AMPLIAÇÃO FINAL! Com a festa rock bacana que rola neste domingo (24 de junho) em Sampa, em torno do primeiro niver do programa de radio B-Pop – Aeeeeê!!! O novo postão zapper chega chegando, em pleno reinado do cuzão campeonato mundial de futeMERDA. Só que aqui a programação segue NORMAL e NADICA de Copa Do Mundo (pros paga paus otários que amam essa ogrice esportiva em nível hard, tem a rede Golpe de televisão para manter todos informados em tempo integral); nesse post falamos sim que um gigante lendário da indie scene nacional, o paulistano Pin Ups, está novamente no estúdio, gravando seu primeiro disco inédito em quase vinte anos; mais: depois de ter sido referência na imprensa nacional de cultura pop e de vender horrores nos seus primeiros anos de vida, a edição brasileira da revista Rolling Stone chega a um fim total vexatório e melancólico, derrotada pela crise econômica ultra cruel do triste bananão tropical, e por uma equipe de redação formada por alguns dos PIORES jornalistas musicais brasileiros dos últimos anos; e mais isso e aquilo em um post que está como sempre em gigante construção, começando agora e longe ainda de terminar. Vai lendo aê! (post ampliado e finalizado em 23/6/2018)

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A cultura pop e o rocknroll estão morrendo na era da web mas alguns autênticos HERÓIS e sobreviventes teimam em resistir, como o grupo indie guitar paulistano Pin Ups (lenda cult da cena under nacional dos anos 90, acima), que está em estúdio preparando seu primeiro disco de inéditas em quase duas décadas; mas nem todos conseguiram resistir à derrocada da imprensa dedicada à cultura pop, lá fora e aqui também: a edição brasileira da revista Rolling Stone (abaixo, com Frejat na capa mais recente) anunciou que encerra suas atividades em agosto próximo

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MAIS MICROFONIA

***Com esse postão já sendo encerrado na tarde do sabadão (23 de junho) em si, vamos deixar novas notas importantes aqui no Microfonia para a semana que vem. Mas lembrando que JULHO será o mês de Zapnroll e do livro “Escadaria para o Inferno”, já que haverá festas e eventos envolvendo ambos, a saber: no dia 26, quinta-feira, haverá novo lançamento com noite de autógrafos e bate papo com o autor (este que escreve estas linhas rockers bloggers) no SESC da avenida 9 de julho (na região central de São Paulo), a partir das 7 da noite, com entrada gratuita. Na noite seguinte, 27 de julho, o blog faz DJ set especialíssima no sempre bombado open bar do inferno no Clube Outs (na rua Augusta, 486, centrão de Sampa), em bebemoração aos quinze anos do bar rock mais clássico do baixo Augusta e também aos quinze anos de vida zapper. E no domingo, 29, será a vez de comandarmos as pick up’s no Grind, a domingueira rocknroll pilotada pelo super DJ André Pomba e a mais badalada do Brasil há vinte anos. Tá bom, né? Sendo que nos próximos posts iremos dando mais detalhes a respeito desses eventos todos, beleusma?

 

***De modos que em breve voltamos então com novo postão e muito mais Microfonia nele. Inté!

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Zapnroll lança novamente o livro “Escadaria para o inferno”no final de julho em uma unidade do SESC SP. No mesmo mês também haverá duas novas DJs set do blog, comemorando nossos quinze anos de existência, e que irão acontecer no Clube Outs e na festa rocker Grind

 

MICROFONIA

(radiografando a cultura pop e o rock alternativo)

 

***Yep, inverno chegando e frio total delicious tomando conta de Sampalândia, néan. Hoje, sextona em si, temperatura na casa dos 15 graus. E vai continuar assim por todo o finde. Maravilha!

 

***Copa do Mundo de futeMERDA, aqui no blog? Nem fodendo, rsrs. E logo menos, ao longo dos próximos dias (este post está em construção, claro), iremos publicar aqui um textone explicando didaticamente porque ODIAMOS futebol. Pode esperar.

 

***Sim, a seção Microfonia irá sendo “engordada” aos pouco ao longo da próxima semana. Por hora já vamos direto aí pra baixo e falar sobre a volta com disco inédito de um gigante e lenda da cena indie nacional clássica dos anos 90: o quarteto paulistano Pin Ups. Bora!

 

 

QUASE VINTE ANOS APÓS LANÇAR SEU ÚLTIMO DISCO, O JÁ CLÁSSICO INDIE PIN UPS ESTÁ DE VOLTA AO ESTÚDIO, PARA GRAVAR UM NOVO TRAMPO INÉDITO

Sim: um dos grupos mais lendários e festejados da indie scene clássica paulistana do final dos anos 80 e boa parte dos 90, o quarteto Pin Ups (atualmente integrado pelo guitarrista e fundador Zé Antonio, pelo também guitarrista, vocalista e produtor Adriano Cintra, pela baixista e vocalista Alê Briganti e pelo batera Flavinho Cavichioli) está desde o último carnaval trancado em um estúdio na capital paulista. E promete sair de lá com o seu primeiro álbum de músicas inéditas em quase duas décadas – o último registro oficial de material inédito foi o EP “Bruce Lee”, editado pela banda em 1999. Álbum que deverá ser lançado até o final deste ano, possivelmente pelo selo carioca Midsummer Madness, atual “lar” do conjunto e que relançou digitalmente toda a discografia dele há algum tempo já.

Formado em 1988 em Santo André (na região da Grande São Paulo) pelos amigos Zé Antonio, Marquinhos e Luis Gustavo, o então trio rocker básico começou a chamar a atenção de um pequeno séquito de adoradores do rock inglês de então, além de também alguns jornalistas da área musical (entre eles o autor deste espaço blogger, que na época trabalhava na revista IstoÉ e colaborava com a página de música do Caderno 2, do diário paulistano O Estado De S. Paulo). O grupo passou a se apresentar com frequência no Espaço Retrô (o muquifo indie rock mais inesquecível que já existiu na noite underground de Sampa, uma noite e uma cena que nem existem mais na era escrota atual), que ficava no bairro de Santa Cecília, e lá começou a angariar uma legião de fiéis seguidores. O motivo pelo qual a trinca despertava adoração na molecada que tomava contato com o som dela? Simples: os músicos eram fissurados nos ótimos sons que emanavam do Reino Unido, além de antenadíssimos com as últimas novidades que surgiam por lá. Em uma época em que não havia internet, YouTube, celulares, apps, redes sociais, sites, blogs e nada dessas porras tecnológicas algo imbecilizantes dos dias atuais, o Pin Ups mostrava um som sem paralelo no rock brazuca naquele momento, e bem à frente do que estava sendo produzido aqui. As letras das músicas eram escritas e cantadas em inglês. O som era de guitarras barulhentas mas com melodias algo doces e assobiáveis. E as referências (todas ótimas) do grupo eram o shoegazer inglês, o barulho, o noise e o feedback de guitarras de bandas como Jesus & Mary Chain, Lush, Spaceman 3, Loop, Telescopes, My Bloody Valentine etc. Era o que os três garotos amavam e o que todo mundo que ia ao Retrô também amava.

Não demorou para a banda conseguir um contrato para gravar seu primeiro álbum. “Time Will Burn” foi lançado em 1990 pelo selo Stiletto (fundado por um inglês que estava morando em Sampa) e daí para a frente a fama do grupo começou a aumentar bastante, o que infelizmente não se traduziu em boas vendagens e êxito comercial para o LP. A partir daí e pelos nove anos seguintes o conjunto seguiu uma trajetória relativamente errática, lançando mais cinco bons trabalhos inéditos mas nunca conseguindo ultrapassar as barreiras do underground paulistano, embora fosse respeitadíssimo e admirado pela rock press da época, pelo público que possuía e até por fãs e jornalistas no exterior. Com o passar dos anos os integrantes originais Luis e Marquinhos saíram, a baixista Alê entrou em cena assumindo os vocais, Flávio Cavichioli (baterista, que também passou pelos Forgotten Boys e mais um zilhão de outros grupos) e Eliane Testone (guitarrista) também entraram no line up e o conjunto seguiu, aos trancos e barrancos, até parar com suas atividades em 1999, ano em que lançaram o já mencionado “Bruce Lee”.

Daí em diante o Pin Ups se tornou absolutamente cult e espécie de “lenda gigante” de uma cena (a indie guitar paulistana dos anos 90) que nunca experimentou o sucesso comercial e o estouro de público e mídia, mas que influenciou centenas de bandas nos anos seguintes à sua existência. Uma cena tão reverenciada nos tempos atuais por quem ainda curte rock de guitarras, que já foram feitos dois documentários sobre ela: “Time Will Burn” (sim, com título inspirado no primeiro LP do Pin Ups, e dirigido por Marko Panayotis e já exibido em circuito comercial) e “Guitar Days” (este ainda em finalização, dirigido pelo brother Caio Augusto Braga e no qual o jornalista Finaski dá alguns depoimentos sobre esta cena). Moral da história: o Pin Ups saiu de cena e entrou para a história do indie rock nacional.

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O gigante indie guitar paulistano Pin Ups nos anos 90 (acima), em sua segunda formação (com Zé Antonio e Eliane Testone nas guitarras, Alê Briganti no baixo e vocais, e Flávio Forgotten na bateria); abaixo Zapnroll faz pose ao lado dos seus amigos da banda no camarim dela, após show na Virada Cultural/SP de 2016, e no SESC Pompéia em 2015 (trio parada dura na imagem, hihi: Finaski, Adriano Cintra e Flavinho Forgottinho, uia!)

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A banda, no entanto, nunca encerrou oficialmente suas atividades. E com a boa repercussão dos dois documentários onde ela é um dos destaques, resolveu fazer um “show definitivo de despedida” em 2015, no SESC Pompeia, na capital paulista. Resultado: a comedoria do local lotou (com oitocentos malucos lá dentro, entre velhos fãs quarentões/cinquentões, além de uma molecada que nem era nascida quando o conjunto começou a fazer barulho), quem foi alucinou com a gig e a banda ficou encantada com isso. Agora integrada por Zé Antonio, Alê e Flavinho e adicionada com o gênio Adriano Cintra (dileto amigo pessoal deste jornalista loker/rocker, como de resto todo o grupo também é), um dos músicos e produtores mais renomados e prestigiados da cena indie brasileira há mais de 20 anos (ele integrou o fodástico Thee Butcher’s Orchestra, além de ter sido o criador do Cansei de Ser Sexy, ou CSS, que foi um dos únicos nomes do rock nacional a ficar conhecido mundialmente e a fazer carreira sólida no exterior), o Pin Ups vislumbrou a possibilidade de ter uma sobrevida e seguir tocando por mais alguns anos. Se havia e continua havendo público interessado neles (um novo público, formado por uma nova geração inclusive), por que não?

E assim o quarteto continua na ativa e resolveu entrar em estúdio novamente, no carnaval passado, para registrar aquele que será seu primeiro álbum inédito em quase duas décadas. Segundo o batera e “sobrinho” (por adoção, hihi) Flavinho Forgottinho, que papeou na tarde de ontem com o blog zapper, “o disco vai vir com uma sonoridade bastante diferente do que era o Pin Ups dos anos 90, embora mantendo a essência do que fazia musicalmente naquela época”. E completou: “o disco terá a participação de um guitarrista icone da cena indie gringa, mas por enquanto não posso falar quem é”. Beleza. Sendo que Pedro Pelotas, tecladista da Cachorro Grande, também participa do álbum, que está sendo produzido pelos próprios músicos e por Adriano Cintra.

De modos que podemos esperar enfim, um novo trabalho do Pin Ups ainda para 2018. Flavinho diz que a intenção é lançar o disco não apenas digitalmente mas também no formato físico, inclusive em vinil. A torcida destas linhas online é para que tudo corra bem e para que venha um discão por aí. Afinal essa turma querida por este velho jornalista maloker já se tornou uma SOBREVIVENTE honrosa de uma época que foi sensacional para o rock underground brasileiro, e de um tempo bacaníssimo que nunca mais vai se repetir. Um tempo de bandas incríveis, de bares incríveis, de gente total criativa e loka e nada careta (a caretice e o total BUNDA MOLISMO imperam hoje na humanidade, inclusive no rock e na cultura pop em geral). E que por isso mesmo deixou saudades eternas. Uma saudade que, espera-se, seja amenizada um pouco no final deste ano quando surgir o novo rebento sônico dos Pin Ups.

 

 

PIN UPS – A BANDA

Quando surgiu: em 1988.

Onde: Santo André/SP.

Primeira formação: Zé Antonio (guitarras), Luis Gustavo (baixo e vocais), Marquinhos (bateria).

Primeiro LP: “Time Will Burn”, lançado em 1990 pelo selo Stiletto.

Último disco: o EP “Bruce Lee”, em 1999.

A volta aos palcos: em 2015, em um show no SESC Pompéia, em São Paulo.

A formação atual: Zé Antonio e Adriano Cintra (guitarras), Alê Briganti (baixo e vocais), Flavio Cavichioli (bateria).

Para este ano: a banda está em estúdio gravando um novo álbum, e que deverá ser lançado até o final de 2018.

Mais sobre a banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/pinupsbr/.

 

 

PIN UPS AÍ EMBAIXO

Para você ouvir na íntegra toda a discografia do grupo, além de vídeos com momentos da espetacular gig que eles fizeram em 2015 no SESC em Sampa.

 

 

A REVISTA ROLLING STONE BRASIL ENFIM CHEGA AO FIM – E SEM DEIXAR SAUDADES

Reflexo da quebradeira econômica e do derretimento que se abate sobre o país (DESgovernado por uma quadrilha bandida, golpista e ilegítima) em todos os setores (inclusive na área editorial e na cultura pop, que está falindo também), a revista Rolling Stone Brasil também foi pra casa do caralho. A editora paulistana Spring, detentora da marca para a publicação da edição brasileira da mesma, anunciou no final do mês passado o encerramento da publicação impressa que ia mensalmente para as bancas, desde outubro de 2006. Após doze anos a RS Brasil deixa de circular em agosto próximo. Segundo informações da Spring, a edição impressa irá circular apenas quatro vezes por ano daqui para a frente. O site da revista (cada vez mais fraco e sem relevância em seu conteúdo, vale exarar) irá permanecer no ar na web, ao menos por enquanto. Sobre a equipe que trabalhava na redação da revista? A editora desconversa, mas provavelmente será demitida.

Nem é difícil elencar os motivos pelos quais a Rolling Stone brasileira foi pro saco. A edição nacional daquela que foi, por quase cinco décadas, a maior publicação sobre cultura pop do mundo (a edição americana, matriz de todas as outras espalhadas pelo planeta, e fundada em 1967 por Jan Wenner, chegou a vender quinzenalmente nos EUA mais de um milhão de exemplares), chegou chegando nas bancas brazucas em outubro de 2006: tiragem mensal de cem mil exemplares, formato físico grandão (igual a edição americana), uma equipe de jornalistas fodões (como o editor-chefe Ricardo Cruz, que já havia passado por grandes publicações, como a revista da rádio 89FM, e o editor-assistente Pablo Miyazawa, um dos nomes mais competentes e brilhantes do jornalismo cultural e musical brasileiro dos anos 2000) e tendo a super modelo Gisele Bündchen estampando a capa. Foi um sucesso editorial estrondoso e imediato e assim a publicação se manteve pelo menos pelos seus cinco primeiros anos de existência. Mas aí entraram em cena os fatores adversos que começaram a minar a solidez da revista em terras brasileiras. Primeiro deles: a derrocada da mídia impressa em escala global, com o avanço da internet em suas versões digitais de jornais, revistas e publicações diversas. Ao longo dos últimos anos zilhões de célebres títulos da imprensa mundial e brasileira foram anunciando o fim de suas edições impressas (devido a queda avassaladora na circulação paga) e ficando apenas com a versão online, sendo que já foram publicados estudos e pesquisas feitas por especialistas na área e que dão conta de que a mídia impressa está mesmo morrendo e poderá ser totalmente extinta em mais quarenta anos.

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A edição brasileira da revista americana Rolling Stone chegou chegando às bancas do país em outubro de 2006, e estampando a super top model Gisele Bündchen na capa de sua primeira edição (acima); em agosto de 2009 era lançada a edição com o escritor superstar Paulo Coelho na capa, e onde o jornalista Finaski fez uma matéria de duas páginas destacando a irresistível ascensão do grupo folk/rock cuiabano Vanguart rumo ao mainstream pop nacional (abaixo); agora, em fase total decadente, a editora que publica a revista anunciou o fim da edição impressa da mesma

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Segundo: a crise econômica SINISTRA que se abateu sobre o Brasil (cortesia da quadrilha BANDIDA que DESgoverna o bananão tropical nesse momento), e que mergulhou o país em uma recessão brutal nos últimos dois anos, afetando todos os setores produtivos, o editorial entre eles. Isso causou forte queda nas vendas de absolutamente todas as publicações impressas no Brasil, além de também causar debandada nos anunciantes dessas publicações. E a RS nacional não escapou ilesa: reduziu o tamanho do formato físico da revista (ela ficou igual a todas as demais) e também o número de páginas de cada edição. Situação que levou ao fator talvez definitivo para a sua derrocada: a perda da qualidade editorial e o aumento da irrelevância dos assuntos que eram abordados em cada nova edição.

Não demorou para a própria equipe de redação começar a sentir os efeitos deste cenário. O editor-chefe Ricardo Cruz recebeu uma ótima proposta para ir dirigir a edição nacional da revista masculina americana GQ, e decidiu deixar a Rolling Stone. Assumiu seu lugar dom Pablo Miyazawa, que já era o editor-assistente desde a primeira edição. No entanto, fato raríssimo numa área profissional (o jornalismo) tão eivada de disputas e de fogueiras da vaidade, onde sobram egos descontrolados e arrogantes e faltam talentos verdadeiros (ao menos nos tempos atuais), Pablo também PEDIU DEMISSÃO da RS alguns anos após assumir a direção da redação da revista. Quando ele tomou essa decisão inesperada e surpreendente para o mercado editorial, foi perguntado pelo “abelhudo” jornalista Finaski (seu amigo desde a fundação da RS nacional) qual o motivo de ter “abandonado o barco”. “Porque eu estava cansado”, nos disse na época. “Eu não tinha mais vida fora da redação e queria viver novamente além daquilo. E também queria fazer novas coisas, novos projetos e algo menos estressante emocional e mentalmente”.

Com a perda dos seus dois melhores editores e com a crise econômica se acentuando no Brasil, a revista começou a descer ladeira abaixo sem dó. Com a circulação despencando em queda livre e a redação entregue a profissionais total irrelevantes, egocêntricos e verdadeiramente medíocres no ofício jornalístico (como o editor da seção Guia, mr. Paulo Cavalcanti, muito conhecido no meio por ser um jornalista preguiçoso e que trabalha no “piloto automático”, além de amar fazer fofocas e intrigas entre seus colegas de profissão, e também de perseguir implacavelmente na covardia o autor deste blog, enviando mensagens com assinatura fake para o painel do leitor zapper, onde ele despeja psicoticamente insultos, mentiras, impropérios e ofensas pesadas contra o titular deste blog), o fim da edição impressa era previsível e passou a ser apenas uma questão de tempo. E chegou finalmente agora, após doze anos de circulação mensal ininterrupta.

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Zapnroll, que colaborou com a Rolling Stone Brasil nos quatro primeiros anos de circulação da revista, ao lado do super ex-editor da revista, dom Pablo Miyazawa, no final de um show do Stone Temple Pilots, na finada Via Funchal/SP

Zapnroll foi colaborador permanente da revista durante seus quase quatro primeiros anos de existência – coincidência ou não, a melhor fase editorial da publicação, quando ela batia sucessivos recordes de vendagem em banca e de faturamento publicitário. O jornalista Finas estreou já na primeira edição da revista assinando três resenhas de discos na seção Guia, entre eles o cd inédito da lenda Morrissey que estava saindo naquele ano. Daí em diante publicou uma série de matérias e críticas (de discos, shows e festivais) até meados de setembro de 2010, quando foi “saído” da revista pelo editor Ricardo “Quinho”. Os motivos da demissão de Finaski do quadro de colaboradores da RS Brasil estão muito bem contados num dos últimos capítulos de “Escadaria para o inferno”, livro lançado por este escriba no final do ano passado. E sim, ele assume que errou feio no episódio que motivou seu desligamento da equipe redacional da outrora revistona. Quinho não estava errado em sua decisão. Tanto que estas linhas bloggers têm carinho gigante por ele até hoje.

Mas a RS em si já havia mesmo passado da hora de fechar suas portas. Se estivesse ainda com uma equipe fodona de editores e colaboradores, talvez ainda conseguisse uma sobrevida editorial mesmo com a área jornalística sofrendo os efeitos devastadores da era da informação digital e também da crise econômica pavorosa e aparentemente infindável que se abateu sobre o Brasil. Mas do jeito que a publicação caminhava, total capenga e entregue a RATAZANAS ardilosas e profissionalmente inúteis e incompetentes (como a já mencionada mais acima triste figura do jornalismo musical brazuca), a Rolling Stone Brasil demorou até demais pra dizer adeus.

Rip. Não vai deixar saudade alguma.

 

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Pronto! Cá estamos no pedaço novamente. E como sempre em gigante construção desse post, claaaaaro! Onde não entra absolutamente NADA da porra da Copa do Mundo de futeMERDA mas sim papos realmente interessantes e importantes no rock alternativo e na cultura pop (ou no que resta dela, hihi). E como já é final da tarde da sextona em si, vamos dar uma pausa nos trampos sendo que ao longo da próxima semana esse postão será ampliado, atualizado e finalmente finalizado. Então vai colando aê a partir da próxima segunda-feira, que ainda irão entrar muitos assuntos bacanas por aqui.

Por enquanto o jornalista eternamente gonzo/loker/polêmico vai tomar uma breja agora à noite no novo endereço da Sensorial Discos. E amanhã à noite, sabadão em si, a dica rocker imperdível é uma só: colar no Centro Cultural Zapata (no centrão rocknroll bravo, perigoso e selvagem de Sampalândia), para curtir a noitada incrível que vai rolar por lá, com showzaços dos queridões e velhos amigos destas linhas online, Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, e o trio Rock Rocket (uma gig dupla que vai trazer ótimos recuerdos ao blog, já que ambas tocaram juntas há cerca de uma década e meia atrás, em uma festa da saudosa revista Dynamite e produzida pelo sujeito que digita este postão, uia!). Além disso a DJ set da noite será comandada pelo queridón Junior Core, um dos DJs que estão se destacando atualmente na cena under paulistana e com quem o blog pretende fazer uma mini entrevista logo menos, para entrar ainda nesse post. Interessou? Todas as infos sobre a baladona rocker estão aqui: https://www.facebook.com/events/209819506295554/.

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Festona rocknroll que rola amanhã em Sampa, no Centro Cultural Zapata, vai reunir os ótimos veteranos da indie scene Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria e Rock Rocket (acima), além de DJ set de Junior Core (abaixo), um dos destaques na nova cena de DJs alternativos da capital paulista

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

***Festa bacanuda: é a que rola neste domingo (o postão do blog está sendo finalizado no sabadão, 23 de junho), 24, no centro de Sampa (próximo à praça Roosevelt, quando o programa “B-Pop”, apresentado na web radio Antena Zero pela gatíssima Silvia Fasioli, estará comemorando seu primeiro aniversário. Levado ao ar semanalmente (ao sábados, dez da noite), o B-Pop foca na produção musical do pós-punk inglês dos anos 80, com as faixas tocadas sempre sendo intermediadas por ótimas infos e comentários (muitas vezes abordando temas também sociais e políticos) feitos pela Silvia, que além de possuir ótima voz ainda domina com maestria os temas que aborda e essa vertente tão amada por todos nós do inesquecível rock britânico daquela época. Ela mesma irá discotecar amanhã ao lado de vários DJs convidados, a entrada pra balada é merreca (10 pilas apenas) e todas as infos da mesma estão aqui: https://www.facebook.com/events/189313415234628/?active_tab=about. Cola lá que Zapnroll também deverá aparecer, hehe.

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A produtora e apresentadora Silvia Fasioli, que comanda o programa B-Pop na web radio Antena Zero, ao lado de Zapnroll (acima): neste domingo rola festa em Sampa, comemorando o primeiro ano de existência do programa (abaixo)

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FIM DE PAPO

O postão fica por aqui. Ainda temos mais assuntos pra desenrolar (inclusive um tópico sobre o genial projeto Primavera nos Dentes, que resgatou a obra clássica e imortal dos Secos & Molhados pras novas gerações), mas eles ficam para nosso próximo post, onde o blog também irá divulgar quem ganhou um exemplar do livro “Escadaria para o inferno”, além de colocar mais uns livros em sorteio. Beleza? Então é isso.

Tchau pra quem fica e até a próxima, sempre com muito mais por aqui.

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/6/2018 às 14:15hs.)

ATUALIZAÇÃO FINAL!!! O postão custa a chegar mas cá estamos, enfim e botando pra foder; e com o mondo pop/rock finalmente se agitando novamente o blogão fala de uma das voltas mais esperadas do ano: a dos Libertines, com o seu novo e primeiro disco inédito em mais de uma década; o também primeiro disco solo de Helinho Flanders, vocalista do Vanguart; as tragédias urbanas e sociais cotidianas que se abatem sobre as grandes metrópoles de um país (o nosso) que está no buraco; o final de ano felizmente hot em termos de shows gringos em Sampa; e uma musa rocker paulistana (e secreta) delicious total: branquela, peituda e que AMA o velho safado Buk, ulalá! (postão total concluído em 24/9/2015)

O grande rock’n’roll dos anos 2000’ ainda resiste: na Inglaterra a dupla de frente Carl Barat e Pete Doherty (acima, durante show no gigante festival de Glastonbury deste ano) comanda a super e badalada volta dos Libertines, que estão lançando seu novo álbum de estúdio hoje (e o primeiro inédito em uma década); já o vocalista do Vanguart, Hélio Flanders (abaixo), um dos grandes talentos do novo folk/rock nacional na última década, também lança hoje seu primeiro trabalho solo, e tudo isso sendo acompanhado por um blogão (esse aqui mesmo) que continua sempre antenadíssimo com tudo o que rola de melhor no rock alternativo e na cultura pop, além de seguir descobrindo musas rockers total delicious, como a desta semana (também abaixo)

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EXTRAS BACANUDOS PRA FCHAR  O POSTÃO: LANA DEL REY, KEITH RICHARDS E O ROCK IN RIO 2015, O FESTIVAL PARA ENGANAR OTÁRIOS DA GERAÇÃO PAU DE SELFIE

* Yep, o inverno mal está acabando e uma furiosa onde de calor já desaba sobre essa terra nada abençoada por nenhum deus. Desde meados dessa semana (o postão está sendo concluído hoje, sábado, 19 de setembro) Sampa sofre com temperaturas em torno dos 34 graus, algo digno de Macapá, capital do Amapá. Quem agüenta isso, afinal?

 

* E pra agüentar só mesmo ouvindo o novo discaço da sua, da nossa deusa e XOXOTAÇA CADELUDA SUPREMA, a lindaça putona e diva Lana Del Rey, uma das únicas vozes femininas que valem a pena no mondo pop do novo milênio. “Honeymoon”, seu quarto trabalho inédito de estúdio foi lançado oficialmente ontem, sexta-feira (18) e traz Laninha na ótima forma de sempre, com vocais impecáveis (na inflexão de uma esplendorosa e decadente cantora de jazz & blues), instrumental idem e melodias belíssimas adornando canções igualmente lindas como a própria faixa-título ou ainda “High by the Beach”, o primeiro (e ótimo) single retirado do álbum, já com vídeo bacanão rodando à toda no YouTube. E de bônus o cd ainda fecha com uma ultra inusitada cover: Lana desconstrói e recria em formato de doce balada “Don’t let me be misunderstood”, clássico da era “disco” dos anos 70’, gravado originalmente pelo Santa Esmeralda (quem se lembra deles?). O blog ainda vai falar muuuuuito do novo discão do bocetaço Lana Del Rey, podem esperar!

 

 

* Foi uma sextona e tanto a de ontem, no final das contas. E onde o mondo pop/rock também viu o lançamento de “Crosseyede Heart”, o terceiro disco solo de Keith Richards (o guitarrista de uns certos Rolling Stones, conhece? Rsrs) e seu primeiro trabalho individual em mais de vinte anos. Véio Keith é gênio e a humanidade sabe disso. Mas ouvindo essa madrugada sua nova aventura solitária, o blog achou o disco… mediano. Sem nenhum arroubo de genialidade e com os habituais rocks básicos, algumas baladas e até um reggae com direito a metais (em “Love Overdue”), não vai acrescentar muito à obra gigante que Rchards já legou (junto aos Stones) para a história da música. O primeiro single (“Trouble”) chega a empolgar mas não supera nenhuma das obras-primas que o guitarrista criou para a banda onde canta mr. Mick Jagger. Enfim, é um solo de Keith Richards. E um disco mediano de KR ainda dá uma surra de lavada em termos de qualidade em 90% do que é feito no rock’n’roll planetário atual.

 

 

* E sim, também teve ontem o lançamento do novo disco solo de David Gilmour, ex-guitarrista do velhusco e cafonão Pink Floyd, sendo que Gilmour toca no Brasil em dezembro. Esse, no entanto, o blog nem fez questão de escutar.

 

 

* Mas assistimos sim, nessa madrugada, a abertura do Rock In Rio 2915, com o show do Queen (quer dizer, do que restou dele) com Adam Lambert nos vocais. Sinceramente, não dá. Lambert é bonitinho, é esforçado, tem bom vocal, é bicha (o que conta muito nesse caso), é tatuado, capricha no visual rocker etc. Mas NÃO é Freddie Mercury. E ele sabe disso, e deve sentir o peso e as comparações de estar no lugar onde não deveria estar. Sendo que a culpa nem é dele por essa empulhação: Brian May (que, sim, continua sendo um guitarrista digno de total respeito) e Roger Taylor já deveriam ter parado com essa picaretagem há séculos e respeitar a memória do saudoso Freddie, que deve “viver” cuspindo ódio em sua tumba. E isso foi só o começo. Ainda vai ter o detestável MERDALLICA na noite de hoje (pela bilionésima vez fazendo o mesmo show por aqui) etc. Pra quem esteve no primeiro Rock In Rio há 30 anos e viu o Queen com a saudosa bichona Freddie nos vocais, assistir o RIR da geração otária e pau de selfie das redes sociais, ainda que pelo notebook e no conforto do lar, é um sacrifício e tanto. Podem ter certeza disso.

 

 

* E por enquanto é isso. Laaaaá embaixo, no finalzão do postão, ainda estão entrando as indicações culturais do blog e o roteiro de baladas pra este finde e pra toda a semana que começa na próxima segunda-feira. Vai lá então e dá uma conferida.

 

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A morte NUNCA manda recado.

Essa frase, adaptada parcialmente do título em português de um dos maiores clássicos do diretor de cinema americano Sam Peckinpah (“A morte não manda recado”, que ele filmou e lançou em 1970), ficou atormentando o cérebro de Zap’n’roll quase que todo o último feriadão prolongado. E esse tormento, além de postergar a publicação do novo post do blog (que era pra ter ido ao ar na sexta-feira passada), teve sua razão de existir e aconteceu exatamente no início do último feriado prolongado (o da Independência). Eram 5 e meia da tarde de sexta-feira da semana passada, quando o autor destas linhas rockers online retornava à sua casa (nas proximidades da Praça Da Árvore, na Vila Mariana, região nobre da zona sul paulistana), após ter ido (por volta das 4 da tarde) na padoca do bairro, tomar o habitual café da tarde, além de também comer um pedaço de pizza. Ao descer a rua de volta pra casa tumulto gigante no quarteirão onde o blog reside. Diversos carros da polícia militar, uma base móvel da PM já estacionada, motos da Rocam (unidade de motos da PM) chegando, muitos guardas na calçada e vizinhos da rua também. Clima de tensão e choque no ar. O autor deste espaço online achou que havia sido um acidente de carro ou algo parecido, mas foi bem pior. Logo vimos que o problema era num sobrado em frente a kit onde moramos, do outro lado da rua. É um sobrado bonito, bem cuidado, igual a vários outros que existem na rua – sim, moramos na Vila Mariana, bairro classe média alta da zona sul de São Paulo, teoricamente ainda um dos mais elegantes, CALMOS e melhores bairros pra se morar na cidade. Será mesmo??? No sobrado funciona uma firma de contabilidade. Pois bem, a tragédia se deu LÁ DENTRO. Três marginais estavam tentando assaltar um outro sobrado, na rua de trás. A polícia chegou e cercou a casa. Prendeu dois dos assaltantes. O terceiro tentou empreender uma fuga, pulando no QUINTAL do sobrado onde funciona a firma de contabilidade. Invadiu a casa, PEGOU COMO REFÉM um dos motoboys que estava lá dentro (e que presta serviço pro escritório) e tentou sair pela frente, usando o motoboy/refém como ESCUDO. Um policial também entrou pela frente e, segundo o que todo mundo comentou, não disse nada. Simplesmente DISPAROU UM TIRO. Acertou o motoboy no peito. Ele morreu. O assaltante foi preso e o policial que efetuou o disparo, até onde se sabe, foi retirado da cena da tragédia e levado pelos colegas. Chegaram ambulâncias do Samu e do serviço de emergência dos bombeiros mas não havia mais o que fazer. Os paramédicos constataram a morte do motoboy no mesmo instante. Todos os vizinhos ficaram em choque e consternados. E este jornalista não se conteve quando soube dos detalhes e começou a insultar os policiais na rua chamando-os de ineptos e despreparados. Assumimos que erramos ao tomar essa atitude. Mas é que não estávamos acreditando no que havia acontecido. Quando você ouve sobre tragédias parecidas como essa diariamente em todos os lugares (em redes sociais, em noticiários online e na TV), se você é um ser humano como um MÌNIMO de sensibilidade, já fica algo horrorizado e tenso. Quando a parada acontece NA RUA DA SUA CASA, ao lado de onde você mora e se dá conta de que poderia acontecer com qualquer um ali (conosco, inclusive), vem o pensamento: em que mundo estamos, afinal? O que vale uma VIDA HUMANA nos dias de hoje? Um soldado (ou sargento, ou tenente, não sei qual a patente dele) veio conversar de cabeça e voz baixa com o blog: “entendo sua indignação. Mas o Sr. Precisa entender que precisamos do APOIO da população num momento desses. Reconheço que foi uma tragédia mas por exemplo, eu poderia ter entrado lá e ter sido morto pelo assaltante. E eu tenho mulher e filhos”. Concordamos com ele e nos desculpamos pela nossa agressividade e exaltação. Mas todos na rua também pensaram o mesmo: o motoboy (que tinha 34 anos de idade) TAMBÉM tinha mulher e filhos. Quem vai sustentá-los, agora? O (des) governo de SP vai dar algum tipo de auxílio a essa viúva? Afinal uma VÍTIMA INOCENTE foi MORTA com um tiro no peito, disparado por um policial despreparado e que não sabe o que faz diante de uma situação dessas. Sim, a polícia ganha mal (nem tão mal assim atualmente) e trabalha sob stress permanente. Numa situação como essa, o policial tem que agir rápido e tomar alguma decisão EM SEGUNDOS. Mas ele tem que tomar a DECISÃO CERTA e NÃO ERRAR sob hipótese alguma. Um erro num momento desses pode ser fatal, como foi naquela tarde cruel de sexta-feira: custou a vida de um ser humano inocente. A polícia militar do GRANDE MERDA chamado geraldinho Alckmin é PÉSSIMA. Violenta e total despreparada. O (des) governador de SP é um BOSTA sem tamanho. Bandido, ordinário, calhorda. Deveria ser DESTITUÍDO do cargo (e motivos para isso, para ele ser expurgado do Palácio dos Bandeirantes, não faltam), junto com o seu Secretário de (in) Segurança Pública. Bando de ASSASSINOS FARDADOS, a soldo de um BANDIDO encastelado no comando do Tucanistão paulista. Então enquanto essa bestialidade prosseguir e nada mudar, continuaremos vivendo assim: no país onde a morte JAMAIS manda recado. E onde ela pode estar bem na sua rua, ao seu lado, a qualquer hora do dia. E produzindo tragédias como essa, que atormentaram de verdade o lado emocional do zapper, a ponto de ele ter que adiar a publicação do novo postão do blog. Mas como a vida precisa seguir em frente (sempre…), cá estamos. E ao menos a demora na chegada do nosso novo material sobre rock alternativo e cultura pop, terá valido a pena: aí embaixo falamos da volta fodástica dos ingleses do Libertines, além de comentar sobre o primeiro disco solo do amado Helinho Flanders, vocalista do gigante Vanguart. A vida segue, enfim. E prosseguimos nela, torcendo para que um dia tragédias como a que relatamos nesse editorial nunca mais aconteçam.

 

 

* Enfim, cá estamos com postão novo, que tá saindo no capricho já no final da tarde dessa sextona de fim de inverno em Sampa. Oays, o blog assume que anda demorando para subir novos posts mas, na real, com o mondo pop/rock andando em marcha lenta nas últimas semanas, achamos que é melhor demorar um pouco mais pra atualizar as paradas por aqui e reaparecer com material gigante e relevante, para que todo o nosso sempre amável (uia!) leitorado tenha texto pra degustar dias e dias.

 

 

* Assim a parte principal do postão está entrando JÁ no ar, sendo que muitas notinhas inciais ainda irão entrar aqui no começo ao longo deste final de semana, okays?

 

 

* Como, por exemplo, o set list matador que mr. Iggy Pop está apresentando em sua atual turnê, e que foi divulgada pelo nosso queridón Lúcio Ribeiro no seu já veterano e sempre antenadíssimo blog Popload. Iggy, que toca mês que vem em Sampa no Popload Festival (e que vai trazer também os eternamente fofos Belle & Sebastian), está ARRASANDO ao vivo com esse repertório aê:

 

* Então ficou assim: o livro escrito pelo autor deste blog e que está pronto há algum tempo já, finalmente encontrou um “lar” definitivo e que, ao que parece, agora pode ser divulgado aqui (para desespero, ódio, inveja e rancor doentios dos fakes de plantão no painel do leitor zapper, hihihi). “Escadaria para o inferno” (o título definitivo e que foi sugerido pelo dono da editora que irá publicar o volume) sai no primeiro trimestre de 2016, pela editora Realejo, de Santos. Dirigida pelo livreiro José Luis Tahan (gente finíssima e que já se tornou um ótimo amigo do autor destas linhas rockers virtuais) a Realejo é modesta porém cuidadosa ao extremo no apuro gráfico e visual de seus lançamentos. Já publicou livros do dramaturgo Mário Bortolotto (que inclusive vai assinar o texto da contra-capa do tomo produzido pelo blog) e lançou há pouco uma biografia do lendário jogador Pepe, da era dourada do Santos F.C. E não só: “Escadaria para o inferno” já tem prefácios preciosos prontos, escritos pelos gigantes Luis Antonio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil nos últimos trinta anos, além de mestre eterno de Finaski) e Luiz César Pimentel (editor-executivo do portal de notícias R7). E ainda, de aperitivo, terá sua “orelha” escrita por dear Luscious Ribeiro, o homem da Popload. Precisa mais? Claro que não! Então nos vemos no começo de 2016 nas páginas malucas e avassaladoras de “Escadaria para o inferno”. Chuuuuupaaaaa inimigos, fakes e cuzões em geral, uia!

Zap’n’roll ao lado do editor José Luiz Tahan, proprietário da Realejo Livros, durante a noite de autógrafos da biografia do ex-jogador Pepe, do Santos, semanas atrás na Livraria Cultura em Sampa: a editora lança “Escadaria para o inferno”, do jornalista zapper, no início de 2016

 

 

* E como já estamos caminhando para o final do ano, vamos agilizar mais algumas noitadas rock’n’roll do blog lá na Sensorial Discos. A próxima acontece no dia 10 de outubro, sábado, e vai contar com pocket shows do duo synthpop de Campinas, Seti (que tem a bela Roberta Artiolli nos vocais e que acabou de lançar um belo e bucólico/onírico EP com ótimas letras em português, recebendo inclusive elogios de Gordon Raphael, o produtor que descobriu uns certos Strokes), e também do incrível quarteto glam paulistiano Star61, que já marcou presença em outras festonas do blogão com o seu glitter rock sempre explosivo. Então marque na sua agenda: 10 de outubro tem Noitão Zap’n’roll na Sensorial Discos, quando a festa rocker NUNCA irá terminar, ulalá!

O duo synthpop de Campinas Seti, uma das atrações da próxima festa do blog na Sensorial Discos

 

* Mais modesto, mas não menos rock’n’roll e fodástico vai ser o sbow duplo que rola amanhã (sábado, 12 de setembro) em Arujá (na Grande São Paulo) reunindo os esporrentos Rock Rocket e Coyotes California. O RR aproveita pra lançar seu novo single (e que vai fazer parte do futuro novo álbum da banda), intitulado “Uma luz no fim do túnel” e cujo áudio você confere aí embaixo. E a esbórnia sônica imperdível rola no Gereba’s Rock Bar, que fica na av. dos Expedicionários, 1179. O loker zapper está até pensando em ir lá conferir. Vamos verrrrr…

 

* E semana que vem começa a edição comemorativa de 30 anos do Rock In Rio. Fala o quê sobre isso, afinal? Quando lembramos que vimos pessoalmente em janeiro de 1985 (quando o então ainda futuro jornalista musical tinha seus 22 anos de idade, e ficou enlameado na Cidade do Rock 3 dias e noites seguidos, pra ver de perto as bandas que queria e numa época em que não haviam telões no palco, não havia internet, cels, redes sociais, nada dessas porras tecnológicas de hoje e que massacram o ser humano no final das contas), no Queen que vimos (sim, o blog sempre gostou muito do Queen) e nesse arremedo porcão da “Rainha” que desembarcou ontem no Rio (Adam Lambert, quem??? A inesquecível bichaça Freddie Mercury deve estar espumando de ódio na tumba), chegamos a conclusão de que o pequeno grande Helinho Flanders merece muito mais algumas palavras finátticas aqui (mesmo esse sujeito sendo um Finatti qualquer e sem importância alguma no final das contas, rsrs) do que esse festival escroto e mega capitalista da era do pau de selfie pra gente descerebrada e fútil ao extremo, que curte tudo num evento desses menos prestar atenção na MÚSICA.

 

 

* Enfim, vamos atualizando as notas inicias do blog aos poucos por aqui. Enquanto mais delas não chegam vamos direto aí embaixo, ver como está o comeback dos Libertines.

 

 

UMA DÉCADA DEPOIS CARL BARAT E PETE DOHERTY SE ACERTAM E OS LIBERTINES SOLTAM ENFIM UM NOVO DISCO

Onde você, dileto e (provavelmente) ainda jovem leitor zapper, esteve na última década? Bien, se você estava no planeta Terra, é fã de indie rock inglês de grande estirpe e, mais ainda, é fã e acompanha com fervor a trajetória do quarteto inglês The Libertines (yep, há fãs do conjunto no Brasil sim, ainda que não muitos), sabe que ele HIBERNOU durante todo esse tempo. Uma hibernação que agora, enfim, acabou: o quarteto liderado pelos guitarristas, vocalistas e inseparáveis amigos (desde a adolescência) Carl Barat e Pete Doherty) reuniu sua formação original (completada pelo baixista John Hassall e pelo baterista Gary Powell) no final de 2014. E agora, depois de percorrer os principais festivais europeus deste ano (como o gigante inglês Glastonbury ou o escocês T. In The Park), lança oficialmente HOJE na Inglaterra “Anthems For Doomed Youth”. É o terceiro álbum de estúdio da banda e o primeiro desde “The Libertines”, editado no já longínquo ano de 2004 (quando o grupo inclusive se apresentou no Brasil, no extinto Free Jazz Festival, em São Paulo). E está sendo considerado como um dos “comebacks” do ano no rock inglês.

 

Toda a euforia causada na rock press da Velha Ilha e entre os fãs em torno do ressurgimento do quarteto tem sua razão de existir. Surgido em Londres em 1997 quando os amigos adolescentes Carl e Pete decidiram unir sua paixão por punk (à la Clash) e garage rock (como The Who) e montar uma banda, os Libertines causaram furor logo na sua estréia em 2002, com o discaço “Up The Bracket”. Produzido por ninguém menos do que Mick Jones (ex-guitarrista, vocalista e um dos fundadores da lenda punk The Clash, não por acaso uma das cinco bandas da vida do autor deste blog), o disco resgatava os riffs acelerados do punk circa 1977 mas combinados com as melodias mais radiofônicas do garage rock do The Who. Não deu outra: lastreado por faixas sensacionais e poderosas como “Time For Heroes” ou “Begging”, o álbum foi recebido de joelhos pela imprensa musical britânica. Rapidamente o conjunto arrebanhou milhares de fãs e da noite pro dia os Libertines se tornaram a bola da vez no sempre volátil mercado rocker inglês.

 

Claaaaaro que a partir daí muuuuuita água rolou embaixo da ponte. Ao mesmo tempo em que a banda alcançava o topo das paradas dos mais vendidos e começava a fazer gigs para milhares de pessoas, Pete Doherty começava a se destacar não exatamente pelo seu brilhantismo como compositor mas, sim, pelo seu apetite VORAZ por drogas. Adicto assumido, o vocalista e guitarrista começou a ser constantemente flagrado (e, muitas vezes, também preso) portando aditivos como cocaína, heroína ou crack. Isso começou a afetar, óbvio, a carreira profissional do grupo (afinal começaram a se tornar rotineiras as internações e prisões de Pete por conta de seu comportamento junkie), com cancelamentos de shows e apresentações em programas de TV e rádio, além de entrevistas para a imprensa. A situação foi se tornando insustentável até que chegou ao seu limite. E quando chegou Carl resolveu expulsar seu amigo de coração dos Libertines. Não havia o que fazer e Pete partiu para fazer outros projetos musicais pessoais (entre eles, o grupo Babyshambles, que nunca chegou a decolar de fato). Enquanto isso sua ex-banda seguiu em frente: lançou um segundo trabalho, homônimo, em 2004. Muito inferior ao cd de estréia, foi a bordo dele que o conjunto veio ao Brasil naquele ano, para se apresentar ne etapa paulistana do extinto Free Jazz Festival. Sem Pete Doherty, os Libertines fizeram um set pálido (e que foi acompanhado por estas linhas online, que estavam na platéia, junto com o então casal amigo Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo), muito aquém do que se esperava deles. E daí pra frente, mesmo sem nunca ter declarado oficialmente o encerramento das suas atividades, o grupo entrou em hibernação.

A volta dos Libertines: primeiro disco inédito em mais de uma década saiu hoje na Inglaterra

 

Mas nesses anos todos os amigos (irmãos de coração, na verdade) inseparáveis Pete Doherty e Carl Barat nunca deixaram de se falar. As rusgas foram sendo aparadas e deixadas de lado, ambos voltaram a se encontrar pra tocar e finalmente em 2014 anunciaram que os Libertines iriam voltar pra valer, o que causou comoção no mondo rocker da Inglaterra. Vieram os novos ensaios com a formação original, a retomada do shows ao vivo e uma batelada de participações em gigs gigantes (como a que reuniu cerca de cinqüenta mil pessoas em julho passado, no Hyde Park em Londres). Faltava o grupo entrar em estúdio para registrar suas primeiras composições inéditas em mais de uma década. Composições que finalmente estão sendo lançadas oficialmente hoje – embora o cd tenha vazado na web anteontem.

 

O que dizer deste “Anthems For Doomed Youth”? Que ele se equilibra mal entre sua porção mais rocker e poderosa e entre faixas algo emasculadas, sem brilho, como se o grupo estivesse com preguiça de compô-las e tocá-las. Não é um disco ruim, de forma alguma. Mas não chega aos pés de “Up The Bracket” (não adianta, a comparação com a estréia da banda será sempre inevitável), embora se mostre superior ao cd editado em 2004. O problema é que o álbum começa muito bem e em pegada furiosa com “Barbarians” e “Gunga Din” (o primeiro e ótimo single extraído dele e que já tem vídeo em alta rotação no YouTube há semanas). Mas depois cai inexplicável e vertiginosamente em seu miolo (notadamente na melodia recheada de pianos e nada rock’n’roll de “You’re My Waterloo” ou ainda em “Iceman”, uma balada quase enfadonha) para voltar a elevar a temperatura nos bons rocks de “Heart of the Matter” e “Fury of Chonburi” – esta poderia entrar facilmente no trabalho de estréia deles, em 2002. Mas é uma pena que após mais uma injeção de adrenalina e quando o ouvinte novamente se empolga com a audição do disco, ele termine de maneira tão tristonha e sonolenta em “Dead For Love”.

 

Mas eles estão de volta, enfim. E mesmo com um cd apenas mediano os Libertines ainda podem causar assombro e alvoroço no rock’n’roll. Afinal são tempos sombrios ao extremo o que estamos vivendo: novas bandas boas não existem mais (ótimas, nem pensar). Com a mediocridade imperando sem dó no rock planetário e em um mundo onde escutar música se tornou uma atividade banal e corriqueira do cotidiano das pessoas fúteis e sem neurônios (saudades de quando elas escutavam rock’n’roll tratando-o como Grande Arte e as bandas lançavam discos que provocavam pequenas revoluções comportamentais e culturais nos ouvintes), até que a volta dos Libertines é bem-vinda. Quem sabe eles inclusive não retornam ao Brasil – e com Pete Doherty, dessa vez. Quem sabe…

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS LIBERTINES

1.”Barbarians”

2.”Gunga Din”

3.”Fame and Fortune”

4.”Anthem for Doomed Youth”

5.”You’re My Waterloo”

6.”Belly of the Beast”

7.”Iceman”

8.”Heart of the Matter”

9.”Fury of Chonburi”

10.”The Milkman’s Horse”

11.”Glasgow Coma Scale Blues”

12.”Dead for Love”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

No vídeo do primeiro single de trabalho do novo cd, “Gunga Din”.

 

 

RÁPIDAS HISTÓRIAS DE DROGAS E LOUCURAS COM O NOSSO (ANTI) HERÓI E ETERNO JUNKIE BOY PETE DOHERTY

Ele se chama Peter Doherty e nasceu em 12 de março de 1979 – fez trinta e seis anos em 2015. E tornou-se mundialmente conhecido na música como um dos fundadores, guitarristas e vocalistas do quarteto inglês The Libertines. E também se tornou nosso (anti) herói e junkie boy predileto do rock’n’roll dos anos 2000’, devido ao seu absurdo e looooogo histórico de loucuras com dorgas. Abaixo, algumas dessas histórias:

 

* Em meados de 2003 Pete foi preso portando “apenas” cocaína, crack e heroína. Um “estoque” completo, hihihi.

 

* Ao longo de sua trajetória como músico e celebridade do mondo pop, o moçoilo colecionou zilhões de detenções por porte de substâncias ilícitas. E também atrapalhou (e muito) a vida profissional da sua banda: não foram poucos os shows cancelados em cima da hora pelos Libertines porque Pete estava, hã, “impossibilitado” de se apresentar. Também tiveram o mesmo destino entrevistas para jornais e revistas e aparições do grupo em programas de rádio e TV: tudo cancelado porque nosso enfant terrible estava fora de combate.

 

* Doherty é/foi amigo ou TRAÇOU algumas das melhores e mais conhecidas XOXOTAS da Inglaterra, entre elas a falecida cantora Amy Winehouse e a super top model Kate Moss. Com a primeira ele enfiou o pé na lama sem dó nem freio em diversas ocasiões. Já com Kate teve um rápido e tórrido affair. Foi quando um episódio do casal foi parar na capa de todos os tablóides sensacionalistas ingleses: durante um ensaio da banda Babyshambles em um estúdio em Londres a modelo, que estava acompanhando seu então namorido, não mais que de repente sacou de sua bolsa uma PETECONA de cocaína e esticou em uma mesa várias fileiras de pó pra ela e os músicos aspirarem. Alguém fotografou a esbórnia, as imagens foram parar em todos os jornais no dia seguinte e miss Kate quase viu sua carreira (opa!) de modelo ser arruinada por conta do babado.

Pete, o loker, ao lado do bocetaço Kate Moss (acima), quando ambos namoravam; rolou esbórnia de padê do casal num estúdio em Londres e fotos da junkicie foram parar em todos os tablóides sensacionalistas ingleses na época (abaixo), num episódio que quase liquidou a trajetória profissional da tesudíssima super top model

 

* Pior fez Pete com o amigão de adolescência e companheiro de banda Carl Barat. Durante uma viagem de Carl ao Japão e quando Doherty já não estava mais nos Libertines, este simplesmente INVADIU o apartamento do amigo e roubou de lá tudo o que pôde – incluso aí livros, CDs e uma GUITARRA. Vendeu tudo e, claaaaaro, torrou a grana em duergas. Barat, óbvio, ficou emputecido quando soube da parada e não pensou duas vezes para dar queixa à polícia contra seu ex-colega de banda por ROUBO. Pete foi em cana e passou alguns dias atrás das grades mas Carl Barat ficou com remorso, perdoou o loki e acabou retirando a acusação contra ele.

 

* Pete chegou ao fundo do poço na fase em que ele reunia alguns músicos em torno de si, acertava um show relâmpago em qualquer biboca da capital inglesa, cobrava 500 libras de “cachê” do dono do estabelecimento e, assim que o set acabava, ele corria até o “dealer” mais próximo pra torrar a grana recebida em… drogas, claro!

 

* E se você pensa que o rapaz está mais calmo e tranqüilo com a volta dos Libertines e o lançamento do novo álbum (sempre lembrando: o primeiro inédito em mais de dez anos) do grupo, pode esquecer: a manchete de HOJE do site da New Musical Express informa que a banda teve que CANCELAR uma gig ONTEM em Londres. Motivo: “indisposição médica séria” de mr. Doherty, ulalá!

 

*Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, uia!

 

 

HÉLIO FLANDERS, VOCALISTA DO VANGUART, VOA SOLO EM DISCO TÃO LINDO E TRISTE QUE CHEGA A DOER NA ALMA DE QUEM O ESCUTA

Se há alguns séculos o poeta francês Arthur Rimbaud passou uma temporada no inferno, e de lá voltou com um compêndio sublime dos melhores versos da história da poesia mundial, em 2015 o cantor, compositor e músico Hélio Flanders também empreendeu sua jornada pessoal e dolorosa, deambulando por vastas planíceis de solidão e melancolia. Desse périplo ele engendrou e lapidou o material que se transformou nas canções de “Uma temporada fora de mim”, o primeiro disco solo do vocalista da banda Vanguart, e que está sendo lançado oficialmente hoje pelo selo carioca Deck.

 

Antes que alguém considere exagerada a comparação entre o lindo e desajustado poeta francês (aquele que um dia “sentou a beleza nos joelhos e a admirou”) e o músico mato-grossense (nascido em Cuiabá e radicado há quase uma década na capital paulista) que há mais de dez anos canta à frente do hoje consagrado sexteto Vanguart, vale a exegese: Helinho possui sólida formação cultural/intelectual. Amante da poesia simbolista, dos beats americanos e do folkismo de Bob Dylan, Joni Mitchell e Jeff Buckley, ele transportou todo esse referencial de grande arte para as composições que criou junto aos compaheiros do Vanguart, hoje um dos principais nomes do que ainda resta de relevante na cena pop/rock brasileira dos anos 2000’.

 

Mas a primeira incursão solo de Helinho (dileto amigo destas linhas rockers bloggers já há uma década, desde que o autor deste espaço online descobriu o cantor e sua banda em um minúsculo festival alternativo na calorenta capital do Mato Grosso, no carnaval de 2005) se distancia bastante do que ele desenvolve musicalmente com os Vangs. Se a musicalidade do grupo se estabeleceu e ganhou o respeito da crítica e o coração dos milhares de fãs com um eficiente mix de folk rock e MPB contemporânea, em seu vôo solitário Flanders abandonou guitarras, violões e gaitas e partiu em direção a uma espécie de “não tango”: ele foi buscar no célebre gênero argentino a ambiência que envolve praticamente todas as nove faixas do álbum. “É um disco de tango mas as canções não são tango”, conforme ele mesmo declarou em entrevista publicada no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, em sua edição de ontem (quinta-feira). Para conseguir estruturar essa ambiência o cantor contou com a participação de dois músicos argentinos nas gravações, Ignacio Varchausky e Martin Sued, que tocam bandaneon e baixo. E além deles também participaram das gravações os músicos Leo Mattos (bateria), Arthur De Faria (piano) e Bruno Serroni (violoncelo), fora a participação especialíssima da diva Cida Moreira (lenda da chamada “vanguarda musical paulistana” dos anos 80’).

O músico e vocalista do Vanguart, Hélio Flanders, ao lado de Zap’n’roll (acima, no camarim após show da banda realizado no final de agosto último, em São Paulo); o lançamento de seu primeiro disco solo já repercute na grande mídia, como a matéria de capa publicada no Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo, na última quinta-feira (abaixo)

 

E trata-se de um disco lindíssimo em sua estrutura melódica, repleta de melancolia, contemplação e reflexão sobre a solidão existencial. Como um observador preciso e atento sobre os caminhos e descaminhos que permeiam a alma e o coração, Hélio extrai dor e beleza de suas letras e músicas que acabam por fornecer imagens pictóricas, quase poéticas (na tradição de Dylan e Rimbaud?) para quem as escuta. Não há como não se emocionar ao ouvir “De onde você vem?” (a primeira faixa de trabalho do cd, que ganhou ótimo vídeo, dirigido pelo baiano Ricardo Spencer), onde Flanders borda com esmero seu vocal para entoar versos simples porém contundentes como “Você não sabe nem a cor do chão/Quer saber do seu coração/…/Eu vim de uma dor/Que arrasou o céu/…/Eu fui teu amigo/E morrerei contigo”. Também é impossível não clamar por uma taça de vinho e um abraço apaixonado enquanto a voz poderosa de Cida Moreira entoa os versos de “Dentro do tempo que eu sou”. E ainda há a intensa “Romeo”, parceria de Helinho com Thiago Pethit. Se no último disco de Pethit ela soa mais rock e “dark”, aqui recebeu tratamento dramático com sopros, pianos e percussão discreta. Nem por isso perdeu seu impacto, ao contrário: continua fodíssima e devastadora, emocionalmente falando.

 

“Uma temporada fora de mim”, que chega às lojas (em cd) e à internet (em formato digital) hoje, tem show de lançamento no próximo dia 24 de setembro na unidade do Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Até lá Hélio Flanders provavelmente vai amealhar muitos elogios para a sua ótima estréia solo. Ele, que continua a priorizar o trabalho junto ao Vanguart (como fala logo mais abaixo, em rápido bate-papo com o blog), tem consciência de que é um dos grandes talentos da música jovem brasileira dos anos 2000’. E aos trinta anos de idade sabe que seu caminho ainda será longo na música – seja com os seus companheiros dos Vangs ou em uma futura nova aventura solo.

 

 

QUATRO PERGUNTAS PARA HÉLIO FLANDERS

Zap’n’roll – O grupo Vanguart, onde você atua como vocalista, está com mais de uma década de existência e a carreira consolidada. E você é o segundo integrante da banda a se lançar em aventura solo [o baixista Reginaldo Lincoln lançou seu primeiro trabalho individual há algum tempo]. Você acha que chegou o momento certo de mostrar sua música de maneira mais pessoal, fora do contexto do conjunto?

 

Hélio Flanders – Apenas senti a necessidade de me expressar de outra forma, algo que acho natural pra qualquer artista que trabalha há muito tempo num grupo – isso acontece no teatro, nas artes plásticas. Nós seis da banda atingimos uma afinidade tão grande que uma linguagem se criou, somos muito confortáveis com ela, felizes, mas também tenho interesse de explorar outras coisas.

 

Zap – O que aproxima e o que diferencia “Uma temporada fora de mim” do seu trabalho no Vanguart?

 

Hélio – O solo é literalmente um trabalho muito solitário. Fiquei meses sozinho tocando piano, tentando entender o que era aquilo que vinha, aí depois convoquei o Leo Mattos (bateria) e o Bruno Serroni (violoncelo) pra começar a levantar o som. Me lembro do primeiro ensaio, onde eu tentava sem sucesso explicar os moods do disco com imagens que descobri que só faziam sentido pra mim. Depois os dois, gênios que são, foram captando a essência e a coisa virou o álbum, complementado pelo Martin Sued e pelo Ignacio Varchausky. No Vanguart dos últimos tempos temos um processo de composição incrível onde na maioria do tempo estamos criando juntos, fazendo a coisa nascer do zero, então voltar a bater cabeça sozinho em casa foi como voltar aos meus 15 anos, quando o Vanguart nascia. De certa forma o solo é voltar ao começo.

 

Zap – Com o grupo estando em um ótimo momento (prestes a lançar um DVD ao vivo) e você se lançando em carreira solo, a questão é inevitável: como conciliar as duas atividades? Qual delas irá ser prioridade para o compositor e cantor Hélio num futuro próximo?

 

Hélio – O Vanguart é a minha prioridade na vida, em tudo, pelo que construimos, pelo que fizemos e especialmente pelo que ainda vamos fazer. Ter uma banda com seus melhores amigos é um presente, são grandes artistas que me fizeram ser o que sou hoje também. Penso no próximo álbum da banda e tenho borboletas na barriga.

 

Zap – Uma das características principais de suas letras é o grande destaque que você dá ao sentimento do amor nelas. Por outro lado também se percebe uma grande dose de melancolia nos versos e na ambiência musical tanto nas canções do Vanguart quanto em sua estréia solo. Esses dois sentimentos (amor e melancolia) são o motor principal que move o artista Hélio Flanders? E sem esse motor não seria possível compor grandes músicas?

 

Hélio – Acho que o que me move são os sentimentos, as percepções, as imagens que se criam na minha cabeça com tudo que eu vejo, ouço, sinto. Às vezes o amor, a morte, o mar, a esperança, o ato de cantar e escrever – tudo me parece a mesma coisa, como um trem que vem e atropela. Tenho tido menos clareza na hora da criação, como se fosse escrever fosse um grito. Pensar através do sentimento me interessa mais.

 

* Mais sobre a estréia solo de Hélio Flanders, vai aqui: https://www.facebook.com/hflanders?fref=ts.

 

 

O PRIMEIRO VÍDEO DO TRABALHO SOLO DO VOCALISTA DO VANGUART

Aí embaixo, para a canção “De onde você vem?”

 

 

 

MUSA SECRETA DA SEMANA – UMA BRANQUELAÇA PAULISTANA ROCKER, DEVASSA E QUE AMA VELHOS SAFADOS COMO O ESCRITOR CHARLES BUKOWSKI

Nome: S. R.

Idade: 32

De: São Paulo.

Mora: também em São Paulo

O que faz: comerciária

Três discos: “Nevermind” (Nirvana), “Ultraviolence” (Lana Del Rey) e “A Night At The Opera” (Queen)

Três artistas: Lana Del Rey, Canto dos Malditos da Terra do Nunca e Titãs.

Três livros: “Mulheres” (Charles Bukowski), “Memórias de minhas putas tristes” (Gabriel Garcia Marquez) e “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”.

Três filmes: “Um sonho de liberdade”, “Edward Mãos de tesoura” e “Sangue Negro”.

Um diretor; Tim Burton.

Um show que gostaria de assistir: U2

Como o blog conheceu a garota e o que temos a dizer sobre ela: S.R. é baixinha, magrela, branquíssima e com peitos deliciosamente grandes. Fã de grande rock’n’roll (ela também adora Oasis) e ótima MPB (a clássica, dos anos 70’), começou a papear com o jornalista loker e safado por causa da paixão em comum que ambos possuem pelo genial e lendário escritor Charles Bukowski. Os papos tiveram início em grupos de discussão dedicados ao escritor no faceboquete. Quando a moçoila quis conhecer PESSOALMENTE o autor dessas linhas bloggers eternamente malucas, fodeu – literalmente, rsrs. O jornalista ainda taradón (mesmo com quase 5.3 de idade nas costas) enlouqueceu ao ver aquele pedaço de péssimo caminho na sua frente. Ela também se “quedou” (opa!) pelo gonzo/zapper e há três semanas o casal vive um tórrido romance cujos DETALHES dos encontros são impublicáveis aqui, hihihi. E não deu outra: S. é tão gata e gostosa que foi convidada a mostrar sua exuberância corporal neste post. Ela topou, desde que mantivéssemos sua identidade em segredo. E assim foi combinado. Então pros macho (cados) carentes de plantão aí vai: uma musa total delicious pra galera babar, enquanto o sujeito aqui está tendo literalmente todo o seu “estoque” de esperma CONSUMIDO pela sempre ávida garotinha…

Eu quero ele por perto, e quero liberdade!

Escondendo segredos…

 

Mas é que eu não posso dizer quem sou, apenas ELE (o blog?) sabe…

 

Acabando de acordar (e também de…)

 

Eu gosto de pirulitos!

 

Instinto selvagem, sempre!

 

De costas na cadeira, esperando por alguém…

 

Corpo nu e branco, à espera de ser devorado

 

O velho jornalista loker e a gata rocker: casal já em tórrido romance

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: os novos da deusa e diva Lana Del Rey, dos Libertines e o primeiro trabalho solo do queridão Helinho Flanders, claro.

 

* Discos, II: em uma época em que a música pop e o rock perderam quase que totalmente a relevância artística e onde a cena de bandas independentes nacionais se mostra abarrotada de grupos inúteis e sem nenhum estofo cultural e musical, é de se espantar a coragem do selo Baratos Afins em lançar o primeiro disco do trio INSTRUMENTAL Os Brutus, batizado “Ubersurf”. A coragem e ousadia começam justamente no fato de a banda (formada por Juliano nas guitarras, Felipe no baixo e Roberto na bateria) não ter letras e vocais para expressar o que deseja transmitir ao ouvinte. Se a vida já anda dura pra bandecas que CANTAM suas músicas (e atualmente na grande maioria, músicas com letras de uma estupidez irritante e assustadora), imagine pra um trio que não teve (e não tem) medo de ser apenas… instrumental. Pois os brutinhos mandam bem seu recado atacando surf music sessentista, com guitarras aceleradas e envolventes, em dez temas rápidos e muito bons pra se acabar num show ao vivo. A produção ficou a cargo de Rafael Crespo (ex-guitarrista do Planet Hemp) e é de ousadias como essa que o que ainda resta de audível no rock indie nacional e paulistano, sobrevive. Para saber mais sobre os Brutus, vai em WWW.baratosafins.com.br.

O trio Os Brutus e seu primeiro cd: surf music boa pra dançar ao vivo

 

* Discos, III: por quase três décadas os paulistanos dos Excomungados formaram um dos principais nomes do punk rock nacional.. A banda chegou ao seu final há duas semanas (nada dura para sempre) e como despedida, lançou “Nirvana”, o canto do cisne de um grupo que nunca saiu dos porões rockers da capital paulista mas deixou sua marca impressa na história do punk clássico de Sampa. Então o que se escuta no derradeiro cd da banda é o que ela sempre fez com competência: punk rock, com letras de veemente contundência social e política. É o que se ouve nas dezenove faixas de um disco que, de quebra, ainda tem participações especiais de músicos como Mirão (batera do 365) e Ronaldo (guitarrista e co-fundador dos Inocentes).. O disquinho pode ser achado nas lojas das Galeria Do Rock (centrão da capital paulista) e no Garimpo Cultural (rua Barão de Itapetininga, 37, loja 35, fone 11/3257-8787).

Os velhos punks paulistanos dos Excomungados

 

* Documentário sobre Amy Winehouse: ela foi diva, é inesquecível e talvez uma das únicas vozes femininas que realmente importaram na cultura pop do século XXI. Por tudo isso se torna imperdível assistir o documentário “Amy”, sobre a cantora inglesa que morreu em 2011 e que legou ao mundo o espetacular álbum “Back To Black”. O doc será exibido comercialmente (com ingressos pagos) nos próximos dias 26 a 29 de setembro, em algumas salas da rede de cinemas Cinemark, em São Paulo. Mas terá uma sessão GRATUITA HOJE (quinta-feira, 24 de setembro, quando o postão está sendo finalmente concluído), a partir das nove da noite no Mis/SP (que fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de São Paulo) e sendo que os ingressos começam a ser distribuídos duas hora antes do início do filme. Corre lá!

A diva inesquecível e insuperável da música pop dos anos 2000′: o Mis/SP exibe hoje, em pré-estréia, o documentário sobre a vida e a trajetória artística de Amy Winehouse (acima e abaixo, gravando num estúdio em Nova York, com o produtor Mark Ronson)

 

 

* Festival literário em Santos: um ótimo motivo pra se deslocar até a baixada santista (e que no final das contas é logo ali) é o Tarrafa Literária, um dos maiores festivais literários do Estado de São Paulo e que chega à sua sétima edição, sempre produzido pela Editora Realejo. A programação da edição 2015 mantém a qualidade impecável de sempre e nessa sexta-feira a partir das sete da noite haverá mesa de debates com o escritor Nelson Motta e com o jornalista Júlio Maria (do jornaol O Estado De S. Paulo), no teatro Guarany em Santos. Mais sobre o evento, vai aqui: http://tarrafaliteraria.com.br/, e aqui também: https://www.facebook.com/festivaltarrafaliteraria/timeline.

 

* Frida Kahlo em Sampa: yeeeeesssss! Uma das maiores lendas do surrealismo mexicano finalmente chega à capital paulista com uma mega exposição. “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas mexicanas” abre neste domingo a partir das onze da manhã no Instituto Tomie Ohtake, e lá fica até janeiro do ano que vem, sempre de terça-feira a domingo até oito da noite. Sendo que nas terças a entrada é gratuita e nos demais dias o ingresso custa módicos dez dinheiros. Mais infos sobre a exposição, vai aqui: https://catracalivre.com.br/sp/saiba-antes/barato/exclusivo-frida-kahlo-chega-ao-tomie-ohtake-em-setembro/. Ou aqui: https://www.facebook.com/events/1620540098222405/.

 

* Baladas, enfim: com o postão chegando ao seu final no último finde de setembro, vamos ao que tem de bão no circuito alternativo paulistano, que está RECHEADO de ótimas atrações neste final de semana. Começando hoje, quinta, quando tem show solo de Hélio Flanders (vocalista do Vanguart) no SESC Vila Mariana (na rua Pelotas, 170, metrô Ana Rosa), a partir das nove da noite.///Já na sextona em si é noite de curtir uma breja artesanal na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo) e depois cair lá pro baixo Augusta pra dançar na Tex, no open bar do Outs e no Astronete.///Aí no sabadão em si é noite de ir conferir de GRÁTIS os shows do Cidadão Instigado e de Lee Ranaldo (ex-guitarrista da lenda Sonic Youth), no Largo Da Batata em Pinheiros (metrô Faria Lima, zona oeste de Sampa), a partir das sete da noite. Por fim, dá ainda pra emendar lá na Serralheria (rua Guaicurus, 857, Lapa, zona oeste da capital paulista), onde pela madrugada vão rolar shows do Jardim Das Horas e do queridão Daniel Groove. Tá bom, né? Então se programe e ótima balada!

 

 

DESOVANDO UNS LIVROS AÊ

Yep, o blog colocou em sorteio dois livros da Ideal Edições há algumas semanas, entre eles a bio de Steven Adler (ex-batera do Guns N’Roses). E hoje finalmente anunciamos quem ganhou o mimo. Os livros vão para:

 

* Matilde Ribeiro, de São Paulo/SP.

 

Logo menos a gente volta com alguma promo bacanuda por aqui, aguardem!

 

 

E FIM DE FESTA

O postão ficou gigantão, demorou pra ser publicado e concluído mas ficou no capricho, pra ninguém reclamar. Então semana que vem voltamos com outro total inédito por aqui, okays? Até lá deixamos beijos carinhosos na galere que sempre nos prestigia. E beijos mais que carinhosos nela, a nossa musa desse post e por quem o coração zapper bate muito mais forte nesse momento. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 24/9/2015 às 16hs.)

Com o país em chamas na seara política e econômica e com o mondo pop/rock em marcha lentíssima o blogão também se retrai e publica post, hã, mais modesto, falando do novo discão dos Forgotten Boys, ainda um GIGANTE da indie scene paulistana e nacional (e de quebra, historinhas “cabulosas” e cabeludas de sexo e drogas que o blogger loker viveu na cia de integrantes da banda); os treze anos de um dos bares mais tradicionais do circuito rocker alternativo de Sampa (e também aproveita para fazer uma análise de como anda atualmente essa cena de bares na capital paulista); novos discos de bandas indies nacionais bacaninhas (como o duo campineiro trip hop Seti), as notas e os (poucos) agitos da semana e… ahá!!! Uma nova musa rocker SECRETA e total PELADA, safada e ordinária em imagens realmente cadeludas, ulalá! (postão sempre em eterna e enoooooorme construção com nova ampliação falando dos 13 anos do primeiro disco do Interpol, da nova e linda música da deusa Lana Del Rey, do amado Morrissey e mostrando, claaaaaro, as fotos indecentes da nossa musa rocker SECRETA E CADELUDA, uia!) (ampliação FINAL em 27/8/2015)

O país está em crise econômica bravíssima, e que afeta todas as esferas da sociedade e da cultura; nessas o rock’n’roll alternativo vai sobrevivendo como pode e ainda assim mostra renovação e  grandes discos, como o novo álbum dos Forgotten Boys (acima, tocando ao vivo na última sexta-feira em São Paulo), ou a novíssima banda garage rock paulistana BBGG (abaixo), que toca amanhã na capital paulista

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* OS TREZE ANOS DE UM DISCAÇO DO INDIE ROCK PLANETÁRIO DOS ANOS 2000’ – Um dos principais nomes do que se convencionou chamar de “novo indie rock planetário dos anos 2000’”, o americano Interpol (que surgiu em Nova York, em 1997, portanto há quase 20 anos) lançou há 13 anos (em 20 de agosto de 2002) seu primeiro disco, “Turn On The Bright Lights”. É um cd fantástico em suas ambiências pós-punks à la Joy Division (houve na época quem achasse o vocal do guitarrista e compositor Paul Banks a reencarnação perfeita de Ian Curtis) e na qualidade fodíssima das canções – um álbum que começa com a linda e sombria “Untitled” e que ainda tem preciosidades poderosas do calibre de “PDA” (o blog bateu muito sua cabeça nas célebres DJs set no Outs, tocando essa autêntica porrada sônica), “Obstacle 1” e “NYC”, não tinha como dar errado. Foi aclamado pela crítica (só aqui no Brasil é que alguns críticos velhuscos e que gostam de classic rock, sendo que para seus cérebros e ouvidos engessados e surdos o rock’n’roll parou em Jimi Hendrix, é que torceram e torcem o nariz pro trabalho do Interpol) e a banda angariou milhões de fãs mundo afora – por aqui inclusive, onde já tocaram por duas vezes e sendo que o jornalista zapper os viu anos atrás num showzaço na extinta e saudosa Via Funchal (ao lado dos queridos Pablo Miyazawa e Lúcio Ribeiro). Depois de sua estréia, vamos reconhecer, o Interpol nunca mais foi o mesmo e até hoje tenta lançar algo próximo do que foi sua estréia musical. O mais recente trabalho de estúdio, “El Pintor” (lançado em 2014) é bem bacana. Mas ainda assim muito longe daquelas canções quase perfeitas e de melancolia perversa e soturna, que embalaram nossos ouvidos pelas pistas rockers unders noturnas de Sampa há mais de uma década. Discão, enfim. Uma obra já atemporal e que permanece até hj como marco de um novo rock de um novo milênio (pode por aí nessa lista também o primeiro dos Strokes) que prometia muito mas que infelizmente se perdeu na mediocridade que consome toda a música mundial atual.

O primeiro disco do grupo pós-punk americano Interpol, lançado há exatos 20 anos: já um clássico do indie rock dos anos 2000″

 

* Sendo que você ouvir a estréia do Interpol na íntegra aí embaixo:

 

 

* E assistir ao vídeo belíssimo que foi feito na época para “Untitle”, que abre o disco.

 

* MORRISSEY FALA, E VEM AÍ NOVAMENTE (AO QUE PARECE) – yep. O inglês vivo mais maravilhoso que existe abriu sua bocarra esta semana que hoje se encerra (sim, o postão está sendo ampliado, mas ainda NÃO encerrado, no sabadão, 22 de agosto). Morrissey, que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths (eternamente uma das cinco bandas do coração do autor destas linhas rockers online), deu uma grande entrevista ao programa inglês Larry King Show, na última terça-feira, 18. Foi sua primeira grande entrevista ao vivo em dez anos e a nossa amada biba falou de tudo: sobre o câncer que enfrentou no esôfago, Smiths (que JAMAIS irão se reunir novamente) etc. Além disso a semana também chega ao fim com a boataria extra-oficial (mas quase oficial) dando conta de que Moz vem mesmo ao Brasil em novembro, para quatro shows (dois em Sampa, um no Rio e outro em Brasília). Será??? Aguardemos pois…

 A bexa mais maravilhosa do rock: em novembro ao vivo no Brasil, mais uma vez

 

 

* LANINHA DEL REY, NOSSO XOXOTÃO INCRÍVEL E CANTANTE EM MAIS UMA NOVA CANÇÃO INCRÍVEL – essa aí embaixo. O disco novo está saindo. E deverá ser fodástico, alguém duvida?

 

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O país indo pro buraco.

É a sensação que está sendo disseminada nas últimas semanas com o agravamento da crise econômica (inflação aumentando, desemprego idem, recessão ibidem, dólar e juros nas alturas etc.) e política (impopularidade monstro da presidente da República, a oposição e eleitorado descontente querendo defenestrá-la à força de seu mandato, a corrupção endêmica espalhada pela máquina pública e pela classe política e a operação Lava Jato, da Polícia Federal, pondo a nu talvez o maior esquema de roubalheira dentro de uma estatal, a Petrobras, já visto na história do Brasil). Tudo isso acaba se refletindo NEGATIVAMENTE em todas as esferas do país – incluive na área artística e na cultura pop. Não é à toa que Zap’n’roll detectou ao longo da semana que está chegando ao fim (hoje é quinta-feira, quando a primeira parte do novo post finalmente está entrando no ar, após uma considerável demora para o surgimento deste novo totalmente inédito post) uma imensa apatia no noticiário do mondo pop/rock, sendo que foi dureza (reconhecemos) montar uma pauta minimamente razoável para esta postagem. Nada realmente muito digno de nota rolando (e o que é minimamente digno de ser registrado aqui está aí embaixo, nas notas iniciais juntamente com as matérias maiores) em termos musicais. Enquanto isso o país seguiu pegando fogo durante toda a semana, com a Lava Jato avançando em suas investigações, enjaulando políticos, empreiteiros e tubarões variados, e com a oposição política e a turma do eleitorado “coxinha” (e qiue não soube perder as eleições nas urnas) insistindo no absurdo de querer o impeachment da presidente. Sendo que no próximo dia 16, domingo, vai haver nova manifestação nacional contra o governo federal. Estas linhas online, que votaram sim em Dilma e em seu Partido (o PT), reconhecem que a situação do Brasil nesse momento é de fato gravíssima. Mas daí a defender algo tão esdrúxulo e mesquinho quanto o afastamento da presidente, é ridículo. Sim, porque apesar de tudo o que está acontecendo e vindo à tona, só idiotas não percebem que existe uma diferença gigante entre o que é Dilma e o que é Aécio Neves e o que foi e continua sendo Fernando Collor – esse sim bandido assumido e que por ser o que é foi arrancado da presidência da República em 1992. Por mais que o petismo tenha errado e aparelhado a máquina pública, por mais que integrantes do partido tenham revelado sua face criminosa (e Zé Dirceu é, com certeza, um criminoso histórico e uma figura pela qual o blog nunca teve nenhuma simpatia) e por mais que se saiba que Dilma é sim turrona, teimosa e cabeça-dura, também se sabe que suas mãos aparentam ser LIMPAS e que ela não compactua com esse mar de lama. Caso compactuasse NUNCA que a Polícia Federal iria tão longe nas investigações da Lava Jato. Enfim, é um momento crítico para o país e para suas instituições democráticas. E o que nos resta é torcer para que o furacão venha e purifique/limpe tudo o que precisa ser limpado aqui. Que depois venha a bonança e que fique em nossa política apenas o que realmente presta e que vale a pena. E que junto com isso os bons sons e agitos também voltem à cultura pop. Estaremos por aqui torcendo por tudo isso e sempre atentos também a tudo isso.

 

 

* Ainda sobre a questão da crise pela qual o país está passando e sobre o PANELAÇO que rolou na semana passada: esse bando de coxinhas é mesmo reaça ao cubo e burrão. Batem panelas chics em varandas gourmet e vão às ruas nesse domingo, dia 16, para pedir o impeachment da presidente. Que beleza! Todos querendo Michel Temor, Eduardo Escroque Cunha, Renan Roubalheira ou os MILICOS no poder, uia! Vão caçar o que fazer na vida, bando de otários!

 

 

* Circulando na internet, a propósito do protesto contra o governo federal marcado para este domingo, este “manual” de como ir na passeata e protestar corretamente, uia! Vejam só, hihihi.

 

* E a polícia militar ASSASSINA do Estado de São Paulo, (des) governado pelo MERDA GIGANTE chamado Geraldo Alckmin, comprova mais uma vez: no Tucanistão é Lei de Talião. Olho por olho, dente por dente. Aqui a polícia MATA MAIS! Parabéns (ou pêsames?) para ela!

 

 

* Enfim, cá estamos. Após quase um mês sem atualizar o blog, mas firmes e fortes, com a audiência lindona de sempre (mais de 100 likes, quase 150 comentários, tá ótimo!). E a demora na chegada do novo postão se deveu a uma série de fatores alheios à nossa vontade. Mas felizmente cá estamos, com o mesmo pique de sempre.

 

 

* E a BOMBA no mondo pop esta semana foi essa aí mesmo, ulalá! Dessa vez o MORDOMO não é o culpado ou vilão da história. E sim a… babá! E que BABÁ! Um XOXOTAÇO cadeludo pra nenhum macho reclamar – o ator Ben Affleck e o jogador americano Tom Brady (a essa altura, ex-Gisele Bundchen???) que o digam, uia! Dá-lhe, cachorrona!!!

Uma doce e PUTAÇA/CADELAÇA/XOTAÇA babá, pra nenhum Ben Affleck ou marido da Gisele Bundchen botar defeito, uia! Sabem de nada, esposas inocentes, hihihi.

 

* A doce, SAFADA e CADELUDA babá, uma deliciosa “destruidora de lares” e que NÃO passava despercebida, ulalá! Aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/baba-e-apontada-como-pivo-da-separacao-de-famosos-como-ben-affleck/4389372/.

 

* E aqui também: http://pagesix.com/2015/08/11/ex-affleck-nanny-took-private-jet-to-vegas-with-ben-and-tom-brady/.

 

 

* Um BOCETAÇO sem igual, aos 57 de idade. Sendo que “Instinto selvagem” fez gerações se acabar na punheta. E eis que miss Sharon Stone permanece GLORIOSA, como mostra o ensaio nude que ela fez para a capa da revista americana Harper’s Baazar deste mês.

Ela continua um XOXOTAÇO, mesmo aos 57 anos de idade

 

 

* ESPAÇO RETRÔ: E ASSIM QUASE TRINTA ANOS SE PASSARAM – quem convive e vive perambulando pela atual cena de bares alternativos e de rock dos dias de hoje, lá pela região do baixo Augusta, próximo ao centro de Sampa (e onde se concentram clubes como o Outs, Inferno, Astronete, Blitz Haus, Tex, A Loca e Funhouse, todos analisados na segunda matéria principal deste post, logo mais aí embaixo), é provavelmente muito jovem (na casa dos 20/25 anos de idade, se não tiver menos do que essa faixa etária). E nem imagina como era ser rocker e alternativo nos idos de 1988/1998, a década em que existiu o célebre, saudoso e lendário Espaço Retrô, talvez até hoje o nome mais simbólico e importante da cena de bares dedicados ao rock e a cena alternativa paulistana. A primeira fase do clube começou a funcionar em meados de 1988, em um sobradinho estilo clássico que ficava na rua Frederido Abranches, atrás da igreja de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome, na região central da capital paulista. E o autor deste espaço virtual sempre loker e calhorda (opa!) conheceu o Retrô no segundo semestre daquele ano e ali viveu algumas (muitas, aliás) das aveturas envolvendo drogas e putaria mais calhordas que alguém poderia viver em sua existência. Mas isso nós contamos com mais detalhes daqui a pouco, dando uma ampliada bacanuda neste tópico

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* Aliás o post está sendo construído na correria brava de sempre e mesmo nossas notas iniciais irão sendo incluídas aqui aos poucos. Por enquanto vai aí embaixo e veja como é o novo discaço do grande e já veterano Forgotten Boys.

 

 

OS “GAROTOS ESQUECIDOS” RESISTEM AO TEMPO – E LANÇAM UM CD DE COVERS MATADOR, RELENDO ROCKS E PROTO-PUNKS FODÕES E CLASSUDOS

A história do grupo paulistano Forgotten Boys já dura quase duas décadas, boa parte desse período acompanhado bem de perto pelo autor deste blog, que sempre foi um amigo próximo dos “garotos esquecidos” (principalmente do vocalista, guitarrista e fundador do conjunto, Gustavo Riviera, e do ex-baterista Flávio Forgotten, um eterno sujeito total alucicrazy e que costuma se referir ao seu amigo blogger zapper como “titio Finas”, rsrs). Fundado em 1997 por Gustavo e pelo falecido músico argentino Arthur Franquini, o FB logo chamou a atenção na cena independente rock brazuca por prestar ótima vassalagem em seu som ao proto-punk de MC-5 e Stooges, ao rock de garagem dos Stones sessentistas e ao glam/punk setentista de Ramones e New York Dolls. Isso rendeu ao atual quinteto (que além de Gustavo nas guitarras e vocais ainda conta com Dionisio Dazul também nas guitarras, Paulo Kishimoto nos teclados, Zé Mazzei no baixo e Thiago Sierra na bateria) grandes momentos e performances ao vivo, além de uma trajetória de poucos mas grandes discos. Como o novo que acaba de sair, “Outside Of Society” e onde a banda gravou apenas covers de clássicos do garage/glam/proto-punk rock. São onze faixas matadoras e o resultado não poderia ser melhor e mais esporrento. É o cd que o blog tem escutado sem parar nos últimos dias.

 

O grupo não lançava um novo trabalho há quatro anos já – o último disco de estúdio foi “Taste It”, editado em 2011. E também tem feito poucas apresentações ao vivo, talvez por conta do refluxo geral que o país vive em todas as áreas, inclusive na cena rocker alternativa. Isso no entanto não desanimou o conjunto e a convite do selo argentino Rastrillo Records, ele se trancou no estúdio El Rocha em São Paulo (sob a direção musical do produtor Fernando Sanches), para sair de lá com um disquinho/discão que tem uma tiragem de apenas quinhentas cópias – a do blog é a de número cento e vinte e oito. E nesses tempos de internet e troca sem censura e sem pudor de arquivos musicais, ainda nada do álbum vazou por lá. Também não há áudios do trabalho no YouTube e nem no site do grupo ou na sua página oficial no Facebook. Ou seja, como nos tempos do saudoso, bom e velho vinil quem quiser ouvir o cd, ao menos por enquanto, terá que correr atrás de uma das quinhentas cópias físicas dele, entrando em contato com o próprio conjunto ou tentando achá-lo em alguma loja especializada. E você pode acreditar na palavra destas linhas online: vale muito a pena ir atrás do álbum.

 

Trata-se de um registro que, no final das contas, ratifica tudo aquilo que sempre foi a paixão do FB e formatou seu som. Tem “Rock’n’roll Nigger”, da lenda e musa Patti Smith. Tem uma versão mais lenta e algo psychobilly de “Summertime Blues” (do gênio imortal Eddie Cochran), tem Ramones, Johnny Thunders (a bicha louca genial que deu ao mundo os New York Dolls), tem uma versão fodíssima de “1969” (dos Stooges) e um cover mais rock’n’roll e menos psicodélico de “Citadel”, dos gigantes Rolling Stones. Tudo gravado com as guitarras em chamas de sempre e com Gustavo mantendo os vocais agudos e rock’n’roll que sempre caracterizaram sua inflexão.

Capa do novo disco dos Forgotten Boys (acima e abaixo): apenas covers, mas de clássicos fodaços do rock’n’roll e tocadas com tesão, fúria e competência absolutas

 

Apesar de não trazer material musical composto pelo grupo, “Outside Of Society” é um disco tão bom quanto “Gimme More” (lançado em 2003) ou “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado pelo grupo em 2005 e que chegou a colocar o FB na capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo. Não há por enquanto planos dos Garotos Esquecidos para voltar ao estúdio e registrar um novo disco com material inédito, como informa Gustavo Riviera em bate-papo rápido com o blog (leia mais abaixo). Sem problema: este álbum de covers dos Forgotten Boys mostra que os já tiozinhos da cena indie nacional ainda têm muito fôlego e lenha pra queimar. E que o grupo segue, mesmo tocando material alheio (e no caso, com competência absoluta e com um repertório fodíssimo, que dá prazer máximo em ouvir), muuuuito superior em qualidade ao grosso da mediocridade que hoje reina sem fim entre as bandas independentes brasileiras.

 

* Para saber mais sobre os Forgotten Boys e ir atrás do novo disco deles, vai aqui: http://forgottenboys.com.br/#hero, e aqui também: https://www.facebook.com/forgottenboys/timeline.

 

 

TRÊS PERGUNTAS PARA GUSTAVO RIVIERA (VOCALISTA, GUITARRISTA E FUNDADOR DOS FORGOTTEN BOYS)

Os “Garotos esquecidos” no palco: mesmo após quase vinte anos de banda, o show deles continua total esporrento e rock’n’roll

Zap’n’roll – Como o Forgotten Boys, que já está com mais de quinze anos de existência, conseguiu e continua conseguindo se manter na ativa durante tanto tempo na cena independente nacional?

Gustavo Riviera – Porque na cena independente temos a liberdade. Fazemos como achamos que tem que tem que ser feito, é uma escolha nossa fazer de tal jeito. Isso nos mantém com uma satisfação, por isso se segue. Continuamos excitados!

 

Zap – Por que lançar agora um disco de covers (muito bom, diga-se) com alguns clássicos do rock de garagem e do proto-punk que influenciaram a banda?

Gustavo – A ideia veio do Roy Cicala [falecido produtor americano, que trabalhou com gigantes como AC/DC, e que morreu vitimado por um câncer no ano passado, quando já estava morando há quase uma década em São Paulo], que na época que eu estava produzindo o disco do Moondogs com ele gravando, viu na internet nós fazendo uma versão de “Citadel” dos Stones em um tributo e disse que queria gravar um disco de versōes nosso. Decidimos as músicas, que seriam de bandas que nos influenciaram de alguma maneira, aí ele ficou doente,  tivemos que esperar, fui morar fora e ele insistia que ainda queria gravar quando eu voltasse. Mas acabou falecendo. Mesmo assim decidimos fazer. E virou outra coisa bem legal, que fizemos no Estudio El Rocha, que é nossa segunda casa, com o  Fernando Sanches, gravamos duas músicas com o Hurtmold, tudo legal, tá bem legal o disco.

 

Zap – Há planos para um novo disco com material inédito do grupo? Se sim, quando ele deverá sair?

Gustavo – Planos sim, mas prazos nāo. Outro lance é uma coletânea que deve sair em vinil pela Rastrillo records na Argentina. Mas por enquanto vamos tocar em frente o “Outside of Society”.

 

 

FORGOTTEN BOYS E ZAP’N’ROLL – HISTÓRIAS BREVES DE SEXO, DROGAS (MUITAS), VIOLÊNCIA (COM DIREITO A TIROS PRO ALTO) E ROCK’N’ROLL (SEMPRE!)

Os Forgotten Boys existem há quase vinte anos (a banda foi fundada em 1997 por Gustavo Riviera e pelo músico argentino Arthur Frankini). E o jornalista loker/gonzo resposável por este blogger rocker convive com a banda há mais de dez. A amizade e proximidade com a turma (principalmente com o ex-baterista Flávio Cavichioli, um sujeito doidaralhaço quase em tempo integral, além de um dos cinco melhores bateras de toda a indie scene nacional que importa) não podia dar em outra parada: sempre rendeu ótimas e inacreditáveis histórias de putaria, drugs e grande rock’n’roll.

 

Algumas dessas histórias foram selecionadas para este post e estão rememoradas aí embaixo, para o deleite do nosso sempre dileto leitorado.

 

* Show no extinto bar Juke Joint em Sampa (em alguma madrugada maluca de 2003) – O grupo tinha lançado naquele ano um de seus melhores trabalhos de estúdio, ”Gimme More”. E a revista Dynamite (que ainda existia em sua edição impressa) resolveu dar a capa de sua edição vindoura da época pro FB. E adivinhem QUEM foi escalado para entrevistar a banda? Claaaaaro, o jornalista junkie e amigo do conjunto. A entrevista foi então marcada para a noite em que ela iria tocar no Juke Joint (uma espelunca rocker fodíssima que funcionava no porão de um antigo casarão na rua Frei Caneca, no centrão de Sampa), onde circulavam bocetas tatuadas e cadeludas e amantes de rock’n’roll e dorgas aos montes (o blog deu algumas trepadas muito boas naqueles banheiros imundos, rsrs). E foi realizada no jardim que existia no fundo do bar, depois da pista de dança, antes de o show começar. Tudo ia bem até que passou correndo pela mesa em que músicos e jornalista conversavam um sujeito alucinado, chamando todo mundo pro… BANHEIRO! Todos se levantaram imediatamente e foram correndo atrás do cara, o zapper incluso e falando esbaforido: “eu também quero!”. Não é preciso dizer o que esperava o FB e o autor deste blog no banheiron: devastação nasal no capricho, ulalá! De lá o grupo foi direito pro palco, fazendo mais um set esporrento e que foi apenas parte de mais uma madrugada demente na vida do repórter maloker.

 

* Festival Calango em Cuiabá (segundo semestre de 2006) – foi há quase uma década. O FB estava escalado para ser o headliner da última noite do evento, fechando-o com o show rock’n’roll incendiário de sempre. O jornalista zapper já havia passado duas noites seguidas COBRINDO o festival e TAMBÉM enfiando com gosto o pé na lama (leia-se: bebendo whisky com energético aos borbotões, mamando nas TETAS gigantes de uma xoxotaça loka que estava trabalhando na equipe do Calango e DEITANDO A NAPA sem dó em taturanas e taturanas bem fornidas de cocaine). Pois tudo ia muito bem até quase o final do set do quarteto (então em sua formação quase “clássica” e original, com Gustavo e Chuck Hiphólitho nas guitarras e vocais, Fralda no baixo e Forgottinho na bateria). Foi quando o figuraça Alejandro Marjanov (conhecidíssimo músico e produtor argentino que reside há anos em Sampa, onde toca na banda Detetives), que era um dos técnicos de som do festival e que estava very crazy por conta de um ÁCIDO que tinha tomado horas antes, resolveu dançar e rodopiar o corpo à toda no fundo do palco – e onde também estava o autor destas linhas online malucas, confortavelmente instalado numa espécie de mini sofá. E fazendo o quê nesse mini sofá? Ora, ESTICANDO A ÚLTIMA CARREIRA de cocaína (sendo que a de Cuiabá sempre era de excelente qualidade, uia!) que ele tinha pra cheirar naquela já madrugada de segunda-feira. Pois aí se deu a “tragédia”: Marjanov ensandecido ficou dançando com uma garrafa de água mineiral grande nas mãos e cheia até a boca – e que estava sem tampa. Não deu outra: voou água pra todo lado, que acabou atingindo a FIAÇÃO do palco e provocando uma pane geral no equipamento de som, que emudeceu por completo. O show acabou ali mesmo, quando ainda faltavam umas três músicas para o final dele. Flavinho se levantou emputecido do banquinho atrás do kit de bateria e ao se ver de frente com uma TATURANA de padê esticada em cima de um cd (a que o jornalista gonzolino iria aspirar), não teve dúvidas: mergulhou sua nareba na dita cuja e a aspirou com vontade, sem sequer usar algum tipo de “canudo” pra cometer sua insanidade. O autor deste blog entrou em fúria, claro. E quase voou no pescoço do baterista, reclamando: “filho da puta! Era a ÚLTIMA carreira que eu tinha! Se você faz isso com um cara que não é amigo seu ou é algum malaco, ele te MATA!”. De nada adiantou essa irritação toda, óbvio. Forgottinho ficou doidinho, o jornalista loker putinho e ambos são amigos queridos até hoje, ahahaha.

 O jornalista eternamente loker/gonzo ao lado de seu “sobrinho”, Flávio Forgotten e da sua girlfriend, a igualmente querida Samantha, em balada sempre rock e alucicrazy no Inferno Club (acima); e abaixo o autor desta esbórnia blogger rocker perde completamente o juízo e a compostura (turbinado que estava por excessos etílicos e de cocaine, uia!) e vai pro palco “bater tambor” durante show dos Corazones Muertos, em 2013

 

* Festa DESASTROSA do blog em bar goth nos Jardins, em Sampa, com direito a TIROS para o alto (em outra madrugada também “trágica”, e também em 2003) – sabe aquelas noites em que quase TUDO dá errado na sua vida e talvez tivesse sido melhor você ter ficado em casa? Pois ESSA foi uma dessas madrugadas. Zap’n’roll ainda era coluna semanal no portal Dynamite online e estava há cerca de seis meses no ar. E teve a “brilhante” idéia de fazer uma “festinha” em uma casa noturna alternativa para comemorar a data. O erro já começou pela escolha do local: um bar gothic rock que funcionava há pouco tempo numa travessa da rua Pamplona, no bairro dos Jardins (zona sul de Sampalândia), e que não andava bem de público. O dono do local, o conhecido DJ Berns e chegado do autor deste blog, ofereceu o espaço, tudo foi acertado e óbvio que Zap’n’roll chamou seus amigos do FB pra fazer o show, combinando dar parte da bilheteria da noite pra banda a título de cachê. Deu tudo errado, claro. O público da casa não tinha absolutamente nada a ver com o grupo e o público habitual do FB (um bando de bocetas delícia total e sempre lokas, rock’n’roll total e tatuadas) não deu as caras. A bilheteria foi um FIASCO e não havia GRANA pra dar pro conjunto. Os ânimos se exaltaram por conta disso no camarim ao final do set, a discussão entre jornalista e promotor da festa e músicos se acirrou até que o baixista Fralda (amigo do blog desde a adolescência, quando havia trabalhado como office-boy na redação da mesma Dynamite), já “turbinado” por doses de álcool, literalmente empurrou o autor deste blog pra fora do camarim aos gritos e tentando acertar uma “voadora” nele, no que foi contido por Gustavo e (imaginem) pelo loki Flavinho Forgotten. Era o sinal de que a amizade entre jornalista e banda estava correndo risco sério, por conta de uma noite e uma festa desastrosa. No final das contas o quarteto recebeu um cachê miserável e foi embora bem puto (não sem razão). E quando estava entrando em sua van o sujeito aqui ainda foi se despedir e se desculpar pelo ocorrido com Forgottinho. O roadie do grupo, que já estava de péssimo humor com a situação toda, partiu em direção ao jornalista quase ex-amigo do conjunto, com a intenção nada amigável de dar-lhe uns sopapos. Mas mudou de idéia quando um dos SEGURANÇAS do bar, também já de saco cheio de tanta encrenca, simplesmente sacou um BERRO da sua cintura e disparou dois PIPOCOS para o alto. Foi o suficiente pra roadie e banda entrarem correndo na van e se mandar dali. E o zapper não sabia se ficava agradecido pela atitude do segurança ou se o reprovava, já que somos notoriamente contra qualquer tipo de violência, ainda mais envolvendo arma de fogo. Enfim, isso aconteceu há mais de uma década e hoje em dia, quando o blog e Gustavo se lembram dessa história, a dupla cai na gargalhada.

 

* Show do grupo Corazones Muertos no clube Hole, em Sampa (outubro de 2013) – com tumor canceroso detectado na garaganta seis meses antes e prestes a iniciar um tratamento pesado de quimio e radioterapia, o jornalista eternamente alucicrazy estava dando suas última enfiadas grotescas de pé na lama, antes de parar com tudo pelos quatro meses seguintes (e depois que o tratamento se encerrou, a bem da verdade, o autor deste espaço virtual reduziu suas loucuras em cerca de 80%, se tornando um homem quase “normal”, hihihi). E uma dessas enfiações monstro de pé em álcool e drugs foi na madrugada em que o bacana grupo Corazones Muertos foi tocar no clube Hole, na rua Augusta (em um porão chic na parte dos Jardins da Augusta, e cuja dona é ninguém menos do que a igualmente loka Lu Brandão, mãe do vocalista Branco Mello, dos Titãs), onde Flavinho Forgottinho toca batera atualmente. E antes dos Corazones tocarem uma banda glam/rocker fez o show de “aquecimento”, e resolveu prestar uma homenagem aos Forgotten Boys, tocando um cover da fodona canção “Cumm On” do FB. Convidaram Forgottinho pra subir ao palco e tocar bateria nela. E o coroa maloker aqui, já bastante alterado por doses de álcool e devastações nasais, não teve dúvidas: também SUBIU NO PALCO e munido de uma “caixa” de bateria, ficou “batendo tambor” encostado na parede, enquanto a música era executada. Interno de manicômio perderia longe, com certeza, rsrs.

 

 

FB AÍ EMBAIXO

No vídeo da já clássica “Cumm On”. E também no áudio integral do álbum “Stand By The D.A.N.C.E.”, de 2005 e um dos grandes momentos do grupo.

 

 

OS TREZE ANOS DO BAR PAULISTANO FUNHOUSE MOTIVAM O BLOG A DAR UMA ANALISADA NA ATUAL CENA DE CLUBES ALTERNATIVOS DE ROCK DA CAPITAL PAULISTA

Yep. Na semana passada a casa noturna Funhouse, localizada em um sobradinho em estilo clássico na rua Bela Cintra (região do baixo Augusta, no centro de São Paulo), comemorou com festa seus treze anos de existência. Teve show da novíssima banda de garotas (e um garoto) de Sampa BBGG e tal. E a Fun, que está resistindo ao tempo junto com algumas poucas outras casas noturnas dedicadas exclusivamente a tocar rock alternativo na capital paulista, já formou uma geração de garotos e gatas ao som de Strokes, Blur, Oasis, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys etc.

 

Não é pouco em um tempo onde a palavra de ordem é crise econômica em todos os setores do país, com reflexo direto na cena de bares e de bandas que atuam no circuito do rock independente brasileiro. De alguns anos pra cá esses bares alternativos viu seu público escassear, o que obrigou os proprietários a repensar estratégias de funcionamento e o som que toca nesse locais, isso quando eles simplesmente não fecharam suas portas. Dentro desse qaudro a Funhouse já é uma sobrevivente, assim como também são clubes como Outs e Inferno (na rua Augusta), e a amada A Loca (na rua Frei Caneca), o point gls mais famoso da capital paulista. São os clubes mais antigos da região ainda em funcionamento (veja mais abaixo).

 

Sobre como anda esse circuito atualmente, Zap’n’roll foi conversar com alguns personagens que atuam diretamente nele há anos. Como a linda e loira (atualmente mais ruiva do que loira) Dani Buarque. Modelo e atriz, vinte e sete anos de idade, promoter de algumas das noites mais badaladas do baixo Augusta e (ufa!) guitarrista e vocalista na banda BBGG, Dani avalia que realmente houve um retrocesso na cena, mas que ela continua se mantendo. “Entre 2009 e agora deu uma bela caída na cena do rock underground. Perdemos espaço pra bandas autorais, as baladas ficaram mais tendendo pro pop mas desde o ano passado esse espaço tá sendo reconquistado novamente”, acredita ela. “A própria funhouse onde trabalhei como hostess e depois gerente, estava quase 3 anos sem shows e esse ano eu e uns amigos que frequentam e tocam no underground de SP nos reunimos pra criar a festa “Surdina”, que é a volta e bandas ao vivo e autoral na Funhouse. Tivemos 100% de apoio da casa e a festa tá linda e começará a ser edição quinzenal em setembro, e não mais mensal. Também tenho a festa “Bandit” na  TEX [nova e badalada casa noturna, tipo bar americano, que foi inaugurada há poucos meses na Augusta, pelo DJ e empresário Click] que é puro rock, a galera cola em peso e agora estamos colocando banda lá também. Esse mês é tributo Amy Winehouse. A cena tá voltando sim, vejo um progresso”, avalia.

A linda, loira e gatíssima modelo, atriz, promoter e cantora Dani Buarque (acima) e o super dj André Pomba (abaixo, ao lado de Zap’n’roll na cabine de som do clube A Loca): para ambos a cena alternativa de bares e grupos de rock está passando por um momento realmente difícil, mas ainda assim segue firme e forte

 

Para André Pomba, 5.1 de idade, dileto amigo destas linhas virtuais e um dos DJs mais conhecidos da noite alternativa paulistana (ele discoteca há dezessete anos na Loca, onde é responsável pelas noites “Loucuras, às quintas-feiras, e pelo já clássico Grind, projeto rock que rola aos domingos no clube), a especulação imobiliária na região da rua Augusta também afetou a continuidade da existência de bares dedicados ao rock. “Sinto falta de espaços que priorizem essa cena de bandas independentes, como era anos atrás, como o Juke Joint e a Outs mais no começo, por exemplo. Hoje em dia tudo parece voltado para open bar e discotecagens e se esquecem que sem as bandas a cena não recicla e corre serio risco de retração”, analisa. “O projeto Grind surgiu para abrir a cabeça do rock para a cena GLS, teve uma época que se popularizou, ficou pop demais, mas hoje mantem-se fiel às origens mantendo um público em torno de 400 pessoas, o que é ótimo para um domingo” diz ele, que ainda vê com ânimo a atual cena de bares: “Eu acho que apesar da crise e da especulação imobiliária, algumas casas fecham e outras são abertas na mesma velocidade. Inegável dizer que a cena tem se mantido ativa, embora com espaço prejudicado para bandas que fazem rock autoral. Acho que o segredo da Alôca ao completar 20 anos é de ir se adaptando as novas realidades, e ao mesmo tempo ser tipo precursora numa região que 20 anos atrás só tinham puteiros”.

 

Joe Klenner, proprietário do Inferno Club e também guitarrista e vocalista da banda Corazones Muertos é o mais cético dos que emitiram sua opinião para esta matéria. E não poupa desalento ao comentar sobre o atual momento da cena alternativa de bares e bandas rockers: “A cena alternativa está uma bosta… se bem que toda cena musical sofre mudanças constantes em todo lugar, na minha opinião, mas nos últimos anos está bem ruim mesmo. Um reflexo disso é a quantidade de bandas covers que se tem hoje em dia. É muito triste ver a falta de interesse das pessoas em criar as suas próprias musicas. Sem falar dos inúmeros bares e lugares que simplesmente não abrem suas portas pra bandas autorais. Eu sinto muita falta da cena que existia em São Paulo há alguns anos. Era só sair qualquer dia da semana que vc tinha um monte de espaços com festas de rock e bandas tocando, todos os dias.Foi assim que a gente se conheceu né… hahaha”. Mas mesmo com tanto ceticismo ele ainda enxerga alguns pontos positivos no atual momento: “Por outro lado, o ponto positivo é que tem poucas, mas boas bandas surgindo constantemente, e como diz o ditado: melhor qualidade do que quantidade. E o Inferno já virou um clássico e uma referencia na cena. Já passamos por muitas situações e fases nos quase 10 anos de vida do clube. Quando nós abrimos, não existiam as baladas que se tem hoje em dia na Rua Augusta. Era o Outs, Funhouse e o Vegas, que eu me lembre….o resto eram só puteiros, putas e traficantes. No começo era praticamente impensável pra gente abrir uma noite sem uma banda no palco. Hoje em dia temos muitas festas só com musica mecânica rolando, ou seja dj´s. Mas sempre tentamos abrir espaço pra shows e bandas novas. Fazemos muitos festivais de bandas novas pra que possam difundir seu trabalho. Eu acho que é responsabilidade nossa tambem fomentar e difundir a cena”, acredita o músico.

 

Enfim, a cena alternativa quebra mas não verga. Aos trancos e barrancos, sobrevivendo como pode e enfretando momentos de crise e adversidade, ainda assim ela segue em frente e felizmente. Então quando VOCÊ, dileto leitor zapper, for dar seu rolê noturno no final de semana pelo baixo Augusta, não se esqueça: ainda há muito rock’n’roll rolando por ali, em bares e clubes que pelo jeito irão manter essa cena viva e atuante para sempre.

 

 

OS BARES E CLUBES CAMPEÕES EM LONGEVIDADE NO CIRCUITO ROCK ALTERNATIVO DO BAIXO AUGUSTA, EM SÃO PAULO

* A Loca – dedicado ao público GLS, funciona há vinte anos no número 969 da rua Frei Caneca. De quinta a sábado o som na pista é eletrônica e sua variantes. No domingo o super DJ André Pomba comanda o projeto Grind, voltado ao rock e que rola até seis da manhã da segunda-feira.

 

* Funhouse – localizada na Rua Bela Cintra, 567, completou treze anos de existência na semana passada. Após passar um período sem shows ao vivo, voltou a abrir espaço para bandas autorais se apresentarem. O som na pista é sempre indie rock.

 

* Inferno Club – outro que já se tornou clássico na rua Augusta, onde funciona há onze anos no número 501. Tem noitadas rock’n’roll incríveis, principalmente às sextas-feiras e sábados, com som de DJs e também com espaço para bandas ao vivo.

 

* Clube Outs – chegou aos doze anos de existência em 2015. É um dos bares do coração de Zap’n’roll, que promoveu ali zilhões de festas e DJs sets do blog. Antes dedicava espaço para shows de bandas ao vivo. Com o declínio da cena de grupos autorais o clube resolveu acabar com as apresentações de conjuntos musicais e resolveu se dedicar apenas a noitadas movidas integralmente a discoteagem na pista, apoiada em um open bar onde o consumidor paga cinqüenta mangos na entrada e bebe até cair. Deu certo e fez o Outs renascer já há dois anos: o local vive entupido de gente às sextas e sábados, com média de quinhentos pagantes por noite.

 

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MUSA ROCKER SECRETA DA SEMANA – UMA CADELA PAULISTA QUE ASSUME: “SOU CASADA MAS AMO FODER COM OUTROS HOMENS!”.

Nome: A.

 

Idade: 23.

 

De onde: interior de São Paulo.

 

Mora com: marido.

 

O que faz: estudante.

 

Uma banda: AC/DC.

 

Um escritor: Charles Bukowski

 

O que o blog tem a dizer sobre a divina putona: sempre papeando com garotas lindas, inteligentes, tesudas e gostosas em grupos do faceboquete dedicados ao velho safado e gênio Bukowski, Zap’n’roll acabou fazendo amizade (virtual, por enquanto) com a lindaça e cachorrona A. Que topou ser musa do blogão com fotos canalhas e total nude, desde que sua identidade não fosse revelada. Estas linhas online toparam e aí está. Um ensaio pra lá de safado com uma garota que é uma ótima amiga de papos online. Papos onde ela já assumiu pro jornalista canalha: “sou casada sim. Mas AMO foder com outros homens. Já traí meu marido pelo menos umas sete vezes desde que nos casamos”. Ou seja: trata-se de um corno feliz. Afinal ele também como o bocetão, ahahahaha.

 

Machos (cados), gozem sem moderação, uia!

Um rabo DIVINO!

 

Peitos idem!

 

 

A BOCETONA em chamas, sempre!

Calcinha de PUTA, pra arrancar porra do macho

E se lambuzando toda após levar “leitinho” quente e grosso na boca, wow!

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O postão segue sendo ampliado e VAI MESMO SER CONCLUÍDO logo no início da próxima semana, com as dicas culturais e o roteiro de baladas legais pra semana toda. Por hora o blog fica por aqui, anunciando que vai NA FAIXA hoje à noite no show do Vanguart, em Sampa:

 

Cris Dias

 

Amanda Da Mata

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Forgotten Boys, “Outside Of Society”.

 

* Banda, I: Pois sempre nos surpreendemos com algo novo e bacana quando menos esperamos, néan. É o que rola com o blog nesse momento, ao descobrir o som (entre o trip hop e o dream pop) do duo de Campinas SETI. Formado pela vocalista e instrumentista Roberta Artiolli e pelo multiinstrumentista Bruno Romani, o Seti existe desde 2012 e acaba de lançar um lindo EP de seis faixas com canções oscilando entre o bucolismo e a melancolia, com vocais femininos doces e suaves, e boas letras em português, que sugerem belas e poéticas imagens. A dupla estará se apresentando na próxima noite rocker do blog na Sensorial Discos, no primeiro sábado de outubro. E logo menos falaremos mais dela por aqui. Enquanto isso você ouvir o Seti e conhecer melhor o som do grupo aqui: http://motimrecords.bandcamp.com/album/xtase. E saber mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/setirock?fref=ts.

O duo trip hop Seti, de Campinas: canções melancólicas e bucólicas, com letras em português e melodias oníricas

 

* Banda, II: hoje à noite (leia-se: nesta quinta-feira à noite) o badalo alternativo em Sampa vai ser mesmo lá no Centro Cultural São Paulo, quando vai rolar show gratuito do quarteto goiano Boogarins, a partir das 7 da noite. Quem? Você pode nunca ter ouvido falar do grupo, mas ele está bombadíssimo na indie scene atual e é xodó de queridos amigos nossos jornalistas, como o sempre antenadíssimo Lucio Ribeiro. Os garotos têm um EP lançado (“As plantas que curam”), estão pra soltar seu primeiro álbum cheio, já rodaram parte do circuito alternativo dos EUA e Europa etc. A parada deverá ser tumultuada no final da tarde desta quinta (dia 27 de agosto, quando este post está sendo finalmente concluído) lá no CCSP. Repetindo: o show é de graça (ingressos têm que ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 5 da tarde). Na página do evento no faceboquete já há a confirmação de 1.300 pessoas no show. Detalhe: cabe apenas a metade disso no local onde a banda vai tocar. Na boa? Os Boogarins são ok em disco. Seu som é bem acima da média do que se escuta atualmente na paupérrima cena independente nacional (e a culpa dessa pobreza musical e artística todos sabem de quem é: de gente como Pablo Capilantra, ex-todo poderoso da quadrilha Fora Do Eixo, e também do escroque Fabrício Nobre, não por acaso, um dos “inventores” do grupo Boogarins). Mas o blog sinceramente acha o quarteto superestimado e badalado demais. Óbvio que podemos estar enganados e precisamos vê-los ao vivo, para comprovar se estamos certos (na questão de achá-los superestimados) ou errados (com o conjunto sendo fodão ao vivo). Então por isso mesmo estas linhas online irão logo menos conferir a gig dos rapazes. E sugere que quem ainda não os conhece faça o mesmo. Lembrando que o Centro Cultural São Paulo fica na rua Vergueiro, 1000 (Paraíso, zona sul da capital paulista).

 O quarteto goiano Boogarins: show grátis hoje no Centro Cultural São Paulo

 

* Baladas boas pro finde: o postão finalmente chega ao fim já na quinta-feira, quase finalzinho de agosto. Então vamos ver o que rola de baladas alternativas bacanudas pro finde que começa amanhã. Na sexta em si, 28, tem festança de aniversário do queridão Claudio Medusa lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). Também amanhã tem showzaço duplo com Fábrica De Animais e Saco De Ratos no Centro Cultural Zapata (que fica na rua Riachuelo, 328, centrão de Sampalândia).///Já no sabadão em si o mesmo Centro Cultural Zapata abriga show novamente duplo, mas com os sempre bacanudos Rock Rocket e a nova sensação da indie scene paulistana, o BBGG. Beleza? Então se apruma, capricha no visu rocker e se joga meu rei (ou minha rainha).

 

 

E FIM DE POST

Que já tá ótimo, néan. E sim, continua mandando seus e-mails pro hfinatti@gmail.com que na semana que vem desovamos finalmente o pacote com livros bacanas da Edições Ideal, entre eles a bio do Steven Adler, o loki ex-batera do Guns N”Roses. Ficamos por aqui então, deixando todos os beijos do mundo na Neide Rodrigues e na Patrícia Pera, duas gatas incríveis que o blog amadora de paixão. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e FINALIZADO por Finatti em 27/8/2015 às 14:00hs.)

Mark Lanegan, a voz abençoada pelos deuses e pelo inferno, ressurge com novo bom disco; a semana (a passada) em que o mondo pop/rock voltou a respirar com ansiedade e tensão a lenda The Smiths, com Morrissey anunciando que está com câncer e o gênio Johnny Marr lançando seu segundo álbum solo; o conhecido selo indie brazuca Pisces Records volta a ser bombardeado em redes sociais, e o blogão zapper entrevista seu proprietário para saber o que de fato está acontecendo; a mega mídia brazuca entra com tudo e na cara larga na campanha aética e suja para derrubar Dilma e eleger o tucanalha Aécio; e uma musa rocker loiraça e genuinamente alemã, para delírio do nosso sempre fiel e dileto leitorado macho (cado), uia! (postão sempre total bombator e com NOVA AMPLIAÇÃO MONSTRO, falando do novo disco do grupo The Twilight Sad e mostrando fotos ordinaríssimas da cadelinha Jennifer Lawrence, ulalá!) (ampliação e atualização finais em 29/10/2014)

Os grandes gênios do grande rock’n’roll que ainda importa dão as caras com os seus novos trabalhos: a voz dos deuses e do inferno, Mar Lanegan (acima) lança na próxima segunda-feira seu novo disco solo; já a lenda Johnny Marr (abaixo), que um dia tocou guitarra nos inesquecíveis Smiths, editou seu segundo álbum individual na semana passada

 

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EXTRÃO NO POSTÃO BOMBATOR: PAPOS SOBRE FAKES, DILMONA LÁ, O TWILIGHT SAD E A BOTINADA DA XOXOTUDA JENNIFER LAWRENCE NO POBRE CHRIS MARTIN

* Yep. Já temos material de sobra pra fazer um novo post esta semana, mas como o blog vai dar um pequeno rolê pelo extremo Norte brasileiro nesta quinta-feira (leia-se amanhã, já que este complemento está entrando no ar hoje, quarta-feira, 29 de outubro) e como este postão segue bombator total (166 likes e 121 comentários no painel do leitor), resolvemos dar uma “engordada” nele mesmo e deixa-lo mais um pouquinho no ar. Sendo que na semana que vem, depois que retornarmos da viagem e tal ai sim renovamos tudo aqui no pedaço, beleusma?

 

 

* Claaaaaro que essa repercussão toda e essa grande audiência não seria possível sem nossos queridos fakes covardões, otários e total imbecis de plantão, uia! Eles já se tornaram uma atração à parte no espaço reservado aos comentários do nosso dileto leitorado: insistem na baixaria, repetem sempre as mesmas histórias mentirosas e inventadas por suas mentes total sem noção, regurgitam exaustivamente os mesmos nomes fakes (muitos vindos de um único IP, vejam só, rsrs), mostram total psicopatia e inveja gratuita (caso para internação em sanatório, meeeeesmo!) e perdem qualquer noção de ridículo. Por isso hoje um dos esportes prediletos do autor destas linhas online é ler as mensagens dessa turma otária e responder todas elas (com os devidos cortes e edições no que é enviado por eles, já que a agressão e os insultos pesados ali correm soltos e nenhum leitor merece ler escrotices do nível que eles mandam pra cá), também zoando sem dó essa turma. Mas lamentável mesmo é saber (através de investigação feitas por amigos queridos dessas linhas rockers virtuais, especialistas em tecnologia da informática) que por trás desses fakes bundões ao extremo está gente graúda qie trampa em grandes redações da imprensa brasileira. Como um certo mega rotundo, solitário e completamente frustrado (na vida pessoal sem sentindo algum) editor da revista Rolling Stone, que tem um bom cargo, ganha bem, mas é um infeliz de metro e meio de altura, gorducho, feioso e que nunca casou na vida, morando com a mãe até hoje. O esporte preferido do calhorda é perseguir e tentar destruir reputações de colegas seus no jornalismo. Como ele tem tentado fazer com Zap’n’roll: além de ficar mandando mensagens fakes como um lunático para o nosso painel do leitor, ainda posta vídeos na web sarreando o autor deste espaço blogger rocker. Sem problema: já estamos consultando amigos advogados que estão nos orientando sobre o que fazer para acabar com a alegria dessa praga eivada de rancor e ressentimento. Em breve ele irá levar um susto, hihi.

 

 

* Pois então, Dilma reeleita. Disputa acirradíssima mas ela está lá, para mais quatro anos de mandato. O blog votou nela (como todos sabem), um voto bastante crítico diga-se. E agora espera-se que ela seja MACHA e resolva os graves problemas que se anunciam para o país em 2015, além de ter que dar um BASTA na corrupção que assola a máquina pública e a Petrobras. Agora, sem essa de que o país está “dividido”. Isso é papo escroto de tucanalha que não quer engolir a derrota. É de uma imbecilidade, ignorância e bestialidade sem tamanho parte do eleitorado do PSDB disprar declarações separatistas, moralistas, reacionárias, racistas e mega conservadoras em redes sociais, achando que as regiões Sul e Sudeste são melhores do que o restante do Brasil. Pensamento típico de boçais como o tal coronel Telhada (eleito deputado pelos tucanos) e que nos leva a refletir: o eleitor do PSDB, que se julga a “elite” intelectual, social e econômica do país, JAMAIS deveria ter esse tipo de raciocínio, não é mesmo? E no entanto os pobres e a “escumalha” que votou no PT é que está dando show de sapiência e comportamento nessa discussão. Bola pra frente Dilmona! Você vai governar para todos. E confiamos em que você NÃO nos decepcione!

 

 

* Banda bacana para já: The Twilight Sad, trio escocês que existe há onze anos e que lançou na última segunda-feira (dia 27 passado) seu quarto álbum de estúdio, “Nobody Wants to Be Here and Nobody Wants to Leave”. A praia deles é pós-punk, shoegazer e canções com melodias mezzo dançantes mas também sombrias (assim como os vocais), algo próximo de Echo & The Bunnymen e Joy Division. O blog fala melhor do novo disco deles no nosso próximo post, okays? Mas você pode ouvir o single “Last January” (o primeiro tirado do novo cd) aí embaixo.

Capa (acima) do novo álbum de estúdio do pós-punk escocês Twilight Sad, cujo primeiro single você pode escuta aí embaixo:

 

* Pobre Chris Martin. O eternamente sensível vocalista do hoje gigante pop Coldplay, não tem mesmo se dado muito bem com o sexo feminino. Depois de ser dispensado pela ex-esposa, aquele xoxotaço loiro que é a Gwyneth Paltrow, o rapazola agora também acaba de encerrar seu curto romance de quatro meses com outro bocetaço, a ótima e cadeludinha atriz Jennifer Lawrence, que com apenas vinte e quatro aninhos de idade já amealhou um Oscar (pela sua atuação na comédia “O lado bom da vida”). Pois é… não se esquecendo que a vaquinha hollywoodina andou aparecendo peladaça na web em agosto passado, quando fotos mostrando o que ela tem quando está sem roupa vazaram na rede. Ah, o mundo devasso das celebridades, uia!

 Um BOCETÃO inigualável! A gozoduda atriz hollywoodiana Jennifer Lawrence (acima e abaixo), mostra suas lindaaaaas tetas, a xoxotona lisinha e o cuzão arrebitado para o mundo, em fotos que “vazaram” (uia!) na web em agosto passado; ela acaba de terminar seu romance com o pobre Chris Martin, o sempre sensível vocalista do Coldplay – bien, pelo menos ele meteu a rola na cachorrinha, hihihi

 

* Enfim, o blogão campeão em cultura pop está se mandando nesta quinta-feira, 30 de outubro, pra quentíssima (literalmente) e distante (idem) Macapá, onde não aparece há mais de quatro anos e onde sempre teve ótimos amigos além de estar namorando por lá novamente (deve ser alguma espécie de “karma” ou algum feitiço que as loironas do Norte jogam em nós, indefesos paulistanos, hihi). Pra quem vai ficar por Sampalândia mesmo vai ter showzão do sempre ótimo The Concept na sexta em si (31), às nove da noite no Hotel Bar (que fica lá na rua Matias Aires, quase esquina com a Augusta e próximo ao metrô Consolação). Depois você pode emendar descendo a mesma Augusta e fazendo uma via sacra rocker bacanuda pelo Tex (no 1053, e onde tem um burger de fraldinha campeão, experimentado e aprovado por estas linhas virtuais comilonas, ahaha), pela Blitz Haus (na esquina com a Dona Antonia de Queiroz), pelo sempre bombado open bar do Outs (no 486) e terminando tudo no fodão pub rocker que é o Astronete (no 335). Precisa mais? Aí no sabadão dá pra fazer tudo isso novamente mas começando pelas brejas artesanais sensacionais da Sensorial Discos (no 2389 da Augusta), onde inclusive vai rolar show do Nevilton. Tá bão, né? Então é isso: amor pra todos os leitores e leitoras destas linhas bloggers sempre agitadas e lokers. O zapper parte rumo à Amazônia e promete postão total inédito pra semana que vem, okays? Beijos em todos e tchau pra quem fica!

 

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Tensão e expectativa.

As duas palavras resumem bem o que foram as últimas semanas. E isso tanto no rock planetário e na cultura pop quanto na política brasileira também. No primeiro caso o mondo pop foi surpreendido no último dia 6, quando um diário espanhol publicou uma entrevista com o amado Morrissey, o homem que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths. E nessa entrevista Moz soltou a bomba: havia desenvolvido câncer (sem especificar em qual parte do seu organismo), havia feito tratamentos e no momento se encontra em boas condições de saúde. A notícia, óbvio, assustou os milhões de eternos fãs da lendária banda de Manchester e causou comoção nos mesmos. E explica muito do por quê de Moz ter andado cancelando shows e outros compromissos de meses pra cá. Ainda uma das doenças mais devastadoras e mortais da humanidade, o câncer causa pânico nas pessoas. E só quem passou pelo calvário de desenvolver um tumor e ter que tratá-lo (como foi o caso do autor deste blog, que foi diagnosticado com um tumor maligno em sua garganta no início de 2013, passou por tratamentos pesados de quimio e radioterapia no final do mesmo ano e quando chegou a emagrecer quase vinte quilos, para agora estar momentaneamente bem de saúde mas sob acompanhamento médico periódico pelos próximos cinco anos), sabe o que é ter passado por um câncer. Uma experiência que estas linhas bloggers sempre emotivas e passionais não deseja realmente pra ninguém, muito menos para o querido Morrissey. Sendo que sua ex-banda continuou no centro das atenções com o lançamento de “Playland”, o segundo disco solo do também ex-Smiths Johnny Marr. O disco do guitar hero foi lançado oficialmente na terça-feira da semana passada e é um dos tópicos desse post, óbvio, ao lado da volta da voz gigante do americano Mark Lanegan, que lança na próxima segunda-feira seu novo trabalho de estúdio. Um post que também analisa em seu editorial inicial o outro assunto que casou tensão durante os últimos dias: a campanha eleitoral para o segundo turno, que irá acontecer no próximo dia 26 de outubro. Mais uma vez e inacreditavelmente a quadrilha dos tucanalhas venceu o (des) governo de São Paulo, e vai continuar FODENDO o Estado mais importante do país por mais quatro anos. Não só: a polarização PT X PSDB mais uma vez vai ser a tônica da eleição presidencial. Talvez seja a eleição mais dramática das últimas duas décadas, por zilhões de questões que ela envolve. De um lado Dilma tentando se reeleger mas fustigada por uma administração petista reconhecidamente ruim (inflação em alta, taxa de crescimento ridícula, recessão à vista em 2015 e, principalmente, eivada pela corrupção do partido e pelo aparelhamento do mesmo na máquina administrativa). Um prato cheio para a mega mídia que está na cara larguíssima totalmente EMPENHADA em impedir que a candidata petista se reeleja. Haja visto o bombardeio pesado dos últimos dias quando veículos como a FolhaSP e o Jornal Nacional (da Globo) deram destaque gigantesco em seus noticiários ao escândalo de corrupção armado dentro da Petrobras. Fora as capas das revistas semanais estampando a face do candidato do PSDB e saudando-o como o “salvador do Brasil”. Ok. Mas e Aécio Neves, um playboy que NÃO assume que gosta de praticar devastação nasal com cocaine, que é de um partido elitista e que sempre governou para a elite escrota desse país, um partido que sempre deu um foda-se gigante para as classes menos favorecidas, um partido que também possui quadros repletos de bandidos da pior espécie e um partido que possui uma folha corrida de corrupção igual ou muito pior que a do PT (está aí o caso do trensalão em São Paulo, que desviou UM BILHÃO de reais nas últimas três administrações tucanas no Estado, como apenas UM dos exemplos principais de como o PSDB também é uma agremiação política IMUNDA em grau máximo). Então, entre um e outro, este espaço rocker virtual prefere mesmo ficar com Dilma porque ruim com ela, MUITO PIOR SEM ELA. Mas aí é escolha de cada um e não temos como interferir nisso, e o máximo que podemos fazer é emitir de maneira livre e democrática nossa opinião. Enfim, música, rock e política: os grande pontos de tensão de uma semana que deixa no horizonte apenas uma constatação: os próximos dias continuarão ferventes e sangrentos na política da terra brasilis. E para aguentar a fervura ouçamos o novo e sublime álbum do grande Mark Lanegan, The Smiths e Johhny Marr, enquanto também torcemos pela recuperação de Morrissey, o ser vivo mais maravilhoso que existe (se os políticos brasileiros tivessem apenas um milésimo da decência dele como ser humano…)

 

 

* Pronto, demorou mas chegou! Semana terminando com postão novo no ar. E com o blog mantendo beeeeem sua audiência: mais de duzentos likes e mais de quarenta comentários no post anterior. A firma agradece ao seu sempre distinto e dileto leitorado, hihi.

 

 

* Ainda sobre a total falta de moral e ética da mega mídia brazuca nesse momento, em relação à cobertura das eleições deste ano: nunca se viu tanta SUJEIRA editorial, amoralismo e falta de ética de uma imprensa que deveria ser JUSTA E IMPARCIAL. Estão todos na cara larga e sem vergonha alguma empenhados até o cu em botar esse traste playboy chamado Aécio Neves, na presidência do Brasil. Por que não criam vergonha e caráter e assumem de vez que são A FAVOR da candidatura dele, ao invés de tentar disfarçar esse apoio escancarado em manchetes pseudo imparciais e isentas? Só quem é burro enxerga imparcialidade e isenção nisso. O autor deste blog é jornalista há quase 30 anos. E nesse momento, pela primeira vez na vida, sente total VERGONHA ALHEIA pela sua profissão. O PT errou? Cagou? Aparelhou a máquina pública? Montou mega esquema de corrupção na Petrobras? Ok. Pelamor, e essa BANDIDADA monstro da máfia tucana? E o mensalão tucano em Minas? E a privataria tucana? E o aeroporto de Aécio feito com dinheiro público nas terras de parentes dele numa cidade Mineira? E a compra de votos para a reeleição de FHC? E o trensalão tucano em SP, com desvio de UM BILHÃO DE REAIS? E a água que vai ACABAR em São Paulo? PSDB honesto??? O CU! Vão tomar no cu tucanalhas! Foda-se o PSDB. Pro inferno com esse partido que também ROUBA E MUITO. E rouba dos POBRES pra deixar os ricos ainda mais ricos. Este blogger indignado NÃO VOTO EM AÉRCIO NEVER COCAINE MAN nem sob a mira de um fuzil!

 As capas das principais revistas de informação do país desta semana (Veja acima; Época e IstoÉ abaixo): mega mídia total imparcial, aética e amoral no apoio descarado ao candidato tucano, e tentando derrubar na marra a reeleição de Dilma. Lamentável!

 

 

* E ontem teve debate no SBT. Pela foto aí embaixo, dá pra ver o que nos espera caso Inércio Never Corleone Cocaine Man ganhe a eleição. Salve-se quem puder!

 

E que tal um SAMBINHA TUCANALHA pra entrar no clima eleitoral? Uia!

 

 

* Mas bora pra cultura pop e pro rock. A semana termina bem, com a confirmação de uma nova turnê do ex-beatle e gênio Paul McCartney pelo Brasil. Serão três shows, todos em novembro, e nas seguintes capitais: Vitória (no dia 10), Brasília (23) e Sampa (25), onde a gig vai reinaugurar o reformado estádio do Palmeiras. Nesse até o blog (que por diversos motivos totalmente bizarros e inacreditáveis e que serão relatados no livro de memórias do jornalista eternamente loker e maloker, jamais viu uma gig do ex-Beatle) pretende ir, wow!

 

 

* Um dos maiores fenômenos da cultura pop nos anos 90’ vai voltar em 2015. O cineasta doidão David Lynch anunciou que serão exibidos na tv americana nove episódios inéditos do seriado “Twin Peaks”, que dominou as atenções do mundo há vinte e cinco anos. Quem não se lembra ou não acompanhou as investigações em torno da jovem loira (e tesuda, e putona e cocalera) Laura Palmer entre 1990/1991, ou morava em Marte ou não tinha tv em casa. A agurdar então com expectativa para conferir a nova temporada.

A loira cadeluda, fodedora, cocalera e trepadeira Laura Palmer (personagem da série americana Twin Peaks, mega sucesso mundial no início dos anos 90′), na clássica imagem do episódio de estreia do fenômeno televisivo, quando ela é descoberta MORTA e envolta em um plástico azul: capítulos inéditos em 2015

 

 

* E acaba de ser confirmada a última grande festança rock’n’roll promovida por estas linhas virtuais em 2014. Ela rola dia 29 de novembro, sábado, no bucólico e paradisíaco Simplão Rock Bar em Paranapiacaba, bem no meio da Mata Atlântica, uhú! Vão rolar gigs bacaníssimas das bandas Pronominais, Dr. Jupter e Coyotes California, além de dj set do sujeito aqui, hihihi. Vai ser fodão, vai ser imperdível e até lá iremos dando mais infos aqui a respeito.

 

 

* Vai rolar festão bacanão também na distante (e ponha distatante nisso) Macapá, capital calorenta do Amapá, lá no extremo Norte brazuca. Trata-se da comemoração de haloween da produtora Curupira Vampiro (do queridão Alcir Neto), quando vai ter open bar, dj set pop/rock bacanuda e show da banda Oh My Dog! O blogão zapper vai estar por lá inclusive (afinal, estamos novamente enamorados em Macapá, hehe) e se você quiser saber mais sobre a festa, vai aqui: https://www.facebook.com/events/341646782681311/?fref=ts.

 

 

* OS PRONOMINAIS VEM AÍ! – E já que falamos deles mais acima… o blogão sempre atento às novidades da indie scene nacional bota fé no trampo do novíssimo quarteto paulistano, que lança seu primeiro Ep (com seis músicas) até dezembro. A banda é formada por Nani Morelli (vocais, letras, guitarras), Samuel (guitarras), Estevão (baixo) e Lucas (bateria) e a praia deles é rock BR classudo dos anos 80’, com altas doses de Ira! e Legião Urbana na sonoridade, que também incorpora eflúvios de Pixies, Weezer e algo de rock pesado. E a turma é mesmo do rock: o vocalista Nani (amigo pessoal do autor deste blog há década e meia) atua em bandas desde que era adolescente. Formado em Letras e dando aulas da matéria em faculdades, escreve textos muito acima do que se lê e se escuta no atual paupérrimo cenário do rock independente nacional. Vai daí que há pelo menos duas músicas fodonas entre as que estarão no Ep do grupo: “Caminhos” (uma balada pungente e pesada, à la Pearl Jam) e “Centralismo”, que possui um apelo radiofônico sinistro (no ótimo sentido do termo) e um dos refrões mais contagiantes que estas linhas bloggers poppers escutaram nos últimos meses. O velho jornalista zapper presenciou um ensaio dos moleques (curiosidade: Samuca e Luquinha são sobrinhos do vocalista Nani) e ficou tão empolgado com o que viu/ouviu que vai assessorar jornalisticamente o conjunto por alguns meses. E eles irão tocar na última festa do blog este ano, dia 29 de novembro, em Paranapiacaba. Além disso, em breve estreia o site deles bem como sua fan page no Facebook. Então se prepare para os Pronominais: logo menos você vai ouvir falar muuuuuito dos caras. Pode ter certeza disso!

 A tchurma dos Pronominais, “cercando” Zap’n’roll: em breve você vai ouvir falar muuuuuito deles, pode esperar!

 

 

* Bandas novas também pelos lados de Goiânia Rock City. É o Carne Doce, que foi comentado no nosso sempre querido “vizinho” Popload. Que falou bem do grupo e tals (Zap’n’roll também ouviu e achou bonzin). Mas só pecou ao dizer que eles são de Goiânia (justo), a “terra de Nobre”. Puaf! Dizer que Goiânia é a terra de um conhecido escroque da indie scene nacional (célebre por seu apelido, “diabo gordo bacon”), que foi DEFENESTRADO sem dó da sociedade de um dos selos independentes mais importantes do Brasil (porque o referido selo cansou de suas pilantrices) e que possui uma arrogância e safadeza tão grande quanto sua enooooorme região abdominal, é na verdade constranger uma cidade bacaníssima e onde rola um dos maiores festivais indies do Brasil. Goiânia é, sim, a terra do Goiânia Noise. E não de “nobres” que de nobreza não têm absolutamente porra nenhuma.

 

 

* E aliás o Goiânia Noise Festival, que este ano chega à sua vigésima edição, começa a soltar os primeiros nomes de seu line up. Estarão por lá o americano pesadão Biohazard e o carioca Matanza. Em negociações (para ser o headliner de uma das noites): Vanguart. O festival acontece dias 5 e 6 de dezembro na capital de Goiás e o blog estará por lá, acompanhando tudo bem de perto.

 Os cuiabanos do Vanguart: cotados para se apresentar no Goiânia Noise 2014

 

 

* IMAGEM NUDE NEGRO CLASSUDO DA SEMANA –  esse xoxotaço e deusa negra de safadeza e luxúria se chama Samira Caravalho. A foto foi publicada esta semana na Folha online. Wow! Que de-lí-cia cremosa. Deve foder horrores como toda crioula que se preza. Se todas as bocetas do mundo fossem desse naipe, a macharia morreria gozando e feliz, uia!

 Um xoxotaço preto pra ninguém reclamar; e que deve foder até o grelo piscar, uia!

 

 

* E essa maravilha aí embaixo ACABA de ganhar edição nacional. Mais pra frente o blogão fala melhor desse livrão, pode esperar.

 

 

* Mas bora lá  destrinchar o novo disco de Mark Lanegan e muito mais. Vai lendo aê!

 

 

MARK LANEGAN E SUA VOZ DIVINAL/INFERNAL RESSURGE PARA ENTORPECER NOSSO CORAÇÃO

O cantor e compositor norte-americano Mark Lanegan, que completa meio século de vida em novembro próximo (ele é de sagitário como o autor desta esbórnia rocker online; faz aniversário um dia antes do blog), continua sendo um dos nomes mais relevantes do rock que importa nos EUA nas úlimas duas décadas e meia. E seu novo álbum solo, “Phantom Radio” (que tem lançamento oficial marcado para a próxima segunda-feira, 20 de outubro, mas já caiu na web há alguns dias), pode não ser tão impactante como os seus registros com o seu ex-grupo Screaming Trees, ou nos primórdios de sua trajetória individual. Mas ainda assim quando você pensa no grande buraco negro em que se meteu o rock’n’roll de hoje, e escuta aquela voz dos deuses e do inferno invadindo seus ouvidos, não é difícil concluir: Mark ainda dá show de qualidade em 70% do que anda sendo lançado por aí.

 

Lanegan gravou discos sublimes com os Screaming Trees – “Sweet Oblivion”, lançado em 1992, é um clássico monstruoso da já fase final do grunge de Seattle, e estas linhas online bateram muito a cabeça (sempre turbinada por devastações nasais e muito álcool) ao som de “Nearly Lost You” na pista do saudoso Espaço Retrô. Finda a banda, ele partiu em carreira solo e novamente continuou assombrando crítica e público com seu vocal único e poderoso, tratado a bourbon e tabaco. E foi com esse vocal e sempre escorado por músicos competentíssimos que ele engendrou maravilhas sonoras que combinavam o peso do rock stoner a melodias envolventes, com algo bluesy e psicodélico nelas. “Whiskey For The Holy Ghost” (lançado em 1994) e “Scraps At Midinight” (editao em 1998) são o auge de ML nessa busca pela canção perfeita, que flutua suavemente entre as profundezas mais obscuras do inferno e da alma, e o nirvana.

 

Além disso ele cantou e trabalhou junto com todo mundo que ainda vale a pena no rock, nos últimos vinte e poucos anos. Suas parcerias com Josh Homme e o Queens Of The Stone Age já se tornaram célebres. E ao vivo… o blog teve oportunidade de vê-lo on stage ano passado, na edição 2013 do festival brasiliense Porão Do Rock. Mostrando um repetório intimista, quase acústico (e acompanhado apenas de um guitarrista e um violonista), Mark arrasou o público com uma experiência musical única. Quase sensorial e onírica.

O novo disco de Mark Lanegan: músicas menos inspiradas, mas a voz dos deuses co ntinua a mesma

 

O novo trabalho de estúdio chega um ano após o anterior, “Imitations” (que saiu em 2013). Não é a melhor expressão sonora do já quase cinquentão cantor, que se manteve fiel à sua raiz rock’n’roll e bluesística mas também resolveu acrescentar alguns elementos mezzo eletrônicos em algumas faixas. Vai daí que os melhores momentos desse “Phantom Radio” são justamente aqueles em que as guitarras se fazem mais presentes (como no primeiro single, “Harvest Home”), ou ainda onde a instrospecção e a melodia mais reflexiva, sombria e melancólica domina amplamente a construção da canção. É nesse ponto que surgem instantes novamente sublimes como em “Judgment Time”, “I am The Wolf” ou “The Wild People”. Já outras boas músicas e que também poderiam se constituir em outros grandes momentos do cd (como “Floor The Ocean” ou “Seventh Day”) têm seu brilho ofuscado por uma desnecessária tentativa de torna-las mais “modernas”, com a adição de percussão e ambiência eletrônica.

 

Está longe de ser um discaço como os que Mark Lanegan já lançou e que foram citados mais acima. Mas a voz dele continua lá, inteira, impecável, monstruosa, pairando sobre qualquer pequeno equívoco de composição. E isso faz toda a diferença. Se muitas bandas escrotas dos dias que correm tivessem um vocalista como esse homem, elas seriam com certeza bem menos medíocres.

 

 

O TRACK LIST DE “PHANTOM RADIO”

  1. Harvest Home
  2. Judgement Time
  3. Floor The Ocean
  4. The Killing Season
  5. Seventh Day
  6. I Am The Wolf
  7. Tom Head Heart
  8. Waltzing In Blue
  9. The Wild People
  10. Death Trip To Tulsa

 

 

MARK LANEGAN AÍ EMBAIXO

No stream do primeiro single, “Harvest Home” e também em um momento registrado durante sua apresentação no festival Porão do Rock 2013, onde ele canta a música “The Cherry Tree Carol”.

 

 

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA LOIRAÇA ALEMÃ COM UMA HISTÓRIA DE VIDA VERDADEIRAMENTE INCRIVEL!

Nome: Dayana Wolffstein

 

Idade: 28 anos.

 

De: São Paulo (mas foi criada na Alemanha desde os seis meses de idade).

 

Mora em: Sampa também.

 

Três bandas: Bon Jovi, Iron Maiden e Rainbow.

 

Três discos: “Slippery When Wet” (Bon Jovi), “The Number Of The Beast” (Iron Maiden) e “Long Live Rock n’ Roll” (Rainbow)

 

Três filmes: “Top  Gun”, “Forrest Gump”  e “UnderWorld”.

 

Três livros: “Angels & Demons” (Dan Brown), “A metamorfose” (Franz Kafka) e “A study in scarlet Arthur” (Conan Doyle).

 

O que o blog tem a dizer sobre a loiraça: estas linhas online conheceram Dayana no sempre bombadíssimo clube Outs, no baixo Augusta, onde ela costuma atuar como hostess além de ser a girlfriend do barman gente finíssima Márcio (um queridão por este espaço virtual). Mas sua história de vidão e superação é tão bacana que vamos abrir espaço pra ela mesma falar sobre si:

 

“Filha de mãe alemã e pai italiano, nasci no Brasil, mas fui levada para Alemanha com 6 meses, então me considero uma alemã. Criada em Berlim. Sou formada em publicidade e propaganda, e também em música. Vivi minha vida toda  lá, até este ano. Cheguei no Brasil depois de vir todos os anos de férias, em fevereiro deste ano, e em março conheci a Outs e o homem da minha vida, o Márcio, o famoso “Barman Cobra” em duas semanas ele me pediu em namoro, e depois de mais duas semanas eu pedi ele em casamento hahaha! E agora somos noivos, porém já moramos juntos, e vamos nos casar no final deste ano. Atualmente trabalho como free lancer em publicidade, e faço alguns trabalhos como modelo fotográfico. Tive meu primeiro câncer no útero com 19 anos e meses depois o câncer se espalhou para o intestino. Foram 5 anos lutando e 3 experiências de quase morte, cheguei a pesar 30 kilos, estou curada há 3 anos, porém faltam 2 anos de acompanhamento. Conheci o hinduísmo por um médico no hospital quando já estava mal, e desde então esta é minha filosofia de vida, quem me conhece sabe que a japamala não sai do meu pescoço”.

 

Além de lindaça, um ser humano maravilhoso, certo? Então agora curtam aí embaixo as imagens da deusa loira, em fotos caprichadas produzidas por Amanda Costa.

 

 E aê rapá, vai me encarar?

 

Ela é do rock, alguém duvida?

 

Bad Gril mas com coração gigante!

 

Casal rock’n’roll top da noite do baixo Augusta, em Sampa!

 

Para conhecer nossa musa desse post, vai aqui: https://www.facebook.com/dayana.wolffstein?fref=ts.

 

 

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PISCES RECORDS VOLTA AO CENTRO DAS DISCUSSÕES NA INDIE SCENE

Os tempos são duros, bicudos. No século da web quase não se compra mais música em sua velhusca plataforma física, o cd. Gravadoras mainstream foram pro saco e tiveram que adaptar seu negócio aos novos tempos. E a cena independente, aqui e lá fora, também sobrevive como pode. Se por um lado a cultura musical digital proporcionou às bandas e artistas em geral a democratização do acesso à tecnologia de gravação “caseira”, além de também facilitar total a divulgação e distribuição de sua música, por outro os grupos lutam para ainda lançar e conseguir vender seus discos em cd, além de conseguir formar público e obter espaços pra tocar.

 

É aí que surge o selo Pisces Records. Já um veterano na indie scene nacional, com década e meia de existência, a gravadora surgiu em Bauru, interior de São Paulo, fundada pelo agitador cultural Ulysses Cristianini. E depois de colocar no mercado quase noventa títulos em cd de diversas bandas (algumas muito conhecidas, como o Dance Of Days, o Leela e o Rock Rocket) a Pisces. Voltou a ser comentada recentemente em blogs especializados em música e rock alternativo, por conta de problemas que estariam afetando o selo e alguns do artistas que a ele recorreram para lançar seus álbuns.

 

Fato é que na cena alternativa tudo sempre foi mega difícil – e ficou um pouco pior, depois do advento da troca gratuita de arquivos musicais pela internet. Dessa forma o blog zapper, sempre atento às movimentações da indie scene, acompanha há tempos o trabalho da gravadora. E por considerar que ela é um exemplo de garra em um cenário em que hoje poucos se arriscariam a continuar (lançando CDs de forma total independente), é que fomos bater um papo com mr. Ulysses, o sujeito que comanda a Pisces Records, para saber de fato o que andou ou anda acontecendo com a empresa. O resultado deste bate-papo você lê aí embaixo:

 Ulysses Cristianini, o boss do selo indie Pisces Records

 

Zap’n’roll – A Pisces Records andou sumida do mercado independente ou é impressão nossa? Não há mais página do selo em redes sociais ou site próprio dele. O que está havendo, afinal?

 

Ulysses Cristianini – Jamais! Estamos em todas as redes: http://facebook.com/piscesoficial http://twitter.com/piscesoficial

 

Zap – Responda sendo mais detalhista e específico, por favor.

 

Ulysses – http://soundcloud.com/piscesoficial. O site esta com um aviso de manutenção, na qual consta infos para contato! http://pisces.art.br mas deve entrar no ar ainda nesta semana como toda empresa precisamos atualizar nosso site e redes sociais, mas nunca sumimos! Continuamos lançando vários artistas/discos talvez devido nosso retorno para Bauru, tenha atrasado ou mesmo tenha feito com que nos afastassemos das redes sociais, mas nunca sumimos!

 

 

Zap – Certo, sendo que a Pisces se instalou durante algum tempo na capital de São Paulo, visando ampliar sua atuação no mercado independente. Por que voltou para Bauru, afinal?

 

Ulysses – Voltei devido aos custos altos de manter a empresa em SP, além de que hoje em dia praticamente tudo é feito online! Também devido a eu possuir um imóvel próprio do qual estou montando o estudio e escritorio da empresa! O tempo que a Pisces este por SP foi ótimo, fiz muitos contatos, amigos, cursos etc!

 

Zap – Ok. Você citou que o selo continua em plena atividade, lançando novos discos e artistas. Só que recentemente surgiram matérias na web, como a publicada pelo site Fita Bruta, dando conta de que a Pisces andou se envolvendo em problemas com alguns músicos e bandas, como receber dinheiro desses artistas e não entregar o que foi combinado em termos de prensagem de cds. O que você teria a dizer sobre isso?

 

Ulysses – Sim, aliás fui entrevistado pelo jornalista que publicou a mesma, deixando meu ponto de vista e explicando sobre todo o ocorrido, mas pelo jeito ele não se interessou pelo meu lado, tornando assim a matéria sensacionalista, ou apenas deixando um lado da história amostra! Nunca neguei que tivemos e podemos ter problemas, como qualquer outra empresa privada, passamos por alguns problemas financeiros e administrativos, além de uma briga judicial com uma fábrica que acarretou em todo este estresse atual! Isto não quer dizer que pegamos dinheiro e sumimos com o mesmo, temos discos sim a entregar do qual estão praticamente finalizando, aguardando apenas a parte grafica para ser finalizada. Acredito que se fossemos “golpistas” como adoram nos rotular, teríamos sumido a muito tempo, mas ao contrário disto estamos na ativa, atendendo a muitas bandas e clientes sem problema algum! Eu continuo a dizer, caso alguém tenha algo a resolver conosco entre em contato por e-mail e vamos resolver assim que possivel, sair gerando boatos e fazendo “campanha” contra não acelera nem resolve nada! A Pisces continua firme e forte e não vai desistir por mais que este seja o desejo de alguns. Apenas acrescentando que todos cometemos erros, por isso não negamos os mesmos e sim fazemos o possível para corrigi-los e que não se repita no futuro. Atualmente estamos com novas formas de trabalho e em breve com uma equipe que irá ajudar e muito na agilidade e bom atendimento da empresa. Lembrando que o caso principal citado na matéria estava na verdade resolvido antes da mesma ir ao ar! que foi a entrega dos cds do Marcelo Perdido.

 

 

Zap – Sim, isso é fato. Qualquer empresa em qualquer ramo de atividade comercial pode vir a ter problemas em algum momento, e isso é perfeitamente compreensível. No caso da Pisces, segundo o que você está dizendo, esses problemas surgiram em decorrência de uma disputa jurídica com uma fábrica de cds. Você poderia ser mais detalhista a respeito do que foi de fato essa disputa judicial? E por outro lado, o que o blog Fita Bruta destacou foi que a Pisces não respondia mais os e-mails do artista Marcelo Perdido. Procede essa informação? Por fim, o que você está fazendo nesse momento para sanar a contento todas essas pendências entre o selo e alguns de seus contratantes?

 

Ulysses – Tivemos um problema com uma fábrica, da qual no meio de muitos pedidos a mesma cometeu erros e atrasos, prejudicando o andamento do nosso trabalho, tentamos consertar e chegar a um acordo mas não houve conversa, hoje em dia sanamos tal problema e estamos fixo com uma excelente fábrica de Belo Horizonte. É complicado nossa posição pois ficamos entre o artista e a fábrica no caso, o que gera alguns transtornos, sempre ocorre atrasos, assim como acontece entregas rápidas, mas como sempre todos citam apenas o lado ruim da história, alias pode verificar na tal matéria, que não é apenas um problema da Pisces tal atraso e sim de outras empresas, acredito que citam mais uma na mesma! Quem atendia e respondia os email do Sr. Marcelo era o Daniel Nakamura, que trabalha comigo cuidando da parte de produção, pode ter ocorrido atraso em alguns contatos, mas nunca deixamos de se comunicar! aliás falei com o Marcelo após a publicação da materia, pedi desculpas pelo ocorrido e ele sempre foi uma ótima pessoa e compreendeu, e não temos nenhum problema um com o outro. Aliás, faz parte criar amigos e inimigos na jornada da vida, ainda mais no meio empresarial, independente o ramo. Eu evito ter inimigos, sou o mais paciente e compreensivo possivel, talvez isto irrite a muitos, mas sou assim e acho dificil mudar. A Pisces continua com seus lançamentos (podem acompanhar informações pelo soundcloud e twitter da empresa), estamos com novas propostas para sempre estar ajudando as novas bandas a terem um material de trabalho profissional e com qualidade e estamos fianlizando nosso escritorio e pretendemos agora em 2015 estar com uma nova equipe para dar o atendimento ideal a todos. Fora isso nosso nvoo site esta sendo finalizado ainda esta semana e indo ao ar com mais informações e afins! acrescentando, que sim, temos alguns problemas a serem sanados e pedimos mais um pouco de paciência pois os mesmos serão o quanto antes acertados.

 

 

Zap – Muito bem. Outra questão levantada pela matéria do blog Fita Bruta é que a Pisces, de maneira sagaz, sempre honra os compromissos com as bandas mais conhecidas da indie scene (como Leela, Rock Rocket e Daniel Belleza) pois sabe que elas são também uma “vitrine” de divulgação para a empresa. E usaria de descaso com artistas desconhecidos pois deles não precisaria como “vitrine”. Procede?

 

Ulysses – Jamais! Na verdade houve atrasos na entrega dos 3 nomes citados, caso que sempre ocorre, mas como tais bandas tem conhecimento de todo o procedimento da industria musical, sabem acompanhar com calma até ser tudo solucionado! Temos outras bandas menores que trabalhamos e entregamos tudo conforme combinado, não escolhemos o problema, muito menos quem vai pagar por ele!

 

Zap – Okays. E com o selo de volta a Bauru, o que podemos esperar da Pisces para os próximos meses e para 2015?

 

Ulysses – Como citei a pouco, estamos reestruturando toda a empresa e a forma de trabalho, sem promessas absurdas e fazendo o melhor para as bandas iniciantes, estamos com uma incrível parceria com a rede social iplugger.com.br do qual damos uma oportunidade das bandas começarem profissionalmente suas carreiras, fora isso estamos finalmente ajustando nosso novo escritório, do qual irá possibilitar a contratação de novos funcionários melhorando assim a empresa como um todo, pois como as vezes fica tudo sobre minha responsabilidade, acaba por passar muitas coisas, acarretando em problemas. Também devemos ter nosso próprio estúdio o que será uma ótima pedida para as bandas! A Pisces também irá colcoar em dia todo seu catalogo. Conseguimos fechar uma parceria excelente com uma gráfica e uma fábrica de cds e isto vai melhorar e muito nosso trabalho daqui pra frente. Peço que acompanhem nosso novo site que conterá discas e muitas informações obre o selo, artistas, serviços e afins. Iremos relançar nosso netlabel além de anunciar nossos subselos focados em estilos específicos dentro de alguns meses!

 

 

Zap – Muito bom. Para finalizar: há alguma ação judicial pendente contra a Pisces nesse momento? Pela documentação que você enviou ao blog, parece que não.

 

Ulysses – Solicitei uma consulta e sempre meus advogados acompanham tudo da empresa, não consta nada e não é de nosso conhecimento que haja algo em andamento. Como você disse e viu, a consulta é da semana passada e tudo esta okay, tanto do jurídico como do físico. Aliás estamos abertos a chegar a acordos amigaveis ao invés de recorrer a algo burocrático do qual atrasa mais ainda a vida de todos!

 

 

ELES JÁ TIVERAM DISCOS LANÇADOS PELA PISCES E OPINAM SOBRE O SELO

* Rodrigo Brandão (guitarrista do grupo Leela) – Sobre o Leela com a Pisces, tivemos uma relação bastante honesta. Acertamos que a Pisces iria prensar o CD da forma como gostaríamos, distribuir nas lojas e também fazer uma distribuição digital do álbum “Música Todo Dia”. Além disso, ficou acertado que a Pisces iria trabalhar a divulgação do trabalho com uma assessoria especializada. Na prática, o CD ficou pronto com um pequeno e aceitável atraso, com Ulysses sempre dando uma satisfação para a gente e o material ficou com excelente qualidade. Quanto à divulgação, tivemos alguns problemas pois a Pisces não se acertou com a assessoria pouco após o início do trabalho e tivemos a divulgação interrompida no meio do nosso lançamento, o que prejudicou bastante a divulgação do álbum, foi uma pena. Porém o Ulysses assumiu que não conseguiu manter a divulgação, entendemos que infortúnios como esse infelizmente acontecem e seguimos mantendo uma boa relação. Achei honesto e ainda é um dos poucos selos que ainda trabalham com discos físicos de artistas independentes e que estão em início de carreira.

 

* Noel Rouco (guitarrista e vocalista do trio Rock Rocket) – Com a gente não teve problema nenhum, ele cumpriu o que a gente tinha combinado. Teve um pequeno atraso na entrega dos cds mas dentro da normalidade (todos os nossos discos atrasaram na fábrico). No nosso caso o trabalho também foi diferente, não colocamos dinheiro no lançamento, chegamos com o disco pronto (master e arte) e ele cuidou da prensagem, distribuição e acessoria de imprensa.

Os trios Leela (acima) e Rock Rocket (abaixo), dois dos nomes mais conhecidos da indie scene brasileira dos anos 2000′: eles lançaram discos pela Pisces Records e não tiveram problemas com o selo

 

* Ricardo Massonetto (guitarrista e vocalista do grupo Doutor Jupter) – Doutor Jupter lançou o disco pela Pisces por meio de uma parceria de distribuição e marketing. Nosso álbum teve a gravação e finalização financiados pelo ProAC-ICMS. Com a parceria com a Pisces, conseguimos um valor especial para a prensagem e algumas ações de lançamento e distribuição. Particularmente nunca tivemos nenhum tipo de problema com a parceria estabelecida e hoje temos carinho pelo Ulisses, a quem chamamos de tio Picles, rsrsrs.

 

* Falcão Moreno (vocalista do quarteto Coyotes California) – Conheci o Ulysses na época em que o Coyotes California tinha acabado de gravar o primeiro cd, Hello Fellas, em 2010, e estava procurando alguém pra lançar o álbum. Tínhamos alguns amigos em comum e por isso a tarefa não foi das mais difíceis. Nos encontramos algumas vezes e acertamos tudo sem maiores problemas. Lançamos Hello Fellas em 2011 na web, em formato digital, e após algum atraso, recebemos e lançamos o cd físico nos primeiros meses de 2012. Foi exatamente isso o que aconteceu nessa parceria Coyotes California/Pisces Records. O encontrei ainda algumas vezes após o lançamento do cd e ao menos comigo, não houve nenhum tipo de problema. Fiquei sabendo de alguns problemas da Pisces com algumas bandas pela web, inclusive com alguns integrantes de 2 ou 3 bandas me procurando para tentar esclarecer algumas coisas. Não tive mais contato com o Ulysses nesses últimos tempos, mas espero que tenha resolvido esses problemas e esteja tudo bem.

 

* Para saber mais sobre a Pisces e contatar o selo, vai aqui: http://pisces.art.br/

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o homem foi simplesmente guitarrista de uma das cinco bandas da vida do autor destas linhas online, a lenda inesquecível The Smiths. Quando o grupo acabou (em 1987), ele saiu tocando com Deus e o mundo. Mas foi lançar seu primeiro álbum solo de verdade apenas no ano passado. E agora Johnny Marr, que chega aos cinquenta aninhos de idade no próximo dia 31 de outubro, põe na roda “Playland”, sua segunda aventura individual. É um disco conciso (onze músicas, pouco mais de quarenta minutos de duração), com faixas altamente dançantes e ótimas guitarras e levadas melódicas. Ok, não é tão bom quanto “The Messenger”, editado em 2013. Mas o primeiro single de trabalho, “Easy Money” (cujo vídeo você vê aí embaixo), é um poderoso rock arrasa quarteirão e não faria feio em nenhum dos clássicos álbuns lançados pelo grupo que teve um dia Morrissey à frente dos vocais e Marr pilotando as guitarras. O cd foi lançado no início desse mês, deve sair no Brasil mas como sempre está dando sopa na web. Basta ir atrás dele.

 

 

* Disco, II: Três caras (um deles é irmão de coração de Zap’n’roll), todos de Rio Branco, capital do Acre. Militam há tempos na cena musical local. Um é do rock, o outro sambista (!!!) e o terceiro um poeta e agitador cultural. Decidiram se juntar. Deu no que deu: Euphônicos. As mais LINDAS canções que nossos ouvidos escutaram em muitos anos. Melodias suaves, algo tristonhas, tramadas e arranjadas com esmero e com uma gama de instrumentos (violões, violas, cavaquinhos, percussão discreta, sopros) como NÃO se vê mais no pavoroso rock independente brasileiro atual. E quando você ouve músicas como “A bailarina”, “Se é de lágrima”, “Em guitarras e poemas” ou escuta um poema (sim, há uma faixa que é apenas um poema declamado) primoroso como “O tempo que me cabe”, você se encanta e se pergunta (e não cabe aqui nenhum preconceito regionalista nessa questão): “como pode isso vir do pequenino e distante Acre? E como pode em cidades como São Paulo e Rio, o ‘centro’ do país, não surgir algo semelhante mas apenas drogas musicais que nos dão até vergonha quando escutamos?”. Sem exagero, periga ser o MELHOR disco de pop/rock (mpb?) nacional desde que conhecemos os amados Vanguart, há quase uma década. Euphônicos é grande, é lindo e faz show de lançamento desse discaço dia 20 de dezembro em Rio Branco, onde estas linhas online vão estar inclusive. Mas se você quer ouvir o cd JÁ, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

 O disco de estreia do trio acreano Euphônicos: canções lindas e sublimes!

 

* Banda: surgido em Minas Gerais (mais especificamente em Uberaba) há quase duas décadas, o duo Troll (CBlau na bateria e vocais; Junior Betoldi nas guitarras, vocais e outros instrumentos) já tem alguns discos lançados e faz da vassalagem ao grande rock BR dos 80’ e à mpb clássica (como a trupe Mineira “Clube da Esquina”, que encantou gerações nos anos 70’) sua razão de existir. A estreia bacaníssima foi no longínquo ano de 1996, com o disco “Não saia do meu caminho” (que este espaço rocker virtual gosta bastante, diga-se). E agora a dupla acaba de editar “TPS” que, segundo eles próprios, se trata de uma “ópera rock” (opa!). Blauzão e Junior são do ramo: além de tocar também trabalham em estúdio como produtores musicais há anos. E em breve o blog fala mais sobre o novo trabalho deles, sendo que você pode saber mais sobre o grupo aqui: https://www.facebook.com/trollporradaoficial?fref=nf. E aqui também: http://trollporrada.com.br/home/.

 O duo Troll: bom rock’n’roll das Gerais

 

* Exposição: a imperdível mostra sobre a obra do gigante do surrealismo, Salvador Dalí, já chegou a São Paulo. Está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (que fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, zona oeste da capital paulista), de terá-feira a domingo das onze da manhã às oito da noite, até dia 11 de janeiro de 2015.

 

*Baladíssimas: yes! O postão está finalmente sendo concluído (na quarta-feira desta semana) e o finde promete ser hot em Sampalândia. Começando já pela quinta-feira (leia-se amanhã, 23 de outubro) quando o grupo Bailen Putos! toca no palco do Astronete (lá no 335 da rua Augusta).///Já na sextona em si a parada imperdível é a inauguração do Bar Tex (misto de restaurante, boliche, sinuca, karaokê e pista de dança), o novo empreendimento noturno do queridão dj Click (que também é proprietário da bombadíssima Blitz Haus, um dos picos mais badalados da atual cena rocker noturna de Sampalândia). Fica no 1053 da rua Augusta e vai rolar dj set do blog por lá no sábado (véspera da eleição, yeah!) por volta das duas da manhã.///E antes de cair na perdição da madrugada no Tex você pode começar o sabadão tomando uma deliciosa breja artesanal e curtindo novamente showzão dos Bailen Putos, que desta vez tocam lá na sempre ótima e aconchegante Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo). Tá bão pra vocês? Então se joguem, crianças!

 O grupo paulistano Bailen Putos! se apresenta nesta semana no Astronete (amanhã, quinta-feira) e na Sensorial Discos (no sábado)

 

 

FIM DE PAPO

Postão custou pra ser concluído mas ficou bacanudo como sempre, néan. Então é isso: vai se preparando e já pode ir mandando sua mensagem amiga pro hfinatti@gmail.com que no próximo post entra promo aqui de tickets free pro show do fofo indie americano Real Estate, que toca dia 20 de novembro em São Paulo, no Beco. Fora isso voltamos na semana que vem (ou antes, se algo muito extraordinário assim o exigir), quando estas linhas online irão laaaaá pro extremo Norte brasileiro, na sempre calorenta Macapá (e onde não vamos há quatro anos já) para rever amigos e, principalmente, um certo e amoroso docinho loiro que mora por lá. É isso. Beijos no coração de todos os nossos leitores, sempre! Até  mais!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/10¹2014 às 12:30hs.)

Em post inacreditável e digno de “Medo e delírio em Las Vegas”, o blog relata seus quase DEZ dias na sempre calorenta capital do Amazonas: novíssimo rock’n’roll classudo, festival bacana (mas cheio de tretas), uma ÚLTIMA enfiação HOMÉRICA de pé na lama, uma trepada amazônica pra guardar na memória, novas e incríveis amizades e… a ABSURDA história (à la Hunter Thompson) pra se conseguir uma passagem de volta pra Sampa após perder um vôo da (grande merda que é a) Gol, em episódio incluindo briga verbal violenta no aeroporto e com direito a ameaça de prisão por parte de agentes da Polícia Federal, uia! (plus: a volta dos grandes Harry e Druques, mais uma patifaria da máfia paulistana do Fora do Eixo, o neo pós-punk do Savages e mais isso e aquilo tudo!) (atualização final, com o diário de bordo manauara e as indicações do blog, em 14/5/2013)

O rock’n’roll do novo milênio anda mal das pernas, mas vez por outra surgem nomes bacanas pra dar novo gás e alento ao gênero musical mais bacana que existe; caso das inglesas do Savages (acima), que acabam de lançar um fodaço disco de estréia, e do paulistano Druques (abaixo) que faz show de lançamento do seu segundo álbum hoje à noite, em São Paulo

 

Vida ainda loka aos 5.0.

Não deveria estar sendo assim, claro – e aí nem se trata de fazermos aqui qualquer auto-julgamento moral hipócrita e babaca, pois Zap’n’roll JAMAIS foi chegado a esse tipo de atitude. Se trata apenas e simplesmente de bom senso: assim que teve um tumor maligno diagnosticado em sua garganta no início deste ano, o autor deste espaço rocker online soube que teria que parar com a esbórnia e a putaria sem fim de sexo, drogas e álcool que já o acompanhava há quase três décadas. “Você já se divertiu bastante, agora é hora de cuidar da saúde, se quiser viver ainda mais alguns anos”, decretou uma simpática dentre as muitas médicas que andam atendendo o blogger loker no ambulatório do Hospital das Clínicas, em Sampa (uma referência mundial em medicina pública de última geração, e pelo menos DISSO nós brasileiros podemos nos orgulhar). O blog concordou: quantas centenas de bocetas bem fodidas nestes anos todos, quantos oceanos de whisky, vodka e cerveja ingeridos, quantas toneladas de cocaine aspiradas por uma napa nervosa e reconhecidamente gigante, rsrs. A festa foi de fato muuuuuito boa e durou beeeeem mais do que poderíamos supor. Assim estas linhas online decidiram mesmo que era hora de parar, mas sem moralismo ou arrependimento/remorso ALGUM embutidos nessa decisão. E aí é claaaaaro que programou-se sempre uma “última despedida” das loucuras que permearam a existência do sujeito que digita estas linhas. Assim foi que o zapper viajante decidiu que o local e momento ideais para essa despedida seria mesmo durante sua estadia na capital do Amazonas, onde este espaço virtual permaneceu por quase dez dias entre o final de abril e o início de maio. O blog foi pra lá pra passear, cobrir um festival de rock e ver como anda a cena rocker manauara atual. Tudo certo, tudo lindo não fosse o notório descontrole zapper para uma loucura já programada pra acontecer. Aí o que rolou em decorrência deste “descontrole” você irá ficar sabendo ao ler este post que está começando agora. Um post que ainda vai falar de muitas outras paradas (a volta do sempre bacana Druques, a nova banda Savages, a ascensão das bandas amazonenses Luneta Mágica e Malbec e etc, etc, etc.) que é o primeiro escrito no novo “filho” adotivo destas linhas bloggers rockers: um Acer de quatro gigas (mais hd de 500 e com Windows 8), já que o “velho” HP/Compaq (e por quem tínhamos enooooorme carinho) foi surrupiado de nossas mãos em pleno aeroporto internacional de Brasília. É o que acontece quando você mora em um país onde tudo parece ser tão normal (ter um pastor homofóbico e racista na presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, ver um menor de dezesseis anos estuprar uma passageira em um busão no Rio em plena luz do dia, ver LEITE ser adulterado no Rio Grande Do Sul com água e FORMOL, ver pastor evangélico ser acusado de estupro e assassinato também no Rio De Janeiro etc, etc, etc. E vem aí a Copa 2014…). Assim Zap’n’roll, que jamais viveu uma existência, hã, normal, sabia que também seria um paciente rebelde e algo anormal, mesmo às vésperas do início da guerra (quimioterápica?) de fato contra o dragãozinho da maldade que está instalado em sua garganta e que quer nos levar pra debaixo da Terra. Normal: viver – e principalmente, viver no Brasil – definitivamente NÃO é para os fracos. É essa a lição que fica e que o blog vai levar consigo seja lá pra onde ele for, quando o beijo da morte vier tocar nossos lábios.

 

 

* E a semana chega ao fim com o país indo como já falamos aí em cima, no texto introdutório do blog. Pastores e menores estuprando mulheres no Rio, leite sendo “batizado” com FORMOL no Sul, polícia civil carioca perseguindo um traficante como se estivesse jogando um game (só que atirando balas de verdade pra tudo quanto é canto, de um helicóptero e em cima de uma comunidade pobre e altamente populosa da Cidade Marabichosa)… fala sério Brasil. É esse o PAÍS que vai sediar uma Copa do mundo daqui a doze meses???

Marcos Pereira, o pastor evangélico bandido da vez: acusações de estupro e assassinato no currículo

 

* Já aqui em Sampalândia, a lambança rola na própria prefeitura petista, que resolveu “abrigar” em seu seio aquela turma mafiosa da ong Fora do Eixo, e que ajudou Fernando Haddad ser eleito. Mas isso é assunto pra ser melhor comentado logo mais aí embaixo, vai lendo.

 

 

* A grande putaria/calhordice que é o país atualmente se reflete claramente inclusive no setor de entretenimento e shows internacionais. Vai vendo: começaram ONTEM as vendas dos tickets pros shows do Black Sabbath no Brasil, em outubro. Pois entonces: há relatos (não confirmados) de que os ingressos para a famigerada pista premium (a seicentos mangos cada) já teriam se ESGOTADO. Pior do que isso é saber que existe ainda um outro setor vip pra gig, mais caro, com ingressos custando 950 pilas (!!!), sendo que por esse valor o comprador do mesmo terá direito a buffet de comidas e bebidas. Dá pra imaginar a cena? Enquanto o velho gagá Ozzy Osbourne (vamos ser honestos e reconhecer que ele está exatamente assim atualmente: um velho gagá) se esgoela no palco cantando “Paranoid”, playboys coxinhas sem cérebro e acompanhados de putanas igualmente sem cérebro degustam um canapé de salmão, acompanhado de whisky oito anos. Por que esse pessoal todo (quem inventou essas pistas premium pra arrancar mais grana de otários que muitas vezes vão a shows sem saber quem está no palco, e só pra aparecer e “caçar” bocetas) não vai pra puta que os pariu?

 

 

* E lá se foi Peu, o primeiro guitarrista da Pitty e que compôs junto com ela quase a totalidade das músicas de “Admirável Chip Novo”, o álbum de estréia da cantora, lançado há uma década. Ele tinha trinta e cinco anos de idade e estava morando em Salvador, com a esposa Monique. Aparentemente se suicidou por enforcamento, na última segunda-feira. Nenhum blog “ixperto” comentou mas estas linhas virtuais deixam aqui o seu RIP pro músico.

O músico Peu, que se suicidou na última segunda-feira: ele gravou todas as guitarras de “Admirável Chip Novo”, o álbum de estréia da Pitty

 

* Continua a irresistível ascensão dos grupos amazonenses Luneta Mágica e Malbec pela mídia e público do Sudeste. Depois de fazer rápida tour por Sampa, Curitiba e interior de Minas Gerais em abril, as duas bandas começam a ser destacadas em sites e blogs de cultura pop que realmente importam. O nosso sempre querido vizinho Popload (escrito por ele, o primeiro e único dear Luscious Ribeiro, uia!), por exemplo, destacou os dois grupos nas últimas semanas, na sua sessão “Popload Sessions”, exibindo vídeos da turma – e em articulação que foi promovida, na verdade, por estas linhas online, que colocaram os grupos em contato com o titular do famoso blog hospedado no Uol. Vai daí que após toda essa movimentação a página da Luneta Mágica no Facebook, por exemplo, deu um salto em número de visitantes: passou de dois mil pra doze mil acessos, wow! Pois entonces: agora com o “aval” poploadder, Zap’n’roll está morrendo de curiosidade pra saber o que a tropa lambe-bagos do sempre bacana blog do Uol vai dizer, já que essa turma escrota e covardona adooooora espancar as apostas musicais bancadas por estas linhas online.

 

 

* Pra quem ainda não viu os vídeos da Luneta e da Malbec na Popload, eles podem ser alcançados nestes links: http://popload.blogosfera.uol.com.br/2013/05/02/popload-session-apresenta-malbec/ e http://popload.blogosfera.uol.com.br/2013/05/07/popload-session-apresenta-luneta-magica/

 

 

* E uma vez gênio… mesmo aos sessenta e seis anos de idade, David Bowie continua massacrando a pobre molecada que tenta fazer algo minimamente decente no rock atual. E o Camaleão não se contentou apenas em lançar um dos já melhores discos de 2013. Agora ele também botou pra foder no vídeo promocional de “The Next Day”, a faixa-título do disco. Que ganhou um clip, digamos, bem anti-religioso, como você pode conferir aí embaixo.

 

 

* AS VOLTAS (MAIS DO QUE NECESSÁRIAS) DO DRUQUES E DO HARRY – são dois GIGANTES do rock independente que ainda importa em São Paulo e no Brasil. E pelo menos duas décadas e meia separam as duas bandas. Harry surgiu em Santos (litoral de São Paulo) por volta de 1985, liderado pelo vocalista Johnny Hansen (sendo que a ele se juntariam logo em seguida o baterista Cezar e o tecladista e produtor musical Roberto Verta). Gravaram um primeiro EP no ano seguinte, com vocais femininos. Mas foi quando Hansen assumiu os microfones e o grupo lançou a obra-prima “Fairy Tales”, em 1988, que o Harry ganhou destaque na grande imprensa musical da época (o Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, chegou a publicar matéria de capa com a banda, em texto assinado pelo autor deste blog), aqui e até lá fora. Fazendo um som pesado e eletrônico, o grupo exibiu músicas que estavam muito à frente do seu tempo (em termos de modernidade e linguagem sonora) e que se tornaram clássicas e cults na cena independente nacional. Os anos – muitos – se passaram, o Harry mudou diversas vezes de formação e nunca encerrou suas atividades. Tanto que volta aos palcos santistas na próxima semana (mais especificamente no dia 16 de maio, quinta-feira) para apresentar um set com o material de “Fairy Tales” em versão menos eletrônica e mais rock (com a adição de baixo, guitarra e bateria às músicas). A gig vai acontecer no Studio Rock Café (avenida Marechal Deodoro, 110, em Santos) e vai ser a primeira vez que o Harry sobe ao palco em sete anos. Já os paulistanos do Druques são bem mais novinhos, rsrs. Formado há cerca de seis anos por Zé Pi (vocais), Marquinhos (baixo), Gui e Meno (guitarras) e André (bateria), o quinteto lançou um primeiro e espetacular álbum em 2009, onde combinava guitarras indie à la Strokes com melodias próximas dos Los Hermanos, tudo emoldurando letras de alta densidade cerebral, escritas por Zé (que na verdade se chama José de Castro Del Picchia – yep, ele é bisneto do célebre poeta Menotti Del Picchia, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, que aconteceu na capital paulista em 1922). O disco foi super elogiado pela rock press brazuca, o grupo fez um razoável circuito de shows mas demorou quatro anos para finalizar seu novo trabalho. E ele chega finalmente agora, com o título “Nuvem Negra”, sendo que o primeiro single e vídeo de trabalho, para a belíssima e intensa canção “Não assim”, foi exibida anteontem no Programa do Jô. Estas linhas online ainda estão degustando o novo álbum do Druques e irão falar melhor dele nos próximos posts. Mas se você tem curiosidade em ouvir já, vai aqui: http://druques.bandcamp.com/. E se gostar do que ouvir, pode conferir o som dos garotos ao vivo hoje, sexta-feira: o Druques faz show de lançamento de “Nuvem Negra” no Espaço Cultural Mundo Pensante (rua Treze de maio, 825, Bixiga, centrão de Sampa), a partir das onze da noite. Enfim, fato é que faz falta mais bandas como o Harry e o Druques. Se existissem mais grupos desse nível aqui, o roquinho mixuruca brasileiro atual não estaria a atolado na merda como está.

O Harry (acima), lenda do rock alternativo de Sampa nos anos 80”, e o Druques (abaixo, no vídeo de “Não Assim”): dois retornos bem-vindos e absolutamente necessários

 

 

* Que mais? Ah, sim, o ano parece que finalmente está engrenando em termos de bons lançamentos rockers. Na próxima segunda-feira, 13 de maio, sai oficialmente lá fora o novo álbum da lenda inglesa Primal Scream. O disco se chama “More Light”, já rendeu um ótimo vídeo (para a música “It’s Alright, It’s OK”, que você confere aí embaixo) e estas linhas zappers também estão fazendo a devida e cuidadosa audição do mesmo, para falar melhor dele por aqui nos próximos posts. Aliás quem também promete resenha bacanuda do álbum é o queridón Dum De Lucca, na sua sempre bacana Jukebox, pra semana que vem. Dum está empolgadíssimo com o novo trabalho do PS e é sempre um prazer ler seus textos abalizados sobre um lançamento importante. A conferir, no portal Dynamite (www.dynamite.com.br).

 

 

* E a conferir, já aí embaixo, o que o nosso blog achou sobre a estréia das inglesas do Savages. Elas mergulham fundo no pós-punk oitentista e acabam de lançar um dos grandes discos deste ano. Leia e saiba porquê.

 

 

 

BEM-VINDOS DE VOLTA À SOMBRIA LONDRES DOS ANOS 80’ – CORTESIA DAS SAVAGES

Que o rock planetário atual está em um ponto de não retorno, quase no fundo do poço da mediocridade e da total falta de qualidade, não é novidade e todos já sabem disso. Bandas surgem e desaparecem aos montes diariamente, a maioria sem deixar nada digno que registre sua passagem pela história da música. Os poucos novos grupos que conseguem se destacar atualmente, o fazem ou por ter um trabalho vigoroso e absolutamente original (o que é raríssimo) ou por resgatar com competência as nuances de alguma fase passada da música pop. Nesse segundo caso entram as meninas do Savages, quarteto inglês formado há menos de dois anos (em Londres) e que acaba de lançar (no hoje quase extinto formato físico do cd) seu disco de estréia, “Silence Yourself” – lá fora ele está saindo pelo célebre selo Matador Records. Não deverá ganhar edição nacional, e isso pouco importa: vai na web que ele está lá, livre pra ser baixado.

 

O blog zapper começou a ouvir falar muito do Savages há um mês mais ou menos, quando o grupo começou a se tornar a “bola da vez” entre os milhares de hypes semanais produzidos pela rock press britânica e americana (leia-se: New Musical Express, Uncut, Guardian, Spin, Rolling Stone etc., sendo que todos esses veículos deram cotação altíssima pra estréia da banda). Um hype que rapidinho começou a reverberar também aqui, nos sites e blogs brazucas dedicados à cultura pop. Pois entonces: como esse jornalista rocker, já puta velha (e como…) no assunto, sempre começa a acompanhar esses “estouros” midiáticos de novos nomes da cena rock com os dois pés (e ouvidos) atrás, decidiu que só iria ouvir e falar aqui do Savages quando retornasse de sua viagem de dez dias por Manaus. E assim o fez.

 

Savages é formado pela vocalista Jehnny Beth, pela guitarrista Gemma Thompson, pela baixista Ayse Hassan e pela baterista Fay Milton. Todas muito novas, todas eivadas de vontade de tocar rock’n’roll poderoso, básico, visceral, por vezes agônico e inexoravelmente sombrio. Enfim, como todo ótimo rock’n’roll deve ser (ou deveria). Foram muitos ensaios e shows e apenas alguns singles para o quarteto começar a chamar a atenção da mídia rock em Londres. E quando o primeiro disco veio finalmente à tona, as Savages já eram deusas na atual indie scene da Inglaterra. E nesse caso (cada vez mais raro, diga-se), o maldito hype se justifica totalmente.

O álbum de estréia das Savages: sombrio, agônico, rocker e pós-punk em doses cavalares

 

“Silence Yourself” é um furacão de guitarras aceleradas e tratadas com distorção e timbragens que parecem saídas diretamente do primeiro álbum de Siouxsie & The Banshees, o clássico “The Scream”, lançado em 1980. O som é urgente, as melodias são sombrias (e gélidas, às vezes) e a comparação se justifica total: o vocal de Jehnny é ABSURDAMENTE idêntico ao de Siouxsie, sendo que parece que a musa gótica inglesa encarnou de verdade na cantora do Savages. Aí então alguém poderá bufar: êmulo dos Banshees e do pós-punk inglês. E o blog responde: sim, êmulo. E daí? O disco exibe uma potência e garra instrumental, uma SINCERIDADE estética e uma dinâmica/ambiência sonora inebriantes e difíceis de se encontrar no rock atual.

 

Mas não adianta ficar aqui falando sobre o álbum e não ouvi-lo. Então vá atrás dele e quando você ouvir o baixo entorpecedor que conduz “Shut Up” (o primeiro single de trabalho do álbum, com vídeo já rodando à toda no YouTube), as guitarras em fúria goth (que remetem à primeira fase dos Banshees) que dominam cacetadas como “I Am Here”, “City’s Full”, “Dead Nature” ou “No Face”, ou o cinismo terminal que permeia canções (vejam só os títulos) como “Hit Me” ou “Husbands”, você irá dar razão a estas linhas bloggers rockers. E não há NENHUMA estratégia de marketing monstro para bombar as meninas, mesmo porque elas não têm absolutamente nada a ver com o padrão visual gostosão das peruas acéfalas que infestam a música de hoje. Tanto que por trás do vozeirão de Jehnny Beth está uma garota magricela, de peitos miúdos e cabelos curtíssimos. Melhor impossível.

 

É um disco rápido (menos de quarenta minutos), virulento, sombrio, nada solar. Difícil em sua concepção sonora e por isso mesmo sensacional. Estas linhas online inclusive duvidam de que ele vá vender muito mesmo na Inglaterra, dada a burrice generalizada que acomete hoje artistas e público que consome música. Mas há sempre uma esperança, néan? Se sobreviver ao hype, conseguir chegar ao segundo cd e fizer um segundo trabalho tão fodaço quanto esta estréia, as Savages já terão seu lugar garantido na desalentadora história do rock nos anos 2000.

 

* Fikadika pra produção do festival Planeta Terra 2013 (e que vai ter o Blur como headliner): que tal trazer as Savages também pro evento?

 

* Quer saber mais sobre elas? Vai aqui: http://savagesband.com/. Ou aqui: https://www.facebook.com/savagestheband?ref=ts&fref=ts.

 

 

O TRACK LIST DE “SILENCE YOURSELF”

1.         “Shut Up”       4:48

2.         “I Am Here”  3:20

3.         “City’s Full”    3:27

4.         “Strife”            3:57

5.         “Waiting for a Sign”  5:25

6.         “Dead Nature”            2:06

7.         “She Will”       3:27

8.         “No Face”       3:35

9.         “Hit Me”         1:41

10.       “Husbands”     2:50

11.       “Marshal Dear”           4:03

 

 

SAVAGES AÍ EMBAIXO

No vídeo da esporrenta “Shut Up”, o primeiro single do álbum de estréia das garotas.

 

 

 

ZAP’N’ROLL VÊ (QUASE) TODA A MÍDIA, UIA!

O tópico, que não aparecia por aqui há tempos, volta e de forma rápida e sincera, hihihihi. Analisando as duas principais revistas de música e cultura pop do país (seria isso mesmo?), a Rolling Stone e a Billboard.

 

A primeira, dirigida pelo sempre querido amigo pessoal destas linhas online, o super monge japa zen Pablo Miyazawa, continua se mantendo bem editorialmente. Após o mega deslize (e vergonha alheia) de colocar o grande imbecil (e finado) Chorão em sua capa (razões editoriais e mercadológicas, claaaaaro, algo sempre compreensível e desculpável), a RS deste mês deu novamente a volta por cima e tascou Lobão como garoto da capa. Não poderia ser melhor: o cantor está lançando seu novo livro e, como sempre, dispara contra tudo e todos, sendo que ele está no olho do furacão de uma mega polêmica. Portanto, nova bola dentro da edição nacional da Pedra Rolante.

O jornalista carioca Pedro Só (acima), dileto amigo zapper e um dos grandes nomes da mídia musical brasileira atual comanda ainda a redação da Billboard, revista que infelizmente está em franca decadência, ainda mais por ter como editor esta porqueira aí embaixo na foto, o grander depósito de banha podre chamado José Flávio Merda Jr, o popular “Jotalhão”, uia!

 

 

Já a Billboard… vai de mal a pior ou é impressão deste espaço blogger popper? A revista, que na verdade nunca foi nenhuma Brastemp em termos editoriais, parece caminhar para um final melancólico. Além de ter reduzido seu formato físico (agora, ela está do tamanho de uma revistinha qualquer, uia) é sabido que a publicação tem como editor, já há alguns meses, aquele sujeito escroto, monte de banha podre e um dos maiores exemplos de mau caratismo do atual jornalismo musical brasileiro, mr. José BOSTA Flávio Jr., primeiro e único. É lamentável que alguma empresa jornalística ainda dê espaço para um verme deste naipe, uma figura tão nefasta e suja, possa destilar sua arrogância, prepotência e cretinice em forma de textos jornalísticos.

 

Quem se salva na Billbo é seu editor-chefe, o grande Pedro Só, jornalista dos mais respeitados e conceituados da mídia musical brazuca, e isso já há anos. Pois o blog acha que dear Pedrin Solitário deveria pular fora da Billbo (antes que o barco lá afunde de vez) e ir atrás de um trampo que esteja à altura de seu grande talento profissional.

 

Por enquanto é isso. Logo menos, a gente volta a comentar (quase) toda a mídia aqui no blog, hihihi.

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MEDO E DELÍRIO NA AMAZONIA: EM VIAGEM CABULOSA À MANAUS, O GONZO BLOGGER ENFIA O PÉ NA LAMA EM WHISKY E COCAINE, ACOMPANHA UM FESTIVAL DE ROCK LECAL (MAS QUE TEVE VÁRIOS PROBLEMAS), METE A BOCA EM TETAS GIGANTES (E DELICIOSAS) E BRIGA NO AEROPORTO COM AGENTES DA POLÍCIA FEDERAL, ULALÁ!

Este relato NÃO é uma ficção. Mas poderia ser. Quando resolveu voltar à capital do Amazonas (onde já estivera uma primeira vez, em setembro do ano passado) no final de abril último, Zap’n’roll já tinha tudo esquematizado em sua cabeça: iria descansar e passear por dez dias em Manaus, rever amigos, acompanhar a cena rocker local e suas novidades, também acompanhar um festival de rock que iria rolar no último finde do mês por lá e… fazer uma putaria de rock, álcool e drugs de “despedida”, antes de enfrentar de vez as sombrias semanas que se avizinham pela frente, com possível tratamento quimioterápico e os caralho (sério: na próxima terça-feira o sujeito aqui vai em mais uma consulta ambulatorial no Hospital das Clínicas, em Sampa, e vai indagar pro(a) médico(a) que o atender: “vocês vão mexer logo na minha garganta ou vão esperar o tumor me matar primeiro?”).

 

Enfim, era pra ser assim – mais ou menos. Com o zapper acometido por um monstrinho/dragão da maldade querendo levá-lo desta pra melhor (ou pra pior, vai saber…) e sem ainda saber qual será efetivamente o tratamento médico que irá receber nas próximas semanas, o tiozão loker (ainda, ainda…) não viu problema maior em fazer essa esbórnia derradeira – afinal, alguém aqui achou que o autor destas linhas online algum dia iria ser um paciente dócil e “normal”? Jamé! Mais rebelde e “anormal” do que nunca, lá se foi o blogger gonzolino pro calorento Norte do país. Mas decidido a fazer uma esbórnia “controlada”, “comedida”, hihihi. E claaaaaro que o “controle” foi pras picas logo na primeira noite do Hey Yo Music Festival, que aconteceu em Manaus nos dias 26 e 27 de abril. Bien, vai lendo aí embaixo, por tópicos, e veja do que uma mente insana é capaz…

 

* Primeiros dias em Manaus: passagem de avião em mãos, local bacanudo pra se hospedar (cortesia do queridão Sandro Nine, o jornalista rocker mais gente fina do Universo e um irmão que o blog tem em Manaus), lá se foi o zapper andarilho. O autor destas linhas virtuais chegou na capital amazonense numa agradável noite de segunda-feira e logo se mandou de táxi pra house do brother Nine. Papos de boas-vindas, colocar as conversas em dia e a dupla foi dormir quando já era alta madrugada. Nos dias seguintes a rotina foi tranquila e bacana, com passeios pela cidade, visitas à rádio online Manifesto Norte (onde Sandro é diretor artístico; sem favor algum, é uma web rádio fodíssima, que só toca rock alternativo 24 horas diárias, possui programas temáticos geniais, como um que é dedicado a questões ambientais, etc. Se interessou? Vai aqui: www.manifestonorte.com), onde inclusive Zap’n’roll deu entrevista bacanuda durante a semana, além de um delicioso tour gastronômico do qual estas linhas bloggers mezzo comilonas participaram, a convite do super casal Marcelo Correia (irmão de Sandro e também um dos diretores da Manifesto Norte) e Lidiane (os mais novos e queridos irmãos do blog no Norte brasileiro), e que se estendeu ao longo da semana – o sujeito aqui, que nunca foi muito chegado em peixes, provou e acabou lambendo os beiços em um tambaqui na brasa, preparado pelo grande Marceleza. Fora tudo isso, mr. Zapper gonzo loker ainda reencontrou, no meio da semana, sua grande paixão platônica manauara: a deliciosa loirinha (um tesão para quatrocentos machos, ops, talheres) Bruninha Viana, diletíssima amiga destas linhas online já há tempos. Ambos tomaram um chopp básico ao cair de uma tarde quente em Manaus e combinaram de irem juntos na primeira noite do Hey Yo Music Festival, na sexta-feira. Ou seja, foi tudo muito bem até chegar o final de semana. Aí…

 

 

* Festival bacana, mas tretado: o Hey Yo Music Festival, produzido por um agitador cultural local, o gente finíssima Mayko Silva (que foi um lorde com o blog e toda a imprensa que acompanhou o evento) tinha tudo pra ser A BALADA ROCK do finde na cidade. E foi num certo sentido. Mas também enfrentou problemas estruturais, de grana (sempre, néan?) etc. A primeira edição, muito mais modesta, tinha sido realizada em 2011. Na segunda, Mayko talvez tenha resolvido dar um salto grande demais e isso ajudou no surgimento dos problemas. Com mais de trinta bandas programadas pra tocar em duas noites, o Hey You 2013 sofreu com tretas que sempre surgem em eventos desse tipo: algumas bandas locais cancelaram suas apresentações sem maiores explicações (total falta de profissionalismo da parte delas, fato); duas das grandes atrações de fora (a porcona Velhas Virgens, de Sampa, e o bicho-grilo mineiro Ventania) não apareceram. Na segunda noite do festival (a mais concorrida), teve muita gente pulando o muro (!) do local pra entrar na faixa e outros simplesmente tiveram a cara larga de falsificar ingressos. Tudo isso dificultou a boa performance do Hey You, que ainda assim exibiu grandes shows (Inocentes, Rock Rocket, a incrível Jamrock de Roraima, com sua vocalista gatíssima e um reggae/pop pronto pra estourar nas rádios do Sudeste), abriu grande espaço pros novos talentos da cena manaura (como os bacanas DPeids e Tudo Pelos Ares, além do ótimo garage/glam dos Acossados, a banda liderada pela paulistana e velha amiga zapper, Mônica Cardozo, ainda totosíssima aos trinta e quatro anos de idade) e, claro, teve maletices pelo caminho – Korzus levando mais de uma hora pra subir no palco e fazer seu set…  ninguém merece. De qualquer forma, foi um evento beeeeem bacana e os problemas (que inevitavelmente acontecem) não tiraram a importância dele, sendo que a torcida é pra que em 2014 role mais uma edição do Hey You Music Festival

 

 

* E o blogger loker enfia o pé na lama com gosto na primeira noite do Hey You: claaaaaro! A oportunidade era mais que perfeita: uma semana em Manaus, festival de rock no finde, cocada boa vinda (quase) diretamente da fábrica (ali ao lado). Impossível resistir, mesmo com o sujeito aqui estando com um TUMOR na sua garganta. Assim o blog já saiu na maldade de Sampa rumo à capital do Amazonas, e sabedor que iria aprontar por lá na sextona. Pra isso já foi municiado daqui pra lá com uma garrafa (meio litro) de Johnny Walker e outra (também meio litro) de Jack Daniel’s. Quando chegou em Manaus, já agilizou um “contato” por lá (da turma rocker da cidade), que informou: “descolo 5 g do produto por 80 pilas”. O zapper louco pra ficar doidón no finde: “Fechado!”. Pagamento adiantado, e a entrega foi combinada no festival mesmo. O blog chegou por lá com a turma da rádio Manifesto Norte por volta das sete da noite, quando estava começando o set bacanudo dos Acossados. Algum tempo depois o “contato” chegou e entregou a “encomenda” ao blog. Sério, fazia muuuuuito tempo que o sujeito aqui não via tanta cocaine (e boa) em suas mãos. E lá se foi o zapper pro banheiro mais próximo, dar a primeira aspirada. O produto era suave – e bom, rsrs. Depois, doses de whisky e brejas. Até por volta das onze da noite o autor destas linhas malucas ainda conseguiu mantém a situação sob controle. Daí pra frente as merdas começaram a rolar. Chegou Bruninha (tesudíssima em um vestido preto mini, meias pretas e bota de cano alto) ao local do festival (atrasadíssima) e o blog já bicudón ficou mega feliz ao ver a loira. Foram ambos tomar cerveja e conversar um pouco e assistir a algum show (algo que estava ficando impossível devido ao estado francamente anormal do jornalista gonzo). De repente o loker rocker e a loira se perderam. Ele, ainda com grande quantidade de padê em seu poder mas já total alterado pelo dito cujo e por doses e doses de whisky, começou a fazer uma autêntica distribuição de maldades nasais entre chegado músicos que conheceu por lá na hora e gente que ele nunca tinha visto como… ela! Uma baixinha de tetas gigantes, rocker e tatuada. Zap’n’roll: “você… cheira?”. Ela: “sim!”. Os dois se mandaram pro banheiro. Lá chegando, duas fileiras algo taturanas foram mandadas pelas napas adentro. Foi aí que o jornalista já fora de controle lascou um beijo de língua na garota. Ela não recusou. O passo seguinte foi arrancar pra fora da blusa uma daquelas tetas enormes e suculentas, e mamar alguns segundos nela. Mamada que só foi interrompida quando alguém começou a bater na porta, querendo usar o banheiro. A dupla saiu e a rocker sumiu. A esbórnia continuava. Dali a pouco Bruninha reapareceu e ficou preocupada com o seu amigo loki paulistano. Ele: “fique sussa, eu me garanto!”. Mais ou menos: três e meia da manhã o pessoal da web rádio Manifesto Norte estava de saída e ordenou: “Vambora com a gente, Finatti!”. E o “adolescente” cinquentão rebelde queria ficar pois ele havia conhecido a lindinha e fofa… Jaqueline, outra rocker manauara gracinha e que meio que fez o coração zapper disparar. Como ela ainda ia ficar por lá, ambos trocaram números de celular e combinaram de se encontrar no domingo no centro da cidade (e pra onde o blog iria ficar, hospedado em um aprazível hostel, depois de uma ótima semana na house do querido Sandro; afinal o blog queria passear e também conhecer o centro de Manaus, onde fica o teatro Amazonas e muitos pontos turísticos da cidade), mais especificamente no espaço cultural Cauxi, onde iriam rolar shows com a sempre bacanuda Veludo Branco (do amigão/irmão Victor Matheus) de Roraima, da Jamrock e do local Alaíde Negão. Encontro marcado, o sujeito aqui finalmente entrou no carro. Mas não por muito tempo: quando a trupe já estava próxima do seu destino, o blogger “transtornado” (nas palavras do Marcelo, irmão de Sandro), pediu pra sair dele pois queria beber mais (já que o whisky havia acabado e o Jack Daniels também se foi, isso já pela manhã de sábado; mas na verdade a busca era por mais dorgas, já que o padê TAMBÉM havia acabado). Marcelo: “me ouve, vamos embora pra casa, não saia do carro!”. O blogger fora de controle: “não vou conseguir dormir agora. Vou beber algo e vou embora daqui a pouco”. E assim foi. Zap’n’roll bateu na porta do inferno quando saiu daquele carro e foi se aventurar pelas ruas de Manaus às cinco da matina. Resumindo muuuuito a ópera: foram horas e horas e idas e idas a locais tenebrosos, atrás de álcool e alguma coisa que “batesse” na cabeça do jornalista maluco. Não se sabe como mas o blog foi parar no centro velho (!) de Manaus, beeeeem longe de onde ele estava. Lá encontrou outra delícia local, uma mulatona peituda mas que era… profissional do sexo. Novamente o blog: “quero drugs!”. Ela: “eu te levo onde tem”. E foram mais algumas horas bebendo com a mulataça putona e gostosona e tecando um padê porco, que não “batia” nunca. Até que ela fez a proposta: “Vamos pro Panaí, lá tem pasta base pra fumar!” Pasta base é o mesmo que crack em Sampa, a única dorga que o blogger junkie detesta. Foi nessa hora que o autor deste diário de bordo delirante teve um acesso de coragem e lucidez e largou a figura, embarcou num táxi e rumou de volta pra onde estava – isso às duas horas da tarde de sábado! Não havia mais o que fazer. O blog se recuperou como pôde na casa de Marceleza e à noite rumou pro hostel. Onde literalmente capotou, largando mão de ir na segunda e derradeira noite do Hey Music Festival.

 

 

* Domingo suave no centrão de Manaus: recuperado da mega esbórnia feita na sexta-feira, Zap’n’roll queria um domingão tranquilaço. E assim foi. A doce e fofa Jaque veio ao encontro do blog e ambos foram assistir aos shows que rolaram no Espaço Cultural Cauxi. Todas as três bandas representaram muito bem: o trio Veludo Branco está cada vez melhor com o seu rock básico mas agora eivado de nuances psicodélicas, a Jamrock é o que blog já disse mais aí em cima e o Alaíde Negão é o típico combo samba-rock “muderno” que a jornalistada sudestina adora. Fazem música dançante e de responsa e se vierem pra cá, irão se dar bem. Anyway, o autor destas linhas desvairadas incrivelmente ficou no domingo tomando apenas… água mineral com gás, gelo e limão. Mas em compensação a aproximação com Jaque foi bacana, rolou paquera e besos e novo encontro foi marcado pra terça-feira à noite, véspera de feriado e sendo que o blog iria (iria, bem escrito) retornar a Sampa no feriado do Trabalho.  E assim foi: novamente o casal se encontrou na terça-feira e foram tomar uma breja de leve no bar do Armando, um dos pontos tradicionais da cidade, em frente ao teatro Amazonas e ao Largo São Sebastião – o mesmo que inspirou a música do gigante Luneta Mágica. Depois da breja, mais clima de romance e namoro… e a noite foi ótima ao lado de Jaqueline. Zap’n’roll voltou pra Sampa com a garota em seu coração.

 

 

* Confusão e tumulto no aeroporto, com o blog enfrentando até agentes da Polícia Federal, uia: yeeeeesssss! O grand finale dessa aventura estapafúrdia tinha mesmo que ser no… aeroporto de Manaus, hihihi. O vôo zapper (pela sempre horrenda Gol, que agora inclusive COBRA dos passageiros pelo lanche servido a bordo) estava marcado para às três e meia da tarde. O querido casal Marcelo e Lidiane ofereceu carona. Ficou combinado deles passarem no hostel e apanhar o jornalista amigo às duas e meia da tarde, tempo mais do que suficiente pra se chegar no aeroporto e fazer o check-in. Mas deu tudo errado: em pleno feriado Marceleza pegou congestionamento monstro em Manaus (!) e chegamos ao nosso destino às… três e dez da tarde, vinte minutos antes do horário previsto pro avião decolar. Lá se foi o sujeito aqui tentar negociar no balcão da Gol. Um funcionário escroto disse que não havia mais o que fazer. Chamou-se o supervisor e ele respondeu secamente a mesma coisa. O blog sempre estourado perdeu a paciência: deu um murro em cima do balcão e começou a xingar a Gol de todos os nomes possíveis (“companhia de merda” etc.). Nisso uma das funcionárias da empresa começou a RIR da cara do autor deste diário de bordo absurdo. Pode isso agora? Funcionária de empresa aérea RIR da cara de um cliente? Não pode! Zap’n’roll partiu pra cima da fulana, aos gritos: “você está RINDO da minha cara, sua mal educada?”. Ela perdeu a elegância: “Vai pro inferno!”, disse. O blog, que não leva desaforo pra casa, respondeu: “e você vai à merda!”. Nisso o tal supervisor pediu socorro pra… Polícia Federal, alegando que eu tinha insultado sua funcionária, que ela estava grávida (estava mesmo) e bla bla blá. Chegaram quatro (!!!) agentes federais (um já de algemas em punho) e cercaram o blogger brigão e que a essa altura já suava horrores, não de medo mas de calor e nervoso. Começaram a troca de acusações, com os agentes ouvindo as duas partes em conflito. O supervisor da Gol, espertinho, querendo comover a PF: “ele ofendeu minha funcionária com palavras de baixo calão. E ela está grávida!”. Zap’n’roll não queria APELAR, mas viu que teria que fazê-lo. E rebateu: “não seja por isso. Estou com um CARCINOMA EPIDERMOIDE na garganta. Ou seja, CÂNCER! Quem você acha que está com problema de saúde maior?”. Essa info imediatamente AMOLECEU a rispidez dos agentes federais. O que estava com as algemas em punho, abaixou as mesmas imediatamente. E um outro, muito simpático e se apresentando também como dentista, começou a conversar com o jornalista: “oh, o caso do senhor é sério! Já começou o tratamento, etc, etc?”. No final ficou tudo na mesma mas o zapper teria de qualquer forma que comprar outro trecho de vôo de volta pra Sampalândia. E decidiu que NÃO seria pela maldita Gol. Com a providencial ajuda de Marceleza e Lidiane, o esticou sua temporada em Manaus por mais um dia. Até que na quinta-feira, após descobrir um tiozinho que era dono de imobiliária, dono de pizzaria e de escritório de contabilidade (e que era a simpatia em pessoa, mas falava pelos cotovelos), e que também VENDIA passagens por preços em conta, utilizando as MILHAS que ele comprava de outras pessoas, Zap’n’roll finalmente encerrou sua aventura amazônica. E que aventura, wow!

 

 

* Este tópico é dedicado aos queridos amigos do blog em Manaus: Marcelo Correia, Lidiane, Sandro Nine, Jaqueline Figueroa, Bruna Viana, aos Lunetas e à Malbec (que foi uma das apoiadoras da ida do blog à capital amazonense) e a toda galera rocker de lá que nos recebeu super bem. Até a próxima visita, galere!

 

 

PICS DO FESTIVAL HEY YO MUSIC E DO ROLÊ ZAPPER POR MANAUS

(fotos: produção Hey You Music, Bruna Viana e Marcelo Correia)

 

Inocentes arrebentando tudo em Manaus

 

O paulistano Rock Rocket: mostrando a competência de sempre no palco

 

Os Acossados, liderados pela amigona zapper Mônica: garagismo rock no calor amazônico

 

Dpeids: rock “de merda” numa das boas revelações da nova cena manauara

 

Bocetão rocker do Norte curtindo a esbórnia (e querendo pica também, uia!)

 

Zap’n’roll muuuuuito bem acompanhado pelos queridões da Veludo Branco (Victor e Cezar, já no domingão tranquilo, no centro de Manaus)

 

E o blog ao lado de sua paixão de Manaus, a liiiiindaaaaaa, loira e rocker Bruninha

 

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A VIRADA CULTURAL 2013 E A GRANDE PATIFARIA DA ONG FDE, ENVOLVIDA NO EVENTO

É mais um assunto que o blog AMARIA comentar aqui, mas o post já está gigante e precisa ser finalizado. Porém, até esta sexta-feira entra novo postão zapper no ar e aí sim vamos falar aqui o que tem que ser dito sobre esse, hã, sempre palpitante tema, uia!

 

Aguardem!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos das Savages e do Primal Scream, sendo que este já está muuuuito bem resenhado lá no blog Jukebox, do queridão Dum DeLucca e que você pode acessar aqui: http://dynamite.com.br/jukebox/2013/05/more-light-revitaliza-o-primal-scream/.

Capa do novo discão do Primal Scream

 

* Filme: “Somos tão jovens”, claaaaaro. Mostra a construção do mito Renato Russo, acompanhando sua trajetória da adolescência até a Legião Urbana se transformar na maior banda da história do rock brasileiro. O blog na verdade ainda não foi conferir o longa (pretende fazê-lo esta semana) e então pediu um texto sobre ele pra nossa querida amiga e jovem leitora Mayara Corbacho, que viu/sentiu desta forma o filme: “Desde a doença que o deixou sem andar por um bom tempo até a criação da Legião Urbana,  Somos Tão Jovens (2013) expõe alguns dos principais acontecimentos da vida de um dos maiores ícones do rock. Quem curtiu o recorte histórico escolhido em “O Garoto de Liverpool” (2009), provavelmente também irá gostar de “Somos Tão Jovens”, já que esse recorda o filme que narra a história de John Lennon. Outro detalhe bacana: é impossível sair do cinema, escutar músicas como “Por Enquanto”, “Geração Coca-Cola” e “Ainda é Cedo”, sem lembrar de determinadas cenas do filme. Um fato é inegável: nenhum filme, nenhum livro, nenhuma música jamais será capaz de transmitir a grandiosidade de Renato – ele era uma pessoa muito superior a tudo isso, enxergava coisas que poucos conseguiram ver. Porém, não será nenhum “tempo perdido” tirar pouco mais de 1 hora e meia para prestigiar a bela homenagem estrelada por Thiago Mendonça e dirigida por Antônio Carlos da Fontoura, que com certeza há de marcar toda uma legião de fãs”. Fikadika então e valeu Mayara pela sua participação especial neste post da Zap’n’roll!

O ator Tiago Mendonça, que vive Renato Russo em “Somos tão jovens”

 

* Baladas: opa, este postão está sendo finalizado já na madrugada de terça-feira, então este tópico será melhor atualizado no novo post, que deverá entrar nesta sexta-feira no ar. Mas vai se preparando que vai ter Rock Rocket no Beco (na quinta-feira), Vaccines no Cine Jóia (no sábado), Virada Cultural no finde, Brendan Benson na semana que vem (também no Cine Jóia) e os caralho. Haja saúde (e dindin no bolso também, hihihi).

 

 

E FIM DE PAPO

Postão gigantão pra ninguém reclamar. E que termina hoje com esse texto que publicamos em nosso perfil no faceboquete, mas que merece estar aqui também:

 

Só mesmo uma caminhada/passeio noturno (de metrô, ônibus e a pé) ao longo de algumas avenidas paulistanas, para produzir aquele momento reflexivo em que você novamente deixa o filme de sua existência passar diante de seus olhos. Foi isso o que aconteceu há pouco, quando o blog foi até Higienópolis e passou pelas avenidas Angélica, Paulista e praça Buenos Aires.

 

Sim, a grande metrópole é perigosa à noite (e durante boa parte do dia também), mas o silêncio e o frescor que tomam conta dela por vezes nos dão uma liberdade de pensamento e consciência que inexistem em outros instantes. E como sempre nos últimos meses, voltamos a meditar sobre a questão do envelhecimento, da possível morte em breve, da melancolia e solidão que nos acompanham de tempos pra cá, mas que paradoxalmente trazem conforto, calma, sapiência e quietude ao nosso coração e alma – se todo ser humano realmente possuir uma.

 

Talvez Zap’n’roll devesse ter se casado quando era mais jovem. Quer dizer, chegamos a morar junto com a mãe do nosso filho durante dois anos e meio. Depois nunca mais o blog passou pela experiência da vida conjugal. E o mais incrível é que, apesar de o sujeito aqui ter a fama e lenda (muito maior do que a realidade, no final das contas) de ser doidão de plantão, cafajeste com as mulheres etc, ele sempre foi um tremendo romântico e passional, que vivia em busca da mulher e do relacionamento perfeito (“alguém que caiba nos seus sonhos”, como cantou Cazuza). Nunca achou nenhum dos dois, mas algo próximo deles. E sempre que achou (na Vanessa, Tânia, Rudja), por algum motivo essas pessoas escaparam das mãos.

 

Hoje o jornalista vive só, apesar de conhecer zilhões de pessoas. E apesar de ter tido zilhões de garotas na sua vida. E talvez se ele tivesse casado novamente, ele ainda assim poderia estar só novamente (pois como diz André Pomba, relacionamentos têm prazo de validade; quem garante que o zapper não teria se separado novamente?). E como sempre temos dito aqui nos últimos meses, se ainda almejamos algo desta existência terrena é isso: um grande e infinito amor – e também a publicação de um livro compilando os dez anos do blog, pelo qual temos o maior carinho e orgulho.

 

Mas se nem isso conseguirmos, saberemos aceitar nosso destino. Não temos do que reclamar da vida. Fomos felizes e fizemos quase tudo o que quisemos. E a solidão… bem, ela deve ser como o espaço sideral. O misterioso e infinito Universo onde, hoje, o personagem fictício Major Tom (criação célebre, clássica e genial do imortal David Bowie) se transformou em realidade, com o comandante da Estação Espacial Internacional gravando uma emocionante versão de “Space Oddity”, de dentro da espaçonave.

 

O blog se emocionou de verdade ao ver o vídeo com a versão (já tem nosso voto pra clip do ano). E se o tumor maldoso nos derrubar mesmo nos próximos meses esperamos estar lá em cima, não tão perto do Major Tom mas ao lado de mama Janet, a observar serenamente a vida humana que vai seguir em frente, aqui embaixo.

 

É isso. Até o próximo post, galere!

 

 

E o Major Tom ganhou vida na voz de um astronauta de verdade…

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/05/2013, às 4hs.)

Enquanto o blog tosta ao sol rock’n’roll de Manaus (e onde o Hey You Music Festival rolou bacana no finde, apesar de enfrentar alguns problemas), o mondo/pop rock pega fogo em Sampalândia, com shows de Stephen Malkmus, do PIL (na Virada Cultural) e daquele quarteto LENDA GIGANTE do britpop, que deverá aportar no Brasilzão em novembro

Damon Albarn (vocais) e Graham Coxon (guitarras), a linha de frente do gigante e lendário Blur, um dos fundadores do britpop nos anos 90′: a banda, conforme o blog zapper comentou semanas atrás, deverá passar pelo Brasil em novembro, para ser o headliner da edição 2013 do festival Planeta Terra

* Zap’n’roll ainda em Manaus, wow!

 

Pois entonces. Tudo lindo, tudo ok próximo à linha do Equador. Em Manaus, capital do Amazonas e onde estas linhas bloggers andarilhas estão desde a semana passada (mas já retornando à velha Sampalândia nesta quarta-feira, ou seja amanhã, em pleno feriado meia-boca de meio de semana), o calor hoje derreteu a cidade, após alguns dias onde o clima estava até aprazível. No finde a cena rocker da cidade foi sacudida pelo Hey Yo Music Festival, que rolou bacanudo e deu grande espaço para a novíssima cena rock independente de Manaus, e onde o blog “pescou” grupos locais com qualidade musical e pegada rocker bacanuda – caso dos Acossados, dos Playmobils etc. Sendo que estas linhas online irão falar melhor do que rolou no Hey Yo e ainda irão dar um panorama bem legal do rock que rola hoje em Manaus até este próximo finde, quando irá entrar postão zapper no ar, uia!

 

Até lá, o mondo rock ferve em Sampa. Stephen Malkmus e seus Jicks lotaram o Beco do baixo Augusta em duas noites – e Zap’n’roll nem se importou de perder as gigs pois curtia muito mais o Pavement. Na Virada Cultural de Sampa, dia 26 de maio, o velho e lendário Pil (a banda que John Lydon montou depois da implosão dos Sex Pistols) sobe ao palco do Sesc Pinheiros – com ingressos PAGOS (ué, as atrações da Virada não foram sempre todas de GRAÇA??? Qual o motivo da cobrança agora? Será que a medida tem a ver com a entrada em cena no evento, como “curadores”, de gente escroque e pilantra ao cubo, como o porcão Alex Antunes e a máfia do Fora do Eixo aparelhada na capital paulista? Hummm…)

Duas bandas mega bacanudas que agitaram o finde rocker em Manaus, no Hey Yo Music Festival: o sempre esporrento garageiro paulistano Rock Rocket (acima) e o local Playmobils (abaixo), uma das boas revelações da novíssima cena manauara (fotos: produção Hey Yo Music Fest)

 

E a melhor notícia do dia mesmo foi o anúncio da edição 2013 do festival Planeta Terra, o evento mais amado por dez entre dez indies brazucas. E que este ano poderá ter o GIGANTE britpop Blur como headliner – estas linhas bloggers sempre muuuuuito bem informadas já tinha noticiado aqui mesmo, semanas atrás, que produtores do quarteto inglês haviam sondado empresários brasileiros no começo deste ano, visando articular uma turnê da banda por aqui no final do ano. O Blur tocou no Brasil em 1999, em duas gigs inesquecíveis, e na de Sampa (em um domingo onde a banda tocou pra um Credicard Hall apenas com metade de sua lotação preenchida) o blog estava presente com os amigos Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo. O som estava ruim, o eco atrapalhava totalmente a acústica do local mas era o Blur que estava lá. E se voltarem mesmo no final deste ano, aí o mundo pode acabar e o sujeito que digita estas linhas virtuais pode de uma vez por todas se aposentar de ir a mega festivais.

 

É isso aí. Vem mesmo Blur!!! E na sextona em si tem mais por aqui. Até lá!

 

 

* Zap’n’roll está em Manaus com apoio da rádio online Manifesto Norte (www.manifestonorte.com) e da produção do festival Hey Yo Music.

 

(enviado por Finatti às 21:40hs.)

O finde em que a Minha Namorada Sangrenta provocou comoção e histeria na web planetária e finalmente ressuscitou e caiu na Terra (ou na web), com o seu novo disco, o primeiro inédito em duas décadas; mais: em plena folia momesca o blogão ataca com as notas hot (quer dizer, mais ou menos hot, hihi) da semana, fala novamente de uma bandaça do Norte brasileiro, mostra a grande “trairagem” (com as bandas indies) que é o Grito Rock SP e apresenta uma musa indie negra e nua de tirar o fôlego, uia! (plus EXCLUSIVAÇO: o blog desvenda uma “reunião secreta” dos Fora do Eixo, hihihi) (post finalizado em 10/2/2013)

Kevin Shields (acima), o genial e louco guitarrista da lenda My Bloody Valentine (abaixo); o quarteto irlandês levou mais de vinte anos para lançar seu terceiro disco, que finalmente saiu na semana passada e causou tumulto e histeria na web

 

 

Programação normal.
E nada de carnaval por aqui, claaaaaro. Embora sempre tenha respeitado e até admirado a principal festa da cultura popular brasileira como um todo (os desfiles das escolas de samba são sempre bacanas e os ritmos nordestinos como maracatu e frevo são de importância capital na construção da moderna música nacional), Zap’n’roll sempre preferiu se manter à margem, distante da esbórnia que rola nos quatro dias do reinado de Momo. Ano passado, por exemplo, foi para a sua sempre amada São Thomé Das Letras. E este ano preferiu ficar aqui mesmo, na velha Sampalândia – a cidade, nestes dias, fica vazia e sensacional se você quiser ir a um show, visitar uma exposição ou ir pegar uma sessão de cinema ou peça de teatro, sendo que é o blog pretende fazer neste sabadão à noite, quando estas linhas online estão aí, finalmente ao alcance da leitura do nosso sempre fiel e dileto leitorado. Foi uma semana, enfim, nada agitada no mondo pop/rock, talvez um reflexo já antecipado da folia carnavalesca. Mas estamos aqui como sempre, e vamos ao que sucedeu nos últimos dias, quando uma lenda do shoegazer britânico (o My Bloody Valentine) finalmente lançou seu novo disco – isso, após vinte e dois anos de espera. E também vamos falar novamente de uma banda bacanuda do Norte brasileiro (a incrível Malbec, de Manaus), da grande safadeza moral que é o festival Grito Rock SP (promovido pelo Fora do Eixo, óbvio) e mais isso e aquilo aqui, sempre no blogão de rock alternativo e cultura pop que não tem medo de dizer/escrever o que pensa.

 

* E sim, bateu preguiça de terminar o post da semana passada, hehe. Pra compensar esse vai entrar todo de uma vez neste sábado de carnaval – pelo menos é a nossa intenção. Vamos ver se rola…

* Entonces, sabadón de carnaval, néan? O blogger ainda loker ficou sussa na sexta, em sua house. Na quinta-feira a noite foi bem mais, hã, esporrenta: o blog fez via sacra no baixo Augusta, ao lado dos sempre queridos Karla Sanchez e Diego Souza (da fodona Luneta Mágica, de Manaus), e também do chapa e guitarrista Samuel. A noitada começou na Loca (na festa “Loucuras”, comandada pelo nosso, pelo seu André Pomba), prosseguiu na Blitz Haus, passou pela Outs e foi acabar sempre no rock’n’roll eternamente em alta combustão do Astronete. Foi beeeeem lecal, sem dúvida. Tanto que após virar várias vodkas com  energético, uma dose sarada de Jack Daniel’s e mais algumas brejas, o blog voltou feliz pra casa… às seis da manhã, uia! E deitou em sua confortável caminha pensando nela (naquele monumento de tesão e inteligência lá do Norte, sempre o Norte). Pois é…

 

* Quem ficou em Sampa e não curte carnaval, não tem do que reclamar. Hoje, por exemplo, o sujeito aqui vai ver finalmente a exposição “Gil 70”, no Itaú Cultural. Depois, vai emendar e tentar assistir a peça “Mulheres”, adaptação gênio de Mário Bortolotto pro texto igualmente genial do velho safado que todos nós amamos, o imortal Charles Bukowski. E depois vai beber algumas com os queridos Adriana Cristina e Vandré. Amanhã a parada vai ser no Simplão Rock Bar (alô Cris Mamuska! Nos aguarde que estamos chegando, hihihi) em Paranapiacaba, onde o blog pretende ficar até terça-feira. Tá bão, né? Carnaval pra quê?

 

* E em março/abril a vida destas linhas online vai ser bastante tumultuada, no ótimo sentido. O blogão que adora brincar de DJ vai discotecar na Blitz Haus no final de março. Depois tem Lollapalooza BR. Depois, o Cure, já em abril. E no final do mesmo mês vai rolar o festão de DEZ ANOS de Zap’n’roll, lá no Dynamite Pub (com showzaços já confirmados de Coyotes California e da Luneta Mágica). E depois o blogger sempre viajante vai parar novamente em Manaus, pra acompanhar de perto o festival Hey Yo Music (com shows de Inocentes, Rock Rocket, Veludo Branco, Jam Rock, Acossados etc, etc, etc), e rever seus queridos amigos de lá. Melhor impossível! Sobre o Hey Yo Music Fest, você saber mais aqui: https://www.facebook.com/HeyYouMusicFestival?group_id=0.

O trios paulistano Rock Rocket (acima) e roraimense Veludo Branco (abaixo): atrações confirmadas no Yo Music Fest, que acontece no final de abril em Manaus, com cobertura do blogão zapper

 

 

* Falando no grande Coyotes California, vem aí o segundo vídeo do fodástico álbum “Hello Fellas”. Desta vez para a música “Miss Sexual”. E você pode participar das gravações. Cumas? Acessa aqui, pra saber mais detalhes: http://catarse.me/pt/misssexual#about.

CoyotCalifornia vai lançar novo clip e você poderá participar dele

* E, yep, a capa da Rolling Stone Brasil deste mês não poderia se outra e está lindona e classuda. Dá uma olhada aê:

 

* Tio Lobão, meio no ostracismo (só isso explica o fato de até ele ir parar na programação do Grito Rock SP 2013, aquela trambicagem em forma de festival organizado pela “entidade” Fora do Eixo), foi atacar o movimento Tropicalista, em entrevista ao portal Uol. Conhecendo muito bem a figura como estas linhas zappers conhecem, não é novidade que esse sujeito – que já foi sim uma das maiores referências do rock nacional dos anos 80’ – continue apelando para a sua metralhadora bucal quando quer se expor por mais alguns minutos nos holofotes da fama. Pra quem ainda se importa com Big Wolf, suas palavras continuam repercutindo. Pra este blog o que Lobão fiz hoje não causa mais impacto algum.

 

* Assim como o novo disco da lenda My Bloody Valentine também quase não causou impacto nos ouvidos do autor deste espaço virtual. Mas isso a gente explica melhor aí embaixo.

 

 

DEPOIS DE DUAS DÉCADAS, A VOLTA DO MY BLOODY VALENTINE – E AÍ???
Não há definição melhor para o que aconteceu na madrugada do último sábado pra domingo na internet. Alguns minutos após a meia-noite uma autêntica comoção, seguida de histeria, dominou as timelines das principais redes sociais (Twitter, faceboquete), além de ocupar integralmente o espaço em blogs de rock alternativo e sites de cultura pop. A lenda maior, gigante do shoegazer britânico dos anos 90’ (sub gênero do indie guitar de então, onde as canções eram compostas por melodias melancólicas e com as guitarras encharcadas de noise, além de que os integrantes das bandas tocavam invariavelmente ao vivo com a cabeça baixa, olhando para os próprios pés), o quarteto My Bloody Valentine, acabara de anunciar que estava disponibilizando seu novo álbum para streaming e venda online no site oficial da banda.

 

O alvoroço em torno do lançamento do disco (batizado simplesmente de “MVB”, e que jamais vai ganhar edição nacional) se deu por um motivo muito simples e que todo mundo que acompanha estas linhas bloggers rockers e o noticiário pop na web, já está sabendo: este terceiro trabalho da banda liderada pelo mega gênio Kevin Shields (guitarrista, compositor, vocalista, letristas e figura central do grupo) levou “apenas” vinte e dois anos para ser lançado (!!!). “Loveless”, o fenomenal segundo álbum de estúdio do conjunto (e que pode figurar tranquilamente entre os vinte melhores discos de rock de todos os tempos), havia sido lançado em novembro de 1991, quando o MBV já havia colocado fãs e jornalistas do mundo inteiro em delírio e de joelhos com sua fodástica estréia em “Isn’t Anything” (editado exatos três anos antes, em novembro de 1988, e que incrivelmente saiu em vinil nacional, um ano depois, pelo selo Styletto/Eldorado).

 

Pois não deu outra: o site da banda congestionou, o servidor não agüentou e tudo ficou por um bom tempo fora do ar. Quando a conexão foi restabelecida, o álbum começou a pipocar por todos os poros da web. O blog zapper (que havia enfiado o pé na lama em balada noturna monstro pelo baixo Augusta paulistano na madrugada de sexta pra sábado, e muerto e fora de combate havia decidido ficar no conforto do lar na madruga seguinte) capturou o disco em seu HD por volta das cinco da matina de domingo. E foi ouvi-lo com calma na noite do mesmo domingo. De lá até o momento em que estas linhas estão sendo digitadas foram várias audições de “MBV”, o álbum. E já dá pra verbalizar aqui o que estas linhas rockers sempre críticas e rigorosas acharam do dito cujo.

São nove músicas apenas, em quarenta e seis minutos de duração. Os vocais vaporosos, sonolentos e enterrados (na mixagem) nos instrumentos estão todos lá – e divididos sempre entre Kevin e a também guitarrista e cantora Bilinda Butcher (sendo que também permanecem na banda a baixista Debbie Googe e o baterista Colm Ciosoig). As guitarras em noise e em distorção psicodélica também dominam a ambiência sônica do álbum e ninguém melhor do que Kevins Shields extrai essa avalanche de timbres inebriantes do instrumento. É assim que faixas como “She Found Now” (que abre o disco em clima de total lassidão), “Only Tomorrow”, “Who Sees You” (que poderia muito bem estar em “Loveless”), “Is This And Yes” (uma quase mantra hipnótico de cinco minutos, sem guitarras e conduzido apenas por sons de órgão vintage e vocais quase inaudíveis) ou “In Another Way” (ou quando o MBV se permite ser, hã, quase “pop” e radiofônico, naquela que talvez seja a faixa mais acessível composta pelo quarteto até hoje e também talvez o melhor momento do disco) vão entorpecendo e seduzindo os sentidos de quem as escuta. Ou seja, não há do que reclamar. O velho My Bloody Valentine aí está, com garbo e maestria, para mega felicidade e orgulho da nação indie e dos fãs empedernidos do shoegazer dos early 90’.

Capa de “MBV”: o disco é bom, mas é mais do mesmo

 

Certo? Mais ou menos. Tudo ok, tudo muito bacana, tudo muuuuuito lindo e tal mas é no final desta resenha que o blog zapper vai desafinar o coro gigantesco de baba-ovos que se formou em torno do lançamento do tão aguardado (duas décadas…) novo trabalho da banda. A questão é: o disco é bom? Sim. Kevin Shields continua sendo um gênio? Também. Mas o grupo fez ALGUMA COISA superior ao que ele já tinha gravado em seus dois primeiros álbuns? Nem fodendo. Na real e no frigir dos bagos é mais do mesmo (ótimo, sem dúvida), e não há nada aqui que o MBV não tenha desenvolvido melhor em “Isn’t…” e, principalmente, em “Loveless” (quem duvidar, que vá ouvir o dito cujo). Fica então o enorme mistério do por que de Kevin Shields e a banda terem levado vinte e dois anos para lançar este disco, sendo que ele poderia perfeitamente ter sido editado um ou dois anos depois após o segundo álbum do grupo. E mais: tivesse chegado às lojas naquela época (1992/1993), este MBV fatalmente seria recebido com mega frieza por jornalistas e fãs, diante do estrondo que são os dois trabalhos iniciais do conjunto. Lançado hoje, em um mundo musical rasteiro, de pop absolutamente burro e rock paupérrimo de idéias e boas soluções melódicas e de arranjos, o novo álbum do My Bloody Valentine só pode mesmo ganhar status de quase obra-prima.

 

E assim caminhamos. É um disco que não vai vender nada (ainda mais nesses tempos de música circulando livremente na web) mas que serve de ótima desculpa para a banda cair na estrada e fazer shows fodões e históricos. Seria uma ótima pedida, inclusive, colocar o MBV num possível line up de um possível Terra ou SWU 2013. Fikadika pros nossos prezados produtores.

 

 

O TRACK LIST DE MBV – O DISCO
“She Found Now” – 5:06
“Only Tomorrow” – 6:22
“Who Sees You” – 6:12
“Is This and Yes” – 5:07
“If I Am” – 3:54
“New You” – 4:59
“In Another Way” – 5:31
“Nothing Is” – 3:34
“Wonder 2” – 5:52

 

 

MY BLOODY VALENTINE AÍ EMBAIXO
Em dois momentos clássicos do album “Loveless” (de 1991): as faixas “Only Shallow” e “Soon”

 

 

 

 

MALBEC, A OUTRA BANDA SENSACIONAL DE MANAUS
Estas linhas rockers bloggers já falaram do quinteto manauara Malbec, em algum post do final de 2012. Mas ouvindo novamente agora o “Paranormal Songs”, o disco de estréia da banda, nos damos conta de como o disco é fodão e de como é prazeroso aos nossos ouvidos se deparar com uma banda que realmente PENSA pra criar música e sua obra.

 

Sem querer fazer média com ninguém ou puxar o saco de ninguém aqui, mas o fato é inquestionável: NÃO existe nesse momento, aqui em São Paulo (e talvez em todo o Sudeste), uma banda como a Malbec ou a Luneta Mágica, ambas de Manaus. As duas estão vindo pra cá esse ano e vão causar muita inveja, ressentimento e sentimento de impotência nas bandinhas indies de merda daqui. “Mas como? Como eles conseguem fazer um disco desses, e nós não?”, irão se indagar algumas dessas bandas inúteis (artisticamente falando) daqui.

A Malbec, de Manaus: não existe banda igual a eles no Sudeste, em termos de qualidade musical

 

O som do quinteto não cede ao apelo fácil do pop comercial. As letras são ótimas (“Se a luz do relógio da torre/Descesse ao bairro/E rodasse no escuro/Aquecendo um cachorro só/Como se um vigia noturno/Disfarçado de bola de fogo”, trecho de “Relógio da Torre”) e há muito de experimentalismo e de Radiohead fase “Ok Computer” (que é o que eles gostam, felizmente) na sonoridade da banda, de arranjos elaboradíssimos, melodias complexas mas ainda assim envolventes e harmonias vocais bacanas (a cargo da dupla Ian Fonseca e Zé Cardoso). Fora que a produção do disco saiu no capricho, e onde o grupo se preocupou, entre outros detalhes, em fazer a masterização do trabalho em um estúdio em Nova York.

 

“Paranormal Songs” já andou sendo destacado em blogs no site do jornal O Globo. Então o blogão zapper gostaria muito  mesmo, de verdade, que gente esperta e que consideramos antenada (como Lucio Ribeiro, Pablo Miyazawa e Marcelo Costa) dessem uma ouvida no conjunto – e também na Luneta Mágica, que já conquistou um fã ilustre, o querido amigo e vj China.

“Paranormal Songs”: discão repleto de experintalismo e nuances à Radiohead

 

Só um detalhe nos incomoda no álbum: o fato de algumas músicas terem sido compostas em inglês. Mas isso é uma questão subjetiva, uma opinião pessoal: Zap’n’roll tem meio birra de discos que dividem os vocais das canções em dois idiomas. E sinceramente prefermos a Malbec cantando em bom português. Mas tirando esse detalhe, o disco é irretocável.

 

Não há segredos aqui. Apenas ótimo rock’n’roll e a competência e determinação de caras que fazem música com o coração. E isso lá no distante Amazonas. Pois Manaus e a própria Malbec podem e devem se orgulhar muito do resultado obtido em “Paranormal Songs”. Quem não conhece, não ouviu ainda e acha que estamos exagerando, a recomendação é simples: vá atrás e ouça. Só isso.

 

* A Malbec pode ser ouvida e ter seu disco baixado aqui: http://www.malbec.mus.br/promo/.

 

 

A GRANDE TRAPAÇA AÉTICA E IMORAL ARMADA PELO FORA DO EIXO NO FESTIVAL GRITO ROCK SP

Há duas décadas o nosso querido “inimigo cordial” André Barcinski (hoje atuando como jornalista/blogueiro e crítico de música e cinema na Folha online) causou tumulto na imprensa brasileira ao resenhar o álbum “Titanomaquia” (dos Titãs) para a extinta revista Bizz, que então estava no auge, construindo e destruindo mitos da noite para o dia. Com muito bom humor, Barça imaginou uma hipotética reunião no escritório dos Titãs e onde os integrantes da banda discutiam sobre como deveria ser seu novo disco. O texto ficou hilário e se tornou um clássico do recente jornalismo musical brasileiro.

Pois então: vinte anos depois Zap’n’roll vai aproveitar a idéia do crítico da Folha, onde estas linhas bloggers sacanas também vão compor um diálogo imaginário que teria rolou na cúpula da máfia do FDE em Sampa, e que tenta entender e explicar ao nosso dileto leitorado como surgiu mais esta empulhação/armação total aética e imoral, patrocinada pela ONG Fora do Eixo, e que se transformou no tal festival Grito Rock SP, que começou na última sexta-feira em São Paulo (no auditório Ibirapuera, um dos espaços nobres da cidade para a realização de shows) e termina hoje, domingo, 10 de fevereiro, quando esse texto está sendo incluído neste post, finalizando-o. Vamos lá!

 

(um domingão qualquer, final de 2012, na mansão “sede” da cúpula da organização mafiosa Fora do Eixo, no bairro do Cambuci, em Sampalândia. Enquanto no salão do fundo da mansão rolam shows com bandas que ninguém conhece e que tocam no “domingão” da Casa recebendo o “generoso” cachê de duas Sol latão pelas apresentações, dentro da casa rola mais uma interminável “imersão”, sempre comandada pelo “cappo” mr. Capilé. Desta vez, discute-se a realização do festival Grito Rock SP, a ser realizado no carnaval)

 

Mr. Capilé: temos que fazer bombar o Grito Rock SP, pessoal! Já está tudo acertado! Conseguimos aprovar um projeto junto à Secretaria Municipal de Cultura (via Lei de Incentivo) que nos garantiu uma GORDA verba para realizar o evento. O curador vai ser o nosso “querido” Alex Lilith Antunes, que aliás está de parabéns pois trabalhou muito bem!

Um dos integrantes da “imersão”: o que ele fez na curadoria? Quem ele escolheu? Quem vai tocar, afinal?

Capilé: ora, para aprovar um bom projeto de captação de muita grana tivemos que ser espertos, como sempre somos aliás, hehe. Então ao invés de chamarmos bandas toscas que ninguém conhece, fizemos o certo dessa vez. O Lex colocou o Lobão de convidado numa das noites e o Edgard Scandurra pra fechar a outra. Dois ícones do rock mainstream nacional dos anos 80’! Mas agora eles são “independentes” como a gente, não é o máximo?

Outro integrante da “imersão”: mas… quanto vai custar isso pro FDE? Porran, Lobão, Scandurra…

Capilé: ué, vai custar nada! A grana que conseguimos cobre tudo e ainda vai sobrar pro FDE.

(começa um zunzunzun entre os participantes da “imersão”. Um deles comenta sobre valores de cachês das “estrelas” que irão participar do GR)
Participante da imersão: ouvi dizer que tanto o Lobão quanto o Edgard Scandurra estão com cachês em torno de R$ 30 mil reais, cada um. Os dois somados dão mais de 60 mil. Fora a Cida Moreyra, o Thiago Petith e todo o resto. Se somarmos tudo isso vai pra mais de cem mil reais. Não é muita grana? Quanto conseguimos arrecadar na captação de recursos, afinal?

(o cappo do FDE fica tenso) Mr. Capile: olha, isso eu não posso falar mas garanto que o dinheiro dá e sobra. E o Lex fez um ótimo trabalho de curadoria, pra isso ele recebeu um gordo cachê também, que vai permitir que ele pare por um tempo de usar internet em lan house e ficar ligando pros outros a cobrar, de orelhão.

(um outro integrante da “imersão” começa a demonstrar insatisfação com a história): Mas poxa vida! E por que as bandas mais alternativas foram deixadas de fora do evento? Por que nenhuma foi escalada pra tocar abrindo pro Lobão ou pro Scandurra? Você, chefe, não diz sempre que as bandas têm que dar o sangue pelo FDE e fazendo assim, as bandas sempre terão reconhecimento e espaço garantido nos festivais promovidos pela entidade?

Mr. Capilé (irritado por estar sendo confrontado): escuta rapá, esse Grito Rock no auditório Ibirapuera é um caso especial e à parte. Ali temos que botar peixe grande pra dar uma satisfação à Secretaria da Educação (senão a gente não conseguia o dindim) e também à mídia rancorosa e marrom que está no nosso pé, com esses bloguinhos de merda do tal Dum de Lucca e a Zap’n’roll, daquele porra do Finatti. Então dessa vez as bandas que lutam pelo FDE ficarão de fato de fora. É uma questão puramente memética. Mas elas sempre terão espaço nos domingos aqui na sede da Casa Fora do Eixo. E ainda continuam com as duas Sol latão de cachê. Porra, o que mais vocês querem???

O “Grande Chefe” do FDE (acima, ao lado da Presidente Dilma) e o gordo e picareta Lex Lilith (abaixo), o “curador” do Grito Rock SP 2013: uma dupla do barulho, uia!

 

(tumulto na reunião. Um integrante de uma banda qualquer mostra indignação de verdade e dispara contra Capilé): Pois eu acho isso uma PUTA duma sacanagem com as bandas que estão sempre aqui, tocando de GRAÇA pra vocês! Quer dizer que pra tocar nessa espelunca aqui da Casa Fora do Eixo a gente serve. Mas na hora de termos a oportunidade de mostrar nosso trabalho em um lugar como esse Auditório Ibirapuera e ao lado de um cara conhecido como o Lobão, não pode? Qualé? Eu acho isso aético, escroto e amoral com as bandas que dão o sangue pelo FDE. E esse Alex Antunes, que não passa de um fofoqueiro e picareta, quanto tá levando nessa “curadoria”?

(mr. Capilé explode de cólera): quem é você pra falar isso aqui? Seu pau no cu! Vai tomar no seu cu! Estou em CRISE DIPLOMÁTICA com você e sua banda e ORDENO que se retire IMEDIATAMENTE do Fora do Eixo!

(chega Alex Antunes na sala, com o seu habitual riso mongolóide, sua pança enooooorme e sua careca lustrosa): hehehehehe, calma, não vamos nos exaltar! Eu tinha que por nomes conhecidos na programação, senão não iríamos ter a grana pra fazer o festival. E eu ganhei pouco pra fazer a curadoria, “só” vinte mil reais. Eu PROMETO que vamos fazer outro festival tão bacana quanto nos próximos meses, aqui mesmo em São Paulo, e daremos som e luz decente pras bandas e iremos aumentar o cachê delas pra TRÊS Sol latão. Que tal?

(os integrantes da imersão debatem a proposta. Uns contra, outros a favor).
Integrante de banda a favor: se for isso mesmo eu topo. Porque toda vez o som e a luz que vocês arrumam é uma droga. E se aumentar mais uma Sol latão já dá pra matar melhor a sede.

Integrante de banda contra: negativo! Queremos som e luz decente e pelo menos cem mangos de ajuda de custo além das Sol latão. A vida tá cara, comer custa grana e cerveja não mata minha fome.

Mr. Capilé: CEM REAIS além das Sol latão? Que isso rapá, você quer levar o FDE à falência? Assim eu não posso passear na Europa! O dinheiro das minhas viagens tem que sair daqui! Do meu bolso é que não vai sair!
(a reunião termina, depois de DOZE HORAS de imersão, com todos sendo OBRIGADOS a acatar as decisões do Grande Chefe. Quem não concorda, rua! E sem sequer Sol latão de compensação, rsrs)

 

Lembrando: este é um diálogo imaginário, de uma reunião imaginária. Mas que tem tudo para ser real, no final das contas. Alguém aí duvida disso?

 

 

MUSA INDIE DA SEMANA – UMA DELÍCIA NEGRA NUA PARA SEUS OLHOS!
Yeeeeesssss. Ela é linda, negra, inteligentíssima, culta, engajada em movimentos sociais e professora numa escola de artes no Norte do Brasil (claaaaaro, onde mais poderia estar um monumento desses?). E se tornou uma queridaça amiga do autor deste blog desde que ele esteve passeando por lá, em setembro passado. A amizade cresceu tanto que estas linhas online resolveram dedicar a seção “Musa indie da semana” pra ela. Em retribuição Maru (a forma carinhosa como o blogger rocker a chama; sendo que vamos manter o nome da lindaça em segredo, a pedido dela) caprichou na imagem e mandou esta foto especialmente para ser publicada aqui.

 

Então é isso aí: deleitem-se machos empedernidos, hehe. Maru, nos seus vinte e três aninhos de puro charme e tesão, é fã de rock, de MPB e de literatura. E está solteira – não por muito tempo, se depender do sujeito aqui, uia!

Gatíssima, negra, tesuda, inteligente: Maru, a musa indie desta semana, solteiríssima – mas não por muito tempo, se depender do blog, hehe

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: “MVB” (vá lá), do My Bloody Valentinte, e “Paranormal Songs”, da Malbec. Pra você ouvir feliz e chapando o côco de marijuana durante todo o carnaval.

* Filmes: com um feriadão desses bem aí, na nossa cara, nada melhor do que pegar um cinemão. Ainda estão em cartaz “As aventuras de Pi” e “Django Livre”. Se joga!

 

* Blog: o Roraima Rock’n’roll continua sendo um dos melhores espaços online no Norte brasileiro, pra se falar de rock alternativo. Escrito pelo chapa e amigão Victor Mattheus (também guitarrista do ótimo Power trio Veludo Branco), o blog também está repercutindo e acompanhando de perto a grande sacanagem promovida pela turma do Fora do Eixo, na cena independente nacional. Dá uma olhada lá e confere: http://roraimarocknroll.blogspot.com.br/2013/02/estreia-pimenta-no-cubo-dos-outros.html?spref=tw.

 

* Baladíssimas em pleno carnaval: yeah! Muita gente viajou mas outro tanto também ficou por aqui mesmo, em Sampalândia. Pra essa turma a noitada rocker não termina nunca e lá no baixo Augusta o feriadão ferve como sempre. Você pode optar entre a noite tecno da Blitz Haus, o open bar da Outs ou a DJ set de clássicos do rock sessentista lá no Astronete, que tá valendo! Então monte seu melhor modelón rocker, deixe a folia de Momo pra lá e caia nas guitarras, uhú!

 

 

BORA PRO LOLLA!
E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que tá dando sopa:

 

* UM INGRESSO para cada noite do festival Lollapalooza BR 2013, que acontece de 29 a 31 de março no Jockey Club, em São Paulo. Vai perder???

 

 

E FUOMOS PRA FOLIA
Do rock’n’roll, claaaaaro. O blogão zapper volta na área na semana que vem, quando Momo já estiver bem longe daqui, uia! Beijos nas crianças. Inté!

 

 

(finalizado por Finatti em 10/2/2013 às 15hs.)

Em post modesto e reduzido (pois o blog está preparando sua lista dos melhores de 2012) o espaço zapper fala sobre o fim DE FATO da Via Funchal, analisa o possível fim da MTV, além de falar desses boatos infundados que muitas vezes inundam a blogosfera, e também daquela velha história do comeback de Bob Smith e sua turma ao Brasil (plus: o novo vídeo do Rock Rocket, para a xoxotuda “Maria Eugenia”, uia!)(versão final, ampliada, em 18/12/2012)

Tudo que é ótimo sempre chega ao fim, néan? Em semana que houve boatos sobre o fim do festival Planeta Terra (desmentido, felizmente) e sobre o possível fim da MTV (ainda em suspense…), sobrou mesmo para a ótima Via Funchal (foto acima): a melhor casa de shows musicais de médio porte da capital paulista fecha de fato as portas em 2013; pelo menos a ótima notícia (apurada e confirmada pelo blog zapper) é que Bob Smith e o Cure (abaixo) estão mesmo voltando ao Brasil, em abril/maio 

 

Pois então.
Não dá pra fazer um post com quase cinqüenta mil caracteres (como foi o caso do último) toda semana, néan? Sacumé, final de ano chegando, tudo fica mais calmo (quer dizer, mais ou menos…) no mondo pop/rock, o blog começa a preparar sua lista de melhores de 2012 (que estará por aqui na semana que vem), de modos que hoje Zap’n’roll vem bem modestinha, hehe. Mas ainda assim falando de temas, hã, palpitantes e que andaram sacudindo a galere nos últimos dias. E dá-lhe boatos e especulação sobre o fim da MTV (já comentado aqui no último post), fim do festival Planeta Terra (já desmentido, rsrs), fim das atividades da casa de shows paulistana Via Funchal (confirmado) e a volta do gigante e lenda goth The Cure ao Brasil (esse, sendo investigado agora, já na tarde de sexta-feira, por estas linhas online, sendo que você fica sabendo logo aí embaixo o que apuramos a respeito, uia). De modos que sem muitas delongas esta semana vamos apenas a algumas notas/análises rápidas aí embaixo, a respeito desses assuntos. Lembrando que no próximo post vem a lista dos melhores do ano pelo blog zapper e aí… férias merecidas que ninguém é de ferro, hehe.

 

 

VIA FUNCHAL – O FIM, ENFIM (E INFELIZMENTE)

Jarvis Cocker, vocalista e líder do inglês Pulp, tocando no final de novembro em Sampa, na Via Funchal: quem viu, viu; quem não viu…

Talvez a melhor casa de shows musicais de porte médio (por porte médio, entenda-se um espaço onde cabiam até seis mil pessoas) da capital paulista na última década e meia, a Via Funchal, localizada no bairro de classe média alta da Vila Olímpia (na zona sul de Sampa), vai mesmo fechar suas portas a partir do mês que vem. A informação foi confirmada ao blog há pouco, em conversa informal entre estas linhas online e a querida Míriam Martinez, assessora de imprensa da casa e dileta amiga pessoal zapper há mais de duas décadas.

 

Os boatos sobre o fechamento do local já rolavam fortes há várias semanas. O motivo para o provável fechamento era, senão outro, a especulação imobiliária de sempre e que anda atacando com apetite voraz determinadas regiões da cidade (como a própria Vila Olímpia ou a região no entorno da rua Augusta, no centro de Sampalândia) nos últimos tempos. Pois a Via Funchal acaba de se tornar a mais nova vítima dessa especulação: o terreno onde está localizado o imóvel da casa de shows foi vendido para uma incorporadora. E dentro da própria Via Funchal ninguém se pronuncia oficialmente sobre o assunto mas os dois proprietários do local já autorizaram a querida Míriam a informar que, sim, a Via Funchal localizada na rua do mesmo nome deixa de existir como espaço de shows musicais e outros eventos na área de entretenimento a partir de 2013.

 

O último show musical por lá seria o da cantora Norah Jones, que iria se apresentar na Via Funchal amanhã (sábado), com tickets esgotados. Como Norah cancelou sua turnê no Brasil (em função da morte de seu pai, a lenda Ravi Shankar, ocorrida esta semana nos Estados Unidos), a história musical da casa está definitivamente encerrada.

Zap’n’roll na entrada da Via Funchal, ao final do show do britpop Pulp, no último dia 28 de novembro: o blog perdeu as contas de quantas gigs fodásticas assistiu ali. Vai deixar saudades!

 

O último show visto por Zap’n’roll lá foi o da banda inglesa Pulp, que aconteceu no último dia 28 de novembro. E o blog perdeu a conta de quantas gigs fodásticas ele presenciou ali. New Order, REM, Echo & The Bunnymen, Interpol, Massive Attack, Cat Power, The Kooks, Stone Temple Pilots, Duran Duran, Coldplay…foram incontáveis os grandes momentos rockers presenciados por estas linhas online na casa da rua Funchal.

 

Vai deixar saudades, e muitas. A Via Funchal tinha ótima localização, ótima estrutura para acomodar a platéia (espaço circular com o palco ao fundo, degraus que permitiam a todos assistir com ótima visão o que rolava em cena), ótima acústica, bares estrategicamente localizados na pista etc. Com o seu desaparecimento a maior cidade do país fica ainda mais carente de espaços para shows gringos de médio porte: restam agora o longínquo e tenebroso (na questão de acústica e localização) Credicard Hall e o HSBC Brasil. Sendo que nenhum dos dois jamais superou a VF em termos de funcionalidade.

 

Pra quem viu shows por lá, restam as lembranças. Pra quem não viu, a solução é torcer para que São Paulo ganhe, em breve, um espaço para eventos musicais tão bacana quanto era a, desde já, saudosa Via Funchal.

 

 

**********
O BLOG ZAPPER APUROU: CURE EM ABRIL, COM (POR ENQUANTO) TRÊS SHOWS NO BRASIL
Yep. Que Robert Smith está finalmente voltando ao Brasil com o gigante goth The Cure em 2013, já são favas contadas desde que o próprio Bob anunciou, no primeiro semestre deste ano, que a banda tocaria na América do Sul no ano que vem – sendo que não custa lembrar que nos últimos quinze anos o grupo “prometeu” diversas vezes que voltaria ao Brasil. Promessa nunca cumprida, rsrs.

 

Mas como costumam dizer no jargão popular: agora vai, uia! Esta semana espaços de cultura pop na blogosfera brazuca começaram a trombetear que a turnê sul americana da Cura já estava praticamente fechada e que só faltava o anúncio oficial, que deverá ser feito na próxima semana. De modos que, acompanhando todo esse falatório, estas linhas bloggers curiosas resolveram deixar a preguiça de lado e foram na tarde desta sexta-feira apurar o que há de fato CONCRETO na operação The Cure – Brazil Tour 2013.

 

O blog entrou em contato com um “chegado” seu que, por acaso, presta serviços para a produtora que está negociando (e fechando) a vinda da lenda goth ao Brasil (sendo que eles também irão tocar no Chile e Argentina). Em bate-papo telefônico, o blog apurou o seguinte junto à sua fonte (que pediu sigilo absoluto, pra não foder o trampo dele, óbvio):

 

O Cure vem para a América Do Sul em abril e fica por aqui até o final do mês pois em maio a banda já voa para gigs na Europa. No Brasil, especificamente, irão acontecer (por enquanto) TRÊS shows, na primeira quinzena do mês: em São Paulo, Rio e Porto Alegre. Há a possibilidade de um show extra em Sampa, de acordo com a demanda de ingressos. Também há a possibilidade de rolar uma data ou em Curitiba ou em Belo Horizonte.

 

Os shows em Sampa deverão acontecer (infelizmente) no horrendo Espaço das Américas, onde a referida produtora já realizou vários outros shows gringos importantes. Há duas configurações possíveis para o Cure em Sampa: ou dois shows no Espaço das Américas ou um único na arena Anhembi. Por último: os tickets começarão a ser vendidos a partir de janeiro e, sim, haverá a famigerada pista Premium entre eles.

 

Foi isso que Zap’n’roll apurou na tarde desta sexta-feira, sobre a volta do Cure ao Brasil. Nunca é demais lembrar: a banda liderada por Bob Smith já tocou por duas vezes aqui. A primeira em março de 1987, com gigs sold out por todos os lugares por onde ela passou. A segunda e última vez foi há quase dezessete anos, em janeiro de 1996, na edição daquele ano do extinto festival Hollywood Rock. O grupo tocou então em Sampa (no estádio do Pacaembu) e no Rio (na Apoteose) e enlouqueceu a galera goth com um set que durou quase três horas. Mais ou menos o mesmo tempo que tem durado os shows da atual turnê onde o conjunto, além do vocalista e líder inconteste Robert Smith, ainda conta com o igualmente eterno Simon Gallup no baixo, Roger O’Donnell nos teclados, Jason Cooper na bateria e (voilá!) Reeves Gabrels, que já tocou com o gênio David Bowie no grupo Tin Machine (quem se lembra?)

 

E fora que a passagem do grupo por aqui em 1996 rendeu uma entrevista sensacional para a então ainda edição impressa da revista Dynamite (saudades, saudades…), feita pelo sujeito aqui e que apareceu assim (veja aí embaixo) do ladinho de Bob Smith, em foto tirada durante o bate-papo, no lobby do hotel Maksoud Plaza.

 

É isso. Góticos novos e tiozões (como o zapper que digita estas linhas virtuais) podem preparar os coturnos, os óculos escuros, as capas pretas e começar a desgrenhar as cabeleiras: Cure Brazil tour – abril de 2013. É logo ali…

Sampa, janeiro de 1996: há dezessete anos o Cure veio ao Brasil pela última vez, para se apresentar no extinto festival Hollywood Rock. E antes do show na capital paulista Zap’n’roll (ainda um jovem e morenudo jornalista junky e rocker, hihi) bateu dois dedos de prosa com Robert Smith, hehe. Pois agora chega de saudade: o Cure, felizmente, está vindo novamente aí!

 

 

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FECHANDO A TAMPA
Final de ano batendo na cara, entonces vamos fechar logo esse post comentando que, yep, a situação continua indefinida lá pelos lados da MTV. Tudo vai ser sim resolvido em janeiro vindouro e é muito óbvio que ou a emissora muda radicalmente sua grade de programação e volta a se concentrar em MÚSICA e informação ADULTA e de qualidade, ou tchau e benção.

Sobre a boataria que rolou na blogosfera nos últimos dias, dando conta do provável fim do festival Planeta Terra em 2013: a própria direção do portal se encarregou de DESMENTIR o boato, afirmando que o evento rola sim, firme e forte, no final do ano que vem. Tá vendo o que dá querer saber mais que todo mundo e ficar inventando “furos” do além e que não correspondem à realidade?

Por fim, indicações zappers pra esta semana (post sendo finalizado no final da tarde de terça-feira, já): nesta quinta-feira, depois de amanhã em si, tem showzão de lançamento do novo álbum dos queridos Rock Rocket, lá no BecoSP (no baixo Augusta), naquela que promete ser a última grande esbórnia/putaria rocker de 2012, uia! O blog vai estar por lá e nessa mesma quinta-feira teremos o último post zapper deste ano, com a nossa lista de melhores dos últimos doze meses e a resenha do novo trabalho do RR. Por enquanto, de aperitivo, você fica com o novo vídeo deles, para a supimpa “Maria Eugenia”.

E nós estamos de volta aqui nesta quinta-feira, okays? Até logo menos então!

Rock Rocket – “Maria Eugenia”

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 18/12/2012, às 19hs.)

 

Começando o ano novo, com os “tiozões” rockers comandando a cena. David Bowie (cocaine e fodas no cu, em mini diário sentimental), Van Halen (e até Blemish e Rock Rocket)… estamos mesmo em 2012??? (versão final e atualizada, com a foda do BBB, em 16/1/2012)

 David Bowie (acima) em sua sensacional fase bichaça louca à la Ziggy Stardust, e o Van Halen (abaixo): os “véios” comandam o agito rocker em pleno 2012 

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E enquanto isso, no podre e famigerado BBB, a foda come solta, hihi:

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É mesmo ano novo?
Às vezes não parece. Afinal, ainda rola uma certa modorra e aquele clima de “férias” atemporais nessa primeira quinzena de janeiro. É sempre assim todo início de ano mas, desta vez, a sensação de que estamos em 1983 (ou 1976) se torna um pouco maior pois os assuntos que dominaram o mondo pop/rock esta semana foram (acredite)… o niver do eterno camaleão David Bowie – comemorado no último domingo –, e a volta do quarteto americano Van Halen. É pouco? Fora que aqui mesmo, no velho Brasil de sempre (entra ano, sai ano, e a ladainha permanece a mesma: ação no centro de Sampa pra acabar com a vergonhosa cracolândia, que lá está fincada há quase vinte anos; reforma ministerial que deixa tudo como está no Ministério corrupto de miss Dilma; as águas do verão arrasando Minas Gerais e Rio De Janeiro etc, etc, etc.), a indie scene se agita com a volta do algo lendário Blemish e também do trio garageiro paulistano Rock Rocket. Isso tem seu lado bom (bandas bacanas de volta à ativa) e ruim (a incômoda sensação de que, como sabiamente escreveu e cantou Cazuza há mais de vinte anos, o mundo se tornou um museu de grandes novidades). E o blogão que jamais pára (mesmo em seu recesso habitual de início de ano) volta hoje, no primeiro post de 2012, falando justamente sobre isso: de estarmos em um novo ano, mas com a sensação de estarmos voltando duas décadas ou mais no tempo. Então vem junto com a Zap’n’roll, que no caminho (ou durante a leitura do blog) a gente explica essa parada.

* Sexta-feira, 13. Dia um tanto cabalístico pro retorno zapper, uia. Mas vamos nessa.

* Bien, começo de ano ainda e tudo beeeem devagar no rock’n’roll brazuca e planetário. Claro, alguns showzinhos e agitos já pipocam aqui e ali mas a chapa vai começar a esquentar mesmo a partir da semana que vem, quando tem show do retornado Blemish em Sampa – sendo que sobre isso falamos melhor logo menos aí embaixo. Daí pra frente o ano rocker vai começar de fato com festa de quinze anos da Pisces Records, show dos velhos góticos do Sisters Of Mercy na Via Funchal (dia 10 de março, com promo de ingressos no blog zapper já sendo articulada, hihi) e o Lollapalooza, claaaaaro! Então vai lendo e acompanhando este espaço online, que iremos dando todos os detalhes dos badalos por aqui assim que eles forem rolando, ok?

* Falando em Lolla BR, saiu a  programação do Coachella 2012. Yep, tem Black Keys como headliner da primeira noite (e com justiça, a dupla americana vive seu melhor momento e “El Camino” é um grande disco), Radiohead fechando outra e Dr. Dree encerrando tudo. Bão, e daí? Daê que o Coachella continua sendo o maior e principal festival dos EUA hoje, mas já foi bem melhor em termos de line up. O que parece é que não há mais novidades para serem mostradas (ok, tem a volta do At The Drive-In este ano; a banda é uma das mais queridas destas linhas rockers online, mas a sua volta no Coachella não vai causar a mesma comoção, por exemplo, que causaram os comebacks do Bauhaus ou do Jesus & Mary Chain), e aí fica tudo meio desinteressante. Fora que zilhões de grupos que estão escalados pra tocar por lá (veja o cartaz aí embaixo), já se apresentaram no Brasil ou vão aparecer por aqui nos próximos meses. Ou seja: agora que o Brasil tem Lollapalooza, SWU e os caralho, não é preciso mais ficar com “invejinha” de festivais gringos, hehe.

* E tem a volta do Prêmio Dynamite de Música Independente este ano, né? Talvez a maior premiação da cena independente nacional, o evento nasceu em 2002 com poucas categorias, foi se agigantando ano a ano até ser interrompido em 2009, quando foi entregue pela última vez. Agora ele está de volta, inclusive para comemorar os vinte anos de existência da revista Dynamite (hoje, publicada em edição online, e talvez o veículo de mídia mais longevo que se tem notícia no país, dedicado ao rock e à cultura pop em geral) e os dez do portal Dynamite online (WWW.dynamite.com.br), onde o blog Zap’n’roll começou como coluna em 2003 e continua hospedado lá também, até os dias de hoje. Como sempre a primeira fase do prêmio será a indicação, através de um júri composto por jornalistas, músicos, produtores culturais e formadores de opinião, de quem irá concorrer aos troféus nas diversas categorias da premiação. Escolhidos os concorrentes (e o blog zapper, que em 2011 foi desmembrado em dois endereços distintos na web, deverá concorrer na categoria de melhor blog, em seu endereço próprio, este aqui mesmo em que você o está lendo, hihi), começa a votação aberta ao público, sendo que a grande festa de anúncio dos vencedores deverá rolar em maio. Até lá é começar a formar torcidas e participar sendo que tudo sobre o Prêmio pode ser encontrado na página do evento no Faceboquete, em http://www.facebook.com/groups/309700289069164/?ref=ts . É isso aê!

* O que é pior: BBB ou o Michel Teló? Depende do ponto de vista. O reality show Global está em seu décimo segundo ano de exibição pois é sucesso garantido de audiência, sempre. Já se tornou clichê dos clichês dizer que o programa apresentado por Pedro Bial se mantém no ar a cada verão porque a (falta de) cultura média do brasileiro se presta a isso, a este tipo de entretenimento raso, banal, fútil, superficial, rasteiro, sem estofo cultural algum, onde o que importa é a exposição de carnes femininas gostosas com pouca ou nenhuma roupa, além das intrigas, fofocas, disputas e baixarias que invariavelmente vão surgindo ao longo do programa. Diante de um panorama dantesco desses o hiper hype repentino em torno do sertanejo Teló se constitui até em um, hã, mal menor. Afinal se você analisar com frieza e distanciamento o cantor paranaense, irá ver que: a) Michel Teló já tem uma carreira de quase oito anos e só agora conseguiu alcançar o mega sucesso, graças ao insuportável hit “Ai se eu te pego”; b) o sujeito é bonitinho, visualmente falando, o que conta (e como) na hora da exposição midiática; c) ele canta bem, possui boa inflexão e a melodia da canção também é boa, grudenta e radiofônica como toda ótima música pop deve ser. Claro, todos esses fatores não eximem a música de Teló de ser uma enorme droga (a letra é de uma rasteirice mental inominável). Mas o fato é que o sucesso planetário que ela alcançou (até agora, com mais de cem milhões de views no YouTube), desbancando das paradas na Europa gente como Adèle e Lady Gaga, só comprova que o apreço por arte ruim (ou péssima) não é prerrogativa exclusiva do brasileiro. Fora que Teló está aproveitando como deve aproveitar o seu momento de popstar, fazendo zilhões de shows e cobrando R$ 150 mil reais por cada apresentação. O blog pode estar enganado mas acha que o próprio cantor sabe que “Ai se eu te pego” terá sucesso efêmero como um hit/hype de verão, exatamente igual à 90% da música pop planetária nesses tempos de internet. Depois, ele cairá no esquecimento e voltará ao quase total anonimato que dominou sua carreira até agora. Nesse sentido, então, Michel Teló será uma praga bem menos perniciosa do que o escroto Big Brother Brasil.

* E só pra provocar nosso dileto leitorado, aí embaixo o vídeo do grande hit deste verão, uia!

Michel Teló – “Ai se eu te pego!”

* A VOLTA DO BLEMISH – banda lendária dos subterrâneos indies de São José dos Campos (interior paulista), onde foi fundada em 1998, a Blemish está de volta à ativa. O quarteto conquistou um público fiel e respeito da mídia rocker no início dos anos 2000’, graças às suas músicas que combinavam eflúvios de distorção e noise com guitarras indies e algo do pós-punk inglês. “Silver Box Song” acabou se tornando um semi-hit e hino nas incendiárias apresentações ao vivo do grupo mas o Blemish sucumbiu aos eternos desafios, problemas e sufocos pelos quais passa qualquer banda independente no Brasil (ainda mais cantando em inglês), e suspendeu suas atividades por volta de 2005. O fundador do conjunto, o guitarrista e vocalista Clóvis Tito se mudou para Londres, chegou a tocar no grupo Drugstore (comandado pela baixista brasileira Isabel Monteiro) e agora, de volta às terras brazucas, resolveu reviver o seu ex-grupo, que foi sempre um dos preferidos destas linhas bloggers rockers na indie scene paulista. Os planos para 2012 são um novo álbum de estúdio, chamado “Transtlantic Broken Dreams” e a volta aos palcos, o que acontece já no próximo dia 18 de janeiro, quando a banda vai se apresentar no Sesc Vila Mariana, em Sampalândia. A atual formação do Blemish inclui, além de Tito, o também guitarrista Luis Naressi, o baixista Ivan Roman e o batera Rodrigo Silva (que também toca em outra bandaça de São José dos Campos, o Alarde). E uma prévia do álbum dos garotos (com quatro músicas, entre elas a shoegazer e chapadona “Falling Star”) pode ser baixada e ouvida aqui: http://www.mediafire.com/?4xonft4r21shkf8 . bem-vindo de volta, Blemish!

Metade do grupo Blemish: de volta um dos grandes nomes do indie guitar nacional

* Quem também começa o ano com novidades é o já veterano trio garageiro/rocker paulistano Rock Rocket, dileto e velho amigo destas linhas virtuais. O RR encerrou 2011 lançando em bacanuda edição em vinil a trilha sonora do filme “Pólvora Negra” (ainda sem previsão de estréia nos cinemas), através do pequeno grande selo Pisces Records – que prepara sua festa de quinze anos de existência para março/abril na casa noturna Beco203, hoje uma das melhores do circuito noturno da capital paulista. O disco já pode ser encontrado em lojas como a Baratos Afins (WWW.baratosafins.com.br) ou Locomotiva Discos (http://www.facebook.com/profile.php?id=1549510600#!/locomotivadiscos), e o trio ainda pretende relançar, pela mesma Pisces, seus dois primeiros discos remasterizados e acrescidos de faixas bônus. Legal, beeeeem legal.

O trio Rock Rocket: disco novo em vinil e relançamento dos dois primeiros cds a caminho

* Bien, bien, não é só de novidades e bandas retrôs que vive o rock neste início de 2012. Está aí o folk americano Bom Iver arrebentando tudo por lá, sendo que o blog ainda está ouvindo os dois discos do grupo para voltar a falar sobre ele por aqui. Já na Velha Ilha os Maccabees foram parar na capa da NME desta semana e seu novo álbum, “Given to the Wild” (o terceiro deles, sendo que a banda existe desde 2004), está recebendo elogios rasgados da musical press gringa. Será que é pra tanto? Hum… logo menos falamos nossas impressões sobre o cd aqui no blogão zapper.

* Mas é fato: os “velhos” é que continuam dominando a mídia rocker neste início de ano. David Bowie e Van Halen que o digam…

BOWIE AOS 65, VAN HALEN DE VOLTA – ESTAMOS MESMO EM 2012???
A impressão é que não. Afinal, nas duas primeiras semanas do novo ano, os assuntos que dominaram o noticiário rocker planetário foram o aniversário do eterno gênio e camaleão David Bowie (que completou sessenta e cinco anos de idade, no último domingo), e a volta do quarteto americano Van Halen, que já está com música nova circulando na web, promete disco de inéditas para breve e vai sair em turnê logo menos pelos Estados Unidos. Isso sem contar o Black Sabbath, que anunciou no final do ano passado que também está de volta com sua formação original e vai lançar este ano o primeiro disco de estúdio com essa formação desde 1978.

Algum problema nisso tudo? Nenhum. David Bowie sempre foi e vai continuar sendo (mesmo que não grave nunca mais nenhuma música em sua vida) um dos nomes fundamentais de toda a história do rock’n’roll mundial, pela abrangência, contundência e qualidade de sua obra – quantos artistas você conhece que anteciparam tantas tendências musicais e influenciaram tanta gente? Poucos, né? E o Van Halen… muita gente vai se espantar com o que vai ler aqui, agora. Mas Zap’n’roll sempre gostou muito da banda dos irmãos Edward e Alex Van Halen, principalmente dos cinco primeiros (e melhores) discos da trajetória deles, os que foram gravados com Dave Lee Roth nos vocais. Eddie sempre foi um guitarrista fenomenal e Roth, apesar de ser eternamente fanfarrão, canastrão, arrogante e histriônico, era um ótimo vocalista e frontman. O Van Halen dava ao hard rock (e, por tabela, ao heavy metal) aquilo que faltava ao gênero: bom humor nas composições, ótimas melodias, músicas barulhentas mas de apelo pop e comercial (algo que um certo Nirvana iria conseguir também, nos anos 90’). Quando Dave resolveu cair fora (pois achou que era grande demais para o grupo e se fodeu em uma carreira solo que nunca deu em nada), o grupo colocou o mala e brega Sammy Hagar nos vocais e o VH se transformou em uma disgusting banda hard pop de FM, com zilhões de hits cafonas e melosos estourando um atrás do outro. O grupo encheu o cu de grana mas nunca mais foi o mesmo. Agora com a volta de Dave Lee Roth e com Eddie ainda em grande forma, podemos esperar que venha um disco bacanudo por aí.

Bowie toca em Sampa, em 1997, durante o festival Close Up Planet: mesmo recluso, sem gravar e sem se apresentar ao vivo, ele continua sendo uma lenda do rock

Enfim, o fato de o aniversário de David Bowie (que realmente está em total reclusão, sem gravar nada há anos e também sem se apresentar ao vivo) e da volta do Van Halen terem dominado o mondo pop/rock esta semana, apenas reflete o estado da música atual, nestes tempos de internet. Com bandas de rock flácidas e bunda-moles ao extremo, que gravam músicas às pencas e as despejam diariamente na internet, onde são vistas e ouvidas para serem esquecidas logo em seguida (por uma legião de ouvintes que trata a música como mero acessório ou trilha de fundo para tarefas cotidianas como estudar, arrumar a casa, jogar games, namorar e trepar), fica fácil para os “velhos” continuar dominando a cena. Pode parecer papo de tiozão ranzinza, mas não é: está difícil um grupo no dias de hoje construir uma carreira que dure ao menos cinco anos e que produza pelo menos três ou quatro discos sensacionais (como os Smiths produziram, por exemplo). Há exceções ainda, claro (e o Arctic Monkeys é uma delas), mas o cenário não é nada animador, infelizmente.

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, ficamos aqui aguardando ainda pelo surgimento de um novo Nirvana. Ou, quem sabe, um novo The Smiths. Sonhar ainda não custa nada, não é?

DAVID BOWIE AÍ EMBAIXO
Em três grandes momentos de sua carreira, nos vídeos de “Heroes” e “Ashes To Ashes”, além de uma versão ao vivo (registrada em 1983, durante a turnê mundial do álbum “Let’s Dance”) para a sensacional e pesadíssima (psicologicamente falando) “Station To Station”.

 

E A NOVA MÚSICA DO VAN HALEN
Essa aí mesmo, a “Tattoo”

 

DAVID BOWIE – TRÊS MINI HISTÓRIAS DE UM PEQUENO DIÁRIO SENTIMENTAL
David Robert Jones, mundialmente conhecido como David Bowie, sempre foi um dos cantores mais amados do autor destas linhas online. E esteve, com suas canções, presente em muitos dos momentos de loucura, paixão e devassidão do jornalista gonzo por execelência.

Abaixo, recuerdos de três momentos em que o Camaleão do rock foi parte quase fundamental do que estava rolando com o sujeito aqui.

* COCADA BOA AO SOM DE “ASHES TO ASHES” – era 1991 e o ainda jovem e junky jornalista torrava boa parte do que ganhava como repórter da editoria de cultura da revista IstoÉ (de onde sairia ainda naquele ano, após brigar feio com o então mau caráter que era o editor, hoje editor-executivo da reacionária Veja) em garrafas de Jack Daniel’s e sacolés de cocaine, que ele adorava aspirar ouvindo a canção “Ashes To Ashes” – a saga do personagem Major Tom, alterego de Bowie. Pois numa terça-feira qualquer (em plena terça-feira!) daquele ano, o zapper doidón se encontrou com mais dois amigos (um morava em um apê no largo do Arouche, centrão de Sampa e que naquela época ainda ostentava um certo charme, antes de ser invadido pela zumbilândia consumidora de crack) e o trio resolveu fazer uma “vaquinha” pra comprar cinco gramas de farinha – naquela época, ainda se encontrava ótima cocaína em Sampa, em boa quantidade e preço justo, daquela que você cheira e fica sociável ao invés de ficar “bicudo” e “neurado”. Anyway, negócio feito, os três foram pro apê do largo do Arouche. Lá chegando, o zapper “trabalhador” pegou um prato e despejou o conteúdo do sacolé nele, para “trabalhar” o produto. Foi quando a amiga que estava junto (garota rocker, de cabelos escuros e curtos, e de quem Zap’n’roll não se recorda mais o nome) olhou também para o prato, arregalou os olhos e disse: “nossa! Acho que nunca vi tanta cocaína assim, de uma vez!”. Na sala, no aparelho de som, rolava “Ashes To Ashes”. E aquela noite foi longa, muuuuuito longa…

* FLÁVIA M, A LOIRA PEITUDA E LOUCA – ela tinha tetas enormes, cabelos loiros e cacheados. O autor deste blog a conheceu no final da tarde de 7 de julho de 1990, num vôo da ponte aérea Rio/Sampa. Trabalhando então na editoria de cultura da IstoÉ, Zap’n’roll estava a caminho do Rio para cobrir o show que a saudosa Legião Urbana faria naquela noite, para cinqüenta mil pessoas, no Jockey Club carioca, dentro da turnê do álbum “As Quatro Estações” – e no mesmo dia em que também havia morrido outro gigante do rock BR dos 80’, o genial e inesquecível Cazuza. Pois quando entrou no avião, Zap’n’roll ficou maluco quando observou a garota e, sem muita cerimônia, foi se sentar na mesma fileira em que ela estava. O papo rolou solto durante todo o curto trajeto, ambos desembarcaram no Santos Dumont e o jornalista já apaixonado e atirado a puxou pelo braço: “vem comigo até o hotel. Depois você vai embora!” (ela estava indo pra Niterói, visitar sua avó que estava doente). Ela aceitou e foi, mas quando ambos já estavam no quarto avisou antes de se deixar beijar na boca: “você tem que ir fazer seu trabalho. Eu não vou dar pra você hoje! Me liga amanhã em Niterói que eu durmo aqui, antes de voltar pra São Paulo”. E assim foi: no domingo à noite o zapper ligou pra casa da avó da garota. Ela atendeu e disse que em tanto tempo estaria no hotel. E foi mesmo. Foi uma noite alucinada de trepadas idem. Zap’n’roll ficou apaixonadíssimo por Flávia M – o nome dela. Só que a mocinha iria para a Inglaterra na terça-feira, passar férias de trinta dias (presente do papi rico, por ela ter passado no vestibular de direito). Nesse período o autor destas linhas online ficou doente de paixão e saudade em Sampa. Foi quando se enroscou, também, com a futura mãe do seu filho. Quando Flávia voltou de viagem, apaixonada e louca pra ver o sujeito que escreve este mini dário, a confusão estava armada: com qual das duas ficar? Flávia era gostosa, louca, inteligente, rocker e fodia pra caralho – adorava bater siririca durante a foda e quando estava prestes a gozar, ordenava: “vai, mete AGORA no meu cu!”. A ex-esposa do jornalista (então ainda jovem, magro, de cabelo comprido e trabalhando em uma grande revista, ou seja, um sonho de consumo para várias xoxotas) também era bonita, rocker e bacana, mas careta em alguns aspectos (ela detestava qualquer tipo de droga; já Flavinha adorava dar umas “narigadas”, hihi). Enfim, o affair com Flávia terminou justamente quando seu “amante” aqui a levou para assistir ao show de David Bowie no estádio do Palmeiras, em setembro de 1990, dentro da turnê “Sound & Vision”, que passava em revista os hits da trajetória do Camaleão. Após o show, ambos foram trepar e depois a garota deixou o zapper no apê em que ele morava, na rua Frei Caneca. E avisou: “hoje foi a última vez que você me comeu. Essa suburbana que você namora vai engravidar de você, vai se mudar de mala e cuia pra sua casa e vai foder a sua vida”. Foi mais ou menos o que acabou acontecendo. E hoje miss Flávia M é uma respeitável advogada em Sampa – e, pelo que consta ao blog, ainda solteira.

* M H, A PERVA COM ROSTO DE ANJO –  tempos difíceis na vida do jornalista rocker loker. A revista Interview (onde ele trampava como repórter) tinha fechado as portas em outubro do ano anterior. Ainda rolavam frelas aqui e ali, o sujeito já escrevia para a edição impressa da Dynamite mas, com a grana curta e talz, ele foi morar em uma república estudantil no bairro da Liberdade (onde ficou por quase dois anos e onde passou pelo pior período recente de sua existência maluca). As baladas noturnas continuavam, claro, aditivadas por devastações nasais e muito álcool. Foi um período em que o autor destas linhas online ia muito ao bar Nias, na rua dos Pinheiros, então uma das casas noturnas de rock mais badaladas da capital paulista. Foi numa dessas idas ao Nias que Zap’n’roll conheceu M – loira, cabelos curtos, também com belas e grandes tetas e rosto de anjinho. Ela era amiga do grande DJ Demoh (hoje, proprietário do bar Poison, na Vila Madalena) e adorava rock dos anos 80’. O papo começou na pista entre goles de Gin Tônica e alguma canção de… David Bowie. Foi quando o zapper sempre espertalhão lembrou a garota que o Camaleão iria tocar em Sampa novamente, no festival Close Up Planet. E a convidou para ir ao show com ele. A essa altura M já estava bem chapada de álcool. Não deu outra: o jornalista não muito fã de loiras mas encantado com o rosto angelical da figura e também com os peitaços dela, a arrastou pra fora do Nias e a convenceu a ir dar uma “voltinha” com ele até a redação da revista Dynamite, que ficava a 200 metros do bar. Lá chegando, rolou a primeira foda do casal – rápida pois M queria ir embora logo. A dupla combinou de se encontrar novamente e assim ambos foram num sábado para o showzaço que Bowie deu novamente em Sampalândia, sete anos após sua primeira visita – e quando estava em uma fase mais, hã, “eletrônica” (mas o set, ainda assim, foi uma porrada rocker). Terminada a gig o casal rumou para o saudoso Espaço Retrô, em Santa Cecíla (e que já estava prestes a fechar definitivamente as portas) e  dançou e bebeu até quase cinco da matina. Depois a parada óbvia foi um hotel das proximidades (um muquifo, na verdade) em que a dupla se instalou em um quarto com cama de solteiro (não havia mais vagas disponíveis pois a humanidade lota hotéis nos findes, pra trepar). Ali M mostrou sua face perva e autêntica, fazendo espanholas e boquetes com gosto e maestria, até que a porra do sujeito aqui jorrou na sua cara e boca, escorrendo pelo queixo. Encerrada a foda ambos “apagaram” exaustos. E quando acordou o jornalista junky e safado observou que havia marca de porra seca no queixo de sua partner… o affair com M durou algum tempo ainda. Mas aí ela começou a namorar com um sujeito, se casou com ele e se separou alguns anos depois. Hoje ela continua amiga de Zap’n’roll, continua solteira, mora sozinha e continua perva mas com rosto sempre angelical.

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o nome da banda é estranho, mas bote fé nela. O Blitzen Trapper é americano (de Portland, no Oregon), existe já há doze anos e lançou seis discos. O mais recente, “American Goldwing”, saiu em setembro passado mas passou batido pelo blog. Que, no entanto, o está ouvindo sem parar desde que ele foi “comentado” por ela (miss CN, em seu blog na Folha online, de onde ela está infelizmente se despedindo, snif, snif…). A praia do BT é o country. Mas não aquele tradicional, caipirão e, sim, um country mais rock, turbinado por guitarras e melodias mais aceleradas. Também não faltam nas músicas do disco os habituais pedais steel e harmônicas emblemáticas do gênero e isso tudo resulta em canções belíssimas, redondas, pegajosas e com vocais preciosos. É, enfim, um discaço que foi pouco comentado aqui no Brasil. E você pode ir sem susto atrás dele na web, onde não é difícil de ser encontrado pra baixar.

Os americanos do Blitzen Trapper: folk acelerado por guitarras rockers

* Filme: “Rock de Brasília – a era de ouro” é um documentário sensacional sobre a geração rock BR dos anos 80’ que colocou Brasília no mapa do rock nacional. Já passou em circuito comercial e o blog o assistiu no último finde, em sessão no Centro Cultural Banco do Brasil. Mostrando a trajetória de bandas como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, o doc levou o sujeito aqui às lágrimas ao final da exibição, já que Zap’n’roll conviveu bem de perto com toda essa turma. Se você ainda não assistiu, procure ir atrás da versão em DVD porque o filme, além de tudo, é uma aula sobre a história recente, política, social e cultural, do país.

* Baladas: como este post está sendo finalizado já na segunda-feira (uia!), a dica é a volta da festa Fuck Rehab (com open bar, wow!) nesta quarta-feira, lá no Beco203 (que fica na rua Augusta, 609, centrão rocker de Sampa), atualmente a melhor nova casa noturna rocker de Sampa. Mais dicas de baladas pro próximo finde, você lê aqui mesmo no próximo postão da sexta-feira, certo mano?

FIM DE PAPO
Pra começar 2012 tá bão, né? Então ficamos por aqui. Mas se acalme que no finde tem novo post por aqui, okays? Até lá, então.

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 16/1/2012, às 12:00hs.)

Noel Gallagher fode gostoooso o mano Liam, com sua estréia solo. Sem PB&J mas com New Order. A volta da escrota comunidade da revista Bizz (agora, no Facebook). E fica: neste sábado o bicho vai pegar no baixo Augusta, com DJ set do blog!

O gênio Noel: estréia solo pósp-Oasis mostra quem é o fodão dos manos Gallagher 

Uma renca de assuntos, no?
Mas o post vai ser mais modesto hoje, sextona em si e quando mais um finde se aproxima. E justamente por isso: amanhã tem noitada rock’n’roll mega fodaça no bar Outs, em Sampalândia, quando o trio Rock Rocket (um dos grandes nomes da indie scene nacional), que está pra lançar seu novo álbum, sobe ao palco pra animar a galere com o seu sempre ótimo rock garageiro. De quebra vai ter a DJ set mensal do blog por lá, o que está tomando o tempo do autor destas linhas rockers online com preparativos, gravação de CDs (pois é, “antigamente” eram fitinhas cassete, como é tão bem mostrado no legal “Alta Fidelidade”, baseado no clássico pop do Nick Hornby e que todo mundo já assistiu mas que a Globo passou na semana passada, numa dessas madrugadas aconchegantes. Agora são cd-rs, “queimados” no computador, para depois virarem trilha pra discotecagens em pistas de casas noturnas, isso quando a DJ set não é feita mesmo com notebooks e i-Pods. Ou seja: o mundo “muderno” é muito chato, às vezes, e não tem nenhum charme ou glamour) etc. Assim, então, vamos direto ao ponto hoje, com notas rápidas e, claro, explicando por que mano Noel Gallagher é melhor solo do que o Beady Eye, do caçula Liam. É isso, não tempos tempo a perder a qui, como alguns idiotas daquela escrota comunidade da extinta revista Bizz (agora no Facebook) perdem, insultando pessoas e destruindo-as moralmente apenas onde conseguem ser machões: nas redes sociais (porque ao vivo…). E nem temos tempo também a perder com putaças de quinta categoria, verdadeiras oportunistas cadeludas que após passar quase dois anos viajando de grátis de avião (às custas de quem tinha consideração pela figura escrota e falsa ao cubo) e indo a festivais gigantes também de graça em Sampa (como SWU e Umf), já que moram no cu do mundo, agora desejam a morte de quem tanto fez por elas – será que o novo “marido” da figura em questão um dia terá o (des)prazer de ver um vídeo onde sua amada aparece pelada, com as tetas de vaca caídas sobre a barrigona de grávida, batendo siririca e aspirando gulosamente algumas carreiras de cocaine? Hum… bom, isso não é problema do blog, rsrs. Melhor não perder tempo com gente inútil. Pois como diria o saudoso e genial Cazuza: o tempo não pára, nunca!

A dona (oportunista, cadeluda e falsa ao cubo) dessas tetas gigantes surge gloriosa em um vídeo secreto, batendo siririca e aspirando cocaine. Ela cansou de viajar de grátis de avião e a ir em festivais também na faixa. E agora deseja a morte de quem lhe proporcionou essas regalias. É a vida…

* Pois então como todos já devem estar sabendo, o festival Planeta Terra (que rola dia 5 de novembro em Sampa, com promo de ingressos aqui no blogão zapper), acaba de perder também o show do trio Peter, Bjorn & John – antes, não custa lembrar, quem também havia cancelado a participação no evento havia sido o grande quarteto inglês Vaccines. Anyway, mesmo com essas duas “baixas” o Terra ainda está total ok e digno de se ver, por conta de Strokes, Interpol, Bombay Bicycle Club, Bead Eye (que acaba de levar um “couro” do Noel Gallagher, hihi) etc. Fora que a qualquer momento, a produção do Terra irá divulgar uma nova atração no lugar do PB&J.

PB&J: eles não vêm mais pro Terra

* Que bem poderia ser a gataça Florence e sua Máquina, né? Mas vai ser difícil… a muié tá bombadíssima lá fora por conta do lançamento do seu esperadíssimo novo disco, “Ceremonials”, que sai no final deste mês e já está sendo avidamente caçado na web – onde, aparentemente, ainda não “despencou”. Enfim, ela está na capa da NME desta semana e se viesse ao Terra, seria tudibom.

* Já o Ultra Music Festival deste ano vai ter como headliner o já velhão New Order. Tudo ótimo, tudo lindo mas, cacete, o NO já esteve duas vezes aqui – ambas assistidas pelo autor destas linhas online. A primeira foi em 1988, quando a banda estava no auge e com sua formação original. Depois, há alguns anos, foi novamente emocionante revê-los na Via Funchal. Agora, sem Peter Hook no baixo (que está em guerra mortal contra seus ex-companheiros de banda), fica a questão: pra que ver novamente? Ok, a Gillian Gilbert voltou aos teclados e tal e o NO um dia foi o ultra venerável Joy Division, uma das maiores lendas de toda a história do rock. Mas lendas também existem para ser demolidas, e é partindo deste princípio que o blog vai dizer que  não tem mais saco pra ir a um terceiro show do grupo no Brasil. Pra quem nunca viu, vai lá e boa sorte.

O New Order, mais uma vez no Brasil – só que agora sem Peter Hook, mas com Gillian Gilbert de volta

* E o “vizinho” blog Remix (aquele… da moça cheia de deslumbramento, rsrs) achou o máximo o super gente fina Dave Grohl tocar bateria com o ruim de doer Cage The Elephant esta semana. Fala sério: a moça que escreve o blog disse que adora o CTE, uma cópia horrenda do que de pior existiu no grunge. Enfim, pra quem se deslumbra com qualquer peido “muderno” do pop/rock atual…

* Pior é a volta da escrota ao cubo comunidade da extinta revista Bizz (um cadáver insepulto que um monte de viúvas tiazonas velhas, chatas, recalcadas, invejosas e frustradas insistem em não deixar em paz), agora no “moderníssimo” Facebook. Essa porra de comunidade, o leitor zapper vai se recordar bem, causou durante séculos no hoje moribundo Orkut, ofendendo moralmente e destruindo em público pessoas que não faziam parte da panela de merda que comandava as postagens e os temas debatidos nela – assuntos sempre irrelevantes e que tomavam o tempo de gente desocupada e ociosa na vida, que nada mais tem a fazer do que ficar falando mal da vida alheia em redes sociais. Pois então: agora essa mesma corja nojenta voltou a vomitar e a latir via Facebook. E segundo o queridão Diogo Soares, vocalista do grande Los Porongas, os bostas já andaram rosnando em direção ao autor de Zap’n’roll, que não entrou e JAMAIS vai entrar ali, pra perder seu tempo (que é precioso demais) com idiotas que só conseguem ser machos pra ofender as pessoas na frente do computador – porque ao vivo… a covardia rola solta. Enfim, o blog até imagina as mesmas e lamentáveis figuras de sempre, comandando a “quadrilha” de otários e covardes: Elson Barbosta, Reginaldo Jéguis Tadeu (jornalista que é dublê de dentista e que ficou apavorado quando, certa vez, ao engrossar a voz com o jornalista Felipe Almeida, dileto amigo destas linhas online, levou um chega pra lá do mesmo que, do alto dos seus quase 1,90m, disse pro Jéguis: “mano, não grita comigo que eu te dou porrada!”. O “quebrador de cds” que participava do programa da burra Luciana Gimenez ficou quietinho no ato, rsrs), Alex fofoqueiro/gordo/careca/loser Antunes, Boberto Sadovski e, principalmente… ele! Claaaaaro! José Merda Jotalhão Jr., um dos maiores crápulas do jornalismo cultural brasileiro, que cansou de falar grosso e ofender Zap’n’roll mas, quando se viu frente a frente com o sujeito aqui, anos atrás no festival Calango, em Cuiabá, levou uma latada de cerveja na cara (tudo registrado em um vídeo engraçadíssimo, que você pode ver e rever aí embaixo, hihi) e saiu correndo, pedindo socorro pros seguranças do local. Ou seja: mais cuzão e merda do que isso, impossível. Moral da história: dá pra perder tempo com uma escrotice dessas? Óbvio que não. Por isso, fica o alerta aqui: como bem fez o querido Paulo Cavalcanti (o super mr. Alderaba, que edita o Guia da revista Rolling Stone), não perca tempo entrando na comunidade Bizz do Facebook. É total perda de tempo.

* Aí embaixo, o vídeo que documenta o “espanco” levado por José Jotalhão Jr. em Cuiabá, há alguns anos, durante o festival Calango, uia!

Zap’n’roll em Cuiabá (no festival Calango), dando um espanco no Jotalhão, hihi

* Espanco semelhante ao que o grande Noel Gallagher acaba de dar no mano Liam, com sua sensacional estréia solo. Lê aí embaixo e comprove.

NOEL GALLAGHER VOA ALTÍSSIMO EM SUA ESTRÉIA SOLO E DÁ UM ESPANCO NO MANO LIAM
A timeline do Twitter zapper começou a ficar frenética no final da noite do último domingo. O finde havia sido mega bacana (rolês a pé na madrugada de sexta pra sábado com a jovem girlfriend do blogger rocker, Helena Lucas, quando o casal andou pela avenida Paulista e depois desceu a rua Augusta, tomando uma garrafa de Martini e etc.), o domingo foi total tranquilo e deliciosamente chuvoso e na madruga iria passar “Alta Fidelidade” (a versão em filme da hoje clássica estréia literária de Nick Hornby, em 1995). Foi quando o povo começou a dar o alarme nas redes sociais: “Noel Gallagher’s High Flying Birds”, a esperadíssima estréia solo do mano Gallagher mais velho, havia acabado de despencar na web. A versão física do disco sai oficialmente no próximo dia 17 de outubro, segunda-feira, na Inglaterra – e o cd sai por aqui também, no início de novembro. Zap’n’roll não perdeu tempo e correu pra ouvir o dito cujo. Achou apenas ok na primeira audição. Mas com o avançar da madrugada e novas escutadas, o álbum foi crescendo aos ouvidos do autor deste blog.

E agora, quando estas linhas estão sendo enfim digitadas, dá pra afirmar que Noel deu um espanco em seu mano Liam. O Beady Eye que se cuide.
Não dá pra falar da estréia solo de Noel sem lembrar que o cérebro do finado Oasis era ele. O sujeito que começou sua história na música sendo roadie do Inspiral Carpets (alguém se lembra deles?), entrou no Oasis quando o irmão mais novo, Liam, já tinha fundado a banda (em 1991, em Manchester). Só que o grupo não decolava porque, segundo o próprio Noel, as composições do Gallagher caçula eram um “lixo”. Pois então: o guitarrista (e também vocalista) entrou na formação, tomou as rédeas da situação e o resto todo mundo sabe. O Oasis foi seguramente, até o seu final há dois anos, um dos maiores grupos da história recente do rock inglês. E seus dois e primeiros clássicos álbuns (“Definitely, Maybe”, de 1994, e “What’s The Story – Morning Glory?”, editado no ano seguinte) entram tranquilos em qualquer lista dos vinte melhores discos de rock de todos os tempos.

Claro que o Oasis vivia sob tensão constante, por conta dos paus homéricos entre Liam e Noel – dois loucaços assumidos, junkies de carteirinha (quantas carreiras de cocaine cheiradas ao longo de quase vinte anos de existência do conjunto…) e com o ego descontrol do tamanho do Universo. Até que duraram muito juntos no mesmo grupo (e tocaram quatro vezes no Brasil, duas delas assistidas pelo blogger rocker que escreve estas linhas virtuais, mas isso será melhor contado ainda esta semana no endereço próprio do blog, em www.zapnroll.com.br). E com o último e monumental arranca-rabo há dois anos (com a dupla quase saindo no braço dentro do camarim da banda, instantes antes de ela entrar no palco do festival espanhol Benicassim, para encerrar o mesmo. A gig foi pro saco e um “herói” teve que subir no palco para informar as mais de trinta mil pessoas presentes que não haveria show do Oasis, porque o grupo havia acabado de… acabar), cada um foi pro seu lado. Liam montou seu Beady Eye, que soltou o primeiro álbum no início deste ano e que vem ao festival Planeta Terra, em Sampa, no próximo dia 5 de novembro. E agora, Noel finalmente deu as caras com sua estréia solo. �
As comparações entre os dois trabalhos serão inevitáveis, óbvio. Ninguém discute que a estréia do Beady Eye se traduziu em um bom disco de rock, muito porque Liam se apoiou em uma banda já tarimbada e muito entrosada (afinal, os ótimos Gem Archer e Andy Bell haviam tocado com o vocalista no Oasis). Ou seja, tarefa mais árdua, talvez, teria Noel.

A estréia solo de Noel: a capa é horrível, mas o disco é sensacional

Pois acompanhado de três músicos relativamente obscuros (o baterista Jeremy Stacey, o percussionista Lenny Castro, além do tecladista Mike Rowe, que também tocou no Oasis), ele gravou dez faixas que não ficam nada a dever aos melhores momentos da banda que o tornou célebre. Na verdade este “Noel Gallagher’s High Flying Birds” chega a ser bem melhor do que a trinca de álbuns ruins que o Oasis lançou em sua trajetória (“Be Here Now”, “Standing on the Shoulder of Giants” e “Heathen Chemistry”). E pode ser equiparado aos dois discos que encerraram dignamente a história do conjunto (os muito bons “Don’t Believe The Truth” e “Dig Out Your Soul”). Estão aqui as melodias “beatle” e power pop sessentista e radiofônicas, que os fãs do Oasis (e o próprio Noel) tanto apreciam. E também eflúvios de psicodelia e de rocks garageiros, alternados aqui e ali por lindas baladas. Há presença de pianos, arranjos de cordas e naipe de sopros em algumas faixas (como em “The Death Of You And Me”, o primeiro single de trabalho do disco e que nem é a melhor música dele). E Noel segura os vocais muito bem em todas elas – basta lembrar que ele já cantava, e bem, também no Oasis (dois bons exemplos dos tempos da sua ex-banda: “Don’t Look Back in Anger” e “The Importance of Being Idle”).

Assim, entre rocks bacanas (“Dream On”, “Broken Arrow” ou “Wrong Beach”, um dos melhores momentos de todo o cd), baladas mezzo psicodélicas (“Everybody’s On The Run”, que abra o disco, ou a belíssima “I Wanna Live in a Dream in My Record Machine”, levada por uma seção de violinos) e lindas melodias construídas por dedilhados de violões (como “If I Had A Gun”), o álbum vai revelando detalhes preciosos e crescendo aos ouvidos a cada nova audição.

Dá até vontade de ver Noel tocando ao vivo por aqui. Afinal, sua estréia solo pode ser encarada tranquilamente como uma espécie de continuação do Oasis, só que se vem os vocais de Liam Gallagher. A continuação de uma trajetória como poucas na fase contemporânea do rock’n’roll. E que foi interrompida porque os gênios, afinal, serão eternamente egocêntricos – e sempre serão perdoados por isso, pelo seu egocentrismo. Justamente por serem artistas geniais.

* Mais sobre a estréia solo de Noel Gallagher, vai lá: www.noelgallagher.com

O TRACK LIST DO DISCO
1. “Everybody’s on the Run”  �
2. “Dream On”
3. “If I Had a Gun…”
4. “The Death of You and Me”
5. “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine”
6. “AKA… What a Life!”
7. “Soldier Boys and Jesus Freaks”
8. “AKA… Broken Arrow”
9. “(Stranded On) The Wrong Beach”
10. “Stop the Clocks”  

 NOEL GALLAGHER EM VÍDEO
No clip de “The Death of You and Me”, o primeiro single de trabalho de sua estréia solo.

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E calmaê que este post ainda está em total construção. Vamos dar um break nele agora, pra cuidarmos dos preparativos da discotecagem zapper que rola amanhã no Outs/SP, fora o showzão do Rock Rocket.
Então colaê até a tarde deste sábado que ainda entram aqui o roteiro de baladas pro finde, um texto bacana do blog 23 Gotas (da querida girlfriend Helena Lucas) e mais isso e aquilo tudo.
E só pra lembrar: hoje tem DJ set do super André Pomba no descoladérrimo Sonique, lá na Bela Cintra. E amanhã, você já sabe…

E continua de olho no hfinatti@gmail.com pois a disputa por lá pelos DOIS INGRESSOS pro Planeta Terra festival está realmente cruel, hihi.
Até logo menos então!

(enviado por Finatti às 17:45hs.)