AMPLIAÇÃO EXTRA! Falando novamente sobre a eleição deste domingo (amanhã) e mais uma vez pedindo ao nosso dileto leitorado: vote CONSCIENTE! – Às vésperas da eleição presidencial deste ano e em um momento crucial para a democracia brasileira o blog zapper, neste mini post EXTRA e especial, declara publicamente sua opção de voto em 7 de outubro, além de mostrar como (e infelizmente) o rock brasileiro (que já está mortinho da silva em 2018) se tornou reacionário e conservador de extrema direita a ponto de apoiar a candidatura do NAZISTA, que a maioria SENSATA da população não quer ver sentado na cadeira de presidente; enquanto isso artistas gigantes da música mundial como Madonna declaram seu apoio ao movimento #EleNÃO, que vai sacudir o país de ponta a ponta neste sábado (amanhã, 29 de setembro) em centenas de manifestações CONTRA o candidato mais NEFASTO que já surgiu em terras brasileiras até hoje (ampliação EXTRA e final em 6-10-2018)

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A humanidade, o mundo e TODOS os artistas quem importam na música pop planetária CONTRA O CANDIDATO NAZISTA à presidência do Brasil em 2018: a gigante popstar Madonna (acima) divulgou hoje em seu Instagram uma foto (abaixo) em apoio ao movimento #EleNÃO, que neste sábado, 29 de setembro, vai levar às ruas de todo o Brasil milhões de manifestantes contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL – AS DUAS FACES DESTA ELEIÇÃO E DE QUAL LADO CADA UM ESTÁ

Analisando por alto a situação e sem uma pesquisa mais aprofundada nesse momento (pois teríamos que ter tempo para fazer isso, embora esse detalhe não inviabilize a realidade do que vamos elencar aí embaixo), podemos chegar a algumas conclusões. Começando por QUEM ESTÁ DO LADO DA VERDADE, DA DEMOCRACIA, da liberdade de expressão, do humanismo, do respeito, da tolerância com quem pensa diferente, e que é contra fascismo e nazismo político, ditadura e cerceamento de pensamento, machismo, homofobia, racismo, misoginia e mentira na política e nessas eleições:

 

– lideranças políticas que merecem nosso respeito pela sua trajetória, cultura, inteligência, equilíbrio, propostas de governança e RESPEITO à liberdade e democracia (Fernando Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Eduardo Suplicy, Luiza Erundina, José Luiz Penna etc.)

 

– artistas gigantes e de mega PESO da música brasileira e internacional (Madonna, os dois ex-guitarristas e fundadores do gigante indie Sonic Youth, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Daniella Mercury, Mano Brown, o guitarrista do Ira!, Egard Scandurra e o ex-baterista do grupo, André Jung), das artes dramáticas (Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Thaís Araújo), da poesia (o escritor Ademir Assunção), medicina (dr. Dráuzio Varella) etc.

 

– imprensa mundial que importa (jornais como o inglês The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Mond e o americano The New York Times).

 

– e uma renca de pensadores, escritores, poetas, cientistas políticos e sociólogos daqui e de fora, todos reconhecidos pelo seu trabalho intelectual e pela sua obra e que sabem o tamanho do RETROCESSO institucional, social, político, econômico e comportamental que irá se abater sobre o Brasil caso o MONSTRO NAZISTA ganhe a eleição.

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Protestos contra a candidatura nazi fascista de Jair BoÇALnaro se espelharam pelo país no final de semana passado e neste também: apenas em São Paulo no bairro de Pinheiros (zona oeste, acima) cerca de 150 mil pessoas se reuniram no Largo da Batata para mostrar seu repúdio ao presidenciável de extrema direita, entre eles Zapnroll e alguns de seus amigos queridos (abaixo)

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Agora, quem está do lado totalmente NEGRO e reacionário, calhorda, imundo, podre e BANDIDO da eleição, APOIANDO o candidato NAZI FASCISTA:

 

– toda a pior TORPEZA da política nacional atual (DEM, psdbosta, parte do mdbosta, João Escória Dólar, senador Magno Malta, o centrão político etc, etc, etc.).

 

– igrejas evangélicas corruptas, reacionárias ao extremo, ignorantes e boçais no pensamento medieval que impõem aos seus seguidores, fundamentalistas e com os líderes evanJEGUES mais BANDIDOS que se tem notícia e que ROUBAM na cara larga seus milhões de seguidores (Edyr Macedo, Silas Malafaia, Waldemiro Santiago etc.).

 

– PATRÕES que estão loucos para dar CAMBAU no décimo terceiro salário e nas férias dos seus pobres funcionários.

 

– os 1% SUPER ricos do país, que querem continuar NÃO PAGANDO impostos, deixando os mesmos no LOMBO dos outros 99% pobres da população.

 

– “luminares” da cultura nacional como o ator PORNÔ (e cotado para ser futuro Ministro da Cultura, ahahahaha) Alexandre Frota, a gagá Regina Duarte e os “roqueiros” falidos e decadentes de direita, Lobão e Roger Moreira.

 

– agremiações políticas completamente CAFAJESTES, cretinas, mentirosas, manipuladoras, espalhadoras de fake News aos milhões e ordinárias como o MBLixo.

 

– e claro, os “cidadãos de bem” (uia!), aqueles extremamente trogloditas, ogros em estado bruto, bestiais e selvagens ao máximo. Os que perderam a vergonha (e que saíram finalmente do armário) de serem machistas, racistas, homofóbicos e misóginos, e que não têm pudor algum em mostrar que odeiam pretos, pobres e que acham que homem tem que MANDAR na mulher, e esta OBEDECER caludinha (se não, leva PORRADA!). Pior é encontrar no meio dessa malta gigante de eleitores boÇALnaros e bolsOTÁRIOS, negros que irão votar no nazi (sim, há negros que odeiam sua própria cor de pele), pobres que também irão votar nele (porque acham que irão ascender socialmente e financeiramente caso o monstro vença o pleito) e MULHERES (inacreditável, mas elas também existem como eleitoras do nazi) que acham isso mesmo: que a sociedade tem que continuar sendo eternamente e grosseiramente PATRIARCAL, machista, e que mulher tem mais é que ser bela, pudica, recatada, do lar e que tem apenas que servir como reprodutora humana e servir aos instintos SEXUAIS de seu macho, amo, senhor e provedor (com ela inclusive não tendo direito ao seu GOZO carnal).

É isso. A capa (genial) da revista Carta Capital desta semana (aí embaixo) resume bem o que será o confronto político neste domingo. O confronto que poderá manter o Brasil livre, liberto, democrático e com uma conjuntura social e política ainda minimamente moderna, avançada e digna do século XXI. Ou que poderá jogar o país no mais aterrador obscurantismo MEDIEVAL e das TREVAS.

Faça sua escolha. O blog já fez a sua. E vote consciente no domingo.

 

#EleNÃO

 

#EleNUNCA

 

#EleJAMAIS

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XXX

 

***Agora é partir pro voto neste domingo. E o blogão volta com tudo e com postão inédito na semana que vem, falando com ótima e detalhada análise sobre o novo disco da sempre musa e deusa Cat Power. E também trazendo novos detalhes sobre a super festa de quinze anos da Zapnroll que acontece em Sampa no dia 19 de outubro, sexta-feira, a partir das nove e meia da noite no Sesc Belenzinho (com showzaços do Saco De Ratos e dos Dead Rocks), mais uma mini entrevista com o novo trio psicodélico feminino paulistano Ema Stoned, além de uma nova MUSA ROCKER que vai deixar nosso dileito leitorado macho (cado) pedindo água, ulalá! Até lá então!

 

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Yep. Um novo postão do blog mais legal de cultura pop e rock alternativo da web BR já há década e meia está sendo preparado para a semana que vem. Mas em um momento em que o país pega fogo às vésperas das eleições presidenciais mais tensas da história política nacional em décadas, estas linhas bloggers entendem que é necessário se posicionar publicamente em relação ao tema. E não só: é necessário mostrar também que triste fim levou o rock brasileiro em 2018: de outrora movimento musical moderno, avançado, à frente de seu tempo e totalmente transgressor, subversivo e sempre do lado de posturas sociais, comportamentais e políticas relevantes, agora o “róqui” brazuca se compraz em retroceder décadas e se tornar moralista, conservador, hipócrita, reacionário de extrema direita e declarar apoio ao candidato a presidente mais nefasto da história política brasileira em todos os tempos. O rock brasileiro morreu, finalmente. Se tornou bunda mole, cretino e BABACA no final das contas. Triste fim para um gênero que já nos deu gênios e bandas geniais como Mutantes, Legião Urbana, Ira! (este, ao menos, ainda continua grande, genial, na ativa e do lado certo da força), Titãs, Renato Russo, Cazuza etc.

No momento em que este mini post (para os padrões habitualmente gigantes de nossas postagens) está sendo escrito, já no final da tarde de sexta-feira, 28 de setembro, o país literalmente está pegando fogo com as eleições que acontecerão na semana que vem, domingo 7 de outubro. E enquanto revistas como a semanal Veja (quem diria, o maior exemplo de mega jornalismo pérfido, de direita, conservador, manipulador e TORPE) acaba de jogar A PÁ DE CAL na candidatura do NAZISTA com a CAPA da sua edição desta semana, que já está nas bancas (em matéria que revela toda a documentação sobre o processo que a mulher de Jair Bolsonaro moveu contra ele há uma década, acusando-o de agressão física, de ameaças de morte e de o deputado agora candidato a presidente ter OCULTADO milhões em patrimônio pessoal), artistas do Brasil e do mundo inteiro aderem ao movimento #EleNÃO, contra a candidatura do deputado e que pretende mobilizar milhões de pessoas em manifestações de norte a sul do Brasil amanhã, sábado. Somente hoje a gigantesca estrela Madonna declarou apoio ao movimento em seu Instagram. Idem a cantora Cher. E aqui mesmo no Brasil cantores e artistas como Daniella Mercury, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Pablo Vittar, Anitta e CENTENAS de outros igualmente declararam seu apoio ao movimento e contra o voto em BolsoNAZI, o fascista que representa todo o mega atraso, conservadorismo, preconceito, truculência, ignorância, boçalidade, racismo, machismo, homofobia, misoginia e selvageria de pensamento que habita o cérebro de milhões de eleitores iguais a ele e que pensam como ele (veja texto mais abaixo).

Enquanto isso, enquanto uma grande parcela de artistas musicais dos mais variados matizes e gêneros se posicionam contra a candidatura do monstro nazi fascista o ROCK nacional… quem diria… o POBRE rock brasileiro em fim de linha vai na contra mão de tudo isso, se mostrando abertamente reacionário, moralista hipócrita e ultra conservador de extrema direita. Dois exemplos já clássicos dessa postura inacreditável estão em Lobão e Roger, o eterno vocalista do hoje em dia total decadente Ultraje A Rigor (grupo que atualmente sobrevive como animador de auditório de um quase estúpido programa diário noturno de entrevistas na tv). Ambos foram nomes inquestionavelmente relevantes no rock BR dos anos 80, e produziram uma obra musical digna de respeito. Agora se tornaram uma dupla lamentavelmente BABACA de tão conservadora e reacionária. A eles se juntaram milhares de pseudo “roqueiros” brazucas, principalmente os que estão na esfera dos fãs do velhusco, machista, conservador, atrasado intelectualmente e culturalmente heavy metal (ou heavy MERDAL). Não é difícil encontrar um cabeludo MERDALEIRO que não tem pudor em declarar seu voto em Jair BoÇALnaro. Triste, para dizer o mínimo.

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O outrora grande rock brasileiro finalmente chega ao seu triste fim: reacionário, moralista hipócrita, aderindo ao conservadorismo de extrema direita e declarando apoio ao candidato NAZI FASCISTA a presidente Jair Bolsonaro, como demonstram Roger (acima, ao lado do presidenciável), vocalista do falido Ultraje A Rigor, e Lobão (abaixo), no vídeo em que explica porque resolveu votar em BolsoNAZI

 

Por tudo isso Zapnroll não tem medo em declarar sua posição política e ideológica nesse momento tão grave para a democracia brasileira. Somos sim totalmente HADDAD para presidente. Estaremos amanhã na manifestação do #EleNÃO em São Paulo. E ao lado de milhões de brasileiros que ainda pensam com a razão (e não com o fígado à mostra), daremos a vitória ao candidato do PT nas eleições presidenciais livrando assim o Brasil de ter, em pleno século XXI, um presidente troglodita, medieval e autêntico sub Hitler tropical.

Adeus, BoÇALnaro. Adeus seus milhões de eleitores selvagens e bolsOTÁRIOS, além de completos IMBECIS. Descansem em paz! Nos vemos nas urnas daqui a dez dias!

 

***Tudo sobre um dos vários eventos e manifestações de apoio ao #EleNÃO, amanhã em São Paulo e pelo Brasil, pode ser conferido aqui: https://www.facebook.com/events/1028508947328424/?active_tab=about.

 

***Abaixo, o blog explica por que milhões de eleitores acéfalos aderiram ao candidato nazista.

 

 

OS BOÇAIS E REAÇAS PRECONCEITUOSOS SAEM DO ARMÁRIO, PARA VOTAR NO NAZISTA. MAS HADDAD VAI GANHAR!!!

O NAZISTA. Aquele que talvez seja o ser humano mais tresloucado, grotesco, ogro, descerebrado, truculento, acéfalo, racista, machista, misógino, homofóbico, reacionário, medieval (no pensamento e comportamento) e conservador candidato a já ter postulado a cadeira de presidente do Brasil.

E por que há milhões de eleitores OTÁRIOS e igualmente BOÇAIS dispostos a votar nesse TRASTE e nessa herança maldita e insepulta dos PIORES ANOS da história brasileira (os que vivemos sob o jugo de uma horrenda ditadura militar de direita), não é nenhum mistério. Como bem observou um cientista político em análise na Globo News dias atrás, o (a) eleitor (a) que vai votar no nazista pertence a um segmento da sociedade que estava “escondido” no armário há décadas e que tinha vergonha de se mostrar, de se expor. Afinal esse segmento não se via representado por NENHUM dos políticos que tocaram (vá lá) uma agenda mais moderna e progressista para o país, de 1998 (lá se vão 20 anos…) pra cá. Yep, você pode detestar FHC mas ao menos ele tinha (e continua tendo) uma visão muito mais moderna de vida, de sociedade, de comportamento e do mundo do que esse projeto de sub Hitler tropical, que agora tenta ganhar as eleições presidenciais. E sendo que depois dos 8 anos de FHC tivemos 8 anos de Lula, o MELHOR presidente que o Brasil teve em pelo menos 5 décadas.

Aí o que rolou depois e que agora chega ao dias atuais é o que todos sabem: surgiu finalmente o candidato OGRO, ESCROTO e ultra conservador para dar voz a milhões IGUAIS a ele. Assim, o eleitor do nazista finalmente pôde sair do armário e mostrar o que realmente é, e o que realmente é boa parte do eleitor e da sociedade brasileira: um povo IGNORANTE e ultra conservador, eivado de preconceitos de toda espécie, que alimenta dentro de si um machismo (fruto de nossa sociedade eternamente patriarcal) pavoroso, um racismo idem (aqui no triste bananão tropical até muitos pretos têm vergonha da própria cor da pele, o que é inacreditável), além de misoginia, preconceito de gênero sexual e por aí vai. É como se quem vai votar nesse monstro batesse no peito e gritasse a plenos pulmões: “sim, sou isso mesmo! ODEIO pretos, pobres, bichas, dou porrada mesmo em mulher e sou MACHISTA assumido! E agora encontrei QUEM ME REPRESENTA, em quem posso me ENXERGAR e em que posso VOTAR para presidente!”.

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É isso. As BESTAS boçais e reacionárias em nível hard saíram enfim e finalmente do armário, onde se escondiam envergonhadas de mostrar como pensam e como são. Agora, com a candidatura do NAZISTA aí na cara de todos, as bestas podem ganhar as ruas. País de sociedade e povo cordial, simpático e civilizado… ahahahaha. Nem fodendo! Isso aqui é o quinto mundo dos infernos, o país com mais de 60 mil mortes violentas por ano e onde se matam mais lgbts no mundo, além de ser também um dos campeões em feminicídio. E tudo isso só vai PIORAR se esse NAZISTA ganhar a eleição.

Fechamos mais do que nunca com Haddad e Manu. O professor de filosofia (formado pela Usp) e advogado possui temperança, sapiência, equilíbrio emocional e visão moderna do que é o mundo e a sociedade de sobra, para fazer esse país voltar a ser minimamente feliz. O outro… vai ser o caos completo, total e final se levar a eleição, claro.

De modos que o jogo está jogado. Agora é ir pro segundo turno com garra e torcer para que Fernandão ganhe com tudo. Que assim seja. Para o bem de todos nós. Inclusive dos boÇALnaros que irão triste e cegamente votar no nazista.

 

 

E PARAMOS POR AQUI

Lembrando que semana que vem (na véspera do primeiro turno das eleições) estaremos de volta com novo postão. E dia 19 de outubro, no Sesc Belenzinho em Sampa, a MEGA FESTA DE 15 ANOS da Zapnroll. Vai ser in crí vel! Esperamos vocês todos por lá!

Até mais, então. Beijos pra galera e fé na democracia e liberdade de expressão, com Haddad presidente!

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(ampliado e atualizado por Finatti em 6-10-2018 às 19hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL! (falando dos shows da VELHARIA rock’n’roll que estão a caminho do Brasil, além do roteiro de baladas e dicas culturais do blogão) – Às vésperas da eleição 2016 (que acontece nesse domingo, quando o Brasil elege seus novos prefeitos e vereadores) o país TOTAL VIRA LATA revela a face mais FASCISTA, OGRA, REACIONÁRIA, INTOLERANTE e BESTIAL de uma sociedade e de um eleitorado que está mais IGNORANTE do que nunca; por isso mesmo o blog zapper fala dos vinte anos (que se completam agora, em 11 de outubro) da morte do inesquecível gênio Renato Russo, que marcou para sempre o rock brasileiro com sua poesia e sua intensa contestação política; e mais: o line up do Lollapalooza BR 2017; a REAL CENA INDIE NACIONAL (e não aquela criada pela “ilha da fantasia indie” de um certo blog “vizinho”), mostrada em um sensacional documentário; o blogão também político entrevista André Pomba, nosso candidato a vereador em Sampa; e mais zilhões de indicações de discos (como o novo das meninas do Warpaint e também do grupo paulistano Fábrica de Animais), shows, livros e baladas no roteiro cultural do blog que é campeão quando o assunto é cultura pop e rock alternativo (postão TOTALMENTE CONCLUÍDO, com ampliação final em 7/10/2016)

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O grande, clássico e inesquecível rock’n’roll da saudosa Legião Urbana (acima) é relembrado em histórias exclusivas nesse post, em homenagem aos vinte anos da morte de Renato Russo; mas o blogão também fala do novo rock planetário que ainda importa, resenhando o novo disco das garotas do Warpaint (abaixo)

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ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS, FECHANDO O POSTÃO

  • Abriram as portas de algum ASILO do rock’n’roll e um bando de VELHÕES vai aportar em terras brazucas até o final do ano e também em 2017. O já gagá Aerosmith e que toca no país ainda este mês, foi anunciado como uma das “novas” atrações do Rock In Rio 2017 – ou seja: as turnês caça níqueis por aqui agora são ANUAIS e na cara larga, uia! Fala sério…

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Eles já estão gagás, e tocam aqui este mês e ano que vem, no Rock In Rio 2017; pelamor…

  • Vai ter também New Order dia 1 de dezembro na capital paulista. Show único no Brasil. Ok, o último disco de estúdio deles, “Music Complete”, é muito bom. Mas ao vivo a banda já está CAIDAÇA há anos. Então essas linhas rockers online batem uma APOSTA como a gig do ex-baixista Peter Hook vai ser mais legal do que o show do NO. Peter toca dia 6 de dezembro, também em Sampa.

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O New Order (à esquerda) e o ex-baixista Peter Hook (à direita): os dois se apresentam em São Paulo em dezembro

  • E amanhã, sabadão em si, tem o Popload Festival, com Wilco e Libertines a infelizmente preços MEGA EXTORSIVOS. O blog não vai no evento (pois JAMAIS iria pagar o que estão cobrando pelos tickets), mas já escalou a queridona Tatiana Pereira para resenhar as gigs pra este espaço rocker blogger. Mas só de curiosidade, e a pergunta vai pro nosso prezado dear Luscious R.: os 8 mil ingressos já se esgotaram? Ou estão SOBRANDO e terão que ser QUEIMADOS na última hora?

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Tem Libertines (foto) e Wilco amanhã em Sampa; pena que o ingresso pra ver os dois seja um autêntico ASSALTO A MÃO ARMADA

  • Que beleza, hein! Outra banda “sensação” da “ilha da fanasia indie” que é o nosso blog “vizinho” (o Pobrel…, ops, Popload, hihi), o inútil Bonde Do Rolê, acaba de ter um SEGREDO revelado: um de seus fundadores também é um dos fundadores do direitista e reacionário Movimento Brasil Livre (o detestável MBL). Oxe, será que Luscious R. também está se tornando um jornalista musical de DIREITA e reaça? Será???

 

  • Fim de transmissão. Semana que vem tem mais!

 

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A RUÍNA DO PT E A LIÇÃO QUE A ELEIÇÃO DO ÚLTIMO DOMINGO NOS DEIXA

O autor deste blog nunca foi petista de carteirinha, mas durante anos simpatizeou muito com o partido e com muitos de seus quadros. Votou em Lula, votou em Dilma (assume sem o menor constrangimento mas com algum arrependimento, principalmente na sua reeleição já que seu segundo mandato foi mesmo um desastre). Sempre amou o velhinho do coração de todos nós, o gigante (na moral e ética irrepreensíveis) Eduardo Suplicy (um dos políticos mais DIGNOS da imunda política brasileira; não por acaso ele acaba de se eleger como o vereador mais votado dessas eleições na capital paulista). Continua sendo fã do infelizmente derrotado Fernando Haddad e também DETESTA muita gente no petismo (Zé Dirceu, por exemplo).

Mas as eleições do último domingo deixam um recado INEQUÍVOCO ao PT: o partido está ARRUINADO, e por sua própria culpa (não à toa quadros históricos e ultra honrados do petismo, como Luiza Erundina, foram abandonando a legenda ao longo dos anos e quanto mais ela se distanciava dos princípios que nortearam sua fundação). Ele se tornou apenas mais um partido igual a todos os outros e a tudo que ele combatia na política – corrupção, bandidagem, pilantragem, roubo na cara larga. Sim, ainda há muita gente digna e honesta ali, mas não dá pra negar que o petismo se transformou num antro de ratazanas graúdas e que se locupletaram quando assumiram o poder e o controle da maquina pública.

Deu no que deu: Haddad derrotado em São Paulo. Os candidatos do partido FORA de quase todas as disputas de segundo turno nas capitais brasileiras (exceções: Rio Branco, no Acre, onde o candidato do partido já levou no primeiro turno, e em Recife, onde o PT está no segundo turno) e por aí vai. Tudo já seria bastante digno de tristeza mas a GRANDE TRAGÉDIA petista ainda produziu mais um efeito DESASTROSO na política: a ruína petista ainda deu combustível para que as forças políticas de direita, reacionárias e conservadoras ao máximo (bem ao gosto do grosso da sociedade brasileira atual) AVANÇASSEM COM TUDO nessas eleições – o Fantástico da Rede GOLPE de televisão  informou (em matéria feita por Roberto Kovalic, um ótimo repórter diga-se) que o PT é o grande derrotado dessas eleições. E os grandes vencedores são os lastimáveis PSDBosta e PMDBosta, dois partidos ainda mais BANDIDOS e quadrilheiros do que o petismo. Só que o PSDB, hoje partido quase de direita (e que também não tem mais nada a ver com os princípios que nortearam a sua fundação) e adotado pela elite suja e egoísta desse país, pode roubar à vontade pois ele conta com a benevolência de parte das instituições jurídicas brasileiras (setores do MPF e dos MPEs, da PGR, da PF e eventualmente até do STF e do STE, né Gilmar Mendes e Sergio Moro). E conta com TOTAL APOIO das grandes corporações de mídia – a FALHA de São Paulo só faltou estampar uma tarja em suas capas ao longo da campanha, dizendo ao leitor: “votem em João Escória, a Folha garante!”.

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E enquanto o PT naufraga sem dó, a esquerda mais à esquerda avança – olha lá o pequeno PSOL (hj muito mais ético do que o atual PT e com nomes bacaníssimos em sua legenda, como a própria Erundina e também Marcelo Freixo, Chico Alencar etc.) disputando o segundo turno no Rio De Janeiro e em Belém, aliás os eleitores dessas duas capitais estão de parabéns por colocar o partido no segundo turno, dando uma LIÇÃO DE INTELIGÊNCIA POLÍTICA ao total conservador e ignorante eleitor paulistano.

Infelizmente é isso. Não há mais saída para o PT. Ele precisa ser IMPLODIDO e REFUNDADO. E com urgência.

 

Adendo: Fernando Haddad cometeu erros e equívocos em sua gestão, sem dúvida – ele é humano e, como tal, falível. Mas seus acertos foram muito maiores do que os erros. Fez uma gestão quase VISIONÁRIA e que daqui a muitos anos, se houver justiça, será reconhecida e terá enfim seu valor admitido.

 

A GIG FODÍSSIMA DO GRUPO HARRY NO ÚLTIMO SÁBADO EM SAMPA

Yep, o combo electro rock do vocalista Johnny Hansen se apresentou no último sábado em Sampa, na Clash Club. Era a gig de lançamento de “Electric Fairy Tales”, a versão rocker do disco lançado pela banda em 1988, e que se tornou um dos marcos do indie rock nacional quando ele acontecia sem a ajuda de redes sociais, de apps, de internet e celulares (já que não havia nada disso). Uma cena fodíssima (e não essa droga atual, que só é incenssada na “ilha da fantasia indie” criada por dear Luscious Ribeiro em seu blog também fantasia, o Popload) e um banda (o Harry) que estava tão à frente do seu tempo que seu som permenece moderníssimo até os dias atuais.

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Hansen (acima), guitarrista e vocalista do grupo Harry (abaixo) comanda o esporro rock eletrônico da banda, no último sábado na capital paulista

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O set foi porrada (com guitarras em chamas, a cargo do “véio” Hansen) e empolgante, fazendo o público pular e dançar com gosto – e foi bem mais gente na Clash do que estas linhas bloggers imaginaram que iria.

 

Valeu, Harry! Que a banda permaneça assim por mais três décadas, hehe.

 

(as fotos, ótimas, que ilustram este texto são de Jairo Lavia)

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O país bestial e total vira lata e as eleições deste domingo.

São os temas que dominam as atenções de todos (nos noticiários dos veículos de mídia, impressos, eletrônicos, digitais, em revistas, jornais, TVs, rádios, sites, blogs etc, etc.) esta semana. Nem poderia ser diferente, com a eleição para novos prefeitos e vereadores batendo à nossa porta – ela acontece amanhã (a primeira parte do novo postão de Zap’n’roll está entrando no ar já na tarde do sabadão) em todo o Brasil. Fora que os acontecimentos das últimas semanas e o quadro político, econômico e social mega tenebroso reinante no país nesse momento praticamente obriga o blog a falar muito em política por aqui, mesmo sendo este um espaço virtual eminentemente dedicado a cultura pop e ao rock alternativo já há mais de treze anos ininterruptos. Pois de semanas pra cá o Brasil assiste algo estupefato a uma série de eventos bastante aterradores: os crimes de conotação política que já mataram mais de vinte candidatos por todo o país nos últimos meses (transformando a terra brasilis num autêntico faroeste caboclo), o avanço da violência social, o aprofundamento da crise econômica (e que nesta semana totalizou doze milhões de desempregados no país) e, muito por conta disso tudo, o AVANÇO das candidaturas políticas ultra conservadoras e de direita – não à toa, quem está melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto nas duas maiores cidades do país (São Paulo e Rio De Janeiro) são nomes como bispo Crivella (evangélico e pertencente ao nanico e escroque PRB, no Rio) e João Doria e Celso Russomano (em Sampa). E não à toa TAMBÉM o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou na última semana a sentença que condenava setenta e quatro PMs paulistas pela matança ocorrida no tristemente célebre massacre do Carandiru, ocorrido em 1992. É como se a (in) Justiça brasileira OFICIALIZASSE o “bandido bom é bandido MORTO” e concedesse licença OFICIAL para a polícia MATAR indiscriminadamente. Diante desse quadro tão tenebroso vale lembrar da pergunta/exclamação que o gênio Renato Russo já havia feito quase trinta anos atrás à frente da inesquecível Legião Urbana: “QUE PAÍS É ESSE???”. Russo se foi há exatos vinte anos (que serão completados no próximo dia 11 de outubro, quando este post ainda estará no ar) e por isso ele e sua obra musical é um dos destaques do postão que você começa a ler agora. Um postão sendo publicado na véspera de mais uma eleição e onde as perspectivas de mudanças na política e na sociedade brasileira parecem cada vez mais sombrias e/ou remotas. Está na hora, de verdade, de todos nós fazermos uma reflexão profunda sobre o que queremos de fato para nós (como cidadãos) e para o país. E se estas linhas rockers online puderem ajudar nessa reflexão, ótimo. Do jeito que a situação está é que não pode ficar. Então bora começar a leitura de mais um post zapper, sempre do lado do seu dileto leitorado.

 

 

  • O blog já declarou publicamente seu voto para as eleições de amanhã, domingo. Nosso candidato a vereador em Sampa é o DJ e agitador/produtor cultural André Pomba, com quem Zap’n’roll bateu um papo essa semana e cujo resumo desse papo você lê mais aí embaixo, nesse mesmo post. Para prefeito no primeiro turno: Luiza Erundina ou Fernando Haddad (iremos decidir amanhã, após verificarmos as últimas pesquisas de intenção de voto). E estas linhas bloggers fazem o apelo aos seus leitores: NÃO DESPERDICE SEU VOTO AMANHÃ!

 

 

  • E já indo pro rrrrrock nas notas iniciais (que a correria tá grande por aqui, em pleno sabadão), o destaque da semana que está chegando ao fim foi mesmo o anúncio do line up do festival Lollapalooza BR em sua edição vindoura de 2017 (rola nos dias 25 e 26 de março em São Paulo, no autódromo de Interlagos). O que já era esperado foi oficializado pela produção do evento: o insuportável Merdallica é o headliner do festival. Mas também vai ter The Strokes (eba!), Duran Duran (novamente: eba!) e The XX (wow!) entre outros (veja o quadro aí embaixo). Como sempre o esquadrão intermediário de atrações será duro de engolir/assistir mas ao que parece o Lolla BR 2017 está um tiquinho melhor do que as duas últimas edições. Já o preço dos ingressos não mudou nada: continua um ASSALTO à mão armada ao bolso dos fãs.

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O line up da edição 2017 do Lollapalooza BR (acima): os Strokes (abaixo) voltam ao Brasil e são uma das atrações do festival

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  • Quem também está promovendo assalto ao bolso do fã de rock é o Popload Festival. Não custa lembrar: para ver Wilco, Libertines etc semana que vem em Sampa (sábado, dia 8 de outubro) quem se interessar terá que desembolsar até quase 800 pilas por um ticket (da famigerada pista vip, antes tão combatida pelo prezado jornalista Lúcio Ribeiro, um dos produtores do festival). Não só: o evento perdeu o show da banda americana Battles (que desistiu de vir e na real não vai fazer falta alguma) e, pior, causou irritação nos fãs do Wilco devido a enooooorme confusão que foi a venda online ontem dos ingressos para o show extra a preços populares (vinte dinheiros) que o grupo americano faz no dia 9 (domingo) no auditório Ibirapuera. Vai mal o Popload festival desse jeito…

 

 

  • Aí vem aquela notícia redentora para a galera indie rocker e fã do graaaaande e saudoso Sonic Youth: a ex-baixista da banda, a deusa e musa loira Kim Gordon, vai fazer duas gigs neste mês em Sampa, nos dias 21 e 22 de outubro no SESC Pinheiros. Preço do ingresso: suaves sessenta pratas.

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Zap’n’roll ao lado da musa, deusa loira e baixista Kim Gordon, no backstage do festival Claro Que É Rock, em novembro de 2005 em Sampa, ao final da gig do Sonic Youth no evento; Kim se apresenta novamente na capital paulista no final desse mês

  • Pois então: se um show da Kim Gordon numa unidade do SESC pode custar apenas sessenta mangos pro bolso de quem quiser ir, vem a pergunta que não quer calar: por que tanto o Lollapalooza BR quanto o Popload Festival precisam cobrar quase MIL REAIS por um ÚNICO ingresso? Hein???

 

 

  • Bien, vamos nessa. Novo postão zapper entrando a toque de caixa no ar, com sua primeira parte. Calma que vai vir muito mais por aqui ao longo da semana vindoura, inclusive nas notas iniciais que irão sendo atualizadas e ampliadas caso algo relevante mereça ser comentado aqui. Mas por enquanto vamos direto aí embaixo, quando relembramos com histórias inéditas de bastidores os vinte anos sem Renato Russo, o gênio que criou e cantou à frente do gigante Legião Urbana.

 

 

11 DE OUTUBRO DE 1996 – HÁ VINTE ANOS O ROCK BR DOS 80’ PERDIA SEU GÊNIO MAIOR, RENATO RUSSO

(E ZAP’N’ROLL ESTAVA LÁ NO OLHO DO FURACÃO, ACOMPANHANDO TODA A TRAJETÓRIA DA INESQUECÍVEL LEGIÃO URBANA)

Renato Manfredini Jr., ou Renato Russo, fundador e vocalista do grupo brasiliense Legião Urbana, tinha trinta e seis anos de idade quando morreu (em decorrência de complicações causadas pela AIDS) há vinte anos, em 11 de outubro de 1996. A Legião então já existia há quase quinze anos e havia se tornado a maior banda do rock BR dos anos 80’, com discos clássicos em sua discografia, milhões de cópias vendidas de seus álbuns e uma legião gigantesca de fãs espalhados por todo o país. E Zap’n’roll acompanhou muito de perto toda a trajetória da banda de Russo, Renato Rocha (o baixista Billy, também já falecido), Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

O que o blog viu, ouviu e viveu ao som da Legião Urbana? Isso daria um LIVRO aqui, de umas 200 páginas mais ou menos. De 1982 a 1994 o autor destas linhas bloggers rockers assistiu a exatamente DEZ SHOWS do grupo. O primeiro, em alguma noite do segundo semestre de 1982, num buraco chamado Napalm e que ficava na rua Marquês de Itú, no centrão de São Paulo. Era um muquifo pós-punk pré-Madame Satã e numa noite a Legião tocou lá. Ainda com Renato Russo tocando baixo e cantando (Renato Rocha, o negão, entraria no conjunto um ano depois). Não havia mais do que 50 pessoas ali e Finaski era uma delas. Três anos depois, em 1985, lá estava o futuro jornalista na Devil Discos, na Galeria do Rock (centro de São Paulo), comprando o primeiro disco do grupo, “Legião Urbana”, aquele de capa branca e apenas com uma foto p&b da banda na frente e verso da capa. Zap’n’roll era BANCÁRIO (imaginem… duramos menos de um ano na profissão), tinha deixado de ser punk (foi durante 4 anos) e aquele disco de capa branca do quarteto de Brasília possuía algumas das melhores músicas que já tínhamos ouvido na vida no então nascente rock BR dos anos 80’.

Pouco mais de um ano depois (em meados de 1986) o jovem zapper acabara de estrear como jornalista profissional numa revisteca chamada Rock Stars, e começou a ganhar CONVITES e credenciamentos para ir a shows. Foi quando finalmente viu a Legião pela segunda vez em um palco: foi num sábado à noite, no SALÃO DE FESTAS do Palmeiras (não, não foi no estádio). Aí já havia umas mil pessoas ali pois além de as músicas da Legião estarem tocando nas rádios, também tocaram no mesmo show o Ira! (já com seu primeiro álbum lançado) e o Capital Inicial (que estava prestes a lançar seu primeiro LP pela Polygram, atual Universal Music). Foi um show tríplice empolgante (o jovem jornalista foi com o seu primo que estudava medicina e que hoje é um respeitável médico cinqüentão e evangélico) e mais uma vez teve a certeza de que a Legião era a GRANDE banda brasileira de então. Foi também a primeira vez que trocou algumas palavras com Renato, no camarim após o final do show.

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Agosto de 1990: a Legião Urbana está no auge, só toca em estádios lotados na turnê do disco “As Quatro Estações” e o jornalista zapper registrou o maior fenômeno do rock BR dos anos 80′ nas páginas da revista IstoÉ (acima e abaixo)

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Em dezembro daquele mesmo 1986 a Legião Urbana voltou a São Paulo para apenas um único show e só com ela mesma no palco. O disco “Dois” havia sido lançado meses antes, estourou nas rádios e em vendagem (mais de meio milhão de discos vendidos em poucos meses) e o grupo de Renato, Dado, Bonfá e Renato Rocha simplesmente LOTOU o ginásio do Ibirapuera, colocando 15 mil pessoas ensadencidas lá dentro.

A partir daí a Legião se tornou gigante e o sujeito aqui também foi crescendo e se tornando conhecido como jornalista musical. Em questão de dois anos passamos a colaborar com a revista Somtrês (então dirigida por Maurício Kubrusly, hoje repórter do quadro “Me leva Brasil”, do Fantástico), depois nos tornamos repórter da revista semanal IstoÉ, do Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo e mais adiante da revista mensal de estilo e comportamento Interview (poderosíssima naquela época). Foi nesse período, entre 1988 e 1994, que o agora já bem conhecido repórter musical entrevistou a Legião Urbana para matérias gigantes que renderam uma “páginas vermelhas” da IstoÉ (o entrevistão que abre todas a edições da revista até hoje), um matéria de abertura da editoria de Cultura da mesma IstoÉ (na edição de 1 de agosto de 1990; era a turnê do disco “As Quatro Estações”, a maior feita pela banda até então e onde ela só estava tocando em estádios para 40 mil pessoas; acompanhamos umas quatro gigs dessa turnê para poder fazer a matéria, que ocupou três páginas da revista), uma matéria de três página na Interview (edição de janeiro de 1994) e, por fim, uma capa inteira do extinto caderno Folhateen, da Folha De S. Paulo. Nessa época o autor deste blog já era muito próximo da turma toda (inclusive do Rafael Borges, o poderoso manager do conjunto) e rolou um fato bizarro em relação a matéria da Folha: a banda estava estourada (“As quatro estações” havia vendido mais de um milhão de cópias e pelo menos cinco faixas do disco tocavam sem parar em tudo quanto era rádio, desde as fms mais roqueiras às mais bregas) e não tocava há 4 ANOS AO VIVO em São Paulo. Haveria dois shows na capital paulista em setembro, novamente no Palmeiras – e desta vez no ESTÁDIO, com público estimado em 45 mil pessoas em cada noite. A Folha, que se auto-proclamava “o maior jornal do Brasil”, TINHA que dar uma matéria com a banda, de preferência entrevistando-a. Mas o que rolou? Renato se negava terminantemente a falar com o jornal dos Frias desde que o disco “Que País É Este!”, lançado pelo quarteto em 1987, havia sido chamado de “esquálido” em uma resenha assinada pelo crítico Mario Cesar Carvalho no caderno Ilustrada.

Como foi “quebrada” a resistência de Russo em falar com a Folha e saiu enfim a matéria de capa INTEIRA no caderno Folhateen? Simples: um dia Finas resolveu ir na redação da Folha (vivíamos fazendo alguns frilas pra lá) e chegou pra Noely Russo (então editora do Folhateen e que não ia nem um pouco com a cara deste jornalista), dizendo: “se você quiser eu CONSIGO falar com eles e faço a matéria pro caderno”. Ela olhou com total ar de desdém e respondeu: “pode tentar. Se conseguir, a capa do caderno será sua”. Passamos duas semanas enchendo o saco do Rafa por telefone (não havia e-mails, internet, cels, apps, nenhuma dessas porras malditas de hoje em dia) pra conseguir a entrevista, argumentando que seria Finatti quem iria fazer, que iríamos pro Rio ao encontro da banda e bla bla blá. Até que um dia ele respondeu: “Venha pra cá na segunda-feira. Eles vão falar com você. E vão dar a entrevista pra Folha porque é VOCÊ quem vai fazer. Senão não ia rolar”. Moral da história: uma semana antes dos shows em São Paulo em 1990, o Folhateen da FolhaSP dava Legião Urbana na CAPA INTEIRA do caderno, em matéria assinada pelo sujeito aqui. Pra talvez um certo desgosto de miss Noely Russo (onde andará ela, afinal?), rsrs.

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Capa (acima) e reportagem gigante (abaixo) da revista Interview, edição de janeiro de 1994, com matéria com a Legião assinada por Finaski

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Os últimos shows que vimos da Legião foram no final de 1994, ambos no ginásio do Ibirapuera novamente. Era a turnê do álbum “O descobrimento do Brasil” e na primeira noite, quinta-feira, o ginásio não chegou a lotar. Na sexta, tinha gente pendurada no teto. E Zap’n’roll lá, já muito amigo de toda a banda, com nossa sempre credencial “all acess” pendurada no pescoço. Foi nesse último show que vimos deles que, já no bis, Renato Russo foi ao microfone e disse: “a gente vai tocar uma música agora que não tocamos ao vivo faz um tempo já. Mas como um AMIGO nosso pediu ontem pra gente tocar, então vamos tocar”. O “amigo” era este velho Finaski, que na noite anterior e depois do show, já papeando com Russo e a turma no lobby do hotel Maksoud Plaza (onde o conjunto estava hospedado), pediu ao se despedir: “toca ‘Ainda É Cedo’ amanhã. Faz tempo que vocês não a tocam ao vivo”. Russo: “vamos ver Humberto, vamos ver…” (yep, ele estranhamente me chamava pelo primeiro nome, Humberto).

O último show da banda na verdade foi em janeiro de 1995, em Santos. Finaski ligou pro Rafael no Rio e pediu dois convites (o repórter já trintão e doidão namorava com a Greta, uma crioulaça de 19 anos de tetas gigantescas, que estava entrando no curso de Letras na USP e que amava Smiths, Doors, poesia e Legião Urbana; e além de tudo era uma foda do inferno e que amava engolir porra). Ele disse ok, sem problema. O show foi num sábado à noite. O zapper estava morando num apê antigo e grandão no Cambuci, que dividia com o fotógrafo e até hoje querido amigo Luiz Carlos Leite. O final da história é que a Greta chegou no apê, estávamos ambos com uma preguiça gigante de ir parar em Santos, e acabamos preferindo ficar trepando e depois fomos dormir. Foi o ÚNICO show da Legião para o qual o blogger loker tinha CONVITES e deixou de ir. E curiosamente, foi o último da trajetória do grupo.

Nunca mais o blog viu Renato. Ele morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos de idade, em decorrência da Aids. E o blog soube da morte dele no meio da tarde daquele dia 11. Morávamos então numa kit na avenida 9 de julho que era a própria sucursal do inferno, e lá vivia me entupindo de cocaína e whisky. Ainda trabalhava na Interview mas a revista já estava pra fechar as portas. E o já muito junkie jornalista musical havia passado uma noite infernal na kit, aspirando quilos de pó com dois ou três amigos. Fritou a manhã toda do dia 11 de outubro. Quando enfim sentiu-se minimamente em condições de sair do apto foi até a rua 7 de abril, no escritório que a queridona amiga Sandra Otilia tinha lá. Finas foi ver se ela queria almoçar junto com o loki aqui. E quando chegou a primeira coisa que ela disse foi: “seu ‘amigo’ Renato Russo morreu essa madrugada, você ficou sabendo?”. Aquilo acabou de vez com o dia já total cinza de Zap’n’roll e que já havia começado da pior forma possível.

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Credencial de um show da Legião Urbana em 1988 (acima), fechado apenas para convidados e no qual o blog esteve presente; abaixo, Zap’n’roll se reencontra com o guitarrista da banda, Dado Villa-Lobos, durante lançamento da sua biografia em Sampa ano passado

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A Legião foi o MAIOR nome do rock BR dos 80’, fato. Renato Russo foi gênio, outro fato (e não adianta amigos como Claudio Medusa, Luiz Calanca e outros desafetos legionários que adoramos dizer que a banda era péssima e Renato uma bicha afetada sem estofo poético; suas letras até hoje são debatidas em aulas de Português em escolas de ensino fundamental, médio e até em cursos de Letras de faculdades). E mais: não vai mais haver bandas com a capacidade musical e textual que a geração 80’ teve, pode esquecer. A cena independente nacional está caindo pelas tabelas (só Lucio Ribeiro, na sua iludida Popload, é que acha que essa cena está “madura”, ahahahaha), bandas não vendem mais discos muito menos enchem casas onde não cabem nem 300 pessoas (deu dó ver um puta grupo como Los Porongas tocando, semanas atrás, para menos de 50 pessoas no bar Z Carniceria, no bairro paulistano de Pinheiros). Estamos mesmo no fim da história do rock e da cultura pop (e talvez da própria humanidade), vivendo tempos de hits relâmpagos, medonhos e esquecíveis como “Tá tranqüilo, tá favorável”, “Gordinho gostoso” e “Metralhadora”.

O que ficou e o que irá ficar ainda por gerações e gerações é a obra de gente como Renato Russo, Cazuza, Cássia Eller, Mutantes, Chico, Caetano, Gil, Dylan, Lennon, Ian Curtis, Morrissey, Kurt Cobain. O resto, de 2000’ pra cá, mais cedo ou mais tarde estará totalmente esquecido e soterrado pela poeira inclemente do tempo.

E este velho jornalista rock’n’roll se sente de certa forma nostálgico e melancólico por saber que tudo da grande na música já foi criado, já passou e se foi. Mas também se sente igualmente contente e com um sorriso no rosto ao olhar para trás e pensar: “sim, eu estava lá. E vivi tudo aquilo de perto. Sorte a minha”.

 

 

LEGIÃO URBANA – OS CINCO PRIMEIROS DISCOS, CLÁSSICOS E IMBATÍVEIS

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E O GRUPO AÍ EMBAIXO

Em também cinco vídeos e áudios de canções inesquecíveis, incluso o show completo que o conjunto fez em 7 de julho de 1990 no Jockey Club do Rio De Janeiro, para cinqüenta mil pessoas.

 

 

ZAP’N’ROLL ORGULHOSAMENTE APRESENTA:

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OU: A GRANDE CENA INDIE QUE EXISTIU NO BRASIL – E NÃO É ESSA ATUAL, CRIADA PELA ILHA DA FANTASIA DE UM CERTO BLOG DE CULTURA POP

Foi emocionante (e também um pouco nostálgico, o blog assume) assistir semana passada a última exibição (dentro do festival de documentários musicais “InEdit Brasil”) do documentário “Time Will Burn – o rock underground brasileiro do início dos anos 90’”. A sala do cine Olido (no centrão rocker de Sampa) não lotou, mas recebeu um bom público (havia uma garotada nova por lá mas a maioria da platéia era composta por tiozões como o autor destas linhas bloggers, rsrs) que aplaudiu o doc de pé ao final da exibição.

O blog escreveria um livro aqui para falar sobre o documentário e também sobre uma cena que acompanhamos totalmente de perto (como fã de rock e como jornalista musical), há 25 anos. Vimos zilhões de shows das bandas mostradas no filme (Pin Ups, Killing Chainsaw, Second Come, Mickey Junkies, DeFalla etc.), freqüentamos quase todos os lugares mostrados (o Retrô em São Paulo era o nosso segundo lar, rsrs; fora que também fomos no Aeroanta, Urbania, Der Temple, Cais etc, etc.) e, enfim, convivemos com a turma dessas bandas todas. Então rever essa cena e essa história toda na tela só ratificou para este jornalista (e para todos que estavam na sala de exibição) que o Brasil já teve, sim, uma cena rock independente SENSACIONAL, mas que infelizmente ficou para sempre aprisionada nos anos 90’. E era um cena grandinha, com ótimas e numerosas bandas e que chegou a atrair bom público pras suas gigs. Exemplo: em determinado momento do doc um dos integrantes do grupo carioca Second Come conta que o quarteto chegou a tocar para 800 pessoas (!!!) no Circo Voador.

E hoje? Hoje é esse DESASTRE que está aí. Uma cena inócua, lotada de bandas PÉSSIMAS e que não levam 30 gatos moribundos e pingados aos seus shows. Uma cena que só está BOMBADA e no seu MELHOR MOMENTO (hã???) na cabeça do prezado Lucio Ribeiro, que criou uma delirante ilha da fantasia indie no seu blog, Popload. Vamos ver até quando ele consegue sustentar essa ilha… aliás, vem cá querido Luscious, nos diga (e batemos uma APOSTA com você): essas bandas que o Sr. menciona no seu blog (Inky, FingerFingerrr, Dom Pescoço etc) conseguem, que seja, enfiar 100 PESSOAS em um show delas com ingresso PAGO pelo público, em algum lugar? Zap’n’roll DU VI DA!

A diferença entre a indie scene nacional dos 90’ e a de hoje é muito clara e óbvia: ali se fazia rock BARULHENTO, com guitarras estridentes e cantado em inglês. Rock é isso, não? Hoje em dia todo mundo canta em português (sofrível e com letras não raro vexatórias em sua verve simplória e adolescente) e insiste em tentar misturar rock de guitarras com a malemolência da MPB tradicional. Não dá, não rola. Se é pra tocar rock que se ponha a guitarra, a distorção e os amplis no talo. Se é pra ser MPB (nada contra, adoramos MPB que seja ÓTIMA, bem composta e classuda), que se tire as guitarras barulhentas e a distorção e o noise das músicas, simples.

Faltou algo em “Time Will Burn”? Sim, sempre falta, né? Sentimos não terem falado do brincando de deus (da Bahia), do Low Dream (de Brasília) e do Sonic Disruptor (de Guarulhos), uma trinca de guitar bands fantástica ali do início dos anos 90’, e que este Finaski mesmo na época apresentou aos leitores da revista Dynamite numa matéria de duas páginas – enquanto isso onde estava mesmo dear Luscious, o homem da Popload? Provavelmente começando sua carreira de jornalista e fazendo bem o que faz até hoje: falando de algum hype irrelevante da gringa e que depois de um tempo ninguém mais vai lembrar do que se tratava.

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O já lendário quarteto indie guitar paulistano Pin Ups (acima, em sua formação clássica dos anos 90′) é um dos destaques do documentário “Time Will Burn”, que mostra a REAL E GRANDE cena indie que existiu no Brasil (e não é essa que é  mostrada a todo instante nos posts do blog Popload); abaixo cena do documentário “Guitar Days”, que foca na mesma cena indie guitar br dos anos 90′ e que ainda vai ser lançado, com depoimento do autor deste blog

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Agora é esperar pelo também documentário “Guitar Days”, produzido e dirigido pelo querido Caio Augusto (quando ele será lançado, afinal?), que foca na mesma cena mas que aparentemente é bem mais abrangente – sendo que neste doc o velho jornalista loker/rocker aqui aparece dando depoimento, hehe. Enfim, são dois docs que mostram o que era e o que foi, de fato, a grande cena rock independente brasileira em todos os tempos. Ou vocês acham que daqui a 20 anos alguém vai se preocupar em fazer um documentário falando de O Terno, FingerFingerrr, Dom Pescoço ou algum desses aí da ilha da fantasia indie da Popload?

 

  • E mais: também na semana passada a cantora Céu fez gig gratuita na área externa do MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo). Abrindo pra ela estava Aninha Martins, pretinha total delicious e uma das maiores revelações da novíssima cena indie de Recife. O show foi gratuito e lotou. Mas claaaaaro que o blog “vizinho” Popload nunca ouviu falar de Aninha Martins.

 

  • Já o lendário, célebre e mega respeitado selo indie paulistano Baratos Afins (dirigido há três décadas pelo queridão Luiz Calanca, um dos produtores musicais que mais entendem de rock independente nesse país) acaba de lançar o segundo CD do quinteto paulistano Fábrica de Animais, combo rock’n’roll porrada de ótimas guitarras rockers e algo bluesy e que tem como vocalista a atriz de teatro Fernanda D’Umbra. Como? A Popload também não conhece essa banda e nunca falou dela? Sem problema: o blogão zapper dá o serviço e resenha o novo disco do FA no final desse post.

 

  • E por fim, pra registrar: o logotipo especial desse post foi criado pelo artista gráfico agitador cultural, músico e vocalista Falcão Moreno, que canta na banda Coyotes California, quarteto bacaníssimo da zona leste paulistana e que já possui dois discos lançados. Com quase uma década de existência e tendo no seu som as melhores influências do rock funky de grupos como Red Hot Chili Peppers e Faith No More, o CC também NUNCA foi sequer mencionado no nosso blog “vizinho”, uia! Vai mal a ilha da fantasia indie por lá hein!

 

 

TÓPICO POLÍTICO – NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO MUNICIPAL O BLOG ENTREVISTA O CANDIDATO A VEREADOR ANDRÉ POMBA

O jornalista, músico, produtor e agitador cultural, DJ e presidente de ONG (a Associação Cultural Dynamite) André Pomba, enfrenta novamente uma disputa político/eleitoral neste domingo. Ele que já foi candidato a vereador e deputado federal em pleitos anteriores, agora se lança novamente na corrida por uma vaga na camara de vereadores da capital paulista. Aos cinqüenta e dois anos de idade, Pomba é candidato pelo Partido Verde (foi filiado ao PSDB por duas décadas mas se desligou do partido tucano há cerca de quatro anos) e com uma plataforma bacana, que privilegia áreas como a cultura (em especial a música e o rock) e temas como a diversidade sexual – gay assumido, ele é um dos militantes LGBT mais aguerridos de São Paulo.

O autor deste blog conhece André Pomba há mais de vinte anos e o tem como um de seus melhores amigos. É uma relação de amizade e profissional que começou em janeiro de 1993 e que perdura até os dias de hoje, tempo em que Zap’n’roll atuou como repórter da extinta revista Dynamite, também do portal Dynamite online (WWW.dynamite.com.br) e, por fim, como editor do blog Zap’n’roll, que começou no portal para depois ganhar vida e endereços próprios na web. Portanto, nada mais natural que estas linhas rockers mas também políticas abram espaço neste post para que Pomba exponha suas idéias e seus objetivos caso consiga se eleger. O bate-papo com ele rolou esta semana e os principais trechos da entrevista você confere abaixo.

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Dupla dinâmica e inseparável há duas décadas: Zap’n’roll e o produtor cultural e candidato a vereador André Pomba

 

Zap’n’roll – você já concorreu a cargos políticos em eleições passadas (para vereador mesmo, em 1992, e mais recentemente para deputado federal) e não conseguiu se eleger. Quais são as perspectivas dessa vez, para a eleição deste domingo próximo?

 

André Pomba – Quando você não tem recursos, justamente vai ampliando a base. A promeira eleição fui lançado para preencher chapa e mesmo assim tive 1500 votos. Já para deputado tive quase 7000 e foi para preparar esta agora a vereador, aonde tenho chances reais, devido a alta renovação que deve ter a Câmara Municipal e a desilusão com os políticos profissionais.

 

Zap – há um consenso generalizado de que a política brasileira se tornou a mais imunda do mundo e que ela precisa mudar com urgência. O fato de ter sido proibida nessa eleição o financiamento de candidatos por empresas privadas já seria um avanço no sentindo dessa mudança urgente e necessária? O que mais, na sua opinião, é preciso mudar na política brasileira?

 

Pomba – Costumo dizer que a política brasileira é pior do que a retratada no seriado americano House of Cards. Realmente o fim do financiamento privado nivelou um pouco mais as chances, embora deve ter ampliado o caixa dois e o dinheiro sujo (corrupção, tráfico). Esperamos que o TSE e o STF puna realmente os criminosos da política, para que os honestos e sem recursos, mas com grande capacidade e história possam se eleger. Para melhorar ainda mais, essa punição e consequente cassação teríam que ser mais ágeis.

 

Zap – você possui um histórico de ativismo cultural (em especial na música e no rock) e em favor da diversidade sexual. É presidente de uma ONG dedicada a projetos culturais e inclusão social, além de ativo militante LGBT. Pretende, se eleito, dar ênfase a essas questões durante seu mandato?

 

Pomba – Costumo dizer que minha atuação será focada em 4 itens: Cultura, diversidade, sustentabilidade e a defesa da noite paulistana. Na área de diversidade, quero discutir a criação de casas de acolhida, para jovens e adolescentes que são expulsos ou vítimas de violência em suas casas e pretendo apresentar uma lei anti-discriminação municipal que puna toda forma de preconceito (racismo, machismo, homofobia, transfobia, de origem, contra pessoas com deficiência etc). Dentro da área cultural pretendo revalorizar as casas de cultura nos bairros, hoje abandonadas; quero cobrar a implantação de um programa de incentivo municipal de cultura; quero efetivar a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas e reforçar o caráter de inclusão social através da cultura. Na área de sustentabilidade, pretendo focar na questão do lixo (reciclagem e compostagem), bem como defender com unhas e dentes as parcas áreas verdes da cidade hoje ameaçadas pela especulação imobiliária. Sou coordenador dos Movimentos Noite Paulistana e Em Defesa da Rua Augusta, e vou lutar pelo licenciamento online com renovação automática, apoiar a implantação do projeto São Paulo 24 horas e rever leis que prejudicam o funcionamento de estabelecimentos noturnos. E também buscar a valorização dos profissionais da área (DJs, barmen, hostess etc). Bom, tenho uma ampla gama de propostas e no meu site www.andrepombapv.com.br tem tudo o que defendo para a cidade de São Paulo e minha biografia.

 

Zap – E analisando num espectro mais amplo, o que é preciso ser melhorado em São Paulo através da gestão dos futuros novos vereadores?

 

Pomba – Justamente ter uma câmara mais independente e menos afeita a troca de apoio por cargos e verbas. Não votar em políticos que já estão lá há décadas!

 

Zap – um recado final para seus potenciais eleitores.

 

Pomba – Peço que domingo votem 43969. Porque eu tenho ficha limpa e um histórico de 30 anos de ativismo urbano em vários flancos. Um amigo meu disse que admira minha luta por juntar tribos e bandeiras antagônicas que pouco dialogam, mas que unidas teriam muito a ganhar, como demonstração de força. Rock, cultura, diversidade, sustentabilidade e a defesa da noite paulistana, para muito são temas menores, ante os graves problemas de uma cidade, mas ter essas bandeiras à frente não exclui você brigar por uma cidade com melhor transporte, saúde e educação. Pelo contrário, o empoderamento desses temas transversais ajuda e muito a termos uma cidade melhor e mais justa. E obrigado pelo espaço Finas, e parabéns pela Zap’n’Roll!

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco, I: as meninas do americano Warpaint estão de volta após dois anos, e acabam de lançar “Heads Up”, seu quarto disco de estúdio. A banda continua mandando muito bem em sua proposta sonora (nuances de shoegazer e dream pop) e há momentos belíssimos no novo trabalho, sendo que o blog ainda vai voltar a falar melhor dele. Mas você conferir o discão na íntegra aí embaixo:

 

  • Disco, II: o quinteto paulistano Fábrica De Animais (que tem Fernanda D’Umbra nos vocais, Sergio Arara nas guitarras, Flavio Vajman na gaita, Caio Góes no baixo e Cristiano Miranda na bateria) chega ao segundo disco, homônimo, em lançamento do sempre antenado selo Baratos Afins. O procedimento musical do grupo não mudou em relação à sua estréia: ele deambula por planícies onde rock’n’roll de guitarras cruas e abrasivas se mixam a eflúvios bluesisticos – e aí entra em cena a sempre empolgante gaita de Flavinho Vajman. O cd abre porradão com “De quando lamentávamos o disco arranhado” e prosssegue em andamento acelerado com “Jogo de dardos”. Mas estas linhas online preferem os momentos mais calmos e bluesy do disco, como em “Tudo errado” e, principalmente, em “Erro”, onde Fernandinha (que também é atriz de teatro) dá show nos vocais com inflexões suaves e bem moduladas. É álbum pra se escutar em casa numa madrugada fria, de preferência acompanhado de um bom vinho e um baseado. E se as letras das músicas não são exatamente um primor em termos textuais, a banda compensa exibindo um dos já muito bons discos de rock nacional deste triste e já quase findo 2016, onde a indie scene nacional continua a definhar a olhos vistos. Mas é claaaaaro que o Fábrica De Animais, um dos poucos bons conjuntos da cena atual do rock BR, não vai ser mencionada JAMAIS no blog “ilha da fantasia indie” Popload, onde seu autor (mr. Lúcio Ribeiro) só fala de bandas “fodásticas” como FingerFingerrr (quem?), Dom Pescoço (quem??), Inky (quem???) e outras “sensações” da cena independente brazuca atual, uia! Pobres leitores do blog vizinho, hihihi. Pra saber mais sobre o FA, vai aqui: https://www.facebook.com/fabricadeanimais/. E se você interessou, para comprar o cd vai aqui: http://baratosafinsloja.com.br/fabrica-de-animais-fabrica-de-animais-de-quando-lamentavamos-o-disco-arranhado-cd-bra.html.

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  • Livro: “Transformer”, a biografia do saudoso e imortal gênio Lou Reed lançada há pouco no Brasil pela editora Aleph, é um ESCÂNDALO. Em quase quinhentas páginas o autor Victor Bockris esmiúça com profundidade a trajetória pessoal e artística do sujeito que deu ao mundo “apenas” o Velvet Underground, uma das bandas de rock mais influentes de todos os tempos. Lou foi o que todos os seus fãs sabem: controverso, polemico, genial, de temperamento explosivo e rude. De sua adolescência tomando eletrochoques em clinicas psiquiátricas (onde foi internado pelos pais, pois assim eles acreditavam que Reed deixaria suas tendências homossexuais e se tornaria um jovem “normal” e socialmente aceito pelos padrões reacionários e caretas do americano médio comum e estúpido) e passando por toda a sua looooonga trajetória como cantor e compositor (e suas descidas aos infernos das drogas e do submundo de Nova York), está tudo no volume, ainda por cima embalado em belíssima capa dura. Imperdível! Sendo que você pode saber mais sobre o livro aqui: http://www.editoraaleph.com.br/site/transformer-a-historia-completa-de-lou-reed.html.

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Zap’n’roll com o seu exemplar da bio fodona do inesquecível gênio Lou Reed

 

  • Site bacanão: quer saber tudo o que rola na cena cultural de São Carlos, no interior paulista? Basta acessar o RodaMob, editado pela gatíssima jornalista (e amigona zapper) Sarah Mascarenhas, que mostra um panorama gigante de tudo o que acontece por lá, com roteiros de eventos, resenhas, entrevistas com artistas locais e muito mais. Vai aqui e divirta-se: https://www.rodamob.com.br/.

 

  • Baladas: tão devagar, quaaaaase parando neste finde (o postão está sendo finalizado já na sextona em si, 7 de outubro). Então a melhor dica mesmo é pegar um cineminha (“Aquarius” e o doc sobre Janis Joplin, por exemplo, continuam em cartaz no cine Belas Artes) e depois fechar a noite tomando uma breja a preço justo no Outs Pub (na rua Augusta, colado no já clássico Outs em si) ou no Cemitério de Automóveis, do queridão Mario Bortolotto, lá na rua Frei Caneca, quase esquina da rua Paim. Beleusma? Vai que vai!

 

 

E FIM DE PAPO

Que o postão ficou bacanão, né. Semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá com beijos no coração da galera.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 7/10/2016, às 18hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL (com A MORTE DE SCOTT WEILAND, editorial em defesa do mandato de Dilma, indicações culturais do blog e roteiro de baladas): Aeeeeê! O postão custa a aparecer mas cá estamos novamente, e FERVENDO com a análise das SENSACIONAIS biografias de Iggy Pop e Kim Gordon, que já estão disponíveis em edição nacional; o blog questiona novamente (e agora enfim publicando uma análise do tema): qual o interesse ESCUSO por trás do hype em torno dos Boogarins, e a QUEM interessa esse hype afinal?; como foi a gig de despedida dos Pin Ups, em resenha que humilha a “concorrência”, uia! E mais isso e aquilo tudo no blogão campeão em cultura pop e cujo postão está finalmente e totalmente concluído (atualização final em 4/12/2015)

 

 

 Dois gênios e duas lendas da história do grande rock’n’roll têm suas vidas e suas trajetórias artísticas em duas excelentes biografias, que ganharam caprichada edição brasileira: Iggy Pop (acima) e Kim Gordon (ex-baixista do finado grupo americano Sonic Youth, abaixo) fazem parte de uma estirpe de músicos como não existe mais no mondo pop/rock de hoje

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EXTRA BOMBA! A MORTE DE SCOTT WEILAND

O vocalista Scott Weiland, durante apresentação da banda Stone Temple Pilots no festival SWU, em Paulínia (São Paulo), em novembro de 2011; ele morreu ontem nos Estados Unidos, aos 48 anos de idade (foto: Helena Lucas)

 

Esse LOKI se foi. Muito jovem. E o blog gostava PRA CARALHO da obra dele, do ARTISTA que ele era. Durante anos brincamos, eu e  irmão André Pomba, que Scott Weiland era nosso “sonho de consumo” masculino, rsrs (riso sem graça agora, na verdade). E os Stone Temple Pilots foram uma das melhores e mais SUBESTIMADAS do grunge americano noventista, ponto. Fora que Weiland encarnou à perfeição a persona do rock star louco, desajustado e junkie em sua essência: cheirou toda a cocaína que pôde, consumiu toda a heroína possível, fumou quilos de crack, bebeu horrores e era um VOCALISTA FODÍSSIMO, e letrista idem.

 

Rip man. E o rock’n’roll dos anos 2000’ que está na UTI, fica sem um dos seus últimos grandes heróis dos últimos 25 anos.

 

* Cobertura do show do Stone Temple Pilots no SWU 2011 pela Zap’n’roll, aqui: http://www.zapnroll.com.br/?p=1148

 

* E o set da banda no festival, na íntegra, aí embaixo:

 

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EDITORIAL POLÍTICO ENCERRANDO O POST – EM DEFESA DO MANDATO DE DILMA

A maioria dos leitores destas linhas zappers era muito jovem ou talvez nem fosse nascida ainda quando a política brasileira passou pela última vez por situação semelhante a de agora. Foi em 1992, quando o atual senador Fernando Collor era presidente. E naquela época havia todos os elementos do mundo para afastar Collor (sendo que a situação econômica do Brasil era grave, mas nem era tão grave como atualmente). Uma série de denúncias COMPROVADAS com farto material documental indicavam que o político alagoano (que havia sido eleito com a falaciosa peça de marketing de que ele era um super-homem e um “caçador de marajás”; até a saudosa mama Janet, sempre tão esclarecida política e intelectualmente, se quedou e se deixou seduzir pelo discurso do sujeito) vivia nababescamente sustentado por um sórdido esquema de corrupção, que pagava suas contas pessoais e as de sua família. Quando a sujeira toda veio à tona (e, quem diria, com a revelação dela disparada pelo irmão novo do presidente, Pedro, em entrevista de capa à hoje escrota e exemplo máximo de mau caratismo jornalístico, que é a revista Veja) o país se indignou. Milhões foram às ruas pela saída de Collor – o blog se lembra de um comício monstro num final de tarde no Vale do Anhangabaú (centro de São Paulo), em que nós, Luiz Calanca (da loja de discos Baratos Afins, e Valdir Angeli, estivemos presentes, gritando pela deposição do BANDIDO que ocupava a presidência da República). E ele acabou caindo. Com merecimento. Foi a ÚNICA vez na história do Brasil (detalhe: apesar de jornalista há quase 30 anos, sou realmente formado no curso de História) que um presidente foi “impichado”. E como ótimo LADRÃO que é, Collor seguiu na política e nela continua até hoje, roubando como sempre e volta e meia sendo pilhado em esquemas de corrupção, como foi novamente no escândalo do petrolão.

 

O que nos leva à situação atual e ao agora acolhido pedido de impeachment contra Dilma, atual presidente do Brasil e que recebeu mais de 50 milhões de votos nas últimas eleições. Só um IDIOTA, CEGO, OTÁRIO, BURRO, IMBECIL, REACIONÁRIO, CONSERVADOR E HIPÓCRITA para não perceber (ou entender) que há uma diferença MONSTRUOSA entre o que é essa mulher (Dilma) e o que é, foi e continua sendo Fernando Collor. As duas biografias falam por si e quem tiver um MÍNIMO de bom senso e inteligência que vá atrás de ambas e as leia. Dilma pode ter TODOS OS DEFEITOS DO MUNDO – e os têm: é teimosa, turrona, cabeça-dura, tem mega dificuldade em ESCUTAR opiniões contrárias às suas e também a ouvir conselhos. Mas BANDIDA, LADRA, eu tenho convicção de que ela NÃO É. Sim, o país está mergulhado numa crise política e econômica HORRENDA e muito dessa crise é fruto e culpa do próprio PT (o Partido da presidente) e do petismo, que se transfigurou de anos pra cá e se transformou em tudo aquilo de PIOR que existe na política brasileira e nos outros Partidos políticos. O PT sucumbiu à corrupção deslavada, se locupletou no poder e hoje se compraz em utilizar todos os métodos políticos sórdidos na condução do gerenciamento do país que ele sempre abominou nos outros Partidos e combateu com unhas e dentes. E aí esteja talvez outro dos gigantes DEFEITOS de Dilma: uma mulher de conduta pessoal e política ilibada (até onde se sabe, e acredito na idoneidade dela) que infelizmente ainda está dentro de um Partido político infestado de RATAZANAS graúdas (e Delcídio do Amaral é apenas e nesse momento a parte mais visível dessas ratazanas). Ela faria um bem a si mesma se ABANDONASSE o PT.

 

Dito tudo isso aí em cima,  declaramos aqui PUBLICAMENTE que somos CONTRA o impeachement dessa mulher. Ela tem todos os defeitos do mundo, vero. Mas tb é guerreira, é íntegra, Lutou contra a ditadura militar (que matou muita gente no Brasil) e arriscou a própria VIDA pela redemocratização do país e por uma nação melhor e mais justa. Então é INCONCEBÍVEL que um BANDIDO, PILANTRA, ESCROQUE, CANALHA, CAFAJESTE E CHANTAGISTA da PIOR ESPÉCIE como é o presidente da Câmara Eduardo Cunha, tenha o PODER de abrir um processo de impedimento contra uma mulher que ganhou legitimamente nas URNAS o cargo que ocupa. Afinal, como ela mesma disse ontem em ótimo pronunciamento (e assino embaixo tudo o que ela disse), não é ELA que está sendo investigada pelo STF por corrupção no escândalo da Petrobras. Não é ELA que teve contas bancárias secretas (e ILEGAIS perante a Lei brasileira) descobertas na Suíça. Não é ELA que ESCONDEU de todo mundo a existência de bens pessoais milionários. E sim EDUARDO CUNHA é quem fez tudo isso. Quem já deveria estar ESTIRPADO do Congresso e na CADEIA é ELE, ao invés de se querer ARRANCAR À FORÇA Dilma do cargo que ela ocupa.

Uma mulher guerreira (a presidente Dilma, acima) e que ganhou seu mandato no VOTO; o mesmo mandato que agora PILANTRAS como Eduardo Cunha (abaixo) querem arrancar dela à força. Quem é de fato o grande BANDIDO dessa história?

 

Ficou muito claro que esse facínora da pior espécie e sem igual na política nacional, que é Cunha, deflagrou tal processo em RETALIAÇÃO ao fato de que a bancada do PT no Conselho de Ética da Câmara vai mesmo votar pela continuidade do processo pela cassação do seu mandato de deputado. Uma sujeira sem tamanho desse EVANGÉLICO mais sujo que pau de galinheiro, e que ENVERGONHA a classe política e a própria RELIGIÃO a qual ele devota suas (falsas) orações.

 

Se necessário for, voltaremos às ruas como fizemos em 1992. Só que desta vez para DEFENDER o MANDATO de uma mulher que jamais poderá ser equiparada, pessoal e politicamente, a gente do naipe de Eduardo Cunha, Fernando Collor e outros MARGINAIS da política nacional. Eu votei nela. E vamos DEFENDER NOSSO VOTO E SUA PERMANÊNCIA no cargo até o fim.

 

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O velho punk louco e a deusa loira.

Talvez sejam dois personagens em extinção no mondo pop/rock dos tempos atuais, cada vez mais conservadores e intolerantes sob todos os aspectos da existência humana – inclusive na cultura pop e na música em geral. Tanto Iggy Pop (sessenta e oito anos de idade) quanto Kim Gordon (sessenta e dois), ex-baixista do finado e saudoso Sonic Youh, pertencem a uma casta de músicos e artistas que legaram arte GIGANTE (na qualidade) para a história do rock’n’roll. Ele, ao ser um dos personagens principais na formatação do rock de garagem dos anos 60’ e naquilo que alguns anos mais tarde iria explodir na Inglaterra sob o epíteto de punk rock. Ela ao fundar em 1980 junto com o guitarrista, vocalista, compositor e ex-marido Thurston Moore a banda que melhor traduziu Grande Arte em forma de guitarras indies, barulhentas e dissonantes. Não à toa duas das melhores biografias musicais publicadas este ano (e que ganharam caprichadas edições brasileiras) radiografam com precisão a trajetória pessoal e profissional dele e dela. E talvez a leitura dos dois livros (que estão bem analisados neste postão de Zap’n’roll que está começando a entrar no ar na terça-feira, 24 de novembro, ante-véspera de mais um aniversário na vida do autor deste já veterano blog sempre rock’n’roll) jogue alguma luz em nós sobre alguns aspectos do mundo atual. Sobre porque o rock entrou em processo de empobrecimento artístico. Ou sobre porque o ser humano se tornou tão moralista, conservador, preconceituoso e bestial a ponto de gerar aberrações como o grupo terrorista Estado Islâmico. Afinal o mundo em que Iggy e Kim viveram quando eram jovens, era muito diferente do mundo em que vivemos atualmente. Os anos 60’ e 80’ foram décadas excepcionais e maravilhosas na questão da criação cultural e dos valores comportamentais, quando as pessoas eram muito mais liberais e libertárias e havia muito menos intolerância na face da Terra. O que deu errado de lá pra cá, afinal? Foi pra isso que bandas geniais e inesquecíveis como Stooges (onde Iggy cantou, deitou e rolou) e SY existiram? Para hoje assistirmos com absoluta impotência a quase completa desintegração de toda e qualquer manifestação cultural minimamente relevante, que seja? Enfim, são respostas que talve só o tempo nos dê. E enquanto elas não chegam, continuamos aqui, lutando como possível pela cultura pop e pelo nosso sempre amado rock’n’roll alternativo. E a bordo de mais um postão zapper, que começa agora.

 

 

* Yep, o postão anda demorando muito a sair. Mas quando chegamos com ele, chegamos já fervendo, néan.

 

 

* Sendo que os assuntos dominantes nas últimas semanas continuam sendo o infame atentado terrorista em Paris (e que custou a vida de cento e trinta inocentes) e o maior desastre ambiental já ocorrido no Brasil, mais espeificamente em Minas Gerais. Ambos os episódios deixam a alma e o coração do blog eivados de tristeza. E se perguntando: até quando iremos suportar tamanha intolerância e bestialidade geradas pelo próprio ser humano? E até quando empresas bilionárias como a Samarco/Vale, que não possuem o menor respeito pelo meio ambiente e pela vida humana, seguirão provocando IMPUNES no Brasil desastres que MATAM pessoas e aniquilam rios, animais e vegetação?

 

 

* E não, Zap’n’roll NÃO vai falar sobre o novo álbum da Adele, mesmo ele sendo na opinião de blogs vizinhos (que já andaram soltando fogos de artifício até pra anunciar turnê brasileira do mega brega Lionel Richie, jezuiz…), “o lançamento mais importante do ano”. Não é o foco DESTAS linhas bloggers, definitivamente. E felizmente. Todo mundo já está falando disso (capa inclusive da já decadente edição brasileira da revista Rolling Stone), o disco dela vai ser com certeza o mais vendido deste ano (isso numa época onde o cd está praticamente morto), a loira esteve até no Fantástico da TV Globo, então ESTE blog não precisa ficar perdendo tempo com isso.

A humanidade está falando da loira cantante inglesa – inclusive ex-blogs de rock alternativo e que agora anunciam até turnê de Lionel Richie, hihihi; logo, Zap’n’roll não precisa perder tempo com esse assunto

 

* Mais importante do que ficar gastando espaço com Adele é observarmos que a crise econômica pela qual o país está passando afetou inclusive a produção de alguns dos festivais indies mais bacanas do Brasil. Caso dos já veteraníssimos Goiânia Noise e Porão Do Rock. O primeiro chegou aos seus vinte e um anos de existência e sua edição 2015, realizada há duas semanas na capital de Goiás (e produzido sempre pela querida e brava turma da Monstro Discos, de quem o blog é dileto e fiel amigo há anos já), foi feita quase na RAÇA, já que não teve apoio do poder público local (mais interessado em despejar grana na mão de gente escroque, que faz outro festival anual em Goiânia, mais pop e menos voltado ao rock independente). O resultado foi uma edição bem mais modesta do que as anteriores e onde o grande destaque foi mesmo o ainda gigante hardcore Ratos De Porão. Já o PDR deste ano aconece no próximo dia 5 de dezembro em Brasília (quando geralmente ele rola no final de agosto). E a edição 2015, ao contrário das anteriores, será realizada apenas no sábado, no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Este ano também não há nenhuma atração internacional (como em 2014 e 2013, que foram acompanhadas de perto pelo blog e quando se apresentaram nomes gringos como Mark Lanegan e Soulfly) mas, ainda assim, haverá gigs de bandas históricas de BsB como Paralmas e Capital Inicial. Enfim, são tempos bicudos mesmo o que estamos vivendo e a torcida é para tudo volte ao normal o mais breve possível e que festivais como o Noise (em Goiânia) e o Porão (em Brasília) possam brilhar novamente como merecem.

 

 

* A pergunta que não quer calar: quando começam as vendas dos tickets pra turnê dos Rolling Stones no Brasil, em fevereiro? Hein???

 

 

* E como o postão está entrando agora no ar mas vai seguir em construção até quinta-feira pelo menos, vamos atualizando as notinhas iniciais até a conlusão dos trabalhos por aqui, okays? Então bora ir já aí embaixo ler sobre as bacaníssimas biografias de Iggy Pop e Kim Gordon, que ganharam ótimas edições nacionais.

 

 

O VELHO LOUCO/JUNKIE IGGY POP E A DEUSA LOIRA KIM GORDON – DUAS LENDAS DA HISTÓRIA DO ROCK QUE NÃO VENDERAM SUAS ALMAS

Não resta dúvida de que o Grande Rock’n’roll acabou – ou, no mínimo, está quase morto, respirando por aparelhos na UTI da música pop planetária atual. Uma música pop (e nela, incluso o rock atual) que viu sua criatividade e qualidade artística descer ladeira abaixo sem dó e rumo a um abismo de mediocridade criativa como nunca antes havia sido visto ou ouvido, cortesia destes tempos incultos e obtusos de internet e redes sociais. Assim, dessa forma, talvez só reste a quem ainda ama o rock que realmente importa,  escutar os álbuns clássicos e LER sobre personagens gigantes que ajudaram a escrever essa história ainda emocionante. E esses personagens já estão ficando idosos, claro. Mas ainda assim continuam representando o que de GRANDIOSO foi feito no rock planetário nas últimas quatro ou cinco décadas. Dois exemplos máximos? Iggy Pop e Kim Gordon. Ele, aos sessenta e oito anos de idade, continua na ativa (se apresentou inclusive em São Paulo, há quase um mês, em um modesto festival de rock). Ela, sessenta e dois, fundou a lenda Sonic Youth (a banda que definiu todo o indie guitar noise rock mundial de três décadas pra cá) e nele permaneceu tocando baixo até o fim do grupo, em 2011. E ambos acabaram de ter lançadas no Brasil duas estupendas biografias: “A garota da banda” (de Kim) e “Open Up And Bleed – a vida e a música de Iggy Pop”, sobre o homem que um dia cantou à frente dos Stooges (a banda garageira/proto punk mais fodástica dos sixties).

 

Dois livraços que o blog recebeu das respectivas editoras que os lançaram aqui (Aleph e Fábrica 231, braço da Rocco) e que está devorando com prazer máximo, sendo que os volumes serão as grandes cias literárias zappers neste final de um 2015 eivado de crises políticas e econômicas, de desastres ambientais monstruosos e por ataques terroristas bestiais. Afinal tanto a música do Iguana (apelido que Iggy tinha no início de sua trajetória) quanto do SY foram companheiros inseparáveis do já velho jornalista loker/rocker em suas últimas três décadas e meia de existência, e onde muito aconteceu e atravessou a vida quase sempre loka do autor deste blog, ao som dos dois nomes em questão. Amores, paixões, trepadas, loucuras variadas, enfiações grotescas de pé na lama em álcool e drugs, shows inesquecíveis tanto de Iggy quanto do Sonic Youth: Zap’n’roll passou por tudo isso e por isso mesmo será sempre um devotado fã da loira e de sua ex-banda, e do sujeito que cantava que queria ser seu (nosso) cão.

 

A biografia da loira e eterna baixista do Sonic Youth tem acabamento visual bacana e duzentas e oitenta e seis páginas. Com tradução do jornalista e blogueiro Alexandre Matias, curiosamenre começa pelo FIM da banda e do casamento de Kim Gordon com Thurston Moore. Ela relata em minúcias o processo que desencadeou a separação do casal fundador do grupo (Moore tinha arrumado outra mulher mais jovem, só pra variar, Kim descobriu e foi o fim de tudo, inclusive do SY) e a excursão derradeira da banda, com a passagem final pela América Latina e o ÚLTIMO SHOW, que foi o realizado na segunda (e também derradeira) edição do festival SWU, em Paulínia (próximo à capital paulista) em novembro de 2011 – gig a qual o blog esteve presente, testemunhando a performance final e eletrizante de um conjunto que representou durante três décadas o que de melhor existiu na cultura pop e no rock alternativo americano. Uma performance acima de tudo PROFISSIONAL pois conseguiu fazer com que os milhares de fãs presentes à apresentação (que transcorreu debaixo de chuva forte o tempo todo), NÃO percebessem o clima PESADO e tenso que havia entre os integrantes no palco, em especial entre o ex-casal que não trocou um olhar ou palavra sequer durante toda a duração do set. Kim, no entanto, desvela com sinceridade plena esse esfacelamento conjugal e a conseqüente ruptura do SY por conta disso, detalhando como foram os ensaios que antecederam a turnê durante uma semana em Nova York (quando ela preferiu ficar hospeada em um hotel, ao invés de utilizar o apartamento que tinha com Moore na cidade), a vontade que se manifestou nela para que essa tour derradeira fosse cancelada pelo grupo (“mas tínhamos assinado um contrato e todos nós tínhamos contas a pagar e famílias para sustentar”, lembra ela) e, por fim, como foi o ambiente interno da Juventude Sônica ao longo das apresentações nos países sul-americanos. Uma sinceridade e honestidade textual que, ao que parece, se prolonga até a última pagina do livro – o blog ainda não concluiu a sua leitura e o fará com calma até o final deste ano, inclusive em nosso sempre aprazível réveillon na bucólica São Thomé Das Letras, em Minas Gerais. Em suma, o relato de uma trajetória de vida e artística de uma mulher que angariou milhões de fãs pelo mundo afora (este jornalista incluso) e o respeito da mídia por fazer o que fez durante trinta anos: grande arte musical e excepcional rock’n’roll.

As biografias de Iggy Pop e Kim Gordon (acima), dois dos melhores livros de rock que foram lançados este ano e que ganharam caprichadas edições nacionais; abaixo, a ex-baixista do Sonic Youth com seu ex-marido (o guitarrista e fundador da banda, Thurston Moore) e a filha do casal, Coco

 

 

James Osterberg, aliás Iggy Pop, além de ter se tornado um dos maiores mitos da história do rock’n’roll, também pode ser considerado como um dos últimos sobreviventes ainda dignos de respeito, da grande geração de bandas e rockers que iniciaram sua trajetória nos anos 60’. O velho louco (que se apresentou em São Paulo há algumas semanas, em um pequeno festival de rock) continua na ativa aos sessenta e oito anos de idade. E é um autêntico milagre que ele continue em forma e subindo em palcos para cantar, dado o seu histórico pessoal e artístico. Fundador no final dos anos sessenta do seminal e antológico The Stooges (um dos nomes capitais do rock de garagem e do proto punk americano dos sixties, com quem gravou os clássicos “The Stooges”, “Funhouse” e “Raw Power”), Iggy Pop enfiou com gosto o pé na lama em grotescas sessões de álcool, drogas e orgias variadas, numa existência ultra junkie e que talvez encontre paralelo apenas em outro sobrevivente lendário da loucura rocker, o Stone Keith Richards.

 

Mas ao contrário dos Rolling Stones (que ao longo de cinco décadas de existência venderam milhões de discos) tanto Iggy quanto sua ex-banda nunca foram um estouro mercadológico. Os discos lançados pelos Stooges, embora sejam referência e influência para zilhões de bandas até hoje, venderam muito modestamente na época em que foram lançados, ente 1969 e 1973. E Iggy em sua longa carreira solo (quase vinte discos desde a estréia em 1977, com o sensacional “The Idiot”) só conheceu o sucesso comercial de fato com “Blah Blah Blah” (editado em 1987) e com “Brick By Brick” (lançado em 1991 e que estourou nas rádios do mundo inteiro, Brasil incluso, por conta da balada “Candy”, em que ele divide os vocais com Kate Pierson, dos B-52’s). De lá pra cá o já quase setentão punk se mantém em evidência por conta de bons lançamentos regulares e, principalmente, pela fama e respeito que sua trajetória angariou perante público e jornalistas. Uma trajetória por certo atualmente bem mais tranqüila e longe dos excessos que motivaram performances históricas dos Stooges (com Iggy se jogando na platéia ou se cortando todo com uma gilete em pleno palco) ou episódios autenticamente rock’n’roll em sua vida pessoal total alucicrazy, como quando o eterno “protetor” David Bowie foi buscá-lo em uma clínica de reabilitação e o colocou no estúdio para gravar “The Idiot”. Lançado em 1977 é o primeiro e até hoje o melhor trabalho solo dele.

 

Toda essa trajetória está detalhdamente esmiuçada em “Open Up And Bleed – a vida e a música de Iggy Pop”, escrito por Paul Trynka que saiu há pouco no Brasil. Com capa dura, um miolo recheado de fotos bacanudas e mais de quinhentas páginas, é uma biografia de fôlego sobre um sujeito que contribuiu de forma decisiva para a construção da cultura pop (e do rock) contemporânea. Um sujeito que, tal qual Kim Gordon, faz parte de uma espécie artística infelizmente em completa extinção no mundo cultural absolutamente inócuo de 2015. A espécie daqueles que legaram GRANDE ARTE à humanidade, em forma de música. Então vá até as duas biografias e conheça a vida de ambos. E entenda porque não existem mais (e dificilmente voltarão a existir) artistas pop como Iggy Pop e a ex-baixista do Sonic Youth.

 

 

“A GAROTA DA BANDA” – TRECHO

“…Depois de trinta anos, aquela noite era o último show do Sonic Youth. O Festival de Música e Artes SWU acontecia em Itú, nos arredores de São Paulo, Brasil, a oito mil quilômetros da nossa casa, na Nova Inglaterra. Era um evento de três dias, transmitido pela televisão latino-americana e também pela internet, com grandes empresas patrocinadoras como Coca-Cola e Heineken. As atrações principais eram Faith No More, Kanye West, Black Eyed Peas, Peter Gabriel, Stone Temple Pilots, Snoop Dogg, Soundgarden, gente assim. Éramos provavelmente os menores artistas da escalação. Era um lugar estranho para as coisas chegarem ao fim”.

 

(nota do blog: na verdade, a segunda edição do festival SWU foi realizada na cidade de Paulínia, e não em Itú como Kim escreve em sua biografia)

 

 

“A VIDA E A MÚSICA DE IGGY POP” – TRECHO

“…Àquela altura, Natalie (organizadora do fã clube dos Stooges) já tinha presenciado os membros da banda em toda e qualquer situação sexual possível: James num banheiro encharcado de sangue com duas garotas, Iggy no quarto com três garotas, Scottie, Thurston e Ron num hotel com uma só garota, vinte pessoas numa orgia no quarto de Iggy e por aí vai”.

 

 

O JORNALISTA BLOGGER LOKER NA VIDA LOKA, ACOMPANHANDO AO VIVO IGGY POP E SONIC YOUTH

* 1988: o primeiro show do Iguana no Brasil, a matéria no Jornal Da Tarde e a virgem que perdeu seu cabaço naquela noite/madrugada – era julho de 1988 e a produção do finado ProjetoSP (casa de shows gigantes que ficava no bairro paulistano da Barra Funda e onde cabiam cerca de cinco mil pessoas) anunciou: Iggy Pop iria se apresentar lá no final daquele mês. Seria a primeira visita do lendário ex-vocalista dos Stooges ao Brasil. Zap’n’roll era então um jovem repórter em trabalho de cobertura de férias de trinta dias no prestigiado caderno “Divirta-se”, do diário paulistano Jornal Da Tarde. E na semana do show publicou UMA PÁGINA sobre Iggy no jornal, para alegria dos irmãos Arnaldo e Marcelo Waligora (que eram os donos do ProjetoSP). O bizarro da parada foi o venerável e já nessa época muito conhecido produtor Luiz Calanca, dono da loja e selo Baratos Afins e dileto amigo zapper já naquela época, vir reclamar da matéria durante uma visita do jornalista à loja: “Que absurdo, Finatti! Você ficar babando ovo em uma página inteira do jornal pra esse VELHO aí!”. Uma semana DEPOIS da gig, de volta à Baratos em um final de tarde, o autor destas linhas lokers rockers escuta do mesmo Calanca, já totalmente convertido: “Puta show!!! BABEI na minha camisa, na beira do palco!”. Ahahahaha. Mas falando especificamente daquela noite algo fria de inverno (como não existe mais hoje em dia em Sampa): Iggy veio na turnê do álbum “Instinct”, que ele havia lançado em junho daquele ano. Um disco com guitarras pesadas e muito diferente do anterior, o pop “Blah Blah Blah”, que hvia sido até então o maior sucesso comercial do loki. A apresentação foi centrada então nas músicas desse disco, mas não faltaram os “cavalos de batalha” como “Lust For Life” e “I Wanna Be Your Dog”. E mais uma bizarrice rolou durante a apresentação: o jovem jornalista musical (então com seus parcos vinte e cinco aninhos de idade) consegui achar no meio do público (que não chegou nem a metade da lotação do local) uma deliciosa XOXOTA preta, de peitões suculentos e rosto de… menininha. Começou a papear com a garota e descobriu que ela estava ali por pura curiosidade (tinha ganho um ingresso em alguma promoção), já que nunca tinha ouvido falar em… Iggy Pop, rsrs. Jornalista e garota ficaram então juntos até o final da gig e ele conseguiu “arrastá-la” para o apê onde morava, na rua Frei Caneca. Lá os amassos começaram e o repórter taradão descobriu que a “mocinha” tinha apenas quinze anos de idade (!!!) e que era… virgem. Era, até aquela madrugada, rsrs. No final dela Cíntia (o nome dela) voltou pra casa sem CABAÇO, ulalá! E algo apaixonada por um jornalista que naquela época não queria saber de nada sério com mulher alguma (ainda mais se ela tivesse apenas quinze anos de idade…).

 

* Novembro de 2005: Iggy, Sonic Youth, cocaine e uma foto ao lado de Kim Gordon na noite do aniversário do maloker – foi em vinte e seis de novembro daqyele ano, há exatamente uma década. Era a noite de ANIVERSÁRIO do jornalista eternamente doidón e que já estava escrevendo semanalmente a COLUNA Zap’n’roll no portal Dynamite online. Que era uma das co-parceiras de divulgação do festival Claro Que É Rock, que iria rolar naquele dia/noite em Sampa. E entre os zilhões de artistas bacanudos do line up estavam justamente… Iggy Pop e Sonic Youth. Foi uma noite total insana. Já ANTES da entrada da Juventude Sônica em cena, um amigo zapper chegou nele e disse: “como hoje é seu aniversário, vou te dar um presente!”. E esticou uma TATURANA gigante de cocaine para ser aspirada pela pobre napa fináttica. Feita a devastação nasal lá se foi o jornalista (que estava com uma credencial all acess pendurada em seu pescoço) já total bicudão para a frente do palco (na área reservada aos repórteres), para assistir o SY. Clima de tensão: voavam copos e garrafas de plástico na direção dos jornalistas (além de gritos elogiosos como “sai daí, filho da puta!”), já que eles estavam ATRAPALHANDO a visão de quem estava logo atrás da grade que separava aquela área do restante do público. Não deu outra: bicudo como estava e tenso com a situação, o loker rocker agüentou ficar ali apenas duas músicas. E saiu logo em seguida sabedor que precisava beber URGENTE algo alcoólico e BEM FORTE, pra “cortar” sua “bicudisse”. Com a credencial que estava foi moleza entrar em uma área vip de uma marca de VODKA que estava patrocinando o evento. E lá o zapper então se entupiu de vodka com energético até ficar bem na foto novamente. A essa altura o show do SY caminhava para o final e Zap’n’roll se dirigiu então para o BACKSTAGE da banda. E lá esperou a apresentação acabar e os quatro integrantes do grupo saírem do palco. Quando eles estavam indo para os camarins (improvisados em alguns trailers), o blog conseguiu trocar algumas rápidas palavras com sua deusa loira, a baixista Kim Gordon – que foi bastante simpática e atenciosa com o jornalista cara-de-pau, hihi. Do encontro rápido sobrou um registro imagético bacana (tirado por alguém que estava por por ali) e que estas linhas online guardam com carinho até hoje. Ah, sim: naquela noite Iggy se apresentou com os Stooges. Foi um set absolutamente animalesco, apenas isso. E a noite terminou de forma insana, com o jornalista e mais três amigos e um TAXISTA indo atrás de cinco gramas de cocaine nas biqueiras da avenida Roberto Marinho (na zona sul de Sampalândia), e depois terminando a esbórnia no saudoso e lendário Attari Club. Bons tempos… rsrs.

O jornalista rocker/loker ganha o melhor presente na noite do seu aniversário, em 26 de novembro de 2005 (há uma década): uma foto ao lado da deusa loira Kim Gordon, ex-baixista do Sonic Youth (sendo que a imagem foi registrada no backstage do festival Claro Que É Rock, logo após o grupo encerrar seu set)

 

 

IGGY POP E SONIC YOUTH AÍ EMBAIXO

Em dois momentos ao vivo incríveis de ambos no Brasil: Iggy (com os Stooges) detonando “I Wanna Be Your Dog” no festival Claro Que É Rock, em novembro de 2005. E o show COMPLETO de despedida do Sonic Youth no festival SWU, em novembro de 2011.

Iggy Pop – festival Claro Que É Rock (São Paulo, novembro de 2005) 

 

Sonic Youth – festival SWU (Paulínia, novembro de 2011)

 

 

OS BOOGARINS SÃO MUITO BONS, DE FATO – MAS ALGO NÃO CHEIRA BEM NO EXAGERADO HYPE EM TORNO DA BANDA

Você, dileto leitor zapper, a essa altura já está careca de saber quem são os Boogarins. Quarteto formado em Goiânia (capital de Goiás) em 2012 e atualmente integrado pelos seus fundadores, os guitarrista e vocalistas Benke Ferraz e Dinho Almeida, além do baixista Raphael Vaz e do baterista Yanaiã Benthroldo (ex-Macaco Bong e que entrou no lugar de Hans Castro), os Boogarins ameaçam se tornar o novo nome mais conhecido do rock BR em escala mundial, algo que antes havia sido conseguido apenas pelo finado Cansei De Ser Sexy e pelo hoje total decadente Sepultura. Tanto que o mais recente álbum de estúdio do grupo, “Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos”, lançado há algumas semanas, foi gravado na Espanha e lançado pelo selo americano Other Music, que “descobriu” o conjunto lá fora. A partir daí um hype gigante começou a se formar em torno do quarteto. Um hype que, na real, exala um odor algo desagradável para este blog. E que pode levantar a seguinte questão: qual o interesse ESCUSO por trás desse oba-oba em torno dos Boogarins? E a quem interessa que o grupo se torne mega bombator no atual circuito indie rock planetário?

 

A banda é ok? Sem dúvida. Com influências assumidas de nomes como Tame Impala e Pink Floyd (lá fora) e Mutantes (aqui no Bananão), os Boogarins professam com bastante competência uma psicodelia/lisergia rocker que dominou boa parte do rock’n’roll nos anos 60’ mas que andava meio esquecida nesses tempos de total mediocridade no qual a música pop da era da internet mergulhou. Foi preciso que conjuntos com o australiano Tame Impala ou o inglês Temples (esses moleques são geniais e um dos grupos dos anos 2000’ prediletos destas linhas bloggers) resgatassem as nuances oníricas e sonoras de nomes como Syd Barrett para que o rock de acento psicodélico voltasse a ser notado por mídia e público. Aqui no Brasil então, falar em psicodelia era papo de alienígena (afinal, estamos no país do axé, do sertanojo universotário e do funk escroto ostentação e onde a cena rock atual amarga uma ignorância musical e textual e uma falta de qualidade artística jamais vista por aqui). Até que os goianos resolveram comprar a briga e mostrar a que vieram. Se deram muito bem: foram descobertos pelo Other Music, lançaram por ele o bacana “As plantas que curam” (doses concentradas de guitarras embebidas em psicodelia plena, tecendo melodias contemplativas e que emolduram letras igualmente contemplativas e bucólicas, com alguma dose de inadequação existencial) e começaram a repercutir bem na gringa. Vieram convites para shows nos Estados Unidos e Europa e a gravação do segundo álbum. E no momento em que o novo trabalho de estúdio foi lançado lá fora e aqui também, a banda já experimentava um hype que ela talvez nunca tivesse imaginado que iria acontecer em torno dela.

 

“Manual…” chega a ser melhor e musicalmente mais maduro do que a estréia do grupo. E ao vivo ele também se mostra bastante eficiente, como estas linhas online puderam conferir há um mês no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista, onde os Boogarins se apresentaram – nesse momento os goianos estão encerrando uma turnê pela Europa. Mas algo comeou a INCOMODAR o blog zapper nesse hype ao redor dos Boogarins. Por exemplo: na semana do show no Centro Cultural o caderno cultural Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo, que há muito já deixou de ser sinônimo de relevância e credibilidade jornalística em termos de cobertura musical, deu toda a capa para o quarteto de Goiás com o pomposo e total exagerado título “A maior banda goiana de todos os tempos da última semana”, em texto assinado pelo competente porém sempre festeiro Lúcio Ribeiro (nome já decano do jornalismo rock brasileiro). Um exagero MONSTRO na verdade, se pararmos pra pensar que, mesmo estando atualmente empobrecido, o rock independente nacional possui ainda alguns nomes tão bons em seu trabalho musical quanto os Boogarins e que não estão tendo essa repercussão midiática. Exemplos? Luneta Mágica, de Manaus. Ou Os Descordantes e o Os Euphônicos, de Rio Branco (no Acre). Ou ainda o já veterano Los Porongas, também do Acre mas há anos residindo na capital paulista, e que lançou há pouco seu novo e muito bom disco de estúdio, “Infinito Agora”.

 O quarteto goiano Boogarins: a banda é boa, sem dúvida, mas o hype em torno dela está se tornando exagerado

 

O que nos leva ao que foi dito logo no “lead” deste tópico: qual o INTERESSE escuso por trás do hype em torno dos goianos? E a QUEM interessa esse hype? Algumas “pistas” investigadas pelo blogão que não tem papas na língua, mostram que já há uma autêntica “ação entre amigos” pra fazer os Boogarins bombar. Afinal o disco deles saiu aqui pelo selo Skol Music, dirigido pelo PORCÃO CEM, o PILANTRA e MAU CARÁTER em grau máximo e que todos nós sabemos que ele é. Não só: o “empresário” do grupo é aquele conhecido rotundo produtor rocker goiano, que durante anos foi sócio de um dos principais selos independentes de rock do país, e que realiza um dos mais importantes festivais indies do Brasil anualmente e até hoje na capital de Goiás. Depois de aprontar barbaridades inenarráveis dentro da produtora/selo (como tráfico de influência, alguns desvios financeiros e outras pilantragens), ele acabou sendo defenestrado do mesmo. Agora vive de realizar seu próprio festival anual também em Goiânia (sempre amealhando polpudas verbas do Poder Público) e de caçar bandas como os Boogarins, que possam encher ainda mais de grana seu bolso sem fundo de rapina e raposa que é. Este jovem senhor de conduta ética, moral e profissional algo reprovável, tentou transformar um certo grupo de hard rock/stoner rock meia boca também em hype internacional, para faturar muito com ele. Não deu certo e agora joga novamente suas fichas nos bons meninos dos Boogarins (e se der certo dessa vez o gorducho irá sugar o grupo o quanto puder, claro). Por fim, a “ação entre amigos” se dá quando ficamos sabendo que os dois citados aqui (o CEM noção total de ética, mais o empresário dos Boogarins) são “miguxos” do jornalista Lúcio Ribeiro, e vivem puxando o saco do dito cujo o quanto podem. Tsc, tsc…

 

Diante de tudo isso agauardemos os próximos capítulos da novela “o mega hype em torno dos Boogarins”. O blog torce de coração para que a banda, no final das contas, dure muito tempo e continue tendo o prestígio que angariou pois sua música merece. E torce também para que um dia ela SE LIVRE de trabalhar com GENTE QUE NÃO VALE NADA, e passe a ter sua trajetória cuidada por profissionais que realmente têm caráter e moral acima de qualquer suspeita.

 

 

BOOGARINS AÍ EMBAIXO

Ouça “Manual…” na íntegra e também veja o vídeo para a canção “6.000 dias”, já em alta rotação no YouTube. E tire suas próprias conclusões sobre o hype.

 

 

PIN UPS FAZ SHOWZAÇO DE DESPEDIDA E SEPULTA EM DEFINITIVO O INDIE GUITAR ROCK PAULISTANO DOS ANOS 90’

O blog poderia escrever um LIVRO aqui sobre o que viu, ouviu e sentiu no último dia 14 de novembro no Sesc Pompéia (em São Paulo), ao assistir ao show de despedida dos Pin Ups, talvez a banda que melhor simbolizou o que foi a loucura máster, a essência e a criatividade plena de uma certa parcela do indie guitar rock brasileiro (aquele cujas bandas cantavam em inglês e prestavam vassalagem ao noise guitar e ao shoegazer de nomes como Jesus & Mary Chain, Ride, My Bloody Valentine, Telescopes, Spaceman 3 e – por que não? – Sonic Youth) dos anos 90’. Em um sábado à noite pós atentado terrorista insano em Paris (e que fez nossas almas e corações chorarem e colocou o rock alternativo frente a frente com a barbárie dos terroristas do grupo ultra extremista Estdo Islâmico, que simplesmente massacraram com tiros de fuzil quase cem pessoas na casa de shows Bataclan, em Paris, onde estava rolando um show do Eagles Of Death Metal, a outra banda do gênio Josh Homme, e que felizmente não estava participando daquela gig), mais uma vez praticado pela bestialidade, pela intolerância e pelo ódio sem limites que infelizmente dominam o ser humano desse triste século XXI, estar ali naquela chopperia foi um balsamo alentador para curar essa dor/desconforto emocional.

 

A chopperia lotou (mais de 700 pessoas). E todos que estavam lá (dos quarentões/cinqüentões como este jornalista, que viveram intensamente aquela época, aos moleques e garotas mais novos, que sequer ainda tinham nascido quando os Pin Ups promoviam madrugadas repletas de ótimo rock barulhento e de loucuras variadas na LENDA do underground paulistano que foi o saudoso e inesquecível Espaço Retrô) presenciaram uma gig de despedida INESQUECÍVEL do trio Zé Antonio, Alê e Flavio. Todo o repertório hoje clássico e incrível do grupo foi executado com fúria e paixão (não é assim que o rock’n’roll deveria ser sempre?) e a adição de convidados fodíssimos (como Adriano Cintra, Rodrigo Carneiro, Gozo e Mario Bross, todos queridos amigos do blog) só potencializou ainda mais o clima de celebração (jamais de despedida) que se instalou no SESC.

 

Além disso foi incrível rever a turma dos 90’ por lá. Amigos e músicos que fizeram parte de uma geração de bandas que, sem ser arrogante ou soar coroa e ranzinza, produziu uma obra que não encontrou mais paralelo (em termos de qualidade musical) no rock independente brasileiro – ainda mais nos dias atuais, quando bandas e músicos produzem trabalhos cada vez mais medíocres. Em uma noite em que o gigante Pearl Jam também tocou em Sampa (e este esparço blogger gosta muito do PJ, tanto que já assistiu a turma de Eddie Vedder ao vivo 3 vezes) foi um prazer constatar que o show do “modesto” Pin Ups lotou a chopperia, levando até lá até os queridos Roberto Cotrim (o homem que criou o Retrô) e Wlad Cruz (do site Zona Punk, e que nos surpreendeu por estar ali, quando imaginamos que ele estaria no Morumbi, vendo o PJ. “Finatti, nem eu nem você iríamos PERDER essa apresentação dos Pin Ups”, disse ele. Com razão e com certeza). E levou também até lá mais uma infinidade de gente de quem gostamos, temos simpatia e que não víamos pessoalmente há séculos. O calor era imenso lá dentro, a fila pra comprar cerveja dava voltas mas nada disso importou. O prazer de estar ali, participando (sem exagero) de um momento único e histórico, superou qualquer desconforto. E a cada música disparada pelo grupo e a cada gole de breja gelada que descia pela garganta, a sensação de felicidade só aumentava.

 Um dos grandes momentos do show de despedida do grupo indie noise guitar paulistano Pin Ups, no último dia 14 em Sampa: Rodrigo Carneiro, do Mickey Junkies sobe ao palco para cantar em uma das músicas do set (acima e abaixo, no vídeo); depois da gig a festa/confraternização dos amigos prosseguiu nos camarins, e reuniu essa trinca DE PESO do indie rock paulistano: o batera Flavinho Forgotten, o gênio Adriano Cintra (que criou o Cansei De Ser Sexy) e o jornalista loker/zapper, amigo eterno da dupla (abaixo)

 

No final o blog produziu algumas reflexões as quais talvez nem todos que estão lendo aqui irão concordar com elas. Uma: que o Retrô talvez tenha sido (guardadas as devidas proporções) o CBGB’s de São Paulo nos anos 90’ (e isso com todo o respeito a outro templo histórico do udi grudi paulistano, o Madame Satã). E os Pin Ups, pelo número incontável de vezes que tocaram por lá (sendo que ESTE velho jornalista rocker/loker, talvez naquela época o MAIS LOKER de todos, esteve em boa parte dessas gigs, que começavam invariavelmente às 3 da manhã, colocando um bando de malucos na frente do palco, a essa altura todos já devidamente chapados por álcool, drogas etc, literalmente pra pular até morrer) eram os Ramones do Retrô, embora o grupo paulistano não tivesse nenhuma similitude em seu som com o quarteto nova-iorquino que foi um dos fundadores do punk rock.

 

Show terminado, rolou festa e confraternização incríveis no camarim. Finaski saiu de lá quase uma da manhã (na cia dos queridos Felipe Almeida e Falcão Moreno, do grupo Coyotes California) e foi pro baixo Augusta. Oficialmente foi o show de despedida dos Pin Ups. Mas  nunca se sabe… com a repercussão da gig (que vergonhosamente foi completamente ignorada por jornais como a FolhaSP e por blogs de cultura pop “modernos” e “espertos”, que só se preocupam em ficar fazendo dezenas de micro postagens diárias com temas quase desinteressantes, além de ficar especulando sobre turnês gringas no Brasil, pra ganhar alguns minguados likes em redes sociais), achamos (e comentamos isso com a Claudia Bexiga, esposa do Zé Antonio) que a banda deveria sim fazer uma pequena tour de despedida. E quem sabe, ganhar o DINHEIRO que eles nunca sonharam em ganhar quando tocavam nos porões loucos de Sampa há 25 anos.

 

Mas se esse foi mesmo o sepultamento (enfim), com festa inigualável, do indie rock paulistano dos 90’, que assim seja. E que ele (o indie guitar rock noventista) e os Pin Ups agora descansem em paz e permaneçam para sempre em nossa memória.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: das boas novidades do rock brazuca neste já quase findo (e ruim, em termos de bandas novas que valem a pena) 2015, o trio alagoano (da capital, Maceió) Necro (formado pela vocalista, guitarrista e tecladista Lilian Lessa, pelo baixista, tecladista e vocalista Pedrinho e pelo baterista Thiago) na verdade está na ativa desde 2009. E com os dois pés fincados em stoner rock de guitarras chapadonas, pesadas e psicodélicas à la anos 70’, o grupo chamou a atenção na indie scene americana, onde já lançou discos e conta com um razoável séquito de fãs. Agora seu mais recente ep (que já estava disponível para audição na web desde o ano passado) ganha edição física em cd, através do sempre antenado selo Baratos Afins, do mestre e produtor Luiz Calanca. São sete faixas de instrumental poderoso, que oscilam entre o peso esporrento de “Noite e dia” e a doçura psicodélica de “17 horas”, ambas cantadas em português sendo que também há faixas no disco com vocais em inglês – e isso é o único senão do trabalho na opinião do blog, que não curte muito álbuns que são gravados com vocais em duas línguas diferentes. Mas tirando esse detalhe o Necro se mostra fodão, fazendo rock velhão e muito bom. Não é um trio “muderno” e não faz rock’n’roll “Paul moller” mas, sim, música porrada e contemplativa, como nos ótimos tempos de Black Sabbath, Dust, Blue Cheer etc. Para saber mais sobre a banda, vai aqui: https://www.facebook.com/necro.al/timeline. E para ouvir o ep deles, vai aqui: http://necronomicon.bandcamp.com/album/necro.

 O stoner rock chapadão e muito bom do trio Necro, em lançamento do selo Baratos Afins

 

* Filme: o documentário “Chico – artista brasileiro” provoca satisfação e emoção imensos em quem o assiste. Com depoimentos bacaníssimos do próprio Chico (um dos nomes gigantes e essenciais da história da MPB), de outras personalidades e artistas da música brasileira e contando com um vasto e execelente material de arquivo, o longa proporciona um passeio imperdível por fatos relevantes da trajetória do cantor e compositor, além de ser uma aula de cultura brasileira.Fica um pouco enfadonho em seu terço final mas, ainda assim, merece ser visto com atenção.

 

* Filme, II: entrou em cartaz em São Paulo “Califórnia”, primeiro longa da cineasta e ex-vj da MTV Marina Person. Tem Caio Blat no elenco e a hustória gira em torno de um jovem casal nos anos 80’, suas descobertas de vida, no sexo e a chegada da aids ao mundo. Tudo embalado ao som de David Bowie, The Cure, Joy Division e outros nomes inesquecíveis de uma década igualmente inesquecível. O blog ainda não assistiu mas deve ser beeeeem legal, sendo que o trailer você pode conferir aí embaixo.

 

 

* Festa bacana, I: o blog Crush Em Hi-Fi (um dos bons espaços da atual blogosfera brazuca dedicada à cultura pop e ao rock alternativo), editado pelo queridão João Pedro Ramos, realiza sua primeira grande noitada em Sampa nesta sexta-feira (já que o blog está sendo finalmente concluído hoje, quinta-feira, 3 de dezembro), 4. Vai ter DJ set do próprio João mais show ao vivo com o grupo Horror DeLuxe, sendo que tudo acontece no Morpheus Club (que fica na rua Ana Cintra, 110, metrô Sta. Cecília, região central de Sampa). O blog zapper vai colar lá porque vai ser legal, e espera que seu dileto leitorado também compareça. E você pode saber tudo sobre a balada aqui: https://www.facebook.com/events/1128185410548235/.

 O DJ, promoter e brother zapper (ao lado do blog), João Pedro Ramos, que faz nesta sexta-feira (amanhã), a primeira edição da festa do seu blog, Crush Em Hi-Fi

 

 

* Festa legal, II: na próxima semana, mais especificamente no dia 10 de dezembro, rola mais uma edição do evento “Genesis de Gênios – #mostreseumelhor”. Realizado pelo pessoal da jovem, agitada e batalhadora produtora cultural Plectro, o evento busca abrir espaço para novos talentos artísticos da capital paulista (e também de outras regiões do Brasil). Para tanto abre o palco e o microfone para quem quiser se apresentar nele, com as inscrições podendo ser feitas no mesmo dia e hora em que rola a festa. Muito talento novo, desconhecido e bacana já passou pelas edições anteriores e fikadika do blog então para quem quiser acompanhar o próximo: vai acontecer na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, na capital paulista), a partir das sete da noite do próximo dia 10. Aparece por lá e sabia mais sobre o Genesis aqui: https://www.facebook.com/events/173128169708024/.

 Zap’n’roll com a turma da produtora Plectro na última edição do “Genesis de Gênios”: a festa bacaníssima tem nova edição semana que vem

 

 

* Baladíssima: postão finalmente sendo concluído no finalzinho da noite de quinta-feira, 3 de dezembro. Então vamos dar uma “zoiada” rápida no que tem de bão no finde alternativo em Sampa, bora! Começando que sexta já tem open bar do inferno no Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampalândia), sendo que antes você dar uma passada na Tex (também na Augusta, colado na esquina da rua Peixoto Gomide) e tomar um Jack Daniel’s Honey pra começar bem a noite.///Sabadão? Vai ser imperdível mais uma edição da festona Glam Nation no Inferno (o club, rsrs), no 501 da Augusta. Com showzão fodão dos Corazones Muertos, dos queridos Joe Klenner e Jeff Molina, e nesse o blog vai com certeza! Depois ainda dá pra acabar a noite na melhor pista rocker sessentista de Sampa, o Astronete, também na Augusta (no 335 da rua). Tá bão? Então se joga!

Os Corazones Muertos: show nesse sábado no Inferno Club

 

 

TCHAU, BEIJO, ME LIGA!

Postão demora pra chegar e custa pra acabar, hihihi. Mas como tudo que é bom uma hora acaba… então ficamos por aqui. E já nos preparando pra se despedir de 2015, quando deveremos publicar apenas mais dois postões este ano. Aí 2016 virá e com ele, se tudo der certo, algumas novidades por aqui, no formato (e talvez no nome) de um blog de cultura pop que te acompanha já há quase treze anos. E vai continuar acompanhando. É isso aê. Até logo menos então!

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 4/12/2015 às 11hs,)

AMPLIAÇÃO FINAL: Agora vai, finalmente: em postão especial e fazendo o ENTERRO DEFINITIVO dos anos 90’, o blogão fala do vindouro e derradeiro show dos PIN UPS, uma das indie cult bands mais lendárias da cena independente brasileira em todos os tempos, e de quebra relembra histórias absolutamente e total ALUCICRAZY do jornalista loker/rocker nos idos de 1990/95, ao lado de alguns integrantes da banda (e como plus, mais recuerdos indie noventistas a caminho, com o documentário “Guitar Days”, um livrão sobre a cena etc); a MAIOR BANDA DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS (os Rolling Stones, claaaaaro!) anuncia OFICIALMENTE em seu site (e pondo fim aos boatos de blogs que vivem de especular datas de shows gringos no Brasil) as gigs brasileiras, que rolam no comecinho de 2016; perdeu a gig de Iggy Pop em Sampa? Sem problema: mergulhe de cabeça na biografia GIGANTE do Iguana que acaba de ganhar edição nacional; a quem interessa e quais os interesses ESCUSOS por trás do mega hype em torno dos Boogarins?; a volta do sempre bacanudo quinteto rocker gaúcho Cartolas; o dileto leitorado macho (cado, uia!) pede bis e nós atendemos: a musa secreta SAFADÍSSIMA S.R. em nova leva de imagens delirantes, mostrando seu fortíssimo lado… intelectual, ulalá! (postão finalmente concluído, falando da bio da Kim Gordon, mostrando imagens TÓRRIDAS da nossa musa rocker secreta e comentando mais um dia em que o mundo chorou diante da barbárie terrorista) (ampliação final em 14/11/2015)

A indie guitar cult band paulistana Pin Ups (acima, em sua formação atual), lenda da cena underground brasileira nos anos 90’, faz seu show de despedida semana que vem no SESC Pompéia (na capital paulista) e causa tumulto no meio rocker alternativo por conta da gig; o mesmo tumulto que o grupo causava há mais de vinte anos (na foto abaixo) e também o mesmo tumulto que uma musa rocker secreta e SAFADA sem igual, como a deliciosa S.R. (também abaixo) também causa entre o leitorado do blog, que pediu mais imagens dela, sendo que as mesmas estão mais aí embaixo aqui nesse mesmo post

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E FECHANDO O POSTÃO, DUAS IMAGENS E A NOTÍCIA (INFELIZMENTE TRÁGICA, E NÃO MUSICAL) QUE MARCA ESTE FINDE

Yep. Havia muito mais a ser complementado neste postão, que entrou no ar na semana passada. Mas ontem (o post está sendo finalmente concluído no sábado, 14 de novembro) foi uma sexta-feira por um lado alegre pro blogger zapper, e trágica por outro para a humanidade.

 

Foi a sexta-feira em que o jornalista rocker recebeu da editora Rocco o seu exemplar de “A garota da banda”, a biografia escrita pela deusa loira Kim Gordon, sobre ela mesma e sobre a banda que ajudou a fundar e onde tocou baixo por três décadas, o gigante alternativo Sonic Youth. Uma bio tão bacana que irá compor, ao lado da também fodástica biografia da lenda Iggy Pop (que também acaba de sair no Brasil, pela editora Aleph), a dupla de livros que o blog irá devorar neste final de ano. Assim, vamos reunir as duas biografias em uma resenha/tópico bacana no próximo post do blog, okays?

O blogger rocker com seu exemplar da bio da deusa loira Kim Gordon: já ganhamos nosso presente de aniversário e de natal, hehe

 

E por outro lado foi a sexta-feira que novamente enlutou o mundo e tingiu de sangue as ruas de Paris. Mais um atentado terrorista sangrento, com centenas de mortos. E enquanto assistimos pasmos o grau de bestialidade que atingiu o ser humano no novo milênio, lembramos a premissa essencial da bandeira e da Constituição francesa: Liberdade, Igualdade & Fraternidade. E ficamos na torcida pra que nenhum ato terrorista derrote JAMAIS essa premissa.

 

É isso. Postão fica por aqui finalmente, com essa imagem bacaníssima aí embaixo: uma turma de ultra respeito e que marcou época na indie guitar rock scene paulistana dos anos 90’. Todos conhecidos do blog, alguns muito amigos nossos, outros não tão amigos mas pelos quais temos sempre simpatia e total respeito pela obra musical. E todos reunidos nessa foto trazem zilhões de lembranças à cabeça do autor destas linhas eternamente rockers. Por isso vamos hoje à noite lá no SESC Pompéia, em São Paulo, pra rever Zé Antonio, Alê Briganti, Flavinho Cavichioli, Adriano Cintra e Rodrigo Carneiro. Todos juntos no palco, na gig de despedida dos Pin Ups e para lembrar que a grande Arte e o grande rock’n’roll continuam sendo infinitamente maiores do que a bestialidade que consome o ser humano do século XXI.

A nata do indie guitar rock paulistano dos 90’ reunida numa só foto: os Pin Ups mais Rodrigo Carneiro, Adriano Cintra e Gozo. E todos estarão hoje à noite no palco do SESC Pompéia, em São Paulo, para a gig de despedida da banda

 

Até o próximo post!

 

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Enterrando de vez os anos 90’?

Talvez. Afinal a derrocada artística e qualitativa da música pop e do rock’n’roll na era da web e após a virada do milênio, obrigou boa parte dos fãs de música a viver ad eternum prestando vassalagem aos artistas e bandas dos anos 80’ e 90’. E entre essas bandas está o grupo paulistano Pin Ups, que fez razoável “barulho” na cena rock underground brasileira entre 1988 e 1999, quando encerrou suas atividades. Fundado na cidade de Santo André (Grande São Paulo) pelo guitarrista Zé Antonio Algodoal, o Pin Ups fazia rock de guitarras barulhentas e com vocais em inglês (primeiro, com Luiz Gustavo, e depois com Alexandra Briganti). A inspiração era em parte o pós-punk de Jesus & Mary Chain (e todas aquelas divinas melodias engendradas com guitarras em noise e em distorção infernal), em parte o shoegazer britânico de nomes como My Bloody Valentine, Telescopes, Lush e Ride, todas bandas muito “antigas” aos olhos da atual geração de pirralhos que vive conectada na internet, em redes sociais, blogs (como esse aqui), apps de celulares, smartphones etc. Naquela época não havia nada disso e a banda, na raça, foi formando seu público e chamando a atenção da mídia rock que então existia (revistas como Bizz, uma iniciante MTV Brasil e espaços modestos nos cadernos culturais dos grandes jornais diários de Sampa e Rio De Janeiro). Foi quando um produtor maluco inglês que havia fixado residência no Brasil e aqui criado um selo (o Stilleto) para lançar as bandas de ponta que estavam acontecendo na Inglaterra, ouviu uma demo do grupo, caiu de amores pelo que ouviu e resolveu bancar a prensagem (ainda em vinil, já que o cd também era novidade no país) do primeiro disco do quarteto (então também integrado pelo baterista Marquinhos, pela baixista Alê e por Luiz nos vocais). Era 1990 e a partir daí o conjunto,  embora nunca tenha vendido muito e nunca tenha saído do underground onde nasceu, construiu uma sólida reputação entre jornalistas, formadores de opinião (yep, eles sempre existiram, não?), entre outros músicos e outras bandas e também entre um fiel séquito de fãs. O Pin Ups acabou se tornando uma “cult band” (como não existem mais hoje em dia no Brasil), abriu turnês de grupos de guitar rock sublimes dos anos 90’ em suas visitas por aqui (como o americano Superchunk) e saiu de cena enfim em 1999, embora nunca tenha oficializado o fim das suas atividades. Assim sendo e como saudosistas que somos de uma época (os anos 80’ e 90’) onde se produzia rock infinitamente superior ao que escutamos hoje não apenas na péssima (em sua quase totalidade) cena independente brazuca, mas no mundo todo, os Pin Ups resolveram talvez tentar ENTERRAR de vez sua trajetória pondo um ponto final nela com a gig que farão no próximo dia 14 de novembro, sábado, na chopperia do SESC Pompéia, em São Paulo. É essa gig portanto o tópico principal deste postão de Zap’n’roll que está começando agora. Um post que custou a chegar, bem sabemos, mas que enfim surge com uma pauta caprichada como sempre. Uma pauta que traz uma bacaníssima entrevista com Zé Antonio (dos Pin Ups), que resgata lembranças de uma época realmente fodona do indie rock nacional e que mantém por fim o olhar sempre atento destas linhas rockers bloggers ao que ainda existe de muito bom entre os grupos da cena brasileira atual (como os gaúchos Cartolas, que acabam de lançar seu novo disco, ou ainda o paulistanos Coyotes California e Necro e a grata revelação do Estado do Espírito Santo que é o Manic Mood). É por isso que este blog está há quase treze anos no ar. E quando ele não mais existir (afinal, tudo chega ao fim um dia) saberemos com tranqüilidade que cumprimos muito bem nossa missão durante mais de uma década: manter nosso fiel leitorado (seja ele muito jovem ou já coroa) sempre muito bem informado sobre o que de mais relevante acontece no rock alternativo daqui e de fora, e na cultura pop em geral. Então vamos lá, a mais um postão do blogão que não abandona jamais quem o lê.

 

 

* Entonces, o novo postão custou realmente a sair. E já chegamos a conclusão por aqui de que não adianta atualizar um blog a todo instante quando não há motivos e assuntos RELEVANTES para isso. É uma bobagem a postura desses blogs de rock alternativo e cultura pop que querem a todo custo se manter diariamente na “vanguarda” da informação através de vários micro posts com assuntos desimportantes (ou especulando sem parar sobre confirmações de turnês de bandas gringas pelo Brasil, geralmente dando “barrigadas” em série nessas infos e depois tendo que desmentir ou corrigir as informações erradas) que quase ninguém lê, que ninguém comenta e que quase não ganham likes em redes sociais. Então o blogão zapper prefere ir devagar e sempre e postar aqui, ainda que com maior espaço de tempo, um autêntico “colunão” virtual onde, de fato, assuntos que são RELEVANTES serão bem documentados e analisados.

 

 

* E nem vamos falar de política nessas notas iniciais porque tudo continua o nojo de sempre pelo país, não é? Seguimos apenas aguardando pra ver quando o “servo bandido de Deus” (nem é preciso dizer o nome do pilantra) vai ser finalmente EXPURGADO da cadeira de presidente da Câmara dos Deputados em Brasília.

 

 

* E a notícia MASTER RELEVANTE da semana rocker, todos já sabem, foi disparada finalmente ontem (sendo qiue estas notas iniciais estão sendo escritas na madrugada de quinta pra sexta-feira). Depois de semanas de diz-que-diz e muuuuuita especulação infundada (pelos blogs de sempre, especializados nesse tipo de conduta jornalística algo adolescente), o site OFICIAL dos Rolling Stones (a nossa, a sua MAIOR BANDA DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS) e a produtora T4F finalmente divulgaram as DATAS OFICIAIS da turnê dos nossos amados e famigerados vovôs ainda subversivos do rock’n’roll. Ficou assim:

 

20 de fevereiro – Rio De Janeiro (estádio do Maracanã)

24 e 27 – São Paulo (estadio do Morumbi)

2 de março – Porto Alegre (estádio Beira Rio)

 

 

* Sendo que você pode conferir tudo aqui: http://www.rollingstones.com/tickets/. Os ingressos para os shows no Brasil começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, 9 de novembro. E é muito óbvio que todos eles irão se esgotar em questão de horas. E também é muito óbvio que esta deverá ser a derradeira turnê dos Stones por aqui, que não vinham ao país há quase uma década – não custa lembrar: Mick Jagger e cia estiveram aqui pela última vez em fevereiro de 2006, quando tocaram na praia de Copacabana para mais de um milhão de pessoas. Então é agora ou nunca: ou você vai nessa turnê (sendo que o jornalista zapper/loker eternamente apaixonado pelos Stones pelo menos já conseguiu assistir ao grupo ao vivo por duas vezes, em 1995 e 1998) ou bye bye. Jagger está com setenta e dois anos nas costas, o restante da banda mais ou menos por aí também. Alguém ACHA que haverá outra excursão mundial dos velhinhos depois dessa?

 

 

* A outra notícia beeeeem relevante para o que ainda resta de muito bom no rock independente nacional vem do Rio Grande Do Sul. O já veterano quinteto Cartolas (que existe desde 2003 e é um dos grupos do coração deste blog no rock nacional dos anos 2000’), comandado pelo guitarrista e produtor Christiano Todt e pelo figuraça vocalista Luciano Preza, acaba de lançar seu novo disco de estúdio. O álbum, homônimo ao nome da banda, foi postado oficialmente ontem no site do grupo. E traz onze faixas onde os Cartolinhas mantém a fé no rock’n’roll básico e altamente melódico e radiofônico que sempre caracterizou sua musicalidade desde o primeiro cd, “Original de Fábrica” (lançado em 2007). É o quarto disco do grupo e estas linhas online ainda vão ouvir o dito cujo com atenção absoluta para, se possível ainda nesse postão (que será concluindo até o meio da próxima semana), falar detalhadamente sobre ele. Mas aí embaixo já dá pra você ter um aperitivo do novo trabalho dos Cartolas, através dos vídeos para os dois primeiros singles extraídos do álbum, que contém as lindíssimas “Xodó” e “Sem sal”. E você pode escutar o disco na íntegra aqui: http://www.cartolas.com.br/iv/.

 Capa do novo disco do gaúcho Cartolas, que foi lançado ontem na web

* E também muito relevante é o documentário “Guitar Days”, que está sendo produzido por Caio Augusto e que pretende contar toda a história da indie guitar scene nacional, desde os anos 90’ até os dias atuais. Para isso Caio já colheu depoimentos de mais de sessenta pessoas (o autor destas linhas online incluso), entre músicos, bandas, produtores e jornalistas. A previsão de lançamento do doc é março de 2016 e você pode saber mais sobre ele aqui: https://www.facebook.com/guitardaysdoc/timeline.

Reunião de rockers na última semana na loja Baratos Afins, na Galeria Do Rock (centrão de Sampa): Zap’n’roll e a turma que está produzindo o documentário “Guitar Days” (cartaz abaixo), junto com o lendário produtor Luiz Calanca; o autor deste blog é um dos entrevistados que estarão presentes no filme, com lançamento previsto para março de 2016

 

* Bien, começando os trabalhos. A primeira parte desse postão gigantão está entrando no ar na sexta-feira, 6 de novembro. Então ao longo dos próximos dias iremos ampliando aos poucos esssa notinhas iniciais, okays? Por enquanto vamos direto aí embaixo, saber como vai ser o show de despedida dos Pin Ups, um dos mais lendários grupos do indie guitar brasileiro dos anos 90’.

 

 

O ADEUS DOS PIN UPS, NUM SHOW DESDE JÁ HISTÓRICO E PARA RECORDARMOS COMO ERA O GRANDE INDIE GUITAR ROCK BR DOS ANOS 90’

Em algum momento na segunda metade da década de 1980 (há quase trinta anos portanto, e quando a maioria da garotada que acompanha este blog hoje em dia provavelmente sequer tinha nascido) três moleques fãs de indie rock britânico barulhento se juntaram em Santo André (cidade da região metropolitana da capital paulista) e formaram uma banda. Em uma época onde não havia internet, telefones celulares, sites, blogs ou redes sociais, os amigos Zé Antonio (guitarras), Luiz Gustavo (vocais) e Marquinhos (bateria) fundaram o Pin Ups, movidos por uma paixão comum pelas melodias a um só tempo doces e barulhentas de grupos como Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Telescopes, Ride ou Lush. O trio ainda não sabia disso mas estava sendo um dos fundadores da gênese de um certo indie guitar rock brasileiro, que agregava grupos que cantavam em inglês e prestavam vassalagem total ao rock’n’roll da Velha Ilha. Sem um pingo de interesse em música brasileira ou qualquer influência dela, o trio de Santo André logo começou a fazer barulho em bares de Sampa, formou um pequeno séquito de fãs e começou a chamar a atenção dos poucos jornalistas (entre estes, o titular destas linhas zappers sempre malucas e gonzolinas) que acompanhavam de perto a cena musical underground naquela época.

 

Daí pra frente a fama em torno do grupo começou a aumentar e logo ele ganhou status de “cult band” da indie scene nacional. O oba-oba em torno do trio (que logo receberia a adição da baixista e vocalista Alexandra Briganti) aumentou de tal forma que um pequeno selo alternativo inglês, o Stilleto (e que havia aberto recentemente escritório em São Paulo), resolveu bancar o lançamento do primeiro disco de vinil dos Pin Ups. “Time Will Burn”, que havia sido gravado entre 1988/89, foi lançado em 1990 e recebeu elogios rasgados de toda a imprensa qne então se dedicava a cobrir rock na mídia brasileira.

 

Mas se a fama do conjunto aumentava, ele seguia vendendo pouco e preso à cena indie paulistana, de onde jamais acabou saindo no final das contas, mesmo tocando em gigs importantes como quando abriu as apresentações brasileiras do grupo americano Superchunk (então um dos nomes mais importantes da cena alternativa noventista dos EUA). E foi assim por toda a década de noventa: mudando sua formação (Luiz acabou saindo após a gravação do terceiro álbum e Alê assumiu de vez os vocais; a também guitarrista Eliane Testone entrou no line up e o batera Marquinhos também se foi, entrando em seu lugar o ultra loker Flavio Cavichioli, que anos mais tarde se tornaria um dos grandes bateristas do rock independente brazuca, tocando com os Forgotten Boys, além de se tornar um dos melhores “companheiros” de loucuras junkies e de enfiações de pé na lama ao lado do autor deste blog, ulalá!) e lançando uma trinca de CDs excelentes (“Jodie Foster”, “Lee Marvin” e “Bruce Lee”) o grupo foi levando sua trajetória como pôde, até decidir encerrar (de forma não oficial) suas atividades por volta de 1999. Zé e Alê foram trabalhar na então nascente MTV Brasil (onde ficaram por quase vinte anos), Eliane tocou em zilhões de bandas alternativas de São Paulo (e sendo que ela mora já há alguns anos em Londres) e Flavinho foi tocar com os “Garotos Esquecidos” onde permaneceu por quase uma década.

 

Corta para o final de 2015. Em um momento em que muito se fala dessa cena independente brasileira dos anos 90’ (com realização de documentários sobre ela e lançamentos de livros a respeito) e das bandas dessa cena que cantavam em inglês, uma nova geração começou a descobrir os discos lançados pelo Pin Ups – que estão todos disponíveis para audição em canais na web, como o YouTube. Foi assim que então, para dar um ponto final nessa história que ainda não havia oficialmente chegado ao fim, Zé Antonio se reuniu novamente com Alê Briganti e Flavinho Forgotten para fazer aquele que o trio está chamando de “finalmente o show de despedida dos Pin Ups”. A gig acontece no próximo dia 14 de novembro na chopperia do SESC Pompéia, em São Paulo, e já causou tumulto em sites e blogs especializados em rock alternativo, e também nas redes sociais como o Facebook, onde a página do evento já conta com mais de seicentas pessoas confirmadas no show (cabem cerca de oitocentas na chopperia do SESC). E será uma apresentação que, além do trio remanescente, ainda terá alguns convidados especiais no palco como Adriano Cintra (outro dileto amigo zapper, e o gênio que fundou o Butchers’ Orchestra e também o finado Cansei De Ser Sexy), Rodrigo Carneiro (jornalista e vocalista de outra lenda indie dos 90’, o Mickey Junkies) e Rodrigo Gozo (ex-guitarrista do Killing Chaisaw, outro nome importante da indie guitar scene dos 90’).

 

Por que vai rolar esse gig de despedida, o que esperar do show e o que anda motivando o interesse da garotada atual por uma cena de duas décadas e meia atrás que na realidade jamais ultrapassou as barreiras quase sempre cruéis, estreitas e limitadoras do underground rock nacional? É o que você fica sabendo lendo as opiniões bastante sensatas e esclarecedoras de Zé Antonio, cinqüenta e um anos de idade, ainda guitarrista apaixonado por rock, um dos fundadore dos Pin Ups e que conversou com Zap’n’roll na semana passada. Os principais trechos da entrevista, realizada pelo inbox do FB, seguem abaixo:

A banda em sua definitiva, clássica e final formação (durante os anos 90’), com os guitarristas Zé e Eliane, a baixista e vocalista Alê e o baterista Flavinho Cavichioli

 

 

Zap’n’roll – Os Pin Ups foram uma das bandas mais “cult” e lendárias da indie scene nacional do final dos anos 80’ (quando lançou seu primeiro disco) e até seu final, em 1999. Mas é óbvio que toda uma geração novíssima atual talvez nunca tenha ouvido falar da banda. Se fosse pra você resumir pra essa molecada o que foi a história do Pin Ups, como você a contaria?

 

Zé Antonio Algodoal – Acho que foi uma banda formada por moleques que queriam tocar, nada mais que isso. Por mais que o Luiz [Gustavo, primeiro vocalista da banda] replicasse alguns discursos de bandas inglesas, dizendo que éramos bons a verdade é que tudo era uma grande diversão, jamais imaginamos que pudéssemos nos tornar cult ou o que quer que seja. Nossa preocupação era apenas soar contemporâneo e tentar fazer isso da melhor maneira possível. A época era outra, sem internet, com instrumentos e pedais caros, poucos lugares pra tocar e viagens intermináveis de ônibus pelo Brasil, mas a gente amava tanto aquilo tudo que topava qualquer coisa… De resto, lançamos um primeiro disco por uma gravadora, Stilleto, e depois disso sempre batalhamos feito loucos pra conseguir que outros selos nos lançassem. Acho que tivemos sorte de encontrar muita gente boa nesses selos, nas casas noturnas e na imprensa que acabaram nos apoiando.

 

Zap – Ok. E você também sempre acompanhou muito de perto toda a cena independente daquela época e até hoje, pois além de músico trabalhou anos em diversos setores da MTV Brasil, atuando inclusive como diretor de jornalismo e de vários programas da emissora. Assim, sob sua ótica de músico e jornalista que acompanhou tudo isso muito de perto, qual a comparação que você faz entre a geração alternativa daquela época e a de hoje? Ainda existe rock alternativo que valha a pena no Brasil atual?

 

Zé Antonio – Claro! Tem muita banda boa por aí. Acho que a diferença é que hoje quem quer ter uma banda pode ter um bom instrumento, divulgar melhor o seu trabalho, e contar com um profissionalismo que era impossível em nossa época. Ainda hoje faço vários trabalhos com bandas novas, acabei de gravar uma temporada de um programa chamado Mixados, dessa vez como apresentador, e comentei sobre isso com vários músicos das novas gerações. Fico feliz que eles tenham tantas ferramentas e façam bom uso de tudo isso. Em relação à cena alternativa ela existe, e é bem forte. A diferença é que nos 90’ eram poucos os lugares que concentravam essas bandas. Hoje a gente pode ver uma banda como o Far From Alaska fazendo um dos primeiros shows no Lollapalooza e isso é bom, faz com que todos se esforcem para dar o seu melhor. Na época do Pin Ups era tudo menor, com menos perspectivas, menos compromissos… talvez fosse um pouco mais romântico em algum sentido, mas acho que hoje é tudo melhor.

 

Zap – talvez o blog seja um tiozão saudoso e romântico e que achava a indie scene daquela época muito melhor que a atual, mas tudo bem, rsrs. Então falemos um pouco da trajetória do grupo, das suas formações, discos e shows. Este jornalista mesmo assistiu a algumas gigs inesquecíveis do conjunto, no lendário Espaço Retrô. Você particularmente se lembra do seu momento/show inesquecível dos Pin Ups? E qual seu álbum preferido do grupo? E das formações que tiveram, qual considera a melhor?

 

Zé Antonio – Aí eu não sei te responder hahaha. Dos shows no Retrô eu tenho um carinho especial pelos shows de lançamento do “Time Will Burn”, quando a Alê entrou pra banda. Foram quatro shows intensos e divertidos. Não sei como agüentamos, rsrsrs. Em relação às formações, eu adorava ter o Luiz na banda com seu humor ferino e suas performances de palco, mas amo a formação com a Alê no vocal, o Flavio na bateria e a Eliane na guitarra. Acho que aquela talvez tenha sido a época em que mais nos divertimos, e tivemos tranquilidade pra pensar na banda. A Alê se tornou uma grande amiga. E essa foi a formação que durou mais tempo e com a qual conquistamos muitas coisas. Em relação ao álbum… acho que talvez eu goste do “Lee Marvin”. Mas a verdade é que o melhor álbum do Pin Ups era o que seria gravado antes da banda parar… talvez a gente resgate uma dessas músicas para a trilha do documentário “Guitar Days”.

 

Zap – dê mais detalhes sobre esse documentário e sobre esse disco NÃO lançado do grupo. Ele seria o sucessor de “Bruce Lee”, o disco derradeiro que saiu em 1999? Chegou a ser totalmente composto?

 

Zé Antonio – Em relação ao disco existiam uns esboços de músicas, alguma nem chegaram a ser ensaiadas. Mas era um bom momento da banda, teríamos feito nosso melhor trabalho sem dúvida. E os documentários são dois. De alguma maneira as pessoas começaram a prestar atenção naquela geração e quiseram documentar aquela história. O primeiro é um doc dirigido pelo Marko Panayotis que se chama “Time will burn”, mesmo nome do nosso primeiro disco. O outro se chama “Guitar Days” [nota do blog: documentário que está em fase final de produção e que deverá ser lançado até março de 2016; ele conta com depoimentos de mais de sessentas músicos, jornalistas e outros agitadores culturais que acompanharam a cena alternativa dos 90’ até hoje, e o autor deste blog está entre os que gravaram depoimentos para o filme], do Caio Augusto, que fala sobre as bandas que cantavam em inglês, e quase todas nos citam.

 

Zap – e por que o disco não foi lançado, afinal?

 

Zé Antonio – pra completar o Yury Hermuche, do Firefriend, está finalizando um livro, que sai agora em novembro onde ele dedica mais de 80 páginas à nossa história. O Livro se chama “Rcknrll outsiders viciados em música e procurando confusão”. O Caio está pedindo às bandas que aparecem no doc para ceder uma música inédita, então vamos recuperar uma dessas. E porque o disco derradeiro não saiu? É que naquela época o Pin Ups deu uma parada. A cena tinah mudado muito, o hardcore estava tomando conta e a cena alternativa dava uma encolhida. Era difícil ter lugar pra tocar, selos pra lançar discos, divulgação estava mais complicada e então resolvemos que era hora de repensar muitas coisas. Com isso o álbum, assim como vários outros projetos, acabaram deixados de lado.

 

Zap – em nossas conversas off por fone, antes da entrevista em si, relembramos bons e também maus momentos da trajetória dos Pin Ups. Como o célebre show no Curitiba Pop Festival em 2004, que trouxe os Pixies pela primeira vez ao Brasil e quando vocês subiram ao palco para fazer um set antes do lendário quarteto indie guitar americano. Foi seguramente o PIOR show que o blog assistiu de vocês. Por que aquela gig foi tão desastrosa afinal, quando poderia ter sido o ponto culminante da trajetória do conjunto?

 

Zé Antonio – os ensaios foram ótimos, tinha tudo para ser um show bom, mas antes de nós rolou uma reunião de músicos gaúchos que tocou meia hora a mais do que deviam, com isso fomos informados na beira do palco que teríamos que cortar metade do nosso set. Lembro também que uma pessoa da produção brigou com o Luiz momentos antes do show por alguma besteira, acho que um copo de bebida ou algo do tipo, e no final entramos sem sequer uma set list definida. Enfim, uma série de fatores que fez com que nós entrássemos no palco sem a concentração necessária… Um show a ser esquecido. Melhor lembrar do que foi bom.

 

Zap – sim, melhor, rsrs. E sendo assim, cabe a pergunta: qual foi a motivação afinal para reunir o grupo novamente e fazer essa apresentação no Sesc? Haverá outras além dela?

 

Zé Antonio – então, com toda essa movimentação sobre a cena dos 90, o interesse nas bandas da época ficou mais evidente, muitas bandas voltaram, outras começaram a fazer shows novamente, etc., mas pra variar mesmo sem querer fomos na contramão. Pensamos que seria bacana fazer um show como agradecimento por todo o reconhecimento, pela lembrança e também para as pessoas mais novas que conheceram a banda nos últimos anos, quando tocamos muito pouco. Ficamos animados com a idéia, conversamos com o Sesc onde fomos muito bem recebidos, e depois de algum tempo nos ofereceram a data de 14 de novembro. Este será o nosso show de despedida. Sinceramente não temos intenção de subir ao palco novamente, mas… já diz o ditado, never say never rsrs.

 

Zap – ahahaha, certo. E o que você espera desse show? Que público você imagina nele: apenas “tiozões” indies na faixa dos quarenta anos (ou mais até) saudosistas dos anos 90’, ou também uma garotada mais nova?

 

Zé Antonio – nas últimas vezes em que tocamos fomos surpreendidos por um público jovem, que tinha baixado nossos álbuns em sites da internet mas nunca tinham visto a banda ao vivo. Ao contrário do que esperávamos, tinha pouca gente da época do Retrô, por exemplo. Dessa vez acho que a platéia vai ser mais misturada. Essa coisa de último show deixa tudo um pouco mais sentimental, e eu adoraria encontrar os novos e velhos amigos.

 

Zap – Ótimo. E encerrando: após o fim da MTV Brasil você tem se dedicado a várias atividades, inclusive organizou o livro “Discoteca Básica”, lançado pela Ideal Edições e onde foram reunidos nomes de diversas áreas da cultura pop que listaram seus discos prediletos de todos os tempos. A repercussão do livro foi boa? Haverá uma segundo volume dele?

 

Zé Antonio – foi sim, adorei fazer o livro e na semana passada a editora Ideal deu o ok oficial para  o volume 2, que sai em 2016.

 

* Tudo sobre o show de despedida dos Pin Ups aqui: https://www.facebook.com/events/1042653659091287/.

 

 

PIN UPS AÍ EMBAIXO, EM CINCO (DOS SEIS LANÇADOS PELA BANDA) DISCOS QUE CONTAM A HISTÓRIA DO INDIE ROCK BR DOS 90’

Para audição na íntegra, em stream, no YouTube.

 

 

 

OS PIN UPS E OS ANOS 90’ – RELATOS BREVES E SELVAGENS DE SEXO, DROGAS, ROCK’N’ROLL, LOUCURAS E BRIGAS (SEMPRE COM A PARTICIPAÇÃO DIRETA DO JORNALISTA ZAPPER/LOKER/GONZO, CLAAAARO!)

Os Pin Ups existiram de 1988 a 1999 e embora jamais tenham deixado o território limitado do underground rock nacional, se tornaram uma cult band de público fiel e um dos grupos que mais agitavam a cena noturna de bares paulistanos da época que abriam espaço para shows ao vivo com bandas de rock autorais. E não havia nenhum “anjo” ali: todos (especialmente o batera Flavio Cavichioli) adoravam enfiar o pé na lama em álcool, drugs etc. E ESTE jornalista eternamente loker/gonzo, que também nunca foi um modelo de, hã, bom comportamento (muito pelo contrário, rsrs), acompanhou a turma praticamente desde o início – não apenas em sua trajetória musical mas também se envolvendo em histórias e situações muitas vezes absurdas, acachapantes e hilárias ao lado do conjunto ou nos lugares onde ambos (jornalista e banda) freqüentavam.

 

Aí embaixo o blog recorda rapidamente algumas dessas histórias, uia!

 

* Espaço Retrô, o antro lendário da putaria sem fim: era pra ser mais um bar qualquer na noite paulistana. Mas aberto em 1988 em um sobradinho em uma rua no bairro de Santa Cecília (centrão barra pesada de Sampa), o Espaço Retrô se tornou o mais lendário bar rock alternativo da capital paulista, ao lado do também saudoso Madame Satã. E o Retrô se tornou uma espécie de “lar” dos Pin Ups, onde o grupo não cansava de se apresentar ao vivo, sempre levando uma galera gigante e animadíssima para conferir as gigs. Foi lá que o jornalista loker (e autor deste blog) conheceu o grupo. E era no Retrô onde tudo acontecia: discotecagem rocker com as últimas novidades da gringa (isso numa época onde não havia internet), bocetas tesudas e lokas em profusão e muita cheiração de cocaine e putaria nos banheiros IMUNDOS da casa, sendo que o autor dessas linhas bloggers deitou sua napa em padê naqueles banheiros até o nariz cair. Fora a “rola” zapper, que foi “gasta” com gosto naqueles mesmos banheiros, hihihi.

 

* A linda loirinha italiana, amigona zapper, e que NUNCA deu para o batera Marquinhos: ela se chamava (se chama) Ana Marmo. E era (é, até hoje) grande amiga do jornalista gonzo que escreve este blog. Ambos se comheceram quando cursavam Jornalismo na Fiam (yep, Zap’n’roll cursou Comunicação Social no final dos anos 80’, após ter se graduado em História na extinta Universidade São Marcos, em Sampa). E ambos freqüentavam o Retrô, claaaaaro. Aninha era uma loiraça lindaça, descendente de italianos, meiga como uma flor e inocente (de pensamento e comportamento) como uma criança de oito anos de idade. Mesmo assim gostava de ir ao Retrô e se dava bem com seus amigos malucos (como o sujeito aqui). E numa bela madrugada no bar, quando rolou mais uma gig dos Pin Ups (sempre…), ela CAIU DE AMORES pelo batera Marquinhos. O safardana, óbvio, também caiu matando em cima da loiruda e ambos engataram um “affair” que durou algum tempo. Mas logo depois o casal se separou e um dia o blog quis saber de Aninha o que tinha rolado e por que eles não estavam mais juntos. “Ah Finatti, ele só queria me comer”, respondeu ela, uia! E completou: “E eu ainda sou muito nova pra essas coisas, rsrs”. Hoje Marco (que também foi um dos fundadores do esporrento e genial trio Thee Butchers’ Orchestra) mora nos Estados Unidos. E Ana continua linda e loira até hoje: mora em Londres, foi casada com um escocês durante muitos anos e têm duas filhas tão belas quanto sua mamis, eternamente uma queridíssima amiga do jornalista rock’n’roll.

Fachada do bar rock mais lendário da cena alternativa paulista nos anos 80’ e 90’: o Espaço Retrô (acima) em sua primeira versão, que durou de 1988 a 1992, funcionava num sobradinho no bairro de Sta Cecília (região central da capital paulista), atrás do Largo e igreja do mesmo nome; foi lá que os Pin Ups fizeram seus primeiros, inesquecíveis e badalados shows

 

* “Me CHUPA Finatti, eu deixo! Você é VIADO!”: foi em alguma madrugada de 1992, mais ou menos (o HD do “véio” aqui às vezes falha, já lesado que está por décadas de consumo de álcool e aditivos ilícitos). O local: bar Der Temple, no baixo Augusta (próximo de onde é hoje o pub Astronete), cujo dono, o rockabillie Gigio, é atualmente (e há quase vinte anos já) propietário do Matrix Bar (na Vila Madalena, bairro boêmio de Sampalândia). O Der Temple também marcou época na cena rocker under da capital paulista – foi lá que Kurt Cobain e Courtney Love se “internaram” a madrugada toda, após o show do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993. E o blogger loker também vivia “internado” lá (afinal morávamos na rua de trás, a Frei Caneca, nessa época). E não deveria ter ido lá NAQUELA NOITE. Mas foi, por insistência da amiga Renata F., uma perua rocker tesudíssima, locaça como ela só (namorava com um italiano mafioso e vivia turbinada de ÓTIMA cocaína, que era fornecida a ela pelo namorido, claro) e que AMAVA trepar com músicos de rock ou qualquer sujeito que trampasse na área musical ou jornalística. Pois enfim: lá se foi a dupla pro Der Temple, em uma noite que haveria show dos… Pin Ups (ahá!), em comemoração ao “noivado” oficial da baixista Alê com o VJ da MTV e vocalista do grupo Ratos De Porão, João Gordo (que já estava se tornando então uma celebridade na cena undergroud). Aí que residia o problema (e o perigo): nessa época, por motivos nunca muito bem esclarecidos, Gordo e o jornalista zapper eram inimigos quase MORTAIS, sendo que o então rotundo VJ nutria um ódio igualmente quase mortal pelo autor deste blog (uma briga que durou até meados de 1995, quando ambos fizeram as pazes finalmente e se tornaram novamente bons amigos, que são até hoje). Mas Renata encheu o saco pra caralho pra ir na festa (era véspera de algum feriado) e a dupla se mandou pro Der Temple. Lá a madrugada rolou mais ou menos tranqüila (com o jornalista prevenido EVITANDO passar perto do João Gordo a noite toda) até o momento em que um destrambelhado e atrapalhado (como sempre foi) Finaski resolveu ir embora. Eram mais de cinco da matina, ele já estava bastante ébrio e foi se despedindo de alguns conhecidos e andando meio que de COSTAS, sem olhar quem estava atrás, no caminho. Foi então que ESBARROU em uma MASSA HUMANA e só escutou a seguinte frase: “Ô seu FILHO DA PUTA, você veio na MINHA FESTA pra me EMPURRAR? Vou te MATAR!”. Era João Gordo, claro. Que deu um SAFANÃO no autor destas memórias hilárias, levando-o ao chão. Zap’n’roll não se deu por assustado e, de saco cheio e bêbado, pegou a primeira GARRAFA vazia que estava ao seu alcance e partiu pra cima do rotundo músico, dizendo: “Chega! Quem vai te MATAR SOU EU, seu MERDA!”. Confusão armada, a turma do deixa disso entrou no meio e o jornalista foi direto no quarto distrito policial (que ficava do outro lado da rua) pedir ajuda. Voltou de lá com um investigador da polícia civil, que escutou pacientemente o relato dos dois envolvidos na contenda. Ao final, decretou: “a briga termina aqui, se alguém quiser dar queixa de algo, que se dirija AGORA comigo ao DP. E se alguém ENCONSTAR A MÃO NO OUTRO na MINHA FRENTE, vai em CANA AGORA!”. O dia já clareava e João Gordo resolveu ir embora na cia da sua noiva, Alê Briganti. Que enquanto abria a porta do carro dela (estacionado na frente do Der Temple), falava alto e rindo para um atônito Finas: “Vai Finatti, VEM ME CHUPAR! Eu deixo! Vem! Você é VIADO!!!”. Mais de duas décadas depois, Alê e o blogger rocker/loker são amigos e riem muito quando se recordam dessa história, ahahahaha.

 Dupla do barulho (e ponha barulho niso!), na night rocker loker sem fim de Sampa: o jornalista zapper e seu brother, o batera Flavio “Forgotten” Cavichioli, durante balada no baixo Augusta, em 2013; foi numa casa noturna onde tocou o grupo Corazones Muertos (com o qual Forgottinho estava tocando bateria na época) e, quando essa imagem foi registrada tanto jornalista quanto músico já estavam total alucicrazies de álcool e… rsrs

 

* O show DESASTROSO em Curitiba: foi em 2004, na primeira edição do finado Curitiba Pop Festival. Que tinha como atração máxima o quarteto americano Pixies, em sua primeira visita ao Brasil. E para dar um clima total indie rock ao evento a produção do mesmo teve a “brilhante” idéia de bancar uma reunião dos Pin Ups no palco, já que a banda estava parada há alguns anos mas continuava sendo alvo de adoração por um séquito grandinho de fãs. E o que era para ser um dos grandes momentos ao vivo do grupo acabou se tornando o MAIOR DESASTRE da trajetória deles, em termos de shows, pelos motivos já elencados pelo guitarrista Zé Antonio na entrevista aí em cima, no post. Mas Zap’n’roll não esquece de dois momentos daquela noite: o primeiro, com o jornalista “secando” uma garrafa de Jack Daniel’s com o vocalista Luiz Gustavo no camarim do grupo (e Luiz reclamando: “porra Finatti, quero levar um pouco de Jack pra beber no palco, caralho!”), de onde saiu com um copo descartável CHEIO de Bourbon pouco antes de o grupo subir no palco (e a essa altura, os neurônios zappers já estavam entrando em parafuso). E o segundo, assistindo ao próprio e lamentável show da banda: em dado momento Luiz, absolutamente loki de Jack, tirou o microfone da boca e ficou cantando com a… garrafa de Jack, jezuiz, rsrs. (pós-gig: o blog saiu da pedreira Paulo Leminski e foi direto pro centrão da capital do Paraná em busca de cocaine e crack, que ele ainda fumava naquela época. Passou a madrugada cheirando e pipando pelas ruas do centrão da cidade, ao lado de quem pudesse lhe fornecer alguma dorga)

 

* Flavinho Forgottinho ROUBANDO padê da napa do jornalista em Cuiabá, ulalá: segundo semestre de 2006, em Cuiabá (a sempre infernal e calorenta capital do Mato Grosso). O blog estava lá cobrindo um festival de bandas independentes, o Calango. Era a última noite do evento, os Forgotten Boys estavam fechando o festival e, ATRÁS do kit de bateria no palco onde Flavio Cavichioli (ex-batera dos Pin Ups e a essa altura já velho amigo zapper) espancava seu instrumento, o loker aqui estava sentando numa cadeira, ESTICANDO caprichosamente a ÚLTIMA carreira de cocaine que lhe restava naquele momento (já era alta madrugada, o pó de Cuiabá é dos melhores do Brasil e naquela horário seria praticamente impossível convencer alguém ali a ir de carro numa “biqueira”, pra buscar mais “produto”). Foi quando uma PANE técnica no palco (na parte elétrica) fez com que tudo ficasse mudo, obrigando os “Garotos Esquecidos” a encerrar seu set antes do previsto. Não deu outra: Forgottinho levantou puto do banquinho da bateria, se virou e quando viu aquela RELUZENTE carreira de cocaine esticada BEM NA SUA FRENTE, meteu sua NAPA sem DÓ (e até sem um “canudinho”) na mesma, pra DESESPERO e total EMPUTECIMENTO do autor dessas lembranças malucas e hilárias. “Filho da puta!”, exclamou o jornalista doidão e inconformado. “Era minha ÚLTIMA carreira, caralho! Só não te ESPANCO agora porque sou seu amigo”. Mui amigo aliás (ele), rsrs. E assim o escriba gonzo voltou para o hotel… sem sua última aspirada de farinha, rsrs.

 

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FECHANDO COM TESÃO O POSTÃO, MAIS IMAGENS DA TOTAL DELICIOUS E SAFADA MUSA SECRETA S.R.

Ela está de volta – e talvez pela última vez. Paulistana, trinta e três anos de idade. Ama Charles Bukowski e Gabriel Garcia Márquez. Ama Tim Burton, Lana Del Rey, Oasis e Tiê. E AMA ser bem FODIDA. Tem a boceta quente como o inferno e divina como o paraíso.

 

E seduziu e arrebatou o coração e a alma deste velho jornalista rocker/loker e sempre inadequado existencialmente. “Meu velho roludo!”, ela diz. E o affair segue tórrido entre os dois, já há quase três meses.

 

Então para o delírio do nosso sempre leitorado macho (cado), mais S.R. pra vocês. Apreciem sem moderação nas punhetas.

A devassidão, a luxúria plena e o pecado sórdido habitam meu corpo

 

Ela se entorpece com filosofia…

 

…e também de vinho

 

Meu corpo em delírio, à espera do velho roludo

 

E após mais uma tórrida sessão de delírios carnais, o velho e safado jornalista beija a VULVA de sua doce putinha (em imagem que foi censurada e REMOVIDA pelo Facebook, a rede social nazista)

 

 

E FIM DE PAPO

Haveria muito mais ainda a ser publicado nesse mesmo post. Mas os eventos de ontem, sexta-feira (13 de novembro) alteraram nossa pauta editorial. Assim a bio sensacional da Kim Gordon que recebemos da editora Rocco (conforme já comentado lá no início da postagem) entra, ao lado da também bio de Iggy Pop, como um dos assuntos pricipais do próximo post zapper.

 

E nesse momento em que o mundo sofre, como um todo, com mais um ato bárbaro da insanidade, demência e bestialidade humana sem limites, o blog diz: somos TODOS contra o Terror. E sempre seremos a favor da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre todos os povos e seres humanos do bem.

 

Até a semana que vem!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/11¹2015 às 8hs.)

O SWU 2011 foi fodaço e você confere tudo aqui, neste post. Mais: as notas exclusivas e venenosas dos bastidores do festival. A volta por cima dos Forgotten Boys, os babados indies da semana e… quem vai NA FAIXA no show do Tokyo Police Club, hoje à noite em Sampa (plus: vaza na web a suposta programação do Lollapalooza BR 2012) (versão final em 19/11/2011)

 

 A dupla de frente do Duran Duran (o baixista John Taylor e o vocalista Simon Le Bon, acima), e o sempre loucaço Mike Patton, o front-man do Faith No More (abaixo): o grande rock dos anos 80′ e 90′ comandou o SWU 2011, no último finde em Paulínia 

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Up to Date – e ao cair da noite de ontem (sexta-feira, hoje já é sabadão, 19/11), a bomba sacudiu a web. Vazou na rede o cartaz do que seria (ou será) o line up do festival Lollapalooza BR, em abril de 2012, em Sampalândia.

Tumulto formado nas redes sociais (como Twitter e Facebookete), gente acreditando, gente desacreditando, povo já perguntando pela venda de ingressos etc. Este blog, sempre zeloso com o seu dileto e fiel leitorado, prefere esperar até esta segunda-feira pela manhã, quando uma coletiva de imprensa vai, de fato, anunciar oficialmente tudo sobre o Lolla brazuca. O blog estará por lá e depois conta tudo aqui e na Zap do portal Dynamite.

É isso. Bom finde pra galere, que hoje o sujeito aqui vai lá pro baixo Augusta. E semana que vem: festão de aniversário do autor destas linhas online, com DJ set no clube Outs. Todo mundo já está convidado a colar por lá!

 

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Pode ainda não ter sido o evento dos sonhos de quem ama música pop e rock’n’roll.

 Mas ficou bem perto disso: o festival SWU, em sua edição deste ano e que se encerrou na última segunda-feira em Paulínia (cidade do interior paulista, a cerca de 120 kms da capital, São Paulo), mostrou uma organização e estrutura infinitamente superiores à primeira edição, que aconteceu em outubro do ano passado, na famigerada arena Maeda, em Itú (também no interior paulista). E se a programação de shows de 2010 foi melhor do que a deste ano, a edição 2011 compensou com algumas gigs que já podem entrar para a história dos grandes shows gringos vistos no Brasil – como a provável última aparição ao vivo do já clássico e lendário grupo americano Sonic Youth ou, ainda, os sets arrasadores do Duran Duran, do Alice In Chains e do Faith No More. Este último, inclusive, deixou a arena do festival consagrado mais uma vez e merecidamente: fazendo um set que teve os hits empolgantes de sempre (com a banda já disparando “From Out Of Nowhere”, a sensacional faixa de abertura de seu terceiro álbum, logo no começo do show; além de ter tocado também “Epic” e “Easy”), o FNM ainda carregou nas bizarrices habituais de suas apresentações ao vivo. No SWU o grupo homenageou a cultura popular brazuca e os credos religiosos, com a banda vestida toda de branco e o vocalista Mike Patton encarnando um autêntico Zé Pilintra rocker, entrando no palco curvado, apoiado numa bengala e soltando baforadas de cigarro como um louco. Isso sem contar que, antes de a banda entrar em cena, o poeta popular pernambucano Cacau Gomes deu um show à parte, recitando versos de um quase cordel amalucado, repleto de palavrões e citações à sua vida pessoal e à cultura popular nordestina. E quando ele anunciou a entrada do Faith No More, o povaréu (a essa altura, havia 70 mil pessoas ali) foi ao delírio. Óbvio que em um festival dessas proporções, nem tudo funcionou como devia. Ancorado mais uma vez na plataforma da sustentabilidade e do respeito à natureza, o SWU não conseguiu sensibilizar boa parte do público com esse apelo. O resultado disso foi que, mesmo com centenas de latões de lixo espalhados pela área do evento e com mais de mil banheiros químicos à disposição do público, muitos Zé ruelas insistiram em jogar o lixo no chão e mijar onde lhes era conveniente. Isso gerou indignação de parte do público contra a organização do festival, e aí cabe a pergunta: que culpa tem o SWU se as pessoas insistem em não ter civilidade? A chuva também castigou forte a arena em Paulínia durante a maior parte dos três dias e noites de fóruns e de shows. Isso gerou a inevitável lama nas áreas do festival que não eram asfaltadas – como no estacionamento oficial, onde vários carros acabaram ficando atolados por horas, o que também gerou indignação em seus condutores. Em entrevista coletiva concedida aos jornalistas na sala de imprensa, na noite de encerramento do SWU, tanto o diretor-geral do evento (o publicitário Eduardo Fischer) quanto um dos diretores artísticos (o sempre simpático e boa praça Théo Van Der Loo) prometeram soluções para minimizar o problema. Tanto que o festival deverá ser antecipado para setembro ou outubro, evitando assim que ele coincida com o período pesado de chuvas. No cômputo geral, enfim, o saldo foi muito mais positivo do que negativo. Neste post que começa agora, mais aí embaixo, você confere um resumo do que foi o SWU 2011 dia a dia, em textos e fotos do zapper rocker e da nossa colabora oficial, Helena Lucas Rodrigues.

* E antes que você leia aí embaixo como foi o fodástico SWU 2011, cabe a pergunta: quem disse que a onda de shows em Sampalândia acabou? Porra nenhuma! Hoje mesmo, sextona em si, tem Tokyo Police Club lá no UpperClub, que fica na Chácara Santo Antônio (zona sul de Sampa), com promo relâmpago de tickets rolando aqui no blogão que não dorme no ponto – veja os nomes dos dois sortudos que vão na gig por conta do blog no final do post. Mais: o Ok Go! (que nem é tão legal assim) toca em festa fechada, no baixo Augusta, às sete da noite! Depois o grupo sai tocando por aí, na boléia (hihi) de um caminhão, pra divulgar a tequila Cuervo, sendo que amanhã (sabadão em si) uma dessas apresentações vai rolar às dez da noite na altura do número 700 da rua Augusta. Vai encarar?

* E enquanto todas as atenções estavam voltadas para o SWU em Paulínia, o mundo continuava girando, claaaaaro. Adriano Cintra (dileto amigo destas linhas zappers há séculos) deu um foda-se pro CSS e pulou fora da banda. E saiu atirando como sempre, bichona nervosa que ele é, uia! Em resposta a ele, as garotas da banda soltaram um comunicado, hã, todo “afável”, agradecendo ao multiinstrumentista os anos que passaram juntos no grupo. Hum… A opinião destas linhas online, se você quer saber, é: o CSS não deve ir longe sem Adriano, que era o cérebro musical da banda e todo mundo sabe disso. Vai daí que o grupo deve ir pro saco em breve, Lovefoxxx vai sair em carreira solo (óbvio) e que também não vai dar certo, e é isso. Alguma dúvida?

* Da música pra política: o tal Lupi, do Ministério do Trabalho, é mais um que (espera-se) está com os dias contados no governo de dona Dilma. Sério: já passou da hora de fazer uma limpeza pra valer na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Afinal não dá pra engolir a patifaria sem fim que rola ali, há séculos.

* E voltando pra música, novamente: rola entre os dias 1 e 10 de dezembro, em Boa Vista (capital de Roraima, mané) mais uma edição do festival Tomarrock. Organizado pelo pessoal do Canoa Cultural, o Tomarrock é um dos eventos rockers bacanas que sacodem a capital roraimense anualmente. E este ano a programação de shows (que vão rolar nos dias 9 e 10 de dezembro) conta com nomes como os paulistanos Dr. Sin e For Fun, além da Orchestra Camarones. Zap’n’roll esteve há alguns meses em Boa Vista cobrindo outro festival, o também bacana Skinni, em sua primeira edição. O blog adorou a cidade e a cena rock local (tanto que acabou fazendo uma matéria sobre esta mesma cena no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo), e deverá estar de volta por lá, para cobrir de perto o Tomarrock. Entonces, vai acompanhando o blog que assim que rolarem mais infos e novidades sobre o festival, tudo será publicado aqui, certo mano?

* No mesmo finde do Tomarrock vai rolar em Macapá (capital do Amapá, manezão) a quarta edição do já grande QuebraMar, que é organizado pela turma do coletivo Palafita (alô Otto Ramos e Heluana Quintas, estas linhas bloggers online mandam um abração pra vocês, diletos amigos aí do extremo Norte brazuca). O blog acompanhou de perto as edições de 2010 e 2009 do festival e pode afirmar que ele é um dos melhores entre os festivais que rolam anualmente no Brasil, dentro do calendário do Circuito Fora do Eixo (que anda sendo seriamente questionado quanto seus métodos de condução da cena musical independente brasileira, mas isso é assunto para outro post). E estas linhas virtuais gostariam muitíssimo de estar novamente em Macapá este ano mas como há a viagem pra Boa Vista nos mesmos dias e o sujeito aqui não pode se dividir em dois… De qualquer forma, Zap’n’roll deseja sucesso pro QuebraMar 2011, ainda mais com a programação fodona que eles montaram pra este ano (com Júpiter Maçã, Autoramas, Plastique Noir etc). Enfim, é a brava turma do Norte brasileiro (Roraima e Amapá) arregaçando as mangas pra fazer o rock acontecer e rolar por lá.

* O nosso amado rock’n’roll, que também rolou forte (e como!) no finde passado em Paulínia, com a edição 2011 do sensacional SWU. E que você confere aí embaixo como foi.

SWU 2011 – O DIA A DIA DE UM MEGA FESTIVAL
12/11 – SÁBADO
A arena destinada a abrigar a edição 2011 do SWU não chegou a lotar mas ficou bem cheia, com cerca de 60 mil ingressos vendidos. Mas foi uma noite, hã, chata pra quem curte rock e um banquete para fãs de música pop, black music e reggae já que era noite de, entre outros, Damian Marley, Snoop Dogg e o abominável Black Eyed Peas – e que demonstrou que seu pop com contornos eletrônicos e algo de black music (daquelas diluídas ao máximo, para serem palatáveis ao mega público) de FM tosca, está cada vez pior.

Em um dia como esse, surpreendeu que um rapper como o venerável Emicida tenha animado o público mais “pensante”. E isso, às três da tarde, com o calor em Paulínia batendo nos 32 graus. O resto (inclua aí o mala Kanye West) foi o resto. Resumindo a ópera: foi a noite menos interessante do SWU deste ano.

13/11 – DOMINGO
O rock começou a invadir Paulínia. E a chuva também. O tempo virou espetacularmente e não parou mais de chover na arena do festival (com alguns poucos intervalos entre uma pancada e outra). Isso não desanimou quem foi conferir os shows mas provocou problemas e stress nas internas do festival. Primeiro houve a cena de pugilato entre roadies do Ultraje A Rigor (que atrasou sua entrada no palco em quase duas horas, por conta da chuva, e depois não queria mais parar de tocar) e do venerável Peter Gabriel, que iria fechar a noite no palco Consciência e cujo set iria atrasar caso a já decadente banda brasileira não encerrasse logo sua apresentação. Acalmados os ânimos ali, quem estava diante do palco New Stage aguardando a aparição do americano Modest Mouse, foi surpreendido com a notíci de que o grupo havia acabado de cancelar sua gig no festival. O motivo alegado foi que os equipamentos do conjunto, transportados por uma empresa particular, não haviam chegado a tempo ao Brasil. Isso causou enorme irritação e decepção nos fãs da banda, sendo que vários deles haviam ido a Paulínia apenas mesmo para ver o MM tocar.

A compensação por estes dois episódios negativos começou a vir com o cair da noite. O gigante new romantic oitentista Duran Duran fez um set impecável (o som estava baixo no início do show, mas depois foi equalizado e ficou como devia), com direito a muita afetação visual, plumas, paetês, glamour e o grupo mandando hits como “View To A Kill”, “The Reflex” (momento em que o repórter que assina este texto perdeu a compostura, mandou a elegância se foder e começou a dançar como uma bicha ensandecida, rsrs), “Notorious”, “Ordinary World”, “The Wild Boys” e “Rio”, que fechou espetacularmente o show. Enquanto isso, no New Stage, o Hole já fazia um show que dividiu opiniões: uns amaram, outros detestaram. Cercada por uma banda de apoio formada por músicos com cara de junky de beira de estrada, miss Courtney Love falou, falou, mostrou os peitos (ainda em forma, para os seus veneráveis 47 anos de idade), disparou contra Dave Grohl e Billy Corgan (“ele me comeu duas vezes e grudou no meu pé! Ficava me mandando cartas de amor”, disse a viúva de Kurt Cobain, uia!), e cantou, óbvio. Teve “Violet”, “Malibu” e “Celebrity Skin”, claro. Mas ficou a impressão de que o Hole poderia ter sido beeeem melhor. E que a banda, hoje, já não é mais o que era há duas décadas.

Já o ex-Soundgarden e ex-Audioslave Chris Cornell enfrentou uma multidão apenas acompanhado de violão e, eventualmente, de um segundo guitarrista. Um show quase solo que funcionaria perfeitamente em um local pequeno, e não em um palco gigante de um festival idem. Ainda assim ele se saiu bem (muito por conta de seu vocal fantástico, plenamente em forma até hoje), tocando e cantando muitas músicas do Soundgarden, algumas do Audioslave, de sua carreira solo e também executando covers inusitadas como a de “Billy Jean”.

 Courtney Love e seu Hole: muito falatório, porradas em Billy Corgan e Dave Grohl, e os hits “Malibu” e “Celebrity Skin” cantados em coro pelos fãs. E ela ainda tirou os peitos pra fora…

Mas mico mesmo foi a apresentação do ex-Genesis Peter Gabriel. Aqui, uma observação: o autor deste texto tem respeito máximo pela obra de Gabriel, cuja genialidade é inatacável. Tanto que o show que ele mostrou em São Paulo em 1988, na turnê da Anistia Internacional, foi sensacional, impecável e inesquecível. Mas no SWU Peter resolveu vir com uma orquestra (isso mesmo, orquestra), para reeditar os piores dias do insuportável e mala rock progressivo. Tocou seus clássicos, fez discursos políticos (bem de acordo com a proposta do festival) mas o set foi sonolento de dar dó e provocou debandada geral do público. Uma roubada para um dos maiores nomes do rock inglês em todos os tempos, e que fez o show errado, no dia errado e no festival errado.

Surpreendente mesmo – e como! – foi o encerramento da segunda noite, com a velhusca banda americana de southrn rock Lynyrd Skynyrd.

Tradicionalíssimo nome do rock sulista dos EUA, o LS tem apenas um integrante de sua formação original (quase todos os outros morreram em um desastre de avião, ocorrido em 1977) e, pensava-se, poucos fãs brasileiros. Pois tocando em cena com três guitarristas e mandando ver numa explosiva combinação de rock estradeiro, blues e canções mezzo country/boggie, o grupo levantou o povão, que cantou junto clássicos como “Sweet home Alabama”. Nessa hora todos se esqueceram de que o Lynyrd é de uma região americana ultra conservadora e de direita, e que odeia negros. Afinal, todos estavam ali pra curtir ótimo rock’n’roll. E nesse ponto, o set do grupo encerrou a segunda noite do SWU de maneira impecável e avassaladora.

14/11 – SEGUNDA-FEIRA
Foi a gloriosa noite de encerramento do festival. O rock está morto? A música pop domina o mundo em 2011? Não é o que parece, a julgar pelas 70 mil pessoas que compareceram ao SWU em sua noite derradeira – até a arquibancada vip e coberta, com tickets a preços beeeeem salgados, estava lotada. E os grandes shows tiveram início logo no começo da tarde, com os indies Black Rebel Motorcycle Club e Ash botando pra foder no palco New Stage.

Mas o bicho pegou mesmo foi com a entrada em cena do Stone Temple Pilots. A essa altura a chuva já desabava forte em Paulínia e o povão nem aí. Trajando terno cinza e gravata o vocalista Scott Weilland comandou a ressurreição do grunge dos 90’, apoiado por uma banda que demonstrou muito mais solidez instrumental do que no show que fizeram no final do ano passado, na Via Funchal, em São Paulo. E, claro, não faltaram “Crackerman” (que abriu o set), o mega hit “Plush” e a fodástica “Big Bang Baby”, que não foi tocada no Brasil em 2010 e que fez com que o repórter zapper perdesse o juízo novamente: ele se atirou na grade na frente do palco durante a execução da música.

Daí pra frente a comoção tomou conta do festival. O indie/lenda Sonic Youth fez aquele que pode ser um dos seus últimos shows (a anunciada separação do casal Thourston Moore/Kim Gordon, pode por um ponto final nas três décadas de existência da banda), levantando o público, fazendo muita gente chorar de emoção e encerrando o set com a dobradinha infernal “Sugar Kane/Teenage Riot”. Já está registrado como um clássico e um dos grandes shows gringos no Brasil em 2011. Assim como foi também o set poderoso do Alice In Chains que, mesmo desfalcado do inesquecível Laney Staley nos vocais, segurou os fãs com uma gig impecável e todos aqueles hits que enlouqueceram os grunges há vinte anos – “Would” e “Man In The Box” que o digam.

 

 Dean DeLeo comanda a guitarra do Stone Temple Pilots

Tudo acabou com a inacreditável gig do Faith No More, que adentrou o palco quando já era uma e meia da madruga de terça-feira. O show deles já está bem descrito no começo deste texto. É outra apresentação que vai entrar tranqüila na lista dos melhores shows internacionais deste ano no Brasil.

Foi isso. A celebração da eterna juventude rocker com muita música, muita alegria, alguns sopapos, muita breja, chuva, lama, alguma dorga (maconha, principalmente) e pouca sustentabilidade (por parte do público). Daqui a um ano, na mesma Paulínia, tem mais.

SWU 2011 – O QUE DEU CERTO NO FESTIVAL
* Estrutura e organização: funcionou tudo quase à perfeição. A arena em Paulínia superou com folga a Maeda, onde o evento aconteceu no ano passado, nesses dois quesitos. Houve sim problemas nas áreas gramadas (que se transformaram em lama, com a chuva) e no estacionamento. Mas em compensação o som nos palcos estava potente, os shows começaram quase todos no horário (houve atrasos mínimos por parte de algumas bandas), o acesso ao festival era fácil, rápido e tranqüilo e havia centenas de latas de lixo e banheiros químicos à disposição do público. Quem jogava lixo no chão ou fazia xixi fora do banheiro é porque está mesmo acostumado a ser “sujinho” e não tem educação – e muito menos consciência ambiental.

* Compra de alimentos e bebidas: outra belezura. Não havia fila alguma pra comprar os tickets (que podiam ser pagos com cartão) e muito menos pra retirar no balcão o que foi comprado.

* Linha expressa de busão entre a rodoviária de Campinas e a entrada principal do festival, em Paulínia: um dos maiores acertos do evento. Precisa ser mantida (e ampliada) nas próximas edições. Rápida (trajeto em vinte minutos), sem tumulto (a equipe da Dynamite foi e voltou nas três noites sentada no ônibus) e sem congestionamentos pelo caminho. Havia dezenas de carros à disposição do público e quem ficou hospedado em Campinas pra ir ao festival se deu bem e não teve problemas em chegar lá. Já o povo “coxinha” que insistiu em ir de carro…

* Atendimento nos postos médicos: rápido e eficiente.

* Line up: tirando a primeira noite, que não tem muito a ver com a proposta rocker do SWU, o festival foi perfeito e teve momentos memoráveis (como os shows do Duran Duran, Stone Temple Pilots, Sonic Youth e Faith No More). Boa surpresa também foi o indie psicodélico do americano The Black Angles, que fez um set bacanudo no palco New Stage. Para a edição 2012 a programação pode dar uma melhorada e modestamente já damos algumas sugestões para ela: Radiohead, Blur (se eles estiverem excursionando) e The Cure. Seriam três ótimos headliners pro festival, não?

* Sala de imprensa: estava mega bem equipada, com computadores de última geração, além do habitual festival de mini sandubinhas (o de pão de cenoura com salame estava uma loucura, rsrs), refris, água mineral etc. E o atendimento aos jornalistas também estava o melhor possível.

SWU 2011 – O QUE NÃO DEU TÃO CERTO NO FESTIVAL
* Início dos shows muito cedo: ninguém agüenta chegar numa arena pra ver gigs já às duas da tarde. Para 2012, a sugestão é: começar o festival diariamente um pouco mais tarde (por volta das 18 horas seria perfeito) e esticá-lo até de madrugada.

* A programação pop da primeira noite: ok, a idéia é agradar todas as tribos musicais. Mas a primeira noite do SWU 2011 se mostrou pop demais, o que tira o caráter, hã, mais cultural do festival. E está mais do que provado que a galera do rock lota mesmo qualquer evento: o recorde de público foi na última noite, com 70 mil pessoas pirando na arena em Paulínia.

* Preços abusivos nas bebidas e alimentos: não foi e não é exclusividade do SWU. Sempre haverá extorsão do público em eventos musicais de grande porte (seja em festival de rock, ou em mega shows como Pearl Jam e Paul McCartney). A solução é agüentar a sede a fome e matá-la depois (ou até mesmo antes) do evento, antes de entrar na arena. Em Paulínia foi assim: dentro do SWU, uma garrafa long neck de Heineken (patrocinadora do festival) saía por seis mangos (nos caixas; nos camelôs pulava pra oito). Já do lado de fora, as barraquinhas “alternativas” ofereciam a mesma cerveja por dez reais. Só que com TRÊS UNIDADES! Ou seja: você pagava dez mangos por três garrafinhas, e não apenas uma. 

* Lama no estacionamento: foi inevitável com a chuva que não parava de cair. E quem foi de carro deu o grito, claro, já que muitos veículos ficaram atolados por cerca de seis horas e apenas saíram do lugar quando foram puxados por tratores – que cobravam 50 mangos pelo “serviço”. Fica novamente a dica  pro povo “coxinha” que quer conforto e ir de carro em um festival de rock: deixa o possante na garagem e vai de ônibus, porra!

* Tenda eletrônica Heineken Greenspace: ao contrário de 2010, ela fechou cedo todas as noites, assim que os shows acabaram nos outros palcos. Como era uma balada eletrônica, poderia ter sido esticada até de manhã pra quem estivesse com disposição, não?

SWU EM IMAGENS!!!
Dezenas de pics, a grande maioria tirada pela nossa linda e esperta colaboradora, a Helena Lucas Rodrigues (vulgo negra gata sorrizão e fanática pelo Jerry Cantrell, hihi)

AS BANDAS ARRASAM NOS PALCOS

 Simon Le Bon, mantendo o glamour new romantic três décadas depois

 Uma das bitchies/junkies de miss Love, em ação na gig do Hole

 Erik Krates mandando ver na bateria do STP

 Mr. Scott Weilland, vocal do STP e o junky que é sonho de consumo de muita gente (mulheres e homens também, hihi)

 O velho Jerry Cantrell, segurando os vocais e mantendo o esporro de sempre na guitarra do Alice In Chains

 Zé Pilintra do rock? Mike Patton mais uma vez msotrou que continua um gênio maluco, à frente do Faith No More

O PÚBLICO DÁ SHOW À PARTE

Galera chegando pra curtir um rock

Ela procurou manter a elegância, mesmo na chuva 

Casal faz um copper rápido, pra não perder nenhum show 

  

 Ela estava… triste, em pleno SWU???

Gata rock’n’roll cheia de charme

 Turma animada, sempre!

 

 Dupla da breja

Turma animada II 

 O rocker da capa branca

Galera do metal 

 

 Sustentabilidade para o Faith No More

E NOS BASTIDORES…

 Encontro de homens de preto no show fodástico do Sonic Youth: Zap’n’roll (Ride!) e seu old friend Just Like Dani (aka “A corrente de Jesus & Maria”)

 Na sala de imprensa do festival, na última noite, ao lado do “cappo” do SWU, o publicitário boa praça Eduardo Fischer

 Dupla do barulho: o blogger rocker e Wlad Cruz, o homem do Zona Punk

 Dupla do barulho II: o eterno jornalista gonzo e sua girlfriend, a fotógrafa e blogueira Helena

 Fim de festa, novamente na sala de imprensa, última noite do festival: a bota e a calça do jornalista cobertas de lama, mostra que o SWU foi mesmo rock’n’roll!

SWU EM DOIS VÍDEOS

Aí embaixo você vê a apresentação completa da lenda indie guitar americana, que foi postada no YouTube. E também um vídeo “off” (rsrs), onde o autor destas linhas bloggers lokers tenta “explicar” como será a cobertura zapper no SWU, hihi.

 

O show completo (a despedida deles?) de uma das maiores lendas do indie rock mundial em todos os tempos. SWU, Brasil, 14/11/2011

Zap’n’roll tenta “explicar” como será a cobertura do SWU, rsrs

 

* Equipe da Dynamite e do blog Zap’n’roll em Paulínia: Humberto Finatti e Helena Lucas Rodrigues.

E NAS INTERNAS DO FESTIVAL…

* Foi tranqüila a ida, todos os dias, de Campinas pra Paulínia, pra curtir e cobrir o SWU. O busão expresso que fazia o trajeto entre a rodô campineira e a entrada principal do festival, cobria a distância em meros vinte minutos. E nunca estava lotadaço. E o preço era uma merreca: R$ 2,90. Ponto pra organização do festival, com certeza.

* Foda mesmo foi achar um lugar pra se hospedar. O casal Zap’n’roll e Helena Lucas chegou a Campinas na noite de sábado, já atrasadíssimo (só pra variar…). Fez um périplo por dezenas de hotéis próximos à rodoviária, dos mais caros aos mais pulgueiros. Todos lotados. A salvação veio de uma tiazinha, recpcionista de um “meia estrela”: “moço, vai no flat Campinas, logo ali. É caro, mas deve ter vaga”. E tinha mesmo, mas com diária fura bolso total (mais de cem pilas). Sem alternativa, o casal jornalista/rocker ficou por lá mesmo. E amou a hospedagem na suíte que tinha até sala de estar e cozinha com micro-ondas. Ficou combinado entre o zapper e sua black gilfriend que a hospedagem, no SWU 2012, vai ser novamente ali mesmo, uia!

* A primeira noite do festival foi aquela tosquice de Kanye West, Black Eyed Peas e outros menos votados. O bicho começou a pegar mesmo na segunda noite, com o povo do rock invadindo a arena do SWU. E com com o rock também veio a chuva, claaaaaro. Semrpe que esta apertava o blogger loker se “protegia” na sala de imprensa e lá se divertia comendo sandubinhas, tomando Coca-Cola e vendo as figuras bizarras que compõem hoje a mídia musical brazuca.

* Yep, e ela estava lá, na sala de imprensa! Todas as noites! Quem? A “ídala” destas linhas online, miss Carol Nogueira, primeira e única. Na segunda noite do festival Zap’n’roll não se conteve e foi dar um alô à garota (que é bonitinha, simpática e bem menos pancuda do que demonstra em seus textos no blog Remix). “Oi, sou seu fã!”, disparou o zapper, hihi. Ela, com olhar de quem queria fuzilar o sujeito aqui: “Eu sei que você é o Finatti!”. Uuuuuiiiiiaaaaa!

* Mais figuras ilustres de nosso jornalismo musical também estavam dando sopa na sala de imprensa. Sérgio Martins, Daniel Vaughan, o sempre queridaço Pablo Miyazawa (super monge japa zen), a fofa Mari Tramontina, o mais que querido Luscious Ribeiro, Paulo Terron e… Jotalhão!!! Yesssss! A grotesca figura surgiu do nada em Paulínia, na última noite do festival, e lá ficou, tagarelando e desfilando sua pança paquidérmica entre os colegas de ofício. Como na última noite o autor destas linhas bloggers lokers estava, hã, já um tanto ébrio por conta de algumas doses de vódega (explicamos melhor isso no próximo bloco, rsrs), ele se irritou ao ver a hedionda rolha de poço do jornalismo cultural de Sampa. Lembrou-se do episódio “lata de breja na cara”, ocorrido anos atrás em Cuiabá, e chegou a cogitar a possibilidade de, desta vez, atingir o nefasto personagem com um… copinho de plástico cheio de vodka, também na fuça. Mas avaliou a situação, viu que isso iria arranhar a “imagem” do jornalista gonzo aqui (além de que ele estava sendo “contido” pela namorada), e desistiu da idéia, hihi.

* Só havia cerveja dentro da arena do SWU. E Heineken, patrocinadora do festival. Tudo lindo, quem não ama uma Heineken? Até Zap’n’roll, que detesta cerveja, adora a holandesa. Só que na última noite, cansado de tomar brejas, o autor deste blog decidiu comprar… uma garrafa de vodka e outra de energético, para levá-las ao evento. E levou, tomando o cuidado de “ocultar” as duas em sua mochila (já que jornalistas não sofriam revista rigorosa como o público comum, na barreira de “contenção” da entrada da arena). Não deu outra: chegando na sala de imprensa, lá se foi o zapper preparar seus apetitosos drinks de vodka com energético, mais gelo no copo. Foi aí que o lado “selvagem” do blogger gonzo voltou a atacar. Cumas? Leia abaixo.

* Entrevista coletiva na sala de imprensa, também na última noite. Eduardo Fischer, o homem que criou o SWU, fazendo um balanço do festival e respondendo perguntas da jornalistada presente. Até que lá pelas tantas, um pirralho mala (provavelmente um foca em início de carreira na profissão), começa a trollar o publicitário: “Mas e essa lama toda? As pessoas estão todas sujas e a área do festival está imunda!”. Fischer, sem perder o aplumb: “Você já esteve alguma vez em Glastonbury? Se sim, sabe o que é lama”. O moleque insiste: “E os carros atolados no estacionamento? A organização deveria tomar medidas e bla bla blá”. Foi quando o autor deste blog, já devidamente calibrado por algumas doses de vodka, interveio: “Cazzo, porque nossa raça, de jornalistas, às vezes é tão chata?”. O moleque, indignado, disparou: “Não estou falando com você!”. E o sujeito aqui, que jamais leva desaforo pra casa, devolveu na lata: “Ah é? Então vai tomar no cu! Entendeu bem? Vai tomar no seu cu!”. E a entrevista prosseguiu, rsrs.

* Dorgas no festival? Havia, claaaaaro. Muuuuuita maconha, sentia-se o cheiro de mato queimando a metros de distância. Já a amada “devastação nasal”, que foi a preferência junky do autor destas linhas rockers lokers durante anos, não foi detectada pelo blog.

* Blog que conseguiu se “infiltrar” no backstage do palco Energia, pouco antes de o Stone Temple Pilots começar seu set. jornalistas não podiam ir ao backstage, claro (com algumas exceções, como o pessoal de equipes de TV e tal). Mas a segurança, por vezes, se distraía. E, numa dessas distrações, pimba: lá se foi o zapper fazer um tour rápido atrás do palco gigante. Foi quando ele teve a “brilhante” idéia de ir buscar a Cannon com a qual a fotógrafa Helena estava registrando o festival. Saiu do backstage, encontrou a garota (já no “chiqueirinho” de imprensa, pronta pra registrar pics das duas primeiras músicas do STP) e pediu, esbaforido: “assim que você terminar de fazer as fotos das duas primeiras músicas, me passa a câmera que eu vou conseguir entrar lá atrás e…”. E mais nada: uma das assessoras do festival já veio com tudo: “Finatti, jornalistas não podem ficar no backstage”. Acabou ali a aventura zapper atrás do grande palco, rsrs.

* Por fim, o saldo de anos de enfiação brava de pé na lama: ao término da segunda noite do festival, o autor deste blog já estava com azia de tanto comer sandubinhas na sala de imprensa. Passou em um dos postos médicos espalhados pela arena e pediu pras enfermeiras de plantão um remédio que desse um alívio ao problema. Medicado, recebeu a sugestão da black gilfriend: “mede a sua pressão. Há quanto tempo você não faz isso?”. E lá se foi o gonzo blogger medir a pressão. O resultado foi um susto, literalmente: 12X16 (quando o normal, todos sabem, é 8X12). Foi aí que Zap’n’roll tomou mais um medicamento (desta vez, pra baixar a pressão) e saiu beeeeem preocupado do SWU. Na noite seguinte, mediu novamente e a coisa começou a voltar ao normal: 8X14. Ótimo. Hoje, sextona e já em Sampa, vamos fazer nova medição. Se tudo estiver “quase” normal, poderemos voltar novamente a praticar nosso esporte predileto: curtir um show de rock (no caso, do Tokyo Police Club), e tomando várias doses de destilados, uia!

* Ah, sim: centenas de sites e blogs “menores” foram “gongados” pela assessoria de imprensa do SWU, e não receberam credenciamento para cobrir o mesmo. Um deles, claaaaaro, é aquela vergonha alheia chamado Female Rock Squad, ou o famoso “blog de fãs e tietes deslumbradas”, comandado por uma desengonçada de quase trinta anos de idade (e, que segundo consta, ainda é virgem; cuidado amiga: faça algo em relação a isso, antes que você se torne uma tiazona neurótica, rsrs) e que dá truque em seus parcos e incautos leitores. Por exemplo: como não foi credenciado, o tal blog e sua “chefa” só fizeram resenha da última noite do festival, já que só devem ter comprado ingresso pra essa noite. Feio isso, né? Enfim, a titular do tal esquadrão feminino da tietagem sem noção deveria fazer o que a funkeira MC Katia recomenda em sua “obra-prima” “Do o meu cu de cabeça pra baixo”, e cujo áudio você (e ela) pode ouvir aí embaixo, hihi. Com certeza a donzela deixaria de ser tiete e adolescente tardia (além de mau caráter com ex-amigas), e olharia a vida com outros olhos e mais tesão, né não?

Um funk “meigo” de MC Kátia, para a bióloga e professora de inglês que “comanda” o blog Esquadrão Feminino da Tietagem sem noção curtir e ser feliz, uia!

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O blog agradece a atenção com que foi tratado pela assessoria do festival, através da Midiorama. E também ao carinho recebido pela Luciana Peluso, pelo Théo Van Der Loo e pelo próprio Eduardo Fischer. Nos vemos em Paulínia novamente, em 2012!
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O COMEBACK FODAÇO DOS GAROTOS ESQUECIDOS
Tudo começou em 1997 quando dois adolescentes –Arthur Frankini e Gustavo Riviera –, ambos apaixonados por MC5, Stooges e glam/glitter rock em geral, decidiram montar uma banda, em São Paulo. De lá pra cá foram catorze anos de trajetória e cinco discos de estúdio. O mais recente, “Taste It”, lançado pela gravadora ST2, acaba de aterrisar nas lojas no velho formato cd – na web, ele já circula há algumas semanas.

O blog zapper está ouvindo o disco há dias e afirma, sem medo de errar e sem querer puxar o saco da banda (que é velha amiga do autor destas linhas online), que este talvez seja o melhor trabalho de estúdio deles até hoje. E o disco vem curiosamente em um momento turbulento na carreira dos Garotos Esquecidos: o fenomenal batera Flávio Cavichioli saiu do grupo após gravar o disco e pouco antes de ele ser lançado oficialmente. Antes, anos atrás, o FB já havia sofrido com a saída do guitarrista Chuck, que tocou por quase oito anos no conjunto e que hoje é VJ da MTV, além de tocar no grupo Vespas Mandarinas. Chuck, porém, nunca deixou de ser amigo de Gustavo e dos FB, tanto que participou do show de lançamento de “Taste It” há três semanas, na casa noturna paulistana Beco203. E, pasmem, tocando bateria!

Zap’n’roll esteve presente na gig e comprovou o que todo mundo está careca de saber: ao vivo, os Forgotten Boys continuam avassaladores. Fora que levam um caminhão de xoxotas tesudas aos seus shows (as famosas “forgotettes”). No Beco, lá pelas tantas, uma fã mais alucinada e postada bem na frente do palco, tirou a camiseta e continuou dançando apenas com o sutiã tampando seus peitaços balouçantes. E com mais um detalhe: era quarta-feira de finados, feriado, e com muito frio em Sampalândia. Mesmo assim o Beco estava beeeeem cheio.

Forgotten Boys: o disco novo é ótimo e recoloca a banda no topo do rock independente BR

Para falar do novo disco e do momento atual do conjunto o blog foi bater um papo com o guitarrista e vocalista Gustavo Riviera. Aos trinta e quatro anos de idade, Gus continua a personificação do que é um Forgotten Boy exemplar – tanto que ele é o único remanescente do grupo original (e que, atualmente, é completado pelo também guitarrista Dazul, pelo baixista Zé Mazzei e pelo tecladista Paulo Kishimoto). E esta foi mais uma das tantas entrevistas que o sujeito aqui já fez com a banda, sendo que uma das mais célebres rolou no começo dos anos 2000, sendo na época capa da edição impressa da revista Dynamite (e que deu o que falar, devido ao seu conteúdo explosivo envolvendo sexo, drogas e putarias variadas).

Aí embaixo, então, os principais trechos do bate-papo, que rolou semana passada, via MSN:

Zap’n’roll – No novo disco a banda voltou a compor músicas somente em inglês. Isso sinaliza que a experiência de fazer músicas em português, no álbum anterior, não foi bem sucedida?

Gustavo Riviera – Não, eu gosto das musicas em português que temos. Quinta-feira, Sem Razão, Me entregar, estão em nosso set list de show e são legais, Não fizemos nada em português só porque nâo fizemos. Mas as em inglês soam melhor com o Forgotten Boys.

Zap – Ao que parece a banda também voltou às suas influências clássicas no novo trabalho, que são hard rock anos 70 e um pouco de glam rock. Há muito de Stones fase It’s Only Rock’n’roll e também de T-Rex no novo disco, você concorda?

Gustavo – Concordo, o disco está soando desse jeito mesmo. Nem acho que foi algo que nos influenciou antes de gravar o disco, nas composições, pra soar dessa maneira, realmente é algo que a banda gerou de si própria, as canções foram surgindo dessa maneira. Mas é claro que essas referências são bastante presentes no que escutamos desde muitos anos atrás e vão continuar.

Zap – Ok. Todos nós sabemos que o grupo andou passando por períodos complicados de turbulência. Anos atrás foi a saída do guitarrista Chuck. Agora foi a vez de o Flavinho (Cavichioli,que tocou por uma década na banda) sair da bateria, sendo que ele é considerado um dos melhores bateristas de rock do Brasil, além de que estava há muito tempo no grupo. Quais foram os reais motivos do desligamento dele e como vocês lidaram e estão lidando com isso? Como a saída dele afetou a banda?

Gustavo – O Flávio é um grande baterista, desde antes de entrar no Forgotten, eu já admirava ele tocando no Pin Ups etc..E no Forgotten ele foi sempre muito bom músico, ninguém na banda queria ele fora, mas as coisa foram levando pra isso, sem querer esconder nada mas foi desgastando mesmo, ele não estava mais a fim, e a banda não poderia ter um baterista que não estava a fim.

Zap – Ele chegou a gravar o disco novo e saiu pouco antes do lançamento. Isso afetou de alguma forma os planos de lançamento do álbum e os shows que já estavam agendados?

Gustavo – Tivemos que correr atrás de um baterista para fazer os shows que estavam marcados, e o Rafael (hoje tocando com a Mallu Magalhaes) tirou umas músicas rapidamente e segurou a onda legal, foram bons shows com ele. E no show de lançamento do disco o Chuck tocou bateria, e foi bem bom. Agora já estamos começando a ensaiar com outro baterista, mas ainda não entrou na banda. Mas posso dizer que é um rapaz com a mão pesada.

Zap – Certo, rsrs. O Chuck realmente mandou bem no show de lançamento no Beco/SP. Ele só participou daquele ou há planos para que ele faça outras participações especiais em outras gigs?

Gustavo – Por enquanto não. Mas é bem legal tocar com alguém que entende o Forgotten Boys. O Chuck saca.

Zap – Com certeza. Você poderia falar um pouco sobre o processo de composição das novas músicas e a gravação do disco? De onde vieram as idéias, o que as letras abordam, o trabalho no estúdio etc.

Gustavo – Foi um disco que vem sendo composto há mais de um ano, tem música que foi gravada há um ano e meio atrás. O disco carrega muita coisa, todas as mudanças na banda em relação a integrantes, empresários, loucuras, experiências, isso tudo está nas músicas. O Paulera (tecladista) e o Dazul ( guitarrista) me ajudaram muito a ver o Forgotten Boys de fora, a repensar o que o Forgotten Boys é as parcerias nas composições foram acontecendo entre a gente, coisa que pra mim era muito dificil, sempre fazia tudo sozinho. As gravações, foram feitas por partes, algumas musicas com o Roy Cicala, outras no Cabeça de Estopa, outras na Trama e na Fabrica de Sonhos, com diferentes pessoas mixando e etc, e mesmo assim o disco soa uniforme. Ao meu ver, é o Forgotten Boys tocando.

Zap – Ok. Falando da trajetória da banda: ela existe há mais de uma década e é um dos grandes nomes do rock independente nacional. Por que vocês não estão na escalação de festivais como o Terra e o SWU? Não é meio injusto isso ou, no mínimo, desatenção de quem monta os line ups destes festivais?

Gustavo – Bom, não estamos porque não nos chamaram. Injusto? Não sei. Gostaríamos de tocar nesses festivais. Algum desses caras uma hora arrisca, e aí a gente mostra. Não tem muito o que a gente fazer, estamos tocando,  fazendo coisas novas e dando uma alternativa pra quem quer
escutar.

Zap – Certo. E em relação aos festivais independentes, coligados à Abrafin e ao Circuito Fora do Eixo, a banda vai estar em algum dos próximos?

Gustavo – Ainda não sabemos.

Zap – Falando nisso, a pergunta inevitável: como você, como músico há anos tocando em uma banda alternativa, vê a atual cena independente nacional? As bandas te agradam? Ou há grupos demais e qualidade de menos? E sobre a atuação do Circuito Fora do Eixo nessa cena, que tem sido muito criticada nos últimos tempos, o que você teria a dizer?

Gustavo – Acho que existem mais bandas, mas continuam poucas as boas, que te envolvam. Esses dias vi o Hellbenders, o Gloom, e gostei. Acho que essa organização [do Fora do Eixo] ajuda as bandas a mostrar seu trabalho, o número de bandas se apresentando pelo Brasil aumentou bastante, e o circuito tem bastante culpa nisso.

Zap – Ok. Pra encerrar, que já está ótimo: com álbum novo lançado quais os planos imediatos da banda?

Gustavo – O plano com esse disco deixar todo mundo excitado com nossas músicas. Tá excitado? Hahah.

DISCO/CRÍTICA: “TASTE IT” FLAGRA BANDA NO AUGE NOVAMENTE
Forgotten Boys, todo mundo que acompanha a trajetória da banda sabe, é sinônimo de hard/glam/glitter rock setentista (Kiss, T-Rex, Rolling Stones na fase “Exile On Main Street” e “It’s Only Rock’n’roll”) e proto-punk sixtie (The Stooges, Iggy Pop). É o que os integrantes da banda (notadamente o fundador do grupo, Gustavo Riviera) sempre gostaram. E se essas referências e influências andaram se perdendo no trabalho anterior, agora retornaram com tudo em “Taste It”, quinto álbum de estúdio do gigante indie paulistano e, desde já, um dos melhores lançamento do rock brasileiro neste já final de 2011.

A banda vem de um disco ruim – “Louva-A-Deus”, editado em 2008, e onde arriscou a fazer canções em português. Foi um período complicado, de adaptações no grupo: ele perdeu o guitarrista Chuck (que era uma das marcas registradas do conjunto, ao vivo) e incorporou percussão e teclados ao seu line up. As músicas em português, ainda que não fossem ruins, soaram estranhas e não caíram no gosto dos fãs. E também não tocaram nas rádios, se essa era a intenção do FB ao gravá-las.

Com dois excelentes álbuns anteriores no currículo (“Gimme More”, de 2003, e “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado em 2005 pelo selo paulistano ST2, por onde aliás está novamente saindo o novo trabalho), era o momento de repensar tudo mais uma vez. Gustavo limou a percussão do grupo, manteve os teclados de Paulo Kishimoto, voltou a compor em inglês e levou três longos anos burilando o novo material de estúdio.

Pois a espera fez bem à banda. “Taste It” revela um grupo maduro musicalmente e de volta ao seu auge, em composições 100% rock’n’roll, menos barulhentas e muuuuuito mais melódicas. Gustavo também está cantando melhor e é um prazer ouvir as guitarras mezzo psicodélicas, mezzo Stones/Stooges de “Another Place”, “Change”, “Whatch Us Do It” ou “He’s Gone” – esta uma festa para se ouvir em casa, numa pista de dança ou ao vivo, com andamento pra lá de dançante e com intervenções precisas do piano tocado pelo japa Paulo. E nem se falou aqui dos violões e guitarra steel, que surgem na excepcional mezzo balada “Taste”, ou ainda na belíssima “Oh My Soul”.

Um discaço, no final das contas. E que contou novamente com a produção do expert Roy Cicala, que foi preciso ao acentuar as características rockers que permeiam as músicas do grupo. É um trabalho tão bom que periga ser o melhor álbum dos Forgotten Boys até hoje. E que, se caísse nas mãos da rock press ou de alguma produtora gringa, certamente poderia abrir as portas do mercado americano e inglês para os Garotos Esquecidos.
Enquanto isso não acontece eles estão aqui, ao alcance dos fãs nativos. E ignorados pelos produtores de Rock In Rio, Terra e SWU, que insistem em colocar na escalação desses festivais pasmaceiras como… Miranda Kassim. É a vida…

* Mais sobre o novo disco dos Forgotten Boys, vai lá: www.forgottenboys.com.br

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Taste It”, o novo dos Forgotten Boys.

* Filme: “A pele que habito”, o novo e sensacional (sempre) do gênio Pedro Almodóvar.

* Baladas: passada a ressaca do SWU, de volta à cena under paulistana, no? A sextona, além de shows bacanas do Tokyo Police Club e do Ok Go, ainda vai ferver bonito com showzaço de lançamento do primeiro disco do Orange Disaster, mais DJ set da sempre incrível Vanessa Porto, lá no Container Club (que fica na rua Bela Cintra, 483, Consolação, centro de Sampa).///Já no sabadão em si (mais conhecido como amanhã) tem Bailen Putos na Outs (no 486 da rua Augusta), tem especial do venerável The Cure na festa Pop&Wave, no Inferno (também na Augusta, mas no 501) e, ufa!, tributo aos vinte anos do “Nevermind”, do Nirvana, lá no Beco203 (que também fica na Augusta, lá no 609), com show por conta da turma amiga que tocava no Ecos Falsos. Tá bão, né?

E BORA VER TOKYO POLICE CLUB NA FAIXA!
O sorteio já rolou (ou você não viu a promo também na Zap’n’roll do portal Dynamite? Pois é…) e quem vai logo menos no UpperClub curtir a gig dos canadenses é:

* Edner Morelli e Matheus Morelli, ambos de Sampa.

SAINDO FORA
Post mega gigante, como todo mundo curte, né? Então é isso. Semana que vem o blogão zapper volta, com tudibom e que você só encontra aqui, certo?

Até lá então!

(atualizado e finalizado por Finatti em 19/11/2011 às 16:30hs.)