AMPLIAÇÃO EXTRA! Falando novamente sobre a eleição deste domingo (amanhã) e mais uma vez pedindo ao nosso dileto leitorado: vote CONSCIENTE! – Às vésperas da eleição presidencial deste ano e em um momento crucial para a democracia brasileira o blog zapper, neste mini post EXTRA e especial, declara publicamente sua opção de voto em 7 de outubro, além de mostrar como (e infelizmente) o rock brasileiro (que já está mortinho da silva em 2018) se tornou reacionário e conservador de extrema direita a ponto de apoiar a candidatura do NAZISTA, que a maioria SENSATA da população não quer ver sentado na cadeira de presidente; enquanto isso artistas gigantes da música mundial como Madonna declaram seu apoio ao movimento #EleNÃO, que vai sacudir o país de ponta a ponta neste sábado (amanhã, 29 de setembro) em centenas de manifestações CONTRA o candidato mais NEFASTO que já surgiu em terras brasileiras até hoje (ampliação EXTRA e final em 6-10-2018)

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A humanidade, o mundo e TODOS os artistas quem importam na música pop planetária CONTRA O CANDIDATO NAZISTA à presidência do Brasil em 2018: a gigante popstar Madonna (acima) divulgou hoje em seu Instagram uma foto (abaixo) em apoio ao movimento #EleNÃO, que neste sábado, 29 de setembro, vai levar às ruas de todo o Brasil milhões de manifestantes contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL – AS DUAS FACES DESTA ELEIÇÃO E DE QUAL LADO CADA UM ESTÁ

Analisando por alto a situação e sem uma pesquisa mais aprofundada nesse momento (pois teríamos que ter tempo para fazer isso, embora esse detalhe não inviabilize a realidade do que vamos elencar aí embaixo), podemos chegar a algumas conclusões. Começando por QUEM ESTÁ DO LADO DA VERDADE, DA DEMOCRACIA, da liberdade de expressão, do humanismo, do respeito, da tolerância com quem pensa diferente, e que é contra fascismo e nazismo político, ditadura e cerceamento de pensamento, machismo, homofobia, racismo, misoginia e mentira na política e nessas eleições:

 

– lideranças políticas que merecem nosso respeito pela sua trajetória, cultura, inteligência, equilíbrio, propostas de governança e RESPEITO à liberdade e democracia (Fernando Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Eduardo Suplicy, Luiza Erundina, José Luiz Penna etc.)

 

– artistas gigantes e de mega PESO da música brasileira e internacional (Madonna, os dois ex-guitarristas e fundadores do gigante indie Sonic Youth, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Daniella Mercury, Mano Brown, o guitarrista do Ira!, Egard Scandurra e o ex-baterista do grupo, André Jung), das artes dramáticas (Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Thaís Araújo), da poesia (o escritor Ademir Assunção), medicina (dr. Dráuzio Varella) etc.

 

– imprensa mundial que importa (jornais como o inglês The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Mond e o americano The New York Times).

 

– e uma renca de pensadores, escritores, poetas, cientistas políticos e sociólogos daqui e de fora, todos reconhecidos pelo seu trabalho intelectual e pela sua obra e que sabem o tamanho do RETROCESSO institucional, social, político, econômico e comportamental que irá se abater sobre o Brasil caso o MONSTRO NAZISTA ganhe a eleição.

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Protestos contra a candidatura nazi fascista de Jair BoÇALnaro se espelharam pelo país no final de semana passado e neste também: apenas em São Paulo no bairro de Pinheiros (zona oeste, acima) cerca de 150 mil pessoas se reuniram no Largo da Batata para mostrar seu repúdio ao presidenciável de extrema direita, entre eles Zapnroll e alguns de seus amigos queridos (abaixo)

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Agora, quem está do lado totalmente NEGRO e reacionário, calhorda, imundo, podre e BANDIDO da eleição, APOIANDO o candidato NAZI FASCISTA:

 

– toda a pior TORPEZA da política nacional atual (DEM, psdbosta, parte do mdbosta, João Escória Dólar, senador Magno Malta, o centrão político etc, etc, etc.).

 

– igrejas evangélicas corruptas, reacionárias ao extremo, ignorantes e boçais no pensamento medieval que impõem aos seus seguidores, fundamentalistas e com os líderes evanJEGUES mais BANDIDOS que se tem notícia e que ROUBAM na cara larga seus milhões de seguidores (Edyr Macedo, Silas Malafaia, Waldemiro Santiago etc.).

 

– PATRÕES que estão loucos para dar CAMBAU no décimo terceiro salário e nas férias dos seus pobres funcionários.

 

– os 1% SUPER ricos do país, que querem continuar NÃO PAGANDO impostos, deixando os mesmos no LOMBO dos outros 99% pobres da população.

 

– “luminares” da cultura nacional como o ator PORNÔ (e cotado para ser futuro Ministro da Cultura, ahahahaha) Alexandre Frota, a gagá Regina Duarte e os “roqueiros” falidos e decadentes de direita, Lobão e Roger Moreira.

 

– agremiações políticas completamente CAFAJESTES, cretinas, mentirosas, manipuladoras, espalhadoras de fake News aos milhões e ordinárias como o MBLixo.

 

– e claro, os “cidadãos de bem” (uia!), aqueles extremamente trogloditas, ogros em estado bruto, bestiais e selvagens ao máximo. Os que perderam a vergonha (e que saíram finalmente do armário) de serem machistas, racistas, homofóbicos e misóginos, e que não têm pudor algum em mostrar que odeiam pretos, pobres e que acham que homem tem que MANDAR na mulher, e esta OBEDECER caludinha (se não, leva PORRADA!). Pior é encontrar no meio dessa malta gigante de eleitores boÇALnaros e bolsOTÁRIOS, negros que irão votar no nazi (sim, há negros que odeiam sua própria cor de pele), pobres que também irão votar nele (porque acham que irão ascender socialmente e financeiramente caso o monstro vença o pleito) e MULHERES (inacreditável, mas elas também existem como eleitoras do nazi) que acham isso mesmo: que a sociedade tem que continuar sendo eternamente e grosseiramente PATRIARCAL, machista, e que mulher tem mais é que ser bela, pudica, recatada, do lar e que tem apenas que servir como reprodutora humana e servir aos instintos SEXUAIS de seu macho, amo, senhor e provedor (com ela inclusive não tendo direito ao seu GOZO carnal).

É isso. A capa (genial) da revista Carta Capital desta semana (aí embaixo) resume bem o que será o confronto político neste domingo. O confronto que poderá manter o Brasil livre, liberto, democrático e com uma conjuntura social e política ainda minimamente moderna, avançada e digna do século XXI. Ou que poderá jogar o país no mais aterrador obscurantismo MEDIEVAL e das TREVAS.

Faça sua escolha. O blog já fez a sua. E vote consciente no domingo.

 

#EleNÃO

 

#EleNUNCA

 

#EleJAMAIS

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XXX

 

***Agora é partir pro voto neste domingo. E o blogão volta com tudo e com postão inédito na semana que vem, falando com ótima e detalhada análise sobre o novo disco da sempre musa e deusa Cat Power. E também trazendo novos detalhes sobre a super festa de quinze anos da Zapnroll que acontece em Sampa no dia 19 de outubro, sexta-feira, a partir das nove e meia da noite no Sesc Belenzinho (com showzaços do Saco De Ratos e dos Dead Rocks), mais uma mini entrevista com o novo trio psicodélico feminino paulistano Ema Stoned, além de uma nova MUSA ROCKER que vai deixar nosso dileito leitorado macho (cado) pedindo água, ulalá! Até lá então!

 

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Yep. Um novo postão do blog mais legal de cultura pop e rock alternativo da web BR já há década e meia está sendo preparado para a semana que vem. Mas em um momento em que o país pega fogo às vésperas das eleições presidenciais mais tensas da história política nacional em décadas, estas linhas bloggers entendem que é necessário se posicionar publicamente em relação ao tema. E não só: é necessário mostrar também que triste fim levou o rock brasileiro em 2018: de outrora movimento musical moderno, avançado, à frente de seu tempo e totalmente transgressor, subversivo e sempre do lado de posturas sociais, comportamentais e políticas relevantes, agora o “róqui” brazuca se compraz em retroceder décadas e se tornar moralista, conservador, hipócrita, reacionário de extrema direita e declarar apoio ao candidato a presidente mais nefasto da história política brasileira em todos os tempos. O rock brasileiro morreu, finalmente. Se tornou bunda mole, cretino e BABACA no final das contas. Triste fim para um gênero que já nos deu gênios e bandas geniais como Mutantes, Legião Urbana, Ira! (este, ao menos, ainda continua grande, genial, na ativa e do lado certo da força), Titãs, Renato Russo, Cazuza etc.

No momento em que este mini post (para os padrões habitualmente gigantes de nossas postagens) está sendo escrito, já no final da tarde de sexta-feira, 28 de setembro, o país literalmente está pegando fogo com as eleições que acontecerão na semana que vem, domingo 7 de outubro. E enquanto revistas como a semanal Veja (quem diria, o maior exemplo de mega jornalismo pérfido, de direita, conservador, manipulador e TORPE) acaba de jogar A PÁ DE CAL na candidatura do NAZISTA com a CAPA da sua edição desta semana, que já está nas bancas (em matéria que revela toda a documentação sobre o processo que a mulher de Jair Bolsonaro moveu contra ele há uma década, acusando-o de agressão física, de ameaças de morte e de o deputado agora candidato a presidente ter OCULTADO milhões em patrimônio pessoal), artistas do Brasil e do mundo inteiro aderem ao movimento #EleNÃO, contra a candidatura do deputado e que pretende mobilizar milhões de pessoas em manifestações de norte a sul do Brasil amanhã, sábado. Somente hoje a gigantesca estrela Madonna declarou apoio ao movimento em seu Instagram. Idem a cantora Cher. E aqui mesmo no Brasil cantores e artistas como Daniella Mercury, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Pablo Vittar, Anitta e CENTENAS de outros igualmente declararam seu apoio ao movimento e contra o voto em BolsoNAZI, o fascista que representa todo o mega atraso, conservadorismo, preconceito, truculência, ignorância, boçalidade, racismo, machismo, homofobia, misoginia e selvageria de pensamento que habita o cérebro de milhões de eleitores iguais a ele e que pensam como ele (veja texto mais abaixo).

Enquanto isso, enquanto uma grande parcela de artistas musicais dos mais variados matizes e gêneros se posicionam contra a candidatura do monstro nazi fascista o ROCK nacional… quem diria… o POBRE rock brasileiro em fim de linha vai na contra mão de tudo isso, se mostrando abertamente reacionário, moralista hipócrita e ultra conservador de extrema direita. Dois exemplos já clássicos dessa postura inacreditável estão em Lobão e Roger, o eterno vocalista do hoje em dia total decadente Ultraje A Rigor (grupo que atualmente sobrevive como animador de auditório de um quase estúpido programa diário noturno de entrevistas na tv). Ambos foram nomes inquestionavelmente relevantes no rock BR dos anos 80, e produziram uma obra musical digna de respeito. Agora se tornaram uma dupla lamentavelmente BABACA de tão conservadora e reacionária. A eles se juntaram milhares de pseudo “roqueiros” brazucas, principalmente os que estão na esfera dos fãs do velhusco, machista, conservador, atrasado intelectualmente e culturalmente heavy metal (ou heavy MERDAL). Não é difícil encontrar um cabeludo MERDALEIRO que não tem pudor em declarar seu voto em Jair BoÇALnaro. Triste, para dizer o mínimo.

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O outrora grande rock brasileiro finalmente chega ao seu triste fim: reacionário, moralista hipócrita, aderindo ao conservadorismo de extrema direita e declarando apoio ao candidato NAZI FASCISTA a presidente Jair Bolsonaro, como demonstram Roger (acima, ao lado do presidenciável), vocalista do falido Ultraje A Rigor, e Lobão (abaixo), no vídeo em que explica porque resolveu votar em BolsoNAZI

 

Por tudo isso Zapnroll não tem medo em declarar sua posição política e ideológica nesse momento tão grave para a democracia brasileira. Somos sim totalmente HADDAD para presidente. Estaremos amanhã na manifestação do #EleNÃO em São Paulo. E ao lado de milhões de brasileiros que ainda pensam com a razão (e não com o fígado à mostra), daremos a vitória ao candidato do PT nas eleições presidenciais livrando assim o Brasil de ter, em pleno século XXI, um presidente troglodita, medieval e autêntico sub Hitler tropical.

Adeus, BoÇALnaro. Adeus seus milhões de eleitores selvagens e bolsOTÁRIOS, além de completos IMBECIS. Descansem em paz! Nos vemos nas urnas daqui a dez dias!

 

***Tudo sobre um dos vários eventos e manifestações de apoio ao #EleNÃO, amanhã em São Paulo e pelo Brasil, pode ser conferido aqui: https://www.facebook.com/events/1028508947328424/?active_tab=about.

 

***Abaixo, o blog explica por que milhões de eleitores acéfalos aderiram ao candidato nazista.

 

 

OS BOÇAIS E REAÇAS PRECONCEITUOSOS SAEM DO ARMÁRIO, PARA VOTAR NO NAZISTA. MAS HADDAD VAI GANHAR!!!

O NAZISTA. Aquele que talvez seja o ser humano mais tresloucado, grotesco, ogro, descerebrado, truculento, acéfalo, racista, machista, misógino, homofóbico, reacionário, medieval (no pensamento e comportamento) e conservador candidato a já ter postulado a cadeira de presidente do Brasil.

E por que há milhões de eleitores OTÁRIOS e igualmente BOÇAIS dispostos a votar nesse TRASTE e nessa herança maldita e insepulta dos PIORES ANOS da história brasileira (os que vivemos sob o jugo de uma horrenda ditadura militar de direita), não é nenhum mistério. Como bem observou um cientista político em análise na Globo News dias atrás, o (a) eleitor (a) que vai votar no nazista pertence a um segmento da sociedade que estava “escondido” no armário há décadas e que tinha vergonha de se mostrar, de se expor. Afinal esse segmento não se via representado por NENHUM dos políticos que tocaram (vá lá) uma agenda mais moderna e progressista para o país, de 1998 (lá se vão 20 anos…) pra cá. Yep, você pode detestar FHC mas ao menos ele tinha (e continua tendo) uma visão muito mais moderna de vida, de sociedade, de comportamento e do mundo do que esse projeto de sub Hitler tropical, que agora tenta ganhar as eleições presidenciais. E sendo que depois dos 8 anos de FHC tivemos 8 anos de Lula, o MELHOR presidente que o Brasil teve em pelo menos 5 décadas.

Aí o que rolou depois e que agora chega ao dias atuais é o que todos sabem: surgiu finalmente o candidato OGRO, ESCROTO e ultra conservador para dar voz a milhões IGUAIS a ele. Assim, o eleitor do nazista finalmente pôde sair do armário e mostrar o que realmente é, e o que realmente é boa parte do eleitor e da sociedade brasileira: um povo IGNORANTE e ultra conservador, eivado de preconceitos de toda espécie, que alimenta dentro de si um machismo (fruto de nossa sociedade eternamente patriarcal) pavoroso, um racismo idem (aqui no triste bananão tropical até muitos pretos têm vergonha da própria cor da pele, o que é inacreditável), além de misoginia, preconceito de gênero sexual e por aí vai. É como se quem vai votar nesse monstro batesse no peito e gritasse a plenos pulmões: “sim, sou isso mesmo! ODEIO pretos, pobres, bichas, dou porrada mesmo em mulher e sou MACHISTA assumido! E agora encontrei QUEM ME REPRESENTA, em quem posso me ENXERGAR e em que posso VOTAR para presidente!”.

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É isso. As BESTAS boçais e reacionárias em nível hard saíram enfim e finalmente do armário, onde se escondiam envergonhadas de mostrar como pensam e como são. Agora, com a candidatura do NAZISTA aí na cara de todos, as bestas podem ganhar as ruas. País de sociedade e povo cordial, simpático e civilizado… ahahahaha. Nem fodendo! Isso aqui é o quinto mundo dos infernos, o país com mais de 60 mil mortes violentas por ano e onde se matam mais lgbts no mundo, além de ser também um dos campeões em feminicídio. E tudo isso só vai PIORAR se esse NAZISTA ganhar a eleição.

Fechamos mais do que nunca com Haddad e Manu. O professor de filosofia (formado pela Usp) e advogado possui temperança, sapiência, equilíbrio emocional e visão moderna do que é o mundo e a sociedade de sobra, para fazer esse país voltar a ser minimamente feliz. O outro… vai ser o caos completo, total e final se levar a eleição, claro.

De modos que o jogo está jogado. Agora é ir pro segundo turno com garra e torcer para que Fernandão ganhe com tudo. Que assim seja. Para o bem de todos nós. Inclusive dos boÇALnaros que irão triste e cegamente votar no nazista.

 

 

E PARAMOS POR AQUI

Lembrando que semana que vem (na véspera do primeiro turno das eleições) estaremos de volta com novo postão. E dia 19 de outubro, no Sesc Belenzinho em Sampa, a MEGA FESTA DE 15 ANOS da Zapnroll. Vai ser in crí vel! Esperamos vocês todos por lá!

Até mais, então. Beijos pra galera e fé na democracia e liberdade de expressão, com Haddad presidente!

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(ampliado e atualizado por Finatti em 6-10-2018 às 19hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL (com análise sobre o impeachment que será votado neste domingo, e ainda as datas da turnê do Black Sabbath no final do ano no Brasil e o roteiro de baladas e dicas culturais zappers): O blogão enfim ressurge em novo visual/plataforma, e comentando (claaaaaro) o memê musical da semana: o novo e PÉSSIMO disco do escroto e ultra reaça Lobão, que ficou uma década sem gravar e ao invés de pedir pra sair de uma vez insiste em manchar seu glorioso passado rocker com suas atuais vergonhas musicais e políticas; o Iron Merda, ops, Maiden, continua a lotar estádios no Brasil e suscita a questão: é mesmo o fim do rock’n’roll? E mais isso e aquilo tudo no blog de cultura pop e rock alternativo que segue firme e forte há treze anos no ar! (postão TOTAL CONCLUÍDO E COMPLETÃO, com atualização definitiva em 14/4/2016)

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O cantor e compositor Lobão (acima) e o velhusco, cafona e grotesco grupo de heavy metal Iron Maiden (abaixo, durante seu último show em São Paulo, no final de março passado) possuem mais em comum do que você imagina: ambos são o exemplo máximo do pior rock que existe atualmente, aquele burro, antiquado, atrasado, reacionário, machista, branco e conservador ao extremo, o que reflete também no comportamento dos fãs tanto da banda britânica quanto do músico carioca, que acaba de lançar seu novo e péssimo álbum

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FECHANDO O POSTÃO, TRÊS IMAGENS QUE DIZEM E RESUMEM TUDO SOBRE O ATUAL MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO – a foto principal foi tirada essa semana no Rio. Mostra um sujeito que veio do sertão nordestino em um CAMINHÃO para São Paulo e aqui se tornou um dos maiores líderes políticos/sindicais da história do país. Respeitado no mundo inteiro, foi presidente do Brasil por duas vezes, tirou MILHÕES de pessoas da linha da pobreza absoluta e terminou seu segundo mandato com uma das MAIORES APROVAÇÕES populares da história política do país. Junto a ele, na foto, um dos monstros sagrados e inatacáveis da música popular brasileira gigante e que realmente importa – sua obra é e será eterna e também possui reconhecimento e respeito máximo no mundo todo. Os dois personagens estão JUNTOS E UNIDOS na mesma foto porque estão do mesmo lado, na questão político/ideológica.

As outras duas fotos mostram apenas figuras IMUNDAS e lamentáveis da política brasileira. As mesmas que querem nesse final de semana arrancar À FORÇA da presidência do país quem está ocupando o cargo. Conduzindo o processo de impeachment está um BANDIDO que tem 5 processos contra ele no STF (já sendo RÉU em um deles), e mais de DEZ CONTAS bancárias ILEGAIS no exterior e NÃO DECLARADAS ao Fisco brasileiro. Junto a ele um vice-presidente que VAZA cartas particulares à presidente e tb ÁUDIOS de whats app, onde pronuncia um discurso como se já fosse o novo presidente do país. Um golpista torpe e meia-boca e que, como bem definiu o jornal americano The New York Times, se parece com um MORDOMO de filme de terror.

Por fim, a terceira foto: reúne a NATA do PSDBosta. Aébrio, o cheirador hipócrita; Zé Serra, aquele que nunca termina seus mandatos e que ainda foi um dos PIORES Ministros da Saúde que o país já teve (lembram do esquema da máfia das ambulâncias?); FHC, o ex-presidente que COMPROU deputados para votarem pela sua reeleição; e geraldinho MERDA Alckmin, que há 6 anos FODE o Estado de S. Paulo com seu desgoverno (falta de água, rede hospitalar estadual sucateada, rede de ensino idem, Segurança Pública aos pedaços com uma PM truculenta, mortífera, assassina, e que não prende bandidos mas apenas mata civis inocentes), sendo que nem é preciso citar aqui o TRENSALÃO do metrô paulistano (que fim levou?), a máfia da propina das merendas escolares (que vergonha… tucanos ROUBANDO COMIDA da boca de CRIANÇAS!), comandada pelo PRESIDENTE da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e, agora, a descoberta pelo MP estadual de um esquema de corrupção na construção do rodoanel que circunda a capital paulista. Ulalá!

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No próximo domingo a democracia brasileira terá um TESTE decisivo para a sua sobrevivência, e a história deverá fazer JUSTIÇA a GIGANTES da nossa política e cultura (como Lula e Chico Buarque, acima) e mandar para o LIXO de uma vez políticos IMUNDOS como os das duas fotos abaixo

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É ESSE bando de PORCOS (nas duas últimas fotos) que está patrocinando o impeachment. Ok, o país está no buraco, o petismo tb se transformou em uma quadrilha de facínoras e é preciso fazer uma limpeza no Partido, no governo, na política brasileira como um todo. Mas eis que… a turrona, arrogante, teimosa, cabeça-dura e bocuda Dilma pode ser TUDO ISSO, mas BANDIDA a mulher não é. Tanto que não há sequer um MEIO processo contra ela em curso em qualquer instância jurídica nacional. E todos nós aqui sabemos que impeachment é um processo POLÍTICO, não judicial.

Domingo agora será um dia decisivo. E Zap’n’roll espera que a história faça JUSTIÇA a quem merece. Por isso SEMPRE SEREMOS e estaremos totalmente do lado do ex-metalúrgico e do cara que escreveu algumas das canções mais fantásticas da história de nossa música. E JAMAIS estaremos do lado de IMUNDOS, canalhas, bandidos e escroques que posam de paladinos da política e da sociedade brasileira.

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O blog em novo visual e o ex-rocker que virou coxa reaça.

Qual seria a conexão entre estes dois fatores? Aparentemente, nenhuma. Mas ambos perscrutam, no final da contas, um tema comum: o avançar do tempo, as mudanças que se inserem nesse avanço e o que ele pode significar de bom e de ruim. No caso do blog, que estréia com este post novo visual completo e nova plataforma, as mudanças se faziam necessárias já há séculos. Em um mundo virtual onde tudo é absurdamente veloz, ficar com o visual inalterado por meia década pode ser mortal para um blog como Zap’n’roll, voltado à cobertura e a análise de assuntos relacionados ao rock alternativo (daqui e de fora) e à cultura pop – e também, eventualmente, à política, comportamento e sociedade. E desde que ganhou endereço próprio na web, em meados de 2010 (lá se vão seis anos!), o blogão zapper jamais tinha feito alterações significativas em seu visual e plataforma, tornando tudo aqui cada vez menos atraente (visualmente, assumimos; em termos de conteúdo estas linhas online felizmente sempre se garantiram e prosseguiram como um dos endereços mais relevantes da blogosfera BR voltada à cultura pop) e mais defasado. E como sempre fomos um espaço virtual pra lá de independente, obviamente que tínhamos dificuldades em contatar um profissional competente na área de web design e que se dispusesse a promover mudanças e atualizações visuais aqui sem nos cobrar uma fortuna pelo trabalho. Encontrado esse profissional (graças a indicações do queridão Maurício Martins, o homem que comanda o portal Nada Pop) e estabelecido um acordo de parceria entre ele e estas linhas bloggers rockers para se efetuar as mudanças necessárias e urgentes aqui, foi questão de tempo para que a Zap pudesse mostrar sua nova cara, brilhantemente trabalhada e desenvolvida pelo web desginer Marcelo Shiniti (falamos mais sobre ele no final deste post). De modos que o blog zapper procurou, com essa mudança em seu visual, acompanhar a evolução estética que permeia velozmente qualquer plataforma que se dedica hoje em dia na web a transmitir informações e opiniões a uma determinada gama de leitores dispostos a perder alguns minutos (ou horas) de seu dia-a-dia na leitura destes textos, sejam eles de qual assunto for (política, cultura, esporte, comportamento etc.). Infelizmente o mesmo avançar do tempo e suas mudanças velozes parecem ter causado efeito contrário e negativo nas postura pessoal e política e no trabalho musical de um dos outrora grandes nomes da história do rock brasileiro dos anos 80’. Yep, João Luiz Woerdenbag Filho, mais conhecido como Lobão, e que lançou discos magníficos há quase trinta anos, passou uma década sem gravar e lançou finalmente esta semana seu novo trabalho de estúdio, intitulado “O rigor e a misericórdia”. No período em que passou fora dos estúdios de gravação Lobão jamais saiu de cena: apresentou programas de TV, escreveu e publicou livros (como a sua auto-biografia, que se tornou um grande sucesso editorial), seguiu fazendo shows e, talvez o principal, mudou sua postura político/ideológica radicalmente. De ex-militante mais à esquerda (e que chegou a votar em Lula para presidente), hoje o Velho Lobo se assume como total direitista. Não só: tomado de incontrolável pensamento ultra reacionário, se tornou um dos mais ferozes detratores do atual governo petista e um dos mais aguerridos defensores do impeachment da presidente Dilma. Até aí, direito dele agir e pensar dessa forma atualmente. Mas o que espanta é ver como suas opiniões são extremamente moralistas e conservadoras, não condizendo em absolutamente NADA com o músico e compositor que um dia cometeu pequenas obras-primas como “Vida Bandida” ou o mais recente (nem tão recente assim, pois foi lançado em 1999) “A vida é doce”. Enfim, se a mudança para PIOR tivesse se dado apenas no aspecto PESSOAL, não haveria muito o que comentarmos aqui – afinal cada um com suas opiniões e direito de dizer o que pensa sobre tudo, pois estamos numa democracia, não? O péssimo mesmo dessa história toda é constatar como Lobão, o músico, se tornou um zero à esquerda artisticamente falando, lançado um disco de fazer um adolescente que acaba de montar sua primeira banda de rock morrer de vergonha – da ruindade do álbum lançado por um sujeito que, aos cinqüenta e oito anos de idade, parece perdido e precocemente gagá em seu ofício de compor. Um ofício que nomes como Chico Buarque (com mais de setenta anos nas costas), por exemplo, não DESAPRENDERAM. Lobão parece que sim, desaprendeu o que já soube fazer muito bem. Ele continua o arrogante de sempre, o bocudo que solta a língua e dispara a esmo e que ainda se acha relevante musicalmente, sem ser um décimo do que era nos anos 80’. Mas isso é assunto para falarmos mais aí embaixo, nesse post que começa agora e que mostra portanto, a possível conexão mencionada lá em cima: o blog zapper, em sua sempre modéstia editorial e com seu respeito ao nosso eterno dileto leitorado, procurou se atualizar visualmente e se adequar a tempos duros de informação cada vez mais veloz, além da concorrência feroz por todos os lados. Já o músico Lobão, alheio à sua irrelevância em um mundo musical onde não existem mais mega stars, voltou atrás no tempo e regrediu mentalmente, politicamente e artisticamente a um tempo de obscurantismo total, que nós não imaginamos que ele poderia habitar. Então vamos lá, com o primeiro postão da nova Zap’n’roll.

 

 

  • Apreciem o novo visual do blog sem moderação, hihihi.

 

 

  • E sem comentários políticos esta semana aqui na notas iniciais. Está tudo igual no país da classe política mais imunda do universo. Então pra quê ficar repisando assuntos que todos já estão com o saco cheio de saber e comentar?

 

 

  • Teve show do Coldplay ontem em Sampa, com estádio do Palmeiras lotado pra receber a performance dos ingleses. O blog não foi na gi e nem precisava: já assistiu ao vivo Chris Martin e cia. em duas ocasiões, em 2003 e 2006 e ambas na saudosa casa de shows paulistana Via Funchal. Foram duas apresentações sensacionais, e que rolaram em um tempo em que o Coldplay ainda não era a banda gigantesca que é hoje e que só se apresenta em arenas para mais de quarenta mil pessoas. Muita gente odeia o quarteto e acha que ele se tornou pop demais. Pode ser. Mas estas linhas online ainda preferem ver um Coldplay lotando o estádio do Palmeiras do que o pavoroso Iron Merda, que lotou também o mesmo local no final de março. Mas prefere mesmo gaurdar as lembranças de ver o grupo ali, colado numa platéia de seis mil pessoas, há uma década. Esse Coldplay, infelizmente, não existe mais.

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O Coldplay ontem ao vivo, em Sampa: a banda ainda é boa, mas se tornou pop e gigantesca demais

 

  • Mas eis que no final deste ano já temos boas novas na área de showzaços rockers gringos por aqui. Pelo menos isso!

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  • E você já pode anotar na sua agenda: dia 30 de abril rola mais uma edição da festa goth/anos/80’ e com temática erótico/sado/masô Libertine, que tem sido uma das mais legais do atual circuito indie noturno paulistano. Dessa vez tudo vai acontecer no espaço Augusta 339 (lá no baixo Augusta, colado onde era o Astronete, que infelizmente fechou suas portas na semana passada) e com DJ set do blog, claaaaaro! Vai se preparando que vai ser daora.

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  • Daora também é a volta da Playboy brasileira, cuja primeira edição está programada para chegar às bancas no próximo dia 13 de abril. E a primeira capa da nova fase da revista não poderia ser melhor, néan.Yep, aquele XOXOTAÇO eterno que todos nós amamos! Miss Luana Piovani, uhú! Dá uma zoiada aí embaixo num “aperitivo” do que chega às mãos dos punheteiros de plantão na semana que vem.

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A nova edição brasileira da revista Playboy (acima) chega às bancas na semana que vem, com o XOXOTAÇO Luana Piovani (abaixo) como destaque, wow!

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  • O postão está entrando no ar com tudo e aos poucos iremos atualizando as notas iniciais, se algo mega importante assim o exigir, certo? Mas por enquanto vamos direto ao ponto aí embaixo, mostrando porque o outrora grande Lobão se tornou um dos personagens mais lamentáveis do rock nacional. Leia e confira o que Zap’n’roll achou do novo disco do cantor e compositor.

 

 

APÓS UMA DÉCADA LONGE DOS ESTÚDIOS, LOBÃO NÃO SE CONTENTOU EM TER SE TORNADO UM REAÇA DE DIREITA – TAMBÉM LANÇOU TALVEZ O PIOR DISCO DE SUA CARREIRA

Foi o assunto musical da semana que está chegando ao fim, claro. O cantor, compositor, letrista e multiinstrumentista carioca (mas já radicado há alguns anos em São Paulo) Lobão, cinqüenta e oito anos de idade, um dos nomes mais conhecidos da história da música e do rock brasileiro dos anos 80’, lançou um novo disco com catorze faixas inéditas, após permancer uma década sem editar um álbum totalmente novo. Intitulado “O rigor e a misericórdia”, o trabalho na verdade já estava disponível há tempos para audição na web, em plataformas como o YouTube e o Spotify. Mas foi com a chegada do disco no seu formato físico (em cd) às lojas na última semana, que Lobão voltou aos holofotes. O cantor, atualmente muito mais conhecido e comentado por suas posturas políticas abertamente de direita e reacionárias (ele é um feroz crítico do atual governo petista, além de defensor ferrenho do impeachment da presidente Dilma) do que propriamente pelo seu ofício como músico, conseguiu ser capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo (em matéria assinada por um dos PIORES jornalistas do diário paulistana, o bundaça mole e lambão Thales De Menezes, conhecido na mídia pelo seu texto sempre total arroz-de-festa e chapa branca, não importa sobre o que ou quem ele esteja escrevendo). Não só: Lobão também recebeu resenhas (muitas elogiosas; algumas, mais rigorosas e sinceras, ANIQUILANDO com o lançamento) em jornais como O Globo, em sites como o da revista Noize e em blogs como o do jornalista Luiz Cesar Pimentel, no mega portal R7, em uma das melhores análises publicadas sobre o cd e lidas pelo autor deste blog.

“O rigor e a misericórdia” é ruim de doer, claro. Para quem (como este já calejado e veterano jornalista rocker) acompanha a trajetória de Lobão desde que ele fundou o grupo Blitz (ainda no início dos anos 80’), e tendo ouvido com entusiasmo pequenas obras-primas pop/rock suas como “Ronaldo Foi pra Guerra” (de 1984, no auge da new wave brasileira e quando Lobão sabia como ninguém alinhar guitarras rockers com melodias pop/radiofônicas dançantes e que grudavam nos ouvidos de quem as escutava), “O rock errou” (editado em 1986) ou “Vida Bandida” (seu auge comercial e como compositor, lançado em 1987 e que chegou a vender quase quatrocentos mil cópias na época), se torna uma autêntica TORTURA escutar catorze canções que se dividem entre heavy/hard rocks (com guitarras cujos acordes qualquer adolescente de dezesseis anos de idade, fã de Iron Maiden e que saiba tocar o instrumento, faz igual ou melhor) primários e juvenis, e baladas com pouca ou nenhuma inspiração, com uma “poética” digna de um garoto ginasiano (leia alguns trechos de algumas letras do disco logo mais aí embaixo).

Lobão possui um passado artístico respeitável, e isso é inegável. Contemporâneo de nomes gigantes da história do rock nacional (como Cazuza, Júlio Barroso e Renato Russo), aos dezessete anos de idade já tocava junto com Lulu Santos no grupo de prog rock Vímana. De lá saiu para montar a Blitz, onde ficou apenas no primeiro disco e depois partiu em carreira solo. Músico prodígio que se sai bem tocando diversos instrumentos (bateria, principalmente), ele logo mostrou grande pendor como compositor de potenciais hits para tocar nas rádios. E Lobão compôs vários ao longo dos anos 80’ e 90’, como “Corações psicodélicos”, “O rock errou”, “Revanche”, “Me chama” (uma das baladas mais lindas já feitas em toda a história do rock BR), “Rádio Blá”, “Decadence Avec Elegance”, “Vida bandida” e muitas outras. Sua trajetória artística entrou em decadência no meio dos anos 90’ mas, ainda assim e mesmo já fora do esquema das grandes corporações do disco, ele lançou alguns trabalhos de forma independente que ainda traziam a marca de um grande compositor e que, embora não fosse um letrista ao nível criativo dos textos escritos por Cazuza e Renato Russo, ainda assim possuía estofo cultural e intelectual suficientes para produzir uma obra como o ótimo, sombrio, quase dark, “A vida é doce”, que ele editou em 1999 e onde deambulava pelas gélidas planícies sonoras do trip hop, emoldurando letras que falavam de desencanto existencial agudo.

De lá pra cá a produção musical do cantor foi rareando cada vez mais. Mesmo assim ele se manteve sob os holofotes: nunca parou de tocar ao vivo, criou uma revista de música e cultura pop alternativa (a “Outracoisa”), publicou livros (entre eles sua auto-biografia, “Cinquenta anos a mil”, lançada em 2010 e que se tornou um best-seller para os padrões editoriais brasileiros, vendendo mais de cem mil exemplares, sendo que o jornalista Finaski inclusive tem seu nome citado neste livro), atuou à frente de programas de TV (na MTV e na Band) e, a grande surpresa: o sujeito que um dia gravou e cantou uma música como “Canos silenciosos”, que sempre se mostrou política e ideologicamente à esquerda, que fez campanha para Lula na eleição presidencial de 1989 foi, nos últimos anos, mudando radicalmente seu posicionamento. Hoje Lobão se tornou um dos artistas mais reacionários da música brasileira. Se declarando abertamente de direita e contra a presidente Dilma e o governo do PT, ele defende com unhas e dentes o atual processo de impeachment que está em curso em Brasília. Não só: participou de várias das passeatas promovidas contra o atual governo. E o título de seu novo álbum, “O rigor e a misericórdia”, quem diria, foi inspirado em um texto de autoria de Olavo de Carvalho, um dos papas da atual direita ultra reacionária brasileira. Jezuiz…

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O cantor, compositor e reaça de direita Lobão (acima) lança seu novo e péssimo disco; em entrevista chapa branca à Ilustrada, da FolhaSP (abaixo), ele afirma que “está do lado que venceu”. Será???

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Até aí, direito dele ter se tornado reaça (como pessoa, Lobão é de um mau caratismo exemplar e isso foi descoberto pelo jornalista zapper ainda nos anos 90’, quando o músico e o então ainda jovem mas já bastante conhecido repórter musical, e que já havia trabalhado em revistas como a semanal IstoÉ e a mui poderosa mensal Interview, foram razoavelmente próximos e quando o autor deste blog entrevistou o compositor em algumas ocasiões; na última delas, Lobão acabou desdizendo o que havia dito para uma matéria publicada na Interview e ainda chamou o blogger zapper de “canalha” e “mentiroso”, em entrevista dada ao jornal O Globo. Isso causou um rompimento definitivo entre jornalista e artista, numa história que você confere em detalhes também logo mais aí embaixo, quando o blog publica com exclusividade um dos capítulos inéditos do livro “Escadaria para o inferno”, justo o que conta em detalhes essa briga, sendo que o livro tem seu lançamento previsto para o segundo semestre deste ano). Porém, o que espanta é perceber como o MÚSICO Lobão regrediu como artista, em relação ao que ele já produziu em sua vida. E estas linhas online se deram ao trabalho de ouvir, ao longo dos últimos dias, pelo menos umas cinco vezes as catorze faixas de “O rigor e a misericórdia”, para se certificar de que não iria cometer injustiça ao escrever esta resenha. Pois então: o que esperar de um disco que começa com uma faixa instrumental (“Overture”), que remete ao que de pior e mais brega já foi produzido pelo prog/hard/heavy rock dos anos 70’? E não só: depois surgem horrores como “Os vulneráveis”, “A marcha dos infames” e “A posse dos impostores”, exemplos do que de PIOR já existiu no prog/heavy rock chumbrega. Emulando guitarras, melodias, efeitos sonoros e procedimentos de bandas cafonas como Supertramp (alguém se lembra dessa droga?) Iron Maiden, Judas Priest, Manowar, Dream Theather, Angra e Shaman, Lobão desce sem dó a ladeira da imbecilidade musical – a breguice do disco transcende o lado musical e chega à sua arte de capa, que lembra aqueles discos pavorosos lançados por Ronnie James Dio, Whitesnake ou qualquer uma dessas pragas hoje tão fora de moda. Se comporta como um ginasiano que acabou de montar sua primeira banda de rock e que acha que Steve Vai ou Joe Satriani são os maiores gênios da história da guitarra. Na parte das letras então, nem um adolescente de quinze anos de idade cometeria tamanha vergonha textual alheia – basta ler logo mais aí embaixo alguns trechos de algumas letras que o blog selecionou para corroborar sua análise. E vejam bem: estamos falando de um homem que está com cinqüenta e oito anos de idade!

Lobão gravou o disco inteiro sozinho (no estúdio que ele possui em sua casa, no bairro paulistano do Sumaré), também produziu o mesmo e isso é um mérito – sendo que o lançamento é do seu próprio selo, o Universo Paralelo. Como já foi dito aqui, ele é um multiinsrumentista que se vira muito bem em diversos instrumentos. Isso, no entanto, não livra a cara em nenhum momento de um disco que não possui novidade alguma (além dos heavy rocks, há algumas baladas frouxas, tramadas com violões e que não chegam à sola do sapato de uma música como “Me chama”, por exemplo), que é rasteiro musicalmente, sem unidade entre as músicas e que será rapidamente esquecido. Na matéria publicada na capa do caderno Ilustrada, da FolhaSP (onde o autor da reportagem, o jornalista Merda de Menezes, lambe os bagos do cantor sem pudor algum, derrama elogios sobre o disco e afirma que ele irá continuar “ótimo” daqui a uma década), entre outras “pérolas” de arrogância, Lobão disse que ficou tanto tempo sem gravar porque queria “aprender” pra lançar seu “melhor disco”. Se compara (meo deos…) a gênios como Villa-Lobos e Paulinho da Viola – aliás e talvez por isso mesmo ele tenha tentado emular o mestre maior do samba brasileiro em “Ação fantasmagórica à distância”, uma tentativa de samba totalmente torta e que deve estar causando dores estomacais inomináveis em Paulinho da Viola. Por fim, o músico diz que EVITOU politizar as músicas e contaminar o lançamento do trabalho com sua postura ideológica e pessoal atual. Mentira: a letra de “A posse dos impostores” é um claro ataque textual ao atual governo do país. Mas a música é tão ruim e a letra tão infantil que seu efeito acaba se tornando nulo. Nesse aspecto Renato Russo, Caetano e Chico Buarque já fizeram misérias e zilhões de vezes melhor, com versos e metáforas que, pelo visto, estão muito longe do alcance intelectual de mr. Lobão.

“Estou do lado que venceu”, disparou o cantor na matéria porca e chapa branca da FolhaSP. Se ele julga que esse peido indefensável chamado “O rigor e a misericórdia” é uma “vitória”, é porque o outrora Grande Lobo está precocemente senil e gagá. E cabe a quem é rigoroso (como este blog é, em suas análises) não ter misericórdia alguma com o reaça Lobão. Peça pra sair, queridão. E faça um favor a si mesmo e ao que resta de digno na sua trajetória no rock BR e na música brasileira.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DE LOBÃO

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1 – Overture

2 – Os Vulneráveis

3 – A Marcha dos Infames

4 – Assim Sangra A Mata

5 – O Que É A Solidão Em Sermos Nós

6 – Alguma Coisa Qualquer

7 – Dilacerar

8 – Os Últimos Farrapos da Liberdade

9 – A Posse Dos Impostores

10 – Ação Fantasmagórica À Distância

11 – Profunda E Deslumbrante Como O Sol

12 – Uma Ilha Na Lua

13 – A Esperança É A Praia de Um Outro Mar

14 – O Rigor E A Misericórdia

 

 

ALGUMAS “PÉROLAS” CONTIDAS NAS LETRAS DO NOVO DISCO DE LOBÃO

“Há muito tempo quero te dizer/que esse teu mundinho redondinho/a qualquer hora vai desmoronar”

(em “Alguma coisa qualquer”)

 

“O silêncio de uma lápide/Não evita a tempestade”

(em “Os últimos farrapos da liberdade”)

 

“Eu vou falar e é pra valer/Tenho mesmo que dizer/Só não sabe quem não quer saber”

(na faixa “Profunda e deslumbrante como o sol”)

 

“Tudo é tão simples e transcendental/Ao fazer um arco-íris no jardim”

(em “Uma ilha na lua”)

 

“A chuva que golpeia a pedra/Que golpeia o coração/Me faz imaginar que todo herói/Se diverte só/Possuímos o que desejamos/Mas nem sempre somos o que imaginamos ter”

(na faixa-título “O rigor e a misericórdia”)

 

 

O BLOGÃO ZAPPER ESTÁ EXAGERANDO EM SUA ANÁLISE SEM MISERICÓRDIA DO ÁLBUM DO BOBÃO?

Tire você mesmo suas conclusões, escutando o disco aí embaixo, no YouTube ou no Spotify.

 

E HÁ VINTE ANOS, UMA ENTREVISTA LENDÁRIA RESULTA NUMA BRIGA HISTÓRICA E NO ROMPIMENTO ENTRE O CANTOR E O JORNALISTA ZAPPER

 

(texto integral e inédito do capítulo “Duelando com Lobão”, que faz parte do livro de memórias do autor deste blog, “Escadaria para o inferno”, que será lançado no segundo semestre deste ano)

 

Capítulo 6 – Duelando com Lobão

 

Eu já era fã do Lobão artista, músico, compositor e cantor antes mesmo de eu me tornar jornalista – depois acabei descobrindo que o Lobão pessoa é um mau caráter de primeira. E hoje se tornou um reacionário de primeira também. Mas isso eu comento melhor logo aí embaixo, nesse mesmo capítulo.

Enfim eu gostava pra caralho do trabalho dele, e ainda gosto da maioria dos discos lançados por Big Wolf nos anos 80’ e parte dos 90’. João Luiz Woerdenbag Filho (seu nome verdadeiro) começou tocando bateria num (imaginem) grupo carioca de rock progressivo, chamado Vímana. Isso quando ele tinha apenas 17 anos de idade. Mas ele se tornou conhecido mesmo na Blitz, banda da qual foi um dos fundadores e que estourou no Brasil inteiro em 1982 com aquele grudento hit total new wave “Você não soube me amar”. Depois de mal saborear o mega sucesso com a Blitz João Luiz quebrou o pau com Evandro Mesquita (o vocalista e outro dos fundadores da banda) e caiu fora, seguindo em carreira solo. Lançou seu primeiro disco, “Cena de Cinema”, também em 1982. Depois veio “Ronaldo foi pra Guerra” (em 1984), com Os Ronaldos e seu primeiro sucesso solitário, “O rock Errou”, editado em 1986 e que tomou de assalto as rádios na época com a balada “Revanche”. É o célebre disco onde Lobão aparece vestido de padre na capa, ao lado de sua ex-mulher (e, diziam na época, prima) Daniele Daumerie. Que tinha apenas 17 anos de idade e que estava na mesma capa… pelada! (ok, coberta apenas por um véu)

E foi justamente por causa desse disco que eu conheci Lobão pessoalmente e falei com ele pela primeira vez na minha vida. Eu tinha acabado de conseguir meu primeiro emprego profissional como jornalista, fazendo frilas para a revista “Rock Stars”. Era março de 1986 e a gravadora RCA (hoje, Sony) estava lançando o disco do Grande Lobo (grande mesmo: ele tem quase 1,90m de altura). Convocou a jornalistada para uma coletiva de imprensa onde o selo sempre fazia isso em Sampa: no seu estúdio de gravação que ficava numa rua perto do largo de Santa Cecília. Lá fui eu todo pimpão, nos meus ainda inocentes 23 anos de idade, fazer minha primeira entrevista com um autêntico rockstar (isso em 1986, ano em que eu ainda iria entrevistar Lulu Santos e iria brigar com ele durante a entrevista; fora o bate-boca com John Lydon, ex-Sex Pistols e que aportou no Brasil em 1987 com o Pil, mas calma que eu chego nessas histórias ainda neste livro, rsrs). Enfim, foi como toda e qualquer outra coletiva: aquele festival de perguntas chatas e respostas idem. Com o passar dos anos atuando nessa porra de jornalismo musical eu aprendi isso: coletivas geralmente são sacais e a maioria dos jornalistas presentes nelas estão ali muito mais para adular o entrevistado do que efetivamente encostá-lo na parede e arrancar alguma declaração bombástica dele. Quer realmente fazer uma ótima matéria com quem quer que seja (artista, político, esportista famoso, o que for)? Consiga uma exclusiva (ou individual) com o sujeito, se prepare pro embate (pesquisando absolutamente tudo sobre a vida dele) e vá pro campo de batalha bem armado e municiado. Yep, algumas entrevistas se transformam em verdadeiros embates sangrentos entre entrevistador e entrevistado. E são dessas que saem as melhores reportagens.

Mas para mim, 23 anos de idade, primeira entrevista e ainda por cima com o Lobão (de quem eu era quase fã), tudo era festa. Até pedi autógrafo pra ele na capa do meu disco, ao final da coletiva. Atitude (pedir autógrafo) que eu teria mais umas cinco vezes durante minha trajetória como jornalista de música, e depois nunca mais. Me lembro de ter pedido autógrafos pro Echo & The Bunnymen ao final da coletiva com o grupo (na primeira e gloriosa vez que eles estiveram no Brasil, em 1987), pro Renato Russo (no camarim ao final de um show da Legião Urbana, no salão de festas do Palmeiras, também em 1986, quando eles estavam prestes a estourar) e pra mais uns dois ou três que nem me lembro agora. Depois, com o passar dos anos, com o peso da profissão vergando nas suas costas, com você também se tornando conhecido como jornalista, frequentando coletivas a todo instante e sacando o quão chatos e egocêntricos eram (e continuam sendo) a maioria (há exceções, claro) dos artistas que você admirava antes de conviver com eles, você vai perdendo o tesão por esse tipo de parada (pedir autógrafo). Aliás passa até a achar ridículo. E não se trata de uma postura ou declaração blasé. Mas sim de constatar o óbvio: músicos são como eu e você. Cagam, mijam, arrotam, peidam, comem, dormem, trepam (se forem mega famosos, óbvio que trepam muito mais que os simples mortais). O que a fama e a grana lhes dão a mais do que nós temos é exatamente isso (além do conforto material): arrogância, vaidade e egocentrismo. Como eu também fui me tornando egocêntrico (assumo) à medida em que crescia e ficava conhecido na profissão (principalmente quando trabalhei na IstoÉ e na Interview), passei a ter cada vez menos saco pra entrevistas coletivas.

Mas enfim, me tornei mais ou menos amigo do Lobão. Os anos foram passando e lá fui eu novamente entrevistar João Luiz. Dessa vez o ano era 1989, eu já estava na editoria de Cultura da poderosíssima IstoÉ e Lobão havia se tornado super rockstar com o estouro do disco “Vida Bandida”, que ele havia lançado em 1987 e que havia vendido quase 400 mil cópias. Agora o sempre bocudo cantor e um dos símbolos do rock brasileiro dos anos 80’ se preparava para lançar “Sob o sol de Parador”.  Eu era repórter de música da IstoÉ. O disco veio parar na minha mão junto com a pressão da gravadora para que eu entrevistasse seu artista. Sugeri a pauta e ela foi obviamente aceita. Só que tinha que ser no Rio, na casa dele, exclusiva. Aí sim! Data marcada, me mandei pro Rio na ponte aérea e o papo rolou suave. Ficamos um tantinho mais “amigos” um do outro. E anos depois essa “amizade” foi um dos principais fatores para que eu conseguisse entrevistar o sujeito novamente, desta feita para a Interview.

Era 1995. E muita água havia rolado embaixo da ponte – tanto da minha quanto do Lobão. Eu continuava na Interview (já estava lá há quase três anos), que infelizmente estava prestes a ser fechada pela editora Abril. E Big Wolf havia despencado ladeira abaixo em sua carreira: o sucesso comercial de seus discos lançados nos anos 80’ não havia se repetido na década de 90’. O resultado foi que ele havia saído da major RCA (após ficar anos por lá) e estava lançando “Nostalgia da Modernidade” pelo selo Virgin (que havia se instalado havia pouco tempo no Brasil), após ficar mais de quatro anos sem gravar um disco inédito. Foi quando sugeri uma entrevista com ele para a revista – que a essa altura estava sendo dirigida por Walcyr Carrasco, hoje um dos autores de novelas mais badalados da tv Globo. “Sim, precisamos entrevistar o Lobão”, aquiesceu Walcyr. “Pode cuidar disso”, acrescentou ele.

Lá fui eu bater na porta da assessoria de imprensa da Virgin, para pedir a entrevista com o cantor. E logo veio a resposta da assessora da Virgin uma tarde, por telefone: “Finatti, ele disse que te conhece, te considera mas ele não vai falar com a Interview”, disse a garota (não me lembro quem era a assessora na época, mas lembro que era mulher). Eu: “Por que não? A revista é bacana, descolada, formadora de opinião…”. Ela: “e também polêmica, abusada, encrenqueira. Todo mundo conhece a fama da Interview e do tipo de pergunta que ela faz nas entrevistas. Ele disse que não quer se submeter a isso pois tem receio que o foco das perguntas seja apenas em assuntos escandalosos e não no trabalho musical dele”.

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A capa da edição da extinta revista Interview, de dezembro de 1995 (acima), com entrevista feita com Lobão por Zap’n’roll (abaixo); o cantor soltou a língua contra a cantora Fernanda Abreu e quis DESDIZER o que disse, em episódio que causou o rompimento de diálogo entre músico e jornalista

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Ok. Fui obrigado a garantir que, além de ser eu quem iria entrevistá-lo, a pauta também seria focada na sua carreira musical e no lançamento do novo disco. Para reforçar o pedido o próprio Walcyr Carrasco enviou uma carta a Lobão, garantido que as perguntas da entrevista não ficariam concentradas em… escândalos e declarações polêmicas. Com isso, conseguimos vencer a resistência do músico e nosso encontro foi finalmente agendado. Lobão viria a São Paulo em determinada data, para gravar o programa de entrevistas do Jô Soares. A instrução era: eu iria acompanhar a gravação da entrevista dele no Jô e, em seguida, ambos iríamos para o flat onde ele estava hospedado (na chic zona sul da cidade, claro) e a entrevista seria concedida lá. E de fato tudo correu conforme o combinado: gravação do Jô Soares e depois ping-pong no flat onde o cantor estava naquela noite. A entrevista rolou durante um ótimo jantar (pago por Lobão, assumo), regado inclusive a algumas doses de Black Label. E todo o conteúdo das perguntas e respostas havia sido registrado por mim em duas fitas gravadas, totalizando duas horas de bate-papo.

O caldo começou a entornar lá pelo meio da entrevista, quando começamos a relembrar sua passagem pela Blitz. Lobão se enfureceu quando eu citei o nome da Fernanda Abreu, que era uma das cantoras do grupo. Espumou, bufou, se irritou e com sua conhecida metralhadora giratória oral fuzilou a ex-companheira de banda sem dó, disparando declarações como “Ela sapateava [na Blitz], não apitava. Ela não sabia nem cantar. (…) Ela é uma pessoa inconsciente, (…) ela não sabe falar direito!”. O atual ex-bad Wolf do rock brasileiro dos 80’ só voltou a se acalmar quando passamos a discorrer sobre seu novo trabalho musical. E ao final da entrevista, já se despedindo de mim, ele teve a cara larga pra me pedir: “Pô Finatti, eu me exaltei na hora de falar sobre a Fernanda Abreu, e acho que isso não é legal, reconheço. Você bem que podia me fazer um favor e dar uma ‘editadinha’ nessa parte, pode ser?”. “Vou pensar no seu caso” foi a minha resposta, rindo. E me despedi, rumando pra casa com as fitas gravadas com a entrevista.

Nunca que eu iria subtrair aquela parte da entrevista. Se coloque no meu lugar: você é jornalista e vai entrevistar um artista conhecido. Que lá pelas tantas do bate-papo (que, repetindo, estava sendo gravado) perde a estribeira e dispara cobras e lagartos contra outro artista conhecido. Ao final da entrevista o sujeito se arrepende e pede, de maneira sagaz (e apelando para a sua relativa amizade para com ele), que você retire das declarações aquela que pode lhe causar dor-de-cabeça no futuro. No meu lugar, você atenderia a um pedido desses? Eu não atendi, claro. E a entrevista com Lobão foi para as bancas na edição de dezembro de 1995 da revista Interview. Com a fuzilada na Fernanda Abreu inclusa na matéria.

A big shit estava armada. Isso porque dali a pouco mais de um mês (em janeiro de 1996), iria acontecer mais uma edição do festival Hollywood Rock (então o grande festival de rock que rolava anualmente no Brasil, com shows em Sampa e no Rio De Janeiro). E justamente nessa edição do HR o músico baiano Gilberto Gil iria se apresentar com uma big band em uma das noites. Big band onde estavam escalados pra participar dela, entre outros, Lobão e… Fernanda Abreu! E um mês antes do tal show a Interview lindona e pimpona nas bancas, com o ex-baterista da Blitz detonando impiedosamente a pobre Fernandinha, uia!

Big Wolf se apressou em desdizer o que disse na entrevista, claaaaaro. E ficou com um ódio mortal do seu (a essa altura) ex-“amigo”, esse mesmo aqui, autor deste livro. Tanto que, em uma entrevista publicada na época no diário carioca O Globo, e onde foi abordada a entrevista publicada na Interview, Lobão não perdoou: chamou a revista de mentirosa e o repórter de “canalha”. Ahã.

E o “embate” entre músico e jornalista não parou aí. Nos dias em que aconteceu o Hollywood Rock em São Paulo, lá estava eu dando plantão no lobby do hotel Maksoud Plaza, onde a trupe do evento (produção e artistas) ficava hospedada – foi ali, inclusive, que consegui uma exclusiva com o total arredio líder do The Cure, o estranhíssimo guitarrista e cantor Robert Smith. Até que na tarde do segundo dia de festival, quem surge todo faceiro no lobby do hotel? Lobão em pessoa. E ao ver-me já veio em minha direção, pronto pra… me trucidar ali mesmo? Quase isso: começou um bate-boca meio alto e escandaloso entre os dois ex-“amigos”, acompanhado por uma platéia razoavelmente grande de curiosos, entre hóspedes, jornalistas, seguranças e fãs que tentavam conseguir algum autógrafo com alguém que fosse se apresentar no HR. Eu nem lembro mais o que um disse ao outro durante a discussão. Só me lembro do final dela, com Lobão gritando: “Você é burro, Finatti!”. E eu respondendo: “e você é um fodido, que nem estando falido na carreira, desce do salto alto”. Terminou ali uma suposta amizade de uma década.

Nunca mais falei com João Luiz Woerdenbag Filho. E nem pretendo voltar a falar algum dia, mesmo que continue admirando e respeitando sua obra musical. Essa continua bacana e resistindo ao tempo. Mas o Lobão como pessoa, mau caráter como descobri que ele era e reacionário como se tornou hoje em dia, esse pra mim já era.

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CINCO MOTIVOS PELOS QUAIS O BLOG ACHA QUE A CULTURA POP E O ROCK ALTERNATIVO ESTÃO MESMO MORRENDO – E O IRON MERDA LOTANDO ESTÁDIOS NO BRASIL ATÉ HOJE É APENAS UM DELES

No final de março último o atualmente pavoroso, velhusco e ultra chumbrega grupo britânico de heavy metal clássico Iron Merda, ops, Maiden, esteve em turnê pela bilionésima vez no Brasil. Foi o de sempre, principalmente na gig na capital paulista: estádios lotados, fãs fanáticos em convulsão na hora do show etc. Ou seja: quando um conjunto RIDÍCULO como o Iron Maiden provoca essa autêntica catarse no rock’n’roll, quatro décadas após a sua fundação, é porque algo vai realmente muito mal na cultura pop planetária dos dias de hoje.

Assim, Zap’n’roll resolveu listar nesse tópico cinco motivos pelos quais estas linhas virtuais acham que o rock alternativo e a cultura pop estão mesmo indo pro saco, sem apelação. Leia e fique avonts pra concordar, discordar, elogiar e xingar (só não vale assinar fake, uia!).

 

1 – o próprio sucesso do Iron Merda até hoje, no Brasil: é um fenômeno realmente inexplicável. O quinteto liderado pelo baixista Steve Harris e pelo vocalista Bruce Dickinson já foi RELEVANTE na história do rock? Já e isso há uns trinta anos ou mais, quando de fato o surgimento do grupo provocou uma renovação bem vinda em um gênero (o metal) que sempre foi tosco, grotesco, obtuso, burrão (musical e textualmente falando), sexista, machista, reacionário e conservador. O IM chegou a lançar discos bacanas (“Killers”, “The Number Of The Beast”, “Powerslave”) mas há décadas se transformou numa caricatura de si próprio, além de ter se tornado completamente OBSOLETO sonoramente falando (e pra quem foi VANGUARDA um dia, isso é mortal). Então não dá pra entender porque até hoje essa BOMBA rocker segue tendo milhares de fãs no Brasil – e por causa deles vem praticamente todos os anos pra cá, pra encher o saco e arrancar milhões de dólares (sim, o cachê do grupo é pago em dólar) dos otários fãs brazucas. Lamentável é pouco e o sucesso secular desse MENUDO do heavy metal talvez seja um dos principais indicativos de que o rock está… morrrendo.

 

2 – os fãs do Iron Merda e do heavy merdal em geral: sério, você já viu raça mais escrota (comportamentalmente falando), conservadora, machista, reacionária e grotesca do que fãs de heavy metal? Pare para conversar com um sujeito (ou uma garota) dessa turma e depois nos diga. Pergunte a eles/elas suas opiniões sobre política (se é que o cérebro com 02 neurônios dessa pelegada consegue raciocinar para emitir opinião sobre algo), o que eles acham sobre negros, diversidade sexual, drogas, tolerância, ética, moral, sociedade, cultura em geral. E o pior é que o fã de metal se tornou o exemplo do que, no final das contas, o rock de hoje se tornou: inofensivo, inócuo, babaca, careta, bunda-mole e conservador. Justo ele, o rock’n’roll, que inspirou mometos iluninados de mobilização política e social na história da humanidade (como os festivais de Woodstock e o Live Aid, aliás festival de rock no mundo atual virou piada: basta freqüentar o Lollapalooza BR, aquele parque de diversões pra coxas endinheirados onde o que menos importa é a MÚSICA, e você entenderá o que estamos falando aqui). Já Elvis, né?

3 –  mundo virtual, internet, plataformas digitais, aplicativos e redes sociais: FODEU a humanidade, claro. Tá tudo dominado! Você entra no metrô e não consegue mais ver NINGUÉM lendo um LIVRO (ou jornal ou revista, que seja). Todos estão com os dedos digitando freneticamente imbecilidades/inutilidades em seus smartphones, em apps como o detestável whats app. Yep, a revolução digital DEMOCRATIZOU o acesso à informação, à cultura e propiciou que músicos sem lastro financeiro ou comercial pudessem mostrar suas criações para a humanidade. Mas e daí? Também ARREGANHOU as portas para um bando de milhões de idiotas que se consideram artistas geniais (sem o ser) VOMITAREM suas barbaridades sonoras na nossa orelha. Sábias foram as palavras ditas pelo filósofo italiano Umberto Eco pouco antes de ele morrer, em fevereiro passado: “a internet produziu uma LEGIÃO de IDIOTAS”. É verdade, ponto.

4 – e a derrocada não é apenas musical ou no rock’n’roll. Ela atinge praticamente todas as esferas da cultura pop planetária. Pensa: todos os clássicos (na música, na literatura, no cinema, nas artes plásticas etc.) já foram CRIADOS e eternizados. Ou você acha que, a essa altura infame do campeonato, vai surgir um novo Jimi Hendrix? Ou um David Bowie? Ou mesmo um novo Morrissey ou Ian Curtis? Cinema? Hollywood não possui mais roteiristas com cérebro e o que rende bilheteria são IDIOTICES monstro como “Superman X Batman” (e o populacho burrão AMA, claro) e que tais. Não vai surgir outro Francis Ford Coppola, outro Stanley Kubric, outro Martin Scorsese, Tim Burton, nem filmes como “O poderoso chefão”, “2001 – uma odisséia no espaço” ou “Laranja Mecânica”. Esqueça: o que espirra aos borbotões nas telas 3-D de hoje são jatos de sangue, provenientes de cabeças humanas decepadas em filmes de terror de quinta categoria, e nada mais. Literatura? Vem cá: há quantos anos não ouvimos falar de um novo nome que chegue PERTO da genialidade de um Oscar Wilde, de um Rimbaud, de um Jack Kerouac, de um Fernando Pessoa, Augusto Dos Anjos, Bukowski, Manuel Bandeira, Drummond ou de um Albert Camus? Hein???

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A cultura pop e o rock alternativo estão mesmo indo pra casa do caralho e o eterno sucesso de uma banda repulsiva como o Iron Merda (acima) é a maior prova disso; uma derrocada que também atinge o jornalismo cultural brasileiro, que não possui mais profissionais com o nível de um André Forastieri ou André Barcinski (ambos abaixo, junto com Zap’n’roll na noite de lançamento do livro do Forasta, ano passado em Sampa)

FINATTIANDREFORASTA

5 – e por fim, o JORNALISMO cultural também está indo pra casa do caralho (literalmente, rsrs): ao menos aqui no Brasil ele está assim. O autor deste blog está com 5.3 de idade nas costas e se lembra quando começou sua trajetória no jornalismo musical, em 1986. Eram tempos realmente incríveis. Não havia internet, computadores, celulares, e-mails, apps, redes sociais, nenhuma dessas merdas pós-modernas. Quem queria se INFORMAR tinha que ir atrás de ÓTIMOS discos, filmes, livros, jornais (com seus cadernos culturais inesquecíveis) e revistas – muitas vezes importadas, já que publicações de qualiadade e relevância na imprensa nacional não davam exatamente em árvores (mas elas existiam). E essa busca por alta informação (de alta densidade cultural/cerebral) também se refletia na FORMAÇÃO do profissional que abraçava o jornalismo cultural. Foram muitos os nomes lendários que formaram uma geração imbatível na imprensa cultural brasileira até meados dos anos 90’, nomes como Maurício Kubrusly, Ezequiel Neves, Luís Antonio Giron (dileto amigo destas linhas rockers bloggers até hoje e um dos prefaciadores do livro “Escadaria para o inferno”, escrito pelo jornalista blogger/zapper), Fernando Naporando, Pepe Escobar, André Forastieri, André Barcinski e mais alguns poucos. Revistas como Somtrês e Bizz (em sua primeira encarnação) e cadernos culturais como a Ilustrada (da FolhaSP) e Caderno 2 (do jornal O Estado de S. Paulo, onde o autor deste blog trabalhou entre 1988 e 1989) eram fonte de informação total relevante e REFERÊNCIA para quem queria estar mega ultra bem informado sobre cultura. Hoje tudo isso foi pro saco, óbvio. O último suspiro de bom jornalismo cultural foi a edição brasileira da revista Rolling Stone e isso em seus primeiros três anos de existência (quando ela era dirigida pelos ótimos Ricardo Cruz e Pablo Miyazawa, época em que o zapper aqui também colaborou com ela). Atualmente a RS Brasil está um lixo jornalístico de dar dó, editada por jornalistas completamente bundas e incompetentes, como o retardado Paulo Cavalcanti. Blogs RELEVANTES de cultura pop na web BR? O que era produzido pelo André Barcinski no portal R7 (e que era excelente), foi encerrado pela direção do portal (sob a justificativa de contenção de gastos). Popload, de Lúcio Ribeiro? Já foi referência, hoje em dia… No terreno dos cadernos culturais: Ilustrada, da FolhaSP, um caderno que teve nomes como Giron e Carlos Heitor Cony, hoje se compraz em ter como repórter especial o LAMENTÁVEL Thales De Menezes (mr. chapa branca e bunda-mole e gorda em pessoa), aka Merda De Menezes, um sujeito de texto lambão, preguiçoso ao máximo, eivado de clichês e que geralmente fala bem de tudo o que escreve (afinal, ele vive indo NA FAIXA em todos os shows possíveis). Diante de um quadro desses fica praticamente impossível formar novos e bons leitores e dar a eles informação de qualidade. Na real (e isso é muito triste de se constatar) o jornalismo cultural brasileiro também está morrendo, tal qual a cultura pop atual.

É isso. Cinco ótimos motivos (infelizmente) que, na opinião destas linhas bloggers sempre contudentes em suas opiniões, demonstram como o rock’n’roll e a cultura pop já eram. Bem vaticinou o também gênio Andy Warhol, décadas atrás: “no futuro, todos serão famosos por quinze minutos”. Pois o futuro chegou e a profecia de Warhol se confirmou: hoje todos (músicos, escritores, atores e atrizes de cinema, e reles mortais em geral) se tornam celebridades por quinze minutos, principalmente em redes sociais como o faceboquete. E depois desaparecem pois sua IMBECILIDADE e IDIOTICE artística e pessoal terá que dar lugar a outro imbecil e idiota igual ou pior do que o anterior.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco, I: Bob Mould está ficado véio mas não pára. Aos cinqüenta e cinco anos de idade o sujeito que deu ao mundo duas BANDAÇAS (o Husker Du nos anos 80’, e o Sugar, uma década depois) continua bastante ativo em sua carreira solo. Tanto que ele lançou no final de março passado “Patch The Sky”, seu décimo terceiro disco solo (!). Não há grandes novidades em relação aos seus últimos trabalhos – e na real “Silver Age”, editado em 2012, sou um pouco mais abrasivo e melhor musicalmente. O que não é demérito algum: nas doze faixas do novo cd Bob engendra aquelas melodias com guitarras afiadas e aceleradas e que ele soube tão bem alinhavar nos tempos do Husker Du, quando descobriu o mix perfeito entre sua herança punk e melodias que pudessem ser tocadas em rádio e cantaroladas pelos fãs. Longe de ser uma obra-prima, é um álbum honesto e onde músicas como “Voices In My Head”, “Hold On”, “Black Confetti” ou “Losing Time” (as preferidas do blog) ainda garantem ótimas melodias e guitarras em um mundo pop/rock onde quase ninguém mais se importa com isso. Interessou em ouvir? Vai aí embaixo no Spotify, onde o cd já está disponível na íntegra para audição.

CAPABOBMOULD2016

O novo cd do grande Bob Mould (que pode ser ouvido abaixo)

  • Disco, II: nascido e criado na zona leste paulistana, o quarteto Coyotes California (formado pelo vocalista e letriste Falcão Moreno, pelo guitarrista William Antonetti, pelo baixista Toddynho e pelo batera Biano Rodrigues) lançou no final de 2015 seu segundo álbum de estúdio, “A minha parte eu quero em groove”. Numa primeira audição o trabalho pode soar algo anacrônico, visto que o foco musical do grupo sempre foi o rock mixado com grooves de funk, e sua inspiração sonora claramente vem do Faith No More, do Red Hot Chili Peppers (na fase gloriosa dos americanos, lá por 1991 com “Blood Sugar Sex Magik”) e no brazuca Charlie Brown Jr. Porém – e tal qual no cd de estréia, “Hello Fellas”, editado em 2012 – o CC ganha o ouvinte pela potência de suas músicas e pela excelência de seus músicos – todos ali são, sem exceção, MONSTROS em seus instrumentos e fazem barbaridades (no ótimo sentido) com os mesmos, montando a moldura sonora perfeita para as boas canções, letras e vocalizes tramados por Falcão Moreno. Assim há uma dose exemplar de porradas no disco (“Viva”, “Minhas escolhas”, “Menos dois centímetros de língua” ou “Não se importe e dance”, que fecha o cd com esse convite irresistível apoiado em uma grooveria infernal) e até algumas baladas singelas, como “A vida me ensinou” (que tem até a adição de uma surpreendente flauta em seu arranjo), “Tão nautral pra mim” e “Cicatrizes”. Não é a salvação da humanidade mas numa época em que o rock nacional (seja ele mainstream ou alternativo) literalmente FALIU (na qualidade artística e na repercussão comercial, de público e midiática) e não há mais heróis nessa parada, o novo rebento dos CC é uma agradabilíssima surpresa e ótima trilha sonora para uma festinha com os amigos ou para por o pé na estrada. Interessou pela banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/groups/coyotescalifornia/?fref=ts. Sendo que você pode escutar o cd na íntegra aí embaixo.

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Coyotes California: grooveria dos infernos, direto da zona leste de Sampa

  • Filme: tem longa do novíssimo cinema paulistano aparentemente muito interessante em cartaz. “A bruta flor do querer” conta a história de um recém-formado no curso de Cinema e que ganha a vida filmando… casamentos. Está em cartaz no Cine Belas Artes (em Sampa) em apenas UM horário diário e vale a conferida, sendo que o trailer dele está aí embaixo.

  • BALADAS? Vamos a elas! Yep, com o primeiro postão lindão da nova fase do blogão sendo concluído já na quinta-feira (14 de abril), vamos ver o que rola no circuito alternativo paulistano, que ficou um pouco mais tristonho após o fechamento do Astronete. Enfim o oba-oba já começa hoje, com a noite pop “Loucuras” no bar gls A Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, região central de Sampalândia), com as pick-up’s comandadas pelo super DJ André Pomba.///Amanhã, sextona em sim, tem a festa “No Fun” no Outs (na rua Augusta, 486, centro de Sampa), comandada pelo DJ João Pedro Ramos.///E sabadão é noite do open bar mais infernal da cidade, também no Outs. É isso. Poucas opções essa semana pra se jogar, vocês não acharam? O blog também achou, rsrs. Mas bora lá curtir com gosto, porque a vida é curta.

 

 

E FIM DE PAPO!

Postão ficou lindão e grandão no novo visual zapper, e todo mundo feliz com ele, néan. Então aproveitem e leiam com calma e sem moderação que na semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

XXX

O novo visual e plataforma da Zap’n’roll foram desenvolvidos pelo web designer Marcelo Shiniti, que trabalha há anos na área. Entre outros, ele é o responsável pelo visual do portal de rock e cultura pop Nada Pop, que pode ser acessado em WWW.nadapop.com.br. Para saber mais sobre o trabalho do Marcelo, vai aqui: http://marceloshina.com.br/.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/4/2016, às 18:30hs.)

ADEUS 2015 (que já vai tarde!), o ano terrível na política e na economia brasileira, do quase impeachment de Dilma e da quase completa FALÊNCIA do rock’n’roll alternativo mundial e nacional, sendo que o blogão, AVESSO a listas gigantes e intermináveis de “melhores do ano”, apresenta suas modestas escolhas em discos, filmes, livros e shows; a semana natalina em que um museu ardeu em chamas em Sampa, em que perdemos Júpiter Maçã e Lemmy Kilmister e onde até o gênio e mito Chico Buarque foi hostilizado por playbas e coxas imbecis; e para encerrar ao menos com alguma ALEGRIA os trabalhos por aqui, uma MUSA ROCKER realmente delicious total, com curvas delirantes, PEITOS GIGANTES, muitas tattoos e uma formação cultural e literária de fazer inveja (postão total no ar e de férias até 20 de janeiro de 2016)

2015, o ano total SINISTRO e que acaba sem deixar saudade alguma: o ano em que perdemos gênios do rock como Lemmy Kilmister (acima), fundador e vocalista do Motorhead e que morreu ontem, vitimado por um câncer; mas ainda assim um ano que teve bons momentos na cultura pop, como o novo disco dos Libertines (abaixo) e onde também o blog zapper descobriu mais uma sensacional musa rocker, como a gatíssima Suzy Babi (também abaixo)

Um ano horrendo e pra ser esquecido.

Alguém ainda tem alguma dúvida de que 2015 foi catastrófico em quase todos os sentidos e em quase todas as esferas possíveis no Brasil e no mundo? Crise política mosntruosa (e desvelando cada vez mais a gigantesca imundície que permeia nossos políticos, os mais sujos e corruptos da face da Terra), crise econômica idem. Pais quase paralisado por uma polarização e embate ideológico e social como não se via há décadas. Dilma sofrendo a pressão de um processo de impeachment aberto contra ela. O bandido gigante Eduardo Cunha se AGARRANDO de todas as formas possíveis à cadeira de presidente do Congresso. E a CULTURA brasileira (e também do resto do planeta) em queda livre e isso já há muito tempo. Traduzindo: não há muito o que comemorar nestes dias finais do ano. Ainda mais em uma semana (a passada) que começou com o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (um dos grandes motivos de orgulho do país lá fora, e um dos museus mais importantes do mundo), destruído por um incêndio, com o gênio Chico Buarque sendo agredido verbalmente na saída de um restaurante no Rio De Janeiro por um grupo de playbas estúpidos, reacionários e ignorantes ao extremo e, por fim, com o também gênio do rock independente nacional Flávio Basso (aliás, Júpiter Maçã) nos deixando inesperadamente, aos quarenta e sete anos de idade. Fora a morte ONTEM (segunda-feira, 28 de dezembro) da lenda e mito Lemmy Kilmister, o homem que criou o Motorhead. Diante de fatos como os elencados neste editorial que abre o último post de Zap’n’roll em 2015, fica difícil para estas linhas online participar do oba-oba que contamina outros espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo na blogosfera brazuca. Aliás ESTE blog fica realmente espantado em ver como tais “vizinhos”, que já foram muito relevantes em seu ofício, agora se comprazem apenas em ficar publicando por esses dias listas inúteis de “melhores do ano”, e não informam aos seus DESINFORMADOS leitores uma linha sequer sobre a morte do músico gaúcho Flávio Basso, do frontman do Motorhead ou sobre o incêndio no museu paulistano, como se tais fatos fossem totalmente irrelevantes ou como se este “vizinho” falasse de outro mundo (Marte?) que não o nosso, e onde o que é relevante é uma lambança brega chamada “Mel Azul” (ahahahahahaha, foi inevitável rir agora, mesmo diante do caráter algo sério e trágico deste texto de abetura do post zapper). Então nosso post derradeiro deste ano vai na contra-mão disso tudo. Irá sim elencar aquilo que achou com o melhor de 2015 em termos de discos, filmes, livros etc, mas em listas muito modestas e muito longe de ter cinqüenta títulos de “obras” que já possuem destino certo: o limbo da cultura pop, já que ninguém irá ouvir ou se lembrar de tanta inutilidade artística daqui a alguns meses. De resto tudo isso é reflexo inefável do momento pelo qual passa não apenas o Brasil mas todo o planeta: uma humanidade total confusa e com uma sociedade quase em convulsão, depossuída de referências estéticas e culturais que valham realmente a pena. Esse quadro vai melhorar em 2016? Provavelmente não. Mas é preciso sempre acreditar que sim. Ainda que tenhamos que conviver em um país (o nosso) dominado por uma população inculta, burra, ignorante, reacionária, moralista, conservadora, intolerante e no limite da bestialidade. O que pudermos fazer para nos manter na RESISTÊNCIA ante esse quadro desalentador, iremos fazê-lo. Afinal é isso que mantém este blog aqui já há quase treze anos.

 

 

* Então é isso. Ante véspera do réveillon e cá estamos, pra saideira derradeira do ano. Com poucas notas iniciais já que todo mundo já está em clima de férias e  de fim de festa (?) de um ano que na verdade não teve quase motivo algum pra se fazer festa.

 

 

* E o postão final chega pra acalmar os hormônios dos fakes psicopatas, cuzões e inúteis, aqueles que não têm vida própria nem na semana entre natal e ano novo, e ficam doentiamente enchendo o saco no painel do leitor. É com eles, inclusive, que iniciamos nossa LISTA de PIORES do ano, hihihi. Fake mais IMBECIL, DOENTE e MALA: Márcio Albuquerque Passos, vulgo cutinha/putinha. Segundo fake mais DOENTE e MALA (mas o primeiro em inveja, ódio, covardia e rancor): Marco Rezende. Ulalá!

 

 

* E 2015 não poderia mesmo terminar de forma mais cruel e desgracenta. Depois de perdermos Scott Weiland e Flávio Basso (aka Júpiter Maçã) ontem foi a vez do junkie eterno Lemmy Kilmister, o homem que criou o Motorhead. Yep, Zap’n’roll nunca morreu de amores pela banda mas reconhece sua importância fundamental na história do heavy metal. E Lemmy era lenda e mito, tendo levado às últimas conseqüências uma vida eivada de sexo, drogas e rock’n’roll. Foi derrubado, enfim, por um câncer mega agressivo. Tinha setenta anos de idade. Vai fazer falta, muita, ainda mais em um tempo onde não surgem mais ícones gigantes na música pop. Rip Lemmy. A gente se encontra um dia por aí.

 

 

* E vamos falar sério: essas chatíssimas listas de “discos do ano” (muitas delas com inacreditáveis cinqüenta títulos) que estão pipocando há dias na rock press gringa ( sendo repercutidas aqui por blogs que estão mesmo descendo a ladeira em termos de relevância e informações que valham a pena) são CHATAS PRA CARALHO e mostram que o mundo está mesmo na hora extra – senão o mundo, ao menos a cultura pop parece estar. Basta ver, a título de ilustração, os ELEITOS da americana Spin. É um festival de sandices e discos inúteis de artistas idem e que daqui a pouco ninguém irá mais se lembrar deles.

 

 

* Portanto, nem vamos nos alongar demais nessa parada. Aí embaixo o blog zapper elenca suas listas bem mais modestas. Mas que com certeza trazem, na nossa visão pessoal, o que de fato foi RELEVANTE em 2015 na música alternativa e na cultura pop em geral. Leia e fique avonts pra concordar, discordar, xingar, elogiar etc.

 

 

CINCO ÁLBUNS GRINGOS PRA SENTIR ORGULHO DE 2015 (SEM ORDEM DE PREFERÊNCIA)

* Não foi nem de longe o melhor disco de rock do ano. Mas depois de uma década sem gravar um álbum cheio e inédito, os Libertines voltaram muito bem com este “Anthems For Doomed Youth”, que se equilibra bem entre rockões (como “Gunga Din”) e baladas (como a bela faixa-título). É um dos CDs que o blog mais escutou esse ano.

 

* A “música completa” do New Order deu novo fôlego ao veterano grupo electropop. Não se compara aos clássicos oitentistas do grupo inglês. Mas é o melhor esforço musial deles em anos.

 

 

* Lana é Lana, o resto é conversa. Mais uma coleção de canções primorosas fizeram de “Honeymoon” outro dos discos mais escutados pelo blog nos últimos doze meses.

 

 

 * Com o gênio Noel lançando um DISCAÇO como esse – e logo no começo do ano – , pra que pensar em um (improvável) retorno do Oasis?

 

* Foi a surpresa ESTRANHÍSSIMA do ano. Uma formação gótica em pleno 2015. E vinda do Canadá, com canções sorumbáticas. Pois o Viet Cong lançou um primeiro e ótimo disco e nos levou de volta à Londres de 1980, nos tempos sombrios do Joy Division.

 

 

CINCO DISCOS NACIONAIS BACANUDOS QUE SAÍRAM NESSE ANO TENEBROSO

1 – Luneta Mágica/”No meu peito”

2 – Supercolisor/”Zen total do ocidente”

3 – Hélio Flanders/”Uma temporada fora de mim”

4 – Descordantes/”Espera a chuva passar”

5 – Forgotten Boys/”Out Of Society”

 

 

APOSTAS ZAPPERS PARA 2016

Seti: https://www.facebook.com/setirock/?fref=ts.

 

Manic Mood: https://www.facebook.com/manicmood/?fref=ts.

 

Sendo que iremos falar novamente e melhor dos dois grupos nos primeiros posts do blog em 2016, podem aguardar.

 

 

DUAS GIGS INESQUECÍVEIS DO ANO QUE ESTÁ ENFIM (E GRAÇAS AOS CÉUS) ACABANDO

Nacional: Pin Ups no Sesc Pompéia, em São Paulo.

 

 

Internacional: Iggy Pop, no Audio Club, também em São Paulo.

 

 

CINCO FILMES QUE VALERAM A IDA AO CINEMA (E NÃO, O NOVO  “STAR WARS” NÃO ESTÁ INCLUSO NA LISTA)

 Califórnia, de Marina Person

 

Chico – artista brasileiro, doc primoroso sobre Chico Buarque

 

Amy – outro doc também primoroso, sobre a inesquecível Amy Winehouse

 

Homem irracional – o último longa do gênio Woody Allen

 

Chatô, o rei do Brasil – levou 20 anos pra ficar pronto, mas enfim entrou em exibição

 

 

 

QUATRO LIVROS BACANUDOS QUE RENOVARAM NOSSO PRAZER EM LER NOS ÚLTIMOS DOZE MESES

Gênio sem igual da poesia norte-americana, Charles Bukowski teve um volume inédito de poemas publicado no Brasil também este ano

 

Um calhamaço de quase 600 páginas conta a história de algumas das principais bandas da cena indie brazuca de vinte anos pra cá; um livro realmente rock’n’roll

 

Em “A garota da banda”, a baixista Kim Gordon repassa toda a sua trajetória musical durante as três décadas em que tocou no genial e inesquecível Sonic Youth 

 

Outra bio no capricho editada em 2015 no Brasil: a da lenda Iggy Pop

 

 

E PRA ENCERRAR O ANO COM AO MENOS UMA ALEGRIA PARA NOSSO DILETO LEITORADO, AÍ ESTÁ: A ÚLTIMA E TESUDÍSSIMA MUSA ROCKER DE 2015!

Nome: Suzy Babi Azevedo.

 

De onde: São Paulo/SP;

 

Mora onde: também em Sampa, com o marido.

 

Idade: 37 anos.

 

O que faz: modelo e pin up.

 

Três bandas: The Doors, Motorhead e Pink Floyd.

 

Três discos: “Let It Be” (The Beatles), “The Wall” (Pink Floyd) e “At Last” (Etta James).

 

Três filmes: “Bastardos Inglórios”, “Três homens em conflito” e “Todos os homens do presidente”.

 

Três livros: “O mundo como vontade e representação” (Schopenhauer), “Para além do bem e do mal” (Nietzsche) e “Trilogia suja de Havana” (Pedro Gutierrez).

 

Um diretor de cinema: Quentim Tarantino.

 

Um show inesquecível: Motorhead, em 2009.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: gatíssima e inteligentíssima, Suzy é dileta amiga virtual destas linhas online e participa ativamente de alguns grupos bacanas de discussão literária no Facebook, sendo que foi num desses grupos que Finaski começou a papear com ela. Logo vimos seu potencial para ser musa do blog, fizemos o convite e ela aceitou. Então aí está: pra fechar com chave-de-ouro um ano que foi quase todo de chumbo, imagens realmente delicious da incrível Suzy. Apreciem sem moderação!

 Garota do rock!

 Pode vir, eu deixo!

 Revelando aos poucos muitos segredos

 Tattoos classudas ornando um corpão rock’n’roll

 

 A intelectual rocker tímida – ou nem tanto…

 

TCHAU 2015! JÁ VAI TARDE!

Ano escroto da porra. muitas perdas importantes. Fica a torcida para que 2016 seja ao menos um pouco melhor. Então o blog para por aqui e entra em recesso temporário de férias, sendo que estaremos de volta lá pelo dia 20 de janeiro já do novo ano, okays? Até lá deixamos beijos, abraços e felicidades pra todos que nos acompanham aqui ano a ano, desde 2003. Ótimas entradas (opa!) e até mais!

 

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL (com A MORTE DE SCOTT WEILAND, editorial em defesa do mandato de Dilma, indicações culturais do blog e roteiro de baladas): Aeeeeê! O postão custa a aparecer mas cá estamos novamente, e FERVENDO com a análise das SENSACIONAIS biografias de Iggy Pop e Kim Gordon, que já estão disponíveis em edição nacional; o blog questiona novamente (e agora enfim publicando uma análise do tema): qual o interesse ESCUSO por trás do hype em torno dos Boogarins, e a QUEM interessa esse hype afinal?; como foi a gig de despedida dos Pin Ups, em resenha que humilha a “concorrência”, uia! E mais isso e aquilo tudo no blogão campeão em cultura pop e cujo postão está finalmente e totalmente concluído (atualização final em 4/12/2015)

 

 

 Dois gênios e duas lendas da história do grande rock’n’roll têm suas vidas e suas trajetórias artísticas em duas excelentes biografias, que ganharam caprichada edição brasileira: Iggy Pop (acima) e Kim Gordon (ex-baixista do finado grupo americano Sonic Youth, abaixo) fazem parte de uma estirpe de músicos como não existe mais no mondo pop/rock de hoje

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EXTRA BOMBA! A MORTE DE SCOTT WEILAND

O vocalista Scott Weiland, durante apresentação da banda Stone Temple Pilots no festival SWU, em Paulínia (São Paulo), em novembro de 2011; ele morreu ontem nos Estados Unidos, aos 48 anos de idade (foto: Helena Lucas)

 

Esse LOKI se foi. Muito jovem. E o blog gostava PRA CARALHO da obra dele, do ARTISTA que ele era. Durante anos brincamos, eu e  irmão André Pomba, que Scott Weiland era nosso “sonho de consumo” masculino, rsrs (riso sem graça agora, na verdade). E os Stone Temple Pilots foram uma das melhores e mais SUBESTIMADAS do grunge americano noventista, ponto. Fora que Weiland encarnou à perfeição a persona do rock star louco, desajustado e junkie em sua essência: cheirou toda a cocaína que pôde, consumiu toda a heroína possível, fumou quilos de crack, bebeu horrores e era um VOCALISTA FODÍSSIMO, e letrista idem.

 

Rip man. E o rock’n’roll dos anos 2000’ que está na UTI, fica sem um dos seus últimos grandes heróis dos últimos 25 anos.

 

* Cobertura do show do Stone Temple Pilots no SWU 2011 pela Zap’n’roll, aqui: http://www.zapnroll.com.br/?p=1148

 

* E o set da banda no festival, na íntegra, aí embaixo:

 

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EDITORIAL POLÍTICO ENCERRANDO O POST – EM DEFESA DO MANDATO DE DILMA

A maioria dos leitores destas linhas zappers era muito jovem ou talvez nem fosse nascida ainda quando a política brasileira passou pela última vez por situação semelhante a de agora. Foi em 1992, quando o atual senador Fernando Collor era presidente. E naquela época havia todos os elementos do mundo para afastar Collor (sendo que a situação econômica do Brasil era grave, mas nem era tão grave como atualmente). Uma série de denúncias COMPROVADAS com farto material documental indicavam que o político alagoano (que havia sido eleito com a falaciosa peça de marketing de que ele era um super-homem e um “caçador de marajás”; até a saudosa mama Janet, sempre tão esclarecida política e intelectualmente, se quedou e se deixou seduzir pelo discurso do sujeito) vivia nababescamente sustentado por um sórdido esquema de corrupção, que pagava suas contas pessoais e as de sua família. Quando a sujeira toda veio à tona (e, quem diria, com a revelação dela disparada pelo irmão novo do presidente, Pedro, em entrevista de capa à hoje escrota e exemplo máximo de mau caratismo jornalístico, que é a revista Veja) o país se indignou. Milhões foram às ruas pela saída de Collor – o blog se lembra de um comício monstro num final de tarde no Vale do Anhangabaú (centro de São Paulo), em que nós, Luiz Calanca (da loja de discos Baratos Afins, e Valdir Angeli, estivemos presentes, gritando pela deposição do BANDIDO que ocupava a presidência da República). E ele acabou caindo. Com merecimento. Foi a ÚNICA vez na história do Brasil (detalhe: apesar de jornalista há quase 30 anos, sou realmente formado no curso de História) que um presidente foi “impichado”. E como ótimo LADRÃO que é, Collor seguiu na política e nela continua até hoje, roubando como sempre e volta e meia sendo pilhado em esquemas de corrupção, como foi novamente no escândalo do petrolão.

 

O que nos leva à situação atual e ao agora acolhido pedido de impeachment contra Dilma, atual presidente do Brasil e que recebeu mais de 50 milhões de votos nas últimas eleições. Só um IDIOTA, CEGO, OTÁRIO, BURRO, IMBECIL, REACIONÁRIO, CONSERVADOR E HIPÓCRITA para não perceber (ou entender) que há uma diferença MONSTRUOSA entre o que é essa mulher (Dilma) e o que é, foi e continua sendo Fernando Collor. As duas biografias falam por si e quem tiver um MÍNIMO de bom senso e inteligência que vá atrás de ambas e as leia. Dilma pode ter TODOS OS DEFEITOS DO MUNDO – e os têm: é teimosa, turrona, cabeça-dura, tem mega dificuldade em ESCUTAR opiniões contrárias às suas e também a ouvir conselhos. Mas BANDIDA, LADRA, eu tenho convicção de que ela NÃO É. Sim, o país está mergulhado numa crise política e econômica HORRENDA e muito dessa crise é fruto e culpa do próprio PT (o Partido da presidente) e do petismo, que se transfigurou de anos pra cá e se transformou em tudo aquilo de PIOR que existe na política brasileira e nos outros Partidos políticos. O PT sucumbiu à corrupção deslavada, se locupletou no poder e hoje se compraz em utilizar todos os métodos políticos sórdidos na condução do gerenciamento do país que ele sempre abominou nos outros Partidos e combateu com unhas e dentes. E aí esteja talvez outro dos gigantes DEFEITOS de Dilma: uma mulher de conduta pessoal e política ilibada (até onde se sabe, e acredito na idoneidade dela) que infelizmente ainda está dentro de um Partido político infestado de RATAZANAS graúdas (e Delcídio do Amaral é apenas e nesse momento a parte mais visível dessas ratazanas). Ela faria um bem a si mesma se ABANDONASSE o PT.

 

Dito tudo isso aí em cima,  declaramos aqui PUBLICAMENTE que somos CONTRA o impeachement dessa mulher. Ela tem todos os defeitos do mundo, vero. Mas tb é guerreira, é íntegra, Lutou contra a ditadura militar (que matou muita gente no Brasil) e arriscou a própria VIDA pela redemocratização do país e por uma nação melhor e mais justa. Então é INCONCEBÍVEL que um BANDIDO, PILANTRA, ESCROQUE, CANALHA, CAFAJESTE E CHANTAGISTA da PIOR ESPÉCIE como é o presidente da Câmara Eduardo Cunha, tenha o PODER de abrir um processo de impedimento contra uma mulher que ganhou legitimamente nas URNAS o cargo que ocupa. Afinal, como ela mesma disse ontem em ótimo pronunciamento (e assino embaixo tudo o que ela disse), não é ELA que está sendo investigada pelo STF por corrupção no escândalo da Petrobras. Não é ELA que teve contas bancárias secretas (e ILEGAIS perante a Lei brasileira) descobertas na Suíça. Não é ELA que ESCONDEU de todo mundo a existência de bens pessoais milionários. E sim EDUARDO CUNHA é quem fez tudo isso. Quem já deveria estar ESTIRPADO do Congresso e na CADEIA é ELE, ao invés de se querer ARRANCAR À FORÇA Dilma do cargo que ela ocupa.

Uma mulher guerreira (a presidente Dilma, acima) e que ganhou seu mandato no VOTO; o mesmo mandato que agora PILANTRAS como Eduardo Cunha (abaixo) querem arrancar dela à força. Quem é de fato o grande BANDIDO dessa história?

 

Ficou muito claro que esse facínora da pior espécie e sem igual na política nacional, que é Cunha, deflagrou tal processo em RETALIAÇÃO ao fato de que a bancada do PT no Conselho de Ética da Câmara vai mesmo votar pela continuidade do processo pela cassação do seu mandato de deputado. Uma sujeira sem tamanho desse EVANGÉLICO mais sujo que pau de galinheiro, e que ENVERGONHA a classe política e a própria RELIGIÃO a qual ele devota suas (falsas) orações.

 

Se necessário for, voltaremos às ruas como fizemos em 1992. Só que desta vez para DEFENDER o MANDATO de uma mulher que jamais poderá ser equiparada, pessoal e politicamente, a gente do naipe de Eduardo Cunha, Fernando Collor e outros MARGINAIS da política nacional. Eu votei nela. E vamos DEFENDER NOSSO VOTO E SUA PERMANÊNCIA no cargo até o fim.

 

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O velho punk louco e a deusa loira.

Talvez sejam dois personagens em extinção no mondo pop/rock dos tempos atuais, cada vez mais conservadores e intolerantes sob todos os aspectos da existência humana – inclusive na cultura pop e na música em geral. Tanto Iggy Pop (sessenta e oito anos de idade) quanto Kim Gordon (sessenta e dois), ex-baixista do finado e saudoso Sonic Youh, pertencem a uma casta de músicos e artistas que legaram arte GIGANTE (na qualidade) para a história do rock’n’roll. Ele, ao ser um dos personagens principais na formatação do rock de garagem dos anos 60’ e naquilo que alguns anos mais tarde iria explodir na Inglaterra sob o epíteto de punk rock. Ela ao fundar em 1980 junto com o guitarrista, vocalista, compositor e ex-marido Thurston Moore a banda que melhor traduziu Grande Arte em forma de guitarras indies, barulhentas e dissonantes. Não à toa duas das melhores biografias musicais publicadas este ano (e que ganharam caprichadas edições brasileiras) radiografam com precisão a trajetória pessoal e profissional dele e dela. E talvez a leitura dos dois livros (que estão bem analisados neste postão de Zap’n’roll que está começando a entrar no ar na terça-feira, 24 de novembro, ante-véspera de mais um aniversário na vida do autor deste já veterano blog sempre rock’n’roll) jogue alguma luz em nós sobre alguns aspectos do mundo atual. Sobre porque o rock entrou em processo de empobrecimento artístico. Ou sobre porque o ser humano se tornou tão moralista, conservador, preconceituoso e bestial a ponto de gerar aberrações como o grupo terrorista Estado Islâmico. Afinal o mundo em que Iggy e Kim viveram quando eram jovens, era muito diferente do mundo em que vivemos atualmente. Os anos 60’ e 80’ foram décadas excepcionais e maravilhosas na questão da criação cultural e dos valores comportamentais, quando as pessoas eram muito mais liberais e libertárias e havia muito menos intolerância na face da Terra. O que deu errado de lá pra cá, afinal? Foi pra isso que bandas geniais e inesquecíveis como Stooges (onde Iggy cantou, deitou e rolou) e SY existiram? Para hoje assistirmos com absoluta impotência a quase completa desintegração de toda e qualquer manifestação cultural minimamente relevante, que seja? Enfim, são respostas que talve só o tempo nos dê. E enquanto elas não chegam, continuamos aqui, lutando como possível pela cultura pop e pelo nosso sempre amado rock’n’roll alternativo. E a bordo de mais um postão zapper, que começa agora.

 

 

* Yep, o postão anda demorando muito a sair. Mas quando chegamos com ele, chegamos já fervendo, néan.

 

 

* Sendo que os assuntos dominantes nas últimas semanas continuam sendo o infame atentado terrorista em Paris (e que custou a vida de cento e trinta inocentes) e o maior desastre ambiental já ocorrido no Brasil, mais espeificamente em Minas Gerais. Ambos os episódios deixam a alma e o coração do blog eivados de tristeza. E se perguntando: até quando iremos suportar tamanha intolerância e bestialidade geradas pelo próprio ser humano? E até quando empresas bilionárias como a Samarco/Vale, que não possuem o menor respeito pelo meio ambiente e pela vida humana, seguirão provocando IMPUNES no Brasil desastres que MATAM pessoas e aniquilam rios, animais e vegetação?

 

 

* E não, Zap’n’roll NÃO vai falar sobre o novo álbum da Adele, mesmo ele sendo na opinião de blogs vizinhos (que já andaram soltando fogos de artifício até pra anunciar turnê brasileira do mega brega Lionel Richie, jezuiz…), “o lançamento mais importante do ano”. Não é o foco DESTAS linhas bloggers, definitivamente. E felizmente. Todo mundo já está falando disso (capa inclusive da já decadente edição brasileira da revista Rolling Stone), o disco dela vai ser com certeza o mais vendido deste ano (isso numa época onde o cd está praticamente morto), a loira esteve até no Fantástico da TV Globo, então ESTE blog não precisa ficar perdendo tempo com isso.

A humanidade está falando da loira cantante inglesa – inclusive ex-blogs de rock alternativo e que agora anunciam até turnê de Lionel Richie, hihihi; logo, Zap’n’roll não precisa perder tempo com esse assunto

 

* Mais importante do que ficar gastando espaço com Adele é observarmos que a crise econômica pela qual o país está passando afetou inclusive a produção de alguns dos festivais indies mais bacanas do Brasil. Caso dos já veteraníssimos Goiânia Noise e Porão Do Rock. O primeiro chegou aos seus vinte e um anos de existência e sua edição 2015, realizada há duas semanas na capital de Goiás (e produzido sempre pela querida e brava turma da Monstro Discos, de quem o blog é dileto e fiel amigo há anos já), foi feita quase na RAÇA, já que não teve apoio do poder público local (mais interessado em despejar grana na mão de gente escroque, que faz outro festival anual em Goiânia, mais pop e menos voltado ao rock independente). O resultado foi uma edição bem mais modesta do que as anteriores e onde o grande destaque foi mesmo o ainda gigante hardcore Ratos De Porão. Já o PDR deste ano aconece no próximo dia 5 de dezembro em Brasília (quando geralmente ele rola no final de agosto). E a edição 2015, ao contrário das anteriores, será realizada apenas no sábado, no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Este ano também não há nenhuma atração internacional (como em 2014 e 2013, que foram acompanhadas de perto pelo blog e quando se apresentaram nomes gringos como Mark Lanegan e Soulfly) mas, ainda assim, haverá gigs de bandas históricas de BsB como Paralmas e Capital Inicial. Enfim, são tempos bicudos mesmo o que estamos vivendo e a torcida é para tudo volte ao normal o mais breve possível e que festivais como o Noise (em Goiânia) e o Porão (em Brasília) possam brilhar novamente como merecem.

 

 

* A pergunta que não quer calar: quando começam as vendas dos tickets pra turnê dos Rolling Stones no Brasil, em fevereiro? Hein???

 

 

* E como o postão está entrando agora no ar mas vai seguir em construção até quinta-feira pelo menos, vamos atualizando as notinhas iniciais até a conlusão dos trabalhos por aqui, okays? Então bora ir já aí embaixo ler sobre as bacaníssimas biografias de Iggy Pop e Kim Gordon, que ganharam ótimas edições nacionais.

 

 

O VELHO LOUCO/JUNKIE IGGY POP E A DEUSA LOIRA KIM GORDON – DUAS LENDAS DA HISTÓRIA DO ROCK QUE NÃO VENDERAM SUAS ALMAS

Não resta dúvida de que o Grande Rock’n’roll acabou – ou, no mínimo, está quase morto, respirando por aparelhos na UTI da música pop planetária atual. Uma música pop (e nela, incluso o rock atual) que viu sua criatividade e qualidade artística descer ladeira abaixo sem dó e rumo a um abismo de mediocridade criativa como nunca antes havia sido visto ou ouvido, cortesia destes tempos incultos e obtusos de internet e redes sociais. Assim, dessa forma, talvez só reste a quem ainda ama o rock que realmente importa,  escutar os álbuns clássicos e LER sobre personagens gigantes que ajudaram a escrever essa história ainda emocionante. E esses personagens já estão ficando idosos, claro. Mas ainda assim continuam representando o que de GRANDIOSO foi feito no rock planetário nas últimas quatro ou cinco décadas. Dois exemplos máximos? Iggy Pop e Kim Gordon. Ele, aos sessenta e oito anos de idade, continua na ativa (se apresentou inclusive em São Paulo, há quase um mês, em um modesto festival de rock). Ela, sessenta e dois, fundou a lenda Sonic Youth (a banda que definiu todo o indie guitar noise rock mundial de três décadas pra cá) e nele permaneceu tocando baixo até o fim do grupo, em 2011. E ambos acabaram de ter lançadas no Brasil duas estupendas biografias: “A garota da banda” (de Kim) e “Open Up And Bleed – a vida e a música de Iggy Pop”, sobre o homem que um dia cantou à frente dos Stooges (a banda garageira/proto punk mais fodástica dos sixties).

 

Dois livraços que o blog recebeu das respectivas editoras que os lançaram aqui (Aleph e Fábrica 231, braço da Rocco) e que está devorando com prazer máximo, sendo que os volumes serão as grandes cias literárias zappers neste final de um 2015 eivado de crises políticas e econômicas, de desastres ambientais monstruosos e por ataques terroristas bestiais. Afinal tanto a música do Iguana (apelido que Iggy tinha no início de sua trajetória) quanto do SY foram companheiros inseparáveis do já velho jornalista loker/rocker em suas últimas três décadas e meia de existência, e onde muito aconteceu e atravessou a vida quase sempre loka do autor deste blog, ao som dos dois nomes em questão. Amores, paixões, trepadas, loucuras variadas, enfiações grotescas de pé na lama em álcool e drugs, shows inesquecíveis tanto de Iggy quanto do Sonic Youth: Zap’n’roll passou por tudo isso e por isso mesmo será sempre um devotado fã da loira e de sua ex-banda, e do sujeito que cantava que queria ser seu (nosso) cão.

 

A biografia da loira e eterna baixista do Sonic Youth tem acabamento visual bacana e duzentas e oitenta e seis páginas. Com tradução do jornalista e blogueiro Alexandre Matias, curiosamenre começa pelo FIM da banda e do casamento de Kim Gordon com Thurston Moore. Ela relata em minúcias o processo que desencadeou a separação do casal fundador do grupo (Moore tinha arrumado outra mulher mais jovem, só pra variar, Kim descobriu e foi o fim de tudo, inclusive do SY) e a excursão derradeira da banda, com a passagem final pela América Latina e o ÚLTIMO SHOW, que foi o realizado na segunda (e também derradeira) edição do festival SWU, em Paulínia (próximo à capital paulista) em novembro de 2011 – gig a qual o blog esteve presente, testemunhando a performance final e eletrizante de um conjunto que representou durante três décadas o que de melhor existiu na cultura pop e no rock alternativo americano. Uma performance acima de tudo PROFISSIONAL pois conseguiu fazer com que os milhares de fãs presentes à apresentação (que transcorreu debaixo de chuva forte o tempo todo), NÃO percebessem o clima PESADO e tenso que havia entre os integrantes no palco, em especial entre o ex-casal que não trocou um olhar ou palavra sequer durante toda a duração do set. Kim, no entanto, desvela com sinceridade plena esse esfacelamento conjugal e a conseqüente ruptura do SY por conta disso, detalhando como foram os ensaios que antecederam a turnê durante uma semana em Nova York (quando ela preferiu ficar hospeada em um hotel, ao invés de utilizar o apartamento que tinha com Moore na cidade), a vontade que se manifestou nela para que essa tour derradeira fosse cancelada pelo grupo (“mas tínhamos assinado um contrato e todos nós tínhamos contas a pagar e famílias para sustentar”, lembra ela) e, por fim, como foi o ambiente interno da Juventude Sônica ao longo das apresentações nos países sul-americanos. Uma sinceridade e honestidade textual que, ao que parece, se prolonga até a última pagina do livro – o blog ainda não concluiu a sua leitura e o fará com calma até o final deste ano, inclusive em nosso sempre aprazível réveillon na bucólica São Thomé Das Letras, em Minas Gerais. Em suma, o relato de uma trajetória de vida e artística de uma mulher que angariou milhões de fãs pelo mundo afora (este jornalista incluso) e o respeito da mídia por fazer o que fez durante trinta anos: grande arte musical e excepcional rock’n’roll.

As biografias de Iggy Pop e Kim Gordon (acima), dois dos melhores livros de rock que foram lançados este ano e que ganharam caprichadas edições nacionais; abaixo, a ex-baixista do Sonic Youth com seu ex-marido (o guitarrista e fundador da banda, Thurston Moore) e a filha do casal, Coco

 

 

James Osterberg, aliás Iggy Pop, além de ter se tornado um dos maiores mitos da história do rock’n’roll, também pode ser considerado como um dos últimos sobreviventes ainda dignos de respeito, da grande geração de bandas e rockers que iniciaram sua trajetória nos anos 60’. O velho louco (que se apresentou em São Paulo há algumas semanas, em um pequeno festival de rock) continua na ativa aos sessenta e oito anos de idade. E é um autêntico milagre que ele continue em forma e subindo em palcos para cantar, dado o seu histórico pessoal e artístico. Fundador no final dos anos sessenta do seminal e antológico The Stooges (um dos nomes capitais do rock de garagem e do proto punk americano dos sixties, com quem gravou os clássicos “The Stooges”, “Funhouse” e “Raw Power”), Iggy Pop enfiou com gosto o pé na lama em grotescas sessões de álcool, drogas e orgias variadas, numa existência ultra junkie e que talvez encontre paralelo apenas em outro sobrevivente lendário da loucura rocker, o Stone Keith Richards.

 

Mas ao contrário dos Rolling Stones (que ao longo de cinco décadas de existência venderam milhões de discos) tanto Iggy quanto sua ex-banda nunca foram um estouro mercadológico. Os discos lançados pelos Stooges, embora sejam referência e influência para zilhões de bandas até hoje, venderam muito modestamente na época em que foram lançados, ente 1969 e 1973. E Iggy em sua longa carreira solo (quase vinte discos desde a estréia em 1977, com o sensacional “The Idiot”) só conheceu o sucesso comercial de fato com “Blah Blah Blah” (editado em 1987) e com “Brick By Brick” (lançado em 1991 e que estourou nas rádios do mundo inteiro, Brasil incluso, por conta da balada “Candy”, em que ele divide os vocais com Kate Pierson, dos B-52’s). De lá pra cá o já quase setentão punk se mantém em evidência por conta de bons lançamentos regulares e, principalmente, pela fama e respeito que sua trajetória angariou perante público e jornalistas. Uma trajetória por certo atualmente bem mais tranqüila e longe dos excessos que motivaram performances históricas dos Stooges (com Iggy se jogando na platéia ou se cortando todo com uma gilete em pleno palco) ou episódios autenticamente rock’n’roll em sua vida pessoal total alucicrazy, como quando o eterno “protetor” David Bowie foi buscá-lo em uma clínica de reabilitação e o colocou no estúdio para gravar “The Idiot”. Lançado em 1977 é o primeiro e até hoje o melhor trabalho solo dele.

 

Toda essa trajetória está detalhdamente esmiuçada em “Open Up And Bleed – a vida e a música de Iggy Pop”, escrito por Paul Trynka que saiu há pouco no Brasil. Com capa dura, um miolo recheado de fotos bacanudas e mais de quinhentas páginas, é uma biografia de fôlego sobre um sujeito que contribuiu de forma decisiva para a construção da cultura pop (e do rock) contemporânea. Um sujeito que, tal qual Kim Gordon, faz parte de uma espécie artística infelizmente em completa extinção no mundo cultural absolutamente inócuo de 2015. A espécie daqueles que legaram GRANDE ARTE à humanidade, em forma de música. Então vá até as duas biografias e conheça a vida de ambos. E entenda porque não existem mais (e dificilmente voltarão a existir) artistas pop como Iggy Pop e a ex-baixista do Sonic Youth.

 

 

“A GAROTA DA BANDA” – TRECHO

“…Depois de trinta anos, aquela noite era o último show do Sonic Youth. O Festival de Música e Artes SWU acontecia em Itú, nos arredores de São Paulo, Brasil, a oito mil quilômetros da nossa casa, na Nova Inglaterra. Era um evento de três dias, transmitido pela televisão latino-americana e também pela internet, com grandes empresas patrocinadoras como Coca-Cola e Heineken. As atrações principais eram Faith No More, Kanye West, Black Eyed Peas, Peter Gabriel, Stone Temple Pilots, Snoop Dogg, Soundgarden, gente assim. Éramos provavelmente os menores artistas da escalação. Era um lugar estranho para as coisas chegarem ao fim”.

 

(nota do blog: na verdade, a segunda edição do festival SWU foi realizada na cidade de Paulínia, e não em Itú como Kim escreve em sua biografia)

 

 

“A VIDA E A MÚSICA DE IGGY POP” – TRECHO

“…Àquela altura, Natalie (organizadora do fã clube dos Stooges) já tinha presenciado os membros da banda em toda e qualquer situação sexual possível: James num banheiro encharcado de sangue com duas garotas, Iggy no quarto com três garotas, Scottie, Thurston e Ron num hotel com uma só garota, vinte pessoas numa orgia no quarto de Iggy e por aí vai”.

 

 

O JORNALISTA BLOGGER LOKER NA VIDA LOKA, ACOMPANHANDO AO VIVO IGGY POP E SONIC YOUTH

* 1988: o primeiro show do Iguana no Brasil, a matéria no Jornal Da Tarde e a virgem que perdeu seu cabaço naquela noite/madrugada – era julho de 1988 e a produção do finado ProjetoSP (casa de shows gigantes que ficava no bairro paulistano da Barra Funda e onde cabiam cerca de cinco mil pessoas) anunciou: Iggy Pop iria se apresentar lá no final daquele mês. Seria a primeira visita do lendário ex-vocalista dos Stooges ao Brasil. Zap’n’roll era então um jovem repórter em trabalho de cobertura de férias de trinta dias no prestigiado caderno “Divirta-se”, do diário paulistano Jornal Da Tarde. E na semana do show publicou UMA PÁGINA sobre Iggy no jornal, para alegria dos irmãos Arnaldo e Marcelo Waligora (que eram os donos do ProjetoSP). O bizarro da parada foi o venerável e já nessa época muito conhecido produtor Luiz Calanca, dono da loja e selo Baratos Afins e dileto amigo zapper já naquela época, vir reclamar da matéria durante uma visita do jornalista à loja: “Que absurdo, Finatti! Você ficar babando ovo em uma página inteira do jornal pra esse VELHO aí!”. Uma semana DEPOIS da gig, de volta à Baratos em um final de tarde, o autor destas linhas lokers rockers escuta do mesmo Calanca, já totalmente convertido: “Puta show!!! BABEI na minha camisa, na beira do palco!”. Ahahahaha. Mas falando especificamente daquela noite algo fria de inverno (como não existe mais hoje em dia em Sampa): Iggy veio na turnê do álbum “Instinct”, que ele havia lançado em junho daquele ano. Um disco com guitarras pesadas e muito diferente do anterior, o pop “Blah Blah Blah”, que hvia sido até então o maior sucesso comercial do loki. A apresentação foi centrada então nas músicas desse disco, mas não faltaram os “cavalos de batalha” como “Lust For Life” e “I Wanna Be Your Dog”. E mais uma bizarrice rolou durante a apresentação: o jovem jornalista musical (então com seus parcos vinte e cinco aninhos de idade) consegui achar no meio do público (que não chegou nem a metade da lotação do local) uma deliciosa XOXOTA preta, de peitões suculentos e rosto de… menininha. Começou a papear com a garota e descobriu que ela estava ali por pura curiosidade (tinha ganho um ingresso em alguma promoção), já que nunca tinha ouvido falar em… Iggy Pop, rsrs. Jornalista e garota ficaram então juntos até o final da gig e ele conseguiu “arrastá-la” para o apê onde morava, na rua Frei Caneca. Lá os amassos começaram e o repórter taradão descobriu que a “mocinha” tinha apenas quinze anos de idade (!!!) e que era… virgem. Era, até aquela madrugada, rsrs. No final dela Cíntia (o nome dela) voltou pra casa sem CABAÇO, ulalá! E algo apaixonada por um jornalista que naquela época não queria saber de nada sério com mulher alguma (ainda mais se ela tivesse apenas quinze anos de idade…).

 

* Novembro de 2005: Iggy, Sonic Youth, cocaine e uma foto ao lado de Kim Gordon na noite do aniversário do maloker – foi em vinte e seis de novembro daqyele ano, há exatamente uma década. Era a noite de ANIVERSÁRIO do jornalista eternamente doidón e que já estava escrevendo semanalmente a COLUNA Zap’n’roll no portal Dynamite online. Que era uma das co-parceiras de divulgação do festival Claro Que É Rock, que iria rolar naquele dia/noite em Sampa. E entre os zilhões de artistas bacanudos do line up estavam justamente… Iggy Pop e Sonic Youth. Foi uma noite total insana. Já ANTES da entrada da Juventude Sônica em cena, um amigo zapper chegou nele e disse: “como hoje é seu aniversário, vou te dar um presente!”. E esticou uma TATURANA gigante de cocaine para ser aspirada pela pobre napa fináttica. Feita a devastação nasal lá se foi o jornalista (que estava com uma credencial all acess pendurada em seu pescoço) já total bicudão para a frente do palco (na área reservada aos repórteres), para assistir o SY. Clima de tensão: voavam copos e garrafas de plástico na direção dos jornalistas (além de gritos elogiosos como “sai daí, filho da puta!”), já que eles estavam ATRAPALHANDO a visão de quem estava logo atrás da grade que separava aquela área do restante do público. Não deu outra: bicudo como estava e tenso com a situação, o loker rocker agüentou ficar ali apenas duas músicas. E saiu logo em seguida sabedor que precisava beber URGENTE algo alcoólico e BEM FORTE, pra “cortar” sua “bicudisse”. Com a credencial que estava foi moleza entrar em uma área vip de uma marca de VODKA que estava patrocinando o evento. E lá o zapper então se entupiu de vodka com energético até ficar bem na foto novamente. A essa altura o show do SY caminhava para o final e Zap’n’roll se dirigiu então para o BACKSTAGE da banda. E lá esperou a apresentação acabar e os quatro integrantes do grupo saírem do palco. Quando eles estavam indo para os camarins (improvisados em alguns trailers), o blog conseguiu trocar algumas rápidas palavras com sua deusa loira, a baixista Kim Gordon – que foi bastante simpática e atenciosa com o jornalista cara-de-pau, hihi. Do encontro rápido sobrou um registro imagético bacana (tirado por alguém que estava por por ali) e que estas linhas online guardam com carinho até hoje. Ah, sim: naquela noite Iggy se apresentou com os Stooges. Foi um set absolutamente animalesco, apenas isso. E a noite terminou de forma insana, com o jornalista e mais três amigos e um TAXISTA indo atrás de cinco gramas de cocaine nas biqueiras da avenida Roberto Marinho (na zona sul de Sampalândia), e depois terminando a esbórnia no saudoso e lendário Attari Club. Bons tempos… rsrs.

O jornalista rocker/loker ganha o melhor presente na noite do seu aniversário, em 26 de novembro de 2005 (há uma década): uma foto ao lado da deusa loira Kim Gordon, ex-baixista do Sonic Youth (sendo que a imagem foi registrada no backstage do festival Claro Que É Rock, logo após o grupo encerrar seu set)

 

 

IGGY POP E SONIC YOUTH AÍ EMBAIXO

Em dois momentos ao vivo incríveis de ambos no Brasil: Iggy (com os Stooges) detonando “I Wanna Be Your Dog” no festival Claro Que É Rock, em novembro de 2005. E o show COMPLETO de despedida do Sonic Youth no festival SWU, em novembro de 2011.

Iggy Pop – festival Claro Que É Rock (São Paulo, novembro de 2005) 

 

Sonic Youth – festival SWU (Paulínia, novembro de 2011)

 

 

OS BOOGARINS SÃO MUITO BONS, DE FATO – MAS ALGO NÃO CHEIRA BEM NO EXAGERADO HYPE EM TORNO DA BANDA

Você, dileto leitor zapper, a essa altura já está careca de saber quem são os Boogarins. Quarteto formado em Goiânia (capital de Goiás) em 2012 e atualmente integrado pelos seus fundadores, os guitarrista e vocalistas Benke Ferraz e Dinho Almeida, além do baixista Raphael Vaz e do baterista Yanaiã Benthroldo (ex-Macaco Bong e que entrou no lugar de Hans Castro), os Boogarins ameaçam se tornar o novo nome mais conhecido do rock BR em escala mundial, algo que antes havia sido conseguido apenas pelo finado Cansei De Ser Sexy e pelo hoje total decadente Sepultura. Tanto que o mais recente álbum de estúdio do grupo, “Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos”, lançado há algumas semanas, foi gravado na Espanha e lançado pelo selo americano Other Music, que “descobriu” o conjunto lá fora. A partir daí um hype gigante começou a se formar em torno do quarteto. Um hype que, na real, exala um odor algo desagradável para este blog. E que pode levantar a seguinte questão: qual o interesse ESCUSO por trás desse oba-oba em torno dos Boogarins? E a quem interessa que o grupo se torne mega bombator no atual circuito indie rock planetário?

 

A banda é ok? Sem dúvida. Com influências assumidas de nomes como Tame Impala e Pink Floyd (lá fora) e Mutantes (aqui no Bananão), os Boogarins professam com bastante competência uma psicodelia/lisergia rocker que dominou boa parte do rock’n’roll nos anos 60’ mas que andava meio esquecida nesses tempos de total mediocridade no qual a música pop da era da internet mergulhou. Foi preciso que conjuntos com o australiano Tame Impala ou o inglês Temples (esses moleques são geniais e um dos grupos dos anos 2000’ prediletos destas linhas bloggers) resgatassem as nuances oníricas e sonoras de nomes como Syd Barrett para que o rock de acento psicodélico voltasse a ser notado por mídia e público. Aqui no Brasil então, falar em psicodelia era papo de alienígena (afinal, estamos no país do axé, do sertanojo universotário e do funk escroto ostentação e onde a cena rock atual amarga uma ignorância musical e textual e uma falta de qualidade artística jamais vista por aqui). Até que os goianos resolveram comprar a briga e mostrar a que vieram. Se deram muito bem: foram descobertos pelo Other Music, lançaram por ele o bacana “As plantas que curam” (doses concentradas de guitarras embebidas em psicodelia plena, tecendo melodias contemplativas e que emolduram letras igualmente contemplativas e bucólicas, com alguma dose de inadequação existencial) e começaram a repercutir bem na gringa. Vieram convites para shows nos Estados Unidos e Europa e a gravação do segundo álbum. E no momento em que o novo trabalho de estúdio foi lançado lá fora e aqui também, a banda já experimentava um hype que ela talvez nunca tivesse imaginado que iria acontecer em torno dela.

 

“Manual…” chega a ser melhor e musicalmente mais maduro do que a estréia do grupo. E ao vivo ele também se mostra bastante eficiente, como estas linhas online puderam conferir há um mês no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista, onde os Boogarins se apresentaram – nesse momento os goianos estão encerrando uma turnê pela Europa. Mas algo comeou a INCOMODAR o blog zapper nesse hype ao redor dos Boogarins. Por exemplo: na semana do show no Centro Cultural o caderno cultural Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo, que há muito já deixou de ser sinônimo de relevância e credibilidade jornalística em termos de cobertura musical, deu toda a capa para o quarteto de Goiás com o pomposo e total exagerado título “A maior banda goiana de todos os tempos da última semana”, em texto assinado pelo competente porém sempre festeiro Lúcio Ribeiro (nome já decano do jornalismo rock brasileiro). Um exagero MONSTRO na verdade, se pararmos pra pensar que, mesmo estando atualmente empobrecido, o rock independente nacional possui ainda alguns nomes tão bons em seu trabalho musical quanto os Boogarins e que não estão tendo essa repercussão midiática. Exemplos? Luneta Mágica, de Manaus. Ou Os Descordantes e o Os Euphônicos, de Rio Branco (no Acre). Ou ainda o já veterano Los Porongas, também do Acre mas há anos residindo na capital paulista, e que lançou há pouco seu novo e muito bom disco de estúdio, “Infinito Agora”.

 O quarteto goiano Boogarins: a banda é boa, sem dúvida, mas o hype em torno dela está se tornando exagerado

 

O que nos leva ao que foi dito logo no “lead” deste tópico: qual o INTERESSE escuso por trás do hype em torno dos goianos? E a QUEM interessa esse hype? Algumas “pistas” investigadas pelo blogão que não tem papas na língua, mostram que já há uma autêntica “ação entre amigos” pra fazer os Boogarins bombar. Afinal o disco deles saiu aqui pelo selo Skol Music, dirigido pelo PORCÃO CEM, o PILANTRA e MAU CARÁTER em grau máximo e que todos nós sabemos que ele é. Não só: o “empresário” do grupo é aquele conhecido rotundo produtor rocker goiano, que durante anos foi sócio de um dos principais selos independentes de rock do país, e que realiza um dos mais importantes festivais indies do Brasil anualmente e até hoje na capital de Goiás. Depois de aprontar barbaridades inenarráveis dentro da produtora/selo (como tráfico de influência, alguns desvios financeiros e outras pilantragens), ele acabou sendo defenestrado do mesmo. Agora vive de realizar seu próprio festival anual também em Goiânia (sempre amealhando polpudas verbas do Poder Público) e de caçar bandas como os Boogarins, que possam encher ainda mais de grana seu bolso sem fundo de rapina e raposa que é. Este jovem senhor de conduta ética, moral e profissional algo reprovável, tentou transformar um certo grupo de hard rock/stoner rock meia boca também em hype internacional, para faturar muito com ele. Não deu certo e agora joga novamente suas fichas nos bons meninos dos Boogarins (e se der certo dessa vez o gorducho irá sugar o grupo o quanto puder, claro). Por fim, a “ação entre amigos” se dá quando ficamos sabendo que os dois citados aqui (o CEM noção total de ética, mais o empresário dos Boogarins) são “miguxos” do jornalista Lúcio Ribeiro, e vivem puxando o saco do dito cujo o quanto podem. Tsc, tsc…

 

Diante de tudo isso agauardemos os próximos capítulos da novela “o mega hype em torno dos Boogarins”. O blog torce de coração para que a banda, no final das contas, dure muito tempo e continue tendo o prestígio que angariou pois sua música merece. E torce também para que um dia ela SE LIVRE de trabalhar com GENTE QUE NÃO VALE NADA, e passe a ter sua trajetória cuidada por profissionais que realmente têm caráter e moral acima de qualquer suspeita.

 

 

BOOGARINS AÍ EMBAIXO

Ouça “Manual…” na íntegra e também veja o vídeo para a canção “6.000 dias”, já em alta rotação no YouTube. E tire suas próprias conclusões sobre o hype.

 

 

PIN UPS FAZ SHOWZAÇO DE DESPEDIDA E SEPULTA EM DEFINITIVO O INDIE GUITAR ROCK PAULISTANO DOS ANOS 90’

O blog poderia escrever um LIVRO aqui sobre o que viu, ouviu e sentiu no último dia 14 de novembro no Sesc Pompéia (em São Paulo), ao assistir ao show de despedida dos Pin Ups, talvez a banda que melhor simbolizou o que foi a loucura máster, a essência e a criatividade plena de uma certa parcela do indie guitar rock brasileiro (aquele cujas bandas cantavam em inglês e prestavam vassalagem ao noise guitar e ao shoegazer de nomes como Jesus & Mary Chain, Ride, My Bloody Valentine, Telescopes, Spaceman 3 e – por que não? – Sonic Youth) dos anos 90’. Em um sábado à noite pós atentado terrorista insano em Paris (e que fez nossas almas e corações chorarem e colocou o rock alternativo frente a frente com a barbárie dos terroristas do grupo ultra extremista Estdo Islâmico, que simplesmente massacraram com tiros de fuzil quase cem pessoas na casa de shows Bataclan, em Paris, onde estava rolando um show do Eagles Of Death Metal, a outra banda do gênio Josh Homme, e que felizmente não estava participando daquela gig), mais uma vez praticado pela bestialidade, pela intolerância e pelo ódio sem limites que infelizmente dominam o ser humano desse triste século XXI, estar ali naquela chopperia foi um balsamo alentador para curar essa dor/desconforto emocional.

 

A chopperia lotou (mais de 700 pessoas). E todos que estavam lá (dos quarentões/cinqüentões como este jornalista, que viveram intensamente aquela época, aos moleques e garotas mais novos, que sequer ainda tinham nascido quando os Pin Ups promoviam madrugadas repletas de ótimo rock barulhento e de loucuras variadas na LENDA do underground paulistano que foi o saudoso e inesquecível Espaço Retrô) presenciaram uma gig de despedida INESQUECÍVEL do trio Zé Antonio, Alê e Flavio. Todo o repertório hoje clássico e incrível do grupo foi executado com fúria e paixão (não é assim que o rock’n’roll deveria ser sempre?) e a adição de convidados fodíssimos (como Adriano Cintra, Rodrigo Carneiro, Gozo e Mario Bross, todos queridos amigos do blog) só potencializou ainda mais o clima de celebração (jamais de despedida) que se instalou no SESC.

 

Além disso foi incrível rever a turma dos 90’ por lá. Amigos e músicos que fizeram parte de uma geração de bandas que, sem ser arrogante ou soar coroa e ranzinza, produziu uma obra que não encontrou mais paralelo (em termos de qualidade musical) no rock independente brasileiro – ainda mais nos dias atuais, quando bandas e músicos produzem trabalhos cada vez mais medíocres. Em uma noite em que o gigante Pearl Jam também tocou em Sampa (e este esparço blogger gosta muito do PJ, tanto que já assistiu a turma de Eddie Vedder ao vivo 3 vezes) foi um prazer constatar que o show do “modesto” Pin Ups lotou a chopperia, levando até lá até os queridos Roberto Cotrim (o homem que criou o Retrô) e Wlad Cruz (do site Zona Punk, e que nos surpreendeu por estar ali, quando imaginamos que ele estaria no Morumbi, vendo o PJ. “Finatti, nem eu nem você iríamos PERDER essa apresentação dos Pin Ups”, disse ele. Com razão e com certeza). E levou também até lá mais uma infinidade de gente de quem gostamos, temos simpatia e que não víamos pessoalmente há séculos. O calor era imenso lá dentro, a fila pra comprar cerveja dava voltas mas nada disso importou. O prazer de estar ali, participando (sem exagero) de um momento único e histórico, superou qualquer desconforto. E a cada música disparada pelo grupo e a cada gole de breja gelada que descia pela garganta, a sensação de felicidade só aumentava.

 Um dos grandes momentos do show de despedida do grupo indie noise guitar paulistano Pin Ups, no último dia 14 em Sampa: Rodrigo Carneiro, do Mickey Junkies sobe ao palco para cantar em uma das músicas do set (acima e abaixo, no vídeo); depois da gig a festa/confraternização dos amigos prosseguiu nos camarins, e reuniu essa trinca DE PESO do indie rock paulistano: o batera Flavinho Forgotten, o gênio Adriano Cintra (que criou o Cansei De Ser Sexy) e o jornalista loker/zapper, amigo eterno da dupla (abaixo)

 

No final o blog produziu algumas reflexões as quais talvez nem todos que estão lendo aqui irão concordar com elas. Uma: que o Retrô talvez tenha sido (guardadas as devidas proporções) o CBGB’s de São Paulo nos anos 90’ (e isso com todo o respeito a outro templo histórico do udi grudi paulistano, o Madame Satã). E os Pin Ups, pelo número incontável de vezes que tocaram por lá (sendo que ESTE velho jornalista rocker/loker, talvez naquela época o MAIS LOKER de todos, esteve em boa parte dessas gigs, que começavam invariavelmente às 3 da manhã, colocando um bando de malucos na frente do palco, a essa altura todos já devidamente chapados por álcool, drogas etc, literalmente pra pular até morrer) eram os Ramones do Retrô, embora o grupo paulistano não tivesse nenhuma similitude em seu som com o quarteto nova-iorquino que foi um dos fundadores do punk rock.

 

Show terminado, rolou festa e confraternização incríveis no camarim. Finaski saiu de lá quase uma da manhã (na cia dos queridos Felipe Almeida e Falcão Moreno, do grupo Coyotes California) e foi pro baixo Augusta. Oficialmente foi o show de despedida dos Pin Ups. Mas  nunca se sabe… com a repercussão da gig (que vergonhosamente foi completamente ignorada por jornais como a FolhaSP e por blogs de cultura pop “modernos” e “espertos”, que só se preocupam em ficar fazendo dezenas de micro postagens diárias com temas quase desinteressantes, além de ficar especulando sobre turnês gringas no Brasil, pra ganhar alguns minguados likes em redes sociais), achamos (e comentamos isso com a Claudia Bexiga, esposa do Zé Antonio) que a banda deveria sim fazer uma pequena tour de despedida. E quem sabe, ganhar o DINHEIRO que eles nunca sonharam em ganhar quando tocavam nos porões loucos de Sampa há 25 anos.

 

Mas se esse foi mesmo o sepultamento (enfim), com festa inigualável, do indie rock paulistano dos 90’, que assim seja. E que ele (o indie guitar rock noventista) e os Pin Ups agora descansem em paz e permaneçam para sempre em nossa memória.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: das boas novidades do rock brazuca neste já quase findo (e ruim, em termos de bandas novas que valem a pena) 2015, o trio alagoano (da capital, Maceió) Necro (formado pela vocalista, guitarrista e tecladista Lilian Lessa, pelo baixista, tecladista e vocalista Pedrinho e pelo baterista Thiago) na verdade está na ativa desde 2009. E com os dois pés fincados em stoner rock de guitarras chapadonas, pesadas e psicodélicas à la anos 70’, o grupo chamou a atenção na indie scene americana, onde já lançou discos e conta com um razoável séquito de fãs. Agora seu mais recente ep (que já estava disponível para audição na web desde o ano passado) ganha edição física em cd, através do sempre antenado selo Baratos Afins, do mestre e produtor Luiz Calanca. São sete faixas de instrumental poderoso, que oscilam entre o peso esporrento de “Noite e dia” e a doçura psicodélica de “17 horas”, ambas cantadas em português sendo que também há faixas no disco com vocais em inglês – e isso é o único senão do trabalho na opinião do blog, que não curte muito álbuns que são gravados com vocais em duas línguas diferentes. Mas tirando esse detalhe o Necro se mostra fodão, fazendo rock velhão e muito bom. Não é um trio “muderno” e não faz rock’n’roll “Paul moller” mas, sim, música porrada e contemplativa, como nos ótimos tempos de Black Sabbath, Dust, Blue Cheer etc. Para saber mais sobre a banda, vai aqui: https://www.facebook.com/necro.al/timeline. E para ouvir o ep deles, vai aqui: http://necronomicon.bandcamp.com/album/necro.

 O stoner rock chapadão e muito bom do trio Necro, em lançamento do selo Baratos Afins

 

* Filme: o documentário “Chico – artista brasileiro” provoca satisfação e emoção imensos em quem o assiste. Com depoimentos bacaníssimos do próprio Chico (um dos nomes gigantes e essenciais da história da MPB), de outras personalidades e artistas da música brasileira e contando com um vasto e execelente material de arquivo, o longa proporciona um passeio imperdível por fatos relevantes da trajetória do cantor e compositor, além de ser uma aula de cultura brasileira.Fica um pouco enfadonho em seu terço final mas, ainda assim, merece ser visto com atenção.

 

* Filme, II: entrou em cartaz em São Paulo “Califórnia”, primeiro longa da cineasta e ex-vj da MTV Marina Person. Tem Caio Blat no elenco e a hustória gira em torno de um jovem casal nos anos 80’, suas descobertas de vida, no sexo e a chegada da aids ao mundo. Tudo embalado ao som de David Bowie, The Cure, Joy Division e outros nomes inesquecíveis de uma década igualmente inesquecível. O blog ainda não assistiu mas deve ser beeeeem legal, sendo que o trailer você pode conferir aí embaixo.

 

 

* Festa bacana, I: o blog Crush Em Hi-Fi (um dos bons espaços da atual blogosfera brazuca dedicada à cultura pop e ao rock alternativo), editado pelo queridão João Pedro Ramos, realiza sua primeira grande noitada em Sampa nesta sexta-feira (já que o blog está sendo finalmente concluído hoje, quinta-feira, 3 de dezembro), 4. Vai ter DJ set do próprio João mais show ao vivo com o grupo Horror DeLuxe, sendo que tudo acontece no Morpheus Club (que fica na rua Ana Cintra, 110, metrô Sta. Cecília, região central de Sampa). O blog zapper vai colar lá porque vai ser legal, e espera que seu dileto leitorado também compareça. E você pode saber tudo sobre a balada aqui: https://www.facebook.com/events/1128185410548235/.

 O DJ, promoter e brother zapper (ao lado do blog), João Pedro Ramos, que faz nesta sexta-feira (amanhã), a primeira edição da festa do seu blog, Crush Em Hi-Fi

 

 

* Festa legal, II: na próxima semana, mais especificamente no dia 10 de dezembro, rola mais uma edição do evento “Genesis de Gênios – #mostreseumelhor”. Realizado pelo pessoal da jovem, agitada e batalhadora produtora cultural Plectro, o evento busca abrir espaço para novos talentos artísticos da capital paulista (e também de outras regiões do Brasil). Para tanto abre o palco e o microfone para quem quiser se apresentar nele, com as inscrições podendo ser feitas no mesmo dia e hora em que rola a festa. Muito talento novo, desconhecido e bacana já passou pelas edições anteriores e fikadika do blog então para quem quiser acompanhar o próximo: vai acontecer na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, na capital paulista), a partir das sete da noite do próximo dia 10. Aparece por lá e sabia mais sobre o Genesis aqui: https://www.facebook.com/events/173128169708024/.

 Zap’n’roll com a turma da produtora Plectro na última edição do “Genesis de Gênios”: a festa bacaníssima tem nova edição semana que vem

 

 

* Baladíssima: postão finalmente sendo concluído no finalzinho da noite de quinta-feira, 3 de dezembro. Então vamos dar uma “zoiada” rápida no que tem de bão no finde alternativo em Sampa, bora! Começando que sexta já tem open bar do inferno no Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampalândia), sendo que antes você dar uma passada na Tex (também na Augusta, colado na esquina da rua Peixoto Gomide) e tomar um Jack Daniel’s Honey pra começar bem a noite.///Sabadão? Vai ser imperdível mais uma edição da festona Glam Nation no Inferno (o club, rsrs), no 501 da Augusta. Com showzão fodão dos Corazones Muertos, dos queridos Joe Klenner e Jeff Molina, e nesse o blog vai com certeza! Depois ainda dá pra acabar a noite na melhor pista rocker sessentista de Sampa, o Astronete, também na Augusta (no 335 da rua). Tá bão? Então se joga!

Os Corazones Muertos: show nesse sábado no Inferno Club

 

 

TCHAU, BEIJO, ME LIGA!

Postão demora pra chegar e custa pra acabar, hihihi. Mas como tudo que é bom uma hora acaba… então ficamos por aqui. E já nos preparando pra se despedir de 2015, quando deveremos publicar apenas mais dois postões este ano. Aí 2016 virá e com ele, se tudo der certo, algumas novidades por aqui, no formato (e talvez no nome) de um blog de cultura pop que te acompanha já há quase treze anos. E vai continuar acompanhando. É isso aê. Até logo menos então!

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 4/12/2015 às 11hs,)

A deusa, diva e tesão absoluto Lana Del Rey reina no mondo pop com seu novo discão; os GIGANTES e ETERNOS Rolling Stones confirmam: América do Sul (e Brasil), aí vamos nós em fevereiro de 2015!; o indie rock bucólico e lindão do Real State (quem?), que vai tocar por aqui no final do ano; o incrível indie folk gaúcho do Spangled Shore (quem???); as musas bukowskianas que enlouquecem machos (cados) tarados, a Selecinha vai com certeza pra casa do caralho na Copa de merda e mais livros e ingressos em promoção no postão do último feriadão do semestre, uia! (postão completão no ar, com plus gigante, direto das Minas Gerais!) (atualização final em 21/6/2014)

A diva, deusa e musa divina do cancioneiro pop americano dos anos 2000’, e os velhos GIGANTES e até hoje a MAIOR banda de toda a história do rock’n’roll: Lana Del Rey (acima, total nude em ensaio fodaço e já célebre para a edição britânica da revista GQ, publicado em 2013) lança discaço e reafirma sua ultra classe como cantora; os Rolling Stones (abaixo) prosseguem na turnê “14 On Fire” e confirmam: show no Brasil, no final de fevereiro de 2015

 

A violência é tão fascinante.

E nossas vidas são tão normais, como cantou Renato Russo no clássico “Baader Meinhof Blues”, gravado pela Legião Urbana em seu disco de estreia, lançado em fins de 1984. Pois nesses dias de Copa do Mundo (e felizmente com frio outonal delicioso e aconchegante em Sampa, nesta madrugada de quinta pra sexta-feira e em pleno meio do último feriadão prolongado do primeiro semestre, quando o novo post do blog começou a ser escrito) no país miserável de Quinto Mundo que aspira eternamente a ser de Primeiro (mas jamais sem conseguir chegar lá), a letra profética de Russo radiografa com exatidão o que vive a população brasileira: as vidas continuam tão normais e empolgadas/anestesiadas por um esporte estúpido (o futebol), que rende bilhões apenas para alguns jogadores, para entidades de caráter ultra duvidoso e mafioso (como a Fifa e a CBF), para grandes corporações de mídia (como as Organizações Globo) e de marketing. O torcedor é apenas o grande otário nesse esquema todo, aquele que paga caríssimo para alimentar uma paixão desmesurada (e inexplicável) por times babacas e jogadores semi-analfabetos, que mal sabe falar diante de um microfone. Enquanto isso, enquanto a vida segue (a) normal e anestesiada por uma Copa que pelo jeito não vai deixar benefício posterior algum ao país que a está sediando, e que sequer vai ser ganha por esse país sede, a violência também segue fascinante no nosso lindo e imenso Brasil. Em Recife a polícia desce o cacete em moradores de uma ocupação durante uma reintegração de posse. No Rio a polícia militar ASSASSINA prende dois menores de idade e executa um deles (de apenas catorze anos de idade) com tiros de fuzil. Em São Paulo os famigerados black blocs novamente destroem agências bancárias, carros e patrimônio público e privado durante ato do Movimento Passe Livre, que comemorou um ano das manifestações de junho de 2013 pelo não aumento da tarifa do transporte público. Some-se tudo isso e teremos uma imagem fiel do que é o Brasil de ontem, quase trinta anos atrás (quando a Legião Urbana lançou “Baader Meinhof Blues”), e de hoje. Avançamos em quê, afinal? Evoluímos onde? O que aconteceu com o senso de solidariedade, simpatia, cordialidade, respeito e amizade que norteava boa parte do brasileiro décadas atrás? Onde tudo isso foi parar? Onde nós e nossa sociedade vai parar se continuarmos assim? Enquanto as respostas não surgem (e parecem cada vez mais difusas em um horizonte incerto e distante) o Brasil grande continua a se entorpecer na Copa inútil, e a celebrar uma satisfação e uma alegria inócuas e no final das contas burra, porque surge apenas em função de um ópio esportivo (o futebol). Enquanto isso quem tem o juízo minimamente no lugar e reflete melancolicamente e de maneira consciente sobre a situação atual, se exaspera ao constatar como anda a Saúde no país, como anda nossa Educação, infra-estrutura, como anda o (des) governo polarizado por dois Partidos (PT e PSDB) que se especializaram na corrupção e na conduta canalha de seus quadros e como não se enxerga, infelizmente, um horizonte alentador que traga soluções para tudo isso. Esse é o recado que o “editorial da Copa” de Zap’n’roll quer deixar ao seu sempre dileto leitorado. Vamos em frente aqui, tentando levar um pouco de alento e cultura pop àqueles que querem algo além do que apenas viver no país do futebol. Por isso mesmo este post traz a sempre linda Lana Del Rey (com ótimo disco novo lançado) e novidades indies bacanudas, como o lindão dreampop indie americano Real State ou o indie folk gaúcho Spangled Shore, além das tesudas musas do imortal Charles Bukowski. É talvez muito pouco pra aliviar a barra de enfrentar um cotidiano repleto de desalentos existenciais. Mas seguimos tentando, sempre. Enquanto isso a violência continua tão fascinante e nossas vidas seguem sempre tão normais…

 

 

* Zap’n’roll nas Minas Gerais, Estado montanhoso, frio, acolhedor e com o céu noturno mais lindo desse Brasilzão, wow!

 

 

* O blog está em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde acompanha neste sábado (leia-se amanhã) a festona rocker “Noite valvulado”, que vai rolar no centrão da cidade (no Clube Lounge, Praça Rui Barbosa, 110) e que é produzida pela turma do coletivo Cultura Amplificada. Seis bandas sobem ao palco a partir das nove da noite, entre elas a incrível Mad Sneaks (trio grunge fodaço de Minas Gerais), além da também muito boa e grunge Leave Me Out, daqui da cidade em si. Estas linhas online foram convidadas a acompanhar de perto o esporro rocker e ficam na cidade até a próxima segunda-feira, confortavelmente hospedadas na house da queridaça Adreana Oliveira, que está assessorando informalmente o evento e que é uma das jornalistas rockers mais lindas e conhecidas da indie scene nacional.

 

 

* Portanto, este post (que começou a ser escrito ontem em Sampalândia), será concluído por aqui mesmo, direto das montanhas de Minas.

 

 

* E tudo sobre a Noite Valvulado (que também terá cobertura do blog no post da semana que vem), você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1485532508348703/?fref=ts.

 

 

* A nota política da semana não poderia ser outra: no último finde diversos Partidos realizaram suas convenções pelo país afora, para escolher seus candidatos que irão disputar as eleições deste ano, em outubro. Entre estes está o PV, Partido Verde. E é nele que o autor deste blog irá confiar seu voto em 2014. Motivos para esta decisão não faltam: o PV talvez seja a terceira via que falta neste momento na política brasileira, para escaparmos do domínio do PT e do PSDB. Fora que a plataforma Verde é altamente progressista socialmente: contempla a legalização das drogas e do aborto e uma especial atenção à diversidade sexual. E por último, é pelo PV que o amado André Pomba (presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, um dos djs e agitadores culturais mais conhecidos de São Paulo e grande irmão de coração zapper há mais de duas décadas) vai se lançar candidato a deputado federal. Então fikadika do blog zapper: se você realmente quer tentar ver o país melhor em todos os níveis a partir de outubro, uma ótima opção aí está: votar nos candidatos do Partido Verde.

Dupla rocker dinâmica e irmãos eternos: Zap’n’roll ao lado do super dj André Pomba, que também é presidente da Ong Associação Cultural Dynamite; ele sai candidato a deputado federal pelo Partido Verde nas eleições de outubro próximo 

 

* Yep, não podemos deixar de mencionar: o post anterior deste espaço blogger chegou a cento e cinquenta curtidas e quase trinta comentários. Constatação que continua óbvia: Zap’n’roll continua bombator, sendo hoje um dos principais blogs de rock alternativo e cultura pop da web brasileira. E justamente por se encontrar no auge (aos onze anos de existência) é que ela deverá sair de cena, gloriosa, no final deste ano. Quando inclusive deverá estar indo para as livrarias “Memórias de um jornalista junkie”, que está sendo escrito pelo jornalista já coroa mas ainda loker e repleto de lembranças no HD do seu cérebro.

 

 

* E a BOMBA rocker desta sexta-feira não poderia ser outra: está extra-oficialmente confirmada a vinda dos Rolling Stones para a América do Sul no início de 2015. Eles irão fazer shows no continente (Brasil incluso) do final de fevereiro ao início de março, sendo que aqui por enquanto está agendado (também extra-oficialmente e ainda sem data definida) um show no Rio De Janeiro, no estádio do Maracanã. O dileto leitor zapper já sabe que as negociações para que os vovôs do rock’n’roll voltassem ao Brasil já se arrastavam há séculos, sendo que inclusive o grupo deveria tocar aqui ainda esse ano. Mas enfim, antes tarde do que nunca. E é óbvio que esta turnê das Pedras Rolantes será a última da banda e que vai ser um tumulto pior do que arrumar ingressos pra Copa conseguir tickets pro show. E esta vai ser, definitivamente, a ÚLTIMA GRANDE GIG ROCKER que o velho jornalista Finaski pretende assistir em sua vida.

Os vovôs vêm mesmo ao Brasil no começo de 2015: preparem-se!

 

* Kasabian na capa da NME desta semana. A banda merece, e como. “48:13”, seu novo discão e que foi bem resenhado em nosso post anterior, é um dos álbuns mais ouvidos por estas linhas bloggers nas últimas semanas.

 

 

* Chico Buarque nunca foi fã de rock’n’roll (pois ele, com sua vasta erudição, considerava o gênero como algo “menor” dentro da música; enfim, opinião dele, claro) mas o blog sempre amou Chico, ainda que discorde frontalmente de posturas suas de anos pra cá. De qualquer forma um dos maiores compositores da história da música brasileira e que pensou e radiografou como ninguém esse país, completou setenta anos esta semana. Fica aqui então os parabéns deste espaço rocker virtual pro velho Chicone.

 

 

* O INDIE FOLK BACANUDO DO GAÚCHO SPANGLED SHORE – daquelas surpresas que te fazem abrir um mega sorriso e que estão cada vez mais raras na indie scene nacional: noite dessas o blog está tomando brejas na padoca ao lado da sua casa (lá na Vila Mariana, zona sul chic de Sampalândia), junto com a turma amiga da banda Pronominais (você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui, após a Copa do Mundo; nova formação do indie rock paulistano que promete causar barulho no segundo semestre desse ano), com quem o autor destas linhas bloggers vai trabalhar a partir de agosto. Conversa daqui, papeia dali e o querido “ziquinha” Lucas Morelli (batera dos Pronominais) dispara: “Finas, você precisa ouvir o Spangled Shore, que também foi produzido pelo mesmo cara que tá produzindo nosso disco”. O blog, confessando sua “ingnorança”: “Quem???”. Até que o chapa Nani Morelli (o vocalista e líder dos Pronominais) foi até o carro e nos entregou um cd digipack, de capa azul, com dez faixas, intitulado “Coax The King”. O blog foi ouvir o dito cujo quando chegou em casa. E se apaioxonou no ato pelo que ouviu. Spangled Shore é o projeto de um homem só do músico gaúcho Gabriel Balbinot, que mora na distante Caxias do Sul. E seguindo a melhor tradição do folk purista que norteou gênios e lendas como Arlo Guthrie e Bob Dylan (bem no comecinho da sua carreira), Gabriel concebeu um discaço lindíssimo onde ecoam folks tramados com banjos, bandolins e violões, desenhando melodias bucólicas, campestres e algo melancólicas e que seduzem o ouvinte com apenas uma única audição. O sujeito, além de compor e cantar (em inglês e caprichando no sotaque “caipira” que o gênero pede) todas as músicas também as executa solitariamente, tocando todos os instrumentos (sendo que ao vivo ele se reveza entre os instrumentos de cordas e a percussão, feita em um kit minúsculo de bateria). “I Hang My Head”, que abre o disco, é sensacional: uma road song que serve de trilha perfeita enquanto você caminha por uma estrada solitária e empoeirada, pensando sobre a existência e rememorando fatos que marcaram sua vida, entre goles de whisky ou cerveja barata. E o cd prossegue assim até o final, encantando quem escuta músicas como “The Rascal”, “Dandelion” ou “The Core”. É sem dúvida alguma mais uma gigante descoberta destas linhas bloggers rockers (okays, descoberta desta vez dividida com a turma dos Pronominais) e que mostra que ainda há, sim e com certeza, gente fazendo música de altíssima qualidade na quase falida cena independente brasileira. Já tem o voto deste espaço virtual para entrar na lista dos melhores discos de rock nacional de 2014. E se você confia na palavra do blog e se interessou pelo Spangled Shore, vai aqui: http://www.spangledshore.com/. E aqui também: https://soundcloud.com/spangled-shore (onde dá pra ouvir todo o álbum “Coax The King”). Ou ainda aqui: https://www.facebook.com/SpangledShore/info.

 Spangled Shore, o projeto de um homem só do músico gaúcho Gabriel Balbinot: indie folk classudo e melancólico, na melhor tradição de mr. Bob Dylan

 

 

* E aí embaixo o lindíssimo vídeo para a incrível “I Hang My Head”:

 

 

* Agora, nem tão surpreendente assim é o novo discão da deusa loira Lana Del Rey. Já era previsível que seria um grande trabalho. E é, como você confere aí embaixo.

 

 

LANA DEL REY – SEMPRE TESUDA, ESTILOSA, SEDUTORA E NADA ULTRA VIOLENTA

Hoje ninguém mais duvida do talento do bocetaço lindo e cantante que atende pelo nome de Lana Del Rey. A diva e deusa americana de vinte e oito anos de idade, ao lançar “Ultraviolence” (que chegou às lojas do mundo todo no início desta semana, Brasil incluso, embora o disco tenha vazado na web há quase duas semanas), seu terceiro álbum de estúdio (sendo que ela renega o primeiro, editado em 2010), reafirma o que ficou nítido no muito bom porém controverso “Born To Die”, lançado há dois anos e que provocou discussões acaloradas sobre o talento (ou não) da garota: ela é sim uma grande cantora. E mantém a tradição das grandes vozes femininas da história do cancioneiro pop americano, como Nancy Sinatra. Com seu vocal de contralto, sua inspiração em poesia beat e em filmes de Francis Ford Coppola, seu apreço por canções suaves e melancólicas e sua nada falsa inadequação existencial (apesar de ser linda, rica, famosa e desejada), Lana entrega um discão aos seus fãs e a quem quiser ouvi-lo.

 

Quando “Born To Die” saiu, em 2012, Lana estava morando em Londres, havia havia reformulado totalmente sua carreira musical. Naquela época ela era uma cantora de canções pop algo dançantes e sem algo mais substancial em seu bojo, como foi registrado por ela em sua estreia em 2010 com “Aka Lizzy Grant”,  que não entusiasmou a crítica e muito menos produtores e selos de discos. Hoje, inclusive, a garota renega esse trabalho, que foi recolhido das lojas alguns meses após ser lançado e ter vendido poucas cópias. Então, o que difere a Lana Del Rey de “Born To Die” da cantora que gravou, há dois anos, um disco onde ostentava seu verdadeiro nome? Alguns fatores: ela deixou uma musicalidade mais pop e acessível de lado e se cercou de bons músicos e produtores. Também depurou sua inflexão vocal, mergulhou em composições mais densas, melancólicas e intimistas e investiu no visual diva “femme fatale”. Os resultados logo foram surgindo e mudando a sorte da americana: os elogiados singles “Video Games” e “Blue Jeans”, que antecederam o lançamento do álbum completo, receberam aprovação quase unânime da imprensa musical, e a revista britânica “Q” anunciou em outubro de 2011 que Lana era a “próxima grande coisa” da música pop.

 

E foi justamente por conta do sucesso de público e midiático de “Born To Die” que surgiram  as primeiras críticas ao trabalho de Lana. Como por exemplo o excesso de produção, o que tornaria a música da americana muito artificial. “O disco ‘Born to Die’ é realmente bom. Bastante produzido, é verdade, mas contém boas canções em meio a tantos instrumentos e efeitos”, observa Pablo Miyazawa, editor-chefe da revista Rolling Stone. “Mas eu gosto da artista, por vários motivos. Ela foge de certa mesmice que assola as cantoras pop recentes – não é exatamente uma diva intocável, embora até tente se comportar assim. Ela já expôs fragilidades e limitações – vide a performance dela no programa ‘Saturday Night Live’ [onde a artista demonstrou visível insegurança em sua performance, chegando a desafinar em alguns momentos] – e permaneceu em evidência posteriormente, o que acho que é mais mérito do que qualquer coisa”, completa o jornalista. Da mesma forma pensa nosso querido Lúcio Ribeiro, o homem do site/blog Popload, fã assumido de miss Del Rey: “é necessário ir além da falação ‘extramúsica’ em torno da Lana Del Rey para perceber a delícia pop que se esconde por trás daquela boca de botox, o passado errante, o amo-odeio da internet, o puro marketing. Gosto da cantora porque acho boa parte de suas músicas lindas e suas letras incríveis. É claro que gosto da bagunça que ela causa na cabeça de críticos, blogs, público em geral. Mas isso é só uma pimenta na construção do mito em que ela se tornou rapidinho. Adoro histórias como a dela. Acho ela superatual, mesmo parecendo uma cantora de filmes dos anos 50/60. Gosto quando ela pende ao hip hop, que é total a praia dela, onde ela cresceu”.

O novo discaço da musa e deusa Lana Del Rey: ela continua diva, tesuda e cantando melhor do que nunca

 

As críticas, porém, foram cendendo com o tempo. E deixando espaço para uma cantora que se aprimorava cada vez mais em seu ofício. Um aprimoramento que atinge resultados incríveis em “Ultraviolence”, um álbum “violento” em seu conceito estético e nas letras escritas por Lana (que continuam versando sobre viver no limite do perigo picológico, desencanto emocional, desilusão amorosa e inadequação existencial), mas absolutamente terno e sedutor em sua ambiência sonora e melódica. Há músicas lindíssimas espalhadas pelo disco, como a guitarra suave (e que se imuscui entre discretos tons eletrônicos e percussão suave) que conduz o primeiro single, “Shades Of Cool”, que parece saída diretamente de alguma trilha sonora de um filme de 007 da safra sessentista da série. E não só: a faixa-título vai pelo mesmo caminho, com Del Rey destilando inflexões vocais que ferem mortalmente nossa alma e nosso coração. “West Coast”, “Sad Girl”, “Old Money” (que música delirante com seus pianos e sua melodia eivada de tristeza, lembrando as trilhas impactantes de amor de filmes como “…E o vento levou”), “The Other Woman”… não há uma única faixa no trabalho que não exale exuberância musical, apuro melódico e instrumental e espetacular performance vocal de uma artista que tem tudo para se tornar uma das grandes cantoras pop dos anos 2000’.

 

O disco foi gravado em vários estúdios americanos e também ingleses. E boa parte dele teve a mão na produção de Dan Auerbach, metade do duo Black Keys, um dos grandes nomes do rock americano atual. Ele soube direcionar muito bem o bocetão cantante e extrair de Lana o melhor que ela pode oferecer em termos de canções emocionalmente poderosas e de interpretação avassaladora. Assim não há muito o que questionar desta vez: “Ultraviolence” é mesmo um álbum fodástico. E vislumbra um futuro longo e brilhante para a linda, loira, tesuda e diva Lana Del Rey.

 

 

O TRACK LIST DE “ULTRAVIOLENCE”

1.”Cruel World”

2.”Ultraviolence”

3.”Shades of Cool”

4.”Brooklyn Baby”

5.”West Coast”

6.”Sad Girl”

7.”Pretty When You Cry”

8.”Money Power Glory”

9.”Fucked My Way Up to the Top”

10.”Old Money”

11.”The Other Woman”

 

 

E A DEUSA E DIVA AÍ EMBAIXO

Nos vídeos de “West Coast” e “Shades Of Cool”, dois dos singles já retirados do álbum “Ultraviolence”

 

 

 

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AS MUSAS E DEUSAS DEVASSAS E PUTAÇAS DE UM VELHO LOUCO E SAFADO

Poderiam ser as ex-namoradas, amantes e affairs do jornalista blogger eternamente loker e maloker – esse aqui mesmo, autor destas linhas de cultura pop que não se furtam também em ser canalhas, cafajestes e sacanas quando o assunto é sexo e devassidão carnal, uia! Afinal Zap’n’roll perdeu a conta de quantas mulheres cadeludas e geniais teve ao longo de sua existência. Aquelas que amavam se embraigar em whisky, cinema, rock e poesia. E que eventualmente também adoravam aspirar cocaine na cia do jornalista maluco. E que, sem exceção, adoravam FODER e ser FODIDAS como putas ordinárias, contemplando o autor deste blog muitas vezes insano com delirantes e inesquecíveis sessões de plena orgia carnal (“chupa minha xoxota!”, “mete no meu cu!”, “me fode seu cachorro!”, foram frases que o igualmente puto jornalista ouviu zilhões de vezes na cama, enquanto deslizava seu pinto grosso pra dentro de bocetas loucas e bocas ávidas por engolir porra quente; sem contar as inenarráveis sessões de mamadas intermináveis em mamicaços suculentos, wow!). Foram anos de milhares de momentos de gozo escandaloso, sórdido, animalesco. Inesquecíveis, enfim.

 

Mas as musas aqui em questão são as que se desnudam e se embriagam na poesia e nos textos em prosa do velho louco, safado e igualmente ordinário chamado Charles Bukowski. Uma lenda gigantesca e eterna da literatura beat americana e uma das assumidas e enormes inspirações textuais do blog zapper. O autor destas linhas quase imorais (às vezes, rsrs) é fã do velho Buk desde sempre (o primeiro livro adquirido dele foi “Cartas na Rua”, quando foi lançado pela primeira vez no Brasil, em 1984; a partir daí o então jovem aspirante a jornalista foi devorando absolutamente tudo o que encontrava de Bukowski pela frente: “Mixto Quente”, “Crônica do amor louco”, “O amor é um cão dos diabos”, “Mulheres” etc, etc, etc.). E se recorda com carinho de suas (do blog) ex-musas e amantes quando admira e lê os textos envolvendo as musas brasileiras do imortal escritor americano.

 

Elas seguem aí embaixo, em imagens delicious total. E podem ser encontradas no Tumblr dedicado a elas (em http://musas-bukowskianas.tumblr.com/) e também em sua página no Facebook (em https://www.facebook.com/MusasBukowskianas?fref=ts). Vejam e delirem!

Fernanda Paiva: ela bate uma delirante siririca e goza pensando nos versos do velho louco

 

Esta apenas expõe sua carne safada e medita sobre a existência…

 

Cachorra Camila Bandini, com suas unhas vermelhas deslizando sobre as páginas de “Cartas na Rua”, e pronta pra arranhar até sangrar as costas do macho que estiver fodendo sua generosa boceta em chamas

 

Zirtaeb: os peitos nus e pedindo por uma boca neles…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: o novo da deusa cantante Lana Del Rey, claro!

 

* Disco II: até a semana passada estas linhas rockers sempre antenadas com o que rola na produção atual da indie rock scene planetária, assumimos, nunca tinham ouvido falar da banda americana Real State. Até que foi anunciada a vinda do grupo ao Brasil para shows em novembro (eles estarão vindo pra cá em mais uma produção bacana da Bataclava Records e Brain Productions, do queridón carecón Bruno Montalvão) e estas linhas online curiosas foram atrás para saber o que era (e é) o som da banda. O blog ouviu o mais recente álbum do grupo, “Atlas”, e caiu de amores pelo RS. Indie/dream pop de guitarras dolentes, melodias incrivelmente belas e campestres e vocais tristonhos constroem a moldura sônica de um conjunto americano que existe há apenas cinco anos e tem dois discos lançados. “Atlas”, o mais recente e que foi editado em março último (e que deve ser a base das gigs brasileiras, desde já um dos shows gringos pra não se perder por aqui no final deste ano), pode ser ouvido aí embaixo, na íntegra. Discão!

 

 

* Baladas: o blog está passando o finde do feriadão em Uberlândia, mas tá de olho no que rola no circuito noturno alternativo de Sampa. Vai daí que hoje, sabadão em si (quando o postão está sendo concluído) a noite começa muito bem com a festa Baladas Sangrentas e as deliciosas brejas artesanais na Sensorial Discos (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa), a partir das nove da noite. Depois a pedida é emendar a madrugada no baixo Augusta, onde rola a sempre bombator noite Glam Nation no Inferno (no 501 da Augusta), além da infernal festa open bar no Outs (no 486), onde só os fortes permanecem em pé ao final da noite, hihi.///E pra terminar bem o feriadão: vai ter showzão amanhã (domingo) do Rock Rocket no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, metrô Vergueiro, zona sul de São Paulo), isso às sete da noite. Tá bão? Então se joga e bom final de feriadão!

 

 

MAIS UMA CHAMADA PRA GANHAR

Pelo hfinatti@gmail.com esses mimos aí:

 

* INGRESSOS (número sendo definido, calma!) pro show do Peter Murphy em Sampa, dia 20 de julho, no Carioca Club;

 

* E um exemplar da biografia célebre da lenda Ian Curtis, e que saiu aqui há pouco pela Edições Ideal.

 

Tá dentro? Então manda seu pedido aflito e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

Agora sim, postão completo no ar. O blog segue em Minas Gerais onde fica até esta segunda-feira. Depois de volta à velha vida rocker em Sampa, sendo que na semana que vem estaremos por aqui novamente. Até lá deixamos beijos doces e abraços idem nas sempre queridas Michelle Martins e Adriana Gadbem. E um beijo especial à musa bukowskiana que nesse momento balança o coração do velho zapper: Jaqueline Rose. Até mais!

 

 

(ampliado atualizado e finalizado por Finatti em 21/6/2014 às 18hs.)