AMPLIAÇÃO FINAL EXTRA!!! Informando OFICIALMENTE a data e local da mega festona de quinze anos do blog zapper, falando do show (com ingressos esgotados) do Ira! semana que vem no Sesc Belenzinho em Sampa, e muito mais! – Novo postaço zapper no ar! E em edição especial sobre o pós punk inglês dos anos 80 e também dos anos 2000, o blog analisa em detalhes o novo discão do grupo Interpol, além de celebrar os quarenta anos de existência de dois gigantes da história do rock, os ingleses do Echo & The Bunnymen e do Bauhaus; mais: a “invasão” da armada brit oitentista que vai acontecer no Brasil (e em Sampa, claro!) de setembro a dezembro, os livros sobre o gigante Lula que foram lançados, o grande HORROR golpista político e jurídico no país às vésperas das eleições presidenciais, e mais isso e aquilo tudo no espaço blogger que é campeão na blogosfera BR de cultura pop já há quinze anos! (postão gigantão totalmente ampliado e finalizado em 6-9-2018)

IMAGEMINTERPOLLIVE18

Em mega postaço especial sobre o pós punk, o blogão zapper analisa em detalhes o novo discão do trio americano Interpol (acima), além de falar dos quarenta anos de existência de um dos maiores nomes do rock mundial em todos os tempos, o inglês Echo & The Bunnymen (abaixo)

IMAGEMECHOCLASSICCOR

 

MAIS MICROFONIA – AGORA VAI! A MEGA FESTA DE QUINZE ANOS DA ZAPNROLL ACONTECE MÊS QUE VEM EM SAMPA, NO SESC BELENZINHO, UHÚ!

O site e blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR chega a uma década e meia de existência. E para celebrar, vai ter uma comemoração à altura da data! No próximo dia 19 de outubro, sexta-feira, a partir das 9 e meia da noite, a comedoria do Sesc Belenzinho na capital paulista, recebe dois showzaços dos grupos Saco De Ratos e The Dead Rocks, que vão tocar o puteiro e o terror rocker para festejar o niver zapper. Bora lá!

E após a maratona rock ao vivo no Sesc, ainda vai rolar uma after party show no Clube Outs (localizado na Rua Augusta, 486, no centro de Sampa), com dj set especial do blog, a partir da uma e meia da manhã. O Outs também existe há 15 anos, é o último reduto rocknroll da cena alternativa noturna do baixo Augusta e vive lotado nos finais de semana, graças ao vitorioso sistema open bar (pague um preço fixo e beba até cair!) implantado pela casa há quase 5 anos. Não dá pra perder!!!

Quem vai fazer a festa e tocar o puteiro e o terror rock no Sesc Belenzinho:

CARTAZOFICIALFESTAZAP18

***Saco De Ratos – a banda de blues rock existe há mais de uma década e já gravou quatro álbuns. É um dos destaques da cena independente brasileira e paulistana e cujo vocalista e letrista, o escritor, poeta e dramaturgo Mário Bortolotto, é um dos destaques da cena literária marginal brasileira há mais de vinte anos. Mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/BANDA-SACO-DE-RATOS-121151831228419/?fb_dtsg_ag=AdwjGDA39anTwQWKwrhAh9__oSTdyWkXiqrbKrZ85SIvOw%3AAdwCc08wU0iZzIGbX9yn0oKlNzZ99N-e7nKKtr2TNScTbA.

 

***The Dead Rocks – O trio baseado no interior paulista (na cidade de São Carlos) existe há uma década e meia e nesse período se transformou num dos principais nomes do estilo surf music no rock alternativo brasileiro. Compondo apenas temas instrumentais e com quatro discos editados, a banda alcançou tanto prestígio para o seu trabalho musical que já excursionou pela Europa e Estados Unidos, onde também lançou alguns EPs e participou de coletâneas com músicas de sua autoria. Não tocam na capital paulista há um bom tempo já, de modos que será uma ótima oportunidade para os fãs da cidade se reencontrar com o grupo ao vivo ou para conferir a potência sônica deles no palco pela primeira vez. Mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/thedeadrocks/.

 

Ingressos à venda em breve no site do Sesc Belenzinho, aguardem! E tudo sobre o festão você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/460162691145863/?active_tab=about.

 

***E SEMANA QUE VEM TAMBÉM NO SESC BELENZINHO TEM IRA! – Conforme estas linhas zappers imaginavam os ingressos para os dois shows que o Ira! irá realizar no final da semana que vem (dias 14 e 15 de setembro, sexta-feira e sábado), na comedoria do Sesc Belenzinho (unidade da entidade que fica no bairro do Belém, zona leste de Sampa, aliás como todas as unidades do Sesc esta também é sensacional), se EVAPORARAM do site (e também na compra física) em menos de 24hs. Os tickets começaram a ser vendidos ANTEONTEM. Já acabaram – a comedoria do Belenzinho não é grande, cabem umas 500 pessoas lá. E com o Ira! tocando na íntegra e ao vivo o seu fodástico terceiro disco de estúdio, o “Psicoacústica” (lançado em 1988, daí a turnê comemorativa pelos 30 anos dele), não tinha mesmo como ser muito diferente o sumiço das entradas em velocidade recorde. Sendo que o blog se sente algo contente e orgulhoso nessa parada. Contente porque além de admirar pra carajo a banda, também é amigo pessoal da dupla Scandurra-Nasi há séculos. E orgulhoso porque o texto do press kit sobre o evento e sobre o LP em questão é de nossa autoria. Sim, o Sesc confiou este trabalho ao jornalista rocker aqui, não apenas pela amizade que ele mantém com a banda mas também por (modéstia às favas) conhecer profundamente a trajetória dos Irados e as nuances que permeiam “Psicoacústica”. De modos que estaremos por lá na semana que vem, já que temos par de convites disponíveis (cortesia do Sesc) pra ir lá na gig. Pra quem não vai: sorry, hihi.

FINATTIPRESSKITSESC2

Zapnroll (acima) e o bacanudo press kit criado pelo departamento gráfico e de divulgação do Sesc Belenzinho, para divulgar o showzão do Ira! que rola lá semana que vem, e cujo texto encartado no kit (abaixo) foi produzido pelo autor do blogão zapper

IMAGEMPRESSKITFINASSESC18III

IMAGEMPRESSKITFINASESC18II

IMAGEMPRESSKITFINASSESC18

 

**********

 

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock alternativo, a política e o comportamento)

 

***LULA ONTEM, LULA LIVRO, LULA LIVRE, LULA SEMPRE! – Foi realmente emocionante o evento realizado no último dia 13 de agosto em Sampa, por conta do lançamento oficial e nacional do livro “Lula Livre – Lula Livro”, coletânea de textos organizado pelo jornalista e queridão deste espaço online Ademir Assunção, e que conseguiu reunir num volume extraordinário (e que estava sendo vendido por módicos 15 dinheiros durante o evento, sendo que os exemplares à disposição do público se esgotaram rapidinho), textos e poemas de artistas variados, como poetas, cantores, compositores, rappers etc (estão no livro, entre outros, textos de Chico Buarque, Augusto de Campos, Alice Ruiz, Carlos Rennó, Sergio Mamberti, Paulo Lins etc.). E boa parte desses artistas compareceu ao lançamento, que lotou as dependências do já lendário, mitológico e histórico teatro Oficina, lar do grupo homônimo criado há décadas pelo gênio gigante que é Zé Celso Martinez Correa, um dos monstros sagrados de toda a história da dramaturgia brasileira. Foram lidos textos no pequeno palco montado, mostrados vídeos, entoados hinos e canções eivadas de sentimento de liberdade, de apoio total à democracia e a tudo que importa ao ser humano: respeito às minorias, aos negros, às mulheres, aos gays, além de um não gigante ao retrocesso comportamental, ao arbítrio, a intolerância, ao discurso de ódio boçal que tornou o país uma nação de pensamento binário, ao reacionarismo de extrema direita e, principalmente, a prisão política e completamente injusta e surreal do maior líder popular que este pobre Brasil (uma nação vilipendiada por golpistas imundos em esferas variadas: na política, no Judiciário etc.) já teve. Ele mesmo, Luis Inácio LULA da Silva, o MELHOR PRESIDENTE que o Brasil teve em pelo menos 50 anos. O blog poderia escrever um LIVRO aqui sobre como foi bacana a aquela noite. Mas tenta resumir sua emoção e orgulho de ter participado do evento dizendo que, sim, a VERDADE e a JUSTIÇA irão prevalecer e VENCER no final de tudo. Apenas fica-se questionando do por que dessa dicotomia apavorante: a NATA da arte e da cultura brasileira reunida numa segunda-feira à noite na capital paulista pedindo LULA LIVRE, enquanto a sociedade e povo do país, quase como um todo, se deixando contaminar por uma ignorância abominável e monstruosa e se mostrando propensa a eleger como presidente um BOÇAL e BESTIAL herdeiro maldito da pior escrotidão (em todos os sentidos) que já houve na história do país, a ditadura militar. É isso mesmo que o brasileiro quer, ter como presidente um mentiroso, asqueroso, crápula, também escroque e pilantra (que enriqueceu como deputado federal durante 30 anos, nos quais não fez absolutamente NADA digno de nota como político) e que ainda por cima é homofóbico, racista e machista ao máximo. Só pra saber… Foi lindo o evento. E a melhor imagem do que rolou no Oficina, para resumir tudo, é a que está aí embaixo: Finaski (com sua amiga Silvia Fasioli) ao lado de um GIGANTE da história política nacional, um dos ÚNICOS políticos realmente DECENTES em grau máximo deste Brasil corroído pela corrupção. Ele mesmo, o “velhinho” mais fofo de todos e nosso eterno senador, a quem sempre daremos nosso voto. Um beijo no seu coração ever, Eduardo Suplicy!

FINATTISILVIAEDUARDOSUPLICY18

Finaski, sua amiga Silvia e o gigante (como político e como ser humano) Eduardo Suplicy (acima), no lançamento do livro “Lula Livre – Lula livro”, em São Paulo; abaixo no mesmo evento o senador, ladeado pelo diretor de teatro Zé Celso Correa e pela poeta Alice Ruiz

IMAGEMZECELSOEDUSUPLICYALICERUIZ

IMAGEMCAPALULALIVRO

 

***Mais Lula em livro – yep, outro lançamento em torno do ex-presidente Lula é “A verdade vencerá – o povo sabe por que me condenam”, volume editado pela Boitempo editorial e onde o ex-presidente concede uma enorme entrevista a um grupo de jornalistas, em bate papo organizado por Ivana Jinkings e Juca Kfouri, além de textos complementares escritos por Eric Nepomuceno e Rafael Valim. Vale muito a pena ler e tomar contato com uma radiografia textual isenta e escrita por gente séria e por alguns dos principais nomes do jornalismo brasileiro, para que se possa entender todo o imundo processo político golpista que segue em curso no país, às vésperas de mais uma eleição presidencial – talvez a PIOR eleição desde que o país se redemocratizou.

 

*** O BRASIL E O ROCK BR NO FUNDO DO ABISMO SEM FUNDO – Quando uma cadeia varejista de lojas como a gigantesca Americanas chega ao completo desplante de vender (pelo seu site) dois modelos de camisetas (um enaltecendo BolsoNAZI; outro contra Lula, o MELHOR presidente que este país já teve em pelo menos 50 anos), a conclusão é inefável: essa MERDA monstro chamada Brasil chegou mesmo ao fundo de um abismo que parece não ter nenhum fundo. E não só. Segundo reportagem da revista Carta Capital, olhem só a “inspiração” visual para os modelos: “as peças têm inspiração estética em BANDAS DE ROCK, como o modelo que imita a camiseta-símbolo do grupo punk RAMONES. Em vez do nome dos integrantes da banda, como no modelo original, consta o lema bolsonarista “Deus acima de todos / Brasil acima de tudo”. A águia americana, por sua vez, foi trocada por uma estrela com a data de proclamação da República”. Que DESASTRE e que nojo. Depois questionam por que o rock MORREU nessa porra horrenda de país cu tropical, não abençoado por NENHUM Deus (seja lá o que for Deus) e habitado por milhões de asnos, ogros, idiotas, imbecis, ignorantes, BURROS, conservadores, sem cérebro, reacionários, boçais e MEDIEVAIS no comportamento e pensamento. É esse povo triste, indecente, ordinário e bolsOTÁRIO que irá votar no “mito”. E boa parte desses JUMENTOS machistas, misóginos, racistas e homofóbicos é que empunham a BANDEIRA do rocknroll hoje em dia no bananão falido. Que triste fim pro Brasil e pro “roqueiro” brasileiro, jezuiz… (adendo: após a publicação da reportagem no site da CC, as lojas Americanas RETIRARAM da venda no seu site os tais modelos das camisetas. Menos mal…)

 

***A “INVASÃO” BRASILEIRA DO PÓS-PUNK INGLÊS DOS ANOS 80 – como este postão que você está começando a ler agora é especial e focado na vertente pós punk do rock mundial (seja o pós punk oitentista ou de bandas atuais, como o grande Interpol), não poderíamos deixar de mencionar a autêntica “invasão” que o estilo irá promover na terra brasilis entre setembro e dezembro vindouros. De modos que o blog zapper dá abaixo seu PITACO sobre as atrações que vêm aí, todas célebres no pós punk britânico dos anos 80.

 

***Peter Murphy e David J.: ou MEIO Bauhaus, que vão relembrar seus clássicos das tumbas em Sampalândia, dia 7 de outubro, no Carioca Clube. Pois então, os maiores morcegões trevosos da cena goth inglesa também celebram 4 décadas de sombras sonoras este ano. Tudo começou em 1978 e yep, sempre gostamos MUITO deles. Mas fato é que solo o vocalista Peter Murphy (uma BICHAÇA loka e das trevas que enlouqueceu garotos e garotas darks no auge do conjunto, lá por 1983) nunca funcionou e passou longe da genialidade musical conseguida quando ele estava junto com Daniel Ash (guitarras), David J. (baixo) e Kevin Askins (bateria). Vimos Pedro Morfético solo em sua primeira visita a Sampa, em fevereiro de 2009 (na finada Via Funchal). Na metade da gig Zapnroll já estava de saco cheio e rezando pra aquilo acabar logo. Agora vamos lá ver esse meio Bauhaus mesmo porque Peter, com mais de 60 anos nas costas, continua com o vocal super em forma e porque o show vai contemplar apenas Bauhaus em seu set. E além de tudo vai ser ótimo e bizarro encontrar aquele monte de gótico velhão e com a pança à mostra, todos reunidos no mesmo local e todos com capotões pretos, claro!

 

***Nick Cave: uma semana depois do meio Bauhaus, o gênio e já icônico Nick Caverna também aterrissa em Sampa, em 14 de outubro. Quase sessentão, Nick continua em plena forma e atividade e segue lançando discos ótimos. Esteve uma única vez no Brasil, em 1988 (lá se vão 30 anos…), e estas linhas online estavam naquele show, lá no saudoso ProjetoSP. Foi inesquecível. Agora vamos TENTAR ir novamente, porque credencial não iremos pedir (o show é produzido por aquele jornalista e “bloggero” pobreloader, hihi, de modos que…) e dindin pra comprar ingresso não tá fácil. Mas vamos verrrrr…

 

***New Order: totalmente DISPENSÁVEL a essa altura do campeonato. E sinceramente não dá pra entender porque tá todo mundo esperneando por conta do show único da banda este ano no Brasil, em SP, dia 28 de novembro. Na boa: quando aqui esteve pela primeira vez, também em 1988, o NO ainda estava no auge e fez uma apresentação histórica, memorável e inesquecível (o blog estava nela) no ginásio do Ibirapuera. Depois, entre paradas e retomadas da carreira, o grupo volto aqui em 2006 (também na saudosa Via Funchal), já não era nem em sonho mais ótima banda que tínhamos assistido ao vivo 18 anos antes mas a gig ainda assim foi razoável. Depois ainda assistimos os sucessores do Joy Division uma terceira vez, no Ultra Music Festival em São Paulo, em dezembro de 2011. Foi o horror total: o vocalista Bernard Sumner gordo (e sem pudor algum em ostentar a barrigona) e preguiçoso ao vivo (e sem voz também), a banda sem o baixista fodão e ícone que é Peter Hook e por aí foi. Conseguiram destruir a si próprios em uma versão ao vivo lamentável do ultra clássico “Blue Monday”, parecendo uma banda COVER de si mesma de quinta categoria. Este jornalista ficou realmente bodeado naquele show e só não saiu mais puto do estacionamento do Anhembi porque estava com uma credencial máster (de jornalista) pendurada no pescoço e que o permitiu ir na área vip open bar, onde tomou todo o whisky que pôde com energy drink. Moral da história: o zapper saiu completamente alucicrazy do festival e foi VOANDO atrás de cocaine, claaaaaro! Bien, depois disso a Nova VELHA Ordem ainda voltou pra cá (o grupo já tinha virado carne de vaca) no Lollapalooza BR 2014 e literalmente CAGAMOS pra assisti-lo ao vivo novamente. Yep, em estúdio o conjunto segue ok (“Music Complete”, lançado em 2015, é bem bom), mas ao vivo vamos passar bem longe pois achamos (achamos não, temos certeza) de que não vale mais a pena. A não ser que você nunca tenha visto eles ao vivo. Aí quem sabe…

IMAGEMBAUHAUSCLASSICPB

IMAGEMNICKCAVE18

Bauhaus (pela metade, no caso da gig brazuca) e Nick Cave (acima), e New Order e Morrissey (abaixo): todos eles vêm ao Brasil entre setembro e dezembro

IMAGEMNEWORDER18

IMAGEMMORRISEY18

 

***Morrissey: ah, a velha bexa dos Smiths de volta ao Breeeziiilll… e daí. Daí que Morrisséia está cada vez mais rabugenta e chata com o avançar da idade. Se ainda está em forma em cima de um palco, não sabemos. Os Smiths são uma das 5 bandas da nossa vida (ever) e vimos Moz uma única vez ao vivo e solo, quando ele esteve aqui pela primeira vez em 2000 (lá no finado Olympia SP). Foi lindão, inesquecível e depois nunca mais conseguimos vê-lo novamente on stage. Até queríamos ir esse ano novamente (seu último cd solo dá pro gasto) mas o foda é que na mesma noite do show (2 de dezembro) vai ter também em Sampa L7 com Pin Ups. E vamos preferir ir no segundo.

 

***Fora essa autêntica “invasion” pós punk inglesa dos 80, ainda vai rolar Kasabian (setembro, 30), Peter Hook (dia 10 de outubro, e talvez valha mais a pena ver ou rever este do que o New Order), Franz Ferdinand (outubro, dia 12, mas esse também já deu, né), Noel Gallagher (ainda a confirmar) etc. A pergunta é: quem tem dinheiro pra ir em tudo isso, rsrs. O autor deste blog definitivamente não tem, rsrs.

 

***Não esquecendo: é já em outubro a mega e oficial festa de quinze anos do blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR. Vão ter showzaços do The Dead Rocks e do Saco De Ratos. E depois ainda vai ter after party com dj set do blog no Clube Outs, o open bar rocker mais infernal do baixo Augusta SP. Tudo no dia 19 de outubro, sexta-feira, wow! Logo menos a gente divulga aqui o local onde irão rolar os shows, pode esperar!

 

***E antes que o blog esqueça: a primeira tiragem do livro “Escadaria para o inferno” está quase esgotada. Restam poucos exemplares à venda na loja virtual do site da editora Kazuá. De modos que se você ainda não comprou o seu exemplar, vai JÁ aqui e faz seu pedido: http://www.editorakazua.net/prosa/escadaria-para-o-inferno-de-humberto-finatti.

IMAGEMLIVROFINATTI

 

***E mais notinhas irão entrar aqui na Microfonia ao longo da semana vindoura. Mas por enquanto vamos já direto ao ponto e ao que interessa aí embaixo: o novo discão daquele que ainda é o grande nome do pós punk dos anos 2000, o trio americano Interpol. Bora lá!

 

 

AUSENTE HÁ QUATRO ANOS DOS ESTÚDIOS, O GOTH E INDIE NOVA IORQUINO INTERPOL RETORNA COM TALVEZ SEU MELHOR ÁLBUM DESDE A ESTREIA DA BANDA

Das zilhões de bandas que surgiram no chamado “new rock” (ou indie rock alternativo) na virada dos anos 2000, uma das que Zapnroll mais gosta (e sempre gostou, e continua gostando) é o nova iorquino Interpol. Em tempos em que o rock praticamente MORREU (aqui e lá fora também), em que grupos surgem e desaparecem na velocidade de um bólido e onde conjuntos novos, por melhores que sejam, não conseguem encontrar espaço para mostrar seu trabalho e muito menos público JOVEM interessado em ouvir sua música (esqueça: a pirralhada OGRA e BURRONA da era da web detesta fazer esforço mental, odeia música que a obriga a PENSAR e AMA música total irrelevante e mega RASA em sua construção, daí a ascensão irresistível e implacável do popão eletrônico e R&B pasteurizado lá fora, e do funk, axé e sertanojo aqui no bananão), o agora trio (ainda integrado pelo fundador, o vocalista, baixista e guitarrista Paul Banks, pelo também guitarrista Daniel Kessler e pelo batera Sam Fogarino) está resistindo bem ao tempo: foi fundado em 1997 e lançou seu primeiro álbum (o espetacular “Turn On The Bright Lights”) 5 anos depois, em 2002. E além de resistir bem ao tempo o grupo ainda está em grande forma e acaba de lançar aquele que talvez seja seu melhor trabalho de estúdio desde sua estreia em disco, há dezesseis anos. “Marauder”, o sexto álbum de músicas inéditas do Interpol, chegou ao mercado (nos formatos físico e virtual) na semana passada e não apenas traz de volta as ambiências sonoras sombrias engendradas pelo conjunto em sua estreia, como faz isso através de melodias dançantes e envolventes e também com guitarras abrasivas e poderosas. Já é provavelmente um dos grandes lançamentos de 2018, no que ainda resta de relevante no rock mundial.

E por que estas linhas zappers gosta tanto do Interpol não é nenhum mistério. O blog sempre apreciou muito os vocais sombrios de Banks (que emulam quase à perfeição Ian Curtis) e a ambiência pós punk (circa 1980,1983) sinistra deles, bem na linha do Joy Division. Com um detalhe: mesmo EMULANDO tudo isso o Interpol sempre soou muito convincente e REAL em sua sonoridade, algo difícil de se ver no rock atual, ou no que ainda resta dele. Sim, a banda cometeu deslizes. O autor destas linhas bloggers não gosta do segundo disco deles, o “Antics”. E os três que vieram na sequencia eram ok, mas longe de reeditar o brilhantismo sonoro obtido em sua estreia. De qualquer forma, assistimos a um SHOWZAÇO deles em Sampa, na finada Via Funchal (em março de 2008, há mais de uma década, sendo que eles voltariam ao Brasil por mais duas vezes, em 2011 no extinto festival Planeta Terra, e depois em 2015 no Lollapalooza BR), quando a saudosa casa de espetáculos da capital paulista lotou e a banda brindou o público com uma gig acachapante em sua potência e energia no palco. De modos que sempre ficamos na torcida para que o conjunto voltasse ainda com um grande álbum.

CAPAINTERPOL18

Capa do novo Interpol: discão!

Pois este retorno com este grande álbum finalmente se materializou em “Marauder”. Em suas treze faixas (sendo duas vinhetas curtas, batizadas de “Interlude I e II”) e pouco mais de quarenta e quatro minutos de duração, o trio reedita finalmente as nuances sombrias (em alguns momentos, quase sinistras) porém dançantes que marcaram o seu hoje já clássico primeiro cd. São melodias aceleradas e construídas com guitarras poderosas e que cativam o ouvinte já nas primeiras audições, o que fica evidente nas quatro primeiras canções do disco (“If You Really Love Nothing”, “The Rover”, “Complications” e “Flight Of Fancy”). “If You…”, que abre o disco, inclusive possui uma letra de consistência poética belíssima e ultra densa (veja a tradução mais abaixo, neste mesmo post) e acabou se transformando no terceiro single do novo trabalho, com direito a um espetacular vídeo de divulgação e onde a atriz deusa loira e XOXOTAÇO Kristen Stewart faz a loka, deitando e rolando com vários homens em um bar onde tudo acontece (duas garotas se beijando, povo loko bebendo Jack Daniel´s no gargalo etc, etc.), enquanto o Interpol surge tocando entre sombras e escuridão quase plena. Melhor impossível!

Há mais do mesmo nível na sequência, sendo que o disco mantém sua qualidade até o final da audição. Ok, ele poderia ser mais econômico e sucinto, com menos faixas e menor duração. Mas não há nada nele que comprometa o prazer, cada vez mais raro nos dias que correm, de se escutar um álbum quase perfeito do começo ao fim. No caso deste “Marauder”, cuja musicalidade nos remete diretamente à Londres do início dos anos 80 (em especial nas muito darks “Stay In Touch”, “NYSMAW” e “Surveillance”), esta quase perfeição sônica além de oferecer grande satisfação a quem a escuta ainda desvela que o Interpol, aos vinte e um anos de existência e com um front man ainda relativamente jovem (Paul Banks fez quarenta anos de idade em maio passado), poderá se manter em forma ainda por alguns anos, impedindo que (e sem trocadilho aqui) o triste rocknroll da estúpida era da web feneça de vez.

 

 

O TRACK LIST DE “MARAUDER”

1.”If You Really Love Nothing”

2.”The Rover”

3.”Complications”

4.”Flight of Fancy”

5.”Stay in Touch”

6.”Interlude 1″

7.”Mountain Child”

8.”NYSMAW”

9.”Surveillance”

10.”Number 10″

11.”Party’s Over”

12.”Interlude 2″

13.”It Probably Matters”

 

 

O DISCO PARA AUDIÇÃO AÍ EMBAIXO, NA ÍNTEGRA

 

 

E O TERCEIRO SINGLE, COM ÓTIMO VÍDEO PARA “IF YOU REALLY LOVE NOTHING”

 

 

UMA LETRA DO DISCO

 

“If You Really Love Nothing”

 

Se você realmente ama nada

Em que futuro construímos ilusões

Se você realmente ama nada

Nós esperamos em glória silenciosa

Se você realmente ama nada

Que parte da traição você quer negar?

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então é provavelmente um beijo

Adeus então

 

Se você realmente ama nada

Todo mundo é inventado

Todo mundo está perdendo

Se você realmente ama nada

Vamos dormir na glória silenciosa

Se você realmente ama nada

Como você pode estar lá

Você poderia simplesmente deixar para sempre

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então é provavelmente um beijo

Adeus então

 

Você pode traçar um buraco no seu vestido

 

Respiração é ótima

Lendo lembrar

A classificação final da semana

Melhor que sete outros homens

Imprudente das mulheres que quebram a dimensão

Eu sei que você poderia simplesmente partir para sempre

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então vai ser um beijo de despedida então

 

Você pode traçar um buraco no seu vestido

E me dê adeus e um beijo

Eu vejo você traçar esse buraco no seu peito

Me dê um tchau e um beijo

 

 

HÁ 40 ANOS SURGIA NA CIDADE INGLESA DE LIVERPOOL (TERRA DE UNS CERTOS BEATLES) ECHO & THE BUNNYMEN, UM DOS MAIORES NOMES DO PÓS PUNK DOS ANOS 80 E DE TODA A HISTÓRIA DO ROCK MUNDIAL

Ninguém discorda de que o quarteto pós-punk inglês Echo & The Bunnymen foi um dos maiores nomes do rock britânico dos anos 80 e de toda a história do rocknroll mundial. Por pelo menos quase uma década (de 1980 até meados de 1988) a banda que em sua formação original e clássica tinha o sublime vocalista Ian McCulloch, o gigante (na qualidade e técnica instrumental) guitarrista Will Sergeant, e os ótimos Les Pattinson (no baixo) e Pete De Freitas (na bateria), reinou absoluta na Velha Ilha e foi aclamada unanimemente pela imprensa e pelos fãs. Foi nesse período de oito anos que o Echo lançou seus cinco primeiros e imbatíveis álbuns de estúdio, onde uma combinação de melodias e harmonias aceleradas e herdadas da simplicidade punk, se unia a ambiências psicodélicas e melancólicas egressas do melhor rock feito nos anos sessenta (com fartas referências e eflúvios de Beatles, Rolling Stones e The Doors), tudo dando suporte para as letras memoráveis (em sua construção poética) escritas por McCulloch. Se depois de 1988 e até hoje o grupo lançou uma série trabalhos sofríveis e que nem de longe lembram seu passado inicial e glorioso, não importa. Tampouco o fato de que da formação original só restam Will e Ian. Mas daqui a exatos dois meses Echo & The Bunnymen estará completando quarenta anos de existência. E nesse período ele já deixou inscrito para a eternidade seu nome entre aqueles que construíram com maestria e encantamento máximo a grande e imortal história do rock mundial.

Tudo começou em Liverpool (a cidade inglesa terra de uns certos Beatles) por volta de 1977, quando o então adolescente Ian McCulloch começou a cantar em um grupo local chamado Crucial Tree (considerado por muitos pesquisadores e estudiosos do rock inglês do período como sendo quase tão excepcional em sua musicalidade quando o Echo seria alguns anos depois). O grupo, no entanto, teve curta existência e logo McCulloch se juntou ao guitarrista prodígio Will Sergeant e ao baixista Les Pattinson, para formar o Echo & The Bunnymen – em tradução literal, “Echo & Os homens coelho”. E que foi batizado assim por, no princípio, não ter um baterista humano – o trio fazia seus registros sonoros acompanhado de uma bateria eletrônica, a Echo. Foi com essa formação e com a bateria eletrônica no fundo do palco que o conjunto fez sua estreia em novembro de 1978, em uma apresentação no Eric Club em Liverpool. É o marco zero da trajetória dos coelhinhos.

Daí em diante a fama do trio foi crescendo rapidamente, em função de suas ótimas composições e apresentações ao vivo. Quando a banda assinou com o selo Zoo Records e lançou seu primeiro single, “Pictures On My Wall”, em maio de 1979, a aclamação da imprensa britânica foi instantânea. Em julho do ano seguinte e já contando com o baterista Pete De Freitas em seu line up o Echo fez sua estreia em LP, editando o a um só tempo barulhento, climático e psicodélico “Crocodiles”, hoje considerado um clássico na discografia da banda. Nova aclamação da crítica, com a legião de fãs aumentando rapidamente e de maneira espantosa. Não parecia haver limites para a genialidade sonora do Echo & The Bunnymen.

IMAGEMECHOPBCLAASIC1983

Os “Coelhinhos” em seu auge, no início dos anos 80 (acima); abaixo Ian McCulloch também nos anos 80, destruindo nos vocais ao vivo

IMAGEMIANECHOPBCLASSIC

 

Nos anos seguintes e até por volta de 1988, o quarteto se manteve no topo em tempo integral. Lançou mais quatro álbuns impecáveis da primeira à última música de cada um deles e rodou o mundo com seu show, aportando pela primeira vez no Brasil em maio de 1987, para cinco apresentações inesquecíveis e sold out em São Paulo, além de tocar também no litoral paulista (na cidade de Santos) e no Rio De Janeiro. E quando retornou à Inglaterra, começou sua fase descendente. Primeiro o baterista De Freitas morreu em um acidente de moto em Londres, em 1989. Logo em seguida Ian McCulloch decidiu largar os Bunnymen para seguir em carreira solo. O que sobrou do Echo decidiu seguir em frente, lançando em novembro de 1990 o inexpressivo disco “Reverberation”, onde os vocais ficaram por conta do desconhecido Noel Burke. O trabalho foi um retumbante fracasso, tanto comercial quanto perante à rock press. E assim determinou o fim da primeira fase do conjunto, já que Will e Ian se reuniram novamente mas sob outro nome, Electrafixion, lançando um único e ótimo cd em 1995, intitulado “Burned”. O álbum era muito bom (contava inclusive com a participação especial do ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr) mas nem de longe vendeu o que os primeiros discos dos Bunnymen venderam.

Foi quando Will Sergeant e Ian McCulloch tiveram a infeliz ideia de voltar novamente como Echo & The Bunnymen. Com Les Pattinson novamente no baixo, o grupo lançou “Evergreen” em 1997. Um disco sofrível que inaugurava a segunda encarnação do conjunto, e que perdura até os dias atuais. Desde então a banda lançou mais seis trabalhos inéditos de estúdio, alguns razoáveis (como “Flowers”, de 2001, e “Siberia”, editado em 2005) mas a maioria demonstrando que aquele grupo de musicalidade absolutamente impecável e gloriosa dos anos 80, não mais existia. Além disso o baixista Pattinson abandonou definitivamente o grupo em 1999, e a voz outrora trovejante de Ian (que se tornou famoso pelo apelido de Big Mac) havia desaparecido, destruída por décadas de consumo de álcool, tabaco e drogas variadas. Por fim o conjunto acabou se tornando carne de vaca e figurinha carimbadíssima no Brasil: voltou novamente pra cá em 1999 (na turnê do fraquíssimo cd “What Are You Going To Do With Your Life”), em gig realizada na saudosa casa paulistana Via Funchal. No ano seguinte Ian voltou retornou ao país, em tour solo. Em 2002 o grupo fez nova aparição por aqui (na mesma Via Funchal) e aí não parou mais de excursionar na terra brasilis, tocando por diversas vezes em São Paulo no extinto Credicard Hall (atual Citibank Hall). E claro, a cada nova visita as performances ao vivo decaiam de qualidade a olhos vistos.

Zapnroll no entanto, sempre teve amor por aquele quarteto pós punk fantástico dos anos 80 e que lançou ao menos cinco LPs que podem figurar tranquilamente entre os cinquenta melhores de toda a história do rock (“Ocean Rain”, de 1984 e o preferido deles destas linhas rockers, está eternamente na nossa lista dos dez melhores álbuns de rock de todos os tempos). E por ter devotado esse imenso amor ao conjunto é que o acompanhou muito de perto durante toda a década de 80 e também na de 90, ouvindo os discos, assistindo a vários dos shows brasileiros e entrevistando os coelhinhos em algumas das coletivas dadas por eles aqui. Momentos em que a banda fez parte essencial da vida do autor destas linhas bloggers e que inclusive renderam algumas histórias bastante divertidas (leia mais abaixo, nesse mesmo post). E agora, ao rememorar as quatro décadas de existência do Echo & The Bunnymen, este jornalista se dá conta de que o tempo avança e não perdoa mesmo ninguém. Nem mesmo artistas, músicos e bandas. Talvez os Bunnymen já devessem ter se aposentado há anos, preservando um passado irretocável e que nunca mais irá voltar. Preferiram continuar, mesmo que flertando cada vez mais com a decadência irrefreável. Não importa: os cinco primeiros e inesquecíveis LPs daquele grupo que um dia surgiu em Liverpool e encantou o mundo para sempre, estarão em nossos corações igualmente para sempre e da mesma forma: encantando ad eternum quem quiser os escutar.

 

 

ECHO & THE BUNNYMEN – UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA DISCOGRÁFICA DA BANDA

 

Por Valdir Angeli, especial para Zapnroll

 

Conheci o Echo & The Bunnymen meio por acaso, lá pela virada de 1984 para 85. Por essa época eu, normalmente ávido por novidades no âmbito do rock e do pop, vinha ouvindo um bocado de Talking Heads, tinha conhecido o Prince, já tinha adquirido os novos lançamentos do Frank Zappa e do David Bowie (deste último o, para mim, fraco ‘Tonight’), mas achava que o rock estava precisando de uma boa sacudida; na verdade, o que eu achava que estava faltando já existia, mas eu ainda não tinha entrado em contato com o que as novas bandas inglesas – notadamente as de Manchester e Liverpool – andavam fazendo há algum tempo. Quase sem querer, folheando o jornal diário paulistano Estadão, dei de cara com um artigo no Caderno 2 (nota do editor do blog: caderno de variedades do diário e onde o jornalista zapper se tornaria repórter e colaborador anos depois, em 1988, integrando a lendária equipe da página de música editada por Luis Antonio Giron, e que tinha textos assinados por gente do calibre de Fernando Naporano e do saudoso Kid Vinil) sobre o lançamento no Brasil do último disco de um grupo de Liverpool de quem eu nunca tinha ouvido falar, um tal de Echo & The Bunnymen. Interessei-me de cara pelo conjunto, não só pelos elogios a ele contidos no tal artigo, mas também por sua procedência; afinal, se em tempos idos Liverpool tinha sido o berço do merseybeat e o Estadão elogiava tanto uma banda nova vinda de lá (infelizmente não me recordo quem era o articulista), coisa ruim ela não deveria ser, pensei. Movido pela curiosidade, adquiri às cegas logo em seguida o tal disco, o ‘Porcupine’, terceiro álbum por eles lançado, em uma das minhas regulares visitas à lendária Galeria do Rock, até hoje localizada no centro de São Paulo e um dos “points” rockers mais conhecidos do Brasil. A princípio não fiquei nem um pouco animado com o que ouvi, achei estranha e meio desagradável aquela maçaroca de guitarras tocando contra um arranjo de violinos que, segundo o que eu tinha lido no jornal (o disco nacional que eu comprei não trazia sequer ficha técnica) eram do violinista Lakshminarayana Shankar, que já havia colaborado com Peter Gabriel e John McLaughlin. Mesmo assim, gostei muito de uma faixa, chamada “Gods Will Be Gods”, e graças a ela em vez de tentar devolver o disco na loja ou encostá-lo num canto, resolvi repetir um procedimento que eu já havia feito anteriormente, com o álbum ‘Wonderwall’, do George Harrison, e com o ‘Whistle Rymes’, do John Entwistle, baixista do The Who, dois discos que, graças à minha persistência em ouvi-los após uma decepção inicial, acabaram se tornando praticamente dois discos de cabeceira pra mim. Minha ideia deu certo, de fato concluí que os caras desse tal Echo eram bons mesmo, como o artigo informava. Semanas depois, um amigo meu, do circuito das lojas de discos que eu freqüentava, jogou em minhas mãos uma fita cassete com gravações de grupos diversos (entre as quais fiquei conhecendo outras bandas do tal “pós-punk” inglês), contendo no meio duas das músicas do ‘Porcupine’, “The Cutter” e “The Back Of Love”, porém em suas versões de compacto, com arranjos bem diferentes e, aos meus ouvidos, muito melhores, e mais uma inédita dos Bunnymen, o “Never Stop (Discotheque)”, que de imediato me deixou encantado com seu arranjo cheio de cellos, toques em pizzicato e outros detalhes e ambiência que lembravam, e muito, aquela outra antiga banda de Liverpool; esse mesmo amigo também me fez ouvir um exemplar importado do ‘Porcupine’, através do qual pude perceber que muito do meu desencanto inicial com o long-play era fruto da péssima prensagem da edição nacional, cortesia da EMI-Odeon, que era quem, na época, prensava os lançamentos da Warner (distribuidora da Korova, a gravadora  do grupo) por aqui. “Ah, então era isso…! Acho que vou ter que ouvir mais coisas desses caras…”

Demorou mais alguns meses para sair no Brasil o álbum seguinte do Echo, mas nesse meio tempo um outro amigo me emprestou um compacto de doze polegadas deles, que tinha “The Killing Moon” nas versões “standard” e estendida, e mais uma gravação ao vivo sensacional, “Do It Clean”, que me fez conhecer outra faceta da banda, a porrada que era uma gravação ao vivo deles. Foi então, com grande ansiedade, que adquiri logo que saiu aqui ‘Ocean Rain’, quarto disco da banda. E como era de se esperar, caí de amores por ele logo na primeira audição (pois é, a prensagem nacional desse já era bem melhor). Passei a ouvir direto “Silver”, “Seven Seas”, “Crystal Days”… Era fantástico!

CAPAECHO1980

“Crocodiles”, 1980

Um nada de tempo depois disso consegui, escarafunchando várias lojas especializadas, achar dois álbuns importados da banda, os quais comprei sem perda de tempo: ‘Heaven Up Here’, que continha as excelentes “A Promise” e “Over The Wall”, e logo em seguida o disco de estreia deles, ‘Crocodiles’, um álbum mais cru e básico, onde estava a versão original do “Do It Clean” (esse disco que eu achei era a versão americana; a inglesa não contém essa faixa) e as absurdas de boas “Rescue” e “Villiers Terrace”, além do “Read It In Books”, composição oriunda da banda anterior do cantor Ian McCulloch, banda essa que também contava com os geniais Julian Cope  e Pete Wylie.

A seqüência dos acontecimentos ia meio que em banho-maria até que, lá pelo final de 1985, após grande demora, surgiu mais um compacto deles na praça, o “Bring On The Dancing Horses” que, além de trazer no lado principal uma música de qualidade e que mantinha em alta o nível da banda, ainda continha no seu lado dois duas faixas das quais uma em particular, “Bedbugs And Ballyhoo”, acabou virando uma das minhas preferidas de sua obra para todo o sempre. Logo após, foi anunciado que o baterista, Pete De Freitas, havia deixado a banda.

CAPAECHO1981II

“Heaven Up Here”, 1981

Paralelamente no passar de todos esses meses, fui conhecendo outras bandas do tal “pós-punk” inglês como, entre outras, The Cure, Joy Division e sua continuação New Order, The Smiths, Bauhaus, Dead Can Dance, Siouxsie & The Banshees e, naturalmente, comecei a enquadrar os Bunnymen como parte integrante desse contexto; a partir daí, meu conceito a respeito do Echo foi se tornando mais relativo e minhas expectativas em relação à banda foram ficando mais exigentes e, como conseqüência disso, a forma de eu enxergar os discos do conjunto começou lentamente a mudar, fazendo com que eu, dia a dia, cada vez mais questionasse a sua música  (a do ‘Ocean Rain’ em particular), até que eu, por fim, não mais estava achando que o trabalho do grupo pudesse ser algo comparável a, por assim dizer, “a arte dos deuses”. Eu já começava, como hoje vejo com mais clareza, a olhar, se não a totalidade da obra do Echo, ao menos o ‘Ocean Rain’ – apesar de eu até hoje reconhecer entre suas faixas uma obra prima atemporal meio subestimada, o”Nocturnal Me”, carregada que é de elementos góticos e sombrios, pouco comuns no repertório do grupo –, suas composições, arranjos  e interpretações, quase como um esnobismo, uma coisa pretensiosa, como se esse disco fosse uma forma de auto-afirmação desnecessária – e até exagerada, eu acrescento – em sua desesperada tentativa de emular os Beatles e os Doors, referências onipresentes, quem sabe para tentar provar a todos (e talvez até a si próprios) o quanto eles eram superiores, como se eles pertencessem a uma casta acima da das demais bandas – a campanha do lançamento do ‘Ocean Rain’ anunciava ser esse “o maior álbum já gravado até então”.

Embora por conta disso meu entusiasmo pelo conjunto tivesse diminuído um pouco, nada impediu que em 1987, na ocasião em que foi anunciada a vinda da banda para apresentações no Brasil (e, melhor ainda, com o retorno do “portuga” De Freitas às baquetas), eu fosse um dos primeiros a entrar na disputada briga para adquirir um ingresso para os shows que ocorreriam no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, parte da turnê brazílica do  grupo. Consegui ir ao evento em duas noites, nos dias 12 e 15 de maio, e fiquei cara a cara com os gajos que ficaram bem na frente de meus olhos esbugalhados, com o direito de testemunhar o McCulloch tragando copos e copos de caipirinha entre uma música e outra, e de verificar “in loco” a exímia performance do “portuga” na bateria, além de tudo mais que, atônito, consegui captar no momento, incluindo execuções inéditas de faixas que fariam parte do lançamento que eles estavam prestes a fazer.

CAPAECHO1983

“Porcupine”, 1983

E no final de julho desse mesmo ano esse esperado álbum (sem título, apenas ostentando o nome do grupo, talvez em mais uma alusão aos Beatles, que lá pelas tantas também haviam lançado um disco apenas com o seu nome, chamado informalmente de “album branco”) foi lançado, carregando a honra de ter em duas faixas a presença do próprio Ray Manzareck, dos Doors, como tecladista convidado. Uma delas, uma equivocada releitura, no meu modesto entender, de “Bedbugs  And Ballyhoo”, que se revelou uma escolha infeliz mas acabou tendo mais sucesso entre o público que a versão original; a outra em compensação, “Blue Blue Ocean”, para mim (não sei sei até hoje se por conotações emocionalmente fortes para mim na época ou pela sua mera excelência) foi outra das que estarão entre as minhas preferidas do grupo para sempre. No geral o álbum – que teve como hits (inclusive por aqui) “Lips Like Sugar” e “The Game” – foi bem recebido pelo público, principalmente nos Estados Unidos, se bem que não tanto pela crítica, e foi o primeiro a apresentar entre os convidados, além do Ray Manzareck, músicos como Jake Brockman, que faria parte de posteriores encarnações da banda; também foi o último a contar com as baquetas de Pete De Freitas, vítima fatal em um acidente de moto em 1989.

Uma tentativa de reformulação da banda após a morte do baterista e, para surpresa de todos, após a saída de McCulloch, que optou por seguir carreira solo, não chamou a atenção de ninguém. Nem a minha na época, embora hoje eu reconheça que ‘Reverberation’, o único álbum lançado por essa nova formação, que contou com Noel Burke nos vocais, até tinha lá suas qualidades, só não vingando devido à enorme carga que o nome da banda carregava consigo. Pouco tempo se passaria e logo McCulloch e o guitarrista Will Sergeant já estavam novamente experimentando algo juntos, formando uma banda que levava o nome de Electrafixion (e ainda por cima contando com a colaboração do Johnny Marr, dos Smiths), algo ao meu ver bem mais animador, a julgar por um álbum e uma caixa de compactos com registros ao vivo colocados no mercado; pena que o projeto não vingou…

CAPAECHO1984

“Ocean Rain”, 1984

Com a entrada do baixista original do Echo, o Les Pattinson, no que sobrou do Electrafixion (a dupla McCulloch/Sergeant) o mundo viu em 1997 o renascimento do Echo & The Bunnymen com o disco ‘Evergreen’, cuja capa lembrava muito – sei lá se propositadamente ou não – a do primeiro LP, o ‘Crocodiles’. Um álbum que se não era lá tão digno de comparação com a sua obra anterior, ou não tinha tudo o que eles ainda poderiam render àquela altura do campeonato, ainda oferecia um resto de gás que os caras tinham em estoque e até tinha seus bons momentos, e acabou caindo bem em minhas memórias afetivas, em grande parte por conta de um feriado prolongado que passei em companhia de minha então namorada – atual esposa – em Campos de Jordão, do qual o disco foi a trilha sonora (curiosamente minha mulher, normalmente interessada em música brasileira e new age, acabou se tornando fã da banda); o que pouca gente sabe é que logo depois de seu lançamento, ‘Evergreen’ teve uma tiragem limitada contendo um CD bônus, de subtítulo ‘History Of The Peel Sessions 1979-1997’, que trazia gravações feitas pelo grupo através de todos esses anos para a BBC, no programa do lendário John Peel, muitas delas até melhores que as versões originais, uma tetéia!

E daí pra frente eles tentaram… tentaram…  A partir do horrendo ‘What Are You Going To Do With Your Life?’, de 1999 (no qual o Les Pattinson tocou apenas em uma faixa antes de pular fora de novo – esse aí ao menos deve ter pensado direito no que fazer da vida), eles lançaram, até agora, mais seis discos (um deles, aliás, ao vivo, onde o coitado do Ian só consegue estragar as músicas antigas com sua voz totalmente comprometida pela bebida e pelo cigarro, algo só comparável ao Bob Dylan atual) que não acrescentam absolutamente nada ao que de bom eles fizeram no passado.

CAPAECHO1987

“Echo & The Bunnymen”, 1987

 

Se, no final das contas, o Echo & The Bunnymen não conseguiu ser a maior banda surgida no “pós-punk” inglês ou quase não chega a ter relevância e influência hoje em dia, eles podem ainda se orgulhar de ter sido uma das grandes bandas dos anos oitenta, uma época em que, ao menos para mim, foi feita a melhor música dento daquilo que se entende por rock, música até mesmo melhor do que o que foi lançado nos cultuados anos sessenta, com todos os seus ídolos sagrados…

 

(Valdir Angeli, 64, é fã do Echo & The Bunnymen, além de colecionador e pesquisador de rock; se formou em Publicidade na Eca-Usp)

 

 

TODOS OS DISCOS DOS HOMENS COELHO

Crocodiles (1980)

Heaven Up Here (1981)

Porcupine (1983)

Ocean Rain (1984)

Echo & the Bunnymen (1987)

Reverberation (1990)

Evergreen (1997)

What Are You Going to Do with Your Life? (1999)

Flowers (2001)

Siberia (2005)

The Fountain (2009)

Meteorites (2014)

The Stars, The Oceans & The Moon (2018, será lançado oficialmente no próximo dia 5 de outubro)

 

Mais sobre a banda aqui: http://www.bunnymen.com/. E aqui também: https://www.facebook.com/thebunnymen/.

 

DOIS “COELHINHOS” (WILL SERGEANT E LES PATTINSON) JUNTOS EM POLTERGEIST – O FENÔMENO, OU OS FANTASMAS SE DIVERTEM!

 

Alex Sobrinho, especial para Zapnroll

IMAGEMWILLLESPOLTERGEIST

A dupla Poltergeist, formada pelos Bunnymen Will Sergeant (guitarras) e Les Pattinson (vocais)

 

Os puristas afirmam que o Echo & The Bunnymen acabou em 1987. Discordo somente da data: o correto seria 1997, com o disco “Evergreen”, a última vez que os três membros originais trabalharam juntos, literalmente, na composição de todas as faixas. O baixista Les Pattinson caiu fora de baixo e cuias reclamando em entrevistas que o vocalista “estava  reciclando canções solo” nos discos do Echo. Essa reciclagem pode ser ouvida no cd “What Are You Going to Do with Your Life?” (de 1999, nas faixas  “Lost on You” e “Rust”,  derivadas de “Birdy” e “Ribbon & Chains”,  presentes  no compacto “Lover, Lover, Lover”, de1992 e cover  de Leonard Cohen).

E de 1999 a 2014 vieram à tona mais cinco discos a cargo da dupla Ian McCullouch e Will Sergeant que pouco acrescentam a discografia da banda. À exceção de alguns lados B de singles, o ao vivo registrando a tour do “Ocean Rain” com orquestra que esteve no Brasil em 2010 e o EP “Avalanche” com recriações dos clássicos “Silver” e “All My Colours”. O mesmo expediente vai ser utilizado no disco a ser lançado em outubro deste ano (provando que coelho velho não aprende truque novo).

Will Seargent já tinha uma carreira solo iniciada 1978 e lançado um excelente disco influenciado pela música eletrônica chamado “Curvature of the Earth” – em 2004, com o projeto Glide. O fã que por acaso tenha torcido o nariz para os últimos trabalhos do Echo se sentirá recompensado logo na primeira audição.                                                                                   Já Les Pattinson seguiu seu caminho pondo itens dos mais variados de sua trajetória com os Bunnymen em leilão e se dedicou a fabricação de barcos. Só saiu de exílio musical atendendo ao chamado de velho companheiro Wiil Seargent para colaborar no projeto ‘Poltergeist”, que a dupla criou em 2012 e que lançou apenas um único álbum até o momento, editado em março de 2013 (lá se vão cinco anos…).

A bolacha se chama “Your Mind is Box (Let Uss Fill It Wonder)”. A sensação é de que a dupla de amigos resolveu despejar a criatividade represada pelo tempo de separação musical e virar o ouvinte pelo avesso e levá-lo para uma viagem a outra dimensão já nos primeiros acordes.

As guitarras do Will nunca estiveram tão livres e desconcertantemente geniais ao longo das oito faixas desde, desde quando mesmo… rsrs. Desde o “Curvature of The Earth” – Glide, o único paralelo possível. Logicamente é preciso dizer que o baixo de Les Patinson vem matador, pulsando nervoso quase explodindo as caixas de som ou seus ouvidos (caso ouça com fones; recomendável) em simbiose perfeita com bateria do desconhecido Nick Kilroe. Um ouvinte ocasional do disco o recomendaria aos amigos mais descolados. Já alguns fãs dos Bunnymen ficariam imaginando “ah se tivesse vocais!”. Afirmo que é desnecessário.

 

(Alex Sobrinho, além de dileto amigo zapper há anos e radialista em Colatina, Espírito Santo, também é fã FANÁTICO pelo Echo & The Bunnymen)

(e adendo do editor do blog, ouvindo agora o projeto de Will Sergeant e Les Pattinson no Spotify: melhor do que qualquer álbum que os Bunnymen gravaram de 1990 pra cá. Lembra total o Echo do início, especialmente em “Heaven Up Here” e “Porcupine”, mas sem vocais. E nem precisa!)

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O JOVEM JORNALISTA ZAPPER, O ECHO & THE BUNNYMEN E A SAMPA PÓS PUNK DOS ANOS 80 E 90

***Descobrindo os Coelhinhos – Zapnroll conheceu o Echo & The Bunnymen por volta de 1983, quando o grupo lançou seu terceiro disco, o espetacular “Porcupine” (álbum sombrio e GÉLIDO em suas ambiências pós-punk). O LP foi lançado naquele ano no Brasil e o jovem Finas (com vinte aninhos de idade apenas), que havia tomado conhecimento da existência do grupo através de matérias publicadas no caderno Ilustrada, do diário paulistano Folha De S. Paulo (e assinadas pela então lenda do jornalismo cultural, mr. Pepe Escobar), foi atrás de um exemplar. Não conseguiu encontrar nas lojas onde procurou e acabou desencanando de adquirir o tal disco. Daí pra frente começou a escutar músicas do conjunto na programação noturna da rádio 97fm (localizada na cidade de Santo André e possivelmente a primeira rádio rock do Brasil), e começou a ficar literalmente apaixonado pelo som do Echo. Um ano depois também saiu no Brasil o quarto trabalho da banda, o mega clássico “Ocean Rain”. Finaski foi na Galeria Do Rock (que já existia) e achou o LP por lá, juntamente com o “Porcupine”. Comprou os dois de uma vez. E nunca mais deixou de amar Echo e os Homens Coelho.

 

***A primeira vinda ao Brasil e três histórias BIZARRAS da primeira entrevista coletiva do quarteto – Era o primeiro semestre de 1987. A produtora paulistana Poladian (que na época trazia muitos shows internacionais ao Brasil), animada pelo sucesso obtido com a turnê brasileira do inglês The Cure, que ela havia promovido em março daquele ano, resolveu arriscar novamente: anunciou que estava trazendo o Echo & The Bunnymen pra cá, e que os shows aconteceriam em maio daquele ano. Foi um verdadeiro TUMULTO entre jornalistas (o sujeito aqui incluso), fãs, góticos e darks em geral (os darks DOMINAVAM O MUNDO então). Finaski, que havia começado a trabalhar como jornalista musical há apenas um ano, conseguiu se credenciar para a primeira entrevista coletiva para a imprensa do grupo em terras brazucas, e também para assistir a um dos shows da perna paulistana da turnê (foram cinco no total na capital paulista, no Palácio do Anhembi, e todos com ingressos ESGOTADOS), sendo que eles ainda fizeram gigs em Santos (litoral paulista) e no Rio De Janeiro. E na coletiva de imprensa que rolou em uma tarde quente em Sampa, aconteceram ao menos três histórias curiosas, quase bizarras. A primeira: o jovem zapper foi para o bate papo com o conjunto vestindo estrategicamente uma t-shirt da banda The Doors, com a cara enorme do vocalista Jim Morrison estampada na camiseta. No meio da entrevista o cantor Ian McCulloch olhou para a camiseta e fez sinal de “ok” com o dedo. Segundo lance: Zapnroll foi na entrevista acompanhado dos amigos Carlos Quintero (que era proprietário da loja Antitedium Discos, na Galeria Do Rock) e Arlindinho (uia!). Este último, um moleque sensível dos seus dezenove aninhos de idade, não se contentava apenas em ser FANÁTICO pelo Echo. Ele era o SÓSIA perfeito e irmão GÊMEO de Big Mac. Tanto que a ideia da dupla Finas e Carlinhos era apresentar Arlindo para Ian ao final da entrevista. Mas o garoto ficou completamente tímido e achamos melhor abortar a aproximação entre ídolo e fã sósia perfeito. E por fim: entrevista terminada, o zapper não se fez de rogado nem tímido. Foi com uma caneta e a CAPA de “Porcupine” nas mãos até os músicos e pediu na cara larga o autógrafo de todos eles. Que foram super gentis e atenciosos e assinaram seus nomes na capa do LP.

 

***O show no Anhembi – foi, literalmente, inesquecível. Começou (se não nos falha a memória) com “Going Up”, a faixa de abertura de “Crocodiles”, o álbum de estreia dos Bunnymen. A banda em forma e potência máxima no palco. E teve “Paint It Black”, clássico dos Rolling Stones, “coverizada” já no bis. Gig igual a essa, nunca mais!

Registro HISTÓRICO e na íntegra: a banda se apresenta no Brasil em maio de 1987, aqui neste vídeo na gig realizada no Canecão, Rio De Janeiro

 

***Dançando nos porões goth de Sampa ao som dos Coelhinhos – O autor deste blog perdeu a conta das madrugadas que dançou tristonho ao som das músicas do Echo no eternamente escuríssimo porão do Madame Satã. Tempos depois (por volta de 1988), o ritual passou a se repetir na pista do Espaço Retrô, onde Zapnroll conheceu e meio que se apaixonou pela loirinha Márcia B.B. Teve um brevíssimo romance com ela e ambos ficaram algumas noites “namorando” no apê da rua Frei Caneca, ao som do Echo. Mas Marcinha (que era uma peituda lindona e xoxotudíssima) nunca quis de fato ficar pra valer com o jovem jornalista.

 

***A volta ao Brasil e o “embate” em outra coletiva – Em 1999, já em sua segunda encarnação (tendo como membros originais apenas o vocalista Ian e o guitarrista Will, e lançando álbuns cada vez menos inspirados e distantes da banda gloriosa que havia encantado o mundo rocker nos anos 80), o Echo & The Bunnymen finalmente voltou para shows ao Brasil, doze anos após a primeira turnê pelo país. Em Sampa a gig rolou na mui saudosa Via Funchal, a melhor casa de shows internacionais que existiu na capital paulista. Novamente o espaço lotou mas a banda que subiu ao palco já não ostentava mais o brilho exibido em 1987 no Palácio do Anhembi. De qualquer forma, foi uma boa apresentação. Daí para a frente o grupo começou a tocar sem parar no bananão tropical. E a cada nova turnê por aqui a qualidade das apresentações decaía mais um pouco. Numa dessas turnês, houve quase um “embate” entre o autor destas linhas memorialistas e o vocalista Ian McCulloch, durante a entrevista coletiva de imprensa dada pelo conjunto. Lá pelas tantas Finaski levantou a mão e LASCOU a porrada para Big Mac: “O que houve com aquela voz TROVEJANTE dos anos 80, afinal. Só sobrou um FIAPO dela desde que o grupo voltou à ativa”. McCulloch ficou VERMELHO como um peru e este jornalista chegou a pensar que o vocalista iria VOAR no pobre pescocinho fináttico. “Minha voz continua a mesma”, retrucou Ian, irritadíssimo. “Mas se você acha que entende tanto assim de performances vocais, vá hoje à noite ao show com PLAQUINHAS com números, e me dê NOTAS avaliando meu vocal ao final de cada canção”. A sala, claro, veio abaixo em gargalhadas.

 

***E rolou a FODA do inferno após a gig dos Bunnymen – Yeeeeesssss. Para encerrar este mini diário sentimental não poderia faltar (claaaaaro!) um relato sexual sujo e devasso envolvendo a existência zapper e seu amor pelo Echo & The Bunnymen (ainda mais nesses tempos totalmente caretas, moralistas, ultra conservadores e sacalmente politicamente corretos como os de hoje, uma historinha dessas se faz absolutamente necessária, hihi). Enfim, faltavam umas três semanas para a apresentação dos Bunnymen em Sampa, na Via Funchal. Sem ter muito o que fazer num domingo à noite lá se foi Zapnroll pro porão do Madame Satã, dançar e beber um pouco. Até que pelas tantas foi tomar um pouco de ar na porta do clássico casarão goth paulistano. Foi quando viu ali aquela DEUSA arrebatadora: toda vestida de preto, muito jovem, muito magra (mas com peitinhos durinhos e salientes) e com uma beleza facial apolínea e arrebatadora, algo parecida com a musa inglesa Siouxsie Sioux. Como se aproximar desse encanto feminino pleno, pensou o jornalista sempre mega atrevido e já cheio de más intenções. Finaski fez então o que lhe veio à cabeça naquele instante: começou a cantarolar baixinho a letra do clássico do Echo, “The Killing Moon” (seguramente uma das canções mais lindas de toda a história do rock). “Isso é Echo & The Bunnymen!”, disse a garota, algo triunfante, após alguns segundos. Wow! O contato estava estabelecido! O papo entre ambos começou e não demorou muito para a dupla descer para um dos BANHEIROS do Madame, onde os malhos incendiários começaram. Mas Aninha (o nome da deusa) não cedeu fácil e disse que precisava ir embora. O casal trocou números de telefone (não havia ainda celulares, apps, nada dessas merdas tecnológicas dos fúteis e banais tempos atuais), começou a se falar com alguma frequência e também a se encontrar algumas vezes. E o jornalista rocker e eternamente loker, já com trinta e seis anos nas costas, começou a ficar perdidamente apaixonado pela garota pois ela era inteligentíssima para os seus parcos dezessete anos de idade, além de ser um xo xo ta ço. Só restava saber se ela também… FODIA gostoso. Algo que finalmente o gonzo loker descobriu na noite da gig do Echo em Sampa. Ele convidou a sua deusa e musa pra acompanha-lo ao show. Ela mais do que aceitou, imediatamente. Apresentação encerrada na Via Funchal, primeiro o casal foi beber drinks e dançar no finado bar Nias (que funcionava no bairro de Pinheiros e era muuuuuito legal). E já no meio da madrugada e louco pra COMER a garota, o zapper sugeriu: “vamos pro Madame Satã!”. Ana topou novamente no ato e o casal embarcou num táxi rumo ao casarão do bairro do Bixiga. Quando chegou na porta, para surpresa do jornalista, a mui tesuda adolescente se antecipou: “não quero entrar. Vamos pra algum HOTEL!”. Wow!!! Ela queria FODER! E nem precisou pedir duas vezes: saímos dali literalmente voando, em busca de algum muquifo próximo que pudesse abrigar nossos desejos carnais sórdidos, sujos e imorais. E como fodia miss Aninha… uma chupada esplendorosa no caralho e pelo menos duas gozadas em que a garota goth de apenas dezessete anos literalmente urrou com o pinto fináttico enterrado em sua boceta. Um pinto que ela apelidou naquela madrugada de “pau quilométrico”, ahahaha. O jornalista sempre carentão e taradão, GRUDOU na garota, óbvio. Queria namorar com ela. Mas a guria, que havia vindo de Mato Grosso Do Sul para morar e estudar em Sampa, estava vivendo na casa de uma tia quase NAZISTA no pensamento e comportamento. Tanto que os encontros entre ela e seu paquera jornalista eram quase às escondidas (a desculpa dela era sempre que ia sair com “amigas”). Desta forma o relacionamento acabou se tornando inviável, ainda mais que um acontecimento muito trágico marcou a convivência entre Zapnroll e a garota (e que já foi relatado neste mesmo blog, anos atrás). O casal se encontrou por mais duas vezes no final das contas, trepou como se não houvesse dia seguinte e Aninha sumiu por muitos anos. Procurou o autor deste blog novamente por volta de 2013, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou, quis reencontrar o agora já envelhecido blogger ainda rocker e acabou DANDO pra ele novamente. E sumiu novamente. E hoje permanece nas melhores lembranças do autor destas linhas online como uma de suas aventuras carnais inesquecíveis, da época em que o rocknroll valia a pena, a noite de Sampalândia idem e o mundo ainda tinha bandas fantásticas como o Echo & The Bunnymen mobilizando multidões.

 

**********

 

FIM DE FESTA – POR ENQUANTO!

Yeeeeesssss! O postão ficou lindão e monstrão, néan. De modos que paramos mesmo por aqui. Afinal já é quinta-feira, 6 de setembro, véspera de mais um feriadon, e o blog vai descansar que ninguém é de ferro. Mas voltamos em breve com novo postão totalmente reformulado na sua pauta, prometendo inclusive publicar novo ensaio com mais uma tesudíssima musa rocker. E também em breve colocaremos na roda alguns pares de ingressos para você ir curtir a festona de quinze anos do blog de cultura pop definitivamente mais legal da web BR, ulalá!

Até mais então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6-9-2018,  às 3hs.)

FIM DE FESTA PARA 2017! Com… ANITTA (vaaaaai MALANDRA CADELONA!), ulalá e tudo o mais que já está nesse post! – Agora vai, ufa! Finalmente estamos de volta e já encerrando os trabalhos nesse pavoroso 2017! E após trinta anos de atuação no jornalismo cultural e musical brazuca e mantendo no ar há catorze anos o site/blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR, o jornalista zapper mais MALDITO da rock press brazuca enfim lançou “Escadaria para o inferno”, sua primeira incursão literária e que chegou aos leitores com festão de lançamento e noite de autógrafos na véspera de mais um aniversário do escriba eternamente loker/rocker, na Sensorial Discos/SP no final do mês passado; nesse post especial – provavelmente o derradeiro deste ano – você fica sabendo de detalhes sobre o livro e de como foi a “bebemoração” literária/rock’n’roll que marcou seu lançamento; mais: Morrissey e Noel Gallagher, dois GIGANTES do rock planetário que ainda importa, lançam seus novos discos; e mesmo em um momento de crise bravíssima no circuito rock alternativo paulistano o novo Clube VU (com inspirações sonoras e imagéticas na obra do lendário Velvet Underground) abriu suas portas na capital paulista; e mais isso e aquilo tudo no site/blog zapper onde felizmente a decadência informativa e textual ainda não chegou (já em outros espaços “pobreloaders” na web… hihihi…) (postão COMPLETÃO E TOTAL FINALIZADO/CONCLUÍDO, em 25/12/2017)

BANNERMUG17

FINATTIAMIGOSLIVRO17

Um autêntico “quem é quem” do ainda grande rock’n’roll BR que importa e do jornalismo cultural/musical brasileiro de duas décadas e meia pra cá se reuniu para prestigiar e prestar vassalagem ao primeiro livro lançado pelo jornalista mais maldito e alucinado da imprensa brasileira nos últimos 30 anos: acima Zap’n’roll ao lado de Luiz Cesar Pimentel (autor do texto da “orelha” do livro), André Jung – ex-batera do gigante Ira! – e Callegari; mais abaixo o zapper papeia com Clemente na rádio KissFM e ainda se vê “cercado” pelos “Andrés” lendas do jornalismo: Forastieri e Barcinski. Isso que é moral, néan? E para DESESPERO dos fakes otários, psicopatas e doentes de inveja, que vão se matar após ler este post, hihihi

FINATTICLEMETEII

FINATTIFORASTABARÇA

**********

MICROFONIA II: FIM DE PAPO PRA 2017 – E SEM LISTAS DE MELHORES DO ANO MAS FALANDO DE… ANITTA, ULALÁ!

IMAGEMANITTASEMINUDEIII (1)

O XOXOTAÇO carioca Anitta: com justiça a CADELONA funkeira é o grande destaque da música pop brazuca e mundial em 2017. Vaaaaai MALANDRONA CACHORRONA!

 

***Yep, último postão zapper de 2017 sendo finalmente concluído na tarde do dia 25 de dezembro, natal, quem diria… Foda-se o natal, claro. Estas linhas rockers online ABOMINAM o natal, desde sempre. Hipocrisia social e familiar monstro, total. Capitalismo predatório e selvagem em seu grau mais elevado. Chega a ser bizarro: a raça humana se ODIANDO e se matando uns aos outros 364 dias por ano. E de repente, num único dia, todos esquecem esse ódio intenso e se abraçam com amor intenso, fraternal e universal. Para recomeçar imediatamente a PORRADARIA logo aos primeiros segundos do dia 26 de dezembro. Ulalá!

 

***de modos que desejamos mesmo é um ótimo final de ano pro nosso dileto leitorado. E que 2018 seja ao menos um pouco menos dantesco e menos pior do que foram os três últimos anos no falido e fodido bananão tropical.

 

***e pela primeira vez desde que Zap’n’roll existe, NÃO iremos publicar nenhuma lista de “melhores do ano”. E por um motivo muito simples: a cultura pop simplesmente morreu, acabou e se fodeu na porca era boçal da web. Sim, filmes continuam sendo produzidos, livros continuam sendo escritos, discos continuam sendo gravados, bandas novas surgem aos montes todos os dias. Mas é tudo tão fútil, ruim, irrelevante e rapidamente esquecível que nem vale a pena tentar garimpar alguma pérola em meio a tanto lodo fétido. Basta dar uma espiada rápida em algumas listas de melhores álbuns de 2017, como estas linhas zappers se deram ao trabalho de fazer. Spin, BBC, Rolling Stone americana, Consequence Of Sound… nada se salva e o que se vê é um amontoado interminável de discos e artistas que ninguém irá se lembrar mais deles quando saírem as listas de melhores de 2018, daqui a doze meses.

 

***de modos que esse papel algo inútil e ridículo de compilar listas de “melhores”, deixamos para blogs pobreloaders e que também já estão em fim de linha, hihihi. Tão fim de linha que agora inventaram até de reproduzir capas de LPs clássicos da história do rock’n’roll colocando… gatinhos neles, ulalá! Que fofo, ahahahahahahaha.

 

***algum mega destaque de fato e de direito na música pop brazuca e mundial em 2017? Sim: a funkeira carioca Anitta, com todos os méritos e honras que ela merece. Você pode DETESTAR a figura e o som que ela faz. E este espaço blogger Popper se deu ao trabalho de conferir “Vai Malandra!”, seu novo mega hit e que está explodindo na web, no YouTube, no mundo todo, na puta que o pariu. O diagnóstico é inefável: a música é ruim de doer, a letra é imbecil e a construção melódica é paupérrima. Mas há o OUTRO LADO dessa parada: Anitta canta sim com empenho, sabe explorar o potencial VISUAL das imagens, é uma artista mega esforçada e, por fim, é aquele BO CE TA ÇO que todos nós sabemos que é – tendo sido inclusive capa da revista Vip há uns dois anos já. Por tudo isso a gringa está pirando no xotaço cantante carioca. Fora que “Vai Malandra!” é daquelas músicas que grudam instantaneamente no cérebro. Por tudo isso Anitta talvez seja de fato o único gigantesco e merecido destaque musical deste podre 2017 que felizmente está chegando ao fim. Para um mundo que já teve James Brown, Michael Jackson, Madonna, Tim Maia, Hyldon etc, Anitta seria a tranqueira e indigência sonora total. Mas para os tempos atuais, quando a cultura pop foi nivelada ABAIXO do abismo, ela é GÊNIA. Vai que vai, Malandra!

IMAGEMANITTASEMINUDEII

Um BOCETAÇO sem igual e que está conquistando o mondo pop planetário: Anitta (acima e abaixo) não possui grandes atributos, hã, musicais, mas é a RACHA do inferno com que todas as pirocas do mundo sonham em foder, hihihi

IMAGEMANITTASEMINUDEIV

 

***E chega, néan. O site/blog zapper agora se dá férias até o final de janeiro próximo. Volta em 2018 para comemorar seus quinze anos de existência – talvez com um show internacional –  e para talvez e finalmente se despedir da web. Falouzes? Boa virada de ano então pra todos vocês, nossos amados/as putos e putas do coração! Inté!

 

 

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop em discos, livros, filmes, shows, baladas etc.)

 

***Antes de mais nada é preciso dar um alô ao nosso dileto leitorado sobre o por que do sumiço deste espaço rocker virtual nas últimas semanas. Primeiro o velho noteSHIT Toshiba do jornalista zapper/loker entrou em pane total, o que impediu que mantivéssemos as postagens por aqui em dia, fora que o último post ficou verdadeiramente prejudicado e todo atrapalhado, sem fotos, incompleto no texto etc. Daí o motivo, inclusive, de estarmos repostando parte do material que já estava nele.

 

***2017 quase chegando ao fim – já vai tarde, na verdade. E nem por isso o agito rocker termina: lá se foi o velho (mas jamais obsoleto) jornalista e escritor rocker e (ainda às vezes) loker, assistir ao último show deste ano do projeto “Ira! Folk” e que reúne no palco apenas a dupla central da banda, meus amigos de décadas Edgard Scandurra (nos violões) e Nasi (nos vocais). Ambos desfilando todos aqueles clássicos do Ira! e do gigante rock BR dos anos 80’ que todos nós conhecemos e amamos. Foi no Bourbon Music Street Hall, na última terça-feira. Que é do tamanho de um ovo, pico total de playba e coxas endinheirados, fica em Moema – zona sul chic da capital paulista – e é uma das casas de shows mais caras da capital paulista – o ingresso pra ver a gig custava 130 pilas por cabeça. Mas foda-se tudo isso. Quando Scandurra começou a tocar e Nasi a cantar, o local (que lotou até o teto) veio abaixo. Povaréu cantando contente e feliz e em coro absolutamente TODAS as músicas do set. E depois teve beija mão tradicional no camarim, óbvio. O zapper loker foi lá também, deu um oi rápido pros seus brothers de décadas, tomou uma taça de cabernet e caiu fora. Foi bem bacana no final das contas.

FINATTINASISCANDURRA17

O jornalista e agora também escritor zapper, ao lado de seus velhos amigos do grande rock BR dos 80′, Nasi e Edgard Scandurra, no camarim do Ira! após gig do grupo na última terça-feira em Sampa

 

***Sendo que neste sábado em si – ou amanhã – rola a talvez última gig bacanuda do ano em Sampa: os sempre amados Vanguart sobem ao palco no Teatro Mars, na região central de Sampa, pra fazer a saideira do ano. Todas as infos do evento aqui: https://www.facebook.com/events/180026795907515/.

 

***E teve também o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro “filhote” do jornalista musical que agora também é escritor, hihi. Foram semanas pesadas de divulgação do livro, com mr. Finaski indo a entrevistas na rádio paulistana KissFM – onde papeou no programa “Filhos Da Pátria” com seu brother de séculos, Clemente, fundador e vocalista dos Inocentes – , gravando outra entrevista para o programa “Nasi Noite Adentro” – apresentado semanalmente no Canal Brasil pelo vocalista do Ira!.que não por acaso também é amigo pessoal zapper há décadas – , e mais isso e aquilo.

 

***Fora a “resenha” – uia! – publicada por dom André Barcinski em seu bombadíssimo blog no Uol, o maior portal de internet da América LaTRINA, rsrs. Barça fez o que se esperava no texto: ESCULACHOU com fervor e gosto o livro e seu autor, ahahahaha. E quem o conhece – como este jornalista o conhece, há mais de 20 anos – sabe que ele é exatamente assim: só não detona a própria mãe porque é filho dela, rsrs. De resto, com amigos como o autor deste espaço online – com “amigos” desse naipe, quem precisa de inimigos? Uia! – lhe pedindo uma “força” na divu do livro, claaaaaro que ele não iria perder a piada. Perde o amigo, mas a piada JAMAIS, rsrs. Sendo que você pode ler o que ele escreveu sobre “Escadaria para o inferno” aqui: https://blogdobarcinski.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/um-perdido-numa-noite-suja-o-estranho-mundo-de-humberto-finatti/.

 

***E teve muito mais sobre o lançamento da obra literária fináttica. Esse “mais” você vai acompanhando mais aí embaixo, ao longo desse post.

 

***O mês dos gigantes, I: Morrissey – Sim, estamos falando – com certa demora e pelos motivos já explicados acima – do novo álbum de estúdio daquele que é considerado por boa parte da humanidade como o inglês mais genial e legal ainda vivo na face da Terra. Sim, ele mesmo, “tia” Morrisséia, aliás Morrisey, ou Moz pros fãs. “Low In High School” é o décimo primeiro disco solo do ex-vocalista dos Smiths desde que a banda que o tornou célebre acabou e ele começou a lançar trabalhos sozinho, em 1988. E é o primeiro cd inédito dele em três anos – o último, “World Peace Is None Of Your Business”, saiu em 2014. “Low in…” saiu mês passado na Inglaterra. Estas linhas rockers online ainda não escutaram o dito cujo. Afinal estamos numa correria insana por conta do lançamento do nosso livro. Mas enfim, o que esperar do novo álbum do amado e ainda gigante Morrissey? Que ele seja no mínimo ok. Sim, claro, Moz não precisa provar mais nada pra ninguém. Aos 58 anos de idade já deixou seu nome eternizado na história do rock mundial, apenas por ter escrito as letras que escreveu e cantado as canções que cantou nos quatro FENOMENAIS discos de estúdio dos Smiths (eternamente uma das 5 bandas da nossa vida). Perto desses quatro LPs inatacáveis e imortais sua carreira solo é até dispensável – sejamos honestos e não fãs fanáticos: Zap’n’roll gosto muito da sua estréia solo com o “Viva Hate”, que saiu em 1988 (e que teria sido na verdade o quinto disco de estúdio dos “Silvas”, caso eles não tivessem acabado no ano anterior). Depois, se formos bastante rigorosos, vamos chegar a conclusão de que o bardo de Manchester ainda gravou mais um ótimo/impecável trabalho solo (“Your Arsenal”, de 1992) e só. Claro, ele nunca se permitiu lançar algo de qualidade realmente ruim. E mesmo um disco mediano de Morrissey ainda dá um pau gigante em tudo o que o vergonhoso, pífio e irrelevante rock da era da web (principalmente de 2000’ pra cá) anda lançando. Quanto a isso não há dúvida. Mas reiterando: o que a bicha velha tinha que legar de CLÁSSICO e INESQUECÍVEL para a humanidade ela já legou, junto aos Smiths. Uma banda que, em quatro discos de vinil e em quatro momentos iluminados, deixou para a História algumas das pérolas poéticas e musicais mais sublimes e avassaladoras que a Cultura universal poderia ter produzido. Enfim, assim que passar o tumulto com o lançamento do livro fináttico, vamos resenhar sim “Low In High School” por aqui com a devida atenção. O primeiro single do álbum (“Spent The Day In Bed”) ao menos é bem bacana. E sendo que tanto o disco quanto o single você pode conferir abaixo.

capamoz17

 

***O mês dos gigantes, II: Noel Gallagher – e teve também o lançamento do novo trabalho musical do gênio Noel Gallagher (o homem que comandou o saudoso e inesquecível Oasis por quase duas décadas). “Who Built The Moon” é o terceiro álbum solitário do gigante guitarrista, e já coleciona fartos elogios na rock press gringa e nos veículos musicais midiáticos que importam. Zap’n’roll também ainda não ouviu o dito cujo e o fará assim que a situação se acalmar por aqui além de resenhar o cd nestas linhas online o quanto antes, beleusma? Mas enquanto isso você pode escutar o disco inteiro aí embaixo.

 

***E mais notas na Microfonia irão entrando aqui, nesse provável último post zapper de 2017, ao longo da semana vindoura, okays? Agora vamos direto ao assunto porque a correria está monstro por aqui hoje. Vamos ver do que trata, afinal, o primeiro livro lançado pelo sujeito que escreve esse espaço virtual popper há quase década e meia.

 

 

AGITO LITERÁRIO NO MONDO ROCKER: “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA ZAPPER E ETERNAMENTE LOKER, CHEGOU FINALMENTE AOS LEITORES NO FINAL DE NOVEMBRO ÚLTIMO

Aconteceu finalmente no sabado, 25 de novembro, o lançamento de “Escadaria para o inferno”, provavelmente o ÚNICO livro que este jornalista irá publicar pois imagina que não terá tempo suficiente em vida para escrever outro. E sem drama algum em relação a isso: saindo este já nos damos por satisfeitos e com ele iremos completar a tríade que, reza o clichê existencial, todo ser humano precisa fazer ao longo de sua vida: plantar uma árvore, ter um filho (tivemos/temos, embora pai e filho não se falem e não se vejam pessoalmente há séculos) e escrever um livro. Com o lançamento bombadíssimo e bacaníssimo que rolou na Sensorial Discos/SP completa-se então essa tríade, no nosso caso. Missão fináttica TERRENA cumprida? Talvez…

É pensando no lançamento desse tomo e agora avançando pela tarde insuportalvemente calorenta que o blog resolveu dividir com vocês infos sobre o livro e também algumas considerações e pensamentos soltos sobre ele e sobre seu autor, divididos por tópicos. A eles.

FINATTILIVRO17

Noite de lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro do jornalista Finaski, e que aconteceu no final de novembro em festa badaladíssima na Sensorial Discos/SP: um brinde rock’n’roll à literatura degenerada!

 

***O LIVRO – “Escadaria para o inferno” está pronto há uns 3 anos já. Nesse período mudou de nome (o título inicial era “Memórias de um jornalista junkie”, que acabou entrando agora na edição final e oficial como sub-título) e passou por pelo menos três editoras, todas pequenas. Uma se interessou mas não tinha dinheiro para bancar o dito cujo. A segunda queria rachar os custos da publicação com o autor, o que obviamente foi recusado. E a última queria que fosse mudada muita coisa no livro original (o título, inclusive) o que também não foi aceito. Fomos salvos quando encontramos a turma da Kazuá, onde chegamos através do queridão Edner Morelli (que acabou de lançar por lá também seu terceiro livro de poemas, “Cenário”), músico, professor (de Letras), escritor e amigo do jornalista zapper há décadas. Foi o melhor lar editorial que poderíamos ter encontrado pois trata-se de uma editora modesta mas que tem um cuidado quase artesanal com cada livro publicado por ela. Fora que a equipe de lá é total maluca, libertária, transgressora, transgressiva, culturalmente DEGENERADA pode-se dizer, rsrs. Pelo conteúdo que se encerra em “Escadaria…” o livro não poderia ter encontrado lugar melhor. E somos absolutamente sinceros nisso.

 

***O QUE É E DE ONDE SURGIU A IDEIA – Todos já sabem: o titular deste espaço de cultura pop online é jornalista musical e cultural há mais de 30 anos. Já passou (e tem orgulho disso) por alguns dos maiores veículos da imprensa brasileira, como repórter ou colaborador. Ao longo desse tempo todo ele foi colecionando milhares de histórias (todas reais) absolutamente MALUCAS, surreais e quase inacreditáveis de enfiações desvairadas de pé na lama em sexo, álcool, drogas e rock’n’roll, muitas dessas ao lado de gente bastante conhecida. E toda vez que contávamos alguma dessas histórias para algum (a) amigo (a), a reação de espanto de quem ouvia era imediata e o comentário inevitável: “porra Finas, isso dá um livro! Ou até um FILME! Rsrs”. Foi então que tivemos enfim a ideia de escrever o tal livro. Mas a primeira versão dele era algo preguiçosa, podemos afirmar. Apenas reunimos alguns dos melhores posts de Zap’n’roll, que existe há 14 anos, e tal qual eles foram escritos, foram organizados em um provável e futuro livro. Mostramos esse material ao chapa Marcelo Viegas (que conhecemos há quase 20 anos), então trampando como editor na Ideal Edições. Foi dom “Priegas” quem leu o material e disse: “as histórias são de fato ótimas. Mas deixa de ser preguiçoso, cria vergonha na cara, senta na frente do computador e escreve um livro de VERDADE, não reproduzindo apenas posts que já foram publicados no seu blog. Lembre APENAS das histórias malucas e as conte como aconteceram, dando tom textual de crônica ou romance em cima delas”. Foi o que acabamos fazendo, no final das contas. E por ter vivido a vida que viveu (intensa na maior parte do seu tempo, com o sujeito aqui sempre “plugado” em 220 wolts, sempre ansioso, agitado, e quase sempre total alucicrazy nas baladas noturnas e em muitos momentos da sua vida profissional, enquanto cobria shows, festivais, entrevistando bandas e músicos etc.), sempre no limite da sanidade, conseguiu colecionar esse turbilhão de histórias quase inacreditáveis. Separamos 20 delas para publicar no livro. Que sim, tem uma narrativa auto-biográfica mas que não se trata de uma biografia na pura acepção do termo literário. Uma narrativa que desvela loucuras ao lado de gente como John Lydon (o homem que um dia foi Johnny Rotten e cantou nos Sex Pistols), Evan Dando (dos Lemonheads), Nasi (nosso brother que canta no Ira! até hoje), João Gordo, Lobão, Helinho Flanders (o amado singer do Vanguart) etc, etc. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado do livro. A Kazuá também, ao que parece. Veremos o que VOCÊS, futuros leitores (assim esperamos) do mesmo irão achar.

 

***NÃO HÁ MORALISMOS NO LIVRO, NEM NO SEU AUTOR – As mais de 140 páginas de “Escadaria para o inferno” estão repletas de narrativas envolvendo sexo desenfreado, consumo abusivo de drogas e álcool e tudo aquilo que provavelmente “choca” a moral e os bons costumes, ainda mais nesses tempos de total intolerância e de uma sociedade cada vez mais moralista hipócrita e babaca, reacionária e conservadora ao extremo. Bem sabemos que somos um jornalista ainda mezzo loker, eternamente rocker e já quase um VELHO (mas jamais obsoleto) desajustado na alma e no coração, e inadequado na existência. Um sujeito perenemente à margem do que é considerado “normal” pelo senso comum estúpido da raça humana idem. Isso incomoda? Um pouco, às vezes e não há como negar. Nos arrependemos de ser assim ou de termos sido assim na maior parte de nossa existência? Nem um pouco e o livro deixa isso bem claro: não há MORALISMO algum na narrativa dos capítulos dele (20 ao todo). Tudo é contado com distanciamento moral absoluto (apesar de estarmos no olho do furacão em todos os episódios que estão ali descritos) pois sempre dizemos que, se pudéssemos voltar no tempo mudaríamos muito pouco essa trajetória. Provavelmente teríamos feito tudo novamente, evitando cometer excessos aqui e ali e também evitando consumir aditivos que de fato não deveríamos ter consumido ao longo da vida. Mas no final o livro tenta transmitir ao leitor mais ou menos a mesma sensação que o já clássico filme “Trainspotting” passou a todos que o assistiram: a vida de um JUNKIE é isso. Ele escolheu viver dessa forma. Cada um que escolha viver a sua vida da forma que melhor lhe convier.

 

***NÃO FOI FÁCIL TER TIDO UMA EXISTÊNCIA QUASE TOTALMENTE JUNKIE – Não mesmo. Sem moralismos novamente mas NÃO recomendamos a vida que tivemos para ninguém, embora tenhamos nos divertido horrores. Como jornalista o sujeito aqui poderia estar muito bem hoje, profissional e financeiramente falando. Não estamos, claro. Muito longe de estar, inclusive. Zap’n’roll poderia ter se tornado um “jornalista” total careta e bunda-mole e provavelmente estaria enorme de gordo, casado com uma esposa chata, com filhos, tendo uma amante igualmente chata e trampando em alguma redação de algum mega veículo de mídia e ganhando seus 10 mil dinheiros (ou mais) por mês. Mas escolheu o caminho torto e da loucura, óbvio. E foi perdendo grandes empregos e grandes oportunidades na imprensa, claro, pois além de ser um maluco em tempo quase integral também sempre teve o gênio e o sangue italiano quente e explosivo, o que o fez brigar com muita gente (a imprensa é um dos meios profissionais mais escrotos, hostis e terríveis para se trabalhar, uma autêntica piscina de tubarões e uma fogueira das vaidades insuportável na maioria das vezes). Certa vez o jornalista Luiz Fernando Sá (que foi nosso chefe nas revistas IstoÉ e Interview, e atualmente ocupa alto cargo na editora Três) nos disse: “você já teve ótimas oportunidades e portas abertas na sua vida, que muita gente igualmente competente quis ter e não teve. E você foi desperdiçando todas essas oportunidades”. Talvez ele tenha razão, no final das contas. E num dia, almoçando com amado “sobrinho” Luiz Cesar Pimentel (que é o autor do texto que está na “orelha” do livro), perguntamos a ele onde tínhamos errado no meio do nosso caminho. Onde deveríamos ter entrado na curva à direita, e acabamos entrando na da esquerda. “Finas, cada um tem suas escolhas na vida. Você fez as suas. E paga um preço por elas, simples.”. Nisso ele tem total razão. Fizemos nossas escolhas e pagamos o preço por elas. Sabemos que nossa existência não foi nada fácil. E continua não sendo, inclusive: este jornalista rocker é adicto (dependente químico) há anos. Não deveria nem beber mais nada alcoólico. Mas quem disse que não conseguimos beber? O zapper AMA beber. Só que bebe maaaaais que todo mundo e NÃO fico ébrio. Fica, sim, com um desejo quase incontrolável de ASPIRAR cocaína, quando não de voltar a fumar crack, essa droga do inferno que realmente odiamos. Então hoje em dia procuramos controlar ao máximo o consumo alcoólico. Quando vemos que estamos chegando a ponto de sair do controle, damos um jeito de parar. Senão sabemos que a vaca irá inevitavelmente para o brejo, sendo que também sabemos que somos muito melhor e mais sociáveis quando não estamos “bicudaço” de cocaine e transtornados de álcool (e Marião Bortolotto, que assina o texto da contra-capa do livro, também sabe muito bem disso, ahahaha: “Fininho” estava um doce de sociabilidade no último sábado lá no Cemitério de Automóveis, não é Marião? Rsrs). Fora que algumas lembranças nos atormentam e ainda nos traumatizam ao máximo. Por exemplo: é algo total crazy você estar JANTANDO num churras rodízio (como estávamos na última sexta-feira, no Tendall Grill, onde sempre fazemos um repasto semanal há uns 30 anos já) e, do nada, começar a TREMER por dentro por se lembrar que, ali perto, tem uma “biqueira” de crack, onde freqüentamos e fumamos “pedrinhas” anos atrás. Sendo que nesse período (anos atrás), este jornalista estando com dinheiro no bolso ou na conta estaria ali naquela área (no centrão de Sampa) não jantando no tal churras rodízio mas sim, na tal biqueira e fumando “pedras”. Felizmente isso já passou. Mas ainda restam as (por vezes) tormentosas lembranças. E essas irão nos acompanhar até a morte, pelo jeito. Mas novamente, sem ressacas morais: fizemos o que queríamos fazer. Que a molecada aproveite MESMO enquanto é jovem (a pirralhada no mundo atual está CARETA demais pro nosso gosto, vocês concordam?) e tem a vida toda pela frente. Que TREPE HORRORES, beba até cair, cheire, fume o que quiser e boa. Um dia a idade adulta irá chegar, o corpo irá pedir arrego e aí será a hora de tirar o pé do acelerador e levar uma existência, hã, mais tranqüila digamos assim. E sem olhar para trás e ter arrependimentos, mas pensando: sim, vivi a vida com gosto. E tirei ótimas lições, mesmo dos piores momentos. É isso.

 

***FIM DA HISTÓRIA? – Talvez. Além do lançamento do livro, este Finaski também chegou aos 5.5 de vida. Ele se sente algo envelhecido no corpo já, embora muitas amigas digam que ainda é um coroa charmoso e sedutor (ahahaha, jezuiz… será mesmo?). Mas a cabeça, essa felizmente continua a mil. E mais jovem do que muito pirralho de 20 anos de idade. Apenas queríamos estar um pouco melhor de dindin, rsrs. Mas fato é que a maioria do país está quebrado e muitos dos que conhecemos também. De modos que não há muito o que fazer quanto a isso a não ser torcer por dias melhores (FORA TEMER, seu bandido merda do caralho!). Amores, romances e paixões aos 5.5 de vida? Tivemos centenas (vamos repetir: CENTENAS) de mulheres na vida (e na cama) ao longo da existência. E chegamos a conclusão inefável de que apenas umas quatro delas realmente fizeram este loker perder o juízo. Ele teria se casado com a Flavia (quando tinha meus 28 anos de idade), que se tornou uma advogada muito bem sucedida, está casada e com filho. Ou com a Tania (já aos 41) que desapareceu (deve ter encontrado o homem “sem vícios” que ela queria encontrar para contrair matrimônio; com este blogger maloker ela jamais iria “casar” pois como a própria ruiva puta e malvada disse certa vez: “Humberto, você é ÓTIMO pra sair, se divertir, cheirar cocaína, beber, trepar, mas NÃO pra casar. Quando eu me casar não vou querer nada disso pra mim”. Ok, rsrs), com a Rudja (de Macapá), de quem somos amigos até hoje e que AMAMOS toda a família dela. Ou com a Neidinha Rodrigues, aquela magrela branquela linda, deliciosa, peituda, mega inteligente e fã de literatura (como este velho jornalista) que é uma “demônia” na cama mas que, infelizmente, é CASADA (o que não nos impediu de ficar trepando com ela por um ano). Teríamos casado e ficado pra sempre com uma dessas quatro mulheres incríveis. Mesmo sabendo que talvez não estivesse mais com nenhuma delas até hoje. Mas as tivemos, ao menos. E deu certo o tempo que tinha que dar. E agora? (suspiro…) Agora imaginamos que nosso tempo já tenha se esgotado. E que não haverá mais tempo para que um novo amor surja na vida de Finas. De modos que ele segue sozinho. E provavelmente vai morrer sozinho. Por isso agora entende, mais do que nunca, porque Van Gogh morreu sozinho e sem uma das orelhas. Porque Jack Kerouac (o homem que nos deu o clássico beat “On The Road”) morreu aos 47 anos de idade (muito jovem ainda) quando vivia com a mãe, e foi levado por uma cirrose ocasionado pelo consumo excessivo de vinho licoroso (adoramos). Também compreende porque Rimbaud se foi, sozinho e sem uma das pernas (amputada por causa de um tumor) e porque J. D. Salinger (o gênio que nos deu “O apanhador no campo de centeio”) preferiu terminar sua vida, já velhíssimo, isolado do mundo no alto de uma montanha. Talvez este será mesmo nosso fim (e não nos importamos que seja, aliás até almejamos que seja, num certo sentido): sozinho mas contente e em paz, no alto da montanha mágica, lá em São Thomé Das Letras. Publicado “Escadaria para o inferno”, é pra lá que pretendemos ir pra morar, em 2018.

 

XXX

E a semana que está quase acabando já foi agitadíssima em se tratando da divulgação do livro zapper. Ele já foi parar nas mãos de alguns dos principais personagens que fazem há anos a cena rocker paulistana acontecer: o lendário produtor e cappo do selo indie Baratos Afins, queridão Luiz Calanca, além de nosso igualmente eterno e amadorado DJ e produtor cultural André Pomba. Na grande imprensa a repercussão também já começou, com este Finaski tendo dado entrevista na última quarta-feira no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM, e que é apresentado pelo brother Clemente. Fora a visitinha de cortesia que fizemos à redação do diário Folha De S. Paulo (um dos maiores jornais do país) e onde fomos super bem recebidos pelo também queridão Ivan Finotti e pela fofura que é a repórter Amanda Nogueira. E nas próximas semanas o agito em torno do livro vai prosseguir, pode esperar!

FINATTICALANCA17

Com o produtor musical Luiz Calanca, na sede do selo e loja Baratos Afins/SP

 

FINATTICLEMENTE

Concedendo entrevista para o “irmão preto” Clemente, no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM/SP

 

FINATTIIVANF

Visitando o queridão Ivan Finotti, na redação do diário Folha De S. Paulo

 

FINATTIPOMBALIVRO17

Com o amado super dj André Pomba, na domingueira rock mais badalada do Brasil, o Grind/SP

 

FINATTIMARIOB17

E tomando algumas com o dramaturgo Mário Bortolotto, autor do texto da contra-capa do livro, no bar/teatro dele, o Cemitério de Automóveis, em Sampa

XXX

 

“Escadaria para o inferno” já está à venda na loja virtual do site da editora Kazuá, que pode ser acessado aqui: WWW.editorakazua.com.br. O livro também está à venda na Sensorial Discos/SP, que pode ser contatada em WWW.sensorialdiscos.com.br ou pelo fone 11 3333-1914. E por fim também na Livraria Cultura em Sampa.

 

 

IMAGENS DE ALGUNS DOS MOMENTOS BACANUDOS DO LANÇAMENTO DO LIVRO, QUE ROLOU NO FINAL DE NOVEMBRO EM SAMPA

FINATTIFLAVIACRIS17

O jornalista gonzo e escritor loker e as amigas gatas

 

FINATTIGANHABEIJO17

Ganhando bijokas das novas leitoras

 

FINATTIJUNGJONNATA17

Com os brothers André Jung, ex-batera do Ira!, e Jonnata Doll, vocalista da banda Garotos Solventes

 

FINATTILIVROS17

Se preparando para dar mais um autógrafo

 

FINATTIMICHELLE

A loirinha mais linda e meiga, sorrindo ao lado do novo escritor

 

IMAGEMFELIPELIVROFINATTI

Leitor degustando e apreciando a nova obra literária

 

FINATTIAUTOGRAFOLIVRO

Dedicatória para uma amiga querida

 

 

O NOVO BAR ROCKER UNDER DE SAMPA: O CLUBE VU TAMBÉM ABRIU SUAS PORTAS PARA A GALERA AINDA ROCKER DA CAPITAL PAULISTA

Mesmo com a crise existencial, mercadológica, artística e de público que o rock vem enfrentando já há alguns anos lá fora e aqui também, ainda há alguns MALUCOS que mantêm a fé no gênero musical mais genial e importante da música mundial nos últimos 70 anos.

Ele está quase morto? Talvez. Anda total em baixa no circuito noturno alternativo paulistano (sempre é bom lembrar: em um ano e meio nada menos do que quatro dos mais tradicionais clubes de rock da capital paulista fecharam suas portas)? Pode ser, também. Mas nada disso abalou a confiança de três sócios que se uniram para fazer funcionar e ferver, na Barra Funda (bairro da zona oeste paulistana), o novíssimo Clube VU. Com toda sua inspiração (do espaço a decoração, da fachada aos nomes que irão batizar os drinks exclusivos da casa) vinda da obra gigante do lendário Velvet Underground (uma das mais fundamentais bandas de toda a história do rock’n’roll), o VU promete manter acesa a chama do rock na noite under de Sampa. Para isso vai apostar em drinks e coquetéis especialíssimos, em uma programação temática variada ao longo dos dias da semana e, principalmente, em um público mais adulto, que já passou dos 30 mas que ainda curte sair à noite para beber e dançar ao som do bom e velho rock.

Dos três sócios da nova empreitada do circuito de entretenimento de São Paulo, dois são velhos conhecidos da cena rocker da cidade: Claudio Medusa (que durante quase uma década foi proprietário do finado Astronete, na rua Augusta) e nosso “quase” xará, o jornalista Ivan Finotti, um dos nomes mais conhecidos e respeitados do jornalismo cultural e musical da equipe do caderno Ilustrada, do jornal diário Folha De S. Paulo. E foi com mr. Ivan que Zap’n’roll bateu um papo rápido para saber o que podemos esperar do Clube VU. Os principais trechos do papo seguem abaixo.

FINATTIIVANFII

Dupla dinâmica do jornalismo cultural em noitada de bebemoração rock’n’roll na capital paulista: Ivan Finotti e Zap’n’roll na inauguração do novo clube VU; abaixo a fachada da nova casa noturna de Sampa

fachada

 

Zap’n’roll – Você poderia explicar, resumidamente, o conceito do novo Club VU? Como surgiu a idéia, quando surgiu, o que vai tocar por lá, como será o atendimento, ambiente, carta de bebidas e comidas (se houver) etc?

 

Ivan Finotti – é Clube V.U., em português. Por ser jornalista, tento ao máximo manter as palavras na nossa língua. Lá no Clube V.U., por exemplo, bebe-se gim e uísque, não gin nem whisky. Manias à parte, o Claudio Medusa estava atrás de uma nova empreitada após o fechamento do Astronete em 2016. Nós já haviamos aberto juntos o Alberta #3 em 2010, com a Thea Severino e a Noemi Silva. Então eu não via como criar algo muito diferente daquilo. Então apareceu a artista plástica Suemi Uemura, amante de drinques e frequentadora de bares de coquetelaria. Com ela, bolamos o conceito de uma balada com drinques tão bem feitos quanto nesses bares, que estão em alta na cidade nos últimos tempos. Vai ser um desafio atender 300 pessoas dessa forma, mas temos um balcão de 11 metros e excelentes barmen e barwomen.

 

Zap – é sabido que o rock está em baixa (infelizmente) nesse momento, mesmo no chamado circuito noturno alternativo de Sampa. Tanto que clubs bacanas como Astronete (que era de propriedade do Medusa, seu sócio nessa nova empreitada), Inferno Club, Funhouse e Matrix (que voltou a reabrir há poucas semanas) fecharam suas portas nos últimos meses. Dessa forma não é temerário investir em um novo espaço apenas dedicado ao rock? Ou o VU vai mirar também outros públicos, com festas variadas em noites especificas?

 

Finotti – O rock é o gênero que liga toda a semana, mas as festas são variadas. Na segunda-feira, receberemos chefes de bar de diversas casas da cidade para fazerem seus drinques em nosso balcão. Na terça, exibiremos filmes icônicos no telão , enquanto você desfruta seu coquetél. Nesses dias, de entrada gratuita, abriremos a pista se houver público para isso. Na quarta-feira a casa está fechada, mas não é bem assim. Você pode abri-la para a sua festa de aniversário, por exemplo. A quinta é inspirada nas musas transexuais de Lou Reed, imortalizadas em canções do Velvet Underground, como Candy Darling e Lady Godiva. Essa noite terá uma pegada mais pop. A sexta traz o lado B do rock, com clássicos desconhecidos dos anos 60, 70 e 80, além de soul. E o sábado é para a turma que ama o indie e tudo isso que a gente falou antes também.

 

Zap – São três sócios na nova casa, sendo que um deles, Claudio Medusa, é um conhecido personagem da noite alternativa paulistana. Já você é um dos nomes mais conhecidos do atual jornalismo cultural brasileiro, trabalhando na Folha Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo (um dos maiores diários brasileiros). E é sabido que você também ama rock’n’roll, especialmente Bob Dylan, rsrs. O que o levou a investir nessa nova atividade, aparentemente muito distante do universo do jornalismo?

 

Finotti – Eu amo ser jornalista e investir nessa atividade nunca foi uma forma de escapar do emprego. Pretendo seguir mais 15 anos no jornalismo. Acontece que eu também amo música e fazer parte de uma casa noturna (inspirado pelo meu amigo André Barcinski, que abriu a Clash em 2007) foi a forma que encontrei de estar mais próximo dela. Você falou em Bob Dylan e realmente o Alberta #3 foi completamente inspirado nele. Dois anos depois, abrimos o restaurante Ramona, meio Dylan, meio Ramones, também na avenida São Luís. Fiquei quatro meses fazendo a trilha sonora e os frequentadores se surpreendem com a música de lá. Há três meses, reabrimos o bar Stônia, no subterrâneo do Ramona. Homenageia os Stones. Agora, o V.U. é a casa noturna do Velvet Underground, o grupo que mais influenciou e menos vendeu da história do rock. A banda de Lou Reed, Nico e Andy Warhol. Temos muito veludo vermelho por lá. E a cachaça da casa chama Heroin, como a canção deles.

 

Zap – falando em musica e em rock’n’roll, o que você mais curte? Apenas bandas clássicas e antigas ou também fica atento às bandas mais novas?

 

Finotti – Só as clássicas. E as novas que parecem velhas.

 

Zap – pra encerrar: na sua opinião, qual o futuro do rock nesse momento (aqui e lá fora) e de casas noturnas que ainda se dedicam ao gênero? Ele, o rock, dará a volta por cima e irá reinar novamente como reinou na música mundial por quase 70 anos? Ou isso não vai mais acontecer?

 

Finotti – Eu acho que não vai mais reinar. Já foi esse tempo. Mas não vai acabar, sempre haverá um bando de malucos como você para dar um pouco de fôlego ao rock.

**********

TCHAU 2017, JÁ VAI TARDE!

Mais um ano infernal que chega ao fim. Mas conseguimos sobreviver a ele, felizmente. Então que venha 2018! E que ele traga algum alivio imediato para todos nós – na economia, na cultura pop, na existência humana no final das contas.

O site/blog zapper se dá férias agora, até o final de janeiro quando voltamos por aqui. Até lá desejamos que todos tenham uma super virada na semana que vem e ótimas férias também!

Inté!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 25/12/2017, às 17hs.)

 

 

AMPLIAÇÃO FINAL, falando sobre a exposição em torno da trajetória do Nirvana no Rio De Janeiro, e os 27 anos da morte do gênio inesquecível que foi Cazuza – Com um disco bacanão recém lançado o quarteto inglês Ride, ícone da geração shoegazer britânica dos 90’, mostra que o rock de duas décadas e meia atrás era muito mais legal do que o que é feito pelas bundonas bandas atuais e onde até a indie scene rock planetária anda mega meia boca; mais: a volta do folker Fleet Foxes, o indie guitar noventista do Delays, a inútil ilusão oferecida por redes sociais como o Facebook, o fim de mais um bar alternativo bacana em Sampa (a Funhouse) e uma musa rocker japonesa QUARENTONA (wow!) e repleta de tattoos, que deixa muita pirralha de vinte aninhos no chinelo, ulalá! (postão AMPLIADO E FINALIZADO, em 8/7/2017)

BANNERMUG17II

IMAGEMRIDE17II

Com a falência atual da cultura pop e do rock’n’roll, cabe aos veteranos mostrar ótimo serviço: o shoegazer inglês Ride (acima) lança novo e muito bom álbum após mais de duas décadas sem gravar material inédito; já o também britânico Delays (abaixo) vai na mesma pegada sonora, prestando vassalagem ao indie guitar noventista; e até nossa musa desta edição, a lindona japa girl Gláucia (também abaixo), mostra que as quarentonas rockers são muitas vezes mais interessantes e apetitosas do que as “pirralhas” atuais

IMAGEMDELAYS17

IMAGEMMUSAGLAUCIA17

 

**********

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL E MEMÓRIAS FINÁTTICAS – E NAQUELE SÁBADO, HÁ 27 ANOS, NO RIO DE JANEIRO… O BLOG ASSISTIA LEGIÃO URBANA AO VIVO ENQUANTO CAZUZA IA PRO CÉU COM DIAMANTES

Onde vocês estavam há 27 anos, exatamente em 7 de julho de 1990? Bom, vocês o blog não sabe. Zap’n’roll estava no Rio de Janeiro à noite, no Jockey Club do balneário carioca. Junto estavam ali outras 50 mil pessoas. Todas vibrando ao máximo e em êxtase sensorial absoluto com o show que a Legião Urbana estava então fazendo no local. Era mais uma apresentação da turnê do bombadíssimo álbum “As Quatro Estações” (que havia saído menos de um ano antes e já havia vendido, até aquela data, mais de um milhão de cópias). Finaski era repórter da editoria de cultura da revista IstoÉ. E havia passado os últimos dois meses daquele ano acompanhando a banda em algumas apresentações, para escrever um perfil dela para a revista. Esse show no Rio seria o último que ele iria assistir antes de escrever e entregar o texto para publicação. Depois que a revista foi para as bancas com a reportagem, ainda assistiu novamente o grupo aqui mesmo em Sampa, no estádio do Palmeiras, dois meses depois.

 

Muito aconteceu naquele final de semana da gig carioca da Legião. Acontecimentos que, inclusive, estão descritos num dos primeiros capítulos do livro, “Escadaria para o inferno” (que está na mão de numa nova e promissora editora e que talvez o coloque nas livrarias ainda este ano). Na véspera da ida pro Rio o jornalista loker/zapper se trancou em casa (no apto em que morava, na rua “Gay” Caneca) com a magrela Pati, com quem então estava de “namorico” (pois Finas havia sido “dispensado” semanas antes pela futura mãe do seu único filho). Pati era bonitinha mas ordinária: gostava de rock mas não possuía grandes atributos intelectuais. Mas FODIA bem. De modos que ela foi pra casa naquela sexta-feira e lá passamos a noite/madrugada, primeiro fodendo bastante. Depois o loki autor deste espaço blogger rocker foi cheirar cocaína ao longo da madrugada, enquanto papeava com ela e escutava discos da Legião. Quando o pó acabou foi tentar dormir (já era quase de manhã) e obviamente “fritou” bastante até conseguir. Mas enfim pegou no sono.

 

No meio da tarde (umas 4 da tarde, pra ser mais exato) foi acordado com o interfone tocando. Era o queridão Ivan Cláudio, que trabalhava com este repórter na IstoÉ. Ele estava em pânico e apavorado. Sabia como seu colega de redação era, hã, “irresponsável” com compromissos e horários. Entrou no apê tenso. “Finatti! Pelo amor de deus! Você precisa ir pra Congonhas, pegar um vôo e ir pro Rio!”. Sim, o bloggrt loker. Ainda estava sonolento (com Pati ainda deitada na cama também, PELADA e coberta apenas por uma colcha) e acordando aos poucos, em câmera lenta. E Ivan cada vez mais ansioso. Foi quando ele disse: “nem sei se o Renato vai subir no palco e cantar. O Cazuza MORREU hoje pela manhã”.

 

Sim. Caju, 32 anos de idade, um dos maiores poetas da história da música brasileira em todos os tempos, um dos nomes GIGANTES do rock BR dos anos 80’ e amigo pessoal de Renato Russo, havia finalmente sido vencido pela AIDS (e contra a qual ele lutava bravamente desde 1986 mais ou menos) na manhã daquele sábado, 7 de julho de 1990. Veio então a dúvida: haveria afinal ou não o show da Legião?

 

Finas não podia ficar conjecturando sobre isso. Arrumou sua bolsa de viagem, se despedi da Pati e de Ivan, pegou um táxi e se mandou pro aeroporto. Conseguiu pegar o vôo da ponte aérea das 7 da noite. Chegou no Rio às 8, foi pro hotel, tomou um banho rápido, se trocou e foi pro Jockey. A apresentação aconteceu, para o nosso alivio e das outras 50 mil pessoas que estavam lá. Renato Russo falou sobre Cazuza antes de a banda começar a tocar. E foi uma gig  i n e s q u e c í v e l. Só quem esteve lá, como nós estivemos, pode saber disso.

 

Vinte e sete anos se passaram. Estamos com 5.4 nas costas, sozinho (quer dizer, emocionalmente sozinho; trepadas sempre surgem pelo caminho, mas seguimos solteiro) e sempre reiterando o que sempre comentamos aqui. A cultura pop e a música brasileira (incluso aí o rock nacional e todos os outros gêneros possíveis) MORRERAM (pelo menos em termos qualitativos e de relevância artística) na era da web, do zap zap, das redes sociais babacas fúteis e inúteis/superficiais. Por isso mesmo que não conseguimos esquecer e deixar de curtir, ouvir e admirar bandas como Legião Urbana e artistas como Cazuza e Renato Russo, que também iria morrer de AIDS seis anos depois, em outubro de 1996.

IMAGEMCAZUZAERUSSOII

Em 7 de julho de 1990 (há 27 anos), Cazuza morria no Rio De Janeiro, aos 32 anos de idade, vitimado pela AIDS; ele e Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, foram os dois principais cantores e letristas da inesquecível geração rock BR dos anos 80’, o que pode ser facilmente visto no vídeo abaixo, com a Legião tocando na mesma noite de 7 de julho daquele ano, para 50 mil pessoas no Jockey Club carioca; e Zap’n’roll estava nesse show

 

Os dois fazem muita falta. E nunca mais irão surgir letristas como ambos, com a verve poética sublime que eles possuíam. Isso é liquido e certo. Mas pelo menos a obra musical deles é eterna e está aí, para quem quiser ouvir para todo o sempre.

 

Naquela ida ao Rio também conhecemos a Flávia, em pleno vôo de SP pro balneário. O avião estava vazio e sentamos ao lado dela de propósito pois a havíamos achado gostosona (com peitaços sensacionais) e simpática (não muito bonita na verdade, com aqueles cabelos loiros cacheados, sendo que nunca tivemos muito apreço por loiras e ruivas). Pedimos um whisky pra comissária de bordo (sim, naquela época servia-se whisky nos vôos da ponte aérea Rio/SP) e puxamos papo com ela enquanto bebericava o dito cujo. Quando descobrimos que ela amava David Bowie, Raul Seixas e o escritor e dramaturgo gay francês Jean Genet, enlouquecemos. Ao descermos no Santos Dumont, no Rio, o blog a puxou pelo braço e a levou pro hotel. No quarto nos beijamos furiosamente na boca mas ela disse: “eu NÃO VOU DAR PRA VOCÊ HOJE. Preciso ir pra Niterói ver minha mãe [que era separada do pai dela e estava enfrentando um câncer em estado terminal], e você tem que ir fazer sua reportagem. Amanhã eu venho pra cá e durmo aqui com você”.

 

E assim foi. Fomos ver a Legião, e ela foi ver a mãe dela. No domingo à noite ela cumpriu a palavra. Foi pro hotel e lá dormiu com o jornalista, proporcionando a ele uma das melhores FODAS que tinha dado na vida até então. O zapper se apaixonou perdidamente por ela, claro. Mas total atrapalhado que sempre foi, fez tudo errado. A mãe do filho do jornalista reapareceu, engravidou e o zapper perdeu Flávia para sempre. Hoje ela é uma advogada muito bem sucedida, casada e mãe de um filho. É a vida…

 

(suspiro…)

 

A mãe do nosso filho se separou deste maluco dois anos depois. Ela não agüentou conviver com um loki de 28 anos de idade, que era um jornalista bastante conhecido e repórter de uma das principais revistas semanais de informação do Brasil, e que a CHIFRAVA a torto e a direito (sim, era um tarado compulsivo por bocetas; e sejamos honestos e sem moralismo, hipocrisia ou machismo aqui, mas mulheres AMAM dar pra sujeitos comprometidos e que possuem uma certa visibilidade pública, como o blog possuía por ser jornalista), além de viver se entupindo de cocaine (ela detestava drogas) e whisky. Ninguém agüentaria muito tempo na real, e acho que ela suportou até demais.

 

Se estas linhas saudosistas se arrependem de algo? Não. Não adianta remoer, se arrepender ou ter remorso dos erros cometidos, buscando algum tipo de alento, redenção ou perdão deles, desses erros. Melhor APRENDER com eles e tentar EVITAR errar novamente. Nesse sentido achamos que aprendemos (ainda que a duras penas) alguma coisa com nossos erros e nessas mais de cinco décadas de existência.

 

Se sentimos saudades de algo? Sim, claro, muita saudade. Dos anos 80’ e 90’, do mundo muito mais legal e menos reaça e careta do que é hoje, do rock brasileiro genial daquela época, de tudo que vivemos, ouvimos, curtimos e vimos, dos shows que acompanhamos, das reportagens que fizemos, dos lugares bacanas onde trabalhamos. Dos nossos anos jovens enfim. Nos divertimos pra caralho no final das contas e não podemos jamais nos queixar. Tudo passa e ficam as lembranças, ótimas e ruins. Então hoje nos lembramos de Cazuza, de Renato Russo, da Legião Urbana, daquele show que vimos naquela noite de 7 de julho de 1990 no Rio, da Flavia que conhecemos no avião. Nos lembramos de tudo isso e dizemos a nós mesmos que, sim, fomos felizes afinal em alguns momentos de uma vida quase perenemente cinza na alma e no coração. E quem sabe um dia, se houver alguma outra estação além dessa escrota aqui na Terra, a gente reencontra Cazuza, Russo e mama Janet, todos eles arianos e lá no céu com diamantes.

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL E MEMÓRIAS FINÁTTICAS, II – ELES SERÃO ETERNAMENTE UMA DAS CINCO BANDAS DA VIDA ZAPPER

Zap’n’roll escreveria um LIVRO aqui sobre o trio inesquecível formado pelo igualmente inesquecível e saudoso gênio Kurt Cobain, mais Kris Novoselic e Dave Grohl. Porém a história deles parece estar muito bem contada e resumida na expo que está em cartaz no Rio De Janeiro, e que chega a Sampa em setembro.

 

Estamos ficando velhos, bem sabemos. Mas não há remorsos, ressentimentos ou arrependimentos em nós pelo que passamos, vimos, ouvimos e vivemos nos nossos já longos 5.4 de existência. Há com certeza uma grande saudade e nostalgia de tudo aquilo. Mas vivemos o MELHOR que pudemos e no momento CERTO tudo o que tinha e tivemos que presenciar. Se fossemos um adolescente nesse momento, teríamos perdido milhões de paradas imperdíveis e que fizeram parte para sempre da nossa vida. Como o show do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993, no estádio do Morumbi no festival Hollywood Rock (foi nele que conhecemos pessoalmente o amado André Pomba, inclusive). Estávamos lá. E TESTEMUNHAMOS a PÉSSIMA apresentação de Kurt e cia. O show foi ruim, caótico, quase medonho. Mas era o Nirvana no palco. Por isso mesmo, enquanto eles tocavam a cover de “Molly’s Lips” (da obscura banda Vaselines), o blog pulava como um louco na pista do gramado do estádio, até gritar para uma amiga (não lembramos mais quem estava conosco naquela gig) minha, ao nosso lado: “O show está uma MERDA, mas FODA-SE! É o NIRVANA e EU estou aqui!”.

 

(suspiro…)

 

Kurt ficou milionário com o grupo, se tornou um mega star mundial e meio que passou a DETESTAR tudo isso. Quando começou a banda, vivia dizendo que se contentaria com ela tocando apenas em palcos minúsculos e em butecos idem, para platéias ibidem. Quando o trio passou a encarar multidões de mais de 50 mil pessoas nas suas apresentações ao vivo, algo desandou em Cobain e seu cérebro deu tilt. O resultado todo mundo sabe. Um tiro de espingarda disparado por ele mesmo contra os próprios miolos. A essa altura muitas vezes ele já se achava não um rock star, mas apenas… um idiota (como cantou em “Dumb”).

IMAGEMKURTCOBAINII

Uma mega exposição em cartaz no Rio revive todo o legado do Nirvana (acima, Kurt Cobain em ação numa gig da banda); em setembro o evento chega a capital paulista

CARTAZEXPONIRVANABR17

 

 

O blog muitas vezes se senti e ainda se sente também um idiota. Faz parte. Mas como sabemos que talvez não nos reste mais muitos anos por aqui afinal, suportamos hoje com mais sapiência e resignação esse sentimento de idiotia, de inadequação emocional e existencial. Um dia tudo isso acaba no final das contas.

 

Saudades Kurt. Você estará sempre no coração de Finaski. E nos vemos aqui em Sampa em setembro, na sua expo sobre o Nirvana.

 

**********

EDITORIAL COMPORTAMENTAL/POLÍTICO – ENQUANTO O PAÍS AFUNDA, A NAÇÃO VIRTUAL IMBECIL FAZ “INVEJINHA” PROS AMIGOS NOS FACEMERDAS DA VIDA

Com a aproximação das datas de alguns grandes shows internacionais marcados para o segundo semestre no Brasil, nunca o FaceTRUQUE (ou FaceMERDA) cumpriu tão bem sua função quase PRIMORDIAL: a de fazer boa parte dos OTÁRIOS que estão nele se sentirem “popstars”, nem que seja por um dia apenas, uma postagem e uns 15 likes nela (atualizando o clássico vaticínio do gênio Andy Warhol: “no futuro todos serão FAMOSOS por 15 LIKES”, ahahaha). Fora que FAZER INVEJA nos “amigos” virtuais é a tônica de muitas postagens (incluso aí a de vários amigos do blog lá na rede social escrota). Então todo mundo reclama que está “falido” mas haja post pra exibir (uia!) com empáfia foto de ingresso comprado pro show do Paul McCartney, do festival SP Trip (que vai reunir um MONTE DE LIXO de bandas velhonas e cafonas de heavy metal, e onde se salva apenas o gigante The Who no line up) ou do U2 (o quarteto irlandês teve que marcar uma terceira apresentação aqui, já que os tickets para as duas primeiras se esgotaram em questão de poucas horas). Agora pra responder por inbox a uma oferta com preço ridículo de anúncio neste blog (“vou fazer de conta que não vi e não li”, embora a rede social denuncie que a mensagem foi VISUALIZADA, rsrs)… silêncio ENSURDECEDOR. Seria CÔMICO, se não fosse ridículo e algo detestável esse comportamento ESCROTO.

Um comportamento, de resto, nos leva a questão POLÍTICA desta postagem. Enquanto você fica aí fazendo invejinha nos “amigos” virtuais, postando fotos dos tickets que acaba de comprar pra aquele showzaço gringo imperdível (com preço astronômico e sempre extorsivo, é bom ressaltar, o que torna o comprador do ingresso um OTÁRIO ainda maior, mas é claro que ele PRECISA mostrar na rede social que está de bem com a vida e que vai ao tal show, onde irá tirar muitas selfies alegres e sensacionais e na verdade pouco vai se lixar para a apresentação que está rolando no palco e pela qual ele deu seu CU para conseguir pagar o valor abusivo do ingresso), o Brasil AFUNDA sem dó sob o NÃO comando do Bela Lugosi do Planalto. Ele mesmo, o golpista, vampiro e CHEFE DA QUADRILHA MAIS PERIGOSA do país.

Enfim, se você leu até aqui e se participa festivamente desse comportamento cretino de fazer “invejinha” com seus postecos em rede social enquanto todo mundo se fode (você incluso) nesse bananão miserável, achamos que está na hora de o Sr (ou srta) rever sua postura “virtual”. Ou não?

 

MICROFONIA

(reverberando cultura pop, política, comportamento e sociedade)

 

***“Gimme Danger”, o documentário realizado em 2016 sobre a trajetória dos gigantes e seminais Stooges, passou durante a programação do In Edit Brasil deste ano, que se encerrou semana passada. Nem tinha como ser um doc ruim. Dirigido pelo genial Jim Jarmusch (de quem somos fãs desde sempre) e conduzido em boa parte pela narração da lenda Iggy Pop, “Gimme Danger” desvela em detalhes a trajetória de uma banda que foi fundamental para toda a história do rock’n’roll. E continua sendo até hoje. Aliás enquanto o blog assistia ao filme (a sala do cine Olido, no centrão de Sampa, lotou de gente de todas as idades, de adolescentes a um velhinho que sentou bem ao nosso lado o que suscitou a dúvida: ele estava ali por mera curiosidade e sem saber do que tratava o longa ou era mesmo um fã de décadas dos “Patetas”?), pela enésima vez chegamos à conclusão de sempre: o mundo se tornou mesmo inculto e irremediavelmente BOÇAL em termos de arte na era da web. O ser humano chegou ao ápice do avanço tecnológico e digital. E no entanto nunca regrediu tanto em termos de ARTE e de sólida formação cultural e intelectual. Ou você acha que a música, o rock, o cinema, a literatura e as artes de hoje em dia ainda irão revelar algum gênio cuja obra será reverenciada daqui a 30 ou 40 anos, como a dos Stooges e de Iggy Pop é até hoje? Talvez a LITERATURA atual em si ainda produza alguma obra gigante e revele algum (a) escritor (a) fenomenal, posto que a arte da escrita talvez ainda esteja um pouco mais imune do que as outras ao vazio e ao horror de futilidade, ignorância e superficialidade que a cultura da web, da internet e das redes sociais impôs e impõe às pessoas. Mas esperar que ainda surjam ícones como James Osterberg e álbuns clássicos como os três gravados pelos Stooges (o primeiro, homônimo, e mais “Funhouse” e “Raw Power”) nos tempos atuais, pode esquecer: isso NÃO VAI MAIS ACONTECER. Então diante disso, até que estas linhas zappers se sentem confortáveis nos seus 5.4 de existência. Pois tivemos os três discos essenciais da banda em vinil. Mais do que isso: conseguimos assistir Iggy Pop e os Stooges ao vivo. Iggy em 1988 (há quase 30 anos!) no extinto ProjetoSP (que ficava no bairro da Barra Funda, em São Paulo, um galpão enorme onde cabiam 5 mil pessoas e que na noite da gig do Iguana não recebeu mais do que metade da lotação do lugar). Depois, ainda conseguimos testemunhar a reunião da banda no festival Claro Que É Rock (inesquecível, numa noite que ainda teve Sonic Youth e Nin Inch Nails), em novembro de 2005, na noite do aniversário de 43 anos de idade do jornalista eternamente rocker. Foi fantástico e guardamos os dois shows eternamente em nossas mais caras lembranças. “Gimme Danger” chega a ser emocionante em alguns momentos (fora que as tiradas certeiras de Iggy em seus depoimentos provocam ótimas gargalhadas na platéia). Jarmusch colocou seu talento de cineasta a serviço de um simples mas bem amarrado (no roteiro e na edição de imagens históricas da trajetória do grupo) documentário (de resto Jim sempre foi da turma do rock, basta lembrar que é dele também o magnífico “Sobre café & cigarros”, que foca na carreira de Tom Waits). No filme, lá pelas tantas, Iggy brinca que “ainda irá enterrar muitos amigos”. De fato: dos Stooges já se foram os irmãos Asheton (Ron e Scott), além do baixista Dave Alexander. E da própria santíssima trindade total genial e LOKA dos anos 70’ (Bowie, Lou Reed e Iggy Pop), está sobrando apenas mr. Osterberg, hoje na tranqüilidade dos seus 70 anos de idade e de quem olha para trás, para a selvageria que era sua existência junkie e à frente das apresentações igualmente selvagens de sua banda sem nostalgia, mas com o sentimento de estar em paz consigo mesmo e de ter muito orgulho por ter escrito alguns dos capítulos mais extraordinários desse tal de rock’n’roll que todos nós amamos e que ajudou a tornar a humanidade um pouco (ou muito) mais feliz e relevante culturalmente falando, no século XX.

CARTAZDOCGIMMEDANGER17

O “iguana” Iggy Pop tem sua trajetória e a de sua banda, o seminal The Stooges, esmiuçada com classe no documentário “Gimme Danger” (acima); abaixo, o cantor durante seu primeiro show no Brasil, em 1988 no ProjetoSP em São Paulo

IMAGEMIGGYPOPLIVEBR1988

 

***O som indie pop legal do desconhecido Delays – Uma banda indie inglesa já velhinha, desconhecida mas bacana – é o quarteto Delays, que surgiu em 2001, lançou seu primeiro álbum (o bem legal “Faded Seaside Glamour”) apenas em 2004 e de lá pra cá mais três álbuns, o último deles em 2010 (lá se vão sete anos…). Zap’n’roll resolveu falar deles porque enquanto a OGRADA vive se descabelando e berrando na frente da TV sempre por causa do futeMERDA, o blog ocupa seu tempo com paradas mais legais, como ouvir o primeiro disco dos Delays. Que é repleto de canções com melodias doces, bucólicas (mas não chatas) e encantadoras. Lembra muito o indie pop noventista de grupos como The La’s (alguém se lembra deles?) e o vocal em falsete do guitarrista e cantor Greg Gilbert nos remete diretamente para uma Londres gelada e encoberta por fog, lá por 1993. O cd todo é bacana (não sensacional, mas muito bom de se ouvir), trilha perfeita para uma noite fria de inverno. E nele há pelo menos uma pequena obra-prima, aquela pop song quase perfeita: “Nearer Than Heaven”, que inclusive sempre toca na rádio New Rock da TV NET. É uma banda velhinha já, que não lança novo material há 7 anos mas que quase ninguém deve conhecer por aqui. Então se você também ODEIA futebol como estas linhas bloggers odeiam, taí a dica sonora desta edição do Microfonia. Melhor escutar o Delays do que ficar perdendo tempo com futeMERDA na TV.

 

***postão zapper entrando no ar em pleno domingão de inverno em Sampa, néan. E hoje à noite é dia de rock neném, com a domingueira rock Grind. E sendo que ontem, sabadón, rolou mais uma exibição do bacaníssimo documentário “Time Will Burn”, que radiografa com precisão toda a indie guitar scene brasileira dos anos 90’. Dirigido pelo chapa Marko Panayotis e já exibido em algumas telonas paulistanas ao longo de 2016, “Time…” ganha ainda mais uma projeção na próxima terça-feira às nove meia da noite, no cine Sesc (que fica ali na rua Augusta em direção aos Jardins, próximo à estação Consolação do metrô). Detalhe: assim como ontem a exibição na terça também será gratuita e os ingressos podem ser retirados uma hora antes do início da sessão. E sim: Zap’n’roll faz uma “ponta” no doc (uia!), no final dele. Mais não dá pra contar e o melhor é ir lá conferir.

 

***já outro doc igualmente bacanudo sobre a cena indie nacional dos 90’, “Guitar Days”, deverá finalmente ser lançado comercialmente até setembro próximo. É o que informa o brother Caio Augusto, diretor do filme (e atualmente morando na Espanha), em bate-papo com o blog esta semana. Segundo ele o longa (que também tem a participação deste jornalista rocker/loker, dando depoimento sobre uma cena que ele acompanhou muito de perto naquela época) será primeiramente exibido em alguns eventos específicos em alguns países europeus. Depois chega ao Brasil. Vamos aguardar.

 

***E a notícia lindona e bacanuda deste domingão invernal (que bom e que delícia): Morrissey, a nossa BICHONA fofa e mais amada de todos os tempos no rock e na cultura pop mundial enfim ganhando sua cinebiografia, wow! Ela foca na juventude dele e termina quando Moz se encontra com Johnny Marr – daí em diante e o resto da história todo mundo conhece de cor. Perfeito! O longa estréia em agosto na Inglaterra e fica a torcida para que ele chegue o quanto antes aos cinemas aqui do triste bananão tropical.

IMAGEMSMITHSCLASSIC

Uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, os inesquecíveis Smiths (acima): a cinebiografia do vocalista Morrisey chega mês que vem aos cinemas da Inglaterra

 

***mês do rock, I: é este julho mesmo, que começou ontem, sendo que dia 13 em si é o Dia Mundial do Rock (desde 1985, quando foi realizado o lendário concerto Live Aid). E para comemorar haverá alguns eventos bem legais espalhados pelo circuito alternativo de Sampa. Entre eles uma super DJ set do blog comemorando também nossos catorze anos de existência, na domingueira rocker mais famosa do Brasil, o Grind (comandada há quase vinte anos pelo super DJ André Pomba). Anote na agenda desde já: vai rolar dia 16 de julho, domingo no Espaço Desmanche, na rua Augusta 765, centrão de Sampa.

FINATTIDJSETMARINGA17III

O jornalista zapper/loker mandando ver nas cdj’s no começo deste ano, em Maringá (PR): a nova dj set do blog, comemorando nossos catorze anos de existência, rola no próximo dia 16 de julho no Grind/SP

 

***mês do rock, II: já o Centro Cultural São Paulo (localizado no bairro do Paraíso, zona sul da capital paulista e colado no metrô Vergueiro), um dos espaços culturais mais bacanas de Sampalândia, também vai reservar todo o mês de julho para abrigar o evento “Centro do Rock”. A programação é variada, com shows, debates, exibições de filmes etc. Há bobagens gigantes espalhadas ao longo do evento (quem precisa de show do inútil e esquecível grupo MQN a essa altura do campeonato? Mas é claaaaaro que o vocalista da banda, o escroque monstro que atende pela alcunha de “diabo bacon”, sempre dá um jeito de se imiscuir nessas paradas) e debates igualmente inúteis (como o que vai reunir o tristemente conhecido Alex “Porcão” Antunes e o nosso “vizinho” responsável pelo blog Pobreload, ops, Popload) que certamente terão audiência pífia de público. Mas felizmente também vão rolar gigs imperdíveis (como a do sempre ótimo Jonnata Doll & Os Garotos Solventes) e sessões de cinema idem (vai passar “Control”, a cinebiografia de Ian Curtis, e também o sensacional, hilário e imperdível “A festa nunca termina”, sobre a cena rock de Manchester nos anos 80’ e 90’). Enfim, dá pra pegar algo de bom ao longo da programação no CCSP, que está toda aqui: http://www.centrocultural.sp.gov.br/.

 

***Mês do rock, III: e no final da semana que vem o circuito noturno rocker alternativo de Sampa vai ferver com gosto. Na sexta-feira rola a quarta edição do Bailindie da saudade (todas as infos aqui: https://www.facebook.com/events/259032921168603/). E no sabadão em si, 8 de julho, tem gig do Verônica Decide Morrer na Funhouse (que está fechando as portas, mais sobre o evento aqui: https://www.facebook.com/events/532166090240885/?acontext=%7B%22source%22%3A5%2C%22page_id_source%22%3A138776301124%2C%22action_history%22%3A[%7B%22surface%22%3A%22page%22%2C%22mechanism%22%3A%22main_list%22%2C%22extra_data%22%3A%22%7B%5C%22page_id%5C%22%3A138776301124%2C%5C%22tour_id%5C%22%3Anull%7D%22%7D]%2C%22has_source%22%3Atrue%7D) e também mais uma edição da sempre animadíssima balada Call The Cops, comandada pelo DJ Ricardo Fernandes e acontecendo novamente no Olga 17 (detalhes aqui: https://www.facebook.com/events/1355983417842144/). Ou seja: motivos de sobra para NÃO ficar em casa, certo?

 

***sexo aos montes, drogas idem, putarias variadas… vem aí finalmente o filme que conta a história do palhaço Gozo, ops, Bozo, que reinou entre a criançada (opa!) nas manhãs da televisão brasileira nos anos 80’. Você se lembra? Se não lembra se prepare, ulalá! A estréia do longa está prometida para o mês que vem.

 

***pois é, a última sexta-feira (leia-se anteontem) foi realmente um dia NEGRO para o país LIXO chamado Brasil. Cheirécio Neves de volta ao senado federal, o LONGA MANUS e HOMEM DA MALA Rocha Loures solto etc. O país realmente ACABOU. Alguém ainda tem dúvida quanto a isso?

 

***e ao longo da próxima semana (que está começando hoje na verdade) as notas da seção Microfonia irão sendo ampliadas com novas infos, se algum fato relevante merecer nossa atenção. Estamos e estaremos sempre de olho nas movimentações da cultura pop e do rock alternativo, pode ficar sussa.

 

 

APÓS MAIS DE DUAS DÉCADAS LONGE DOS ESTÚDIOS O SHOEGAZER RIDE VOLTA COM DISCÃO INÉDITO, DANDO UM POUCO MAIS DE DIGNIDADE AOS TEMPOS TOTAL SOMBRIOS E IRRELEVANTES DO ROCK ATUAL

Foi um dos comebacks mais aguardados deste ano até o momento, no indie rock planetário. Em um tempo sombrio, onde a cultura pop e o rock alternativo desceram sem dó em direção ao abismo mais profundo da irrelevância artística e musical, o quarteto inglês Ride (um dos nomes mais emblemáticos da geração shoegazer que dominou o rock britânico nos anos 90’) finalmente saiu de sua hibernação de mais de vinte anos longe dos estúdios de gravação. E deu ao mundo há duas semanas “Weather Diaries”, seu quinto álbum inédito em uma trajetória de quase três décadas. O disco (que já foi comentado rapidamente aqui mesmo, em nosso post anterior) é muito bom, mostra uma banda de meia idade (com os integrantes beirando os cinqüenta anos de idade) em boa forma e que editou um trabalho que permanece fiel às suas origens e influências sonoras, sem se preocupar em dar um verniz atual (com intervenções sonoras pseudo modernosas e contemporâneas) e inútil ao que funciona bem em sua versão clássica e original. Mais do que isso, as novas composições do grupo desvelam pela enésima vez o que todos nós já sabemos: o rock’n’roll da cretina era da web foi mesmo pro buraco. Resta a conjuntos veteranos como o Ride trazer ainda um pouco de alento e dignidade ao gênero musical que já foi o mais importante de toda a história da música mundial.

Em um tempo (o de hoje) onde a música se tornou algo bastante descartável, imediatista e fugaz, com zilhões de “popstars” surgindo e desaparecendo diariamente sem deixar rastro, o Ride já pode ser considerado como uma banda quase jurássica. Surgido há quase trinta anos (foi formado em 1988) na cidade inglesa de Oxford, o grupo formado pelos guitarristas e vocalistas Mark Gardener e Andy Bell, pelo baixista Steve Queralt e pelo baterista Laurence Colbert já foi aclamado pela imprensa e pelo público quando lançou seu primeiro álbum, “Nowhere”, em 1990. Alinhando-se à facção shoegazing britânica (composta por conjuntos que engendravam melodias oníricas, tristonhas e contemplativas, e tratadas com guitarras encharcadas de noise e feedback aliadas a vocais dolentes e algo sombrios) de grupos como Lush, My Bloody Valentine, The Jesus & Mary Chain e Slowdive (que também retornou à ativa este ano, lançando um primoroso disco inédito) o quarteto logo se destacou pela grande potência sônica e qualidade artística de sua estréia. “Nowhere”, lançado pelo célebre selo Creation Records (e que foi o lar da banda durante toda a primeira fase de sua existência), era tão bom que ganhou o título de “álbum do ano” em 1990, em votação dos críticos do finado semanário musical Melody Maker. Isso fez com que o Ride angariasse uma enorme legião de fãs apaixonados e também fez o conjunto estourar nas rádios inglesas com o lindíssimo single “Vapour Trail”. Eram os anos 90’, a era do shoegazer (com os integrantes das bandas tocando ao vivo de cabeça baixa, olhando para os próprios sapatos), das ruas enevoadas de Londres e da barulhenta melancolia indie guitar vertida em canções sublimes.

Com o sucesso alcançado já no primeiro trabalho, o grupo não pensou em mudar a fórmula no segundo disco. E assim “Going Blank Again” saiu em 1992 trazendo o mesmo (e ótimo) Ride da estréia. Novamente barulhento, novamente com melodias doces e melancólicas, e mais um single (“Twisterella”) que varreu as rádios rock inglesas. O cd colocou o grupo no topo mais uma vez e permitiu a ele experimentar uma ligeira mudança de rota no álbum seguinte. Editado em junho de 1994, “Carnival Of Light” mostrava os garotos de Oxford mergulhando em… nuances sessentistas e folkster americanas, com muitos eflúvios de Byrds nas faixas de mais um cd que foi novamente super bem recebido por crítica e público. Mas a essa altura algo já não ia bem INTERNAMENTE no Ride. A dupla de frente do quarteto (Mark e Andy) começou a se desentender por conta das célebres e sempre danosas “diferenças musicais”. As brigas entre ambos começaram a se tornar freqüentes e isso enfim transpareceu com nitidez no quarto cd do grupo, “Tarantula”, lançado em março de 1996. Era um disco bem abaixo do que o conjunto havia mostrado nos seus três primeiros álbuns. E por conta disso, foi repelido pela rock press inglesa que viu nele apenas uma pálida sombra do que o Ride havia mostrado até então. Ainda assim a banda saiu em turnê para promover o trabalho. Mas o clima havia ficado mesmo insustentável e ao final da excursão o Ride encerrou de forma algo melancólica suas atividades. Dos quatro integrantes apenas Andy Bell se manteve em alguma evidência no cenário rocker inglês, indo tocar baixo no Oasis e permanecendo na função no grupo dos manos Gallagher até o fim dele, em 2009.

CAPARIDE17II

Capa do novo disco do Ride: após mais de vinte anos longe dos estúdios, a volta com um discão que evoca o melhor shoegazer dos anos 90′

 

Foi preciso então mais de vinte anos para que a turma shoegazer de Oxford resolvesse voltar às atividades. Com um relativo revival shoegazing tomando conta do rock alternativo britânico nos últimos meses (com Slowdive e The Jesus & Mary Chain lançado novos e ótimos discos, após séculos longe dos estúdios de gravação), o Ride também achou que era hora de voltar. E o fez através deste bacaníssimo “Weather Diaries”, que resgata de forma competente a sonoridade que transformou o conjunto num dos ícones máximos do indie guitar dos anos 90’ na Inglaterra. Com onze faixas e pouco mais de cinqüenta minutos de duração “Weather…” se equilibra muito bem entre faixas de puro noise e feedback com outras de tonalidades mais sombrias e com melodias mais contemplativas e melancólicas. Há pelo menos quatro longas canções (todas com seis minutos de duração ou mais) que demonstram como o grupo sabe engendrar com maestria melodias construídas a partir de guitarras a um só tempo ásperas e doces. É o caso de “Lannoy Point” (que abre o cd), da faixa-título, de “Cali” (um dos melhores momentos do álbum) e de “White Sands”, que encerra tudo com brumas melódicas e harmônicas tristonhas e lúgubres, bem de acordo com os tempos sombrios em que estamos vivendo. Ao mesmo tempo há espaço para o vigor rápido, acelerado e conciso de “Charm Assault” (o primeiro single de trabalho do cd), “All I Want” e da sensacional “Lateral Alice”, que evoca os tempos de “Twisterella” e poderá se tornar um hit nas pistas de rock alternativo.

O mundo está ruim em todos os sentidos. O aquecimento global devora o planeta, a raça humana nunca esteve tão reacionária e conservadora nos últimos trinta anos como agora e a cultura pop (incluso nela o rock’n’roll) desceu sem dó a ladeira da mediocridade e irrelevância artística. As bandas atuais não duram nada e são ruins e fúteis de dar pena. O Ride sabe disso tudo e voltou com um disco onde parece querer dizer (ou cantar) ao ouvinte: “sim, já somos velhos e estamos aqui ainda, vivos. E mostrando talvez mais qualidade e dignidade do que 90% da geração atual”. É bem por aí: “Weather Diaries” pode não ser uma obra-prima. Mas numa época em que nada mais parece fazer sentindo ou parece fazer grande diferença e impactar nossas tristes existências em termos musicais, ouvir essas novas onze músicas do velho shoegazer inglês traz grande alento à alma e aos sentidos. E mostra que o grande rock de guitarras ainda vive e nos encanta, mesmo quando feito por senhores na casa do meio século de vida.

 

***mais sobre o Ride, vai aqui: https://www.thebandride.com/, e aqui: https://www.facebook.com/RideOX4/.

 

***o grupo está em turnê de divulgação de “Weather Diaries”. Tocam na Europa e Reino Unido até o final desse ano. E há boatos e uma pequena possibilidade de que venham para o Brasil em 2018. Vamos torcer!

 

 

AS FAIXAS DO NOVO ÁLBUM DO RIDE

1.”Lannoy Point”

2.”Charm Assault”

3.”All I Want”

4.”Home Is a Feeling”

5.”Weather Diaries”

6.”Rocket Silver Symphony”

7.”Lateral Alice”

8.”Cali”

9.”Integration Tape”

10.”Impermanence”

11.”White Sands”

 

 

A BANDA AÍ EMBAIXO

Nos vídeos para os singles “Charm Assault” e “All I Want”.

 

E O NOVO DISCO AÍ EMBAIXO, PARA AUDIÇÃO NA ÍNTEGRA

 

MAIS RIDE: UM ÁLBUM CLÁSSICO DO GRUPO PARA RELEMBRAR

Yep, o belíssimo “Going Blank Again”, lançado em março de 1992, ou seja, há vinte e cinco anos e que continua musicalmente imbatível até hoje.

 

 

O FIM DE MAIS UM BAR ALTERNATIVO INCRÍVEL DE SAMPA, A FUNHOUSE

Após o fechamento do Astronete, Matrix e Inferno, endereços que marcaram época no circuito rock alternativo noturno da capital paulista, agora é chegada a vez do sobradinho da Funhouse informar que vai deixar de existir. Funcionando há mais de década e meia na rua Bela Cintra, centrão de Sampa, a Fun (como é carinhosamente conhecida pelos freqüentadores) encerra suas atividades no final de julho agora. Até lá ainda vai manter uma programação bacanuda nos finais de semana, sendo que o blog pretende ir no dia 8 de julho pra se despedir de lá assistindo à gig do Verônica Decide Morrer.

Zap’n’roll foi menos infeliz nas noites em que foi à Funhouse. O blog discotecou lá numa madrugada há uns 10 anos ou mais (numa festa da extinta revista Dynamite). Enfiamos o pé na lama ali, em álcool e cocaine. Paqueramos e trepamos com xotas rockers lokers tatuadas. Brigamos com um dos ex-donos (pai da filha da escritora Clarah Averbuck, de quem ainda somos amigos distante e embora não falemos com ela há séculos). E dançamos muito som incrível na pista, além de presenciar muitos shows sensacionais por lá. Fora que a Fun teve uma das hostess mais legais, loiras e lindas da night under paulistana, a sempre gatíssima e gente finíssima Dani Buarque, da banda BBGG.

IMAGEMFUNHOUSEPISTA

A pista do sobradinho que abriga a Funhouse/SP: a ferveção infelizmente chega ao fim este mês

 

Mas tudo chega ao fim um dia, não é? E assim se confirma mais uma vez o que sempre andamos dizendo aqui: a cultura pop e o indie rock acabaram de vez nos anos 2000’, infelizmente. Saudades das décadas de 90’ e 80’, quando o mundo e as pessoas eram muito menos estúpidas e boçais do que são hoje. Os 80’/90’ nunca mais irão voltar. E pras novas e imbecilizadas gerações da era das redes sociais inúteis só irá restar isso mesmo: funk ostentação burrão, sertanojo universotário, axé brega, pop idem etc. Triste fim para a raça humana na era da web… ao menos na cultura pop e no quase extinto rock’n’roll.

Rip Funhouse. Foi um imenso prazer passar algumas madrugadas inesquecíveis no seu interior. Dia 8 de julho próximo será a nossa última por lá, para uma despedida rocker como ela deve ser.

 

 

UMA MUSA REALMENTE ROCKER: A JAPA GIRL GLAUCIA, UMA QUARENTONA TATUADA QUE DEIXA MUITA PIRRALHA DE VINTE NO CHINELO, WOW!

Nome: Glaucia Yatsuda.

Idade: 43 anos.

De: Lins/SP.

Mora em: Maringá/PR, com os filhos pequenos e papi.

Formada em: Geografia.

Trabalha em: técnica em mecatrônica.

Três bandas/artistas:T-Rex, Nick Cave e The Tamborines.

Três discos: “The destruction off small ideas” (65 Five Days of Static), “Best Hit AKG” (Asian Kung Fu Generation) e “Rumble the best of Link Wray”.

Três diretores de cinema: Peter Greennway, David Linch e Akira Kurossawa.

Três filmes: “Depois da vida” (de Hirokazu Koreeda), “Down by Law” (de Jim Jarmusch) e “Viagem de Chihiro” (de Hyao Miyazaki).

Três livros: “Admirável mundo novo” (Aldous Huxley), “Akira” (Katsuhiro Otomo) e “Belas Maldições” (Neil Gaiman – Terry Pratchett).

Show inesquecível: 65 Days of Static em Osaka, 2006.

Como o blog conheceu essa incrível musa rocker japa total delicious: ela é uma das melhores amigas da produtora de moda Patrícia Ramirez, que por sua vez é dileta amiga zapper há séculos. Ambas residem em Maringá, norte do Paraná e onde Zap’n’roll fez uma ótima DJ set no início deste ano no infelizmente finado The Joy Bar. Vai daí que o velho jornalista rocker e responsável por estas linhas bloggers lokers se encantou pela japa quarentona, resolveu paquerá-la (opa!) e a convidou para fazer este ensaio. Que você agora se delicia com ele aí embaixo, com as ótimas imagens clicadas pelo fotógrafo Paulo José e com produção de Paty Ramirez e Nay Oliveira. Aprecie sem moderação alguma!

IMAGEMMUSAGLAUCIA17V

A vulva recoberta por pelos, colocando em xeque a ditadura estética atual das púbis total depiladas

 

 

IMAGEMMUSAGLAUCIA17X

Me abro e me permito apenas para ele…

 

IMAGEMMUSAGLAUCIA17IV

Pele branca, olhos puxados, tattoos espalhadas pelo corpo: a japa girl perfeita?

 

IMAGEMMUSAGLAUCIA17XI

Devaneios na pequena tela, ou a busca por alguém…

 

IMAGEMMUSAGLAUCIA17VII

Segredos orientais que se escondem por entre as pernas…

 

IMAGEMMUSAGLAUCIA17VIII

O vermelho é o fogo que nos atrai

 

IMAGEMMUSAGLAUCIA17XIV

Venha me devorar!

 

**********

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Postão ampliado em 8 de julho, relembrando Nirvana, Cazuza e Legião Urbana. Na semana que vem tem mais, beleusma?

 

Até lá então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 8/7/2017 às 18:30hs.)

Com o país em chamas na seara política e econômica e com o mondo pop/rock em marcha lentíssima o blogão também se retrai e publica post, hã, mais modesto, falando do novo discão dos Forgotten Boys, ainda um GIGANTE da indie scene paulistana e nacional (e de quebra, historinhas “cabulosas” e cabeludas de sexo e drogas que o blogger loker viveu na cia de integrantes da banda); os treze anos de um dos bares mais tradicionais do circuito rocker alternativo de Sampa (e também aproveita para fazer uma análise de como anda atualmente essa cena de bares na capital paulista); novos discos de bandas indies nacionais bacaninhas (como o duo campineiro trip hop Seti), as notas e os (poucos) agitos da semana e… ahá!!! Uma nova musa rocker SECRETA e total PELADA, safada e ordinária em imagens realmente cadeludas, ulalá! (postão sempre em eterna e enoooooorme construção com nova ampliação falando dos 13 anos do primeiro disco do Interpol, da nova e linda música da deusa Lana Del Rey, do amado Morrissey e mostrando, claaaaaro, as fotos indecentes da nossa musa rocker SECRETA E CADELUDA, uia!) (ampliação FINAL em 27/8/2015)

O país está em crise econômica bravíssima, e que afeta todas as esferas da sociedade e da cultura; nessas o rock’n’roll alternativo vai sobrevivendo como pode e ainda assim mostra renovação e  grandes discos, como o novo álbum dos Forgotten Boys (acima, tocando ao vivo na última sexta-feira em São Paulo), ou a novíssima banda garage rock paulistana BBGG (abaixo), que toca amanhã na capital paulista

**********

* OS TREZE ANOS DE UM DISCAÇO DO INDIE ROCK PLANETÁRIO DOS ANOS 2000’ – Um dos principais nomes do que se convencionou chamar de “novo indie rock planetário dos anos 2000’”, o americano Interpol (que surgiu em Nova York, em 1997, portanto há quase 20 anos) lançou há 13 anos (em 20 de agosto de 2002) seu primeiro disco, “Turn On The Bright Lights”. É um cd fantástico em suas ambiências pós-punks à la Joy Division (houve na época quem achasse o vocal do guitarrista e compositor Paul Banks a reencarnação perfeita de Ian Curtis) e na qualidade fodíssima das canções – um álbum que começa com a linda e sombria “Untitled” e que ainda tem preciosidades poderosas do calibre de “PDA” (o blog bateu muito sua cabeça nas célebres DJs set no Outs, tocando essa autêntica porrada sônica), “Obstacle 1” e “NYC”, não tinha como dar errado. Foi aclamado pela crítica (só aqui no Brasil é que alguns críticos velhuscos e que gostam de classic rock, sendo que para seus cérebros e ouvidos engessados e surdos o rock’n’roll parou em Jimi Hendrix, é que torceram e torcem o nariz pro trabalho do Interpol) e a banda angariou milhões de fãs mundo afora – por aqui inclusive, onde já tocaram por duas vezes e sendo que o jornalista zapper os viu anos atrás num showzaço na extinta e saudosa Via Funchal (ao lado dos queridos Pablo Miyazawa e Lúcio Ribeiro). Depois de sua estréia, vamos reconhecer, o Interpol nunca mais foi o mesmo e até hoje tenta lançar algo próximo do que foi sua estréia musical. O mais recente trabalho de estúdio, “El Pintor” (lançado em 2014) é bem bacana. Mas ainda assim muito longe daquelas canções quase perfeitas e de melancolia perversa e soturna, que embalaram nossos ouvidos pelas pistas rockers unders noturnas de Sampa há mais de uma década. Discão, enfim. Uma obra já atemporal e que permanece até hj como marco de um novo rock de um novo milênio (pode por aí nessa lista também o primeiro dos Strokes) que prometia muito mas que infelizmente se perdeu na mediocridade que consome toda a música mundial atual.

O primeiro disco do grupo pós-punk americano Interpol, lançado há exatos 20 anos: já um clássico do indie rock dos anos 2000″

 

* Sendo que você ouvir a estréia do Interpol na íntegra aí embaixo:

 

 

* E assistir ao vídeo belíssimo que foi feito na época para “Untitle”, que abre o disco.

 

* MORRISSEY FALA, E VEM AÍ NOVAMENTE (AO QUE PARECE) – yep. O inglês vivo mais maravilhoso que existe abriu sua bocarra esta semana que hoje se encerra (sim, o postão está sendo ampliado, mas ainda NÃO encerrado, no sabadão, 22 de agosto). Morrissey, que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths (eternamente uma das cinco bandas do coração do autor destas linhas rockers online), deu uma grande entrevista ao programa inglês Larry King Show, na última terça-feira, 18. Foi sua primeira grande entrevista ao vivo em dez anos e a nossa amada biba falou de tudo: sobre o câncer que enfrentou no esôfago, Smiths (que JAMAIS irão se reunir novamente) etc. Além disso a semana também chega ao fim com a boataria extra-oficial (mas quase oficial) dando conta de que Moz vem mesmo ao Brasil em novembro, para quatro shows (dois em Sampa, um no Rio e outro em Brasília). Será??? Aguardemos pois…

 A bexa mais maravilhosa do rock: em novembro ao vivo no Brasil, mais uma vez

 

 

* LANINHA DEL REY, NOSSO XOXOTÃO INCRÍVEL E CANTANTE EM MAIS UMA NOVA CANÇÃO INCRÍVEL – essa aí embaixo. O disco novo está saindo. E deverá ser fodástico, alguém duvida?

 

**********

 

O país indo pro buraco.

É a sensação que está sendo disseminada nas últimas semanas com o agravamento da crise econômica (inflação aumentando, desemprego idem, recessão ibidem, dólar e juros nas alturas etc.) e política (impopularidade monstro da presidente da República, a oposição e eleitorado descontente querendo defenestrá-la à força de seu mandato, a corrupção endêmica espalhada pela máquina pública e pela classe política e a operação Lava Jato, da Polícia Federal, pondo a nu talvez o maior esquema de roubalheira dentro de uma estatal, a Petrobras, já visto na história do Brasil). Tudo isso acaba se refletindo NEGATIVAMENTE em todas as esferas do país – incluive na área artística e na cultura pop. Não é à toa que Zap’n’roll detectou ao longo da semana que está chegando ao fim (hoje é quinta-feira, quando a primeira parte do novo post finalmente está entrando no ar, após uma considerável demora para o surgimento deste novo totalmente inédito post) uma imensa apatia no noticiário do mondo pop/rock, sendo que foi dureza (reconhecemos) montar uma pauta minimamente razoável para esta postagem. Nada realmente muito digno de nota rolando (e o que é minimamente digno de ser registrado aqui está aí embaixo, nas notas iniciais juntamente com as matérias maiores) em termos musicais. Enquanto isso o país seguiu pegando fogo durante toda a semana, com a Lava Jato avançando em suas investigações, enjaulando políticos, empreiteiros e tubarões variados, e com a oposição política e a turma do eleitorado “coxinha” (e qiue não soube perder as eleições nas urnas) insistindo no absurdo de querer o impeachment da presidente. Sendo que no próximo dia 16, domingo, vai haver nova manifestação nacional contra o governo federal. Estas linhas online, que votaram sim em Dilma e em seu Partido (o PT), reconhecem que a situação do Brasil nesse momento é de fato gravíssima. Mas daí a defender algo tão esdrúxulo e mesquinho quanto o afastamento da presidente, é ridículo. Sim, porque apesar de tudo o que está acontecendo e vindo à tona, só idiotas não percebem que existe uma diferença gigante entre o que é Dilma e o que é Aécio Neves e o que foi e continua sendo Fernando Collor – esse sim bandido assumido e que por ser o que é foi arrancado da presidência da República em 1992. Por mais que o petismo tenha errado e aparelhado a máquina pública, por mais que integrantes do partido tenham revelado sua face criminosa (e Zé Dirceu é, com certeza, um criminoso histórico e uma figura pela qual o blog nunca teve nenhuma simpatia) e por mais que se saiba que Dilma é sim turrona, teimosa e cabeça-dura, também se sabe que suas mãos aparentam ser LIMPAS e que ela não compactua com esse mar de lama. Caso compactuasse NUNCA que a Polícia Federal iria tão longe nas investigações da Lava Jato. Enfim, é um momento crítico para o país e para suas instituições democráticas. E o que nos resta é torcer para que o furacão venha e purifique/limpe tudo o que precisa ser limpado aqui. Que depois venha a bonança e que fique em nossa política apenas o que realmente presta e que vale a pena. E que junto com isso os bons sons e agitos também voltem à cultura pop. Estaremos por aqui torcendo por tudo isso e sempre atentos também a tudo isso.

 

 

* Ainda sobre a questão da crise pela qual o país está passando e sobre o PANELAÇO que rolou na semana passada: esse bando de coxinhas é mesmo reaça ao cubo e burrão. Batem panelas chics em varandas gourmet e vão às ruas nesse domingo, dia 16, para pedir o impeachment da presidente. Que beleza! Todos querendo Michel Temor, Eduardo Escroque Cunha, Renan Roubalheira ou os MILICOS no poder, uia! Vão caçar o que fazer na vida, bando de otários!

 

 

* Circulando na internet, a propósito do protesto contra o governo federal marcado para este domingo, este “manual” de como ir na passeata e protestar corretamente, uia! Vejam só, hihihi.

 

* E a polícia militar ASSASSINA do Estado de São Paulo, (des) governado pelo MERDA GIGANTE chamado Geraldo Alckmin, comprova mais uma vez: no Tucanistão é Lei de Talião. Olho por olho, dente por dente. Aqui a polícia MATA MAIS! Parabéns (ou pêsames?) para ela!

 

 

* Enfim, cá estamos. Após quase um mês sem atualizar o blog, mas firmes e fortes, com a audiência lindona de sempre (mais de 100 likes, quase 150 comentários, tá ótimo!). E a demora na chegada do novo postão se deveu a uma série de fatores alheios à nossa vontade. Mas felizmente cá estamos, com o mesmo pique de sempre.

 

 

* E a BOMBA no mondo pop esta semana foi essa aí mesmo, ulalá! Dessa vez o MORDOMO não é o culpado ou vilão da história. E sim a… babá! E que BABÁ! Um XOXOTAÇO cadeludo pra nenhum macho reclamar – o ator Ben Affleck e o jogador americano Tom Brady (a essa altura, ex-Gisele Bundchen???) que o digam, uia! Dá-lhe, cachorrona!!!

Uma doce e PUTAÇA/CADELAÇA/XOTAÇA babá, pra nenhum Ben Affleck ou marido da Gisele Bundchen botar defeito, uia! Sabem de nada, esposas inocentes, hihihi.

 

* A doce, SAFADA e CADELUDA babá, uma deliciosa “destruidora de lares” e que NÃO passava despercebida, ulalá! Aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/baba-e-apontada-como-pivo-da-separacao-de-famosos-como-ben-affleck/4389372/.

 

* E aqui também: http://pagesix.com/2015/08/11/ex-affleck-nanny-took-private-jet-to-vegas-with-ben-and-tom-brady/.

 

 

* Um BOCETAÇO sem igual, aos 57 de idade. Sendo que “Instinto selvagem” fez gerações se acabar na punheta. E eis que miss Sharon Stone permanece GLORIOSA, como mostra o ensaio nude que ela fez para a capa da revista americana Harper’s Baazar deste mês.

Ela continua um XOXOTAÇO, mesmo aos 57 anos de idade

 

 

* ESPAÇO RETRÔ: E ASSIM QUASE TRINTA ANOS SE PASSARAM – quem convive e vive perambulando pela atual cena de bares alternativos e de rock dos dias de hoje, lá pela região do baixo Augusta, próximo ao centro de Sampa (e onde se concentram clubes como o Outs, Inferno, Astronete, Blitz Haus, Tex, A Loca e Funhouse, todos analisados na segunda matéria principal deste post, logo mais aí embaixo), é provavelmente muito jovem (na casa dos 20/25 anos de idade, se não tiver menos do que essa faixa etária). E nem imagina como era ser rocker e alternativo nos idos de 1988/1998, a década em que existiu o célebre, saudoso e lendário Espaço Retrô, talvez até hoje o nome mais simbólico e importante da cena de bares dedicados ao rock e a cena alternativa paulistana. A primeira fase do clube começou a funcionar em meados de 1988, em um sobradinho estilo clássico que ficava na rua Frederido Abranches, atrás da igreja de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome, na região central da capital paulista. E o autor deste espaço virtual sempre loker e calhorda (opa!) conheceu o Retrô no segundo semestre daquele ano e ali viveu algumas (muitas, aliás) das aveturas envolvendo drogas e putaria mais calhordas que alguém poderia viver em sua existência. Mas isso nós contamos com mais detalhes daqui a pouco, dando uma ampliada bacanuda neste tópico

.

 

 

* Aliás o post está sendo construído na correria brava de sempre e mesmo nossas notas iniciais irão sendo incluídas aqui aos poucos. Por enquanto vai aí embaixo e veja como é o novo discaço do grande e já veterano Forgotten Boys.

 

 

OS “GAROTOS ESQUECIDOS” RESISTEM AO TEMPO – E LANÇAM UM CD DE COVERS MATADOR, RELENDO ROCKS E PROTO-PUNKS FODÕES E CLASSUDOS

A história do grupo paulistano Forgotten Boys já dura quase duas décadas, boa parte desse período acompanhado bem de perto pelo autor deste blog, que sempre foi um amigo próximo dos “garotos esquecidos” (principalmente do vocalista, guitarrista e fundador do conjunto, Gustavo Riviera, e do ex-baterista Flávio Forgotten, um eterno sujeito total alucicrazy e que costuma se referir ao seu amigo blogger zapper como “titio Finas”, rsrs). Fundado em 1997 por Gustavo e pelo falecido músico argentino Arthur Franquini, o FB logo chamou a atenção na cena independente rock brazuca por prestar ótima vassalagem em seu som ao proto-punk de MC-5 e Stooges, ao rock de garagem dos Stones sessentistas e ao glam/punk setentista de Ramones e New York Dolls. Isso rendeu ao atual quinteto (que além de Gustavo nas guitarras e vocais ainda conta com Dionisio Dazul também nas guitarras, Paulo Kishimoto nos teclados, Zé Mazzei no baixo e Thiago Sierra na bateria) grandes momentos e performances ao vivo, além de uma trajetória de poucos mas grandes discos. Como o novo que acaba de sair, “Outside Of Society” e onde a banda gravou apenas covers de clássicos do garage/glam/proto-punk rock. São onze faixas matadoras e o resultado não poderia ser melhor e mais esporrento. É o cd que o blog tem escutado sem parar nos últimos dias.

 

O grupo não lançava um novo trabalho há quatro anos já – o último disco de estúdio foi “Taste It”, editado em 2011. E também tem feito poucas apresentações ao vivo, talvez por conta do refluxo geral que o país vive em todas as áreas, inclusive na cena rocker alternativa. Isso no entanto não desanimou o conjunto e a convite do selo argentino Rastrillo Records, ele se trancou no estúdio El Rocha em São Paulo (sob a direção musical do produtor Fernando Sanches), para sair de lá com um disquinho/discão que tem uma tiragem de apenas quinhentas cópias – a do blog é a de número cento e vinte e oito. E nesses tempos de internet e troca sem censura e sem pudor de arquivos musicais, ainda nada do álbum vazou por lá. Também não há áudios do trabalho no YouTube e nem no site do grupo ou na sua página oficial no Facebook. Ou seja, como nos tempos do saudoso, bom e velho vinil quem quiser ouvir o cd, ao menos por enquanto, terá que correr atrás de uma das quinhentas cópias físicas dele, entrando em contato com o próprio conjunto ou tentando achá-lo em alguma loja especializada. E você pode acreditar na palavra destas linhas online: vale muito a pena ir atrás do álbum.

 

Trata-se de um registro que, no final das contas, ratifica tudo aquilo que sempre foi a paixão do FB e formatou seu som. Tem “Rock’n’roll Nigger”, da lenda e musa Patti Smith. Tem uma versão mais lenta e algo psychobilly de “Summertime Blues” (do gênio imortal Eddie Cochran), tem Ramones, Johnny Thunders (a bicha louca genial que deu ao mundo os New York Dolls), tem uma versão fodíssima de “1969” (dos Stooges) e um cover mais rock’n’roll e menos psicodélico de “Citadel”, dos gigantes Rolling Stones. Tudo gravado com as guitarras em chamas de sempre e com Gustavo mantendo os vocais agudos e rock’n’roll que sempre caracterizaram sua inflexão.

Capa do novo disco dos Forgotten Boys (acima e abaixo): apenas covers, mas de clássicos fodaços do rock’n’roll e tocadas com tesão, fúria e competência absolutas

 

Apesar de não trazer material musical composto pelo grupo, “Outside Of Society” é um disco tão bom quanto “Gimme More” (lançado em 2003) ou “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado pelo grupo em 2005 e que chegou a colocar o FB na capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo. Não há por enquanto planos dos Garotos Esquecidos para voltar ao estúdio e registrar um novo disco com material inédito, como informa Gustavo Riviera em bate-papo rápido com o blog (leia mais abaixo). Sem problema: este álbum de covers dos Forgotten Boys mostra que os já tiozinhos da cena indie nacional ainda têm muito fôlego e lenha pra queimar. E que o grupo segue, mesmo tocando material alheio (e no caso, com competência absoluta e com um repertório fodíssimo, que dá prazer máximo em ouvir), muuuuito superior em qualidade ao grosso da mediocridade que hoje reina sem fim entre as bandas independentes brasileiras.

 

* Para saber mais sobre os Forgotten Boys e ir atrás do novo disco deles, vai aqui: http://forgottenboys.com.br/#hero, e aqui também: https://www.facebook.com/forgottenboys/timeline.

 

 

TRÊS PERGUNTAS PARA GUSTAVO RIVIERA (VOCALISTA, GUITARRISTA E FUNDADOR DOS FORGOTTEN BOYS)

Os “Garotos esquecidos” no palco: mesmo após quase vinte anos de banda, o show deles continua total esporrento e rock’n’roll

Zap’n’roll – Como o Forgotten Boys, que já está com mais de quinze anos de existência, conseguiu e continua conseguindo se manter na ativa durante tanto tempo na cena independente nacional?

Gustavo Riviera – Porque na cena independente temos a liberdade. Fazemos como achamos que tem que tem que ser feito, é uma escolha nossa fazer de tal jeito. Isso nos mantém com uma satisfação, por isso se segue. Continuamos excitados!

 

Zap – Por que lançar agora um disco de covers (muito bom, diga-se) com alguns clássicos do rock de garagem e do proto-punk que influenciaram a banda?

Gustavo – A ideia veio do Roy Cicala [falecido produtor americano, que trabalhou com gigantes como AC/DC, e que morreu vitimado por um câncer no ano passado, quando já estava morando há quase uma década em São Paulo], que na época que eu estava produzindo o disco do Moondogs com ele gravando, viu na internet nós fazendo uma versão de “Citadel” dos Stones em um tributo e disse que queria gravar um disco de versōes nosso. Decidimos as músicas, que seriam de bandas que nos influenciaram de alguma maneira, aí ele ficou doente,  tivemos que esperar, fui morar fora e ele insistia que ainda queria gravar quando eu voltasse. Mas acabou falecendo. Mesmo assim decidimos fazer. E virou outra coisa bem legal, que fizemos no Estudio El Rocha, que é nossa segunda casa, com o  Fernando Sanches, gravamos duas músicas com o Hurtmold, tudo legal, tá bem legal o disco.

 

Zap – Há planos para um novo disco com material inédito do grupo? Se sim, quando ele deverá sair?

Gustavo – Planos sim, mas prazos nāo. Outro lance é uma coletânea que deve sair em vinil pela Rastrillo records na Argentina. Mas por enquanto vamos tocar em frente o “Outside of Society”.

 

 

FORGOTTEN BOYS E ZAP’N’ROLL – HISTÓRIAS BREVES DE SEXO, DROGAS (MUITAS), VIOLÊNCIA (COM DIREITO A TIROS PRO ALTO) E ROCK’N’ROLL (SEMPRE!)

Os Forgotten Boys existem há quase vinte anos (a banda foi fundada em 1997 por Gustavo Riviera e pelo músico argentino Arthur Frankini). E o jornalista loker/gonzo resposável por este blogger rocker convive com a banda há mais de dez. A amizade e proximidade com a turma (principalmente com o ex-baterista Flávio Cavichioli, um sujeito doidaralhaço quase em tempo integral, além de um dos cinco melhores bateras de toda a indie scene nacional que importa) não podia dar em outra parada: sempre rendeu ótimas e inacreditáveis histórias de putaria, drugs e grande rock’n’roll.

 

Algumas dessas histórias foram selecionadas para este post e estão rememoradas aí embaixo, para o deleite do nosso sempre dileto leitorado.

 

* Show no extinto bar Juke Joint em Sampa (em alguma madrugada maluca de 2003) – O grupo tinha lançado naquele ano um de seus melhores trabalhos de estúdio, ”Gimme More”. E a revista Dynamite (que ainda existia em sua edição impressa) resolveu dar a capa de sua edição vindoura da época pro FB. E adivinhem QUEM foi escalado para entrevistar a banda? Claaaaaro, o jornalista junkie e amigo do conjunto. A entrevista foi então marcada para a noite em que ela iria tocar no Juke Joint (uma espelunca rocker fodíssima que funcionava no porão de um antigo casarão na rua Frei Caneca, no centrão de Sampa), onde circulavam bocetas tatuadas e cadeludas e amantes de rock’n’roll e dorgas aos montes (o blog deu algumas trepadas muito boas naqueles banheiros imundos, rsrs). E foi realizada no jardim que existia no fundo do bar, depois da pista de dança, antes de o show começar. Tudo ia bem até que passou correndo pela mesa em que músicos e jornalista conversavam um sujeito alucinado, chamando todo mundo pro… BANHEIRO! Todos se levantaram imediatamente e foram correndo atrás do cara, o zapper incluso e falando esbaforido: “eu também quero!”. Não é preciso dizer o que esperava o FB e o autor deste blog no banheiron: devastação nasal no capricho, ulalá! De lá o grupo foi direito pro palco, fazendo mais um set esporrento e que foi apenas parte de mais uma madrugada demente na vida do repórter maloker.

 

* Festival Calango em Cuiabá (segundo semestre de 2006) – foi há quase uma década. O FB estava escalado para ser o headliner da última noite do evento, fechando-o com o show rock’n’roll incendiário de sempre. O jornalista zapper já havia passado duas noites seguidas COBRINDO o festival e TAMBÉM enfiando com gosto o pé na lama (leia-se: bebendo whisky com energético aos borbotões, mamando nas TETAS gigantes de uma xoxotaça loka que estava trabalhando na equipe do Calango e DEITANDO A NAPA sem dó em taturanas e taturanas bem fornidas de cocaine). Pois tudo ia muito bem até quase o final do set do quarteto (então em sua formação quase “clássica” e original, com Gustavo e Chuck Hiphólitho nas guitarras e vocais, Fralda no baixo e Forgottinho na bateria). Foi quando o figuraça Alejandro Marjanov (conhecidíssimo músico e produtor argentino que reside há anos em Sampa, onde toca na banda Detetives), que era um dos técnicos de som do festival e que estava very crazy por conta de um ÁCIDO que tinha tomado horas antes, resolveu dançar e rodopiar o corpo à toda no fundo do palco – e onde também estava o autor destas linhas online malucas, confortavelmente instalado numa espécie de mini sofá. E fazendo o quê nesse mini sofá? Ora, ESTICANDO A ÚLTIMA CARREIRA de cocaína (sendo que a de Cuiabá sempre era de excelente qualidade, uia!) que ele tinha pra cheirar naquela já madrugada de segunda-feira. Pois aí se deu a “tragédia”: Marjanov ensandecido ficou dançando com uma garrafa de água mineiral grande nas mãos e cheia até a boca – e que estava sem tampa. Não deu outra: voou água pra todo lado, que acabou atingindo a FIAÇÃO do palco e provocando uma pane geral no equipamento de som, que emudeceu por completo. O show acabou ali mesmo, quando ainda faltavam umas três músicas para o final dele. Flavinho se levantou emputecido do banquinho atrás do kit de bateria e ao se ver de frente com uma TATURANA de padê esticada em cima de um cd (a que o jornalista gonzolino iria aspirar), não teve dúvidas: mergulhou sua nareba na dita cuja e a aspirou com vontade, sem sequer usar algum tipo de “canudo” pra cometer sua insanidade. O autor deste blog entrou em fúria, claro. E quase voou no pescoço do baterista, reclamando: “filho da puta! Era a ÚLTIMA carreira que eu tinha! Se você faz isso com um cara que não é amigo seu ou é algum malaco, ele te MATA!”. De nada adiantou essa irritação toda, óbvio. Forgottinho ficou doidinho, o jornalista loker putinho e ambos são amigos queridos até hoje, ahahaha.

 O jornalista eternamente loker/gonzo ao lado de seu “sobrinho”, Flávio Forgotten e da sua girlfriend, a igualmente querida Samantha, em balada sempre rock e alucicrazy no Inferno Club (acima); e abaixo o autor desta esbórnia blogger rocker perde completamente o juízo e a compostura (turbinado que estava por excessos etílicos e de cocaine, uia!) e vai pro palco “bater tambor” durante show dos Corazones Muertos, em 2013

 

* Festa DESASTROSA do blog em bar goth nos Jardins, em Sampa, com direito a TIROS para o alto (em outra madrugada também “trágica”, e também em 2003) – sabe aquelas noites em que quase TUDO dá errado na sua vida e talvez tivesse sido melhor você ter ficado em casa? Pois ESSA foi uma dessas madrugadas. Zap’n’roll ainda era coluna semanal no portal Dynamite online e estava há cerca de seis meses no ar. E teve a “brilhante” idéia de fazer uma “festinha” em uma casa noturna alternativa para comemorar a data. O erro já começou pela escolha do local: um bar gothic rock que funcionava há pouco tempo numa travessa da rua Pamplona, no bairro dos Jardins (zona sul de Sampalândia), e que não andava bem de público. O dono do local, o conhecido DJ Berns e chegado do autor deste blog, ofereceu o espaço, tudo foi acertado e óbvio que Zap’n’roll chamou seus amigos do FB pra fazer o show, combinando dar parte da bilheteria da noite pra banda a título de cachê. Deu tudo errado, claro. O público da casa não tinha absolutamente nada a ver com o grupo e o público habitual do FB (um bando de bocetas delícia total e sempre lokas, rock’n’roll total e tatuadas) não deu as caras. A bilheteria foi um FIASCO e não havia GRANA pra dar pro conjunto. Os ânimos se exaltaram por conta disso no camarim ao final do set, a discussão entre jornalista e promotor da festa e músicos se acirrou até que o baixista Fralda (amigo do blog desde a adolescência, quando havia trabalhado como office-boy na redação da mesma Dynamite), já “turbinado” por doses de álcool, literalmente empurrou o autor deste blog pra fora do camarim aos gritos e tentando acertar uma “voadora” nele, no que foi contido por Gustavo e (imaginem) pelo loki Flavinho Forgotten. Era o sinal de que a amizade entre jornalista e banda estava correndo risco sério, por conta de uma noite e uma festa desastrosa. No final das contas o quarteto recebeu um cachê miserável e foi embora bem puto (não sem razão). E quando estava entrando em sua van o sujeito aqui ainda foi se despedir e se desculpar pelo ocorrido com Forgottinho. O roadie do grupo, que já estava de péssimo humor com a situação toda, partiu em direção ao jornalista quase ex-amigo do conjunto, com a intenção nada amigável de dar-lhe uns sopapos. Mas mudou de idéia quando um dos SEGURANÇAS do bar, também já de saco cheio de tanta encrenca, simplesmente sacou um BERRO da sua cintura e disparou dois PIPOCOS para o alto. Foi o suficiente pra roadie e banda entrarem correndo na van e se mandar dali. E o zapper não sabia se ficava agradecido pela atitude do segurança ou se o reprovava, já que somos notoriamente contra qualquer tipo de violência, ainda mais envolvendo arma de fogo. Enfim, isso aconteceu há mais de uma década e hoje em dia, quando o blog e Gustavo se lembram dessa história, a dupla cai na gargalhada.

 

* Show do grupo Corazones Muertos no clube Hole, em Sampa (outubro de 2013) – com tumor canceroso detectado na garaganta seis meses antes e prestes a iniciar um tratamento pesado de quimio e radioterapia, o jornalista eternamente alucicrazy estava dando suas última enfiadas grotescas de pé na lama, antes de parar com tudo pelos quatro meses seguintes (e depois que o tratamento se encerrou, a bem da verdade, o autor deste espaço virtual reduziu suas loucuras em cerca de 80%, se tornando um homem quase “normal”, hihihi). E uma dessas enfiações monstro de pé em álcool e drugs foi na madrugada em que o bacana grupo Corazones Muertos foi tocar no clube Hole, na rua Augusta (em um porão chic na parte dos Jardins da Augusta, e cuja dona é ninguém menos do que a igualmente loka Lu Brandão, mãe do vocalista Branco Mello, dos Titãs), onde Flavinho Forgottinho toca batera atualmente. E antes dos Corazones tocarem uma banda glam/rocker fez o show de “aquecimento”, e resolveu prestar uma homenagem aos Forgotten Boys, tocando um cover da fodona canção “Cumm On” do FB. Convidaram Forgottinho pra subir ao palco e tocar bateria nela. E o coroa maloker aqui, já bastante alterado por doses de álcool e devastações nasais, não teve dúvidas: também SUBIU NO PALCO e munido de uma “caixa” de bateria, ficou “batendo tambor” encostado na parede, enquanto a música era executada. Interno de manicômio perderia longe, com certeza, rsrs.

 

 

FB AÍ EMBAIXO

No vídeo da já clássica “Cumm On”. E também no áudio integral do álbum “Stand By The D.A.N.C.E.”, de 2005 e um dos grandes momentos do grupo.

 

 

OS TREZE ANOS DO BAR PAULISTANO FUNHOUSE MOTIVAM O BLOG A DAR UMA ANALISADA NA ATUAL CENA DE CLUBES ALTERNATIVOS DE ROCK DA CAPITAL PAULISTA

Yep. Na semana passada a casa noturna Funhouse, localizada em um sobradinho em estilo clássico na rua Bela Cintra (região do baixo Augusta, no centro de São Paulo), comemorou com festa seus treze anos de existência. Teve show da novíssima banda de garotas (e um garoto) de Sampa BBGG e tal. E a Fun, que está resistindo ao tempo junto com algumas poucas outras casas noturnas dedicadas exclusivamente a tocar rock alternativo na capital paulista, já formou uma geração de garotos e gatas ao som de Strokes, Blur, Oasis, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys etc.

 

Não é pouco em um tempo onde a palavra de ordem é crise econômica em todos os setores do país, com reflexo direto na cena de bares e de bandas que atuam no circuito do rock independente brasileiro. De alguns anos pra cá esses bares alternativos viu seu público escassear, o que obrigou os proprietários a repensar estratégias de funcionamento e o som que toca nesse locais, isso quando eles simplesmente não fecharam suas portas. Dentro desse qaudro a Funhouse já é uma sobrevivente, assim como também são clubes como Outs e Inferno (na rua Augusta), e a amada A Loca (na rua Frei Caneca), o point gls mais famoso da capital paulista. São os clubes mais antigos da região ainda em funcionamento (veja mais abaixo).

 

Sobre como anda esse circuito atualmente, Zap’n’roll foi conversar com alguns personagens que atuam diretamente nele há anos. Como a linda e loira (atualmente mais ruiva do que loira) Dani Buarque. Modelo e atriz, vinte e sete anos de idade, promoter de algumas das noites mais badaladas do baixo Augusta e (ufa!) guitarrista e vocalista na banda BBGG, Dani avalia que realmente houve um retrocesso na cena, mas que ela continua se mantendo. “Entre 2009 e agora deu uma bela caída na cena do rock underground. Perdemos espaço pra bandas autorais, as baladas ficaram mais tendendo pro pop mas desde o ano passado esse espaço tá sendo reconquistado novamente”, acredita ela. “A própria funhouse onde trabalhei como hostess e depois gerente, estava quase 3 anos sem shows e esse ano eu e uns amigos que frequentam e tocam no underground de SP nos reunimos pra criar a festa “Surdina”, que é a volta e bandas ao vivo e autoral na Funhouse. Tivemos 100% de apoio da casa e a festa tá linda e começará a ser edição quinzenal em setembro, e não mais mensal. Também tenho a festa “Bandit” na  TEX [nova e badalada casa noturna, tipo bar americano, que foi inaugurada há poucos meses na Augusta, pelo DJ e empresário Click] que é puro rock, a galera cola em peso e agora estamos colocando banda lá também. Esse mês é tributo Amy Winehouse. A cena tá voltando sim, vejo um progresso”, avalia.

A linda, loira e gatíssima modelo, atriz, promoter e cantora Dani Buarque (acima) e o super dj André Pomba (abaixo, ao lado de Zap’n’roll na cabine de som do clube A Loca): para ambos a cena alternativa de bares e grupos de rock está passando por um momento realmente difícil, mas ainda assim segue firme e forte

 

Para André Pomba, 5.1 de idade, dileto amigo destas linhas virtuais e um dos DJs mais conhecidos da noite alternativa paulistana (ele discoteca há dezessete anos na Loca, onde é responsável pelas noites “Loucuras, às quintas-feiras, e pelo já clássico Grind, projeto rock que rola aos domingos no clube), a especulação imobiliária na região da rua Augusta também afetou a continuidade da existência de bares dedicados ao rock. “Sinto falta de espaços que priorizem essa cena de bandas independentes, como era anos atrás, como o Juke Joint e a Outs mais no começo, por exemplo. Hoje em dia tudo parece voltado para open bar e discotecagens e se esquecem que sem as bandas a cena não recicla e corre serio risco de retração”, analisa. “O projeto Grind surgiu para abrir a cabeça do rock para a cena GLS, teve uma época que se popularizou, ficou pop demais, mas hoje mantem-se fiel às origens mantendo um público em torno de 400 pessoas, o que é ótimo para um domingo” diz ele, que ainda vê com ânimo a atual cena de bares: “Eu acho que apesar da crise e da especulação imobiliária, algumas casas fecham e outras são abertas na mesma velocidade. Inegável dizer que a cena tem se mantido ativa, embora com espaço prejudicado para bandas que fazem rock autoral. Acho que o segredo da Alôca ao completar 20 anos é de ir se adaptando as novas realidades, e ao mesmo tempo ser tipo precursora numa região que 20 anos atrás só tinham puteiros”.

 

Joe Klenner, proprietário do Inferno Club e também guitarrista e vocalista da banda Corazones Muertos é o mais cético dos que emitiram sua opinião para esta matéria. E não poupa desalento ao comentar sobre o atual momento da cena alternativa de bares e bandas rockers: “A cena alternativa está uma bosta… se bem que toda cena musical sofre mudanças constantes em todo lugar, na minha opinião, mas nos últimos anos está bem ruim mesmo. Um reflexo disso é a quantidade de bandas covers que se tem hoje em dia. É muito triste ver a falta de interesse das pessoas em criar as suas próprias musicas. Sem falar dos inúmeros bares e lugares que simplesmente não abrem suas portas pra bandas autorais. Eu sinto muita falta da cena que existia em São Paulo há alguns anos. Era só sair qualquer dia da semana que vc tinha um monte de espaços com festas de rock e bandas tocando, todos os dias.Foi assim que a gente se conheceu né… hahaha”. Mas mesmo com tanto ceticismo ele ainda enxerga alguns pontos positivos no atual momento: “Por outro lado, o ponto positivo é que tem poucas, mas boas bandas surgindo constantemente, e como diz o ditado: melhor qualidade do que quantidade. E o Inferno já virou um clássico e uma referencia na cena. Já passamos por muitas situações e fases nos quase 10 anos de vida do clube. Quando nós abrimos, não existiam as baladas que se tem hoje em dia na Rua Augusta. Era o Outs, Funhouse e o Vegas, que eu me lembre….o resto eram só puteiros, putas e traficantes. No começo era praticamente impensável pra gente abrir uma noite sem uma banda no palco. Hoje em dia temos muitas festas só com musica mecânica rolando, ou seja dj´s. Mas sempre tentamos abrir espaço pra shows e bandas novas. Fazemos muitos festivais de bandas novas pra que possam difundir seu trabalho. Eu acho que é responsabilidade nossa tambem fomentar e difundir a cena”, acredita o músico.

 

Enfim, a cena alternativa quebra mas não verga. Aos trancos e barrancos, sobrevivendo como pode e enfretando momentos de crise e adversidade, ainda assim ela segue em frente e felizmente. Então quando VOCÊ, dileto leitor zapper, for dar seu rolê noturno no final de semana pelo baixo Augusta, não se esqueça: ainda há muito rock’n’roll rolando por ali, em bares e clubes que pelo jeito irão manter essa cena viva e atuante para sempre.

 

 

OS BARES E CLUBES CAMPEÕES EM LONGEVIDADE NO CIRCUITO ROCK ALTERNATIVO DO BAIXO AUGUSTA, EM SÃO PAULO

* A Loca – dedicado ao público GLS, funciona há vinte anos no número 969 da rua Frei Caneca. De quinta a sábado o som na pista é eletrônica e sua variantes. No domingo o super DJ André Pomba comanda o projeto Grind, voltado ao rock e que rola até seis da manhã da segunda-feira.

 

* Funhouse – localizada na Rua Bela Cintra, 567, completou treze anos de existência na semana passada. Após passar um período sem shows ao vivo, voltou a abrir espaço para bandas autorais se apresentarem. O som na pista é sempre indie rock.

 

* Inferno Club – outro que já se tornou clássico na rua Augusta, onde funciona há onze anos no número 501. Tem noitadas rock’n’roll incríveis, principalmente às sextas-feiras e sábados, com som de DJs e também com espaço para bandas ao vivo.

 

* Clube Outs – chegou aos doze anos de existência em 2015. É um dos bares do coração de Zap’n’roll, que promoveu ali zilhões de festas e DJs sets do blog. Antes dedicava espaço para shows de bandas ao vivo. Com o declínio da cena de grupos autorais o clube resolveu acabar com as apresentações de conjuntos musicais e resolveu se dedicar apenas a noitadas movidas integralmente a discoteagem na pista, apoiada em um open bar onde o consumidor paga cinqüenta mangos na entrada e bebe até cair. Deu certo e fez o Outs renascer já há dois anos: o local vive entupido de gente às sextas e sábados, com média de quinhentos pagantes por noite.

 

**********

MUSA ROCKER SECRETA DA SEMANA – UMA CADELA PAULISTA QUE ASSUME: “SOU CASADA MAS AMO FODER COM OUTROS HOMENS!”.

Nome: A.

 

Idade: 23.

 

De onde: interior de São Paulo.

 

Mora com: marido.

 

O que faz: estudante.

 

Uma banda: AC/DC.

 

Um escritor: Charles Bukowski

 

O que o blog tem a dizer sobre a divina putona: sempre papeando com garotas lindas, inteligentes, tesudas e gostosas em grupos do faceboquete dedicados ao velho safado e gênio Bukowski, Zap’n’roll acabou fazendo amizade (virtual, por enquanto) com a lindaça e cachorrona A. Que topou ser musa do blogão com fotos canalhas e total nude, desde que sua identidade não fosse revelada. Estas linhas online toparam e aí está. Um ensaio pra lá de safado com uma garota que é uma ótima amiga de papos online. Papos onde ela já assumiu pro jornalista canalha: “sou casada sim. Mas AMO foder com outros homens. Já traí meu marido pelo menos umas sete vezes desde que nos casamos”. Ou seja: trata-se de um corno feliz. Afinal ele também como o bocetão, ahahahaha.

 

Machos (cados), gozem sem moderação, uia!

Um rabo DIVINO!

 

Peitos idem!

 

 

A BOCETONA em chamas, sempre!

Calcinha de PUTA, pra arrancar porra do macho

E se lambuzando toda após levar “leitinho” quente e grosso na boca, wow!

**********

O postão segue sendo ampliado e VAI MESMO SER CONCLUÍDO logo no início da próxima semana, com as dicas culturais e o roteiro de baladas legais pra semana toda. Por hora o blog fica por aqui, anunciando que vai NA FAIXA hoje à noite no show do Vanguart, em Sampa:

 

Cris Dias

 

Amanda Da Mata

 

**********

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Forgotten Boys, “Outside Of Society”.

 

* Banda, I: Pois sempre nos surpreendemos com algo novo e bacana quando menos esperamos, néan. É o que rola com o blog nesse momento, ao descobrir o som (entre o trip hop e o dream pop) do duo de Campinas SETI. Formado pela vocalista e instrumentista Roberta Artiolli e pelo multiinstrumentista Bruno Romani, o Seti existe desde 2012 e acaba de lançar um lindo EP de seis faixas com canções oscilando entre o bucolismo e a melancolia, com vocais femininos doces e suaves, e boas letras em português, que sugerem belas e poéticas imagens. A dupla estará se apresentando na próxima noite rocker do blog na Sensorial Discos, no primeiro sábado de outubro. E logo menos falaremos mais dela por aqui. Enquanto isso você ouvir o Seti e conhecer melhor o som do grupo aqui: http://motimrecords.bandcamp.com/album/xtase. E saber mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/setirock?fref=ts.

O duo trip hop Seti, de Campinas: canções melancólicas e bucólicas, com letras em português e melodias oníricas

 

* Banda, II: hoje à noite (leia-se: nesta quinta-feira à noite) o badalo alternativo em Sampa vai ser mesmo lá no Centro Cultural São Paulo, quando vai rolar show gratuito do quarteto goiano Boogarins, a partir das 7 da noite. Quem? Você pode nunca ter ouvido falar do grupo, mas ele está bombadíssimo na indie scene atual e é xodó de queridos amigos nossos jornalistas, como o sempre antenadíssimo Lucio Ribeiro. Os garotos têm um EP lançado (“As plantas que curam”), estão pra soltar seu primeiro álbum cheio, já rodaram parte do circuito alternativo dos EUA e Europa etc. A parada deverá ser tumultuada no final da tarde desta quinta (dia 27 de agosto, quando este post está sendo finalmente concluído) lá no CCSP. Repetindo: o show é de graça (ingressos têm que ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 5 da tarde). Na página do evento no faceboquete já há a confirmação de 1.300 pessoas no show. Detalhe: cabe apenas a metade disso no local onde a banda vai tocar. Na boa? Os Boogarins são ok em disco. Seu som é bem acima da média do que se escuta atualmente na paupérrima cena independente nacional (e a culpa dessa pobreza musical e artística todos sabem de quem é: de gente como Pablo Capilantra, ex-todo poderoso da quadrilha Fora Do Eixo, e também do escroque Fabrício Nobre, não por acaso, um dos “inventores” do grupo Boogarins). Mas o blog sinceramente acha o quarteto superestimado e badalado demais. Óbvio que podemos estar enganados e precisamos vê-los ao vivo, para comprovar se estamos certos (na questão de achá-los superestimados) ou errados (com o conjunto sendo fodão ao vivo). Então por isso mesmo estas linhas online irão logo menos conferir a gig dos rapazes. E sugere que quem ainda não os conhece faça o mesmo. Lembrando que o Centro Cultural São Paulo fica na rua Vergueiro, 1000 (Paraíso, zona sul da capital paulista).

 O quarteto goiano Boogarins: show grátis hoje no Centro Cultural São Paulo

 

* Baladas boas pro finde: o postão finalmente chega ao fim já na quinta-feira, quase finalzinho de agosto. Então vamos ver o que rola de baladas alternativas bacanudas pro finde que começa amanhã. Na sexta em si, 28, tem festança de aniversário do queridão Claudio Medusa lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). Também amanhã tem showzaço duplo com Fábrica De Animais e Saco De Ratos no Centro Cultural Zapata (que fica na rua Riachuelo, 328, centrão de Sampalândia).///Já no sabadão em si o mesmo Centro Cultural Zapata abriga show novamente duplo, mas com os sempre bacanudos Rock Rocket e a nova sensação da indie scene paulistana, o BBGG. Beleza? Então se apruma, capricha no visu rocker e se joga meu rei (ou minha rainha).

 

 

E FIM DE POST

Que já tá ótimo, néan. E sim, continua mandando seus e-mails pro hfinatti@gmail.com que na semana que vem desovamos finalmente o pacote com livros bacanas da Edições Ideal, entre eles a bio do Steven Adler, o loki ex-batera do Guns N”Roses. Ficamos por aqui então, deixando todos os beijos do mundo na Neide Rodrigues e na Patrícia Pera, duas gatas incríveis que o blog amadora de paixão. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e FINALIZADO por Finatti em 27/8/2015 às 14:00hs.)

Como recordar é sempre mesmo viver (ulalá!), o blog comenta os trinta anos de dois álbuns GIGANTES da história do rock brasileiro dos anos 80’: as estreias do Ira! e da Plebe Rude (e de quebra, histórias como sempre cabulosas de duergas envolvendo o zapper loker ao som dessas bandas); o velho e genial Neil Young volta à boa forma em seu novo disco; bons sons indies vindos do Norte brazuca; edição ESPECIAL das nossas sempre total delicious musas rockers, com uma seleção de algumas das gatas mais incríveis que já apareceram no tópico; e mais as indicações culturais da próxima semana e os agitos no circuito rocker underground paulistano (postão finalmente concluído com ampliação MONSTRO: indicações de discos, livros e o roteiro de baladas legais para esta semana no circuito alternativo de Sampa!) (ampliação final em 1/7/2015)

Duas bandas gigantes do rock BR dos anos 80’ e seus fundamentais discos de estréia, lançados há exatos trinta anos (e relembrados e comentados neste post): o paulistano Ira! (acima) e o brasiliense Plebe Rude (abaixo) deixaram um legado difícil de ser batido pela atual geração do rock nacional, onde não surgem mais grandes músicos e cantores como Edgard Scandurra e Nasi (ambos do Ira!), velhos amigos de Zap’n’roll (também abaixo)

**********

EXTRINHAS RAPIDÕES FECHANDO A TAMPA DE UM POST GIGANTESCO

* Yeah. O post enfim chega ao fim já na quarta-feira da primeira semana do mês de julho. Ontem (terça), a Câmara dos Deputados em Brasília rejeitou a proposta de mudança na Constituição que reduzia a maioridade penal para dezesseis anos de idade. Okays. Pelo menos algo SENSATO esse bando de bandidos e pilantras fez pelo país.

 

 

* E Glastonbury 2015 terminou no último domingo assim: Roger Daltrey e Pete Townshend dando sangue no palco. Os dois estão jurássicos, carecas, caindo aos pedaços. Mas ambos (ou o que resta do glorioso The Who) levantaram cem mil pessoas ao som desse hino aí no vídeo. Infelizmente nós, aqui no bananão do cu do mundo, não iremos ver isso ao vivo. E sério, o blog gostaria de ver…

 

 

* É isso. Semana que vem novo postão na área. Até lá!

 

**********

Clássicos imortais do rock BR que importa.

Eles foram lançados há trinta anos e permanecem relevantes até hoje. Aliás, sua importância e dimensão se tornam ainda mais gigantescas em um tempo onde a música se tornou praticamente perfumaria, quase mero acessório e fundo sonoro para as mais banais e diversas atividades do cotidiano humano. Afinal em um mundo dominado por internet, por musica de péssima qualidade circulando aos milhões pela web, por redes sociais (como o Facebook) e aplicativos de celular (como o detestável whats app) que nada mais fazem do que contribuir para o emburrecimento e a imbecilização completa de hordas cada vez maiores de pessoas ignorantes e bestiais ao extremo, quem se importa com questões como composição, melodia, harmonia, arranjos e letras que provoquem profunda reflexão social, política e comportamental? É um mundo cruel o de hoje, dominado pela idiotização em massa (e isso com tanta informação disponível…) e o rock’n’rol que se faz atualmente, seja aqui ou na gringa, é o reflexo direto dessa idiotização. Mas nem sempre foi assim, felizmente. E estão aí discos como “Mudança de comportamento”, do grupo paulistano Ira!, e “O concreto já rachou”, do brasiliense Plebe Rude, ambos lançados há exatos trinta anos, em 1985 –  ano inclusive que também viu chegar ao mercado fonográfico nacional trabalhos essenciais como “Revoluções por minuto” (do RPM de Paulo Ricardo), e “Nós vamos invadir a sua praia” (do Ultraje A Rigor), e que serão igualmente comentados em Zap’n’roll em posts futuros – para mostrar isso. Eram outros tempos. Não havia a facilidade de acesso à informação que se tem hoje, e era preciso correr atrás dela. Não havia internet, redes sociais, celulares, nada disso. E a molecada ainda tinha prazer em se dedicar a ler ótimos livros, ouvir grandes discos de vinil, assistir a filmes clássicos. Todo esse ambiente bastante erudito (mesmo dentro da cultura pop) e ainda aliado ao fato de que o país estava saindo de um longo período de um regime político duro e fechado (e que limitava ao máximo possível os direitos individuais e civis), proporcionou um estimulo grandioso à alta criação artística em seus mais diversos segmentos (música, literatura, cinema, teatro, artes plásticas). E  o rock’n’roll de então acompanhou esse processo com grandes bandas se formando e lançado discos que se tornariam momentos fundamentais de toda a história da música brasileira. A Legião Urbana, também de Brasília, já havia estreado em vinil no final de 1984 com um trabalho irrepreensível. E meses depois era a vez do Ira! e da Plebe chegarem com registros que permanecem até hoje como marcos sólidos e essenciais de um rock que tinha o que cantar e que levava o ouvinte ao questionamento e à reflexão. Então nada mais justo do que o blog comentar e esmiuçar esses dois momentos inesquecíveis do rock nacional neste post que começa agora. E ainda mais em tempos em que nada digno de nota está sendo lançado aqui ou lá fora (com a possível exceção do novo disco do velho e genial Neil Young, programado para sair oficialmente na semana que vem, mas que já “despencou” na internet). Portanto vamos lá, fazer uma agradável viagem de volta ao passado. Bem-vindos a 1985, o ano em que o rock brasileiro se tornou gigante de verdade e legou para a posteridade dois de seus maiores clássicos em todos os tempos.

 

 

* E a semana termina (o postão está entrando no ar no final da tarde de sábado, 27 de junho) sim com duas notícias impactantes mas fora do mondo pop/rock. E que demonstram o quão estranho e bestial (por um lado) o mundo se tornou. Enquanto  nos Estados Unidos a Suprema Corte de Justiça americana legalizou o casamento gay em todo o território dos EUA, na Tunísia e no Kwait atentados terroristas praticados pelo sanguinário Estado Islâmico mataram quase setenta pessoas, além de deixar centenas de feridos.

 

* A leitura dos dois episódios é claríssima. Você pode não ter a menor simpatia pelos Estados Unidos e por seu povo (de fato o americano médio é bastante estúpido, além de conservador e racista). Mas a democracia LÁ é muito mais aperfeiçoada do que a brasileira, quanto a isso não resta a menor dúvida. E a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo pela Suprema Corte mostra isso.

 

 

* Já do outro lado do planeta, no Oriente Médio, as trevas bestiais infelizmente dominam a maioria do pensamento humano, o que permite o surgimento de grupos de grupos terroristas assassinos e radicais como o Estado Islâmico. E infelizmente, ao que parece, o destino da humanidade é assistir daqui pra fretnte ao aprofundamento dessa aparentemente intransponível dicotomia social/comportamental: o respeito total ao ser humano em todos os aspectos possíveis de um lado, e um igualmente total desrespeito por outro, onde matar alguém é algo tão comum e banal quanto beber um copo de água. E assim seguiremos caminhando, infelizmente.

 

 

* Agora bizarro mesmo é a rede social reacionária e nazista que é o Facebook, querer surfar na onda da decisão tomada pela Suprema Corte dos EUA, e dar aos seus usuários a opção de eles “adornarem” suas fotos de perfil com as cores do arco-íris e que são o símbolo mundial da luta pela diversidade sexual. E ainda pior é ver milhões de manés embarcando nessa onda. Oportunismo é isso aí e a gente encontra nos domínios do FB, uia!

 

 

* Resumo rápido e ligeiríssimo da edição 2015 da Virada Cultural paulistana, que rolou no último finde em Sampa: muuuuuito menos público do que em 2014 (e os motivos para isso foram evidentes: programação ruim e o frio da madrugada já invernal, que deixou com ares de deserto boa parte da região central da cidade). O lado positivo disso? Muito menos tumulto e violência também, com policiamento reforçado e que proporcionou um clima de maior segurança a quem se aventurou pelo centro na noite de sábado pra domingo. O blog esteve no palco Rio Branco, onde acompanhou a gig do Cachorro Grande, das duas às três da matina. O público foi enorme e o jornalista zapper assistiu ao set (fodão como sempre) do palco e depois foi beber no camarim com a Cachorrada, velhos amigos destas linhas online. E depois nos mandamos pro Astronete no baixo Augusta, pois não havia mais nada interessante pra se ver/ouvir nos palcos da Virada – ao menos de madrugada.

 O jornalista loker/rocker e o chapa Beto Bruno, logo após o showzaço do Cachorro Grande na Virada Cultural 2015

 

*Resumo rapidão e ligeirão do show do ex-guitarrista dos Smiths e gênio Jhonny Marr, que rolou no final da noite de domingo no Memorial da América Latina em Sampa, dentro do festival Cultura Inglesa: ele “apenas” mostrou porque foi um dos nomes fundamentais da história recente do rock’n’roll, e também porque tocou naquela que é uma das cinco bandas da vida do autor destas linhas virtuais rockers. Performance impecável, momento “olhos total marejados” em “There’s A Light That Never Goes Out” e, de bônus, o rapaz está cantando muito bem pra quem era “só” o guitarrista do grupo onde Morrissey um dia foi vocalista. Que Johnny retorne mais vezes ao Brasil, sendo que alguns momentos do showzão você pode conferir nos vídeos aí embaixo.

 

* E já está rolando neste finde na Inglaterra aquele que é considerado o maior festival de música (rock incluso) do mundo. Yep, o gigante Glastonbury, em sua edição 2015, parece estar sofrendo do mesmo mal que se abate sobre outros eventos semelhantes pelo mundo afora, como o brazuca Rock In Rio e o americano Coachella: a dificuldade em montar um line up que não tenha nomes repetidos em edições anteriores ou que sejam “arroz-de-festa” nos festivais ao redor do planeta. Mas com o mondo pop/rock carente de renovação de grupos que realmente se destaquem, a situação fica realmente complicada. Vai daí que o Glasto deste ano tem como headliners o Foo Fighters (já velho freguês do Brasil, sendo que a banda teve que cancelar sua gig em Glasto na última hora, devido ao acidente sofrido por Dave Grohl em um show, semanas atrás), o rapper Kanye West e o velhaço The Who, os três puxando centenas de atrações pra todos os gostos. Do já velho britpop de Suede, passando pelo dream pop sempre onírico e bacana do Belle & Sebastian (e que irá tocar em Sampa em outubro) e chegando à nova sensação que é o Wolf Alice, Glastonbury vai tentando se manter a duras penas como o MAIOR dos festivais. Aí embaixo o cartaz da edição deste ano.

 

 

* O COMPLETO DESASTRE E A TOTAL FALÊNCIA DO TRANSPORTE PÚBLICO EM SAMPA, NAS MÃOS DO PSDBOSTA – o blogão zapper abre espaço entre as notas iniciais deste post, focadas em rock alternativo e cultura pop, para falar de assunto que interessa a todos no final das contas: o desmantelamento que está acontecendo, há anos já, na estrutura do transporte público em São Paulo, a maior cidade do Brasil e uma das cinco maiores do mundo. E esse desmantelamento, que se abate já há séculos sobre a frota de ônibus do município, agora também chegou ao sistema de metrô, de (ir) responsabilidade do (des) governo de Geraldinho Alckmin e sua CORJA BANDIDA tucanalha, encastelados há mais de vinte anos no Palácio dos Bandeirantes. Pois então: se até uma década atrás o metrô de São Paulo era referencia mundial em rapidez, conforto, limpeza e MANUTENÇÃO, tudo isso já Elvis e foi pro saco há tempos. Quem utiliza o sistema metroviário da capital paulista diariamente, já sabe que irá provavelmente enfrentar algum tipo de problema ali. Notadamente no horário de pico, entre cinco e meia da tarde e sete e meia da noite. Nesse espaço de duas horas e onde o metrô recebe o maior número de usuários durante o dia (pois as pessoas estão saindo dos seus empregos para voltar para casa ou, ainda, ir para seus cursos estuantis noturnos) e, por isso mesmo, deveria ser o momento em que o sistema NÃO poderia apresentar falhas e problemas em hipótese alguma, é quando estão ocorrendo com cada vez mais freqüência atrasos e paralisações no deslocamento dos trens. Atrasos e paralisações que superlotam as estações, afetam toda a malha metroviária e colocam em desespero quem está nos vagões. Foi o que aconteceu na noite de anteontem, quinta-feira, 25 de junho, exatamente às seis e meia da tarde um carro do metrô simplesmente quebrou na estação Praça da Árvore (no bairro da Vila Mariana, zona sul paulistana, e próximo à residência do jornalista zapper). O tumulto logo se formou: estação lotada, ânimos exaltados, um funcionário da bilheteria totalmente despreparado para lidar com a situação se NEGANDO a devolver o dinheiro de quem tinha adquirido bilhetes para a viagem e queria devolver os mesmos. Depois de cerca de meia hora de espera a situação começou a se normalizar mais aí já era tarde e muita gente iria chegar atrasada aos seus compromissos do final do dia/início de noite. Então, diante de mais esse ACINTE contra a população, o blog aqui deixa seu protesto contra um (des) governo sórdido, pilantra, escroto ao máximo e que não cumpre minimamente com suas obrigações perante uma população sofrida, que paga impostos caros e de Primeiro Mundo pra receber de volta serviços públicos de QUINTO MUNDO. Até quando isso, afinal? Até quando o populacho BURRO e CONSERVADOR que é o eleitor paulista vai seguir votando nesse grande MERDA que é o PSDB? Por que, ao invés de ir pra rua pedir o impeachment da presidente, esse bando de OTÁRIOS não pede a saída JÁ de geraldinho e sua quadrilha? Talvez porque gente coxinha, playba e endinheirada NÃO ande de metrô e de transporte público, não é?

 Um carro do metrô paulistano quebrado e parado em uma estação (acima) e o tumulto formado por conta disso (abaixo), na última quinta-feira: a qualidade do transporte público em SP segue em queda livre sob o (des) governo do PSDBosta

 

* Voltando ao mondo pop/rock, que segue em marcha lentíssima: nenhuma novidade realmente bombástica por esses dias. Assim, se algo EXPLOSIVO rolar pela semana vindoura, iremos comentar aqui, fiquem sussa quanto a isso.

 

* Então melhor ir logo aí embaixo, onde o blog rememora as três décadas de existência de dois álbuns fundamentais da história do rock brasileiro.

 

 

TRÊS DÉCADAS ESTE ANO – OU QUANDO IRA! E PLEBE RUDE INSCREVERAM PARA SEMPRE SEUS NOMES NA HISTÓRIA GIGANTE DO ROCK BRASILEIRO QUE IMPORTA

O ano de 1985 foi bastante emblemático para a cultura pop brasileira e, dentro desse contexo, também para o rock nacional. O país estava saindo de um período de mais de duas décadas de regime militar ditatorial (sendo que já haviam eleições diretas para governdores de Estado mas o primeiro pleito presidencial direto ainda iria acontecer apenas em 1989). Respirava-se ares politicamente mais abertos e liberais. Isso se refletiu na indústria musical: um novo movimento rock nacional havia sido iniciado em 1982 no Rio De Janeiro, com o estouro em vendagens do disco de estréia do grupo Blitz. E em janeiro de 85’ também acontecia no Rio a primeira edição do Rock In Rio, festival que consagrou bandas nacionais como Barão Vermelho e Paralamas Do Sucesso. E por fim, seguindo esse “boom” e dando um tom muito mais político a um rock ainda sem esse viés em grande escala, estavam os quartetos Ira! (de São Paulo) e Plebe Rude (de Brasília). Ambos lançaram seus álbuns de estréia naquele 1985. E hoje, trinta anos depois, tanto “Mudança de Comportamento” do Ira!, quanto “O concreto já rachou” da Plebe Rude, permanecem como duas das obras fundamentais de toda a história do rock brasileiro.

 

Surgido na capital paulista em 1981, no bairro da Vila Mariana (zona sul da cidade), e contando com Egard Scandurra nas guitarras, Marcos “Nasi” Valadão nos vocais, Ricardo Gaspa no baixo e André Jung na bateria, o Ira! logo conseguiu um contrato com a major Warner Music (que estava em busca de novos talentos rockers em Sampa, para fazer frente à “invasão carioca” que estava então em curso, com nomes como Lobão, Kid Abelha, Biquini Cavadão etc.), que lançou em 1983 um compacto simples do cojunto, com as músicas “Pobre Paulista” e “Gritos na multidão”. Ambas alcançaram boa repectividade junto ao público e execução nas rádios, o que motivou a gravadora a colocar os garotos novamente em estúdio para que eles pudessem registrar seu primeiro disco cheio. E o Ira! saiu de lá com “Mudança de comportamento”, LP de onze faixas e pouco mais de meia hora de duração.

 

Lançado oficialmente em maio de 1985, o disco emplacou de cara duas musicas nas FMs mais “alternativas” e menos comerciais. Eram justamente as duas canções que abriam o trabalho, “Longe de tudo” e “Núcleo Base”. Rocks poderosos, dançantea, acelerados e calcados na melodia e nos riffs construídos por Edgard Scandurra Pereira, guitarrista canhoto e que começava ali a se tornar mito das seis cordas e um dos maiores e melhores instrumentistas do rock brasileiro em todos os tempos. E não só: além dessa abertura arrasadora o trabalho ainda possuía uma balada lindíssima e de partir o coração com sua letra e melodia (“Tolices”) e mais uma batelada de faixas de inspiração no rock’n’roll garageiro dos sixties e no célebre movimento “mod” inglês (cujos grandes expoentes foram The Who, Kinks e The Jam). Fora que o quarteto possuía uma sólida seção rítmica e um ótimo vocalista. Não tinha como dar errado. E não deu, por um bom tempo: “Mudança de Comportamento” vendeu cerca de 60 mil cópias (um bom número) e abriu caminho para a asensão do Ira! ao panteão dos grandes nomes do rock BR dos 80’. Uma ascensão que chegou ao auge no segundo LP, “Vivendo e não aprendendo”, editado em 1986 e que emplacou música (a lindíssima “Flores em você”) como tema de abertura de novela da TV Globo. Isso fez o disco disparar em vendagens, com mais de 250mil cópias comercializadas na época. É também um grande álbum. Mas “Mudança de Comportamento” permanece até hoje como a pedra fundamental de uma banda que votltou à ativa há pouco mais de um ano e que continua sendo um dos nomes mais relevantes da história do rock nacional.

 

Já a Plebe Rude, surgida em Brasília em 1981, chegou ao seu primeiro lançamento de estúdio apenas (e também) em 1985. “O concreto já rachou”, o disco em questão, era (é) um EP de apenas sete faixas e pouco mais de vinte minutos de duração. Mas que concentra nesse pequeno recorte musical mais poder instrumental e qualidade textual (notadamente no questionamento e engajamento político e social) do que uma dúzia de grupelhos atuais juntos do tristemente e totalmente amburrecido roquinho brazuca. Um trabalho fodaço, conduzido pelas guitarras e pelas sensacionais harmonias e jogos vocais de Philippe Seabra e Jander Bilaphra, além da impecável “cozinha” de André X (no baixo) e Gutjie (na bateria). O grupo chegou até a multinacional EMI apadrinhado pelos Paralamas Do Sucesso (que então já estavam consagrados, após sua participação na primeira edição do Rock In Rio). E seu EP de estréia foi produzido pelo guitarrista e vocalista Herbert Vianna, o líder dos Paralamas.

As estreias do Ira! (acima) e Plebe Rude (abaixo), ambas em 1985: dois discos fundamentais para a história do rock brasileiro

 

Não há UMA música menos do que espetacular em “O concreto já rachou”. Da abertura arrasadora com “Até quando esperar” (onde um grupo punkster como a Plebe se permitiu utilizar um cello na introdução da canção), passando por “Proteção”, por “Seu jogo”, pela sensacional “A minha renda” (um olhar cruel e preciso/precioso sobre a indústria musical de então, e como ela se utilizava de métodos nada éticos e morais para produzir mitos e popstars) e até chegar ao fecho em “Brasília” (outra radiografia cruel e precisa sobre como era e é a capital do país, e como era e é até hoje viver nela), trata-se de uma obra impecável e quase que totalmente atemporal pois seus temas permanecem mais atuais do que nunca. Depois desse EP a trajetória da PR prosseguiu bastante errática, com discos oscilando entre medianos e fracos. A banda perdeu dois de seus integrantes originais (Jander e Gutjie) e permanece na ativa até os dias atuais, contando inclusive com o guitarrista e vocalista Clemente (fundador do grupo paulistano Inocentes, onde também toca até hoje) em seu line up.

 

“Mudança de comportamento”, do Ira!, e “O concreto já rachou”, da Plebe Rude, no final das contas definiram um padrão de qualidade artística no rock brasileiro que dificilmente seria alcançado nos anos (ou décadas) seguintes. Dos anos 90’ em diante então, foi o horror. Um horror que chegou ao fundo do poço no novo milênio. Hoje o rock nacional é o que se escuta e o que se vê dele: reduzido a escombros (muito devido ao massacre realizado nele pela organização quase criminosa denominada Fora Do Eixo), ignorante na estrutura musical e nas letras escritas por uma garotada sem estofo intelectual/cultural algum, sobrevive como pode no underground ou então mamando na teta pública (através de editais que patrocinam turnês e festivais com shows onde não existe público) ou no circuito Sesc (que paga bons cachês a quem consegue tocar em suas unidades, mesmo que haja dez pagantes para assistir a apresentaçao). Enquanto isso a cultura musical brasileira (ou o que resta dela) desce sem dó a ladeira, com funk ostentação de péssima qualidade, axé music idem e sertanojo universotário dominando a execução em rádios comerciais e em programas populares de auditório na TV. Esse é o negro retrato da música pop brasileira, versão 2015.

 

Bons tempos o de três décadas atrás. Grande ano o de 1985 para o rock made in Brazil. Ira! e Plebe Rude, em suas estréias gigantes, serão inesquecíveis. E esses dois álbuns irão permanecer para a posteridade como dois marcos de um tempo em que, sim, o rock brasileiro foi um dos melhores do mundo.

 

 

IRA! E PLEBE RUDE AÍ EMBAIXO

Em alguns vídeos que mostram alguns clássicos dos discos de estréia das duas bandas, além da versão integral de “O concreto já rachou”.

 

 

PLEBE RUDE – UMA LETRA DO EP DE ESTRÉIA

 

“Minha renda”

 

Você me prometeu um apartamento em Ipanema

Iate em Botafogo, se eu entrasse no esquema

contrato milionário, grana, fama e mulheres

a música não importa, o importante é a renda!

 

Ambição – grana, fama e você

Ambição – grana, fama e você

 

Tenho fazer sucesso antes que seja tarde

Eles acham que eu vendo, eu tenho uma boa imagem

o meu produtor, ele gosta de mim

grana vale mais que a minha dignidade

 

Tocar no Chacrinha ou na televisão

tudo isso ajuda pra minha divulgação

isso quer dizer mais grana pra produção – e pra mim!

 

Você me comprou, pôs meu talento a venda

você me ensinou que o importante é a renda

contrato milionário, grana, fama e mulheres

a música não importa, o importante é a renda!

 

Ambição – grana, fama e você

Ambição – grana, fama e você

 

Eles trocam minhas letras, mudam a harmonia

no compacto esta escrito que a música é minha

ja sei o que vou fazer pra ganhar muita grana

vou mudar meu nome para Herbert Vianna

 

Estar no Chacrinha ou na televisão

tudo isso ajuda pra minha divulgação

isso quer dizer mais grana pra produção – e pra mim!

 

Grana, fama e você!

 

Um lá menor aqui, um coralzinho de fundo (fundo!)

minha letra é muito forte? Se quiser eu a mudo

e tem que ter refrão (sim!) um refrão repetido (repetido!)

pra música vender, tem que ser acessivel!

 

Ambição – grana, fama e você

Ambição – grana, fama e você

 

Não sei o que fazer, grana tá difícil

tenho que me formar e nem escolhi um ofício

Você é músico, não é revolucionário!

Faça o que eu te digo que te faço milionário!

 

Estar no Chacrinha ou na televisão (a minha renda)

tudo isso ajuda pra minha divulgação (a minha renda)

isso quer dizer mais grana pra produção – e pra mim!

 

A minha renda!

 

 

OS ANOS 80’/90’ E A TRAJETÓRIA DO JORNALISTA LOKER/ROCKER AO SOM DE IRA! E PLEBE RUDE

* O Ira! foi fundado em 1981 pelo guitarrista Edgard Scandurra e pelo vocalista Marcos Valadão, o “Nasi”. Ambos esrtudaram no ensino fundamental (e parte do médio) no colégio estadual Brasílio Machado, famoso celeiro de porra-loucas localizado (até hoje) na rua Afonso Celso, no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista. E o bizarro da parada é que o então jovem adolescente Finaski e futuro jornalista musical TAMBÉM estudava no mesmo colégio e na MESMA sala de Scandurra e Nasi – isso quando a trinca não tinha mais do que quinze anos de idade. Depois o autor deste blog perdeu totalmente o contato com a dupla. Foi reencontrá-los anos depois quando o Ira! já existia e estava se tornando uma banda grande, e o sujeito aqui começou sua trajetória no jornalismo musical brasileiro. E até hoje Zap’n’roll é amigo dos dois.

 

* Por conta disso o blog perdeu a conta de quantos shows acompanhou da banda. O primeiro foi em 1981, no teatro Tuca, da PUC/SP (no bairro das Perdizes), durante a realização de um festival de bandas punks. Depois o zapper, então um jovem repórter que havia entrado no jornalismo há poucos meses, presenciou uma gig monstro do quarteto, em meados de 1986. O Ira! tinha mandado para as lojas seu segundo disco, “Vivendo e não aprendendo”, que estourou em vendagens por conta da inclusão da música “Flores em você” na abertura de uma novela da TV Globo. Para comemorar o grupo marcou um show ao ar livre e de graça num sábado à tarde, na famosa “praça do Relógio”, na USP. Não deu outra: superlotação no local, com o conjunto tocando para cerca de quarenta mil pessoas.

 

 

* A partir daí estas linhas online assistiram a dezenas de gigs do Ira! em danceterias (que estavam em moda na época), festivais etc. E quando o Ira! retornou às atividades em 2014 (após uma separação de sete anos, motivada por brigas internas) o jornalista zapper também voltou a acompanhar o grupo de perto, comparecendo apenas no ano passado a três shows deles.

 Zap’n’roll e Nasi, vocalista do Ira!: amizade que já dura três décadas

 

 

* Já com a Pebe Rude foi diferente. Por ser de Brasília dificilmente o quarteto se apresentava em Sampa. Tanto que o blog só foi conseguir ver uma gig deles por volta de 2001, quando eles tocaram num sábado à noite no Sesc Belenzinho (na zona leste de São Paulo). E foi um showzaço.

 

* E claaaaaro, não poderia faltar a história junkie aqui, inclusive já contada no blogão anos atrás e que também estará bem detalhada no livro “Memórias de um jornalista junkie”. Algum final de tarde de 1993. O Ira! estava em sua fase decadente, contrato encerrado com a multinacional Warner e com um novo disco na praça, o  bom “Música calma para pessoas nervosas”, e que não vendeu nada no final das contas. O autor deste blog estava já há alguns meses fora de um grande veículo de mídia e escrevendo textos para a modesta (porém bem conceituada no meio rock’n’roll) revista Dynamite. Graças à sua amizade com Nasi, marcou uma entrevista com o vocalista (que morava em um sobrado na zona oeste de Sampa) e lá se foi, fazer seu trabalho. Foi recebido na casa do front-man do Ira! com um prato onde havia um autêntico monte Everest de COCAÍNA, uia! A devastação nasal entrou em cena e a entrevista virou o próprio samba do crioulo doido. No dia seguinte, ao ouvir as fitas gravadas do bate papo, o jornalista doidão viu que absolutamente NADA ali poderia ser aproveitado. A entrevista teve que ser remarcada, claro. E sem cocaína, rsrs.

 

**********

MUSAS ROCKERS EDIÇÃO ESPECIAL – CINCO TOTOSAS TOTAL DELICIOUS QUE JÁ PASSARAM PELO BLOGÃO

Yeah! Um dos tópicos mais festejados pelo nosso dileto leitorado macho (cado, uia!) faz uma reedição especial nesse post, onde republicamos cinco das mais gatas musas rock’n’roll que já passaram por aqui. Todas lindonas, abusadas, atrevidas, tatuadas, inteligentes e rockers, sempre! Então aproveite e se delicie novamente com elas, enquanto a nova musa do blog está a caminho.

 Solange De-Ré: 32 anos, poetisa louca e rocker de Floripa

 

Fabiana Marques, 26 anos, diretora de arte em São Paulo: tattoos e amor pelo rock’n’roll

 

Michelle Fernandes, 27 anos, de São Paulo: sempre na night rocker

 

Yasmin Takimoto, 20 anos, de São Paulo: sinuosidade orienta

 

Madeleine Akye, 32 anos, de Osasco: japa rocker dos sonhos de muitos homens, e seduzindo até atores da tv Globo!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o quarteto de Manaus Supercolisor existe desde 2008 e antes se chamava Malbec. Passou por uma reestruturação interna, trocou de nome, mudou de line up e contando com novo integrante (o baixista, multiinstrumentista e vocalista Diego Souza, que antes tocou no ótimo Luneta Mágica) lançou há pouco este “Zen total do Ocidente”, onde o grupo (que também conta com Ian Fonseca nos vocais e pianos, Zé Cardoso nas guitarras e vocais e Natan Fonseca na bateria) literalmente apaixona o ouvinte com uma coleção de canções belíssimas, melancólicas e bucólicas em sua concepção melódica e instrumental. Arranjos de pianos e condução de violões constroem planos sonoros que acalentam a alma e o coração e isso se sobressai mais em faixas tristonhas como “Sim”, “Três luzes fixas”, “Os cinco”, “Não”, “Móbile” e a própria canção-título. São as músicas onde a banda consegue seu melhor resultado graças à coesão de uma proposta que rompe com seu próprio passado recente (a “versão” Malbec do conjunto carregava muito no rebuscamento instrumental se espelhando na fase prog do Radiohead, aliás a fase mais sacal do quinteto britânico; fora que havia a incômoda dicotomia das músicas com vocais em inglês e em portguês). Ainda há estranhamentos aqui e ali (as levadas synthpop e os vocoders que surgem nas ambiências eletrônicas e vocais de “Pista Íntima” e “Corte”, e que destoam em muito do restante do trabalho) mas o saldo final, com bons versos em português e canções que remetem ao melhor de um rock reflexivo e melancólico, colocam o Supercolisor muito à frente de boa parte do que se faz nesse momento no quase totalmente inculto rock’n’roll brasileiro. E sinaliza mais uma vez que algumas das melhores formações musicais do país nesse momento estão mesmo na região Norte – basta lembrar dos acreanos Euphônicos, Los Porongas e Os Descordantes, nomes que deixam grupos do Sudeste comendo poeira no quesito qualidade artística. Para saber tudo sobre o Supercolisor e ouvir seu novo álbum, vai nesses links: http://www.supercolisor.com/home e http://www.supercolisor.com/.

 O quarteto manauara Supercolisor: lindas, bucólicas e tristonhas canções em seu novo disco, “Zen total do Ocidente”.

 

* Disco, II: também da capital do Amazonas, o quarteto Nicotines lançou seu primeiro EP com cinco faixas, e batizado “A mil por hora”. É rock’n’roll direto de guitarras algo sujas e boas letras em português, escritas e cantadas pelo jornalista Sandro “Nine” Corrêa (agitador muito conhecido na cena rocker de Manaus, além de amigo destas linhas bloggers). Resgatando eflúvios de hard e garage rock, além de proto punk setentista, o quarteto (que ainda tem em seu formação o guitarrista Lauro, o baixista Israel e o batera Gustavo) mostra agressividade e potência instrumental na faixa-título e em “Rock brasileiro”, cuja letra faz uma crítica virulenta à estupidificação que se abateu sobre o rock’n’roll nacional, eivado de pilantras e enganadores de bandas como o produtor escroque e mau caráter Carlos Eduardo Miranda, citado nominalmente nos versos. São músicas que devem render bem ao vivo e você pode ouvi-las aqui: https://soundcloud.com/nicotinesoficial. O EP também saiu em formato físico em cd encartado na revista paulistana “Gatos & Alfaces”, e você pode saber mais sobre os Nicotines aqui: https://www.facebook.com/pages/Nicotines/1512374429022788?fref=ts.

O EP de estréia do grupo Nicotines

 

* Disco, III: com quase setenta anos de idade a lenda Neil Young segue firme e forte, lançando discos quase em profusão. Mas se a produção do canadense não dá mostras de cansaço na quantidade de discos editados (só em 2014 foram dois trabalhos inéditos), na questão qualitativa o guitarrista e vocalista andou meio claudicante em seus últimos discos. Porém neste “The Monsanto Years” (que chegou oficialmente às lojas americanas anteontem, segunda-feira, 29 de junho; sendo o que o blogão está sendo finalizado na quarta), Neil parece recuperar um pouco da sua velha forma. O álbum se equilibra bem entre rocks de guitarras mais ásperas (como em “People Want To Her About Love”) e baladas de acento folk/country (com direito a violão e gaita), caso da estradeira e tristonha “Wolf Moon”. Com um pouco de boa vontade dá pra se lembrar da época em que Young inscreveu definitivamente seu nome na história do rock, quando lançou clássicos imbatíveis como “Harvest” ou “Zuma”. Não é igual a eles, claro. Mas as canções 2015 do velho rocker mostram que ele ainda tem o que cantar e segue relevante como músico.

O novo álbum do velho Neil Young

 

* Livro, I: “Breve História do rock brasileiro”, escrito pelo jornalista, músico, pesquisador e produtor cultural Ayrton Mugnaini Jr., um volume com pouco mais de oitenta páginas de texto e formato de bolso procura mostrar para os não iniciados a trajetória do rock’n’roll feito aqui, desde a década de cinqüenta até os dias atuais – a chamada geração web (e onde Ayrton talvez tenha se esquecido apenas de mencionar o grupo cuiabano, radicado em Sampa, Vanguart, talvez o único nome da indie scene nacional dos anos 2000’ a ter se tornado realmente grande em termos mercadológicos). Mais do que se aprofundar em estilos e nomes, Ayrton procurou mostrar um painel simplificado de artistas e do que eles representaram para determinada época. Leitura rápida, ligeira e de fácil compreensão, o que são méritos e pontos bastante positivos do livrinho, tornando-o muito interessante e atraente. Para conseguir o seu basta entrar em contato com o próprio autor, através de sua página no Facebook: https://www.facebook.com/ayrtonmu?fref=ts.

 Dupla rocker do barulho: Zap’n’roll e o jornalista Ayrton Mugnaini, autor do livro “Breve História do rock brasileiro”

 

* Livro, II: “Poesias escolhidas, volume II – o melhor de mim”, é um abrangente compêndio da nova poesia que se faz hoje no Brasil e em países como Argentina, Méxixo, Uruguai, Espanha, França e Áustria. Ao todo são cento e setenta e quatro poemas do mesmo número de autores (cada um contribuiu com uma poesia), reunidos num livro bem acabado editorialmente e que mapeia, no caso brasileiro, a produção poética em todas as regiões do país. Tanto que até o distante Amapá está representado no livro, através dos bons versos da jovem Sarah Aranha. Com apenas vinte e três anos de idade Sarah, que mora em Macapá (a capital do Estado) e é dileta amiga deste espaço virtual, verseja desde sua adolescência e já conta com um bom material de lavra própria. Para o livro ela escolheu o poema “Meu passarinho”, que flui bem através de rimas e versos bem encadeados. Mas há outras saborosas descobertas ao longo das paginas, e quem se interessar pode ir atrás do volume aqui: https://www.facebook.com/PoesiasEscolhidas?fref=ts.

 A jovem poeta macapaense Sarah Aranha (acima), uma das que estão no livro “Poesias Escolhidas”, com o poema “Meu passarinho” (abaixo) (foto Sarah: Ana Lages)

* Baladas badaladas fechando o postão e as indicações do blog: yeah! Com esse post monstro sendo finalizado já na quarta-feira (1 de julho), vamos ver o que sucede pelo circuito cultural alternativo de Sampa já a partir de amanhã, quinta. É quando vai ter o evento lançando oficialmente o vídeo para a música “Olha pra mim”, do grupo Vanguart (a bela e triste balada que fecha o mais recente disco de estúdio da banda), a partir das nove da noite no Bambolina (que fica na praça Roosevelt, 124, centrão de Sampa).///Já na sexta-feira e durante todo o finde rola no bar/teatro Cemitério de Automóveis (que fica na rua Frei Caneca, 384, Consolação, centro de São Paulo) as últimas apresentações da peça “Tanto Faz”, baseada em livro do escritor Reinaldo Moraes e adapatada por Mário Bortolotto.///Na sextona e sabadão em si a pedida é começar a noite tomando as ótimas brejas artesanais da Sensorial Discos (lá na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo), e depois cair pro baixo Augusta (passando pela Tex, Outs e Astronete).///E no sábado tem a volta dos mineiros metal celta do Thuatha De Danann, após longo período longe dos palcos paulistanos. Eles fazem show de lançamento do seu novo disco no tradicional Manifesto Rock Bar (que fica na rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi, zona oeste de Sampa), ou seja, uma ótima pedida rocker pro noitão de sábado. É isso. Nessas noites frias de inverno nada como um ótimo show pra aquecer nossos corpos. Se joga!

 

 

E TCHAU PRA QUEM FICA!

Ufa, postão monstro, néan? Saiu no capricho e ele fica por aqui. Mas na semana que vem voltamos sempre com muuuuuito mais. Até lá, então!

 

(ampliado, atuaizado e finaizado por por Finatti em 1/7/2015, às 14hs.)

Mais uma vez de volta aos anos 90’: o gigante britpop Blur finalmente lança seu novo álbum de inéditas, após ficar doze anos sem gravar um disco completo; ainda vale a pena falar de bandas “novas” e ir a mega festivais de rock (???) na era fútil e vazia da internet, dos smartphones, do whats app e dos selfies? Os velhões garageiros do Sonics também arrasam no seu novo cd; o gênio Johnny Marr volta a Sampa em junho, no festival Cultura Inglesa (e de graça!); um diário sentimental/sexual total canalha e calhorda (e politicamente incorreto ao extremo, uia!): as CADELAÇAS que CHIFRARAM namorados e MARIDOS, dando suas bocetas, cus e bocas pro pintão zapper; e um novo ensaio tesudíssimo e belíssimo com fotos p&b da nossa musa rocker Fabi Marques (postão completão e concluído, com atualização final em 10/4/2015)

A cultura pop e o rock que de fato valem a pena em festa: o gigante e veterano britpop Blur (acima, em show “secreto” em um bar em Londres, na semana passada) lança finalmente seu primeiro e sensacional álbum de estúdio em doze anos; e a musa rock’n’roll Fabi Marques (abaixo) faz mais um tesudaço ensaio fotográfico para um projeto cultural em Sampalândia e cujas fotos o blogão zapper reproduz nesse post

 

O novo Blur e a era cultural estúpida da internet.

Talvez Zap’n’roll esteja ficando mesmo velho e cansado pra continuar nessa parada de jornalismo musical. Afinal já são quase trinta (vamos repetir: quase TRINTA) anos nisso. Chega um momento então em que você começa a se questionar: ainda somos relevantes no que fazemos? Conseguimos continuar acompanhando novidades, tendências, novos estilos, gêneros e bandas? Ainda temos FÔLEGO pra fazer tudo isso? Porque pode parecer a parada mais fácil e prazerosa do mundo trampar com jornalismo musical (ouvir discos, resenhá-los, ir a shows, festivais, entrevistar artistas solo e bandas etc, etc, etc.), mas não é. Exige tempo, dedicação, ouvidos sempre atentos e antenados às novidades, sendo que a “recompensa” (leia-se: $$$) de volta nem sempre está à altura da sua dedicação. E quando você chega às cinco décadas de existência nas costas, também se pergunta: qual é o sentido afinal de se estar com essa idade, hã, “provecta” (ahaha) e ainda querer ou precisar lidar com tudo isso? Não seria melhor botar o chapéu na cabeça, ir embora pro meio do mato e deixar isso pra “talentos” mais jovens do novo jornalismo cultural, se é que esses talentos existem? Vem então outra incômoda (mais uma…) questão: qual o sentido de se manter antenado e atento ao novo em um mundo onde esse “novo” está cada vez pior, mais disperso, raso e diluído, como de resto quase tudo é assim nesses tempos de internet, smartphones e whats app? Você acha mesmo que a molecada de hoje escuta música como o autor deste blog e (va lá) seus primos e irmã mais velha ouviam? Nem fodendo! Há 20, 30, 40 anos existiam muito menos bandas no mundo. E havia muito mais dificuldade em se ter acesso (pelo menos aqui no Brasil) a um disco de vinil importado e tal. Então as pessoas de fato CAÇAVAM com empenho o “novo” da época, aquilo que era realmente ótimo e lhes interessava de verdade. Era quase um ritual: ir à loja de discos, comprar o bolachão de vinil, voltar com ele numa sacolinha, chegar em casa, tirar o dito cujo da capona de papelão e colocá-lo pra rodar no (vá lá) 3 em 1. De preferência tomando uma breja, uma taça de vinho ou fumando um baseado. Era uma EXPERIÊNCIA auditiva, sensorial até. Hoje isso não existe mais, óbvio. A molecada vai a um festival como o Lollapalooza (onde de 50 bandas que tocaram você tira 10% que valem a pena) e se preocupa mais em ficar tirando selfies com seus smartphones do que propriamente assistir aos shows e tentar descobrir alguma banda nova que realmente seja do caralho. Aí vêm os blogs de música (como esse aqui, muito acessado felizmente), debatendo sobre um monte de bandas novas e se elas são geniais ou não, se são a “maior nova banda indie do universo” (como se andou questionando sobre o inglês Alt J.) e bla bla blá. E aí se pergunta: a troco de quê debater isso se hoje em dia surgem e desaparecem diariamente 450 milhões de grupos, e quem os escuta troca de hit musical como se troca de cueca e calcinha? A música bacana que tá bombando no YouTube nesse momento (esqueça o rádio, ele não tem mais importância nessa história) já estará esquecida amanhã e terá sido substituída por outro mega hit que vai durar igualmente apenas 24 horas (se durar tudo isso; o gênio Andy Warhol previu mui sabiamente, há mais de 40 anos, que “no futuro todos seriam famosos por 15 minutos”), enquanto os fãs a escutam alegremente e tiram selfies de sua alegria contagiante pra postar na rede social. Não dá, de verdade. Nas últimas semanas estas linhas bloggers ouviram sim bandas novas ( como Viet Cong e Wolf Alice, só pra ficar em duas que achamos bem legais e que valem a pena curtir), mas a grande maioria é de uma POBREZA musical e artística lamentável. E isso só dificulta mais e mais e a cada dia nosso ÁRDUO trabalho no jornalismo musical. O que fazer então? Voltar ao passado (nem tão distante assim, afinal) e ouvir o NOVO disco de um dos grupos do nosso coração nos anos 90’ e no britpop. Quem? O ainda grande Blur, claro. É ele, o Blur, a trilha sonora do blog neste post que começa agora. O disco: “The Magic Whip”, o primeiro inédito do quarteto inglês em 12 anos. Previsão de lançamento oficial: 27 de abril – mas caiu há alguns dias na internet – yep, a mesma net que está dizimando a música pop, o rock’n’roll e a inteligência humana também por vezes nos oferece algo de muito bacana, como poder ouvir desde agora o novo lançamento do novo quarteto do vocalista Damon Albarn. Então é isso. As agruras de ser um jornalista musical aos 5.2 de existência e em 2015, em plena era da internet, das redes sociais, dos smartphones, dos selfies sem fim, dos festivais musicais gigantes que são mais Disneylandia do que música e da música RUIM. Pelo menos o já “velho” Blur veio nos salvar esta semana E é ele com justiça o destaque principal deste postão que você começa a ler agora.

 

 

* E o emburrecimento via web, parte II: Reportagem veiculada semana passada no Jornal da Globo informa a GRANDE TRAGÉDIA de um país (o Brasil) BURRO, de população INCULTA em sua grande maioria e que NÃO se interessa minimamente pela sua formação cultural e intelectual. Enfim, um povo a caminho da BESTIALIDADE PLENA. E isso explica em boa parte a degradação do tecido social e propicia o clima e o cenário para horrores da violência urbana, como o caso do monstro que matou a namorada semana passada em São Paulo, e ainda decapitou-a e levou a cabeça dela para uma delegacia de polícia dentro de uma mochila. Trechos da matéria do JG: a) A leitura de livros caiu de 35% para quase 30% dos entrevistados. 70% dos pesquisados não leram um único livro neste ultimo ano. b) O uso da internet, facilitado pelos smartphones é apontado na pesquisa como um dos responsáveis pela queda na leitura, principalmente entre os jovens. Não é preciso acrescentar mais nada, néan. Aliás, é preciso sim: smartphones são uma GIGANTESCA PRAGA tecnológica que está emburrecendo e FODENDO a cabeça pensante de todo mundo, da pirralhada principalmente. Tá tudo dominado!

 

 

* Sendo que a matéria do JG pode ser vista aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/04/70-dos-brasileiros-nao-leram-em-2014-diz-pesquisa-da-fecomercio-rj.html.

 

 

* E sim, era pra esse postão ter sido publicado na última sexta-feira santa, feridão e tal. Mas aconteceram imprevistos: ao chegar em casa pela manhã daquele dia, totalmente ALUCICRAZY (o blog assume isso, pois havia passado a madrugada toda no baixo Augusta em Sampa se entorpecendo de doses gigantes e variadas de álcool, e aí você pode incluir várias garrafinhas de cerveja Heineken, algumas doses de Jack Daniel’s Honey e várias doses FORTES de vodka com energético, tudo isso durante um autêntico périplo pela Sensorial Discos, Tex Bar, Blitz House, Outs e Astronete), não deu outra. Ao passar por um trecho bastante esburacado da calçada da rua onde mora, o zapper doidão tropeçou num desses buracos (ah, as ruas de Sampa são tão bem cuidadas…) e levou um tombaço, caindo EM CIMA do seu braço esaquerdo. Por sorte não houve nenhuma fratura no dito cujo mas a dor em toda a sua extensão foi cruel durante todo o final de semana, impediu qualquer digitação com a mão esquerda e tudo só começou a voltar ao normal anteontem, segunda-feira. E hoje cá estamos, com o postão no ar, sendo que ele irá sendo concluído aos poucos até esta sexta-feira. Okays?

 

 

* A EDIÇÃO 2015 DO LOLLAPALOOZA BRASIL FOI BOA OU PÉSSIMA, AFINAL? – Opiniões divergentes e conflitantes pipocaram em sites e blogs musicais pela web brazuca. E como todos já sabem e é público e notório, este blog NÃO foi ao festival. E os motivos pelos quais não fomos também já são conhecidos: ao deparar com o line up deste ano, deu uma preguiça GIGANTE de ir atrás de pedido de credenciamento (sendo que as assessorias desses mega festivais estão ficando cada vez mais chatas no trabalho delas e pra credenciar jornalistas). Yep, sentimos vontade de assistir Kasabian, Robert Plant (showzaço) e Jack White (idem), além do Interpol. Mas quando pensamos que teríamos que ir até Interlagos (looooonge pra porra) e aguentar mais um MONTE DE LIXO pra ver pouquíssimas atrações que de fato interessavam, fora o fato de que o loker aqui está realmente ficando “velho” (rsrs), o desânimo em correr atrás de credencial só aumentou. Moral da história: perdemos o prazo para o pedido (ele se encerrava em 18 de março) e tacamos o foda-se na história. Depois de quase 30 ANOS assistindo a tudo quanto é show e festival (pode por nessa conta 3 Rock In Rios, uns 7 Hollywood Rock, 2 SWU, alguns Planeta Terra e Tim Festival, 1 Claro Que É Rock e, sim, também as duas primeiras edições do Lolla brasileiro; isso sem contar CENTENAS de gigs de bandas e artistas solo gringos como U2, Coldplay, Echo & The Bunnymen, New Order, Siouxsie, Cure, Guns N’Roses, Nick Cave, Iggy Pop, The Mission, Pulp, Franz Ferdinand, Belle & Sebastian, Bob Dylan, AC/DC, Aerosmith, Iron Maiden, Depeche Mode, Charlatans, Morrissey, Cat Power, Rolling Stones etc, etc, etc.) o jornalista zapper não iria morrer se perdesse o Lolla 2015, que teve sem dúvida alguma SUA PIOR EDIÇÃO até o momento. E fora que conseguimos assistir muito bem aos shows do Bob Plant e do Jack White no CONFORTO do lar. Opinião (a nossa) de gente velha e que já assistiu a quase tudo o que queria na vida? Pode ser. Mas resolvemos escrever esse texto por conta de duas opiniões bem distintas que lemos sobre o resultado final do festival e que foram publicadas em dois blogs bem conhecidos, o Popload e o do Barcinski, ambos escritos por dois ótimos jornalistas de cultura pop e amigos destas linhas online há anos (os queridos Lucio Ribeiro e André Barcinski, óbvio). Dear Luscious tornou pública sua opinião e análise sobre o evento na segunda-feira logo após o encerramento do Lolla. Barça o já tinha feito no domingo mesmo, quando o festival ainda estava rolando. São duas opiniões conflitantes no final das contas, sendo que até parece (o blog disse PARECE) que de alguma forma Luri quis rebater ou contestar o que Barça publicou no seu espaço no portal R7. Afinal o poploader como sempre procurou ser diplomático e minimizar o resultado final do festival, destacando seus pontos positivos (poucos, pelo visto) e negativos (muitos, principalmente na questão da escalação dos artistas). Já Barcinski fez muito bem o que sempre tem feito: análise um tanto quanto crítica e rigorosa e descendo de verdade a lenha em quase tudo. Afinal, vamos ser honestos: em que mundo a música pop e o rock estão vivendo hoje? No mundo da imbecilidade quase plena e do raso quase total em termos de cultura musical e de massa. Só isso explica muita gente ter preferido assistir ao show de Marcelo D2 (com todo o respeito a ele) ao invés de Robert Plant. E só isso explica que djs estúpidos como o inglês Calvin Harris tenham mobilizado mais público e multidões que um show do Smashing Pumpkins (que tá caidaço, é vero, mas merece muito mais atenção e respeito do que qualquer dj apertador de botões, pelos clássicos que Billy Corgan e cia já legaram à história recente do rock’n’roll). A verdade é que não há mais o que trazer ao Brasil em grandes festivais como esse. Desde que o país se inseriu no circuito internacional de shows (e lá se vão 30 anos que isso está rolando, desde o primeiro Rock In Rio em 1985), quase tudo já passou por aqui. Claro, sempre haverá novas gerações de fãs que todo ano chegam aos seus 16/18 anos de idade, e que nunca viram um show internacional na vida. Daí o motivo de as bandas agora virem pra cá a todo instante (o Pearl Jam volta no final do ano, idem AC/DC e, se os deuses quiserem, os Stones também), de resto algo que elas fazem também nos Estados Unidos e Europa, onde tocam sempre. Então, quer ver show bom (ou ótimo), bacana e de banda nova que vale a pena? Só há uma solução (e nesse ponto concordamos total com o Barçola): torcer por gigs gringas de menor porte aqui, com grupos que realmente valem pagar o ingresso e que toquem em espaços PEQUENOS, onde se assiste muito melhor a apresentação de uma banda ao vivo. Uma boa dica nesse sentido? Olha o inglês Temples aí, que toca dia 16 de maio em São Paulo no Studio Emme (no bairro de Pinheiros), onde cabem umas mil pessoas e sendo que o ingresso mais caro irá custar… 80 pilas – uma merreca perto dos 340 cobrados pelo Lollapalooza. Enfim, para quem tiver curiosidade em ler o que os dois nobres colegas de blogagem pop disseram sobre o Lolla BR 2015, vai aqui: http://www.popload.com.br/lollapalooza-brasil-2015-e-a-duvida-foi-bom-ou-foi-ruim-ou-os-dois/. E aqui: http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/lollapalooza-foi-chato-ate-do-sofa-20150329/.

 

 

* Sem contar que está confirmado (e a essa altura, todo mundo já está arrancando os cabelos): o gênio Johnny Marr, que um dia comandou as guitarras dos sublimes Smiths, volta mesmo a Sampa em junho. Ele será o headliner da edição deste ano do Cultura Inglesa Festival, que acontece no dia 21, no Memorial da América Latina. E detalhe: a gig será de GRAÇA (como sempre foram as edições anteriores). Pra quem não viu a apresentação dele ano passado no Lollapalooza, taí a chance imperdível.

O gênio Johnny Marr: novo show em Sampa em junho, e de graça!

 

 

* Morrissey, SEU LINDO! Continua vivo, chutando o balde e todos nós te amamos! Então, nada melhor do que assistir seu novo vídeo (para a música “Kiss Me Alot”, de seu último álbum de estúdio), que chegou ontem ao YouTube. E com direito a alguns BOCETAÇOS dançando apenas de calcinha e suitã, ulalá!

 

 

 * IMAGEM CADELUDA DA SEMANA, ULALÁ! – falando em XOXOTAÇOS, para os machos (cados) leitores destas linhas ainda bem sacanas admirarem e se aabarem na punheta (uia!): ela é uma amiga zapper de uma rede social. Trintona fogosa, fã do velho safado Charles Bukowski e muito apetitosa. Mora longe de Sampa (no Nordeste ensolarado) e mandou essa foto abaixo e total delicious pro blog ontem. Numa definição simples: um BOCETÃO!

 

 

* Aê! Single novo do quarteto Pronominais na web! “Caminhos” é mais uma ótima amostra do que vem por aí no EP de estreia da banda, que deve sair em maio. Melodia redonda e lindona e letra com uma densidade poética inexistente no atual emburrecido roquinho nacional. Vai no Soundcloud dos garotos e confere você mesmo: https://soundcloud.com/pronominais/caminhos.

 O quarteto paulistano Pronominais: novo singles disponível pra audição na web

 

 

* E um final de semana rock’n’roll bacaníssimo se aproxima, vai vendo: amanhã, quinta-feira, a turma da Hertz & Ruídos apresenta suas canções próprias bacanudas e covers de responsa (dos Strokes e do Arctic Monkeys) lá na Sensorial Discos (no 2389 da rua Augusta), a partir das dez da noite. E na sextona em si tem showzaço dos amados Vanguart no Cine Joia (lá na praça Carlos Gomes, colado no metrô Liberdade, centrão de Sampa), a partir das dez da noite. Ou seja: dois ótimos motivos pra se cair na night rocker a partir de amanhã.

 O sexteto folk/mpb Vanguart: showzão nesta sexta-feira em Sampa

 

 

* Mas antes disso bora ver aí embaixo como está o comeback fodão do já clássico e até hoje gigante Blur.

 

 

A GRANDE VOLTA DO GIGANTE BLUR, APÓS DOZE ANOS SEM GRAVAR UM DISCO INÉDITO E COMPLETO

Um dos maiores e já clássicos nomes do chamado Britpop, o quarteto Blur levou nada menos do que doze anos para conseguir lançar um novo álbum completo de estúdio. O grupo nunca havia encerrado suas atividades. Mas a saída do guitarrista Graham Coxon (um dos pilares do conjunto) do line original em 2001, abalou profundamente as estruturas que tornaram a banda um dos maiores nomes do rock inglês nos últimos vinte e cinco anos. Além disso os outros integrantes também foram cuidar de outros projetos. Tudo isso fez com que o Blur “hibernasse” por mais de uma década. Um hiato que só vai acabar agora com o lançamento de “The Magic Whipe”, o oitavo trabalho inédito de estúdio deles e que chega oficialmente às lojas de todo o mundo (Brasil incluso) no próximo dia 27 de abril. Porém é obvio que o cd despencou na internet nos últimos dias. E ele é sensacional. E sim, traz o grupo em sua formação original (com a volta de Coxon às guitarras, além de Damon nos vocais, Alex no baixo e Dave na bateria) e em potência musical máxima.

 

A história do Blur começa em Londres, em 1988, quando os quatro amigos e estudantes de Artes Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree se uniram pra montar uma banda. Eram tempos da ressaca do pós-punk inglês, os Smiths tinham acabado um ano antes e os Stone Roses ainda eram uma promessa de estouro. Porém a estreia do grupo em disco só se deu em 1991 com o bom “Leisure”: trazendo algo de psicodelia sessentista o álbum colheu boas críticas na imprensa, angariou um relativo séquito de fãs e emplacou o hit “There’s No Other Way”. Mas foi somente em “Modern Life Is Rubbish”, editado dois anos depois, que o Blur realmente começou a ficar grande: o som mudou e incorporou muito do brit rock sessentista de grupos como Beatles e Kinks, conferindo uma nova perspectiva sonora ao conjunto e fazendo-o decolar junto à mídia e ao grande público. Até que o quarteto foi colocado (ao lado do Oasis, que também começava a se tornar gigante) como o líder de um novo movimento musical inglês: o hoje célebre britpop.

 

A consagração veio com “Park Life”, o terceiro trabalho de estúdio. Lançado em abril de 1994, é a obra-prima do Blur e um disco que entra fácil entre os vinte melhores álbuns da história do rock’n’roll. Estava tudo ali: o rock garageiro dos sixties, eflúvios de pop dançante de alta qualidade e densidade, valsas quebradas (!) e até heavy rock (!!!). E hits aos montes (“Girls & Boys”, “London Loves”, a faixa-título, as baladas “End Of A Century” e “This Is A Low”), que tocaram nas rádios do mundo inteiro (inclusive aqui). O  blogger loker e saudosista, ele próprio, cansou de dançar ao som de “Park Life” completamente alucicrazy (sempre!) de álcool e cocaine nos porões sórdidos do Madame Satã e do Espaço Retrô, em Sampa. E também não se esquece do romance que teve com a algo bipolar Luciana, que adorava Blur e a canção “This Is A Low”. Ela tinha peitos magníficos e uma paixão dedicada ao jornalista, no tempo em que ele morou no bairro do Cambuci e depois na kit da avenida 9 de julho (no centrão podre de Sampalândia). E fazia amor com ternura, carinho e placidez. Um romance que foi infelizmente interrompido porque o autor desta resenha era um doidão de plantão incorrigível naquela época, e também porque a CADELAÇA Greta entrou em cena. Mas enfim, voltando ao grupo de Damon Albarn e cia: após “Park Life” o conjunto estourou nas paradas. Os discos seguintes (“The Great Scape”, lançado em 1995, “Blur”, de 1997, e “13”, editado em 1999) mantiveram a qualidade e o nível em alta e produziram mais uma batelada de hits planetários (“Song 2”, “Tender”, “The Universal” e “Coffee & Tv”, que ganhou um dos vídeos mais espetaculares já feitos até hoje, o das caixinhas de leite). Ao mesmo tempo a enfiação de pé na lama em cocaine do baixista Alex James entrou em cena, e ele próprio admitiria isso em entrevistas tempos depois. Um exemplo clássico dessa fase foi a primeira visita da banda ao Brasil, em 1999, quando ela tocou em um domingo em São Paulo (para um Credicard Hall apenas com metade de sua lotação ocupada pelo público, sendo que a gig foi presenciada por estas linhas online, que nela foi acompanhada pelas queridas amigas até hoje, além de irmãs,  Adriana e Vera Ribeiro) e também se apresentou no Rio. Durante os dias em que esteve no país Alex James gastou uma pequena fortuna em coca, mulheres e champagne, como ele mesmo contou anos mais tarde.

 

Mas aí veio a guinada na trajetória do Blur. Cansado da rotina estafante de gravações e turnês gigantescas, o guitarrista Graham Coxon resolveu sair. Isso abalou de maneira espetacular os alicerces do grupo, tanto que ele levou quatro anos para lançar um novo trabalho de estúdio. E quando este finalmente saiu, a decepção foi gigante: “Think Thank”, editado em 2003, se movia para o território da eletrônica mas tudo parecia mal construído musicalmente. Era nítida a falta que Coxon fazia ali. E o álbum acabou quase ignorado pela imprensa e pelos próprios milhões de fãs. É o ponto baixíssimo da discografia do Blur.

O novo álbum do veterano e ainda gigante britpop Blur: depois de doze anos sem lançar disco inédito de estúdio, a banda volta em forma espetacular para um quarteto cujos integrantes estão na casa dos cinquenta anos de idade; o álbum, que sai oficialmente no próximo dia 27 de abril, já vazou na web

 

Se passaram então doze anos longe dos estúdios. Sem nunca oficializar o término de suas atividades, o ex-gigante britpop entrou em longuíssimo hiato. Graham Coxon foi gravar seus discos solo (alguns muito bons), Damon Albarn montou o bem sucedido grupo virtual Gorillaz, Alex James e Dave Rowntree foram cuidar de projetos musicais pessoais. Foi apenas em 2009 que Coxon voltou a se reaproximar dos ex-companheiros e fez algumas apresentações ao vivo ao lado deles. E a partir daí bateu a saudade de trabalhar juntos novamente. O guitarrista voltou definitivamente ao conjunto em 2012. No ano seguinte o Blur voltou ao Brasil e fez um showzaço no festival Planeta Terra, em São Paulo (e novamente o blog estava lá, na semana em que o jornalista zapper havia começado seus tratamentos de quimio e radioterapia para combater um monstrinho tumoroso que havia surgido na sua garganta). E começou a burilar o material daquele que seria seu primeiro disco de estúdio em mais de uma década.

 

“The Magic Whip” foi então finalmente concluído no final de 2014. E com lançamento oficial marcado para o final desse mês, acabou vazando na web nos últimos dias. É um álbum magnífico e que não fica devendo em nada em termos qualitativos aos melhores momentos do início da carreria do Blur. O grupo foi esperto o suficiente para não se deixar seduzir por novidades e modernidades fúteis, inúteis e ruins do rock e do pop atual. Voltou suas antenas sonoras para o passado e para o brtipop noventista que o celebrizou já a partir da produção do trabalho, que foi entregue ao mesmo Stephen Street que pilotou as gravações do insuperável “Park Life” (e também de “Viva Hate”, a hoje clássica estreia solo de Morrissey, após o fim dos Smiths). Isso resultou numa coleção de canções fantásticas, como a calma e dolente “Lonesome Street”, que abre o cd. Na sequencia surge o melhor de uma banda que não parece ter integrantes que estão quase com cinquenta anos de idade nas costas: “Go Out” é a reedição de “London Loves” para os anos 2000’, com mais peso, mais ambiência dançante, intervenções de guitarras cheias de ruídos e noise e perfeita para se acabar numa pista. Já “I Broadcast” é uma semi-road ballad incrível, conduzida por violões e com odor de fundo musical para baladas junkies sórdidas (movidas a tabaco, maconha, álcool), e que poderia perfeitamente estar na trilha sonora de “Pulp Fiction”. Há também uma grande referência e reverência a nuances sonoras orientais: o trabalho foi gravado em grande parte em um estúdio em Hong Kong, e faixas como “My Terracota Heart” e principalmente a belíssima “Pyongyang” (o nome da capial da Coréia Do Norte, que Demon Albarn chegou a visitar durante sua permanência no continente asiático), desvelam essa essas nuances em suas melodias e construção dos arranjos.

 

Há ainda a lindamente tristonha “Ice Cream Man”, a britpopper “Ghost Ship” e “Ong Ong”, com melodia e guitarras que remetem diretamente à Londres e a Sampa de 1995, dos tempos do Espaço Retrô – tempos bacanas e saudosos. E mais Blur que isso, impossível. Se o rock atual está infestado por grupelhos de moleques novinhos que não sabem absolutamente NADA do ofício só resta saudar com fogos de artíficio um discaço como esse, que um quarteto veterano acaba de lançar. Dá até vontade de revê-los novamente ao vivo. E é como se vinte e cinco anos de nossas vidas não tivessem se passado, ou como se tivessem sido congelados no tempo. Valeu por esse “The Magic Whip” Damon, Graham, Alex e Dave. Que vocês ainda consigam gravar mais alguns outros iguais a ele.

 

* A resenha do novo disco do Blur vai dedicada pra algumas pessoas que fizeram parte da vida de Zap’n’roll nos anos 90’, e que mesmo com algumas delas estando distantes de nós hoje em dia, ainda permanecem em nosso coração: Adriana e Vera Ribeiro, André Pomba, Eliana Martins, Silvia Ruksenas, Silmara Guerreirom Juliana Cezário, Patrícia Cortez, Vailer Santana e Luciana de Mathias.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO BLUR

1.”Lonesome Street”

2.”New World Towers”

3.”Go Out”

4.”Ice Cream Man”

5.”Thought I Was a Spaceman”

6.”I Broadcast”

7.”My Terracotta Heart”

8.”There Are Too Many of Us”

9.”Ghost Ship”

10.”Pyongyang”

11.”Ong Ong”

12.”Mirrorball”

 

 

E BLUR AÍ EMBAIXO

No clássico vídeo de “Coffee & Tv” e também com dois singles que já foram retirados do novo discão.

 

 

 

 

DIARIO SENTIMENTAL/SEXUAL TOTAL CAFAJESTE E POLITICAMENTE INCORRETO: QUANDO AS CADELAÇAS MEGA ORDINÁRIAS CHIFRAFRAM SEUS NAMORADOS E MARIDOS CORNOS, DANDO SEM DÓ A BOCETA, O CU E A BOCA PRA RÔLA ZAPPER – PARTE I

Yep, é a nova ordem mundial das relações humanas no século XXI. Ao mesmo tempo em que o ser humano nunca esteve tão moralista hipócrita e conservador como nas últimas três décadas, por outro lado um espantoso clima de libertinagem e safadeza total invadiu o comportamento feminino e de outrora comportadas mulheres, senhoritas e garotas de família, uia! Elas aprenderam bem ao longo das décadas a péssima lição que machos tigrões, machistas, sexistas e egoístas lhes passaram: também chifar SEM DÓ seu par quando ele assim o merecer, ou quando não estiver dando conta do recado, hihihi.

 

Então esqueça você, manezão, essa história de que mulher não trai munca e homem pode tudo (leia-se: ter um bocetão em casa e, não satisfeito, sair por aí comendo a torcida feminina do Flamengo). Elas conquistaram sim e com justiça os MESMOS DIREITOS comportamentais dos homens, mesmo que seja um direito (a traição) não exatamente digno de aplausos e retidão moral, rsrs. Você não acredita nisso e acha que o blog está, hã, exagerando? Então leia os relatos abaixo onde recordamos em um diário bastante calhorda alguns momentos inesquecíveis com ex-rôlos do sujeito aqui – com um detalhe: as moçoilas citadas (com os nomes abreviados ou trocados, por motivos óbvios), quando levaram “vara” zapper, estavam todas CASADAS ou NAMORANDO com algum… corno, rsrs. Pense nisso e fique com a pulga atrás da orelha da próxima vez que sua namorada ou esposa/compamheira disser que vai dormir na casa da “amiga” e volta amanhã, hihi.

 

* Tati magrela, a que gostava de padê, ser fodida no cu e chifrar o namorado galhudo – o jornalista cafajeste conheceu a garota em meados de 1990, em um muquifo goth que existia no bairro dos Jardins (zona sul de Sampa). O autor destas linhas canalhas era então ainda um jovem descolado, que trabalhava como repórter na editoria de variedades da revista IstoÉ. E segundo suas próprias amigas, era um “morenaço roludo”, uia! Vai daí que numa bela noite de sábado lá se foi o blogger loker curtir a balada no tal muquifo goth. Lá pras tantas, já tomado por nuvens e névoas alcoólicas, ele resolveu paquerar a magrela de peitos miúdos, cabelinho curto e rosto bonitinho. Ela tinha dezoito aninhos e se chamava Pati. Gostava de ghotic rock e de Joy Division. Não demorou pros beijos e os amassos intensos começarem a rolar em um canto escuro do bar. Já alta madrugada ambos saíram juntos pra ir embora. E como ela precisava voltar pra casa, combinaram de se rever na noite seguinte. Pati se despediu do jornalista batendo-lhe uma deliciosa punheta na rua mesmo. E na noite seguinte os dois se reencontraram no apê da rua Frei Caneca, onde o autor deste espaço online pervertido então morava. A foda rolou intensa: a cadelinha era novinha e magrinha mas aguentava muito bem uma vara grossa na xota, na boca e no cuzinho apertado, onde levou porra finalmente e sem reclamar. Daí pra frente o casal informal passou a sair junto e a foder com certa frequência. Até que Zap’n’roll conheceu a futura mãe de seu filho e se apaixonou por ela. Não deu outra: ele dispensou a magrela Pati, que jamais se conformou com o cartão vermelho. Tanto que uma bela noite de sábado ela surgiu no apê da Frei Caneca com o seu novo “namorado” (um mané com semblante de otário e que usava óculos), dizendo: “viemos fazer uma visita e queríamos dar uns tecos. Você consegue pó pra gente?”. Claaaaaro que que o autor deste diário sujo conseguia, sempre, rsrs. Havia um “dealer” ali próximo, no centro, que vendia cinco gramas de ÓTIMA farinha. Fomos até ele e rachamos o valor em três. E rumamos de volta pro apê onde teve início a devastação nasal do trio. O “bagulho” era poderoso e logo a bicudisse entrou em cena. Era preciso beber algo URGENTE. Ficou decidido que precisávamos tomar algumas brejas, com o valor sendo também dividido entre os três. Mas QUEM, naquele estado já quase lastimável de neurônios derretidos por padê iria descer e pegar as cervejas? O CORNO se ofereceu pra ir. E não deu outra: assim que ele saiu, o jornalista doidão se atracou com a putíssima Pati magrela, que já ofertou os pequenos peitos pra serem mamados. O jornalista tirou o pau pra fora e a cachorrinha total vadiaça meteu a boca nele. Mas a situação era tensa: ambos estavam “bicudos” e o “corno” iria voltar a qualquer momento, como de fato voltou – sendo que o porteiro felizmente tocou o inteforne avisando que ele estava subindo. Foi o tempo exato pro casal se recompor e ficar com cara de que nada havia acontecido. A padelança se estendeu até de manhã, quando o pó enfim chegou ao fim. O casal foi embora. O repórter musical devasso e doidaralhaço de cocaine, fritou a manhã inteira até conseguir dormir. Dias depois Pati surgiu novamente, mas sozinha: disse que estava puta com o “namorado” porque ele tinha aprontado uma “sacanagem” com ela. E o que a magrelinha putona fez então, pra se vingar? Deu com vontade, deixando o zapper sórdido esporrar no seu cu que foi fodido de frente, com a moçoila dando o dito cujo de papai-e-mamãe, ulalá! Foi uma das últimas vezes que o jornalista sem moral e sem pudor viu a garota. Depois descobriu que ela tinha dispensado o corno. E o “moreno roludo” foi sofrer de amor pela futura mãe do seu filho, até finalmente conseguir namorar com ela.

 

* H. B., o xoxotaço que meteu chifre no marido advogado – história antiquíssima, que remonta a 1987 quando o então jovem jornalista loker (com seus vinte e cinco anos de idade e trabalhando há apenas um na imprensa musical) estava escrevendo textos, como colaborador, para os programas musicais de uma pequena emissora de tv paulistana. Foi lá, no departamento musical da tal emissora que ele conheceu aquele BOCETAÇO sem igual. Ela também tinha dezoito anos de idade, estava fazendo faculdade de Jornalismo e era estagiária no departamento. Linda de rosto, peitaços deliciosos, coxas e pernas idem, enfim, a xoxota dos deuses. Não demorou pro jovem jornalista, já muito taradão nessa época, começar a dar em cima da garota. Até que um dia ela cedeu e saiu com ele pra um bate-papo. Que terminou com beijos ensandecidos de língua (e que o jornalista paquerador nem imaginava que iria conseguir dar na moçoila). Começou aí um rápido romance/namoro, que durou apenas algumas semanas. Afinal eram MUITAS bocetas dando em cima do sujeito aqui e ele não aguentou ficar FODENDO apenas a esplendorosa “racha” da gostosíssima H.B. (e ela fodia bem, embora ainda fosse uma “criança”, hihi). Perdeu a morenaça e o contato com ela. Corta para quinze anos depois, em 2002. Um belo dia o agora quarentão jornalista recebe um e-mail surpreendente: H.B. descobriu seu endereço eletrônico ao entrar em contato com o site e revista Dyamite (a versão impressa, que ainda existia naquela época) e escreveu para ele, se dizendo “saudosa dos tempos do namoro adolescente”, e querendo saber como estava a vida do autor deste diário e bla bla blá. E-mail prontamente respondido, contato retomado depois de uma década e meia, H.B. queria se reencontrar com o rocker loker de qualquer forma. Detalhe: ela estava CASADA com um advogado que trabalhava em um bem-sucedido escritório em Sampa. Assim mesmo o encontro foi marcado entre o casal de amantes ordinários: ela foi um dia à tarde na casa do zapper, que já morava na kit da Praça da Árvore (na Vila Mariana, zona sul da cidade). E quando se reencontraram, todo o tesão de quinze anos atrás reapareceu imediatamente. H. estava mais, hã, “cheinha” do que quando era jovem. Mas mesmo assim se manteve muito apetitosa. E não se fez de santa, aliás se mostrou totalmente PUTA, CACHORRONA e PERVERTIDA: quando chegou na kit do jornalista igualmente calhorda já se deixou beijar na boca. As roupas de ambos voaram longe. Ela meteu a boca gulosa no pau grosso do blogger cafajeste. E a foda rolou novamente, depois de uma década e meia. Em determinado momento ela, sentada sobre o jornalista sórdido e com o caralho dele enterrado em sua boceta, apenas disse: “estou gozando!”. Quando a foda acabou (com H.B. levando porra em suas tetonas, que ficaram total lambuzadas), a pergunta foi inevitável: “e o seu MARIDO?”. Ela: “ele nem pode imaginar isso. Sou muito bem casada, amo-o mas eu precisava DAR novamente pra você”. E assim foi pelas semanas seguintes: H.B. marcava encontros à tarde com o seu amante roludo e safado. Ia até a casa dele, dava e metia mais um galho no marido advogado. Até que um belo dia ela mandou um e-mail seco, lacônico, discreto, e que informava mais ou menos o seguinte: “não dá mais, vou ter que sumir de novo. Meu marido está desconfiadíssimo de que estou fazendo algo errado e não quero perder meu casamento. Um dia nos falamos novamente. Beijos”. E Zap’n’roll novamente nunca mais soube dela. Mas guarda com carinho até hoje as lembranças das vezes em que ele contribuiu pra que a linda morena chegasse na casa dela já com a xoxota arregaçada, e ainda tendo que dar TAMBÉM pro maridão chifrudo.

 

* No próximo postão será publicada a segunda parte deste diário sentimental/sexual total cafajeste. Aguardem!

 

**********

MUSA ROCKER – NOVAMENTE A DEUSA LOIRA E TATUADA FABI MARQUES, EM ENSAIO P&B PARA UMA MARCA DE CAPACETES DE MOTOS, WOW!

Yeeeeesssss! Uma de nossas musas mais tesudas de 2015 reaparece no blogão zapper. Desta vez Fabiana Marques (que já foi hostess do clube Astronete e agora está trampando como diretora de arte em uma agência) fez um ensaio classudo em preto e branco para um projeto que visa divulgar os produtos customizados de uma loja de motos. As fotos são de Victor Daguano e mais infos sobre o projeto você encontra aqui: http://www.updateordie.com/2015/03/26/uma-serie-fotografica-patrocinada-pela-shibuya-garage/.

 

Então bora curtir as novas e fuck delicious imagens da loiraça tatuada, aí embaixo.

 Sexo selvagem…

 

…motos, tatuagens…

…e muito rock’n’roll, sempre!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Blur, claro.

 

* Disco, II: os velhões do garageiro sixtie americano The Sonics são lendas vivas do rock’n’roll. Estiveram tocando em Sampa mês passado e apavoraram, literalmente. E agora, depois de quarenta anos sem gravar um disco de estúdio (!!!), soltam essa autêntica bomba chamada “This Is The Sonics”. É uma cacetada que HUMILHA as bandinhas bandidas e de pirralhos burros dos dias atuais. Nas doze faixas que compõem o disco os tiozões não deixam pedra sobre pedra: as melodias são aceleradas e lotadas de guitarras incendiárias; fora as intervenções chapantes de sopros, órgãos e pianos. É como se estivéssemos em pleno desbunde garageiro sessentista, em algum alucinado festival de rock (e não nos coxinhas Lollapaloozas e Rock In Rios de hoje, onde o consumismo e a caretice imperam). Não vai sair aqui de forma alguma, claro. Mas sem problema: vai na web que o discão já está dando sopa lá.

Os velhões fodões do garage rock: quarenta anos depois, The Sonics lança um discaço

 

* Baladaças pro finde: e não? Com o postão sendo concluído finalmente na sextona, já podemos ver o que vai pegar no circuito alternativo em Sampalândia a partir de hoje à noite, néan? Então bora: depois de curtir o showzão do Vanguart no Cine Joia a pedida é cair no Astronete (rua Augusta, 335, centrão de Sampa), onde vai rolar dj set especial (por conta do chapa Marcelo Gross, guitarrista do Cachorro Grande) dos Rolling Stones (uma das cinco bandas da vida do zapper rocker/loker).///Já a noite de sábado começa bem com pocket show do Comma lá na Sensorial Discos (no 2389 também da rua Augusta). E depois é descer pro outro lado e se jogar com tudo no sempre infernal open bar do Outs (no 486). Não precisa mais nada, apenas rezar pra voltar vivo pra casa, hihi.

 

 

TEMPLES NA FAIXA? VEM QUE TEM!

Yep, a promo já tá rolando. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa:

 

* INGRESSOS (número será definido em breve) pro showzaço do quarteto inglês Temples, que rola dia 16 de maio em Sampa. Tá dentro? Então vai nessa e boa sorte!

 

 

FIM DE JOGO

O postão termina aqui. Ficou grandão, ficou bacana e todo mundo deve estar contente. Semana que vem o blog vai dar novamente uma voltinha pelo sempre amado Norte do Brasil, indo fazer uma visita aos amigos queridos da sempre aprazível Macapá (capital do Amapá). E quando voltarmos de lá atualizamos as paradas aqui. Então é isso, e nos vamos deixando um beijo GIGANTE no coração da Jaque Sena e da Sarah Féo, a pirralha com o texto mais genial, incrível e poético que descobrimos de anos pra cá. Amor pras duas, sempre!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 10/4/2015, às 15hs.)

Yeeeeesssss, agora vai! O blogão de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brazuca e que NÃO se pauta apenas por bobagens do indie rock planetário entrevista com EXCLUSIVIDADE o gênio marginal Mário Bortolotto, o maior nome da atual dramaturgia underground nacional; o novo e bacanudo grupo Alvvays e o indie folk sensação de Sharon Van Eteen; mais uma musa rocker TESÃO TOTAL (a japa girl dos seus sonhos delirantes, hihi); e papos sobre Morrissey, Bailen Putos! e Leave Me Out (grunge Mineiro dos bons!), além de filmes e livros que tornam nossas vidas mais legais com certeza! (postão COMPLETÃO e BOMBATOR, com as indicações culturais e o roteiro de baladas alternativas pro finde em Sampa!) (NOVA atualização GIGANTE em 31/7/2014, falando da morte do humorista Fausto Fanti, da escalação do Circuito Banco do Brasil 2014, de mais um chifre tomado pelo xoxotaço Bruna Marquezini e da mudança do trio Branco Ou Tinto pra Sampa)

O mundo anda péssimo e o ser humano está se tornando total bestial; o que ameniza esse quadro desalentador ainda é a grande, intensa e arrebatadora arte de um escritor e dramaturgo como Mário Bortolotto (acima) ou de uma cantora folk como a americana Sharon Van Etten (abaixo), que lançou recentemente um disco sublime e já sério candidato a melhor álbum de 2014

**********

PLUS MONSTRO! COM POSTÃO TOTAL BOMBATOR ELE FICA NO AR MAIS UMA SEMANA, MAS COM ESSAS ATUALIZAÇÕES AÍ EMBAIXO

 

* Yeeeeesssss! Aos onze anos de existência o blogão zapper atinge sua melhor performance e o AUGE de acessos e audiência com este post. Pela primeira vez o painel do leitor rompeu a barreira das 100 mensagens enviadas e está, no momento em que esta atualização é escrita (na noite de quinta-feira), batendo em 200 likes em redes sociais. São números gigantes pra um blog independente e que nos enchem de orgulho, sem dúvida. E muito desse sucesso devemos a você, diletíssimo leitor que nos acompanha fielmente há tantos anos. Valeu!!!

 

 

*Mas nem tudo é alegria e satisfação, como sempre. Estas linhas online ficaram mega chocadas na noite de quarta-feira quando souberam da morte do humorista Fausto Fanti, que integrava a trupe do sensacional Hermes & Renato desde que o grupo havia sido criado, em 1998. H&R marcaram época na MTV com seu humor totalmente ácido, corrosivo, sagaz, cínico, repleto de ironia e absolutamente politicamente incorreto. Tudo o que está em falta no humorismo brasileiro atual, eivado de preconceito, conservadorismo e moralismo babaca, e com texto chulo e no limite da imbecilidade plena – estão aí tosquices em grau máximo como “Zorra Total” ou “A praça é nossa”, pra não desmentir a opinião do blog. Por isso estas linhas bloggers poppers eram total fãs do humorístico da MTV e de seus personagens inesquecíveis vividos por Fanti, como o apresentador Claudio Ricardo ou o palhaço Gozo. A turma estava em plena atividade e iria estrear nova temporada em 2015, no canal pago Fox. Mas a vida estava cinza pra Fausto, que sofria de depressão aguda (e mesmo dando tanta alegria e riso para seus fãs). Uma depressão que finalmente o fez se enforcar com um cinto, em seu apartamento em São Paulo, no final da tarde da última quarta-feira. Ele tinha trinta e cinco anos de idade. E nos deixou órfãos, com certeza. Vai na paz, camarada, e provoque muito riso e alegria no paraíso!

 Fausto Fanti (acima e abaixo interpretando o apresentador Claudio Ricardo, um dos mais hilários da trupe Hermes & Renato, que ficou célebre na MTV nos anos 2000′), que morreu na última quarta-feira em São Paulo: ele vai fazer falta ao humor brasileiro

 

 

* E foi divulgado o line up do Circuito Banco do Brasil 2014, néan. Em Sampa a balada rock’n’roll vai acontecer no dia 1 de novembro no Campo de Marte, com gigs do Kings Of Leon (de novo??? Argh!), do Paramore (não fede nem cheira) e do hoje caidaço MGMT. Também se apresentam os nacionais (e queridos amigos destas linhas online) Pitty e Skank que, no final das contas, perigam ser as melhores atrações da noitada. Os tickets pra esbórnia começam a ser vendidos a partir da próxima segunda-feira no site www.tudus.com.br. Ah sim: no Rio de Janeiro, o show rola no dia 8 de novembro.

 

 

* Também vai aparecer por aqui mas em outubro o Biffy Clyro, que está se tornando gigante na Inglaterra mas que fora de lá ninguém conhece nem dá muita bola. Shows no Rio dia 15 e em Sampa na noite seguinte.

 

 

* E okays: o mulherio vive dizendo que nós, machos, somos canalhas e que não prestamos. Mas aí um notícia na página F5 (de celebridades) da Folha online informa que a totosa Bruna Marquezine acaba de levar mais um chifre do namorado anarfa, o craque Neymar. Segundo o site, o jogador da selecinha brasileira e do Barcelona meteu rôla grossa na xotaça de uma jovem empresária cadeluda e putona de Fortaleza, e que se encontrou com Neymarzinho em Ibiza. Pois é, rsrs. Fica a questão: nós que somos canalhas ou elas é que são… vagabundas na cara larga? Uia!

 

 Bruna Marquezini é um BOCETÃO, mas só leva chifre do namorado canalha, o jogador e craque anarfa Neymar

 

* Uma das bandas mais legais da cena rock de Cuiabá (a capital do Mato Grosso e que já deu ao Brasil o grande Vanguart), o trio Branco Ou Tinto, está de malas prontas pra São Paulo, onde vai fixar residência a partir de outubro. O BOT (que é formado pelo vocalista e guitarrista Welliton Moraes, pelo baixista Thiago Araújo e pelo batera Tubarão) tem uma sonoridade rock potente, letras muito boas em português e já foi bem resenhado aqui mesmo tempos atrás, nestas linhas bloggers zappers. Se você ainda não conhece ou não ouviu nada deles, dá uma olhada no vídeo aí embaixo, da música “O amor caiu em desuso”, que tem levada pop radiofônica sensacional, melodia com guitarras fodonas e letra idem.

 

 

 

 

 

 

* E mais sobre o Branco Ou Tinto, vai aqui: https://www.facebook.com/brancooutinto?fref=ts.

 O trio cuiabano Branco Ou Tinto: de mudança pra Sampa em outubro

 

 

* E fechando a tampa do up grade neste já gigante postão: o finde promete ser hot em Sampalândia no circuito alternativo. Vai vendo: nesta sexta-feira, 1 de agosto em si, tem show de estreia de A carne é fraca, a nova banda do dramaturgo Mário Bortolotto e que promete “rock para garotos sem futuro e velhos de passado sujo” (o caso do sujeito aqui, hihi). A gig vai rolar no Vagão (rua Nestor Pestana, 237, no centrão junkie e total putaço de Sampalândia), e com bônus de mulherio PELADO durante o show, wow! Rola na madrugada, com entrada a quinze pilas.///Já no sabadão, dia 2 de agosto, continua o festival All Star Converse no Cine Joia, quando sobem ao palco o americano Dinosaur Jr. e os ótimos grupos da indie scene paulistana Single Parents e Churrasco Elétrico. Mas pra essa balada os tickets já elvis, infelizmente.

 

 

* E é isso. Agora chega de verdade, sendo que na semana que vem o blogão rocker mais BOMBATOR da web BR de cultura pop volta com tudo e com postão total inédito. Até lá!

 

**********

A BOCA MAIS SENSUAL DO ROCK APAGA VELINHAS HOJE!

Yes, estas linhas online não poderiam deixar de registrar a data de hoje, quando uma das figuras mais lendárias e ilustres de toda a história do rock’n’roll completa mais um ano de vida.

 

Ele canta à frente da MAIOR banda de rock de todos os tempos (e uma das cinco bandas da vida deste jornalista ainda mezzo loker) há mais de meio século. Yep, Finaski já quis beijar MICK JAGGER na boca em sua vida, e não tem problema algum em admitir isso. Quem não iria querer beijar a boca mais famosa e sensual do rock’n’roll um dia, se tivesse oportunidade, fosse homem ou mulher? Pois o autor deste blog quis: alimentava essa fantasia absurda e loka desde a adolescência (quando descobriu os Stones com o álbum “Black And Blue”, de 1976, e quando tínhamos uns 14 anos de idade e elegemos os Stones uma das bandas da nossa vida pra sempre). Os anos foram passando, o rapaz aqui se tornou jornalista, sonhava em ver um show deles (quase foi ver uma gig da banda em Nova York em 1989: descolou passagem de avião permutada, lugar pra ficar e NÃO foi, nem se lembra mais porque) e, quando isso finalmente aconteceu, em janeiro de 1995 (no estádio do Pacaembu, em São Paulo), o jornalista enlouqueceu no meio do set mas não o suficiente pra tentar subir no palco e tentar alcançar a boca de Mick “lábios de borracha” Jagger. O autor destas linhas rockers malokers, que então namorava com um BOCETAÇO crioulo (a Gretona, que tinha 20 aninhos na época, tetas gigantes e era uma foda monumental, que quando estava metendo e levando pinto em sua xotaça gemia no ouvindo zapper: “seu cavalo, seu cachorro! ME FODE, VAI!!!”), ainda era jovem, magro, morenão tesudo e naquela noite estava de calça preta e um colete de couro (sem camiseta por baixo), se contentou APENAS em abaixar as calças e a cueca por alguns segundos rápidos e dar uns tapas na própria bunda. Os Stones estavam tocando “Miss You” no palco naquele instante.

 

Então seguimos amando as Pedras Rolantes, até hoje. Esses caras já fizeram absolutamente TUDO o que uma banda poderia fazer em termos de gigante rock’n’roll. Lançaram discos que são verdadeiras obras-primas e fizeram shows inesquecíveis.

 

Por isso o blog só pode desejar ao Mick, que hoje completa 71 anos de idade: FELIZ ANIVERSÁRIO cara! E muito rock pela frente ainda, sendo que todos nós esperamos você e a banda toda em fevereiro de 2015 por aqui (Maracanã, aí vamos nós!).

Mick “lábios de borracha” Jagger: o blog já quis beijar essa bocona, rsrs

 

**********

 

O mundo bestial e a alma cinza.

A semana que está chegando ao fim (o postão está entrando no ar já na tarde de quinta-feira mas ainda não totalmente, sendo que ele será completado até a tarde do próximo sabadão em si) foi pródiga em reafirmar como o mundo está se tornando cada vez pior e o ser humano cada vez mais insensível, egoísta, escroto, materialista, despossuído de solidariedade ao próximo e algo verdadeiramente BESTIAL no final das contas. Foi (está sendo) a semana em que separatistas pró-Rússia abateram com um míssil um jato no céu da Ucrânia, provocando a morte de quase trezentos inocentes (entre eles, dezenas de cientistas e médicos que estavam indo para uma conferência na Ásia, sobre os avanços em relação à cura da Aids). E também a semana em que o GENOCIDA e COVARDE Estado de Israel continuou promovendo o massacre de palestinos na Faixa de Gaza – até o momento em que este editorial do blog está sendo escrito, já foram contabilizados mais de seicentos palestinos mortos, a maioria civis e com muitas mulheres e crianças entre as vítimas fatais. O que nos leva a perguntar, estupefatos: o ser humano se tornou isso mesmo, essa monstruosidade sem alma, sem coração e sem compaixão alguma por seus pares? Foi para ISSO que chegamos ao século XXI, o século da era ultra tecnológica e pós-moderna e que, com todos os seus avanços e engenhocas (celulares, tablets, redes hiper conectadas, os caralho), só está tornando a raça humana cada dia mais insensível, individualista, ressentida, rancorosa e solitária? E como se não bastasse esse panorama desalentador Zap’n’roll também teve (e continua tendo) uma nova crise de inadequação existencial, em grande parte desencadeada por questões de relacionamento com alguém que o blog está gostando muito mas que, mais uma vez, se mostra um relacionamento mega complicado por vários fatores. O amor é sim uma grande e sórdida droga, no final das contas. Ele pode ser sublime e redentor; mas também pode ser perverso e mortal. Entre uma opção e outra, entre os dois extremos a alma vai se tornando perenemente cinza como de resto a própria existência física também é, com breves instantes de parca felicidade. E apenas idiotas não percebem isso, o quanto a vida é cinzenta. O que traz alento a tudo isso é saber que ainda podemos alimentar nosso espírito e nosso intelecto com doses generosas de grande arte. A grande arte de um dramaturgo como Mário Bortolotto (que transita com intensidade, desenvoltura e paixão entre texto, palco, teatro, rock’n’roll, poesia, cinema e vida no final das contas), ou a grande e igualmente intensa arte de uma cantora como a americana Sharon Van Etten. Tanto ele (Mário) quanto ela (Sharon) estão analisados em suas obras nesse post que você começa a ler agora. Ambos sabem que a existência humana se tornou algo bestial. E ainda assim tentam combater essa bestialidade com sua arte em estado bruto e puro, belíssima, poética, intensa e à flor da pele. Se todos nós pudéssemos fazer o mesmo, viver, criar e RESPIRAR arte desta forma, talvez o mundo se tornasse bem menos bestial e nossas almas fossem bem menos cinzas do que são. Mas enquanto isso não é possível, vamos ao que está ao nosso alcance para tornar menos dura a vida do dileto leitor destas linhas virtuais: oferecer a vocês mais um post bacana do blog que ama eternamente a cultura pop e o nosso sagrado rock’n’roll.

 

 

* E enquanto o mundo desaba lá fora, aqui a situação não é nada melhor. As chuvas de inverno estão total insuficientes pra recuperar o Sistema Cantareira, que continua secando em seu agora “volume morto”. São Paulo vai virar sertão. E Geraldinho “merda suprema” Alckmin segue liderando a disputa para Governador do Estado. Lamentável…

 

 

* E o último postão do blogão campeão em cultura pop e rock alternativo foi total bombator, mais uma vez: 161 curtidas em redes sociais e 68 comentários no painel do leitor. A firma agradece, uia!

 

 

* Indo pra música: é mesmo admirável a HUMILDADE que sempre permeou a personalidade dos quatro integrantes do U2. Há cinco anos sem lançar novo álbum de estúdio (o último trabalho foi editado em 2009), o gigante quarteto irlandês andou revelvando em entrevistas recentes que chegou a se questionar qual seria a importância de um novo disco do grupo para os fãs e para o rock atual. “Sim, tivemos essa insegurança”, declarou o vocalista Bono. Superada essa “crise existencial”, a banda pretende que o novo disco chegue ao mundo em novembro próximo. Pois então: se todas as bandas de rock (principalmente as brasileiras) tivessem essa noção de reavaliação de suas trajetórias, com certeza estaríamos livres de muito lixo musical. Mas como sempre, falta humildade a quem mais precisa dela…

 U2, a lenda gigante do rock irlandês: crise de insegurança e disco novo no final deste ano

 

* Como o Merdallica, por exemplo. O baterista Lars Ulrich declarou ao semanário New Musical Express que Noel Gallagher, ex-Oasis e gênio da guitarra, inspirou o baterista da velhusca e cafona banda de thrash metal a largar o vício da cocaína. Poxa… o Merdallica também poderia aprender com Noel a ser uma banda de rock minimamente decente, em todos os sentidos.

 O genial Noel Gallagher, ex-guitarrista e líder do finado Oasis: servindo de inspiração para o batera do Merdallica parar de tecar cocaine, uia!

 

 

* E semana que vem tem o festival Converse Rubber Tracks Brasil, que rola em Sampa (no Cine Jóia) de 30 de julho a 3 de agosto. Desde a última quarta-feira os ingressos pro evento (que vai ter gigs de, entre outros, Dinosaur Jr., Chet Faker, Churrasco Elétrico e Single Parents) estão disponíveis, de GRAÇA, no site do mesmo. Para conseguir um par é entrar no dito cujo e se cadastrar, o que deve ser feito aqui: http://rubbertracks.converseallstar.com.br/.

 

 

* Última forma: esqueçam guys e desconsiderem a info acima. Os tickets pro evento já estão ESGOTADOS, uia!

 

 

* O blog continua sendo mega fã do XOXOTAÇO Lana Del Rey. Motivos pra isso não faltam. Além de ser linda, cantar pra caralho e de ter acabado de lançar um discaço (o sensacional “Ultraviolence”), nossa doce Laninha também é a sinceridade total, algo em falta na música pop há séculos já. Em recente entrevista a uma revista americana, ela não teve pudores em declarar: “dormi com muitos caras na indústria musical. E nenhum deles me ajudou a conseguir um contrato…”. Wow! (sorte do macho que conseguiu esporrar naquela boceta divina…)

 O bocetaço que todos nós amamos, miss Laninha Del Rey, assume em entrevista: levou muita rôla grossa em sua xoxotona, pra conseguir entrar na indústria musical

 

 

* E na capa dessa semana da NME está o nosso amado Manic Street Preachers. A banda merece, e como, pois continua lançando discaços como o recém-editado “Futurology”, que foi beeeeem resenhado no último postão zapper. Será que um dia veremos os Manics tocando por aqui???

 

 

* E tão bacana quanto o som do Manic Street Preachers é a obra teatral e rock’n’roll do dramaturgo Mário Bortolotto. Mas isso você confere aí embaixo, no bate-papo exclusivo que o blog teve com ele.

 

 

A VIDA DE MÁRIO BORTOLOTTO NÃO CABE NUM CHEVROLET

Ele pode ser considerado como uma espécie de Jack Kerouac ou Charles Bukowski (ou um mix de ambos os lendários e inesquecíveis autores da geração de escritores beats americanos, que dominaram a contra-cultura literária americana nas décadas de 50’ e 60’) destes eternos tristes trópicos culturais brazucas, onde teatro é sinônimo de palavrão para as massas e sucessos editoriais se resumem a biografias escandalosas de algum jogador de futebol ou astros de telenovelas, ou então a livros de auto-ajuda ou de padrecos cantores. Ainda assim o paranaense (de Londrina) Mário Bortolotto, cinquenta e um anos de idade e há quase vinte morando em São Paulo (na capital), segue produzindo intensamente e melhor do que isso, consegue VIVER de sua produção artística/cultural. Ele escreve peças de teatro (já foram encenadas mais de trinta), roteiros para minisséries de tv, dirige e atua. E suas obras já foram premiadas duas vezes em 2000’, quando recebeu da Associação Paulista dos Críticos de Arte um troféu pelo conjunto de sua obra, e também ganhou o Prêmio Shell de melhor autor pela peça “Nossa vida não vale um Chevrolet”.

 

E Mário é gente finíssima e do rock também. É o cantor e letrista à frente da banda de blues Saco De Ratos (que já lançou três discos), que volta e meia se apresenta em bares da região do baixo Augusta, no centrão de Sampalândia. Quer encontrá-lo e bater um papo com ele ou vê-lo em cena? Sem problema: nosso (quase) anti-herói literário está sempre participando de alguma peça (como autor, diretor ou ator) que está sendo encenada no bar/teatro Cemitério de Automóveis, do qual ele é um dos sócios proprietários, um pequeno porém aconchegante espaço cultural localizado na rua Frei Caneca, também no centro da capital paulista. Quando não está atuando Mário ainda assim fica por lá na boa, conversando com os amigos e sempre degustando uma boa taça de vinho ou uma dose de Jack Daniel’s.

 

Bortolotto até se tornou conhecido do grande público este ano, ao participar da minissérie “A Teia”, que foi levada ao ar pela Rede Globo tempos atrás. E tem uma trajetória de vida que inclui passagens dramáticas, como quando quase morreu no final de 2009, ao ser baleado durante um assalto a um bar onde ele bebia com amigos, na praça Roosevelt (naquela época, um dos locais mais sinistros pra se aventurar na madrugada paulistana e hoje totalmente revitalizado por artistas que frequentam a própria praça, e que também contaram com a justa e necessária ajuda do Poder Público). Mas felizmente ele sobreviveu e segue firme e forte para continuar brindando os fãs de cultura underground com seus textos sempre calcados em personagens marginais e que vivem mergulhados em álcool, drogas e inadequação existencial.

 

E é esse Mário Bortolotto, um artista total a ver com o pensamento editorial destas linhas zappers, que o blog entrevistou com prazer na semana passada. Foi um longo e bacaníssimo bate-papo realizado através do Facebook e cujos melhores momentos você confere aí embaixo.

 Mário Bortolotto encarna o papel do escritor Henry Chinaski em cena da peça “Mulheres”, adaptada do livro homônimo escrito por Charles Bukowski 

 

Zap’n’roll – Você se tornou um dos dramaturgos e escritores do chamado “teatro marginal” ou “alternativo” mais conhecidos do Brasil de alguns anos pra cá. Pra quem ainda não conhece sua obra, como você se define dentro da produção cultural nacional e como você resumiria sua trajetória até aqui?

 

Mário Bortolotto – Eu sou basicamente um bluesman, rockeiro e escritor que também escreve dramaturgia e que procura levar pra minha dramaturgia justamente o que eu mais gosto em literatura, blues e rock and roll. A minha trajetória é totalmente coerente com a vida que eu decidi ter e que pago o preço por isso. Uma trajetória sem qualquer espécie de concessão. Eu simplesmente decidi que só iria fazer o que acreditasse em minha vida e é o que venho fazendo.

 

Zap – Muito bom. E no seu caso específico, parece que todas essas formas de criação e manifestação artística (música, rock, blues, poesia, literatura, teatro etc.) se conectam super bem. Mas é sabido que é duro viver de arte no Brasil. E ainda mais quando se trata de um criador como você, disposto a não abrir concessões na sua obra. Então vem a questão: você consegue viver bem do que faz?

 

Mário – Como eu sabia que eu seria assim totalmente torto na vida, procurei me preparar para levar uma vida com um padrão baixo. E nesse padrão tenho conseguido fazer apenas o que gosto. Não tenho despesas altas, levo uma vida modesta, etc. Se eu começar a subir o meu padrão de vida, vou ter que ganhar mais pra sustentar esse padrão. Então procuro manter o padrão lá embaixo. Por exemplo, até há pouco tempo morava numa kitchenete abarrotada de livros e discos e fitas cassete. Mal conseguia andar lá dentro. Então entrei num financiamento pra comprar um apartamento maior, mas eu esperava vender logo a kitchenete pra quitar a maior parte da dívida do outro, mas tá sendo muito dificil vender, então tô me ferrando pra pagar as prestações do meu financiamento, o que vai contra os meus principios de contrair dividas. Nunca tive dívidas, justamente porque nunca sei como vou poder pagar. É uma situação nova pra mim, mas que devo resolver assim que conseguir vender a minha kitchenete. Então a minha resposta é: eu vivo bem sim, mas quase que franciscanamente. Não diria franciscanamente, porque tenho os meus luxos como comprar livros e discos e beber whisky. Mas eu consigo sustentar esses luxos com o meu trabalho. E eu trabalho muito. Mas é só no que eu gosto. Escolhi viver assim.

 

Zap – O que nos leva a outra questão: foi por isso, pra ter uma grana um pouco maior, que você aceitou fazer uma participação na minissérie “A Teia”, exibida recentemente pela Tv Globo? Aliás, como se deu o convite para você, um autor e escritor essencialmente underground, participar de uma produção Global?

 

Mário – De maneira nenhuma aceitei pelo dinheiro. Se fosse por esse motivo, já teria aceitado nas outras vezes que me convidaram. Na minha vida toda já recebi muitos convites para trabalhos, alguns com boa remuneração e outros com remuneração nenhuma. E eu só aceito quando eu gosto do trabalho. Se tiver dinheiro, eu vou achar ótimo. Não tenho nada contra ganhar dinheiro fazendo o que gosto. E no caso especifico da “Teia” eu recebi porque foi um trabalho profissa na Rede Globo. Mas eu só aceitei porque gostei do roteiro do Braulio Mantovani. Eles mandaram pra mim todos os capítulos. Eu li, gostei do personagem e aceitei. Já recusei muitos outros trabalhos que seriam muito bem remunerados. E já aceitei trabalhos sem remuneração nenhuma só porque gostei do roteiro. Acho isso muito simples. Mas não tenho nada contra fazer algo para a Globo ou qualquer outra emissora ou produção se eu achar bacana. Gostei do roteiro e fiquei feliz de ter feito. Gostei muito do resultado. Acho que ficou uma puta série bacana, bem dirigida e com uma puta trilha sonora com Stones, The Band, Police e o escambau. Nem esperava por tanto. Atualmente estou escrevendo um episódio pra uma série da HBO. É claro que vou receber por isso, mas é uma série que eu quero escrever sobre um assunto que eu sou a fim de escrever. Do mesmo jeito que eu acabei de dirigir uma peça no meu teatro onde eu ganho apenas porcentagem como todos os outros atores. Eu gosto de fazer o meu trabalho e nunca é pelo dinheiro. Eu me diverti fazendo “A Teia” na Globo e me diverti fazendo a minha peça ou cantando com a banda “Saco de Ratos”. A diferença é que quando eu fiz “A Teia” eu recebi um salário e consegui beber mais whisky e pagar algumas prestações a mais. Mas eu faria um roteiro daquele mesmo que não pagassem porra nenhuma, como eu faço uma porrada de outros trampos. Mas sendo a Globo, eles pagam. E pagam muito corretamente, diga-se de passagem.

 

Zap – Bem, a minha opinião pessoal é de que “A Teia” foi sim uma bola dentro da Globo, muito por alguns dos motivos que você já elencou na sua resposta (a trilha sonora da série era realmente fantástica), e mesmo com muita gente criticando apenas porque era algo produzido pela… Globo. Mas você chegou a receber algum tipo de crítica de algum amigo ou admirador da sua obra por ter aceito participar do seriado?

 

Mário – Claro que sim. Mas são pessoas desavisadas e por quem eu não tenho o menor respeito. Eles não conhecem a minha trajetória nem o meu jeito de pensar realmente e apenas presumem como eu deveria agir. Gosto de muitas séries de tv e costumava gostar de muitas novelas nos anos 80 tipo “Água viva”, “Dancin Days” , etc. A Globo fez ótimas séries nesse período também como “Ciranda Cirandinha”, “Plantão de Polícia”, “Carga Pesada”. Eu gostaria de ter feito qualquer um desses trabalhos. E parece que agora eles querem fazer outros trampos desse tipo, o que eu acho ótimo. E tem as séries das emissoras a cabo que cada dia ficam mais interessantes. O meu amigo Marcelo Montenegro está escrevendo muitos roteiros para essas séries. Vejo com muito otimismo um mercado bacana e com qualidade para a rapaziada trabalhar. E sempre que me convidarem pra trampar em algo que eu considere, vou aceitar, independente de qual veículo ela vai estar, seja tv, cinema ou teatro. Encaro tudo da mesma forma e com o mesmo profissionalismo, tenha dinheiro o não na parada. A minha vida inteira foi assim. Tem trampos que eu ganho muito bem e acho ótimo. E tem trampos que não ganho porra nenhuma e faço com a mesma disposição só por gostar do que tô fazendo. O trampo que fiz na “Teia” não desabona em nada minha trajetória. Muito pelo contrário, tenho o mó orgulho de ter feito.

 

Zap – Falando em cinema, você já teve roteiros seus levados à tela, como “Minha vida não cabe num Opala”. Mas ultimamente parece que você tem centrado fogo em adaptar peças ou escrever textos baseados nos escritores da geração beat americana, como Jack Kerouac ou Charles Bukowski (cuja encenação do livro “Mulheres”, assistida pelo blog, ficou sensacional). Você vai retomar algo pro cinema nos próximos meses ou vai continuar concentrado em encenar suas própria peças lá no seu teatro, o Cemitério de Automóveis?

O anti-herói da dramaturgia nacional canta à frente da banda de blues Saco De Ratos

 

 

Mário – Eu vou continuar fazendo tudo que pintar na minha vida se me interessar. Atualmente tô esperando pra começarem as filmagens da adaptação do meu texto “A Frente Fria que a chuva traz” pelo Neville D´Almeida e trabalhando no roteiro da adaptação de outra peça minha que é o “Uma pilha de pratos na cozinha”. Também vou escrever esse roteiro pra um episódio de uma série da HBO. Escrevo prefácios pra livros de amigos (sem ganhar porra nenhuma), Também escrevo e dirijo peças pro nosso teatro (meu e dos meus sócios) sem nenhuma certeza de que vou ganhar algo. Amanhã faremos a primeira leitura do texto “Patrimônio” do meu amigo e sócio Lucas Mayor que eu vou dirigir. Trabalho pra caralho. De vez em quando eu ganho, e na maioria das vezes não, mas costumo ficar muito feliz com minhas escolhas profissionais, sempre. E é isso que importa no final. E é isso que vai ficar. Daqui a alguns anos quero olhar pra trás, pra minha carreira profissional e dizer: “caramba, me orgulho de tudo que fiz”. É isso que importa pra mim.

 

Zap – Bacaníssimo. E um dos episódios mais marcantes da sua trajetória infelizmente nem está ligado à sua produção artística. Mas sim ao assalto que aconteceu em um bar na Praça Roosevelt (centro de São Paulo), em uma madrugada em dezembro de 2009. Você estava no local no momento do assalto e acabou levando três tiros de um dos assaltantes. Foi levado em coma pro hospital, quase morreu e felizmente sobreviveu. Hoje, passados cinco anos e olhando pra trás, que marcas e lições esse episódio deixou em você?

 

Mário – Não sentar de costas pra porta em mesa de bar, principalmente, rs. Na verdade, não trouxe lição nenhuma. Me trouxe sim uma dor no meu peito que não vai me abandonar até que eu morra de vez. No meu peito onde abriram e depois costuraram de volta dói sempre, às vezes me falta ar. O que aconteceu comigo poderia ter acontecido com qualquer um. Os caras entraram, barbarizaram e atiraram em mim. Foi isso. Eu tava muito bêbado, Já tinha matado uma garrafa de Jack [Daniel’s]. Entraram gritando e mandando todo mundo deitar no chão. Eu não tava a fim de encrenca, mas também não queria deitar. Aí um deles veio por trás e me deu uma puta coronhada na cabeça. Qualquer um teria desmaiado e ficaria tudo certo. Até hoje tem um lugar na minha cabeça que não nasce cabelo. A porrada foi muito forte. O que acontece é que eu sou um bosta de um cabeça dura. O cara me deu a porrada, eu levantei e falei: “Qual é, porra, tá louco?” e fui pra cima dele. Entenda que eu não tava bancando o herói como alguns chegaram a dizer. Eu não tava defendendo minhas amigas que foram agredidas. Eu sequer percebi que minhas amigas tinham sido agredidas. Eu não percebi porra nenhuma porque eu tava muito bêbado. Eu só percebi a porrada na minha cabeça. Então eu me levantei. Então eu não quero ser tirado de herói. Mas também não quero ser tirado de irresponsável que enfrenta um cara armado. Eu não reagi a um assalto. Eu reagi a uma agressão. Eu reagi instintivamente e com certeza instintivamente eu reagiria de novo. Essa não é uma reação calculada, pensada. Eu não sou herói e nem irresponsável. Então não ficou nenhuma lição. Tenho certeza que hoje em dia nas condições que eu estava, reagiria da mesma forma.

 

Zap – Entendi. E encerrando então: a praça Roosevelt era meio “sinistra” naquela época, estava bastante abandonada pelo poder público. E depois que aconteceu isso com você, houve toda uma movimentação para que a prefeitura de São Paulo revitalizasse o local o que de fato acabou acontecendo e hoje o espaço lá está completamente reformado, bem policiado e é um dos locais mais seguros pra se frequentar à noite ou mesmo de madrugada. Ou seja: na sua opinião, será que é preciso que ocorra quase uma tragédia com alguém conhecido para que o poder público se mexa e tome as providências necessárias para que eventos semelhantes não voltem a ocorrer?

 

Mário – Não foi exatamente o que aconteceu. A praça já estava em franca revitalização. Os grandes responsáveis pela revitalização da praça foram os grupos de teatro que foram pra lá e implantaram as suas sedes na praça, mais especifamente o Grupo “Satyros” que teve a coragem de ir pra lá quando o lugar era bastante inóspito e que enfrentaram a maior barra pesada e depois os Parlapatões. Eles são os grandes responsáveis pela revitalização da praça. Se não fossem esses dois grupos, a praça não seria o que é hoje. A rua movimentada, os teatros e bares funcionando traz vida pra noite e consequentemente torna a cidade mais segura. Eu só sofri a violencia que sofri justamente porque os bares já estavam fechados por causa dessa lei ridicula que é a Lei Psiu. Uma lei como essa numa metrópole como São Paulo é inaceitável. Se o teatro estivesse aberto e houvessem pessoas na rua, não teria acontecido o que aconteceu comigo. Os bandidos não teriam entrado no bar. Eles só entraram porque a porta estava abaixada e foi levantada para alguns fregueses entrarem. E quando eles entraram, os bandidos entraram na cola. É preciso que a vida boêmia não seja extinta, caso contrário não poderemos sair mais nas ruas de madrugada porque estaremos correndo o risco de ser assassinados. O maior problema hoje é essa evangelização a que estamos nos submetendo. Os evangélicos vão dominar o país e teremos todos que ficar recolhidos em casa. Noite funcionando, bares funcionando é saudável, caramba. Gera cultura, música ao vivo, performances, empregos. Eu lembro com saudades e nostalgia da noite de São Paulo nos anos 80 como era du caralho. Eu conto pros meus amigos que tinha uma livraria no Bexiga, na Rua Santo Antonio, que ficava aberta a madrugada toda e ninguém acredita. É muito foda. Então eu afirmo: para que eventos semelhantes ao que aconteceu comigo não voltem a ocorrer, é preciso que consigamos conter o avanço evangélico. É preciso que voltemos a ter liberdade. Bares abertos, todo mundo fumando, bebendo, se divertindo, assistindo filmes, shows de música, trocando idéias nas mesas dos bares, discutindo projetos, tramando revoluções, namorando, se divertindo e conseguindo pelo menos à noite ou de madrugada, sonhar com uma vida melhor, menos opressora e divertida. Se o sujeito se encontra tolhido na sua vida, infeliz e apenas vendo a sua vida se esvair sem sentido, é claro que em algum momento ele vai se revoltar e fazer alguma cagada. É preciso evitar isso.

 

* Mais sobre Mário Bortolotto, vai aqui: https://www.facebook.com/mario.bortolotto?fref=ts.

 

 

ALVVAYS E SHARON VAN ETTEN TORNAM NOSSA EXISTÊNCIA MENOS AMARGA

O mundo não anda fácil. O ser humano em geral, cada vez mais insensível e bestial, também não anda fácil – e tome aviões comerciais sendo abatidos por mísseis (matando quase trezentos inocentes), Isarel voltando a massacrar palestinos em Gaza etc. Pra piorar tudo de uma vez, o rock’n’roll igualmente não anda fácil. É cada vez mais difícil surgir uma banda ou artista novo que chame a atenção e valha realmente a pena pela QUALIDADE do que gravou. Assim é que quando nos deparamos com uma banda como o canandense Alvvays (assim mesmo, grafado com dois “v”) ou com uma cantora folk como a americana Sharon Van Etten, temos que dar graças aos céus. E acalentar nossos ouvidos escutando muuuuuito o som de ambos.

 

O quinteto Alvvays era desconhecido destas linhas rockers bloggers até a semana passada. Quem nos alertou para a existência dele foi o velho chapa Cristiano Viteck, amigão de anos do blog zapper e blogueiro e apresentador de um programa de rock em uma emissora FM no interior do Paraná, o “Garagem 95”. Sempre antenadíssimo com tudo o que rola no rock alternativo planetário, Cris avisou ao jornalista Finaski pelo Facebook há alguns dias: “fica de olho no Alvvays. Eles acabam de lançar o primeiro disco, que está sendo muito elogiado pela Rolling Stone americana e por sites como o Pitchfork. E o som deles remete a dream pop e shoegazer, bem como você gosta”. De fato: formado em Toronto em 2011, o Alvvays é integrado por duas garotas (a vocalista e guitarrista Molly Rankin e a tecladista Kerri MacLellan) e três marmanjos (Alec O’Hanley também nas guitarras, Brian Murphy no baixo e Phil MacIsaac na bateria). À primeira audição o som deles remete totalmente à algo entre Belle & Sebastian e The Pains Of Being Pure At Heart. As melodias são doces, fofinhas, cativantes, os vocais de Molly idem e há toda uma ambiência shoegazer anos 90’ perpassando a maioria das faixas do disco de estreia homônimo do grupo, e que foi lançado oficialmente na última segunda-feira. Com um detalhe: são apenas nove músicas em enxutos e certeiros trinta e três minutos de rock – uma raridade nos dias de hoje onde conjuntos gravam cds de quase uma hora (ou mais) com repertório que é sempre quase puro lixo. O que nem de longe é o caso do Alvvays que já mostra logo em seu primeiro lançamento alguns momentos preciosos como em “Adult Diversion” (o primeiro single do disco, já com vídeo rodando no YouTube), “Party Police” ou “Red Planet”. Este espaço rocker virtual se encantou pelo trabalho da banda (que de fato recebeu ótimas cotações na Rolling Stone americana, na NME e no AllMusic) e torce para que ela continue assim no futuro.

O quinteto indie shoegazer canadense Alvvays (acima) e o novo disco da cantora folk americana Sharon Van Etten (capa abaixo): o rock alternativo dos anos 2000″ ainda tem salvação!

 

 

 

O mesmo encantamento que se apoderou do autor destas linhas virtuais quando ele foi ouvir “Are We There”, quarto álbum de estúdio da cantora e compositora folk americana Sharon Van Etten. O disco na verdade saiu em maio último mas está começando a bombar entre público, sites e blogs somente agora. E como nunca é tarde para se comentar sobre ótimos trabalhos, Zap’n’roll não se importa nem um pouco de falar dele apenas neste post. Sharon nasceu em Nova York e tem trinta e três anos de idade. Mas começou sua carreira musical há apenas cinco, em 2009. E talvez esteja chegando ao ápice com este belíssimo novo trabalho. Ela possui a inflexão vocal ao mesmo tempo potente e delicada. As canções, todas altamente reflexivas, inebriantes, bucólicas e com melodias eivadas de melancolia plena, transportam o ouvinte para um mundo onde habitam inquietude da alma e do coração, inadequação existencial e dores provocadas por desalentos amorosos. Como se não bastasse essa torrente de faixas que afaga com mega ternura nosso lado emocional, Van Eteen ainda é uma excelente instrumentista que toca com desenvoltura violões, guitarras e pianos. Secundada por um numeroso naipe de músicos convidados, a garota emociona total quem ouve canções avassaladoras como “Afraid Of Nothing”, “Our Love”, “Break Me”, “Your Love Is Killing Me” (título arrebatador para uma música idem) ou “I Know”. Não à toa, no caso dela, a rock press também ficou de joelhos diante do cd, com a Rolling Stone americana e o site Pitchfork se desmanchando em elogios a ele. É um dos discos campeões de audição na house de Zap’n’roll há semanas. E já tem o voto do blog para estar na lista dos melhores lançamentos de 2014.

 

Yep, o rock alternativo mundial ainda tem salvação nestes tristes anos 2000’. Alvvays e Sharon Van Etten estão aí para mostrar isso. Pena que esteja cada dia mais impossível garimpar essa salvação através de artistas como os dois citados neste tópico.

 

* Mais sobre o Alvvays, vai aqui: https://www.facebook.com/ALVVAYS?fref=ts.

 

* E mais sobre Sharon Van Etten, vai aqui: https://www.facebook.com/SharonVanEttenMusic?fref=ts.

 

 

O TRACK LIST DO CD DE ESTREIA DO ALVVAYS

1.Adult Diversion

2.Archie, Marry Me

3.Ones Who Love You

4.Next of Kin

5.Party Police

6.The Agency Group

7.Dives

8.Atop a Cake

9.Red Planet

 

 

E ALVVAYS E SHARON AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: com o quinteto canadense tocando o single “Adult Diversion” e no link do YouTube onde você pode escutar na íntegra o novo álbum da cantora folk americana.

 

 

 

**********

MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA SUPER JAPA GIRL DELÍCIA CREMOSA TOTAL, WOW!

Nome: Madeleine Akye.

 

Idade: 32 aninhos delicious.

 

De onde: Osasco, na Grande São Paulo.

 

Filmes: “Blade Runner – o caçador de androides”, “Áta-me”, “A bela da tarde”, “Dançando no escuro” e “Pulp Fiction”.

 

Livro: “A insustentável leveza do ser”.

 

Bandas: The Smiths, The Cure, Mutantes.

 

Discos: “Is This It?” (a hoje clássica estreia dos Strokes) e “Ok Computer” (a obra-prima do Radiohead).

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: além de linda, tesão total e gatíssima, Madeleine é um furacão em termos de agito e de formação intelectual e cultural. Estas linhas online a conheceram há pouco tempo (por intermédio da nossa mui amada amiga e também lindaça cientista política, miss Josiane Butignon) e agora o blogger rocker e a japa girl são amigos inseparáveis. Também, como não se encantar por uma garota que estudou artes cênicas, já cantou em banda de rock, já foi repórter de site e que ainda saca muuuuito de moda?

 

Essa é a nossa musa desta semana. E que está (atenção garotos mui bem intencionados, hihi) solteiríssima. E Madeleine será uma das atrações da Noite Zap’n’roll, que rola em 30 de agosto na Sensorial Discos, em São Paulo, quando ela irá fazer performance erótica abusadíssima ao lado de outro monumento feminino ao tesão nosso de cada dia, a nossa também eterna musa rocker Jully DeLarge.

 

Mas enquanto esse festão não chega, a marmanjada pode se deliciar com essas imagens incríveis da nossa japa idem, clicadas pelo expert Nickk Fotógrafo. Babem crianças, babem!

 Vem, e me DEVORA!

 

Boneca de porcelana ameaçando deixar escapar um dos seios pelas mãos

 

Ultra sexy girl esperando apenas para dar o bote

 

E o encontro das DEUSAS: a japa troca carinhos com a também deliciosa Jully DeLarge

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: A estreia do quinteto canadense Alvvays, o novo de Sharon Van Etten e também o novo do nosso eternamente amado Morrissey. Yep, Moz é Moz: as letras podem ter perdido um pouco a densidade poética de anos atrás e o disco exagera pelo número de faixas (dezoito, na versão de luxo). Mas musicalmente talvez seja o trabalho mais consistente dos últimos anos do ex-vocalista dos inesquecíveis Smiths.

 

*Livros: “Indiscotíveis” (lançamento da novata editora Lote 42) reuniu um time de jornalistas, músicos e produtores que se dispuseram a analisar catorze dos mais importantes discos da história da música brasileira, em diversos segmentos (rock, mpb, reggae, rap, funk etc.). A seleção das obras incluídas no volume pode ter sido algo completamente subjetivo (e foi, claro) mas ainda assim o livro organizado por Itaici Brunetti lançar um olhar textual bacaníssimo sobre discos clássicos como “Cabeça Dinossauro” (dos Titãs), “Acabou Chorare” (dos Novos Baianos), “Afrociberdelia” (de Chico Science & Nação Zumbi), entre outros. Pra ler ouvindo (se possível) os trabalhos ali comentados.

 

* Banda: direto de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, vem o som potente do quinteto Leave Me Out (formado pelo vocalista Bruce Camilo, pelos guitarristas Victor Hugo e Raphael Maldonado, pelo baixista Bob e pelo baterista Danilo Caju). Eles já rodaram bastante por festivais independentes pelo Brasil afora, tem um bom disco lançado há pouco (o “Endless Maze”) e o som do conjunto é poderoso e remete total a Soundgarden e Alice In Chains, dos tempos gloriosos do grunge de show do quinteto mês passado em um mini-festival em Uberlândia e realmente ficou impressionado com a dinâmica sonora deles em cima do palco. Assim, fica aí a dica pra quem quiser conhecer a turma, sendo que mais sobre o Leave Me Out você encontra aqui: https://www.facebook.com/bandaleavemeout/timeline.

 O Leave Me Out: grunge das Minas Gerais

 

* Baladenhas friorentas: e não? Estamos no inverno e anda um frio delicious em Sampalândia. Bom pra ficar em casa embaixo do edredon mas também muito bom pra ir pra rua curtir a night. E como hoje já é sextona em sim (quando esse post está sendo concluído), a pedida é ir ver o pocket show do grupo Alarde lá na sempre ótima Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois ainda dá pra emendar curtindo a noitada rocker na Blitz Haus (também na Augusta, mas no 657) ou no sempre bombado Astronete (no 335 da mesma Augusta).///Sabadon? Tem especial rock nacional anos 80’ no Inferno (no 501 da Augusta) e o open bar literalmente do INFERNO no Outs (no 486 da, ufa!, Augusta), onde só os fortes sobrevivem no final da madrugada, uia! Então é isso: veste aquela jaqueta ou capote bacanão e se joga, porra!

 

 

SAINDO A BIO DO IAN CURTIS

Yeeeeesssss! E ele vai para:

 

* Camila Souza, do Rio De Janeiro/RJ.

 

Mas ainda tem promos por aqui, não perca a esperança! Vai lá no hfinatti@gmail.com que continuam em disputa:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do The Mission, dia 20 de agosto em São Paulo;

 

* E mais DOIS INGRESSOS pro show do Peter Murphy dia 13 de setembro, também em Sampa. Certo? Mande sua mensagem e boa sorte!

 

 

E AGORA É FIM MESMO!

O postão ficou lindão (modéstia à puta que pariu) e já dá pro nosso dileto leitorado se divertir com ele até a semana que vem. Então paramos por aqui, deixando um beijo apaixonado pra Tainara Rezende e outros no coração da Renata Paes Dias e de todos nossos amados leitores. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 31/7/2014 às 20:00hs.)

Na semana em que a selecinha inútil foi MASSACRADA por uma divisão PANZER alemã na Copa de merda (que felizmente chega ao fim neste finde), o mondo pop/rock é atropelado pelos novos discos do Manic Street Preachers e do gênio Morrissey; um bate-papo EXCLUSIVO com Mário Bortolotto, o grande nome da dramaturgia rocker e marginal brasileira; e claaaaaro: uma nova musa rocker gatíssima e tesudíssima, pra macho (cado) tarado nenhum reclamar, uia! (postão completo e finalizado, falando infelizmente das mortes dos grandes Tommy Ramone e Vange Leonel) (atualização final em 15/7/2014)

Na semana em que a selecinha escrota e inútil se fodeu definitivamente na Copa de merda, o mondo rocker recebe de braços abertos os novos discaços do trio galês Manic Street Preachers (acima) e da velha e genial biba Morrissey (abaixo); aí sim!

 

**********

AS ÚLTIMAS DE UMA SEGUNDA/TERÇA-FEIRA QUE DERRUBARAM EMOCIONALMENTE O BLOG, POR CONTA DAS MORTES DE TOMMY RAMONE E VANGE LEONEL

Yep. O postão iria ser completado com gosto no começo desta semana (estamos escrevendo este último texto dele já na alta madrugada de terça-feira, 15 de julho). Temos uma sensacional entrevista prontinha pra ser publicada, com o gênio da dramaturgia marginal Mário Bortolotto. Também iríamos postar a resenha do novo disco do amado Morrissey. E mais isso e aquilo.

 

Mas como sempre o destino é cruel, nos prega peças e a Lei de Murphy ataca quando menos se espera. Fora que a existência humana é perenemente cinza, até a chegada de nosso inefável desaparecimento.

 

Pois a morte começou a chegar a alguns nomes da história do rock’n’roll (daqui e de fora) que o blog venera e respeita demais já na última sexta-feira. Naquele dia morreu em Nova York Tommy Ramone, o último integrante original dos Ramones que ainda estava vivo. Ele foi um dos fundadores da banda em 1974 e tocou bateria nos três primeiros e insuperáveis discos do grupo, incluso a obra-prima “Rocket To Russia”, de 1977. Tommy estava com sessenta e cinco anos e lutava contra um câncer no duto biliar. A doença infelizmente venceu – como também derrubou o vocalista Joey em 2001 e o guitarrista Johnny em 2004.

 

Essa notícia por si só já havia deixado estas linhas online (que ainda estão em Minas Gerais e retornando hoje à São Paulo) bastante tristonhas. Uma tristeza que se transformou em assombro e impactante melancolia profunda ontem quando o mondo rock nacional foi colhido de surpresa pela notícia do falecimento da cantora Vange Leonel. Ela tinha cinquenta e um anos de idade (nova, ainda) e também foi derrubada por um câncer (no ovário) que foi descoberto há apenas vinte dias.

O baterista e fundador dos Ramones, Tommy (acima) e a cantora Vange Leonel, vocalista do grupo Nau (abaixo), um dos nomes essenciais do rock BR dos anos 80’: ambos levados pelo câncer nos últimos dias, deixando o mondo rock mais empobrecido do que já anda nos tempos atuais

 

O jovem e dileto leitor zapper pode não se dar conta de quem foi Vange Leonel. Mas ela foi vocalista, na segunda metade dos anos 80’, da banda paulistana Nau. Um grupo de hard/blues rock que era um espanto: tinha um guitarrista fenomenal (Zique), uma “cozinha” absurda e Vange nos vocais. Ela possuía uma inflexão a um só tempo ultra sexy e trovejante e poderosa. As músicas eram fantásticas, as letras idem (como as bandinhas escrotas do rock nacional de hoje nem em sonho conseguem fazer) e o Nau lançou apenas um disco memorável pela gravadora CBS (atual Sony Music), que deixou a crítica de joelhos mas vendeu pouco. Quando a banda iria registrar um segundo trabalho a gravadora percebeu o potencial solo de Vange (que além de tudo era gatíssima) e resolveu lançar um disco apenas dela. O álbum estourou a música “Noite Preta” nas rádios de todo o país, foi tema de abertura de novela da Globo mas tempos depois Vange desencanou da carreira e a gravadora rompeu o contrato que tinha com ela. A cantora foi então cuidar de sua vida pessoal: passou a escrever colunas para jornais como a FolhaSP, se tornou ativista gay (sim, ela era gay e ficou quase três décadas casada com a jornalista Silmara Bedaque) e produziu muita arte bacana e em defesa das minorias e em favor da diversidade sexual. Além de ótima cantora e letrista, também era um ser humano incrível, em todos os sentidos.

 

Tommy e Vange se foram, derrubados por uma doença terrível, implacável e cruel (e Finaski já teve seu tumor cancerígeno na garganta em 2013 e agora fica esperando pelo dia em que ele irá voltar e também irá nos alcançar com o beijo gélido e inexorável da doce morte). Ambos irão fazer muita falta em um mundo onde não há mais espaço para a grande criação artística e para o sentimento humano. Porém a arte que ambos produziram foi gigante. E se a vida é breve e finita, a arte deles é eterna. E como tal estará sempre presente no mundo dos que ainda estão vivos.

 

Rip Tommy Ramone e Vange Leonel. Tenham um ótimo e eterno sonho, por todos nós.

 

(a entrevista com Mário Bortolotto e a resenha do novo álbum do querido Moz sairão em nosso próximo post)

 

 

CORPO VADIO

Nesse corpo vadio
Mora alguém que, quando você vai embora, sente tão só
Nesse corpo vadio
Chora um anjo louco…

E nessas horas de frio
Fecho os olhos, molho o travesseiro e começo a sonhar
Nessas horas de frio
Quero mais que o paraiso…

Me diga, que eu te sinto
E eu morro por você
Sussura em meus ouvidos
O que vc quer, tudo que eu tenho, além de mim…

Mora alguém que, quando você vai embora, sente tão só
Nesse corpo vadio
Chora um anjo louco…

Ah, e nessas horas de frio
Fecho os olhos, choro
Fecho os olhos, choro

E esse corpo vadio
Tão igual aos outros, um entre tantos

Me diga, que eu te sinto
E eu morro por você
Sussura em meus ouvidos
O que vc quer, tudo que eu tenho, além de mim…

Me diga, que eu te sinto
E eu morro por você
Sussura em meus ouvidos
O que vc quer, tudo que eu tenho, além de mim…

 

**********

 

O massacre alemão.

Alguém duvidava que isso iria acontecer? Algum torcedor FANÁTICO, otário e acéfalo por esse esporte estúpido chamado futebol realmente chegou a acreditar que a selecinha brasileira, em sua eterna arrogância, salto alto, falta de planejamento tático, prepotência e petulância ridículas e desmesurada (além de ser COMANDADA por uma entidade esportiva pra lá de bandida e mafiosa, que é a sinistra CBF), seria capaz de suplantar a máquina de jogar alemã (uma equipe que estava sendo já preparada há mais de uma década pra encarar o campeonato mundial de futebol deste ano)? Zap’n’roll, que assumidamente ODEIA futebol e entende quase nada do esporte, tinha certeza (como dois e dois são quatro) de que o Brasil não chegaria na final dessa Copa. Só era preciso saber quando o timeco nacional (que não teve esquema tático durante toda a competição e dependeu muito mais de seus poucos grandes valores individuais, sendo que quando o principal deles, Neymar, foi colocado fora de combate, o restante do time simplesmente evaporou e se fodeu) iria dançar em definitivo. Assim foi que, enfrentando seleções de segundo escalão e fazendo performances sofríveis em campo o Brasil (outrora a “melhor seleção de futebol do mundo”), ao se deparar com um adversário realmente poderoso, tomou no cu sem lubrificante que amenizasse a foda. Foi MASSACRADO e HUMILHADO pelos alemães com um placar de 7 a 1 que já entrou para a história esportiva mundial. E o autor deste blog, de verdade, vibrou com o resultado pois ele deixa muitas e variadas lições. Uma delas: esse país (que é lindo em sua diversidade étnica e cultural, em suas riquezas e belezas naturais etc, etc, etc, e quem está falando isso é um jornalista que conhece essa porra de Brasil de Norte a Sul) precisa parar de pensar APENAS em futebol. O povo brasileiro (esse sim que de décadas pra cá se tornou cada vez mais inculto, ignorante, insensível, egoísta, individualista, não solidário, violento, machista, sexista, reacionário, conservador, preconceituoso e moralista babaca, com as exceções de sempre, claro) precisava tomar esse choque de realidade pra acordar e começar a se importar mais com o país onde nasceu, cresceu e vive. Se importar em cobrar das autoridades que haja uma melhoria monstro nos serviços públicos essenciais (Educação, Saúde, transporte, infra estrutura como um todo), cobrar que a corrupção endêmica que assola o Brasil desde sempre tenha um fim, exigir que nossa vergonhosa classe política (uma das piores do mundo) se torne minimamente decente e mais zilhões de demandas que precisam ser urgentemente postas em prática. Ou é isso ou é melhor arrumar as malas e se mudar pra Islândia. É muito óbvio que o projeto “Copa no Brasil” foi feito e pensado para render dividendos políticos a quem está no Poder (e nenhum problema nisso, qualquer outro Partido faria e iria querer o mesmo), além de desviar a atenção para os problemas que o país enfrenta e precisa solucionar. O que espanta nesse quadro é que tem gente que não se dá conta disso e ainda acha que o futebol não interfere em outras questões da vida cotidiana do brasileiro, um fanático incorrigível por um esporte violento, que gera violência e que há muito deixou de ser sinônimo de excelência e lazer por aqui. Também causa mega irritação esse ufanismo babaca, hipócrita, falso e de ocasião e que só é mostrado pelo grosso da população durante um mês – o da realização da Copa. E tome bandeirinhas brasileiras nos carros, nas janelas das residências, em locais públicos, o povaréu cantando o Hino Nacional com a mão no peito e lágrimas nos olhos e bla bla blá. Porran, por que no restante do ano também não é assim? E antes que digam que Finaski odeia o Brasil e que este editorial é o exemplo mais bem acabado de um pseudo complexo de vira lata, negativo: o país é lindo e estas linhas bloggers sentem orgulho dele e de ter nascido aqui. O que, infelizmente, estraga e ATRASA a evolução brasileira em quase todos os aspectos, é justamente a péssima índole de boa parte da população (e incluso aí autoridades públicas, a Justiça, o Legislativo, o Executivo, a polícia etc.). O exemplo de Justiça igualitária, de respeito à Ordem e à Lei, é sabido, TEM QUE VIR DE CIMA. E aqui isso NUNCA acontece. Então, se a putaria começa já lá em cima por que alguém aqui embaixo vai querer respeitar algo, afinal? Enfim, neste sábado (leia-se amanhã) ainda tem o canto do cisne da selecinha na Copa 2014, disputando o terceiro lugar contra a Holanda. E pro gosto do blog, vai perder mais uma vez. Aqui não tem ufanismo babaca, jamais. Tem sim pé no chão e olho na realidade e na crença fervorosa de que o Brasil precisa mudar e acordar. Tem eleição em outubro, a disputa vai ser sangrenta (com muitos golpes abaixo da linha da cintura) e esse país, de quem o autor deste blog se orgulha sim e muito (mesmo que ele seja sempre maltratado e espezinhado pelos seus próprios filhos) precisa ACORDAR pra vida. Não é mole, é cruel mas é isso mesmo. E dado este recado bora lá curtir o postão que começa agora e que está incrível esta semana, com Manic Street Preachers, Morrissey, o dramaturgo Mário Bortolotto e aquela musa rocker tesudíssima e gatíssima e que você, dileto leitor zapper, só encontra aqui.

 

 

* Ainda a propósito da selecinha, circulou nas redes sociais esta semana uma publicação informando o SALÁRIO que os vinte e três jogadores convocados para defender o Brasil na Copa 2014 recebem mensalmente, entre pagamento fixo e faturamentos extras (como “bichos”, participação em campanhas publicitárias etc.). Vejam só que VERGONHA:

 

 

GOLEIROS:
● Júlio César (R$ 530 mil/mês);
● Victor (R$ 235 mil/mês);
● Jefferson (R$ 250 mil/mês);

DEFESA:
● Thiago Silva (R$ 3,2 milhões/
mês);
● David Luiz (R$ 418 mil/mês);
● Dante (R$960 mil/mês);
● Henrique (R$ 100 mil/mês);
● Daniel Alves (R$ 600 mil/mês);
● Maicon (R$ 1,2 milhão/mês);
● Marcelo (R$ 830 mil/mês);
● Maxwell (R$ 1,08 milhão/mês);

MEIO-CAMPO:
● Fernandinho (R$ 1,2 milhão/
mês);
● Luiz Gustavo (R$ 660 mil/mês);
● Paulinho (R$ 1 milhão/mês);
● Hernanes (R$ 800 mil/mês);
● Ramires (R$ 656 mil/mês);
● Oscar (R$ 475 mil/mês);
● Willian (R$ 625 mil/mês);

ATAQUE:
● Hulk (R$ 2 milhões/mês);
● Bernard (R$ 1,1 milhão/mês);
● Fred (R$ 750 mil/mês);
● Jô (R$ 150 mil/mês);
● Neymar (R$ 5 milhões/mês).

(não foi incluído nessa planilha o valor que a máfia da CBF pagou ao escrete pela sua atuação na selecinha).

 

 

* Ao saber de alguns dos valores citados acima, em bate-papo com estas linhas online, o sempre querido Lúcio Fonseca (um dos proprietários da loja Sensorial Discos e dileto amigo zapper) não se conteve e disparou: “isso é fruto da IGNORÂNCIA que reina entre o povo brasileiro. Será que algum dia veremos um intelectual daqui, um pesquisador ou cientista renomado, ou mesmo um ganhador de Prêmio Nobel e que com certeza contribuiu muito mais para a evolução da humanidade e para o bem-estar do ser humano do que um reles jogador de futebol, ganhar valores semelhantes pelo seu trabalho?”. O blog endossa as palavras de Lúcio, sem precisar acrescentar absolutamente nada a elas.

 

 

* Já na esfera política, a Sabesp mandou avisar: o Sistema Cantareira (que abastece, ou ABASTECIA, de água cerca de oito milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo) literalmente SECOU. A água que lá está agora é a do chamado “volume morto” e que deverá durar apenas até outubro ou novembro, quando o (des) governo estadual paulista conta com o início do período das chuvas para normalizar a situação do reservatório. A pergunta que não quer calar nunca: e se as chuvas não vierem ou forem totalmente pífias, como foram no início deste ano? E depois que o “volume morto” também acabar e tudo secar de vez? E aí, comofas Geraldinho Alckmin, seu BANDIDO e MERDA gigante? As eleições 2014 serão em outubro. vote consciente: SUMA com a tucanalha! Vamos ARRANCAR o PSDB do poder no Estado de São Paulo, pelo bem do povo paulista.

 

* O candidato do blog em 2014 a deputado federal é o super dj André Pomba, o melhor amigo dessas linhas online há mais de duas décadas. Quanto ao voto para governador e presidente, ainda estamos analisando as opções disponíveis no primeiro turno. Mas não vai ser mole escolher alguém que valha minimamente a pena.

 

 

* IMAGEM DA SEMANA (UIA!!!) – nope, não se trata de nenhum xoxotaço, de nenhum bocetão cadeludo daqueles que arrancam porra do macho com gosto, tal qual (nas palavras do professor Pedro Serafim Neto) uma “autêntica máquina pneumática industrial coletora de esperma”, hihihi. Desta vez (e para horror de nosso dileto leitorado punheteiro, hihi) a fotoca da semana é mesmo do apresentador Luis Datena, da Band. O sujeito (em que pese seu programa ser reaça ao cubo) pelo menos é MACHO e cumpre com a palavra (algo que pouca gente faz nesse país). Prometeu que iria apresentar o seu “Brasil Urgente” de CUECA caso a selecinha se fodesse na Copa de merda. E literalmente CUMPRIU com a promessa, como você pode ver aí embaixo. Isso aê Datenão: por essa atitude estas linhas bloggers, que odeiam gente sem palavra, batem palmas pra você!

 Datena de cuecão, ao vivo na Band: pelo menos ele honra sua palavra

 

 

 

* E o último postão zapper continuou campeão de audiência: quase noventa curtidas em redes sociais e mais de SETENTA COMENTÁRIOS no painel do leitor. Não temos do que reclamar por aqui, sinceramente.

 

 

* Yep, Mick Jagger esteve aqui esta semana. O vocalista dos Rolling Stones (que devem se apresentar no Brasil em fevereiro de 2015), acompanhado do filho Lucas, foi ao estádio do Mineirão em Belzonte, e presenciou a selecinha ser literalmente TRUCIDADA pelo Alemanha. E a quem o chamou mais uma vez de pé-frio, ele retrucou: “eu posso até ser culpado pelo primeiro gol da Alemanha. Mas não pelos outros seis!”. Uia!

 O eterno Rolling Stone assiste ao massacre do Brasil pela Alemanha: “sou culpado apenas pelo primeiro gol!”; uia!

 

 

 

* Você se lembra do Interpol? Pois entonces: o hoje trio pós-punk nova-iorquino lança no início de setembro seu quinto álbum de estúdio, e que vai se chamar “El Pintor”. E a primeira faixa do novo trabalho a ganhar vídeo promocional é “All The Rage Back Home”, que é bacaninha e retoma em parte o clima soturno à la Joy Division, presente no até hoje insuperável “Turn On The Bright Lights”, a fenomenal estreia em disco da banda em 2002. Resta saber como será o restante do trabalho mas, por essa música em si (e cujo vídeo você confere aí embaixo), dá pra esperar que o grupo liderado pelo vocalista e hoje baixista Paul Banks ganhe uma sobrevida por mais algum tempo.

 

 

* E eles voltaram, néan. E arrastaram sessenta mil pessoas ao seu show de comeback em Londres, na semana passada. E prometem disco inédito para 2015. E estão na capa da NME desta semana – merecidamente. Quem? Os Libertines, oras.

 

 

* E tendo abertura do sempre esporrento The Hives, a gig paulistana do Arctic Monkeys acaba de ficar imperdível, de verdade.

 

 

* Tão imperdível quanto é o novo álbum do sempre gigante Manic Street Preachers. Confere aí embaixo.

 

 

EM UM MUNDO ONDE O ROCK SE TORNOU TOTAL IRRELEVANTE, OS MANICS AINDA SE MOSTRAM FODÕES!

Eles existem há quase três décadas (o grupo foi formado em 1986), o primeiro disco foi lançado há mais de vinte anos (em 1992), são GIGANTESCOS e ADORADOS na Inglaterra (mais até talvez do que o Oasis), mas quase ilustres desconhecidos fora da Velha Ilha. E mesmo com tanto tempo de estrada e em um momento em que o rock planetário amarga uma entressafra pavorosa (com bandas horrendas fazendo trabalhos igualmente horrendos e desaparecendo tão rápido quanto surgem), os Manic Street Preachers colocam na praça (lá fora; aqui o cd não deverá ser lançado mas ele já está dando sopa na web) seu décimo segundo álbum de estúdio, “Futurology”. Não chega a ser uma obra-prima como o anterior, “Rewind The Film”, editado ano passado (e que era um disco lindíssimo, intenso, emotivo e emocionante). Mas ainda assim mantém a banda como uma das melhores em atividade no rock britânico.

 

A própria história e trajetória dos Manics (como a banda é carinhosamente chamada pelo seu mega exército de fãs apaixonados na Grã-Bretanha) é emocionante, digna de um filme. Formada em 1986 pelos amigos adolescentes James Dean Bradfield (vocais e guitarras), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria), logo receberam a adesão de um quarto integrante, o também guitarrista Richard James Edward, ou simplesmente Richey James. Essa formação lançou o disco de estreia em 1992, “Generation Terrorists”, que logo recebeu aclamação da crítica por mostrar um rock de guitarras bastante agressivo e POLITIZADO – algo que estava em falta no rock inglês naquele momento. E logo Richey se tornou a figura CENTRAL do quarteto: ele compunha a maioria das canções, escrevia ótimas letras (todas de cunho político e/ou existencial) e também chamava a atenção pelos seus constantes problemas de depressão emocional. Não demorou muito para a Inglaterra “adotar” os Manics e os fãs tratarem Richey James como aquele “irmão tristonho e problemático” que todos queriam ter e cuidar.

 

Vieram mais dois trabalhos de estúdio (entre os quais o hoje clássico “The Holy Bible”, editado em 1994) e Richey James começou a dar sinais de que estava pensando em se suicidar. Uma das imagens mais emblemáticas da cultura pop dessa época é quando ele foi fotografado escrevendo num dos seus braços, com gilete, a frase “4 real”, um trocadilho com “é real”. O músico explicaria, durante uma entrevista, que aquela inscrição significava que as dores emocionais que ele sentia eram de verdade e não apenas mera alegoria para impressionar os fãs.

O ex-Manics Richey James: a dor dele era real

 

Pois foi no dia primeiro de fevereiro de 1995 que Richey saiu de sua casa de carro, rumou para uma ponte em Cardiff (cidade do País de Gales onde a banda nasceu), muito notória por ser um ponto onde os que queriam se matar se jogavam dela no rio que passava embaixo, e ali desapareceu para sempre. A polícia fez buscas minuciosas na região e no rio mas o corpo do músico nunca foi encontrado (seu carro abandonado, com documentos dentro, sim) e há quem ache que ele está vivo até hoje, e vivendo muito longe de qualquer atividade que seja relacionada à música. Pelo sim, pelo não, o desaparecimento do guitarrista causou comoção nacional na Velha Ilha entre os fãs dos Manics, que até hoje choram a sua ausência. E em novembro de 2008 (treze anos após seu desaparecimento) a polícia inglesa oficialmente o deu como “presumivelmente morto”.

 

Só essa história, do desaparecimento do saudoso Richard James Edward, já daria uma aura fantástica à trajetória do Manic Street Preachers. Mas o conjunto, mesmo traumatizado com o sumiço de seu amado integrante, decidiu seguir em frente. E seguiu lançando discos geniais como “Eeverything Must Go” (de 1996), “This Is My Truth Tell Me Yours” (editado em 1998) ou “Know Your Enemy” (lançado em 2001). Já nos anos 2000 os Manics oscilaram entre alguns cds medianos (onde enveredaram até pela eletrônica, como em “Lifeblood”, de 2004) e outros de cunho emocional avassalador, como o belíssimo “Journal for Plague Lovers”, editado há quatro anos e que trazia as últimas letras escritas por Richey James e que haviam sido musicadas posteriormente pelo trio remanescente.

O novo álbum do Manic Street Preachers: a banda segue poderosa

 

Pois após editar o avassalador “Rewind The Film” ano passado (e ganhou a eleição do blogón zapper como o melhor álbum de rock de 2013), o MSP volta ao ataque com mais um disco poderoso. “Futurology”, que saiu oficialmente na Inglaterra na última segunda-feira, tem uma grande diferença estética em relação ao seu antecessor: aqui a banda voltou a trabalhar com guitarras mais contundentes e com melodias mais rockers (ao contrário de “Rewind…”, que possuía uma grande elaboração instrumental, incorporava a utilização de instrumentos inusitados ao formato rock do grupo e aind era recheado de canções reflexivas, contemplativas e melancólicas). Isso, no entando, não traz demérito algum ao disco e só reafirma o quão poderosa continua sendo a sonoridade de um conjunto que está há quase trinta anos em atividade. Assim é que canções como a faixa-título (que abre o disco), “Let’s Go To War” ou “Walk Me To The Bridge” (o primeiro single de trabalho e com um refrão e riff de guitarra mortais) já sacodem o esqueleto do ouvinte na primeira audição. Além disso o baixo soa trovejante em “Dreaming A City”, “The Next Jet to Leave Moscow” tem uma melodia e inflexão vocal que remetem ao Clash dos tempos de “London Calling”, e “Divine Youth” (cujos vocais James Dean divide com a cantora Georgia Ruth) e “Black Square” retomam a doce verve tristonha do álbum anterior dos Manics, só que sempre mantendo o apelo radiofônico intacto.

 

É um discão e que já está colecionando cotações altamente positivas entre os principais veículos de mídia britânicos. “Futurology” entrega o essencial ao ouvinte: grandes músicas, alto teor de reflexão social e política (algo que o rock se esqueceu de ter) e o empenho musical que está praticamente extinto no rock’n’roll de hoje. É uma bandaça que um dia estas linhas online ainda esperam ver ao vivo no Brasil. Antes que os Manics saiam gloriosa e definitivamente de cena.

 

 

O TRACK LIST DE “FUTUROLOGY”

1.”Futurology”

2.”Walk Me to the Bridge”

3.”Let’s Go to War”

4.”The Next Jet to Leave Moscow”

5.”Europa Geht Durch Mich”

6.”Divine Youth”

7.”Sex, Power, Love and Money”

8.”Dreaming a City (Hughesovka)”

9.”Black Square”

10.”Between the Clock and the Bed”

11.”Misguided Missile”

12.”The View from Stow Hill”

13.”Mayakovsky”

 

 

E MANIC STREET PREACHERS AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos bacanudos: o primeiro trazendo o primeiro single do novo disco; e o outro com o show inteiro da banda na edição deste ano do gigante festival de Glastonbury.

 

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA LOIRAÇA DELÍCIA DO EXTREMO NORTE, UHÚ!

Quem é: Tainara Razende.

 

A idade: 25 anos.

 

De onde: Belém do Pará.

 

Mora: em Macapá (capital do Amapá)

 

As bandas que ela gosta: Nirvana, System Of A Dow e Beirut (e yep, eclética, a garota também adora Chico Buarque).

 

Os livros: O diário secreto de Laura Palmer (wow!)

 

Os filmes: “O caçador de pipas”, “A cor púrpura” e “9 Songs” (wooooow!!!)

(e ah sim: ela também adora as pin ups e modelos do site Suicide Girls, wow!)

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: o “docinho loiro” (como o blog a chama) Tainara é a MAIOR PROVA de que as garotas do Norte são as melhores, ahahaha – e que nos perdoem as cariocas, paulistas, gaúchas, etc. Estas linhas online a conheceram há poucas semanas (ela é amiga de amigos queridos que o jornalista ainda maloker tem na capital do Amapá. Aí papo vai, papo vem e a deusa loira e o jornalista coroa rocker também se tornaram amigos e agora não param de se falar pelo faceboquete e por celular). E já estamos absolutamente encantados pela gataça, que é um tesão na mais pura acepção do termo.

 

Filha de um falecio militante de esquerda e de uma médica, Tainara não tem pudores em afirmar que ama aventuras, rock’n’roll e fazer ótimo sexo. E está solteiríssima. E já tem um certo jornalista paulistano quedado por ela, hihihi.

 

Então marmanjos, podem babar à vontade com mais uma incríve musa rocker descoberta pelo blog.

A loira fatal e seu olhar blasé (tipo: foda-se! Rsrs)

 

A loira fatal, II: desejada por muitos, e à procura de alguém especial

 

A loira fatal, III: ameaçando deixar escapar pelo decote um par de seios fantásticos

 

A loira fatal, IV: ela quer, ela pode!

 

**********

FIM DE PAPO! NÃO HÁ MAIS FESTA, NEM CARNAVAL (NEM FUTEBOL E COPA DE MERDA, FELIZMENTE)

E como diria o Camisa de Vênus, no clássico “Hoje”: “acho que você foi ENGANADO!”.

 

O blog para por aqui, pelas razões já expostas lá em cima, na nota dando conta do falecimento dos já saudosos Tommy Ramone e Vange Leonel.

 

Mas no hfinatti@gmail.com continua a promo de ingressos pros shows do The Mission (dia 20 de agosto em Sampa) e do Peter Murphy (no dia 13 de setembro, também em Sampalândia). Vai lá e boa sorte!

 

O blogão zapper volta ainda nesta semana, na sexta-feira, se nenhum atropelo novo acontecer pelo caminho. E ele se vai deixando o maior beijo do mundo no coração da nossa incrível musa desta semana, a linda e fantástica Tainara Rezende, porque o velho jornalista loker, assume, está mezzo xonado (mais uma vez Macapá em nosso caminho e em nossa vida… veremos o que acontece dessa vez…).

 

É isso. Tchau pra quem fica e até o próximo post.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/7/20’4 às 6hs.)

Depois que acabar a Copa de merda (anestesiando a brasileirada inculta no meio do ano), fica em Sampa que o final de 2014 vai ser bacanudo, rocker e hot por aqui, com Queens Of The Stone Age, Arctic Monkeys, The Real State e até (talvez…) a deusa loker Cat Power (além, é claro, dos velhos Stones em 2015!); o novo indie rock paulistano do Bailen Putos!; mudanças na chefia da redação da Rolling Stone Brasil; e na parte sempre “atrevida” e cafajeste do blog (e que não pode nunca faltar aqui, claaaaaro), imagens delícia total do xoxotão Anne Hathaway (pelada, óbvio) e também um vídeo sensacional do duo psychobilly gaúcho Phantom Powers, mostrando sua gloriosa e bocetuda “assistente de palco” dando de mamar (wow!) nos peitões pros machos da plateia, uia! (post com material não aconselhável a menores de dezoito anos, hihihi) (engordada monstro no postão, mostrando como foi o Glastonbury 2014 e também contando como foi a Noite Valvulado semana passada, em Uberlândia, além de falar do novo disco do sempre genial Neil Young) (e nova e definitiva atualização, com o novo disco solo do MORRISSEY, em 3/7/2014)

 

Não esquente com a Copa de merda! Pense que depois de ela acabar teremos um final de ano com shows rockers gringos absolutamente hots em Sampalândia, como o do Queens Of The Stone Age (acima), que toca na capital paulista em 25 de setembro; e também teremos tempo até pra rever o BOCETAÇO Anne Hathaway (abaixo) mostrando suas carnes saborosas em alguns de seus filmes, wow!

**********

NA VÉSPERA DE MAIS UM JOGO DA SELECINHA, TIA MOZ CAI NA WEB, UHÚ!

Brasil X Colômbia nessa sexta-feira (leia-se amanhã)? Bela merda, hihihi – e o blogão vai torcer claaaaaro pelos hermanos colombianos, uia! Somos Colômbia aqui neste espaço rocker virtual desde criancinhas, ahahahaha.

 

Foda-se o jogo da Copa de merda. Notícia de fato RELEVANTE é essa aqui: vazou nessa madrugada na web o novo disco do ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Ele mesmo, Morrissey em pessoa. “World Peace Is None Of Your Business” chega oficialmente às lojas inglesas e americanas no próximo dia 15 de julho (deve ganhar edição nacional também, logo na sequencia). É o décimo disco de estúdio do ex-vocalista dos Smiths desde que a mega lenda do rock inglês acabou, em 1987 – e o primeiro solo de Moz, “Viva Hate!”, saiu no ano seguinte, 1988.

 

A edição do álbum que vazou na internet é a de luxo, com dezoito músicas. O cd “normal” possui doze faixas. Entre os músicos que gravaram com Morrissey está o grande guitarrista Boz Boorer, que acompanha o vocalista já há mais de duas décadas.

 

O blogão ainda está “saboreando” a nova aventura solo da querida Morrisséia. E damos nossos pitacos, todos bem argumentados e fundamentados, no postão da próxima semana, okays? Por enquanto, aí embaixo, o track list do trabalho:

O novo álbum solo do querido e genial Morrissey: já caiu na web!

 

1.”World Peace Is None of Your Business”

2.”Neal Cassady Drops Dead”

3.”Istanbul”

4.”I’m Not a Man”

5.”Earth Is the Loneliest Planet”

6.”Staircase at the University”

7.”The Bullfighter Dies”

8.”Kiss Me a Lot”

9.”Smiler with Knife”

10.”Kick the Bride Down the Aisle”

11.”Mountjoy”

12.”Oboe Concerto”

 

E última forma, além da grande notícia da “vazada” do álbum do Morrissey: o Circuito Banco do Brasil deve trazer ao país em fins de outubro Kings Of Leon e MGMT. Duas bandas caidaças e que já deram o que tinham que dar. Melhor ficar com as gigs do Queens Of The Stone Age e do Arctic Monkeys. Beleusma?

 

**********

 

O GIGANTE GLASTONBURY CONSAGRA A DEUSA LANA DEL REY; E TAMBÉM TEVE ARCADE FIRE E O  MERDALLICA, CLARO!

E não? O último finde foi de Glastonbury na Inglaterra. O maior festival de rock do mundo (definitivamente: afinal, nesse ano, mais de DUAS MIL atrações se revezaram em mais de CEM palcos, um exagero, rsrs. Um dia acontece algo igual por aqui, no velho país da merda do futebol, rsrs) e que acontece há quatro décadas, sacudiu a inglesada e consagrou a deusa e diva rocker, a nossa (sua também) Lana Del Rey, que simplesmente hipnotizou o público com seu set e seu novo álbum, “Ultraviolence”, já sério candidato a disco do ano.

 

Claaaaaaro, teve muito mais por lá. Mas o blogão zapper destaca neste tópico, além do showzaço da nossa xoxotaça americana, as quase três horas (!!!) que duraram a gig do Arcade Fire. E yep, teve também o Merdallica com seu rock cafona, ultrapassado, pesado e cheio de testosterona pra machos burros pularem igual mongos, uia!

 

Não estava lá e não sabe como foi o Glasto 2014? Sem problema: nos vídeos aí embaixo os sets completos da Laninha e do Merdallica também (afinal, aqui a democracia reina, hihihi!)

 Lana, a deusa, reina soberana no Glastonbury 2014

 

**********

Pois então, a Copa continua.

E claaaaaro, não se fala em outro assunto no país do futebol e do povo miserável igualmente fanático por futebol. Com o post desta semana sendo escrito (já bem atrasado, assumimos) já no final da tarde de sexta-feira (e com previsão de que ao menos parte dele vá pro ar ainda hoje) e na véspera do jogo que irá definir se a selecinha segue ou não na Copa (neste sábado, contra o Chile), nem há muito o que comentar na área do rock alternativo e da cultura pop planetária. Quer dizer, há blogs vizinhos e amigos que conseguem lidar bem com essa situação e conseguem equacionar bem os dois temas (música e futebol). Como NÃO é o caso de Zap’n’roll vamos nos virando como é possível por esses dias. E torcendo, de verdade, para que o Brasil seja defenestrado já neste sábado da competição. Talvez assim o país saia do torpor anestésico em que está mergulhado, tome um choque urgente de realidade e acorde para enfrentar um turbilhão de questões que estas linhas online já estão carecas de enumerar. Tem eleição em outubro, partidos já escolheram seus candidatos e a disputa esse ano será sangrenta e com vários golpes desferidos abaixo da linha da cintura pelos oponentes. Isso é certo e que ninguém se iluda de que vai ser uma campanha eleitoral amistosa, com todos se respeitando e sem golpes sujos. Enquanto isso vamos seguindo aqui, em uma semana onde não houve nenhum lançamento bacana (e sendo assim o blog preferiu fazer um pequeno “estudo” sobre os bons shows rockers gringos que irão sacudir Sampalândia a partir de setembro) mas onde se confirmou uma mudança séria na redação da Rolling Stone Brasil, a maior revista de cultura pop em circulação no país. Fora isso temos aquelas delícias xoxotudas de sempre por aqui, além de mais alguns assuntos bacaninhas e que você sempre encontra ao ler o blogão de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira. Mas que também vive com um pé e um olhar em política, sociedade e comportamento. Então bora curtir mais um postão do blog que não deixa a peteca cair jamais!

 

 

* Você ou alguém aí ainda se lembra do Klaxons? Yep, aquele trio do falido e extinto movimento denominado new rave e que um dia foi aclamado por sites e blogs gringos (e daqui também) como “o futuro do rock no novo milênio”. Tudo balela, óbvio. O trio inglês, que surgiu em 2005 e que em seu auge chegou a tocar na última edição do também finado Tim Festival (em Sampa, em 2008), desapareceu rapidinho de cena após lançar dois discos (e após seu baixista também engatar um namoro relâmpago com a hoje igualmente caidaça Lovefoxxx, do também caidaço CSS). Pois entonces: após quatro anos sem gravar a banda ressurgiu este ano com seu terceiro trabalho de estúdio, batizado “Love Frequency”. E nope, o blog não se interessou em ouvir. E vaticina, tal qual uma mãe Dinah do rock, que desta vez será mesmo o enterro do Klaxons, uia!

 A capa do novo disco do Klaxons: alguém ainda se importa com eles?

 

 

* Mas a grande bomba midiática por aqui mesmo da semana foi essa: o querido amigo pessoal Pablo Miyazawa (que o blog carinhosamente chama de super monge japa zen) não é mais editor-chefe da Rolling Stone Brasil. E antes que alguém ache que rolou demissão, negativo: Pablito saiu realmente porque quis. Pediu pra sair. Ainda não conseguimos falar com ele (o zapper anda corrido aqui, andou viajando etc.) sobre os motivos da sua decisão mas imaginamos dois cenários: a) ele recebeu alguma proposta irrecusável pra ir pra outro veículo de mídia; ou b) simplesmente cansou mesmo. A segunda hipótese tem todo o cabimento do mundo: deve ser um autêntico INFERNO editar uma revista do porte da Rolling Stone (nesse momento, ainda a maior e mais importante revista de cultura pop que está em circulação no Brasil). Pressão de todos os lados (de artistas, gravadoras, da própria direção da editora), reclamações, etc, etc. O salário é ótimo, com certeza (mais de dez mil dilmas por mês, no mínimo) mas é preciso ter ESTÔMAGO pra suportar aquilo. Quem vai ocupar a vaga? Não se sabe ainda. A editora-chefe interina é a Bruna Veloso, que já trabalha lá há tempos como editora-assistente. Mas o nosso medo é justamente esse: quem vai ocupar a vaga deixada por Pablo (um dos MELHORES jornalistas de cultura pop da imprensa brazuca nos últimos anos). Ele estava editando super bem a revista (assim como o seu antecessor, nosso também queridão Ricardo Cruz, também editou super bem a publicação) e se ela for parar nas mãos erradas, será um passo curto pra começar a afundar – enquanto isso lá permanece encastelada gente como o autêntico ASNO do jornalismo musical, o rotundo Paulo Cavalcanti, que é um editor amorfo, preguiçoso e que se compraz hj em dia em escrever e editar a seção Guia da RS no piloto automático. E como estas linhas online acompanham sempre toda a mídia, assim que rolarem mais novidades sobre as mudanças na redação da Rolling Stone, o dileto leitor zapper ficará sabendo.

 Zap’n’roll ao lado do mega querido super monge japa zen Pablo Miyazawa (em festona do blog anos atrás, no sempre bombado club Outs, em Sampa): ele não é mais editor-chefe da Rolling Stone Brasil, pois pediu pra sair da revista 

 

* Ainda observando (quase) toda a mídia: depois amigos do blog acham ruim quando afirmamos que a FolhaSP está mesmo perdendo sua revelância como o principal diário do país. A capa do caderno Ilustrada de hoje (sextona em si) é a maior prova disso: uma matéria inútil sobre a suposta decadência do movimento hipster. Fala sério…

 

 

* Já na Inglaterra começa neste finde em si a edição 2014 do gigantesco festival de Glastonbury. Aquele mesmo que esse ano vai ter entre seus headliners o Merdallica. Pois entonces: são mais de cem palcos e cerca de duas mil atrações (!!!). E um zilhão de problemas também: desde a última quarta-feira já morreram duas pessoas na área da fazenda onde acontece o Glasto. Vamos ver em quanto esse número aumenta até domingo…

 

 

* E o cantinho da putaria zapper esta semana é reservado àquele XOXOTAÇO chamado Anne Hathway e que, aos trinta e um anos de idade, se tornou uma das principais atrizes e celebridades do cinema americano dos anos 2000’. Pois dias desses o blog conversava com seu chapa (e um fanático por futebol, uia!) Santiago Laranjeira (“pequeno San” para os íntimos, hihi) quando o moçoilo, tarado como ele sempre foi, lascou a pergunta: “você sabe se tem algum vídeo da Anne Hathway PELADA?”. Vídeo não, mas ela já apareceu com as tetonas de fora em alguns filmes. Assim, pensando nisso é que o blog resolveu recordar neste post alguns dos momentos “ao natural” da bocetuda Anne, publicando algumas fotos delícia dela em ação em longas como “Amor & outras drogas”. Bom proveito, punheteiros de plantão!

 Yep, além de ótima atriz ela é um BOCETAÇO: a tesudaça Anne Hathaway deita e rola em cena de “Amor & outras drogas”, para delírio e gozo dos macho (cados)

 

* Agora SAFADEZA mesmo é o que o duo rocakiblly gaúcho Phantom Powers anda aprontando em suas gigs por Porto Alegre. Integrado pelo guitarrista e vocalista Ray Zimmer e pelo vocalista e baterista Tio Vico, o PP tem incrementado suas atuações ao vivo com uma “assistente de palco” absolutamente bocetuda, peituda e ultra safada, que dança de calcinha e suitã ao som da dupla. E, eventualmente, ela desfila no meio do público com o peitoril de fora e dando os bicões pra alguns marmanjos mamarem neles, wow! A delícia rocker gaúcha (só mesmo sendo gaúcha pra fazer uma performance cadeluda dessas, hihihi) se chama Hellen Kallil, é fã do som dos Phantom Powers e de rockabilly em geral. Aliás o grupo está com sete músicas prontas (onde abundam referências a Cramps, Clash, Ramones etc.) e promete lançar um Ep com elas ainda este ano. Assim como pretende voltar a tocar breve em Sampalândia, trazendo inclusive o tesão Hellen junto. Uhú!

 O duo gaúcho Phantom Powers: rockabilly poderoso combinado com altas doses de putaria e sacanagem

 

 

* Achou que estas linhas sacanas estão exagerando? Veja o vídeo aí embaixo e confira você mesmo, oras.

 

 

* Bien, a Copa escrota logo chega ao fim. E no final do ano o rock vai deitar e rolar, com showzaços gringos que vêm aí em Sampalândia. Veja aí embaixo e se programe.

 

 

ACABANDO A COPA, FICA EM SP! O FINAL DE 2014 VAI SER HOT POR AQUI!

Com certeza! O país segue anestesiado pela Copa de merda e a histeria coletiva por futebol não cessa nunca, tirando o sossego de quem (como estas linhas bloggers poppers) não está nem aí pra essa esbórnia escrota. Mas logo menos, em mais duas semanas tudo isso chegará ao fim, de preferência com a selecinha nacional dançando na parada.

 

Aí o dileto leitor zapper poderá começar a pensar no que realmente vale a pena: os showzaços gringos que irão aportar em Sampalândia no final do ano. Yep, todo mundo já está sabendo, mas não custa recordar:

 

* O Queens Of The Stone Age toca no Espaço das Américas em 25 de setembro, sendo que ainda há tickets à venda (sim, eles ainda não se esgotaram). A trupe liderada pelo gênio Josh Homme só se apresentou anteriormente no Brasil em festivais (no Rock In Rio, no SWU e no Lollapalooza BR) e esta vai ser sua primeira aparição solo por aqui. Quem viu (como o blog) o esporro que foram os sets da banda no SWU e no Lolla, sabe que o show é imperdível. Tanto que estas linhas virtuais estarão nele também.

 

* Já em novembro, dia 14, é a vez do Arctic Monkeys voltar mais uma vez aos palcos paulistanos, lá na arena Anhembi (que definitivamente não é o melhor lugar do mundo para se assistir a uma gig rocker, mas paciência…), sendo que na noite seguinte os macaquinhos também irão se apresentar no Rio De Janeiro (na arena HSBC). E tal qual o QOTSA, é a primeira aparição solo do grupo por aqui. Quem assistiu o quarteto no Lollapalloza BR 2012 chapou com o show.

 Alex Turner e a sua turma do AM: gig solo em Sampa em novembro

 

 

* Também em novembro teremos em Sampa gig (modesta, provavelmente) do indie americano Real State. Este ainda sem data e local definidos mas já confirmado pelas produtoras Bataclava Records e Brain Productions. O RE é sensacional: indie guitar de canções bucólicas, campestres e algo melancólicas. A banda existe há apenas quatro anos e tem dois discos lançados, sendo que o mais recente, “Atlas”, encantou de paixão o autor destas linhas bloggers sentimentais.

 O indie rock campestre e melancólico do Real Estate também aporta em Sampa em novembro

 

 

* E por fim, é bom não esquecer: os vovôs Stones estão mesmo dizendo que tocam na América do Sul no começo de 2015. No Brasil, especula-se (ainda sem confirmação oficial, mas com muita certeza nos bastidores) que haverá apenas um show no estádio do Maracanã, no Rio, no final de fevereiro. Aguardemos. E oremos!

 

 

NOITE VALVULADO PÕE O ROCK ALTERNATIVO NO PALCO EM UBERLÂNDIA

Na semana passada, mais precisamente no finde entre os dias 20 e 22 de junho, o blog zapper esteve em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a convite da produtora cultural Valvulado Cultura Amplificada, para acompanhar um evento rocker bacaníssimo que rolou por lá: a primeira Noite Valvulado. Organizado pela produtora em si, o evento reuniu seis bandas (três de Minas Gerais e três de Goiás) que mostraram ótimo potencial de palco e também que a tão maltratada indie scene atual nacional ainda pulsa e revela bons talentos longe dos grandes centros como São Paulo e Rio De Janeiro.

 

Uberlândia é uma das maiores cidades do interior Mineiro. Com mais de seicentos mil habitantes e temperatura razoavelmente quente para essa época de inverno, abriga uma população jovem e fã de música – na sexta à noite o blog deu um rolê pela avenida principal do centro da cidade (ao lado da jornalista e fotógrafa Adreana Oliveira, editora do caderno de variedades do diário Correio de Uberlândia, rocker antenadíssima e dileta amiga destas linhas online há uma década), onde se concentram os bares de música e o agito local. Viu muita gente bonita e interessada em curtir a madrugada ao som de música, e não necessariamente apenas rock’n’roll.

 

Aliás esse talvez tenha sido o único senão da Noite Valvulado. Como já bem enfatizou Adreana em sua excelente cobertura do evento na coluna “Novo Som” (de sua autoria e publicada no jornal onde ela trabalha), faltou público para curtir seis grupos que deram o sangue no palco do Club Lounge. Sem nenhum favor foram algumas das melhores performances que estas linhas rockers bloggers presenciaram nos últimos meses. E todas as bandas ali presentes (fortemente influenciadas pelo stoner rock e pelo grunge clássico de Seattle) não fariam feio em festivais maiores como o Porão do Rock (em Brasília) ou o Goiânia Noise (na capital de Goiás). O blog particularmente achou acachapante o desempenho do trio Mad Sneaks (que tocou as faixas de seu ótimo primeiro disco, “Incógnita”, além de mandar em duas covers especialíssimas e clássicas do Nirvana, “Love Buzz” e “Territorial Pissings”). Já a local Leave Me Out mostrou em seu set as faixas de seu também único disco até o momento, “Endless Maze”, mas com novo vocalista já que o que gravou os vocais do cd tinha acabado de deixar o grupo. Nada que comprometesse, afinal, um conjunto que se mostrou afiado e potente com suas duas guitarras e eflúvios totais de Soundgarden na sonoridade – o que é um elogio e uma ótima referência.

O quinteto de Uberlândia Leave Me Out (acima) mostra a potência de suas guitarras e as influências claras de Soundgarden no seu som, durante a Noite Valvulado; já o trio Mad Sneaks (abaixo), também arrasou na sua perfomance: grunge de primeira linha com tempero brazuca (fotos: Adreana Oliveira)

As outras quatro bandas Evening e Dry) também se mostraram ótimas em cena e merecem ser ouvidas por produtores e curadores de outros festivais espalhados pelo Brasil. Foi enfim, uma noitada rocker de dar gosto e onde, como já comentamos no íncio deste tópico, faltou público. Nossa colega Adreana confirma nosso pensamento em seu texto no “Novo Som” (e cuja excelente cobertura de texto e fotos você pode conferir aqui: http://www.correiodeuberlandia.com.br/novo-som/2014/06/28/noite-valvulado/): “os fãs de rock da cidade reclamam que não há eventos para eles aqui. Mas quando alguém se dispõe a fazer algo, dá nisso. As pessoas não prestigiam as bandas com som autoral, o que é bem chato”.

 

Em novembro o Valvulado Cultura Amplificada pretende realizar um festival maior em Uberlândia. Que ele aconteça e tenha mais sucesso de público, porque merece isso. E que revele uma cena tão boa e diversificada quanto a que Zap’n’roll presenciou na Noite Valvulado.

 

(o blog esteve em Uberlândia a convite da Valvulado Cultura Amplificada)

 

 

PUTOS BAILAM AO SOM DE ROCK’N’ROLL (E O BLOGGER LOKER DIANTE DE MAIS UMA MISSÃO QUASE INGRATA: RESENHAR DISCO DE UM GRANDE AMIGO SEM TER ACHADO O MESMO ALGO GENIAL…)

Yep, a vida e o jornalismo rock’n’roll tem sempre dessas paradas. Que poderiam ser evitadas se o zapper tivesse assimilado uma das mais importantes lições deixadas pelo imortal mestre Lester Bangs: “jamais se torne amigo de bandas!”. O jornalista que escreve este blog nunca conseguiu absorver este preceito profissional deixado pela maior lenda da história da imprensa rock americana. E acabou se tornando sim amigo de muitos artistas, músicos e bandas – especialmente daquelas pelas quais ele tem admiração plena pelo trabalho. Vai daí que o blog é chegado há anos do músico paulistano Rangel, que já tem um currículo razoável na indie scene rock da capital paulista (foi, dentre outras formações, baixista no Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria). E vai daí também que Rangel acaba de se jogar na praça com o primeiro disco de sua nova banda, a Bailen Putos!, lançamento do sempre heroico e batalhador selo Baratos Afins.

 

O blog está ouvindo o cd desde a semana passada. E chegou a se perguntar, mais uma vez: como falar do trabalho de um músico que você conhece pessoalmente, sendo que esse trabalho não era exatamente o que você esperava ouvir? E como fazer isso sem ferir suscetibildades? Já houve casos semelhantes por aqui, anos atrás.

 

Rangel é do rock, sempre foi. Tem ótimo repertório e bagagem musical. Na banda compõe as músicas, escreve as letras, toca violão e canta. E reuniu um time de músicos competentes, quase fodões: o guitarrista Christian Hilton (que toca muito, acredite), Claudio Guidugli (que torna um pianão bacanudo preponderante em praticamente todas as oito faixas do álbum), mais o baixista Eduardo Andrade e o batera Renato Nunes (“cozinha” mega competente, não há dúvida).

 

Mas mesmo com um bom time de músicos e tal, algo não soou bem aos ouvidos do blog nessa estreia do Bailen Putos! Talvez tenha sido o vocal do próprio Rangel (que não possui grande extensão e se mostra claramente limitado em algumas inflexões). Ou ainda o estranhamento da faixa de abertura (“O anjo avesso”), uma tentativa algo canhestra de mixar baião com rock – uma mistura que já foi melhor explorada por mestres como Alceu Valença ou Raul Seixas.

Os paulistanos do Bailen Putos! (acima) e seu disco de estréia (capa abaixo): o trabalho é bom mas a banda pode e deve render mais

 

O que, evidentemente, não invalida todo o trabalho já que o disco também possui seus pontos bastante positivos, notadamente nas boas letras escritas por Rangel (a de “Shakespeare Reencenado”, em sua simplicidade retórica mas bastante afiada nas entrelinhas, é quase um primor) e no bom gosto melódico de algumas canções (com ótimos solos de guitarra e intervenções pianísticas que remetem à jazz e psicodelia), como “Escrito, dito está”, “E se João parar?” (com violões bacanas e onde o vocal de Rangel, coincidentemente, atinge talvez sua melhor performance no cd) ou “Um e Dois” (o pianão jazzy/bluesy ataca aqui dialogando de maneira bacaníssima com a guitarra).

 

A conclusão que se chega é que se está diante de um bom trabalho de estreia de uma banda que poderia e pode render muito mais logo menos, quando estiver mais madura no estúdio e também no palco. De qualquer forma o Bailen Putos! está bem acima da média do que se ouve atualmente no quase terrível cenário alternativo paulistano e nacional, isso é inegável. Mas o blog espera um pouco mais do grupo em um futuro segundo trabalho. Espera e bota fé que esses putos sabem bailar melhor do que isso na pista rocker que eles escolheram pra se exibir.

 

* O disco do Bailen Putos! pode ser encontrado na loja Baratos Afins, em São Paulo (fone 11/3223-3629 ou www.baratosafins.com.br). A banda é uma das atrações da Noite Zap’n’roll, que vai rolar no final de agosto na loja/bar Sensorial Discos, também em Sampa. Mais sobre eles, vai aqui: https://www.facebook.com/bailenputos?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: em uma semana onde não houve nenhum lançamento digno de nota no rock brazuca ou gringo, vamos recuar um pouco no tempo e recomendar que o dileto leitor zapper vá atrás de “A Letter Home”, o sublime disco que o velho e genial Neil Young lançou em abril passado. Gravado em baixa fidelidade e apenas com voz, violão e gaita no estúdio do também gênio Jack White, Neil resgatou alguns clássicos do cancioneiro folk americano, como “Girl From The North Country”, de Bob Dylan. Pra ouvir ao lado do seu amor ou viajando por uma estrada solitária e empoeirada e tomando um ótimo bourboon.

O novo disco do velho e genial Neil Young: relendo com a classe de sempre clássicos do blues americano

 

* Site: tocado pelo chapa Luciano Victor e contando com colaborações espertas de gatas rockers como a Renata Silvério, o Under Floripa cobre bem a cena rock não apenas do sul do Brasil mas também lança olhar sobre o que rola no resto do país e na gringa. Vale a pena dar uma olhadinha lá, em: http://www.underfloripa.com.br/site2012/index.asp.

 

* Baladas já na mira por aqui: yep! Com o postão sendo finalmente concluído na terça-feira desta semana (hoje, primeiro dia do mês de julho), vamos ver o que sucede desde já nos agitos do circuito under paulistano. Começando já por amanhã, quarta-feira em si, quando rola na Sensorial Discos (lá na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa) o lançamento do livro “Indiscotíveis”, a partir das sete da noite.///Já na quinta-feira tem show do Violeta de Outono às oito e meia da noite no Centro Cultural São Paulo (lá na rua Vergueiro, 1000, metrô Vergueiro, zona sul paulistana).///Na sexta-feira o músico Daniel Groove e a sempre ótima banda Los Porongas sobem juntos ao palco do Puxadinho da Praça, lá perto da esquina das ruas Cardeal Arcoverde e Fradique Coutinho (na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo), a partir das onze da noite.///No sabadão em si rola a festa de seis anos da Glam Nation no Inferno (no 501 do baixo Augusta). E não esquecendo: de sexta a domingo no Sesc Vila Mariana tem três noites de shows fodaços do Ira! As gigs começam às nove da noite, na rua Pelotas 180, Vila Mariana (zona sul paulistana). Tá bão? Então se programe e se jogue!

 

 

PRÊMIOS AINDA DANDO SOPA!

Sempre! Então vai lá no hfinatti@gmail.com e tenta a sorte pra ganhar:

 

* DOIS INGRESSOS pro show do Peter Murphy dia 20 de julho em Sampa;

 

* E um exemplar da biografia do imortal Ian Curtis, que um dia cantou à frente do Joy Division. Vai na fé e boa sorte!

 

 

CUSTOU MAS O FIM CHEGOU

Sim, foi um post deveras complicado de ser concluído, rsrs. Tão complicado que outro talvez apenas na semana que vem, a não ser que algo muuuuuito relevante role até esta sexta-feira.

 

Então ficamos por aqui, deixando um beijo megal especial numa mulher rocker especial para o jornalista blogger maloker: a linda baiana e fã do Bukowski, Carla Vitória. É isso. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/7/2014 às 20:45hs.)

Semana hot no mondo rocker: o duo Black Keys volta mais calmo e psicodélico mas ainda assim com um grande disco, mostrando que nem tudo está perdido no rock’n’roll dos anos 2000’; mais: o jornalista e brother André Forastieri lança seu primeiro livro e reafirma em entrevista ao blog: “o rock morreu!”; o cartaz da festona de onze anos do blogão zapper; xoxotaças americanas promovem sarais literários PELADAS, e a bestialidade sem controle enfim toma conta do tecido social do miserável país que (nas palavras de Arnaldo Jabor) está ficando com ódio de si mesmo e que só pensa (quase) em futebol (postão total finalizado com plus gigante: perfil da bucólica São Thomé Das Letras mais dicas culturais, roteiro de baladas pra semana toda e PROMO DE INGRESSOS FREE pro show do Mudhoney!) (atualização final em 12/5/2014)

O ótimo e o péssimo rock dos anos 2000’: o duo americano The Black Keys (acima, durante a apresentação no festival Lollapalooza BR 2013) lança seu novo e ótimo disco na semana que vem; já os ingleses do Bastille (abaixo) soam cafonas, melequentos e comprovam que a maioria das bandas atuais está mesmo… morta

 

 

A bestialidade vencendo. Ou, que país é esse?

Em 1987 a então gigante banda Legião Urbana (que àquela altura era o maior grupo de rock em atividade no Brasil, vendendo milhões de cópias de seus discos e tocando em espaços sempre com mais de dez mil fãs presentes) lançou o terceiro álbum de sua trajetória. O disco se chamava “Que País É Este!” (com exclamação no final da frase, ao invés de interrogação) e se tratava de um resgate que o grupo estava fazendo de suas primeiras canções compostas, algumas datadas do início punkster do conjunto, em 1978. A faixa-título abria o LP (não existia o hoje total decadente cd, naquela época) em tom furioso, com o vocalista Renato Russo (de quem Zap’n’roll foi amigo próximo durante muito tempo) cantando: “Nas favelas, no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação…”. Passados quase trinta anos do lançamento dessa música (que tocou massivamente nas rádios na época, e era cantada em uníssono por todo o público nas gigs da Legião), ela continua mais atual do que nunca. Aliás, até um pouco ultrapassada. Afinal, diante dos últimos acontecimentos que escancararam a bestialização da população e a banalização da violência no tecido social brasileiro conclui-se que o país, ao invés de ter melhorado ou progredido em termos culturais, comportamentais, éticos e morais, na verdade piorou imensuravelmente de lá pra cá. Se estivesse vivo, o que pensaria, o que comentaria Renato Russo sobre a bárbarie generalizada de uma nação onde, em apenas uma semana, um pobre torcedor de time de futebol foi morto ao ser atingido por um vaso sanitário (atirado por outros torcedores, autênticos bandidos e assassinos, do alto da arquibancada de um estádio em Recife), e na cidade do Guarujá (litoral de São Paulo) uma infeliz dona de casa, casada e mãe, foi linchada até a morte por uma turba enlouquecida que simplesmente acreditou num boato de que ela, a vítima, estaria sequestrando crianças para rituais de magia negra? (boato logo desmentido pela polícia e que, nesse caso, atuou com agilidade prendendo em pouco tempo três suspeitos de terem participado do massacre da mulher) É assim que caminha e se encontra o Brasil Grande. Grande na política imunda professada pelos seus homens públicos igualmente imundos. Grande na corrupção endêmica, na miséria e ignorância do grosso da população, na falta de estatura moral e ética, no reacionarismo e conservadorismo medievais levantados como bandeira principal de religiões fundamentalistas, na burocracia medonha que atrasa o avanço econômico, na falida infra-estrutura e na igualmente falida Saúde e Educação públicas. O autor deste blog está com cinco décadas de existência nas costas. E se lembra de que o Brasil NÃO era assim há três décadas. Havia mais amor e solidariedade entre as pessoas. Havia mais interesse por se desenvolver culturalmente. Não havia internet, celulares, tablets, redes sociais escrotas. Em compensação havia um sentimento de união e companheirismo, afeto e amizade que parecem ter se perdido na poeira cósmica da web. E sim, havia um apreço por ler ótimos livros, ouvir grandes discos, assistir no cinema grandes filmes. Conhecer a existência humana enfim, e se aprofundar nela. Tudo isso parece ter se perdido de anos pra cá. Agora, parece que estão restando apenas escombros aqui, no país que só pensa em carnaval e em futebol. No país que tem toda a informação do mundo à mão, via internet (de resto, como a humanidade tem), e faz uso mais negativo do que positivo dessa ferramenta tão poderosa. No país que está se tornando total violento e bestial em seu tecido social. Como isso vai acabar? O blog tem até medo da resposta. Por isso segue aqui, na sua luta talvez quase inglória, tentando ajudar seu enorme e dileto leitorado a continuar gostando pelo menos um pouco de algumas paradas que ainda valem realmente a pena em nossas vidas, como cultura pop e grande rock’n’roll, seja ele alternativo e de uma banda bacana como o Black Keys (que está lançando novo discão) ou mesmo mainstream mas com dignidade (algo quase que totalmente em falta na cultura dos dias atuais). É isso. Que país é esse, mesmo? Enquanto buscamos a resposta à pergunta lançada pela Legião Urbana há quase trinta anos, vamos a mais um postão do blog que ainda se choca sim com a bestialidade humana.

 

* E sim, o cineasta e analista político e social Arnaldo Jabor (de quem estas linhas online são fãs) também comete falhas por vezes gritantes em seus comentários no Jornal da Globo (daí a colecionar uma legião de detratores ferozes). Mas esta semana ele radiografou à perfeição a situação em que se encontra o Brasil. Veja aí embaixo:

 

 

* E também revendo o clássico da Legião Urbana, aí embaixo. A música foi lançada em 1987 (!). E o Brasil só piorou de lá pra cá…

 

 

* Bien, a selvageria parece estar se espalhando pelo planeta todo, e atingindo a seara do rock também. Só isso explica a reação dos fãs no final do show que marcou a estreia da nova turnê americana do amado Morrissey anteontem, na California. Durante o bis um povo mais exaltado subiu ao palco pra celebrar e abraçar o ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Só que foi tanta gente que invadiu o tablado e tanta empolgação em torno do ex-vocalista dos Smiths, que ele acabou sendo DERRUBADO no chão por um fã, como pode ser (mais ou menos) visto no vídeo aí embaixo. E assim vai se tornando perigoso, inclusive, exercer a profissão de rockstar…

 

 

* Olhando pro rock daqui: a grande Nação Zumbi (talvez o principal nome do rock e da música brasileira que importa de duas décadas pra cá) finalmente está lançando seu novo álbum de estúdio, sete anos após “Fome de Tudo” (que saiu em 2007). O novo disco, homônimo, tem várias participações especiais, entre as quais a da nossa deusa indie, a lindaaaaa Laya Lopes, que canta no Jardim Das Horas. E fiquem atentos: tem show de lançamento do cd dia 11 de junho em Sampa, no Audio Club.

 

 

* Quem também anunciou novo disco foi miss Pitty. A baiana rocker, sem lançar trabalho inédito desde 2009 (sendo que nesse tempo todo ela se dedicou ao seu outro projeto, o duo Agridoce, junto com o guitarrista Martin), põe na praça logo menos um álbum cheio e cuja primeira amostra é a música “Sete Vidas”, lançada anteontem no YouTube – e que pode ser conferida aí embaixo. Você pode torcer o nariz pra cantora mas ela foi, em certo sentido e momento, importante na recolocação do rock BR na mídia no início do novo milênio, quando lançou seu primeiro e bom disco, “Admirável Chip Novo” (isso lá por 2004). De lá pra cá, óbvio, muita água rolou e o panorama musical brazuca mudou muito (com o rock estando novamente em baixa e o cenário estando dominado por escrotices do calibre de funk ostentação e breganojo). Assim, vamos aguardar e ver o que Pitty (que já foi amiga bem próxima destas linhas bloggers; hoje cantora e maloker zapper tem se falado muito pouco) vai mostrar em seu novo rebento musical. “Sete Vidas” pelo menos é ok na levada musical – a letra deixa um pouco a desejar.

 

 

* Agora, ruim e chato de doer, além de melequento e pegajoso, é o grupo inglês Bastille. A banda está bombadíssima na Inglaterra e seu álbum de estreia (que já saiu há um ano), “All This Bad Blood”, não para de vender mesmo em tempos em que cd não vende mais nada – o último levantamento da gravadora Virgin aponta que o dito cujo já foi comprado por mais de dois milhões de fãs. Pois o disco está saindo somente agora no Brasil (e nem precisava ser lançado aqui) e lá vem a mídia musical local dizendo que o grupo é a nova revelação inglesa, que seu rock “sombrio” conquistou os fãs e bla bla blá. Sombrio onde, mané? Pastiche chumbrega do pior synthpop oitentista, com direito a baladas mela-cuecas ultra cafonas, o Bastille chega a dar náusea na verdade. Se você acha que o blog está exagerando, ouça com os seus próprios ouvido aí embaixo.

 

 

* Bacana mesmo é esse lance, noticiado pela Folha online de hoje: em Nova York um grupo de garotas apreciadoras de literatura “pulp fiction”, criou um grupo pra se reunir, fazer leituras, debater os textos, e beber e comer também (que ningém se alimenta apenas de cultura). O detalhe tesão total da parada: as gatas, todas lindas, tatuadas e bocetões fazem as reuniões de topless ou totalmente peladonas (quando estão em algum ambiente fechado). Wow! Idéia sensacional, que poderia ser aproveitada por algumas xoxotas mais ousadas daqui do Brasil, néan?

 Dois XOXOTAÇOS (que devem foder muuuuuito) prestando culto ao prazer literário, isso nos Estados Unidos, claaaaaro: a rocker tatuada (acima) e a crioulaça intelectual (abaixo) tornam qualquer sarau literário muuuuuito mais interessante, uia! (fotos: reprodução Folha online)

 

 

*E dia 31 de maio…

 

 

* Lindo pôster hein. Obra do querido Lúcio Fonseca, um dos sócios da Sensorial Discos, sobre imagem da nossa eterna e delicious musa indie oficial, Jully DeLarge, que vai quebrar tudo com sua performance mega safada e sacana, na noite do festão zapper. Vai na página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/1440438949537214/?notif_t=plan_user_joined), confirme sua presença e se prepare para uma putaria/esbórnia rocker como há tempos não rola na night under paulistana, uhú! Nos vemos lá!

 

 

* E melhor ou tão bom quanto a festona de onze anos do blog só mesmo o novo disco dos Black Keys, que está saindo na próxima semana mas já pode ser “capturado” na web. Zap’n’roll ouviu e aprovou. Veja aí embaixo nossa opinião.

 

 

BLACK KEYS, O DUO QUE AINDA MANTÉM A DIGNIDADE NO ROCK ATUAL

O rock mundial de hoje está mesmo morto, como defende o chapa André Forastieri em seu livro de estreia? Pode ser. Mas algumas poucas bandas atuais ainda insistem em conferir ao rock’n’roll uma qualidade e dignidade que parecem não mais lhe pertencer. Entre essas bandas está o duo americano Black Keys, que finalmente está lançando seu novo disco de estúdio. “Turn Blue” chega às lojas na próxima semana (já vazou na web e também vai ganhar edição nacional em cd) e sucede o espetacular “El Camino”, editado em 2011. E assim como seu antecessor, o novo trabalho da dupla Dan Auerback (guitarras e vocais) e Patrick Carney (bateria e teclados) prima pelo rigor qualitativo nas composições.

 

O BK, é bom lembrar, existe há treze anos, já lançou oito discos de estúdio (incluso aí o que está saindo agora) mas só começou a sentir o gosto do sucesso a partir do álbum “Brothers”, lançado em 2010. Foi a partir dele que o blues/rock garageiro e bem urdido do grupo saiu do alcance de um público restrito e cult que prestava vassalagem à banda nos porões de Akron (no Estado americano de Ohio), onde ela surgiu em 2001, e passou a tocar nas rádios, ser aclamado pela crítica musical e, claro, a vender uma grande quantidade de discos. O trabalho seguinte, “El Camino”, só ratificou essa ascensão fulminante e fez o BK estourar no mundo todo (inclusive no Brasil) por conta dos hits “Lonely Boy” e “Gold On The Ceiling”. Foi graças a esse estouro que o conjunto foi o headliner da última noite da edição do ano passado do festival Lollapalooza BR.

 

E se no show do Lolla (o blog estava lá) o Black Keys mostrou uma certa frieza e inadequação a um palco e espaço tão gigantescos, em estúdio a dupla de músicos que integram a banda continua se mostrando total à vontade e com mais apuro do que nunca para compor e burilar ótimas canções.

O novo disco dos Black Keys: menos rock, mais psicodélico e ainda assim muito bom

 

O cd se mostra menos acelerado do que o anterior. Mas nem por isso menos brilhante em termos musicais. Há todo um clima psicodélico envolvendo boa parte das músicas, como pode ser observado já na faixa de abertura (a bela e contemplativa “Weight Of Love”), ou ainda na incrível “Bullet In The Brain”, que possui condução de violões e timbres de teclados sessentistas, acompanhados de guitarras tiradas diretamente da cena hippie de São Francisco, em alguma celebração de ácido em 1966. Fora isso e mesmo tendo engendrado um compêndio de músicas mais bucólicas e suaves (o que pode ser ouvido na faixa-título e ainda nas excelentes “Waiting On Words” e “In Our Prime”, esta com um belíssimo piano ornamentando a melodia), o BK não se esqueceu como fazer ótimo rock’n’roll pra pista, com swing e pra dançar. A maior prova disso está no single “Fever” e também no encerramento do cd, em “Gotta Get Away”, um road song à la Rolling Stones (circa 1968, fase “Jumpin’ Jack Flash”), de fazer o ouvinte querer sair viajando por estradas desertas e tomando generosas doses de Jack Daniel’s.

 

É um discão no final das contas, e que mostra com clareza que Dan e Patrick estão no auge da maturidade como compositores e multi-instrumentistas de grande talento, que trafegam com destreza entre arranjos simples ou complexos, e que se saem bem na execução de diversos instrumentos e timbres. Ou seja: se o rock realmente está morto, vamos sepultar o cadáver sem nostalgia, ao som do novo álbum dos Black Keys. E torcer para que eles ainda durem um bom tempo produzindo ótimos trabalhos como este “Turn Blue”.

 

 

O TRACK LIST DE “TURN BLUE”

1.”Weight of Love”

2.In Time”

3.”Turn Blue”

4.”Fever”

5.”Year in Review”

6.”Bullet in the Brain”

7.”It’s Up to You Now”

8.”Waiting on Words”

9.”10 Lovers”

10.”In Our Prime”

11.”Gotta Get Away”

 

 

E A DUPLA AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Fever”, um dos singles do novo disco.

 

 

FORASTA, O JORNALISTA SEM PAPAS NA LÍNGUA, LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO E DECRETA: O ROCK MORREU!

A primeira vez que o autor destas linhas rockers lokers leu algo na imprensa musical brazuca assinado pelo nome André Forastieri foi em algum dia de agosto de 1989 (lá se vão vinte e cinco anos…). Naquele mês estava sendo lançado o álbum duplo “Burguesia”, o último feito pelo cantor e compositor Cazuza antes de ele morrer. E Forasta (como até hoje é carinhosamente chamado pelos amigos e leitores) não perdoou: mesmo sabendo que Caju já estava na fase terminal da sua enfermidade (a Aids), escreveu uma crítica demolidora do disco na capa do caderno Ilustrada do jornal Folha De S. Paulo, arrasando-o sem dó.

 

Forastieri entrou muito novo na Folha – tinha por volta de vinte e três anos de idade. E a referida resenha do álbum de Cazuza projetou seu nome no jornalismo musical: ele angariou instantaneamente milhares de fãs e desafetos, em proporções iguais. Pouco tempo depois era alçado ao cargo de editor do caderno Folhateen. De lá saiu para ser editor da fase quase final da lendária revista Bizz e, quando saiu dela, fundou sua própria revista, a General. Daí não parou mais: fundou outras revistas, editoras (como a Conrad) e sumiu da grande mídia durante muitos anos. Voltou a ela também há alguns anos, atualmente ocupando o cargo de editor executivo de variedades do mega portal R7, onde também mantém seu blog.

 

Zap’n’roll conhece pessoalmente Forasta há mais de vinte e cinco anos. Na verdade o conheceu por volta de 1990, quando foi procura-lo na redação do Folhateen por indicação do queridão Luis Antonio Giron (hoje, editor de Cultura da revista Época), para lhe sugerir algumas pautas. De cara Finaski emplacou um perfil da banda The Black Crowes, que estava estourando nos EUA com o seu disco de estreia, “Shake Your Money Maker” (e que sequer ainda tinha saído no Brasil naquele momento, e  isso em um mundo onde não havia internet, downloads, celulares ou tablets). Forasta gostou da pauta, a sugestão foi aceita, a matéria foi entregue mas acabou jamais sendo publicada porque logo em seguida André foi demitido da Folha, em mais um episódio clássico de seu particular anedotário e foclore jornalístico: na coluna que mantinha no Folhateen, a “Ondas Curtas”, um dia ele escreveu que o Brasil só teria jeito “no dia em que dessem um tiro em Regina Casé”. A confraria artística enlouqueceu com a declaração do então jovem jornalista, fez pressão em cima da direção da Folha e a cabeça do loiro que naquela época tinha o cabelo compridón à la hard rock farofa (uia, rsrs), rolou.

 

A matéria finattiana no Folhateen (que hoje nem existe mais também) não rolou mas ele e Forastieri se tornaram bons amigos. Uma amizade que perdura até hoje, mesmo com ambos se falando de vez em nunca. E foi por conta dessa amizade e do lançamento do primeiro livro do sempre polêmico Forasta que ambos voltaram a se falar esta semana (primeiro por telefone, depois por e-mail). O homem do R7 e que agora está próximo de completar cinco décadas de vida, está lançando “O dia em que o rock morreu”, coletânea de textos seus publicados ao longo das últimas duas décadas e meia na imprensa brasileira. O volume está sendo editado pela Arquipélago Editorial (uma editora de Porto Alegre) e já promete mais barulho e polêmica na trajetória de André, por conta de seu título.

 

O bate-papo com Forasta, enfim, resultou em uma entrevista bem bacanuda e cujos principais trechos você lê aí embaixo.

 André Forastieri (acima, na redação do portal R7) lança seu primeiro livro (abaixo): o rock morreu, definitivamente

 

 

Zap’n’roll – Estamos em 2014. O rock morreu mesmo, sem chance de ressurreição, ou o título do livro é jogo de cena e marketing pra promover polêmica, barulho e vendagem do mesmo?

 

André Forastieri – Boas canções, e mesmo boas bandas, aparecem a toda hora. O que morreu e não volta mais é o papel central do rock na cultura global. Antigamente tudo vinha do rock, ou passava pelo rock, ou se cristalizava no rock: política, sexo, moda, novas maneiras de viver e pensar. Isso já era e não volta. É disso que trata o livro.

 

Zap – Assim como boa parte da geração de jornalistas musicais dos anos 90’, você certamente detestou Engenheiros do Hawaii. Mas olhando pra trás e vendo como está a música pop e o rock atuais Humberto Gessinger não foi meio profético quando disse, há quase trinta anos, que “a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante”?

 

André – Eu nunca detestei Engenheiros. Não era pra mim, como Legião não era pra mim. Detesto bem mais Titãs. E o Gessinger sempre teve uma sensibilidade para essas paradas, eu devia ter lembrado dele pras epígrafes do livro.

 

Zap – Você trabalhou quase na fase final da revista Bizz, uma das mais lendárias publicações musicais da imprensa brasileira. Também fundou editoras e outras revistas e depois se retirou da chamada grande mídia. O que fez você voltar a ela agora (como editor executivo de variedades do portal R7)? Grana pura e simples (não acho que seja o caso) ou manter seu nome em evidência na mass media ou ainda…?

 

André – Trabalhei na Bizz entre 1990 e 93, com uma interrupção de seis meses quando fui começar o Folhateen. A revista foi fundada em 85 fechou muitos anos depois; acho que foi uma fase intermediária, ou de ouro, que tal? Voltei para a grande imprensa para aprender a fazer internet de verdade, de massa, mobile e o raio que o parta. Me dei uns dois anos pra isso, estou com 48, pretendo chegar aos 50 um jornalista pronto pra década seguinte, não olhando para trás. Nunca dei a mínima pra evidência, tanto que fiquei vinte anos independente. Dinheiro conta, mas não bate o martelo. E a Tambor continua, sempre focada em games; eu é que estou em um papel consultivo, não executivo.

 

Zap – Falando em Bizz, do folclore forastiano: procede a história de que, na sua fase final à frente da revista, você e uma equipe da área de arte trabalhavam na calada da noite, na redação da editora Abril (que publicava a Bizz) e utilizando a estrutura operacional da mesma, no projeto do que seria a revista General? E que o fato, quando descoberto pelo diretor de área, gerou sua demissão e da sua equipe da Bizz?

 

André – Sim e não. Pedi demissão dia primeiro de agosto de 1993. Fiquei mais um mês a pedido do Carlos Arruda. O resto da turma ficou mais uns meses. A infra que usaram foi tipo impressora, usar computador pra fazer layout, e acho que afanamos umas fotos do banco de dados da Azul… A General saiu em dezembro.

 

Zap – Você faz parte talvez da última grande geração de jornalistas musicais brasileiros (no qual este blogger se inclui). Gente como Luis Antonio Giron (editor de Cultura da Época), André Barcinski (blogueiro do R7), Lúcio Ribeiro (autor do blog Popload), Álvaro Pereira Jr. (editor do programa Fantástico) e mais alguns poucos. Numa época (a atual) onde pululam zilhões de sites e blogs musicais pela web e onde analisar música talvez tenha se tornado algo completamente irrelevante, como você o atual jornalismo musical? Consegue destacar algum nome que lhe chame a atenção e que possa provocar impacto com seus textos, como costumava acontecer há vinte anos ou mais?

 

André – Tá cheio de gente jovem que escreve bem. Mas não importa mais escrever bem sobre música, ou importa para muito pouca gente. Continua valendo a pena ler Barcinski, Pereira, Giron e o véio Lúcio. Dos bem jovens, gosto muito de um cara que tem um texto muito engraçado, muito observador, que é o Marcelo Marchi, do Fora do Beiço. Arnaldo Branco manda bem. A turma que fez a revista Xula, eu adoraria ler uma revista de texto escrita por eles… temos uns planos secretos estranhos no R7, quem sabe dá pra achar e revelar mais gente jovem, estranha e legal.

 

* E fikadika: Forasta lança seu livro, em noite de autógrafos aberta ao público em geral, no próximo dia 15 de maio (quinta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista, região central de Sampa), a partir das sete da noite.

 

**********

TÓPICO ESPECIAL: SÃO THOMÉ DAS LETRAS – ABSINTO NA MADRUGADA FRIA DO PARAÍSO NAS MONTANHAS DE MINAS

Não é segredo para  ninguém que acompanha este blog apaixonado por rock e cultura pop: o zapper “ecológico” (uia!) e em busca de paz existencial aos 5.1 de existência, vai embora de Sampalândia até o final deste ano, depois de nascer, se criar e morar toda a sua vida na quarta maior metrópole do planeta. E o destino, claaaaaro, é a cidade que ele considera o autêntico paraíso na Terra: a mega bucólica, pastoral e campestre São Thomé Das Letras, localizada no Sul de Minas Gerais (a cerca de 350 quilômetros de Sampa, umas quatro horas e meia de viagem pela rodovia Fernão Dias).

 

O blog, que conhece a cidade há mais de duas décadas e meia, esteve lá no último feriadão (o do primeiro de maio). Estava frio por lá (delícia total!), o município não estava abarrotado de turistas (como sempre costuma acontecer nessas ocasiões) e foi ótimo passar madrugadas nos barzinhos ao pé da montanha da Pirâmide (um dos principais pontos turísticos do local), ouvindo boa música e tomando doses de… absinto! Yep, rolou no bar Corujão, especializado em rock e que por enquanto é o único por lá a servir a dionisíaca bebida.

 

Enfim, para o dileto leitor zapper se situar melhor sobre como é Thomelândia, o blog reproduz aí embaixo uma matéria sobre a cidade, publicada aqui originalmente em março de 2012.

 Frio, bucolismo e rock’n’roll: Finaski e os amigos Hansen e Wally degustam shots de absinto na madrugada nas montanhas, no bar O Corujão, em São Thomé Das Letras, no último feriadão do primeiro de maio

 

 

XXX

 

Você acredita em duendes? Se sente um bicho-grilo extemporâneo? Adora banhos de cachoeira, natureza, fazer trilhas, queimar um bom baseado enquanto toma um vinho tinto? É adepto do esoterismo, misticismo, e sonha em ver um disco-voador? Adora a tranquilidade e quietude de uma cidade minúscula e perenemente bucólica? Então seu lugar é em São Thomé Das Letras, prezado chapa (do) destas linhas bloggers lokers.

 

A cidadezinha (um ovo, na verdade) de seis mil habitantes, é um autêntico paraíso perdido no sul do Estado de Minas Gerais, e onde o autor deste blog ama passar temporadas há mais de duas décadas. E é óbvio que por ser cético e agnóstico juramentado, Zap’n’roll não acredita em nada do que citou no primeiro parágrafo deste tópico. Mas ainda assim respeita integralmente as crenças de todos os que moram em São Thomé ou vão lá passear e se divertir.

 

E no quesito descanso e diversão Thomelândia é insuperável, pode botar fé. A cidade, que há anos descobriu sua vocação turística, vive da exploração de seus atrativos naturais. Há dezenas de pousadas espalhadas pelas zonas urbana (que é mínima) e rural do município. E dezenas de cachoeiras lindíssimas (como a da Eubiose, do Flávio, Véu de Noiva ou Vale das Borboletas), bem como pontos turísticos inesquecíveis (como a famosa Pirâmide, um casa erguida em pedra bruta e cujo teto, também em pedra, é justamente em formato de uma… pirâmide). Fora as trilhas, cavernas (uma delas, juram os moradores, leva quem se aventurar lá dentro a sair, do outro lado, em… Machu Pichu!) e, principalmente, a TRANQUILIDADE que reina no lugar. É difícil, depois de passar um feriadão por lá (como o blog passou no último feriado do 1 de maio), querer retornar para a maior metrópole da América do Sul (nossa Sampa mesmo, essa velha carcomida pela violência urbana, pela sujeira e pela poluição).

 

A Pirâmide (acima) e a cachoeira da Eubiose (abaixo): dois dos principais pontos turísticos da cidade de São Thomé Das Letras (sul de Minas Gerais): o autêntico paraíso na Terra

 

O zapper eternamente doidón e loki passou por aventuras inenarráveis em São Thomé, nas duas últimas décadas. Trepadas regadas a maconha, reveillons passados ao sabor de ácido lisérgico, brigas com ex-namoradas malas, outras temporadas divinas com xoxotas idem (como o advento T., a gótica Sil gritando, enquanto era fodida no cu, “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”; ou a arquiteta louca de Campinas, que adorava tomar “doces”, hihi), aconteceu de tudo com esse sujeito por lá. E, claro, sobra espaço também para a degustação das sensacionais pingas que são servidas nos muitos barzinhos da cidade, e para experimentar a divina culinária mineira. Neste ponto a parada obrigatória é o restaurante O Alquimista: por cerca de 70 pilas você come absurdamente bem ali, em duas pessoas. Na semana passada o zapper gourmet experimentou lá um indescritível lombo à mineira. A cada garfada na comida (de tempero forte e saborosíssimo) o blog sentia um orgasmo múltiplo e consecutivo, rsrs.

 

E se você ainda não conhece São Thomé Das Letras, fikadika: há uma página no faceboquete sobre o município, em http://www.facebook.com/pages/Sao-Thome-das-Letras-MG/182891601752339?sk=info . Para se hospedar lá, como já foi dito mais acima, há dezenas de opções de pousadas mas o blog recomenda duas: a Maha Mantra (que é administrada pelo nosso velho amigão Paulo “Cida” Oliveira, um paulistano rocker, ex-funcionário das empresas Dynamite e que se apaixonou pela cidade a ponto de fixar residência lá) ou a Do Luar (que é onde o blog sempre se hospeda e que você pode contatar pelo fone 35/3237-1083).

 

E é pra lá que o autor destas linhas rockers virtuais já há mais de uma década no ar vai se mudar no final deste ano. Se tudo der certo e os deuses conspirarem a favor, Zap’n’roll fixa residência em Thomelândia lá pra novembro próximo. Daí em diante, Sampa só a passeio e pra ver shows e compromissos profissionais.

 

Fikando a dika: o próximo feriadão (Corpus Christi) é em junho. E é o último prolongado deste ano. Destino certo do blog? São Thomé, claaaaaro!

 

* Para saber mais sobre a pousada Maha Mantra, vai aqui: https://www.facebook.com/pousadamahamantra?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Black Keys, claro.

 

*Filme na web: acabou de ser postado no YouTube a versão integral de “9 Songs”. Yep, aquele mesmo que causou furor na cultura pop há uma década atrás (nuoffa, o tempo anda voando mesmo, jezuiz…) ao mostrar o cotidiano de um jovem casal vivendo em Londres (ela, uma estudante americana; ele um climatólogo inglês apaixonado pela Antarctica). No caso do “cotidiano” deles, no filme: shows de rock e trepadas homéricas e sem fim, com direito a cenas de penetração explícita, boquetes e esporradas – daí o longa ter causado tanta polêmica quando foi lançado. No final das contas, é um mediano filme de cultura pop e que vale mais pela sua trilha sonora e pelas aparições ao vivo e bacanudas de bandas como Black Rebel Motorcycle Club, Primal Scream, Franz Ferdinand e The Dandy Warhols. Nunca assistiu? Então clica aí embaixo e veja, oras.

 

 

* Noite de autógrafos: apenas lembrando novamente que nesta quinta-feira (sendo que o nosso postão está sendo finalizado já na segunda, 12) rola o coquetel de lançamento do livro “O dia em que o rock morreu”, do queridón André Forastieri. Vai ser na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista), a partir das sete da noite.

 

*Show MPB legal: a cantora Marina Wisnik lança seu segundo disco com show nesta terça (13) e quarta-feira (14) no teatro do Sesc Vila Nova (ou Consolação), que fica na rua do mesmo nome, na travessa da rua Maria Antonia, próximo ao metrô República, a partir das oito da noite. Marina canta bem, compõe músicas doces e algo melancólicas e, o principal, escreve ótimas letras, algo que está se tornando raríssimo na música brasileira atual. Pode ir conferir sem susto.

 

* Baladas badaladas: com o postão sendo finalizado já no começo da nova semana, vamos ver o que rola de mais significativo ao longo dela. Começando na quinta-feira, quando rola o Sub Pop Festival no Audio Club, com showzão do Mudhoney e PROMO DE INGRESSOS pro fervo aqui mesmo, nesse véio blog campeão em promos bacanas.///Já na sextona em si tem festona da Marcha das Vadias (que rola sábado à tarde em Sampa), lá no Dynamite Pub (que fica a rua Treze De Maio, 363, Bela Vista, centrão de Sampa).///E no finde em si (sabadão e domingão) tem a edição 2014 da Virada Cultural, com atrações gratuitas espalhadas por todo o centrão de Sampa e também por muitas unidades de Sescs e Céus espalhadadas pelos bairros mais periféricos. Na boa? É a Virada com a programação mais fraca dos últimos anos – e você pode conferir toda a prog aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2014/programacao/. Mas pelo menos UMA atração é imperdível: o comeback do grande Ira!, que abre o evento no sábado às seis da tarde, no palco Julio Prestes. O blog, claaaaaro, vai estar lá. Então, se programe e se jogue, porra!

 O Ira! volta à ativa e abre a Virada Cultural 2014 em Sampa no próximo finde

 

 

MUDHONEY, ÚLTIMA CHANCE!

Não mandou sua mensagem aflita, ainda? Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que vão ser sorteados nesta quarta-feira:

 

* QUATRO INGRESSOS pro  Sub Pop Festival, que rola na próxima quinta-feira em Sampa, no Audio Club, em mais uma parceria bacanuda do blog com a produtora Inker. Quem ganhar os ditoc cujos será avisado até a hora do almoço do próprio dia do evento, por e-mail, okays? Não se esqueça de colocar seu RG na mensagem. Vai na fé e boa sorte!

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Com uma semana tão agitada é bem provável que postão novo role apenas na semana que vem, mas vamos verrrrrr. Até lá ficamos por aqui e deixando beijos doces em duas garotas que o blog adora de verdade: a Jaqueline Figueroa (de Manaus) e a eterna paixão Mineira Adriana Gadbem. É isso. Ótima semana pra todo o povo maloker que nos segue. Inté!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 12/5/2014 às 14;30hs.)