AMPLIAÇÃO FINAL! Com a festa rock bacana que rola neste domingo (24 de junho) em Sampa, em torno do primeiro niver do programa de radio B-Pop – Aeeeeê!!! O novo postão zapper chega chegando, em pleno reinado do cuzão campeonato mundial de futeMERDA. Só que aqui a programação segue NORMAL e NADICA de Copa Do Mundo (pros paga paus otários que amam essa ogrice esportiva em nível hard, tem a rede Golpe de televisão para manter todos informados em tempo integral); nesse post falamos sim que um gigante lendário da indie scene nacional, o paulistano Pin Ups, está novamente no estúdio, gravando seu primeiro disco inédito em quase vinte anos; mais: depois de ter sido referência na imprensa nacional de cultura pop e de vender horrores nos seus primeiros anos de vida, a edição brasileira da revista Rolling Stone chega a um fim total vexatório e melancólico, derrotada pela crise econômica ultra cruel do triste bananão tropical, e por uma equipe de redação formada por alguns dos PIORES jornalistas musicais brasileiros dos últimos anos; e mais isso e aquilo em um post que está como sempre em gigante construção, começando agora e longe ainda de terminar. Vai lendo aê! (post ampliado e finalizado em 23/6/2018)

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A cultura pop e o rocknroll estão morrendo na era da web mas alguns autênticos HERÓIS e sobreviventes teimam em resistir, como o grupo indie guitar paulistano Pin Ups (lenda cult da cena under nacional dos anos 90, acima), que está em estúdio preparando seu primeiro disco de inéditas em quase duas décadas; mas nem todos conseguiram resistir à derrocada da imprensa dedicada à cultura pop, lá fora e aqui também: a edição brasileira da revista Rolling Stone (abaixo, com Frejat na capa mais recente) anunciou que encerra suas atividades em agosto próximo

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MAIS MICROFONIA

***Com esse postão já sendo encerrado na tarde do sabadão (23 de junho) em si, vamos deixar novas notas importantes aqui no Microfonia para a semana que vem. Mas lembrando que JULHO será o mês de Zapnroll e do livro “Escadaria para o Inferno”, já que haverá festas e eventos envolvendo ambos, a saber: no dia 26, quinta-feira, haverá novo lançamento com noite de autógrafos e bate papo com o autor (este que escreve estas linhas rockers bloggers) no SESC da avenida 9 de julho (na região central de São Paulo), a partir das 7 da noite, com entrada gratuita. Na noite seguinte, 27 de julho, o blog faz DJ set especialíssima no sempre bombado open bar do inferno no Clube Outs (na rua Augusta, 486, centrão de Sampa), em bebemoração aos quinze anos do bar rock mais clássico do baixo Augusta e também aos quinze anos de vida zapper. E no domingo, 29, será a vez de comandarmos as pick up’s no Grind, a domingueira rocknroll pilotada pelo super DJ André Pomba e a mais badalada do Brasil há vinte anos. Tá bom, né? Sendo que nos próximos posts iremos dando mais detalhes a respeito desses eventos todos, beleusma?

 

***De modos que em breve voltamos então com novo postão e muito mais Microfonia nele. Inté!

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Zapnroll lança novamente o livro “Escadaria para o inferno”no final de julho em uma unidade do SESC SP. No mesmo mês também haverá duas novas DJs set do blog, comemorando nossos quinze anos de existência, e que irão acontecer no Clube Outs e na festa rocker Grind

 

MICROFONIA

(radiografando a cultura pop e o rock alternativo)

 

***Yep, inverno chegando e frio total delicious tomando conta de Sampalândia, néan. Hoje, sextona em si, temperatura na casa dos 15 graus. E vai continuar assim por todo o finde. Maravilha!

 

***Copa do Mundo de futeMERDA, aqui no blog? Nem fodendo, rsrs. E logo menos, ao longo dos próximos dias (este post está em construção, claro), iremos publicar aqui um textone explicando didaticamente porque ODIAMOS futebol. Pode esperar.

 

***Sim, a seção Microfonia irá sendo “engordada” aos pouco ao longo da próxima semana. Por hora já vamos direto aí pra baixo e falar sobre a volta com disco inédito de um gigante e lenda da cena indie nacional clássica dos anos 90: o quarteto paulistano Pin Ups. Bora!

 

 

QUASE VINTE ANOS APÓS LANÇAR SEU ÚLTIMO DISCO, O JÁ CLÁSSICO INDIE PIN UPS ESTÁ DE VOLTA AO ESTÚDIO, PARA GRAVAR UM NOVO TRAMPO INÉDITO

Sim: um dos grupos mais lendários e festejados da indie scene clássica paulistana do final dos anos 80 e boa parte dos 90, o quarteto Pin Ups (atualmente integrado pelo guitarrista e fundador Zé Antonio, pelo também guitarrista, vocalista e produtor Adriano Cintra, pela baixista e vocalista Alê Briganti e pelo batera Flavinho Cavichioli) está desde o último carnaval trancado em um estúdio na capital paulista. E promete sair de lá com o seu primeiro álbum de músicas inéditas em quase duas décadas – o último registro oficial de material inédito foi o EP “Bruce Lee”, editado pela banda em 1999. Álbum que deverá ser lançado até o final deste ano, possivelmente pelo selo carioca Midsummer Madness, atual “lar” do conjunto e que relançou digitalmente toda a discografia dele há algum tempo já.

Formado em 1988 em Santo André (na região da Grande São Paulo) pelos amigos Zé Antonio, Marquinhos e Luis Gustavo, o então trio rocker básico começou a chamar a atenção de um pequeno séquito de adoradores do rock inglês de então, além de também alguns jornalistas da área musical (entre eles o autor deste espaço blogger, que na época trabalhava na revista IstoÉ e colaborava com a página de música do Caderno 2, do diário paulistano O Estado De S. Paulo). O grupo passou a se apresentar com frequência no Espaço Retrô (o muquifo indie rock mais inesquecível que já existiu na noite underground de Sampa, uma noite e uma cena que nem existem mais na era escrota atual), que ficava no bairro de Santa Cecília, e lá começou a angariar uma legião de fiéis seguidores. O motivo pelo qual a trinca despertava adoração na molecada que tomava contato com o som dela? Simples: os músicos eram fissurados nos ótimos sons que emanavam do Reino Unido, além de antenadíssimos com as últimas novidades que surgiam por lá. Em uma época em que não havia internet, YouTube, celulares, apps, redes sociais, sites, blogs e nada dessas porras tecnológicas algo imbecilizantes dos dias atuais, o Pin Ups mostrava um som sem paralelo no rock brazuca naquele momento, e bem à frente do que estava sendo produzido aqui. As letras das músicas eram escritas e cantadas em inglês. O som era de guitarras barulhentas mas com melodias algo doces e assobiáveis. E as referências (todas ótimas) do grupo eram o shoegazer inglês, o barulho, o noise e o feedback de guitarras de bandas como Jesus & Mary Chain, Lush, Spaceman 3, Loop, Telescopes, My Bloody Valentine etc. Era o que os três garotos amavam e o que todo mundo que ia ao Retrô também amava.

Não demorou para a banda conseguir um contrato para gravar seu primeiro álbum. “Time Will Burn” foi lançado em 1990 pelo selo Stiletto (fundado por um inglês que estava morando em Sampa) e daí para a frente a fama do grupo começou a aumentar bastante, o que infelizmente não se traduziu em boas vendagens e êxito comercial para o LP. A partir daí e pelos nove anos seguintes o conjunto seguiu uma trajetória relativamente errática, lançando mais cinco bons trabalhos inéditos mas nunca conseguindo ultrapassar as barreiras do underground paulistano, embora fosse respeitadíssimo e admirado pela rock press da época, pelo público que possuía e até por fãs e jornalistas no exterior. Com o passar dos anos os integrantes originais Luis e Marquinhos saíram, a baixista Alê entrou em cena assumindo os vocais, Flávio Cavichioli (baterista, que também passou pelos Forgotten Boys e mais um zilhão de outros grupos) e Eliane Testone (guitarrista) também entraram no line up e o conjunto seguiu, aos trancos e barrancos, até parar com suas atividades em 1999, ano em que lançaram o já mencionado “Bruce Lee”.

Daí em diante o Pin Ups se tornou absolutamente cult e espécie de “lenda gigante” de uma cena (a indie guitar paulistana dos anos 90) que nunca experimentou o sucesso comercial e o estouro de público e mídia, mas que influenciou centenas de bandas nos anos seguintes à sua existência. Uma cena tão reverenciada nos tempos atuais por quem ainda curte rock de guitarras, que já foram feitos dois documentários sobre ela: “Time Will Burn” (sim, com título inspirado no primeiro LP do Pin Ups, e dirigido por Marko Panayotis e já exibido em circuito comercial) e “Guitar Days” (este ainda em finalização, dirigido pelo brother Caio Augusto Braga e no qual o jornalista Finaski dá alguns depoimentos sobre esta cena). Moral da história: o Pin Ups saiu de cena e entrou para a história do indie rock nacional.

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O gigante indie guitar paulistano Pin Ups nos anos 90 (acima), em sua segunda formação (com Zé Antonio e Eliane Testone nas guitarras, Alê Briganti no baixo e vocais, e Flávio Forgotten na bateria); abaixo Zapnroll faz pose ao lado dos seus amigos da banda no camarim dela, após show na Virada Cultural/SP de 2016, e no SESC Pompéia em 2015 (trio parada dura na imagem, hihi: Finaski, Adriano Cintra e Flavinho Forgottinho, uia!)

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A banda, no entanto, nunca encerrou oficialmente suas atividades. E com a boa repercussão dos dois documentários onde ela é um dos destaques, resolveu fazer um “show definitivo de despedida” em 2015, no SESC Pompeia, na capital paulista. Resultado: a comedoria do local lotou (com oitocentos malucos lá dentro, entre velhos fãs quarentões/cinquentões, além de uma molecada que nem era nascida quando o conjunto começou a fazer barulho), quem foi alucinou com a gig e a banda ficou encantada com isso. Agora integrada por Zé Antonio, Alê e Flavinho e adicionada com o gênio Adriano Cintra (dileto amigo pessoal deste jornalista loker/rocker, como de resto todo o grupo também é), um dos músicos e produtores mais renomados e prestigiados da cena indie brasileira há mais de 20 anos (ele integrou o fodástico Thee Butcher’s Orchestra, além de ter sido o criador do Cansei de Ser Sexy, ou CSS, que foi um dos únicos nomes do rock nacional a ficar conhecido mundialmente e a fazer carreira sólida no exterior), o Pin Ups vislumbrou a possibilidade de ter uma sobrevida e seguir tocando por mais alguns anos. Se havia e continua havendo público interessado neles (um novo público, formado por uma nova geração inclusive), por que não?

E assim o quarteto continua na ativa e resolveu entrar em estúdio novamente, no carnaval passado, para registrar aquele que será seu primeiro álbum inédito em quase duas décadas. Segundo o batera e “sobrinho” (por adoção, hihi) Flavinho Forgottinho, que papeou na tarde de ontem com o blog zapper, “o disco vai vir com uma sonoridade bastante diferente do que era o Pin Ups dos anos 90, embora mantendo a essência do que fazia musicalmente naquela época”. E completou: “o disco terá a participação de um guitarrista icone da cena indie gringa, mas por enquanto não posso falar quem é”. Beleza. Sendo que Pedro Pelotas, tecladista da Cachorro Grande, também participa do álbum, que está sendo produzido pelos próprios músicos e por Adriano Cintra.

De modos que podemos esperar enfim, um novo trabalho do Pin Ups ainda para 2018. Flavinho diz que a intenção é lançar o disco não apenas digitalmente mas também no formato físico, inclusive em vinil. A torcida destas linhas online é para que tudo corra bem e para que venha um discão por aí. Afinal essa turma querida por este velho jornalista maloker já se tornou uma SOBREVIVENTE honrosa de uma época que foi sensacional para o rock underground brasileiro, e de um tempo bacaníssimo que nunca mais vai se repetir. Um tempo de bandas incríveis, de bares incríveis, de gente total criativa e loka e nada careta (a caretice e o total BUNDA MOLISMO imperam hoje na humanidade, inclusive no rock e na cultura pop em geral). E que por isso mesmo deixou saudades eternas. Uma saudade que, espera-se, seja amenizada um pouco no final deste ano quando surgir o novo rebento sônico dos Pin Ups.

 

 

PIN UPS – A BANDA

Quando surgiu: em 1988.

Onde: Santo André/SP.

Primeira formação: Zé Antonio (guitarras), Luis Gustavo (baixo e vocais), Marquinhos (bateria).

Primeiro LP: “Time Will Burn”, lançado em 1990 pelo selo Stiletto.

Último disco: o EP “Bruce Lee”, em 1999.

A volta aos palcos: em 2015, em um show no SESC Pompéia, em São Paulo.

A formação atual: Zé Antonio e Adriano Cintra (guitarras), Alê Briganti (baixo e vocais), Flavio Cavichioli (bateria).

Para este ano: a banda está em estúdio gravando um novo álbum, e que deverá ser lançado até o final de 2018.

Mais sobre a banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/pinupsbr/.

 

 

PIN UPS AÍ EMBAIXO

Para você ouvir na íntegra toda a discografia do grupo, além de vídeos com momentos da espetacular gig que eles fizeram em 2015 no SESC em Sampa.

 

 

A REVISTA ROLLING STONE BRASIL ENFIM CHEGA AO FIM – E SEM DEIXAR SAUDADES

Reflexo da quebradeira econômica e do derretimento que se abate sobre o país (DESgovernado por uma quadrilha bandida, golpista e ilegítima) em todos os setores (inclusive na área editorial e na cultura pop, que está falindo também), a revista Rolling Stone Brasil também foi pra casa do caralho. A editora paulistana Spring, detentora da marca para a publicação da edição brasileira da mesma, anunciou no final do mês passado o encerramento da publicação impressa que ia mensalmente para as bancas, desde outubro de 2006. Após doze anos a RS Brasil deixa de circular em agosto próximo. Segundo informações da Spring, a edição impressa irá circular apenas quatro vezes por ano daqui para a frente. O site da revista (cada vez mais fraco e sem relevância em seu conteúdo, vale exarar) irá permanecer no ar na web, ao menos por enquanto. Sobre a equipe que trabalhava na redação da revista? A editora desconversa, mas provavelmente será demitida.

Nem é difícil elencar os motivos pelos quais a Rolling Stone brasileira foi pro saco. A edição nacional daquela que foi, por quase cinco décadas, a maior publicação sobre cultura pop do mundo (a edição americana, matriz de todas as outras espalhadas pelo planeta, e fundada em 1967 por Jan Wenner, chegou a vender quinzenalmente nos EUA mais de um milhão de exemplares), chegou chegando nas bancas brazucas em outubro de 2006: tiragem mensal de cem mil exemplares, formato físico grandão (igual a edição americana), uma equipe de jornalistas fodões (como o editor-chefe Ricardo Cruz, que já havia passado por grandes publicações, como a revista da rádio 89FM, e o editor-assistente Pablo Miyazawa, um dos nomes mais competentes e brilhantes do jornalismo cultural e musical brasileiro dos anos 2000) e tendo a super modelo Gisele Bündchen estampando a capa. Foi um sucesso editorial estrondoso e imediato e assim a publicação se manteve pelo menos pelos seus cinco primeiros anos de existência. Mas aí entraram em cena os fatores adversos que começaram a minar a solidez da revista em terras brasileiras. Primeiro deles: a derrocada da mídia impressa em escala global, com o avanço da internet em suas versões digitais de jornais, revistas e publicações diversas. Ao longo dos últimos anos zilhões de célebres títulos da imprensa mundial e brasileira foram anunciando o fim de suas edições impressas (devido a queda avassaladora na circulação paga) e ficando apenas com a versão online, sendo que já foram publicados estudos e pesquisas feitas por especialistas na área e que dão conta de que a mídia impressa está mesmo morrendo e poderá ser totalmente extinta em mais quarenta anos.

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A edição brasileira da revista americana Rolling Stone chegou chegando às bancas do país em outubro de 2006, e estampando a super top model Gisele Bündchen na capa de sua primeira edição (acima); em agosto de 2009 era lançada a edição com o escritor superstar Paulo Coelho na capa, e onde o jornalista Finaski fez uma matéria de duas páginas destacando a irresistível ascensão do grupo folk/rock cuiabano Vanguart rumo ao mainstream pop nacional (abaixo); agora, em fase total decadente, a editora que publica a revista anunciou o fim da edição impressa da mesma

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Segundo: a crise econômica SINISTRA que se abateu sobre o Brasil (cortesia da quadrilha BANDIDA que DESgoverna o bananão tropical nesse momento), e que mergulhou o país em uma recessão brutal nos últimos dois anos, afetando todos os setores produtivos, o editorial entre eles. Isso causou forte queda nas vendas de absolutamente todas as publicações impressas no Brasil, além de também causar debandada nos anunciantes dessas publicações. E a RS nacional não escapou ilesa: reduziu o tamanho do formato físico da revista (ela ficou igual a todas as demais) e também o número de páginas de cada edição. Situação que levou ao fator talvez definitivo para a sua derrocada: a perda da qualidade editorial e o aumento da irrelevância dos assuntos que eram abordados em cada nova edição.

Não demorou para a própria equipe de redação começar a sentir os efeitos deste cenário. O editor-chefe Ricardo Cruz recebeu uma ótima proposta para ir dirigir a edição nacional da revista masculina americana GQ, e decidiu deixar a Rolling Stone. Assumiu seu lugar dom Pablo Miyazawa, que já era o editor-assistente desde a primeira edição. No entanto, fato raríssimo numa área profissional (o jornalismo) tão eivada de disputas e de fogueiras da vaidade, onde sobram egos descontrolados e arrogantes e faltam talentos verdadeiros (ao menos nos tempos atuais), Pablo também PEDIU DEMISSÃO da RS alguns anos após assumir a direção da redação da revista. Quando ele tomou essa decisão inesperada e surpreendente para o mercado editorial, foi perguntado pelo “abelhudo” jornalista Finaski (seu amigo desde a fundação da RS nacional) qual o motivo de ter “abandonado o barco”. “Porque eu estava cansado”, nos disse na época. “Eu não tinha mais vida fora da redação e queria viver novamente além daquilo. E também queria fazer novas coisas, novos projetos e algo menos estressante emocional e mentalmente”.

Com a perda dos seus dois melhores editores e com a crise econômica se acentuando no Brasil, a revista começou a descer ladeira abaixo sem dó. Com a circulação despencando em queda livre e a redação entregue a profissionais total irrelevantes, egocêntricos e verdadeiramente medíocres no ofício jornalístico (como o editor da seção Guia, mr. Paulo Cavalcanti, muito conhecido no meio por ser um jornalista preguiçoso e que trabalha no “piloto automático”, além de amar fazer fofocas e intrigas entre seus colegas de profissão, e também de perseguir implacavelmente na covardia o autor deste blog, enviando mensagens com assinatura fake para o painel do leitor zapper, onde ele despeja psicoticamente insultos, mentiras, impropérios e ofensas pesadas contra o titular deste blog), o fim da edição impressa era previsível e passou a ser apenas uma questão de tempo. E chegou finalmente agora, após doze anos de circulação mensal ininterrupta.

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Zapnroll, que colaborou com a Rolling Stone Brasil nos quatro primeiros anos de circulação da revista, ao lado do super ex-editor da revista, dom Pablo Miyazawa, no final de um show do Stone Temple Pilots, na finada Via Funchal/SP

Zapnroll foi colaborador permanente da revista durante seus quase quatro primeiros anos de existência – coincidência ou não, a melhor fase editorial da publicação, quando ela batia sucessivos recordes de vendagem em banca e de faturamento publicitário. O jornalista Finas estreou já na primeira edição da revista assinando três resenhas de discos na seção Guia, entre eles o cd inédito da lenda Morrissey que estava saindo naquele ano. Daí em diante publicou uma série de matérias e críticas (de discos, shows e festivais) até meados de setembro de 2010, quando foi “saído” da revista pelo editor Ricardo “Quinho”. Os motivos da demissão de Finaski do quadro de colaboradores da RS Brasil estão muito bem contados num dos últimos capítulos de “Escadaria para o inferno”, livro lançado por este escriba no final do ano passado. E sim, ele assume que errou feio no episódio que motivou seu desligamento da equipe redacional da outrora revistona. Quinho não estava errado em sua decisão. Tanto que estas linhas bloggers têm carinho gigante por ele até hoje.

Mas a RS em si já havia mesmo passado da hora de fechar suas portas. Se estivesse ainda com uma equipe fodona de editores e colaboradores, talvez ainda conseguisse uma sobrevida editorial mesmo com a área jornalística sofrendo os efeitos devastadores da era da informação digital e também da crise econômica pavorosa e aparentemente infindável que se abateu sobre o Brasil. Mas do jeito que a publicação caminhava, total capenga e entregue a RATAZANAS ardilosas e profissionalmente inúteis e incompetentes (como a já mencionada mais acima triste figura do jornalismo musical brazuca), a Rolling Stone Brasil demorou até demais pra dizer adeus.

Rip. Não vai deixar saudade alguma.

 

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Pronto! Cá estamos no pedaço novamente. E como sempre em gigante construção desse post, claaaaaro! Onde não entra absolutamente NADA da porra da Copa do Mundo de futeMERDA mas sim papos realmente interessantes e importantes no rock alternativo e na cultura pop (ou no que resta dela, hihi). E como já é final da tarde da sextona em si, vamos dar uma pausa nos trampos sendo que ao longo da próxima semana esse postão será ampliado, atualizado e finalmente finalizado. Então vai colando aê a partir da próxima segunda-feira, que ainda irão entrar muitos assuntos bacanas por aqui.

Por enquanto o jornalista eternamente gonzo/loker/polêmico vai tomar uma breja agora à noite no novo endereço da Sensorial Discos. E amanhã à noite, sabadão em si, a dica rocker imperdível é uma só: colar no Centro Cultural Zapata (no centrão rocknroll bravo, perigoso e selvagem de Sampalândia), para curtir a noitada incrível que vai rolar por lá, com showzaços dos queridões e velhos amigos destas linhas online, Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, e o trio Rock Rocket (uma gig dupla que vai trazer ótimos recuerdos ao blog, já que ambas tocaram juntas há cerca de uma década e meia atrás, em uma festa da saudosa revista Dynamite e produzida pelo sujeito que digita este postão, uia!). Além disso a DJ set da noite será comandada pelo queridón Junior Core, um dos DJs que estão se destacando atualmente na cena under paulistana e com quem o blog pretende fazer uma mini entrevista logo menos, para entrar ainda nesse post. Interessou? Todas as infos sobre a baladona rocker estão aqui: https://www.facebook.com/events/209819506295554/.

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Festona rocknroll que rola amanhã em Sampa, no Centro Cultural Zapata, vai reunir os ótimos veteranos da indie scene Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria e Rock Rocket (acima), além de DJ set de Junior Core (abaixo), um dos destaques na nova cena de DJs alternativos da capital paulista

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

***Festa bacanuda: é a que rola neste domingo (o postão do blog está sendo finalizado no sabadão, 23 de junho), 24, no centro de Sampa (próximo à praça Roosevelt, quando o programa “B-Pop”, apresentado na web radio Antena Zero pela gatíssima Silvia Fasioli, estará comemorando seu primeiro aniversário. Levado ao ar semanalmente (ao sábados, dez da noite), o B-Pop foca na produção musical do pós-punk inglês dos anos 80, com as faixas tocadas sempre sendo intermediadas por ótimas infos e comentários (muitas vezes abordando temas também sociais e políticos) feitos pela Silvia, que além de possuir ótima voz ainda domina com maestria os temas que aborda e essa vertente tão amada por todos nós do inesquecível rock britânico daquela época. Ela mesma irá discotecar amanhã ao lado de vários DJs convidados, a entrada pra balada é merreca (10 pilas apenas) e todas as infos da mesma estão aqui: https://www.facebook.com/events/189313415234628/?active_tab=about. Cola lá que Zapnroll também deverá aparecer, hehe.

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A produtora e apresentadora Silvia Fasioli, que comanda o programa B-Pop na web radio Antena Zero, ao lado de Zapnroll (acima): neste domingo rola festa em Sampa, comemorando o primeiro ano de existência do programa (abaixo)

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FIM DE PAPO

O postão fica por aqui. Ainda temos mais assuntos pra desenrolar (inclusive um tópico sobre o genial projeto Primavera nos Dentes, que resgatou a obra clássica e imortal dos Secos & Molhados pras novas gerações), mas eles ficam para nosso próximo post, onde o blog também irá divulgar quem ganhou um exemplar do livro “Escadaria para o inferno”, além de colocar mais uns livros em sorteio. Beleza? Então é isso.

Tchau pra quem fica e até a próxima, sempre com muito mais por aqui.

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/6/2018 às 14:15hs.)

EXTRÍSSIMO JÁ NA MADRUGA DE TERÇA-FEIRA: OLHA O LINE UP DO LOLLA CHILE AÍ EMBAIXO, uia! E mais: lá vem o Lollapalooza BR 2014, sem line up oficial definido mas com Depeche Mode, Nine Inch Nails, Pixies, o garotão Jake Bugg e o insuportável Muse já na linha de tiro pra se apresentar no festival; o gigante Pearl Jam volta bem em seu novo disco, mas dá sinais de que a grande era grunge finalmente está perto do fim; o novo disco do veterano indie Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (e algumas histórias vividas pelo blogger loker ao lado da banda paulistana) e mais algumas paradinhas aê no blogão de cultura pop que continua campeão de audiência, wow! (post MEGA TURBINADO e finalmente concluído, falando do show do Black Sabbath sexta passada em Sampalândia, e também do show do Depeche Mode no último finde nos EUA) (nova e final atualização em em 15/10/2013)

Os veteranos que importam continuam dominando o noticiário do rock e da cultura pop estas semana (que já está chegando ao fim): o vocalista Eddie Vedder (na imagem já clássica, “voando” no palco do Lollapalooza Brasil deste ano, em abril passado, em São Paulo) está de volta com o Pearl Jam, que está lançando seu novo e bom disco; já o trio inglês Depeche Mode (abaixo) ainda não foi anunciado oficialmente mas vai estar com certeza na edição 2014 do Lolla BR, que rola nos dias 5 e 6 de abril na capital paulista

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ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS, JÁ NA TERÇA-FEIRA

* Entonces, ACABOU DE VAZAR (cortesia do site Club NME Brasil, wow) o cartaz (oficial?) do line up do Lollapalooza Chile 2014, que acontece lá ANTES do daqui. Faz todo o sentido as atrações listadas com a especulação monstro que rolou na coletiva de imprensa paulistana, na semana passada. E também com uma listinha amiga de nomes que “vazou” dos escritórios da T4F (produtora do festival), dias atrás. Enfim, o bicho vai PEGAR fogo e periga ser o melhor Lolla BR até o momento. Tem Arcade Fire (que está prestes a lançar seu novo e provavelmente ótimo álbum) de headliner na primeira noite. Tem Depeche e NIN na segunda noite. Tem National (lançou discaço novo esse ano), Jake Bugg e um certo JOHNNY MARR, conhece? E melhor: NÃO tem Muse, hihihi. Anyway, dá uma olhadinha aí embaixo. E comece a economizar seus caraminguás.

* Com a quase certa aparição do Depeche Mode no Lollapalooza Brasil 2014, é bom conferir desde já a quantas anda a banda no palco. Para tanto, basta ir no YouTube: é lá que já está (veja aí embaixo) o vídeo com o show completo que o grupo fez no último finde nos Estados Unidos, no Austin City Limits Festival. Bom aperitivo pra abril do ano que vem por aqui, néan?

 

 

* E exemplo de humildade (ou jogada de marketing, não importa) é isso aê: Jay Z pegou sua equipe e, ao lado de Chris Martin (do Coldplay), foi pro show fez em Londres de METRÔ. Yep, isso mesmo que você leu: de metrô. A pergunta que não quer calar: quantos popstars de merda da nossa graaaaande música brasileira (Ivete Gagalo, Naldo, Anitta) tomariam a mesma atitude por aqui? Ou esse bando de babacas que faz música de péssimo nível só sabe ir para as suas apresentações no Brasil de limousine (acompanhada de batedores)? Pois é…

 O rapper Jay Z, sua turma e Chris Martin, andando na buena de metrozão em Londres; fariam o mesmo por aqui tranqueiras como Ivete Gagalo e Naldo?

 

* Por enquanto é isso, mas na sexta-feira em si tem novo postão zapper na área, pode aguardar!

 

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E ontem no Campo De Marte, em Sampalândia…

 

O som chegou a ficar baixo em alguns momentos, mas quem estava lá não se arrependeu. E nem podia: um show que começa com “War Pigs” e termina com “Paranoid”, só podia ser mesmo feito pelos DEUSES do metal. Black Sabbath, primeiro, único e eterno.

 

Os VELHÕES continuam comandando o grande rock’n’roll. E pelo jeito, vai ser assim por muuuuuito tempo ainda…

 O véio “gagá” e ainda príncipe das trevas, Ozzy Osbourne, comandando o Black Sabbath no showzaço de ontem à noite em Sampa: 70 mil fãs foram ao delírio (foto: G1)

 

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Lolla BR 2014 e PJ.

Foram os dois assuntos rockers dominantes em uma semana onde a cultura pop local e planetária andou mazzomenos agitada. O gigante grunge de Seattle, mais de duas décadas de estrada nas costas, viu seu novo álbum de estúdio cair na web na última terça-feira (e aqui vai um parêntese/análise curioso: houve um relativo bochicho em torno do vazamento do disco do PJ na internet mas nem de longe foi a comoção que se observou, por exemplo, quando a lendária indie guitar band inglesa My Bloody Valentine teve seu último trabalho também vazado na rede; fora que o Pearl Jam não está mais vinculado a uma major do disco e seu novo cd está saindo por um selo, hã, independente, que por certo vai ter distribuição de uma… major do disco. Mas aí entra a dúvida: se nem no “vazamento” pela internet houve tanto oba-oba afinal, o que irá acontecer quando a versão física do álbum chegar às lojas? Será mesmo o fim da era grunge, das grandes bandas e das repercussões mosntro em torno de lançamentos importantes, tal qual era rotina há duas, três décadas? Pra pensar, e a conferir logo menos…). E ontem, quinta, a assessoria de imprensa da produtora T4F (que assumiu a realização da versão brasileira do mega festival Lollapalooza a partir do ano que vem) reuniu a jornalistada no longínquo autódromo de Interlagos, em Sampalândia, para explicar como será o Lolla BR 2014. Tudo lindo, com a presença do sujeito que criou o festival (mr. Perry Farrell, que já tá virando figurinha fácil por aqui) mas… line up oficial, com os nomes de quem vai estar no festival que é bom… mas enfim, a coletiva rolou, nomes e preços de ingressos não saíram (ambas as infos estarão divulgadas, promete a organização do Lolla, até o próximo dia 23 de outubro) e chegamos a mais um finde com novo postão zapper falando do festival e do Pearl Jam. E também de tudo o que importa no mondo por vezes mundano da cultura pop, onde se vai do sublime (como uma mostra retrospectiva do cineasta gênio Stanley Kubrick) ao francamente inútil (o funk ultra acessível e descartável de Naldos e Anittas) num piscar de olhos. É assim a vida, néan? Bora lá então, pro que vale realmente a pena nessa parada toda.

 

* E hoje tem o gigante velhão e lenda do metal em Sampa, o Black Sabbath do gagá Ozzy. Ingressos há muito esgotados. E nope, o blog não vai ao Campo De Marte assistir a gig dos velhos senhores (já vimos Ozzy em 1985 no primeiro Rock In Rio; depois assistimos o Black Sabbath em si em 1992, no finado Olympia, com o gigante Ronnie James Dio nos vocais; e por fim estas linhas online viram Ozzy novamente em 1995, na edição daquele ano do festival Monsters Of Rock, que rolou no estádio do Pacaembu. Tá de bom tamanho). O programa de hoje à noite será ir ao cinema assistir a estréia da ficção espacial “Gravidade”, que está bem recomendada e tem Sandra Bullock e George Clooney encabeçando o elenco. Amanhã, sábado (quando este post deverá estar sendo concluído) deve ter, ainda, mais uma esbórnia na madrugada, antes que o anjo reparador da radio therapy venha pra matar o monstrinho em forma de tumor, instalado na garganta zapper.

 

 

* Mas pra quem vai ao Sabbath: bom show!

 

* Não há mais programas dedicados ao rock na tv? A MTV BR foi pro saco? Sem problema: crie seu próprio programa em um canal no YouTube, oras. Foi o que o chapa de anos e ex-vj Gastão Moreira fez. Ele está apresentando o “Heavy Lero” na web, que já teve uma primeira edição bacaníssima e sendo que outras virão na sequencia. O primeiro episódio você pode conferir aí embaixo.

 

 

* Outra plataforma visual e sonora bacanuda pra se inteirar do que anda rolando no rock alternativo daqui e da gringa é o “Gato & Gata”. São vídeos mais curtos, também postados no YouTube, pelo casal do corazón zapper Chuck Hipólitho e Gaía Passarelli, ambos também ex-vjs da finada MTV BR. De forma didática e sempre com uma ambientação legal, Chuck e Gaía (velhos amigos do sujeito aqui) mostram novidades rockers interessantes ou resgatam artistas essenciais na formação da história do rock alternativo. Vários episódios já foram postados na web e um bem divertido é esse aí embaixo, onde a dupla fala do grupo americano Dog Party – quem nem é tão novo assim (surgiu por voltar de 2005 e lançou seu primeiro disco quatro anos depois). Mas a sonoridade punk-pop das duas garotinhas que são absolutamente desconhecidas por aqui, justifica a inclusão delas no “Gato & Gata”, dos queridos Chuck e Gaía.

 

 

 

* Sem noção, I: O blog ficou INDIGNADÍSSIMO E PUTÍSSIMO com a coletiva de anúncio oficial do Lollapalloza BR 2014, que rolou ontem em São Paulo, no autódromo de Interlagos. Yep, tudo muito bom, tudo muito lindo (mesa farta de salgadinhos e sandubas apetitosos, mais sucos, café, refris etc.), Perry Farrell falando pelos cotovelos (sobre como é legal estar fazendo parceria com a produtora T4F pra continuar realizando a parte brasileira do festival, sobre como a mudança de local vai proporcionar uma nova experiência ao público e bla bla blá), o pessoal da T4F explicando que Interlagos é maior e melhor pra se fazer um festival desses (600 mil metros quadrados, quatro palcos principais, 8 headliners por dia, 12 horas diárias de shows) etc, etc, etc. Só não divulgaram o line up, claro. Nem o valor dos ingressos pro festival que rolas nos dias 5 e 6 de abril de 2014 em Sampa. Prometeram ambas as infos para até o final desse mês (mais provavelmente no dia 23 agora). Só que nos “bochichos” internos entre a jornalistada na coletiva, é isso mesmo que todo mundo já tá falando: Depeche Mode e Nine Inch Nails puxando o rol de cerca de 80 atrações. Tá de bom tamanho se for isso mesmo. Interlagos é ok pra fazer o Lolla? Até é – fazia anos que Zap’n’roll não punha os pés lá no autódromo (se o hd do autor destas linhas virtuais não estiver enganado, a última vez em que o blog pisou em Interlagos, foi pra cobrir uma das edições da hoje finada rave monstro Skol Beats, isso lá por 2001, quando o jornalista namorava com a bocetudíssima arquiteta campineira Vanessa, e como ela chapou o côco de ácido e marijuana, uia!). A área é GIGANTESCA e se bem explorada e bem estruturada, dá pra fazer muita coisa ali. Ou como disse Perry, no momento hilário da entrevista: “aqui me lembra quando eu era jovem e fui ao meu primeiro festival, produzido pelo grande Bill Graham [lendário produtor de shows de rock nos Estados Unidos nos anos 60’ e 70’, e que chegou a produzir gigs dos Doors]. O local era como aqui: cheio de espaços em diferentes níveis e que proporcionavam uma experiência sensorial única. Eu tomei um ÁCIDO e saí descalço pelo lugar, andando com os amigos. Quem sabe não rola o mesmo aqui… quer dizer, na questão de sair andando descalço, rsrs”. A sala veio abaixo. Fora isso o depto. de marketing da T4F marcou um GOL DE PLACA ao levar tanto Perry Farrell (e sua bocetuda girlfriend) quanto a jornalistada de TREM, no percurso entre um shopping da zona sul paulistana e o autódromo (cerca de 15 minutos de viagem). Foi sensacional ver esse bando de jornalistas coxinhas, playbas e otários que NUNCA puseram os pés num trem, indo pra coletiva no meio do povão que utiliza esse transporte público diariamente. Mas no final das contas foi completamente SEM NOÇÃO convocar uma coletiva dessas e NÃO revelar o line up do festival. O jeito é aguardar até o dia 23.

Perryl Farrell, o homem que criou o Lollapalooza, novamente em Sampalândia: depois de andar de TREM com a jornalistada pela zona sul da capital paulista, ele toma água mineral confortavelmente instalado na sala de imprensa do autódromo de Interlagos, explicando como será a edição 2014 do mega festival (foto: Patrícia Laroca)

 

* Sem noção, II: esse mesmo texto que está aí em cima foi publicado no mural do blog zapper no Facebook, e também deveria ter entrado na página de notícias do portal Dynamite online, como texto OPINATIVO, logo abaixo da reportagem sobre o que rolou na coletiva do Lolla. Afinal o autor destas linhas rockers bloggers também é CONSELHEIRO da Associação Cultural Dynamite (que mantém o portal) e como tal, quis postar lá um comentário opinativo sobre a coletiva, para aproximar o portal Dynamite de conceitos editoriais mais contemporâneos (como o da Folha online, por exemplo), onde reportagem e opinião convivem sem problema no mesmo espaço. Pois a iniciativa zapper foi VETADA pelo Publisher e “editador” do site, nosso querido André Pomba (velho amigo, não raras vezes “da onça”, destas linhas online há vinte anos), sem maiores explicações. Mas o blog entende a postura dele: mais preocupado em que está hoje com sua bem sucedida carreira de dj e também com questões políticas e de militância em favor da diversidade sexual (nada mais justo, diga-se), Pomba está pouco se lixando para o site da ong (e que, mesmo assim, ainda é um dos portais de cultura pop mais acessados do Brasil, felizmente). E pra se comprovar isso, nem é preciso ir muito longe: basta ver o visual já velho e ultrapassado que permeia a arquitetura do portal, que precisa ser reformada há anos mas… enfim, pelo menos o blog tentou fazer algo diferente lá. Se não conseguiu, por IMPOSIÇÃO de gente teimosa e cabeçuda, paciência.

 

 

* Yep, já caiu na rede o novo álbum do véio Macca (sir Paul McCartney, no?), a lenda gigante do rock. “New” é o nome da obra, que tem lançamento mundial oficial na próxima segunda-feira. Mas dá uma fuçadinha na internet que ele já está dando sopa por lá.

 

 

* É, ela atende pela alcunha artística de Lorde. Tem dezesseis anos de idade, é um tesão visualmente falando e nasceu na Nova Zelândia. E como dear Luscious Ribeiro vez em quando adooooora GRUDAR em um novo hype do pop, desta vez a eleita por ele é a… Lorde. Mas vamos lá, querido Lúcio dessa vez está coberto de razão, hihihi. A garota canta que é um absurdo. Seu disco de estréia, “Pure Heroin” (nome sugestivo, hein… rsrs) é muito bom – e pode ser também achado com certa facilidade na internet. A grande questão é: Lorde terá status, estofo artístico e controle de ego para segurar uma ótima carreira musical a longo prazo? Ou daqui a dois anos será mais um esquecível hype, como zilhões que surgiram na música nos últimos anos? Só o tempo dirá, claro. Por enquanto estas linhas bloggers poppers estão curtindo e achando bem bacana a estréia em disco da ninfetinha que veio lá do outro lado do mundo.

A lindaaaaa Lorde (acima) e o vídeo para “Royals” (abaixo), seu já primeiro mega hit: dezesseis anos de pura gostosura; e ela canta muito, pode crer

 

 

* Imagem da semana, I: ela é filha do ministro Guido Mantega. E é um bocetão, hein! Veja aí embaixo:

Marina Mantega, a filha do Ministro da Fazenda: que BOCETAÇO loiro, uhú!

 

* Imagem da semana, II: o que um homem em completo estado de alteração etílica não é capaz de fazer, hihihi. Na foto aí embaixo o zapper total loker perde a compostura e o controle, vai pro palco do Hole Club (na rua Augusta, mas do lado dos Jardins) e começa a “bater tambor” enquanto o batera Flávio Forgotten (ex-Forgotten Boys) fazia participação especial no show do grupo Veronica Kills (que fazia cover da música “Cumm On”, dos FB), em madrugada rocker e pra lá de alucicrazy no último finde. É, a festa nunca termina, rsrs.

 

* Bien, bora lá saber como estão os novos discos do Pearl Jam e do Daniel Belleza & Os Corações em Fúria

 

 

PEARL JAM VOLTA OK EM SEU NOVO DISCO, MAS SINALIZA QUE SUA TRAJETÓRIA PODE ESTAR PERTO DO FIM

Talvez o último representante digno e gigante da gloriosa geração grunge que surgiu no rock americano no início dos anos 90’, em Seattle (a cidade que deu ao mundo o Nirvana e mais Alice In Chains, Mudhoney, Screaming Trees e toda uma constelação de grupos inesquecíveis e que inscreveram de modo feroz, na música e no comportamento, seus nomes na história do rock’n’roll), o quinteto Pearl Jam viu seu novo trabalho de estúdio, “Lightning Bolt” (o décimo disco de inéditas da banda, excetuando-se aí dezenas de registros ao vivo lançados por ela ao longo de mais de vinte anos de atividade), vazar na web na última terça-feira, sendo que o lançamento oficial dele em plataforma física (vinil e cd; o álbum também será editado no Brasil, óbvio) está marcado para a próxima segunda-feira, 14 de outubro. O blog já ouviu atentamente o trabalho nestes últimos, dias várias vezes. E pode atestar que é o melhor disco do PJ nos últimos anos, um cd que se equilibra muito bem entre rocks mais agressivos e momentos mais bucólicos. Ainda assim, sinaliza que o fim da existência do grupo pode estar mais perto do que se imagina.

 

Sim, sinaliza este provável e próximo fim porque mesmo o episódio do vazamento do disco na internet não causou, afinal de contas, nenhuma comoção em escala planetária nos fãs. E além desse fato em si (de não haver nenhuma cartase gigantesca e midiática em torno do vazamento do novo cd na web), é preciso observar com atenção a trajetória do Pearl Jam desde sua gênese até os dias atuais. No rigor da análise crítica é consenso afirmar que, na verdade, o quinteto formado por Eddie Vedder (vocais), pelos guitarristas Stone Gossard e Mike McCready, pelo baixista Jeff Ament e pelo batera Matt Cameron gravou apenas uma obra-prima em sua já longa trajetória, o hoje mega clássico “Ten”, o irretocável álbum de estréia do conjunto lançado em 1991. Seguiu-se a ele o ainda muito bom “Vs” (editado em 1993) e daí pra frente, nos sete álbuns seguintes, o PJ se esforçou muito mais em manter a fórmula que deu certo no primeiro álbum do que efetivamente superar artisticamente a sua estréia em disco. Isso resultou em uma série de discos medianos (“Vitalogy”, “No Code”, “Binaural”) e outros que, embora tenham causado impacto no momento de seu lançamento, logo em seguida se perderam na poeira do esquecimento pop (de resto, algo tão comum hoje, nesses tempos de internet e onde discos e bandas não duram praticamente nada, já que a eles pouco valor artístico e monetário é agregado: quem ainda perde tempo e dinheiro pra sair de casa, ir até uma loja de discos e comprar um álbum, quando tudo está disponível de graça na internet? Este é seguramente o maior paradoxo e a maior DESGRAÇA da música atual: por melhor que possa ser ela se torna desimportante a partir do momento em que o ouvinte não mais dá mais valor artístico e/ou monetário a determinada obra), e aí podem ser listados “Pearl Jam” (de 2006) e “Backspacer” – um trabalho potente lançado em 2009 mas… quem se lembra das  músicas dele ainda hoje?

 

O que tornou o PJ grande, aliás gigante como banda, de fato, foi a CREDIBILIDADE e o RESPEITO que o grupo liderado por Vedder adquiriu junto aos fãs e à imprensa ao longo dos anos. Sempre fazendo performances ao vivo avassaladoras e eivadas de emoção e sempre engajado em lutas sociais e políticas das mais pertinentes (como enfrentar, anos atrás, o monopólio da venda de ingressos para espetáculos nos Estados Unidos, que estava concentrado nas mãos da empresa Ticketmaster, que cobrava o que bem entendia pelas entradas; o PJ na época peitou a empresa e se deu mal na história sendo impedido de tocar em dezenas de cidades e sofrendo um prejuízo financeiro milionário com os concertos cancelados; no entanto isso só aumentou e de forma gigantesca o respeito, a admiração e o carinho que os fãs tinham e continuam tendo pela banda), o PJ foi driblando o fato de jamais ter conseguido gravar outro álbum igual ao “Ten” simplesmente assumindo uma postura de defensor irrestrito dos direitos dos cidadãos (sejam eles políticos, sociais, comportamentais ou religiosos) e também fazendo alguns dos shows mais sensacionais que se tem notícia no rock nos últimos vinte anos. Nesse sentido, o blog zapper é testemunha ocular do que está escrito aí em cima: assistiu o Pearl Jam ao vivo em duas ocasiões. A primeira delas, em 2005, em um estádio do Pacaembu lotado em São Paulo (quando o quinteto fez sua primeira turnê brasileira), e com a banda encerrando o set com a clássica “Alive”, e que levou quarenta e cinco mil pessoas às lágrimas. E a segunda em abril passado, na edição deste ano do festival Lollapalooza, também na capital paulista. Diante de um público de setenta mil pessoas Eddie Vedder comandou um set de pouco mais de duas horas, e que foi uma autêntica catarse coletiva. O grupo repassou toda a sua trajetória no palco, Vedder em determinado momento parabenizou São Paulo “por respeitar o direito ao casamento civil das pessoas do mesmo sexo” (em referência a lei que tinha sido aprovada naquela semana no Estado paulista), a banda novamente arrancou água dos olhos do sujeito aqui (em “Jeremy”, “Daughter”, “Alive” e em “Black”) e ainda encerrou o set de maneira arrebatadora e magnífica, tocando uma cover espetacular de “Baba O’Riley”, outro mega clássico da história do rock, gravado pela lenda The Who no álbum “Who’s Next” (de 1971, e eternamente na lista zapper dos dez maiores discos da história do rock).

O novo álbum do gigante grunge: banda ainda em forma, mesmo sinalizando que talvez esteja chegando perto do fim de sua trajetória

 

Mas tudo um dia chega ao fim. O PJ já acumula vinte e três anos de atividade e o tempo pesa nas costas. E este peso se reflete em um álbum como este “Lightning Bolt”. Longe de ser um disco mediano ele exibe, em suas doze faixas (e como já foi dito no começo desta resenha), um equilíbrio bastante satisfatório entre momentos mais “hard” e acelerados nas melodias, e canções mais introspectivas e bucólicas. É o PJ repisando uma fórmula consagrada que, se não mostra novas músicas com o impacto artístico do primeiro álbum, ainda mantém o grupo em evidência muito também pela excelência de seus músicos e pela interação que há entre eles – afinal, são mais de duas décadas tocando juntos. Assim é que o cd abre em clima abrasivo com “Getaway” e “Mind Your Manners” (que não à toa foi escolhida para ser o primeiro single do novo disco). Na sequência a banda enfeixa talvez algumas das melhores canções compostas por ela nos últimos anos, caso da enérgica faixa-título e do rock à clássica moda grunge “Infallible”. Também há a providencial road song conduzida por violões (em “Swallowed Whole”, um dos grandes momentos do cd) e um mezzo blues algo acelerado em “Let The Records Play” (outro instante bacaníssimo). E yep, há a dose de momentos, hã, mais “intimistas”. Que curiosamente estão concentrados no final do álbum, quando o conjunto enfeixa em sequência as bonitas e um pouco melancólicas “Sleeping By Myself”, “Yellow Moon” (mais um momento precioso do trabalho, com violões e timbres de órgãos vintage pontuando os arranjos) e “Future Days”. Todas inclusive mais climáticas e bem resolvidas do que a balada “Sirens”, escolhida como segundo single de “Lightning Bolt”.

 

É um disco que, no resultado final, soa melhor do que “Backspacer”, lançado em 2009. Mas o recado deixado aqui pelo Pearl Jam é bem claro: não vai mais haver mudanças bruscas de rota ou grandes novidades na carreira do gigante grunge. E talvez eles estejam sim mais próximos da aposentadoria do que se imagina. Com um trabalho que pode fechar dignamente sua trajetória (e que, mesmo não sendo uma obra-prima, ainda é infinitamente melhor do que a gigantesca maioria dos lançamentos das bandinhas indies escrotas de hoje em dia) e consciente de que já legou uma obra de fôlego para o rock’n’roll, o Pearl Jam pode tranquilamente, e se quiser, dizer adeus aos fãs. Vai deixar saudades, claro. Mas vai sair ainda em grande forma e deixando sempre a lembrança de que, sim, eles escreveram um capítulo grandioso nessa emocionante história do rock mundial.

 

* Esta resenha do novo álbum do Pearl Jam vai pro irmão de fé Wagner Freitas, mega fã da banda de Eddie Vedder e um dos melhores amigos destas linhas zappers nos últimos anos. Abração pra você, man!

 

O TRACK LIST DE “LIGHTNING BOLT”

1.”Getaway”

2.”Mind Your Manners”

3.”My Father’s Son”

4.”Sirens”

5.”Lightning Bolt”

6.”Infallible”

7.”Pendulum”

8.”Swallowed Whole”

9.”Let the Records Play”

10.”Sleeping By Myself”

11.”Yellow Moon”

12.”Future Days”

 

 

E PEARL JAM AÍ EMBAIXO

Nos vídeos dos dois primeiros singles do novo álbum (“Mind Your Manners” e “Sirens”) e também no vídeo que mostra o show completo da banda no festival Lollapalooza Brasil deste ano, que aconteceu em março passado em São Paulo.

 

 

 

PREPARE-SE: VEM AÍ O BAILE DESGRACENTO DE DANIEL BELLEZA E SEUS CORAÇÕES FURIOSOS

Grupo já veterano da indie scene paulistana que realmente ainda importa, o quarteto Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria finalmente chega ao seu terceiro álbum de estúdio em pouco mais de uma década de existência. “Baile Desgraça” (que está saindo pelo selo Pisces Records, um dos últimos bastiões sérios de resistência da cena alternativa paulista e nacional) chega às lojas de disco em sua plataforma física na próxima segunda-feira. O show de lançamento do disco rola no próximo dia 24 de outubro no Inferno Club (badalado bar rocker do baixo Augusta), em São Paulo.

 

É um trabalho curto e grosso, sem gordura musical, direto ao ponto. Sem frescuras e mimimis, tão comuns atualmente no porquinho e ruinzinho de dar dó indie rock brazuca. Veteranos calejados que são, os quatro músicos da banda engendraram dez faixas em pouco mais de meia hora de música. São rocks rápidos, conduzidos pela guitarra afiadíssima de Johnny Monster (sem nenhum favor, um dos melhores guitarristas da cena independente brazuca) e que não dão espaço para o ouvinte respirar. Os riffs são econômicos mas incendiários e daí saem músicas fodonas como a stoniana “Quebrei meu santo – atrás de castigo” (talvez o melhor momento de um ótimo trabalho) ou as estradeiras “Bam Bam Bam” (que cita “I Can’t Explain”, do gigante The Who, em seus segundos finais) e “Sandinista” (homenagem velada ao também gigante The Clash). Como se não bastasse, a “cozinha” do grupo (formada pelo baixista Joe Klenner e pelo batera Jeff Molina) se mostra impecável na condução rítmica. E a qualidade sonora obtida em estúdio também resultou fodástica, cortesia do experiente produtor Michel Kuaker.

A banda indie paulistana Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (acima) e a capa do seu novo disco (abaixo): uma década de estrada e lançando provavelmente seu melhor trabalho até hoje

 

Faltou citar algo? Yep, claro: os vocais do cantor Daniel Belleza e as letras escritas por ele, dois pontos altíssimos desse realmente incrível “Baile Desgraça”. Ex (ou ainda?) ator de teatro que levou sua experiência no tablado para o rock’n’roll, Belleza está cantando melhor do que nunca e escrevendo idem, disparando versos de grande impacto textual e imagético e que estão muuuuuito acima da irritante pobreza (pra não dizer burrice plena) que se observa nas letras atualmente cantadas pelas bandinhas da indie scene nacional – veja mais aí embaixo a letra completa de “Quebrei meu santo”, e comprove que não há exagero no que estas linhas zappers estão dizendo.

 

Provavelmente o melhor disco lançado pelo conjunto até hoje “Baile Desgraça” mostra que o rock’n’roll continua vivo, firme, chutando e gritando. Basta que continuem existindo bandas como Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria. E se vale a dika: vá até o Inferno Club no próximo dia 24 e não perca o show. A noitada rocker arrasadora está garantida desde já.

 

 

“QUEBREI MEU SANTO (ATRÁS DE CASTIGO)” – A LETRA

Quebrei meu santo, atrás de castigo

Me enterrei no seu umbigo

Só te conto o que não digo

E não posso acreditar

 

Fui o mais rico dos mendigos

O mais alegre dos aflitos

O grande herói dos seus bandidos

Acordei para sonhar

 

Me procurei na escuridão

Mas me encontrei na solidão

De seu eterno abandonar

 

Me arrastei por ti em vão

Tentei mudar o seu refrão

Quis ser água pra te afogar

 

Escrevi seu nome na parede

Me embebedei da sua sede

Passei bem com seu mal-estar

Fiz de sua fome meu jantar

 

Escorreguei seguindo seus passos

Atravessei o seu compasso

Desfiz todos os seus laços

Me perdi pra não se achar

 

Me procurei na escuridão

Me encontrei na solidão

De seu eterno abandonar

 

Me arrastei por ti em vão

Quis decorar o seu sermão

Quis ser água pra te afogar

Mas meu destino é não te encontrar

 

 

O ZAPPER LOKER E A BANDA – UMA DÉCADA DE AMIZADE E PUTARIA ROCKER SEM FIM

* Zap’n’roll não se lembra exatamente quando “trombou” pela primeira vez com a turma do DBCF. Foi há uma década mais ou menos e o grupo ainda era um quinteto – com Jaques Molina (irmão de Jeff) na segunda guitarra e o músico Marcos Taga no baixo. Tempos depois Jaques e Taga saíram, entrou o performático (e destruidor de corações de machos e fêmeas) Rangel no baixo (Rangenilda pros mais chegados, hihihi) e o grupo ficou estabilizado por longos anos com esta formação. A essa altura o jornalista maloker já frequentava gigs do grupo em espeluncas indies paulistanas e logo banda e o zapper doidón (naquela época, muuuuito doidón ainda…) se tornaram bons amigos. Tanto que o conjunto acabou sendo escalado para tocar na festa de primeiro aniversário da Zap’n’roll em 2004, no bar Outs. Foi numa quinta-feira e também tocaram, na época, os grupos Borderlinerz e Butcher’s Orchestra (onde tocava Adriano Cintra, ex-CSS e atual Madrid). Eram tempos onde o rock reinava na cena under paulistana e cerca de trezentas pessoas (em plena quinta-feira, vale repetir) alucinaram na Outs até a manhã seguinte. Inesquecível.

 

* Logo o zapper começou a enfiar o pé na lama em álcool (e também em devastações nasais) sempre na cia do “comparsa” Jeff Molina, bebedor juramentado. Foram muitas as madrugadas onde a dupla enxugou copos sem dó e devastou suas napas igualmente sem dó, uia. Hoje, um respeitável senhor comprometido, Jeff anda mais, hã, careta, rsrs. E continua um senhor baterista.

 

* Cuiabá, a infernal (no calor eterno que faz por lá) capital do Mato Grosso, recebeu a trupe DBCF pela primeira vez em agosto de 2005. Foram tocar no festival Calango (que era produzido pela produtora Cubo, embrião do futuro Coletivo Fora do Eixo, socorro!). E quando estavam prontos pra entrar em cena, a produção do evento “convocou” o zapper loker (que estava lá cobrindo o festival) para “apresentação” rápida sobre a banda, diante de umas três mil pessoas. Detalhe: o autor deste blog estava bicudíssimo, após ter aspirado algumas carreiras da mui potente cocaine que se acha em Hell City. De quebra, o jornalista sem noção ainda fez backing vocals quando a banda tocou “Do amor de morte”. Uma noite e um vexame ambos memoráveis, ahahaha.

 

* Um ano depois, o vocalista Daniel Belleza e o batera Jeff Molina retornaram a Cuiabá para outra edição do Calango, mas para dar um “reforço” na parte técnica do festival (Jeff, além de músico, é um requisitado produtor e técnico de som). O blog também foi novamente, e todos viajaram no mesmo vôo. O (sempre) detalhe bizarro da parada: o blogger eternamente loker tinha virado a noite metendo sua fuça gigante em carreiras e carreiras de padê. Foi para o aeroporto de Congonhas (o vôo estava marcado para as três da tarde) sem dormir e em estado de ressaca lamentável, pós consumo exagerado de cocaine. Um mês antes um Airbus da Tam, vindo de Porto Alegre, não havia conseguido frear na sua descida na mesma pista de Congonhas e se espatifou do outro lado da avenida Washington Luiz (que margeia o aeroporto), matando todos os cento e noventa e nove passageiros. Não deu outra: ressacudo que estava como um cão danado e lembrando do tal acidente, o jornalista pensou: “essa merda vai cair e é hoje que eu me despeço desse véio mundo…”.

 

* Mas nada aconteceu (tanto que estamos aqui, relembrando os fatos, hehe). Aliás aconteceu, sim: quando o busão aéreo da Tam pousou tranquilamente no aeroporto de Cuiabá, todos os passageiros a bordo urraram e bateram palmas de maneira super entusiasmada apenas porque o piloto tinha conseguido… frear a porra do avião sem problemas, hihi.

 

* Alguma noite perdida de 2007, no Outs. Mais um show da turma. E o zapper novamente por lá. E de repente, lá pelo meio da apresentação, o vocalista Daniel Belleza dispara no microfone: “alguma garota desinibida quer subir ao palco e participar do show?”. Não foi preciso repetir o convite: do nada um bocetão de tenros dezessete anos de idade subiu e, sem cerimônia alguma, ficou dançando no palco por intermináveis minutos. Detalhe: com os deliciosos PEITÕES totalmente à mostra. Quem era (é) a moçoila? Ninguém menos do que Julia DeLarge, hoje modelo rocker abusadíssima e musa indie zapper bem conhecida da galera, graças às fotos CADELÍSSIMAS que saem da garota por aqui quase todas as semanas. Pois é, tudo começou num show do Daniel Belleza e seus corações furiosos. Tudo pode acontecer num show deles…

A incrível, tesudíssima e XOXOTUDA musa indie oficial do blog, July DeLarge: acima, no histórico show da banda Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria no bar Outs/SP, em alguma noite de 2007, quando ela mostrou do que é capaz pela primeira vez; e abaixo, já bem conhecida da galere, em imagem delicious total já deste ano; ou seja: a putaria na vida da moçoila começou faz teeeeempo, hihihi

 

* Hoje a banda segue firme, agora com Joe Klenner (por acaso, também proprietário do Inferno Club, onde o grupo faz show de lançamenro do disco no próximo dia 24) no baixo. A próxima gig, que vai lançar “Baile Desgraça”, promete ser animadíssima com bocetas rockers lokers em profusão desfilando no Inferno. Será que Julia DeLarge aparece por lá novamente e participa especialmente do show? Será???

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos do Pearl Jam e do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria.

 

* Filme: “Gravidade”, drama espacial sobre dois astronautas que ficam à dervia após sua astronave ser atingida por destroços de satélites, com Sandra Bullock e George Clooney, está batendo recordes de bilheteria nos EUA e também recebendo muitos elogios da crítica. Já estreou por aqui também. É a boa dika cinematográfica pra esta semana.

 

* Mostra Stanley Kubrick: começou no último finde e continua rolando no Museu da Imagem e do Som (em São Paulo) uma mostra fodíssima com um acervo mosntro de objetos, fotos etc que pertenceram ao gênio Stanley Kubrick, um dos maiores diretores da história do cinema. E, claro, junto irão passar todos os seus filmes – como o mega clássico “Laranja Mecânica”, que será exibido nesta quinta-feira, às oito e meia da noite. Imperdível é pouco e o Mis fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de Sampa.

 O gênio Stanley Kubrick (acima) e uma de suas obras-primas, “A laranja mecânica” (abaixo): mostra imperdível no Mis, em São Paulo

 

 

* Baladas pra semana: com o postão sendo finalmente encerrado já na tarde de segunda-feira bravíssima (rsrs), o blogão já prenuncia que a semana vai ser agitadona. Por exemplo, na quinta-feira tem show duplo no Beco (rua Augusta, 509, centrão rocker de Sampa), com o grande Jair Marcos e mais a nova sensação psicodélica de Goiânia, os Boogarins.///Já na sextona em si tem Vanguart na choperia do Sesc Pompéia (na rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste de Sampa), no show de lançamento do seu novo disco. E já na madruga os Forgotten Boys sobem ao palco do Club Noir (também na Augusta, no 331). Por enquanto é isso mas como na sexta tem novo postão por aqui, nele iremos atualizar as baladas pro finde, okays?

 

 

TERRA JÁ EM DISPUTA SANGRENTA

E como, rsrs. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que agora a parada está bem definida e temos pra você:

 

* DOIS INGRESSOS pro Planeta Terra Festival deste ano, que rola dia 9 de novembro em Sampa, com shows imperdíveis do Blur, do Travis, do Beck, do Palma Violets e da Lana Del Rey. Vai perder?

 

* E também dois ingressos pro show da dupla inglesa The KVB, dia 14 de dezembro em São Paulo.

 

É isso. Vai lá e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

Tá bão, né. Postão grandão beeeeem finalizado, sendo que na próxima sexta estamos por aqui novamente. O blogão se vai, deixando uma bijoka na linda rocker Lissa, lá de Londrina. Então até sexta com mais por aqui. Até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/10/2013, à 1:00h.)

Fim de ano chegando: New Order amanhã em Sampa, a prog do Lollapalooza BR anunciada, festivais no Norte (do Brasil), bandas novas brazucas em aposta para 2012, e uma bio explosiva que ainda vai ser escrita

 

Dave Grohl e os Foo Fighters: eles fecham a noite de sábado do Lollapalooza BR, em abril de 2012 em Sampa

 

Pois então.
Novo post zapper sendo escrito diretamente de uma “muderna” lan house, na Praça da Árvore, a poucos metros da residência eterna do autor destas linhas rockers online. Motivo? Nope, nada a ver com problemas com o notebook Compaq/HP do sujeito aqui. Mas sim com dona Telefonica, responsável pelo serviço de internet Speedy. Pois eis que na manhã de ontem (quinta-feira), quando Zap’n’roll ligou o note e foi conectar-se à internet, a porra não funcionou. Não funcionou e não queria funcionar. Passo imediato: ligar para a Telefonica, para saber o que estava rolando visto que as contas tanto de telefone quanto de internet estão rigorosamente em dia. Após mais de uma hora (!) de papos com atendentes do serviço de Speedy, do Terra banda larga etc, descobriu-se o que havia acontecido. “Foi uma falha sistêmica nossa, o Sr. nos desculpe”, disse o atendente com a educação que lhe era possível naquele instante. “Dezenas de clientes tiveram suas linhas de Speddy canceladas e retiradas inadvertidamente, sem que eles pedissem esse cancelamento. Foi o seu caso também”, explicou o sujeito, informando ainda que o sinal do Speddy estaria de volta em no máximo três dias úteis. Ok, aí entra a questão: e quem paga o preju dos assinantes do Speedy com a interrupção do serviço? E quem paga o gasto extra com utilização de lan house? Que a Telefonica é uma autêntica merda e seu serviço o pior possível, todo mundo tá careca de saber. Mas daí a retirar o sinal do Speedy de um cliente, sem que este tenha feito pedido nesse sentido, aí já é um pouco demais. Alou Telefonica: vai tomar no cu! E depois desse esporro público e necessário nessa operadora de telefonia de quinto mundo, vamos ao post desta semana, que ainda não vai ser aquela Brastemp habitual, mas que vai dar pra distrair e divertir nosso sempre amado e dileto leitorado, uia!

* E o que temos pra este finde? Buenas, tem Ultra Music Festival amanhã em Sampa (naquele pavor que é o estacionamento do complexo do Anhembi), com New Order e talz, e o blog vai estar por lá, claro.

Já o velho New Order é a grande atração do Ultra Music Fest, amanhã em Sampalândia

* Mas as atenções desta sextona friorenta (delícia: 16 graus na novamente terra da garoa, e isso em pleno verão, wow!) estão novamente voltadas para o Lollapalooza BR, que soltou seu line up definitivo dos dois de festival, com a inclusão dos Racionais MC’s e do sempre esporrento e ótimo Daniel Belleza & Os Corações em Fúria. Dá uma olhada aê embaixo:

Lolla BR – dia 7 de abril de 2012 (sábado)
Márcio Techjun
Balls
Tipo Whisky
Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria
Veiga & Salazar
Ritmo Machine
Pavilhão 9
Rhythm Monks
Marcelo Nova
Wander Wildner
Peaches
Perryetti V/S Chris Cox
The Chrystal Method
Bassnectar
O Rappa
Joan Jett
Cage The Elephant
Band Of Horses
Calvin Harris
Tv On The Radio
Foo Fighters

O sempre esporrento Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (acima), além dos rappers do Racionais MC’s (abaixo): dois ótimos reforços no line up do Lolla BR

Dia 8 de abril (domingo)
Daniel Brandão
Bluebell
Suvaca
Black Drawing Chalks
Kings Of Swingers
Killer On The Dancefloor
Garage Fuzz
Velhas Virgens
Cascadura
Plebe Rude
Tinie Tempah
Gogol Bordello
Pretty Lights
Friendly Fires
Racionais MC’s
Foster The People
Skrillex
Thievery Corporation
MGMT
Jane’s Addiction
Arctic Monkeys

* É isso. Tirando alguns nomes bizarríssimos da prog (“matador na dancefloor” ou “os reis do swing”), o Lolla BR até que tá médio, rsrs. E vai continuar rendendo assunto como foi a “guerra” semana passada entre o cantor Lobão e Perryl Farrell, o homem que criou um dos festivais mais importantes e badalados do rock mundial. Uma “guerra” inclusive registrada por estas linhas zappers lá no endereço do blog no portal Dynamite, e cujo texto iremos reproduzir aqui até este sábado (leia-se: amanhã).

* Buenas, tem muuuuuita parada ainda a ser escrita aqui. Mas como a tarde já está acabando e o blogger rocker sempre na correria tem que sair da lan pra resolver uns lances pessoais, vamos parar por aqui e deixar o post ainda em mega construção. Até o final da tarde deste sábado ele vai estar completo aqui, falando de novos nomes bacanas do rock indie nacional (a banda Pronominais), dos festivais que rolam pelo Norte do Brasil na semana que vem, além do roteiro de baladas pra este finde aqui mesmo em Sampalândia. Certo, povo? Até logo menos, então!

(enviado por Finatti às 19hs.)