AMPLIAÇÃO FINAL! Com os assuntos já listados e mais um repeteco total tesudo e abusado: o ensaio nude total do casal rocknroll Jonnata Doll e Marcelle Louzada, uhú – Após longuíssima pausa retomamos os trampos no blog zapper, em um 2018 ainda mais sinistro do que nos dois últimos anos no falido e completamente selvagem bananão tropical DESgovernado pelo vampiro golpista. E tentamos colocar tudo em dia por aqui falando de… Copa do Mundo? Nem fodendo, mas sim do novo álbum do Arctic Monkeys, que retorna depois de cinco anos de ausência com um trabalho surpreendente, quase sem nenhum viés rocker e quase sem guitarras; o rock dos anos 2000 foi mesmo pro túmulo mas a vitória de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes como melhor artista musical no Prêmio Governador do Estado ainda dá alguma esperança ao gênero; como foi o showzaço do Ira! na Virada Cultural SP 2018; o adeus de um dos espaços de rock alternativo e cultura pop mais legais da noite paulistana; e por que a morte de um certo produtor musical não causou comoção alguma no blog que não tem medo de dizer o que pensa (postão ampliadão, completão e total FINALIZADO em 29/5/2018)

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O mundo está caótico e o rock e a cultura pop estão praticamente mortos na era da web e nos anos 2000; mas o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) dribla todos os percalços atuais e se reiventa no novo disco, para continuar seguindo como o grande nome do rock britânico do século XXI; enquanto isso em Sampa a sensacional Sensorial Discos, um dos melhores espaços culturais da capital paulista, dá adeus ao seu endereço atual e sendo que neste post o blog zapper recorda alguns momentos incríveis que passou por lá, como quando aconteceu a festa de 11 anos destas linhas rockers por lá, em maio de 2014 e onde rolou até uma performance altamente erótica da nossa eterna deusa e musa number one, a sempre XOXOTUDA ao máximo Jully DeLarge (abaixo, ao lado do “dono” da festa, hihi)

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MICROFONIA

(cultura pop e rock alternativo em discos, shows, filmes, livros etc.)

***Pensou que estas linhas lokers e eternamente rockers tinham morrido, néan. Nope. Apesar de o Brasil estar MORTO sob o DESgoverno do maior bandido e desgraçado GOLPISTA imundo que já ocupou a presidência da república de maneira ILEGÍTIMA (e com apoio da patolândia/coxarada BURRA, reacionária, conservadora e IMBECIL, e que tem mais é que levar no CU agora), estas linhas online demoram mas aparecem e seguem firmes e fortes por aqui. Sendo que em outubro vindouro vai ter FESTAÇO num super espaço na capital paulista, para comemorar (com dois showzaços) os quinze anos de Zapnroll. Mas mais pra frente daremos melhores detalhes sobre isso. Por enquanto vamos a este postão (entrando no ar em sua primeira parte ainda, já na noitona de sabadão), que marca finalmente o retorno destas linhas bloggers à sua velha e ÓTIMA forma de sempre, ulalá!

 

***Como foi o show do ainda grande Ira! na Virada Cultural de Sampa deste ano, em sua edição mais rocker dos últimos anos? Veja abaixo:

 

***SHOW DO IRA! – foi sensacional, como prevíamos. Começou pontualmente às 4 e meia da manhã com a banda disparando “Envelheço na cidade” e seguindo assim a sequência (na íntegra) do clássico “Vivendo e não aprendendo”. Sendo que o público (bem menor do que se esperava, mas isso comentamos mais aí embaixo) cantou e pulou nas faixas mais conhecidas do disco (como “Dias de luta”, “Flores em você” e na dobradinha ao vivo de “Gritos na multidão” e “Pobre paulista”, que fecha a versão original do LP), e ficou MUDO nas bem menos conhecidas (mas não menos ótimas), como as poderosíssimas (e que tiveram suas letras literalmente BERRADAS pelo loki aqui) “Vitrine Viva” e “Nas ruas” (“Nas ruas é que me sinto bem/Ponho meu capote e está tudo bem/Vejo pessoas DESMIOLADAS/Viraram uma MASSA devorada por alguém/Sem princípios e muito ESPERTO”). E como se esperava a primeira parte da apresentação terminou quando o disco também acabou. Mas era muito óbvio que a banda iria voltar para um bis, onde todos (ou o blog, pelo menos) esperavam por uma saraivada de mais uns 5 hits clássicos pelo menos. Mas foi bem menos do que isso. A turma voltou e atacou com a sempre ótima (e inesperada, naquele momento) “Rubro Zorro”. Depois mais uma (qual mesmo? Esquecemos, ahahaha) e tudo terminou com “Núcleo Base” (“Meu amor eu sinto muito, muito mas vou indo/Pois é tarde e eu preciso ir embora…”), com a banda se mostrando potente e impecável como sempre ao vivo e deixando os fãs (a maioria velhos, já na faixa dos 35/45 anos de idade) mais do que satisfeitos, Finaski. Saímos FOCADOS de casa para ver ESTE show na Virada Cultural e não teve arrependimento. Voltamos mega contentes (já com o dia clareando) para casa. Valeu mesmo e total o rolê até o centrão de Sampalândia na sempre perigosa madrugada paulistana.

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Zapnroll ao lado da linha de frente do ainda gigante grupo Ira!, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi, diletos amigos de décadas deste espaço online; o show da banda foi sensacional na Virada Cultural paulistana deste ano

***PÚBLICO – muuuuuito menor do que se esperava, tanto que deu pra chegar com o show começando e ainda ficar COLADO na grade na frente do palco. Se há 4 anos o grupo retornou em grande estilo na própria Virada Cultural e tocando diante de um público de cerca de 35 mil pessoas (e estávamos lá, ESPREMIDOS no meio da multidão), dessa vez nosso “chutômetro” calcula que não havia mais do que umas 5 mil pessoas no boulevard São João (que é um calçadão gigantesco e onde cabe com folga uma multidão muito maior). Claro que há alguns fatores que explicam essa plateia bem abaixo do que era esperado para a gig da banda: o horário total ingrato da apresentação (4 e meia da matina), o frio que finalmente chegou com tudo em Sampa (no momento do show devia estar fazendo uns 14 graus) e o fato de que a MOLECADA atual não curte mais rock, mesmo – como já foi dito aí em cima, o grosso do público era de trintões e quarentões. A pirralhada e o povão se aglomerou mesmo na frente de palcos onde estavam rolando samba e pagode, ou então funk e música eletrônica. Coube ao Ira manter a dignidade gigante que sua história possui até hoje e manter o amor ao rock, compartilhado por todos que presenciaram a performance do grupo.

 

***SEGURANÇA NO EVENTO – todos aqui sabem que não temos nenhuma simpatia pelo tucanato. E também que o item “segurança” é sempre algo problemático na Virada Cultural. Mas como sempre prezamos pela JUSTIÇA, sinceridade e VERDADE no que escrevemos, dessa vez somos obrigados a admitir que foi bastante diferente – e olha que o blog já foi em quase todas as edições da festa cultural até hoje. Óbvio que rolaram os costumeiros furtos de carteiras e cels lá no centro. Bom, nosso trajeto: saímos do Clube Outs 3 e meia da matina e descemos a pé a rua Augusta, que estava vazia e sem policiamento de fato, sendo que foi a parte mais tensa do trajeto, digamos. Seguimos pela praça Roosevelt até cair na avenida Ipiranga, onde começamos a passar por aglomerações de pessoas. Passamos pelo primeiro palco (o do rock, em frente ao Copan), onde inclusive pegamos as três primeiras músicas do set dos Inocentes. E seguimos em frente pelo centro até o local do show do Ira!. Aí rolou total suave pois, de verdade, nunca vimos tantos POLICIAIS (da PM mesmo e da guarda civil) ao logo do trajeto e tantas VIATURAS como nessa edição. Sendo que incrivelmente em alguns trechos da nossa caminhada vimos mais guardas e viaturas do que público, rsrs. De modos que não havia mesmo espaço pros malacos agirem e foi uma madrugada muito mais tranquila do que se esperava lá pelo centrão de Sampa. Se todas as Viradas fossem sempre assim, seria ótimo!

 

***Sem novas grandes novidades para serem incluídas aqui, nas notas microfônicas. De modos que qualquer extra irá entrar ainda neste post caso algo realmente bombástico aconteça, okays? Por enquanto, ficamos por aqui.

 

 

APÓS CINCO ANOS AUSENTE O ARCTIC MONKEYS RETORNA COM UM DISCO NADA ROCK E MUITO ESTRANHO – O QUE NÃO SIGNIFICA QUE ELE SEJA RUIM

Foi mais ou menos assim: após um sumiço de cinco anos dos estúdios de gravação, o quarteto inglês Arctic Monkeys precisava dar as caras novamente. Afinal, aquela que talvez seja a maior, mais relevante e a última banda inglesa de rock dos anos 2000 que ainda vale a pena ser ouvida e tem o respeito e a admiração não apenas da crítica musical mas de milhões de fãs mundo afora (Brasil incluso), tinha/tem consciência plena de que o tempo voa nesses tempos frugais e fúteis da era vazia da web e que, por isso mesmo, era preciso dar as caras novamente. E o AM o fez finalmente, no último dia 11 de maio. Com o seu sexto álbum de estúdio, “Tranquility Base Hotel & Casino”, lançado oficialmente naquela sexta-feira (inclusive aqui, via Deck Disc), trabalho que era esperado com mega ansiedade pela humanidade. Afinal a grande questão era: como seria o novo som dos Macaquinhos? Tão rock e com guitarras explosivas quanto o espetacular e ultra bem sucedido “AM”, editado em 2013 e que rendeu absurdos seis singles individuais? Mais calmo e com mais variedade sonora? Nada disso?

Sim, absolutamente NADA DISSO. O que rolou foi que a banda decidiu que precisava se reinventar musicalmente para continuar existindo. Isso significou praticamente abandonar o rock de guitarras que funcionou tão bem até “AM” (de 2013) e tornou o quarteto britânico um dos últimos nomes gigantes do quase morto rocknroll dos anos 2000 e da era da web. E decidido a praticamente ignorar as guitarras, qual foi o caminho tomado pelo conjunto? Simples e o próprio líder, letrista, cantor e compositor Alex Turner falou sobre as mudanças em entrevistas recentes. Segundo ele, a sua inspiração para compor no instrumento de seis cordas icônico em toda a história do rock, estava literalmente acabando. Foi quando Turner ganhou um PIANO de presente de aniversário do empresário dos Macaquinhos ao completar trinta anos de idade, em 2016. Sentiu sua criatividade voltar com força ao começar a “brincar” no instrumento. E veio dali, do piano, toda a inspiração para compor as onze faixas do novo trabalho.

Que certamente vai DESORIENTAR quem está acostumado com o rock básico de nuances punksters do AM do início de sua carreira (lá em 2002, já se vão longos dezesseis anos…). Ou com a banda que abraçou com força e com competência absoluta (e com um grande help do gênio Josh Homme, do Queens Of The Stone Age) o stoner rock a partir de seu terceiro álbum (o espetacular “Humbug”, lançado em 2009). Se não causar desorientação nos fãs, no mínimo o novo cd vai causar irritação ou mesmo raiva nos mesmos – este espaço rocker online já “testou” opiniões sobre a nova empreitada musical dos Monkeys no faceboquete entre nossos amigos por lá, e o resultado foi bem previsível: boa parte deles achou “Tranquility…” uma merda gigante.

Talvez o disco esteja sendo, como sempre ocorre quando uma banda muda radicalmente sua proposta sonora, mal compreendido. Nunca é demais lembrar: o AM estourou para o mundo via internet e com seus dois primeiros discos de estúdio, lançados em 2006 e 2007, e quando Alex Turner ainda era um pirralho cheio de boas ideias tanto nas letras quanto na parte musical. Mas tudo aquilo ainda precisava ser lapidado e burilado, tanto que essa fase inicial do conjunto (com ele tentando reeditar para os anos 2000 a fúria e a iconoclastia punk inglesa do final dos anos 70) é justamente a que o blog zapper não suporta na trajetória dele. Estas linhas zappers passaram a morrer de amores por Turner e sua turma justamente quando lançaram o já citado “Humbug”. E depois de assistir uma gig inesquecível e fodástica do quarteto na edição de 2007 do Tim Festival, em Sampa. Naquele show e antes de lançar seu terceiro LP o AM já dava pistas totais de que o trabalho vindouro iria mudar bastante a concepção sônica deles. Foi quando entrou em cena o stoner rock que dominou os três álbuns seguintes, os melhores da carreira da banda.

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Mas a fórmula “stoner” também parecia ter se esgotado, ao menos na cabeça de Alex Turner. Foi quando entrou em cena o piano dado de presente pelo empresário do cantor e de sua banda. O resultado apareceu agora, cinco anos depois do mega sucesso que foi o disco “AM”. E se você que está lendo esse texto ainda não ouviu o novo álbum (algo difícil nesses tempos onde tudo flui hiper velozmente, não é? Ainda assim e como sempre dissemos aqui, nunca é tarde para se comentar/resenhar um ótimo trabalho musical), esqueça absolutamente TUDO o que você imaginava em termos sonoros em relação aos Monkeys. As guitarras saíram quase que totalmente de cena. Prevalece em todo o disco ambiências absolutamente calmas em termos melódicos, com fartas referencias a soul (!) e a R&B (!!!). Sendo que boa parte da rock press gringa também captou em algumas faixas do CD eflúvios e referências diretas do inesquecível e saudoso gênio David Bowie. Isso é ruim? De forma alguma. Fora que Alex Turner está cantando cada vez melhor e se utilizando como nunca de um falsete sarcástico, irônico e debochado, para reforçar algumas inflexões e algumas passagens vocais e dar mais força a alguns versos das letras, que também estão cada vez melhores e aqui refletem sobre o mundo moderno, sobre avanços tecnológicos que dão tudo ao ser humano e ao mesmo tempo o deixam completamente vazio e anódino por dentro. E, claro, já na faixa de abertura (a soberba “Star Treatment”) Turner reflete sobre si próprio e sobre em que e como, afinal, se tornar um rock star muda a existência e a essência de uma pessoa.

Sendo que há muitos outros momentos bem bacanas ao longo do disco. Como a faixa título (veja letra mais aí embaixo), ou ainda a mezzo psicodélica “Four Out Of Five” (o primeiro single de um álbum que não foi precedido por NENHUM single antes de seu lançamento oficial), “Science Fiction”, “American Sports” (onde Turner zomba sem piedade dos EUA da era Trump), “Batphone” ou a estoica/eloquente e algo melancólica (em seu clima de cabaré tristonho e decadentista, com melodia impecavelmente construída e conduzida pelo piano) “The Ultracheese”, que fecha tudo em grandioso estilo.

Yep, é um disco diferente de tudo que o Arctic Monkeys havia feito até então. Isso é ótimo? Péssimo? Depende do ponto de vista e do gosto do ouvinte e fã sectário. No caso de Zapnroll achamos que “Tranquility Base Hotel & Casino” é um álbum que desvela que Alex Turner teve coragem e MATURIDADE (quem disse que o rock não pode conviver com a maturidade comportamental e emocional do ser humano?) para, aos trinta e dois anos de idade, enxergar que o AM havia chegado a um ponto de não retorno e que a banda precisava mudar tudo para continuar existindo e continuar sendo relevante. E ele conseguiu o que queria. Musicalmente os Macaquinhos se reinventaram e seguem totalmente relevantes, como talvez a última banda inglesa que valha a pena de duas décadas pra cá. Se isso vai fazer alguma diferença no rock atual e na vida dos fãs do grupo, só o tempo irá dizer.

 

 

TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DOS AM

1. “Star Treatment”
2. “One Point Perspective”
3. “American Sports”
4. “Tranquility Base Hotel & Casino”
5. “Golden Trunks”
6. Four Out of Five
7. “The World’s First Ever Monster Truck Front Flip”
8. “Science Fiction”
9. “She Looks Like Fun”
10. “Batphone”
11. “The Ultracheese”

 

 

 

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No vídeo para o primeiro single do novo álbum, “Four Out Of Five”.

 

E O DISCO COMPLETO PARA OUVIR, ABAIXO

 

A LETRA DA FAIXA TÍTULO DO NOVO DISCO DOS MACAQUINHOS

 

Hotel e cassino base de tranquilidade

Jesus no day spa preenchendo o formulário de informações

Mamãe fez o cabelo dela

Apenas pulando para cantar uma música de protesto

Eu estive em um bender de volta para essa esplanada profética

Onde eu pondero todas as perguntas, mas apenas consigo perder a marca

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Esse pensamento mágico

Parece que realmente pode pegar

Mamãe quer algumas respostas

Você se lembra de onde tudo deu errado?

Avanços tecnológicos

Realmente sangrenta me deixa de bom humor

Puxe-me para perto de um bebê de véspera crisp

Beije-me debaixo do peito do lado da lua

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Você comemora seu lado negro

Então gostaria que você nunca tivesse saído de casa?

Você já passou uma geração tentando descobrir isso?

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

 

O FECHAMENTO (INFELIZMENTE) DE MAIS UM ESPAÇO ALTERNATIVO INCRÍVEL E QUE MARCOU ÉPOCA EM SAMPA, MESMO TENDO DURADO APENAS 5 ANOS

Não há mais escapatória, pelo jeito. O bananão tropical falido, fodido e DESgovernado por um golpista desgraçado e do inferno vai fazendo cada vez mais vítimas, espaços culturais, eventos e empreendimentos, diariamente. Inclusive na cena musical noturna alternativa da capital paulista, onde diversos bares e clubes bacaníssimos dedicados ao rock (que, sim, também anda quase morto nesses tempos de internet fútil, vazia e de cultura pop banal, irrelevante e total rasa, com a pirralhada dando um “foda-se” para o gênero musical que todos nós amamos, e se descabelando ao som de sertanojo e funk boçal) encerraram atividades nos últimos dois anos – como o Astronete, o Inferno, a Funhouse etc. E agora neste sábado, conforme já está anunciado nas redes sociais, é a vez da festa de despedida da sensacional Sensorial Discos, que tornou nossas vidas medíocres menos ordinárias ao menos nas noites de quarta-feira a sábado, nos últimos quase cinco anos.

O espaço, um mix genial de loja que comercializava discos de vinil importados com venda de cervejas artesanais (chegou a ter mais de 150 marcas em seu cardápio), além de sandubas e petiscos sofisticados, vai deixar mega saudades por zilhões de motivos. Por exemplo: as bruschettas de tomate seco eram divinas, idem as rodelas de cebola empanadas e os recentes hot dogs incorporados à carta de comestíveis, tudo com preços ótimos e em porção generosa, adornados na versão mais caprichada com bacon e queijos diversos, tudo preparado com absoluto esmero pela Lilian, uma das sócias e esposa do proprietário, o queridão Lucio Fonseca.

A carta de cervejas artesanais era impecável (sendo que recentemente a casa também havia incorporado ao quesito bebidas doses de Red Label, de Jack Daniel’s e de rum importado, mas nem era preciso), indo da Paulistânia/Ypiranga vermelha (e bem forte e encorpada, a preferida deste jornalista loker/rocker quando ele ia ao local) que custava módicos 20 mangos a garrafa (de 600 ml), a até rótulos tchecos com valor em torno de 80 reais a garrafa. Mas tanto as brejas quanto os petiscos saborosos, otimamente preparados e bem servidos, eram apenas a desculpa para segurar a clientela no lugar e chamar a atenção dela ao que realmente importava ali: a música (sempre rock ou MPB de ótima qualidade, apresentada por artistas iniciantes ou alguns até já meio consagrados no circuito independente ou mezzo mainstream). Durante os seus quase 5 anos de existência a Sensorial abriu espaço para alguns dos melhores shows que tivemos o prazer de assistir nesse período. Não só: o bar/loja de discos de vinil foi espaço de eventos incríveis como lançamento de livros, feiras, exposições sobre temas ligados à cultura pop etc, etc. O autor deste texto, ele mesmo promoveu eventos mega legais por lá, como festas de aniversário do blog zapper. E sendo que nossa última e super bem sucedida festa por lá foi a noite de autógrafos e de lançamento do livro “Escadaria para o inferno”, que aconteceu no final de novembro do ano passado.

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Zapnroll ao lado de Lucio Fonseca (acima), proprietário de um dos espaços rockers e de cultura pop mais incríveis da capital paulista, e que hoje está encerrando atividades em seu atual endereço; abaixo turma de “lendas” do rock paulistano se junta ao jornalista e escritor para bebemorar o lançamento de seu primeiro livro, em novembro passado: o músico e escritor Luiz Cesar Pimentel, o ex-baterista do Ira!, André Jung, e Callegari, um dos fundadores do movimento punk paulistano, nos anos 80

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Como tudo começou, afinal? A versão original da Sensorial era uma simples loja de discos e CDs localizada no centro de São Paulo, na rua 24 de maio (na Galeria Presidente, ao lado da célebre Galeria Do Rock). O proprietário era o conhecido músico e agitador cultural Carlos Costa (que toca baixo na banda Continental Combo). E um dos frequentadores mais assíduos era Lucio Fonseca, um sujeito que trabalhava no mercado financeiro e que possuía um amor e um conhecimento ENCICLOPÉDICO de rock e cultura pop. Pois bem: com a crise se agravando no país Carlinhos resolveu fechar a loja que tinha no centro da capital paulista. Foi quando Lucio lhe fez a proposta: reabrir a Sensorial mas com outra proposta comercial, outro foco de público e em uma região um pouco mais nobre da cidade. Foi assim que nasceu a Sensorial Discos onde ela estava/está localizada até hoje à noite: na rua Augusta, região dos Jardins (a parte, digamos, rica e chic de uma das ruas mais famosas do Brasil). E foi assim que ela marcou época, vendendo os melhores discos de vinil novos, lacrados e importados, servindo as melhores cervejas artesanais da noite paulistana e oferecendo ótimos pocket shows para um público ainda interessado em MPB e rock de qualidade.

Mas tudo acaba um dia nesse sempre cinza, triste e miserável país. E mesmo conseguindo manter um público fiel a Sensorial Discos enfim cedeu às pressões de uma situação econômica caótica dominando o Brasil e resolveu fechar as portas, mesmo porque Carlinhos já havia saído da sociedade há algum tempo e Lucio estava tocando o negócio sozinho, junto à sua dileta love girl Lilian. Em papos com este blog semana retrasada ele já havia dito que iria fechar a loja no final deste mês (“o aluguel está absurdo, tentei negociar com o proprietário mas ele não aceitou acordo algum”, disse ele quando conversamos. “Fora que as pessoas estão sem dinheiro e apesar de ainda mantermos um público fiel o CONSUMO no bar caiu”, completou). Ele tem planos de reabrir em outro local. Mas ainda sem previsão de data nem endereço já escolhido.

De modos que neste sábado iremos perder mais um incrível espaço cultural alternativo em Sampa. E isso é de se lamentar profundamente visto que a sociedade brasileira, quase como um todo, se tornou bastante ignorante, boçal e conservadora de alguns anos pra cá, muito mais do que era há três décadas. Hoje não há mais espaço no país para música de qualidade, idem literatura, cinema, artes visuais, teatro, o que for. O que impera aqui é o reino do raso e do fácil, de consumo simples, direto e rápido. Está ficando cada vez mais impossível manter espaços comerciais dedicados à cultura de qualidade, como era o caso da Sensorial Discos.

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Mais dois ótimos momentos do blog ao longo dos últimos, na Sensorial Discos/SP, que está encerrando atividades hoje no atual endereço: acima a finada banda Star61 toca o terror rocker na bombadíssima festa de 11 anos da Zap, em maio de 2014; e abaixo o jornalista e escritor zapper brinda com seu amigo Nasi (vocalista do grupo Ira!), durante gravação de entrevista para o programa “Nasi noite adentro” (do Canal Brasil), em janeiro passado

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Vai deixar muitas saudades, com certeza. E para amenizar um pouco essa saudade estaremos todos lá neste sábado, para (repetindo novamente) nos despedir (tomando ótimas brejas) de um local que tornou nossas vidas quase sempre imensamente cinzas, caóticas, vazias e tediosas, menos ordinárias nas noites de quarta-feira a sábado. Sendo que daqui desejamos todo o sucesso e sorte do mundo pra dom Lucio e miss Lilian, em suas novas e futuras empreitadas.

 

XXX

 

Do texto que consta na página do evento aberta no Facebook, sobre a festa de despedida da loja/bar:

 

Aconteceram nestes 4 anos e 7 meses de funcionamento:

– Mais de 1500 Shows

– Lançamentos de livros e quadrinhos

– Discotecagens e Festas

– Exposições de fotos, pinturas e ilustrações

– Performances

– Debates Filosóficos

– Saraus

– Degustações de Cervejas

– Feiras e Bazares

 

***última forma: em papo com o blog na tarde de hoje, sábado em si, Lucio Fonseca deu a ÓTIMA notícia: a Sensorial Discos já reabre nas próximas semanas em novo endereço, na rua Augusta mesmo, mas do lado entre a avenida Paulista e o centro da cidade. Vai funcionar na Galeria Ouro Velho, tradicional ponto do baixo Augusta e que ferve nos finais de semana à noite. Logo menos daremos mais detalhes aqui sobre o novo endereço de um dos bares e lojas de discos mais incríveis da capital paulista.

 

**********

A VITÓRIA DO GRANDE ROCK ALTERNATIVO NO PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018 COM JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES, DÁ ALGUM ALENTO À MORIBUNDA CENA ALT ROCK BR

Palavra deste velho (mas jamais obsoleto) jornalista eternamente rocker e ainda loker: mesmo falido e já quase morto o rock BR ainda respira e mostra sua força, aqui e ali. E um dos momentos em que ele mostrou essa força rolou no final de março passado, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018 – do qual o autor deste espaço online foi um dos três jurados na categoria música. E no evento assistimos com o coração em júbilo absoluto ao triunfo do Jonnata Doll e seus guris solventes (na real este espaço rocker já sabia do resultado da premiação e apenas não podia abrir seu enorme bico antes da entrega dos prêmios, mesmo porque isso iria estragar o fator surpresa e a alegria da banda, hehe). Que DISSOLVERAM concorrentes pesos-pesados como Mano Brown (vocalista dos Racionais), por exemplo.

O quinteto cearense merece, e como. Grupo bom pra carajo e que ainda por cima recebe um mega merecido destaque para seu trabalho, ainda mais em um momento em que o rock precisa de total apoio e visibilidade na mídia e na música total emburrecida de um país idem, e onde o que manda no gosto do populacho é sertanojo, axé burrão e funk podreira em nível hard. E sim, mesmo estando em “baixa”, o rock ainda vive, respira e CHUTA.

E a Secult/SP merece todos os elogios do mundo por dar essa força à cultura como um todo e ao rock em particular. Sem palavras para agradecer ao (agora ex) Secretário José Luiz Penna e ao amado André Pomba, por essa autêntica revolução dentro da Secult.

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O telão instalado no teatro Sérgio Cardoso (no centro da capital paulista), durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do EstadoSP para a Cultura 2018, anuncia a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes na categoria música (acima), dando novo alento ao combalido rock alternativo brasileiro atual; abaixo o vocalista Jonnata Araújo comemora a vitória ao lado de Zapnroll, que foi um dos jurados da premiação

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Finda a premiação fomos todos bebemorar, claaaaaro. Com brejas e em seguida Finaski indo jantar com seu queridaço advogado ricaço “hipócrita de extrema direita” (hihihi), o também loker/rocker TG, que voltou de viagem de trabalho de uma semana ao exterior. Enfim, fakes otários e doentes de inveja no FB (como o PORCÃO José Flávio JOTALHÃO MERDA Jr., que foi destilar sua raiva, rancor, inveja, torpeza, ódio e dor mortal de cotovelo no grupelho que ele “administra” sobre a finada revista Bizz, dizendo por lá que “é uma vergonha a Secult permitir que Finatti faça parte de algo, e quanto ele irá receber de ‘gorjeta’ da banda por tê-la ajudado a ganhar a premiação?”, ahahahaha) e no painel do leitor da Zapnroll: podem SE MATAR avonts de ódio. E latir à vontade também.

De modos que mais uma vez: parabéns pro Joninha e os guris solventes. E daqui pra frente, foco no trabalho e administrar mega bem o money que irão receber da premiação. Afinal a banda é mesmo uma das melhores e das poucas com trabalho realmente relevante na novíssima cena independente do rock nacional. Sendo que com a grana que irão receber por ter ganho o prêmio (R$ 60 mil reais), o plano é gravar um novo e caprichado disco, que será o terceiro inédito de estúdio deles. É isso aí: sucesso pros meninos, que estão no coração destas linhas zappers já para sempre!

 

***Adendo: um covarde e retardado ainda foi VOMITAR no painel do leitor de Zapnroll, perguntando o que fizemos até hoje pela cena rock alternativa nacional, como jornalista. Nem precisamos responder, hihi.

 

 

 

E A MORTE LEVOU O PRODUTOR MUSICAL CEM (NOÇÃO) EM MARÇO PASSADO

Yep. Em 22 de março passado o meio musical brazuca foi surpreendido com a notícia da morte de um dos produtores musicais mais conhecidos do país nas duas últimas décadas – e não exatamente por ele ser o pseudo e superestimado “gênio” que muitos consideravam e ainda consideram, num exagero sem tamanho. Na ocasião o jornalista zapper postou o texto abaixo em sua página no FaceTRUQUE, emitindo sua opinião sobre o falecido. Foi um escândalo: Finaski foi xingado, insultado, chamado de aético, foi repreendido publicamente (por chapas como o prezado André Forastieri, que declarou no mural fináttico da rede social: “você perdeu o direito de me chamar de queridão”) etc. Tudo porque vivemos na era da web escrota, do politicamente correto exacerbado, do moralismo total hipócrita e da falta de sinceridade plena, onde ser sincero e dizer/publicar o que se realmente pensa sobre algo se tornou um crime.

Enfim, o blog não mudou e não mudará uma linha sequer sobre o que escreveu naquele momento, e que segue aí embaixo. Sem mais.

 

XXX

IMAGEMCEM18 O produtor musical CEM (noção), um dos nomes mais conhecidos da cena musical nacional nas últimas duas décadas e que morreu repentinamente em março passado: superestimado profissionalmente em demasia, virou “santo” assim que seu falecimento foi anunciado. Que descanse em paz mas seu passamento não comoveu absolutamente em nada este espaço rocker online

Sobre a morte do produtor CEM (ou Carlos Miranda).

Na boa? NÃO VOU ALIVIAR pro finado em questão, como não aliviei pro analfabeto funcional que era Chorão (vocalista do Charlie Bronha Jr.), quando ele também foi pro saco. O ser humano tem o PÉSSIMO hábito de endeusar e perdoar todos os pecados de quem morre, por pior que a pessoa tenha sido em vida e como se ela sempre tivesse sido uma santa, sem cometer nenhum erro, falha ou cagada em sua existência, e sem ter jamais prejudicado quem quer que fosse. Partindo dessa premissa até Hitler e Stalin foram “santos”. Mas como não tolero injustiça, acho que o que tem que ser dito DEVE ser dito, mesmo que seja algo desabonador sobre a vida pregressa de um morto.

Posto isso, digo que não desejo a morte de absolutamente NINGUÉM nesse mundo. Nem a de Hitler (pra exemplificar meu pensamento), nem a de um inimigo FEROZ e cruel, como este senhor foi de mim e sendo que muitas vezes ele tentou me prejudicar moralmente e profissionalmente da forma mais solerte, canalha, calhorda e infame possível. Mas enfim, como sempre digo: desse mundo ninguém jamais sairá vivo. Meus sentimentos aos amigos e familiares dele. É isso. Podem me xingar e fuzilar à vontade por causa deste post. Pelo menos sou honesto, transparente e detesto falsidade. E sei que quando EU morrer (e não tenho medo algum da morte, além de achar que a minha está cada dia mais próxima) muitos irão lamentar meu fenecimento da maneira mais FALSA possível. De modos que terei (do além, se ele existir) muito mais respeito pelos HONESTOS que me DETESTERAM e tentaram me foder a vida toda pelas costas e que irão COMEMORAR secretamente meu desaparecimento, dizendo: “já foi tarde, filho da puta!”.

Quem quiser saber o que eu pensava de fato de mr. Miranda, segue abaixo o link de post que publiquei no blog zapper há seis anos, em 2012. E novamente: rip, Mirandinha.

http://www.zapnroll.com.br/2047/

 

 

ENSAIO ROCKER SENSUAL EM REPETECO MERECIDO: JONNATA DOLL E SUA LOVE GIRL MARCELLE, UHÚ!

Yep, para comemorar a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes no Prêmio Governador do EstadoSP 2018 para a Cultura, nada melhor do que republicarmos um dos melhores ensaios eróticos já produzidos para o blog zapper: o que mostra o cantor Jonnata total avonts ao lado da sua gatíssima e gostosíssima lovegirl, Marcelle Louzada. Apreciem sem moderação!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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Casal rocker: tesão e música caminhando juntos

 

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Ele com olhar atento e agressivo; ela, observando a fera com suavidade

 

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Um baseado pra relaxar 

 

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Corpo, carne e corações em conexão plena

 

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Observando as estações lunares impressas no corpo da amada

 

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FIM DE PAPO

Pronto! Demorou mas o postão voltou bem, com textão e afiado como sempre. De modos que podemos encerrar os trampos por aqui, mesmo porque o blogger sempre andarilho está se mandando para a tenebrosa (atualmente) capital fluminense (yep, o Rio De Janeiro mesmo) nesta quarta-feira (amanhã em si, véspera de mais um feriadón), onde fica até a semana que vem, para divulgar nosso livro “Escadaria para o inferno”.

Beleusma? Então o blog retorna com post inédito logo menos, assim que novos assuntos bacanas surgirem e merecerem uma pauta bacana por aqui, okays? Bijokas nos leitores e ótimo feriado pra galera rocknroll!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/5/2018 às 14hs.)

TCHAU 2016! Um ano que foi do INFERNO em todos os sentidos possíveis, que já vai mega tarde e que não vai deixar saudade alguma; e para encerrar esses doze meses pavorosos com alguma alegria e dignidade o blog traz a sua modesta lista de melhores do ano (no rock e em mais alguns setores da cultura pop), além de brindar os leitores como um “presente” de ano novo: um super ensaio total NUDE e safado com um casal rock’n’roll total, uhú!

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2016 será lembrando (ou esquecido?) como o ano do horror no mundo e do inferno na cultura pop; ainda assim os últimos doze meses viram o rock alternativo ser salvo por nomes como a deusa inglesa PJ Harvey (acima) ou a revelação do indie rock brazuca, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo)

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Fim de jogo melancólico para um 2016 idem.

Sim, talvez Zap’n’roll esteja nos últimos tempos mais azedo e amargo e cinza na alma (seja lá o que for ela) e no coração, do que habitualmente já é. Na real (e como já bem observou mana Jaqueline, que conhece melhor do que ninguém o titular deste blog) o autor destas linhas rockers virtuais sempre foi um INADEQUADO e DESAJUSTADO emocional e existencial. E isso não vai mudar aos 5.4 de vida. Assim a melancolia perene só aumenta nesse período de festas (ilusórias e algo falsas também) de fim de ano. Festas que nunca nos fizeram grande sentido no final das contas. E o pouco que havia de sentido para nós nelas se foi em definitivo quando mama Janet se foi, há 12 anos. Talvez todo esse nosso universo perenemente cinza já esteja meio que cansando alguns (ou muitos) aqui, e por conseqüência afastando “amigos” (reais ou virtuais) e leitores, visto que a regra do MUNDO VIRTUAL é bem clara: o mundo pode estar um CAOS TOTAL (atentados terroristas com caminhões, embaixador abatido a tiros diante de câmeras de tv, Brasil vira lata na maior crise e buraco da sua história, estupidez, ignorância e neo conservadorismo se generalizando pela sociedade global, a daqui inclusa etc.) mas em redes sociais como o FACETRUQUE (ótima definição dada pra ele pelo querido capixaba Alex Sobrinho), por exemplo,  todos são MEGA FELIZES, suas vidas são PERFEITAS, o mundo está ÓTIMO e não temos nada do que reclamar – até mesmo porque precisamos fazer INVEJA a quem lê nossas postagens, não é? Então o blogger zapper deve mesmo ser um ALIEN em total desajuste, pois não se sente compelido a agir dessa forma, de maneira alguma. Prefere ser o que é, ainda que isso custe o AFASTAMENTO dos, hã, “amigos”. No entanto o blog prefere mesmo olhar o mundo com a crueza e a realidade dura que os olhos exigem ao observar o que se passa em nossa própria existência e ao redor dela. Claro, não está fácil para ninguém, diria o outro. Então por que insistir em brumas ilusórias e surreais de felicidade quando na verdade a grande maioria da humanidade vive mergulhada em matizes totalmente infelizes? Finaski escreve como sempre na madrugada (é quando o silêncio total e a solidão do ato da escrita permitem que o raciocínio tenha a reflexão e a fluidez máxima, algo que jamais se consegue durante a confusão barulhenta do dia). E escrevendo especificamente este último editorial do blog em 2016, pensamos no pouco que ainda almejamos no que resta de nossa jornada nesse mundo (e se é que existe outro além dele), que não deve durar muito mais. Pensamos basicamente em ter um livro publicado e passar alguns (poucos que sejam) anos tranqüilos morando na montanha mágica. Conseguindo isso, já nos daremos totalmente por satisfeitos. Enquanto isso não acontece e não se resolve, continuamos mergulhados nas reflexões cinzas e amargas de sempre pois apenas elas nos dão a real dimensão do quão infrutífera e cruel é a existência humana no final das contas. Afinal o ano que está terminando não traz absolutamente NENHUM MOTIVO para comemorações ou felicidade. Principalmente na esfera política, social e também na cultura pop. Aliás temos consciência de que andamos escrevendo cada vez menos sobre música (e rock) aqui. E cada vez mais sobre política, sobre angústias existenciais etc. Não é preciso refletir muito para se saber o motivo dessa postura editorial: o rock’n’roll está morto, simples. E quando dizemos isso nos referimos à renovação do gênero em si. Uma renovação quase inexistente de 16 anos pra cá. Houve ainda um espasmo de novidade e criatividade com alguns novos nomes realmente muito bons como The Strokes (no primeiro disco), Interpol (idem), Franz Ferdinand (ibidem), Arctic Monkeys, Arcade Fire, The Raveonettes e mais alguns poucos. E depois? O que vimos e ouvimos então? O silêncio paulatino das guitarras e o avanço de gêneros hoje bem mais populares no pop, como música eletrônica, rap, hip hop e as xotonas cantantes ao estilo Beyoncé, Rihanna etc. O fenômeno do desmonte do rock’n’roll se tornou algo tão sério que uma gigante lendária da indústria de instrumentos, lançou uma campanha publicitária em 2016 SUPLICANDO aos jovens para que eles NÃO DEIXASSEM DE COMPRAR GUITARRAS. E não é só na gringa que o rock está praticamente morto. No Brasil (esse tristíssimo e miserável bananão tropical, fodido e falido, total vira lata e de população/sociedade burra, ignorante e bestial em grau máximo) é a mesma situação: o rock sumiu da mídia, das rádios, da TV, de boa parte da web. A cultura pop de massa (ela também em total e franca decadência cultural e qualitativa), música inclusa no pacote, acompanha o gosto médio do que o populacho quer consumir. E nesse momento o populacho gosta e consome em doses elevadas no bananão podre a música que é a cara desses tempos estúpidos, reacionários, amorfos, anestesiados onde não há mais discussão e debate de idéias, nem transgressão ou subversão artística. É a música dos conformistas e BURROS, que aceitam passivamente e sem bater mais panela alguma ver o país afundar e ser tragado por uma crise brutal, enquanto um desgoverno golpista de merda caga e anda para todos. Qual a trilha desse bananão e dessa sociedade imbecil? Não é preciso ser nenhum gênio pra descobrir: ela está aí na boca do povo, com os hits porcos de sempre no axé burrão, no sertanojo universotário, no pagode machista e dor-de-corno de quinta categoria, no funk ostentação podrão de hits como “Tá tranqüilo, ta favorável”, “Metralhadora” e outras idiotices do mesmo calibre. E quem ainda dá alguma sobrevida ao rock são VELHOS como, por exemplo, Noel Gallagher (o gênio que carregava o Oasis nas costas e que irá fazer cinqüenta anos de idade em 2017) ou Nando Reis (o sujeito que comandou por duas décadas o baixo nos Titãs e que continua sendo um dos maiores e melhores compositores e hit makers do pop brasileiro, e que está já com cinqüenta e três nas costas). Ambos tiveram programas dedicados a eles esta semana no canal Bis (Gallagher se apresentando no Jools Holland; Nando, no “Pop na estrada”) e mostraram que ainda dão dignidade, criatividade e força ao que resta de rock’n’roll no mundo e na cultura pop. De resto um gênero que perdeu mesmo sua capacidade de renovação e isso até no indie rock brazuca, que nunca esteve tão imbecilizado, criativamente falando (sendo que há exceções nesse quadro pavoroso, claro, e algumas delas esse ano foram bandas como Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, Rios Voadores, Trem Fantasma, The Baggios, Carne Doce e Vinyl Laranja). Ou você acredita mesmo na balela bombardeada pelo blog Pobreload e seu autor, nosso “prezado” Lucio Ribeiro (aquele eterno adolescente com síndrome de Peter Pan, mesmo estando com mais de cinquentinha de idade já, uia!), que delira com sua ilha da fantasia indie onde o indie rock nacional nunca esteve tão bem? Fala sério… Então, quando escrevemos que o rock’n’roll morreu ou está à beira da morte, é nesse sentido: de que ele não se renovou, perdeu o rumo estético e está aí, totalmente irrelevante e à deriva no final desse 2016. Bandas ainda existem aos milhares aqui e pelo mundo todo. Mas elas duram cada vez menos, são cada vez menos dignas de nota e o que gravam e postam na internet é ouvido uma ou duas vezes por quem se dispõe a ouvir o material e depois esse mesmo ouvinte já descarta o que ouviu, interessado em que está em escutar outra banda inútil e esquecível em tempo recorde. Pois fato é que nenhuma banda atual consegue mais ter prazo de validade enorme, como os grupos clássicos tiveram. Porém o rock’n’roll será eterno, sim, e justamente pelo que ele já legou de fantástico e clássico para a música mundial: todas as obras gigantes de nomes idem (Stones, Who, Led Zep, Ramones, Clash, Doors, Velvet, Smiths, Joy Division, Echo & The Bunnymen, REM, Nirvana, Oasis etc, etc, etc.) estão aí, eternizadas e registradas de forma sublime para quem quiser sempre ouvir. Então, velho que também está ficando (ranzinza? Rabugento? Talvez…) este zapper prefere ficar com os VELHOS (mas jamais obsoletos) iguais a nós, quando o assunto é rock. Enfim é isso: assim como o mundo todo e a humanidade talvez estejam mesmo no fim da sua história, o rock’n’roll pelo jeito chegou ao fim da sua. E este velho jornalista loker, que será um amante apaixonado e devotado pelo rock ad eternum, irá sim sempre amar quem fez esta história musical que foi a trilha sonora principal da nossa existência. Uma trilha que irá permanecer em nós até nosso derradeiro respirar, que esperamos não demore muitos anos mais. E pelo menos, enquanto esse último respiro não chega, esse horrendo 2016 dá finalmente seu adeus – e já vai tarde, sem deixar saudade alguma. Vamos então ao post derradeiro desse ano, com nossas modestas escolhas sobre o que achamos de melhor no que ainda resta de ótimo no rock’n’roll e na música em geral. E dando de brinde ao nosso dileto leitorado um último ensaio imagético e erótico no capricho, com um CASAL total rocker. Ao menos isso: imagens mega sensuais para fechar e colorir um pouco um ano desastroso para um mundo idem.

 

 

E no último post deste ano e que está entrando no ar nessa tarde de calor senegalesco de sextona pré virada de ano, sem notinhas iniciais. Mas apenas deixamos mais uma vez nosso rip e nossa saudade para cinco GIGANTES da história da música pop e do cinema e que nos deixaram em 2016.

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FIM DE JOGO PARA 2016, UM ANO PAVOROSO NO ROCK E NA CULTURA POP EM GERAL – MAS AINDA ASSIM O BLOG ZAPPER APRESENTA SUA MODESTÍSSIMA LISTA DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS DOZE MESES

Yep, como já cansamos de escrever e repetir aqui nos últimos tempos, o rock’n’roll planetário e a cultura pop em geral também estão sofrendo horrores com estes tempos onde a falta de criatividade e de qualidade artística reinam no mondo pop – no rock em particular. Dessa forma estas linhas online, que sempre foram algo avessas a listas de “melhores do ano”, ficaram pasmas ao verificar como publicações gringas publicaram, ao longo das últimas semanas, zilhões de listas com os “melhores álbuns de 2016”. Listas que foram sendo regurgitadas por aqui através de blogs “vizinhos” que vivem de empurrar hypes duvidosos e inúteis aos seus já parcos leitores. E não eram listas pequenas, não: a maioria conseguiu listar 50 MELHORES DISCOS (!!!) neste ano. E até o famigeradao “Tenho mais discos que amigos” (e mais discos do que leitores também, provavelmente) conseguiu a façanha de listar igualmente 50 grandes discos nacionais para este ano que finalmente está dizendo adeus.

Na boa? Haja enrolação, embromação e boa vontade para montar essas listas. Zap’n’roll, sempre mais honesta e sabedora da falência qualitativa que se instalou no rock daqui e de fora, vai direto ao ponto. E elenca (que palavra chic, uia!) aí embaixo aqueles POUCOS que, na nossa opinião, salvaram 2016 do naufrágio completo na música e na cultura pop em geral. Veja os nossos eleitos e fique avonts para discordar, claaaaaro!

 

 

CINCO DISCOS GRINGOS GLORIOSOS NESTE TRÁGICO 2016

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  1. David Bowie/”BlackStar”
  2. J. Harvey/”The Hope Six Demolition Project”
  3. Teenage Fanclub/”Here”
  4. Leonard Cohen/”You Want It Darker”
  5. Radiohead/”A Moon Shaped Pool”.

 

 

CINCO DISCOS NACIONAIS QUE SALVARAM O ROCK E A MPB ESTE ANO

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1.Céu/”Tropix”

2. Jonnata Doll & Os Garotos Solventes/”Crocodilo”

3.Sabotage/”Sabotage”

4. Metá Metá/”MM3”

5. Rios Voadores/”Rios Voadores”.

 

 

UM FILME MARCANTE DE 2016

“Aquarius”, de Kléber Mendonça. Alguma dúvida?

 

 

UM LIVRO

“A segunda mais antiga profissão do mundo”, coletânea de textos da lenda do jornalismo brazuca que foi Paulo Francis.

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O SHOW DO ANO

Os Stones, claaaaaro!

 

 

E O MICO DO ANO

A série “O boom do indie nacional”, criada pela “ilha da fantasia indie” que é o blog Pobreloa…, quer dizer, Popload.

 

 

E PARA FECHAR BEM UM ANO PÉSSIMO, NOSSO PRESENTE DE NATAL PROS LEITORES ZAPPERS: UM CASAL TOTAL ROCKER E MEGA SAFADO/DEVASSO, WOW!

Yep, 2016 foi um ano pra lá de pavoroso em todos os sentidos, néan. E como se não bastasse todo esse pavor (crise econômica monstro, país no buraco total, violência urbana e social fora de controle, cultura pop aos pedaços e rock’n’roll planetário praticamente extinto), há ainda aquele ingrediente extra, a “cereja no bolo”: a nova mega onda conservadora planetária, que atinge todos os países, Brasil incluso no pacote.

De modos que nosso célebre tópico “musa rocker” andou sumido do blog, não é mesmo? Sim, ele hibernou por um tempo bom, até porque os tempos atuais são total refratários a qualquer tipo de “ousadia” – editorial e em blogs, inclusive.

Mas enfim, como este é finalmente o ÚLTIMO post zapper deste cabuloso (e ponha cabuloso nisso) 2016, resolvemos tirar o tópico de seu período, hã, sabático. E como uma espécie de brinde ao nosso sempre fiel e diletíssimo leitorado, trazemos para fechar bem este ano cruel não uma musa mas um CASAL ROCKER em ensaio total nude ousado, abusado e safado. Acompanhe abaixo os textos sobre quem são eles e como estas linhas online conheceu a dupla. Além de se locupletar com as imagens, claaaaaro!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 

Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. É o nosso presente para fechar BEM este ano horroroso que foi 2016. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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FIM DE PAPO E TCHAU PORRA DE 2016

Foi um ano pra lá de terrivel, e todos já estão carecas de saber disso. E o próprio blog zapper em si também passou seus perrengues – tanto que nosso último post de 2016 está entrando no ar somente hoje, 30 de dezembro, no apagar das luzes desse ano funesto. Entonces agora é um período de férias curtas (que ninguém é de ferro), pra que possamos voltar no pique pra enfrentar um ano novo que promete ser tão terrivel quanto o velho que está acabando. E haverá como sempre mudanças por aqui no novo ano. Sendo que talvez o blog até mude de nome e de perfil editorial, mas tudo isso ainda está sendo estudado.

Por hora é isso. Voltamos por aqui lá pelo dia 20 de janeiro, se nenhum atropelo acontecer antes pelo caminho. De modos que desejamos de coração a todos um ótimo novo ano. A situação não tá mole pra ninguém e 2017 vai vir fervendo também. Então que todos entrem com o pé direito e com fé no Grande lá em cima para suportar mais uma longa jornada.

Até 2017, turma!

 

(enviado por Finatti às 16hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL! Com um RESUMÃO político da semana, o anúncio dos primeiros (e inúteis) shows de rock internacionais de 2017 e as indicações culturais e o roteiro de baladas do blog – Em mais uma semana pavorosa e surreal para o país VIRA LATA TOTAL (esse mesmo aqui, o Brasil miserável) e atolado na MERDA até o pescoço, e com todo mundo contando os dias pro horrendo 2016 acabar de uma vez por todas, mais uma vez é o grande e VELHÍSSIMO rock’n’roll dos imortais Rolling Stones (com o seu novo e fodástico disco) que salva a todos e traz alguma alívio pra galera; e a falência geral do bananão tropical continua se refletindo inclusive na cena musical independente brazuca: neste final de semana algo melancólico fecha as portas na capital paulista o lendário bar Matrix, que foi um dos principais lares de uma cena indie que infelizmente também está no buraco e morrendo aos poucos (uma cena que vive um “boom” somente na ilha da fantasia indie estúpida criada por um certo blog “vizinho”), como iremos mostrar e comentar em detalhes neste post zapper (postão COMPLETÃO e totalmente concluído em 16/12/2016)

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O mundo está no buraco e o Brasil mais ainda; assim apenas o velho e ÓTIMO rock’n’roll nos dá algum alivio, que vem dessa vez através do novo discão dos Rolling Stones (acima), tão bom quanto o cd que os Rios Voadores (abaixo) lançaram esse ano, lutando pra se manter em uma cena independente (a brasileira) quase falida mas que ainda produz, em termos de cultura pop, musas rockers como a gataça Marcelle Louzada (também abaixo)

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FECHANDO A TAMPA DO POSTÃO: A GRANDE VERGONHA E RAIVA QUE O BLOG SENTE DE SER… BRASILEIRO – E TAMBÉM SHOWS INÚTEIS EM 2017 A CAMINHO E O FIM DO PROGRAMA DO JÔ

  • Final de semana chegou e com ele, a finalização desse post zapper. Assim, vamos a um RESUMO desta semana nesse país total fodido (pela classe política imunda e calhorda ao máximo que aliás está onde está porque foi VOTADA e ELEITA por um BANDO de OTÁRIOS e BURROS ao máximo) e vira lata que é este miserável Brasil.

 

  • PEC do fim do mundo: aprovada em segundo turno pela QUADRILHA do senado federal. Beleusma. Absolutamente TODOS IRÃO SE FODER – inclusive DIREITOPATAS e COXAS/PATOS IDIOTAS que ainda estão apoiando o desgoverno do GOLPISTA DO INFERNO.

 

  • Depoimento/delação de Marcelo Odebrecht: o CAPPO e dono da maior empreiteira do país começou seu depoimento/delação ontem, falando por 10 HORAS (!!!) na primeira rodada de informações ao MPF e à Justiça Federal no Paraná. Vai falar ainda até esta sexta-feira. Se apenas ALGUMAS LINHAS da sua delação VAZAREM provavelmente o MUNDO ACABA em Brasília. E estamos TORCENDO TOTALMENTE POR ESSE FIM.

 

  • Quadrilhas do Congresso e do Senado federal total de COSTAS para o populacho que os elegeu: alguma dúvida quanto a isso? Basta ver como foi esta semana na capital do Brasil, aquela MERDA chamada Brasília.

 

  • Protestos e pancadaria generalizada pelo país afora: yep. Teve protesto e quebra-quebra contra a aprovação da PEC dos infernos em várias capitais. Em Porto Alegre manifestantes estraçalharam vidros em portas de agências bancárias. Aqui em Sampa, na avenida Paulista, foi LINDO ver o povaréu finalmente CRIANDO CORAGEM e INVADINDO o prédio daquela escrotice gigante chamada Fiesp, e tocando o terror lá dentro com rojões, bolinhas de gude, o que fosse possível enfim. Sempre fomos contra a violência em passeatas mas estamos quase começando a concordar e a APOIAR atos como os de hoje. O país não tem mais jeito. E só quando o povão começar a ESPANCAR os políticos (na porrada mesmo, e não metaforicamente) e empresários corruptos (muitos deles encastelados dentro da porra da Fiesp), talvez comece a haver alguma chance de o Brasil sair da LAMA e do buraco no qual está metido.

 

  • Reação/repressão aos manifestantes: claaaaaro que as forças policiais entraram em ação durante os protestos desta semana e meteram cassetete, spray de pimenta e balas de borracha em quem estava protestando. Nas fotos abaixo, registradas pelo querido e ótimo fotógrafo Jairo Lavia, uma pequena “amostra” da atuação da PM SUJA e TRUCULENTA do geraldinho alckmerda (o desgovernador de SP, o “santo” segundo a delação da Odebrecht, uia!) durante a manifestação na avenida Paulista. A vítima dos PMs: uma pobre estudante (uma JOVEM e MULHER, pelamor!), DOMINADA por vários guardas e enfiada À FORÇA numa viatura apenas porque estava… protestando contra a PEC do demônio e do desgoverno golpista.

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  • País RACISTA DO CARALHO: foi o que mostrou uma das matérias da edição de quarta-feira última do Jornal Da Cultura, e que você pode assistir no vídeo aí embaixo nos comentários, a partir dos 38 minutos e 40 segundos de exibição do telejornal. A reportagem nos deixou com NOJO e LOUCOS de RAIVA: mostra como a sociedade brasileira (boa parte dela composta por uma classe média ESTÚPIDA e BRANCA, que se acha IGUAL à minúscula elite triliardária que de fato MANDA nisso aqui), que é composta em sua maioria por afro-descendentes, continua tão RACISTA quanto sempre foi na verdade. O JC mostrou uma entrevista feita com algumas pessoas, que foram instadas a analisar algumas fotos de pessoas nas mesmas situações e com os mesmos visuais. Com uma diferença: primeiramente o grupo de pessoas mostradas era de BRANCOS. O segundo grupo era de NEGROS. Veja o resultado das respostas de quem analisou os dois grupos no vídeo da tele reportagem, aí embaixo.

  • Resumindo a ópera: Finaski deve estar mesmo ficando velho, ranzinza e rabugento ao máximo. Porque a RAIVA e VERGONHA disso aqui, desse país que está se transformando em um LIXO de nação, só aumentam. Sério, quando tínhamos 20/25/30 anos, isso não estava assim. E olha que tínhamos acabado de sair de duas décadas de ditadura e de governo militar e ainda estávamos enfrentando uma hiper inflação (HERANÇA dos milicos) que no final de 1986 estava em 60% ao mês. E mesmo assim a situação não estava como está hoje, social, política e economicamente falando.

 

 

  • Bien, além desse resumão político da semana aí em cima, a sextona (16 de dezembro) está, hã, “quentíssima”: até Silas Malafaia (uia!), o pastor mega REAÇA do inferno e “exemplo” de correção moral e ética (uuuuuiiiiiaaaaa!), também acaba de cair nas garras da Polícia Federal, por envolvimento em esquemas, hã, nada éticos e morais. Ulalá! Os fiéis sentam e choram, hihihi.

 

 

  • Aí a assessoria de imprensa (administrada por um chegado destas linhas rockers bloggers) dispara e-mail BOMBÁSTICO anunciando um dos GRANDES shows internacionais de rock no bananão tropical, em 2017. Qual banda??? O “sensacional” e “imperdível”… King Diamond! Ahahahahahaha. Foi maus, o blog não conseguiu conter o riso diante da piada.

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  • Pior é a anunciada também hoje turnê conjunta no Brasil reunindo ninguém menos que… James Taylor e Elton John. Rola entre março e abril, em Curitiba, Porto Alegre, Rio e Sampa. Os ASILOS de todo o país já estão em polvorosa com a notícia, rsrs.

 

 

  • E hoje é a despedida do gênio Jô Soares de seu programa de entrevistas. Foram vinte e oito anos no ar, entre SBT e Globo. O “Gordo” vai deixar saudades e fazer muita falta, com certeza. Mas é isso. Fim de uma era, sendo que o mundo está mesmo ficando sem gênios que valham a pena em todos os setores da existência humana.

 

 

  • E é isso: 2016 vai se  despedindo sem deixar saudade alguma. Semana que vem tem o último post deste ano do blog. Nos vemos nele então. Até lá!

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Um país total VIRA LATA (o Brasil) atolado na MERDA até o pescoço.

A primeira frase do editorial que abre este penúltimo post de Zap’n’roll nesse pavoroso 2016 que está finalmente e felizmente chegando ao fim (sendo que 2017 promete ser tão horrendo quanto, se não for pior), pode ser e parecer pesada em demasia. Mas ela reflete fielmente o que o autor deste blog pensa da realidade atual brasileira – e com certeza milhões de pessoas a essa altura dos acontecimentos está pensando da mesma forma. Inclusive a nação neo conservadora de direita e COXA brasileira, essa mesma que foi pra rua pedir o impeachment de Dilma e que segue apoiando (por enquanto em silêncio e com o rabo enfiado no meio das pernas) esse desgoverno GOLPISTA dos infernos, comandado pelo vampiro e mordomo de filme de terror que ocupa nesse momento a cadeira de presidente da República. E a razão para dizermos que este bananão tropical miserável está atolado até o pescoço na MERDA plena e fedorenta decorre de mais uma semana (esta que está chegando já ao fim; a primeira parte do postão está entrando no ar na tarde de sexta-feira, 9 de dezembro) onde o INACREDITÁVEL aconteceu na terra brasilis. Quando na última segunda-feira o eminente Ministro Marco Aurélio de Mello, um dos mais dignos e confiáveis do STF (a Corte mais alta do país), expediu liminar AFASTANDO o ultra canalha, pulha e bandido Renan Calheiros de suas funções como presidente do Senado, em decisão acertadíssima vale exarar (afinal Renan tem contra ele nada menos do que ONZE inquéritos sendo analisados no STF; em um deles já é RÉU na ação, traduzindo: em qualquer país minimamente sério do planeta um sujeito desse naipe estaria na CADEIA, e não presidindo o senado da nação; mas isso aqui é o Brasil, claaaaaro), ninguém poderia imaginar, nem em sonho, o que aconteceria na sequencia. E o que aconteceu todos já sabem: Renan PEITOU o STF, se recusou a receber o oficial de Justiça da Corte pra assinar a decisão que o afastava do cargo, e ainda por cima SE MANTEVE na condição de presidente do Senado Federal. Dois dias depois o plenário do STF se reuniu em caráter de urgência pra decidir sobre o caso. O resultado do julgamento da liminar de Marco Aurélio todos também já estão sabendo: por 6 votos a 3 os Ministros do Supremo decidiram MANTER o chefe de quadrilha das Alagoas no cargo que ocupa, afastando-o apenas da linha sucessória da presidência do país. Uma decisão que significou várias paradas, entre elas: se de onde deveria partir o exemplo CORRETO de RESPEITO à Lei, isso não aconteceu, então por que você aí, cidadão comum que está enfretando uma ação penal (por qual motivo seja) vai ACEITAR uma decisão judicial desfavorável a você? Pelo jeito é mais fácil tacar o foda-se e dizer: “não vou cumprir, e daí?”. De modos que além de toda a crise pela qual estamos passando nesse momento acabamos de ver enterrada aqui também um dos preceitos BÁSICOS da Lei: a de que decisão judicial não se discute, se CUMPRE. Pelo visto nem isso mais existe nesse triste Brasil a partir da atitude de enfrentamento do “coronel” Renan, que HUMILHOU o STF – e a Corte aceitou essa humilhação de cabeça abaixada. E assim seguimos aqui… Brasília segue DESTRUINDO o restante do país. Os IMUNDOS políticos brasileiros há muito já perderam totalmente qualquer resquício de vergonha. CAGAM em cima de toda a população e legislam apenas em causa própria, como se o restante do país não existisse. Onde tudo isso vai parar, afinal? Como será 2017? Nesse momento estas linhas bloggers sempre dedicadas à cultura pop (mas falando muito sobre a situação política nacional neste editorial e nos nossos posts mais recentes, não há como fugir do tema sob pena de passarmos a impressão de que somos totalmente alienados; não é assim que agem certos blogs “vizinhos” de cultura pop?) nem se arriscam a prever algo – mas achamos que o próximo ano será igual a este, se não for pior. Por isso o que podemos fazer aqui é isso mesmo: lamentar e ficar com a alma aos pedaços ao testemunharmos pessoalmente o DESMONTE do Brasil. Um desmonte que já chegou inclusive e implacavelmente à cena musical independente brazuca. Uma cena que está quase completamente FALIDA, com bares e espaços para shows fechando, bandas acabando ou não levando ninguém aos seus shows etc, etc. Uma situação trágica e que só não é mostrada pelo nosso blog “vizinho”, aquele mesmo que vive numa delirante ilha da fantasia indie, que ENGANA seus pobres leitores (falando de um ridículo boom da cena indie nacional atual) e que não tem a coragem suficiente pra ser sincero e honesto com quem o lê. Iremos, enfim, falar desse assunto melhor nesse post que está começando agora. E também iremos escrever ao menos sobre um assunto bastante agradável: o novo discaço da maior banda de rock de todos os tempos, os Rolling Stones. Pois é… quando tudo parece realmente perdido, só mesmo o ótimo e velho rock’n’roll para dar algum alívio ao nosso coração, à nossa alma e ao nosso sistema auditivo, néan. Bora então ler mais um post zapper. Venha conosco!

 

 

  • Ainda sobre política: a metranca .100 da delação da Odebrecht começa enfim a mirar a QUADRILHA tucanalha. Será que agora o PSDBosta se FODE e CAI?

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  • Enquanto isso o digníssimo juiz Sérgio Moro mostra como é JUSTO e IMPARCIAL em sua atuação profissional, através dessa fotoca aí embaixo, que já VIRALIZOU na web.

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  • E as PANELAS, que fim levaram? Esse mesmo, aí embaixo, uia!

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  • Indo pro bom e velho rock’n’roll: o Jesus & Mary Chain, lenda gigante do rock inglês dos 80’ lança novo disco de estúdio após quase vinte anos de ausência – o último cd, “Munky”, foi editado em 1998. Pois então: “Damage and Joy”, o novo esporro sônico dos irmãos Jim e William Reid chegará ao mundo em março vindouro. Ao vivo o JMC anda capenga há anos já. Mas em estúdio eles continuam mandando muito bem. A conferir então.

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  • Quem também anunciou volta é o barulhento e experimental At The Drive In, cujo último álbum saiu em 2000’. A malokerada está em estúdio trabalhando em novo disco e já soltou no YouTube uma amostra do mesmo, a esporrenta “Governed by Contagions”. Se o cd inteiro for nesse naipe, vai ser uma paulada!

 

  • E mais notícia rocker bacanuda: o genial velhão Neil Young acaba de também soltar na web seu novo trampo, “Peace Trail”, sobre o qual falaremos melhor mais pra frente mas que você já pode escutar integralmente aí embaixo.

 

  • A nota chata da semana: o falecimento do baixista e vocalista Greg Lake, ex-Emerson Lake & Palmer, gigante do jurássico prog rock dos 70’. Lake foi pro saco vitimado por um câncer. Rip.

 

 

  • E não, o blog zapper não vai embarcar na onda de listas GIGANTES com os melhores do ano, aliás já está com o saco bem cheio dessas listas. A nossa, que será publicada no post derradeiro de 2016 (provavelmente na semana do natal), será beeeeem reduzida. Com no máximo cinco discos gringos e uns dois brasileiros. E olhe lá!

 

 

  • IMAGEM TESÃO TOTAL DA SEMANA! – yeeeeesssss! Aí embaixo um APERITIVO para o nosso dileto leitorado macho (cado) da nossa próxima musa rocker. Ela mesma, Marcelle Louzada, 35 anos de puro tesão. Fora que a garota, que faz doutorado em Sociologia e namora com o queridão Jonnata Doll (vocalista dos Garotos Solventes), é total do rock’n’roll. Vão se preparando aê e aguardem o ensaio com ela, que vai ser fodástico!

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  • Nada fodástica é a atual cena indie nacional. Que aliás está FALIDA, ao contrário do que vive babando um certo blog “vizinho”. Mas como Zap’n’roll só fala VERDADES, você confere aí embaixo um retrato FIEL e PRECISO de como anda a indie scene rock brazuca atualmente. Bora lá!

 

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ESPECIAL A REAL CENA INDIE NACIONAL ATUAL: BARES E ESPAÇOS PARA SHOWS ALTERNATIVOS FECHANDO, BANDAS TOCANDO PRA NINGUÉM ETC. E ENQUANTO ISSO O BLOG “VIZINHO” POBRELOAD CONTINUA ILUDINDO SEU LEITORADO COM SUA ILHA DA FANTASIA EDITORIAL, CHAMADA DE “BOOM DO INDIE NACIONAL”, UIA!

Está sendo mais uma semana infernal a que está terminando entre hoje (sexta-feira) e amanhã (sabadão em si). Mais uma semana onde o país vira lata total (nosso pobre Brasil) se vê cada mais vez mais atolado na merda de uma crise política e econômica (ambas alimentadas por escândalos de corrupção infindáveis) que parece interminável e que pode DERRETER por completo o país a qualquer momento. Incluso nesse derretimento total a nossa querida e, nesse momento, triste e maltratada cena musical independente.

Yep, a indie secene rock brazuca também está sofrendo com a crise monstro que se abateu sobre o bananão tropical. E como está… sinceramente, Zap’n’roll queria sempre trazer em cada novo post somente boas notícias para seu dileto leitorado. E especificamente nesse post até há ÓTIMAS notícias (o novo discão dos Rolling Stones, o novo álbum do velhão e genial Neil Young, as voltas do Jesus & Mary Chain e At The Drive In etc). Só que, INFELIZMENTE, nenhuma dessas notícias se refere ao rock brasileiro (ele existe ainda?), seja ele mainstream (ainda existe?) ou independente (está às portas da morte também). Mais IRRITANTE ainda é se dar conta de que, diante do quadro tenebroso que estamos vendo atualmente, um blog de cultura pop outrora respeitado na web BR, o Popload, escrito pelo jornalista Lúcio Ribeiro (hoje mais empresário da noite do que propriamente jornalista e blogueiro), INSISTE em iludir seu ainda fiel séquito de leitores com uma série editorial intitulada “O boom da cena indie nacional”, uma autêntica ILHA DA FANTASIA INDIE que vende a (falsa) idéia de que a cena alternativa brasileira atual nunca esteve tão bem. Não está. Aliás está atravessando um dos seus PIORES momenos desde que o autor destas linhas bloggers rockers acompanha essa mesma cena, há mais de vinte anos já.

Exagero do blog zapper? Infelizmente não – até gostaríamos que fosse exgero e pessimismo exacerbado nosso. Mas ao longo desse infernal 2016 que insiste em não morrer (mas que felizmente irá desaparecer pra sempre em mais três semanas; pena que 2017 vem aí aparentando ser tão cruel ou PIOR do que este ano está sendo, em todos os sentidos possíveis) as PÉSSIMAS notícias para a indie scene foram se acumulando durante as semanas e os meses do ano. Só o blog “Pobreload” foi vendo o contrário. E por certo nosso “vizinho” não foi vendo (e muito menos comentando) o fechamento de bares e espaços para shows lendários e históricos da noite under paulistana, como o Astronete (que encerrou atividades em 2015 mas cuja repercussão do seu fechamento permanece até hoje) e o Hangar110. Mais? Todo mundo já está sabendo que amanhã, sabadão, dia 10 de dezembro, o Matrix também vai se despedir após mais de duas décadas de funcionamento (e já falamos bastante sobre o que foi o Matrix e sobre seu desaparecimento em nosso post anterior a esse, vai lá dar uma conferida no texto) na capital paulista. Não só: o também já clássico Inferno Club, no baixo Augusta, e que durante uma década abrigou shows nacionais e gringos sensacionais (o blog assistiu ali uma inesquecível gig do grupo americano Bellrays), além de ótimas festas onde abundavam xoxotões total lokas e repletas de tatuagens, anunciou o fim de suas atividades. O club ainda irá ter eventos até o final deste mês de dezembro. Com o apagar das luzes de 2016 o Inferno também irá extinguir seu fogo.

Veja bem: no parágrafo acima o blog se deteve APENAS na questão do fechamento de espaços para shows e bares dedicados ao rock alternativo na capital paulista (e nem vamos entrar em outros pontos relativos aos espaços que ainda estão funcionando, como o fato de muitos deles simplesmente não promoverem mais shows ao vivo porque isso não atrai mais público, ou pior ainda: outros aderiram ao esquema “open bar PORQUEIRA”, com entrada a preço fixo e bebida ruim avonts mais discotecagem que mistura funk, eletronices e UM POUCO de rock’n’roll, o que tem garantido uma até certo ponto rentável sobrevida a esses espaços). Quando o assunto se amplia para bandas e locais para apresentações ao vivo então, aí o buraco parece não ter fundo. De anos pra cá a cena indie nacional CRESCEU em tamanho e quantidade de bandas? Sim, certamente. Mas ao mesmo tempo também aumentou (e muito) a indigência qualitativa e artística dessas bandas, o que acaba tornando as mesmas quase que completamente (em sua grande maioria) IRRELEVANTES para o público. Hoje em dia, graças às facilidades tecnológicas da era da web, todo mundo consegue gravar um disco até mesmo no quintal de casa. E também graças a essa mesma tecnologia todo mundo posta o que gravou na internet (no YouTube, no Instamerda, nas redes sociais e plataformas diversas, como Deezer, Bandcamp, Soundcloud e os caralho) e se sente imediatamente um pop star, ulalá! Quando o “artista” então estoura em “curtidas” na sua página no faceboquete, aí fodeu! O ego vai pras alturas e o sujeito se sente o máximo. Isso tudo é lindão… no mundo surreal e IRREAL da nuvem virtual e ilusória das redes sociais e do blog Pobreload, claaaaaro. Porque quando a banda da esquina marca um show em qualquer espelunca ainda com espaço disponível para gigs e abre evento no Facebook, com 500 “fãs” confirmando “presença” na parada e na hora surgem de fato no local apenas uns 30 gatos suados e pingados (menos de 10% do total dos que haviam confirmados VIRTUALMENTE que estariam presentes na bagaça), a CHORADEIRA é gigante, gritante e geral. E não adianta a banda da esquina ter já 50 mil fãs em sua pagina na rede social MENTIROSA: ela, a banda, irá continuar AMARGANDO fazer sets ao vivo para vinte ou trinta malucos (metade deles, vale ressaltar, entrando na faixa, com o nome na lista vip por serem amigos ou parentes dos músicos).

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As bandas The Baggios (acima, de Sergipe) e Maglore (abaixo, da Bahia) que tocaram ontem à  noite no Centro Cultural São Paulo, dentro da programação do festival SIM São Paulo: dois bons grupos que sofrem os efeitos da crise em cima de uma cena alternativa quase falida (fotos: Jairo Lavia)

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Enfim, uma situação desalentadora em todos os sentidos. E que infelizmente atinge inclusive as bandas ÓTIMAS que ainda existem na cena independente brasileira – sim, essas bandas são muito poucas atualmente, mas existem e resistem. Exemplos dessa situação trágica abundam: semanas atrás o incrível Los Porongas (do Acre e que reside há quase uma década em São Paulo) tocou para menos de cinqüenta pessoas no badalado Z Carniceria, na zona oeste de Sampa. Semanas depois foi a vez de Rios Voadores (de Brasília) e Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (de Fortaleza mas morando em Sampalândia), duas das MELHORES bandas da atual cena indie nacional e que lançaram dois dos MELHORES discos nacionais deste ano (até o momento), também tocarem para um público bem reduzido (ainda assim e felizmente, um pouco mais numeroso do que o que viu a apresentação dos Porongas) no mesmo Z Carniceria. Quer mais? Tem mais (ou menos, na verdade): a Luneta Mágica, de Manaus, é outro nome espetacular da cena alternativa brasileira. Já estão com dois ótimos discos lançados. E mesmo assim enfrenta dificuldades atualmente para marcar shows e tocar até mesmo na capital do Amazonas, cidade natal do conjunto.

De dez anos pra cá talvez o único grupo que se tornou realmente GRANDE na cena independente (tocando atualmente sempre pra platéias com no mínimo quinhentas pessoas) é o cuiabano (também residindo em Sampa há anos já) Vanguart, descoberto por este blog mesmo há mais de uma década na capital do Mato Grosso, quando para lá fomos para cobrir um festival alternativo em pleno carnaval. E nessa última década a situação só piorou para a indie scene nacional. Bandas surgem e desaparecem aos montes, todos os dias. As que sobrevivem, mesmo tendo um ótimo trabalho, só ganham algum dinheiro quando conseguem emplacar uma apresentação em algum SESC da vida (e que paga cachês em torno de R$ 6 mil temers mesmo a grupos iniciantes), mesmo que o show não tenha público algum. Ou então conseguem boa exposição na mídia (o que não significa retorno financeiro ou de público imediato) quando se encaixam em eventos como o SIM, que está acontecendo essa semana em São Paulo: trata-se da Semana Internacional de Música, que espalhou por vários locais da cidade uma extensa programação composta de shows ao vivo, palestras, mesas de debates, exibições de filmes e vídeos etc. Tudo isso tentando atrair um público que custa cada vez mais a dar as caras em gigs de bandas indies, mesmo que algumas poucas delas sejam ótimas (a grande maioria é ruim de doer). Foi o caso dos shows acompanhados pelo blog zapper ontem à noite no Centro Cultural São Paulo, quando subiram ao palco o The Baggios (de Sergipe) e o Maglore (da Bahia). Dois conjuntos decentíssimos em suas acepções sonoras e que, milagrosamente, conseguiram atrair um bom número de espectadores para o CCSP. Detalhe: a entrada para os shows foi GRATUITA.

Fora que eventos como o SIM São Paulo só conseguem se viabilizar quando a produtora responsável consegue captar alguns milhares (ou milhões, dependendo do caso) de reais junto a patrocinadores, públicos ou privados, algo que também está cada vez mais impossível de acontecer nesses tempos mega bicudos pelos quais estamos passando. No caso do SIM (que já está em seu quarto ano de realização) a organização conseguiu bons patrocínios da cerveja Skol, da Coca-Cola, do ProacSP (programa de incentivo à Cultura do governo paulista) e do BNDES. E quem não consegue entrar numa benesse desse tipo ou não tem a sorte de descolar uma MAMADA desse naipe, se vira como pode. Exemplo desse “se virar como der” e da resistência FONOGRÁFICA independente a essa crise gigantesca pode ser vista na atuação do selo paulistano Baratos Afins, coligado à já histórica loja do mesmo nome. Capitaneada há mais de trinta anos pelo produtor Luiz Calanca (dileto amigo pessoal destas linhas rockers virtuais), a Baratos conseguiu lançar em 2016 cinco novos CDs, sendo o mais recente deles da banda de hard rock Kamboja (sobre o qual o blog irá falar melhor até o primeiro post de 2017). Mas o próprio Calanca admite que os tempos estão muito mais difíceis do que até poucos anos atrás.

É essa a REAL situação da REAL cena indie nacional. Infelizmente. Mas é claro que alguns ainda preferem enxergar a dura e triste realidade de outra forma, como o blog PobreLoad (e sendo justos aqui: prezado Lúcio Ribeiro já foi um jornalista importantíssimo na imprensa de cultura pop nacional, além de bom amigo zapper durante muitos anos; agora além de estarmos com a relação de amizade um tanto “azedada” por divergências de opinião profissional e ideológica, estas linhas bloggers lamentam que Luscious tenha se tornado um jornalista PREGUIÇOSO e quase total chapa branca, que fala bem de tudo e para quem está tudo LINDO no rock e na cena indie nacional, ahahahaha). Enquanto isso essa cena só definha. Pois o que resta a nós é justamente isso: torcer no final deste tópico especial para que a cena rock alternativa brasileira se recupere e volte aos seus dias de glória, como foi no anos 80’ e 90’. E se essa recuperação vai de fato acontecer, só o tempo dirá.

 

OS IMORTAIS ROLLING STONES ESTÃO DE VOLTA, COM UM DISCAÇO DE… COVERS DE CLÁSSICOS DO BLUES

Com cinqüenta e quatro anos de INESTIMÁVEIS e ESPETACULARES serviços prestados ao rock’n’roll mundial, os “vovôs” ingleses dos Rolling Stones (a maior banda de todos tempos, que já está acima do bem e do mal e que é o grupo supremo no coração zapper) voltam a surpreender o mondo rocker quando ninguém mais esperava lá um grande lançamento de estúdio com a assinatura do conjunto. Pois “Blue & Lonesome”, lançado pela turma de Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts há cerca de duas semanas não apenas salva o ano rock de 2016 (e até quase seu final se mostrava como um dos PIORES dos últimos tempos, em termos de novos discos), como ainda traz os RS em seu melhor momento desde, talvez, “Tattoo You”, o hoje já clássico álbum editado por eles em 1981. E detalhe: a nova obra stoniana, como milhões de fãs já estão sabendo, não traz composições inéditas do conjunto mas sim… uma impecável reunião de doze covers de clássicos do blues.

E há outros detalhes que também chamam a atenção em relação ao novo trabalho musical dos Stones. A banda não lançava um cd inédito há mais de uma década –  “A Bigger Band”, o registro de estúdio anterior, saiu há onze anos, em 2005. Pois após esse gigantesco período de “férias”, deu a louca em Jagger e cia: do nada eles resolveram se enfurnar em um estúdio em Londres, em dezembro de 2015. E não precisaram do que mais de três dias (!!!) para sair de lá com esse “Blue & Lonesome” totalmente gravado. Sendo que a opção por resgatar clássicos da história do blues a essa altura da existência da banda, parece fazer todo o sentido do mundo. Afinal e mesmo sendo quem são (a maior banda de rock’n’roll de todos os tempos), os Stones não se viram imunes à passagem do tempo e ao desgaste criativo e artístico. Tanto é que suas últimas tentativas de continuar produzindo material próprio e inédito, soaram bastante sofríveis (o citado “A Bigger Bang”), quando não francamente consgtrangedoras (caso de “Bridges To Babylon”, lançado pelo grupo em 1997 e que merecidamente desapareceu da memória até dos fãs mais mais aguerridos).

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O novo discaço da maior banda de rock de todos os tempos: só covers de clássicos do blues

Assim a opção por regravar clássicos da história do blues soa perfeitamente compreensível: ao invés de arriscar gravar novas composições inéditas e que pudessem novamente atestar o desgaste criativo do conjunto, os Stones fizeram um mergulho e uma viagem sem nostalgia às suas raízes bluesísticas – yep, a matriz sonora do grupo sempre foi o blues e o R&B, algo totalmente perceptível nos primeiros discos lançados pela banda. O resultado desse mergulho é algo portentoso: em doze faixas os “vovôs” dão sua visão sonora a canções de bluesmen lendários como Howlin’ Wolf, Memphis Slim, Little Water e Willie Dixon, de quem regravaram o imbatível clássico “I Can’t Quit You Baby” (e que anteriormente já havia sido “coverizada” por outro monstro da história do rock, o Led Zeppelin, que fez uma versão pesadíssima da música no seu disco de estréia, em 1969). Não só: os dois primeiros singles extraídos do disco (e que já ganharam vídeos promocionais) mostram a potência implementada pelo conjunto às regravações, e aí é um prazer ouvir Mick Jagger alternando vocais bluesy com solos de harmônica em “Hate To See You Go”. Ou ainda ver o trabalho de guitarra do gênio imortal que é Keith Richards em “Ride ‘Em On Down”.

Não teve erro, não deu ruim. Com “Blue & Lonesome” a maior banda de rock de todos os tempos apenas ratificou o que todos nós já estamos carecas de saber: quando os Stones querem APAVORAR, eles apavoram. E sem a existência desses velhões imbatíveis, o rock teria deixado de escrever e legar para a história da música muitas de suas paginais mais incríveis. Ainda bem que eles existem e que ainda estão aí, em plena atividade. Pois que não nos deixem órfãos tão cedo.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS ROLLING STONES

1.”Just Your Fool”

2.”Commit a Crime”

3.”Blue and Lonesome”

4.”All of Your Love”

5.”I Gotta Go”

6.”Everybody Knows About My Good Thing”

7.”Ride ‘Em On Down”

8.”Hate to See You Go”

9.”Hoo Doo Blues”

10.”Little Rain”

11.”Just Like I Treat You”

12.”I Can’t Quit You Baby”

 

 

“BLUE & LONESOME” PARA AUDIÇÃO COMPLETA, AÍ EMBAIXO

 

E OS DOIS PRIMEIROS VÍDEOS TIRADOS DO ÁLBUM

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Disco: o novo e fodástico dos Rolling Stones, óbvio.

 

Livro: “A segunda mais antiga profissão do mundo” (editora Três Estrelas) reúne textos publicados pelo genial, saudoso e inesquecível Paulo Francis no jornal Folha De S. Paulo, nos anos 90’. É um livro ESSENCIAL para se compreender boa parte da história política e cultural brasileira nas últimas três décadas, além de uma AULA de jornalismo onde Francis, impecável como sempre foi em seu trabalho, mostra para a geração atual porque ele foi talvez o maior nome da imprensa nacional  nos anos 70’, 80’ e 90’. A escrita de PF carregava tudo o que falta à mídia nos dias de hoje: honestidade, sinceridade, virulência, cultura, informação, elegância e erudição. Ele faz muita falta. Mas ao menos podemos relembrar sua pena magnífica através desse volume imperdível.

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Gig total rock’n’roll pra hoje: os Pin Ups, ícone máximo do indie guitar noise paulistano e nacional dos 90’, continuam a toda ao vivo. E fazem a última grande balada noturna alternativa do ano hoje, sextona em si (16 de dezembro, quando esse postão está enfim sendo finalizado), lá no Z Carniceria (que fica na avenida Faria Lima, 724, Pinheiros, zona oeste paulistana). A banda sobe ao palco por volta da meia-noite e é a pedida imperdível pra hoje à noite, sendo que mais infos sobre o show você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1116619501802465/.

 

Evento bacana para janeiro: é o festival “Volume Morto”, qie vai rolar dia 15 do mês que vem, logo  no comecinho de 2017, em Sampa. Organizado por Jonnata Araújo (vocalista dos esporrentos e ótimos Garotos Solventes), vai reunir shows de várias bandas alternativas, exposições, performances e até LEITURAS, a cargo de Zap’n’roll (que foi convidado a participar, aceitou e ainda vai estudar o que irá ler no palco, durante um dos intervalos entre as gigs dos grupos que irão tocar). Vai ser num domingão, e promete ser bacanão sendo que voltaremos a falar do assunto após as férias do blog, que começam semana que vem. Mas você já pode ir se agendando pra curtir a parada, e se informar sobre ela aqui: https://www.facebook.com/events/2063098163916451/.

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Baladas para este finde: final de ano já aí, natal e reveillon se aproximando e as baladas under já também tirando o time de campo. Assim, fora o showzão de hoje à noite dos Pin Ups, pouco há pra se fazer neste finde em Sampa, sendo que semana que vem todo mundo já estará pensando mais é em pular fora de Sampalândia pra algum lugar sussa e sem a correria infernal da capital. Bien, hoje também tem show da lenda Harry (junto com o Garage Fuzz) lá no Torto Bar, em Santos (avenida Siqueira Campos, 800).///Sabadão? Boa pedida é ir tomar uma breja no bar teatro Cemitério De Automóveis, do queridão Mario Bortolotto, lá na rua Frei Caneca, 384, Consolação, centro de Sampa.///E domingão, como sempre, é noite de projeto Grind na Loca (rua Frei Caneca, 916), a melhor domingieira rock’n’roll de Sampa e há dezoito anos (!!!) comandada pelo super dj André Pomba. Falouzes? Então capricha no modelon e se joga!

 

E FIM DE FEIRA

Yep. Postão chegou ao fim. E com ele esse 2016 dos infernos também está indo finalmente e felizmente pra casa do caralho. Semana que vem voltamos com o ÚLTIMO post do ano do blog zapper. Publicando nele nossa rápida e pequena lista com os melhores discos do ano. E TAMBÉM, de presente de natal, um ENSAIO FOTOGRÁFICO rock’n’roll que vai enlouquecer nosso dileto leitorado, ainda mais nesses tempos total reaça em que estamos vivendo. Pela primeira vez o blog irá mostrar um CASAL rocker bacaníssimo em sua INTIMIDADE. Ficou curioso? Beleusma: deixamos já aí embaixo, pra fechar este post, um APERITIVO do que virá na semana que vem. Apreciem sem moderação. E até a próxima!

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(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/12/2016 às 17hs.)