AMPLIAÇÃO FINAL! Com os assuntos já listados e mais um repeteco total tesudo e abusado: o ensaio nude total do casal rocknroll Jonnata Doll e Marcelle Louzada, uhú – Após longuíssima pausa retomamos os trampos no blog zapper, em um 2018 ainda mais sinistro do que nos dois últimos anos no falido e completamente selvagem bananão tropical DESgovernado pelo vampiro golpista. E tentamos colocar tudo em dia por aqui falando de… Copa do Mundo? Nem fodendo, mas sim do novo álbum do Arctic Monkeys, que retorna depois de cinco anos de ausência com um trabalho surpreendente, quase sem nenhum viés rocker e quase sem guitarras; o rock dos anos 2000 foi mesmo pro túmulo mas a vitória de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes como melhor artista musical no Prêmio Governador do Estado ainda dá alguma esperança ao gênero; como foi o showzaço do Ira! na Virada Cultural SP 2018; o adeus de um dos espaços de rock alternativo e cultura pop mais legais da noite paulistana; e por que a morte de um certo produtor musical não causou comoção alguma no blog que não tem medo de dizer o que pensa (postão ampliadão, completão e total FINALIZADO em 29/5/2018)

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O mundo está caótico e o rock e a cultura pop estão praticamente mortos na era da web e nos anos 2000; mas o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) dribla todos os percalços atuais e se reiventa no novo disco, para continuar seguindo como o grande nome do rock britânico do século XXI; enquanto isso em Sampa a sensacional Sensorial Discos, um dos melhores espaços culturais da capital paulista, dá adeus ao seu endereço atual e sendo que neste post o blog zapper recorda alguns momentos incríveis que passou por lá, como quando aconteceu a festa de 11 anos destas linhas rockers por lá, em maio de 2014 e onde rolou até uma performance altamente erótica da nossa eterna deusa e musa number one, a sempre XOXOTUDA ao máximo Jully DeLarge (abaixo, ao lado do “dono” da festa, hihi)

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MICROFONIA

(cultura pop e rock alternativo em discos, shows, filmes, livros etc.)

***Pensou que estas linhas lokers e eternamente rockers tinham morrido, néan. Nope. Apesar de o Brasil estar MORTO sob o DESgoverno do maior bandido e desgraçado GOLPISTA imundo que já ocupou a presidência da república de maneira ILEGÍTIMA (e com apoio da patolândia/coxarada BURRA, reacionária, conservadora e IMBECIL, e que tem mais é que levar no CU agora), estas linhas online demoram mas aparecem e seguem firmes e fortes por aqui. Sendo que em outubro vindouro vai ter FESTAÇO num super espaço na capital paulista, para comemorar (com dois showzaços) os quinze anos de Zapnroll. Mas mais pra frente daremos melhores detalhes sobre isso. Por enquanto vamos a este postão (entrando no ar em sua primeira parte ainda, já na noitona de sabadão), que marca finalmente o retorno destas linhas bloggers à sua velha e ÓTIMA forma de sempre, ulalá!

 

***Como foi o show do ainda grande Ira! na Virada Cultural de Sampa deste ano, em sua edição mais rocker dos últimos anos? Veja abaixo:

 

***SHOW DO IRA! – foi sensacional, como prevíamos. Começou pontualmente às 4 e meia da manhã com a banda disparando “Envelheço na cidade” e seguindo assim a sequência (na íntegra) do clássico “Vivendo e não aprendendo”. Sendo que o público (bem menor do que se esperava, mas isso comentamos mais aí embaixo) cantou e pulou nas faixas mais conhecidas do disco (como “Dias de luta”, “Flores em você” e na dobradinha ao vivo de “Gritos na multidão” e “Pobre paulista”, que fecha a versão original do LP), e ficou MUDO nas bem menos conhecidas (mas não menos ótimas), como as poderosíssimas (e que tiveram suas letras literalmente BERRADAS pelo loki aqui) “Vitrine Viva” e “Nas ruas” (“Nas ruas é que me sinto bem/Ponho meu capote e está tudo bem/Vejo pessoas DESMIOLADAS/Viraram uma MASSA devorada por alguém/Sem princípios e muito ESPERTO”). E como se esperava a primeira parte da apresentação terminou quando o disco também acabou. Mas era muito óbvio que a banda iria voltar para um bis, onde todos (ou o blog, pelo menos) esperavam por uma saraivada de mais uns 5 hits clássicos pelo menos. Mas foi bem menos do que isso. A turma voltou e atacou com a sempre ótima (e inesperada, naquele momento) “Rubro Zorro”. Depois mais uma (qual mesmo? Esquecemos, ahahaha) e tudo terminou com “Núcleo Base” (“Meu amor eu sinto muito, muito mas vou indo/Pois é tarde e eu preciso ir embora…”), com a banda se mostrando potente e impecável como sempre ao vivo e deixando os fãs (a maioria velhos, já na faixa dos 35/45 anos de idade) mais do que satisfeitos, Finaski. Saímos FOCADOS de casa para ver ESTE show na Virada Cultural e não teve arrependimento. Voltamos mega contentes (já com o dia clareando) para casa. Valeu mesmo e total o rolê até o centrão de Sampalândia na sempre perigosa madrugada paulistana.

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Zapnroll ao lado da linha de frente do ainda gigante grupo Ira!, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi, diletos amigos de décadas deste espaço online; o show da banda foi sensacional na Virada Cultural paulistana deste ano

***PÚBLICO – muuuuuito menor do que se esperava, tanto que deu pra chegar com o show começando e ainda ficar COLADO na grade na frente do palco. Se há 4 anos o grupo retornou em grande estilo na própria Virada Cultural e tocando diante de um público de cerca de 35 mil pessoas (e estávamos lá, ESPREMIDOS no meio da multidão), dessa vez nosso “chutômetro” calcula que não havia mais do que umas 5 mil pessoas no boulevard São João (que é um calçadão gigantesco e onde cabe com folga uma multidão muito maior). Claro que há alguns fatores que explicam essa plateia bem abaixo do que era esperado para a gig da banda: o horário total ingrato da apresentação (4 e meia da matina), o frio que finalmente chegou com tudo em Sampa (no momento do show devia estar fazendo uns 14 graus) e o fato de que a MOLECADA atual não curte mais rock, mesmo – como já foi dito aí em cima, o grosso do público era de trintões e quarentões. A pirralhada e o povão se aglomerou mesmo na frente de palcos onde estavam rolando samba e pagode, ou então funk e música eletrônica. Coube ao Ira manter a dignidade gigante que sua história possui até hoje e manter o amor ao rock, compartilhado por todos que presenciaram a performance do grupo.

 

***SEGURANÇA NO EVENTO – todos aqui sabem que não temos nenhuma simpatia pelo tucanato. E também que o item “segurança” é sempre algo problemático na Virada Cultural. Mas como sempre prezamos pela JUSTIÇA, sinceridade e VERDADE no que escrevemos, dessa vez somos obrigados a admitir que foi bastante diferente – e olha que o blog já foi em quase todas as edições da festa cultural até hoje. Óbvio que rolaram os costumeiros furtos de carteiras e cels lá no centro. Bom, nosso trajeto: saímos do Clube Outs 3 e meia da matina e descemos a pé a rua Augusta, que estava vazia e sem policiamento de fato, sendo que foi a parte mais tensa do trajeto, digamos. Seguimos pela praça Roosevelt até cair na avenida Ipiranga, onde começamos a passar por aglomerações de pessoas. Passamos pelo primeiro palco (o do rock, em frente ao Copan), onde inclusive pegamos as três primeiras músicas do set dos Inocentes. E seguimos em frente pelo centro até o local do show do Ira!. Aí rolou total suave pois, de verdade, nunca vimos tantos POLICIAIS (da PM mesmo e da guarda civil) ao logo do trajeto e tantas VIATURAS como nessa edição. Sendo que incrivelmente em alguns trechos da nossa caminhada vimos mais guardas e viaturas do que público, rsrs. De modos que não havia mesmo espaço pros malacos agirem e foi uma madrugada muito mais tranquila do que se esperava lá pelo centrão de Sampa. Se todas as Viradas fossem sempre assim, seria ótimo!

 

***Sem novas grandes novidades para serem incluídas aqui, nas notas microfônicas. De modos que qualquer extra irá entrar ainda neste post caso algo realmente bombástico aconteça, okays? Por enquanto, ficamos por aqui.

 

 

APÓS CINCO ANOS AUSENTE O ARCTIC MONKEYS RETORNA COM UM DISCO NADA ROCK E MUITO ESTRANHO – O QUE NÃO SIGNIFICA QUE ELE SEJA RUIM

Foi mais ou menos assim: após um sumiço de cinco anos dos estúdios de gravação, o quarteto inglês Arctic Monkeys precisava dar as caras novamente. Afinal, aquela que talvez seja a maior, mais relevante e a última banda inglesa de rock dos anos 2000 que ainda vale a pena ser ouvida e tem o respeito e a admiração não apenas da crítica musical mas de milhões de fãs mundo afora (Brasil incluso), tinha/tem consciência plena de que o tempo voa nesses tempos frugais e fúteis da era vazia da web e que, por isso mesmo, era preciso dar as caras novamente. E o AM o fez finalmente, no último dia 11 de maio. Com o seu sexto álbum de estúdio, “Tranquility Base Hotel & Casino”, lançado oficialmente naquela sexta-feira (inclusive aqui, via Deck Disc), trabalho que era esperado com mega ansiedade pela humanidade. Afinal a grande questão era: como seria o novo som dos Macaquinhos? Tão rock e com guitarras explosivas quanto o espetacular e ultra bem sucedido “AM”, editado em 2013 e que rendeu absurdos seis singles individuais? Mais calmo e com mais variedade sonora? Nada disso?

Sim, absolutamente NADA DISSO. O que rolou foi que a banda decidiu que precisava se reinventar musicalmente para continuar existindo. Isso significou praticamente abandonar o rock de guitarras que funcionou tão bem até “AM” (de 2013) e tornou o quarteto britânico um dos últimos nomes gigantes do quase morto rocknroll dos anos 2000 e da era da web. E decidido a praticamente ignorar as guitarras, qual foi o caminho tomado pelo conjunto? Simples e o próprio líder, letrista, cantor e compositor Alex Turner falou sobre as mudanças em entrevistas recentes. Segundo ele, a sua inspiração para compor no instrumento de seis cordas icônico em toda a história do rock, estava literalmente acabando. Foi quando Turner ganhou um PIANO de presente de aniversário do empresário dos Macaquinhos ao completar trinta anos de idade, em 2016. Sentiu sua criatividade voltar com força ao começar a “brincar” no instrumento. E veio dali, do piano, toda a inspiração para compor as onze faixas do novo trabalho.

Que certamente vai DESORIENTAR quem está acostumado com o rock básico de nuances punksters do AM do início de sua carreira (lá em 2002, já se vão longos dezesseis anos…). Ou com a banda que abraçou com força e com competência absoluta (e com um grande help do gênio Josh Homme, do Queens Of The Stone Age) o stoner rock a partir de seu terceiro álbum (o espetacular “Humbug”, lançado em 2009). Se não causar desorientação nos fãs, no mínimo o novo cd vai causar irritação ou mesmo raiva nos mesmos – este espaço rocker online já “testou” opiniões sobre a nova empreitada musical dos Monkeys no faceboquete entre nossos amigos por lá, e o resultado foi bem previsível: boa parte deles achou “Tranquility…” uma merda gigante.

Talvez o disco esteja sendo, como sempre ocorre quando uma banda muda radicalmente sua proposta sonora, mal compreendido. Nunca é demais lembrar: o AM estourou para o mundo via internet e com seus dois primeiros discos de estúdio, lançados em 2006 e 2007, e quando Alex Turner ainda era um pirralho cheio de boas ideias tanto nas letras quanto na parte musical. Mas tudo aquilo ainda precisava ser lapidado e burilado, tanto que essa fase inicial do conjunto (com ele tentando reeditar para os anos 2000 a fúria e a iconoclastia punk inglesa do final dos anos 70) é justamente a que o blog zapper não suporta na trajetória dele. Estas linhas zappers passaram a morrer de amores por Turner e sua turma justamente quando lançaram o já citado “Humbug”. E depois de assistir uma gig inesquecível e fodástica do quarteto na edição de 2007 do Tim Festival, em Sampa. Naquele show e antes de lançar seu terceiro LP o AM já dava pistas totais de que o trabalho vindouro iria mudar bastante a concepção sônica deles. Foi quando entrou em cena o stoner rock que dominou os três álbuns seguintes, os melhores da carreira da banda.

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Mas a fórmula “stoner” também parecia ter se esgotado, ao menos na cabeça de Alex Turner. Foi quando entrou em cena o piano dado de presente pelo empresário do cantor e de sua banda. O resultado apareceu agora, cinco anos depois do mega sucesso que foi o disco “AM”. E se você que está lendo esse texto ainda não ouviu o novo álbum (algo difícil nesses tempos onde tudo flui hiper velozmente, não é? Ainda assim e como sempre dissemos aqui, nunca é tarde para se comentar/resenhar um ótimo trabalho musical), esqueça absolutamente TUDO o que você imaginava em termos sonoros em relação aos Monkeys. As guitarras saíram quase que totalmente de cena. Prevalece em todo o disco ambiências absolutamente calmas em termos melódicos, com fartas referencias a soul (!) e a R&B (!!!). Sendo que boa parte da rock press gringa também captou em algumas faixas do CD eflúvios e referências diretas do inesquecível e saudoso gênio David Bowie. Isso é ruim? De forma alguma. Fora que Alex Turner está cantando cada vez melhor e se utilizando como nunca de um falsete sarcástico, irônico e debochado, para reforçar algumas inflexões e algumas passagens vocais e dar mais força a alguns versos das letras, que também estão cada vez melhores e aqui refletem sobre o mundo moderno, sobre avanços tecnológicos que dão tudo ao ser humano e ao mesmo tempo o deixam completamente vazio e anódino por dentro. E, claro, já na faixa de abertura (a soberba “Star Treatment”) Turner reflete sobre si próprio e sobre em que e como, afinal, se tornar um rock star muda a existência e a essência de uma pessoa.

Sendo que há muitos outros momentos bem bacanas ao longo do disco. Como a faixa título (veja letra mais aí embaixo), ou ainda a mezzo psicodélica “Four Out Of Five” (o primeiro single de um álbum que não foi precedido por NENHUM single antes de seu lançamento oficial), “Science Fiction”, “American Sports” (onde Turner zomba sem piedade dos EUA da era Trump), “Batphone” ou a estoica/eloquente e algo melancólica (em seu clima de cabaré tristonho e decadentista, com melodia impecavelmente construída e conduzida pelo piano) “The Ultracheese”, que fecha tudo em grandioso estilo.

Yep, é um disco diferente de tudo que o Arctic Monkeys havia feito até então. Isso é ótimo? Péssimo? Depende do ponto de vista e do gosto do ouvinte e fã sectário. No caso de Zapnroll achamos que “Tranquility Base Hotel & Casino” é um álbum que desvela que Alex Turner teve coragem e MATURIDADE (quem disse que o rock não pode conviver com a maturidade comportamental e emocional do ser humano?) para, aos trinta e dois anos de idade, enxergar que o AM havia chegado a um ponto de não retorno e que a banda precisava mudar tudo para continuar existindo e continuar sendo relevante. E ele conseguiu o que queria. Musicalmente os Macaquinhos se reinventaram e seguem totalmente relevantes, como talvez a última banda inglesa que valha a pena de duas décadas pra cá. Se isso vai fazer alguma diferença no rock atual e na vida dos fãs do grupo, só o tempo irá dizer.

 

 

TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DOS AM

1. “Star Treatment”
2. “One Point Perspective”
3. “American Sports”
4. “Tranquility Base Hotel & Casino”
5. “Golden Trunks”
6. Four Out of Five
7. “The World’s First Ever Monster Truck Front Flip”
8. “Science Fiction”
9. “She Looks Like Fun”
10. “Batphone”
11. “The Ultracheese”

 

 

 

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No vídeo para o primeiro single do novo álbum, “Four Out Of Five”.

 

E O DISCO COMPLETO PARA OUVIR, ABAIXO

 

A LETRA DA FAIXA TÍTULO DO NOVO DISCO DOS MACAQUINHOS

 

Hotel e cassino base de tranquilidade

Jesus no day spa preenchendo o formulário de informações

Mamãe fez o cabelo dela

Apenas pulando para cantar uma música de protesto

Eu estive em um bender de volta para essa esplanada profética

Onde eu pondero todas as perguntas, mas apenas consigo perder a marca

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Esse pensamento mágico

Parece que realmente pode pegar

Mamãe quer algumas respostas

Você se lembra de onde tudo deu errado?

Avanços tecnológicos

Realmente sangrenta me deixa de bom humor

Puxe-me para perto de um bebê de véspera crisp

Beije-me debaixo do peito do lado da lua

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Você comemora seu lado negro

Então gostaria que você nunca tivesse saído de casa?

Você já passou uma geração tentando descobrir isso?

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

 

O FECHAMENTO (INFELIZMENTE) DE MAIS UM ESPAÇO ALTERNATIVO INCRÍVEL E QUE MARCOU ÉPOCA EM SAMPA, MESMO TENDO DURADO APENAS 5 ANOS

Não há mais escapatória, pelo jeito. O bananão tropical falido, fodido e DESgovernado por um golpista desgraçado e do inferno vai fazendo cada vez mais vítimas, espaços culturais, eventos e empreendimentos, diariamente. Inclusive na cena musical noturna alternativa da capital paulista, onde diversos bares e clubes bacaníssimos dedicados ao rock (que, sim, também anda quase morto nesses tempos de internet fútil, vazia e de cultura pop banal, irrelevante e total rasa, com a pirralhada dando um “foda-se” para o gênero musical que todos nós amamos, e se descabelando ao som de sertanojo e funk boçal) encerraram atividades nos últimos dois anos – como o Astronete, o Inferno, a Funhouse etc. E agora neste sábado, conforme já está anunciado nas redes sociais, é a vez da festa de despedida da sensacional Sensorial Discos, que tornou nossas vidas medíocres menos ordinárias ao menos nas noites de quarta-feira a sábado, nos últimos quase cinco anos.

O espaço, um mix genial de loja que comercializava discos de vinil importados com venda de cervejas artesanais (chegou a ter mais de 150 marcas em seu cardápio), além de sandubas e petiscos sofisticados, vai deixar mega saudades por zilhões de motivos. Por exemplo: as bruschettas de tomate seco eram divinas, idem as rodelas de cebola empanadas e os recentes hot dogs incorporados à carta de comestíveis, tudo com preços ótimos e em porção generosa, adornados na versão mais caprichada com bacon e queijos diversos, tudo preparado com absoluto esmero pela Lilian, uma das sócias e esposa do proprietário, o queridão Lucio Fonseca.

A carta de cervejas artesanais era impecável (sendo que recentemente a casa também havia incorporado ao quesito bebidas doses de Red Label, de Jack Daniel’s e de rum importado, mas nem era preciso), indo da Paulistânia/Ypiranga vermelha (e bem forte e encorpada, a preferida deste jornalista loker/rocker quando ele ia ao local) que custava módicos 20 mangos a garrafa (de 600 ml), a até rótulos tchecos com valor em torno de 80 reais a garrafa. Mas tanto as brejas quanto os petiscos saborosos, otimamente preparados e bem servidos, eram apenas a desculpa para segurar a clientela no lugar e chamar a atenção dela ao que realmente importava ali: a música (sempre rock ou MPB de ótima qualidade, apresentada por artistas iniciantes ou alguns até já meio consagrados no circuito independente ou mezzo mainstream). Durante os seus quase 5 anos de existência a Sensorial abriu espaço para alguns dos melhores shows que tivemos o prazer de assistir nesse período. Não só: o bar/loja de discos de vinil foi espaço de eventos incríveis como lançamento de livros, feiras, exposições sobre temas ligados à cultura pop etc, etc. O autor deste texto, ele mesmo promoveu eventos mega legais por lá, como festas de aniversário do blog zapper. E sendo que nossa última e super bem sucedida festa por lá foi a noite de autógrafos e de lançamento do livro “Escadaria para o inferno”, que aconteceu no final de novembro do ano passado.

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Zapnroll ao lado de Lucio Fonseca (acima), proprietário de um dos espaços rockers e de cultura pop mais incríveis da capital paulista, e que hoje está encerrando atividades em seu atual endereço; abaixo turma de “lendas” do rock paulistano se junta ao jornalista e escritor para bebemorar o lançamento de seu primeiro livro, em novembro passado: o músico e escritor Luiz Cesar Pimentel, o ex-baterista do Ira!, André Jung, e Callegari, um dos fundadores do movimento punk paulistano, nos anos 80

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Como tudo começou, afinal? A versão original da Sensorial era uma simples loja de discos e CDs localizada no centro de São Paulo, na rua 24 de maio (na Galeria Presidente, ao lado da célebre Galeria Do Rock). O proprietário era o conhecido músico e agitador cultural Carlos Costa (que toca baixo na banda Continental Combo). E um dos frequentadores mais assíduos era Lucio Fonseca, um sujeito que trabalhava no mercado financeiro e que possuía um amor e um conhecimento ENCICLOPÉDICO de rock e cultura pop. Pois bem: com a crise se agravando no país Carlinhos resolveu fechar a loja que tinha no centro da capital paulista. Foi quando Lucio lhe fez a proposta: reabrir a Sensorial mas com outra proposta comercial, outro foco de público e em uma região um pouco mais nobre da cidade. Foi assim que nasceu a Sensorial Discos onde ela estava/está localizada até hoje à noite: na rua Augusta, região dos Jardins (a parte, digamos, rica e chic de uma das ruas mais famosas do Brasil). E foi assim que ela marcou época, vendendo os melhores discos de vinil novos, lacrados e importados, servindo as melhores cervejas artesanais da noite paulistana e oferecendo ótimos pocket shows para um público ainda interessado em MPB e rock de qualidade.

Mas tudo acaba um dia nesse sempre cinza, triste e miserável país. E mesmo conseguindo manter um público fiel a Sensorial Discos enfim cedeu às pressões de uma situação econômica caótica dominando o Brasil e resolveu fechar as portas, mesmo porque Carlinhos já havia saído da sociedade há algum tempo e Lucio estava tocando o negócio sozinho, junto à sua dileta love girl Lilian. Em papos com este blog semana retrasada ele já havia dito que iria fechar a loja no final deste mês (“o aluguel está absurdo, tentei negociar com o proprietário mas ele não aceitou acordo algum”, disse ele quando conversamos. “Fora que as pessoas estão sem dinheiro e apesar de ainda mantermos um público fiel o CONSUMO no bar caiu”, completou). Ele tem planos de reabrir em outro local. Mas ainda sem previsão de data nem endereço já escolhido.

De modos que neste sábado iremos perder mais um incrível espaço cultural alternativo em Sampa. E isso é de se lamentar profundamente visto que a sociedade brasileira, quase como um todo, se tornou bastante ignorante, boçal e conservadora de alguns anos pra cá, muito mais do que era há três décadas. Hoje não há mais espaço no país para música de qualidade, idem literatura, cinema, artes visuais, teatro, o que for. O que impera aqui é o reino do raso e do fácil, de consumo simples, direto e rápido. Está ficando cada vez mais impossível manter espaços comerciais dedicados à cultura de qualidade, como era o caso da Sensorial Discos.

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Mais dois ótimos momentos do blog ao longo dos últimos, na Sensorial Discos/SP, que está encerrando atividades hoje no atual endereço: acima a finada banda Star61 toca o terror rocker na bombadíssima festa de 11 anos da Zap, em maio de 2014; e abaixo o jornalista e escritor zapper brinda com seu amigo Nasi (vocalista do grupo Ira!), durante gravação de entrevista para o programa “Nasi noite adentro” (do Canal Brasil), em janeiro passado

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Vai deixar muitas saudades, com certeza. E para amenizar um pouco essa saudade estaremos todos lá neste sábado, para (repetindo novamente) nos despedir (tomando ótimas brejas) de um local que tornou nossas vidas quase sempre imensamente cinzas, caóticas, vazias e tediosas, menos ordinárias nas noites de quarta-feira a sábado. Sendo que daqui desejamos todo o sucesso e sorte do mundo pra dom Lucio e miss Lilian, em suas novas e futuras empreitadas.

 

XXX

 

Do texto que consta na página do evento aberta no Facebook, sobre a festa de despedida da loja/bar:

 

Aconteceram nestes 4 anos e 7 meses de funcionamento:

– Mais de 1500 Shows

– Lançamentos de livros e quadrinhos

– Discotecagens e Festas

– Exposições de fotos, pinturas e ilustrações

– Performances

– Debates Filosóficos

– Saraus

– Degustações de Cervejas

– Feiras e Bazares

 

***última forma: em papo com o blog na tarde de hoje, sábado em si, Lucio Fonseca deu a ÓTIMA notícia: a Sensorial Discos já reabre nas próximas semanas em novo endereço, na rua Augusta mesmo, mas do lado entre a avenida Paulista e o centro da cidade. Vai funcionar na Galeria Ouro Velho, tradicional ponto do baixo Augusta e que ferve nos finais de semana à noite. Logo menos daremos mais detalhes aqui sobre o novo endereço de um dos bares e lojas de discos mais incríveis da capital paulista.

 

**********

A VITÓRIA DO GRANDE ROCK ALTERNATIVO NO PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018 COM JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES, DÁ ALGUM ALENTO À MORIBUNDA CENA ALT ROCK BR

Palavra deste velho (mas jamais obsoleto) jornalista eternamente rocker e ainda loker: mesmo falido e já quase morto o rock BR ainda respira e mostra sua força, aqui e ali. E um dos momentos em que ele mostrou essa força rolou no final de março passado, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018 – do qual o autor deste espaço online foi um dos três jurados na categoria música. E no evento assistimos com o coração em júbilo absoluto ao triunfo do Jonnata Doll e seus guris solventes (na real este espaço rocker já sabia do resultado da premiação e apenas não podia abrir seu enorme bico antes da entrega dos prêmios, mesmo porque isso iria estragar o fator surpresa e a alegria da banda, hehe). Que DISSOLVERAM concorrentes pesos-pesados como Mano Brown (vocalista dos Racionais), por exemplo.

O quinteto cearense merece, e como. Grupo bom pra carajo e que ainda por cima recebe um mega merecido destaque para seu trabalho, ainda mais em um momento em que o rock precisa de total apoio e visibilidade na mídia e na música total emburrecida de um país idem, e onde o que manda no gosto do populacho é sertanojo, axé burrão e funk podreira em nível hard. E sim, mesmo estando em “baixa”, o rock ainda vive, respira e CHUTA.

E a Secult/SP merece todos os elogios do mundo por dar essa força à cultura como um todo e ao rock em particular. Sem palavras para agradecer ao (agora ex) Secretário José Luiz Penna e ao amado André Pomba, por essa autêntica revolução dentro da Secult.

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O telão instalado no teatro Sérgio Cardoso (no centro da capital paulista), durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do EstadoSP para a Cultura 2018, anuncia a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes na categoria música (acima), dando novo alento ao combalido rock alternativo brasileiro atual; abaixo o vocalista Jonnata Araújo comemora a vitória ao lado de Zapnroll, que foi um dos jurados da premiação

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Finda a premiação fomos todos bebemorar, claaaaaro. Com brejas e em seguida Finaski indo jantar com seu queridaço advogado ricaço “hipócrita de extrema direita” (hihihi), o também loker/rocker TG, que voltou de viagem de trabalho de uma semana ao exterior. Enfim, fakes otários e doentes de inveja no FB (como o PORCÃO José Flávio JOTALHÃO MERDA Jr., que foi destilar sua raiva, rancor, inveja, torpeza, ódio e dor mortal de cotovelo no grupelho que ele “administra” sobre a finada revista Bizz, dizendo por lá que “é uma vergonha a Secult permitir que Finatti faça parte de algo, e quanto ele irá receber de ‘gorjeta’ da banda por tê-la ajudado a ganhar a premiação?”, ahahahaha) e no painel do leitor da Zapnroll: podem SE MATAR avonts de ódio. E latir à vontade também.

De modos que mais uma vez: parabéns pro Joninha e os guris solventes. E daqui pra frente, foco no trabalho e administrar mega bem o money que irão receber da premiação. Afinal a banda é mesmo uma das melhores e das poucas com trabalho realmente relevante na novíssima cena independente do rock nacional. Sendo que com a grana que irão receber por ter ganho o prêmio (R$ 60 mil reais), o plano é gravar um novo e caprichado disco, que será o terceiro inédito de estúdio deles. É isso aí: sucesso pros meninos, que estão no coração destas linhas zappers já para sempre!

 

***Adendo: um covarde e retardado ainda foi VOMITAR no painel do leitor de Zapnroll, perguntando o que fizemos até hoje pela cena rock alternativa nacional, como jornalista. Nem precisamos responder, hihi.

 

 

 

E A MORTE LEVOU O PRODUTOR MUSICAL CEM (NOÇÃO) EM MARÇO PASSADO

Yep. Em 22 de março passado o meio musical brazuca foi surpreendido com a notícia da morte de um dos produtores musicais mais conhecidos do país nas duas últimas décadas – e não exatamente por ele ser o pseudo e superestimado “gênio” que muitos consideravam e ainda consideram, num exagero sem tamanho. Na ocasião o jornalista zapper postou o texto abaixo em sua página no FaceTRUQUE, emitindo sua opinião sobre o falecido. Foi um escândalo: Finaski foi xingado, insultado, chamado de aético, foi repreendido publicamente (por chapas como o prezado André Forastieri, que declarou no mural fináttico da rede social: “você perdeu o direito de me chamar de queridão”) etc. Tudo porque vivemos na era da web escrota, do politicamente correto exacerbado, do moralismo total hipócrita e da falta de sinceridade plena, onde ser sincero e dizer/publicar o que se realmente pensa sobre algo se tornou um crime.

Enfim, o blog não mudou e não mudará uma linha sequer sobre o que escreveu naquele momento, e que segue aí embaixo. Sem mais.

 

XXX

IMAGEMCEM18 O produtor musical CEM (noção), um dos nomes mais conhecidos da cena musical nacional nas últimas duas décadas e que morreu repentinamente em março passado: superestimado profissionalmente em demasia, virou “santo” assim que seu falecimento foi anunciado. Que descanse em paz mas seu passamento não comoveu absolutamente em nada este espaço rocker online

Sobre a morte do produtor CEM (ou Carlos Miranda).

Na boa? NÃO VOU ALIVIAR pro finado em questão, como não aliviei pro analfabeto funcional que era Chorão (vocalista do Charlie Bronha Jr.), quando ele também foi pro saco. O ser humano tem o PÉSSIMO hábito de endeusar e perdoar todos os pecados de quem morre, por pior que a pessoa tenha sido em vida e como se ela sempre tivesse sido uma santa, sem cometer nenhum erro, falha ou cagada em sua existência, e sem ter jamais prejudicado quem quer que fosse. Partindo dessa premissa até Hitler e Stalin foram “santos”. Mas como não tolero injustiça, acho que o que tem que ser dito DEVE ser dito, mesmo que seja algo desabonador sobre a vida pregressa de um morto.

Posto isso, digo que não desejo a morte de absolutamente NINGUÉM nesse mundo. Nem a de Hitler (pra exemplificar meu pensamento), nem a de um inimigo FEROZ e cruel, como este senhor foi de mim e sendo que muitas vezes ele tentou me prejudicar moralmente e profissionalmente da forma mais solerte, canalha, calhorda e infame possível. Mas enfim, como sempre digo: desse mundo ninguém jamais sairá vivo. Meus sentimentos aos amigos e familiares dele. É isso. Podem me xingar e fuzilar à vontade por causa deste post. Pelo menos sou honesto, transparente e detesto falsidade. E sei que quando EU morrer (e não tenho medo algum da morte, além de achar que a minha está cada dia mais próxima) muitos irão lamentar meu fenecimento da maneira mais FALSA possível. De modos que terei (do além, se ele existir) muito mais respeito pelos HONESTOS que me DETESTERAM e tentaram me foder a vida toda pelas costas e que irão COMEMORAR secretamente meu desaparecimento, dizendo: “já foi tarde, filho da puta!”.

Quem quiser saber o que eu pensava de fato de mr. Miranda, segue abaixo o link de post que publiquei no blog zapper há seis anos, em 2012. E novamente: rip, Mirandinha.

http://www.zapnroll.com.br/2047/

 

 

ENSAIO ROCKER SENSUAL EM REPETECO MERECIDO: JONNATA DOLL E SUA LOVE GIRL MARCELLE, UHÚ!

Yep, para comemorar a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes no Prêmio Governador do EstadoSP 2018 para a Cultura, nada melhor do que republicarmos um dos melhores ensaios eróticos já produzidos para o blog zapper: o que mostra o cantor Jonnata total avonts ao lado da sua gatíssima e gostosíssima lovegirl, Marcelle Louzada. Apreciem sem moderação!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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Casal rocker: tesão e música caminhando juntos

 

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Ele com olhar atento e agressivo; ela, observando a fera com suavidade

 

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Um baseado pra relaxar 

 

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Corpo, carne e corações em conexão plena

 

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Observando as estações lunares impressas no corpo da amada

 

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FIM DE PAPO

Pronto! Demorou mas o postão voltou bem, com textão e afiado como sempre. De modos que podemos encerrar os trampos por aqui, mesmo porque o blogger sempre andarilho está se mandando para a tenebrosa (atualmente) capital fluminense (yep, o Rio De Janeiro mesmo) nesta quarta-feira (amanhã em si, véspera de mais um feriadón), onde fica até a semana que vem, para divulgar nosso livro “Escadaria para o inferno”.

Beleusma? Então o blog retorna com post inédito logo menos, assim que novos assuntos bacanas surgirem e merecerem uma pauta bacana por aqui, okays? Bijokas nos leitores e ótimo feriado pra galera rocknroll!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/5/2018 às 14hs.)

FIM DE FESTA PARA 2017! Com… ANITTA (vaaaaai MALANDRA CADELONA!), ulalá e tudo o mais que já está nesse post! – Agora vai, ufa! Finalmente estamos de volta e já encerrando os trabalhos nesse pavoroso 2017! E após trinta anos de atuação no jornalismo cultural e musical brazuca e mantendo no ar há catorze anos o site/blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR, o jornalista zapper mais MALDITO da rock press brazuca enfim lançou “Escadaria para o inferno”, sua primeira incursão literária e que chegou aos leitores com festão de lançamento e noite de autógrafos na véspera de mais um aniversário do escriba eternamente loker/rocker, na Sensorial Discos/SP no final do mês passado; nesse post especial – provavelmente o derradeiro deste ano – você fica sabendo de detalhes sobre o livro e de como foi a “bebemoração” literária/rock’n’roll que marcou seu lançamento; mais: Morrissey e Noel Gallagher, dois GIGANTES do rock planetário que ainda importa, lançam seus novos discos; e mesmo em um momento de crise bravíssima no circuito rock alternativo paulistano o novo Clube VU (com inspirações sonoras e imagéticas na obra do lendário Velvet Underground) abriu suas portas na capital paulista; e mais isso e aquilo tudo no site/blog zapper onde felizmente a decadência informativa e textual ainda não chegou (já em outros espaços “pobreloaders” na web… hihihi…) (postão COMPLETÃO E TOTAL FINALIZADO/CONCLUÍDO, em 25/12/2017)

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Um autêntico “quem é quem” do ainda grande rock’n’roll BR que importa e do jornalismo cultural/musical brasileiro de duas décadas e meia pra cá se reuniu para prestigiar e prestar vassalagem ao primeiro livro lançado pelo jornalista mais maldito e alucinado da imprensa brasileira nos últimos 30 anos: acima Zap’n’roll ao lado de Luiz Cesar Pimentel (autor do texto da “orelha” do livro), André Jung – ex-batera do gigante Ira! – e Callegari; mais abaixo o zapper papeia com Clemente na rádio KissFM e ainda se vê “cercado” pelos “Andrés” lendas do jornalismo: Forastieri e Barcinski. Isso que é moral, néan? E para DESESPERO dos fakes otários, psicopatas e doentes de inveja, que vão se matar após ler este post, hihihi

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MICROFONIA II: FIM DE PAPO PRA 2017 – E SEM LISTAS DE MELHORES DO ANO MAS FALANDO DE… ANITTA, ULALÁ!

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O XOXOTAÇO carioca Anitta: com justiça a CADELONA funkeira é o grande destaque da música pop brazuca e mundial em 2017. Vaaaaai MALANDRONA CACHORRONA!

 

***Yep, último postão zapper de 2017 sendo finalmente concluído na tarde do dia 25 de dezembro, natal, quem diria… Foda-se o natal, claro. Estas linhas rockers online ABOMINAM o natal, desde sempre. Hipocrisia social e familiar monstro, total. Capitalismo predatório e selvagem em seu grau mais elevado. Chega a ser bizarro: a raça humana se ODIANDO e se matando uns aos outros 364 dias por ano. E de repente, num único dia, todos esquecem esse ódio intenso e se abraçam com amor intenso, fraternal e universal. Para recomeçar imediatamente a PORRADARIA logo aos primeiros segundos do dia 26 de dezembro. Ulalá!

 

***de modos que desejamos mesmo é um ótimo final de ano pro nosso dileto leitorado. E que 2018 seja ao menos um pouco menos dantesco e menos pior do que foram os três últimos anos no falido e fodido bananão tropical.

 

***e pela primeira vez desde que Zap’n’roll existe, NÃO iremos publicar nenhuma lista de “melhores do ano”. E por um motivo muito simples: a cultura pop simplesmente morreu, acabou e se fodeu na porca era boçal da web. Sim, filmes continuam sendo produzidos, livros continuam sendo escritos, discos continuam sendo gravados, bandas novas surgem aos montes todos os dias. Mas é tudo tão fútil, ruim, irrelevante e rapidamente esquecível que nem vale a pena tentar garimpar alguma pérola em meio a tanto lodo fétido. Basta dar uma espiada rápida em algumas listas de melhores álbuns de 2017, como estas linhas zappers se deram ao trabalho de fazer. Spin, BBC, Rolling Stone americana, Consequence Of Sound… nada se salva e o que se vê é um amontoado interminável de discos e artistas que ninguém irá se lembrar mais deles quando saírem as listas de melhores de 2018, daqui a doze meses.

 

***de modos que esse papel algo inútil e ridículo de compilar listas de “melhores”, deixamos para blogs pobreloaders e que também já estão em fim de linha, hihihi. Tão fim de linha que agora inventaram até de reproduzir capas de LPs clássicos da história do rock’n’roll colocando… gatinhos neles, ulalá! Que fofo, ahahahahahahaha.

 

***algum mega destaque de fato e de direito na música pop brazuca e mundial em 2017? Sim: a funkeira carioca Anitta, com todos os méritos e honras que ela merece. Você pode DETESTAR a figura e o som que ela faz. E este espaço blogger Popper se deu ao trabalho de conferir “Vai Malandra!”, seu novo mega hit e que está explodindo na web, no YouTube, no mundo todo, na puta que o pariu. O diagnóstico é inefável: a música é ruim de doer, a letra é imbecil e a construção melódica é paupérrima. Mas há o OUTRO LADO dessa parada: Anitta canta sim com empenho, sabe explorar o potencial VISUAL das imagens, é uma artista mega esforçada e, por fim, é aquele BO CE TA ÇO que todos nós sabemos que é – tendo sido inclusive capa da revista Vip há uns dois anos já. Por tudo isso a gringa está pirando no xotaço cantante carioca. Fora que “Vai Malandra!” é daquelas músicas que grudam instantaneamente no cérebro. Por tudo isso Anitta talvez seja de fato o único gigantesco e merecido destaque musical deste podre 2017 que felizmente está chegando ao fim. Para um mundo que já teve James Brown, Michael Jackson, Madonna, Tim Maia, Hyldon etc, Anitta seria a tranqueira e indigência sonora total. Mas para os tempos atuais, quando a cultura pop foi nivelada ABAIXO do abismo, ela é GÊNIA. Vai que vai, Malandra!

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Um BOCETAÇO sem igual e que está conquistando o mondo pop planetário: Anitta (acima e abaixo) não possui grandes atributos, hã, musicais, mas é a RACHA do inferno com que todas as pirocas do mundo sonham em foder, hihihi

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***E chega, néan. O site/blog zapper agora se dá férias até o final de janeiro próximo. Volta em 2018 para comemorar seus quinze anos de existência – talvez com um show internacional –  e para talvez e finalmente se despedir da web. Falouzes? Boa virada de ano então pra todos vocês, nossos amados/as putos e putas do coração! Inté!

 

 

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop em discos, livros, filmes, shows, baladas etc.)

 

***Antes de mais nada é preciso dar um alô ao nosso dileto leitorado sobre o por que do sumiço deste espaço rocker virtual nas últimas semanas. Primeiro o velho noteSHIT Toshiba do jornalista zapper/loker entrou em pane total, o que impediu que mantivéssemos as postagens por aqui em dia, fora que o último post ficou verdadeiramente prejudicado e todo atrapalhado, sem fotos, incompleto no texto etc. Daí o motivo, inclusive, de estarmos repostando parte do material que já estava nele.

 

***2017 quase chegando ao fim – já vai tarde, na verdade. E nem por isso o agito rocker termina: lá se foi o velho (mas jamais obsoleto) jornalista e escritor rocker e (ainda às vezes) loker, assistir ao último show deste ano do projeto “Ira! Folk” e que reúne no palco apenas a dupla central da banda, meus amigos de décadas Edgard Scandurra (nos violões) e Nasi (nos vocais). Ambos desfilando todos aqueles clássicos do Ira! e do gigante rock BR dos anos 80’ que todos nós conhecemos e amamos. Foi no Bourbon Music Street Hall, na última terça-feira. Que é do tamanho de um ovo, pico total de playba e coxas endinheirados, fica em Moema – zona sul chic da capital paulista – e é uma das casas de shows mais caras da capital paulista – o ingresso pra ver a gig custava 130 pilas por cabeça. Mas foda-se tudo isso. Quando Scandurra começou a tocar e Nasi a cantar, o local (que lotou até o teto) veio abaixo. Povaréu cantando contente e feliz e em coro absolutamente TODAS as músicas do set. E depois teve beija mão tradicional no camarim, óbvio. O zapper loker foi lá também, deu um oi rápido pros seus brothers de décadas, tomou uma taça de cabernet e caiu fora. Foi bem bacana no final das contas.

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O jornalista e agora também escritor zapper, ao lado de seus velhos amigos do grande rock BR dos 80′, Nasi e Edgard Scandurra, no camarim do Ira! após gig do grupo na última terça-feira em Sampa

 

***Sendo que neste sábado em si – ou amanhã – rola a talvez última gig bacanuda do ano em Sampa: os sempre amados Vanguart sobem ao palco no Teatro Mars, na região central de Sampa, pra fazer a saideira do ano. Todas as infos do evento aqui: https://www.facebook.com/events/180026795907515/.

 

***E teve também o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro “filhote” do jornalista musical que agora também é escritor, hihi. Foram semanas pesadas de divulgação do livro, com mr. Finaski indo a entrevistas na rádio paulistana KissFM – onde papeou no programa “Filhos Da Pátria” com seu brother de séculos, Clemente, fundador e vocalista dos Inocentes – , gravando outra entrevista para o programa “Nasi Noite Adentro” – apresentado semanalmente no Canal Brasil pelo vocalista do Ira!.que não por acaso também é amigo pessoal zapper há décadas – , e mais isso e aquilo.

 

***Fora a “resenha” – uia! – publicada por dom André Barcinski em seu bombadíssimo blog no Uol, o maior portal de internet da América LaTRINA, rsrs. Barça fez o que se esperava no texto: ESCULACHOU com fervor e gosto o livro e seu autor, ahahahaha. E quem o conhece – como este jornalista o conhece, há mais de 20 anos – sabe que ele é exatamente assim: só não detona a própria mãe porque é filho dela, rsrs. De resto, com amigos como o autor deste espaço online – com “amigos” desse naipe, quem precisa de inimigos? Uia! – lhe pedindo uma “força” na divu do livro, claaaaaro que ele não iria perder a piada. Perde o amigo, mas a piada JAMAIS, rsrs. Sendo que você pode ler o que ele escreveu sobre “Escadaria para o inferno” aqui: https://blogdobarcinski.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/um-perdido-numa-noite-suja-o-estranho-mundo-de-humberto-finatti/.

 

***E teve muito mais sobre o lançamento da obra literária fináttica. Esse “mais” você vai acompanhando mais aí embaixo, ao longo desse post.

 

***O mês dos gigantes, I: Morrissey – Sim, estamos falando – com certa demora e pelos motivos já explicados acima – do novo álbum de estúdio daquele que é considerado por boa parte da humanidade como o inglês mais genial e legal ainda vivo na face da Terra. Sim, ele mesmo, “tia” Morrisséia, aliás Morrisey, ou Moz pros fãs. “Low In High School” é o décimo primeiro disco solo do ex-vocalista dos Smiths desde que a banda que o tornou célebre acabou e ele começou a lançar trabalhos sozinho, em 1988. E é o primeiro cd inédito dele em três anos – o último, “World Peace Is None Of Your Business”, saiu em 2014. “Low in…” saiu mês passado na Inglaterra. Estas linhas rockers online ainda não escutaram o dito cujo. Afinal estamos numa correria insana por conta do lançamento do nosso livro. Mas enfim, o que esperar do novo álbum do amado e ainda gigante Morrissey? Que ele seja no mínimo ok. Sim, claro, Moz não precisa provar mais nada pra ninguém. Aos 58 anos de idade já deixou seu nome eternizado na história do rock mundial, apenas por ter escrito as letras que escreveu e cantado as canções que cantou nos quatro FENOMENAIS discos de estúdio dos Smiths (eternamente uma das 5 bandas da nossa vida). Perto desses quatro LPs inatacáveis e imortais sua carreira solo é até dispensável – sejamos honestos e não fãs fanáticos: Zap’n’roll gosto muito da sua estréia solo com o “Viva Hate”, que saiu em 1988 (e que teria sido na verdade o quinto disco de estúdio dos “Silvas”, caso eles não tivessem acabado no ano anterior). Depois, se formos bastante rigorosos, vamos chegar a conclusão de que o bardo de Manchester ainda gravou mais um ótimo/impecável trabalho solo (“Your Arsenal”, de 1992) e só. Claro, ele nunca se permitiu lançar algo de qualidade realmente ruim. E mesmo um disco mediano de Morrissey ainda dá um pau gigante em tudo o que o vergonhoso, pífio e irrelevante rock da era da web (principalmente de 2000’ pra cá) anda lançando. Quanto a isso não há dúvida. Mas reiterando: o que a bicha velha tinha que legar de CLÁSSICO e INESQUECÍVEL para a humanidade ela já legou, junto aos Smiths. Uma banda que, em quatro discos de vinil e em quatro momentos iluminados, deixou para a História algumas das pérolas poéticas e musicais mais sublimes e avassaladoras que a Cultura universal poderia ter produzido. Enfim, assim que passar o tumulto com o lançamento do livro fináttico, vamos resenhar sim “Low In High School” por aqui com a devida atenção. O primeiro single do álbum (“Spent The Day In Bed”) ao menos é bem bacana. E sendo que tanto o disco quanto o single você pode conferir abaixo.

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***O mês dos gigantes, II: Noel Gallagher – e teve também o lançamento do novo trabalho musical do gênio Noel Gallagher (o homem que comandou o saudoso e inesquecível Oasis por quase duas décadas). “Who Built The Moon” é o terceiro álbum solitário do gigante guitarrista, e já coleciona fartos elogios na rock press gringa e nos veículos musicais midiáticos que importam. Zap’n’roll também ainda não ouviu o dito cujo e o fará assim que a situação se acalmar por aqui além de resenhar o cd nestas linhas online o quanto antes, beleusma? Mas enquanto isso você pode escutar o disco inteiro aí embaixo.

 

***E mais notas na Microfonia irão entrando aqui, nesse provável último post zapper de 2017, ao longo da semana vindoura, okays? Agora vamos direto ao assunto porque a correria está monstro por aqui hoje. Vamos ver do que trata, afinal, o primeiro livro lançado pelo sujeito que escreve esse espaço virtual popper há quase década e meia.

 

 

AGITO LITERÁRIO NO MONDO ROCKER: “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA ZAPPER E ETERNAMENTE LOKER, CHEGOU FINALMENTE AOS LEITORES NO FINAL DE NOVEMBRO ÚLTIMO

Aconteceu finalmente no sabado, 25 de novembro, o lançamento de “Escadaria para o inferno”, provavelmente o ÚNICO livro que este jornalista irá publicar pois imagina que não terá tempo suficiente em vida para escrever outro. E sem drama algum em relação a isso: saindo este já nos damos por satisfeitos e com ele iremos completar a tríade que, reza o clichê existencial, todo ser humano precisa fazer ao longo de sua vida: plantar uma árvore, ter um filho (tivemos/temos, embora pai e filho não se falem e não se vejam pessoalmente há séculos) e escrever um livro. Com o lançamento bombadíssimo e bacaníssimo que rolou na Sensorial Discos/SP completa-se então essa tríade, no nosso caso. Missão fináttica TERRENA cumprida? Talvez…

É pensando no lançamento desse tomo e agora avançando pela tarde insuportalvemente calorenta que o blog resolveu dividir com vocês infos sobre o livro e também algumas considerações e pensamentos soltos sobre ele e sobre seu autor, divididos por tópicos. A eles.

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Noite de lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro do jornalista Finaski, e que aconteceu no final de novembro em festa badaladíssima na Sensorial Discos/SP: um brinde rock’n’roll à literatura degenerada!

 

***O LIVRO – “Escadaria para o inferno” está pronto há uns 3 anos já. Nesse período mudou de nome (o título inicial era “Memórias de um jornalista junkie”, que acabou entrando agora na edição final e oficial como sub-título) e passou por pelo menos três editoras, todas pequenas. Uma se interessou mas não tinha dinheiro para bancar o dito cujo. A segunda queria rachar os custos da publicação com o autor, o que obviamente foi recusado. E a última queria que fosse mudada muita coisa no livro original (o título, inclusive) o que também não foi aceito. Fomos salvos quando encontramos a turma da Kazuá, onde chegamos através do queridão Edner Morelli (que acabou de lançar por lá também seu terceiro livro de poemas, “Cenário”), músico, professor (de Letras), escritor e amigo do jornalista zapper há décadas. Foi o melhor lar editorial que poderíamos ter encontrado pois trata-se de uma editora modesta mas que tem um cuidado quase artesanal com cada livro publicado por ela. Fora que a equipe de lá é total maluca, libertária, transgressora, transgressiva, culturalmente DEGENERADA pode-se dizer, rsrs. Pelo conteúdo que se encerra em “Escadaria…” o livro não poderia ter encontrado lugar melhor. E somos absolutamente sinceros nisso.

 

***O QUE É E DE ONDE SURGIU A IDEIA – Todos já sabem: o titular deste espaço de cultura pop online é jornalista musical e cultural há mais de 30 anos. Já passou (e tem orgulho disso) por alguns dos maiores veículos da imprensa brasileira, como repórter ou colaborador. Ao longo desse tempo todo ele foi colecionando milhares de histórias (todas reais) absolutamente MALUCAS, surreais e quase inacreditáveis de enfiações desvairadas de pé na lama em sexo, álcool, drogas e rock’n’roll, muitas dessas ao lado de gente bastante conhecida. E toda vez que contávamos alguma dessas histórias para algum (a) amigo (a), a reação de espanto de quem ouvia era imediata e o comentário inevitável: “porra Finas, isso dá um livro! Ou até um FILME! Rsrs”. Foi então que tivemos enfim a ideia de escrever o tal livro. Mas a primeira versão dele era algo preguiçosa, podemos afirmar. Apenas reunimos alguns dos melhores posts de Zap’n’roll, que existe há 14 anos, e tal qual eles foram escritos, foram organizados em um provável e futuro livro. Mostramos esse material ao chapa Marcelo Viegas (que conhecemos há quase 20 anos), então trampando como editor na Ideal Edições. Foi dom “Priegas” quem leu o material e disse: “as histórias são de fato ótimas. Mas deixa de ser preguiçoso, cria vergonha na cara, senta na frente do computador e escreve um livro de VERDADE, não reproduzindo apenas posts que já foram publicados no seu blog. Lembre APENAS das histórias malucas e as conte como aconteceram, dando tom textual de crônica ou romance em cima delas”. Foi o que acabamos fazendo, no final das contas. E por ter vivido a vida que viveu (intensa na maior parte do seu tempo, com o sujeito aqui sempre “plugado” em 220 wolts, sempre ansioso, agitado, e quase sempre total alucicrazy nas baladas noturnas e em muitos momentos da sua vida profissional, enquanto cobria shows, festivais, entrevistando bandas e músicos etc.), sempre no limite da sanidade, conseguiu colecionar esse turbilhão de histórias quase inacreditáveis. Separamos 20 delas para publicar no livro. Que sim, tem uma narrativa auto-biográfica mas que não se trata de uma biografia na pura acepção do termo literário. Uma narrativa que desvela loucuras ao lado de gente como John Lydon (o homem que um dia foi Johnny Rotten e cantou nos Sex Pistols), Evan Dando (dos Lemonheads), Nasi (nosso brother que canta no Ira! até hoje), João Gordo, Lobão, Helinho Flanders (o amado singer do Vanguart) etc, etc. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado do livro. A Kazuá também, ao que parece. Veremos o que VOCÊS, futuros leitores (assim esperamos) do mesmo irão achar.

 

***NÃO HÁ MORALISMOS NO LIVRO, NEM NO SEU AUTOR – As mais de 140 páginas de “Escadaria para o inferno” estão repletas de narrativas envolvendo sexo desenfreado, consumo abusivo de drogas e álcool e tudo aquilo que provavelmente “choca” a moral e os bons costumes, ainda mais nesses tempos de total intolerância e de uma sociedade cada vez mais moralista hipócrita e babaca, reacionária e conservadora ao extremo. Bem sabemos que somos um jornalista ainda mezzo loker, eternamente rocker e já quase um VELHO (mas jamais obsoleto) desajustado na alma e no coração, e inadequado na existência. Um sujeito perenemente à margem do que é considerado “normal” pelo senso comum estúpido da raça humana idem. Isso incomoda? Um pouco, às vezes e não há como negar. Nos arrependemos de ser assim ou de termos sido assim na maior parte de nossa existência? Nem um pouco e o livro deixa isso bem claro: não há MORALISMO algum na narrativa dos capítulos dele (20 ao todo). Tudo é contado com distanciamento moral absoluto (apesar de estarmos no olho do furacão em todos os episódios que estão ali descritos) pois sempre dizemos que, se pudéssemos voltar no tempo mudaríamos muito pouco essa trajetória. Provavelmente teríamos feito tudo novamente, evitando cometer excessos aqui e ali e também evitando consumir aditivos que de fato não deveríamos ter consumido ao longo da vida. Mas no final o livro tenta transmitir ao leitor mais ou menos a mesma sensação que o já clássico filme “Trainspotting” passou a todos que o assistiram: a vida de um JUNKIE é isso. Ele escolheu viver dessa forma. Cada um que escolha viver a sua vida da forma que melhor lhe convier.

 

***NÃO FOI FÁCIL TER TIDO UMA EXISTÊNCIA QUASE TOTALMENTE JUNKIE – Não mesmo. Sem moralismos novamente mas NÃO recomendamos a vida que tivemos para ninguém, embora tenhamos nos divertido horrores. Como jornalista o sujeito aqui poderia estar muito bem hoje, profissional e financeiramente falando. Não estamos, claro. Muito longe de estar, inclusive. Zap’n’roll poderia ter se tornado um “jornalista” total careta e bunda-mole e provavelmente estaria enorme de gordo, casado com uma esposa chata, com filhos, tendo uma amante igualmente chata e trampando em alguma redação de algum mega veículo de mídia e ganhando seus 10 mil dinheiros (ou mais) por mês. Mas escolheu o caminho torto e da loucura, óbvio. E foi perdendo grandes empregos e grandes oportunidades na imprensa, claro, pois além de ser um maluco em tempo quase integral também sempre teve o gênio e o sangue italiano quente e explosivo, o que o fez brigar com muita gente (a imprensa é um dos meios profissionais mais escrotos, hostis e terríveis para se trabalhar, uma autêntica piscina de tubarões e uma fogueira das vaidades insuportável na maioria das vezes). Certa vez o jornalista Luiz Fernando Sá (que foi nosso chefe nas revistas IstoÉ e Interview, e atualmente ocupa alto cargo na editora Três) nos disse: “você já teve ótimas oportunidades e portas abertas na sua vida, que muita gente igualmente competente quis ter e não teve. E você foi desperdiçando todas essas oportunidades”. Talvez ele tenha razão, no final das contas. E num dia, almoçando com amado “sobrinho” Luiz Cesar Pimentel (que é o autor do texto que está na “orelha” do livro), perguntamos a ele onde tínhamos errado no meio do nosso caminho. Onde deveríamos ter entrado na curva à direita, e acabamos entrando na da esquerda. “Finas, cada um tem suas escolhas na vida. Você fez as suas. E paga um preço por elas, simples.”. Nisso ele tem total razão. Fizemos nossas escolhas e pagamos o preço por elas. Sabemos que nossa existência não foi nada fácil. E continua não sendo, inclusive: este jornalista rocker é adicto (dependente químico) há anos. Não deveria nem beber mais nada alcoólico. Mas quem disse que não conseguimos beber? O zapper AMA beber. Só que bebe maaaaais que todo mundo e NÃO fico ébrio. Fica, sim, com um desejo quase incontrolável de ASPIRAR cocaína, quando não de voltar a fumar crack, essa droga do inferno que realmente odiamos. Então hoje em dia procuramos controlar ao máximo o consumo alcoólico. Quando vemos que estamos chegando a ponto de sair do controle, damos um jeito de parar. Senão sabemos que a vaca irá inevitavelmente para o brejo, sendo que também sabemos que somos muito melhor e mais sociáveis quando não estamos “bicudaço” de cocaine e transtornados de álcool (e Marião Bortolotto, que assina o texto da contra-capa do livro, também sabe muito bem disso, ahahaha: “Fininho” estava um doce de sociabilidade no último sábado lá no Cemitério de Automóveis, não é Marião? Rsrs). Fora que algumas lembranças nos atormentam e ainda nos traumatizam ao máximo. Por exemplo: é algo total crazy você estar JANTANDO num churras rodízio (como estávamos na última sexta-feira, no Tendall Grill, onde sempre fazemos um repasto semanal há uns 30 anos já) e, do nada, começar a TREMER por dentro por se lembrar que, ali perto, tem uma “biqueira” de crack, onde freqüentamos e fumamos “pedrinhas” anos atrás. Sendo que nesse período (anos atrás), este jornalista estando com dinheiro no bolso ou na conta estaria ali naquela área (no centrão de Sampa) não jantando no tal churras rodízio mas sim, na tal biqueira e fumando “pedras”. Felizmente isso já passou. Mas ainda restam as (por vezes) tormentosas lembranças. E essas irão nos acompanhar até a morte, pelo jeito. Mas novamente, sem ressacas morais: fizemos o que queríamos fazer. Que a molecada aproveite MESMO enquanto é jovem (a pirralhada no mundo atual está CARETA demais pro nosso gosto, vocês concordam?) e tem a vida toda pela frente. Que TREPE HORRORES, beba até cair, cheire, fume o que quiser e boa. Um dia a idade adulta irá chegar, o corpo irá pedir arrego e aí será a hora de tirar o pé do acelerador e levar uma existência, hã, mais tranqüila digamos assim. E sem olhar para trás e ter arrependimentos, mas pensando: sim, vivi a vida com gosto. E tirei ótimas lições, mesmo dos piores momentos. É isso.

 

***FIM DA HISTÓRIA? – Talvez. Além do lançamento do livro, este Finaski também chegou aos 5.5 de vida. Ele se sente algo envelhecido no corpo já, embora muitas amigas digam que ainda é um coroa charmoso e sedutor (ahahaha, jezuiz… será mesmo?). Mas a cabeça, essa felizmente continua a mil. E mais jovem do que muito pirralho de 20 anos de idade. Apenas queríamos estar um pouco melhor de dindin, rsrs. Mas fato é que a maioria do país está quebrado e muitos dos que conhecemos também. De modos que não há muito o que fazer quanto a isso a não ser torcer por dias melhores (FORA TEMER, seu bandido merda do caralho!). Amores, romances e paixões aos 5.5 de vida? Tivemos centenas (vamos repetir: CENTENAS) de mulheres na vida (e na cama) ao longo da existência. E chegamos a conclusão inefável de que apenas umas quatro delas realmente fizeram este loker perder o juízo. Ele teria se casado com a Flavia (quando tinha meus 28 anos de idade), que se tornou uma advogada muito bem sucedida, está casada e com filho. Ou com a Tania (já aos 41) que desapareceu (deve ter encontrado o homem “sem vícios” que ela queria encontrar para contrair matrimônio; com este blogger maloker ela jamais iria “casar” pois como a própria ruiva puta e malvada disse certa vez: “Humberto, você é ÓTIMO pra sair, se divertir, cheirar cocaína, beber, trepar, mas NÃO pra casar. Quando eu me casar não vou querer nada disso pra mim”. Ok, rsrs), com a Rudja (de Macapá), de quem somos amigos até hoje e que AMAMOS toda a família dela. Ou com a Neidinha Rodrigues, aquela magrela branquela linda, deliciosa, peituda, mega inteligente e fã de literatura (como este velho jornalista) que é uma “demônia” na cama mas que, infelizmente, é CASADA (o que não nos impediu de ficar trepando com ela por um ano). Teríamos casado e ficado pra sempre com uma dessas quatro mulheres incríveis. Mesmo sabendo que talvez não estivesse mais com nenhuma delas até hoje. Mas as tivemos, ao menos. E deu certo o tempo que tinha que dar. E agora? (suspiro…) Agora imaginamos que nosso tempo já tenha se esgotado. E que não haverá mais tempo para que um novo amor surja na vida de Finas. De modos que ele segue sozinho. E provavelmente vai morrer sozinho. Por isso agora entende, mais do que nunca, porque Van Gogh morreu sozinho e sem uma das orelhas. Porque Jack Kerouac (o homem que nos deu o clássico beat “On The Road”) morreu aos 47 anos de idade (muito jovem ainda) quando vivia com a mãe, e foi levado por uma cirrose ocasionado pelo consumo excessivo de vinho licoroso (adoramos). Também compreende porque Rimbaud se foi, sozinho e sem uma das pernas (amputada por causa de um tumor) e porque J. D. Salinger (o gênio que nos deu “O apanhador no campo de centeio”) preferiu terminar sua vida, já velhíssimo, isolado do mundo no alto de uma montanha. Talvez este será mesmo nosso fim (e não nos importamos que seja, aliás até almejamos que seja, num certo sentido): sozinho mas contente e em paz, no alto da montanha mágica, lá em São Thomé Das Letras. Publicado “Escadaria para o inferno”, é pra lá que pretendemos ir pra morar, em 2018.

 

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E a semana que está quase acabando já foi agitadíssima em se tratando da divulgação do livro zapper. Ele já foi parar nas mãos de alguns dos principais personagens que fazem há anos a cena rocker paulistana acontecer: o lendário produtor e cappo do selo indie Baratos Afins, queridão Luiz Calanca, além de nosso igualmente eterno e amadorado DJ e produtor cultural André Pomba. Na grande imprensa a repercussão também já começou, com este Finaski tendo dado entrevista na última quarta-feira no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM, e que é apresentado pelo brother Clemente. Fora a visitinha de cortesia que fizemos à redação do diário Folha De S. Paulo (um dos maiores jornais do país) e onde fomos super bem recebidos pelo também queridão Ivan Finotti e pela fofura que é a repórter Amanda Nogueira. E nas próximas semanas o agito em torno do livro vai prosseguir, pode esperar!

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Com o produtor musical Luiz Calanca, na sede do selo e loja Baratos Afins/SP

 

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Concedendo entrevista para o “irmão preto” Clemente, no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM/SP

 

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Visitando o queridão Ivan Finotti, na redação do diário Folha De S. Paulo

 

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Com o amado super dj André Pomba, na domingueira rock mais badalada do Brasil, o Grind/SP

 

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E tomando algumas com o dramaturgo Mário Bortolotto, autor do texto da contra-capa do livro, no bar/teatro dele, o Cemitério de Automóveis, em Sampa

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“Escadaria para o inferno” já está à venda na loja virtual do site da editora Kazuá, que pode ser acessado aqui: WWW.editorakazua.com.br. O livro também está à venda na Sensorial Discos/SP, que pode ser contatada em WWW.sensorialdiscos.com.br ou pelo fone 11 3333-1914. E por fim também na Livraria Cultura em Sampa.

 

 

IMAGENS DE ALGUNS DOS MOMENTOS BACANUDOS DO LANÇAMENTO DO LIVRO, QUE ROLOU NO FINAL DE NOVEMBRO EM SAMPA

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O jornalista gonzo e escritor loker e as amigas gatas

 

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Ganhando bijokas das novas leitoras

 

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Com os brothers André Jung, ex-batera do Ira!, e Jonnata Doll, vocalista da banda Garotos Solventes

 

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Se preparando para dar mais um autógrafo

 

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A loirinha mais linda e meiga, sorrindo ao lado do novo escritor

 

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Leitor degustando e apreciando a nova obra literária

 

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Dedicatória para uma amiga querida

 

 

O NOVO BAR ROCKER UNDER DE SAMPA: O CLUBE VU TAMBÉM ABRIU SUAS PORTAS PARA A GALERA AINDA ROCKER DA CAPITAL PAULISTA

Mesmo com a crise existencial, mercadológica, artística e de público que o rock vem enfrentando já há alguns anos lá fora e aqui também, ainda há alguns MALUCOS que mantêm a fé no gênero musical mais genial e importante da música mundial nos últimos 70 anos.

Ele está quase morto? Talvez. Anda total em baixa no circuito noturno alternativo paulistano (sempre é bom lembrar: em um ano e meio nada menos do que quatro dos mais tradicionais clubes de rock da capital paulista fecharam suas portas)? Pode ser, também. Mas nada disso abalou a confiança de três sócios que se uniram para fazer funcionar e ferver, na Barra Funda (bairro da zona oeste paulistana), o novíssimo Clube VU. Com toda sua inspiração (do espaço a decoração, da fachada aos nomes que irão batizar os drinks exclusivos da casa) vinda da obra gigante do lendário Velvet Underground (uma das mais fundamentais bandas de toda a história do rock’n’roll), o VU promete manter acesa a chama do rock na noite under de Sampa. Para isso vai apostar em drinks e coquetéis especialíssimos, em uma programação temática variada ao longo dos dias da semana e, principalmente, em um público mais adulto, que já passou dos 30 mas que ainda curte sair à noite para beber e dançar ao som do bom e velho rock.

Dos três sócios da nova empreitada do circuito de entretenimento de São Paulo, dois são velhos conhecidos da cena rocker da cidade: Claudio Medusa (que durante quase uma década foi proprietário do finado Astronete, na rua Augusta) e nosso “quase” xará, o jornalista Ivan Finotti, um dos nomes mais conhecidos e respeitados do jornalismo cultural e musical da equipe do caderno Ilustrada, do jornal diário Folha De S. Paulo. E foi com mr. Ivan que Zap’n’roll bateu um papo rápido para saber o que podemos esperar do Clube VU. Os principais trechos do papo seguem abaixo.

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Dupla dinâmica do jornalismo cultural em noitada de bebemoração rock’n’roll na capital paulista: Ivan Finotti e Zap’n’roll na inauguração do novo clube VU; abaixo a fachada da nova casa noturna de Sampa

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Zap’n’roll – Você poderia explicar, resumidamente, o conceito do novo Club VU? Como surgiu a idéia, quando surgiu, o que vai tocar por lá, como será o atendimento, ambiente, carta de bebidas e comidas (se houver) etc?

 

Ivan Finotti – é Clube V.U., em português. Por ser jornalista, tento ao máximo manter as palavras na nossa língua. Lá no Clube V.U., por exemplo, bebe-se gim e uísque, não gin nem whisky. Manias à parte, o Claudio Medusa estava atrás de uma nova empreitada após o fechamento do Astronete em 2016. Nós já haviamos aberto juntos o Alberta #3 em 2010, com a Thea Severino e a Noemi Silva. Então eu não via como criar algo muito diferente daquilo. Então apareceu a artista plástica Suemi Uemura, amante de drinques e frequentadora de bares de coquetelaria. Com ela, bolamos o conceito de uma balada com drinques tão bem feitos quanto nesses bares, que estão em alta na cidade nos últimos tempos. Vai ser um desafio atender 300 pessoas dessa forma, mas temos um balcão de 11 metros e excelentes barmen e barwomen.

 

Zap – é sabido que o rock está em baixa (infelizmente) nesse momento, mesmo no chamado circuito noturno alternativo de Sampa. Tanto que clubs bacanas como Astronete (que era de propriedade do Medusa, seu sócio nessa nova empreitada), Inferno Club, Funhouse e Matrix (que voltou a reabrir há poucas semanas) fecharam suas portas nos últimos meses. Dessa forma não é temerário investir em um novo espaço apenas dedicado ao rock? Ou o VU vai mirar também outros públicos, com festas variadas em noites especificas?

 

Finotti – O rock é o gênero que liga toda a semana, mas as festas são variadas. Na segunda-feira, receberemos chefes de bar de diversas casas da cidade para fazerem seus drinques em nosso balcão. Na terça, exibiremos filmes icônicos no telão , enquanto você desfruta seu coquetél. Nesses dias, de entrada gratuita, abriremos a pista se houver público para isso. Na quarta-feira a casa está fechada, mas não é bem assim. Você pode abri-la para a sua festa de aniversário, por exemplo. A quinta é inspirada nas musas transexuais de Lou Reed, imortalizadas em canções do Velvet Underground, como Candy Darling e Lady Godiva. Essa noite terá uma pegada mais pop. A sexta traz o lado B do rock, com clássicos desconhecidos dos anos 60, 70 e 80, além de soul. E o sábado é para a turma que ama o indie e tudo isso que a gente falou antes também.

 

Zap – São três sócios na nova casa, sendo que um deles, Claudio Medusa, é um conhecido personagem da noite alternativa paulistana. Já você é um dos nomes mais conhecidos do atual jornalismo cultural brasileiro, trabalhando na Folha Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo (um dos maiores diários brasileiros). E é sabido que você também ama rock’n’roll, especialmente Bob Dylan, rsrs. O que o levou a investir nessa nova atividade, aparentemente muito distante do universo do jornalismo?

 

Finotti – Eu amo ser jornalista e investir nessa atividade nunca foi uma forma de escapar do emprego. Pretendo seguir mais 15 anos no jornalismo. Acontece que eu também amo música e fazer parte de uma casa noturna (inspirado pelo meu amigo André Barcinski, que abriu a Clash em 2007) foi a forma que encontrei de estar mais próximo dela. Você falou em Bob Dylan e realmente o Alberta #3 foi completamente inspirado nele. Dois anos depois, abrimos o restaurante Ramona, meio Dylan, meio Ramones, também na avenida São Luís. Fiquei quatro meses fazendo a trilha sonora e os frequentadores se surpreendem com a música de lá. Há três meses, reabrimos o bar Stônia, no subterrâneo do Ramona. Homenageia os Stones. Agora, o V.U. é a casa noturna do Velvet Underground, o grupo que mais influenciou e menos vendeu da história do rock. A banda de Lou Reed, Nico e Andy Warhol. Temos muito veludo vermelho por lá. E a cachaça da casa chama Heroin, como a canção deles.

 

Zap – falando em musica e em rock’n’roll, o que você mais curte? Apenas bandas clássicas e antigas ou também fica atento às bandas mais novas?

 

Finotti – Só as clássicas. E as novas que parecem velhas.

 

Zap – pra encerrar: na sua opinião, qual o futuro do rock nesse momento (aqui e lá fora) e de casas noturnas que ainda se dedicam ao gênero? Ele, o rock, dará a volta por cima e irá reinar novamente como reinou na música mundial por quase 70 anos? Ou isso não vai mais acontecer?

 

Finotti – Eu acho que não vai mais reinar. Já foi esse tempo. Mas não vai acabar, sempre haverá um bando de malucos como você para dar um pouco de fôlego ao rock.

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TCHAU 2017, JÁ VAI TARDE!

Mais um ano infernal que chega ao fim. Mas conseguimos sobreviver a ele, felizmente. Então que venha 2018! E que ele traga algum alivio imediato para todos nós – na economia, na cultura pop, na existência humana no final das contas.

O site/blog zapper se dá férias agora, até o final de janeiro quando voltamos por aqui. Até lá desejamos que todos tenham uma super virada na semana que vem e ótimas férias também!

Inté!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 25/12/2017, às 17hs.)

 

 

Em post especial sobre lançamentos de LIVROS dedicados à cultura pop e a música em geral (um mercado que, mesmo com a crise bravíssima que assola o triste bananão tropical, tem seu nicho de público e segue ativo), o blog zapper fala de alguns títulos que chegaram há pouco às livrarias; e também anuncia (finalmente e oficialmente!) orgulhosamente o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o volume escrito pelo jornalista eternamente rocker/loker (esse aqui mesmo, autor destas linhas poppers online, ulalá!) e que sai do forno em novembro! Mais: como foi o showzaço do The Who (já a gig internacional de 2017 no Brasil?) em Sampa, pela ótica não jornalística e sim de um FÃ da banda, em texto especial para este espaço rock virtual, o line up do Lollapalooza BR 2018 e mais isso e aquilo tudo que você sempre encontra por aqui! (postão em SUPER CONSTRUÇÃO, claaaaarooooo! Com esta primeira parte entrando no ar pra falar EXCLUSIVAMENTE do lançamento do livro total rocker do zapper eternamente loker!)

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Escadaria-para-o-Inferno

Três anos após estar pronto e depois de passar por três editoras que queriam mexer em seu conteúdo, o livro “Escadaria para o inferno”, primeiro texto literário escrito pelo jornalista zapper eternamente rocker, locker e gonzo (abaixo), sai finalmente em novembro vindouro, com festa de lançamento dia 25 daquele mês na Sensorial Discos/SP

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Era pra ser um novo POSTÃO, aquele que iria entrar HOJE no ar, aqui no nosso já mega longevo (14 anos na web BR!) espaço rocker online. Mas a emoção é tanta nesse momento e está tão difícil segurar a mesma que, sim, esse postão irá chegar aqui já no comecinho da próxima semana (falando como sempre de assuntos bacanudos, como o mercado editorial de livros sobre música e que continua resistindo à crise, comentários sobre o line up do Lollapalooza BR 2018 e mais uma renca de paradas sempre total dignas da leitura do nosso dileto leitorado). Promessa de zapper sempre rocker e ainda algo loker.

 

Mas então vamos aqui ao que interessa: sem muitas legendas ou TEXTÃO nesse post, já que o melhor é deixar as IMAGENS falarem por si.

 

Apenas acrescentamos que este livro está pronto há quase 3 anos. Passou por três editoras que não o compreenderam em sua essência e queriam mudar essa essência. E agora finalmente ele encontrou seu LAR ideal, e que entendeu de fato e de verdade que uma “escadaria para o inferno” pode levar a um compêndio de estórias sensacionais, e que resgatam uma trajetória de vida junkie, louca, alucinada e muitas vezes incrível ou quase trágica.

Escadaria-para-o-Inferno

 

Bem-vindo NOSSO SEGUNDO FILHO (o primeiro já fizemos, há 26 anos)!

 

E pra galera não esquecer: lançamento (com noite de autógrafos) em 25 de novembro, sábado, a partir das 8 da noite, na Sensorial Discos/SP (rua Augusta, 2389, Jardins). Com shows bacanudos de Psychotria, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (set acústico) e Jenni Sex, além de DJs set igualmente fodonas dos super DJs André Pomba e Vanessa Porto.

 

E para todos aqueles que vivem uma existência total ROCKNROLL, este Finaski e seu livro saúdam vocês!

 

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“Escadaria para o inferno”, escrito por Humberto Finatti, é um lançamento da editora Kazuá. A qualquer momento o livro estará em pré venda no site da editora, em http://editorakazua.com.br/.

 

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Pronto, fakes merdões e cuzões do inferno, losers lambe bagos do “pobreloader” LR, podem se MATAR de ódio e vir aqui encher o saco na covardia total, no painel do leitor do nosso “humirde” blog. Finaski deixa, ahahahaha. Chupa, bando de otários!

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

Em pausa estratégica para voltar fervendo na próxima semana, o blogão já avisa que vai falar muito no postão vindouro do novo disco do incrível Doutor Jupter, um dos melhores nomes da pequenina cena folk brazuca que realmente importa; e também pra anotar na agenda: no sabadão, 10 de outubro, vai rolar noitão zapper na Sensorial Discos, wow!

Doutor Jupter (acima), um dos melhores nomes do novo folk brasileiro, está lançando seu novo disco e que será beeeeem comentado aqui em nosso próximo post, que também vai falar da nova festa do blog semana que vem em Sampa (abaixo), na Sensorial Discos

 

Yep. Já está na hora de o postão zapper ser renovado, bem sabemos. Então estamos trabalhando pra isso, pra na próxima semana ele chegar com tudo por aqui até a próxima quarta-feira. Aí iremos falar com gosto do novo discão do quarteto folk paulista Doutor Jupter. E também comentar bem o line up do Lollapalooza BR 2016, que será divulgado na próxima terça-feira (mas já se sabe que o festival terá shows do Mumford & Sons, do “stroke” Albert Hammond Jr., do Tame Impala e TALVEZ de Noel Gallagher).

 

E fora que sabadão da semana que vem vamos agitar mais uma incrível noitada rock’n’roll na Sensorial Discos, quando vai rolar festinha do blog com pocket shows dos ótimos Star61 e SETI.

 

Então guentaê aê só mais um pouco que na chegada da nova semana a gente volta com muito mais por aqui e com aqueles postões que nosso dileto leitorado ama e que já se tornaram marca registrada do blog campeão quando o assunto é cultura pop e rock alternativo.

 

Até logo menos então!

 

Obs: e não poderíamos deixar de agradecer aqui aos fakes otários que sempre enviam suas calorosas mensagens ao painel do leitor do blog. Graças à imbecilidade deles a audiência zapper continua ótima, obrigado: noventa e três comentários no último post. Beleusma!

 

 

(enviado por Finatti às 16:30hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL!!! 12 anos de Zap’n’roll e agora vai: aeeeeê! O postão demora mas aparece, rsrs. E nele falamos da volta (com disco inédito após quase duas décadas de ausência dos estúdios) do ainda insano Faith No More; a eterna MAIOR banda da história do rock (os Rolling Stones, claaaaaro) relança um dos seus clássicos imbatíveis, antecipando já o frenesi que deverá ser a turnê pelo Brasil no final deste ano; como foi o show dos ingleses do Temples no último finde em Sampa; o já gigante inglês Mumford & Sons deixa a sonoridade folker de lado e cai no rock de nuances mais pop em seu novo disco; uma musa rocker sem igual: PUTAÇA, CADELUDÍSSIMA e mostrando absolutamente TUDO (mas pedindo pra manter seu rosto e sua identidade em segredo, hihi); e a festa de doze anos neste sábado de um blog de cultura pop e rock alternativo (esse aqui mesmo) que continua dando o que falar, e como! (postão concluído, com ampliação monstro!) (atualização e ampliação final em 28/5/2015)

Após três semanas sem postão inédito cá estamos novamente, de olho no turbilhão que sempre cerca o mondo pop/rock aqui e lá fora, onde o sempre insano Faith No More (acima, o vocalista Mike Patton detonando no palco do festival SWU, em novembro de 2011) acaba de lançar seu primeiro disco inédito em quase duas décadas; já as putas velhas mais lendárias da história do rock’n’roll, os Rolling Stones (claaaaaro!) deram a largada em sua nova turnê anteontem em Los Angeles (abaixo), sendo que ela poderá chegar ao Brasil no final deste ano; o nosso eterno país tropical e onde continuam abundando (opa!) bocetões e cuzões sensacionais, como o da nossa musa rocker desta semana (também abaixo) e cuja identidade é… secreta, uia!

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ÚLTIMAS FECHANDO MEEEEESMO O POSTÃO

* Foi a graaaaande notícia rocker/popper da semana. Que todo mundo sabia que o amado e já lendário grupo escocês Belle & Sebastian iria voltar ao Brasil para shows no final deste ano, não era nenhuma novidade. Mas a confirmação OFICIAL veio enfim esta semana: a trupe liderada pelo sensível vocalista Stuart Murdoch toca dia 17 de outubro, sábado, em Sampa, no Audio Club, dentro da edição 2015 do Popload Festival, o evento organizado pelo site Popload, do nosso sempre queridão Luscious Ribeiro. Podem preparar os corações apaixonados e os lencinhos, crianças. O zapper coração melão estará na fila do gagarejo na noite da gig, com certeza!

 Os fofos e amados Belle & Sebastian: show dia 17 de outubro em Sampa

 

* Mas enquanto o B&S não chega pra nos encantar ao vivo, você já pode conferir e se encantar com o EP de estréia dos Pronominais. “Antítese”, o disquinho/discão pode ser ouvido na íntegra aqui: https://soundcloud.com/pronominais. E aqui também: https://www.youtube.com/playlist?list=PLqNjQ0QZuPKo6k2TtLuMvc_iVckMY4oBB.

 

 

* E é isso. Postão gigantão pra ninguém reclamar de maneira alguma. E celebrando os doze anos de um blog de cultura pop e rock alternativo que ainda vai continuar dando o que falar por muito tempo, rsrs. Cola neste sábado à noite na Sensorial Discos que a festa vai ser incrível, com certeza. Pelo menos o line up ao vivo está fodão (com Tramp Stamp Moose, Star61, Ayrton Mugnaini e Samara Noronha), além de DJ set do autor destas mal traçadas, ahahahaha. Então só nos resta agradecer a todos que nos apoiaram nestes doze anos. Que venham muitos outros – ou não, hihi. Até a festa e o próximo post!

Tramp Stamp Moose (acima) e Star61 (abaixo): o rock vai rolar neste sábado, 30 de maio, na Sensorial Discos/SP, pra comemorar mais um aniversário do blogão zapper

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* Lembrando que o evento não seria possível sem o apoio indispensável da querida dupla Marcelo Villela e Cesar Vaccari, há anos diletos amigos de Zap’n’roll e sócios no salão de beleza Engenharia do Corte, há mais de década e meia cuidando das melhores cabeças da indie scene rock paulistana (sendo que é lá onde o sujeito aqui sempre apara a sua juba, rsrs). Um duo tão profissa e experiente que vamos fazer uma mini entrevista especial com eles no próximo postão do blogão, podem esperar!

 O jornalista zapper e a dupla da Engenharia do Corte: eles sabem cuidar bem das cabeças rock’n’roll de Sampa

 

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Um país que trata MAL seus professores.

E que vai de mal a pior, em zilhões de aspectos. Foi isso o que todo mundo viu na semana passada (enquanto estas linhas online hibernavam temporariamente, por questões estruturais e editoriais) quando a polícia militar do Paraná reprimiu com truculência absurda uma manifestação de professores daquele Estado, que estavam apenas lutando por seus direitos. O resultado do confronto foram mais de duzentos manifestantes feridos por bombas de gás, spray de pimenta e porrada desferida por cassetetes. Uma vergonha sem igual patrocinada pela Secretaria de (in) Segurança do (des) governador Beto Richa (do PSDBosta, de qual outro partido político poderia ser um troglodita desse naipe?) e que custou (merecidamente) a cabeça de três nomes do alto escalão governamental apenas três dias após o confronto. E é lamentável que isso ocorra no Brasil, a oitava economia do mundo mas com uma população bestial, emburrecida, miserável intelectualmente em sua esmagadora maioria e cuja sociedade e classe média e média alta está se tornando cada vez mais reacionária, preconceituosa, moralista e conservadora. Aqui, professores (a classe profissional que deveria ser mais VALORIZADA e RESPEITADA no país) são espancados, agredidos em sua moral e huilhados fisicamente, enquanto jogadores analfabetos de futebol (um esporte hediondo, violento, estúpido e repugnante) ganham milhões e são endeusados pelo populacho ignorante. É a sina de um país que sempre aspirou ao Primeiro Mundo mas na verdade nunca consegue sair do Quinto (mundo e dos infernos). E é um país que JAMAIS irá ter a educação, ternura e cordialidade de um povo como o que habita o Japão, onde professores são recebidos de JOELHOS pelo Imperador daquele país. E toda essa aberração e horror com o qual se trata aqui uma classe profissional como os professores produz seus resultados em todo o tecido social do brasileiro, um povo de um país que já incute o conservadorismo e preconceito dentro do lar (“o barbarismo começa em casa”, já cantou Morrissey nos saudosos The Smiths) e desde muito cedo. Só isso explica o fato de que dois adolescentes de quinze anos de idade, ao se abraçarem inocentemente na orla carioca para tirar um selfie, sejam confundidos com um casal gay e por conta disso sejam também covardemente espancados por cerca de vinte homens (na verdade, vinte animais irracionais). Ou seja: está quase tudo muito errado por aqui. E não há nada muito alentador à vista que vá alterar significativamente este quadro. Então Zap’n’roll volta hoje ao ar com este post inédito (que demorou um pouco mais do que o habitual a sair, mas que aqui está finalmente) e falando sempre do que é nosso mote aqui: de cultura pop e rock’n’roll, mas também falando do que nos incomoda profundamente em questões sociais e comportamentais. E enquanto o blog exisitir (ele completa doze anos agora em maio) será assim. Estaremos sempre atentos ao novo (como aqui, falando da volta do Faith No More e do Mumford & Sons), ao que é clássico (os eternos Stones relançando uma de suas maiores obras-primas), estaremos sempre defendendo o que é justo na nossa opinião (os direitos dos professores), atacando toda a forma de preconceito e discriminação e continuaremos sim afrontando o moralismo hipócrita e babaca de uma sociedade que está se tornando cada vez mais escrota e medieval no seu pensamento – daí resolvermos publicar neste postão o ensaio de uma garota muito amiga do blog, inteligentíssima e universitária e que decidiu mostrar tudo (pedindo apenas que mantivéssemos o anonimato de seu rosto e de sua identificação), justamente por ela mesma ser uma defensora da liberdade existencial e de expressão moral e sexual. É assim que o eterno jornalista rocker, coroa e ainda um pouco locker (mas para sempre libertário no pensamento e comportamento) enxerga seu ofício da escrita. E será assim para sempre, até nosso último suspiro.

 

 

* Foram três semanas sem postão novo mas cá estamos. E o último, com a polêmica entrevista com a jovem macapaense Marcelly Di Carvalho (onde ela denunciou corajosamente como é o horror de viver dentro de uma Casa Fora Do Eixo), continuou com ótimos números de audiência, como sempre: quase duzentos e cinqüenta likes em redes sociais e trinta e cinco comentários no painel do leitor. Resultados que mantém estas linhas bloggers rockers como um dos quatro espaços mais lidos na atual blogosfera de cultura pop e rock alternativo do Brasil.

 

 

* Sendo que a entrevista rendeu ameaças covardes por parte da QUADRILHA que integra o FDE no Amapá. Foram feitas tentativas de intimidação ao blog e à garota que nos deu a entrevista. Ou seja: bem a cara mesmo de uma turma que prima pela patifaria plena em sua atuação. Nenhuma novidade nisso e sendo que nem Marcelly e tampouco estas linhas online se deixaram intimidar pelas ameaças que nos foram feitas. Pra isso e pra gente assim existe Lei e polícia nesse país.

 

 

* E aos poucos a linha editorial do blog está mudaando, e isso já há algum tempo. Nada a ver com preocupações morais babacas e tal mas a real é que a parte “hardcore” (sobre drogas, putarias e que tais) deste espaço virtual irá ceder cada vez mais espaço para temas, hã, mais “sérios” e prementes nesse momento. Tanto que até o final de 2015 o autor do blogão zapper deverá estrear um novo espaço na web (possívelmente com o título “Baú do Finaski – histórias de sexo, drogas e rock’n’roll) onde lá sim iremos concentrar toda a nossa “memorabília” de lembranças absolutamente canalhas, calhordas, sujas e ordinárias. Podem esperar!

 

 

* E agora no final de maio o blog faz aniversário novamente. E o festão já está total marcado: rola dia 30, sábado, sempre na ótima Sensorial Discos, lá na rua Augusta. Vai ter shows incríveis do Tramp Stamp Moose e do Star61 (que também se apresentou na mesma festa, ano passado), set acústico especial com a dupla Ayrton Mugnaini e Samara Noronha, além de DJ set zapper e sorteio de CDs e livros. Ou seja, regabofe bacaníssimo pra comemorar mais um aninho de existência de um dos espaços mais longevos da história da blogosfera de cultura pop brazuca. Logo menos daremos mais detalhes (talvez aqui mesmo nesse post) sobre o evento, podem esperar.

 

 

* Ayrton “Mumunha” e a gatinha Samara irão interpretrar, em conjunto e apenas com vozes e violões, as duas músicas que ambos fizeram em homenagem ao sujeito que escreve este blog, em épocas bem diferentes nas últimas duas décadas. A música composta por Mugnaini, “Rebelde sem alça” (uia!) é uma paródia hilária sobre o comportamento do jornalista zapper, e foi lançada em 1994. Já “Viva a milhão”, escrita pela pequenina (e bela, de Rondônia, mas morando em Sampa já há alguns anos) Samara é mais recente, de maio de 2013. Você pode ouvir as duas ai nos links abaixo.

 

* A nota triste desse post, escrito em um final de um lindo dia outonal em Sampa, foi o falecimento do velho B.B. King, um dos nomes gigantes da história do blues e da música em geral. Rip, man. Mais uma lacuna que se abre no mondo musical, cada vez mais empobrecido nos dias que correm.

 

 

* Uma das melhores bandas da grande cena rocker de Manaus volta à cena totalmente repaginada no som e até no nome. O Supercolisor era a Malbec e trocou de nome, segundo o vocalista Ian Fonseca, porque há muitos produtos no mercado (vinhos, perfumes) com o mesmo nome, o que dificultava a busca na internet por aqueles que queriam conhecer o som do grupo. Assim, com nova nomenclatura e novos integrantes (o multiisntrumentista Diego Souza, que tocava no também ótimo Luneta Mágica, se juntou a Ian, Zé Cardoso, Silvio Romano e Natan Fosenca) o quintento lançou anteontem, 20 de maio, seu novo trabalho, “Zen Total do Ocidente”, onde investem em canções com letras cantadas apenas em português – no último álbum de estúdio ainda havia uma dicotomia lingüística no cd, que era dividido entre músicas em inglês e em português. Uma amostra dos novos rumos do conjunto já estava disponível na web desde a semana passada, quando eles subiram no YouTube o vídeo para a faixa “Planetário” e que você pode conferir aí embaixo. E sendo que logo menos faremos a resenha do disco completo do Supercolisor aqui no blogão zapper.

 

 

* E quem também lança finalmente seu EP de estréia é o quarteto paulistano Pronominais, aposta zapper para 2015. Com seis faixas “Antítese” estará disponível para audição integral a partir das dez horas da manhã do próximo dia 27 de maio, no Soundcloud da banda. Em julho sai a versão física do disco. Se preparem que vem rock muito bom por aí!

 

 

* Foi bacanão o show dos garotos psicodélicos ingleses do Temples no último sábado em Sampa. Legítimos filhotes de Syd Barrett e do Pink Floyd circa 1966, os moleques empolgaram o público que lotou o Studio Emme em Pinheiros (na zona oeste da capital paulista). Houve problemas técnicos no início da gig (logo na segunda música a pedaleira do guitarrista e vocalista James Bagshaw deu pane, o que deixou o técnico de som em visível desespero até que tudo fosse arrumado, o que obrigou o quarteto a “esticar” a introdução da canção, apenas com bateria e teclado, por intermináveis cinco minutos) mas no final o bom desempenho do grupo (que tocou na íntegra seu ótimo disco de estréia, “Sun Structures”, além de duas inéditas) contagiou quem estava por lá. E estas linhas bloggers rockers gostaram do que viram/ouviram e agradecem a atenção e o carinho com as quais foram tratadas pela equipe da produtora EnjoyE e também da Lema assessoria de imprensa. Valeu, dears!

 

 

* Aí embaixo, dois momentos do show dos Temples, em fotos clicadas pela gatíssima jornalista (e queridaça amiga do blog) Natasha Ramos.

 

 

* Imagem safada/cadelona da semana, I: ela é carioca. Preta tesudaça e safada. Com dezoito aninhos de idade Amiga do blog no faceboquete. Ama a poesia de Charles Bukowski. E ontem, em momento ébrio e de carência, pediu pro jornalista loker via bate-papo: “escreve um poema pra mim?”. Junto ao pedido, mandou a foto aí embaixo, ulalá! O poema foi escrito e enviado a ela, que adorou. E ela, em retribuição, segredou: “gosto de gozar quando chupam minha xoxota”. Wow! Deleitem-se, machos (cados), uia!

 

 

* Imagem safada/cadelona da semana, II: ela é uma nova e já dileta amiga destas linhas rockers ainda cafajestes, rsrs. Na verdade o blog não a conhece pessoalmente mas apenas do grupo “Bukowski – o velho safado”, que está lá no faceboquete. Mas a moça é tudibom (rsrs): fã da poesia devassa do gênio Buk, fã de putaria e total desinibida. Tanto que sua bocetona já foi mostrada aqui, alguns posts atrás. E agora ela nos presenteou com essa imagem portentosa do seu CUZAÇO, uia! Ela mora em Recife (mais conhecida como HellCife). E é CASADA, apenas pra constar. Então machos, deleitem-se e batam suas bronhas sem moderação, ulalá!

 

 

* E agora chega de putaria (mas logo mais aí embaixo ela volta, rsrs) e vamos, hã, falar de assuntos sérios (uia!) por aqui. Bora ver como está o primeiro disco inédito de estúdio do Faith No More após uma “hibernação” de quase duas décadas do grupo.

 

 

FNM VOLTA E CONTINUA COMO SEMPRE FOI – ESTRANHO, INSANO, DEMENTE, INCLASSIFICÁVEL

Lançado oficialmente anteontem nos Estados Unidos (sendo que o conteúdo total das músicas já havia despencado na internet há alguns dias), “Sol Invictus” é o primeiro disco de estúdio totalmente inédito do quinteto norte-americano Faith No More nos últimos dezoito anos – antes dele, a banda havia lançado “Album Of The Year” lá no já longínquo ano de 1997. O novo trabalho (que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil) mostra que o FNM, embora não ostente mais a genialidade criativa de discos como “The Real Thing” (de 1989) ou “Angel Dust” (editado em 1992), ainda assim se mantém com gás e pique surpreendente e invejável para um conjunto cujos integrantes estão na casa dos cinquenta anos de idade. Além disso o vocalista Mike Patton ainda exibe a potência e o fôlego vocal aos quarenta e sete anos de vida que tornou sua performance uma das marcas registradas do grupo. E como sempre a base musical do Faith No More é o rock pesado. Mas por trás dessa “base” surgem nuances melódicas e arranjos estranhos, absurdos, no limite da loucura e que tornam a musicalidade deles rigorosamente insana e inclassificável.

 

O FNM, os mais “velhos” se recordam, surgiu em 1981 (lá se vão trinta e quatro anos) em São Francisco, na Califórnia. Porém o grupo só estourou mundialmente oito anos depois, quando lançou “The Real Thing” e emplacou nas rádios fms de todo o planeta três singles matadores (“Epic”, um dos baluartes do funk/rap/metal, além de “From Out Of Nowhere” e “Falling To Pieces”), que fizeram o conjunto vender milhões de discos, inclusive no Brasil. Aqui, inclusive, o grupo se tornou fenômeno midiático e de vendagem: foi capa algumas vezes do principal veículo musical da época (a revista Bizz), e chegou a vender em solo brazuca cerca de duzentas mil cópias do álbum “The Real Thing”. Esse desempenho (inimaginável nesses tempos de internet e onde a emburrecida molecada brasileira endeusa lixos musicais como Paula Fernandes, Anitta e sertanojos variados) impressionante acabou trazendo o FNM ao país: eles foram uma das principais atrações da segunda edição do Rock In Rio (realizado em 1991, no estádio do Maracanã). Depois voltaram novamente pra cá, sendo que a última gig por aqui aconteceu em 2011 no festival SWU, em Paulínia (no interior de São Paulo): foi uma performance insana, acompanha de perto pelo blog e que mostrou que o passar dos anos não corroeu o pique da banda ao vivo.

 

Porém, se o quinteto jamais suspendeu suas atividades e se manteve firme nas apresentações ao vivo e com o seu line up praticamente inalterado (da formação original só não está mais o guitarrista Jim Martin, sendo que seguem firme com Patton o também guitarrista Jon Hudson, além do baixista e guitarrista Billy Gould, do tecladista Roddy Bottum e do batera Mike Bordin), o novo trabalho de estúdio custou quase duas décadas para ser lançado. O que se sabe é que “Sol Invictus” foi sendo planejado, composto e burilado aos poucos e já estava totalmente gravado no final do ano passado. E viu enfim a luz do dia esta semana, em seu formato físico e oficial – ele já havia vazado na internet há alguns dias.

A capa do novo disco do Faith No More, o primeiro inédito depois de dezoito anos de ausência dos estúdios

 

Como já foi dito acima, não está no mesmo nível de cds como “Angel Dust” (a quase obra-prima perpetrada pelo FNM em 1992). Menos frenético e feérico do que há quase vinte anos mas não menos insano, complexo e estranho em seus arranjos e andamentos melódicos, o grupo ainda se mostra feroz nas dez faixas que se distribuem por quase quarenta minutos de audição. Estão lá as marcas indeléveis do “som FNM”: os pianos e a percussão marcial (já na faixa-título, que abre o cd), a porrada metal conduzida pelos vocais ora sombrios, ora agônicos e agressivos de Mike Patton (e isso é a tônica dominante em “Superhero”, o segundo single extraído do disco e que foi lançado há pouco no YouTube), as levadas algo “estradeiras” (até onde o grupo se permite ser assim) como em “Black Friday” (que admite em sua estrutura, vejam só, até um violão animadinho), e os distúrbios sônicos de pura insanidade – e aí você pode optar por “Rise Of The Fall”, “Motherfucker” ou a claustrofóbica “From The Dead”, que fecha o álbum.

 

O que o Faith No More parece querer sinalizar neste “Sol Invictus” é isso: o rock está emasculado? Perdeu seu poder de fogo, de empolgar o ouvinte e se tornou pop e sem estofo artístico? Pois o FNM, a banda, prefere se manter fiel, firme e forte ao som que tornou o grupo respeitado e admirado pela imprensa e por milhões de fãs. O rock pesado (repetindo: no final das contas, essa é a base do som que eles fazem) e engendrado com nuances de demência melódica que eles fazem pode soar muito antagônico para os dias que correm. Mas na boa, um disco como esse, mesmo não exibindo o melhor que eles já fizeram ainda deixa no chinelo pelo menos 80% das bandas atuais e dos discos que elas lançam. Pode ter certeza disso.

 

* O Faith No More volta ao Brasil novamente este ano. A banda toca dia 24 de setembro em São Paulo (no Espaço Das Américas) e, na noite seguinte, na edição 2015 do Rock In Rio.

 

* Mais sobre a banda, aqui: http://www.fnm.com/index.shtml

 

 

O TRACK LIST DE “SOL INVICTUS”

1.”Sol Invictus”

2.”Superhero”

3.”Sunny Side Up”

4.”Separation Anxiety”

5.”Cone of Shame”

6.”Rise of the Fall”

7.”Black Friday”

8.”Motherfucker”

9.”Matador”

10.”From the Dead”

 

 

E O NOVO DISCO AÍ EMBAIXO

Na íntegra, para audição (ouça antes que o link seja removido, uia!)

 

 

A MAIOR E MELHOR PUTA VELHA DO ROCK’N’ROLL RELANÇA UM DE SEUS CLÁSSICOS, SAI EM TURNÊ E TUMULTUA NOVAMENTE O MONDO ROCKER

Não é novidade pra ninguém que acompanha estas linhas rockers ainda lokers há mais de uma década: os eternos, gigantes, geniais e IMBATÍVEIS Rolling Stones são uma das cinco bandas da vida de Zap’n’roll (as outras quatro, apenas pra constar pela milésima vez: The Smihs, The Clash, REM e Nirvana). E dentre essas cinco as “Pedras Rolantes” talvez sejam as que mais enlouquecem o já cinqüentão coração do jornalista eternamente rock’n’roll. Assim é que o blog está em polvorosa – como de resto o mondo rock está, a essa altura – com a turnê “Zip Code”, que começa no próximo domingo, 24, em San Diego (na Califórnia, Estados Unidos) e que visa promover o relançamento de um dos maiores clássicos já lançados pela maior banda da história do rock mundial, o álbum “Sticky Fingers”, editado originalmente em 1971 e que estará de volta ao mercado planetário a partir de 8 de junho próximo.

 

O “start” da pequena turnê (serão apenas catorze gigs por todo os Estados Unidos, até julho) causou frenesi e comoção anteontem à noite em Los Angeles quando os Stones tocaram de surpresa em um pequeno teatro e onde havaiam pouco mais de mil felizardos, que disputaram, compraram e esgotaram os ingressos (que haviam sido colocados à venda na hora do almoço do mesmo dia, por inacreditáveis cinco dólares; você consegue imaginar algum mega “popstar” chumbrega brazuca fazendo o mesmo por aqui? Óbvio que não) para a apresentação em questão de minutos. E além dos reles mortais presentes também compareceu uma renca de celebridades do mondo pop – gente como Jack Nicholson, Bruce Willis, Ke$ha e Leonard Cohen, apenas pra citar alguns nomes, hã, mais importantes.

 

Aí você pensa: por que amar essas putas velhas do rock’n’roll até hoje, e sempre com a mesma devoção de cinco décadas atrás? Qual o segredo, a mágica, a mística por trás do fascínio monstro que Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts exercem sobre a humanidade há mais de cinqüenta anos? E como e por que “vovôs” que estão na casa dos setenta anos de idade cotinuam empolgando desde o moleque de quinze anos de idade até o avô dele?

 

O autor deste blog, que já fez loucuras inacreditáveis ao som da banda e por causa dela também (como quando durante a primeira passagem do grupo pelo Brasil, no festival Hollywood Rock em janeiro de 1995: o jornalista ainda jovem e trintão estava na pista do estádio do Pacaembu, em São Paulo, ao lado da sua então namorada Greta, uma mulata cavala de vinte aninhos de idade, de peitaços enormes e suculentos e que fodia horrores, ambos enlouquecendo com a performance de Jagger e cia no palco. Foi quando a banda atacou seu demoníaco clássico funk/dançante “Miss You” e Finaski loker total não se conteve: abaixou por alguns segundos sua calça e sua cueca e deu alguns tabefes em sua própria bunda, para espanto da pretona Greta, uia!), tem suas teorias e explicações próprias de o por que de os Stones serem o que são, significarem o que significam para o rock’n’roll e para a cultura pop. E uma dessas teorias é até muito óbvia e de fácil compreensão: em sua primeira década e meia de existência os Stones lançaram alguns dos maiores clássicos que se tem noticia em toda a história da música pop. E estamos aqui falando de álbuns COMPLETOS, não apenas músicas individuais. De 1962 (quando o grupo foi fundado em Londres) até pelo menos 1978 (ano em que o quinteto editou o disco “Some Girls”), os Rolling Stones nunca soltaram um álbum que não fosse, no mínimo, muito bom (caso de “Black & Blue”, de 1976). Mas na maioria dos casos os trabalhos eram sublimes – e aí a lista é longa.

A capa do mega clássico “Sticky Fingers” (acima), que saiu originalmente em 1971 e que ganha relançamento mundial no próximo dia 8 de junho; por conta disso os Stones caem na estrada novamente e cuja largada da turnê aconteceu anteontem em Los Angeles (no vídeo abaixo); a banda poderá se apresentar no Brasil ainda este ano, em novembro

 

 

É o caso de “Sticky Fingers”, que saiu em abril de 1971 e que se tornou um clássico stoniano a partir de sua capa (criada pelo lendário artista plástico e bichona louca Andy Warhol), que mostrava um modelo “pauzudo” (e que não, não era Mick Jagger) com sua virilha “protegida” por uma calça jeans justíssima. E o detalhe que chamou a atenção do mundo na época: havia um zíper de VERDADE na capa do disco.

 

Só isso já bastaria para tornar “Sticky Fingers” um mito na discografia dos Stones. Mas fato é que o álbum também era fodástico na questão musical e textual (sendo que muitos jornalistas o consideram como a obra-prima do conjunto e aí já é questão de gosto pessoal; embora também AME esse trabalho, estas linhas sempre rockers ainda consideram “Exile On Main St.”, de 1972, como o ponto culminante da trajetória stoniana). Foi nesse disco que o então jovem e genial guitarrista Mick Taylor (que entrou na banda no lugar do co-fundador Brian Jones) participou das gravações de todas as músicas. O grupo estava no auge da maturidade artística e sua concepção sonora que englobava rock’n’roll de garagem, blues e R&B se mostrou em toda a sua potência e plenitude nas dez faixas registradas em estúdio. Um álbum que abre com “Brown Sugar” e ainda tem uma baladaça como “Wild Horses” e momentos de puro delírio rocker como “Bitch” e “Sister Morphine” (uma das letras explícitas sobre drogas mais célebres de todos os tempos) não tinha como dar errado. E não deu, claro.

 

Pois é esse autêntico monumento rock’n’roll (nem em sonho alguma banda medíocre atual consegue gravar um trabalho dessa envergadura nos dias que correm) que será relançado daqui a duas semanas, com as habituais faixas bônus e tal. Para comemorar a reedição de “Sticky Fingers” lá vão as putonas velhas novamente cair na estrada. Pensa: Mick Jagger está com “apenas” setenta e um anos nas costas (ele vai fazer setenta e dois em julho). E ainda assim continua cantando como nunca, dançando idem e rebolando ibidem em cima do palco. A banda deveria ter passado pela América do Sul em março passado mas a turnê foi adiada porque a Argentina (em crise econômica pesada) desistiu da sua parte nos shows. Agora as negociações avançam para que os Stones apareçam no Brasil em novembro próximo. É cruzar os dedos e rezar. Porque esta talvez seja a última turnê de uma banda que já ofereceu absolutamente tudo de melhor aos seus fãs. E só por isso eles serão inesquecíveis. E por isso e por outros milhões de motivos a gente pede, gritando e em coro: “Vem pra cá Mick!”. Nós, fã-náticos pelas pedras que continuam rolando sem jamais ter criado limo, aguardamos de joelhos.

 

* Esse texto sobre “Sticky Fingers”, dos Rolling Stones, vai pra duas gataças rockers que o blog adora de paixão e que, assim como o autor destas linhas online, amam a banda de Mick Jagger e Keith Richards. Um beijo no coração da Mariana Santos e da Ana Claudia (de Campo Grande).

 

 

THE ROLLING STONES – UMA LETRA DE UMA MÚSICA DO ÁLBUM “STICKY FINGERS”

 

“Sister Morphine”

 

Aqui me deito no meu leito hospitalar

Diga-me, irmã morfina, quando é que você virá aqui novamente?

Oh, eu não acho que poderei esperar tanto tempo

Oh, veja bem, eu não sou tão forte

 

O grito da ambulância soa em meus ouvidos

Diga-me, Irmã Morfina, há quanto tempo estou deitado aqui?

O que estou fazendo neste lugar?

Por que o doutor não tem nenhum rosto?

 

Oh, não consigo rastejar pelo chão

Não percebes, Irmã Morfina? Estou tentando ganhar

 

Bem, isso só mostra (que)

As coisas não são o que parecem

Por favor, Irmã Morfina, transforme meus pesadelos em sonhos

Oh, você não vê meu rápido enfraquecimento?

E que esta injeção será a minha última?

 

Doce Prima Cocaína, repouse sua mão refrescante na minha testa

Ah, vamos lá, Irmã Morfina, é melhor você fazer minha cama

Você e eu sabemos que de manhã estarei morto

Sim, você pode se deitar, e sim, você pode ver todos os

Lençóis brancos e limpos manchados de vermelho

 

 

 

MUSA ROCKER “SECRETA” – UMA CADELAÇA MORENA MOSTRANDO TUDO!

Nome: K. S.

 

Idade: 22 anos.

 

De: São Paulo.

 

Mora em: Pernambuco.

 

Três artistas: Led Zeppelin, Chico Buarque e Amy Winehouse.

 

Três filmes: “Febre do Rato”, “O cheiro do ralo” e “Sempre ao seu lado”.

 

Três livros: “Elas”,  “Dom Casmurro” e “Símbolo perdido”.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: K.S. é uma gataça loka e devassa que estas linhas online não conhecem pessoalmente de fato. O autor deste espaço virtual fez amizade com a garota a partir de papos trocados num grupo dedicado ao escritor Charles Bukowski, no Facebook. Surgiu uma amizade virtual bacana entre jornalista e estudante de Letras (yep, ela cursa Letras e ama literatura e poesia) e numa bela madrugada ela resolveu mandar algumas fotos “safadas” para o sujeito aqui. Fotos que agora, com autorização dela, reproduzimos no blog (sua única exigência foi que não revelássemos sua identidade). E é por esse motivo, óbvio, que também não mostramos o rosto da moçoila. Mas não se preocupem marmanjos: ela é sim também lindona de face – mas aí só quem descobrir seu perfil na rede social é que poderá comprovar isso, hihi. Então podem enlouquecer à vontade: aí embaixo nossa musa rocker desta semana: a cadelulda K.S., wow!

 As minhas unhas são de puta, assumo. E quero você chupando o pirulito e também minha boceta. Vem!

 

Batendo uma pros fãs

Quer chupar o pirulito ou mamar na minha teta?

 

Total aberta e pronta pra levar foda. Quem se habilita?

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Faith No More.

 

* Disco, II: Esqueça o Mumford & Sons dos dois primeiros álbuns e onde o já gigante quarteto inglês deambulava por paisagens musciais folksters e pastorais, com músicas repletas de melodias construídas com banjos e violões. Esses instrumentos foram recolhidos aos cases e o M&S que emerge nesse “Wilder Mind” (lançado oficialmente há três semanas na Inglaterra) é muito mais pop/rock do qualquer canção que Marcus Mumford e sua trupe tenham registrado até  o momento. Se isso vai espantar os fãs iniciais do grupo por um lado, por outro poderá angariar muitos outros que amam U2 e Coldplay – já que são essas duas bandas que vêm à cabeça do ouvinte quando ele escuta uma faixa como o já bombado single “Believe”. Na real o trabalho não é ruim e se sustenta bem em rocks acelerados como “The Wolf”, ou em momentos mais bucólicos (“Snake Eyes”). Mas fica a questão: a mudança foi para melhor ou pior? Só o tempo dirá.

O novo álbum do Mumford & Sons: sai o folk, entra Coldplay e U2

 

* Exposição: inaugurada no último domingo no Instituto Tomie Othake, em São Paulo, a ampla exposição sobre a trajetória do artista espanol Joan Miró (um dos gênios das artes plásticas do século XX) reune mais de cem obras do pintor e escultor. Obrigatória para quem ainda tem sensibilidade artística e se encanta com o belo no mundo hostil dos dias atuais. O local fica na rua Coropés, 88, em Pinheiros (zona oeste de Sampa) e a expo está aberta ao público de terça-feira a domingo, das onze da manhã às oito da noite.

 

* Niver do MIS: um dos mais importante museus da capital paulista, o Museu da Imagem e do Som, comemora aniversário nesse final de semana. E por conta disso vai rolar uma extensa programação por lá, incluso aí a “Sacola alternativa”, feira de selos e gravadoras independentes que vai acontecer por lá durante a tarde do sabadão, dia 30 de maio. Programão para curtir antes de cair na festona (à noite) dos doze anos do blog, lá na Sensorial Discos. O Mis, você sabe, fica na avenida Europa, 160, Jardins (zona sul de Sampa).

 

* Doc bacana pra assistir na web: produzido, dirigido, montado e editado pelo jornalista e cineasta Fábio Gomes (e que é além de tudo, dileto amigo dessas linhas rockers online), “As tias do marabaixo” é uma fascinante viagem sonora e visual por um dos ritmos musicais regionais mais conhecidos e festejados do Amapá – o marabaixo. O documentário, que é dividido em vários vídeos e pode ser assistido no YouTube foi concebido por Fábio (que mora em Macapá, capital do Estado, e é um jornalista musical atuante e mega conhecido no Norte brasileiro, sendo editor do bacaníssimo blog Som Do Norte) para mostrar como a cultura do instrumento e do ritmo percussivo é passado de geração em geração através de décadas já, com enfoque nas “tias”, senhoras já idosas mas que continuam dedicando sua vida à preservação da memória musical deste genuíno ritmo amapaense. Vale muito assistir, sendo que você pode conferir tudo sobre o documentário (e visualizá-lo também) aqui: https://www.youtube.com/playlist?list=PLX-_10y1i7Kc1ABQiZObbxLGxqB4WbPcN. E saber mais sobre ele aqui, sendo que o blog do projeto já atingiu cerca de três mil acessos: http://tiasdomarabaixo.blogspot.com.br/.

 Zap’n’roll e o jornalista Fábio Gomes em Macapá, em outubro de 2014

 

 

* Site bacana: um dos espaços mais legais para a música alternativa (com foco no punk, hardcore e indie) da atual web brasileira é o Nada Pop. Fundado em novembro de 2013 pelo agitador cultural e músico Mauricio Martins (que toca baixo no grupo Luta Civil), o Nada Pop dá ótimo espaço para artistas novos e que se ressentem cada vez da falta desse espaço nos grandes veículos de mídia, seja ela impressa ou virtual. Então dá uma olhada lá e confira o conteúdo deles, sendo que o Nada Pop está apoiando a festa dos doze anos da Zap’n’roll: http://nadapop.com.br/. No Facebook: https://www.facebook.com/coletivonadapop/timeline.

 

* Blog bacana: yep, os blogs de cultura pop, comportamento, música e afins se espalham pelo país. O “Impaciente e Indeciso” é escrito pelo jornalista, músico, produtor e velho chapa zapper Renato Araújo, lá em Feira De Santana (na boa e velha Bahia). Renatão aborda temas variadissimos a cada nova postagem, sempre atualizando com rapidez a página e sempre escrevendo com um olhar rigoroso (mas sem moralismo) sobre o assunto em pauta. Vale muito dar uma sacada: http://renatoaraujoimpacienteeindeciso.blogspot.com.br/. Sendo que até Zap’n’roll já foi objeto de post por lá: http://renatoaraujoimpacienteeindeciso.blogspot.com.br/2015/05/humberto-finatti-o-rebelde-sem-alca-do.html.

 

* Baladas!!! Aê, até que enfim vamos a elas e com o postão gigantão que teve início na semana passada sendo concluído hoje, já quinta-feira, 28 de maio. Vai ser um finde hot com festão do blog e muito mais. Portanto, confere aí sendo que HOJE o agito já começa com a gig do psicodélico paulistano Molodoys lá no Astronete (no 335 da rua Augusta).///Na sexta-feira, 29 de maio, tem showzão do trio Nevilton lá na Sensorial Discos (no 2389 também da Augusta).///Já no sabadão em si a agitação começa cedinho, às onze da manhã quando tem início a quinta edição da Marcha Das Vadias em Sampa, com saída da passeata marcada para o vão livre do Masp (na avenida Paulista). E pra começar hiper bem a noite, não tem outra opção: é a festona de doze anos do blog, a partir das vinte e uma horas na Sensorial Discos. Também vai ter nova gig do gigante Mark Lanegan no Cine Jóia (na praça Carlos Gomes na Liberdade, ao lado do metrô) e o melhor e mais infernal open bar rocker de Sampalândia, o que rola no Outs (no 486 da Augusta), claaaaaro! Lembrando que dia 6 de junho (sábado da semana que vem) quem sobe ao palco do Spades Café (no 339 da rua Augusta) é o quareto Mortos em 69 (com nova formação: além de Dan Levi nos vocais, Johnny Trash nas guitarras e Denis na batera, agora a deusa rocker Cíntia Benelli empunha seu baixo na banda), fazendo um imperdível tributo aos Stooges. Ta bão né? Então se joga, porra!

 Mortos em 69: relendo Stooges semana que vem no baixo Augusta

CAMISETA EM PROMOÇÃO E EM ÚLTIMA CHAMADA!

Yeah! Blogão comemorando doze anos bem vividos e quem ganha é o leitor, sempre! Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que está em disputa essa lindeza aí embaixo:

 

* Uma CAMISETA promocional do site Nada Pop. Escolha seu modelo (feminino ou masculino, além de uma das duas estampas disponíveis) e tamanho (P, M ou G) e mande sua mensagem amiga que na semana que vem sorteamos o mimo e avisamos o (a) vencedor (a) por e-mail, okays? Vai nessa e boa sorte!

 

12 ANOS E FIM DE PAPO

Não é moleza permanecer na blogosfera de cultura pop por tanto tempo, ainda mais em um país como o Brasil onde tudo é geralmente muito fugaz e sem memória. Mas estamos aqui e seguiremos em frente, até quando não se sabe. Pode durar mais doze anos, pode acabar no final de 2015. Fato é que sempre iremos permanecer fiel ao nosso compromisso traçado desde o início: amar o rock’n’roll, falar sobre ele, sobre comportamento, cultura, sociedade e jamais ceder ao reacionarismo, ao conservadorismo e ao moralismo hipócrita que infelizmente domina a maioria da geração atual. Ficamos por aqui, com a promessa de novo postão o mais breve possível. E nos vamos deixando milhões de beijos no coração de todos aqueles que nos amam. Nos vemos na noite deste sábado, 30 de maio, lá na Sensorial Discos. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28/5/2015 às 15:30hs.)

O (quase) FIM enfim, de um blog: com festona (a última, provavelmente) neste finde em Sampa, um dos principais espaços de rock alternativo e cultura pop (esse aqui mesmo) da web brazuca celebra onze anos, onde acompanhamos (quase) tudo o que rolou nesse período no mondo pop/rock, aqui e lá fora também; mais: como vai ser a comemoração, o lançamento em edição nacional da biografia de uma lenda do pós-punk inglês e também o roteiro de baladas e dicas culturais no circuito under paulistano, que vive dias e noites de frio delicioso em pleno outono

Onze anos cobrindo e acompanhando o grande rock’n’roll mundial, onde quer que ele esteja: Zap’n’roll bate um papo rápido com Kim Gordon (acima), a deusa loira e ex-baixista do finado Sonic Youth, no backstage após show da banda no festival Claro Que É Rock, em São Paulo em novembro de 2005; abaixo, o blog entrevista Robert Smith, vocalista e líder da lenda goth inglesa The Cure, antes de a banda subir ao palco no encerramento do festival Hollywood Rock em São Paulo, em janeiro de 1996. São tantas emoções… que serão comemoradas e relembradas com festão neste sábado 

 

Uma década e um ano.

Onze anos. Pensa: quantos blogs você, dileto leitor de Zap’n’roll, conhece que duraram tanto tempo na blogosfera da web brazuca? E ainda mais em uma área específica (cultura pop e rock alternativo) em que a concorrência é bravíssima e onde surgem (e também desaparecem) zilhões de novos blogs a todo instante? Pois então: a história do blog zapper tem início antes até do início da era da internet no Brasil. Remonta a 1993 (lá se vão vinte e um anos!) quando o sujeito aqui, então um ainda jovem jornalista de seus trinta anos de idade, recém saído da editoria de cultura da gigante revista IstoÉ, estava à deriva no jornalismo musical paulistano, fazendo alguns frilas aqui e acolá. Até que por recomendação da amiga Fernandinha Balbino (que trampava como assessora de imprensa na gravadora Emi), fomos procurar mr. André Pomba, que estava então editando a recém publicada revista Dynamite. Ambos (Pomba e o jornalista gonzo/maloker/zapper) se conheceram pessoalmente exatamente em janeiro de 1993, na sala de imprensa do estádio do Morumbi, durante o festival Hollywood Rock daquele ano, no intervalo entre os shows do Alice In Chains e do Red Hot Chili Peppers (ambos no auge de suas carreiras). Amizade estabelecida, Finaski começou logo em seguida a colaborar com a edição impressa da Dynamite (ainda não existia o site da mesma, que só entraria no ar quase uma década depois). E apenas alguns meses após iniciar sua colaboração ele sugeriu ao eterno e querido “editador” Pomba: por que não fazer uma COLUNA mensal na revista, abordando temas como rock, comportamento, sociedade e cultura em geral? A proposta foi aceita e nasceu então a coluna Zap’n’roll, que durou vários meses e que acabou tempos depois quando a revista passou por uma de suas muitas reformulações editoriais. Mas aí já eram tempos de internet e entrou no ar o site da Dynamite. E logo veio a ideia de recolocar nele, em versão online, a coluna zapper. Que entrou no ar em meados de abril/maio de 2003. Daí em diante ela nunca mais deixou de ser publicada na web. Inicialmente como coluna semanal. Depois de alguns anos, se transformou em blog e passou a ser o espaço mais lido do já agora portal Dynamite. E permaneceu anos na Dyna. E cresceu tanto em acessos e audiência que acabou ganhando, há três anos, seu endereço próprio na internet. De lá pra cá o blog se tornou um gigante (sem falsa modéstia): média de setenta mil acessos por mês, média de trinta comentários por post (em uma época em que as pessoas perderam o hábito de enviar comentários para blogs), média de cem “likes” por post em redes sociais. É muito em um ambiente, como já dissemos, onde a concorrência é imensa, e nos enche de orgulho – e de dor-de-cabeça também já que inimigos ocultos (porque fakes e covardes de plantão) e invejosos estão sempre rondando o painel do leitor do blog, prontos a bombardear de maneira grosseira e insultuosa o trabalho aqui desenvolvido. Mas isso não diminuiu em nada a importância deste espaço, que acabou se tornando um dos mais lidos e importantes da blogosfera de cultura pop brasileira. Afinal a marca Zap’n’roll surgiu muito antes do que qualquer outro blog que existe hoje, seja ele o sempre bacana Popload (do queridão Lúcio Ribeiro), sejam os ótimos blogs dos chapas André Forastieri e André Barcinski (ambos no portal R7). E nesses mais de vinte anos de coluna/blog, tanto na extinta edição impressa da saudosa revista Dynamite quanto em sua versão virtual, Zap’n’roll já fez história e está dando como quase cumprida sua missão: acompanhou o nascimento e morte de bandas, músicos, movimentos comportamentais e artísticos, antecipou novidades, soltou furos em primeira mão, descobriu bandas (como Vanguart e Luneta Mágica), cobriu centenas de shows e festivais, resenhou zilhões de discos, causou polêmica com suas discussões e opiniões políticas e sociais, angariou amigos e inimigos ferozes, fez e aconteceu. E deixou sua marca entre os grandes nomes do jornalismo cultural e musical das últimas duas décadas. Só que tudo acaba um dia, néan. Os anos já pesam na idade do “tiozão” rocker que digita este editorial, ele passou por um tumor na garganta em 2013 e sempre é melhor sair de cena quando ainda se está no auge do que esperar a ferrugem e a decadência corroer tudo de maneira implacável. Por isso mesmo o blog zapper deverá chegar ao final de sua história quando 2014 também chegar ao fim. E por isso mesmo o festão que vai comemorar amanhã, sábado, em Sampa os onze anos do blog, também deverá ser sua última festa de aniversário. Portanto, vá lá e aproveite: vai ser uma despedida ultra digna e alegre pra um espaço virtual que já fez muito pela cultura pop e pelo rock alternativo brazuca. Disso temos certeza e não abrimos mão. Disso nos orgulhamos. E nos orgulharemos pra sempre, mesmo quando Zap’n’roll se tornar apenas uma lembrança virtual no pensamento de nossos sempre fiéis e amados leitores.

 

 

* E você já sabe: o festão de onze anos destas linhas bloggers/rockers/lockers rola neste sábado (mais conhecido como amanhã) lá na incrível e sempre bacanuda loja Sensorial Discos, que fica na rua Agusta, 2389 (Jardins, zona sul de Sampa). Vai começar cedo (oito da noite), vai acabar cedo (por volta de meia-noite, e aí quem for ainda pode esticar a madrugada em outras esbórnias e baladas), vai ter shows incríveis (do Eron Falbo, do Comma e do Star61), vai ter dj set fodona do blog (claaaaaro!), vai ter sorteio de discos de vinil, cds, livros e brejas artesanais e vai ter performance ultra erótica e selvagem DELA! Da nossa eterna e oficial musa rocker, a sempre muito ousada e abusada Jully DeLarge. Agora nos diga: você vai PERDER tudo isso???

 

 

* E entre os MIMOS que serão sorteados no festão de amanhã, está esse livrão aí. Trata-se de “Tocando à distância – Ian Curtis & Joy Division” (no original inglês: “Touching From A Distance”), a biografia do genial e inesquecível vocalista da lenda pós-punk inglesa, escrita pela sua viúva, Deborah Curtis, e lançada em 1995. Foi inclusive este livro a base para o filme “Control”, também sobre Ian, e lançado em 2007. Pois entonces: o volume acaba de sair no Brasil (antes tarde do que nunca) pela Ideal Edições, que em mais uma parceria bacanuda com o blog zapper, vai sortear um exemplar do mesmo na esbórnia que rola neste sábado. Mais um motivo pra você NÃO perder o babado rocker de amanhã, certo?

 

 

* E enquanto fazemos a festa aqui, os festivais rolam neste finde na Europa, néan. Em Barcelona, na Espanha, está rolando o gigante Primavera Sound (que teve a honrosa participação, em sua noite de abertura, do nosso Single Parents), que vai até domingo. E na capital portuguesa a edição 2014 do Rock In Rio Lisboa reuniu ontem um público de noventa mil pessoas que enlouqueceram com mais uma espetacular gig dos velhos e imbatíveis Rolling Stones – em show que teve até participação mega especial do “chefão” Bruce Springsteen, uia! Pois entonces… Stones no Rock In Rio Lisboa ontem. Isso significa ALGO para o Rock In Rio 2015 aqui mesmo, no Rio De Janeiro? Será???

 

 

* E na capa da NME desta semana está um certo Led Zeppelin. Sintoma da falência do rock’n’roll mundial dos anos 2000’: se os novos não dão mais conta do recado, os velhos continuam em evidência ad eternum.

 

 

* Que fofos e meigos! Após vinte anos de amizade sólida e inabalável, Quentin Tarantino e a deusa loira Uma Thurman estão… namorando. O amor é sempre lindo!

 O novo casal sensação do cinema aparece juntinho em Cannes

 

 

* “Sete Vidas”, o novo álbum da baiana rocker Pitty, foi lançado há pouco e já está indo bem na parada do i-Tunes. Um novo single foi divulgado, a bonita balada “Lado de lá”, e o álbum completo você pode ouvir aí embaixo, sendo que falaremos melhor dele em breve por aqui.

 

 

* Enquanto isso o pau continua comendo entre os herdeiros de Renato Russo (leia-se seu filho Giuliano Manfredini) e a dupla remanescente da Legião Urbana, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o batera Marcelo Bonfá. Ambos se posicionaram publicamente contra o lançamento do novo site da banda (que vai inclusive ter festa comemorativa na próxima terça-feira, 3 de junho, no bar Anexo B, que fica na rua Augusta, 430, centrão de Sampa), em comunicado divulgado na imprensa. Giuliano rebateu enfatizando que o que a dupla quer é grana fácil. E num detalhe o filho do saudoso Renato (que chegou a ser um dileto amigo pessoal destas linhas rockers online) está coberto de razão: todas as tentativas que Dado e Bonfá fizeram de ressuscitar a Legião com outro vocalista foram, no mínimo, bisonhas.

 

 

* Mas chega de falar em brigas, rsrs. Amanhã é dia de comemorar os onze anos do blogão zapper. E aí embaixo a gente relembra, em IMAGENS, alguns dos bons momentos destes onze anos onde acompanhamos tudo (ou quase) o que rolou no mondo rock, aqui e lá fora. Olha aí e sinta-se convidado a ir bebemorar conosco neste sábado.

 

 

ZAP’N’ROLL – ONZE ANOS EM ALGUMAS IMAGENS QUE MARCARAM MOMENTOS DO JORNALISMO ROCKER DO BLOG

Yep. No editorial de abertura deste post já esmiuçamos bem como toda essa putaria de jornalismo rocker/gonzo/maloker teve início, há mais de vinte anos. Então agora, nada melhor do que recordar através de algumas IMAGENS (e um vídeo, hihihi) o que foram estes onze anos de trajetória do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brasileira.

 

Veja aí. E participe da festa você também! É amanhã na Sensorial Discos, em Sampa. O blog te espera lá!

 Com o vocalista do Vanguart (banda descoberta pelo blog), pela night sem fim paulistana, anos atrás, após show dos cuiabanos

 

Ao lado de Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande, na entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente, em 2003

 

Zap’n’roll é “cercada” por Samuel Rosa e Lelo, da banda mineira Skank, durante beberrança na entrega de um dos VMB’s da MTV, anos atrás

 

De braços dados com a rocker baiana Pitty, em balada noturna por Sampalândia

 

Com o amigão de anos, Roberto Frejat, no camarim do Barão Vermelho, pós shows da banda em Sampa, no início de 2012

 

Fazendo careta com o gênio Adriano Cintra (ex-CSS e atual Madrid) na casa noturna Beco/SP, tempos atrás

 

Gigantes do jornalismo cultural e rocker que importa de anos pra cá: Zap’n’roll “cercado” por Lucio Ribeiro (do blog Popload) e super monge japa zen Pablo Miyazawa (editor-chefe da revista Rolling Stone BR), anos atrás, no show do Interpol, na extinta Via Funchal

 

E recebendo das mãos de André Forastieri (outra lenda do jornalismo cultural brazuca nas duas últimas décadas) seue exemplar autografado do livro “O dia em que o rock morreu”

 

 

QUEM VAI FAZER A FESTONA DE AMANHÃ

 Eron Falbo: revelação do novíssimo alt folk nacional, teve seu primeiro disco produzido por ninguém menos do que Bob Johnston, produtor dos álbuns clássicos de um certo Bob Dylan

 

Comma: duo pop/rock paulistano já com dois discos lançados e que centra sua musicalidade em eflúvios de indie guitar e belas melodias pop tramadas com violões

 

Star61: a melhor tradução paulistana pro glam rock clássico de Marc Bolan, Bowie, Slade, Roxy Music, Suede e Smiths!

 

Jully DeLarge, a musa rocker oficial do blog, em perfomance explosiva e pra deixar a assistência de mastro em riste ou molhada, uia!

 

* CHEGUEM CEDO! – a festona vai começar às oito da noite, com discotecagem total rock’n’roll e fodíssima do blog, uhú!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: do baú do início dos anos 2000’ o blog resgata “Welcome To The Monkey House”, discaço lançado pelos americanos do Dandy Warhols em 2003. Pelo menos umas três músicas do álbum serão tocadas na dj set de amanhã da festa do blog.

 

* Livro: a biografia de Ian Curtis, que acaba de sair em edição nacional através da Edições Ideal.

 

* Baladas: em finde onde a rua Augusta vai literalmente TREMER com a festa de onze anos destas linhas virtuais lokers, também dá pra curtir outros agitos no circuito under de Sampa. Começando hoje, sextona em si, com show de lançamento do novo álbum do grupo Alarde, “Abismo ao redor”, e que rola lá no Hocus Pocus Studio & Café, em São José dos Campos. Já aqui em Sampa mesmo tem balada rocker sempre agitada no Astronete (na rua Augusta, 335, centrão de Sampalândia) e o infernal open bar do Outs (no 486 da mesma Augusta).///Sabadón? Tem showzaço da lenda indie Mickey Junkies (com participação especial do gênio Edú K, do DeFalla) no Sesc Belenzinho (próximo ao metrô Tatuapé, zona leste paulistana). E mais show imperdível do Saco De Ratos (a super banda de blues do dramaturgo under e gente finíssima Mario Bortolotto) no Club Noir (que também fica na Augusta, no 331), isso na madrugada já. Pedida imperdível pra esticar após a festança que vai comemorar o niver do blog, certo? Então se joga, porran!

 

 

E É ISSO

São onze anos de blogagem na esfera da cultura pop e do rock alternativo. E que serão bem comemorados amanhã, numa festa que será provavelmente a última de aniversário destas linhas rockers virtuais. Tudo acaba um dia e com o blog zapper não será diferente – ele deverá ser extinto no final deste ano. Mas até lá seguiremos por aqui, sempre. E deixamos hoje nosso agradecimento, nossos zilhões de beijos (no coração) e abraços em pessoas e amigos (as) muito queridos (as) e que foram e continuam sendo mega importantes na nossa existência, nesses anos todos. Então esse post se encerra aqui e vai dedicado pra: Yaque Finatti, André Pomba, Tiago Bolzan, Falcão Moreno, Eliana Martins, Silvia Ruksenas, Adriana Cristina, Vandré Caldas, João Carvalho, Lee Martinez, Laís Eiras, Jaqueline Figueiroa, Josiane Butignon, Adriana Gadbem, Agno Santis, Solange Monteiro, Samuel Altherman, Edner Morelli, Matheus e Lucas Morelli, Luiz Calanca, Glauber Amaral, Helio Flanders, Bruno Montalvão, Hugo Santos, Marilda Vieira, Lucio Ribeiro, Pablo Miyazawa, Ricardo Cruz e famiglia Los Porongas. Pra todos vocês, o AMOR ETERNO de Zap’n’roll!

 

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

Semana hot no mondo rocker: o duo Black Keys volta mais calmo e psicodélico mas ainda assim com um grande disco, mostrando que nem tudo está perdido no rock’n’roll dos anos 2000’; mais: o jornalista e brother André Forastieri lança seu primeiro livro e reafirma em entrevista ao blog: “o rock morreu!”; o cartaz da festona de onze anos do blogão zapper; xoxotaças americanas promovem sarais literários PELADAS, e a bestialidade sem controle enfim toma conta do tecido social do miserável país que (nas palavras de Arnaldo Jabor) está ficando com ódio de si mesmo e que só pensa (quase) em futebol (postão total finalizado com plus gigante: perfil da bucólica São Thomé Das Letras mais dicas culturais, roteiro de baladas pra semana toda e PROMO DE INGRESSOS FREE pro show do Mudhoney!) (atualização final em 12/5/2014)

O ótimo e o péssimo rock dos anos 2000’: o duo americano The Black Keys (acima, durante a apresentação no festival Lollapalooza BR 2013) lança seu novo e ótimo disco na semana que vem; já os ingleses do Bastille (abaixo) soam cafonas, melequentos e comprovam que a maioria das bandas atuais está mesmo… morta

 

 

A bestialidade vencendo. Ou, que país é esse?

Em 1987 a então gigante banda Legião Urbana (que àquela altura era o maior grupo de rock em atividade no Brasil, vendendo milhões de cópias de seus discos e tocando em espaços sempre com mais de dez mil fãs presentes) lançou o terceiro álbum de sua trajetória. O disco se chamava “Que País É Este!” (com exclamação no final da frase, ao invés de interrogação) e se tratava de um resgate que o grupo estava fazendo de suas primeiras canções compostas, algumas datadas do início punkster do conjunto, em 1978. A faixa-título abria o LP (não existia o hoje total decadente cd, naquela época) em tom furioso, com o vocalista Renato Russo (de quem Zap’n’roll foi amigo próximo durante muito tempo) cantando: “Nas favelas, no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação…”. Passados quase trinta anos do lançamento dessa música (que tocou massivamente nas rádios na época, e era cantada em uníssono por todo o público nas gigs da Legião), ela continua mais atual do que nunca. Aliás, até um pouco ultrapassada. Afinal, diante dos últimos acontecimentos que escancararam a bestialização da população e a banalização da violência no tecido social brasileiro conclui-se que o país, ao invés de ter melhorado ou progredido em termos culturais, comportamentais, éticos e morais, na verdade piorou imensuravelmente de lá pra cá. Se estivesse vivo, o que pensaria, o que comentaria Renato Russo sobre a bárbarie generalizada de uma nação onde, em apenas uma semana, um pobre torcedor de time de futebol foi morto ao ser atingido por um vaso sanitário (atirado por outros torcedores, autênticos bandidos e assassinos, do alto da arquibancada de um estádio em Recife), e na cidade do Guarujá (litoral de São Paulo) uma infeliz dona de casa, casada e mãe, foi linchada até a morte por uma turba enlouquecida que simplesmente acreditou num boato de que ela, a vítima, estaria sequestrando crianças para rituais de magia negra? (boato logo desmentido pela polícia e que, nesse caso, atuou com agilidade prendendo em pouco tempo três suspeitos de terem participado do massacre da mulher) É assim que caminha e se encontra o Brasil Grande. Grande na política imunda professada pelos seus homens públicos igualmente imundos. Grande na corrupção endêmica, na miséria e ignorância do grosso da população, na falta de estatura moral e ética, no reacionarismo e conservadorismo medievais levantados como bandeira principal de religiões fundamentalistas, na burocracia medonha que atrasa o avanço econômico, na falida infra-estrutura e na igualmente falida Saúde e Educação públicas. O autor deste blog está com cinco décadas de existência nas costas. E se lembra de que o Brasil NÃO era assim há três décadas. Havia mais amor e solidariedade entre as pessoas. Havia mais interesse por se desenvolver culturalmente. Não havia internet, celulares, tablets, redes sociais escrotas. Em compensação havia um sentimento de união e companheirismo, afeto e amizade que parecem ter se perdido na poeira cósmica da web. E sim, havia um apreço por ler ótimos livros, ouvir grandes discos, assistir no cinema grandes filmes. Conhecer a existência humana enfim, e se aprofundar nela. Tudo isso parece ter se perdido de anos pra cá. Agora, parece que estão restando apenas escombros aqui, no país que só pensa em carnaval e em futebol. No país que tem toda a informação do mundo à mão, via internet (de resto, como a humanidade tem), e faz uso mais negativo do que positivo dessa ferramenta tão poderosa. No país que está se tornando total violento e bestial em seu tecido social. Como isso vai acabar? O blog tem até medo da resposta. Por isso segue aqui, na sua luta talvez quase inglória, tentando ajudar seu enorme e dileto leitorado a continuar gostando pelo menos um pouco de algumas paradas que ainda valem realmente a pena em nossas vidas, como cultura pop e grande rock’n’roll, seja ele alternativo e de uma banda bacana como o Black Keys (que está lançando novo discão) ou mesmo mainstream mas com dignidade (algo quase que totalmente em falta na cultura dos dias atuais). É isso. Que país é esse, mesmo? Enquanto buscamos a resposta à pergunta lançada pela Legião Urbana há quase trinta anos, vamos a mais um postão do blog que ainda se choca sim com a bestialidade humana.

 

* E sim, o cineasta e analista político e social Arnaldo Jabor (de quem estas linhas online são fãs) também comete falhas por vezes gritantes em seus comentários no Jornal da Globo (daí a colecionar uma legião de detratores ferozes). Mas esta semana ele radiografou à perfeição a situação em que se encontra o Brasil. Veja aí embaixo:

 

 

* E também revendo o clássico da Legião Urbana, aí embaixo. A música foi lançada em 1987 (!). E o Brasil só piorou de lá pra cá…

 

 

* Bien, a selvageria parece estar se espalhando pelo planeta todo, e atingindo a seara do rock também. Só isso explica a reação dos fãs no final do show que marcou a estreia da nova turnê americana do amado Morrissey anteontem, na California. Durante o bis um povo mais exaltado subiu ao palco pra celebrar e abraçar o ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Só que foi tanta gente que invadiu o tablado e tanta empolgação em torno do ex-vocalista dos Smiths, que ele acabou sendo DERRUBADO no chão por um fã, como pode ser (mais ou menos) visto no vídeo aí embaixo. E assim vai se tornando perigoso, inclusive, exercer a profissão de rockstar…

 

 

* Olhando pro rock daqui: a grande Nação Zumbi (talvez o principal nome do rock e da música brasileira que importa de duas décadas pra cá) finalmente está lançando seu novo álbum de estúdio, sete anos após “Fome de Tudo” (que saiu em 2007). O novo disco, homônimo, tem várias participações especiais, entre as quais a da nossa deusa indie, a lindaaaaa Laya Lopes, que canta no Jardim Das Horas. E fiquem atentos: tem show de lançamento do cd dia 11 de junho em Sampa, no Audio Club.

 

 

* Quem também anunciou novo disco foi miss Pitty. A baiana rocker, sem lançar trabalho inédito desde 2009 (sendo que nesse tempo todo ela se dedicou ao seu outro projeto, o duo Agridoce, junto com o guitarrista Martin), põe na praça logo menos um álbum cheio e cuja primeira amostra é a música “Sete Vidas”, lançada anteontem no YouTube – e que pode ser conferida aí embaixo. Você pode torcer o nariz pra cantora mas ela foi, em certo sentido e momento, importante na recolocação do rock BR na mídia no início do novo milênio, quando lançou seu primeiro e bom disco, “Admirável Chip Novo” (isso lá por 2004). De lá pra cá, óbvio, muita água rolou e o panorama musical brazuca mudou muito (com o rock estando novamente em baixa e o cenário estando dominado por escrotices do calibre de funk ostentação e breganojo). Assim, vamos aguardar e ver o que Pitty (que já foi amiga bem próxima destas linhas bloggers; hoje cantora e maloker zapper tem se falado muito pouco) vai mostrar em seu novo rebento musical. “Sete Vidas” pelo menos é ok na levada musical – a letra deixa um pouco a desejar.

 

 

* Agora, ruim e chato de doer, além de melequento e pegajoso, é o grupo inglês Bastille. A banda está bombadíssima na Inglaterra e seu álbum de estreia (que já saiu há um ano), “All This Bad Blood”, não para de vender mesmo em tempos em que cd não vende mais nada – o último levantamento da gravadora Virgin aponta que o dito cujo já foi comprado por mais de dois milhões de fãs. Pois o disco está saindo somente agora no Brasil (e nem precisava ser lançado aqui) e lá vem a mídia musical local dizendo que o grupo é a nova revelação inglesa, que seu rock “sombrio” conquistou os fãs e bla bla blá. Sombrio onde, mané? Pastiche chumbrega do pior synthpop oitentista, com direito a baladas mela-cuecas ultra cafonas, o Bastille chega a dar náusea na verdade. Se você acha que o blog está exagerando, ouça com os seus próprios ouvido aí embaixo.

 

 

* Bacana mesmo é esse lance, noticiado pela Folha online de hoje: em Nova York um grupo de garotas apreciadoras de literatura “pulp fiction”, criou um grupo pra se reunir, fazer leituras, debater os textos, e beber e comer também (que ningém se alimenta apenas de cultura). O detalhe tesão total da parada: as gatas, todas lindas, tatuadas e bocetões fazem as reuniões de topless ou totalmente peladonas (quando estão em algum ambiente fechado). Wow! Idéia sensacional, que poderia ser aproveitada por algumas xoxotas mais ousadas daqui do Brasil, néan?

 Dois XOXOTAÇOS (que devem foder muuuuuito) prestando culto ao prazer literário, isso nos Estados Unidos, claaaaaro: a rocker tatuada (acima) e a crioulaça intelectual (abaixo) tornam qualquer sarau literário muuuuuito mais interessante, uia! (fotos: reprodução Folha online)

 

 

*E dia 31 de maio…

 

 

* Lindo pôster hein. Obra do querido Lúcio Fonseca, um dos sócios da Sensorial Discos, sobre imagem da nossa eterna e delicious musa indie oficial, Jully DeLarge, que vai quebrar tudo com sua performance mega safada e sacana, na noite do festão zapper. Vai na página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/1440438949537214/?notif_t=plan_user_joined), confirme sua presença e se prepare para uma putaria/esbórnia rocker como há tempos não rola na night under paulistana, uhú! Nos vemos lá!

 

 

* E melhor ou tão bom quanto a festona de onze anos do blog só mesmo o novo disco dos Black Keys, que está saindo na próxima semana mas já pode ser “capturado” na web. Zap’n’roll ouviu e aprovou. Veja aí embaixo nossa opinião.

 

 

BLACK KEYS, O DUO QUE AINDA MANTÉM A DIGNIDADE NO ROCK ATUAL

O rock mundial de hoje está mesmo morto, como defende o chapa André Forastieri em seu livro de estreia? Pode ser. Mas algumas poucas bandas atuais ainda insistem em conferir ao rock’n’roll uma qualidade e dignidade que parecem não mais lhe pertencer. Entre essas bandas está o duo americano Black Keys, que finalmente está lançando seu novo disco de estúdio. “Turn Blue” chega às lojas na próxima semana (já vazou na web e também vai ganhar edição nacional em cd) e sucede o espetacular “El Camino”, editado em 2011. E assim como seu antecessor, o novo trabalho da dupla Dan Auerback (guitarras e vocais) e Patrick Carney (bateria e teclados) prima pelo rigor qualitativo nas composições.

 

O BK, é bom lembrar, existe há treze anos, já lançou oito discos de estúdio (incluso aí o que está saindo agora) mas só começou a sentir o gosto do sucesso a partir do álbum “Brothers”, lançado em 2010. Foi a partir dele que o blues/rock garageiro e bem urdido do grupo saiu do alcance de um público restrito e cult que prestava vassalagem à banda nos porões de Akron (no Estado americano de Ohio), onde ela surgiu em 2001, e passou a tocar nas rádios, ser aclamado pela crítica musical e, claro, a vender uma grande quantidade de discos. O trabalho seguinte, “El Camino”, só ratificou essa ascensão fulminante e fez o BK estourar no mundo todo (inclusive no Brasil) por conta dos hits “Lonely Boy” e “Gold On The Ceiling”. Foi graças a esse estouro que o conjunto foi o headliner da última noite da edição do ano passado do festival Lollapalooza BR.

 

E se no show do Lolla (o blog estava lá) o Black Keys mostrou uma certa frieza e inadequação a um palco e espaço tão gigantescos, em estúdio a dupla de músicos que integram a banda continua se mostrando total à vontade e com mais apuro do que nunca para compor e burilar ótimas canções.

O novo disco dos Black Keys: menos rock, mais psicodélico e ainda assim muito bom

 

O cd se mostra menos acelerado do que o anterior. Mas nem por isso menos brilhante em termos musicais. Há todo um clima psicodélico envolvendo boa parte das músicas, como pode ser observado já na faixa de abertura (a bela e contemplativa “Weight Of Love”), ou ainda na incrível “Bullet In The Brain”, que possui condução de violões e timbres de teclados sessentistas, acompanhados de guitarras tiradas diretamente da cena hippie de São Francisco, em alguma celebração de ácido em 1966. Fora isso e mesmo tendo engendrado um compêndio de músicas mais bucólicas e suaves (o que pode ser ouvido na faixa-título e ainda nas excelentes “Waiting On Words” e “In Our Prime”, esta com um belíssimo piano ornamentando a melodia), o BK não se esqueceu como fazer ótimo rock’n’roll pra pista, com swing e pra dançar. A maior prova disso está no single “Fever” e também no encerramento do cd, em “Gotta Get Away”, um road song à la Rolling Stones (circa 1968, fase “Jumpin’ Jack Flash”), de fazer o ouvinte querer sair viajando por estradas desertas e tomando generosas doses de Jack Daniel’s.

 

É um discão no final das contas, e que mostra com clareza que Dan e Patrick estão no auge da maturidade como compositores e multi-instrumentistas de grande talento, que trafegam com destreza entre arranjos simples ou complexos, e que se saem bem na execução de diversos instrumentos e timbres. Ou seja: se o rock realmente está morto, vamos sepultar o cadáver sem nostalgia, ao som do novo álbum dos Black Keys. E torcer para que eles ainda durem um bom tempo produzindo ótimos trabalhos como este “Turn Blue”.

 

 

O TRACK LIST DE “TURN BLUE”

1.”Weight of Love”

2.In Time”

3.”Turn Blue”

4.”Fever”

5.”Year in Review”

6.”Bullet in the Brain”

7.”It’s Up to You Now”

8.”Waiting on Words”

9.”10 Lovers”

10.”In Our Prime”

11.”Gotta Get Away”

 

 

E A DUPLA AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Fever”, um dos singles do novo disco.

 

 

FORASTA, O JORNALISTA SEM PAPAS NA LÍNGUA, LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO E DECRETA: O ROCK MORREU!

A primeira vez que o autor destas linhas rockers lokers leu algo na imprensa musical brazuca assinado pelo nome André Forastieri foi em algum dia de agosto de 1989 (lá se vão vinte e cinco anos…). Naquele mês estava sendo lançado o álbum duplo “Burguesia”, o último feito pelo cantor e compositor Cazuza antes de ele morrer. E Forasta (como até hoje é carinhosamente chamado pelos amigos e leitores) não perdoou: mesmo sabendo que Caju já estava na fase terminal da sua enfermidade (a Aids), escreveu uma crítica demolidora do disco na capa do caderno Ilustrada do jornal Folha De S. Paulo, arrasando-o sem dó.

 

Forastieri entrou muito novo na Folha – tinha por volta de vinte e três anos de idade. E a referida resenha do álbum de Cazuza projetou seu nome no jornalismo musical: ele angariou instantaneamente milhares de fãs e desafetos, em proporções iguais. Pouco tempo depois era alçado ao cargo de editor do caderno Folhateen. De lá saiu para ser editor da fase quase final da lendária revista Bizz e, quando saiu dela, fundou sua própria revista, a General. Daí não parou mais: fundou outras revistas, editoras (como a Conrad) e sumiu da grande mídia durante muitos anos. Voltou a ela também há alguns anos, atualmente ocupando o cargo de editor executivo de variedades do mega portal R7, onde também mantém seu blog.

 

Zap’n’roll conhece pessoalmente Forasta há mais de vinte e cinco anos. Na verdade o conheceu por volta de 1990, quando foi procura-lo na redação do Folhateen por indicação do queridão Luis Antonio Giron (hoje, editor de Cultura da revista Época), para lhe sugerir algumas pautas. De cara Finaski emplacou um perfil da banda The Black Crowes, que estava estourando nos EUA com o seu disco de estreia, “Shake Your Money Maker” (e que sequer ainda tinha saído no Brasil naquele momento, e  isso em um mundo onde não havia internet, downloads, celulares ou tablets). Forasta gostou da pauta, a sugestão foi aceita, a matéria foi entregue mas acabou jamais sendo publicada porque logo em seguida André foi demitido da Folha, em mais um episódio clássico de seu particular anedotário e foclore jornalístico: na coluna que mantinha no Folhateen, a “Ondas Curtas”, um dia ele escreveu que o Brasil só teria jeito “no dia em que dessem um tiro em Regina Casé”. A confraria artística enlouqueceu com a declaração do então jovem jornalista, fez pressão em cima da direção da Folha e a cabeça do loiro que naquela época tinha o cabelo compridón à la hard rock farofa (uia, rsrs), rolou.

 

A matéria finattiana no Folhateen (que hoje nem existe mais também) não rolou mas ele e Forastieri se tornaram bons amigos. Uma amizade que perdura até hoje, mesmo com ambos se falando de vez em nunca. E foi por conta dessa amizade e do lançamento do primeiro livro do sempre polêmico Forasta que ambos voltaram a se falar esta semana (primeiro por telefone, depois por e-mail). O homem do R7 e que agora está próximo de completar cinco décadas de vida, está lançando “O dia em que o rock morreu”, coletânea de textos seus publicados ao longo das últimas duas décadas e meia na imprensa brasileira. O volume está sendo editado pela Arquipélago Editorial (uma editora de Porto Alegre) e já promete mais barulho e polêmica na trajetória de André, por conta de seu título.

 

O bate-papo com Forasta, enfim, resultou em uma entrevista bem bacanuda e cujos principais trechos você lê aí embaixo.

 André Forastieri (acima, na redação do portal R7) lança seu primeiro livro (abaixo): o rock morreu, definitivamente

 

 

Zap’n’roll – Estamos em 2014. O rock morreu mesmo, sem chance de ressurreição, ou o título do livro é jogo de cena e marketing pra promover polêmica, barulho e vendagem do mesmo?

 

André Forastieri – Boas canções, e mesmo boas bandas, aparecem a toda hora. O que morreu e não volta mais é o papel central do rock na cultura global. Antigamente tudo vinha do rock, ou passava pelo rock, ou se cristalizava no rock: política, sexo, moda, novas maneiras de viver e pensar. Isso já era e não volta. É disso que trata o livro.

 

Zap – Assim como boa parte da geração de jornalistas musicais dos anos 90’, você certamente detestou Engenheiros do Hawaii. Mas olhando pra trás e vendo como está a música pop e o rock atuais Humberto Gessinger não foi meio profético quando disse, há quase trinta anos, que “a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante”?

 

André – Eu nunca detestei Engenheiros. Não era pra mim, como Legião não era pra mim. Detesto bem mais Titãs. E o Gessinger sempre teve uma sensibilidade para essas paradas, eu devia ter lembrado dele pras epígrafes do livro.

 

Zap – Você trabalhou quase na fase final da revista Bizz, uma das mais lendárias publicações musicais da imprensa brasileira. Também fundou editoras e outras revistas e depois se retirou da chamada grande mídia. O que fez você voltar a ela agora (como editor executivo de variedades do portal R7)? Grana pura e simples (não acho que seja o caso) ou manter seu nome em evidência na mass media ou ainda…?

 

André – Trabalhei na Bizz entre 1990 e 93, com uma interrupção de seis meses quando fui começar o Folhateen. A revista foi fundada em 85 fechou muitos anos depois; acho que foi uma fase intermediária, ou de ouro, que tal? Voltei para a grande imprensa para aprender a fazer internet de verdade, de massa, mobile e o raio que o parta. Me dei uns dois anos pra isso, estou com 48, pretendo chegar aos 50 um jornalista pronto pra década seguinte, não olhando para trás. Nunca dei a mínima pra evidência, tanto que fiquei vinte anos independente. Dinheiro conta, mas não bate o martelo. E a Tambor continua, sempre focada em games; eu é que estou em um papel consultivo, não executivo.

 

Zap – Falando em Bizz, do folclore forastiano: procede a história de que, na sua fase final à frente da revista, você e uma equipe da área de arte trabalhavam na calada da noite, na redação da editora Abril (que publicava a Bizz) e utilizando a estrutura operacional da mesma, no projeto do que seria a revista General? E que o fato, quando descoberto pelo diretor de área, gerou sua demissão e da sua equipe da Bizz?

 

André – Sim e não. Pedi demissão dia primeiro de agosto de 1993. Fiquei mais um mês a pedido do Carlos Arruda. O resto da turma ficou mais uns meses. A infra que usaram foi tipo impressora, usar computador pra fazer layout, e acho que afanamos umas fotos do banco de dados da Azul… A General saiu em dezembro.

 

Zap – Você faz parte talvez da última grande geração de jornalistas musicais brasileiros (no qual este blogger se inclui). Gente como Luis Antonio Giron (editor de Cultura da Época), André Barcinski (blogueiro do R7), Lúcio Ribeiro (autor do blog Popload), Álvaro Pereira Jr. (editor do programa Fantástico) e mais alguns poucos. Numa época (a atual) onde pululam zilhões de sites e blogs musicais pela web e onde analisar música talvez tenha se tornado algo completamente irrelevante, como você o atual jornalismo musical? Consegue destacar algum nome que lhe chame a atenção e que possa provocar impacto com seus textos, como costumava acontecer há vinte anos ou mais?

 

André – Tá cheio de gente jovem que escreve bem. Mas não importa mais escrever bem sobre música, ou importa para muito pouca gente. Continua valendo a pena ler Barcinski, Pereira, Giron e o véio Lúcio. Dos bem jovens, gosto muito de um cara que tem um texto muito engraçado, muito observador, que é o Marcelo Marchi, do Fora do Beiço. Arnaldo Branco manda bem. A turma que fez a revista Xula, eu adoraria ler uma revista de texto escrita por eles… temos uns planos secretos estranhos no R7, quem sabe dá pra achar e revelar mais gente jovem, estranha e legal.

 

* E fikadika: Forasta lança seu livro, em noite de autógrafos aberta ao público em geral, no próximo dia 15 de maio (quinta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista, região central de Sampa), a partir das sete da noite.

 

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TÓPICO ESPECIAL: SÃO THOMÉ DAS LETRAS – ABSINTO NA MADRUGADA FRIA DO PARAÍSO NAS MONTANHAS DE MINAS

Não é segredo para  ninguém que acompanha este blog apaixonado por rock e cultura pop: o zapper “ecológico” (uia!) e em busca de paz existencial aos 5.1 de existência, vai embora de Sampalândia até o final deste ano, depois de nascer, se criar e morar toda a sua vida na quarta maior metrópole do planeta. E o destino, claaaaaro, é a cidade que ele considera o autêntico paraíso na Terra: a mega bucólica, pastoral e campestre São Thomé Das Letras, localizada no Sul de Minas Gerais (a cerca de 350 quilômetros de Sampa, umas quatro horas e meia de viagem pela rodovia Fernão Dias).

 

O blog, que conhece a cidade há mais de duas décadas e meia, esteve lá no último feriadão (o do primeiro de maio). Estava frio por lá (delícia total!), o município não estava abarrotado de turistas (como sempre costuma acontecer nessas ocasiões) e foi ótimo passar madrugadas nos barzinhos ao pé da montanha da Pirâmide (um dos principais pontos turísticos do local), ouvindo boa música e tomando doses de… absinto! Yep, rolou no bar Corujão, especializado em rock e que por enquanto é o único por lá a servir a dionisíaca bebida.

 

Enfim, para o dileto leitor zapper se situar melhor sobre como é Thomelândia, o blog reproduz aí embaixo uma matéria sobre a cidade, publicada aqui originalmente em março de 2012.

 Frio, bucolismo e rock’n’roll: Finaski e os amigos Hansen e Wally degustam shots de absinto na madrugada nas montanhas, no bar O Corujão, em São Thomé Das Letras, no último feriadão do primeiro de maio

 

 

XXX

 

Você acredita em duendes? Se sente um bicho-grilo extemporâneo? Adora banhos de cachoeira, natureza, fazer trilhas, queimar um bom baseado enquanto toma um vinho tinto? É adepto do esoterismo, misticismo, e sonha em ver um disco-voador? Adora a tranquilidade e quietude de uma cidade minúscula e perenemente bucólica? Então seu lugar é em São Thomé Das Letras, prezado chapa (do) destas linhas bloggers lokers.

 

A cidadezinha (um ovo, na verdade) de seis mil habitantes, é um autêntico paraíso perdido no sul do Estado de Minas Gerais, e onde o autor deste blog ama passar temporadas há mais de duas décadas. E é óbvio que por ser cético e agnóstico juramentado, Zap’n’roll não acredita em nada do que citou no primeiro parágrafo deste tópico. Mas ainda assim respeita integralmente as crenças de todos os que moram em São Thomé ou vão lá passear e se divertir.

 

E no quesito descanso e diversão Thomelândia é insuperável, pode botar fé. A cidade, que há anos descobriu sua vocação turística, vive da exploração de seus atrativos naturais. Há dezenas de pousadas espalhadas pelas zonas urbana (que é mínima) e rural do município. E dezenas de cachoeiras lindíssimas (como a da Eubiose, do Flávio, Véu de Noiva ou Vale das Borboletas), bem como pontos turísticos inesquecíveis (como a famosa Pirâmide, um casa erguida em pedra bruta e cujo teto, também em pedra, é justamente em formato de uma… pirâmide). Fora as trilhas, cavernas (uma delas, juram os moradores, leva quem se aventurar lá dentro a sair, do outro lado, em… Machu Pichu!) e, principalmente, a TRANQUILIDADE que reina no lugar. É difícil, depois de passar um feriadão por lá (como o blog passou no último feriado do 1 de maio), querer retornar para a maior metrópole da América do Sul (nossa Sampa mesmo, essa velha carcomida pela violência urbana, pela sujeira e pela poluição).

 

A Pirâmide (acima) e a cachoeira da Eubiose (abaixo): dois dos principais pontos turísticos da cidade de São Thomé Das Letras (sul de Minas Gerais): o autêntico paraíso na Terra

 

O zapper eternamente doidón e loki passou por aventuras inenarráveis em São Thomé, nas duas últimas décadas. Trepadas regadas a maconha, reveillons passados ao sabor de ácido lisérgico, brigas com ex-namoradas malas, outras temporadas divinas com xoxotas idem (como o advento T., a gótica Sil gritando, enquanto era fodida no cu, “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”; ou a arquiteta louca de Campinas, que adorava tomar “doces”, hihi), aconteceu de tudo com esse sujeito por lá. E, claro, sobra espaço também para a degustação das sensacionais pingas que são servidas nos muitos barzinhos da cidade, e para experimentar a divina culinária mineira. Neste ponto a parada obrigatória é o restaurante O Alquimista: por cerca de 70 pilas você come absurdamente bem ali, em duas pessoas. Na semana passada o zapper gourmet experimentou lá um indescritível lombo à mineira. A cada garfada na comida (de tempero forte e saborosíssimo) o blog sentia um orgasmo múltiplo e consecutivo, rsrs.

 

E se você ainda não conhece São Thomé Das Letras, fikadika: há uma página no faceboquete sobre o município, em http://www.facebook.com/pages/Sao-Thome-das-Letras-MG/182891601752339?sk=info . Para se hospedar lá, como já foi dito mais acima, há dezenas de opções de pousadas mas o blog recomenda duas: a Maha Mantra (que é administrada pelo nosso velho amigão Paulo “Cida” Oliveira, um paulistano rocker, ex-funcionário das empresas Dynamite e que se apaixonou pela cidade a ponto de fixar residência lá) ou a Do Luar (que é onde o blog sempre se hospeda e que você pode contatar pelo fone 35/3237-1083).

 

E é pra lá que o autor destas linhas rockers virtuais já há mais de uma década no ar vai se mudar no final deste ano. Se tudo der certo e os deuses conspirarem a favor, Zap’n’roll fixa residência em Thomelândia lá pra novembro próximo. Daí em diante, Sampa só a passeio e pra ver shows e compromissos profissionais.

 

Fikando a dika: o próximo feriadão (Corpus Christi) é em junho. E é o último prolongado deste ano. Destino certo do blog? São Thomé, claaaaaro!

 

* Para saber mais sobre a pousada Maha Mantra, vai aqui: https://www.facebook.com/pousadamahamantra?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Black Keys, claro.

 

*Filme na web: acabou de ser postado no YouTube a versão integral de “9 Songs”. Yep, aquele mesmo que causou furor na cultura pop há uma década atrás (nuoffa, o tempo anda voando mesmo, jezuiz…) ao mostrar o cotidiano de um jovem casal vivendo em Londres (ela, uma estudante americana; ele um climatólogo inglês apaixonado pela Antarctica). No caso do “cotidiano” deles, no filme: shows de rock e trepadas homéricas e sem fim, com direito a cenas de penetração explícita, boquetes e esporradas – daí o longa ter causado tanta polêmica quando foi lançado. No final das contas, é um mediano filme de cultura pop e que vale mais pela sua trilha sonora e pelas aparições ao vivo e bacanudas de bandas como Black Rebel Motorcycle Club, Primal Scream, Franz Ferdinand e The Dandy Warhols. Nunca assistiu? Então clica aí embaixo e veja, oras.

 

 

* Noite de autógrafos: apenas lembrando novamente que nesta quinta-feira (sendo que o nosso postão está sendo finalizado já na segunda, 12) rola o coquetel de lançamento do livro “O dia em que o rock morreu”, do queridón André Forastieri. Vai ser na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista), a partir das sete da noite.

 

*Show MPB legal: a cantora Marina Wisnik lança seu segundo disco com show nesta terça (13) e quarta-feira (14) no teatro do Sesc Vila Nova (ou Consolação), que fica na rua do mesmo nome, na travessa da rua Maria Antonia, próximo ao metrô República, a partir das oito da noite. Marina canta bem, compõe músicas doces e algo melancólicas e, o principal, escreve ótimas letras, algo que está se tornando raríssimo na música brasileira atual. Pode ir conferir sem susto.

 

* Baladas badaladas: com o postão sendo finalizado já no começo da nova semana, vamos ver o que rola de mais significativo ao longo dela. Começando na quinta-feira, quando rola o Sub Pop Festival no Audio Club, com showzão do Mudhoney e PROMO DE INGRESSOS pro fervo aqui mesmo, nesse véio blog campeão em promos bacanas.///Já na sextona em si tem festona da Marcha das Vadias (que rola sábado à tarde em Sampa), lá no Dynamite Pub (que fica a rua Treze De Maio, 363, Bela Vista, centrão de Sampa).///E no finde em si (sabadão e domingão) tem a edição 2014 da Virada Cultural, com atrações gratuitas espalhadas por todo o centrão de Sampa e também por muitas unidades de Sescs e Céus espalhadadas pelos bairros mais periféricos. Na boa? É a Virada com a programação mais fraca dos últimos anos – e você pode conferir toda a prog aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2014/programacao/. Mas pelo menos UMA atração é imperdível: o comeback do grande Ira!, que abre o evento no sábado às seis da tarde, no palco Julio Prestes. O blog, claaaaaro, vai estar lá. Então, se programe e se jogue, porra!

 O Ira! volta à ativa e abre a Virada Cultural 2014 em Sampa no próximo finde

 

 

MUDHONEY, ÚLTIMA CHANCE!

Não mandou sua mensagem aflita, ainda? Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que vão ser sorteados nesta quarta-feira:

 

* QUATRO INGRESSOS pro  Sub Pop Festival, que rola na próxima quinta-feira em Sampa, no Audio Club, em mais uma parceria bacanuda do blog com a produtora Inker. Quem ganhar os ditoc cujos será avisado até a hora do almoço do próprio dia do evento, por e-mail, okays? Não se esqueça de colocar seu RG na mensagem. Vai na fé e boa sorte!

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Com uma semana tão agitada é bem provável que postão novo role apenas na semana que vem, mas vamos verrrrrr. Até lá ficamos por aqui e deixando beijos doces em duas garotas que o blog adora de verdade: a Jaqueline Figueroa (de Manaus) e a eterna paixão Mineira Adriana Gadbem. É isso. Ótima semana pra todo o povo maloker que nos segue. Inté!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 12/5/2014 às 14;30hs.)

A volta do power pop shoegazer fofo do The Pains Of Being Pure At Heart; mais (agora vai!): passadas duas décadas da morte de Kurt Cobain e do fim do Nirvana, o legado deixado pelo trio e o que mudou no rock mundial de lá pra cá; o que o blog viu, ouviu e viveu ao som do trio grunge; o bocetão Rihanna mostra seu lindo rabão em todo seu esplendor! Outra musa indie tesudíssima, pra balançar o coração e disparar os hormônios do leitorado macho (cado) zapper, e a festona que vai celebrar os onze anos do blogão que deve chegar ao fim ainda este ano (postão atualização completa, com diário sentimental repleto de putaria e dorgas, mais a nova atração da festa de aniversário do blog e as últimas notícias do mondo pop) (nova atualização final em 17/4/2014: RIP Gabriel García Marquéz)

O que restou ao rock e à música pop atual: ou reeditar e emular o que já foi feito de melhor, como o americano The Pains Of Being Pure At Heart (acima) faz em seu novo disco; ou explorar menos a música em si e muito mais o corpo e a imagem pessoal, como a cantora Rihanna (abaixo) não cansa de fazer 

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E o mundo atual, cada vez mais pobre culturalmente, fica ainda mais emburrecido.

 

Vai na paz, Gabo!

O escritor Gabriel García Marquéz, gênio da literatura mundial e que morreu aos oitenta e sete anos de idade

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ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS

Os goths velhos, carecas e barrigudos se rejubilam: Pedro Morfético, ops, Peter Murphy toca novamente em Sampa (ele este aqui há menos de um ano) no dia 20 de julho, no Carioca Club. Com show acústico de abertura do também véio Wayne Hussey. Hummm… talvez o blog até vá nessa gig, pra rever seus velhos amigos darks, hehe.

 

*E a festona de onze anos do blog, que rola dia 24 de maio na Sensorial Discos, em Sampa, acaba de ganhar uma atração de mega peso ERÓTICO: ela, a linda, devassa, divina, tesuda, primeira e única deusa e musa indie destas linhas online, Jully DeLarge, vai fazer performance no evento, Uhú! O que já era imperdível, agora ficou imperdível ao cubo!

Ela é um bocetão devasso e nossa eterna deusa e musa indie; e estará presente na festa de onze anos do blog em maio

 

* E o Coachella 2014, que aconteceu no último finde em Indio, California (EUA, néan), foi bacana e tals, embora tenha rolado muita tranqueira por lá. Mas um dos shows que ficam marcados na memória é o esporro sônico brutal detonado pelo Queens Of The Stone Age no palco. Insano, pra dizer o mínimo. Josh Homme é foda, a banda é foda (sem nenhum favor, um dos poucos nomes do atual rock planetário pra quem Zap’n’roll paga um pau animal) e eles estarão no Brasil em setembro, em turnê solo pela primeira vez. Então, como aperitivo e aquecimento até lá, fica esse vídeo aí embaixo: a abertura explosiva do show do grupo no Coachella. De foder, com certeza.

 

 

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Travação mental.

E o texto, enfim, acabou não saindo, não rolando. Foi por isso que o post de Zap’n’roll da semana passada ficou incompleto, sem alguns tópicos e depoimentos que seriam inseridos nele ainda sobre os vinte anos de ausência do grande e inesquecível Kurt Cobain, talvez o último grande gênio da história recente do rock mundial. Um sujeito tão importante e fundamental para a música que ele e seu conjunto imortal, o trio americano Nirvana, continuaram sendo comentados durante toda esta semana que termina hoje (sabadão em si). E não apenas continuaram sendo comentados como também entraram definitivamente para o célebre Hall da Fama do Rock’n’roll, em cerimônia ultra badalada  realizada anteontem em Nova York (e que contou com a presença de zilhões de figuras ilustres do pop e do rock, como os ex-Nirvana Dave Grohl e Krist Novoselic, a viúva de Kurt e eterna cadela loira Courtney Love, o ex-REM Michael Stipe e até a superstar teen Lorde, que fez vocais no clássico nirvânico “All Apologies”). Ou seja: a semana toda, uma semana diga-se meio leeeeenta no mondo pop, continou sendo dominada pelas lembranças do trio grunge de Seattle. O que permite que o postão zapper desta semana ainda insira aqui o que não foi publicado na semana passada. Desta forma este post que você começa a ler agora tenta dimensionar como ficou a música pop (e o rock) sem Kurt. E também relembra o que o sujeito que digita estas linhas ouviu, viu e viveu ao som da trinca que sacudiu a indústria da música há duas décadas. Talvez seja, afinal de contas, o mais essencial a ser escrito aqui, em um tempo onde não existem mais heróis na arte em geral e na música em particular. E onde o lançamento de um disco mediano como o novo do fofo shoegazer americano The Pains Of Being Pure At Heart nos entusiasma ao ponto de acharmos que ele pode soar quase como uma obra-prima aos nossos ouvidos. Sendo que obras-primas não existem mais. No rock, ao menos, a última se chamou “Nevermind” e saiu em 1991. Quando veremos outra de estatura semelhante, só os deuses sabem… e quando ela surgir novamente (e se surgir), quem sabe não tenhamos mais problemas de “travação” mental, textual e emocional para falar da referida obra. Enquanto isso não acontece, sigamos em frente com mais um post do blog que insiste em amar cultura pop e rock alternativo. Um amor que um dia vai acabar também pois nada, absolutamente nada dura para sempre neste muito. Muito menos um blog que já está com onze anos de estrada nas costas.

 

* Postão zapper sendo atualizado no sabadão, néan. Melhor assim: leitura pop ótima pro finde todo. E depois do dever cumprido o blogger maloker vai dar umas voltinhas pela night under de Sampalândia, uia!

 

 

* Nada de novo durante a semana, na política brasileira. Infelizmente. Enquanto as semanais Veja (reacionária e manipuladora como só ela sabe ser) e Época destacavam como o PT está saqueando sem dó e afundando a Petrobras, a edição de quinta-feira do Jornal Nacional, na Globo, destacava em primeira mão como a multacional Alstom, que está enlameada até o pescoço no Trensalão do PSDB em São Paulo, também meteu a mão (e como!) na pobre, falida e fodida estatal petrolífera brazuca (até bem pouco tempo nosso maior orgulho empresarial), num processo de pilhagem que começou no governo FHC e prosseguiu nas gestõe de Lula e Dilmá. Puta que pariu, Brasil! Há de se perguntar: o que esses BANDIDOS tucanalhas e petralhas querem, afinal de contas? SAQUEAR tudo o que podem, até não restar mais nada no país?

 

* E em São Paulo, como se não bastasse o trensalão da quadrilha tucana que está há mais de duas décadas no poder político do Estado, ainda há agora o problema gravíssimo da falta de água. Sim, choveu muito menos do que o esperado esse ano, até o momento. Mas São Pedro não tem culpa sozinho no desastre de abastecimento que se vislumbra no horizonte paulista para muito breve. O que faltou mesmo foi competência e administração, além de investimentos, para lidar com a situação que está rolando agora. E sobrou roubalheira, claro. Né Geraldinho Alckmin, seu GRANDE MERDA!

 

 

* Mas enfim, sigamos em frente, no mondo pop e no rock. Neste finde tá rolando a edição do gigante festival Coachella, nos EUA. Mas e daí? Festival de rock pelo mundo afora virou tudo a mesma parada, não é mesmo? Até mesmo o Coachella, que já foi beeeeem lecal, tá meio caído esse ano – basta lembrar que um dos headliners de lá é o pavoroso Muse, que acabou de tocar no Lollapalooza BR. Então pra que ficar perdendo tempo publicando zilhões de vídeos e fotos de shows que já acabamos de ver por aqui mesmo? Bobagem pura, na modesta opinião destas linhas bloggers rockers. A verdade é cruel mas é essa mesma: no mundo globalizado da internet, não há mais novidades que valham a pena em NENHUM festival pelo planeta afora. Todo mundo toca em todos os lugares, ad nauseam. E isso não vai mudar mais, pelo jeito.

 

 

* E como já foi dito aí em cima, no editorial de abertura do post, continua se falando e muito no Nirvana e em Kurt Cobain, mesmo após duas décadas do desaparecimento do gênio que deu ao mundo um dos últimos grandes nomes da história recente do rock’n’roll. Pois entonces: o trio grunge de Seattle foi finalmente alçado ao Hall da Fama do Rock’n’roll, em festa concorridíssima que rolou em Nova York na última quinta-feira. Várias personalidades do mondo pop presentes, vários momentos inesquecíveis e a IMAGEM que fica é da viúva Courtney Love dando um mega abraço em Dave Grohl e enterrando, desta forma e ao que se supõe, vinte anos de brigas, rixas e ódios mútuos. Pra que guardar mágoas e rancores, né Courtney?

 A viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, abraça com amor e carinho Dave Grohl: fim de duas décadas de brigas e ódios mútuos

 

* Putaria pop da semana, I: Rihanna, o bocetaço mais hot da música atual, continua mostrando a que veio, uia! Desta vez, durante as sessões de mais um ensaio fotográfico, a cadelaça morena não se intimidou e deixou que o fotógrafo registrasse seu suculento rabaço… sem calcinha! Veja a imagem aí embaixo e confira.

 O RABAÇO mega da cachorrona Rihanna: sem calcinha e com marquinha safada de biquini no ensaio fotográfico, wow!

 

* Putaria pop da semana, II: já outra vagabun… ops, garota rocker americana, ao participar de um festival de tatuagem na Flórida, também resolveu “ousar” ao máximo: pediu que um tatuador tatuasse em volta do seu cu a inscrição “cuspa primeiro!”. wow!

 A cadelona putaça, ops, garota rocker, dá a dica em tatuagem ao redor do seu cuzão: “cuspa primeiro!”. Depois, pode meter e esporrar à vontade, uia!

 

* A festa de ONZE ANOS do blog finalmente está definida. Rola dia 24 de maio naquele que é um dos points de cultura pop mais badalados desse momento em Sampa: a loja Sensorial claaaaaro! A escolha tem tudo a ver: o espaço, embora não muito grande, é bacaníssimo e aconchegante e o mix de loja de discos com bar que vende brejas artesanais incríveis tem dado o que falar desde que foi inaugurado. Fora que estamos numa época em que precisamos promover a ANTI-ostentação. Então ao invés de fazer festa em bar grande do baixo Augusta (que está ficando saturado já) pra lotação baixa do lugar no dia do evento, é muito melhor reunir uma galera grandinha e compacta (e rocker) num espaço menor mas onde todos podem beber as melhores cervas artesanais e tb curtir três pocket shows ultra bacanudos. Quem vai tocar? Eron Falbo: garoto prodígio do folk rock com discão lançado, e que foi produzido por ninguém menos do que Bob Johnston (que “apenas” produziu o “Highway 61 Revisited”, de um tal Bob Dylan). Comma: um dos melhores novos nomes da indie scene paulistana, pop/rock de garotas com muito apuro melódico. Star 61: a banda que encntou Finaski recentemente. Marc Bolan, Bowie, Iggy e New York Dolls em doses concentradas. E como se não bastasse ainda vai ter dj set do blog (cabulosa como sempre) e sorteio de discos de vinil (wow!), livros e… garrafas de cervejas artesanais, pra você levar pra sua casa. Quer mais o quê? Rsrs. Logo menos vamos dando mais detalhes por aqui sobre o festão, okays?

 Star 61: glam rock fodão que vai tocar na festa de aniversário do blog, em maio

 

* MINAS GERAIS MANTÉM A TRADIÇÃO DE BOAS BANDAS DE ROCK COM OS MACHADOS – yep, e isso não é de hoje. O Estado montanhoso e mais bucólico do Sudeste brasileiro (e sonho de consumo do autor deste blog, que pretende morar por lá, na paradisíaca São Thomé Das Letras, até o final de 2014) sempre deu grandes bandas ao rock e à música pop nacional. Uma tradição que vem desde os anos 80’, passa pelos 90’ (quando surgiu o hoje consagrado Skank) e chega até o indie rock dos anos 2000’, com Pato Fu, o ótimo Transmissor, o grunge poderoso do trio Mad Sneaks e agora o rock radiofônico de guitarras dos Machados. Quem? Machados, formação surgida na pequena e histórica cidade de Tiradentes, em 2013 e que é liderada pelo vocalista, letrista, guitarrista e compositor Luiz André Nogueira – junto a ele estão o baixista Mattheus Lopes, o batera B. Berg e o também guitarrista Alisson Zakka. O som da banda é calcado em guitarras bem construídas, que engendram melodias bastante radiofônicas e que trafegam com desenvoltura por momentos mais dolentes e outros mais abrasivos. As letras, todas escritas por Luiz, estão bem acima da média do que se escuta no quase falido indie rock nacional atual. E foi com prazer que estas linhas online passaram alguns dias da última semana ouvindo as nove faixas do álbum “Taxidermia Coletiva”, que a banda disponibilizou na web (sendo que você pode ouvi-lo aqui: https://soundcloud.com/machados-1) e que deve ganhar versão em cd físico em breve. No disquinho de menos de quarenta minutos você vai querer sair pulando ao som das guitarras nervosas de “Nada a perder”. Ou então contemplar uma bela noite de luar nas montanhas de Minas e tomando um bom vinho ao lado do seu amor, enquanto escuta “Dom Quixote”. Enfim, o quarteto do interior Mineiro tem futuro e o blog irá voltar a falar dele por aqui nos próximos posts, pode esperar!

 O grupo Machados: mantendo a tradição Mineira de boas bandas de rock

 

* Se interessou pelo som dos Machados? Dá uma sacada no clip de “Dom Quixote”, aí embaixo.

 

 

* E sem tempo a perder vamos para outra boa surpresa que rolou no indie rock planetário esta semana: o novo álbum dos fofos The Pains Of Being Pure At Heart, que caiu na web. yeah!

 

 

THE PAINS OF BEING PURE AT HEART VOLTA MENOS SHOEGAZER, MAS AINDA EXALANDO DOÇURA ROCKER

Banda surgida em Nova York em 2007, o The Pains Of Being Pure At Heart logo conquistou um pequeno séquito de fãs e angariou a simpatia da rock press americana por desenvolver um noise pop de contornos bucólicos e que prestava vassalagem total ao shoegazer britânico dos anos 90’, aquele professado por bandas como Ride, Lush, Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine. E agora, sem muito alarde, o quarteto atualmente integrado por Kip Berman (vocais e guitarras), Peggy Wang (teclados e vocais), Alex Naidus (baixo) e Kurt Feldman (bateria), está lançando seu terceiro álbum de estúdio, “Days Of Abandon”, programado para chegar oficialmente às lojas no próximo dia 13 de maio. Nas lojas porque na web ele vazou inesperadamente na última semana. E como os dois discos anteriores do grupo, não será lançado no Brasil.

 

O TPOBPAH também conquistou público e crítica graças à qualidade de seu trabalho de estréia, homônimo, que saiu em 2009, trazendo uma batelada de canções tristonhas, com vocais lassos e dolentes e guitarras algo barulhentas que se imuscuíam em melodias doces. Num tempo (o nosso) onde nada mais se cria no rock e tudo se reprocessa nele, a reedição da sonoridade shoegazer inglesa de duas décadas e meia atrás e ainda por cima feita à perfeição por um grupo americano, deixou todo feliz e de queixo caído.

 

Mas a fórmula perdeu fôlego no segundo cd, “Belong”, editado dois anos depois. As mesmas canções fofas e bucólicas permaneceram mas com menos brilho do que na estréia. Foi inclusive na turnê deste disco que o The Pains… se apresentou em Sampalândia, em um pequeno festival indie que rolou em setembro de 2011. De lá pra cá a banda meio que desapareceu um pouco do circuito de shows e festivais, provavelmente pensando na composição do material que estaria em seu vindouro próximo álbum de estúdio.

O novo álbum do quarteto americano: menos shoegazer mas ainda tristonho

 

Pois este “Days Of Abandon” entrega que o quarteto não pretende mudar sua proposta sonora, algo que já fica claro a partir do título do disco. Na verdade algumas das dez faixas do cd desvelam que o conjunto está tentando soar menos melancólico e noise nas guitarras, e mais pop nas melodias. Isso pode ser ouvido em “Simple And Sure”, por exemplo. Ou também em “Kelly” e “Masokissed”, que soam leves e radiofônicas e lançam muito pouco mão de pedais de distorção nas guitarras, preferindo realçar os vocais doces da dupla Kip Berman e Peggy Wang.

 

Mas como a tristeza que permeia perenemente a alma cinza humana não poderia ficar ausente de um disco do grupo, ela surge gloriosa em “Art Smock” (que abre o cd com violões e vocais contemplativos) e em “The Asp In My Chest”, que encerra tudo no mesmo naipe melancólico, como que querendo ratificar que o The Pains… continua enxergando o mundo à sua volta com olhar marejado e desencantado. E longe de ser uma obra-prima o novo trabalho dos nova iorquinos mostra que, em um mundo onde o rock perdeu quase que totalmente a relevância, talvez a única solução seja mesmo olhar para trás e emular da melhor maneira possível o que ele já produziu de forma clássica e inesquecível.

 

 

O TRACK LIST DE “DAYS OF ABANDON”

1 – “Art Smock”

2 – “Simple And Sure”

3 – “Kelly”

4 – “Beautiful You”

5 – “Coral And Gold”

6 – “Eurydice”

7 – “Masokissed”

8 – “Until The Sun Explodes”

9 – “Life After Life”

10 – “The Asp At My Chest”

 

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DUAS DÉCADAS DEPOIS, O LEGADO DE KURT COBAIN, NA OPINIÃO DE QUEM ENTENDE

A semana passada, no mondo rock, foi toda dedicada à lembrança dos vinte anos sem Kurt Cobain, o gênio que deu ao mundo o inesquecível Nirvana, talvez a última grande e digna banda do rock’n’roll. E o próprio Kurt deu um final abrupto a tudo e à sua própria história, ao se matar em 5 de abril de 1994.

 

Para tentar entender e refletir melhor sobre o que mudou na música nestes vinte anos o blog foi ouvir alguns amigos queridos do jornalismo rock brasileiro. São opiniões de quem entende do assunto pois vivem e respiram música praticamente todos os dias de suas vidas. Leia abaixo o que eles disseram.

 

* Adreana Oliveira, 37 anos, editora de Cultura do jornal “Correio de Uberlândia” – O legado de Cobain para mim está ligado a um tipo de artista que pouca gente se dá ao trabalho de conhecer bem, entender e principalmente respeitar. Tenho como lema o verso que abre “Pennyroyal Tea” que pra mim resume um pouco do que ele era: “I´m om my time with everyone, I have very bad posture”. É como se ninguém pudesse realmente enxergar o homem que ele era de verdade, não importa o que fizesse. E seu maior legado cala a boca de qualquer um que insiste em vê-lo como um viciado fraco que acabou com a própria vida com um tiro na boca: as músicas que ele deixou. Tudo mais é especulação. Nós, como admiradores ou fãs só temos a agradecer e não deixar que essa música morra. As mudanças que vi desde a morte dele no mundo pop não foram boas. Sucessos instantâneos, promessas que não se concretizaram, aquela leva de artistas enlatados que tá pouco se lixando com a música e quer mais é parecer cool. E o comportamento do consumidor de música tornou-se algo quase leviano… Claro, que para tudo há exceção, mas são poucos aqueles que conseguem de forma tão sincera arrebatar corações e mentes por mais de uma estação.

 

* Daniel Vaughan, repórter de variedades do portal R7 – O Kurt Cobain foi o gênio que ajudou a dar uma chacoalhada na música no começo dos anos 90’. Com o Nirvana o rock underground virou de ponta cabeça. Foi para o topo. Bandas que eram “amaldiçoadas” pelos tubarões do sucesso invadiram a MTV e as rádios FMs. Além de ser um ótimo compositor, foi isso que mais me chamou a atenção na época. E hoje, cadê os filhotes de Cobain para fazer uma nova “manifestação”?

 Kurt Cobain toca, com o Nirvana, no festival Hollywood Rock, em janeiro de 1993 no Brasil: vinte anos depois de sua morte, o rock anda mal das pernas

 

 

* Laís Eiras, 35 anos, Editora Chefe do site Yonohablo.com – Kurt foi um marco na história do rock mundial porque nenhum outro compositor retratou aquele sentimento do início dos anos 90’ tão bem, aquela sensação de final de século e medo do que estava por vir. Musicalmente, demoliu preconceitos, quebrou a estética anterior, dos 80’. Se mudou para melhor, não sei dizer. Mas trouxe uma liberdade e apresentou uma estética nova que influenciou muita gente. Este foi um depoimento totalmente subjetivo e nada técnico.

 

 

* Luiz Cesar Pimental, 43 anos, editor-executivo do portal R7 – Óbvio que nunca saberemos, mas acredito que para o legado do Nirvana foi que a banda tivesse parado ali, ainda mantendo sombra do auge, que foi o Nevermind. Veja bem, não estou falando que foi bom o Kurt ter morrido. Claro que não. Ideal seria se eles tivessem parado o Nirvana, Dave Grohl formado o Foo Fighters e o Kurt, outra banda com a cara dele.Provavelmente ficaria parecida com Nirvana, por razões óbvias. Mas seria interessante ver o que ele produziria quando tivesse o desafio de criar algo diferente àquilo em que foi mestre.

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O QUE O QUE O BLOG VIU, OUVIU E VIVEU AO SOM DO NIRVANA

* O zapper conhecendo o trio grunge de Seattle – era finalzinho de 1991. O jornalista loker, ainda em plena efervescência da loucura rocker de seus vinte e oito aninhos de idade, estava morando junto com a mãe de seu filho (no apê da rua Frei Caneca), e levava a vida se entupindo de cocaine, whisky e e escrevendo textos eventuais para a editoria de Cultura da revista IstoÉ e para o caderno de variedades do jornal Folha Da Tarde (atual Agora São Paulo). Foi quando numa bela tarde recebeu um pacote de vinis da gravadora BMG (atual Sony Music), enviados pela sempre queridaça e fofa assessora Miriam Martinez (até hoje, mega amiga destas linhas online, aliás onde anda você, Miroca?). Ao pegar o pacote na portaria do prédio onde morava o autor destas linhas virtuais conferiu o material e ligou pra Miriam, avisando que tinha recebido os discos e que estava tudo ok. Ela então pediu, com a simpatia de sempre: “Fininho, dê uma atenção especial ao disco de capa azul, do grupo NIRVANA. Você vai adorar e os moleques estão estourados nos Estados Unidos!”. Certo. O jornalista que sempre procurava estar atento às novidades (numa época em que não havia internet e nada do que gira em torno dela hoje em dia), já tinha ouvido falar do tal Nirvana. Mas ainda não conhecia o som da banda. E dedicou aquela noite a ouvir o álbum, que se chamava “Nevermind”. E gostou muito do que ouviu: ao mesmo tempo em que era barulhento e esporrento, o álbum tinha um senso melódico e radiofônico incomum nas canções. As letras eram muito boas e o vocalista, um loiro chamado Kurt Cobain, cantava como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Bacaníssimo, tanto que quando resenhou o pacote inteiro (que tinha outros quatro discos) na Folha Da Tarde, o jornalista rocker decretou no texto: “O álbum do Nirvana é, de longe, o melhor do pacote de rock lançado pela BMG”. Começava então uma longa história de amor entre Zap’n’roll e Nirvana e que perdura até hoje, com o trio de Seattle permanecendo como uma das cinco bandas da vida do sujeito que escreve este diário.

 

* A banda estoura no Brasil e sai aqui o álbum “Bleach” – a estréia do Nirvana em disco se deu na verdade em junho de 1989, com o lançamento do álbum “Bleach”, o lendário disco em que o produtor Jack Endino cobrou do trio de Seattle, por trinta horas de trabalho em estúdio, a ridícula quantia de US$ 600 dólares. Hoje considerado um clássico tão imbatível quanto “Nevermind”, o primeiro registro em vinil do Nirvana só iria sair no Brasil após o estouro do segundo trabalho do grupo por aqui. Já era meio de 1992, o casamento de Zap’n’roll estava indo pro buraco e boatos insistentes davam conta de que a banda iria logo menos fazer shows na América do Sul. O que de fato acabou acontecendo em outubro daquele ano mas apenas na… Argentina, onde o Nirvana se apresentou em um festival no estádio do River Plate (quem esteve naquela gig, garante que foi apoteótica) e com abertura da lenda Keith Richards. O Brasil ainda teria que esperar um pouco mais. Mas em janeiro de 1993…

“Nevermind”, segundo disco do Nirvana e hoje já um clássico e um dos dez melhores álbuns da história do rock: foi com ele que Zap’n’roll descobriu o som do trio de Seattle

 

* O zapper jogado às pulgas, putas e cocaine no baixo Augusta e uma cadelaça pelada pedindo “me come, me come!” –  em novembro de 1992 foi anunciada a bmba que todos aguardavam ansiosamente: o Nirvana viria ao Brasil em janeiro, para tocar no festival Hollywood Rock, com shows em Sampalândia e também no Rio. Foi, aliás, a edição “grunge” do festival e uma das mais inesquecíveis de todas: além do Nirvana se apresentaram também Alice In Chains, L7 e Red Hot Chili Peppers, todos no AUGE de suas carreiras. E se a notícia era uma lindeza só para o rocker Finaski, na vida pessoal o jornalista gonzo maloker só se afundava: pouco depois de seu aniversário (em novembro), a mãe de seu filho havia decidido se separar definitivamente do zapper junkie. Ele, sozinho, ainda ficou por mais algum tempo no apê da Frei Caneca, se entupindo de álcool, cocaine e bocetas lokas e safadas (Mônica, de São Caetano, Paulinha R., que trepou com com o ordinário aqui na FRENTE de uma amiga dela, apenas porque a garota queria ver o casal fodendo). E por aquele período descolou um trampo de cobertura de férias por três meses na rádio Bandeirantes. Foi credenciado pela Band que o autor deste blog acabou indo parar no estádio do Morumbi em janeiro de 1993, para acompanhar o Hollywood Rock. Na primeira noite do festival, no intervalo entre as gigs do Alice In Chains e do Red Hot, Zap’n’roll conheceu pessoalmente aquele que se tornou seu melhor e inseparável amigo nas últimas duas décadas: o nosso querido “editador” e super dj André Pomba. Mas foi no sabadão finalmente que o bicho pegou: ostentando visual grunge (bermuda, jaqueta de couro amarrada na cintura e cavanhaque), lá se foi o jornalista ao encontro do trio Nirvana, num estádio lotado e onde estavam pelo menos 70 mil pessoas. O show do L7 foi sensacional. E o do trio liderado por Kurt Cobain… sinceramente, um dos PIORES shows de rock presenciados pelo autor destas linhas sentimentais. Mas foda-se, era o Nirvana que estava tocando e era isso que importava naquele momento. Terminada a gig Finaski se mandou pro centro da cidade e ali começou uma das madrugadas mais insanas de sua existência naquela época. Primeiro ele encontrou, já no bairro do Bixiga, com a bocetuda Jade. Quem? Uma ex-gótica que vivia enfurnada no saudoso Espaço Retrô e que já havia sido traçada pelo pinto do jornalista (por quem ela se dizia apaixonada) algumas vezes. Jade estava especialmente mega gostosa naquela noite: de bermuda curta e justíssima, e uma camiseta amarela de onde seus peitões suculentos ameaçavam pular pra fora do decote a todo instante. Não deu outra: ao encontra-la o animal rocker comedor e já cheio de más intenções a chamou pra ir pra rua Augusta, no bar Der Temple, onde quem era quem do circuito rock under de Sampalândia se reunia naquela época. Convite aceito, o casal rumou pro bar. E alguns instantes depois que estavam por lá, o tumulto se formou na entrada: quem acabava de chegar ao lugar era ninguém menos do que Kurt Cobain e sua loira devassa, a eterna vacona Courtney Love. O proprietátio Giggio (hoje dono do Matrix, na Vila Madalena, na zona oeste de Sampa) imediatamente ordenou que a porta de aço do boteco fosse baixada. Quem estava fora, não entrava mais; quem estava dentro, poderia sair se quisesse – e àquela altura, alguém queria sair dali? Pois o jornalista trintão, recém-separado e com um xoxotaço do seu lado pronto pra ser bem fodido, passou boa parte da madrugada a dois passos do casal Kurt/Courtney, e não se animou a ir falar com eles. E lá pras tantas, com nuvens de álcool já pesando sobre seu cérebro, ele pegou a cadeluda Jade e disse: “vamos pra casa!”. E lá se foram eles. O final da noite de Kurt e Courtney na rua Augusta a humanidade ficou sabendo depois: eles foram descendo a rua em busca de cocaína e distribuindo notas de cem dólares pras putas que encontravam pelo caminho. E a noite do autor deste diário cafajeste, terminou como? Com ele metendo rola grossa sem dó na boceta canalha e mega safada de Jade. Que em certo momento da foda, dando de ladinho e gemendo como uma cachorra no cio, gritou: “Me come, me come!”. Levou muita porra na bunda e na boca. Depois o casal adormeceu e no dia seguinte acordou devorado por… pulgas. Yep. O jornalista safado e junkie ainda comia ótimas bocetas. Mas estava como Sid Vicious no final da vida do finado baixista dos Sex Pistols: sozinho, largado em um apartamento imundo e dominado por pulgas. Quanto à cadelona Jade, o autor deste blog ainda manteve contato com ela por alguns meses e depois nunca mais a viu.

 

Machete do jornal Notícias Populares, em abril de 1994: fim da era grunge

*O fim da festa e de uma era, com um tiro na própria cuca – em abril de 1994 o jornalista rocker maloker estava se recuperando profissional e emocionalmente gradativamente e da maneira que era possível. Dividia um bom apê (daqueles antigões e enormes) com o amigão e fótografo da FolhaSP (à época) Luiz Carlos Leite, próximo ao largo do Cambuci (e onde havia uma bocada que vendia um padê sensacional, na rua Muniz De Souza, a quatrocentos metros de onde o sujeito aqui estava morando; ou seja: ele viva em estado de bicudisse quase permanente, rsrs). Foi uma época gloriosa onde o autor deste diário calhorda, além de continuar escrevendo para a revista Dynamite, também havia começado a colaborar com a poderosíssima revista Interview, uma das principais publicações de comportamento e variedades do país naquela momento. E também foram tempos de namoro com a deliciosa cavala Greta, uma mulata de 1,72m de altura, mamicas gigantes e um rabo animal. Com apenas dezenove aninhos de idade (e Zap’n’roll a caminho dos trinta e três), Greta sabia ser ultra vagabunda na hora da foda: ficava apertando o pinto grosso do namorado com sua boceta sacana, enquanto levava o bico do próprio peito até sua boca e ficava lambendo-o. E quando o jornalista, após sempre ouvir frases como “Seu cavalo, cachorro! Me FODE! Vai, me fode!”, não aguentava mais a vontade de gozar, ele tirava o pinto da xotaça preta e enfiava na bocona da Gretinha, que recebia feliz jatos e jatos de porra, engolindo absolutamente tudo, uia. Mas sempre, em algum momento, alguma nuvem negra surge e estraga a felicidade momentânea de uma existência que é perenemente cinza. No caso, a nuvem negra apareceu na cara de Zap’n’roll na noite de 8 de abril de 1994, quando ele esperava um busão no centrão podre de Sampa pra ir embora pra casa, no Cambuci. Ao dar uma espiada nas manchetes da edição do dia seguinte do saudoso NP (o sangrento Notícias Populares, e que sempre chegava na noite anterior às bancas), ele leu: “Cantor do Nirvana se mata com um tiro”. O jornalista rocker, sentimental e que a essa altura já tinha o trio de Seattle como uma das cinco bandas da sua vida, não acreditou no que estava lendo – todos que acompanhavam a trajetória de Kurt Cobain sabiam que a qualquer momento o desfecho de sua existência seria aquele mesmo, mas mesmo assim a notícia chocou. Comprou um exemplar do NP e foi devorando o jornal a caminho do apê no Cambuci. Lá chegando, com os olhos já totalmente marejados, se pôs a ouvir vezes e vezes seguidas o vinil de “Bleach”, enquanto tomava talagadas de whisky e se punha a pensar: o que seria do rock e do próprio grunge dali pra frente? E foi elocubrando sobre isso e sobre zilhões de outros assuntos próximos (a própria vida do jornalista loker, o que ele queria e esperava pra si etc, etc, etc.) que o autor deste blog adormeceu. Não havia mais Kurt Cobain e nem Nirvana na música. E o rock nunca mais seria o mesmo depois daquele 5 de abril de 1994. Fim de uma era e fim talvez do último grande momento da história recente do rock’n’roll.

 

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A NOVA MUSA INDIE ZAPPER – GATA ROCKER DE ATITUDE LIBERTÁRIA

“Nada como uma boa cerveja e ter bons amigos”. Ou “eu tentei ficar casada mas os homens ainda não aceitam mulheres independentes”. Duas frases que definem bem o pensamento de Evelyn Freire, a nossa musa indie desta semana.

 

Ela tem vinte e sete anos de idade e mora em Ribeirão Pires. Ama as bandas The Smiths, Doors e REM. E é do rock’n’roll, tanto que as imagens deste ensaio foram feitas no bar American Graffitti, um dos mais legais da região.

 

Fotos bacaníssimas, diga-se. No ponto exato entre sedução elegante e convite à devassidão carnal, uia! E foram clicadas pelo amigo zapper e fotógrafo de mão cheia Rodrigo Fernandez.

 

É isso. Vejam, deleitem-se e apreciem sem moderação mais uma tesudíssima musa indie do blog mais rock’n’roll e sacana da web brazuca.

Delícia rocker total

 

Só para os fortes!

 

E também para os de alma junkie

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: não é a salvação do indie rock planetário mas dá pra curtir na boa o novo álbum dos americanos do The Pains Of Being Pure At Heart.

 

* Exposição: ainda não foi visitar a mostra monuemental sobre a vida e obra do gênio David Bowie no Mis/SP? Vai passar o feriadão em Sampalândia? Então se programe e corra: a exposição se encerra neste final de semana, mais especificamente no domingo, dia 20. E como no último finde o Mis deverá estender o horário de visitação pública, pra atender a demanda. O Museu da Imagem e do Som de São Paulo fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul da cidade. Vá até lá pra entender porque não existem mais gênios de verdade no rock de hoje.

 

* Site: perca o preconceito e procure mergulhar no universo musical do rock que se faz em toda a América Latina. Pra isso basta ir até http://www.yonohablo.com/. Criado e dirigido pela lindaça jornalista Mineira (e amada amiga destas linhas rockers bloggers) Laís Eiras, o YoNoHablo mostra um panorama amplo do rock que rola pelos nossos vizinhos e onde você acaba descobrindo bandas que fazem um trabalho artístico muito superior ao que se faz atualmente no Brasil. Vai lá e boa viagem sonora!

 

* Baladas pra semana e pro feriadão: yep, já vamos adiantando a parada aqui porque, como já foi dito, este post ficará por aqui até a semana que vem, pós feriadão, quando aí sim será substituído por nova postagem. Desta forma, pra quem vai ficar por Sampa mesmo na Semana Santa, além da expo do Bowie no Mis, também pode se jogar no esporrento open bar que anda lotando o clube Outs (na rua Augustam 486, centro de Sampa) e que vai começar a rolar esta semana já a partir da próxima quinta-feira, 17.///Já na sexta tem djs set especiais com as bandas The Killers e The Strokes, na noite rocker do sempre animadaço Blitz Haus (também na Augusta, no 609). Ainda na sextona em si mas mais cedo, tem pocket show do grupo Molodoys na mega bacana loja Sensorial Discos (também na rua Augusta, no 2389), hoje o ponto predileto destas linhas bloggers poppers em Sampa, pra se tomar ótimas brejas artesanais e se ouvir ótimos sons.///E no sabadão tem showzaço do grupo Saco de Ratos (a banda bluesy do grande dramaturgo Mario Bortolotto) no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul de Sampa), às sete da noite. Tá bão, né? Então pra quem vai ficar na área, ótimo feriadão e ótimas baladas também!

 O grupo indie paulistano The Molodoys: pocket show nessa sexta-feira na Sensorial Discos

 

 

SEBADOH – ÚLTIMA CHAMADA!

O trio indie americano se apresenta em São Paulo, choperia do Sesc Pompeia, nos próximos dias 20 e 21 de abril. Então vai lá no hfinatti@gmail.com que é a última chamada pra você tentar ganhar:

 

* DOIS INGRESSOS (um para cada noite) para a gig, sendo que informaremos por e-mail até a próxima quinta-feira à tarde quem venceu a parada, certo? Então mande sua mensagem e boooooaaaaa sorte!

 

 

 E TCHAU PRA QUEM FICA EM SAMPALÂNDIA

A vida é cheia de som, fúria, dias cinzas, alegrias e problemas. O blogão está indo pra Minas Gerais neste feriadão não apenas pra descansar mas também pra resolver questões familiares, que sempre surgem na vida de qualquer ser humano. De modos que novo post só na semana que vem mesmo, depois do feriadão. Mas é claro que se algo muito bombástico acontecer até lá, nós iremos comentar aqui. E vamos deixando o maior beijo do mundo pra dois arianos que fizeram aniversário esta semana e que o blogger sentimental tem o maior amor do mundo por ambos: André Pomba e a nossa gataça rocker de Manaus, a Jaqueline Figueiroa (que fica mais velha hoje, 15, terça-feira, quando este postão está sendo finalmente concluído). É isso. Semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

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ATENÇÃO LEITORES!

O painel de comentários está temporariamente desativado pelo administrador do WordPress, que foi obrigado a tomar essa atitude depois que hackers tentaram INVADIR o sistema, pra foder o blogão zapper.

 

O problema já está sendo sanado e logo menos o painel voltará a receber comentários normalmente.

 

Quem andou querendo enviar mensagem e não conseguiu postar, aguentaê mais um pouco que logo tudo voltará ao normal.

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(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/4/2014 às 21:30hs,)

Pensou que o blogão mais polêmico e AUDACIOSO, ABUSADO e OUSADO da web BR tinha perdido o fôlego? Então toma: em pleno pós-feriado da República colocamos em discussão os limites do erótico e do total pornográfico na cultura pop, exibindo imagens INACREDITÁVEIS e de SEXO EXPLÍCITAS da nossa sempre suculenta musa indie oficial (com visualização desaconselhável para menores, uia!); mais: o noticiário popper da semana, os agitos que foram Planeta Terra e Red Hot e o festival que vai comemorar os trinta e cinco anos do heroico selo indie Baratos Afins (VERSÃO FINAL, em 17/11/2013)

Em tempos de neo moralismo e conservadorismo ultra babaca a cultura pop (sempre ela!) e o rock (idem) se levantam pra botar a boca no mundo e gritar pela liberdade de expressão de todos nós: o novo filme de Lars Von Trier, “Ninfomaníaca” (acima), estréia em dezembro com elenco multi-estelar e cenas de sexo explícito; já o ótimo trio americano Black Rebel Motorcycle Club (abaixo) é uma das bandas que o casal central de “9 songs” (um dos clássicos recentes da cultura pop que trata de sexo) assiste em um show, durante o longa

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Postão sendo concluído no final da tarde aprazível do domingão. E trazendo a IMAGEM DA SEMANA aí embaixo, hihihihi:

 

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O que pode? O que não pode?

Duas perguntas bastante pertinenentes e que tomaram vulto algo estrepitoso nas reflexões de Zap’n’roll nas últimas semanas. Afinal, por mais que já estejamos na segunda década do século XXI quando o assunto é sexo e tudo o que gira em torno dele, parece que um enorme tabu ainda se impõe para uma gigantesca fatia da população humana, que ainda vive com pensamentos mergulhados na Idade Média (ou das Trevas). Pois a nossa sempre “santa” (ou profana?) e amada cultura pop também se imiscuiu na questão do sexo, do erotismo sem limites e da pornografia pura e simples, e isso desde sempre. Mas nas últimas semanas uma série de eventos chamou a atenção nesse sentido, como uma exposição em Londres onde um fotógrafo mostrou uma série de imagens onde flagrou sua própria mãe (uma coroa bailarina ainda em plena forma física) TRANSANDO com o próprio (e jovem) namorado. Não só: um estudante também em Londres anunciou que pretende perder sua virgindidade ANAL (uia!) em uma performance pública a ser realizada em uma galeria de arte na capital inglesa, em janeiro de 2014. E “Ninfomaníaca”, o novo filme do genial Lars Von Trier (e que estréia logo menos), recheado com cenas de sexo explícito e elenco multiestelar, já está dando o que falar mesmo antes de chegar às telas. Por aqui a eterna e oficial musa indie oficial do blog, a delicious Julieta DeLarge ousa em grau máximo, postando em seu tumblr fotos em que ela aparece TREPANDO explicitamente com o namorado (o fotógrafo Nickk), sendo que as imagens estão aqui também, neste espaço blogger popper que já se tornou célebre pela sua descompostura e ousadia editorial. Toda essa movimentação enfim, levou o autor destas linhas virtuais a refletir sobre as perguntas que abrem este texto inicial do nosso postão desta semana. E a nos decidir por colocar o tema como nosso assunto principal aqui, em mais uma jogada inédita entre a “concorrência” da blogosfera de cultura pop da web brazuca. Afinal o assunto precisa e merece sim ser abordado e não apenas pelo viés da (bem-vinda) “invasão” do sexo na cultura pop contemporânea, mas também para mais uma vez demonstrar os movimentos morais que permeiam a trajetória humana. O ser humano tem essa tendência histórica ao conservadorismo moral (e quem está falando isso aqui é um sujeito que, acima de ser jornalista, é GRADUADO em História Geral). Em determinadas épocas esse conservadorismo se torna menos agressivo (como nos anos 60’ e 70’) e, em outras, volta com tudo – como nos tempos atuais, onde o chamado “politicamente correto” empesteia as relações humanas e torna qualquer manifestação comportamental e/ou social um pouco fora do normal um escândalo a ser combatido e recriminado por toda a sociedade. Não é por aí e o blog zapper vai sempre ABOMINAR esse tipo de pensamento escroto, reacionário e pra lá de conservador e moralista babaca. Por isso cá estamos nesse post discutindo o tema (um post que, claaaaaro, também vai falar de tudo o que interessa no rock alternativo, como o festão de trinta e cinco anos da loja e selo indie paulistano Baratos Afins, um autêntico herói da cena independente brasileira). O que pode, o que não pode afinal? Cada cabeça, uma sentença…

 

 

* Postão chegando em pleno sábado de feriadón, néan. Com sol, calor (o blog não gosta) e vários motivos pra você se deleitar nos lendo, hihihi.

 

 

* Sendo que a semana foi beeeeem agitada, no? No STF o negão Joaquim Barbosa MANDOU imediatamente pra cadeia parte dos condenados no Processo do Mensalão, que se apresentaram à polícia ontem (entre eles, o ex-todo poderoso Ministro Zé Dirceu). Certíssimo está o presidente da mais alta Corte do país, e já dá pra começar a acreditar (timidamente ainda, digamos) que o Brasil ainda tem jeito.

 

 

* Já aqui em Sampa mesmo o escândalo da máfia dos fiscais corruptos do ISS fede cada vez mais pros lados do ex-prefeito, o porco imundo Kassab. Essa história ainda vai dar o que falar. A conferir…

 

* Semana agitadíssima também no mondo pop, uia. Ao receber prêmio na entrega do VMA Europa no finde passado a cadeluda Miley Cyrus não teve pudores: acendeu um belo cigarro de maconha em pleno palco, uhú! Assim, mostrou que além de vadia também é loka. Estamos com Miley e não abrimos, hihi.

O bocetão cadeludo MIley Cyrus, fumando na entrega do VMA Europa 2013: o cigarro era sim de maconha, hihi

 

* E Justin Biba então? Está vivendo seus dias gloriosos de bad boy do pop. No Brasil acabou show antes da hora por pura birrinha, pixou muro onde não podia, foi em casa gay de massagens (uia!) e os caralho. Já na Argentina… pegou uma bandeira do país que foi atirada pra ele e simplesmente usou a mesma como PANO DE CHÃO, esfregando-a no assoalho do palco. Foi um tumulto: milhões de fãs portenhos em fúria se manifestaram nas redes sociais, querendo o escalpo do moleque. Pois olha, se ele continuar nessa pegada estas linhas bloggers lokers vão se tornar fã do rapaz, com certeza!

 

 

* Ah, a nossa jovem e pequena deusa Lorde. Além de ser linda e cantar muito, e de ter lançado um dos melhores discos de 2013, já começa a ficar miliardária desde adolescente. Aos dezessete anos de idade a neo-zelandesa acaba de assinar um contrato de mais de dois milhões de dólares com uma gravadora gringa. Ela merece! Lorde é tudibom!

 Lorde: muito jovem, muito talentosa e já ficando milionária

 

 

* Ah, o eterno MEGA MALA Devendra Banhart (que só lota shows aqui, onde é adorado por um bando de indieotas imbecis e sem noção)… em show com casa cheia esta semana em Sampa, durante um momento mais “intimista” da apresentação o público se animou e começu a acompanhar a música batendo palmas. Pois Devendra, o chato de dar nos cornos, parou de cantar e pediu que o público PARASSE de bater palmas porque, segundo ele, “aquela música não se prestava a esse tipo de reação”. Pois é… Devendra NÃO merece a adoração que lhe dão. Ele é tudiinsuportável, rsrs.

 

 

* E ACABA de se postado na web, no Soundcloud, o primeiro EP do bacanudo combo garageiro/psicodélico paulistano Churrasco Elétrico, uma das grandes revelações da indie scene nacional em 2013. Você pode ouvir o disquinho/discão aqui: https://soundcloud.com/churrascoeletrico, sendo que logo menos estaremos falando mais dele por aqui, pode esperar!

 

 

* RED HOT E BLUR PROTAGONIZARAM BOA SEMANA ROCKER EM SAMPA – yep, já foi na semana passada e todo mundo já comentou. Mas como não estamos disputando corrida maluca com ninguém pra ver quem fala primeiro do quê, estas linhas online registram tardia (e rapidamente, diga-se) que as gigs do Red Hot Chili Peppers e do Blur (encerrando a edição 2013 do festival Planeta Terra) na semana passada foram beeeeem lecais. Os Pimentas mandaram bem sim, sendo que o blog esperava beeeeem menos do show. Pra uma trinca (Tony Kieds, Chad Smith e Flea) que está com 50tinha nas costas (cada um), eles seguraram muito bem o set de uma hora e meia (começou 10:10 da noite, acabou 11:40). Souberam equilibrar bem o repertório mais acelerado dos rocks funkeados e repletos de groove que celebrizou a banda, com as baladas e as músicas mais pops e mais recentes. Começou com “Can’t Stop”, passou por “Other Side”, “Under The Bridge” (nessa passou todo um filme na cabeça zapper: de quando ele estava separando da ex-mulher, do tempo em que morou no Cambuci, do primeiro show que viu da banda no Hollywood Rock de 1993, que foi também a primeira vez que ela veio pra cá. Vinte anos…), “Californication” e até acabar – bem – com “By The Way” e, claro, “Give It Away”. O Anhembi não lotou mas o povaréu que foi saiu satisfeito. E o blog também. Ficamos meio com dó do Yeah Yeah Yeahs. A banda é FODONA, Karen O’ é LINDAÇA e tem uma super presença de palco (e como boa conhecedora de moda que é, estava em modelão básico e impecável) mas ninguém ali conhecia nada (ou quase nada) do grupo. Fora que o som na apresentação deles estava baixíssimo. É bacana pra um conjunto com eles abrir prum gigante como o Red Hot? Nessas condições? Talvez nem tanto. Pelo menos o final foi sensacional, com eles detonando a ótima “Heads Will Roll”.Bão, não teve jeito. E o que foi o show do BLUR??? Putas que os pariu, o velho jornalista já pode finalmente FECHAR A CONTA de quase 30 anos indo a shows e festivais de rock. Um show que começou com “Boys & Girls” e emendou com “There’s No Other Way” e “Beetlebum” (primeira marejada nos olhos, de mais duas que seguiriam mais pra frente), NÃO tinha como dar errado. E não deu: som alto e potente (o Campo de Marte funcionou a contento, afinal), espaço suficiente pra ver tudo PERTÍSSIMO do palco (felizmente a pirralhada fã de Lana Del Rey já tinha puxado o carro a essa altura, o que deixou bastante espaço sobrando pra ver bem o set do Blur) e 17 músicas e 90 minutos que valeram a espera de 14 anos pra rever a banda no palco. Yep, os olhos também se encheram de água em “Coffee & Tv”, em “Tender” e em “This Is A Law”. Foi lindo demais, só isso. VALEU Damon, Graham, Alex e Dave. Vocês fizeram parte da nossas vidas. E continuarão fazendo por muito tempo ainda.

 Red Hot Chili Peppers (acima, o vocalista Anthony Kieds) e Blur (abaixo, com Damon Albarn soltando a voz) fizeram grandes shows semana passada em Sampa; sorte de quem foi (fotos: Natasha Ramos e Uol)

 

 

* Vanguart batendo no teto onde uma banda indie poderia chegar. Estão com a música “Meu sol” (do novo disco) na trilha da nova novela das sete da Globo e agenda de shows bombando neste final de ano. O blog sempre soube que, algum dia, uma música dos Vangs entraria em alguma trilha de novela. Só não sabia quando. Pois chegou a hora. A banda merece!

 Os Vangs, com música sua na trilha sonora da nova novela Global: a banda indie cuiabana e radicada em Sampa bate no teto!

 

* E já que o sexo, o erotismo e a pornografia são o tema central desse post, nada como ver aí embaixo algumas imagens do Miss BumBum Brasil 2013, que rolou esta semana em Sampalândia, uia. As vadia cada vez mais vadia. E os macho pira, hihihi.

 

* Mas sério. Como sempre em tempos de onda conservadora e novo moralismo babaca a cultura pop dá o grito e incorpora com gosto a libidinagem sem limites, a libertinagem desenfreada e a putaria sem culpa. Vai lendo aí embaixo.

 

 

EROTISMO, SEXO, SACANAGEM PURA E SIMPLES – QUAL O LIMITE, AFINAL? OU PARA A CULTURA POP NÃO HÁ LIMITES NESSE ASSUNTO?

Não é novidade alguma: sexo, erotismo, sensualidade ou pornogaria explícita, pura e simples sempre conviveram com a cultura pop. Muito especialmente na música e no cinema onde as referências e as obras com esses temas são fartas e já produziram momentos clássicos e de puro deleite para a humanidade. Quem não se lembra de “O último tango em Paris”, filmado por Bernardo Bertolucci em 1972, e que trazia Marlon Brando literalmente FODENDO o cu (com a ajuda de uma… manteiga!) da então desconhecida atriz Maria Schneider, em cena que se tornou célebre? Ou ainda de “O Império dos Sentidos”, do japonês Nagisa Oshima, lançado em 1976 e onde os dois atores principais passam praticamente o filme todo trepando de verdade? Isso pra ficar APENAS em DOIS mega exemplos de quando o sexo foi tratado como ARTE ABSOLUTA pela cultura pop no cinema – há ainda, em menor escala, o bem mais recente “9 Songs”, lançado há quase uma década e onde um jovem casal também passa quase todo o filme na cama (e, em alguns momentos, transam realmente diante das câmeras) e, fora dela, vai a shows de gente como Primal Scream, The Dandy Warhols, Elbow, Franz Ferdinand ou Black Rebel Motorcycle Club. Se tornou um pequeno clássico recente do cinema que também é rocker e erótico.

 

Isso tudo apenas no cinema, sendo que na música (e no rock, em particular) os exemplos também são incontáveis de como o tema sexo ainda é muitíssimo explorado, seja de maneira sofisticada e com viés fortemente artístico, seja de forma escrachada e puramente sacana. Mas enfim, qual a diferença entre um tratamento e outro? Qual o limite que determina o que é vulgar e explícito e o que é sério e artístico e um mundo – o da cultura pop – onde um dos principais preceitos é romper barreiras e não ter limites? E ainda mais em um tempo, o de hoje, onde uma nova onda neo-conservadora escrota e babaca baliza quase tudo nas relações humanas?

 

Pois é justamente em tempos assim, como os de hoje, que a cultura pop mais grita e se levanta saudavelmente contra o politicamente correto, contra o moralismo hipócrita e babaca e contra os julgamentos éticos e morais que são a tentação de gente reacionária e que vive com a cabeça na Idade Média, se esquecendo de que estamos em pleno século XXI. Para esse povo a sempre rebelde cultura pop se levanta e grita: nas últimas semanas uma exposição em Londres exibiu imagens feitas por um fotógrafo que flagrou a própria mãe (!) transando com o namorado. Não só: na mesma capital inglesa um jovem universitário promete perder sua virgindade ANAL em performance pública numa galeria de arte, em janeiro, justamente para questionar questões como o valor que ainda se dá a essa bobagem chamada virgindade. Por fim o mondo pop aguarda ansioso a estréia de “Ninfomaníaca” (previsto para chegar aos cinemas lá fora em 25 de dezembro; no Brasil, em 10 de janeiro), o novo longa do aclamado cineasta holandês Lars Von Trier (que dirigiu, entre outros, os ótimos “Dançando no escuro” e “Melancolia”), que já está dando o que falar mesmo antes de chegar às telas: contando com gente de peso no elenco (Uma Thurman, Charlotte Gainsbourg e Christian Slater), o longa também está recheado de cenas de sexo explícito.

 

Aqui mesmo no Brasil, teoricamente um país tão liberal, o sexo continua alimentando tabus, preconceitos e moralismos imbecis. Que o diga a nossa lindaça e amada musa indie oficial, a tesudíssima Julieta de Large, garota rocker de atitude e atriz de um site especializado em porn chic, sendo que ela ganha a vida atualmente com isso e adora o que faz. Pois namorando com um fotógtafo especializado em fotos de cultura pop e eróticas, July vive postando imagens suas sensualíssimas no seu Tumblr e também no seu Facebook onde, esta semana, foi criticada grosseiramente por uma outra jovem, esta de perfil bastante conservador e de mente estreita (basta ver a página da moça na rede social para se enxergar o nível “cultural” da figura). Sobre o episódio e sobre o tema proposto aqui nesse post, July se manifestou exemplarmente pro blogão zapper:

Cena clássica e histórica do filme “O último tango em Paris”, de 1972, onde o personagem de Marlon Brando come (de verdade!) o cu da atriz Maria Scheneider: a cultura pop sempre foi libertina!

 

“O erotismo é o estimulo sexual através do desejo, dando ao espectador a oportunidade de ir além da imagem apresentada, de “viajar” da forma que ele quiser, pois a mesma imagem pode despertar desejos variados de ser pra ser. Já a pornografia é o explicito, ela não te dá a oportunidade de pensar sobre, ela já te mostra o que é e fim. Ambos os estímulos acho super válido, afinal é o corpo humano sendo retratado no seu momento mais íntimo e belo. Um corpo nu ou corpos entrelaçados é sempre lindo de se ver, não é mesmo? rs

 

Como já é de seu conhecimento, eu sou e sempre fui uma pessoa extremamente exibicionista, amo o erotismo, o poder que ele tem de fazer minha mente e meu desejo fluir com apenas uma imagem é muito excitante, mas certo dia eu pensei: por que o que acontece entre quatro paredes deve ficar entre quatro paredes?

 

Pensando sobre isso eu percebi que não haveria problema algum eu compartilhar minha vida íntima com outras pessoas que tivessem interesse em ver, pois é o exibicionismo que me excita, e o sexo explícito também é belo e extremamente excitante.

 

Faço isso porque gosto, porque me excita e fico muito feliz ter encontrado alguém que me acompanhe nas minhas ideias! Afinal, é de escolha minha se minha vida íntima vai ou não ficar entre quatro paredes e acho um extremo absurdo o corpo humano ainda ser tratado como tabu, o corpo não é feio, não é sujo, suja é a mente das pessoas que julgam as outras por se libertar desses conceitos opressores”.

 

Trailer do filme “9 songs”, lançado em 2004: um mini-clássico recente envolvendo sexo e cultura pop

 

Perfeito! Sendo que July também tem sua visão sobre o entrelaçamento entre sexo e cultura pop:

 

“O sexo desde os tempos primordiais já estava presente, caso contrário não teríamos 7 bilhões de seres que se dizem humanos perambulando por essa esfera azul chamada Terra. Por mais que o corpo ainda é tratado como tabu em diversas culturas, muitos seres humanos atingiram um novo nível de consciência e perceberam que o sexo é a coisa mais natural da vida. Levando isso em conta muitos artistas como fotógrafos, cineastas, artistas plásticos, músicos dentre outros, decidiram aproveitar que aos poucos as pessoas estão se libertando de conceitos antigos e buscando uma visão de mundo diferente, dar ao público um material através da arte tendo o sexo como pilar. Portanto, na minha opinião o sexo já está enraizado na cultura pop há muito tempo!”.

 

Claro, nem todo mundo é obrigado a concordar com a visão da July ou muito menos com os pontos de vista defendidos por estas linhas online. Mas o público leitor que acompanha Zap’n’roll já há anos sabe muito bem como o autor deste blog se posiciona nessas questões. Julgamento moral, intolerância, moralismo cretino, hipócrita e babaca, conservadorismo e postura reacionária são definitivamente comportamentos humanos que o blog ABOMINA e passa bem longe deles. E assim também deve ser em relação ao sexo, ao erotismo e mesmo à pornografia: que no final cada um estabeleça para si o que lhe agrada ou não. O que lhe é conveniente ou não. E sempre respeitando a opinião alheia e contrária. Não gostou? Ótimo, delete de sua existência, simples. Mas não queira IMPOR o seu pensamento a ninguém, não é assim que as paradas funcionam em relações francamente democráticas e de ótimo convívio social e comportamental.

 

No dia em que o ser humano TREPAR MAIS SEM CULPA ALGUMA e também AMAR MAIS, ao invés de ficar questionando o que é sujo ou não em termos carnais, a humanidade será mais feliz e menos neurótica. Podem ter certeza disso!

 A musa indie oficial zapper, July DeLarge, e seu amado boyfriend, o fotógrafo Nickk

 

 

 

E NOSSA MUSA INDIE DÁ UM SPANKO NOS MORALISTAS BABACAS

Em suas novas fotos publicadas em seu Tumblr (que pode ser alcançado em http://jullydelarge.tumblr.com/), July DeLarge realmente chutou o pau da barraca. Ela exibe fotos GLORIOSAS onde aparece TREPANDO sem pudor com o namorado, o gatíssimo fotógrafo Nickk.

 

Alguma das imagens estão aí embaixo. Veja e deleite-se, uia!

 

 

 

 

E FALANDO EM PUTARIA, A NOSSA JOVEM LEITORA “SECRETA”…

Ela voltou ao ataque, hihihi. Mega jovem, inteligente, rcoker e… ordinária e cachorra em grau máximo. Enviou novas fotos para o blog e adicionou Zap’n’roll ao seu Faceboquete, onde dia desses travou o seguinte diálogo com o jornalista coroão mas ainda doidão e taradão:

 

Ela – minha boceta é tão apertadinha, sou quase uma virgenzinha. Quando você for colocar seu pinto dentro dela, vai ter que ser com calma, viu?

 

Zap’n’roll – você quer mesmo isso, né?

 

Ela – claro! Adoro VELHÕES como você. E ainda mais VOCÊ, que é um coroa louco, jornalista, inteligente, tudo de bom. Quero dar pra você, te chupar, fazer tudo enfim.

 

Wow! As novas fotos enviadas por nossa dileta leitora SECRETA seguem aí embaixo, uia!

Ela é muito jovem, rocker, inteligente, CADELÍSSIMA e ORDINÁRIA ao máximo: nossa jovem leitora “secreta”, adora velhões e quer ter sua xoxotaça (acima) fodida e sua tetas (abaixo) mamadas pelo blogger zapper, uia

 

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A GRANDE FESTA DE 35 ANOS DO SELO E LOJA BARATOS AFINS

Difícil – essas linhas zappers diriam impossível – alguém que ama cultura pop e rock alternativo não ter ouvido falar, em algum momento, do nome/marca Baratos Afins, de três décadas e meia pra cá. Localizada no centrão rocker da capital paulista (no lendário prédio que abriga o shopping Grandes Galerias), a loja que virou selo musical está completando seus trinta e cinco anos de existência. E para celebrar a data, montou um evento com a sua cara: uma semana inteira de shows em uma das unidades do Sesc em São Paulo (o Vila Nova, que fica na rua homônima, no centro da cidade), que começou na última sexta-feira (com showzaços do Fábrica de Animais e Messias Elétrico, ambos presenciados por estas linhas bloggers) e vai até a próxima quinta – você pode acessar a programação completa aqui: https://www.sescsp.org.br/programacao/15794_BARATOS+E+AFINS#/content=programacao.

 

A convite do produtor musical e eterno proprietário da loja e selo, o queridaço Luiz Calanca (um dos melhores amigos destas linhas online há quase três décadas), Zap’n’roll fez o texto de apresentação do festival para ser incluído no libreto do mesmo. Um convite que muito honrou o blog, diga-se. Mas como por problemas de espaço físico este mesmo texto foi impresso em tamanho bastante reduzido no libreto distribuído pelo Sesc, o blog zapper achou por bem republicá-lo aqui em seu tamanho original. Fica inclusive como sendo NOSSA homenagem a uma loja e gravadora que já prestou serviços mega relevantes à cultura musical desse país.

 

Leia então aí embaixo o texto integral sobre os trinta e cincos anos da Baratos Afins, e onde você poderá conhecer um pouco melhor a trajetória da loja:

 

“A pioneira dos Independentes”. Ou ainda, “A heroína dos independentes”. Não foram poucos os adjetivos utilizados pela mídia (grande, média e nanica) para demonstrar a mega importância do selo musical e da loja Baratos Afins nestas três décadas e meia de atuação irrepreensível e ultra necessária no mercado musical e na Cultura, não apenas em São Paulo mas na verdade, dentro do próprio contexto da música alternativa brasileira que importa de trinta e cinco anos pra cá. E é justamente para celebrar esses 35 anos de atuação na música independente que a Baratos realiza nos próximos dias 15 a 21 de novembro, na unidade paulistana do Sesc Vila Nova (na rua do mesmo nome, na região central da capital paulista), um grande evento comemorativo às suas três décadas e meia de existência.

 

Tudo começou em 24 de maio de 1978 quando o então jovem farmacêutico e apaixonado por música, Luiz Calanca, resolveu abrir uma lojinha de discos no tradicional Shopping Center Grandes Galerias. Localizado na rua 24 de maio, no coração de uma das cinco maiores metrópoles do mundo, as Grandes Galerias sequer possuíam muitas lojas de discos naquela época. Um dos pioneiros no segmento, Calanca viu seu negócio prosperar rapidamente e de maneira sólida. Foi então que além de vender, trocar e comprar discos decidiu também se arriscar em um projeto mais ambicioso: criar um selo musical que desse espaço para lançamentos de artistas renegados pelo mercadão – o chamado mainstream musical. O primeiro disco com a chancela do novo selo foi o álbum “Singin’ Alone”, segundo trabalho solo da lenda e gênio Arnaldo Baptista, “apenas” o sujeito que criou a banda Os Mutantes (a mais importante de toda a história da música brasileira pós-movimento Tropicalista). O disco saiu em 1982 e dali em diante o selo Baratos Afins não parou mais de lançar ou reeditar alguns dos melhores e maiores artistas da cena independente paulistana e nacional de 1982 para cá – como os próprios Mutantes, só pra citar um exemplo.

Zap’n’roll ao lado de Luizinho Calanca (acima), o lendário produtor musical e fundador da loja e selo Baratos Afins, que está comemorando trinta e cinco anos de existência com uma série de shows no Sesc Vila Nova, em Sampa; entre eles o do grupo As Radioativas (abaixo), uma das revelações da indie scene paulistana em 2013 e que faz show no evento nesta quarta-feira, nove da noite

 

E foram centenas de lançamentos nesses 35 anos. Com um catálogo que totaliza 176 títulos (sendo 104 no bom e velho vinil, e 72 em cds) a Baratos Afins possui um elenco vasto e variado de artistas e bandas que estão entre os mais importantes da cena musical nacional. Do hard rock e heavy metal clássico de Golpe De Estado e Salário Mínimo, passando por nomes históricos do punk e pós-punk paulistano (As Mercenárias, Ratos De Porão, Fellini, Smack) até chegar a lendas da Tropicália (o genial guitarrista Lanny Gordin) e aos novíssimos talentos da nova geração rock independente paulistana (Cosmo Shock, Fábrica de Animais e As Radioativas), a Baratos viu não apenas a loja crescer e se tornar referência entre consumidores de música, jornalistas e pesquisadores em geral, como também viu a sua gravadora se tornar uma das mais respeitadas do Brasil, com músicos e bandas sonhando em lançar seu trabalho com o carimbo Baratos Afins. Um carimbo que é sinal de altíssima qualidade.

 

E como se não bastasse tudo isso o criador da loja e selo, Luiz Calanca, também se mostrou um visionário em vários aspectos. Como, por exemplo, quando publicou um artigo na revista Veja há quase duas décadas, defendendo a tese de que o formato da música na plataforma física do cd não teria vida longa (como então estava sendo apregoado e festejado: o cd ainda era novidade mercadológica e estava sendo “vendido” pelas campanhas de marketing como o “som definitivo” e que iria durar “para sempre”). O texto de Calanca enfureceu os fãs do cd na época. Hoje, nesses tempos de troca gratuita de arquivos musicais pela internet e onde o cd se tornou quase obsoleto e quase sem valor monetário, Luizinho Calanca observa com um sabor vitorioso que a sua tese estava correta. E ainda assiste com prazer a uma grande revalorização conceitual do velho vinil, que ele (e todo discófilo com um mínimo de sensibilidade e cultura musical) ama por saber que a qualidade sonora do formato é muito superior ao do cd – fora o tamanho das capas de papelão e suas sempre deslumbrantes artes gráficas para os olhos dos ouvintes, e fora todo o poético ritual de se colocar a bolachona na pick-up de agulha, para ouvi-la tocar. Por tudo isso não é à toa que o vinil ainda é uma das peças de resistência da loja Baratos Afins.

 

E por tudo isso que já foi dito até aqui é que os 35 anos da Baratos Afins merecem uma mega festa comemorativa. Ela irá acontecer agora, entre os dias 15 e 21 de novembro no Sesc Vila Nova (na rua do mesmo nome, na região central de São Paulo). Serão onze artistas do selo se apresentando durante cinco dias e fazendo shows eletrizantes divididos em palcos temáticos. Haverá, por exemplo, os novos sons de Messias Elétrico e Fábrica de Animais no palco Beta (no dia 15, na abertura desse que vai ser um autêntico festival musical alternativo). No dia 16 sobem ao palco do Sesc as bandas Cosmo Shock e Três Hombres (ambas com nuances de folk e garagem psicodélica sessentista). Já no dia 19 teremos a “Noite Tropicalista” com os guitarristas Luiz Waack e Lanny Gordin. No dia 20 será a vez da “Noite Pós-Punk” (com As Radioativas, Mercenárias e Smack tocando junto com o mestre Edgard Scandurra, um dos maiores guitarristas do rock BR dos anos 80’ e que foi um dos fundadores do grupo Ira! em 1981) e ainda haverá noites dedicada ao metal (com Salário Mínimo e Golpe De Estado) e ao rock instrumental (com o célebre combo paulistano The Gasolines, que toca no dia 18). Melhor impossível.

 

E mesmo tendo sido responsável por uma autêntica revolução na cena musical independente nas últimas três décadas e meia e consciente do seu papel de produtor e agitador cultural nessa cena, Luiz Calanca não deixa o ego se descontrolar. Pelo contrário, faz sempre com que humildade e modéstia acompanhem seu trabalho. “A programação desse festival é apenas uma pequena amostra de tudo o que a Baratos Afins lançou até hoje”, diz o produtor. “Seria impossível fazer um evento com todos os artistas, mas eu fico feliz em poder mostrar uma pequena parte que seja do nosso trabalho para as novas gerações. Eu amo música e só acredito nela se ela for ótima e vier do coração”.

 

É isso. Longa vida a Baratos Afins. Que venham mais 35 anos e que ninguém perca em novembro o festival do selo e loja, essa “pequena amostra” de um trabalho GIGANTE na história recente da música e do rock brasileiro”.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: quem deu a dika foi o nosso dileto amigo de anos (e eventual correspondente em Londres), Marcelo Yorke: “Finas, vai atrás do novo disco dela que tá incrível!”. Ela, no caso, é a inglesa Anna Calvi, que assombrou o mondo rocker com o seu álbum de estréia em 2011, e que agora está de volta com esse “One Breath”. Saiu lá fora há mês e meio, passou batido por aqui (até pelos blogs mais “ixpertos” de rock alternativo) mas estas linhas virtuais já o estão ouvindo há alguns dias. E está se mostrando um discão do qual voltaremos a falar mais por aqui, pode esperar.

 

* Discos, II: em tempos de quase total descrença no rock’n’roll e na indie scene nacional, é bom ver quando alguém ainda se mete a fazer rock HONESTO, com grandes referências ao classudo som garageiro e sessentista e ótimas letras em português. E ainda mais vindo de Salvador, capital da Bahia. Pois é de lá que o agitador cultural e musical Tony Lopes dá vida ao seu projeto batizado “Reverendo T & Os Discípulos Descrentes”. O sujeito já lançou uma batelada de disquinhos bacanudos (chegou um pacote com uns dez deles, via correio, dia desses na house zapper), onde incluem-se não só sua própria banda mas também títulos como um tributo indie ao grupo punk Pastel de Miolos. E construindo canções que são buriladas com violões, guitarras e até alguns pianos, Tony dá voz a versos preciosos e cruéis como estes: “Os meus olhos são iguais aos de Cristo/Os meus lábios estão úmidos/Eu posso até chorar agora/Mas não posso admitir a culpa”. Wow! Interessou? Saiba mais sobre o Reverendo e seus lançamentos aqui: https://www.facebook.com/pages/Reverendo-T-os-Discipulos-Descrentes/174891982568601.

 

* Filme: “Blue Jasmine”, o novo do gênio Woody Allen, já está nas telas paulistanas. E tem Cate Blanchette num dos papéis principais. Programação pra esse domingo (quando o postão está sendo finalizado) à noite.

 

* Loja: A Sensorial Discos marcou época no centrão rocker de Sampa, sempre atualizando o público fã de rock’n’roll com os últimos lançamentos mundiais, além de estar sempre com um estoque bacanudo de raridades. Pois agora a Sensorial está de volta e em endereço chique, uia! Reinaugurada na rua Augusta, 2389, no lado dos Jardins (zona sul de Sampa), a loja continua com o atendimento incrível que sempre a celebrizou, com a simpatia dos proprietários Carlinhos e Lúcio e agora, além dos discos de vinil e cds, ainda oferece cafés e cervejas. Melhor impossível! Vai lá! Ou agende uma visita antes, pelo fone (11) 3333-1914.

 Fachada da nova loja Sensorial Discos, localizada na região dos Jardins (zona sul paulistana)

 

* Baladas e a DJ SET FODÁSTICA do niver do Finas: yes!!! A semana que começa amanhã (segundona braba, uia) promete ser hot em termos de balada, sendo que iremos atualizar o roteiro delas no próximo post, okays? Mas se prepare DESDE JÁ porque na sexta-feira, 22 de novembro… tem SUPER DJ SET do blog no Clube Outs (que anda bombator ao cubo, espirrando gente pelo ladrão), com aquele esquema de sempre (e que fez o bar literalmente RENASCER nos últimos meses): open bar fodaço onde você paga quarenta mangos na entrada e só para de beber quando estiver na maca indo pro hospital, hihihi. Vai perder? A Outs, você está careca de saber, fica no 486 da rua Augusta e o blog quer ver todos os seus amigos e leitores por lá na próxima sexta, beleusma?

 O zapper loker comandando as pick-up’s do clube Outs, em baladas e noitadas rockers sempre pra lá de esporrentas, rsrs. Na próxima sexta-feira, 22 de novembro, tem mais!

 

PRÊMIOS BACANAS VOCÊ ENCONTRA AQUI!

E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que temos pra mocinha e pro moção:

 

* UM EXEMPLAR de “Eu dormi com Joey Ramone”, a bio do vocalista dos Ramones, gentilmente ofertada pela editora Dublinense;

 

* E uma sacola com os VINIS dos novos discos do Rock Rocket e do Mad Sneaks, oferta bacanuda do selo M4M.

 

Certo? Isso aê, mande sua mensagem carinhosa e boa sorte!

 

 

 

FIM DE PAPO

Postão bacanão e grandão, cheio de infos bacanas como todo mundo ama. E nessa sexta-feira próxima tem mais, pode esperar. Até lá então!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/11/2013 às 18hs.)