AMPLIAÇÃO FINAL EXTRA!!! Informando OFICIALMENTE a data e local da mega festona de quinze anos do blog zapper, falando do show (com ingressos esgotados) do Ira! semana que vem no Sesc Belenzinho em Sampa, e muito mais! – Novo postaço zapper no ar! E em edição especial sobre o pós punk inglês dos anos 80 e também dos anos 2000, o blog analisa em detalhes o novo discão do grupo Interpol, além de celebrar os quarenta anos de existência de dois gigantes da história do rock, os ingleses do Echo & The Bunnymen e do Bauhaus; mais: a “invasão” da armada brit oitentista que vai acontecer no Brasil (e em Sampa, claro!) de setembro a dezembro, os livros sobre o gigante Lula que foram lançados, o grande HORROR golpista político e jurídico no país às vésperas das eleições presidenciais, e mais isso e aquilo tudo no espaço blogger que é campeão na blogosfera BR de cultura pop já há quinze anos! (postão gigantão totalmente ampliado e finalizado em 6-9-2018)

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Em mega postaço especial sobre o pós punk, o blogão zapper analisa em detalhes o novo discão do trio americano Interpol (acima), além de falar dos quarenta anos de existência de um dos maiores nomes do rock mundial em todos os tempos, o inglês Echo & The Bunnymen (abaixo)

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MAIS MICROFONIA – AGORA VAI! A MEGA FESTA DE QUINZE ANOS DA ZAPNROLL ACONTECE MÊS QUE VEM EM SAMPA, NO SESC BELENZINHO, UHÚ!

O site e blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR chega a uma década e meia de existência. E para celebrar, vai ter uma comemoração à altura da data! No próximo dia 19 de outubro, sexta-feira, a partir das 9 e meia da noite, a comedoria do Sesc Belenzinho na capital paulista, recebe dois showzaços dos grupos Saco De Ratos e The Dead Rocks, que vão tocar o puteiro e o terror rocker para festejar o niver zapper. Bora lá!

E após a maratona rock ao vivo no Sesc, ainda vai rolar uma after party show no Clube Outs (localizado na Rua Augusta, 486, no centro de Sampa), com dj set especial do blog, a partir da uma e meia da manhã. O Outs também existe há 15 anos, é o último reduto rocknroll da cena alternativa noturna do baixo Augusta e vive lotado nos finais de semana, graças ao vitorioso sistema open bar (pague um preço fixo e beba até cair!) implantado pela casa há quase 5 anos. Não dá pra perder!!!

Quem vai fazer a festa e tocar o puteiro e o terror rock no Sesc Belenzinho:

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***Saco De Ratos – a banda de blues rock existe há mais de uma década e já gravou quatro álbuns. É um dos destaques da cena independente brasileira e paulistana e cujo vocalista e letrista, o escritor, poeta e dramaturgo Mário Bortolotto, é um dos destaques da cena literária marginal brasileira há mais de vinte anos. Mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/BANDA-SACO-DE-RATOS-121151831228419/?fb_dtsg_ag=AdwjGDA39anTwQWKwrhAh9__oSTdyWkXiqrbKrZ85SIvOw%3AAdwCc08wU0iZzIGbX9yn0oKlNzZ99N-e7nKKtr2TNScTbA.

 

***The Dead Rocks – O trio baseado no interior paulista (na cidade de São Carlos) existe há uma década e meia e nesse período se transformou num dos principais nomes do estilo surf music no rock alternativo brasileiro. Compondo apenas temas instrumentais e com quatro discos editados, a banda alcançou tanto prestígio para o seu trabalho musical que já excursionou pela Europa e Estados Unidos, onde também lançou alguns EPs e participou de coletâneas com músicas de sua autoria. Não tocam na capital paulista há um bom tempo já, de modos que será uma ótima oportunidade para os fãs da cidade se reencontrar com o grupo ao vivo ou para conferir a potência sônica deles no palco pela primeira vez. Mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/thedeadrocks/.

 

Ingressos à venda em breve no site do Sesc Belenzinho, aguardem! E tudo sobre o festão você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/460162691145863/?active_tab=about.

 

***E SEMANA QUE VEM TAMBÉM NO SESC BELENZINHO TEM IRA! – Conforme estas linhas zappers imaginavam os ingressos para os dois shows que o Ira! irá realizar no final da semana que vem (dias 14 e 15 de setembro, sexta-feira e sábado), na comedoria do Sesc Belenzinho (unidade da entidade que fica no bairro do Belém, zona leste de Sampa, aliás como todas as unidades do Sesc esta também é sensacional), se EVAPORARAM do site (e também na compra física) em menos de 24hs. Os tickets começaram a ser vendidos ANTEONTEM. Já acabaram – a comedoria do Belenzinho não é grande, cabem umas 500 pessoas lá. E com o Ira! tocando na íntegra e ao vivo o seu fodástico terceiro disco de estúdio, o “Psicoacústica” (lançado em 1988, daí a turnê comemorativa pelos 30 anos dele), não tinha mesmo como ser muito diferente o sumiço das entradas em velocidade recorde. Sendo que o blog se sente algo contente e orgulhoso nessa parada. Contente porque além de admirar pra carajo a banda, também é amigo pessoal da dupla Scandurra-Nasi há séculos. E orgulhoso porque o texto do press kit sobre o evento e sobre o LP em questão é de nossa autoria. Sim, o Sesc confiou este trabalho ao jornalista rocker aqui, não apenas pela amizade que ele mantém com a banda mas também por (modéstia às favas) conhecer profundamente a trajetória dos Irados e as nuances que permeiam “Psicoacústica”. De modos que estaremos por lá na semana que vem, já que temos par de convites disponíveis (cortesia do Sesc) pra ir lá na gig. Pra quem não vai: sorry, hihi.

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Zapnroll (acima) e o bacanudo press kit criado pelo departamento gráfico e de divulgação do Sesc Belenzinho, para divulgar o showzão do Ira! que rola lá semana que vem, e cujo texto encartado no kit (abaixo) foi produzido pelo autor do blogão zapper

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock alternativo, a política e o comportamento)

 

***LULA ONTEM, LULA LIVRO, LULA LIVRE, LULA SEMPRE! – Foi realmente emocionante o evento realizado no último dia 13 de agosto em Sampa, por conta do lançamento oficial e nacional do livro “Lula Livre – Lula Livro”, coletânea de textos organizado pelo jornalista e queridão deste espaço online Ademir Assunção, e que conseguiu reunir num volume extraordinário (e que estava sendo vendido por módicos 15 dinheiros durante o evento, sendo que os exemplares à disposição do público se esgotaram rapidinho), textos e poemas de artistas variados, como poetas, cantores, compositores, rappers etc (estão no livro, entre outros, textos de Chico Buarque, Augusto de Campos, Alice Ruiz, Carlos Rennó, Sergio Mamberti, Paulo Lins etc.). E boa parte desses artistas compareceu ao lançamento, que lotou as dependências do já lendário, mitológico e histórico teatro Oficina, lar do grupo homônimo criado há décadas pelo gênio gigante que é Zé Celso Martinez Correa, um dos monstros sagrados de toda a história da dramaturgia brasileira. Foram lidos textos no pequeno palco montado, mostrados vídeos, entoados hinos e canções eivadas de sentimento de liberdade, de apoio total à democracia e a tudo que importa ao ser humano: respeito às minorias, aos negros, às mulheres, aos gays, além de um não gigante ao retrocesso comportamental, ao arbítrio, a intolerância, ao discurso de ódio boçal que tornou o país uma nação de pensamento binário, ao reacionarismo de extrema direita e, principalmente, a prisão política e completamente injusta e surreal do maior líder popular que este pobre Brasil (uma nação vilipendiada por golpistas imundos em esferas variadas: na política, no Judiciário etc.) já teve. Ele mesmo, Luis Inácio LULA da Silva, o MELHOR PRESIDENTE que o Brasil teve em pelo menos 50 anos. O blog poderia escrever um LIVRO aqui sobre como foi bacana a aquela noite. Mas tenta resumir sua emoção e orgulho de ter participado do evento dizendo que, sim, a VERDADE e a JUSTIÇA irão prevalecer e VENCER no final de tudo. Apenas fica-se questionando do por que dessa dicotomia apavorante: a NATA da arte e da cultura brasileira reunida numa segunda-feira à noite na capital paulista pedindo LULA LIVRE, enquanto a sociedade e povo do país, quase como um todo, se deixando contaminar por uma ignorância abominável e monstruosa e se mostrando propensa a eleger como presidente um BOÇAL e BESTIAL herdeiro maldito da pior escrotidão (em todos os sentidos) que já houve na história do país, a ditadura militar. É isso mesmo que o brasileiro quer, ter como presidente um mentiroso, asqueroso, crápula, também escroque e pilantra (que enriqueceu como deputado federal durante 30 anos, nos quais não fez absolutamente NADA digno de nota como político) e que ainda por cima é homofóbico, racista e machista ao máximo. Só pra saber… Foi lindo o evento. E a melhor imagem do que rolou no Oficina, para resumir tudo, é a que está aí embaixo: Finaski (com sua amiga Silvia Fasioli) ao lado de um GIGANTE da história política nacional, um dos ÚNICOS políticos realmente DECENTES em grau máximo deste Brasil corroído pela corrupção. Ele mesmo, o “velhinho” mais fofo de todos e nosso eterno senador, a quem sempre daremos nosso voto. Um beijo no seu coração ever, Eduardo Suplicy!

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Finaski, sua amiga Silvia e o gigante (como político e como ser humano) Eduardo Suplicy (acima), no lançamento do livro “Lula Livre – Lula livro”, em São Paulo; abaixo no mesmo evento o senador, ladeado pelo diretor de teatro Zé Celso Correa e pela poeta Alice Ruiz

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***Mais Lula em livro – yep, outro lançamento em torno do ex-presidente Lula é “A verdade vencerá – o povo sabe por que me condenam”, volume editado pela Boitempo editorial e onde o ex-presidente concede uma enorme entrevista a um grupo de jornalistas, em bate papo organizado por Ivana Jinkings e Juca Kfouri, além de textos complementares escritos por Eric Nepomuceno e Rafael Valim. Vale muito a pena ler e tomar contato com uma radiografia textual isenta e escrita por gente séria e por alguns dos principais nomes do jornalismo brasileiro, para que se possa entender todo o imundo processo político golpista que segue em curso no país, às vésperas de mais uma eleição presidencial – talvez a PIOR eleição desde que o país se redemocratizou.

 

*** O BRASIL E O ROCK BR NO FUNDO DO ABISMO SEM FUNDO – Quando uma cadeia varejista de lojas como a gigantesca Americanas chega ao completo desplante de vender (pelo seu site) dois modelos de camisetas (um enaltecendo BolsoNAZI; outro contra Lula, o MELHOR presidente que este país já teve em pelo menos 50 anos), a conclusão é inefável: essa MERDA monstro chamada Brasil chegou mesmo ao fundo de um abismo que parece não ter nenhum fundo. E não só. Segundo reportagem da revista Carta Capital, olhem só a “inspiração” visual para os modelos: “as peças têm inspiração estética em BANDAS DE ROCK, como o modelo que imita a camiseta-símbolo do grupo punk RAMONES. Em vez do nome dos integrantes da banda, como no modelo original, consta o lema bolsonarista “Deus acima de todos / Brasil acima de tudo”. A águia americana, por sua vez, foi trocada por uma estrela com a data de proclamação da República”. Que DESASTRE e que nojo. Depois questionam por que o rock MORREU nessa porra horrenda de país cu tropical, não abençoado por NENHUM Deus (seja lá o que for Deus) e habitado por milhões de asnos, ogros, idiotas, imbecis, ignorantes, BURROS, conservadores, sem cérebro, reacionários, boçais e MEDIEVAIS no comportamento e pensamento. É esse povo triste, indecente, ordinário e bolsOTÁRIO que irá votar no “mito”. E boa parte desses JUMENTOS machistas, misóginos, racistas e homofóbicos é que empunham a BANDEIRA do rocknroll hoje em dia no bananão falido. Que triste fim pro Brasil e pro “roqueiro” brasileiro, jezuiz… (adendo: após a publicação da reportagem no site da CC, as lojas Americanas RETIRARAM da venda no seu site os tais modelos das camisetas. Menos mal…)

 

***A “INVASÃO” BRASILEIRA DO PÓS-PUNK INGLÊS DOS ANOS 80 – como este postão que você está começando a ler agora é especial e focado na vertente pós punk do rock mundial (seja o pós punk oitentista ou de bandas atuais, como o grande Interpol), não poderíamos deixar de mencionar a autêntica “invasão” que o estilo irá promover na terra brasilis entre setembro e dezembro vindouros. De modos que o blog zapper dá abaixo seu PITACO sobre as atrações que vêm aí, todas célebres no pós punk britânico dos anos 80.

 

***Peter Murphy e David J.: ou MEIO Bauhaus, que vão relembrar seus clássicos das tumbas em Sampalândia, dia 7 de outubro, no Carioca Clube. Pois então, os maiores morcegões trevosos da cena goth inglesa também celebram 4 décadas de sombras sonoras este ano. Tudo começou em 1978 e yep, sempre gostamos MUITO deles. Mas fato é que solo o vocalista Peter Murphy (uma BICHAÇA loka e das trevas que enlouqueceu garotos e garotas darks no auge do conjunto, lá por 1983) nunca funcionou e passou longe da genialidade musical conseguida quando ele estava junto com Daniel Ash (guitarras), David J. (baixo) e Kevin Askins (bateria). Vimos Pedro Morfético solo em sua primeira visita a Sampa, em fevereiro de 2009 (na finada Via Funchal). Na metade da gig Zapnroll já estava de saco cheio e rezando pra aquilo acabar logo. Agora vamos lá ver esse meio Bauhaus mesmo porque Peter, com mais de 60 anos nas costas, continua com o vocal super em forma e porque o show vai contemplar apenas Bauhaus em seu set. E além de tudo vai ser ótimo e bizarro encontrar aquele monte de gótico velhão e com a pança à mostra, todos reunidos no mesmo local e todos com capotões pretos, claro!

 

***Nick Cave: uma semana depois do meio Bauhaus, o gênio e já icônico Nick Caverna também aterrissa em Sampa, em 14 de outubro. Quase sessentão, Nick continua em plena forma e atividade e segue lançando discos ótimos. Esteve uma única vez no Brasil, em 1988 (lá se vão 30 anos…), e estas linhas online estavam naquele show, lá no saudoso ProjetoSP. Foi inesquecível. Agora vamos TENTAR ir novamente, porque credencial não iremos pedir (o show é produzido por aquele jornalista e “bloggero” pobreloader, hihi, de modos que…) e dindin pra comprar ingresso não tá fácil. Mas vamos verrrrr…

 

***New Order: totalmente DISPENSÁVEL a essa altura do campeonato. E sinceramente não dá pra entender porque tá todo mundo esperneando por conta do show único da banda este ano no Brasil, em SP, dia 28 de novembro. Na boa: quando aqui esteve pela primeira vez, também em 1988, o NO ainda estava no auge e fez uma apresentação histórica, memorável e inesquecível (o blog estava nela) no ginásio do Ibirapuera. Depois, entre paradas e retomadas da carreira, o grupo volto aqui em 2006 (também na saudosa Via Funchal), já não era nem em sonho mais ótima banda que tínhamos assistido ao vivo 18 anos antes mas a gig ainda assim foi razoável. Depois ainda assistimos os sucessores do Joy Division uma terceira vez, no Ultra Music Festival em São Paulo, em dezembro de 2011. Foi o horror total: o vocalista Bernard Sumner gordo (e sem pudor algum em ostentar a barrigona) e preguiçoso ao vivo (e sem voz também), a banda sem o baixista fodão e ícone que é Peter Hook e por aí foi. Conseguiram destruir a si próprios em uma versão ao vivo lamentável do ultra clássico “Blue Monday”, parecendo uma banda COVER de si mesma de quinta categoria. Este jornalista ficou realmente bodeado naquele show e só não saiu mais puto do estacionamento do Anhembi porque estava com uma credencial máster (de jornalista) pendurada no pescoço e que o permitiu ir na área vip open bar, onde tomou todo o whisky que pôde com energy drink. Moral da história: o zapper saiu completamente alucicrazy do festival e foi VOANDO atrás de cocaine, claaaaaro! Bien, depois disso a Nova VELHA Ordem ainda voltou pra cá (o grupo já tinha virado carne de vaca) no Lollapalooza BR 2014 e literalmente CAGAMOS pra assisti-lo ao vivo novamente. Yep, em estúdio o conjunto segue ok (“Music Complete”, lançado em 2015, é bem bom), mas ao vivo vamos passar bem longe pois achamos (achamos não, temos certeza) de que não vale mais a pena. A não ser que você nunca tenha visto eles ao vivo. Aí quem sabe…

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Bauhaus (pela metade, no caso da gig brazuca) e Nick Cave (acima), e New Order e Morrissey (abaixo): todos eles vêm ao Brasil entre setembro e dezembro

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***Morrissey: ah, a velha bexa dos Smiths de volta ao Breeeziiilll… e daí. Daí que Morrisséia está cada vez mais rabugenta e chata com o avançar da idade. Se ainda está em forma em cima de um palco, não sabemos. Os Smiths são uma das 5 bandas da nossa vida (ever) e vimos Moz uma única vez ao vivo e solo, quando ele esteve aqui pela primeira vez em 2000 (lá no finado Olympia SP). Foi lindão, inesquecível e depois nunca mais conseguimos vê-lo novamente on stage. Até queríamos ir esse ano novamente (seu último cd solo dá pro gasto) mas o foda é que na mesma noite do show (2 de dezembro) vai ter também em Sampa L7 com Pin Ups. E vamos preferir ir no segundo.

 

***Fora essa autêntica “invasion” pós punk inglesa dos 80, ainda vai rolar Kasabian (setembro, 30), Peter Hook (dia 10 de outubro, e talvez valha mais a pena ver ou rever este do que o New Order), Franz Ferdinand (outubro, dia 12, mas esse também já deu, né), Noel Gallagher (ainda a confirmar) etc. A pergunta é: quem tem dinheiro pra ir em tudo isso, rsrs. O autor deste blog definitivamente não tem, rsrs.

 

***Não esquecendo: é já em outubro a mega e oficial festa de quinze anos do blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR. Vão ter showzaços do The Dead Rocks e do Saco De Ratos. E depois ainda vai ter after party com dj set do blog no Clube Outs, o open bar rocker mais infernal do baixo Augusta SP. Tudo no dia 19 de outubro, sexta-feira, wow! Logo menos a gente divulga aqui o local onde irão rolar os shows, pode esperar!

 

***E antes que o blog esqueça: a primeira tiragem do livro “Escadaria para o inferno” está quase esgotada. Restam poucos exemplares à venda na loja virtual do site da editora Kazuá. De modos que se você ainda não comprou o seu exemplar, vai JÁ aqui e faz seu pedido: http://www.editorakazua.net/prosa/escadaria-para-o-inferno-de-humberto-finatti.

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***E mais notinhas irão entrar aqui na Microfonia ao longo da semana vindoura. Mas por enquanto vamos já direto ao ponto e ao que interessa aí embaixo: o novo discão daquele que ainda é o grande nome do pós punk dos anos 2000, o trio americano Interpol. Bora lá!

 

 

AUSENTE HÁ QUATRO ANOS DOS ESTÚDIOS, O GOTH E INDIE NOVA IORQUINO INTERPOL RETORNA COM TALVEZ SEU MELHOR ÁLBUM DESDE A ESTREIA DA BANDA

Das zilhões de bandas que surgiram no chamado “new rock” (ou indie rock alternativo) na virada dos anos 2000, uma das que Zapnroll mais gosta (e sempre gostou, e continua gostando) é o nova iorquino Interpol. Em tempos em que o rock praticamente MORREU (aqui e lá fora também), em que grupos surgem e desaparecem na velocidade de um bólido e onde conjuntos novos, por melhores que sejam, não conseguem encontrar espaço para mostrar seu trabalho e muito menos público JOVEM interessado em ouvir sua música (esqueça: a pirralhada OGRA e BURRONA da era da web detesta fazer esforço mental, odeia música que a obriga a PENSAR e AMA música total irrelevante e mega RASA em sua construção, daí a ascensão irresistível e implacável do popão eletrônico e R&B pasteurizado lá fora, e do funk, axé e sertanojo aqui no bananão), o agora trio (ainda integrado pelo fundador, o vocalista, baixista e guitarrista Paul Banks, pelo também guitarrista Daniel Kessler e pelo batera Sam Fogarino) está resistindo bem ao tempo: foi fundado em 1997 e lançou seu primeiro álbum (o espetacular “Turn On The Bright Lights”) 5 anos depois, em 2002. E além de resistir bem ao tempo o grupo ainda está em grande forma e acaba de lançar aquele que talvez seja seu melhor trabalho de estúdio desde sua estreia em disco, há dezesseis anos. “Marauder”, o sexto álbum de músicas inéditas do Interpol, chegou ao mercado (nos formatos físico e virtual) na semana passada e não apenas traz de volta as ambiências sonoras sombrias engendradas pelo conjunto em sua estreia, como faz isso através de melodias dançantes e envolventes e também com guitarras abrasivas e poderosas. Já é provavelmente um dos grandes lançamentos de 2018, no que ainda resta de relevante no rock mundial.

E por que estas linhas zappers gosta tanto do Interpol não é nenhum mistério. O blog sempre apreciou muito os vocais sombrios de Banks (que emulam quase à perfeição Ian Curtis) e a ambiência pós punk (circa 1980,1983) sinistra deles, bem na linha do Joy Division. Com um detalhe: mesmo EMULANDO tudo isso o Interpol sempre soou muito convincente e REAL em sua sonoridade, algo difícil de se ver no rock atual, ou no que ainda resta dele. Sim, a banda cometeu deslizes. O autor destas linhas bloggers não gosta do segundo disco deles, o “Antics”. E os três que vieram na sequencia eram ok, mas longe de reeditar o brilhantismo sonoro obtido em sua estreia. De qualquer forma, assistimos a um SHOWZAÇO deles em Sampa, na finada Via Funchal (em março de 2008, há mais de uma década, sendo que eles voltariam ao Brasil por mais duas vezes, em 2011 no extinto festival Planeta Terra, e depois em 2015 no Lollapalooza BR), quando a saudosa casa de espetáculos da capital paulista lotou e a banda brindou o público com uma gig acachapante em sua potência e energia no palco. De modos que sempre ficamos na torcida para que o conjunto voltasse ainda com um grande álbum.

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Capa do novo Interpol: discão!

Pois este retorno com este grande álbum finalmente se materializou em “Marauder”. Em suas treze faixas (sendo duas vinhetas curtas, batizadas de “Interlude I e II”) e pouco mais de quarenta e quatro minutos de duração, o trio reedita finalmente as nuances sombrias (em alguns momentos, quase sinistras) porém dançantes que marcaram o seu hoje já clássico primeiro cd. São melodias aceleradas e construídas com guitarras poderosas e que cativam o ouvinte já nas primeiras audições, o que fica evidente nas quatro primeiras canções do disco (“If You Really Love Nothing”, “The Rover”, “Complications” e “Flight Of Fancy”). “If You…”, que abre o disco, inclusive possui uma letra de consistência poética belíssima e ultra densa (veja a tradução mais abaixo, neste mesmo post) e acabou se transformando no terceiro single do novo trabalho, com direito a um espetacular vídeo de divulgação e onde a atriz deusa loira e XOXOTAÇO Kristen Stewart faz a loka, deitando e rolando com vários homens em um bar onde tudo acontece (duas garotas se beijando, povo loko bebendo Jack Daniel´s no gargalo etc, etc.), enquanto o Interpol surge tocando entre sombras e escuridão quase plena. Melhor impossível!

Há mais do mesmo nível na sequência, sendo que o disco mantém sua qualidade até o final da audição. Ok, ele poderia ser mais econômico e sucinto, com menos faixas e menor duração. Mas não há nada nele que comprometa o prazer, cada vez mais raro nos dias que correm, de se escutar um álbum quase perfeito do começo ao fim. No caso deste “Marauder”, cuja musicalidade nos remete diretamente à Londres do início dos anos 80 (em especial nas muito darks “Stay In Touch”, “NYSMAW” e “Surveillance”), esta quase perfeição sônica além de oferecer grande satisfação a quem a escuta ainda desvela que o Interpol, aos vinte e um anos de existência e com um front man ainda relativamente jovem (Paul Banks fez quarenta anos de idade em maio passado), poderá se manter em forma ainda por alguns anos, impedindo que (e sem trocadilho aqui) o triste rocknroll da estúpida era da web feneça de vez.

 

 

O TRACK LIST DE “MARAUDER”

1.”If You Really Love Nothing”

2.”The Rover”

3.”Complications”

4.”Flight of Fancy”

5.”Stay in Touch”

6.”Interlude 1″

7.”Mountain Child”

8.”NYSMAW”

9.”Surveillance”

10.”Number 10″

11.”Party’s Over”

12.”Interlude 2″

13.”It Probably Matters”

 

 

O DISCO PARA AUDIÇÃO AÍ EMBAIXO, NA ÍNTEGRA

 

 

E O TERCEIRO SINGLE, COM ÓTIMO VÍDEO PARA “IF YOU REALLY LOVE NOTHING”

 

 

UMA LETRA DO DISCO

 

“If You Really Love Nothing”

 

Se você realmente ama nada

Em que futuro construímos ilusões

Se você realmente ama nada

Nós esperamos em glória silenciosa

Se você realmente ama nada

Que parte da traição você quer negar?

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então é provavelmente um beijo

Adeus então

 

Se você realmente ama nada

Todo mundo é inventado

Todo mundo está perdendo

Se você realmente ama nada

Vamos dormir na glória silenciosa

Se você realmente ama nada

Como você pode estar lá

Você poderia simplesmente deixar para sempre

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então é provavelmente um beijo

Adeus então

 

Você pode traçar um buraco no seu vestido

 

Respiração é ótima

Lendo lembrar

A classificação final da semana

Melhor que sete outros homens

Imprudente das mulheres que quebram a dimensão

Eu sei que você poderia simplesmente partir para sempre

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então vai ser um beijo de despedida então

 

Você pode traçar um buraco no seu vestido

E me dê adeus e um beijo

Eu vejo você traçar esse buraco no seu peito

Me dê um tchau e um beijo

 

 

HÁ 40 ANOS SURGIA NA CIDADE INGLESA DE LIVERPOOL (TERRA DE UNS CERTOS BEATLES) ECHO & THE BUNNYMEN, UM DOS MAIORES NOMES DO PÓS PUNK DOS ANOS 80 E DE TODA A HISTÓRIA DO ROCK MUNDIAL

Ninguém discorda de que o quarteto pós-punk inglês Echo & The Bunnymen foi um dos maiores nomes do rock britânico dos anos 80 e de toda a história do rocknroll mundial. Por pelo menos quase uma década (de 1980 até meados de 1988) a banda que em sua formação original e clássica tinha o sublime vocalista Ian McCulloch, o gigante (na qualidade e técnica instrumental) guitarrista Will Sergeant, e os ótimos Les Pattinson (no baixo) e Pete De Freitas (na bateria), reinou absoluta na Velha Ilha e foi aclamada unanimemente pela imprensa e pelos fãs. Foi nesse período de oito anos que o Echo lançou seus cinco primeiros e imbatíveis álbuns de estúdio, onde uma combinação de melodias e harmonias aceleradas e herdadas da simplicidade punk, se unia a ambiências psicodélicas e melancólicas egressas do melhor rock feito nos anos sessenta (com fartas referências e eflúvios de Beatles, Rolling Stones e The Doors), tudo dando suporte para as letras memoráveis (em sua construção poética) escritas por McCulloch. Se depois de 1988 e até hoje o grupo lançou uma série trabalhos sofríveis e que nem de longe lembram seu passado inicial e glorioso, não importa. Tampouco o fato de que da formação original só restam Will e Ian. Mas daqui a exatos dois meses Echo & The Bunnymen estará completando quarenta anos de existência. E nesse período ele já deixou inscrito para a eternidade seu nome entre aqueles que construíram com maestria e encantamento máximo a grande e imortal história do rock mundial.

Tudo começou em Liverpool (a cidade inglesa terra de uns certos Beatles) por volta de 1977, quando o então adolescente Ian McCulloch começou a cantar em um grupo local chamado Crucial Tree (considerado por muitos pesquisadores e estudiosos do rock inglês do período como sendo quase tão excepcional em sua musicalidade quando o Echo seria alguns anos depois). O grupo, no entanto, teve curta existência e logo McCulloch se juntou ao guitarrista prodígio Will Sergeant e ao baixista Les Pattinson, para formar o Echo & The Bunnymen – em tradução literal, “Echo & Os homens coelho”. E que foi batizado assim por, no princípio, não ter um baterista humano – o trio fazia seus registros sonoros acompanhado de uma bateria eletrônica, a Echo. Foi com essa formação e com a bateria eletrônica no fundo do palco que o conjunto fez sua estreia em novembro de 1978, em uma apresentação no Eric Club em Liverpool. É o marco zero da trajetória dos coelhinhos.

Daí em diante a fama do trio foi crescendo rapidamente, em função de suas ótimas composições e apresentações ao vivo. Quando a banda assinou com o selo Zoo Records e lançou seu primeiro single, “Pictures On My Wall”, em maio de 1979, a aclamação da imprensa britânica foi instantânea. Em julho do ano seguinte e já contando com o baterista Pete De Freitas em seu line up o Echo fez sua estreia em LP, editando o a um só tempo barulhento, climático e psicodélico “Crocodiles”, hoje considerado um clássico na discografia da banda. Nova aclamação da crítica, com a legião de fãs aumentando rapidamente e de maneira espantosa. Não parecia haver limites para a genialidade sonora do Echo & The Bunnymen.

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Os “Coelhinhos” em seu auge, no início dos anos 80 (acima); abaixo Ian McCulloch também nos anos 80, destruindo nos vocais ao vivo

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Nos anos seguintes e até por volta de 1988, o quarteto se manteve no topo em tempo integral. Lançou mais quatro álbuns impecáveis da primeira à última música de cada um deles e rodou o mundo com seu show, aportando pela primeira vez no Brasil em maio de 1987, para cinco apresentações inesquecíveis e sold out em São Paulo, além de tocar também no litoral paulista (na cidade de Santos) e no Rio De Janeiro. E quando retornou à Inglaterra, começou sua fase descendente. Primeiro o baterista De Freitas morreu em um acidente de moto em Londres, em 1989. Logo em seguida Ian McCulloch decidiu largar os Bunnymen para seguir em carreira solo. O que sobrou do Echo decidiu seguir em frente, lançando em novembro de 1990 o inexpressivo disco “Reverberation”, onde os vocais ficaram por conta do desconhecido Noel Burke. O trabalho foi um retumbante fracasso, tanto comercial quanto perante à rock press. E assim determinou o fim da primeira fase do conjunto, já que Will e Ian se reuniram novamente mas sob outro nome, Electrafixion, lançando um único e ótimo cd em 1995, intitulado “Burned”. O álbum era muito bom (contava inclusive com a participação especial do ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr) mas nem de longe vendeu o que os primeiros discos dos Bunnymen venderam.

Foi quando Will Sergeant e Ian McCulloch tiveram a infeliz ideia de voltar novamente como Echo & The Bunnymen. Com Les Pattinson novamente no baixo, o grupo lançou “Evergreen” em 1997. Um disco sofrível que inaugurava a segunda encarnação do conjunto, e que perdura até os dias atuais. Desde então a banda lançou mais seis trabalhos inéditos de estúdio, alguns razoáveis (como “Flowers”, de 2001, e “Siberia”, editado em 2005) mas a maioria demonstrando que aquele grupo de musicalidade absolutamente impecável e gloriosa dos anos 80, não mais existia. Além disso o baixista Pattinson abandonou definitivamente o grupo em 1999, e a voz outrora trovejante de Ian (que se tornou famoso pelo apelido de Big Mac) havia desaparecido, destruída por décadas de consumo de álcool, tabaco e drogas variadas. Por fim o conjunto acabou se tornando carne de vaca e figurinha carimbadíssima no Brasil: voltou novamente pra cá em 1999 (na turnê do fraquíssimo cd “What Are You Going To Do With Your Life”), em gig realizada na saudosa casa paulistana Via Funchal. No ano seguinte Ian voltou retornou ao país, em tour solo. Em 2002 o grupo fez nova aparição por aqui (na mesma Via Funchal) e aí não parou mais de excursionar na terra brasilis, tocando por diversas vezes em São Paulo no extinto Credicard Hall (atual Citibank Hall). E claro, a cada nova visita as performances ao vivo decaiam de qualidade a olhos vistos.

Zapnroll no entanto, sempre teve amor por aquele quarteto pós punk fantástico dos anos 80 e que lançou ao menos cinco LPs que podem figurar tranquilamente entre os cinquenta melhores de toda a história do rock (“Ocean Rain”, de 1984 e o preferido deles destas linhas rockers, está eternamente na nossa lista dos dez melhores álbuns de rock de todos os tempos). E por ter devotado esse imenso amor ao conjunto é que o acompanhou muito de perto durante toda a década de 80 e também na de 90, ouvindo os discos, assistindo a vários dos shows brasileiros e entrevistando os coelhinhos em algumas das coletivas dadas por eles aqui. Momentos em que a banda fez parte essencial da vida do autor destas linhas bloggers e que inclusive renderam algumas histórias bastante divertidas (leia mais abaixo, nesse mesmo post). E agora, ao rememorar as quatro décadas de existência do Echo & The Bunnymen, este jornalista se dá conta de que o tempo avança e não perdoa mesmo ninguém. Nem mesmo artistas, músicos e bandas. Talvez os Bunnymen já devessem ter se aposentado há anos, preservando um passado irretocável e que nunca mais irá voltar. Preferiram continuar, mesmo que flertando cada vez mais com a decadência irrefreável. Não importa: os cinco primeiros e inesquecíveis LPs daquele grupo que um dia surgiu em Liverpool e encantou o mundo para sempre, estarão em nossos corações igualmente para sempre e da mesma forma: encantando ad eternum quem quiser os escutar.

 

 

ECHO & THE BUNNYMEN – UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA DISCOGRÁFICA DA BANDA

 

Por Valdir Angeli, especial para Zapnroll

 

Conheci o Echo & The Bunnymen meio por acaso, lá pela virada de 1984 para 85. Por essa época eu, normalmente ávido por novidades no âmbito do rock e do pop, vinha ouvindo um bocado de Talking Heads, tinha conhecido o Prince, já tinha adquirido os novos lançamentos do Frank Zappa e do David Bowie (deste último o, para mim, fraco ‘Tonight’), mas achava que o rock estava precisando de uma boa sacudida; na verdade, o que eu achava que estava faltando já existia, mas eu ainda não tinha entrado em contato com o que as novas bandas inglesas – notadamente as de Manchester e Liverpool – andavam fazendo há algum tempo. Quase sem querer, folheando o jornal diário paulistano Estadão, dei de cara com um artigo no Caderno 2 (nota do editor do blog: caderno de variedades do diário e onde o jornalista zapper se tornaria repórter e colaborador anos depois, em 1988, integrando a lendária equipe da página de música editada por Luis Antonio Giron, e que tinha textos assinados por gente do calibre de Fernando Naporano e do saudoso Kid Vinil) sobre o lançamento no Brasil do último disco de um grupo de Liverpool de quem eu nunca tinha ouvido falar, um tal de Echo & The Bunnymen. Interessei-me de cara pelo conjunto, não só pelos elogios a ele contidos no tal artigo, mas também por sua procedência; afinal, se em tempos idos Liverpool tinha sido o berço do merseybeat e o Estadão elogiava tanto uma banda nova vinda de lá (infelizmente não me recordo quem era o articulista), coisa ruim ela não deveria ser, pensei. Movido pela curiosidade, adquiri às cegas logo em seguida o tal disco, o ‘Porcupine’, terceiro álbum por eles lançado, em uma das minhas regulares visitas à lendária Galeria do Rock, até hoje localizada no centro de São Paulo e um dos “points” rockers mais conhecidos do Brasil. A princípio não fiquei nem um pouco animado com o que ouvi, achei estranha e meio desagradável aquela maçaroca de guitarras tocando contra um arranjo de violinos que, segundo o que eu tinha lido no jornal (o disco nacional que eu comprei não trazia sequer ficha técnica) eram do violinista Lakshminarayana Shankar, que já havia colaborado com Peter Gabriel e John McLaughlin. Mesmo assim, gostei muito de uma faixa, chamada “Gods Will Be Gods”, e graças a ela em vez de tentar devolver o disco na loja ou encostá-lo num canto, resolvi repetir um procedimento que eu já havia feito anteriormente, com o álbum ‘Wonderwall’, do George Harrison, e com o ‘Whistle Rymes’, do John Entwistle, baixista do The Who, dois discos que, graças à minha persistência em ouvi-los após uma decepção inicial, acabaram se tornando praticamente dois discos de cabeceira pra mim. Minha ideia deu certo, de fato concluí que os caras desse tal Echo eram bons mesmo, como o artigo informava. Semanas depois, um amigo meu, do circuito das lojas de discos que eu freqüentava, jogou em minhas mãos uma fita cassete com gravações de grupos diversos (entre as quais fiquei conhecendo outras bandas do tal “pós-punk” inglês), contendo no meio duas das músicas do ‘Porcupine’, “The Cutter” e “The Back Of Love”, porém em suas versões de compacto, com arranjos bem diferentes e, aos meus ouvidos, muito melhores, e mais uma inédita dos Bunnymen, o “Never Stop (Discotheque)”, que de imediato me deixou encantado com seu arranjo cheio de cellos, toques em pizzicato e outros detalhes e ambiência que lembravam, e muito, aquela outra antiga banda de Liverpool; esse mesmo amigo também me fez ouvir um exemplar importado do ‘Porcupine’, através do qual pude perceber que muito do meu desencanto inicial com o long-play era fruto da péssima prensagem da edição nacional, cortesia da EMI-Odeon, que era quem, na época, prensava os lançamentos da Warner (distribuidora da Korova, a gravadora  do grupo) por aqui. “Ah, então era isso…! Acho que vou ter que ouvir mais coisas desses caras…”

Demorou mais alguns meses para sair no Brasil o álbum seguinte do Echo, mas nesse meio tempo um outro amigo me emprestou um compacto de doze polegadas deles, que tinha “The Killing Moon” nas versões “standard” e estendida, e mais uma gravação ao vivo sensacional, “Do It Clean”, que me fez conhecer outra faceta da banda, a porrada que era uma gravação ao vivo deles. Foi então, com grande ansiedade, que adquiri logo que saiu aqui ‘Ocean Rain’, quarto disco da banda. E como era de se esperar, caí de amores por ele logo na primeira audição (pois é, a prensagem nacional desse já era bem melhor). Passei a ouvir direto “Silver”, “Seven Seas”, “Crystal Days”… Era fantástico!

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“Crocodiles”, 1980

Um nada de tempo depois disso consegui, escarafunchando várias lojas especializadas, achar dois álbuns importados da banda, os quais comprei sem perda de tempo: ‘Heaven Up Here’, que continha as excelentes “A Promise” e “Over The Wall”, e logo em seguida o disco de estreia deles, ‘Crocodiles’, um álbum mais cru e básico, onde estava a versão original do “Do It Clean” (esse disco que eu achei era a versão americana; a inglesa não contém essa faixa) e as absurdas de boas “Rescue” e “Villiers Terrace”, além do “Read It In Books”, composição oriunda da banda anterior do cantor Ian McCulloch, banda essa que também contava com os geniais Julian Cope  e Pete Wylie.

A seqüência dos acontecimentos ia meio que em banho-maria até que, lá pelo final de 1985, após grande demora, surgiu mais um compacto deles na praça, o “Bring On The Dancing Horses” que, além de trazer no lado principal uma música de qualidade e que mantinha em alta o nível da banda, ainda continha no seu lado dois duas faixas das quais uma em particular, “Bedbugs And Ballyhoo”, acabou virando uma das minhas preferidas de sua obra para todo o sempre. Logo após, foi anunciado que o baterista, Pete De Freitas, havia deixado a banda.

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“Heaven Up Here”, 1981

Paralelamente no passar de todos esses meses, fui conhecendo outras bandas do tal “pós-punk” inglês como, entre outras, The Cure, Joy Division e sua continuação New Order, The Smiths, Bauhaus, Dead Can Dance, Siouxsie & The Banshees e, naturalmente, comecei a enquadrar os Bunnymen como parte integrante desse contexto; a partir daí, meu conceito a respeito do Echo foi se tornando mais relativo e minhas expectativas em relação à banda foram ficando mais exigentes e, como conseqüência disso, a forma de eu enxergar os discos do conjunto começou lentamente a mudar, fazendo com que eu, dia a dia, cada vez mais questionasse a sua música  (a do ‘Ocean Rain’ em particular), até que eu, por fim, não mais estava achando que o trabalho do grupo pudesse ser algo comparável a, por assim dizer, “a arte dos deuses”. Eu já começava, como hoje vejo com mais clareza, a olhar, se não a totalidade da obra do Echo, ao menos o ‘Ocean Rain’ – apesar de eu até hoje reconhecer entre suas faixas uma obra prima atemporal meio subestimada, o”Nocturnal Me”, carregada que é de elementos góticos e sombrios, pouco comuns no repertório do grupo –, suas composições, arranjos  e interpretações, quase como um esnobismo, uma coisa pretensiosa, como se esse disco fosse uma forma de auto-afirmação desnecessária – e até exagerada, eu acrescento – em sua desesperada tentativa de emular os Beatles e os Doors, referências onipresentes, quem sabe para tentar provar a todos (e talvez até a si próprios) o quanto eles eram superiores, como se eles pertencessem a uma casta acima da das demais bandas – a campanha do lançamento do ‘Ocean Rain’ anunciava ser esse “o maior álbum já gravado até então”.

Embora por conta disso meu entusiasmo pelo conjunto tivesse diminuído um pouco, nada impediu que em 1987, na ocasião em que foi anunciada a vinda da banda para apresentações no Brasil (e, melhor ainda, com o retorno do “portuga” De Freitas às baquetas), eu fosse um dos primeiros a entrar na disputada briga para adquirir um ingresso para os shows que ocorreriam no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, parte da turnê brazílica do  grupo. Consegui ir ao evento em duas noites, nos dias 12 e 15 de maio, e fiquei cara a cara com os gajos que ficaram bem na frente de meus olhos esbugalhados, com o direito de testemunhar o McCulloch tragando copos e copos de caipirinha entre uma música e outra, e de verificar “in loco” a exímia performance do “portuga” na bateria, além de tudo mais que, atônito, consegui captar no momento, incluindo execuções inéditas de faixas que fariam parte do lançamento que eles estavam prestes a fazer.

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“Porcupine”, 1983

E no final de julho desse mesmo ano esse esperado álbum (sem título, apenas ostentando o nome do grupo, talvez em mais uma alusão aos Beatles, que lá pelas tantas também haviam lançado um disco apenas com o seu nome, chamado informalmente de “album branco”) foi lançado, carregando a honra de ter em duas faixas a presença do próprio Ray Manzareck, dos Doors, como tecladista convidado. Uma delas, uma equivocada releitura, no meu modesto entender, de “Bedbugs  And Ballyhoo”, que se revelou uma escolha infeliz mas acabou tendo mais sucesso entre o público que a versão original; a outra em compensação, “Blue Blue Ocean”, para mim (não sei sei até hoje se por conotações emocionalmente fortes para mim na época ou pela sua mera excelência) foi outra das que estarão entre as minhas preferidas do grupo para sempre. No geral o álbum – que teve como hits (inclusive por aqui) “Lips Like Sugar” e “The Game” – foi bem recebido pelo público, principalmente nos Estados Unidos, se bem que não tanto pela crítica, e foi o primeiro a apresentar entre os convidados, além do Ray Manzareck, músicos como Jake Brockman, que faria parte de posteriores encarnações da banda; também foi o último a contar com as baquetas de Pete De Freitas, vítima fatal em um acidente de moto em 1989.

Uma tentativa de reformulação da banda após a morte do baterista e, para surpresa de todos, após a saída de McCulloch, que optou por seguir carreira solo, não chamou a atenção de ninguém. Nem a minha na época, embora hoje eu reconheça que ‘Reverberation’, o único álbum lançado por essa nova formação, que contou com Noel Burke nos vocais, até tinha lá suas qualidades, só não vingando devido à enorme carga que o nome da banda carregava consigo. Pouco tempo se passaria e logo McCulloch e o guitarrista Will Sergeant já estavam novamente experimentando algo juntos, formando uma banda que levava o nome de Electrafixion (e ainda por cima contando com a colaboração do Johnny Marr, dos Smiths), algo ao meu ver bem mais animador, a julgar por um álbum e uma caixa de compactos com registros ao vivo colocados no mercado; pena que o projeto não vingou…

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“Ocean Rain”, 1984

Com a entrada do baixista original do Echo, o Les Pattinson, no que sobrou do Electrafixion (a dupla McCulloch/Sergeant) o mundo viu em 1997 o renascimento do Echo & The Bunnymen com o disco ‘Evergreen’, cuja capa lembrava muito – sei lá se propositadamente ou não – a do primeiro LP, o ‘Crocodiles’. Um álbum que se não era lá tão digno de comparação com a sua obra anterior, ou não tinha tudo o que eles ainda poderiam render àquela altura do campeonato, ainda oferecia um resto de gás que os caras tinham em estoque e até tinha seus bons momentos, e acabou caindo bem em minhas memórias afetivas, em grande parte por conta de um feriado prolongado que passei em companhia de minha então namorada – atual esposa – em Campos de Jordão, do qual o disco foi a trilha sonora (curiosamente minha mulher, normalmente interessada em música brasileira e new age, acabou se tornando fã da banda); o que pouca gente sabe é que logo depois de seu lançamento, ‘Evergreen’ teve uma tiragem limitada contendo um CD bônus, de subtítulo ‘History Of The Peel Sessions 1979-1997’, que trazia gravações feitas pelo grupo através de todos esses anos para a BBC, no programa do lendário John Peel, muitas delas até melhores que as versões originais, uma tetéia!

E daí pra frente eles tentaram… tentaram…  A partir do horrendo ‘What Are You Going To Do With Your Life?’, de 1999 (no qual o Les Pattinson tocou apenas em uma faixa antes de pular fora de novo – esse aí ao menos deve ter pensado direito no que fazer da vida), eles lançaram, até agora, mais seis discos (um deles, aliás, ao vivo, onde o coitado do Ian só consegue estragar as músicas antigas com sua voz totalmente comprometida pela bebida e pelo cigarro, algo só comparável ao Bob Dylan atual) que não acrescentam absolutamente nada ao que de bom eles fizeram no passado.

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“Echo & The Bunnymen”, 1987

 

Se, no final das contas, o Echo & The Bunnymen não conseguiu ser a maior banda surgida no “pós-punk” inglês ou quase não chega a ter relevância e influência hoje em dia, eles podem ainda se orgulhar de ter sido uma das grandes bandas dos anos oitenta, uma época em que, ao menos para mim, foi feita a melhor música dento daquilo que se entende por rock, música até mesmo melhor do que o que foi lançado nos cultuados anos sessenta, com todos os seus ídolos sagrados…

 

(Valdir Angeli, 64, é fã do Echo & The Bunnymen, além de colecionador e pesquisador de rock; se formou em Publicidade na Eca-Usp)

 

 

TODOS OS DISCOS DOS HOMENS COELHO

Crocodiles (1980)

Heaven Up Here (1981)

Porcupine (1983)

Ocean Rain (1984)

Echo & the Bunnymen (1987)

Reverberation (1990)

Evergreen (1997)

What Are You Going to Do with Your Life? (1999)

Flowers (2001)

Siberia (2005)

The Fountain (2009)

Meteorites (2014)

The Stars, The Oceans & The Moon (2018, será lançado oficialmente no próximo dia 5 de outubro)

 

Mais sobre a banda aqui: http://www.bunnymen.com/. E aqui também: https://www.facebook.com/thebunnymen/.

 

DOIS “COELHINHOS” (WILL SERGEANT E LES PATTINSON) JUNTOS EM POLTERGEIST – O FENÔMENO, OU OS FANTASMAS SE DIVERTEM!

 

Alex Sobrinho, especial para Zapnroll

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A dupla Poltergeist, formada pelos Bunnymen Will Sergeant (guitarras) e Les Pattinson (vocais)

 

Os puristas afirmam que o Echo & The Bunnymen acabou em 1987. Discordo somente da data: o correto seria 1997, com o disco “Evergreen”, a última vez que os três membros originais trabalharam juntos, literalmente, na composição de todas as faixas. O baixista Les Pattinson caiu fora de baixo e cuias reclamando em entrevistas que o vocalista “estava  reciclando canções solo” nos discos do Echo. Essa reciclagem pode ser ouvida no cd “What Are You Going to Do with Your Life?” (de 1999, nas faixas  “Lost on You” e “Rust”,  derivadas de “Birdy” e “Ribbon & Chains”,  presentes  no compacto “Lover, Lover, Lover”, de1992 e cover  de Leonard Cohen).

E de 1999 a 2014 vieram à tona mais cinco discos a cargo da dupla Ian McCullouch e Will Sergeant que pouco acrescentam a discografia da banda. À exceção de alguns lados B de singles, o ao vivo registrando a tour do “Ocean Rain” com orquestra que esteve no Brasil em 2010 e o EP “Avalanche” com recriações dos clássicos “Silver” e “All My Colours”. O mesmo expediente vai ser utilizado no disco a ser lançado em outubro deste ano (provando que coelho velho não aprende truque novo).

Will Seargent já tinha uma carreira solo iniciada 1978 e lançado um excelente disco influenciado pela música eletrônica chamado “Curvature of the Earth” – em 2004, com o projeto Glide. O fã que por acaso tenha torcido o nariz para os últimos trabalhos do Echo se sentirá recompensado logo na primeira audição.                                                                                   Já Les Pattinson seguiu seu caminho pondo itens dos mais variados de sua trajetória com os Bunnymen em leilão e se dedicou a fabricação de barcos. Só saiu de exílio musical atendendo ao chamado de velho companheiro Wiil Seargent para colaborar no projeto ‘Poltergeist”, que a dupla criou em 2012 e que lançou apenas um único álbum até o momento, editado em março de 2013 (lá se vão cinco anos…).

A bolacha se chama “Your Mind is Box (Let Uss Fill It Wonder)”. A sensação é de que a dupla de amigos resolveu despejar a criatividade represada pelo tempo de separação musical e virar o ouvinte pelo avesso e levá-lo para uma viagem a outra dimensão já nos primeiros acordes.

As guitarras do Will nunca estiveram tão livres e desconcertantemente geniais ao longo das oito faixas desde, desde quando mesmo… rsrs. Desde o “Curvature of The Earth” – Glide, o único paralelo possível. Logicamente é preciso dizer que o baixo de Les Patinson vem matador, pulsando nervoso quase explodindo as caixas de som ou seus ouvidos (caso ouça com fones; recomendável) em simbiose perfeita com bateria do desconhecido Nick Kilroe. Um ouvinte ocasional do disco o recomendaria aos amigos mais descolados. Já alguns fãs dos Bunnymen ficariam imaginando “ah se tivesse vocais!”. Afirmo que é desnecessário.

 

(Alex Sobrinho, além de dileto amigo zapper há anos e radialista em Colatina, Espírito Santo, também é fã FANÁTICO pelo Echo & The Bunnymen)

(e adendo do editor do blog, ouvindo agora o projeto de Will Sergeant e Les Pattinson no Spotify: melhor do que qualquer álbum que os Bunnymen gravaram de 1990 pra cá. Lembra total o Echo do início, especialmente em “Heaven Up Here” e “Porcupine”, mas sem vocais. E nem precisa!)

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O JOVEM JORNALISTA ZAPPER, O ECHO & THE BUNNYMEN E A SAMPA PÓS PUNK DOS ANOS 80 E 90

***Descobrindo os Coelhinhos – Zapnroll conheceu o Echo & The Bunnymen por volta de 1983, quando o grupo lançou seu terceiro disco, o espetacular “Porcupine” (álbum sombrio e GÉLIDO em suas ambiências pós-punk). O LP foi lançado naquele ano no Brasil e o jovem Finas (com vinte aninhos de idade apenas), que havia tomado conhecimento da existência do grupo através de matérias publicadas no caderno Ilustrada, do diário paulistano Folha De S. Paulo (e assinadas pela então lenda do jornalismo cultural, mr. Pepe Escobar), foi atrás de um exemplar. Não conseguiu encontrar nas lojas onde procurou e acabou desencanando de adquirir o tal disco. Daí pra frente começou a escutar músicas do conjunto na programação noturna da rádio 97fm (localizada na cidade de Santo André e possivelmente a primeira rádio rock do Brasil), e começou a ficar literalmente apaixonado pelo som do Echo. Um ano depois também saiu no Brasil o quarto trabalho da banda, o mega clássico “Ocean Rain”. Finaski foi na Galeria Do Rock (que já existia) e achou o LP por lá, juntamente com o “Porcupine”. Comprou os dois de uma vez. E nunca mais deixou de amar Echo e os Homens Coelho.

 

***A primeira vinda ao Brasil e três histórias BIZARRAS da primeira entrevista coletiva do quarteto – Era o primeiro semestre de 1987. A produtora paulistana Poladian (que na época trazia muitos shows internacionais ao Brasil), animada pelo sucesso obtido com a turnê brasileira do inglês The Cure, que ela havia promovido em março daquele ano, resolveu arriscar novamente: anunciou que estava trazendo o Echo & The Bunnymen pra cá, e que os shows aconteceriam em maio daquele ano. Foi um verdadeiro TUMULTO entre jornalistas (o sujeito aqui incluso), fãs, góticos e darks em geral (os darks DOMINAVAM O MUNDO então). Finaski, que havia começado a trabalhar como jornalista musical há apenas um ano, conseguiu se credenciar para a primeira entrevista coletiva para a imprensa do grupo em terras brazucas, e também para assistir a um dos shows da perna paulistana da turnê (foram cinco no total na capital paulista, no Palácio do Anhembi, e todos com ingressos ESGOTADOS), sendo que eles ainda fizeram gigs em Santos (litoral paulista) e no Rio De Janeiro. E na coletiva de imprensa que rolou em uma tarde quente em Sampa, aconteceram ao menos três histórias curiosas, quase bizarras. A primeira: o jovem zapper foi para o bate papo com o conjunto vestindo estrategicamente uma t-shirt da banda The Doors, com a cara enorme do vocalista Jim Morrison estampada na camiseta. No meio da entrevista o cantor Ian McCulloch olhou para a camiseta e fez sinal de “ok” com o dedo. Segundo lance: Zapnroll foi na entrevista acompanhado dos amigos Carlos Quintero (que era proprietário da loja Antitedium Discos, na Galeria Do Rock) e Arlindinho (uia!). Este último, um moleque sensível dos seus dezenove aninhos de idade, não se contentava apenas em ser FANÁTICO pelo Echo. Ele era o SÓSIA perfeito e irmão GÊMEO de Big Mac. Tanto que a ideia da dupla Finas e Carlinhos era apresentar Arlindo para Ian ao final da entrevista. Mas o garoto ficou completamente tímido e achamos melhor abortar a aproximação entre ídolo e fã sósia perfeito. E por fim: entrevista terminada, o zapper não se fez de rogado nem tímido. Foi com uma caneta e a CAPA de “Porcupine” nas mãos até os músicos e pediu na cara larga o autógrafo de todos eles. Que foram super gentis e atenciosos e assinaram seus nomes na capa do LP.

 

***O show no Anhembi – foi, literalmente, inesquecível. Começou (se não nos falha a memória) com “Going Up”, a faixa de abertura de “Crocodiles”, o álbum de estreia dos Bunnymen. A banda em forma e potência máxima no palco. E teve “Paint It Black”, clássico dos Rolling Stones, “coverizada” já no bis. Gig igual a essa, nunca mais!

Registro HISTÓRICO e na íntegra: a banda se apresenta no Brasil em maio de 1987, aqui neste vídeo na gig realizada no Canecão, Rio De Janeiro

 

***Dançando nos porões goth de Sampa ao som dos Coelhinhos – O autor deste blog perdeu a conta das madrugadas que dançou tristonho ao som das músicas do Echo no eternamente escuríssimo porão do Madame Satã. Tempos depois (por volta de 1988), o ritual passou a se repetir na pista do Espaço Retrô, onde Zapnroll conheceu e meio que se apaixonou pela loirinha Márcia B.B. Teve um brevíssimo romance com ela e ambos ficaram algumas noites “namorando” no apê da rua Frei Caneca, ao som do Echo. Mas Marcinha (que era uma peituda lindona e xoxotudíssima) nunca quis de fato ficar pra valer com o jovem jornalista.

 

***A volta ao Brasil e o “embate” em outra coletiva – Em 1999, já em sua segunda encarnação (tendo como membros originais apenas o vocalista Ian e o guitarrista Will, e lançando álbuns cada vez menos inspirados e distantes da banda gloriosa que havia encantado o mundo rocker nos anos 80), o Echo & The Bunnymen finalmente voltou para shows ao Brasil, doze anos após a primeira turnê pelo país. Em Sampa a gig rolou na mui saudosa Via Funchal, a melhor casa de shows internacionais que existiu na capital paulista. Novamente o espaço lotou mas a banda que subiu ao palco já não ostentava mais o brilho exibido em 1987 no Palácio do Anhembi. De qualquer forma, foi uma boa apresentação. Daí para a frente o grupo começou a tocar sem parar no bananão tropical. E a cada nova turnê por aqui a qualidade das apresentações decaía mais um pouco. Numa dessas turnês, houve quase um “embate” entre o autor destas linhas memorialistas e o vocalista Ian McCulloch, durante a entrevista coletiva de imprensa dada pelo conjunto. Lá pelas tantas Finaski levantou a mão e LASCOU a porrada para Big Mac: “O que houve com aquela voz TROVEJANTE dos anos 80, afinal. Só sobrou um FIAPO dela desde que o grupo voltou à ativa”. McCulloch ficou VERMELHO como um peru e este jornalista chegou a pensar que o vocalista iria VOAR no pobre pescocinho fináttico. “Minha voz continua a mesma”, retrucou Ian, irritadíssimo. “Mas se você acha que entende tanto assim de performances vocais, vá hoje à noite ao show com PLAQUINHAS com números, e me dê NOTAS avaliando meu vocal ao final de cada canção”. A sala, claro, veio abaixo em gargalhadas.

 

***E rolou a FODA do inferno após a gig dos Bunnymen – Yeeeeesssss. Para encerrar este mini diário sentimental não poderia faltar (claaaaaro!) um relato sexual sujo e devasso envolvendo a existência zapper e seu amor pelo Echo & The Bunnymen (ainda mais nesses tempos totalmente caretas, moralistas, ultra conservadores e sacalmente politicamente corretos como os de hoje, uma historinha dessas se faz absolutamente necessária, hihi). Enfim, faltavam umas três semanas para a apresentação dos Bunnymen em Sampa, na Via Funchal. Sem ter muito o que fazer num domingo à noite lá se foi Zapnroll pro porão do Madame Satã, dançar e beber um pouco. Até que pelas tantas foi tomar um pouco de ar na porta do clássico casarão goth paulistano. Foi quando viu ali aquela DEUSA arrebatadora: toda vestida de preto, muito jovem, muito magra (mas com peitinhos durinhos e salientes) e com uma beleza facial apolínea e arrebatadora, algo parecida com a musa inglesa Siouxsie Sioux. Como se aproximar desse encanto feminino pleno, pensou o jornalista sempre mega atrevido e já cheio de más intenções. Finaski fez então o que lhe veio à cabeça naquele instante: começou a cantarolar baixinho a letra do clássico do Echo, “The Killing Moon” (seguramente uma das canções mais lindas de toda a história do rock). “Isso é Echo & The Bunnymen!”, disse a garota, algo triunfante, após alguns segundos. Wow! O contato estava estabelecido! O papo entre ambos começou e não demorou muito para a dupla descer para um dos BANHEIROS do Madame, onde os malhos incendiários começaram. Mas Aninha (o nome da deusa) não cedeu fácil e disse que precisava ir embora. O casal trocou números de telefone (não havia ainda celulares, apps, nada dessas merdas tecnológicas dos fúteis e banais tempos atuais), começou a se falar com alguma frequência e também a se encontrar algumas vezes. E o jornalista rocker e eternamente loker, já com trinta e seis anos nas costas, começou a ficar perdidamente apaixonado pela garota pois ela era inteligentíssima para os seus parcos dezessete anos de idade, além de ser um xo xo ta ço. Só restava saber se ela também… FODIA gostoso. Algo que finalmente o gonzo loker descobriu na noite da gig do Echo em Sampa. Ele convidou a sua deusa e musa pra acompanha-lo ao show. Ela mais do que aceitou, imediatamente. Apresentação encerrada na Via Funchal, primeiro o casal foi beber drinks e dançar no finado bar Nias (que funcionava no bairro de Pinheiros e era muuuuuito legal). E já no meio da madrugada e louco pra COMER a garota, o zapper sugeriu: “vamos pro Madame Satã!”. Ana topou novamente no ato e o casal embarcou num táxi rumo ao casarão do bairro do Bixiga. Quando chegou na porta, para surpresa do jornalista, a mui tesuda adolescente se antecipou: “não quero entrar. Vamos pra algum HOTEL!”. Wow!!! Ela queria FODER! E nem precisou pedir duas vezes: saímos dali literalmente voando, em busca de algum muquifo próximo que pudesse abrigar nossos desejos carnais sórdidos, sujos e imorais. E como fodia miss Aninha… uma chupada esplendorosa no caralho e pelo menos duas gozadas em que a garota goth de apenas dezessete anos literalmente urrou com o pinto fináttico enterrado em sua boceta. Um pinto que ela apelidou naquela madrugada de “pau quilométrico”, ahahaha. O jornalista sempre carentão e taradão, GRUDOU na garota, óbvio. Queria namorar com ela. Mas a guria, que havia vindo de Mato Grosso Do Sul para morar e estudar em Sampa, estava vivendo na casa de uma tia quase NAZISTA no pensamento e comportamento. Tanto que os encontros entre ela e seu paquera jornalista eram quase às escondidas (a desculpa dela era sempre que ia sair com “amigas”). Desta forma o relacionamento acabou se tornando inviável, ainda mais que um acontecimento muito trágico marcou a convivência entre Zapnroll e a garota (e que já foi relatado neste mesmo blog, anos atrás). O casal se encontrou por mais duas vezes no final das contas, trepou como se não houvesse dia seguinte e Aninha sumiu por muitos anos. Procurou o autor deste blog novamente por volta de 2013, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou, quis reencontrar o agora já envelhecido blogger ainda rocker e acabou DANDO pra ele novamente. E sumiu novamente. E hoje permanece nas melhores lembranças do autor destas linhas online como uma de suas aventuras carnais inesquecíveis, da época em que o rocknroll valia a pena, a noite de Sampalândia idem e o mundo ainda tinha bandas fantásticas como o Echo & The Bunnymen mobilizando multidões.

 

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FIM DE FESTA – POR ENQUANTO!

Yeeeeesssss! O postão ficou lindão e monstrão, néan. De modos que paramos mesmo por aqui. Afinal já é quinta-feira, 6 de setembro, véspera de mais um feriadon, e o blog vai descansar que ninguém é de ferro. Mas voltamos em breve com novo postão totalmente reformulado na sua pauta, prometendo inclusive publicar novo ensaio com mais uma tesudíssima musa rocker. E também em breve colocaremos na roda alguns pares de ingressos para você ir curtir a festona de quinze anos do blog de cultura pop definitivamente mais legal da web BR, ulalá!

Até mais então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6-9-2018,  às 3hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL (com a saída da Inglaterra da União Europeia, o festival de Glastonbury, o novo disco do RHCP, os trinta anos de um mega clássico da história do rock e a triste saga de Lex “Lilith porcão” Antunes) no ar! – e ainda: O país segue em chamas na política (com a quase cassação de Eduardo Cunha, Michel “mordomo de filme de terror” Temer também sendo acusado de corrupção, além da prisão do “japonês da Federal”, ulalá!) e o mondo rocker também volta a pegar fogo com o novo discão do sempre ótimo e velho Garbage; os treze anos do blog zapper e as três décadas de jornalismo musical de um repórter sempre rock’n’roll; e como um ex-respeitado jornalista de cultura pop se tornou um autêntico tranqueira, porcão, ogro, fofoqueiro e autor de um livro e filme que foram fracassos retumbantes de vendas e audiência (postão FINALIZADO em 24/6/2016)

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Com mais de duas décadas de trajetória o quarteto americano Garbage (acima) acaba de lançar novo e fodástico álbum; a banda continua em plena forma, inclusive ao vivo (abaixo), como mostrou em 2012 quando tocou em Sampa, no festival Planeta Terra

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ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS PRA TERMINAR MEEEEESMO O POSTÃO

  • Yep. Sexta-feira, 24 de junho, frio delícia em Sampalândia e a gente aqui, concluindo saporra.

 

 

  • Entonces, Reino Unido fora da União Europeia. E o mundo como nós antes o conhecíamos cada vez mais distante…

 

 

  • O canal americano HBO não resistiu aos altos custos de produção e a queda na audiência e decidiu: não vai fazer outra temporada da espetacular série “Vinyl”, concebida pelos gênios Martin Scorsese e Mick Jagger. Poxa…

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O elenco da série ultra rock’n’roll Vinyl: não haverá nova temporada pela HBO, snif…

  • E tem Glastonbury esse finde na Inglaterra. O maior festival de rock mundo resiste ao tempo com zilhões de atrações de todos os tipos, e tendo como headliners esse ano Coldplay, Adele e o pavoroso Muse. Sinceramente? Até o Glasto já foi melhor…

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  • E agora é fim mesmo. Postão já gigantão, pra ninguém reclamar. Divirtam-se que semana que vem tem mais.

 

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AMPLIANDO O POSTÃO – O NOVO CD DO RHCP E OS TRINTA ANOS DE UM MEGA CLÁSSICO DA HISTÓRIA DO ROCK

  • “The Getaway”, o novo álbum dos Red Hot Chili Peppers (o primeiro inédito desde 2011) saiu oficialmente ontem (sexta-feira, o blogão está sendo novamente ampliado e possivelmente finalizado no sabadão, 18 de junho) nos Estados Unidos e deve ganhar edição nacional logo menos. E daí? Daí que pela “amostra” que chegou antes na web (o single “Dark Necessities”) não animou nadica estas linhas rockers a escutar o novo disco por inteiro. Porran, musiquinha frouxa e bunda da porra. E que nos faz lembrar, com alguma melancolia e saudade, de como esses caras já foram FODÁSTICOS na época do “Blood Sugar Sex Magic” (1991, lá se vão 25 anos…), e sendo que em janeiro de 1993 o jornalista zapper os viu ao vivo pela primeira vez, na ainda turnê desse álbum, no extinto festival Hollywood Rock. O estádio do Morumbi, em Sampa, veio abaixo. A banda ainda tinha Anthony Kiedis na flor dos seus 30 anos de idade e o grupo tocou o terror no Morumba. Show realmente inesquecível – depois o blog ainda os viu novamente em 1999 (no ex-Credicard Hall, atual Citibank Hall) e em 2013 na arena Anhembi. Se a banda parece continuar bastante em forma ao vivo (como se viu no Anhembi há 3 anos, o show foi bem intenso e com o quarteto ainda no gás), parece que em estúdio a vaca definitivamente tá indo pro brejo. Além disso as “slapadas” de Flea no baixo já se tornaram manjadas demais (logo ele, um dos melhores baixistas dessa porra chamada rock’n’roll) e Kiedis parece que se esqueceu mesmo de que está com quase 54 anos nas costas e assumiu de vez sua síndrome de Peter Pan – com aquele boné de “mano” e aquele bigodão feião ele insiste em achar que ainda tem 20 anos de idade. E… ok, o Chad Smith continua um batera do inferno. Mas isso não basta, não é? Quando o RHCP perdeu a relevância, afinal? Lá por 1999, quando lançaram “Californication”? Provavelmente. De qualquer forma, pra quem ainda é fã dos caras, dá um confere aê embaixo no cd todo, que já está no Spotify. Se o blog vai escutar o dito cujo? Mais pra frente, quando tiver paciência pra tanto.

 

  • Agora, mais importante do que o novo trabalho do RHCP e se é pra falar MESMO de obras-primas do rock’n’roll: todo mundo vive falando (jornalistas inclusive) dos 15 anos da morte de fulano, dos 25 anos do lançamento de tal disco, dos 30 séculos do peido de não sei quem. Pois ontem ESSA obra-prima da história do rock comemorou exatas três décadas de seu lançamento e o blogão zapper não viu UMA LINHA sobre isso em lugar algum (né, Luscious Ribeiro). Dos quatro IRREPREENSÍVEIS discos que os Smiths lançaram em sua curta porém inesquecível trajetória, “The Queen Is Dead” é o nosso preferido e está eternamente na nossa lista dos DEZ MELHORES DISCOS de rock de TODOS OS TEMPOS – sendo que os Smiths são uma das cinco bandas da vida de Finaski (as outras quatro: Stones, REM, Clash e Nirvana). Foi o álbum certo na hora certa e não tinha como dar errado um disco que tinha esse track list PERFEITO) do início ao fim:

1.”The Queen Is Dead”

2.”Frankly, Mr. Shankly”

3.”I Know It’s Over”

4.”Never Had No One Ever”

5.”Cemetry Gates”

6.”Bigmouth Strikes Again”

7.”The Boy with the Thorn in His Side”

8.”Vicar in a Tutu”

9.”There Is a Light That Never Goes Out”

10.”Some Girls Are Bigger Than Others”

 

  • Enfim, a rainha morreu e nunca mais haverá uma banda como os Smiths. E nem um novo “The Queen Is Dead”. Ponto.

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O país dos falsos heróis.

Sendo que um dos mais comentados caiu por terra e foi ver o sol nascer quadrado na última semana. Yep, o agente federal Newton Ishii, que ganhou fama nacional pela sua atuação na operação Lava Jato (quando sempre aparecia ao lado de políticos e empresários que eram apanhados pela PF, para serem encaminhados presos ao Paraná) e acabou se tornando conhecido pela alcunha de “japonês da Federal”, também acabou indo, ele próprio, em cana e por determinação da Justiça que o investigava já há anos em inquéritos sobre corrupção dentro da PF. Com isso a nação COXA e total burra que domina a classe média/média, média/alta deste tristonho Brasil se viu em prantos e sem mais um de seus FALSOS heróis. Algo (heróis que na verdade são muito mais facínoras do que exemplos dos quais devemos nos mirar e nos orgulhar) que, de resto, é o que sempre houve em excesso por aqui, a república da piada pronta e do eterno bananão onde herói é traficante de drogas, bandido, criminoso, assaltante, ladrão, político sujo e policial truculento e que se sobrepõe à Lei. Não há uma lógica correta em uma nação e em uma população que sempre preferiu vangloriar e admirar quem transgredia e transgride as leis, e onde o ótimo exemplo jamais partiu de onde deveria (de cima, da classe política e dos governantes). Dessa forma a grande tragédia brasileira foi se consumando e se estabelecendo ao longo de nossa história – e isso desde que os portgueses aqui aportaram, em 1.500. O que garantiu ao Brasil perante o mundo a pouco lisongeira classificação de “país não sério” (nas palavras do presidente francês Charles De Gaule, isso ainda nos anos 60’). Então você aí, otário de plantão, que bateu panelas em varandas chics pedindo o impichamento de Dilma e achando que isso iria resolver o SEU problema (sim, porque não existe classe mais individualista e egoísta no universo do que a média brasileira, que só grita quando algo dói no seu próprio bolso mas dá um foda-se total para qualquer um que lhe peça um ato mínimo de solidariedade social), agora se decepciona ao ver que um dos seus “heróis” não era tão honesto quanto você afinal de contas imaginava. Qual será o próximo exemplo de “retidão” comportamental e pública que você passará a idolatrar? Jair Bolsonazi? Sérgio “tirano” Moro? Deputada Tia Eron? E assim iremos e prosseguiremos, prestando vassalagem a falsos heróis que sabem iludir muito bem o populacho de um país que há mais de quinhentos anos vive apenas disso mesmo: de ilusões. É por isso que Zap’n’roll não sente absolutamente NENHUM orgulho de ser brasileiro (muito pelo contrário: o que sobra em muitas ocasiões ao autor deste blog é VERGONHA de ter nascido nestes trópicos do inferno) e também por isso é que sabemos que a célebre “cordialidade brasileira” já foi há muito pra casa do caralho. Resta-nos então continuar acreditando e admirando sempre o rock’n’roll e a cultura pop. Ele pode também não estar andando muito bem das pernas. Mas ainda produz ídolos não tão falsos e bandas ainda relevantes. Como o já veterano Garbage, que lançou mundialmente seu novo disco, e que por isso mesmo é um dos assuntos em destaque nesse post que começa agora. Esqueça japoneses da Federal e outros ídolos que na verdade não passam de bastardos inglórios. E vá direto ao que ainda nos faz feliz nesse mundo: a cultura pop e o rock do Garbage.

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O “japa da Federal” em selfie animada ao lado do deputado OGRO Jair Bolsonazi: os BASTARDOS INGLÓRIOS de um país sem heróis de verdade

 

  • Bien, ao noticiário político nas nossas notinhas iniciais. A mulher do evangélico pilantra Eduardo Cunha se tornou ré na Lava Jato. E o próprio está a um passo da cassação, já que o Conselho de (falta de) Ética da Câmara aprovou o relatório que pede que ele seja cassado. O fim político desse verme está próximo. Ou não?

 

 

  • A nova heroína do Brasil? Tia Putaron, a arretada deputada baiana, claaaaaro!

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  • E como estas linhas bloggers sempre prezam pela JUSTIÇA, vamos dar também um esculacho no prefeito de Sampa, Fernando Haddad, que mandou a GCM recolher dos moradores de rua os colchões e caixas de papelão que lhes servem de abrigo e proteção contra esses dias bastante frios de final de outono. Uma medida BURRA e total insensível do prefeito da maior cidade do país e que até aqui tem feito uma administração com muito mais pontos positivos do que negativos. Aí não, Fernandão!

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O prefeito de Sampa, Fernando Haddad: falta de sensibilidade para com os moradores de rua; aí não, Fernandão!

 

  • E questões ideológicas e políticas à parte, estas linhas online possuem antes de tudo senso profissional. Desta forma aceitaram mais uma vez convite da Secretaria Estadual de Cultura para atuar como curador na edição 2016 do Proac. Claaaaaro que inimigos variados e fakes bundões vão latir, dizendo que o blog deveria ser coerente e não aceitar trampo remunerado de um governo o qual sempre criticamos. Nada a ver: trabalho é trabalho e se fomos convidados a integrar a equipe de curadores é porque nos julgaram competentes para exercer a curadoria, simples.

 

 

  • Sendo que agradecemos mais uma vez o sempre amado André Pomba pela indicação do nosso nome para a curadoria. Amor eterno pra ele!

 

 

  • Frio enfim em Sampalândia, depois de dois anos de quase nada de inverno por aqui. O blog zapper, que AMA frio, está pulando de alegria com a temperatura na casa dos dez graus, como estava ontem por volta das onze da noite na Vila Mariana (zona sul da cidade e onde moramos). E isso porque o inverno em si ainda nem começou! Que continue assim, uhú!

 

 

  • Agora surpresa mesmo foram os tickets gratuitos da edição deste ano do festival Cultura Inglesa terem se evaporado em menos de vinte e quatro horas. Tudo bem que foram gigs da Nação Zumbi e do Kaiser Chiefs. Mas nem o gênio Johnny Marr esgotou vinte mil ingressos no ano passado. Deu a loka no povo, é?

 

 

  • Blogs “vizinhos” trombetearam que Richard Ashcroft, ex (ou ainda?) vocalista do grupo britpop inglês The Verve, vem ao Brasil para shows no final deste ano. Ok. O Verve, na real, sempre foi muito superestimado e tem apenas um discaço de fato, o “Urban Hymes”, lançado em 1997. Daí que o autor do referido blog (ele! LR, claaaaaro!) chamar o cantor de “um dos maiores gênios da música inglesa das últimas décadas” é de um exagero e uma ESTUPIDEZ sem tamanho, ainda mais quando se trata de jornalistas musicais com mais de cinqüenta anos de idade nas costas e que teriam, por obrigação do ofício e da idade, saber que a palavra “gênio” não pode ser escrita por aí a torto e a direito. Gênio, que estas linhas bloggers rockers saibam, são Bob Dylan, Ian Curtis, Lou Reed, Morrissey, Jimi Hendrix, Keith Richards, Jim Morrison, Mick Jagger, Pete Townshend. E estas linhas online não acham que o cantor do Verve esteja à altura de nenhum dos gênios citados acima. Mas normal: pra quem acha o máximo borboletear pelas Oropa acompanhando jogos de futebol e não dar uma linha sequer em seu bloguinho sobre o novo álbum do Garbage, tudo é possível.

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Segundo blogs “vizinhos” de cultura pop o vocalista do Verve fará shows no Brasil ainda este ano, sendo que para estes mesmos blogs o rapaz é um dos maiores gênios do rock inglês nas últimas décadas; quanto exagero e falta de… cultura pop, rsrs

 

  • Enfim, primeira parte do post entrando no ar na fria tarde desta quarta-feira. Então iremos ampliando as notas iniciais ao longo do finde e começo da próxima semana, na medida em que assuntos, hã, relevantes, forem surgindo, okays? Por enquanto vamos direto ao que interessa: o novo discão do Garbagem que você confere aí embaixo.

 

 

SHIRLEY MANSON CONTINUA UMA DEUSA ROCKER E O GARBAGE REAPARECE COM DISCÃO

Já são mais de vinte anos de trajetória. Vinte e três na verdade, e que teve início em 1993 na pequena cidade de Madison, no Estado americano de Wisconsin. E nesse tempo todo o quarteto Garbage acabou lançando apenas seis discos de estúdio, sempre fazendo hiatos relativamente longos entre um e outro álbum. Pois eis que finalmente no último dia 10 de junho a banda liderada pela ainda total delicious vocalista Shirley Manson, editou seu novo trabalho, o primeiro inédito desde 2012. “Strange Little Birds” chegou às lojas dos Estados Unidos e Inglaterra puxado por um single fodástico e do inferno (a faixa “Empty”) e mostra que o grupo ainda está em grande forma, mesmo com seus integrantes oscilando entre os cinqüenta e os sessenta e cinco anos de idade.

O Garbage surgiu quando a cantora e compositora escocesa Shirley Manson foi convidada por uma trinca de produtores e músicos americanos (Steve Marker, Duke Erikson e o gênio Butch Vig, o homem por trás da produção de álbuns clássicos do início dos anos 90’, como “Gish” do Smashing Pumpkins, e “Nevermind”, a obra-prima do Nirvana) para cantar no projeto musical que eles estavam montando. A idéia era (e continua sendo, até hoje) combinar guitarras barulhentas com nuances eletrônicas e melodias pop. Deu tão certo que o álbum de estréia, “Garbage”, lançado em 1995, vendeu em poucas semanas mais de quatro milhões de cópias apenas em território americano. E não tinha mesmo como dar errado: o quarteto exibia rocks poderosíssimos (como os dois singles arrasa-quarteirão “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, que devastaram as rádios do mundo todo, Brasil incluso, e continuam tocando até hoje), um time de músicos coesos e, a cereja no bolo: um XOXOTAÇO magro e loiro de vinte e oito anos de idade que, nas entrevistas, afirmava ser uma consumidora voraz de drogas além de também devorar com igual tesão homens e mulheres. Não deu outra: Shirley Manson se tornou a sexy simbol da vez no rock’n’roll, povoando inclusive os desejos mais secretos e perversos do autor deste blog e até do nosso amado supr DJ e biba fofa André Pomba, ulalá!

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Capa (acima) do novo discão do quarteto americano Garbage; a banda da vocalista tesão Shirley Manson (abaixo) continua em forma!

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O segundo disco (“Version 2.0”) saiu apenas em 1998 (e aí o quarteto começava a promover seus longos intervalos entre um lançamento e outro) mas, mesmo demorando a ser lançado, repetiu o sucesso da estréia, puxado pelo barulhento e radiofônico single “I Think I’m Paranoid”, a música que mr. Pomba (a essa altura já fanzaço do grupo) batizou de “a saga de Finatti”, em resenha do álbum escrita por ele na extinta edição impressa da saudosa revista Dynamite. Nos catorze anos seguintes o grupo, embora sem jamais cessar suas atividades, foi diminuindo cada vez mais o ritmo dos lançamentos e editou discos que embora mantivessem o padrão de qualidade em alta, já não estavam mais repercutindo como nos anos 90’. Afinal agora os tempos eram de pop descartável ao extremo (a lá Kate Perry, Justin “biba” e outros menos votados) e não parecia haver mais muito espaço para uma banda como o Garbage.

Uma tremenda injustiça no final das contas para um grupo que nunca perdeu o pique e que vem de dois ótimos álbuns em sequencia: “Not Your Kind Of People” (lançado em 2012) e agora este “Strange Little Birds”, cuja sonoridade remete bastante ao primeiro trabalho do conjunto. “Empty”, o primeiro single de trabalho, é uma canção demolidora e daquelas que valem por um disco inteiro. Mas ainda tem mais, com a banda equilibrando muito bem momentos mais pesados com outros introspectivos e bastante sombrios – a vocalista Shirley Manson já declarou em matérias sobre o álbum que ele é “sinistro como os tempos atuais”, o que confere ainda mais relevância ao novo cd de um quarteto que, em tempos de rock fútil, flácido, vazio e emburrecido, ainda tenta mostrar que rock’n’roll deve sim continuar sendo música para provocar reflexões e mudanças em que o escuta.

Trata-se enfim, de uma estupenda coleção de faixas onde o sombrio (“Blackout”, “If I Lost You” ou “Amends”, que fecha o disco com agônicos seis minutos de duração) coexiste em harmonia com levadas mais pop e que poderão render futuros novos e ótimos singles (“Magnetized” e “Teaching” seriam os dois mais prováveis candidatos nesse sentido). Para um grupo que já existe há mais de duas décadas e cujo integrante mais velho (o guitarrista Duke Erickson) está com sessenta e cinco anos nas costas, o Garbage mostra vitalidade de iniciante em “Strange Little Birds”. A vitalidade que quase não se encontra mais no rock’n’roll do século XXI.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO GARBAGE

1.”Sometimes”

2.”Empty”

3.”Blackout”

4.”If I Lost You”

5.”Night Drive Loneliness”

6.”Even Though Our Love Is Doomed”

7.”Magnetized”

8.”We Never Tell”

9.”So We Can Stay Alive”

10.”Teaching Little Fingers to Play”

11.”Amends”

 

 

OUÇA O NOVO CD NA ÍNTEGRA ABAIXO

 

A BANDA EM CLIPS

Numa sucessão de vídeos clássicos e matadores: a novíssima “Empty” além das inesquecíveis “Only Happy When It Rains”, “Stupid Girl” e “I Think I’m Paranoid”, além do show completão que o grupo apresentou no extinto festival Planeta Terra em São Paulo, em 2012.

 

 

O GARBAGE E OS ANOS 90’, QUANDO ELES DOMINARAM O MUNDO

  • Não tinha pra ninguém. Com um disco de estréia bombando nos charts pelo mundo afora (mais de quatro milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos, em 1995), três músicos/produtores fodões no line up e uma vocalista tesudíssima à frente da banda, o Garbage começou a dominar o cenário do mondo rocker na metade dos anos 90’. Os shows lotavam e todos queriam ver Shirley Manson (a devoradora de drogas, de homens e mulheres) de perto. A “febre” também não demorou a chegar ao Brasil e aqui “Only Happy When It Rains” estourou nas rádios. Todos queriam assistir o quarteto por aqui, ao vivo. E ele acabou vindo apenas em 2012, na penúltima edição do extinto festival Planeta Terra.

 

  • Em 1996 teve festa no saudoso Espaço Retrô (o moquifo alternativo mais genial que já existiu na capital paulista), para comemorar a primeira década de jornalismo rock da dupla Finatti e André Pomba, que foram os djs da balada. Um dos hits da noite foram as músicas do Garbage, claro. E como nessa época o zapper loker vivia “turbinado” de cocaine, Pomba logo apelidou a canção “I Think I’m Paranoid” (o single que “puxou” as vendas do segundo trabalho do conjunto e onde, no vídeo dele, Shirley Manson exibia sua… calcinha, ulha!) de “a saga de Finatti”, hihihi. Aliás a dupla de amigos inseparáveis tinha como “sonho de consumo” ninguém menos do que a totosa Shirley Manson. Quanta pretensão, rsrs.

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Ela está com quase cinquentinha de idade nas costas, mas continua um XOXOTAÇO!

  • Como já foi dito, o quarteto esteve uma vez no Brasil, há quatro anos. E o autor destas linhas rockers/lokers/bloggers conseguiu PERDER a gig. Motivo: a célebre “pontualidade” fináttica. O jornalista, com credencial e tudo pra cobrir o festival Planeta Terra, conseguiu chegar ao local DEPOIS que o Garbage já havia tocado. Resultado: o blog vive rezando para que a banda volte ao Brasil novamente.

 

  • Shirley Manson completa meio século de vida este ano, em agosto. Mas ela ainda deixa muita xoxotinha de vinte e poucos no chinelo, com certeza. Já o gênio Butch Vig está com sessentinha redondos nas costas. Mas idade pelo jeito não está sendo problema para a turma: o Garbage continua totalmente em forma.

 

TRÊS DÉCADAS DE JORNALISMO MUSICAL E TREZE ANOS DE BLOGAGEM ROCKER

Tudo começou por volta de maio de 1986. Ou muito antes na verdade: filho de um publicitário italiano e de uma artista plástica Mineira, o autor destas linhas rockers bloggers já tinha intenção de ser jornalista com doze anos de idade (quando pegava a máquina de escrever do seu pai e ficava “batucando” palavras nela). Uma intenção que se tornou concreta quando, aos vinte e dois anos de idade e cursando História (!) na extinta Universidade paulistana São Marcos, Finaski conheceu o apresentador Leopoldo Rey (que apresentava programas na também extinta rádio roqueira 97FM). Ambos se tornaram amigos e Rey indicou o jovem aspirante a jornalista para colaborar com textos em pequenas revistas que eram publicadas pela editora Imprima. Foi lá que então, em meados de maio/junho de 1986, saíram os primeiros textos de Finaski impressos em uma publicação vendida em bancas de jornais. No caso, era a revista Rock Stars e onde foram publicados três matérias do agora iniciante jornalista rock’n’roll: um perfil da banda inglesa The Smiths (que estava estourando no mundo inteiro, Brasil incluso), além de duas resenhas de discos.

Daí em diante não paramos mais. Novamente por indicação do bom e velho Leopoldo Rey, fomos colaborar com a revista Somtrês, que era dirigida por ninguém menos do que Maurício Kubrusly (ele mesmo, o repórter do “Me leva Brasil”, quadro do programa Fantástico, da TV Globo). Foram dois anos escrevendo para a Somtrês (de 1987 a 1989), o que nos abriu portas para ir trabalhar também na semanal IstoÉ e, em seguida, em jornais como Estado De S. Paulo, Jornal Da Tarde e, ao longo das três décadas seguintes, escrever para revistas como Bizz, Interview e Rolling Stones.

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Os saudosos Ramones na capa da revista Rock Stars (acima) de 1987, em matéria assinada por Zap’n’roll por ocasião da primeira vinda da banda americana ao Brasil, em fevereiro daquele ano; já em setembro de 1988 o jornalista rocker escrevia texto para o Caderno 2 (abaixo), do jornal O Estado De S. Paulo, falando da também primeira vinda ao país da indie guitar band australiana The Church; grandes momentos de uma trajetória de três décadas no jornalismo musical brazuca

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Quando começou a publicar a coluna Zap’n’roll, ainda na edição impressa da finada revista Dynamite (em 1993), o zapper já era então um dos nomes mais conhecidos do jornalismo musical paulistano. Na revista a coluna deixou de ser publicada em 1995. Mas voltou já em sua versão online em 2003, no portal Dynamite. Lá mesmo se tornou blog anos depois e acabou migrando para endereço próprio, onde permanece até agora e segue como um dos blogs de maior audiência da web BR de rock alternativo e cultura pop.

Não sabemos quanto tempo mais isso aqui irá durar. Porém, seja qual for essa duração, já nos damos completamente por satisfeitos por tudo o que fizemos até aqui no jornalismo musical nacional. É uma trajetória da qual nos orgulhamos imensamente, sem dúvida alguma. E por isso dividimos nesse texto (e sem as festas habituais que realizamos anualmente em bares e casas noturnas para comemorar a data; o país está em crise brava e não é hora pra gastar) esse orgulho e essas lembranças com nosso dileto leitorado. E desejando que ele nos acompanhe sempre, enquanto o blogão zapper estiver sendo publicado.

 

 

PERCA O PRECONCEITO E OUÇA O NOVO SINGLE DA… FERNANDA ABREU!

O blog nunca foi mega fã da Fernanda Abreu. Mas ao contrário do que o mau caráter e atualmente ultra reaça Lobão nos disse há mais de vinte anos (lá pelo final de 1995) durante uma entrevista que fizemos com ele para a extinta revista Interview (e onde ele disparava insultos contra a cantora, dizendo que ela sequer sabia falar; insultos que depois foram desmentidos pelo lobo covardão, que chamou o repórter de canalha em entrevista ao jornal “O Globo”, só que tínhamos as FITAS GRAVADAS com a entrevista), o blog a considera uma boa cantora e compositora. E cujo talento e sua já longa trajetória no pop brasileiro (que começou há mais de três décadas, quando ela cantou na Blitz) permitem que ela possua estofo artístico zilhões de anos luz da mixórdia e da imbecilidade plena e sem fim que tomou conta da música brasileira de hoje.

 

Ela lançou disco novo esse ano (“Amor Geral”), em maio passado. O primeiro álbum inédito em doze anos. E que anda recebendo bons elogios de quem já o escutou na imprensa musical. Zap’n’roll sinceramente não estava muito a fim de conferir o dito cujo mas aí nossos ouvidos deram com “Outro sim”, o primeiro single de trabalho do disco e que toca insistentemente nas rádios e na rádio NET MPB (que sempre escutamos). Longe de ser uma obra-prima, a música exibe o que Fernanda sempre soube fazer muito bem: pop dançante, grudento e radiofônico, combinando percussão, elementos de funk e eletrônica em doses equilibradas. Fora que a letra, também longe de ser um primor textual, está muuuuuito acima da média do horror que hora impera na música nacional, seja nas frases total ginasianas e pueris de breganojos e forrós à la Wesley Safadão, seja na tosquice asquerosa e inaceitável de Anittas e Ludmilas. Sem querer posar de intelectual ou erudita, Fernandinha compôs (em parceria com outros dois participantes do álbum) um mosaico com letra coloquial e usando expressões banais do dia-a-dia das pessoas (e por isso, de facílima assimilação e compreensão) que trazem uma precisa e até algo cruel radiografia do muito pelo que sempre passamos (e iremos continuar passando) em nossas vidas frugais e eivadas de rotina e superficialidade/banalidade.

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“Outro sim” é tão “pegajosa” que estas linhas bloggers se arriscam a dizer que talvez seja a MELHOR canção pop feita no Brasil em anos. Então entra essa sexta-feira (dia 24, quando o postão está finalmente sendo concluído) e até a próxima semana vamos reservar um tempinho para ouvir o disco inteiro – que, espera-se, seja tão bom quanto o primeiro single.

 

Mas Fernanda Abreu já marcou vários pontos por lançar algo como “Outro sim”. Ela está com cinqüenta e quatro anos nas costas (não parece), e nos últimos anos perdeu a mãe e terminou um casamento de quase trinta anos. Tinha tudo para se aposentar. Ao contrário, parece que esses episódios ruins em sua vida pessoal lhe deram força e munição para voltar revigorada com artista e cantora. E duvidamos que ela esteja reaça a essa altura do campeonato. Muito diferente de seu ex-colega da Blitz, mr. Cuzão, ops, Lobão. Aquele que se tornou um reaça de merda e que lançou também este ano um péssimo disco de heavy metal (que qualquer músico ginasiano gravaria) travestido de “ótimo” rock’n’roll.

 

TÓPICO ESPECIAL: UM LIVRO E UM FILME PARA NUNCA SE LER E ASSISTIR ANTES DE MORRER – OU, A TOTAL DECADÊNCIA DE UM OUTRORA GRANDE JORNALISTA DE CULTURA POP

O nome dele é Alex Antunes. Ou Lilith, para os “íntimos”. Você, dileto e jovem leitor zapper, talvez nunca tenha ouvido falar do sujeito e com razão: há pelo menos uns vinte anos ele, que já foi um dos expoentes do jornalismo de cultura pop na imprensa brasileira da década de 80’ (e, vá lá, início da de 90’), não faz ou produz nada relevante e que mantivesse seu nome nos holofotes.

Mas quem está na faixa dos quarenta/cinqüenta anos de idade (como o autor destas linhas sempre rockers e abusadas) se lembra de Alex Antunes. Ele foi um dos principais editores da célebre revista Bizz (uma das mais lendárias publicações musicais da história do jornalismo brasileiro) no auge dela. Também editou a revista Set (sobre cinema e muito menos famosa e importante do que a Bizz), isso nos anos 80’. E como sempre teve o ego maior do que o univero, Lilith se arriscava em tudo o que podia: além de escrever (muito bem na época, não há como negar) se meteu a ser vocalista em banda de rock. No caso, o grupo Akira S. & As garotas que erraram, que chegou a ter disco lançado pelo prestigioso (até hoje) selo independente Baratos Afins, por volta de 1987. O disco, claro, recebeu fartos elogios na própria Bizz (onde Alex era editor) mas foi um absoluto FRACASSO de vendas.

Não se sabe exatamente em que ponto de sua trajetória Alex Antunes foi perdendo a mão até se transformar no que é hoje (e sendo que o blog tem o desprazer de conhecer pessoalmente a figura há pelo menos duas décadas e meia): um loser em estado bruto e um personagem que, de outrora respeitado jornalista cultural, se transformou num OGRO como ser humano. Um porcão (que envelheceu mal inclusive fisicamente: aos cinqüenta e seis anos de idade, está careca e ultra obeso) que hoje em dia se compraz em ser um reles fofoqueiro da vida alheia, além de viver de expedientes pouco louváveis etica e moralmente falando – como ser um dos curadores (e não dos mais confiáveis) de algumas edições da Virada Cultural da capital paulista.

Zap’n’roll conviveu (não de perto, é vero) anos com mr. Lilith. Até possuía simpatia por sua figura algo estrambótica. Essa simpatia começou a descer ladeira abaixo quando o blog começou a perceber que por trás daquele outrora grande jornalista cultural se escondia uma personalidade de péssimo caráter. Essa percepção foi aumentando à medida em que Alex mostrava quem realmente era, sempre tirando sarro de tudo e de todos, sempre se achando o máximo e a última bolacha do pacote. E por fim o autor destas linhas online tomou definitivamente paúra e birra do porcão quando ele difamou publicamente (em grupos da finada rede social Orkut) uma ex-namorada zapper, que mora em Macapá (capital do Amapá), falando absurdos mentirosos da garota.

IMAGEMALEXPORCOANTUNES

O outrora bom jornalista de cultura pop Alex Antunes (acima) está tendo um triste fim de trajetória profissional; ogro, porcão e fofoqueiro assumido, há anos coleciona fracassos em tudo o que faz ou produz, como o “Best-seller” “A estratégia de Lilith” (abaixo), livro que ele lançou em 2001 pela finada editora Conrad e que vendeu espantosos 72 exemplares!

CAPALIVROLEXPORCOANTUNES

E assim prossegue a triste sina de “porcão” Antunes. Em 2001 ele deu vazão ao seu lado “escritor” e publicou, pela extinta editora Conrad, seu único volume de ficção até o momento: “A estratégia de Lilith”, onde ele relata suas experiências tomando chá do Santo Daime – ele tomou tanto o dito cujo que ficou meio tantã. O livro, claaaaaro, foi um retumbante FRACASSO comercial. Segundo dados da própria editora na época, vendeu a “fantástica” quantia de setenta e dois exemplares (!!!). Não satisfeito, Alex Antunes conseguiu que alguém vertesse o livro para o cinema! O resultado foi o longa “Augustas”. Filmado em 2012 e tão sem pé nem cabeça quanto o livro, foi outro fiasco. Tão grande que sequer foi exibido no circuito comercial (mas pode ser encontrado no… YouTube, rsrs). O blogão zapper, óbvio, se deu ao trabalho de ler o livro (há mais de uma década) e ver o filme (alguns anos atrás), sendo que este espaço rocker/blogger ainda não conseguiu entender como o querido e grande Mário Bortolotto (dileto amigo destas linhas virtuais e um dos grandes autores da atual dramaturgia alternativa nacional) foi se meter nessa barca total furada – é ele quem faz o papel de Lilith na fita dirigida por Francisco Filho. Anyway, tanto o livro quanto o filme NÃO são para ser lido nem visto NUNCA ANTES de você morrer, rsrs.

O motivo deste tópico “especial” sobre esta deplorável e sinistra figura? Simples: volta e meia e talvez incomodado com a boa audiência e repercussão de Zap’n’roll, Alex Antunes vem “latir” no painel do leitor deste blog, tentando insultar e desqualificar o autor dele. E claro, covardão que é, sempre assina as mensagens com nome falso, geralmente utilizando a “alcunha” de Kaluan Freitas. Assim, já enjoados de ler suas imbecilidades e depois de encontrá-lo pessoalmente semanas atrás em uma loja de discos do centro de Sampa onde mr. Lilith ficou nervosinho com o jornalista zapper e insinuou que iria partir pra cima dele (uia!), resolvemos mostrar aqui como um ex-bom jornalista de cultura pop se transformou em um autêntico tranqueira.

Para quem se interessar,  está aí embaixo o link do YouTube para se assistir “Augustas”, além de mais alguns fatos rápidos sobre a trajetória recente e “gloriosa” de Lex Lilith. Divirtam-se!

 

  • Há anos sem publicar nada em nenhum órgão de imprensa realmente relevante (ele chegou a colaborar com a edição brasileira da revista Rolling Stone, no início de sua publicação no país), Lex mantém um blog no portal Yahoo que tem baixíssima audiência e que não é atualizado desde fevereiro deste ano. Ele pode ser acessado aqui: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/alex-antunes/?nf=1.

 

  • Mesmo não fazendo nada de útil ou relevante em termos midiáticos há anos, Lilith tem lá seus fãs. Ele é AMADO por exemplo, pelo povo do coletivo cultural Palafita, comandado em Macapá (Amapá) pelo produtor Otto Ramos, um dos últimos braços nortistas do falido Fora do Eixo, a entidade mais PILANTRA surgida na cena musical e cultural independentes do Brasil em todos os tempos. Para o FDE do Amapá era Deus no céu e Alex Antunes na Terra. Tanto que todas as vezes em que o coletivo de lá realizou seu (também já pelo jeito extinto) festival QuebraMar (com verba pública, sempre é bom registrar), Alex Lilith era convidado a “acompanhar” o evento com tudo pago (passagens aéreas, hospedagem, alimentação etc.). E ele NUNCA escreveu uma linha sequer sobre o festival, em nenhum lugar.

 

  • Essas andanças por Macapá renderam a Alex uma relativa amizade com um dos bons grupos da cena rock da cidade no idos de 2009/2010, o Godzilla. Lilith se apaixonou pelo som da banda, resolveu apadrinhá-la e prometeu mundos e fundos a ela. Reuniu a turma e todos foram parar em Belém para que porcão Antunes produzisse na capital do Pará o disco de estréia do conjunto – tudo bancado, claaaaaro, pelo coletivo de Otto Ramos e com dinheiro mamado na teta pública. Cogitou-se até a participação de Arnaldo Antunes no álbum. Aí o leitor do blog solta a inevitável pergunta: e o disco? A resposta: não saiu até hoje, hihi.

 

  • Alex Antunes também meio que ludibriou a boa fé do grupo de Manaus Luneta Mágica (um dos melhores novos nomes do atual indie rock btazuca e que já foi fartamente falado no blog zapper). Quando conheceu o conjunto, se disse encantado pelo som deles e PROMETEU dar uma força para a banda, fazendo matérias e bla bla blá. Desfecho da ópera: Lex NUNCA escreveu UMA LINHA sobre a Luneta em nenhum lugar.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Discos: os novos do Garbage e do Radiohead, que você pode conferir na íntegra aí embaixo.

 

  • Novo bar legal no baixo Augusta: é o Outs Pub & Tattoo, que foi aberto há algumas semanas colado no já tradicional Outs, uma casas noturnas alternativas mais longevas da capital paulista e que agora em julho completa treze anos de existência. O Pub foi concebido como uma espécie de “esquenta” para a balada principal, não cobra entrada e oferece bebidas bacanas a preços decentes (como cervejas holandesas a dez pilas a garrafa grande, ou doses do total delicious Jack Daniel’s Honey a vinte mangos). Fora que, anexo a ele, também há um estúdio de tatuagem, comandado pelo DJ e tatuador Valentim. Se você ainda não passou por lá, vai dar um confere que vale muito a pena.

IMAGEMOUTSPUB2016III

Fachada do novo Outs Pub & Tattoo: esquenta pra balada em ambiente bacanudo e com preços honestos

  • Baladas pro finde friorento: yeah, com esse inverno gostoson chegando, dá vontade de ficar em casa enrolado no edredon. Mas sempre tem algo bacana pra se fazer no circuito under de Sampalândia, mesmo no frio. Então bora que hoje, sextona em si, tem especial rock nacional anos 80’ no lendário casarão do Madame Satã (que fica na rua Conselheiro Ramalho, 873, Bixiga, centro de Sampa), com a discotecagem comandada pela dupla Zowie e Rodrigo Cyber. Também hoje tem a festa No Fun, comandada pelo queridão João Pedro Ramos no open bar sempre infernal do Outs (na rua Augusta, 486).///E no sabadão? Pra esquentar com esse frio todo, não tem outra opção: novamente o open bar do Outs, que no sábado pega fogo de vez. Falouzes? Então se joga, cazzo!

 

 

E CHEGA, PORRA!

Demorou pra concluir a parada dessa vez mas chegamos ao final do post. Mas sem choros: semana que vem estaremos por aqui novamente. Até lá então!

 

 

(ampliado e finalizado por Finatti em 24/6/2016 às 20hs.)

O mundo muda e com ele, o blog também. O Oscar, o show do Howler e a violência urbana moderna fora de controle, infelizmente. E um feriadão mega bacana em um paraíso perdido no interior de Minas Gerais (versão ampliada e atualizada em 02/3/2012)

 O vocalista do Howler comanda o barulho e a esbórnia rocker no último domingo à noite, em Sampa (acima). Mas se o seu negócio é sossego, então a pedida é um dia ir até a mega pacata e bucólica São Thomé Das Letras, em Minas Gerais (abaixo, vista noturna da praça principal da cidade) (fotos: Helena Lucas)

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EXTRINHAS DA SEXTONA

 

* Yep. Enquanto o bravo e valoroso note segue em “observação”
no “estaleiro”, vamos atualizando este mesmo post (na semana que vem haverá
outro novo em folha, hehe) da melhor forma possível.

 

* E a melhor notícia desta semana, você já deve estar
sabendo, veio ontem: o gênio Noel Gallagher, o homem que comandou o Oasis por
quase vinte anos, vem mesmo aí coma turnê de seu primeiro disco solo, que
entrou em todas as listas dos melhores álbuns de 2011 – inclusive na lista aqui
do blog, óbvio. Os shows rolam dia 2 de maio em Sampa (no Espaço das Américas)
e, na noite seguinte, lá no Rio. Esse é imperdível!

 

* E a reabertura do Madame Satã, anteontem? Foi tudibom. O blog reviu zilhões de pessoas que não via há séculos (e, claro, sendo que detestamos algumas e adoramos outras), bebeu
várias Heinekens geladas e foi super bem recebido pela Paula e pela equipe toda
do Gé, o novo proprietário da casa. Aliás, a nova administração está de
parabéns: a reforma do casarão ficou impecável e manteve a estrutura/arquitetura
original do local – lindos os espelhões internos, que ficam nas janelas
originais da casa. O som tava bacanão no porão mas melhor ainda no lounge do
bar – porra, rolou Stone Roses, Charlatans, House Of Love e os caralho. Como
sempre, teve o lado negativo, rsrs. Encontramos com o “querido” Lilith Antunes
e até batemos um papo, hã, “cordial” – mas deixando bem claro que Zap’n’roll
continua considerando-o um velho gordo, careca, barrigudo e fofoqueiro ao
extremo, ahahaha. E claaaaaro que já rolaram idiotices sobre este “encontro” no
grupo Bizz do faceboquete – o mesmo grupo de otários e canalhas em grau máximo
que também existia no Orkut. Gente covarde, mau caráter, mentirosa, arrogante e
que só é “macho” na frente do computador porque quando encontramos esses ratos
pessoalmente… não fica um pra apanhar na cara.  E o pior, o mais à toa e torpe dessa corja,
todo mundo sabe, é o BOSTA chamado José Flávio Jr. O sujeito já vomitou
porqueira a respeito do autor deste blog por lá. Um comentário tão sujo, podre
e nojento (também, esperar o quê de um verme rolha de poço, um jotalhão
depósito de banha podre, que vive de insultar, humilhar e caluniar mentirosa e
moralmente as pessoas?), tão vil e mentiroso que ficamos até felizes por saber
que o imundo escreveu aquilo e assinou com seu nome e avatar. Agora vai ser
possível foder essa praga com ação criminal por injúria e difamação e ele vai
ter que provar o que escreveu lá. Caso contrário… cadeia nele! O blog apenas
lamenta e não consegue entender como um boçal, torpe e canalha desse naipe
tenha espaço para colaborar em uma mega revista de respeito como a Rolling
Stone. Alô querido Pablo Miyazawa (editor-chefe da publicação, e dileto amigo
destas linhas bloggers rockers há anos), e mr. Paulo Cavalcanti (editor da
seção Guia, da mesma revista), como vocês deixam um porco dessa estirpe, que
vive de fofocar e escrever mentiras em redes sociais, colaborar com a Rolling
Stone? A assinatura de um trolha desses MANCHA o nome e a credibilidade da
revista, apenas isso.

 

* Baladas legais pro finde? Vem que tem! Hoje, sexta em si, super DJ André Pomba esquenta a pista do DJ Club (lá na alameda Franca, 493, Jardins, zona sul de Sampa). Também hoje,
mas no igualmente reaberto Astronete (lá na rua Augusta, 335, centrão de
Sampa), tem show do sempre bacana Detetives. E ainda hoje, mas no Inferno Club
(também na Augusta, no 501) tem show do Black Drawing Chalks com abertura do
Grindhouse Hotel (a banda do queridão chapa Thiago Carandina). E dia 17 de
março, na Outs (no 486 da Augusta), você já sabe: noite mega fodaça e
imperdível, com showzaço dos Forgotten Boys mais DJ set arrasa-quarteirão
destas linhas rockers online. É nozes!

 

* É isso? É isso, por enquanto. A promo dos tickets pro show do Sisters Of Mercy continua a toda (vai lá embaixo, no final do post, e informe-se, seu preguiçoso, rsrs) e semana que
vem tem mais por aqui, okays? Até lá, então!

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Yep. O mundo muda, sempre.
Se para melhor ou pior são outros quinhentos milhões de acessos na internet. Mas o fato é que a semana começou com o autor destas linhas online (já completando quase uma década de existência) se pegando algo melancólico e reflexivo. Pensativo sobre os destinos (descaminhos?) da existência humana, sobre quão banal se tornou apenas não a própria vida (a Folha online de anteontem, segunda-feira, informa que aumentou a taxa de homicídios na capital paulista, no primeiro mês de 2012) mas também a própria cultura de massa nestes tempos velozes e total descartáveis da globalização via web. Éramos mais felizes há duas, três décadas, sem computadores, internet, sem celulares, TVs digitais e por assinatura e os caralho? Talvez. E talvez por isso mesmo, pela inexorável nostalgia de um tempo que não vai mais voltar, é que um filme como “O Artista” (mudo e rodado em preto e branco) tenha ganhado o Oscar no último domingo. O mundo muda muito rápido hoje em dia. E a tecnologia, cada vez mais avançada, está aí, ao alcance de todos. Mas isso nos torna mais felizes ou, pelo contrário, mais ansiosos, angustiados, tensos e isolados por redes sociais que, na verdade, não socializam ninguém? Enfim, são questões que Zap’n’roll levanta neste post que começa agora. Um post que, como você pode perceber pelo texto introdutório, sinaliza mudanças na própria pauta editorial do blog – que também ele precisa mudar, para acompanhar estes tempos tão, hã, “mudernos”. E nada do que está escrito aí em cima é papo nostálgico de tiozão saudosista e ranzinza. É apenas a dura e cruel realidade de um mundo que se banalizou por completo (na arte, na cultura, na política, na sociedade como um todo e na violência que emblematiza como nunca o já completamente esgarçado tecido social, ao menos nas grandes metrópoles brasileiras). O que há se de fazer? Pense cada um na sua resposta, enquanto vão lendo o post.

 

* MORRISSEY – Bye bye tickets para o show que o ser vivo mais maravilhoso do Universo faz em Sampa, no próximo dia 11 de março, no Espaço Das Américas. Os ingressos se esgotaram ontem. E isso porque absolutamente todo mundo reclamou dos preços. Se eles fossem menores então… era capaz de aumentar ainda mais a taxa de assassinatos em Sampalândia, durante a disputa pela compra das entradas.

 

* LÁ VEM SERRA – A praga careca do tucanato oficializou ontem que vai mesmo disputar as prévias do PSDB, no próximo finde, visando concorrer na eleição para a prefeitura paulistana em 2012. Vejam bem: estamos falando de um sujeito que já foi (o blog vai repetir: já foi) um dos políticos mais decentes deste país. Líder estudantil de esquerda nos anos 60’, fundador da Une, exilado político etc. Hoje o Sr. José Serra é o que todos nós sabemos: um reaça de primeira, autoritário, mandão e centralizador. E nunca é demais lembrar: quando foi prefeito pela última vez abandonou o mandato no meio pra se candidatar ao governo do Estado. Eleito governador, novamente abandonou o cargo no meio do mandato pra disputar a presidência do país. É esse sujeito que VOCÊ quer ver administrando a maior cidade do país???

Esse careca autoritário e ditador quer novamente ser prefeito da maior cidade do Brasil. E você paulistano, o quer como prefeito?

* OSCAR 2012 – Todo mundo já viu e comentou. A vitória de um filme como “O Artista” está bem explicada aí em cima, no texto inicial do post. E na boa? Todo o respeito do mundo ao trabalho da grande Meryl Streep, mas estas linhas bloggers torciam mesmo pela vitória da novata, loki e estranhamente interessante (inclusive sexualmente falando) Ronney Mara, para levar o prêmio de melhor atriz. A vitória de Streep ratifica o que todos sabem: a Academia de Hollywood, careta como só ela sabe ser, JAMAIS iria dar a estatueta para uma atriz com perfil andrógino e punkster, e que arrasa no papel de uma hacker psicótica (e tesuda, junky e deliciosa) em “Millenium – os homens que não amavam as mulheres”, dirigido magistralmente pelo igualmente genial David Fincher. É a vida… e só o mala gigante Carlinhos Brown achou que ele iria ganhar o Oscar de melhor canção original (pelo filme “Rio”). Choooooraaaaa mala Brown, hihi.

Linda, sexy, estranha, louca, junky, andrógina: tudo isso é Rooney Mara. Pena que ela não ganhou o Oscar…

* REDES NADA SOCIAIS – Tema já abordado aqui em outros posts a disseminação das redes sociais pelo mundo e a completa “anestesia” social que na verdade elas geram nos usuários, volta a ser objeto de comentário do autor destas linhas rockers virtuais. Dia desses a girlfriend do sujeito aqui, Helena Lucas, observou/reclamou: “você precisa deixar mais espaço para o leitor interagir com o blog. Para ele comentar, emitir sua opinião etc. E você não está fazendo isso. O blog já teve muito mais comentários do que tem hoje, não é?”. Sim, já teve, vamos admitir – embora o número de acessos a estas linhas zappers continue inalterado, com cerca de 70 mil Page views mensais, e isso há anos já. O que ocorre, na verdade (e é muito fácil perceber isso) é que as pessoas simplesmente desistiram de comentar em blogs. Desistiram por comodismo, preguiça etc já que é muito mais fácil, prático, cômodo e “muderno” “curtir” o post no Faceboquete ou recomendá-lo também por lá. Dá menos trabalho, mais visibilidade (para quem está curtindo ou recomendando o blog) e também desobriga o leitor a pensar, já que o exercício de refletir e escrever algo sobre o que foi lido no post foi substituído pura e simplesmente pela prática opção “curtir” ou “recomendar” em redes sociais – que na real, não socializam porra nenhuma com ninguém. E isso não acontece apenas aqui, na Zap’n’roll. Pode fazer uma varredura na blogosfera, e você irá descobrir que blogs e sites como Popload, Scream&Yell e outros (todos muito bons e amigos destas linhas online, vale exarar), antes campeões no quesito comentários, agora vêem os mesmos sumirem de forma drástica. Tem culpa os blogs? De forma alguma: eles continuam aí, informando e gerando ótimo conteúdo para quem estiver interessado em ler. O que rola, de fato, é a banalização da reflexão via redes (anti) sociais. Sites como o Faceboquete (do qual Zap’n’roll tem bastante ojeriza) e o Twitter (pelo qual o blogger loker nutre até alguma simpatia) não socializam ninguém e isso fica claro quando você se dá conta de que as pessoas, na sociedade atual, não saem mais com os amigos pra beber, conversar, ir a um cinema juntos, ou a um teatro ou a um show. As pessoas sequer põem a mão no telefone pra ligar pros amigos e bater um longo e caloroso papo. Tudo gira em torno da maldita rede social: é “moderno” conversar pelo chat (o) do Face (MSN já era) e “compartilhar”, “curtir” e “recomendar” coisas por lá. A socialização de fato foi pra casa do caralho faz tempo e isso inclui também NÃO fazer mais comentários em blogs (uma das poucas e honrosas exceções seria o “Confraria de Tolos”, escrito pelo nosso querido “inimigo cordial” André Barcinski, na Folha online, e que continua mantendo um bom número de comentários enviados pelos leitores). Enfim é isso: este blogger sentimental sente, de verdade, saudades de um tempo em que não havia nada disso. As pessoas eram mais próximas, felizes e sociáveis umas com as outras. Isso acabou, definitivamente. E infelizmente. E esse quadro não vai mais mudar. Pelo contrário: a tendência é piorar, cada vez mais.

 

* MADAME, A VOLTA –  O lendário, histórico e inesquecível casarão under paulistano, símbolo máximo de toda a contra-cultura que importou e dominou a cena alternativa da capital paulista nos anos 80’ (e também em parte dos 90’) está de volta, como você já está careca de saber. Sob a administração dos sócios Gé Rodrigues (que também é dono do DJ Club, uma das casas noturnas mais legais de Sampa) e Igor, o Madame Satã, agora rebatizado apenas como Madame, reabre suas portas hoje, quarta-feira, no mesmo endereço da rua Conselheiro Ramalho (no número 873) lá no bairro do Bixiga, na região central de Sampalândia. Zap’n’roll vai estar por lá, na festa de reinauguração e conta aqui como foi no próximo post, que será acrescido provavelmente de um enooooorme diário sentimental sobre tudo o que o sujeito aqui viveu naquele casarão durante pelo menos quinze anos – são histórias realmente inacreditáveis de fodas homéricas com bocetas quentes, loucas e depravadas ao extremo (e isso, claro, nos banheiros do bar), além de enfiações grotescas de pé na lama (com doses cavalares de álcool e devastação nasal via cocaine). Pode esperar pra ler com prazer e tesão, uia!

O velho e lendário casarão gótico do Bixiga: de volta à ativa

* A VIOLÊNCIA É TÃO FASCINANTE… – …e nossas vidas são tão normais, já cantava Renato Russo no clássico “Baader-Meinhof Blues”, do primeiro álbum da Legião Urbana, lançado há mais de duas décadas e meia. Pois de lá pra cá esta polaroid cruel da desintegração do tecido social só se acentuou: como informa a Folha online, a taxa de homicídios em São Paulo voltou a aumentar, no primeiro mês de 2012. Zap’n’roll esteve recentemente no ineriorzão mineiro, na pequenina cidade de São Thomé Das Letras (como você irá ler mais aí embaixo) e, sinceramente, ficou louco pra NÃO voltar mais pra capital paulista – onde o autor deste blog, afinal, nasceu e se criou. Qual é ou seria a solução para esta desintegração social e para a banalização que tomou conta da vida humana? Alguém aí tem uma resposta???

 

* ENQUANTO ISSO, NO POST ZAPPER ANTERIOR… – um maluco e reaça ao extremo, fake covarde (claro!) e doente mental com a cabeça ainda na Idade Média, começou a bombardear o espaço reservado aos leitores com mensagens pra lá de bizarras. Este post não vai se estender muito sobre elas aqui, mas se você quer rir um pouco e ver o esculacho que o sujeito tomou do autor destas linhas online, vai lá: http://www.zapnroll.com.br/?p=1369 .

 

* Tá legal: passado o showzaço do Howler, ainda temos pela frente a querida “tia” Morrissey (com tickets sold out), o Sisters Of Mercy (com promo bala de ingressos free aqui mesmo no blogão zapper) e mais Carl Barat (em abril), Nada Surf (também), Lollapalooza (idem), e Thurston Moore (yep, o ex-líder do Sonic Youth) também em abril (dia 11 em Porto Alegre; 12 em Sampa e ainda com uma gig a confirmar no Rio). Nada mau hein! Mas por enquanto, você lê aí embaixo um resumo rápido de como foi a explosiva apresentação do quinteto americano Howler no Beco/SP, no último domingo.

 

HOWLER – APENAS MOLEQUES FAZENDO ÓTIMO ROCK’N’ROLL
O domingão à noite foi hot no baixo Augusta. A casa noturna Beco não chegou a lotar mas os garotos americanos do Howler deram seu recado como os fãs esperavam: sem frescura, com seu rock garageiro e mezzo surf music em ponto de bala e a adrenalina a milhão. Foi um showzaço.

 

Que poderia ter sido ainda mais explosivo se tivesse rolado na sexta-feira, como inicialmente marcado – a banda, como você ficou sabendo, não conseguiu embarcar a tempo pro Brasil porque ficou “presa” em uma nevasca nos EUA. De qualquer forma o conjunto veio, tocou e venceu: suaram (literalmente) as camisetas no palco, executaram todas as faixas do seu primeiro e ótimo álbum (o “America Give Up”, que sai logo menos em edição brazuca) e fizeram os cercas de trezentos fãs presentes à gig pular com vontade.

O Howler, incendiando o povo no Beco

Dá gosto ver um grupo como o Howler, formado ainda por meninotes que bebem Jack Daniel’s no bico da garrafa no palco (e ainda oferecem um gole pro público), tocando com garra, vontade, tesão e juventude. Nada a ver com bandas velhas e bundonas e cujos integrantes, com suas panças enormes e flácidas, só querem faturar uns trocos a mais em cima de fãs igualmente velhos e saudosistas – né, Lynyrd Skynyrd. Por isso que o blog sempre diz: rock é pra moleques como os do Howler, não pra velhos como o autor destas linhas rockers eternamente lokers, hihi.

 

Mas enfim, melhor do que ficar deitando falação sobre a apresentação da banda no Beco, é conferir aí embaixo as imagens e o vídeo feitos pela nossa assistente editorial (opa!), a sempre esperta Helena Lucas.

 

HOWLER AÍ EMBAIXO
Ao vivo, no Beco/SP, no último domingo (26 de fevereiro de 2012), tocando a sensacional “Back Of Your Neck”.

 

CARNAVAL NO MATÃO MINEIRO
Você acredita em duendes? Se sente um bicho-grilo extemporâneo? Adora banhos de cachoeira, natureza, fazer trilhas, queimar um bom baseado enquanto toma um vinho tinto? É adepto do esoterismo, misticismo, e sonha em ver um disco-voador? Adora a tranquilidade e quietude de uma cidade minúscula e perenemente bucólica? Então seu lugar é em São Thomé Das Letras, prezado chapa (do) destas linhas bloggers lokers.
A cidadezinha (um ovo, na verdade) de seis mil habitantes, é um autêntico paraíso perdido no sul do Estado de Minas Gerais, e onde o autor deste blog ama passar temporadas há mais de duas décadas. E é óbvio que por ser cético e agnóstico juramentado, Zap’n’roll não acredita em nada do que citou no primeiro parágrafo deste tópico. Mas ainda assim respeita integralmente as crenças de todos os que moram em São Thomé ou vão lá passear e se divertir.

 

E no quesito descanso e diversão Thomelândia é insuperável, pode botar fé. A cidade, que há anos descobriu sua vocação turística, vive da exploração de seus atrativos naturais. Há centenas de pousadas espalhadas pelas zonas urbana (que é mínima) e rural do município. E dezenas de cachoeiras lindíssimas (como a da Eubiose, do Flávio, Véu de Noiva ou Vale das Borboletas), bem como pontos turísticos inesquecíveis (como a famosa Pirâmide, um casa erguida em pedra bruta e cujo teto, também em pedra, é justamente em formato de uma… pirâmide). Fora as trilhas, cavernas (uma delas, juram os moradores, leva quem se aventurar lá dentro a sair, do outro lado, em… Machu Pichu!) e, principalmente, a TRANQUILIDADE que reina no lugar. É difícil, depois de passar um feriado de carnaval por lá (como o blog passou este ano), querer retornar para a maior metrópole da América do Sul (nossa Sampa mesmo, essa velha carcomida pela violência urbana, pela sujeira e pela poluição), onde a taxa de homicídios voltou a subir em janeiro.

O portal na entrada da cidade: chegando perto do céu

O zapper eternamente doidón e loki passou por aventuras inenarráveis em São Thomé, nas duas últimas décadas. Trepadas regadas a maconha, reveillons passados ao sabor de um ácido lisérgico, brigas com ex-namoradas malas (como a Lady Borboleta, uia!), outras temporadas divinas com xoxotas idem (como o advento T., a gótica Sil gritando, enquanto era fodida no cu, “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”; ou a arquiteta louca de Campinas, que adorava tomar “doces”, hihi), aconteceu de tudo com esse sujeito por lá. E, claro, sobra espaço também para a degustação das sensacionais pingas que são servidas nos muitos barzinhos da cidade, e para experimentar a divina culinária mineira. Neste ponto a parada obrigatória é o restaurante O Alquimista: por cerca de 70 pilas você come absurdamente bem ali, em duas pessoas. Na semana passada o zapper gourmet e sua amada girlfriend experimentaram lá um indescritível lombo à mineira. A cada garfada na comida (de tempero forte e saborosíssimo) o casal sentia um orgasmo múltiplo e consecutivo, rsrs.
Aliás a própria Helena Lucas, autora das imagens que ilustram este texto (e também do vídeo bizarro que você confere mais abaixo, hihi), ficou encantadíssima com a cidade (que ela não conhecia) e quer voltar pra lá o mais rápido possível.

 

E se você ainda não conhece São Thomé Das Letras, fikadika: há uma página no faceboquete sobre o município, em http://www.facebook.com/pages/Sao-Thome-das-Letras-MG/182891601752339?sk=info . Para se hospedar lá, como já foi dito mais acima, há dezenas de opções de pousadas mas o blog recomenda duas: a Maha Mantra (que é administrada pelo nosso velho amigão Paulo “Cida” Oliveira, um paulistano rocker, ex-funcionário das empresas Dynamite e que se apaixonou pela cidade a ponto de fixar residência lá) ou a Do Luar (que é onde o blog sempre se hospeda e que você pode contatar pelo fone 35/3237-1083).

 

É isso aê: love forever São Thomé Das Letras!

 

MAIS PICS DO ÚLTIMO CARNAVAL EM SÃO THOMÉ

A cachoeira da Eubiose, uma das mais conhecidas e visitadas da cidade, fica a cerca de 3 kms do centro de São Thomé

 

A Pirâmide: teto em pedra bruta no formato piramidal, um dos principais pontos turísticos da cidade 

 

Encontro inusitado no interior Mineiro: Zap’n’roll e o lendário músico Hansen (da célebre banda eletrônica Harry)

 

Casal rock’n’roll em pose romântica, explorando as belezas naturais do paraíso perdido que é Thomelândia

 

E DE REPENTE, NO CAMINHO PARA A CACHOEIRA DA EUBIOSE

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
Passeio: em São Thomé Das Letras, claaaaaro! O próximo feriado é na Semana Santa e pode ser o momento ideal pra quem ainda não conhece a cidade, dar uma esticada até lá.

 

* Filme: ok, o Oscar foi entregue, Zap’n’roll ficou curioso pra assistir “O Artista” mas, ainda assim, continua achando “Millenium”, do gênio David Fincher, o grande filme da temporada.

 

* Discos: o selo Pisces Records, prestes a comemorar seus quinze anos de atividades, lança seus primeiros títulos de 2012. Entre eles o novo ep do rock garageiro do The Salad Maker (que o blog conferiu ao vivo na última sexta-feira, na Livraria da Esquina, em Sampa, e curtiu bastante), e a estréia em disco do Vitrine, rock brasiliense com cara de anos 80’ e produção do ex-Plebe Rude Phillipe Seabra. Logo menos estas linhas rockers virtuais voltam a falar melhor destes dois lançamentos, pode esperar!

 

* Disco que está pra sair: a banda se chamava Flor Afegã, virou Jane’s, voltou a se chamar Flor Afegã e agora se transformou em projeto solo do guitarrista, compositor e vocalista Dante Fenderrelli. Se vai ser ou não o novo estouro do rock brasileiro dos anos 2000 ninguém sabe. Mas as histórias de bastidores que cercam a gravação do álbum (muitas delas acompanhadas de perto pelo blogger loker) já criam uma enorme expectativa em torno do lançamento. O guitarrista Dante é um pirralho desajustado emocional e socialmente aos vinte e um anos de idade. E faz desse desajuste seu grande trunfo para compor boas músicas e ótimas letras, repletas de alusões a drogas, subversão e inadequação existencial. Ao mesmo tempo ele demitiu do duo original o batera Edu Fogarino e convocou para os trabalhos de percussão os serviços de outro notório junky da indie scene paulistana: o querido Flávio Cavichiolli, ex-batera dos Forgotten Boys. Vai daí que Flavinho gravou algumas faixas, recebeu uma boa grana pelo serviço e, segundo fontes secretas destas linhas online, torrou tudo em dorgas, claaaaaro – tanto que o sujeito foi parar por vinte dias em uma clínica de desintoxicação, de onde acaba de sair. Este espaço online bota fé na parada porque, além de ser um trabalho que está sendo gravado por um moleque que tem boas idéias e um alma algo torturada, demente e toxicômana (e é daí, dessa combinação explosiva, que saem grandes obras artísticas), o disco ainda conta com participações especiais de pelo menos duas lendas brasileiras da guitarra, os músicos Lany Gordin e Luiz Carlini. Então, vamos aguardar e ver o que vem por aí.

 

* Baladas: além da grande festa de reinauguração do Madame nesta quarta-feira a semana também ferve na quinta-feira, amanhã (com a festa Loucuras, no clube A Loca, lá na rua Frei Caneca 916, Consolação, centro de Sampa) e na sextona em si, quando o super dj André Pomba faz set total rock no DJ Club (que fica na Alameda Franca, 493, Jardins, zona sul paulistana). As baladas do finde? Estarão por aqui no novo post do blog, no ar na sexta-feira, okays?

 

TICKETS FREE PRO SISTERS OF MERCY: VEM QUE AINDA TEM!
Está arrancando os cabelos porque não há mais ingressos pro show do Morrissey e você ficou sem? Pois o blog zapper oferece um ótimo, hã, paliativo pra acabar com o chororô. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que ainda estão dando sopa (mas não por muito tempo):

 

* SEIS INGRESSOS pro show do Sisters Of Mercy dia 10 de março, sábado da semana que vem, na Via Funchal em Sampa. Mas corre que já dezenas de e-mails pedindo pelos tickets e eles serão sorteados na semana que vem, na véspera do show, certo? E fique de olho que nos próximos posts o blogão campeão em promos bacanas vai por a sorteio ingressos pros shows do Nada Surf e do ex-Sonic Youth Thurston Moore.

 

E CHEGA!!!
Postão mega em plena quarta-feira não é moleza, hihi. Na sexta deve pintar outro post menor aqui, se nada der errado – mesmo porque o note zapper está no conserto, já que voltou queimado do feriado em Minas Gerais. Este post foi escrito no note da sempre incrível e gracinha Helena Lucas, a quem Zap’n’roll dedica seus melhores beijos atuais, wow! Então ficamos assim: até sexta com maaaaais por aqui, ok? Até lá!

(enviado por Finatti às 18:00hs.)