O blog de rock alternativo e cultura pop mais legal e LONGEVO da web BR está voltando, calma! E virá já comemorando seus quinze anos de existência, com nova linha editorial e outras novidades, pode esperar!

IMAGEMRADIOHEADLIVESP18II Zapnroll começa a comemorar sua década e meia de existência a partir do mês que vem; para tanto o blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web BR vai mudar sua linha e seu foco editorial, se voltando mais para o PASSADO do que para o presente ou mesmo para o ultra SOMBRIO FUTURO da cultura pop; e sendo que GIGANTES como Radiohead (acima, que tocou no último finde em Sampa, em performance bacana mas inferior a de quase dez anos atrás) e o inesquecível David Bowie SEMPRE terão espaço por aqui! IMAGEMBOWIEHEROESII

Entonces: estão com saudades do espaço blogger/rocker mais legal da web BR já há década e meia? Nós também estamos, hehe. Por isso estivemos fora do ar por algum tempo. Para ajustar a nova linha editorial (que virá em breve com algumas novidades), a nova imagem, o novo visual da capa do blog etc. De modos que tudo isso deverá entrar no ar até o final agora deste mês de abril, sendo que o que podemos adiantar é que Zapnroll irá voltar mais seus olhos e seu foco para o PASSADO (!!!).

Yep, isso mesmo: iremos deter nossa linha editorial (ou boa parte dela) na gigantesca relevância que o grande rocknroll já teve na história da música mundial. E o motivo para isso é muito claro, simples e está aí à vista (ou aos ouvidos) de todos: o rock e a cultura pop mundial foram mesmo para o fundo da LATA DO LIXO da história na era escrota da web. E pelo jeito não irão mais sair de lá. De que adianta então tentar descobrir, caçar e empurrar goela abaixo do nosso sempre amado leitorado “novidades” estúpidas, imbecis mesmo, sem estofo e importância musical e artística alguma e que em questão de semanas (ou até mesmo dias) ninguém mais irá lembrar? Essa tarefa (de ficar gastando tempo e espaço com este tipo de novidade completamente INÚTIL) iremos deixar para “vizinhos” e “colegas” que sabem fazer isso bem melhor do que este espaço virtual. Gente tipo “Tenho mais discos que amigos” ou mesmo aquele célebre “brogui” que já foi referencia em termos de rock alternativo e que hoje vive às moscas com suas micro postagens diárias eivadas de bobagens.

Assim, ficamos assim (rsrs): gigantes como David Bowie, Radiohead (que fez um show bacana no último finde em Sampa, mas não tão bacana quanto há quase uma década aqui mesmo, na capital paulista) e Stanley Kubrick (cuja obra prima “2001 – Uma odisseia no espaço”, está completando meio século de existência, sendo que é um filme que continua atualíssimo e até à frente do nosso tempo, ainda mais em um tempo onde o cinema também se tornou um rebotalho boçal de ideias) irão sempre ter total e merecido espaço por aqui. Novidades, se é que elas ainda existem? Também se farão presentes no blog zapper, mas apenas se merecerem MUITO estar aqui.

É isso. Até o final deste mês voltamos aos trampos, com postão e tudo, okays? Mais um pouco só de paciência então e logo a gente volta a bater papo por aqui. Inté!

Adendo: e claaaaaro, haverão algumas festas alusivas aos quinze anos do blog, a partir do mês que vem em Sampa, com DJs set no Grind (do super DJ André Pomba), no Bar do Netão (no baixo Augusta) etc. E em AGOSTO (ahá!) sim, haverá a grande festa de aniversário deste espaço online, com bandaça ao vivo em um dos melhores espaços para shows alternativos da capital paulista. Aguardem!

(enviado por Finatti às 16:15hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL, falando do neo conservadorismo que está dominando a humanidade e do disco INÉDITO de David Bowie que vai ser lançado ainda este ano! – (e ainda:) O dia mundial do rock já passou (13 de julho) mas ainda em comemoração a ele o blog diz: bem-vindos ao grande e imbatível passado do rock’n’roll! Há trinta anos o mondo rocker tinha os Smiths na Inglaterra (lançando “The Queen Is Dead”) e os Titãs em seu auge no Brasil, lançando o também histórico, clássico e até hoje insuperável “Cabeça Dinossauro”, além de zilhões de outros motivos e bandas para se realmente comemorar a data; e hoje??? Mais terrorismo e sangue na França, com o caminhão da morte espalhando sangue e horror pelas ruas de Nice; a cultura brazuca, que já anda péssima das pernas, perde um gênio do cinema; e mais uma renca de assuntos no postão que custou pacas a chegar dessa vez mas que aí está, sempre com o rock’n’roll e a cultura pop em primeiro lugar (postão FINALIZADO em 23/7/2016)

IMAGEMTITASCLASSICO

Dois nomes gigantes do rock’n’roll classe 1986: os Titãs (acima), hoje em franca decadência, lançaram há trinta anos sua obra-prima, “Cabeça Dinossauro”, um disco que merece ser relembrado nesse post; assim como os Smiths (abaixo) também legaram obras imortais para a história do rock, discos como não se fazem mais hoje em dia, infelizmente

by Stephen Wright, resin print, 1985

**********

ÚLTIMA, FECHANDO O POSTÃO: NOVO DISCO DO GÊNIO DAVID BOWIE A CAMINHO!

Yep. A notícia foi dada ontem (sexta-feira) e dá conta de que a nova coletânea póstuma do inesquecível Camaleão, vai se chamar “Who Can I Be Now (1974-1976)” e será lanaçada ainda este ano. E o mais importante: a compilação trará na íntegra o disco inédito “The Gouster”, que Bowie registrou ao mesmo tempo em que gravava “Young Americans”, lançado por ele em 1975.

É um período que corresponde ao auge da trajetória de Ziggy Stardust. Então deve vir parada musical ÓTIMA por aí. Vamos aguardar!

BOWIEZIGGYSII

O gênio David Bowie, em sua fase Ziggy Stardust: disco inédito a caminho

**********

 

O fim enfim do rock’n’roll.

Ou ainda, o dia em que o rock finalmente morreu, quase parafraseando o título do livro (“O dia em que o rock morreu”) lançado pelo chapa e grande jornalista André Forastieri, há dois anos. Pois após a comemoração de mais um Dia Mundial do Rock (que aconteceu anteontem, 13 de julho) Zap’n’roll reflete cada vez mais sobre um provável fim que JÁ SE ABATEU sobre o gênero musical mais popular, revolucionário e impactante surgido na metade final do século XX. Ele mesmo, o rock’n’roll, que já foi mega relevante em todos os sentidos possíveis (e não apenas no artístico mas principalmente no âmbito político e social da história contemporânea) e que desde o advento do novo milênio, da era da internet e do mundo totalmente globalizado e digitalizado/integrado por redes sociais e apps (muitos deles inúteis) parece ter mergulhado no fundo do abismo da superficialidade, da futilidade e da falta de criatividade e relevância cultural, social e política. Um mergulho sem volta, ao que parece. Papo de jornalista já velho, ranzinza e que passou dos cinqüenta anos de idade? De forma alguma: estamos em julho de 2016 e quando nos damos conta de que discos hoje já clássicos da história do rock, como “The Queen Is Dead” (do inesquecível e insuperável quarteto inglês The Smiths) ou “Cabeça Dinossauro” (dos brasileiros Titãs) estão completando três décadas de seu lançamento e que até hoje não foram superados qualitativamente por nenhuma banda ou lançamento discográfico da nova geração, aqui ou lá fora, não dá mesmo pra escapar da conclusão de que o esgotamento criativo chegou ao pop/rock planetário e que a era dos grandes grupos e dos álbuns clássicos chegou definitivamente ao fim. Pensem: quantos zilhões de grupos surgem e desaparecem com a velocidade de um meteorito nos dias atuais? Quantos emplacam apenas um hit por alguns meses (quando não apenas algumas semanas ou dias) pra depois desaparecer por completo sem deixar nenhum rastro ou saudade? Qual foi a última música que se tornou um hit clássico e duradouro na história recentíssima do rock? “Seven Nation Army”, lançada pelo já finado The White Stripes, há treze anos? Talvez… ou a popíssima e pegajosa “Pumped Up Kicks”, lançada pelo Foster The People (quem, a essa altura???) há cinco anos, que varreu o planeta em 2011 e ninguém mais se lembra dela pois já parece algo do século 19 e que já foi atropelada por milhares de outros hits mais fúteis, vazios e grudentos e cujas únicas serventias parecem ser fazer adolescentes descerebrados pularem em pistas de dança ou em shows, enquanto tiram selfies com os (as) amigos (as)? (abrindo parêntese um pouco mais longo: e pior são blogs de cultura pop que ficam caçando assunto em vários micro-posts diários sem repercussão alguma, falando com estardalhaço de nomes sem importância alguma dentro de um contexto musical SÉRIO e realmente de qualidade, como se esses nomes fossem salvar a humanidade com um peido bombástico e fedorento, né Popload? Aliás nem o bloguinho do nosso vizinho dear L.R. agüenta mais caçar tanta “novidade” irrelevante e sem importância alguma, isso em um esapço que primava por querer ser novidadeiro a todo custo). O autor destas linhas rockers bloggers, elas mesmas no ar já há quase década e meia, sempre defendeu que bandas de rock deveriam durar mesmo apenas o tempo necessário para legar uma obra gigante e inesquecível dentro da música mundial. Caso novamente dos Smiths, que duraram apenas cinco anos (de 1982 a 1987), gravaram quatro obras-primas em estúdio e deram adeus ao mundo sem dó nem piedade – tanto que a Inglaterra passou quase três décadas seguintes procurando o “novo” Smiths e nunca mais encontrou. O problema é que nos tempos atuais os conjuntos não duram absolutamente NADA. E os poucos que duram alguma coisa, nem em sonho conseguem legar um trabalho realmente estupendo do início ao fim e que algum futurólogo possa vaticinar que este trabalho irá se tornar um CLÁSSICO daqui a vinte ou trinta anos. Toda essa situação, enfim, é um tanto tristonha, melancólica. Talvez por isso que o blog zapper esteja ficando com cada vez mais desanimo e preguiça de atualizar seus posts, que demoram cada vez mais a serem renovados – não, não vamos cair mesmo na armadilha “poploader” e de outros blogs que também estão afundando, de querer caçar novidades diárias a qualquer custo e ainda mais onde elas estão cada vez mais indignas de serem mencionadas – yep, novos nomes continuam surgindo aos borbotões (e este espaço virtual escuta centenas deles diariamente na radio “new rock” da TV NET, no Spotify etc.), mas achar entre eles algum que valha realmente uma menção aqui é tarefa das mais ingratas atualmente. Por isso vamos caminhando como podemos nestas linhas online (que na real, talvez sejam extintas mesmo até o início de 2017, quando enfim pretendemos ter lançado o livro “Escadaria para o inferno – memórias de um jornalista junkie”). E falando do que realmente consideramos relevante. Como relembrar neste post que começa agora os trinta anos de “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs. Um disco imbatível até hoje. E de uma época inesquecível e igualmente imbatível do rock BR, os anos 80’. Uma época que não irá mais voltar. Ainda mais nos tempos atuais, medíocres, reacionários, conservadores e com pessoas cada vez mais ignorantes, intolerantes e bestiais espalhadas pelos quatro cantos deste triste planeta chamado Terra.

 

  • E apenas pra reforçar o que está escrito aí em cima, no editorial de abertura do post – inclusive poderia ser uma piada ou um texto engraçado esse pra abrir as notas iniciais. Mas na real corrobora e revela apenas UM dos lados trágicos da FALÊNCIA artística e qualitativa que dominou a música brasileira de hoje, o rock nacional em particular. Como jornalista musical que somos (há trinta anos), volta e meia recebemos e-mails de assessorias de imprensa, divulgando artistas e eventos como shows, lançamentos de discos e vídeos etcs. Pois bem, alguns dos últimos que recebemos esta semana (de uma assessoria de resto legal, que trabalha com a cena mais underground e cujo assessor também é um sujeito simpático e sempre prestativo com os jornalistas) nos deram a certeza de que o rock BR dos anos 2000’, mesmo o mais alternativo, está mesmo no fundo do poço. Um dos e-mails divulga as datas da edição deste ano do Matanza Fest, festival já promovido pelo grupo carioca Matanza há alguns anos. O blog zapper sempre DETESTOU o Matanza, banda escrota, machista, sexista e com letras que fariam corar um adolescente com QI de ostra. E como se não bastasse, começamos a prestar atenção nos outros grupos que irão tocar no mesmo festival (em Sampa, pros interessados, ele acontece em 17 de julho agora). No show na capital paulista estarão, ao lado do headliner pavoroso, o Cólera (Cólera sem o grande e saudoso Redson??? Temerário…) e o Zumbis do Espaço (que era ok há anos atrás e sinceramente não sabemos como está atualmente). E nas outras cidades por onde o festival vai passar? No Rio uma das bandas que vai tocar se chama MONSTROS DO ULA ULA. Isso mesmo, você não leu errado: Monstros do Ula Ula. O que ESPERAR de um grupo com um nome ridículo a esse nível? Tem mais. Outro e-mail da mesma assessoria informa que a banda MUQUETA NA OREIA (!!!) anuncia a pré-produção do seu novo disco. Wow! Uma notícia que vai causar uma REVOLUÇÃO/TERREMOTO no rock nacional! Fora que o grupo (veja bem: ele se chama Muqueta na Oreia) é descrito no referido e-mail como uma das “grandes e surpreendentes revelações do cenário do rock/metal nacional”. Jezuiz… Pobres anos 2000’. Nos anos 80’ tivemos Ira!, Legião Urbana, Titãs, Plebe Rude, Ultraje A Rigor, Violeta De Outono, Replicantes, Barão Vermelho. Hoje temos Matanza, Monstros do Ula Ula e Muqueta na Oreia. Ainda é preciso dizer algo mais sobre a MORTE do rock’n’roll aqui e lá fora?

IMAGEMMUQUETANAOREIA

Muqueta na Oreia, uma das novas, hã, “sensações” do rock BR atual; pobre de nossas orelhas… rsrs

 

  • Bien, de qualquer forma e pra quem é fanático por datas comemorativas tivemos mais um Dia Mundial do Rock. Uma bobagem sem tamanho, claro, e que Zap’n’roll sempre considerou a maior babaquice – rock se vive todos os dias e não em apenas UM DIA da sua vida ou ano. Houve como sempre programações especiais em emissoras de rádio e TV (os canais pagos Brasil e Bis mostraram boas atrações especiais) e bla bla blá. MAS rolou algum evento ao vivo e específico em Sampa, por exemplo, que fosse digno de registro? O blog não ficou sabendo de nenhum…

 

 

  • Digna de nota, infelizmente, foi a notícia da morte ontem (em São Paulo) do cineasta Hector Babenco, de quem estas linhas virtuais eram fãs incondicionais. O diretor que nos legou obras-primas como “Pixote”, “O beijo da mulher aranha” e “Carandiru”, sofreu um ataque cardíaco e se foi aos setenta anos de idade. E assim a cultura nacional fica ainda mais pobre do que já está. Rip, Hector.

 

 

  • Digno de nota, II: “vovô” Mick Jagger continua em plena forma sexual e PAUZUDO aos quase setenta e três anos de idade, uia! Foi divulgado na tarde de hoje que o vocalista da eterna maior banda de rock de todos os tempos (os Rolling Stones, quem mais?) vai ser PAI pela OITAVA vez. A futura mamis é sua atual namorada, a bailarina americana Melanie Hanrick, de vinte e nove aninhos de idade. Ulalá, Mick!

IMAGEMNAMORADAJAGGER16

O novo XOXOTAÇO moreno que mr. Mick Jagger está TRAÇANDO (uia!); o vovô dos Stones acaba de engravidar a moça, uia!

 

 

  • Já na França o terror atacou novamente, com o caminhão da morte matando (até agora) oitenta pessoas nas ruas de Nice. A bestialidade humana chegando ao seu limite. E você aí, achando que o rock de hoje vai mudar algo no mundo…

 

 

  • O bandido e pilantra evangélico Eduardo Cunha começou a ser finalmente EJETADO da Câmara dos Deputados, com o próprio pedindo sua renúncia ao cargo de presidente da casa, na semana passada. E ontem seus últimos recursos contra o pedido de cassação do seu mandato foram rejeitados pela CCJ da Câmara. Óbvio que ainda não há muito a comemorar pois haverão MANOBRAS articuladas para SALVAR o mandato de um dos maiores mafiosos da política brasileira, alguém duvida? A saída definitiva para nos livrarmos dessa PRAGA seria ele ter de fato seu mandato CASSADO pelos colegas (o que parece difícil, mas não impossível) e ainda condenado pelo STF, pra ir passar um bom tempo na cadeia. Mas vamos aguardar o desenrolar dos próximo capítulos desta já looooonga e dantesca novela.

IMAGEMCUNHABANDIDO

Vai logo pro inferno, Cunha!

  • IMAGEM BACANUDA DA SEMANA – um casal rocker jovem e estiloso. Ele, vinte e dois anos de idade, fã de Arctic Monkeys e poesia. Ela, vinte e um, fã de Radiohead. Ambos baristas e já moram juntos. Foram descobertos ao acaso no metrô de Sampa pelo blog, que ficou encantado com o visual e a simpatia deles. Então tá aí: Jr. e Julia. Um casal rock’n’roll, sem dúvida!

IMAGEMCASALROCKER2016

 

 

  • E ainda sobre o canal Bis: ele andou reprisando nas madrugadas desta semana que está chegando ao fim os episódios do documentário “London Calling – The Untold Story Of British Pop Music”, que foi levado ao ar originalmente pela emissora há dois anos – e naquela época estas linhas online perderam a exibição. Pois foi emocionante recordar, na madrugada de ontem, histórias sobre a cena musical de Manchester nos anos 80’, sobre como se desenvolveram selos com a célebre Factory Records e bandas como Joy Division, The Smiths e Happy Mondays. Tudo pontuado por depoimentos e entrevistas com produtores e jornalistas que contextualizam muito bem a importância social e cultural e o ambiente em que o pós-punk inglês se formou. Para nos darmos conta mais uma vez de que, sim, não haverá mais bandas iguais. E que aquela foi uma das últimas grandes gerações do rock mundial.

 

 

  • Teve showzaço do Saco de Ratos semana passada, no Centro Cultural São Paulo. Quinteto de blues/rock já com quase uma década de existência (foi formado em 2007) e liderado pelo escritor e dramaturgo Mario Bortolotto (nos vocais), o SDR está cada vez melhor e mais afiado no palco (fora que a ambiência acústica do teatro do Centro Cultural São Paulo sempre realça pra caralho a qualidade e a potência musical de uma grande banda ao vivo). As guitarras de Fabio Brum e do japa Marcelo Watanabe estão mais entrosadas e dinamicas do que nunca, e a “cozinha” formada pelo baixista Fabio e pelo batera Rick segura tudo com precisão e peso. As letras escritas e cantadas por Marião são o que os fãs do grupo já sabem: a melhor tradução “bukowskiana” para um universo povoado por marginais, desajustados sociais, boêmios, putas, putos, beberrões e todos aqueles que a sociedade “normal” costuma rejeitar. Foi showzão enfim, gratuito e além disso o blog percebeu que o quinteto está atraindo cada vez mais uma legião de xoxotões gostosíssimos às suas sempre mega animadas gigs. Não foi e perdeu? Sem problema: esses velhacos rockers e blueseiros estão sempre fazendo alguma apresentação pelo circuito de bares alternativos (ou do que resta deste circuito) da capital paulista. Quer saber mais sobre eles? Vai aqui: https://www.facebook.com/BANDA-SACO-DE-RATOS-121151831228419/.

IMAGEMSACODERATOSVIVO16

A turma blueseira do Saco De Ratos (acima) fez showzaço semana passada em Sampa; após a gig o blog se encontra com seu brother e chapa de alguns goles, o grande Mário Bortolotto (abaixo)

FINATTIMARIAO16CCSP

 

  • Quem está de volta pela milésima vez é o já jurássico gigante indie Pixies. O quarteto do gordão Black Francis anunciou nos últimos dias o lançamento do seu novo álbum de estúdio. “Head Carrier” chega às lojas em setembro e sucede o bom “Indie Cindy”, editado há dois anos. A questão é: o quarteto deixou sua marca inquestionável nos anos 90’ e influenciou até o Nirvana. Mas quase trinta anos depois já ostenta um incômodo odor de anacronismo em seu som. E fica a questão: alguém ainda se importa realmente com os Pixies?

IMAGEMPIXIES

Na buena: alguém ainda se importa com os Pixies?

 

 

  • Goodbye, I: o baixista Cliff Williams já avisou: vai se aposentar e deixa seu posto no AC/DC assim que acabar a atual turnê do velhão combo hard australiano. Pelo jeito, já passou da hora de a turma liderada por Angus Young pendurar as guitarras.

IMAGEMCLIFFACDDC

O velho Cliff Williams pede pra sair e deixa o posto de baixista do já jurássico AC/DC: está na hora da banda se aposentar, não?

 

 

  • Goodbye, II: quem também anunciou que está tirando o time de campo é o guitarrista Nick McCarthy, que ajudou a fundar o Franz Ferdinand. A banda vai continuar sem ele mas na real o FF deve até hoje um álbum à altura de sua estréia, em 2004.

IMAGEMFF

Franz já não é mais um quarteto, com a saída de seu guitarrista

 

  • O retorno da baleia branca: Guns N’Roses tocam no Brasil em novembro, com sua formação “clássica” (???). Numa palavra: desecessário.

IMAGEMGUNS2016

Guns toca em novembro no Brasil, com sua formação “clássica” (hã?); desnecessário…

 

  • Bien, bora lá. Com postão novão finalmente entrando no, vamos relembrar os trinta anos de um dos mais importantes discos de toda a história do rock brasileiro. Ele mesmo, “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs e sobre o qual falamos melhor a partir de agora, aí embaixo.

 

JUNHO/JULHO s DE 1986 – HÁ TRINTA ANOS O GRANDE ROCK BR ATINGIA UM DE SEUS AUGES COM “CABEÇA DINOSSAURO”, DOS TITÃS

O tempo anda voando de anos pra cá. Parece que foi ontem que um dos mais fundamentais e essenciais discos de toda a história do rock BR foi lançado e que o então jovem jornalista zapper (iniciando-se na profissão de repórter musical) vivia escutando o mesmo no volume máximo no quarto do pequeno apartamento em que morava, na rua Frei Caneca (na região central da capital paulista). Mas na realidade já se passaram trinta anos do lançamento do sensacional “Cabeça Dinossauro”, o disco que marcou o auge da trajetória do hoje totalmente decadente grupo paulistano Titãs. O álbum foi lançado especificamente em junho de 1986 . Mas mesmo já estando em julho e por tudo o que ele significou para o rock nacional, para os fãs e para a própria banda e continua significando, é mais do que justo e necessário relembrarmos e falarmos dele neste post de Zap’n’roll.

Para chegarmos ao disco em si e entender os motivos que levaram o então octeto Titãs a conceber o trabalho da forma como ele foi concebido, é preciso retornar no tempo mais de três décadas e recordar a existência do conjunto desde seu início. Formado por um grupo de amigos músicos que estudavam no colégio Equipe (um dos mais prestigiados da capital paulistana nos anos 70’), os Titãs a princípio se chamavam Titãs do IeIeIê. E estrearam oficialmente em um grande palco profissional em setembro de 1982, no SESC Pompeia, em Sampa. Nos dois anos seguintes o conjunto (formado por OITO músicos e vocalistas) abreviou seu nome apenas para Titãs, foi burilando seu material musical e enfim conseguiu um contrato com o selo Wea (atual Warner Music), onde estrearam em disco em agosto de 1984, com um álbum homônimo. Era um disco bastante pop e que logo emplacou nas rádios a música “Sonífera Ilha”. Razoavelmente bem recebido pela crítica, não vendeu o que a gravadora esperava. Assim mesmo, no ano seguinte, o octeto entrou em estúdio novamente. Desta vez para registrar o LP “Televisão”. É o trabalho que marca a primeira mudança na formação da banda, com a saída do batera André Jung (em seu lugar entrou Charles Gavin), que foi tocar no Ira! Produzido por Lulu Santos, é também o disco que dá mais um hit para o grupo, a faixa-título que estoura nas rádios do Brasil inteiro – além dela também teve boa execução a faixa “Insensível”. Com letra escrita pelo vocalista Arnaldo Antunes (e também cantada pelo próprio), a faixa-título fazia uma inteligente e sagaz crítica ao então maior meio de comunicação de massa do mundo, a TV. E já desvelava que Antunes iria se projetar, ao longo da carreira do conjunto, como um de seus principais e melhores compositores.

“Televisão” melhorou a posição do grupo no rock nacional e dentro da gravadora Wea. Mas ainda faltava ALGO que transformasse os Titãs em uma mega banda, tanto na questão do potencial comercial quanto na aceitação integral pelo público e imprensa. E esse “algo” começou a se desenhar quando o grupo iniciou os preparativos para a gravação de seu terceiro álbum de estúdio. Ao mesmo tempo em que o conjunto pensava a formatação de seu novo trabalho, uma turbulência e nuvem negra inesperada se abateu sobre ele: no final de 1985 o guitarrista Tony Bellotto e o vocalista Arnaldo Antunes foram presos por porte (Tony) e tráfico (Arnaldo) de heroína, que ambos consumiram no apartamento onde residia o vocalista. Quando estava indo para a sua casa, de táxi, Tony foi parado em uma blitz policial. Pego ainda com uma pequena quantidade da droga e pressionado pelos policiais sobre onde a tinha conseguido, o guitarrista acabou confessando que Antunes havia lhe passado o entorpecente. Foram ambos encaminhados a um distrito policial e ao abrir o inquérito sobre o caso o delegado entendeu que Antunes, por ter fornecido a heroína ao seu companheiro de banda, deveria ser enquadrado como traficante. Tony Bellotto pagou fiança e foi libertado quase imediatamente. Já Arnaldo Antunes amargou cerca de trinta dias em cana, sob protestos dos fãs e da classe artística em geral, que se mobilizou pela sua soltura. Quando Arnaldo enfim conseguiu o relaxamento de sua prisão, os Titãs estavam bastante abalados com o episódio. E foi justamente este abalo emocional o principal combustível e motivo para que o novo trabalho de estúdio saísse como saiu.

“Cabeça Dinossauro” foi lançado quase no final de junho de 1986 e começou a bombar algumas faixas em rádio já em julho. O disco era uma cacetada e abordava temas e tocava em feridas que sempre incomodaram a sociedade “normal” (e que incomodam mais ainda atualmente, dado o processo de conservadorismo e retrocesso comportamental e moral que está se verificando no mundo todo). Com uma abordagem sonora muito menos pop que nos dois primeiros discos e investindo pesado em guitarras algo punk, além de melodias barulhentas, dançantes e aceleradas (tudo cortesia do produtor Liminha, que mudou muitas das concepções musicais do conjunto e ampliou seus horizontes a ponto de, durante muito tempo, ser chamado de “o nono titã”), o grupo atacava instituições como a igreja (na faixa do mesmo nome) e a polícia (idem, mesmo nome), além de desancar o estilo de vida e o comportamento médio das pessoas que viviam na sociedade “normal” – e aí temos obras-primas e polaróides instantâneos do que é a vida da grande maioria das pessoas em faixas como “Homem primata”, “Estado violência”, “Tô cansado” e “Porrada”. Era como se a banda quisesse gritar para o mundo seu inconformismo com as prisões (no final das contas desnecessárias, visto que os envolvidos no caso não eram bandidos perigosos mas, sim, artistas) de dois de seus integrantes e manifestar sua posição contra as arbitrariedades de uma sociedade moralista e dominada por preconceitos e conceitos comportamentais arcaicos.

CAPATITAS1986

“Cabeça Dinossauro”, a obra-prima dos Titãs: lançado em junho/julho de 1986, vendeu rapidamente trezentas mil cópias e passou a ter várias músicas tocando sem parar nas rádios, mesmo com sonoridade agressiva e falando de temas espinhosos e atacando instituições como a igreja e a polícia

 

O que ninguém imaginava era que um álbum com esse viés textual e barulhento como ele era, que abordava e atacava temas espinhosos e as convenções sociais caretas (e que, justamente por tudo isso, era considerado “difícil” pela gravadora) se tornasse um estouro de vendas e execução em rádio.

Pois foi exatamente o que aconteceu, para espanto da Wea e da própria banda. Músicas como “Aa Uu”, “Polícia” e “Bichos escrotos” invadiram as rádios e começaram a tocar sem parar. Em pouco tempo “Cabeça Dinossauro” chegava a trezentas mil cópias vendidas (a maior vendagem do grupo até então) e o grupo passou a lotar seus shows, tocando em espaços para até cinco mil pessoas. Ao longo dos meses seguintes o trabalho iria receber diversos prêmios de associações de críticos e jornalistas e a agenda de apresentações lotou: todo mundo queria ver os Titãs ao vivo e pular ao som das porradas sonoras contidas em “Cabeça Dinossauro”.

Foi a consagração e o auge dos Titãs, que estavam ainda apenas em seu terceiro álbum de estúdio. O que veio daí em diante é bastante conhecido. “Jesus não tem dentes no país dos banguelas”, editado em 1987, era uma espécie de “continuação” de “Cabeça Dinossauro”, mas sem o mesmo impacto de seu antecessor. “Go Back”, que saiu em 1988, era um disco ao vivo sem muito brilho. A banda voltou a experimentar o sucesso combinado com grande qualidade artística em “Õ Blésq Blom”, lançado em 1989 e que recebeu novamente aprovação unânime da crítica e teve boa execução de algumas de suas músicas nas rádios. A partir daí começaram as debandadas na formação titânica: Arnaldo Antunes é o primeiro a sair em 1992, logo após o grupo soltar “Tudo ao mesmo tempo agora” um ano antes. “Titanomaquia” (1993, pesadíssimo e considerado o disco “grunge” do agora septeto) e “Domingo” (1995) são talvez os últimos trabalhos dignos de nota na trajetória de um dos mais importantes nomes do rock BR dos anos 80’. Mesmo assim em 1997 o grupo, já entrando em curva artística descendente, obteve seu maior sucesso comercial com o lançamento do “Acústico MTV – Titãs”, que até hoje vendeu mais de um milhão de cópias. Mas nem isso impediu a derrocada qualitativa do conjunto e nem a saída de mais integrantes. Em junho de 2001 o guitarrista Marcelo Frommer foi atropelado e morto por uma moto equanto fazia exercícios e caminhada perto de sua casa. E pouco mais de um ano depois era a vez de o baixista Nando Reis pedir pra sair. O quinteto remanescente permaneceu junto até 2010 quando foi a vez do baterista Charles Gavin pedir a conta (em seu lugar entrou Mario Fabre, que permanece até hoje). E na última segunda-feira quem também anunciou sua saída foi o multiinstrumentista e vocalista Paulo Miklos, após permanecer trinta e cinco anos nos Titãs. Em seu lugar entrou Beto Lee, filho de Rita Lee. E da formação original restam apenas o guitarrista Tony Bellotto, o vocalista Branco Mello e o tecladista Sérgio Brito.

Com mais de três décadas de existência e sem lançar nada digno de nota há pelo menos vinte anos (pelo contrário: CDs como “Volume II”, de 1998, “As dez mais”, de 1999, “Como estão vocês?”, de 2003, “Sacos Plásticos”, de 2009, e “Nheengatu”, que saiu em 2014, são uma vergonha total para um grupo que um dia causou um terremoto no rock brasileiro com apenas três discos lançados), é muito óbvio que os Titãs, reduzidos a um trio original (com dois músicos os acompanhando) e definhando a olhos vistos, deveriam ter simancol e acabar definitivamente com sua trajetória, que já está pra lá de indigna de quinze anos pra cá. Mas alguém já disse que pouquíssimas bandas sabem a hora exata de parar (como o REM soube, por exemplo). E os Titãs já deram mostras de que perderam o timing para encerrar com dignidade sua carreira. Uma carreira que já foi sim gloriosa. E que deixa para sempre um disco imbatível, irrepreensível, já clássico e imortal como é “Cabeça Dinossauro”.

 

“CABEÇA DINOSSAURO” AÍ EMBAIXO

Para ser ouvido na íntegra.

 

TRÊS LETRAS DE UM DISCO DE 1986 E QUE PERMANECEM MAIS ATUAIS DO QUE NUNCA

 

“Polícia”

Dizem que ela existe pra ajudar
Dizem que ela existe pra proteger
Eu sei que ela pode te parar
Eu sei que ela pode te prender
Polícia! Para quem precisa!

Polícia! Para quem precisa de polícia!

Polícia! Para quem precisa!

Polícia! Para quem precisa de polícia!
Dizem pra você obedecer
Dizem pra você responder
Dizem pra você cooperar
Dizem pra você respeitar
Polícia! Para quem precisa!

Polícia! Para quem precisa de polícia!

Polícia! Para quem precisa!

Polícia! Para quem precisa de polícia!

 

“Igreja”

Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.

 

“Estado Violência”

Sinto no meu corpo
A dor que angustia
A lei ao meu redor
A lei que eu não queria

Estado violência
Estado hipocrisia
A lei que não é minha
A lei que eu não queria

Meu corpo não é meu
Meu coração é teu
Atrás de portas frias
O homem está só

Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
O Futuro da nação

Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
O Futuro da nação

Estado violência
Deixem-me querer
Estado violência
Deixem-me pensar
Estado violência
Deixem-me sentir
Estado violência
Deixem-me em paz

Estado violência
Deixem-me querer
Estado violência
Deixem-me pensar
Estado violência
Deixem-me sentir
Estado violência
Deixem-me em paz

Estado violência
Deixem-me querer
Estado violência
Deixem-me pensar
Estado violência
Deixem-me sentir
Estado violência
Deixem-me em paz

 

HISTÓRIAS RÁPIDAS E SELVAGENS DE SEXO, DROGAS E ROCK’N’ROLL: OS TITÃS, OS ANOS 80’/90’ E O JOVEM JORNALISTA ZAPPER NA VIDA ROCKER LOKA, AO SOM DA BANDA

  • Zap’n’roll não se lembra exatamente como e quando conheceu o som dos Titãs. Mas já curtia a banda antes de começar sua trajetória como jornalista musical profisional. Foi talvez por volta de 1985 que o então aspirante a repórter musical comprou, na extinta loja Devil Discos (na Galeria Do Rock, no centrão de Sampa), o LP “Televisão”, segundo lançamento da discografia titânica. Finaski gostava do disco mas não morria de amores por ele. Quando “Cabeça Dinossauro” saiu, em junho do ano seguinte (justamente na época em que o autor deste blog começou a fazer suas primeiras colaborações para publicações musicais), tudo mudou e foi paixão louca e instantânea pelo LP à primeira audição. “Cabeça…” literalmente virou a cabeça do jovem repórter e chapou o côco dele, que não perdeu tempo em ir atrás de credenciamento para assistir ao show de lançamento do trabalho, que aconteceu em agosto de 1986 na “lona de circo” que era o ProjetoSP, um dos espaços para gigs então mais badalados da capital paulista na época. E que ficava a menos de duzentos metros de onde o zapper morava (na rua Frei Caneca, atrás da rua Augusta e onde ficava o ProjetoSP). A “lona” lotou na noite do show e quase veio abaixo com a empolgação do público. Zap’n’roll, com seus ainda jovens vinte e três anos de idade, saiu literalmente morto da apresentação.

 

  • Daí em diante o jovem jornalista também foi crescendo em sua profissão e sempre que possível, ia a um show dos Titãs. Veio seu casamento, seu filho, o início das colaborações para a revista Somtrês, a contratação como repórter na editoria de cultura da revista IstoÉ. E entrou em cena também a cocaína e a paixão algo avassaladora do autor deste blog pelo pó branco. Bocetas loucas e calhordas também começaram a surgir aos borbotões na vida do jornalista já a essa altura bastante alucicrazy. Seu casamento foi pro saco por conta desses detalhes. Mas o gosto pelo som dos Titãs permaneceu inalterado.

 

  • Entre 1990/1993, durante as turnês de “Õ Blésq Blom”, “Tudo ao mesmo tempo agora” e “Titanomaquia”, Zap’n’roll assistiu a pelo menos uns cinco shows da banda no período. Em um deles, num ginásio do Ibirapuera (em São Paulo) LOTADO (com quinze mil pessoas lá dentro), o zapper doidão não parou de pular a gig inteira. Quase ao final dela, deu um pulo máster e se desequilibrou (estava com uma bota de couro de salto razoavelmente alto), torcendo o pé direito. Teve que sair do ginásio CARREGADO pelas irmãs Silvia e Sueli Ruksenas. E em seguida ficou de molho três dias em casa, sem poder andar.

 

  • Já em 1993 o autor deste blog e que havia terminado seu casamento um ano antes, namorava com a XOXOTUDÍSSIMA crioula Greta. Ele, trinta e um anos de idade; ela, dezoito. Um bocetaço de mamicaços gigantes e que era uma cadela em grau máximo na hora da foda (quando disparava frases como “seu cavalo, seu cachorro! Me FODE, VAI!”), era fã de rock’n’roll (adorava Doors e Smiths), de maconha, queria fazer faculdade de Letras (e acabou se formando no  curso, na USP) e… não podia beber muito que se transformava em um autêntico exu. Não deu outra: separado da ex-mulher e dividindo um apê com o amigo Felipe Britto na avenida 9 de julho (também no centrão de Sampa), o jornalista namorado do bocetão preto e crazy, armou uma autêntica “caranava do delírio” (expressão criada pelo saudoso Ezequiel Neves) para ir ver um show dos Titãs (dentro da turnê do LP “Titanomaquia”) na extinta casa Olympia (que ficava no bairro da Lapa, zona oeste de Sampa e que era outra das mais badaladas casas de espetáculos musicais da época na cidade). Reuniu Greta e uma turma de amigos no apartamento e lá fez um “esquenta” pra gig, regada a uma garrafa de whisky. Pois eis que miss Greta encheu um copo descartável até a boca e querendo dar uma de fodona, virou o mesmo de uma vez. A big shit estava armada: no meio do caminho para o Olympia a negona simplesmente DESMAIOU na rua e não tinha mais como ir para o show. O zapper ficou absolutamente puto e desesperado. Sem saber o que fazer, pediu a dois dos amigos que o acompanhavam: “peguem um táxi e a levem pra casa, aqui está a chave e grana pro táxi. E depois voltem. Eu não posso perder o show pois estou credenciado e bla bla blá”. Eles atenderam o pedido. Foram, deixaram Greta “confortavelmente” instalada na cama do jornalista e rumaram novamente pro Olympia. O show foi fodástico como de costume (sempre era, naquele tempo) e a surpresa veio quando Zap’n’roll voltou pro apartamento e foi rapidamente ver como estava sua namorada maluca. Ela estava bem e dormindo na cama. Só que… totalmente PELADA! E como ela estava absolutamente desacordada quando foi deixada no apê, permanece até hoje a dúvida: quem teria TIRADO A ROUPA da crioulaça putaça, ela mesma ou… os “amigos” (mui amigos…) do zapper? Uia!

CAPAREVISTAZORRATITAS

  • Os Titãs no auge de sua carreira estrelam a capa da primeira edição da revista Zorra, especializada em rock nacional, em 1987; foi também nessa revista que Zap’n’roll escrevia algumas de suas primeiras matérias musicais
  • Ainda em 1993 o já trintão jornalista rocker estreou como repórter de música da edição brasileira da célebre revista americana Interview – e nela permaneceu até 1996, quando a publicação deixou de circular. Sua primeira entrevista publicada na revista (que era o emprego dos sonhos de qualquer jornalista: ótimo salário, viagens de avião pra tudo quanto era canto, rodadas de whisky oito anos na redação ao final do expediente, portas abertas para festas, coquetéis etc, etc, etc, bastava ligar dizendo que era da redação da Interview que o convite saía no mesmo instante em que era pedido) foi justamente com os Titãs. E curiosamente a matéria derradeira de Finaski na revista também foi com a banda, em 1995, quando ela estava lançando o álbum “Domingo”.

 

  • Em uma das sessões de entrevista para esta matéria, realizada no estúdio paulistano Be Bop (onde o grupo estava gravando o disco “Domingo”), Zap’n’roll conheceu ELA! Quem? Laura, outro BOCETAÇO moreno, cabelos longos e que com apenas vinte e um aninhos de idade já trampava no estúdio, como técnica auxiliar de gravação. Ao ver aquele monumento na sua frente o jornalista sempre paquerador não se conteve: ao final da entrevista foi puxar papo com a garota. Ela lhe ofereceu um café, prontamente aceito. Ambos começaram a falar de música, de rock, de jornalismo. Ela era fã de… PJ Harvey, a deusa inglesa que era e é até hoje uma das paixões musicais do autor destas linhas bloggers/lokers e sempre repletas de histórias saudosas para serem resgatadas aqui. O coração zapper começou a bater mais forte pela moçoila. Os dois trocaram telefones (não havia internet naquela época, nem celulares ou redes sociais; era tudo mais sincero, real, elegante e romântico) e marcaram um encontro para a noite seguinte. Laura foi até a kit onde Finaski a essa altura estava morando (no mesmo prédio em que já havia morado em 1993, na avenida 9 de julho). E lá a dupla passou a noite TREPANDO furiosamente e depois CHEIRANDO cocaine (que a própria garota tinha levado pois ela também apreciava o “esporte”, wow!). Óbvio que o zapper se apaixonou pela boceta “perfeita”: rocker, fã de PJ Harvey e de padê, além de ótima foda na cama. E também por conta dessa paixão, óbvio que o jornalista sempre grudento e carente com suas paixões, começou a SUFOCAR a moça. O resultado foi o esperado: ela foi se afastando aos poucos, até que ambos perderam totalmente o contato. E o repórter musical  nunca mais soube do xoxotaço que ele conheceu em uma bela noite num estúdio de gravação, após entrevistar os Titãs.

 

  • Mas antes que Laurinha sumisse de vez, ela ainda acompanhou Zap’n’roll em uma gig dos Titãs no velho ginásio do Ibirapuera, na turnê do disco “Domingo”. Nessa época e por conta das entrevistas que haviam sido publicadas na Interview, o autor deste espaço online estava razoavelmente próximo do grupo. Foi assim que, show encerrado, ele e Laura foram parar no camarim dos Titãs – que estava cheio pra caralho. Lá pelas tantas o zapper sempre atento percebeu Marcelo Frommer e Branco Mello se dirigindo apressados para um dos BANHEIROS do camarim. Entraram nele e trancaram a porta. O jornalista cara-de-pau foi atrás e começou a bater na porta, dizendo: “também quero!”. Frommer abriu, Finaski entrou e disse: “põe um risco pra mim!”. Branco: “Não!”. Finaski: “Sim!”!. Frommer interveio: “porra, vamos por um risquinho pro Finatti, rsrs”. Aí foram esticadas TRÊS carreiras de cocaine no TAMPO do sanitário. E quando o blogger loker foi cheirar a sua, Branco cantarolou: “É dia de Finatti/Nem precisava tanto!”. Uia!

 

  • O último show que o blog assistiu da banda foi no final de 1995, numa das festas de aniversário da 89fm (a rádio rock, que existe até hoje). Desde então perdeu o contato com os integrantes dos Titãs e nunca mais assistiu a uma gig deles. Nem sentiu falta: com o grupo definhando aos poucos e lançando discos cada vez piores, o zapper preferiu e prefere guardar em sua memória a melhor fase do conjunto e seus momentos de glória, tanto em disco quanto ao vivo. E ambas as fases duraram, no máximo, até 1995. Agora, só escombros titânicos e só ótimas lembranças aqui, de um tempo que não vai voltar nunca mais.

 

**********

 

O NEO CONSERVADORISMO MUNDIAL – INCLUSIVE NA CULTURA POP

O que escrever e publicar neste blog, quando o mundo está tão eivada de opiniões preconceituosas, de moralismo hipócrita, de intolerância e conservadorismo expostos sem nenhum pudor ou temor? O que escrever nesta já noite de sábado (quando o post está finalmente sendo finalizado), quando se mora em uma das capitais com população mais reacionária de um país (o Brasil) já ele mesmo cada vez mais reacionário e bestial, além de inculto e ignorante? O neo conservadorismo escroto está dominando e ACABANDO com o mundo inteiro e em todas as instancias da existência humana – inclusive na cultura pop, na música, no outrora revolucionário e ultra transgressor rock’n’roll.

Você acha que não e que isso é papo de um jornalista já tiozão (o autor destas linhas virtuais), ranzinza e rabugento e que está com 5.3 já pesando nas costas? Então tomemos dois exemplos que já há alguns dias vem fustigando nossos pensamentos. Um deles é Pepeu Gomes. Sim, o véio Pepeu, que nem de longe nunca foi um primor como CANTOR, mas é um dos MELHORES GUITARRISTAS da história da música brasileira. Pois então: há mais de trinta anos (em 1983, mais exatamente), Pepeu lançou um disco solo cuja faixa-título se chamava “Masculino & Feminino”. E em cuja letra ele fazia uma alegre e inflamada elegia/apologia da diversidade sexual, quando isso nem era assunto muito recorrente na MPB. Mas a música fez sucesso naquela época justamente por não ser um tema muito explorado até então. E também porque a massa de OUVINTES de música de então era muito menos burra e careta do que o populacho dos tempos atuais.

O outro exemplo: o amado e inesquecível Renato Russo, que morreu em outubro de 1996 (lá se vão quase vinte anos…), pondo fim à Legião Urbana (um dos maiores e melhores grupos do rock nacional em todos os tempos) e nos deixando todos órfãos para sempre. Pois sete anos antes de se mandar desse mundo cada vez mais cuzão em todos os sentidos, Renato gravou “Meninos & Meninas” (no álbum “As Quatro Estações”, lançado em 1989), que também era um libelo sensacional sobre o direito de um ser humano ter de gostar de… garotos e garotas. A letra era fantástica, a música mais ainda e ela tocou horrores nas rádios naquela época, além de ser cantada em coro pelas multidões que iam aos shows da banda – e o blog ESTEVE PRESENTE em muitos desses shows.

Aí vem a pergunta: qual artista brasileiro (seja ele de MPB, axé, pagode, forró, funk, sertanojo, a puta que o pariu que for) aborda com coragem e ousadia algum tema POLÊMICO em suas canções nos dias atuais? Pagodeiros e sertanejos cretinos compõem sobre o que todos já estão carecas de ouvir (e parece que a massa tigrona não se cansa de ouvir isso): dor-de-corno, a gostosa que deu uma bota na bunda do machinho playba e por aí vai. Axezeiros: não sabem falar de outro tema a não ser exaltar a alegria de ser baiano, tudo com português sofrível, claro. Funkeiros (as)? Quando não é uma besta quadrada como a tal Anitta (que é um bocetão, reconheça-se) exaltando o poder feminino através de letras ginasianas, é o funkão proibidão tecendo vassalagem interminável à bandidagem. E nem vamos falar aqui de debilidades mentais como “Metralhadora”, “Tá tranqüilo, tá favorável”, “Gordinho gostoso” e outras aberrações que estouraram nas rádios e viralizaram na web (no YouTube) nos últimos meses ou anos. É fedor cultural/sonoro demais entupindo nossas pobres narinas e ouvidos.

LEGIAOURBANA

A inesquecível Legião Urbana: cantando a diversidade sexual em “Meninos & Meninas”, em um tempo em que o mundo era menos reacionário e careta

Vai mal o ser humano e a cultura da humanidade. Vai mal, não: vai péssima e a arte talvez esteja mesmo no fundo do abismo e com seus dias contados. A nós só restará se resignar com o fato de que não irão surgir mais outro Bob Dylan, outro Jimi Hendrix, outro Jim Morrison, outro Lou Reed, outro Bowie, outro Chico Buarque, Caetano, Gil, Gal, Elis ou mesmo (para sermos, hã, mais recentes e contemporâneos) outro Morrissey, Ian Curtis, Cazuza ou Renato Russo.

E todo esse desmantelamento artístico da cultura pop em geral e da música (e do rock) em particular, nada mais é do que o reflexo de uma humanidade que se tornou isso mesmo: ignorante, inculta, intolerante, burra e bestial. E isso num mundo dominado por alta tecnologia e globalizado pela informação ultra veloz, conectando todo mundo através da internet, de cels, redes sociais sacais, apps imbecis (o Whats app me deixou burro, muito burro demais…) e os caralho.

O que deu errado, afinal de contas? Algum leitor zapper pode dizer?

 

  • A DITADURA ESTÉTICA DAS XOXOTAS RASPADAS – é outro exemplo claríssimo do conservadorismo moral e estético que se abate nos dias de hoje sobre a humanidade. Nosso dileto leitorado (sejam leitores ou LEITORAS) já percebeu que, de anos pra cá, a DITADURA estética IMPÕE que o correto é modelos, atrizes e mulheres comuns exibirem seus sexos total DEPILADOS, sem UM pêlo que seja. Isso, claro, metaforicamente pode ser associado a alguma espécie de HIGIENIZAÇÃO e CORREÇÃO total do mulherio, não apenas na questão física como também MORAL. Seria mais ou menos isso: mulheres depiladas e bem cuidadas são as que possuem correção MORAL e ÉTICA. Quem não se adéqua a esse padrão ESTÚPIDO seria alguma espécie de “vagabunda”, “puta”, “safada” e “PORCA”. Será isso mesmo o certo? Pros dias atuais sim, claaaaaro. Mas há três décadas atrizes idolatradas e amadas pelo povão, como Claudia Ohana, Helena Ramos e Aldine Muller exibiam sem constrangimento seus bocetões PELUDÍSSIMOS, e deixavam a macharada com água na boca. Até mesmo a deusa Demi Moore, em glorioso ensaio feito por ela aos dezenove anos de idade (quando ainda não havia se tornado mega star da indústria do cinema) para uma revista francesa, não teve pudor em exibir sua xotaça totalmente peluda – e Zap’n’roll sempre AMOU bocetas que são verdadeiras matas atlânticas, rsrs. Então fica novamente a questão que não quer calar: o que deu errado com o mundo e o ser humano, afinal?

IMAGEMDEMIMOOREXOTAPELUDA

Dois XOXOTAÇOS PELUDOS sem igual, de um tempo em que não havia ditadura estética e ultra conservadorismo na humanidade: a deusa Demi Moore (acima, na flor de seus dezenove aninhos de idade) e a nossa brazuca Claudia Ohana (abaixo); bons tempos…

IMAGEMCLAUDIAOHANAPELADA

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco: sem nada digno de nota sendo lançado nunca é demais re-ouvir “Cabeça Dinossauro”, o clássico dos Titãs. Mais atual do que nunca!
  • Festival da linguagem eletrônica: a edição 2016 do File (Festival internacional da linguagem eletrônica) já está rolando em Sampa, lá no prédio da Fiesp (avenida Paulista, 1313, centro da capital paulista) e vai até 19 de agosto. Quer saber mais? Vai aqui: http://www.fiesp.com.br/agenda/festival-internacional-de-linguagem-eletronica-file/.
  • Baladenhas pro finde: yeah! Postão sendo enfim concluído já na noite de sabadão. Então vamos ver o que rola de bão no circuito alternativo de Sampalândia. Começando pelo já clássico casarão que abriga o Madame Satã (na rua Conselheiro Ramalho, 873, Bixiga, centrão da cidade), e onde hoje rola super DJ set especial dedicado ao imbatível Joy Division, com discotecagem comandada pelo Rodrigo Cyber, pelo Sérgio Barbo e pelo Fábio Vietnica, todos queridos amigos destas linhas online. Mas se você quer pista entupida e open bar infernal, se joga no Outs (na rua Augusta, 486), já um clássico rocker do baixo Augusta.///E pra fechar beeeeem o finde não dá pra perder a domingueira rock’n’roll da boate gls A Loca (na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampalândia), o projeto Grind comandado há dezoito anos pelo super DJ André Pomba. Beleusma? Então vai nessa que o blog vai também, uia!

 

 

FIM DE JOGO

Mais um postão concluído, certo manos? Então é isso. Semana que vem voltamos aqui, sempre com a cultura pop e o rock alternativo em primeiro lugar. Até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/7/2016, às 21hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL E GIGANTE NO POSTÃO (falando do documentário “Guitar Days”, resenhando o novo álbum das Savages, dando dicas sobre o stoner rock do grupo Vinyl Laranja e anunciando a nova dj set mensal do blog numa das principais festas goth da atual noite under paulistana) E além disso tudo o que já estava aqui: ulalá! o blogão demoooooraaaaa pra aparecer mas cá estamos finalmente na versão 2016 (que estréia também logo menos o novo visual deste espaço rocker, guentaê só mais um pouco!), o ano em que completamos nada menos do que TREZE ANOS de blogagem de rock alternativo e cultura pop na web BR; e como o new year já começou finalmente (após réveillon, carnaval e os caralho no país que AMA viver na malemolência), vamos lá: os velhos e imbatíveis Rolling Stones já estão entre nós (pra começar HOJE sua turnê brasileira); a série “Vinyl” também está entre nós, assim como os novos bons discos do veterano brit Suede e das garotas new goth do Savages; então bora pro primeiro post zapper da temporada, que chega fervendo, uia! (ampliação e atualização FINAL no postão, em 3/3/2016)

Depois de causar comoção no Brasil com sua Olé tour, os Rolling Stones (acima, no segundo show realizado em São Paulo) partem e deixam saudades, mas os fãs de ótimo rock’n’roll nem terão tempo de respirar e já podem colocar na agenda: dia 18 de março agora tem gig gratuita do também ótimo Black Rebel Motorcycle Club (também acima) em Sampa; já o também essencial, cult e veterano grupo electro indie paulista Harry (abaixo) conta, em entrevistas exclusiva ao blog, porque regravou seu clássico disco “Fairy Tales”

**********

ÚLTIMOS EXTRINHAS PRA FECHAR BEM O POSTÃO

A novidade desta já quinta-feira, 3 de março (quando o postão está sendo enfim concluído), é que ele foi convidado (e aceitou o convite) a se tornar um dos DJs residentes da bacaníssima festa Libertine, que anda rolando mensalmente em Sampa. Projeto rock voltado ao público apreciador de tendências eróticas como sadomasoquismo, bondage, nudes, roupas em couro e vinil e acessórios para práticas sexuais, o Libertine é organizado pelos queridos Jackson Fernandes e Fabiano e o som na pista privilegia muito anos 80’ (Smiths, New Order, Joy Division, Echo & The Bunnymen, Cure etc., etc.) e também outras tendências do rock alternativo. Este espaço blogger rocker esteve na última edição da festa (que aconteceu no final de fevereiro), no Café Aurora (no Bixiga, centro de Sampa) e achou sensacional. Manifestamos nossa opinião de jornalista e fã de rock e de bons eventos alternativos aos organizadores e eles, em agradecimento, gentilmente nos convidaram a se tornar um dos DJs residentes, já que pra quem não sabe o “véio” aqui sempre discotecou nos bares rockers do baixo Augusta na última década e meia – e algumas DJs set do blog no club Outs se tornaram célebres pelo que Finaski “aprontava” na cabine de som, rsrs. Então fica o convite pra galere ir conhecer o projeto Libertine. As duas próximas festas irão acontecer no final de março e abril, sendo que todas as infos sobre ambas estão aqui: https://www.facebook.com/events/898498760268559/, e aqui: https://www.facebook.com/events/1533340476996671/.

Cartaz (acima) anunciando Zap’n’roll como o novo DJ residente da festa Libertine; abaixo, garota faz performance durante a última edição do evento, no final de fevereiro em São Paulo

 

* E aproveitando que estamos falando sobre a bacana festa Libertine, este espaço rock’n’roll online se sente compelido a comentar: é realmente impressionante como outros “vizinhos” de blogagem, que já tiveram uma importância gigante na blogosfera BR de cultura pop, estão descendo a ladeira sem dó e se comprazem apenas em ficar publicando vários microposts diários sem importância ou relevância alguma em sua grande maioria, pois o blábláblá neles é sempre o mesmo (o novo vídeo ou single da banda que ninguém conhece e que amanhã ninguém mais dará a mínima importância, os “chutes” infinitos sobre quem vem tocar no Brasil e sendo que a maioria desses “chutes” sempre são errados, e por aí vai…). Vai daí que esses blogs não conseguem acompanhar mais nada da cena under daqui (como falar de uma festa como a Libertine ou do documentário “Guitar Days”) e sequer comentam algo sobre, por exemplo, uma exposição como a da obra do cineasta Tim Burton, em cartaz no Mis/SP. Assim fica difícil continuar lendo esses blogs, não? E o PIOR de tudo (uia!) são os fakes doentes mentais que têm psicopatia séria, VENERAM tais jornalistas responsáveis por esses blogs algo decadentes e INSISTEM em querer achar que Zap’n’roll se incomoda com eles (os outros blogs e seus fakes lambe bagos/doentes mentais), ahahahahahaha.

 

 

* Fechando mesmo a tampa: tem show de GRÁTIS do sempre bacanão Black Rebel Motorcycle Club, agora dia 18 de março na Casa Das Caldeiras, em Sampa. Vai ser uma baladona para comemorar o niver de uma marca de roupas e tênis na linha skate wear, e pra curtir o show do trio americano é preciso se cadastrar aqui: http://houseofvans.com.br/event/house-of-vans-sao-paulo/. O BRMC (talvez a melhor encarnação do Jesus & Mary Chain para o novo milênio) é um dos grupos rock’n’roll dos anos 2000’ prediletos destas linhas zappers, existe há quase vinte anos, já tocou no Brasil (no festival SWU, em 2011) e gravou pelo menos uma obra-prima em sua curta discografia de apenas sete CDs, o fodástico álbum “Take Them On, On Your Own”, lançado em 2003 e que você pode escutar inteiro aí embaixo. E claaaaaro, nos vemos nesse showzaço, okays?

 

* Fim de papo. Semana que vem tem mais.

********** 

E MAIS STONES (ULALÁ!), SENDO QUE A ESTRÉIA EM SAMPA FOI ASSIM (E HOJE, SÁBADO, TEM MAIS!!!)

 

 

**********

 

EXTRINHA ESPECIAL STONES – NO RIO FOI ASSIM…

Yeah, os cariocas enlouqueceram no sábado à noite. E as mais de sessenta mil pessoas que foram ao Maracanã viram mais uma vez porque os Rolling Stones continuam sendo a MAIOR banda de rock de todos os tempos. Agora é a vez de Sampa, amanhã (quarta-feira) e sábado. Vem em nós Pedras Rolantes!

 

**********

Custou pra 2016 começar.

Mas começou, enfim. E como a humanidade já está careca de saber, não vai ser moleza pra ninguém os próximos dez meses (já que estamos caminhando para o final de fevereiro). Um ano que começou com o mundo perdendo o gênio imortal e inesquecível que foi (e é) David Bowie, que tem projeção de queda de 3,5% do PIB brasileiro, que mostra o Brasil (no geral) e o Estado de São Paulo (em particular) ATOLADO em escândalos de corrupção na esfera do poder público, e cujo novo popstar nacional tem o ensino fundamental incompleto, atende pelo nome de MC Bin Laden (e cujo “hit do verão”, batizado “Tá tranquilo, tá favorável”, já foi acessado DEZESSETE MILHÕES de vezes no YouTube), de fato é um ano que não começou nada bem. Fora que o Brasil se tornou mesmo um país com uma das populações mais IGNORANTES, atrasadas, conservadoras, vazias e incultas de todo o planeta. São dois exemplos simples (quase banais) que corroboram a avaliação de Zap’n’roll. No primeiro deles tome-se o primeiro paredão do BBB 2016, aquele reality show da emissora de TV de maior audiência do Brasil e que é um exemplo GIGANTE de grosseria generalizada e total falta de inteligência e cultura. A eliminada foi a tal tiazona lá, a jornalista de 64 anos (!!!) e que era até hoje a participante mais velha de todas as edições do programa. Não é preciso ser nenhum gênio pra saber porque o público que assiste ao BBB optou por eliminá-la da competição: o programa da Globo foi feito para vender a ILUSÃO ao brasileiro IMBECIL de que todos somos isso mesmo: jovens, musculosos, gostosos, atletas e PREDADORES sexuais e DESPROVIDOS de cérebros com mais de 2 neurônios. O BBB é o espelho que reflete FIELMENTE o que o brasileiro é, em sua grande maioria. Aqui não há espaço para pessoas com alto poder de raciocínio e reflexão intelectual/cultural, e que não possua grandes atributos físicos ou já não ostente a beleza de um corpo jovem e bem moldado pela natureza. O que importa aqui é a CARNE e como ela é APRESENTADA. E só. Se o sujeito for um PAUZUDO e a sujeita uma XOXOTAÇA, não importa o grau de BURRICE de ambos. Com as carnes suculentas à MOSTRA, tudo estará resolvido para eles. E é assim que funciona a lógica do programa Global. Aliás, justiça seja feita: a produção do mesmo talvez até tenha tentado escapar um pouco desse estereótipo/estigma sórdido e indigesto. Daí a colocar uma participante de 64 anos de idade entre os competidores e teoricamente com um pouco mais de MASSA ENCEFÁLICA do que os demais. Deu no que deu: a tal Harumi foi defenestrada logo no primeiro paredão do ano. O segundo exemplo que dá sustentação ao que estamos dizendo nesse primeiro editorial zapper de 2016 é mais sucinto mas não menos irritante. Mick Jagger, aquele vovô genial que ainda canta à frente da maior banda de rock de todos os tempos, os Rolling Stones (e que começam sua turnê brasileira neste sábado, no Rio De Janeiro), tentou ser bastante simpático em redes sociais com seus fãs latinos. Tuitou em BOM PORTUGUÊS, perguntando pros brasileiros que irão aos shows o que eles gostariam de ouvir o grupo tocar nas apresentações. As respostas se transformaram em um festival de idiotices e cretinices deliberadas, mas que também demonstram que a maioria dos que responderam são totalmente imbecis em relação ao repertório monumental de um conjunto que transformou definitivamente a história da cultura pop mundial no século XX. O blog realmente devo estar ficando velho, chato, ranzinza, achem vocês o que acharem deste jornalista ainda rocker e loker, e que em maio próximo completa 30 anos na profissão. Mas realmente estas linhas virtuais não tem mais nenhum orgulho (se é que tivemos algum dia) de ser brasileiro. Sentimos é VERGONHA, muitas vezes. Vergonha de saber que nascemos em um país que tinha tudo para ser uma das grandes nações do planeta em muitos aspectos (é um país lindíssimo de norte a sul, com indescritível riqueza estética e de recursos naturais, e mais um zilhão de etcs.) mas que se compraz em ser a mixórdia que é. Um país que NUNCA foi sério (como bem definiu, ainda nos anos 60’, o lendário presidente francês Charles De Gaulle) e que JAMAIS o será. Sim, já tivemos CENTENAS de grandes gênios na história de nossa arte e em todos os segmentos dela, nomes que inclusive se projetaram mundialmente pelo seu talento extraordinário (de Augusto Dos Anjos a Manuel Bandeira e Carlos Drummond, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes a Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, e até o hoje total flácido e pobre rock BR rendeu um artista de peso sem igual, como Renato Russo). Mas é uma pena que todos eles acabaram por ter sua obra admirada apenas por uma parcela MENOR da população, que soube compreender essa obra da maneira correta. E é uma pena que nenhum desses gênios conseguiu livrar o grosso de nosso POPULACHO de sua sina BESTIAL. O mesmo populacho que se entope de alegria vazia e fútil no carnaval, e que tem GOZOS carnais ouvindo sertanojo universotário ou assistindo uma MERDA FEDORENTA como é o BBB. Mas enfim é isso. Mais um ano que (finalmente) se inicia, e que como já dissemos lá em cima, não vai ser nada fácil. Pelo menos logo o verão acaba, o reality show Global vai embora, MC Bin Laden desaparece para ser substituído por outro hype midiático/virtual tão imbecil quanto ele e nós seguiremos em frente aqui, como fazemos já há longos treze anos: divulgando e defendendo como possível a cultura pop de qualidade e o rock alternativo idem – pelo menos o ano também já trouxe os novos (e bacanas) discos do Suede e das Savages, e vai trazer também daqui a pouco o Lollapalooza BR 2016, com alguns shows quase imeperdíveis (como o do gênio Noel Gallagher). Só assim este blog teimoso continuará a existir. Por amor ao que é bom na música e também por amor aos seus leitores.

 

 

* Tá tranqüilo, tá favorável: estamos aqui novamente. Semana que vem o blog aparece com reformulação visual bacana, pra ficar ainda mais legal (aliás esse é o principal motivo pela demora na restreeia destas linhas rockers bloggers este ano. A idéia era publicar o primeiro post já em novo visual. Mas os ajustes nesse sentido estão demorando um pouco mais do que o esperado, então resolvemos voltar assim mesmo. De qualquer forma o trampo do novo visual está sendo feito pelo queridão Marcelo S., web master feríssimo e que cuida do design do portal amigo Nada Pop, e a renovação que ele vai fazer no nosso blog promete ficar dukaralho). E no final de maio/início de junho, haverá festa TRIPLA de comemoração: trinta anos de jornalismo musical do autor destas linhas online (nossa primeira matéria paga e publicada em revista de circulação nacional, foi às bancas em maio de 1986), treze anos do blogão zapper e o lançamento do livro “Escadaria para o inferno – memórias de um jornalista junkie”. Vai se preparando, vai!

 

 

* E vai se preparando pros Stones também, ulalá! Neste sábado (ou seja, hoje à noite) a eterna maior banda de rock de todos os tempos bota pra foder no Rio, no Maracanã. Semana que vem é a vez de Sampa. Quem conseguiu ingresso e for, vai enlouquecer. Quem não for vai morrer… de raiva, rsrs.

A abertura da gig dos Stones essa semana em Montevideo (Uruguai), com “Start Me Up”; hoje é a vez do Rio, sendo que mr. Jagger já andou freqüentando festão no balneário carioca, onde “pescou” uma cadelona top e a levou pro hotel, pra traçar a xoxota da futura candidata a nova Luciana Gimenez; a pergunta que não quer calar: será que a PIPA do vovô rocker ainda sobe?

 

* E as “zykas” de 2016 começam a surgir: lá se foi o escritor e intelectual italiano Umberto Eco, que morreu ontem (sexta), aos oitenta e quatro anos de idade. Um dos maiores intelectuais do século XX, sem dúvida alguma. E que há alguns meses, durante uma palestra para estudantes, disparou uma das análises mais perfeitas e cruéis sobre esses tempos de internet: “a internet produziu uma LEGIÃO de IDIOTAS e os elevou à categoria de GÊNIOS. Sim, porque antes das redes sociais e do mundo virtual, o IDIOTA disparava sua idiotice numa mesa de bar, para meia dúzia de pessoas, e a idiotice que saiu de sua boca morria ali. Agora esse mesmo IDIOTA dispara sua idiotice para o mundo inteiro, via internet, e a besteira que ele disse ganha repercussão monstruosa e ares de verdade absoluta”. Rip.

 

 

* Não tá tranqüilo, muito menos favorável: geraldinho alckmerda, o grande BANDIDO, PULHA e COVARDE que desgoverna o Tucanistão paulista, está mais fascista e pilantra do que nunca. Decretou sigilo sobre BO policiais por cinqüenta anos (impedindo que imprensa e população, ou interessados em geral tenham acesso a eles). Não só: seu ex-chefe da Casa Civil é o LÍDER de uma quadrilha que desviava recursos da MERENDA ESCOLAR de boa parte das escolas do interior da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo. E você aí, coxinha reaça, babaca, otário, moralista hipócrita e BURRO ao cubo, achando que os grandes bandidos do país são Lula, Dilma e o petismo. Se liga, manezão!

 

 

* Não tá tranqüilo, muito menos favorável, II: em entrevista BOMBA à FolhaSP a ex-AMANTE de FHC assumiu que o ex-presidente do Brasil a sustentou ILEGALMENTE fora do país por alguns anos, dando inclusive um apartamento de presente a ela. E novamente você aí gritando contra o suposto triplex do Lula, o sítio em Atibaia etc. Mais uma vez: se liga, otário!

 

 

* Voltando à música e já que estamos falando tanto em MC Bin Laden, vejam o vídeo abaixo. E alguém explique ao blog: como uma MERDA dessa magnitude se tornou o novo hit da música brasileira? O que essa DESGRACEIRA tem para já ter tido mais de dezessete milhões de acessos no YouTube? É NISSO que a música brasileira se transformou? (enquanto isso, Tim Maia se revira e cospe ódio em sua tumba…)

 

* Pior que o anarfa Bin Laden (que o ensino fundamental incompleto) fazendo estrondoso sucesso, só mesmo a VACA burra e axezeira do inferno Claudia Leite querendo ARRANCAR autorização do Minc para captar quase R$ 400 mil para financiar a publicação de uma BIOGRAFIA de sua trajetória artística, uia! Bien, segundo as últimas notícias felizmente o Ministro Juca Ferreira teve um lampejo de bom senso e VETOU o pedido da cantora. Menos mal. 

 Uma VACA loira, burra e PÉSSIMA cantora querendo MAMAR na teta pública, pra publicar sua biografia, uia!

 

* O SEXO, A DROGA E O ROCK’N’ROLL NA SÉRIE “VINYL” – Martin Scorsese (um dos maiores gênios da história da cinematografia americana) e Mick Jagger na criação e produção. Scorsese na direção do episódio (duplo) inaugural. Não tinha como dar errado, e não deu: “Vinyl”, um dos seriados mais aguardados dos últimos tempos pela cultura pop mundial estreou domingo passado no canal HBO e deixou fãs de música (em geral) e do rock’n’roll (em particular) em polvorosa. A história todo mundo já está sabendo: as aventuras (ou seriam desventuras?) do executivo doidão Richie Finestra (vivido por Bobby Canavale) para tentar salvar sua gravadora, a American Century, da falência. Com ambiência na América dos anos 70’ e repleto de sexo e drogas, “Vinyl” destrincha como era o submundo das celebridades e do rock naquela época, sempre com o humor ácido e negro de Scorsese pairando sobre o roteiro e o trabalho de direção. “Em 1950  inventaram o jabá de cem dólares para os programadores de rádio”, diz a certa altura Finestra, em narração em off. “Nós da American Century criamos outro patamar: inventamos o jabá de CINCO MIL DÓLARES, mais UMA GRAMA de COCAÍNA BOLIVIANA para os programadores!”. Uia! Fora a trilha sonora que é um ARRASO total. Serão ao todo oito episódios, que irão ao ar até 8 de abril. O segundo rola neste domingo. E se você perdeu o primeiro, ele pode ser visto aqui: http://www.hbomax.tv/vinyl/brasil.

 O elenco de “Vinyl” (acima) e a dupla fantástica Jagger & Scorsese (abaixo), os responsáveis pela criação da série mais legal da cultura pop nos últimos tempos 

 

* IMAGEM SEXY DA SEMANA – ela é um tesão e uma “máquina de foder”, como diria Bukowski. E também muito inteligente e uma devotada fã de ótima literatura e ótima música. E de fato ACALMA este velho jornalista loker/rocker e todo confuso e torto na alma (mas não mais no coração, felizmente e graças a ela) com o seu CORPO. Por isso o casal está louco de amor há seis meses já. E por isso o blog resolveu publicar essa imagem dela, registrada durante um dos últimos encontros entre ele e ela. Daqui destas linhas online Finaski manda um beijo no coração, no corpo e na alma da amada Neide R. Apreciem sem moderação alguma!

 

* Entonces é isso. Primeiro postão inédito de 2016 chegando em pleno sabadão pós reinado de Momo (que já foi tarde), Bora seguir em frente, falando da volta bacanuda do Suede e do novo disco do já decano e cultuado grupo indie nacional Harry.

 

 

JÁ UM VETERANO DO BRITPOP, O SUEDE VOLTA BEM E LANÇA UM DISCO BACANA NESSE AINDA COMEÇO DE 2016

Formado em Londres em 1989, o quinteto britpop Suede, liderado pelo vocalista Brett Anderson (e atualmente também integrado pelos guitarristas Mat Osman e Richard Oakes, pelo baixista e multiinstrumentista Neil Coding e pelo baterista Simon Gilbert), já é um mega veterano da indie guitar scene inglesa. Ainda assim parece estar longe da decadência e “Night Thoughts”, o sétimo disco de estúdio do grupo e lançado em janeiro passado, pode não estar no patamar de um “Head Music” (o quarto cd da banda, lançado em 1999 e quando ela estava no auge de sua trajetória artística, mercadológica e de popularidade junto aos fãs). Mas mostra claramente que o conjunto continua inspirado para compor bons rocks de eflúvios garage/glam/art/glitter, o que sempre foi a marca registrada de sua sonoridade. E é uma pena que, por enquanto, não haja previsão de lançamento de uma edição nacional do álbum, que no entanto pode ser facilmente escutado na web.

 

Tendo um vocalista andrógino e de feições apolíneas e um guitarrista extraordinário em sua primeira formação, o Suede logo chamou a atenção da rock press inglesa e do público, muito por resgatar também o glam rock setentista de David Bowie, Roxy Mysic e Marc Bolan. No entanto os dois primeiros álbuns da banda (“Suede”, de 1993, e “Dog Man Star”, lançado no ano seguinte), apesar da boa recepção de crítica e público, nem eram tão primorosos assim, sendo que os primeiros singles do quinteto (“So Young”, “Animal Nitrate” e “Metal Mickey”, todos incluídos no disco de estréia) denotavam que o potencial artístico dele era bem maior do que afinal acabou sendo mostrado nesses dois lps. Foi preciso chegar a “Coming Up” (editado em 1996) para que o Suede mostrasse realmente do que era capaz. A essa altura o grupo já estava dominando o rock na velha Ilha, ainda mais com Oasis e Blur brigando entre si para ver quem era o dono do trono britpop. No vácuo dessa briga a turma de Brett Anderson lançou a obra-prima “Head Music” (em 1999) e tudo apontava para que o Suede se tornasse de fato o nome gigante do rock britânico naquele momento.

 

Só que não. Veio na sequencia o mediano “A New Morning” (que chegou às lojas em 2002) e o conjunto já não era mais o mesmo. Nem o rock inglês era mais o mesmo, em um momento em que o mundo via a explosão dos Strokes do outro lado do Atlântico. Foi assim que mesmo sem jamais cessar suas atividades, o Suede começou a experimentar uma precoce decadência musical e de popularidade. Isso acabou levando o conjunto a ficar nada menos do que mais de uma década sem gravar material inédito. Um hiato longuíssimo (ainda mais no voraz e sempre sedento por novidades mondo pop) e que só foi quebrado em 2013 com o lançamento de “Bloodsports”. Um bom disco e que mostrava bom fôlego musical para um grupo que havia passado mais de uma década longe dos estúdios. Mas ainda assim sem talvez o punch necessário para devolver o Suede aos seus dias de glória.

O veterano britpop Suede: mesmo com quase três décadas de existência, ainda mantendo a forma no novo disco

 

Algo que pode ser alcançado agora com “Night Toughts”. É um trabalho que exibe Brett em ótima forma vocal e com melodias bem construídas pela dupla de guitarristas, além de ser empolgante e intenso em diversos momentos. Yep, há um quê de profunda melancolia em algumas faixas, notadamente nas menos rockers (como em “Pale Snow”, estranhamente escolhida para ser o primeiro single de trabalho do disco, ou ainda em “Tightrope” e “Learning To Be”). No entanto há um bom equilíbrio entre estes momentos mais, hã, “sombrios”, e faixas mais rockers e que remetem ao glam característico do início da trajetória do grupo. É nessas faixas que o Suede volta a empolgar o ouvinte, especialmente em “Outsiders”, “No Tomorrow” e “Like Kids”.

 

Não há mais nada a fazer no rock’n’roll atual. Ele está realmente mal das pernas, os clássicos imortais já foram gravados e a indigência criativa que atingiu a música pop nesses tempos fúteis e descartáveis do consumismo rápido e inútil da web, parece que nunca mais irá cessar. Então é louvável que uma banda já quase trintona como o Suede ainda se preocupe em gravar um disco bacana como é “Night Toughts”. Em uma semana (aqui no Brasil) onde só se fala nos e se escuta (com justiça) os Rolling Stones, o novo álbum do já veterano grupo brit é uma agradável e bem-vinda surpresa para quem se dispuser a ouvi-lo.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO SUEDE

 

1.”When You Are Young”

3.”No Tomorrow”

4.”Pale Snow”

5.”I Don’t Know How to Reach You”

6.”What I’m Trying to Tell You”

7.”Tightrope”

8.”Learning to Be”

9.”Like Kids”

10.”I Can’t Give Her What She Wants”

11.”When You Were Young”

12.”The Fur and the Feathers”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

 

No vídeo do single “Like Kids” (do novo disco) e num dos momentos do show que o grupo fez em São Paulo em 2012, no festival Planeta Terra.

 

 

HARRY, UMA LENDA DO INDIE ROCK ELETRÔNICO QUE NÃO VENDEU SUA ALMA

Você, jovem e dileto leitor zapper, talvez nunca tenha ouvido falar da banda santista Harry. Mas ela existe há mais de trinta anos e segue na ativa, sob o comando do guitarrista, vocalista e fundador Johnny Hansen, cinqüenta e dois anos, e também dileto amigo destas linhas rockers bloggers há quase três décadas. Em um momento em que o rock brasileiro está praticamente extinto e o que resta dele se resume a uma cena independente onde sobra ignorância musical e textual e falta qualidade, o fato de o Harry continuar vivo e gravando é um milagre ultra bem-vindo. E também significa que a banda em momento algum de sua trajetória, vendeu sua alma aos tubarões da indústria da música.

 

Em meados do ano passado o grupo (atualmente formado por Hansen e também por Marcelo nas guitarras, Lee no baixo, Richard nos teclados e Cesar na bateria) regravou sua pequena obra-prima, “Fairy Tales” (lançado originalmente em 1988) com roupagem totalmente diferente da versão original: se no primeiro o Harry concebeu um violento compêndio de electropops que sinalizavam uma música que estava muito à frente daquele tempo (e o álbum era e é tão bom que mereceu até matéria de capa no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, em texto assinado pelo autor deste blog), no cd de 2015 todas as faixas originais (acrescidas de várias canções inéditas e nunca antes registradas pelo conjunto em estúdio) foram convertidas para o formato elétrico e rocker, com guitarras, baixo e bateria. Ficou tão bom quanto o original e por isso mesmo que o blogão zapper foi conversar um pouco com o queridão Hansen, sobre os motivos que levaram o Harry a regravar o discão.

 

Os principais trechos da entrevista, realizada semana passada via bate-papo do Facebook, você confere aí embaixo:

 

Zap’n’roll – O Harry existe há mais de trinta anos e chegou a ser uma lenda do indie electronic rock nos anos 80’, cantando em inglês e fazendo um som muito à frente do seu tempo. Pra quem não conhece a banda, você poderia resumidamente contar a trajetória dela?

 

Johnny Hansen – O Harry and the Addicts foi formado no final de 85 (por mim, Richard K. Johnsson no baixo e teclados e Cesar Di Giacomo na bateria), e não era uma banda electronica, fazíamos o som que estamos fazendo agora. No entanto, eu já estava interessado no então chamado techno pop (hoje chamado de synth pop), mas ninguém tinha synths na época por aqui. Quando gravamos (pelo selo da loja Wop Bop) nosso primeiro EP (a essa altura tínhamos uma cantora, a Denise Tesluki), chamamos o Roberto Verta, que conhecíamos como dj de uma casa noturna, mas que tinha um Korg Poly 800, para produzir o disco, e ele acabou fazendo participações com seu teclado, então gravamos Blood and Shame, nossa primeira faixa electronica nele. Denise acabou saindo, eu assumi os vocais, e o Verta assumiu seu posto de tecladista. Com dois tecladistas e o Cesar usando uma bateria eletrônica, o som acabou tendendo para essa área. Lançamos 2 LPs: Fairy Tales (1988) e Vessel´s Town (1991), esse último já sem o Cesar, só com a bateria programada mesmo. Em 1995, lançamos Chemical Archives, nosso primeiro cd, uma coletânea com 4 músicas inéditas. Em 1996, entramos em hibernação, pois cada um estava morando em um canto do país. Em 2005, foi lançada a caixa Taxidermy, contendo os 3 discos em cd, com 27 faixas extras distribuídas entre eles, além de um livreto com biografia e análise faixa a faixa. Novo intervalo, Johnsson e Verta se retiram por falta de tempo. Eu ensaiava esporadicamente com o Cesar, o baixista Lee Luthier e o guitarrista Marcelo Marreco (que tocou baixo em alguns shows nossos em 1987), e a coisa foi tomando forma, só que mais orgânico. Em 2009, formei o H.A.R.R.Y. and The Addict com o tecladista Ricardo Santos (In Auroram, Downward Path, duas das bandas synthpop mais legais da atual cena paulistana, e que você conhecer melhor nesses links: https://www.facebook.com/In-Auroram-869343689793236/timeline e https://www.facebook.com/thedownwardpath/?fref=ts), mantendo aceso a veia synthpop/darkwave. Em 2015, o Harry (eu, Cesar, Lee e Marreco) gravamos o cd Electric Fairy Tales, e convidamos o Johnsson para fazer uma participação em duas ou três faixas, mas ele se animou e gravou em todas, voltando a ser um membro fixo da banda. Já gravamos 8 faixas para o nosso próximo cd, e devemos completar as gravações restantes ainda este semestre.

 A capa da nova versão de “Fairy Tales”, do Harry (acima) e a matéria na capa do Caderno 2, do Estadão, em 1988, em texto assinado por Zap’n’roll (abaixo): uma banda que não vendeu sua alma

 

Zap –  Fale sobre o material extra que há na nova versão de “Fairy Tales” e que ainda não havia sido registrada em estúdio.

 

Hansen – O cd Electric Fairy Tales tem 7 das 10 faixas do Fairy Tales original regravadas, e mais 9 inéditas. As regravações com certeza não aconteceram por falta de material inédito. Eu acho que a musica em si pode ser feita em várias linguagens, e várias musicas que vinhamos tocando com a nova formação pareciam soar melhor do que o arranjo original (lembrando também que éramos bem pouco experientes em estúdio naquela época). E o mercado hoje, para o bem ou para o mal, tende para o saudosismo, relançamentos tem chamado mais a atenção do que obras inéditas. Só esquecemos que teríamos que pagar a grande imprensa para ter reviews, não existe almoço grátis, algo que a maioria dos jornalistas deve ter aprendido com a mãe deles nas esquinas, rsrsrs. De qualquer modo, os reviews mais apologéticos dessas bandas de merda que o jornalismo esquerdista não conseguem fazer o hype durar mais do que um ano ou dois se tanto e as bandas são esquecidas rapidamente. Os próprios jornalistas tb vão para o saco rapidinho. Pergunte a qualquer um o nome de um jornalista musical relevante, e só ouvirá nomes que já escrevem há 30 anos.

 

Zap – Você está com mais de cinqüenta anos de idade e ainda em plena forma e atividade musical. Até quando pretende seguir com o Harry? Há outros projetos musicais em vista? A banda pretende fazer shows desse disco em 2016?

 

Hansen – Como eu disse, estamos aprontando o novo cd, e ainda temos material para vários outros. Mantenho tb o H.A.R.R.Y. and The Addict, que não tem cd físico lançado, mas várias faixas podem ser baixadas na net. E sim, gostaria de fazer quantos shows fosse possível, mas um dos métodos básicos do comunismo é erradicar a arte em favor de algo bem tosco. Não a toa, o SESC, um dos últimos locais com uma estrutura decente para se tocar, tem preterido bandas em favor de performances com uns barbados um cheirando o cu do outro. Para um comunista de merda, isso pode ser arte, para mim não é. E temos a dificuldade de não ter empresário. Mas queríamos alguém que acreditasse no som da banda. O Rod Smallwood, empresário do Iron Maiden, chegou a vender a casa dele para investir na banda. Hoje não existem empresários existem cafetões. Isso é apenas uma das coisas que deu errado. Nos anos 70, com ditadura, militares, censura e o caralho, tínhamos os Secos e Molhados, o Terço e o Casa das Maquinas. Hoje, com isso que o PT chama de democracia temos o luan santana, o cara do tchu (sei lá o nome e não quero saber) e a claudia leitte. Não me parece que as coisas tenham melhorado, rsrsrs.

 

* Para saber mais sobre o Harry, vai aqui: https://www.facebook.com/harrybandbrazil/info/?tab=page_info.

 

**********

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Suede, claro.

 

* Disco, II: o quarteto pós-punk inglês Savages, formado apenas por garotas, levou quase três anos para lançar seu segundo álbum, mas a espera valeu a pena e as meninas (a vocalista Jehnny, a guitarrista Gemma, a baixista Ayse e a baterista Fay) demonstram a mesma qualidade artística e a mesma potência musical obtidas em sua ótima estréia com “Silence Yourself”, editado em maio de 2013. Vai daí que este “Adore Life” começa impactante com “Answer” e assim prossegue pelas nove faixas seguintes, sendo que “Evil” com sua melodia dançante e dark (perfeita para pistas escuras de clubs rocks under), seu baixo estupendo e as guitarras oitentistas, remete o ouvinte diretamente à Londres de 1983, quando Siouxsie e seus Banshees dominavam o gothic rock mundial. Sem contar que a vocalista Jehnny dispara inflexões com dramaticidade e intensidade na medida exata, além de soar exatamente IGUAL à diva Siouxsie – e isso é um baita elogio. Discão e entra desde já entre os melhores lançamentos de 2016, sendo que você conferi-lo na íntegra aqui: https://play.spotify.com/album/6c3UkztmOmW2GtunSNN3NZ.

O novo álbum das Savages: já na lista dos melhores de 2016

 

* Stoner rock brazuca de respeito: formado em Belém do Pará há mais de uma década, o grupo Vinyl Laranja (liderado pelo vocalista e guitarrista Andro “Baudelaire” Pinheiro) é ainda pouco conhecido fora do circuito rocker do Norte brasileiro, mas produz um dos trabalhos mais consistentes da atual indie scene nacional. A praia da banda é o stoner rock pesadão e chapadão (de nomes como Kyuss ou Queens Of The Stone Age), as letras são escritas em bom inglês e as melodias são tramadas com guitarras poderosas, como pode ser ouvido em “Unchangeable Past Fleeting Future”, que foi gravado ano passado em Austin, nos Estados Unidos, onde o conjunto residiu por alguns meses – agora eles estão retornando ao Brasil, onde pretendem fazer shows para mostrar no palco as músicas do novo trabalho. Interessou e quer saber mais sobre o VL? Vai aqui: https://www.facebook.com/Vinyllaranja/timeline. Sendo que o álbum pode ser ouvido na íntegra aí embaixo.

* Documentário rocker bacanão: já está na web a campanha de financiamento coletivo que visa arrecadar dindin para o lançamento do documentário “Guitar Days”. Produzido e dirigido pelo agitador cultural Caio Augusto Braga, o doc resgata a história de toda a cena indie guitar brasileira dos anos 90’ e que teve bandas sensacionais como Pin Ups, Brincando de Deus, Low Dream, Second Come, Pelvs, Thee Butcher’s Orchestra  e muitas outras que produziram uma obra rocker que merecia esse resgate histórico. Afinal todas elas cantavam em inglês e tinham uma consistência sonora que inexiste atualmente na cena alternativa brazuca. O documentário reúne dezenas de depoimentos de músicos e jornalistas (entre estes, o autor destas linhas zappers) que vivenciaram aquela época, está finalizado e agora só precisa desse apoio da galere (em forma de contribuição financeira) pra que ele possa enfim ser lançado. Interessou em colaborar? Vai aqui: https://www.catarse.me/guitardays. Sendo que o teaser do documentário você pode conferir aí embaixo.

 

* Expo Tim Burton: ainda não foi conferir a exposição dedicada a obra de um dos melhores e mais originais cineastas que surgiram na cinematografia americana nas últimas três décadas? Então corre até o Mis (Museu da Imagem e do Som), em Sampa, que a expo “O mundo de Tim Burton” permanece em cartaz por lá até o dia 15 de maio. Lembrando que nas terças-feiras a visitação é gratuita e todas as infos sobre o evento estão aqui: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1995.

O gênio do cinema Tim Burton (acima) e a exposição dedicada à sua obra (abaixo): em cartaz no Mis/SP até maio

 

* Baladas pro finde que se aproxima, ulalá! Yep, o primeiro postão inédito de 2016 do blogão campeão em cultura pop está finalmente sendo concluído já na quinta-feira, 3 de março. Então vamos ver o que rola desde já em termos de agitos no circuito noturno alternativo de Sampalândia, néan. Começando já na noitona de quinta quando vai rolar show do bacanudo grupo Hertz & Ruídos no Gillans Rock Bar (que fica na rua Marquês de Itú, 284, metrô República, centrão de Sampa), a partir das onze da noite. Depois ainda dá pra esticar a balada na sempre fervida festa “Loucuras”, comandada pelo super DJ André Pomba no melhor inferninho gls do Brasil, o club A loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo).///O mesmo Hertz & Ruídos volta aos palcos também na sexta-feira (dia 4) mas no Café Aurora (que fica na rua 13 de maio, 112, Bixiga, centro de Sampa). Já no Inferno Club (no 501 da rua Augusta) vai rolar mais uma edição da “Neon Party Baby”.///Sabadão? Não tem pra ninguém: a noite é do open bar da Outs (no 486 da Augusta), o MELHOR open bar rocker de São Paulo atualmente e ponto final. Tá bão, né? Então se APRUMA e se joga, porra!

 O grupo Hertz & Ruídos: shows na capital paulista nesse final de semana

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Ufa! Primeiro postão total inédito do blogão em 2016 finalmente chegou ao fim, mas apenas por enquanto. Semana que vem estamos na área novamente e se tudo der certo, já com o novo visual completamente instalado por aqui. A reformulação vai ficar legalzona, podem aguardar. Até lá deixamos beijos de língua nas leitoras e abraços quebra-ossos nos leitores. Inté!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/3/2016 às 00h.)

Silêncio ENSURDECEDOR no rock’n’roll mundial: Ziggy Stardust nos deixa órfãos, embarca em uma nave espacial e vai embora para o seu mundo; e o blog zapper interrompe suas habituais férias rápidas de início de ano para chorar com o coração aos pedaços a perda daquele que foi o MAIOR ÍDOLO individual do jornalista rocker Finaski

O mondo pop/rock em choque: a segunda semana do novo (e, pelo jeito, tão sinistro quanto o de 2015) ano começou com a humanidade perdendo o gênio David Bowie, um dos maiores nomes da música mundial em todos os tempos e ídolo individual maior de Zap’n’roll; abaixo, o blog durante a visita à exposição sobre a vida e obra do cantor no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, no início de 2014. E assim todos os nossos HERÓIS estão indo embora…

 

“…nunca fiz coisas boas

Nunca fiz coisas ruins

Quero um machado para quebrar o gelo

Quero descer agora mesmo…”

 

(“Ashes To Ashes”/David Bowie, 1980)

 

Sem palavras aqui.

 

Apenas com lágrimas nos olhos o dia todo na segunda-feira cinzenta e chuvosa de ontem em Sampa (sendo que este post está entrando no ar na madrugada solitária, silenciosa e mega chuvosa já da terça-feira). E totalmente NEGRA para a música pop e para o rock’n’roll mundial. Zap’n’roll acordou insone, por volta das oito da manhã. Foi quando resolveu conferir nas redes sociais se havia alguma novidade digna de nota.

 

Havia. E era a PIOR novidade possível. Àquela altura o mundo já estava sendo sacudido pela notícia da morte de David Bowie, ocorrida no domingo à noite. Discretíssimo como sempre foi em sua vida pessoal nas últimas décadas, Bowie escondeu da humanidade que lutava contra um câncer (a doença maldita do final dos tempos da raça humana) há cerca de um ano e meio. O gênio que legou para a história da música algumas de suas páginas mais brilhantes, perdeu a batalha. Sucumbiu ao tumor. Assim Ziggy Stardust cumpriu sua missão: nos deixou órfãos a todos, embarcou na sua nave espacial e voltou para seu planeta distante – que não era mesmo essa velha Terra podre e carcomida pelo homem.

 

Este blog, em seus treze anos de existência (que se completam em 2016), fez muitas postagens sobre David Bowie. Nem é necessário escrever um obituário laudatório para lamentar essa perda gigante e irreparável de um artista que entrou na vida do autor destas linhas online quando ele ainda era um adolescente sonhando em ser jornalista um dia. Se tornou jornalista musical e seguiu apaixonado por Bowie, sua obra, sua música. Assistiu o cantor ao vivo por duas ocasiões (em 1990 no estádio do Palmeiras, em São Paulo, durante a turnê “Sound&Vision”; e depois em 1997, também em São Paulo, no complexo esportivo do Ibirapuera). Ambos os concertos foram magníficos e inesquecíveis. E ficaram impressos para sempre na memória deste repórter.Bowie completou sessenta e nove anos de idade há três dias, quando lançou seu último álbum de estúdio, “Black Star”. Hoje ele não está mais entre nós. Mas sua obra GIGANTESCA e INSUPERÁVEL (foda-se o lacaio ignorante Elvis Presley; quem precisava dele quanto podíamos ouvir as obras-primas compostas pelo Camaleão?) permanecerá para sempre.

O homem que caiu na Terra: Ziggy Stardust procurou vida em Marte mas se tornou rock star aqui; agora, Major Tom partiu para a sua grande e definitiva viagem

 

E para relembrar essa obra e tudo o que o autor deste blog viu, ouviu e viveu ao som de David Bowie, reproduzimos abaixo textos publicados aqui mesmo, em 28 de janeiro de 2013 (portanto, há três anos), quando Bowie havia lançado seu então novo disco inédito, “The Next Day”, interrompendo um exílio de uma década dos estúdios de gravação. Nesses textos estão a síntese do que foi a vida loka e rocker do jornalista loker, ao som de David Robert Jones.

 

Até um dia, Major Tom, o ADORÁVEL e GENIAL junkie que todos nós sabíamos que você era. Sentiremos dolorosamente sua ausência. Mas iremos sim, um dia, ao seu encontro em uma outra estação.

 

(post extra escrito ao som de, entre outras, “Ashes To Ashes”, “Life On Mars?”, “Sound & Vision”, “Oh You, Pretty Things” e “Starman”)

 

 

BOWIE – AOS 66 A VOLTA TRIUNFAL, PARA DEVOLVER AO MUNDO O SENTIDO QUE O ROCK’N’ROLL PERDEU

 

(texto publicado originalmente em 28 de janeiro de 2013, e com algumas alterações e adequações para esta repostagem)

 

O título deste tópico principal do post zapper desta semana não carrega nenhum exagero. Todo mundo que ama música e rock’n’roll (seja você um ainda adolescente e jovem leitor destas linhas online, ou já um tiozão calejado nas estradas e histórias do rock’n’roll) conhece o inglês David Bowie (que nasceu, na verdade, David Robert Jones) e sabe de sua trajetória incrível e de sua importância MONSTRO na história do rock e da música pop em geral, nas últimas quatro décadas. Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, Bowie lançou vinte e cinco álbuns de estúdio – o primeiro, homônimo, saiu em 1967.

 

Destes pelo menos uns dez são absolutamente essenciais na história do rock’n’roll (e aqui, neste post, o blog analisa não talvez os cinco melhores mas, subjetivamente, os cinco que o autor deste espaço online mais ama). E como se não bastasse produzir discos clássicos e que legaram genialidade musical em grau máximo para o rock, o “Camaleão” (apelido ganho ainda nos anos 70’ pela capacidade que o músico, compositor e cantor tinha em assumir personalidades diversas ao antecipar uma nova tendência sonora na cultura pop, como o glam rock por exemplo) ainda nos deu muito mais: canções sublimes, personagens inesquecíveis (o alienígena Ziggy Stardust, o Duque Magro & Branco), atuações grandiosas no cinema (em filmes como “O homem que caiu na Terra”, “Furyo – em nome da honra” ou “Fome de Viver”), duetos históricos (com Mick Jagger, por exemplo) etc, etc, etc. David Jones é gênio, ponto.

 

Ele estava ausente da música havia uma década, quando lançou o álbum “Reality” em 2003. Na turnê de divulgação do disco Bowie sofreu um princípio de infarto após um dos shows. Foi internado às pressas, fez uma angioplastia de emergência e decidiu se “aposentar” do show bis, indo morar em Nova York com sua filha e a esposa, a modelo africana Iman. E de lá pra cá muito se especulou sobre um possível retorno seu à música e aos palcos. Mas o próprio cantor, bastante recluso, volta e meia emitia comunicados de que não voltaria a mexer com música. O mondo pop deu então, a contragosto, por encerrada a trajetória profissional do inglês dos olhos de cores diferentes (o esquerdo mais claro que o direito, uma diferença provocada, segundo a lenda, por um soco que ele teria levado em uma briga na adolescência).

 

Até que em 8 de janeiro de 2013 o mundo foi sacudido pela bomba: ao comemorar seu aniversário de sessenta e seis anos, Bowie anunciou que estava pra lançar um novo disco. E ainda mostrou para o mundo o primeiro single deste trabalho, a belíssima e triste balada “Where Are We Now”. De letra memorialista, a canção evoca a época em que o cantor morou em Berlim (na segunda metade dos anos 70’) quando gravou por lá três álbuns, entre eles a obra-prima “Heroes” (de 1977). O álbum completo, batizado “The Next Day”, foi lançado oficialmente em 8 de março daquele ano. O mundo aguardou mega ansioso pelo disco (que foi gravado em segredo por David Bowie nos últimos dois anos, com produção do inseparável amigo de décadas, Tony Visconti), e ele foi com certeza um dos grandes lançamentos de 2013.

 

E agora que Ziggy Stardust não está mais entre nós Zap’n’roll não poderia se furtar de, também ela, comentar sobre o desparecimento da lenda David Bowie. Isso pelo amor que o blog sempre devotou à sua música, pela sua obra insuperável, pelo rocker absolutamente louco e extraordinário que ele foi: um performer que rompeu com tabus sexuais (jovem e lindo, enlouqueceu homens e mulheres, bichaças e lésbicas na sua vida. Foi pra cama com Mick Jagger, traçou e foi traçado por gente como Iggy Pop e Lou Reed) e de drogas (ele afundou em cocaine e em outras drugs ao longo dos anos 70’). E que deixou sua marca impressa para sempre na história da cultura pop.

 

O próprio blogger outrora mega loki viveu uma vida de excessos ao som das músicas de David Jones. Foram momentos malucos e ultra junkies, alguns quase inacreditáveis, tendo como trilha sonora as canções de Bowie. Mas isso será bem contado logo mais aí embaixo, em um extenso diário sentimental. Antes dele estas linhas online fazem uma rápida análise dos cinco álbuns de David Bowie preferidos pelo blog. São cinco discos seminais e que entram fácil em qualquer lista dos melhores momentos de toda a história do rock’n’roll. Instantes de brilhantismo puro e que agora estão inscritos para sempre na eternidade do rock’n’roll. Foi-se o gênio GIGANTE. Mas sua obra permanecerá eternamente.

 

 

BOWIE – CINCO ÁLBUNS CLÁSSICOS E IMBATÍVEIS

* “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars” (1972) – a obra-prima máxima e definitiva. Bowie já havia lançado quatro discos desde 1967 e atingiu seu ápice artístico e musical com este discaço lançado em 1972. Antecipando o que seria o glam e o art rock, o trabalho era recheado e costurado por pianos e arranjos de cordas mas sem abrir mãos das guitarras ásperas. Espécie de fábula com as faixas girando em torno de um único tema (mas sem o ranço e o bolor conceitual do rock progressivo), o álbum narra a história do alienígena Ziggy, que vem de Marte para salvar a Terra cinco anos antes da destruição do nosso planeta, e aqui acaba se tornando um rock star. Músicas sublimes e inesquecíveis aos montes: “Five Years”, “Moonage Daydream”, “Starman” (que o grupo gaúcho Nenhum de Nós fez o favor de “assassinar” nos anos 90’, com a horrenda versão chamada “Astronauta de mármore”), “Suffragette City”, “Rock’n’roll Suicide” e, claro, o hino eterno “Ziggy Stardust”.

 

* “Station To Station” (1976) – Bowie inventa um novo personagem (o Duque Magro & Branco), para dar voz ao momento pelo qual ele estava passando: morando nos Estados Unidos o cantor saía muito à noite e enfiou o pé na lama em consumo grotesco de drogas variadas, especialmente cocaína. Isso rendeu um disco denso, pesado (no sentido das letras e do conteúdo emocional), onde a faixa-título (que abre o álbum com dez minutos de duração) narra a descida aos infernos da existência junkie. Não por acaso Bowie se tornou ídolo da alemã Christianne F. (na época, com catorze anos de idade) e sua turma viciada em heroína. E várias faixas deste disco pontuam a trilha sonora do filme que narra a saga de Chris pelas ruas e banheiros imundos de Berlim, entre picadas e picadas de agulhas nos braços…

 

* “Heroes” (1977) – Bowie se cansa da vida de excessos nos EUA e se muda pra Berlim, pra tentar acalmar seus demônios internos. Lá grava a célebre “trilogia” berlinense, sendo que o segundo disco dela é “Heroes”. Produzido pelo gênio Brian Eno o trabalho mergulha em ambiências eletrônicas soturnas (espécie de antecipação do que seria o movimento dark/pós-punk, que varreria as ruas de Londres no começo dos anos 80’) e lega para a posteridade a faixa-título, uma obra prima que incrivelmente se tornou um mega hit, sendo inclusive regravada décadas depois pelo grupo Wallflowers (do vocalista Jakob, filho de Bob Dylan).

 

* “Scary Monsters (and Super Creeps)” (1980) – durante muitos anos foi esse o disco de Bowie que Zap’n’roll colocava em sua lista pessoal dos dez maiores álbuns de rock de todos os tempos. Pesado, com letras cínicas, críticas e altamente corrosivas sobre o a superficialidade do mundo da moda (algo muito claro na música “Fashion”), o disco traz canções clássicas e belíssimas, entre elas “Ashes To Ashes”, um dos maiores hinos compostos pelo cantor: é a faixa que fecha a trilogia de músicas falando do Major Tom (e que começou em 1969, com “Space Oddity”), um astronauta viciado em drogas e que vaga a esmo pelo espaço sideral, um evidente alterego do próprio David Bowie. Discaço!

 

* “Let’s Dance” (1983) – o Camaleão entrou na década de oitenta mais uma vez se reinventando musicalmente. Com produção do músico Nile Rodgers (guitarrista do grupo funk americano Chic) Bowie caiu na dança e gravou um disco que é puro groove, soul e repleto de faixas altamente anfetamínicas. Sem nunca deixar a qualidade musical cair o álbum enfeixou mega hits nas rádios do mundo todo (inclusive no Brasil): “Modern Love”, “China Girl” e a própria canção-título, um funk racha-assoalho espetacular. Não por acaso foi o trabalho do cantor que mais vendeu até hoje: apenas no ano do seu lançamento, “Let’s Dance” superou a marca de três milhões de discos vendidos pelo mundo afora.

 

 

DAVID BOWIE AÍ EMBAIXO

Em uma série de vídeos de canções clássicas de sua trajetória, além de “Lazarus”, espécie de “despedida” do cantor deste mundo, e que está em seu novo disco, “Black Star”, que foi lançado no último dia 8 de janeiro, quando Bowie completou sessenta e nove anos de idade.

 

 

 

 

“LAZARUS” – TRADUÇÃO

(do álbum “Black Star”, lançado por Bowie no último dia 8 de janeiro)

 

Olha aqui, eu estou no céu

Eu tenho cicatrizes que não podem ser vistos

Eu tenho drama, não pode ser roubado

Todo mundo me conhece agora

 

Olha aqui, cara, eu estou em perigo

Nada tenho a perder

Estou tão alto que faz o meu giro cérebro

Deixei cair meu celular abaixo

Não é que, assim como eu?

 

No momento em que cheguei a Nova Iorque

Eu estava vivendo como um rei

Então eu usei todo o meu dinheiro

Eu estava olhando para sua bunda

Esta maneira ou nenhuma maneira

Você sabe, eu serei livre

Só assim bluebird

Agora, não é igual a mim?

Oh eu estarei livre

Só assim bluebird

Oh eu estarei livre

Não é que, assim como eu?

 

PRIMEIRO E GIGANTE DIÁRIO SENTIMENTAL DE 2016 – AO SOM DE DAVID BOWIE, NOITES E NOITES MERGULHADAS EM COCAINE E EM FODAS COM BOCETAS ALUCINADAS

O zapper outrora sempre loki e alucinado quase em tempo integral, passou uma vivência infernal ao som de David Bowie. Mergulhou na lama até o pescoço, em noitadas e aventuras movidas a sexo calhorda e selvagem, e também a consumo de um oceano de álcool e cocaine, enquanto as canções do Camaleão martelavam incessantemente seu cérebro em vesânia plena e assustadora. Foram zilhões de momentos e acontecimentos absurdos e algo inacreditáveis, às vezes. E tudo começou quando, afinal?

 

O blog se lembra de que conhecia a obra de Bowie desde a sua adolescência, quando o sujeito aqui tinha seus quinze/dezesseis anos de idade. E o interesse pela obra do cantor aumentou mesmo quando, lá por 1982, ele passava férias em Minas Gerais, na casa que a saudosa mama Janet tinha por lá. O zapper então quase pós-adolescente vivia bebendo horrores e saindo com uma turma de amigos por lá. Um desses amigos, filho de um dono de uma loja de móveis na cidade, tinha em sua coleção um disco estranho de David Bowie, chamado “Station To Station”, edição nacional original em vinil. O zapper sempre pegava o dito cujo pra ouvir, até que um dia fez a oferta pro seu amigo: “me vende?”. O moleque: “sem problema, nem curto muito”. E assim “Station To Station” se tornou o primeiro disco de David Jones a ir parar nas mãos do futuro jornalista, que ainda sequer cheirava cocaine.

 

Em 1982 mesmo foi lançado no Brasil o filme “Eu, Christianne F., 13 anos, drogada e prostitiuída”, a versão cinematográfica do livro homônimo e que contava a saga da jovem alemã de apenas catorze anos que se tornara viciada em heroína e que vagava pelas ruas, estações de metrô e banheiros imundos de Berlim, se picando vorazmente no braço com a droga. Chris era apaixonada por Bowie. E o filme tinha em sua trilha sonora somente canções do cantor inglês. O então futuro aspirante a junkie total aqui (em uma época em que ele morava com mama Janet já na rua Frei Caneca, e só fumava seus baseados) foi assistir uma sessão (a primeira de várias que viriam na sequência) do filme no extinto cine Majestic, na rua Augusta (onde hoje funciona o Espaço Itaú de Cinema). Saiu de lá com a cabeça em pandemônio, apaixonado por Chris F., por David Bowie e sonhando em assistir a um show do Camaleão ao lado da alemãzinha, enquanto se chapava de heroin. Isso, em 1982! Um ano depois Bowie lançaria seu maior sucesso comercial até hoje, o álbum “Let’s Dance”, e aí a paixão de Zap’n’roll pelo cantor se tornou obsessão. Avança alguns anos. Em 1989 o sujeito aqui já é jornalista, já tem uma coleção monstro de vinis em sua casa (entre estes, mais de uma dezena de discos de Bowie) e já experimenta os prazeres deletérios de mergulhar suas narinas em devastações selvagens de cocaine, e seu pinto em bocetas sórdidas e ordinárias. Os mini tópicos a seguir radiografam o que rolou ao som de Bowie na vida do sujeito aqui, enquanto ele se entorpecia de pó e esporrava em xoxotas, cus e bocas de mulheres cadeludas ao cubo.

 

* Se sentindo o próprio Major Tom – não há exagero na frase. Major Tom, todos os fãs de Bowie sabem, é o alterego do cantor, criado por ele para compor as canções “Space Oddity” e “Ashes To Ashes” (“todos nós sabemos que o Major Tom é um junkie/Então mamãe sempre disse: ‘fique longe do major Tom’”), sendo que a segunda é uma das mais belas músicas já compostas por Bowie. Enfim, Zap’n’roll tinha uma mania obsessiva em sua vida, lá por 1989/90, quando já era repórter da editoria de Cultura da revista semanal IstoÉ: ele adorava por o vinil de “Scary Monsters” (o disco que contém “Ashes To Ashes”) pra rodar em seu system Gradiente, enquanto esticava taturanas de cocaína no tampo de acrílico do aparelho de som, e as aspirava. Foi assim que, num belo dia, um amigo da época (o Valtinho, que também era amigo da Luciana, uma pretinha xoxotuda, de peitos suculentos, cara de intelectual e loka, que o sujeito aqui estava traçando) chegou pro autor deste diário confessional calhorda e deu o toque: “meu vizinho, que trampa num sindicato aê, tá vendendo uns sacolés pra levantar uma grana extra. Ele não é bandido e nada, mas descolou a fonte e tá fazendo isso pra levantar uma grana. O pó é fodão, vem cinco gramas e o preço é bacana”. O zapper se interessou pela oferta. “Combina com ele que quero um desses, passo na sua casa dia tal, te dou a grana e você pega com ele e aí damos uns tecos no teu apê mesmo”. E assim foi feito. Na noite combinada lá se foi o sujeito aqui pro Largo do Arouche (no centrão de Sampa e que naquela época era bem tranqüilo pois o centro da cidade ainda não estava dominado e devastado pelo horrendo crack), onde Valtinho morava em um prédio antigo e de apês grandes e aconchegantes. Ao chegar lá, deu a grana pro seu amigo e esperou ele voltar com a encomenda. O autor destas linhas virtuais estava acompanhado de uma amiga rocker da época a… (o HD agora falhou e realmente o blog não lembra o nome da garota). E quando Valtinho voltou com o sacolé, todos foram pra cozinha do apê onde o jornalista já bem junkie despejou todo o conteúdo dentro de um prato e começou a “trabalhar” o mesmo com um cartão. Era muita cocaína (e muito boa, como não existe mais hoje na “naite” paulistana). Tanta que a amiga zapper arrelagou seu olhos e disse: “acho que nunca vi tanto pó assim de uma vez, na minha vida”. As cafungadas tiveram início. Lá pras tantas o trio foi pra sala ouvir música. Valtinho também tinha “Scary Monsters” em sua coleção. Não deu outra: o sujeito que escreve este diário pegou o disco e colocou “Ashes To Ashes” pra tocar. E quis explicar pros seus dois amigos o significado da letra da canção. Zap’n’roll se sentia o próprio Major Tom quando fazia isso. E aquela noite foi looooonga, com o trio saindo a pé pelo centro de Sampalândia, parando em bares pra tomar algo alcoólico e de tempos em tempos parando em algum canto escuro, pra aspirar novas carreira de cocaine. Insano. E inesquecível…

A vida do jornalista musical rocker/loker teve durante décadas (e continua tendo até hoje e mais do que nunca) como uma de suas principais trilhas sonoras a obra musical de David Bowie, e isso em momentos insanos de sexo, drogas e rock’n’roll, como os descritos nesse diário sentimental; mas o Camaleão também marcou Finaski em momentos mais calmos e de contemplação, quando o blog esteve na exposição dedicada ao cantor no Museu da Imagem & do Som, em São Paulo, no início de 2014 (fotos acima); abaixo, Bowie em sua primeira visita ao Brasil, em setembro de 1990: shows lotados e inesquecíveis (e presenciados pelo autor destas linhas virtuais) em São Paulo e Rio

 

* Pati, 18 anos, cocalera, fodida no cu e sem ver o show de Bowie – era 1990 e Zap’n’roll trampava na IstoÉ. A produtora Poladian havia anunciado a vinda de Bowie ao Brasil para setembro daquele ano e o jornalista zapper apaixonado pelo Camaleão ficou histérico, literalmente. Finalmente iria assistir ao show de um dos seus ídolos máximos. Nessa época o autor deste diário junkie namorava com a futura mãe do seu filho. Mas antes dela, houve a magricela Patrícia. Bonitinha de rosto, tetas miudinhas, moradora da zona oeste de Sampa (próximo à Usp e ao bairro do Butantã) não era nenhum primor intelectual. Mas cursava artes e desenho em uma escola particular na avenida Angélica, era rocker e bem safada. O autor deste blog a conheceu em uma madrugada num pulgueiro goth que havia no bairro dos Jardins, a Tribe Haus. Lá os malhos já começaram em um canto escuro e se prolongaram na rua (depois que ambos saíram pra ir embora), onde a cachorra Pati bateu uma generosa punheta pro blogger taradón. E ambos combinaram de se encontrar já na noite seguinte (um sábado), quando a garotinha de rosto inocente já foi parar no apê da Frei Caneca. E lá deu com gosto sua xoxota perversa a noite toda. Como o autor destas linhas sentimentais sempre foi um eterno carente e coração mole, resolveu namorar a garota. O namoro durou muito pouco mas as fodas eram sempre ótimas, como a vez em que a magra Pati e de cu pequeno agüentou a rola grossa zapper atrás, no hotel Savoy (que existe até hoje na rua Augusta, e onde o autor deste blog deu algumas de suas trepadas mais inesquecíveis nos anos 80’ e 90’). Só que aí entrou em cena a futura mãe do filho de Zap’n’roll, muito mais gata, culta e interessante e não deu outra: Pati foi solenemente dispensada. A garota não se conformou e fez de tudo pra retomar o romance, inclusive passando a cheirar cocaína também, o que ela não fazia no tempo em que havia namorado com o jornalista loker. E por fim, numa tentativa desesperada de fazer ciúmes, Pati arrumou um namoradinho também mezzo junkie e que curtia aspirar carreiras de pó. Uma noite de sexta-feira o casal baixou no apê da Frei Caneca. Queriam padê. Fomos atrás e descolamos uma petecona de cinco gramas, que era vendida em um bar na praça Roosevelt. Rachamos o valor da aquisição em três, o trio retornou ao apê e começou a cheirança sem fim. Lá pras tantas bateu a sede por algo alcoólico. Mas quem iria ter coragem de descer em algum bar na rua pra comprar algumas brejas, no estado de “bicudisse” em que o trio se encontrava? Conversa daqui, negocia dali e o namoradinho de Pati foi buscar algumas brejas. Enquanto ele foi, não deu outra: o canalha aqui tirou seu pau pra fora da calça e Pati, mais puta ainda, meteu a boca no dito cujo. Mas a bicudisse era forte e a tensão com a volta a qualquer momento do namorado da garota, também. Assim o pintão zapper, sempre em riste quando necessário, ficou no meio do caminho dessa vez. E foi recolhido novamente pra dentro da calça no exato instante em que o cocalero corno voltava com as brejas. As aspirações e devastações nasais prosseguiram até umas sete da manhã do sábado, quando a dupla foi embora. E algumas semanas depois, na noite do show de David Bowie em Sampa, quando Zap’n’roll tomava generosas doses de whisky e se preparava para ir à gig com sua ex-mulher um casal amigo, toca o interfone no apê: era Pati. Ela: “você consegue me levar no show do Bowie? Estou sem ingresso e bla bla blá”. Eu: “impossível. Você vem me pedir isso HOJE, quando estou saindo pra ir pra lá, e sendo que estou com a minha namorada? Pelamor, né?”. Pati ficou puta e se mandou. Ficou assim: fodida no cu, cheirada e sem ver David Bowie. E o blog nunca mais teve notícias dela.

 

* Flávia J., a loira loka, delícia e paixão infernal do blog – sim, foi uma das paixões mais avassaladoras experimentadas pelo sujeito aqui. E essa paixão começou na ponte aérea Rio/São Paulo no dia 7 de julho de 1990 (Zap’n’roll se lembra perfeitamente, como se fosse ontem), quando o então já conhecido jornalista rumou para o balneário a fim de assistir a um show da Legião Urbana. A banda estava no auge, iria tocar para cinqüenta mil pessoas no Jockey Club carioca e o autor deste blog estava acompanhando o grupo para um perfil que faria dele para a IstoÉ. A noite anterior havia sido novamente de excessos no consumo de cocaine e o blogger ressacudo por pouco não perdeu o vôo das dezenove horas – bem vazio, no final da tarde de sábado. E nele estava Flávia: loira, tesuda, mamicuda, inteligente. Não exatamente linda, mas muito gostosa e culta. O zapper se sentou na poltrona ao lado dela. E com um copo de whisky na mão (yep, naquela época servia-se whisky na ponte aérea) começou o papo. Ela se interessou pelo jornalista paquerador e quando ambos desceram no aeroporto Santos Dumont, no Rio, o blogger loker já a puxou pra dentro do táxi rumo ao hotel Atlântico Copacabana (que era onde a gravadora Emi hospedava jornalistas a trabalho no Rio). Lá chegando, os malhos começam no quarto. Zap’n’roll: “Você é linda!”. Flávia: “Você é um cara incrível e terrivelmente sedutor. Mas eu NÃO vou dar pra você hoje! Preciso ir pra casa da minha mãe em Niterói, amanhã eu venho e fico aqui contigo”. E assim foi. A loira foi pra Niterói e Zap’n’roll partiu em direção ao Jockey. No domingo à noite Flávia cumpriu sua promessa. O interfone do quarto tocou por volta de dez da noite. Era ela. O coração do jornalista disparou. Assim que entrou novamente no quarto, ela pulou em cima do autor deste diário sujo e cafajeste. A foda começou intensa e foi assim a noite toda. A loira trepava horrores, chupava um pinto magnificamente e gozava fácil e aos berros. E era fã de rock’n’roll, de cocaine, maconha e literatura: assim como o zapper, amava o dramaturgo francês Jean Genet. Foi uma noite inesquecível, o blog se apaixonou pela garota e na manhã seguinte a levou ao Santos Dumont – ela tinha que retornar a Sampa pois no dia seguinte embarcaria para um mês de férias em Londres. Viagem ganha de presente do pai, por ter passado no vestibular de Direito. Daí em diante o resumo possível de uma história que é muito longa, é esse: Zap’n’roll se desesperava de saudade e paixão por Flávia. Sabia que queria ficar com ela. Mas antes que ela retornasse, a futura mãe do filho deste jornalista apareceu no apê da Frei Caneca e ela e o sujeito aqui, destrambelhado emocionalmente como sempre foi, resolveu começar a namorar com a garota. Quando Flávia retornou, cheia de saudade, paixão e tesão pelo autor destas linhas virtuais, ficou putíssima com a história. O blog não sabia o que fazer. E ficou saindo com as duas, e comendo as duas. Foi quando veio o show de Bowie no Parque Antártica, e Flávia intimou: “Você pode ir com ela no sábado, mas VAI TER QUE ME LEVAR COM VOCÊ no domingo”. E assim foi: no sábado, o blog foi à gig do Camaleão acompanhado de sua, hã, namorada. No domingo, podre e mal dormido, teve que acompanhar a amante no mesmo show. Depois dele o casal foi foder pela última vez (e foram dois meses de loucuras na cama e fora dela: Flávia amava dar cafungadas em carreiras bem fornidas de cocaine; na cama era adepta de ser fodida no cu enquanto batia uma escandalosa siririca, pra suportar a dor do pau grosso rasgando seu buraco traseiro). Quando Flávia deixou o sujeito aqui (ela tinha carro) na porta da casa dele, ela disse: “hoje foi a última vez que você me comeu. Você quer ficar comendo as duas mas não vai rolar. E presta atenção: essa suburbana da sua namorada vai foder a tua vida. Vai engravidar de você e vai mudar de mala e cuia pro seu apartamento”. Foi exatamente o que aconteceu: a “suburbana” (que morava no extremo leste da capital paulista) realmente engravidou e se mudou pro apê da Frei Caneca. E Flávia J., uma das maiores paixões da vida de Zap’n’roll saiu da vida dele pra sempre. Hoje, quarentona e mãe, mora sozinha num enorme apartamento perto da Serra da Cantareira (na zona norte paulistana) e dirige um escritório de advocacia.

 

* 1997: após outro show de Bowie, porra seca no queixo de outra loira – foi a pior fase da vida de Zap’n’roll. Desempregado (a mega e chic revista Interview, onde ele tinha trampado durante três anos, havia sido fechada pela editora Abril em 1996), vivendo de frilas esporádicos e morando em uma república estudantil no bairro da Liberdade, ainda assim ele comia bocetas deliciosas. Uma delas, também loira e de tetas generosas o blogger sempre baladeiro conheceu em um bar rocker em Pinheiros, onde o sujeito aqui sempre ia nos finais de semana. Bonita de rosto, inteligente e fã de Bowie, a garota se interessou pelo autor deste blog com certa facilidade. Começou a paquera e ele a convidou pra ir no show que o Camaleão faria no festival Close Up Planet, dentro da turnê do álbum “Earthling”, lançado naquele ano e com viés mais eletrônico do que rock (mas ainda assim, muito bom). O casal então rumou pro festival, na pista de atletismo do complexo Ibirapuera, na zona sul de Sampa. Grande gig, quase tão boa quanto a de sete anos antes. Terminado o set, a sugestão que partiu do zapper: “Vamos pro Retrô” (que era o muquifo alternativo mais podre, sujão, decadente e genial de Sampa naquela época. Uma verdadeira lenda da indie scene alternativa paulistana, o Retrô era o lugar onde você podia dançar Screaming Trees, Ride, Nirvana e Nick Cave às três da manhã, cafungar cocaine nos banheiros sem ser incomodado, e trepar neles também, sendo o blog socou sua rola em muitas xoxotas ali). Sugestão aceita, lá se foi o blogger cheio de más intenções (uia!) com a loira (que lembramos perfeitamente o nome e sobrenome, mas não podemos publicar aqui. A hoje distinta senhorita está em um relacionamento sério e inclusive está na liste de amigos do autor destas linhas vulgares, em uma rede social), no carro dela. A balada no Retrô foi movida a muito álcool e a loira peituda ficou chapada. Foi quando, lá pelas cinco da matina, nova sugestão: “vamos prum hotel aí no largo de Santa Cecília”. O casal foi. Todos os hotéis do pedaço estavam lotados, com exceção de um que tinha um quarto disponível, mas apenas com uma cama de solteiro. Sem alternativa, a foda rolou ali mesmo. E não foi muito intensa porque a acompanhante zapper não estava de fato muito bem. O casal adormeceu em seguida e quando o sujeito aqui acordou, a visão que lhe vem à lembrança é de uma mancha de porra seca, escorrendo do queixo para o pescoço da loira. É, pelo menos na chupada, parece que o serviço tinha sido bem feito…

 

**********

Este é um post em edição especial e extra, pois não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem ao homem que mudou para sempre a história do rock’n’roll. Zap’n’roll segue em recesso temporário e volta em sua versão 2016 no final deste mês.

 

Para Neide Rodrigues, Eliana Martins, Yaque Finatti e Joyce Sonriedo: besos. Um dia Finaski irá se encontrar com Ziggy Stardust em alguma distante galáxia.

 

 

(enviado por Finatti às 5hs.)

Mark Lanegan, a voz abençoada pelos deuses e pelo inferno, ressurge com novo bom disco; a semana (a passada) em que o mondo pop/rock voltou a respirar com ansiedade e tensão a lenda The Smiths, com Morrissey anunciando que está com câncer e o gênio Johnny Marr lançando seu segundo álbum solo; o conhecido selo indie brazuca Pisces Records volta a ser bombardeado em redes sociais, e o blogão zapper entrevista seu proprietário para saber o que de fato está acontecendo; a mega mídia brazuca entra com tudo e na cara larga na campanha aética e suja para derrubar Dilma e eleger o tucanalha Aécio; e uma musa rocker loiraça e genuinamente alemã, para delírio do nosso sempre fiel e dileto leitorado macho (cado), uia! (postão sempre total bombator e com NOVA AMPLIAÇÃO MONSTRO, falando do novo disco do grupo The Twilight Sad e mostrando fotos ordinaríssimas da cadelinha Jennifer Lawrence, ulalá!) (ampliação e atualização finais em 29/10/2014)

Os grandes gênios do grande rock’n’roll que ainda importa dão as caras com os seus novos trabalhos: a voz dos deuses e do inferno, Mar Lanegan (acima) lança na próxima segunda-feira seu novo disco solo; já a lenda Johnny Marr (abaixo), que um dia tocou guitarra nos inesquecíveis Smiths, editou seu segundo álbum individual na semana passada

 

**********

EXTRÃO NO POSTÃO BOMBATOR: PAPOS SOBRE FAKES, DILMONA LÁ, O TWILIGHT SAD E A BOTINADA DA XOXOTUDA JENNIFER LAWRENCE NO POBRE CHRIS MARTIN

* Yep. Já temos material de sobra pra fazer um novo post esta semana, mas como o blog vai dar um pequeno rolê pelo extremo Norte brasileiro nesta quinta-feira (leia-se amanhã, já que este complemento está entrando no ar hoje, quarta-feira, 29 de outubro) e como este postão segue bombator total (166 likes e 121 comentários no painel do leitor), resolvemos dar uma “engordada” nele mesmo e deixa-lo mais um pouquinho no ar. Sendo que na semana que vem, depois que retornarmos da viagem e tal ai sim renovamos tudo aqui no pedaço, beleusma?

 

 

* Claaaaaro que essa repercussão toda e essa grande audiência não seria possível sem nossos queridos fakes covardões, otários e total imbecis de plantão, uia! Eles já se tornaram uma atração à parte no espaço reservado aos comentários do nosso dileto leitorado: insistem na baixaria, repetem sempre as mesmas histórias mentirosas e inventadas por suas mentes total sem noção, regurgitam exaustivamente os mesmos nomes fakes (muitos vindos de um único IP, vejam só, rsrs), mostram total psicopatia e inveja gratuita (caso para internação em sanatório, meeeeesmo!) e perdem qualquer noção de ridículo. Por isso hoje um dos esportes prediletos do autor destas linhas online é ler as mensagens dessa turma otária e responder todas elas (com os devidos cortes e edições no que é enviado por eles, já que a agressão e os insultos pesados ali correm soltos e nenhum leitor merece ler escrotices do nível que eles mandam pra cá), também zoando sem dó essa turma. Mas lamentável mesmo é saber (através de investigação feitas por amigos queridos dessas linhas rockers virtuais, especialistas em tecnologia da informática) que por trás desses fakes bundões ao extremo está gente graúda qie trampa em grandes redações da imprensa brasileira. Como um certo mega rotundo, solitário e completamente frustrado (na vida pessoal sem sentindo algum) editor da revista Rolling Stone, que tem um bom cargo, ganha bem, mas é um infeliz de metro e meio de altura, gorducho, feioso e que nunca casou na vida, morando com a mãe até hoje. O esporte preferido do calhorda é perseguir e tentar destruir reputações de colegas seus no jornalismo. Como ele tem tentado fazer com Zap’n’roll: além de ficar mandando mensagens fakes como um lunático para o nosso painel do leitor, ainda posta vídeos na web sarreando o autor deste espaço blogger rocker. Sem problema: já estamos consultando amigos advogados que estão nos orientando sobre o que fazer para acabar com a alegria dessa praga eivada de rancor e ressentimento. Em breve ele irá levar um susto, hihi.

 

 

* Pois então, Dilma reeleita. Disputa acirradíssima mas ela está lá, para mais quatro anos de mandato. O blog votou nela (como todos sabem), um voto bastante crítico diga-se. E agora espera-se que ela seja MACHA e resolva os graves problemas que se anunciam para o país em 2015, além de ter que dar um BASTA na corrupção que assola a máquina pública e a Petrobras. Agora, sem essa de que o país está “dividido”. Isso é papo escroto de tucanalha que não quer engolir a derrota. É de uma imbecilidade, ignorância e bestialidade sem tamanho parte do eleitorado do PSDB disprar declarações separatistas, moralistas, reacionárias, racistas e mega conservadoras em redes sociais, achando que as regiões Sul e Sudeste são melhores do que o restante do Brasil. Pensamento típico de boçais como o tal coronel Telhada (eleito deputado pelos tucanos) e que nos leva a refletir: o eleitor do PSDB, que se julga a “elite” intelectual, social e econômica do país, JAMAIS deveria ter esse tipo de raciocínio, não é mesmo? E no entanto os pobres e a “escumalha” que votou no PT é que está dando show de sapiência e comportamento nessa discussão. Bola pra frente Dilmona! Você vai governar para todos. E confiamos em que você NÃO nos decepcione!

 

 

* Banda bacana para já: The Twilight Sad, trio escocês que existe há onze anos e que lançou na última segunda-feira (dia 27 passado) seu quarto álbum de estúdio, “Nobody Wants to Be Here and Nobody Wants to Leave”. A praia deles é pós-punk, shoegazer e canções com melodias mezzo dançantes mas também sombrias (assim como os vocais), algo próximo de Echo & The Bunnymen e Joy Division. O blog fala melhor do novo disco deles no nosso próximo post, okays? Mas você pode ouvir o single “Last January” (o primeiro tirado do novo cd) aí embaixo.

Capa (acima) do novo álbum de estúdio do pós-punk escocês Twilight Sad, cujo primeiro single você pode escuta aí embaixo:

 

* Pobre Chris Martin. O eternamente sensível vocalista do hoje gigante pop Coldplay, não tem mesmo se dado muito bem com o sexo feminino. Depois de ser dispensado pela ex-esposa, aquele xoxotaço loiro que é a Gwyneth Paltrow, o rapazola agora também acaba de encerrar seu curto romance de quatro meses com outro bocetaço, a ótima e cadeludinha atriz Jennifer Lawrence, que com apenas vinte e quatro aninhos de idade já amealhou um Oscar (pela sua atuação na comédia “O lado bom da vida”). Pois é… não se esquecendo que a vaquinha hollywoodina andou aparecendo peladaça na web em agosto passado, quando fotos mostrando o que ela tem quando está sem roupa vazaram na rede. Ah, o mundo devasso das celebridades, uia!

 Um BOCETÃO inigualável! A gozoduda atriz hollywoodiana Jennifer Lawrence (acima e abaixo), mostra suas lindaaaaas tetas, a xoxotona lisinha e o cuzão arrebitado para o mundo, em fotos que “vazaram” (uia!) na web em agosto passado; ela acaba de terminar seu romance com o pobre Chris Martin, o sempre sensível vocalista do Coldplay – bien, pelo menos ele meteu a rola na cachorrinha, hihihi

 

* Enfim, o blogão campeão em cultura pop está se mandando nesta quinta-feira, 30 de outubro, pra quentíssima (literalmente) e distante (idem) Macapá, onde não aparece há mais de quatro anos e onde sempre teve ótimos amigos além de estar namorando por lá novamente (deve ser alguma espécie de “karma” ou algum feitiço que as loironas do Norte jogam em nós, indefesos paulistanos, hihi). Pra quem vai ficar por Sampalândia mesmo vai ter showzão do sempre ótimo The Concept na sexta em si (31), às nove da noite no Hotel Bar (que fica lá na rua Matias Aires, quase esquina com a Augusta e próximo ao metrô Consolação). Depois você pode emendar descendo a mesma Augusta e fazendo uma via sacra rocker bacanuda pelo Tex (no 1053, e onde tem um burger de fraldinha campeão, experimentado e aprovado por estas linhas virtuais comilonas, ahaha), pela Blitz Haus (na esquina com a Dona Antonia de Queiroz), pelo sempre bombado open bar do Outs (no 486) e terminando tudo no fodão pub rocker que é o Astronete (no 335). Precisa mais? Aí no sabadão dá pra fazer tudo isso novamente mas começando pelas brejas artesanais sensacionais da Sensorial Discos (no 2389 da Augusta), onde inclusive vai rolar show do Nevilton. Tá bão, né? Então é isso: amor pra todos os leitores e leitoras destas linhas bloggers sempre agitadas e lokers. O zapper parte rumo à Amazônia e promete postão total inédito pra semana que vem, okays? Beijos em todos e tchau pra quem fica!

 

**********

 

Tensão e expectativa.

As duas palavras resumem bem o que foram as últimas semanas. E isso tanto no rock planetário e na cultura pop quanto na política brasileira também. No primeiro caso o mondo pop foi surpreendido no último dia 6, quando um diário espanhol publicou uma entrevista com o amado Morrissey, o homem que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths. E nessa entrevista Moz soltou a bomba: havia desenvolvido câncer (sem especificar em qual parte do seu organismo), havia feito tratamentos e no momento se encontra em boas condições de saúde. A notícia, óbvio, assustou os milhões de eternos fãs da lendária banda de Manchester e causou comoção nos mesmos. E explica muito do por quê de Moz ter andado cancelando shows e outros compromissos de meses pra cá. Ainda uma das doenças mais devastadoras e mortais da humanidade, o câncer causa pânico nas pessoas. E só quem passou pelo calvário de desenvolver um tumor e ter que tratá-lo (como foi o caso do autor deste blog, que foi diagnosticado com um tumor maligno em sua garganta no início de 2013, passou por tratamentos pesados de quimio e radioterapia no final do mesmo ano e quando chegou a emagrecer quase vinte quilos, para agora estar momentaneamente bem de saúde mas sob acompanhamento médico periódico pelos próximos cinco anos), sabe o que é ter passado por um câncer. Uma experiência que estas linhas bloggers sempre emotivas e passionais não deseja realmente pra ninguém, muito menos para o querido Morrissey. Sendo que sua ex-banda continuou no centro das atenções com o lançamento de “Playland”, o segundo disco solo do também ex-Smiths Johnny Marr. O disco do guitar hero foi lançado oficialmente na terça-feira da semana passada e é um dos tópicos desse post, óbvio, ao lado da volta da voz gigante do americano Mark Lanegan, que lança na próxima segunda-feira seu novo trabalho de estúdio. Um post que também analisa em seu editorial inicial o outro assunto que casou tensão durante os últimos dias: a campanha eleitoral para o segundo turno, que irá acontecer no próximo dia 26 de outubro. Mais uma vez e inacreditavelmente a quadrilha dos tucanalhas venceu o (des) governo de São Paulo, e vai continuar FODENDO o Estado mais importante do país por mais quatro anos. Não só: a polarização PT X PSDB mais uma vez vai ser a tônica da eleição presidencial. Talvez seja a eleição mais dramática das últimas duas décadas, por zilhões de questões que ela envolve. De um lado Dilma tentando se reeleger mas fustigada por uma administração petista reconhecidamente ruim (inflação em alta, taxa de crescimento ridícula, recessão à vista em 2015 e, principalmente, eivada pela corrupção do partido e pelo aparelhamento do mesmo na máquina administrativa). Um prato cheio para a mega mídia que está na cara larguíssima totalmente EMPENHADA em impedir que a candidata petista se reeleja. Haja visto o bombardeio pesado dos últimos dias quando veículos como a FolhaSP e o Jornal Nacional (da Globo) deram destaque gigantesco em seus noticiários ao escândalo de corrupção armado dentro da Petrobras. Fora as capas das revistas semanais estampando a face do candidato do PSDB e saudando-o como o “salvador do Brasil”. Ok. Mas e Aécio Neves, um playboy que NÃO assume que gosta de praticar devastação nasal com cocaine, que é de um partido elitista e que sempre governou para a elite escrota desse país, um partido que sempre deu um foda-se gigante para as classes menos favorecidas, um partido que também possui quadros repletos de bandidos da pior espécie e um partido que possui uma folha corrida de corrupção igual ou muito pior que a do PT (está aí o caso do trensalão em São Paulo, que desviou UM BILHÃO de reais nas últimas três administrações tucanas no Estado, como apenas UM dos exemplos principais de como o PSDB também é uma agremiação política IMUNDA em grau máximo). Então, entre um e outro, este espaço rocker virtual prefere mesmo ficar com Dilma porque ruim com ela, MUITO PIOR SEM ELA. Mas aí é escolha de cada um e não temos como interferir nisso, e o máximo que podemos fazer é emitir de maneira livre e democrática nossa opinião. Enfim, música, rock e política: os grande pontos de tensão de uma semana que deixa no horizonte apenas uma constatação: os próximos dias continuarão ferventes e sangrentos na política da terra brasilis. E para aguentar a fervura ouçamos o novo e sublime álbum do grande Mark Lanegan, The Smiths e Johhny Marr, enquanto também torcemos pela recuperação de Morrissey, o ser vivo mais maravilhoso que existe (se os políticos brasileiros tivessem apenas um milésimo da decência dele como ser humano…)

 

 

* Pronto, demorou mas chegou! Semana terminando com postão novo no ar. E com o blog mantendo beeeeem sua audiência: mais de duzentos likes e mais de quarenta comentários no post anterior. A firma agradece ao seu sempre distinto e dileto leitorado, hihi.

 

 

* Ainda sobre a total falta de moral e ética da mega mídia brazuca nesse momento, em relação à cobertura das eleições deste ano: nunca se viu tanta SUJEIRA editorial, amoralismo e falta de ética de uma imprensa que deveria ser JUSTA E IMPARCIAL. Estão todos na cara larga e sem vergonha alguma empenhados até o cu em botar esse traste playboy chamado Aécio Neves, na presidência do Brasil. Por que não criam vergonha e caráter e assumem de vez que são A FAVOR da candidatura dele, ao invés de tentar disfarçar esse apoio escancarado em manchetes pseudo imparciais e isentas? Só quem é burro enxerga imparcialidade e isenção nisso. O autor deste blog é jornalista há quase 30 anos. E nesse momento, pela primeira vez na vida, sente total VERGONHA ALHEIA pela sua profissão. O PT errou? Cagou? Aparelhou a máquina pública? Montou mega esquema de corrupção na Petrobras? Ok. Pelamor, e essa BANDIDADA monstro da máfia tucana? E o mensalão tucano em Minas? E a privataria tucana? E o aeroporto de Aécio feito com dinheiro público nas terras de parentes dele numa cidade Mineira? E a compra de votos para a reeleição de FHC? E o trensalão tucano em SP, com desvio de UM BILHÃO DE REAIS? E a água que vai ACABAR em São Paulo? PSDB honesto??? O CU! Vão tomar no cu tucanalhas! Foda-se o PSDB. Pro inferno com esse partido que também ROUBA E MUITO. E rouba dos POBRES pra deixar os ricos ainda mais ricos. Este blogger indignado NÃO VOTO EM AÉRCIO NEVER COCAINE MAN nem sob a mira de um fuzil!

 As capas das principais revistas de informação do país desta semana (Veja acima; Época e IstoÉ abaixo): mega mídia total imparcial, aética e amoral no apoio descarado ao candidato tucano, e tentando derrubar na marra a reeleição de Dilma. Lamentável!

 

 

* E ontem teve debate no SBT. Pela foto aí embaixo, dá pra ver o que nos espera caso Inércio Never Corleone Cocaine Man ganhe a eleição. Salve-se quem puder!

 

E que tal um SAMBINHA TUCANALHA pra entrar no clima eleitoral? Uia!

 

 

* Mas bora pra cultura pop e pro rock. A semana termina bem, com a confirmação de uma nova turnê do ex-beatle e gênio Paul McCartney pelo Brasil. Serão três shows, todos em novembro, e nas seguintes capitais: Vitória (no dia 10), Brasília (23) e Sampa (25), onde a gig vai reinaugurar o reformado estádio do Palmeiras. Nesse até o blog (que por diversos motivos totalmente bizarros e inacreditáveis e que serão relatados no livro de memórias do jornalista eternamente loker e maloker, jamais viu uma gig do ex-Beatle) pretende ir, wow!

 

 

* Um dos maiores fenômenos da cultura pop nos anos 90’ vai voltar em 2015. O cineasta doidão David Lynch anunciou que serão exibidos na tv americana nove episódios inéditos do seriado “Twin Peaks”, que dominou as atenções do mundo há vinte e cinco anos. Quem não se lembra ou não acompanhou as investigações em torno da jovem loira (e tesuda, e putona e cocalera) Laura Palmer entre 1990/1991, ou morava em Marte ou não tinha tv em casa. A agurdar então com expectativa para conferir a nova temporada.

A loira cadeluda, fodedora, cocalera e trepadeira Laura Palmer (personagem da série americana Twin Peaks, mega sucesso mundial no início dos anos 90′), na clássica imagem do episódio de estreia do fenômeno televisivo, quando ela é descoberta MORTA e envolta em um plástico azul: capítulos inéditos em 2015

 

 

* E acaba de ser confirmada a última grande festança rock’n’roll promovida por estas linhas virtuais em 2014. Ela rola dia 29 de novembro, sábado, no bucólico e paradisíaco Simplão Rock Bar em Paranapiacaba, bem no meio da Mata Atlântica, uhú! Vão rolar gigs bacaníssimas das bandas Pronominais, Dr. Jupter e Coyotes California, além de dj set do sujeito aqui, hihihi. Vai ser fodão, vai ser imperdível e até lá iremos dando mais infos aqui a respeito.

 

 

* Vai rolar festão bacanão também na distante (e ponha distatante nisso) Macapá, capital calorenta do Amapá, lá no extremo Norte brazuca. Trata-se da comemoração de haloween da produtora Curupira Vampiro (do queridão Alcir Neto), quando vai ter open bar, dj set pop/rock bacanuda e show da banda Oh My Dog! O blogão zapper vai estar por lá inclusive (afinal, estamos novamente enamorados em Macapá, hehe) e se você quiser saber mais sobre a festa, vai aqui: https://www.facebook.com/events/341646782681311/?fref=ts.

 

 

* OS PRONOMINAIS VEM AÍ! – E já que falamos deles mais acima… o blogão sempre atento às novidades da indie scene nacional bota fé no trampo do novíssimo quarteto paulistano, que lança seu primeiro Ep (com seis músicas) até dezembro. A banda é formada por Nani Morelli (vocais, letras, guitarras), Samuel (guitarras), Estevão (baixo) e Lucas (bateria) e a praia deles é rock BR classudo dos anos 80’, com altas doses de Ira! e Legião Urbana na sonoridade, que também incorpora eflúvios de Pixies, Weezer e algo de rock pesado. E a turma é mesmo do rock: o vocalista Nani (amigo pessoal do autor deste blog há década e meia) atua em bandas desde que era adolescente. Formado em Letras e dando aulas da matéria em faculdades, escreve textos muito acima do que se lê e se escuta no atual paupérrimo cenário do rock independente nacional. Vai daí que há pelo menos duas músicas fodonas entre as que estarão no Ep do grupo: “Caminhos” (uma balada pungente e pesada, à la Pearl Jam) e “Centralismo”, que possui um apelo radiofônico sinistro (no ótimo sentido do termo) e um dos refrões mais contagiantes que estas linhas bloggers poppers escutaram nos últimos meses. O velho jornalista zapper presenciou um ensaio dos moleques (curiosidade: Samuca e Luquinha são sobrinhos do vocalista Nani) e ficou tão empolgado com o que viu/ouviu que vai assessorar jornalisticamente o conjunto por alguns meses. E eles irão tocar na última festa do blog este ano, dia 29 de novembro, em Paranapiacaba. Além disso, em breve estreia o site deles bem como sua fan page no Facebook. Então se prepare para os Pronominais: logo menos você vai ouvir falar muuuuuito dos caras. Pode ter certeza disso!

 A tchurma dos Pronominais, “cercando” Zap’n’roll: em breve você vai ouvir falar muuuuuito deles, pode esperar!

 

 

* Bandas novas também pelos lados de Goiânia Rock City. É o Carne Doce, que foi comentado no nosso sempre querido “vizinho” Popload. Que falou bem do grupo e tals (Zap’n’roll também ouviu e achou bonzin). Mas só pecou ao dizer que eles são de Goiânia (justo), a “terra de Nobre”. Puaf! Dizer que Goiânia é a terra de um conhecido escroque da indie scene nacional (célebre por seu apelido, “diabo gordo bacon”), que foi DEFENESTRADO sem dó da sociedade de um dos selos independentes mais importantes do Brasil (porque o referido selo cansou de suas pilantrices) e que possui uma arrogância e safadeza tão grande quanto sua enooooorme região abdominal, é na verdade constranger uma cidade bacaníssima e onde rola um dos maiores festivais indies do Brasil. Goiânia é, sim, a terra do Goiânia Noise. E não de “nobres” que de nobreza não têm absolutamente porra nenhuma.

 

 

* E aliás o Goiânia Noise Festival, que este ano chega à sua vigésima edição, começa a soltar os primeiros nomes de seu line up. Estarão por lá o americano pesadão Biohazard e o carioca Matanza. Em negociações (para ser o headliner de uma das noites): Vanguart. O festival acontece dias 5 e 6 de dezembro na capital de Goiás e o blog estará por lá, acompanhando tudo bem de perto.

 Os cuiabanos do Vanguart: cotados para se apresentar no Goiânia Noise 2014

 

 

* IMAGEM NUDE NEGRO CLASSUDO DA SEMANA –  esse xoxotaço e deusa negra de safadeza e luxúria se chama Samira Caravalho. A foto foi publicada esta semana na Folha online. Wow! Que de-lí-cia cremosa. Deve foder horrores como toda crioula que se preza. Se todas as bocetas do mundo fossem desse naipe, a macharia morreria gozando e feliz, uia!

 Um xoxotaço preto pra ninguém reclamar; e que deve foder até o grelo piscar, uia!

 

 

* E essa maravilha aí embaixo ACABA de ganhar edição nacional. Mais pra frente o blogão fala melhor desse livrão, pode esperar.

 

 

* Mas bora lá  destrinchar o novo disco de Mark Lanegan e muito mais. Vai lendo aê!

 

 

MARK LANEGAN E SUA VOZ DIVINAL/INFERNAL RESSURGE PARA ENTORPECER NOSSO CORAÇÃO

O cantor e compositor norte-americano Mark Lanegan, que completa meio século de vida em novembro próximo (ele é de sagitário como o autor desta esbórnia rocker online; faz aniversário um dia antes do blog), continua sendo um dos nomes mais relevantes do rock que importa nos EUA nas úlimas duas décadas e meia. E seu novo álbum solo, “Phantom Radio” (que tem lançamento oficial marcado para a próxima segunda-feira, 20 de outubro, mas já caiu na web há alguns dias), pode não ser tão impactante como os seus registros com o seu ex-grupo Screaming Trees, ou nos primórdios de sua trajetória individual. Mas ainda assim quando você pensa no grande buraco negro em que se meteu o rock’n’roll de hoje, e escuta aquela voz dos deuses e do inferno invadindo seus ouvidos, não é difícil concluir: Mark ainda dá show de qualidade em 70% do que anda sendo lançado por aí.

 

Lanegan gravou discos sublimes com os Screaming Trees – “Sweet Oblivion”, lançado em 1992, é um clássico monstruoso da já fase final do grunge de Seattle, e estas linhas online bateram muito a cabeça (sempre turbinada por devastações nasais e muito álcool) ao som de “Nearly Lost You” na pista do saudoso Espaço Retrô. Finda a banda, ele partiu em carreira solo e novamente continuou assombrando crítica e público com seu vocal único e poderoso, tratado a bourbon e tabaco. E foi com esse vocal e sempre escorado por músicos competentíssimos que ele engendrou maravilhas sonoras que combinavam o peso do rock stoner a melodias envolventes, com algo bluesy e psicodélico nelas. “Whiskey For The Holy Ghost” (lançado em 1994) e “Scraps At Midinight” (editao em 1998) são o auge de ML nessa busca pela canção perfeita, que flutua suavemente entre as profundezas mais obscuras do inferno e da alma, e o nirvana.

 

Além disso ele cantou e trabalhou junto com todo mundo que ainda vale a pena no rock, nos últimos vinte e poucos anos. Suas parcerias com Josh Homme e o Queens Of The Stone Age já se tornaram célebres. E ao vivo… o blog teve oportunidade de vê-lo on stage ano passado, na edição 2013 do festival brasiliense Porão Do Rock. Mostrando um repetório intimista, quase acústico (e acompanhado apenas de um guitarrista e um violonista), Mark arrasou o público com uma experiência musical única. Quase sensorial e onírica.

O novo disco de Mark Lanegan: músicas menos inspiradas, mas a voz dos deuses co ntinua a mesma

 

O novo trabalho de estúdio chega um ano após o anterior, “Imitations” (que saiu em 2013). Não é a melhor expressão sonora do já quase cinquentão cantor, que se manteve fiel à sua raiz rock’n’roll e bluesística mas também resolveu acrescentar alguns elementos mezzo eletrônicos em algumas faixas. Vai daí que os melhores momentos desse “Phantom Radio” são justamente aqueles em que as guitarras se fazem mais presentes (como no primeiro single, “Harvest Home”), ou ainda onde a instrospecção e a melodia mais reflexiva, sombria e melancólica domina amplamente a construção da canção. É nesse ponto que surgem instantes novamente sublimes como em “Judgment Time”, “I am The Wolf” ou “The Wild People”. Já outras boas músicas e que também poderiam se constituir em outros grandes momentos do cd (como “Floor The Ocean” ou “Seventh Day”) têm seu brilho ofuscado por uma desnecessária tentativa de torna-las mais “modernas”, com a adição de percussão e ambiência eletrônica.

 

Está longe de ser um discaço como os que Mark Lanegan já lançou e que foram citados mais acima. Mas a voz dele continua lá, inteira, impecável, monstruosa, pairando sobre qualquer pequeno equívoco de composição. E isso faz toda a diferença. Se muitas bandas escrotas dos dias que correm tivessem um vocalista como esse homem, elas seriam com certeza bem menos medíocres.

 

 

O TRACK LIST DE “PHANTOM RADIO”

  1. Harvest Home
  2. Judgement Time
  3. Floor The Ocean
  4. The Killing Season
  5. Seventh Day
  6. I Am The Wolf
  7. Tom Head Heart
  8. Waltzing In Blue
  9. The Wild People
  10. Death Trip To Tulsa

 

 

MARK LANEGAN AÍ EMBAIXO

No stream do primeiro single, “Harvest Home” e também em um momento registrado durante sua apresentação no festival Porão do Rock 2013, onde ele canta a música “The Cherry Tree Carol”.

 

 

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA LOIRAÇA ALEMÃ COM UMA HISTÓRIA DE VIDA VERDADEIRAMENTE INCRIVEL!

Nome: Dayana Wolffstein

 

Idade: 28 anos.

 

De: São Paulo (mas foi criada na Alemanha desde os seis meses de idade).

 

Mora em: Sampa também.

 

Três bandas: Bon Jovi, Iron Maiden e Rainbow.

 

Três discos: “Slippery When Wet” (Bon Jovi), “The Number Of The Beast” (Iron Maiden) e “Long Live Rock n’ Roll” (Rainbow)

 

Três filmes: “Top  Gun”, “Forrest Gump”  e “UnderWorld”.

 

Três livros: “Angels & Demons” (Dan Brown), “A metamorfose” (Franz Kafka) e “A study in scarlet Arthur” (Conan Doyle).

 

O que o blog tem a dizer sobre a loiraça: estas linhas online conheceram Dayana no sempre bombadíssimo clube Outs, no baixo Augusta, onde ela costuma atuar como hostess além de ser a girlfriend do barman gente finíssima Márcio (um queridão por este espaço virtual). Mas sua história de vidão e superação é tão bacana que vamos abrir espaço pra ela mesma falar sobre si:

 

“Filha de mãe alemã e pai italiano, nasci no Brasil, mas fui levada para Alemanha com 6 meses, então me considero uma alemã. Criada em Berlim. Sou formada em publicidade e propaganda, e também em música. Vivi minha vida toda  lá, até este ano. Cheguei no Brasil depois de vir todos os anos de férias, em fevereiro deste ano, e em março conheci a Outs e o homem da minha vida, o Márcio, o famoso “Barman Cobra” em duas semanas ele me pediu em namoro, e depois de mais duas semanas eu pedi ele em casamento hahaha! E agora somos noivos, porém já moramos juntos, e vamos nos casar no final deste ano. Atualmente trabalho como free lancer em publicidade, e faço alguns trabalhos como modelo fotográfico. Tive meu primeiro câncer no útero com 19 anos e meses depois o câncer se espalhou para o intestino. Foram 5 anos lutando e 3 experiências de quase morte, cheguei a pesar 30 kilos, estou curada há 3 anos, porém faltam 2 anos de acompanhamento. Conheci o hinduísmo por um médico no hospital quando já estava mal, e desde então esta é minha filosofia de vida, quem me conhece sabe que a japamala não sai do meu pescoço”.

 

Além de lindaça, um ser humano maravilhoso, certo? Então agora curtam aí embaixo as imagens da deusa loira, em fotos caprichadas produzidas por Amanda Costa.

 

 E aê rapá, vai me encarar?

 

Ela é do rock, alguém duvida?

 

Bad Gril mas com coração gigante!

 

Casal rock’n’roll top da noite do baixo Augusta, em Sampa!

 

Para conhecer nossa musa desse post, vai aqui: https://www.facebook.com/dayana.wolffstein?fref=ts.

 

 

**********

PISCES RECORDS VOLTA AO CENTRO DAS DISCUSSÕES NA INDIE SCENE

Os tempos são duros, bicudos. No século da web quase não se compra mais música em sua velhusca plataforma física, o cd. Gravadoras mainstream foram pro saco e tiveram que adaptar seu negócio aos novos tempos. E a cena independente, aqui e lá fora, também sobrevive como pode. Se por um lado a cultura musical digital proporcionou às bandas e artistas em geral a democratização do acesso à tecnologia de gravação “caseira”, além de também facilitar total a divulgação e distribuição de sua música, por outro os grupos lutam para ainda lançar e conseguir vender seus discos em cd, além de conseguir formar público e obter espaços pra tocar.

 

É aí que surge o selo Pisces Records. Já um veterano na indie scene nacional, com década e meia de existência, a gravadora surgiu em Bauru, interior de São Paulo, fundada pelo agitador cultural Ulysses Cristianini. E depois de colocar no mercado quase noventa títulos em cd de diversas bandas (algumas muito conhecidas, como o Dance Of Days, o Leela e o Rock Rocket) a Pisces. Voltou a ser comentada recentemente em blogs especializados em música e rock alternativo, por conta de problemas que estariam afetando o selo e alguns do artistas que a ele recorreram para lançar seus álbuns.

 

Fato é que na cena alternativa tudo sempre foi mega difícil – e ficou um pouco pior, depois do advento da troca gratuita de arquivos musicais pela internet. Dessa forma o blog zapper, sempre atento às movimentações da indie scene, acompanha há tempos o trabalho da gravadora. E por considerar que ela é um exemplo de garra em um cenário em que hoje poucos se arriscariam a continuar (lançando CDs de forma total independente), é que fomos bater um papo com mr. Ulysses, o sujeito que comanda a Pisces Records, para saber de fato o que andou ou anda acontecendo com a empresa. O resultado deste bate-papo você lê aí embaixo:

 Ulysses Cristianini, o boss do selo indie Pisces Records

 

Zap’n’roll – A Pisces Records andou sumida do mercado independente ou é impressão nossa? Não há mais página do selo em redes sociais ou site próprio dele. O que está havendo, afinal?

 

Ulysses Cristianini – Jamais! Estamos em todas as redes: http://facebook.com/piscesoficial http://twitter.com/piscesoficial

 

Zap – Responda sendo mais detalhista e específico, por favor.

 

Ulysses – http://soundcloud.com/piscesoficial. O site esta com um aviso de manutenção, na qual consta infos para contato! http://pisces.art.br mas deve entrar no ar ainda nesta semana como toda empresa precisamos atualizar nosso site e redes sociais, mas nunca sumimos! Continuamos lançando vários artistas/discos talvez devido nosso retorno para Bauru, tenha atrasado ou mesmo tenha feito com que nos afastassemos das redes sociais, mas nunca sumimos!

 

 

Zap – Certo, sendo que a Pisces se instalou durante algum tempo na capital de São Paulo, visando ampliar sua atuação no mercado independente. Por que voltou para Bauru, afinal?

 

Ulysses – Voltei devido aos custos altos de manter a empresa em SP, além de que hoje em dia praticamente tudo é feito online! Também devido a eu possuir um imóvel próprio do qual estou montando o estudio e escritorio da empresa! O tempo que a Pisces este por SP foi ótimo, fiz muitos contatos, amigos, cursos etc!

 

Zap – Ok. Você citou que o selo continua em plena atividade, lançando novos discos e artistas. Só que recentemente surgiram matérias na web, como a publicada pelo site Fita Bruta, dando conta de que a Pisces andou se envolvendo em problemas com alguns músicos e bandas, como receber dinheiro desses artistas e não entregar o que foi combinado em termos de prensagem de cds. O que você teria a dizer sobre isso?

 

Ulysses – Sim, aliás fui entrevistado pelo jornalista que publicou a mesma, deixando meu ponto de vista e explicando sobre todo o ocorrido, mas pelo jeito ele não se interessou pelo meu lado, tornando assim a matéria sensacionalista, ou apenas deixando um lado da história amostra! Nunca neguei que tivemos e podemos ter problemas, como qualquer outra empresa privada, passamos por alguns problemas financeiros e administrativos, além de uma briga judicial com uma fábrica que acarretou em todo este estresse atual! Isto não quer dizer que pegamos dinheiro e sumimos com o mesmo, temos discos sim a entregar do qual estão praticamente finalizando, aguardando apenas a parte grafica para ser finalizada. Acredito que se fossemos “golpistas” como adoram nos rotular, teríamos sumido a muito tempo, mas ao contrário disto estamos na ativa, atendendo a muitas bandas e clientes sem problema algum! Eu continuo a dizer, caso alguém tenha algo a resolver conosco entre em contato por e-mail e vamos resolver assim que possivel, sair gerando boatos e fazendo “campanha” contra não acelera nem resolve nada! A Pisces continua firme e forte e não vai desistir por mais que este seja o desejo de alguns. Apenas acrescentando que todos cometemos erros, por isso não negamos os mesmos e sim fazemos o possível para corrigi-los e que não se repita no futuro. Atualmente estamos com novas formas de trabalho e em breve com uma equipe que irá ajudar e muito na agilidade e bom atendimento da empresa. Lembrando que o caso principal citado na matéria estava na verdade resolvido antes da mesma ir ao ar! que foi a entrega dos cds do Marcelo Perdido.

 

 

Zap – Sim, isso é fato. Qualquer empresa em qualquer ramo de atividade comercial pode vir a ter problemas em algum momento, e isso é perfeitamente compreensível. No caso da Pisces, segundo o que você está dizendo, esses problemas surgiram em decorrência de uma disputa jurídica com uma fábrica de cds. Você poderia ser mais detalhista a respeito do que foi de fato essa disputa judicial? E por outro lado, o que o blog Fita Bruta destacou foi que a Pisces não respondia mais os e-mails do artista Marcelo Perdido. Procede essa informação? Por fim, o que você está fazendo nesse momento para sanar a contento todas essas pendências entre o selo e alguns de seus contratantes?

 

Ulysses – Tivemos um problema com uma fábrica, da qual no meio de muitos pedidos a mesma cometeu erros e atrasos, prejudicando o andamento do nosso trabalho, tentamos consertar e chegar a um acordo mas não houve conversa, hoje em dia sanamos tal problema e estamos fixo com uma excelente fábrica de Belo Horizonte. É complicado nossa posição pois ficamos entre o artista e a fábrica no caso, o que gera alguns transtornos, sempre ocorre atrasos, assim como acontece entregas rápidas, mas como sempre todos citam apenas o lado ruim da história, alias pode verificar na tal matéria, que não é apenas um problema da Pisces tal atraso e sim de outras empresas, acredito que citam mais uma na mesma! Quem atendia e respondia os email do Sr. Marcelo era o Daniel Nakamura, que trabalha comigo cuidando da parte de produção, pode ter ocorrido atraso em alguns contatos, mas nunca deixamos de se comunicar! aliás falei com o Marcelo após a publicação da materia, pedi desculpas pelo ocorrido e ele sempre foi uma ótima pessoa e compreendeu, e não temos nenhum problema um com o outro. Aliás, faz parte criar amigos e inimigos na jornada da vida, ainda mais no meio empresarial, independente o ramo. Eu evito ter inimigos, sou o mais paciente e compreensivo possivel, talvez isto irrite a muitos, mas sou assim e acho dificil mudar. A Pisces continua com seus lançamentos (podem acompanhar informações pelo soundcloud e twitter da empresa), estamos com novas propostas para sempre estar ajudando as novas bandas a terem um material de trabalho profissional e com qualidade e estamos fianlizando nosso escritorio e pretendemos agora em 2015 estar com uma nova equipe para dar o atendimento ideal a todos. Fora isso nosso nvoo site esta sendo finalizado ainda esta semana e indo ao ar com mais informações e afins! acrescentando, que sim, temos alguns problemas a serem sanados e pedimos mais um pouco de paciência pois os mesmos serão o quanto antes acertados.

 

 

Zap – Muito bem. Outra questão levantada pela matéria do blog Fita Bruta é que a Pisces, de maneira sagaz, sempre honra os compromissos com as bandas mais conhecidas da indie scene (como Leela, Rock Rocket e Daniel Belleza) pois sabe que elas são também uma “vitrine” de divulgação para a empresa. E usaria de descaso com artistas desconhecidos pois deles não precisaria como “vitrine”. Procede?

 

Ulysses – Jamais! Na verdade houve atrasos na entrega dos 3 nomes citados, caso que sempre ocorre, mas como tais bandas tem conhecimento de todo o procedimento da industria musical, sabem acompanhar com calma até ser tudo solucionado! Temos outras bandas menores que trabalhamos e entregamos tudo conforme combinado, não escolhemos o problema, muito menos quem vai pagar por ele!

 

Zap – Okays. E com o selo de volta a Bauru, o que podemos esperar da Pisces para os próximos meses e para 2015?

 

Ulysses – Como citei a pouco, estamos reestruturando toda a empresa e a forma de trabalho, sem promessas absurdas e fazendo o melhor para as bandas iniciantes, estamos com uma incrível parceria com a rede social iplugger.com.br do qual damos uma oportunidade das bandas começarem profissionalmente suas carreiras, fora isso estamos finalmente ajustando nosso novo escritório, do qual irá possibilitar a contratação de novos funcionários melhorando assim a empresa como um todo, pois como as vezes fica tudo sobre minha responsabilidade, acaba por passar muitas coisas, acarretando em problemas. Também devemos ter nosso próprio estúdio o que será uma ótima pedida para as bandas! A Pisces também irá colcoar em dia todo seu catalogo. Conseguimos fechar uma parceria excelente com uma gráfica e uma fábrica de cds e isto vai melhorar e muito nosso trabalho daqui pra frente. Peço que acompanhem nosso novo site que conterá discas e muitas informações obre o selo, artistas, serviços e afins. Iremos relançar nosso netlabel além de anunciar nossos subselos focados em estilos específicos dentro de alguns meses!

 

 

Zap – Muito bom. Para finalizar: há alguma ação judicial pendente contra a Pisces nesse momento? Pela documentação que você enviou ao blog, parece que não.

 

Ulysses – Solicitei uma consulta e sempre meus advogados acompanham tudo da empresa, não consta nada e não é de nosso conhecimento que haja algo em andamento. Como você disse e viu, a consulta é da semana passada e tudo esta okay, tanto do jurídico como do físico. Aliás estamos abertos a chegar a acordos amigaveis ao invés de recorrer a algo burocrático do qual atrasa mais ainda a vida de todos!

 

 

ELES JÁ TIVERAM DISCOS LANÇADOS PELA PISCES E OPINAM SOBRE O SELO

* Rodrigo Brandão (guitarrista do grupo Leela) – Sobre o Leela com a Pisces, tivemos uma relação bastante honesta. Acertamos que a Pisces iria prensar o CD da forma como gostaríamos, distribuir nas lojas e também fazer uma distribuição digital do álbum “Música Todo Dia”. Além disso, ficou acertado que a Pisces iria trabalhar a divulgação do trabalho com uma assessoria especializada. Na prática, o CD ficou pronto com um pequeno e aceitável atraso, com Ulysses sempre dando uma satisfação para a gente e o material ficou com excelente qualidade. Quanto à divulgação, tivemos alguns problemas pois a Pisces não se acertou com a assessoria pouco após o início do trabalho e tivemos a divulgação interrompida no meio do nosso lançamento, o que prejudicou bastante a divulgação do álbum, foi uma pena. Porém o Ulysses assumiu que não conseguiu manter a divulgação, entendemos que infortúnios como esse infelizmente acontecem e seguimos mantendo uma boa relação. Achei honesto e ainda é um dos poucos selos que ainda trabalham com discos físicos de artistas independentes e que estão em início de carreira.

 

* Noel Rouco (guitarrista e vocalista do trio Rock Rocket) – Com a gente não teve problema nenhum, ele cumpriu o que a gente tinha combinado. Teve um pequeno atraso na entrega dos cds mas dentro da normalidade (todos os nossos discos atrasaram na fábrico). No nosso caso o trabalho também foi diferente, não colocamos dinheiro no lançamento, chegamos com o disco pronto (master e arte) e ele cuidou da prensagem, distribuição e acessoria de imprensa.

Os trios Leela (acima) e Rock Rocket (abaixo), dois dos nomes mais conhecidos da indie scene brasileira dos anos 2000′: eles lançaram discos pela Pisces Records e não tiveram problemas com o selo

 

* Ricardo Massonetto (guitarrista e vocalista do grupo Doutor Jupter) – Doutor Jupter lançou o disco pela Pisces por meio de uma parceria de distribuição e marketing. Nosso álbum teve a gravação e finalização financiados pelo ProAC-ICMS. Com a parceria com a Pisces, conseguimos um valor especial para a prensagem e algumas ações de lançamento e distribuição. Particularmente nunca tivemos nenhum tipo de problema com a parceria estabelecida e hoje temos carinho pelo Ulisses, a quem chamamos de tio Picles, rsrsrs.

 

* Falcão Moreno (vocalista do quarteto Coyotes California) – Conheci o Ulysses na época em que o Coyotes California tinha acabado de gravar o primeiro cd, Hello Fellas, em 2010, e estava procurando alguém pra lançar o álbum. Tínhamos alguns amigos em comum e por isso a tarefa não foi das mais difíceis. Nos encontramos algumas vezes e acertamos tudo sem maiores problemas. Lançamos Hello Fellas em 2011 na web, em formato digital, e após algum atraso, recebemos e lançamos o cd físico nos primeiros meses de 2012. Foi exatamente isso o que aconteceu nessa parceria Coyotes California/Pisces Records. O encontrei ainda algumas vezes após o lançamento do cd e ao menos comigo, não houve nenhum tipo de problema. Fiquei sabendo de alguns problemas da Pisces com algumas bandas pela web, inclusive com alguns integrantes de 2 ou 3 bandas me procurando para tentar esclarecer algumas coisas. Não tive mais contato com o Ulysses nesses últimos tempos, mas espero que tenha resolvido esses problemas e esteja tudo bem.

 

* Para saber mais sobre a Pisces e contatar o selo, vai aqui: http://pisces.art.br/

 

**********

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o homem foi simplesmente guitarrista de uma das cinco bandas da vida do autor destas linhas online, a lenda inesquecível The Smiths. Quando o grupo acabou (em 1987), ele saiu tocando com Deus e o mundo. Mas foi lançar seu primeiro álbum solo de verdade apenas no ano passado. E agora Johnny Marr, que chega aos cinquenta aninhos de idade no próximo dia 31 de outubro, põe na roda “Playland”, sua segunda aventura individual. É um disco conciso (onze músicas, pouco mais de quarenta minutos de duração), com faixas altamente dançantes e ótimas guitarras e levadas melódicas. Ok, não é tão bom quanto “The Messenger”, editado em 2013. Mas o primeiro single de trabalho, “Easy Money” (cujo vídeo você vê aí embaixo), é um poderoso rock arrasa quarteirão e não faria feio em nenhum dos clássicos álbuns lançados pelo grupo que teve um dia Morrissey à frente dos vocais e Marr pilotando as guitarras. O cd foi lançado no início desse mês, deve sair no Brasil mas como sempre está dando sopa na web. Basta ir atrás dele.

 

 

* Disco, II: Três caras (um deles é irmão de coração de Zap’n’roll), todos de Rio Branco, capital do Acre. Militam há tempos na cena musical local. Um é do rock, o outro sambista (!!!) e o terceiro um poeta e agitador cultural. Decidiram se juntar. Deu no que deu: Euphônicos. As mais LINDAS canções que nossos ouvidos escutaram em muitos anos. Melodias suaves, algo tristonhas, tramadas e arranjadas com esmero e com uma gama de instrumentos (violões, violas, cavaquinhos, percussão discreta, sopros) como NÃO se vê mais no pavoroso rock independente brasileiro atual. E quando você ouve músicas como “A bailarina”, “Se é de lágrima”, “Em guitarras e poemas” ou escuta um poema (sim, há uma faixa que é apenas um poema declamado) primoroso como “O tempo que me cabe”, você se encanta e se pergunta (e não cabe aqui nenhum preconceito regionalista nessa questão): “como pode isso vir do pequenino e distante Acre? E como pode em cidades como São Paulo e Rio, o ‘centro’ do país, não surgir algo semelhante mas apenas drogas musicais que nos dão até vergonha quando escutamos?”. Sem exagero, periga ser o MELHOR disco de pop/rock (mpb?) nacional desde que conhecemos os amados Vanguart, há quase uma década. Euphônicos é grande, é lindo e faz show de lançamento desse discaço dia 20 de dezembro em Rio Branco, onde estas linhas online vão estar inclusive. Mas se você quer ouvir o cd JÁ, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

 O disco de estreia do trio acreano Euphônicos: canções lindas e sublimes!

 

* Banda: surgido em Minas Gerais (mais especificamente em Uberaba) há quase duas décadas, o duo Troll (CBlau na bateria e vocais; Junior Betoldi nas guitarras, vocais e outros instrumentos) já tem alguns discos lançados e faz da vassalagem ao grande rock BR dos 80’ e à mpb clássica (como a trupe Mineira “Clube da Esquina”, que encantou gerações nos anos 70’) sua razão de existir. A estreia bacaníssima foi no longínquo ano de 1996, com o disco “Não saia do meu caminho” (que este espaço rocker virtual gosta bastante, diga-se). E agora a dupla acaba de editar “TPS” que, segundo eles próprios, se trata de uma “ópera rock” (opa!). Blauzão e Junior são do ramo: além de tocar também trabalham em estúdio como produtores musicais há anos. E em breve o blog fala mais sobre o novo trabalho deles, sendo que você pode saber mais sobre o grupo aqui: https://www.facebook.com/trollporradaoficial?fref=nf. E aqui também: http://trollporrada.com.br/home/.

 O duo Troll: bom rock’n’roll das Gerais

 

* Exposição: a imperdível mostra sobre a obra do gigante do surrealismo, Salvador Dalí, já chegou a São Paulo. Está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (que fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, zona oeste da capital paulista), de terá-feira a domingo das onze da manhã às oito da noite, até dia 11 de janeiro de 2015.

 

*Baladíssimas: yes! O postão está finalmente sendo concluído (na quarta-feira desta semana) e o finde promete ser hot em Sampalândia. Começando já pela quinta-feira (leia-se amanhã, 23 de outubro) quando o grupo Bailen Putos! toca no palco do Astronete (lá no 335 da rua Augusta).///Já na sextona em si a parada imperdível é a inauguração do Bar Tex (misto de restaurante, boliche, sinuca, karaokê e pista de dança), o novo empreendimento noturno do queridão dj Click (que também é proprietário da bombadíssima Blitz Haus, um dos picos mais badalados da atual cena rocker noturna de Sampalândia). Fica no 1053 da rua Augusta e vai rolar dj set do blog por lá no sábado (véspera da eleição, yeah!) por volta das duas da manhã.///E antes de cair na perdição da madrugada no Tex você pode começar o sabadão tomando uma deliciosa breja artesanal e curtindo novamente showzão dos Bailen Putos, que desta vez tocam lá na sempre ótima e aconchegante Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo). Tá bão pra vocês? Então se joguem, crianças!

 O grupo paulistano Bailen Putos! se apresenta nesta semana no Astronete (amanhã, quinta-feira) e na Sensorial Discos (no sábado)

 

 

FIM DE PAPO

Postão custou pra ser concluído mas ficou bacanudo como sempre, néan. Então é isso: vai se preparando e já pode ir mandando sua mensagem amiga pro hfinatti@gmail.com que no próximo post entra promo aqui de tickets free pro show do fofo indie americano Real Estate, que toca dia 20 de novembro em São Paulo, no Beco. Fora isso voltamos na semana que vem (ou antes, se algo muito extraordinário assim o exigir), quando estas linhas online irão laaaaá pro extremo Norte brasileiro, na sempre calorenta Macapá (e onde não vamos há quatro anos já) para rever amigos e, principalmente, um certo e amoroso docinho loiro que mora por lá. É isso. Beijos no coração de todos os nossos leitores, sempre! Até  mais!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/10¹2014 às 12:30hs.)

O gigante U2 quebra um jejum de meia década e coloca o mondo pop/rock em polvorosa com o inesperado lançamento de seu novo álbum, liberado de GRAÇA para meio bilhão de pessoas (e já disponível na web para outros tantos milhões); aproveitando o fato o blogão zapper resgata as impressões do show que os irlandeses fizeram em 2006, em Sampa; como foram o festival Porão Do Rock e mais uma festona do blog; o novo disco do Interpol, outra musa rocker tesão total (direto da capital do Mato Grosso Do Sul!) pra abalar os marmanjos, e o jornalista eternamente loker concorrendo ao PrêmioDynamite 2014, uhú! (plus GIGANTE com os shows gringos que irão rolar a partir de setembro em Sampa, com nova atualização em 19/9/2014)

Uma lenda gigante da história do rock causa tumulto planetário ao lançar seu novo disco de estúdio: o irlandês U2 (acima), volta à cena com “Songs Of Innocence”; já o pós-punk nova-iorquino Interpol (abaixo) também manda bem em seu novo disco, “El Pintor”

 

**********

UEPA! EXTRINHAS PRA ENGORDAR O POSTÃO NESTE FINDE – SEMANA QUE VEM TEM POSTÃO TOTAL RENOVADO, UIA!

 

* Yep. O postão como sempre tá indo bem, tá bombando em repercussão (tanto em likes como em comments), então bora deixar o mesmo no ar por mais alguns dias, hehe. Mas sempre de olho no que tá rolando pelo mondo pop/rock. E também pela área de comportamento, política e afins.

 

*Assim é que o Foo Fighters está confirmado para nova tour no Brasil, em janeiro de 2015 – pelamor, a coisa vai FERVER agora do final de setembro até março do ano que vem: Queens Of The Stone Age, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, Popload Gig (com Tame Impala, Beirut, Cat Power etc.), The Real State, o velho Echo & The Bunnymen, Paul McCartney, a banda do Dave Grohl e os velhíssimos e esperadíssimos Rolling Stones. Haja bolso… mas o blog nem vai novamente no FF não, sorry. Vimos eles em 2001 no Rock In Rio III (e ficamos SEM VOZ de tanto que berramos durante aquele show) e ano retrasado no Lollapalooza Brasil, naquela gig no Jockey Club SP que durou quase duas horas e meia, que foi sim muito legal mas que em determinado momento começou a cansar porque não acabava nunca. Enfim, pra quem nunca assistiu, vá se preparando. Vale a pena sim.

 Dave Grohl e os Foo Fighters: de volta ao Brasil em janeiro de 2015

 

 

 

* E foi uma semana (que está acabando néan, já que hoje é sextona em si, dia de começar os badalos pela night under da grande metrópole) bacanuda: caíram na web o novo disco do gênio e lenda Leonard Cohen (“Popular Problems”, que sai oficialmente nos Estados Unidos e Inglaterra na próxima segunda-feira) e o segundo álbum solo do vocalista dos Strokes, Julian Casablancas. O álbum do velho menestreal e poeta canadense o blog ainda está digerindo pra comentá-lo melhor por aqui. Já o cd do Julian… preeeeeguiiiiiça de ouvir…

 O cantor folk e poeta Leonard Cohen: disco novo aos 80 anos de idade!

 

 

 

* E miss Sharon Osbourne, eterna empresária e SARGENTO do velho gagá Ozzy, FZILOU o U2 esta semana em entrevista publicada na rock press gringa: “eles deram o disco novo de graça porque ninguém quer ouvir”. Uia!

 

 

* Agora isso aqui todo mundo vai querer ver (o blog inclusive, hehe): a festa “Sodoma & Gomorra”, que rola neste sábado (leia-se amanhã, dia 20) no Purgatorium 90 (lá na rua Augusta, 552, centrão rocker de Sampa). Além da discotecagem bacanuda anos 80’ e pós-punk e EBM, vão rolar performances eróticas tesudas. E uma das performers, aidivinhem, será a nossa eterna e amada musa rocker oficial, a lindaça e gostosíssima Jully DeLarge. Uhú! Nos vemos por lá!

 A super musa rocker oficial do blog, Jully DeLarge: uma das atrações deste sábado na festa “Sodoma & Gomorra”, em Sampa

 

 

* Pois entonces… tantas notícias lecais no mondo pop, néan. Pena que na área politica nunca é assim. E ficamos mega tristes e indignados ao nos darmos conta de que ontem (quintafeira), a polícia militar ASSASSINA do GRANDE BANDIDO E MERDA que é o (des) governador de São Paulo, sr. Geraldinho canalha Alckmin, matou um pobre camelô no centro da capital paulista, durante operação policial na região. E esse pulha ainda vai se reeleger nas próximas eleições. Inacreditável. E totalmente lamentável.

 

 

* Por hora é isso. O postão fica por aqui e será novamente “engordado” se algum fato contundente assim o exigir. Se não, semana que vem estamos na área com postão total inédito, okays? Até lá!

 

********

Tumulto mega no mondo pop.

Foi o que aconteceu na última terça-feira, 9 de setembro, quando o gigante quarteto irlandês U2 lançou, de maneira espetacular, surpreendente e inesperada, seu novo álbum de estúdio, “Songs Of Innocence”. Foi durante a coletiva de imprensa que aconteceu em Cupertino (na Califórnia) e onde a Apple anunciou o lançamento do i-Phone 6. O “convidado de honra” da coletiva foi justamente a banda de Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, que em parceria com a empresa de tecnologia anunciou que seu novo disco estava sendo disponibilizado naquele momento para cerca de quinhentos milhões de usuários da plataforma i-Tunes em todo o planeta. Ação espetaculosa e genial, sem dúvida alguma. De resto, como foi quase toda a trajetória do U2 até hoje. Você pode amar ou detestar a obra do quarteto pós-punk irlandês (Zap’n’roll ama boa parte da discografia deles, embora reconheça que o grupo não faz um trabalho realmente acachapante há mais de duas décadas), mas não pode ignorar a importância capital que eles tiveram e ainda têm dentro da história do rock’n’roll mundial. Isso é muito evidente quando nos lembramos que este conjunto legou para o rock’n’roll alguns trabalhos revolucionários em sua concepção sonora ou eivados de contestação político/social, como na estreia deles em “Boy” (de 1980), ou ainda em “War” (de 1983), “The Unforgettable Fire” (editado em 1984), “The Joshua Tree” (que saiu em 1987) e em “Achtung Baby” (lançado em 1991 e onde o grupo rompeu a barreira entre rock e eletrônica com maestria absoluta, assombrando o mundo com um compêndio de faixas densas e dançantes e que antecipariam muito do que viria na sequência na música pop pelas duas décadas seguintes e se tornando, talvez, o último grande sopro de genialidade absoluta de Bono e cia.). Fora que a existência rocker do autor destas linhas online está atrelada, em boa parte, aos discos e músicas do U2, conjunto que conhecemos por volta de 1982 (através da leitura de uma reportagem sobre eles na revista “Pipoca Moderna”, uma publicação mensal que estava muito à frente de seu tempo em termos de concepção editorial e que por isso mesmo não durou mais do que cinco edições), quando sequer haviam discos deles lançados no Brasil – o que só começou a acontecer três anos depois, em 1985, quando a gravadora Warner editou por aqui os álbuns “Unforgettable Fire” e “War” de uma tacada só. A essa altura o U2 já era gigante na Inglaterra, estava estourando nos Estados Unidos e começava a ser conhecido aqui também. E o jovem zapper, futuro jornalista musical, ex-integrante do movimento punk paulistano, quase universitário do curso de História, eternamente apaixonado por literatura, poesia, grande cinema, grande rock’n’roll e um eterno possuidor de espírito inquieto e contestador, caiu de amores pelos riffs disparados pela guitarra de The Edge, pelas melodias pós-punk e pelas letras altamente políticas escritas por Bono Vox. Os anos foram passando, a bande se tornou gigantesca, acabou vindo tocar no Brasil (em 1998, durante a turnê mundial do disco “Pop”), lançou trabalhos muito abaixo do seu potencial criativo na última década e meia, mas nunca perdeu a capacidade de causar tumulto entre os fãs e no circuito pop planetário. Exatamente como ocorreu esta semana, quando “Songs Of Innocence” chegou inesperadamente aos ouvidos de milhões de usuários da plataforma i-Tunes pelo mundo afora. Não importa se o disco é bom, ruim, se mantém ou não os irlandeses entre os grandes nomes do rock’n’roll – e se o disco é bom ou não você saberá (na opinião deste espaço virtual, vale exarar) lendo nossa análise sobre o mesmo. Mas, acima de tudo, o U2 ainda pertence a uma estirpe cada vez mais rara de grupos musicais: aquela de nomes que em algum momento de sua trajetória promoveram revolução, contestação, reflexão artística e comportamental e legaram de fato e de direito algo que realmente valeu a pena à cultura da humanidade. Grupos como o U2, já com quase quarenta anos de vida nas costas, estão se tornando uma raridade nos dias que correm. E a continuar assim, irão em breve desaparecer de vez. Por isso é melhor que quem ama de verdade o grande rock’n’roll torça para que Bono, The Edge, Adam e Larry Mullen ainda fiquem por aí por mais alguns anos, fazendo o que sabem fazer de melhor: música com arte e com relevância total para nossas vidas quase sempre totalmente cinzentas.

 

 

* Yes! Postão sendo concluído já na segunda-feira (leia-se: 15 de setembro) da nova semana. Então vamos ao que sucede no mondo pop/rock, néan?

 

 

Continuam abertas as votações para o Prêmio Dynamite de Música Independente 2014, sendo que a grande (e inesperada, vejam só) novidade deste ano é que o sujeito aqui está concorrendo na categoria Personalidade, uia! Então se você, dileto leitor zapper, quiser votar no Finaski, não se acanhe, oxe! Vá lá e deposite seu voto em nós que a firma agradece, hehe. Para votar, basta entrar no site e mandar brasa: http://www.premiodynamite.com.br/

 

 

* E o que sucede é que já foi dada a largada na boataria em torno do possível line up do festival Lollapalooza Brasil 2015, que vai acontecer em março do ano quem vem em Sampa. Os nomes que surgiram esta semana como prováveis atrações são o gênio Jack White e a lenda Robert Plant. Se vierem mesmo, vai valer a pena ficar com a língua de fora de tanto caminhar pelo autódromo de Interlagos.

 

 

* Já Julian Casablancas mandou avisar que os Strokes voltam a se reunir em janeiro próximo, para possivelmente começar a trabalhar em um futuro novo álbum de estúdio.

 

 

* Que Nick Cave é gênio, todo mundo sabe. Por isso, merecidamente, o australiano está na capa da NME desta semana (aí embaixo). Ele bem que poderia voltar por aqui (onde esteve uma única vez, em 1988). E para TOCAR e não apenas morar, rsrs.

 

 

* O festival Porão Do Rock 2014 rolou no último final de semana de agosto passado, em Brasília. E foi bacaníssimo, como sempre. Muitos shows empolgantes (o melhor deles, sem dúvida alguma, foi o encerramento consagrador dos Raimundos, já na madrugada alta de segunda-feira), alguns decepcionantes (como o dos Titãs) e bandas indies surpreendentes (como Zignal e Madrenegra), por mostrar competência e potência instrumental e melódica no palco. O festival, no final das contas, se mantém como um dos ótimos eventos do circuito alternativo brasileiro e a torcida do blog é para que ele dure ainda por muitos anos. Nas fotos aí embaixo (registradas por Patrícia Laroca e Tainara Rezende), um pouco do que foi o PDR deste ano.

 Pitty: gig competente para mostrar o novo disco, “Sete Vidas”

Raimundos: fecho consagrador no Porão, diante de 20 mil fãs

Max Cavalera desce a porrada no show do Cavalera Conspiracy

Encontro de gente do rock’n’roll no saguão do hotel em Brasília: Zap’n’roll, o batera Fred (ex-Raimundos) e a sempre charmosa Erika Martins

 

 

* Agora, incrível mesmo (uia!) foi mais uma festona zapper na loja Sensorial Discos, em São Paulo, na semana passada. A foto aí embaixo (com o jornalista blogger/maloker “cercado” por duas musas e xoxotaças do blog) já diz tudo, hihihi. Perdeu, playboy? Se fodeu, ahahahaha.

 Que DILIÇA!!! Zap’n’roll deita e rola em mais uma festona do blog, muito bem acompanhado pelas musas e gostosíssimas Madeleine Akyê e Jully DeLarge. Perdeu? Se fodeu, hihi

 

* E pra causar um tumulto MAIOR do que as festas promovidas por estas linhas online, só mesmo o gigante U2 ao lançar seu novo disco. Lê aí embaixo e veja por que.

 

 

O U2 RESSURGE E CAUSA TUMULTO NO MONDO ROCK COM SUAS CANÇÕES DA INOCÊNCIA

Foi surpreendente e compleamente inesperado (mais ou menos igual a quando o gênio David Bowie ressurgiu ano passado, no dia do seu aniversário, anunciando seu primeiro disco de músicas inéditas em uma década). Na última terça-feira, 9 de setembro, um evento na sede da empresa Apple em Cupertino (na California), anunciou o lançamento nos Estados Unidos do mais novo produto da marca, o i-Phone 6. E de repente, como “convidado especial” da festa de lançamento do ultra moderno aparelho de telefonia móvel, lá estava o gigante quarteto pós-punk irlandês U2. Também lançando de maneira impactante seu novo disco de estúdio, “Songs Of Innocence” (o décimo terceiro da trajetória do grupo), que foi imediatamente disponibilizado DE GRAÇA para todos que têm conta na plataforma musical do i-Tunes – cerca de quinhentas milhões de pessoas em todo o mundo. O álbum também foi parar na web (claro), em links de compartilhamento de música gratuita e no YouTube. E sua versão física deve chegar rapidamente às lojas, Brasil incluso.

 

Foi o assunto da semana no pop/rock planetário, óbvio. E independente da questão se o disco é ou não relevante em termos artísticos, o U2 foi esperto o suficiente pra garantir total visibilidade de mídia ao lançamento dele. Para isso firmou parceria com a Apple (de resto, velha parceira do conjunto em projetos passados): a empresa americana BANCOU a produção, gravação e lançamento da nova obra musical dos irlandeses (pagando uma grana bacanuda a eles) e, em troca, ganhou o direito de distribuir o cd aos clientes do i-Tunes. Jogada extraordinária de marketing, sem dúvida pois Bono e cia sabem (como todo mundo sabe) que não se vende mais música em plataforma física hoje em dia. Assim, nada melhor do que distribuir o dito cujo na faixa para (de saída) quinhentos milhões de ouvintes. Deve ter sido o maior lançamento de um disco e de uma banda até hoje.

O novo álbum do gigante U2: longe de ser uma obra-prima, mas ainda assim ok

 

Mas, e sobre o trabalho em si? O que dizer deste “Songs Of Innocence”? Primeiramente, que foi um álbum de gestação complicadíssima. Sem lançar nada de novo desde 2009 (quando editou o bom “No Line On The Horizon”), o quarteto de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. estava numa encruzilhada criativa sem precendentes. As gravações se arrastaram por meses a fio, ideias surgiram e foram descartadas e o vocalista do grupo chegou a declarar, em entrevistas recentes, que se sentia inseguro. “Será que ainda possuímos alguma relevância musical para os fãs?”, se questionou um Bono sempre humilde (a humildade sempre foi uma das grandes qualidades do U2, inclusive) e reflexivo.

 

As primeiras informações davam conta de que o cd seria lançado apenas em novembro deste ano. E surpreendendo a humanidade, ele foi colocado à disposição de todos esta semana. Pois então: se você quer uma obra-prima ao nível de “War”, “Unforgettable Fire” ou “Achtung Baby”, esqueça. Nem teria sentido o U2 tentar emular a si próprio e querer reeditar a estética composicional que permeou esses discos que já se tornaram clássicos da história do rock’n’roll. Ainda assim essas “Canções da Inocência” mostram um conjunto (cujos integrantes já passaram dos cinquenta anos de idade) preocupado em manter suas raízes musicais mas com um olhar no agora, no contemporâneo que os cerca. Para isso a turma convocou os serviços do moderníssimo e mega requisitado Danger Mouse, para pilotar a produção. E saiu do estúdio com um cd enxuto (onze faixas e pouco mais de quarenta e oito minutos de duração) onde o grupo presta vassalagem a ícones do punk como Joey Ramone e The Clash (uma das cinco bandas da vida do autor deste blog), além de tentar resgatar a simplicidade melódica dos primeiros anos de existência do grupo. Então, longe de ser uma obra-prima, o disco traz uma coleção de canções rockers e reflexivas bacanas, como “The Miracle (of Joey Ramone)” (o primeiro single de trabalho) e “California (There Is No End To Love)”. É bem verdade que o álbum se torna muito mais interessante em sua metade final, quando o ouvinte se depara com a intensidade de “Volcano” (e seu baixo poderosíssimo) ou a bucólica melancolia de “The Troubles”, além de encontrar, na nona faixa, o MELHOR momento de todo o cd. “Sleep Like A Baby Tonight” parece saída diretamente de 1983, de uma fusão única e improvável de New Order/Joy Division com o próprio U2: a ambiência synthpop que conduz a melodia, a guitarra em fuzz de The Edge no solo e os vocais em falsete de Bono transformam a música em um dos grandes momentos do rock em 2014. Pode ter certeza disso.

 

Não, não vai revolucionar o rock’n’roll a essa altura do campeonato. Mas “Songs Of Innocence” mantém o U2 com dignidade nessa parada quase escrota em que se transformou a música pop e o rock nos anos 2000’. E no final das contas, ninguém mais precisa de obras-primas pois elas já foram todas gravadas e estão aí pra quem quiser ouvir. Aos irlandeses cabe então apenas isso: nos lembrar sempre que eles foram os responsáveis por algumas dessas obras-primas. Já é mais do que suficiente.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO U2

1.”The Miracle (of Joey Ramone)”

2.”Every Breaking Wave”

3.”California (There Is No End to Love)”

4.”Song for Someone”

5.”Iris (Hold Me Close)”

6.”Volcano”

7.”Raised by Wolves”

8.”Cedarwood Road”

9.”Sleep Like a Baby Tonight”

10.”This Is Where You Can Reach Me Now”

11.”The Troubles”

 

E “SONGS OF INNOCENCE” AÍ EMBAIXO

Para audição completa do disco.

 

 

E EM FEVEREIRO DE 2006 EM SAMPA, O GIGANTE IRLANDÊS FEZ UMA GIG INESQUECÍVEL

Yep. Demorou anos para o U2 vir pela primeira vez ao Brasil. A primeira turnê do grupo pelo país aconteceu apenas em 1998 (quando ele já existia há mais de duas décadas), durante a excursão mundial que promoveu o fraco álbum “Pop”. A banda fez então um show no Rio De Janeiro (no autódromo de Jacarepaguá) e dois em São Paulo (no estádio do Morumbi), todos em janeiro daquele ano.

 

Oito anos depois e a bordo da turnê “Vertigo”, o quarteto reapareceu em terras brazucas. E fez duas apresentações consagradoras novamente no estádio do Morumbi, na capital paulista. O blog, que na época era repórter de música do caderno de variedades do extinto jornal paulistano Gazeta Mercantil, acompanhou a segunda performance paulistana dos irlandeses. E registrou tudo aqui mesmo nestas linhas zappers (que na época, ainda era coluna e não blog).

 

O texto que você lê então, aí embaixo, foi publicado há oito anos (em fins de fevereiro de 2006). E o reproduzimos agora para que nosso jovem e dileto leitorado entenda a experiência única e inesquecível de assistir ao vivo um dos maiores nomes de toda a história do rock.

 

MORUMBI, SP/SP, 21/02/2006: A NOITE INESQUECÍVEL

Sim, sim, tudo já foi falado e repisado sobre os dois mega-shows que o U2 festa esta semana em São Paulo. O de segunda-feira foi mostrado ao Brasil inteiro pela tv Globo em transmissão, hã, ao vivo (nem tão ao vivo assim, já que os chamados “breaks” comerciais atrasavam a transmissão em alguns minutos). O estádio lotou, o povo vibrou, muitos torceram o nariz, dizendo que o quarteto se tornou mega banda milionária que não tem mais nada a dizer, e que o vocalista Bono está se tornando um rocker demagógico, populista e messiânico em níveis insuportáveis.

 

Ok. Mas muitos dos que dizem isso ou não estavam em nenhum dos dois concertos ou sequer se deram ao trabalho de assistir o mesmo pela tv.

 

E você, dileto leitor destas linhas virtuais semanais, pode acreditar nas palavras deste old and junky escriba rocker: o Morumbi beijou sim a lona na noite da última terça-feira. E o U2 fez, talvez, o show mais espetacular que este colunista já viu em seus mais de vinte anos de estrada, acompanhando eventos do tipo.

 

Em primeiro lugar, a relação deste colunista com a obra do conjunto irlandês é extremamente passional. Dezenas de canções da banda estiveram imiscuídas na vida de Zap’n’roll nas últimas duas décadas e meia, fazendo trilha sonora para momentos importantes, cruciais mesmo da existência deste colunista. Foi assim, por exemplo, que um arrepio percorreu todo o corpo do figura aqui quando a banda tocou “New Year’s Day”: como num flash back poderoso e instantâneo, vieram à cabeça imagens, recordações de quando o “digitador” desta bodega virtual era jovem e punk. De quando ele comprou seu exemplar – ainda em vinil! – do álbum “War”, de como ele se perguntava, em uma época em que ainda quase NINGUÉM conhecia U2: “será que um dia eles tocam por aqui?”. Pois é, vieram, já pela segunda vez, tocaram e encantaram quase 150 mil pessoas.

 

Segundo, vem cá: quantas bandas você conhece que possuem um repertório do calibre do U2? Quantas bandas conseguem se manter na ativa por tanto tempo, sempre procurando gravar bons discos, estar atenta ao que acontece na música pop, se renovando enfim? E, principalmente, quantas bandas, mesmo estando podres de rica e com seus integrantes com mais de 40 anos de idade, conseguem fazer de cada show um acontecimento como se fosse o último dia da vida dos integrantes deste conjunto?

 

Poucas, muito poucas, podem ter certeza disso. E o U2 é uma delas, sem favor algum ou concessão de qualquer espécie. Certo, não há como negar que Bono exagera na simpatia e na diplomacia (e quem esteve no Morumbi sacou isso perfeitamente) e que isso acarreta alguns momentos, digamos, indigestos (como quando ele citou o nome de Lula na segunda-feira, ou disse, na noite seguinte, que o cantor e dublê de ministro Gilberto Gil era “seu novo amigo”, e levou uma sonora vaia por conta disso) e que chegam a incomodar quem é mais cético, racional ou politicamente incorreto. Mas também não dá pra negar que, depois de vinte e cinco anos tocando pelo mundo afora, o grupo faz um show impecável, perfeito, poderoso e irrepreensível em todos os sentidos. Querem exemplos? O palco e sua estrutura de som e luzes avassaladora (o telão metálico circular ao fundo, com seus 25 metros de altura, era mesmo algo impressionante. E as projeções que acompanhavam as músicas, intercaladas com imagens da própria banda em ação, também). E a execução do repertório: incrível como a guitarra de The Edge consegue reproduzir quase que fielmente a timbragem das melodias gravadas em estúdio e como as canções soam como se tivessem sido compostas ontem e de repente parece que estamos todos bem no meio dos anos 80′. Sim, o U2 procura ficar atento ao que acontece na música pop atual. Mas, ao contrário de outras bandas, na hora de executar seu repertório ao vivo, Bono e cia. fazem questão de se manter fiéis ao que foi registrado em estúdio, sem querer modificar arranjos, estruturas, inventar ou criar novas versões para o que todo mundo conhece e quer mesmo é ouvir a música da forma como ela foi concebida originalmente. Nisso, a banda também é mestra.

Bono Vox e o baixista Adam Clayton levantam mais de 70 mil pessoas no estádio do Morumbi em Sampa, durante o show do U2 lá em fevereiro de 2006

 

 

E por tudo isso o show foi lindo e emocionante. O cachê do grupo é exorbitante? Sim. O preço do ingresso para vê-los também foi? Paciência. Em compensação, quem estava naquela noite de fogo e música inesquecíveis se deparou com um conjunto fantástico, de músicos simpáticos e amabilíssimos com seus fãs (sim, sim, Bono novamente chamou duas garotas para subir ao palco e dar a elas seus quinze minutos de fama, como vaticinou o célebre artista multimídia Andy Warhol há mais de três décadas), com um Bono emocionado e em grande forma e com uma seleção de músicas que marejaram os olhos de muita gente que estava ali (como este colunista, afinal). E mesmo quando tentava ser simpático em demasia, Bono ainda assim seduzia o público, com declarações do tipo “ontem, tocamos para o Brasil todo. Hoje, vamos fazer nossa festa particular” (em alusão à transmissão ao vivo da Globo ocorrida na noite anterior, e que não se repetiu na terça-feira). Ou seja, um esforço bacana de se comunicar com o público brasileiro em um português obviamente arrastado, mas bem além do que o mirrado e manjado “obrigado” que todo rock star repete mecanicamente quando aporta por estas plagas.

 

Sim, sim. houve a exibição no telão de trechos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, houve elogios ao governo Lula, houve um engajamento político e social incomum em shows de rock atuais. E também houve momentos de puro êxtase e deleite, como em “Miss Saravejo” (com milhares de luzinhas piscando entre o público presente ao estádio, em um espetáculo lindíssimo e inesquecível), em “One”, em “Vertigo” (a segunda música do set list nas duas noites, e que levou o público ao delírio) e até mesmo na fantástica “Zoo Station”, que abre o espetacular álbum “Achtung Baby” – onde estará Christiane F. neste exato instante, com seu olhar triste e sua face envelhecida?

 

Tiago Bolzan e Jairo Lavia, diletos amigos deste espaço rocker virtual e eventuais colaboradores da coluna, torceram o nariz para os shows do U2. Tanto um como outro acham que o quarteto já está rico e mainstream demais para defender causas humanitárias, como o perdão da dívida de parte do Terceiro Mundo e o combate à pobreza mundial. Também acham que Bono não é tão sincero quanto quer parecer ser.

 

Bom, Zap’n’roll pode ser ingênuo ou puro de sentimentos, vai saber. Mas estava no Morumbi na terça à noite. E pode testemunhar, com certeza absoluta, que Bono parece acreditar mesmo no que diz, faz e canta. Talvez seja isso que lhe dê a credibilidade necessária para não ser apenas mais um demagogo populista a infestar o mundo de aparências falsas do rock mundial. E de mais a mais, alguém já disse que o melhor meio de desmantelar o stablishment (“How To Dismantle An Stablishment”?) é infiltrar-se nele, minando-o por dentro. Talvez seja exatamente isso que o U2 esteja fazendo nos últimos vinte anos, quando se tornou uma das bandas mais ricas e queridas do planeta.

 

Talvez por ser como é, que o U2 fez no Brasil, na última terça-feira em São Paulo, um show inesquecível. Um fogo inesquecível, como o grande rock’n’roll deve ser. Um lindo show, como a noite clara e um céu salpicado de estrelas que brilhavam acima do estádio do Morumbi. Para guardar para sempre na memória e contar para os nossos filhos e netos.

 

 

E NO MORUMBI…

* A batalha para ir no show do U2 foi cruel e sangrenta, não apenas para os chamados “vips”, mas também para a imprensa em geral. Com os ingressos para os dois concertos do grupo tendo se evaporado em questão de horas, a produção brasileira do evento pouco se lixou para os profissionais que queriam cobrir as apresentações. Moral da história? A lista de pedidos de credenciamento foi sumariamente deletada pela assessoria de comunicação dos shows. Claaaaaaaro que alguns jornalistas são “mais” jornalistas do que os outros (na visão cretina da Universal Music, a gravadora do U2 no Brasil). E estes receberam convites para ir ao show, convites que foram comprados pela mencionada Universal. Pois é.

 

* Talvez por isso mesmo a sala de imprensa do Morumbi tenha estado muito pouco concorrida na segunda noite dos irlandeses em São Paulo. Municiada que estava por uma credencial poderosíssima (como ela foi conseguida a coluna conta logo abaixo) e que permitia circulação em qualquer lugar do estádio, Zap’n’roll esteve na sala de imprensa e constatou que ela estava bem equipada com terminais de internet, telefone etc. Mas jornalistas mesmo, que eram necessários…

 

* Como este colunista foi ao U2? Simples, simples: o autor destas linhas digitais também é, desde setembro de 2005, “frila fixo” do caderno cultural “Fim-de-Semana” do jornal paulistano diário Gazeta Mercantil. De circulação modesta, mas com um nome tradicionalíssimo e influente entre empresas dos mais diversos ramos de atividade (indústria, comércio etc), a Gazeta é extremamente bem relacionada com o grupo Pão-de-Açucar, um dos patrocinadores da turnê “Vertigo” no Brasil. Não deu outra: bastou um telefonema da editora do caderno cultural para a assessoria de imprensa do Pão-de-Açucar e pronto: não só o autor desta coluna, mas também uma outra simpática repórter do jornal foram imediatamente credenciados para o show de terça-feira. E o tratamento foi extra-vip: uma van levou os jornalistas convidados pelo supermercado até o estádio e lá ainda instalou os mesmos no comentadíssimo espaço “Pão emotion”, que custava para os pagantes mortais a bagatela de R$ 380 pilas por cabeça. Também pudera: por esse preço, quem estava lá podia se esbaldar em garrafas e garrafas do whisky irlandês Jamerson, em latas e latas de Flash Power e em garrafas e garrafas de champagne Chandon. Fora o animal buffet de frios, canapés e até “quentinhas” de luxo (compostas de arroz, farofa e filé mignon) e que eram servidas por atenciosos garçons.

A credencial zapper utilizada em 2006, para cobrir a gig do U2 em Sampa

 

* Claro que quem estava no “Pão emotion” queria mais era badalar e encher a pança e a lata do que propriamente assistir ao show. Afinal, que espírito rocker há em se assistir a uma apresentação do U2 comendo canapés e tomando Chandon? Foi pensando desta forma e ciente de que poderia circular pelo estádio inteiro com a tal credencial (que está reproduzida logo aí embaixo, para desespero, ódio e inveja mortais de uma turminha maldosa e covarde pertencente a uma certa comunidade do caidaço Orkut, e que espalhou a bilionésima mentira da dita comuna, ao dizer que a coluna não iria ao show), que Zap’n’roll se mandou rapidinho da reservadíssima área vip. Quer dizer, ficou lá o tempo suficiente para bater um papo rápido com o cantor e amigo Paulo Ricardo (yeah, o ex-RPM que abraçou a causa indie e que está lançando seu novo disco solo, via EMI), ver a chegada do dublê de ministro e cantor Gilberto Gil e também… para encher “o tanque” o quanto pôde (já que não era permitido sair do local com copos). Foi assim que, depois de “turbinado” por umas quatro taças de Chandon e mais umas duas doses saradas de Jameson, o colunista se mandou a milhão para a pista do estádio, para assistir a abertura do Franz Ferdinand.

 

* Encerrado o curto set dos escoceses (e cuja crítica você lê logo mais abaixo na coluna), o trêfego e acelerado colunista se mandou para a sala de imprensa, para despachar o relato da abertura para o site da Dynamite. Feito o serviço, voou novamente para o reservadíssimo “Pão emotion”, com a intenção óbvia de tomar “mais algumas” (sim, Zap’n’roll é um notório pé-de-cana e não esconde isso de ninguém). Pois mal chegou ao local e mandou goela abaixo mais duas taças de Chandon e o P.A. do estádio começou a despejar no público um trecho da lindaça “Wake Up”, do sensacional Arcade Fire – que os rockers brasileiros felizmente já tiveram a oportunidade de ver ao vivo, no Tim Festival do ano passado. Eram nove e meia da noite e era a senha: o U2 ia entrar no palco. O que fazer? O que era possível fazer: pedir mais um copaço de Jameson, desta vez com energético, para o atendente mais próximo, virá-lo quase de uma golada só e se mandar voando dali. Como todas as distâncias dentro do Morumbi são enooooormes, a coluna chegou correndo e com a língua de fora quase na frente do palco, quando o U2 já mandava “Vertigo” e o estádio ia abaixo. E dali (em uma das laterais dentro da área “hot”, bem na frente do palco) o colunista não saiu mais até o final do show dos irlandeses. Foi lindo e emocionante ver Bono, Adam e The Edge a menos de cinco metros de distância. Enquanto isso, os vips se compraziam em beber, comer e badalar a uns 100 metros do palco. Ou, como a coluna não se cansa de dizer: lugar de jornalista rocker é no meio do povão, suando a camisa. Já lugar de jornalista bunda-mole é no… orkut (ou nas redações com ar condicionado…)…

 

* Você não foi ao show? Nem assistiu pela Globo? Ainda resta sempre um consolo – no caso, a internet, claaaaaaaro. O concerto de segunda-feira já está inteiro na rede (o que é a tecnologia do século XXI…) e já toca a toda no computador da coluna. Que poderia, como o querido Luscious Ribeiro (o colunista pop superstar da “vizinha” Popload) costuma fazer, queimar um cdzinho e ofertar o “preparado” para os leitores de Zap’n’roll. Mas não dá, “tio” Pomba não deixa por considerar a prática, hã, ilegal. Portanto, podem caçar o show na net crianças, que ele está todinho por lá.

 

 

U2 – A CRÍTICA DO SHOW

Este texto já está publicado aqui mesmo na página de notícias do site, e também estará nesta sexta-feira no caderno cultural do jornal Gazeta Mercantil. Para quem ainda não leu, segue reproduzido abaixo:

 

O U2 se transformou em “Standard” da música pop mundial? A pregação “populista” e “messiânica” do vocalista Bono soa demagógica ao extremo? Depende do ponto de vista e de como pensam cada uma das 73 mil pessoas que foram ao estádio do Morumbi, na capital paulista, na última terça-feira, para assistir ao segundo e derradeiro mega show do quarteto irlandês no Brasil, dentro da turnê “Vertigo”, iniciada em 2005 para promover o mais recente álbum de estúdio do grupo, “How To Dismantle An Atomic Bomb”. Quem é politicamente incorreto, cético e desconfia totalmente de boas causas e boas intenções, venham elas de onde e quem vier, com certeza torceu o nariz totalmente para a apresentação do grupo. Quem ainda possui uma grande dose de ingenuidade e pureza de sentimentos, além de continuar acreditando que grandes canções podem mudar o mundo e o comportamento dos simples mortais e daqueles que governam os destinos da humanidade, simplesmente deve ter amado.
Independente de qual “facção” de pensamento você pertença, um fato é inquestionável: após mais de duas décadas tocando para multidões pelo mundo afora, o U2 se tornou um dos conjuntos mais profissionais e competentes que se pode assistir ao vivo. Seja na parte de efeitos visuais (o telão metálico e circular de alta definição ao fundo do palco, com cerca de 25 metros de altura, era mesmo algo assombroso) ou no quesito sonoro (além da definição impecável do sistema de som trazido pela banda, os quatro músicos estão afiadíssimos na execução das músicas), o grupo ofertou ao público, nas duas noites no Morumbi, o que ele quis: um desfile excepcional de hits que já grudaram no inconsciente das pessoas (“Vertigo”, “Beatiful Day”, “Elevation”, as ultra-políticas “New Year’s Day”, “Sunday Bloody Sunday”, “Miss Saravejo” e “(Pride) In The Name Of Love” e que a banda compôs em homenagem ao líder negro Martin Luther King, assassinado nos Estados Unidos nos anos sessenta, as passionais “Still Haven’t Found What I’m Looking For”, “With Or Without You” e “One”), além do exercício da diplomacia verbal sobre a união de todos os povos por um mundo melhor e contra a pobreza do mundo. Um discurso exercido com maestria pelo vocalista Bono, ainda que ele tenha cometido gafes como chamar o Ministro da Cultura Gilberto Gil de “seu novo amigo” (recebendo uma vaia modesta no ato), ou quando citou o nome da vizinha Argentina no momento em que o telão projetava a imagem de diversos países, enquanto a banda tocava “Where The Streets Have No Name”.
No mais, houve a exibição nos telões (além do “muro” no fundo do palco, haviam mais dois, no alto das caixas de som, que mostravam a banda com uma definição de imagem impressionante), em português, de alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Bono novamente puxou da platéia mais uma fã (que ficou ao seu lado na execução acústica de “Desire”, uma das novidades no repertório da segunda noite) e, ajudado por uma noite de céu limpo, temperatura agradável e uma platéia “ganha”, o U2 fez, definitivamente, um dos melhores – senão o melhor – concertos na história de shows de rock internacionais no Brasil.
Neste panorama, passou praticamente despercebida a abertura do grupo escocês Franz Ferdinand. Enérgico no palco, com ótimas canções e músicos que deram tudo de si na sua performance, a banda amargou uma quase indiferença total do público presente ao Morumbi. Uma pena, visto que o quarteto mostrou em 40 minutos ser de fato um dos melhores nomes do novo rock britânico.
Mas a noite era, mesmo, do U2. De quatro irlandeses cujo show ficará provavelmente gravado para sempre na memória de quem esteve no Morumbi, em São Paulo, na última segunda e terça-feira.

 

 

FRANZ FERDINAND – A ABERTURA IGNORADA

E como! Apesar de fazer um showzaço, o quarteto escocês amargou uma constrangedora indiferença da esmagadora maioria do público presente ao Morumbi, que estava mais preocupado em ver o U2 do que qualquer outra coisa. A crítica do show do FF, também já publicada na página de notícias do site, segue reproduzida logo abaixo:

 

O quarteto escocês Franz Ferdinand abriu pontualmente às oito da noite, a segunda noite do mega show do U2 em São Paulo. Visivelmente tensos, os integrantes da banda procuraram mostrar energia intensa no palco (e as músicas do grupo têm energia de sobra), apesar do som do PA estar baixíssimo e da fria recepção do público que já lota o estádio do Morumbi. Talvez por isso mesmo a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Alex Kapranos já tenha lançado mão de alguns de seus hits mais conhecidos logo no início de seu set – quer dizer, conhecidos mesmo pelos fãs do FF, já que a maioria do estádio permanecia em silêncio e observando o show com atenção, tentando compreender o que se passava no palco e as nuances sonoras de um dos mais modernos (musical e esteticamente falando) conjuntos do rock britânico contemporâneo. Vieram “This Boy” (do segundo disco) e, numa seqüência matadora, “Walk Away” (que levantou um pouco o público), “Do You Want To” (essa sim agitou mais o “público Fm e MTV” presente ao estádio) e “Take Me Out”. O primeiro momento “isqueiro” da segunda noite aconteceu quando o quarteto tocou a bela e melancólica “Eleanor Put Your Boots On”, também do segundo disco. A essa altura, somente este repórter e a estudante de letras da USP, Natalie Dauer, ambos na frente do palco (na chamada “área hot”, onde foram sorteados cerca de 5 mil ingressos entre o público que chegava ao Morumbi) cantavam a letra a plenos pulmões, já que o restante da platéia desconhecia totalmente a canção. Ela, se dizendo fanática pelo Franz Ferdinand (e acompanhada do namorado Daniel Pavani, também estudante da USP e, segundo ele próprio, bem menos fã do quarteto) e conhecedora dos dois discos lançados pelo conjunto até o momento, dançou e cantou com entusiasmo até o final da apresentação deles, que durou 40 minutos e terminou às 21 horas.

Uma apresentação correta, esforçada e que ainda brindou quem conhece o trabalho do grupo com epifânias de ambigüidade sexual como “Michael” e “This Fire”, ambas arrasadoras ao vivo. Pena que não houve reciprocidade do povaréu presente ao Morumbi, mesmo quando Kapranos se mostrou simpático e arriscou as tradicionais palavras em português para se comunicar com o público. O que se depreende da abertura do Franz Ferdinand é que a banda ficou algo perdida em um mar de gente louca para ver a atração principal (não foram poucos os gritos de alguns incultos musicais, dizendo “chega”, “valeu”, “vai embora” ou “queremos U2”). Com certeza, se o grupo fizesse um show apenas seu em São Paulo (como no Rio), em um espaço fechado e bem menor, este show seria simplesmente fantástico.

 

 

E O SHOW DE 2006 DO U2 EM SAMPA AÍ EMBAIXO

No vídeo integral da transmissão da apresentação feita pela tv Globo, na primeira noite da banda na capital paulista.

 

 

**********

MUSA ROCKER BLOGGER – A MORENAÇA ANA LEMOS

Quem: Ana Cláudia Lemos.

 

Idade: 30 anos.

 

De: Campo Grande (MS).

 

Mora: lá também.

 

O que faz: trampa em um escritório de advocacia.

 

Três bandas: The Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin.

 

Três discos: ela diz que é difícil escolher apenas três. Gulosa, prefere toda a discografia das bandas do seu coração.

 

Três livros: “Madame Bovary”, “Notas de um velho safado” (do gênio Bukowski, claaaaaro!) e “Assim falou Zaratustra”.

 

Três filmes: “Pulp Fiction”, “Sociedade dos Poetas Mortos” e “The Doors”.

 

O que o blog tem a dizer sobre a nossa musa rocker deste post: Zap’n’roll conheceu a morenaça Ana Cláudia em março de 2009, quando foi fazer dj set em uma festona rock’n’roll no Barfly, na capital do Mato Grosso do Sul. Ambos já se falavam pela internet (através do velho e quase finado Orkut), mas foram mesmo se ver frente a frente lá em Campão. E quando deu de cara com aquele delícia morena de seios fartos, coxas idem e cabelão o jornalista taradón ficou cheio de más intenções, ahahahaha. Mas o final daquela madrugada foi insano, com o então ainda very junkie blogueiro estando total chapado por álcool e devastação nasal, uia! Aninha acompanhou o rapaz até o hotel onde ele estava hospedado, ficou um pouco por lá e depois foi pra sua casa. Ambos se reencontraram na noite seguinte, no mesmo hotel (quando o sujeito já estava recuperado da enfiação grotesca de pé na lama da noite anterior), tiveram uma madrugada tórrida em todos os sentidos e hoje são grandes amigos. Ana Cláudia é do rock, sempre (ela adora classic rock). E o blog vai adorá-la pra sempre também!

 Ela é do rock! E também do blues e da cerveja!

 

Sensual e cheia de charme

 

Um sorriso rock’n’roll e um corpão moreno pronto pra ser desvendado; quem se habilita?

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “El pintor” é o quinto álbum de estúdio do agora trio pós-punk nova-iorquino Interpol, que já existe há dezessete anos e que lançou seu primeiro disco (o “Turn On The Bright Lights”) em 2002. Desde então a banda passou por mudanças em seu line up (atualmente ela segue comandada pelo vocalista e agora baixista Paul Banks, além de ter Sam Fogarino na bateria e Daniel Kessler nas guitarras), chegou a tocar no Brasil e lançou discos medianos e irregulares, que  nunca mais atingiram o patamar qualitativo de sua estréia há doze anos. Nesse sentido o novo trabalho é o que mais empolga dentro da concepção e ambiência musical sombria que sempre caracterizou a sonoridade do Interpol. O cd já abre bem com o primeiro single de trabalho, “All The Rage Back Home”, e prossegue com canções que perscrutam a inadequação existencial e a inquietude da alma. É esse o tom da atmosfera de faixas como “My Desire”, “My Blue Supreme” ou “Tidal Wave”. Não é um discaço mas garante uma sobrevida ao conjunto. E isso já é um feito e tanto numa época onde bandas de rock desaparecem logo após o primeiro ou segundo álbum.

O novo álbum do Interpol: a banda continua ok

 

* Livro: “Bellini e o labirinto” é o quarto livro da série protagonizada pelo detetive noir criado pelo guitarrista dos Titãs, Tony Bellotto, há quase duas décadas. Se a banda paulistana já deu o que tinha que dar ao menos o músico acabou se revelando como um dos melhores escritores de ficção da literatura brasileira de vinte anos pra cá. O volume acaba de ir pras livrarias e vale uma conferida.

Capa da nova ficção escrita por Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs

 

* Filme: em época de poucos filmes interessantes em cartaz, dá pra assistir “Lucy”, dirigido pelo francês Luc Besson e com a deusa e xoxotaça Scarlett Johansson no papel principal.

 

* Baladonas: com o postão sendo concluído finalmente já no começo da nova semana (afinal hoje é segunda-feira, néan), vamos atualizando aqui ao longo da semana o que vai rolar nos próximos dias no circuito alternativo paulistano, okays? Mas o blog recomenda que o povo rocker já vá se preparando: na sextona em si, dia 19, vai ter showzaço dos Los Porongas na choperia do Sesc Pompeia. E logo depois, pela madrugada, open bar do inferno do site Zona Punk no clube Outs (lá no 486 da rua Augusta). Mais vamos postando aqui no decorrer da semana, certo? Isso aê então!

O quarteto acreano Los Porongas toca na próxima sexta-feira no Sesc Pompeia, em São Paulo

 

FIM DE PAPO

Yep. O postão finalmente chegou ao seu final, hehe. Sendo que ele poderá ser renovado (ou no mínimo, atualizado e ampliado) até a próxima sexta-feira. Mas por enquanto é isso. Nos vamos deixando um super abraço pro queridão CBlau Barsanulfo (é bom quando sabemos que temos amigos que nos prezam e que podemos contar com eles) e o maior beijo do Universo na garota mais incrível deste mesmo Universo, a honey Bunny do coração zapper, Tainara. Até logo menos, povo!

 

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 15/9/2014 às 4hs.)

Em semana bem agitada no mondo rock o trio australiano Wolfmother reaparece com um discão; mais: Jesus e os irmãos Reid novamente em Sampa (e de graça!), a volta dos Pixies com um bom disco, a derrocada do indie rock do Kaiser Chiefs, a irritante babação de ovos da turma rocker/indieota por qualquer banda que vem tocar aqui, e a inefável constatação de que, com a existência humana perenemente cinza, o blog se prepara para lançar seu livro este ano e dar adeus a um espaço online que já dura mais de uma década

 

Os power trios rockers comandam a semana de grandes lançamentos: o australiano Wolfmother (acima) reaparece depois de cinco anos com um discaço que já é candidato a melhor do ano; e o veterano Pixies (abaixo) também ressurge com trabalho que mantém a dignidade da banda

 

A vida é cinza. Sempre.

Essa constatação inexorável permeia Zap’n’roll há semanas já. E só foi reforçada de dias pra cá em função de uma série de acontecimentos. Dentre eles o principal foi a morte de um amigo pessoal deste espaço rocker online. Renatinho Calabrese tinha trinta e quatro anos. Era gay. E um rapaz muito bonito, inteligente, meigo, doce, afável, sempre muito sociável e simpático no trato com os amigos. Ele e o autor deste blog foram amigos próximos durante alguns anos, curtiram baladas rockers juntos, fizeram algumas loucuras juntos também. Há tempos já estas linhas virtuais não tinham notícias dele. Mas sabiam que algo não ia bem com o rapaz. A maldita inadequação emocional e existencial pra ser mais exato, e que em casos mais agudos acaba se transformando em tormenta existencial ad eternum. Quem é acometido por ela tem duas opções: ou aguenta aquilo até o fim de sua vida, ou simplesmente ABREVIA esse fim, colocando um ponto final em uma existência permeada por sofrimento emocional intenso e insuportável. Foi o que Renatinho fez na semana passada (sendo que o blog zapper ficou sabendo da notícia tristíssima através de seus queridos amigos Daniel e Adriana, que também eram amigos de Renato): depois de anos lutando contra inadequação existencial que não cessava nunca e que na verdade só piorava, ele resolveu dizer adeus a esse mundo escroto. Exatamente como Kurt Cobain fez há duas décadas (que serão completadas na semana que vem). E tanto ele, rock star milionário e mundialmente famoso, quanto Renato (um ilustre desconhecido, embora fosse super querido pelos seus amigos), tiveram a mesma atitude porque chegaram à conclusão que martela e fustiga a cabeça zapper há semanas: a vida é realmente cinza na maioria do tempo – tese defendida há séculos já por outra querida amiga destas linhas poppers online, a psicóloga Renata Junqueira. Não há felicidade REAL na existência humana. E apenas idiotas desprovidos de cérebro e obcecados por superficialidades e futilidades que trazem uma felicidade ôca, vazia, não percebem isso. Enfim, resolvemos abordar a triste notícia da morte do nosso amigo pessoal no editorial que sempre abre o post do blog porque o sujeito aqui, ele mesmo, tem passado por momentos de intensa melancolia e questionamento pessoal de tempos pra cá. Os anos estão passando, o envelhecimento está chegando, as costas estão vergando ante o peso da vida e de suas batalhas cruéis (como o tumor com o qual nos defrontamos em 2013). E chega um momento em que olhamos no espelho e perguntamos: e agora? continuar? Terminar com tudo aqui mesmo? Se não, seguir para onde, afinal? São estas questões que angustiam o jornalista de cultura pop nesse momento. E que sente pelo menos o alívio de saber que este blog vai muito bem, obrigado (embora talvez este seja o ano derradeiro de sua publicação). E que a cultura pop e o rock sempre se renovam e nos trazem uma semana como essa, onde discos bacanas vazaram na web, trazendo assim algum alívio ao nosso sistema auditivo e à noss alma cansada dos infortúnios da existência. Os mesmos infortúnios que levaram Renatinho Calabrese para uma outra estação. Boa viagem, cherrie. Nos encontramos um dia por aí. Enquanto isso não acontece seguimos aqui com mais um post semanal, ouvindo discos fodões (como o novo do Wolfmother) que, temos certeza, Renato ficaria feliz em ouvir também.

 

 

* É chato começar as notas iniciais de um blog de cultura pop falando de política, mas não há escapatória. Estas linhas online apoiam sim e pra JÁ a CPI pra investigar toda a SUJEIRA que está espalhada pela Petrobras, há anos já. pessimamente administrada desde a gestão de Sergio Gabrielli, a estatal brasileira do petróleo, antes orgulho nacional e que chegou a ser uma das dez maiores empresas do mundo, hoje não está nem entre as cem maiores. E os escândalos se multiplicam: o preço INJUSTIFICÁVEL pago pela refinaria de Pasadena (nos Estados Unidos), o atraso monstro (além do sobre-preço estratosférico) na construção da refinari em Pernambuco, os prejuízos anuais de bilhões de dólares etc, etc, etc. É essa a GERENTE que a presidente Dil-má está se mostrando pro país? Fala sério…

 

* O escândalo da compra da refinaria americana é tão gigantesco que até os petelhos e o Grande Chefe Lula estão se fingindo de mortos. Novamente: CPI JÁ!

 

* Bien, indo pra música e pro rock’n’roll. Uma verdadeira avalanche de lançamentos do mondo rock alternativo vazou essa semana na web. Ao alcance de um mouse estão os discos novos do Wolfmother, dos Pixies, do Manchester Orchestra, o póstumo e inédito do saudoso Johnny Cash, do indie Afghan Whigs e até o novo do Kaiser Chiefs, uia!

 

* Kaiser Chiefs… já foi uma banda taaaaão legal… agora desceu a ladeira sem dó. Tanto que o blog nem se preocupou em ouvir o novo álbum do grupo, que se chama “Education, Education, Education & War” (jezuiz…). Mas por obrigação profissional iremos fazer sim uma audição do dito cujo e dar nossas impressões aqui assim que possível.

O novo álbum do caidão Kaiser Chiefs: será que presta?

 

* E hoje tem Guns N’Roses em Sampa, lá na arena Anhembi. Depois do Merdallica no estádio do Morumbi no último sábado, um pouco mais de total decadência hard/heavy rock pra aborrescentes burros e fãs saudosistas incuráveis. Boa (ou má) sorte pra quem vai nessa roubada.

 

* E vem aí o novo disco do Coldplay. “Ghost Stories” sai em maio, está muito “intimista” e “melancólico” segundo quem já ouviu (reflexo, talvez, da separação do vocalista Chris Martin de sua mulher, a atriz Gwyneth Paltrow, que acabam de se divorciar após onze anos de casamento). A conferir. E sim, o blog não tem vergonha de dizer que curte o Coldplay, principalmente a fase inicial do quarteto inglês.

 O ex-casal ternura do mondo pop: eles não estão mais juntos

 

* Mas enquanto o novo álbum de Chris Martin e cia não chega, já tem rockão porrada dando sopa na web. E da melhor qualidade. É o novo disco do trio Wolfmother, sobre o qual você lê melhor aí embaixo.

 

 

O TRIO WOLFMOTHER VOLTA FODÃO E FAZENDO BARULHO MEGA CLASSUDO EM SEU NOVO DISCO

Em uma semana que foi bastante agitada no mondo rocker, com vários discos novos caindo na rede (como você já leu aí em cima), o trio australiano Wolfmother, comandado pelo vocalista e guitarrista Andrew Stockdale, se destacou de longe da concorrência. Sem lançar álbum inédito há cinco anos (o último, “Cosmic Egg”, foi editado em 2009), de repente o grupo soltou OFICIALMENTE para download na web (a versão física do trabalho ainda não tem data para sair), na última segunda-feira, o álbum “New Crown”, seu terceiro disco de estúdio em uma trajetória de catorze anos. Uma porrada sônica em dose concentrada que traz guitarras barulhentas e absurdamente bem tramadas, ótimas canções, melodias idem, vocais potentes, peso e psicodelia imiscuídos de maneira precisa e preciosa, e fartas referências ao rock stoner e classudo do final dos 60’/início dos 70’.

 

O Wolfmother, o jovem e dileto leitor destas linhas bloggers rockers deve saber, surgiu na Austrália em 2000’, criado pelo pequeno gênio Andrew Stockdale, guitarrista de mão cheia, bom compositor e com um vocal agudo de alcance invejável (pense em um Robert Plant em início de carreira, no auge de seus vinte aninhos de idade e cheio de tesão e gás para conquistar o mundo). Juntamente com o baixista e tecladista Chris Ross e o baterista Myles Heskett, Andrew fez a banda estrear em disco homônimo em outubro de 2005. Além de ser bem recebido pela crítica e vender razoavelmente, o cd ainda emplacou nada menos do que seis singles e o Wolfmother começou a ficar badaladíssimo no circuito rock planetário, encabeçando a escalação de diversos festivais pela Europa e Estados Unidos. E tudo isso com um trabalho que não soava nem um pouco pop, embora tivesse canções bastante radiofônicas. Mas a essência stoner e barulhenta ecoava por todas as faixas do trabalho.

 

Foi então na caminhada em direção ao segundo lançamento (que ocorreria após longos quatro anos, em 2009), que algo se rompeu na trajetória do conjunto. Divergências internas acabaram por provocar a saída do baixista e do baterista e Stockdale de repente se viu sozinho, com um nome já bastante forte e consolidado nas mãos mas sem os músicos que pudessem dar continuidade ao trabalho de banda. A solução para o problema custou mais meia década após a edição do segundo cd, até que finalmente o vocalista conseguisse reformar a contento o trio. E agora contando com novo baixista e batera, o Wolfmother voltou realmente fodão.

O novo discão do trio australiano Wolfmother: já pra lista dos melhores do ano

 

Não há exagero algum em afirmar que este “New Crown” é o álbum de rock mais cabuloso que o blog teve o prazer de ouvir nos últimos meses. Da abertura à Led Zep na arrasadora “How Many Times”, passando por eflúvios de blues pesados e agônicos (como na sensacional “Tall Ships”, que possui um solo de… órgão vintage, mas sem abandonar o peso das guitarras) e chegando a rockões acelerados e com levada proto-punk e glam (caso das incríveis “Feelings” e “I Ain’t Go No”), o álbum é um desbunde para quem delira com ótimo rock’n’roll e ótimas composições. Fora que o vocal de Andrew, aos trinta e sete anos de idade, continua forte e no auge de sua performance e a nova formação demonstra total coesão instrumental, algo que fica muito evidente em peças mais elaboradas e orgânicas como as duas faixas que encerram o cd (“My Tangerine Dream” e “Radio”), ambas tramadas com guitarras sóldias e onde o vocalista não economiza na sábia utilização de pedais fuzz e chorus.

 

É som pra quem ama Led Zeppelin, Pink Floyd e até algo de Cream. Uma improvável colisão frontal de Bob Plant com Syd Barrett, demonstrando que, enquanto existirem bandas como o Wolfmother e discos como “New Crown”, o rock (que volta e meia insiste em ir parar na UTI) estará longe da extinção. Felizmente.

 

* Pra saber mais sobre a banda, o novo disco dela e datas da nova turnê (taí uma gig que o blogão zapper adoraria assistir), vai aqui: https://www.facebook.com/wolfmother?fref=ts.

 

 

O TRACK LIST DE “NEW CROWN”

1.”How Many Times”            2:40

2.”Enemy Is in Your Mind”  4:00

3.”Heavy Weight”      3:56

4.”New Crown”          5:36

5.”Tall Ships”              5:12

6.”Feelings”    2:26

7.””I Ain’t Got No””  4:07

8.”She Got It”            2:46

9.”My Tangerine Dream”       5:16

10.”Radio”      5:06

11.”I Don’t Know Why”        4:04

 

 

E O NOVO ÁLBUM INTEIRO AÍ EMBAIXO

Pra você ouvir e curtir.

 

 

PIXIES NÃO É MAIS O MESMO MAS AINDA NÃO PERDEU TOTALMENTE A MAJESTADE

Que os Pixies são uma das bandas mais influentes das últimas três décadas na história do rock, não se discute. “Pai” do Nirvana, influência confessa de toda a geração grunge e de zilhões de bandas pelo mundo afora até hoje, o nesse momento trio (que historicamente sempre foi um quarteto) eternamente formado pelo rotundo vocalista e guitarrista Black Francis, pelo também guitarrista Joey Santiago e pelo baterista David Lovering, finalmente marcou a data do lançamento de “Indie Cindy”, seu primeiro álbum de estúdio em vinte e três anos (!): ele chega no formato físico (em luxuosas edições em cd e vinil duplo) às lojas no dia 28 de abril. Resta saber se até lá alguém ainda vai se interessar em comprar o dito cujo, já que o disco foi mais um dos que vazou total na web esta semana.

 

O grupo americano, que tem quase trinta anos de existência e voltou à ativa há cerca de uma década, teve um 2013 bastante produtivo e conturbado ao mesmo tempo. Produtivo no sentido de que ao longo do ano gravou sua primeira batelada de canções inéditas em mais de duas décadas. São as músicas que foram sendo lançadas nos eps I, II e III e que agora, reunidas, formam o track list de “Indie Cindy”. E conturbado porque logo após soltar o primeiro dos três eps, a baixista e co-fundadora Kim Deal resolveu deixar o conjunto. Para o seu lugar foi recrutada Kim Shattuck, que mal chegou a esquentar os dedos no baixo e foi demitida por Francis. Em seu lugar, nas turnês, está tocando Paz Lenchantin, que já tocou no A Perfect Circle, e que deve acompanhar a banda em sua nova visita ao Brasil – o Pixies toca semana que vem em Sampa, na segunda noite (6 de abril) do Lollapalooza Brasil 2014.

O novo álbum dos Pixies: o primeiro de inéditas em vinte e três anos

 

Boa parte do material contido no novo trabalho foi gravado pelo trio Francis/Santiago/Lovering com a adição do baixista convidado Simon Archer. A ficou por conta do veterano Gil Norton, que foi o responsável pelas gravações do excepcional “Doolittle”, lançado em 1989 e o segundo melhor disco dos Pixies – o primeiro e imbatível, óbvio, é “Surfer Rosa”, editado em 1988 e produzido por um certo Steve Albini. Enfim, é um bom disco? Yep, mantém todos os padrões estéticos que deram fama ao conjunto. Estão lá as guitarras ásperas e as melodias assobiáveis e radiofônicas, o vocal algo esganiçado de Black Francis, as letras bizarras. Com a defecção de Kim Deal percebe-se claramente que a tensão sexual que havia entre os vocais masculinos e femininos (e que sempre foi uma das marcas registradas do quarteto) faz falta no universo Pixie. Ainda assim Francis e Santiago continuam sendo dois guitarristas fodões (principalmente o segundo) e músicas como “What’s Goes Boom”, “BagBoy”, “Magdalena 318”, “Blue Eyed Hexe” e “Andro Queen” (talvez o momento mais pop e melancólico do cd) não irão decepcionar os velhos fãs. Claro, não dá pra exigir que Francis e acólitos produzam outra obra no nível de “Surfer Rosa”. Mas “Indie Cindy” sinaliza que ainda resta um pouco de majestade no bojo sonoro dos Pixies.

 

Se vai funcionar ao vivo? A conferir na semana que vem, no autódromo de Interlagos, em Sampa. A primeira gig do grupo por aqui, em 2004 no Curitiba Pop Festival, foi inesquecível. Já na primeira edição do festival SWU, em 2010, a banda parecia outra: preguiçosa no palco, dava a impressão que estava ali apenas porque queria receber seu cachê. Agora, quem for a Interlagos poderá tirar a prova dos 9. A torcida destas linhas online é, sinceramente, pra que seja um gig no mínimo convincente.

 

 

O TRACK LIST DE “INDIE CINDY”

1 – “What Goes Boom” – 3:32

2 – “Greens and Blues” – 3:47

3 – “Indie Cindy” – 4:41

4 – “Bagboy” – 4:54

5 – “Magdalena 318” – 3:25

6 – “Silver Snail” – 3:29

7 – “Blue Eyed Hexe” – 3:12

8 – “Ring the Bell” – 3:35

9 – “Another Toe in the Ocean” – 3:46

10 – “Andro Queen” – 3:24

11 – “Snakes” – 3:46

12 – “Jaime Bravo” – 4:24

 

 

E OS PIXIES AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: o do show COMPLETO que a banda fez no festival SWU em outubro de 2010 (na arena Maeda, em Itú, São Paulo, em gig assistida conjuntamente pela trinca Finaski, Rudja Santos e Wladymir Cruz), e para “BagBoy”, o primeiro single editado pelo conjunto em 2013.

 

 

A NAÇÃO INDIEOTA CONTINUA PAGANDO PAU E BABANDO OVOS PRA TURNÊS MEIA-BOCA

A semana que está terminando amanhã (sabadón em si) não foi agitada apenas com a renca de novos lançamentos de bandas do mondo rock alternativo, que invadiram a web. Também foi anunciado com certo estardalhaço em blogs (e com repercussão baba-ovos algo irritante em redes sociais como o faceboquete) que o grupo inglês Spiritualized vem ao Brasil, em agosto, dentro da série Popload Gig, do sempre queridão Luscious Ribeiro – um mini festival que, vamos reconhecer, já trouxe para os rockers paulistanos shows magníficos e inesquecíveis, como os do Primal Scream e The XX, só pra ficar em dois ótimos exemplos.

 

Mas… Spiritualized??? Cazzo, será possível que ninguém tem a coragem de falar algumas verdades sobre isso? Vamos lá: o Spiritualized foi um dos bons nomes dos early 90s’, no chamado “space rock” que então estava em voga na Inglaterra. Seus três primeiros discos são realmente muito bons, especialmente o fodástico “Ladies & Gentlemen We Are Floating In Space”, que saiu em 1997. De lá pra cá o grupo lançou mais quatro álbuns de estúdio e nenhum deles chegou sequer aos pés do de 1997, em termos de repercussão e qualidade musical. O último, especialmente (e que saiu em 2012) é chato de doer. E o único membro original da banda é, óbvio, o fundador, guitarrista e vocalista Jason Pierce.

 

Pra complicar o show que vem aí é anunciado como um “projeto paralelo” do Spiritualized, com quarteto de cordas (!) e coral gospel (!!!). Puta que pariu! JURA que os indieotas estão OURIÇADOS e com o cu piscando por causa disso? Pelamor né. O blog prefere ver os véios e gordos irmãos Reid do Jesus & Mary Chain no festival Cultura Inglesa (que acontece em maio em Sampa, e vai ser DE GRAÇA!), e torcer pra que eles façam um show melhor do que aquela pasmaceira que mostraram aos fiéis fãs em 2008, no Planeta Terra.

Spiritualized (acima) e Afghan Whigs (abaixo): os dois tocam em breve em Sampa, sendo que a nação indieota ama e baba ovos sem parar pelas duas bandas. Que nem são tudo isso no final das contas 

 

Também irritante é a babação de ovos pelo vindouro show do Afghan Whigs, outro indie dos 90s’ que teve alguma relevância, mas muito longe de mudar os rumos do rock ‘n’roll. Na boa? Esse povo do faceboquete e de outras redes sociais que baba por qualquer MERDA está precisando rever seus conceitos na história do rock’n’roll. Que tal mergulhar um pouco nas obras completas de Bob Dylan, David Bowie, Rolling Stones, The Who, Kinks, Byrds, Velvet Underground, REM etc, e parar de PEIDAR descontroladamente quando se anuncia uma turnê mequetrefe como a do… Spiritualized tocando com quarteto de cordas e coral gospel?

 

Obs: Luscious, não fique bravo com a indignação fináttica, rsrs. Mas se não pudermos expressar nessas linhas zappers sempre polêmicas e atrevidas o que pensamos, aí fica difícil néan.

 

* Babação idêntica e histérica (por parte da mega mídia inclusive, nas resenhas publicadas sobre o show) rolou no último finde, quando o ultra asqueroso e decadente MERDALLICA se apresentou em São Paulo, no estádio do Morumbi. Mas sobre essa banda escrota, que hoje só atrai multidões para seus concertos em países periféricos e de cultura musical algo burra como o Brasil, o blog já deixou sua opinião bem clara num post publicado em setembro de 2013, por ocasião do Rock In Rio, e que você ler aqui: http://www.zapnroll.com.br/?p=3178.

 

 

MUSA INDIE DA SEMANA: COMPORTADA MAS LINDINHA E DO ROCK!

Yep. De vez em nunca é bom mostrarmos aqui uma musa indie, hã, mais discreta e comportada, e menos sexy, ousada e abusada. Mas nem por isso menos rocker, linda e encantadora.

 

É o caso da fofura que você pode ver na foto que ilustra o tópico, empunhando um baixo em bonita imagem p&b. A garota é a Camila Araújo, dezenove aninhos de idade, que nasceu em Amparo (interior de São Paulo) mas veio morar há tempos em Sampa, onde estuda engenharia têxtil na Usp.

A musa indie zapper desta semana: comportada mas lindinha e do rock!

 

Ela toca baixo no novo grupo The Molodoys, uma das promessas da novíssima indie scene paulistana, e que é liderado pelo guitarrista e vocalista boa praça Leonardo Fazio (não por acaso, também boyfriend da lindinha Camila, hehe). E além de tocar e cantar bem, Camila ainda respira cultura pop em tempo integral: é fã de Cartola e Belle & Sebastian, de Oasis e Pink Floyd e de seriados americanos, além de ter como livro de cabeceira o clássico “Lolita”.

 

Tudibom, enfim. A cena rocker paulistana está mesmo precisando de garotas cultas e bacanas como a Camila e de bandas como a The Molodoys, que o blog irá falar mais assim que eles estiverem lançando seu primeiro Ep, programado para sair em breve.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos do Wolfmother (nem tem o que discutir) e dos Pixies.

 

* Livro, I: “Dangerous Glitter”, escrito pelo jornalista inglês Dave Thompson, é sensacional. Mostra a gênese do glam/glitter rock e conta histórias inacreditáveis de putaria, drogas e rock’n’roll vividas nos early 70s’ por gente como David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed. A edição é luxuosa (papel couchê e capa dura) e saiu aqui pela editora Veneta, no início deste ano, passando meio que batido pela nossa blogosfera de cultura pop. Vai atrás que é classudo!

 

*Livro, II: e como se não bastasse o volume citado aí em cima, tem também “David Bowie”, lançado em parceria entre a editora Cosac Naify e o Mis/SP, para comemorar a exposição que está em cartaz lá sobre a vida e obra do cantor e compositor gênio da história do rock. É outro livro IMPERDÍVEL (e caro: quase R$ 120,00 reais), em capa dura, papel couchê e com zilhões de fotos avassaladoras que cobrem praticamente toda a trajetória do Camaleão. Pode ser encontrado em qualquer boa livraria, então vá atrás desse também!

 

* Banda: de vez em quando mesmo um jornalista musical como este aqui, editor de um bombadíssimo blog de rock alternativo e cultura pop e já “puta velha” com quase três décadas de atuação na mídia, passa “batido” por alguma banda ou artista. Foi o que aconteceu em relação ao quarteto Star 61, que existe há uma década mas que Zap’n’roll parou pra ouvir de verdade apenas numa das madrugadas desta semana. Ouviu e caiu de amores pelo grupo: egresso da Paraíba (!!!) e radicado em Sampalândia, o Star 61 é um ESCÂNDALO de guitarras e melodias calcadas no glam rock de Marc Bolan, T. Rex, Bowie, Roxy Music e essa turma toda. As músicas são ótimas, as letras também e o vocalista Flaviano André é uma bichaça louca e genial, que produz falsetes capazes de levantar uma múmia do seu sarcófago. O blog ainda vai falar muito do Star 61 nos próximos posts mas se você já ficou curioso, pode saber mais sobre eles e ouvir a banda aqui: https://soundcloud.com/bandastar61 e https://www.facebook.com/pages/Star-61/213469451999159?fref=ts.

 Flaviano André, a “loka” vocalista do ótimo grupo glam Star61 (reparem no quadro que está acima do rapaz, na parede)

 

* Baladaças! Final de março chegando, as águas não fecharam o verão, mas o outono felizmente chegou. E junto com ele um finde agitadão no circuito under paulistano. Já começa hoje, sextona em si, com a exposição fotográfica “It’s Rock”, do fotógrafo Mick Rock, e que rola lá no Mis (Museu da Imagem e do Som, na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de Sampa), até dez da noite. E o melhor: de grátis! Tem mais: pocket show da banda Seychelles na já bombada Sensorial Discos (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampalândia), onde você encontra a melhor carta de cervejas artesanais do circuito rocker paulistano. E pra encerrar beeeeem a noite e varar a madrugada, imperdível a festa No Fun de hoje no open bar do Outs (também na Augusta, mas no 486, no centrão da cidade), quando vai rolar mega especial da lenda David Bowie.///Já amanhã, sabadão, tem o festival Rock Ex Machina, no Simplão Rock Bar em Paranapiacaba, um paraíso idílico onde sempre se curte muita natureza e rock’n’roll. Já no baixo Augusta tem show do Fábrica de Animais no Club Noir (que fica no 331 da Augusta) e ainda a festa Glam Nation no Inferno Club (no 501 da mesma Augusta, uia!). Tá ótimo, néan. Se joga, porra!

 

 

SEBADOH: TICKETS EM DISPUTA!

Não entrou na guerra ainda? Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa já quase sangrenta:

 

* DOIS INGRESSOS pros shows do trio indie americano Sebadoh, que toca nos dias 20 e 21 de abril em São Paulo, na choperia do Sesc Pompeia. Certo? Vai na fé e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

O blogger andou meio preguiçoso, assume. Mas recuperamos o gás com esse postão, hein! Então encerramos os trabalhos por aqui, depois de uma semana bastante agitada e atribulada por alguns problemas pessoais que andaram tirando o sono do autor destas linhas online. Problemas que felizmente foram solucionados graças ao help dado por amigos queridos como o João Alexandre de Jesus, a Laís Eiras, o Alex Sobrinho, a Eliane Parnágua, o Maurício Martins, Bruno Montalvão e o pequeno grande Hélio Flanders, todos absolutamente mega queridos por este já velho jornalista do rock’n’roll, hehe. E quem não pôde ajudar mas ao menos se interessou pelo que estava rolando, o blog também agradece de coração.

 

Pra todos vocês: beijos no coração! E semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

 

 

(enviado por Finatti às 16hs.)

Agora vai! Em um mundo onde o rock (e a música pop em geral) caiu num aparentemente inescapável “buraco negro” e está cada vez mais vazio de conteúdo e qualidade, a lenda gigante David Bowie sacode Sampalândia com a mega exposição sobre sua vida pessoal e obra musical. E aproveitando a “deixa” o blogão passa em revista a trajetória do Camaleão, dissecando seus principais discos e publicando um mega diário sentimental onde relembramos histórias cabulosas e absolutamente sórdidas ao extremo, de putarias e consumo pesado de drugs ao som do gênio imortal que é o cantor inglês; mais: o beijaço gay que abalou o moralismo reacionário dominante na sociedade brazuca, a morte que abalou os cinéfilos no último finde, a volta de um grande nome do rock paulistano dos 80’, os agitos pop/rock da semana (que está apenas começando!) e mais um tantinho de paradas aê (postão finalizado, falando dos novos sons rockers que vem de Cuiabá e Porto Alegre, do primeiro show do grupo amazonense Mezatrio em Sampa e… do país do apagão, hihi) (versão final em 5/02/2014)

O “camaleão” e gênio supremo do rock mundial, David Bowie (acima, na época da turnê do álbum “Let’s Dance”, em 1983): exposição mega (imagem abaixo) sobre sua vida e obra chegou ao Museu da Imagem do Som de São Paulo na última sexta-feira, e permanece até abril próximo; imperdível, para fãs, não fãs e apreciadores em geral do rock que importa e da cultura pop planetária dos últimos quarenta anos

 

**********

O PAÍS DO APAGÃO, UIA!

A capa da FolhaSP desta quarta-feira (mais conhecida como hoje) não deixa dúvidas: este é mesmo o PAÍS DO APAGÃO, hihihi.

 

E vem aí a Copa do Mundo, uhú!

 

Como diz o anúncio ufanista e ultra estúpido da cerveja: “VAI SER UMA FESTA!”.
E como vai, hihihihihi (apagões, assaltos, sequestros, caos urbano nas cidades-sede dos jogos, aeroportos e portos em colapso estrutural e de atendimento, turistas sendo enganados, explorados e lesados etc, etc, etc. Ah sim: e o Brasil, claaaaaro, ainda vai PERDER essa bagaça – o que vai ser ÓTIMO, assim quem sabe a porra do país cria vergonha na cara, acorda e toma um rumo)
Vai ser UMA FESTA mesmo, alguém duvida???

 

(se você acredita em Papai Noel…)

 

**********

Bowie, o beijo gay e a modernidade social.

Os três têm muito em comum, com certeza. Há mais de quarenta anos, lá por 1972 e quando o genial cantor e compositor inglês já estava no auge de sua looooonga trajetória rocker (e que se estenderia pelas décadas seguintes, lançando discos essenciais e influenciando gerações e gerações de artistas e bandas), lançado o fodástico álbum “The Rising And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars”, David Bowie já incorporava uma androginia latente em sua personalidade e nas suas performances de palco. Isso em um tempo em que a sociedade era mais predisposta a novidades comportamentais e estava mais aberta para o não convencional em vários aspectos – sexual, inclusive. Então Bowie/Ziggy acabou se tornando um herói e referência para milhões de garotos e garotas que tinham anseios por exercer sua sexualidade de forma diferente daquela preconizada pela comportamento médio careta e “normal” do ser humano. Bowie nunca teve problemas em afirmar que era bissexual (e se tornaram célebres seus affairs com astros como Mick Jagger, Iggy Pop ou Lou Reed). E os fãs adoravam a postura do astro, claro. Mas o tempo foi passando e o mundo encaretou demais de décadas pra cá, principalmente depois do advento da Aids. Então, o que era “moderno” e “avançado” há quatro décadas, de repente passou a ser encarado com muito mais ressalvas e moralismo por boa parte da sociedade atual, que incrivelmente chegou ao século XXI muuuuuito mais conservadora e reacionária do que as pessoas eram em… 1970 e 1980. E isso inclusive aqui no velho Brazilsão, país tradicionalmente mais “liberal” na questão da aceitação de costumes e respeito às opções de sexo, religião e política das pessoas. Afinal quantos crimes de intolerância sexual país não tem presenciado de anos pra cá, principalmente em metrópoles como São Paulo? Entra então em cena o já célebre beijaço gay entre dois atores masculinos, e que protagonizaram o dito cujo na penúltima cena do folhetim Global “Amor à vida”, que terminou na última sexta-feira. A cena causou comoção em rede nacional, foi ovacionada por hordas de telespectadores como se a seleção brasileira de futebol tivesse ganho a Copa do Mundo, e foi comentário top nas redes sociais do mundo inteiro. O que denota o seguinte: em meio ao conservadorismo vigente há sim uma parcela grande da sociedade que anseia novamente por mudanças e pela aceitação e pelo respeito à opção de vida de cada um, seja em qual sentido for (sexual, político, religioso etc.). Nesse aspecto o gigante David Bowie já deu de sobra sua contribuição – e grande parte dela pode ser vista e revista na exposição dedicada ao cantor e que está em cartaz no Mis/SP desde a última sexta-feira, aliás o assunto principal deste postão que você começa a ler agora. E assim como o Camaleão do Rock, se esse beijo gay transmitido na última sexta-feira em horário nobre para todo o país, por uma das maiores redes de tv do mundo, contribuir para quebrar de vez tabus e preconceitos morais babacas e que precisam ser extirpados de vez da sociedade, ótimo: a Globo já terá feito seu papel nesse processo. O mundo, a sociedade de hoje precisa disso: de amor, paz, fraternidade, respeito por todas as pessoas, por elas serem o que são sem sofrer discriminação e intolerância por conta de sua opção. O mundo e a sociedade precisam ser contemporâneos e avançar rumo à modernidade, para que haja justiça e igualdade pra todos. Apenas isso.

 

 

* Enfim, o blog não assistiu a sequer um capítulo da novela “Amor à vida”, que acabou sexta. Mas por obrigação profissional, curiosidade (afinal quase não se falou em outra coisa no finde) e desencargo de consciência assistiu a reprise no sábado. O beijo gay entre o personagem Félix e seu namorado chegou a emocionar um pouco este véio jornalista sentimental, vamos admitir. Sim, porque você pode detestar a Globo, como muita gente detesta. E com grande dose de razão: a maior emissora de tv do país (e uma das maiores do mundo) continua manipuladora, tendenciosa e MÁ formadora de opinião em diversos aspectos de sua grade de programação. Ela melhorou muuuuuito de duas décadas pra cá, mas ainda está muito longe de ser um canal de tv que agrega grande relevância comportamental, cultural e intelectual aos seus telespectadores. Mas enfim, o beijo gay em horário nobre na (ainda) maior emissora do país: MIL PONTOS POSITIVOS pra Globo! Se essa cena de fato ajudar a ampliar o debate sobre o avanço da modernidade e do respeito à diversidade e a opção sexual de cada ser humano, e contribuir para o fim do preconceito em um país (o Brasil) onde a sociedade ainda é ultra conservadora em várias questões (como legalização das drogas e homossexualismo), a emissora dos Marinho já terá feito o seu papel nessa questão. É preciso ACABAR DE VEZ COM A INTOLERÂNCIA BURRA E NOJENTA que campeia na sociedade brasileira, onde evangélicos medievais condenam moralmente gays e usuários de drogas (e as crentes ardentes, não dão o cu não?), onde facções como skinheads (raça deplorável pela sua total ignorância e falta de civilidade para com quem quer que seja) agridem e muitas vezes MATAM uma pessoa por ela simplesmente querer poder exercer sua opção sexual, aquela que lhe faz bem ao corpo, aos sentidos e à alma. O ser humano tem que apaixonar por PESSOAS BACANAS, não por sexos. E se isso significa um homem gostar de outro ou uma garota ser feliz com outra, ótimo. Félix/Mateus Solano nos representa, sem dúvida!

 Um mega beijaço gay em horário nobre na tv Globo: mudança de comportamento na reacionária, moralista e careta sociedade brasileira? Tomara que sim!

 

 

* Postão zapper chegando um pouco atrasado (hoje é terça-feira, néan) mas estamos aqui, hehe.

 

 

* E lá se foi Philip Seymour Hoffman, um dos grandes nomes do cinema americano de duas décadas pra cá. A provável causa da morte do ator de quarenta e seis anos de idade foi overdose de heroína. Bien, tudo já foi dito sobre ele de ontem pra hoje (segundona de calor infernal em Sampalândia). Então estas linhas online deixam como a melhor lembrança que tem do ator essa foto aí embaixo: Philip incorporando o também saudoso e genial jornalista Lester Bangs (talvez o mais lendário nome do jornalismo musical de todos os tempos) em “Quase Famosos”, filmaço dirigido por Cameron Crowe em 2000. É isso aí: rip, dear.

Philip Seymour Hoffman, em cena de “Almost Famous” (“Quase famosos”), filmado em 2000: incorporando o saudoso mestre e gênio do jornalismo musical americano, Lester Bangs

 

MAIS UMA BOMBA NA INDIE SCENE NACIONAL: A VOLTA DO GUETO! – e depois do comeback do Ira! mais um importante nome do rock paulistano dos anos 80’ também anuncia sua volta: o quarteto Gueto, que está reunindo sua formação original (Julio Cesar nos vocais, Márcio nas guitarras, Marcola no baixo e Edson X na bateria) pela primeira vez em mais de duas décadas, para realizar possíveis shows já nas próximas semanas. O Gueto surgiu na capital paulista na metade dos anos 80’ e logo chamou a atenção da crítica especializada por fundir com maestria guitarras de rock com o groove e as nuances dos ritmos negros como o funk e o hip hop. Com uma sonoridade muito à frente do seu tempo, o quarteto pode ser considerado o “pai” de gente como Racionais MCs e, mais recentemente, Criolo e Emicida. Chamando cada vez a mais a atenção por sua sonoridade empolgante e as letras de forte contexto social, o Gueto acabou registrando suas duas primeiras músicas na coletânea “Não São Paulo II”, lançada em 1987 pelo sempre venerável e visionário selo Baratos Afins, comandado pelo produtor Luiz Calanca. A repercussão das músicas (“Luta” e “Fotografias”; há ainda uma “faixa escondida” da banda na reedição em cd da coletânea da Baratos, intitulada “Este homem é você”) foi tamanha que não demorou pro conjunto ser cooptado pela major Warner, que pouco tempo depois colocou nas lojas o álbum “Estação Primeira” e que emplacou nas rádios o hit “A mesma dor” (“Até estou me acostumando a amar/Nós dois sentimos a mesma dor”). Com discos vendendo e público crescendo o quarteto ainda gravou mais um trabalho pela Warner (chamado “E agora pra dançar”) e aí começaram a surgir desavenças musicais internas e que culminaram com a saída do vocalista Julio Cesar. A banda então saiu da major e ainda lançou mais um disco de forma novamente independente, pra se dissolver tempos depois. Pois agora, por iniciativa e incentivo de Luizinho Calanca (que promoveu um reencontro dos quatro músicos), o Gueto deixou as desavenças pra trás e está pronto pra encarar a estrada e os palcos novamente. Poderá, inclusive, estar na programação da Virada Cultural de Sampa deste ano. É uma notícia e tanto em um mundo onde não há mais bandas de rock que prestem na cena indie brazuca, e onde todo mundo acha que música negra de qualidade é o funk ostentação e porqueira produzido por Naldo e Anitta. Seja bem-vindo de volta, Gueto! Quem sabe o que é funk, rock, soul, hip hop e black classuda e de VERDADE, aguarda ansiosa por ver vocês novamente em cima de um palco.

O primeiro álbum do grupo paulistano Gueto, “Estação Primeira” (acima), lançado em 1988: fusões de rock com funk, soul, groove e hip hop e som muito à frente do seu tempo; a banda está de volta com sua formação original e em breve começa a fazer shows novamente; abaixo, encontro de bambas da indie rock scene paulistana ontem à tarde, na loja e selo Baratos Afins (no centrão de Sampa): o cantor Julio Cesar junto com o produtor Luiz Calanca e Zap’n’roll

 

* Você, dileto e jovem leitor zapper, não sabe o que era o som do Gueto. Sem problema: dá uma olhada no vídeo aí embaixo.

 

Gueto – “A mesma dor” 

 

*Quando é que esse calor dos infernos vai dar uma trégua em Sampalândia, afinal? A maior cidade do Brasil superou, nos últimos dias, as temperaturas que normalmente são registradas em capitais da região Norte, como Macapá, Boa Vista, Manaus, Belém e Rio Branco (todas já velhas conhecidas destas linhas bloggers estradeiras, hehe). Basta olhar a imagem aí embaixo e ver quanto o relógio digital da avenida Paulista (em frente ao Masp) andou marcando por esses dias.

 

 

* Anyway, não há mesmo o que fazer quanto ao clima do planeta. Ele foi definitivamente fodido pelo animal mais estúpido e irracional que existe: o homem. Assim, todos nós iremos morrer mesmo tostados na gigantesca fornalhada atômica do aquecimento global. E não vai demorar muito pra isso acontecer, infelizmente…

 

 

* E os velhões goth do Cure mandam avisar: este ano sai novo álbum de inéditas da banda comandada eternamente por Bob Smith. Será o primeiro trabalho de estúdio do conjunto desde 2008, quando lançaram “4:13 Dream”.

 

 

* Mas com ou sem calor dos infernos, a semana é dele. Aliás ele irá REINAR absoluto em Sampa até abril, no Mis. David Bowie, o Camaleão do rock, está novamente entre nós! E o tópico principal deste post tinha mesmo que ser dedicado a ele e à exposição em torno de sua vida e obra. Portanto…

 

 

O “CAMALEÃO” DAVID BOWIE, GÊNIO ETERNO E IMORTAL DO ROCK’N’ROLL, INVADE O MIS/SP COM EXPO GIGANTE SOBRE A SUA VIDA E OBRA

(texto publicado originalmente no blog em 27 de janeiro de 2013, e republicado agora com adaptações e adequações em comemoração a abertura da exposição dedicada à vida e obra do cantor inglês, em São Paulo)

 

O título deste tópico principal do post zapper desta semana não carrega nenhum exagero. Todo mundo que ama música e rock’n’roll (seja você um ainda adolescente e jovem leitor destas linhas online, ou já um tiozão calejado nas estradas e histórias do rock’n’roll) conhece o inglês David Bowie (que nasceu, na verdade, David Robert Jones) e sabe de sua trajetória incrível e de sua importância MONSTRO na história do rock e da música pop em geral, nas últimas quatro décadas. Ao longo desta looooonga jornada Bowie lançou vinte e três álbuns de estúdio – o primeiro, homônimo, saiu em 1967. Destes pelo menos uns dez são absolutamente essenciais na história do rock’n’roll (e aqui, neste post, o blog analisa não talvez os cinco melhores mas, subjetivamente, os cinco que o autor deste espaço online mais ama). E como se não bastasse produzir discos clássicos e que legaram genialidade musical em grau máximo para o rock o “Camaleão” (apelido ganho ainda nos anos 70’ pela capacidade que o músico, compositor e cantor tinha em assumir personalidades diversas ao antecipar uma nova tendência sonora na cultura pop, como o glam rock por exemplo) ainda nos deu muito mais: canções sublimes, personagens inesquecíveis (o alienígena Ziggy Stardust, o Duque Magro & Branco), atuações grandiosas no cinema, duetos históricos (com Mick Jagger, por exemplo), produções de álbuns clássicos (como “The Idiot”, lançado por Iggy Pop em 1977)  etc, etc, etc. David Jones é gênio, ponto.

 

Ele estava ausente da música havia mais de uma década, quando lançou o álbum “Reality” em 2003. Na turnê de divulgação do disco Bowie sofreu um princípio de infarto após um dos shows. Foi internado às pressas, fez uma angioplastia de emergência e decidiu se “aposentar” do show bis, indo morar em Nova York com sua filha e a esposa, a modelo Iman. E de lá pra cá muito se especulou sobre um possível retorno seu à música e aos palcos. Mas o próprio cantor, bastante recluso, volta e meia emitia comunicados de que não voltaria a mexer com música. O mondo pop deu então, a contragosto, por encerrada a trajetória profissional do inglês dos olhos de cores diferentes (o esquerdo mais claro que o direito, uma diferença provocada, segundo a lenda, por um soco que ele teria levado em uma briga na adolescência).

 

Até que em 8 de janeiro do ano passado o mundo foi sacudido pela bomba: ao comemorar seu aniversário de sessenta e seis anos, Bowie anunciou que estava pra lançar um novo disco. E ainda mostrou para o mundo o primeiro single deste trabalho, a belíssima e triste balada “Where Are We Now”. De letra memorialista, a canção evocava a época em que o cantor morou em Berlim (na segunda metade dos anos 70’), quando gravou por lá três álbuns entre eles a obra-prima “Heroes” (de 1977). O álbum completo, batizado “The Next Day”, saiu em março do ano passado. O mundo recebeu o disco (que foi gravado em segredo por David Bowie nos últimos dois anos, com produção do inseparável amigo de décadas, Tony Visconti) de joelhos: foi um dos grandes lançamentos de 2013 e entrou em todas as listas de “melhores do ano” no rock planetário.

 

Tudo o que está escrito aí em cima já foi amplamente divulgado ao longo dos últimos meses, é vero. Mas neste segundo post de 2014 Zap’n’roll não poderia se furtar de, também ela, comentar sobre a volta da lenda David Bowie. Isso pelo amor que o blog sempre devotou à sua música, pela sua obra insuperável, pelo rocker absolutamente louco e extraordinário que ele foi: um performer que rompeu com tabus sexuais (jovem e lindo, enlouqueceu homens e mulheres, bichaças e lésbicas na sua vida. Foi pra cama com Mick Jagger, traçou e foi traçado por gente como Iggy Pop e Lou Reed) e de drogas (ele afundou em cocaine e em outras drugs ao longo dos anos 70’). E que deixou sua marca impressa para sempre na história da cultura pop.

 

O próprio blogger outrora mega loki, viveu uma vida de excessos ao som das músicas de David Jones. Foram momentos malucos e ultra junkies, alguns quase inacreditáveis, tendo como trilha sonora as canções de Bowie. Mas isso será bem contado logo mais aí embaixo, no nosso tradicional diário sentimental. Antes dele estas linhas online fazem uma rápida análise dos cinco álbuns de David Bowie preferidos pelo blog. São cinco discos seminais e que entram fácil em qualquer lista dos melhores momentos de toda a história do rock’n’roll. Instantes de brilhantismo puro e que os fãs brasileiros e paulistanos podem rever (ou conhecer pela primeira vez, se for o caso) desde a última sexta-feira, em São Paulo, quando o Museu Da Imagem e Do Som inaugurou uma exposição espetacular e grandiosa sobre a vida e obra do cantor e compositor inglês. Vinda diretamente de Londres (e antes de chegar aqui, só passou pela cidade de Toronto, no Canadá, e depois de ficar aqui até abril, irá seguir para outras capitais europeias), a exposição reúne mais de trezentos (!) itens do acervo pessoal do artista entre fotos, capas de discos, roupas (são zilhões de modelos!) utilizadas em shows e turnês, filmes estrelados por ele, objetos variados e memorabilia gigante. Já é, por antecipação, um dos eventos culturais deste ano em Sampalândia.

 

Então, enquanto você se prepara pra ir ao Mis conferir de perto a exposição (que está aberta ao público de terça a sexta-feira, do meio-dia às oito da noite, sábado das onze da manhã às nove da noite e domingos e feriados das onze às oito da noite, com ingresso a dez mangos sendo que às terças a entrada é gratuita), leia aí embaixo uma radiografia básica e rápida dos cinco álbuns do Camaleão preferidos por estas linhas rockers bloggers.

 

 

CINCO DISCOS ESSENCIAIS PARA SE ENTENDER E MERGULHAR NO UNIVERSO MUSICAL DO CAMALEÃO

 

* “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars” (1972) – a obra-prima máxima e definitiva. Bowie já havia lançado quatro discos desde 1967 e atingiu seu ápice artístico e musical com este discaço editado em 1972. Antecipando o que seria o glam e o art rock, o trabalho era recheado e costurado por pianos e arranjos de cordas mas sem abrir mãos das guitarras ásperas. Espécie de fábula com as faixas girando em torno de um único tema (mas sem o ranço e o bolor conceitual do rock progressivo), o álbum narra a história do alienígena Ziggy, que vem de Marte para salvar a Terra cinco anos antes da destruição do nosso planeta, e aqui acaba se tornando um rock star. Músicas sublimes e inesquecíveis aos montes: “Five Years”, “Moonage Daydream”, “Starman” (que o grupo gaúcho Nenhum de Nós fez o favor de “assassinar” nos anos 90’, com a horrenda versão chamada “Astronauta de mármore”), “Suffragette City”, “Rock’n’roll Suicide” e, claro, o hino eterno “Ziggy Stardust”.

 

 

* “Station To Station” (1976) – Bowie inventa um novo personagem (o Duque Magro & Branco), para dar voz ao momento pelo qual ele estava passando: morando nos Estados Unidos o cantor saía muito à noite e enfiou o pé na lama em consumo grotesco de drogas variadas, especialmente cocaína. Isso rendeu um disco denso, pesado (no sentido das letras e do conteúdo emocional), onde a faixa-título (que abre o álbum com dez minutos de duração) narra a descida aos infernos da existência junkie. Não por acaso Bowie se tornou ídolo da alemã Christiane F. (na época, com catorze anos de idade) e sua turma viciada em heroína. E várias faixas deste disco pontuam a trilha sonora do filme que narra a saga de Chris pelas ruas e banheiros imundos de Berlim, entre picadas e picadas de agulhas nos braços…

 

 

 

* “Heroes” (1977) – Bowie se cansa da vida de excessos nos EUA e se muda pra Berlim, pra tentar acalmar seus demônios internos. Lá grava a célebre “trilogia” berlinense, sendo que o segundo disco dela é “Heroes”. Produzido pelo gênio Brian Eno o trabalho mergulha em ambiências eletrônicas soturnas (espécie de antecipação do que seria o movimento dark/pós-punk que varreria as ruas de Londres no começo dos anos 80’) e lega para a posteridade a faixa-título, uma obra prima que incrivelmente se tornou um mega hit, sendo inclusive regravada décadas depois pelo grupo Wallflowers (do vocalista Jakob, filho de Bob Dylan).

 

 

 

* “Scary Monsters (and Super Creeps)” (1980) – durante muitos anos foi esse o disco de Bowie que Zap’n’roll colocava em sua lista pessoal dos dez maiores álbuns de rock de todos os tempos. Pesado, com letras cínicas, críticas e altamente corrosivas sobre o a superficialidade do mundo da moda (algo muito claro na canção “Fashion”), o disco traz canções clássicas e belíssimas, entre elas “Ashes To Ashes”, um dos maiores hinos compostos pelo cantor: é a faixa que fecha a trilogia de músicas falando do Major Tom (e que começou em 1969, com “Space Oddity”), um astronauta viciado em drogas e que vaga a esmo pelo espaço sideral, um evidente alterego do próprio David Bowie. Discaço!

 

 

* “Let’s Dance” (1983) – o Camaleão entrou na década de oitenta mais uma vez se reinventando musicalmente. Com produção do músico Nile Rodgers (guitarrista do grupo funk americano Chic) Bowie caiu na dança e gravou um disco que é puro groove, soul, funky e repleto de faixas altamente anfetamínicas. Sem nunca deixar a qualidade musical cair o álbum enfeixou mega hits nas rádios do mundo todo (inclusive no Brasil): “Modern Love”, “China Girl” e a própria canção-título, um funk racha-assoalho espetacular. Não por acaso foi o trabalho do cantor que mais vendeu até hoje: apenas no ano do seu lançamento, “Let’s Dance” superou a marca de três milhões de discos vendidos pelo mundo afora.

 

 

PRIMEIRO E GIGANTE DIÁRIO SENTIMENTAL DE 2014 – AO SOM DE DAVID BOWIE, NOITES E NOITES MERGULHADAS EM COCAINE E EM FODAS COM BOCETAS ALUCINADAS
O zapper outrora sempre loki e alucinado quase em tempo integral, passou uma existência infernal ao som de David Bowie. Mergulhou na lama até o pescoço, em noitadas e aventuras movidas a sexo calhorda e selvagem, e também a consumo de um oceano de álcool e cocaine, enquanto as canções do Camaleão martelavam incessantemente seu cérebro em vesânia plena e assustadora. Foram zilhões de momentos e acontecimentos absurdos e algo inacreditáveis às vezes. E tudo começou quando, afinal?

 

O blog se lembra de que conhecia a obra de Bowie desde a sua adolescência, quando o sujeito aqui tinha seus quinze/dezesseis anos de idade. E o interesse pela obra do cantor aumentou mesmo quando, lá por 1982, ele passava férias em Minas Gerais, na casa que a saudosa mama Janet tinha por lá. O zapper então quase pós-adolescente vivia bebendo horrores e saindo com uma turma de amigos Mineiros. Um desses amigos, filho do dono de uma loja de móveis na cidade, tinha em sua coleção um disco estranho de David Bowie, chamado “Station To Station”, edição nacional original em vinil. O zapper sempre pegava o dito cujo pra ouvir, até que um dia fez a oferta pro seu amigo: “me vende?”. O moleque: “sem problema, nem curto muito”. E assim “Station To Station” se tornou o primeiro disco de David Jones a ir parar nas mãos do futuro jornalista, que ainda sequer cheirava cocaine.

 

Em 1982 mesmo foi lançado no Brasil o filme “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostitiuída”, a versão cinematográfica do livro homônimo e que contava a saga da jovem alemã de apenas catorze anos que se tornara viciada em heroína e que vagava pelas ruas, estações de metrô e banheiros imundos de Berlim, se picando vorazmente no braço com a droga. Chris era apaixonada por Bowie. E o filme tinha em sua trilha sonora somente canções do cantor inglês. O então futuro aspirante a junkie total aqui (em uma época em que ele morava com mama Janet já na rua Frei Caneca, e só fumava seus baseados) foi assistir uma sessão (a primeira de várias que viriam na sequência) do filme no extinto cine Majestic, na rua Augusta (onde hoje funciona o Espaço Itaú de Cinema). Saiu de lá com a cabeça em pandemônio, apaixonado por Chris F., por David Bowie e sonhando em assistir a um show do Camaleão ao lado da alemãzinha, enquanto se chapava de heroin. Isso, em 1982! Um ano depois Bowie lançaria seu maior sucesso comercial até hoje, o álbum “Let’s Dance”, e aí a paixão de Zap’n’roll pelo cantor se tornou obsessão. Avança alguns anos. Em 1989 o sujeito aqui já é jornalista, já tem uma coleção monstro de vinis em sua casa (entre estes, mais de uma dezena de discos de Bowie) e já experimenta os prazeres deletérios de mergulhar suas narinas em devastações selvagens de cocaine, e seu pinto em bocetas sórdidas e ordinárias. Os mini tópicos a seguir radiografam o que rolou ao som de Bowie na vida do sujeito aqui, enquanto ele se entorpecia de pó e esporrava em xoxotas, cus e bocas de mulheres cadeludas ao cubo.

 

* Se sentindo o próprio Major Tom – não há exagero na frase. Major Tom, todos os fãs de Bowie sabem, é o alterego do cantor, criado por ele para compor as canções “Space Oddity” e “Ashes To Ashes” (“todos nós sabemos que o Major Tom é um junkie/Então mamãe sempre disse: ‘fique longe do major Tom’”), sendo que a segunda é uma das mais belas músicas já compostas pelo cantor. Enfim, Zap’n’roll tinha uma mania obsessiva em sua vida, lá por 1989/90, quando já era repórter da editoria de Cultura da revista semanal IstoÉ: ele adorava por o vinil de “Scary Monsters” (o disco que contém “Ashes To Ashes”) pra rodar em seu system Gradiente, enquanto esticava taturanas de cocaína no tampo de acrílico do aparelho de som, e as aspirava. Foi assim que, num belo dia, um amigo da época (o Valtinho, que também era amigo da Luciana, uma pretinha xoxotuda, de peitos suculentos, cara de intelectual e loka, que o sujeito aqui estava traçando) chegou pro autor deste diário confessional calhorda e deu o toque: “meu vizinho, que trampa num sindicato aê, tá vendendo uns sacolés pra levantar uma grana extra. Ele não é bandido e nada, mas descolou a fonte e tá fazendo isso pra levantar uma grana. O pó é fodão, vem cinco gramas e o preço é bacana”. O zapper se interessou pela oferta. “Combina com ele que quero um desses, passo na sua casa dia tal, te dou a grana e você pega com ele e aí damos uns tecos no teu apê mesmo”. E assim foi feito. Na noite combinada lá se foi o sujeito aqui pro Largo do Arouche (no centrão de Sampa e que naquela época era bem tranqüilo pois o centro da cidade ainda não estava dominado e devastado pelo horrendo crack), onde Valtinho morava em um prédio antigo e de apês grandes e aconchegantes. Ao chegar lá, deu a grana pro seu amigo e esperou ele voltar com a encomenda. O autor destas linhas virtuais estava acompanhado de uma amiga rocker da época a… (o HD agora falhou e realmente o blog não lembra o nome da garota). E quando Valtinho voltou com o sacolé, todos foram pra cozinha do apê onde o jornalista já bem junkie despejou todo o conteúdo dentro de um prato e começou a “trabalhar” o mesmo com um cartão. Era muita cocaína (e muito boa, como não existe mais hoje na “naite” paulistana). Tanta que a amiga zapper arrelagou seu olhos e disse: “acho que nunca vi tanto pó assim de uma vez, na minha vida”. As cafungadas tiveram início. Lá pras tantas o trio foi pra sala ouvir música. Valtinho também tinha “Scary Monsters” em sua coleção. Não deu outra: o sujeito que escreve este diário pegou o disco e colocou “Ashes To Ashes” pra tocar. E quis explicar pros seus dois amigos o significado da letra da canção. Zap’n’roll se sentia o próprio Major Tom quando fazia isso. E aquela noite foi looooonga, com o trio saindo a pé pelo centro de Sampalândia, parando em bares pra tomar algo alcoólico e de tempos em tempos parando em algum canto escuro, pra aspirar novas carreira de cocaine. Insano. E inesquecível…

 

* Pati, 18 anos, cocalera, fodida no cu e sem ver o show de Bowie – era 1990 e Zap’n’roll trampava na IstoÉ. A produtora Poladian havia anunciado a vinda de Bowie ao Brasil para setembro daquele ano e o jornalista zapper apaixonado pelo Camaleão ficou histérico, literalmente. Finalmente iria assistir ao show de um dos seus ídolos máximos. Nessa época o autor deste diário junkie namorava com a futura mãe do seu filho. Mas antes dela, houve a magricela Patrícia. Bonitinha de rosto, tetas miudinhas, moradora da zona oeste de Sampa (próximo à Usp e ao bairro do Butantã) não era nenhum primor intelectual. Mas cursava artes e desenho em uma escola particular na avenida Angélica, era rocker e bem safada. O autor deste blog a conheceu em uma madrugada num pulgueiro goth que havia no bairro dos Jardins, a Tribe Haus. Lá os malhos já começaram em um canto escuro e se prolongaram na rua (depois que ambos saíram pra ir embora), onde a cachorra Pati bateu uma generosa punheta pro blogger taradón, rsrs. E ambos combinaram de se encontrar já na noite seguinte (um sábado), quando a garotinha de rosto inocente já foi parar no apê da Frei Caneca. E lá deu com gosto sua xoxota perversa a noite toda. Como o autor destas linhas sentimentais sempre foi um eterno carente e coração mole resolveu namorar a garota. O namoro durou muito pouco mas as fodas eram sempre ótimas, como a vez em que a magra Pati e de cu pequeno agüentou a rola grossa zapper atrás, no hotel Savoy (que existe até hoje na rua Augusta, e onde o autor deste blog deu algumas de suas trepadas mais inesquecíveis nos anos 80’ e 90’). Só que aí entrou em cena a futura mãe do filho de Zap’n’roll, muito mais gata, culta e interessante e não deu outra: Pati foi solenemente dispensada. A garota não se conformou e fez de tudo pra retomar o romance, inclusive passando a cheirar cocaína também, o que ela não fazia no tempo em que havia namorado com o jornalista loker. E por fim, numa tentativa desesperada de fazer ciúmes, Pati arrumou um namoradinho também mezzo junkie e que curtia aspirar carreiras de pó. Uma noite de sexta-feira o casal baixou no apê da Frei Caneca. Queriam padê. A trinca foi atrás e descolou uma petecona de cinco gramas, que era vendida em um bar na praça Roosevelt. Racharam o valor da aquisição em três, o trio retornou ao apê e começou a cheirança sem fim. Lá pras tantas bateu a sede por algo alcoólico. Mas quem iria ter coragem de descer em algum bar na rua pra comprar algumas brejas, no estado de “bicudisse” em que o trio se encontrava? Conversa daqui, negocia dali e o namoradinho de Pati foi buscar algumas brejas. Enquanto ele foi, não deu outra: o canalha aqui tirou seu pau pra fora da calça e Pati, mais puta ainda, meteu a boca no dito cujo. Mas a bicudisse era forte e a tensão com a volta a qualquer momento do namorado da garota, também. Assim o pintão zapper, sempre em riste quando necessário ficou no meio do caminho dessa vez. E foi recolhido novamente pra dentro da calça no exato instante em que o cocalero corno voltava com as brejas. As aspirações e devastações nasais prosseguiram até umas sete da manhã do sábado, quando a dupla foi embora. E algumas semanas depois, na noite do show de David Bowie em Sampa, quando Zap’n’roll tomava generosas doses de whisky e se preparava para ir à gig com sua ex-mulher um casal amigo, toca o interfone no apê: era Pati. Ela: “você consegue me levar no show do Bowie? Estou sem ingresso e bla bla blá”. Eu: “impossível. Você vem me pedir isso HOJE, quando estou saindo pra ir pra lá, e sendo que estou com a minha namorada? Pelamor, né?”. Pati ficou puta e se mandou. Ficou assim: fodida no cu, cheirada e sem ver David Bowie. E o blog nunca mais teve notícias dela.

O gênio David Bowie encarna o alienígena Ziggy Stardust (um dos incontáveis personagens criados pelo cantor inglês ao longo de mais de quatro décadas de carreira musical), nos anos 70’: Zap’n’roll cheirou quilos de cocaine e fodeu dezenas de bocetas lokas e cadeludas ao som dos clássicos do Camaleão

 

* Flávia J., a loira loka, delícia e paixão infernal do blog – sim, foi uma das paixões mais avassaladoras experimentadas pelo sujeito aqui. E essa paixão começou na ponte aérea Rio/São Paulo no dia 7 de julho de 1990 (Zap’n’roll se lembra perfeitamente, como se fosse ontem), quando o então já conhecido jornalista rumou para o balneário a fim de assistir a um show da Legião Urbana. A banda estava no auge, iria tocar para cinqüenta mil pessoas no Jockey Club carioca e o autor deste blog estava acompanhando o grupo para um perfil que faria dele para a IstoÉ. A noite anterior havia sido novamente de excessos no consumo de cocaine e o blogger ressacudo por pouco não perdeu o vôo das dezenove horas – bem vazio, no final da tarde de sábado. E nele estava Flávia: loira, tesuda, mamicuda, muuuuuito culta e inteligente. Não exatamente linda, mas muito gostosa. O zapper se sentou na poltrona ao lado dela. E com um copo de whisky na mão (yep, naquela época servia-se whisky na ponte aérea) começou o papo. Ela se interessou pelo jornalista paquerador e quando ambos desceram no aeroporto Santos Dumont, no Rio, o blogger loker já a puxou pra dentro do táxi rumo ao hotel Atlântico Copacabana (que era onde a gravadora Emi hospedava jornalistas a trabalho no Rio). Lá chegando, os malhos começaram no quarto. Zap’n’roll: “Você é linda!”. Flávia: “Você é um cara incrível e terrivelmente sedutor. Mas eu NÃO vou dar pra você hoje! Preciso ir pra casa da minha mãe em Niterói, amanhã eu venho e fico aqui contigo”. E assim foi. A loira foi pra Niterói e Zap’n’roll partiu em direção ao Jockey. No domingo à noite Flávia cumpriu sua promessa. O interfone do quarto tocou por volta de dez da noite. Era ela. O coração do jornalista disparou. Assim que entrou novamente no quarto, ela pulou em cima do autor deste diário sujo e cafajeste. A foda começou intensa e foi assim a noite toda. A loira trepava horrores, chupava um pinto magnificamente e gozava fácil e aos berros. E era fã de rock’n’roll, de cocaine, maconha e literatura: assim como o zapper, amava o dramaturgo francês Jean Genet. Foi uma noite inesquecível, o blog se apaixonou pela garota e na manhã seguinte a levou ao Santos Dumont – ela tinha que retornar a Sampa pois no dia seguinte embarcaria para um mês de férias em Londres. Viagem ganha de presente do pai, por ter passado no vestibular de Direito. Daí em diante o resumo possível de uma história que é muito longa, é esse: Zap’n’roll se desesperava de saudade e paixão por Flávia. Sabia que queria ficar com ela. Mas antes que ela retornasse, a futura mãe do filho deste jornalista apareceu no apê da Frei Caneca e ela e o sujeito aqui, destrambelhado emocionalmente como sempre foi, resolveu começar a namorar com a garota. Quando Flávia retornou, cheia de saudade, paixão e tesão pelo autor destas linhas virtuais, ficou putíssima com a história. O blog não sabia o que fazer. E ficou saindo com as duas e COMENDO as duas. Foi quando veio o show de Bowie no Parque Antártica, e Flávia intimou: “Você pode ir com ela no sábado, mas VAI TER QUE ME LEVAR COM VOCÊ no domingo”. E assim foi: no sábado, o blog foi à gig do Camaleão acompanhado de sua, hã, namorada. No domingo, podre e mal dormido, teve que acompanhar a amante no mesmo show. Depois dele o casal foi foder pela última vez (e foram dois meses de loucuras na cama e fora dela: Flávia amava dar cafungadas em carreiras bem fornidas de cocaine; na cama era adepta de ser fodida no cu enquanto batia uma escandalosa siririca, pra suportar a dor do pau grosso rasgando seu buraco traseiro). Quando Flávia deixou o sujeito aqui (ela tinha carro) na porta de casa, ela disse: “hoje foi a última vez que você me comeu. Você quer ficar comendo as duas mas não vai rolar. E presta atenção: essa suburbana da sua namorada vai foder a tua vida. Vai engravidar de você e vai mudar de mala e cuia pro seu apartamento”. Foi exatamente o que aconteceu: a “suburbana” (que morava no extremo leste da capital paulista) realmente engravidou e se mudou pro apê da Frei Caneca. E Flávia J., uma das maiores paixões da vida de Zap’n’roll saiu da vida dele pra sempre. Hoje, quarentona e ainda solteira, mora sozinha num enorme apartamento perto da Serra da Cantareira (na zona norte paulistana) e dirige um escritório de advocacia.

 

* 1997: após outro show de Bowie, porra seca no queixo de outra loira – foi a pior fase da vida de Zap’n’roll. Desempregado (a mega e chic revista Interview, onde ele tinha trampado durante três anos, havia sido fechada pela editora Abril em 1996), vivendo de frilas esporádicos e morando em um pensionato estudantil no bairro da Liberdade, ainda assim ele comia bocetas deliciosas. Uma delas, também loira e de tetas generosas o blogger sempre baladeiro conheceu em um bar rocker em Pinheiros onde o sujeito aqui sempre ia nos finais de semana. Bonita de rosto, inteligente e fã de Bowie, a garota se interessou pelo autor deste blog com certa facilidade. Começou a paquera e ele a convidou pra ir no show que o Camaleão faria no festival Close Up Planet, dentro da turnê do álbum “Earthling”, lançado naquele ano e com viés mais eletrônico do que rock (mas ainda assim, muito bom). O casal então rumou pro festival na pista de atletismo do complexo Ibirapuera, na zona sul de Sampa. Grande gig, quase tão boa quanto a de sete anos antes. Terminado o set, a sugestão que partiu do zapper: “Vamos pro Retrô” (que era o muquifo alternativo mais podre, sujão, decadente e genial de Sampa naquela época. Uma verdadeira lenda da indie scene alternativa paulistana, o Retrô era o lugar onde você podia dançar Screaming Trees, Ride, Nirvana e Nick Cave às três da manhã, cafungar cocaine nos banheiros sem ser incomodado, e trepar neles também, sendo o blog socou sua rôla em muitas xoxotas ali). Sugestão aceita, lá se foi o blogger cheio de más intenções (uia!) com a loira (que lembramos perfeitamente o nome e sobrenome, mas não podemos publicar aqui. A hoje distinta senhorita está em um relacionamento sério e inclusive está na lista de amigos do autor destas linhas vulgares, em uma rede social), no carro dela. A balada no Retrô foi movida a muito álcool e a loira peituda ficou chapada. Foi quando, lá pelas cinco da matina, nova sugestão: “vamos prum hotel aí no largo de Santa Cecília”. O casal foi. Todos os hotéis do pedaço estavam lotados, com exceção de um que tinha um quarto disponível, mas apenas com uma cama de solteiro. Sem alternativa a foda rolou ali mesmo. E não foi muito intensa porque a acompanhante zapper não estava de fato muito bem. O casal adormeceu em seguida e quando o sujeito aqui acordou, a visão que lhe vem à lembrança é de uma mancha de porra seca, escorrendo do queixo para o pescoço da loira. É, pelo menos na chupada, parece que o serviço tinha sido bem feito…

 

 

DAVID BOWIE EM VÍDEOS AÍ EMBAIXO

O blog resgata através de clips clássicos alguns dos momentos mais inesquecíveis da trajetória do cantor inglês.

“Oh You Pretty Things” – 1972

 

“Life On Mars” – 1974

 

 

 

“Heroes” – 1977

 

 

“Ashes To Ashes” – 1980

 

 

“Fashion” – 1980

 

 

 

“Modern Love” – 1983

 

 

 

“China Girl” – 1983

 

“The Next Day” – 2013

 

 

E NO RIO DE JANEIRO EM 1990…

Também aí embaixo um generoso trecho da gig que o Camaleão apresentou na capital fluminense, na praça da Apoteose, em setembro daquele ano.

 

 

E A JUNKIE CHRISTIANE F. EM COLEÇÃO DE PICS PRA GUARDAR NA MEMÓRIA

A pequena alemã, viciada até a alma em heroína e fã fanática de David Bowie, durante anos alimentou as fantasias lokas do zapper maloker em relação a sexo e drogas. E todas essas fantasias, claaaaaro, tinham como trilha sonora os álbuns de David Bowie.

 

Aí embaixo, então, uma pequena coleção de imagens dessa anti-heroína da história recente da cultura pop mundial.

Sequência de fotos mostrando várias fases da vida de Christiane F.: quando jovem e em visual quase pornô (para fazer programas e conseguir grana pro próximo pico de heroína), ao lado do ídolo David Bowie (no cartaz de divulgação do filme “Christiane F.”), em sua fase de integrante de banda punk em Berlim e, por fim, envelhecida e carcomida pelas drugs, aos quase cinquenta anos de idade

 

* A exposição sobre a vida e obra de David Bowie fica em cartaz no Museu da Imagem e do Som (avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de Sampa) até o dia 20 de abril.

 

**********

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: qualquer um dos destacados nesse post dentro da discografia do gênio imortal David Bowie.

 

* Discos, II: “50 segundos” é a estréia em disco do trio cuiabano de rock Branco Ou Tinto, que foi formado na capital do Mato Grosso em 2007 e conta com Welliton Moraes nos vocais e guitarras, Thiago Araújo no baixo e Marcus Tubarão na bateria. É rock’n’roll básico de guitarras, com boas melodias e letras em português bem acima da média do que se ouve atualmente no empobrecido e emburrecido rock independente nacional. Há eflúvios de rock BR 80’ (à Legião Urbana) e isso fica bastante evidente em “O amor caiu em desuso”, a pungente faixa que abre o cd, com letra bastante intensa na questão de radiografar os desencontros emocionais que permeiam a maioria das relações humanas. Mas além dela o disco ainda exibe faixas bacanudas como “Tesouro escondido”, “Confissão sem culpa” e “Mente confusa”, todas com letras enormes e bem escritas (em bom português, vale repetir) por Welliton, o que é uma raridade (um bom letrista) em meio à vergonha alheia que tomou conta da produção do rock alternativo brazuca nos anos 2000’. Para saber mais sobre a banda, vai aqui: https://www.facebook.com/bandabrancooutinto.

 O trio cuiabano Branco Ou Tinto: lançando o primeiro disco com bons rocks e boas letras em português

 

 

* Single: e em meio ao lixão reinante na indie scene rock nacional atual, o Rio Grande Do Sul continua mantendo sua tradição de sempre mostrar novos e bons talentos rockers. É o caso do compositor, cantor e instrumentista Fabiano Nasi, de Porto Alegre, que vem há tempos burilando com cuidado seu álbum de estréia e que deve sair em breve. Enquanto o disco não chega Nasi mostra suas delicadas canções (algumas cantadas em inglês e até em francês) na plataforma Soundcloud, entre elas o bonito single “Por tudo”. É uma das promessas de bom rock’n’roll para 2014 e que você pode conferir aqui: https://soundcloud.com/fabiano-nasi/single-por-tudo.

 

* Filme: ainda não assistiu “O lobo de Wall Street”, com Leo DiCaprio e dirigido pelo gênio Martin Scorsese? Tá marcando, mané. Vai correndo até o cinema mais próximo e delire com um dos candidatos ao Oscar deste ano – e que já conta com a torcida destas linhas bloggers poppers.

 

* Rock de Manaus em Sampa: um dos grandes nomes da cena rock da capital do Amazonas, o Mezatrio (que forma ao lado da Luneta Mágica e da Malbec a trinca de nomes gigantes do rock manauara) finalmente se apresenta em Sampalândia. A banda, que acaba de lançar o álbum “O topo do nada” (e que será melhor comentado por aqui em um de nossos próximos posts), faz show neste sábado, 8 de novembro, a partir das nove da noite, no Zapata (que fica na rua Augusta, 339, centrão de Sampalândia). Ótima oportunidade pra conhecer um grupo que encantou o blogão zapper desde a primeira vez que vimos o conjunto ao vivo, isso há uns oito anos lá em Rio Branco (no Acre), no extinto festival Varadouro. Para conhecer melhor o som da turma, vai aqui: http://www.mezatrio.com/.

 Os amazonenses do Mezatrio vem mostrar seu rock experimental e cheio de guitarras neste sábado em Sampa

 

 

* Livro: e vai ser também no sabadão, na Sensorial Discos (lá na rua Augusta 2389, Jardins, zona sul paulistana), a noite de autógrafos do novo livro do queridão e dileto amigo pessoal destas linhas online, o reverendíssimo Fábio Massari, o “Mondo Massari”. Além do lançamento do volume e da presença do autor em si ainda vai rolar pocket show da cantora Stela Campos, que lançou o ótimo álbum “Dumbo” no final do ano passado. A balada começa cedo (oito da noite) e o blog vai estar por lá, com certeza!

 

* Baladenhas pro finde: yes! Como esse deverá ser o único postão desta semana (já que ele está sendo concluído hoje, quarta-feira), já dá pra informar o que começa a agitar o circuito under de Sampa a partir de amanhã, quinta-feira, quando rola a festa “Rock BR” no Outs (lá no 486 da Augusta). Com discotecagem da dupla amiga Wlad Cruz e Adriano Pacianotto, só vai rolar rock nacional na pista do mais tradicional bar de rock do baixo Augusta, e isso com direito a open bar. Ótima pedida pra começar bem o finde, néan.///Já na sextona em si vai ter showzão dos Corazones Muertos no Astronete (também na Augusta, no 335), o melhor pub rocker de Sampalândia nos dias atuais. Ou seja: diversão garantida desde já pro seu finde. Se joga!

 

 

E ENFIM, A HORA DA DESOVA DOS PRÊMIOS

Yep, já passou da hora, hihi. Então confere aí embaixo e veja quem ganhou o quê:

 

* Manoela Torres Castilho, de Brasília: ganhou o livro “Eu dormi com Joey Ramone”;

 

* Alicia Alves Montesserrat, de Santos/SP: ficou com “Na estrada com os Ramones”;

 

* E Marjorie Denienka, de São Paulo/SP: vai levar pra casa o kit da gravadora Monstro com dez cds do selo.

 

É isso. Essa semana não tem prêmios na roda mas guentaê que logo menos vão entrar aqui umas prominhos de ingressos pra um certo show de um certo Sebadoh (opa!), que vai rolar em breve em Sampa, okays?

 

 

FIM DE PAPO

Tá bão, né. Postão como sempre no capricho e que fica no ar até a semana que vem, em homenagem ao imortal David Bowie, hehe. No final do finde da semana que vem estaremos novamente por aqui. Se algo muuuuuito importante acontecer antes, é claro que daremos uma atualizada no post e iremos comentar o assunto, certo? Entonces é isso. O blogão se vai, deixando beijaços na Daniela Vieira e na Alice Ramos. E abraços calorosos em todo o nosso dileto leitorado, hehe. Até mais!

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 5/02/2014, às 15hs.)

 

 

Em um mundo onde o rock (e a música pop em geral) cairam num aparentemente inescapável “buraco negro” e estão cada vez mais vazios de conteúdo e qualidade, a lenda gigante David Bowie sacode Sampalândia com a mega exposição sobre sua vida pessoal e obra musical. E aproveitando a “deixa” o blogão passa em revista a trajetória do Camaleão, dissecando seus principais discos e publicando um mega diário sentimental onde relembramos histórias cabulosas e absolutamente sórdidas ao extremo, de putarias e consumo pesado de drugs ao som do gênio imortal que é o cantor inglês

 

Até o final da tarde o blogão zapper ressurge atropelando por aqui, com novo postaço falando desse sujeito aí da foto. Gênio supremo da história do rock e que tem uma exposição monstro dedicada a ele sendo inaugurada hoje em São Paulo.

 

Welcome David Bowie! Ele está novamente entre nós. E logo falamos sobre ele e muito mais por aqui.

 

Até já!

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

 

 

 

 

O novo ano com a morte (no portal Dynamite) e o renascimento de um blog (aqui mesmo), isso em um 2014 onde o mondo rock alternativo já tem seus novos heróis psicodélicos ingleses: uns certos Temples; mais: janeiro terminando quente (literalmente!) com os indicados ao Oscar, o xoxotaço Rihanna pelada no Rio (e puxando fumo, uhú!), Justin Biba bêbado e maconhado praticando “racha” pelas ruas de Miami (e indo em cana por conta disso), a lenda indie Sebadoh tocando no Brasil, o Vanguart fazendo cover de pagodão, o Ira! de volta e o país que continua amargando ano após ano os mesmos problemas sociais de sempre – Maranhão em chamas, rolezinho nos shoppings reprimido pela tirania preconceituosa da classe média reacionária e babaca, um prefeito bandido e pedófilo no interior da Amazônia etc, etc. (primeiro mega postaço do ano, com PLUS GIGANTE: o novo trio Euphônicos, a “bueiragem” que vem do Recife, a xoxotaça Jully DeLarge estreando seu blog, livros dos Ramones em promoção e mais isso e aquilo tudo) (ampliação e atualização final em 27/1/2014)

 Os novos garotos psicodélicos ingleses e a popstar maconheira e cadeluda: o quarteto Temples (acima) resgata Byrds e Syd Barrett em sua estréia e lança discaço agora, em 10 de fevereiro; já a americana Rhianna (abaixo) passa mini-temporada de férias no Rio, onde ficou quase inteiramente pelada e ainda degustou marijuana. No rock e na música pop atual é assim: cada um luta com as armas (talento ou apenas barulho visual e midiático) que têm

 

**********

A IMAGEM QUE FICA DO FINDE (COM A CAPITAL PAULISTA EM CHAMAS E EM CONVULSÃO PLENA): O RETRATO MAIS BEM ACABADO DO QUE É O PAÍS DA COPA INÚTIL E (DES) GOVERNADO POR DONA DILMÁ

Tudo errado no país, néan. Black blocs BANDIDOS e SEM NOÇÃO TOTAL provocam incêndio em um fusquinha de um pobre serralheiro de 55 anos de idade, que usava o veículo pra fazer entregas de portões que ele fabricava e/ou consertava.

 

A polícia igualmente BANDIDA e ASSASSINA do GRANDE BOSTA Geraldinho Alckmin ataca e atira em manifestantes com BALAS DE VERDADE (um rapaz de 22 anos ferido com dois disparos em Higienópolis, segue internado na Santa Casa). Enquanto isso a bandidada realmente perigosa assalta, sequestra e mata as pessoas e a PM (com medo, provavelmente) não faz nada. Esses COVARDES fardados só dão tiro em cidadãos comuns.

 

Por fim, dona DILMÁ passeia pela Europa, fica em hotel de luxo e janta em restaurante de luxo em Portugal, enquanto o país que ela (des) governa pega fogo, literalmente.

 

O blog já disse isso em seu Facebook outro dia e vai repetir aqui: VERGONHA TOTAL de ser BRASILEIRO. Cansamos disso aqui. Que o Brasil se foda e se exploda!

(foto: FolhaSP)

 

**********

ÚLTIMA FORMA: A VOLTA DO IRA!, O NOVO DISCO DE NEIL YOUNG E O MALA DISCLOSURE NO LOLLAPALOOZA BR

 

* Yeeeeesssss! O primeiro postaço de 2014 do blogão zapper estava sendo escrito e finalizado quando veio a confirmação da volta oficial do Ira! agora para este ano. Uma das principais bandas do rock brasileiro dos anos 80’, o quarteto paulistano havia encerrado atividades em 2007 devido a brigas internas. Em outubro de 2013, após looooongo período de conversas entre si, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi (ambos velhos conhecidos pessoais do autor destas linhas rockers bloggers) apararam as arestas e fizeram um show beneficiente juntos. Mais conversas rolaram, a química rolou novamente e agora a dupla anunciou oficialmente que o Ira! (sem o batera André Jung e o baixista Gaspa) começa a se apresentar ao vivo a partir de maio, sendo que já há mais de duzentas apresentações agendadas até 2015. Em um momento em que o rock nacional sofre com falta total de talentos e péssima qualidade reinante entre as bandas em atividade, a volta do Ira! aos palcos (sendo que o primeiro show rola no dia 18 de maio, na edição deste ano da Virada Cultural de São Paulo) não deixa de ser uma grande notícia, ainda que o grupo volte pela metade.

 Após sete anos de separação o Ira! está de volta: duzentos shows marcados até 2015

 

 

* E a assessoria de imprensa do festival Lollapalooza BR 2014 fez estardalhaço na tarde de ontem para anunciar que o duo eletrônico inglês Disclosure também vai estar no line up do evento. Ou seja: mais uma tranqueira inominável para engordar a lista de drogas que estarão se apresentando em abril no autódromo de Interlagos, em Sampa.

 

 

* Muito melhor é saber que o novo álbum do velho gênio e mito Neil Young sai em março. O disco será lançado pelo selo de Jack White, deverá ter doze músicas classudas e resgatadas do baú do guitarrista e compositor canadense e vai se chamar “A Letter Home”. Esse sim vale a pena esperar com tesão absoluto!

 

 

* É isso? Yep, Isso e muuuuuito mais. Vai lendo aê embaixo o baita postaço que te espera, hihi.

**********

 

Ano novo, néan.

Mas em alguns aspectos com um certo sabor (ou odor) de dèja-vú. Yep, porque sempre que dezembro chega todo mundo acredita que o novo ano vai ser diferente, que o país vai mudar em zilhões de aspectos, qua a violência social vai diminuir, educação, saúde e transporte públicos vão melhorar, a corrupção vai AO MENOS diminuir (acabar, impossível, isso é utopia que jamais irá se tornar realidade por aqui), a inflação idem e bla bla blá. Aí passam as festas de fim de ano, entra janeiro e você percebe que, ano após ano, muita coisa continua da mesmíssima forma no nosso velho Brasilzão. Com alguns agravantes nesse início de 2014 (ano que vai ter uma Copa de futebol inútil no país, além de eleições presidenciais): o Estado do Maranhão em chamas, arrasado por meio século de administração de um clã (os Sarney) bandido, ordinário e que está dando o foda-se para seus eleitores e para o povo miserável e desdentado que mora por lá; o prefeito BANDIDO e PEDÓFILO que comanda uma cidade no interior do Amazonas e a repressão aos chamados “rolezinhos” nos shopping centers paulistanos, promovidos por uma garotada da periferia que, eternamente desassistida pelo Poder Público, está dando o seu grito pelo direito de também se divertir nos “templos de consumo” da classe média branca, endinheirada, babaca, preconceituosa, reacionária, egoísta e conservadora. Só que pobre e morador da periferia NÃO pode andar em bando em shopping! Então, borracha neles e aí todo mundo presenciou o espetáculo grotesco de aparthaid social promovido pela direção dos shopping paulistanos e pela polícia militar do grande merda chamado Geraldinho Alckmin, ameaçando de agressão física moleques de quinze anos de idade. O que resta então, diante de um panorama desses, é procurar as mudanças e as novidades que estão ao nosso alcance ou que podem partir de nós mesmos. Como Zap’n’roll por exemplo: ela mesma acaba de decretar o fim de sua existência no portal Dynamite online, após ser publicada initerruptamente onze anos por lá, por considerar que já cumpriu sua missão ali e que agora é o momento de se concentrar apenas aqui, em seu endereço próprio na web. Ou ir atrás do que realmente pode soar como novo e sacudir o mundo, seja na esfera política e social, seja no rock planetário e na cultura pop em geral. Aí o blog fica feliz e abre um sorrisão quando começa a curtir o som de uma banda novíssima e de moleques apaixonados por pisocodelia, como é o caso do quarteto inglês Temples. E o blog fica feliz também por saber que após passar por um 2013 bastante complicado (enfretando, entre outras várias tretas, um tumor maligno em sua garganta, sendo que ele, espera-se, tenha sido debelado pelos tratamentos de radio e quimioterapia que estão em sua fase final agora nesse final de mês de janeiro), deverá ter um ano com, hã, muitas novidades (mudança de Sampalândia, um festival musical com a marca zapper, a publicação do livro compilando os melhores posts do blog durante toda a sua existência etc.). Só assim, indo atrás de novidades e procurando sempre se reiventar e renascer por si próprio é que o ser humano pode conseguir, de alguma forma, escapar do sentimento e das armadilhas do dèja-vú que insistem em trazer amargor à nossa existência. Então é isso. Bora começar mais um ano zapper. E sempre torcendo, no final das contas, pra que o emprego continue em alta, a inflação acabe, a corrupção se extinga, a violência social e o preconceito das pessoas desapareça, o povo saiba escolher governantes melhores nas eleições deste ano, a saúde e a educação pública se tornem de primeira qualidade e que o Brasil trate um dia sua população como ela de fato merece. É pedir muito?

 

 

* Pois entonces, conforme já comentado aí em cima, no texto que sempre abre nossos postões, a Zap’n’roll do portal Dynamite online chegou ao fim esta semana, após onze anos de ótimas matérias e textos publicados por lá. Os motivos que levaram a esta decisão estão no texto que está no endereço do blog lá na Dynamite (e que pode ser acessado em http://dynamite.com.br/zapnroll/). Texto que também reproduzimos aqui, logo mais aí embaixo.

 

 

* Foram os três assuntos dominantes na mídia e nas redes sociais nas primeiras semanas de janeiro (que, como já disse sabiamente o cantor e compositor paulistano Jair Naves, continua sendo o pior dos meses): o estado deplorável em que se encontra o sistema prisional do Maranhão, os “rolezinhos” pelos shopping centers de Sampalândia e o prefeito pedófilo que está no seu terceiro mandato em uma cidade do Amazonas, mesmo tendo um caminhão de processos judiciais nas suas costas. Tudo já se falou sobre os três assuntos em revistas, jornais, emissoras de tv e rádio, sites, blogs, faceboquete, Twitter e os caralho. E estas linhas bloggers que também não descuidam seu olhar e sua atenção de questões sociais e políticas, tem sua opinião bem clara sobre estes assuntos. Sobre o que rolou (e continua rolando) no Maranhão: em qualquer país sério (não é o caso do Brasil, infelizmente) o governo em Brasília já teria decretado INTERVENÇÃO FEDERAL no Estado (des) governado pela BANDIDA Roseana Sarney. E ela, a própria, já teria sofrido impeachment por conta do episódio de presos se decapitando uns aos outros DENTRO dos presídios do Estado (presos esses que deviam ter sua integridade física garantida pelas autoridades constituídas) que alimenta esses mesmos presos com arroz e galinha CRUA, enquanto a família da governadora vive nababescamente se alimentando de lagosta, camarão, caviar e bebendo whisky importado. Mas é claaaaaro que a presidente Dilmá (isso mesmo, com acento agudo no “a”) JAMAIS fará algo contra os Sarney, um dos pilares do sórdido PMDB – e que é um dos partidos que dão sustentação ao Governo Federal. Portanto…

Roseana Sarney (ao lado do pai), a (des) governadora BANDIDA do Maranhão: se aqui fosse um país sério, essa vadia já teria sido defenestrada do cargo

 

* Sobre os “rolezinhos”: a classe média branca e escrota brasileira escancara enfim seu mega preconceito e apartheid social (estamos vivendo nossos dias de África do Sul, pelo jeito) ao se horrorizar com a presença de jovens pobres e da periferia em seus templos maiores de consumo e ostentação vazia e inútil, os shopping centers. Vergonha total Brasil! O país do eterno futebol, do eterno carnaval e agora do PRECONCEITO SOCIAL ULTRA RIDÍCULO E ESCANCARADO.

 

 

*Pelo menos a questão dos “rolezinhos” (todo o apoio do blog a eles!) rendeu mais uma hilária adaptação/zoação no YouTube, utilizando uma das cenas mais famosas do já clássico filme “A queda – as últimas horas de Hitler”. Confere aí embaixo e se dobre de rir:

 

 

* Já em Coari, cidadela localizada no interior do Amazonas, o prefeito local está no seu TERCEIRO MANDATO consecutivo, mesmo tendo cerca de setenta processos JUDICIAIS nas costas, mesmo tendo sido preso em 2008 em uma operação da Polícia Federal (por suposto desvio de R$ 40 milhões dos cofres públicos) e mesmo estando sob suspeita gravíssima de ter assediado sexualmente menores de nove a quinze anos de idade (crime de pedofilia). O bandido nega tudo, óbvio. E continua comandando o Executivo da cidade. E a Justiça não faz nada. Até quando, Brasil?

 

 

*A notícia rocker tristíssima da semana rolou na última terça-feira em Sampa, quando o músico Élcio Aguirra morreu de infarto em sua casa, aos cinquenta e seis anos de idade. Élcio foi um dos fundadores do quarteto hard rock Golpe De Estado (uma lenda na indie scene paulistana dos anos 80’ e 90’) e era considerado como um dos melhores guitarristas do rock brasileiro. Zap’n’roll o conhecia pessoalmente inclusive, embora não tivesse contato com ele já há alguns anos. Enfim mais um grande talento que se vai, deixando o roquinho nacional artisticamente mais pobre do que ele já está. Rip Élcio! Qualquer hora a gente se reencontra por aí…

 O guitarrista Élcio Aguirra, da banda paulistana Golpe De Estado e que morreu esta semana, aos cinquenta e seis anos de idade: sem ele o rock nacional fica ainda mais pobre em termos de qualidade musical

 

 

 

* Voltando a falar de rolezinhos: o blog já andou dando os seus nas madrugadas do baixo Augusta, no começo de janeiro e logo depois que voltou de seu rolê pelo meio do mato em Minas Gerais. E na boa: o zapper outrora loker e que adoraaaaavaaaaa uma esbórnia, sentiu realmente que desaprendeu a sair na “naite”. Tudo incomdou naquela madrugada: o calor insuportável que fazia (e continua fazendo) em Sampalândia, a rua Augusta lotada de gente e carros, o povo todo chapado e loki, todos os bares entupidos de gente e com filas grotescas pra entrar etc, etc, etc. Primeiro houve uma parada no bar do Bahia, pra reencontrar conhecidos considerados por lá (Rogério, Felipe, Muzenga, Pit Passarell etc.). Depois o blog se mandou pro Outs, que estava absolutamente insano de tão cheio. E como era aniversário do nosso queridaço José Carlos Ramos (um dos sócios da casa e mais conhecido por “Encina que eu NÃO te escuto”, hihihi), o jeito foi beber brejas e vodcas com energético (tratamentos no Icesp estavam interrompidos por conta do recesso de final/começo de ano, então o blog assume que voltou a ingerir álcool, uia) e sair de lá beeeeem alterado etilicamente já de manhã. O domingo, óbvio, foi passado na cama curando ressaca monstro. E o saldo da parada foi esse: o tiozão rocker e quase ex-loker está mesmo a caminho da aposentadoria das baladas noturnas. Ao menos o rolê no Outs deixou essa imagem para a posteridade aí embaixo, uia! O blogger já mezzo mamadão ao lado de seu amigão José Ramos. Que dupla!

 Dupla de coroas do barulho rocker enchendo a lata já no comecinho de 2014, no Outs/SP: Zap’n’roll e seu amigão José Ramos, um dos sócios do bar

 

 

 

*E Justin Biba, uuuuuiiiiiaaaaa, também anda aprontando em seus rolêzinhos, uhú! O popstar de dezenove aninhos de idade foi preso pela polícia americana na madrugada de ontem (quinta-feira), e depois solto sob fiança. Motivo da cana? Mr. Biba estava participando de um “racha” com seu carrão envenenado pelas ruas de Miami. E quando foi abordado pelos homens da Lei ainda resistiu à prisão (wow!). Depois Justin assumiu que estava bêbado (!) e que tinha fumado maconha (!!!). Beleusma! O rapazola está mesmo se tornando o bad boy number onde do pop e se continuar assim Zap’n’roll vai se tornar fanzão dele, hihihi.

Preso ao disputar um “racha” pelas ruas de Miami, o popstar Justin Biba assumiu que estava chapado de goró e também maconhado, wow! O novo bad boy da música pop enfrentou um juiz e só foi liberado após pagar fiança de 2.500 doletas. Dá-lhe Justin!

 

 

* E o ano começa bem na área das gigs gringas alternativas. A produtora paulistana Brain (dirigida pelo chapa Bruno Montalvão, que também é produtor do Vanguart e que ficou mais velho essa semana, parabéns carecon!), associada à Balaclava Records, vai trazer pra cá o venerável trio indie americano Sebadoh (do cantor, compositor e baixista Lou Barlow, que também toca no algo maleta Dinosaur Jr.). Os shows serão entre abril e maio, com apresentações em Sampa, em Minas Gerais e em Recife (no festival Abril Pro Rock). Antes as duas produtoras também irão trazer ao país o músico alternativo canadense Mac DeMarco, que tem shows já marcados em Sampa para os dias 19 e 20 de março – na noite seguinte, ele irá tocar em Porto Alegre. Bom, muito bom, sendo que é estranhíssimo nenhuma dessas duas gigs ter sido noticiadas ou comentadas num dos (ainda) principais blogs de rock e cultura pop do Brasil. Qual seria o motivo desse “lapso”?

O já lendário indie americano Sebadoh: shows no Brasil em abri e maio

 

 

* E a premiação do Grammy 2014, que rola neste domingo e que é sempre tão babaca de tão careta, promete pegar fogo desta vez. Vai ter shows dos ex-beatles Paul McCartney e Ringo Star, do Dave Grohl, Nine Inch Nails e os caralho. Mesmo assim o blog ainda prefere… não assistir, rsrs.

 

 

* Mais emocionante (um pouco mais apenas, diríamos) deverá ser a entrega do Oscar, dia 2 de março. “Gravidade” lidera as indicações (ao lado de “Trapaça”) concorrendo em nada menos do que DEZ categorias, inclusas aí melhor filme e direção. Nem é preciso dizer que estas linhas online torcem pelo filmaço dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón com a mão no coração.

 

 

* Só as cachorra, I: mas que beleusma! O ano começou em ebulição nos blogs e redes sociais quando vazaram na internet algumas fotos de uma cadelaça que seria, supostamente… TENENTE do exército brasileiro, uuuuuiiiiiaaaaa! Vejam algumas das imagens da bocetuda aí embaixo e respondam: um xoxotaço desses não faz a alegria de qualquer batalhão? Hihihi.

Que XOXOTAÇO (acima) e que TETAÇOS (abaixo)!!! As fotos vazaram na web no começo do ano e são de uma suposta TENENTE do exército brasileiro; se for mesmo verdade, que belesuma! O batalhão pátrio nunca esteve tão bem servido, uia! 

 

 

* Só as cachorra, II: já miss Rihanna, a mega star pop que também adoooooraaaaa mostrar seu lado de putona assumida, anda arrasando em sua mini temporada de férias no Rio De Janeiro. Deixou-se fotografar com as tetas de fora (com os bicos cobertos apenas por uma fita adesiva cor da pele) e também foi flagrada tomando um banho de cachoeira onde ela fumava um inocente… baseado. Só por isso a vacona Rihanna ganhou cinquenta mil pontos com estas linhas rockers eternamente safadas, hehehe.

 A mega popstar e cadelona Rihanna in Rio: rabuda (e que rabo!!!) e queimando marijuana, ela gosta mesmo de mostrar seu lado devasso e putona; tem total apoio do blog, hihi

 

 

*FESTIVAIS PEQUENOS PORÉM BACANAS AGITARAM O ACRE E MINAS GERAIS NO FINAL/INÍCIO DO ANO – em um período (a semana entre o natal e o ano novo) onde todo mundo só pensa em sair fora, pegar uma estrada e viajar pra alguma praia ou pro interior, e onde quem trampa com produção cultural não se arrisca a promover nenhum evento similar a um festival de música (por exemplo), cidades como Rio Branco (capital do Acre) e a pequenina São Thomé Das Letras (um paraíso turístico idílico de oito mil habitantes, localizado no Sul de Minas Gerais) resolveram inverter essa lógica. Na distante e pacata Rio Branco por exemplo, rolou mais uma edição do já tradicional festival Chico Pop, que carrega em seu nome uma homenagem a um dos primeiros jornalistas de cultura pop do Acre. O evento aconteceu em uma única noite (27 de dezembro) no teatro Plácido de Castro (um dos locais mais tradicionais do circuito cultural da capital acreana) e foi acompanhado de perto pelo blog, que foi até lá a convite dos produtores do festival, os queridos Alexandre Nunes, Aarão Prado e Jully Joyce. Foi uma noite tranquila e bacana de boa música e onde se apresentaram três bandas locais e a convidada de fora Kali & Os Calhordas (de Porto Velho, Rondônia), um quinteto que tem uma linda (porém muito tímida como vocalista e performer de palco) vocalista e que não economiza nas (ótimas) referências à mpb de Jorge Ben. Mas o grand finale ficou mesmo por conta da curta apresentação dos Camundogs, um dos dois grandes nomes do rock autoral de Rio Branco (o outro, claro, é o Los Porongas) e que anda afastado das apresentações ao vivo já há alguns anos, embora o grupo esteja prometendo soltar material inédito ainda em 2014. Foi emocionante rever alguns grandes sons da banda (que estas linhas bloggers viajantes conhecem desde 2006, quando esteve pela primeira vez em Rio Branco) e seus eflúvios de rock BR anos 80’, emoldurando a voz trovejante do cantor Aarão (que mesmo super gripado naquela noite, ainda conseguiu dar conta de interpretar bem as canções do conjunto). Pode ter faltado um pouco mais de público pra prestigiar o evento (afinal, estávamos na ante-véspera do réveillon) mas o Chico Pop cumpriu mais uma vez seu papel de dar espaço para os novos talentos musicais da região, sendo que quem foi ao teatro se empolgou de verdade e não se arrependeu.///Do longínquo Norte o blog pulou quase que direto para a minúscula e bucólica São Thomé Das Letras. Localizada no Sul de Minas Gerais São Thomé é cercada por natureza, montanhas, trilhas e cachoeiras. Cidadela turística e notório ponto de encontro (há décadas já) de malucos em geral, Thomé respira rock’n’roll pelas suas dezenas de barzinhos localizados na zona urbana e também na área rural (enorme) do município. Nada mais natural então que rolasse por lá o primeiro Festival Alternativo de São Thomé Das Letras, que aconteceu no bar do Johnny (na parte rural) no primeiro final de semana de 2014. Organizado pelo músico Netão (baixista da banda do hoje muito conhecido cantor e compositor Ventania), o evento abriu espaço para bandas covers locais de São Thomé (como a muito boa Maximum Overdrive do guitarrista Johnny Hansen, a lenda que até hoje integra o grupo eletrônico Harry) e alguns convidados de fora – como o excepcional trio grunge Mineiro Mad Sneaks, que infelizmente teve que cancelar sua apresentação na noite de sábado por problemas técnicos. Tudo rolou na mais absoluta tranquilidade e num cenário de filme: as bandas tocando literalmente no meio do mato (em um espaço gramado generoso, anexo ao bar do Johnny), com o público dançando e curtindo a valer sob um manto de estrelas que brilhavam no céu. Houve alguns problemas técnicos aqui e ali (afinal, era a primeira edição do festival) mas nada que atrapalhasse o andamento geral da parada. Tanto que Netão, com a simpatia e humildade que tratava a todos, foi o priemeiro a reconhecer: “estamos aprendendo ainda, é nosso primeiro evento. E vamos aprender com os erros pra fazer um segundo festival melhor em 2015”. Com certeza. Foram, enfim, dois festivais bacanas e que o blog acompanhou com satisfação de perto, torcendo para que eles voltem firmes e fortes no final deste ano/começo do próximo.

 Kali & Os Calhordas (acima) mostra suas influências de mpb no festival Chico Pop, que aconteceu no finalzinho de 2013 em Rio Branco, no Acre; já no primeiro finde do ano novo o rock rual agitou a bucólica São Thomé Das Letras (Minas Gerais), com várias bandas mandando som no meio do mato, como a sempre bacana Maximum Overdrive (abaixo), do guitarrista Hansen

 

 

* Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que o Vanguart precisava e queria tornar sua música mais, her, “acessível” (conforme Helinho Flanders mesmo confessou a este espaço rocker virtual depois de show da banda no final do ano passado, no Bourbon Street, aqui em Sampa), pra decolar de vez e atingir o grande público, aí está a prova: essa cover da música “Cilada”, do grupo carioca de pagode chumbrega Molejo. O que o blog achou? Que nem mesmo uma ótima banda como os Vangs salva uma canção pavorosa de ela continuar sendo… pavorosa. Sim, sim, a versão acústica e afolkalhada que o grupo imprimiu à música (apenas com violões, violinos, percussão suave e vocais) confere um pouco mais de DIGNIDADE a ela. Mas isso não basta pra salvar a dita cuja e sua letra horrenda e repleta dos clichês textuais/imagéticos mais simplórios possíveis, dignos de um ginasiano semi-letrado. Tem gente que ainda acha ruim a banda ter emplacado “Meu sol” em novela Global e diz que aquilo parece Skank. E daí??? Skank é um das MELHORES bandas pop do Brasil há vinte anos. E esse sujeito aqui prefere mil vezes ouvir o Vanguart e o querido Helinho cantando seu PRÓPRIO repertório mais POPULARESCO (mas de lavra própria, e nesse sentido “Muito mais que o amor” é um discão musicalmente falando, e com algumas letras que beiram a perfeição estética, mesmo tendo sido compostas com palavras e imagens simples) do que tentando dar um verniz “cult” e mais “inteligente” ao que não tem conserto – no caso, esse pagode execrável produzido por um grupo igualmente execrável. Mas se o objetivo dos Vangs era produzir mais um hype em torno deles…

 

 

*O vídeo dos Vangs coverizado o Molejo aí embaixo:

 

 

* O ano começa muito bem, I: pra anotar na agenda e não esquecer a próxima sexta-feira, 31 de janeiro. Nessa noite rola mais uma edição da festona “Esbórnia”, no centrão loker de Sampalândia (em um prédio semi-abandonado na esquina da rua Dom José De Barros com a avenida São João), e que vai ter show dos incríveis Rios Voadores, em sua primeira gig paulistana. Tendo a pequena deusa Gaivota Naves nos vocais, a RV é de Brasília e com seus eflúvios de tropicalismo, psicodelia e mpb sessentista, promete ser uma das grandes revelações do novíssimo rock nacional este ano. Dá uma olhada no vídeo aí embaixo (com o grupo arrasando em seu set na última edição do festival Porão Do Rock, em Brasília, em agosto passado) e veja o que te espera em Sampa na semana que vem.

 

 

* O ano começa muito bem, II: na mesma sexta (31) também será inaugurada a esperadíssima exposição sobre a vida e obra do gênio David Bowie, no Mis/SP. Evento mais do que imperdível e que ocupará o museu paulistano até abril, com visitação diária custando dez mangos – na terça-feira é de graça. Vai perder???

 

 

* O ano começa muito bem, III: também pra anotar na agenda o lançamento bacana que rola dia 8 de fevereiro na loja Sensorial Discos (que fica lá na rua Augusta, 2389 (Jardins, zona sul de Sampa, fone 11/3333-1914). Vai ter noite de autógrafos do livro “Mondo Massari”, do nosso digníssimo “reverendo” Fábio Massari (um dos sujeitos que mais entendem de música e rock nesse país) e, de quebra, pocket show da cantora Stela Campos – que lançou o lindíssimo disco “Dumbo” (melancolia e doces canções folks e bucólicas em doses concentradas) no final de 2013. Nessa parada (que está sendo organizada pelo pessoal da Edições Ideal, né Marcelo Viegas) o blog vai estar presente, com certeza!

 

 

* E ufa! Depois dessa tonelada de notas iniciais (um recorde: vinte notas curtas cobrindo absolutamente todas as paradas que estão agitando o mondo pop/rock por esses dias!) nesse primeiro postão de 2014, vamos ao que interessa no novíssimo rock inglês. Yep, o ano também começa muito bem com a psicodelia sixties reencarnada no som do quarteto Temples.

 

 

O ROCK DA VELHA ILHA VOLTA A SER PSICODÉLICO E CLASSUDO COM OS TEMPLES

Este jornalista musical e rocker está com 5.1 de idade nas costas. E a essa altura do campeonato é inevitável: você começa, mesmo não querendo, a perder o fôlego para acompanhar absolutamente TUDO o que surge de novidade no mondo pop/rock planetário, no rock alternativo em particular. E ainda mais em um tempo (o de hoje) onde a qualidade musical das novas bandas sabidamente desce a ladeira, onde surgem e desaparecem zilhões de artistas diariamente, onde tudo é consumido velozmente pela internet (são tantos nomes e links que você mal escutou um ele já cai no esquecimento pra dar lugar a outro) e onde jornalistas da nossa faixa etária já ouviram tantos clássicos, já assistiram tantos shows e têm a impressão de que todas as obras definitivas no rock já foram lançadas, que a tarefa de continuar ANTENADO com o que surge se torna ainda mais… hercúlea. Mas a gente tenta, né. O blogão zapper particularmente vive com os dois pés atrás em relação a novos nomes musicais. E confessa que anda cada vez mais preguiçoso pra ir em busca deles. Mas vez por outra nos pegamos ENCANTADOS e absolutamente SEDUZIDOS por alguma banda ou artista novo (e foram tantos novos nomes nos últimos meses… Lorde, Haim, Disclosure, Bastille, Jake Bugg, Chvrches, Parquet Courts, Palma Violets…). É o que está acontecendo exatamente agora: os responsáveis por essa “sedução” auditiva do já old musical journalist? Quatro moleques de uma cidadela de cerca de cinqenta mil habitantes, ao norte de Londres. O som deles? Psicodelia das mais viajandonas possíveis à moda sixties, com eflúvios de Byrds (yeah!) e de Pink Floyd fase Syd Barrett (no fodástico “The Piper At The Gates Of Dawn”, a estreia do PF em 1967). Melodias encantadoras e dolentes, vocais bucólicos e sonolentos, duas guitarras, teclados com timbres vintage. Tudibom. E som pra vc sair por aí, viajando no meio do mato, e se entupindo de maconha e ácido. O nome da banda? Temples, simples assim (se todas as bandas tivessem nomes básicos e bacanas como esse…). O disco de estreia deles? “Sun Structures”, que sai oficialmente em 10 de fevereiro na Inglaterra, NÃO vai sair aqui mas já está ao seu alcance na web.

 

Não existe – ainda – nenhuma mega história pra se contar da banda, que foi formada em 2012 (!) na pequenina cidade de Kettering. Lá os amigos James Bagshaw (vocais e guitarras), Adam Smith (teclados e guitarras), Thomas Warmsley (baixo) e Sam Toms (bateria), todos moleques na casa dos vinte anos de idade, uniram sua paixão comum pelo rock e pela psicodelia dos anos 60’ e resolveram por mãos à obra pra tocar o puteiro rocker. Bastaram alguns shows concorridos (que logo chamaram a atenção da rock press britânica e de gente como Liam Gallagher, aquele mesmo que um dia cantou no Oasis) e alguns singles absolutamente fodásticos (como “Colours To Life” e “Mesmerise”, ambos lançados no ano passado) e o estrago já estava feito. O Temples se tornou imediatamente o novo e badaladíssimo hype da musical press inglesa – e desta vez, com méritos de sobra.

 

O blogão zapper começou a prestar atenção (de leve) nas notícias a respeito do conjunto ainda no final de 2013. Começou a caçar vídeos na internet. Começou a achar INTERESSANTE o que via e ouvia. Mas faltava a prova definitiva, ou seja, a audição do álbum de estréia completo dos garotos. E isso só foi acontecer mesmo depois da virada do ano quando “Sun Structures”, devidamente gravado e prontíssimo para ser lançado oficialmente daqui a duas semanas, acabou despencando na web. Pois é um discão de doze canções que possuem algumas das melodias mais belas e bem formatadas no indie rock planetário nos últimos tempos. Da algo ‘beatle’ “Shelter Song” (que abre o cd), passando pelo single chapadão (na ambiência sonora) que é “Mesmerise” e pelos violões estradeiros que conduzem “Keep In The Dark” (que possui, além de tudo, uma levada glam à la Marc Bolan em seu andamento), o disco é uma delícia total do início ao fim. Dá pra sentir o cheiro de maconha e de estradas de terra ouvindo “Colours To Life” e “Test Of Time”. Dá pra se sentir dentro de uma cena do clássico “Easy Rider” (“Sem Destino”) ao se ouvir a lindona mezzo vinheta (que dura menos de dois minutos) “Fragment’s Light”, que fecha o trabalho. Tudo gravado com ótimos riffs de guitarras, violões preciosos, timbres antigões de teclados e vocais sonolentos, como se o cantor estivesse despertando pela manhã de uma ótima trip de ácido.

O discão de estréia do quarteto inglês Temples: lançamento oficial no próximo dia 10 de fevereiro, com doses concentradas de psicodelia e rock retrô

 

Aliás nem dá pra se afirmar aqui com certeza absoluta que os rapazes do Temples queimam marijuana e se entopem de doces. Mas que com certeza passaram a adolescência mergulhados em Byrds e em Syd Barrett, isso passaram. E aprenderam as lições com os mestres da melhor maneira possível. É uma banda que o blog adoraria ver ao vivo, em um show intimista em algum bar do baixo Augusta, em Sampa. Mas como provavelmente isso vai ser meio impossível no momento (já que o conjunto está requisitadíssimo pra gigs na Europa), fiquemos com este “Sun Structures” e mergulhemos de cabeça no dito cujo. Os Temples talvez se tornem, daqui a alguns meses, apenas mais um nome a surgir e desaparecer rapidamente no rock dos anos 2000’. Ou talvez se tornem grandes como o Oasis ou o Nirvana. Não importa: sua estréia em disco já dá por cumprida sua missão no mundo ultra flácido e emasculado do rock’n’roll atual.

 

* Temples é pra quem gosta de: psicodelia sessentista, The Byrds, Pink Floyd do início e Syd Barrett.

 

 

TEMPLES AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Mesmerise”, um dos singles do álbum “Sun Structures”.

 

 

 

E NA PRIMEIRA MUDANÇA EDITORIAL DO BLOG EM 2014, ZAP’N’ROLL SE DESPEDE DO PORTAL DYNAMITE ONLINE

Tudo acaba um dia, néan. Um disco chega ao fim, um livro também, um filme idem. A própria existência humana tem um ponto final em algum momento. E este velho planeta Terra que habitamos também irá desaparecer em mais alguns bilhões de anos, segundo previsões dos cientistas.

 

Com um blog ou site ou portal de internet não seria diferente. Pensa: desde o surgimento da world wide web quantos milhões de sites, servidores, blogs e os caralho surgiram e desapareceram? Alguns duraram tão pouco e foram tão inexpressivos que os internautas sequer deram conta de sua existência na web. Outros construíram um certo nome, reputação e prestígio e duraram um pouco ou bem mais. Mas ainda assim se findaram também.

 

Com a Zap’n’roll não poderia ser diferente e nem seria nossa intenção que ela fosse perene no portal Dynamite. Pelo contrário o blog durou muito mais do que esperávamos quando o colocamos no ar, ainda sob o formato de coluna semanal, no início de 2003, sendo que a mesma coluna já havia sido publicada durante cerca de dois anos (de 1993 a 1995, lá se vão quase vinte anos!) na edição impressa da extinta revista Dynamite.

 

Veio então o formato de coluna semanal virtual. Que foi concebido para inicialmente falar de rock alternartivo e cultura pop. Mas com o passar dos anos o blog foi crescendo, foi se tornando cada vez mais lido e comentado, se tornou mega polêmico e passou a abarcar uma gama de assuntos que iam muito além de rock e cultura pop. Zap’n’roll passou então a também falar de política, sociedade, comportamento, sexo, drogas. Sempre opinando de maneira contundente, sempre procurando escrever textos aprofundados e analíticos ao extremo sobre aquilo que queria comentar.

 

Foi por conta dessa contundência algo exacerbada e de (va lá) alguns “excessos” editoriais cometidos pelo zapper que começaram a haver divergências entre o autor do blog e a direção do portal Dynamite. A situação chegou a tal ponto de tensão que, em julho de 2010, chegou-se a um acordo para por fim ao impasse que havia se criado entre o blog e o Publisher André Pomba (também presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, que administra o portal do mesmo nome), por conta do conteúdo editorial que estava sendo veiculado aqui: Zap’n’roll foi desmenbrada em dois endereços distintos. Um próprio na web e o outro já publicado há sete anos na Dynamite online. O endereço próprio passou então a abranger posts semanais e gigantes, cobrindo zilhões de assuntos variados (do rock ao sexo, das drogas à política, da cultura pop em geral à sociedade e ao comportamento) e logo se tornou um estrondoso sucesso de audiência – 2013 foi o melhor ano pro blog nesse sentido, com posts que não raro atingiram mais de 400 “curtidas” (!) em redes sociais, além de receber mais de 80 (!!!) comentários no painel do leitor, também num único post. A Zap da Dynamite, mais modesta, passou a falar apenas de assuntos musicais e com posts semanais menores e tratando de apenas um assunto por vez. Manteve uma boa audiência, mas muito abaixo do novo endereço do blog.

O quarteto Luneta Mágica, de Manaus: uma das grandes descobertas rockers do blog em sua mais de uma década de existência no portal Dynamite online

 

Assim, após onze anos de publicação no portal Dynamite e convivendo nos últimos quatro com seu endereço próprio e “irmão” na internet, avaliamos o quadro editorial de ambas e também os números de acessos dos dois endereços do blog, e chegamos à conclusão que chegou o momento de dar um ponto final na Zap’n’roll que é publicada no portal Dynamite. E temos o maior orgulho de tudo o que publicamos aqui nesses onze anos de existência, onde cobrimos zilhões de shows nacionais e internacionais, acompanhamos festivais nanicos e gigantes, viajamos por todo o Brasil em busca de novidades musicais (afinal já existem blogs demais viajando pra gringa, pra reportar o que rola por lá, ao passo que poucos desses blogs voltam suas antenas pra música pop e pro rock que rola aqui mesmo, nesse Brasil gigantesco), descobrimos bandas espetaculares (como Vanguart, Luneta Mágica e Euphônicos), vimos o nascimento e morte de inúmeros grupos e movimentos, de tendências e comportamentos os mais variados. E também fizemos inúmeros amigos e ganhamos alguns outros zilhões de inimigos, hehe.

 

O blog no portal Dynamite se vai então com a sensação do dever cumprido. E no final, como reza o velho clichê, é melhor sair de cena enquanto ainda se é relevante do que desaparecer engolido pela decadência implacável. Foi exatamente isso que o gigante REM (uma das cinco bandas da vida deste blogger eternamente rocker) fez, há três anos: anunciou seu fim, após três décadas de inestimáveis serviços prestados ao rock mundial que importa.

 

E no final das contas a extinção de Zap’n’roll na Dyna online apenas antecipa, em parte, uma grande reforma editorial pela qual o portal irá passar nos próximos meses. Toda a arquitetura do site (que já está bastante defasada) irá mudar. E quando o novo portal entrar no ar, uma das principais mudanças é que não haverá mais blogs nele.

 

Por outro lado, a Zap’n’roll em seu endereço próprio (www.zapnroll.com.br) irá continuar com gás total já a partir desta sexta-feira, 24 de janeiro, quando entramos no ar com nosso primeiro post de 2014. E ele vem como sempre gigante e recheado de novidades, comentários e análises sobre os mais diversos assuntos. Fora que nos próximos meses vários projetos com a marca do blog estão engatilhados: um evento musical bacanão e a publicação (enfim!) do livro compilando os melhores posts zappers publicados nesses onze anos de existência. Sendo que até a Zap em seu endereço próprio poderá também deixar de existir ao final de 2014, nunca se sabe. Afinal, como acabamos de dizer aí em cima, é melhor fazer mudanças e sair no auge do que afundar no mar do esquecimento.

 

Sentiremos saudades sim da Zap’n’roll do portal Dynamite (onde o autor do blog continuará atuando como repórter/colaborador, publicando matérias especiais, coberturas de festivais, resenhas de discos etc.) mas ela já teve seu tempo e agora merece ficar nas boas lembranças daqueles que a acompanharam ao longo desses anos todos. Portanto: comtinuaremos nos esbarramos por aí, nos shows, na vida rock’n’roll e ainda, no endereço próprio zapper, que volta com tudo hoje.

 

* Obs: e nosso agradecimento eterno ao sempre amado André Pomba, por nos ter acolhido da melhor forma possível nesses onze anos de Zap’n’roll na Dynamite online.

 

 

**********

NA PEQUENA E DISTANTE RIO BRANCO (ABENÇOADA E PROTEGIDA PELA GRANDE FLORESTA) SURGEM OS EUPHÔNICOS

(Eufônico=que tem o som agradável/instrumento de cordas semelhante a um piano, com cordas de harpa)

 

Os significados descritos por um dicionário ao mesmo tempo pouco importam, mas dizem tudo sobre esse trio que nasceu e existe há pouco mais de um ano em Rio Branco, capital do distante Acre (o Estado do Norte brasileiro verdadeiramente abençoado e protegido pela grande floresta amazônica e “onde o vento faz a curva”, como disse uma vez Aarão Prado, um dos instrumentistas e vocalistas do grupo). E tal qual aconteceu com o cuiabano Vanguart (que até 2005 era um total desconhecido fora das fronteiras da capital de Mato Grosso), hoje a maior banda indie do país, e com o quarteto manauara Luneta Mágica (também praticamente desconhecido fora da capital do Amazonas até 2012 e agora já trilhando o mesmo rumo dos Vangs), o Euphônicos (no caso da banda, grafado com ph) é a grande aposta do blogão zapper para 2014 – e poderá ser mais uma das grandes descobertas musicais destas linhas bloggers poppers, sempre de olho na música que é feita nos mais distantes rincões do Brasil.

 

Não dá pra dizer que o conjunto formado por Aarão Prado, Brunno Damasceno e Marcos Vinicius é um trio de rock, muito longe disso. Mas também, a rigor, fica difícil “aprisionar” o som que eles fazem em qualquer rótulo estético/musical. Pra começar são três personalidades muito diferentes, musicalmente falando (embora os três sejam amigos inseparáveis de longa data): o jornalista e radialista Aarão (que apresenta um programa na rádio local Aldeia FM e que o blog conheceu pessoalmente em 2006, quando foi a Rio Branco pela primeira vez) é vocalista do grupo Camundogs, um dos dois grandes nomes da cena rock da capital acreana há quase década e meia (o outro é o quarteto Los Porongas, hoje radicado em Sampa), e cuja sonoridade incorpora muito do rock BR 80’, com eflúvios claríssimos de Legião Urbana. Já Brunno é um dos músicos mais conceituados da cena mpb de Rio Branco, e considerado um… sambista (!!!) de mão cheia – uma de suas composições será gravada em breve pela cantora Lecy Brandão). Marcos Vinicius, por fim, é um conhecido e respeitado poeta e agitador cultural da cidade.

 

Se havia diferenças estético/musicais entre os três, elas desapareceram quando a trinca resolveu se unir em um novo projeto musical, batizado Euphônicos. “Aconteceu porque sentimos necessidade de fazer algo novo e completamente diferente do que fazíamos em nossas praias musicais”, explica Aarão ao blog. E ele ainda conta que, a princípio, a despretensão com o projeto era total: “nos reuníamos, cada um escrevia trechos de letras e dava idéias musicais. A partir do material apurado a gente burilava a canção e entrava em estúdio para gravar. E para fazer isso íamos chamando os melhores músicos atuando em Rio Branco para nos ajudar e enriquecer as canções com instrumentos, idéias e arranjos”. Com as músicas sendo concluidas aos poucos, ainda segundo Aarão, a idéia era manter a banda como sendo apenas um “grupo virtual”, que pudesse ser ouvido e curtido na internet. “Não era nossa intenção montar banda e lançar disco”, diz ele. “Mesmo porque há muitas participações na gravação das faixas e seria praticamente impossível juntar todo esse pessoal num palco pra fazer shows. Fora que já estamos ‘véios’ e pançudos, temos nossos empregos e não seria nossa intenção sair por aí, tocando. Pra nós o Euphônicos era importante sim, mas se tratava de uma válvula de escape musical do nosso dia-a-dia”.

O trio Euphônicos, de Rio Branco (Acre): the next big thing do indie rock BR?

 

Só que todo esse ideário e pensamento do cantor e radialista foi mudando quando o Euphônicos começou a tomar uma dimensão bem maior do que ele imaginava. A cada nova música postada na plataforma Soundcloud o interesse em torno do trio crescia. O próprio blogão zapper, a princípio com “preguiça” de ouvir o som do conjunto (e mesmo com Aarão cobrando o sujeito aqui nesse sentido: “Finas, ouve o Euphônicos, tenho certeza que você vai curtir e sua opinião é importante pra nós”, ele falava via bate-papo do Facebook), caiu literalmente de amores pelo som deles pouco antes de embarcar para sua mais recente viagem até Rio Branco (quando foi acompanhar o festival Chico Pop, no finalzinho de dezembro passado). Ao ouvir pequenas obras-primas inebriantes como “Se é de lágrima”, “Pegadas” (que tem participação especial de outro grande nome da cena musical acreana, a cantora Carol Freitas, que está de amizade “rompida” com o blog por pura bobagem, após uma discussão tensa por telefone; mas não importa: Zap’n’roll continua admirando e adorando a garota da mesma forma, hehe), “Em guitarras e poemas” (que possui uma letra fantástica) ou “Delito”, não deu outra: estas linhas online colocam agora a banda como uma de suas principais apostas na indie scene nacional este ano.

 

O motivo desta avassaladora paixão do blog pelo som dos Euphônicos? Muito simples: a trinca Aarão/Brunno/Marcos compôs algumas das mais belas canções ouvidas por este espaço rocker virtual nos últimos meses. Fora que todos os três cantam com inflexão poderosa e ultra afinada, as letras são de uma beleza poética e imagética fantástica e a parte melódico/musical do projeto é um show à parte: escudados por músicos talentosíssimos da cena de Rio Branco os três euphônicos engendraram treze músicas (o cd terá quinze no total) que são um escândalo de beleza, melancolia, bucolismo, reflexão e contemplação. Tudo cabe na construção de cada faixa: cordas (violões, bandolins, cavaquinhos), pianos, sopros e até… guitarras rockers. Um dos maiores exemplos de tudo o que está escrito aqui e talvez o momento maior de um disco ele todo incrível, é “A bailarina” (cuja letra está logo mais aí embaixo). Se qualquer produtor musical de algum selo musical ou diretor musical de alguma emissora de tv do Sudeste tiver um mínimo de sensibilidade e ouvir essa música, ele enlouquece e morre no mesmo instante de amores pelo grupo. E isso não é exgero desta espaço rocker blogger.

 

Com a repercussão em torno do projeto aumentando a cada dia, não houve como escapar: os Euphônicos decidiram que não dá mais pra ser apenas uma banda “virtual”. Irão lançar sim um disco (primeiro na web, depois em cd físico). E o show de lançamento do dito cujo deverá acontecer em maio próximo, em Rio Branco (e se nada der errado até lá, o blog estará novamente na capital do Acre pra prestigiar pessoalmente o evento). Até lá você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui. Mas por enquanto fica a nossa certeza: Euphônicos é (só depende deles) o próximo grande nome da cena independente brazuca, descoberto por estas linhas zappers. Podem acreditar nisso!

 Zap’n’roll e o músico e vocalista Aarão Prado (das bandas Euphônicos e Camundogs), pelas ruas de Rio Branco, capital do Acre, no final de 2013

 

 

* Para saber mais sobre os Euphônicos, vai lá: https://www.facebook.com/euphonicos. E para ouvir as músicas do primeiro disco do grupo, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

 

EUPHÔNICOS – UMA LETRA

A bailarina

Enquanto ela dançava

Seus pés adormeciam Dançava sem depois Enquanto ela dançava

De olhar entristecido Dançava sem um par

Não teve como não

Chorar em pausas

Sonhos no coração

E os pés na valsa

E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais

Pouco importa o que ficou pra trás

Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso

E os sinais

Que fazem do destino a sina Rodopios no salão

Da mais triste Bailarina

Enquanto ela dançava

Pra sempre anoitecia Dançava sem notar

Que as marcas não sumiam Tão longo era um caminho Dançando pra chegar

Não teve como não

Sorrir chorando

Os pés que vem e que vão Dançam seu tango

E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais

Pouco importa o que ficou pra trás

Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso

E os sinais

Que fazem do destino a sina Rodopios no salão

Da mais triste Bailarina

 

* Pra ouvir “A bailarina”, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos/4-a-bailarina.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: “Sun Structures”, dos Temples.

 

* Disco II: o sujeito tem o nome artístico de Jean Nicholas. Cara de nerd (usa óculos de lentes grossas e aro idem), é PROFESSOR de português em Recife (mais conhecida como HellCife), e leva paralelamente às aulas que ministra uma carreira musical já há alguns anos. E acaba de lançar (na web) seu primeiro disco, intitulado “Bueiragem”. E aê? Você botaria alguma fé no dito cujo? Pois vai lá no Soundcloud (https://soundcloud.com/jean-nicholas-1/jean-nicholas-e-a-bueiragem-1) e escuta. É completamente insano, intenso, demente, loki ao cubo. O que dizer de um álbum que começa com uma faixa instrumental, é invadido por flautas (!) e pianos (!!) na música seguinte e desanda na sequencia em canções que são pura desconstrução melódica e rítmica, incorporando no processo doses de rock, rap, funks, dub reggaes (com guitarras esquizoides sustentando o refrão psicótico “deixe pra chorar quando chegar o inimigo”), baladas “doces” com violões, escaletas e vocais em eco (ou em distorção) e os caralho? Fora as letras desconcertantes que falam de drogas, desencontros existenciais, torturas emocionais etc. Vai vendo o nome de algumas faixas: “Ressaca imoral”, “O amor é a porta de entrada pra outras drogas” (wow!) e “Fucksong”, essa com a participação especial nos vocais da deusa Aninha Martins (uma crioulaça peituda, cara de anjinha ultra safada, tesão e delícia total e que é um dos atuais principais nomes da nova cena musical recifense, ou seja: além de ser um bocetaço gostoso pra porra, ainda canta horrores). Aliás participaram das gravações alguns dos melhores músicos que estão agitando hoje em dia a cena da capital pernambucana, gente como D Mingus, Graxa, Rama, Lobo, Givandro e Leonardo, sendo que o próprio Jean canta, toca guitarra e baixo em todas as músicas. Numa palavra: subversão total. No país do funk ostentação burro de Naldos e Anittas esse “Bueiragem” é o subterrâneo do subterrâneo musical e tal qual o hoje clássico “Metal Machine Music” (do saudoso Lou Reed), não tem a menor chance de ser viável comercialmente algum dia. Foda-se, melhor assim. Quem ouvir vai amar ou odiar, simples assim. No caso do blog, Zap’n’roll amou.

Capa da “Bueiragem”, do músico recifense Jean Nicholas: o sujeito é demente, sério!

 

* Filme: a maioria dos concorrentes ao Oscar já está em cartas nas salas de cinema de Sampalândia e do país afora. O blog indica esta semana “O lobo de Wall Street”, que poderá dar a estatueta de melhor ator a Leonardo Di Caprio. Vai lá assistir e depois reflita se o rapaz merece ou não a estatueta.

 

* Livros: os dois volumes saíram no final de 2013 mas continuam sendo uma ótima leitura para este já final de férias de janeiro. Trata-se dos livros “Eu dormi com Joey Ramone” (editora Dublinense) e “Na estrada com os Ramones” (Edições Ideal), que fizeram e continuam fazendo a alegria dos fãs dos Ramones, desde sempre e eternamente uma das bandas fundamentais da história do rock’n’roll. E as edições nacionais de ambos os títulos saíram no capricho. A bio de Joey, escrita pelo irmão dele (Mickey Leigh), é divertidíssima e centra fogo em aspectos, digamos, mais familiares sem no entanto deixar de lado a trajetória do vocalista e da banda onde ele foi o inesquecível front-man. Já o livro lançado pela Ideal e escrito por Monte Melnick (que foi tour manager dos Ramones durante toda a trajetória da banda) é a delícia total: histórias de todas as turnês, as brigas, putarias na estrada e em hotéis e zilhões de etcs, numa edição visualmente caprichada e onde a diagramação das páginas chama bastante a atenção, fora que tudo é fartamente ilustrado por dezenas de imagens. Zap’n’roll assistiu absolutamente a TODOS os shows que os Ramones fizeram no Brasil (do primeiro, em 1987 no extinto Palace, ao derradeiro em 1996, no igualmente extinto Olympia, em Sampa), tem ótimas e saudosas lembranças de todas as gigs e por isso está devorando os livros com prazer total. E você também pode fazer o mesmo, mesmo estando sem grana no bolso, uia! Vai aí no final do post e veja como.

Os livros bacanudos sobre os Ramones lançados no final de 2013 no Brasil (acima e abaixo): à venda nas livrarias e em sorteio aqui no blog!

 

* Blog: ela não se contenta apenas em ser a musa indie oficial destas linhas zappers. E tampouco em ser atualmente também uma das performes pornô cult mais aclamadas de Sampalândia. Pois a nossa amada Jully DeLarge também começou o novo ano exercendo seus pendores reflexivos e literários em seu próprio blog, onde ela divaga com elegância e bons textos sobre o amor, a vida, o sexo, o relacionamento entre as pessoas e seu próprio trabalho profissional. Interessou? Vai lá, que Jully é a garota dos nossos sonhos molhados (ops!), sempre: http://jullydelarge.blogspot.com.br/.

 Ela é a nossa eterna musa indie oficial; e agora tem também o seu próprio blog

 

 

 

* Baladas: o primeiro mês do ano já está na sua última semana e 2014 começa a voltar ao normal e a pegar fogo novamente no circuito alternativo de Sampa. Então já dá pra começar a fazer o “rolezinho” noturno já a partir desta terça-feira (amanhã), 28, quando o ótimo trio guitar paulistano Moxine (liderado pela linda vocalista Mônica Agena) faz gig bacanuda no descolado Bar Secreto (lá na rua Alvaro Anes, 97, Pinheiro, zona oeste paulistana)///E na sextona em si, 31 de janeiro, tem a estréia do sensacional Rios Voadores (de Brasília) nos palcos da capital paulista, com a banda tocando na festa Trackers, que rola sempre num prédio semi-abandonado na rua Dom José De Barros, 337, no centrão rocker de Sampa. São duas das melhores pedidas de baladas pra esta semana, sendo que iremos atualizar este tópico no próximo post, certo povo?

 O trio Moxine: show nesta terça-feira no bar Secreto, em Sampa

 

 

E NO PRIMEIRO POSTAÇO DO ANO, ÚLTIMA CHAMADA PRA GANHAR MIMOS DO BLOG!

Yeeeeesssss! O blogão zapper está de volta e com ele também nossos sempre queridos premiozinhos, hihihi. Então não perca tempo. Aproveita que ainda restam alguns dias de férias e que você está de bobeira, e vai lá no hfinatti@gmail.com. Quem sabe você dá um rabo larguíssimo e consegue ganhar:

 

* Um exemplar de “Eu dormi com Joey Ramone”, oferta da editora Dublinense;

 

* Outro exemplar de “Na estrada com os Ramones”, parceria bacana do blog com a Edições Ideal;

 

* E um kit com DEZ CDS da sempre bacanuda gravadora goiana Monstro Discos.

 

Tá dentro da bagaça? Então mandaê sua mensagem que é a ÚLTIMA CHAMADA pra essas promos. O resultado sai no próximo post, provavelmente ainda no final desta semana no ar, okays?

 

 

E É ISSO

Blogão enfim de volta e começando 2014 do jeito que o nosso dileto leitorado ama: com postaço gigante e fodão, hehehe. Mas como tudo precisa ter um fim paramos por aqui. Mas um novo post já deve entrar no ar neste próximo finde, sempre com o pique lá em cima. Então nos vamos deixando um beijão pra Solange e pra Alice (que ressurgiram na vida zapper após anos de ausência saudosa), e um abraço quebra-ossos pro queridão Marcionílio, que acaba de voltar de HellCife, uia! Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 27/01/2014, às 17hs.)