AMPLIAÇÃO FINAL e GIGANTE! Contando como foi o festão mega de quinze anos do blog, mostrando o novo destaque da cena indie paulistana (o trio Ema Stoned) e trazendo uma MUSA ROCKER verdadeiramente ESPETACULAR para celebrar nossa década e meia de existência, wow! – Mesmo em um momento politicamente e democraticamente terrível e crucial para todo o Brasil, o blog zapper tenta se manter em festa e escapar ao menos um pouco desses dias angustiantes: nesse post especial celebramos nossos QUINZE ANOS DE EXISTËNCIA online, damos todas as infos do festão que vai BEBEMORAR e ROCKAR a data amanhã (sexta-feira) em Sampa, no Sesc Belenzinho, e ainda adiantamos que, sim, este espaço virtual se despede em DEFINITO de seu dileto leitorado ainda este ano (afinal, é melhor fechar a tampa no auge do que na decadência, como vemos por aí na “concorrência”, hihi); mais: em um tempo em que o rock e a cultura pop estão inapelavelmente no fundo do poço e no final de sua história, a grande Cat Power ainda se mantém total relevante com um belíssimo novo trabalho inédito de estúdio; e ainda nossas observações e opiniões sobre o segundo turno das eleições deste ano, uma musa rocker absolutamente de li ci ous (e que causa furor no circuito do baixo Augusta/SP) e muuuuuitooooo mais aqui, onde JAMAIS haverá espaço para a caretice, a intolerância, o preconceito e o FASCISMO comportamental, cultural, social e intelectual (postão MEGA totalmente ampliado e FINALIZADO em 26-10-2018)

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A cultura pop e o rock alternativo estão em seus estertores mas ainda resistem como podem, e nos oferecem ainda grandes discos, como o novo álbum da folk singer americana lindona que é Cat Power (acima), muito bem resenhado nesta edição comemorativa de quinze anos do blog zapper; uma data que inclusive será mega bem comemorada na noite desta sexta-feira em Sampa, com showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks (abaixo)

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL – AS DUAS FACES DESTA ELEIÇÃO E DE QUAL LADO CADA UM ESTÁ

Analisando por alto a situação e sem uma pesquisa mais aprofundada nesse momento (pois teríamos que ter tempo para fazer isso, embora esse detalhe não inviabilize a realidade do que vamos elencar aí embaixo), podemos chegar a algumas conclusões. Começando por QUEM ESTÁ DO LADO DA VERDADE, DA DEMOCRACIA, da liberdade de expressão, do humanismo, do respeito, da tolerância com quem pensa diferente, e que é contra fascismo e nazismo político, ditadura e cerceamento de pensamento, machismo, homofobia, racismo, misoginia e mentira na política e nessas eleições:

 

– lideranças políticas que merecem nosso respeito pela sua trajetória, cultura, inteligência, equilíbrio, propostas de governança e RESPEITO à liberdade e democracia (Fernando Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Eduardo Suplicy, Luiza Erundina, José Luiz Penna etc.)

 

– artistas gigantes e de mega PESO da música brasileira e internacional (Roger Waters, Nick Cave, Madonna, os dois ex-guitarristas e fundadores do gigante indie Sonic Youth, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Daniella Mercury, Mano Brown, o guitarrista do Ira!, Egard Scandurra e o ex-baterista do grupo, André Jung), das artes dramáticas (Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Thaís Araújo), da poesia (o escritor Ademir Assunção), medicina (dr. Dráuzio Varella) etc.

 

– imprensa mundial que importa (jornais como o inglês The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Mond e o americano The New York Times).

 

– e uma renca de pensadores, escritores, poetas, cientistas políticos e sociólogos daqui e de fora, todos reconhecidos pelo seu trabalho intelectual e pela sua obra e que sabem o tamanho do RETROCESSO institucional, social, político, econômico e comportamental que irá se abater sobre o Brasil caso o MONSTRO NAZISTA ganhe a eleição.

 

Agora, quem está do lado totalmente NEGRO e reacionário, calhorda, imundo, podre e BANDIDO da eleição, APOIANDO o candidato NAZI FASCISTA:

 

– toda a pior TORPEZA da política nacional atual (DEM, psdbosta, parte do mdbosta, João Escória Dólar, senador Magno Malta, o centrão político etc, etc, etc.).

 

– igrejas evangélicas corruptas, reacionárias ao extremo, ignorantes e boçais no pensamento medieval que impõem aos seus seguidores, fundamentalistas e com os líderes evanJEGUES mais BANDIDOS que se tem notícia e que ROUBAM na cara larga seus milhões de seguidores (Edyr Macedo, Silas Malafaia, Waldemiro Santiago etc.).

 

– PATRÕES que estão loucos para dar CAMBAU no décimo terceiro salário e nas férias dos seus pobres funcionários.

 

– os 1% SUPER ricos do país, que querem continuar NÃO PAGANDO impostos, deixando os mesmos no LOMBO dos outros 99% pobres da população.

 

– “luminares” da cultura nacional como o ator PORNÔ (e cotado para ser futuro Ministro da Cultura, ahahahaha) Alexandre Frota, a gagá Regina Duarte e os “roqueiros” falidos e decadentes de direita, Lobão e Roger Moreira.

 

– agremiações políticas completamente CAFAJESTES, cretinas, mentirosas, manipuladoras, espalhadoras de fake News aos milhões e ordinárias como o MBLixo.

 

– e claro, os “cidadãos de bem” (uia!), aqueles extremamente trogloditas, ogros em estado bruto, bestiais e selvagens ao máximo. Os que perderam a vergonha (e que saíram finalmente do armário) de serem machistas, racistas, homofóbicos e misóginos, e que não têm pudor algum em mostrar que odeiam pretos, pobres e que acham que homem tem que MANDAR na mulher, e esta OBEDECER caludinha (se não, leva PORRADA!). Pior é encontrar no meio dessa malta gigante de eleitores boÇALnaros e bolsOTÁRIOS, negros que irão votar no nazi (sim, há negros que odeiam sua própria cor de pele), pobres que também irão votar nele (porque acham que irão ascender socialmente e financeiramente caso o monstro vença o pleito) e MULHERES (inacreditável, mas elas também existem como eleitoras do nazi) que acham isso mesmo: que a sociedade tem que continuar sendo eternamente e grosseiramente PATRIARCAL, machista, e que mulher tem mais é que ser bela, pudica, recatada, do lar e que tem apenas que servir como reprodutora humana e servir aos instintos SEXUAIS de seu macho, amo, senhor e provedor (com ela inclusive não tendo direito ao seu GOZO carnal).

 

É isso. Faça sua escolha. O blog já fez a sua. E vote consciente no próximo dia 28 de outubro, domingo.

 

#EleNÃO

 

#EleNUNCA

 

#EleJAMAIS

 

***Mas a BOMBA de ontem, quinta-feira, foi a manchete de capa da FolhaSP. E aí, STE, MP, PF e STF, vão se ACOVARDAR ou irão fazer o que precisa ser feito, ou seja, CASSAR a chapa do candidato nazifascista. Hein?

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***E de fato o país está em chamas a oito dias do segundo turno eleitoral. E nós também estamos tensos ao máximo, acompanhando tudo como todos estão. Mas agora vamos direto para os tópicos deste postão zapper, o que celebra quinze anos de nossa eternamente rocker existência. E ao longo da próxima semana (quando este post será ampliado, atualizado e finalizado), iremos colocar mais notas aqui na Microfonia, pode ficar sussa! Bora celebrar a década e meia de Zapnroll!

 

 

ZAPNROLL ANO QUINZE! A PROVÁVEL DERRADEIRA FESTONA QUE VAI MARCAR A DÉCADA E MEIA DE UM DOS PRINCIPAIS ESPAÇOS VIRTUAIS DA BLOGOSFERA BR DE ROCK ALTERNATIVO E CULTURA POP – E QUE DEVERÁ SE DESPEDIR DEFINITIVAMENTE DE SEUS LEITORES AINDA ESTE ANO

Não é todo dia (ainda mais nos tempos atuais, onde o rock praticamente morreu e a cultura pop está mais irrelevante do que nunca) que um blog dedicado à cultura pop e ao rock alternativo permanece no ar por uma década e meia. Pois a Zapnroll, que está na blogosfera BR desde 2003, com muito orgulho, conseguiu essa façanha. E se mantém firme e forte até hoje, com cerca de 70 mil acessos mensais. Este espaço rocker virtual começou como uma coluna semanal na verdade, no primeiro semestre de 2003, no finado portal Dynamite online. E antes ainda, foi uma coluna IMPRESSA e publicada na saudosa revista Dynamite, onde durou de 1993 a 1995 (há vinte e cinco anos!). Assim são praticamente duas décadas e meia acompanhando de muito perto tudo o que de importante aconteceu no rock alternativo e na cultura pop, no mundo todo e no Brasil também.

De modos que a bebemoração teria que ser (e vai ser) à altura da data. Fomos atrás do Sesc SP, conversamos com eles e conseguimos a espetacular comedoria da unidade Belenzinho (no bairro do Belém, zona leste da capital paulista) para celebrar nosso aniversário de quinze aninhos. Assim o festão rocker acontece lá nessa sexta-feira, 19 de outubro, a partir das 9 e meia da noite. Vai ter showzaços do Saco De Ratos (a banda de blues rock liderada pelo vocalista e escritor Mario Bortolotto) e do incrível The Dead Rocks (a melhor surf music instrumental da cena indie nacional). Também irão rolar vídeo projeções do expert vj Fabio Vietnica e estande da editora Kazuá onde você poderá comprar o nosso livro, “Escadaria para o inferno”.

E já na madruga ainda vai ter after party no sempre infernal open bar do Clube Outs (lá no 486 da rua Augusta), onde o blog fará dj set a partir da uma da manhã.

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Vai perder? Não, né! Então nos vemos lá amanhã. Afinal esta poderá (e deverá) ser a DERRADEIRA festa de aniversário de um blog e site de cultura pop que se mantém relevante há uma década e meia, mas que também tem consciência plena de que NADA é ETERNO neste mundo, sendo que um dia estas linhas zappers irão chegar ao seu fim (talvez já em dezembro próximo). Mas o Rock sim, este deverá se manter para sempre contra a opressão, o fascismo e pela liberdade individual dos cidadãos, da democracia e da alegria de viver livre e liberto.

 

***tudo sobre a festona desta sexta-feira pelos quinze anos do blogão zapper, você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/460162691145863/.

 

***e os INGRESSOS (preço merreca, o mais caro sai por apenas vinte pilas!) para o showzão podem ser comprados aqui: https://www.sescsp.org.br/programacao/168893_DEAD+ROCKS+E+SACO+DE+RATOS#/content=saiba-mais.

 

 

APÓS SEIS ANOS LONGE DOS ESTÚDIOS CAT POWER VOLTA AO DISCO, COM O BELÍSSIMO E TRISTE “WANDERER”

Uma perene melancolia sempre moveu a musicalidade folk de Cat Power. Foi sempre assim, desde que a americana batizada com o nome de Chan Marshall soltou a voz em seu primeiro compêndio de canções registradas oficialmente em disco, há mais de vinte anos. E assim ela permanece até hoje: reflexiva, tristonha, tecendo ambiências sonoras e melodias suaves que perscrutam caminhos solitários e desvelam um mundo sempre em desalento quase pleno. É o que sentimos no coração e nos ouvidos quando nos deparamos com a inebriante beleza das canções que integram “Wanderer”, décimo álbum de estúdio de Cat, e lançado oficialmente no começo deste mês. São onze músicas e pouco mais de trinta e sete minutos de duração onde a cantora, letrista, compositora e instrumentista continua deambulando fielmente pelos matizes sônicos que sempre nortearam seu trabalho musical. Continua não havendo alegria no mundo sombrio da desajustada e linda Chan. E isso é ótimo pois se traduz nas melhores pinturas sonoras que podemos escutar, em um tempo em que a música pop perdeu quase que totalmente sua relevância.

Lá se vão vinte e três anos desde que Cat Power estreou em disco, com “Dear Sir”, lançado em 1995. E já em sua estreia a cantora, então com apenas vinte e três anos de idade, mostrava a força introspectiva de seu cancioneiro de acepções melódicas folks e com forte acento melancólico nas letras e nas ambiências sonoras. Características que permearam desde então e desde sempre sua obra, acompanhando-a pelos nove discos seguintes (a maioria deles lançados pelo selo Matador, que ela abandonou depois de duas décadas, editando o novo trabalho pela Domino Records). Cat sempre deteve um olhar reflexivo e tristonho sobre o mundo que a cercava e ainda a cerca. Além disso sempre foi uma outsider e emocionalmente algo desajustada e inadequada existencialmente, colecionando problemas de saúde por conta de seu alcoolismo (hoje em dia em parte superado). Esse desajuste, no entanto, não a impediu de se tornar uma das vozes femininas mais respeitadas, relevantes e importantes do folk rock americano dos anos 2000. E de 1998 para cá a cantora lançou pelo menos três discos sublimes: “Moon Pix” (em 1998), “You Are Free” (em 2003) e “The Greatest” (lançado em 2006), que ganharam o respeito inequívoco da imprensa e também ajudaram outras artistas do novo milênio a moldar sua musicalidade. Não é exagero dizer que nomes como a deusa Lana Del Rey (que participa inclusive do novo álbum de Power, fazendo dueto com ela na belíssima “Woman”, o primeiro single de trabalho do disco) e a também cantora folk Sharon Van Etten (em bastante evidência já há algum tempo) se inspiraram em parte da construção de sua obra musical nos devaneios bucólicos e tristonhos de Chan.

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Após seis anos longe dos estúdios Cat Power volta com disco lindíssimo e tristonho

Após aventurar-se por paisagens eletrônicas em seu último registro de estúdio (no também muito bom “Sun”, lançado já há longos seis anos), Cat Power recolheu-se para voltar a trilhar os caminhos do folk introspectivo e quase pastoral. Nesse processo de recolhimento ela teve um filho (há três anos) e burilou novas e sublimes canções, que finalmente ganharam vida e corpo no início deste mês. Assim “Wanderer” exibe onze preciosidades onde não cabem arroubos sonoros, tampouco explosões de inquietude ou alegria fútil e sem sentido. Marshall continua observando o mundo como sempre fez: através de um olhar tristonho, que filtra o que vê e transforma essa visão em construções musicais muito delicadas e precisas, geralmente arquitetadas com arpejos de guitarras que se intercalam com pianos dolentes. Por cima de tudo flutua o vocal contido (às vezes quase sussurrado) da cantora. E o resultado é inebriante para se ouvir em uma madrugada solitária, com o barulho da chuva caindo ao longe. Não há como escapar da beleza e não se impactar com a delicadeza, quase fragilidade de canções como “In Your Face”, “Horizon”, “Stay” ou “Black”. Muito menos não se emocionar e quase se entristecer como retratos precisos como “Nothing Really Matters” ou “Me Voy”, onde Chan Marshall parece querer reafirmar mais uma vez (e já foram tantas vezes…) que não pertence a este mundo, que sua vida é eternamente errante e que ela jamais encontrou um verdadeiro motivo que pudesse arrancar um sorriso de seu belíssimo rosto.

Já pode ser considerado um dos grandes LPs deste 2018 tão trágico (ao menos para nosso colapsado e triste Brasil) e que está caminhando para mais um final sem nenhum motivo para esgares de felicidade. Aos quarenta e seis anos de idade Cat Power ainda seduz, acalenta e acolhe nossos corações e nossos ouvidos com carinho, ternura, beleza poética imensa e grandes canções. Não é pouco, aliás é uma imensidão de qualidade e deslumbre em um mundo onde até a música pop parece ter perdido totalmente o rumo e sua razão de existir. Grato por mais esse discaço, Chan. Ao menos agora temos mais uma ótima trilha sonora para nos confortar em nosso isolamento existencial e infortúnio emocional.

 

***A cantora começou há pouco nos EUA a turnê de divulgação do seu novo álbum. Quem sabe ela não aparece novamente no Brasil (onde tocou por algumas vezes, sendo que Zapnroll assistiu a uma gig inesquecível dela lá por 2009, na finada casa de shows Via Funchal).

 

***Mais sobre Cat Power e seu novo trabalho, vai aqui: https://www.catpowermusic.com/.

 

O TRACK LIST DE “WANDERER”

1.”Wanderer”

2.”In Your Face”

3.”You Get”

4.”Woman” (featuring Lana Del Rey)

5.”Horizon”

6.”Stay”

7.”Black”

8.”Robbin Hood”

9.”Nothing Really Matters”

10.”Me Voy”

11.”Wanderer/Exit”

 

E O DISCO AÍ EMBAIXO PARA AUDIÇÃO COMPLETA, ALÉM DO VÍDEO DO PRIMEIRO SINGLE DELE, PARA A MÚSICA “WOMAN”

 

 

LACROU! O JÁ QUASE VELHO MAS AINDA ÓTIMO (NO PALCO, PELO MENOS) FRANZ FERDINAND ARRASOU NA SUA GIG EM SAMPA – COM DIREITO ATÉ A CORO DE “ELE NÃO!” NO FINAL

Yep. Foi uma semana rocknroll beeeeem agitada na capital paulista. Ainda que o país esteja em chamas e ameaçado de eleger (graças a milhões de eleitores boÇALnaros selvagens, conservadores, imbecis e bestiais em nível extremo) um nazi fascista como presidente, ao menos o rock rolou farto na cidade. Teve Roger Waters, teve Peter Hook e Nick Cave. Tudo, vale repetir, em apenas UMA semana. E também teve Franz Ferdinand na sextona do feriado religioso nacional. E nesse o blog marcou presença. Foi a sétima vez que os escoceses liderados pelo vocalista, letrista e guitarrista Alex Kapranos baixaram no Brasil. Em Sampalândia a gig rolou na Tom Brasil (espaço ótimo como sempre, acústica muito boa, iluminação idem mas localização terrível pois é looooonge pra caralho, no cu da zona sul de São Paulo e ali só dá pra chegar mesmo de carro). E o local lotou em pleno feriado. Sendo que o show foi IN SA NO.

O FF pode já não ser mais em estúdio o grupo fodástico do primeiro e primoroso álbum, homônimo e lançado em 2004 (depois vieram mais quatro discos e a banda nunca mais acertou a mão em cheio como na sua estreia, sendo que “Always Ascending”, o mais recente e lançado no início deste ano, talvez seja o melhor trabalho de estúdio deles desde o primeiro cd). Mas ao vivo demonstrou que continua no gás total, com pique monstro e infalível em suas acepções de indie rock dançante com eflúvios claros do glam glitter rock de David Bowie, Marc Bolan e Roxy Music, além de algumas pitadas de Talking Heads. Fora que Kapranos, aos 46 anos de idade, continua um dínamo no palco, como se fosse um adolescente em início de trajetória musical.

Não deu outra: com um repertório bem equilibrado mas que privilegiou menos o novo disco e muito mais (claro!) o primeiro álbum, o FF deitou e rolou na Tom Brasil, levando as cerca de 4 mil pessoas que lotaram o local literalmente à loucura. E este velho mas ainda loker jornalista rocker, do alto dos seus quase 5.6 de vida, pulou como uma criança em boa parte da apresentação. Perdemos a vergonha e REBOLAMOS como uma BICHAÇA LOKA em “Lazy Boy” e “No You Girls” e só faltou nos jogarmos no chão quando eles dispararam “Michael”, aquele proto punk que em menos de 3 minutos conta a história do sujeito que vai com sua namorida a uma dance floor, lá conhece o Michael (“tão bonito, tão sexy…”) e se APAIXONA pelo dito cujo, hihi. Inclusive comentamos isso com dois amigos queridões (Dirlei e Renata), que estavam conosco assistindo a apresentação: o FF é uma banda com uma estética sonora bastante dançante, atrevida, subversiva e GAY, no final das contas (não à toa, haviam muitas bibas elegantérrimas, montadas, assanhadas e completamente desinibidas na plateia), o que é ótimo e se traduziu num ambiente que respirava liberdade musical, comportamental e de expressão. Tudo o que iremos perder daqui a duas semanas, caso o monstro nazi de extrema direita ganhar o pleito presidencial.

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De volta ao Brasil pela sétima vez, o escocês Franz Ferdinand arrasou em sua gig paulistana (acima), na semana passada, show que foi acompanhado por Zapnroll e amigos (abaixo)

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E o final foi lindaço e apoteótico como sempre em se tratando de FF: no bis tocaram, óbvio, “Take Me Out”, “Jaqueline” (que estas linhas online amam e que abre o primeiro disco do conjunto) e “This Fire”, em versão extra longa e que terminou de loucurar o povo já exausto àquela altura, de tanto dançar e berrar. O blog arrisca a dizer que talvez tenha sido o MELHOR show que presenciou do grupo até hoje (e olha que foi a quarta vez que os vimos ao vivo).

E teve a cereja no bolo: em um ambiente que parecia (e pelo jeito apenas parecia, mesmo e felizmente) dominado por coxinhas eleitores do nazista (afinal o ingresso mais barato custava 240 pilas), no intervalo da apresentação e antes do grupo voltar ao palco para o bis, começou um ENSURDECEDOR coro de “Ele NÃO!”, que dominou todo o ambiente da Tom Brasil. Foi lindo ouvir aquilo, de verdade!

 

 

UMA LINDA TARDE DE SÁBADO COM MILHARES GRITANDO E CANTANDO #ELENÃO – 150 MIL EM SP – 200 MIL NO RIO DE JANEIRO!!!

Faz tempo já que o autor deste espaço rock e político virtual vive em desalento por ter nascido e morar no Brasil. Sentimos um misto de vergonha e indignação (afinal aqui é o país em que coxas imbecis e eleitores bolsOTÁRIOS querem ensinar para os alemães o que foi o nazismo, ou que chamam Madonna de Merdonna e “beneficiária da lei Rouanet” porque ela aderiu ao #EleNão, ahahahaha), ainda mais agora que, perto do segundo turno das eleições presidenciais deste ano, nos damos conta de como grande parte da sociedade e do povo brasileiro se tornou SELVAGEM e BOÇAL ao máximo. Por isso o NAZISTA está aí, e vai receber milhões de votos também no segundo turno.

Mas NÃO VAI GANHAR a eleição. Porque há algumas semnas sentimos, depois de muito tempo, certo orgulho e MUITA SATISFAÇÃO de ser brasileiro. Estávamos todos lá no Largo Da Batata, em Pinheiros (zona oeste de Sampa). O blog, amigos queridíssimos e mais umas 150 MIL PESSOAS (no Rio foram 200 mil na Cinelândia). Um OCEANO de gente cantando, batucando, gritando #EleNÃO para todos ouvirem alto, muito alto. Lá pelas tantas, comentamos com um amigo, que estava conosco: “incrível o que está acontecendo aqui. Meus olhos estão marejados de tanta emoção por ver tanto carinho, afeto, tanta solidariedade humana, tanto RESPEITO e TOLERÂNCIA, tanta ARTE e CULTURA se manifestando, tantos cânticos diferentes, tantas cores e pessoas diferentes. Mas todas UNIDAS pelo mesmo sentimento de LIBERDADE e de RESPEITO ao ser humano”. Tudo o que NÃO EXISTE no outro lado, no pensamento fútil, vazio, preconceituoso, boçal, selvagem e MEDIEVAL dos eleitores que se espelham no seu “mito” nazi fascista.

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Imagem mais linda: na praça do bairro de Pinheiros, na capital paulista, 150 mil pessoas cantam e gritam “EleNÃO!”

Zapnroll ficou contente, muito, naquela tarde em Pinheiros. E mais do que nunca teve a certeza de que ele NÃO VAI GANHAR o que quer. Vamos barrá-lo, com a força das MULHERES, dos NORDESTINOS e do povo brasileiro que ainda pensa com a razão e não com o fígado.

Vote com a razão dia 28 agora. Apenas isso. O futuro de todos nós está em jogo, como nunca esteve nas últimas décadas.

 

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ZAPNROLL ANO 15 – A FESTANÇA ROCKER ARRASOU NA COMEDORIA DO SESC BELENZINHO!

As celebrações e “bebemorações” total rockers dos 15 anos do site e blog de cultura pop e rock alternativo Zapnroll não poderiam ter sido melhores. Um ótimo público compareceu à incrível comedoria do sensacional Sesc Belenzinho (em Sampa), para curtir os showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks.

E depois a esbórnia seguiu madrugada adentro, com a dj set de Finaski no sempre infernal open bar do Clube Outs, último bastião rock alternativo noturno do baixo AugustaSP. Quem foi, amou e deve estar morto até agora. Quem não foi perdeu. E perdeu MESMO: Zapnroll se despede e encerra com orgulho e no auge sua trajetória na blogosfera BR em dezembro próximo, após uma década e meia de ótimos e relevantes serviços prestados ao jornalismo cultural online brasileiro. E agradece imensamente a todos que nos acompanharam através do blog nesses 15 anos. Valeu galera, de coração!

Abaixo uma seleção em imagens dos melhores momentos da festa rocker arrasa quarteirão que invadiu o Sesc, e depois ainda se prolongou pela madrugada no clube OutsSP. As fotos são das gatíssimas Renata Porto e Gisélia Silva.

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Saco De Ratos, a banda liderada por Mario Bortolotto: blues rock de bebuns fodões

 

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The Dead Rocks: incendiou o povo com sua surf music instrumental fodona

 

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O blogger rocker e suas amigas gatas! (Samara, Renata, Flávia e Gisélia)

 

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Dupla de novos amigos queridos, ambos total do rock, claro: Sandro Saraiva (Sesc Belenzinho) e Zapnroll, bebemorando o sucesso do evento

 

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“Mestre de cerimônias” (rsrs) falando rapidamente sobre os quinze anos de Zapnroll

 

ENGENDRANDO PSICODELIA INSTRUMENTAL FODONA, EMA STONED SE DESTACA NA NOVA CENA ROCK ALTERNATIVA PAULISTANA

Em tempos onde o rock está praticamente morto tanto lá fora quanto aqui também, três garotas paulistanas não apenas insistem em manter sua fé no gênero musical que já foi um dos mais importantes de toda a história da música mundial (e que também mobilizou milhões de seguidores por mais de cinco décadas). Elas insistem em uma subversão e ousadia ainda mais radical, até mesmo para os padrões da cena rock alternativa da capital paulista: desde novembro de 2011 o trio feminino Ema Stoned investe em uma sonoridade apenas instrumental (sem vocais) e com forte acento psicodélico. Pode parecer loucura mas está dando certo, e já rendendo seus dividendos artísticos e de público também: a trinca tem tocado com regularidade nos espaços possíveis (que também são bem poucos atualmente) e começa a chamar a atenção de um público que vem crescendo aos poucos.

A banda começou como um quarteto. E decidiu se manter como trio e compondo material apenas instrumental depois que a quarta integrante, a guitarrista e vocalista Sabine Holler, se mudou para a Alemanha. Ficaram Alessandra Duarte (guitarras), Elke Lamers (baixo) e Jéssica Fulganio (bateria). E mesmo lutando com muitas dificuldades elas permanecem juntas até agora, sete anos após a fundação do grupo. Zapnroll as viu ao vivo há algumas semanas em São Paulo, na comedoria do Sesc Belenzinho, onde abriram para o também trio (e nome já clássico e lendário do rock BR dos anos 80) Violeta De Outono. O blog ficou realmente impressionado com a potência sonora do conjunto, e com suas ambiências psicodélicas construídas em longas e envolventes passagens instrumentais. Desta forma, não poderíamos deixar de destacar o trabalho do trio neste espaço rocker online. Para tanto fomos conversar com as três instrumentistas para saber um pouco mais sobre a trajetória delas até o momento, além de saber como é lidar com uma banda de rock psicodélico e instrumental nos dias que correm.

Os principais trechos deste bate papo você confere aí embaixo.

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O trio psicodélico instrumental paulistano Ema Stoned: um dos destaques da novíssima cena alternativa paulistana e nacional

 

Zapnroll – A banda já tem um tempo razoável de existência mas ainda longe de ser conhecida do grande público. Então para quem ainda não conhece o Ema Stoned, dê um resumo da trajetória do grupo até aqui, como e quando ele foi criado etc.

 

Jéssica Fulganio – Ema Stoned começou oficialmente em Novembro de 2011 no formato de quarteto que durou até 2013 quando saiu nosso primeiro EP Gema. De lá pra cá lançamos um EP ao vivo, Live from Aurora (2016) e o single Proxima b (2017), que saiu pela coletânea da Levis no projeto Original’s Studio. Estamos passando com a “Around Galaxies Tour” em festivais pelo país e nosso primeiro álbum full sai em 2019.

 

Elke – Acho que a Jéssica resumiu tudo.

 

Zapnroll – Em um momento onde não há muito espaço na mídia e interesse do público pelo rock, o Ema Stoned começa a chamar a atenção fazendo um trabalho musical nada convencional, investindo em canções apenas instrumentais e com forte acento psicodélico. Como se deu a opção por esse estilo (instrumental e psicodélico) e o que vocês acham que podem alcançar com esse trabalho.

 

Jéssica – Com a ida da guitarrista/vocalista Sabine para Alemanha decidimos seguir como trio já que boa parte do repertório era instrumental. Foi o caminho natural. Passamos um período redescobrindo nossas músicas, tocando com outras pessoas e maturando novas ideias. Nossa sonoridade não foi desenhada a partir de um estilo ou formato pré-estabelecido, mas sim por meio do mix das nossas individualidades e referências.

 

Elke – Não foi uma escolha, o som surgiu naturalmente quando começamos a nos reunir, mesmo antes de trocarmos referências. As músicas já eram em maior parte instrumentais, e com a partida da Sabine aí sim foi uma opção, continuamos com as composições em trio.

 

Alessandra Duarte – Acho que conseguimos alcançar os públicos mais diversos com esse tipo de trabalho. Acredito que a música instrumental pode criar um canal de acesso para uma conexão consigo mesma/o, atravessando as pessoas de formas diferentes, onde cada uma/um pode criar e acessar a sua própria história dentro de si.

 

Zapnroll – Quais artistas do rock nacional e mundial vocês podem citar como influência direta no trabalho que vocês desenvolvem.

 

Jéssica – Morphine, Acid Mothers Temple, Velvet Underground, Meat Puppets.

 

Elke – Mutantes, Pink Floyd, Sonic Youth.

 

Alessandra – Ash Ra Tempel, Blonde Redhead, Can, Radiohead.

 

 

Zapnroll – A banda já é conhecida fora do Brasil? Há planos para se fazer algo em torno de construir uma carreira no exterior?

 

Jéssica – O Gema no seu lançamento teve uma resposta muito bacana em países da Europa e Ásia. Alcançamos também EUA, Austrália e Argentina. Há tempos recebemos convites para tocar fora mas ainda não conseguimos alinhar uma mini tour sustentável.

 

Zapnroll – O que você gosta e não gosta na atual cena do rock independente nacional.

 

Alessandra – Acho que tá surgindo uma nova onda de experimentalismo no rock que sai do formato de canção, mistura noise, drone, barulhos não identificados, com uma pegada ritualística que tem me interessado bastante. Também tem surgido umas bandas de mulheres que estão dando uma nova cara pro rock. Não gosto quando o rock é muito pop ou previsível, muito menos quando o negócio fica muito mental, tipo martelada de notas na cabeça que para mim acaba virando um exibicionismo sem sentido.

 

 

Zapnroll – Novamente, é visível que o rock atravessa um momento de baixa, não apenas aqui mas no mundo todo. O público parece mais interessado em gêneros musicais mais acessíveis e de fácil digestão, como música pop e eletrônica (lá fora), e sertanejo e funk (por aqui). Como furar esse bloqueio e voltar a fazer com que as pessoas se interessem pelo bom e velho rocknroll?

 

Elke – O rock teve seus momentos de glória, de novidade, talvez pra voltar à tona novamente tivesse que se reinventar, ele já anda por aí disfarçado de pop, dissolvido em outros estilos. Não sei se é um bloqueio que queremos furar, coexistimos em proporções muito diferentes, são universos paralelos…

 

Alessandra – Eu tendo a pensar que, como a reconstrução do mundo, o futuro do rock é feminino.  Acho que já cansamos um pouco dessa energia masculina que sempre predominou o mundo do rock e está na hora de escutarmos e sentirmos mais atentamente o que a experiência de ser mulher no mundo pode nos dizer e trazer através da música.

 

Zapnroll – Planos futuros da banda?

 

Elke – Lançar um álbum em 2019.

 

Alessandra – Por enquanto estamos focadas no #EleNão antes de qualquer outra coisa.

 

***Mais sobre o Ema Stoned, vai aqui: https://www.facebook.com/EmaStoned/. E aqui também: https://www.emastoned.com/?fbclid=IwAR2Ndb9nW56kxLIAD8-jviVzI9SU3jetkgXHo8hZYneOpGZ3psvJI5t2CXE.

 

 

UM EXGERO DE TESÃO E GOSTOSURA NO POST DE 15 ANOS DO BLOG ZAPPER: UMA MUSA ROCKER PRA ENLOUQUECER NOSSO LEITORADO MACHO (CADO), ULALÁ!

Ela é linda, doce, meiga, total do rock e costuma enlouquecer o povo que frequenta baladas alternativas do baixo Augusta (em Sampa), onde volta e meia atua como hostess (e que hostess, wow!) de bares como o do Netão (onde estará nessa noitona de sextona pré eleição do segundo turno) e o Clube Outs. E como estas linhas online sempre a admirou e sempre teve enorme carinho e simpatia por ela (além de uma amizade bem bacana), não poderíamos deixar de convidar a garota para fazer um ensaio pra lá de sensual nesse espaço virtual.

Assim, podem se deleitar avonts. Com vocês a lindaça, mega sensual e incrível Nay In, a nossa musa dos quinze anos de Zapnroll. Apreciem sem moderação alguma!

 

(fotos: Otavio Macedo – @visionsp.br)

 

MUSA NAY IN

Nome: Nayanny Ito Nogueira.

Idade: 25 anos.

Nasceu em: São Paulo.

Mora em: São Paulo, capital.

Com quem: tios e avó.

No que trabalha e estuda: Hostess e DJ, formada em audiovisual.

Três discos: “Living in Darkness” (Agent Orange), “Wasted Again” (Black Flag) e “Houdini” (Melvins).

Três artistas ou bandas: Adolescents, Dinosaur Jr, e Stone Temple Pilots.

Três filmes: “Kids”, “Taxi Driver” e “Clube da Luta” (um quarto filme pode ser “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”).

Três diretores de cinema:

Tarantino, Tim Burton e Alfred Hitchcock.

Um livro: “Veronika decide morrer”.

Um escritor: Paulo Coelho.

Um show inesquecível: Dinosaur Jr no Cine Joia.

Sobre

Sexo: é algo que precisa fluir naturalmente, atração não tem uma regra pré estabelecida, mas acho que nosso gosto muda muito de acordo com a nossa frequência de vida.

Drogas: experimentei algumas na adolescência, foi importante pra compreender/saber como lidar com as pessoas, mas não tenho nenhum vício.

E rocknroll, claro: foi o que começou a mover minha vida, a sensação causada pela música faz você se conhecer, se descobrir, se libertar, aprender a sentir, mesmo quando não tem uma letra tão óbvia, a atitude rock’n roll faz você questionar as coisas “será que está tudo certo e eu só preciso seguir… ou eu quero meu espaço porque não concordo com isso?”.

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Com quantos desejos construo meu amor por você…

 

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Um dia conto meus segredos mais secretos a alguém especial…

 

 

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Não basta ser bonita, tem que ser do rock!

 

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Vermelho básico escondendo um corpo em chamas

 

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Linda, rocker, tatuada e mortalmente sedutora!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Disco: o novo e lindão da Cat Power, óbvio.

Livros: estas linhas online estão devendo algumas resenhas literárias de ótimos lançamentos independentes que chegaram até nossas mãos nas últimas semanas. E assim que passar a loucura destas eleições presidenciais sinistras ao cubo, iremos falar detalhadamente aqui de “Fogo, fatos e frangos” (da sereia loka e gatíssima Flávia Dias, que inclusive já foi também musa rocker do blog), “Macumba rock” (do jornalista e brother Jesse Navarro) e de “De analgésicos e opióides”, da escritora e poeta (e querida amiga zapper) Tatiana Pereira. Todos bacaníssimos e que mantém a chama literária alternativa vibrando em um país onde a cultura está cada vez menos prestigiada e onde as pessoas leem cada vez menos. Assim, podem aguardar nos próximos posts mais infos sobre estes livros, promessa de blogger fináttico fanático por livros.

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A sereia loka e linda Flavinha Dias, e seu primeiro livro, lançamento da Bar Editora

 

Show indie: na correria total (já é noitão de sexta feira) o blog está indo pro baixo Augusta, para prestigiar a gig do Cenário Liquído, nova empreitada musical do guitarrista, cantor, compositor, poeta, letrista e professor Edner Morelli, velho chapa destas linhas bloggers rockers. Se você estiver a fim de colar lá também, corre que ainda da tempo: o grupo liderado por ele sobe ao palco do Augusta 339 (na rua Augusta no mesmo número, oras) a partir da meia noite.

 

 

E AGORA É THE END MESMO!

Yep. Postão ficou grandão e bacanão como sempre. E no domingo tem segundo turno de uma eleição decisiva para o futuro do Brasil. Pense nisso quando for votar. Diga NÃO gigante ao retrocesso, ao autoritarismo de extrema direita e ao fascismo que ameaça a todos nós. Vote em quem pode manter o país livre, democrático, liberto e sem ódio e violência. Fica o apelo sincero destas linhas sempre libertárias, diretamente ao coração de seu amado leitorado. Vote bem neste domingo!

E logo menos a gente volta aqui com novo post daquele que é, há década e meia, o blog de cultura pop e rock alternativo mais legal e RESPEITADO da web BR. Beijos pra todos vocês!

 

(amplaido, atualizado e finalizado por Finatti em 26-10-2019 às 22hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL! Com o início das comemorações dos 15 anos do blog zapper (sim, estamos chegando à década e meia de existência, é mole?), as DJs set que vão DETONAR o baixo Augusta/SP neste finde e uma musa rocker rockabilly de fazer qualquer um perder o juízo: a sensacional Cris Ribeiro! – No “Dia Mundial Do Rock”, data que estas linhas online sempre abominaram e quando não há realmente NADA digno de nota a se comemorar, o blog zapper prefere continuar seguindo sua nova linha editorial e prestando total reverência e vassalagem ao que importou e continua importando na história do gênero musical mais impactante da música mundial em todos os tempos; assim falamos aqui dos trinta anos do mega clássico álbum “Psicoacústica”, lançado pelo ainda gigante Ira! (um dos maiores nomes de todo o rock brasileiro) em 1988 e que agora está na estrada com uma turnê comemorativa do disco, com entrevistas exclusivas com o guitarrista Edgard Scandurra e com o ex-batera do grupo, André Jung; e muito mais em um postão que finalmente está total concluído, em 26/7/2018

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O gigante Ira! em foto clássica da capa de primeiro disco, “Mudança de comportamento”, lançado em 1985 (acima); o grupo está na estrada, fazendo a turnê comemorativa dos 30 anos do seminal álbum “Psicoacústica” (abaixo), e cujos shows em Sampa acontecem em setembro, no SESC Belenzinho

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MAIS MICROFONIA, COM OS 15 ANOS DO BLOG MAIS LEGAL DA WEB BR E O NOVO LANÇAMENTO DO LIVRO “ESCADARIA PARA O INFERNO”!

 

***Yeeeeesssss! Postão sendo finalmente concluído! E na semana onde começamos enfim a comemorar os quinze anos de existência zapper. Para tanto as celebrações já começam hoje, quinta-feira, 26 de julho (quando este post está sendo ampliado e finalizado), quando haverá nova noite de lançamento e autógrafos de “Escadaria para o inferno”, o livro lançado por Finaski no final de 2017 e que até agora repercute e continua dando o que falar. Quer participar do evento de hoje, que terá inclusive bate papo com o sujeito aqui? Vai no SESC da avenida 9 de julho em Sampa, que estaremos por lá a partir das sete da noite, beleza? Sendo que as infos todas do evento você pode conferir aqui: https://www.facebook.com/events/995286970645414/.

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***Tem mais? Claro, tem muuuuuito mais, sempre! No finde o blog toca o terror e o puteiro rocker em duas das noitadas/festas/baladas mais badaladas do que ainda resta do circuito rocknroll alternativo noturno em Sampa. Na sexta-feira em si (leia-se amanhã, 27 de julho), vamos incendiar a pista rock no open bar infernal do Clube Outs, que também está comemorando quinze aninhos de existência lá na rua Augusta, 486. Todas as infos aqui: https://www.facebook.com/events/238770006940901/.

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***E no domingo a parada vai ser na domingueira rock mais bombada do Brasil já há vinte anos, a Grind, sempre comandada pelo super DJ e “mozão” (ahahaha) André Pomba. Zapnroll vai assumir a discotecagem às duas da matina de domingo pra segunda-feira e fará um set especial apenas com clássicos gigantes do rock BR dos anos 80. Vai perder? Não? Então pegue todas as infos da balada aqui: https://www.facebook.com/events/203279387021267/.

 

***E não pára por aqui. Em outubro vai rolar a festa OFICIAL da década e meia do blog, com showzaços num super espaço da zona leste da capital paulista e onde irão se apresentar as bandas The Dead Rocks e Saco De Ratos. Vai ser no dia 19 daquele mês, uma sexta-feira e logo menos iremos informar aqui o local da festona, okays?

 

***Agora por enquanto é isso neste post, que já está bem grandinho como sempre. Vamos parando por aqui e prometendo voltar com muito mais na semana que vem, beleusma? Até lá então!

 

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock, bandas, discos, filmes, livros etc.)

 

***Celebrar dia do rock no Brasil, onde “roqueiro” se tornou reaça, vai votar em BolsoNAZI e apoia intervenção militar? Não, gracias!

 

***Preferimos nessa deliciosamente fria noite de sextona abrir o novo postão zapper falando do que vale realmente a pena em termos de rocknroll de verdade: os trinta anos do ultra clássico álbum “Psicoacústica”, editado pelo ainda gigante Ira! em maio de 1988.

 

***Mas antes, só pra lembrar nosso dileto leitorado (e deixar os fakes psicopatas do painel do leitor zapper se MATANDO de ódio e inveja, hihi), tem novo lançamento do livro “Escadaria para o inferno” no final deste mês, conforme você ver nas infos abaixo:

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***E julho também vai ser o mês das DJs set de Zapnroll, celebrando os quinze anos do blog, wow! Tem discotecagem arrasadora dia 27, sexta-feira, no Clube Outs (o último e sempre bombado reduto rocker do baixo Augusta, em Sampa). E domingo, 29, será a vez de invadirmos a pista do Grind, a super domingueira rock comandada pelo amado e fofo André Pomba. Logo menos iremos dar mais infos aqui sobre as duas festonas, pode aguardar!

 

***Mas chega de papo furado. Vamos já falar dos trinta anos de “Psicoacústica”, do Ira! E ao longo da próxima semana iremos “engordar” as notinhas do Microfonia, beleza? Bora!

 

 

EM NOVA TURNÊ O AINDA GIGANTE IRA! RESGATA SEU ÁLBUM “PSICOACÚSTICA”, LANÇADO HÁ 30 ANOS E UM DOS MELHORES DISCOS DO ROCK BR DOS ANOS 80

Quando lançou seu terceiro trabalho de estúdio em 1988, o então quarteto paulistano Ira! já estava consolidado como um dos nomes gigantes e mais respeitados do rock BR dos anos 80. A banda vinha de dois ótimos discos (a estreia em 1985, com “Mudança de comportamento”, e na sequencia “Vivendo e não aprendendo”, editado em 1986) que além de terem forjado a ótima estética sonora do conjunto (com ambiências calcadas no punk inglês do final dos anos 70 e também no movimento mod que tomou de assalto o rock britânico nos sixties), ainda obtiveram ótima resposta comercial e de público – “Vivendo…, graças a inclusão da música “Flores em você” como tema de abertura da novela do horário nobre da TV Globo da época, vendeu rapidamente mais de duzentas e cinquenta mil cópias, um número excepcional para aquele tempo. Assim sendo o Ira! estava com a moral nas alturas junto à sua gravadora, a WEA (atual Warner Music), e também junto aos fãs e a imprensa rock brazuca. E foi essa moral toda que permitiu ao grupo mudar bastante sua concepção sônica em “Psicoacústica”. Lançado oficialmente em 11 de maio de 1988, o disco chegou agora às suas três décadas de existência mantendo o posto de MELHOR álbum de estúdio que a banda lançou até hoje. Um trabalho que vendeu muito menos do que seus dois antecessores mas que estava, em termos sonoros, muito à frente do seu tempo. E que agora é rememorado pela atual formação do conjunto com uma turnê comemorativa que chega à capital paulista em setembro próximo, no SESC Belenzinho. Motivos mais do que suficientes, portanto, para que tanto o LP quanto o grupo mereçam ser o tópico principal deste post zapper.

O Ira! entrou em estúdio para gravar seu terceiro disco inédito em novembro de 1987. Saiu de lá em fevereiro do ano seguinte (pouco depois de dar uma pausa nos trabalhos de gravação, para se apresentar na primeira edição do saudoso festival Hollywood Rock) com um “Psicoacústica” que deixou fãs e imprensa em geral de boca aberta quando foi oficialmente lançado, três meses depois. Com apenas oito faixas e pouco mais de trinta e três minutos de duração o disco recebeu aprovação da maioria das críticas musicais que recebeu na época. Mas também houve quem torceu o nariz. E o motivo para essas reações diversas estava muito claro: a banda de Edgard Scandurra (guitarras, vocais), Nasi (vocais, samplers, percussão), Gaspa (baixo) e André Jung (bateria) tinha praticamente rompido com os cânones sonoros que nortearam seus dois primeiros LPs. Sim, havia ainda rocknroll bastante abrasivo e de guitarras no álbum. Mas quando o grupo resolveu absorver e enveredar por nuances de hip hop, rap e embolada nordestina nos sulcos de algumas faixas, o choque foi inevitável entre alguns jornalistas e admiradores do conjunto. Era como se DOIS Iras! distintos estivessem convivendo (e se debatendo) dentro de um único grupo: de um lado o guitarrista monstro Scandurra e o baixista Gaspa mantendo a estética rock e empunhando com garra e afinco a bandeira do estilo; do outro a dupla Nasi/Jung, que havia começado a se envolver com a nascente cena rap/hip hop paulistana (sendo ambos inclusive responsáveis pela produção da coletânea “Cultura De Rua”, lançada pelo extinto selo Eldorado também em 1988, o primeiro registro que cobria com bastante amplitude essa cena rapper da capital paulista), trazendo eflúvios (como sons sampleados e scratches) dessa cena para agregar novas sonoridades em algumas canções do disco.

No final das contas, este “choque” sônico que poderia acabar em um conflito ideológico/estético/musical problemático de ser solucionado, resultou em um LP surpreendente e que se mostrou muito à frente do que então estava rolando no rock nacional. O quarteto soube equilibrar os espaços e mixar bem as ideias e influências que levou para o estúdio Nas Nuvens, no Rio De Janeiro, onde gravou sob a direção do português Paulo Junqueiro. Fora que os registros musicais foram sendo feitos com a turma totalmente entorpecida por nuvens densas formadas pelo consumo de quilos de ótima marijuana, como o próprio Nasi relembra em sua biografia, “A Ira de Nasi” (editora Belas Letras, 2012): “A gente colocava conhaque e maconha no narguilé e fumava”. Um estado de torpor criativo genial, também recordado por Paulo Junqueiro, na mesma bio do vocalista: “Psicoacústica era uma palavra que eu falava muito. Foi tudo superlativo nas gravações. A guitarra que era gravada com 17 microfones e 4 amplificadores. Tinha coisa que ficava uma merda, mas muita coisa genial. A [gravadora] Warner deu três meses pra gente trabalhar, na maior liberdade. A gente fumava pra caralho. Era o que mais rolava. De resto, a gente dava um teco ou outro [de cocaína] mas o grosso era a maconha da lata no narguilé do Edgard. Foi uma sintonia fina, afinal na época pouca gente conseguia trabalhar com o Ira!, e eles também confiavam em poucas pessoas. Principalmente numa ousadia como essa”.

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A atual linha de frente do Ira!, formada pelos fundadores da banda, Edgard Scandurra (guitarras, vocais) e Nasi (vocais), “cercando” o jornalista loker/rocker, no camarim após apresentação do projeto Ira! Folk; abaixo Finaski entrevista a banda em sua formação clássica, no final do ano 2000

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Essa “ousadia” se materializou em músicas hoje clássicas, como os rocks “Rubro Zorro”, “Manhãs de domingo” (as duas primeiras do álbum, que o abrem com poder, fogo e fúria) e “Farto do rocknroll” (composta e cantada por Scandurra, como uma espécie de “alfinetada” na dupla Nasi/André Jung, que estava encantada pelas novas possibilidades sonoras que o hip hop lhes mostrava), e no rap/embolada que era “Advogado do Diabo”, faixa que anos depois se tornou influência confessa na obra de bandas gigantes do rock BR dos 90, como Chico Science & Nação Zumbi. Por fim ainda sobrou espaço para a psicodelia sessentista em estado bruto, como na belíssima “Mesmo distante”, que fecha o disco. E claro, o conjunto pagou um preço até certo ponto bastante elevado por ter ousado e experimentado tanto em seu terceiro álbum: “Psicoacústica” frustrou as expectativas da gravadora, vendendo muito menos (em torno de 60 mil cópias) do que os dois trabalhos anteriores. De certa forma foi o começo da derrocada mercadológica do Ira!, que iria se acentuar cada vez mais nos discos seguintes (o último LP do contrato deles com a Warner, “Música calma para pessoas nervosas”, editado em 1993, vendeu pífias três mil cópias), com a banda se reerguendo novamente apenas uma década e meia depois, quando lançou o mega sucesso “Acústico MTV” em 2004, que vendeu mais de 350 mil discos.

Mas “Psicoacústica” acabou se tornando um marco na trajetória da banda. E hoje, trinta anos após seu lançamento, é reconhecido e reverenciado como um dos principais álbuns de todo o rock brasileiro, figurando na lista dos cem melhores discos da música brasileira em todos os tempos, publicada há alguns anos pela finada revista Rolling Stone Brasil. Motivos mais do que suficientes para que o redivivo Ira! esteja agora na estrada, fazendo a turnê comemorativa de três décadas do LP. Turnê que chega à capital paulista em setembro, com dois shows no SESC Belenzinho nos dias 14 e 15 daquele mês. Vai ser a grande oportunidade (e talvez a única) de conferir “Psicoacústica” em sua totalidade, faixa a faixa, ao vivo. E Zapnroll, velho amigo da turma (o autor deste blog conhece pessoalmente Scandurra e Nasi há quase 40 anos), estará lá com certeza. Afinal e mesmo com a triste derrocada pelo qual o rock está passando na era estúpida da web e das redes sociais, ainda não estamos fartos dele. E enquanto houver bandas como o Ira! e álbuns como “Psicoacústica” (disco igual a ele, nos tempos funestos atuais? Nem em sonho, mané) para escutarmos, o rocknroll não irá morrer JAMAIS!

 

 

EDGARD SCANDURRA E ANDRÉ JUNG FALAM AO BLOG SOBRE “PSICOACÚSTICA”

O jornalista rocker/loker/zapper conhece o Ira! desde os primórdios do grupo, quando ele sequer ainda havia lançado algum disco. Assistiu seu primeiro show do grupo em 1981, durante um festival punk promovido pelo Teatro Tuca, que era administrado pela PUC/SP – yep, Finaski fez parte do movimento punk paulistano de 1980 a 1984. Em 1983 a banda lançou seu primeiro compacto simples pela gravadora WEA (atual Warner Music), com as músicas “Gritos na multidão” e “Pobre paulista”. O primeiro LP do grupo, “Mudança de comportamento” foi lançado dois anos depois, em 1985. E no ano seguinte, em maio de 1986, Zapnroll iniciou sua trajetória no jornalismo musical e cultural brasileiro. Desde então, além de fã do grupo o autor deste blog se tornou AMIGO PESSOAL da turma, amizade que permanece até hoje. Desta forma não foi difícil acionar os queridos Edgard Scandurra e André Jung (que tocou bateria no conjunto por quase trinta anos, e gravou com ele todos os discos de estúdio) para que os dois batessem um papo conosco e relembrassem como foram aqueles tempos incríveis em que conceberam essa obra gigante que é “Psicoacústica”. Eles também desvelam suas impressões sobre o trabalho, três décadas após seu lançamento.

Abaixo, os principais trechos das entrevistas que a dupla concedeu a estas linhas rockers/bloggers.

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Zapnroll com seus diletos amigos de décadas, e também integrantes do Ira!, um dos nomes fundamentais do rock brasileiro dos anos 80: acima com o ex-batera do grupo, André Jung, e abaixo com o guitarrrista gênio Edgard Scandurra

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Zapnroll – “Psicoacústica”, disco lançado pelo Ira! em maio de 1988, completou 30 anos e continua sendo reverenciado como um dos melhores álbuns do rock brasileiro dos anos 80, sendo que até hoje sua sonoridade é (ou foi) considerada muito à frente da época em que o LP foi lançado. E hoje como enxergam e avaliam musicalmente um disco tão importante e esencial na discografia do conjunto?

 

André Jung – Os dois primeiros álbuns do Ira!, Mudança de Comportamento e Vivendo e Não Aprendendo, representavam o momento MOD extremo da banda, discos feitos quando todos caminhavam na mesma direção. O segundo álbum, que nos trouxe o sucesso nacional, teve uma realização muito complicada, na qual rompemos com o produtor e voltamos do Rio para finalizá-lo em SP. Entre esse disco e o Psico, Edgard foi ao Rio gravar seu primeiro álbum solo, Amigos Invisíveis, uma obra puríssima MOD; por outro lado eu e o vocalista, que morávamos juntos então, estávamos arrebatados pela cena hip-hop, que entendíamos como o new Punk. A atitude do Edgard de gravar um álbum solo logo quando o grupo vivia sua maior popularidade o deixou um tanto à margem do processo que desencadeou o Psico, na época eu tinha um estúdio caseiro e nele começamos a desenvolver temas como Advogado do Diabo e Farto do Rock’n Roll, Edgard queria tempo para trabalhar seu disco solo e nós queríamos entrar em estúdio e desenvolver um novo caminho para o Ira! Esse conflito marca a gênese do Psico. Esse disco foi uma ruptura com a estética, o processo criativo e o formato dos arranjos que estavam presentes nos 2 primeiros discos. Edgard e Gaspa, faziam a dupla MOD, ligada às harmonias bem construídas e à um certo lirismo, e do outro lado eu e o vocalista defendíamos o Rhythmn and Poetry, como um novo caminho a trilhar. Democraticamente como nunca, conseguimos fazer uma equilibrada junção dessas aparentemente antagônicas diretrizes. Psico acústica foi criado a 8 mãos, de forma que boa parte das músicas é assinada como Ira!, assim como a produção. Nesse aspecto, eu tinha em mente fazer um disco com sonoridade que em nada lembrasse o Vivendo e Não Aprendendo, que considero obra de repertório excelente com sonoridade ruim. Paulo Junqueiro, engenheiro de som e co-produtor, entendeu bem como extrair peso e “verdade” das sessões de gravação, que eram plenas de experimentações. Avalio que o Psicoacústica, lançado em 1988, antecipou várias características da Geração 90 do Rock BR, quais sejam: interação com o Rap/Hip Hop, diálogo com elementos da música brasileira e utilização de samplers, percussão e interferências.

 

Edgard Scandurra – o Ira, até o disco “ isso é amor” ou seja , por todo os anos 80 e quase todo os anos 90, trabalhou com o intuito de fazer álbuns conceituais e esse foi mais um dos nossos álbuns/conceito. Talvez o mais bem sucedido nesses termos.  O trabalho a 10 mãos ( as 8 dos 4 iras e as 2 do nosso produtor, Paulo Junqueiro) foi a característica desse disco.

 

Zap – Curiosamente e apesar de ter uma sonoridade tão elaborada e complexa, foi um dos LPs que menos vendeu da banda. A que vocês atribuem isso?

 

Jung – Era uma obra de vanguarda, muitos não entenderam, a gravadora queria um Vivendo 2, e fizemos o contrário.

 

Scandurra – Faltavam refrões pop, não que isso seja algum problema, mas a nossa estética era realmente experimental demais para transformar esse disco em sucesso de vendas.

 

Zap – Há, nas oito faixas do álbum, canções com a estrutura rock clássica do Ira! (com influências do punk e do movimento mod inglês) mas, também, eflúvios claros de rap, hip hop (com scratches em algumas faixas) e até de ritmos brasileiros tradicionais, como a embolada nordestina. De onde surgiu, na época, a ideia de trabalhar essas sonoridades na construção do disco?

 

Jung – Comecei percussionista, amante de Hermeto, Gismonti, Grupo Um, Airto Moreira, Naná Vasconcelos e outros gênios da nossa música instrumental, sou Pernambucano, cresci ouvindo a maravilhosa música do meu estado natal e região, para mim era como resgatar um pedaço profundo de minha alma, na época tb me envolvi de cabeça com a embrionária cena Hip Hop paulistana, Comecei a produzir, em meu home studio, bases para vários rappers de SP, entre eles Thaíde, que pouco depois se juntou ao DJ Hum, dupla com a qual produzi, em 1989, o álbum Pergunte a Quem Conhece, primeiro álbum solo de um artista do Hip Hop Br.

 

Scandurra – esse foi o 1º disco onde as composições foram mais divididas entre nós 4. André jung e Nasi tinham essa forte influência do Rap, pesquisas de ritmos e sons brasileiros e essa mistura com o meu rock e com os riffs do Gaspa, geraram esse disco com essa sonoridade única.

 

Zap – Há também doses generosas de ambiências psicodélicas no LP, que parece ter sido gravado sob total influencia de farto consumo de maconha, como o vocalista Nasi descreve em sua auto-biografia. Procede? Rsrs.

 

Jung – Levamos uma lata do “Da Lata” para o Rio, foi um álbum movido a cannabis.

 

Scandurra – o fumo da lata esteve presente em todo o processo desse trabalho. Mas além disso estávamos muito ligados em conceitos e na tecnologia que existia na época, pra podermos trabalhar nosso psicodelismo, sem necessariamente precisar ficar chapado.

 

Zap – Vocês acreditam que nos medíocres tempos atuais, onde o rock praticamente morreu aqui e lá fora, alguma banda teria estofo musical e cultural/intelectual para gravar um trabalho semelhante a “Psicoacústica”?

 

Jung – Acho que não é tão medíocre não, já ouvi muita coisa linda e surpreendente de bandas e artistas atuais, Ventre e Jaloo por exemplo, o que ocorre é que o mainstream tornou-se um reduto de “projetos” bancados por investidores voltados a música de entretenimento, sem reflexão, questionamento ou arte.

 

Scandurra – eu acho que uma obra de arte sempre terá espaço, não importa o tamanho. Importa sim quando a pessoa compra o disco, o escuta e o admira ( ou não) sejam mil , 500 ou 1 milhão de pessoas.

 

 

“PSICOACÚSTICA” AÍ EMBAIXO

Para ser ouvido na íntegra, na plataforma à sua escolha.

 

 

DUAS LETRAS DO DISCO

RUBRO ZORRO

Trata-se de um faroeste sobre o terceiro mundo…

 

O caminho do crime o atrai

Como a tentação de um doce

Era tido como um bom rapaz

Foi quem foi

 

Ao calar da noite

Anda nessas bandas

Do paraíso é o zorro

Rubro zorro

 

Espertos rondam o homem

Um tipo comum

Tesouro dos jornais

Sem limite algum

 

Luz Vermelha foi perdido no cais

Do terror

Um inocente na cela de gás

Sem depor

 

Luz Vermelha foi perdido no cais

Dos sem nome

Era tido como um bom rapaz

Tal qual o “Golem”[*]

 

Sou o inimigo público número um

Queira isso ou não

Por ser tão personal

Personal, personal…

 

O caminho do crime o atrai

Como a tentação de um doce

Foi calado na cela de gás

O bom homem mau

 

No asfalto quente

O crime é o que arde

Bandidos estão vindo

De toda parte

 

O caminho do crime o atrai…

 

É na cabeça…

Seu poder racional…

É na cabeça…

Personal, personal…

 

FARTO DO ROCKNROLL

Eu fico tentando me satisfazer

Com outros sons, outras batidas, outras pulsações

O planeta é grande e eu vou descobrir

Muitas respostas as minhas perguntas agora

Sempre tem alguma coisa pra me atrapalhar

E com a testa franzida de tanto me preocupar

Então eu faço como os outros e vou assistir ao show

Faço como os outros e vou assistir ao show

 

Fim de semana sim

Fim de semana não

Às vezes tudo bem

Às vezes sem razão

Já estou farto do Rock’n Roll

Já estou farto do Rock’n Roll

 

Eu fico buscando nos quatro cantos do mundo…

Música!

Música!…

 

Algo que esteja na minh’ alma

Que me faça enxergar além

Outros sons, outras batidas, outras pulsações

 

 

TURNÊ “PSICOACÚSTICA 30 ANOS”, COM SHOWS DO IRA! EM SAMPA

As gigs acontecem dias 14 e 15 de setembro, às 9 e meia da noite, na comedoria do SESC Belenzinho (próximo ao metrô Belém, zona leste da capital paulista). Os ingressos estarão à venda no início de setembro, pelo site do SESC.

 

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MUSA ROCKER DESTE POST – A SEXY, SENSUAL E INCRÍVEL CRIS RIBEIRO!

Nome: Cristina Ribeiro

Nasceu em: 17 de agosto de 1989

Mora em: São Paulo.

Com quem mora: meu esposo (do segundo casamento) e filho.

Idade: 28 anos.

O que faz (estudo e trabalho):  Atualmente estou me dedicando apenas ao meu programa de radio sobre rockabilly e cultura dos anos 50, a minha banda também de rockabilly e fazendo freela como Dj em festas de rockabilly, além de modelo pin up Old Hollywood.

Três bandas ou artistas: vou citar aqui três bandas que foram cruciais para que eu ficasse de vez na “cena”

Rockabilly: Charlie Feathers ( DEUS) , Johnny Burnette Rock’n’Roll Trio (e 2009 pra cá escuto todos os dias) e Billy  Lee Riley, este marcou muito o inicio de tudo o que vinha a se tornar  meu “mundo” atualmente.

Três discos: The Glen Glenn Story ( AMO e ouço muito), The Legendary- Johnny Burnette Rock’n’Roll Trio, e Chug-A-Lug Vol. 8 que é uma coletânea que contém Blues e Rythm, Popcorn, Exotica e Tittyshakers (EXCELENTE, to viciada e escuto todo dia, juntamente com as minhas coletâneas de Jungle Exotica) Desculpa sei que eram só três mas não resisti hahaha.

Três Filmes: CASABLANCA ( Sou louca por Humprey Bogart E TUDO QUE ELE JÁ FEZ), SCARFACE (Tanto o de 1932 quanto o de 1983 porque sou fã numero um de Al Pacino) e Gilda de 1946, com a minha musa e diva inspiradora Rita Hayworth (podia citar todos do Tarantino que eu amo, principalmente Death Proof, ou alguns do Russ Meyer como O Faster Pussycat  Kill Kill Kill DE 1965 HAHAHA mas só são três!).

Três livros: Rockin’ The Rockabilly Scene (contém imagens e histórias de quem vivencia a cultura), A Profecia de David Seltzer, o de 1972 (li várias vezes morrendo de medo, mas li)  e Christine do Stephen King, clássico de 83.

Um diretor de cinema: Clint Eastwood, porque o admiro como ator, diretor, cineasta, produtor acho ele brilhante em tudo que já fez.

Um escritor: Charles Bukowski.

Um show inesquecível: JERRY LEE LEWIS no VIVA LAS VEGAS.

Como se deu seu envolvimento com a cena rockabilly: bom, tudo começou em 2008 quando comecei a frequentar eventos de carros cláassicos, que sempre foi minha paixão, aí comecei a ver uma galera vestida como se estivesse nos anos 50, topetes, jaquetas, algumas meninas vestidas de Pin Up, e como eu já gostava de Elvis, Johnny Cash, Chuck Berry, Jerry Lee, enfim Rock’n’roll no geral, eu vi que existia uma outra cena mais interessante além do rock’n’roll, a galera do ROCKABILLY, desde então passei a frequentar as festas do gênero em São Paulo e interior, consequentemente fui convidada pra tocar como DJ nas festas de rockabilly, fui parar EM SANTA CATARINA kkk como DJ num principal evento de Rockabilly lá. Logo fui convidada a ter um programa de radio online, especializado e Rockabilly lado B (as vezes C) e sobre a cultura dos anos 50 no geral, o programa era escutado por mais de 25 países, depois eu e meu esposo formamos uma banda que chama-se Christine e The Mistery Guys e assim continuo, buscando me aprimorar a cada dia no que eu amo, e viajando o mundo atrás de festivais de Rockabilly e de novas experiências, pra que a cultura que eu AMO não morra!

Como o blog zapper conheceu Cris: a gatona e musa rocker é dileta amiga deste espaço online há alguns anos já. E sempre tivemos grande carinho, apreço e simpatia pela garota, que além de muito bonita e sensual, também é do rock e a humildade, simpatia e gentileza em pessoa. De modos que nada mais natural do que pintasse o convite destas linhas bloggers para que ela brindasse nosso leitorado com este ensaio especialíssimo e exclusivo. De modos que vocês estão prontos? Então deleitem-se abaixo com Cris Ribeiro, sem moderação alguma!

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Femme fatale rocker, ever!

 

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Quem resiste a tamanho deslumbre?

 

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A elegância e o charme que seduziram a cena rockabilly de SP

 

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Gata rocker poderosa!

 

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O olhar que desconcerta e que faria Johnny Cash perder o juízo

 

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Nada me abala, apenas o poder da melodia incendiária de uma guitarra!

 

E FIM DE PAPO

A finalização do postão zapper demorou mas chegou, néan. E agora que concluímos os trampos, podemos ter uma pausa até a próxima semana, quando iremos voltar como sempre com tudo o que a turma precisa saber sobre rock alternativo e cultura pop, certo? Até a próxima então. Bye!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 26/7/2018 às 12hs.)

MAIS UMA AMPLIAÇÃO EXTRA: Rip Marielle Franco, HEROÍNA de um país que já deixou há muito de ser NAÇÃO! E mais, com o blogão/postão lamentando o fim do semanário musical inglês New Musical Express e também a morte do músico Junior Bertoldi, além de mostrar como a Secult/SP está dando apoio total ao rock em um momento em que o gênero precisa de todo o apoio possível – O rock está MORTO nos anos 2000 e na era escrota da web? Bora então festejar a volta de bandas já velhonas como as Breeders, que acabou de lançar seu primeiro disco em uma década; a Luneta Mágica, quinteto psicodélico/folk fodástico de Manaus e que foi apresentado ao grande público na internet pela primeira vez pelo blog zapper, chega a São Paulo esta semana para se preparar para fazer uma gig na edição deste ano do gigante festival Lollapalooza BR, no final do mês (e de quebra, bate um papo com este espaço popper online); os cinco anos sem o ANARFA e IMBECIL Chorão (finado vocalista do MEDONHO Charlie Brown Jr.) despertam mezzo comoção nas redes sociais e só reafirmam que a geração 2000 da música pop BR segue descendo ladeira abaixo na boçalidade cultural e artística; mais um novo projeto alternativo bacana para animar as noites de domingo na Grande São Paulo e a nossa PRIMEIRA MUSA ROCKER deste ano: a gatíssima e incrível tatuadora rocker Cris Dias, dileta amiga deste jornalista loker, fã de grande literatura e de grande rocknroll, wow! (postão COMPLETÃO e MEGA AMPLIADO, finalizado em 17/3/2018)

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O rock pode estar quase morto mas a cultura pop se transforma, se atualiza e segue na luta pela sobrevivência, com veteranos como as Breeders (acima) lançando novos discos inéditos, e a nova geração rocker mostrando a sua força através de grupos incríveis, como o amazonense Luneta Mágica (abaixo); uma banda tão incrível quanto a nossa primeira musa rocker de 2018, a gataça Cris Dias (abaixo)

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EXTRAS DO EXTRA DA MICROFONIA

***Sem muito a comemorar no país que não é mais nação, e onde agora até uma jovem vereadora negra, guerreira, combativa e que lutava pelos menos favorecidos, foi covardemente abatida a tiros na semana que está findando, no Rio De Janeiro. Comoção nacional e mundial. E Zapnroll apenas diz: rip, heroína Marielle Franco. Somos TODOS VOCÊ!

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***Tem duas festonas bacanudas nessa noite de sábado, 17 de março, em Sampa. Uma delas é a nova edição do festival Volume Morto, organizado pela turma genial do Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, e que rola no bar Zé Presidente, em Pinheiros, com diversos shows, DJs set e os caralho. Tudo sobre a festa aqui: https://www.facebook.com/events/351736938635987/.

 

***A outra festa é o niver de um ano do Bailindie da Saudade. Aquele mesmo, que reúne os “velhinhos” quase da terceira idade (como o autor deste blog, rsrs) e de bengalinha, pra dançar o melhor do indie rock dos 80 e 90. Vai acontecer no sempre ótimo Clube VU, na Barra Funda. Sendo que todas as infos sobre você pode ver aqui: https://www.facebook.com/events/222170778340659/.

 

***E por fim, todos estão mais do que convidados para a nova noite de autógrafos do livro “Escadaria para o inferno”, que acontece em Sampa, no Espaço Cultural Presidenta no próximo dia 23 de março, sextona em si. Vai ter show acústico de Jonnata Doll, DJ set dele também e muito mais. E o livro à venda, claro! Beleusma? Então tá: nos vemos por lá semana que vem. Até!

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MAIS MICROFONIA

 

***Rip NME: O FIM DEFINITIVO DE TODA UMA ERA, DO JORNALISMO ROCK E DA CULTURA POP MUNDIAL – acabou anteontemontem. Poxa… Zapnroll chegou a ter dezenas de exemplares das edições impressas (importadas), que comprava na banca da esquina da avenida Ipiranga com a São Luis (no centro de Sampa, a banca está lá até hoje), e acha que ainda tenho algumas edições guardadas. Isso há uns 25 anos, tempo em que também cansou de comprar a The Face, a Melody Maker e até a I-D. “Nos últimos anos a NME veio perdendo relevância, como de resto todo tipo de crítica. Em um ambiente pulverizado, no qual todo mundo é crítico e todo mundo tem certezas e todo mundo grita, mesmo sem NENHUMA QUALIFICAÇÃO, veículos norteadores de tendências, como a NME, perderam a razão de ser” (trecho do texto escrito pelo Álvaro Pereira Jr, sobre o fim do semanário musical inglês. Aliás o blog adorava ler a coluna “Escuta Aqui”, que o Álvaro escrevia semanalmente no extinto caderno Folhateen, da FolhaSP, lá pelos idos de 1995). É isso. A MALDITA era da internet ACABOU com tudo: com a música e o rock de qualidade, com o JORNALISMO MUSICAL de qualidade, e com todo o resto. Foram-se o glamour, a relevância e a poesia que havia no jornalismo musical impresso, em ler aquelas matérias todas e, no nosso caso, em PRODUZIR essas matérias. E ainda bem que estamos com 5.5 nas costas e vivemos a melhor época de tudo isso. E ainda bem que não estaremos vivos para ver como o mundo musical e a cultura pop irão se tornar daqui pra frente cada vez mais chatos, enfadonhos, sombrios e sem importância alguma na existência cada vez mais BOÇAL da raça humana. Rip, NME. Foi ótimo enquanto durou. Deixará saudades imensas. Abaixo, algumas das capas INCRÍVEIS do semanário musical inglês, que tornou nossa existência menos insalubre e cinza ao longo de mais de seis décadas. Todo mundo que IMPORTOU DE VERDADE na história do rock esteve na capa da NME. Sem mais.

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***PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018, OU SOBRE ENALTECER QUEM DE FATO TRABALHA PELO ROCK E PELA CULTURA, INDEPENDENTE DE QUESTÕES PARTIDÁRIAS E/OU IDELOGICAS – O autor deste blog esteve na Secretaria Estadual Da Cultura SP anteontem, quinta-feira (o postão zapper está sendo finalizado no sábado, 10 de março), onde aconteceu a última reunião da comissão da qual fomos integrantes (a que definiu os concorrentes, na área musical, ao Prêmio Governador Do Estado 2018). Mais uma vez um encontro bacana e de clima mega agradável. Saímos muito contentes de lá. E por quê? Por alguns motivos. Talvez o principal deles seja que, questões políticas e ideológicas à parte (e todos que acompanham este espaço virtual de cultura pop sabem da nossa preferência político/ideológica) e antes que alguém nos acuse de estar se tornando um “coxinha” de centro-direita (uia, rsrs), Zapnroll se deu conta mais uma vez de que a Secult SP está de fato com uma equipe bacana, de pessoas que trabalham, pensam, vivem e respiram a cultura como um todo e de forma séria e apaixonada.  Basta ver o currículo e a trajetória do Secretario José Luiz Penna: ele já foi músico de banda de rock na juventude, foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro, foi ator de teatro. Ou seja, é alguém de fato do ramo e digno dos maiores aplausos pelo trabalho que está desenvolvendo à frente da Pasta. Fora que o nosso amado Pomba (amigo pessoal do Penna) também está na Secult. E esse “baixinho” adorável e nosso melhor amigo há 25 anos, é total do rock como também somos. Por isso mesmo Finaski está mais orgulhoso do que nunca em ter tido participação direta e decisiva na indicação do ótimo Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (uma das poucas e das melhores bandas alternativas do que resta de bom no novíssimo rock BR) para concorrer como melhor artista de música, entre os cinco indicados finais e que estão recebendo votação pública através do site da Secretaria (link aí embaixo, no final do texto). Num momento em que o rock, enquanto gênero musical, está passando por um momento crítico (com falta quase total de público e de repercussão junto à mídia), apenas o fato de Joninha e seus guris solventes estarem na disputa decisiva pelo grande prêmio já é uma imensa VITÓRIA nesse momento para todos nós que amamos o rocknroll. A cerimônia de entrega do Prêmio é no próximo dia 26 de março, no teatro Sérgio Cardoso (evento apena para convidados, sorry). E entre os concorrentes na categoria música está um gigante como Mano Brown, vocalista dos Racionais MCs. Mas na boa? Botamos fé que o nosso rock alternativo poderá SURPREENDER na hora decisiva. A conferir, sendo que você pode participar e ajudar Jonnata Doll a ganhar indo aqui: http://premiogovernador.sp.gov.br/2018/votacao-musica.php.

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Zapnroll ao lado do Secretário Estadual da Cultura/SP, José Luis Penna, na última quinta-feira, na sede da Secretaria: sob a gestão dele o rock felizmente e acertadamente está ganhando espaço em um momento em que o gênero perde público e espaço na mídias tradicionais

 

***Rip Junior Bertoldi – nenhum site/blog daqueles que se acham/julgam especializados em cultura pop e rock alternativo (como os famigerados “Pobreload” ou “Tenho mais discos que amigos”) deu a notícia. Muito menos sites maiores como o da decadente revista Rolling Stone Brasil. De modos que não podemos deixar de mencionar o triste acontecimento: no último dia 16 de fevereiro faleceu em Osasco (Grande São Paulo) o querido Junior Bertoldi. Durante quase três décadas Juninho (como era conhecido pelos amigos e no meio musical e rocker) esteve total envolvido na cena rocknroll paulista/paulistana, atuando como músico (fazia parte do duo Troll Porrada Sonora, há mais de vinte anos), produtor (tinha um estúdio muito requisitado em Oz) e organizador de eventos musicais. Sempre super gentil, simpático e de bom humor, Bertoldi sempre fez o que pôde em prol da cena rock alternativa, sendo que o blog zapper atuou por um tempo como assessor informal de imprensa da banda Troll. Ele vai fazer falta numa cena que já está bastante pobre e carente de ótimos elementos por si só. Junior tinha 50 anos de idade e lutava contra um câncer no intestino. Rip, Juninho! Anime o céu por nós com incríveis sets total rock!

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Juninho Bertoldi, da banda paulista Troll: morte prematura encerra carreira bacana na cena rock alternativa de SP

 

***E agora chega, néan. Fim de papo também para as notas do Microfonia sendo que elas voltam em nosso próximo post inédito, beleusma? Nozes!

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MICROFONIA

(reverberações da cultura pop e do mondo rocker alternativo)

 

***MINI EDITORIAL ZAPPER: A INUTILIDADE QUE SE TORNOU ATUALIZAR POSTS COM FREQUENCIA NA BLOGOSFERA BR EM TEMPOS DE FALÊNCIA DA CULTURA POP – yep, o ritmo de atualizações de Zapnroll diminuiu bastante de meses pra cá, assumimos. Isso é reflexo direto dos tempos atuais, da irrelevante era da web que jogou a cultura pop e o rock planetário alternativo (e o que resta do mainstream) em igual irrelevância. Com a música pop lá fora sendo dominada por gêneros mais superficiais (na construção sonora e nas letras total fúteis e superficiais) e amparados inevitavelmente em ambiências eletrônicas, e aqui o ambiente sonoro sendo dominado por sertanojos, feminejas burronas, funk boçal e axé idem, o nosso eternamente amado rock saiu de cena. Voltou a ser ritmo dos subterrâneos, de nicho especifico de público. Está se tornando algo Cult novamente. E não há luz no fim desse túnel e que indique que ele vá novamente dominar a cena musical mundial (como dominou por quase seis décadas) e mobilizar milhões de fãs. Na real o rock está prestes a virar música de museu, como a música clássica se tornou. E esse panorama bastante desalentador se reflete infelizmente neste espaço virtual. Há tempos já sacamos que não vale mais a pena promover atualizações constantes do conteúdo que publicamos aqui. Um motivo é que não há lançamentos relevantes e noticias idem que justifiquem tais atualizações. E o outro é: de que adianta atualizar este espaço a todo instante com notinhas inúteis e que não farão diferença alguma na vida do nosso dileto leitorado? Blogs “vizinhos”, no desespero de se manterem “atualíssimos” e relevantes, publicam várias micro notas diárias que rendem míseros likes e compartilhamentos em redes sociais. O motivo é óbvio: ninguém mais dá importância ao que não importa nem um pouco na música. Então o blog zapper irá preferir manter esse ritmo e esse estilo que já o consagrou: postagens com maior espaço de tempo nas atualizações (de quinze em quinze dias, no mínimo) e conteúdo sempre grandinho, quase uma coluna quinzenal sobre o que de fato ainda importa na cultura pop (e que está infelizmente cada vez menos importante, jornalisticamente falando). Os fakes que pululam em nosso painel do leitor podem latir avonts contra isso, é bem a cara cuzona e covardona deles. Fato é que o post anterior manteve a média de mais de 150 likes e compartilhamentos, o que nos deixa bastante satisfeitos em um tempo onde a “concorrência” pobreloader amarga quase estáticos 19 curtidas em suas postagens inúteis. De modos que vamos em frente, neste 2018 em que Zapnroll chega a uma década e meia de existência.

 

***Oscar 2018 – como faz já há anos o blog se ateve apenas ao que de fato interessa (ao menos para nós) nas cada vez mais sacais cerimônias de entrega do Oscar: as categorias principais. Sendo o que o fato de Gary Oldman ter levado a estatueta de melhor ator por “O destino de uma nação” só reforça a nossa vontade de conferir o filme. Sempre achamos Gary um ator de ultra respeito desde o primeiro filme que assistimos com ele no papel prinicpal – “Syd & Nancy”, de 1986, a cinebio algo ficcional da lenda gigante que é Syd Vicious, o sujeito que um dia tocou baixo nos Sex Pistols. Éramos muito jovem então, e ele também mas já dava pistas ali de que teria uma carreira brilhante pela frente (o conde Drácula vivido por ele no filme magistral de Francis Ford Coppola é inesquecível). De modos que estas linhas bloggers irão assistir o longa, e também “The Post”. “A forma da água”? Nope, dispensável e o fato de ter ganho melhor filme só reforça pela enésima vez que a Academia continua sendo caretíssima e continua amando histórias melosas, por mais inusitadas que elas possam ser/parecer.

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Gary Oldman, um gigante do cinema inglês e um dos atores mais versáteis da história do cinema, seja interpretando o punk Syd Vicious (acima, em 1986) ou o lendário primeiro ministro britânico Winston Churchill (abaixo), papel que acabou de lhe valer o Oscar de melhor ator este ano, no filme “O destino de uma nação”

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***Nova festa de lançamento e noite de autógrafos do livro “Escadaria para o inferno”! – yep, ela já tem data e local pra acontecer: vai ser no próximo dia 23 de março, a partir das dez da noite, no bacaníssimo Espaço Cultural Presidenta (onde funcionava o saudoso bar Astronete, na rua Augusta, 335). Vai rolar show do ótimo grupo Psychotria, DJ set zapper e nosso livro estará à venda por lá, claaaaaro!

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“Escadaria para o inferno”, o primeiro livro escrito pelo jornalista eternamente loker/rocker, terá novo lançamento e noite de autógrafos no próximo dia 23 de março, em Sampa; enquanto isso ele segue vendendo e fazendo a alegria de novos leitores, como o José Ramos (acima, o sujeito que comanda o clube Outs/SP), e o Pedro Damian (abaixo), veterano fã da indie rock scene paulistana

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***Bien, postão novo finalmente entrando no ar em sua primeira parte, já no meião da semana. Vamos então ao que sucede de realmente importante abaixo (com papos com a Luneta Mágica, sobre o novo disco das Breeders etc.) e sendo que novas notas deverão aparecer em Microfonia até concluirmos a postagem, lá pro final desta semana, beleusma?

 

 

O GRANDE LUNETA MÁGICA, DO AMAZONAS, DESEMBARCA EM SAMPA PARA UMA LONGA TEMPORADA, E PARA SE FIRMAR COMO UM DOS PRINCIPAIS NOMES DO QUE RESTA DE BOM NO NOVÍSSIMO ROCK ALTERNATIVO BR

Ao longo dos últimos seis anos o grupo de rock/folk/psicodélico manauara Luneta Mágica avançou de forma bastante surpreendente e consistente em sua trajetória musical. Conjunto descoberto e apresentado ao público brasileiro por estas linhas online em agosto de 2012 (ano em que havia lançado seu primeiro disco inédito), a LM desde então editou mais um cd (“No meu peito”, em março de 2015) e o single “Parte” no final do ano passado. E foi construindo uma reputação musical sólida e uma rede de contatos que finalmente começa a render pontos mega positivos agora. A banda, que passou por alterações em seu line up nos últimos anos (atualmente sendo um quinteto integrado pelos músicos Pablo Henrique Araújo, Erick Omena, Eron Oliveira, Daniel Freire e Victor Neves) mas sempre sob o comando do vocalista, letrista, compositor e guitarrista Pablo, ganhou respeitabilidade da imprensa e angariou um grande séquito de fãs graças a uma musicalidade de ambiências bucólicas e contemplativas, e a letras abstratas que evocam imagens pastorais e/ou intensamente amorosas.

Enfim, é esse Luneta Mágica que desembarcou esta semana na capital paulista, onde se encontra desde a última segunda-feira e onde irá permanecer até o final do mês de março, quando irá se apresentar no line up de seu primeiro mega festival, o Lollapalooza BR deste ano. Logo em seguida o conjunto emenda com sua primeira incursão internacional, indo tocar no já também gigante festival SXSW em Austin, no Texas. Sendo que o LM já conseguiu agendar mais cinco gigs em território americano além do show no SXSW. Aproveitando a estadia paulistana, Zapnroll bateu um papo com o vocalista e letrista Pablo Araújo sobre o momento atual do quinteto. Os principais trechos desse papo estão logo abaixo e, depois dele, republicamos a primeira matéria que fizemos sobre a Luneta Mágica aqui mesmo, em agosto de 2012.

 

Zapnroll – A Luneta Mágica está passando por ótimo momento. Com dois excelentes discos lançados e público aumentando cada vez mais na cena independente nacional, está escalada para se apresentar no final deste mês no gigante festival Lollapalooza BR. Como vocês estão encarando esse momento?

 

Pablo Araújo – A gente sempre fica muito feliz porque sabemos que tudo que está acontecendo é fruto do nosso trabalho, sabe? Temos muito carinho pelo que fazemos e sempre tentamos descobrir maneiras inteligentes de promover nosso som.

 

Zap – Desde que a banda se formou em Manaus, houve mudanças no line up dela. Você considera que a formação atual é a ideal? Há quanto tempo ela está junta?

 

Pablo – Penso que todas as pessoas que passaram pela Luneta contribuiram muito pro crescimento da banda, então é justo falar que o fato de estarmos tendo destaque é uma soma de esforços de várias pessoas. A atual formação tem no mínimo 2 anos, está muito afinada e estou esperando que o próximo disco da banda seja algo muito próximo da sonoridade  que buscamos.

 

Zap – O grupo continua residindo em Manaus, que fica muito distante dos centros culturais, digamos, mais efervescentes do Brasil em termos de rock, como São Paulo e Rio De Janeiro. A banda já cogitou vir morar no Sudeste, como fez o conterrâneo de vocês, o Supercolisor? Isso seria melhor para o conjunto trabalhar a divulgação de sua obra ou é possível fazer isso continuando no Amazonas?

 

Pablo – Até pensamos em morar em SP por um tempo, mas essa mudança só fará sentido quando houver uma demanda maior de shows no Sudeste, caso contrário, preferimos fortalecer o cenário local, que vem se desenvolvendo nos últimos anos. Apesar da distância temos conseguido circular bastante nos últimos anos, isso ajuda muito a banda a se aproximar mais de produtores e músicos de outras regiões do país.

 

Zap – já há planos para um terceiro disco de estúdio, alguma composição nova registrada?

 

Pablo – Sim, a verdade é que estamos planejando o terceiro disco há algum tempo, não temos pressa, queremos reunir o máximo de recursos disponíveis para que o registro saia bem fiel ao que desejamos. A previsão para lançamento é pro primeiro semestre de 2019. Lançamos o single “Parte” pela Sony Music há pouco tempo, ele dá pistas do que pode vir pela frente.

 

Zap – É sabido que o rock está em um momento bastante desfavorável, tanto lá fora como aqui também, em terras brasileiras. O gênero voltou a se tornar um estilo algo subterrâneo, de resistência mesmo, enquanto músicas de apelo mais pop e sem estofo cultural mais denso, como axé, pagode, funk, sertanejo etc, dominam as paradas. Como você observa o cenário atual? Acredita que haverá novamente uma ascensão do rocknroll em termos midiáticos e de público?

 

Pablo – Não há muita saída, principalmente porque em meio a crise financeira e política que nosso país vive, a cultura sempre tende a perder força. O mainstream tá montado pra vender funk e sertanejo no momento, não vejo isso como algo ruim, só acho que há espaço pra todo mundo. A grande mídia acaba esmagando muita gente talentosa que não tem o bolso cheio de dinheiro pra promover seu trabalho.

 

Zap – O que o público pode esperar do Luneta em sua apresentação no Lolla? O horário do show (meio-dia) é bastante ingrato, não?

 

Pablo – Vamos tocar músicas dos nossos dois álbuns no Lolla, tentar fazer um mix do que temos de melhor e misturar tudo isso com uma pitada de improvisações. A banda não tá ligando muito pra essa questão de horário, o fato de ter sido escolhida entre tantas outras do cenário brasileiro já deixa a gente bem feliz.

 

Zap – Como está a expectativa da banda em relação ao SXSW, que vai ser o primeiro festival internacional que vocês irão se apresentar?

 

Pablo – Estamos esperando muita coisa boa vindo desses dois eventos. O SXSW é um festival montado pra revelar novos nomes da música independente mundial, além de ter uma programação bem plural, que vai desde apresentações musicais até feiras tecnológicas. O Lolla dispensa apresentações, esperamos proporcionar boas experiências para quem assistir nossos shows.

 

 

A LUNETA MÁGICA, MAIS UMA INCRÍVEL DESCOBERTA ZAPPER, FAZ PSICODELIA FODONA E BELÍSSIMA NO MEIO DA FLORESTA

 

(texto publicado originalmente em Zapnroll no post de 17 de agosto de 2012)

Manaus, capital do Amazonas, tem realmente uma cena indie rocker incrível, ao que parece. O blog não conhece a cidade ainda (só passou por lá de avião algumas vezes, a caminho de Boa Vista, e pretende de fato dar uma passeada na cidade agora em setembro), mas já teve contato com algumas bandas bem bacanas de lá, como a Tetris (existe ainda?) e o ótimo Mezzatrio (a mesma pergunta: ainda estão na ativa?), uma autêntica orquestra de guitarras que Zap’n’roll teve o privilégio de assistir ao vivo alguns anos atrás, no festival Varadouro (em Rio Branco, no Acre). Mas nada se compara ao desvairio que tomou conta do sujeito que digita estas linhas quando ele começou a ouvir, nos últimos dias, o disco de estréia do trio A Luneta Mágica – que na verdade foi apresentado ao blog por uma amiga do grupo, uma espécie de “quarto integrante” honorário do conjunto, a linda e meiga Karla Sanches.

Pois então: enquanto a maioria dos grupos indies paulistanos cospe arrogância e se compraz em produzir autêntica vergonha alheia travestida de música, a Luneta Mágica mergulha fundo na música em seu estado mais sublime de arte – e não há exagero algum nessa afirmação, muito pelo contrário: causa enorme espanto (o mesmo espanto que atordoou estas linhas online quando ela descobriu o Vanguart em Cuiabá, em 2005, ou conheceu a Mini Box Lunar em Macapá, em 2009) se dar conta de que uma banda assim surgiu em Manaus. E não há nenhum viés preconceituoso nesse espanto. Yep, porque é sabido que apesar de ter uma cena rock alternativa, a capital amazonense é certamente dominada pela música regional e pelos ritmos mais populares da Região Norte.

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Zapnroll junto com a primeira formação da Luneta Mágica, no aeroporto de Manaus, em setembro de 2012

 

E a Luneta Mágica não tem absolutamente nada a ver com isso. O álbum de estréia da banda, que foi lançado há pouco na web (sim, hoje em dia quase não há mais lançamentos em plataforma física entre os grupos independentes; tudo é jogado na internet, com direito a muito lixo, sendo que de vez em nunca surge uma pérola precioso no lodo, como é o caso aqui), tem dez faixas e é um escândalo delirante de canções sublimes, com ambiências melódicas eivadas de psicodelia. Formado por Pablo Araújo (vocais, guitarras, violões), (baixo, guitarra, teclados, percussão, vocais) e Chico Só (guitarras, violões, e baixo), o LM é mix improvável de Beatles (fase beeeem psicodélica dos Fab Four), rock bucólico e pastoral, algo de Los Hermanos (algo, apenas) e deambulações por folk combinado com ruídos e percussão eletrônica – sim, há bateria acústica no disco (tocada pelo músico convidado Eron Oliveira) mas ela não é preponderante na construção rítmica das faixas. Há também – vejam só – um naipe de cordas (violino e violoncelo, ambos tocados também por músicos convidados), e tudo isso resulta na trilha sonora dionisíaca e dos deuses, música para você entorpecer a alma e o cérebro com as mais diáfanas e prazerosas doses de vinho, ácido ou maconha.

Não é brincadeira: os vocais dolentes e sobrepostos, as letras abstratas (“Vem, ainda somos os mesmos/Gênios embriagados/Esperando o sol nascente/Loucos pela noite inteira/Amanhã vai ser/O melhor dia da sua vida”, em “O vento e as árvores”), o bucolismo e a plenitude sônica que se encerra em canções lindíssimas (“Astronauta”, “Não acredito”, “Aqui nunca nasceram heróis”), o torpor alucinógeno que domina trecho de outras (como a repetição quase mântrica da frase “cinco bolas de sorvete por apenas um real”, no final da música que tem o mesmo título) e, por fim, o fortíssimo apelo radiofônico e pop de mais algumas (fato raríssimo e que as bandinhas escrotas da atual cena indie nacional dão a mãe pra conseguir e não conseguem: unir altíssima qualidade musical com apelo pop e radiofônico), como “Largo São Sebastião” (uma música que, se houvesse justiça nesse país, estaria tocando em disaparada nas nossas medíocres redes de rádio, ainda incrivelmente movidas a jabá em plena era da web), fazem da Luneta Mágica a GRANDE banda nova da indie scene nacional em 2012.

 

***Mais sobre a Luneta Mágica, vai aqui: https://www.facebook.com/bandalunetamagica/. E aqui também: https://www.instagram.com/lunetamagica/.

 

 

O NOVO SINGLE DO GRUPO AÍ EMBAIXO, PARA AUDIÇÃO

 

UM FESTIVAL MUSICAL TEEN ESTÚPIDO E OS CINCO ANOS DA MORTE DO IMBECIL CHORÃO DIZEM MUITO SOBRE A BOÇALIDADE CULTURAL DA PIRRALHADA BRAZUCA ATUAL

Um e-mail recebido esta semana pelo blog zapper desvela que a cultura pop foi mesmo pro saco nesse triste bananão tropical, além de mostrar como a imbecilidade AVANÇA sem dó na música do Brasil. Sintam o drama:

 

***“FESTIVAL TEEN reúne as maiores estrelas musicais do YouTube em São Paulo

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Olhem bem para esta foto, e sintam o naipe visual das novas apostas para a música jovem e estúpida brazuca da era da web e das redes sociais, uia!

Com patrocínio da Samsung e do YouTube, festival  aproxima fãs de seus ídolos digitais, com 12 shows e 10 horas de duração, dia 10 de março, na Audio, em São Paulo

 

Fenômeno! Um novo movimento surge no cenário artístico através do YouTube e das redes sociais e, com ele, diversos artistas adolescentes ganham visibilidade impressionante e se transformam em estrelas de grande popularidade. Por que não criar um festival dedicado à produção artística desse novo fenômeno do entretenimento? A agência Fibra Live, com o patrocínio do YouTube e da Samsung, criou o Festival Teen: evento pioneiro, que  estreia em São Paulo e pretende viajar por todo o Brasil com o objetivo de aproximar o público dos seus ídolos do mundo digital”.

Curioso que a assessora que enviou essa estupidez (o press release completo é de chorar, nem vamos copiar aqui) se finge de MORTA quando está divulgando um evento de fato relevante e quando precisamos dela para credenciamento para o dito cujo. Agora como está com essa autêntica BOMBA para emplacar matérias onde for possível (e ela deve estar desesperada tentando conseguir isso), fica enchendo o saco da jornalistada com esse evento musical boçal. Mui esperta a sujeita.

Mas sempre pode piorar, rsrs. Eis que então logo receber o e-mail dando conta do “sensacional” novo evento musical que promete agitar a juvenília brasileira estúpida da era da web, começaram a pipocar nas redes sociais homenagens e lamúrias sobre os cinco anos sem… o “gênio” Chorão, do Charlie BRONHA Jr. Wow! Poxa… aquele ANARFA em grau máximo faz taaaaantaaaaa falta, não é mesmo? E nem precisamos nos estender muito sobre isso, já que o fizemos aqui mesmo quando ele morreu e cujo post completo reproduzimos aí embaixo, pra quem quiser reler o texto ou para quem nunca leu. Só avisando: não ALIVIAMOS nem um pouco pra esse completo IMBECIL por ocasião da morte dele. Com todo o respeito ao cara (e nunca vamos desejar a morte de ninguém, nem mesmo se for o BolsoNAZI ou o Temer), temos que ser honestos quando analisamos a OBRA musical de um artista, correto? E Chorão é o que se sabe e isso não muda porque ele morreu: foi um dos MAIORES OGROS da história do rock brasileiro. Aliás foi com a geração idiota de  Charlie Brown Jr. (e na sequência os emos, os restarts e cines da vida, e aí veio todo o resto: sertanojos, funkeiros burrões etc.) que tudo começou a desandar de vez e descer a ladeira sem dó na música nacional. Alguma dúvida quanto a isso?

 

 

CHORÃO – UMA MORTE ULTRA ROCK’N’ROLL PÕE FIM (FELIZMENTE) À TRAJETÓRIA DE UMA BANDA ULTRA MEDÍOCRE

(texto publicado originalmente em Zapnroll em 8 de março de 2013)

 

Este postão zapper, iniciado na última sexta-feira, está sendo concluído agora, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, 12 de março. Já faz portanto uma semana que o vocalista Chorão, o ex-líder do Charlie Brown Jr. (uma das maiores deformações artísticas surgidas no rock brasileiro dos anos 90’), foi encontrado morto em seu apartamento de cobertura, no elegante bairro de Pinheiros (reduto da classe média alta paulistana), na zona oeste da capital paulista. E mesmo assim o assunto continua rendendo – e como. Chorão, da noite pro dia, foi canonizado santo e transformado em “poeta” (segundo palavras de outro emérito imbecil da mídia eletrônica atual brazuca, o insuportável Marcos Mion) do nível de Renato Russo ou Cazuza. Homenagens pipocaram em todos os telejornais das grandes redes televisivas e até o sisudo programa “Ensaio”, da tv Cultura, desenterrou uma entrevista com o letrista e vocalista, e reprisou a dita cuja na noite do último domingo.

Bão, e daí? Daê que a morte desse autêntico imbecil, e que representou o que de PIOR poderia ter existido no rock brasileiro dos anos 90’ (uma década bastante infeliz pro rock nacional, diga-se), provocou a comoção esperada nas redes sociais e só comprova o que o blog diz todo dia: quando algum assunto realmente sério e relevante é abordado nos faceboquetes da vida (corrupção política, miséria social no Nordeste, a quase completa falta de estrutura de um país que pretende abrigar Copa do Mundo e Olimpíada e zilhões de etcs.), a massa BURRA e FÚTIL das redes sociais absolutamente não abre a boca.

Mas bastou morrer o vocalista do Charlie Brown Jr. e voilá: todos se manifestam de maneira eloqüente, como se tivéssemos perdido o maior gênio da história da humanidade.

Sem chance. Estas linhas online não desejam a morte de ninguém, nem do nosso pior inimigo (que nem imaginamos quem possa ser). Mas vamos ser honestos e sinceros com nós mesmos: esse sujeito não vai fazer a menor falta, muito menos aquele horror musical no qual ele atuava como vocalista. E estamos escrevendo isso no âmbito estritamente artístico, em se tratando de rock brasileiro. O blog não sabe como ele era como pessoa (e os relatos que temos são os piores possíveis) pois felizmente nunca convivemos com ele. Mas musicalmente Charlie Brown Jr. era de uma pobreza musical e textual de dar dó, vergonha alheia total. Só estourou e fez o sucesso que fez porque mesmo sendo um analfabeto de primeira (ou última) linha, Chorão foi esperto o suficiente pra engendrar um mix de rap com hardcore e algumas pitadas de reggae, dando suporte a letras (mal escritas, simplistas ao extremo e que não raro continham erros grosseiros de gramática em sua composição) que falavam dos problemas cotidianos da juventude burra desse país. Daí a empatia imediata que ele conseguiu junto ao público, angariando milhões de fãs.

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Há cinco anos o pavoroso Charlie Brown Jr. perdia seu vocalista, o analfabeto Chorão (morto em decorrência de uma overdose de álcool e drogas), e encerrava atividades. Não deixou saudade alguma

Claro que todo carnaval tem seu fim (né Marcelo Camelo, esse sim um compositor e letrista de mão cheia) e o Charlie Brown começou a descer a ladeira, atropelado por outras imbecilidades musicais mais atraentes ao populacho sem cérebro (funk pancadão carioca, pagode de corno paulistano e breganejo universotário). O grupo santista não resistiu à pressão desses novos gêneros e já estava em franca decadência. Deu no que deu: separado da mulher e sem o sucesso de antes, mr. Chorão entrou em depressão e em parafuso emocional. Pelo menos (e ao que parece) teve uma morte total rock’n’roll: chapado de álcool, entupido de bolas e de cocaine.

Mas não vai deixar saudades, com certeza. E o blog não vai ficar endeusando um anarfa musical desse naipe apenas porque ele morreu, ponto. Afinal no mesmo dia do falecimento desse “gênio” do rock nacional, também morreu uma lenda do rock inglês, o guitarrista Alvin Lee (esse sim um músico fenomenal e que junto ao grupo Ten Years After, escreveu alguns dos momentos mais sublimes do rock’n’roll britânico na virada dos anos 60’ pros 70’, sendo que o chapa Dum DeLucca analisa com bastante precisão a trajetória de Alvim no mais recente post do seu blog, o Jukebox, lá no portal Dynamite). E aí fica a pergunta: essa geração de jovens brasileiros cretinos vai lamentar a morte de Alvin Lee? Aliás, ao menos sabe quem foi o sujeito?

Óbvio que não sabe. Porque infelizmente cada geração produz os “gênios” que merece. Alguém argumentou que Chorão fez sucesso com sua banda escrota porque ele tinha vindo das ruas e não da elite burguesa. Assim sendo ele vivenciava o que cantava e conseguiu a enooooorme empatia com o seu público graças a letras que eram uma radiografia precisa do que a molecada vivia em seu cotidiano. Ok. Só que depois de vinte anos de carreira o cantor do CBJr. já tinha uma patrimônio pessoal que o distanciava bem dessa pseudo “realidade das ruas” que ele cantava com tanto orgulho em suas músicas.

E assim caminhamos. Nos anos sessenta nossos ídolos eram Gil, Caetano e a Tropicália. Nos setenta tivemos o imortal Raul Seixas. Nos anos oitenta o rock BR de grande estirpe tomou o poder. Depois começou a queda: nos 90’ tivemos essa excrescência chamada Charlie Brown Jr., que agora faz a garotada chorar copiosamente a morte de seu líder. Dos anos 2000’ pra cá é o que se sabe: os mega ídolos nacionais são pagodeiros iletrados (Thiaguinho e cia.), cantores/as de axé com repertório horrendo (Ivete Sangalo) e bandas de rock “sentimentais” que são a vergonha alheia total (Strike, For Fun, Cine, Restart). Até quando o Brasil vai chafurdar nessa ignorância cultural sem fim é o que estas linhas rockers online gostariam de poder adivinhar…

 

 

UM NOVO PROJETO ALTERNATIVO SURGE NO ABC PAULISTA, PARA ANIMAR AS NOITES DE DOMINGO

O DJ, agitador cultural e fã de rock alternativo Eduardo Gyurkovitz sempre teve um sobrenome, hã, difícil de grafar e de pronunciar. Isso no entanto não o impediu de se tornar um dos personagens mais conhecidos da noite rock alternativa da região do ABC (na Grande São Paulo) e mesmo também na capital paulista, nos últimos trinta anos. Desde muito cedo ligado à cena rocker mais underground da cidade de Santo André (onde nasceu e vive até hoje), Edu produziu e promoveu dezenas de eventos e projetos voltados ao público fã de pós-punk inglês, gothic rock, dark wave, EBM etc ao longo das últimas três décadas, inclusive atuando intensamente como dj nesses eventos. E é justamente por isso, por possuir toda essa bagagem e experiência na cena que ele resolveu investir em sua mais nova empreitada: a festa “After Dark”, que estreia neste domingo em Santo André.

Segundo o próprio idealizador, o objetivo é resgatar os melhores sons do rock underground dos anos 80 e 90, uma época que definitivamente ficou eternizada na história do rocknroll. E fazer a domingueira rock em Santo André tem também o seu motivo de ser já que a cidade, que possui um passado lendário em se tratando de casas noturnas voltadas ao rock, de bandas e tribos alternativas, anda sofrendo com a ausência de empreendimentos voltados a esta mesma cena – como de resto todo o país está sofrendo com isso. E ainda mais num dia da semana considerado como mezzo “morto”, como é o domingo (algo que foi desmentido nos últimos vinte anos pelo sucesso da domingueira “Grind”, comandada em Sampa pelo também mega conhecido DJ André Pomba). Ou seja: trata-se de uma nova e super bem vinda opção para os fãs do rock alternativo no ABC, sejam eles veteranos dos anos 80 e 90 ou das gerações mais novas que ainda amam rock e que não se deixaram contaminar por sertanojo, axé, pagode, funk etc.

Para falar melhor sobre o “After Dark” e explicar como será a festa o blog zapper bateu um papo com Eduardo, e cujos principais trechos você lê a seguir.

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Cartaz da nova festa alternativa (acima) “After Dark”, que rola a partir do próximo domingo na cidade de Santo André; abaixo o organizador, produtor e DJ residente do evento, Eduardo Gyurkovitz

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Zapnroll – “After Dark”, a nova festa/projeto alternativo no qual você está à frente, possui caráter eminentemente saudosista, visto que vai focar sua trilha musical no rock under dos anos 80 e 90. Isso corrobora, na sua opinião, que o rock acabou e morreu mesmo nos anos 2000 e que apenas o que foi feito há 20 ou 30 anos é que vai permanecer como a era clássica do gênero?

 

Eduardo Gyurkovitz – Não, o rock não morreu. Mas a cada década que passa, tentam matar o coitado. Sem dó ou piedade. Este não é o ritmo mais popular ultimamente, mas prossegue em sua caminhada em mais de seis décadas de vida. Quando eu ouço/leio algo sobre a morte do rock, creio que a pessoa está ficando velha e não se conforma com esta realidade. Não consegue ir num festival e abrir a cabeça para bandas novas. Não se arrisca em conhecer algo numa playlist. Não quer sair de sua zona de conforto. Não adianta culpar o rock. Quando olhamos para o som alternativo (nicho menor ainda), noto que ainda hoje proliferam bandas, projetos e músicos com propostas muito interessantes, originais e inovadoras, mas essas já não possuem o mesmo apelo “Cult” que tinham nos anos 80 & 90. A aura de romantismo que envolvia tanto as bandas quanto as canções parece que perdeu a aura underground e se tornou apenas mais uma opção dentre tantas espalhadas pelos podcasts e streamings. A proposta do After dark é trazer de volta essa aura, este apelo “Cult”. E os anos 80 & 90, na minha opinião, foram as décadas mais ricas no sentido de música, moda e comportamento underground.

 

Zap – Qual o público que vocês pretendem atingir? Apenas pessoas com 30 anos de idade ou mais, ou também a garotada mais nova que ainda se encanta pelos anos 80 e quer conhecer melhor o que era feito em termos de rock naquele período?

 

Eduardo – O After Dark surge com a proposta de colocar sob os holofotes (ou luz negra, rsrsrs) as texturas musicais que fizeram dos anos 80 & 90 as décadas mais dançantes de todos os tempos. Na minha opinião música é atemporal, então nosso foco é atingir todos os amantes e apreciadores da musica alternativa, tantos os contemporâneos quanto os mais jovens.

 

Zap – O evento está sediado em Santo André, cidade da Grande São Paulo muito conhecida por ter abrigado uma cena rock alternativa fortíssima nos anos 80, com muitas bandas em atividade naquela época e casas noturnas que marcaram época, como o Front 575. Como está essa cena atualmente na cidade? Ela ainda existe? E como você, já um agitador veterano dessa cena, vê a situação do underground rock dos tempos atuais?

 

Eduardo – O ABC foi um dos principais pólos alternativos nas décadas de 80 & 90. Atualmente a cena under na região está praticamente extinta. Tanto com relação às festas, quanto às bandas. Sobre a cena, enxergo um paradoxo, pois vemos ainda em metrópoles como São Paulo, casas e projetos sustentando a essência underground. Mas percebe-se claramente que, hoje, nenhum desses projetos consegue se sustentar sem aderir, de alguma forma, ao passado. Lembro que, quando era DJ residente do Front 575 o setlist, de ponta a ponta, era composto de novidades. Hoje, mesmo os projetos que tentam manter a mesma essência, não consegue sustentar por muito tempo uma pista e uma vibe forte, sem tocar clássicos do passado que faziam os porões lotarem.

 

Zap – Fale um pouco da sua trajetória como DJ, promoter e agitador de eventos alternativos, para quem não o conhece. Afinal você já atua nessa cena há mais de 30 anos.

 

Eduardo – Atuo há 32 anos. Sou nascido em S. André e minha primeira incursão no som alternativo se deu ao frequentar um bar que havia aqui na cidade chamado Aeroporto. O som ambiente da casa era comandado por fitas K7 que levávamos para o dono tocar. Na época eu conhecia duas lojas de discos onde eu comprava “esses estilos esquisitos”. Era a Wop Bop Discos e a Bossa Nova. Eu gravava meus discos e levava para o Aeroporto. Como o pessoal começou a gostar, os donos resolveram transformar uma área da casa em pista de dança. Surgia o Aeroporto Dancing Pub (1986). E eu assumi, pela primeira vez, as pick-ups como DJ. Em 1989, a casa foi reformada dando lugar ao Front 575, uma das principais casas alternativas de todos os tempos e que marcou época na região. Muita gente de São Paulo, vinha pra cá curtir nosso som. Desde então construí uma carreira como Dj alternativo e frequentemente participo de festas e eventos focados nesses estilos. Já são mais de três décadas dedicados à divulgação do som alternativo.

 

Zap – por fim: tem acompanhado bandas novas? Ou seu coração continua pulsando apenas pelos grandes nomes do passado do rocknroll?

 

Eduardo – Tenho sim, obviamente, rock bom não é apenas rock antigo, como muita gente infelizmente ainda acredita. Tem muitas bandas excelentes fazendo discos legais agora mesmo, procuro acompanhar e alguns artistas tem me chamado a atenção. Por exemplo, eu gosto do estilo de Lana Del Rey;  do duo feminino do Deap Vally; também me chamou a atenção a sonoridade do Dead Sara. Posso nomear mais alguns que, acredito sejam boas promessas como Dirty Sweet, The Temperance Movement e Weird Owl.

 

***A festa After Dark inaugura neste domindo, 11 de março, a partir das 7 da noite, na rua das Figueiras, 271, bairro Jardim, em Santo André. Todas as infos sobre a festa estão aqui: https://www.afterdark.net.br, e aqui também: https://www.facebook.com/events/104007773750759/.

 

 

A PRIMEIRA MUSA ROCKER DE 2018 É MESMO SENSACIONAL E INCRÍVEL: A LINDAÇA TATUADORA CRIS DIAS, WOW!

Nome : Ana Cristina Dias.

Idade: 36 anos.

Nasceu em: São Paulo.

Mora onde e com quem: Juquitiba (Grande SP), sozinha, porém do lado da casa da mamis.

O que faz: tatuadora e body piercer.

Três discos da sua vida: “Anthology” 1, 2 e 3 dos Beatles, “Simples de coração”, dos Engenheiros do Hawaíí, e “No need to argue”, do The Cranberries.

Três artistas ou bandas: Beatles, David Bowie e Humberto Gessinger.

Três livros: “Mulheres”, “Notas de um velho safado” e “Fabulário geral do delírio cotidiano”.

Dois autores: Bukowski e Neil Gaiman.

Três filmes: “Watchmen”, “Death Proof” e “Lost in translation”.

Três diretores de cinema: Quentin Tarantino, Sofia Coppola e Woody Allen.

Um show inesquecível: The Doors em 29/10/2004, no Credicard Hall (que agora é Citibank Hall). Na época eu era muito fã da banda. Chorei praticamente o show inteiro, mesmo tendo só dois integrantes originais da banda, Ray Manzarek e Robby Krieger.

Sobre situação política, social, cultural atual do Brasil: política é assunto que me dá preguiça, mas procuro me informar o suficiente pra não ser uma tapada e jogar meu voto fora. Culturalmente falando, acho que já tivemos momentos melhores, mas é arriscado falar sobre cultura, porque ainda prevalece o gosto pessoal de cada um, por mais duvidoso que possa parecer.

Como o blog zapper conheceu Cris: tanto o jornalista maloker quanto a gata tatuadora frequentavam o saudoso bar Astronete, no baixo Augusta. Foi então que numa noite de loucuragens rockers e alcoólicas, o zapper puxou papo com a moça, que foi super simpática com ele e passou a chamá-lo de “o rocker mais LOKER de todos”, hihihi. Desde então são amigos queridos e estas linhas virtuais adoram o fato de Cris ser, além de uma garota total rocknroll, também mega inteligente, culta e um doce de ser humano, sem a arrogância e a afetação que facilmente contaminariam a personalidade e o ego de uma jovem mulher tão bonita como ela é.

Pois chega de papo e agora podem se deleitar com o fodástico ensaio da nossa primeira super musa deste ano, com imagens registradas pelo fotógrafo Jonathan Despesi. Curtam sem moderação!

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Pensando se desvela seus segredos corporais…

 

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A perfeição pelo ângulo de trás

 

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A perfeição pelo ângulo lateral

 

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Minhas tattoos mostram que meu corpo e minha alma são rocknroll

 

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Enfim, parte do segredo revelado! “Deixem que uma fúria LEGÍTIMA tome conta de vocês!” (Charles Bukowski)

 

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“Amor é pros guitarristas, católicos e fanáticos por xadrez” (Charles Bukowski). Eu sou apenas uma garota algo sem pudor e com todo o ardor do mundo em meu coração e em minha pele com as marcas impressas do que realmente amo

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

***Disco: Uma década sem lançar um disco inédito. E vinte e cinco anos após tocar pela última vez com a formação que se reúne agora novamente, as Breeders lançaram este “All Nerve”, que saiu nos EUA no comecinho de março. Está longe de ser uma obra-prima como foi “Last Splash” (de 1993, e que estourou no mundo todo o mega hit “Cannonball”) mas é muito superior a qualquer disco que se lança no roquinho planetário atual. O cd se equilibra bem entre momentos mais tensos nas guitarras (comandadas pelas irmãs Kim e Kelly Deal, também responsáveis pelos vocais principais em todas as faixas) e “distensões” melódicas, com faixas com ambiências mais calmas. Tudo em enxutos 35 minutos de audição e onde músicas como “Nervous Mary”, “Wait In The Car” (o primeiro single de trabalho) e “Dawn: Making An Effort” poderão empolgar os velhos fãs. Interessou em ouvir a parada toda? O álbum está todinho aí embaixo. Enjoy!

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***Blog de textos poéticos bacana: é o “De Analgésicos & Opioides”, escrito pela amigona zapper Tatiana Pereira. Ela lida com sua paixão por letras, textos e poesia já há mais de duas décadas e prepara seu primeiro livro, que deve sair em breve. Enquanto não sai você pode se deliciar com o ótimo trabalho que ela produz aqui: http://www.deanalgesicoseopioides.com.br/.

 

***Baladenha boa: com o postão zapper sendo finalizado já na noite de sábado, 10 de março, fikadika: hoje tem nova edição da mega legal festa “Monstra”, no igualmente mega legal Clube VU, lá na Barra Funda (zona oeste de Sampa), sendo que todas as infos sobre estão aqui: https://www.facebook.com/events/165517827584612/. Beleusma? Vai lá e se joga, e quem sabe nos “trombamos” enquanto o zapper degusta uma gin Tonica.

 

 

“ESCADARIA PARA O INFERNO” EM PROMOÇÃO NO BLOGÃO, EM FINANCIAMENTO COLETIVO E À VENDA!

Yeeeeesssss! O primeiro livro do eterno jornalista loker/rocker segue em promoção aqui no blog. E para concorrer a um exemplar do mesmo basta ir no hfinatti@gmail.com e mandar um alô por lá pra gente, okays?

Mas se você quer MESMO garantir seu exemplar, anote: ele segue à venda na Sensorial Discos/SP (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa, fone 3333-1914) e na loja virtual do site da editora Kazuá, aqui: http://www.editorakazua.net/catalogo/escadaria-para-o-inferno-de-humberto-finatti. E você ainda pode ajudar no financiamento coletivo em torno dele, para arrecadarmos uma grana que nos permita fazer novas festas de lançamento do livro. Para isso, basta ir fazer sua doação aqui: https://www.kickante.com.br/campanhas/lancamentos-do-livro-escadaria-inferno. A firma fináttica agradece desde já quem colaborar, uia!

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E PARAMOS AS MÁQUINAS POR AQUI

Todo carnaval e todo post de blog rocker tem seu fim. O nosso é aqui e agora. Mas em breve voltamos novamente no pedaço, beleusma? Inté!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/3/2018, às 17hs.)

Com o país em chamas na seara política e econômica e com o mondo pop/rock em marcha lentíssima o blogão também se retrai e publica post, hã, mais modesto, falando do novo discão dos Forgotten Boys, ainda um GIGANTE da indie scene paulistana e nacional (e de quebra, historinhas “cabulosas” e cabeludas de sexo e drogas que o blogger loker viveu na cia de integrantes da banda); os treze anos de um dos bares mais tradicionais do circuito rocker alternativo de Sampa (e também aproveita para fazer uma análise de como anda atualmente essa cena de bares na capital paulista); novos discos de bandas indies nacionais bacaninhas (como o duo campineiro trip hop Seti), as notas e os (poucos) agitos da semana e… ahá!!! Uma nova musa rocker SECRETA e total PELADA, safada e ordinária em imagens realmente cadeludas, ulalá! (postão sempre em eterna e enoooooorme construção com nova ampliação falando dos 13 anos do primeiro disco do Interpol, da nova e linda música da deusa Lana Del Rey, do amado Morrissey e mostrando, claaaaaro, as fotos indecentes da nossa musa rocker SECRETA E CADELUDA, uia!) (ampliação FINAL em 27/8/2015)

O país está em crise econômica bravíssima, e que afeta todas as esferas da sociedade e da cultura; nessas o rock’n’roll alternativo vai sobrevivendo como pode e ainda assim mostra renovação e  grandes discos, como o novo álbum dos Forgotten Boys (acima, tocando ao vivo na última sexta-feira em São Paulo), ou a novíssima banda garage rock paulistana BBGG (abaixo), que toca amanhã na capital paulista

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* OS TREZE ANOS DE UM DISCAÇO DO INDIE ROCK PLANETÁRIO DOS ANOS 2000’ – Um dos principais nomes do que se convencionou chamar de “novo indie rock planetário dos anos 2000’”, o americano Interpol (que surgiu em Nova York, em 1997, portanto há quase 20 anos) lançou há 13 anos (em 20 de agosto de 2002) seu primeiro disco, “Turn On The Bright Lights”. É um cd fantástico em suas ambiências pós-punks à la Joy Division (houve na época quem achasse o vocal do guitarrista e compositor Paul Banks a reencarnação perfeita de Ian Curtis) e na qualidade fodíssima das canções – um álbum que começa com a linda e sombria “Untitled” e que ainda tem preciosidades poderosas do calibre de “PDA” (o blog bateu muito sua cabeça nas célebres DJs set no Outs, tocando essa autêntica porrada sônica), “Obstacle 1” e “NYC”, não tinha como dar errado. Foi aclamado pela crítica (só aqui no Brasil é que alguns críticos velhuscos e que gostam de classic rock, sendo que para seus cérebros e ouvidos engessados e surdos o rock’n’roll parou em Jimi Hendrix, é que torceram e torcem o nariz pro trabalho do Interpol) e a banda angariou milhões de fãs mundo afora – por aqui inclusive, onde já tocaram por duas vezes e sendo que o jornalista zapper os viu anos atrás num showzaço na extinta e saudosa Via Funchal (ao lado dos queridos Pablo Miyazawa e Lúcio Ribeiro). Depois de sua estréia, vamos reconhecer, o Interpol nunca mais foi o mesmo e até hoje tenta lançar algo próximo do que foi sua estréia musical. O mais recente trabalho de estúdio, “El Pintor” (lançado em 2014) é bem bacana. Mas ainda assim muito longe daquelas canções quase perfeitas e de melancolia perversa e soturna, que embalaram nossos ouvidos pelas pistas rockers unders noturnas de Sampa há mais de uma década. Discão, enfim. Uma obra já atemporal e que permanece até hj como marco de um novo rock de um novo milênio (pode por aí nessa lista também o primeiro dos Strokes) que prometia muito mas que infelizmente se perdeu na mediocridade que consome toda a música mundial atual.

O primeiro disco do grupo pós-punk americano Interpol, lançado há exatos 20 anos: já um clássico do indie rock dos anos 2000″

 

* Sendo que você ouvir a estréia do Interpol na íntegra aí embaixo:

 

 

* E assistir ao vídeo belíssimo que foi feito na época para “Untitle”, que abre o disco.

 

* MORRISSEY FALA, E VEM AÍ NOVAMENTE (AO QUE PARECE) – yep. O inglês vivo mais maravilhoso que existe abriu sua bocarra esta semana que hoje se encerra (sim, o postão está sendo ampliado, mas ainda NÃO encerrado, no sabadão, 22 de agosto). Morrissey, que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths (eternamente uma das cinco bandas do coração do autor destas linhas rockers online), deu uma grande entrevista ao programa inglês Larry King Show, na última terça-feira, 18. Foi sua primeira grande entrevista ao vivo em dez anos e a nossa amada biba falou de tudo: sobre o câncer que enfrentou no esôfago, Smiths (que JAMAIS irão se reunir novamente) etc. Além disso a semana também chega ao fim com a boataria extra-oficial (mas quase oficial) dando conta de que Moz vem mesmo ao Brasil em novembro, para quatro shows (dois em Sampa, um no Rio e outro em Brasília). Será??? Aguardemos pois…

 A bexa mais maravilhosa do rock: em novembro ao vivo no Brasil, mais uma vez

 

 

* LANINHA DEL REY, NOSSO XOXOTÃO INCRÍVEL E CANTANTE EM MAIS UMA NOVA CANÇÃO INCRÍVEL – essa aí embaixo. O disco novo está saindo. E deverá ser fodástico, alguém duvida?

 

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O país indo pro buraco.

É a sensação que está sendo disseminada nas últimas semanas com o agravamento da crise econômica (inflação aumentando, desemprego idem, recessão ibidem, dólar e juros nas alturas etc.) e política (impopularidade monstro da presidente da República, a oposição e eleitorado descontente querendo defenestrá-la à força de seu mandato, a corrupção endêmica espalhada pela máquina pública e pela classe política e a operação Lava Jato, da Polícia Federal, pondo a nu talvez o maior esquema de roubalheira dentro de uma estatal, a Petrobras, já visto na história do Brasil). Tudo isso acaba se refletindo NEGATIVAMENTE em todas as esferas do país – incluive na área artística e na cultura pop. Não é à toa que Zap’n’roll detectou ao longo da semana que está chegando ao fim (hoje é quinta-feira, quando a primeira parte do novo post finalmente está entrando no ar, após uma considerável demora para o surgimento deste novo totalmente inédito post) uma imensa apatia no noticiário do mondo pop/rock, sendo que foi dureza (reconhecemos) montar uma pauta minimamente razoável para esta postagem. Nada realmente muito digno de nota rolando (e o que é minimamente digno de ser registrado aqui está aí embaixo, nas notas iniciais juntamente com as matérias maiores) em termos musicais. Enquanto isso o país seguiu pegando fogo durante toda a semana, com a Lava Jato avançando em suas investigações, enjaulando políticos, empreiteiros e tubarões variados, e com a oposição política e a turma do eleitorado “coxinha” (e qiue não soube perder as eleições nas urnas) insistindo no absurdo de querer o impeachment da presidente. Sendo que no próximo dia 16, domingo, vai haver nova manifestação nacional contra o governo federal. Estas linhas online, que votaram sim em Dilma e em seu Partido (o PT), reconhecem que a situação do Brasil nesse momento é de fato gravíssima. Mas daí a defender algo tão esdrúxulo e mesquinho quanto o afastamento da presidente, é ridículo. Sim, porque apesar de tudo o que está acontecendo e vindo à tona, só idiotas não percebem que existe uma diferença gigante entre o que é Dilma e o que é Aécio Neves e o que foi e continua sendo Fernando Collor – esse sim bandido assumido e que por ser o que é foi arrancado da presidência da República em 1992. Por mais que o petismo tenha errado e aparelhado a máquina pública, por mais que integrantes do partido tenham revelado sua face criminosa (e Zé Dirceu é, com certeza, um criminoso histórico e uma figura pela qual o blog nunca teve nenhuma simpatia) e por mais que se saiba que Dilma é sim turrona, teimosa e cabeça-dura, também se sabe que suas mãos aparentam ser LIMPAS e que ela não compactua com esse mar de lama. Caso compactuasse NUNCA que a Polícia Federal iria tão longe nas investigações da Lava Jato. Enfim, é um momento crítico para o país e para suas instituições democráticas. E o que nos resta é torcer para que o furacão venha e purifique/limpe tudo o que precisa ser limpado aqui. Que depois venha a bonança e que fique em nossa política apenas o que realmente presta e que vale a pena. E que junto com isso os bons sons e agitos também voltem à cultura pop. Estaremos por aqui torcendo por tudo isso e sempre atentos também a tudo isso.

 

 

* Ainda sobre a questão da crise pela qual o país está passando e sobre o PANELAÇO que rolou na semana passada: esse bando de coxinhas é mesmo reaça ao cubo e burrão. Batem panelas chics em varandas gourmet e vão às ruas nesse domingo, dia 16, para pedir o impeachment da presidente. Que beleza! Todos querendo Michel Temor, Eduardo Escroque Cunha, Renan Roubalheira ou os MILICOS no poder, uia! Vão caçar o que fazer na vida, bando de otários!

 

 

* Circulando na internet, a propósito do protesto contra o governo federal marcado para este domingo, este “manual” de como ir na passeata e protestar corretamente, uia! Vejam só, hihihi.

 

* E a polícia militar ASSASSINA do Estado de São Paulo, (des) governado pelo MERDA GIGANTE chamado Geraldo Alckmin, comprova mais uma vez: no Tucanistão é Lei de Talião. Olho por olho, dente por dente. Aqui a polícia MATA MAIS! Parabéns (ou pêsames?) para ela!

 

 

* Enfim, cá estamos. Após quase um mês sem atualizar o blog, mas firmes e fortes, com a audiência lindona de sempre (mais de 100 likes, quase 150 comentários, tá ótimo!). E a demora na chegada do novo postão se deveu a uma série de fatores alheios à nossa vontade. Mas felizmente cá estamos, com o mesmo pique de sempre.

 

 

* E a BOMBA no mondo pop esta semana foi essa aí mesmo, ulalá! Dessa vez o MORDOMO não é o culpado ou vilão da história. E sim a… babá! E que BABÁ! Um XOXOTAÇO cadeludo pra nenhum macho reclamar – o ator Ben Affleck e o jogador americano Tom Brady (a essa altura, ex-Gisele Bundchen???) que o digam, uia! Dá-lhe, cachorrona!!!

Uma doce e PUTAÇA/CADELAÇA/XOTAÇA babá, pra nenhum Ben Affleck ou marido da Gisele Bundchen botar defeito, uia! Sabem de nada, esposas inocentes, hihihi.

 

* A doce, SAFADA e CADELUDA babá, uma deliciosa “destruidora de lares” e que NÃO passava despercebida, ulalá! Aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/baba-e-apontada-como-pivo-da-separacao-de-famosos-como-ben-affleck/4389372/.

 

* E aqui também: http://pagesix.com/2015/08/11/ex-affleck-nanny-took-private-jet-to-vegas-with-ben-and-tom-brady/.

 

 

* Um BOCETAÇO sem igual, aos 57 de idade. Sendo que “Instinto selvagem” fez gerações se acabar na punheta. E eis que miss Sharon Stone permanece GLORIOSA, como mostra o ensaio nude que ela fez para a capa da revista americana Harper’s Baazar deste mês.

Ela continua um XOXOTAÇO, mesmo aos 57 anos de idade

 

 

* ESPAÇO RETRÔ: E ASSIM QUASE TRINTA ANOS SE PASSARAM – quem convive e vive perambulando pela atual cena de bares alternativos e de rock dos dias de hoje, lá pela região do baixo Augusta, próximo ao centro de Sampa (e onde se concentram clubes como o Outs, Inferno, Astronete, Blitz Haus, Tex, A Loca e Funhouse, todos analisados na segunda matéria principal deste post, logo mais aí embaixo), é provavelmente muito jovem (na casa dos 20/25 anos de idade, se não tiver menos do que essa faixa etária). E nem imagina como era ser rocker e alternativo nos idos de 1988/1998, a década em que existiu o célebre, saudoso e lendário Espaço Retrô, talvez até hoje o nome mais simbólico e importante da cena de bares dedicados ao rock e a cena alternativa paulistana. A primeira fase do clube começou a funcionar em meados de 1988, em um sobradinho estilo clássico que ficava na rua Frederido Abranches, atrás da igreja de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome, na região central da capital paulista. E o autor deste espaço virtual sempre loker e calhorda (opa!) conheceu o Retrô no segundo semestre daquele ano e ali viveu algumas (muitas, aliás) das aveturas envolvendo drogas e putaria mais calhordas que alguém poderia viver em sua existência. Mas isso nós contamos com mais detalhes daqui a pouco, dando uma ampliada bacanuda neste tópico

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* Aliás o post está sendo construído na correria brava de sempre e mesmo nossas notas iniciais irão sendo incluídas aqui aos poucos. Por enquanto vai aí embaixo e veja como é o novo discaço do grande e já veterano Forgotten Boys.

 

 

OS “GAROTOS ESQUECIDOS” RESISTEM AO TEMPO – E LANÇAM UM CD DE COVERS MATADOR, RELENDO ROCKS E PROTO-PUNKS FODÕES E CLASSUDOS

A história do grupo paulistano Forgotten Boys já dura quase duas décadas, boa parte desse período acompanhado bem de perto pelo autor deste blog, que sempre foi um amigo próximo dos “garotos esquecidos” (principalmente do vocalista, guitarrista e fundador do conjunto, Gustavo Riviera, e do ex-baterista Flávio Forgotten, um eterno sujeito total alucicrazy e que costuma se referir ao seu amigo blogger zapper como “titio Finas”, rsrs). Fundado em 1997 por Gustavo e pelo falecido músico argentino Arthur Franquini, o FB logo chamou a atenção na cena independente rock brazuca por prestar ótima vassalagem em seu som ao proto-punk de MC-5 e Stooges, ao rock de garagem dos Stones sessentistas e ao glam/punk setentista de Ramones e New York Dolls. Isso rendeu ao atual quinteto (que além de Gustavo nas guitarras e vocais ainda conta com Dionisio Dazul também nas guitarras, Paulo Kishimoto nos teclados, Zé Mazzei no baixo e Thiago Sierra na bateria) grandes momentos e performances ao vivo, além de uma trajetória de poucos mas grandes discos. Como o novo que acaba de sair, “Outside Of Society” e onde a banda gravou apenas covers de clássicos do garage/glam/proto-punk rock. São onze faixas matadoras e o resultado não poderia ser melhor e mais esporrento. É o cd que o blog tem escutado sem parar nos últimos dias.

 

O grupo não lançava um novo trabalho há quatro anos já – o último disco de estúdio foi “Taste It”, editado em 2011. E também tem feito poucas apresentações ao vivo, talvez por conta do refluxo geral que o país vive em todas as áreas, inclusive na cena rocker alternativa. Isso no entanto não desanimou o conjunto e a convite do selo argentino Rastrillo Records, ele se trancou no estúdio El Rocha em São Paulo (sob a direção musical do produtor Fernando Sanches), para sair de lá com um disquinho/discão que tem uma tiragem de apenas quinhentas cópias – a do blog é a de número cento e vinte e oito. E nesses tempos de internet e troca sem censura e sem pudor de arquivos musicais, ainda nada do álbum vazou por lá. Também não há áudios do trabalho no YouTube e nem no site do grupo ou na sua página oficial no Facebook. Ou seja, como nos tempos do saudoso, bom e velho vinil quem quiser ouvir o cd, ao menos por enquanto, terá que correr atrás de uma das quinhentas cópias físicas dele, entrando em contato com o próprio conjunto ou tentando achá-lo em alguma loja especializada. E você pode acreditar na palavra destas linhas online: vale muito a pena ir atrás do álbum.

 

Trata-se de um registro que, no final das contas, ratifica tudo aquilo que sempre foi a paixão do FB e formatou seu som. Tem “Rock’n’roll Nigger”, da lenda e musa Patti Smith. Tem uma versão mais lenta e algo psychobilly de “Summertime Blues” (do gênio imortal Eddie Cochran), tem Ramones, Johnny Thunders (a bicha louca genial que deu ao mundo os New York Dolls), tem uma versão fodíssima de “1969” (dos Stooges) e um cover mais rock’n’roll e menos psicodélico de “Citadel”, dos gigantes Rolling Stones. Tudo gravado com as guitarras em chamas de sempre e com Gustavo mantendo os vocais agudos e rock’n’roll que sempre caracterizaram sua inflexão.

Capa do novo disco dos Forgotten Boys (acima e abaixo): apenas covers, mas de clássicos fodaços do rock’n’roll e tocadas com tesão, fúria e competência absolutas

 

Apesar de não trazer material musical composto pelo grupo, “Outside Of Society” é um disco tão bom quanto “Gimme More” (lançado em 2003) ou “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado pelo grupo em 2005 e que chegou a colocar o FB na capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo. Não há por enquanto planos dos Garotos Esquecidos para voltar ao estúdio e registrar um novo disco com material inédito, como informa Gustavo Riviera em bate-papo rápido com o blog (leia mais abaixo). Sem problema: este álbum de covers dos Forgotten Boys mostra que os já tiozinhos da cena indie nacional ainda têm muito fôlego e lenha pra queimar. E que o grupo segue, mesmo tocando material alheio (e no caso, com competência absoluta e com um repertório fodíssimo, que dá prazer máximo em ouvir), muuuuito superior em qualidade ao grosso da mediocridade que hoje reina sem fim entre as bandas independentes brasileiras.

 

* Para saber mais sobre os Forgotten Boys e ir atrás do novo disco deles, vai aqui: http://forgottenboys.com.br/#hero, e aqui também: https://www.facebook.com/forgottenboys/timeline.

 

 

TRÊS PERGUNTAS PARA GUSTAVO RIVIERA (VOCALISTA, GUITARRISTA E FUNDADOR DOS FORGOTTEN BOYS)

Os “Garotos esquecidos” no palco: mesmo após quase vinte anos de banda, o show deles continua total esporrento e rock’n’roll

Zap’n’roll – Como o Forgotten Boys, que já está com mais de quinze anos de existência, conseguiu e continua conseguindo se manter na ativa durante tanto tempo na cena independente nacional?

Gustavo Riviera – Porque na cena independente temos a liberdade. Fazemos como achamos que tem que tem que ser feito, é uma escolha nossa fazer de tal jeito. Isso nos mantém com uma satisfação, por isso se segue. Continuamos excitados!

 

Zap – Por que lançar agora um disco de covers (muito bom, diga-se) com alguns clássicos do rock de garagem e do proto-punk que influenciaram a banda?

Gustavo – A ideia veio do Roy Cicala [falecido produtor americano, que trabalhou com gigantes como AC/DC, e que morreu vitimado por um câncer no ano passado, quando já estava morando há quase uma década em São Paulo], que na época que eu estava produzindo o disco do Moondogs com ele gravando, viu na internet nós fazendo uma versão de “Citadel” dos Stones em um tributo e disse que queria gravar um disco de versōes nosso. Decidimos as músicas, que seriam de bandas que nos influenciaram de alguma maneira, aí ele ficou doente,  tivemos que esperar, fui morar fora e ele insistia que ainda queria gravar quando eu voltasse. Mas acabou falecendo. Mesmo assim decidimos fazer. E virou outra coisa bem legal, que fizemos no Estudio El Rocha, que é nossa segunda casa, com o  Fernando Sanches, gravamos duas músicas com o Hurtmold, tudo legal, tá bem legal o disco.

 

Zap – Há planos para um novo disco com material inédito do grupo? Se sim, quando ele deverá sair?

Gustavo – Planos sim, mas prazos nāo. Outro lance é uma coletânea que deve sair em vinil pela Rastrillo records na Argentina. Mas por enquanto vamos tocar em frente o “Outside of Society”.

 

 

FORGOTTEN BOYS E ZAP’N’ROLL – HISTÓRIAS BREVES DE SEXO, DROGAS (MUITAS), VIOLÊNCIA (COM DIREITO A TIROS PRO ALTO) E ROCK’N’ROLL (SEMPRE!)

Os Forgotten Boys existem há quase vinte anos (a banda foi fundada em 1997 por Gustavo Riviera e pelo músico argentino Arthur Frankini). E o jornalista loker/gonzo resposável por este blogger rocker convive com a banda há mais de dez. A amizade e proximidade com a turma (principalmente com o ex-baterista Flávio Cavichioli, um sujeito doidaralhaço quase em tempo integral, além de um dos cinco melhores bateras de toda a indie scene nacional que importa) não podia dar em outra parada: sempre rendeu ótimas e inacreditáveis histórias de putaria, drugs e grande rock’n’roll.

 

Algumas dessas histórias foram selecionadas para este post e estão rememoradas aí embaixo, para o deleite do nosso sempre dileto leitorado.

 

* Show no extinto bar Juke Joint em Sampa (em alguma madrugada maluca de 2003) – O grupo tinha lançado naquele ano um de seus melhores trabalhos de estúdio, ”Gimme More”. E a revista Dynamite (que ainda existia em sua edição impressa) resolveu dar a capa de sua edição vindoura da época pro FB. E adivinhem QUEM foi escalado para entrevistar a banda? Claaaaaro, o jornalista junkie e amigo do conjunto. A entrevista foi então marcada para a noite em que ela iria tocar no Juke Joint (uma espelunca rocker fodíssima que funcionava no porão de um antigo casarão na rua Frei Caneca, no centrão de Sampa), onde circulavam bocetas tatuadas e cadeludas e amantes de rock’n’roll e dorgas aos montes (o blog deu algumas trepadas muito boas naqueles banheiros imundos, rsrs). E foi realizada no jardim que existia no fundo do bar, depois da pista de dança, antes de o show começar. Tudo ia bem até que passou correndo pela mesa em que músicos e jornalista conversavam um sujeito alucinado, chamando todo mundo pro… BANHEIRO! Todos se levantaram imediatamente e foram correndo atrás do cara, o zapper incluso e falando esbaforido: “eu também quero!”. Não é preciso dizer o que esperava o FB e o autor deste blog no banheiron: devastação nasal no capricho, ulalá! De lá o grupo foi direito pro palco, fazendo mais um set esporrento e que foi apenas parte de mais uma madrugada demente na vida do repórter maloker.

 

* Festival Calango em Cuiabá (segundo semestre de 2006) – foi há quase uma década. O FB estava escalado para ser o headliner da última noite do evento, fechando-o com o show rock’n’roll incendiário de sempre. O jornalista zapper já havia passado duas noites seguidas COBRINDO o festival e TAMBÉM enfiando com gosto o pé na lama (leia-se: bebendo whisky com energético aos borbotões, mamando nas TETAS gigantes de uma xoxotaça loka que estava trabalhando na equipe do Calango e DEITANDO A NAPA sem dó em taturanas e taturanas bem fornidas de cocaine). Pois tudo ia muito bem até quase o final do set do quarteto (então em sua formação quase “clássica” e original, com Gustavo e Chuck Hiphólitho nas guitarras e vocais, Fralda no baixo e Forgottinho na bateria). Foi quando o figuraça Alejandro Marjanov (conhecidíssimo músico e produtor argentino que reside há anos em Sampa, onde toca na banda Detetives), que era um dos técnicos de som do festival e que estava very crazy por conta de um ÁCIDO que tinha tomado horas antes, resolveu dançar e rodopiar o corpo à toda no fundo do palco – e onde também estava o autor destas linhas online malucas, confortavelmente instalado numa espécie de mini sofá. E fazendo o quê nesse mini sofá? Ora, ESTICANDO A ÚLTIMA CARREIRA de cocaína (sendo que a de Cuiabá sempre era de excelente qualidade, uia!) que ele tinha pra cheirar naquela já madrugada de segunda-feira. Pois aí se deu a “tragédia”: Marjanov ensandecido ficou dançando com uma garrafa de água mineiral grande nas mãos e cheia até a boca – e que estava sem tampa. Não deu outra: voou água pra todo lado, que acabou atingindo a FIAÇÃO do palco e provocando uma pane geral no equipamento de som, que emudeceu por completo. O show acabou ali mesmo, quando ainda faltavam umas três músicas para o final dele. Flavinho se levantou emputecido do banquinho atrás do kit de bateria e ao se ver de frente com uma TATURANA de padê esticada em cima de um cd (a que o jornalista gonzolino iria aspirar), não teve dúvidas: mergulhou sua nareba na dita cuja e a aspirou com vontade, sem sequer usar algum tipo de “canudo” pra cometer sua insanidade. O autor deste blog entrou em fúria, claro. E quase voou no pescoço do baterista, reclamando: “filho da puta! Era a ÚLTIMA carreira que eu tinha! Se você faz isso com um cara que não é amigo seu ou é algum malaco, ele te MATA!”. De nada adiantou essa irritação toda, óbvio. Forgottinho ficou doidinho, o jornalista loker putinho e ambos são amigos queridos até hoje, ahahaha.

 O jornalista eternamente loker/gonzo ao lado de seu “sobrinho”, Flávio Forgotten e da sua girlfriend, a igualmente querida Samantha, em balada sempre rock e alucicrazy no Inferno Club (acima); e abaixo o autor desta esbórnia blogger rocker perde completamente o juízo e a compostura (turbinado que estava por excessos etílicos e de cocaine, uia!) e vai pro palco “bater tambor” durante show dos Corazones Muertos, em 2013

 

* Festa DESASTROSA do blog em bar goth nos Jardins, em Sampa, com direito a TIROS para o alto (em outra madrugada também “trágica”, e também em 2003) – sabe aquelas noites em que quase TUDO dá errado na sua vida e talvez tivesse sido melhor você ter ficado em casa? Pois ESSA foi uma dessas madrugadas. Zap’n’roll ainda era coluna semanal no portal Dynamite online e estava há cerca de seis meses no ar. E teve a “brilhante” idéia de fazer uma “festinha” em uma casa noturna alternativa para comemorar a data. O erro já começou pela escolha do local: um bar gothic rock que funcionava há pouco tempo numa travessa da rua Pamplona, no bairro dos Jardins (zona sul de Sampalândia), e que não andava bem de público. O dono do local, o conhecido DJ Berns e chegado do autor deste blog, ofereceu o espaço, tudo foi acertado e óbvio que Zap’n’roll chamou seus amigos do FB pra fazer o show, combinando dar parte da bilheteria da noite pra banda a título de cachê. Deu tudo errado, claro. O público da casa não tinha absolutamente nada a ver com o grupo e o público habitual do FB (um bando de bocetas delícia total e sempre lokas, rock’n’roll total e tatuadas) não deu as caras. A bilheteria foi um FIASCO e não havia GRANA pra dar pro conjunto. Os ânimos se exaltaram por conta disso no camarim ao final do set, a discussão entre jornalista e promotor da festa e músicos se acirrou até que o baixista Fralda (amigo do blog desde a adolescência, quando havia trabalhado como office-boy na redação da mesma Dynamite), já “turbinado” por doses de álcool, literalmente empurrou o autor deste blog pra fora do camarim aos gritos e tentando acertar uma “voadora” nele, no que foi contido por Gustavo e (imaginem) pelo loki Flavinho Forgotten. Era o sinal de que a amizade entre jornalista e banda estava correndo risco sério, por conta de uma noite e uma festa desastrosa. No final das contas o quarteto recebeu um cachê miserável e foi embora bem puto (não sem razão). E quando estava entrando em sua van o sujeito aqui ainda foi se despedir e se desculpar pelo ocorrido com Forgottinho. O roadie do grupo, que já estava de péssimo humor com a situação toda, partiu em direção ao jornalista quase ex-amigo do conjunto, com a intenção nada amigável de dar-lhe uns sopapos. Mas mudou de idéia quando um dos SEGURANÇAS do bar, também já de saco cheio de tanta encrenca, simplesmente sacou um BERRO da sua cintura e disparou dois PIPOCOS para o alto. Foi o suficiente pra roadie e banda entrarem correndo na van e se mandar dali. E o zapper não sabia se ficava agradecido pela atitude do segurança ou se o reprovava, já que somos notoriamente contra qualquer tipo de violência, ainda mais envolvendo arma de fogo. Enfim, isso aconteceu há mais de uma década e hoje em dia, quando o blog e Gustavo se lembram dessa história, a dupla cai na gargalhada.

 

* Show do grupo Corazones Muertos no clube Hole, em Sampa (outubro de 2013) – com tumor canceroso detectado na garaganta seis meses antes e prestes a iniciar um tratamento pesado de quimio e radioterapia, o jornalista eternamente alucicrazy estava dando suas última enfiadas grotescas de pé na lama, antes de parar com tudo pelos quatro meses seguintes (e depois que o tratamento se encerrou, a bem da verdade, o autor deste espaço virtual reduziu suas loucuras em cerca de 80%, se tornando um homem quase “normal”, hihihi). E uma dessas enfiações monstro de pé em álcool e drugs foi na madrugada em que o bacana grupo Corazones Muertos foi tocar no clube Hole, na rua Augusta (em um porão chic na parte dos Jardins da Augusta, e cuja dona é ninguém menos do que a igualmente loka Lu Brandão, mãe do vocalista Branco Mello, dos Titãs), onde Flavinho Forgottinho toca batera atualmente. E antes dos Corazones tocarem uma banda glam/rocker fez o show de “aquecimento”, e resolveu prestar uma homenagem aos Forgotten Boys, tocando um cover da fodona canção “Cumm On” do FB. Convidaram Forgottinho pra subir ao palco e tocar bateria nela. E o coroa maloker aqui, já bastante alterado por doses de álcool e devastações nasais, não teve dúvidas: também SUBIU NO PALCO e munido de uma “caixa” de bateria, ficou “batendo tambor” encostado na parede, enquanto a música era executada. Interno de manicômio perderia longe, com certeza, rsrs.

 

 

FB AÍ EMBAIXO

No vídeo da já clássica “Cumm On”. E também no áudio integral do álbum “Stand By The D.A.N.C.E.”, de 2005 e um dos grandes momentos do grupo.

 

 

OS TREZE ANOS DO BAR PAULISTANO FUNHOUSE MOTIVAM O BLOG A DAR UMA ANALISADA NA ATUAL CENA DE CLUBES ALTERNATIVOS DE ROCK DA CAPITAL PAULISTA

Yep. Na semana passada a casa noturna Funhouse, localizada em um sobradinho em estilo clássico na rua Bela Cintra (região do baixo Augusta, no centro de São Paulo), comemorou com festa seus treze anos de existência. Teve show da novíssima banda de garotas (e um garoto) de Sampa BBGG e tal. E a Fun, que está resistindo ao tempo junto com algumas poucas outras casas noturnas dedicadas exclusivamente a tocar rock alternativo na capital paulista, já formou uma geração de garotos e gatas ao som de Strokes, Blur, Oasis, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys etc.

 

Não é pouco em um tempo onde a palavra de ordem é crise econômica em todos os setores do país, com reflexo direto na cena de bares e de bandas que atuam no circuito do rock independente brasileiro. De alguns anos pra cá esses bares alternativos viu seu público escassear, o que obrigou os proprietários a repensar estratégias de funcionamento e o som que toca nesse locais, isso quando eles simplesmente não fecharam suas portas. Dentro desse qaudro a Funhouse já é uma sobrevivente, assim como também são clubes como Outs e Inferno (na rua Augusta), e a amada A Loca (na rua Frei Caneca), o point gls mais famoso da capital paulista. São os clubes mais antigos da região ainda em funcionamento (veja mais abaixo).

 

Sobre como anda esse circuito atualmente, Zap’n’roll foi conversar com alguns personagens que atuam diretamente nele há anos. Como a linda e loira (atualmente mais ruiva do que loira) Dani Buarque. Modelo e atriz, vinte e sete anos de idade, promoter de algumas das noites mais badaladas do baixo Augusta e (ufa!) guitarrista e vocalista na banda BBGG, Dani avalia que realmente houve um retrocesso na cena, mas que ela continua se mantendo. “Entre 2009 e agora deu uma bela caída na cena do rock underground. Perdemos espaço pra bandas autorais, as baladas ficaram mais tendendo pro pop mas desde o ano passado esse espaço tá sendo reconquistado novamente”, acredita ela. “A própria funhouse onde trabalhei como hostess e depois gerente, estava quase 3 anos sem shows e esse ano eu e uns amigos que frequentam e tocam no underground de SP nos reunimos pra criar a festa “Surdina”, que é a volta e bandas ao vivo e autoral na Funhouse. Tivemos 100% de apoio da casa e a festa tá linda e começará a ser edição quinzenal em setembro, e não mais mensal. Também tenho a festa “Bandit” na  TEX [nova e badalada casa noturna, tipo bar americano, que foi inaugurada há poucos meses na Augusta, pelo DJ e empresário Click] que é puro rock, a galera cola em peso e agora estamos colocando banda lá também. Esse mês é tributo Amy Winehouse. A cena tá voltando sim, vejo um progresso”, avalia.

A linda, loira e gatíssima modelo, atriz, promoter e cantora Dani Buarque (acima) e o super dj André Pomba (abaixo, ao lado de Zap’n’roll na cabine de som do clube A Loca): para ambos a cena alternativa de bares e grupos de rock está passando por um momento realmente difícil, mas ainda assim segue firme e forte

 

Para André Pomba, 5.1 de idade, dileto amigo destas linhas virtuais e um dos DJs mais conhecidos da noite alternativa paulistana (ele discoteca há dezessete anos na Loca, onde é responsável pelas noites “Loucuras, às quintas-feiras, e pelo já clássico Grind, projeto rock que rola aos domingos no clube), a especulação imobiliária na região da rua Augusta também afetou a continuidade da existência de bares dedicados ao rock. “Sinto falta de espaços que priorizem essa cena de bandas independentes, como era anos atrás, como o Juke Joint e a Outs mais no começo, por exemplo. Hoje em dia tudo parece voltado para open bar e discotecagens e se esquecem que sem as bandas a cena não recicla e corre serio risco de retração”, analisa. “O projeto Grind surgiu para abrir a cabeça do rock para a cena GLS, teve uma época que se popularizou, ficou pop demais, mas hoje mantem-se fiel às origens mantendo um público em torno de 400 pessoas, o que é ótimo para um domingo” diz ele, que ainda vê com ânimo a atual cena de bares: “Eu acho que apesar da crise e da especulação imobiliária, algumas casas fecham e outras são abertas na mesma velocidade. Inegável dizer que a cena tem se mantido ativa, embora com espaço prejudicado para bandas que fazem rock autoral. Acho que o segredo da Alôca ao completar 20 anos é de ir se adaptando as novas realidades, e ao mesmo tempo ser tipo precursora numa região que 20 anos atrás só tinham puteiros”.

 

Joe Klenner, proprietário do Inferno Club e também guitarrista e vocalista da banda Corazones Muertos é o mais cético dos que emitiram sua opinião para esta matéria. E não poupa desalento ao comentar sobre o atual momento da cena alternativa de bares e bandas rockers: “A cena alternativa está uma bosta… se bem que toda cena musical sofre mudanças constantes em todo lugar, na minha opinião, mas nos últimos anos está bem ruim mesmo. Um reflexo disso é a quantidade de bandas covers que se tem hoje em dia. É muito triste ver a falta de interesse das pessoas em criar as suas próprias musicas. Sem falar dos inúmeros bares e lugares que simplesmente não abrem suas portas pra bandas autorais. Eu sinto muita falta da cena que existia em São Paulo há alguns anos. Era só sair qualquer dia da semana que vc tinha um monte de espaços com festas de rock e bandas tocando, todos os dias.Foi assim que a gente se conheceu né… hahaha”. Mas mesmo com tanto ceticismo ele ainda enxerga alguns pontos positivos no atual momento: “Por outro lado, o ponto positivo é que tem poucas, mas boas bandas surgindo constantemente, e como diz o ditado: melhor qualidade do que quantidade. E o Inferno já virou um clássico e uma referencia na cena. Já passamos por muitas situações e fases nos quase 10 anos de vida do clube. Quando nós abrimos, não existiam as baladas que se tem hoje em dia na Rua Augusta. Era o Outs, Funhouse e o Vegas, que eu me lembre….o resto eram só puteiros, putas e traficantes. No começo era praticamente impensável pra gente abrir uma noite sem uma banda no palco. Hoje em dia temos muitas festas só com musica mecânica rolando, ou seja dj´s. Mas sempre tentamos abrir espaço pra shows e bandas novas. Fazemos muitos festivais de bandas novas pra que possam difundir seu trabalho. Eu acho que é responsabilidade nossa tambem fomentar e difundir a cena”, acredita o músico.

 

Enfim, a cena alternativa quebra mas não verga. Aos trancos e barrancos, sobrevivendo como pode e enfretando momentos de crise e adversidade, ainda assim ela segue em frente e felizmente. Então quando VOCÊ, dileto leitor zapper, for dar seu rolê noturno no final de semana pelo baixo Augusta, não se esqueça: ainda há muito rock’n’roll rolando por ali, em bares e clubes que pelo jeito irão manter essa cena viva e atuante para sempre.

 

 

OS BARES E CLUBES CAMPEÕES EM LONGEVIDADE NO CIRCUITO ROCK ALTERNATIVO DO BAIXO AUGUSTA, EM SÃO PAULO

* A Loca – dedicado ao público GLS, funciona há vinte anos no número 969 da rua Frei Caneca. De quinta a sábado o som na pista é eletrônica e sua variantes. No domingo o super DJ André Pomba comanda o projeto Grind, voltado ao rock e que rola até seis da manhã da segunda-feira.

 

* Funhouse – localizada na Rua Bela Cintra, 567, completou treze anos de existência na semana passada. Após passar um período sem shows ao vivo, voltou a abrir espaço para bandas autorais se apresentarem. O som na pista é sempre indie rock.

 

* Inferno Club – outro que já se tornou clássico na rua Augusta, onde funciona há onze anos no número 501. Tem noitadas rock’n’roll incríveis, principalmente às sextas-feiras e sábados, com som de DJs e também com espaço para bandas ao vivo.

 

* Clube Outs – chegou aos doze anos de existência em 2015. É um dos bares do coração de Zap’n’roll, que promoveu ali zilhões de festas e DJs sets do blog. Antes dedicava espaço para shows de bandas ao vivo. Com o declínio da cena de grupos autorais o clube resolveu acabar com as apresentações de conjuntos musicais e resolveu se dedicar apenas a noitadas movidas integralmente a discoteagem na pista, apoiada em um open bar onde o consumidor paga cinqüenta mangos na entrada e bebe até cair. Deu certo e fez o Outs renascer já há dois anos: o local vive entupido de gente às sextas e sábados, com média de quinhentos pagantes por noite.

 

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MUSA ROCKER SECRETA DA SEMANA – UMA CADELA PAULISTA QUE ASSUME: “SOU CASADA MAS AMO FODER COM OUTROS HOMENS!”.

Nome: A.

 

Idade: 23.

 

De onde: interior de São Paulo.

 

Mora com: marido.

 

O que faz: estudante.

 

Uma banda: AC/DC.

 

Um escritor: Charles Bukowski

 

O que o blog tem a dizer sobre a divina putona: sempre papeando com garotas lindas, inteligentes, tesudas e gostosas em grupos do faceboquete dedicados ao velho safado e gênio Bukowski, Zap’n’roll acabou fazendo amizade (virtual, por enquanto) com a lindaça e cachorrona A. Que topou ser musa do blogão com fotos canalhas e total nude, desde que sua identidade não fosse revelada. Estas linhas online toparam e aí está. Um ensaio pra lá de safado com uma garota que é uma ótima amiga de papos online. Papos onde ela já assumiu pro jornalista canalha: “sou casada sim. Mas AMO foder com outros homens. Já traí meu marido pelo menos umas sete vezes desde que nos casamos”. Ou seja: trata-se de um corno feliz. Afinal ele também como o bocetão, ahahahaha.

 

Machos (cados), gozem sem moderação, uia!

Um rabo DIVINO!

 

Peitos idem!

 

 

A BOCETONA em chamas, sempre!

Calcinha de PUTA, pra arrancar porra do macho

E se lambuzando toda após levar “leitinho” quente e grosso na boca, wow!

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O postão segue sendo ampliado e VAI MESMO SER CONCLUÍDO logo no início da próxima semana, com as dicas culturais e o roteiro de baladas legais pra semana toda. Por hora o blog fica por aqui, anunciando que vai NA FAIXA hoje à noite no show do Vanguart, em Sampa:

 

Cris Dias

 

Amanda Da Mata

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Forgotten Boys, “Outside Of Society”.

 

* Banda, I: Pois sempre nos surpreendemos com algo novo e bacana quando menos esperamos, néan. É o que rola com o blog nesse momento, ao descobrir o som (entre o trip hop e o dream pop) do duo de Campinas SETI. Formado pela vocalista e instrumentista Roberta Artiolli e pelo multiinstrumentista Bruno Romani, o Seti existe desde 2012 e acaba de lançar um lindo EP de seis faixas com canções oscilando entre o bucolismo e a melancolia, com vocais femininos doces e suaves, e boas letras em português, que sugerem belas e poéticas imagens. A dupla estará se apresentando na próxima noite rocker do blog na Sensorial Discos, no primeiro sábado de outubro. E logo menos falaremos mais dela por aqui. Enquanto isso você ouvir o Seti e conhecer melhor o som do grupo aqui: http://motimrecords.bandcamp.com/album/xtase. E saber mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/setirock?fref=ts.

O duo trip hop Seti, de Campinas: canções melancólicas e bucólicas, com letras em português e melodias oníricas

 

* Banda, II: hoje à noite (leia-se: nesta quinta-feira à noite) o badalo alternativo em Sampa vai ser mesmo lá no Centro Cultural São Paulo, quando vai rolar show gratuito do quarteto goiano Boogarins, a partir das 7 da noite. Quem? Você pode nunca ter ouvido falar do grupo, mas ele está bombadíssimo na indie scene atual e é xodó de queridos amigos nossos jornalistas, como o sempre antenadíssimo Lucio Ribeiro. Os garotos têm um EP lançado (“As plantas que curam”), estão pra soltar seu primeiro álbum cheio, já rodaram parte do circuito alternativo dos EUA e Europa etc. A parada deverá ser tumultuada no final da tarde desta quinta (dia 27 de agosto, quando este post está sendo finalmente concluído) lá no CCSP. Repetindo: o show é de graça (ingressos têm que ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 5 da tarde). Na página do evento no faceboquete já há a confirmação de 1.300 pessoas no show. Detalhe: cabe apenas a metade disso no local onde a banda vai tocar. Na boa? Os Boogarins são ok em disco. Seu som é bem acima da média do que se escuta atualmente na paupérrima cena independente nacional (e a culpa dessa pobreza musical e artística todos sabem de quem é: de gente como Pablo Capilantra, ex-todo poderoso da quadrilha Fora Do Eixo, e também do escroque Fabrício Nobre, não por acaso, um dos “inventores” do grupo Boogarins). Mas o blog sinceramente acha o quarteto superestimado e badalado demais. Óbvio que podemos estar enganados e precisamos vê-los ao vivo, para comprovar se estamos certos (na questão de achá-los superestimados) ou errados (com o conjunto sendo fodão ao vivo). Então por isso mesmo estas linhas online irão logo menos conferir a gig dos rapazes. E sugere que quem ainda não os conhece faça o mesmo. Lembrando que o Centro Cultural São Paulo fica na rua Vergueiro, 1000 (Paraíso, zona sul da capital paulista).

 O quarteto goiano Boogarins: show grátis hoje no Centro Cultural São Paulo

 

* Baladas boas pro finde: o postão finalmente chega ao fim já na quinta-feira, quase finalzinho de agosto. Então vamos ver o que rola de baladas alternativas bacanudas pro finde que começa amanhã. Na sexta em si, 28, tem festança de aniversário do queridão Claudio Medusa lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). Também amanhã tem showzaço duplo com Fábrica De Animais e Saco De Ratos no Centro Cultural Zapata (que fica na rua Riachuelo, 328, centrão de Sampalândia).///Já no sabadão em si o mesmo Centro Cultural Zapata abriga show novamente duplo, mas com os sempre bacanudos Rock Rocket e a nova sensação da indie scene paulistana, o BBGG. Beleza? Então se apruma, capricha no visu rocker e se joga meu rei (ou minha rainha).

 

 

E FIM DE POST

Que já tá ótimo, néan. E sim, continua mandando seus e-mails pro hfinatti@gmail.com que na semana que vem desovamos finalmente o pacote com livros bacanas da Edições Ideal, entre eles a bio do Steven Adler, o loki ex-batera do Guns N”Roses. Ficamos por aqui então, deixando todos os beijos do mundo na Neide Rodrigues e na Patrícia Pera, duas gatas incríveis que o blog amadora de paixão. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e FINALIZADO por Finatti em 27/8/2015 às 14:00hs.)