próprio Capilantra foi visto circulando pelos corredores do prédio em Brasília também nos primeiros dias do novo ano. Ele desmentiu a informação ao jornal Folha De S. Paulo, alegando que não vai ao Minc há pelo menos dois anos. E ainda disse não ver problema algum caso integrantes do FDE sejam chamados a participar do novo ministério. Ulalá!

 

O FDE, todo mundo já sabe, surgiu no começo dos anos 2000’ em Cuiabá, pelas mãos e pela mente perversa e bastante esperta de Capilé. Ele queria montar uma espécie de “rede” de coletivos culturais espalhados pelo Brasil afora e que produzissem eventos musicais independentes e à margem do que era feito na chamada cultura “mainstream” e “oficial”. Daí o nome Fora Do Eixo pois ele estaria fora do circuito Rio/SP, onde teoricamente se molda a cultura oficial de massa do Brasil.

 

Quase uma década e meia depois, tudo mudou. O FDE se agigantou de tal forma que estendeu seus tentáculos ao Poder Público (mamando sem dó em tetas como a estatal Petrobras, através de sua área Cultural) e ao próprio “eixo”: cravou sua sede principal e oficial na capital paulista, no bairro do Cambuci onde funciona já há vários anos em uma casa gigantesca e cujo aluguel não deve ser menos do que R$ 5 mil mensais. Não só: o grupo se especializou em assaltar de forma “oficial” os cofres públicos, participando aguerridamente de milhares de Editais que distribuem verbas para a realização de eventos culturais. Com isso a facção quase criminosa começou a amealhar verbas polpudas para produzir festivais pelo Brasil inteiro. Só que aí começaram as denúncias: bandas participantes destes festivais jamais receberam cachês por seus shows (Capilantra chegou a declarar em entrevistas que era CONTRA grupos musicais receberem cachês para tocar). Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, o FDE deixou um rastro de CALOTES no comércio local (bares, restaurantes, empresas de equipamento de som e luz para eventos, fornecedores em geral) por conta de dívidas assumidas em festivas realizados na cidade (como o hoje extinto Calango) e que receberam infra-estrutura desses credores para que pudessem ser realizados. Há relatos de que alguns hotéis (que hospedaram bandas), bares e restaurantes (que serviram refeições para músicos e jornalistas) não receberam até hoje. O que foi feito então do DINHEIRO ARRECADADO junto ao Poder Público, se grupos tocaram sem ganhar cachê e o comércio local não recebeu pelos serviços prestados à produção do evento?

O novo Ministro Da Cultura, Juca Ferreira, durante sua posse em Brasília na semana passada (acima); ele já mandou avisar que poderá sim chamar integrantes da máfia do Fora Do Eixo para fazer parte dos quadros do novo ministério; com isso o “grande chefe” da “entidade”, mr. Pablo Capilantra (abaixo, ao lado da presidente Dilma e do ex-ministro José Dirceu), está preparando o assalto aos cofres do Minc e dizendo (parafraseando o querido Eddy Talles): “BEIÇA QUE EU TE ESCUTO!”, uia!

 

É muito obvio que o Pablo Capilé versão 2015 não está mais nem aí para “fomentar” a produção cultural alternativa do país ou promover a “circulação” de bandas por festivais independentes. O que o sujeito quer (e está conseguindo) é grana e poder político. Para isso se aproximou do PT (que ficou encantado com o modus operandi cultural teoricamente “inovador” do FDE), de Dilma, do prefeito paulistano Fernando Haddad e do agora Ministro Da Cultura Juca Ferreira. Vai dar no que vai dar: provavelmente o coletivo FDE vai se ENCASTELAR no Minc e vai MAMAR COM GOSTO no cofre do ministério, sentando a mão em verbas polpudas e que serão obviamente destinadas aos miguxos da entidade. E esses miguxos estão mesmo à míngua e precisando de socorro: um a um os festivais patrocinados pelo FDE foram se desmantelando nos últimos anos (afinal, Capilantra não quer mais saber de música, que usou apenas como plataforma para obter exposição midiática e poder político). Foi assim com o Calango em Cuiabá, com o Varadouro em Rio Branco (no Acre) e está sendo assim com o QuebraMar em Macapá (capital do Amapá): a última versão do evento seria realizada originalmente em novembro de 2014. Já sofreu dois adiamentos e agora está prometida para acontecer em março próximo. A conferir.

 

Estas linhas online já foram próximas do FDE? Com certeza, pois viram no início do coletivo (há uma década) uma promessa de renovação na cena musical alternativa brasileira. Fomos a vários festivais organizados por eles (em Mato Grosso, no Acre etc.) e com passagens e hospedagens pagas pela entidade? Também e não negamos isso em momento algum. Mas quando o blog começou a sentir cheiro de PATIFARIA no ar e questionou o “grande chefe” Capiloso e escorregadio a respeito, nos tornamos imediatamente inimigos mortais da quadrilha. Ela é assim: ou você está de acordo total e sem reserva alguma com seus métodos, ou você é inimigo. Ali não se aceita contestação de nada ao seu método de atuação. Não há meio termo. Não há permissão para divergir do que eles pensam e como agem. Eles são donos da verdade absoluta e ponto final.

 

O blog também assume que votou em Dilma (ruim por ruim, o Brasil iria se foder bem mais nas mãos de aébrio fezes) e que está bastante descontente com o ministério montado por ela. Sobre a entrada de Juca Ferreira no Minc especificamente, há quem aplauda e há quem condene com veemência. Mas ao menos um fato é líquido e certo: com a gang Fora Do Eixo ali dentro o pobre cofre do Minc será assaltado SEM DÓ pelos próximos quatro anos. Infelizmente.

 

* Adendo, I: é muito lamentável que mesmo com denúncias SOBRANDO na pequena, média e grande mídia, ninguém investigou a fundo as pilantrices do FDE. Revistas semanais como a IstoÉ ou a reacionária Veja poderiam ter feito uma bela reportagem a respeito. Mas… por outro lado o Ministério Público, a Polícia Federal ou mesmo a policia civil de São Paulo poderiam ter aberto algum inquérito. Nada foi feito. Absolutamente nada.

 

* Adendo, II: historinha rápida aqui. Na noite de 18 de dezembro passado o blog embarcou no aeroporto de Brasília em um vôo para Rio Branco, no Acre, em jato da Tam. Estava indo pra lá a convite do grupo Euphônicos, para acompanhar o show de lançamento do primeiro e execelente disco do trio. A passagem de Zap’n’roll foi paga pela produção do show. Até aí, beleusma. Mas qual não foi a surpresa do blog quando, ao entrar no avião, ele deu de cara com alguns integrantes do Fora Do Eixo (as produtoras Marielle Ramirez e Lenissa Lenza). Mais tarde e apurando os fatos, estas linhas online descobriram que a dupla tinha ido à capital do Acre para a festa de diplomação do deputado estadual Daniel Zen (que é alinhado com o FDE, mas também um dileto amigo deste espaço virtual). Ai vem a pergunta: QUEM PAGA AS VIAGENS DESSA TURMA? Passagens de avião estão caras e eles vivem viajando pelo Brasil, especialmente mr. Pablo Capilé, que não para um dia de sua vida na mesma cidade. Afinal, se eles vivem coletivamente e sem reeber salários da entidade…

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo e muito bom do sempre meigo e querido Belle & Sebastian.

 

* Disco, II: “Rock’n’roll Sugar Darling”, o terceiro álbum do cantor e compositor paulistano Thiago Pethit é tudo aquilo que o rock’n’roll nunca deveria deixar de ser: dançante, barulhento, cheio de melodias e guitarras glam/glitter, e total bichona sem culpa na postura e na concepção ideológica. Um dos grandes lançamentos do indie rock brazuca do final de 2014 e que por pouco não entrou na lista dos melhores do ano aqui do blog. Pode ir atrás sem susto que é bão para caralho – literalmente, rsrs.

 

*Cinema: rola nessa sexta-feira (leia-se amanhã, dia 23, já que o postão zapper está finalmente sendo concluído no final da tarde desta quinta-feira, 22) o primeiro noitão de 2015 do Cine Belas Artes (lá na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, na região central da capital paulista). E vai ser dedicado ao gênio (e “ídalo” destas linhas online) Tim Burton, com a exibição de seu novo longa, “Grandes Olhos” e mais dois filmes surpresas. Programação imperdível pra quem ama cinema como o sujeito aqui.

 Cena de “Grandes Olhos”, novo filme de Tim Burton e que tem exibição nessa sexta-feira em Sampa

 

 

* Single dos Pronominais na web: yeah! Finalmente a primeira faixa do novíssimo grupo Pronominais (uma das apostas do blog na cena independente nacional para este ano) está disponível para audição na internet. “Centralismo” tem letra com versos intensos e reflexivos e de um burilamento poético que praticamente inexiste no atual pobre e raquítico roquinho nacional. Fora que a parte instrumental também é fodástica, remetendo ao melhor rock BR anos 80’. Vai no SounCloud dos meninos, ouça e veja se estamos exagerando: https://soundcloud.com/pronominais.

 O novíssimo quarteto Pronominais: o single de estreia deles já está na web

 

 

* Outra aposta zapper: é a rocker Samara Noronha. Natural do distante Estado de Rondônia mas radicada já há alguns anos em Sampa, a pequenina (mas gigante no talento) Samara é cantora, letrista, compositora e produtora, além de dileta amiga deste espaço blogger rocker. Ela está reunindo material para lançar seu primeiro álbum completo e enquanto ele não chega a garota vai postando no YouTube singles bacanudos como esse “Caos”, que você pode conferir aí embaixo. E pra saber mais sobre ela, vai aqui: https://www.facebook.com/noronha.samara?fref=ts.

 

* Sabotage em documentário: o saudoso rapper paulistano, que seria um dos grandes nomes da cena brasileira dos anos 2000’ caso não tivesse sido covardemente assassinado há mais de uma década, ganha finalmente um documentário bacanão sobre sua trajetória. E ele será exibido neste final de semana em São Paulo, no Auditório Ibirapuera (dentro do parque do mesmo nome, na zona sul da cidade). Haverá sessões amanhã (sexta) e sábado, às 9 da noite, e elas serão GRATUITAS. As senhas serão distribuídas uma hora e e meia antes, então é bom chegar cedo pra garantir a sua porque provavelmente a parada vai estrumbar de gente.

 

* Festão rocker em pleno carnaval: é o que vai rolar no Simplão Rock Bar em Paranapiacaba, durante os cinco dias do reinado de Momo. Com co-produção do blog o “Carna Rock Simplão 2015” vai ter shows com grupos legais da indie scene paulistana (como The Concept, Elevadores e Poetas Marginais), além de djs set diárias e noturnas (uia!) do blogão campeão em cultura pop. Vai ser mesmo um festão e você pode saber tudo sobre ele aqui: https://www.facebook.com/events/1535604500043441/?fref=ts.

 

* Festão rocker DEPOIS do carnaval: claaaaaro! Depois da folia momesca a esbórnia vai continuar com a primeira festona destas linhas online em 2015. Vai ser o “Noitão Zap’n’roll – a festa rocker nunca termina” que acontece dia 21 de fevereiro, sábado, lá na Sensorial Discos, com showzaços dos Pronominais e do gaúcho folker Spangled Shore. Logo menos iremos dar mais infos aqui a respeito, ok?

 

* Baladas, enfim: yep, elas estão aqui já no começo do finde desta semana (quando o post está sendo finalmente conluído). Então bora lá porque hoje, quinta-feira, 22 de janeiro (quando o postão está indo completão pro ar), tem a sempre animada festa “Loucuras” na Loca (lá na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), sob o comando do super dj André Pomba.///Amanhã, sextona em si, é noite de começar a balada tomando brejas artesenais na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389) e depois seguir pro BAIXO Augusta indo na Tex (com o melhor burger de fraldinha da madrugada alternativa), na Blitz Haus e no Astronete (no 335 da mesma Augusta).///E no sabadão não dá pra perder o open bar infernal do Outs (no 486 da Augusta), onde só quem tem fígado de verdade sobrevive até o final, hihihi. Tá bão, né? Se joga então!

 

 

E O POST CHEGOU AO FIM

Primeirão do ano e como o povo gosta: gigante. Então ficamos por aqui com a promessa de retorno na semana que vem com outro igual a esse e com mais uma musa tesuda e deliciosa, que já está escalada para aparecer aqui e deixar os marmanjos em desespero carnal, hihihi.

 

Até lá então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 22/1/2015 às 19:00hs.)