AMPLIAÇÃO FINAL e GIGANTE! Contando como foi o festão mega de quinze anos do blog, mostrando o novo destaque da cena indie paulistana (o trio Ema Stoned) e trazendo uma MUSA ROCKER verdadeiramente ESPETACULAR para celebrar nossa década e meia de existência, wow! – Mesmo em um momento politicamente e democraticamente terrível e crucial para todo o Brasil, o blog zapper tenta se manter em festa e escapar ao menos um pouco desses dias angustiantes: nesse post especial celebramos nossos QUINZE ANOS DE EXISTËNCIA online, damos todas as infos do festão que vai BEBEMORAR e ROCKAR a data amanhã (sexta-feira) em Sampa, no Sesc Belenzinho, e ainda adiantamos que, sim, este espaço virtual se despede em DEFINITO de seu dileto leitorado ainda este ano (afinal, é melhor fechar a tampa no auge do que na decadência, como vemos por aí na “concorrência”, hihi); mais: em um tempo em que o rock e a cultura pop estão inapelavelmente no fundo do poço e no final de sua história, a grande Cat Power ainda se mantém total relevante com um belíssimo novo trabalho inédito de estúdio; e ainda nossas observações e opiniões sobre o segundo turno das eleições deste ano, uma musa rocker absolutamente de li ci ous (e que causa furor no circuito do baixo Augusta/SP) e muuuuuitooooo mais aqui, onde JAMAIS haverá espaço para a caretice, a intolerância, o preconceito e o FASCISMO comportamental, cultural, social e intelectual (postão MEGA totalmente ampliado e FINALIZADO em 26-10-2018)

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A cultura pop e o rock alternativo estão em seus estertores mas ainda resistem como podem, e nos oferecem ainda grandes discos, como o novo álbum da folk singer americana lindona que é Cat Power (acima), muito bem resenhado nesta edição comemorativa de quinze anos do blog zapper; uma data que inclusive será mega bem comemorada na noite desta sexta-feira em Sampa, com showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks (abaixo)

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL – AS DUAS FACES DESTA ELEIÇÃO E DE QUAL LADO CADA UM ESTÁ

Analisando por alto a situação e sem uma pesquisa mais aprofundada nesse momento (pois teríamos que ter tempo para fazer isso, embora esse detalhe não inviabilize a realidade do que vamos elencar aí embaixo), podemos chegar a algumas conclusões. Começando por QUEM ESTÁ DO LADO DA VERDADE, DA DEMOCRACIA, da liberdade de expressão, do humanismo, do respeito, da tolerância com quem pensa diferente, e que é contra fascismo e nazismo político, ditadura e cerceamento de pensamento, machismo, homofobia, racismo, misoginia e mentira na política e nessas eleições:

 

– lideranças políticas que merecem nosso respeito pela sua trajetória, cultura, inteligência, equilíbrio, propostas de governança e RESPEITO à liberdade e democracia (Fernando Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Eduardo Suplicy, Luiza Erundina, José Luiz Penna etc.)

 

– artistas gigantes e de mega PESO da música brasileira e internacional (Roger Waters, Nick Cave, Madonna, os dois ex-guitarristas e fundadores do gigante indie Sonic Youth, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Daniella Mercury, Mano Brown, o guitarrista do Ira!, Egard Scandurra e o ex-baterista do grupo, André Jung), das artes dramáticas (Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Thaís Araújo), da poesia (o escritor Ademir Assunção), medicina (dr. Dráuzio Varella) etc.

 

– imprensa mundial que importa (jornais como o inglês The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Mond e o americano The New York Times).

 

– e uma renca de pensadores, escritores, poetas, cientistas políticos e sociólogos daqui e de fora, todos reconhecidos pelo seu trabalho intelectual e pela sua obra e que sabem o tamanho do RETROCESSO institucional, social, político, econômico e comportamental que irá se abater sobre o Brasil caso o MONSTRO NAZISTA ganhe a eleição.

 

Agora, quem está do lado totalmente NEGRO e reacionário, calhorda, imundo, podre e BANDIDO da eleição, APOIANDO o candidato NAZI FASCISTA:

 

– toda a pior TORPEZA da política nacional atual (DEM, psdbosta, parte do mdbosta, João Escória Dólar, senador Magno Malta, o centrão político etc, etc, etc.).

 

– igrejas evangélicas corruptas, reacionárias ao extremo, ignorantes e boçais no pensamento medieval que impõem aos seus seguidores, fundamentalistas e com os líderes evanJEGUES mais BANDIDOS que se tem notícia e que ROUBAM na cara larga seus milhões de seguidores (Edyr Macedo, Silas Malafaia, Waldemiro Santiago etc.).

 

– PATRÕES que estão loucos para dar CAMBAU no décimo terceiro salário e nas férias dos seus pobres funcionários.

 

– os 1% SUPER ricos do país, que querem continuar NÃO PAGANDO impostos, deixando os mesmos no LOMBO dos outros 99% pobres da população.

 

– “luminares” da cultura nacional como o ator PORNÔ (e cotado para ser futuro Ministro da Cultura, ahahahaha) Alexandre Frota, a gagá Regina Duarte e os “roqueiros” falidos e decadentes de direita, Lobão e Roger Moreira.

 

– agremiações políticas completamente CAFAJESTES, cretinas, mentirosas, manipuladoras, espalhadoras de fake News aos milhões e ordinárias como o MBLixo.

 

– e claro, os “cidadãos de bem” (uia!), aqueles extremamente trogloditas, ogros em estado bruto, bestiais e selvagens ao máximo. Os que perderam a vergonha (e que saíram finalmente do armário) de serem machistas, racistas, homofóbicos e misóginos, e que não têm pudor algum em mostrar que odeiam pretos, pobres e que acham que homem tem que MANDAR na mulher, e esta OBEDECER caludinha (se não, leva PORRADA!). Pior é encontrar no meio dessa malta gigante de eleitores boÇALnaros e bolsOTÁRIOS, negros que irão votar no nazi (sim, há negros que odeiam sua própria cor de pele), pobres que também irão votar nele (porque acham que irão ascender socialmente e financeiramente caso o monstro vença o pleito) e MULHERES (inacreditável, mas elas também existem como eleitoras do nazi) que acham isso mesmo: que a sociedade tem que continuar sendo eternamente e grosseiramente PATRIARCAL, machista, e que mulher tem mais é que ser bela, pudica, recatada, do lar e que tem apenas que servir como reprodutora humana e servir aos instintos SEXUAIS de seu macho, amo, senhor e provedor (com ela inclusive não tendo direito ao seu GOZO carnal).

 

É isso. Faça sua escolha. O blog já fez a sua. E vote consciente no próximo dia 28 de outubro, domingo.

 

#EleNÃO

 

#EleNUNCA

 

#EleJAMAIS

 

***Mas a BOMBA de ontem, quinta-feira, foi a manchete de capa da FolhaSP. E aí, STE, MP, PF e STF, vão se ACOVARDAR ou irão fazer o que precisa ser feito, ou seja, CASSAR a chapa do candidato nazifascista. Hein?

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***E de fato o país está em chamas a oito dias do segundo turno eleitoral. E nós também estamos tensos ao máximo, acompanhando tudo como todos estão. Mas agora vamos direto para os tópicos deste postão zapper, o que celebra quinze anos de nossa eternamente rocker existência. E ao longo da próxima semana (quando este post será ampliado, atualizado e finalizado), iremos colocar mais notas aqui na Microfonia, pode ficar sussa! Bora celebrar a década e meia de Zapnroll!

 

 

ZAPNROLL ANO QUINZE! A PROVÁVEL DERRADEIRA FESTONA QUE VAI MARCAR A DÉCADA E MEIA DE UM DOS PRINCIPAIS ESPAÇOS VIRTUAIS DA BLOGOSFERA BR DE ROCK ALTERNATIVO E CULTURA POP – E QUE DEVERÁ SE DESPEDIR DEFINITIVAMENTE DE SEUS LEITORES AINDA ESTE ANO

Não é todo dia (ainda mais nos tempos atuais, onde o rock praticamente morreu e a cultura pop está mais irrelevante do que nunca) que um blog dedicado à cultura pop e ao rock alternativo permanece no ar por uma década e meia. Pois a Zapnroll, que está na blogosfera BR desde 2003, com muito orgulho, conseguiu essa façanha. E se mantém firme e forte até hoje, com cerca de 70 mil acessos mensais. Este espaço rocker virtual começou como uma coluna semanal na verdade, no primeiro semestre de 2003, no finado portal Dynamite online. E antes ainda, foi uma coluna IMPRESSA e publicada na saudosa revista Dynamite, onde durou de 1993 a 1995 (há vinte e cinco anos!). Assim são praticamente duas décadas e meia acompanhando de muito perto tudo o que de importante aconteceu no rock alternativo e na cultura pop, no mundo todo e no Brasil também.

De modos que a bebemoração teria que ser (e vai ser) à altura da data. Fomos atrás do Sesc SP, conversamos com eles e conseguimos a espetacular comedoria da unidade Belenzinho (no bairro do Belém, zona leste da capital paulista) para celebrar nosso aniversário de quinze aninhos. Assim o festão rocker acontece lá nessa sexta-feira, 19 de outubro, a partir das 9 e meia da noite. Vai ter showzaços do Saco De Ratos (a banda de blues rock liderada pelo vocalista e escritor Mario Bortolotto) e do incrível The Dead Rocks (a melhor surf music instrumental da cena indie nacional). Também irão rolar vídeo projeções do expert vj Fabio Vietnica e estande da editora Kazuá onde você poderá comprar o nosso livro, “Escadaria para o inferno”.

E já na madruga ainda vai ter after party no sempre infernal open bar do Clube Outs (lá no 486 da rua Augusta), onde o blog fará dj set a partir da uma da manhã.

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Vai perder? Não, né! Então nos vemos lá amanhã. Afinal esta poderá (e deverá) ser a DERRADEIRA festa de aniversário de um blog e site de cultura pop que se mantém relevante há uma década e meia, mas que também tem consciência plena de que NADA é ETERNO neste mundo, sendo que um dia estas linhas zappers irão chegar ao seu fim (talvez já em dezembro próximo). Mas o Rock sim, este deverá se manter para sempre contra a opressão, o fascismo e pela liberdade individual dos cidadãos, da democracia e da alegria de viver livre e liberto.

 

***tudo sobre a festona desta sexta-feira pelos quinze anos do blogão zapper, você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/460162691145863/.

 

***e os INGRESSOS (preço merreca, o mais caro sai por apenas vinte pilas!) para o showzão podem ser comprados aqui: https://www.sescsp.org.br/programacao/168893_DEAD+ROCKS+E+SACO+DE+RATOS#/content=saiba-mais.

 

 

APÓS SEIS ANOS LONGE DOS ESTÚDIOS CAT POWER VOLTA AO DISCO, COM O BELÍSSIMO E TRISTE “WANDERER”

Uma perene melancolia sempre moveu a musicalidade folk de Cat Power. Foi sempre assim, desde que a americana batizada com o nome de Chan Marshall soltou a voz em seu primeiro compêndio de canções registradas oficialmente em disco, há mais de vinte anos. E assim ela permanece até hoje: reflexiva, tristonha, tecendo ambiências sonoras e melodias suaves que perscrutam caminhos solitários e desvelam um mundo sempre em desalento quase pleno. É o que sentimos no coração e nos ouvidos quando nos deparamos com a inebriante beleza das canções que integram “Wanderer”, décimo álbum de estúdio de Cat, e lançado oficialmente no começo deste mês. São onze músicas e pouco mais de trinta e sete minutos de duração onde a cantora, letrista, compositora e instrumentista continua deambulando fielmente pelos matizes sônicos que sempre nortearam seu trabalho musical. Continua não havendo alegria no mundo sombrio da desajustada e linda Chan. E isso é ótimo pois se traduz nas melhores pinturas sonoras que podemos escutar, em um tempo em que a música pop perdeu quase que totalmente sua relevância.

Lá se vão vinte e três anos desde que Cat Power estreou em disco, com “Dear Sir”, lançado em 1995. E já em sua estreia a cantora, então com apenas vinte e três anos de idade, mostrava a força introspectiva de seu cancioneiro de acepções melódicas folks e com forte acento melancólico nas letras e nas ambiências sonoras. Características que permearam desde então e desde sempre sua obra, acompanhando-a pelos nove discos seguintes (a maioria deles lançados pelo selo Matador, que ela abandonou depois de duas décadas, editando o novo trabalho pela Domino Records). Cat sempre deteve um olhar reflexivo e tristonho sobre o mundo que a cercava e ainda a cerca. Além disso sempre foi uma outsider e emocionalmente algo desajustada e inadequada existencialmente, colecionando problemas de saúde por conta de seu alcoolismo (hoje em dia em parte superado). Esse desajuste, no entanto, não a impediu de se tornar uma das vozes femininas mais respeitadas, relevantes e importantes do folk rock americano dos anos 2000. E de 1998 para cá a cantora lançou pelo menos três discos sublimes: “Moon Pix” (em 1998), “You Are Free” (em 2003) e “The Greatest” (lançado em 2006), que ganharam o respeito inequívoco da imprensa e também ajudaram outras artistas do novo milênio a moldar sua musicalidade. Não é exagero dizer que nomes como a deusa Lana Del Rey (que participa inclusive do novo álbum de Power, fazendo dueto com ela na belíssima “Woman”, o primeiro single de trabalho do disco) e a também cantora folk Sharon Van Etten (em bastante evidência já há algum tempo) se inspiraram em parte da construção de sua obra musical nos devaneios bucólicos e tristonhos de Chan.

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Após seis anos longe dos estúdios Cat Power volta com disco lindíssimo e tristonho

Após aventurar-se por paisagens eletrônicas em seu último registro de estúdio (no também muito bom “Sun”, lançado já há longos seis anos), Cat Power recolheu-se para voltar a trilhar os caminhos do folk introspectivo e quase pastoral. Nesse processo de recolhimento ela teve um filho (há três anos) e burilou novas e sublimes canções, que finalmente ganharam vida e corpo no início deste mês. Assim “Wanderer” exibe onze preciosidades onde não cabem arroubos sonoros, tampouco explosões de inquietude ou alegria fútil e sem sentido. Marshall continua observando o mundo como sempre fez: através de um olhar tristonho, que filtra o que vê e transforma essa visão em construções musicais muito delicadas e precisas, geralmente arquitetadas com arpejos de guitarras que se intercalam com pianos dolentes. Por cima de tudo flutua o vocal contido (às vezes quase sussurrado) da cantora. E o resultado é inebriante para se ouvir em uma madrugada solitária, com o barulho da chuva caindo ao longe. Não há como escapar da beleza e não se impactar com a delicadeza, quase fragilidade de canções como “In Your Face”, “Horizon”, “Stay” ou “Black”. Muito menos não se emocionar e quase se entristecer como retratos precisos como “Nothing Really Matters” ou “Me Voy”, onde Chan Marshall parece querer reafirmar mais uma vez (e já foram tantas vezes…) que não pertence a este mundo, que sua vida é eternamente errante e que ela jamais encontrou um verdadeiro motivo que pudesse arrancar um sorriso de seu belíssimo rosto.

Já pode ser considerado um dos grandes LPs deste 2018 tão trágico (ao menos para nosso colapsado e triste Brasil) e que está caminhando para mais um final sem nenhum motivo para esgares de felicidade. Aos quarenta e seis anos de idade Cat Power ainda seduz, acalenta e acolhe nossos corações e nossos ouvidos com carinho, ternura, beleza poética imensa e grandes canções. Não é pouco, aliás é uma imensidão de qualidade e deslumbre em um mundo onde até a música pop parece ter perdido totalmente o rumo e sua razão de existir. Grato por mais esse discaço, Chan. Ao menos agora temos mais uma ótima trilha sonora para nos confortar em nosso isolamento existencial e infortúnio emocional.

 

***A cantora começou há pouco nos EUA a turnê de divulgação do seu novo álbum. Quem sabe ela não aparece novamente no Brasil (onde tocou por algumas vezes, sendo que Zapnroll assistiu a uma gig inesquecível dela lá por 2009, na finada casa de shows Via Funchal).

 

***Mais sobre Cat Power e seu novo trabalho, vai aqui: https://www.catpowermusic.com/.

 

O TRACK LIST DE “WANDERER”

1.”Wanderer”

2.”In Your Face”

3.”You Get”

4.”Woman” (featuring Lana Del Rey)

5.”Horizon”

6.”Stay”

7.”Black”

8.”Robbin Hood”

9.”Nothing Really Matters”

10.”Me Voy”

11.”Wanderer/Exit”

 

E O DISCO AÍ EMBAIXO PARA AUDIÇÃO COMPLETA, ALÉM DO VÍDEO DO PRIMEIRO SINGLE DELE, PARA A MÚSICA “WOMAN”

 

 

LACROU! O JÁ QUASE VELHO MAS AINDA ÓTIMO (NO PALCO, PELO MENOS) FRANZ FERDINAND ARRASOU NA SUA GIG EM SAMPA – COM DIREITO ATÉ A CORO DE “ELE NÃO!” NO FINAL

Yep. Foi uma semana rocknroll beeeeem agitada na capital paulista. Ainda que o país esteja em chamas e ameaçado de eleger (graças a milhões de eleitores boÇALnaros selvagens, conservadores, imbecis e bestiais em nível extremo) um nazi fascista como presidente, ao menos o rock rolou farto na cidade. Teve Roger Waters, teve Peter Hook e Nick Cave. Tudo, vale repetir, em apenas UMA semana. E também teve Franz Ferdinand na sextona do feriado religioso nacional. E nesse o blog marcou presença. Foi a sétima vez que os escoceses liderados pelo vocalista, letrista e guitarrista Alex Kapranos baixaram no Brasil. Em Sampalândia a gig rolou na Tom Brasil (espaço ótimo como sempre, acústica muito boa, iluminação idem mas localização terrível pois é looooonge pra caralho, no cu da zona sul de São Paulo e ali só dá pra chegar mesmo de carro). E o local lotou em pleno feriado. Sendo que o show foi IN SA NO.

O FF pode já não ser mais em estúdio o grupo fodástico do primeiro e primoroso álbum, homônimo e lançado em 2004 (depois vieram mais quatro discos e a banda nunca mais acertou a mão em cheio como na sua estreia, sendo que “Always Ascending”, o mais recente e lançado no início deste ano, talvez seja o melhor trabalho de estúdio deles desde o primeiro cd). Mas ao vivo demonstrou que continua no gás total, com pique monstro e infalível em suas acepções de indie rock dançante com eflúvios claros do glam glitter rock de David Bowie, Marc Bolan e Roxy Music, além de algumas pitadas de Talking Heads. Fora que Kapranos, aos 46 anos de idade, continua um dínamo no palco, como se fosse um adolescente em início de trajetória musical.

Não deu outra: com um repertório bem equilibrado mas que privilegiou menos o novo disco e muito mais (claro!) o primeiro álbum, o FF deitou e rolou na Tom Brasil, levando as cerca de 4 mil pessoas que lotaram o local literalmente à loucura. E este velho mas ainda loker jornalista rocker, do alto dos seus quase 5.6 de vida, pulou como uma criança em boa parte da apresentação. Perdemos a vergonha e REBOLAMOS como uma BICHAÇA LOKA em “Lazy Boy” e “No You Girls” e só faltou nos jogarmos no chão quando eles dispararam “Michael”, aquele proto punk que em menos de 3 minutos conta a história do sujeito que vai com sua namorida a uma dance floor, lá conhece o Michael (“tão bonito, tão sexy…”) e se APAIXONA pelo dito cujo, hihi. Inclusive comentamos isso com dois amigos queridões (Dirlei e Renata), que estavam conosco assistindo a apresentação: o FF é uma banda com uma estética sonora bastante dançante, atrevida, subversiva e GAY, no final das contas (não à toa, haviam muitas bibas elegantérrimas, montadas, assanhadas e completamente desinibidas na plateia), o que é ótimo e se traduziu num ambiente que respirava liberdade musical, comportamental e de expressão. Tudo o que iremos perder daqui a duas semanas, caso o monstro nazi de extrema direita ganhar o pleito presidencial.

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De volta ao Brasil pela sétima vez, o escocês Franz Ferdinand arrasou em sua gig paulistana (acima), na semana passada, show que foi acompanhado por Zapnroll e amigos (abaixo)

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E o final foi lindaço e apoteótico como sempre em se tratando de FF: no bis tocaram, óbvio, “Take Me Out”, “Jaqueline” (que estas linhas online amam e que abre o primeiro disco do conjunto) e “This Fire”, em versão extra longa e que terminou de loucurar o povo já exausto àquela altura, de tanto dançar e berrar. O blog arrisca a dizer que talvez tenha sido o MELHOR show que presenciou do grupo até hoje (e olha que foi a quarta vez que os vimos ao vivo).

E teve a cereja no bolo: em um ambiente que parecia (e pelo jeito apenas parecia, mesmo e felizmente) dominado por coxinhas eleitores do nazista (afinal o ingresso mais barato custava 240 pilas), no intervalo da apresentação e antes do grupo voltar ao palco para o bis, começou um ENSURDECEDOR coro de “Ele NÃO!”, que dominou todo o ambiente da Tom Brasil. Foi lindo ouvir aquilo, de verdade!

 

 

UMA LINDA TARDE DE SÁBADO COM MILHARES GRITANDO E CANTANDO #ELENÃO – 150 MIL EM SP – 200 MIL NO RIO DE JANEIRO!!!

Faz tempo já que o autor deste espaço rock e político virtual vive em desalento por ter nascido e morar no Brasil. Sentimos um misto de vergonha e indignação (afinal aqui é o país em que coxas imbecis e eleitores bolsOTÁRIOS querem ensinar para os alemães o que foi o nazismo, ou que chamam Madonna de Merdonna e “beneficiária da lei Rouanet” porque ela aderiu ao #EleNão, ahahahaha), ainda mais agora que, perto do segundo turno das eleições presidenciais deste ano, nos damos conta de como grande parte da sociedade e do povo brasileiro se tornou SELVAGEM e BOÇAL ao máximo. Por isso o NAZISTA está aí, e vai receber milhões de votos também no segundo turno.

Mas NÃO VAI GANHAR a eleição. Porque há algumas semnas sentimos, depois de muito tempo, certo orgulho e MUITA SATISFAÇÃO de ser brasileiro. Estávamos todos lá no Largo Da Batata, em Pinheiros (zona oeste de Sampa). O blog, amigos queridíssimos e mais umas 150 MIL PESSOAS (no Rio foram 200 mil na Cinelândia). Um OCEANO de gente cantando, batucando, gritando #EleNÃO para todos ouvirem alto, muito alto. Lá pelas tantas, comentamos com um amigo, que estava conosco: “incrível o que está acontecendo aqui. Meus olhos estão marejados de tanta emoção por ver tanto carinho, afeto, tanta solidariedade humana, tanto RESPEITO e TOLERÂNCIA, tanta ARTE e CULTURA se manifestando, tantos cânticos diferentes, tantas cores e pessoas diferentes. Mas todas UNIDAS pelo mesmo sentimento de LIBERDADE e de RESPEITO ao ser humano”. Tudo o que NÃO EXISTE no outro lado, no pensamento fútil, vazio, preconceituoso, boçal, selvagem e MEDIEVAL dos eleitores que se espelham no seu “mito” nazi fascista.

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Imagem mais linda: na praça do bairro de Pinheiros, na capital paulista, 150 mil pessoas cantam e gritam “EleNÃO!”

Zapnroll ficou contente, muito, naquela tarde em Pinheiros. E mais do que nunca teve a certeza de que ele NÃO VAI GANHAR o que quer. Vamos barrá-lo, com a força das MULHERES, dos NORDESTINOS e do povo brasileiro que ainda pensa com a razão e não com o fígado.

Vote com a razão dia 28 agora. Apenas isso. O futuro de todos nós está em jogo, como nunca esteve nas últimas décadas.

 

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ZAPNROLL ANO 15 – A FESTANÇA ROCKER ARRASOU NA COMEDORIA DO SESC BELENZINHO!

As celebrações e “bebemorações” total rockers dos 15 anos do site e blog de cultura pop e rock alternativo Zapnroll não poderiam ter sido melhores. Um ótimo público compareceu à incrível comedoria do sensacional Sesc Belenzinho (em Sampa), para curtir os showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks.

E depois a esbórnia seguiu madrugada adentro, com a dj set de Finaski no sempre infernal open bar do Clube Outs, último bastião rock alternativo noturno do baixo AugustaSP. Quem foi, amou e deve estar morto até agora. Quem não foi perdeu. E perdeu MESMO: Zapnroll se despede e encerra com orgulho e no auge sua trajetória na blogosfera BR em dezembro próximo, após uma década e meia de ótimos e relevantes serviços prestados ao jornalismo cultural online brasileiro. E agradece imensamente a todos que nos acompanharam através do blog nesses 15 anos. Valeu galera, de coração!

Abaixo uma seleção em imagens dos melhores momentos da festa rocker arrasa quarteirão que invadiu o Sesc, e depois ainda se prolongou pela madrugada no clube OutsSP. As fotos são das gatíssimas Renata Porto e Gisélia Silva.

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Saco De Ratos, a banda liderada por Mario Bortolotto: blues rock de bebuns fodões

 

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The Dead Rocks: incendiou o povo com sua surf music instrumental fodona

 

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O blogger rocker e suas amigas gatas! (Samara, Renata, Flávia e Gisélia)

 

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Dupla de novos amigos queridos, ambos total do rock, claro: Sandro Saraiva (Sesc Belenzinho) e Zapnroll, bebemorando o sucesso do evento

 

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“Mestre de cerimônias” (rsrs) falando rapidamente sobre os quinze anos de Zapnroll

 

ENGENDRANDO PSICODELIA INSTRUMENTAL FODONA, EMA STONED SE DESTACA NA NOVA CENA ROCK ALTERNATIVA PAULISTANA

Em tempos onde o rock está praticamente morto tanto lá fora quanto aqui também, três garotas paulistanas não apenas insistem em manter sua fé no gênero musical que já foi um dos mais importantes de toda a história da música mundial (e que também mobilizou milhões de seguidores por mais de cinco décadas). Elas insistem em uma subversão e ousadia ainda mais radical, até mesmo para os padrões da cena rock alternativa da capital paulista: desde novembro de 2011 o trio feminino Ema Stoned investe em uma sonoridade apenas instrumental (sem vocais) e com forte acento psicodélico. Pode parecer loucura mas está dando certo, e já rendendo seus dividendos artísticos e de público também: a trinca tem tocado com regularidade nos espaços possíveis (que também são bem poucos atualmente) e começa a chamar a atenção de um público que vem crescendo aos poucos.

A banda começou como um quarteto. E decidiu se manter como trio e compondo material apenas instrumental depois que a quarta integrante, a guitarrista e vocalista Sabine Holler, se mudou para a Alemanha. Ficaram Alessandra Duarte (guitarras), Elke Lamers (baixo) e Jéssica Fulganio (bateria). E mesmo lutando com muitas dificuldades elas permanecem juntas até agora, sete anos após a fundação do grupo. Zapnroll as viu ao vivo há algumas semanas em São Paulo, na comedoria do Sesc Belenzinho, onde abriram para o também trio (e nome já clássico e lendário do rock BR dos anos 80) Violeta De Outono. O blog ficou realmente impressionado com a potência sonora do conjunto, e com suas ambiências psicodélicas construídas em longas e envolventes passagens instrumentais. Desta forma, não poderíamos deixar de destacar o trabalho do trio neste espaço rocker online. Para tanto fomos conversar com as três instrumentistas para saber um pouco mais sobre a trajetória delas até o momento, além de saber como é lidar com uma banda de rock psicodélico e instrumental nos dias que correm.

Os principais trechos deste bate papo você confere aí embaixo.

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O trio psicodélico instrumental paulistano Ema Stoned: um dos destaques da novíssima cena alternativa paulistana e nacional

 

Zapnroll – A banda já tem um tempo razoável de existência mas ainda longe de ser conhecida do grande público. Então para quem ainda não conhece o Ema Stoned, dê um resumo da trajetória do grupo até aqui, como e quando ele foi criado etc.

 

Jéssica Fulganio – Ema Stoned começou oficialmente em Novembro de 2011 no formato de quarteto que durou até 2013 quando saiu nosso primeiro EP Gema. De lá pra cá lançamos um EP ao vivo, Live from Aurora (2016) e o single Proxima b (2017), que saiu pela coletânea da Levis no projeto Original’s Studio. Estamos passando com a “Around Galaxies Tour” em festivais pelo país e nosso primeiro álbum full sai em 2019.

 

Elke – Acho que a Jéssica resumiu tudo.

 

Zapnroll – Em um momento onde não há muito espaço na mídia e interesse do público pelo rock, o Ema Stoned começa a chamar a atenção fazendo um trabalho musical nada convencional, investindo em canções apenas instrumentais e com forte acento psicodélico. Como se deu a opção por esse estilo (instrumental e psicodélico) e o que vocês acham que podem alcançar com esse trabalho.

 

Jéssica – Com a ida da guitarrista/vocalista Sabine para Alemanha decidimos seguir como trio já que boa parte do repertório era instrumental. Foi o caminho natural. Passamos um período redescobrindo nossas músicas, tocando com outras pessoas e maturando novas ideias. Nossa sonoridade não foi desenhada a partir de um estilo ou formato pré-estabelecido, mas sim por meio do mix das nossas individualidades e referências.

 

Elke – Não foi uma escolha, o som surgiu naturalmente quando começamos a nos reunir, mesmo antes de trocarmos referências. As músicas já eram em maior parte instrumentais, e com a partida da Sabine aí sim foi uma opção, continuamos com as composições em trio.

 

Alessandra Duarte – Acho que conseguimos alcançar os públicos mais diversos com esse tipo de trabalho. Acredito que a música instrumental pode criar um canal de acesso para uma conexão consigo mesma/o, atravessando as pessoas de formas diferentes, onde cada uma/um pode criar e acessar a sua própria história dentro de si.

 

Zapnroll – Quais artistas do rock nacional e mundial vocês podem citar como influência direta no trabalho que vocês desenvolvem.

 

Jéssica – Morphine, Acid Mothers Temple, Velvet Underground, Meat Puppets.

 

Elke – Mutantes, Pink Floyd, Sonic Youth.

 

Alessandra – Ash Ra Tempel, Blonde Redhead, Can, Radiohead.

 

 

Zapnroll – A banda já é conhecida fora do Brasil? Há planos para se fazer algo em torno de construir uma carreira no exterior?

 

Jéssica – O Gema no seu lançamento teve uma resposta muito bacana em países da Europa e Ásia. Alcançamos também EUA, Austrália e Argentina. Há tempos recebemos convites para tocar fora mas ainda não conseguimos alinhar uma mini tour sustentável.

 

Zapnroll – O que você gosta e não gosta na atual cena do rock independente nacional.

 

Alessandra – Acho que tá surgindo uma nova onda de experimentalismo no rock que sai do formato de canção, mistura noise, drone, barulhos não identificados, com uma pegada ritualística que tem me interessado bastante. Também tem surgido umas bandas de mulheres que estão dando uma nova cara pro rock. Não gosto quando o rock é muito pop ou previsível, muito menos quando o negócio fica muito mental, tipo martelada de notas na cabeça que para mim acaba virando um exibicionismo sem sentido.

 

 

Zapnroll – Novamente, é visível que o rock atravessa um momento de baixa, não apenas aqui mas no mundo todo. O público parece mais interessado em gêneros musicais mais acessíveis e de fácil digestão, como música pop e eletrônica (lá fora), e sertanejo e funk (por aqui). Como furar esse bloqueio e voltar a fazer com que as pessoas se interessem pelo bom e velho rocknroll?

 

Elke – O rock teve seus momentos de glória, de novidade, talvez pra voltar à tona novamente tivesse que se reinventar, ele já anda por aí disfarçado de pop, dissolvido em outros estilos. Não sei se é um bloqueio que queremos furar, coexistimos em proporções muito diferentes, são universos paralelos…

 

Alessandra – Eu tendo a pensar que, como a reconstrução do mundo, o futuro do rock é feminino.  Acho que já cansamos um pouco dessa energia masculina que sempre predominou o mundo do rock e está na hora de escutarmos e sentirmos mais atentamente o que a experiência de ser mulher no mundo pode nos dizer e trazer através da música.

 

Zapnroll – Planos futuros da banda?

 

Elke – Lançar um álbum em 2019.

 

Alessandra – Por enquanto estamos focadas no #EleNão antes de qualquer outra coisa.

 

***Mais sobre o Ema Stoned, vai aqui: https://www.facebook.com/EmaStoned/. E aqui também: https://www.emastoned.com/?fbclid=IwAR2Ndb9nW56kxLIAD8-jviVzI9SU3jetkgXHo8hZYneOpGZ3psvJI5t2CXE.

 

 

UM EXGERO DE TESÃO E GOSTOSURA NO POST DE 15 ANOS DO BLOG ZAPPER: UMA MUSA ROCKER PRA ENLOUQUECER NOSSO LEITORADO MACHO (CADO), ULALÁ!

Ela é linda, doce, meiga, total do rock e costuma enlouquecer o povo que frequenta baladas alternativas do baixo Augusta (em Sampa), onde volta e meia atua como hostess (e que hostess, wow!) de bares como o do Netão (onde estará nessa noitona de sextona pré eleição do segundo turno) e o Clube Outs. E como estas linhas online sempre a admirou e sempre teve enorme carinho e simpatia por ela (além de uma amizade bem bacana), não poderíamos deixar de convidar a garota para fazer um ensaio pra lá de sensual nesse espaço virtual.

Assim, podem se deleitar avonts. Com vocês a lindaça, mega sensual e incrível Nay In, a nossa musa dos quinze anos de Zapnroll. Apreciem sem moderação alguma!

 

(fotos: Otavio Macedo – @visionsp.br)

 

MUSA NAY IN

Nome: Nayanny Ito Nogueira.

Idade: 25 anos.

Nasceu em: São Paulo.

Mora em: São Paulo, capital.

Com quem: tios e avó.

No que trabalha e estuda: Hostess e DJ, formada em audiovisual.

Três discos: “Living in Darkness” (Agent Orange), “Wasted Again” (Black Flag) e “Houdini” (Melvins).

Três artistas ou bandas: Adolescents, Dinosaur Jr, e Stone Temple Pilots.

Três filmes: “Kids”, “Taxi Driver” e “Clube da Luta” (um quarto filme pode ser “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”).

Três diretores de cinema:

Tarantino, Tim Burton e Alfred Hitchcock.

Um livro: “Veronika decide morrer”.

Um escritor: Paulo Coelho.

Um show inesquecível: Dinosaur Jr no Cine Joia.

Sobre

Sexo: é algo que precisa fluir naturalmente, atração não tem uma regra pré estabelecida, mas acho que nosso gosto muda muito de acordo com a nossa frequência de vida.

Drogas: experimentei algumas na adolescência, foi importante pra compreender/saber como lidar com as pessoas, mas não tenho nenhum vício.

E rocknroll, claro: foi o que começou a mover minha vida, a sensação causada pela música faz você se conhecer, se descobrir, se libertar, aprender a sentir, mesmo quando não tem uma letra tão óbvia, a atitude rock’n roll faz você questionar as coisas “será que está tudo certo e eu só preciso seguir… ou eu quero meu espaço porque não concordo com isso?”.

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Com quantos desejos construo meu amor por você…

 

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Um dia conto meus segredos mais secretos a alguém especial…

 

 

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Não basta ser bonita, tem que ser do rock!

 

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Vermelho básico escondendo um corpo em chamas

 

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Linda, rocker, tatuada e mortalmente sedutora!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Disco: o novo e lindão da Cat Power, óbvio.

Livros: estas linhas online estão devendo algumas resenhas literárias de ótimos lançamentos independentes que chegaram até nossas mãos nas últimas semanas. E assim que passar a loucura destas eleições presidenciais sinistras ao cubo, iremos falar detalhadamente aqui de “Fogo, fatos e frangos” (da sereia loka e gatíssima Flávia Dias, que inclusive já foi também musa rocker do blog), “Macumba rock” (do jornalista e brother Jesse Navarro) e de “De analgésicos e opióides”, da escritora e poeta (e querida amiga zapper) Tatiana Pereira. Todos bacaníssimos e que mantém a chama literária alternativa vibrando em um país onde a cultura está cada vez menos prestigiada e onde as pessoas leem cada vez menos. Assim, podem aguardar nos próximos posts mais infos sobre estes livros, promessa de blogger fináttico fanático por livros.

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A sereia loka e linda Flavinha Dias, e seu primeiro livro, lançamento da Bar Editora

 

Show indie: na correria total (já é noitão de sexta feira) o blog está indo pro baixo Augusta, para prestigiar a gig do Cenário Liquído, nova empreitada musical do guitarrista, cantor, compositor, poeta, letrista e professor Edner Morelli, velho chapa destas linhas bloggers rockers. Se você estiver a fim de colar lá também, corre que ainda da tempo: o grupo liderado por ele sobe ao palco do Augusta 339 (na rua Augusta no mesmo número, oras) a partir da meia noite.

 

 

E AGORA É THE END MESMO!

Yep. Postão ficou grandão e bacanão como sempre. E no domingo tem segundo turno de uma eleição decisiva para o futuro do Brasil. Pense nisso quando for votar. Diga NÃO gigante ao retrocesso, ao autoritarismo de extrema direita e ao fascismo que ameaça a todos nós. Vote em quem pode manter o país livre, democrático, liberto e sem ódio e violência. Fica o apelo sincero destas linhas sempre libertárias, diretamente ao coração de seu amado leitorado. Vote bem neste domingo!

E logo menos a gente volta aqui com novo post daquele que é, há década e meia, o blog de cultura pop e rock alternativo mais legal e RESPEITADO da web BR. Beijos pra todos vocês!

 

(amplaido, atualizado e finalizado por Finatti em 26-10-2019 às 22hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL EXTRA!!! Informando OFICIALMENTE a data e local da mega festona de quinze anos do blog zapper, falando do show (com ingressos esgotados) do Ira! semana que vem no Sesc Belenzinho em Sampa, e muito mais! – Novo postaço zapper no ar! E em edição especial sobre o pós punk inglês dos anos 80 e também dos anos 2000, o blog analisa em detalhes o novo discão do grupo Interpol, além de celebrar os quarenta anos de existência de dois gigantes da história do rock, os ingleses do Echo & The Bunnymen e do Bauhaus; mais: a “invasão” da armada brit oitentista que vai acontecer no Brasil (e em Sampa, claro!) de setembro a dezembro, os livros sobre o gigante Lula que foram lançados, o grande HORROR golpista político e jurídico no país às vésperas das eleições presidenciais, e mais isso e aquilo tudo no espaço blogger que é campeão na blogosfera BR de cultura pop já há quinze anos! (postão gigantão totalmente ampliado e finalizado em 6-9-2018)

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Em mega postaço especial sobre o pós punk, o blogão zapper analisa em detalhes o novo discão do trio americano Interpol (acima), além de falar dos quarenta anos de existência de um dos maiores nomes do rock mundial em todos os tempos, o inglês Echo & The Bunnymen (abaixo)

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MAIS MICROFONIA – AGORA VAI! A MEGA FESTA DE QUINZE ANOS DA ZAPNROLL ACONTECE MÊS QUE VEM EM SAMPA, NO SESC BELENZINHO, UHÚ!

O site e blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR chega a uma década e meia de existência. E para celebrar, vai ter uma comemoração à altura da data! No próximo dia 19 de outubro, sexta-feira, a partir das 9 e meia da noite, a comedoria do Sesc Belenzinho na capital paulista, recebe dois showzaços dos grupos Saco De Ratos e The Dead Rocks, que vão tocar o puteiro e o terror rocker para festejar o niver zapper. Bora lá!

E após a maratona rock ao vivo no Sesc, ainda vai rolar uma after party show no Clube Outs (localizado na Rua Augusta, 486, no centro de Sampa), com dj set especial do blog, a partir da uma e meia da manhã. O Outs também existe há 15 anos, é o último reduto rocknroll da cena alternativa noturna do baixo Augusta e vive lotado nos finais de semana, graças ao vitorioso sistema open bar (pague um preço fixo e beba até cair!) implantado pela casa há quase 5 anos. Não dá pra perder!!!

Quem vai fazer a festa e tocar o puteiro e o terror rock no Sesc Belenzinho:

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***Saco De Ratos – a banda de blues rock existe há mais de uma década e já gravou quatro álbuns. É um dos destaques da cena independente brasileira e paulistana e cujo vocalista e letrista, o escritor, poeta e dramaturgo Mário Bortolotto, é um dos destaques da cena literária marginal brasileira há mais de vinte anos. Mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/BANDA-SACO-DE-RATOS-121151831228419/?fb_dtsg_ag=AdwjGDA39anTwQWKwrhAh9__oSTdyWkXiqrbKrZ85SIvOw%3AAdwCc08wU0iZzIGbX9yn0oKlNzZ99N-e7nKKtr2TNScTbA.

 

***The Dead Rocks – O trio baseado no interior paulista (na cidade de São Carlos) existe há uma década e meia e nesse período se transformou num dos principais nomes do estilo surf music no rock alternativo brasileiro. Compondo apenas temas instrumentais e com quatro discos editados, a banda alcançou tanto prestígio para o seu trabalho musical que já excursionou pela Europa e Estados Unidos, onde também lançou alguns EPs e participou de coletâneas com músicas de sua autoria. Não tocam na capital paulista há um bom tempo já, de modos que será uma ótima oportunidade para os fãs da cidade se reencontrar com o grupo ao vivo ou para conferir a potência sônica deles no palco pela primeira vez. Mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/thedeadrocks/.

 

Ingressos à venda em breve no site do Sesc Belenzinho, aguardem! E tudo sobre o festão você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/460162691145863/?active_tab=about.

 

***E SEMANA QUE VEM TAMBÉM NO SESC BELENZINHO TEM IRA! – Conforme estas linhas zappers imaginavam os ingressos para os dois shows que o Ira! irá realizar no final da semana que vem (dias 14 e 15 de setembro, sexta-feira e sábado), na comedoria do Sesc Belenzinho (unidade da entidade que fica no bairro do Belém, zona leste de Sampa, aliás como todas as unidades do Sesc esta também é sensacional), se EVAPORARAM do site (e também na compra física) em menos de 24hs. Os tickets começaram a ser vendidos ANTEONTEM. Já acabaram – a comedoria do Belenzinho não é grande, cabem umas 500 pessoas lá. E com o Ira! tocando na íntegra e ao vivo o seu fodástico terceiro disco de estúdio, o “Psicoacústica” (lançado em 1988, daí a turnê comemorativa pelos 30 anos dele), não tinha mesmo como ser muito diferente o sumiço das entradas em velocidade recorde. Sendo que o blog se sente algo contente e orgulhoso nessa parada. Contente porque além de admirar pra carajo a banda, também é amigo pessoal da dupla Scandurra-Nasi há séculos. E orgulhoso porque o texto do press kit sobre o evento e sobre o LP em questão é de nossa autoria. Sim, o Sesc confiou este trabalho ao jornalista rocker aqui, não apenas pela amizade que ele mantém com a banda mas também por (modéstia às favas) conhecer profundamente a trajetória dos Irados e as nuances que permeiam “Psicoacústica”. De modos que estaremos por lá na semana que vem, já que temos par de convites disponíveis (cortesia do Sesc) pra ir lá na gig. Pra quem não vai: sorry, hihi.

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Zapnroll (acima) e o bacanudo press kit criado pelo departamento gráfico e de divulgação do Sesc Belenzinho, para divulgar o showzão do Ira! que rola lá semana que vem, e cujo texto encartado no kit (abaixo) foi produzido pelo autor do blogão zapper

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock alternativo, a política e o comportamento)

 

***LULA ONTEM, LULA LIVRO, LULA LIVRE, LULA SEMPRE! – Foi realmente emocionante o evento realizado no último dia 13 de agosto em Sampa, por conta do lançamento oficial e nacional do livro “Lula Livre – Lula Livro”, coletânea de textos organizado pelo jornalista e queridão deste espaço online Ademir Assunção, e que conseguiu reunir num volume extraordinário (e que estava sendo vendido por módicos 15 dinheiros durante o evento, sendo que os exemplares à disposição do público se esgotaram rapidinho), textos e poemas de artistas variados, como poetas, cantores, compositores, rappers etc (estão no livro, entre outros, textos de Chico Buarque, Augusto de Campos, Alice Ruiz, Carlos Rennó, Sergio Mamberti, Paulo Lins etc.). E boa parte desses artistas compareceu ao lançamento, que lotou as dependências do já lendário, mitológico e histórico teatro Oficina, lar do grupo homônimo criado há décadas pelo gênio gigante que é Zé Celso Martinez Correa, um dos monstros sagrados de toda a história da dramaturgia brasileira. Foram lidos textos no pequeno palco montado, mostrados vídeos, entoados hinos e canções eivadas de sentimento de liberdade, de apoio total à democracia e a tudo que importa ao ser humano: respeito às minorias, aos negros, às mulheres, aos gays, além de um não gigante ao retrocesso comportamental, ao arbítrio, a intolerância, ao discurso de ódio boçal que tornou o país uma nação de pensamento binário, ao reacionarismo de extrema direita e, principalmente, a prisão política e completamente injusta e surreal do maior líder popular que este pobre Brasil (uma nação vilipendiada por golpistas imundos em esferas variadas: na política, no Judiciário etc.) já teve. Ele mesmo, Luis Inácio LULA da Silva, o MELHOR PRESIDENTE que o Brasil teve em pelo menos 50 anos. O blog poderia escrever um LIVRO aqui sobre como foi bacana a aquela noite. Mas tenta resumir sua emoção e orgulho de ter participado do evento dizendo que, sim, a VERDADE e a JUSTIÇA irão prevalecer e VENCER no final de tudo. Apenas fica-se questionando do por que dessa dicotomia apavorante: a NATA da arte e da cultura brasileira reunida numa segunda-feira à noite na capital paulista pedindo LULA LIVRE, enquanto a sociedade e povo do país, quase como um todo, se deixando contaminar por uma ignorância abominável e monstruosa e se mostrando propensa a eleger como presidente um BOÇAL e BESTIAL herdeiro maldito da pior escrotidão (em todos os sentidos) que já houve na história do país, a ditadura militar. É isso mesmo que o brasileiro quer, ter como presidente um mentiroso, asqueroso, crápula, também escroque e pilantra (que enriqueceu como deputado federal durante 30 anos, nos quais não fez absolutamente NADA digno de nota como político) e que ainda por cima é homofóbico, racista e machista ao máximo. Só pra saber… Foi lindo o evento. E a melhor imagem do que rolou no Oficina, para resumir tudo, é a que está aí embaixo: Finaski (com sua amiga Silvia Fasioli) ao lado de um GIGANTE da história política nacional, um dos ÚNICOS políticos realmente DECENTES em grau máximo deste Brasil corroído pela corrupção. Ele mesmo, o “velhinho” mais fofo de todos e nosso eterno senador, a quem sempre daremos nosso voto. Um beijo no seu coração ever, Eduardo Suplicy!

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Finaski, sua amiga Silvia e o gigante (como político e como ser humano) Eduardo Suplicy (acima), no lançamento do livro “Lula Livre – Lula livro”, em São Paulo; abaixo no mesmo evento o senador, ladeado pelo diretor de teatro Zé Celso Correa e pela poeta Alice Ruiz

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***Mais Lula em livro – yep, outro lançamento em torno do ex-presidente Lula é “A verdade vencerá – o povo sabe por que me condenam”, volume editado pela Boitempo editorial e onde o ex-presidente concede uma enorme entrevista a um grupo de jornalistas, em bate papo organizado por Ivana Jinkings e Juca Kfouri, além de textos complementares escritos por Eric Nepomuceno e Rafael Valim. Vale muito a pena ler e tomar contato com uma radiografia textual isenta e escrita por gente séria e por alguns dos principais nomes do jornalismo brasileiro, para que se possa entender todo o imundo processo político golpista que segue em curso no país, às vésperas de mais uma eleição presidencial – talvez a PIOR eleição desde que o país se redemocratizou.

 

*** O BRASIL E O ROCK BR NO FUNDO DO ABISMO SEM FUNDO – Quando uma cadeia varejista de lojas como a gigantesca Americanas chega ao completo desplante de vender (pelo seu site) dois modelos de camisetas (um enaltecendo BolsoNAZI; outro contra Lula, o MELHOR presidente que este país já teve em pelo menos 50 anos), a conclusão é inefável: essa MERDA monstro chamada Brasil chegou mesmo ao fundo de um abismo que parece não ter nenhum fundo. E não só. Segundo reportagem da revista Carta Capital, olhem só a “inspiração” visual para os modelos: “as peças têm inspiração estética em BANDAS DE ROCK, como o modelo que imita a camiseta-símbolo do grupo punk RAMONES. Em vez do nome dos integrantes da banda, como no modelo original, consta o lema bolsonarista “Deus acima de todos / Brasil acima de tudo”. A águia americana, por sua vez, foi trocada por uma estrela com a data de proclamação da República”. Que DESASTRE e que nojo. Depois questionam por que o rock MORREU nessa porra horrenda de país cu tropical, não abençoado por NENHUM Deus (seja lá o que for Deus) e habitado por milhões de asnos, ogros, idiotas, imbecis, ignorantes, BURROS, conservadores, sem cérebro, reacionários, boçais e MEDIEVAIS no comportamento e pensamento. É esse povo triste, indecente, ordinário e bolsOTÁRIO que irá votar no “mito”. E boa parte desses JUMENTOS machistas, misóginos, racistas e homofóbicos é que empunham a BANDEIRA do rocknroll hoje em dia no bananão falido. Que triste fim pro Brasil e pro “roqueiro” brasileiro, jezuiz… (adendo: após a publicação da reportagem no site da CC, as lojas Americanas RETIRARAM da venda no seu site os tais modelos das camisetas. Menos mal…)

 

***A “INVASÃO” BRASILEIRA DO PÓS-PUNK INGLÊS DOS ANOS 80 – como este postão que você está começando a ler agora é especial e focado na vertente pós punk do rock mundial (seja o pós punk oitentista ou de bandas atuais, como o grande Interpol), não poderíamos deixar de mencionar a autêntica “invasão” que o estilo irá promover na terra brasilis entre setembro e dezembro vindouros. De modos que o blog zapper dá abaixo seu PITACO sobre as atrações que vêm aí, todas célebres no pós punk britânico dos anos 80.

 

***Peter Murphy e David J.: ou MEIO Bauhaus, que vão relembrar seus clássicos das tumbas em Sampalândia, dia 7 de outubro, no Carioca Clube. Pois então, os maiores morcegões trevosos da cena goth inglesa também celebram 4 décadas de sombras sonoras este ano. Tudo começou em 1978 e yep, sempre gostamos MUITO deles. Mas fato é que solo o vocalista Peter Murphy (uma BICHAÇA loka e das trevas que enlouqueceu garotos e garotas darks no auge do conjunto, lá por 1983) nunca funcionou e passou longe da genialidade musical conseguida quando ele estava junto com Daniel Ash (guitarras), David J. (baixo) e Kevin Askins (bateria). Vimos Pedro Morfético solo em sua primeira visita a Sampa, em fevereiro de 2009 (na finada Via Funchal). Na metade da gig Zapnroll já estava de saco cheio e rezando pra aquilo acabar logo. Agora vamos lá ver esse meio Bauhaus mesmo porque Peter, com mais de 60 anos nas costas, continua com o vocal super em forma e porque o show vai contemplar apenas Bauhaus em seu set. E além de tudo vai ser ótimo e bizarro encontrar aquele monte de gótico velhão e com a pança à mostra, todos reunidos no mesmo local e todos com capotões pretos, claro!

 

***Nick Cave: uma semana depois do meio Bauhaus, o gênio e já icônico Nick Caverna também aterrissa em Sampa, em 14 de outubro. Quase sessentão, Nick continua em plena forma e atividade e segue lançando discos ótimos. Esteve uma única vez no Brasil, em 1988 (lá se vão 30 anos…), e estas linhas online estavam naquele show, lá no saudoso ProjetoSP. Foi inesquecível. Agora vamos TENTAR ir novamente, porque credencial não iremos pedir (o show é produzido por aquele jornalista e “bloggero” pobreloader, hihi, de modos que…) e dindin pra comprar ingresso não tá fácil. Mas vamos verrrrr…

 

***New Order: totalmente DISPENSÁVEL a essa altura do campeonato. E sinceramente não dá pra entender porque tá todo mundo esperneando por conta do show único da banda este ano no Brasil, em SP, dia 28 de novembro. Na boa: quando aqui esteve pela primeira vez, também em 1988, o NO ainda estava no auge e fez uma apresentação histórica, memorável e inesquecível (o blog estava nela) no ginásio do Ibirapuera. Depois, entre paradas e retomadas da carreira, o grupo volto aqui em 2006 (também na saudosa Via Funchal), já não era nem em sonho mais ótima banda que tínhamos assistido ao vivo 18 anos antes mas a gig ainda assim foi razoável. Depois ainda assistimos os sucessores do Joy Division uma terceira vez, no Ultra Music Festival em São Paulo, em dezembro de 2011. Foi o horror total: o vocalista Bernard Sumner gordo (e sem pudor algum em ostentar a barrigona) e preguiçoso ao vivo (e sem voz também), a banda sem o baixista fodão e ícone que é Peter Hook e por aí foi. Conseguiram destruir a si próprios em uma versão ao vivo lamentável do ultra clássico “Blue Monday”, parecendo uma banda COVER de si mesma de quinta categoria. Este jornalista ficou realmente bodeado naquele show e só não saiu mais puto do estacionamento do Anhembi porque estava com uma credencial máster (de jornalista) pendurada no pescoço e que o permitiu ir na área vip open bar, onde tomou todo o whisky que pôde com energy drink. Moral da história: o zapper saiu completamente alucicrazy do festival e foi VOANDO atrás de cocaine, claaaaaro! Bien, depois disso a Nova VELHA Ordem ainda voltou pra cá (o grupo já tinha virado carne de vaca) no Lollapalooza BR 2014 e literalmente CAGAMOS pra assisti-lo ao vivo novamente. Yep, em estúdio o conjunto segue ok (“Music Complete”, lançado em 2015, é bem bom), mas ao vivo vamos passar bem longe pois achamos (achamos não, temos certeza) de que não vale mais a pena. A não ser que você nunca tenha visto eles ao vivo. Aí quem sabe…

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Bauhaus (pela metade, no caso da gig brazuca) e Nick Cave (acima), e New Order e Morrissey (abaixo): todos eles vêm ao Brasil entre setembro e dezembro

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***Morrissey: ah, a velha bexa dos Smiths de volta ao Breeeziiilll… e daí. Daí que Morrisséia está cada vez mais rabugenta e chata com o avançar da idade. Se ainda está em forma em cima de um palco, não sabemos. Os Smiths são uma das 5 bandas da nossa vida (ever) e vimos Moz uma única vez ao vivo e solo, quando ele esteve aqui pela primeira vez em 2000 (lá no finado Olympia SP). Foi lindão, inesquecível e depois nunca mais conseguimos vê-lo novamente on stage. Até queríamos ir esse ano novamente (seu último cd solo dá pro gasto) mas o foda é que na mesma noite do show (2 de dezembro) vai ter também em Sampa L7 com Pin Ups. E vamos preferir ir no segundo.

 

***Fora essa autêntica “invasion” pós punk inglesa dos 80, ainda vai rolar Kasabian (setembro, 30), Peter Hook (dia 10 de outubro, e talvez valha mais a pena ver ou rever este do que o New Order), Franz Ferdinand (outubro, dia 12, mas esse também já deu, né), Noel Gallagher (ainda a confirmar) etc. A pergunta é: quem tem dinheiro pra ir em tudo isso, rsrs. O autor deste blog definitivamente não tem, rsrs.

 

***Não esquecendo: é já em outubro a mega e oficial festa de quinze anos do blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR. Vão ter showzaços do The Dead Rocks e do Saco De Ratos. E depois ainda vai ter after party com dj set do blog no Clube Outs, o open bar rocker mais infernal do baixo Augusta SP. Tudo no dia 19 de outubro, sexta-feira, wow! Logo menos a gente divulga aqui o local onde irão rolar os shows, pode esperar!

 

***E antes que o blog esqueça: a primeira tiragem do livro “Escadaria para o inferno” está quase esgotada. Restam poucos exemplares à venda na loja virtual do site da editora Kazuá. De modos que se você ainda não comprou o seu exemplar, vai JÁ aqui e faz seu pedido: http://www.editorakazua.net/prosa/escadaria-para-o-inferno-de-humberto-finatti.

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***E mais notinhas irão entrar aqui na Microfonia ao longo da semana vindoura. Mas por enquanto vamos já direto ao ponto e ao que interessa aí embaixo: o novo discão daquele que ainda é o grande nome do pós punk dos anos 2000, o trio americano Interpol. Bora lá!

 

 

AUSENTE HÁ QUATRO ANOS DOS ESTÚDIOS, O GOTH E INDIE NOVA IORQUINO INTERPOL RETORNA COM TALVEZ SEU MELHOR ÁLBUM DESDE A ESTREIA DA BANDA

Das zilhões de bandas que surgiram no chamado “new rock” (ou indie rock alternativo) na virada dos anos 2000, uma das que Zapnroll mais gosta (e sempre gostou, e continua gostando) é o nova iorquino Interpol. Em tempos em que o rock praticamente MORREU (aqui e lá fora também), em que grupos surgem e desaparecem na velocidade de um bólido e onde conjuntos novos, por melhores que sejam, não conseguem encontrar espaço para mostrar seu trabalho e muito menos público JOVEM interessado em ouvir sua música (esqueça: a pirralhada OGRA e BURRONA da era da web detesta fazer esforço mental, odeia música que a obriga a PENSAR e AMA música total irrelevante e mega RASA em sua construção, daí a ascensão irresistível e implacável do popão eletrônico e R&B pasteurizado lá fora, e do funk, axé e sertanojo aqui no bananão), o agora trio (ainda integrado pelo fundador, o vocalista, baixista e guitarrista Paul Banks, pelo também guitarrista Daniel Kessler e pelo batera Sam Fogarino) está resistindo bem ao tempo: foi fundado em 1997 e lançou seu primeiro álbum (o espetacular “Turn On The Bright Lights”) 5 anos depois, em 2002. E além de resistir bem ao tempo o grupo ainda está em grande forma e acaba de lançar aquele que talvez seja seu melhor trabalho de estúdio desde sua estreia em disco, há dezesseis anos. “Marauder”, o sexto álbum de músicas inéditas do Interpol, chegou ao mercado (nos formatos físico e virtual) na semana passada e não apenas traz de volta as ambiências sonoras sombrias engendradas pelo conjunto em sua estreia, como faz isso através de melodias dançantes e envolventes e também com guitarras abrasivas e poderosas. Já é provavelmente um dos grandes lançamentos de 2018, no que ainda resta de relevante no rock mundial.

E por que estas linhas zappers gosta tanto do Interpol não é nenhum mistério. O blog sempre apreciou muito os vocais sombrios de Banks (que emulam quase à perfeição Ian Curtis) e a ambiência pós punk (circa 1980,1983) sinistra deles, bem na linha do Joy Division. Com um detalhe: mesmo EMULANDO tudo isso o Interpol sempre soou muito convincente e REAL em sua sonoridade, algo difícil de se ver no rock atual, ou no que ainda resta dele. Sim, a banda cometeu deslizes. O autor destas linhas bloggers não gosta do segundo disco deles, o “Antics”. E os três que vieram na sequencia eram ok, mas longe de reeditar o brilhantismo sonoro obtido em sua estreia. De qualquer forma, assistimos a um SHOWZAÇO deles em Sampa, na finada Via Funchal (em março de 2008, há mais de uma década, sendo que eles voltariam ao Brasil por mais duas vezes, em 2011 no extinto festival Planeta Terra, e depois em 2015 no Lollapalooza BR), quando a saudosa casa de espetáculos da capital paulista lotou e a banda brindou o público com uma gig acachapante em sua potência e energia no palco. De modos que sempre ficamos na torcida para que o conjunto voltasse ainda com um grande álbum.

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Capa do novo Interpol: discão!

Pois este retorno com este grande álbum finalmente se materializou em “Marauder”. Em suas treze faixas (sendo duas vinhetas curtas, batizadas de “Interlude I e II”) e pouco mais de quarenta e quatro minutos de duração, o trio reedita finalmente as nuances sombrias (em alguns momentos, quase sinistras) porém dançantes que marcaram o seu hoje já clássico primeiro cd. São melodias aceleradas e construídas com guitarras poderosas e que cativam o ouvinte já nas primeiras audições, o que fica evidente nas quatro primeiras canções do disco (“If You Really Love Nothing”, “The Rover”, “Complications” e “Flight Of Fancy”). “If You…”, que abre o disco, inclusive possui uma letra de consistência poética belíssima e ultra densa (veja a tradução mais abaixo, neste mesmo post) e acabou se transformando no terceiro single do novo trabalho, com direito a um espetacular vídeo de divulgação e onde a atriz deusa loira e XOXOTAÇO Kristen Stewart faz a loka, deitando e rolando com vários homens em um bar onde tudo acontece (duas garotas se beijando, povo loko bebendo Jack Daniel´s no gargalo etc, etc.), enquanto o Interpol surge tocando entre sombras e escuridão quase plena. Melhor impossível!

Há mais do mesmo nível na sequência, sendo que o disco mantém sua qualidade até o final da audição. Ok, ele poderia ser mais econômico e sucinto, com menos faixas e menor duração. Mas não há nada nele que comprometa o prazer, cada vez mais raro nos dias que correm, de se escutar um álbum quase perfeito do começo ao fim. No caso deste “Marauder”, cuja musicalidade nos remete diretamente à Londres do início dos anos 80 (em especial nas muito darks “Stay In Touch”, “NYSMAW” e “Surveillance”), esta quase perfeição sônica além de oferecer grande satisfação a quem a escuta ainda desvela que o Interpol, aos vinte e um anos de existência e com um front man ainda relativamente jovem (Paul Banks fez quarenta anos de idade em maio passado), poderá se manter em forma ainda por alguns anos, impedindo que (e sem trocadilho aqui) o triste rocknroll da estúpida era da web feneça de vez.

 

 

O TRACK LIST DE “MARAUDER”

1.”If You Really Love Nothing”

2.”The Rover”

3.”Complications”

4.”Flight of Fancy”

5.”Stay in Touch”

6.”Interlude 1″

7.”Mountain Child”

8.”NYSMAW”

9.”Surveillance”

10.”Number 10″

11.”Party’s Over”

12.”Interlude 2″

13.”It Probably Matters”

 

 

O DISCO PARA AUDIÇÃO AÍ EMBAIXO, NA ÍNTEGRA

 

 

E O TERCEIRO SINGLE, COM ÓTIMO VÍDEO PARA “IF YOU REALLY LOVE NOTHING”

 

 

UMA LETRA DO DISCO

 

“If You Really Love Nothing”

 

Se você realmente ama nada

Em que futuro construímos ilusões

Se você realmente ama nada

Nós esperamos em glória silenciosa

Se você realmente ama nada

Que parte da traição você quer negar?

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então é provavelmente um beijo

Adeus então

 

Se você realmente ama nada

Todo mundo é inventado

Todo mundo está perdendo

Se você realmente ama nada

Vamos dormir na glória silenciosa

Se você realmente ama nada

Como você pode estar lá

Você poderia simplesmente deixar para sempre

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então é provavelmente um beijo

Adeus então

 

Você pode traçar um buraco no seu vestido

 

Respiração é ótima

Lendo lembrar

A classificação final da semana

Melhor que sete outros homens

Imprudente das mulheres que quebram a dimensão

Eu sei que você poderia simplesmente partir para sempre

 

Quando eu encontrar minha casa

A próxima artéria

Esplêndido eu sangro toda a minha vida

Então vai ser um beijo de despedida então

 

Você pode traçar um buraco no seu vestido

E me dê adeus e um beijo

Eu vejo você traçar esse buraco no seu peito

Me dê um tchau e um beijo

 

 

HÁ 40 ANOS SURGIA NA CIDADE INGLESA DE LIVERPOOL (TERRA DE UNS CERTOS BEATLES) ECHO & THE BUNNYMEN, UM DOS MAIORES NOMES DO PÓS PUNK DOS ANOS 80 E DE TODA A HISTÓRIA DO ROCK MUNDIAL

Ninguém discorda de que o quarteto pós-punk inglês Echo & The Bunnymen foi um dos maiores nomes do rock britânico dos anos 80 e de toda a história do rocknroll mundial. Por pelo menos quase uma década (de 1980 até meados de 1988) a banda que em sua formação original e clássica tinha o sublime vocalista Ian McCulloch, o gigante (na qualidade e técnica instrumental) guitarrista Will Sergeant, e os ótimos Les Pattinson (no baixo) e Pete De Freitas (na bateria), reinou absoluta na Velha Ilha e foi aclamada unanimemente pela imprensa e pelos fãs. Foi nesse período de oito anos que o Echo lançou seus cinco primeiros e imbatíveis álbuns de estúdio, onde uma combinação de melodias e harmonias aceleradas e herdadas da simplicidade punk, se unia a ambiências psicodélicas e melancólicas egressas do melhor rock feito nos anos sessenta (com fartas referências e eflúvios de Beatles, Rolling Stones e The Doors), tudo dando suporte para as letras memoráveis (em sua construção poética) escritas por McCulloch. Se depois de 1988 e até hoje o grupo lançou uma série trabalhos sofríveis e que nem de longe lembram seu passado inicial e glorioso, não importa. Tampouco o fato de que da formação original só restam Will e Ian. Mas daqui a exatos dois meses Echo & The Bunnymen estará completando quarenta anos de existência. E nesse período ele já deixou inscrito para a eternidade seu nome entre aqueles que construíram com maestria e encantamento máximo a grande e imortal história do rock mundial.

Tudo começou em Liverpool (a cidade inglesa terra de uns certos Beatles) por volta de 1977, quando o então adolescente Ian McCulloch começou a cantar em um grupo local chamado Crucial Tree (considerado por muitos pesquisadores e estudiosos do rock inglês do período como sendo quase tão excepcional em sua musicalidade quando o Echo seria alguns anos depois). O grupo, no entanto, teve curta existência e logo McCulloch se juntou ao guitarrista prodígio Will Sergeant e ao baixista Les Pattinson, para formar o Echo & The Bunnymen – em tradução literal, “Echo & Os homens coelho”. E que foi batizado assim por, no princípio, não ter um baterista humano – o trio fazia seus registros sonoros acompanhado de uma bateria eletrônica, a Echo. Foi com essa formação e com a bateria eletrônica no fundo do palco que o conjunto fez sua estreia em novembro de 1978, em uma apresentação no Eric Club em Liverpool. É o marco zero da trajetória dos coelhinhos.

Daí em diante a fama do trio foi crescendo rapidamente, em função de suas ótimas composições e apresentações ao vivo. Quando a banda assinou com o selo Zoo Records e lançou seu primeiro single, “Pictures On My Wall”, em maio de 1979, a aclamação da imprensa britânica foi instantânea. Em julho do ano seguinte e já contando com o baterista Pete De Freitas em seu line up o Echo fez sua estreia em LP, editando o a um só tempo barulhento, climático e psicodélico “Crocodiles”, hoje considerado um clássico na discografia da banda. Nova aclamação da crítica, com a legião de fãs aumentando rapidamente e de maneira espantosa. Não parecia haver limites para a genialidade sonora do Echo & The Bunnymen.

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Os “Coelhinhos” em seu auge, no início dos anos 80 (acima); abaixo Ian McCulloch também nos anos 80, destruindo nos vocais ao vivo

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Nos anos seguintes e até por volta de 1988, o quarteto se manteve no topo em tempo integral. Lançou mais quatro álbuns impecáveis da primeira à última música de cada um deles e rodou o mundo com seu show, aportando pela primeira vez no Brasil em maio de 1987, para cinco apresentações inesquecíveis e sold out em São Paulo, além de tocar também no litoral paulista (na cidade de Santos) e no Rio De Janeiro. E quando retornou à Inglaterra, começou sua fase descendente. Primeiro o baterista De Freitas morreu em um acidente de moto em Londres, em 1989. Logo em seguida Ian McCulloch decidiu largar os Bunnymen para seguir em carreira solo. O que sobrou do Echo decidiu seguir em frente, lançando em novembro de 1990 o inexpressivo disco “Reverberation”, onde os vocais ficaram por conta do desconhecido Noel Burke. O trabalho foi um retumbante fracasso, tanto comercial quanto perante à rock press. E assim determinou o fim da primeira fase do conjunto, já que Will e Ian se reuniram novamente mas sob outro nome, Electrafixion, lançando um único e ótimo cd em 1995, intitulado “Burned”. O álbum era muito bom (contava inclusive com a participação especial do ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr) mas nem de longe vendeu o que os primeiros discos dos Bunnymen venderam.

Foi quando Will Sergeant e Ian McCulloch tiveram a infeliz ideia de voltar novamente como Echo & The Bunnymen. Com Les Pattinson novamente no baixo, o grupo lançou “Evergreen” em 1997. Um disco sofrível que inaugurava a segunda encarnação do conjunto, e que perdura até os dias atuais. Desde então a banda lançou mais seis trabalhos inéditos de estúdio, alguns razoáveis (como “Flowers”, de 2001, e “Siberia”, editado em 2005) mas a maioria demonstrando que aquele grupo de musicalidade absolutamente impecável e gloriosa dos anos 80, não mais existia. Além disso o baixista Pattinson abandonou definitivamente o grupo em 1999, e a voz outrora trovejante de Ian (que se tornou famoso pelo apelido de Big Mac) havia desaparecido, destruída por décadas de consumo de álcool, tabaco e drogas variadas. Por fim o conjunto acabou se tornando carne de vaca e figurinha carimbadíssima no Brasil: voltou novamente pra cá em 1999 (na turnê do fraquíssimo cd “What Are You Going To Do With Your Life”), em gig realizada na saudosa casa paulistana Via Funchal. No ano seguinte Ian voltou retornou ao país, em tour solo. Em 2002 o grupo fez nova aparição por aqui (na mesma Via Funchal) e aí não parou mais de excursionar na terra brasilis, tocando por diversas vezes em São Paulo no extinto Credicard Hall (atual Citibank Hall). E claro, a cada nova visita as performances ao vivo decaiam de qualidade a olhos vistos.

Zapnroll no entanto, sempre teve amor por aquele quarteto pós punk fantástico dos anos 80 e que lançou ao menos cinco LPs que podem figurar tranquilamente entre os cinquenta melhores de toda a história do rock (“Ocean Rain”, de 1984 e o preferido deles destas linhas rockers, está eternamente na nossa lista dos dez melhores álbuns de rock de todos os tempos). E por ter devotado esse imenso amor ao conjunto é que o acompanhou muito de perto durante toda a década de 80 e também na de 90, ouvindo os discos, assistindo a vários dos shows brasileiros e entrevistando os coelhinhos em algumas das coletivas dadas por eles aqui. Momentos em que a banda fez parte essencial da vida do autor destas linhas bloggers e que inclusive renderam algumas histórias bastante divertidas (leia mais abaixo, nesse mesmo post). E agora, ao rememorar as quatro décadas de existência do Echo & The Bunnymen, este jornalista se dá conta de que o tempo avança e não perdoa mesmo ninguém. Nem mesmo artistas, músicos e bandas. Talvez os Bunnymen já devessem ter se aposentado há anos, preservando um passado irretocável e que nunca mais irá voltar. Preferiram continuar, mesmo que flertando cada vez mais com a decadência irrefreável. Não importa: os cinco primeiros e inesquecíveis LPs daquele grupo que um dia surgiu em Liverpool e encantou o mundo para sempre, estarão em nossos corações igualmente para sempre e da mesma forma: encantando ad eternum quem quiser os escutar.

 

 

ECHO & THE BUNNYMEN – UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA DISCOGRÁFICA DA BANDA

 

Por Valdir Angeli, especial para Zapnroll

 

Conheci o Echo & The Bunnymen meio por acaso, lá pela virada de 1984 para 85. Por essa época eu, normalmente ávido por novidades no âmbito do rock e do pop, vinha ouvindo um bocado de Talking Heads, tinha conhecido o Prince, já tinha adquirido os novos lançamentos do Frank Zappa e do David Bowie (deste último o, para mim, fraco ‘Tonight’), mas achava que o rock estava precisando de uma boa sacudida; na verdade, o que eu achava que estava faltando já existia, mas eu ainda não tinha entrado em contato com o que as novas bandas inglesas – notadamente as de Manchester e Liverpool – andavam fazendo há algum tempo. Quase sem querer, folheando o jornal diário paulistano Estadão, dei de cara com um artigo no Caderno 2 (nota do editor do blog: caderno de variedades do diário e onde o jornalista zapper se tornaria repórter e colaborador anos depois, em 1988, integrando a lendária equipe da página de música editada por Luis Antonio Giron, e que tinha textos assinados por gente do calibre de Fernando Naporano e do saudoso Kid Vinil) sobre o lançamento no Brasil do último disco de um grupo de Liverpool de quem eu nunca tinha ouvido falar, um tal de Echo & The Bunnymen. Interessei-me de cara pelo conjunto, não só pelos elogios a ele contidos no tal artigo, mas também por sua procedência; afinal, se em tempos idos Liverpool tinha sido o berço do merseybeat e o Estadão elogiava tanto uma banda nova vinda de lá (infelizmente não me recordo quem era o articulista), coisa ruim ela não deveria ser, pensei. Movido pela curiosidade, adquiri às cegas logo em seguida o tal disco, o ‘Porcupine’, terceiro álbum por eles lançado, em uma das minhas regulares visitas à lendária Galeria do Rock, até hoje localizada no centro de São Paulo e um dos “points” rockers mais conhecidos do Brasil. A princípio não fiquei nem um pouco animado com o que ouvi, achei estranha e meio desagradável aquela maçaroca de guitarras tocando contra um arranjo de violinos que, segundo o que eu tinha lido no jornal (o disco nacional que eu comprei não trazia sequer ficha técnica) eram do violinista Lakshminarayana Shankar, que já havia colaborado com Peter Gabriel e John McLaughlin. Mesmo assim, gostei muito de uma faixa, chamada “Gods Will Be Gods”, e graças a ela em vez de tentar devolver o disco na loja ou encostá-lo num canto, resolvi repetir um procedimento que eu já havia feito anteriormente, com o álbum ‘Wonderwall’, do George Harrison, e com o ‘Whistle Rymes’, do John Entwistle, baixista do The Who, dois discos que, graças à minha persistência em ouvi-los após uma decepção inicial, acabaram se tornando praticamente dois discos de cabeceira pra mim. Minha ideia deu certo, de fato concluí que os caras desse tal Echo eram bons mesmo, como o artigo informava. Semanas depois, um amigo meu, do circuito das lojas de discos que eu freqüentava, jogou em minhas mãos uma fita cassete com gravações de grupos diversos (entre as quais fiquei conhecendo outras bandas do tal “pós-punk” inglês), contendo no meio duas das músicas do ‘Porcupine’, “The Cutter” e “The Back Of Love”, porém em suas versões de compacto, com arranjos bem diferentes e, aos meus ouvidos, muito melhores, e mais uma inédita dos Bunnymen, o “Never Stop (Discotheque)”, que de imediato me deixou encantado com seu arranjo cheio de cellos, toques em pizzicato e outros detalhes e ambiência que lembravam, e muito, aquela outra antiga banda de Liverpool; esse mesmo amigo também me fez ouvir um exemplar importado do ‘Porcupine’, através do qual pude perceber que muito do meu desencanto inicial com o long-play era fruto da péssima prensagem da edição nacional, cortesia da EMI-Odeon, que era quem, na época, prensava os lançamentos da Warner (distribuidora da Korova, a gravadora  do grupo) por aqui. “Ah, então era isso…! Acho que vou ter que ouvir mais coisas desses caras…”

Demorou mais alguns meses para sair no Brasil o álbum seguinte do Echo, mas nesse meio tempo um outro amigo me emprestou um compacto de doze polegadas deles, que tinha “The Killing Moon” nas versões “standard” e estendida, e mais uma gravação ao vivo sensacional, “Do It Clean”, que me fez conhecer outra faceta da banda, a porrada que era uma gravação ao vivo deles. Foi então, com grande ansiedade, que adquiri logo que saiu aqui ‘Ocean Rain’, quarto disco da banda. E como era de se esperar, caí de amores por ele logo na primeira audição (pois é, a prensagem nacional desse já era bem melhor). Passei a ouvir direto “Silver”, “Seven Seas”, “Crystal Days”… Era fantástico!

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“Crocodiles”, 1980

Um nada de tempo depois disso consegui, escarafunchando várias lojas especializadas, achar dois álbuns importados da banda, os quais comprei sem perda de tempo: ‘Heaven Up Here’, que continha as excelentes “A Promise” e “Over The Wall”, e logo em seguida o disco de estreia deles, ‘Crocodiles’, um álbum mais cru e básico, onde estava a versão original do “Do It Clean” (esse disco que eu achei era a versão americana; a inglesa não contém essa faixa) e as absurdas de boas “Rescue” e “Villiers Terrace”, além do “Read It In Books”, composição oriunda da banda anterior do cantor Ian McCulloch, banda essa que também contava com os geniais Julian Cope  e Pete Wylie.

A seqüência dos acontecimentos ia meio que em banho-maria até que, lá pelo final de 1985, após grande demora, surgiu mais um compacto deles na praça, o “Bring On The Dancing Horses” que, além de trazer no lado principal uma música de qualidade e que mantinha em alta o nível da banda, ainda continha no seu lado dois duas faixas das quais uma em particular, “Bedbugs And Ballyhoo”, acabou virando uma das minhas preferidas de sua obra para todo o sempre. Logo após, foi anunciado que o baterista, Pete De Freitas, havia deixado a banda.

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“Heaven Up Here”, 1981

Paralelamente no passar de todos esses meses, fui conhecendo outras bandas do tal “pós-punk” inglês como, entre outras, The Cure, Joy Division e sua continuação New Order, The Smiths, Bauhaus, Dead Can Dance, Siouxsie & The Banshees e, naturalmente, comecei a enquadrar os Bunnymen como parte integrante desse contexto; a partir daí, meu conceito a respeito do Echo foi se tornando mais relativo e minhas expectativas em relação à banda foram ficando mais exigentes e, como conseqüência disso, a forma de eu enxergar os discos do conjunto começou lentamente a mudar, fazendo com que eu, dia a dia, cada vez mais questionasse a sua música  (a do ‘Ocean Rain’ em particular), até que eu, por fim, não mais estava achando que o trabalho do grupo pudesse ser algo comparável a, por assim dizer, “a arte dos deuses”. Eu já começava, como hoje vejo com mais clareza, a olhar, se não a totalidade da obra do Echo, ao menos o ‘Ocean Rain’ – apesar de eu até hoje reconhecer entre suas faixas uma obra prima atemporal meio subestimada, o”Nocturnal Me”, carregada que é de elementos góticos e sombrios, pouco comuns no repertório do grupo –, suas composições, arranjos  e interpretações, quase como um esnobismo, uma coisa pretensiosa, como se esse disco fosse uma forma de auto-afirmação desnecessária – e até exagerada, eu acrescento – em sua desesperada tentativa de emular os Beatles e os Doors, referências onipresentes, quem sabe para tentar provar a todos (e talvez até a si próprios) o quanto eles eram superiores, como se eles pertencessem a uma casta acima da das demais bandas – a campanha do lançamento do ‘Ocean Rain’ anunciava ser esse “o maior álbum já gravado até então”.

Embora por conta disso meu entusiasmo pelo conjunto tivesse diminuído um pouco, nada impediu que em 1987, na ocasião em que foi anunciada a vinda da banda para apresentações no Brasil (e, melhor ainda, com o retorno do “portuga” De Freitas às baquetas), eu fosse um dos primeiros a entrar na disputada briga para adquirir um ingresso para os shows que ocorreriam no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, parte da turnê brazílica do  grupo. Consegui ir ao evento em duas noites, nos dias 12 e 15 de maio, e fiquei cara a cara com os gajos que ficaram bem na frente de meus olhos esbugalhados, com o direito de testemunhar o McCulloch tragando copos e copos de caipirinha entre uma música e outra, e de verificar “in loco” a exímia performance do “portuga” na bateria, além de tudo mais que, atônito, consegui captar no momento, incluindo execuções inéditas de faixas que fariam parte do lançamento que eles estavam prestes a fazer.

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“Porcupine”, 1983

E no final de julho desse mesmo ano esse esperado álbum (sem título, apenas ostentando o nome do grupo, talvez em mais uma alusão aos Beatles, que lá pelas tantas também haviam lançado um disco apenas com o seu nome, chamado informalmente de “album branco”) foi lançado, carregando a honra de ter em duas faixas a presença do próprio Ray Manzareck, dos Doors, como tecladista convidado. Uma delas, uma equivocada releitura, no meu modesto entender, de “Bedbugs  And Ballyhoo”, que se revelou uma escolha infeliz mas acabou tendo mais sucesso entre o público que a versão original; a outra em compensação, “Blue Blue Ocean”, para mim (não sei sei até hoje se por conotações emocionalmente fortes para mim na época ou pela sua mera excelência) foi outra das que estarão entre as minhas preferidas do grupo para sempre. No geral o álbum – que teve como hits (inclusive por aqui) “Lips Like Sugar” e “The Game” – foi bem recebido pelo público, principalmente nos Estados Unidos, se bem que não tanto pela crítica, e foi o primeiro a apresentar entre os convidados, além do Ray Manzareck, músicos como Jake Brockman, que faria parte de posteriores encarnações da banda; também foi o último a contar com as baquetas de Pete De Freitas, vítima fatal em um acidente de moto em 1989.

Uma tentativa de reformulação da banda após a morte do baterista e, para surpresa de todos, após a saída de McCulloch, que optou por seguir carreira solo, não chamou a atenção de ninguém. Nem a minha na época, embora hoje eu reconheça que ‘Reverberation’, o único álbum lançado por essa nova formação, que contou com Noel Burke nos vocais, até tinha lá suas qualidades, só não vingando devido à enorme carga que o nome da banda carregava consigo. Pouco tempo se passaria e logo McCulloch e o guitarrista Will Sergeant já estavam novamente experimentando algo juntos, formando uma banda que levava o nome de Electrafixion (e ainda por cima contando com a colaboração do Johnny Marr, dos Smiths), algo ao meu ver bem mais animador, a julgar por um álbum e uma caixa de compactos com registros ao vivo colocados no mercado; pena que o projeto não vingou…

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“Ocean Rain”, 1984

Com a entrada do baixista original do Echo, o Les Pattinson, no que sobrou do Electrafixion (a dupla McCulloch/Sergeant) o mundo viu em 1997 o renascimento do Echo & The Bunnymen com o disco ‘Evergreen’, cuja capa lembrava muito – sei lá se propositadamente ou não – a do primeiro LP, o ‘Crocodiles’. Um álbum que se não era lá tão digno de comparação com a sua obra anterior, ou não tinha tudo o que eles ainda poderiam render àquela altura do campeonato, ainda oferecia um resto de gás que os caras tinham em estoque e até tinha seus bons momentos, e acabou caindo bem em minhas memórias afetivas, em grande parte por conta de um feriado prolongado que passei em companhia de minha então namorada – atual esposa – em Campos de Jordão, do qual o disco foi a trilha sonora (curiosamente minha mulher, normalmente interessada em música brasileira e new age, acabou se tornando fã da banda); o que pouca gente sabe é que logo depois de seu lançamento, ‘Evergreen’ teve uma tiragem limitada contendo um CD bônus, de subtítulo ‘History Of The Peel Sessions 1979-1997’, que trazia gravações feitas pelo grupo através de todos esses anos para a BBC, no programa do lendário John Peel, muitas delas até melhores que as versões originais, uma tetéia!

E daí pra frente eles tentaram… tentaram…  A partir do horrendo ‘What Are You Going To Do With Your Life?’, de 1999 (no qual o Les Pattinson tocou apenas em uma faixa antes de pular fora de novo – esse aí ao menos deve ter pensado direito no que fazer da vida), eles lançaram, até agora, mais seis discos (um deles, aliás, ao vivo, onde o coitado do Ian só consegue estragar as músicas antigas com sua voz totalmente comprometida pela bebida e pelo cigarro, algo só comparável ao Bob Dylan atual) que não acrescentam absolutamente nada ao que de bom eles fizeram no passado.

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“Echo & The Bunnymen”, 1987

 

Se, no final das contas, o Echo & The Bunnymen não conseguiu ser a maior banda surgida no “pós-punk” inglês ou quase não chega a ter relevância e influência hoje em dia, eles podem ainda se orgulhar de ter sido uma das grandes bandas dos anos oitenta, uma época em que, ao menos para mim, foi feita a melhor música dento daquilo que se entende por rock, música até mesmo melhor do que o que foi lançado nos cultuados anos sessenta, com todos os seus ídolos sagrados…

 

(Valdir Angeli, 64, é fã do Echo & The Bunnymen, além de colecionador e pesquisador de rock; se formou em Publicidade na Eca-Usp)

 

 

TODOS OS DISCOS DOS HOMENS COELHO

Crocodiles (1980)

Heaven Up Here (1981)

Porcupine (1983)

Ocean Rain (1984)

Echo & the Bunnymen (1987)

Reverberation (1990)

Evergreen (1997)

What Are You Going to Do with Your Life? (1999)

Flowers (2001)

Siberia (2005)

The Fountain (2009)

Meteorites (2014)

The Stars, The Oceans & The Moon (2018, será lançado oficialmente no próximo dia 5 de outubro)

 

Mais sobre a banda aqui: http://www.bunnymen.com/. E aqui também: https://www.facebook.com/thebunnymen/.

 

DOIS “COELHINHOS” (WILL SERGEANT E LES PATTINSON) JUNTOS EM POLTERGEIST – O FENÔMENO, OU OS FANTASMAS SE DIVERTEM!

 

Alex Sobrinho, especial para Zapnroll

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A dupla Poltergeist, formada pelos Bunnymen Will Sergeant (guitarras) e Les Pattinson (vocais)

 

Os puristas afirmam que o Echo & The Bunnymen acabou em 1987. Discordo somente da data: o correto seria 1997, com o disco “Evergreen”, a última vez que os três membros originais trabalharam juntos, literalmente, na composição de todas as faixas. O baixista Les Pattinson caiu fora de baixo e cuias reclamando em entrevistas que o vocalista “estava  reciclando canções solo” nos discos do Echo. Essa reciclagem pode ser ouvida no cd “What Are You Going to Do with Your Life?” (de 1999, nas faixas  “Lost on You” e “Rust”,  derivadas de “Birdy” e “Ribbon & Chains”,  presentes  no compacto “Lover, Lover, Lover”, de1992 e cover  de Leonard Cohen).

E de 1999 a 2014 vieram à tona mais cinco discos a cargo da dupla Ian McCullouch e Will Sergeant que pouco acrescentam a discografia da banda. À exceção de alguns lados B de singles, o ao vivo registrando a tour do “Ocean Rain” com orquestra que esteve no Brasil em 2010 e o EP “Avalanche” com recriações dos clássicos “Silver” e “All My Colours”. O mesmo expediente vai ser utilizado no disco a ser lançado em outubro deste ano (provando que coelho velho não aprende truque novo).

Will Seargent já tinha uma carreira solo iniciada 1978 e lançado um excelente disco influenciado pela música eletrônica chamado “Curvature of the Earth” – em 2004, com o projeto Glide. O fã que por acaso tenha torcido o nariz para os últimos trabalhos do Echo se sentirá recompensado logo na primeira audição.                                                                                   Já Les Pattinson seguiu seu caminho pondo itens dos mais variados de sua trajetória com os Bunnymen em leilão e se dedicou a fabricação de barcos. Só saiu de exílio musical atendendo ao chamado de velho companheiro Wiil Seargent para colaborar no projeto ‘Poltergeist”, que a dupla criou em 2012 e que lançou apenas um único álbum até o momento, editado em março de 2013 (lá se vão cinco anos…).

A bolacha se chama “Your Mind is Box (Let Uss Fill It Wonder)”. A sensação é de que a dupla de amigos resolveu despejar a criatividade represada pelo tempo de separação musical e virar o ouvinte pelo avesso e levá-lo para uma viagem a outra dimensão já nos primeiros acordes.

As guitarras do Will nunca estiveram tão livres e desconcertantemente geniais ao longo das oito faixas desde, desde quando mesmo… rsrs. Desde o “Curvature of The Earth” – Glide, o único paralelo possível. Logicamente é preciso dizer que o baixo de Les Patinson vem matador, pulsando nervoso quase explodindo as caixas de som ou seus ouvidos (caso ouça com fones; recomendável) em simbiose perfeita com bateria do desconhecido Nick Kilroe. Um ouvinte ocasional do disco o recomendaria aos amigos mais descolados. Já alguns fãs dos Bunnymen ficariam imaginando “ah se tivesse vocais!”. Afirmo que é desnecessário.

 

(Alex Sobrinho, além de dileto amigo zapper há anos e radialista em Colatina, Espírito Santo, também é fã FANÁTICO pelo Echo & The Bunnymen)

(e adendo do editor do blog, ouvindo agora o projeto de Will Sergeant e Les Pattinson no Spotify: melhor do que qualquer álbum que os Bunnymen gravaram de 1990 pra cá. Lembra total o Echo do início, especialmente em “Heaven Up Here” e “Porcupine”, mas sem vocais. E nem precisa!)

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O JOVEM JORNALISTA ZAPPER, O ECHO & THE BUNNYMEN E A SAMPA PÓS PUNK DOS ANOS 80 E 90

***Descobrindo os Coelhinhos – Zapnroll conheceu o Echo & The Bunnymen por volta de 1983, quando o grupo lançou seu terceiro disco, o espetacular “Porcupine” (álbum sombrio e GÉLIDO em suas ambiências pós-punk). O LP foi lançado naquele ano no Brasil e o jovem Finas (com vinte aninhos de idade apenas), que havia tomado conhecimento da existência do grupo através de matérias publicadas no caderno Ilustrada, do diário paulistano Folha De S. Paulo (e assinadas pela então lenda do jornalismo cultural, mr. Pepe Escobar), foi atrás de um exemplar. Não conseguiu encontrar nas lojas onde procurou e acabou desencanando de adquirir o tal disco. Daí pra frente começou a escutar músicas do conjunto na programação noturna da rádio 97fm (localizada na cidade de Santo André e possivelmente a primeira rádio rock do Brasil), e começou a ficar literalmente apaixonado pelo som do Echo. Um ano depois também saiu no Brasil o quarto trabalho da banda, o mega clássico “Ocean Rain”. Finaski foi na Galeria Do Rock (que já existia) e achou o LP por lá, juntamente com o “Porcupine”. Comprou os dois de uma vez. E nunca mais deixou de amar Echo e os Homens Coelho.

 

***A primeira vinda ao Brasil e três histórias BIZARRAS da primeira entrevista coletiva do quarteto – Era o primeiro semestre de 1987. A produtora paulistana Poladian (que na época trazia muitos shows internacionais ao Brasil), animada pelo sucesso obtido com a turnê brasileira do inglês The Cure, que ela havia promovido em março daquele ano, resolveu arriscar novamente: anunciou que estava trazendo o Echo & The Bunnymen pra cá, e que os shows aconteceriam em maio daquele ano. Foi um verdadeiro TUMULTO entre jornalistas (o sujeito aqui incluso), fãs, góticos e darks em geral (os darks DOMINAVAM O MUNDO então). Finaski, que havia começado a trabalhar como jornalista musical há apenas um ano, conseguiu se credenciar para a primeira entrevista coletiva para a imprensa do grupo em terras brazucas, e também para assistir a um dos shows da perna paulistana da turnê (foram cinco no total na capital paulista, no Palácio do Anhembi, e todos com ingressos ESGOTADOS), sendo que eles ainda fizeram gigs em Santos (litoral paulista) e no Rio De Janeiro. E na coletiva de imprensa que rolou em uma tarde quente em Sampa, aconteceram ao menos três histórias curiosas, quase bizarras. A primeira: o jovem zapper foi para o bate papo com o conjunto vestindo estrategicamente uma t-shirt da banda The Doors, com a cara enorme do vocalista Jim Morrison estampada na camiseta. No meio da entrevista o cantor Ian McCulloch olhou para a camiseta e fez sinal de “ok” com o dedo. Segundo lance: Zapnroll foi na entrevista acompanhado dos amigos Carlos Quintero (que era proprietário da loja Antitedium Discos, na Galeria Do Rock) e Arlindinho (uia!). Este último, um moleque sensível dos seus dezenove aninhos de idade, não se contentava apenas em ser FANÁTICO pelo Echo. Ele era o SÓSIA perfeito e irmão GÊMEO de Big Mac. Tanto que a ideia da dupla Finas e Carlinhos era apresentar Arlindo para Ian ao final da entrevista. Mas o garoto ficou completamente tímido e achamos melhor abortar a aproximação entre ídolo e fã sósia perfeito. E por fim: entrevista terminada, o zapper não se fez de rogado nem tímido. Foi com uma caneta e a CAPA de “Porcupine” nas mãos até os músicos e pediu na cara larga o autógrafo de todos eles. Que foram super gentis e atenciosos e assinaram seus nomes na capa do LP.

 

***O show no Anhembi – foi, literalmente, inesquecível. Começou (se não nos falha a memória) com “Going Up”, a faixa de abertura de “Crocodiles”, o álbum de estreia dos Bunnymen. A banda em forma e potência máxima no palco. E teve “Paint It Black”, clássico dos Rolling Stones, “coverizada” já no bis. Gig igual a essa, nunca mais!

Registro HISTÓRICO e na íntegra: a banda se apresenta no Brasil em maio de 1987, aqui neste vídeo na gig realizada no Canecão, Rio De Janeiro

 

***Dançando nos porões goth de Sampa ao som dos Coelhinhos – O autor deste blog perdeu a conta das madrugadas que dançou tristonho ao som das músicas do Echo no eternamente escuríssimo porão do Madame Satã. Tempos depois (por volta de 1988), o ritual passou a se repetir na pista do Espaço Retrô, onde Zapnroll conheceu e meio que se apaixonou pela loirinha Márcia B.B. Teve um brevíssimo romance com ela e ambos ficaram algumas noites “namorando” no apê da rua Frei Caneca, ao som do Echo. Mas Marcinha (que era uma peituda lindona e xoxotudíssima) nunca quis de fato ficar pra valer com o jovem jornalista.

 

***A volta ao Brasil e o “embate” em outra coletiva – Em 1999, já em sua segunda encarnação (tendo como membros originais apenas o vocalista Ian e o guitarrista Will, e lançando álbuns cada vez menos inspirados e distantes da banda gloriosa que havia encantado o mundo rocker nos anos 80), o Echo & The Bunnymen finalmente voltou para shows ao Brasil, doze anos após a primeira turnê pelo país. Em Sampa a gig rolou na mui saudosa Via Funchal, a melhor casa de shows internacionais que existiu na capital paulista. Novamente o espaço lotou mas a banda que subiu ao palco já não ostentava mais o brilho exibido em 1987 no Palácio do Anhembi. De qualquer forma, foi uma boa apresentação. Daí para a frente o grupo começou a tocar sem parar no bananão tropical. E a cada nova turnê por aqui a qualidade das apresentações decaía mais um pouco. Numa dessas turnês, houve quase um “embate” entre o autor destas linhas memorialistas e o vocalista Ian McCulloch, durante a entrevista coletiva de imprensa dada pelo conjunto. Lá pelas tantas Finaski levantou a mão e LASCOU a porrada para Big Mac: “O que houve com aquela voz TROVEJANTE dos anos 80, afinal. Só sobrou um FIAPO dela desde que o grupo voltou à ativa”. McCulloch ficou VERMELHO como um peru e este jornalista chegou a pensar que o vocalista iria VOAR no pobre pescocinho fináttico. “Minha voz continua a mesma”, retrucou Ian, irritadíssimo. “Mas se você acha que entende tanto assim de performances vocais, vá hoje à noite ao show com PLAQUINHAS com números, e me dê NOTAS avaliando meu vocal ao final de cada canção”. A sala, claro, veio abaixo em gargalhadas.

 

***E rolou a FODA do inferno após a gig dos Bunnymen – Yeeeeesssss. Para encerrar este mini diário sentimental não poderia faltar (claaaaaro!) um relato sexual sujo e devasso envolvendo a existência zapper e seu amor pelo Echo & The Bunnymen (ainda mais nesses tempos totalmente caretas, moralistas, ultra conservadores e sacalmente politicamente corretos como os de hoje, uma historinha dessas se faz absolutamente necessária, hihi). Enfim, faltavam umas três semanas para a apresentação dos Bunnymen em Sampa, na Via Funchal. Sem ter muito o que fazer num domingo à noite lá se foi Zapnroll pro porão do Madame Satã, dançar e beber um pouco. Até que pelas tantas foi tomar um pouco de ar na porta do clássico casarão goth paulistano. Foi quando viu ali aquela DEUSA arrebatadora: toda vestida de preto, muito jovem, muito magra (mas com peitinhos durinhos e salientes) e com uma beleza facial apolínea e arrebatadora, algo parecida com a musa inglesa Siouxsie Sioux. Como se aproximar desse encanto feminino pleno, pensou o jornalista sempre mega atrevido e já cheio de más intenções. Finaski fez então o que lhe veio à cabeça naquele instante: começou a cantarolar baixinho a letra do clássico do Echo, “The Killing Moon” (seguramente uma das canções mais lindas de toda a história do rock). “Isso é Echo & The Bunnymen!”, disse a garota, algo triunfante, após alguns segundos. Wow! O contato estava estabelecido! O papo entre ambos começou e não demorou muito para a dupla descer para um dos BANHEIROS do Madame, onde os malhos incendiários começaram. Mas Aninha (o nome da deusa) não cedeu fácil e disse que precisava ir embora. O casal trocou números de telefone (não havia ainda celulares, apps, nada dessas merdas tecnológicas dos fúteis e banais tempos atuais), começou a se falar com alguma frequência e também a se encontrar algumas vezes. E o jornalista rocker e eternamente loker, já com trinta e seis anos nas costas, começou a ficar perdidamente apaixonado pela garota pois ela era inteligentíssima para os seus parcos dezessete anos de idade, além de ser um xo xo ta ço. Só restava saber se ela também… FODIA gostoso. Algo que finalmente o gonzo loker descobriu na noite da gig do Echo em Sampa. Ele convidou a sua deusa e musa pra acompanha-lo ao show. Ela mais do que aceitou, imediatamente. Apresentação encerrada na Via Funchal, primeiro o casal foi beber drinks e dançar no finado bar Nias (que funcionava no bairro de Pinheiros e era muuuuuito legal). E já no meio da madrugada e louco pra COMER a garota, o zapper sugeriu: “vamos pro Madame Satã!”. Ana topou novamente no ato e o casal embarcou num táxi rumo ao casarão do bairro do Bixiga. Quando chegou na porta, para surpresa do jornalista, a mui tesuda adolescente se antecipou: “não quero entrar. Vamos pra algum HOTEL!”. Wow!!! Ela queria FODER! E nem precisou pedir duas vezes: saímos dali literalmente voando, em busca de algum muquifo próximo que pudesse abrigar nossos desejos carnais sórdidos, sujos e imorais. E como fodia miss Aninha… uma chupada esplendorosa no caralho e pelo menos duas gozadas em que a garota goth de apenas dezessete anos literalmente urrou com o pinto fináttico enterrado em sua boceta. Um pinto que ela apelidou naquela madrugada de “pau quilométrico”, ahahaha. O jornalista sempre carentão e taradão, GRUDOU na garota, óbvio. Queria namorar com ela. Mas a guria, que havia vindo de Mato Grosso Do Sul para morar e estudar em Sampa, estava vivendo na casa de uma tia quase NAZISTA no pensamento e comportamento. Tanto que os encontros entre ela e seu paquera jornalista eram quase às escondidas (a desculpa dela era sempre que ia sair com “amigas”). Desta forma o relacionamento acabou se tornando inviável, ainda mais que um acontecimento muito trágico marcou a convivência entre Zapnroll e a garota (e que já foi relatado neste mesmo blog, anos atrás). O casal se encontrou por mais duas vezes no final das contas, trepou como se não houvesse dia seguinte e Aninha sumiu por muitos anos. Procurou o autor deste blog novamente por volta de 2013, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou, quis reencontrar o agora já envelhecido blogger ainda rocker e acabou DANDO pra ele novamente. E sumiu novamente. E hoje permanece nas melhores lembranças do autor destas linhas online como uma de suas aventuras carnais inesquecíveis, da época em que o rocknroll valia a pena, a noite de Sampalândia idem e o mundo ainda tinha bandas fantásticas como o Echo & The Bunnymen mobilizando multidões.

 

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FIM DE FESTA – POR ENQUANTO!

Yeeeeesssss! O postão ficou lindão e monstrão, néan. De modos que paramos mesmo por aqui. Afinal já é quinta-feira, 6 de setembro, véspera de mais um feriadon, e o blog vai descansar que ninguém é de ferro. Mas voltamos em breve com novo postão totalmente reformulado na sua pauta, prometendo inclusive publicar novo ensaio com mais uma tesudíssima musa rocker. E também em breve colocaremos na roda alguns pares de ingressos para você ir curtir a festona de quinze anos do blog de cultura pop definitivamente mais legal da web BR, ulalá!

Até mais então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6-9-2018,  às 3hs.)

Em post e em momento nostalgia/melancolia total, com um delicioso frio polar cortando o coração, a alma e os ossos, o blog zapper sempre sentimental pensa em fins existenciais abruptos ao som de Mazzy Star (que vai lançar novo álbum em setembro) e de Nick Cave. E ainda fala novamente do ótimo Moxine, dos 70 anos de mr. Mick Jagger (com direito a reedição de diário sentimental MONSTRO sobre os Stones, e publicado originalmente em 2006) e da falta de humildade que continua imperando na atual podre e péssima indie scene rock nacional (versão final em 29/7/2013)

E as lindas gataças continuam comandando a música e fazendo rock que realmente importa: a deusa Hope Sandoval (acima) está de volta com o grupo Mazzy Star, que lança seu novo álbum em setembro; já o grupo Moxine (abaixo), liderado pela vocalista e guitarrista Mônica Agena (que dá entrevista ao blog neste post), está na área com o seu fodaço álbum de estréia

 

Textos dispersos por aí.

E que Zap’n’roll anda publicando em seu mural, no faceboquete, e que por acaso podem muito bem servir para a introdução do post desta semana. Vejam só: Vamos lá, segunda (e como sempre, achamos que polêmica) postagem fináttica de hoje – é, escrevems pouco nesta quarta-feira. Culpa do frio, ahahaha. E é sobre o frio mesmo que vamos falar. Nova era glacial, era do gelo, inverno europeu, chame como quiser. Fato é que Sampalândia está CONGELANDO e o blog tá achando ÓTIMO. A previsão do tempo acertou em cheio: é a onda de frio mais intensa que aparece por aqui em pelo menos quinze anos (ou mais). O zapper foi na padoca comer algo e lá fora está assim: frio de 6 graus mais chuva. DIVINO! Por nós, seria assim o ANO TODO. Verão, com todo mundo à vontade, de vestuário mínimo, e todo mundo alegre e desdentado em um país eivado de problemas de toda ordem (social, econômica, política, saúde, educacional etc.) e mega atrasado comportamentalmente, é PARA OS FRACOS. Somente os FORTES convivem com e gostam de um clima assim, gélido. Não é à toa que as nações europeias são beeeeem mais avançadas social e culturalmente do que esse pobre bananão chamado Brasil, e que às vezes chega a ser ridículo de tão deprimente. É preciso ACABAR de uma vez por todas com essa cultura idiota e ilusória da felicidade abstrata do brasileiro. De que aqui é o país do futebol, do verão eterno, do calor escaldante, da praia, da bunda de fora (bom, essa parte pelo menos a gente aprova, rsrs), do carnaval eterno e TAMBÉM da bandidagem, miséria social e corrupção ad eternum. Estas linhas online preferem MESMO esse inverno gélido – sempre amamos o frio e vamos continuar amando, até nosso suspiro final, tal qual mama Janet também amava. O blog se sente melhor, em todos os sentidos. Aliás sempre defendemos e vamos continuar defendendo que no inverno se faz TUDO melhor: se come melhor, dorme-se melhor, veste-se melhor (a elegância visual das xoxotas nas ruas é um deleite para os olhos) e TREPA-SE melhor também. Quem discordar de tudo o que está escrito aqui: foda-se, rsrs. Estamos aqui pra isso mesmo. E que essa onde de frio polar perdure ainda por muitos dias – semanas, se possível. Por outro lado, é sério: o dia zapper de ontem daria um livro. Aliás apenas a tarde de ontem, quando o blog passou mais de três horas dentro do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo) já daria um livro. Exame de sangue, nova tomografia (com contraste, ou seja, injetaram iodo no Finas e ele sentiu novamente aquela “quentura”, como dizem em Macapá, no corpo, na garganta etc. Mas não passou disso também) naquelas máquinas que fazem você se sentir num cenário de ficção científica (“não engula”, “abra a boca”, “respire!”), marcação de mais consultas – na semana que vem serão três: odontologia na segunda-feira, radiologia na terça (quando o médico vai enfim montar o plano de radioterapia) e na sexta, com o oncologista dr. Denyei, o japa rocker que curte Led Zeppelin, hehe. É tudo cansativo e entediante lá porque a espera pelos exames e consultas (que acabam sendo rápidos, no final das contas) é imensa. Por exemplo: para coletarem sangue, não levou nem cinco minutos. A espera para esse procedimento de coleta levou “apenas” uma hora e meia. É o Sus, claaaaaro. Felizmente o jornalista eternamente loker teve a cia. do queridaço “sobrinho” Samuel Althermann, hehe. O que garantiu ótimas risadas sendo que o blog estava precisando delas pois quando cheguamos lá o baixo astral era enooooorme. Mas aí o sujeito aqui e o moleque guitarrista de apenas dezenove anos de idade começaram a trocar um enorme e bizarro papo DENTRO do Icesp sobre bandas de rock, discos, coleção do Pink Floyd (quais os melhores discos, os que o zapper não gosta), nossos anos punk e sobre… dorgas, ahahahahaha (preços de cocaine, heroína e ácido aqui, nos Estados Unidos e Europa; porque a cocaína vendida lá é batizada e caríssima; porque não existe heroína aqui e etc, etc, etc. Ou seja: diálogo digno da abertura do “Pulp Fiction”, em pleno Instituto do Câncer, jezuiz, rsrs). E enquanto se esperava pela tomografia houve aquela inexorável meditação sobre a vida (como sempre nessas horas) e observação (com algum pesar no coração) dos pacientes em volta, nossos “companheiros” de doença. Gente humilde, simples, que estava ali à espera de que a saúde pública desse país salve suas vidas (assim como se espera que salve a nossa também). Um sr. senta ao lado do autor deste espaço virtual e pergunta: “onde você mora?”. O zapper (meio sem graça, como se fosse um pecado a resposta): “na Vila Mariana. Venho e volto de metrô, é rápido, vinte minutos”. Ele: “Eu moro em São Matheus (extremo leste da capital paulista). Estou de carro mas vou sair daqui no pior horário e chegar em casa umas nove da noite”. E arrematou: “estou de jejum o dia todo por causa dos exames. Tomei um café com leite quando eram quatro da manhã!”. O jornalista ficou algo pasmo e condoído com a declaração dele, enquanto via uma enfermeira empurrando uma cama onde uma senhora já bem velhinha seguia deitada e toda entubada para uma tomografia. Naquele momento pensamos como o corpo humano é absolutamente frágil. Qualquer coisa ou doença nos destrói facilmente, não é mesmo? Enfim, é isso. Hoje em casa, pra fazer um postaço zapper pra esta sexta-feira. Mesmo porque amanhã, sábado, a noitada rocker fináttica vai ser mega pesada, rsrs: show da Bidê ou Balde no Beco – às nove e meia da noite. Depois vamos seguir com povo amigo pro fundão da zona leste de Sampa, pra participar da festança de gravação do clip da música “Miss Sexual”, do ótimo grupo Coyotes California. Já nos resignamos que vai ser uma enfiada de pé na lama grotesca e cruel (com direito à prova do líder, hihihi). Vai ser a esbórnia de despedida, pois semana que vem começa radioterapia. Ou é isso e a radio e a quimio derrubam o monstrinho ou Zap’n’roll, ela mesma, vai acabar pegando uma faca, para enfiá-la na garganta e arrancar de lá esse tumor maldito. Mas antes que isso aconteça bora pro post desta semana. Onde falamos de rock melancólico, classudo e ótimo de ouvir sempre (Mazzy Star, Nick Cave), da podreira política que está tomando conta do país, novamente do ótimo trio Moxine e também novamente (com direito a reprodução de texto publicado aqui mesmo, no ano passado) da grande arrogância que segue dominando a pobre cena rock independente brasileira. Uma cena que se acha, que não enxerga o quanto é ruim e que grita e esperneia quando é duramente criticada (como aconteceu no episódio, dois posts atrás, da resenha do álbum “Flor Afegã”, o PÉSSIMO disco lançado pelo guitarrista e vocalista playboy Dante Fenderrelli, que não aceitou com humildade alguma o que foi dito do trabalho, e partiu para o ataque grosseiro e pessoal contra estas linhas online, oh shit! Rsrs.). É isso aê: bem-vindos mais uma vez ao mondo zapper!

 

 

*Não dá pra começar o post desta semana sem mencionar a mixórdia e a grande sacanagem que está tomando conta da política nacional. Nesse sentido a capa da edição da revista semanal IstoÉ, que ainda está nas bancas, é exemplar: em reportagem ARRASADORA e que deixa o leitor de boca aberta, ela mostra o mega esquema de corrupção que foi montado DENTRO do governo paulista (controlado pelo PSDB, claro) nas duas últimas décadas, pra desviar recursos (leia-se: milhões de reais) de obras do metrô e de trens urbanos, com o dinheiro indo parar no bolso de políticos tucanos. Enquanto isso, em Brasília, o PT continua aprontando mais do que nunca. Ou seja: dos dois maiores partidos políticos do país e quem controlam o Poder Federal e também o Estado mais rico da Nação, competem entre si pra ver qual deles hoje é o mais pilantra, corrupto e ordinário, e ambos usando todos os meios disponíveis para se perpetuar no poder. Realmente não dá mais. Estas linhas virtuais estão literalmente de saco cheio da cena política nacional. E nem imaginam em que irão votar nas eleições de 2014. Simplesmente porque não há candidatos decentes à vista.

 

* O texto da matéria da IstoÉ, pode ser lido aqui: http://www.istoe.com.br/reportagens/315089_O+ESQUEMA+QUE+SAIU+DOS+TRILHOS.

 

 

* Já pelos lados petistas, vejam só a imagem que veio a público esta semana: Pablo Capilé, o cappo da mega BANDIDA ong Fora do Eixo (que está APARELHADA e PENDURADA nos bagos e no cofre da prefeitura paulistana) posa ao lado de outro bandido sem igual, o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, Zé Dirceu, o mesmo que foi CONDENADO à prisão pelo STF, por CHEFIAR a quadrilha do Mensalão. Imagens valem mais do que mil palavras, não é? Quando é que o MPF vai por toda essa cambada do Fora do Eixo onde eles merecem, ou seja, atrás das grades?

 Imagens dizem tudo: o grande beiço e cappo da máfia Fora do Eixo desfila ao lado do bandido Zé Dirceu, condenado à cadeia pelo STF no processo do Mensalão. Está na hora do MPF botar as mãos nessa ong CRIMINOSA e acabar com ela!

 

* Mas quem melhor radiografa hoje em dia a “entidade” Fora do Eixo é mesmo o Tumblr “Fora do Beiço”, hihihi. Textos impagáveis, mega hilários e escritos por um sujeito que é gênio, o Eddy Tales. Dá uma olhada lá e morra de rir: http://foradobeico.tumblr.com/

 

 

* E indo pra música e pro nosso rock’n’roll sempre amado: que vergonha né tia Morrisséia? Cancela shows por toda a América do Sul, deixa os fãs mega entristecidos e preocupados alegando problemas sérios de saúde e, de repente, surge nessa foto aí embaixo que já circulou por tudo quanto é canto da web esta semana? Assim não, Morrissey (flagrado em um bar em Los Angeles com o guitarrista Noel Gallagher e com o ator Russell Brand, todos os três sorridentes e de bem com a vida, diga-se).

 

Tia Mocréia em Los Angeles, com Noel Gallagher e Russell Brand: ela está mesmo dodói?

 

E nope, estas linhas bloggers friorentas não foram ao show das Breeders anteontem no Cine Joia, em Sampa. Motivo? Um: o frio. Dois: “Last Splash”, que elas tocaram na gig, é um disco bacana e tal mas não passa disso. E três: pra que ver as Breeders se estas linhas zappers já históricas assistiram aos Pixies por DUAS vezes (sendo que na última, no festival SWU em 2010, o show foi quase sonolento)? Melhor guardar as energias pro Planeta Terra: pra esse, Zap’n’roll já garantiu seu ingresso, uia!

 

 

E o site da revista Vice, ao menos dessa vez, mandou bem. Cumas? Publicando um instrutivo guia de como se chupar BEM uma XOXOTA. Você ler as dicas deles aqui: http://www.vice.com/pt_br/read/guia-vice-para-chupar-xoxota

 

 

* A GRANDE$ VOLTA DO MAZZY STAR – o muito jovem e dileto leitor zapper nem deve se lembrar deles. Mas houve um tempo, nos anos 90’, que o grupo Mazzy Star era cult absoluto e reinava na indie scene americana (e, num certo sentido, também entre os indie kids brazucas) por alguns motivos. Primeiro, pela sua sempre belíssima, bucólica e tristonha sonoridade, que combinava melodias doces e engendradas com violões, teclados, algumas harmônicas e percussão suave com o lindíssimo vocal dela. Quem? Da deusa Hope Sandoval, claro, o segundo motivo pra banda ser tão amada como era. Hope não era apenas uma mera vocalista de um grupo de rock. Além de cantar com uma inflexão que seduzia até mesmo o ouvinte com o coração duro como pedra, a garota ainda era possuidora de uma beleza indescritível e apolínea. Foi assim que o Mazzy Star lançou alguns discos sublimes (como “Among My Swan”, editado em 1996 e que chegou a ganhar edição brasileira) e depois sumiu de circulação, embora nunca tivesse encerrado oficialmente suas atividades. Bien, a ótima notícia é que o conjunto está de volta: ele fez uma série de shows pelos Estados Unidos e Europa no ano passado e programou agora para setembro o lançamento de “Seasons Of Your Day”, seu quinto trabalho de estúdio e o primeiro inédito em dezessete anos (!!!). Hope Sandoval, claro, continua cantando como nunca e continua linda aos quarenta e sete anos de idade. E a expectativa em torno do novo cd é grande. Vamos aguardar e ver se o Mazzy Star ainda tem a ultra capacidade de nos emocionar (o blog andou ouvindo muito a banda esta semana), como há vinte anos. E quem sabe algum produtor não se anima em trazer o grupo até aqui, néan?

O Mazzy Star, lenda cult do indie rock americsno dos 90′, lança seu novo álbum (capa acima), após dezessete anos de ausência; abaixo, o vídeo de “Sometimes Always”, clássico do Jesus & Mary Chain com a participação de Hope Sandoval nos vocais

 

 

* E já que se falou em mulheres bonitas aí em cima, a putona pelada da semana, hihihi. Pintada de homem-aranha para aparecer no programa “Legendários”, comandado na tv Record pelo retardado Marcos Mion. Confiram a pic da cadeluda aí embaixo:

 

* E postão avançando! Vai lendo aí embaixo a entrevista que o blog fez com a vocalista do incrível Moxine, além de uma graaaaande homenagem destas linhas rockers para a boca mais famosa da história do rock’n’roll.

 

 

MOXINE – THE NEXT BIG THING DA INDIE SCENE BR?

Estas linhas rockers online estão apostando que sim. E irão falar muuuuuito do Moxine daqui pra frente – afinal blogs amigos e vizinhos a este, quando “encarnam” em alguma bandinha aê (como Holger, Bonde do Rolê etc.) não fazem o maior carnaval em cima? Se eles podem a Zap também pode, hihihi.

 

Entonces, no post passado já resenhamos a estréia em disco do Moxine, com o fodástico álbum “Hot December”. Agora, para esta semana, o blog reservou um bate-papo com a linda vocalista e guitarrista Mônica Agena, trinta e três anos de muito rock’n’roll. A entrevista rolou via Facebook, na tarde de ontem. Confira aí embaixo e conheça um pouco mais sobre o trio que lançou o melhor disco de rock independente aqui no Bananão, nos últimos meses.

 Ela não se contenta apenas em ser linda: também toca guitarra pra caralho!

 

Zap’n’roll – Pra quem não te conhece, faça um resumo da sua trajetória musical. Como você começou a se envolver com música, até chegar ao Moxine.

 

Mônica Agena – Meu pai sempre ouviu muita música em casa, o tempo todo, basicamente pop rock norte americano, Carpenters, The Bangles, Suzy 4, Olivia Newton John e por aí vai. Com 12 anos comecei a tocar guitarra inspirada no Slash, Jimi Hendrix, Black Sabbath, Alice Cooper etc. Tive uma fase em que eu queria mesmo ser uma guitar hero, estudava bastante pra isso. Até que minha forma de compor e me comunicar foi mudando naturalmente, senti a necessidade de escrever e cantar. Assim nasceu o Moxine.

 

Zap – Mas antes você tocou em outras bandas e com outros artistas, como o Natiruts por exemplo, que é muito diferente da sua proposta atual. Como foi essa transição do que você fazia no Natiruts pro Moxine?

 

Mônica – Na verdade, no Natiruts eu atuava como “side girl”, como a minha escola é o rock, aprendi a linguagem do reggae na estrada e mesmo tocando com o Natiruts, sempre tive meus projetos rolando, acho que não houve uma transição, isso sempre rolou.

 

Zap – E além do Natiruts, com quem você mais tocou antes de montar o Moxine?

 

Mônica – Eu tive uma banda chamada Krepax com Dionisio Neto, Nana Rizinni e Hagape Cakau e continuo acompanhando outros artistas – Fernanda Takai, Arrigo Barnabé e Sinamantes. Curto tocar com pessoas diferentes e estilos diferentes, sair da minha zona de conforto, reciclar a maneira de tocar e trocar experiências.

 

Zap –  Você nasceu e mora em São Paulo?

 

Mônica – Nasci em Santos em 1979 e moro em São Paulo desde 1983.

 

Zap – Certo. E o Moxine existe há quatro anos, é isso? Sempre com a mesma formação ou já houve alterações nela? Fale um pouco sobre o desenvolvimento de seu trabalho com o grupo desde que ele surgiu até agora.

 

Mônica – Sim, uns 4 anos mais ou menos. O primeiro lançamento foi o single “I wanna talk about you” com um clipe dirigido por Maurício Eça no fim de 2008. O EP “Electric Kiss” veio em 2009. A formação mudou algumas vezes, procuro realizar as atividades do projeto com músicos com quem tenho afinidade musical, hoje em dia o Davi Oliveira ocupa o baixo e o Thiago Guerra a bateria. Em alguns shows levamos um segundo guitarrista. No album “Hot December” os arranjos de guitarra cresceram bastante.

 

 

Zap – Ok. Você ficou satisfeita com o resultado do disco? Eu achei ótimo na questão das melodias, guitarras muito bem tocadas e um ótimo vocal em inglês. Aliás, por que a opção pelo inglês nas letras e apenas a última faixa cantada em português? Isso não a deixa com a impressão de ser um corpo estranho em relação ao restante do disco?

 

Mônica – Gostei bastante do resultado final, mas o enxergo como parte de um processo em evolução. Eu também tenho essas questões em relação a língua, gostaria de cantar mais em português, mas eu canto em inglês porque me soa mais natural, também acho que a música em português pode ser vista como uma faixa perdida no álbum, mas resolvi ficar livre dessas questões e registrar o álbum de uma maneira natural e desprentensiosa. Fiz uma música em português, por que não registra-la?

 

 Zap – Pra encerrar: quais os planos daqui pra frente? O disco é muito bom mas percebi que ele não está tendo a merecida repercussão midiática. Isso te incomoda de alguma forma? E quando poderemos ver o resultado dele ao vivo?

 

Mônica – Acredito que todo o artista seja apaixonado pelas suas crias/obras e espera o reconhecimento midiático, mas o fato do disco ter ou não esse reconhecimento, não é a força motriz e determinante pro trabalho continuar e o artista se conectar com o seu público. Fico super feliz com cada um dos feedbacks positivos que recebo das pessoas que ouviram e curtiram o álbum. No dia 10 de agosto faremos o lançamento das nossas camisetas na Hotel Tees (Rua Matias Aires) e no dia 7 de setembro na loja Flagship Chilli Beans (Rua Oscar Freire).

 

* E mais uma vez, pra você que ainda não conhece o som do trio paulistano, vai lá: http://www.moxine.com.br/ ou https://www.facebook.com/moxine.likethis.

 

 

MICK JAGGER, A MAIOR LENDA DO ROCK, CHEGA AOS 70

Yeah! Muita gente não se deu conta mas ontem (sexta-feira, 26 de julho, sendo que o postaço zapper está sendo concluído na aprazível tarde pauslitana de sábado, 27) foi aniversário de um tiozão chamado Michael Philip Jagger. Ou simplesmente Mick Jagger, a boca mais famosa de toda a história do rock’n’roll além de vocalista de uns certos Rolling Stones, uma das cinco bandas da vida do sujeito aqui. Mick chegou aos setenta anos de idade em total forma e os Stones estarão em turnê (talvez, a última de sua trajetória de meio século de existência), que inclusive poderá passar pelo Brasil – povo, dedos cruzados desde já!

 

Zap’n’roll se lembra quando Mick chegou aos cinquenta de vida, isso há duas décadas. Naquela época, o blog já era mega fã dos Stones. E para contar aqui tudo o que passou ao som das Pedras Rolantes, o zapper saudosista precisaria escrever dezenas de posts. Por isso resolvemos fazer algo mais bacana, hehe. Aproveitando o niver de Mick o blogão que também já tem uma história bacaníssima de uma década de existência, reproduz aí embaixo nada menos do que TRÊS diários sentimentais que foram publicados em sequência aqui, no início de 2006 (lá se vão sete anos!), às vésperas daquele inesquecível e gigantesco show que a banda fez na praia de Copacabana, no Rio, pra mais de um milhão de pessoas (e sendo que o blog acabou não indo naquela gig, snif…). É a melhor forma de homenagearmos o velho Mick. Fora que esses três diários são (modéstia às favas) fodásticos. E vêm de encontro a leitores que andaram perguntando nos últimos posts, via mensagem, como fazer pra ler as colunas mais antigas.

 

Então é isso: com atraso de UM DIA, FELIZ ANIVERSÁRIO Mick Jagger! E queremos Stones no Brasil em 2014. E enquanto isso não acontece, você se diverte relendo estes três diários sentimentais que falam da vida de Zap’n’roll ao som da maior banda de rock de todos os tempos.

A boca mais famosa do rock e os Stones, no palco do gigantesco festival de Glastonbury este ano, na Inglaterra: 70 anos completados ontem e a possibilidade de aparecer aqui em 2014

 

ROLLING STONES/DIÁRIO SENTIMENTAL – PARTE I

(publicado originalmente em janeiro/fevereiro de 2006)

(e antes que moralistas, reacionários, fascistas e babacas de plantão em geral comecem a latir, Zap’n’roll já avisa: será SIM um diário sentimental com histórias de sexo, drogas, loucuras variadas e rock’n’roll. Portanto, não encham o saco e vão ver se o colunista está na esquina)

 

A própria história/existência da ainda considerada “maior banda de rock de todos os tempos”, se mistura com a história de vida de provavelmente milhões de pessoas pelo mundo afora. Talvez os Rolling Stones, que tocam em um gigantesco free concert no próximo dia 18 de fevereiro, na praia de Copacabana (Rio De Janeiro, of course, e já redimensionaram a estimativa de público do show para dois milhões de pessoas, so-cor-ro!!!), não tenham tido uma presença tão forte na formação musical rocker dos jovens leitores deste espaço virtual semanal. Mas na vida do autor destas linhas, vixeee… Zap’n’roll nem sabia o que significava rock’n’roll e já ouvia falar dos Stones, isso no início dos anos 70′. Foi por influência dos primos roqueiros mais velhos (e também da dear sister deste que aqui escreve; ela mora na Espanha há uma década, continua uma irmã querida, amada e afetuosa, mas encaretou totalmente e nem sabe mais o que é rock) que a coluna começou a tomar contato com o rock inglês e americano da época. Eram tempos de rock progressivo (aaaaaargh), de heavy metal clássico (Sabbath, Purple, Zeppelin, Grand Funk, alguém se lembra?) e… dos Rolling Stones, claro. Num belo dia, lá se foi Zap’n’roll comprar seu primeiro disco de rock, presente da saudosa mama Janet. Era “The Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd (sim, quem não o teve que atire o primeiro cd) e o moleque feliz que o levava pra casa embaixo do braço tinha 12 aninhos de idade. Os anos passaram vertiginosamente rápido (sempre é assim, na adolescência), os cabelos do colunista cresceram, vieram as primeiras baladas regadas a álcool, os primeiros “malhos” com garotinhas bonitinhas (algumas, nem tanto), os passeios ripongos pelo Bixiga e as idas aos templos da bicho-grilagem paulistana na zona leste da cidade, Led Slay e Fofinho Rock Club. E veio também o primeiro “tapa” num baseado e a certeza de que era aquilo mesmo que o adolescente ripongo queria: mergulhar na cognição, no rock’n’roll, em algumas drugs e um dia, quem sabe, se tornar jornalista musical.

 

Foi numa das idas à Fofinho que os Rolling Stones entraram, de fato, na vida de Zap’n’roll. Havia um “mini-especial” do grupo programado para aquela madrugada. O garoto aqui já conhecia, então, alguns clássicos de Mick Jagger e cia., que tocavam ocasionalmente nas madrugadas da Bandeirantes FM, quando rolava o “Dólar, Bandeirantes e você na madrugada” (“Dólar” porque o programa era patrocinado por uma rede de casas de diversões eletrônicas chamada justamente… Dólar. E eram aquelas enormes e hoje pré-históricas máquinas de pebolim, ou você acha que existiam lan houses naquela época?). Tipo “Let’s Spend The Night Together”, “It’s Only Rock’n’roll”, “Brown Sugar”, “Jumpin’ Jack Flash” e o clássico dos clássicos deles, “Satisfaction”. Mas somente após curtir o tal mini-especial que o “beijo” da língua mais famosa do rock tocou de fato a boca de Zap’n’roll. Na semana seguinte, um novo pedido amigo de “verba suplementar” para mama Janet (que sempre reclamava um pouco, como toda mãe, mas acabava cedendo pois sabia que faria o filhão adolescente um pouco mais feliz), e lá se foi o adolescente freak para uma loja de discos, onde comprou a coletânea dupla (em vinil, o cd ainda não existia) “The Rolling Stones Greatest Hits”. Que havia saído no Brasil, imaginem, pela Som Livre (sim, a gravadora de tv Globo). A coletânea havia sido indicação de um loucaço amigo de Zap’n’roll, o Fritz. O cara era um alemão atarracado e completamente lesado, cujo pai era dono de uma metalúrgica em Vargin City, Sul de Minas Gerais (onde nasceu a progenitora do autor destas linhas virtuais). E toda vez que o futuro jornalista aqui ia passar férias por lá, saía na companhia de Fritz, que vivia chapado de álcool e sempre com um vidrinho com um pó branco dentro (adivinhem…) a tiracolo. Fritz era uns dez anos mais velho do que este colunista e tinha uma coleção fantástica de discos de rock. Entre eles, a citada coletânea dos Stones e também o clássico imortal deles, “Exile On Main Street”, lançado pela banda em 1972 e que até hoje permanece na lista de Zap’n’roll como um dos dez melhores discos de todos os tempos na história do rock’n’roll.

 

E assim este colunista foi se apaixonando pelo som das “Pedras Rolantes”. E foi incorporando outros discos da banda à sua coleção. Vieram “It’s Only Rock’n’roll”, “Stick Fingers”, “Black’n’blue” (fraquinho, fraquinho…), “Some Girls” e “Emotional Rescue”. A essa altura, já quase com dezoito anos de idade e tendo uns oito álbuns dos Stones em sua coleção, Zap’n’roll considerava o conjunto de Jagger como o grupo predileto de sua vida. E tudo praticamente era feito ao som da banda: trabalhos de colégio, baladas, fumadas de beck com os amigos, trepadas… Os Rolling Stones haviam assumido, musical, comportamental e culturalmente falando, uma dimensão gigantesca na vida do autor deste texto. Mas aí entrou em cena na vida de Zap’n’roll um certo movimento punk – que veio devastando tudo o que encontrava pelo caminho – e essa história mudou da água pro vinho. Ou nem tanto.

 

Mas isso é assunto pra semana que vem, quando o diário sentimental continua. Afinal, assim como a própria trajetória dos Rolling Stones, ele vai ser looooongo. Aguardem.

 

THE ROLLING STONES/DIÁRIO SENTIMENTAL – PARTE II

Era 1981. Os Stones chegavam a duas décadas de existência lançando “Tattoo You”, seu melhor disco de estúdio em muitos anos e que resgatava o poder de fogo do rock’n’roll básico da “maior banda de todos os tempos”, isso em um momento em que os velhos grupos dos anos 60′ e 70′ lutavam para se manter em evidência. Eram outros tempos, nada fáceis: o furacão punk, embora já quase extinto, havia devastado a Inglaterra e colocado praticamente todo o rock anterior a ele no paredão de fuzilamento. Ninguém – ou quase ninguém – queria saber de múmias do calibre dos Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin e que tais. O Clash ainda dominava a cena inglesa com força absoluta e o pós-punk de Echo & The Bunnymen, Cure, Bauhaus e Siouxsie & The Banshees começava a aparecer. Mesmo em um panorama tão adverso Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Bill Wyman e Charlie Watts resistiam como podiam. E o que eles não imaginavam era que, àquela altura do campeonato, um disco da velha vaca sagrada do rock fosse tão bem recebido como “Tattoo You” foi. Elogiadíssimo na imprensa e vendendo horrores nos Estados Unidos, o álbum praticamente ressuscitou o quinteto, que não demorou a planejar uma mega turnê para divulgá-lo. Cobrindo os EUA de ponta a ponta, a gig gigantesca foi a excursão mais lucrativa do rock mundial naquele ano e os Stones foram a banda que mais público reuniu em seus shows. A tour, óbvio, rendeu uma gravação ao vivo, o álbum “Still Life – American Concerts 1981”, lançado no ano seguinte. E foi este disco, junto a “Tattoo You”, que Zap’n’roll também adquiriu em pleno auge do movimento punk aqui no Brasil. E também em pleno auge do envolvimento deste colunista neste movimento. Em São Paulo, grupos como Inocentes, Lixomania, Olho Seco e Ratos De Porão decretavam a morte dos velhos rockers e da mpb moribunda. No Sesc Pompéia, acontecia o histórico festival “O começo do fim do mundo”. O autor destas linhas digitais, já saindo da adolescência e após ter sido inapelavelmente contaminado pelo vírus do punk rock (quando ouviu pela primeira vez o “Never Mind The Bullocks”, dos Sex Pistols, e se deparou com todo o virulento discurso político e social dos punks, o garoto aqui cortou o cabelão ripongo, mandou os bichos-grilos se foderem, vendeu metade de sua coleção de discos – quase 1.500 LPs naquela época -, ficou apenas com o que julgava importante em sua nova ótica musical, passou a usar coturno, alfinete de segurança espetado num dos lados do rosto e nunca mais foi o mesmo, comportamentalmente e musicalmente falando), queria ver o fim da velha guarda careta, reacionária, bunda-mole e milionária do rock mundial. Mas, bem lá no fundo, ainda amava os Stones. E sofria pesadas críticas dos (poucos) amigos punks, quando estes descobriam que um “membro” do “movimento” curtia o som destes “velhos babacas”. Um dos críticos mais ferozes era o Morfa, que morava lá na rua Roque De Moraes, na Freguesia Do Ó (na zona norte paulistana, um dos maiores bolsões punks da cidade na época), e que vivia dizendo para Zap’n’roll: “um dia eu ainda vou na sua casa e vou quebrar todos os discos que você tem desses idiotas de merda”.

 

Felizmente, Morfa nunca chegou a fazer o que dizia. E o movimento punk também foi ficando para trás por aqui e este colunista, pensando que já não havia mais tanto sentido em fazer parte do mesmo, foi cuidar da sua vida. Leia-se: tentar entrar na faculdade, fazer o curso de jornalismo com que tanto sonhava, arrumar um trampo na área etc. Já era 1983, a coleção de discos dos Stones foi mantida a ferro e fogo e veio o show do Kiss em São Paulo, no estádio do Morumbi. E o que o Kiss tem a ver com este diário sentimental? Simples: naquela noite amena de quase outono (e naquela época São Paulo ainda não era castigada por este calor nojento que domina a cidade durante quase o ano inteiro), lá se foram pro show o futuro jornalista aqui, mais um primo seu e uma linda garota, que Zap’n’roll havia conhecido semanas antes durante uma balada pelo Bixiga (então, o grande pico noturno da cidade, sendo que a Vila Madalena ainda começava a engatinhar em termos de agito e badalação). A garota (de quem, sinceramente, a coluna não lembra mais o nome, fato raro de acontecer quando escrevemos estes diários) tinha uns amigos bacanas e descolados que, naquela noite, estavam inaugurando uma casa em uma das travessas da avenida Washington Luis, na zona sul paulistana. De modos que, terminado o show do Kiss, lá fomos nós para a tal festa. E que f-e-s-t-a. Xotas tesudas aos montes, puta aparelhagem de som na sala, breja e destilados de sobra. E, num determinado quarto da casa, uma movimentação frenética, um entra-e-sai constante de gente chapada. Curioso como sempre foi (afinal, não é isso que move o espírito do bom jornalista?), lá se foi o futuro repórter ver do que se tratava. No corredor que ligava a sala ao quarto, deu de cara com uma morena magrela e peituda (o rosto não era dos melhores, mas os peitões eram ótimos e quase saíam pelo decote da blusinha justa, já que a garota estava sem sutiã), que logo deu a dica: “meu, vai lá. Tem um pó muito bom no quarto. E tem bastante e é na faixa!”. Zap’n’roll sempre convivera com gente maluca (como o citado amigão Fritz, na coluna anterior, na primeira parte deste diário), com gente que fumava beck e cheirava pó. Mas ainda não havia dado uma cafungada em sua vida. Pois resolveu que seria naquela noite: já turbinado por vários copos de vinho e algumas talagadas de cerveja, entrou no tal quarto e lá encontrou, em cima de uma mesinha e ao lado de uma cama de solteiro, um pedaço de um espelho quebrado. Em cima dele, um montinho razoável de pó branco e também um tubo de caneta bic, sem carga dentro. E aí? Como se fazia com aquilo? “Estica uma boa pra você aí com um cartão, mas não exagera, que tem que dar pra todo mundo”, disse um sujeito que entrara logo atrás do colunista no quarto e que, aparentemente, era um dos donos da festa e do bagulho também. E lá se foi o garoto, dar a primeira “tecada” de sua vida (sim, a primeira canfungada, tal qual o sutiã, você também nunca esquece). E não é que o negócio era bom pacas? Sim, naquela época, até cocaine era boa, bem servida e barata. Zap’n’roll voltou a milhão pra sala, nariz avermelhado e batimentos do coração alterado. Quando viu que havia ali uma cópia de “Still Life”, o último disco ao vivo dos Stones, não hesitou em colocá-lo pra tocar. O disco rolou inteirinho, a sala virou pista de dança, um sujeito sentou numa bateria que havia ali e começou a acompanhar as músicas e o autor deste diário pegou um violão e ficou tentando imitar a guitarra de Keith Richards enquanto o som despejava “Under My Thumb”, “Shattered”, “Going To A Go-Go” e outras. Pois foi assim, ao som das Pedras Rolantes, que Zap’n’roll chapou o côco de pó pela primeira vez em sua vida.

 

Os anos foram passando, a faculdade de história foi concluída, a de jornalismo não, veio a decadência do Bixiga, veio a ascensão do pós-punk também em São Paulo, vieram as baladas no Madame Satã, no Carbono 14, no Napalm (duas vezes apenas, na verdade), no Espaço Retrô. Veio a paixão pelo movimento “dark”, por andar perenemente vestido de preto dos pés à cabeça (hábito que o colunista mantém praticamente inalterado até hoje), por Smiths, Echo, Joy Division, New Order etc. Veio o trabalho na imprensa musical enfim, conseguido a duras penas através de bons contatos e com, modéstia à parte, um grande talento em escrever textos, talento herdado de papi Finatti, publicitário que infelizmente morreu muito novo. E nesse ínterim, os Stones continuaram sua carreira, lançando discos medianos a intervalos cada vez maiores e excursionando cada vez menos. Aí já estamos por volta de 1989, Zap’n’roll já está trabalhando na editoria de cultura da revista Istoé, continua adorando o velho bando de Mick Jagger, e se pergunta se um dia conseguirá assistir a um show dos caras antes que eles pendurem as chuteiras.

 

A resposta fica pra próxima semana, quando sai a última parte deste diário, às vésperas do showzaço free da banda no Rio De Janeiro. A parte final de uma saga que inclui a perda de um show da banda em Nova York, quando já estava tudo certo para que este colunista fosse assisti-lo. Aguardem!

 

Presente zapper: o show COMPLETO dos Stones no Glastonbury 2013 (assistam antes que o YouTube remova, hihihi)

 

THE ROLLING STONES/DIÁRIO SENTIMENTAL – FINAL

O ano é 1989, a velha vaca do rock’n’roll anuncia o lançamento de um novo álbum (o fracote “Steel Wheels”, que foi lançado em agosto) e avisa que vai cair na estrada novamente. Cumas??? Com seus integrantes beirando os 50 anos de idade e há oito sem excursionar (sim, a última turnê havia acontecido em 1981, nos Estados Unidos), os Rolling Stones iriam se apresentar ao vivo novamente? Sim, anunciaram Jagger, Richards, Wood, Wyman e Watts durante uma coletiva para a imprensa, em uma estação de metrô de Nova York. Ueeeeebaaaaa!!! Era a chance que Zap’n’roll precisava! Desta vez, trabalhando há um ano como frila fixo na editoria de Cultura da poderosa revista semanal Istoé (o garoto só não era contratado e registrado profissionalmente na empresa porque ainda não era formado em jornalismo. Quando entrou na Istoé, Zap’n’roll na verdade ainda estava fazendo o curso, na Fiam, faculdade burguesa localizada no chic bairro paulistano do Morumbi. Estava e nunca terminou o dito cujo: saiu de lá no terceiro ano porque era caro demais e mama Janet, que “subsidiava” as mensalidades, sempre reclamava do custo elevado das mesmas; além disso, o curso naquela época era bem meia-boca. Hoje, com a derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão, talvez os cursos de comunicação estejam um pouco melhores, já que precisam dar o sangue para segurar alunos que NÃO precisam do canudo, mas apenas de uma boa dose de talento para trabalhar em alguma redação), tendo ótimos contatos em gravadoras e, principalmente, tendo como descolar uma passagem aérea e onde ficar em Nova York, não deu outra: o repórter rock’n’roller começou a se armar para assistir ao show dos tiozinhos na Big Apple, antes que eles pendurassem de vez as chuteiras.

 

Começaram então as “negociatas”, para viabilizar a viagem. Passagem aérea pela Varig, com grande desconto em função de permutas que a tradicional empresa de aviação mantinha com a revista, em troca de anúncios? Sem problema. Lugar para ficar? Também ok. O garoto seria hospedado no loft de Gianni Carta, filho do lendário jornalista Mino Carta, diretor de redação da Istoé, e que era o correspondente da revista em Nova York. Bastaram dois ou três telefonemas para a filial da gravadora dos Stones no Brasil, mais alguns outros para Gianni e estava tudo acertado. Zap’n’roll e o filho de Mino Carta (hoje, à frente da ótima Carta Capital) foram municiados com duas preciosas credenciais que colocavam ambos bem na frente do palco no concerto que seria realizado na maior metrópole americana. Só que, uma semana antes do embarque, surgiu o problema de sempre: gastão como sempre foi, o autor destas linhas digitais se deu conta de que já havia torrado quase todo o salário do mês e que não havia grana suficiente para passar alguns dias fora do Brasil, mesmo com passagem ida-e-volta quase na faixa e local para ficar abrigado. Novo telefonema para Gianni: “Quanto é preciso pra ficar uma semana aí?”, pergunta Zap’n’roll já se apavorando com a situação e a falta de grana. “Uns 500 dólares”, responde ele. “Aqui tudo é muito caro, você tem que saber disso”.

 

Quinhentas doletas? Fodeu. Não era nenhuma fortuna, afinal, mas era uma grana considerável. E o jornalista gastador não tinha isso em caixa. E não podia ir parar em Nova York com o bolso vazio. Começam as tentativas de empréstimo com amigos mais chegados ou mesmo um “adiantamentozinho” de salário na Istoé. Nada feito. Amigos todos na pindaíba (afinal, emprestar 500 dólares não é moleza). E na Istoé… “Impossível”, foi a resposta do departamento financeiro da editora. “Você não é contratado, com carteira assinada. Não dá pra fazer vale, portanto. Ele só é liberado para quem consta oficialmente na folha de pagamento”, explicou o atencioso sujeito que trabalhava lá na época.

 

Moral da história? A viagem para Nova York dançou linda, ao som dos Rolling Stones. “Como? Você não vem?”, perguntou Gianni por telefone ao desesperado repórter, um dia antes de seu embarque previsto. O show foi pro saco e este colunista queria morrer a cada vez que o correspondente da Istoé falava com ele novamente e relatava como havia sido o concerto. “Vi Mick Jagger tão perto de mim que quase consegui apertar a mão dele!”, disse numa das vezes o herdeiro dos Carta. Fucking, fucking shit!!!

 

Os anos foram se passando novamente, os Stones sumiram mais uma vez dos palcos e dos estúdios por um longo período e parecia ser mesmo o fim desta vez. Este sempre temperamental repórter, de gênio difícil e insolente, brigou na Istoé, teve que pedir demissão (senão seria defenestrado de qualquer forma), passou por maus bocados (entre eles, a separação de sua esposa), até que conseguiu uma vaga na saudosa Interview, em 1993, onde permaneceu pelos talvez três melhores anos de sua vida na grande imprensa, nos últimos tempos (ótimo salário, pouco trabalho e muita diversão). Foi uma época bacana em outros aspectos também: o colunista namorou por um ano com uma crioulaça sensacional de 18 aninhos de idade, com tetas enormes, um rabo idem e que fodia pra cacete, a querida Greta (que acabou se formando em letras na USP e hoje está casada com um colega de curso). E morava num bom, grande e antigo apartamento próximo ao largo do Cambuci, onde “rachava” o aluguel com o amigão fotógrafo Luiz Carlos Leite, que trabalhava na Folha De S. Paulo e que infelizmente havia acabado de se separar da linda Silvana.

 

E assim a vida caminhava quando… os “véios” anunciaram mais um disco de estúdio. Era o “Voodoo Lounge”, que saiu em 1994 e era muuuito melhor do que o trabalho anterior. E, melhor ainda: a organização do festival Hollywood Rock reuniu a imprensa e anunciou: os Rolling Stones finalmente estavam vindo ao Brasil para shows. Iriam se apresentar em janeiro de 1995, em São Paulo e Rio. Finalmente o autor deste espaço virtual poderia assistir seus amados tiozões ao vivo e por aqui mesmo. Os ingressos foram postos à venda semanas antes de os concertos acontecerem e as filas nos pontos de venda eram enormes, todos os dias. Este colunista, não querendo correr mais uma vez o risco de perder o show novamente (ainda mais sendo aqui mesmo, na velha terra brasilis, aí seria imperdoável), tratou de garantir um ingresso para si. E também solicitou seu credenciamento, óbvio. Os tickets acabaram logo e, cerca de dez dias antes da chegada do grupo ao Brasil, estoura a bomba em São Paulo: o estádio do Morumbi, onde os shows seriam realizados na capital paulista, havia sido interditado pela prefeitura, por apresentar problemas de rachaduras em sua estrutura. Só faltava essa, as Pedras Rolantes em sua primeira – e talvez única – visita ao Brasil, tocarem apenas no Rio De Janeiro.

 

A solução foi transferir o show para o Pacaembu. E o que seriam dois concertos se transformaram em três (numa sexta, sábado e domingo), para poder acolher todo mundo que havia adquirido ingressos. Com um detalhe: em um gesto de extrema humildade, boa vontade e simpatia, Jagger e cia. não cobraram a mais do que estava combinado pelo show extra em SP.

 

E assim foi, enfim. O repórter fã dos Stones foi ao Pacaembu no sábado, ao lado da gostosa e amada Greta. O show foi verdadeiramente inesquecível. E Zap’n’roll não chegou a cumprir o que sempre prometia, inclusive sob o testemunho do produtor paulistano Luiz Calanca, que sempre ria com a declaração (“o dia em que os Stones vierem ao Brasil, eu subo no palco e dou um beijo na boca do Mick Jagger”). Mas na hora em que a banda tocou “Miss You” a coluna não resistiu e abaixou as calças por alguns segundos, e bateu com as mãos em sua bunda, desvairada que estava por estar assistindo ao concerto das velhas Pedras Rolantes.

 

Três anos depois, quem diria, eles voltaram novamente. O show foi legal mas aí o impacto da primeira vez havia se perdido. O disco da turnê em questão, o horrendo “Bridges To Babylon”, também não ajudou muito. Agora, estes velhos senhores, já sessentões, estão aqui mais uma vez. Lançaram outro álbum bacana em 2005 (o “A Bigger Bang”) e, sim, esta deve ser mesmo a despedida dos palcos e estúdios. E, não é por nada não, mas Zap’n’roll desconfia que desta vez vai ser legal pra cacete novamente, tão bom quanto foi em 1995. Por isso mesmo, estará em Copacabana neste sábado. E depois, conta como foi mais uma, provavelmente, inesquecível noite com a maior banda de todos os tempos. E que acompanhou e marcou para sempre a vida do autor deste diário sentimental.

 

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Entonces, o blogger sempre loker se atrapalhou com algumas apurações jornalísticas aqui, e por conta disso teve que encerrar o post por aqui mesmo, hehe.

 

Mas fique sussa: nesta sexta vem novo postaço semanal zapper. Revolvendo a parada da imbecil arrogância que domina a atual cena indie nacional (uma cena de bandas péssimas em sua maioria, e que não aprendem absolutamente NADA com seus erros), e também soltando uma nova BOMBA sobre as pilantragens da máfia mega BANDIDA chamada Fora do Eixo – esse, o trabalho de apuração que estamos levando a cabo nesse momento.

 

Até logo menos então!

 

 

 

(finalizado por Finatti em 29/7/2013, às 22:00hs.)