AMPLIAÇÃO FINAL E DEFINITIVA PARA O ÚLTIMO POST DA HISTÓRIA ZAPPER! Com entrevistas com novos autores da literatura de cultura pop e nossa derradeira musa rocker: a secretíssima, tesudíssima e cadeludíssima N.R. – Fim de jogo e fim de festa para este TÉTRICO 2018 (sendo que os próximos quatro anos deverão ser iguais em pavor, se não forem piores) e TALVEZ para estas próprias linhas bloggers rockers: após uma década e meia de ótimos serviços prestados ao rock alternativo e à cultura pop, chegou o momento de o blogão zapper sair de cena ao menos na forma como está sendo publicado atualmente e enquanto ainda se mantém relevante e com ótima audiência (ao contrário de certos “vizinhos” pobreloaders que… deixa pra lá, rsrs); assim, nessa postagem derradeira, nada de despedidas chorosas ou dramáticas, sendo que seguimos fazendo o que sempre foi feito muito bem aqui: você vai conhecer um pouco do trabalho do músico e guitarrista Dhema Netho, saber como foi o showzaço de final de ano dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, conhecer o trabalho de dois novos escritores independentes e que lançaram dois bons livros na seara da cultura pop, e mais isso e aquilo, com um detalhe: aqui NÃO tem lista de “melhores do ano” (isso, novamente, fica para aquele micro blogs que não têm mais assunto para publicar, uia!), “talkey”? (modo Jairzinho saco de cocô, claaaaaro!) (post ampliado, atualizado e finalizado em 28-12-2018)

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Zapnroll chega ao fim de sua trajetória de quinze anos na blogosfera brazuca de rock alternativo e cultura pop, período em que cobriu zilhões de shows internacionais mega, como o U2 (acima), e onde também revelou algumas das melhores bandas da cena alternativa nacional na última década e meia, como Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo, o zapper ao lado do vocalista Jonnata Araújo); em 2019 a marca do blog deverá continuar presente em eventos especiais em unidades do Sesc e talvez em outras plataformas digitais, como o YouTube

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL: UM FEROZ PÁSSARO AZUL ROCKER FAZ UM VOÔ RASANTE VIA JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES – E ESPALHA POEIRA VERMELHA NA CARA DOS CARETAS (E DOS BOLSOTÁRIOS) – O jornalista ainda mezzo loker e eternamente rocker foi lá na Barra Funda (zona oeste de Sampa), em um aprazível final de tarde de domingão, prestigiar uma gig ao ar livre e gratuita dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes. E Finaski, mesmo estando combatendo um início de pneumonia com antibióticos e tal, não poderia deixar de ir ver seus guris amados do coração fazerem seu habitual esporro sônico. Foi o primeiro show que o blog viu da banda desde que eles ganharam o Prêmio Governador Do Estado SP para a Cultura (como melhor artista musical) em março deste ano, Prêmio do qual o autor deste blog foi um dos jurados e votou com gosto no grupo. Pois então: mesmo tocando em condições precaríssimas e no chão de terra da praça Olavo Bilac, o quinteto (que além de Joninha nos vocais também conta com as guitarras do Léo Breedlove, do Edson VanGogh, o baixo do Loiro Sujo e a batera do Felipe) literalmente BOTOU FOGO no local. Sonoramente a banda está em ponto de bala (e prontos para entrar em estúdio e registrar seu novo álbum inédito), mais redonda impossível. No repertório, algumas das canções que já se tornaram marcos na pequena discografia deles (como “Rua de trás”, que Jonnata dedicou ao microfone ao “nosso amigo Finatti”, e a dedicatória não poderia ter mais sentido, pois sabemos muito bem o que é ter frequentado uma “rua de trás” há um mês, se entorpecendo e alucinando com o que não deveria nunca mais se entorpecer; mas já passou, felizmente) e a adição de novas e sublimes canções, como a lindíssima “Pássaro azul”. Sem fazer média com a turma (que não precisamos disso) mas a real é que JDEOGS deve mesmo ser a MELHOR banda ao vivo do atual rock brasileiro (ou do que resta dele), ao menos na geração atual. As melhores referências sonoras (glam rock, pós punk à la Smiths, proto punk à la Iggy Pop, Legião Urbana e rock BR dos anos 80), ótimas letras em ótimo português e um vocalista ALUCINADO e do inferno, total andrógino, que se joga no chão e se vira e revira na terra bruta, que começa as apresentações total vestido e as termina inevitavelmente quase sempre apenas de CALCINHA (sim, ele sempre vai aos shows usando CALCINHAS), numa subversão e transgressão estética, visual, comportamental e performática como há muito não se via no MORTO roquinho brasileiro. Um rock hoje eivado de velhos idiotas e reacionários de extrema direita (como Lobão Cagão e Roger Bosta Moreira, ambos eleitores de BolsoNAZI, inacreditável isso; fora os “merdalheiros” fãs de heavy merdal e classic rock, todos também bestas humanas reacionárias de extrema direita) e que ENVERGONHA de verdade quem de fato AMA o grande rock que sempre esteve ao lado da liberdade, da democracia, da justiça social e que JAMAIS irá se alinhar com o fascismo de direita. E como se não bastasse o show ainda rolou bem na frente da sede de uma… igreja evanJEGUE, ops, evangélica, ahahahahaha. Sim, eles mesmos: os evanJEGUES como a futura primeira dama do país (R$ 24 mil na conta dela, depositados de maneira altamente suspeita, que be le za hein bolsOTÁRIOS) e como a futura Ministra dos Direitos Humanos (a que já disse que “é hora de a RELIGÃO governar o país!”, isso porque somos um Estado LAICO, de acordo com a Constituição). Joninha não perdoou e detonou a mesma. Foi, vale repetir, sensacional! O rock daqui nunca precisou tanto nesse momento de uma banda como a Boneca Jonnata e seus guris solventes. Em um país culto e não boçal e medieval como é o Brasil, esses moleques já estariam de contrato com uma grande gravadora e tocando direito nas rádios. Mas aqui, claro, é a nação boÇALnara, medieval ao máximo e que ama sertanojo e pagode burrão, além de axé e funk podreira. Sem problema: Jonnata Doll sabe que o rock voltou ao lugar onde se sente mesmo à vontade e em casa: no underground musical e cultural, na RESISTÊNCIA artística e cultural da qual todos nós faremos (já estamos fazendo, na verdade) parte a partir de 1 de janeiro vindouro, quando o Brasil irá mergulhar na idade das trevas porque 57 milhões de totais imbecis assim o quiseram. Que venha o fascismo troglodita e seu “mito” sujo de barro. Estaremos todos aqui para combate-lo. Ao som de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, claro!

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Joninha e seus guris solventes: provavelmente o show ao vivo mais esporrento e poderoso da atual cena rock brasileira

***Ainda sobre a gig: o público não foi grande, mas o blog sentiu-se completamente contente e enturmado ali. Só tinha “cidadão do mal” (ahahahaha): “comunistas”, esquerdopatas, “petralhas”, “vagabundos” e LINDAS garotas (de todas as cores e raças) esquerdistas, hehe. Lindas, nada pudicas e de lar nenhum, como as boçais e “limpinhas” garotas de direita jamais o serão.

 

***Final de ano chegou, o inútil natal está aí e bla bla blá. Tá de bobeira este finde e pelos lados do Rio MEDO De Janeiro 40 graus? Então cola na casa noturna Dama De Aço, em Humaitá que a festona lá vai ser absolutamente fodástica nesse sábado, 22 de dezembro: vai rolar a “Ceremony”, apenas com anos 80 e pós punk a noite toda, com super especiais do Joy Division e do Echo & The Bunnymen. A produção do evento é do queridão Kleber Tuma (que vai discotecar também e comemorar seu niver) e Zapnroll é o dj convidado, wow! interessou? Vai aqui e saiba tudo sobre o evento: https://www.facebook.com/events/293078024871304/.

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***E como já estamos todos em clima de fim de festa por aqui (pelos lados do blog) e de final de ano, vamos deixar mais notinhas para a Microfonia para a semana que vem, antes da virada para 2019. Isso se algo realmente importante rolar e merecer ser comentado aqui, beleusma?

 

 

ÚLTIMO POST ZAPPER DO ANO – E FIM TALVEZ DE UMA TRAJETÓRIA LINDONA DE QUINZE ANOS NA BLOGOSFERA BR DE CULTURA POP E DE ROCK ALTERNATIVO

Já disseram há muito tempo Los Hermanos: “todo carnaval tem seu fim”. Estamos total de acordo com essa frase. Pois tudo na existência um dia chega ao fim. Grandes bandas de rock acabam mais cedo ou muito mais tarde (Keith Richards, o genial guitarrista dos Rolling Stones, do alto de seus setenta e cinco anos de idade, já mandou avisar que a atual turnê da banda é mesmo a ÚLTIMA), movimentos acabam, gêneros musicais idem (o rock já foi para o museu, infelizmente), escritores, artistas variados e músicos um dia morrem (desse mundo ninguém sai vivo) e por aí vai. Com este blog não haveria de ser diferente.

Zapnroll começou a ser publicada na internet por volta de maio de 2003. Primeiramente dentro do extinto portal Dynamite online (que foi o substituto digital da revista alternativa de rock do mesmo nome, e que marcou época na imprensa musical brasileira, fundada por volta de 1992 pelo músico, produtor e agitador cultural André Pomba). Depois, com a ampliação do número de leitores e da sua repercussão midiática, ganhou endereço próprio (.com). Mas dez anos antes, em 1993, este espaço dedicado ao rock alternativo teve um período de vida na própria edição impressa da revista Dynamite, em forma de coluna.

Desde então muita coisa aconteceu, muita água rolou embaixo da ponte e poderíamos escrever um LIVRO aqui apenas sobre a década e meia em que o blog e site zapper estão no ar na internet. Nesse período este espaço virtual literalmente acompanhou tudo o que foi possível no rock alternativo daqui e do mundo inteiro. Viajou o Brasil inteiro cobrindo centenas de festivais, descobrindo bandas que hoje são mega conhecidas (entre elas, Vanguart de Cuiabá, e Luneta Mágica de Manaus), resenhou toneladas de discos e shows e cobriu alguns dos maiores festivais (Lollapalooza, Planeta Terra, SWU etc.) e shows gringos (U2, Franz Ferdinand, The Cure, Blur, Oasis, Pulp, Pixies, Duran Duran, The Strokes, Belle & Sebastian et, etc, etc.) que já aconteceram no Brasil. Era e talvez seja, portanto, hora de sair de cena, enquanto este espaço ainda se mantém relevante, digno e com boa audiência. Afinal estamos envelhecendo (assumidamente: ou você morre antes de envelhecer ou envelhece e morre, simples assim) e produzir material para este blog é algo trabalhoso e cansativo, sem dúvida. Fora que o mundo infelizmente mudou radicalmente de anos para cá, com o advento da internet, dos apps, redes sociais e que tais. O grande jornalismo musical e cultural, como o conhecemos (e sendo que Zapnroll talvez seja parte da última grande geração de jornalistas da imprensa IMPRESSA que existiu, a que surgiu na década de 1980), definitivamente morreu. Idem a cultura pop e o próprio rocknroll. Sim, a música pop continua existindo e produzindo novos artistas a todo vapor. Mas eles são tão irrelevantes artisticamente falando que explodem um mega hit nas redes sociais e canais da web (como YouTube etc.) por uma semana e depois desaparecem tão rápido quanto surgiram, sendo logo substituídos por outro astro tão irrelevante e fugaz quanto foi seu antecessor.

Diante de um panorama desses estas linhas virtuais nem tinham mais como atualizar a todo instante o material publicado aqui, justamente por não ver NADA DE RELEVANTE que justificasse tal atualização frenética. Enquanto outros blogs “vizinhos”, que já foram incríveis e mega importantes para o jornalismo de cultura pop e agora se veem em aterradora decadência editorial (publicando micro posts diários sem importância alguma e com um autêntico fiasco em termos de repercussão e audiência), o blog zapper preferiu diminuir suas atualizações, publicando posts com farto material informativo e dedicando edições especiais a grandes bandas e discos da história do rocknroll.

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A Luneta Mágica, de Manaus (acima): uma das grandes descobertas do blog na cena indie nacional; nas fotos abaixo, momentos da trajetória do blog, com Finaski ao lado de Robert Smith (The Cure, em 1996), Kim Gordon (Sonic Youth, em 2005), Frejat (em 2016) e Nasi (vocalista do Ira!, este ano)

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Mas enfim avaliamos e decidimos que agora talvez seja a hora de encerrar de vez as atividades da Zapnroll. Tal qual o gigante REM decidiu por fim à sua trajetória musical sem trauma algum e após trinta anos de gigante trajetória no rock, tal qual Keith Richards que surpreendeu o mundo semanas atrás dizendo que estava parando de beber (“é hora de sair”, disse o guitarrista que é a ALMA dos Stones), também acreditamos que chegou a nossa hora de sair de cena, pois acreditamos que já cumprimos com louvor nossa missão por aqui. No final de 2017 o jornalista zapper publicou seu livro “Escadaria para o inferno”, onde ele faz um balanço de sua vida profissional na imprensa brasileira ao longo de três décadas de atividades. E em outubro passado o blog realizou uma sensacional e magnifica festa de quinze anos de existência nas dependências do Sesc Belenzinho na capital paulista, com showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks. Damos por encerrada nossa missão. Ao menos por enquanto.

Mas sem tristeza ou choradeira. O espaço do blog irá permanecer ainda por muitos meses online, para ser consultado por seus fieis leitores. E além disso também estamos programando novos eventos e atividades especiais, com a marca do blog – um deles deverá acontecer novamente no SescSP, entre abril e maio de 2019. Quando esses eventos se confirmarem, serão obviamente divulgados por aqui mesmo. E, por fim, talvez Zapnroll se renove e mude de plataforma, estreando um canal no YouTube, por exemplo. Tudo isso será estudado a partir do final de janeiro próximo.

Até lá estas linhas malucas e lokers que causaram polêmica como ninguém na história da blogosfera brazuca de cultura pop, entram em férias “permanentes” a partir deste post. Agradecendo de coração e com todo o carinho do universo quem sempre nos acompanhou e nos prestigiou. E desejando que todos tenham ótimas festas e uma virada de ano bacana, dentro do que é possível esperar de bom no país que será DESgovernado por BolsoNAZI a partir de primeiro de janeiro.

Fica então o nosso “até breve” para toda a galera. Valeu, pessoal!

 

***E não, pode ESQUECER! Na despedida oficial de Zapnroll, não vai haver LISTA ALGUMA aqui de “melhores do ano” – já basta a vergonhosa lista publicada pela revista americana Rolling Stone, com os 50 melhores (ou seriam os PIORES?) discos de 2018. Quer ver listas inúteis? Vai lá no blog pobreload, uia!

 

 

A HISTÓRIA TOTAL ROCKNROLL DE DHEMA NETHO – DE QUEM PROVAVELMENTE VOCÊ NUNCA OUVIU FALAR MAS QUE TEM UMA TRAJETÓRIA JÁ GIGANTE NO MONDO ROCKER

Yep, você provavelmente nunca ouviu falar dele. Mas como uma das funções primordiais de toda a história de década e meia deste blog eternamente rocker foi apresentar gente desconhecida mas totalmente envolvida como o grande rocknroll, achamos que era uma boa se deter no personagem do músico Dhema Netho para ser um dos tópicos principais de nosso derradeiro post.

Quem? Dhema Netho. Ou Ademar Neto, seu nome de batismo. Que nasceu no interior do Paraná há mais de cinco décadas, foi protético na adolescência e juventude, começou a tocar guitarra aos dezenove anos de idade, se apaixonou pelo rocknroll e nunca mais desistiu da sua paixão. Que o levou a montar bandas na década de 90 (uma delas, a Brechó De Elite, chegou a fazer razoável sucesso entre 1989 e 1995, chegando a tocar em rádio e a fazer aparições na então poderosa MTV Brasil), depois a ter uma loja de discos lendária em São Paulo (a Rocks Off, no bairro de Pinheiros) e, por fim, a leva-lo para Londres, onde morou por mais de quinze anos. Período em que gravou e lançou discos (um deles, inclusive, teve seus registros feitos no mega lendário Abbey Road, onde foram gravados alguns dos álbuns gigantes dos Beatles e de toda a história do rock), tocou no Cavern Club em Liverpool (onde uns certos Beatles também começaram tudo) e foi vivendo da sua música até se cansar “do frio” inglês para retornar a Sampa, há mais ou menos dois anos. Enfim, uma trajetória pra lá de bizarra e incrível e sendo que sua produção musical jamais cessou – Dhema tem cerca de quatrocentas músicas INÉDITAS e ainda não gravadas.

Como o blog conheceu o músico, que vive ao lado de cinco guitarras em uma kit no centro da capital paulista? Isso você, dileto leitor zapper, irá saber logo menos lendo a entrevista que fizemos com ele e onde o guitarrista e compositor relembra histórias bizarras de sua década e meia morando em Londres. Abaixo, os principais trechos do bate papo que ele teve com este espaço rocker blogger.

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O músico, guitarrista e compositor Dhema Netho (acima) e seu projeto, Monkey Revolution (abaixo): uma história incrível no rocknroll nos últimos dezesseis anos

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Zapnroll – Você já possui uma extensa trajetória como músico, guitarrista e compositor. Começou a tocar ainda na adolescência, teve banda de rock nos anos 90 (a Brechó De Elite) e morou dezesseis anos em Londres, tendo voltado há pouco tempo para São Paulo. Assim, para quem não conhece seu trabalho gostaria que você detalhasse bem tudo o que fez até hoje em termos artísticos e musicais.

 

Dhema Netho – A banda brecho’ de Elite foi fundada por mim mesmo em 1989 com um anuncio num jornal chamado primeira mão procurando integrantes para montar uma banda de Rock, e então os interessados foram aparecendo. Esse jornal foi de uma geração de Rock dos anos 80, pois nele você poderia procurar musicos , vender e comprar instrumentos musicais. Nessa época nem se sonhava com instrumentos importados no Brasil. Achar uma guitarra Fender, amplificador Marshall era impossível.

As lojas de instrumentos musicais na Teodoro Sampaio (rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista) estavam começando a surgir.

A banda Brecho’ de Elite teve 3 vocalistas. Musicos?  Dezenas passaram pela banda. Um entra e sai de musicos e na verdade  NUNCA  tive musicos que realmente gostasse deles como gosto musical . Um gostava do Pantera , outro do Iron Maiden, outro do Steve Vai e  eu adorava e ainda gosto do Chuck Berry e Rolling Stones. Então as coisas, as ideias  NUNCA se encaixavam e nada dava certo. Passei a maior parte da existência dessa banda procurando acertar os musicos do que realmente chegando a algum lugar. Depois de muito sacrificio e insistência consegui gravar o primeiro álbum do Brecho’ de Elite, “A vida e’ Rock and Roll” em 1995, por uma gravadora independente de Sao Paulo que já pegou as músicas todas gravadas e estúdio já pago por mim mesmo. Ninguém da banda pôs um centavo do bolso, eu paguei tudo, uma parte em dinheiro e outra parte em  instrumentos musicais. Essa mesma gravadora tinha lançado a banda Velhas Virgens e eles estavam quebrando o pau com os donos dessa gravadora que eu nem quero dizer o nome e nem sei para onde eles foram e que fim eles levaram, nem quero saber. Depois de ter caído numa grande roubada dessa gravadora, assim como os Velhas Virgens caíram, essa porcaria de gravadora jogou um membro da banda Brecho’ de Elite um contra o outro e a casa caiu feio. Os integrantes tentaram me roubar a banda por influência de um dos donos da gravadora dizendo que ele me queria fora da banda pois eu como dono, líder da banda representava perigo para eles, dono da gravadora manipular e não cumprir o contrato e roubar as músicas que nem sequer eles pagaram para gravar. Foi um verdadeiro inferno essa fase. Um integrante da banda roubou um amplificador de um amigo meu que emprestou para a gente gravar no estúdio. Os pais desse amigo foram no meu apê dizendo que iam chamar a polícia se não devolvesse o amplificador do filho dele e esse mesmo integrante da banda disse que ia ficar com o amplificador do meu amigo para pagar as horas de gravação dele no estúdio, vai vendo. Era um cabeçote valvulado para Guitarra mod. 5150 Van Halen. Não fazia muito o meu gênero como amplificador, mas esse guitarrista queria gravar com ele. No final ele devolveu o amplificador com ameaças de ir preso por roubo. Um idiota, moleque inconsequente. Meti um precesso em todo mundo. Ganhei a causa na Justiça, coisa que não foi nada dificil para ganhar POR SER TÃO ÓBVIA a situação. Traumatizado, abondonei tudo, vendi tudo e fui embora para Londres sem querer nem saber de banda, de guitarra e só pensava em recomeçar uma vida completamente nova e comecei uma vida completamente nova: fui produzir música eletrônica old school . Nada de House music, nada comercial. Musica eletrônica Underground Minimal Techno, Drum and Bass, etc. Não toquei Guitarra por 10 anos. E nunca entendi o por que disso e nunca achei resposta. Um dia bem discretamente, isso ja’ em Londres depois de 10 anos ja’ morando la’, entrei numa loja de guitarras, há 10 anos sem tocar ou pegar esse instrumento, com muita timidez peguei um violão bem principiante nas mãos e queria saber se eu ainda sabia tocar aquilo. Foi muito estranho aquele momento. Comprei o violão pois custava uma merreca, 60 libras. Foi então que aos poucos fui

lembrando e em pouco tempo eu ja’ estava com a casa, quarto cheio de Guitarras Fender, Amplificadores para toda parte. E la’ vamos nós, quero dizer eu, montar uma banda de rock de novo. Só que agora em Londres. Começar tudo do zero de novo como banda de rock. Anúncios e anúncios em jornais, revistas de musica procurando integrantes para formar banda. Entrei numa banda que era uma vocalista meio Blues, Folk, até Punk. Deu tudo certo logo de cara. A banda nao tinha nome. Eu dei o nome de Burning Money e todo mundo gostou. Eu era o único brasileiro nessa banda. Ainda bem que ninguém me pediu para tocar bossa nova ou samba, hehehehe,  man, fuck you, no way. Gravamos 6 musicas logo de cara, pois eu peguei todas as minha musicas do Brecho’ de Elite e traduzi para o inglês com a vocalista  adaptando uma coisinha aqui outra lá, pois alguma coisa nao fazia muito sentido dizer aquilo em inglês. Pronto, vamos fazer shows e procurar pubs para tocar. Nós agora somo o Burning Money: queimando dinheiro e não tínhamos muito onde cair mortos. Muitas águas rolaram, ou melhor, pedras rolaram e acabamos dentro do Abbey Road Studios (um dos estúdios mais célebres do mundo, onde os Beatles gravaram algumas de suas obras primas). E eu WOOOOO, isso seria uma recompensa depois do inferno no Brasil? Olho do meu lado sentado numa mesa do café do estúdio ninguém menos do que JIMMY PAGE do Led Zeppelin, a banda que eu idolatrava quando moleque? Ele sentado sozinho lá no jardim do estúdio e eu aqui também fazendo meu trabalho como  musico e agora mister Dhema Netho, eu me pergunto a mim mesmo? Por alguns minutos passou um filme pela minha mente doque eu tudo tinha passado no Brasil com o brechó de elite e membros, e pensei: essa é a minha verdadeira recompensa. Fui até Jimmy Page, pedi licença se poderia trocarmos umas palavras e ele disse por favor sente se e sinta se a vontade. Me apresentei como brasileiro,  e depois comentei se ele ainda tinha uma casa no Brasil onde ele passava as férias, ele disse que sim mas que não vinha ao Brasil há uns 3, 4 anos. Me perguntou se eu estava gravando musicas no Abbey Road ou só visitando. Respondi que sim estava masterizando umas musicas com minha banda o Burning Money. Ele fez uma brincadeira com o nome da banda perguntando se eu estava queimando dinheiro por ter ficado rico com a banda. Dei um cd demo para ele apertamos as mãos e boa sorte com sua musica rapaz, ele disse. Nos vemos por aí. Já estava dando a hora de subir para entrar no estúdio pois ficava no primeiro andar. E assim mil e outras histórias com famosos cruzaram o meu caminho. Por que decidi voltar ao Brasil depois de 16 anos na Inglaterra? Para por a minha cabeça no lugar, perdas de grandes amigos que fiz por lá que morrem com abuso de substancias, outros de câncer bem jovem. E eu estava precisando dar um tempo de Londres, pois estava bem cansado de lá. Talvez ainda volte a morar lá, mas quando penso no inverno, no frio que faz lá, eu nao sei não se voltarei a morar. Talvez só a passeio mas tem que ser no verão com certeza absoluta.

 

Zap – Por que você foi parar em Londres, afinal? O que houve com a Brechó De Elite e por que decidiu voltar ao Brasil?

 

Dhema – Nao consegui viver só de musica em Londres. A maioria de integrantes de bandas Inglesas tem um trabalho em loja de instrumentos musicais como acontece aqui no Brasil. Nada muda nesses termos , a dureza para chegar em algum lugar como banda não  é nada fácil. Trabalhei em Lojas de instrumentos também na Rua Dean Mark st. onde ficam todas as lojas, tipo uma Teodoro Sampaio em São Paulo. Sim, toquei guitarra nas ruas também com uma amiga nos vocais. Toquei muito em Camden Town, um bairro bem louco de Londres onde as pessoas parecem morcegos góticos. Eu não saia de lá.

 

Zap – Conseguia viver de música lá? Conte sobre sua fase como músico de rua, tocando em estações de metrô etc. E como foi a história de você também ter tocado no Cavern Club em Liverpool, onde os Beatles começaram a trajetória deles?

 

 

Dhema –  Caverna Pub em Liverpool, sim, fiz várias jamming  sessions no Caverna. Eu ia muito a Liverpool com um amigo inglês que tinha vários amigos em Liverpool e também eram musicos. Assim com em Manchester também. Íamos durante a tarde um dos amigos tinha um irmão que trabalhava no Caverna Pub e liberava tudo pra gente lá dentro. Nos sentíamos como se o caverna fosse nosso. Quando você está vivendo isso, tudo é tão natural, tão normal. Mas pode ter muita gente agora lendo isso e achar isso um sonho para eles. Talvez até um sonho nao realizável. Eu também ainda tenho sonhos que não sei se vão se realizar. Por exemplo, tocar um dia no The Royal Albert Hall. Uma casa de Londres onde as maiores bandas inglesas tocaram e fui ver shows lá centenas de vezes. Uma dupla sertaneja do Brasil já tocou nesse lugar. Mas tem um porém, eles dedetizaram o lugar ao meu pedido para as bandas de rock voltarem a tocar lá, rsrs.

 

Zap – De volta ao Brasil, você tem composto muito? Quantas canções inéditas você possui prontas para serem lançadas?

 

Dhema – Na verdade eu componho o tempo todo. E onde quer que eu esteja, estou com letras vindo à cabeça e mando isso via mensagem para o meu próprio celular para evitar que eu esqueça. Faço isso há muitos anos. E o mesmo eu faço com um gravadorzinho de voz para registrar coisas que me vem quando estou tocando guitarra. Não tenho smartphone, iphone não gosto disso de forma alguma. Meu celular não tem internet e não tira fotos. To muito feliz assim e não quero me tornar um escravo de uma máquina tão idiota e não fazer nada mais na vida a nao ser estar olhando e segurando aquilo 24 horas por dia, não entendo essas pessoas que fazem isso.  Sim, tenho gravado muitas musicas novas com amigos do Brasil lá em Pinheiros. E sao musicas ótimas.

 

 

Zap – Quais foram suas maiores influências musicais e no rock ao longo da sua vida? Quais suas bandas preferidas?

 

Dhema – Eu diria que quase tudo que tem qualidade musical. Ou seja, musica boa de verdade. Quando muito pequeno black music, disco music que eu adorava. Peguei e vivi toda a fase da discotheque e até hoje gosto muito desse estilo. Por volta dos 12, 14 anos o Rock&Roll entrou na minha vida e dominou tudo. Nazareth, Ac/Dc , The Sweet, Rolling Stones, The Beatles, Gary Gliter, Joan Jet, Bad Company, Led Zeppelin, The Who, Deep Purple, Yes, Sex Pistols, The Ramones etc. Isso era o que eu realmente ouvia. Tudo isso eu tinha em aqueles compactos vinil de 2 musicas de cada lado. E depois veio o Vinil.

 

 

Zap – Como você vê a música e o rock em si nos tempos da internet? Acha que o grande momento do rocknroll mundial já passou e não volta mais, ou ainda acredita que o gênero irá sobreviver?

 

Dhema – Não acredito de forma alguma  que o estilo Rock irá ter um BOOOOM como teve nos anos 50,60,70 e talvez até anos 80. É uma outra geração, uma outra mentalidade, uma outra realidade. E honestamente nada disso me interessa. Não tem aparecido uma banda que me interessa nestes últimos 20 anos. Seja essa banda de qualquer país. Não gosto de nenhuma banda dessas que estão. Não vou citar nomes porque SÃO TODAS. Musica na internet? Não faço downloading. Tenho tudo que me interessa para ouvir no meu Notebook e no pendrive. Internet facilita a vida das pessoas em todos os sentidos se você souber usar isso de uma forma inteligente. Tudo é muito prático e muito rápido quase no tempo real.O Rock vai sobreviver? O ock vai estar sempre aí como todos os outros estilos de musica boa. Assim como o Reggae, Folk, Blues, Country, Jazz, Clássico, Punk Rock etc. E isso vai ficar ao gosto, interesse individual de cada um o que quer ouvir. Agora, o que vai predominar ou continuar predominando é essa porcaria que está nessa geração Iphone. Como disse Albert Einstein, quando a tecnologia dominar as pessoas, dominar o mundo, essa será a geração mais estúpida na face da Terra. Se você não sabe usar a tecnologia, ela te usa e faz de você um verdadeiro idiota.  A tecnologia é sensacional se você souber usa la e não ser usado por ela.

 

Zap – Seus planos para 2019. Pretende lançar um disco inédito, afinal?

 

Dhema – Sim , pretendo lançar um álbum todo de inéditas que já tem umas 8 musicas novas com o Monkey Revolution, meu novo projeto/banda. Com esse projeto realmente eu alcancei quase o top da montanha em termos de satisfação profissional com as composições, produções, arranjos etc. E eu canto nesse projeto, coisa que demorou muito para eu assumir que gostava da minha voz cantando e tenho sido muito elogiado por isso. Mas sempre quase todo mundo diz a mesma coisa: parece Lou Reed , David Bowie, Bob Dylan, em termos de voz. Tudo bem, para mim e’ um elogio.

 

***Para saber muito mais sobre Dhema Netho e seu Monkey Revolution, vai aqui: https://www.facebook.com/Monkey-Revolution-was-born-in-London-by-Ademar-Mello-Brazilian-Musician-574501856270636/

 

 

E MONKEY REVOLUTION AÍ EMBAIXO

Em diversos vídeos, no canal no YouTube dedicado ao projeto de Dhema Netho

https://www.youtube.com/user/1964ademar

 

 

CULTURA POP LITERÁRIA – DOIS ESTREANTES EM LIVROS CONVERSAM COM O BLOG EM NOSSA DERRADEIRA EDIÇÃO

Em um momento em que o mundo em geral e o Brasil em particular possui cada vez menos apreço pelo lazer e simples (e ótimo) ato de ler um livro (afinal a era da web democratizou e tornou todos iguais perante à boçalidade humana: ninguém mais quer saber de ler livros ou textos longos mas, sim, compartilhar bobagens e imbecilidades vazias e ligeiras em redes sociais e aplicativos de celular), a literatura ainda possui devotos fiéis e segue respirando. Parte essencial e intrínseca da cultura pop e de nossa formação cultural e intelectual, ler um (ou muitos) livro (s) deveria ser algo obrigatório na existência humana. Manter essa arte gigante viva então nos tempos atuais, publicando um livro, pode se tornar um autêntico ato de coragem.

Pois dois diletos amigos pessoais destas linhas virtuais de cultura pop que estão se despedindo da blogosfera BR após uma década e meia de presença nela, ousaram, tiveram coragem e acabam de se lançar em suas estreias literárias. O jornalista Jesse Navarro vem com o seu “Macumba Rock”. Já a farmacêutica (!) e publicitária Tatiana Pereira apresenta “De analgésicos e opióides”, título homônimo do blog que ela mantém já há alguns anos. E para saber do que se tratam os dois livros e conhecer um pouco melhor a trajetória dos autores, Zapnroll foi bater um papo com ambos. Sendo que as duas entrevistas você confere abaixo.

 

JESSE NAVARRO

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O jornalista e escritor Jesse Navarro e seu primeiro livro, “Macumba Rock”

 

Zapnroll – Você é jornalista de formação, já tendo passado por redações de veículos impressos e pela produção de programas de tv e para a internet. O que o motivou a lançar este seu primeiro livro?

 

Jesse Navarro – Sempre escrevi, no colegial fiz curso técnico de redator auxiliar, minha primeira faculdade foi letras e meu pai foi jornalista e escritor. No entanto, não conseguia me organizar para escrever um livro. Em 2017, o exercício de um curso de roteiro era criar uma série imaginária para a Netflix. Nasceu Macumba Rock. Como é muito difícil virar série mesmo, resolvi adaptar a história para um livro. Da ideia original da qual apresentei até um “pitching” no curso, só ficaram o título Macumba Rock e os papos entre o espírito de Raul Seixas e uns jovens ocultistas num cemitério. Virou Culto a Raul. O resto é coisa que vi na vida, histórias de minhas consulentes de baralho cigano e dos moradores de rua com quem trabalho. O objetivo é mostrar a capacidade humana de sair das trevas por quem já viveu nelas, o poder de superação pelos caminhos da arte e da espiritualidade. A trilha sonora da minha vida que sempre foi rock alternativo viveu uma mudança: passei a ouvir cada vez mais o que chamo de xamanismo eletrônico e sons cheios de tambores. Esses barulhos estavam na minha mente e viraram ficção. Inclusive na trilha sonora incluí também preciosidades musicais da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez, um dos discos mais vanguardistas dos anos 70, pós-tropicalista e debochado, com Raul Seixas, Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e Edy Star. Incluí essas trilhas na versão áudio livro que está em arte final. Foi uma fase inspirada da minha produção na Rádio Mundial, usando horas e horas de estúdio 2 para produzir esse material com vários dubladores. Lançamento será em mp3 em janeiro. Sei que tudo nasceu num curso de roteiros num momento de profunda transformação na minha vida pessoal.

 

Zap – Fale um pouco de sua trajetória jornalística e de suas influências literárias.

 

Jesse – Minha trajetória jornalística começou numa assessoria de imprensa na Prefeitura de Osasco. Meu sonho era o rádio, a televisão e peguei a internet chegando. Adorava ser repórter do jornal Primeira Hora, onde comecei cobrindo polícia e depois parei na política. Fui repórter de vários pequenos jornais e apresentador de várias pequenas emissoras de TV, rádio e internet, passando a ter mais pegada cultural. Entrei na RedeTV para ser editor de um programa da tarde e acabei trabalhando em algumas produções, pautei muito Márcia Goldsmidt na Band e dirigi o Clodovil interinamente por uns quinze dias. Durante dois anos fui assistente de direção. Aquilo era puro entretenimento e eu ainda vivia no estado da arte mais erudita. Meu programa na TV Osasco se chamava Giralata e acabou virando Oráculo em outro portal local. Criei um personagem punk místico cultural que atraiu a atenção da MTV da época. Aparecia no programa Gordo Freak Show, umas matérias externas, uma experiência bizarra pela proposta humorística de cornetar o artista na porta do seu show, mas uma experiência inesquecível de gravar uma externa com profissionais de verdade. Passei pelo Guia Quatro Rodas da Abril e depois disso, minha trajetória de jornalismo sobreviveu como comunicação e leitura de oráculos. Fui para a Rádio Mundial e hoje leio ocultismo, um ou outro romance espírita, minha influência literária é beat, Hunter Thompson, Plínio Marcos, cinema da Boca do Lixo. Dica de livro para verdadeiros estudantes de tarô: “O caminho do tarô”, Jodorovsky. A cultura de auto ajuda espiritual é um caminho que mudou minha leitura, meu radicalismo, coisas que assisto e impressões da existência.

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “Macumba rock”? Do que trata o romance, afinal?

 

Jesse – Havia um teste nesse curso de roteiros e os professores estimulavam os participantes a compararem as pessoas às séries. Me compararam com “Sons of Anarchy” e o rock realmente está em mim. Fiz uma piada interna comigo sobre isso. Lembrando de pontos da Umbanda e vendo que minha realidade hoje era muito mais tropical, bem mais alinhadas à busca da espiritualidade africana do que com o velho punk. Então veio Macumba Rock. O título antes de qualquer enredo. O romance se trata da capacidade de recuperação de pessoas parecidas perdidas, que não terão volta em suas decadências. Todas elas se encontram no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo. É um thriller que evoca um culto a Raul Seixas em meio a uma delirante e caótica vida macumbeira, festiva, cigana em que uma moça se revolta quando lhe dizem que sua pomba-gira é marmotagem e terá um destino de perdição enfrentando demônios em cemitérios e fazendo contato com Raul Seixas. Como prefaciou Newton Cannito, “Macumba Rock é um livro muito ousado: Navarro escreveu um thriller espiritual erótico, uma mistura heterodoxa de vários gêneros de sucesso. Tem prazer na leitura para todos os lados. Se você gosta de investigações policiais, leia o livro. Se gosta de literatura espiritual e quer saber mais sobre entidades da umbanda, leia o livro. Se quer ouvir detalhes eróticos de boas trepadas, leia o livro. E se você gosta de Raul Seixas, leia o livro”.

 

 Zap – Você hoje em dia se dedica a qual área? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Jesse – Hoje me dedico à comunicação holística. Apresento dois programas. Um na Rádio Mundial todo domingo, o programa Momento. E o programa Profecias do Momento, um canal do YouTube que realmente agregou uma comunidade participativa que interage escolhendo um dos três montinhos do baralho cigano. Levo adiante minha causa social com moradores em situação de rua, sempre trazendo novos parceiros até terapeutas musicais ou massagistas que tragam quick massage. Minha criatividade continua a mil e pretendo lançar outros livros.

 

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público? Você mesmo bancou a edição independente do seu livro?

 

Jesse – Ainda tem bastante gente lendo. O que quebrou o antigo mercado foi a Amazon. Como você é um jornalista da área cultural, me preocupo com sua visão pessimista. Antigas tradições sobreviveram e a leitura de livros é uma delas, que sempre lutou por seu espaço. As pessoas boçais são minoria e muitas se curarão. Existe uma evolução natural junto com uma mudança marcante de formatos, livros digitais dobráveis. Macumba Rock foi artesanal. Uma edição limitada para me lançar como escritor. E os dados ainda estão rolando.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Jesse – Meus heróis morreram de overdose e as obras favoritas foram desconstruídas. Cem anos de solidão, G G Marques, A Erva do Diabo, Castaneda, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Machado de Assis, modernistas, simbolistas, dadaístas, Dom Quixote, Mate-me por favor, Bukowski, Marcelo Rubens Paiva, Adelaide Carraro, Hemmingway e meu pai, Jesse Navarro Júnior, autor de “A voragem dos moribundos” (1975) e outros.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Jesse – Entre no site www.profeciasdomomento.com.br.

 

 

TATIANA PEREIRA

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Zapnroll e a escritora Tatiana Pereira, no coquetel de lançamento do livro dela

 

 

Zapnroll – Como e quando uma farmacêutica bioquímica foi se apaixonar por literatura e por cultura pop, a ponto de criar um blog sobre os dois temas e, anos depois, publicar um livro com os textos que saíram neste blog?

 

Tatiana Pereira – A minha profissão veio bem depois da paixão pela literatura e pela cultura pop. Nasci numa casa onde a literatura sempre foi reverenciada, então sempre li muito, desde criança, e comecei a escrever poesia muito cedo, mas tudo de forma muito pessoal, sem um plano para me tornar escritora. O blog aconteceu no comecinho dos anos dois mil e foi uma maneira de compartilhar o que antes ficava apenas “na gaveta” – acredito que tenha sido um processo natural da época.  Já a publicação do livro veio com mais maturidade, quando senti que já tinha escrito coisas que valiam à pena ter esse formato.

 

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “De analgésicos e opioides”?

 

Tatiana – O De Analgésicos & Opioides foi um mini conto que escrevi por volta de 2005 – vale dizer que o conto era bem pessoal, sem uma validade literária, tanto que nunca foi publicado em lugar algum – mas eu gostei do título dele e passei a usá-lo como título do blog. Para mim, a literatura é capaz de te proporcionar analgesia da mesma maneira que te leva às experiências mais loucas como o ópio, e quando fiz essa relação não consegui mais desvincular esses “signos”.

 

Zap – O livro possui 470 páginas reunindo crônicas e textos curtos. Todos já haviam sido publicados no blog ou há algo inédito?

 

Tatiana – Não. Pelo menos 60% do livro nunca foi publicado no blog, nem em qualquer outro veículo. Tem muito mais material inédito no livro do que espalhado pelos canais digitais.

 

Zap – Você hoje em dia se dedica à área de marketing, certo? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Tatiana – Sim. Fiz faculdade de Farmácia e Bioquímica e logo percebi que estudar marketing me ajudaria a desenvolver projetos de serviços de saúde com uma comunicação mais assertiva, mais direta, sem esse lado “sisudo” e muitas vezes “impondo medo” que a comunicação nessa área insiste em fazer – o que me incomoda muito. Para isso, acabei fazendo MBA em Planejamento Estratégico de Marketing, fiz pós em Marketing Digital, estudei Netnografia e decidi que precisava ter uma qualidade de vida melhor para poder fazer o que gosto sem a dureza do mundo corporativo. Foi quando, há 8 anos, abri minha própria empresa onde a área de saúde se torna uma divisão de negócio, mas amplifiquei o leque de serviços para outros segmentos. Tudo isso para poder ter tempo de escrever. Hoje já tenho mais dois livros praticamente prontos e tenho escrito roteiros de longas, curtas e uma previsão de lançamento de filme em 2019.

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público?

 

Tatiana – Você pontuou coisas importantes aí e me arrisco a dizer que as grandes livrarias começaram a deixar seus reais leitores/ consumidores de lado para investir nos leitores de internet – o que não haveria nada de errado se houvesse um equilíbrio, entendimento e planejamento. É só entrar nessas livrarias para perceber que na mesa dos mais vendidos e de lançamentos há uma série de réplicas de coisas já publicadas na internet e que não é mais novidade para quase ninguém. Tentar aplicar a rapidez e liquidez do ambiente digital nas lojas e nas editoras sem considerar a diferença de consumo dos dois ambientes nos levou a esse cenário triste da literatura. Em contrapartida, tem gente que entendeu o processo, e usa os canais digitais para levar o público para a loja física – que é o caso da editora Lote 42 que também é dona da Banca Tatuí e da Sala Tatuí, no bairro Santa Cecília, em São Paulo – que me faz acreditar que o livro impresso sempre vai existir, mas não na quantidade de hoje. E aí eu pergunto: se as grandes redes de supermercados entenderam que uma cidade como São Paulo precisa mais de mini mercados e uma curadoria geolocalizada de mix de produtos, por que as redes de livrarias não fizeram esse exercício?!

 

Zap – Para quem não conhece seu blog e seu estilo literário, o que esse possível leitor irá encontrar no seu livro?

 

Tatiana – O livro é uma série de crônicas e prosas poéticas que abordam os diferentes estados emocionais do ser humano fazendo referências à cultura pop – literatura, cinema, música, artes plásticas – usando, muitas vezes, a própria gramática como personagem.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Tatiana – Listas são sempre terríveis, pois tendem à uma injustiça. Risos! Mas vamos lá: meu deus é o Fernando Pessoa e seus heterônimos. Coleciono Júlio Cortázar, Clarice Lispector e Haruki Murakami como referência literária, e a Fernanda Young como o humor [ou a falta dele] de uma sofisticação para poucos. Gosto demais do Ariano Suassuna e tenho o tenho lido muito nos últimos anos. Minhas obras favoritas são Histórias de Cronópios e Famas, do Cortázar. Água Viva, da Clarice Lispector. O livro do Desassossego e toda obra do Alberto Caeiro, do Fernando Pessoa.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Tatiana – Na Livraria Blooks [São Paulo e Rio de Janeiro] e através da Indie Blooks: http://indieblooks.iluria.com/pd-5d701f-de-analgesicos-opioides.html. E diretamente comigo, pelo Pagseguro [vai com dedicatória e autógrafo]: https://bit.ly/2GBtoer.

 

 

ARQUIVOS DO JORNALISTA MUSICAL FINASKI – SAUDADES DOS SHOWS DE ROCK QUE VIMOS NA VIA FUNCHAL SP

Madrugada dessas estava o loker rocker aqui assistindo ao programa do Jools Holland (ou Jools “RÔLA”) no canal Bis. Gostamos de ver, sempre rolam atrações bacanas: nessa madruga, por exemplo, teve Damon Albarn (vocalista do Blur, pros desinformados de plantão), Black Keys e… Coldplay. Ok, ok, a banda não é mais o que era antes mas continuamos achando o dream pop inicial deles (pelo menos até o terceiro disco) digno de respeito. E ouvindo Chris Martin e sua turma se apresentando, nos lembramos saudosos das duas vezes em que vimos a banda ao vivo na finada Via Funchal.

Fomos pesquisar na web. No Wikipedia tem um verbete bastante completo sobre aquela que, na nossa opinião, foi mesmo a MELHOR casa de shows internacionais que existiu na capital paulista nos últimos 25 anos. Projetada com esmero e rigor, permitia que você assistisse super bem as gigs que lá aconteciam, estivesse onde estivesse lá dentro (havia uma pista em desnível em direção ao palco, com degraus, o que permitia que a fila à sua frente ficasse sempre ABAIXO da sua visão do palco). Fora que a acústica era ótima e a iluminação idem. Mas como tudo que é ótimo nunca dura para sempre o local encerrou atividades em dezembro de 2012, já que a dupla que era sócia de lá vendeu o mesmo a uma incorporadora imobiliária pela “bagatela” de R$ 100 milhões.

Enfim, a Via Funchal durou 14 anos, de 1998 a 2012. E nessa quase década e meia de existência, este jornalista eternamente rocknroll viu shows verdadeiramente incríveis por lá (alguns nem tanto, vamos ser honestos), e agradecemos isso à queridíssima Miriam Martinez, que foi assessora de imprensa máster da casa durante toda a existência dela. Miroca, que atualmente trabalha na Tom Brasil SP, é uma das nossas melhores e mais bacanas amigas na assessoria de imprensa rock paulistana há mais de 30 anos, e nunca nos deixou na mão, hehe. De modos que aí embaixo segue um resumo de algumas das gigs que vimos por lá, com rápidos comentários sobre cada uma delas e sobre o momento pelo qual estávamos então.

 

***Green Day (novembro de 1998): a Via Funchal existia há apenas dois meses e esse foi o primeiro show de rock que o blog viu lá. E foi showzão, casa lotada (cabiam 6 mil pessoas lá), a banda ótima no palco etc.

 

***Echo & The Bunnymen (setembro de 1999): os “homens coelho” finalmente retornavam ao Brasil após 12 anos de sua primeira e histórica passagem por aqui. Vieram na turnê do disco que marcou a volta do grupo, o PÉSSIMO “Evergreen”. Mas novamente a gig foi sensacional (enlouquecemos ao ver na nossa frente, pois estávamos COLADOS no palco, na área de imprensa, a banda começar a apresentação com a clássica “Rescue”), mesmo com Ian McCulloch sem voz alguma. E foi nesse show que o zapper estava acompanhado DELA! Quem? Ana S.B., um XOXOTAÇO goth que havíamos conhecido semanas antes na porta do Madame Satã. Linda, gostosa, 17 aninhos de idade (e o loker aqui com meus 36 já…), inteligentíssima e… totalmente PERVA, safada e ordinária, rsrs. O zapper se apaixonou pela garota. Fomos juntos ao Echo e depois passamos no também finado e saudoso Nias (um dos clubes de rock mais legais que existiram em Sampa), bebemos e dançamos por lá, até que propus irmos ao Madame (afinal, tínhamos nos conhecido na porta do casarão goth clássico do Bixiga). Ela topou. Pegamos um táxi e quando chegamos na porta do Satã, me disse que não queria entrar. “Vamos logo pro hotel TREPAR!”, falou, para nosso total espanto. Nem precisou pedir duas vezes. A foda foi do inferno e jamais esqueceremos do BOQUETE primoroso feito pela magrinha de peitos miúdos e rosto angelical perfeito como o de uma boneca de porcelana oriental. E também não me esqueço jamais dos seus gritos histéricos quando ela gozou. Trepamos ainda mais duas vezes e Aninha sumiu, para apenas me reencontrar muitos anos depois, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou o jornalista rocker novamente, foi na casa dele e DEU novamente. O blog se casaria com ela. Mas nunca mais a vimos depois de mais duas fodas canalhas e inesquecíveis.

 

***The Mission (junho de 2000): o quarteto gótico inglês já estava em franca decadência. Mas havia lançado um cd TRIPLO (!) e veio tocar aqui mais uma vez (depois virou carne-de-vaca no Brasil e o vocalista e líder Wayne Hussey até se casou com uma loiraça goth perua de Santo André, onde parece que mora até hoje). A Via Funchal quase lotou e a tribo goth enlouqueceu com os hits do grupo. Depois do show fomos parar num muquifo goth que estava funcionando no cu da zona leste paulistana, levados por um busão caindo aos pedaços e fretado pelos ex-donos do Madame Satã, para fazer o tal trajeto.

 

***Coldplay (setembro de 2003): a primeira visita dos ingleses ao Brasil. E já estavam no auge, prestes a lançar seu terceiro álbum de estúdio e com dois CDs primorosos na bagagem. Foram três noites absolutamente LOTADAS na Via Funchal. Não me lembro em qual fui, mas estava lá. De calça preta, camisa social branca de manga comprida e blazer por cima (disso me lembro bem). Ficamos EMOCIONADOS com a gig, de verdade. E quando saímos de lá fomos ainda em um coquetel fechado para convidados em Pinheiros, lançamento de um disco se não me engano. O coquetel era open bar e fiquei (claro!) num estado lamentável. Como sou adicto (dependente químico que não deveria sequer beber UMA gota de álcool), não deu outra: saí dali direto para o centro de São Paulo, para me ENTUPIR de CRACK. Final de madrugada absolutamente trágico para uma noite que havia começado de forma sensacional. Normal, faz parte.

 

***Massive Attack (maio de 2004): o zapper já tinha visto a trupe trip hop inglesa alguns anos no extinto Free Jazz Festival. Show mais uma vez perturbador. Pela concepção cênica e pela ambiência sonora total sinistra e sombria. Foi lindão, no final das contas.

 

***The Sisters Of Mercy (maio de 2006): também já estava em sua fase total decadente e vivia aparecendo para shows caça níqueis por aqui. Já os tinha visto 15 anos antes no finado ProjetoSP, onde a gig já não tinha sido grande coisa (a real é que a banda nunca foi muito boa ao vivo). Mas o povo goth amava a banda e assim bastante gente apareceu para revê-los ao vivo.

 

***New Order (novembro de 2006): o retorno do gigante synthpop inglês, depois de sua gloriosa primeira vinda ao Brasil, em 1988. Foi legal, a VF lotou (óbvio), Peter Hook (ainda estava no conjunto) deu show no baixo mas já não era mais a mesma coisa. Hoje em dia, então… só para TROUXAS ou FANÁTICOS.

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Echo & The Bunnymen (acima) e REM (abaixo): duas das zilhões de bandas gigantes da história do rock mundial e que o blog testemunhou ao vivo ao longo de nossa década e meia de existência, ambos em gigs na finada e saudosa Via Funchal SP

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***Coldplay (fevereiro de 2007): eles voltaram e lá estava Zapnroll novamente (iria cobrir a apresentação para o caderno B do diário carioca Jornal Do Brasil, onde Finaski estava colaborando então). Mais uma vez três noites lotadas. Mais uma vez showzaço emocionante. E felizmente desta vez não teve crack no final da noite.

 

***Interpol (março de 2008): a única gig que vimos dos nova-iorquinos pós punk que emulam Joy Division à perfeição. E foi ótimo!

 

***REM (novembro de 2008): um dos shows INESQUECÍVEIS da NOSSA VIDA. Uma das cinco bandas eternas da minha existência. Já os tinha visto em janeiro de 2001, no terceiro Rock In Rio. E aqui foi ainda melhor pois era espaço fechado e com muito mais visibilidade de palco e som muito melhor. E este zapper CHOROU quando a banda tocou “Losing My Religion”.

 

***Duran Duran (novembro de 2008): a volta do new romantic histórico inglês, 20 anos após tocar pela primeira vez no Brasil (em janeiro de 1988, no festival Hollywood Rock). Foi um dos melhores shows que assistimos na Via Funchal.

 

***Peter Murphy (fevereiro de 2009): gig solo do ex-vocalista dos Bauhaus. Na boa, foi chatíssimo, rsrs.

 

***The Kooks (junho de 2009): os inglesinhos indie rock dos anos 2000 estavam no auge e fizeram um bom set.

 

***Cat Power (julho de 2009): nossa deusa e musa americana ad eternum. Set melancólico, climático e lindíssimo. Sendo que o blog estava apaixonado e quase namorando com a Rudja, que morava (e mora até hoje) em… Macapá! Tanto que LIGAMOS pra ela do via celular no meio da apresentação, e tentamos fazer com que ela escutasse parte do show pelo celular.

 

***Belle & Sebastian (novembro de 2010): nossos eternos heróis escoceses do indie rock e dream pop. Show inesquecível, sendo que saíram lágrimas dos meus olhos ao final dele. E sim, o blog estava acompanhado da garota de Macapá (a Rudja), com quem havia namorado e noivado por um ano, e ela tinha vindo passar um mês em Sampa (também vimos juntos a primeira edição do festival SWU), pra nos despedirmos do noivado. Aquela noite pós B&S foi looooonga, com álcool, drugs etc. Mas não posso entrar em detalhes porque senão a fofa Telma (mãezona da garota e querida amiga nossa até hoje) me mata, hihi.

 

***Stone Temple Pilots (dezembro de 2010): outro show za ço! Scott Weiland sempre foi nosso “ídalo”, rsrs (e também do mozão André Pomba, ahahaha). No final da gig Zapnroll, já com algumas doses de whisky na cachola, deu de cara com o porcão, jotalhão e covardão José Flávio MERDA Jr., um dos seres humanos e jornalistas mais escrotos e imundos que tivemos o desprazer de conhecer em toda a nossa existência. Só não partimos pra cima do pança de elefante porque fomos contido pelo querido Pablo Miyazawa (então editor chefe da finada revista Rolling Stone Brasil). Depois o blog veria novamente o STP na segunda edição do festival SWU, em 2011 em Paulínea. E depois Scott se foi, morto por overdose de drugs aos 48 anos de idade. Viveu rápido, intensamente, e morreu jovem ainda. Como todo mundo deveria viver e morrer, no final das contas – é um CASTIGO cruel se tornar um velhote solitário, senil e gagá, definitivamente.

 

***Pulp (novembro de 2012): o fim para o blog por ali, e para o próprio Via Funchal em si. A gig foi no dia 28 daquele mês, dois dias depois do niver de 50 anos de idade do jornalista zapper. Foi uma despedida mega digna para o MELHOR espaço de shows de rock que já houve em Sampalândia. Deixou saudades. E quem viu o que vimos ali e relembramos nesta publicação, viu. Quem não viu não irá ver nunca mais.

 

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E PARA FECHAR COM CHAVE DE OURO A HISTÓRIA DAS MUSAS ROCKERS ZAPPERS, ELA! A MUSA SECRETA N.R., QUE PASSOU UM ANO CHIFRANDO SEM DÓ O MARIDO ENQUANTO ERA FODIDA NUMA PAIXÃO LOUCA PELO JORNALISTA LOKER ROCKER

Yeeeeesssss. Para encerrarmos verdadeiramente os quinze anos de Zapnroll no tópico “musa rocker”, teríamos que caprichar. Afinal muitas, lindas, divinas, devassas, bocetudíssimas, cadeludas, imorais e total pervas passaram por aqui ao longo desta década e meia. De modos que para terminar super bem também este capítulo, resolvemos caprichar e enlouquecer de verdade nosso dileto leitorado macho (cado), com uma reedição do ensaio DELA! Quem? Da musa SECRETA N.R., oras. E de quem não podemos revelar a identidade pois a garota é CASADA e durante um ano meteu corno sem dó no seu maridón, dando e fodendo com gosto com seu AMANTE zapper – este mesmo aqui, o eterno jornalista gonzo, loker e rocker. A paixão entre ambos foi algo realmente avassalador. Mas tudo que é ótimo um dia acaba. Ficaram então as lembranças. Que você confere aí embaixo, sem moderação alguma!

 

Nome: N.R.

Idade: 36 anos.

De: São Paulo.

Mora em: São Paulo.

Com quem: com o marido.

O que faz: já foi comerciária, hoje cuida da sua casa.

Paixão: literatura, sendo que seus autores preferidos estão Charles Bukowski e o cubano Pedro Juan Gutiérrez.

Música: fã de Tiê, Ana Carolina, Cazuza, Chico Buarque e Legião Urbana.

Como ela e o autor deste blog se conheceram: foi através de um grupo de discussão na internet sobre a obra do velho safado Charles Bukowski, o célebre autor americano do qual ambos são fãs devotados. Os papos online começaram, depois ligações pelo celular. Começou a negociação para um encontro pessoal e ao vivo, o que não demorou a acontecer. E o que era para ter sido apenas uma única tarde de foda intensa porém sem compromisso emocional algum, se tornou uma paixão avassaladora que durou um ano e dezenas de TREPADAS enlouquecedoras, com o casal GOZANDO tudo o que podia. Como a situação não poderia se prolongar ad eternum sem que uma possível tragédia acontecesse, tudo se findou um dia. Restaram as lembranças imagéticas e uma amizade que perdura até hoje.

 

FRASES INESQUECÍVEIS DISPARADAS DURANTE ALGUMAS DAS FODAS DESVAIRADAS DO CASAL

 

“A irmã CRENTE rezando, e a PUTA aqui dando!” (N.R., numa tarde de sábado, quando estava sendo traçada de ladinho pelo jornalista Finas, e lembrando que naquele exato instante sua irmã, que é evangélica, deveria estar na igreja orando)

 

“Vai, me dá LEITE DE PUTA!” (era assim que N.R. se referia ao esperma, que adorava BEBER sem restrição. E Zapnroll soltou muita porra na BOCA dela, ulalá!)

 

“A puta branquela, peituda, magra e perfeita!” (assim Finaski se referia a N.R., já que ela é branca como um fantasma, possui bunda durinha e miúda, pernas finas e peitos GIGANTES)

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Uma BOCETA do inferno e sempre em chamas!

 

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Peitões portentosos

 

 

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A bundinha magra e durinha de uma cadela branquela e puta sem igual

 

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Uma devotada fã de literatura

 

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Sim, o CORPO dela sempre acalmava o velho jornalista

 

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O casal saciado carnalmente, após uma de suas fodas alucinadas

 

 

2003-2018 – FIM DA HISTÓRIA ZAPPER!

Sim! Tudo tem um fim, tudo um dia acaba. Foi ótimo enquanto durou e foi um imenso prazer estar com todos vocês durante os últimos quinze anos. Nos vemos por aí! Beijos na galera que ainda ama rocknroll, vocês estarão sempre em nosso coração!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28-12-2018 às 18:30hs.)

 

Em post modesto e reduzido (pois o blog está preparando sua lista dos melhores de 2012) o espaço zapper fala sobre o fim DE FATO da Via Funchal, analisa o possível fim da MTV, além de falar desses boatos infundados que muitas vezes inundam a blogosfera, e também daquela velha história do comeback de Bob Smith e sua turma ao Brasil (plus: o novo vídeo do Rock Rocket, para a xoxotuda “Maria Eugenia”, uia!)(versão final, ampliada, em 18/12/2012)

Tudo que é ótimo sempre chega ao fim, néan? Em semana que houve boatos sobre o fim do festival Planeta Terra (desmentido, felizmente) e sobre o possível fim da MTV (ainda em suspense…), sobrou mesmo para a ótima Via Funchal (foto acima): a melhor casa de shows musicais de médio porte da capital paulista fecha de fato as portas em 2013; pelo menos a ótima notícia (apurada e confirmada pelo blog zapper) é que Bob Smith e o Cure (abaixo) estão mesmo voltando ao Brasil, em abril/maio 

 

Pois então.
Não dá pra fazer um post com quase cinqüenta mil caracteres (como foi o caso do último) toda semana, néan? Sacumé, final de ano chegando, tudo fica mais calmo (quer dizer, mais ou menos…) no mondo pop/rock, o blog começa a preparar sua lista de melhores de 2012 (que estará por aqui na semana que vem), de modos que hoje Zap’n’roll vem bem modestinha, hehe. Mas ainda assim falando de temas, hã, palpitantes e que andaram sacudindo a galere nos últimos dias. E dá-lhe boatos e especulação sobre o fim da MTV (já comentado aqui no último post), fim do festival Planeta Terra (já desmentido, rsrs), fim das atividades da casa de shows paulistana Via Funchal (confirmado) e a volta do gigante e lenda goth The Cure ao Brasil (esse, sendo investigado agora, já na tarde de sexta-feira, por estas linhas online, sendo que você fica sabendo logo aí embaixo o que apuramos a respeito, uia). De modos que sem muitas delongas esta semana vamos apenas a algumas notas/análises rápidas aí embaixo, a respeito desses assuntos. Lembrando que no próximo post vem a lista dos melhores do ano pelo blog zapper e aí… férias merecidas que ninguém é de ferro, hehe.

 

 

VIA FUNCHAL – O FIM, ENFIM (E INFELIZMENTE)

Jarvis Cocker, vocalista e líder do inglês Pulp, tocando no final de novembro em Sampa, na Via Funchal: quem viu, viu; quem não viu…

Talvez a melhor casa de shows musicais de porte médio (por porte médio, entenda-se um espaço onde cabiam até seis mil pessoas) da capital paulista na última década e meia, a Via Funchal, localizada no bairro de classe média alta da Vila Olímpia (na zona sul de Sampa), vai mesmo fechar suas portas a partir do mês que vem. A informação foi confirmada ao blog há pouco, em conversa informal entre estas linhas online e a querida Míriam Martinez, assessora de imprensa da casa e dileta amiga pessoal zapper há mais de duas décadas.

 

Os boatos sobre o fechamento do local já rolavam fortes há várias semanas. O motivo para o provável fechamento era, senão outro, a especulação imobiliária de sempre e que anda atacando com apetite voraz determinadas regiões da cidade (como a própria Vila Olímpia ou a região no entorno da rua Augusta, no centro de Sampalândia) nos últimos tempos. Pois a Via Funchal acaba de se tornar a mais nova vítima dessa especulação: o terreno onde está localizado o imóvel da casa de shows foi vendido para uma incorporadora. E dentro da própria Via Funchal ninguém se pronuncia oficialmente sobre o assunto mas os dois proprietários do local já autorizaram a querida Míriam a informar que, sim, a Via Funchal localizada na rua do mesmo nome deixa de existir como espaço de shows musicais e outros eventos na área de entretenimento a partir de 2013.

 

O último show musical por lá seria o da cantora Norah Jones, que iria se apresentar na Via Funchal amanhã (sábado), com tickets esgotados. Como Norah cancelou sua turnê no Brasil (em função da morte de seu pai, a lenda Ravi Shankar, ocorrida esta semana nos Estados Unidos), a história musical da casa está definitivamente encerrada.

Zap’n’roll na entrada da Via Funchal, ao final do show do britpop Pulp, no último dia 28 de novembro: o blog perdeu as contas de quantas gigs fodásticas assistiu ali. Vai deixar saudades!

 

O último show visto por Zap’n’roll lá foi o da banda inglesa Pulp, que aconteceu no último dia 28 de novembro. E o blog perdeu a conta de quantas gigs fodásticas ele presenciou ali. New Order, REM, Echo & The Bunnymen, Interpol, Massive Attack, Cat Power, The Kooks, Stone Temple Pilots, Duran Duran, Coldplay…foram incontáveis os grandes momentos rockers presenciados por estas linhas online na casa da rua Funchal.

 

Vai deixar saudades, e muitas. A Via Funchal tinha ótima localização, ótima estrutura para acomodar a platéia (espaço circular com o palco ao fundo, degraus que permitiam a todos assistir com ótima visão o que rolava em cena), ótima acústica, bares estrategicamente localizados na pista etc. Com o seu desaparecimento a maior cidade do país fica ainda mais carente de espaços para shows gringos de médio porte: restam agora o longínquo e tenebroso (na questão de acústica e localização) Credicard Hall e o HSBC Brasil. Sendo que nenhum dos dois jamais superou a VF em termos de funcionalidade.

 

Pra quem viu shows por lá, restam as lembranças. Pra quem não viu, a solução é torcer para que São Paulo ganhe, em breve, um espaço para eventos musicais tão bacana quanto era a, desde já, saudosa Via Funchal.

 

 

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O BLOG ZAPPER APUROU: CURE EM ABRIL, COM (POR ENQUANTO) TRÊS SHOWS NO BRASIL
Yep. Que Robert Smith está finalmente voltando ao Brasil com o gigante goth The Cure em 2013, já são favas contadas desde que o próprio Bob anunciou, no primeiro semestre deste ano, que a banda tocaria na América do Sul no ano que vem – sendo que não custa lembrar que nos últimos quinze anos o grupo “prometeu” diversas vezes que voltaria ao Brasil. Promessa nunca cumprida, rsrs.

 

Mas como costumam dizer no jargão popular: agora vai, uia! Esta semana espaços de cultura pop na blogosfera brazuca começaram a trombetear que a turnê sul americana da Cura já estava praticamente fechada e que só faltava o anúncio oficial, que deverá ser feito na próxima semana. De modos que, acompanhando todo esse falatório, estas linhas bloggers curiosas resolveram deixar a preguiça de lado e foram na tarde desta sexta-feira apurar o que há de fato CONCRETO na operação The Cure – Brazil Tour 2013.

 

O blog entrou em contato com um “chegado” seu que, por acaso, presta serviços para a produtora que está negociando (e fechando) a vinda da lenda goth ao Brasil (sendo que eles também irão tocar no Chile e Argentina). Em bate-papo telefônico, o blog apurou o seguinte junto à sua fonte (que pediu sigilo absoluto, pra não foder o trampo dele, óbvio):

 

O Cure vem para a América Do Sul em abril e fica por aqui até o final do mês pois em maio a banda já voa para gigs na Europa. No Brasil, especificamente, irão acontecer (por enquanto) TRÊS shows, na primeira quinzena do mês: em São Paulo, Rio e Porto Alegre. Há a possibilidade de um show extra em Sampa, de acordo com a demanda de ingressos. Também há a possibilidade de rolar uma data ou em Curitiba ou em Belo Horizonte.

 

Os shows em Sampa deverão acontecer (infelizmente) no horrendo Espaço das Américas, onde a referida produtora já realizou vários outros shows gringos importantes. Há duas configurações possíveis para o Cure em Sampa: ou dois shows no Espaço das Américas ou um único na arena Anhembi. Por último: os tickets começarão a ser vendidos a partir de janeiro e, sim, haverá a famigerada pista Premium entre eles.

 

Foi isso que Zap’n’roll apurou na tarde desta sexta-feira, sobre a volta do Cure ao Brasil. Nunca é demais lembrar: a banda liderada por Bob Smith já tocou por duas vezes aqui. A primeira em março de 1987, com gigs sold out por todos os lugares por onde ela passou. A segunda e última vez foi há quase dezessete anos, em janeiro de 1996, na edição daquele ano do extinto festival Hollywood Rock. O grupo tocou então em Sampa (no estádio do Pacaembu) e no Rio (na Apoteose) e enlouqueceu a galera goth com um set que durou quase três horas. Mais ou menos o mesmo tempo que tem durado os shows da atual turnê onde o conjunto, além do vocalista e líder inconteste Robert Smith, ainda conta com o igualmente eterno Simon Gallup no baixo, Roger O’Donnell nos teclados, Jason Cooper na bateria e (voilá!) Reeves Gabrels, que já tocou com o gênio David Bowie no grupo Tin Machine (quem se lembra?)

 

E fora que a passagem do grupo por aqui em 1996 rendeu uma entrevista sensacional para a então ainda edição impressa da revista Dynamite (saudades, saudades…), feita pelo sujeito aqui e que apareceu assim (veja aí embaixo) do ladinho de Bob Smith, em foto tirada durante o bate-papo, no lobby do hotel Maksoud Plaza.

 

É isso. Góticos novos e tiozões (como o zapper que digita estas linhas virtuais) podem preparar os coturnos, os óculos escuros, as capas pretas e começar a desgrenhar as cabeleiras: Cure Brazil tour – abril de 2013. É logo ali…

Sampa, janeiro de 1996: há dezessete anos o Cure veio ao Brasil pela última vez, para se apresentar no extinto festival Hollywood Rock. E antes do show na capital paulista Zap’n’roll (ainda um jovem e morenudo jornalista junky e rocker, hihi) bateu dois dedos de prosa com Robert Smith, hehe. Pois agora chega de saudade: o Cure, felizmente, está vindo novamente aí!

 

 

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FECHANDO A TAMPA
Final de ano batendo na cara, entonces vamos fechar logo esse post comentando que, yep, a situação continua indefinida lá pelos lados da MTV. Tudo vai ser sim resolvido em janeiro vindouro e é muito óbvio que ou a emissora muda radicalmente sua grade de programação e volta a se concentrar em MÚSICA e informação ADULTA e de qualidade, ou tchau e benção.

Sobre a boataria que rolou na blogosfera nos últimos dias, dando conta do provável fim do festival Planeta Terra em 2013: a própria direção do portal se encarregou de DESMENTIR o boato, afirmando que o evento rola sim, firme e forte, no final do ano que vem. Tá vendo o que dá querer saber mais que todo mundo e ficar inventando “furos” do além e que não correspondem à realidade?

Por fim, indicações zappers pra esta semana (post sendo finalizado no final da tarde de terça-feira, já): nesta quinta-feira, depois de amanhã em si, tem showzão de lançamento do novo álbum dos queridos Rock Rocket, lá no BecoSP (no baixo Augusta), naquela que promete ser a última grande esbórnia/putaria rocker de 2012, uia! O blog vai estar por lá e nessa mesma quinta-feira teremos o último post zapper deste ano, com a nossa lista de melhores dos últimos doze meses e a resenha do novo trabalho do RR. Por enquanto, de aperitivo, você fica com o novo vídeo deles, para a supimpa “Maria Eugenia”.

E nós estamos de volta aqui nesta quinta-feira, okays? Até logo menos então!

Rock Rocket – “Maria Eugenia”

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 18/12/2012, às 19hs.)

 

Chega de choradeira e de saudade! Após passar por um período rápido de “ócio criativo” (uia!) o blogão volta e põe a casa em ordem e os assuntos em dia: as gigs, os atrasos e o encalhe de tickets de miss Velhonna, o showzaço de um pequeno gênio indie, a morte de gênios do jornalismo e da arquitetura, o niver de um gênio do cinema e… uma mega e exclusiva entrevista com o gigante Barão Vermelho, uma das quatro melhores e mais lendárias bandas do rock BR dos 80’, que está completando trinta anos de estrada e toca neste sábado em Sampa, wow! (plus: resenhas dos discos de Ben Kweller e do Amplexos)(versão atualizada e finalizada em 8/12/2012)

O grande rock’n’roll continua vivo e forte e vai sobreviver sempre assim, seja através das fodásticas músicas do gigante Barão Vermelho (acima, completando trinta anos de estrada e que se apresenta neste sábado em Sampa, sendo que só no blogão zapper você lê uma mega e exclusiva entrevista com o grupo), seja nas singelas canções indie folks do pequeno gênio Ben Kweller (abaixo), que tocou esta semana em Sampa na mesma noite do show da miss Velhonna, e encantou o público que lotou o auditório do Sesc Vila Mariana, em Sampa

 

Saudades do blog?
Nós também estávamos, hihihi. E nestes tempos ultra vorazes da internet, de um mundo pós-digital onde o excesso de informação, a velocidade da mesma e a superficialidade de boa parte também da mesma são norma corrente, passar quase duas semanas sem atualizar um dos blogs mais lidos e acessados da web brasileira de rock alternativo e cultura pop pode parecer estranho e causar apreensão em nosso hoje enorme e sempre dileto leitorado. Mas acontece, faz parte. Ainda mais quando de repente o autor de Zap’n’roll se vê premido por uma série de compromissos noturnos que vão, hã, minando sua disposição em sentar na frente do notebook e escrever estas linhas online. Foi assim semana passada: show na quarta-feira (Pulp), show na quinta (The Cribs), correria na sexta, DJ set no sábado (no sensacional Lab Club, no baixo Augusta, dentro da Tiger Robocop, atualmente uma das festas noturnas mais bombadas do circuito alternativo paulistano) e mais isso e aquilo tudo. Como estamos já em plena vivência de nossos assumidos 5.0 de existência e não temos mais o fôlego e a disposição de um garotão de vinte e poucos anos, foi batendo aquela preguiça (assumimos) master – e enquanto isso o mondo pop/rock pegando fogo, claro. Junto com a preguiça em si também veio o inevitável ataque de uma crise de inadequação existencial mediana e passageira. Daquelas que põem você em cheque, contra a parede, e disparam uma série de dúvidas em seu cérebro: estamos felizes? Fizemos realmente tudo o que queríamos em nossa vida? Somos melhores hoje ou falta-nos algo ou muita coisa ainda? Nos sentimos solitários? Sem amor? Iremos durar muito ainda ou pouco? E ficaremos só no tempo que nos resta? Ou teremos alguém, alguém especial e que seja muito diferente das zilhões de pessoas que passaram pela nossa trajetória nas últimas cinco décadas? Enfim, os questionamentos foram se desencadeando e se avolumando, foi necessário um “ócio criativo” para dar atenção e responder a algumas dessas questões (isso, entre leituras de livros e audições de discos, sempre, e nesse aspecto o imortal velho louco Charles Bukowski tem sido um ótimo companheiro) e finalmente estas linhas virtuais voltam ao seu pique normal, com um postão que pretende sim falar ainda de (e analisar) assuntos que já foram esmiuçados por todo mundo nesses tempos frenéticos mas que, por mais que já pareçam “batidos”, sempre ainda chamam a atenção quando analisados e comentados de uma forma que faz toda a diferença – como sempre tem sido feito aqui, neste que é sem modéstia alguma um dos espaços mais bacanas da blogosfera brazuca quando se trata de dissecar com rigor (e também bom humor, claro) algo importante na esfera da cultura pop. Mas um post que também vai abrir espaço (vejam só!) para uma entrevista enorme e mega exclusiva com dois personagens-chave do rock brasileiro dos anos 80’: o guitarrista, vocalista e compositor Roberto Frejat e o baterista Guto Goffi. Yep, os fundadores do grande Barão Vermelho e que há anos são chapas do autor destas linhas bloggers rockers. A entrevista é mais do que justificável: o Barão é sim um dos maiores nomes da história do rock BR, deu ao país um gênio como o imortal e inesquecível Cazuza (cuja poesia em forma de letra musical será eterna e atual, sempre, além de massacrar a ignorância e a vergonha alheia que dominam hoje a produção textual das ridículas bandinhas do pobre e vergonhoso rock brasileiro) e está completando trinta anos de existência. Para comemorar resolveu cair na estrada por seis meses, sendo que neste sábado a gig única é em Sampa, no velho e longínquo Credicard Hall. Então, vamos lá: de volta à velha forma zapper e isso já às vésperas do final de mais um ano, onde teremos ainda dois ou três posts pela frente. Depois, mais um ócio criativo de final/início de ano. E se o mundo realmente não acabar no próximo dia 21 o blogão campeão em cultura pop volta em 2013 para seu possível último ano de existência (afinal, já são dez anos no ar!), quando ele será encerrado com chave de ouro, com um livro compilando os melhores posts e colunas. Mas por enquanto vamos nos deter aqui e agora, neste post que você está começando a ler. Vai em frente e divirta-se por nossa conta!

 

* Entonces, como já comentado aí em cima, no nosso tradicional texto inicial, a correria de shows foi grande da semana passada pra cá. Resumindo bem a ópera: o Pulp foi ok na Via Funchal (o derradeiro show de rock da melhor casa de shows internacionais da capital paulista? O mistério permanece: quando foi retirar seu convite pra assistir a gig do quinteto britpop, estas linhas online bateram novamente um rápido papo com a sempre queridaça Miriam Martinez, dileta amiga zapper há mais de duas décadas e assessora de imprensa do local. Miroca reiterou mais uma vez o que vem dizendo: que ninguém se manifesta INTERNAMENTE sobre o fechamento da Via Funchal, mas que existe um forte rumor nesse sentido e que tudo deverá ser finalmente esclarecido após a virada do ano. O jeito é aguardar e torcer para que tudo não passe realmente de… boatos). Jarvis Cocker em grande forma aos 4.9, público bem reduzido mas animadão (o blog assistiu boa parte da apresentação ao lado do casal de amigos Daya e Marcos) e mais de duas horas de um show que poderia ter sido mais enxuto – o primeiro bis, todo mundo já soube, teve quatro músicas, um exagero evidente. Como estas linhas virtuais comentaram com alguém, na saída da balada: uma boa apresentação de uma banda pela qual Zap’n’roll nunca morreu de amores, afinal.

 

* Se for pra comparar, os moleques ingleses do Cribs foram muuuuuito melhores na noite seguinte, lá no Beco do baixo Augusta. Show esporrento, casa cheia, ótimas músicas e cerveja gelada deram a tônica da noitada. Fora que o blog reencontrou seu amigo de longa data, mr. Tiago Bolzan e a dupla rocker fã de uma esbórnia noturna ainda foi parar no Astronete e de lá, ainda depois, foi parar em… segredo, rsrs, sendo que a noite foi longa, definitivamente, uia!

 

* Yep: ainda falando em “fechamentos”, o blog de tv da Folha online comenta em sua edição de hoje que o destino da MTV, pra lá de nebuloso, será decidido mês que vem pela cúpula da editora Abril (que administra a emissora). Mas parece que o fim está mesmo próximo lá pelos lados da Alfonso Bovero e o Brasilzão vai ficar sem o seu primeiro canal musical. Também culpa dela mesmo, néan? Uma emissora que já teve Fábio Massari, Gastão Moreira, Jornal da MTV, Lado B, Buzz (quem se lembra?), 120 Minutos (quem se lembra?), Hermes & Renato e os caralho, tudo de altíssimo nível, e hoje se compraz com tranqueiras de última categoria como PC Siqueira, Trolalá (aquela Tatá Werneck é verdadeiramente insuportável, ela e os retardados todos que fazem o programa) e outros programas de auditório pavorosos (Acesso, Provão, Luv, cada um pior do que outro), só podia estar mesmo na linha de tiro. Fora que a concorrência (Multishow, YouTube, PlayTV) está bravíssima. É foda… o blog só assiste a MTV hoje em dia de madrugada (os clips do Na Brasa, Goo e Big Audio) e olhe lá. O resto é, com o perdão do neologismo que não existe, “inassistível”, rsrs. Aguardemos janeiro pra saber a pá de cal vai ser mesmo jogada.

A MTV deverá ir mesmo pro saco em 2013. Também pudera: com “estrelas” como a imbecil Tatá Werneck em sua grade de programação falida, não há mesmo o que fazer…

 

 

* Enquanto isso a turba incauta aguardava ansiosa pelas gigs de miss Velhonna por aqui. Ingressos a preços extorsivos, gente armando acampamento na fila dos locais dos shows há mais de mês, todo sacrifício valeu à pena pra ver (ou rever) a vaconna loira que um dia já foi a grande rainha do pop. Mas… será que valeu mesmo??? No primeiro show da turnê MNDA por aqui, domingo último no Rio, o atraso pro início da apresentação foi de “apenas” três horas. Na terça e quarta-feira em Sampa, a mesa coisa (sendo que na gig de quarta dona Vaconna culpou a chuva pelo atraso, uia!). Fora que há relatos de que em trechos do show Madonna simplesmente apela pro playback na cara larga. Some-se a isso mais um novo episódio de ENCALHE de tickets (dos que estavam sendo vendidos pro show da loira cinquentona), e chega-se à conclusão de que realmente em 2013 as produtoras de eventos musicais internacionais no Brasil vão ter que rever com muito rigor sua política em relação aos preços cobrados pelos ingressos pra se ver shows, concertos, musicais etc. É óbvio que a questão da carteira de estudante se transformou em uma excrescência e uma putaria vergonhosas no Brasil (uma autêntica mina de dinheiro na verdade, onde a porra da Une é uma das maiores responsáveis por esta pilantragem que distribui, em troca de grana, carteirinhas à rodo e pra qualquer um). Porém as produtoras também têm sua parcela de culpa nessa história toda. E não é pouca culpa não pois no Brasil, como sempre, a ganância impera e grita mais alto. Enfim, tudo precisa ser revisto e rediscutido em 2013, sob pena de o país começar a perder ótimos shows devido à baixa procura pelos ingressos. Quem avisa…

Que vergonha Velhonna/Vaconna: fazer os fãs suportarem atrasos de três horas em cada show no Brasil, e ainda por a culpa na chuva. Tsc, tsc…

 

* A propósito desse papo todo sobre meia-entrada em shows, preços abusivos na venda dos ingressos, ganância de produtores etc, a XYZ Live, através da sua assessoria (feita pela Midiorama), anunciou ontem a vinda da biba véia Elton John ao Brasil, em fevereiro próximo. Os shows serão em Porto Alegre, São Paulo e Brasília e… adivinhem! Os preços serão aqueles “camaradas” de sempre e que estão sendo praticados na área de turnês internacionais há tempos já por aqui. Por exemplo, para a gig em Sampa, dia 27 de fevereiro no Jockey Club: o ticket mais barato sairá por 250 mangos (pra uma cadeira que deverá ser lá no cu da pista do Jockey). E o mais caro, para a sempre famigerada “cadeira Premium” (bem na frente do palco, óbvio), será vendido pela bagatela de mil reais. Fala sério… yep, mr. Elton John já prestou serviços mega clássicos e relevantes para a história do rock’n’roll mas, na boa, não dá pra encarar uma apresentação da “tia” por esses valores. Moral da história: mais um encalhe de ingressos à vista.

A bexa véia do rock volta ao Brasil, para shows em fevereiro/março de 2013. Mas com ingressos custando mil pratas, é melhor passar longe

 

* Agora, se estas linhas bloggers lokers estão com algum arrependimento nas últimas quarenta e oito horas, foi de ter perdido o show do mini gênio Ben Kweller na última terça-feira, no Sesc Vila Mariana em Sampa. Yep, o blog já estava sabendo que Ben (aquele garoto que foi revelado aos quinze anos de idade, no grupo Radish e que se lançou em carreira solo em 2002 com o sensacional álbum “Sha Sha”, que chegou a sair no Brasil via Rca/BMG; estas linhas online tinham o cd original, que se perdeu ao longo dos anos. Hoje, o blog mantém o discão arquivado no HD do seu notebook) iria fazer uma inesperada e bizarra tour brasileira há algumas semanas, e chegou a comentar o fato aqui e em sua página no faceboquete. Mas como a memória do sujeito aqui por vezes também falha, e com o oba-oba em torno das vindas do Pulp, Cribs, Madonna etc, deu no que deu: a divulgação da gig em Sampa foi nula – e mesmo assim os ingressos para a apresentação única se esgotaram em espantosas duas horas! Quando o sujeito aqui se lembrou de que haveria o show, já era tarde demais. Sem ingressos pra comprar e sem algum convite fornecido pela assessoria do Sesc ou mesmo pela produtora do show em Sampa (a famigerada Agência Inker, misto de produtora de shows e assessoria de imprensa que só procura todos os jornalistas disponíveis no mercado quando ela, a Inker, está divulgando algo que de antemão ela já sabe que não irá ter repercussão alguma junto à mídia. Quando se trata de um evento com tickets esgotados em poucas horas, dona Inker se “esquece” de muitos jornalistas, por achar que eles são menos jornalistas que os outros. Lamentável, pra dizer o mínimo…), lá se foi a apresentação de Kweller, infelizmente.

 

* O garoto é gênio e o show deve ter sido fodão. Durante um tempo a musical press americana chegou a considerar que Ben Kweller era seríssimo candidato a ser um novo Bob Dylan. Exageros à parte a habilidade do cantor, compositor, guitarrista, pianista e gaitista é visível à primeira audição de “Sha Sha”, um disco recheado de lindas canções e um dos grandes lançamentos do indie rock do novo milênio. A mesma habilidade que pode ser vista e ouvida no seu mais recente álbum, “Go Fly A Kite”, que saiu em fevereiro desse ano e recebeu pouca ou nenhuma atenção da rock press brazuca – mas o blog fala melhor dele nas indicações zappers desta semana, lá no final do post.

 

* Enfim, sorte de quem foi ao Sesc Vila Mariana anteontem. Na mesma noite em Sampa, a exata oposição entre o que resta do carcomido mega mainstream musical planetário (com Madonna no estádio do Morumbi), e o ainda grande e ótimo rock independente americano (Kweller, que veio sozinho, sem banda, e assim mesmo segundo resenha entusiasmada do portal G1, “arrancou o público das cadeiras no teatro do Sesc”). É isso aê!

 

* Aí embaixo, um pouco do que foi o show do nosso herói indie na última terça-feira, em Sampa:

“Full Circle” – Ben Kweller ao vivo no Sesc Vila Mariana em Sampa, na última terça-feira

 

 

* E não, pelamor! Sem fotos do Instagram do show, que isso já encheu o saco nesse mundo de “mudernidadades” ocas e fúteis.

 

* E depois de falarmos bastante de algo tão bacana (o show do Ben Kweller anteontem em Sampa), somos obrigados a nos deparar com uma notícia fedida dessas: o produtor Rick Bonadio (aquele…) vai mostrar em 2013 uma música inédita que ele tem guardada dos… Mamonas Assassinas! A mesma será apresentada durante o reality show que Bonadio vai ganhar no canal musical pago Multishow. Wow!

 

* Puta que pariu! O mundo está mesmo acabando! Vem cá, digam vocês leitores zappers: a essa altura do campeonato, QUEM precisa de uma música inédita dos Mamonas Assassinas??? E, pior, quem precisa ser torturado e obrigado a assistir a um reality show estrelado pelo “gênio” Rick Bonadio? Fala sério Multishow… já não basta a MTV que está indo pro saco?

 

* Jack White, ninguém discute, é um dos poucos gênios do rock mundial dos anos 2000’. Também dono de um dos já eleitos melhores álbuns de 2012 (o fodástico “Blunderbuss”), o guitarrista, vocalista e compositor que um dia deu ao mundo os espetaculares White Stripes e Raconteurs, foi curto e grosso em uma entrevista à revista britânica Squire, sobre o que ele acha do mundo fútil de hoje das celebridades, entre elas Lady Gaga. “É só imagem, não há conteúdo”, disparou ele sobre a loira. Alguém discorda?

O gênio do rock dos anos 2000, Jack White (acima), descendo o cacete na loiraça Lady Gaga (abaixo, na gig dela em Sampa este ano): ele tem razão no que diz 

 

* Jack sabe das coisas. Assim como o grande e histórico Barão Vermelho também sabia – e continua sabendo, como você pode conferir aí embaixo, no bate-papo gigante do blog com Roberto Frejat e Guto Goffi.

 

 

BARÃO VERMELHO – TRINTA ANOS ESTA NOITE…
O nosso jovem e dileto leitorado, que acompanha essas linhas poppers rockers online há tempos, por certo poderá estranhar: “Barão Vermelho na Zap’n’roll? A trôco de quê, afinal?”. Reação imediata e compreensível de uma galera jovem (e quase sem memória alguma, sempre) e pra quem hoje o quinteto carioca é algo, hã, “careta”, “velho” e muuuuuito distante da realidade musical atual de um país dominado (no que resta da indústria musical mainstream e em boa parte de sua mega mídia, seja ela eletrônica, impressa, visual ou radiofônica) por gêneros como sertanejo universitário ou axé.

 

Pois há zilhões de motivos para o lendário, eterno e insubstituível Barão Vermelho estar aqui hoje, como assunto principal deste post zapper. O grupo que surgiu em 1982 no Rio De Janeiro deu à história da música brasileira um de seus maiores poetas, gênios e letristas – Cazuza, óbvio. Além disso o Barão, que na verdade foi fundado pelo baterista Guto Goffi e pelo guitarrista e vocalista Roberto Frejat, fez parte de um momento histórico e hoje clássico do rock nacional: a chamada geração anos 80’, que legou para a música brazuca nomes essenciais como Legião Urbana, Titãs, Paralamas Do Sucesso, Plebe Rude e… o próprio Barão Vermelho, claro. Todas bandas que possuíam uma excelência musical, um nível de qualidade textual e instrumental inimagináveis de se encontrar hoje em dia no porco e pobre rock brasileiro, seja ele ainda mainstrem ou independente (o grosso da produção atual, que foi nivelada abaixo do chão pela turma calhorda e politiqueira da ONG tristemente conhecida como Fora do Eixo, que montou um verdadeiro APARELHAMENTO em Sampa, objetivando poder político e mamação de grana sem fim na teta pública. Enquanto isso, a música e a qualidade musical que se fodam).

 

Só o citado aí em cima já bastaria para justificar este tópico com o Barão Vermelho no blog. Mas ainda há outros motivos também especiais: no ano em que a banda completa trinta anos de trajetória e reedita seu primeiro álbum (“Barão Vermelho”, editado em setembro de 1982), acrescido da faixa inédita “Sorte & Azar” (outro clássico escrito pelo inesquecível Cazuza), os Barões resolveram cair na estrada mais uma vez e por seis meses, para festejar a data. Batizada de “Mais uma dose”, a turnê – a primeira em cinco anos – começou há um mês no Rio De Janeiro e lotou por duas noites seguidas a Fundição Progresso, com fãs enlouquecidos e arrancando os cabelos ao som de “Maior Abandonado”, “Pro dia nascer feliz”, “Declare Guerra”, “Por que a gente é assim?”, “Bete Balanço”, “Pense & Dance” e outras dezenas de hits memoráveis compostos ao longo das últimas três décadas. Neste sábado a turnê chega a São Paulo, onde o grupo se apresenta uma única vez lá no Credicard Hall, a partir das dez da noite.

 

Zap’n’roll há anos convive com o Barão Vermelho. Seja pelos shows que assistiu da banda, pela trilha sonora que ela proporcionou a centenas de momentos (ótimos ou ruins) na vida do autor destas linhas rockers virtuais, seja pela relativa amizade que o sujeito aqui desenvolveu com os queridões Frejat e Guto. E foi justamente esta proximidade com a dupla fundadora do conjunto que possibilitou ao blog conseguir esta entrevista exclusiva, com o guitarrista e o baterista do Barão. Aí embaixo ambos fazem um resumo da trajetória do grupo, contam como era fazer rock no Brasil naquela época e o que eles acham do rock de hoje. Portanto, com nossos jovens leitores zappers: Barão Vermelho! E bora pro show neste sábado, em Sampa. Afinal, vai saber se haverá mais uma nova dose ao vivo de Barão daqui a alguns anos…

A dupla fundadora do Barão Vermelho: Roberto Frejat e Guto Goffi (ao fundo): três décadas de ótimo rock’n’roll made in Brasil

 

Zap’n’roll – A banda ficou cinco anos sem tocar ao vivo. O que o grupo levou a
essa retomada dos shows, além das comemorações de 30 anos de vida?

Roberto Frejat – O motivo é a comemoração dos 30 anos da gravação do primeiro disco acompanhado
da possibilidade de remixar o disco e incluir algumas faixas bônus.

Guto Goffi – O que nos reaproximou foi saudade mesmo, e o compromisso de uma satisfação aos fãs do grupo.

 

Zap – E há planos de um novo disco de estúdio?

Guto – A única coisa que planejamos fazer agora foi a remixagem e remasterização do primeiro LP. Trabalhamos o “Sorte & Azar”, inédita, e a faixa “Nós”, que incluímos no disco da turnê para dar um gás. E a mini turnê de seis meses. Acho que acabamos encontrando uma forma viável de convivência prazerosa e isso pode vir a ser repetido.

 

Zap – Fale sobre a música inédita “Sorte & Azar”, que deveria ter sido incluída no disco de estréia, de 1982, mas só está sendo lançada agora, três décadas depois. Por que ela não entrou no repertório do álbum naquela época, afinal? Como foi o processo para resgatá-la já que havia, ao que parece,
apenas a voz de Cazuza e o instrumental foi adicionado somente agora.

Guto – Acho que foi um presente que o Zeca [nota do blog: Ezequiel Neves, célebre jornalista, descobridor do Barão e que produziu muitos dos discos da banda] deixou pra gente mesmo. A emoção de tocar bateria em cima da voz do amigo já morto foi especial e muito louca. Estava com medo de não caber mais na música. A voz dele está linda como sempre foi. Se tivesse que dar nota seria 10.

Frejat – Isso se deve há várias razões, mas penso que as limitações de tempo de um disco de vinil
e o fato de ser mais uma balada num disco que já tinha dois blues (“Down em mim” e “Bilhetinho azul”)
daria menos pegada ao disco e isso fez com que achássemos melhor não incluí-la. É uma música que sempre gostei muito, mas não lembrava se ela estava completa, se Cazuza
a tinha cantado inteira, afinal esse disco foi gravado em 48 horas de gravação, é muito rápido para tantas músicas.

 

Zap – E por que ela não teria entrado na versão original do disco, na sua opinião? afinal é uma música tão bonita e boa quanto as outras do disco…

Guto – Acho que já tinha muita balada no LP de estréia e o Zeca queria um disco de Rock’n Roll urgente.

 

Zap – Há planos de um novo disco de estúdio?

Frejat – Não, nesse momento isso não me parece necessário, nem interessante.

 

Zap – E depois dessa excursão, com prazo de duração de seis meses, a
banda  pensa em fazer outras ou vão ficar mais um longo período sem se apresentar?

Frejat – Acredito que outra turnê deve demorar muito pra acontecer.
Estamos todos muito dedicados aos nossos trabalhos individuais.

 

Zap – Quando Cazuza saiu da banda, ela cogitou em algum momento encerrar
atividades para sempre?

Guto – Não jamais, o desafio foi provar que banda é um trabalho coletivo, sem heróis ou peças principais. Sabíamos que no quinteto original nós tínhamos cinco bandas encapsuladas. Todos tinham voz própria.

 

Zap – Em recente entrevista Frejat afirmou que respeita as novas bandas  mas que quem sabia mesmo fazer rock era a geração anos 80’. Qual a diferença entre os grupos daquela época e os de hoje?

Frejat – Minha declaração saiu mal reproduzida.
Eu acho que todas as gerações têm seus talentos.
O que eu disse foi que o tipo de rock que fizemos, aquela maneira de abrasileirar
uma linguagem musical internacional teve características muito distintas por conta
dos aspectos históricos da época: estarmos saindo de uma ditadura, como havíamos absorvido toda a história do rock até aquele ponto e morando num país distante e sem tanto acesso à informação. Existe gente fazendo rock bom hoje, só é diferente afinal os tempos são diferentes.

Guto – Fui criado nas ruas, não em playground. Experimentamos de tudo sem consultar o Google, talvez sejam essas as diferenças. O Barão tem uma característica de curtir o rock pré punk, isso nos deu propriedade também.

 

Zap – É sabido que sempre houve um grade hedonismo e glamour na famosa
tríade sexo, drogas e rock’n’roll e os barões não escaparam disso. Hoje,
cinqüentões, qual a visão que vocês tem disso? O rock só funciona com
sexo e drogas ou pode também ser muito bom sem os outros dois?

Guto – Acho isso uma coisa pessoal de cada um, o rock aposta na diversão das pessoas e com essa tríade a coisa rola legal. O mais importante na vida de uma pessoa é a saúde física e mental, com moderação pode se fazer de tudo, é escolha mesmo.

Frejat – Acho que curtimos bastante tudo isso, mas acho que pra fazer rock bem
é necessário talento, criatividade, ou seja boas idéias e muita força de vontade.

 

Zap – O que nos leva a outra questão importante: a sua
opinião sobre questões como legalização das drogas, violência urbana etc. Grandes cidades do país, como São Paulo e Rio, vivem uma guerra civil não
declarada oficialmente mas em curso. Você tem alguma opinião formada
sobre legalização ou não do consumo de drogas?

Frejat – Tenho, acho que droga é problema de saúde e deve ter venda controlada pelo governo, assim como remédio de tarja preta.
E com o dinheiro dos impostos arrecadados com essa venda se financiariam os centros para dependentes que infelizmente  são o custo social de uma sociedade que tem seus doentes e tem de cuidar deles. Acho que a mesma coisa deveria ser feita com o imposto de bebidas alcoólicas e do cigarro com seus dependentes.

 

Zap – Em 2007 o grupo lançou sua biografia, escrita pelo baterista Guto. Absolutamente tudo o que aconteceu na trajetória da banda está ali ou vocês preferiram deixar algo de fora?

Guto – Não é uma biografia sensacionalista, de entregação. Ela é bem documental e verdadeira. Está tudo ali bem claro, só não tem o quem comeu quem, quem cheirou com quem, etc… são bobagens na história de uma banda, a trajetória de conquistas e dificuldades está ali representada. Fiz o livro com o meu guru Ezequiel Neves, isso valeu demais!

Zap’n’roll ao lado do amigão Guto Goffi e do saudoso Ezequiel Neves, no coquetel de lançamento da biografia do Barão Vermelho, na Livraria Cultura em Sampa, no final de 2007

 

Zap – É sabido que a banda está sem gravadora. É uma tendência irreversível no mundo de hoje, da era da web, que grandes grupos como o Barão Vermelho prefiram administrar sua carreira por eles mesmos, sem estar atrelados a uma major do disco?

Guto – Sempre foram as gravadoras que procuraram quem querem contratar e acho que isso deve continuar. Não sei se eles têm interesse pelo Barão? Vamos tocando a bola pra frente, temos muitos trabalhos já lançados e o que virá só o futuro pode responder.

Frejat – Acredito que ser for interessante pode haver um contrato de distribuição ou de investimento
promocional. Poderemos ter parcerias com gravadoras ou outras empresas, mas para isso acontecer tem de haver um envolvimento grande deles no nosso projeto.

 

Zap – Encerrando: vocês pretendem tocar até os setenta anos de idade, como os Stones, ou esta
talvez seja mesmo a última turnê do Barão?

Guto – Eu tenho inveja dos Stones, assisti ao “Shine A Light” do Scorsese, e me enxergo ali naquele personagem. Num grupo a vontade do fazer juntos é o que vale. E tem um ditado que diz, “Sonhou? É seu!” Se isso for verdade estou na direção certa. O Barão Vermelho é um DEUS superior e maior que todos nós, é quase religião mesmo e nessa missa eu quero rezar sempre.

Frejat – Confesso que não pensei nisso ainda, mas se houver uma próxima turnê ela deve demorar bastante
para acontecer, pois tenho muitas coisas para fazer na minha carreira individual e isso me tomará muito tempo.

 

 

BARÃO VERMELHO EM VÍDEOS
Aí embaixo pra você conferir e se preparar pro showzão de amanhã em Sampa (e que segundos infos da assessoria do Credicard Hall, já está com os tickets quase esgotados), dois momentos do grupo, separados por vinte e sete anos um do outro: o primeiro vídeo mostra o show integral da banda no hsitórico Rock In Rio de 1985, com Cazuza nos vocais. E o segundo mostra a volta triunfal do grupo para a turnê “Mais uma dose”, em outubro passado na Fundição Progresso, no Rio De Janeiro.

Barão Vermelho no Rock In Rio 1985 – show completo

 

Barão Vermelho ao vivo na Fundição Progresso/Rio De Janeiro, outubro de 2012

 

 

 

DIÁRIO SENTIMENTAL: DOS ANOS 80’ ATÉ HOJE, QUASE TRÊS DÉCADAS DE HISTÓRIAS ZAPPERS DE ROCK, DRUGS E PUTARIAS AO SOM DO BARÃO VERMELHO
O blogger eternamente loker viveu zilhões de aventuras malucas em seus anos, hã, jovens, ao som do Barão Vermelho. Shows bacanudos, trepadas que foram “articuladas” nessas gigs, devastações nasais, amores feitos e desfeitos… tudo aconteceu na vida de Zap’n’roll tendo como trilha sonora as músicas do Barão.
Então, sem mais delongas, vamos recordar aqui alguns desses instantes inesquecíveis, e que rolaram ao longo das últimas três décadas, hihihi.

 

* O único show visto com Cazuza – Em 1985 o autor deste blog era um moleque pós-aborrescente de seus vinte e dois anos de idade. Fazia cursinho (vejam só!) pra tentar entrar na Eca/Usp (nunca conseguiu, afinal) e lá cursar jornalismo e cinema (duas das maiores paixões do sujeito aqui). Quem bancava tudo (cursinho, baladas etc) era a saudosa mama Janet, claro. Tanto que quando pintou a primeira edição do Rock In Rio, em janeiro daquele ano, o já fanático por rock’n’roll não deu descanso à su mama enquanto ela não comprou pra ele os tickets pras três últimas noites do festival. E foi no ÚLTIMO dia do primeiro RIR que estas linhas rockers bloggers assistiram ao primeiro show do Barão Vermelho de sua vida. O primeiro e também o único com Cazuza nos vocais. Quer dizer, atolado na lama e no meio de uma multidão de cem mil pessoas, em uma época em que não havia telões e toda a tecnologia de som e luz que existe nos dias atuais, o jovem zapper na verdade curtiu o show como pôde. Mas se lembra, sim, que o Barão levantou o povão – afinal a banda estava ali tocando a bordo do estrondoso sucesso do álbum “Maior Abandonado”, que havia sido lançado pouco tempo antes e que vendeu rapidamente cem mil cópias. Meses depois Cazuza iria sair do grupo e este seguiu em frente, com o guitarrista Frejat assumindo os vocais.

 

* “Declare Guerra” e o primeiro show pós-Cazuza – O baque com a saída de Caju foi enorme e a humanidade achou que era o fim do Barão Vermelho. Negativo: o conjunto foi à luta, com Frejat assumindo os vocais. E enquanto Cazuza já lançava em 1985 seu primeiro disco solo (“Exagerado”), os Barões atacaram com “Declare Guerra”, uma boa re-estréia de um grupo que estava sendo julgado “morto” por parte da mídia, por ter perdido seu vocalista e principal letrista. Foi na gig de “Declare Guerra” em Sampa (que aconteceu no teatro do Masp, na avenida Paulista, vejam só!) que Zap’n’roll pela primeira vez trocou algumas palavras rápidas com o pessoal da banda. O então ainda jovem aspirante a jornalista pagou pelo seu ingresso e, no final da apresentação, conseguiu se “infiltrar” nos camarins onde conversou rapidamente com a turma. Foi o primeiro contato com o conjunto, de muuuuuitos que viriam pelos anos seguintes…

 

* 1986 e a entrevista com Cazuza – Em maio de 1986 o zapper finalmente estréia como jornalista profissional, em um pocket magazine chamado “Rock Stars”, e onde ele fez textos sobre os Smiths e sobre Lobão. Ao longo do ano e sem falsa modéstia o autor deste blog foi conquistando cada vez mais espaço na revista, até que a editora que publicava a dita cuja resolveu lançar uma nova revista, em formato grande e que seria voltada exclusivamente ao rock nacional (que estava bombando então de forma avassaladora). Batizada pessimamente de “Zorra”, a revista durou apenas três edições. Mas a capa do número dois foi com Cazuza. Com entrevista feita por Zap’n’roll no final do ano, já que no início de 1987 o cantor iria lançar seu segundo trabalho solo, “Só se for a dois”. Foi a única vez que estas linhas virtuais conversaram longamente com Caju, que já era portador do vírus da Aids mas ainda não havia manifestado os sintomas da doença.

 

* Anos 90’: a morte de Cazuza, no dia de um mega show da Legião Urbana – O blog nunca vai se esquecer do dia em que Cazuza morreu, em 7 de julho de 1990. Era um sábado. Então já com quase vinte e oito anos de idade e trabalhando como repórter na editoria de Cultura da poderosa revista IstoÉ (uma das três maiores semanais do país), Zap’n’roll tinha um compromisso seríssimo naquele sábado: embarcar numa ponte aérea rumo ao Rio De Janeiro, onde iria assistir a um show da Legião Urbana, no Jockey Club carioca. O público estimado: cinqüenta mil pessoas. E o repórter da IstoÉ iria acompanhar a gig porque ele estava preparando uma matéria enorme sobre a banda de Renato Russo, Dado e Bonfá para a revista. Mas a noite anterior havia sido pesada: já em fase bem junky e consumindo muita cocaine, o zapper tinha passado a madrugada tomando whisky e fazendo devastação nasal com sua então namorada da época, a magricela Patrícia Carla. Não deu outra: o jornalista loker acordou ressacudo no meio da tarde, despertado pelo amigo Ivan Cláudio (que também era repórter da IstoÉ e que hoje comanda a editoria de Cultura da publicação) que estava em polvorosa: “Finatti, acorda porra! Você tem que ir pro Rio! E outra: o Cazuza morreu hoje de madrugada. Ele e o Renato eram super amigos. To achando que esse show da Legião nem vai rolar mais!”. Na dúvida, era melhor estar lá pra conferir. O autor destas linhas saudosistas fez o que pôde, então: tomou um banho literalmente voando, botou algumas roupas na mala e se mandou pro aeroporto de Congonhas. Conseguiu pegar o vôo das sete da noite – sendo que o show da Legião estava programado para começar às nove. Foi neste vôo, tomando uma dose de whisky (yep, naquela época servia-se ótimo whisky nos vôos da ponte aérea Rio/SP) que o zapper jovem, morenão, gostoso, cabeludo, jornalista de revista mega influente e garanhão conheceu uma das melhores bocetas de sua vida: a da loiraça peituda Flávia M.J. O jornalista se apaixonou perdidamente por ela, foram várias as fodas alucinadas entre ambos (com direito a metidas no cu da loira) e o relacionamento da dupla daria um diário sentimental à parte aqui, de modos que fica pra uma próxima postagem, hehe. Enfim, o blog desceu no Rio e foi correndo pro hotel onde ficaria hospedado, e onde um par de credenciais já o aguardava para o show da Legião. Que aconteceu normalmente mas com Renato Russo dizendo, antes de começar a apresentação: “Eu quero falar de um cara. Ele é ariano como eu, escreve músicas como eu e canta como eu. Esse show é dedicado ao Cazuza!”.

 

* Anos 90’ em Sampa: a era das discotecas e as putarias “articuladas” em shows do Barão –  Os anos foram passando e entre discos medianos  (“Rock’n’Geral”, de 1987) e outros muito bons (e aqui podem ser incluídos “Carnaval”, de 1988, “Na calada da noite”, de 1990, e “Supermercados da Vida”, lançado em 1992), o grupo deu a volta por cima e se firmou novamente como um dos grandes nomes do rock brasileiro. E para comemorar o sucesso dos últimos discos e o carinho com que sempre era recebido em Sampalândia, o Barão Vermelho resolveu gravar na capital paulista seu primeiro disco ao vivo. “Barão ao vivo” (lançado em 1989) foi registrado em três noites seguidas de shows lotados na danceteria paulistana DamaXoc, localizada em Pinheiros, na zona oeste de Sampa. O zapper – que a essa altura já era chegado da turma e era um dos principais jornalistas musicais do país, escrevendo não apenas na IstoÉ mas também pro Caderno 2, do jornal Estadão – deitou e rolou nessa época, em gigs do Barão. As danceterias estavam na moda em São Paulo (além do Dama também havia o Aeroanta) e um show do Barão Vermelho ali significava um público lotado de xoxotas deliciosas e prontas para o abate, rsrs. Não deu outra: no final de uma das apresentações do Barão no Dama, para registrar o disco ao vivo, o zapper eternamente cafajeste esperava o seu amigo Phillipe Britto ir buscar o carro no estacionamento quando deu de cara com aquela autêntica “cavala”: morenaça e peituda, de mini-saia curtíssima (e deixando à mostra coxas tesudíssimas) e cara de ordinária. O jornalista, óbvio, foi lá dar em cima da moçoila. Mas ela também estava indo embora, com algumas amigas. Conversa rápida daqui, troca de telefones dali (não custa lembrar: não havia celulares, nem internet nem essas porras de redes sociais naquela época, e mesmo assim a humanidade era mais feliz, hehe) e ambos começaram a se paquerar nas semanas seguintes. Até que a distinta resolveu ir um dia no apê em que o jornalista morava (com mama Janet), lá na rua Frei Caneca. Mas por algum motivo inexplicável ela NÃO queria subir no apartamento do autor destas linhas canalhas. A solução encontrada: a convite do jornalista taradão (e a essa altura, já louco pra foder a cavaluda) a dupla foi pro TERRAÇO do prédio, pra “apreciar a paisagem” lá em cima, hihi. A foda rolou lá mesmo, em pé, e a putaça (de quem o blog não se recorda o nome) disse, a certa altura: “Hummm… que pau gostoso!”. Esta foi UMA das muitas trepadas “armadas” pelo blog em shows do Barão Vermelho, uia!

 

* Mais fodas “barônicas”: ela queria um “sanduíche de queijo”. E ganhou… – Disco ao vivo lançado, o Barão Vermelho voltou a São Paulo para fazer a temporada de lançamento do mesmo. E novamente no DamaXoc. O zapper, já beeeeem chegado dos Barões, descolou alguns convites e levou uma pequena galera numa das gigs. E foi nesse show que ele “arquitetou” outra trepada do além, rsrs. No meio da apresentação o jornalista dá de cara com Darlene, um xotaço moreno que era sua amiga de tempos – embora nunca houvesse rolado nada entre ambos. Papo vai, papo vem, Darlene apresenta a AMIGA que estava com ela (e de quem o blog também não se recorda mais qual era o nome). “Fulana, esse aqui é o Finatti, brother e bla bla blá”. A “amiga” era uma delícia cremosa total: baixinha, cabelos curtos e cacheados, tetões apetitosos e vestindo uma micro-saia que deixava toda a sua tesuda coxaça à mostra. O blog literalmente grudou na figura e não largou mais, até o final da apresentação. Os primeiros beijos de língua já começaram a rolar ali mesmo, no DamaXoc, ao final do show. Foi quando o blogger mega crápula convidou: “vamos pra minha casa!”. Ela aceitou. E passou o trajeto inteiro, até o apê da Frei Caneca, pedindo: “to com fome! Quero comer um sanduíche de queijo!”. Naquele horário, não havia onde comprar pelo caminho a porra do sanduba que ela queria. A dupla foi então direto pro apartamento da foda, hihi. Lá chegando, trepada homérica: a baixinha sabia rebolar a xoxota quente como ninguém no pinto grosso zapper. Depois de uma foda que durou horas o casal dormiu feliz. E na manhã seguinte, antes de ir embora, a cachorrinha tomou um belo banho e novamente foi fodida pelo autor deste diário sentimental torpe. A imagem que fica desta manhã: o casal conversando após a trepada, sendo que o sujeito aqui em um instante olhou pros pelos da boceta da mocinha e os viu todos melados e salpicados de porra, uia! Ah sim: o sanduba de queijo não rolou. Mas em compensação a garota ganhou vara, muita vara…

 

* As “devastações nasais” – Não é segredo pra ninguém que os Barões curtiam na boa a tríade sex, drugs and rock’n’roll – hoje, cinqüentões, com certeza devem apreciar apenas um bom vinho ou whisky pós-show. Mas enfim, houve algumas “devastações nasais” pós show que contaram com a presença zapper, outro notório apreciador (naquela época) de cocaine. O bizarro numa dessas ocasiões foi o querido batera Guto Goffi disparar, com a ironia e o sarcasmo em ponto de bala: “Eu ODEIO cocaína!”. Isso depois de mandar uma bem fornida taturana pra dentro de sua napa, hihihi.

 

* A crítica que Frejat não gostou – Em 2006 a gravadora Warner (em parceria com a MTV) resolveu cometer um exagero: lançou uma caixa com nada menos do que três DVDs que compilavam shows ao vivo do Barão Vernelho. Zap’n’roll, que estava então escrevendo matérias para a mui poderosa revista Rolling Stone, ficou incumbido de resenhar a tal caixa. E disse no seu texto o que achava daquilo: que era cansativo pra caralho assistir três DVDs em sequência da mesma banda, por melhor que ela fosse ao vivo – e o Barão sempre foi uma banda FODÍSSIMA ao vivo. A resenha, óbvio, foi lida pelo vocalista e guitarrista Frejat. Que tempos depois comentou com um amigo em comum dele e deste blogger assumidamente fã do Barão: “ah é assim, né? Deixa o Sr. Finatti querer vir tomar um whisky conosco no camarim, depois do nosso show, hehe”. Claro que Frejat disse isso na mais pura zoação e entendeu que a crítica não era ao grupo em si, mas sim em relação ao exagero do lançamento. E claro que neste sábado o blog sentimental e que não vê seus amigos pessoalmente há séculos vai no camarim depois do show, dar um mega abraço em todos eles.

 

* A entrevista com os Barões Guto e Frejat e o diário sentimental aqui publicado vai pros mais que queridos Hugo Santos, Marilda Vieira, Adriana Cristina, Vandré Caldas, Silvia Ruksenas, Ana Mônica, Marciolínio Conserva e Fernão Vale, sendo que Zap’n’roll espera curtir o showzaço do Barão neste sábado ao lado de todos vocês!

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
Disco I: Garoto gênio/prodígio precoce do indie/folk rock americano noventista (ele começou a se destacar com apenas quinze anos de idade, no grupo Radish), Ben Kweller tocou esta semana em Sampa e mostrou que, aos trinta e um anos de idade, maturou ainda mais suas concepções musicais que remetem à Bob Dylan e ao melhor do rock alternativo dos 90’. Não só: ele lançou um discão no início deste ano, “Go Fly A Kite”, que foi solenemente ignorado pela rock press brazuca – e ele pode ser facilmente encontrado na web. Assim como em sua espetacular estréia há uma década (com o discaço “Sha Sha”),  aqui Ben mantém inalterada a sua enorme habilidade em compor lindas canções e melodias, sejam elas embasadas em tom mais rocker e acelerado (como na abertura de “Mean To Me”), em baladas “estradeiras” de cunho sentimental (como “Full Circle, com ótimos vocais e levada ao piano) ou em road songs preciosas (e aí
“You Can Count On Me”, que fecha o cd, é um ótimo exemplo). Um dos grandes álbuns de 2012, sem dúvida alguma.

O disco deste ano de Ben Kweller: tão bom quanto sua estréia, há uma década

 

Disco II: o rock independente nacional está um lixo, afundado em ignorância textual e musical? Ok. Experimente então emanações de reggae, dub e ambiências afros. É isso que o ouvinte vai encontrar em “A música da Alma”, a estréia em disco do sexteto fluminense (de Volta Redonda) Amplexos. Formado por Guga (Voz e guitarra), Leandro Vilela (Guitarra e vocais), Martché (Teclados e vocais), Leandro Tolentino (percussão), Flávio Polito (Baixo) e Mestre André (Bateria) o grupo já está na ativa há alguns anos – estas linhas zappers ouviram falar deles pela primeira vez através da blogueira macapaense Rudja Santos, isso lá pelo final de 2009. Enfim, “A música da Alma” exibe boas canções onde a tônica é a malemolência melódica típica do reggae e do dub. Há vocais e baterias em eco, há as tradicionais letras de cunho social positivista e, sim, há aproximações com uma linguagem mais rock por conta de riffs de guitarras que se imiscuem sutilmente em várias das faixas do disco. Todas bacanas (como “Falsa Salsa”, “O homem” e “Leão”, as preferidas do blog), bem tocadas, bem arranjadas e bem produzidas (pela dupla Jorge Luiz Almeida e Buguinha, sendo que este último já trabalhou com a Nação Zumbi). Trilha perfeita pra se pensar com calma na vida, enquanto se degusta um bom beck, hehe. Amplexos é um grupo ainda a ser descoberto pela mídia musical brazuca e se você não quer esperar que a mídia os descubra, vai aqui (onde inclusive é possível baixar o disco todo): WWW.amplexos.com .

Capa de “A música da Alma” (acima), disco de estréia do fluminense Amplexos (abaixo): boas emanações de reggae, dub e música afro

 

Baladíssimas!!! Yes! Já no sabadão em si e em clima total de Barão Vermelho (que toca hoje à noite em Sampa, já com ingressos esgotados), vamos curto e grosso ao que dá pra se fazer de bão na madrugada alternativa de Sampa: vai ter mais uma edição “Combo Hits” da bombadíssima festa Tiger Robocop (comandada pelos queridos João Ramos e Romani) lá no Lab Club (no 523 da rua Augusta). Sabadão também é noite mega fervida (sempre!) no Astronete (no 335 da Augusta). E no domingão, pra fechar sempre com chave de ouro o finde tem a super festa Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), comandada pelo super DJ André Pomba. É isso: se joga, povo, que já estamos em mês de férias!

 

 

E FIM DE PAPO
Post enorme, como a galera gosta, néan. Foi uma semana estranha, no final das contas: perdemos um gênio do jornalismo brasileiro (Joelmir Beting), o maior gênio de nossa arquitetura (e um dos maiores do mundo), o insubstituível Oscar Niemeyer, e nos demos conta de que um gênio do cinema (Martin Scorsese) chegou aos setenta anos de idade. Ou seja: o mundo está cada vez mais carente de homens ilustres, nas artes, na cultura, na saúde, em tudo no final das contas. Os que ainda exitem já estão velhos (como Scorsese) e infelizmente nos deixarão, mais cedo ou mais tarde. E quando não houver mais nomes vivos dignos de orgulho para a raça humana, o que restará a este pobre e maltratado planeta Terra? Pra pensar… Semana que vem estaremos por aqui novamente, para o penúltimo post de 2012. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 8/12/2012, às 16:30hs.)

 

Em edição comemorativa e às vésperas de mais um niver zapper, o blog experimenta as sensações do que é chegar aos 5.0 de uma existência rock’n’roll em sua essência; mais: a semana em que Sampalândia vai ter Pulp e Cribs (este, com promo de tickets free aqui mesmo!), outra chance pra você conhecer o incrível Lotus Plaza e também pra reler um diário sentimental ultra ordinário sobre… anal sex (uia!), a nossa opinião (finalmente!) sobre o novo disco do Leela e mais isso e aquilo tudo…

Na semana em que Zap’n’roll chega aos 5.0 de vida, há motivos de sobra pra comemorar: a lenda britpop Pulp (acima, em show na última quinta-feira, em Buenos Aires) e os moleques do The Cribs (abaixo) tocam em Sampa, na próxima quarta e quinta-feira. Bora pro rock!

 

A vida começa aos…
Vinte? Trinta? Quarenta? 5.0? Talvez a última opção, vai saber. O fato é que, na última semana, Zap’n’roll se pegou várias vezes (e isso quase todos os dias) pensativo e em crise existencial sobre o “grande drama” (?) que seria chegar ao meio século de vida. Seria mesmo um drama, afinal de contas? É público e notório (para quem acompanha estas linhas online desde sempre e também o autor deste blog nas redes sociais) que o zapper loker não vê lá muita graça no fato de estar ficando, hã, velho. E por isso mesmo, sempre detestou essas teorias algo falaciosas e fantasiosas de que “a vida começa aos…” (complete você mesmo com sua opção preferida, dentre as que começam com “enta”, rsrs), de que “o envelhecimento propicia a plena maturidade, a chegada do melhor momento da vida e bla bla blá”. Nada disso. Quem não quer ter eternamente seus vinte, vinte e cinco, trinta anos, e viver a vida adoidado fodendo xotas em profusão, enfiando o pé na lama em álcool e drugs variadas, indo a zilhões de shows de rock bacanas e etc, etc, etc? O gênio literário inglês Nick Hornby examinou exemplarmente a questão do envelhecimento em seu romance de estréia, o já clássico “High Fidelity”, lançado em 1995 (lá se vão dezessete anos já…). A certa altura o personagem principal, Rob Fleming, diz inconformado: “deveria haver alguma Lei proibindo as pessoas de parar de envelhecer depois dos trinta e cinco anos de idade”. Mas como nada disso é possível no final das contas, o jeito é seguir em frente. E foi aceitando a inefável chegada dos 5.0 de existência que este espaço virtual começou a relaxar, gozar (opa!) e encarar com muito mais tranqüilidade a data e a questão em si. E parou pra pensar em tudo o que já fez de ótimo nessas cinco décadas, nas centenas de bocetas quentes fodidas, nos ótimos romances que poderiam ter dado em casamento, nas zilhões de viagens empreendidas atrás de shows e ótimos festivais de música, nos milhares de discos geniais ouvidos, livros lidos, filmes assistidos, drogas fumadas, aspiradas, nas grandes amizades que surgiram pelo caminho, no reconhecimento pelo seu trabalho como (sim, sem falsa modéstia nenhuma aqui, nesse momento) um dos grandes jornalistas musicais do país etc, etc, etc. Ou seja, no final das contas chegar aos 5.0 de vida (sendo mais da metade deles dedicados a escrever sobre música, seja na mega mídia de veículos como Interview, IstoÉ, FolhaSP, Estadão, Gazeta Mercantil, Bizz ou Rolling Stone, seja em portais de cultura pop alternativos como a Dynamite online, além da própria Zap’n’roll, ela hoje um dos principais blogs de cultura pop e rock alternativo do país e que já está há uma década no ar) não foi tão cruel assim. Trouxe muito mais alegrias e ótimas lembranças a este espaço virtual do que dissabores. E se é pra fazer um balando honestíssimo dessa já longa estrada, chegaremos à conclusão de que há pouquíssimos arrependimentos nessa trajetória (erros que foram cometidos e que serviram de aprendizado; logo, jamais seriam cometidos novamente) e de que não temos muito do que reclamar. Se a vida começa realmente agora, aos 5.0 que o autor deste blog comemora amanhã, segunda-feira (e aí está um ótimo motivo para este post especial entrar no ar hoje, na véspera da data em si, em um domingão tranqüilo e de temperatura super agradável, em uma cidade que anda infelizmente violenta demais), então sigamos em frente com a mesma paixão e devoção pela vida, pela cultura pop, pela poesia, pelo cinema, literatura e pelo rock’n’roll que tivemos até hoje.

 

* Não se esquecendo de que o blog entra em um seleto clube cinquentón (uia!), onde já estão rockstars como Anthony Kieds, Roberto Frejat, Paula Toller, Flea e – vá lá, rsrs – o mala gordo Axl Rose, hihi.

Bocetão loiro aos 50: Paulla Toller, do Kid Abelha 

 

* E poucas notinhas de abertura neste domingão, néan? Sacumé, final de finde, tudo calmo no front pop/rock planetário e nada muuuuuito explosivo acontecendo.

 

* Tirando mais um cancelamento de show gringo no país (o da loki e linda e tesuda Fiona Apple), o descontão que a produtora T4F está dando nos tickets pros shows da Vaconna, ops, Madonna (já que os mesmos também estão ameaçando encalhar) e a estréia, enfim, do novo vídeo dos Stones (pra música inédita “Doom And Gloom”, que é bem boa), nada muito digno de nota rolou esta semana no mondo musical, uia!

 

* Aliás o vídeo dos velhinhos mais “hot” (ainda) do rock’n’roll é bacanudo. Yep, todo mundo já viu, mas o blog põe ele aí embaixo porque somos ultra fã das Pedras Rolantes, que tocam hoje em Londres  com as participações especiais dos ex-integrantes Bill Wyman e Mick Taylor. Vai, Jagger e cia: turnê mundial em 2013, com direito a escala no Brasil!

 

 

* VÍDEO  DA SEMANA – O Ministro do STF, Luiz Fux, toca guitarra (!!!) na posse do novo presidente do Supremo, o negão Joaquim Barbosa. É o rock’n’roll chegando ao STF, uia!

 

 

* Não esquecendo que não tem pra ninguém, uia! As comemorações zappers dos 5.0 de vida começam HOJE, domingão, quando o blog vai fazer uma super DJ set na já clássica e bombadíssima noite Grind (a domingueira rocker mais famosa de Sampa há quase uma década e meia), comandada pelo super DJ e best friend André Pomba. O blog assume as pick-up’s às duas e meia da matina e dá tempo de sobra de você ir até a rua Frei Caneca, 916 (centrão de Sampa) já que a balada começa a ferver mesmo por volta de meia-noite. entonces, estamos esperando você por lá. Apareça, beba até cair e dance ao som do melhor indie rock do planeta, uhú!

 

 

* Sendo que a semana que começa amanhã vai mesmo ser tudibom, no? Vai ser a semana em que teremos Pulp e Cribs em Sampalândia, mas isso o blog comenta melhor aí embaixo.

 

 

PULP E CRIBS, PARA FECHAR BEM O ANO DE SHOWS DE ROCK EM SAMPA
Chega, né? 2012 vai terminando como um dos anos em rolaram mais shows de rock internacional no Brasil. Muitos deles espetaculares; outros, constrangedores e esquecíveis (como Kiss e o lixão Creed, que vai massacrar os pobres fãs que ainda restam ao grupo, hoje à noite no Credicard Hall, em Sampa). E 2013 promete começar quente com a segunda edição do Lollapalooza BR, a possível volta do Cure ao país (algo que o mondo rocker aguarda há mais de década e meia) e muuuuuito mais.

 

Mas antes que o novo ano chegue ainda vamos ter, na semana que começa hoje, uma mini-invasão inglesa em Sampa, pra encerrar ultra bem a maratona de shows gringos de 2012 por aqui. Na quarta-feira, 28, na Via Funchal, o lendário Pulp (um dos nomes gigantes do bripop clássico noventista) sobe ao palco pra delírio de trintões (ou quarentões) saudosistas da época em que a banda de Jarvis Cocker dominava a Velha Ilha. E na quinta-feira, 29, é a vez do trio punk/garageiro The Cribs (que já teve o ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr, tocando com a banda durante algum tempo) se apresentar no Beco/SP, no baixo Augusta.

 

Dois ótimos motivos pra se sair de casa no meião da semana. Yep, Zap’n’rollnunca foi exatamente um super fã do Pulp (o blog tinha muito mais devoção pelas obras do Suede, do Oasis e do Blur), mas não dá pra perder um show onde poderemos ouvir e ver, ao vivo, canções memoráveis como “Common People”, “Disco 2000” ou “Babies”. Por isso mesmo o blog estará por lá.
Assim como estaremos também na gig do Cribs, um dos nomes mais bacanas da safra 2000 do rock inglês. Feito isso, 2012 pode acabar (o ano, o mundo a gente espera que dure um pouco mais, hihi) e que venha 2013, com muuuuuito mais rock’n’roll no país que antes só era fã de carnaval.

 

 

PULP AÍ EMBAIXO
No vídeo ao vivo da sensacional “Babies”, capturada na última quinta-feira no show em Buenos Aires. Os argentinos foram à loucura, uia!

 

 

PULP – O PROVÁVEL SET LIST DO SHOW NO BRASIL
Do You Remember the First Time?
Pink Glove
Razzmatazz
Something Changed
Disco 2000
Sorted for E’s & Wizz
F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E.
Acrylic Afternoons
Like a Friend
Babies
Underwear
This Is Hardcore
Sunrise
Bar Italia
Common People

 

Bis I:
Mile End
A Little Soul
Help the Aged
Mis-Shapes

 

Bis II:
Live Bed Show
Party Hard

 

 

O ÓTIMO ROCK DOS ANOS 2000 SOBREVIVE SIM – NO UNDERGROUND, AQUI E NA GRINGA TAMBÉM
(OU: MAIS UMA CHANCE PRA VOCÊ CONHECER O INCRÍVEL LOTUS PLAZA – texto republicado a pedidos)
Yep. Se o rock mainstream (ou o que resta dele) mundial anda pavoroso, com Killers e Muses da vida abarrotando estádios com sua música lixosa e imprestável, o udi grudi continua respirado e ainda mostrando bandas e artistas de ótima qualidade. Caso do americano Lotus Plaza, que o blog NÃO conhecia (jornalistas não são obrigados a conhecer absolutamente tudo o tempo todo, néan?) e ficou conhecendo esta semana, meio que por acaso. E como sempre comentamos aqui, nunca é tarde pra se falar de um ótimo disco, como é “Spooky Action at a Distance”, o segundo álbum do LP e que saiu em… abril deste ano. Sair em edição nacional ele não vai, pelo visto. Mas você pode encontrá-lo facilmente na web.

 

Lotus Plaza é, na verdade, o projeto de um músico só. No caso, o multiinstrumentista, vocalista e compositor americano Lockett Pundt, fundador da banda Deerhunter. Não satisfeito apenas em tocar no seu grupo, Pundt (que nasceu na Georgia e tem trinta anos de idade) foi dar vasão à sua compulsão musical no Lotus Plaza. Uma compulsão que rendeu até o momento dois álbuns: “The Floodlight Collective”, lançado em 2009 e o citado “Spooky Action…”. Ambos foram lançados pelo ultra underground selo Kranky, que estas linhas online também nunca tinham ouvido falar.

O ótimo Lotus Plaza (acima) e a capa do seu segundo disco (abaixo): indie guitar rock mega alternativo e da melhor qualidade 

 

Pois o Lotus Plaza faz rock alternativo de guitarras como quase não se ouve mais nos dias que correm. Com vocais dolentes, melodias divinais, ambiências oníricas e contemplativas Lockett Pundt deixa explícito que ouviu muito shoegazer e seus expoentes (My Bloody Valentine, Lush, Ride) para formar sua estética sonora. Há canções belíssimas espalhadas por todo o cd, que abre com uma vinheta instrumental pra depois cair no rock acelerado de “Strangers”. Além dela há delírios de guitarras harmoniosas e com riffs bem construídos, como em “Out Of Touch” (que é na verdade conduzida por violões suaves e é uma das preferidas deste espaço virtual), em “Jet Out of the Tundra” ou ainda em “Remember Our Days”. Mas nada supera a beleza abrasiva e melancólica da faixa que fecha o disco: “Black Buzz”, de letra pesada, é uma balada que descreve a ressaca pós loucura de drogas, vivida por uma garota junky. Foi a faixa que fez estas linhas rockers curiosas descobrirem o Lotus Plaza: por acaso assistindo ao programa Goo (um dos poucos interessantes que restam na grade da MTV, por apresentar quase que somente vídeos de artistas obscuros e mais alternativos) em uma madrugada dessas qualquer, Zap’n’roll deu de cara com o clip de “Black Buzz”. Se apaixonou no ato pelas imagens e pela música, e foi atrás pra saber de quem era aquilo.

 

Era o Lotus Plaza. Que, até onde pesquisamos, nenhum portal, site ou blog de cultura pop da web brazuca comentou algo. No problem: estas linhas zappers acabam de fazer isso pra você. E se vale a recomendação, vá atrás do disco. Dá vontade de voltar correndo no tempo, e se imaginar em Sampa em 1995, na pista escura e esfumaçada do Espaço Retrô. Bons tempos… que só podem ser recordados quando ouvimos um álbum como este “Spooky Action at a Distance”.

 

 

O TRACK LIST DE “SPOOKY ACTION AT A DISTANCE”
“Untitled” – 1:25
“Strangers” – 4:30
“Out of Touch” – 4:33
“Dusty Rhodes” – 3:38
“White Galactic One” – 4:06
“Monoliths” – 3:35
“Jet Out of the Tundra” – 6:33
“Eveningness” – 5:05
“Remember Our Days” – 5:07
“Black Buzz” – 5:30

 

 

E O LOTUS PLAZA AÍ EMBAIXO
No vídeo da lindíssima e junky “Black Buzz”.

 

LOTUS PLAZA – UMA LETRA
De “Black Buzz”, óbvio.
Dirigir na rua
As mesmas estradas que levam você a cada noite
O mais escuro fica, mais rápido você dirigir
Os segredos que você mantém
Mas as respostas que você dá são mentiras
Uma batida larga distância, e olhos vidrados
E você queimar todos os seus satélites
Preto zumbido venha dançar com você esta noite
Uma vez que foi se torna o que nunca será
Desenhar as cortinas para a janela?
Você se deitar para dormir
Como o sol dá mais um dia
O frio e a dor ter desaparecido
Os raios através das cortinas
Desenhe linhas em toda a sua cama
Dormindo em suas roupas, só na sua cabeça
E você queimar todos os seus satélites
Preto zumbido venha dançar com você esta noite
Uma vez que foi se torna o que nunca será
Quando o seu?
E é difícil saber que você estaria bem
Quando o sangue está queimando dentro de você
No penhasco agora no seu próprio livre arbítrio
Desenhar as cortinas para a janela?

 

* Interesssou pelo Lotus Plaza? Vai lá: http://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_Plaza.

 

 

O LEELA CONTINUA OK – OU NEM TANTO…
Banda ainda com grande aura “cult” no Rio De Janeiro (onde nasceu há mais de uma década, em 2000, das cinzas do grupo mezzo punk pop Pólux; hoje, o conjunto está radicado em Sampa), o Leela demorou muito a lançar “Música todo dia”, seu terceiro álbum de estúdio e o primeiro pelo selo Pisces Records. A demora – de cinco longos anos, já que “Pequenas Caixas”, o anterior, saiu em 2007 – se deu por conta de zilhões de tretas (entre elas o rompimento com as majors Emi e Universal, por onde o grupo editou seus dois primeiros trabalhos, e também com o produtor cafa Rick Bonadio, dono do selo Arsenal) e o novo cd chegou às lojas há algumas semanas – tempo que estas linhas bloggers honestas estão ouvindo, digerindo e tentando equacionar a seguinte questão: como falar que o novo álbum de uma banda não é exatamente um bom disco, sem ferir suscetibilidades. E ainda mais quando você conhece pessoalmente os músicos em questão e tem certa amizade com eles? Difícil, mas vamos tentar.

 

O Leela tem um ótimo guitarrista e compositor, mr. Rodrigo Brandão (filho de uma lenda do rock brasileiro dos anos 80’, o baixista Arnaldo Brandão, que tocou com a humanidade e chegou a ter amizade com os Rolling Stones). Também tem uma vocalista loira lindona e gracinha, Bianca Jhordão (que além de cantar na banda é casada com Rodrigo, e também apresentadora de tv; atualmente ela pode ser vista em programas no canal pago Play tv). Com o casal, desde a fundação do grupo, está o baixista super boa praça Tchago. Ao longo dos anos o autor destas linhas online desenvolveu razoável amizade com a turma pois todos são gente finíssima – Rodrigo, então, é um autêntico gentleman. Fora que o Leela tocou em um evento produzido pelo zapper rocker há quase uma década: foi em 2004, quando o blog realizou a segunda edição do Dynamite Independente Festival na chopperia do Sesc Pompéia, em Sampa. Em uma época em que ainda existia vida inteligente na indie scene paulistana e nacional e esta mesma cena estava no auge em termos de popularidade os grupos Leela, Gram e Ludov lotaram o espaço da chopperia (onde cabem oitocentas pessoas) em uma noite memorável. Isso, em plena quinta-feira!
Isso foi em 2004, ano inclusive em q ue o Leela lançou seu primeiro disco e chegou a tocar razoavelmente nas rádios e também na MTV. O disco era bacana: canções pop ganchudas mas com guitarras nervosas e riffs espertos. E Bianca mandando super bem nos vocais, sempre. Porém, algo de muito errado aconteceu entre o primeiro e o segundo trabalho do conjunto e o Leela, que poderia ter sido a nova bola da vez do pop/rock nacional, inexplicavelmente foi pra “geladeira”. E lá ficou por cinco longos anos, embora se mantendo sempre ativo nos palcos e fazendo shows com regularidade.

O trio carioca Leela, lançando seu novo disco: a banda continua ok mas as novas músicas não decolam

 

O que nos leva ao final de 2012 e a este “Música todo dia”, um cd que o blog, sem mentira nenhuma, está ouvindo há três semanas. O que o Leela sempre soube fazer está mais ou menos nas faixas do álbum. Mas talvez por isso mesmo as músicas soem, hã, datadas, deslocadas no tempo. Além disso há uma espécie de “calmaria” melódica que domina boa parte das faixas, o que as impede de decolar e animar o ouvinte. Isso fica muito claro na faixa-título, que poderia ser uma ode acelerada e inflamada ao fato de se viver de e na música (“Dançarinos dançam/Os músicos fazem som/Todo dia/Música todo dia”) mas que acaba se tornando quase um lamento melancólico em função de sua melodia arrastada e nada radiofônica.

 

As letras escritas por Bianca sempre versaram sobre temas pop, de amor e sem a preocupação do rebuscamento textual – mas também sem apelar para o pieguismo que hoje domina as bandas horrendas do rock brazuca. Mas o que se nota, aqui, é que ela talvez tenha insistido em demasia nos mesmos assuntos ao longo das faixas do cd. Então se escuta um “Bate um vazio no meu coração/Nenhum sorriso me chama atenção” em uma música (“Por um fio”), enquanto que na outra o tema surge recorrente e novamente: “Você se mandou/Fui em frente/Minha vida não parou” (em “Cidade sitiada”, que tem inclusive a participação do poeta e agitador multi-mídia carioca Fausto Fawcett, o que no final das contas pouco ou nada acrescenta ao disco ou irá dizer algo à garotada  descerebrada e sem memória de hoje. Fausto foi muito conhecido na cena carioca há uns vinte anos, mas atualmente…). E assim o trabalho prossegue até o final, onde Bianca canta (em “Mais beleza”) “Não, não, não quero mais/O inferno que você me traz/Me tira desse filme/Desse roteiro fraco/O que sabe sobre o amor?”.

 

O disco é bem produzido (pela banda e pelo experiente produtor Fernando Sanchez). Foi gravado em um dos bons estúdios de São Paulo (o El Rocha). Há utilização de instrumentos inusitados, como o Theremin (o Leela, ao lado do Pato Fu, é uma das únicas bandas do país que domina sabiamente a utilização do Theremin). Ao vivo a banda continua mandando super bem (há duas semanas eles fizeram o show de lançamento do cd no StudioSP do baixo Augusta, e o blog estava lá e achou a performance no palco bastante satisfatória). O que há de errado, então, com este “Música todo dia”? Um material algo datado e que simplesmente não “gruda” na memória auditiva de quem o escuta. E dói a estas linhas online dizer isso (e talvez por dizer isso o blog ganhe a antipatia de músicos queridos, que ele considera de verdade). Talvez seja o caso de o Leela repensar sua música e já começar a trabalhar em novas composições pra, em 2013, vir com um material realmente novo e empolgante. Condições para isso a banda possui.

 

 

E NA VÉSPERA DE MAIS UM NIVER ZAPPER… A REPRISE DE UM DIÁRIO SENTIMENTAL ULTRA CANALHA, UIA!
Yep! Nada melhor para comemorar mais um niver do autor deste blog do que republicar um dos diários sentimentais mais, hã, cafajestes já postados aqui. falando sobre os prazeres do sexo anal (uia!) e relembrando fodas cadeludas zappers com ex-namoradas e rolos que adoravam levar chumbro grosso no buraco de trás, este texto saiu aqui originalmente em agosto de 2011. Leiam (ou releiam), se recordem e batam suas punhetas (ou siriricas) à vontade, rsrs.

 

SANDY E O SEXO ANAL – UM DÁRIO SENTIMENTAL
(texto originalmente postado no blog em agosto de 2011)

 

Depois de muito analisar os prós e contras de publicar um diário sentimental extremamente hardcore, inspirado no assunto que dominou o noticiário de cultura pop há duas semanas (a outrora doce, meiga e modelo de comportamento, a cantora Sandy, que resolveu abrir o jogo em entrevista à revista Playboy, assumindo que gosta de dar o cu), Zap’n’roll resolveu postar o dito cujo, e dar um foda-se às pressões de moralistas babacas e preconceituosos hipócritas de plantão. Afinal, este blog se tornou o que é hoje – um campeão em audiência na área de rock alternativo e cultura pop – também graças às histórias pessoais aqui publicadas, da vida extremamente maluca e eternamente movida a sexo, drogas e rock’n’roll, do autor destas linhas rockers online.

 

Quando essas histórias não surgem aqui, o nosso fiel leitorado reclama, e muito. Portanto, vamos lá: aí embaixo, uma “análise” rápida sobre a agora assumida preferência sexual da querida Sandy, além de relatos relembrando as experiências, hã, anais que o sujeito aqui teve com algumas de suas ex-girlfriends e affairs.

Boa leitura!

 

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Ela é linda, desejada, meiga, bem nascida, bem criada, uma das cantoras mais conhecidas do pop nacional e… gosta de dar o cu! Simples assim. Em entrevista à mais recente edição da revista Playboy, Sandy causou tumulto ao afirmar que, sim, é possível ter prazer fazendo sexo anal. Foi um escândalo e a repercussão da declaração tomou de assalto a mídia impressa e eletrônica: não se falou em outro assunto nas duas últimas semanas. A pobre Adriana Galinhasteu, capa da mesma edição, teve repercussão nula com suas fotos peladonas na revista, diante do impacto da afirmação de Sandy. Papai Xororó então, interpelado sobre a repercussão de tema tão ousado e palpitante, mostrou todo o seu descontentamento e chororô com a entrevista concedida pela filha mega famosa: “que pai gosta de ver sua filha falando disso publicamente?”.

 

Pois é. E no final das contas, o que Sandy teria “descoberto” não é nenhuma novidade digna de nota – quer dizer, tornou-se a partir do momento que a declaração foi disparada por alguém que até bem pouco tempo, cultivava uma imagem de pureza e comportamento moral inatacáveis. Afinal a humanidade faz sexo anal, prática disseminada entre parceiros (sejam eles héteros ou gays) desde que o mundo existe. É sabido que o ânus é uma região erógena sim, e que se sente prazer ali. Portanto, nada mais natural do que praticar a penetração anal durante relações sexuais. Óbvio que por ser uma região infestada de bactérias (pois é por ali que se evacua), uma bela seção de higiene pessoal antes da metida no rabo em questão é sempre recomendável. Camisinha? Também é, hã, indispensável no mundo pós-Aids, embora Zap’n’roll particularmente deteste utilizar a proteção desde sempre – tira muito o tesão, fato.

Sandy: doce, meiga e… fã de sexo anal!

 

E claaaaaro que muitas mulheres, por hipocrisia moral ou vergonha, ou feminismo arcaico, se dizem frontalmente contra o sexo anal. “É humilhante e indigno!”, bradam algumas recalcadas que não assumem que gostam sim de ser fodidas atrás. Inclusive um dileto e velho amigo zapper, o músico e professor Pedro “Bandeirinha” (terror das alunas de uma certa região da capital paulista, pois já traçou boa parte delas, rsrs), defende a tese de que NÃO existe mulher que não curta uma metida de rôla na sua bunda. “Elas gostam, sim! Claro que num primeiro momento há dor e desconforto, mas também muito tesão. Aí então, quando o cu se adapta ao pau que o está penetrando e a dor some, fica só o tesão. E um tesão intenso, em alguns casos”, diz ele.
Algumas ex-namoradas e affairs do autor deste blog que o digam! Zap’n’roll fodeu absolutamente todas as mulheres que teve em sua vida, também no cu. E relembra agora, aí embaixo, algumas dessas inesquecíveis histórias de metidas mega prazerosas em rabos femininos suculentos, hihi. Tomando o devido cuidado, claro, de omitir, abreviar ou trocar nomes para evitar problemas, hã, judiciais, uia!

 

* SIL, A GÓTICA – ela amava The Cure e Robert Smith. Tinha cara de santa, mas era uma perva de primeira na cama: xoxota raspada (como toda gótica que se preza), fodia até o cu fazer bico. O autor deste diário sentimental absolutamente cafajeste conheceu a moçoila em um bar rock alternativo em Santo André, e namorou a garota quando ela tinha apenas dezessete aninhos de pura sacanagem e tesão, isso lá por volta de 1995. Não deu outra: em uma bela tarde de foda arrasadora na kit onde o jornalista zapper e doidão morava, na avenida 9 de julho (centrão de Sampa), em dado momento Sil olhou com carinha de anjo pro sujeito aqui e pediu docemente: “você quer pôr no meu bumbum?”. O pedido foi imediatamente aceito e a partir daquele dia, as fodas anais se tornaram freqüentes entre o casal. Tão freqüentes que em outra ocasião a mesma Sil, enquanto levava cacete grosso na sua majestosa bunda, não se conteve e exclamou: “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”. Hoje a moça, uma senhora trintona acima de qualquer suspeita, está casada. E virou – pasmem! – evangélica.

 

* VÂNIA, A ARQUITETA – era uma autêntica delícia cremosa. Arquiteta leonina e mandona, 24 aninhos quando o zapper a conheceu (em 2000), Vânia morava em uma cidade próxima a Sampa. Morenaça, lindona de rosto, cabelão escuro, peitos não muito grandes mas com uma bunda espetacular, a garota era do rock. Gostava de baladas, de fumar maconha (e como fumava: média de quatro baseados por dia!) e de tomar ácido com os amigos. Zap’n’roll se divertiu muito com ela durante os apenas quatro, porém intensos, meses de namoro. Foram juntos ao Rock In Rio de 2001, na noite dos Foo Fighters (que show!) e do REM (idem!), e quando o jornalista sempre sortudo com as mulheres, viu as gigs daquela noite na cidade do rock trincado de marijuana e doce, hihi. Anyway, Vânia também era fã de ser enrabada. Tanto que sempre trazia na sua bolsa, sem cerimônia, um tubo do célebre lubrificante KY. E as metidas no seu cu foram todas majestosas – principalmente quando ela dava de frente, na posição papai-e-mamãe, batendo uma intensa siririca. Hoje, pelo que se sabe (afinal, depois que se separou, o autor destas linhas online não falou mais com ela), Vânia está casada e com filhos.

 

* CÔCO CHANNEL – era a famosa “Raimunda”: feia de rosto mas boa de bunda. Na verdade, a garota não era muito bonita mas tinha um corpão avassalador, com peitaços divinos e uma xota e bundas do além. Zap’n’roll teve um rápido affair com a garota lá por 1999, em um período um tanto melancólico – o autor deste blog tinha perdido uma namorada de quem gostava muito e com quem pretendia se casar, mas ela partiu desta pra melhor em um acidente de carro. Então, entrou Côco Channel em cena, amiga comum do casal. Foram poucas fodas mas, em uma delas, o zapper colocou a garota de frente, abriu suas pernas e meteu o cazzo no seu… rabão. Ela delirou e, no meio da foda, gritou: “nunca senti tanto tesão na minha vida!”. Pois é…

 

* JOY, A NEGRA GOTH – crioula gigante (1,80 de altura), de tetas enooooormes, moradora da zona leste paulistana e que enlouqueceu o sujeito aqui quando ele a conheceu, em um domingo à noite, no inesquecível porão do casarão Madame Satã. O zapper filho de italiano e desde sempre mega fã de negras, pirou quando viu aquela deusa negra à sua frente. Paquera daqui, beija dali e ambos começaram um “romance” – sendo que o autor deste blog teve que “dispensar” Côco Channel por causa da negaça. Joy tinha hábitos goth estranhos: adorava trepar na escuridão total ou então, à luz de velas vermelhas. E se deixava enrabar com gosto: toda vez que estava sendo fodida no cu, pedia com gosto pro jornalista taradão: “goza!”. E Zap’n’roll gozava, claro!

 

* TITA, OUTRA NEGONA FUCKING GREAT! – e como! Foi um dos mais longos namoros do autor destas linhas online carlhordas, na última década: quase três anos de muita porrada e trepadas. Yep, o casal se adorava mas vivia às turras. Tanto que o eterno melhor amigo zapper, o dileto mr. Pomba, não se cansava de afirmar naquela época (entre 2001 e 2004): “vocês só funcionam na cama! Tirando o sexo, não há nada em comum entre vocês dois”. Talvez. O fato é que ambos se conheceram também no Madame Satã, naquelas gloriosas madrugadas de quinta pra sexta-feira, em que o blogger rocker saía de sua kit na Vila Mariana pra ir enlouquecer na pista escuríssima do casarão gótico, onde se entupia de vodka, canelinha e brejas e dançava até morrer ao som de Smiths, Cure, Echo & The Bunnymen, Joy Division etc. Pois numa bela quinta-feira lá estava Tita, com uma blusa vermelha e seus também majestosos 1,80m de altura. Papo vai, papo vem, a big negra acabou indo parar na kit zapper e deu gostoso logo na primeira madrugada juntos. E o que era pra durar apenas uma noite acabou se estendendo – como já dito, mais acima – por quase três anos. Com direito a muitas fodas anais, óbvio. Uma delas, inesquecível: em um sábado de manhã, o casal chegou absolutamente lesado na kit, após realizar uma festa da revista Dynamite no extinto e saudoso bar Juke Joint (que ficava na rua Frei Caneca, centrão rocker de Sampa). Tita estava em fogo, o seu boyfriend mais ou menos (cansado e bêbado demais naquela manhã). Mas bastou ela começar a esfregar a bunda descomunal no pau zapper e tudo rolou às mil maravilhas. Tita foi cadelaça ao máximo naquela manhã: deu o cu, de ladinho, por duas vezes, enquanto urrava e gritava de tesão, batendo uma feroz siririca. O escândalo foi tamanho que, na segunda-feira a zeladora do predinho onde o jornalista loker morava, quando o encontrou, disparou: “você e sua namorada não têm vergonha de fazer sexo com tamanho escândalo e barulho? Da próxima vez vou multá-lo por perturbar os vizinhos!”. Uia! Até hoje Zap’n’roll e Tita são ótimos amigos.

 

* ADVENTO T. – Foi outra “encrenca” que se prolongou na vida do autor zapper por quase três anos. Nunca namoraram oficialmente, mas tiveram um intenso e tórrido romance – que, inclusive, pôs a pique o namoro do blog com a negona Tita. Anyway, o advento T. era um tesão: magra, peitos lindões, rosto de boneca de porcelana. E ambos se davam super bem por terem muitas afinidades comportamentais e culturais: ela era jornalista (embora não exercesse a profissão), amava rock BR anos 80’, gothic rock e indie rock e também… era mega fã de devastações nasais (e foram dezenas as praticadas em conjunto pelo casal, com direito a muitas aspiradas de carreiras na xoxota e nas tetas da garota). Zap’n’roll também poderia ter se casado com o advento T. Mas em algum ponto do envolvimento de ambos a relação desandou. E foram poucas as metidas no cu da moçoila, que dizia não sentir prazer ali. O que ela gostava mesmo era de esbórnia e putaria: em uma noitada pós Madame Satã, e com todos bicudíssimos de cocaine forte, o advento T., mais o advento P. (que será mencionado no tópico a seguir), mais dois amigos em comum do sujeito aqui e delas, foram todos parar em um hotel de trepação na Vila Mariana. Em um quarto ficou o zapper doidón e o advento P. No outro, o advento T. Que se esbaldou sendo fodida por dois ao mesmo tempo. Mais tarde, já recuperada da “bicudisse”, ela não teve pudores em comentar com o sujeito que escreve este diário sentimental: “eu adoooooro trepar como louca quando estou chapada de padê. Me sinto num parque de diversões!”. Wow!

A teta do advento T.: ela deu pouco atrás, mas gostava de foder “turbinada” por padê

 

* ADVENTO P. – outra “cavalaça” negra na vida de Zap’n’roll. Não era muito alta mas, em compensação, tinha um par de peitos e uma bunda avassaladoras. Ambos se conheceram através de amigos em comum. E já no primeiro encontro, após alguns chopps no Shopping Light (no centrão de Sampa), a dupla correu pro hotel de foda mais próximo. No meio da trepada, a pergunta inevitável: “você gosta atrás?”. Ela: “sim, com o cara deitado por cima e fazendo bastante pressão!”. Não precisou falar mais nada. O blogger fodedor esporrou muuuuuito e muitas vezes no cuzão lubrificado do advento P, que delirava sempre e acabou se apaixonando por Zap’n’roll, que estava em um dos períodos emocionais mais tumultuados de sua existência: ele ainda mantinha um “affair” com o advento P., outro com a pequena Kinky e estava se enroscando com a insuportável (como ele descobriria tempos depois) Lady Borboleta (essa, será descrita logo mais aí embaixo). Ou seja: quatro bocetas sendo fodidas alternadamente, isso por volta de 2008. E dessas quatro hoje o blog ainda mantém amizade com Kinky e com o advento P.

 

* LADY BORBOLETA – um dos maiores equívocos de relacionamento cometidos pelo autor deste diário sentimental revelador, hihi. Lady Borboleta é jornalista, mas escreve horrivelmente mal. Chata, pedante, pentelha, arrogante, se acha o cocô do cavalo do Napoleão. Mas nunca conseguiu nada além de ser assessora de comunicação em uma prefeitura de uma minúscula cidade na região metropolitana de Sampa, além de escrever um blog porco de cultura pop que ninguém lê ou comenta nele. Magrela, com pernas iguais a palitos, miss Borboleta tem pelo menos dois ótimos “predicados”: um belo par de peitos pequenos e empinados, além de saber foder muuuuuito. O zapper boca solta a conheceu através de um amigo em comum (outro mala, diga-se, que foi estagiário no portal Dynamite e foi demitido de lá, porque nunca conseguia cumprir suas tarefas a contento). A princípio, ficou algo impressionado com a madame (pela sua pseudo inteligência, cultura, se dizendo fã de cinema e jazz etc.). Quando descobriu a encrenca em que havia se metido, preferiu saltar fora. Mas nesse meio tempo, passaram-se alguns meses e algumas ótimas fodas, algumas metendo no cuzinho de Lady Borboleta. E uma dessas metidas no ânus da moça se tornou quase inesquecível: uma bela noite, na kit da Praça da Árvore, no meio da trepada o zapper taradão por bundas femininas pediu: “deixa eu comer teu cu!”. Borboleta se virou de quatro, na beira da cama, empinou a bunda pequena e falou: “Pode colocar!”. E teve seu ânus arregaçado pelo pinto grosso zapper, uia. Atualmente, Lady Borboleta continua arrotando sandices textuais em seu blog bullshit. E deve estar enganando algum outro macho incauto, com sua deslumbrante “cultura”, rsrs.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: Os dois álbuns até agora lançados pelo projeto indie americano Lotus Plaza. É baixar na web e se emocionar com a melancolia sublime das canções do LP.

* Filme: “007 – Operação Skyfall” ainda está em cartaz, o blog já assistiu e muita gente também. Mas periga ser o melhor filme da série em muitos anos: direção soberba do grande Sam Mendes, Javier Bardem absolutamente fodástico no papel do vilão principal e um roteiro que privilegia menos a pirotecnia visual e mais uma história bem-elaborada e que torna o agente secreto mais “humano”. Se você ainda não viu, pode ir sussa que o longa é bacanão.

 

* Baladíssimas: no domingão à noite? Claaaaaro, todo mundo pra Loca (lá na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa) onde já está rolando a mega festa Grind, comandada pelo super DJ André Pomba. Às duas e meia da matina o blog assume as pick-up’s e aí… sobreviva se puder, uia!///Na semana tem Pulp (na Via Funchal, na quarta-feira) e Cribs (no Beco/SP, lá no 609 da rua Augusta), na quinta. Dois ótimos motivos pra se sair de casa no meio da semana, néan? Então se prepara desde já, escolha o modelón e caia no rock’n’roll!

 

 

E ÚLTIMA CHAMADA PRO SHOW DO CRIBS!
Yes! Vai DJÁ no hfinatti@gmail.com, que é sua última chance pra faturar:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro show do The Cribs, que acontece na próxima quinta-feira, 29 de novembro, no Beco/SP, em mais uma parceria mega bacana do blog com a produtora Playbook. Certo? Então corre aê e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO!
Que hoje é festa 5.0 pro blogão, com DJ set na Loca e jantar com os mais chegados amanhã, segundona em si. Novo post na próxima sexta (já comenta do como foram as gigs do Pulp e dos Cribs), okays? Até lá então!

 

 

 (enviado por Finatti às 22hs.) 

Final de ano com o velho britopop invadindo o país: Pulp na Via Funchal, Suede batendo papo com o blog nesta semana etc. Mais: descendo o cacete no Killers (agora vai!), no ridículo conservadorismo do Facebosta e na escalação nacional do Lollapalooza 2013; os condenados no mensalão, o segundo turno das eleições para prefeito e… voilá! Um mini diário sentimental ultra cafajeste, onde o blog recorda as frases mais putaças e sacanas disparadas pelas cadelonas que freqüentaram a cama zapper, uia! (versão ampliada e atualizada em 15/10/2012)

 O gênio louco Josh Homme comanda o showzaço que o Queens Of The Stone Age deu no festival SWU, em 2010 (acima). A banda volta ao país no Lollapalooza BR 2013, assim como também estão vindo pra cá os ícones do britpop Suede e Pulp (abaixo), que se apresentam esta semana e em novembro em Sampalândia. Tudo muito lindo, tudo muito bom… apenas o line up nacional do Lolla que está um fiasco…

 

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UP TO DATE – EXTRINHA COM A ESCALAÇÃO DIA A DIA DO LOLLAPALOOZA BR 2013
Yep. Saiu agora há pouco a divisão por dia de todas as atrações que vão invadir o Jockey Club na edição 2013 do Lollapalooza Brasil, que acontece em março próximo.

E pelo line up diário divulgado pela produção do evento, constata-se o óbvio ululante: o segundo dia do festival é imperdível! Tem Black Keys fechando tudo e, logo atrás dele, o foderoso Queens Of The Stone Age mais Franz Ferdinand. Fora que vai ter também o Alabama Shakes e o experimental Tomahawk, a banda maluca comandada por Mike Patton, do Faith No More. O resto é o resto neste dia.

Primeiro dia? Passe longe: Killers fechando e ainda tendo atrás de si atrações de “peso” (drogas pesadas de verdade, hihi) como Agridoce, Boss(ta) In Drama, Holger etc.

Domingão, último dia, vai valer por Pearl Jam e Planet Hemp, claro. Enfim, confere aí embaixo como ficou a escalação dia a dia do Lolla 2013:

 

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Final de feriadão, dia cinza, 17 graus.
Poderia ser sempre assim. Seria ótimo. Mas como logo menos o calorão infernal deverá estar de volta, vamos aproveitando o final do finde calmo, frio e reflexivo para colocar mais um post de Zap’n’roll no ar, já em plena noite do domingão, final de feriadão – na sexta-feira e ontem o blogger ainda mezzo loker estava fora de combate após mais uma grotesca enfiação de pé na lama em ácool lá no baixo Augusta. Enfiações que, na verdade, estão cansando mesmo o autor destas linhas online. Tudo tem seu tempo na vida, no? E talvez a fase ultra loki do sujeito aqui já tenha chegado ao fim. Resta ainda, sim, muito na existência dele: o jornalismo musical, as memórias que serão compiladas em livro com as melhores colunas postadas no blog, e a vontade irrefreável de ainda encontrar o grande e definitivo amor. Enquanto ele não chega vamos batucando aqui estas linhas no note, em uma semana em que vimos o STF finalmente condenar os principais nomes políticos da quadrilha do Mensalão (o que aumenta a esperança e nossa crença de que, enfim, há JUSTIÇA e que ela é IGUAL para todos neste país), em que todos os fãs do britpop ficaram felizes por saber que o Pulp vem aí e em que o blog começa a gostar cada vez mais de uma nova banda mineira, que irá saber qual é lendo o post que começa agora. As dorgas e as loucuras estão ficando pra trás e sendo aposentadas na existência zapper. Mas nossa paixão pelo rock e pela cultura pop, estas serão eternas.

 

* A disputa do segundo turno pela prefeitura de Sampa já começou bem definida, como Haddad dez pontos a frente do tucano Serra, segundo as primeiras pesquisas. Quem acompanha estas linhas online sabe que o blog é sim simpatizante do PT (não militante do partido, isso nunca) desde sempre. Concorda que o petismo cometeu zilhões de cagadas inomináveis nos últimos anos (Mensalão, Lula apertando a mão do rato mor que é Maluf) mas nem por isso quer ver o PSDB também comandando a prefeitura da maior cidade do país. Somente esta semana houve mais de vinte (isso mesmo, vinte!!!) assassinatos na capital paulista e na Baixada Santista. A polícia do Estado, além de inoperante, está sendo literalmente CAÇADA por bandidos ligados ao PCC. Alckmin é essa merda desastrosa que todos sabem, na questão da (in)segurança pública. Então, no dia da eleição para segundo turno, pense bem no que você vai fazer com o seu voto para depois não ficar reclamando e se lamentando.

 

* Pelo menos na semana que está acabando agora, neste finde, o STF em Brasília fez o país acreditar novamente que há JUSTIÇA aqui e que ela é IGUAL para todos, ao condenar Zé Dirceu no julgamento do Mensalão. A capa da FolhaSP (reproduzida aí embaixo) dá bem a dimensão deste fato desde já histórico. Cadeia nessa quadrilha de bandidos!

 

* Falando de redes sociais: é por essas e outras que este espaço online meio que ODEIA a grande merda que é o Facebook (aqui, carinhosamente chamado de “faceboquete”). Pois não é que em pleno domingão fechando o feriadão o blogger sempre atento vai lá e aciona a sua conta para descobrir que… foi BLOQUEADO por três dias, para fazer postagens em seu perfil. A alegação do faceboquete para o bloqueio é que um post escrito pelo sujeito aqui infringiu as regras de direitos autorais do site. O post, no caso, era sobre a banda Suede e tinha uma foto do grupo – foi tudo removido. Como se ninguém no mundo não pegasse imagens do Google e as colocasse no Facebook, fala sério. Quer saber? Faceboquete: vai tomar no cu!

 

* É muito óbvio que uma rede social criada por um judeu americano se torne cada vez mais ditadora, moralista e conservadora. Assim, a política de privacidade da matriz nos EUA se reflete aqui também, na sucursal instalada no Bananão igualmente moralista, babaca, reacionário e conservador.

 

* Enquanto isso, o pequeno Uruguai dá EXEMPLO de modernidade e avanço comportamental, político e social para o mundo, ao enviar Leis para o Congresso que contemplam a legalização da maconha no país, do aborto e também do casamento gay. Está tudo bem explicado aqui: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1168918-na-vanguarda-uruguai-quer-mudar-leis-de-maconha-aborto-e-casamento-gay.shtml.

 

* Música, música pop, rock, que é o que interessa muito aqui afinal, não é? Todo mundo mega feliz com a confirmação da gig única do Pulp no Brasil em novembro. Vai ser dia 28 em Sampalândia (claaaaaro!) e na melhor casa de shows da cidade, a Via Funchal, que começa a vender os tickets pro show nesta segunda-feira através do seu site (WWW.viafunchal.com.br). Na real, é aquilo que estas linhas brit rockers sempre disseram: o Pulp nem de longe é a banda mais predileta desta casa, daquela turma ali – sempre fomos muito mais fãs apaixonados e devotados pelo Oasis, Blur e, em menor escala, pelo Suede (que também toca em Sampa semana que vem, no sabadão, no Planeta Terra, néan?). Mas a banda comandada pelo sempre elegante Jarvis Cocker tem um crédito gigante e eterno na história do rock pelo célebre chute que ele, Jarvis, deu na bunda de Michael Jackson durante a entrega de um Britsh Awards há uns vinte anos. Além disso o Pulp é sim uma grande banda de singles (não de álbuns cheios), alguns deles espetaculares como “Babies”, cujo vídeo você vê aí embaixo. E nos vemos na Via Funchal em novembro, óbvio.

 

* Mas antes tem o Suede no Planeta Terra, já no próximo sábado, néan? Antes, na sextona em sim, vai rolar um encontro da banda com os fãs, em um evento promovido pela agência Uk Brazil. Vai ser em um pub no bairro de Pinheiros e Zap’n’roll também vai estar por lá, já que antes do bate-papo com os fãs a jornalistada vai dar uma “enquadrada” em Brett Anderson e cia. Anyway, se você quiser participar da parada e tentar fazer perguntas pra um dos grandes nomes do britpop, vai aqui: https://www.facebook.com/events/360141237407748/.

 

* Final de ano chegando e o rock vai agitar o Norte brazuca, mais especificamente a simpática e acolhedora Boa Vista, capital de Roraima. Lá, entre novembro e dezembro, irão rolar dois festivais bacanudos: o primeiro é o já tradicional Tomarrock, produzido pela turma do Coletivo Canoa Cultural e que vai acontecer entre os dias 1,2 e 3 de novembro, abrindo espaço para bandas locais e de Manaus mostrarem seu trabalho. Fora que o headliner será o sempre ótimo trio carioca Autoramas. Um mês depois, de 14 a 16 de dezembro, vai acontecer por lá a segunda edição do Skinni Rock Festival. Organizado pelo agitador cultural e músico roraimense Victor Matheus, o Skinni também vai dar espaço para as bandas de Boa Vista mas não só: vai levar até a capital de Roraima o trio revelação manauara A Luneta Mágica, além de resgatar um dos grandes nomes do rock do Acre, o grupo Camundogs. No Skinni o blog estará presente, acompanhando tudo beeeeem de perto. É isso aê: o rock’n’roll não pode parar. Jamais!

O incrível trio A Luneta Mágica, de Manaus (acima) se apresenta na segunda edição do Skinni Rock Festival (abaixo), que acontece em dezembro em Boa Vista

* Umas das bandas do novo rock independente brasileiro dos anos 2000 que o blog mais curte (aliás, uma das poucas que se salvam hoje em dia por aqui), a mineira Transmissor, postou vídeo novo no YouTube esta semana. É para a faixa “Bonina”, do álbum “Nacional” e sobre o qual o blog fala mais lá embaixo, nas indicações da semana. Já o vídeo, confere aí:

Os Mineiros do Transmissor: vídeo novo no YouTube

 

 

* E já que estamos falando de ótimos sons lá das Minas Gerais, bora dar uma comentada no line up nacional do Lollapalooza 2013. Vai lendo aí embaixo.

 

 

LINE UP NACIONAL DO LOLLA BR 2013 – QUEM SE IMPORTA COM TANTAS TRANQUEIRAS, AFINAL?
Yep, todo mundo (mais ou menos) feliz com a escalação da edição 2013 do Lollapalooza BR, que rola nos vindouros dias 29, 30 e 31 de março lá no Jockey Club de Sampa (onde acontece também o Planeta Terra, semana que vem). Tirando a grande droga  que é o Killers (e que vai fechar uma das noites do festival), é muito reconfortante (uia!) saber que teremos o bom e velho grunge do Pearl Jam novamente por aqui, além do Black Keys (no auge lá fora, neste momento) fechando outra noite e a igualmente fodástica volta do Queens Of The Stone Age (que fez um dos melhores shows no festival SWU em 2010). Do bloco gringo intermediário a ótima surpresa é, sem dúvida, a vinda do Alabama Shakes, outra das grandes revelações da cena R&B americana atual. O resto é o resto: uma quantidade razoável de tranqueiras que já se apresentaram no país (como o Hot Chip) e outras bandas em franca – e rápida – decadência, caso do Kaiser Chiefs.

 

Mas ruim mesmo na segunda edição do Lolla BR, de doer e duro de agüentar, é a montagem do line up nacional do evento. Phorran, ok, teremos Planet Hemp (pra toda uma geração pirralha que nunca viu a banda ao vivo, ótimo) e Criolo. Mas, e o resto? Já pensou a turba ensandecida querendo ver sangue e suor (em forma de rock’n’roll explosivo) e o duo “maravilha” Agridoce tocando covers dos Smiths com banquinho e violão?  Vai chover garrafa e copo de plástico no palco, certeza. Graforréia (ou Diarréia) Xilarmônica? Com todo o respeito a uma das lendas do rock gaúcho, mas por que foram desenterrar isso pro festival? E Bruno Barudi, quem é essa figura??? E República, alguém conhece? Boss(ta) In Drama? Jezuiz… Ludov? O blog sempre gostou mas vamos reconhecer que a banda já teve seu momento. Vanguart? Acabaram de abrir pro Snow Patrol no Brasil e já tocaram no Planeta Terra, além de abrir shows do Coldplay. Fora que vivem tocando no baixo Augusta. Poderiam dar a vaga pra alguém tão relevante quanto eles e sem ainda a mesma exposição (o lobby do querido Rafael Ramos junto à produção do Lolla deve ter sido cabuloso…). E ainda tem mais estorvos na parada (Tokyo Savannah, Database) mas estas linhas bloggers que dão porrada em quem merece nem vão perder tempo comentando sobre elas.

 

Pouco se salva na “seleção” brazuca do festival, além dos já citados Planet Hemp e Criolo. E Zap’n’roll daria uma taturana gigante de cocaine colombiana pra quem costurou esse line up, só pra entender como se chegaram aos nomes nacionais que vão fazer barulho (ou passar vergonha alheia) no Jockey de Sampa em março do ano que vem.

Por que Los Porongas (acima) e Forgotten Boys (abaixo), dois dos melhores nomes do rock brasileiro dos anos 2000’, não estão na escalação nacional do festival Lollapalooza BR 2013? Mistério…

 

Na buena, estas linhas virtuais poderiam sugerir uma pequena lista de bandas que MERECIAM e MERECEM ser incluídas JÁ, na escalação brasileira do Lolla. Querem ver? Forgotten Boys: estão aí há uma década, lançaram um discaço no final do ano passado e ao vivo são esporrentos ao cubo, além de sempre arrastar uma multidão de bocetas rockers tesudas aos seus shows. Los Porongas: o quarteto do Acre é uma das melhores bandas do Brasil, ponto. Enfia no bolso quase todo o line up nacional do Lolla. A Luneta Mágica: o trio psicodélico de Manaus iria causar espanto entre público e jornalistas desavisados. Cartolas: os gaúchos acabam de lançar novo single, têm dois discos fodões na bagagem e ao vivo instalam um tsunami sônico na área. Transmissor e Quase Coadjuvante: duas ótimas bandas Mineiras, que estão aí com discos novos e que honram a tradição do rock de Minas com guitarras mixadas a bucolismo melódico.

 

Mas como pouco ou nada podemos fazer nesse sentido, ficam aí as sugestões. O festival é válido (e sempre bacana), tem PJ, Black Keys e QOTSA. Mas por 900 pilas de entrada (para os três dias de esbórnia), bem que a organização poderia ter caprichado um pouco mais na parte brasileira da parada. Bandas boas pra isso ainda existem por aqui, felizmente.

 

 

O KILLERS JÁ DEU, NÉ?
Não adianta e não tem jeito. Estas linhas online tentam e tentam. Se esforçam. Mas não conseguem engolir a cafonice e a grandiloqüência características do quarteto americano The Killers. E a notícia péssima é que esta impressão que o blog tem da banda só piorou após várias audições de “Battle Born”, o quarto álbum de estúdio do grupo e que foi oficialmente lançado no mês passado.

 

Estas linhas online “pescaram” o disco na web há umas três semanas, junto com o também novo trabalho do Muse – este já resenhado e devidamente esculachado por aqui alguns posts atrás. E lá se foram várias audições pra tentar entender o que se passa na cabeça brega e megalômana do vocalista e letrista Brandon Flowers. Se o Killers chegou a ser um pouco mais rock’n’roll em sua ainda razoavelmente curta trajetória isso se perdeu lá atrás, ainda na sua estréia com “Hot Fuss”, em 2004. O disco já mimetizava com exagero e de maneira histriônica os anos 80’ (Queen, Depeche Mode, Duran Duran, por aí) mas ainda tinha lá seu encanto musical. Agora, três discos e oito anos mais tarde o Killers está verdadeiramente insuportável: as baladas são chumbregas (“Runaways”, o primeiro single, chega a ser constrangedor), os rocks são épicos e enfadonhos (“Here With Me”, com pianos e teclados com timbre de churrascaria, é um horror inenarrável; idem o synthpop de “Deadlines and Commitments”). Claro, a produção do disco é impecável e Flowers está cantando cada vez melhor – não dá pra ignorar este detalhe, ainda mais quando se ouve sua voz poderosa e trovejante em faixas como “The Rising Tide” ou “Be Still”. Mas no final das contas é tudo muito certinho, careta, asséptico, bem embalado e pensado pra não chocar nem incomodar (no sentido de despertar inquietude e reflexão no ouvinte). Incomoda sim, pelo fato de a banda ser um êmulo afetadíssimo do que já era bem afetado nos anos 80’.

 A capa do novo disco dos Matadores: mata qualquer ouvinte de raiva

 

Algo vai muito mal no rock’n’roll mainstream de hoje. Killers e Muse são dois dos maiores nomes do rock planetário atual. Ambos são um pé no saco e estavam brigando esta semana, com seus novos álbuns, pelo primeiro posto da parada inglesa – o Killers foi derrubado de lá pelo Muse na última quarta-feira. A maioria da mídia musical que importa (The Guardian, NME, Spin, Rolling Stone) foi generosa em suas resenhas e cotações com este lamentável “Battle Born”. Será que nós, jornalistas musicais do novo milênio, perdemos o senso do ridículo, a capacidade de avaliação auditiva e estamos escancarando as pernas e nossa imbecilidade profissional para estrumes mal cheirosos com o Killers?

 

Vai ver que sim. Infelizmente.

 

* O grupo irá fechar uma das noites do Lollapalooza BR 2013. E Zap’n’roll vai passar bem longe do show. O blog viu a banda ao vivo em 2007, na penúltima edição do extinto Tim Festival. Não suportou assistir a gig até o final, pela ruindade da mesma: no meio da parada, já bastante “turbinado” de vodka, o zapper ainda doidón naquela época pegou um táxi e se mandou da arena Anhembi, atrás de cocaine. Terminou a noite fazendo maldades nasais no baixo Augusta, e se deu por satisfeito.

 

 

DIÁRIO SENTIMENTAL – AS MELHORES FRASES DISPARADAS EM FODAS CAFAJESTES DO BLOGGER LOKER COM SUAS EX
Era inevitável, hihi. Há semanas já sem deixar os moralistas falsos e babacas de plantão com o cu piscando de ódio, o blog mais ordinário da web brasileira quando o assunto é cultura pop, rock alternativo e SACANAGEM e PUTARIA na cara larga, volta ao ataque, uia! E a pauta deste tópico surgiu na madrugada da última segunda pra terça-feira quando o zapper, assistindo aos “Clássicos” na MTV, meditava e se debatia em seus pensamentos sórdidos: o que escrever sobre cafajestice carnal no próximo post?

 

O click surgiu durante a caminhada noturna pelas ruas do bairro (Vila Mariana, zona sul bacanuda de Sampa e ainda sem muita violência) onde o sujeito aqui mora há quase treze anos. Sozinho e rindo, o autor destas linhas online começou a se lembrar de algumas das frases mais cadeludas e sórdidas que suas ex-namoradas (ou rápidos affairs) lhe disseram, enquanto a foda rolava furiosa, ultra sacana e solta entre o casal.

 

Na volta pra house e diante do notebook, o blog resolveu resgatar algumas dessas frases “saborosíssimas” e colocá-las aqui. Leiam aí embaixo e fiquem de pau duro/xoxota molhada – ou, no mínimo, riam a valer, hihihi.

 

* “Eu acho que atingi o orgasmo!” (dita pela loira Paula C. Ela era baixinha, com tetas enormes e um cabelón loiro de fazer gosto. Muito bonita, fresca ao cubo, morava no bairro de Higienópolis com os pais e irmãos e era amiga comum do zapper e de uma das DJs do Espaço Retrô. Adorava gothic rock mas era uma geladeira na ora da trepada. Esta frase lapidar foi disparada pela garota em uma tarde qualquer de 1988, após uma trepada com Zap’n’roll. Ela, pelada e sentada no cacete do autor destas linhas online, de repente ficou imóvel. O zapper, preocupado, indagou: “o que houve?”. A resposta, em tom total blasé, está aí em cima, uia!)

 

* “E agora, o que vai ser de mim?” (S.M., uma delícia cremosa morena e tetuda, de longos cabelos cacheados, que o jornalista rocker conheceu em 1994, no estádio do Morumbi em Sampa, durante o show de Robert Plant no saudoso festival Hollywood Rock. Ela tinha apenas quinze anos de idade e era a sacanagem em pessoa, embora ainda virgem. A paquera começou no estádio mesmo e se prolongou pela semanas seguintes. Até que um dia a garota foi parar no apê que o autor deste diário safado estava dividindo com o amigo Phillipe Britto. E aí o cabaço da moçoila foi pro espaço. Detalhe: o zapper estava NAMORANDO com a mulataça Greta, dezoito anos de puro tesão e igual safadeza. A frase dita por S.M. se deu em mais uma tarde de foda cachorríssima quando ela, com o pinto do rocker maloker enfiado em sua saborosa boceta, começou a se lamentar de ter perdido o cabacinho… ô dó, rsrs)

 

* “Segura as tetas! Segura as tetas!!!” (A grande putaça Greta, uma mulata de deixar qualquer bicha com o bilau em ponto de bala. Na época com dezenove anos de idade, Gretinha namorou com o autor deste blog por cerca de um ano e meio – e continuou dando pra ele por mais algum tempo pós-término do namoro. Esta frase também lapidar foi disparada durante uma mega foda em um hotel barato de putaria, em São Bernardo do Campo, no final de 1994. A garota fazia Cursinho vestibular à noite por lá – queria entrar na Usp e entrou, aliás. O jornalista trintão e cafajeste, apaixonado por ela, ia buscá-la no Cursinho e depois ambos rumavam pro tal hotel. Gretinha gritou “segura as tetas”, que eram enoooooormes, em um momento em que estava singelamente dando gostoso de… ladinho, hihihi)

 

* “Ai, mete! Mete! Me FODE, vai! Seu cavalo, seu cachorro!!! (a mesma Greta mas no começo do namoro, em 1993. Ela estudava de manhã, saía do colégio e ia direto pro apê da avenida 9 de julho, pra dar até a xota arder, wow. O zapper taradón tinha, nessa época, uma fita cassete onde ele AMAVA gravar as fodas com Greta. Depois, a fita se perdeu por aí. Mas uma bela noite o saudoso DJ Toninho, acompanhado do também DJ Rodrigo Cyber, foram fazer uma visitinha no apê do autor deste diário clamorosamente calhorda. Zap’n’roll colocou a fita pra dupla ouvir. E ela quase morreu de rir, hehe)

 

* “Amor, você quer fazer anal?” (Inês, a pequenina. Um dos incontáveis “affairs” do jornalista sem vergonha, nos anos 90’. Frase dita no meio de uma trepada, em 1996, na kit em que o zapper também residiu, na avenida 9 de julho, centrão junky de Sampalândia. A mocinha estava dando de quatro – óbvio – quando fez a pergunta. Diante de uma pergunta dessas, impossível resistir: a rôla entrou imediatamente no rabo da gostosa Inês)

 

* “Quer pôr no meu bumbum?” (mais um convite anal irrecusável, uia! Este feito por Sil, a gótica, quando ela namorou o zapper ordinário, em fins de 1996/início de 1997. Os dois estavam “in Love” na kit da 9 de julho quando ela, com a carinha mais inocente do mundo, fez a pergunta/convite. Essas cadelinhas…)

O tetão gostosão da cadeluda T.A.: metidas no cu (dela), cafungadas de padê em cima do bilau zapper… a moçoila fez de tudo enquanto “namorou” com o autor do blog, hihi

 

* “Ai, não tenho mais prega nenhuma! Você já arrancou todas!” (a mesma Sil gótica, durante viagem a São Thomé Das Letras, no carnaval de 1997. E após, claaaaaro, ser socada no cu pelo blogger cafajeste, hihi)

 

* “Agora que você comeu o meu cu, vou procurar alguém que coma minha boceta!” (jezuiz, ahahaha. Essa foi disparada pela delícia chamada Abigaiu, e que morava no extremo Leste de Sampa. O zapper a conheceu em uma balada rocker no extinto Alternative Video Bar, na Penha, onde ambos acabaram trepando logo no primeiro encontro, no banheiro. Começou o rolo entre o jornalista e a mulata loki e tesuda, que fodia horrores e adorava cometer devastação nasal, hihi. Foram várias as fodas entre ambos. E a frase clássica foi disparada quando ela, uma bela noite chapada de goró, foi até a house minúscula que o sujeito aqui estava morando, no bairro da Liberdade. Era 1998 e Zap’n’roll tinha que ir até uma casa noturna na Barra Funda, pra assistir ao show que o grupo americano Man Or Astro Man! Iria fazer por lá. Biga chegou e a foda rolou. O blog meteu gostoso no cu da cadeluda, que deu de frente. E ainda rebolou pra porra jorrar mais rápido. Terminada a trepada ela queria ir junto à gig. Não tinha como pois o jornalista doidón só tinha uma credencial. Foi aí que ela se irritou e disparou a frase. E foi atrás de quem também comesse a sua sempre quente boceta)

 

* “Vai comer o cuzinho da sua namoradinha, vai?” (proferida pela cadelaça T. A., em alguma madrugada de 2007, durante uma discussão entre ela e seu affair, este mesmo que está soltando os podres sexuais neste diário sentimental. Foi uma das relações mais longas e complicadas do autor deste blog: ele conheceu a garota por volta de 2004 e entre idas e vindas, rolos e namoros, o casal conviveu por três longos anos e meio. T.A., formada em jornalismo, fã de rock, rosto lindíssimo de boneca de porcelana, olhos “puxados”, cabelos ruivos e corpinho delícia, tinha uma xoxota deliciosa e que metia com gosto e como poucas. O zapper se apaixonou pela moçoila e chegou a pensar seriamente em se casar com ela, que também era uma doidona de plantão e mega fã de álcool e cocaine – foram incontáveis as “carreiras” de padê aspiradas pela garota no pau de Zap’n’roll, assim como foram também incontáveis os “riscos” que o zapper inalou nas tetas e na bocetinha apertada da cadelinha branquinha, hihi. Mas as brigas entre o casal eram muitas, em função do gênio fortíssimo de ambos. Foi numa dessas brigas que a frase acima foi disparada: a cachorra bateu boca com seu “namorado” até este se irritar e ameaçar sair de casa – às três da manhã! Quando já se arrumava pra cumprir a ameaça foi detido pela ruiva safada que, só de calcinha e esfregando suas mamicas na cara do zapper, pediu: “não sai, não!”. Não deu outra: a “briga” acabou em foda monstro, com o blogger putão socando rôla grossa no cu da moça e esporrando dentro dele, uia!)

 

* “Eu quero cheirar. Mas não vou cheirar no seu pinto, é muito aviltante!” (também dita pela cadela T.A., que era chegada em uma maldade nasal – e como! O casal foi num domingo à noite pro clubinho GLS paulistano A Loca, onde o blogger safadíssimo iria fazer uma DJ set no projeto Grind, comandado pelo querido André Pomba. A noitada rolou ótima, a discotecagem idem e na volta pra casa, pintaram as petequinhas de cocaine. Foram levadas pelo casal rocker/loker. Quando chegaram começou a sacanagem, a putaria e a padelança. Primeiro uma bela sessão de foda. Depois as tecadas. O zapper ordinário intimou: “Você vai cheirar, mas só se for em cima do meu pau!”. A junky e putaça, deliciosamente pelada e que já tinha levado vara na xota, não queria e disparou a frase em questão. Mas como a vontade de aspirar era muita, ela não resistiu e acabou cedendo, hihi. Aspirou uma bela carreira esticada no pau zapper, e depois ainda lambeu e chupou o que sobrou, uia!)

 

* “Como hoje é seu aniversário, meu presente vai ser esse: vou dar pra você sem camisinha!” (uma atitude totalmente incorreta, o blogger loker assume. Mas foi assim mesmo que a pretaça P.R. deu sua xota quente, ninfomaníaca e peluda pro autor destas linhas online sórdidas. Foi no aniversário de Zap’n’roll em 2007. Ele havia conhecido P.R. meses antes e enlouqueceu: uma negra de vinte aninhos, peitões suculentos e que também adorava ser fodida no cu, sendo que ela mesmo dizia: “gosto de dar atrás, com o cara fazendo bastante pressão”. Wow! Foi uma época um tanto problemática em termos de relacionamentos, na vida do blogger taradón já que ele estava também trepando com a cadelinha T.A. e com, pasmem, a célebre “Lady Virose”, que depois se tornou uma das maiores desafetas do autor destas sacanagens online. Tanto que no finde de aniversário daquele ano, foi exatamente assim: a preta P.R. deu sem camisinha na sexta-feira. A bonequinha de porcelana T.A. foi fodida no sábado e a megerinha Lady Virose levou rôla no domingo, ulalá! Mas a lembrança mais forte que fica dessa esbórnia é mesmo a frase dita pela negra tetuda P.R.)

 

* “Vou arrotar a porra!” (dita por H.R. Yes! Se você não acredita, passe a acreditar: há garotas de fino trato que não se satisfazem apenas em chupar o caralho, arrancar gozo do macho e engolir o leitinho quente e grosso. Algumas, além de tudo isso, também fazem questão de ARROTAR a porra que acabaram de engolir, wow! O blog namorou com uma garota assim – boooooa de foda, diga-se, e muito inteligente e rocker até a medula. Mas também com um gênio terrível, rsrs. Enfim, em uma das zilhões de trepadas dadas pelo casal eis que uma bela noite, no final de uma delas o zapper enfia seu pinto na boca da mega cafajeste e solta nela toda o esperma do mundo, hihi. E como sempre a garota engoliu tudinho, na boa. Mas logo em seguida soltou a frase acima. E arrotou mesmo a porra que havia acabado de engolir! Foi o primeiro “arroto de porra” presenciado pelo sujeito aqui, jezuiz…)

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco I: o blog nunca deixa de afirmar que não há tempo pra se comentar grandes discos ou lançamentos. Pois é realmente incrível que o sensacional álbum de estréia do quarteto escocês Django Django, que foi lançado em janeiro deste ano, tenha recebido quase nenhum destaque em sites, blogs e portais brazucas especializados em rock alternativo – ok, sejamos justos: dear Luscious R. falou da banda, dias atrás, em sua sempre antenada Popload. Enfim, psicodelia sessentista em grau elevado, timbres vintage de guitarra e teclados e melodias e vocais oníricos, que convidam à chapação, é o que você vai ouvir nas treze faixas de um disco que recebeu cinco estrelas do rigoroso diário inglês The Guardian. E, sim, o cd tá facinho de baixar na web. Já está na lista zapper dos (ainda poucos) melhores álbuns de rock de 2012.

Django Django: psicodelia made in Escócia, em um dos melhores álbuns de 2012 

 

* Disco II: Mineiros de Belzonte, o incrível Transmissor também lançou seu segundo álbum, “Nacional”, já há algum tempo. O quinteto formado por Thiago Correa, Leonardo Marques, Henrique Matheus, Jennifer Souza e Pedro Hamdan honra a tradição do Estado montanhoso de burilar lindas canções com melodias oscilando entre o folk e o rock campestre, tudo emoldurando vocais doces (e às vezes melancólicos) e que contam histórias de desencontros amorosos que podem acontecer com qualquer um. O instrumental é precioso, as músicas são inebriantes e a sonoridade do Transmissor é um convite pra se mandar correndo pra São Thomé Das Letras e lá ficar, ao lado de quem você ama, tomando vinho e fumando um bom baseado. Música pra se apaixonar no álbum: “Só se for domingo”. Mais sobre eles, vai lá: http://www.transmissor.tv/.

Capa do segundo disco do Transmissor: já na lista dos melhores do ano 

 

* Disco III: mais Mineiros fazendo rock da melhor estirpe. E estes foram uma surpresa pro blog. Dia desses chega e-mail pro zapper sempre curioso por novos sons, informando que a banda Quase Coadjuvante (nome canhestro, vamos admitir) estava lançando seu primeiro álbum com show em Belzonte e bla bla blá. Lá foi o blog ouvir o som no Bandcamp. E chapou com o que ouviu: “Cartas para a próxima estação” combina guitarras indies nervosas com melodias tristonhas e letras em bom português, que desvelam as angústias da existência humana que só não permeiam a alma de quem é despossuído da mesma. O grupo é formado por Jonathan Tadeu (voz e guitarra), Filipe Monteiro (bateria), Marcelo Luiz (baixo e vocal) e Tiago Gomes (guitarra e vocal). O disco todo é bacanudo mas a faixa do coração do blog é mesmo “Gênio Ruim”, com sua melodia radiofônica quase perfeita. Pra saber mais sobre eles e ouvir esta pequena jóia do rock de Minas Gerais, vai aqui: http://quasecoadjuvante.bandcamp.com/album/cartas-para-a-pr-xima-esta-o.

 

* Baladenhas: domingão à noite com postão no ar. Tá chegando agora da viagem do feriadón? Então fica em casa e curte o blogão zapper. Ainda tem pique pra enfrentar esbórnia madrugada adentro? Phorran, então vai pra Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão de Sampa), onde hoje quem comanda a parada é o super DJ André Pomba e sua já clássica noite rocker Grind, há “apenas” catorze anos campeã de audiência. É onde estas linhas bloggers festeiras iriam se fossem pra rua hoje à noite. Fora o Grind, semana que vem vai ter Planeta Terra e os caralho e iremos atualizar o roteiro de baladas com tudo no próximo post, okays?

 

 

TERRA E ROCKERS NOISE CHAMANDO!!!
Yeeeeesssss!!! A parada vai FERVER esta semana no hfinatti@gmail.com. Pois olha o que caiu de para-quedas por lá, pra entrar em disputa sangrenta:

 

* UM INGRESSO pro Planeta Terra Festival. Yep, esse mesmo que rola sábado que vem no Jockey Club em Sampa, com showzaços do Suede, Garbage, Kasabian e Best Coast – o resto é bobagem. Fora isso, também continua em disputa:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro Rockers Noise Festival, que acontece também em Sampalândia no próximo dia 30 de outubro (tá chegando, hein!), quando irão rolar gigs fodonas dos ingleses Telescopes e Gallon Drunk. Tá dentro? Então mande logo seu pedido porque, além de tudo, logo menos vai pintar promo aqui pra um certo festival que vai rolar em março de 2013 (aquele mesmo, com Pearl Jam, Black Keys etc.). Beleusma?

 

 

E FIM DE PAPO!
Postão grandão como a turba adora, hihi. Entonces ficamos por aqui, esperando que todo mundo comece muito bem a semana. Na próxima sexta-feira, véspera do Planeta Terra, o blogão zapper volta na área, inclusive com um bate-papo com a turma do Suede. Até lá, deixando muitos abraços no André Morelli (que ficou mais velho esta semana), no sempre querido irmão carioca Léo Rocha, e os beijos mais doces do mundo na Pâmela Brandão e na Pamila Seven, duas garotas que o autor deste blog adora de paixão!

 

(ampliado e atualizado por Finatti em 15/10/2012 às 16hs.)

O bacana novo disco solo do Graham Coxon, e que ninguém comentou na blogosfera rock brazuca. O mimimi invejoso de sempre no painel do leitor zapper. Tickets FREE pras gigs do Radio Dept. em Sampa e Rio. O dia em que o zapper deu um “cano” no grande Tom Zé (adivinhem o motivo, hihi). Os 14 anos do projeto Grind. E o pobre Brasil vê a corrupção sem fim e a sacanagem política foder o país… (plus: o novo discão dos Dandy Warhols) (ampliado, atualizado e finalizado em 23/6/2012)

Graham Coxon (acima), guitarrista do grande e já lendário Blur (abaixo): enquanto um dos ícones do britpop não decide o que fazer do seu futuro, o músico das seis cordas vai lançando discos solos bacaninhas

 

Mimimi daqui, corrupção e sacanagem dali.
Tem sido uma semana, hã, estranha. Sentimentos de inadequação existencial e melancolia voltaram a flertar com a alma (ela existe, afinal?) de Zap’n’roll. Além disso o zapper que sempre foi muito politizado e interessado nas questões políticas e sociais que são caras ao país, foi ficando cada vez mais estarrecido ao acompanhar o noticiário nos jornais, na internet e na tv, sobre o lodaçal de corrupção e sacanagem política em que o país está cada vez mais mergulhado. Yep pode parecer estranho falar sobre isso aqui, em um blog eminentemente voltado à cobertura e a análise da cultura pop brazuca e planetária, e à cena rock alternativa daqui e da gringa. Mas é que o panorama está ficando tão absurdamente degradado na esfera política (e qualquer um minimamente informado e que acompanha jornais e telejornais, já percebeu isso), que não dá pra escapar de comentar o tema aqui. Enquanto isso e por outro lado, enquanto o blog continua batendo recordes de acesso, audiência, comentários dos leitores (cinqüenta e dois no último post) e recomendações em redes sociais (setenta, também no último post), a eterna e incansável e sacal turma do “mimimi” insiste em torrar o saco no painel do leitor, com suas mensagens fakes, covardonas, insultuosas, agressivas, ressentidas, invejosas e por vezes até hilárias (de tão ridículas que chegam a ser). É muito óbvio que o autor deste espaço online tira essa turma de babacas de letra e até se diverte com eles, pois sabe que isso só aumenta a audiência do blogão zapper. A questão que nos intriga é: será que esse pessoal por acaso se preocupa com tudo o que está acontecendo no país em que eles vivem? Ou são um bando de idiotas, gente à toa na vida, despolitizados, tigres ignorantes e imbecis que não estão aí com nada, e contanto que tenham seu salário no final do mês foda-se o país, sua política e sua sociedade? Pra esse bando de desocupados, talvez sua única diversão seja mesmo gritar por futebol e encher o saco no painel dos leitores zappers. Uma existência triste e medíocre a desse povo, no final das contas. Enquanto isso o país pega fogo. E justamente por estar pegando fogo é que estas linhas virtuais se preocupam muito mais com isso do que com otários relinchando semanalmente, no espaço reservado ao nosso sempre dileto e amado leitorado. Então bora pra mais um postão, que vai falar do nosso horror político atual, das desventuras do blogger loker (relembrando o dia em que ele deu um “cano” no gênio Tom Zé), do lecal disco solo lançado por um certo Graham Coxon (e que ninguém comentou por aqui, na blogosfera brazuca de cultura pop que importa). e mais algumas paradas aê.

 

* Começando as notinhas semanais com a “imagem política da semana”. Uma imagem absurda, torpe, calhorda e que demonstra que a política, no Brasil, assumiu na cara larga seu vale-tudo e a disputa por poder a qualquer preço, custe o que custar. Zap’n’roll sempre foi simpatizante (não militante, isso jamais) do PT, desde que o partido foi fundado. Mas de anos pra cá está cada vez mais decepcionado e desencantado com os rumos que o partido tomou. A gota d’água foi o Sr. Lula correr para os braços do eterno ladrão Paulo Maluf, em busca de apoio do partido malufista à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de Sampa, nas eleições deste ano. Luíza Erundina, a até então vice na chapa petista, não engoliu e dignamente caiu fora da campanha. E a foto de Lula apertando a mão de Maluf (urgh!) correu o país. É essa aí embaixo.

 A imagem que não quer calar e que ninguém imaginaria que um dia seria registrada: Lula de mãos dadas com Maluf. É o fim das ideologias no país onde a política assumiu o vale-tudo, a corrupção e a busca pelo poder custe o que custar

 

* Com isso, o blog desiste de vez do PT. E começa a pensar em quem vai votar para prefeito de São Paulo este ano – Serra, nem fodendo também!

 

* Como se não bastasse essa desonra e vergonha petista, a Assembléia Legislativa do pequenino Estado do Amapá foi parar nos noticiários das grandes redes nacionais de tv. O motivo, bidú, é a autêntica quadrilha que se instalou por lá. Yeah, os deputados de lá tiraram a máscara e assumiram sua porção bandida, praticando zilhões de patifarias e delinqüências variadas – com gente que trabalha lá ganhando mais de quarenta mil reais por mês. A sangria nos cofres públicos amapaenses, praticada pelos próprios deputados do Estado, se tornou tão escandalosa que motivou uma investigação do Ministério Público do Amapá. Resultado: a Promotora responsável pela investigação teve que ir a Brasília pedir garantias de vida ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (ele e nada no Ministério é a mesma coisa), pois começou a receber ameaças. Isso é o Brasil de hoje.

 

* E fora o juiz responsável pelo inquérito do caso do bicheiro Carlinhos Caichoeira, que pediu afastamento do caso ontem, por também estar recebendo ameaças de morte.

 

* Enquanto isso o populacho, o povo burro, pobre e desdentado, se matava de alegria anteontem com a vitória da porra do Coríntians, e que levou o “timão” à final da Libertadores. O blog só tem isso a dizer: que o Coríntians vá pra puta que o pariu.

 

* Enquanto o Brasil mergulha em retrocesso social, político e comportamental, o vizinho Uruguai avança rumo à modernidade do vigente século XXI. O presidente uruguaio José Mujica está para enviar ao Congresso de lá, projeto de lei que LEGALIZA a produção e comercialização da MACONHA em todo o país, sob controle total do Estado. Ou seja: quem quiser plantar e vender sem problema, desde que sob supervisão governamental e pagando os devidos impostos. Todo mundo sai ganhando: governo, produtores e consumidores da erva. Acaba o tráfico, a violência gerada por ele, o risco que consumidores correm ao ir atrás do produto etc. Nota mil pro governo uruguaio por esta iniciativa, que pelo visto está muito longe de um dia acontecer no retrógrado Brasil – onde, quem diria, o ex-presidente FHC se tornou um quase solitário defensor da legalização da maconha. Pois é… aqui plantar e vender marijuana não pode. Roubar e corromper pode, indiscriminadamente.

 A marijuana está para ter seu plantio e comercialização legalizados no moderno e avançado Uruguai. Já no corrupto, retrógrado e atrasado Brasilzão…

 

* Terminada a parte de “indignação política e social destas linhas bloggers”, de volta à música e ao rock’n’roll, que torna nossa existência um pouco mais alegre.  Pois entonces: não basta ele ter sido ex-guitarrista do Oasis e gênio do rock nas última duas décadas. E também não basta ele ter lançado um dos melhores discos de 2011, o “Noel Gallagher’s High Flying Birds”. Noel, o grande, ainda lança vídeos fodaços pra promover o disco. Como esse aí embaixo, que começou a circular esta semana na web:

 

* Alô Planeta Terra 2012, câmbio! A produção do festival vai convocar a jornalistada a qualquer momento para uma coletiva de imprensa, onde será anunciado o line up deste ano. Conforme o blog já antecipou no último post, é forte a possibilidade de o gênio Jack White estar nele. Comentários que chegam das Nações Unidas (a avenida em Sampa onde fica a sede do portal) até o zapper bem-informado, dão conta de que também estarão na esbórnia indie rock o grande Kasabian (que lançou um discaço em 2011), o Mumford & Sons (o blog gosta muito do folk/pop suave desses ingleses) e o Pulp, mega venerado pela nação indie brazuca. Se for tudo isso mesmo, vai ser fodão. A qualquer momento damos um “extra” aqui a respeito, ok?

 A lenda britpop Pulp (acima) e o Kasabian (abaixo): a caminho do Planeta Terra 2012?

* E info “secreta” que chega até estas linhas zappers notívagas, na madruga de quinta pra sextona em si (quando o post está sendo finalizado): um produtor independente de Sampa, que já fez parte de um saudoso e histórico grupo indie guitar (o Starfish100), está costurando a vinda do célebre The Telescopes (shoegazer inglês fodão dos 90’, e venerado pela galera under com mais de trinta de idade) pra cá, agora no segundo semestre de 2012. Mais infos a respeito serão postadas aqui assim que soubermos maaaaaisssss sobre a parada.

 

* DUPLAS DE ROCK, UMA TENDÊNCIA DO POP NOS ANOS 2000? – pode ser. Se você pensar que um dos grandes nomes do rock mundial na última década e meia, o finado The White Stripes, era formado apenas por dois músicos (Jack e Meg White, óbvio) e que o Black Keys, um dos nomes gigantes do rock alternativo americano atual, também é formado por uma dupla (o guitarrista e vocalista Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney), dá pra começar a falar em tendência. O BK, inclusive, existe já há uma década, estourou com o ótimo “El Camino” (lançado em 2011) e está começando a influenciar outros músicos a montarem bandas com apenas dois integrantes. Caso do novato e ainda bem desconhecido (nem o blog conhecia, rsrs) duo My Goodness, que foi apresentado a estas linhas rockers por amigos do Facebook. Não há grandes infos sobre o duo na web; o que se sabe é que eles têm um álbum lançado (homônimo) no ano passado, e um vídeo bacanudo (que você pode conferir aí embaixo), que dá pistas do que é o som deles. Fora isso, já se observa também na indie scene paulistana a formação de alguns grupos com apenas dois integrantes (e geralmente no esquema guitarra e bateria), como o caso do novíssimo e já badalado Madrid, formado pelo querido ex-CSS Adriano Cintra (velho amigo deste blog) e pela Marina, ex-vocalista do Bonde do Rolê. Enfim, se a tendência vai mesmo pegar e se transformar em algo mais sólido entre os novos grupos daqui e da gringa, aí só o tempo pra dizer, no?

 O duo americano Black Keys, um dos melhores nomes do atual rock planetário: já inspirando as novíssimas duplas rockers

* Aí embaixo, dois vídeos bacaninhas de duas duplas idem: o Black Kays e o My Goodness.

Black Keys – “Gold on the Ceiling” 

My Goodness – “I’ve Got A Notion”

 

* Falando no Madrid, Zap’n’roll bateu um papo enooooorme ontem à tarde, via chat(o) do faceboquete, com o Adriano Cintra. E o blog também está ouvindo, agora e com certa exclusividade, o álbum de estréia da dupla, que tem show de lançamento no próximo dia 3 de julho no Sesc Pompéia, em Sampa. À primeira audição o disco é lindão (até rimou, hihi), todo bucólico, com nuances algo melancólicas e muitos pianos e até sopros em algumas faixas. Muito distante do electro-rock do CSS e do rock garageiro, básico e esporrento do Thee Butcher’s Orchestra. Anyway, o blog gostou do que ouviu até agora (sendo que algumas faixas já andam circulando na web há algum tempo, mas não o disco todo e na versão mixada e pronta pra ser lançada, a que o blog teve acesso) e esse papão com o Adriano vai aparecer por aqui a qualquer momento, pode esperar.

Dupla rock’n’roll do barulho fervendo na “naite” under de Sampalândia: Zap’n’roll e seu amigão Adriano Cintra, que está lançando o disco de estréia do seu projeto Madrid

* Que mais? Si, si, a deusa Fiona Apple lançando disco novo. E a também deusa Cat Power vindo com o seu novo álbum. Mas o blog por enquanto não vai falar de nenhuma das duas, pois (pra infelicidade do “fã da popload”, hihi) não se trata de pauta importante para este post zapper.

 

* Importante sim é falar que Graham Coxon, o também grande guitarrista do Blur (acaba ou não acaba, afinal?) lançou um disquinho solo bacanão em abril passado. E que ninguém, na blogosfera brazuca de rock alternativo, se deu ao trabalho de esmiuçar. Bien, lá vamos nós fazer isso, aí embaixo.

 

 

ENQUANTO O BLUR NÃO DECIDE SEU FUTURO, GRAHAM COXON CUIDA DO SEU
O quarteto Blur, já uma lenda do britpop, vai acabar novamente ou não? Não se sabe. Em fevereiro último o grupo lançou seu primeiro single inédito desde 2003 e anunciou que um novo disco de estúdio sairia este ano. Só que nas últimas semanas o vocalista Damon Albarn disse a jornalistas ingleses que, depois da participação da banda no show de encerramento dos jogos olímpicos em Londres (no dia 12 de agosto e onde também irão tocar New Order e Specials), o Blur vai mesmo encerrar atividades – e desta vez para sempre, ao que parece. Pelo sim, pelo não, o guitarrista Graham Coxon está cuidando da sua vida e de sua carreira solo que já soma oito discos, incluso aí o bacanudo “A+E”, lançado em abril deste ano.

 

Yep, o trabalho já saiu há quase três meses, não foi lançado em plataforma física no Brasil (nem vai, embora lá fora tenha sido editado pela Parlophone, aqui distribuída pela Universal) e nem precisa, pois é facilmente “baixável” na web. E o blog decidiu falar dele com mais atenção agora pois como já cansamos de repetir aqui, nunca é tarde para se falar de bons (ou ótimos) trabalhos, ainda mais quando ninguém na blogosfera de rock alternativo brazuca que importa se dignificou a fazer isso.

 

Todo mundo que acompanhou a trajetória do Blur e ama o conjunto (como é o caso destas linhas rockers britpoppers) sabe que um dos fatores que tornaram o grupo um dos mais queridos na Inglaterra tanto pelos fãs quanto pela imprensa, foi justamente a ótima formação cultural e musical de seus integrantes. E o guitarrista Graham Coxon não era exceção: um dos fundadores da banda (ao lado de Damon, do baixista Alex James e do batera Dave Rowntree), Coxon também se desenvolveu como multiinstrumentista de grande talento, além de ótimo compositor e eventual vocalista do quarteto. Isso permtiu que ele tocasse uma carreria individual paralela à do Blur, e que começou há catorze anos, em 1998 sendo que um de seus álbuns, “Happiness in Magazines” (de 2004), chegou a ser lançado no Brasil, com a devida resenha publicada aqui (na época, a coluna Zap’n’roll).

Capa de “A+E”, novo solo do guitarrista Graham Coxon: enquanto o Blur não se decide, o músico vai lançando seus discos 

 

Pois este “A+E” é um disco de indie guitar rock pop básico, ao mesmo tempo melódico e radiofônico, mas também estranhíssimo em alguns momentos. Contando com a colaboração do produtor Ben Hillier (que tocou bateria e alguns teclados no disco), Coxon chegou a gravar vinte e uma músicas. Destas dez entraram em um álbum enxuto e onde ele, além de compor, tocar guitarra e cantar em todas as  faixas, ainda se virou no baixo, bateria e teclados. O resultado, em alguns momentos, lembra muito as britsongs mais agressivas do Blur (ao estilo “Song 2”), principalmente em “Advice” e “City Hall”, que abrem o cd com guitarras aceleradas e baixão estridente (no caso de “City…”). Por sua vez “What’ll It Take” e “Meet and Drink and Pollinate” (esta com distorções nos vocalizes e baixão anguloso à moda New Order) investem em camadas de teclados e sintetizadores para construir uma melodia dançante, próximo do sinthpop oitentista. Desce bem em qualquer pista de dança.
Mas Graham se dá melhor mesmo nas músicas em que ele resgata as nuances do britpop – e nisso o disco está bem servido de ótimas canções, como “Bah Singer” e até mesmo na estranha “Knife In The Cast”, lenta (quase arrastada) e conduzida pelo baixo em primeiro plano, com intervenções pontuais da guitarra.

 

E querendo mostrar, afinal, que fez um disco algo fora do padrão pop/rock de hoje, o guitarrista deixou talvez o melhor momento do álbum para o seu final. “Ooh, yeh yeh”, também o primeiro single de trabalho (e já com clip rodando há algum tempo na MTV e YouTube) é uma das melhores guitar pop songs que estas linhas rockers online tiveram o prazer de ouvir nos últimos meses. Poderia estar perfeitamente no primeiro ou segundo disco do Blur. Mas Graham Coxon, aos quarenta e três anos de idade, a compôs apenas agora, em 2012. É daquelas faixas que valem quase por um disco inteiro. E cuja audição mostra que, em meio à péssima qualidade musical que reina hoje no rock planetário, alguns pequenos gênios como Graham Coxon ainda resistem.

 

Pode ir atrás de “A+E” sem susto. O blog zapper garante.

 

 

O TRACK LIST DE “A+E”
1.”Advice”
2.”City Hall”
3.”What’ll It Take”
4.”Meet and Drink and Pollinate”
5.”The Truth”
6.”Seven Naked Valleys”
7.”Running for Your Life”
8.”Bah Singer”
9.”Knife in the Cast”
10.”Ooh, Yeh Yeh”

 

 

E GRAHAM COXON AÍ EMBAIXO
No clip da ótima “Ooh, Yeh Yeh”, o single de trabalho do disco.

 

WEB RADIO DUCA, CENA E FESTIVAL BACANA – O ROCK TAMBÉM ROLA EM… MANAUS!
E não? Muito graças aos agitos promovidos pelo jornalista, radialista e vocalista Sandro Correia, popularmente conhecido por lá como Sandro Nine. Zap’n’roll conheceu pessoalmente a figura no final do ano passado em Boa Vista (capital de Roraima, pros manés sudestinos que não conhecem nada de geografia do extremo Norte e acham, de maneira imbecil diga-se, que o Brasil acaba em Brasília), quando o blog foi até lá pra cobrir o bacanão festival Tomarrock. “Finatti, você precisa conhecer o Sandro. Ele é o Tony Wilson de Manaus!”, falou pro sujeito aqui o também amigão e músico Victor Matheus (vocalista e guitarrista do trio Veludo Branco). Pois o autor destas linhas online não apenas conheceu o “Tony Wilson” manauara como também ficou super amigo do sujeito – uma das cenas mais divertidas dessa nova amizade foi ver a dupla, em plena última noite do Tomarrock (enquanto a droga pesada For Fun se esgoelava no palco do ginásio do Sesc de Boa Vista), tomando brejas e discorrendo sobre a obra de uma paixão comum de ambos: a linda, louca e tesuda rainha do indie inglês, PJ Harvey. Uia!

Sandro é gente finíssima e de uma humildade impressionante. E está à frente da web radio Manifesto Norte (que pode ser acessada em WWW.manifestonorte.com), que já foi comentada aqui no último post. Pois a emissora online, há pouquíssimo tempo no ar, é tão bacana que estas linhas rockers se tornaram fãs da rádio. E por conta disso o blog fez duas rápidas perguntas pro querido Sandro, via Faebook, na última madrugada. Nas respostas ele fala da rádio, da sua banda (a Nicotines) e dá uma geral na atual cena rock da capital do Amazonas. Leia aí embaixo:

 O jornalista e vocalista Sandro Correia (com a camiseta do CBGB’s), com a turma rocker de Manaus

Zap’n’roll – Como surgiu a idéia da rádio e quando ela entrou em funcionamento na web? Fale também um pouco da sua trajetória de jornalista musical aí em Manaus.

 

Sandro Correia – Bom, eu tinha um programa numa web radio aqui em Manaus há uns 3 anos. Lá eu apresentava 4 programas, sempre com temática indie e undreground. Daí eu tive de me mudar pra Roraima e foi lá, trabalhando na assessoria de comunicação do coletivo Canoa, foi que eu vi que dava pra fazer uma web radio com viés de divulgar a cena rock da região Norte. O projeto foi feito, mas até entao não se concretizava, e tinha a cobrança da moçada que ficava na escuta do meu programa. Então esse ano meu irmao Marcelo Augusto, junto com os amigos William Dángelo (também jornalista), Robson Santos e eu, montamos a rádio Manifesto Norte – o espaço da música independente tocando músicas de bandas de Manaus e de toda a regioa Norte.

 

Zap – E como teve início sua carreira de jornalista e seu envolvimento com a cena musical daí? Você também canta em uma banda, a Nicotines…

 

Sandro – Eu tenho 40 anos, cresci ouvindo e vendo muitas bandas de rock, assim como o surgimento da cena rock local nos anos 80’, tipo 84, 85, por ai. Li muita [revista] Somtrês, Bizz etc, lendo resenhas do Alex Antunes, André Barcinski e de você Finatti. Então eu sempre escrevia algo que raramente publicava, foi então que eu entrei pra faculdade de jornalismo e lá pude desenvolver melhor minha habilidade pra escrever. Meu pai foi jornalista político nos anos 70’, então tava na veia. Meu primeiro trabalho mesmo foi cobrir o festival Grito rock Roraima em 2010, como jornalista do coletivo Canoa, lá trabalhei na cobertura com web radio e web tv. Eu já tinha o meu blog Manifesto rock, sempre escrevendo resenhas de shows, cds das bandas e etc. Hoje eu também trabalho como produtor cultural, tenho um projeto com bandas independentes na Saraiva megastore Manaus, projeto Riffs desplugados que jáa tem um ano de vida. Esse projeto consiste em pocket shows acústicos com bandas da cena rock de Manaus que tenham trabalho autoral e o evento criou fortes laços com Roraima. Lá já passaram bandas e artistas do extremo Norte. Sobre o Nicotines, em 5 anos de banda já tocamos em 2 festivais independentes, o Tomarock em 2011 e o Grito Rock Bonfim (fronteira com a Guiana Inglesa) ambos em Roraima, e no próximo dia 7 de julho a banda vaio abrir o show da banda cearense Platique Noir. A banda tá naquela fase, mente aberta e pé no chão. O lance é ao menos sermos reconhecidos na nossa região, estamos preparando nosso priemtio EP “Café, Martinis e Cigarros”. A cena rock de Manaus tá num momento muito bacana, algo que não se via há anos. Pra você ter uma idéia, só no ano passado 14 bandas circularam por festivais pela regioa Norte, Brasil afora e na Europa (caso da Nekrost, banda de heavy metal que tocou no Wacken open air, na Alemnha). A Evil Syndicate, outra banda do metal extremo, tocou em grandes festivais da região Norte. E ao redor do boom da cena rock de Manaus tem os festivais. Como o nosso “Até o Tucupi”, realizado pelo coletivo Difusão e que vai acontecer em Setembro.

 

* Interessou em ouvir a Manifesto Rock? Como já foi informado mais acima, vai lá: www.manifestorock.com

 

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DIÁRIO SENTIMENTAL – UM “CANO” NO GÊNIO TOM ZÉ (ELE NÃO MERECIA, RSRS)
Em algumas entrevistas dadas nos últimos anos, o mega rockstar David Bowie (hoje recluso, aos sessenta e cinco anos de idade) sempre ressalta sua dificuldade em rememorar fatos de sua vida pessoal durante o ano de 1976. Segundo o Camaleão foi um período de consumo desenfreado de drugs – principalmente cocaína –, o que colaborou e muito para que sua memória daquela época sofresse um autêntico “apagão”.

 

É mais ou menos o que ocorre, por vezes, com Zap’n’roll. O blogger loker eventualmente não consegue identificar com precisão algumas datas, períodos e locais onde aconteceram alguns eventos de sua trajetória pessoal e profissional, devido ao consumo desenfreado de aditivos ilícitos que permeou a existência do sujeito aqui durante anos. Por exemplo, para se recordar de como o jornalista gonzo e (atualmente, ex) junky deu um autêntico “cano” em uma entrevista com um dos gênios da música brasileira e do movimento tropicalista (algo que o profissional zapper hoje jamais faria, dada a seriedade e responsabilidade com que ele encara suas tarefas profissionais atualmente, mas sem caretice, plis!), o autor destas linhas online teve que fazer uma autêntica “varredura” mental em sua vida no período de 1990 a 1998 – ano em que efetivamente rolou a história a seguir.

 

Tom Zé sempre foi considerado como um dos gênios da música brasileira que importa. Um dos fundadores do Tropicalismo nos anos 60’, no entanto ele entrou no limbo musical da MPB nos anos seguintes (por possuir um trabalho experimental e avançado demais para a época), enquanto Caetano e Gil se tornavam popstars. E o bom e velho (e sempre humilde e simpático) Tom assim permaneceu, até ser redescoberto musicalmente por ninguém menos do que o ex-Talking Heads David Byrne. Com seu prestígio no rock planetário, Byrne tirou Tom Zé desse “limbo” artístico e recolocou o músico baiano em evidência novamente, com muita justiça diga-se. Tom voltou a ser celebrado como gênio, foi redescoberto por uma nova geração de fãs e nunca foi um estouro de vendas. Mas conseguiu se manter ativo desde então, lançando periodicamente bons discos e fazendo turnês pelo Brasil e também na gringa.

 

Foi no lançamento de um desses discos (“Com defeito de fabricação”, editado em 1998) que Zap’n’roll conseguiu emplacar uma pauta sobre o músico, para a extinta revista Bizz, onde o jornalista loker colaborava eventualmente desde 1995. Publicação musical mais influente do país no final dos anos 80’/início dos 90’ (em uma época em que não existia internet nem MTV, nem cobertura ostensiva dos grandes jornais diários em cima de assuntos de cultura pop) a Bizz chegou a vender duzentos mil exemplares por mês. Com o advento justamente da MTV e do início da era da web, entrou em decadência já a partir da segunda metade dos anos 90’. Ainda assim possuía certa relevância editorial, quando o zapper ainda jovem jornalista trintão e bem doidón começou a publicar textos nela. A revista era editada pela Azul, uma subsidária da poderosa editora Abril, que também publicava a Interview. Quando o sujeito aqui foi trampar na Interview logo se enturmou com a redação da Bizz (na época dirigida por Felipe Zobaran, pelo saudoso Celso Pucci e pelo sempre competente Sérgio Martins, hoje repórter da asquerosa Veja), e passou a colaborar por lá também.

 

Foi tudo muito bem até justamente por volta de 1998. A Interview tinha fechado, a Azul foi incorporada de vez pela Abril, Celso Pucci infelizmente morreu, Sérgio Martins foi para a revista Época e a Bizz foi parar nas mãos do célebre PS (hoje, “eminência parda” da edição brasileira de uma grande revista de música americana). O distinto jornalista sempre se mostrou simpático ao autor destas linhas online, mas meio que começou a “dificultar” a vida zapper na Bizz. Em outras palavras: estava cada vez mais foda emplacar uma pauta por lá. Até que veio a parada do lançamento do novo álbum de Tom Zé. O que motivou a sugestão de pauta para a revista, e um dia qualquer. Zap’n’roll, ao telefone: “Porra, o Tom Zé tá lançando seu novo disco. E hoje ele é artista Cult aqui e lá fora, graças ao David Byrne e bla bla blá”. PS, então editor-chefe da Bizz: “Pode fazer! Podemos dar uma matéria até bem grande, com umas três páginas. O prazo de entrega é uma semana. E o valor do ‘frila’ é…”.

O cantor, compositor e gênio Tropicalista Tom Zé: ele levou um “cano” do zapper loker em uma entrevista, sem merecer, rsrs. A matéria foi feita, afinal, mas nunca publicada (e aí o “cano” foi da extinta revista Bizz e do seu então editor-chefe, hihi)

 

Tava de bom tamanho. A grana não era nenhuma fortuna (longe de ser, inclusive), mas como o autor destas linhas rockers memorialistas sempre amou o que fazia e faz (escrever sobre música), estava ótimo. Começou então a articulação para a entrevista, com papos com a assessora de imprensa de Tom e mais bla bla blá. O encontro foi marcado para um dia de semana, pela manhã (por volta das onze horas) no apartamento onde o cantor e compositor mora até hoje, em uma rua do bairro das Perdizes, na zona oeste de Sampa. Tudo lindo, tudo ótimo: entrevista marcada, material de pesquisa levantado, era relaxar e gozar, hihi. Não haveria mal algum em dar uma “saidinha” básica na “naite”, tomar uma breja rápida com algum chegado e depois ir pra casa, já que o jornalista eterno pé-de-cana morava na região da Liberdade, centrão de Sampalândia, e relativamente próximo da residência do gênio tropicalista.

 

Deu tudo errado, claaaaaro. E começou a dar quando o zapper, sempre em busca de emoções “fortes”, aceitou convite de uns brothers pra ir rachar “uma parada” de cinqüenta pilas da tia B. Quem? Tia B, uma senhora já de idade, rotunda, simpática e acima de qualquer suspeita, que tinha um aconchegante barzinho nas imediações da praça Roosevelt. Pois o tal boteco era apenas um disfarce e lá se comprava um petecão de cinco gramas de cocaine por cinqüenta pilas. E diferentemente da farinha de trigo porca que circula hoje pelo centrão de Sampa (onde o crack domina atualmente e infelizmente, na verdade), o padê da querida tia B era tiro e queda: bastava um risco bem dado pro sujeito ficar doidão.

 

Não deu outra: adquirido o “produto”, começou a via sacra pelos bares da Augusta. Horas passando, Zap’n’roll (que tinha bancado metade do negócio) ficando bicudo e lesado ao extremo. Quando deu por si, o dia estava… clareando. Soou o alarme do pânico: como estar inteiro, com a cara boa pra entrevistar Tom Zé às onze da matina se já eram quase sete da manhã e o gonzo junky estava literalmente “estragado”, com as pupilas querendo saltar pra fora dos olhos? Correria pra ir embora. Chegada em casa oito da matina. Boca seca, pedindo mais álcool. Uma conferida no espelho do banheiro: olhos ainda total “estalados”. Não ia dar certo. Às nove, gaguejando e “travando” pra falar, o jornalista maluco resolve ligar para a casa de Tom Zé, que já devia estar acordado. Atende a esposa dele. Zap’n’roll: “posso falar com o Tom um minuto? Estou com uma entrevista marcada com ele e…”. Ela: “ah, sim. Minutinho, vou chamar”. O músico veio ao telefone e o gonzolino despirocado por mais uma noitada movida a devastação nasal, caprichou na sua melhor voz de “mal estar físico” (nem precisava): “Tom, aqui é o Finatti. Querido, mil perdões mas estou péssimo! Comi algo ontem que me fez muito mal a noite toda e estou indo num hospital agora, pra ver o que está acontecendo comigo. É possível remarcamos a entrevista pra amanhã ou o mais breve possível?”. Foi um alívio ouvir do músico, com a simpatia e humildade que sempre foram sua marca registrada: “rapaz, vá cuidar de você, que é isso? Espero que não seja nada grave. Podemos fazer sim amanhã, se você estiver melhor”. Ufa!

 

Problema resolvido, era se recuperar para não dar novo “balão” em Tom Zé no dia seguinte. A entrevista foi feita, ficou boa mas obviamente o “sumiço” do repórter na hora marcada para a entrevista foi parar no ouvido do editor-chefe da Bizz. Que cobrou explicações quando Zap’n’roll foi na redação entregar o texto (naquela época, ainda não havia e-mail para se mandar os textos para a redação): “o que aconteceu que você NÃO apareceu na casa do Tom Zé no dia marcado para a entrevista? O nosso fotógrafo foi. Mas você, não!”. O zapper: “passei mal a noite toda, comi algo estragado, sei lá. Mas remarquei o encontro, fiz a parada e o texto está aqui. Qual o problema?”.

 

Aparentemente não havia mais problema. Foi uma matéria custosa (inclusive para ser transcrita e editada), tinha ficado ok e o autor deste diário confessional recebeu o pagamento combinado por ela. Mas o texto JAMAIS foi publicado na Bizz, rsrs. Ou seja: no final, Tom Zé levou um cano maior ainda da própria revista. Mas este só o querido PS pode explicar, um dia. Se ele quiser, claro.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: O novo solo do Graham Coxon e “This Machine”, discaço que o já veterano indie americano The Dandy Warhols lançou em abril deste ano – e que, com a possível exceção do blog escrito pelo nosso “inimigo cordial” André Barcinski, ninguém teve a coragem de comentar na blogosfera brazuca de rock e cultura pop. Pode ir atrás que é bom pra caralho, sendo que estas linhas virtuais irão falar melhor do cd em nossos próximos posts, ok?

 Os ainda grandes da cena indie americana, The Dandy Warhols: novo discão que o blog comenta melhor nos próximos posts

 

* Filmes: o nacional “A febre do rato” merece e precisa ser visto antes que saia de cartaz. E, claaaaaro, a dupla dinâmica Tim Burton e Johnny Depp estão de volta em grande forma, em “Sombras da noite”. Dois ótimos motivos pra sair de casa nesse frio e mergulhar no escurinho do cinema.

 

* Baladas: complemento zapper mezzo atrasado e sendo finalizado a toque de caixa, pois daqui a instantes o sujeito aqui também vai se dar ao direito de ir pra esbórnia, hehe. Então, tipo rapidez: cai no Beco (rua Augusta, 609, centrão rocker de Sampalândia) hoje, sábado, que vai rolar por lá a “festa junina” da casa, com open bar e tudo, wow!///Já amanhã, domingão… sai de baixo: o já ultra clássico projeto Grind, comandado pelo super DJ André Pomba, chega aos catorze anos de existência na Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa). O autor deste blog desconhece alguma festa na “naite” under paulistana que tenha durado tanto tempo e o Grind merece: pioneiro na questão de bombar uma noite rock pro público gls, acabou se tornando uma das melhores baladas alternativas da capital paulista. O blogger maloker já aprontou mil loucuras ali e vai estar lá neste domingo, com certeza. E se você nunca foi, veja aí embaixo a matéria feita pelo programa do Chato, ops, Otávio Mesquita (na Band), sobre o Grind, quando o projeto completou onze anos – com direito a aparição rápida de Zap’n’roll, àquela altura já completamente bicudo de tudo, hihi. Enfim, cola lá que a festa vai ser fodona!

 

 

SOLTANDO PRÊMIOS E DANDO INGRESSOS, UIA!
Yeah! Tem um kit com DVDs e CDs da ST2 já há um tempo esperando pra ser desovado. Bien, ele vai cair nas mãos da:

 

* Eliana Martins, de São Paulo/SP.

 

Mas calmaê que semana que vem tem show gringo indie bacanudo na área. Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que é a sua última chance de faturar:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pros shows do The Radio Dept. semana que vem, dia 6 no Beco/SP, e dia 8 no teatro Odisséia, no Rio. Corre que ainda dá tempo de participar!

 

* E inda um PAR DE VIPS pro festão de catorze anos do Grind amanhã, na Loca. O (a) vencedor (a) desta promo será avisado (a) até às 18 horas deste domingo, por e-mail, ok? Então corre aê!

 

E FIM DE PAPO!
Tá bão, né? Postão finalmente concluído e agora brejas e álcool nos esperam na deliciosa e fria noite paulistana. O blog se vai e deixa beijos quentes e queridos na Adriana Ribeiro, na Samara Noronha e na Camila Valente, sempre! Até a semana que vem!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/6/2012, às 23hs.)