AMPLIAÇÃO FINAL E DEFINITIVA PARA O ÚLTIMO POST DA HISTÓRIA ZAPPER! Com entrevistas com novos autores da literatura de cultura pop e nossa derradeira musa rocker: a secretíssima, tesudíssima e cadeludíssima N.R. – Fim de jogo e fim de festa para este TÉTRICO 2018 (sendo que os próximos quatro anos deverão ser iguais em pavor, se não forem piores) e TALVEZ para estas próprias linhas bloggers rockers: após uma década e meia de ótimos serviços prestados ao rock alternativo e à cultura pop, chegou o momento de o blogão zapper sair de cena ao menos na forma como está sendo publicado atualmente e enquanto ainda se mantém relevante e com ótima audiência (ao contrário de certos “vizinhos” pobreloaders que… deixa pra lá, rsrs); assim, nessa postagem derradeira, nada de despedidas chorosas ou dramáticas, sendo que seguimos fazendo o que sempre foi feito muito bem aqui: você vai conhecer um pouco do trabalho do músico e guitarrista Dhema Netho, saber como foi o showzaço de final de ano dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, conhecer o trabalho de dois novos escritores independentes e que lançaram dois bons livros na seara da cultura pop, e mais isso e aquilo, com um detalhe: aqui NÃO tem lista de “melhores do ano” (isso, novamente, fica para aquele micro blogs que não têm mais assunto para publicar, uia!), “talkey”? (modo Jairzinho saco de cocô, claaaaaro!) (post ampliado, atualizado e finalizado em 28-12-2018)

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Zapnroll chega ao fim de sua trajetória de quinze anos na blogosfera brazuca de rock alternativo e cultura pop, período em que cobriu zilhões de shows internacionais mega, como o U2 (acima), e onde também revelou algumas das melhores bandas da cena alternativa nacional na última década e meia, como Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo, o zapper ao lado do vocalista Jonnata Araújo); em 2019 a marca do blog deverá continuar presente em eventos especiais em unidades do Sesc e talvez em outras plataformas digitais, como o YouTube

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL: UM FEROZ PÁSSARO AZUL ROCKER FAZ UM VOÔ RASANTE VIA JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES – E ESPALHA POEIRA VERMELHA NA CARA DOS CARETAS (E DOS BOLSOTÁRIOS) – O jornalista ainda mezzo loker e eternamente rocker foi lá na Barra Funda (zona oeste de Sampa), em um aprazível final de tarde de domingão, prestigiar uma gig ao ar livre e gratuita dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes. E Finaski, mesmo estando combatendo um início de pneumonia com antibióticos e tal, não poderia deixar de ir ver seus guris amados do coração fazerem seu habitual esporro sônico. Foi o primeiro show que o blog viu da banda desde que eles ganharam o Prêmio Governador Do Estado SP para a Cultura (como melhor artista musical) em março deste ano, Prêmio do qual o autor deste blog foi um dos jurados e votou com gosto no grupo. Pois então: mesmo tocando em condições precaríssimas e no chão de terra da praça Olavo Bilac, o quinteto (que além de Joninha nos vocais também conta com as guitarras do Léo Breedlove, do Edson VanGogh, o baixo do Loiro Sujo e a batera do Felipe) literalmente BOTOU FOGO no local. Sonoramente a banda está em ponto de bala (e prontos para entrar em estúdio e registrar seu novo álbum inédito), mais redonda impossível. No repertório, algumas das canções que já se tornaram marcos na pequena discografia deles (como “Rua de trás”, que Jonnata dedicou ao microfone ao “nosso amigo Finatti”, e a dedicatória não poderia ter mais sentido, pois sabemos muito bem o que é ter frequentado uma “rua de trás” há um mês, se entorpecendo e alucinando com o que não deveria nunca mais se entorpecer; mas já passou, felizmente) e a adição de novas e sublimes canções, como a lindíssima “Pássaro azul”. Sem fazer média com a turma (que não precisamos disso) mas a real é que JDEOGS deve mesmo ser a MELHOR banda ao vivo do atual rock brasileiro (ou do que resta dele), ao menos na geração atual. As melhores referências sonoras (glam rock, pós punk à la Smiths, proto punk à la Iggy Pop, Legião Urbana e rock BR dos anos 80), ótimas letras em ótimo português e um vocalista ALUCINADO e do inferno, total andrógino, que se joga no chão e se vira e revira na terra bruta, que começa as apresentações total vestido e as termina inevitavelmente quase sempre apenas de CALCINHA (sim, ele sempre vai aos shows usando CALCINHAS), numa subversão e transgressão estética, visual, comportamental e performática como há muito não se via no MORTO roquinho brasileiro. Um rock hoje eivado de velhos idiotas e reacionários de extrema direita (como Lobão Cagão e Roger Bosta Moreira, ambos eleitores de BolsoNAZI, inacreditável isso; fora os “merdalheiros” fãs de heavy merdal e classic rock, todos também bestas humanas reacionárias de extrema direita) e que ENVERGONHA de verdade quem de fato AMA o grande rock que sempre esteve ao lado da liberdade, da democracia, da justiça social e que JAMAIS irá se alinhar com o fascismo de direita. E como se não bastasse o show ainda rolou bem na frente da sede de uma… igreja evanJEGUE, ops, evangélica, ahahahahaha. Sim, eles mesmos: os evanJEGUES como a futura primeira dama do país (R$ 24 mil na conta dela, depositados de maneira altamente suspeita, que be le za hein bolsOTÁRIOS) e como a futura Ministra dos Direitos Humanos (a que já disse que “é hora de a RELIGÃO governar o país!”, isso porque somos um Estado LAICO, de acordo com a Constituição). Joninha não perdoou e detonou a mesma. Foi, vale repetir, sensacional! O rock daqui nunca precisou tanto nesse momento de uma banda como a Boneca Jonnata e seus guris solventes. Em um país culto e não boçal e medieval como é o Brasil, esses moleques já estariam de contrato com uma grande gravadora e tocando direito nas rádios. Mas aqui, claro, é a nação boÇALnara, medieval ao máximo e que ama sertanojo e pagode burrão, além de axé e funk podreira. Sem problema: Jonnata Doll sabe que o rock voltou ao lugar onde se sente mesmo à vontade e em casa: no underground musical e cultural, na RESISTÊNCIA artística e cultural da qual todos nós faremos (já estamos fazendo, na verdade) parte a partir de 1 de janeiro vindouro, quando o Brasil irá mergulhar na idade das trevas porque 57 milhões de totais imbecis assim o quiseram. Que venha o fascismo troglodita e seu “mito” sujo de barro. Estaremos todos aqui para combate-lo. Ao som de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, claro!

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Joninha e seus guris solventes: provavelmente o show ao vivo mais esporrento e poderoso da atual cena rock brasileira

***Ainda sobre a gig: o público não foi grande, mas o blog sentiu-se completamente contente e enturmado ali. Só tinha “cidadão do mal” (ahahahaha): “comunistas”, esquerdopatas, “petralhas”, “vagabundos” e LINDAS garotas (de todas as cores e raças) esquerdistas, hehe. Lindas, nada pudicas e de lar nenhum, como as boçais e “limpinhas” garotas de direita jamais o serão.

 

***Final de ano chegou, o inútil natal está aí e bla bla blá. Tá de bobeira este finde e pelos lados do Rio MEDO De Janeiro 40 graus? Então cola na casa noturna Dama De Aço, em Humaitá que a festona lá vai ser absolutamente fodástica nesse sábado, 22 de dezembro: vai rolar a “Ceremony”, apenas com anos 80 e pós punk a noite toda, com super especiais do Joy Division e do Echo & The Bunnymen. A produção do evento é do queridão Kleber Tuma (que vai discotecar também e comemorar seu niver) e Zapnroll é o dj convidado, wow! interessou? Vai aqui e saiba tudo sobre o evento: https://www.facebook.com/events/293078024871304/.

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***E como já estamos todos em clima de fim de festa por aqui (pelos lados do blog) e de final de ano, vamos deixar mais notinhas para a Microfonia para a semana que vem, antes da virada para 2019. Isso se algo realmente importante rolar e merecer ser comentado aqui, beleusma?

 

 

ÚLTIMO POST ZAPPER DO ANO – E FIM TALVEZ DE UMA TRAJETÓRIA LINDONA DE QUINZE ANOS NA BLOGOSFERA BR DE CULTURA POP E DE ROCK ALTERNATIVO

Já disseram há muito tempo Los Hermanos: “todo carnaval tem seu fim”. Estamos total de acordo com essa frase. Pois tudo na existência um dia chega ao fim. Grandes bandas de rock acabam mais cedo ou muito mais tarde (Keith Richards, o genial guitarrista dos Rolling Stones, do alto de seus setenta e cinco anos de idade, já mandou avisar que a atual turnê da banda é mesmo a ÚLTIMA), movimentos acabam, gêneros musicais idem (o rock já foi para o museu, infelizmente), escritores, artistas variados e músicos um dia morrem (desse mundo ninguém sai vivo) e por aí vai. Com este blog não haveria de ser diferente.

Zapnroll começou a ser publicada na internet por volta de maio de 2003. Primeiramente dentro do extinto portal Dynamite online (que foi o substituto digital da revista alternativa de rock do mesmo nome, e que marcou época na imprensa musical brasileira, fundada por volta de 1992 pelo músico, produtor e agitador cultural André Pomba). Depois, com a ampliação do número de leitores e da sua repercussão midiática, ganhou endereço próprio (.com). Mas dez anos antes, em 1993, este espaço dedicado ao rock alternativo teve um período de vida na própria edição impressa da revista Dynamite, em forma de coluna.

Desde então muita coisa aconteceu, muita água rolou embaixo da ponte e poderíamos escrever um LIVRO aqui apenas sobre a década e meia em que o blog e site zapper estão no ar na internet. Nesse período este espaço virtual literalmente acompanhou tudo o que foi possível no rock alternativo daqui e do mundo inteiro. Viajou o Brasil inteiro cobrindo centenas de festivais, descobrindo bandas que hoje são mega conhecidas (entre elas, Vanguart de Cuiabá, e Luneta Mágica de Manaus), resenhou toneladas de discos e shows e cobriu alguns dos maiores festivais (Lollapalooza, Planeta Terra, SWU etc.) e shows gringos (U2, Franz Ferdinand, The Cure, Blur, Oasis, Pulp, Pixies, Duran Duran, The Strokes, Belle & Sebastian et, etc, etc.) que já aconteceram no Brasil. Era e talvez seja, portanto, hora de sair de cena, enquanto este espaço ainda se mantém relevante, digno e com boa audiência. Afinal estamos envelhecendo (assumidamente: ou você morre antes de envelhecer ou envelhece e morre, simples assim) e produzir material para este blog é algo trabalhoso e cansativo, sem dúvida. Fora que o mundo infelizmente mudou radicalmente de anos para cá, com o advento da internet, dos apps, redes sociais e que tais. O grande jornalismo musical e cultural, como o conhecemos (e sendo que Zapnroll talvez seja parte da última grande geração de jornalistas da imprensa IMPRESSA que existiu, a que surgiu na década de 1980), definitivamente morreu. Idem a cultura pop e o próprio rocknroll. Sim, a música pop continua existindo e produzindo novos artistas a todo vapor. Mas eles são tão irrelevantes artisticamente falando que explodem um mega hit nas redes sociais e canais da web (como YouTube etc.) por uma semana e depois desaparecem tão rápido quanto surgiram, sendo logo substituídos por outro astro tão irrelevante e fugaz quanto foi seu antecessor.

Diante de um panorama desses estas linhas virtuais nem tinham mais como atualizar a todo instante o material publicado aqui, justamente por não ver NADA DE RELEVANTE que justificasse tal atualização frenética. Enquanto outros blogs “vizinhos”, que já foram incríveis e mega importantes para o jornalismo de cultura pop e agora se veem em aterradora decadência editorial (publicando micro posts diários sem importância alguma e com um autêntico fiasco em termos de repercussão e audiência), o blog zapper preferiu diminuir suas atualizações, publicando posts com farto material informativo e dedicando edições especiais a grandes bandas e discos da história do rocknroll.

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A Luneta Mágica, de Manaus (acima): uma das grandes descobertas do blog na cena indie nacional; nas fotos abaixo, momentos da trajetória do blog, com Finaski ao lado de Robert Smith (The Cure, em 1996), Kim Gordon (Sonic Youth, em 2005), Frejat (em 2016) e Nasi (vocalista do Ira!, este ano)

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Mas enfim avaliamos e decidimos que agora talvez seja a hora de encerrar de vez as atividades da Zapnroll. Tal qual o gigante REM decidiu por fim à sua trajetória musical sem trauma algum e após trinta anos de gigante trajetória no rock, tal qual Keith Richards que surpreendeu o mundo semanas atrás dizendo que estava parando de beber (“é hora de sair”, disse o guitarrista que é a ALMA dos Stones), também acreditamos que chegou a nossa hora de sair de cena, pois acreditamos que já cumprimos com louvor nossa missão por aqui. No final de 2017 o jornalista zapper publicou seu livro “Escadaria para o inferno”, onde ele faz um balanço de sua vida profissional na imprensa brasileira ao longo de três décadas de atividades. E em outubro passado o blog realizou uma sensacional e magnifica festa de quinze anos de existência nas dependências do Sesc Belenzinho na capital paulista, com showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks. Damos por encerrada nossa missão. Ao menos por enquanto.

Mas sem tristeza ou choradeira. O espaço do blog irá permanecer ainda por muitos meses online, para ser consultado por seus fieis leitores. E além disso também estamos programando novos eventos e atividades especiais, com a marca do blog – um deles deverá acontecer novamente no SescSP, entre abril e maio de 2019. Quando esses eventos se confirmarem, serão obviamente divulgados por aqui mesmo. E, por fim, talvez Zapnroll se renove e mude de plataforma, estreando um canal no YouTube, por exemplo. Tudo isso será estudado a partir do final de janeiro próximo.

Até lá estas linhas malucas e lokers que causaram polêmica como ninguém na história da blogosfera brazuca de cultura pop, entram em férias “permanentes” a partir deste post. Agradecendo de coração e com todo o carinho do universo quem sempre nos acompanhou e nos prestigiou. E desejando que todos tenham ótimas festas e uma virada de ano bacana, dentro do que é possível esperar de bom no país que será DESgovernado por BolsoNAZI a partir de primeiro de janeiro.

Fica então o nosso “até breve” para toda a galera. Valeu, pessoal!

 

***E não, pode ESQUECER! Na despedida oficial de Zapnroll, não vai haver LISTA ALGUMA aqui de “melhores do ano” – já basta a vergonhosa lista publicada pela revista americana Rolling Stone, com os 50 melhores (ou seriam os PIORES?) discos de 2018. Quer ver listas inúteis? Vai lá no blog pobreload, uia!

 

 

A HISTÓRIA TOTAL ROCKNROLL DE DHEMA NETHO – DE QUEM PROVAVELMENTE VOCÊ NUNCA OUVIU FALAR MAS QUE TEM UMA TRAJETÓRIA JÁ GIGANTE NO MONDO ROCKER

Yep, você provavelmente nunca ouviu falar dele. Mas como uma das funções primordiais de toda a história de década e meia deste blog eternamente rocker foi apresentar gente desconhecida mas totalmente envolvida como o grande rocknroll, achamos que era uma boa se deter no personagem do músico Dhema Netho para ser um dos tópicos principais de nosso derradeiro post.

Quem? Dhema Netho. Ou Ademar Neto, seu nome de batismo. Que nasceu no interior do Paraná há mais de cinco décadas, foi protético na adolescência e juventude, começou a tocar guitarra aos dezenove anos de idade, se apaixonou pelo rocknroll e nunca mais desistiu da sua paixão. Que o levou a montar bandas na década de 90 (uma delas, a Brechó De Elite, chegou a fazer razoável sucesso entre 1989 e 1995, chegando a tocar em rádio e a fazer aparições na então poderosa MTV Brasil), depois a ter uma loja de discos lendária em São Paulo (a Rocks Off, no bairro de Pinheiros) e, por fim, a leva-lo para Londres, onde morou por mais de quinze anos. Período em que gravou e lançou discos (um deles, inclusive, teve seus registros feitos no mega lendário Abbey Road, onde foram gravados alguns dos álbuns gigantes dos Beatles e de toda a história do rock), tocou no Cavern Club em Liverpool (onde uns certos Beatles também começaram tudo) e foi vivendo da sua música até se cansar “do frio” inglês para retornar a Sampa, há mais ou menos dois anos. Enfim, uma trajetória pra lá de bizarra e incrível e sendo que sua produção musical jamais cessou – Dhema tem cerca de quatrocentas músicas INÉDITAS e ainda não gravadas.

Como o blog conheceu o músico, que vive ao lado de cinco guitarras em uma kit no centro da capital paulista? Isso você, dileto leitor zapper, irá saber logo menos lendo a entrevista que fizemos com ele e onde o guitarrista e compositor relembra histórias bizarras de sua década e meia morando em Londres. Abaixo, os principais trechos do bate papo que ele teve com este espaço rocker blogger.

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O músico, guitarrista e compositor Dhema Netho (acima) e seu projeto, Monkey Revolution (abaixo): uma história incrível no rocknroll nos últimos dezesseis anos

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Zapnroll – Você já possui uma extensa trajetória como músico, guitarrista e compositor. Começou a tocar ainda na adolescência, teve banda de rock nos anos 90 (a Brechó De Elite) e morou dezesseis anos em Londres, tendo voltado há pouco tempo para São Paulo. Assim, para quem não conhece seu trabalho gostaria que você detalhasse bem tudo o que fez até hoje em termos artísticos e musicais.

 

Dhema Netho – A banda brecho’ de Elite foi fundada por mim mesmo em 1989 com um anuncio num jornal chamado primeira mão procurando integrantes para montar uma banda de Rock, e então os interessados foram aparecendo. Esse jornal foi de uma geração de Rock dos anos 80, pois nele você poderia procurar musicos , vender e comprar instrumentos musicais. Nessa época nem se sonhava com instrumentos importados no Brasil. Achar uma guitarra Fender, amplificador Marshall era impossível.

As lojas de instrumentos musicais na Teodoro Sampaio (rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista) estavam começando a surgir.

A banda Brecho’ de Elite teve 3 vocalistas. Musicos?  Dezenas passaram pela banda. Um entra e sai de musicos e na verdade  NUNCA  tive musicos que realmente gostasse deles como gosto musical . Um gostava do Pantera , outro do Iron Maiden, outro do Steve Vai e  eu adorava e ainda gosto do Chuck Berry e Rolling Stones. Então as coisas, as ideias  NUNCA se encaixavam e nada dava certo. Passei a maior parte da existência dessa banda procurando acertar os musicos do que realmente chegando a algum lugar. Depois de muito sacrificio e insistência consegui gravar o primeiro álbum do Brecho’ de Elite, “A vida e’ Rock and Roll” em 1995, por uma gravadora independente de Sao Paulo que já pegou as músicas todas gravadas e estúdio já pago por mim mesmo. Ninguém da banda pôs um centavo do bolso, eu paguei tudo, uma parte em dinheiro e outra parte em  instrumentos musicais. Essa mesma gravadora tinha lançado a banda Velhas Virgens e eles estavam quebrando o pau com os donos dessa gravadora que eu nem quero dizer o nome e nem sei para onde eles foram e que fim eles levaram, nem quero saber. Depois de ter caído numa grande roubada dessa gravadora, assim como os Velhas Virgens caíram, essa porcaria de gravadora jogou um membro da banda Brecho’ de Elite um contra o outro e a casa caiu feio. Os integrantes tentaram me roubar a banda por influência de um dos donos da gravadora dizendo que ele me queria fora da banda pois eu como dono, líder da banda representava perigo para eles, dono da gravadora manipular e não cumprir o contrato e roubar as músicas que nem sequer eles pagaram para gravar. Foi um verdadeiro inferno essa fase. Um integrante da banda roubou um amplificador de um amigo meu que emprestou para a gente gravar no estúdio. Os pais desse amigo foram no meu apê dizendo que iam chamar a polícia se não devolvesse o amplificador do filho dele e esse mesmo integrante da banda disse que ia ficar com o amplificador do meu amigo para pagar as horas de gravação dele no estúdio, vai vendo. Era um cabeçote valvulado para Guitarra mod. 5150 Van Halen. Não fazia muito o meu gênero como amplificador, mas esse guitarrista queria gravar com ele. No final ele devolveu o amplificador com ameaças de ir preso por roubo. Um idiota, moleque inconsequente. Meti um precesso em todo mundo. Ganhei a causa na Justiça, coisa que não foi nada dificil para ganhar POR SER TÃO ÓBVIA a situação. Traumatizado, abondonei tudo, vendi tudo e fui embora para Londres sem querer nem saber de banda, de guitarra e só pensava em recomeçar uma vida completamente nova e comecei uma vida completamente nova: fui produzir música eletrônica old school . Nada de House music, nada comercial. Musica eletrônica Underground Minimal Techno, Drum and Bass, etc. Não toquei Guitarra por 10 anos. E nunca entendi o por que disso e nunca achei resposta. Um dia bem discretamente, isso ja’ em Londres depois de 10 anos ja’ morando la’, entrei numa loja de guitarras, há 10 anos sem tocar ou pegar esse instrumento, com muita timidez peguei um violão bem principiante nas mãos e queria saber se eu ainda sabia tocar aquilo. Foi muito estranho aquele momento. Comprei o violão pois custava uma merreca, 60 libras. Foi então que aos poucos fui

lembrando e em pouco tempo eu ja’ estava com a casa, quarto cheio de Guitarras Fender, Amplificadores para toda parte. E la’ vamos nós, quero dizer eu, montar uma banda de rock de novo. Só que agora em Londres. Começar tudo do zero de novo como banda de rock. Anúncios e anúncios em jornais, revistas de musica procurando integrantes para formar banda. Entrei numa banda que era uma vocalista meio Blues, Folk, até Punk. Deu tudo certo logo de cara. A banda nao tinha nome. Eu dei o nome de Burning Money e todo mundo gostou. Eu era o único brasileiro nessa banda. Ainda bem que ninguém me pediu para tocar bossa nova ou samba, hehehehe,  man, fuck you, no way. Gravamos 6 musicas logo de cara, pois eu peguei todas as minha musicas do Brecho’ de Elite e traduzi para o inglês com a vocalista  adaptando uma coisinha aqui outra lá, pois alguma coisa nao fazia muito sentido dizer aquilo em inglês. Pronto, vamos fazer shows e procurar pubs para tocar. Nós agora somo o Burning Money: queimando dinheiro e não tínhamos muito onde cair mortos. Muitas águas rolaram, ou melhor, pedras rolaram e acabamos dentro do Abbey Road Studios (um dos estúdios mais célebres do mundo, onde os Beatles gravaram algumas de suas obras primas). E eu WOOOOO, isso seria uma recompensa depois do inferno no Brasil? Olho do meu lado sentado numa mesa do café do estúdio ninguém menos do que JIMMY PAGE do Led Zeppelin, a banda que eu idolatrava quando moleque? Ele sentado sozinho lá no jardim do estúdio e eu aqui também fazendo meu trabalho como  musico e agora mister Dhema Netho, eu me pergunto a mim mesmo? Por alguns minutos passou um filme pela minha mente doque eu tudo tinha passado no Brasil com o brechó de elite e membros, e pensei: essa é a minha verdadeira recompensa. Fui até Jimmy Page, pedi licença se poderia trocarmos umas palavras e ele disse por favor sente se e sinta se a vontade. Me apresentei como brasileiro,  e depois comentei se ele ainda tinha uma casa no Brasil onde ele passava as férias, ele disse que sim mas que não vinha ao Brasil há uns 3, 4 anos. Me perguntou se eu estava gravando musicas no Abbey Road ou só visitando. Respondi que sim estava masterizando umas musicas com minha banda o Burning Money. Ele fez uma brincadeira com o nome da banda perguntando se eu estava queimando dinheiro por ter ficado rico com a banda. Dei um cd demo para ele apertamos as mãos e boa sorte com sua musica rapaz, ele disse. Nos vemos por aí. Já estava dando a hora de subir para entrar no estúdio pois ficava no primeiro andar. E assim mil e outras histórias com famosos cruzaram o meu caminho. Por que decidi voltar ao Brasil depois de 16 anos na Inglaterra? Para por a minha cabeça no lugar, perdas de grandes amigos que fiz por lá que morrem com abuso de substancias, outros de câncer bem jovem. E eu estava precisando dar um tempo de Londres, pois estava bem cansado de lá. Talvez ainda volte a morar lá, mas quando penso no inverno, no frio que faz lá, eu nao sei não se voltarei a morar. Talvez só a passeio mas tem que ser no verão com certeza absoluta.

 

Zap – Por que você foi parar em Londres, afinal? O que houve com a Brechó De Elite e por que decidiu voltar ao Brasil?

 

Dhema – Nao consegui viver só de musica em Londres. A maioria de integrantes de bandas Inglesas tem um trabalho em loja de instrumentos musicais como acontece aqui no Brasil. Nada muda nesses termos , a dureza para chegar em algum lugar como banda não  é nada fácil. Trabalhei em Lojas de instrumentos também na Rua Dean Mark st. onde ficam todas as lojas, tipo uma Teodoro Sampaio em São Paulo. Sim, toquei guitarra nas ruas também com uma amiga nos vocais. Toquei muito em Camden Town, um bairro bem louco de Londres onde as pessoas parecem morcegos góticos. Eu não saia de lá.

 

Zap – Conseguia viver de música lá? Conte sobre sua fase como músico de rua, tocando em estações de metrô etc. E como foi a história de você também ter tocado no Cavern Club em Liverpool, onde os Beatles começaram a trajetória deles?

 

 

Dhema –  Caverna Pub em Liverpool, sim, fiz várias jamming  sessions no Caverna. Eu ia muito a Liverpool com um amigo inglês que tinha vários amigos em Liverpool e também eram musicos. Assim com em Manchester também. Íamos durante a tarde um dos amigos tinha um irmão que trabalhava no Caverna Pub e liberava tudo pra gente lá dentro. Nos sentíamos como se o caverna fosse nosso. Quando você está vivendo isso, tudo é tão natural, tão normal. Mas pode ter muita gente agora lendo isso e achar isso um sonho para eles. Talvez até um sonho nao realizável. Eu também ainda tenho sonhos que não sei se vão se realizar. Por exemplo, tocar um dia no The Royal Albert Hall. Uma casa de Londres onde as maiores bandas inglesas tocaram e fui ver shows lá centenas de vezes. Uma dupla sertaneja do Brasil já tocou nesse lugar. Mas tem um porém, eles dedetizaram o lugar ao meu pedido para as bandas de rock voltarem a tocar lá, rsrs.

 

Zap – De volta ao Brasil, você tem composto muito? Quantas canções inéditas você possui prontas para serem lançadas?

 

Dhema – Na verdade eu componho o tempo todo. E onde quer que eu esteja, estou com letras vindo à cabeça e mando isso via mensagem para o meu próprio celular para evitar que eu esqueça. Faço isso há muitos anos. E o mesmo eu faço com um gravadorzinho de voz para registrar coisas que me vem quando estou tocando guitarra. Não tenho smartphone, iphone não gosto disso de forma alguma. Meu celular não tem internet e não tira fotos. To muito feliz assim e não quero me tornar um escravo de uma máquina tão idiota e não fazer nada mais na vida a nao ser estar olhando e segurando aquilo 24 horas por dia, não entendo essas pessoas que fazem isso.  Sim, tenho gravado muitas musicas novas com amigos do Brasil lá em Pinheiros. E sao musicas ótimas.

 

 

Zap – Quais foram suas maiores influências musicais e no rock ao longo da sua vida? Quais suas bandas preferidas?

 

Dhema – Eu diria que quase tudo que tem qualidade musical. Ou seja, musica boa de verdade. Quando muito pequeno black music, disco music que eu adorava. Peguei e vivi toda a fase da discotheque e até hoje gosto muito desse estilo. Por volta dos 12, 14 anos o Rock&Roll entrou na minha vida e dominou tudo. Nazareth, Ac/Dc , The Sweet, Rolling Stones, The Beatles, Gary Gliter, Joan Jet, Bad Company, Led Zeppelin, The Who, Deep Purple, Yes, Sex Pistols, The Ramones etc. Isso era o que eu realmente ouvia. Tudo isso eu tinha em aqueles compactos vinil de 2 musicas de cada lado. E depois veio o Vinil.

 

 

Zap – Como você vê a música e o rock em si nos tempos da internet? Acha que o grande momento do rocknroll mundial já passou e não volta mais, ou ainda acredita que o gênero irá sobreviver?

 

Dhema – Não acredito de forma alguma  que o estilo Rock irá ter um BOOOOM como teve nos anos 50,60,70 e talvez até anos 80. É uma outra geração, uma outra mentalidade, uma outra realidade. E honestamente nada disso me interessa. Não tem aparecido uma banda que me interessa nestes últimos 20 anos. Seja essa banda de qualquer país. Não gosto de nenhuma banda dessas que estão. Não vou citar nomes porque SÃO TODAS. Musica na internet? Não faço downloading. Tenho tudo que me interessa para ouvir no meu Notebook e no pendrive. Internet facilita a vida das pessoas em todos os sentidos se você souber usar isso de uma forma inteligente. Tudo é muito prático e muito rápido quase no tempo real.O Rock vai sobreviver? O ock vai estar sempre aí como todos os outros estilos de musica boa. Assim como o Reggae, Folk, Blues, Country, Jazz, Clássico, Punk Rock etc. E isso vai ficar ao gosto, interesse individual de cada um o que quer ouvir. Agora, o que vai predominar ou continuar predominando é essa porcaria que está nessa geração Iphone. Como disse Albert Einstein, quando a tecnologia dominar as pessoas, dominar o mundo, essa será a geração mais estúpida na face da Terra. Se você não sabe usar a tecnologia, ela te usa e faz de você um verdadeiro idiota.  A tecnologia é sensacional se você souber usa la e não ser usado por ela.

 

Zap – Seus planos para 2019. Pretende lançar um disco inédito, afinal?

 

Dhema – Sim , pretendo lançar um álbum todo de inéditas que já tem umas 8 musicas novas com o Monkey Revolution, meu novo projeto/banda. Com esse projeto realmente eu alcancei quase o top da montanha em termos de satisfação profissional com as composições, produções, arranjos etc. E eu canto nesse projeto, coisa que demorou muito para eu assumir que gostava da minha voz cantando e tenho sido muito elogiado por isso. Mas sempre quase todo mundo diz a mesma coisa: parece Lou Reed , David Bowie, Bob Dylan, em termos de voz. Tudo bem, para mim e’ um elogio.

 

***Para saber muito mais sobre Dhema Netho e seu Monkey Revolution, vai aqui: https://www.facebook.com/Monkey-Revolution-was-born-in-London-by-Ademar-Mello-Brazilian-Musician-574501856270636/

 

 

E MONKEY REVOLUTION AÍ EMBAIXO

Em diversos vídeos, no canal no YouTube dedicado ao projeto de Dhema Netho

https://www.youtube.com/user/1964ademar

 

 

CULTURA POP LITERÁRIA – DOIS ESTREANTES EM LIVROS CONVERSAM COM O BLOG EM NOSSA DERRADEIRA EDIÇÃO

Em um momento em que o mundo em geral e o Brasil em particular possui cada vez menos apreço pelo lazer e simples (e ótimo) ato de ler um livro (afinal a era da web democratizou e tornou todos iguais perante à boçalidade humana: ninguém mais quer saber de ler livros ou textos longos mas, sim, compartilhar bobagens e imbecilidades vazias e ligeiras em redes sociais e aplicativos de celular), a literatura ainda possui devotos fiéis e segue respirando. Parte essencial e intrínseca da cultura pop e de nossa formação cultural e intelectual, ler um (ou muitos) livro (s) deveria ser algo obrigatório na existência humana. Manter essa arte gigante viva então nos tempos atuais, publicando um livro, pode se tornar um autêntico ato de coragem.

Pois dois diletos amigos pessoais destas linhas virtuais de cultura pop que estão se despedindo da blogosfera BR após uma década e meia de presença nela, ousaram, tiveram coragem e acabam de se lançar em suas estreias literárias. O jornalista Jesse Navarro vem com o seu “Macumba Rock”. Já a farmacêutica (!) e publicitária Tatiana Pereira apresenta “De analgésicos e opióides”, título homônimo do blog que ela mantém já há alguns anos. E para saber do que se tratam os dois livros e conhecer um pouco melhor a trajetória dos autores, Zapnroll foi bater um papo com ambos. Sendo que as duas entrevistas você confere abaixo.

 

JESSE NAVARRO

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O jornalista e escritor Jesse Navarro e seu primeiro livro, “Macumba Rock”

 

Zapnroll – Você é jornalista de formação, já tendo passado por redações de veículos impressos e pela produção de programas de tv e para a internet. O que o motivou a lançar este seu primeiro livro?

 

Jesse Navarro – Sempre escrevi, no colegial fiz curso técnico de redator auxiliar, minha primeira faculdade foi letras e meu pai foi jornalista e escritor. No entanto, não conseguia me organizar para escrever um livro. Em 2017, o exercício de um curso de roteiro era criar uma série imaginária para a Netflix. Nasceu Macumba Rock. Como é muito difícil virar série mesmo, resolvi adaptar a história para um livro. Da ideia original da qual apresentei até um “pitching” no curso, só ficaram o título Macumba Rock e os papos entre o espírito de Raul Seixas e uns jovens ocultistas num cemitério. Virou Culto a Raul. O resto é coisa que vi na vida, histórias de minhas consulentes de baralho cigano e dos moradores de rua com quem trabalho. O objetivo é mostrar a capacidade humana de sair das trevas por quem já viveu nelas, o poder de superação pelos caminhos da arte e da espiritualidade. A trilha sonora da minha vida que sempre foi rock alternativo viveu uma mudança: passei a ouvir cada vez mais o que chamo de xamanismo eletrônico e sons cheios de tambores. Esses barulhos estavam na minha mente e viraram ficção. Inclusive na trilha sonora incluí também preciosidades musicais da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez, um dos discos mais vanguardistas dos anos 70, pós-tropicalista e debochado, com Raul Seixas, Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e Edy Star. Incluí essas trilhas na versão áudio livro que está em arte final. Foi uma fase inspirada da minha produção na Rádio Mundial, usando horas e horas de estúdio 2 para produzir esse material com vários dubladores. Lançamento será em mp3 em janeiro. Sei que tudo nasceu num curso de roteiros num momento de profunda transformação na minha vida pessoal.

 

Zap – Fale um pouco de sua trajetória jornalística e de suas influências literárias.

 

Jesse – Minha trajetória jornalística começou numa assessoria de imprensa na Prefeitura de Osasco. Meu sonho era o rádio, a televisão e peguei a internet chegando. Adorava ser repórter do jornal Primeira Hora, onde comecei cobrindo polícia e depois parei na política. Fui repórter de vários pequenos jornais e apresentador de várias pequenas emissoras de TV, rádio e internet, passando a ter mais pegada cultural. Entrei na RedeTV para ser editor de um programa da tarde e acabei trabalhando em algumas produções, pautei muito Márcia Goldsmidt na Band e dirigi o Clodovil interinamente por uns quinze dias. Durante dois anos fui assistente de direção. Aquilo era puro entretenimento e eu ainda vivia no estado da arte mais erudita. Meu programa na TV Osasco se chamava Giralata e acabou virando Oráculo em outro portal local. Criei um personagem punk místico cultural que atraiu a atenção da MTV da época. Aparecia no programa Gordo Freak Show, umas matérias externas, uma experiência bizarra pela proposta humorística de cornetar o artista na porta do seu show, mas uma experiência inesquecível de gravar uma externa com profissionais de verdade. Passei pelo Guia Quatro Rodas da Abril e depois disso, minha trajetória de jornalismo sobreviveu como comunicação e leitura de oráculos. Fui para a Rádio Mundial e hoje leio ocultismo, um ou outro romance espírita, minha influência literária é beat, Hunter Thompson, Plínio Marcos, cinema da Boca do Lixo. Dica de livro para verdadeiros estudantes de tarô: “O caminho do tarô”, Jodorovsky. A cultura de auto ajuda espiritual é um caminho que mudou minha leitura, meu radicalismo, coisas que assisto e impressões da existência.

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “Macumba rock”? Do que trata o romance, afinal?

 

Jesse – Havia um teste nesse curso de roteiros e os professores estimulavam os participantes a compararem as pessoas às séries. Me compararam com “Sons of Anarchy” e o rock realmente está em mim. Fiz uma piada interna comigo sobre isso. Lembrando de pontos da Umbanda e vendo que minha realidade hoje era muito mais tropical, bem mais alinhadas à busca da espiritualidade africana do que com o velho punk. Então veio Macumba Rock. O título antes de qualquer enredo. O romance se trata da capacidade de recuperação de pessoas parecidas perdidas, que não terão volta em suas decadências. Todas elas se encontram no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo. É um thriller que evoca um culto a Raul Seixas em meio a uma delirante e caótica vida macumbeira, festiva, cigana em que uma moça se revolta quando lhe dizem que sua pomba-gira é marmotagem e terá um destino de perdição enfrentando demônios em cemitérios e fazendo contato com Raul Seixas. Como prefaciou Newton Cannito, “Macumba Rock é um livro muito ousado: Navarro escreveu um thriller espiritual erótico, uma mistura heterodoxa de vários gêneros de sucesso. Tem prazer na leitura para todos os lados. Se você gosta de investigações policiais, leia o livro. Se gosta de literatura espiritual e quer saber mais sobre entidades da umbanda, leia o livro. Se quer ouvir detalhes eróticos de boas trepadas, leia o livro. E se você gosta de Raul Seixas, leia o livro”.

 

 Zap – Você hoje em dia se dedica a qual área? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Jesse – Hoje me dedico à comunicação holística. Apresento dois programas. Um na Rádio Mundial todo domingo, o programa Momento. E o programa Profecias do Momento, um canal do YouTube que realmente agregou uma comunidade participativa que interage escolhendo um dos três montinhos do baralho cigano. Levo adiante minha causa social com moradores em situação de rua, sempre trazendo novos parceiros até terapeutas musicais ou massagistas que tragam quick massage. Minha criatividade continua a mil e pretendo lançar outros livros.

 

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público? Você mesmo bancou a edição independente do seu livro?

 

Jesse – Ainda tem bastante gente lendo. O que quebrou o antigo mercado foi a Amazon. Como você é um jornalista da área cultural, me preocupo com sua visão pessimista. Antigas tradições sobreviveram e a leitura de livros é uma delas, que sempre lutou por seu espaço. As pessoas boçais são minoria e muitas se curarão. Existe uma evolução natural junto com uma mudança marcante de formatos, livros digitais dobráveis. Macumba Rock foi artesanal. Uma edição limitada para me lançar como escritor. E os dados ainda estão rolando.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Jesse – Meus heróis morreram de overdose e as obras favoritas foram desconstruídas. Cem anos de solidão, G G Marques, A Erva do Diabo, Castaneda, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Machado de Assis, modernistas, simbolistas, dadaístas, Dom Quixote, Mate-me por favor, Bukowski, Marcelo Rubens Paiva, Adelaide Carraro, Hemmingway e meu pai, Jesse Navarro Júnior, autor de “A voragem dos moribundos” (1975) e outros.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Jesse – Entre no site www.profeciasdomomento.com.br.

 

 

TATIANA PEREIRA

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Zapnroll e a escritora Tatiana Pereira, no coquetel de lançamento do livro dela

 

 

Zapnroll – Como e quando uma farmacêutica bioquímica foi se apaixonar por literatura e por cultura pop, a ponto de criar um blog sobre os dois temas e, anos depois, publicar um livro com os textos que saíram neste blog?

 

Tatiana Pereira – A minha profissão veio bem depois da paixão pela literatura e pela cultura pop. Nasci numa casa onde a literatura sempre foi reverenciada, então sempre li muito, desde criança, e comecei a escrever poesia muito cedo, mas tudo de forma muito pessoal, sem um plano para me tornar escritora. O blog aconteceu no comecinho dos anos dois mil e foi uma maneira de compartilhar o que antes ficava apenas “na gaveta” – acredito que tenha sido um processo natural da época.  Já a publicação do livro veio com mais maturidade, quando senti que já tinha escrito coisas que valiam à pena ter esse formato.

 

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “De analgésicos e opioides”?

 

Tatiana – O De Analgésicos & Opioides foi um mini conto que escrevi por volta de 2005 – vale dizer que o conto era bem pessoal, sem uma validade literária, tanto que nunca foi publicado em lugar algum – mas eu gostei do título dele e passei a usá-lo como título do blog. Para mim, a literatura é capaz de te proporcionar analgesia da mesma maneira que te leva às experiências mais loucas como o ópio, e quando fiz essa relação não consegui mais desvincular esses “signos”.

 

Zap – O livro possui 470 páginas reunindo crônicas e textos curtos. Todos já haviam sido publicados no blog ou há algo inédito?

 

Tatiana – Não. Pelo menos 60% do livro nunca foi publicado no blog, nem em qualquer outro veículo. Tem muito mais material inédito no livro do que espalhado pelos canais digitais.

 

Zap – Você hoje em dia se dedica à área de marketing, certo? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Tatiana – Sim. Fiz faculdade de Farmácia e Bioquímica e logo percebi que estudar marketing me ajudaria a desenvolver projetos de serviços de saúde com uma comunicação mais assertiva, mais direta, sem esse lado “sisudo” e muitas vezes “impondo medo” que a comunicação nessa área insiste em fazer – o que me incomoda muito. Para isso, acabei fazendo MBA em Planejamento Estratégico de Marketing, fiz pós em Marketing Digital, estudei Netnografia e decidi que precisava ter uma qualidade de vida melhor para poder fazer o que gosto sem a dureza do mundo corporativo. Foi quando, há 8 anos, abri minha própria empresa onde a área de saúde se torna uma divisão de negócio, mas amplifiquei o leque de serviços para outros segmentos. Tudo isso para poder ter tempo de escrever. Hoje já tenho mais dois livros praticamente prontos e tenho escrito roteiros de longas, curtas e uma previsão de lançamento de filme em 2019.

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público?

 

Tatiana – Você pontuou coisas importantes aí e me arrisco a dizer que as grandes livrarias começaram a deixar seus reais leitores/ consumidores de lado para investir nos leitores de internet – o que não haveria nada de errado se houvesse um equilíbrio, entendimento e planejamento. É só entrar nessas livrarias para perceber que na mesa dos mais vendidos e de lançamentos há uma série de réplicas de coisas já publicadas na internet e que não é mais novidade para quase ninguém. Tentar aplicar a rapidez e liquidez do ambiente digital nas lojas e nas editoras sem considerar a diferença de consumo dos dois ambientes nos levou a esse cenário triste da literatura. Em contrapartida, tem gente que entendeu o processo, e usa os canais digitais para levar o público para a loja física – que é o caso da editora Lote 42 que também é dona da Banca Tatuí e da Sala Tatuí, no bairro Santa Cecília, em São Paulo – que me faz acreditar que o livro impresso sempre vai existir, mas não na quantidade de hoje. E aí eu pergunto: se as grandes redes de supermercados entenderam que uma cidade como São Paulo precisa mais de mini mercados e uma curadoria geolocalizada de mix de produtos, por que as redes de livrarias não fizeram esse exercício?!

 

Zap – Para quem não conhece seu blog e seu estilo literário, o que esse possível leitor irá encontrar no seu livro?

 

Tatiana – O livro é uma série de crônicas e prosas poéticas que abordam os diferentes estados emocionais do ser humano fazendo referências à cultura pop – literatura, cinema, música, artes plásticas – usando, muitas vezes, a própria gramática como personagem.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Tatiana – Listas são sempre terríveis, pois tendem à uma injustiça. Risos! Mas vamos lá: meu deus é o Fernando Pessoa e seus heterônimos. Coleciono Júlio Cortázar, Clarice Lispector e Haruki Murakami como referência literária, e a Fernanda Young como o humor [ou a falta dele] de uma sofisticação para poucos. Gosto demais do Ariano Suassuna e tenho o tenho lido muito nos últimos anos. Minhas obras favoritas são Histórias de Cronópios e Famas, do Cortázar. Água Viva, da Clarice Lispector. O livro do Desassossego e toda obra do Alberto Caeiro, do Fernando Pessoa.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Tatiana – Na Livraria Blooks [São Paulo e Rio de Janeiro] e através da Indie Blooks: http://indieblooks.iluria.com/pd-5d701f-de-analgesicos-opioides.html. E diretamente comigo, pelo Pagseguro [vai com dedicatória e autógrafo]: https://bit.ly/2GBtoer.

 

 

ARQUIVOS DO JORNALISTA MUSICAL FINASKI – SAUDADES DOS SHOWS DE ROCK QUE VIMOS NA VIA FUNCHAL SP

Madrugada dessas estava o loker rocker aqui assistindo ao programa do Jools Holland (ou Jools “RÔLA”) no canal Bis. Gostamos de ver, sempre rolam atrações bacanas: nessa madruga, por exemplo, teve Damon Albarn (vocalista do Blur, pros desinformados de plantão), Black Keys e… Coldplay. Ok, ok, a banda não é mais o que era antes mas continuamos achando o dream pop inicial deles (pelo menos até o terceiro disco) digno de respeito. E ouvindo Chris Martin e sua turma se apresentando, nos lembramos saudosos das duas vezes em que vimos a banda ao vivo na finada Via Funchal.

Fomos pesquisar na web. No Wikipedia tem um verbete bastante completo sobre aquela que, na nossa opinião, foi mesmo a MELHOR casa de shows internacionais que existiu na capital paulista nos últimos 25 anos. Projetada com esmero e rigor, permitia que você assistisse super bem as gigs que lá aconteciam, estivesse onde estivesse lá dentro (havia uma pista em desnível em direção ao palco, com degraus, o que permitia que a fila à sua frente ficasse sempre ABAIXO da sua visão do palco). Fora que a acústica era ótima e a iluminação idem. Mas como tudo que é ótimo nunca dura para sempre o local encerrou atividades em dezembro de 2012, já que a dupla que era sócia de lá vendeu o mesmo a uma incorporadora imobiliária pela “bagatela” de R$ 100 milhões.

Enfim, a Via Funchal durou 14 anos, de 1998 a 2012. E nessa quase década e meia de existência, este jornalista eternamente rocknroll viu shows verdadeiramente incríveis por lá (alguns nem tanto, vamos ser honestos), e agradecemos isso à queridíssima Miriam Martinez, que foi assessora de imprensa máster da casa durante toda a existência dela. Miroca, que atualmente trabalha na Tom Brasil SP, é uma das nossas melhores e mais bacanas amigas na assessoria de imprensa rock paulistana há mais de 30 anos, e nunca nos deixou na mão, hehe. De modos que aí embaixo segue um resumo de algumas das gigs que vimos por lá, com rápidos comentários sobre cada uma delas e sobre o momento pelo qual estávamos então.

 

***Green Day (novembro de 1998): a Via Funchal existia há apenas dois meses e esse foi o primeiro show de rock que o blog viu lá. E foi showzão, casa lotada (cabiam 6 mil pessoas lá), a banda ótima no palco etc.

 

***Echo & The Bunnymen (setembro de 1999): os “homens coelho” finalmente retornavam ao Brasil após 12 anos de sua primeira e histórica passagem por aqui. Vieram na turnê do disco que marcou a volta do grupo, o PÉSSIMO “Evergreen”. Mas novamente a gig foi sensacional (enlouquecemos ao ver na nossa frente, pois estávamos COLADOS no palco, na área de imprensa, a banda começar a apresentação com a clássica “Rescue”), mesmo com Ian McCulloch sem voz alguma. E foi nesse show que o zapper estava acompanhado DELA! Quem? Ana S.B., um XOXOTAÇO goth que havíamos conhecido semanas antes na porta do Madame Satã. Linda, gostosa, 17 aninhos de idade (e o loker aqui com meus 36 já…), inteligentíssima e… totalmente PERVA, safada e ordinária, rsrs. O zapper se apaixonou pela garota. Fomos juntos ao Echo e depois passamos no também finado e saudoso Nias (um dos clubes de rock mais legais que existiram em Sampa), bebemos e dançamos por lá, até que propus irmos ao Madame (afinal, tínhamos nos conhecido na porta do casarão goth clássico do Bixiga). Ela topou. Pegamos um táxi e quando chegamos na porta do Satã, me disse que não queria entrar. “Vamos logo pro hotel TREPAR!”, falou, para nosso total espanto. Nem precisou pedir duas vezes. A foda foi do inferno e jamais esqueceremos do BOQUETE primoroso feito pela magrinha de peitos miúdos e rosto angelical perfeito como o de uma boneca de porcelana oriental. E também não me esqueço jamais dos seus gritos histéricos quando ela gozou. Trepamos ainda mais duas vezes e Aninha sumiu, para apenas me reencontrar muitos anos depois, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou o jornalista rocker novamente, foi na casa dele e DEU novamente. O blog se casaria com ela. Mas nunca mais a vimos depois de mais duas fodas canalhas e inesquecíveis.

 

***The Mission (junho de 2000): o quarteto gótico inglês já estava em franca decadência. Mas havia lançado um cd TRIPLO (!) e veio tocar aqui mais uma vez (depois virou carne-de-vaca no Brasil e o vocalista e líder Wayne Hussey até se casou com uma loiraça goth perua de Santo André, onde parece que mora até hoje). A Via Funchal quase lotou e a tribo goth enlouqueceu com os hits do grupo. Depois do show fomos parar num muquifo goth que estava funcionando no cu da zona leste paulistana, levados por um busão caindo aos pedaços e fretado pelos ex-donos do Madame Satã, para fazer o tal trajeto.

 

***Coldplay (setembro de 2003): a primeira visita dos ingleses ao Brasil. E já estavam no auge, prestes a lançar seu terceiro álbum de estúdio e com dois CDs primorosos na bagagem. Foram três noites absolutamente LOTADAS na Via Funchal. Não me lembro em qual fui, mas estava lá. De calça preta, camisa social branca de manga comprida e blazer por cima (disso me lembro bem). Ficamos EMOCIONADOS com a gig, de verdade. E quando saímos de lá fomos ainda em um coquetel fechado para convidados em Pinheiros, lançamento de um disco se não me engano. O coquetel era open bar e fiquei (claro!) num estado lamentável. Como sou adicto (dependente químico que não deveria sequer beber UMA gota de álcool), não deu outra: saí dali direto para o centro de São Paulo, para me ENTUPIR de CRACK. Final de madrugada absolutamente trágico para uma noite que havia começado de forma sensacional. Normal, faz parte.

 

***Massive Attack (maio de 2004): o zapper já tinha visto a trupe trip hop inglesa alguns anos no extinto Free Jazz Festival. Show mais uma vez perturbador. Pela concepção cênica e pela ambiência sonora total sinistra e sombria. Foi lindão, no final das contas.

 

***The Sisters Of Mercy (maio de 2006): também já estava em sua fase total decadente e vivia aparecendo para shows caça níqueis por aqui. Já os tinha visto 15 anos antes no finado ProjetoSP, onde a gig já não tinha sido grande coisa (a real é que a banda nunca foi muito boa ao vivo). Mas o povo goth amava a banda e assim bastante gente apareceu para revê-los ao vivo.

 

***New Order (novembro de 2006): o retorno do gigante synthpop inglês, depois de sua gloriosa primeira vinda ao Brasil, em 1988. Foi legal, a VF lotou (óbvio), Peter Hook (ainda estava no conjunto) deu show no baixo mas já não era mais a mesma coisa. Hoje em dia, então… só para TROUXAS ou FANÁTICOS.

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Echo & The Bunnymen (acima) e REM (abaixo): duas das zilhões de bandas gigantes da história do rock mundial e que o blog testemunhou ao vivo ao longo de nossa década e meia de existência, ambos em gigs na finada e saudosa Via Funchal SP

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***Coldplay (fevereiro de 2007): eles voltaram e lá estava Zapnroll novamente (iria cobrir a apresentação para o caderno B do diário carioca Jornal Do Brasil, onde Finaski estava colaborando então). Mais uma vez três noites lotadas. Mais uma vez showzaço emocionante. E felizmente desta vez não teve crack no final da noite.

 

***Interpol (março de 2008): a única gig que vimos dos nova-iorquinos pós punk que emulam Joy Division à perfeição. E foi ótimo!

 

***REM (novembro de 2008): um dos shows INESQUECÍVEIS da NOSSA VIDA. Uma das cinco bandas eternas da minha existência. Já os tinha visto em janeiro de 2001, no terceiro Rock In Rio. E aqui foi ainda melhor pois era espaço fechado e com muito mais visibilidade de palco e som muito melhor. E este zapper CHOROU quando a banda tocou “Losing My Religion”.

 

***Duran Duran (novembro de 2008): a volta do new romantic histórico inglês, 20 anos após tocar pela primeira vez no Brasil (em janeiro de 1988, no festival Hollywood Rock). Foi um dos melhores shows que assistimos na Via Funchal.

 

***Peter Murphy (fevereiro de 2009): gig solo do ex-vocalista dos Bauhaus. Na boa, foi chatíssimo, rsrs.

 

***The Kooks (junho de 2009): os inglesinhos indie rock dos anos 2000 estavam no auge e fizeram um bom set.

 

***Cat Power (julho de 2009): nossa deusa e musa americana ad eternum. Set melancólico, climático e lindíssimo. Sendo que o blog estava apaixonado e quase namorando com a Rudja, que morava (e mora até hoje) em… Macapá! Tanto que LIGAMOS pra ela do via celular no meio da apresentação, e tentamos fazer com que ela escutasse parte do show pelo celular.

 

***Belle & Sebastian (novembro de 2010): nossos eternos heróis escoceses do indie rock e dream pop. Show inesquecível, sendo que saíram lágrimas dos meus olhos ao final dele. E sim, o blog estava acompanhado da garota de Macapá (a Rudja), com quem havia namorado e noivado por um ano, e ela tinha vindo passar um mês em Sampa (também vimos juntos a primeira edição do festival SWU), pra nos despedirmos do noivado. Aquela noite pós B&S foi looooonga, com álcool, drugs etc. Mas não posso entrar em detalhes porque senão a fofa Telma (mãezona da garota e querida amiga nossa até hoje) me mata, hihi.

 

***Stone Temple Pilots (dezembro de 2010): outro show za ço! Scott Weiland sempre foi nosso “ídalo”, rsrs (e também do mozão André Pomba, ahahaha). No final da gig Zapnroll, já com algumas doses de whisky na cachola, deu de cara com o porcão, jotalhão e covardão José Flávio MERDA Jr., um dos seres humanos e jornalistas mais escrotos e imundos que tivemos o desprazer de conhecer em toda a nossa existência. Só não partimos pra cima do pança de elefante porque fomos contido pelo querido Pablo Miyazawa (então editor chefe da finada revista Rolling Stone Brasil). Depois o blog veria novamente o STP na segunda edição do festival SWU, em 2011 em Paulínea. E depois Scott se foi, morto por overdose de drugs aos 48 anos de idade. Viveu rápido, intensamente, e morreu jovem ainda. Como todo mundo deveria viver e morrer, no final das contas – é um CASTIGO cruel se tornar um velhote solitário, senil e gagá, definitivamente.

 

***Pulp (novembro de 2012): o fim para o blog por ali, e para o próprio Via Funchal em si. A gig foi no dia 28 daquele mês, dois dias depois do niver de 50 anos de idade do jornalista zapper. Foi uma despedida mega digna para o MELHOR espaço de shows de rock que já houve em Sampalândia. Deixou saudades. E quem viu o que vimos ali e relembramos nesta publicação, viu. Quem não viu não irá ver nunca mais.

 

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E PARA FECHAR COM CHAVE DE OURO A HISTÓRIA DAS MUSAS ROCKERS ZAPPERS, ELA! A MUSA SECRETA N.R., QUE PASSOU UM ANO CHIFRANDO SEM DÓ O MARIDO ENQUANTO ERA FODIDA NUMA PAIXÃO LOUCA PELO JORNALISTA LOKER ROCKER

Yeeeeesssss. Para encerrarmos verdadeiramente os quinze anos de Zapnroll no tópico “musa rocker”, teríamos que caprichar. Afinal muitas, lindas, divinas, devassas, bocetudíssimas, cadeludas, imorais e total pervas passaram por aqui ao longo desta década e meia. De modos que para terminar super bem também este capítulo, resolvemos caprichar e enlouquecer de verdade nosso dileto leitorado macho (cado), com uma reedição do ensaio DELA! Quem? Da musa SECRETA N.R., oras. E de quem não podemos revelar a identidade pois a garota é CASADA e durante um ano meteu corno sem dó no seu maridón, dando e fodendo com gosto com seu AMANTE zapper – este mesmo aqui, o eterno jornalista gonzo, loker e rocker. A paixão entre ambos foi algo realmente avassalador. Mas tudo que é ótimo um dia acaba. Ficaram então as lembranças. Que você confere aí embaixo, sem moderação alguma!

 

Nome: N.R.

Idade: 36 anos.

De: São Paulo.

Mora em: São Paulo.

Com quem: com o marido.

O que faz: já foi comerciária, hoje cuida da sua casa.

Paixão: literatura, sendo que seus autores preferidos estão Charles Bukowski e o cubano Pedro Juan Gutiérrez.

Música: fã de Tiê, Ana Carolina, Cazuza, Chico Buarque e Legião Urbana.

Como ela e o autor deste blog se conheceram: foi através de um grupo de discussão na internet sobre a obra do velho safado Charles Bukowski, o célebre autor americano do qual ambos são fãs devotados. Os papos online começaram, depois ligações pelo celular. Começou a negociação para um encontro pessoal e ao vivo, o que não demorou a acontecer. E o que era para ter sido apenas uma única tarde de foda intensa porém sem compromisso emocional algum, se tornou uma paixão avassaladora que durou um ano e dezenas de TREPADAS enlouquecedoras, com o casal GOZANDO tudo o que podia. Como a situação não poderia se prolongar ad eternum sem que uma possível tragédia acontecesse, tudo se findou um dia. Restaram as lembranças imagéticas e uma amizade que perdura até hoje.

 

FRASES INESQUECÍVEIS DISPARADAS DURANTE ALGUMAS DAS FODAS DESVAIRADAS DO CASAL

 

“A irmã CRENTE rezando, e a PUTA aqui dando!” (N.R., numa tarde de sábado, quando estava sendo traçada de ladinho pelo jornalista Finas, e lembrando que naquele exato instante sua irmã, que é evangélica, deveria estar na igreja orando)

 

“Vai, me dá LEITE DE PUTA!” (era assim que N.R. se referia ao esperma, que adorava BEBER sem restrição. E Zapnroll soltou muita porra na BOCA dela, ulalá!)

 

“A puta branquela, peituda, magra e perfeita!” (assim Finaski se referia a N.R., já que ela é branca como um fantasma, possui bunda durinha e miúda, pernas finas e peitos GIGANTES)

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Uma BOCETA do inferno e sempre em chamas!

 

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Peitões portentosos

 

 

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A bundinha magra e durinha de uma cadela branquela e puta sem igual

 

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Uma devotada fã de literatura

 

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Sim, o CORPO dela sempre acalmava o velho jornalista

 

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O casal saciado carnalmente, após uma de suas fodas alucinadas

 

 

2003-2018 – FIM DA HISTÓRIA ZAPPER!

Sim! Tudo tem um fim, tudo um dia acaba. Foi ótimo enquanto durou e foi um imenso prazer estar com todos vocês durante os últimos quinze anos. Nos vemos por aí! Beijos na galera que ainda ama rocknroll, vocês estarão sempre em nosso coração!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28-12-2018 às 18:30hs.)

 

MAIS UMA AMPLIAÇÃO EXTRA: Rip Marielle Franco, HEROÍNA de um país que já deixou há muito de ser NAÇÃO! E mais, com o blogão/postão lamentando o fim do semanário musical inglês New Musical Express e também a morte do músico Junior Bertoldi, além de mostrar como a Secult/SP está dando apoio total ao rock em um momento em que o gênero precisa de todo o apoio possível – O rock está MORTO nos anos 2000 e na era escrota da web? Bora então festejar a volta de bandas já velhonas como as Breeders, que acabou de lançar seu primeiro disco em uma década; a Luneta Mágica, quinteto psicodélico/folk fodástico de Manaus e que foi apresentado ao grande público na internet pela primeira vez pelo blog zapper, chega a São Paulo esta semana para se preparar para fazer uma gig na edição deste ano do gigante festival Lollapalooza BR, no final do mês (e de quebra, bate um papo com este espaço popper online); os cinco anos sem o ANARFA e IMBECIL Chorão (finado vocalista do MEDONHO Charlie Brown Jr.) despertam mezzo comoção nas redes sociais e só reafirmam que a geração 2000 da música pop BR segue descendo ladeira abaixo na boçalidade cultural e artística; mais um novo projeto alternativo bacana para animar as noites de domingo na Grande São Paulo e a nossa PRIMEIRA MUSA ROCKER deste ano: a gatíssima e incrível tatuadora rocker Cris Dias, dileta amiga deste jornalista loker, fã de grande literatura e de grande rocknroll, wow! (postão COMPLETÃO e MEGA AMPLIADO, finalizado em 17/3/2018)

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O rock pode estar quase morto mas a cultura pop se transforma, se atualiza e segue na luta pela sobrevivência, com veteranos como as Breeders (acima) lançando novos discos inéditos, e a nova geração rocker mostrando a sua força através de grupos incríveis, como o amazonense Luneta Mágica (abaixo); uma banda tão incrível quanto a nossa primeira musa rocker de 2018, a gataça Cris Dias (abaixo)

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EXTRAS DO EXTRA DA MICROFONIA

***Sem muito a comemorar no país que não é mais nação, e onde agora até uma jovem vereadora negra, guerreira, combativa e que lutava pelos menos favorecidos, foi covardemente abatida a tiros na semana que está findando, no Rio De Janeiro. Comoção nacional e mundial. E Zapnroll apenas diz: rip, heroína Marielle Franco. Somos TODOS VOCÊ!

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***Tem duas festonas bacanudas nessa noite de sábado, 17 de março, em Sampa. Uma delas é a nova edição do festival Volume Morto, organizado pela turma genial do Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, e que rola no bar Zé Presidente, em Pinheiros, com diversos shows, DJs set e os caralho. Tudo sobre a festa aqui: https://www.facebook.com/events/351736938635987/.

 

***A outra festa é o niver de um ano do Bailindie da Saudade. Aquele mesmo, que reúne os “velhinhos” quase da terceira idade (como o autor deste blog, rsrs) e de bengalinha, pra dançar o melhor do indie rock dos 80 e 90. Vai acontecer no sempre ótimo Clube VU, na Barra Funda. Sendo que todas as infos sobre você pode ver aqui: https://www.facebook.com/events/222170778340659/.

 

***E por fim, todos estão mais do que convidados para a nova noite de autógrafos do livro “Escadaria para o inferno”, que acontece em Sampa, no Espaço Cultural Presidenta no próximo dia 23 de março, sextona em si. Vai ter show acústico de Jonnata Doll, DJ set dele também e muito mais. E o livro à venda, claro! Beleusma? Então tá: nos vemos por lá semana que vem. Até!

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MAIS MICROFONIA

 

***Rip NME: O FIM DEFINITIVO DE TODA UMA ERA, DO JORNALISMO ROCK E DA CULTURA POP MUNDIAL – acabou anteontemontem. Poxa… Zapnroll chegou a ter dezenas de exemplares das edições impressas (importadas), que comprava na banca da esquina da avenida Ipiranga com a São Luis (no centro de Sampa, a banca está lá até hoje), e acha que ainda tenho algumas edições guardadas. Isso há uns 25 anos, tempo em que também cansou de comprar a The Face, a Melody Maker e até a I-D. “Nos últimos anos a NME veio perdendo relevância, como de resto todo tipo de crítica. Em um ambiente pulverizado, no qual todo mundo é crítico e todo mundo tem certezas e todo mundo grita, mesmo sem NENHUMA QUALIFICAÇÃO, veículos norteadores de tendências, como a NME, perderam a razão de ser” (trecho do texto escrito pelo Álvaro Pereira Jr, sobre o fim do semanário musical inglês. Aliás o blog adorava ler a coluna “Escuta Aqui”, que o Álvaro escrevia semanalmente no extinto caderno Folhateen, da FolhaSP, lá pelos idos de 1995). É isso. A MALDITA era da internet ACABOU com tudo: com a música e o rock de qualidade, com o JORNALISMO MUSICAL de qualidade, e com todo o resto. Foram-se o glamour, a relevância e a poesia que havia no jornalismo musical impresso, em ler aquelas matérias todas e, no nosso caso, em PRODUZIR essas matérias. E ainda bem que estamos com 5.5 nas costas e vivemos a melhor época de tudo isso. E ainda bem que não estaremos vivos para ver como o mundo musical e a cultura pop irão se tornar daqui pra frente cada vez mais chatos, enfadonhos, sombrios e sem importância alguma na existência cada vez mais BOÇAL da raça humana. Rip, NME. Foi ótimo enquanto durou. Deixará saudades imensas. Abaixo, algumas das capas INCRÍVEIS do semanário musical inglês, que tornou nossa existência menos insalubre e cinza ao longo de mais de seis décadas. Todo mundo que IMPORTOU DE VERDADE na história do rock esteve na capa da NME. Sem mais.

CAPANMEJOYDIVISION

CAPANMESMITHS

CAPANMECLASH

CAPANMESTONEROSES

CAPANMENIRVANA

 

***PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018, OU SOBRE ENALTECER QUEM DE FATO TRABALHA PELO ROCK E PELA CULTURA, INDEPENDENTE DE QUESTÕES PARTIDÁRIAS E/OU IDELOGICAS – O autor deste blog esteve na Secretaria Estadual Da Cultura SP anteontem, quinta-feira (o postão zapper está sendo finalizado no sábado, 10 de março), onde aconteceu a última reunião da comissão da qual fomos integrantes (a que definiu os concorrentes, na área musical, ao Prêmio Governador Do Estado 2018). Mais uma vez um encontro bacana e de clima mega agradável. Saímos muito contentes de lá. E por quê? Por alguns motivos. Talvez o principal deles seja que, questões políticas e ideológicas à parte (e todos que acompanham este espaço virtual de cultura pop sabem da nossa preferência político/ideológica) e antes que alguém nos acuse de estar se tornando um “coxinha” de centro-direita (uia, rsrs), Zapnroll se deu conta mais uma vez de que a Secult SP está de fato com uma equipe bacana, de pessoas que trabalham, pensam, vivem e respiram a cultura como um todo e de forma séria e apaixonada.  Basta ver o currículo e a trajetória do Secretario José Luiz Penna: ele já foi músico de banda de rock na juventude, foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro, foi ator de teatro. Ou seja, é alguém de fato do ramo e digno dos maiores aplausos pelo trabalho que está desenvolvendo à frente da Pasta. Fora que o nosso amado Pomba (amigo pessoal do Penna) também está na Secult. E esse “baixinho” adorável e nosso melhor amigo há 25 anos, é total do rock como também somos. Por isso mesmo Finaski está mais orgulhoso do que nunca em ter tido participação direta e decisiva na indicação do ótimo Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (uma das poucas e das melhores bandas alternativas do que resta de bom no novíssimo rock BR) para concorrer como melhor artista de música, entre os cinco indicados finais e que estão recebendo votação pública através do site da Secretaria (link aí embaixo, no final do texto). Num momento em que o rock, enquanto gênero musical, está passando por um momento crítico (com falta quase total de público e de repercussão junto à mídia), apenas o fato de Joninha e seus guris solventes estarem na disputa decisiva pelo grande prêmio já é uma imensa VITÓRIA nesse momento para todos nós que amamos o rocknroll. A cerimônia de entrega do Prêmio é no próximo dia 26 de março, no teatro Sérgio Cardoso (evento apena para convidados, sorry). E entre os concorrentes na categoria música está um gigante como Mano Brown, vocalista dos Racionais MCs. Mas na boa? Botamos fé que o nosso rock alternativo poderá SURPREENDER na hora decisiva. A conferir, sendo que você pode participar e ajudar Jonnata Doll a ganhar indo aqui: http://premiogovernador.sp.gov.br/2018/votacao-musica.php.

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Zapnroll ao lado do Secretário Estadual da Cultura/SP, José Luis Penna, na última quinta-feira, na sede da Secretaria: sob a gestão dele o rock felizmente e acertadamente está ganhando espaço em um momento em que o gênero perde público e espaço na mídias tradicionais

 

***Rip Junior Bertoldi – nenhum site/blog daqueles que se acham/julgam especializados em cultura pop e rock alternativo (como os famigerados “Pobreload” ou “Tenho mais discos que amigos”) deu a notícia. Muito menos sites maiores como o da decadente revista Rolling Stone Brasil. De modos que não podemos deixar de mencionar o triste acontecimento: no último dia 16 de fevereiro faleceu em Osasco (Grande São Paulo) o querido Junior Bertoldi. Durante quase três décadas Juninho (como era conhecido pelos amigos e no meio musical e rocker) esteve total envolvido na cena rocknroll paulista/paulistana, atuando como músico (fazia parte do duo Troll Porrada Sonora, há mais de vinte anos), produtor (tinha um estúdio muito requisitado em Oz) e organizador de eventos musicais. Sempre super gentil, simpático e de bom humor, Bertoldi sempre fez o que pôde em prol da cena rock alternativa, sendo que o blog zapper atuou por um tempo como assessor informal de imprensa da banda Troll. Ele vai fazer falta numa cena que já está bastante pobre e carente de ótimos elementos por si só. Junior tinha 50 anos de idade e lutava contra um câncer no intestino. Rip, Juninho! Anime o céu por nós com incríveis sets total rock!

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Juninho Bertoldi, da banda paulista Troll: morte prematura encerra carreira bacana na cena rock alternativa de SP

 

***E agora chega, néan. Fim de papo também para as notas do Microfonia sendo que elas voltam em nosso próximo post inédito, beleusma? Nozes!

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MICROFONIA

(reverberações da cultura pop e do mondo rocker alternativo)

 

***MINI EDITORIAL ZAPPER: A INUTILIDADE QUE SE TORNOU ATUALIZAR POSTS COM FREQUENCIA NA BLOGOSFERA BR EM TEMPOS DE FALÊNCIA DA CULTURA POP – yep, o ritmo de atualizações de Zapnroll diminuiu bastante de meses pra cá, assumimos. Isso é reflexo direto dos tempos atuais, da irrelevante era da web que jogou a cultura pop e o rock planetário alternativo (e o que resta do mainstream) em igual irrelevância. Com a música pop lá fora sendo dominada por gêneros mais superficiais (na construção sonora e nas letras total fúteis e superficiais) e amparados inevitavelmente em ambiências eletrônicas, e aqui o ambiente sonoro sendo dominado por sertanojos, feminejas burronas, funk boçal e axé idem, o nosso eternamente amado rock saiu de cena. Voltou a ser ritmo dos subterrâneos, de nicho especifico de público. Está se tornando algo Cult novamente. E não há luz no fim desse túnel e que indique que ele vá novamente dominar a cena musical mundial (como dominou por quase seis décadas) e mobilizar milhões de fãs. Na real o rock está prestes a virar música de museu, como a música clássica se tornou. E esse panorama bastante desalentador se reflete infelizmente neste espaço virtual. Há tempos já sacamos que não vale mais a pena promover atualizações constantes do conteúdo que publicamos aqui. Um motivo é que não há lançamentos relevantes e noticias idem que justifiquem tais atualizações. E o outro é: de que adianta atualizar este espaço a todo instante com notinhas inúteis e que não farão diferença alguma na vida do nosso dileto leitorado? Blogs “vizinhos”, no desespero de se manterem “atualíssimos” e relevantes, publicam várias micro notas diárias que rendem míseros likes e compartilhamentos em redes sociais. O motivo é óbvio: ninguém mais dá importância ao que não importa nem um pouco na música. Então o blog zapper irá preferir manter esse ritmo e esse estilo que já o consagrou: postagens com maior espaço de tempo nas atualizações (de quinze em quinze dias, no mínimo) e conteúdo sempre grandinho, quase uma coluna quinzenal sobre o que de fato ainda importa na cultura pop (e que está infelizmente cada vez menos importante, jornalisticamente falando). Os fakes que pululam em nosso painel do leitor podem latir avonts contra isso, é bem a cara cuzona e covardona deles. Fato é que o post anterior manteve a média de mais de 150 likes e compartilhamentos, o que nos deixa bastante satisfeitos em um tempo onde a “concorrência” pobreloader amarga quase estáticos 19 curtidas em suas postagens inúteis. De modos que vamos em frente, neste 2018 em que Zapnroll chega a uma década e meia de existência.

 

***Oscar 2018 – como faz já há anos o blog se ateve apenas ao que de fato interessa (ao menos para nós) nas cada vez mais sacais cerimônias de entrega do Oscar: as categorias principais. Sendo o que o fato de Gary Oldman ter levado a estatueta de melhor ator por “O destino de uma nação” só reforça a nossa vontade de conferir o filme. Sempre achamos Gary um ator de ultra respeito desde o primeiro filme que assistimos com ele no papel prinicpal – “Syd & Nancy”, de 1986, a cinebio algo ficcional da lenda gigante que é Syd Vicious, o sujeito que um dia tocou baixo nos Sex Pistols. Éramos muito jovem então, e ele também mas já dava pistas ali de que teria uma carreira brilhante pela frente (o conde Drácula vivido por ele no filme magistral de Francis Ford Coppola é inesquecível). De modos que estas linhas bloggers irão assistir o longa, e também “The Post”. “A forma da água”? Nope, dispensável e o fato de ter ganho melhor filme só reforça pela enésima vez que a Academia continua sendo caretíssima e continua amando histórias melosas, por mais inusitadas que elas possam ser/parecer.

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Gary Oldman, um gigante do cinema inglês e um dos atores mais versáteis da história do cinema, seja interpretando o punk Syd Vicious (acima, em 1986) ou o lendário primeiro ministro britânico Winston Churchill (abaixo), papel que acabou de lhe valer o Oscar de melhor ator este ano, no filme “O destino de uma nação”

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***Nova festa de lançamento e noite de autógrafos do livro “Escadaria para o inferno”! – yep, ela já tem data e local pra acontecer: vai ser no próximo dia 23 de março, a partir das dez da noite, no bacaníssimo Espaço Cultural Presidenta (onde funcionava o saudoso bar Astronete, na rua Augusta, 335). Vai rolar show do ótimo grupo Psychotria, DJ set zapper e nosso livro estará à venda por lá, claaaaaro!

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“Escadaria para o inferno”, o primeiro livro escrito pelo jornalista eternamente loker/rocker, terá novo lançamento e noite de autógrafos no próximo dia 23 de março, em Sampa; enquanto isso ele segue vendendo e fazendo a alegria de novos leitores, como o José Ramos (acima, o sujeito que comanda o clube Outs/SP), e o Pedro Damian (abaixo), veterano fã da indie rock scene paulistana

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***Bien, postão novo finalmente entrando no ar em sua primeira parte, já no meião da semana. Vamos então ao que sucede de realmente importante abaixo (com papos com a Luneta Mágica, sobre o novo disco das Breeders etc.) e sendo que novas notas deverão aparecer em Microfonia até concluirmos a postagem, lá pro final desta semana, beleusma?

 

 

O GRANDE LUNETA MÁGICA, DO AMAZONAS, DESEMBARCA EM SAMPA PARA UMA LONGA TEMPORADA, E PARA SE FIRMAR COMO UM DOS PRINCIPAIS NOMES DO QUE RESTA DE BOM NO NOVÍSSIMO ROCK ALTERNATIVO BR

Ao longo dos últimos seis anos o grupo de rock/folk/psicodélico manauara Luneta Mágica avançou de forma bastante surpreendente e consistente em sua trajetória musical. Conjunto descoberto e apresentado ao público brasileiro por estas linhas online em agosto de 2012 (ano em que havia lançado seu primeiro disco inédito), a LM desde então editou mais um cd (“No meu peito”, em março de 2015) e o single “Parte” no final do ano passado. E foi construindo uma reputação musical sólida e uma rede de contatos que finalmente começa a render pontos mega positivos agora. A banda, que passou por alterações em seu line up nos últimos anos (atualmente sendo um quinteto integrado pelos músicos Pablo Henrique Araújo, Erick Omena, Eron Oliveira, Daniel Freire e Victor Neves) mas sempre sob o comando do vocalista, letrista, compositor e guitarrista Pablo, ganhou respeitabilidade da imprensa e angariou um grande séquito de fãs graças a uma musicalidade de ambiências bucólicas e contemplativas, e a letras abstratas que evocam imagens pastorais e/ou intensamente amorosas.

Enfim, é esse Luneta Mágica que desembarcou esta semana na capital paulista, onde se encontra desde a última segunda-feira e onde irá permanecer até o final do mês de março, quando irá se apresentar no line up de seu primeiro mega festival, o Lollapalooza BR deste ano. Logo em seguida o conjunto emenda com sua primeira incursão internacional, indo tocar no já também gigante festival SXSW em Austin, no Texas. Sendo que o LM já conseguiu agendar mais cinco gigs em território americano além do show no SXSW. Aproveitando a estadia paulistana, Zapnroll bateu um papo com o vocalista e letrista Pablo Araújo sobre o momento atual do quinteto. Os principais trechos desse papo estão logo abaixo e, depois dele, republicamos a primeira matéria que fizemos sobre a Luneta Mágica aqui mesmo, em agosto de 2012.

 

Zapnroll – A Luneta Mágica está passando por ótimo momento. Com dois excelentes discos lançados e público aumentando cada vez mais na cena independente nacional, está escalada para se apresentar no final deste mês no gigante festival Lollapalooza BR. Como vocês estão encarando esse momento?

 

Pablo Araújo – A gente sempre fica muito feliz porque sabemos que tudo que está acontecendo é fruto do nosso trabalho, sabe? Temos muito carinho pelo que fazemos e sempre tentamos descobrir maneiras inteligentes de promover nosso som.

 

Zap – Desde que a banda se formou em Manaus, houve mudanças no line up dela. Você considera que a formação atual é a ideal? Há quanto tempo ela está junta?

 

Pablo – Penso que todas as pessoas que passaram pela Luneta contribuiram muito pro crescimento da banda, então é justo falar que o fato de estarmos tendo destaque é uma soma de esforços de várias pessoas. A atual formação tem no mínimo 2 anos, está muito afinada e estou esperando que o próximo disco da banda seja algo muito próximo da sonoridade  que buscamos.

 

Zap – O grupo continua residindo em Manaus, que fica muito distante dos centros culturais, digamos, mais efervescentes do Brasil em termos de rock, como São Paulo e Rio De Janeiro. A banda já cogitou vir morar no Sudeste, como fez o conterrâneo de vocês, o Supercolisor? Isso seria melhor para o conjunto trabalhar a divulgação de sua obra ou é possível fazer isso continuando no Amazonas?

 

Pablo – Até pensamos em morar em SP por um tempo, mas essa mudança só fará sentido quando houver uma demanda maior de shows no Sudeste, caso contrário, preferimos fortalecer o cenário local, que vem se desenvolvendo nos últimos anos. Apesar da distância temos conseguido circular bastante nos últimos anos, isso ajuda muito a banda a se aproximar mais de produtores e músicos de outras regiões do país.

 

Zap – já há planos para um terceiro disco de estúdio, alguma composição nova registrada?

 

Pablo – Sim, a verdade é que estamos planejando o terceiro disco há algum tempo, não temos pressa, queremos reunir o máximo de recursos disponíveis para que o registro saia bem fiel ao que desejamos. A previsão para lançamento é pro primeiro semestre de 2019. Lançamos o single “Parte” pela Sony Music há pouco tempo, ele dá pistas do que pode vir pela frente.

 

Zap – É sabido que o rock está em um momento bastante desfavorável, tanto lá fora como aqui também, em terras brasileiras. O gênero voltou a se tornar um estilo algo subterrâneo, de resistência mesmo, enquanto músicas de apelo mais pop e sem estofo cultural mais denso, como axé, pagode, funk, sertanejo etc, dominam as paradas. Como você observa o cenário atual? Acredita que haverá novamente uma ascensão do rocknroll em termos midiáticos e de público?

 

Pablo – Não há muita saída, principalmente porque em meio a crise financeira e política que nosso país vive, a cultura sempre tende a perder força. O mainstream tá montado pra vender funk e sertanejo no momento, não vejo isso como algo ruim, só acho que há espaço pra todo mundo. A grande mídia acaba esmagando muita gente talentosa que não tem o bolso cheio de dinheiro pra promover seu trabalho.

 

Zap – O que o público pode esperar do Luneta em sua apresentação no Lolla? O horário do show (meio-dia) é bastante ingrato, não?

 

Pablo – Vamos tocar músicas dos nossos dois álbuns no Lolla, tentar fazer um mix do que temos de melhor e misturar tudo isso com uma pitada de improvisações. A banda não tá ligando muito pra essa questão de horário, o fato de ter sido escolhida entre tantas outras do cenário brasileiro já deixa a gente bem feliz.

 

Zap – Como está a expectativa da banda em relação ao SXSW, que vai ser o primeiro festival internacional que vocês irão se apresentar?

 

Pablo – Estamos esperando muita coisa boa vindo desses dois eventos. O SXSW é um festival montado pra revelar novos nomes da música independente mundial, além de ter uma programação bem plural, que vai desde apresentações musicais até feiras tecnológicas. O Lolla dispensa apresentações, esperamos proporcionar boas experiências para quem assistir nossos shows.

 

 

A LUNETA MÁGICA, MAIS UMA INCRÍVEL DESCOBERTA ZAPPER, FAZ PSICODELIA FODONA E BELÍSSIMA NO MEIO DA FLORESTA

 

(texto publicado originalmente em Zapnroll no post de 17 de agosto de 2012)

Manaus, capital do Amazonas, tem realmente uma cena indie rocker incrível, ao que parece. O blog não conhece a cidade ainda (só passou por lá de avião algumas vezes, a caminho de Boa Vista, e pretende de fato dar uma passeada na cidade agora em setembro), mas já teve contato com algumas bandas bem bacanas de lá, como a Tetris (existe ainda?) e o ótimo Mezzatrio (a mesma pergunta: ainda estão na ativa?), uma autêntica orquestra de guitarras que Zap’n’roll teve o privilégio de assistir ao vivo alguns anos atrás, no festival Varadouro (em Rio Branco, no Acre). Mas nada se compara ao desvairio que tomou conta do sujeito que digita estas linhas quando ele começou a ouvir, nos últimos dias, o disco de estréia do trio A Luneta Mágica – que na verdade foi apresentado ao blog por uma amiga do grupo, uma espécie de “quarto integrante” honorário do conjunto, a linda e meiga Karla Sanches.

Pois então: enquanto a maioria dos grupos indies paulistanos cospe arrogância e se compraz em produzir autêntica vergonha alheia travestida de música, a Luneta Mágica mergulha fundo na música em seu estado mais sublime de arte – e não há exagero algum nessa afirmação, muito pelo contrário: causa enorme espanto (o mesmo espanto que atordoou estas linhas online quando ela descobriu o Vanguart em Cuiabá, em 2005, ou conheceu a Mini Box Lunar em Macapá, em 2009) se dar conta de que uma banda assim surgiu em Manaus. E não há nenhum viés preconceituoso nesse espanto. Yep, porque é sabido que apesar de ter uma cena rock alternativa, a capital amazonense é certamente dominada pela música regional e pelos ritmos mais populares da Região Norte.

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Zapnroll junto com a primeira formação da Luneta Mágica, no aeroporto de Manaus, em setembro de 2012

 

E a Luneta Mágica não tem absolutamente nada a ver com isso. O álbum de estréia da banda, que foi lançado há pouco na web (sim, hoje em dia quase não há mais lançamentos em plataforma física entre os grupos independentes; tudo é jogado na internet, com direito a muito lixo, sendo que de vez em nunca surge uma pérola precioso no lodo, como é o caso aqui), tem dez faixas e é um escândalo delirante de canções sublimes, com ambiências melódicas eivadas de psicodelia. Formado por Pablo Araújo (vocais, guitarras, violões), (baixo, guitarra, teclados, percussão, vocais) e Chico Só (guitarras, violões, e baixo), o LM é mix improvável de Beatles (fase beeeem psicodélica dos Fab Four), rock bucólico e pastoral, algo de Los Hermanos (algo, apenas) e deambulações por folk combinado com ruídos e percussão eletrônica – sim, há bateria acústica no disco (tocada pelo músico convidado Eron Oliveira) mas ela não é preponderante na construção rítmica das faixas. Há também – vejam só – um naipe de cordas (violino e violoncelo, ambos tocados também por músicos convidados), e tudo isso resulta na trilha sonora dionisíaca e dos deuses, música para você entorpecer a alma e o cérebro com as mais diáfanas e prazerosas doses de vinho, ácido ou maconha.

Não é brincadeira: os vocais dolentes e sobrepostos, as letras abstratas (“Vem, ainda somos os mesmos/Gênios embriagados/Esperando o sol nascente/Loucos pela noite inteira/Amanhã vai ser/O melhor dia da sua vida”, em “O vento e as árvores”), o bucolismo e a plenitude sônica que se encerra em canções lindíssimas (“Astronauta”, “Não acredito”, “Aqui nunca nasceram heróis”), o torpor alucinógeno que domina trecho de outras (como a repetição quase mântrica da frase “cinco bolas de sorvete por apenas um real”, no final da música que tem o mesmo título) e, por fim, o fortíssimo apelo radiofônico e pop de mais algumas (fato raríssimo e que as bandinhas escrotas da atual cena indie nacional dão a mãe pra conseguir e não conseguem: unir altíssima qualidade musical com apelo pop e radiofônico), como “Largo São Sebastião” (uma música que, se houvesse justiça nesse país, estaria tocando em disaparada nas nossas medíocres redes de rádio, ainda incrivelmente movidas a jabá em plena era da web), fazem da Luneta Mágica a GRANDE banda nova da indie scene nacional em 2012.

 

***Mais sobre a Luneta Mágica, vai aqui: https://www.facebook.com/bandalunetamagica/. E aqui também: https://www.instagram.com/lunetamagica/.

 

 

O NOVO SINGLE DO GRUPO AÍ EMBAIXO, PARA AUDIÇÃO

 

UM FESTIVAL MUSICAL TEEN ESTÚPIDO E OS CINCO ANOS DA MORTE DO IMBECIL CHORÃO DIZEM MUITO SOBRE A BOÇALIDADE CULTURAL DA PIRRALHADA BRAZUCA ATUAL

Um e-mail recebido esta semana pelo blog zapper desvela que a cultura pop foi mesmo pro saco nesse triste bananão tropical, além de mostrar como a imbecilidade AVANÇA sem dó na música do Brasil. Sintam o drama:

 

***“FESTIVAL TEEN reúne as maiores estrelas musicais do YouTube em São Paulo

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Olhem bem para esta foto, e sintam o naipe visual das novas apostas para a música jovem e estúpida brazuca da era da web e das redes sociais, uia!

Com patrocínio da Samsung e do YouTube, festival  aproxima fãs de seus ídolos digitais, com 12 shows e 10 horas de duração, dia 10 de março, na Audio, em São Paulo

 

Fenômeno! Um novo movimento surge no cenário artístico através do YouTube e das redes sociais e, com ele, diversos artistas adolescentes ganham visibilidade impressionante e se transformam em estrelas de grande popularidade. Por que não criar um festival dedicado à produção artística desse novo fenômeno do entretenimento? A agência Fibra Live, com o patrocínio do YouTube e da Samsung, criou o Festival Teen: evento pioneiro, que  estreia em São Paulo e pretende viajar por todo o Brasil com o objetivo de aproximar o público dos seus ídolos do mundo digital”.

Curioso que a assessora que enviou essa estupidez (o press release completo é de chorar, nem vamos copiar aqui) se finge de MORTA quando está divulgando um evento de fato relevante e quando precisamos dela para credenciamento para o dito cujo. Agora como está com essa autêntica BOMBA para emplacar matérias onde for possível (e ela deve estar desesperada tentando conseguir isso), fica enchendo o saco da jornalistada com esse evento musical boçal. Mui esperta a sujeita.

Mas sempre pode piorar, rsrs. Eis que então logo receber o e-mail dando conta do “sensacional” novo evento musical que promete agitar a juvenília brasileira estúpida da era da web, começaram a pipocar nas redes sociais homenagens e lamúrias sobre os cinco anos sem… o “gênio” Chorão, do Charlie BRONHA Jr. Wow! Poxa… aquele ANARFA em grau máximo faz taaaaantaaaaa falta, não é mesmo? E nem precisamos nos estender muito sobre isso, já que o fizemos aqui mesmo quando ele morreu e cujo post completo reproduzimos aí embaixo, pra quem quiser reler o texto ou para quem nunca leu. Só avisando: não ALIVIAMOS nem um pouco pra esse completo IMBECIL por ocasião da morte dele. Com todo o respeito ao cara (e nunca vamos desejar a morte de ninguém, nem mesmo se for o BolsoNAZI ou o Temer), temos que ser honestos quando analisamos a OBRA musical de um artista, correto? E Chorão é o que se sabe e isso não muda porque ele morreu: foi um dos MAIORES OGROS da história do rock brasileiro. Aliás foi com a geração idiota de  Charlie Brown Jr. (e na sequência os emos, os restarts e cines da vida, e aí veio todo o resto: sertanojos, funkeiros burrões etc.) que tudo começou a desandar de vez e descer a ladeira sem dó na música nacional. Alguma dúvida quanto a isso?

 

 

CHORÃO – UMA MORTE ULTRA ROCK’N’ROLL PÕE FIM (FELIZMENTE) À TRAJETÓRIA DE UMA BANDA ULTRA MEDÍOCRE

(texto publicado originalmente em Zapnroll em 8 de março de 2013)

 

Este postão zapper, iniciado na última sexta-feira, está sendo concluído agora, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, 12 de março. Já faz portanto uma semana que o vocalista Chorão, o ex-líder do Charlie Brown Jr. (uma das maiores deformações artísticas surgidas no rock brasileiro dos anos 90’), foi encontrado morto em seu apartamento de cobertura, no elegante bairro de Pinheiros (reduto da classe média alta paulistana), na zona oeste da capital paulista. E mesmo assim o assunto continua rendendo – e como. Chorão, da noite pro dia, foi canonizado santo e transformado em “poeta” (segundo palavras de outro emérito imbecil da mídia eletrônica atual brazuca, o insuportável Marcos Mion) do nível de Renato Russo ou Cazuza. Homenagens pipocaram em todos os telejornais das grandes redes televisivas e até o sisudo programa “Ensaio”, da tv Cultura, desenterrou uma entrevista com o letrista e vocalista, e reprisou a dita cuja na noite do último domingo.

Bão, e daí? Daê que a morte desse autêntico imbecil, e que representou o que de PIOR poderia ter existido no rock brasileiro dos anos 90’ (uma década bastante infeliz pro rock nacional, diga-se), provocou a comoção esperada nas redes sociais e só comprova o que o blog diz todo dia: quando algum assunto realmente sério e relevante é abordado nos faceboquetes da vida (corrupção política, miséria social no Nordeste, a quase completa falta de estrutura de um país que pretende abrigar Copa do Mundo e Olimpíada e zilhões de etcs.), a massa BURRA e FÚTIL das redes sociais absolutamente não abre a boca.

Mas bastou morrer o vocalista do Charlie Brown Jr. e voilá: todos se manifestam de maneira eloqüente, como se tivéssemos perdido o maior gênio da história da humanidade.

Sem chance. Estas linhas online não desejam a morte de ninguém, nem do nosso pior inimigo (que nem imaginamos quem possa ser). Mas vamos ser honestos e sinceros com nós mesmos: esse sujeito não vai fazer a menor falta, muito menos aquele horror musical no qual ele atuava como vocalista. E estamos escrevendo isso no âmbito estritamente artístico, em se tratando de rock brasileiro. O blog não sabe como ele era como pessoa (e os relatos que temos são os piores possíveis) pois felizmente nunca convivemos com ele. Mas musicalmente Charlie Brown Jr. era de uma pobreza musical e textual de dar dó, vergonha alheia total. Só estourou e fez o sucesso que fez porque mesmo sendo um analfabeto de primeira (ou última) linha, Chorão foi esperto o suficiente pra engendrar um mix de rap com hardcore e algumas pitadas de reggae, dando suporte a letras (mal escritas, simplistas ao extremo e que não raro continham erros grosseiros de gramática em sua composição) que falavam dos problemas cotidianos da juventude burra desse país. Daí a empatia imediata que ele conseguiu junto ao público, angariando milhões de fãs.

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Há cinco anos o pavoroso Charlie Brown Jr. perdia seu vocalista, o analfabeto Chorão (morto em decorrência de uma overdose de álcool e drogas), e encerrava atividades. Não deixou saudade alguma

Claro que todo carnaval tem seu fim (né Marcelo Camelo, esse sim um compositor e letrista de mão cheia) e o Charlie Brown começou a descer a ladeira, atropelado por outras imbecilidades musicais mais atraentes ao populacho sem cérebro (funk pancadão carioca, pagode de corno paulistano e breganejo universotário). O grupo santista não resistiu à pressão desses novos gêneros e já estava em franca decadência. Deu no que deu: separado da mulher e sem o sucesso de antes, mr. Chorão entrou em depressão e em parafuso emocional. Pelo menos (e ao que parece) teve uma morte total rock’n’roll: chapado de álcool, entupido de bolas e de cocaine.

Mas não vai deixar saudades, com certeza. E o blog não vai ficar endeusando um anarfa musical desse naipe apenas porque ele morreu, ponto. Afinal no mesmo dia do falecimento desse “gênio” do rock nacional, também morreu uma lenda do rock inglês, o guitarrista Alvin Lee (esse sim um músico fenomenal e que junto ao grupo Ten Years After, escreveu alguns dos momentos mais sublimes do rock’n’roll britânico na virada dos anos 60’ pros 70’, sendo que o chapa Dum DeLucca analisa com bastante precisão a trajetória de Alvim no mais recente post do seu blog, o Jukebox, lá no portal Dynamite). E aí fica a pergunta: essa geração de jovens brasileiros cretinos vai lamentar a morte de Alvin Lee? Aliás, ao menos sabe quem foi o sujeito?

Óbvio que não sabe. Porque infelizmente cada geração produz os “gênios” que merece. Alguém argumentou que Chorão fez sucesso com sua banda escrota porque ele tinha vindo das ruas e não da elite burguesa. Assim sendo ele vivenciava o que cantava e conseguiu a enooooorme empatia com o seu público graças a letras que eram uma radiografia precisa do que a molecada vivia em seu cotidiano. Ok. Só que depois de vinte anos de carreira o cantor do CBJr. já tinha uma patrimônio pessoal que o distanciava bem dessa pseudo “realidade das ruas” que ele cantava com tanto orgulho em suas músicas.

E assim caminhamos. Nos anos sessenta nossos ídolos eram Gil, Caetano e a Tropicália. Nos setenta tivemos o imortal Raul Seixas. Nos anos oitenta o rock BR de grande estirpe tomou o poder. Depois começou a queda: nos 90’ tivemos essa excrescência chamada Charlie Brown Jr., que agora faz a garotada chorar copiosamente a morte de seu líder. Dos anos 2000’ pra cá é o que se sabe: os mega ídolos nacionais são pagodeiros iletrados (Thiaguinho e cia.), cantores/as de axé com repertório horrendo (Ivete Sangalo) e bandas de rock “sentimentais” que são a vergonha alheia total (Strike, For Fun, Cine, Restart). Até quando o Brasil vai chafurdar nessa ignorância cultural sem fim é o que estas linhas rockers online gostariam de poder adivinhar…

 

 

UM NOVO PROJETO ALTERNATIVO SURGE NO ABC PAULISTA, PARA ANIMAR AS NOITES DE DOMINGO

O DJ, agitador cultural e fã de rock alternativo Eduardo Gyurkovitz sempre teve um sobrenome, hã, difícil de grafar e de pronunciar. Isso no entanto não o impediu de se tornar um dos personagens mais conhecidos da noite rock alternativa da região do ABC (na Grande São Paulo) e mesmo também na capital paulista, nos últimos trinta anos. Desde muito cedo ligado à cena rocker mais underground da cidade de Santo André (onde nasceu e vive até hoje), Edu produziu e promoveu dezenas de eventos e projetos voltados ao público fã de pós-punk inglês, gothic rock, dark wave, EBM etc ao longo das últimas três décadas, inclusive atuando intensamente como dj nesses eventos. E é justamente por isso, por possuir toda essa bagagem e experiência na cena que ele resolveu investir em sua mais nova empreitada: a festa “After Dark”, que estreia neste domingo em Santo André.

Segundo o próprio idealizador, o objetivo é resgatar os melhores sons do rock underground dos anos 80 e 90, uma época que definitivamente ficou eternizada na história do rocknroll. E fazer a domingueira rock em Santo André tem também o seu motivo de ser já que a cidade, que possui um passado lendário em se tratando de casas noturnas voltadas ao rock, de bandas e tribos alternativas, anda sofrendo com a ausência de empreendimentos voltados a esta mesma cena – como de resto todo o país está sofrendo com isso. E ainda mais num dia da semana considerado como mezzo “morto”, como é o domingo (algo que foi desmentido nos últimos vinte anos pelo sucesso da domingueira “Grind”, comandada em Sampa pelo também mega conhecido DJ André Pomba). Ou seja: trata-se de uma nova e super bem vinda opção para os fãs do rock alternativo no ABC, sejam eles veteranos dos anos 80 e 90 ou das gerações mais novas que ainda amam rock e que não se deixaram contaminar por sertanojo, axé, pagode, funk etc.

Para falar melhor sobre o “After Dark” e explicar como será a festa o blog zapper bateu um papo com Eduardo, e cujos principais trechos você lê a seguir.

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Cartaz da nova festa alternativa (acima) “After Dark”, que rola a partir do próximo domingo na cidade de Santo André; abaixo o organizador, produtor e DJ residente do evento, Eduardo Gyurkovitz

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Zapnroll – “After Dark”, a nova festa/projeto alternativo no qual você está à frente, possui caráter eminentemente saudosista, visto que vai focar sua trilha musical no rock under dos anos 80 e 90. Isso corrobora, na sua opinião, que o rock acabou e morreu mesmo nos anos 2000 e que apenas o que foi feito há 20 ou 30 anos é que vai permanecer como a era clássica do gênero?

 

Eduardo Gyurkovitz – Não, o rock não morreu. Mas a cada década que passa, tentam matar o coitado. Sem dó ou piedade. Este não é o ritmo mais popular ultimamente, mas prossegue em sua caminhada em mais de seis décadas de vida. Quando eu ouço/leio algo sobre a morte do rock, creio que a pessoa está ficando velha e não se conforma com esta realidade. Não consegue ir num festival e abrir a cabeça para bandas novas. Não se arrisca em conhecer algo numa playlist. Não quer sair de sua zona de conforto. Não adianta culpar o rock. Quando olhamos para o som alternativo (nicho menor ainda), noto que ainda hoje proliferam bandas, projetos e músicos com propostas muito interessantes, originais e inovadoras, mas essas já não possuem o mesmo apelo “Cult” que tinham nos anos 80 & 90. A aura de romantismo que envolvia tanto as bandas quanto as canções parece que perdeu a aura underground e se tornou apenas mais uma opção dentre tantas espalhadas pelos podcasts e streamings. A proposta do After dark é trazer de volta essa aura, este apelo “Cult”. E os anos 80 & 90, na minha opinião, foram as décadas mais ricas no sentido de música, moda e comportamento underground.

 

Zap – Qual o público que vocês pretendem atingir? Apenas pessoas com 30 anos de idade ou mais, ou também a garotada mais nova que ainda se encanta pelos anos 80 e quer conhecer melhor o que era feito em termos de rock naquele período?

 

Eduardo – O After Dark surge com a proposta de colocar sob os holofotes (ou luz negra, rsrsrs) as texturas musicais que fizeram dos anos 80 & 90 as décadas mais dançantes de todos os tempos. Na minha opinião música é atemporal, então nosso foco é atingir todos os amantes e apreciadores da musica alternativa, tantos os contemporâneos quanto os mais jovens.

 

Zap – O evento está sediado em Santo André, cidade da Grande São Paulo muito conhecida por ter abrigado uma cena rock alternativa fortíssima nos anos 80, com muitas bandas em atividade naquela época e casas noturnas que marcaram época, como o Front 575. Como está essa cena atualmente na cidade? Ela ainda existe? E como você, já um agitador veterano dessa cena, vê a situação do underground rock dos tempos atuais?

 

Eduardo – O ABC foi um dos principais pólos alternativos nas décadas de 80 & 90. Atualmente a cena under na região está praticamente extinta. Tanto com relação às festas, quanto às bandas. Sobre a cena, enxergo um paradoxo, pois vemos ainda em metrópoles como São Paulo, casas e projetos sustentando a essência underground. Mas percebe-se claramente que, hoje, nenhum desses projetos consegue se sustentar sem aderir, de alguma forma, ao passado. Lembro que, quando era DJ residente do Front 575 o setlist, de ponta a ponta, era composto de novidades. Hoje, mesmo os projetos que tentam manter a mesma essência, não consegue sustentar por muito tempo uma pista e uma vibe forte, sem tocar clássicos do passado que faziam os porões lotarem.

 

Zap – Fale um pouco da sua trajetória como DJ, promoter e agitador de eventos alternativos, para quem não o conhece. Afinal você já atua nessa cena há mais de 30 anos.

 

Eduardo – Atuo há 32 anos. Sou nascido em S. André e minha primeira incursão no som alternativo se deu ao frequentar um bar que havia aqui na cidade chamado Aeroporto. O som ambiente da casa era comandado por fitas K7 que levávamos para o dono tocar. Na época eu conhecia duas lojas de discos onde eu comprava “esses estilos esquisitos”. Era a Wop Bop Discos e a Bossa Nova. Eu gravava meus discos e levava para o Aeroporto. Como o pessoal começou a gostar, os donos resolveram transformar uma área da casa em pista de dança. Surgia o Aeroporto Dancing Pub (1986). E eu assumi, pela primeira vez, as pick-ups como DJ. Em 1989, a casa foi reformada dando lugar ao Front 575, uma das principais casas alternativas de todos os tempos e que marcou época na região. Muita gente de São Paulo, vinha pra cá curtir nosso som. Desde então construí uma carreira como Dj alternativo e frequentemente participo de festas e eventos focados nesses estilos. Já são mais de três décadas dedicados à divulgação do som alternativo.

 

Zap – por fim: tem acompanhado bandas novas? Ou seu coração continua pulsando apenas pelos grandes nomes do passado do rocknroll?

 

Eduardo – Tenho sim, obviamente, rock bom não é apenas rock antigo, como muita gente infelizmente ainda acredita. Tem muitas bandas excelentes fazendo discos legais agora mesmo, procuro acompanhar e alguns artistas tem me chamado a atenção. Por exemplo, eu gosto do estilo de Lana Del Rey;  do duo feminino do Deap Vally; também me chamou a atenção a sonoridade do Dead Sara. Posso nomear mais alguns que, acredito sejam boas promessas como Dirty Sweet, The Temperance Movement e Weird Owl.

 

***A festa After Dark inaugura neste domindo, 11 de março, a partir das 7 da noite, na rua das Figueiras, 271, bairro Jardim, em Santo André. Todas as infos sobre a festa estão aqui: https://www.afterdark.net.br, e aqui também: https://www.facebook.com/events/104007773750759/.

 

 

A PRIMEIRA MUSA ROCKER DE 2018 É MESMO SENSACIONAL E INCRÍVEL: A LINDAÇA TATUADORA CRIS DIAS, WOW!

Nome : Ana Cristina Dias.

Idade: 36 anos.

Nasceu em: São Paulo.

Mora onde e com quem: Juquitiba (Grande SP), sozinha, porém do lado da casa da mamis.

O que faz: tatuadora e body piercer.

Três discos da sua vida: “Anthology” 1, 2 e 3 dos Beatles, “Simples de coração”, dos Engenheiros do Hawaíí, e “No need to argue”, do The Cranberries.

Três artistas ou bandas: Beatles, David Bowie e Humberto Gessinger.

Três livros: “Mulheres”, “Notas de um velho safado” e “Fabulário geral do delírio cotidiano”.

Dois autores: Bukowski e Neil Gaiman.

Três filmes: “Watchmen”, “Death Proof” e “Lost in translation”.

Três diretores de cinema: Quentin Tarantino, Sofia Coppola e Woody Allen.

Um show inesquecível: The Doors em 29/10/2004, no Credicard Hall (que agora é Citibank Hall). Na época eu era muito fã da banda. Chorei praticamente o show inteiro, mesmo tendo só dois integrantes originais da banda, Ray Manzarek e Robby Krieger.

Sobre situação política, social, cultural atual do Brasil: política é assunto que me dá preguiça, mas procuro me informar o suficiente pra não ser uma tapada e jogar meu voto fora. Culturalmente falando, acho que já tivemos momentos melhores, mas é arriscado falar sobre cultura, porque ainda prevalece o gosto pessoal de cada um, por mais duvidoso que possa parecer.

Como o blog zapper conheceu Cris: tanto o jornalista maloker quanto a gata tatuadora frequentavam o saudoso bar Astronete, no baixo Augusta. Foi então que numa noite de loucuragens rockers e alcoólicas, o zapper puxou papo com a moça, que foi super simpática com ele e passou a chamá-lo de “o rocker mais LOKER de todos”, hihihi. Desde então são amigos queridos e estas linhas virtuais adoram o fato de Cris ser, além de uma garota total rocknroll, também mega inteligente, culta e um doce de ser humano, sem a arrogância e a afetação que facilmente contaminariam a personalidade e o ego de uma jovem mulher tão bonita como ela é.

Pois chega de papo e agora podem se deleitar com o fodástico ensaio da nossa primeira super musa deste ano, com imagens registradas pelo fotógrafo Jonathan Despesi. Curtam sem moderação!

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Pensando se desvela seus segredos corporais…

 

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A perfeição pelo ângulo de trás

 

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A perfeição pelo ângulo lateral

 

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Minhas tattoos mostram que meu corpo e minha alma são rocknroll

 

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Enfim, parte do segredo revelado! “Deixem que uma fúria LEGÍTIMA tome conta de vocês!” (Charles Bukowski)

 

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“Amor é pros guitarristas, católicos e fanáticos por xadrez” (Charles Bukowski). Eu sou apenas uma garota algo sem pudor e com todo o ardor do mundo em meu coração e em minha pele com as marcas impressas do que realmente amo

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

***Disco: Uma década sem lançar um disco inédito. E vinte e cinco anos após tocar pela última vez com a formação que se reúne agora novamente, as Breeders lançaram este “All Nerve”, que saiu nos EUA no comecinho de março. Está longe de ser uma obra-prima como foi “Last Splash” (de 1993, e que estourou no mundo todo o mega hit “Cannonball”) mas é muito superior a qualquer disco que se lança no roquinho planetário atual. O cd se equilibra bem entre momentos mais tensos nas guitarras (comandadas pelas irmãs Kim e Kelly Deal, também responsáveis pelos vocais principais em todas as faixas) e “distensões” melódicas, com faixas com ambiências mais calmas. Tudo em enxutos 35 minutos de audição e onde músicas como “Nervous Mary”, “Wait In The Car” (o primeiro single de trabalho) e “Dawn: Making An Effort” poderão empolgar os velhos fãs. Interessou em ouvir a parada toda? O álbum está todinho aí embaixo. Enjoy!

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***Blog de textos poéticos bacana: é o “De Analgésicos & Opioides”, escrito pela amigona zapper Tatiana Pereira. Ela lida com sua paixão por letras, textos e poesia já há mais de duas décadas e prepara seu primeiro livro, que deve sair em breve. Enquanto não sai você pode se deliciar com o ótimo trabalho que ela produz aqui: http://www.deanalgesicoseopioides.com.br/.

 

***Baladenha boa: com o postão zapper sendo finalizado já na noite de sábado, 10 de março, fikadika: hoje tem nova edição da mega legal festa “Monstra”, no igualmente mega legal Clube VU, lá na Barra Funda (zona oeste de Sampa), sendo que todas as infos sobre estão aqui: https://www.facebook.com/events/165517827584612/. Beleusma? Vai lá e se joga, e quem sabe nos “trombamos” enquanto o zapper degusta uma gin Tonica.

 

 

“ESCADARIA PARA O INFERNO” EM PROMOÇÃO NO BLOGÃO, EM FINANCIAMENTO COLETIVO E À VENDA!

Yeeeeesssss! O primeiro livro do eterno jornalista loker/rocker segue em promoção aqui no blog. E para concorrer a um exemplar do mesmo basta ir no hfinatti@gmail.com e mandar um alô por lá pra gente, okays?

Mas se você quer MESMO garantir seu exemplar, anote: ele segue à venda na Sensorial Discos/SP (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa, fone 3333-1914) e na loja virtual do site da editora Kazuá, aqui: http://www.editorakazua.net/catalogo/escadaria-para-o-inferno-de-humberto-finatti. E você ainda pode ajudar no financiamento coletivo em torno dele, para arrecadarmos uma grana que nos permita fazer novas festas de lançamento do livro. Para isso, basta ir fazer sua doação aqui: https://www.kickante.com.br/campanhas/lancamentos-do-livro-escadaria-inferno. A firma fináttica agradece desde já quem colaborar, uia!

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E PARAMOS AS MÁQUINAS POR AQUI

Todo carnaval e todo post de blog rocker tem seu fim. O nosso é aqui e agora. Mas em breve voltamos novamente no pedaço, beleusma? Inté!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/3/2018, às 17hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL MONSTRO! Com atualização das notinhas da Microfonia (e onde você encontra novos vídeos e áudios do L7, do Wry, a estréia solo do ex-vocalista do Oasis, Liam Gallagher, e os caralho), mais entrevistas com os escritores e músicos Marcelo Viegas e Cassiano Fagundes etc (ufa!) – AGORA VAI e infelizmente com a mega tristíssima notícia na música mundial: SILÊNCIO GIGANTESCO no rock’n’roll com a morte do gênio Tom Petty, que se foi anteontem nos Estados Unidos; mais: em post especial sobre lançamentos de LIVROS dedicados à cultura pop e a música em geral (um mercado que, mesmo com a crise bravíssima que assola o triste bananão tropical, tem seu nicho de público e segue ativo), o blog zapper fala de alguns títulos que chegaram há pouco às livrarias; e também anuncia (finalmente e oficialmente!) orgulhosamente o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro volume escrito pelo jornalista eternamente rocker/loker (esse aqui mesmo, autor destas linhas poppers online, ulalá!) e que sai do forno em novembro! E ainda: como foi o showzaço do The Who (já a gig internacional de 2017 no Brasil?) em Sampa pela ótica não jornalística e sim de um FÃ da banda, em texto especial para este espaço rock virtual, comentários sobre o line up do Lollapalooza BR 2018, a morte de um gênio da imprensa mundial (ele mesmo, o fundador da revista Playboy, a que alegrou nossa existência com nudes incríveis das melhores BOCETAS da história da cultura pop) e mais isso e aquilo tudo que você sempre encontra por aqui! (postão mega AMPLIADO e finalmente FINALIZADO em 6/10/2017)

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O rock americano e mundial perde mais um gênio inesquecível: Tom Petty (acima) se vai mas deixa para sempre uma obra musical gigante e que ainda irá embalar muitas gerações rockers; as mesmas gerações que não irão precisar esperar tanto para ler “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro escrito pelo jornalista musical autor destas linhas poppers virtuais (abaixo: Zap’n’roll na sede da editora Kazuá, ao lado de Evandro Rhoden, o dono da empresa, e a capa do tomo, que será lançado agora em novembro)

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MICROFONIA, PARTE II

(reverberando a cultura pop no rock, em filmes, livros e discos)

(com ampliação e finalização das notas na sexta-feira, 6 de outubro de 2017)

***IDA A BELZONTE – yep. Há algum tempo já sem sair de Sampa pra acompanhar de perto outras cenas musicais legais espalhadas por este Brasil afora (e os motivos pra diminuição desses rolês são vários, mas basicamente podem ser resumidos em dois: a) todo mundo está quebrado no país e diminuíram drasticamente os convites ao site/blog zapper pra cobrir eventos fora de Sampa, mesmo porque quase ninguém está com grana pra produzir eventos; e b) a indie scene nacional meio que está quase total morta, não? Sobram bandas, sempre, mas falta QUALIDADE a elas e quem se interesse por elas, simples assim), Zap’n’roll vai dar um “pulinho” até a capital dos mineiros na próxima semana. Vai passar o feriadão prolongado por lá (e aproveitar pra se encontrar com duas das mineiras mais lindas, gatas, rockers e queridas que o autor destas linhas bloggers tem como amigas atualmente, as morenaças Juliana Marta e Thays Karolinne, duas doçuras como seres humanas) pra conferir algumas bandas locais e se inteirar da movimentação rock’n’roll na capital de Minas Gerais. E se achar interessante o que ver e escutar o blog irá comentar aqui na sequencia, claaaaaro. Então fiquem (e fiquemos) atentos aos sons sempre bacanas que vêem lá das Gerais.

 

***ESTRÉIA SOLO DO LIAM – yeeeeesssss! O caçula dos manos Gallagher e que um dia cantou à frente do saudoso Oasis, enfim voa solo. E mostrou para o mundo nessa sextona em si sua estréia individual, o álbum “As You Were”, que o site zapper ainda vai ouvir com calma e depois comentar aqui, pode esperar. Mas se você NÃO agüenta esperar, já pode escutá-lo aí embaixo.

 

***A VOLTA DO L7 – uma das grandes bandas da era grunge, o quarteto feminino americano L7 anunciou nas redes sociais seu comeback aos estúdios de gravação após ficar dezoito anos sem gravar material inédito. Este espaço rocker virtual sempre tem o pé atrás com grupos que ficam séculos hibernando e, de repente, resolvem sair da tumba pra gravar e tocar ao vivo novamente. O resultado geralmente não é nada bom. Mas no caso das meninas (ou tiazonas atualmente, já que todas elas estão com mais de cinquentinha de idade nas costas), que fizeram um show absolutamente DEMOLIDOR no Brasil em 1993 (no finado e saudoso festival Hollywood Rock, na mesma edição que trouxe na mesma noite em que elas se apresentaram também o Nirvana, e o zapper loker/rocker estava na gig, claro), talvez dê pra esperar um novo disco bacanão. Ao menos a primeira faixa que elas divulgaram do disco vindouro (e cujo áudio está aí embaixo) é uma cacetada esporrenta, como não se vê sendo feita pelas bandinhas bundinhas atuais. Isso aê: se a pirralhada nova não mostra competência em serviço, os VELHOS (ou velhas, no caso) mostram, uia!

 

***NOVO DO WRY EM 2018 – sim, o já clássico quarteto indie guitar sorocabano (dos melhores nomes do rock BR das últimas duas décadas), sempre liderado pelo queridão vocalista e guitarrista Mario Bross (dileto amigo zapper de anos já também), anunciou seu novo trabalho de estúdio para o ano que vem, e que deve sair pela carioca Deck Disc. Como prévia deste novo cd a banda lançou na web esta lindíssima balada (que você pode ouvir e ver aí embaixo), e que ganhou igualmente vídeo belíssimo e bucólico, bem de acordo com a melodia da música (suave, introspectiva e onde Mario deixa sua guitarra um pouco de lado para centrar fogo nos teclados). Fora que o vídeo ainda conta com a participação especialíssima da liiiiindaaaaa modelo e atriz Duda Caciatori, dileta amiga deste espaço online desde que ela era uma pós-adolescente recém chegada a Sorocaba (Duda nasceu em Santa Catarina). No Wry este site/blog sempre bota fé. E tem certeza de que vem discão por aí!

 

***FREJAT EM SAMPA – o finde (já estamos na noite de sextona em si) promete em Sampalândia. Após tocar na última edição do Rock In Rio o ex-vocalista e guitarrista do Barão Vermelho (ou será ele um eterno barão? Rsrs) se apresenta na capital paulista neste finde, na Tom Brasil. E o blog vai lá já que foi convidado pelo empresário do cantor (queridíssimo amigo deste blog há séculos), o chapa Rafael Borges, a ir curtir a gig. E se você também se interessou, todas as infos sobre o show estão aqui: https://www.facebook.com/events/429038194158029/.

 

***ARTE DEGENERADA ATACA! – e no domingão em si tem mais: a mui legal editora paulistana Kazuá (e que lança mês que vem a primeira incursão literária do jornalista maloker) vai promover o evento chamado Festival da Arte DEGENERADA. Isso mesmo: uma série de atividades culturais que irão ter início no meio da tarde na sede da editora e se estenderão pelas ruas próximas com sarau literário, shows musicais (como a apresentação do trio Psychotria, que também vai tocar na festa de lançamento do nosso livro) e muito mais. É a forma que a Kazuá e todos os que estão ligados a ela (como agora nós também estamos) encontrou de enfrentar essa calhorda, cretina e caretaça mega onde neo conservadora de extrema direita que ameaça todo o país. E que também ameaça tolher a liberdade artística e de expressão. De modos que o site/blog zapper convida todo o seu leitorado de Sampa a ir lá e prestigiar, okays? Mais infos aqui: https://www.facebook.com/events/279018369259110/.

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***E FIM DE PAPO! – chega, néan. Microfonia atualizada e ampliada, postão monstrão no ar (com mais de cinqüenta mil caracteres de texto, wow!) e final de semana chegou novamente. Então Finaski vai parar por aqui, sendo que iremos voltar com novo post assim que possível e quando assuntos realmente relevantes na cultura pop assim o exigirem de nós, uia! Beleusma? Então ta! Até a próxima e desde já ótimo feriadão semana que vem pra toda a galere que nos acompanha. Até!

 

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop no rock, em filmes, livros e discos)

***Beleza? Postão zapper entrando no ar já no meio da semana. De modos que até o final desta mesma semana iremos ampliando e atualizando as notas aqui da seção Microfonia, ok?

 

***Sobre o Lollapalooza BR 2018 – Pois como sempre o blog zapper é honesto, rigoroso e imparcial nas suas análises musicais, também iremos ser nesse caso – e olha que já xingamos bastante o festival que rola em Interlagos, em suas últimas edições. Posto isso, estas linhas rockers virtuais estão quase achando que a edição de março vindouro é a MELHOR do Lollapalooza nos últimos anos. Ainda que não tenha Radiohead tem muita coisa decentíssima ali – e as tranqueiras de sempre também, óbvio. Começando pelo que vale a pena: Pearl Jam, sim mais uma vez. Pra quem nunca conseguiu assistir, é imperdível e showzaço, sempre. Vimos três vezes já e na última (no próprio Lolla, na edição de 2013) chegamos a chorar em alguns momentos da gig, de tão emocionados que ficamos. Fora a turma do Eddie Veder Tb vai ter Liam Gallagher, Lana Del Rey (wow!), Royal Blood (wow!!), The National (wooooowwwww!!!) e até o velho homem dos Talking Heads, mr. David Byrne. Yep, e ainda vai ter o pavoroso The Killers (talvez a banda mais insuportável a ter surgido na indie scene americana dos anos 2000’), o LCD Soundsystem (que muita gente igual ao “brogui” sem noção Pobreload superestima demais, e este blog não vê a menor graça no som feito pelo “gênio” James Murphy) e até o Red Hot Chili Peppers, que acabou de tocar no Rock In Rio. Na ala nacional? Muita coisa boa pra se conferir também: Tiê, nossos queridões do Vanguart, Plutão já foi planeta e… PORRAN, o incrível Luneta Mágica de Manaus, sensacional formação indie/MPB/psicodélica meio que descoberta por Zapnroll há três anos e que agora merecidamente irá mostrar seu som pra um grande público em Sampa. Claro, o Lollapalooza vai continuar tendo seus enormes defeitos já mostrados nas edições anteriores: ingressos a preços extorsivos, público coxinha mais interessado em aparecer, ver e ser visto, tirar selfies e ficar se distraindo no parque de diversões que será montado no autódromo, ao invés de prestar atenção na MÚSICA que irá rolar nos palcos. Mas mesmo com tudo isso nos arriscamos a dizer que o festival paulistano será muito melhor que o Rock In Rio. E essencialmente mais… rock no final das contas. Bora então selecionar as atrações que mais valem a pena e se programar desde já pra ir para o longínquo (e ponha longínquo nisso…) Interlagos em março de 2018.

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As atrações do Lollapalooza BR 2018: talvez o melhor line do festival em suas últimas edições

 

***E logo menos, como já dissemos aí em cima, entram mais notas aqui no Microfonia. Mas agora vamos pros tópicos em si do postão, começando com nossa homenagem a um dos maiores gênios da história do rock americano e que infelizmente partiu no último final de semana.

 

 

TOM PETTY E SEUS CORAÇÕES PARTIDOS IRÃO ACALENTAR PARA SEMPRE NOSSAS ALMAS COM SUAS LINDAS, INESQUECÍVEIS E PODEROSAS CANÇÕES

A morte, que nunca manda recado, veio e levou anteontem, segunda-feira, 2 de outubro de 2017, Thomas Earl Petty, um dos sujeitos mais gente fina e um dos músicos, compositores e cantores mais geniais surgidos na história do rock americano em todos os tempos. Tinha 66 anos de idade. Foi fulminado por um “heart attack” no último domingo. Chegou a ser socorrido e levado para um hospital. Mas sua atividade cerebral já havia cessado o coração era mantido em funcionamento por aparelhos. Ontem à noite o cantor foi enfim declarado oficialmente morto pelo seu empresário.

Zap’n’roll conheceu Tom Petty (seu nome artístico) ainda na adolescência, lá pelos 17 anos de idade. Mas se tornou mega fã e admirador da obra musical dele bem mais tarde, quando tinha seus 26 e já trabalhava como jornalista na área musical – naquela época, especificamente na editoria de cultura da revista IstoÉ (que naquele tempo, 1989, era sensacional e não o LIXO editorial na qual ela se transformou nos dias atuais). Era abril de 1989 e Tom, então quase um quarentão, lançou seu primeiro disco solo, sem a banda (os Heartbreakers) que o acompanhava desde 1976, quando o grupo estreou em disco. A essa altura ele já tinha uma trajetória ultra respeitada pela critica rock americana, um séquito enorme de fãs e sete álbuns lançados.

Mas foi “Full Moon Fever”, seu primeiro vôo solitário e lançado naquele abril de 1989, que marcou para sempre o autor do site zapper em relação à sua música. Não que os outros trabalhos lançados por ele fossem ruins ou medianos (muito longe de ser, Petty sempre primou por uma grande criatividade e rigorosa qualidade nas suas composições). Mas “Full Moon…”, mesmo lançando mão de todos os procedimentos musicais (rock de raiz classudo, country music e rock sulista com primor nas melodias e riffs, além de estrutura melódica ultra radiofônica e capaz de sensibilizar até o mais duro dos corações) que já haviam consagrado Tom Petty como músico, cantor e letrista, ainda assim colocou de joelhos público e jornalistas, pela beleza imensurável de suas canções primorosas e perfeitas. Os rocks eram afiadíssimos, poderosos e dançantes. As baladas então… de despedaçar qualquer alma.

Foi o LP enfim (sim, naquela época era LP e tivemos “Full Moon Fever” em vinil) que tornou definitivamente Petty um dos gigantes do rock mundial de então – o álbum vendeu milhões de cópias no ano de seu lançamento, foi parar no topo da lista dos mais vendidos da Billboard e seus hit singles chegaram a tocar sem parar em todas as rádios do planeta (Brasil incluso) e na MTV. Afinal, quantos discos você conhece que abrem com duas canções MONSTRO (na sua beleza sonora) como “Full Moon…” abre? Sim, estamos falando de “Free Fallin” e “I Won’t Back Down”. Duas músicas que já se tornaram mega clássicos do cancioneiro pop norte-americano.

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O cantor, compositor e guitarrista americano Tom Petty (acima) e uma das suas obras gigantes, o álbum “Full Moon Fever” (abaixo): não existe mais discos nem gênios assim no rock dos anos 2000′

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E como se não bastasse tudo isso Tom ainda era ótima praça e gente finíssima. Daqueles sujeitos sempre gentis ao máximo, engajado em causas sociais, com zero de arrogância e ego, total pé no chão como artista. Era aquele tipo de cara que você queria ter como cunhado ou irmão mais velho (ou novo).

E foi esse sujeito bacaníssimo e músico inigualável (que no auge de sua carreria também participou do super grupo Travelling Wilburys junto com George Harrison, Bob Dylan e Roy Orbison)  que dona morte tirou de nós no final da noite de ontem, sendo que ele ainda estava em plena atividade na sua trajetória musical (tinha acabado de fazer uma turnê super bem sucedida pelos EUA, baseada no seu derradeiro trabalho de estúdio, o muito bom “Hypnotic Eye”, lançado há três anos). Assim como ele já se foram David Bowie, George Michael, Prince, Michael Jackson, Lemmy Kilmister, Scott Weiland, Kurt Cobain e outros gênios da história do rock e da música pop. E a cada vez que um gênio desse porte se vai o mundo fica ainda mais vazio de idéias do que já está. Aos poucos a arte contemporânea (música, literatura, cinema, o que for) vai perdendo o que resta de relevante nela. E a tendência é que fiquem apenas escombros nesse planeta já tão miseravelmente devastado por ignorância, violência, miséria social, bestialidade e boçalidade. Renato Russo estava coberto de razão quando dizia que “a ignorância é vizinha da maldade”. Com artistas que realmente importaram e impactaram nossas vidas morrendo aos poucos, o que restará para a humanidade celebrar musicalmente daqui a 20 ou 30 anos? Nada, provavelmente.

Vai na paz, Tom. Nem sabemos se iremos nos encontrar por aí algum dia, em alguma outra estação – taí, não o assistimos ao vivo e gostaríamos de ter visto um show seu. Mas se essa estação existir de fato, você já está animando a todos por aí com seus rocks e baladas imortais. Sim, suas canções serão para sempre imortais. E te agradecemos de coração por ter feito a trilha sonora inesquecível de muitos momentos da vida deste Finaski e de milhões de pessoas pelo mundo afora.

 

TOM PETTY AÍ EMBAIXO, NO CLÁSSICO IMORTAL “FULL MOON FEVER”

 

E NO VÍDEO DE “FREE FALLIN”

 

DEMOROU MAS FINALMENTE VAI SER LANÇADO: EM NOVEMBRO CHEGA “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA MAIS LOKER DA HISTÓRIA DA IMPRENSA MUSICAL BRASILEIRA

Yep. Foram mais de trinta anos atuando no jornalismo cultural e musical brasileiro e paulistano, com passagens por redações de grandes jornais e revistas (Somtrês, IstoÉ, Bizz, Interview, Rolling Stone, Estadão, FolhaSP, Jornal Da Tarde, Gazeta Mercantil etc.). Período (iniciado em 1986 e que perdura até os dias atuais, só que agora cuidando da parte editorial da ONG Associação Cultural Dynamite, além de editar este site/blog) em que o jornalista eternamente rocker e muitas vezes completamente loker colecionou zilhões de estórias absolutamente malucas ao longo de uma trajetória onde Zap’n’roll entrevistou muita gente conhecida (no rock BR e gringo), foi a centenas de shows, festas, eventos, baladas e, claaaaaro, enfiou os dois pés na lama sem dó nem piedade em sexo e drogas variadas. Foi quando percebeu que, ao recordar essas estórias e sempre que as dividia com amigos, o autor deste espaço virtual tinha um vasto material para compor um livro interessantíssimo no final das contas. Opinião compartilhada por quem escutava os relatos quase surreais e insanos apresentados pelo zapper. “Wow, você precisa escrever um LIVRO! E que pode virar até um FILME!”, era o que mais ouvíamos quando contávamos nossas aventuras (ou seriam desventuras? Rsrs) ao longo de três décadas.

Pois essas aventuras finalmente foram reunidas em um volume e agora irão chegar ao conhecimento do público consumidor de livros. Com lançamento pela editora Kazuá e marcado para o dia 25 de novembro (último sábado do mês e, por acaso, véspera do aniversário do jornalista zapper), “Escadaria para o inferno”, nossa primeira aventura literária, reúne vinte estórias envolvendo aquele que é considerado por muitos de seus colegas como o jornalista mais junkie e maluquete da história da imprensa cultural brasileira. Sendo que na verdade havia (ou há) ainda outras dezenas de episódios que acabaram ficando de fora do livro, já que o autor preferiu se concentrar naqueles que mais chamam a atenção pelos personagens envolvidos nas estórias. Assim há capítulos engraçadíssimos e contando as confusões nas quais o sempre e legitimo gonzo Finaski se meteu. E que o fez perder shows de Paul McCartney e Nação Zumbi, discutir (literalmente, quase partindo para a briga) com nomes como John Lydon e Lobão, ficar doidão de cocaine durante entrevista com o vocalista Nasi (do grupo Ira!), se transformar momentaneamente em “avião” de drogas de músicos da banda de hard rock alemã Scorpions e também do músico americano Evan Dando (do grupo Lemonheads), e até “salvar” o apresentador de TV e vocalista da banda punk Ratos Do Porão, João Gordo, do vicio dele em crack, ulalá!

Há uma grande dose de humor negro perpassando todo os capítulos de “Escadaria para o inferno”. Mas o conteúdo do livro também desvela um lado bastante sombrio, traumático e trágico dessa trajetória fináttica pelo submundo do jornalismo musical nacional. É quando o volume foca no período em que o jornalista fumou crack, um vício que consumiu quase uma década de sua existência. Um livro corajoso enfim. Sem moralismos hipócritas, sem preconceito de qualquer espécie. E muito divertido no final das contas, e que encontrou na editora Kazuá (um modesto selo paulistano mas que trata com cuidado e apuro gráfico, artístico e editorial cada um de seus lançamentos) seu “lar” ideal. Dirigida por Evandro Rhoden (um gaúcho quarentão formado em Filosofia e com paixão gigantesca por cinema), a Kazuá procura focar seus lançamentos na área da poesia. Mas também gosta de literatura subversiva/transgressiva, como é o caso do tomo escrito pelo autor do blog zapper. “Confio no livro. E também no autor dele”, disse Evandro quando assinamos com a editora o contrato de publicação de “Escadaria para o inferno”.

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Zapn’n’roll na sede da editora Kazuá (acima), assina o contrato de lançamento de “Escadaria para o inferno” (abaixo, sendo observado pelo dono da editora, Evandro Rhoden), primeiro livro do jornalista musical; o volume chega às livrarias mês que vem

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Então finalmente ele está a caminho, após três anos da sua conclusão. E chega às livrarias em novembro. Sendo que no dia 25 daquele mês, sábado, haverá festa de lançamento e noite de autógrafos da obra na sempre bacaníssima Sensorial Discos SP (lá na rua Augusta, região dos Jardins), com shows das bandas Psychotria, Jonnata Doll & Os garotos solventes (fazendo set acústico) e Jenni Sex. E ainda DJs set (no lounge) dos super DJs e amados André Pomba e Vanessa Porto.

Todos estão convidados a comparecer. Inclusive a matilha de cães fakes e covardes que há anos latem no painel do leitor do blog, dizendo que o livro jamais iria ser lançado. Pois então: a hora de “Escadaria…” finalmente chegou. Agora a cachorrada covardona pode latir à vontade com mais força ainda, rsrs. E depois passar na Sensorial pra tomar uma breja por nossa conta. A gente paga, ahahahaha.

 

E MESMO COM O PAÍS ATOLADO NA CRISE DO GOVERNO GOLPISTA DE MERDA, O MERCADO DE LIVROS MUSICAIS MANTÉM UM PÚBLICO FIEL

País com população historicamente pouco afeita ao habito da leitura, o Brasil nem de longe possui um dos mercados literários mais relevantes do mundo. Pra piorar ainda mais as vendas no setor, a crise econômica e política pela qual atravessa o triste bananão tropical há três anos (graças ao desgoverno golpista e sujo instalado em Brasília e comandado pelo PIOR CRÁPULA que já ocupou a cadeira de presidente do Brasil), reduziu um pouco mais ainda as vendas, os investimentos em novos autores, a abertura de novas editoras e os lançamentos de novos títulos editoriais.

Mas nem tudo ficou ou está perdido, afinal. E muito curiosamente um determinado nicho do mercado editorial continua sobrevivendo e resistindo heroicamente aos tempos ultra sombrios pelos quais a cultura nacional está passando: o de livros dedicados a assuntos musicais – notadamente o de biografias sobre bandas e artistas solo. Somente nas últimas semanas chegaram ao mercado ao menos quatro novos títulos editoriais voltados a temas musicais. “Apenas um rapaz latino americano”, biografia do recentemente falecido cantor e compositor gigante da MPB que foi Belchior, foi escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros (amigo destas linhas bloggers musicais há três décadas) e lançada pela novíssima editora Todavia. Já “Ondas Tropicais”, de autoria da dupla Claudia Assef e Alexandre de Melo e publicado pela editora Matrix, conta a trajetória da radialista e DJ Sonia Abreu (também dileta amiga pessoal zapper há décadas), que inclusive é descrita no tomo como “a primeira DJ do Brasil”. Não só: tem também “Ouça este livro”, do músico, produtor e pesquisador musical Cassiano Fagundes (mais um querido amigo destas linhas rockers online e que toca até hoje num dos melhores nomes do indie rock nacional na última década e meia, o grupo curitibano Bad Folks), e cujo volume foi editado pelo pequeno selo paranaense Barbante. Trata-se de um compêndio reunido por Fagundes onde ele desvela histórias curiosíssimas e bizarras envolvendo nomes lendários do rock’n’roll, como David Bowie, Rick Wakeman etc.

Há, portanto, espaço, mercado editorial e, principalmente, público para esse tipo de livro? Na opinião de Marcelo Viegas, sim. Ele que durante quatro anos, foi o editor responsável pela publicação dos livros lançados pela editora paulista Ideal (e que editou, entre outras dezenas de títulos, a biografia de Ian Curtis, o lendário e suicidado ex-vocalista do finado Joy Division), detalha muito bem sua visão deste mercado, em bate-papo com Zap’n’roll: “Sim, há um público interessado nesse tipo de literatura, mas é como você mesmo disse: trata-se de um nicho. E, como tal, deve ser entendido e abordado de acordo com as suas características. A boa notícia é que um dos mantras do mercado editorial versa justamente sobre essa necessidade de encontrar e trabalhar um nicho (de preferência um nicho que você conheça bem). Muitos profissionais dessa área insistem que o futuro das editoras passa justamente por essa capacidade de eleger um nicho e direcionar o seu foco editorial nesse sentido”.

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O autor do blog zapper ao lado do seu parça e jornalista Jotabê Medeiros, no lançamento da biografia do cantor Belchior (acima); abaixo o escritor e ex-editor de livros Marcelo Viegas, com seu primeiro livro: ele acha que hoje há mais espaço para volumes falando de assuntos musicais do que havia anos atrás

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Viegas, que também acaba de lançar seu próprio livro (“Então – coletânea de entrevistas sobre música, skate e arte”, edição do autor), vai mais longe: “Na minha opinião esse mercado (dos livros de música) ainda tem muito pra crescer. Se você comparar com alguns anos atrás, a diferença é perceptível: antes, havia meia dúzia de livros de música disponíveis em edições brasileiras; hoje, as prateleiras das livrarias estão repletas de bons títulos, desde coisas mais mainstream até títulos mais alternativos”.

Um dos modos (não o único, claro) de manter esse “nicho” de mercado editorial ativo e funcionando bem, segundo Marcelo (que além de editor de editora também já foi dono de loja de discos, vocalista de banda de rock e até proprietário de selo musical), é cada autor de um novo livro cuidar pessoalmente de todas as etapas atinentes ao mesmo. “O meu livro foi uma tentativa de botar a mão em todas as etapas do processo, no velho e bom esquema do “faça você mesmo”. Atuei como autor, editor, publisher, cuidei do marketing, redes sociais, assessoria de imprensa, distribuição e financeiro. Foi uma espécie de laboratório complementar ao MBA em Book Publishing que estou fazendo”, explica ele. “Pela natureza insana da empreitada, sabia que seria inviável trabalhar com uma tiragem grande. Por isso, optei por fazer apenas 300 exemplares. Como já tive selo musical nos anos 1990 (Short Records), isso também serviu como lembrete das dificuldades de escoar os famosos mil discos. Não queria cometer os erros do passado e ficar olhando para as caixas de livros aqui em casa. Disse pra mim mesmo: “menos é mais”. E coloquei o livro na rua”, completa.

De modos que, mesmo com todo o terror econômico, político e CULTURAL pelo qual estamos passando (mais abaixo, nesse mesmo postão, iremos comentar sobre a onda ultra reacionária e conservadora da extrema direita e de parte da ogra e completamente bestializada e boçal sociedade brasileira, que agora se volta contra exposições de arte e intervenções artísticas em museus, como a que aconteceu semana passada no MAM SP, e que causou enorme discussão e ataques de fúria conservadora nas redes sociais) nesse momento, traz alguma satisfação a este espaço online de cultura pop a constatação de que, sim, o mercado editorial voltado ao mundo da música, ainda possui um público leitor fiel e que compra livros. Menos mal. Sinal de que a Idade das Trevas ainda não dominou completamente este triste bananão tropical. E que ainda há alguma esperança no final do túnel para estes tempos mega sombrios que estamos vivendo.

 

 

BATE PAPO COM CASSIANO FAGUNDES, AUTOR DE “OUÇA ESTE LIVRO”

Além de agora também ser escritor o músico Cassiano Fagundes é pesquisador, tradutor e um dos músicos mais atuantes na cena rock independente da região sul brasileira na última década e meia. Ele é um dos fundadores, inclusive, de uma das bandas do coração destas linhas rockers online, o curitibano Bad Folks, uma das formações mais legais da capital paranaense dos anos 2000’.

No bate-papo abaixo Cassiano fala sobre seu primeiro lançamento literário e também sobre o momento atual do mercado editorial voltado para livros cujo assunto é o nosso sempre amado rock’n’roll.

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O músico, tradutor, pesquisador e agora também escritor Cassiano Fagundes, e seu primeiro livro: estórias bizarras e engraçadas envolvendo rockstars, para ampliar um mercado editorial (o de livros sobre música) que continua resistindo à crise

 

Zap’n’roll – A idéia do seu livro é muito legal. Contar estórias algo bizarras envolvendo nomes conhecidos da história do rock, associando a essas estórias uma play list de sons que o leitor pode ir atrás pra se deleitar. Como surgiu a idéia desse formato editorial, afinal? E como foi que você fez a pesquisa pra reunir tanto as estórias quanto as play lists?

 

Cassiano Fagundes – O livro nasceu de meu trabalho em um portal de música da GVT, o PMC. Trabalhei dois anos lá, programando a rádio, resenhando discos e escrevendo notícias sobre música. Também fazia uma coluna sobre histórias, aventuras e desventuras de personagens do mundo da música pop. Esse foi o ponto de partida.

 

Zap – Você é músico também, e há anos milita na cena indie nacional, já tendo participado de vários grupos como o ótimo Bad Folks, por exemplo. Em quais bandas toca hoje em dia? Está muito difícil viver na cena musical alternativa atualmente?

 

Cassiano – Desde o Bad Folks, muita coisa rolou. Em 2008, montei o Cassim & Barbária em Floripa, com músicos experientes do indie catarinense. Essa banda foi longe, literalmente: Fizemos duas turnês na América do Norte. Uma delas, de 11 mil KM pelo continente, tocando com bandas de todos os cantos do mundo, em festivais como o SXSW e Pop Montreal. Depois, tocamos em festivais no Brasil, na Argentina e ajudamos a estruturar um circuito indie catarinense, que acabou não se consolidando por causa das dificuldades inerentes de se morar em um país complexo como o nosso. O Cassim & Barbária lançou 3 discos, tocamos com alguns de nossos ídolos (Faust e Damo Suzuki, do Can) e fizemos muito barulho. Mas é difícil fazer isso baseado em Floripa, sobretudo depois de tudo que já fizemos no meio independente, com pouco ou nenhum retorno material, ainda que com bastante satisfação artística. Estamos voltando a ensaiar e vamos lançar disco e shows em 2018. Em 2010 fiz a trilha sonora da peça “A Vênus das Peles”. O espetáculo baseado no texto de Sascher Masosch, que deu origem ao termo “masoquismo”, pediu um som bem sombrio, o que consegui influenciado pelo Kristjoff Komeda (trilhas dos filmes do Roman Polanski, como A Dança dos Vampiros). A peça fez duas temporadas no Teatro Guairinha, de Curitiba. Em Curitiba, em 2012, montei o Cacique Revenge com a Andreza e a Babi do The Shorts, mais o Rafa Martins que tinha tocado no Copacabana Club, e o André Tobler, um punk velho da cidade muito famoso por aquelas bandas por fazer uma percussão muito estranha. Essa foi uma das melhores coisas que fiz na vida: Jorge Ben com Sonic Youth e Fela Kuti. Mas tivemos que colocar a banda na geladeira depois de gravar um EP muito legal produzido no estúdio Ouié em Floripa (onde por causa dessa gravação, o Audac gravou com o produtor americano Gordon Raphael (Strokes) – o estúdio fica literalmente em uma praia, e tem dezenas de geringonças vintage que fazem tua banda soar muito bem). O Cacique Revenge era parte de um projeto chamado Desfiles Fantastique, que montamos com a artista Lisa Simpson – amplificamos sua máquina de costura e eu manipulava o som, que se combinava com a banda, enquanto Lisa costurava roupas de modelos na corpo delas, no palco. Em Floripa fiz um som também com o inglês Rob Williams, mais o Xuxu, que tocava comigo no C&B, e Gerson, baterista do Mar de Quirino, banda lendária do sul da ilha. O nome era The Cassberts. Rob era um cara do britpop de verdade. De volta a Floripa em 2014 para um Mestrado e um Doutorado em Estudos da Tradução, gravei um disco novo com o Cassim & Barbária e montei uma banda com meu orientador italiano e meu parceiro musical ítalo-argentino (Jeronimo Gonzalez) que fazia versões alternativas para clássicos e lados B da música italiana, e gravamos até Bowie em Italiano. E agora, estou lançando o DON, que é uma espécie de som para replicantes tropicais, baseado no Tao e na fase Berlin de Bowie com Iggy. Não sei o que dizer sobre a cena indie brasileira. Acho que, salvo raras exceções, falta profissionalismo e sobra talento, mas sempre foi assim. O Brasil não é o único país onde fazer música independente é uma coisa difícil – talvez só haja mais respaldo e caminhos mais bem traçados nos países anglófonos, embora até neles, a coisa não seja nem um pouco fácil. Minha postura sempre foi a de ser um artista que usa a música como uma de suas ferramentas de expressão e construção de sentidos. Por isso, nunca quis entrar numa de vida de músico, levar banda para viver em SP e fazer circuito de casas, de imprensa, beija-mãos e tudo isso. Mas creio que se você quer crescer como artista na cena indie, tem que botar o pé na estrada e fazer toda a via crucis o tempo inteiro, e viver isso 24 horas por dia, todos os dias da semana. Poucos fazem isso. Tocar em banda de rock no Brasil virou uma espécie de futebol de fim de semana de jovens de classe média. Dos poucos que ainda curtem rock, claro. Não é à toa que os Boogarins são os Boogarins: o som é bom, mas a postura profissional e a atitude são melhor ainda. Isso falta no Brasil, e sempre faltou. As pessoas em nosso país bizarro dão muito valor à fama, à notoriedade, a fazer cena, e esquecem o conteúdo, que se consegue com ensaio, show, ensaio, show, composição, referência. Para fazer música boa você tem que ter referências, investigar sons, conhecer estéticas, bandas do estilo no qual se propõe se alicerçar. Não vejo isso acontecer. O resultado é um monte de banda soando exatamente como as bandas hype anglófonas do momento. Daí, prefiro a cena argentina, exatamente por haver lá uma ideia de se buscar originalidade a partir de referências. Basicamente, o que sempre faltou na cena indie brasileira foi profissionalismo e conhecimento estético. E humildade. O cara começa a aparecer um pouco mais, e já age como pop star. Até alguns jornalistas ligados à cena agem como reis de meia pataca – você felizmente não é um deles e nunca foi, e sua autenticidade sempre me chamou a atenção! Convivi com artistas famosos que depois de uma sessão de autógrafos recolhiam as latas de cerveja que tinham bebido e as levavam no lixo, limpavam a mesa, e falavam com todo mundo de igual pra igual. Em festivais como o SXSW, tem banda que acabou de tocar pra 500 pessoas que desce do palco e vai vender CD e falar com o público numa boa. Aqui no Brasil, só vi o Boogarins fazerem isso até hoje. Sou muito fã deles – mais da atitude do que do som, mas eles são o que as boas bandas brasileiras da cena indie deveriam ser.

 

Zap – Há espaço, na sua visão, para um livro como o seu em um mercado editorial como o brasileiro onde a crise econômica também atingiu em cheio? Há um público especifico na sua opinião para esse tipo de literatura? Foi complicado achar uma editora que se dispusesse a viabilizar o projeto?

 

Cassiano – Há espaço, mas ele é limitado, como tudo relacionado a esse universo de música. Mas isso nunca foi uma preocupação. Na verdade, fiquei surpreso pela recepção do Ouça Este Livro. Todos os tipos de pessoas estão o lendo e curtindo as playlists. E em relação à editora, foi ela quem me fez a proposta de fazê-lo e lançá-lo. O mérito é mais da Editora Barbante que meu.

 

Zap – Qual foi a tiragem do livro? E como está sendo a repercussão dele em termos midiáticos e de venda?

 

Cassiano – A tiragem é de 500 livros. Tivemos alguma repercussão nas duas cidades onde já lançamos (Curitiba e Floripa). Ele vendeu bem nos lançamentos, e agora vamos fazer algo em outras cidades também.

 

Zap – pra encerrar: cite cinco bandas ou artistas da sua vida, hehe.

 

Cassiano – Só cinco? Sacanagem. Amanhã, ela muda. Mas vamos lá:

1 – Joy Division

2 – Bob Dylan

3 – Can

4 – Buffalo Springfield

5 – Suicide

 

 

ROCK NO SESC POMPÉIA COM O FAR FROM ALASKA

Yep, lá fomos nós (estas linhas rockers bloggers e o brother, amigão e ótimo fotógrafo Jairo Lavia) conferir a gig do quinteto Far From Alaska (que é de Natal/RN mas já ficou residência em Sampa há algum tempo) na choperia do SESC Pompéia, na última quinta-feira. Noite propícia pra um show de rock: garoa e 19 graus na capital paulista (delícia!), a choperia do Pompéia é dos melhores locais para shows de Sampalândia e a dupla tinha curiosidade em assistir a banda ao vivo – o blog perdeu a apresentação deles há cerca de dois meses no festival Circadélica, em Sorocaba, porque chegamos atrasados ao local onde os grupos estavam se apresentando.

O FFA já existe há cinco anos. Gravou dois bons álbuns de estúdio (o mais recente saiu há cerca de um mês), angariou simpatia da crítica musical e da mídia rock mais alternativa (ou do que resta dela). Com isso angariou também um bom séquito de fãs – havia cerca de 300 deles lá no SESC (ok, os ingressos nas unidades da entidade possuem valores sempre bem em conta para qualquer bolso), isso numa quinta-feira de tempo feio em SP. Entre estes dezenas de garotas rockers bonitinhas e gostosonas com visual caprichado, cabelos descoloridos etc. Na ala masculina (a maioria bem pirralha ainda), muitas t-shirts de bandas e tênis nos pés. E, sim, o grupo já andou tocando nos EUA e na Europa, e por aqui em festivais grandões como o Lollapalooza BR.

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A vocalista e a tecladista do grupo Far From Alaska, em show semana passada na choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo: em disco a banda é muito boa, mas ao vivo… (foto: Jairo Lavia)

Mas… e o som? Foi aí que o bicho pegou. O quinteto já mostrou que funciona bem em estúdio, que tem competência instrumental, peso nas músicas (se for pra definir a sonoridade do conjunto,  o blog zapper diria que se trata de uma colisão frontal entre Queens Of The Stone Age com Primal Scream, temperado com riffs de guitarras hard rock) e que seus músicos também são bons – destaque seja feito para a vocalista Emmily Barreto, que canta com um inglês PERFEITO (no sotaque e na pronúncia). Mas algo não funcionou lá no SESC, tanto que tanto este jornalista quanto Jairo saíram algo decepcionados de lá. A banda soou repetitiva ao vivo, como se estivesse tocando a mesma música seguidas vezes e dando a cada take apenas alguma variação melódica em relação a versão anterior.

A impressão que ficou foi essa: que o FFA é ok, mas looooonge de ser tudo isso que “broguis” sem noção, hypeiros e arroz-de-festa (né, Pobreload!) querem fazer crer que a turma de Natal é. Ao vivo (pelo menos foi essa a impressão que deixaram NESTA GIG) eles parecem render bem menos que em estúdio. Tanto que Jairo Lavia disparou: “a melhor coisa dessa banda é a vocalista cantando em inglês”. Com “amigos” desse naipe uma banda não precisa mesmo de inimigos, hihi.

 

 

MAIS MORTES NA CULTURA POP – LÁ SE FOI HUGH HEFNER, O HOMEM QUE DEU AO MUNDO A PLAYBOY

Yep. Todos se vão um dia (desse mundo ninguém sairá vivo, de forma alguma) e com ele não seria diferente. Também na última quinta-feira foi anunciada nos EUA a morte de Hugh Hefner. Ele mesmo, o homem que deu ao mundo uma das publicações mais revolucionárias da história da imprensa em todos os tempos, a revista Playboy. Hefner morreu na mansão onde morava há décadas, em Los Angeles, de causas naturais. Tinha 91 anos de idade.

Taí um sujeito que Zap’n’roll admirava. Devemos muito a ele. Criou uma revista de linha editorial libertária e ultra avançada para sua época (os ultra conservadores e moralistas anos 50’, ainda mais nos Estados Unidos). Uma revista que desafiou convenções, defendeu a liberdade total sexual e de expressão e, principalmente, mostrou algumas das MELHORES XOXOTAÇAS (todas nuas em pêlo) da cultura pop (atrizes, modelos, cantoras, escritoras etc.) em todos os tempos – a capa da edição inaugural da publicação, com a deusa Marilyn Monroe nela, se tornou um clássico jornalístico imbatível e eterno. Quem NUNCA bateu uma PUNHETA (ou SIRIRICA, vá lá) folheando uma edição da Playboy em seus anos adolescentes ou jovens, não soube o que era iniciação ou “educação” sexual, rsrs. O blog mesmo colecionou durante anos a edição brasileira, que também teve capas inesquecíveis – como a que trouxe aquele BOCETAÇO PELUDAÇO (amamos xoxotas peludas como florestas amazônicas, rsrs) pertencente à deusa Claudia Ohana.

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Hugh Hefner (acima, com suas “coelhinhas”), o homem que fundou a Playboy: ele soube viver a vida, e ainda deu ao mundo uma das melhores revistas da história da imprensa em todos os tempos, e em cujas páginas ficaram nuas deusas como Marilyn Monroe e a brasileira Claudia Ohana (ambas abaixo), esta última com sua BOCETA PELUDAÇA que fazia a alegria dos machos, em oposição a essa escrota ditadura estética dos tempos atuais, a que determina que moças “boas” são aquelas que mantêm suas XOXOTAS LISINHAS e depiladinhas. Caso contrário a guria é uma… porca e vagabunda, uia!

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Hugh Hefner ficou miliardário com a revista – e com justiça. Numa época em que não havia internet, nem a estupidez das redes sociais, apps e sites gratuitos de vídeos e filmes pornôs explícitos/hardcore sem conteúdo algum (apenas trepação pura e simples), a Playboy com suas xotas nuas insuperáveis e seu ótimo conteúdo editorial (as gigantescas reportagens centrais e especiais eram imperdíveis e de leitura obrigatória, quase tanto como ver os nudes femininos que cada edição trazia) salvava nossa existência do tédio cotidiano e alegrava nossos olhos nos transportando para um mundo de sonhos, de paraísos idílicos, platônicos, surreais e abstratos – e inatingíveis para a maioria de quem lia a revista. E talvez nesse fator é que justamente residia a suprema graça da Playboy.

Valeu Hugh por tornar nossas vidas, inevitavelmente medíocres em grande parte dela, muito mais divertidas ao menos quando éramos jovens. Hoje com o mundo e a raça humana miseravelmente atolados até o pescoço no conservadorismo, na boçalidade e no moralismo hipócrita dignos da idade das trevas (em plena era da web e da evolução digital máxima), talvez nem seja possível e nem haja mais espaço para sujeitos visionários e libertários como você. E nem para publicações como a Playboy.

 

AINDA SOBRE O SHOWZAÇO DO THE WHO EM SAMPA – A PROVÁVEL MELHOR GIG ROCK DO ANO NO BRASIL ANALISADA PELO OLHAR DE UM MEGA FÃ DA BANDA

O show do gigante inglês The Who (que tocou pela primeira vez no Brasil apenas este ano, mais de cinqüenta anos após o surgimento da banda na Inglaterra) já aconteceu há duas semanas em Sampa e no Rio. Mas como estas linhas online sempre defenderam e continuam defendendo, não há prazo para se comentar aqui sobre grandes discos, grandes livros, filmes e SHOWS de rock – ainda mais nessa escrota era digital da web onde todos querem atropelar a todos e publicar tudo antes de todo mundo, mesmo que isso implique em postar em sites, blogs e redes sociais um texto completamente PORCO e eivado de erros de informação e grafia.

Zap’n’roll JAMAIS vai cair nessa armadilha. Daí publicarmos nosso material aqui sem pressa alguma, no seu devido tempo. De modos que aí embaixo mostramos com satisfação as linhas que encomendamos ao nosso dileto amigo de anos, o publicitário Valdir Angeli, sobre o show que ele presenciou do Who no estádio do Palmeiras, na capital paulista. Velho fã da banda e conhecedor da obra dela como poucos, Valdir descreveu com um olhar bastante subjetivo o que presenciou na noite do último 21 de setembro. Um olhar de fã enfim – sendo que foi exatamente isso que o site zapper lhe pediu: que procurasse EVITAR um texto técnico e jornalístico.

Leiam e divirtam-se!

 

Por Valdir Angeli, especial para Zap’n’roll

 

Sabendo que eu iria estar assistindo ao vivo ao show do The Who, lá no Allianz Parque, o responsável por este blog não descansou enquanto não conseguiu a promessa de algumas impressões deste mero fã do grupo, que aqui vos está escrevendo. Aceitei a empreitada mas adianto que eu sou bastante suspeito nas minhas observações, já que essa aí é a minha banda de estimação, já há uns quarenta anos, mais ou menos. Em assim sendo eu tentarei passar a vocês, da forma mais imparcial que eu possa conseguir, como me foi solicitado, o que senti e observei durante o que foi um dos maiores momentos da minha vida.

Assistir ao The Who ao vivo, depois de uma espera de mais de quarenta anos… O que é que a gente pode dizer numa situação dessas? Pra começar, eu adianto a vocês que, até por ter acompanhado a carreira da banda desde 1968 ou 69, por aí…, no fundo estava com um certo medo de uma grande decepção. Por todas as dezenas de álbuns oficiais e piratas contendo gravações de shows de diversas fases de sua carreira, que eu andei ouvindo nos últimos anos, eu realmente estava achando que essa turnê (que pela primeira vez incluiu a América do Sul) poderia ser uma grande bola furada. Afinal, os dois membros sobreviventes da banda original já passaram dos setenta, e a idade costuma pesar…

Eu me preocupei à toa! Os caras (leia-se: o Pete Townshend e o Roger Daltrey, os dois membros originais da banda) chegaram por aqui com todo o gás, querendo provar que estão bem vivos, e que são melhores (eles sabem muito bem disso) do que a grande maioria dos pirralhos que se metem hoje em dia a fazer rock por aí. Chegaram e arrasaram! Com uma carreira de mais de cinqüenta anos nas costas, eles desfilaram em sua apresentação as maiores pérolas de um repertório (de autoria própria, diga-se de passagem) que inclui desde o iê-iê- iê (“I Can’t Explain”) ao hard rock (“Won’t Get Fooled Again”), desde as baladas (“Behind Blue Eyes”) até experimentos com música eletrônica (“Baba O’Riley”), do pop descarado (“Substitute”) ao funk (“Eminence Front”), e do psicodelismo dos sessenta (“I Can See For Miles”) até o rock progressivo (“The Rock”, um interlúdio instrumental extraído da ópera ‘Quadrophenia’, não incluído, por sinal, no set list do Rock In Rio, cuja apresentação foi eqüivocadamente dirigida a uma platéia que, seja lá por ignorância, seja lá pelo que for, estava mais interessada em ficar batendo papo ou checando seus smartphones enquanto aguardava o show de uma banda hoje completamente irrelevante, o Guns N’ Roses). Tudo bem que o Who quase não faz mais os famosos improvisos que imperavam em seus memoráveis shows dos saudosos anos setenta (vide o famoso album ‘Live At Leeds’), mas o formato altamente detalhista e exaustivamente ensaiado ao qual eles se prendem hoje é até adequado a estes anos excessivamente cínicos, frios, impessoais e tecnológicos.

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O gigante rocker inglês The Who tocando há duas semanas na capital paulista e emocionando o público que foi conferir a gig: provavelmente o MELHOR show internacional de 2017 no Brasil, desde já

 

Mas, em resumo, a conclusão à qual eu cheguei foi a de que aquilo que eu assisti lá no estádio foi não simplesmente um show de rock, mas uma verdadeira aula de História, além de um enorme “flashback” da minha vida, permeada que foi pelos discos que o grupo lançou por todos esses anos (foi impossível ser frio o suficiente para não chegar às lágrimas durante a apresentação do acima citado “The Rock”, com o telão exibindo praticamente todos os eventos relevantes – no rock e fora dele – ocorridos nos últimos cinqüenta anos, culminando com o ataque às Torres Gêmeas em New York. Arrepiante…!). Minha maior surpresa enquanto eu via lá, in loco, a coisa toda (eu me beliscava, pois ainda não acreditava estar ali na frente deles – ou, pelo menos de metade deles, dada a falta dos falecidos John Entwistle e Keith Moon, da formação original) foi constatar que Daltrey e Townshend não se limitaram a fazer uma apresentação burocrática, mas interpretaram seu vasto legado com real gosto, se emocionando (principalmente o Pete), com tesão de tocar e cantar, e com um verdadeiro prazer de estar ali… Mesmo contando com um total de seis músicos contratados para segurar a apresentação (o John Entwistle, principalmente, faz uma puta falta; seu baixo era a espinha dorsal do conjunto) , muito do pique dessa tour atual, eu creio, deve-se ao baterista – aliás, uma atração à parte por aqui, devido à sua simpatia e seu alto astral – que há algum tempo o Who achou para substituir o venerável Keith Moon. Sim, Zak Starkey tem sido nesta tour (fora os dois membros originais, é claro) a grande atração da banda, não só por ser filho do grande Ringo Starr (o baterista dos Beatles, para quem não sabe) mas, principalmente, por ser afilhado do próprio Moon, membro original da banda. O que eu vi lá no estádio me deixou boquiaberto: o moleque (Moleque? Ele já passa dos cinqüenta anos de idade) não só honrou seu pai, mas fez jus à toda a performance ao mesmo tempo anárquica e precisa do seu padrinho, ainda por cima não se limitando a simplesmente copiá-lo, mas criando uma interpretação própria, com viradas e grooves que harmonizavam maravilhosamente com o todo da execução da banda e davam a energia necessária à performance.

Mas só depois de sair do Estádio, correndo para pegar em tempo o último trem do Metrô para casa, foi que a ficha caiu: Pete e Roger, apesar dos detratores que acham que eles já deveriam ter se aposentado, ainda estão na estrada não por mera teimosia ou para ganhar uns trocados extras. É verdade que, com uma obra igual a que eles construíram nos mais de cinqüenta anos de atividade eles praticamente não tem mais nada que acrescentar à história do Rock, e nem precisam provar nada a esta altura do campeonato, mas o que eles fazem hoje é alguma coisa parecida com uma missão: não deixar o Rock And Roll morrer e, de certa forma, ensinar às novas gerações o que a Música (com “M” maiúsculo) – e o Rock em particular – já foi um dia.

Eu, humildemente, agradeço aos céus por ter estado lá.

God save The Who!

 

(Valdir Angeli, 62, é publicitário e colecionador compulsivo de discos de rock, que compra há mais de quarenta anos. É um dos maiores especialistas na obra do The Who que o blog conhece)

 

SOBRE A ONDA ULTRA REACIONÁRIA E MORALISTA AVANÇANDO COM TUDO NESSE TRISTE BANANÃO TROPICAL

Nos últimos dias tomou proporções assustadoras a onde de histeria capitaneada pelo sórdido MBL (Movimento BOSTA Livre, como estas linhas bloggers gostam de chamar jocosamente a entidade comandada pelo jovem japira reacionário de direita e tristemente conhecido como Kim COCÔ) e por parte da atual sociedade brasileira, tomada por uma gigantesca onda de neo conservadorismo moral extremo. E um dos principais difusores dessa histeria, claro, é o TRIBUNAL SUMÁRIO de julgamentos morais e comportamentais no qual se transformou o FaceCU. Uma rede social onde se VOMITA merda demais, preconceito demais e que traduz melhor do que ninguém o AVANÇO algo já bastante ASSUSTADOR dessa onda neo conservadora ao extremo na sociedade brasileira. Ou, como resumiu muito bem o gênio gigante italiano Umberto Eco, pouco antes de ele morrer: “a internet deu voz a uma LEGIÃO de IDIOTAS”.

Estas linhas bloggers de cultura pop e comportamento observa com muita tristeza essa legião de idiotas e moralistas hipócritas se manifestando. Alguns deles inclusive e infelizmente AMIGOS zappers. E fica pensando: onde isso vai parar? O assunto da semana foi/é e continua sendo a exposição no MAM SP, onde uma mãe entrou com sua filha pequena e esta “interagiu” com um modelo que estava NU (fazia parte da performance do evento) na mostra. A “interação”, no caso, se resumiu a um toque da criança na PERNA do modelo nu, que estava simulando uma estátua, mas uma estátua viva, de carne e osso.

Foi e está sendo uma GRITARIA na web (nas redes sociais variadas) por conta dessa exposição. Capitaneando a grita está o japonês total reaça e IMBECIL e sem neurônios que é o Kim Cocô, que lidera o TORPE e ESCROTO MBL (Movimento BOSTA Livre). E não para por aí: também já houve ataque reaça contra o Itaú Cultural, na avenida Paulista em Sampa. A FolhaSP informou em matéria que uma petição online (já com 81 mil assinaturas) está pedindo o FECHAMENTO do MAM – pessoas pedindo aqui o FECHAMENTO DE UM MUSEU, um espaço CULTURAL quando, em países CIVILIZADOS (como França, Inglaterra e Japão, por exemplo), esses espaços são cada vez mais ampliados e disseminados pois têm total apoio da população e do poder público? Quais serão os próximos espaços culturais a serem atingidos? O MASP? O novíssimo (e, pelo que contam, sensacional) Instituto Moreira Salles? Já não bastou o SATÃder cancelar a exposição sobre diversidade de gêneros em Porto Alegre (com obras de, pasmem, gênios da arte brasileira reconhecidos no mundo inteiro, nomes como Lygia Clark, Cândido Portinari etc.)? E também um juiz PROIBIR uma peça teatral no SESC de Jundiaí apenas porque esta retratava Jesus como sendo um transexual (sendo que felizmente o SESC conseguiu derrubar o veto jurídico através de uma Liminar e a peça voltará a ser apresentada)? Onde tudo isso vai parar assim???

A exposição do MAM tinha aviso na entrada, deixando BEM CLARO que haveria NUDES lá dentro. Ou seja: na nossa opinião, VAI QUEM QUER (e ainda mais se estiver acompanhado/a de CRIANÇAS). Quem não quer ou se sente incomodado não entra, simples. É a forma mais JUSTA e DEMOCRÁTICA de se lidar com a questão. Toda forma de CENSURA é PÉSSIMA, ainda mais quando essa censura se volta contra a produção e manifestações artísticas em geral. Isso remete aos tempos mais HORRENDOS da história recente do Brasil, o período negro da ditadura militar e onde músicas, livros, discos, filmes e peças de teatro eram censuradas aos borbotões, e gigantes da nossa música como Gilberto Gil e Caetano Veloso tiveram que se exilar fora do país. De modos que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso não quer isso NUNCA MAIS por aqui.

O autor destas linhas virtuais está lançando seu primeiro livro, “Escadaria para o inferno”, daqui a um mês. Ele está REPLETO de estórias de sexo, drogas, putarias, rocknroll, loucuras variadas. Será que vamos ter que colocar uma tarja nele com a recomendação de que sua leitura é DESACONSELHÁVEL para menores de 18 anos?

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Garota menor de idade interage com modelo vivo nu (acima) em performance puramente artística no MAM SP, semana passada (e sem nenhum traço de erotização no evento); abaixo a tropa reacionária de evangélicos fundamentalistas da extrema direita boçal que está ganhando cada vez mais espaço na sociedade brasileira mostra suas garras IMUNDAS, atacando a performance e o MAM. Está na hora de REAGIRMOS contra esse moralismo, preconceito e intolerância total bestial e babaca, certo?

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A Constituição brasileira (que, de resto, vive sendo RASGADA por todo mundo hoje em dia, do poder Executivo ao Judiciário, passando pelo Legislativo) de 1988, EXTINGUIU a censura no país, é bom que se saiba disso. Então qualquer forma de censura a qualquer manifestação artística já se configura como uma AFRONTA à carta magna do Brasil. Mas os neo conservadores (que entendem tanto de arte quanto este blog da vida sexual dos marcianos) estão se lixando pra isso, não é? Querem mesmo é tocar o terror moralista da idade das trevas adiante, como se todos aqui quisessem e precisassem viver novamente em pleno século XI, na Idade Média, onde bruxas eram QUEIMADAS VIVAS em público apenas por serem… bruxas.

O país está ficando tenso demais, perigoso demais, assustadoramente conservador demais. E o Brasil não era assim há 30 anos, nem de longe. E enquanto se grita aqui contra obras de arte, exposições etc, a exploração sexual infantil (isso sim algo deplorável e a ser combatido) corre solta e aumenta cada dia mais no país todo. A violência contra a mulher e a nação LGBT também aumenta cada dia mais pelo país afora. Idem a violência contra jovens pobres e negros. E não vemos NENHUM (vamos repetir: NENHUM) militante de direita reacionária ou evangélico fundamentalista ou a turma do MBL gritar ou protestar contra essas barbáries todas já tão institucionalizadas na raiz da cada vez mais bestial e boçal sociedade brasileira. Não é à toa que João Escória ganhou eleição em São Paulo, assim como o “bispo” Crivella se tornou prefeito do Rio. E é total sintomático e compreensível que um MONSTRO, OGRO e DONTE MENTAL TOTAL (em seu conservadorismo, machismo e moralismo extremo) como Jair BolsoNAZI esteja em segundo lugar nas intenções de voto para presidente em 2018, e que seja recebido aos gritos (como já foi visto em vídeos no YouTube) de “BolsoMITO” em vários locais por onde passa.

Pobre Brasil… que TRISTEZA temos (e vergonha também) desse país e da sua população, em pleno 2017, em plena era digital. Tempos muito sombrios se anunciam por aqui. Tempos de NAZISMO e FASCISMO social. E todo mundo sabe no que deu o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália e, apenas para ser mais contemporâneo, o que está dando o ESTADO ISLÂMICO no Oriente Médio atual. Não preciso dizer mais nada, certo? Portanto que a sociedade progressista e que ainda possui apreço pela liberdade de expressão RESISTA com toda a sua força possível a esse ataque brutal do neo conservadorismo e do moralismo hipócrita em território brasileiro. Caso contrário iremos mesmo direto para o fundo do poço, com uma possível ditadura MILITAR (e ainda por cima CRISTÃ) novamente ameaçando tomar o poder no país.

FORA REAÇAS E CARETAS! Zap’n’roll deseja apenas que vocês se calem e fiquem para sempre confinados em sua enorme e triste ignorância cultural, mental e existencial. E que deixe quem não quer participar dela em paz. Simples assim.

 

“Não viemos ao mundo para manifestar nossos PRECONCEITOS MORAIS”.

(Oscar Wilde/”O retrato de Dorian Gray”)

 

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FIM DE FESTA, UFA!

Maior mega post das últimas semanas hein! Leitura para vocês degustarem pelas próximas semanas sem parar, hihihi.

Mas tudo precisa acabar uma hora, não? Então paramos por aqui (finalmente, rsrs), mas prometendo voltar com novo post em breve, okays?

Até mais entonces!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6/10/2017 às 21:15hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL! Com um RESUMÃO político da semana, o anúncio dos primeiros (e inúteis) shows de rock internacionais de 2017 e as indicações culturais e o roteiro de baladas do blog – Em mais uma semana pavorosa e surreal para o país VIRA LATA TOTAL (esse mesmo aqui, o Brasil miserável) e atolado na MERDA até o pescoço, e com todo mundo contando os dias pro horrendo 2016 acabar de uma vez por todas, mais uma vez é o grande e VELHÍSSIMO rock’n’roll dos imortais Rolling Stones (com o seu novo e fodástico disco) que salva a todos e traz alguma alívio pra galera; e a falência geral do bananão tropical continua se refletindo inclusive na cena musical independente brazuca: neste final de semana algo melancólico fecha as portas na capital paulista o lendário bar Matrix, que foi um dos principais lares de uma cena indie que infelizmente também está no buraco e morrendo aos poucos (uma cena que vive um “boom” somente na ilha da fantasia indie estúpida criada por um certo blog “vizinho”), como iremos mostrar e comentar em detalhes neste post zapper (postão COMPLETÃO e totalmente concluído em 16/12/2016)

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O mundo está no buraco e o Brasil mais ainda; assim apenas o velho e ÓTIMO rock’n’roll nos dá algum alivio, que vem dessa vez através do novo discão dos Rolling Stones (acima), tão bom quanto o cd que os Rios Voadores (abaixo) lançaram esse ano, lutando pra se manter em uma cena independente (a brasileira) quase falida mas que ainda produz, em termos de cultura pop, musas rockers como a gataça Marcelle Louzada (também abaixo)

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FECHANDO A TAMPA DO POSTÃO: A GRANDE VERGONHA E RAIVA QUE O BLOG SENTE DE SER… BRASILEIRO – E TAMBÉM SHOWS INÚTEIS EM 2017 A CAMINHO E O FIM DO PROGRAMA DO JÔ

  • Final de semana chegou e com ele, a finalização desse post zapper. Assim, vamos a um RESUMO desta semana nesse país total fodido (pela classe política imunda e calhorda ao máximo que aliás está onde está porque foi VOTADA e ELEITA por um BANDO de OTÁRIOS e BURROS ao máximo) e vira lata que é este miserável Brasil.

 

  • PEC do fim do mundo: aprovada em segundo turno pela QUADRILHA do senado federal. Beleusma. Absolutamente TODOS IRÃO SE FODER – inclusive DIREITOPATAS e COXAS/PATOS IDIOTAS que ainda estão apoiando o desgoverno do GOLPISTA DO INFERNO.

 

  • Depoimento/delação de Marcelo Odebrecht: o CAPPO e dono da maior empreiteira do país começou seu depoimento/delação ontem, falando por 10 HORAS (!!!) na primeira rodada de informações ao MPF e à Justiça Federal no Paraná. Vai falar ainda até esta sexta-feira. Se apenas ALGUMAS LINHAS da sua delação VAZAREM provavelmente o MUNDO ACABA em Brasília. E estamos TORCENDO TOTALMENTE POR ESSE FIM.

 

  • Quadrilhas do Congresso e do Senado federal total de COSTAS para o populacho que os elegeu: alguma dúvida quanto a isso? Basta ver como foi esta semana na capital do Brasil, aquela MERDA chamada Brasília.

 

  • Protestos e pancadaria generalizada pelo país afora: yep. Teve protesto e quebra-quebra contra a aprovação da PEC dos infernos em várias capitais. Em Porto Alegre manifestantes estraçalharam vidros em portas de agências bancárias. Aqui em Sampa, na avenida Paulista, foi LINDO ver o povaréu finalmente CRIANDO CORAGEM e INVADINDO o prédio daquela escrotice gigante chamada Fiesp, e tocando o terror lá dentro com rojões, bolinhas de gude, o que fosse possível enfim. Sempre fomos contra a violência em passeatas mas estamos quase começando a concordar e a APOIAR atos como os de hoje. O país não tem mais jeito. E só quando o povão começar a ESPANCAR os políticos (na porrada mesmo, e não metaforicamente) e empresários corruptos (muitos deles encastelados dentro da porra da Fiesp), talvez comece a haver alguma chance de o Brasil sair da LAMA e do buraco no qual está metido.

 

  • Reação/repressão aos manifestantes: claaaaaro que as forças policiais entraram em ação durante os protestos desta semana e meteram cassetete, spray de pimenta e balas de borracha em quem estava protestando. Nas fotos abaixo, registradas pelo querido e ótimo fotógrafo Jairo Lavia, uma pequena “amostra” da atuação da PM SUJA e TRUCULENTA do geraldinho alckmerda (o desgovernador de SP, o “santo” segundo a delação da Odebrecht, uia!) durante a manifestação na avenida Paulista. A vítima dos PMs: uma pobre estudante (uma JOVEM e MULHER, pelamor!), DOMINADA por vários guardas e enfiada À FORÇA numa viatura apenas porque estava… protestando contra a PEC do demônio e do desgoverno golpista.

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  • País RACISTA DO CARALHO: foi o que mostrou uma das matérias da edição de quarta-feira última do Jornal Da Cultura, e que você pode assistir no vídeo aí embaixo nos comentários, a partir dos 38 minutos e 40 segundos de exibição do telejornal. A reportagem nos deixou com NOJO e LOUCOS de RAIVA: mostra como a sociedade brasileira (boa parte dela composta por uma classe média ESTÚPIDA e BRANCA, que se acha IGUAL à minúscula elite triliardária que de fato MANDA nisso aqui), que é composta em sua maioria por afro-descendentes, continua tão RACISTA quanto sempre foi na verdade. O JC mostrou uma entrevista feita com algumas pessoas, que foram instadas a analisar algumas fotos de pessoas nas mesmas situações e com os mesmos visuais. Com uma diferença: primeiramente o grupo de pessoas mostradas era de BRANCOS. O segundo grupo era de NEGROS. Veja o resultado das respostas de quem analisou os dois grupos no vídeo da tele reportagem, aí embaixo.

  • Resumindo a ópera: Finaski deve estar mesmo ficando velho, ranzinza e rabugento ao máximo. Porque a RAIVA e VERGONHA disso aqui, desse país que está se transformando em um LIXO de nação, só aumentam. Sério, quando tínhamos 20/25/30 anos, isso não estava assim. E olha que tínhamos acabado de sair de duas décadas de ditadura e de governo militar e ainda estávamos enfrentando uma hiper inflação (HERANÇA dos milicos) que no final de 1986 estava em 60% ao mês. E mesmo assim a situação não estava como está hoje, social, política e economicamente falando.

 

 

  • Bien, além desse resumão político da semana aí em cima, a sextona (16 de dezembro) está, hã, “quentíssima”: até Silas Malafaia (uia!), o pastor mega REAÇA do inferno e “exemplo” de correção moral e ética (uuuuuiiiiiaaaaa!), também acaba de cair nas garras da Polícia Federal, por envolvimento em esquemas, hã, nada éticos e morais. Ulalá! Os fiéis sentam e choram, hihihi.

 

 

  • Aí a assessoria de imprensa (administrada por um chegado destas linhas rockers bloggers) dispara e-mail BOMBÁSTICO anunciando um dos GRANDES shows internacionais de rock no bananão tropical, em 2017. Qual banda??? O “sensacional” e “imperdível”… King Diamond! Ahahahahahaha. Foi maus, o blog não conseguiu conter o riso diante da piada.

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  • Pior é a anunciada também hoje turnê conjunta no Brasil reunindo ninguém menos que… James Taylor e Elton John. Rola entre março e abril, em Curitiba, Porto Alegre, Rio e Sampa. Os ASILOS de todo o país já estão em polvorosa com a notícia, rsrs.

 

 

  • E hoje é a despedida do gênio Jô Soares de seu programa de entrevistas. Foram vinte e oito anos no ar, entre SBT e Globo. O “Gordo” vai deixar saudades e fazer muita falta, com certeza. Mas é isso. Fim de uma era, sendo que o mundo está mesmo ficando sem gênios que valham a pena em todos os setores da existência humana.

 

 

  • E é isso: 2016 vai se  despedindo sem deixar saudade alguma. Semana que vem tem o último post deste ano do blog. Nos vemos nele então. Até lá!

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Um país total VIRA LATA (o Brasil) atolado na MERDA até o pescoço.

A primeira frase do editorial que abre este penúltimo post de Zap’n’roll nesse pavoroso 2016 que está finalmente e felizmente chegando ao fim (sendo que 2017 promete ser tão horrendo quanto, se não for pior), pode ser e parecer pesada em demasia. Mas ela reflete fielmente o que o autor deste blog pensa da realidade atual brasileira – e com certeza milhões de pessoas a essa altura dos acontecimentos está pensando da mesma forma. Inclusive a nação neo conservadora de direita e COXA brasileira, essa mesma que foi pra rua pedir o impeachment de Dilma e que segue apoiando (por enquanto em silêncio e com o rabo enfiado no meio das pernas) esse desgoverno GOLPISTA dos infernos, comandado pelo vampiro e mordomo de filme de terror que ocupa nesse momento a cadeira de presidente da República. E a razão para dizermos que este bananão tropical miserável está atolado até o pescoço na MERDA plena e fedorenta decorre de mais uma semana (esta que está chegando já ao fim; a primeira parte do postão está entrando no ar na tarde de sexta-feira, 9 de dezembro) onde o INACREDITÁVEL aconteceu na terra brasilis. Quando na última segunda-feira o eminente Ministro Marco Aurélio de Mello, um dos mais dignos e confiáveis do STF (a Corte mais alta do país), expediu liminar AFASTANDO o ultra canalha, pulha e bandido Renan Calheiros de suas funções como presidente do Senado, em decisão acertadíssima vale exarar (afinal Renan tem contra ele nada menos do que ONZE inquéritos sendo analisados no STF; em um deles já é RÉU na ação, traduzindo: em qualquer país minimamente sério do planeta um sujeito desse naipe estaria na CADEIA, e não presidindo o senado da nação; mas isso aqui é o Brasil, claaaaaro), ninguém poderia imaginar, nem em sonho, o que aconteceria na sequencia. E o que aconteceu todos já sabem: Renan PEITOU o STF, se recusou a receber o oficial de Justiça da Corte pra assinar a decisão que o afastava do cargo, e ainda por cima SE MANTEVE na condição de presidente do Senado Federal. Dois dias depois o plenário do STF se reuniu em caráter de urgência pra decidir sobre o caso. O resultado do julgamento da liminar de Marco Aurélio todos também já estão sabendo: por 6 votos a 3 os Ministros do Supremo decidiram MANTER o chefe de quadrilha das Alagoas no cargo que ocupa, afastando-o apenas da linha sucessória da presidência do país. Uma decisão que significou várias paradas, entre elas: se de onde deveria partir o exemplo CORRETO de RESPEITO à Lei, isso não aconteceu, então por que você aí, cidadão comum que está enfretando uma ação penal (por qual motivo seja) vai ACEITAR uma decisão judicial desfavorável a você? Pelo jeito é mais fácil tacar o foda-se e dizer: “não vou cumprir, e daí?”. De modos que além de toda a crise pela qual estamos passando nesse momento acabamos de ver enterrada aqui também um dos preceitos BÁSICOS da Lei: a de que decisão judicial não se discute, se CUMPRE. Pelo visto nem isso mais existe nesse triste Brasil a partir da atitude de enfrentamento do “coronel” Renan, que HUMILHOU o STF – e a Corte aceitou essa humilhação de cabeça abaixada. E assim seguimos aqui… Brasília segue DESTRUINDO o restante do país. Os IMUNDOS políticos brasileiros há muito já perderam totalmente qualquer resquício de vergonha. CAGAM em cima de toda a população e legislam apenas em causa própria, como se o restante do país não existisse. Onde tudo isso vai parar, afinal? Como será 2017? Nesse momento estas linhas bloggers sempre dedicadas à cultura pop (mas falando muito sobre a situação política nacional neste editorial e nos nossos posts mais recentes, não há como fugir do tema sob pena de passarmos a impressão de que somos totalmente alienados; não é assim que agem certos blogs “vizinhos” de cultura pop?) nem se arriscam a prever algo – mas achamos que o próximo ano será igual a este, se não for pior. Por isso o que podemos fazer aqui é isso mesmo: lamentar e ficar com a alma aos pedaços ao testemunharmos pessoalmente o DESMONTE do Brasil. Um desmonte que já chegou inclusive e implacavelmente à cena musical independente brazuca. Uma cena que está quase completamente FALIDA, com bares e espaços para shows fechando, bandas acabando ou não levando ninguém aos seus shows etc, etc. Uma situação trágica e que só não é mostrada pelo nosso blog “vizinho”, aquele mesmo que vive numa delirante ilha da fantasia indie, que ENGANA seus pobres leitores (falando de um ridículo boom da cena indie nacional atual) e que não tem a coragem suficiente pra ser sincero e honesto com quem o lê. Iremos, enfim, falar desse assunto melhor nesse post que está começando agora. E também iremos escrever ao menos sobre um assunto bastante agradável: o novo discaço da maior banda de rock de todos os tempos, os Rolling Stones. Pois é… quando tudo parece realmente perdido, só mesmo o ótimo e velho rock’n’roll para dar algum alívio ao nosso coração, à nossa alma e ao nosso sistema auditivo, néan. Bora então ler mais um post zapper. Venha conosco!

 

 

  • Ainda sobre política: a metranca .100 da delação da Odebrecht começa enfim a mirar a QUADRILHA tucanalha. Será que agora o PSDBosta se FODE e CAI?

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  • Enquanto isso o digníssimo juiz Sérgio Moro mostra como é JUSTO e IMPARCIAL em sua atuação profissional, através dessa fotoca aí embaixo, que já VIRALIZOU na web.

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  • E as PANELAS, que fim levaram? Esse mesmo, aí embaixo, uia!

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  • Indo pro bom e velho rock’n’roll: o Jesus & Mary Chain, lenda gigante do rock inglês dos 80’ lança novo disco de estúdio após quase vinte anos de ausência – o último cd, “Munky”, foi editado em 1998. Pois então: “Damage and Joy”, o novo esporro sônico dos irmãos Jim e William Reid chegará ao mundo em março vindouro. Ao vivo o JMC anda capenga há anos já. Mas em estúdio eles continuam mandando muito bem. A conferir então.

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  • Quem também anunciou volta é o barulhento e experimental At The Drive In, cujo último álbum saiu em 2000’. A malokerada está em estúdio trabalhando em novo disco e já soltou no YouTube uma amostra do mesmo, a esporrenta “Governed by Contagions”. Se o cd inteiro for nesse naipe, vai ser uma paulada!

 

  • E mais notícia rocker bacanuda: o genial velhão Neil Young acaba de também soltar na web seu novo trampo, “Peace Trail”, sobre o qual falaremos melhor mais pra frente mas que você já pode escutar integralmente aí embaixo.

 

  • A nota chata da semana: o falecimento do baixista e vocalista Greg Lake, ex-Emerson Lake & Palmer, gigante do jurássico prog rock dos 70’. Lake foi pro saco vitimado por um câncer. Rip.

 

 

  • E não, o blog zapper não vai embarcar na onda de listas GIGANTES com os melhores do ano, aliás já está com o saco bem cheio dessas listas. A nossa, que será publicada no post derradeiro de 2016 (provavelmente na semana do natal), será beeeeem reduzida. Com no máximo cinco discos gringos e uns dois brasileiros. E olhe lá!

 

 

  • IMAGEM TESÃO TOTAL DA SEMANA! – yeeeeesssss! Aí embaixo um APERITIVO para o nosso dileto leitorado macho (cado) da nossa próxima musa rocker. Ela mesma, Marcelle Louzada, 35 anos de puro tesão. Fora que a garota, que faz doutorado em Sociologia e namora com o queridão Jonnata Doll (vocalista dos Garotos Solventes), é total do rock’n’roll. Vão se preparando aê e aguardem o ensaio com ela, que vai ser fodástico!

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  • Nada fodástica é a atual cena indie nacional. Que aliás está FALIDA, ao contrário do que vive babando um certo blog “vizinho”. Mas como Zap’n’roll só fala VERDADES, você confere aí embaixo um retrato FIEL e PRECISO de como anda a indie scene rock brazuca atualmente. Bora lá!

 

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ESPECIAL A REAL CENA INDIE NACIONAL ATUAL: BARES E ESPAÇOS PARA SHOWS ALTERNATIVOS FECHANDO, BANDAS TOCANDO PRA NINGUÉM ETC. E ENQUANTO ISSO O BLOG “VIZINHO” POBRELOAD CONTINUA ILUDINDO SEU LEITORADO COM SUA ILHA DA FANTASIA EDITORIAL, CHAMADA DE “BOOM DO INDIE NACIONAL”, UIA!

Está sendo mais uma semana infernal a que está terminando entre hoje (sexta-feira) e amanhã (sabadão em si). Mais uma semana onde o país vira lata total (nosso pobre Brasil) se vê cada mais vez mais atolado na merda de uma crise política e econômica (ambas alimentadas por escândalos de corrupção infindáveis) que parece interminável e que pode DERRETER por completo o país a qualquer momento. Incluso nesse derretimento total a nossa querida e, nesse momento, triste e maltratada cena musical independente.

Yep, a indie secene rock brazuca também está sofrendo com a crise monstro que se abateu sobre o bananão tropical. E como está… sinceramente, Zap’n’roll queria sempre trazer em cada novo post somente boas notícias para seu dileto leitorado. E especificamente nesse post até há ÓTIMAS notícias (o novo discão dos Rolling Stones, o novo álbum do velhão e genial Neil Young, as voltas do Jesus & Mary Chain e At The Drive In etc). Só que, INFELIZMENTE, nenhuma dessas notícias se refere ao rock brasileiro (ele existe ainda?), seja ele mainstream (ainda existe?) ou independente (está às portas da morte também). Mais IRRITANTE ainda é se dar conta de que, diante do quadro tenebroso que estamos vendo atualmente, um blog de cultura pop outrora respeitado na web BR, o Popload, escrito pelo jornalista Lúcio Ribeiro (hoje mais empresário da noite do que propriamente jornalista e blogueiro), INSISTE em iludir seu ainda fiel séquito de leitores com uma série editorial intitulada “O boom da cena indie nacional”, uma autêntica ILHA DA FANTASIA INDIE que vende a (falsa) idéia de que a cena alternativa brasileira atual nunca esteve tão bem. Não está. Aliás está atravessando um dos seus PIORES momenos desde que o autor destas linhas bloggers rockers acompanha essa mesma cena, há mais de vinte anos já.

Exagero do blog zapper? Infelizmente não – até gostaríamos que fosse exgero e pessimismo exacerbado nosso. Mas ao longo desse infernal 2016 que insiste em não morrer (mas que felizmente irá desaparecer pra sempre em mais três semanas; pena que 2017 vem aí aparentando ser tão cruel ou PIOR do que este ano está sendo, em todos os sentidos possíveis) as PÉSSIMAS notícias para a indie scene foram se acumulando durante as semanas e os meses do ano. Só o blog “Pobreload” foi vendo o contrário. E por certo nosso “vizinho” não foi vendo (e muito menos comentando) o fechamento de bares e espaços para shows lendários e históricos da noite under paulistana, como o Astronete (que encerrou atividades em 2015 mas cuja repercussão do seu fechamento permanece até hoje) e o Hangar110. Mais? Todo mundo já está sabendo que amanhã, sabadão, dia 10 de dezembro, o Matrix também vai se despedir após mais de duas décadas de funcionamento (e já falamos bastante sobre o que foi o Matrix e sobre seu desaparecimento em nosso post anterior a esse, vai lá dar uma conferida no texto) na capital paulista. Não só: o também já clássico Inferno Club, no baixo Augusta, e que durante uma década abrigou shows nacionais e gringos sensacionais (o blog assistiu ali uma inesquecível gig do grupo americano Bellrays), além de ótimas festas onde abundavam xoxotões total lokas e repletas de tatuagens, anunciou o fim de suas atividades. O club ainda irá ter eventos até o final deste mês de dezembro. Com o apagar das luzes de 2016 o Inferno também irá extinguir seu fogo.

Veja bem: no parágrafo acima o blog se deteve APENAS na questão do fechamento de espaços para shows e bares dedicados ao rock alternativo na capital paulista (e nem vamos entrar em outros pontos relativos aos espaços que ainda estão funcionando, como o fato de muitos deles simplesmente não promoverem mais shows ao vivo porque isso não atrai mais público, ou pior ainda: outros aderiram ao esquema “open bar PORQUEIRA”, com entrada a preço fixo e bebida ruim avonts mais discotecagem que mistura funk, eletronices e UM POUCO de rock’n’roll, o que tem garantido uma até certo ponto rentável sobrevida a esses espaços). Quando o assunto se amplia para bandas e locais para apresentações ao vivo então, aí o buraco parece não ter fundo. De anos pra cá a cena indie nacional CRESCEU em tamanho e quantidade de bandas? Sim, certamente. Mas ao mesmo tempo também aumentou (e muito) a indigência qualitativa e artística dessas bandas, o que acaba tornando as mesmas quase que completamente (em sua grande maioria) IRRELEVANTES para o público. Hoje em dia, graças às facilidades tecnológicas da era da web, todo mundo consegue gravar um disco até mesmo no quintal de casa. E também graças a essa mesma tecnologia todo mundo posta o que gravou na internet (no YouTube, no Instamerda, nas redes sociais e plataformas diversas, como Deezer, Bandcamp, Soundcloud e os caralho) e se sente imediatamente um pop star, ulalá! Quando o “artista” então estoura em “curtidas” na sua página no faceboquete, aí fodeu! O ego vai pras alturas e o sujeito se sente o máximo. Isso tudo é lindão… no mundo surreal e IRREAL da nuvem virtual e ilusória das redes sociais e do blog Pobreload, claaaaaro. Porque quando a banda da esquina marca um show em qualquer espelunca ainda com espaço disponível para gigs e abre evento no Facebook, com 500 “fãs” confirmando “presença” na parada e na hora surgem de fato no local apenas uns 30 gatos suados e pingados (menos de 10% do total dos que haviam confirmados VIRTUALMENTE que estariam presentes na bagaça), a CHORADEIRA é gigante, gritante e geral. E não adianta a banda da esquina ter já 50 mil fãs em sua pagina na rede social MENTIROSA: ela, a banda, irá continuar AMARGANDO fazer sets ao vivo para vinte ou trinta malucos (metade deles, vale ressaltar, entrando na faixa, com o nome na lista vip por serem amigos ou parentes dos músicos).

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As bandas The Baggios (acima, de Sergipe) e Maglore (abaixo, da Bahia) que tocaram ontem à  noite no Centro Cultural São Paulo, dentro da programação do festival SIM São Paulo: dois bons grupos que sofrem os efeitos da crise em cima de uma cena alternativa quase falida (fotos: Jairo Lavia)

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Enfim, uma situação desalentadora em todos os sentidos. E que infelizmente atinge inclusive as bandas ÓTIMAS que ainda existem na cena independente brasileira – sim, essas bandas são muito poucas atualmente, mas existem e resistem. Exemplos dessa situação trágica abundam: semanas atrás o incrível Los Porongas (do Acre e que reside há quase uma década em São Paulo) tocou para menos de cinqüenta pessoas no badalado Z Carniceria, na zona oeste de Sampa. Semanas depois foi a vez de Rios Voadores (de Brasília) e Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (de Fortaleza mas morando em Sampalândia), duas das MELHORES bandas da atual cena indie nacional e que lançaram dois dos MELHORES discos nacionais deste ano (até o momento), também tocarem para um público bem reduzido (ainda assim e felizmente, um pouco mais numeroso do que o que viu a apresentação dos Porongas) no mesmo Z Carniceria. Quer mais? Tem mais (ou menos, na verdade): a Luneta Mágica, de Manaus, é outro nome espetacular da cena alternativa brasileira. Já estão com dois ótimos discos lançados. E mesmo assim enfrenta dificuldades atualmente para marcar shows e tocar até mesmo na capital do Amazonas, cidade natal do conjunto.

De dez anos pra cá talvez o único grupo que se tornou realmente GRANDE na cena independente (tocando atualmente sempre pra platéias com no mínimo quinhentas pessoas) é o cuiabano (também residindo em Sampa há anos já) Vanguart, descoberto por este blog mesmo há mais de uma década na capital do Mato Grosso, quando para lá fomos para cobrir um festival alternativo em pleno carnaval. E nessa última década a situação só piorou para a indie scene nacional. Bandas surgem e desaparecem aos montes, todos os dias. As que sobrevivem, mesmo tendo um ótimo trabalho, só ganham algum dinheiro quando conseguem emplacar uma apresentação em algum SESC da vida (e que paga cachês em torno de R$ 6 mil temers mesmo a grupos iniciantes), mesmo que o show não tenha público algum. Ou então conseguem boa exposição na mídia (o que não significa retorno financeiro ou de público imediato) quando se encaixam em eventos como o SIM, que está acontecendo essa semana em São Paulo: trata-se da Semana Internacional de Música, que espalhou por vários locais da cidade uma extensa programação composta de shows ao vivo, palestras, mesas de debates, exibições de filmes e vídeos etc. Tudo isso tentando atrair um público que custa cada vez mais a dar as caras em gigs de bandas indies, mesmo que algumas poucas delas sejam ótimas (a grande maioria é ruim de doer). Foi o caso dos shows acompanhados pelo blog zapper ontem à noite no Centro Cultural São Paulo, quando subiram ao palco o The Baggios (de Sergipe) e o Maglore (da Bahia). Dois conjuntos decentíssimos em suas acepções sonoras e que, milagrosamente, conseguiram atrair um bom número de espectadores para o CCSP. Detalhe: a entrada para os shows foi GRATUITA.

Fora que eventos como o SIM São Paulo só conseguem se viabilizar quando a produtora responsável consegue captar alguns milhares (ou milhões, dependendo do caso) de reais junto a patrocinadores, públicos ou privados, algo que também está cada vez mais impossível de acontecer nesses tempos mega bicudos pelos quais estamos passando. No caso do SIM (que já está em seu quarto ano de realização) a organização conseguiu bons patrocínios da cerveja Skol, da Coca-Cola, do ProacSP (programa de incentivo à Cultura do governo paulista) e do BNDES. E quem não consegue entrar numa benesse desse tipo ou não tem a sorte de descolar uma MAMADA desse naipe, se vira como pode. Exemplo desse “se virar como der” e da resistência FONOGRÁFICA independente a essa crise gigantesca pode ser vista na atuação do selo paulistano Baratos Afins, coligado à já histórica loja do mesmo nome. Capitaneada há mais de trinta anos pelo produtor Luiz Calanca (dileto amigo pessoal destas linhas rockers virtuais), a Baratos conseguiu lançar em 2016 cinco novos CDs, sendo o mais recente deles da banda de hard rock Kamboja (sobre o qual o blog irá falar melhor até o primeiro post de 2017). Mas o próprio Calanca admite que os tempos estão muito mais difíceis do que até poucos anos atrás.

É essa a REAL situação da REAL cena indie nacional. Infelizmente. Mas é claro que alguns ainda preferem enxergar a dura e triste realidade de outra forma, como o blog PobreLoad (e sendo justos aqui: prezado Lúcio Ribeiro já foi um jornalista importantíssimo na imprensa de cultura pop nacional, além de bom amigo zapper durante muitos anos; agora além de estarmos com a relação de amizade um tanto “azedada” por divergências de opinião profissional e ideológica, estas linhas bloggers lamentam que Luscious tenha se tornado um jornalista PREGUIÇOSO e quase total chapa branca, que fala bem de tudo e para quem está tudo LINDO no rock e na cena indie nacional, ahahahaha). Enquanto isso essa cena só definha. Pois o que resta a nós é justamente isso: torcer no final deste tópico especial para que a cena rock alternativa brasileira se recupere e volte aos seus dias de glória, como foi no anos 80’ e 90’. E se essa recuperação vai de fato acontecer, só o tempo dirá.

 

OS IMORTAIS ROLLING STONES ESTÃO DE VOLTA, COM UM DISCAÇO DE… COVERS DE CLÁSSICOS DO BLUES

Com cinqüenta e quatro anos de INESTIMÁVEIS e ESPETACULARES serviços prestados ao rock’n’roll mundial, os “vovôs” ingleses dos Rolling Stones (a maior banda de todos tempos, que já está acima do bem e do mal e que é o grupo supremo no coração zapper) voltam a surpreender o mondo rocker quando ninguém mais esperava lá um grande lançamento de estúdio com a assinatura do conjunto. Pois “Blue & Lonesome”, lançado pela turma de Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts há cerca de duas semanas não apenas salva o ano rock de 2016 (e até quase seu final se mostrava como um dos PIORES dos últimos tempos, em termos de novos discos), como ainda traz os RS em seu melhor momento desde, talvez, “Tattoo You”, o hoje já clássico álbum editado por eles em 1981. E detalhe: a nova obra stoniana, como milhões de fãs já estão sabendo, não traz composições inéditas do conjunto mas sim… uma impecável reunião de doze covers de clássicos do blues.

E há outros detalhes que também chamam a atenção em relação ao novo trabalho musical dos Stones. A banda não lançava um cd inédito há mais de uma década –  “A Bigger Band”, o registro de estúdio anterior, saiu há onze anos, em 2005. Pois após esse gigantesco período de “férias”, deu a louca em Jagger e cia: do nada eles resolveram se enfurnar em um estúdio em Londres, em dezembro de 2015. E não precisaram do que mais de três dias (!!!) para sair de lá com esse “Blue & Lonesome” totalmente gravado. Sendo que a opção por resgatar clássicos da história do blues a essa altura da existência da banda, parece fazer todo o sentido do mundo. Afinal e mesmo sendo quem são (a maior banda de rock’n’roll de todos os tempos), os Stones não se viram imunes à passagem do tempo e ao desgaste criativo e artístico. Tanto é que suas últimas tentativas de continuar produzindo material próprio e inédito, soaram bastante sofríveis (o citado “A Bigger Bang”), quando não francamente consgtrangedoras (caso de “Bridges To Babylon”, lançado pelo grupo em 1997 e que merecidamente desapareceu da memória até dos fãs mais mais aguerridos).

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O novo discaço da maior banda de rock de todos os tempos: só covers de clássicos do blues

Assim a opção por regravar clássicos da história do blues soa perfeitamente compreensível: ao invés de arriscar gravar novas composições inéditas e que pudessem novamente atestar o desgaste criativo do conjunto, os Stones fizeram um mergulho e uma viagem sem nostalgia às suas raízes bluesísticas – yep, a matriz sonora do grupo sempre foi o blues e o R&B, algo totalmente perceptível nos primeiros discos lançados pela banda. O resultado desse mergulho é algo portentoso: em doze faixas os “vovôs” dão sua visão sonora a canções de bluesmen lendários como Howlin’ Wolf, Memphis Slim, Little Water e Willie Dixon, de quem regravaram o imbatível clássico “I Can’t Quit You Baby” (e que anteriormente já havia sido “coverizada” por outro monstro da história do rock, o Led Zeppelin, que fez uma versão pesadíssima da música no seu disco de estréia, em 1969). Não só: os dois primeiros singles extraídos do disco (e que já ganharam vídeos promocionais) mostram a potência implementada pelo conjunto às regravações, e aí é um prazer ouvir Mick Jagger alternando vocais bluesy com solos de harmônica em “Hate To See You Go”. Ou ainda ver o trabalho de guitarra do gênio imortal que é Keith Richards em “Ride ‘Em On Down”.

Não teve erro, não deu ruim. Com “Blue & Lonesome” a maior banda de rock de todos os tempos apenas ratificou o que todos nós já estamos carecas de saber: quando os Stones querem APAVORAR, eles apavoram. E sem a existência desses velhões imbatíveis, o rock teria deixado de escrever e legar para a história da música muitas de suas paginais mais incríveis. Ainda bem que eles existem e que ainda estão aí, em plena atividade. Pois que não nos deixem órfãos tão cedo.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS ROLLING STONES

1.”Just Your Fool”

2.”Commit a Crime”

3.”Blue and Lonesome”

4.”All of Your Love”

5.”I Gotta Go”

6.”Everybody Knows About My Good Thing”

7.”Ride ‘Em On Down”

8.”Hate to See You Go”

9.”Hoo Doo Blues”

10.”Little Rain”

11.”Just Like I Treat You”

12.”I Can’t Quit You Baby”

 

 

“BLUE & LONESOME” PARA AUDIÇÃO COMPLETA, AÍ EMBAIXO

 

E OS DOIS PRIMEIROS VÍDEOS TIRADOS DO ÁLBUM

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Disco: o novo e fodástico dos Rolling Stones, óbvio.

 

Livro: “A segunda mais antiga profissão do mundo” (editora Três Estrelas) reúne textos publicados pelo genial, saudoso e inesquecível Paulo Francis no jornal Folha De S. Paulo, nos anos 90’. É um livro ESSENCIAL para se compreender boa parte da história política e cultural brasileira nas últimas três décadas, além de uma AULA de jornalismo onde Francis, impecável como sempre foi em seu trabalho, mostra para a geração atual porque ele foi talvez o maior nome da imprensa nacional  nos anos 70’, 80’ e 90’. A escrita de PF carregava tudo o que falta à mídia nos dias de hoje: honestidade, sinceridade, virulência, cultura, informação, elegância e erudição. Ele faz muita falta. Mas ao menos podemos relembrar sua pena magnífica através desse volume imperdível.

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Gig total rock’n’roll pra hoje: os Pin Ups, ícone máximo do indie guitar noise paulistano e nacional dos 90’, continuam a toda ao vivo. E fazem a última grande balada noturna alternativa do ano hoje, sextona em si (16 de dezembro, quando esse postão está enfim sendo finalizado), lá no Z Carniceria (que fica na avenida Faria Lima, 724, Pinheiros, zona oeste paulistana). A banda sobe ao palco por volta da meia-noite e é a pedida imperdível pra hoje à noite, sendo que mais infos sobre o show você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1116619501802465/.

 

Evento bacana para janeiro: é o festival “Volume Morto”, qie vai rolar dia 15 do mês que vem, logo  no comecinho de 2017, em Sampa. Organizado por Jonnata Araújo (vocalista dos esporrentos e ótimos Garotos Solventes), vai reunir shows de várias bandas alternativas, exposições, performances e até LEITURAS, a cargo de Zap’n’roll (que foi convidado a participar, aceitou e ainda vai estudar o que irá ler no palco, durante um dos intervalos entre as gigs dos grupos que irão tocar). Vai ser num domingão, e promete ser bacanão sendo que voltaremos a falar do assunto após as férias do blog, que começam semana que vem. Mas você já pode ir se agendando pra curtir a parada, e se informar sobre ela aqui: https://www.facebook.com/events/2063098163916451/.

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Baladas para este finde: final de ano já aí, natal e reveillon se aproximando e as baladas under já também tirando o time de campo. Assim, fora o showzão de hoje à noite dos Pin Ups, pouco há pra se fazer neste finde em Sampa, sendo que semana que vem todo mundo já estará pensando mais é em pular fora de Sampalândia pra algum lugar sussa e sem a correria infernal da capital. Bien, hoje também tem show da lenda Harry (junto com o Garage Fuzz) lá no Torto Bar, em Santos (avenida Siqueira Campos, 800).///Sabadão? Boa pedida é ir tomar uma breja no bar teatro Cemitério De Automóveis, do queridão Mario Bortolotto, lá na rua Frei Caneca, 384, Consolação, centro de Sampa.///E domingão, como sempre, é noite de projeto Grind na Loca (rua Frei Caneca, 916), a melhor domingieira rock’n’roll de Sampa e há dezoito anos (!!!) comandada pelo super dj André Pomba. Falouzes? Então capricha no modelon e se joga!

 

E FIM DE FEIRA

Yep. Postão chegou ao fim. E com ele esse 2016 dos infernos também está indo finalmente e felizmente pra casa do caralho. Semana que vem voltamos com o ÚLTIMO post do ano do blog zapper. Publicando nele nossa rápida e pequena lista com os melhores discos do ano. E TAMBÉM, de presente de natal, um ENSAIO FOTOGRÁFICO rock’n’roll que vai enlouquecer nosso dileto leitorado, ainda mais nesses tempos total reaça em que estamos vivendo. Pela primeira vez o blog irá mostrar um CASAL rocker bacaníssimo em sua INTIMIDADE. Ficou curioso? Beleusma: deixamos já aí embaixo, pra fechar este post, um APERITIVO do que virá na semana que vem. Apreciem sem moderação. E até a próxima!

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(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/12/2016 às 17hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL: Aeeeeê! O postão custa mas aparece, rsrs. E chega chegando, falando dos vinte anos do insuperável segundo álbum do inesquecível Oasis; o Lollapalooza BR divulga seu line para a próxima edição e se redime um pouco do fiasco que rolou esse ano; o novo disco do Doutor Jupter, um dos melhores nomes da atual (e pequena) cena folk rock nacional; a semana em que Sampa foi “invadida” por algumas das melhores bandas da atual cena rock de Manaus; e uma seleção de musas “secretas” do blog pros macho (cados) ficarem com os nervos (e os hormônios) em polvorosa, uia! (postão TOTALMENTE CONCLUÍDO, contando como foi o último festão do blog em Sampa e como será o Popload Festival, a partir de hoje à noite) (atualização final em 16/10/2015)

Uma das últimas grandes bandas que valeram a pena serem ouvidas no rock mundial, o Oasis (acima) comemora vinte anos do lançamento de seu segundo e clássico disco, que mostrou toda a genialidade de compositor do guitarrista Noel Gallagher (abaixo); o blog rememora a importância desse álbum para a história da cultura pop em post (esse aqui mesmo) que também vai deliciar nosso fiel leitorado masculino (uia!) com uma seleção de nossas melhores musas rockers secretas, como a paulistana S. R. (também na foto abaixo)

 

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FECHANDO MEEEEESMOOOOO A TAMPA DESSE POSTÃO

E foi assim (viu, fakes de merda?) o último Noitão Za’’n’roll na Sensorial Discos: casa cheia, público dançando a valer. Mês que vem tem mais!

 O Star61 (acima, o vocalista Flaviano André) botando pra foder na última festona do blog, na Sensorial Discos; teve até cover fodona de “Ando meio desligado”, dos Mutantes e que botou o povo pra dançar (abaixo)

 

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O evangélico bandido e os fakes igualmente bandidos (e também psicopatas).

Não há muita diferença entre o primeiro e os outros. No caso, o evangélico provavelmente BANDIDO é o atual presidente da Câmara dos deputados em Brasília, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Notório por suas posições políticas e sociais ultra conservadoras, esse senhor tem se especializado nos últimos meses em fazer todo o possível para ATRASAR o avanço e a modernização da política e da sociedade civil brasileira – afinal, ele pertence a uma das religiões mais conservadoras, reacionárias e moralistas que existem na face da Terra, a evangélica. E não só: Cunha também rompeu com o governo Dilma (que, sejamos imparciais e honestos ao máximo, realmente em seu segundo mandato jogou o país numa crise econômica e política sem precedentes nos últimos anos) e torce e OPERA veladamente pela DERRUBADA da presidente. Só que por trás do evangélico TEORICAMENTE de caráter e conduta ilibada e acima de qualquer suspeita, quem diria, se esconde um autentico escroque e dos maiores, cujo nome está envolvido até o pescoço na lama do petrolão (ele já foi acusado por pelo menos três delatores da Operação Lava Jato, da PF, de ter recebido US$ 5 milhões em propinas egressos do esquema de corrupção montado na Petrobras). E que beleza: agora o Ministério Público suíço informa que Eduardo Cunha possui SIM contas bancárias SECRETAS naquele país e NÃO declaradas à Receita Federal do Brasil. O que falta para esse sujeito CAIR, ser EXPURGADO da política e responder CRIMINALMENTE pela sua quase comprovada bandidagem? Talvez o mesmo que falte aos fakes igualmente BANDIDOS que há anos infestam o painel do leitor de Zap’n’roll: vergonha na cara pra mandar esses cretinos para onde eles merecem. No caso dos fakes, para o limbo ou então para que eles também respondam ações cíveis pela vergonhosa e covarde enxurrada de insultos e calúnias que despejam aqui, sempre acobertados pelo manto da assinatura anônima ou falsa – afinal, quem tem coragem e honra suas calças para MOSTRAR A CARA REAL quando dispara inverdades, assacadilhas, mentiras, insultos e ofensas morais e pessoais muitas vezes pesadas contra o autor deste blog? Bien, pelo menos dois desses fakes já estão na linha de tiro da Justiça: são os que criaram, há cerca de três anos, um perfil falso no Twitter da jovem Helena Lucas, ex-namorada do jornalista blogger rocker. De conteúdo extremamente e covardemente racista, o tal Twitter foi descoberto pelo próprio autor destas linhas virtuais, que informaram Helena imediatamente sobre ele na época. Ela, garota culta e corajosa que sempre foi, não se intimidou e denunciou a conta falsa na Delegacia de Crimes Raciais. E colocou este jornalista como testemunha/depoente em favor dela. Pois bem: a Justiça é morosa no Brasil, todos nós estamos carecas de saber disso. Mas ainda assim ela chega a algum lugar. E quase três anos após a denúncia de Helena, o caso parece finalmente estar perto de ser solucionado. O blog, que prestou seu depoimento na investigação policial há duas semanas, teve acesso aos nomes dos dois autores por trás do Twitter falso, nomes estes informados pela investigadora que tomou nosso depoimento. Pois então: foi com grande espanto que UM dos nomes (o titular do CPF que abriu a conta no Twitter) é de um velho amigo pessoal do jornalista zapper, sendo que nos coonhecemos há quase vinte anos. E o outro nome (e nesse caso, nenhuma surpresa nele), o que abriu efetivamente a conta, é de um conhecidíssimo MALA do jornalismo musical de São Paulo, um sujeito que é a arrogância em pessoa, que editou revistas de instrumentos musicais que nunca deram em nada, que já foi jurado de programa brega de TV, que é DENTISTA nas horas vagas (?) e que atualmente escreve um blog porqueira num portal de internet que também é a marca de uma das mais famosas contas de e-mail da internet global. Ou seja: é o típico psicopata que trabalha no meio jornalístico e que, tal qual os outros fakes que pululam aqui no blog, persegue há anos doentiamente e de graça o autor deste espaço musical online. Uma perseguição inexplicável às vezes e que só encontra possível justificativa na inveja, no ressentimento e no rancor daqueles que se acham muito mas que na verdade possuem uma existência completamente vazia, perdida, fútil, inexpressiva e inútil. Fato é que assim como esses dois infelizes estão às portas de responder CRIMINALMENTE perante a Justiça pela infâmia que cometeram (fazer um Twitter falso, porco, RACISTA e ofensivo contra uma garota do bem e que nunca causou mal nenhum a eles), mais cedo ou mais tarde os fakes BANDIDOS do painel do leitor acabarão tendo o mesmo destino. Assim como o político evangélico e bandido também terá que se ver com a Justiça, mais cedo ou mais tarde. Então deixemos que o tempo se encarregue de DERRUBAR e ELIMINAR de vez essa corja calhorda e covarde. Enquanto isso o blog segue aqui, firme como sempre nesses úlimos doze anos. E com esse postão lindão que começa agora, onde vamos falar de Oasis, do Lollapalooza BR 2016, do novo discão do folk Doutor Jupter e da invasão paulistana de bandas bacaníssimas da novíssima cena rocker de Manaus. É isso aí! Bora ler mais um postão do blog de cultura pop que incomoda muita gente e que segue como um dos mais legais da web brasileira.

 

 

* Vamos lá, a política brasileira está assim: em julgamento realizado anteontem, quarta-feira (o postão está tendo sua primeira parte publicada na tarde de sexta-feira, 9 de outubro), o TCU rejeitou por unanimidade as contas da administração Dilma em 2014. Ok. Enquanto isso, autoridades suíças CONFIRMAM que o Sr. Eduardo Cunha (de quem já falamos exaustivamente no editorial do post, aí em cima) tem SIM dinheiro guardado em contas secretas naquele país. Por fim, o GRANDE MERDA E PILANTRA geraldinho alckbosta quer tornar ultra sigilosas todas as informações a respeito do transporte público em São Paulo (notadamente as infos que dizem respeito à construção e a manutenção do metrô e do sistema de monotrilho na capital paulista). Afinal, a SUJEIRA ali deve ser GIGANTE. Moral da história: ALGUÉM presta na POLÍTICA brasileira? A resposta, simples e singela: provavelmente NÃO!

 

 

* E não é que o Papa é… rock? Francisco, saidinho como ele só sabe ser, está lançando um cd com discursos seus. Até aí, nada demais. Mas “Wake Up”, que chegará às lojas do mundo todo em 27 de novembro, virá com esses discursos embalados por uma trilha… rock’n’roll, wow! Yep, com instrumental onde se destacam até solos estridentes de guitarra, ulalá! Papa Chicone é gente boa no final das contas e o blog vai com a cara dele, definitivamente. Ele é o sumo pontífice mais lecal a ocupar o trono do Vaticano em décadas, com certeza.

 

 

* E falando em Papa… The Jesus & Mary Chain anunciou que vai lançar seu primeiro álbum de inéditas em dezessete anos – o último disco de estúdio da banda comandada pelos irmãos Jim e William Reid havia sido “Munki”, lançado em 1998. O Jesus foi sem dúvida alguma um dos melhores e mais influentes grupos do pós-punk inglês dos anos 80’ e seus dois primeiros discos (“Psychocandy”, editado em 1985, e “Darklands”, que saiu dois anos depois) são hoje clássicos da história recente do rock. Mas de lá pra cá muita briga rolou entre os irmãos Reid, a banda foi perdendo sua relevância e a pergunta que fica é: qual a real importância de um novo trabalho deles a essa altura do campeonato? Bien, o jeito é aguardar o que vem por aí, sendo que o trabalho ainda não tem nem data de lançamento.

Os irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain: novo disco a caminho 

 

* LOLLAPALOOZA BR 2016 ANUNCIA UM LINE UP UM POUCO MELHOR DO QUE SUAS ÚLTIMAS EDIÇÕES – ainda está longe de ser igual às suas duas primeiras edições em terras brazucas (quando rolaram shwozaços do Foo Fighters, Arctic Monkeys, Queens Of The Stone Age e Pearl Jam, só pra ficar nos nomes principais), em 2012 e 2013. Mas o line que a produção do festival Lollapalooza anunciou na última terça-feira para se apresentar no autódromo de Interlagos em São Paulo, em março do ano que vem (nos dias 12 e 13) ao menos redime o evento do fiasco que foram as escalações de bandas nos dois últimos anos (2015 incluso, quando o Lolla teve talvez sua PIOR edição até o momento). Não houve grandes novidades ou comoção no anúncio (os tempos estão mesmo bicudos e nem coletiva de imprensa rolou para informar a jornalistada sobre quem virá tocar dessa vez; sendo que tudo foi anunciado através de e-mail e pelas redes sociais), já que boa parte da bandas divulgadas já eram dadas como certas nas especulações de sites e blogs especializados em música. Assim vai ter Mumford & Sons, Tame Impala, Florence & The Machine, Alabama Shakes e o gigante NOEL GALLAGHER no bloco principal e puxando uma renca de outras atrações (algumas bem legais; outras totalmente inexpressivas para estar num festival dessa envergadura). Não é o ideal mas pelo jeito foi o que a produtora T4F conseguiu fechar, isso num tempo em que está cada vez mais difícil costurar line ups de grandes festivais (e não somente aqui no Brasil, mas no mundo todo) e ainda mais com o nosso país mergulhado na crise econômica em que está. Tá de bom tamanho e daqui até lá voltaremos a falar mais aqui sobre o Lolla BR 2016.

 

* Mas se você não quer esperar até março do ano que vem, sem problema. Cola na Sensorial Discos em Sampa, nesse sábado, que lá vai rolar também esse festão rocker aí embaixo.

 

* E na semana que vem, na mesma Sensorial (mas nas quarta-feira, 14) tem gig do ótimo Supercolisor, lá de Manaus (mais sobre eles aqui mesmo nesse post, mais aí embaixo).

 

 

* E fora que no finde da semana que vem tem Popload Gig em Sampalândia, o sempre agitado e badalado festival produzido pelo site do nosso eternamente queridaço Luscious Ribeiro. Sendo que a edição deste ano tem “apenas” a LENDA MONSTRO Iggy Pop além de Belle & Sebastian como headliners. Precisa mais?

 Esse velho louco e LENDA MÁXIMA do rock’n’roll toca semana que vem em Sampa; show IM PER DÍ VEL!

 

 

* Postão entrando no ar, néan. E se novos assuntos, hã, palpitantes surgirem, fique sussa que eles serão incluídos aqui em nossas notas iniciais.

 

 

* Mas por enquanto vamos lá, relembrar as duas décadas de uma obra-prima da história recente do rock’n’roll. Isso mesmo, o segundo disco de estúdio do inesquecível Oasis.

 

 

HÁ VINTE ANOS O OASIS PERGUNTAVA QUAL ERA A HISTÓRIA DE UMA MANHÃ GLORIOSA – E SE TORNAVA A MAIOR BANDA DO MUNDO

Onde estava você em outubro de 1995? Aliás você, ainda muito jovem e sempre dileto leitor zapper, por acaso já era… nascido? Provavelmente muitos aqui ainda não. Mas o autor desse blog já era um calejado jornalista musical com mais de trinta anos de idade e quase dez de profissão. Era um doidão quase em tempo integral, junkie de carteirinha e amante do melhor rock’n’roll que pudesse existir pelo mundo afora. E como tal ele testemunhou sim o nascimento do então maior mito do rock planetário daquela época: o quinteto britânico Oasis, liderado pelos irmãos Liam (vocais) e Noel (guitarras) Gallagher. O mesmo Oasis que lançou, há duas décadas (precisamente em 2 de outubro de 1995), o seu segundo disco de estúdio e que levou a banda ao topo do mondo pop/rock: o espetacular e hoje clássico “(What’s The Story) Morning Glory?”. Um álbum irretocável do início ao fim e que permanece até os dias atuais, mesmo vinte anos após seu lançamento, como uma das obras-primas da história recente do rock’n’roll.

 

A trajetória do grupo na verdade começou em 1991, em Manchester (a gloriosa cidade da Inglaterra que deu ao mundo algumas das bandas mais sublimes que se tem notícia, como Joy Division e The Smiths, apenas para ficar em dois exemplos gigantescos). E quando o quinteto (que na época era completado pelo também guitarrista Paul Arthurs, pelo baixista Paul McGuigan e pelo baterista Tony McCarroll) lançou seu disco de estréia em agosto de 1994, seu nome já despontava como um dos conjuntos “hot” do então nascedouro novo movimento do rock’n’roll inglês, denominado britpop. Pois “Definitely Maybe”, com sua musicalidade claramente inspirada nas canções clássicas dos Beatles (influência confessa e jamais negada pelos manos Gallagher), suas músicas com ótimas guitarras e vocais com melodias ganchudas e altamente radiofônicas, emplacou uma batelada de hits nas rádios do mundo todo, Brasil incluso onde faixas como “Rock’n’roll Star”, “Live Forever” e “Supersonic” passaram a tocar insistentemente nas FMs que se dedicavam a tocar rock em sua programação.

 

“Definitely Maybe” vendeu muito bem na época – mais de cinco milhões de cópias. Faltava a consagração definitiva da banda. E ela veio já no segundo e primoroso disco de estúido. “(What’s The Story) Morning Glory?” foi lançado em outubro de 1995 e devastou as paradas inglesas, vendendo milhares de cópias no dia de sua chegada às lojas. Além de enlouquecer os fãs também colocou a rock press gringa de joelhos, diante de um álbum poderoso, de canções com melodias ganchudas e que se equilibrava perfeitamente entre rocks avassaladores (como as duas primeiras faixas que abrem o cd) e ao menos duas baladas insuperáveis: “Wonderwall” (que se tornou hino das torcidas dos clubes de futebol ingleses, que a entoavam nos estádios durante os jogos) e “Champagne Supernova” (que fecha o disco com mais de sete minutos de duração e é, segundo o próprio Noel Gallagher, a “melhor descrição da ressaca de uma noitada movida a álcool e cocaína que alguém poderia ter escrito”). Com “…Morning Glory?” o Oasis ganhou definitivamente o mundo e se tornou a maior banda de rock’n’roll do planeta naquele momento. O disco vendeu até hoje mais de vinte milhões de exemplares e daí para a frente o quinteto seguiu lançando bons discos mas que jamais se igualaram em termos de qualidade aos dois primeiros.

O segundo álbum do Oasis (acima), lançado há vinte anos (em 2 de outubro de 1995) permanece como um clássico imbatível da história recente do rock’n’roll, e um disco de uma banda de atitude rocker por excelência mas que não resistiu às brigas homéricas entre seus dois irmãos fundadores, Liam e Noel Gallagher (abaixo)

 

A banda durou até outubro de 2009, quando encerrou oficialmente suas atividades. Foram dezoito anos de existência, exatos sete álbuns de estúdio. Para este blog particularmente (que viu o Oasis ao vivo por duas vezes, em 1998 e em 2009), os melhores trabalhos são mesmo as duas primeiras obras-primas e os dois CDs finais (“Don’t Believe The Truth”, lançado em 2005, e “Dig Out Your Soul”, editado em 2008), sendo que os discos lançados no meio desses são apenas medianos. Mas o grupo tinha uma postura total rock’n’roll e anárquica: um guitarrista genial (Noel), um vocalista beberrão, briguento, bocudo e amante confesso de cocaine (Liam), dois irmãos (Noel e Liam, oras) que viviam quebrando o pau entre si (e a briga definitiva rolou no camarim do conjunto, pouco antes de ele entrar no palco para encerrar um festival gigante na Espanha; Liam simplesmente quebrou uma das guitarras de Noel no meio e ele saiu furioso da sala, dizendo que não ficava mais nem um minuto ao lado do irmão mais novo; a gig acabou sendo cancelada e a trajetória do quinteto terminou ali) e shows memoráveis, inclusive no Brasil.

 

Liam montou o fraquinho Beady Eye após o fim do Oasis. Durou apenas dois discos e já era. Noel segue em bacaníssima carreira solo, com dois ótimos LPs lançados e sendo que ele é uma das principais atrações do próximo Lollapalooza BR, em março vindouro em São Paulo. Muita gente (milhões de fãs na verdade) sonha com uma volta do Oasis. Noel já recusou ofertas milionárias nesse sentido. E esse velho jornalista zapper, que tem o Oasis em seu coração e o considera como a última grande banda que valeu a pena ser ouvida na história recente do rock’n’roll, prefere que eles fiquem exatamente assim: na memória de quem os assistiu ao vivo e que presta vassalagem até hoje a essa obra gigante que é “(What’s The Story) Morning Glory?”, um álbum que vinte anos após seu lançamento permanece imbatível e inigualável por qualquer disco ou grupo que veio depois dele e até hoje.

 

 

O SET LIST DE UM DISCO QUE JÁ SE TORNOU UM CLÁSSICO DO ROCK’N’ROLL

1.”Hello”

2.”Roll with It”

3.”Wonderwall”

4.”Don’t Look Back in Anger”

5.”Hey Now!”

6.”The Swamp Song, Excerpt 1″

7.”Some Might Say”

8.”Cast No Shadow”

9.”She’s Electric”

10.”Morning Glory”

11.”The Swamp Song, Excerpt 2″

12.”Champagne Supernova”

 

 

OASIS AÍ EMBAIXXO

No áudio integral de “…Morning Glory?” e em mais alguns vídeos de alguns dos hits clássicos da banda.

 

 

OASIS, OS ANOS 90’ EM SAMPA E O JORNALISTA ROCKER/LOKER SEMPRE A MILHÃO – BREVES HISTÓRIAS DE SEXO, DROGAS E ROCK’N’ROLL AO SOM DA BANDA DOS MANOS GALLAGHER

Claaaaaro, elas não poderiam faltar. Ainda mais em se tratando de Oasis e do gonzo por excelência chamado Finaski. Vai lendo aí embaixo, hihihi.

 

* Conhecendo o grupo de Noel e Liam – era 1993 e o ainda jovem jornalista havia se separado há pouco tempo da mãe do seu filho. Estava dividindo um apê com seu velho amigo Felipe Britto, na avenida 9 de julho, centrão rocker e podrão de Sampalândia. E numa época em que não havia internet, sites, blogs, celulares e redes sociais, as únicas formas de se manter antenado sobre as novidades do rock era ou comprando revistas importadas (como NME e Melody Maker) ou fazendo visitas periódicas ao apto do já naquela época querido e velho amigão Kid Vinil, que morava num pequeno apê abarrotado de CDs e vinis no bairro do Bixiga (também centro de Sampa). Foi numa dessas visitas que Kid mostrou pra Finaski um dos primeiros singles de uma nova banda que estava estourando na Inglaterra. “Finatti, esses caras vão salvar o rock!”, disse Kid com grande entusiasmo. E era verdade: a música era uma cacetada e o autor deste blog caiu de amores por ela e pela banda. Pediu pro Kidão para grava-la numa fita cassete (!) e foi feliz com a tal fita de volta pro apto do Felipe. A banda se chamava Oasis. E a música em questão era “Supersonic”. Foi assim que o jornalista zapper conheceu o conjunto de Liam e Noel.

 

* Na capa da revista Dynamite – era o segundo semestre de 1996 e o Oasis já estava estouradíssimo na Inglaterra. Reunião de pauta na redação da saudosa revista Dynamite, que durante anos só colocara bandas de metal em sua capa e estava tentando mudar sua linha editorial. O repórter eternamente fã de indie rock (esse aqui mesmo), chega para o amado “editador” André Pomba e lança a proposta: “Oasis tem que ser capa! Os caras estão vendendo milhões de discos lá fora e começaram a bombar aqui também!”. Pra total espanto do jornalista maloker, Pomba aprova a sugestão. Foi a primeira revista de rock brasileira a estampar o Oasis em sua capa, sendo que a edição foi para as bancas por volta de outubro daquele ano.

 

 

* Ela adorava “Wonderwall”, cheirar cocaine e… uma noite DEU para o amigo zapper – também meados de 1996. O jornalista sempre muito loker estava trabalhando como repórter de música da mui puderosa revista Interview. E morava numa kit alugada também na avenida 9 de julho. E aquela kit era a verdadeira sucursal do inferno, rsrs. Zilhões de reuniões com grupos de pequenos amigos rolaram ali durante um ano e meio.. E reuniões sempre movidas a whisky, maconha, cocaine e trepadas insanas. Foi nessa época que o autor dessas lembranças algo calhordas se tornou amigo muito próximo da Fabiana. Ela era linda de rosto (parecia uma princesa), tinha peitos enormes e suculentos, inteligentíssima, fã de cultura pop e de Oasis também. Trabalhava como designer numa gráfica e namorava um autêntico zé ruela (por acaso, também amigo do sujeito aqui) por pura carência e desajuste emocional – Fabiana era muito culta mas totalmente confusa e atormentada existencialmente. E vivia “dando mole” para o autor destas linhas virtuais. Sempre que ia visitá-lo n kit, pedia:   “coloca ‘Wonderwall’ pra gente ouvir!”. E cantarolava a música enquanto bebericava doses de Jack Daniel’s e dava uns tequinhos de padê. Pois essa “tortura” durou até uma bela noite de segunda-feira quando Fabi foi pegar o seu amigo jornalista na redação da revista Dynamite (que ficava no bairro paulistano de Pinheiros). De lá a dupla foi tomar algumas brejas na Vila Madalena. E quando já estavam algo ébrios ela deu carona ao seu amigo até a kit em que ele morava. O jornaloker safadão e mamadão não se conteve e TASCOU UM BEIJO DE LINGUA na amiga gostosona. Ela aceitou o beijo. E subiu para a kit. Passou a noite SENDO FODIDA de todas as formas possíveis, ao som de Oasis. No outro dia, o casal acordou por volta do meio-dia e trepou mais um pouco, ela literalmente esfregando seus peitões magníficos na cara de Finaski enquanto rebolava sentada com sua boceta gulosa enterrada no pinto duro do amigo rocker. Finda a foda, ela se vestiu e disse “isso não pode acontecer novamente! Eu NAMORO e você é AMIGO dele!”. E de fato nunca mais aconteceu. Aliás há muitos anos Zap’n’roll nunca mais soube da linda Fabiana. E espera que ela tenha se casado com um sujeito menos tranqueira do que aquele que ela namorou há vinte anos.

A capa da extinta e saudosa revista Dynamite (acima), edição de outubro de 1996, trazendo o Oasis na capa; foi a primeira revista de rock brasileira a colocar a banda dos irmãos Gallagher em sua capa; abaixo, a credencial de repórter utilizada por Zap’n’roll no primeiro show do grupo no Brasil, em março de 1998

 

 

* O primeiro show a gente nunca esquece – foi em 1998, na arena Anhembi em São Paulo. O autor deste blog era repórter da editora Globo, onde estava trabalhando na montagem da revista semanal Época, que seria lançada dali a algumas semanas. Foi moleza conseguir credenciamento para a primeira gig do Oasis em terras brazucas. E foi um SHOWZAÇO, mesmo com Liam estando totalmente ressacudo de cocaine.

 

* O último show a gente também nunca esquece – maio de 2009, novamente na arena Anhembi. Meses depois o Oasis iria chegar ao fim. E nessa apresentação em Sampa a banda realmente já dava mostras de que estava perto do fim. Tocou boa parte do set sem empolgação, como se estivesse ali apenas para cumprir um contrato. Ainda assim foi um concerto bacana, mesmo porque Zap’n’roll já estava apaixonadíssimo por uma garota na distante Macapá (e que foi uma das maiores paixões da sua vida), e passou o tempo todo da gig pensando nela. A madrugada pós-show foi completamente insana: Finaski e amigos rumaram para o clube Outs (no baixo Augusta), onde haveria DJ set do blogão zapper. O sujeito aqui ficou mega loki, óbvio. Bebeu todas, discotecou com gosto e no final da balada, com seu cachê no bolso pegou carona com uma amiga e ambos foram direto para a comunidade de Heliópolis, em busca de muitos pinos de cocaína. Que foram consumidos até o meio da tarde de domingo no confortável apto. de dois quartos que a amiga deste bligueiro habita até hoje, no bairro de Pinheiros.

 

* Esse post especial e essas histórias vividas pelo jornalista gonzo/loker ao som do Oasis vão para amigos que ele adora e que gostam tanto quanto ele da banda dos manos Gallagher, sendo que alguns desses (as) amigos (as) acompanharam muito de perto as recordações escritas aí em cima. Beijos e abraços para as irmãs Adriana e Vera Ribeiro, para a incrível Neide R., pra Nathália “beuda” Machado, e pro povo da Outs (Zé Carlos, Edu Ramos, Tati Ranos e Valentim). Carinho e amor eternos do blog pra todos vocês!

 

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A “INVASÃO” DO GRANDE ROCK DE MANAUS ROLOU BONITA EM SAMPA

Yep. Nas últimas duas semanas pelo menos três das melhores bandas da novíssima cena independente da capital do Amazonas estiveram visitando São Paulo. Querendo divulgar e mostrar melhor seu trabalho musical, Luneta Mágica, Alaíde Negão e Supercolisor vieram fazer shows, gravar programas jornalísticos e mostrar sua cara e seu som, para que a paulistanada arrogante (e que acha que os melhores grupo do Brasil estão aqui mesmo, o que é um engano GIGANTE quando se compara o trabalho dos conjuntos daqui com o feito por outros em outras regiões do país) pare um pouco de olhar pro próprio umbigo e sinta VERGONHA do quase péssimo rock indie que domina atualmente a capital do Estado mais rico do Brasil.

 

O qiarteto Luneta fez algumas pequena gigs e já retornou a Manaus. Idem o experimental e algo maluco Alaíde Negão, que botou a chopperia do Sesc Pompeia pra dançar na última sexta-feira. Ficou ainda por aqui o igualmente ótimo Supercolisor, que se mudou temporariamente para Sampalândia e onde pretende ficar pelo menos até o início do próximo ano, objetivando alavancar sua trajetória. Se você, dileto leitor destas linhas online, quiser ver o grupo em ação ao vivo, dá um pulinho nesta quarta-feira (ou seja, hoje mesmo, quando este post está sendo enfim concluído) na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo), quando eles irão fazer pocket show por lá.

 

Aí embaixo o blog reproduz textos publicados aqui mesmo, no início deste ano, resenhando os novos trabalhos da Luneta e do Supercolisor. Se você perdeu aí está novamente a oportunidade de entender melhor o que é som destes dois conjuntos realmente incríveis.

 O blog exibe com orgulho os CDs lançados este ano pelas ótimas bandas de Manaus, Luneta Mágica e Supercolisor (acima), durante encontro com a turma do Norte em noite animada no bar Parlapatões, na praça Roosevelt, no centrão de Sampa semana passada (abaixo)

 

 

AINDA MAIS PSICODÉLICA E GENIAL, A LUNETA MÁGICA LANÇA O SENSACIONAL “NO MEU PEITO”

 

(publicado por Zap’n’roll em 20 de março de 2015)

 

Não é brincadeira: enquanto o acreano Descordantes desembarcava em São Paulo a bordo do seu sublime primeiro disco de estúdio, o também quarteto Luneta Mágica, de Manaus, disponibilizava em seu site a íntegra do seu segundo álbum, batizado “No meu peito”. Ele está lá, para audição completa, desde o último dia 16. E deve ganhar em breve seu lançamento físico. Pois trata-se de mais um lançamento arrebatador do Grande rock que se faz hoje no Norte do Brasil. A LM não se contentou apenas em manter todos os procedimentos musicais que tornaram sua estreia em “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (editado em 2012) algo assombroso e espetacular. A banda incrivelmente conseguiu ampliar e aperfeiçoar o mix de psicodelia com reverberações de Beatles, bucolismo rocker, canções pastorais eivadas de melodias perfeitas (e imiscuídas aqui e ali por arranjos estranhos e malucos, além de ambiências adornadas por ruídos e distorções), lisergia e chapações diversas, tudo emoldurando vocais harmoniosos e sobrepostos e que dão corpo e vida a letras magníficas, de tão poéticas e imagético/pictóricas. O resultado é um discaço, zilhões de anos luz de distância da imbecilidade sonora que toma conta das bandas independentes do Sudeste. Basta apenas uma audição para se comprovar isso.

 

A Luneta existe há cerca de cinco anos, sendo que inicialmente era um trio formado pelo vocalista e guitarrista Pablo Araújo e pelos multi-instrumentistas Diego Souza e Chico Hernandez, que acabou saindo do conjunto pouco tempo depois do lançamento do primeiro cd. Agora o grupo se transformou em quarteto, com a entrada do também guitarrista Erick Omena e do baterista Eron Oliveira (que já havia participado das gravações do primeiro álbum). É esta formação que registrou a nova e fodástica formada de músicas de uma banda que o blog foi conhecer no final de 2012, quando a produtora e empresária deles, a sempre fofa, meiga e mega simpática Karla Sanchez, entrou em contato com estas linhas online em busca de divulgação para a obra que eles haviam acabado de editar. O já veterano, experiente e calejado jornalista musical ouviu o link enviado por Karla, pirou no ato e caiu de amores pela Luneta Mágica. E desde então é fã ardoroso e incondicional da turma e sempre se pergunta, com todo o respeito e amor que devotamos ao Norte brazuca: como um grupo em MANAUS consegue desenvolver um trabalho artístico tão primoroso enquanto que as bandalhas de Sampa e Rio, tendo perto de si e à sua disposição os melhores estúdios do país, toda a tecnologia de ponta possível e toda a informação possível também (uma informação que, de resto e por conta da internet, circula hoje em qualquer quebrada do planeta), só produzem lixo sônico em sua grande maioria?

 

“No meu peito” exibe onze canções concisas (não há nenhuma que chegue a quatro minutos de duração) e portentosas. Da vinheta que abre e dá título ao disco até a lindíssima, algo “beatle” e mega radiofônica (em sua melodia) “Rita”, que fecha o cd, o ouvinte vai se extasiar plenamente com os eflúvios de Pink Floyd (fase Syd Barrett, of course) e Mutantes, com os arabescos de Radiohead e até com as lembranças de rock rural Mineiro, 14-Bis (!) e Clube Da Esquina (!!!), como nos jogos vocais que conduzem faixas como “Acima das Nuvens” e “Lembra?”. Já “Mantra” é psicodelia inglesa sessentista em estado puro. “Preciso” é um épico sem igual, na melodia tristíssima e na letra que é um escândalo de beleza poética, como as letras de todas as músicas aliás: “O marinheiro/desaguou no mar/sozinho a navegar/desaguou no mar”. Sustentando o poema há um turbilhão de guitarras ao mesmo tempo agônicas e em noise, como o Radiohead produziu em “Paranoid Android”.

 

Há muito mais. Uma fortíssima presença de personagens femininas (reais? Fictícias?) como que impulsionou o vocalista e letrista Pablo a conceber três momentos primorosos e que desvelam uma obra que beira a perfeição estética. “Lulu”, “Mônica” e “Rita” falam de três garotas/mulheres mergulhadas em um mundo de abstrações e doces (ou cruéis) onirismos, em histórias narradas através de letras que dariam bastante satisfação a Lou Reed, Jim Morrison, Van Morrison, Leonard Cohen ou mesmo Cazuza e Lô Borges. “Mônica”, inclusive, é especial para o autor desta resenha: o blog a escutou pela primeira vez há mais de dois anos, durante uma de suas visitas à capital do Amazonas. Numa noite quente de outono (sempre faz calor em Manaus, muito calor) fomos tomar umas brejas com o guitarrista Erick Omena, e dar um passeio de carro com ele pela cidade. Foi quando Erick nos monstrou um registro de “Mônica”, ainda apenas com violão e a voz de Pablo. Zap’n’roll ficou maravilhado. E hoje, escutando a mesma música em seu formato definitivo (com violões, pianos dolentes e uma melodia dionisíaca que a colocaria em qualquer programação DIGNA de rádio fm idem; mas claro, estamos no Brasil e isso não vai acontecer, infelizmente), o jornalista sempre sentimental voltou a se emocionar mais ainda.

 

É um disco AVASSALADOR, no final das contas. Já seríssimo candidato a melhor álbum de rock de 2015. E que mantém viva nossa esperança e crença de que ainda existe vida muito inteligente na cena musical independente brasileira de hoje. A Luneta Mágica continua sensacional, está melhor do que nunca em seu novo trabalho e a cena rocker manauara pode se encher de satisfação e orgulho por saber que possui um grupo dessa qualidade na cidade. “No meu peito” com certeza será lembrado daqui a alguns anos como um dos clássicos desta geração. Uma triste geração inclusive e infelizmente, que perdeu o rumo e mergulhou na ignorância em quase sua totalidade.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICADO SUPERCOLISOR

 

(texto publicado originalmente em 22 de maio de 2015)

 

O quarteto de Manaus Supercolisor existe desde 2008 e antes se chamava Malbec. Passou por uma reestruturação interna, trocou de nome, mudou de line up e contando com novo integrante (o baixista, multiinstrumentista e vocalista Diego Souza, que antes tocou no ótimo Luneta Mágica) lançou há pouco este “Zen total do Ocidente”, onde o grupo (que também conta com Ian Fonseca nos vocais e pianos, Zé Cardoso nas guitarras e vocais e Natan Fonseca na bateria) literalmente apaixona o ouvinte com uma coleção de canções belíssimas, melancólicas e bucólicas em sua concepção melódica e instrumental. Arranjos de pianos e condução de violões constroem planos sonoros que acalentam a alma e o coração e isso se sobressai mais em faixas tristonhas como “Sim”, “Três luzes fixas”, “Os cinco”, “Não”, “Móbile” e a própria canção-título. São as músicas onde a banda consegue seu melhor resultado graças à coesão de uma proposta que rompe com seu próprio passado recente (a “versão” Malbec do conjunto carregava muito no rebuscamento instrumental se espelhando na fase prog do Radiohead, aliás a fase mais sacal do quinteto britânico; fora que havia a incômoda dicotomia das músicas com vocais em inglês e em portguês). Ainda há estranhamentos aqui e ali (as levadas synthpop e os vocoders que surgem nas ambiências eletrônicas e vocais de “Pista Íntima” e “Corte”, e que destoam em muito do restante do trabalho) mas o saldo final, com bons versos em português e canções que remetem ao melhor de um rock reflexivo e melancólico, colocam o Supercolisor muito à frente de boa parte do que se faz nesse momento no quase totalmente inculto rock’n’roll brasileiro. E sinaliza mais uma vez que algumas das melhores formações musicais do país nesse momento estão mesmo na região Norte – basta lembrar dos acreanos Euphônicos, Los Porongas e Os Descordantes, nomes que deixam grupos do Sudeste comendo poeira no quesito qualidade artística. Para saber tudo sobre o Supercolisor e ouvir seu novo álbum, vai nesses links: http://www.supercolisor.com/home e http://www.supercolisor.com.

 

 

MUSA ROCKER – UMA EDIÇÃO ESPECIAL COM AS “SECRETAS” MAIS SAFADAS QUE JÁ POSARAM PARA O BLOG

Exatamente! Enquanto pesquisamos e procuramos a nova musa que vai encantar seus olhos e turbinar seus hormônios (e ainda mais agora que a Playboy americana decidiu NÃO mais publicar fotos de NUDES femininos, uia!), preparamos essa super SELEÇÃO aí embaixo: as musas SECRETAS mais SAFADONAS que já passaram por aqui.

 

Aprecie sem moderação, sempre!

Musa S.R, de São Paulo; idade: 33; uma cantora: Lana Del Rey; uma banda: Oasis; um escritor: Charles Bukowski; é a nova e desvairada paixão do blogger safado eternamente loker, sendo que o casal está literalmente se DEVORANDO há quase dois meses; ela FODE muito, e está levando o velho jornalista zapper à loucura, literalmente

 

Musa M.S., de São Paulo; idade: 33; estudante de Publicidade; uma banda: Soundgarden; sobre ela: o blog teve uma TÓRRIDA sessão de três FODAS insanas com essa pretaça fã de Bukowsi e que sabe arrancar PORRA de um homem na cama; não à toa o zapper quase se apaixonou por ela. Quase…

 

 Musa K.S., do interior do Nordeste; idade: 22; cursa Letras; uma banda: Vanguart

Musa A. R., do interior de São Paulo; idade: 23; uma banda: AC/DC; uma TARA: sou CASADA, mas AMO FODER com outros machos além do meu marido”, uia!

 

O velho jornalista gonzo/loker/bukowskiano e sua musa secreta amada, S.R.: paixão avassaladora há quase dois meses

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o quarteto paulista Doutor Jupter (egresso da cidade de Ribeirão Preto e há alguns anos radicado em São Paulo) é das melhores e mais gratas formações de uma ainda quase minúscula cena folk rock brasileira. Formado pelo vocalista, guitarrista, violonista e letrista Ricardo Massonetto, pelo seu irmão e baixista Dudu Massonetto, pelo multiintrumentista Rodrigo Meszaros e pelo baterista Mateus Briccio, o grupo acaba de lançar seu segundo álbum de músicas inéditas. “Na Varanda” (gravado com apoio do Proac Musical 2014 do governo do Estado de São Paulo) tem esse título justamente por retratar com fidelidade a proposta desenvolvida pelo DJ: registrar as canções ao vivo, em uma VARANDA de uma casa na região da cidade de Mairiporã (Grande São Paulo), sendo que o conjunto teve esse registro acompanhado de um pequeno público composto por amigos. É no final das contas um disco magnífico em suas ambiências folkers e que também deambulam por rock, road songs tramadas com banjos, bandolins, gaitas e violões e até em aproximações com a música caipira (como ocorre em “Caberá”). As melodias são belíssimas, os arranjos bacaníssimos e alguns versos de algumas letras podem soar até um pouco simplórios aos ouvintes. Mas “Na Varanda” (que aprimora muito a perspectiva musical do conjunto, que já havia lançado um execelente cd homônimo há quatro anos) exibe uma banda muito acima da média do que se escuta atualmente no rock independente nacional, e isso pode ser facilmente comprovado quando você escuta faixas como “Noutra primavera”, “O melhor do mundo” ou “Coisas do coração”. O discão já está disponível em cd físico mas também pode ser ouvido na ÍNTEGRA no link aí embaixo. E se interessou pela banda? Mais sobre ela aqui: https://www.facebook.com/doutorjupter?fref=ts. Sendo que o quarteto é uma das atrações da última festa do blog de 2015, no próximo dia 28 de novembro.

 O quarteto folk rock Doutor Jupter (acima) acaba de lançar seu segundo trabalho com músicas inéditas; um disco belíssimo que pode ser ouvindo na íntegra no link abaixo

 

* Festival: e como toda a nação indie já está sabendo, hoje começa o Popload Festival, o evento criado pelo nosso queridão Lúcio Ribeiro, um dos jornalistas musicais que ainda merecem o respeito que têm na imprena musical brasileira. Em um país onde festival de rock se transformou em sinônimo de parque de diversões gigante pra coxinhas e pirralhada que vai a esses locais pra fazer tudo, menos prestar atenção na MÚSICA (né Lollapalooza e Rock In Rio), o Popload é mesmo uma maravilha e que já vale a ida até o Audio Club (na avenida Francisco Matarazzo, 694, zona oeste da capital paulista), onde ele irá rolar, apenas por ter dois headliners MONSTROS, que são Iggy Pop (fechando a primeira noite) e Belle & Sebastian (encerrado o sábado), fora que há muito mais e você pode conferir a programação completa aí embaixo. Vai lá que o zapper rocker também estará no Audio logo menos, batendo a cabeça e sacudindo o corpo ao som do velho e lendário Iguana.

O grupo escocês Belle & Sebastian, que fecha o Popload Festival neste sábado

 

DIA 16 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA:

IGGY POP

EMICIDA

TODD TERJE

SONDRE LERCHE

Britt Daniel & Lovefoxxx (DJ Set)

NATALIE PRASS

THE TWELVES

 

DIA 17 DE OUTUBRO, SÁBADO:

 

BELLE & SEBASTIAN

SPOON

HOLY GHOST! DJ SET

CIDADÃO INSTIGADO

Chris and Rich (Belle and Sebastian) DJ Set

ERIC DUNCAN

BARBARA OHANA

 

* Mais sobre o festival, aqui: https://www.facebook.com/events/964838283577098/.

 

* Baladas no finde: com o postão sendo encerrado na sexta-feira, 16 de outubro e com o Popload Festival dominando o finde em Sampa, vamos ver o que dá pra fazer na cidade além de curtir as gigs imperdíveis do Iggy Pop e do Belle & Sebastian. Hoje, 16, tem pocket show bacanão onde o guitarrista e vocalista Robson Gomes (ex-The Concept) mostra seu trabalho solo, lá na Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois a pedida é ir se acabar na festa rocker Bandit, la na Tex (que fica na Augusta, esquina com a rua Peixoto Gomide).///Já no sabadão vai ter gig do Betty57 no Hotel Bar (que fica na rua Matias Aires, 78, metrô Consolação, região central de Sampa), DE GRAÇA, a partir das oito da noite. E depois não tem erro: é beber até cair no open bar infernal do Outs (no 486 da rua Augusta). Beleusma? Então nem pensa em ficar morgando em casa com esse calorão. Se joga, porra!

 

 

E FIM DE PAPO

Postão finalmente concluído, néan. Então ficamos assim: semana que vem deve pintar nova postagem gigante e inédita por aqui. Mas por enquanto vamos nos preparar pra levar um lero com um certo James Osterberg hoje à noite. E depois o blog conta como foi, okays? Até mais então!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/10/2015 às 16hs,)

Exclusivão do blogão: a invasão do GRANDE rock do sempre amado norte brazuca, com a estreia em cd dos Descordantes (de Rio Branco, no Acre) e o novo disco da Luneta Mágica (Manaus); as “novas” (???) atrações do Rock In Rio, o showzaço do Temples em maio em Sampa e diretamente de Santa Catarina, uma musa rocker comportada mas muito sexy e classuda, ulalá! (postão finalmente e totalmente concluído, com o roteiro cultural e de baladas, mostrando já um vídeo de como foi a gig de Jack White em Porto Alegre e abrindo a promo que vai dar tickets NA FAIXA pro show do quarteto inglês Temples, em maio em Sampa) (atualização final em 25/3/2015)

O grande rock do Norte e uma gataça tesuda do Sul se encontram nesse postão zapper: Os Desocordantes (acima), do Acre, e a Luneta Mágica (abaixo), de Manaus, lançam dois dos melhores discos da cena independente nacional deste ainda início de 2015; e diretamente de Santa Catarina a classuda musa rocker Karla Souza (também abaixo) vai deixar a marmanjada com água na boca em seu ensaio para o blog

 

O Acre existe.

E não apenas existe como é o Estado que está dando ao rock brasileiro dos anos 2000’ algumas de suas melhores bandas. E não há exagero algum nessa afirmação pois o “caso de amor” de Zap’n’roll com a região Norte do país já é longo e permitiu a estas linhas virtuais conhecer grupos e artistas que estão muito à frente do que se produz hoje em dia em termos de música pop no sempre arrogante Sudeste brazuca (onde, teoricamente, está o centro difusor de cultura do país). Yep, em sua eterna prepotência e complexo de superioridade, de “olhar o restante do Brasil sempre com o nariz empinado” a “intelligentsia” rock de Rio e Sampa sempre desdenhou de um Estado que fica muito distante daqui e que está praticamente encravado no coração da floresta amazônica. A pergunta, em tom de sarcasmo e deboche, era sempre a mesma: “mas o Acre existe?”. Pois o blog começou a desbravar as terras acreanas e seu povo bonito, inteligente, hospitaleiro, simples, humilde e acolhedor (fora e as gatas de lá que são lindíssimas) a partir de 2006, quando foi pela primeira vez até Rio Branco (a capital do Estado) para cobrir um festival de rock. Conheceu bandas espetaculares, fez grandes amigos (e convive com muitos deles até hoje) e voltou à cidade mais algumas vezes, sendo a última no final de 2014 quando fomos convidados a cobrir o show de lançamento do disco de estreia do trio Euphônicos, um dos atuais nomes gigantes da música de lá e sobre o qual estas linhas online já falou bastante (e vai falar novamente neste mesmo post, mais aí embaixo). E hoje, mais uma vez, dedicamos em edição especial do blog zapper boa parte de nosso espaço a falar dos grupos nortistas, especificamente Os Descordantes do Acre, e a Luneta Mágica de Manaus. O primeiro acaba de lançar seu primeiro cd em plataforma física (sendo que as músicas já estavam disponíveis na web desde o ano passado), fazendo inclusive uma mini turnê pelo Sudeste (tocaram na semana passada e esta semana em São Paulo, sendo que uma das gigs foi acompanhada de perto pelo jornalista rocker, que se emocionou de verdade com a apresentação do quarteto) para divulgar o trabalho. Já o manauara Luneta acabou de disponibilizar na internet seu segundo disco de estúdio (em breve será lançada a versão física do mesmo), um escândalo de melodias estranhas, envolventes, belíssimas, com alto teor de psicodelia e letras que desvelam uma qualidade textual e poética inimaginável no raquítico rock que se faz nesse momento no eixo Rio/SP. Portanto, com muita justiça, o blogão fala bastante neste post que começa agora sobre os ótimos sons que emanam do Norte. E se o Acre nas últimas semanas se tornou mais comentado e conhecido no restante do Brasil por conta da cheia cruel do rio que corta todo o Estado e que tem o mesmo nome, já está mais do que na hora de ele também ser conhecido e reverenciado pela arte musical que produz. Pois é de lá que surgiram alguns dos melhores conjuntos que os ouvidos deste já calejado jornalista musical tiveram o prazer de escutar nos últimos anos. Então se acomode aí do outro lado da tela e venha conosco, descobrir o fantástico rock que é feito pelos povos da floresta.

 

 

* Não dá pra começar as notas iniciais deste post sem mencionar o grande e bizarro festival que foi a defenestração do Ministro da Educação, Cid Gomes, na última quarta-feira. O cabra macho foi no Congresso e disse na cara larga o que todo mundo está careca de saber: que o bando de RATAZANAS que habita eternamente aquele lugar podre é sim ACHACADOR do governo. Foi demitido logo em seguida pela Dilmona, claro. E não que o blog morresse de amores pelo Cidão (muito pelo contrário) mas que ele foi MACHO, isso foi. No final das contas a situação política do país está mesmo ganhando ares de tragicomédia farsesca e dantesca. E isso não é de hoje: há exatos vinte anos os Paralamas Do Sucesso lançaram a música “Luis Inácio (300 picaretas)”, no álbum “Vamo batê lata” e onde Herbert Vianna, com grande argúcia e sagacidade, escreveu uma letra mega crítica do quadro político de então,  baseado em declarações de Lula onde o ainda deputado (e depois, presidente do Brasil) reclamava da calhordice de seus “colegas” de ofício. Ou seja: de lá pra cá absolutamente NADA mudou no Brasil. Então o que Cid Gomes disse a respeito dos parlamentares em Brasília não é nenhuma novidade, infelizmente.

 

* Só pra recordar, aí embaixo no vídeo a música dos Paralamas.

 

 

* Descendo a ladeira, I: a produção do Rock In Rio anunciou ontem: Rihanna volta ao festival, que também vai ter… Motley Crue!!! Wow!!! Ok, ok, ela é um BOCETAÇO cantante mas pelamor… e essas bichonas velhas do hoje cafoníssimo MC, fala sério… definitivamente é uma VERGONHA o RIR, na edição comemorativa dos seus trinta anos, estar com um line up desse nível. Não dá pra ir, não rola.

 Ela é um XOXOTAÇO cantante mas… de novo no Rock In Rio???

 

 

* Pelo menos anunciaram que vai ter (olha só!) o fodástico duo inglês Royal Blood, tocando no dia 19 de setembro no palco Mundo, antes do arremedo do Queen fechar a noite. Já é alguma coisa (o RB lançou um disco de estreia fodíssimo ano passado) mas quem sabe a dupla também faça uma gig em Sampa, o que evitaria ter que ir até o balneário apenas pra conferir a apresentação deles.

 

 

* Descendo a ladeira, II: basta apenas uma olhada no site da revista e na capa de sua mais recente edição (com o “rockstar” Slash, jezuiz…) pra se chegar à conclusão: a edição brasileira da Rolling Stone já elvis. Está indo mesmo pro buraco, sem dó. Também, tendo em seu corpo editorial um ESTRUME chamado PC como um de seus editores, esperar o quê?

 

 

* Ok, ok, o hype do momento é o quarteto pós-punk canadense Viet Cong. Que estas linhas online já estavam ouvindo falar desde o final do ano passado mas acabaram indo escutar o disco de estreia deles (homônimo, e que saiu em janeiro passado) apenas esta semana. São apenas sete faixas e pouco mais de trinta e seis minutos de música. E sim, o som é soturno, as guitarras oscilam entre noise e melodias sombrias e o vocal do baixista e líder da banda, Matt Flegel, lembra de fato muito o saudoso Ian Curtis, a lenda que um dia cantou à frente do Joy Division. Há pelo menos uma faixa sensacional no álbum, “Bunker Buster”, e ele ganhou cotações expressivas no Allmusic, no Pitchfork e no Consequence Of Sound. Mas a questão que fica é: não seria apenas mais um hype gigantesco que logo menos irá se dissipar na poeira do rock indigente de hoje em dia? A conferir…

 O pós-punk canadense Viet Cong: o novo Joy Division?

 

 

* Pra quem quiser conhecer a estreia do Viet Cong (que além de Mett conta com Scott Munro e Daniel Christiansen nas guitarras, além do batera Mike Wallace), basta clicar aí embaixo, onde está o disco integral da turma.

 

 

*E melhor notícia sobre shows gringos, impossível: a gig dos psicodélicos ingleses do Temples rola dia 16 de maio (um sabadão) em Sampa, lá onde era o Studio Emme em Pinheiros (na avenida Pedroso de Moraes, próximo ao prédio da Fnac). E os tickets já estão à venda, com preços decentíssimos (milagre!), sendo que o mais caro sai por 80 pilas. Esse show sim é IMPERDÍVEL!

 Os neo psicodélicos ingleses do Temples: show dia 16 de maio em Sampa

 

 

* Você ainda NÃO ouviu a estreia do Temples? Pelamor, rsrs. Clica aí embaixo então e escuta, porran.

 

 

* E nope, sem putaria nesse post e sem dorgas também (uia!) aqui nas notas iniciais. No próximo postão sim teremos um diário sentimental erótico (ulalá!), capaz de fazer chocar as putaças mais ordinárias. Aguardem!

 

 

* E yep, tem música nova do Blur na área. Eles lançaram ontem “There Are Too Many Of Us”, que é bem legalzinha e deverá fazer parte do novo disco de estúdio deles. Ouça aí embaixo e veja o que você acha.

 

 

* Mas agora é hora de falarmos com total orgulho do grande rock que vem do Norte brasileiro. Com vocês: Os Descordantes!

 

 

DE RIO BRANCO, NO ACRE, MAIS UMA BANDA SUBLIME DO ATUAL INDIE ROCK BR: OS DESCORDANTES

Eles surgiram em Rio Branco, capital do Acre, em julho de 2010. A ideia era fazer rock mas com elementos da música regional nortista, de MPB e até do chamado cancioneiro popular brega. E foram quatro anos burilando um repertório que prima pelo excelente gosto melódico, pelos arranjos preciosos de metais e teclados e por uma poesia intensamente romântica nas letras escritas e cantadas pelo vocalista e guitarrista Diego Torres. Ao lado dele estão o tecladista Marxon Henrique, o baixista Saulo Melo e o baterista George Naylor, com quem Zap’n’roll bateu um ótimo papo esta semana e cujos principais trechos você pode conferir mais aí embaixo.

 

A banda então foi crescendo musicalmente e compôs uma batelada de lindas canções que resultaram no álbum “Espera a chuva passar”. Produzido pelo músico João Vasconcelos (ex-guitarrista de outro gigante do rock acreano, o quarteto Los Porongas, além de dileto amigo destas linhas rockers bloggers) o disco chegou antes na internet, onde foi postado na íntegra em meados do segundo semestre de 2014 na plataforma Soundcloud. A repercussão foi enorme para um grupo egresso de um Estado encravado na floresta amazônica e muito distante do centro do país. E agora em março foi com alegria que Os Descordantes finalmente conseguiram também registrar na plataforma física do cd as canções de seu primeiro trabalho de estúdio.

 

Para comemorar o fato o conjunto veio fazer uma mini turnê pelo Sudeste, com shows em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba – depois os rapazes voltam novamente pro Norte, tocando em Porto Velho (capital de Rondônia) e na sua cidade natal, que anda sofrendo cruelmente nas últimas semanas por conta das enchentes do rio Acre.

 

O blog assistiu a apresentação deles semana passada na loja Sensorial Discos. Foi uma noite emocionante, com uma performance arrebatadora e que conquistou o público presente. E mais agora sobre eles você fica sabendo aí embaixo, lendo a entrevista que fizemos com o batera George.

Zap’n’roll “cercado” pela turma dos Descordantes, semana passada na Sensorial Discos em São Paulo: o show foi lindão!

 

Zap’n’roll – a banda acaba de lançar seu primeiro álbum, “Espera a chuva passar” na plataforma física, sendo que na verdade ele já está na internet (no serviço Soundcloud) desde o final do ano passado. Então como tem sido a repercussão dele na web e qual a expectativa de vocês agora que o cd foi lançado?

 

George Naylor – A repercussão na web foi muito boa, mas a gente sentiu que tinha dado o que tinha que dar e que só daríamos o próximo passo com esse lançamento físico. Tivemos 15mil audições do disco online e agora estamos começando o trabalhado de divulgação do disco físico. É aí que vamos sentir a real repercussão desse disco.

 

Zap – ok. E eu mesmo, admito, fui conhecer a banda apenas quando o jornalista e amigo Fábio Gomes veio comentar comigo, no final de 2014. Então para quem não conhece o trabalho dos Descordantes, gostaria que você desse um resumo da história do grupo até aqui.

 

George – essa é uma parte muito especial do trabalho, é a materialização de um sonho. O lançamento virtual é muito importante neste contexto “digital moderno”, mas menos de 40 % da população tem acesso aos links. A ideia nasceu em 2010 quando o Dito (apelido do vocalista Diego) que já tinha tocado em vários outros projetos musicais me convidou pra compor essa nova experiência que buscava na prática realizar esse passeio pelas vertentes nacionais. Começamos a ensaiar e gravamos o nosso primeiro Ep em 2012 no estúdio do produto acreano Alamo Kario. Em seguida a banda passou por uma reformulação, quando o querido Saulinho assumiu a chefia da nossa “cozinha”. Em 2140 entramos no estúdio GDmusic com a produção do nosso conterrâneo e parceiro de sonhos, João Eduardo, que contribuiu diretamente com o resultado e harmonia desse projeto musical “Espera a Chuva Passar”.

 

Zap – sim, e o disco é sensacional, pode ter certeza disso. E observo que vocês formam, ao lado dos Euphônicos e dos Los Porongas, uma tríade de bandas fantásticas vindas do Acre. O que me leva a perguntar: você considera que o rock feito hoje no seu Estado está entre os melhores da atual cena independente brasileira?

 

George – o nosso trabalho não busca nivelar qualidades artísticas. Nosso objetivo é buscar da melhor maneira possível apresentar a qualidade da música produzida pelos artistas acreanos. Nossa escola sempre trabalhou dessa forma, observando os antigos como Tião Natureza, Jorge Cardoso, Pia Vila e os nossos sempre mentores Los Porongas, assim revelado um novo cenário artístico cultural para o nosso estado.

 

Zap – bom, eu e o blog sempre fomos fãs das bandas do Norte. E como tal sempre achei uma tremenda babaquice as pessoas do Sudeste terem aquela postura arrogante e sarcástica ao fazer a pergunta, em tom de deboche: o Acre existe? Não apenas existe como está dando ao país grupos musicais melhores dos que os que existem hoje em São Paulo ou Rio De Janeiro, por exemplo. Aqui as bandas se preocupam muito em COPIAR guitarras, riffs e melodias do indie rock inglês. Já vocês possuem uma gama de referências que abarca o cancioneiro do Norte, o rock propriamente dito e até a música popularmente classificada como “brega”, na linha de Odair José, algo que fica claríssimo nos arranjos de metais em algumas faixas. É isso mesmo? Se sim, fale sobre as influências e o processo de composição de vocês.

 

George – ” O  Acre é aquilo que ainda estar por vir ” como afirmou lucidamente o gênio Gilberto Gil. O processo de criação começa sempre com o Dito apresentando as letras e depois todos construímos as músicas, seus ritmos e harmonias. Todas as nossas influências fazem grande parte do processo final do trabalho e nossos ouvidos sempre foram atentos a esses nomes como Cartola, Paulo Diniz, Zé Geraldo, Paulinho da Viola, Reginaldo Rossi e vários nomes do rock mundial.

 

Zap – com bandas acreanas, um Estado tão distante dos habitualmente principais centros difusores de cultura do país (como Rio e São Paulo), fazendo um trabalho autoral tão bacana, qual a avaliação que você da atual cena independente nacional? As melhores bandas estariam mesmo no Norte do Brasil?

 

George – acredito que o cenário nacional da música independente  vem novamente ganhando força e voltando a respirar e hoje podemos citar vários exemplos de atuais pérolas da música brasileira como o premiado disco Gira Mundo do nosso querido Daniel Groove, o trabalho do Bruno Solto, dos Porongas e vários outros artistas. Sem dúvidas o norte e o nordeste tem uma parcela significativa nesse processo.

 

Zap – certo. E encerrando: com disco agora lançado também em cd físico, quais as perspectivas do grupo para os próximos meses?

 

George – nossa ideia principal é centralizar as energias nessa turnê e conseguir da melhor maneira possível divulgar nosso trabalho. Em seguida vamos fazer o encerramento da turnê com um show beneficente em solidariedade as famílias atingidas pelas águas do rio Acre. A turnê também vai acontecer nos 22 municípios acreanos em um segundo momento.

 

 

“ESPERA A CHUVA PASSAR” – O DISCO

Nos anos 80’ o rock nacional era mainstream e havia ótimas bandas e péssimas bandas. Mas as ótimas construíram uma geração inesquecível em termos de composições perfeitas e letras que beiravam a perfeição em termos de poesia romântica ou contestação político/social. Eram tempos de Legião Urbana, Ira!, Titãs, Plebe Rude, Paralamas Do Sucesso. Depois veio o declínio já na década de 90’. E nos anos 2000’ o mainstream se esfacelou, o rock nacional em sua quase totalidade se tornou independente (ou alternativo) e o resultado é que hoje há milhares de bandas espalhadas pelo país de Norte a Sul. E poucas, muito poucas, escapam da grotesca mediocridade intelectual que domina essa cena rock independente. Então quando nos deparamos com uma banda como Os Descordantes e com um disco quase sublime como esse “Espera a chuva passar”, só podemos exultar de satisfação, com o coração e alma em alegria plena.

 

Não há uma música ruim no disco. Todas possuem um burilamento melódico precioso e arranjos precisos de metais e teclados. A voz de Diego é poderosa e ele mesmo já declarou que prefere valorizar mais a melodia do que riffs de guitarra. E sua ótima formação cultural (tanto ele quanto o baterista Naylor são jornalistas e trabalham na imprensa da capital do Acre) lhe permitiu compor versos que estão muito acima da média tosca que se ouve atualmente no emburrecido roquinho nacional. Não só: veterenos e experientes músicos da cena acreana, o tecladista Max e o baixista Saulinho completam à perfeição a formação musical da banda. Não há erros no cd, só acertos.

Capa do primeiro disco do quarteto acreano Os Descordantes: o melhor rock do Brasil hoje vem do Norte

 

Como se não bastasse, a gama de referências musicais impressiona: as faixas deambulam pelo rock mas também por MPB, música regional do Norte e até cancioneiro popular à lá Reginaldo Rossi e Odair José, como na divertidíssima “Sair Daqui”, onde os metais gritam junto com a guitarra enquanto o vocalista Diego canta “Vou te ver pra sempre/Em cada rosto que olhar/Em cada pescoço que eu beijar/Em cada canto que eu cantar”. Além dela há um festival de canções avassaladoras e arrebatadoras no disco de tão lindas e, em alguns casos, melancólicas. Escolha a sua (“Três dias”, “Hoje de manhã”, “Descrença”, “O porto e o rio”), sendo que a preferida do blog é “Não me leve a mal” (letra mais aí embaixo): a perfeição em forma de balada rock que tocaria sem parar em qualquer FM se elas burra e teimosamente ainda não fossem movidas a esquemas sórdidos de jabá.

 

É um discão que já entra tranquilamente na lista dos melhores de 2015. E os Descordantes vêm se juntar aos Euphônicos e aos já veteranos Los Porongas para compor uma tríade do que de melhor existe nesse momento no rock brasileiro. Um rock que vem do amado e distante Norte. Que vem do Acre. Com muita honra e orgulho.

 

* Para saber mais sobre a banda e ouvir as músicas do seu estupendo disco de estreia, vai aqui: https://soundcloud.com/search?q=os%20descordantes. E aqui também: https://www.facebook.com/OsDescordantes?fref=ts.

 

* Os próximos shows do quarteto são amanhã, sábado (21) no Espaço 50, em São Caetano Do Sul (grande SP), e dia 24 no Espaço Zé Presidente (na rua Cardeal Arcoverde, na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista).

 

 

OS DESCORDANTES – UMA LETRA

“Não me leve a mal”

 

Não me leve à mal

pensei mais em ti do que em mim

pesei todos os pontos

Os bons e os ruins

Sinto muito se não deu

Pois eu acho que valeu

Ainda hoje eu guardo o retrato na minha cabeceira

Não é falta de amor

Nem é falta de carinho

Simplesmente acho que eu fico melhor sozinho

Passa o tempo e eu sinto Que nada mudou

Poderia até tentar novamente

Mas me diga, sincera

Você acha que iria mudar

Não que eu estaja contente

Vou fazendo de tudo que posso

Pra não te lembra

Madrugada chuvosa me esforço

Pra não te ligar

Não foi falta de amor

Nem é falta carinho

Mas quando bate a saudade me dói ficar sozinho

 

 

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AINDA MAIS PSICODÉLICA E GENIAL, A LUNETA MÁGICA LANÇA O SENSACIONAL “NO MEU PEITO”

Não é brincadeira: enquanto o acreano Descordantes desembarcava em São Paulo a bordo do seu sublime primeiro disco de estúdio, o também quarteto Luneta Mágica, de Manaus, disponibilizava em seu site a íntegra do seu segundo álbum, batizado “No meu peito”. Ele está lá, para audição completa, desde o último dia 16. E deve ganhar em breve seu lançamento físico. Pois trata-se de mais um lançamento arrebatador do Grande rock que se faz hoje no Norte do Brasil. A LM não se contentou apenas em manter todos os procedimentos musicais que tornaram sua estreia em “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (editado em 2012) algo assombroso e espetacular. A banda incrivelmente conseguiu ampliar e aperfeiçoar o mix de psicodelia com reverberações de Beatles, bucolismo rocker, canções pastorais eivadas de melodias perfeitas (e imiscuídas aqui e ali por arranjos estranhos e malucos, além de ambiências adornadas por ruídos e distorções), lisergia e chapações diversas, tudo emoldurando vocais harmoniosos e sobrepostos e que dão corpo e vida a letras magníficas, de tão poéticas e imagético/pictóricas. O resultado é um discaço, zilhões de anos luz de distância da imbecilidade sonora que toma conta das bandas independentes do Sudeste. Basta apenas uma audição para se comprovar isso.

 

A Luneta existe há cerca de cinco anos, sendo que inicialmente era um trio formado pelo vocalista e guitarrista Pablo Araújo e pelos multi-instrumentistas Diego Souza e Chico Hernandez, que acabou saindo do conjunto pouco tempo depois do lançamento do primeiro cd. Agora o grupo se transformou em quarteto, com a entrada do também guitarrista Erick Omena e do baterista Eron Oliveira (que já havia participado das gravações do primeiro álbum). É esta formação que registrou a nova e fodástica formada de músicas de uma banda que o blog foi conhecer no final de 2012, quando a produtora e empresária deles, a sempre fofa, meiga e mega simpática Karla Sanchez, entrou em contato com estas linhas online em busca de divulgação para a obra que eles haviam acabado de editar. O já veterano, experiente e calejado jornalista musical ouviu o link enviado por Karla, pirou no ato e caiu de amores pela Luneta Mágica. E desde então é fã ardoroso e incondicional da turma e sempre se pergunta, com todo o respeito e amor que devotamos ao Norte brazuca: como um grupo em MANAUS consegue desenvolver um trabalho artístico tão primoroso enquanto que as bandalhas de Sampa e Rio, tendo perto de si e à sua disposição os melhores estúdios do país, toda a tecnologia de ponta possível e toda a informação possível também (uma informação que, de resto e por conta da internet, circula hoje em qualquer quebrada do planeta), só produzem lixo sônico em sua grande maioria?

 

“No meu peito” exibe onze canções concisas (não há nenhuma que chegue a quatro minutos de duração) e portentosas. Da vinheta que abre e dá título ao disco até a lindíssima, algo “beatle” e mega radiofônica (em sua melodia) “Rita”, que fecha o cd, o ouvinte vai se extasiar plenamente com os eflúvios de Pink Floyd (fase Syd Barrett, of course) e Mutantes, com os arabescos de Radiohead e até com as lembranças de rock rural Mineiro, 14-Bis (!) e Clube Da Esquina (!!!), como nos jogos vocais que conduzem faixas como “Acima das Nuvens” e “Lembra?”. Já “Mantra” é psicodelia inglesa sessentista em estado puro. “Preciso” é um épico sem igual, na melodia tristíssima e na letra que é um escândalo de beleza poética, como as letras de todas as músicas aliás: “O marinheiro/desaguou no mar/sozinho a navegar/desaguou no mar”. Sustentando o poema há um turbilhão de guitarras ao mesmo tempo agônicas e em noise, como o Radiohead produziu em “Paranoid Android”.

A capa (acima) do segundo álbum de estúdio do quarteto Luneta Mágica, já sério candidato a melhor disco de rock deste ano; abaixo, Zap’n’roll e o guitarrista e vocalista Pablo Araújo no bar do Armando, em Manaus, em dezembro passado, tomando algumas brejas

 

Há muito mais. Uma fortíssima presença de personagens femininas (reais? Fictícias?) como que impulsionou o vocalista e letrista Pablo a conceber três momentos primorosos e que desvelam uma obra que beira a perfeição estética. “Lulu”, “Mônica” e “Rita” falam de três garotas/mulheres mergulhadas em um mundo de abstrações e doces (ou cruéis) onirismos, em histórias narradas através de letras que dariam bastante satisfação a Lou Reed, Jim Morrison, Van Morrison, Leonard Cohen ou mesmo Cazuza e Lô Borges. “Mônica”, inclusive, é especial para o autor desta resenha: o blog a escutou pela primeira vez há mais de dois anos, durante uma de suas visitas à capital do Amazonas. Numa noite quente de outono (sempre faz calor em Manaus, muito calor) fomos tomar umas brejas com o guitarrista Erick Omena, e dar um passeio de carro com ele pela cidade. Foi quando Erick nos monstrou um registro de “Mônica”, ainda apenas com violão e a voz de Pablo. Zap’n’roll ficou maravilhado. E hoje, escutando a mesma música em seu formato definitivo (com violões, pianos dolentes e uma melodia dionisíaca que a colocaria em qualquer programação DIGNA de rádio fm idem; mas claro, estamos no Brasil e isso não vai acontecer, infelizmente), o jornalista sempre sentimental voltou a se emocionar mais ainda.

 

É um disco AVASSALADOR, no final das contas. Já seríssimo candidato a melhor álbum de rock de 2015. E que mantém viva nossa esperança e crença de que ainda existe vida muito inteligente na cena musical independente brasileira de hoje. A Luneta Mágica continua sensacional, está melhor do que nunca em seu novo trabalho e a cena rocker manauara pode se encher de satisfação e orgulho por saber que possui um grupo dessa qualidade na cidade. “No meu peito” com certeza será lembrado daqui a alguns anos como um dos clássicos desta geração. Uma triste geração inclusive e infelizmente, que perdeu o rumo e mergulhou na ignorância em quase sua totalidade.

 

* Para ouvir o novo e fodíssimo álbum da Luneta Mágica, vai aqui: http://lunetamagica.com.br/. E pra saber mais sobre a banda, vai aqui: https://www.facebook.com/bandalunetamagica/timeline.

 

 

LUNETA MÁGICA – UMA LETRA

 

“Mônica”

 

mônica, a vida sopra forte

e aqui no norte

só o amor vai te salvar, mônica

 

amanhã a árvore da vida

ainda vai florescer

eu sei

 

mônica, teus sonhos sempre foram

o teu caminho, mônica

o teu caminho, mônica

 

amanhã a velha roupa colorida

não serve mais, mônica

eu sei

 

vi no teu quarto só retratos desbotados

vi nos teus braços só retratos desbotados

e no teu quarto só retratos desbotados

 

mônica, mônica, mônica, mônica

 

 

TÓPICO IMAGÉTICO: FINASKI, O JORNALISTA LOKER/ROCKER NO ROLÊ COM OS AMIGOS DO ROCK’N’ROLL

Com quem: Edgard Scandurra e Nasi, a dupla fundadora do gigante Ira!

 

Onde: no camarim do Audio Club, em São Paulo.

 

Quando: após showzaço do Ira! por lá, em setembro do ano passado.

 

Sobre a foto: Zap’n’roll conhece pessoalmente o guitarrista e o vocalista do Ira! há mais de três décadas. Uma longuíssima amizade que sobrevive ao tempo e acompanha a banda desde que ela nasceu, em 1981. E essa gig na Audio foi sensacional: quase duas horas e meia de show que emocionou as quase três mil pessoas que estavam lá. É por causa de grupos como o Ira! que ainda acreditamos nessa porra de rock’n’roll.

O jornalista loker e seus velhos amigos do rock’n’roll

 

 

MUSA ROCKER – A CLASSUDA E DELICIOUS CATARINENSE KARLA

Nome: Karla Souza.

 

Idade: 36 anos.

 

De: São José (região metropolitana de Florianópolis), Santa Catarina.

 

O que faz: estuda Jornalismo e é chef de cozinha.

 

Mora com: bichos de estimação.

 

Três bandas: The White Stripes, Imelda May e Dave Matthews Band.

 

Três discos: “Mothership” (Led Zeppelin), “Flashpoint” (The Rolling Stones) e “Love Tattoo” (Imelda May).

 

Três filmes: “Pulp Fiction”, “O Poderoso Chefão” e “O fabuloso destino de Amélie Poulain”.

 

Três diretores de cinema: Quentin Tarantino, Martin Scorsese e Alfred Hitchcock.

 

Um show inesquecível: U2 na turnê “360 graus”.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: Karlinha é tudibom, sendo que jornalista e musa se conhecem apenas VIRTUALMENTE (e lá se vão mais de cinco anos nessa amizade, rsrs). Mas sempre fomos fã da gata pela sua beleza, inteligência, cultura e por ela ser do rock e uma chef de mão cheia – ela é dona de uma confeitaria em São José. E além disso tudo se trata de uma moça classuda no último, como você pode conferir ensaio logo abaixo.

 

Então pros rapazes: Karla Souza, garota pra casar! Mesmo porque ela está SOLTEIRA, ulalá!

 A musa rocker e o Rei

 

A bocona com batom vermelho,, as unhas pintadas de preto… um convite ao delírio carnal…

Ela olha e observa em silêncio. E nós a desejamos em sonhos pecaminosos

Ar pensativo, tipo vida do cinema

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: a estreia em cd dos Descordantes e o segundo álbum da Luneta Mágica, os grandes destaques deste primeiro trimestre de 2015 no rock independente nacional.

 

* Discos, II: o trio Bula, de Santos, já foi comentado aqui. Formado pelo guitarrista e vocalista Marcão (ex-Charlie Brown Jr.), pela baixista Lena e pelo batera Pinguim (também ex-CBJr.), o grupo exibe ótimos rocks, riffs de guitarra e melodias bem radiofônicas em sua estreia em disco. E surpresa: Marcão se revela um bom vocalista (guitarrista fodão ele sempre foi) e bom letrista, escrevendo versos acima da média do que se houve por aí atualmente e até mesmo bem melhores do que aqueles que eram cantados pelo finado Chorão. Perca o preconceito, arrisque, ouça o cd e tire você mesmo (a) suas conclusões. E se o caso for assistir a banda ao vivo, fikadika: eles tocam neste sábado em Interlagos, no festival Lollapalooza, logo no inicio da tarde. Pra saber mais sobre a banda, vai aqui: http://www.bularock.com.br/. Ou aqui: https://www.facebook.com/OficialBulaRock/timeline.

O disco de estreia da Bula: bem melhor do que o finado Charlie Brown Jr.

 

* Loja de discos: localizada na rua Alta da Galeria Nova Barão (com entrada pela rua Barão de Itapetininga e também pela 7 de abril, ambas no centrão de Sampa, próximo à estação República do metrô), a Tuca Discos tem um acervo fodíssimo de LPs de vinil, em edições caprichadas nacionais e importadas. Também não é para menos: o proprietário Tuca trampou quase uma década e meia na Baratos Afins (a loja do lendário e amado produtor Luiz Calanca), onde adiquiriu o know how necessário para tocar bem seu próprio negócio. O resultado é que a lojinha é uma das melhores que existem em Sampalândia nesse momento, para atender àqueles que cultuam um enorme fetiche pelos bolachões. O blog foi lá conhecer, achou sensacional e em breve volta a falar da Tuca Discos por aqui, sendo que você ficar sabendo mais sobre o espaço e os títulos disponíveis lá para venda aqui: https://www.facebook.com/tuca.discos?fref=photo.

 Interior da loja Tuca Discos, no centrão rocker de Sampa

 

* Festival: rola o gigante Lollapalooza Brasil 2015 neste finde em São Paulo, lá no autódromo de Interlagos, néan. Apesar do line up fraquíssimo (e já comentado aqui no post anterior), se você ainda não se decidiu a ir (o blogão zapper não vai), dá pra encarar as gigs de Jack White, Bob Plant, Kassabian, St. Vincent e mais alguns poucos. Mas na boa, estas linhas online estão mais empolgadas em esperar pelos ingleses do Temples, que tocam em maio também na capital paulista.

 

* Baladas para o próximo finde: yeeeeesssss!!! O postão zapper está sendo finalmente concluído já na quarta-feira da nova semana, dia 25. Entonces já podemos ver o que rola de bom pelo circuito alternativo de Sampa de amanhã (quinta-feira) até o finde. Começando que nesta quinta tem showzaço dos Corazones Muertos lá no Inferno Club (que fica na rua Augusta, 501, centrão de Sampa).///Já na sextona em si vai rolar a festa Dedo de Moça, organizada pela conhecidíssima (e dileta amiga zapper) dj Lu Riot, que irá acontecer na Associação Cecília (rua Vitorino Carmillo, 449, Barra Funda, zona oeste paulistana), com show do trio surf music The Dead Rocks e mais dj set da própria Lu e convidados. Bacana hein!///Sabadão em si é semrpe bom começar a noitada tomando brejas artesanais na Sensorial Discos (lá no 2389 da rua Augusta) e depois cair pro outro lado da mesma Augusta, pra ir beber Jack Honey na Tex, passar pelo open bar infernal do Outs (no 486) e terminar a noite no sempre fodástico pub rock que é o Astronete (no 335 da Augusta). Tá bão, né? Só fica em casa quem quer vestir ceroulão e dormir, uia! Então se joga, maluco (a)!

 Rock’n’roll rolando à toda em Sampa non finde que começa já amanhã (quinta-feira), com showzão dos Corazones Muertos (acima) no Inferno Club; já no sábado Jack White (abaixo, em vídeo filmado na gig de ontem em Porto Alegre) vai provavelmente fazer uma das poucas apresentações que irão valer a pena no Lollapalooza Brasil 2015

 

 

 

PROMO FODONA A CAMINHO!

Ela ainda está sendo negociada mas vai rolar! Então já começa a mandar sua mensagem desde já pro hfinatti@gmail.com, que lá vai começar a disputa por:

 

* INGRESSOS (número sendo definido até o próximo post) para o showzaço que os ingleses do Temples irão fazer em Sampa dia 16 de maio, lá no antigo Studio Emme, em Pinheiros. Já vai se antecipando no seu pedido deseseperado e boa sorte!

 

 

FIM DE PAPO

Que o postão agora ficou gigante, completão e do jeito que todo mundo gosta, certo? Semana que vem voltamos com outro inédito por aqui. E até lá deixamos beijos doces e quentes em duas garotas que ainda não conhecemos pessoalmente mas que adoramos desde já pelo que elas são e estão representando na vida do sujeito aqui, neste momento: a Angella Alves (de Sorocaba) e a Lidiana Corrêa (de João Pinheiro, Minas Gerais). E yep, em abril lá vamos nós pro amado Norte brasileiro novamente. Mas antes disso estaremos de volta aqui, podem esperar. Até mais então!

 

 

ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 25/3/2015 às 22hs.)

Com postão entrando excepcionalmente hoje (quarta-feira), é hora de avaliar o Rock In Rio 2013, o “festival da tirolesa”, uia (e quem mandou nele, claaaaaro, foi “O Chefão” Bruce Springsteen); mais: já saiu o melhor disco de rock deste ano, o novo de um certo Manic Street Preachers (conhece, indieota fã de Disclosure?); e tem também o novo do Kings Of Leon, o novo julgamento do Mensalão, as PUTONAS cadeludas que continuam atacando no pop (e também no Facebook, uhú!) e mais isso e aquilo tudo e… PROMO de tickets pro show do trio indie inglês Wombats, que toca nesse finde em Sampa! (post MEGA TURBINADO, falando do reaça Lobão, da edição deste ano do super festival Goiânia Noise e da sensacional peça teatral “Lou&Leo”) (atualização final em 27/9/2013)

Os grandes velhões continuam comandando e fazendo o melhor rock do mundo, um rock que NÃO MORRE enquanto esses caras continuarem na ativa: os galeses do Manic Street Preachers (acima, em destaque o guitarrista e vocalista James Dean Bradfield) voltam com um disco fenomenal e que dificilmente será igualado este ano por algum outro artista ou banda; e o eterno “chefão” Bruce Springsteen (abaixo, durante sua gig na Cidade do Rock no Rio De Janeiro, no último sábado) fez o melhor e um dos pouquíssimos shows relevantes que aconteceram no Rock In Rio 2013, que foi encerrado no último domingo com o metal ultra cafona do Iron Maiden

 

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EXTRINHA NO ALTO DO POSTÃO QUE ACABA DE SER COMPLETADO: LOBÃO, O REACIONÁRIO, E O GOIÂNIA NOISE 2013

* Yeah! Mega postaço zapper MONSTRO no ar, uhú! E aqui, bem no alto dele, duas notinhas que valem a pena: a primeira é sobre o nosso sempre polêmico cantor Lobão (e eterno mau caráter como ser humano, claaaaaro!). Pois eis que a mass mídia de cultura pop brazuca acaba de ser sacudida com a notícia de que o compositor carioca é o mais novo contratado da detestável revista Veja. Lá o Uivador irá escrever uma coluna semanal. E nenhuma surpresa nessa história, afinal: Lobão está apenas ASSUMINDO definitivamente o grande reacionário de direita que se tornou nos últimos anos.

 Ele vai jogar sua biografia musical na LAMA, entrando pro time de colunistas da detestável e ultra reacionária revista Veja; é a vida…

 

* Melhor falar do Goiânia Noise 2013: um dos mais importantes festivais independentes do Brasil chega este ano à sua décima nona edição. E vai ser mega bacanudo como sempre foi. Produzido pelo pessoal da Monstro Discos, ele vai rolar de 2 a 8 de dezembro em Goiânia, e já tem confirmados no line up o lendário grupo punk inglês UK Subs, além dos brasileiros Mad Sneaks (grunge fodão de Minas Gerais) e MixHell (o projeto eletrônico do baterista Igor Cavalera), sendo que estas linhas online apuraram que o quarteto manauara Luneta Mágica (uma das maiores revelações da indie scene nacional dos últimos anos) também deverá fazer parte do elenco do festival. Sobre ele o blog bateu um papo rapidíssimo com Léo Bigode, um dos sócios da Monstro e um dos curadores do Goiânia Noise, na madrugada de hoje, via Facebook. Leia abaixo:

 

Zap’n’roll – O que esperar da edição deste ano do Goiânia Noise, um dos principais festivais da cena independente brasileira?

Leo Bigode – Um noise pra quem gosta de rock. Pra quem gosta de musica, rock de essência.tem muita gente falando que o rock morreu. Vamos provar que pra gente , pra Monstro, ele não morreu. Ele está vivo, no nosso universo tem um monte de bandas tocando, produzindo. Botano pra fudê. Rock pra quem gosta de música.

 

Zap – Como está hoje tanto a produtora Monstro Discos quanto o Goiânia Noise após o rompimento com a Abrafin e com o Coletivo Fora do Eixo que, sabidamente, estava prejudicando e interferindo de forma indevida na organização do festival?

 

Leo – a Monstro esta a milhão! Estamos tocando um bocado de projetos, não só da produtora, mas do selo, cinema, editora, fechamos um lance recente de distribuição digital mundial (nem divulgamos ainda), temos trabalhado com algumas bandas, cuidando da agenda, nesse ano comemorando os 15 anos e preparando o 19º Goiania Noise Festival. Nós nunca fomos do Fora do Eixo, fizemos um acordo na época do disco do Macaco Bong e tentamos algo relacionado a distribuição de discos que não avançou muito. Quem era muito próximo do [Pablo] Capilé era o Fabricio [Nobre] que quando saiu da Monstro levou com ele essa relação. Não fazer parte do Fora do Eixo é uma das coisas que me deixam mais sossegado nessa vida… ainda mais vendo esse estrago que eles estão deixando por onde passam… assim como o não fazer parte da Abrafin – que foi aparelhada pelo Fora do Eixo a ponto de 16 festivais sairem de uma vez por não concordar com o modo que as coisas estavam sendo conduzidas (não é possível que todos esses festivais estavam loucos né? pra ter saído esse tanto de gente algo devia estar muito errado, concorda?)

 

* Ao longo das próximas semanas o blog (que foi convidado a cobrir de perto o Goiânia Noise deste ano e já aceitou o convite) irá postando aqui mais novidades sobre a edição deste ano do festival. Aguardem!

 Os velhos punks ingleses do UK Subs (acima) já estão confirmados na edição deste ano do festival Goiânia Noise, que acontece em dezembro na capital de Goiás; já os amazonenses da Luneta Mágica também estão cotadíssimos pra se apresentar no evento

 

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Bruce é Bruce.

O resto do Rock In Rio 2013 (ou quase todo o restante do mega festival carioca que terminou na madrugada de anteontem, com show apoteótico dos velhuscos e cafonérrimos metaleiros do Iron Maiden) foi conversa à la Pablo Capilantra (ops, Capilé) pra Friboi dormir, hihihi. Foi a quinta edição de um evento que hoje em dia de rock tem apenas uma parte. Nas três primeiras (em 1985, 1991 e 2001) Zap’n’roll esteve presente e testemunhou alguns momentos históricos e que ficarão para sempre na memória rocker do blogger já mega veterano em cobertura de festivais de rock: os shows do Queen e do Barão Vermelho (com Cazuza nos vocais) no primeiro RIR (quando não havia telões em mega shows nem internet no mundo), a chatice do Guns N’Roses (no segundo), o terremoto dos Foo Fighters e a beleza catártica do REM, tudo na mesma noite, no terceiro (em 2001). Nas duas últimas edições (em 2011 e neste ano) foi o que se viu de um festival que virou uma marca comercial ultra bem sucedida, mas que musicalmente desce cada vez mais a ladeira em termos de qualidade e de atualidade na questão do line up (uma ótima análise do que foi o RIR deste ano está no blog “Confraria de Tolos”, do nosso “inimigo cordial” André “Barçola”, publicado na Folha online). Tirando a gig verdadeiramente ESPETACULAR do GIGANTE Bruce Springsteen, quase nada se salvou no Rock In Rio, que tem seu resumão devidamente publicado e comentado no postão que você começa a ler agora. Um postão que também fala do já provável melhor álbum de rock de 2013, o novo dos galeses do Manic Street Preachers, uma banda GIGANTESCA na Inglaterra mas que praticamente ninguém conhece por aqui (nem nossos colegas da blogosfera brazuca de cultura pop, já que ninguém ainda falou do lançamento; sem problema: a Zap faz isso por eles, hehehe), das putarias censuradas no Facebook, do também novo trabalho do Kings Of Leon e de mais um monte de paradas que você lê aqui mesmo, no blog com o melhor e mais legal conteúdo de cultura pop da web brasileira. E não?

 

 

* Pois entonces. Postão sendo publicado na quarta-feira, com possibilidade de que sua construção se estenda até amanhã, quinta. Vai ser o único postão dessa semana, e vamos estudar se ele passará a ser publicado no meio da semana, ao invés de no final dela.

 

* E tem promão de tickets aqui mesmo pro show dos ingleses do Wombats, nesta sexta-feira em si, em Sampalândia. Vai lá no final do post e se se inteire sobre a parada.

 

* E yep, vai ter novo julgamento do Mensalão. No final das contas o voto do Ministro Celso De Mello foi mega técnico e acertado – e ele detalhou isso muito bem durante mais de duas horas, em uma autêntica AULA de História e Jurisprudência. Se o regime interno do STF prevê a utilização dos tais embargos infringentes, então que eles sejam utilizados a quem tem direito a eles. Ou então que se mude o regime interno da mais alta Corte do país. O que precisa ser respeitada é a LEI, acima de tudo. Óbvio, o blog e a humanidade torcem para que toda a quadrilha do Mensalão vá mesmo pra cadeia. Mas sem que para isso passemos por cima da Lei e de recursos que garantem aos réus a possibilidade da revisão de suas penas e do julgamento em si, ponto.

 

 

* Yep, II: a “nova” MTV Brasil (agora nas mãos de sua própria dona, a americana Viacom) anunciou em entrevista coletiva ontem como será parte de sua programação. Haverá, entre outras barbaridades, um reality show onde catorze xoxotas disputarão a primazia de namorar com o cantor Supla. E mais um outro programa comandado pelo cantor Fiuk, sendo que na estréia ele irá entrevistar… Demi Lovato. Está começando “super bem” a nova MTV brasileira, jezuiz…

 

 

* E Miley Cyrus continua reinando soberana na sua novíssima fase de mega putaça no reino das cadelonas do pop, hihihi. Vejam a capa da Rolling Stone americana, que está indo pras bancas:

 A ex-Hannah Montana continua dando show de cadelice e se esmera em tornar-se a PUTAÇA com que todo macho fodedor sonha, uia!

 

 

* A INDIE SCENE BR CONTINUA COMO SEMPRE FOI: RUIM DE DOER (HÁ EXCEÇÕES, CLARO), ARROGANTE E SEM QUERER AJUDAR QUEM JÁ A AJUDOU – Todos estão carecas de saber que o autor deste blog está a ponto de iniciar tratamento médico pra combater um tumor na garganta, que foi diagnosticado em março deste ano. O tratamento vai incluir 33 sessões de radioterapia e 3 de quimio, e só não começou semana passada porque a Odontologia do Icesp (Instituto do Câncer de SP), está “reformando” a bocarra zapper, pra que ela fique pronta pras sessões de radio. Até aí nenhuma novidade. Mas o blog descobriu, com o decorrer do tempo e depois de dezenas de consultas no HC/SP e no Icesp, que câncer é uma doença CARA mesmo sendo tratada pelo SUS. Você sempre gasta algo por fora (remédios que não têm na farmácia do HC, comida “diferenciada” etc). E a parada só vai PIORAR nos meses de outubro e novembro, quando estaremos em pleno tratamento. Não somos ricos (e nunca fomos) mas como já comentamos aqui vivemos hoje uma situação mais confortável em termos financeiros, cortesia de eventuais aportes de grana que recebemos de Minas Gerais, decorrentes de uma herança familiar que ainda está sendo finalmente resolvida, após anos de imbróglio. No entanto, mesmo com esses aportes o autor destas linhas online percebeu que sua situação vai ficar realmente pra lá de tensa na questão de $$$ nesses meses de outubro e novembro – depois esperamos sinceramente que tudo volte ao normal. Comentamos essa situação há tempos com o queridão Luiz Calanca, amigo dileto de quase três décadas e um dos produtores musicais mais respeitados e HUMILDES do Brasil. Ele se comoveu com o relato e postou um texto bacaníssimo no Facebook falando disso e conclamando bandas e pessoal que está na cena independente (hoje, a maior do Brasil) a ajudar o zapper que tanto já fez por essa mesma cena. Nada mais justo: durante 25 anos este jornalista escreveu (e continua escrevendo) sobre música e rock. Na última década e meia foi (sem arrogância alguma nessa afirmação) um dos jornalistas que MAIS DIVULGOU E AJUDOU a cena indie nacional, através de matérias na revista Dynamite, no portal Dynamite e no blog Zap’n’roll, hoje um CAMPEÃO de audiência na web brasileira de cultura pop (mais de 70 mil acessos por mês). Dessa forma, e sem se tratar de troca de favores, custava MUITO essa turma nos ajudar? Não mesmo porque essa “ajuda” viria em forma de parceria bacana pros dois lados: bandas, produtores etc ajudariam com algum valor determinado (sempre muito pequeno, coisa de 500 mangos, menos do que um salário mínimo) e, em troca, receberiam um BANNER (anúncio) em DOIS endereços do blog. Ou seja: receberiam a grana de volta em forma de publicidade, pra compensar a ajuda. Afinal, nunca quisemos e nem vamos querer ficar mendigando nada pra ninguém. O espanto se deu justamente à reação do texto publicado pelo Calanca: dezenas de bandas procuraram o blog, se prontificaram a ajudar e tal e nos sentimos felizes e honrados com isso. Mas isso faz mais de mês e meio já. Passado esse tempo vocês, diletos leitores, sabem QUANTOS GRUPOS DE FATO METERAM A MÃO NO BOLSO e ajudaram Finas – e em troca, estão com banners no blog – ? APENAS DOIS. E somos ETERNAMENTE gratos a ambos: o trio grunge Mineiro Mad Sneaks e o combo garageiro paulistano Churrasco Elétrico. De quebra ganhamos novos amigos (os integrantes dos dois grupos) e ainda conhecemos dois conjuntos que são, sem nenhum favor (e sem qualquer relação com o fato de terem ajudado e de estar com anúncio no blog), ESPETACULARES no som que se propõem a fazer – o Churras assistimos ao vivo no bar Simplão, há três semanas, e chapamos. O Mad Sneaks o blog já tá bem loko pra ver show dos caras, porque o disco deles é ótimo. As outras bandas que vieram correndo dizer que iam dar uma força? Até agora nada. Fora mais algumas que estão enrolando, se dizendo apertadas (compreensível, sabemos como é dureza a vida na indie scene, a não ser que você seja rico), fora produtores de selos que disseram que iam dar uma força (e esses TEM GRANA pra dar essa força) e também nada e por aí vai. Perdoem o desabafo mas é estas linhas rockers bloggers DETESTAM quando alguém diz que vai fazer algo e NÃO faz ou enrola pra fazer. Sempre fomos assim, até com a saudosa mama Janet. Se diz que vai fazer ENTÃO FAÇA, CAZZO. Se não dá pra fazer diga que não dá, simples, não ENROLE. Somos assim: se dizemos que vamos fazer algo, fazemos. Se não dá não fazemos, ponto. É muito simples. Como bem disse o genial Nelson Rodrigues, em uma de suas frases LAPIDARES: “O mineiro só é solidário no câncer”. Pois o blog descobriu que a indie scene nacional não está sendo solidária com ele, jornalista que sempre a prestigiou, NEM NO CÂNCER. Pior: disse que ia dar uma força e não honrou sequer a própria palavra. Faz parte da eterna ARROGÂNCIA dessa cena que é infelizmente, em sua grande maioria, ruim, fedida, mequetrefe, com bandas que não sabem tocar nem cantar e que vivem sim ENCHENDO O SACO pra que jornalistas a ajudem –mas fogem correndo (egoístas ao máximo que são) quando elas são solicitadas a ajudar alguém. Mas vamos em frente. No final, seremos vencedores, se o grande lá em cima permitir.

 Churrasco Elétrico (acima), de Sampa, e Mad Sneaks (abaixo), de Minas Gerais: além de serem ótimas em seus estilos (garageira sessentista e grunge porrada), as bandas ainda atenderam ao pedido de ajuda do blog; já as outras…

 

*O blog dedica o texto acima ao produtor Clênio Lemos e a algumas bandas e bares de São Paulo e da região norte brasileira, além dos irmãos Márcio e Gilberto Custódio.

 

 

* Na capa da NME desta semana as bonecas do Haim. Na boa, elas são gostosinhas, tesudinhas, lindinhas mas provavelmente ninguém vai se lembrar da música delas daqui a um ano ou um pouco mais. Querem apostar?

 

 

* Bem mais duradouro que as Haim está sendo o GIGANTE trio galês Manic Street Preachers e que acaba de lançar um discaço que já é sério candidato a melhor álbum de rock deste ano. Leia aí embaixo e você saberá porque achamos isso do cd.

 

 

OS MANICS VOLTAM COM TUDO E NÃO PERDEM A MAJESTADE, JAMAIS!

Eles existem há quase três décadas (o grupo foi formado em 1986), o primeiro disco foi lançado há mais de vinte anos (em 1992), são GIGANTESCOS e ADORADOS na Inglaterra (mais até talvez do que o Oasis), mas quase ilustres desconhecidos fora da Velha Ilha. E mesmo com tanto tempo de estrada e em um momento em que o rock planetário amarga uma entressafra pavorosa (com bandas horrendas fazendo trabalhos igualmente horrendos e desaparecendo tão rápido quanto surgem), os Manic Street Preachers colocam na praça (lá fora; aqui o cd não deverá ser lançado mas ele está dando sopa na web) seu décimo primeiro álbum de estúdio, “Rewind The Film”. É um disco lindíssimo, intenso, emotivo e emocionante. E já tem o voto destas linhas zappers pra melhor disco de rock de 2013.

 

A própria história e trajetória dos Manics (como a banda é carinhosamente chamada pelo seu mega exército de fãs apaixonados na Grã-Bretanha) é emocionante, digna de um filme. Formada em 1986 pelos amigos adolescentes James Dean Bradfield (vocais e guitarras), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria), logo receberam a adesão de um quarto integrante, o também guitarrista Richard James Edward, ou simplesmente Richey James. Essa formação lançou o disco de estréia em 1992, “Generation Terrorists”, que logou recebeu aclamação da crítica por mostrar um rock de guitarras bastante agressivo e POLITIZADO – algo que estava em falta no rock inglês naquele momento. E logo Richey se tornou a figura CENTRAL do quarteto: ele compunha a maioria das canções, escrevia ótimas letras (todas de cunho político e/ou existencial) e também chamava a atenção pelos seus constantes problemas de depressão emocional. Não demorou muito para a Inglaterra “adotar” os Manics e os fãs tratarem Richey James como aquele “irmão tristonho e problemático” que todos queriam ter e cuidar.

 

Vieram mais dois trabalhos de estúdio (entre os quais o hoje clássico “The Holy Bible”, editado em 1994) e Richey James começou a dar sinais de que estava pensando em se suicidar. Uma das imagens mais emblemáticas da cultura pop dessa época é quando ele foi fotografado escrevendo num dos seus braços, com gilete, a frase “4 real”, um trocadilho com “é real”. O músico explicaria, durante uma entrevista, que aquela inscrição significava que as dores emocionais que ele sentia eram de verdade e não apenas mera alegoria para impressionar os fãs.

Capa do novo álbum dos Manics: vai ser difícil aparecer algo melhor no rock em 2013

 

Pois foi no dia primeiro de fevereiro de 1995 que Richey saiu de sua casa de carro, rumou para uma ponte em Cardiff (cidade do País de Gales onde a banda nasceu), muito notória por ser um ponto onde os que queriam se matar se jogavam dela no rio que passava embaixo, e ali desapareceu para sempre. A polícia fez buscas minuciosas na região e no rio mas o corpo do músico nunca foi encontrado (seu carro abandonado, com documentos dentro, sim) e há quem ache que ele está vivo até hoje, e vivendo muito longe de qualquer atividade que seja relacionada à música. Pelo sim, pelo não, o desaparecimento do guitarrista causou comoção nacional na Velha Ilha entre os fãs dos Manics, que até hoje choram a sua ausência. E em novembro de 2008 (treze anos após seu desaparecimento) a polícia inglesa oficialmente o deu como “presumivelmente morto”.

 

Só essa história, do desaparecimento do saudoso Richard James Edward, já daria uma aura fantástica à trajetória do Manic Street Preachers. Mas o conjunto, mesmo traumatizado com o sumiço de seu amado integrante, decidiu seguir em frente. E seguiu lançando discos geniais como “Eeverything Must Go” (de 1996), “This Is My Truth Tell Me Yours” (editado em 1998) ou “Know Your Enemy” (lançado em 2001). Já nos anos 2000 os Manics oscilaram entre alguns cds medianos (onde enveredaram até pela eletrônica, como em “Lifeblood”, de 2004) e outros de cunho emocional avassalador, como o belíssimo “Journal for Plague Lovers”, editado há quatro anos e que trazia as últimas letras escritas por Richey James e que haviam sido musicadas posteriormente pelo trio remanescente.

O guitarrista Richey James, ex-Manic Street Preachers. que desapareceu para sempre em fevereiro de 1995, numa das imagens mais emblemáticas do rock e da cultura pop no início dos anos 90′: a dor emocional que ele sentia era real

 

 

Pois este “Rewind The Film” surge após um hiato de três anos na carreira do grupo – eles haviam lançado o último disco de estúdio em 2010. E quando se esperava apenas algo morno vindo dos Manics eis que a banda surge com um álbum MONSTRO em sua beleza musical e estética. Com melodias algo tristonhas e construídas com sólida e soberba base instrumental (onde foram agregados ao trio guitarra/baixo/bateria sons preciosos de pianos, sopros, cellos, violinos, cordas variadas e teclados) o disco encanta o ouvinte de forma arrebatadora, da primeira à última música. É um trabalho ao mesmo tempo de fôlego e emotivo ao extremo, onde não falta espaço para a contemplação da melancolia em “This Sullen Welsh Heart”, para a seloridade dançante (com direito a naipe de metais) em “Show Me The Wonder” (o primeiro single do álbum), para a infinita tristeza da faixa-título, para o rock angustiado e de guitarras abrasivas de “3 Ways to See Despair” nem para a melodia belíssima de “Running Out of Fantasy” (que possui uma das conduções de violão mais fantásticas que estas linhas bloggers sentimentais tiveram o prazer de ouvir no rock inglês, ops, galês nos últimos anos). Fora “Manorbier”, uma canção instrumental (!) que possui uma ambiência melódica algo fantasmagórica, criada por timbres de teclados. E o resultado dela também é lindíssimo, no final das contas.

 

É mesmo impressionante que um grupo, depois de quase trinta anos de estrada, consiga lançar um disco com esse nível de qualidade e excelência. Assim como o americano Bruce Springsteen, o Manic Street Preachers – perdoem o mega clichê – está se parecendo com vinho: está envelhecendo cada vez melhor. E em um ano em que já saíram poucos mas grandes discos (como o novo de David Bowie), “Rewind The Film” (uma ode quase imagética e pictórica à reflexão existencial e aos desencantos da alma que permeiam a todos nós) dificilmente será superado pela concorrência. Nos vemos em dezembro, na lista dos melhores de 2013.

 

* Esta resenha dos Manics é dedicada a pessoas mega queridas pelo blog, e que gostam tanto da banda quanto o autor destas linhas rockers online. Beijos no coração, sempre, para a Vera Ribeiro, Rudja Santos, Tiago Bolzan e João Carvalho.

 

 

O TRACK LIST DE “REWIND THE FILM”

1.”This Sullen Welsh Heart” (featuring Lucy Rose)

2.”Show Me the Wonder”

3.”Rewind the Film” (featuring Richard Hawley)

4.”Builder of Routines”

5.”4 Lonely Roads” (featuring Cate Le Bon)

6.”(I Miss the) Tokyo Skyline”

7.”Anthem for a Lost Cause”

8.”As Holy as the Soil (that Buries Your Skin)”

9.”3 Ways to See Despair”

10.”Running Out of Fantasy”

11.”Manorbier”

12.”30-Year War”

 

 

E OS MANICS AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Show Me The Wonder”, o primeiro single retirado do novo disco da banda.

 

 

 

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O KOL DEIXA DE SER COXINHA E VOLTA AO ROCK – AINDA BEM!

Não é o disco do milênio, nem vai salvar o rock’n’roll ou mudar a vida de alguém. Mas “Mechanical Bull”, o sexto álbum de estúdio do Kings Of Leon e que saiu oficialmente anteontem nos Estados Unidos (e deve ser lançado também logo menos no Brasil, onde o grupo tem uma enorme legião de fãs) e que já está dando sopa na web há dias, ao menos recoloca a banda dos irmãos (e mais um primo) Followill novamente nos trilhos do rock de guitarras – de onde a turma andou meio ausente nos últimos dois discos, diga-se.

 

A história do Kings Of Leon é mega conhecida e nem precisaria ser recapitulada aqui. Surgido em Nashville (a capital americana do country) em 1999, o grupo debutou quatro anos depois com o esporrento cd “Youth & Young Manhood”, bastante elogiado pela crítica por apresentar uma fusão de country rock com a aceleração melódica do punk. O hit “Molly’s Chambers” estourou no mundo inteiro (Brasil incluso), o vocalista e guitarrista Caleb Followill virou o sex simbol da vez no rock’n’roll, a banda começou a ganhar muito dinheiro, começou a enfiar o pé na lama em álcool e drugs e depois dessa estréia promissora foi se tornando cada vez mais pop e bunda-mole. Um conjunto coxinha no final das contas, e que chegou a se apresentar por três vezes no Brasil – em 2005 no Tim Festival, em 2010 na primeira edição do festival SWU e, por fim, no ano passado na última edição do Planeta Terra. O blog esteve presente nas TRÊS gigs e pode garantir como em todas elas o Kol foi um completo FIASCO ao vivo (principalmente no Tim, onde o show foi mesmo horrendo, e no SWU, onde o quinteto estava visivelmente com mega preguiça de tocar, executando o set como se estivesse sob a mira de uma pistola).

 

Os discos também foram ficando ruins. Se comparado ao primeiro, “Only By The Night” (de 2008) e “Come Aroud Sundown” (editado em 2010) eram quase a vergonha alheia total. A banda chegou então a um impasse: ou continuava bundona, milionária e gravando canções que serviam de trilha pra casais bregas foderem em motéis, ou retomava o caminho do rock.

O novo álbum do KIngs Of Leon: de volta às guitarras e ao rock, felizmente

 

Felizmente o Kol optou pela segunda opção e este “Mechanical Bull” periga ser o melhor trabalho do quarteto desde a sua estréia há mais de uma década. As três primeiras faixas do disco (“Supersoaker”, “Rock City” e “Don’t Matter”) já dão o tom do disco: abrem o cd em alta combustão, com guitarras nervosíssimas e melodias que são um convite a sair pulando pela sala (ou pelo quarto). Há as habituais baladas (“Beautiful War” e “On The Chin”), mas até elas soam desta vez menos indigestas pro ouvinte que sofre de diabetes. De resto o cd possui treze músicas e pelo menos umas três poderiam ser descartadas sem problema; ficaria um trabalho redondinho.

 

Enfim, só pelo fato de já estar na ativa há onze anos e ter gravado seis discos nesse período, o Kings Of Leon já merece algum respeito. Não é moleza ser rockstar (uma “profissão” de fato em extinção) nos dias que correm, com a internet devorando tudo em poucos segundos. Ao menos o novo trabalho dá uma sobrevida ao Kol. Vamos ver até quando o grupo ainda vai aguentar…

 

 

O TRACK LIST DE “MECHANICAL BULL”

1.”Supersoaker”

2.”Rock City”

3.”Don’t Matter”

4.”Beautiful War”

5.”Temple”

6.”Wait for Me”

7.”Family Tree”

8.”Comeback Story”

9.”Tonight”

10.”Coming Back Again”

11.”On the Chin”

 

 

E O KOL AÍ EMBAIXO

No vídeo do primeiro single do novo álbum, para a música “Supersoaker”.

 

 

 

ROCK IN RIO 2013 – O FESTIVAL DA TIROLESA NÃO VAI DEIXAR SAUDADES

Yep, ele acabou já há quatro dias e todo mundo talvez já tenha dito TUDO sobre ele, néan. Mas estas linhas rockers opinativas e sempre prontas a esculhambar o que deve ser esculhambado, não poderiam deixar de emitir sua opinião sobre a quinta edição do mega festival Rock In Rio, e que terminou na madrugada da última segunda-feira com a gig megalômana e ultra cafona do velhusco Iron Maiden. Fala sério… alguém aí vai sentir saudades do festival da tirolesa?

 

Num finde, a edição 2013 do evento se dedicou ao pop sem vergonha – e dá-lhe Justin Timberlake (com show que foi mega profissa, há de se reconhecer), Beyoncé (um bocetaço que canta muito mas com um repertório total brega e sem vergonha) e quetais. No outro o rock reinou sim, mas com um line up quase pavoroso e parado no tempo (Bon Jovi? Merdallica? Iron Maiden??? Pelamor… rsrs). Aliás estas linhas online, sempre contundentes, se deram ao trabalho de assistir (pela web) a gig INTEIRA do Merdallica na noite de quinta pra sexta-feira da semana passada. A indignação com o que vimos foi tamanha que registramos a dita cuja com este texto, publicado em nosso post anterior (um micro post extra, na verdade):

A dupla de guitarristas do Metallica, durante a gig da banda no Rock In Rio 2013: metal cafona, velhão, ultrapassado, burro mas que ainda levanta multidões no Brasil

 

 

Viu bem a fotona aí em cima, néan? Pois entonces, ela mostra a face mais escancarada de uma banda de tiozões babacas, na casa dos cinquenta anos de idade, que estão trilionários, são sujeitos mega machistas, reaças e que estão se fodendo pro seu público e seus fãs – o negócio deles é GRANA (quanto mais o sujeito tem mais ele quer ter, incrível…), e quanto mais melhor, ponto.

 

Essa banda é o MERDALLICA, claro. Que encerrou há pouco (este micro post extra está sendo escrito às quatro e meia da matina de quinta pra sexta-feira) a primeira noite (a do metal) da segunda etapa do Rock In Rio 2013. Foram cerca de duas horas do mesmo show (com todos os clichês imagináveis e inimagináveis) com o qual a banda massacra seus pobres fãs há mais de vinte anos. Do set list sem surpresa alguma ao final de sempre (encerramento com “Nothing Else Matters” e “Enter Sadman”, retorno no bis único pra tocar “Battery” e encerrar tudo como sempre com “Seek & Destroy”), o Merdallica mostrou mais uma vez o que todo mundo está careca de saber: a banda continua competentíssima ao vivo mas perdeu TOTALMENTE a relevância há mais de duas décadas, quando lançou o ótimo “Black Album”, em 1991.

 

Yep, Zap’n’roll ODEIA o Merdallica por tudo o que ele NÃO representa hoje em dia no rock’n’roll. Odeia o quarteto por ele ter mostrado sua faceta mais mercantilista, escrota e reacionária quando tentou fechar o Napster (logo no início das trocas de arquivos musicais na internet, isso já há mais de década e meia) e ameaçou processar crimimalmente qualquer pobre fã que ousasse compartilhar os discos do grupo na internet. O zapper rocker eternamente defensor com unhas e dentes da liberdade de expressão humana em todos os sentidos, perdeu ali, com aquela atitude do conjunto, o que ainda tinha de respeito por ele – de resto uma banda que teve sim importância capital na história do heavy metal, que gravou discos fodaços até 1991 (sendo que o autor deste blog assistiu o grupo ao vivo por duas vezes, em 1988 no ginásio do Ibirapuera, na turnê do “…And Justice For All”, e depois em 1993 no estádio do Palmeiras, na ESPETACULAR gig da turnê do “Black Album”) e que jogou tudo isso por terra de lá pra cá.

 

Estas linhas rockers online odeiam o Merdallica inclusive porque, como a humanidade sabe, seus músicos são FALSOS e COVARDES ao cubo: eles se odeiam entre si e só continuam juntos porque hoje o Metallica como banda de rock nem existe mais: se transformou numa EMPRESA, numa MEGA CORPORAÇÃO que fatura e gira milhões de dólares e sustenta muita gente. Como largar então uma porra dessas? Só sendo MUITO MACHO pra chegar e dizer: “não tenho mais tesão ALGUM em fazer parte dessa merda. Tô fora”. James Hetfield teria coragem? E Kirk Hammett?? Ou Lars Ulrich? (o baixista Robert Trujillo não conta nessa parada; ele é mero empregado dos outros três). Os cara se ODEIAM tanto que vivem trocando socos quando estão gravando em estúdio; a INTERAÇÃO entre eles no palco é ZERO: não se olham, não trocam uma palavra que seja entre si (e claro, fazem um show, vamos repetir, mega competente, afinal já estão juntos há três décadas e se não soubessem o que fazer juntos num palco, mesmo se odiando mutuamente, aí seria mesmo o fim da linha pra banda), nada. Agno Santos, vocalista e guitarrista da bacaníssima banda Mineira grunge Madsneaks, foi ao show deles no RIR de 2011 e confirma o que estamos escrevendo aqui (de resto, qualquer um que acabou de ver a gig deles agora há pouco, também pôde constatar o mesmo): “os caras não interagem entre si no palco, não trocam um alô sequer, é impressionante. Fiquei com o saco cheio e saí na metade do show”.

 

Enfim, como explicar pra um aborrescente espinhento e burrinho de quinze anos de idade, que acha que o Merdallica é o máximo do rock mundial, que essa banda de merda não vale mais nada, muito menos os milhões que cobra de cachê por um show? Como explicar pra um aborrescente desses que um velhão como o chefão Bruce Springsteen (que fez show MATADOR anteontem em Sampa), com sessenta e três anos de idade nas costas, é muito mais HONESTO e DECENTE consigo mesmo e com o seu público do que o Metallica?

 

Pois é, como explicar pros devotados (e bem burrões) fãs xiitas do Merdallica e do Iron Shit que o metal de ambos está totalmente ULTRAPASSADO? Como explicar pra essa turma boçal que um dos poucos shows que valeram realmente a pena no Rock In Rio foi o do “chefão” Bruce Springsteen (os outros sets bem bacanas foram o do negão Bem Harper e o pra lá de inusitado encontro entre Zé Ramalho e o Sepultura, que também já está com os dois pés na tumba, rsrs).

 

Fora isso, o RIR 2013 foi:

 

* O festival da tirolesa, já que o público estava mais obcecado em andar no brinquedo do que assistir aos shows;

 

* O festival do mega merchandising: divulgava-se (com as empresas pagando milhões à organização do evento por essa divulgação) de tudo na cidade do rock; apenas a ÓTIMA música foi mal divulgada ali, hihi;

 

* O festival que é um EXEMPLO de organização EMPRESARIAL mas um FIASCO na questão musical. Ou alguém duvida de que esse foi o PIOR Rock In Rio realizado até hoje, na parte que interessa, a MÚSICA?

 

Por isso mesmo Zap’n’roll nem se interessou em pedir credenciamento pra cobrir o dito cujo. Se temos algum arrependimento foi termos perdido as gigs do Bruce (o Sprinsgteen, por favor), tanto em Sampa quanto no Rio. Fica desde já a torcida pra que ele não demore mais vinte e cinco anos pra voltar aqui.

 

E em 2015 tem mais RIR. Será que novamente com… Merdallica e Iron Shit??? Uia!

 

 

A PUTARIA ACONTECE NO FACEBOQUETE – AINDA QUE ÀS ESCONDIDAS, RSRS

E não? Enquanto a bichola reaça Mark Zuckerberg tenta levar com mão de ferro (e pior do que um nazista faria) sua política de censurar qualquer postagem de imagens mais ousadas na rede social de merda que ele criou (e que hoje é, infelizmente, a maior do mundo), gente esperta deita e rola na putaria no Faceboquete. Como? Simples: participando de grupos SECRETOS, onde só tem acesso ao conteúdo quem faz parte dele.

 

Convidado pela gatíssima rocker e fotógrafa Carolina Gasi (a última musa inde do blog) a participar de um desses grupos, lá se foi Zap’n’roll a entrar no dito cujo. Foi um espanto quando nos demos conta de que gente com perfis normalíssimos (daqueles com fotos ao lado de papai, mamãe, primo, prima, namorado/a, cachorro, gato, galinha, peixinhos no aquário, nenês etc.) na caretíssima rede social, solta os bichos no grupo secreto de putaria. Uma garota paulistana de dezenove anos, professora de inglês, postou uma foto de sua XOXOTAÇA raspadinha, empinada e de quatro e com a seguinte frase: “só esperando!”. Outra delícia cremosa, morena de dezessete anos (e que com certeza, pela cara de putaça ordinária, não deve ter mais cabaço nem pregas, aliás deve trepar como o demo, rsrs) e de óculos, não cansa de postar fotos delicious de suas tetas gigantes e apetitosas ao cubo. Uma terceira garota simplesmente postou um vídeo em que tira os peitões pra fora da blusa e lambe os próprios bicos. Fora uma crioulaça que comentou no único post zapper publicado no grupo: “pena que você gosta apenas de bocetas peludas. A minha é depiladinha!” Wow! E assim vai, com a sacanagem rolando solta e várias garotas deixando bem claro que estão ali pra conhecer machos e ir MESMO pra cama com eles. Pobre Zuckerberg, rsrs.

 

O blog ficou apenas cerca de meia hora no tal grupo. Por algum mistério insondável foi excluído dele pelo administrador, um tal de Gustavo Sobral – uma autêntica bexa mentirosa e covarde, que alegou que o autor deste blog era muito desbocado em seus comentários. Cumas? Quer dizer que postar fotos de peitos, bundas e bocetas, além de pintos em riste (como um mané de Minas Gerais postou), pode mas escrever com liberdade de texto e expressão à la Bukowski, não? Vai dar meia hora de cu seu otário, rsrs.

Mamicaços tatuados (acima) e peitaços insinuantes (abaixo): algumas das muitas fotos que aparecem nos grupos SECRETOS de putaria do faceboquete

Mas o blog achou a brincadeira divertida. E resolveu que vai criar seu próprio grupo de putaria no Face, assim que seu perfil principal estiver… desbloqueado, hihi. Yep, o zapper sempre transgressor foi bloqueado MAIS UMA VEZ este ano por lá (a quarta). E isso não é “privilégio” do autor destas linhas virtuais. Nossa outra musa indie, a incrível July DeLarge também anda sofrendo nas mãos da bexa Zuckerberg. E resolveu criar um perfil mais “normal” na rede social (já que no mais “ousado”, a moçoila também andou sendo “censurada” e “castigada” por lá), não sem antes zoar bonito com o dono do Face, como você pode ver nas fotos aí embaixo.

 

É isso aê: pau no cu do Mark. E viva a eterna e sempre deliciosa sacanagem sexual desenfreada de nossas vidas, uhú!

 A incrível, tesuda e total delícia cremosa July DeLarge (acima e abaixo), garota rocker e “sobrinha” zapper por adoção e que sabe das coisas, hihi: ela deu uma rasteira na bexa Zuckerberg, o dono do Faceboquete que pelo jeito não gosta da fruta, uia!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos do Manic Street Preachers e do Kings Of Leon.

 

* Teatro: depois de ter cumprido temporada bacanuda na Cia dos Sátiros (na praça Roosevelt, centrão rocker de Sampa) e prestes a estrear nova agenda no Teatro do Ator (que fica na mesma Roosevetl, no número 172), no próximo dia 4 de outubro, a peça “Lou&Leo” é muito mais que apenas um inventário da cultura pop paulistana dos últimos trinta anos. Talvez seja a peça teatral mais OUSADA e SUBVERSIVA em cartaz neste momento nos palcos paulistanos. Escrita por Leo Moreira Sá (o transexual Leo, que dá título à peça) e dirigida por Nelson Baskerville, conta a história de Lou, uma garota lésbica que nasce no interior de São Paulo e se muda pra capital com a família ainda na infância. Aqui ela, cada vez mais desconfortável com sua sexualidade, sai em busca da vida e da existência REAL: se integra ao movimento punk no início dos anos 80’, se torna a primeira baterista do histórico grupo As Mercenárias e mergulha de cabeça na loucura e na cultura pop underground de uma das maiores metrópoles do mundo. Após sair da banda Lou passa por tudo: inaugura uma casa noturna alternativa mas vai à falência com ela, torrando toda a grana que ganha no consumo desenfreado de cocaine; se apaixona por um travesti lindíssimo (Gabriela) e se casa com ele; passa a traficar êxtase, começa a ganhar rios de dinheiro e é descoberta pela polícia. Vai presa e fica detida por seis longos anos em diversas unidades prisionais do Estado paulista. Quando sai finalmente, já sai como Leo. Este mesmo Leo, que abastece o que o público assiste no teatro com sua própria história de vida: uma história fascinante, emocionante e que passa como um furacão diante de nossos olhos. No processo, temos uma trilha sonora total rocker e arrasadora (onde entram desde Deep Purple e Pink Floyd, até punk rock e Prodigy), um cenário minimalista mas impactante (com destaque para o telão ao fundo onde são projetadas imagens icônicas do que rolou na cultura pop underground nas últimas três décadas) e um reduzido mas excepcional grupo de atores. No final tudo o que Leo quer é ser feliz, amar alguém e questionar quem é ele e quem somos nós pra determinar com quem devemos nos relacionar, em termos físicos e/ou sexuais (exemplar nesse sentido o texto final, escrito por Simone de Beauvoir e lido em uníssono pelos atores). O ser humano deveria entender de uma vez por todas: temos que nos apaixonar por PESSOAS, não por corpos, sejam elas do mesmo sexo que o nosso ou não. O que importa não é o corpo mas, sim, a alma e o cérebro que estão nele, apenas isso. A reestreia de “Lou&Leo” é na semana que vem. Fikadika destas linhas online: não perca de forma alguma.

 Instante da apresentação da peça “Lou&Leo”, que reestréia em temporada paulistana na semana que vem: elenco pequeno mas primoroso fazendo um inventário da cultura pop das últimas três décadas, a partir da emocionante história do transexual Leo

 

* Baladenhas: postão monstro que começou a ser publicado anteontem e está sendo finalizado HOJE, sextona-feira em si, néan? Noite de ir pra esbórnia, claro. E se você não vai ao show dos Wombats, a parada é se mandar mesmo pro baixo Augusta, no Astronete (as sextas por lá, no 335 da rua, são mesmo de foder) ou no Outs (onde a balada ferve com open bar e muito rock na pista).///Sabadão? Vai ter mais uma edição da festa “Pop&Wave” no Inferno (no 501 da Augusta) e mais open bar no Outs.///E no domingão, fechando beeeeem o finde, é noite de Grind, o projeto rock da A Loca (na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa) comandado há década e meia pelo super dj André Pomba. É isso aê: parado é que você não pode ficar, uia!

 

 

 

DESOVANDO PRÊMIOS!

Tá na hora, tá na hora. Vamos lá:

 

* Mônica Agena e Daíse Naves vão no show dos Wombats por conta do blog;

 

* E Clarisse Medeiros (Belo Horizonte/MG) faturou o kit do festival Porão do Rock 2013, com  mochila, cds, camiseta, boné, os caralho.

 

E agora o bicho vai pegar! Além de um par de ingressos pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, em dezembro, corre lá no hfinatti@gmail.com que também acaba de entrar em disputa sangrenta (vai ser, com certeza):

 

* INGRESSOS (número ainda a ser definido) para a edição 2013 do festival Planeta Terra, que rola dia 9 de novembro em Sampa e que vai ter shows imperdíveis do Blur, do Travis, do Beck, do Palma Violets e da Lana Del Rey. Vai perder??? Então manda bala e boa sorte!

 

 

E PUTA QUE PARIU, CHEGA!!!

Tá bão né? Postão monstro do melhor blog de cultura pop da web brazuca, alguém duvida? Então na semana que vem estamos por aqui novamente. A Zap se vai, deixando beijos doces e carinhosos, sempre, pra Fernanda Vicente, pra Huana, pra Dadá e pra deusa Carol Freitas. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 27/9/2013, às 4hs.)

 

EXTRA MEGA BOMBÁSTICO!!! Em mais um post construído através de um super trabalho de jornalismo investigativo, o blogão zapper REVELA EM PRIMEIRA MÃO a mais nova PATIFARIA envolvendo a ultra mafiosa ong Fora do Eixo/SP; mais: a insuportável arrogância de artistas pequenos (no caráter e na qualidade de sua obra) e que lançam discos péssimos e NÃO aceitam quando são criticados, mostra que a indie rock scene nacional continua mais imbecil, prepotente e burra do que nunca; a programação do super festival indie Porão do Rock; e novas fotos DELICIOUS de uma musa indie ultra XOXOTUDA e que deu o que falar quando apareceu aqui pela primeira vez (postaço completo! com promo de ingressos e livros do Slayer e do Nick Hornby, uhú!!!) (versão final em 3/08/2013)

Dois exemplos, um ótimo e outro péssimo e terrível: enquanto em Brasília o gigante festival Porão do Rock chega aos quinze anos de existência, se mantendo ainda algo independente e trazendo atrações de peso pra galera rocker, como a LENDA indie americana Mark Lanegan (acima; o homem que já cantou à frente dos Screaming Trees e vive participando de discos do Queens Of The Stone Age) ou seja, fazendo ÓTIMO uso da verba que arrecada pra produzir o evento, em São Paulo a lamentável e hoje ultra escroque e mafiosa Ong Fora do Eixo, presidida pelo cappo Pablo Capilé (abaixo, ao lado de outro bandido condenado pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado petista José Dirceu), se apropria até de uma tragédia social (um incêndio em uma favela paulistana) para obter grana e “colar” seu nome em atividades culturais que ela NÃO realizou. São os dois lados opostos e extremos (o moral e o total imoral) de uma mesma cena independente: a brasileira

 

 

Preparado? Então bora!

Jornalismo musical, ainda que feito em uma plataforma tão, hã, rápida e “superficial” como é o caso dos blogs, pode sim ter conteúdo e rigor na apuração de informações e na investigação de fatos e eventos que podem gerar uma grande reportagem. O exemplo disso é este post de Zap’n’roll que você começa a ler agora. Ao longo dos últimos dias colegas de espaços informativos da web foram alertando o titular deste espaço online que a hoje tão tristemente conhecida e malfadada turma da organização CRIMINOSA (e travestida de ong) Fora do Eixo (a cúpula da “entidade”, atualmente completamente “aparelhada” na prefeitura petista paulistana) chamada Fora do Eixo, havia aprontado mais uma das suas. Eddy Tales (que promete revelar sua verdadeira identidade na próxima semana, uia!), o gênio que produz o Tumblr “Fora do Beiço” (http://foradobeico.tumblr.com/), uma arrasador e impagável zoação com a mafiosa organização presidida pelo facínora chamado Pablo Capilé, também “deu a letra” pro blog: “vai nesse perfil no Facebook que a coisa lá tá pegando fogo!”. Estas linhas virtuais foram: era o perfil do agitador cultural Caio Castor, atualmente envolvido em projetos que visam auxiliar os moradores da Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista e que apenas em 2013 já foi atingida por dois incêndios (sendo que, suspeita-se, pelo menos um deles teria sido criminoso). Pois Caio está em guerra aberta com o Fora do Eixo e o motivo dessa guerra você vai ficar sabendo no decorrer do post, através da entrevista que fizemos com ele. A história é realmente cabulosa e põe mais uma vez em xeque o já péssimo caráter da ong. Um caráter tão desabonador e calhorda quanto o da maioria dos artistas e bandas que hoje atual na cena rock independente brasileira – e esse é outro tópico importante que estas linhas virtuais que não têm o rabo preso com ninguém abordam neste post. Entra ano e sai ano e a nossa cretina e pobre indie scene não muda nunca: continua horrenda em termos qualitativos (há exceções, claro, sempre bem-vindas: o trio paulistano Moxine, o trio Luneta Mágica, o quarteto amapaense Stereovitrola e mais alguns poucos), só lançando discos ruins e, pior, se achando os gênios da raça, possuidores de uma arrogância irritante e que os deixa cegos: quando recebem críticas negativas à sua produção musical se enfurecem e partem para ataques grosseiros e pessoais (como os que o blog recebeu em resposta à sua crítica ao péssimo álbum de estréia do músico – ? – paulistano Dante Fenderrelli). É assim que as paradas funcionam aqui, na nossa cena cultural e musical “alternativa”, no país do vale-tudo e onde tudo é possível, desde ongs pilantras se aproveitando inacreditavelmente de sinistros que se abatem sobre uma comunidade pobre e humilde, até artistas e bandas imbecis e pavorosas, que não têm nada a dizer e a cantar e, mesmo assim, se julgam no direito de serem prepotentes e se considerar melhor do que todo mundo. Pobre Brasil… e vamos nós pro postão desta semana, que está mais porrada do que nunca!

 

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EXTRINHA LIGEIRO – acaba de entrar no ar o site oficial do gigante festival indie candango Porão do Rock, que agita Brasília já há uma década e meia. Lá estão todas as infos sobre a edição deste ano, inclusive a programação completa do evento (que, sim, vai ter a LENDA indie americana Mark Lanegan), que é essa aí embaixo:

 

 

SEXTA-FEIRA (30/8)

PALCO BRB
18h – Penteando Macaco (DF)
19h10 – The Galo Power (GO)
20h20 – Dead Fish (ES)
22h – Nem Liminha Ouviu (SP)
23h10 – Alf  (DF)
1h20 – Leela (RJ)

 

PALCO UNICEUB
18h35 – Banda de Seletiva
19h45 – Kita (RJ)
21h25 – Banda de La Muerte (Argentina)
22h35 – Selvagens a Procura de Lei (CE)
0h – Capital Inicial (DF)
1h55 – Matanza (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h05 – Banda de Seletiva
19h55 – Falls of Silence (DF)
20h45 – Kábula (DF)
21h35 – Devotos (PE)
22h55 – Os Maltrapilhos (DF)
23h45 – Test (SP)
0h50 – Soulfly (EUA)

 

SÁBADO (31/8)

PALCO BRB
17h30 – Banda de Seletiva
18h40 – Supercombo (ES)
19h50 – Sexy Fi (DF)
22h – Uh La La (PR)
23h10 – Mark Lanegan (EUA)
0h50 – The Mono Men (EUA)

 

PALCO UNICEUB
18h05 – Banda de Seletiva
19h15 – Rocca Vegas (CE)
20h25 – Os Paralamas do Sucesso (RJ)
22h35 – Na Lata (DF)
0h15 – Rios Voadores (DF)
1h55 – Lobão (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h – Pastel de Miolos (BA)
19h50 – Prisão Civil (DF)
20h40 – Unconscious Disturbance (SP)
21h30 – Krisiun (RS)
22h50 – Galinha Preta (DF)
23h55 – Leptospirose (SP)
1h – Suicidal Tendencies (EUA)

 

Quer saber todo o resto? Vai lá: http://www.poraodorock.com.br/. Sendo que Zap’n’roll, que há alguns anos não participava do festão rocker, desta vez estará por lá novamente (a convite da produção do Porão), pra acompanhar tudo bem de perto. Então fique ligado que nos próximos posts iremos falar mais do Porão do Rock 2013.

O gigante metal Soulfly (liderado por Max Cavalera) também vai tocar no Porão do Rock 2013

 

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E nossas habituais notas iniciais começam com o blog se detendo novamente na capa da edição desta semana da revista IstoÉ. É a SEGUNDA matéria que a IstoÉ publica (ambas na capa), sobre os desvios de MILHÕES DE REAIS que foram feitos nos últimos três governos tucanos em SP (leia-se: Mário Covas, José Serra e o GRANDE MERDA E AGORA TAMBÉM PILANTRA Geraldinho Alckmin), desvios que foram praticados com as verbas destinadas à ampliação da malha metroviária e ferroviária do Estado e da capital paulista. Resumindo bem a ópera: empresas multinacionais interessadas em participar das licitações pra fazer as obras ofereciam a tradicional PROPINA para autoridades tucanas e, com isso, ganhavam as CONCORRÊNCIAS MILIONÁRIAS envolvendo as obras. O MP paulista analisou milhares de documentos e já concluiu que os cofres do Estado foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões (!!!). É MUITO DINHEIRO! Caralho, cadê o Movimento Passe Livre? Cadê o povo em geral? Cadê os estudantes? Por que a GRANDE MÍDIA mantém um silêncio VERGONHOSO sobre esse autêntico ASSALTO ao erário paulista? Pois tá na hora de ir pra rua novamente (e ir aos milhares, não às centenas) e pedir a SAÍDA IMEDIATADA do Geraldinho do cargo de Governador do Estado. Um cargo dessa importância e responsabilidade NÃO pode ficar na mão de um bandido desses – em um país como a China ele já teria sofrido processo de impeachment, e provavelmente seria processado criminalmente, em ação que poderia condená-lo inclusive à PENA DE MORTE. Mas aqui é o bananão onde futebol é o que importa, né? Pois vamos começar a gritar:
“Vem, vem pra rua você também! Esquece a porra do futebol e vem pedir a saída do Alckmin você também!”.

 

* O texto COMPLETO da matéria da IstoÉ pode ser lido aqui: http://www.istoe.com.br/reportagens/316224_TRENS+E+METRO+SUPERFATURADOS+EM+30+.

 

 

* E aí embaixo, vídeo com análise do jornalista Bob Fernandes (do Jorna da Tv Gazeta) sobre o assunto:

 

 

* Última forma: o Movimento Passe Livre convocou pra 14 de agosto nova manifestação/passeata em São Paulo, contra o ASSALTO praticado pelo tucanato nas licitações do metrô e também pela SAÍDA do Governador Geraldo Alckmin, do cargo que ele ocupa. O blog APOIA a manifestação. E ESTARÁ na passeata! Vem, VEM PRA RUA VOCÊ TAMBÉM!

 

* E enquanto o assalto ao erário paulista patrocinado pelo PSDB COME SOLTO no Estado mais rico do país, o (des) Governo Federal petista se encarrega de AFUNDAR o país. A balança comercial brasileira acaba de ter seu PIOR resultado nos últimos vinte anos. E o dólar chegou ontem, quinta-feira (quando o post começou a ser escrito), na casa dos R$ 2,30. Tudo lindo né, Dil-má?

 

 

* Indo pra música. Matéria da FolhaSP desta semana desvela qual vai ser o fim, enfim, da MTV Brasil. O contrato da empresa americana Viacom (detentora da marca MTV) com a Editora Abril (que transmite o canal no país) se encerra agora em agosto. A Abril, em severa crise financeira, desistiu mesmo de manter os direitos sobre as transmissões da emissora. Vai daí que a própria Viacom vai RELANÇAR a MTV no Brasil, mas sendo que ela volta para a grade dos canais pagos. Ou seja: para assisti-la você terá que PAGAR por isso. Em entrevista concedida à Folha uma das executivas da Viacom informa que o foco da nova emissora NÃO serão os clips. Haverá sim programas de auditório produzidos aqui, siticoms (idem) e mais material vindo da gringa. A opinião do blog? Não vai dar certo. Quem assiste (ou assistia) a MTV quer MÚSICA, não programa de auditório. Se não vai achar lá, simples: vai sintonizar Multi Show e similares (que hoje existem às dezenas na tv a cabo) ou mesmo ir pra melhor fonte de vídeos que existe hoje, no mundo: o YouTube, claro. Moral da história: novamente, RIP MTV Brasil.

 

 

* Sendo que este ano já não haverá mais o VMB. É, o do ano passado foi o último mesmo. Zap’n’roll estava lá. E a festa foi beeeeem boa, rsrs.

 

 

* Ah sim: evidenciando que a situação anda realmente preta pros lados da editora, a Abril acaba de anunciar que vai fechar a revista Bravo! A última edição deve ser a de agosto. Pobre José Merda Flávio Covarde Cuzão Jr, o jornalista escroto e porco por execelência: ele acaba de perder um de seus “bicos”, hihihi.

 

 

* E mais um furo (o terceiro) do Gossip e sua gordoidona Beth Ditto, aqui no Brasil: o grupo cancelou as gigs que faria aqui agora em agosto. Pra estas linhas online tanto faz: elas viram a esporrenta performance da banda ano passado, no festival Planeta Terra.

 

A gordoidona safada Beth Ditto, vocalista do Gossip (em imagem “sensual”, uia!): mais um “chapéu” nos fãs brasileiros

 

* A volta dos que estavam sumidos, I: você, dileto e jovem leitor zapper, talvez não conheça ou não se lembre do Superchunk. Mas o quarteto surgido em Chapel Hill (no estado americano da Carolina do Norte), em 1989, chegou a se tornar algo gigante no indie guitar rock dos 90’ (ao lado de nomes como Dinosaur Jr. e Pavement), e tendo inclusive feito uma turnê memorável pelo Brasil em 1997 – ano passado eles voltaram aqui e tocaram (imaginem!) na Virada Cultural Paulista, em Mogi Das Cruzes. Pois entonces: após três anos sem lançar um trabalho inédito de estúdio, o Superchunck está de volta. Ou quase: acaba de vazar na web o álbum “I Hate Music”, que ainda não tem data oficial de lançamento. Mas como estas linhas bloggers curiosas não perdem tempo jamais, já “capturamos” o dito cujo no hd do notebook, néan. O disco tem cara de ser bacaninha e este espaço virtual ainda vai voltar a falar melhor dele, em nossos próximos posts. Fiquem de olho!

 O extra bacanudo quarteto americano Superchunk, um dos ícones do indie rock dos 90′: disco novo a caminho

 

* A volta dos que estavam sumidos, II: uma das mais incríveis formações do indie rock brazuca dos anos 2000’ também está de volta. O grupo Stereovitrola, de Macapá (isso mesmo, capital do distante Estado do Amapá) acaba de lançar o EP “Symptomatosys”. Com cinco faixas, é o primeiro lançamento de estúdio da banda desde o sensacional álbum de estréia deles, “No espaço líquido”, editado em 2009. O conjunto, que já chegou a ser um sexteto, agora está com um line up mais enxuto (com quatro integrantes), mas sempre liderado pelo vocalista e guitarrista Ruan Patrick. O blog já deu uma “orelhada” no ep, gostou do que ouviu (psicodelia e melodias ganchudas em doses concentradas, tudo com ótimas letras em português) e ainda vai falar novamente do disquinho/discão aqui, nos próximos posts. Pode esperar!

Direto de Macapá (capital do Amapá), no extremo norte brazuca: o Stereovitrola dá as caras novamente, com a mesma psicodelia fodona presente em seu disco de estréia, lançado há quatro anos

 

* A VOLTA DE UM BOCETAÇO QUE NÃO SUMIU E QUE ESTÁ CADA VEZ MAIS EM EVIDÊNCIA – yeeeeesssss! O furacão JulietaDeLarge, “sobrinha” zapper por adoção (hihihi), andou enlouquecendo marmanjos punheteiros aqui no blogão, quando ela foi destacada neste espaço blogger loker há algumas semanas, na sessão “musa indie da semana”. Ali, além de contar o histórico da moçoila, o blog ainda publicou uma sequencia de imagens da delícia cremosa que literalmente deixou os leitores com “quentura” nas partes baixas, uia. Pois agora a gataça tesuda de vinte e três aninhos de idade (e que é dileta amiga pessoal destas linhas bloggers safadas há alguns anos) fez novos ensaios fotográficos (sendo que várias pics, com CENSURA, podem ser conferidas em sua página no Facebook, a rede social NAZISTA e REACIONÁRIA, que não permite mais que sejam postadas fotos de nu por lá, mesmo que seja em trabalho artístico), com o fotógrafo Jota Jota Rugal. E selecionou e enviou carinhosamente para Zap’n’roll três desses momentos arrasadores de delírio visual feminino. São fotos que estão no Face de July mas que aqui estão totalmente SEM CENSURA. Dê uma olhada aí embaixo e enlouqueça (mas não suje a cueca e as mãos, hihihihi).

 

 

* Se interessou pelo xoxotaço rocker (e que em breve deverá se tornar um dos rostos mais conhecidos na seara de modelos no Brasil)? Pois vai lá na pagina dela no faceboquete, e se torne seu amigo: https://www.facebook.com/jully.delarge?fref=ts.

 

 

* E o novo disco deles vem aí. E, com justiça, estão na capa da NME desta semana (aí embaixo). Quem? Os Macaquinhos ingleses, claro!

 

 

 

* Mas agora o papo é mega sério. Em entrevista e matéria EXCLUSIVA, o blogão zapper REVELA EM PRIMEIRA MÃO mais uma picaretagem MONSTRO e totalmente AMORAL da “ong” Fora do Eixo. Leiam aí embaixo.

 

 

É O FIM DA PICADA! A BANDIDA “ENTIDADE” FORA DO EIXO EXPLORA ATÉ UMA TRAGÉDIA URBANA E SOCIAL, EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO!!!

A Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista, é uma das centenas de comunidades pobres e humildes que compõem a paisagem urbana de uma das maiores metrópoles do mundo. E assim como outras comunidades eternamente esquecidas pelo Poder Público, vive mergulhada em problemas de toda ordem e que causam sofrimento cotidiano aos seus moradores: falta de saneamento básico, de atividades culturais e esportivas etc, apenas pra ficar no mais básico.

 

Pra piorar um pouco mais esse quadro a favela ainda sofreu, apenas em 2013, dois incêndios (suspeita-se que pelo menos um deles tenha sido criminoso), que destruíram boa parte das moradias ali existentes. E depois do último sinistro alguns integrantes de movimentos sociais do Moinho começaram a se movimentar, pra receber algum tipo de ajuda do Poder Público e tentar ajudar a comunidade a reconstruir sua vida cotidiana.

 

É aí que surge mais uma MEGA PILANTRAGEM envolvendo o nome da já tristemente conhecida ong Fora do Eixo, hoje sediada em São Paulo mas com tentáculos espalhados por todo o Brasil. Em um trabalho sério e mega de jornalismo investigativo o blogão zapper descobriu, esta semana, como o FDE se aproveitou de uma tragédia social e urbana para para “colar” seu nome nos eventos que visavam arrecabar algum tipo de benefício para que os moradores do Moinho atingidos pelo incêndio pudessem começar o processo de reconstrução de suas vidas. Não só: a mafiosa entidade ainda teria se APODERADO de parte da verba conseguida por outra organização cultural (o Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, por certo este também um coletivo macomunado com o Fora do Eixo, sendo que o Mulheres no Hip Hop inscreveu projeto no Proac, objetivando conseguir recursos para “diversas atividades sociais e culturais”), a título de realizar seis oficinas culturais para os moradores do Moinho. O blog apurou que apenas DUAS oficinas foram efetivamente realizadas, sendo que praticamente nada se gastou em suas realizações. Ou seja: parte dos R$ 40 mil reais obtidos junto ao Proac (Programa de Incentivo à Cultura, do Governo de São Paulo) pelo Mulheres no Hip Hop, simplesmente teria SUMIDO nas mãos do Fora do Eixo.

 

Toda essa manobra (mais uma…) lamentável do FDE descrita acima, já está rendendo horrores em redes sociais. E claaaaaro, como sempre, não se ouve um pio a respeito do assunto, vindo lá da sede da ong (na mansão que eles alugam no bairro paulistano do Cambuci) comandada pelo facínora Pablo Capilé. O que Zap’n’roll fez então? Foi atrás da história toda. E conseguiu através de entrevista realizada com o agitador cultural Caio Castor, que mora no Moinho e participa de várias ações sociais e culturais da comunidade. Ex-estudante de economia, 30 anos, e entusiasta da arquitetura social (que atenda as populações carentes e de baixa renda), Caio respondeu as perguntas feitas pelo blog, via Facebook, na noite de ontem, quinta-feira.

 

Leiam abaixo a entrevista explosiva:

O agitador cutural e integrante de movimentos sociais da Favela do Moinho (em São Paulo), denuncia mais uma vergonhosa pilantragem patrocinada pela “entidade” Fora do Eixo

 

Zap’n’roll – Eu gostaria que você primeiramente se apresentasse aos leitores. Explicando o que faz e se mora na Favela do Moinho e se atua em alguma atividade social e/ou cultural aí na comunidade.

 

Caio Castor – Moro aqui e faço parte de um projeto na area de arquitetura e urbanismo que se chama comboio.

é um projeto de pesquisa e intervenção urbana que realizamos aqui desde o final do ano passado. vim morar aqui pra fazer isso.

 

Zap – Você morava onde antes? Qual a sua idade? Você se formou em arquitetura?

 

Caio – eusempre morei aqui pelo centro. começamos a comboio no final de outubro de 2010. antes de vir pra cá morei alguns meses em uma ocupação ligada ao movimento dos sem-teto aqui nocentro. Tenho 30 anos. E não terminei a faculdade. fiz alguns meses de economia só, mas estudo por minha conta

 

Zap – Sensacional. E o que te motivou e levou a fazer parte desses movimentos sociais e culturais no Moinho?

Caio – conhecer de pero a vida dos moradores da ocupação prestes maia e o movimento dos sem teto.. foi o primeiro movimento politico social que tive contato.

 

Zap – Certo. O que nos leva aos episódios recentes envolvendo a Favela do Moinho. Ela sofreu dois incêndios (é isso mesmo?) somente este ano e suspeita-se que pelo menos um foi criminoso. Imediatamente pessoas como você, aflitas com o sinistro que atingiu os moradores e também empenhados em ajudar os flagelados, começaram a desenvolver projetos junto ao Proac, objetivando arrecadar recursos para ajudar a quem perdeu suas casas na tragédia. Ocorre que, pelo que tem circulado em redes sociais, a nada confiável Ong Fora do Eixo entrou no meio da história, com o claro intuito de tirar proveito da situação em benefício dela, da ong. Você poderia falar sobre tudo isso e o que realmente aconteceu, sobre o que o FDE está fazendo aí ao se intrometer no trabaho de vocês?

 

Caio – é na verdade não estão se intrometendo diretamente no nosso trabalho. mas o que eles fazem é “colar” a logomarca deles em tudo que é coisa que eles veêm que dá ibope. a história foi exatamente o que eu postei aqui na minha pagina, vou copiar aqui que é mto longa: Algumas pessoas ligadas a organização desse evento procuraram o Humberto, que é presidente da associação de moradores do Moinho, perguntando sobre a possibilidade de realizarem algumas atividades lá no Moinho. Pelo que entendi já estavam com o projeto pronto, tanto que logo depois de falarem com o Humberto já foram colando esses mesmos flyers pela favela do moinho. Aí já está a primeira questão: A coisa já mostra bem que foi pensada de dentro pra fora, claro que não ia funcionar. Como vc propõe um projeto com 6 oficinas diferentes sem nem ao menos conhecer os moradores da comunidade que vc está se propondo a trabalhar? Sem nem saber se as pessoas estão afim ou não dessa oficina? Quando os organizadores (eu não sei quem fez o primeiro contato) procuraram o Humberto ele disse que precisaria falar com outros moradores e precisava também ver se havia um espaço disponível na comunidade para a realização das atividades. O Humberto sugeriu então aos organizadores que voltassem outro dia e falassem com o Caio.. eu mesmo. Então, certo dia estava lá no Moinho e apareceram alguns dos organizadores e o Humberto os levou até mim para ver se eu poderia conversar com eles e ajuda-los a arrumar um espaço para a realização das oficinas. Segunda questão, além de não perguntarem se os moradores querem fazer as oficinas vcs não viram nem se existia um espaço para isso? Conversei com todos e expliquei tudo isso que falei aqui e um pouco mais. Disse que lá alguns moradores membros da associação comunitária não gostavam do pessoal do fora do eixo (por já saber da caminhada dos caras) e que eles não eram bem vindos ali na comunidade. Só um detalhe: Os caras do fora do eixo já tentaram colar no Moinho pra filmar os incêndios e os mesmos moradores não deixaram por saber que os caras são pilantras. O grupo na hora me respondeu dizendo que eles também nunca tinham trabalhado com o fde e que essa é a primeira vez mas que os caras tinham sido desonestos com eles também, disse que tinham combinado algumas coisas e que depois descombinaram. Não disse extamente o que houve mas deixou claro que não eram ligadas a eles e que era só o logo deles que estaria ali mas que eles não se envolveriam nas atividades. Explicando então o por que tinham desistido de usar a casa fora do eixo como base. Diferente do que o Felipe afirma quando diz: “não precisariam mais utilizar a casa” Nessa altura da conversa apareceu a moça que pelo que eles disseram eram a organizadora mesmo do evento. Não lembro o nome dela sei que ela chegou com muita pressa, disse que não teria tempo pra conversar comigo pq elas estavam organizando um outro evento em outro lugar mas que eu poderia passar tudo para o pessoal ali. E em seguida me perguntou se eu poderia ir chamando as pessoas para fazerem as oficinas. OI?? Perai vc faz um edital pá, de R$40mil (http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/edital/28_rf.pdf), não fala antes com as pessoas da comunidade, não sabe se tem espaço disponível e ainda quer que eu saia pela comunidade pedindo pelo amor de deus para participarem do seu projeto? É muita cara de pau né. Eu tentei dizer a ela na hora que não eram assim que as coisas funcionavam. Que eu e o Humberto tinhamos uma pá de coisa pra fazer da associação, que teríamos uma assembléia no dia seguinte, enfim que tinha um monte de outras prioridades ali e que não iria fazer isso pra ela. Tentei ainda falar um pouco sobre quem eu era e porque estava ali. Disse que essa questão da falta de espaços de convivência era um dos problemas ali etal… mas ela não quis escutar muito não, tava com muita pressa. Continuei conversando com o pessoal que ficou ali e disse a eles que iria tentar conversar com o pessoal da Creche para ver se eles poderiam ceder o espaço mas que achava difícil porque eles não costumavam fazer isso.. Depois fiquei sabendo através do pessoal da creche que fizeram uma oficina e pelo que entendi foi só. E as outras cinco oficinas? O que foi feito com o resto do dinheiro? De qualquer maneira fica claro o distanciamento com que a coisa foi pensada. de fora pra dentro. E mais claro ainda a lógica das ONgs profissionais em chupinhar os coletivos que estão fazendo a coisa acontecer no dia-a-dia. A impressão que tive era de que o pessoal que estava ali eram as pessoas que realmente queriam fazer a coisa acontecer. Apesar de meio mau orientados, eram eles que estavam ali e não o Capilé dono do Fora do Eixo e provavelmente chefe do Felipe Altenfelder. Não era a tal da “organizadora” do evento que iria ficar ali no dia-a-dia, nem a outra ong Ação Educativa que também colou sua marca no projeto. Agora na minha opinião TODOS são responsáveis e principalmente as instituicões parceiras do projeto. Ação Educativa, Fora do Eixo, inclusive Secretaria de Cultura e Governo do Estado. resumindo: participaram de um edital do proac no valor de 40 mil. a parte do moinho que nao era o projeto todo era realizar 6 oficinas, em 6 dias diferentes. eles fizeram apenas 2 que nem precisou gstar dinheiro nehum e não fizeram mais nada.

Zap – Muito elucidativa a sua resposta. Mas o blog quer saber o seguinte: QUEM enviou o projeto solicitando verba ao Proac? E a verba saiu em NOME DE QUEM? Essa pessoa é de alguma forma ligada ao Fora do Eixo ou é uma pessoa aí da comunidade?

 

Caio – tai ai nesse link o nome da menina. é luana. ela é de um grupo chamado frente nacional de mulheres no hip hop. o fora do eixo apoiou o projeto

e não ela não é da comunidade

 

Zap – Ou seja: essa Frente Nacional de mulheres no hip hop deve ser macomunada com o Fora do Eixo. Resumindo a ópera: a comunidade do Moinho até agora pouco ou nada foi beneficiada por essa verba do Proac, certo? E o Fora do Eixo ainda teve a total falta de ética em querer COLAR seu nome na realização de um evento pra ajudar a comunidade que foi atingida por uma tragédia, sendo que ela, a ong, NADA FEZ em prol de vocês. É isso?

 

Caio – Isso.

 

Zap – Certo. Bom, e como ficou a situação do Moinho com o Fora do Eixo após mais esse lamentável episódio patrocinado por essa ong facínora?

 

Caio – estamos esperando até agora eles aparecerem aqui para nos dizer pra onde foi esse dinheiro. ainda essa semana soltaremos uma nota em nome da associacao do moinho e da creche pedindo esclarecimentos.

 

* Para saber mais sobre mais essa tenebrosa e escandalosa patifaria da ong Fora do Eixo, vá até o perfil do Caio Castor no Facebook: https://www.facebook.com/caio.castor.

 

* Estas linhas online agradecem a colaboração do Publisher e promoter André Pomba e do Tumblr Fora do Beiço (escrito pelo chapa Eddy Tales), que foi fundamental na elaboração desta entrevista. Valeu, queridos!

 

 

NADA DE NOVO NA INDIE SCENE ROCK NACIONAL: ALÉM DE PÉSSIMA MUSICALMENTE, ELA CONTINUA ARROGANTE, ESCROTA E SEM UM PINGO DE HUMILDADE PARA RECEBER E ACEITAR CRÍTICAS NEGATIVAS

Há exatamente um ano (em agosto de 2012) estas linhas online publicaram um texto arrasa-quarteirão que deu o que falar. Nele Zap’n’roll literalmente rompia relações “diplomáticas” e de “amizade” com cerca de 90% das bandas que compunham a então cena rock independente nacional. E os motivos desse rompimento, todos bem explicados no post, basicamente eram a impressionante falta de qualidade artística observada nos discos que eram lançados, além de uma intolerável, sacal e insuportável arrogância e prepotência da cena em questão. Ou seja: não bastava músico, banda e discos serem todos ruins de doer. Ante qualquer resenha negativa de sua “obra” musical, o artista se enfurecia e partia para o ataque grosseiro e pessoal contra quem escreveu a resenha, denotando uma total falta de respeito e humildade pela opinião alheia.

 

Pois nesses doze meses nada mudou nesse panorama. A indie scene nacional continua de mal a pior (com honrosas exceções, como o trio paulistano Moxine ou quarteto amapaense Stereovitrola, que finalmente está lançando novo trabalho de estúdio) e a arrogância e menosprezo com que ela recebe opiniões sobre sua música continua a mesma, senão pior

 

Anyway,  E para quem não se lembra ou não leu o post ARRASADOR que este espaço virtual publicou no ano passado, dando spanko MONSTRO na indie scene nacional, nós reproduzimos o texto em questão aí embaixo. Boa leitura, hihi.

 

(texto publicado originalmente em Zap’n’roll em 16 de agosto de 2012)

 

O fato de estas linhas rockers online terem ficado em “recesso” forçado durante as últimas três semanas teve seu lado positivo e bastante reflexivo, afinal. Este tópico que foi sendo escrito na madrugada da última segunda para terça-feira (mais especificamente às três e meia da matina, enquanto a tv estava ligada no “Na Brasa” da MTV, sem áudio para não atrapalhar a concentração textual do sujeito aqui), quando o querido “bebê HP/compaq” finalmente retornou ao seu lar, talvez seja o ataque e a porrada mais virulenta que este blog já desferiu contra quase a maioria daquilo que hoje é conhecido como o rock independente brasileiro. E este ataque/porrada tem zilhões de motivos para estar sendo publicado no post que marca o retorno destas linhas zappers.

 

Não é de hoje que Zap’n’roll anda irritadíssima com a indie scene nacional atual. Como já foi dito aqui mesmo várias vezes, a democratização do acesso à tecnologia (via instrumentos e equipamentos eletrônicos mais baratos) e à informação (via internet, óbvio) foi ótimo por um lado (permitiu que muitos artistas e músicos em potencial, que antes não tinham como entrar no circuito musical e mostrar sua arte ao público, passassem a ter esse direito de maneira equânime aos que ainda trafegam no pra lá de moribundo “mainstream” musical) e péssimo por outro: criou uma autêntica monstruosidade que hoje atende pelo nome de cena musical independente nacional. Uma monstruosidade porque, devido às facilidades encontradas para a gravação e divulgação (via web, sites, blogs, portais, YouTube e os caralho) da música, hoje qualquer Zé ruela se acha artista, músico e, muitas vezes, gênio mesmo (e sem a mínima condição ou senso auto-crítico que permita ao sujeito ver, por si próprio, que ele está longe da genialidade que julga possuir). Vai daí que, cotidianamente, a internet é bombardeada por milhares de novas bandas, artistas solo e os links de suas “obras” musicais “magistrais” – que de magistrais não têm absolutamente nada, tamanha a vergonha musical alheia que trazem e propagam na maioria dos casos. E quem sofre com isso, óbvio, são jornalistas como o sujeito aqui ou produtores como o decano, conhecido e respeitadíssimo Luiz Calanca (proprietário há mais de três décadas da já lendária loja de discos e selo Baratos Afins). Ambos, jornalista e produtor, sofrem todos os dias o mesmíssimo problema: são trocentas bandas enviando links atrás de links por todo os caminhos possíveis (e-mail, Twitter, Faceboquete) e implorando (sim, não há exagero aqui, elas imploram mesmo) por um pouco de atenção e divulgação ao seu trabalho. De resto, uma atitude legítma dos artistas (correr atrás de divulgação para o seu trabalho junto a produtores e jornalistas). Mas como já bem observou Calanca tempos atrás, em bate-papo de fim-de-tarde com o autor destas linhas virtuais lá na Baratos (um dos melhores prazeres que um amante de música pode ter é passar um final de dia conversando um pouco com o Luizinho em sua loja na Galeria do Rock, no centrão de Sampa; a informação jorra farta e as risadas são garantidas), “se eu for ouvir tudo o que me enviam pela internet todo santo dia, não faço mais nada na vida”.

 

O blogão zapper começou a dar razão a Calanca quando também começou a ser bombardeado, anos atrás, com links e mais links de bandas querendo divulgar seus trabalhos. E num primeiro momento tentou ser paciente o suficiente para ouvir PRATICAMENTE TUDO o que era enviado ao blog, embora faltasse tempo hábil pra essas audições e a QUALIDADE do material enviado fosse HORRENDA em quase 90% dos casos. Esta estatística, por si só, já seria suficiente para fazer este jornalista dar um foda-se para esse povo todo mas ele continuou procurando divulgar a cena e ser simpático e respeitoso com o trabalho das bandas (ah, o zapper e seu notório coração mole…), por pior que fosse este trabalho, além de se tornar, em muitos casos, “amigo” destas bandas – e com isso, ignorar uma das principais lições deixadas pelo mestre do jornalismo musical americano, o gênio (esse sim, gênio autêntico e imortal) Lester Bangs: a de que jornalistas musicais JAMAIS devem se tornar AMIGOS de artistas. “O artista tem que ser encarado como INIMIGO”, dizia Bangs. E ele estava coberto de razão.

 

E o autor deste blog começou a entender que Bangs estava certíssimo em sua “lição” quando começou a observar outras características que hoje estão, mais do que nunca, enraizadas até o talo na porca cena rocker independente brazuca. Uma dessas características: a de que essa corja de músicos de décima categoria quer mordomia e tudo “de grátis” em sua tentativa de chegar a um pseudo e cada vez mais abstrato (nos dias de hoje) “estrelato”. Explicando melhor: estas linhas rockers bloggers se tornaram já, há meses, um dos espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo mais acessados da blogosfera nacional (cerca de 70 mil visitas/mês, média de vinte e cinco comentários por post e mais de cinqüenta recomendações em redes sociais por postagem). Com esses números em mãos Zap’n’roll lançou uma campanha para vender publicidade no blog, e também ganhar algum dinheiro com ele, algo igualmente justo e legítmo. Ofereceu então banners às suas bandas “amigas”, aquelas mesmas que viviam (e ainda vivem) enchendo literalmente o saco zapper em troca de divulgação para suas músicas. O que aconteceu depois de quase três meses de tentativas de fazer esta parceria comercial/publicitária com os artistas? As mais estapafúrdias respostas negativas que o dileto leitor possa imaginar. Ou as mais clichês, também: “estamos sem dinheiro nenhum! Gravamos num estúdio caríssimo (wow!) e também produzimos um clip com um diretor fodíssimo, que custou a maior grana!” (novamente: wow!!!).

 

Felizmente o autor deste espaço online não depende do blog pra viver, senão já teria morrido de inanição. Mas o fato de ter recebido as respostas que recebeu diante da oferta de publicidade feita às bandas, só demonstrou o MENOSPREZO que a maioria delas possui pelo veículo midiático online que elas tanto enchem por divulgação. Quer dizer: enchem enquanto vêem nele a possibilidade de divulgação gratuita ao seu trabalho. Falou em GASTAR algum dindim de forma honesta e comercial na parada (em forma de anúncio), todos saem correndo e o menosprezo se instala.
Tudo isso somado levou o blog à seguinte conclusão (santa inocência, Batman!): não existe mesmo AMIZADE nesse mundinho indiecente que graça hoje no Brasil. O que existe é apenas e tão somente o bom e velho interesse. Como Zap’n’roll NÃO precisa desse povo (mas eles sim precisam do blog), decidimos levar finalmente em consideração a lição master do mestre Lester Bangs: a partir deste post o blog é INIMIGO de quase a totalidade das bandas da indie scene brazuca atual. Elas podem continuar enviando seus links e buscar sua justa divulgação aqui, através do e-mail do autor destas linhas online e que todos já estão carecas de saber qual é (hfinatti@gmail.com). Quando o blog achar algo realmente interessante, será comentado aqui, não se preocupem.

Entra ano, sai ano, a cena independente nacional continua sempre a mesma: ruim de dar dó, burra, arrogante, prepotente,  ego total descontrolado, sendo que um exemplo recente disso tudo é o músico paulistano Dante Fenderrelli (acima), que lançou um trabalho muito ruim (o disco “Flor Afegã”), teve resenha negativa publicada aqui, se enfureceu com o que leu e convocou uma autêntica “tropa de choque” pra insultar o autor destas linhas online no painel do leitor zapper; ele bem que poderia aprender algumas lições de humildade e de como se faz ÓTIMO rock’n’roll com o pessoal da Luneta Mágica (abaixo), de Manaus, que lançou um álbum de estréia espetacular há um ano e meio e agora trabalha nas composições do segundo vindouro disco

 

Agora, tudo o que foi escrito aqui neste tópico, até o momento, é apenas uma parte da história. A outra, final e pior ainda, se refere à insuportável arrogância e prepotência desse povo todo, algo que estas linhas zappers também vêm observando há tempos na nossa paupérrima (artisticamente falando) cena independente. Observação corrobarada nas últimas semanas por fatos algo desagradáveis e que envolveram o sujeito aqui e músicos que gravitam nessa cena medíocre – sendo que o autor deste espaço rocker blogger sempre DETESTOU gente arrogante. E continua detestando. Há cerca de quinze dias o blog foi até o StudioSP da Vila Madalena, para prestigiar o show do grupo Quarto Negro, que estava lançando naquela noite seu muito bom álbum “Desconocidos”. Tudo muito bom, tudo muito bem não fosse o fato de que havia ali muita gente que integra ou puxa o saco da Ong Fora do Eixo (uma das PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS pelo nivelamento ao rés do chão da qualidade, ou falta dela, que se observa nas bandas nacionais atuais). Foi o suficiente para começar os ataques e “tirações de sarro” em cima do autor deste blog, que semanas antes havia metralhado os FDE durante a entrega do Prêmio Dyanmite de Música Independente, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Pois então: a temperatura foi subindo no Studio SP e o zapper que já estava ficando “mamadão” de whisky e brejas e que é notoriamente conhecido por não ser nada simpático quando está nesse estado etílico, perdeu de vez a paciência quando ouviu alguém falando, entre risos: “esse crítico de merda…”. Foi a conta pro blog dar seu contra-ataque (e assume que na atitude que tomou naquele instante foi mega ofensivo, grosseiro e agressivo com seus desafetos): ele simplesmente pegou uma cópia em vinil do disco do Quarto Negro que tinha acabado de ganhar do produtor Bruno Montalvão (que produzia a festa naquela noite e foi um lorde com estas linhas virtuais) e a atirou ao chão, pisando em cima da mesma em seguida. Sim, uma atitude destemperada do zapper barril de pólvora, mas que teve sua razão de ser. Tão destemperada e mais arrogante foi a reação dos integrantes da banda (agora formada também por membros de grupos como Pública e Bicicletas de Atalaia), que passaram a ofender ostensivamente o sujeito aqui. Curioso que um dos músicos que mais partiu para agredir moralmente este jornalista foi justamente o grande MALA Léo Mattos, integrante do tal Biclicletas de Atalaia. Mala porque ninguém mais do que ele encheu o saco de Zap’n’roll para que déssemos espaço editorial para a sua banda. Foi um final de noite tenso e mega desagradável e o blog apenas lamenta pelo Montalvas, sempre um querido por este espaço online e que ficou vivamente (e com razão) chateado com o ocorrido. De resto o show do Quarto Negro foi muito bom porque a banda é muito boa. Infelizmente a prepotência e a arrogância de alguns de seus músicos, que se acham “gênios” (sem serem) e que têm uma certa condição financeira, hã, confortável (por que será que, via de regra, quem possui estofo monetário se julga no direito de humilhar e menosprezar seus pares?), empalidece o bom trabalho musical do grupo.

 

Episódio semelhante rolou também na semana passada na casa noturna Beco, no baixo Augusta, quando o blog foi procurar ouvir ao vivo as canções do projeto “Agridoce”, integrado pela Srta. Pitty e por seu guitarrista, Martim. O autor deste blog sempre teve simpatia pela dupla e achava que essa simpatia era recíproca da parte deles. Não foi o que se viu por lá: todos tratando Zap’n’roll com uma prepotência de dar inveja a George Michael. Pior foi quando, após o show, o guitarrista Martim tocou Raconteurs em sua DJ set: o blog achou bacana e quis comentar com ele sobre o recente lançamento de um DVD da banda aqui no Brasil (pela ST2), com o registro de um show do grupo no festival de Montreaux, em 2008. Ao tentar mostrar o DVD para o músico o blog foi quase AGREDIDO fisicamente por um nóia escroto, que atende pela alcunha de Meia Pedra (vejam só o nível do sujeito) e que, segundo estas linhas zappers apuraram, trabalha como “auxiliar” de produção de dona Pitty e da banda Cachorro Grande. O figura não possui a mínima condição emocional e psicológica para exercer suas funções, tanto que também já arrumou confusão com um casal amigo do blog, os queridos Vandré Caldas (que é o sujeito mais pacífico do mundo) e Adriana Cristina, sócios do Simplão de Tudo Rock Bar em Paranapiacaba e onde vai rolar um bacaníssimo mini-festival de rock no próximo feriado de 7 de setembro, evento que está sendo co-produzido e apoiado por Zap’n’roll.
Em suma, é lamentável que tanto Pitty quanto o Cachorro Grande permitam que um tranqueira desse naipe trabalhe com eles. E mais lamentável ainda é se dar conta de que gente que anos atrás era tão humilde, simpática e generosa (Pitty, quando estava iniciando sua carreira musical, tocou na primeira edição do Dynamite Independente Festival, no Sesc Pompéia em 2003, evento produzido pelo autor deste blog. Seu “cachê” foi na base da “brodagem”: ela estava lançando seu primeiro disco e naquela época ganhou um generoso anúncio na edição impressa da revista Dynamite), tenha se tornado tão prepotente e tão “nariz empinado” e “salto alto”.

 

O blog acha mesmo incrível como essa cena de merda que hoje representa o grosso da produção musical alternativa brasileira, está eivada de prepotência. Todos se acham “gênios”, todos se consideram “rockstars”. A maioria das bandas não é nem uma coisa muitos menos a outra. Conta-se nos DEDOS (o blog vai repetir: nos dedos) os grupos que possuem realmente uma obra ultra consistente ou, no mínimo, AUDÍVEL. E, dentre estas, novamente conta-se nos dedos aquelas que além de serem ótimas musicalmente, ainda possuem integrantes que encaram a arte de fazer música como algo seríssimo, responsável e um ofício que demanda SIM HUMILDADE, SIMPATIA E GENTILEZA para com o próximo (seja o próximo um jornalista, um simples ouvinte ou seja quem for). De que adianta o Vanguart, por exemplo, continuar com um ótimo trabalho se seu vocalista, Hélio Flanders, se julga o Bob Dylan brasileiro? (e o blog zapper tem culpa nisso, assume. Muita culpa…). Falta HUMILDADE e VERGONHA NA CARA nessa turma mequetrefe. Para efeito de comparação de cenas, épocas e situações: o jovem leitor zapper pode hoje achar que o grupo mineiro Skank é uma bela droga, cafona e mainstream. Ou considerar que bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho já tiveram seu momento e hoje não signficam mais nada para o rock nacional. Pois bem: todos eles também foram INDEPENDENTES um dia. E todos eles se tornaram GIGANTES (em uma época em que o rock nacional conseguiu se tornar gigante dentro da mega indústria musical brasileira) graças a um trabalho artístico de altíssima qualidade – existe hoje nessa cena rock alternativa ridícula, inculta, burra, sem estofo cultural e intelectual algum e de MERDA fedorenta, algum poeta do calibre de um Renato Russo ou de um Cazuza? Pois é… e mesmo assim, se tornando gigantes em número de discos vendidos e do público que ia a seus shows Barão, Skank e Legião NUNCA perderam a humildade. O autor deste blog foi amigo próximo de Renato Russo durante algum tempo. JAMAIS foi destratado por ele. Pelo contrário: num dos últimos shows da história da Legião, diante de um ginásio do Ibirapuera LOTADO (com cerca de quinze mil pessoas lá dentro), Russo dedicou uma música ao autor deste blog (“Ainda É Cedo”). Barão Vermelho? Gutto Goffi, baterista e um dos fundadores da banda é amigão zapper até hoje. Skank? Estão ricos, nunca tocam em espaços com menos de dez mil pessoas (uma multidão para a qual as bandinhas toscas da indie scene brazuca atual jamais irão se apresentar) e, mesmo assim, Samuel Rosa, Lello, Henrique e Haroldo são quatro “manés” (no ótimo sentido do termo) tamanho o respeito, carinho e simpatia com que eles tratam seus fãs e amigos – inesquecível a cena do vocalista Samuel Rosa encontrando com Zap’n’roll numa premiação do VMB, anos atrás, e gritando: “Finatti! Você é o cara!!!”.

 

Enfim,  diante de tudo o que foi escrito, explicado, exposto e detalhado aqui a pergunta que não cala é: quem é essa ceninha escrotinha rocker de hoje, pra querer se achar genial, rockstar e ter o nariz empinado até a lua? Como bem frisa o produtor Ulysses Cristianinni, proprietário da Pisces Records: “um bando de babacas que não são merda nenhuma, que vivem enchendo o saco por divulgação e pra lançar seus discos e que no final se acham a última bolacha do pacote”. Bolacha velha, ruim e mofada, claro. Essa turma deveria aprender algumas lições de humildade e simpatia com o gigante U2, um dos maiores grupos de toda a história do rock. Afinal a arrogância ABAIXO de zero e a simpatia de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, já é lendária.

 

Ulysses também tem razão em sua declaração. Por isso, finalizando este tópico repetimos mais uma vez: o blog mais do que nunca vai seguir a lição de Lester Bangs (um jornalista que se tornou lenda ao demolir mitos como Elvis Presley ou Lou Reed): bandas, a partir de agora, são inimigas deste espaço. E serão tratadas como tal. Haverá poucas exceções nesse quadro – nomes como Los Porongas (uma dos DEZ MELHORES GRUPOS em atividade hoje no Brasil e cujos integrantes, além de serem irmãos de fé destas linhas online, ainda são um exemplo de total humildade), Madame Saatan, Doutor Jupter (outro quarteto GIGANTE na qualidade musical e também na SIMPLICIDADE de seus integrantes), Madrid (Adriano Cintra, que já foi popstar internacional quando tocava no CSS, também é outro exemplo de sujeito humilde e super boa praça), Coyotes California (esses moleques da zona leste paulistana ainda vão causar muita raiva em supostos “rockstarzinhos” cu de rola que pululam pelo baixo Augusta), Stereovitrola, Mini Box Lunar e Vila Vintém (todos lá do distante Amapá), Transmissor (de Minas Gerais), Veludo Branco e Mr. Jungle (de Roraima), Nicotines e Luneta Mágica (de Manaus), Baudelaires (de Belém), Cartolas (de Porto Alegre), O Sonso e o Jardim Das Horas (de Fortaleza) e mais alguns poucos são a exceção e continuarão sendo considerados como amigos queridos por este espaço virtual, pela qualidade de seu trabalho e pela humildade que seus integrantes demonstram ter no trato com as pessoas. O resto é o resto e Zap’n’roll quer que todos se fodam, de verdade. Ponto final.

 

 

COMO FICOU A RELAÇÃO DE “AMIZADE” DO BLOG COM ALGUNS DOS PERSONAGENS CITADOS NO TEXTO ACIMA, UM ANO DEPOIS

Martin (guitarrista da Pitty): uma madrugada qualquer, no final de 2012, o baiano se encontrou por acaso com o blog em uma balada na casa noturna Beco (no baixo Augusta/SP). Estava beeeeem lesado de álcool (e o sujeito aqui também, há de se reconhecer). Chegou no jornalista zapper, se desculpou pelas tretas ocorridas na premiação do VMB e o blogger sempre sentimental aceitou suas desculpas. Voltaram a se falar.

 

* Pitty: também andou trocando idéia rápida com o blog no começo deste ano. Mas a amizade, definitivamente, não é mais a mesma.

 

* Léo Mattos: estas linhas online felizmente nunca mais falaram com o grande mala. E nem pretendem.

 

* Quarto Negro e Single Parents: o blog também não falou mais com os integrantes das duas bandas. E nem precisa, na verdade.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “Symptomatosys”, o novo ep do quarteto amapaense Stereovitrola e sobre o qual iremos falar melhor nos próximos posts. E se você estiver a fim de conhecer o som do disquinho/discão, pode ir aqui: https://soundcloud.com/stereovitrola.

 

* Livro: A Cia Das Letras acaba de mandar para as lojas a reedição (com nova capa) de “Alta Fidelidade”, o já clássico da cultura pop recente e escrito pelo gênio Nick Hornby em 1995. Ah tá: sem dindin pra comprar um exemplar? Vamos ver se estas linhas online conseguem resolver seu problema, hehehe. Dá uma lida aí no final do postão.

 

* Festa de arromba: não tem pra ninguém! Hoje, sabadão em si (quando o postão zapper está sendo concluído), rola a mega festa de onze anos do Simplão Rock Bar, lá em Paranapiacaba. Localizado no meio da mata Atlântica, em uma chácara, o Simplão é tudibom e o autor destas linhas online já se divertiu horrores por lá. Não há balada melhor pra hoje: rock’n’roll do caralho (serão cinco bandas se apresentando no palco do bar), bebidas a preços ultra camaradas, natureza na cara, bocetas loucas em profusão absurda e maconha da boa convivem em harmonia no Simplão. Nunca foi lá? Então corre que ainda dá tempo de cair na esbórnia: o Simplão fica localizado a uns oito quilômetros pra frente de Paranapiacaba (estrada de terra mesmo). Vai lá e dá um mega abraço na mais que amada Cris Mamuska, a segunda “irmã” mais velha de Zap’n’roll, hehe. E dia 7 de setembro vai rolar por lá a segunda edição do Independence Rock Fest, que vai ser classudo com showzaços do Cosmo Shock, Churrasco Elétrico, Seres Errantes, Livro Ata e ainda uma dj set fodona por conta do blog, claaaaaro! Mais sobre o festão de hoje à noite, vai aqui: https://www.facebook.com/events/1394674487420069/.

 

* Baladas: aqui mesmo, em Sampalândia? Vambora: hoje rola festa da 89fm (a rádio rock, que voltou bem) dentro das noitadas open bar do Outs (lá na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa). Também hoje a balada rocker come solta como sempre no Astronete (também na Augusta, mas no 335)///E pra fechar bem o finde, no domingo tem a festaça rocker Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), já há incríveis catorze anos bombando até o sol raiar na segunda-feira, é mole? Então se prepara e se joga, porra! A festa, pros rockers, nunca termina!

 

 

E O SACO DE BONDADES ZAPPER SÓ AUMENTA!

Yeeeeesssss! Essa semana ele foi engordado com mais alguns livrinhos, hehe. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em sorteio:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, dia 14 de dezembro;

 

* Mais um exemplar da biografia “O reino sangrento do Slayer”, lançada aqui pela Idéia Editorial.

 

* E um pacote com os livros “Alta Fidelidade” e “Febre de Bola”, ambos escritos por Nick Hornby e agora relançados no Brasil pela Cia Das Letras.

 

 

E CHEGA, PELAMOR!!!

Postão gigantesco e polêmico, pra ninguém reclamar, sério. Ficamos por aqui, deixando um mega abraço no sempre querido Luiz Calanca, além de milhões de beijos na Irlene, Jaqueline e Bruna (as manauaras que o blog ama de paixão) e mais beijos nas gatenhas paulistanas amigas de fé destas linhas online. Semana que vem estamos na área novamente. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/08/2013 às 19hs.)

Calor quase sempre abrasador, alguma chuva, boa comida, bons sons, rock’n’roll bacanudo, uma rádio online maneira e um big festival neste finde: em nova incursão ao amado e hospitaleiro Norte brasileiro o blog vai (como diria mr. Zeca Pagodinho) deixando a vida nos levar, uia!

As mulheres continuam no comando de bons grupos de rock, néan? O trio americano Yeah Yeah Yeahs (acima), da vocalista Karen O’, acaba de lançar seu novo disco. Já o garageiro Acossados (abaixo), com a totosa Mônica Cardoso nos vocais, é uma das sensações da novíssima cena rocker de Manaus, e mostra seu som neste finde no festival local Hey Yo Music

 

Yep, dias incríveis aqui.
É esta a sensação que toma conta destas linhas bloggers rockers desde a última segunda-feira, quando elas se encontram novamente na região norte brasileira – mais especificamente na capital amazonense. Aqui sempre faz calor – e muito – e Zap’n’roll já está acostumado com a temperatura da região, depois de viajar zilhões de vezes pra cá nos últimos anos (cobrindo festivais ou simplesmente mantendo um romance intenso por quase dois anos com a linda gata rocker Rudja, em Macapá, capital do Amapá). Aliás o blog não só esteve em Macapá (e agora, está pela segunda vez em terras manauaras) mas também em Boa Vista (Roraima), Belém (Pará), Porto Velho (Rondônia) e Rio Branco (no Acre). E foram todas sempre viagens incríveis, onde você descobre e descortina um Brasil fantástico e que na verdade muito poucos brasileiros têm oportunidade de conhecer – por falta de condições ou por pura preguiça e arrogância por achar que é mais “chique” bater perna na gringa. Uma estupidez gigante pensar assim (“a burrice infinita é uma força da natureza”, já disse sabiamente o mestre Arnaldo Jabor) e o blog, sempre que puder e enquanto ainda estiver em condições de saúde (afinal o “monstrinho” avança em nossa garganta e agora mesmo, na madrugada aprazível amazonense, ele dá umas estocadas algo doloridas no canto direito da boca, como para nos dizer e lembrar: “estou aqui!”; mas com fé no coração e no Grande lá em cima, em breve nos livramos desse inimigo, ou não…), sempre irá querer empreender novas incursões por aqui. Pra conhecer lugares fodásticos, paisagens delirantes, pessoas super afáveis e – claaaaaro! – uma cena rock alternativa que não para de crescer nunca (afinal, é pra isso que este blog existe, no?). Bora lá então: hoje o post é em esquema reduzido e “diet” (opa!) pois apesar de o nosso querido “filho” HP/Compaq ter vindo conosco na viagem, a internet móvel da Vivo (ou Morta, na verdade?) no Amazonas é um terror. E esse texto/post só está saindo agora, na madruga de quinta pra sexta-feira porque fomos salvos por uma providencial banda larga. Nada enfim que tire o bom humor que contagia a vida do sujeito aqui por esses dias. O micro post zapper começa agora então, sendo que na semana que vem ainda vamos falar muito (com várias imagens inclsive) do rolê do blog pelo sempre amado Norte do Brasil.

 

* Zap’n’roll em Manaus, capital do Amazonas, néan?

 

* Conforme já falado aí em cima, o blog está por aqui desde a última segunda-feira. Veio a passeio sim (pra espairecer um pouco e também se preparar psicologicamente e emocionalmente pro pesado tratamento de saúde que vem por aí, nas próximas semanas) mas também pra dar uma nova olhada na cena rocker de Manaus, além de cobrir o grandinho Hey Yo Music Festival, que rola na cidade neste finde.

 

* A capital do Amazonas tem um histórico de dar grandes bandas ao rock independente nacional. Se há alguns anos a cena local balançava e delirava com showzaços e discaços do Mezzatrio (uma banda que era uma autêntica “orquestra” de guitarras) e Tétris (a melhor tradução amazonense pros Strokes), hoje a novíssima geração vem embalada por grupos de diferentes estilos e tendências mas todos com algo em comum: a qualidade musical e o profissionalismo no desenvolvimento de seus trabalhos.

 

* É assim que este espaço virtual descobriu, ano passado, a fantástica Luneta Mágica, que lançou o melhor disco de rock nacional de 2012, “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida”: um compêndio de canções belíssimas e algo tristonhas, que flutuam por melodias envolventes e tramadas com bucolismo, psicodelia, violões dolentes e guitarras indie mezzo britpop. Tudo emoldurando algumas das letras mais poéticas que Zap’n’roll teve o prazer de ouvir nos últimos anos.

 

* Tem também a Malbec, outro nome gigante da novíssima geração manauara. “Paranormal Songs”, o primeiro disco do grupo, investe fundo em guitarras experimentais e barulhentas à Radiohead fase “Ok Computer”. E o álbum é tão bom que já foi objeto de comentários elogiosos em blogs da edição online do jornal carioca O Globo, um dos mais influentes e respeitados do Brasil.

 

* Vai daí que Luneta e Malbec estão em turnê nesse momento pelo Sudeste e Sul do Brasil. Ambos fizeram show conjunto em São Paulo há duas semanas que causou comoção no badalado StudioSP, no baixo Augusta. Depois a Malbec seguiu pro interior paulista pra mais shows e a Luneta fez set na festa de dez anos da Zap’n’roll, em Sampa. Foi lindo: casa (o Dynamite Pub, no bairro do Bixiga) recebendo um grande público que simplesmente CANTOU todo o repertório do quarteto em coro. E sendo que ao vivo eles ganharam mais peso nas guitarras, com a entrada do músico Erick Omena.

 

* Vai daí também que há por aqui o rock garageiro dos Acossados (tocam hoje na primeira noite do Hey You Music Fest), o classic rock competente do Tudo Pelos Ares, o bacanudo Playmobil e etc, etc, etc.

Os veteranos punks paulistanos dos Inocentes (acima) e o trio garageiro Rock Rocket (abaixo): ambos tocam neste finde no festival Hey Yo Music, em Manaus, que também abre espaço para várias bandas de rock da capitall amazonense

 

* E tudo isso acontecendo no NARIZ da nossa sempre “informada” rock press online (de blogs metidos a importantes mas que na verdade não têm importância alguma, como o “Rock Em Geral”, do tosco Marcos Chatato), que nada diz sobre essa cena. Ou, quando se trata de um site ou blog realmente bacana e de responsa, como o Popload do nosso brother Lúcio Ribeiro, ele detém demais seu olhar (e sistema auditivo) sobre bandas gaúchas, Mineiras e paranaenses. Dear Luscious, estamos aguardando as Popload Sessions com Malbec e Luneta Mágica, hein!

 

* Mas se blogs e sites de rock e cultura pop são burros e obtusos pro que anda rolando no novíssimo rock independente daqui do Norte brazuca, sem problema: é em Manaus que existe a Manifesto Norte, rádio online que toca somente rock independente vinte e quatro horas por dias, sete dias por semana. E não só: coordenada pelos irmãos Sandro Nine (um dos jornalistas musicais mais conhecidos da região) e Marcelo Corrêa, a Manifesto ainda abre espaço para programas de cunho ambiental/ecológico, esportivo, tem seu bloco de notícias e os caralho. Sério, estas linhas bloggers desconhecem uma web radio tão bacana que tenha sede em Sampalândia, por exemplo.

 

* Interessou em ouvir? Vai lá: WWW.manifestonorte.com .

 

* Por tudo o que está escrito aí em cima e mais uma série de fatores extras (a hospitalidade do povo e dos amigos de Manaus, a ótima comida daqui sendo que ontem o blog se locupletou com um delicioso tambaqui assado na brasa, e preparado pelo fofo casal Marcelo e Lidiane, e muitos outros etcs) é que o zapper algo já saturado de São Paulo muitas vezes pensa em se mudar pra bem longe de uma cidade onde BANDIDOS calhordas no último, colocam covardemente fogo em uma dentista porque ela não tinha dinheiro pra lhes entregar. A bestialidade humana parece ter chegado ao limite em capitais do Sudeste e é por isso que não sentimos mais nenhum apreço por continuar morando nelas, apesar de ser ali que quase tudo acontece.

 

* É isso, por enquanto. Pra quem quiser saber mais sobre o Hey Yo Music Fest, que rola a partir de hoje em Manaus (com shows dos Inocentes, Rock Rocket, Matanza, Veludo Branco, Jamrock e muitas bandas locais), vai lá: https://www.facebook.com/HeyYouMusicFestival?group_id=0 . Semana que vem o blogão zapper vem com cobertura do evento e mais papos sobre o rock que rola hoje em Manaus, okays?

 

 

O BLOG ZAPPER INDICA

* “Mosquito”/Yeah Yeah Yeahs – o trio nova-iorquino YYY chega ao décimo ano de existência e ao quarto disco de estúdio, fatores que por si só já chamam a atenção e conferem à banda uma dimensão maior do que a média do que vemos/ouvimos no raquítico rock de hoje. Afinal quantas bandas, na era da internet e da música total descartável, consegue ultrapassar a barreira do primeiro disco e durar mais do que cinco anos? E se o primeiro álbum deles, “Fever To Tell” (editado em 2003) era repleto de barulho e indefinição estética, este “Mosquito” é melhor resolvido, embora padeça da  falta de “liga” estilística. Há uma tentativa de enveredar por nuances soul (em “Sacrilege”, que abre o cd), há momentos de tensão instrumental extrema, via guitarras em fúria (sim, Nick Zinner continua um guitarrista abrasivo) e há melancolia e ambiências sombrias e mezzo pós-punk fechando o álbum, em “Wedding Song”. No meio disso tudo, claro, continua existindo a tesuda, deslumbrante, acachapante e gostosona/lokona Karen O’, talvez uma das grandes vocalistas do rock atual e que consegue extrair inflexões absurdas em suas interpretações. Enfim, não é melhor do que o soberbo “Show Your Bones” (editado em 2006) ou do que o eletrônico “It’s Blitz” (lançado em 2009). Mas mantém o YYY vivo e na pista. Felizmente.

O novo disco do trio americano YYY: mantendo a banda na pista

 

 

POR ENQUANTO É ISSO
O blog está se preparando pra cair na cobertura do Hey Yo Music Fest, aqui em Manaus. E promete contar tudo na próxima semana, okays? Até logo menos então!

 

 

* Zap’n’roll está em Manaus com apoio da banda Malbec e da rádio online Manifesto Norte.

 

 

(enviado por Finatti às 6hs.)

 

Uma década de Zap’n’roll! O post desta semana, claaaaaro, fala desses dez anos que o blog mais legal da web brasileira dedicou ao rock alternativo e à cultura pop. Hoje à noite tem festão pra bebemorar – festa que, inclusive, pode ser a última dessa já looooonga história…

Dez anos tocando o puteiro rocker, escrevendo sobre rock alternativo, cultura pop, se envolvendo com o povo do rock (na foto acima, no backstage do festival Claro Que É Rock, em novembro de 2005, na chácara do Jockey em Sampa, ao lado da deusa loira e baixista do finado Sonic Youth, a linda Kim Gordon) e revelando ótimas bandas novas, como a Doutor Jupter (abaixo), que vai se apresentar no festão zapper de hoje à noite 

 

Pois é. Uma década não é nada, nesses tempos vorazes e velozes da internet. Ou pode ser muito, quase tudo. Depende do ponto de vista de cada um. Quando a Zap’n’roll começou a ser publicada semanalmente, em forma de coluna, no portal Dynamite online (em abril de 2003), nem ela nem o autor dela imaginaram que isso fosse durar tanto tempo. Afinal, nesse período surgiram e desapareceram zilhões de sites, portais e blogs na internet, muitos deles tentando se especializar em cultura pop. Poucos estão conseguindo se manter tão longevos quanto estas linhas bloggers rockers – de memória, lembramos apenas do queridão Lúcio “Luscious” Ribeiro e sua sempre bacaníssima Popload.

 

A Zap’n’roll surgiu, na verdade, muito antes disso e talvez seja uma das pioneiras em colunismo rock na imprensa brasileira, seja ela impressa ou virtual. A coluna surgiu de fato em 1993, quando era publicada na edição impressa da célebre e saudosa revista Dynamite. Naquela época ela já causava polêmica mas após cerca de dois anos de circulação, ela foi extinta por conta de uma reformulação editorial promovida na revista pelo nosso amado “editador” (hihihi) André Pomba.

 

Até que ela voltou em 2003, no portal Dynamite. E não parou mais até hoje. Nessa década de existência se tornou uma das três ou quatro mais importantes colunas (e, em seguida, blog) de rock e cultura pop da web nacional. Acompanhou absolutamente tudo o que aconteceu na esfera pop/rock brasileira e mundial, no alternativo e no mainstream. E graças à sua hoje célebre verve corrosiva, polêmica, debochada, escrachada e desbocada o blog colecionou zilhões de desafetos e fãs pelo caminho. Faz parte do jogo, óbvio.

 

E tudo que é bom (ou mesmo ruim) sempre tem um fim, néan? Este deve ser, de fato, o último ano de existência de Zap’n’roll. É melhor dar um fim digno a este espaço online, enquanto ele ainda está em grande forma e com a audiência lá em cima. Fora que o zapper sempre doidón a vida toda, agora está desacelerando sua marcha pois os anos estão pesando nas costas e a saúde do sujeito aqui inspira cuidados neste momento (cortesia do dragãozinho tumoroso que está instalado em nossa gargantinha).

 

Mas é claro que se o blog for mesmo extinto, ele permanecerá imortalizado em um livro compilando os melhores posts e colunas publicados nestes últimos dez anos. E Zap’n’roll também irá continuar no jornalismo até quando for possível pra ele, pois não sabemos fazer outra coisa em nossa vida. E amamos escrever sobre música, desde sempre.
Então é isso aê: bora comemorar hoje à noite, porque a festa vai ser boa. Afinal, não é todo dia que bla bla blá… rsrs.

 

 

DEZ ANOS (OU ATÉ MAIS) ONDE QUASE TUDO ACONTECEU – VEJA NAS PICS AÍ EMBAIXO

 

Janeiro de 1996, em São Paulo: entrevistando Robert Smith, vocalista e líder do The Cure; tanto Bob Smith quanto Zap’n’roll ainda eram dois garotões, uia!

 

Festão de entrega do VMB 2009: “cercado” pelos amigões Samuel Rosa e Lelo Zanetti, os bons mineiros do Skank

 

Festão de entrega do VMB 2012: com o chapa mamadaço Beto Bruno, o front-man dos gaúchos do Cachorro Grande 

 

Encontro de feras do jornalismo rock brazuca na extinta Via Funchal, durante showzaço dos ingleses do The Rakes: o zapper com os queridaços Lúcio Ribeiro (Popload) e Pablo Miyazawa (Rolling Stone)

 

Com o melhor amigo, “pai”, “irmão”, “editador” e chefe eterno, o super dj André Pomba, em baladaça rock’n’roll no clube paulistano A Loca, em novembro de 2012

 

O  zapper com o povo da MTV, I: em evento no prédio da emissora em 2012, ao lado do músico, amigão e ex-vj China

 

Com o povo da MTV, II: ao lado da lindona vj Gaía, na sala de imprensa do mega festival Lollapalooza BR 2013

 

Com o povo da MTV, III: também no Lolla BR, com o velho amigo e vj Chuck

 

Balada rocker sem fim pela noite paulistana: num coquetel com a velha amiga Pitty (com quem o blog andou se estranhando em 2012, mas já está tudo bem), em 2010

 

Balada rocker sem fim pela noite paulistana, II: em novembro passado, com o amigo de quase duas décadas, Roberto Frejat (vocalista e guitarrista do Barão Vermelho), no camarim pós-show do  Barão em Sampa

E QUEM FAZ A FESTA ZAPPER HOJE À NOITE

A Luneta Mágica: uma das maiores revelações do novo rock brasileiro, vem lá de Manaus e gravou, segundo o blog zapper, o melhor disco nacional de 2012

 

Coyotes California: o peso do funk mental paulistano vai sacudir a festona zapper, com um dos melhores nomes do atual indie rock da capital paulista

Algarve: da novíssima geração paulistana, fazem rock sessentista e garageiro, com influências de folk e The Who. Precisa mais?

 

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É isso aê! Bora lá povo e até a semana que vem, com novo postão zapper!

 

(enviado por Finatti às 22hs,)