AMPLIAÇÃO FINAL E DEFINITIVA PARA O ÚLTIMO POST DA HISTÓRIA ZAPPER! Com entrevistas com novos autores da literatura de cultura pop e nossa derradeira musa rocker: a secretíssima, tesudíssima e cadeludíssima N.R. – Fim de jogo e fim de festa para este TÉTRICO 2018 (sendo que os próximos quatro anos deverão ser iguais em pavor, se não forem piores) e TALVEZ para estas próprias linhas bloggers rockers: após uma década e meia de ótimos serviços prestados ao rock alternativo e à cultura pop, chegou o momento de o blogão zapper sair de cena ao menos na forma como está sendo publicado atualmente e enquanto ainda se mantém relevante e com ótima audiência (ao contrário de certos “vizinhos” pobreloaders que… deixa pra lá, rsrs); assim, nessa postagem derradeira, nada de despedidas chorosas ou dramáticas, sendo que seguimos fazendo o que sempre foi feito muito bem aqui: você vai conhecer um pouco do trabalho do músico e guitarrista Dhema Netho, saber como foi o showzaço de final de ano dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, conhecer o trabalho de dois novos escritores independentes e que lançaram dois bons livros na seara da cultura pop, e mais isso e aquilo, com um detalhe: aqui NÃO tem lista de “melhores do ano” (isso, novamente, fica para aquele micro blogs que não têm mais assunto para publicar, uia!), “talkey”? (modo Jairzinho saco de cocô, claaaaaro!) (post ampliado, atualizado e finalizado em 28-12-2018)

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Zapnroll chega ao fim de sua trajetória de quinze anos na blogosfera brazuca de rock alternativo e cultura pop, período em que cobriu zilhões de shows internacionais mega, como o U2 (acima), e onde também revelou algumas das melhores bandas da cena alternativa nacional na última década e meia, como Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo, o zapper ao lado do vocalista Jonnata Araújo); em 2019 a marca do blog deverá continuar presente em eventos especiais em unidades do Sesc e talvez em outras plataformas digitais, como o YouTube

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MICROFONIA EXTRA E ESPECIAL: UM FEROZ PÁSSARO AZUL ROCKER FAZ UM VOÔ RASANTE VIA JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES – E ESPALHA POEIRA VERMELHA NA CARA DOS CARETAS (E DOS BOLSOTÁRIOS) – O jornalista ainda mezzo loker e eternamente rocker foi lá na Barra Funda (zona oeste de Sampa), em um aprazível final de tarde de domingão, prestigiar uma gig ao ar livre e gratuita dos sempre fodásticos Jonnata Doll & Os Garotos Solventes. E Finaski, mesmo estando combatendo um início de pneumonia com antibióticos e tal, não poderia deixar de ir ver seus guris amados do coração fazerem seu habitual esporro sônico. Foi o primeiro show que o blog viu da banda desde que eles ganharam o Prêmio Governador Do Estado SP para a Cultura (como melhor artista musical) em março deste ano, Prêmio do qual o autor deste blog foi um dos jurados e votou com gosto no grupo. Pois então: mesmo tocando em condições precaríssimas e no chão de terra da praça Olavo Bilac, o quinteto (que além de Joninha nos vocais também conta com as guitarras do Léo Breedlove, do Edson VanGogh, o baixo do Loiro Sujo e a batera do Felipe) literalmente BOTOU FOGO no local. Sonoramente a banda está em ponto de bala (e prontos para entrar em estúdio e registrar seu novo álbum inédito), mais redonda impossível. No repertório, algumas das canções que já se tornaram marcos na pequena discografia deles (como “Rua de trás”, que Jonnata dedicou ao microfone ao “nosso amigo Finatti”, e a dedicatória não poderia ter mais sentido, pois sabemos muito bem o que é ter frequentado uma “rua de trás” há um mês, se entorpecendo e alucinando com o que não deveria nunca mais se entorpecer; mas já passou, felizmente) e a adição de novas e sublimes canções, como a lindíssima “Pássaro azul”. Sem fazer média com a turma (que não precisamos disso) mas a real é que JDEOGS deve mesmo ser a MELHOR banda ao vivo do atual rock brasileiro (ou do que resta dele), ao menos na geração atual. As melhores referências sonoras (glam rock, pós punk à la Smiths, proto punk à la Iggy Pop, Legião Urbana e rock BR dos anos 80), ótimas letras em ótimo português e um vocalista ALUCINADO e do inferno, total andrógino, que se joga no chão e se vira e revira na terra bruta, que começa as apresentações total vestido e as termina inevitavelmente quase sempre apenas de CALCINHA (sim, ele sempre vai aos shows usando CALCINHAS), numa subversão e transgressão estética, visual, comportamental e performática como há muito não se via no MORTO roquinho brasileiro. Um rock hoje eivado de velhos idiotas e reacionários de extrema direita (como Lobão Cagão e Roger Bosta Moreira, ambos eleitores de BolsoNAZI, inacreditável isso; fora os “merdalheiros” fãs de heavy merdal e classic rock, todos também bestas humanas reacionárias de extrema direita) e que ENVERGONHA de verdade quem de fato AMA o grande rock que sempre esteve ao lado da liberdade, da democracia, da justiça social e que JAMAIS irá se alinhar com o fascismo de direita. E como se não bastasse o show ainda rolou bem na frente da sede de uma… igreja evanJEGUE, ops, evangélica, ahahahahaha. Sim, eles mesmos: os evanJEGUES como a futura primeira dama do país (R$ 24 mil na conta dela, depositados de maneira altamente suspeita, que be le za hein bolsOTÁRIOS) e como a futura Ministra dos Direitos Humanos (a que já disse que “é hora de a RELIGÃO governar o país!”, isso porque somos um Estado LAICO, de acordo com a Constituição). Joninha não perdoou e detonou a mesma. Foi, vale repetir, sensacional! O rock daqui nunca precisou tanto nesse momento de uma banda como a Boneca Jonnata e seus guris solventes. Em um país culto e não boçal e medieval como é o Brasil, esses moleques já estariam de contrato com uma grande gravadora e tocando direito nas rádios. Mas aqui, claro, é a nação boÇALnara, medieval ao máximo e que ama sertanojo e pagode burrão, além de axé e funk podreira. Sem problema: Jonnata Doll sabe que o rock voltou ao lugar onde se sente mesmo à vontade e em casa: no underground musical e cultural, na RESISTÊNCIA artística e cultural da qual todos nós faremos (já estamos fazendo, na verdade) parte a partir de 1 de janeiro vindouro, quando o Brasil irá mergulhar na idade das trevas porque 57 milhões de totais imbecis assim o quiseram. Que venha o fascismo troglodita e seu “mito” sujo de barro. Estaremos todos aqui para combate-lo. Ao som de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, claro!

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Joninha e seus guris solventes: provavelmente o show ao vivo mais esporrento e poderoso da atual cena rock brasileira

***Ainda sobre a gig: o público não foi grande, mas o blog sentiu-se completamente contente e enturmado ali. Só tinha “cidadão do mal” (ahahahaha): “comunistas”, esquerdopatas, “petralhas”, “vagabundos” e LINDAS garotas (de todas as cores e raças) esquerdistas, hehe. Lindas, nada pudicas e de lar nenhum, como as boçais e “limpinhas” garotas de direita jamais o serão.

 

***Final de ano chegou, o inútil natal está aí e bla bla blá. Tá de bobeira este finde e pelos lados do Rio MEDO De Janeiro 40 graus? Então cola na casa noturna Dama De Aço, em Humaitá que a festona lá vai ser absolutamente fodástica nesse sábado, 22 de dezembro: vai rolar a “Ceremony”, apenas com anos 80 e pós punk a noite toda, com super especiais do Joy Division e do Echo & The Bunnymen. A produção do evento é do queridão Kleber Tuma (que vai discotecar também e comemorar seu niver) e Zapnroll é o dj convidado, wow! interessou? Vai aqui e saiba tudo sobre o evento: https://www.facebook.com/events/293078024871304/.

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***E como já estamos todos em clima de fim de festa por aqui (pelos lados do blog) e de final de ano, vamos deixar mais notinhas para a Microfonia para a semana que vem, antes da virada para 2019. Isso se algo realmente importante rolar e merecer ser comentado aqui, beleusma?

 

 

ÚLTIMO POST ZAPPER DO ANO – E FIM TALVEZ DE UMA TRAJETÓRIA LINDONA DE QUINZE ANOS NA BLOGOSFERA BR DE CULTURA POP E DE ROCK ALTERNATIVO

Já disseram há muito tempo Los Hermanos: “todo carnaval tem seu fim”. Estamos total de acordo com essa frase. Pois tudo na existência um dia chega ao fim. Grandes bandas de rock acabam mais cedo ou muito mais tarde (Keith Richards, o genial guitarrista dos Rolling Stones, do alto de seus setenta e cinco anos de idade, já mandou avisar que a atual turnê da banda é mesmo a ÚLTIMA), movimentos acabam, gêneros musicais idem (o rock já foi para o museu, infelizmente), escritores, artistas variados e músicos um dia morrem (desse mundo ninguém sai vivo) e por aí vai. Com este blog não haveria de ser diferente.

Zapnroll começou a ser publicada na internet por volta de maio de 2003. Primeiramente dentro do extinto portal Dynamite online (que foi o substituto digital da revista alternativa de rock do mesmo nome, e que marcou época na imprensa musical brasileira, fundada por volta de 1992 pelo músico, produtor e agitador cultural André Pomba). Depois, com a ampliação do número de leitores e da sua repercussão midiática, ganhou endereço próprio (.com). Mas dez anos antes, em 1993, este espaço dedicado ao rock alternativo teve um período de vida na própria edição impressa da revista Dynamite, em forma de coluna.

Desde então muita coisa aconteceu, muita água rolou embaixo da ponte e poderíamos escrever um LIVRO aqui apenas sobre a década e meia em que o blog e site zapper estão no ar na internet. Nesse período este espaço virtual literalmente acompanhou tudo o que foi possível no rock alternativo daqui e do mundo inteiro. Viajou o Brasil inteiro cobrindo centenas de festivais, descobrindo bandas que hoje são mega conhecidas (entre elas, Vanguart de Cuiabá, e Luneta Mágica de Manaus), resenhou toneladas de discos e shows e cobriu alguns dos maiores festivais (Lollapalooza, Planeta Terra, SWU etc.) e shows gringos (U2, Franz Ferdinand, The Cure, Blur, Oasis, Pulp, Pixies, Duran Duran, The Strokes, Belle & Sebastian et, etc, etc.) que já aconteceram no Brasil. Era e talvez seja, portanto, hora de sair de cena, enquanto este espaço ainda se mantém relevante, digno e com boa audiência. Afinal estamos envelhecendo (assumidamente: ou você morre antes de envelhecer ou envelhece e morre, simples assim) e produzir material para este blog é algo trabalhoso e cansativo, sem dúvida. Fora que o mundo infelizmente mudou radicalmente de anos para cá, com o advento da internet, dos apps, redes sociais e que tais. O grande jornalismo musical e cultural, como o conhecemos (e sendo que Zapnroll talvez seja parte da última grande geração de jornalistas da imprensa IMPRESSA que existiu, a que surgiu na década de 1980), definitivamente morreu. Idem a cultura pop e o próprio rocknroll. Sim, a música pop continua existindo e produzindo novos artistas a todo vapor. Mas eles são tão irrelevantes artisticamente falando que explodem um mega hit nas redes sociais e canais da web (como YouTube etc.) por uma semana e depois desaparecem tão rápido quanto surgiram, sendo logo substituídos por outro astro tão irrelevante e fugaz quanto foi seu antecessor.

Diante de um panorama desses estas linhas virtuais nem tinham mais como atualizar a todo instante o material publicado aqui, justamente por não ver NADA DE RELEVANTE que justificasse tal atualização frenética. Enquanto outros blogs “vizinhos”, que já foram incríveis e mega importantes para o jornalismo de cultura pop e agora se veem em aterradora decadência editorial (publicando micro posts diários sem importância alguma e com um autêntico fiasco em termos de repercussão e audiência), o blog zapper preferiu diminuir suas atualizações, publicando posts com farto material informativo e dedicando edições especiais a grandes bandas e discos da história do rocknroll.

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A Luneta Mágica, de Manaus (acima): uma das grandes descobertas do blog na cena indie nacional; nas fotos abaixo, momentos da trajetória do blog, com Finaski ao lado de Robert Smith (The Cure, em 1996), Kim Gordon (Sonic Youth, em 2005), Frejat (em 2016) e Nasi (vocalista do Ira!, este ano)

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Mas enfim avaliamos e decidimos que agora talvez seja a hora de encerrar de vez as atividades da Zapnroll. Tal qual o gigante REM decidiu por fim à sua trajetória musical sem trauma algum e após trinta anos de gigante trajetória no rock, tal qual Keith Richards que surpreendeu o mundo semanas atrás dizendo que estava parando de beber (“é hora de sair”, disse o guitarrista que é a ALMA dos Stones), também acreditamos que chegou a nossa hora de sair de cena, pois acreditamos que já cumprimos com louvor nossa missão por aqui. No final de 2017 o jornalista zapper publicou seu livro “Escadaria para o inferno”, onde ele faz um balanço de sua vida profissional na imprensa brasileira ao longo de três décadas de atividades. E em outubro passado o blog realizou uma sensacional e magnifica festa de quinze anos de existência nas dependências do Sesc Belenzinho na capital paulista, com showzaços das bandas Saco De Ratos e The Dead Rocks. Damos por encerrada nossa missão. Ao menos por enquanto.

Mas sem tristeza ou choradeira. O espaço do blog irá permanecer ainda por muitos meses online, para ser consultado por seus fieis leitores. E além disso também estamos programando novos eventos e atividades especiais, com a marca do blog – um deles deverá acontecer novamente no SescSP, entre abril e maio de 2019. Quando esses eventos se confirmarem, serão obviamente divulgados por aqui mesmo. E, por fim, talvez Zapnroll se renove e mude de plataforma, estreando um canal no YouTube, por exemplo. Tudo isso será estudado a partir do final de janeiro próximo.

Até lá estas linhas malucas e lokers que causaram polêmica como ninguém na história da blogosfera brazuca de cultura pop, entram em férias “permanentes” a partir deste post. Agradecendo de coração e com todo o carinho do universo quem sempre nos acompanhou e nos prestigiou. E desejando que todos tenham ótimas festas e uma virada de ano bacana, dentro do que é possível esperar de bom no país que será DESgovernado por BolsoNAZI a partir de primeiro de janeiro.

Fica então o nosso “até breve” para toda a galera. Valeu, pessoal!

 

***E não, pode ESQUECER! Na despedida oficial de Zapnroll, não vai haver LISTA ALGUMA aqui de “melhores do ano” – já basta a vergonhosa lista publicada pela revista americana Rolling Stone, com os 50 melhores (ou seriam os PIORES?) discos de 2018. Quer ver listas inúteis? Vai lá no blog pobreload, uia!

 

 

A HISTÓRIA TOTAL ROCKNROLL DE DHEMA NETHO – DE QUEM PROVAVELMENTE VOCÊ NUNCA OUVIU FALAR MAS QUE TEM UMA TRAJETÓRIA JÁ GIGANTE NO MONDO ROCKER

Yep, você provavelmente nunca ouviu falar dele. Mas como uma das funções primordiais de toda a história de década e meia deste blog eternamente rocker foi apresentar gente desconhecida mas totalmente envolvida como o grande rocknroll, achamos que era uma boa se deter no personagem do músico Dhema Netho para ser um dos tópicos principais de nosso derradeiro post.

Quem? Dhema Netho. Ou Ademar Neto, seu nome de batismo. Que nasceu no interior do Paraná há mais de cinco décadas, foi protético na adolescência e juventude, começou a tocar guitarra aos dezenove anos de idade, se apaixonou pelo rocknroll e nunca mais desistiu da sua paixão. Que o levou a montar bandas na década de 90 (uma delas, a Brechó De Elite, chegou a fazer razoável sucesso entre 1989 e 1995, chegando a tocar em rádio e a fazer aparições na então poderosa MTV Brasil), depois a ter uma loja de discos lendária em São Paulo (a Rocks Off, no bairro de Pinheiros) e, por fim, a leva-lo para Londres, onde morou por mais de quinze anos. Período em que gravou e lançou discos (um deles, inclusive, teve seus registros feitos no mega lendário Abbey Road, onde foram gravados alguns dos álbuns gigantes dos Beatles e de toda a história do rock), tocou no Cavern Club em Liverpool (onde uns certos Beatles também começaram tudo) e foi vivendo da sua música até se cansar “do frio” inglês para retornar a Sampa, há mais ou menos dois anos. Enfim, uma trajetória pra lá de bizarra e incrível e sendo que sua produção musical jamais cessou – Dhema tem cerca de quatrocentas músicas INÉDITAS e ainda não gravadas.

Como o blog conheceu o músico, que vive ao lado de cinco guitarras em uma kit no centro da capital paulista? Isso você, dileto leitor zapper, irá saber logo menos lendo a entrevista que fizemos com ele e onde o guitarrista e compositor relembra histórias bizarras de sua década e meia morando em Londres. Abaixo, os principais trechos do bate papo que ele teve com este espaço rocker blogger.

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O músico, guitarrista e compositor Dhema Netho (acima) e seu projeto, Monkey Revolution (abaixo): uma história incrível no rocknroll nos últimos dezesseis anos

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Zapnroll – Você já possui uma extensa trajetória como músico, guitarrista e compositor. Começou a tocar ainda na adolescência, teve banda de rock nos anos 90 (a Brechó De Elite) e morou dezesseis anos em Londres, tendo voltado há pouco tempo para São Paulo. Assim, para quem não conhece seu trabalho gostaria que você detalhasse bem tudo o que fez até hoje em termos artísticos e musicais.

 

Dhema Netho – A banda brecho’ de Elite foi fundada por mim mesmo em 1989 com um anuncio num jornal chamado primeira mão procurando integrantes para montar uma banda de Rock, e então os interessados foram aparecendo. Esse jornal foi de uma geração de Rock dos anos 80, pois nele você poderia procurar musicos , vender e comprar instrumentos musicais. Nessa época nem se sonhava com instrumentos importados no Brasil. Achar uma guitarra Fender, amplificador Marshall era impossível.

As lojas de instrumentos musicais na Teodoro Sampaio (rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista) estavam começando a surgir.

A banda Brecho’ de Elite teve 3 vocalistas. Musicos?  Dezenas passaram pela banda. Um entra e sai de musicos e na verdade  NUNCA  tive musicos que realmente gostasse deles como gosto musical . Um gostava do Pantera , outro do Iron Maiden, outro do Steve Vai e  eu adorava e ainda gosto do Chuck Berry e Rolling Stones. Então as coisas, as ideias  NUNCA se encaixavam e nada dava certo. Passei a maior parte da existência dessa banda procurando acertar os musicos do que realmente chegando a algum lugar. Depois de muito sacrificio e insistência consegui gravar o primeiro álbum do Brecho’ de Elite, “A vida e’ Rock and Roll” em 1995, por uma gravadora independente de Sao Paulo que já pegou as músicas todas gravadas e estúdio já pago por mim mesmo. Ninguém da banda pôs um centavo do bolso, eu paguei tudo, uma parte em dinheiro e outra parte em  instrumentos musicais. Essa mesma gravadora tinha lançado a banda Velhas Virgens e eles estavam quebrando o pau com os donos dessa gravadora que eu nem quero dizer o nome e nem sei para onde eles foram e que fim eles levaram, nem quero saber. Depois de ter caído numa grande roubada dessa gravadora, assim como os Velhas Virgens caíram, essa porcaria de gravadora jogou um membro da banda Brecho’ de Elite um contra o outro e a casa caiu feio. Os integrantes tentaram me roubar a banda por influência de um dos donos da gravadora dizendo que ele me queria fora da banda pois eu como dono, líder da banda representava perigo para eles, dono da gravadora manipular e não cumprir o contrato e roubar as músicas que nem sequer eles pagaram para gravar. Foi um verdadeiro inferno essa fase. Um integrante da banda roubou um amplificador de um amigo meu que emprestou para a gente gravar no estúdio. Os pais desse amigo foram no meu apê dizendo que iam chamar a polícia se não devolvesse o amplificador do filho dele e esse mesmo integrante da banda disse que ia ficar com o amplificador do meu amigo para pagar as horas de gravação dele no estúdio, vai vendo. Era um cabeçote valvulado para Guitarra mod. 5150 Van Halen. Não fazia muito o meu gênero como amplificador, mas esse guitarrista queria gravar com ele. No final ele devolveu o amplificador com ameaças de ir preso por roubo. Um idiota, moleque inconsequente. Meti um precesso em todo mundo. Ganhei a causa na Justiça, coisa que não foi nada dificil para ganhar POR SER TÃO ÓBVIA a situação. Traumatizado, abondonei tudo, vendi tudo e fui embora para Londres sem querer nem saber de banda, de guitarra e só pensava em recomeçar uma vida completamente nova e comecei uma vida completamente nova: fui produzir música eletrônica old school . Nada de House music, nada comercial. Musica eletrônica Underground Minimal Techno, Drum and Bass, etc. Não toquei Guitarra por 10 anos. E nunca entendi o por que disso e nunca achei resposta. Um dia bem discretamente, isso ja’ em Londres depois de 10 anos ja’ morando la’, entrei numa loja de guitarras, há 10 anos sem tocar ou pegar esse instrumento, com muita timidez peguei um violão bem principiante nas mãos e queria saber se eu ainda sabia tocar aquilo. Foi muito estranho aquele momento. Comprei o violão pois custava uma merreca, 60 libras. Foi então que aos poucos fui

lembrando e em pouco tempo eu ja’ estava com a casa, quarto cheio de Guitarras Fender, Amplificadores para toda parte. E la’ vamos nós, quero dizer eu, montar uma banda de rock de novo. Só que agora em Londres. Começar tudo do zero de novo como banda de rock. Anúncios e anúncios em jornais, revistas de musica procurando integrantes para formar banda. Entrei numa banda que era uma vocalista meio Blues, Folk, até Punk. Deu tudo certo logo de cara. A banda nao tinha nome. Eu dei o nome de Burning Money e todo mundo gostou. Eu era o único brasileiro nessa banda. Ainda bem que ninguém me pediu para tocar bossa nova ou samba, hehehehe,  man, fuck you, no way. Gravamos 6 musicas logo de cara, pois eu peguei todas as minha musicas do Brecho’ de Elite e traduzi para o inglês com a vocalista  adaptando uma coisinha aqui outra lá, pois alguma coisa nao fazia muito sentido dizer aquilo em inglês. Pronto, vamos fazer shows e procurar pubs para tocar. Nós agora somo o Burning Money: queimando dinheiro e não tínhamos muito onde cair mortos. Muitas águas rolaram, ou melhor, pedras rolaram e acabamos dentro do Abbey Road Studios (um dos estúdios mais célebres do mundo, onde os Beatles gravaram algumas de suas obras primas). E eu WOOOOO, isso seria uma recompensa depois do inferno no Brasil? Olho do meu lado sentado numa mesa do café do estúdio ninguém menos do que JIMMY PAGE do Led Zeppelin, a banda que eu idolatrava quando moleque? Ele sentado sozinho lá no jardim do estúdio e eu aqui também fazendo meu trabalho como  musico e agora mister Dhema Netho, eu me pergunto a mim mesmo? Por alguns minutos passou um filme pela minha mente doque eu tudo tinha passado no Brasil com o brechó de elite e membros, e pensei: essa é a minha verdadeira recompensa. Fui até Jimmy Page, pedi licença se poderia trocarmos umas palavras e ele disse por favor sente se e sinta se a vontade. Me apresentei como brasileiro,  e depois comentei se ele ainda tinha uma casa no Brasil onde ele passava as férias, ele disse que sim mas que não vinha ao Brasil há uns 3, 4 anos. Me perguntou se eu estava gravando musicas no Abbey Road ou só visitando. Respondi que sim estava masterizando umas musicas com minha banda o Burning Money. Ele fez uma brincadeira com o nome da banda perguntando se eu estava queimando dinheiro por ter ficado rico com a banda. Dei um cd demo para ele apertamos as mãos e boa sorte com sua musica rapaz, ele disse. Nos vemos por aí. Já estava dando a hora de subir para entrar no estúdio pois ficava no primeiro andar. E assim mil e outras histórias com famosos cruzaram o meu caminho. Por que decidi voltar ao Brasil depois de 16 anos na Inglaterra? Para por a minha cabeça no lugar, perdas de grandes amigos que fiz por lá que morrem com abuso de substancias, outros de câncer bem jovem. E eu estava precisando dar um tempo de Londres, pois estava bem cansado de lá. Talvez ainda volte a morar lá, mas quando penso no inverno, no frio que faz lá, eu nao sei não se voltarei a morar. Talvez só a passeio mas tem que ser no verão com certeza absoluta.

 

Zap – Por que você foi parar em Londres, afinal? O que houve com a Brechó De Elite e por que decidiu voltar ao Brasil?

 

Dhema – Nao consegui viver só de musica em Londres. A maioria de integrantes de bandas Inglesas tem um trabalho em loja de instrumentos musicais como acontece aqui no Brasil. Nada muda nesses termos , a dureza para chegar em algum lugar como banda não  é nada fácil. Trabalhei em Lojas de instrumentos também na Rua Dean Mark st. onde ficam todas as lojas, tipo uma Teodoro Sampaio em São Paulo. Sim, toquei guitarra nas ruas também com uma amiga nos vocais. Toquei muito em Camden Town, um bairro bem louco de Londres onde as pessoas parecem morcegos góticos. Eu não saia de lá.

 

Zap – Conseguia viver de música lá? Conte sobre sua fase como músico de rua, tocando em estações de metrô etc. E como foi a história de você também ter tocado no Cavern Club em Liverpool, onde os Beatles começaram a trajetória deles?

 

 

Dhema –  Caverna Pub em Liverpool, sim, fiz várias jamming  sessions no Caverna. Eu ia muito a Liverpool com um amigo inglês que tinha vários amigos em Liverpool e também eram musicos. Assim com em Manchester também. Íamos durante a tarde um dos amigos tinha um irmão que trabalhava no Caverna Pub e liberava tudo pra gente lá dentro. Nos sentíamos como se o caverna fosse nosso. Quando você está vivendo isso, tudo é tão natural, tão normal. Mas pode ter muita gente agora lendo isso e achar isso um sonho para eles. Talvez até um sonho nao realizável. Eu também ainda tenho sonhos que não sei se vão se realizar. Por exemplo, tocar um dia no The Royal Albert Hall. Uma casa de Londres onde as maiores bandas inglesas tocaram e fui ver shows lá centenas de vezes. Uma dupla sertaneja do Brasil já tocou nesse lugar. Mas tem um porém, eles dedetizaram o lugar ao meu pedido para as bandas de rock voltarem a tocar lá, rsrs.

 

Zap – De volta ao Brasil, você tem composto muito? Quantas canções inéditas você possui prontas para serem lançadas?

 

Dhema – Na verdade eu componho o tempo todo. E onde quer que eu esteja, estou com letras vindo à cabeça e mando isso via mensagem para o meu próprio celular para evitar que eu esqueça. Faço isso há muitos anos. E o mesmo eu faço com um gravadorzinho de voz para registrar coisas que me vem quando estou tocando guitarra. Não tenho smartphone, iphone não gosto disso de forma alguma. Meu celular não tem internet e não tira fotos. To muito feliz assim e não quero me tornar um escravo de uma máquina tão idiota e não fazer nada mais na vida a nao ser estar olhando e segurando aquilo 24 horas por dia, não entendo essas pessoas que fazem isso.  Sim, tenho gravado muitas musicas novas com amigos do Brasil lá em Pinheiros. E sao musicas ótimas.

 

 

Zap – Quais foram suas maiores influências musicais e no rock ao longo da sua vida? Quais suas bandas preferidas?

 

Dhema – Eu diria que quase tudo que tem qualidade musical. Ou seja, musica boa de verdade. Quando muito pequeno black music, disco music que eu adorava. Peguei e vivi toda a fase da discotheque e até hoje gosto muito desse estilo. Por volta dos 12, 14 anos o Rock&Roll entrou na minha vida e dominou tudo. Nazareth, Ac/Dc , The Sweet, Rolling Stones, The Beatles, Gary Gliter, Joan Jet, Bad Company, Led Zeppelin, The Who, Deep Purple, Yes, Sex Pistols, The Ramones etc. Isso era o que eu realmente ouvia. Tudo isso eu tinha em aqueles compactos vinil de 2 musicas de cada lado. E depois veio o Vinil.

 

 

Zap – Como você vê a música e o rock em si nos tempos da internet? Acha que o grande momento do rocknroll mundial já passou e não volta mais, ou ainda acredita que o gênero irá sobreviver?

 

Dhema – Não acredito de forma alguma  que o estilo Rock irá ter um BOOOOM como teve nos anos 50,60,70 e talvez até anos 80. É uma outra geração, uma outra mentalidade, uma outra realidade. E honestamente nada disso me interessa. Não tem aparecido uma banda que me interessa nestes últimos 20 anos. Seja essa banda de qualquer país. Não gosto de nenhuma banda dessas que estão. Não vou citar nomes porque SÃO TODAS. Musica na internet? Não faço downloading. Tenho tudo que me interessa para ouvir no meu Notebook e no pendrive. Internet facilita a vida das pessoas em todos os sentidos se você souber usar isso de uma forma inteligente. Tudo é muito prático e muito rápido quase no tempo real.O Rock vai sobreviver? O ock vai estar sempre aí como todos os outros estilos de musica boa. Assim como o Reggae, Folk, Blues, Country, Jazz, Clássico, Punk Rock etc. E isso vai ficar ao gosto, interesse individual de cada um o que quer ouvir. Agora, o que vai predominar ou continuar predominando é essa porcaria que está nessa geração Iphone. Como disse Albert Einstein, quando a tecnologia dominar as pessoas, dominar o mundo, essa será a geração mais estúpida na face da Terra. Se você não sabe usar a tecnologia, ela te usa e faz de você um verdadeiro idiota.  A tecnologia é sensacional se você souber usa la e não ser usado por ela.

 

Zap – Seus planos para 2019. Pretende lançar um disco inédito, afinal?

 

Dhema – Sim , pretendo lançar um álbum todo de inéditas que já tem umas 8 musicas novas com o Monkey Revolution, meu novo projeto/banda. Com esse projeto realmente eu alcancei quase o top da montanha em termos de satisfação profissional com as composições, produções, arranjos etc. E eu canto nesse projeto, coisa que demorou muito para eu assumir que gostava da minha voz cantando e tenho sido muito elogiado por isso. Mas sempre quase todo mundo diz a mesma coisa: parece Lou Reed , David Bowie, Bob Dylan, em termos de voz. Tudo bem, para mim e’ um elogio.

 

***Para saber muito mais sobre Dhema Netho e seu Monkey Revolution, vai aqui: https://www.facebook.com/Monkey-Revolution-was-born-in-London-by-Ademar-Mello-Brazilian-Musician-574501856270636/

 

 

E MONKEY REVOLUTION AÍ EMBAIXO

Em diversos vídeos, no canal no YouTube dedicado ao projeto de Dhema Netho

https://www.youtube.com/user/1964ademar

 

 

CULTURA POP LITERÁRIA – DOIS ESTREANTES EM LIVROS CONVERSAM COM O BLOG EM NOSSA DERRADEIRA EDIÇÃO

Em um momento em que o mundo em geral e o Brasil em particular possui cada vez menos apreço pelo lazer e simples (e ótimo) ato de ler um livro (afinal a era da web democratizou e tornou todos iguais perante à boçalidade humana: ninguém mais quer saber de ler livros ou textos longos mas, sim, compartilhar bobagens e imbecilidades vazias e ligeiras em redes sociais e aplicativos de celular), a literatura ainda possui devotos fiéis e segue respirando. Parte essencial e intrínseca da cultura pop e de nossa formação cultural e intelectual, ler um (ou muitos) livro (s) deveria ser algo obrigatório na existência humana. Manter essa arte gigante viva então nos tempos atuais, publicando um livro, pode se tornar um autêntico ato de coragem.

Pois dois diletos amigos pessoais destas linhas virtuais de cultura pop que estão se despedindo da blogosfera BR após uma década e meia de presença nela, ousaram, tiveram coragem e acabam de se lançar em suas estreias literárias. O jornalista Jesse Navarro vem com o seu “Macumba Rock”. Já a farmacêutica (!) e publicitária Tatiana Pereira apresenta “De analgésicos e opióides”, título homônimo do blog que ela mantém já há alguns anos. E para saber do que se tratam os dois livros e conhecer um pouco melhor a trajetória dos autores, Zapnroll foi bater um papo com ambos. Sendo que as duas entrevistas você confere abaixo.

 

JESSE NAVARRO

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O jornalista e escritor Jesse Navarro e seu primeiro livro, “Macumba Rock”

 

Zapnroll – Você é jornalista de formação, já tendo passado por redações de veículos impressos e pela produção de programas de tv e para a internet. O que o motivou a lançar este seu primeiro livro?

 

Jesse Navarro – Sempre escrevi, no colegial fiz curso técnico de redator auxiliar, minha primeira faculdade foi letras e meu pai foi jornalista e escritor. No entanto, não conseguia me organizar para escrever um livro. Em 2017, o exercício de um curso de roteiro era criar uma série imaginária para a Netflix. Nasceu Macumba Rock. Como é muito difícil virar série mesmo, resolvi adaptar a história para um livro. Da ideia original da qual apresentei até um “pitching” no curso, só ficaram o título Macumba Rock e os papos entre o espírito de Raul Seixas e uns jovens ocultistas num cemitério. Virou Culto a Raul. O resto é coisa que vi na vida, histórias de minhas consulentes de baralho cigano e dos moradores de rua com quem trabalho. O objetivo é mostrar a capacidade humana de sair das trevas por quem já viveu nelas, o poder de superação pelos caminhos da arte e da espiritualidade. A trilha sonora da minha vida que sempre foi rock alternativo viveu uma mudança: passei a ouvir cada vez mais o que chamo de xamanismo eletrônico e sons cheios de tambores. Esses barulhos estavam na minha mente e viraram ficção. Inclusive na trilha sonora incluí também preciosidades musicais da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez, um dos discos mais vanguardistas dos anos 70, pós-tropicalista e debochado, com Raul Seixas, Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e Edy Star. Incluí essas trilhas na versão áudio livro que está em arte final. Foi uma fase inspirada da minha produção na Rádio Mundial, usando horas e horas de estúdio 2 para produzir esse material com vários dubladores. Lançamento será em mp3 em janeiro. Sei que tudo nasceu num curso de roteiros num momento de profunda transformação na minha vida pessoal.

 

Zap – Fale um pouco de sua trajetória jornalística e de suas influências literárias.

 

Jesse – Minha trajetória jornalística começou numa assessoria de imprensa na Prefeitura de Osasco. Meu sonho era o rádio, a televisão e peguei a internet chegando. Adorava ser repórter do jornal Primeira Hora, onde comecei cobrindo polícia e depois parei na política. Fui repórter de vários pequenos jornais e apresentador de várias pequenas emissoras de TV, rádio e internet, passando a ter mais pegada cultural. Entrei na RedeTV para ser editor de um programa da tarde e acabei trabalhando em algumas produções, pautei muito Márcia Goldsmidt na Band e dirigi o Clodovil interinamente por uns quinze dias. Durante dois anos fui assistente de direção. Aquilo era puro entretenimento e eu ainda vivia no estado da arte mais erudita. Meu programa na TV Osasco se chamava Giralata e acabou virando Oráculo em outro portal local. Criei um personagem punk místico cultural que atraiu a atenção da MTV da época. Aparecia no programa Gordo Freak Show, umas matérias externas, uma experiência bizarra pela proposta humorística de cornetar o artista na porta do seu show, mas uma experiência inesquecível de gravar uma externa com profissionais de verdade. Passei pelo Guia Quatro Rodas da Abril e depois disso, minha trajetória de jornalismo sobreviveu como comunicação e leitura de oráculos. Fui para a Rádio Mundial e hoje leio ocultismo, um ou outro romance espírita, minha influência literária é beat, Hunter Thompson, Plínio Marcos, cinema da Boca do Lixo. Dica de livro para verdadeiros estudantes de tarô: “O caminho do tarô”, Jodorovsky. A cultura de auto ajuda espiritual é um caminho que mudou minha leitura, meu radicalismo, coisas que assisto e impressões da existência.

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “Macumba rock”? Do que trata o romance, afinal?

 

Jesse – Havia um teste nesse curso de roteiros e os professores estimulavam os participantes a compararem as pessoas às séries. Me compararam com “Sons of Anarchy” e o rock realmente está em mim. Fiz uma piada interna comigo sobre isso. Lembrando de pontos da Umbanda e vendo que minha realidade hoje era muito mais tropical, bem mais alinhadas à busca da espiritualidade africana do que com o velho punk. Então veio Macumba Rock. O título antes de qualquer enredo. O romance se trata da capacidade de recuperação de pessoas parecidas perdidas, que não terão volta em suas decadências. Todas elas se encontram no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo. É um thriller que evoca um culto a Raul Seixas em meio a uma delirante e caótica vida macumbeira, festiva, cigana em que uma moça se revolta quando lhe dizem que sua pomba-gira é marmotagem e terá um destino de perdição enfrentando demônios em cemitérios e fazendo contato com Raul Seixas. Como prefaciou Newton Cannito, “Macumba Rock é um livro muito ousado: Navarro escreveu um thriller espiritual erótico, uma mistura heterodoxa de vários gêneros de sucesso. Tem prazer na leitura para todos os lados. Se você gosta de investigações policiais, leia o livro. Se gosta de literatura espiritual e quer saber mais sobre entidades da umbanda, leia o livro. Se quer ouvir detalhes eróticos de boas trepadas, leia o livro. E se você gosta de Raul Seixas, leia o livro”.

 

 Zap – Você hoje em dia se dedica a qual área? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Jesse – Hoje me dedico à comunicação holística. Apresento dois programas. Um na Rádio Mundial todo domingo, o programa Momento. E o programa Profecias do Momento, um canal do YouTube que realmente agregou uma comunidade participativa que interage escolhendo um dos três montinhos do baralho cigano. Levo adiante minha causa social com moradores em situação de rua, sempre trazendo novos parceiros até terapeutas musicais ou massagistas que tragam quick massage. Minha criatividade continua a mil e pretendo lançar outros livros.

 

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público? Você mesmo bancou a edição independente do seu livro?

 

Jesse – Ainda tem bastante gente lendo. O que quebrou o antigo mercado foi a Amazon. Como você é um jornalista da área cultural, me preocupo com sua visão pessimista. Antigas tradições sobreviveram e a leitura de livros é uma delas, que sempre lutou por seu espaço. As pessoas boçais são minoria e muitas se curarão. Existe uma evolução natural junto com uma mudança marcante de formatos, livros digitais dobráveis. Macumba Rock foi artesanal. Uma edição limitada para me lançar como escritor. E os dados ainda estão rolando.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Jesse – Meus heróis morreram de overdose e as obras favoritas foram desconstruídas. Cem anos de solidão, G G Marques, A Erva do Diabo, Castaneda, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Machado de Assis, modernistas, simbolistas, dadaístas, Dom Quixote, Mate-me por favor, Bukowski, Marcelo Rubens Paiva, Adelaide Carraro, Hemmingway e meu pai, Jesse Navarro Júnior, autor de “A voragem dos moribundos” (1975) e outros.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Jesse – Entre no site www.profeciasdomomento.com.br.

 

 

TATIANA PEREIRA

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Zapnroll e a escritora Tatiana Pereira, no coquetel de lançamento do livro dela

 

 

Zapnroll – Como e quando uma farmacêutica bioquímica foi se apaixonar por literatura e por cultura pop, a ponto de criar um blog sobre os dois temas e, anos depois, publicar um livro com os textos que saíram neste blog?

 

Tatiana Pereira – A minha profissão veio bem depois da paixão pela literatura e pela cultura pop. Nasci numa casa onde a literatura sempre foi reverenciada, então sempre li muito, desde criança, e comecei a escrever poesia muito cedo, mas tudo de forma muito pessoal, sem um plano para me tornar escritora. O blog aconteceu no comecinho dos anos dois mil e foi uma maneira de compartilhar o que antes ficava apenas “na gaveta” – acredito que tenha sido um processo natural da época.  Já a publicação do livro veio com mais maturidade, quando senti que já tinha escrito coisas que valiam à pena ter esse formato.

 

 

Zap – De onde surgiu a ideia para o nome “De analgésicos e opioides”?

 

Tatiana – O De Analgésicos & Opioides foi um mini conto que escrevi por volta de 2005 – vale dizer que o conto era bem pessoal, sem uma validade literária, tanto que nunca foi publicado em lugar algum – mas eu gostei do título dele e passei a usá-lo como título do blog. Para mim, a literatura é capaz de te proporcionar analgesia da mesma maneira que te leva às experiências mais loucas como o ópio, e quando fiz essa relação não consegui mais desvincular esses “signos”.

 

Zap – O livro possui 470 páginas reunindo crônicas e textos curtos. Todos já haviam sido publicados no blog ou há algo inédito?

 

Tatiana – Não. Pelo menos 60% do livro nunca foi publicado no blog, nem em qualquer outro veículo. Tem muito mais material inédito no livro do que espalhado pelos canais digitais.

 

Zap – Você hoje em dia se dedica à área de marketing, certo? Tem planos de prosseguir lançando mais livros?

 

Tatiana – Sim. Fiz faculdade de Farmácia e Bioquímica e logo percebi que estudar marketing me ajudaria a desenvolver projetos de serviços de saúde com uma comunicação mais assertiva, mais direta, sem esse lado “sisudo” e muitas vezes “impondo medo” que a comunicação nessa área insiste em fazer – o que me incomoda muito. Para isso, acabei fazendo MBA em Planejamento Estratégico de Marketing, fiz pós em Marketing Digital, estudei Netnografia e decidi que precisava ter uma qualidade de vida melhor para poder fazer o que gosto sem a dureza do mundo corporativo. Foi quando, há 8 anos, abri minha própria empresa onde a área de saúde se torna uma divisão de negócio, mas amplifiquei o leque de serviços para outros segmentos. Tudo isso para poder ter tempo de escrever. Hoje já tenho mais dois livros praticamente prontos e tenho escrito roteiros de longas, curtas e uma previsão de lançamento de filme em 2019.

 

Zap – É fato que a era da internet, se por um lado democratizou e colocou ao alcance de todos o máximo de informação possível, por outro meio que boçalizou as pessoas, visto que elas perderam o interesse por obras literárias mais densas e extensas. O reflexo disso é a queda na venda de livros no Brasil e a crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro, com editoras fechando e mega livrarias entrando em recuperação judicial. Diante de um panorama desses você ainda acredita na literatura e no livro impresso como forma de levar lazer e cultura para um grande público?

 

Tatiana – Você pontuou coisas importantes aí e me arrisco a dizer que as grandes livrarias começaram a deixar seus reais leitores/ consumidores de lado para investir nos leitores de internet – o que não haveria nada de errado se houvesse um equilíbrio, entendimento e planejamento. É só entrar nessas livrarias para perceber que na mesa dos mais vendidos e de lançamentos há uma série de réplicas de coisas já publicadas na internet e que não é mais novidade para quase ninguém. Tentar aplicar a rapidez e liquidez do ambiente digital nas lojas e nas editoras sem considerar a diferença de consumo dos dois ambientes nos levou a esse cenário triste da literatura. Em contrapartida, tem gente que entendeu o processo, e usa os canais digitais para levar o público para a loja física – que é o caso da editora Lote 42 que também é dona da Banca Tatuí e da Sala Tatuí, no bairro Santa Cecília, em São Paulo – que me faz acreditar que o livro impresso sempre vai existir, mas não na quantidade de hoje. E aí eu pergunto: se as grandes redes de supermercados entenderam que uma cidade como São Paulo precisa mais de mini mercados e uma curadoria geolocalizada de mix de produtos, por que as redes de livrarias não fizeram esse exercício?!

 

Zap – Para quem não conhece seu blog e seu estilo literário, o que esse possível leitor irá encontrar no seu livro?

 

Tatiana – O livro é uma série de crônicas e prosas poéticas que abordam os diferentes estados emocionais do ser humano fazendo referências à cultura pop – literatura, cinema, música, artes plásticas – usando, muitas vezes, a própria gramática como personagem.

 

Zap – Seus heróis literários e suas obras favoritas em todos os tempos?

 

Tatiana – Listas são sempre terríveis, pois tendem à uma injustiça. Risos! Mas vamos lá: meu deus é o Fernando Pessoa e seus heterônimos. Coleciono Júlio Cortázar, Clarice Lispector e Haruki Murakami como referência literária, e a Fernanda Young como o humor [ou a falta dele] de uma sofisticação para poucos. Gosto demais do Ariano Suassuna e tenho o tenho lido muito nos últimos anos. Minhas obras favoritas são Histórias de Cronópios e Famas, do Cortázar. Água Viva, da Clarice Lispector. O livro do Desassossego e toda obra do Alberto Caeiro, do Fernando Pessoa.

 

Zap – Para comprar o livro, como proceder?

 

Tatiana – Na Livraria Blooks [São Paulo e Rio de Janeiro] e através da Indie Blooks: http://indieblooks.iluria.com/pd-5d701f-de-analgesicos-opioides.html. E diretamente comigo, pelo Pagseguro [vai com dedicatória e autógrafo]: https://bit.ly/2GBtoer.

 

 

ARQUIVOS DO JORNALISTA MUSICAL FINASKI – SAUDADES DOS SHOWS DE ROCK QUE VIMOS NA VIA FUNCHAL SP

Madrugada dessas estava o loker rocker aqui assistindo ao programa do Jools Holland (ou Jools “RÔLA”) no canal Bis. Gostamos de ver, sempre rolam atrações bacanas: nessa madruga, por exemplo, teve Damon Albarn (vocalista do Blur, pros desinformados de plantão), Black Keys e… Coldplay. Ok, ok, a banda não é mais o que era antes mas continuamos achando o dream pop inicial deles (pelo menos até o terceiro disco) digno de respeito. E ouvindo Chris Martin e sua turma se apresentando, nos lembramos saudosos das duas vezes em que vimos a banda ao vivo na finada Via Funchal.

Fomos pesquisar na web. No Wikipedia tem um verbete bastante completo sobre aquela que, na nossa opinião, foi mesmo a MELHOR casa de shows internacionais que existiu na capital paulista nos últimos 25 anos. Projetada com esmero e rigor, permitia que você assistisse super bem as gigs que lá aconteciam, estivesse onde estivesse lá dentro (havia uma pista em desnível em direção ao palco, com degraus, o que permitia que a fila à sua frente ficasse sempre ABAIXO da sua visão do palco). Fora que a acústica era ótima e a iluminação idem. Mas como tudo que é ótimo nunca dura para sempre o local encerrou atividades em dezembro de 2012, já que a dupla que era sócia de lá vendeu o mesmo a uma incorporadora imobiliária pela “bagatela” de R$ 100 milhões.

Enfim, a Via Funchal durou 14 anos, de 1998 a 2012. E nessa quase década e meia de existência, este jornalista eternamente rocknroll viu shows verdadeiramente incríveis por lá (alguns nem tanto, vamos ser honestos), e agradecemos isso à queridíssima Miriam Martinez, que foi assessora de imprensa máster da casa durante toda a existência dela. Miroca, que atualmente trabalha na Tom Brasil SP, é uma das nossas melhores e mais bacanas amigas na assessoria de imprensa rock paulistana há mais de 30 anos, e nunca nos deixou na mão, hehe. De modos que aí embaixo segue um resumo de algumas das gigs que vimos por lá, com rápidos comentários sobre cada uma delas e sobre o momento pelo qual estávamos então.

 

***Green Day (novembro de 1998): a Via Funchal existia há apenas dois meses e esse foi o primeiro show de rock que o blog viu lá. E foi showzão, casa lotada (cabiam 6 mil pessoas lá), a banda ótima no palco etc.

 

***Echo & The Bunnymen (setembro de 1999): os “homens coelho” finalmente retornavam ao Brasil após 12 anos de sua primeira e histórica passagem por aqui. Vieram na turnê do disco que marcou a volta do grupo, o PÉSSIMO “Evergreen”. Mas novamente a gig foi sensacional (enlouquecemos ao ver na nossa frente, pois estávamos COLADOS no palco, na área de imprensa, a banda começar a apresentação com a clássica “Rescue”), mesmo com Ian McCulloch sem voz alguma. E foi nesse show que o zapper estava acompanhado DELA! Quem? Ana S.B., um XOXOTAÇO goth que havíamos conhecido semanas antes na porta do Madame Satã. Linda, gostosa, 17 aninhos de idade (e o loker aqui com meus 36 já…), inteligentíssima e… totalmente PERVA, safada e ordinária, rsrs. O zapper se apaixonou pela garota. Fomos juntos ao Echo e depois passamos no também finado e saudoso Nias (um dos clubes de rock mais legais que existiram em Sampa), bebemos e dançamos por lá, até que propus irmos ao Madame (afinal, tínhamos nos conhecido na porta do casarão goth clássico do Bixiga). Ela topou. Pegamos um táxi e quando chegamos na porta do Satã, me disse que não queria entrar. “Vamos logo pro hotel TREPAR!”, falou, para nosso total espanto. Nem precisou pedir duas vezes. A foda foi do inferno e jamais esqueceremos do BOQUETE primoroso feito pela magrinha de peitos miúdos e rosto angelical perfeito como o de uma boneca de porcelana oriental. E também não me esqueço jamais dos seus gritos histéricos quando ela gozou. Trepamos ainda mais duas vezes e Aninha sumiu, para apenas me reencontrar muitos anos depois, quando estava CASADA com um espanhol com o dobro da idade dela. Procurou o jornalista rocker novamente, foi na casa dele e DEU novamente. O blog se casaria com ela. Mas nunca mais a vimos depois de mais duas fodas canalhas e inesquecíveis.

 

***The Mission (junho de 2000): o quarteto gótico inglês já estava em franca decadência. Mas havia lançado um cd TRIPLO (!) e veio tocar aqui mais uma vez (depois virou carne-de-vaca no Brasil e o vocalista e líder Wayne Hussey até se casou com uma loiraça goth perua de Santo André, onde parece que mora até hoje). A Via Funchal quase lotou e a tribo goth enlouqueceu com os hits do grupo. Depois do show fomos parar num muquifo goth que estava funcionando no cu da zona leste paulistana, levados por um busão caindo aos pedaços e fretado pelos ex-donos do Madame Satã, para fazer o tal trajeto.

 

***Coldplay (setembro de 2003): a primeira visita dos ingleses ao Brasil. E já estavam no auge, prestes a lançar seu terceiro álbum de estúdio e com dois CDs primorosos na bagagem. Foram três noites absolutamente LOTADAS na Via Funchal. Não me lembro em qual fui, mas estava lá. De calça preta, camisa social branca de manga comprida e blazer por cima (disso me lembro bem). Ficamos EMOCIONADOS com a gig, de verdade. E quando saímos de lá fomos ainda em um coquetel fechado para convidados em Pinheiros, lançamento de um disco se não me engano. O coquetel era open bar e fiquei (claro!) num estado lamentável. Como sou adicto (dependente químico que não deveria sequer beber UMA gota de álcool), não deu outra: saí dali direto para o centro de São Paulo, para me ENTUPIR de CRACK. Final de madrugada absolutamente trágico para uma noite que havia começado de forma sensacional. Normal, faz parte.

 

***Massive Attack (maio de 2004): o zapper já tinha visto a trupe trip hop inglesa alguns anos no extinto Free Jazz Festival. Show mais uma vez perturbador. Pela concepção cênica e pela ambiência sonora total sinistra e sombria. Foi lindão, no final das contas.

 

***The Sisters Of Mercy (maio de 2006): também já estava em sua fase total decadente e vivia aparecendo para shows caça níqueis por aqui. Já os tinha visto 15 anos antes no finado ProjetoSP, onde a gig já não tinha sido grande coisa (a real é que a banda nunca foi muito boa ao vivo). Mas o povo goth amava a banda e assim bastante gente apareceu para revê-los ao vivo.

 

***New Order (novembro de 2006): o retorno do gigante synthpop inglês, depois de sua gloriosa primeira vinda ao Brasil, em 1988. Foi legal, a VF lotou (óbvio), Peter Hook (ainda estava no conjunto) deu show no baixo mas já não era mais a mesma coisa. Hoje em dia, então… só para TROUXAS ou FANÁTICOS.

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Echo & The Bunnymen (acima) e REM (abaixo): duas das zilhões de bandas gigantes da história do rock mundial e que o blog testemunhou ao vivo ao longo de nossa década e meia de existência, ambos em gigs na finada e saudosa Via Funchal SP

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***Coldplay (fevereiro de 2007): eles voltaram e lá estava Zapnroll novamente (iria cobrir a apresentação para o caderno B do diário carioca Jornal Do Brasil, onde Finaski estava colaborando então). Mais uma vez três noites lotadas. Mais uma vez showzaço emocionante. E felizmente desta vez não teve crack no final da noite.

 

***Interpol (março de 2008): a única gig que vimos dos nova-iorquinos pós punk que emulam Joy Division à perfeição. E foi ótimo!

 

***REM (novembro de 2008): um dos shows INESQUECÍVEIS da NOSSA VIDA. Uma das cinco bandas eternas da minha existência. Já os tinha visto em janeiro de 2001, no terceiro Rock In Rio. E aqui foi ainda melhor pois era espaço fechado e com muito mais visibilidade de palco e som muito melhor. E este zapper CHOROU quando a banda tocou “Losing My Religion”.

 

***Duran Duran (novembro de 2008): a volta do new romantic histórico inglês, 20 anos após tocar pela primeira vez no Brasil (em janeiro de 1988, no festival Hollywood Rock). Foi um dos melhores shows que assistimos na Via Funchal.

 

***Peter Murphy (fevereiro de 2009): gig solo do ex-vocalista dos Bauhaus. Na boa, foi chatíssimo, rsrs.

 

***The Kooks (junho de 2009): os inglesinhos indie rock dos anos 2000 estavam no auge e fizeram um bom set.

 

***Cat Power (julho de 2009): nossa deusa e musa americana ad eternum. Set melancólico, climático e lindíssimo. Sendo que o blog estava apaixonado e quase namorando com a Rudja, que morava (e mora até hoje) em… Macapá! Tanto que LIGAMOS pra ela do via celular no meio da apresentação, e tentamos fazer com que ela escutasse parte do show pelo celular.

 

***Belle & Sebastian (novembro de 2010): nossos eternos heróis escoceses do indie rock e dream pop. Show inesquecível, sendo que saíram lágrimas dos meus olhos ao final dele. E sim, o blog estava acompanhado da garota de Macapá (a Rudja), com quem havia namorado e noivado por um ano, e ela tinha vindo passar um mês em Sampa (também vimos juntos a primeira edição do festival SWU), pra nos despedirmos do noivado. Aquela noite pós B&S foi looooonga, com álcool, drugs etc. Mas não posso entrar em detalhes porque senão a fofa Telma (mãezona da garota e querida amiga nossa até hoje) me mata, hihi.

 

***Stone Temple Pilots (dezembro de 2010): outro show za ço! Scott Weiland sempre foi nosso “ídalo”, rsrs (e também do mozão André Pomba, ahahaha). No final da gig Zapnroll, já com algumas doses de whisky na cachola, deu de cara com o porcão, jotalhão e covardão José Flávio MERDA Jr., um dos seres humanos e jornalistas mais escrotos e imundos que tivemos o desprazer de conhecer em toda a nossa existência. Só não partimos pra cima do pança de elefante porque fomos contido pelo querido Pablo Miyazawa (então editor chefe da finada revista Rolling Stone Brasil). Depois o blog veria novamente o STP na segunda edição do festival SWU, em 2011 em Paulínea. E depois Scott se foi, morto por overdose de drugs aos 48 anos de idade. Viveu rápido, intensamente, e morreu jovem ainda. Como todo mundo deveria viver e morrer, no final das contas – é um CASTIGO cruel se tornar um velhote solitário, senil e gagá, definitivamente.

 

***Pulp (novembro de 2012): o fim para o blog por ali, e para o próprio Via Funchal em si. A gig foi no dia 28 daquele mês, dois dias depois do niver de 50 anos de idade do jornalista zapper. Foi uma despedida mega digna para o MELHOR espaço de shows de rock que já houve em Sampalândia. Deixou saudades. E quem viu o que vimos ali e relembramos nesta publicação, viu. Quem não viu não irá ver nunca mais.

 

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E PARA FECHAR COM CHAVE DE OURO A HISTÓRIA DAS MUSAS ROCKERS ZAPPERS, ELA! A MUSA SECRETA N.R., QUE PASSOU UM ANO CHIFRANDO SEM DÓ O MARIDO ENQUANTO ERA FODIDA NUMA PAIXÃO LOUCA PELO JORNALISTA LOKER ROCKER

Yeeeeesssss. Para encerrarmos verdadeiramente os quinze anos de Zapnroll no tópico “musa rocker”, teríamos que caprichar. Afinal muitas, lindas, divinas, devassas, bocetudíssimas, cadeludas, imorais e total pervas passaram por aqui ao longo desta década e meia. De modos que para terminar super bem também este capítulo, resolvemos caprichar e enlouquecer de verdade nosso dileto leitorado macho (cado), com uma reedição do ensaio DELA! Quem? Da musa SECRETA N.R., oras. E de quem não podemos revelar a identidade pois a garota é CASADA e durante um ano meteu corno sem dó no seu maridón, dando e fodendo com gosto com seu AMANTE zapper – este mesmo aqui, o eterno jornalista gonzo, loker e rocker. A paixão entre ambos foi algo realmente avassalador. Mas tudo que é ótimo um dia acaba. Ficaram então as lembranças. Que você confere aí embaixo, sem moderação alguma!

 

Nome: N.R.

Idade: 36 anos.

De: São Paulo.

Mora em: São Paulo.

Com quem: com o marido.

O que faz: já foi comerciária, hoje cuida da sua casa.

Paixão: literatura, sendo que seus autores preferidos estão Charles Bukowski e o cubano Pedro Juan Gutiérrez.

Música: fã de Tiê, Ana Carolina, Cazuza, Chico Buarque e Legião Urbana.

Como ela e o autor deste blog se conheceram: foi através de um grupo de discussão na internet sobre a obra do velho safado Charles Bukowski, o célebre autor americano do qual ambos são fãs devotados. Os papos online começaram, depois ligações pelo celular. Começou a negociação para um encontro pessoal e ao vivo, o que não demorou a acontecer. E o que era para ter sido apenas uma única tarde de foda intensa porém sem compromisso emocional algum, se tornou uma paixão avassaladora que durou um ano e dezenas de TREPADAS enlouquecedoras, com o casal GOZANDO tudo o que podia. Como a situação não poderia se prolongar ad eternum sem que uma possível tragédia acontecesse, tudo se findou um dia. Restaram as lembranças imagéticas e uma amizade que perdura até hoje.

 

FRASES INESQUECÍVEIS DISPARADAS DURANTE ALGUMAS DAS FODAS DESVAIRADAS DO CASAL

 

“A irmã CRENTE rezando, e a PUTA aqui dando!” (N.R., numa tarde de sábado, quando estava sendo traçada de ladinho pelo jornalista Finas, e lembrando que naquele exato instante sua irmã, que é evangélica, deveria estar na igreja orando)

 

“Vai, me dá LEITE DE PUTA!” (era assim que N.R. se referia ao esperma, que adorava BEBER sem restrição. E Zapnroll soltou muita porra na BOCA dela, ulalá!)

 

“A puta branquela, peituda, magra e perfeita!” (assim Finaski se referia a N.R., já que ela é branca como um fantasma, possui bunda durinha e miúda, pernas finas e peitos GIGANTES)

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Uma BOCETA do inferno e sempre em chamas!

 

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Peitões portentosos

 

 

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A bundinha magra e durinha de uma cadela branquela e puta sem igual

 

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Uma devotada fã de literatura

 

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Sim, o CORPO dela sempre acalmava o velho jornalista

 

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O casal saciado carnalmente, após uma de suas fodas alucinadas

 

 

2003-2018 – FIM DA HISTÓRIA ZAPPER!

Sim! Tudo tem um fim, tudo um dia acaba. Foi ótimo enquanto durou e foi um imenso prazer estar com todos vocês durante os últimos quinze anos. Nos vemos por aí! Beijos na galera que ainda ama rocknroll, vocês estarão sempre em nosso coração!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28-12-2018 às 18:30hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL!!! Informando em primeira mão sobre o festão de 40 anos do selo Baratos Afins, analisando (mais uma vez) a morte do rock no Brasil e no mundo, mostrando quem já comprou o livro “Esacadaria para o inferno” e dando um “aperitivo” da nossa próxima musa rocker, uhú! – Hollas 2018, que começou mais SINISTRO do que nunca no fodido, falido e triste bananão tropical não abençoado por NENHUM deus e amaldiçoado por todos os DEMÔNIOS imagináveis; mesmo assim (com Lula condenado em segunda instância e com a nação pato/coxa otária se fodendo cada vez mais e ainda assim gostando de se foder ao máximo) cá estamos, sobrevivendo como possível e chegando aos quinze anos de blogagem rock alternativa e de cultura pop na web BR. Mas Agora vai!!! Postão novão e inaugural deste ano chega chegando agora e vem fervendo, com programação normal e NADICA de carnaval na véspera do reinado de Momo, ulha! Nossa primeira publicação de 2018 traz sim uma entrevista EXCLUSIVA com um gênio do rockabilly americano, o Reverendo Horton Heat (e que poderá fazer shows no Brasil ainda este ano); mais: a morte de um nome lendário do rock alternativo inglês dos anos 90 desperta saudade e ótimas lembranças em um músico indie brazuca; uma entrevista bacanuda com uma das bandas mais importantes da cena rocker goiana há mais de duas décadas e mais isso e aquilo tudo em mais um ano de atividade zapper, que começa aqui e agora! (postão COMPLETÃO e total finalizado em 16/2/2018)

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São tempos mega sombrios e sinistros para a cultura pop em geral e para o rockroll em particular, que resiste como pode à sua precoce quase extinção como gênero musical que mobiliza as massas mundo afora; um dos que resistem é o trio rockabilly americano Reverend Horton Heat (acima), com quem o blog bateu um papo exclusivo e onde o grupo avisa que poderá tocar no Brasil ainda este ano; e outro que resistiu por mais de quarenta anos foi o inglês Mark E. Smith (abaixo), ex-líder do The Fall e que infelizmente morreu em janeiro passado, sendo que o blog zapper relembra sua trajetória neste post

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MAIS MICROFONIA!

***Os 40 anos do selo Baratos Afins – E já que estamos em clima total rocker nesse post, vamos dar a notícia em primeira mão: o mini festival que vai comemorar os 40 anos da loja/selo Baratos Afins, fundada pelo queridão e gênio Luiz Calanca em 1978, acontece de 10 a 13 de maio na chopperia do SESC Pompéia SP. Serão quatro noites de shows com diversas bandas que já passaram pelo selo. Entre elas o sensacional Kafka, quarteto pós-punk paulistano de ambiências ultra sombrias e que gravou apenas dois álbuns pela Baratos antes de encerrar atividades. Calanca sempre diz que se trata de um dos grupos que ele mais gostou de gravar, dentre as centenas de nomes que lançou. Concordamos com ele: “Musikanervosa”, o disco de estreia do conjunto, lançado em 1987, é uma pequena obra prima e que hoje se tornou um clássico cult e obscuro do rock paulistano dos anos 80`. O blog teve o disco em vinil e “Tribos da noite” (que abre o LP) é magnífica e nos transporta para as ruas cobertas de fog de Londres nos idos de 1983/85. Quem dançou na época nos porões escuros do Madame Satã e, um pouco depois, também no Retrô, conhece muito bem o Kafka e jamais esquece a sonoridade dark deles. Um show pra não se perder, ainda mais que será a primeira reunião da formação original da banda em quase 30 anos (!!!)

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O grupo goth paulistano Kafka, tocando ao vivo nos anos 80: atração do festival que vai marcar os 40 anos do selo Baratos Afins

 

***Reunião de LENDAS do rock BR ontem (quinta-feira em si) – yep, trinca poderosa na imagem abaixo: Zapnroll ao lado do produtor Luiz Calanca e do batera Rolando Castelo Jr, que fundou a seminal Patrulha Do Espaço ao lado do eterno “loki” Arnaldo Baptista. Sendo que Jr. também aproveitou pra comprar seu exemplar de “Escadaria para o inferno”, wow!

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop em discos, shows, filmes, livros etc.)

 

***Entonces, cá estamos de volta, e na véspera do início de mais um carnaval no bananão tropical falido e fodido. Yep, já era pra Zap versão 2018 ter surgido mas como sempre ocorrem imprevistos aqui e ali (o último deles, esta semana, foi uma gripe cavalar que literalmente derrubou o autor deste espaço rocker virtual), a reestreia zapper acabou atrasando um pouco. Mas enfim vamos que vamos antes que o maldito “carnival” comece, uia!

 

***E nada mudou muito do final do ano passado pra cá. O país continua na imundície e falência total, com o quadrilhão do MDBosta movendo mundos e fundos pra continuar ROUBANDO tudo o que pode enquanto está no Poder, o Judiciário CONIVENTE dando um jeito de impedir a qualquer custo a candidatura de Lula nas eleições presidenciais deste ano (pois sabe que o barba entrar na disputa, ganha de BARBADA a mesma), o país sem Ministro do Trabalho há um mês já e por aí vai… enquanto isso a nação pato/coxa espera feliz e imbecilizada a chegada da semana momesca. E quando tudo acabar e a quarta-feira de cinzas chegar (com botijão de gás a quase 100 pilas, e litro de gasolina a quase 5 mangos), a choradeira como sempre continuará sendo geral.

 

***O blog zapper nem vai viajar e fica em Sampa neste carnaval. Primeiro por falta de Money. Segundo porque tem muita parada cultural bacana pra se ver aqui pelos próximos dias. Uma delas é a exposição em torno da obra do gênio Jean Michel Basquiat, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil e cujas infos você pode ver aqui: https://www.terra.com.br/diversao/guiadasemana/jean-michel-basquiat-ganha-mega-exposicao-no-ccbb-com-retrospectiva-inedita-saiba-mais,a32db72921f96c2e0917b95b5b17b0ae85c4pmgs.html. E aqui também: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/jean-michel-basquiat-obras-da-colecao-mugrabi/.

 

***Que mais? Okays, tudo bem, a partir de hoje só se fala em carnaval na porra do bananão que na real gosta mesmo é disso. E sobra ainda ALGUM ESPAÇO pro rock? Sobra. Tanto que hoje estão saindo oficialmente lá fora os novos álbuns do já veterano Franz Ferdinand (“Always Ascending”) e do MGMT (você se lembra deles?), que vem com “Little Dark Age”. Estas linhas online ainda não escutaram nenhum dos dois e provavelmente vá aproveitar o feriadão momesco gigante pra fazer as audições. Por enquanto disponibilizamos ambos os CDs para audição na íntegra aí embaixo, para que nosso dileto leitorado tire suas próprias conclusões. E se acharmos que vale a pena, iremos resenhar os dois por aqui assim que for possível, beleusma?

 

***E yep, o primeiro livro do autor deste espaço rocker online que segue firme e forte há década e meia na blogosfera BR de cultura pop, “Escadaria para o inferno”, segue vendendo bem e ganha seu primeiro festão de lançamento fora de Sampa. Vai rolar logo após o carnaval no Rio De Janeiro onde estaremos no sábado, 17 de fevereiro, para participar da festa “Bauhaus” (organizada pelos chapas cariocas Kleber Tuma e Wilson Power), onde iremos autografar exemplares do livro fináttico. Quem estiver no balneário no finde pós-Momo está convidado desde já a comparecer, sendo que todas as infos da baladona rock/goth você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/185497448876480/. E aqui também: https://www.facebook.com/events/317273378785958/.

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***Tocando o postão em frente, que já temos muito e um ótimo material para publicar. Mas mais notas poderão entrar aqui ao longo do carnaSHIT ou logo após o fim da folia, se algo de fato relevante acontecer até lá. Bora então que já aí embaixo o blog zapper bate um papo exclusivo com uma lenda do rockabilly americano, o Reverend Horton Heat.

 

LENDA DO ROCKABILLY AMERICANO, REVEREND HORTON HEAT FALA AO BLOG E AVISA QUE PODERÁ TOCAR AINDA ESTE ANO NO BRASIL

Felipe “Nally” Almeida, da Flórida/EUA, especial para Zapnroll

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O músico americano Jim Horton Heat: a banda rockabilly poderá tocar no Brasil ainda este ano

Considerados uma das maiores bandas do rockabilly/psychobilly americano e mundail, os texanos do Reverend Horton Heat se apresentaram no House Of Blues, em Orlando-Florida, poucos dias antes do natal do ano passado. E quem ganhou o presente, ainda que com algum atraso, foram os leitores da ZapNRoll. Em uma rápida, porem bem humorada entrevista concedida no camarim horas antes do show Jim Heath, o “Reverendo” e lider da banda, falou sobre o processo de gravação do último álbum da banda, ‘Rev” (que saiu em 2014 e é o décimo primeiro disco de estúdio do trio em mais de três décadas de atividades), a evolução da banda durante 30 anos de carreira, e sobre as diferenças entre Psychobilly e Rockabilly, a cena pop Americana e sobre possíveis shows no Brasil.

 

Zapnroll – Jim, muito obrigado por atender a Zap n Roll. Como foi o processo de gravação de “Rev”, o ultimo trabalho da banda, lançado em 2014 pelo selo Victory Records?

 

Jim “Reverend Horton Heat” – O album foi gravado inteiramente em Dallas, no Texas. Utilizamos dois estúdios, e o processo de gravação foi muito  tranquilo. Alem de ter escrito as musicas, também produzi e mixei o disco. A sonoridade pode ser considerada mais RockNRoll que os anteriores e ficamos muito felizes do modo que ele foi concebido.

 

Zap – Como foi a receptividade do álbum pela cena Rockabilly/Psychobilly?

 

Jim – A receptividade tem sido ótima! “Smell of Gasoline”, a segunda faixa do álbum, tocou muito nas rádios americanas, e a faixa ” Let Me Show You How To Eat”, foi usada para um comercial de televisão da Rede Subway, expondo a banda para milhares de pessoas. e atingindo o publico mainstream. A turnê do álbum continua firme e forte.

 

Zap – A banda já tem 30 anos de existência, e o que você acha que mudou principalmente desde o primeiro album “Smoke Them If You Got Em”, de 1990 para o “Rev”?

 

Jim – Bom, hoje nós temos 11 discos lançados, então posso dizer que experimentamos muito durante os anos, algumas pessoas nos associam ao Psychobilly, porque anos atrás “Psychobilly Freakout” estourou mas penso que sejamos mais próximos ao Rockabilly ou Bluesy Country Rockabilly. Navegamos na onda Psychobilly, mas acredito que bandas europeias como The Meteors, Batmobile, Demented Are Go e Guana Bats são a essencia do Pychobilly.

 

Zap – Há pouco você mencionou que uma musica do novo álbum foi usada para um comercial de televisão de uma Rede de Fast Food e que o público mainstream foi exposto ao som da banda. Você acompanha a cena pop Americana?

 

Jim – Sinceramente, não! Minha filha é mais interada, talvez eu reconheça algum trecho de musicas da Kate Perry, por exemplo, consiga relacionar a musica com a pessoa mas não acompanho a cena pop. Continuo ouvindo muito The WildTones, Bloodshot Bill, Big Sandy, e Deke Dickerson. Em relação a artistas recentes gosto de uma cantora country chamada Kacey Musgrave e de um cantor e compositor chamado JD McPherson. Também acho legal a pegada dos caras do Greta Van Fleet, com muita influência de Led Zeppelin e Blues Rock.  Muito legal as bandas estarem resgatando a sonoridade dos anos 60 e 70, essa oxigenação é importante.

 

Zap – Jim, vamos finalizar a entrevista e gostaríamos que você mandasse uma mensagem para os fãs brasileiros, que são muitos e pedem demais a banda no pais.

 

Jim – Muito obrigado aos fãs do Brasil, sei que estamos em dívida com vocês. As turnês agora se concentram mais na América do Norte porque a familia do Jimbo e a minha demandam muito mais tempo que antes. Já não viajamos tanto para Europa e vamos a Austrália a cada 3 ou 4 anos, em média. Nossos amigos sempre nos dizem que o público brasileiro é muito acolhedor. Quem sabe 2018 não seja o ano que a banda irá desembarcar no país, está mais do que na hora! (risos)

 

 

E 2018 COMEÇOU COM O INDIE ROCK INGLÊS PERDENDO UM DE SEUS GÊNIOS

Nesses tempos sombrios e de cultura pop quase total decadente ou em crise, e onde o rock planetário está desaparecendo aos poucos (logo menos ele estará presente apenas nos museus musicais e na memória dos fãs), quase ninguém mais lembra ou sequer sabe quem foi Mark E. Smith. Pois o músico, cantor, letrista e compositor nascido em Manchester (o lendário e grande santuário do rock gigante inglês que importou nos anos 80, a cidade que deu ao mundo nomes imortais como Smiths, Joy Division e New Order) liderou por mais de quatro décadas (de 1976 até o começo deste ano) o The Fall, um dos grupos mais expressivos e representativos da cena rocker formada na cidade e que impactou toda a cultura rock britânica de então. Ao longo desses mais de quarenta anos de existência o Fall lançou mais de trinta discos de estúdio (e outra batelada de registros ao vivo). Alguns, como “Bend Sinister” (editado em 1986 e que saiu um ano depois no Brasil, sendo naquela época resenhado por este Finaski na finada revista Somtrês, quando ainda éramos um jovem jornalista musical em início de carreira na imprensa), são hoje tratados como obras clássicas do pós-punk inglês.

Infelizmente o Fall chegou ao fim porque Smtih morreu em 24 de janeiro passado, aos sessenta anos de idade. Fumante compulsivo, ele enfrentava problemas respiratórios sérios há meses já. E enfim nos deixou no começo deste ano, abrindo mais uma lacuna difícil de preencher num gênero musical – o rock – que parece cada vez mais próximo da extinção.

Estas linhas bloggers não poderiam deixar de prestar sua homenagem a Mark. E o faz agora publicando abaixo este texto sobre o músico, escrito pelo escritor e músico Cassiano Fagundes, dileto amigo zapper e que sempre foi fã declarado da obra do Fall. No mais, rip Mark. Um dia a gente se encontra por aí.

 

XXX

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O inglês The Fall, no auge da carreira, no final dos anos 80: um dos grandes nomes do rock de Manchester em todos os tempos

 

Cassiano Fagundes, especial para Zapnroll

Vi o The Fall ao vivo duas vezes: em 1989, no Canecão, no Rio; e em 1999, em NYC, aquela cidade lá no grande norte do supercontinente. O show do Rio marcou minha vida. Eu tinha apenas 16 anos, e estava com o meu primo, o Guilherme, meu companheiro de sons até hoje. O show do Rio mudou minha vida.

Por que? Primeiro, porque a plateia ficava sentada em mesas compridas, dividindo-as com estranhos. E quem sentou conosco? LULU SANTOS. Lá pela terceira canção, ele se levantou e foi embora. Na cabeça de um piá de 16 anos, aquilo significou: “que babaca, que careta do cacete, que bostalhão”. Talvez ele estivesse com dor de dente. Talvez tivesse lembrado de fazer uma ligação urgente e saiu procurando o orelhão mais próximo. Ou talvez tenha sido atingido por uma ideia fulminante de canção, e teve que encontrar o violão mais próximo para compô-la. O lance é que isso ficou em mim como algo não muito legal.

Segundo, porque Mark E. Smith estava particularmente inspirado naquela noite. Não fazia muito tempo que seu casamento com Brix (por quem eu tinha um desejo adolescente muito fértil) tinha terminado. Eu e meu primo chegamos a achar que vimos em determinado momento meia lágrima escorrer de seu rosto.

Terceiro porque foi ali que entendi que músico é uma coisa, e artista é outra um pouquinho ou muito diferente, e para mim, bem preferível. No Canecão, nasceu em mim a ideia de que artistas que se servem da música de uma forma pervertida para criar seus esquemas são os únicos dignos de nota, o resto é reprodutor de fórmula, por melhor que sejam (tipo aquele cara que deixou o show cedo demais). Sem menosprezar os galináceos, digo que até galo depenado canta bem (parafraseando um senhor iluminado que me disse isso, e de quem nunca esquecerei), mas prefiro a elocução que se tornou uma gema da língua inglesa falada, que é a de Smith em canções como “Wrong Place, Right Time” ou “Frenz”, que tem sussurros de Brix, a responsável por tornar o som do Fall mais “palatável” para os ouvidos mais sensíveis do além-mar estadunidense e de quebra, brasilianos.

Se o Ruy Castro não curte Bob Dylan, ele certamente não gostaria do canto descantado e declamante de Mark E. Smith. Não vou xingar o Ruy Castro por isso, ele é um gigante, e talvez não tenha uma ligação suficientemente íntima com as línguas germânicas para entender seus arranjos estéticos (se bem que nem precisaria de muito conhecimento, né? É só curtir a onda, como eu mesmo faço, na maior parte do tempo). E nem vou xingar o Lulu Santos, que, bem ou mal, compôs algumas das canções mais memoráveis da música popular. Já essa gente que reproduz sem nenhuma vergonha a estrutura escravagista luso-brasileira do século 16, sem se dar conta que está na senzala, junto com os famintos e bem longe da Casa-Grande, eu faço questão de dizer: FODAM-SE!!!

Ah, claro: o show de 99 em Noviorque foi aquilo que John Peel dizia sobre o Fall: Sempre igual, sempre diferente.

Vale terminar esse texto dizendo que Mark E. Smith era da classe trabalhadora inglesa, assim como a maioria esmagadora dos bastiões de sua geração, que compreende o punk e o chamado pós-punk. Gente revoltada com o neo-liberalismo desumano de Thatcher e Reagan por princípio e por questão de sobrevivência, que acharia muito estranho alguém gostar de música popular e ser contra os movimentos sociais e o movimento trabalhista. Nos últimos anos, Smith disse besteiras contra imigrantes e refugiados – ele andava irremediavelmente bêbado, Mas também disse coisas como: “”O problema da indústria musical é que ela se tornou muito burguesa. Um negócio da classe-média , como a policia”.

 

 

HÁ 20 ANOS FAZENDO BARULHO NO INDIE ROCK GOIANO, OS MECHANICS COMEÇAM 2018 COM NOVO SINGLE E FAZENDO COMO SEMPRE: NADANDO CONTRA A MARÉ

Você, jovem e dileto leitor zapper (ainda teremos nós jovens e diletos leitores, e será que eles ainda são fãs dessa arte musical quase extinta, chamada rocknroll?), provavelmente nunca ouviu falar do grupo Mechanics. Pois a banda, nascida no underground rocker goiano (a capital do Estado de Goiás e berço das maiores duplas SERTANOJAS do país) há cerca de 20 anos, resiste ao tempo e ao “fracasso” existencial e musical de sua trajetória. Liderado desde o início pelo vocalista e letrista Márcio Jr, o Mechanics foi o primeiro grupo a ter disco lançado pelo célebre e heroico selo Monstro Discos, o mesmo que realiza também há mais de duas décadas o Goiânia Noise, até hoje um dos festivais independentes mais importantes dentro do que resta na cena rock brasileira.

Pois o conjunto segue resistindo ao tempo. E começou 2018 nadando contra a corrente (como sempre). Em um país onde o rock também está indo pra casa do caralho e onde pavores musicais como funk podrão, axé e feminejas estão dominando o mercado musical e mobilizando milhões de fãs e ouvintes (estúpidos e boçais, vale exarar), os Mechanics resistem como podem e inclusive acabam de colocar um novo single para audição nas plataformas digitais. Por isso mesmo fomos atrás de dom Márcio Jr, o homem na linha de frente da banda, para que ele contasse em detalhes o que é o novo lançamento e como anda uma das instituições do rock alternativo de Goiânia rock city. Com sólida formação cultural e intelectual Marcinho deu a ótima entrevista que você confere aí embaixo.

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Os goianos do Mechanics: há 20 anos fazendo rock barulhento em plena terra dos sertanojos

 

Zapnroll – “Fracasso” é o nome do novo single dos Mechanics, banda já lendária da cena indie goiana. Saiu em edição limitadíssima em compacto de vinil há 4 anos e agora foi disponibilizada também nas plataformas virtuais. A banda encara o fracasso artístico e comercial de uma forma, digamos, estética e musical/autoral, ou ele – o fracasso – permeia de fato a trajetória do grupo e se tornou uma espécie de dádiva para vocês?

 

Márcio Jr. – Bom, primeiro vamos acertar as datas aqui. Em outubro de 2014 passamos 03 dias nebulosos em Pirenópolis, cidade turística do interior goiano onde, na época, estava sediado o RockLab, estúdio do grande Gustavo Vezquez – que já produziu, Macaco Bong, Patrulha do Espaço e Black Drawing Chalks. Gravamos 3 músicas ali, sendo que duas delas só viram a luz do dia no compacto lançado ano passado pela Lombra Records. A Lombra é um empreendimento fonográfico do meu grande chapa, escritor, roteirista de HQs e maluco de carteirinha, Biu. Ele tem uma máquina de riscar vinis. Ou seja, produz bolachas em tiragens limitadíssimas como se fossem gravuras. Aí tive a ideia de lançar Fracasso (lado A) e Vietnamérica (lado B ) neste formato. Só que a capa foi feita em xilografia, um zine acompanhava o disco e por aí vai. A ideia é que fosse uma espécie de gravura sonora, peça de colecionador, fritações Andy Warholianas. Este ano resolvemos lançar o single nas plataformas digitais pela Monstro Discos – gravadora que ajudei a fundar e que nasceu 20 anos atrás tendo como peça de estreia justamente um 7 polegadas do Mechanics. Ou seja, 20 anos nessa lama.

 

Zap – Viver perenemente em “fracasso” artístico conferiu no final das contas e na sua opinião, uma credibilidade musical aos Mechanics que talvez inexista em grande parte do rock atual, mesmo na chamada cena alternativa?

 

Márcio – A ideia de Fracasso nasce de um conjunto de questões que são sintomáticas não só no rock, mas no momento em que estamos vivendo. Penso no fracasso como a antítese do sucesso. E o que significa sucesso, hoje?

 

Zap – sim, o que seria sucesso, afinal? Vender milhões de discos (sendo que isso não existe mais, para ninguém) ou obter milhões de audições/visualizações em plataformas virtuais, produzindo música sem estofo artístico algum? Partindo dessa premissa, talvez Mechanics seja uma das bandas mais “fracassadas” da indie scene nacional, não? E no entanto, uma das que possui mais respeitabilidade em termos musicais, certo?

 

Marcio – A letra se esboçou pra mim numa entrevista do saudoso Darcy Ribeiro. Em dado momento, perguntaram a ele se ele se considerava um homem de sucesso ou algo assim. E ele respondeu que tudo que fez ao longo de sua vida resultou em fracasso. Ele quis criar um Universidade espetacular a aberta ao povo brasileiro (a UnB) e fracassou. Ele lutou pela questão indígena e fracassou. Ele passou a vida na defesa do povo brasileiro e também fracassou. Por outro lado, esse fracasso era sua derradeira vitória. Afinal, se ele fracassou, significa que seus opositores venceram. E se tornar um deles teria sido a única derrota, o único fracasso possível. Penso no Mechanics por um prisma semelhante. A banda existe desde 1994. Sem modéstia alguma, somos a pedra fundamental da cena que se formou em Goiânia, tanto do ponto de vista de alavancar esta cena, quanto do ponto de vista estético. Aquilo que se convencionou chamar de rock goiano traz o Mechanics em seu DNA. E estarmos aí, após tanto tempo, fazendo única e exclusivamente o que consideramos relevante, isso pra mim é fracasso. Ou sucesso. Acredito que o rock atravessa uma crise em escala mundial – mas que tem um acento bem forte aqui no Brasil. Isso deriva de vários fatores. Mas tem alguns que eu sempre gosto de levantar. O primeiro deles é a dificuldade de se estabelecer um canal de comunicação com as gerações mais jovens. Mas não penso que a responsabilidade seja exclusiva do rock. Penso que a letargia do público, via redes sociais e facilidades letárgicas da vida contemporânea acabaram por subtrair da molecada o senso de perigo que a conduzia ao rock. Se tudo está ao alcance de um clique, se rebelar contra o quê? Sempre acreditei que o rock exigisse uma dose de transgressão e de perigo. Isso praticamente sumiu do mapa. Não existe rock a favor. Portanto, são tempos obscuros. O que me faz ter mais certeza dos caminhos do Mechanics. Não tenho interesse em tronar absolutamente nada palatável para ninguém. Tudo que interessa é criar coisas que me deixem desconfortavelmente instigado. Fazer música que siga na contracorrente. Realizar shows que sejam experiências únicas e viscerais para quem está presente. E, principalmente, para mim mesmo. O resto não faz muito sentido, hoje, pra mim. Penso que temos um certo grau de respeitabilidade, sim. Mas o respeito que me interessa acima de tudo é o meu próprio. Não é que eu faça música só pra mim, entende? Mas o que me move de fato é olhar pras coisas que produzi e sentir que tudo aquilo é íntegro.

 

Zap – Ótima resposta e ótimas colocações. Aproveitando e para quem não conhece ou nunca ouviu falar dos Mechanics, dê um resumo rápido da trajetória do grupo, seu estilo musical, influências, um momento marcante na trajetória da banda nessas suas duas décadas de existência etc. Qual a formação atual e há quanto tempo ela está junta? O conjunto segue fazendo shows?

 

Marcio – Ficar muito tempo na estrada te dá uma certa perspectiva. Quantas e quantas bandas eu vi começar acabar? Quantas não se iludiram com alguma perspectiva de sucesso? Seguir adiante é só o que me interessa. O Mechanics é uma banda que surgiu em Goiânia em 1994, influenciada por coisas como cinema B, literatura beat, quadrinhos, pornografia, ultraviolência. Musicalmente, bebemos na fonte dos Stooges e quetais. Melvins, Butthole Surfers, Jesus Lizard, Mudhoney… Todas estas coisas sempre estiveram presentes. Mas sempre houve uma influência de artistas mutantes como David Bowie, pela abordagem de estar sempre se deslocando em relação a uma suposta expectativa do público. Fomos a banda que inaugurou a Monstro Discos e a única que tocou em absolutamente todas as 23 edições do Goiânia Noise Festival. Tem um trabalho do qual me orgulho muito: o Music for Anthropomorphics, uma espécie de álbum/graphic novel, que desenvolvemos junto ao genial quadrinista e artista plástico Fabio Zimbres. Um disco que vinha acompanhado de um livro em quadrinhos gestado conjuntamente com o Zimbres. Isso foi parte do meu Mestrado em Comunicação na UnB que acabou gerando o livro teórico COMICZZZT!, que lancei em 2015. Este mesmo projeto gerou uma exposição e agora em 2018 dará origem a um curta-metragem em animação que dirijo ao lado da minha mulher, Márcia Deretti. O livro/disco foi republicado ano passado na Colômbia e terá nova edição no Brasil este ano. Portugal e França estão nessa fila também. É um trabalho que vem se desenvolvendo e se desdobrando há mais de uma década. Depois de mais de dez anos onde estabelecemos um certo padrão no rock goiano – bandas barulhentas, baseadas em guitarras e cantando em inglês – foi a vez de partirmos para um trabalho em Português, o 12 Arcanos, que foi super bem recebido.

 

Zap – Wow, sensacional e isso mostra que a banda está mais ativa do que nunca. O que nos leva a outra questão: como está o rock BR atual? Faça uma análise detalhada se possível, na sua opinião, de como está a cena, tanto a independente como o que resta do mainstream.

 

Marcio – Fizemos vários shows desse disco, muitos deles com a presença do Grupo empreZa, coletivo de artes performáticas daqui, reconhecidos como um dos mais importantes do país. Já tiveram, inclusive, projetos com a deusa da performance mundial Marina Abramovic. Já compusemos trilha sonora para documentários, fizemos shows e disco acústico – ou quase isso – e por aí vai. A hibridação de linguagens é algo que sempre este na raiz da banda. Da formação original, eu e o baixista Little John. O Katú está na guitarra há mais de dez anos. Ricardo Darin, também guitarra – e eventualmente baixo – há bastante tempo também. E temos dois bateristas, Pedro Henrique e Junão Cananéia. Ou seja, temos shows diferentes para cada ocasião. Quanto ao rock, ele sobrevive no underground, nos esgotos da cultura contemporânea. É lá que ele é honesto e fracassado. Do ponto de vista mainstream, praticamente foi varrido do mapa. No Brasil, o público está completamente alheio ao rock. No resto do mundo não é muito diferente. Penso que tenha a ver com aquela bundamolice do público da qual falamos há pouco. Não há mainstream. Chegamos ao ponto em que pega mal pro jovem dizer que gosta de rock. A coisa migrou pra uma caretice e imbecilidade deslavadas, inacreditáveis. Os artistas que catalisam algum senso de transgressão até conseguem aglutinar o público. Mas por qualquer fator que não seja a música.Acho que estamos vivendo um fenômeno sui generis – que eu tenho chamado de pós-música. O que vale para o artista é sua agenda, seu discurso, sua relação com grupos identitários. A música tornou-se irrelevante. Penso que isso ajude a explicar fenômenos como Pablo Vittar. Ele é um agente muito importante hoje. Mas ninguém parece se filiar a ele pela música. Do mesmo modo acontece com festivais e eventos. Naqueles que têm grande público, parece que o que menos interessa é a música. O Rock in Rio ilustra isso de forma explícita. Mas não só ele. Mesmo festivais outrora orientados para a vanguarda musical no Brasil, agora vivem de pesquisa para saber o que leva ou não público – que por sua vez se vincula ao hype e às agendas dos artistas, quase nunca ao seu trabalho musical. A coisa voltou pra um universo pequeno, alternativo, underground. Fracassado, em última instância. Mas é por isso mesmo que a resistência é necessária. Olha só, Finatti. Você mesmo é um exemplo disso. Depois que a Monstro lançou o novo single do Mechanics, ele foi notícia em diversos veículos principalmente os virtuais. Mas a esmagadora maioria se ocupou exclusivamente de reproduzir um press release. Quando pensamos que a cena rock fosse chegar a este ponto? Você, por outro lado, ainda acredita na importância do debate, do trampo de fazer uma entrevista, fazer as ideias circularem. Isso, mais que nunca, é necessário. Isso é que eu entendo por Rock. O resto é só sucesso. E sucesso é para os fracos.

Zap – Mais uma resposta sensacional, hehehe. Sendo que já temos um ótimo material e podemos encerrar o papo com a seguinte questão e aproveitando o “gancho” de tudo o que você expôs acima: como uma gravadora como a Monstro, eminentemente independente, consegue sobreviver durante mais de duas décadas nesse cenário sinistro que você descreveu e no qual o rock e a música atual estão vivendo? Como ela também consegue manter um festival como o Goiânia Noise? Afinal vocês tiveram um ex-sócio que pulou fora (ou foi “pulado”, rsrs) da gravadora e do festival justamente porque ele se importava, ao que parece, apenas com a questão MERCANTILISTA do negócio, e utilizando de esquemas nada abonadores se tornou uma espécie de “reizinho” pançudo da cena rock goiana, fazendo um outro festival que hoje desfruta de relativo sucesso de público e mídia (principalmente entre certos blogs “pobreloaders”, rsrs, que o consideram como a grande eminência da cena rocker da capital de Goiás) justamente por priorizar muito menos as bandas alternativas de fato e dar espaço a artistas caros e renomados e que têm garantia de levar bom público aos seus shows. Fale sobre isso.

 

Marcio – Esta é uma questão espinhosa por causa da proximidade que tenho com a cena daqui. Mas como você tocou no assunto, vamos lá. Fui fundador da Monstro e do Noise ao lado do Leo Bigode. Depois vieram o Fabrício e o Razuk. Em um dado momento, os interesses do Fabrício (que já estava atuando com a Construtora) ficaram conflitantes com os da Monstro e ele teve que seguir adiante sozinho. Muita água já passou debaixo da ponte desde então – eu mesmo deixei a Monstro tempos depois para tocar outros projetos com literatura, animação, cinema, quadrinhos e mesmo um doutorado. O cenário mudou drasticamente. Houve um período em que a coisa mais legal que tínhamos aqui – que me parecia claramente a cena rock mais interessante do país – era o público. Fazíamos festivais com 50 bandas independentes e o público comparecia em peso, interessado em conhecer novos sons, novas propostas. Isso mudou. O público ficou anestesiado pelos novos tempos. A curiosidade foi pras cucuias. Hype. Pós-música. Percebo os heróicos Bigode e Razuk lutando para manter o legado rock da Monstro. Mas não é fácil. E é justamente por isso que é tão importante os caras resistirem e se reiventarem – sem abrir mão dos princípios que nortearam tudo desde o começo. Apostar no independente, criar condições para que bandas relevantes encontrem seu público, botar a molecada pra pensar e viver. Tudo isso é algo muito importante neste momento. Fracassar é preciso! O que acho inadmissível é se curvar ao senso comum. A um hype que não significa absolutamente nada (ao menos para mim). Querer aglutinar a mesma quantidade de público de outrora não é possível no panorama que vivemos. Mas é sempre possível buscar aspectos qualitativos ao invés de quantitativos. É isso que sempre converso com os Monstros. Acredito piamente que, neste momento, o mais importante é fazer os festivais mais radicais possíveis. E se o público for pequeno, who cares? O que interessa é a ousadia do que se faz. Sobre o Fabrício e o Bananada – tenho certeza que é dele que você está falando -, acho que ele está em outra. Ele sequer se coloca como rock. Essa não é – nunca foi – a preocupação primordial dele, do trabalho dele. Sempre que tem alguma atração que me interessa eu vou ao Bananada. (Infelizmente, não é tão frequente quanto no passado.) A estrutura do festival é gigante. Uma festona, mega profissa. Mas é aquilo: a música ali ocupa uma posição meio secundária. Existe um claro interesse em entender tendências para aglutinar um público. Mas nem isso garante sucesso financeiro. Ou seja, são posturas distintas, lidando com uma mesma crise.

 

***Você pode ouvir o novo single dos Mechanics aí embaixo.

 

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SOBRE (MAIS UMA VEZ) A MORTE DO ROCK BR E O QUÊ ISSO TEM A VER COM O BRASIL DE HOJE, EM TERMOS POLITICOS, SOCIAIS E COMPORTAMENTAIS

Estas linhas bloggers eternamente rockers têm escutado muito a rádio rock BR da Tv NET. É de longe nosso canal musical preferido na operadora de TV a cabo já há muitas semanas (os outros três que também ouvimos são new rock, classic rock e MPB) e nem é preciso se estender muito aqui nos motivos pelos quais especificamente este canal musical da Net já conta com nossa devoção absoluta. Basicamente 80% da programação dele foca no rock BR GIGANTE dos anos 80. Uns 10% ficam para clássicos e bandas mais obscuras dos anos 70. E os 10% restantes (se muito) ficam para o rock produzido no país dos anos 2000 pra cá.

Ou seja: tirando um Suricato, um Plutão já foi planeta, um Scalene, um Vanguart, uma Pitty e a turma besta do emocore (NX Zero, Fresno e essas tranqueiras que ninguém aguenta mais ouvir hoje em dia e cuja música envelheceu esteticamente com uma velocidade assustadora), o restante da programação é um autêntico e AVASSALADOR massacre/rolo compressor do que foi produzido no Brasil no rock dos anos 80 – com tudo o de melhor e também o pouco de PIOR que foi feito naquela época. Sim, em meio a zilhões de canções clássicas e inesquecíveis de Secos & Molhados (sempre toca), Casa Das Máquinas (tocou hoje a sensacional “Vou morar no ar”), A Bolha, Legião Urbana, Capital Inicial (a banda tem lá suas boas músicas, sejamos honestos), RPM, Titãs, Paralamas Do Sucesso, Lobão (quando ele era um gênio musical e não o bosta reacionário dos tempos atuais), Lulu Santos, Ultraje A Rigor, Ira!, Barão Vermelho, Cazuza, Biquíni Cavadão, Engenheiros Do Hawaii (que foram sim ótimos pelo menos em seus dois primeiros discos de estúdio), Violeta De Outono (tocou hoje!), Finnis Africae (quem se lembra?), Picassos Falsos (idem, quem também se lembra?), Magazine (quanta saudade do queridão Kid Vinil…), Planet Hemp (já avançando pros anos 90) e Skank (idem), sempre sobra espaço pra tocar algumas podreiras completamente esquecíveis como Doutor Silvana, Uns & Outros (aquela cópia asquerosa da Legião Urbana e que emplacou um único hit em sua falida carreira) e mais alguns poucos que nem merecem ser citados.

Todos os nomes citados acima compõem o grosso da programação do canal musical dedicado ao rock BR da TV Net. Por isso o autor do blog zapper, aos 5.5 de existência e que ouviu e viveu de perto tudo e CONVIVEU intensamente com essa geração de 30 anos atrás, quando dava seus primeiros passos no jornalismo musical que o acompanha profissionalmente até hoje, sente enorme prazer e satisfação ao ficar com o som ligado no canal. Sim, também sente um tanto de nostalgia dos seus anos jovens que nunca mais irão voltar e da saudosa loucura daqueles anos incríveis e alucinados.

De resto (e repetimos isso pela bilionésima vez aqui, de tempos pra cá) essa grade musical do canal rock BR da Net só atesta em definitivo o que todos nós já estamos CARECAS de saber: o rock simplesmente MORREU no Brasil – aliás não só aqui como lá fora também. Morreu, acabou ou foi/está indo para o MUSEU. Quer dizer, bandas novas sempre continuam surgindo e irão continuar aparecendo (com o detalhe de que a maioria das que aparecem atualmente é de uma pobreza musical e textual constrangedora, daí considerarmos que até um suposto “patinho feio” dos anos 80 como o Kid Abelha, hoje pode ser classificado como GENIAL se comparado com o que anda sendo gravado nos dias atuais). Mas não existe mais PÚBLICO interessado em ESCUTAR estas bandas ou ir nos shows delas, ponto. Esqueça. A pirralhada quer saber é de sertanojo, feminejas sofrência brega ao máximo, funkão burrão, axé idem, Anitta, Jojô Todynho, Nego do Borel, um MC qualquer e por aí vai.

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Zapnroll ao lado do Vanguart, uma das ÚNICAS bandas do rock BR que valem a pena nos anos 2000

E tudo isso deságua (ahá!), claro, na questão cultural, política e comportamental de um país e uma sociedade que deu total ERRADO, definitivamente. A cultura e a música brasileira foram mesmo pro fundo do abismo mais profundo e pelo jeito não irão sair nunca mais de lá. E isso na era da tecnologia e da informação máxima, onde todo mundo tem toda a informação do mundo ao alcance das mãos e de um clic no PC ou no celular. Uma raça humana que dispõe de tecnologia de ponta como nunca teve antes e, ao mesmo tempo, também se tornou BOÇAL como não era desde pelo menos a Idade Média. E no caso específico do nosso triste bananão tudo é isso é resultado do descaso de décadas do poder público com educação e cultura (sabem como é, populacho BURRÃO é mais fácil de ser manipulado) e também culpa de uma sociedade idiota, omissa e alienada, que nunca teve apreço por grande Cultura, por ler, por ouvir ótima música, ver ótimos filmes, ir a exposições, peças de teatro, nada enfim que a obrigue PENSAR com um pouco mais de ESFORÇO mental. Aqui reina a cultura da MEDIOCRIDADE artística. O fácil vende fácil em termos de música e de artes em geral. O difícil, esse não vende nada e não dá audiência.

Se o Brasil INVOLUIU de décadas pra cá? Óbvio que sim, e mais uma vez basta escutar durante uma tarde como a de hoje, sextona pós reinado momesco, a radio rock BR da Net pra se perceber isso. Há 30 anos ainda havia poesia no rock BR, contestação social e política etc. E até uma banda mais pop como o Metrô (tocou deles hoje “Tudo pode mudar”; foi quando colocamos no volume máximo a TV e deu vontade de sair pulando de bengalinha pela kit, velhinho da quase terceira idade que já estamos, ahahaha) tinha uma qualidade melódica e harmônica inimagináveis nos “artistas” que hoje ENVERGONHAM a música pop nacional.

E por fim, também tocou hoje “Canos silenciosos”, de mr. Lobão. Sim, aquele que se tornou o ESCROTO e BOÇAL de direita que todos nós sabemos. É inacreditável imaginar que o sujeito que um dia compôs ESSA música e outras obras-primas do rock BR de trinta/quarenta anos atrás, se transformou no que se naquilo que ele é hoje. O que faz concluir que a CRETINICE e o ultra conservadorismo político de direita contaminou não apenas a sociedade estúpida, preconceituosa, selvagem, coxa e otária, mas até o rock brasileiro. O rocknroll, justo ele, o gênero musical que um dia foi o mais combativo, transgressivo e subversivo da história da música. Pois é… fim da história pro rocknroll, pelo jeito e infelizmente.

 

 

ESCADARIA PARA O INFERNO SE ESPALHA PELO BRASIL – E VOCÊ PODE COLABORAR COM NOVOS LANÇAMENTOS DO LIVRO, ADERINDO AO FINANCIAMENTO COLETIVO DELE!

Yeeeeesssss! A primeira incursão literária do jornalista gonzo/zapper eternamente loker/maloker/rocker, lançada em novembro passado em Sampa, segue vendendo bem e se espalhando pelo Brasil de Norte a Sul. Tanto é que a boa repercussão do livro está exigindo que se façam novas festas de lançamento dele fora da capital paulista. A primeira dessas festas acontece neste sábado (amanhã, já que o postão zapper está sendo finalizado na sextona em si, 16 de fevereiro) no Rio De Janeiro, dentro da balada rock/goth “Ceremony” (sendo que todas as infos sobre ela estão aqui: https://www.facebook.com/events/317273378785958/). Já no final de março, em Sampa mesmo, haverá outra noite de autógrafos do livro no espaço cultural Presidenta, no baixo Augusta (onde antes funcionou o lendário bar Astronete). E ainda estão sendo agendados lançamentos do livro até na distante Macapá.

Claro que esses eventos geram custos que Zapnroll não tem condições de cobrir sozinho. Portanto fizemos o que todo mundo faz hoje em dia, para arrecadar fundos para cobrir custos de eventos relacionados a lançamentos de obras artísticas: abrimos um financiamento coletivo no Kickante, e estamos aguardando sua força amiga por lá, para ajudar o jornalista (este mesmo aqui, rsrs) que já fez muito pela cena rock alternativa brazuca nos últimos vinte e cinco anos. Interessou em ajudar? Vai aqui: https://www.kickante.com.br/campanhas/lancamentos-do-livro-escadaria-inferno.

Enquanto isso “Escadaria…” vai arrebanhando leitores felizes (todos elogiando o livro) pelo Brasil afora, como você pode conferir nas imagens abaixo: alguns dos muitos que já compraram a obra literária fináttica. Junte-se você também a eles, comprando seu exemplar aqui: http://www.editorakazua.net/catalogo/escadaria-para-o-inferno-de-humberto-finatti. E ótima descida pela escadaria sinistra!

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Juliana Marta e Letícia Coimbra, as gatas de Belo Horizonte

 

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Alex Sobrinho (Colatina/ES)

 

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Neide Assunção (São Luis/MA)

 

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Leandro Binão/Ipira (SC)

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

***Bailindie: a nova edição de uma das festas mais legais do circuito under de Sampa rola amanhã, sábado, 17, lá no já queridíssimo Clube VU. Vai ter inclusive DJ especial da adorável Vera Ribeiro, que estará fazendo aniversário. Todas as infos aqui: https://www.facebook.com/events/200379083883774/.

 

***Musa rocker: a nossa primeira musa de 2018 já está escolhida! É a gata rocker/loker mais legal e amiga destas linhas bloggers online. Fique de olho porque o ensaio com a deusa Cris Dias estará aqui, em nosso próximo post. Mas por enquanto você fica com esse “aperitivo” pra já ir sonhando com o ensaio completo da garota. Beleusma?

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LIVRO “ESCADARIA PARA O INFERNO” EM PROMOÇÃO, UHÚ!

Sim!!! Você ainda não comprou a estreia literária de Finaski porque está com o bolso vazio? No problema, rsrs. Resolveremos JÁ a parada: vai no hfinatti@gmail.com, que tem UM EXEMPLAR do livro dando sopa por lá. O vencedor da promo será anunciado aqui até o início de março, okays?

 

 

FIM DE PAPO

Chega, né? O post ficou lindão e o jornalista loker e agora também escritor está se mandando pro Rio De Janeiro, onde passa o finde para lançar seu livro por lá. De modos que assim que possível a gente volta na área, beleusma? Até mais então, com beijos na galera toda – inclusive nos psicopatas tipo Alex PORCASSO Antunes e Victor Matheus Mattos, os reis da covardia fake no painel do leitor zapper, hihihi.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/2/2018 às 20hs.)

FIM DE FESTA PARA 2017! Com… ANITTA (vaaaaai MALANDRA CADELONA!), ulalá e tudo o mais que já está nesse post! – Agora vai, ufa! Finalmente estamos de volta e já encerrando os trabalhos nesse pavoroso 2017! E após trinta anos de atuação no jornalismo cultural e musical brazuca e mantendo no ar há catorze anos o site/blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR, o jornalista zapper mais MALDITO da rock press brazuca enfim lançou “Escadaria para o inferno”, sua primeira incursão literária e que chegou aos leitores com festão de lançamento e noite de autógrafos na véspera de mais um aniversário do escriba eternamente loker/rocker, na Sensorial Discos/SP no final do mês passado; nesse post especial – provavelmente o derradeiro deste ano – você fica sabendo de detalhes sobre o livro e de como foi a “bebemoração” literária/rock’n’roll que marcou seu lançamento; mais: Morrissey e Noel Gallagher, dois GIGANTES do rock planetário que ainda importa, lançam seus novos discos; e mesmo em um momento de crise bravíssima no circuito rock alternativo paulistano o novo Clube VU (com inspirações sonoras e imagéticas na obra do lendário Velvet Underground) abriu suas portas na capital paulista; e mais isso e aquilo tudo no site/blog zapper onde felizmente a decadência informativa e textual ainda não chegou (já em outros espaços “pobreloaders” na web… hihihi…) (postão COMPLETÃO E TOTAL FINALIZADO/CONCLUÍDO, em 25/12/2017)

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Um autêntico “quem é quem” do ainda grande rock’n’roll BR que importa e do jornalismo cultural/musical brasileiro de duas décadas e meia pra cá se reuniu para prestigiar e prestar vassalagem ao primeiro livro lançado pelo jornalista mais maldito e alucinado da imprensa brasileira nos últimos 30 anos: acima Zap’n’roll ao lado de Luiz Cesar Pimentel (autor do texto da “orelha” do livro), André Jung – ex-batera do gigante Ira! – e Callegari; mais abaixo o zapper papeia com Clemente na rádio KissFM e ainda se vê “cercado” pelos “Andrés” lendas do jornalismo: Forastieri e Barcinski. Isso que é moral, néan? E para DESESPERO dos fakes otários, psicopatas e doentes de inveja, que vão se matar após ler este post, hihihi

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MICROFONIA II: FIM DE PAPO PRA 2017 – E SEM LISTAS DE MELHORES DO ANO MAS FALANDO DE… ANITTA, ULALÁ!

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O XOXOTAÇO carioca Anitta: com justiça a CADELONA funkeira é o grande destaque da música pop brazuca e mundial em 2017. Vaaaaai MALANDRONA CACHORRONA!

 

***Yep, último postão zapper de 2017 sendo finalmente concluído na tarde do dia 25 de dezembro, natal, quem diria… Foda-se o natal, claro. Estas linhas rockers online ABOMINAM o natal, desde sempre. Hipocrisia social e familiar monstro, total. Capitalismo predatório e selvagem em seu grau mais elevado. Chega a ser bizarro: a raça humana se ODIANDO e se matando uns aos outros 364 dias por ano. E de repente, num único dia, todos esquecem esse ódio intenso e se abraçam com amor intenso, fraternal e universal. Para recomeçar imediatamente a PORRADARIA logo aos primeiros segundos do dia 26 de dezembro. Ulalá!

 

***de modos que desejamos mesmo é um ótimo final de ano pro nosso dileto leitorado. E que 2018 seja ao menos um pouco menos dantesco e menos pior do que foram os três últimos anos no falido e fodido bananão tropical.

 

***e pela primeira vez desde que Zap’n’roll existe, NÃO iremos publicar nenhuma lista de “melhores do ano”. E por um motivo muito simples: a cultura pop simplesmente morreu, acabou e se fodeu na porca era boçal da web. Sim, filmes continuam sendo produzidos, livros continuam sendo escritos, discos continuam sendo gravados, bandas novas surgem aos montes todos os dias. Mas é tudo tão fútil, ruim, irrelevante e rapidamente esquecível que nem vale a pena tentar garimpar alguma pérola em meio a tanto lodo fétido. Basta dar uma espiada rápida em algumas listas de melhores álbuns de 2017, como estas linhas zappers se deram ao trabalho de fazer. Spin, BBC, Rolling Stone americana, Consequence Of Sound… nada se salva e o que se vê é um amontoado interminável de discos e artistas que ninguém irá se lembrar mais deles quando saírem as listas de melhores de 2018, daqui a doze meses.

 

***de modos que esse papel algo inútil e ridículo de compilar listas de “melhores”, deixamos para blogs pobreloaders e que também já estão em fim de linha, hihihi. Tão fim de linha que agora inventaram até de reproduzir capas de LPs clássicos da história do rock’n’roll colocando… gatinhos neles, ulalá! Que fofo, ahahahahahahaha.

 

***algum mega destaque de fato e de direito na música pop brazuca e mundial em 2017? Sim: a funkeira carioca Anitta, com todos os méritos e honras que ela merece. Você pode DETESTAR a figura e o som que ela faz. E este espaço blogger Popper se deu ao trabalho de conferir “Vai Malandra!”, seu novo mega hit e que está explodindo na web, no YouTube, no mundo todo, na puta que o pariu. O diagnóstico é inefável: a música é ruim de doer, a letra é imbecil e a construção melódica é paupérrima. Mas há o OUTRO LADO dessa parada: Anitta canta sim com empenho, sabe explorar o potencial VISUAL das imagens, é uma artista mega esforçada e, por fim, é aquele BO CE TA ÇO que todos nós sabemos que é – tendo sido inclusive capa da revista Vip há uns dois anos já. Por tudo isso a gringa está pirando no xotaço cantante carioca. Fora que “Vai Malandra!” é daquelas músicas que grudam instantaneamente no cérebro. Por tudo isso Anitta talvez seja de fato o único gigantesco e merecido destaque musical deste podre 2017 que felizmente está chegando ao fim. Para um mundo que já teve James Brown, Michael Jackson, Madonna, Tim Maia, Hyldon etc, Anitta seria a tranqueira e indigência sonora total. Mas para os tempos atuais, quando a cultura pop foi nivelada ABAIXO do abismo, ela é GÊNIA. Vai que vai, Malandra!

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Um BOCETAÇO sem igual e que está conquistando o mondo pop planetário: Anitta (acima e abaixo) não possui grandes atributos, hã, musicais, mas é a RACHA do inferno com que todas as pirocas do mundo sonham em foder, hihihi

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***E chega, néan. O site/blog zapper agora se dá férias até o final de janeiro próximo. Volta em 2018 para comemorar seus quinze anos de existência – talvez com um show internacional –  e para talvez e finalmente se despedir da web. Falouzes? Boa virada de ano então pra todos vocês, nossos amados/as putos e putas do coração! Inté!

 

 

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop em discos, livros, filmes, shows, baladas etc.)

 

***Antes de mais nada é preciso dar um alô ao nosso dileto leitorado sobre o por que do sumiço deste espaço rocker virtual nas últimas semanas. Primeiro o velho noteSHIT Toshiba do jornalista zapper/loker entrou em pane total, o que impediu que mantivéssemos as postagens por aqui em dia, fora que o último post ficou verdadeiramente prejudicado e todo atrapalhado, sem fotos, incompleto no texto etc. Daí o motivo, inclusive, de estarmos repostando parte do material que já estava nele.

 

***2017 quase chegando ao fim – já vai tarde, na verdade. E nem por isso o agito rocker termina: lá se foi o velho (mas jamais obsoleto) jornalista e escritor rocker e (ainda às vezes) loker, assistir ao último show deste ano do projeto “Ira! Folk” e que reúne no palco apenas a dupla central da banda, meus amigos de décadas Edgard Scandurra (nos violões) e Nasi (nos vocais). Ambos desfilando todos aqueles clássicos do Ira! e do gigante rock BR dos anos 80’ que todos nós conhecemos e amamos. Foi no Bourbon Music Street Hall, na última terça-feira. Que é do tamanho de um ovo, pico total de playba e coxas endinheirados, fica em Moema – zona sul chic da capital paulista – e é uma das casas de shows mais caras da capital paulista – o ingresso pra ver a gig custava 130 pilas por cabeça. Mas foda-se tudo isso. Quando Scandurra começou a tocar e Nasi a cantar, o local (que lotou até o teto) veio abaixo. Povaréu cantando contente e feliz e em coro absolutamente TODAS as músicas do set. E depois teve beija mão tradicional no camarim, óbvio. O zapper loker foi lá também, deu um oi rápido pros seus brothers de décadas, tomou uma taça de cabernet e caiu fora. Foi bem bacana no final das contas.

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O jornalista e agora também escritor zapper, ao lado de seus velhos amigos do grande rock BR dos 80′, Nasi e Edgard Scandurra, no camarim do Ira! após gig do grupo na última terça-feira em Sampa

 

***Sendo que neste sábado em si – ou amanhã – rola a talvez última gig bacanuda do ano em Sampa: os sempre amados Vanguart sobem ao palco no Teatro Mars, na região central de Sampa, pra fazer a saideira do ano. Todas as infos do evento aqui: https://www.facebook.com/events/180026795907515/.

 

***E teve também o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro “filhote” do jornalista musical que agora também é escritor, hihi. Foram semanas pesadas de divulgação do livro, com mr. Finaski indo a entrevistas na rádio paulistana KissFM – onde papeou no programa “Filhos Da Pátria” com seu brother de séculos, Clemente, fundador e vocalista dos Inocentes – , gravando outra entrevista para o programa “Nasi Noite Adentro” – apresentado semanalmente no Canal Brasil pelo vocalista do Ira!.que não por acaso também é amigo pessoal zapper há décadas – , e mais isso e aquilo.

 

***Fora a “resenha” – uia! – publicada por dom André Barcinski em seu bombadíssimo blog no Uol, o maior portal de internet da América LaTRINA, rsrs. Barça fez o que se esperava no texto: ESCULACHOU com fervor e gosto o livro e seu autor, ahahahaha. E quem o conhece – como este jornalista o conhece, há mais de 20 anos – sabe que ele é exatamente assim: só não detona a própria mãe porque é filho dela, rsrs. De resto, com amigos como o autor deste espaço online – com “amigos” desse naipe, quem precisa de inimigos? Uia! – lhe pedindo uma “força” na divu do livro, claaaaaro que ele não iria perder a piada. Perde o amigo, mas a piada JAMAIS, rsrs. Sendo que você pode ler o que ele escreveu sobre “Escadaria para o inferno” aqui: https://blogdobarcinski.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/um-perdido-numa-noite-suja-o-estranho-mundo-de-humberto-finatti/.

 

***E teve muito mais sobre o lançamento da obra literária fináttica. Esse “mais” você vai acompanhando mais aí embaixo, ao longo desse post.

 

***O mês dos gigantes, I: Morrissey – Sim, estamos falando – com certa demora e pelos motivos já explicados acima – do novo álbum de estúdio daquele que é considerado por boa parte da humanidade como o inglês mais genial e legal ainda vivo na face da Terra. Sim, ele mesmo, “tia” Morrisséia, aliás Morrisey, ou Moz pros fãs. “Low In High School” é o décimo primeiro disco solo do ex-vocalista dos Smiths desde que a banda que o tornou célebre acabou e ele começou a lançar trabalhos sozinho, em 1988. E é o primeiro cd inédito dele em três anos – o último, “World Peace Is None Of Your Business”, saiu em 2014. “Low in…” saiu mês passado na Inglaterra. Estas linhas rockers online ainda não escutaram o dito cujo. Afinal estamos numa correria insana por conta do lançamento do nosso livro. Mas enfim, o que esperar do novo álbum do amado e ainda gigante Morrissey? Que ele seja no mínimo ok. Sim, claro, Moz não precisa provar mais nada pra ninguém. Aos 58 anos de idade já deixou seu nome eternizado na história do rock mundial, apenas por ter escrito as letras que escreveu e cantado as canções que cantou nos quatro FENOMENAIS discos de estúdio dos Smiths (eternamente uma das 5 bandas da nossa vida). Perto desses quatro LPs inatacáveis e imortais sua carreira solo é até dispensável – sejamos honestos e não fãs fanáticos: Zap’n’roll gosto muito da sua estréia solo com o “Viva Hate”, que saiu em 1988 (e que teria sido na verdade o quinto disco de estúdio dos “Silvas”, caso eles não tivessem acabado no ano anterior). Depois, se formos bastante rigorosos, vamos chegar a conclusão de que o bardo de Manchester ainda gravou mais um ótimo/impecável trabalho solo (“Your Arsenal”, de 1992) e só. Claro, ele nunca se permitiu lançar algo de qualidade realmente ruim. E mesmo um disco mediano de Morrissey ainda dá um pau gigante em tudo o que o vergonhoso, pífio e irrelevante rock da era da web (principalmente de 2000’ pra cá) anda lançando. Quanto a isso não há dúvida. Mas reiterando: o que a bicha velha tinha que legar de CLÁSSICO e INESQUECÍVEL para a humanidade ela já legou, junto aos Smiths. Uma banda que, em quatro discos de vinil e em quatro momentos iluminados, deixou para a História algumas das pérolas poéticas e musicais mais sublimes e avassaladoras que a Cultura universal poderia ter produzido. Enfim, assim que passar o tumulto com o lançamento do livro fináttico, vamos resenhar sim “Low In High School” por aqui com a devida atenção. O primeiro single do álbum (“Spent The Day In Bed”) ao menos é bem bacana. E sendo que tanto o disco quanto o single você pode conferir abaixo.

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***O mês dos gigantes, II: Noel Gallagher – e teve também o lançamento do novo trabalho musical do gênio Noel Gallagher (o homem que comandou o saudoso e inesquecível Oasis por quase duas décadas). “Who Built The Moon” é o terceiro álbum solitário do gigante guitarrista, e já coleciona fartos elogios na rock press gringa e nos veículos musicais midiáticos que importam. Zap’n’roll também ainda não ouviu o dito cujo e o fará assim que a situação se acalmar por aqui além de resenhar o cd nestas linhas online o quanto antes, beleusma? Mas enquanto isso você pode escutar o disco inteiro aí embaixo.

 

***E mais notas na Microfonia irão entrando aqui, nesse provável último post zapper de 2017, ao longo da semana vindoura, okays? Agora vamos direto ao assunto porque a correria está monstro por aqui hoje. Vamos ver do que trata, afinal, o primeiro livro lançado pelo sujeito que escreve esse espaço virtual popper há quase década e meia.

 

 

AGITO LITERÁRIO NO MONDO ROCKER: “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA ZAPPER E ETERNAMENTE LOKER, CHEGOU FINALMENTE AOS LEITORES NO FINAL DE NOVEMBRO ÚLTIMO

Aconteceu finalmente no sabado, 25 de novembro, o lançamento de “Escadaria para o inferno”, provavelmente o ÚNICO livro que este jornalista irá publicar pois imagina que não terá tempo suficiente em vida para escrever outro. E sem drama algum em relação a isso: saindo este já nos damos por satisfeitos e com ele iremos completar a tríade que, reza o clichê existencial, todo ser humano precisa fazer ao longo de sua vida: plantar uma árvore, ter um filho (tivemos/temos, embora pai e filho não se falem e não se vejam pessoalmente há séculos) e escrever um livro. Com o lançamento bombadíssimo e bacaníssimo que rolou na Sensorial Discos/SP completa-se então essa tríade, no nosso caso. Missão fináttica TERRENA cumprida? Talvez…

É pensando no lançamento desse tomo e agora avançando pela tarde insuportalvemente calorenta que o blog resolveu dividir com vocês infos sobre o livro e também algumas considerações e pensamentos soltos sobre ele e sobre seu autor, divididos por tópicos. A eles.

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Noite de lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro do jornalista Finaski, e que aconteceu no final de novembro em festa badaladíssima na Sensorial Discos/SP: um brinde rock’n’roll à literatura degenerada!

 

***O LIVRO – “Escadaria para o inferno” está pronto há uns 3 anos já. Nesse período mudou de nome (o título inicial era “Memórias de um jornalista junkie”, que acabou entrando agora na edição final e oficial como sub-título) e passou por pelo menos três editoras, todas pequenas. Uma se interessou mas não tinha dinheiro para bancar o dito cujo. A segunda queria rachar os custos da publicação com o autor, o que obviamente foi recusado. E a última queria que fosse mudada muita coisa no livro original (o título, inclusive) o que também não foi aceito. Fomos salvos quando encontramos a turma da Kazuá, onde chegamos através do queridão Edner Morelli (que acabou de lançar por lá também seu terceiro livro de poemas, “Cenário”), músico, professor (de Letras), escritor e amigo do jornalista zapper há décadas. Foi o melhor lar editorial que poderíamos ter encontrado pois trata-se de uma editora modesta mas que tem um cuidado quase artesanal com cada livro publicado por ela. Fora que a equipe de lá é total maluca, libertária, transgressora, transgressiva, culturalmente DEGENERADA pode-se dizer, rsrs. Pelo conteúdo que se encerra em “Escadaria…” o livro não poderia ter encontrado lugar melhor. E somos absolutamente sinceros nisso.

 

***O QUE É E DE ONDE SURGIU A IDEIA – Todos já sabem: o titular deste espaço de cultura pop online é jornalista musical e cultural há mais de 30 anos. Já passou (e tem orgulho disso) por alguns dos maiores veículos da imprensa brasileira, como repórter ou colaborador. Ao longo desse tempo todo ele foi colecionando milhares de histórias (todas reais) absolutamente MALUCAS, surreais e quase inacreditáveis de enfiações desvairadas de pé na lama em sexo, álcool, drogas e rock’n’roll, muitas dessas ao lado de gente bastante conhecida. E toda vez que contávamos alguma dessas histórias para algum (a) amigo (a), a reação de espanto de quem ouvia era imediata e o comentário inevitável: “porra Finas, isso dá um livro! Ou até um FILME! Rsrs”. Foi então que tivemos enfim a ideia de escrever o tal livro. Mas a primeira versão dele era algo preguiçosa, podemos afirmar. Apenas reunimos alguns dos melhores posts de Zap’n’roll, que existe há 14 anos, e tal qual eles foram escritos, foram organizados em um provável e futuro livro. Mostramos esse material ao chapa Marcelo Viegas (que conhecemos há quase 20 anos), então trampando como editor na Ideal Edições. Foi dom “Priegas” quem leu o material e disse: “as histórias são de fato ótimas. Mas deixa de ser preguiçoso, cria vergonha na cara, senta na frente do computador e escreve um livro de VERDADE, não reproduzindo apenas posts que já foram publicados no seu blog. Lembre APENAS das histórias malucas e as conte como aconteceram, dando tom textual de crônica ou romance em cima delas”. Foi o que acabamos fazendo, no final das contas. E por ter vivido a vida que viveu (intensa na maior parte do seu tempo, com o sujeito aqui sempre “plugado” em 220 wolts, sempre ansioso, agitado, e quase sempre total alucicrazy nas baladas noturnas e em muitos momentos da sua vida profissional, enquanto cobria shows, festivais, entrevistando bandas e músicos etc.), sempre no limite da sanidade, conseguiu colecionar esse turbilhão de histórias quase inacreditáveis. Separamos 20 delas para publicar no livro. Que sim, tem uma narrativa auto-biográfica mas que não se trata de uma biografia na pura acepção do termo literário. Uma narrativa que desvela loucuras ao lado de gente como John Lydon (o homem que um dia foi Johnny Rotten e cantou nos Sex Pistols), Evan Dando (dos Lemonheads), Nasi (nosso brother que canta no Ira! até hoje), João Gordo, Lobão, Helinho Flanders (o amado singer do Vanguart) etc, etc. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado do livro. A Kazuá também, ao que parece. Veremos o que VOCÊS, futuros leitores (assim esperamos) do mesmo irão achar.

 

***NÃO HÁ MORALISMOS NO LIVRO, NEM NO SEU AUTOR – As mais de 140 páginas de “Escadaria para o inferno” estão repletas de narrativas envolvendo sexo desenfreado, consumo abusivo de drogas e álcool e tudo aquilo que provavelmente “choca” a moral e os bons costumes, ainda mais nesses tempos de total intolerância e de uma sociedade cada vez mais moralista hipócrita e babaca, reacionária e conservadora ao extremo. Bem sabemos que somos um jornalista ainda mezzo loker, eternamente rocker e já quase um VELHO (mas jamais obsoleto) desajustado na alma e no coração, e inadequado na existência. Um sujeito perenemente à margem do que é considerado “normal” pelo senso comum estúpido da raça humana idem. Isso incomoda? Um pouco, às vezes e não há como negar. Nos arrependemos de ser assim ou de termos sido assim na maior parte de nossa existência? Nem um pouco e o livro deixa isso bem claro: não há MORALISMO algum na narrativa dos capítulos dele (20 ao todo). Tudo é contado com distanciamento moral absoluto (apesar de estarmos no olho do furacão em todos os episódios que estão ali descritos) pois sempre dizemos que, se pudéssemos voltar no tempo mudaríamos muito pouco essa trajetória. Provavelmente teríamos feito tudo novamente, evitando cometer excessos aqui e ali e também evitando consumir aditivos que de fato não deveríamos ter consumido ao longo da vida. Mas no final o livro tenta transmitir ao leitor mais ou menos a mesma sensação que o já clássico filme “Trainspotting” passou a todos que o assistiram: a vida de um JUNKIE é isso. Ele escolheu viver dessa forma. Cada um que escolha viver a sua vida da forma que melhor lhe convier.

 

***NÃO FOI FÁCIL TER TIDO UMA EXISTÊNCIA QUASE TOTALMENTE JUNKIE – Não mesmo. Sem moralismos novamente mas NÃO recomendamos a vida que tivemos para ninguém, embora tenhamos nos divertido horrores. Como jornalista o sujeito aqui poderia estar muito bem hoje, profissional e financeiramente falando. Não estamos, claro. Muito longe de estar, inclusive. Zap’n’roll poderia ter se tornado um “jornalista” total careta e bunda-mole e provavelmente estaria enorme de gordo, casado com uma esposa chata, com filhos, tendo uma amante igualmente chata e trampando em alguma redação de algum mega veículo de mídia e ganhando seus 10 mil dinheiros (ou mais) por mês. Mas escolheu o caminho torto e da loucura, óbvio. E foi perdendo grandes empregos e grandes oportunidades na imprensa, claro, pois além de ser um maluco em tempo quase integral também sempre teve o gênio e o sangue italiano quente e explosivo, o que o fez brigar com muita gente (a imprensa é um dos meios profissionais mais escrotos, hostis e terríveis para se trabalhar, uma autêntica piscina de tubarões e uma fogueira das vaidades insuportável na maioria das vezes). Certa vez o jornalista Luiz Fernando Sá (que foi nosso chefe nas revistas IstoÉ e Interview, e atualmente ocupa alto cargo na editora Três) nos disse: “você já teve ótimas oportunidades e portas abertas na sua vida, que muita gente igualmente competente quis ter e não teve. E você foi desperdiçando todas essas oportunidades”. Talvez ele tenha razão, no final das contas. E num dia, almoçando com amado “sobrinho” Luiz Cesar Pimentel (que é o autor do texto que está na “orelha” do livro), perguntamos a ele onde tínhamos errado no meio do nosso caminho. Onde deveríamos ter entrado na curva à direita, e acabamos entrando na da esquerda. “Finas, cada um tem suas escolhas na vida. Você fez as suas. E paga um preço por elas, simples.”. Nisso ele tem total razão. Fizemos nossas escolhas e pagamos o preço por elas. Sabemos que nossa existência não foi nada fácil. E continua não sendo, inclusive: este jornalista rocker é adicto (dependente químico) há anos. Não deveria nem beber mais nada alcoólico. Mas quem disse que não conseguimos beber? O zapper AMA beber. Só que bebe maaaaais que todo mundo e NÃO fico ébrio. Fica, sim, com um desejo quase incontrolável de ASPIRAR cocaína, quando não de voltar a fumar crack, essa droga do inferno que realmente odiamos. Então hoje em dia procuramos controlar ao máximo o consumo alcoólico. Quando vemos que estamos chegando a ponto de sair do controle, damos um jeito de parar. Senão sabemos que a vaca irá inevitavelmente para o brejo, sendo que também sabemos que somos muito melhor e mais sociáveis quando não estamos “bicudaço” de cocaine e transtornados de álcool (e Marião Bortolotto, que assina o texto da contra-capa do livro, também sabe muito bem disso, ahahaha: “Fininho” estava um doce de sociabilidade no último sábado lá no Cemitério de Automóveis, não é Marião? Rsrs). Fora que algumas lembranças nos atormentam e ainda nos traumatizam ao máximo. Por exemplo: é algo total crazy você estar JANTANDO num churras rodízio (como estávamos na última sexta-feira, no Tendall Grill, onde sempre fazemos um repasto semanal há uns 30 anos já) e, do nada, começar a TREMER por dentro por se lembrar que, ali perto, tem uma “biqueira” de crack, onde freqüentamos e fumamos “pedrinhas” anos atrás. Sendo que nesse período (anos atrás), este jornalista estando com dinheiro no bolso ou na conta estaria ali naquela área (no centrão de Sampa) não jantando no tal churras rodízio mas sim, na tal biqueira e fumando “pedras”. Felizmente isso já passou. Mas ainda restam as (por vezes) tormentosas lembranças. E essas irão nos acompanhar até a morte, pelo jeito. Mas novamente, sem ressacas morais: fizemos o que queríamos fazer. Que a molecada aproveite MESMO enquanto é jovem (a pirralhada no mundo atual está CARETA demais pro nosso gosto, vocês concordam?) e tem a vida toda pela frente. Que TREPE HORRORES, beba até cair, cheire, fume o que quiser e boa. Um dia a idade adulta irá chegar, o corpo irá pedir arrego e aí será a hora de tirar o pé do acelerador e levar uma existência, hã, mais tranqüila digamos assim. E sem olhar para trás e ter arrependimentos, mas pensando: sim, vivi a vida com gosto. E tirei ótimas lições, mesmo dos piores momentos. É isso.

 

***FIM DA HISTÓRIA? – Talvez. Além do lançamento do livro, este Finaski também chegou aos 5.5 de vida. Ele se sente algo envelhecido no corpo já, embora muitas amigas digam que ainda é um coroa charmoso e sedutor (ahahaha, jezuiz… será mesmo?). Mas a cabeça, essa felizmente continua a mil. E mais jovem do que muito pirralho de 20 anos de idade. Apenas queríamos estar um pouco melhor de dindin, rsrs. Mas fato é que a maioria do país está quebrado e muitos dos que conhecemos também. De modos que não há muito o que fazer quanto a isso a não ser torcer por dias melhores (FORA TEMER, seu bandido merda do caralho!). Amores, romances e paixões aos 5.5 de vida? Tivemos centenas (vamos repetir: CENTENAS) de mulheres na vida (e na cama) ao longo da existência. E chegamos a conclusão inefável de que apenas umas quatro delas realmente fizeram este loker perder o juízo. Ele teria se casado com a Flavia (quando tinha meus 28 anos de idade), que se tornou uma advogada muito bem sucedida, está casada e com filho. Ou com a Tania (já aos 41) que desapareceu (deve ter encontrado o homem “sem vícios” que ela queria encontrar para contrair matrimônio; com este blogger maloker ela jamais iria “casar” pois como a própria ruiva puta e malvada disse certa vez: “Humberto, você é ÓTIMO pra sair, se divertir, cheirar cocaína, beber, trepar, mas NÃO pra casar. Quando eu me casar não vou querer nada disso pra mim”. Ok, rsrs), com a Rudja (de Macapá), de quem somos amigos até hoje e que AMAMOS toda a família dela. Ou com a Neidinha Rodrigues, aquela magrela branquela linda, deliciosa, peituda, mega inteligente e fã de literatura (como este velho jornalista) que é uma “demônia” na cama mas que, infelizmente, é CASADA (o que não nos impediu de ficar trepando com ela por um ano). Teríamos casado e ficado pra sempre com uma dessas quatro mulheres incríveis. Mesmo sabendo que talvez não estivesse mais com nenhuma delas até hoje. Mas as tivemos, ao menos. E deu certo o tempo que tinha que dar. E agora? (suspiro…) Agora imaginamos que nosso tempo já tenha se esgotado. E que não haverá mais tempo para que um novo amor surja na vida de Finas. De modos que ele segue sozinho. E provavelmente vai morrer sozinho. Por isso agora entende, mais do que nunca, porque Van Gogh morreu sozinho e sem uma das orelhas. Porque Jack Kerouac (o homem que nos deu o clássico beat “On The Road”) morreu aos 47 anos de idade (muito jovem ainda) quando vivia com a mãe, e foi levado por uma cirrose ocasionado pelo consumo excessivo de vinho licoroso (adoramos). Também compreende porque Rimbaud se foi, sozinho e sem uma das pernas (amputada por causa de um tumor) e porque J. D. Salinger (o gênio que nos deu “O apanhador no campo de centeio”) preferiu terminar sua vida, já velhíssimo, isolado do mundo no alto de uma montanha. Talvez este será mesmo nosso fim (e não nos importamos que seja, aliás até almejamos que seja, num certo sentido): sozinho mas contente e em paz, no alto da montanha mágica, lá em São Thomé Das Letras. Publicado “Escadaria para o inferno”, é pra lá que pretendemos ir pra morar, em 2018.

 

XXX

E a semana que está quase acabando já foi agitadíssima em se tratando da divulgação do livro zapper. Ele já foi parar nas mãos de alguns dos principais personagens que fazem há anos a cena rocker paulistana acontecer: o lendário produtor e cappo do selo indie Baratos Afins, queridão Luiz Calanca, além de nosso igualmente eterno e amadorado DJ e produtor cultural André Pomba. Na grande imprensa a repercussão também já começou, com este Finaski tendo dado entrevista na última quarta-feira no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM, e que é apresentado pelo brother Clemente. Fora a visitinha de cortesia que fizemos à redação do diário Folha De S. Paulo (um dos maiores jornais do país) e onde fomos super bem recebidos pelo também queridão Ivan Finotti e pela fofura que é a repórter Amanda Nogueira. E nas próximas semanas o agito em torno do livro vai prosseguir, pode esperar!

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Com o produtor musical Luiz Calanca, na sede do selo e loja Baratos Afins/SP

 

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Concedendo entrevista para o “irmão preto” Clemente, no programa “Filhos Da Pátria” na KissFM/SP

 

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Visitando o queridão Ivan Finotti, na redação do diário Folha De S. Paulo

 

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Com o amado super dj André Pomba, na domingueira rock mais badalada do Brasil, o Grind/SP

 

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E tomando algumas com o dramaturgo Mário Bortolotto, autor do texto da contra-capa do livro, no bar/teatro dele, o Cemitério de Automóveis, em Sampa

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“Escadaria para o inferno” já está à venda na loja virtual do site da editora Kazuá, que pode ser acessado aqui: WWW.editorakazua.com.br. O livro também está à venda na Sensorial Discos/SP, que pode ser contatada em WWW.sensorialdiscos.com.br ou pelo fone 11 3333-1914. E por fim também na Livraria Cultura em Sampa.

 

 

IMAGENS DE ALGUNS DOS MOMENTOS BACANUDOS DO LANÇAMENTO DO LIVRO, QUE ROLOU NO FINAL DE NOVEMBRO EM SAMPA

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O jornalista gonzo e escritor loker e as amigas gatas

 

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Ganhando bijokas das novas leitoras

 

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Com os brothers André Jung, ex-batera do Ira!, e Jonnata Doll, vocalista da banda Garotos Solventes

 

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Se preparando para dar mais um autógrafo

 

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A loirinha mais linda e meiga, sorrindo ao lado do novo escritor

 

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Leitor degustando e apreciando a nova obra literária

 

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Dedicatória para uma amiga querida

 

 

O NOVO BAR ROCKER UNDER DE SAMPA: O CLUBE VU TAMBÉM ABRIU SUAS PORTAS PARA A GALERA AINDA ROCKER DA CAPITAL PAULISTA

Mesmo com a crise existencial, mercadológica, artística e de público que o rock vem enfrentando já há alguns anos lá fora e aqui também, ainda há alguns MALUCOS que mantêm a fé no gênero musical mais genial e importante da música mundial nos últimos 70 anos.

Ele está quase morto? Talvez. Anda total em baixa no circuito noturno alternativo paulistano (sempre é bom lembrar: em um ano e meio nada menos do que quatro dos mais tradicionais clubes de rock da capital paulista fecharam suas portas)? Pode ser, também. Mas nada disso abalou a confiança de três sócios que se uniram para fazer funcionar e ferver, na Barra Funda (bairro da zona oeste paulistana), o novíssimo Clube VU. Com toda sua inspiração (do espaço a decoração, da fachada aos nomes que irão batizar os drinks exclusivos da casa) vinda da obra gigante do lendário Velvet Underground (uma das mais fundamentais bandas de toda a história do rock’n’roll), o VU promete manter acesa a chama do rock na noite under de Sampa. Para isso vai apostar em drinks e coquetéis especialíssimos, em uma programação temática variada ao longo dos dias da semana e, principalmente, em um público mais adulto, que já passou dos 30 mas que ainda curte sair à noite para beber e dançar ao som do bom e velho rock.

Dos três sócios da nova empreitada do circuito de entretenimento de São Paulo, dois são velhos conhecidos da cena rocker da cidade: Claudio Medusa (que durante quase uma década foi proprietário do finado Astronete, na rua Augusta) e nosso “quase” xará, o jornalista Ivan Finotti, um dos nomes mais conhecidos e respeitados do jornalismo cultural e musical da equipe do caderno Ilustrada, do jornal diário Folha De S. Paulo. E foi com mr. Ivan que Zap’n’roll bateu um papo rápido para saber o que podemos esperar do Clube VU. Os principais trechos do papo seguem abaixo.

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Dupla dinâmica do jornalismo cultural em noitada de bebemoração rock’n’roll na capital paulista: Ivan Finotti e Zap’n’roll na inauguração do novo clube VU; abaixo a fachada da nova casa noturna de Sampa

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Zap’n’roll – Você poderia explicar, resumidamente, o conceito do novo Club VU? Como surgiu a idéia, quando surgiu, o que vai tocar por lá, como será o atendimento, ambiente, carta de bebidas e comidas (se houver) etc?

 

Ivan Finotti – é Clube V.U., em português. Por ser jornalista, tento ao máximo manter as palavras na nossa língua. Lá no Clube V.U., por exemplo, bebe-se gim e uísque, não gin nem whisky. Manias à parte, o Claudio Medusa estava atrás de uma nova empreitada após o fechamento do Astronete em 2016. Nós já haviamos aberto juntos o Alberta #3 em 2010, com a Thea Severino e a Noemi Silva. Então eu não via como criar algo muito diferente daquilo. Então apareceu a artista plástica Suemi Uemura, amante de drinques e frequentadora de bares de coquetelaria. Com ela, bolamos o conceito de uma balada com drinques tão bem feitos quanto nesses bares, que estão em alta na cidade nos últimos tempos. Vai ser um desafio atender 300 pessoas dessa forma, mas temos um balcão de 11 metros e excelentes barmen e barwomen.

 

Zap – é sabido que o rock está em baixa (infelizmente) nesse momento, mesmo no chamado circuito noturno alternativo de Sampa. Tanto que clubs bacanas como Astronete (que era de propriedade do Medusa, seu sócio nessa nova empreitada), Inferno Club, Funhouse e Matrix (que voltou a reabrir há poucas semanas) fecharam suas portas nos últimos meses. Dessa forma não é temerário investir em um novo espaço apenas dedicado ao rock? Ou o VU vai mirar também outros públicos, com festas variadas em noites especificas?

 

Finotti – O rock é o gênero que liga toda a semana, mas as festas são variadas. Na segunda-feira, receberemos chefes de bar de diversas casas da cidade para fazerem seus drinques em nosso balcão. Na terça, exibiremos filmes icônicos no telão , enquanto você desfruta seu coquetél. Nesses dias, de entrada gratuita, abriremos a pista se houver público para isso. Na quarta-feira a casa está fechada, mas não é bem assim. Você pode abri-la para a sua festa de aniversário, por exemplo. A quinta é inspirada nas musas transexuais de Lou Reed, imortalizadas em canções do Velvet Underground, como Candy Darling e Lady Godiva. Essa noite terá uma pegada mais pop. A sexta traz o lado B do rock, com clássicos desconhecidos dos anos 60, 70 e 80, além de soul. E o sábado é para a turma que ama o indie e tudo isso que a gente falou antes também.

 

Zap – São três sócios na nova casa, sendo que um deles, Claudio Medusa, é um conhecido personagem da noite alternativa paulistana. Já você é um dos nomes mais conhecidos do atual jornalismo cultural brasileiro, trabalhando na Folha Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo (um dos maiores diários brasileiros). E é sabido que você também ama rock’n’roll, especialmente Bob Dylan, rsrs. O que o levou a investir nessa nova atividade, aparentemente muito distante do universo do jornalismo?

 

Finotti – Eu amo ser jornalista e investir nessa atividade nunca foi uma forma de escapar do emprego. Pretendo seguir mais 15 anos no jornalismo. Acontece que eu também amo música e fazer parte de uma casa noturna (inspirado pelo meu amigo André Barcinski, que abriu a Clash em 2007) foi a forma que encontrei de estar mais próximo dela. Você falou em Bob Dylan e realmente o Alberta #3 foi completamente inspirado nele. Dois anos depois, abrimos o restaurante Ramona, meio Dylan, meio Ramones, também na avenida São Luís. Fiquei quatro meses fazendo a trilha sonora e os frequentadores se surpreendem com a música de lá. Há três meses, reabrimos o bar Stônia, no subterrâneo do Ramona. Homenageia os Stones. Agora, o V.U. é a casa noturna do Velvet Underground, o grupo que mais influenciou e menos vendeu da história do rock. A banda de Lou Reed, Nico e Andy Warhol. Temos muito veludo vermelho por lá. E a cachaça da casa chama Heroin, como a canção deles.

 

Zap – falando em musica e em rock’n’roll, o que você mais curte? Apenas bandas clássicas e antigas ou também fica atento às bandas mais novas?

 

Finotti – Só as clássicas. E as novas que parecem velhas.

 

Zap – pra encerrar: na sua opinião, qual o futuro do rock nesse momento (aqui e lá fora) e de casas noturnas que ainda se dedicam ao gênero? Ele, o rock, dará a volta por cima e irá reinar novamente como reinou na música mundial por quase 70 anos? Ou isso não vai mais acontecer?

 

Finotti – Eu acho que não vai mais reinar. Já foi esse tempo. Mas não vai acabar, sempre haverá um bando de malucos como você para dar um pouco de fôlego ao rock.

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TCHAU 2017, JÁ VAI TARDE!

Mais um ano infernal que chega ao fim. Mas conseguimos sobreviver a ele, felizmente. Então que venha 2018! E que ele traga algum alivio imediato para todos nós – na economia, na cultura pop, na existência humana no final das contas.

O site/blog zapper se dá férias agora, até o final de janeiro quando voltamos por aqui. Até lá desejamos que todos tenham uma super virada na semana que vem e ótimas férias também!

Inté!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 25/12/2017, às 17hs.)

 

 

AMPLIAÇÃO FINAL MONSTRO! Com atualização das notinhas da Microfonia (e onde você encontra novos vídeos e áudios do L7, do Wry, a estréia solo do ex-vocalista do Oasis, Liam Gallagher, e os caralho), mais entrevistas com os escritores e músicos Marcelo Viegas e Cassiano Fagundes etc (ufa!) – AGORA VAI e infelizmente com a mega tristíssima notícia na música mundial: SILÊNCIO GIGANTESCO no rock’n’roll com a morte do gênio Tom Petty, que se foi anteontem nos Estados Unidos; mais: em post especial sobre lançamentos de LIVROS dedicados à cultura pop e a música em geral (um mercado que, mesmo com a crise bravíssima que assola o triste bananão tropical, tem seu nicho de público e segue ativo), o blog zapper fala de alguns títulos que chegaram há pouco às livrarias; e também anuncia (finalmente e oficialmente!) orgulhosamente o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro volume escrito pelo jornalista eternamente rocker/loker (esse aqui mesmo, autor destas linhas poppers online, ulalá!) e que sai do forno em novembro! E ainda: como foi o showzaço do The Who (já a gig internacional de 2017 no Brasil?) em Sampa pela ótica não jornalística e sim de um FÃ da banda, em texto especial para este espaço rock virtual, comentários sobre o line up do Lollapalooza BR 2018, a morte de um gênio da imprensa mundial (ele mesmo, o fundador da revista Playboy, a que alegrou nossa existência com nudes incríveis das melhores BOCETAS da história da cultura pop) e mais isso e aquilo tudo que você sempre encontra por aqui! (postão mega AMPLIADO e finalmente FINALIZADO em 6/10/2017)

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O rock americano e mundial perde mais um gênio inesquecível: Tom Petty (acima) se vai mas deixa para sempre uma obra musical gigante e que ainda irá embalar muitas gerações rockers; as mesmas gerações que não irão precisar esperar tanto para ler “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro escrito pelo jornalista musical autor destas linhas poppers virtuais (abaixo: Zap’n’roll na sede da editora Kazuá, ao lado de Evandro Rhoden, o dono da empresa, e a capa do tomo, que será lançado agora em novembro)

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MICROFONIA, PARTE II

(reverberando a cultura pop no rock, em filmes, livros e discos)

(com ampliação e finalização das notas na sexta-feira, 6 de outubro de 2017)

***IDA A BELZONTE – yep. Há algum tempo já sem sair de Sampa pra acompanhar de perto outras cenas musicais legais espalhadas por este Brasil afora (e os motivos pra diminuição desses rolês são vários, mas basicamente podem ser resumidos em dois: a) todo mundo está quebrado no país e diminuíram drasticamente os convites ao site/blog zapper pra cobrir eventos fora de Sampa, mesmo porque quase ninguém está com grana pra produzir eventos; e b) a indie scene nacional meio que está quase total morta, não? Sobram bandas, sempre, mas falta QUALIDADE a elas e quem se interesse por elas, simples assim), Zap’n’roll vai dar um “pulinho” até a capital dos mineiros na próxima semana. Vai passar o feriadão prolongado por lá (e aproveitar pra se encontrar com duas das mineiras mais lindas, gatas, rockers e queridas que o autor destas linhas bloggers tem como amigas atualmente, as morenaças Juliana Marta e Thays Karolinne, duas doçuras como seres humanas) pra conferir algumas bandas locais e se inteirar da movimentação rock’n’roll na capital de Minas Gerais. E se achar interessante o que ver e escutar o blog irá comentar aqui na sequencia, claaaaaro. Então fiquem (e fiquemos) atentos aos sons sempre bacanas que vêem lá das Gerais.

 

***ESTRÉIA SOLO DO LIAM – yeeeeesssss! O caçula dos manos Gallagher e que um dia cantou à frente do saudoso Oasis, enfim voa solo. E mostrou para o mundo nessa sextona em si sua estréia individual, o álbum “As You Were”, que o site zapper ainda vai ouvir com calma e depois comentar aqui, pode esperar. Mas se você NÃO agüenta esperar, já pode escutá-lo aí embaixo.

 

***A VOLTA DO L7 – uma das grandes bandas da era grunge, o quarteto feminino americano L7 anunciou nas redes sociais seu comeback aos estúdios de gravação após ficar dezoito anos sem gravar material inédito. Este espaço rocker virtual sempre tem o pé atrás com grupos que ficam séculos hibernando e, de repente, resolvem sair da tumba pra gravar e tocar ao vivo novamente. O resultado geralmente não é nada bom. Mas no caso das meninas (ou tiazonas atualmente, já que todas elas estão com mais de cinquentinha de idade nas costas), que fizeram um show absolutamente DEMOLIDOR no Brasil em 1993 (no finado e saudoso festival Hollywood Rock, na mesma edição que trouxe na mesma noite em que elas se apresentaram também o Nirvana, e o zapper loker/rocker estava na gig, claro), talvez dê pra esperar um novo disco bacanão. Ao menos a primeira faixa que elas divulgaram do disco vindouro (e cujo áudio está aí embaixo) é uma cacetada esporrenta, como não se vê sendo feita pelas bandinhas bundinhas atuais. Isso aê: se a pirralhada nova não mostra competência em serviço, os VELHOS (ou velhas, no caso) mostram, uia!

 

***NOVO DO WRY EM 2018 – sim, o já clássico quarteto indie guitar sorocabano (dos melhores nomes do rock BR das últimas duas décadas), sempre liderado pelo queridão vocalista e guitarrista Mario Bross (dileto amigo zapper de anos já também), anunciou seu novo trabalho de estúdio para o ano que vem, e que deve sair pela carioca Deck Disc. Como prévia deste novo cd a banda lançou na web esta lindíssima balada (que você pode ouvir e ver aí embaixo), e que ganhou igualmente vídeo belíssimo e bucólico, bem de acordo com a melodia da música (suave, introspectiva e onde Mario deixa sua guitarra um pouco de lado para centrar fogo nos teclados). Fora que o vídeo ainda conta com a participação especialíssima da liiiiindaaaaa modelo e atriz Duda Caciatori, dileta amiga deste espaço online desde que ela era uma pós-adolescente recém chegada a Sorocaba (Duda nasceu em Santa Catarina). No Wry este site/blog sempre bota fé. E tem certeza de que vem discão por aí!

 

***FREJAT EM SAMPA – o finde (já estamos na noite de sextona em si) promete em Sampalândia. Após tocar na última edição do Rock In Rio o ex-vocalista e guitarrista do Barão Vermelho (ou será ele um eterno barão? Rsrs) se apresenta na capital paulista neste finde, na Tom Brasil. E o blog vai lá já que foi convidado pelo empresário do cantor (queridíssimo amigo deste blog há séculos), o chapa Rafael Borges, a ir curtir a gig. E se você também se interessou, todas as infos sobre o show estão aqui: https://www.facebook.com/events/429038194158029/.

 

***ARTE DEGENERADA ATACA! – e no domingão em si tem mais: a mui legal editora paulistana Kazuá (e que lança mês que vem a primeira incursão literária do jornalista maloker) vai promover o evento chamado Festival da Arte DEGENERADA. Isso mesmo: uma série de atividades culturais que irão ter início no meio da tarde na sede da editora e se estenderão pelas ruas próximas com sarau literário, shows musicais (como a apresentação do trio Psychotria, que também vai tocar na festa de lançamento do nosso livro) e muito mais. É a forma que a Kazuá e todos os que estão ligados a ela (como agora nós também estamos) encontrou de enfrentar essa calhorda, cretina e caretaça mega onde neo conservadora de extrema direita que ameaça todo o país. E que também ameaça tolher a liberdade artística e de expressão. De modos que o site/blog zapper convida todo o seu leitorado de Sampa a ir lá e prestigiar, okays? Mais infos aqui: https://www.facebook.com/events/279018369259110/.

CARTAZFESTARTEKAZUA

 

***E FIM DE PAPO! – chega, néan. Microfonia atualizada e ampliada, postão monstrão no ar (com mais de cinqüenta mil caracteres de texto, wow!) e final de semana chegou novamente. Então Finaski vai parar por aqui, sendo que iremos voltar com novo post assim que possível e quando assuntos realmente relevantes na cultura pop assim o exigirem de nós, uia! Beleusma? Então ta! Até a próxima e desde já ótimo feriadão semana que vem pra toda a galere que nos acompanha. Até!

 

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop no rock, em filmes, livros e discos)

***Beleza? Postão zapper entrando no ar já no meio da semana. De modos que até o final desta mesma semana iremos ampliando e atualizando as notas aqui da seção Microfonia, ok?

 

***Sobre o Lollapalooza BR 2018 – Pois como sempre o blog zapper é honesto, rigoroso e imparcial nas suas análises musicais, também iremos ser nesse caso – e olha que já xingamos bastante o festival que rola em Interlagos, em suas últimas edições. Posto isso, estas linhas rockers virtuais estão quase achando que a edição de março vindouro é a MELHOR do Lollapalooza nos últimos anos. Ainda que não tenha Radiohead tem muita coisa decentíssima ali – e as tranqueiras de sempre também, óbvio. Começando pelo que vale a pena: Pearl Jam, sim mais uma vez. Pra quem nunca conseguiu assistir, é imperdível e showzaço, sempre. Vimos três vezes já e na última (no próprio Lolla, na edição de 2013) chegamos a chorar em alguns momentos da gig, de tão emocionados que ficamos. Fora a turma do Eddie Veder Tb vai ter Liam Gallagher, Lana Del Rey (wow!), Royal Blood (wow!!), The National (wooooowwwww!!!) e até o velho homem dos Talking Heads, mr. David Byrne. Yep, e ainda vai ter o pavoroso The Killers (talvez a banda mais insuportável a ter surgido na indie scene americana dos anos 2000’), o LCD Soundsystem (que muita gente igual ao “brogui” sem noção Pobreload superestima demais, e este blog não vê a menor graça no som feito pelo “gênio” James Murphy) e até o Red Hot Chili Peppers, que acabou de tocar no Rock In Rio. Na ala nacional? Muita coisa boa pra se conferir também: Tiê, nossos queridões do Vanguart, Plutão já foi planeta e… PORRAN, o incrível Luneta Mágica de Manaus, sensacional formação indie/MPB/psicodélica meio que descoberta por Zapnroll há três anos e que agora merecidamente irá mostrar seu som pra um grande público em Sampa. Claro, o Lollapalooza vai continuar tendo seus enormes defeitos já mostrados nas edições anteriores: ingressos a preços extorsivos, público coxinha mais interessado em aparecer, ver e ser visto, tirar selfies e ficar se distraindo no parque de diversões que será montado no autódromo, ao invés de prestar atenção na MÚSICA que irá rolar nos palcos. Mas mesmo com tudo isso nos arriscamos a dizer que o festival paulistano será muito melhor que o Rock In Rio. E essencialmente mais… rock no final das contas. Bora então selecionar as atrações que mais valem a pena e se programar desde já pra ir para o longínquo (e ponha longínquo nisso…) Interlagos em março de 2018.

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As atrações do Lollapalooza BR 2018: talvez o melhor line do festival em suas últimas edições

 

***E logo menos, como já dissemos aí em cima, entram mais notas aqui no Microfonia. Mas agora vamos pros tópicos em si do postão, começando com nossa homenagem a um dos maiores gênios da história do rock americano e que infelizmente partiu no último final de semana.

 

 

TOM PETTY E SEUS CORAÇÕES PARTIDOS IRÃO ACALENTAR PARA SEMPRE NOSSAS ALMAS COM SUAS LINDAS, INESQUECÍVEIS E PODEROSAS CANÇÕES

A morte, que nunca manda recado, veio e levou anteontem, segunda-feira, 2 de outubro de 2017, Thomas Earl Petty, um dos sujeitos mais gente fina e um dos músicos, compositores e cantores mais geniais surgidos na história do rock americano em todos os tempos. Tinha 66 anos de idade. Foi fulminado por um “heart attack” no último domingo. Chegou a ser socorrido e levado para um hospital. Mas sua atividade cerebral já havia cessado o coração era mantido em funcionamento por aparelhos. Ontem à noite o cantor foi enfim declarado oficialmente morto pelo seu empresário.

Zap’n’roll conheceu Tom Petty (seu nome artístico) ainda na adolescência, lá pelos 17 anos de idade. Mas se tornou mega fã e admirador da obra musical dele bem mais tarde, quando tinha seus 26 e já trabalhava como jornalista na área musical – naquela época, especificamente na editoria de cultura da revista IstoÉ (que naquele tempo, 1989, era sensacional e não o LIXO editorial na qual ela se transformou nos dias atuais). Era abril de 1989 e Tom, então quase um quarentão, lançou seu primeiro disco solo, sem a banda (os Heartbreakers) que o acompanhava desde 1976, quando o grupo estreou em disco. A essa altura ele já tinha uma trajetória ultra respeitada pela critica rock americana, um séquito enorme de fãs e sete álbuns lançados.

Mas foi “Full Moon Fever”, seu primeiro vôo solitário e lançado naquele abril de 1989, que marcou para sempre o autor do site zapper em relação à sua música. Não que os outros trabalhos lançados por ele fossem ruins ou medianos (muito longe de ser, Petty sempre primou por uma grande criatividade e rigorosa qualidade nas suas composições). Mas “Full Moon…”, mesmo lançando mão de todos os procedimentos musicais (rock de raiz classudo, country music e rock sulista com primor nas melodias e riffs, além de estrutura melódica ultra radiofônica e capaz de sensibilizar até o mais duro dos corações) que já haviam consagrado Tom Petty como músico, cantor e letrista, ainda assim colocou de joelhos público e jornalistas, pela beleza imensurável de suas canções primorosas e perfeitas. Os rocks eram afiadíssimos, poderosos e dançantes. As baladas então… de despedaçar qualquer alma.

Foi o LP enfim (sim, naquela época era LP e tivemos “Full Moon Fever” em vinil) que tornou definitivamente Petty um dos gigantes do rock mundial de então – o álbum vendeu milhões de cópias no ano de seu lançamento, foi parar no topo da lista dos mais vendidos da Billboard e seus hit singles chegaram a tocar sem parar em todas as rádios do planeta (Brasil incluso) e na MTV. Afinal, quantos discos você conhece que abrem com duas canções MONSTRO (na sua beleza sonora) como “Full Moon…” abre? Sim, estamos falando de “Free Fallin” e “I Won’t Back Down”. Duas músicas que já se tornaram mega clássicos do cancioneiro pop norte-americano.

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O cantor, compositor e guitarrista americano Tom Petty (acima) e uma das suas obras gigantes, o álbum “Full Moon Fever” (abaixo): não existe mais discos nem gênios assim no rock dos anos 2000′

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E como se não bastasse tudo isso Tom ainda era ótima praça e gente finíssima. Daqueles sujeitos sempre gentis ao máximo, engajado em causas sociais, com zero de arrogância e ego, total pé no chão como artista. Era aquele tipo de cara que você queria ter como cunhado ou irmão mais velho (ou novo).

E foi esse sujeito bacaníssimo e músico inigualável (que no auge de sua carreria também participou do super grupo Travelling Wilburys junto com George Harrison, Bob Dylan e Roy Orbison)  que dona morte tirou de nós no final da noite de ontem, sendo que ele ainda estava em plena atividade na sua trajetória musical (tinha acabado de fazer uma turnê super bem sucedida pelos EUA, baseada no seu derradeiro trabalho de estúdio, o muito bom “Hypnotic Eye”, lançado há três anos). Assim como ele já se foram David Bowie, George Michael, Prince, Michael Jackson, Lemmy Kilmister, Scott Weiland, Kurt Cobain e outros gênios da história do rock e da música pop. E a cada vez que um gênio desse porte se vai o mundo fica ainda mais vazio de idéias do que já está. Aos poucos a arte contemporânea (música, literatura, cinema, o que for) vai perdendo o que resta de relevante nela. E a tendência é que fiquem apenas escombros nesse planeta já tão miseravelmente devastado por ignorância, violência, miséria social, bestialidade e boçalidade. Renato Russo estava coberto de razão quando dizia que “a ignorância é vizinha da maldade”. Com artistas que realmente importaram e impactaram nossas vidas morrendo aos poucos, o que restará para a humanidade celebrar musicalmente daqui a 20 ou 30 anos? Nada, provavelmente.

Vai na paz, Tom. Nem sabemos se iremos nos encontrar por aí algum dia, em alguma outra estação – taí, não o assistimos ao vivo e gostaríamos de ter visto um show seu. Mas se essa estação existir de fato, você já está animando a todos por aí com seus rocks e baladas imortais. Sim, suas canções serão para sempre imortais. E te agradecemos de coração por ter feito a trilha sonora inesquecível de muitos momentos da vida deste Finaski e de milhões de pessoas pelo mundo afora.

 

TOM PETTY AÍ EMBAIXO, NO CLÁSSICO IMORTAL “FULL MOON FEVER”

 

E NO VÍDEO DE “FREE FALLIN”

 

DEMOROU MAS FINALMENTE VAI SER LANÇADO: EM NOVEMBRO CHEGA “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA MAIS LOKER DA HISTÓRIA DA IMPRENSA MUSICAL BRASILEIRA

Yep. Foram mais de trinta anos atuando no jornalismo cultural e musical brasileiro e paulistano, com passagens por redações de grandes jornais e revistas (Somtrês, IstoÉ, Bizz, Interview, Rolling Stone, Estadão, FolhaSP, Jornal Da Tarde, Gazeta Mercantil etc.). Período (iniciado em 1986 e que perdura até os dias atuais, só que agora cuidando da parte editorial da ONG Associação Cultural Dynamite, além de editar este site/blog) em que o jornalista eternamente rocker e muitas vezes completamente loker colecionou zilhões de estórias absolutamente malucas ao longo de uma trajetória onde Zap’n’roll entrevistou muita gente conhecida (no rock BR e gringo), foi a centenas de shows, festas, eventos, baladas e, claaaaaro, enfiou os dois pés na lama sem dó nem piedade em sexo e drogas variadas. Foi quando percebeu que, ao recordar essas estórias e sempre que as dividia com amigos, o autor deste espaço virtual tinha um vasto material para compor um livro interessantíssimo no final das contas. Opinião compartilhada por quem escutava os relatos quase surreais e insanos apresentados pelo zapper. “Wow, você precisa escrever um LIVRO! E que pode virar até um FILME!”, era o que mais ouvíamos quando contávamos nossas aventuras (ou seriam desventuras? Rsrs) ao longo de três décadas.

Pois essas aventuras finalmente foram reunidas em um volume e agora irão chegar ao conhecimento do público consumidor de livros. Com lançamento pela editora Kazuá e marcado para o dia 25 de novembro (último sábado do mês e, por acaso, véspera do aniversário do jornalista zapper), “Escadaria para o inferno”, nossa primeira aventura literária, reúne vinte estórias envolvendo aquele que é considerado por muitos de seus colegas como o jornalista mais junkie e maluquete da história da imprensa cultural brasileira. Sendo que na verdade havia (ou há) ainda outras dezenas de episódios que acabaram ficando de fora do livro, já que o autor preferiu se concentrar naqueles que mais chamam a atenção pelos personagens envolvidos nas estórias. Assim há capítulos engraçadíssimos e contando as confusões nas quais o sempre e legitimo gonzo Finaski se meteu. E que o fez perder shows de Paul McCartney e Nação Zumbi, discutir (literalmente, quase partindo para a briga) com nomes como John Lydon e Lobão, ficar doidão de cocaine durante entrevista com o vocalista Nasi (do grupo Ira!), se transformar momentaneamente em “avião” de drogas de músicos da banda de hard rock alemã Scorpions e também do músico americano Evan Dando (do grupo Lemonheads), e até “salvar” o apresentador de TV e vocalista da banda punk Ratos Do Porão, João Gordo, do vicio dele em crack, ulalá!

Há uma grande dose de humor negro perpassando todo os capítulos de “Escadaria para o inferno”. Mas o conteúdo do livro também desvela um lado bastante sombrio, traumático e trágico dessa trajetória fináttica pelo submundo do jornalismo musical nacional. É quando o volume foca no período em que o jornalista fumou crack, um vício que consumiu quase uma década de sua existência. Um livro corajoso enfim. Sem moralismos hipócritas, sem preconceito de qualquer espécie. E muito divertido no final das contas, e que encontrou na editora Kazuá (um modesto selo paulistano mas que trata com cuidado e apuro gráfico, artístico e editorial cada um de seus lançamentos) seu “lar” ideal. Dirigida por Evandro Rhoden (um gaúcho quarentão formado em Filosofia e com paixão gigantesca por cinema), a Kazuá procura focar seus lançamentos na área da poesia. Mas também gosta de literatura subversiva/transgressiva, como é o caso do tomo escrito pelo autor do blog zapper. “Confio no livro. E também no autor dele”, disse Evandro quando assinamos com a editora o contrato de publicação de “Escadaria para o inferno”.

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Zapn’n’roll na sede da editora Kazuá (acima), assina o contrato de lançamento de “Escadaria para o inferno” (abaixo, sendo observado pelo dono da editora, Evandro Rhoden), primeiro livro do jornalista musical; o volume chega às livrarias mês que vem

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Então finalmente ele está a caminho, após três anos da sua conclusão. E chega às livrarias em novembro. Sendo que no dia 25 daquele mês, sábado, haverá festa de lançamento e noite de autógrafos da obra na sempre bacaníssima Sensorial Discos SP (lá na rua Augusta, região dos Jardins), com shows das bandas Psychotria, Jonnata Doll & Os garotos solventes (fazendo set acústico) e Jenni Sex. E ainda DJs set (no lounge) dos super DJs e amados André Pomba e Vanessa Porto.

Todos estão convidados a comparecer. Inclusive a matilha de cães fakes e covardes que há anos latem no painel do leitor do blog, dizendo que o livro jamais iria ser lançado. Pois então: a hora de “Escadaria…” finalmente chegou. Agora a cachorrada covardona pode latir à vontade com mais força ainda, rsrs. E depois passar na Sensorial pra tomar uma breja por nossa conta. A gente paga, ahahahaha.

 

E MESMO COM O PAÍS ATOLADO NA CRISE DO GOVERNO GOLPISTA DE MERDA, O MERCADO DE LIVROS MUSICAIS MANTÉM UM PÚBLICO FIEL

País com população historicamente pouco afeita ao habito da leitura, o Brasil nem de longe possui um dos mercados literários mais relevantes do mundo. Pra piorar ainda mais as vendas no setor, a crise econômica e política pela qual atravessa o triste bananão tropical há três anos (graças ao desgoverno golpista e sujo instalado em Brasília e comandado pelo PIOR CRÁPULA que já ocupou a cadeira de presidente do Brasil), reduziu um pouco mais ainda as vendas, os investimentos em novos autores, a abertura de novas editoras e os lançamentos de novos títulos editoriais.

Mas nem tudo ficou ou está perdido, afinal. E muito curiosamente um determinado nicho do mercado editorial continua sobrevivendo e resistindo heroicamente aos tempos ultra sombrios pelos quais a cultura nacional está passando: o de livros dedicados a assuntos musicais – notadamente o de biografias sobre bandas e artistas solo. Somente nas últimas semanas chegaram ao mercado ao menos quatro novos títulos editoriais voltados a temas musicais. “Apenas um rapaz latino americano”, biografia do recentemente falecido cantor e compositor gigante da MPB que foi Belchior, foi escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros (amigo destas linhas bloggers musicais há três décadas) e lançada pela novíssima editora Todavia. Já “Ondas Tropicais”, de autoria da dupla Claudia Assef e Alexandre de Melo e publicado pela editora Matrix, conta a trajetória da radialista e DJ Sonia Abreu (também dileta amiga pessoal zapper há décadas), que inclusive é descrita no tomo como “a primeira DJ do Brasil”. Não só: tem também “Ouça este livro”, do músico, produtor e pesquisador musical Cassiano Fagundes (mais um querido amigo destas linhas rockers online e que toca até hoje num dos melhores nomes do indie rock nacional na última década e meia, o grupo curitibano Bad Folks), e cujo volume foi editado pelo pequeno selo paranaense Barbante. Trata-se de um compêndio reunido por Fagundes onde ele desvela histórias curiosíssimas e bizarras envolvendo nomes lendários do rock’n’roll, como David Bowie, Rick Wakeman etc.

Há, portanto, espaço, mercado editorial e, principalmente, público para esse tipo de livro? Na opinião de Marcelo Viegas, sim. Ele que durante quatro anos, foi o editor responsável pela publicação dos livros lançados pela editora paulista Ideal (e que editou, entre outras dezenas de títulos, a biografia de Ian Curtis, o lendário e suicidado ex-vocalista do finado Joy Division), detalha muito bem sua visão deste mercado, em bate-papo com Zap’n’roll: “Sim, há um público interessado nesse tipo de literatura, mas é como você mesmo disse: trata-se de um nicho. E, como tal, deve ser entendido e abordado de acordo com as suas características. A boa notícia é que um dos mantras do mercado editorial versa justamente sobre essa necessidade de encontrar e trabalhar um nicho (de preferência um nicho que você conheça bem). Muitos profissionais dessa área insistem que o futuro das editoras passa justamente por essa capacidade de eleger um nicho e direcionar o seu foco editorial nesse sentido”.

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O autor do blog zapper ao lado do seu parça e jornalista Jotabê Medeiros, no lançamento da biografia do cantor Belchior (acima); abaixo o escritor e ex-editor de livros Marcelo Viegas, com seu primeiro livro: ele acha que hoje há mais espaço para volumes falando de assuntos musicais do que havia anos atrás

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Viegas, que também acaba de lançar seu próprio livro (“Então – coletânea de entrevistas sobre música, skate e arte”, edição do autor), vai mais longe: “Na minha opinião esse mercado (dos livros de música) ainda tem muito pra crescer. Se você comparar com alguns anos atrás, a diferença é perceptível: antes, havia meia dúzia de livros de música disponíveis em edições brasileiras; hoje, as prateleiras das livrarias estão repletas de bons títulos, desde coisas mais mainstream até títulos mais alternativos”.

Um dos modos (não o único, claro) de manter esse “nicho” de mercado editorial ativo e funcionando bem, segundo Marcelo (que além de editor de editora também já foi dono de loja de discos, vocalista de banda de rock e até proprietário de selo musical), é cada autor de um novo livro cuidar pessoalmente de todas as etapas atinentes ao mesmo. “O meu livro foi uma tentativa de botar a mão em todas as etapas do processo, no velho e bom esquema do “faça você mesmo”. Atuei como autor, editor, publisher, cuidei do marketing, redes sociais, assessoria de imprensa, distribuição e financeiro. Foi uma espécie de laboratório complementar ao MBA em Book Publishing que estou fazendo”, explica ele. “Pela natureza insana da empreitada, sabia que seria inviável trabalhar com uma tiragem grande. Por isso, optei por fazer apenas 300 exemplares. Como já tive selo musical nos anos 1990 (Short Records), isso também serviu como lembrete das dificuldades de escoar os famosos mil discos. Não queria cometer os erros do passado e ficar olhando para as caixas de livros aqui em casa. Disse pra mim mesmo: “menos é mais”. E coloquei o livro na rua”, completa.

De modos que, mesmo com todo o terror econômico, político e CULTURAL pelo qual estamos passando (mais abaixo, nesse mesmo postão, iremos comentar sobre a onda ultra reacionária e conservadora da extrema direita e de parte da ogra e completamente bestializada e boçal sociedade brasileira, que agora se volta contra exposições de arte e intervenções artísticas em museus, como a que aconteceu semana passada no MAM SP, e que causou enorme discussão e ataques de fúria conservadora nas redes sociais) nesse momento, traz alguma satisfação a este espaço online de cultura pop a constatação de que, sim, o mercado editorial voltado ao mundo da música, ainda possui um público leitor fiel e que compra livros. Menos mal. Sinal de que a Idade das Trevas ainda não dominou completamente este triste bananão tropical. E que ainda há alguma esperança no final do túnel para estes tempos mega sombrios que estamos vivendo.

 

 

BATE PAPO COM CASSIANO FAGUNDES, AUTOR DE “OUÇA ESTE LIVRO”

Além de agora também ser escritor o músico Cassiano Fagundes é pesquisador, tradutor e um dos músicos mais atuantes na cena rock independente da região sul brasileira na última década e meia. Ele é um dos fundadores, inclusive, de uma das bandas do coração destas linhas rockers online, o curitibano Bad Folks, uma das formações mais legais da capital paranaense dos anos 2000’.

No bate-papo abaixo Cassiano fala sobre seu primeiro lançamento literário e também sobre o momento atual do mercado editorial voltado para livros cujo assunto é o nosso sempre amado rock’n’roll.

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O músico, tradutor, pesquisador e agora também escritor Cassiano Fagundes, e seu primeiro livro: estórias bizarras e engraçadas envolvendo rockstars, para ampliar um mercado editorial (o de livros sobre música) que continua resistindo à crise

 

Zap’n’roll – A idéia do seu livro é muito legal. Contar estórias algo bizarras envolvendo nomes conhecidos da história do rock, associando a essas estórias uma play list de sons que o leitor pode ir atrás pra se deleitar. Como surgiu a idéia desse formato editorial, afinal? E como foi que você fez a pesquisa pra reunir tanto as estórias quanto as play lists?

 

Cassiano Fagundes – O livro nasceu de meu trabalho em um portal de música da GVT, o PMC. Trabalhei dois anos lá, programando a rádio, resenhando discos e escrevendo notícias sobre música. Também fazia uma coluna sobre histórias, aventuras e desventuras de personagens do mundo da música pop. Esse foi o ponto de partida.

 

Zap – Você é músico também, e há anos milita na cena indie nacional, já tendo participado de vários grupos como o ótimo Bad Folks, por exemplo. Em quais bandas toca hoje em dia? Está muito difícil viver na cena musical alternativa atualmente?

 

Cassiano – Desde o Bad Folks, muita coisa rolou. Em 2008, montei o Cassim & Barbária em Floripa, com músicos experientes do indie catarinense. Essa banda foi longe, literalmente: Fizemos duas turnês na América do Norte. Uma delas, de 11 mil KM pelo continente, tocando com bandas de todos os cantos do mundo, em festivais como o SXSW e Pop Montreal. Depois, tocamos em festivais no Brasil, na Argentina e ajudamos a estruturar um circuito indie catarinense, que acabou não se consolidando por causa das dificuldades inerentes de se morar em um país complexo como o nosso. O Cassim & Barbária lançou 3 discos, tocamos com alguns de nossos ídolos (Faust e Damo Suzuki, do Can) e fizemos muito barulho. Mas é difícil fazer isso baseado em Floripa, sobretudo depois de tudo que já fizemos no meio independente, com pouco ou nenhum retorno material, ainda que com bastante satisfação artística. Estamos voltando a ensaiar e vamos lançar disco e shows em 2018. Em 2010 fiz a trilha sonora da peça “A Vênus das Peles”. O espetáculo baseado no texto de Sascher Masosch, que deu origem ao termo “masoquismo”, pediu um som bem sombrio, o que consegui influenciado pelo Kristjoff Komeda (trilhas dos filmes do Roman Polanski, como A Dança dos Vampiros). A peça fez duas temporadas no Teatro Guairinha, de Curitiba. Em Curitiba, em 2012, montei o Cacique Revenge com a Andreza e a Babi do The Shorts, mais o Rafa Martins que tinha tocado no Copacabana Club, e o André Tobler, um punk velho da cidade muito famoso por aquelas bandas por fazer uma percussão muito estranha. Essa foi uma das melhores coisas que fiz na vida: Jorge Ben com Sonic Youth e Fela Kuti. Mas tivemos que colocar a banda na geladeira depois de gravar um EP muito legal produzido no estúdio Ouié em Floripa (onde por causa dessa gravação, o Audac gravou com o produtor americano Gordon Raphael (Strokes) – o estúdio fica literalmente em uma praia, e tem dezenas de geringonças vintage que fazem tua banda soar muito bem). O Cacique Revenge era parte de um projeto chamado Desfiles Fantastique, que montamos com a artista Lisa Simpson – amplificamos sua máquina de costura e eu manipulava o som, que se combinava com a banda, enquanto Lisa costurava roupas de modelos na corpo delas, no palco. Em Floripa fiz um som também com o inglês Rob Williams, mais o Xuxu, que tocava comigo no C&B, e Gerson, baterista do Mar de Quirino, banda lendária do sul da ilha. O nome era The Cassberts. Rob era um cara do britpop de verdade. De volta a Floripa em 2014 para um Mestrado e um Doutorado em Estudos da Tradução, gravei um disco novo com o Cassim & Barbária e montei uma banda com meu orientador italiano e meu parceiro musical ítalo-argentino (Jeronimo Gonzalez) que fazia versões alternativas para clássicos e lados B da música italiana, e gravamos até Bowie em Italiano. E agora, estou lançando o DON, que é uma espécie de som para replicantes tropicais, baseado no Tao e na fase Berlin de Bowie com Iggy. Não sei o que dizer sobre a cena indie brasileira. Acho que, salvo raras exceções, falta profissionalismo e sobra talento, mas sempre foi assim. O Brasil não é o único país onde fazer música independente é uma coisa difícil – talvez só haja mais respaldo e caminhos mais bem traçados nos países anglófonos, embora até neles, a coisa não seja nem um pouco fácil. Minha postura sempre foi a de ser um artista que usa a música como uma de suas ferramentas de expressão e construção de sentidos. Por isso, nunca quis entrar numa de vida de músico, levar banda para viver em SP e fazer circuito de casas, de imprensa, beija-mãos e tudo isso. Mas creio que se você quer crescer como artista na cena indie, tem que botar o pé na estrada e fazer toda a via crucis o tempo inteiro, e viver isso 24 horas por dia, todos os dias da semana. Poucos fazem isso. Tocar em banda de rock no Brasil virou uma espécie de futebol de fim de semana de jovens de classe média. Dos poucos que ainda curtem rock, claro. Não é à toa que os Boogarins são os Boogarins: o som é bom, mas a postura profissional e a atitude são melhor ainda. Isso falta no Brasil, e sempre faltou. As pessoas em nosso país bizarro dão muito valor à fama, à notoriedade, a fazer cena, e esquecem o conteúdo, que se consegue com ensaio, show, ensaio, show, composição, referência. Para fazer música boa você tem que ter referências, investigar sons, conhecer estéticas, bandas do estilo no qual se propõe se alicerçar. Não vejo isso acontecer. O resultado é um monte de banda soando exatamente como as bandas hype anglófonas do momento. Daí, prefiro a cena argentina, exatamente por haver lá uma ideia de se buscar originalidade a partir de referências. Basicamente, o que sempre faltou na cena indie brasileira foi profissionalismo e conhecimento estético. E humildade. O cara começa a aparecer um pouco mais, e já age como pop star. Até alguns jornalistas ligados à cena agem como reis de meia pataca – você felizmente não é um deles e nunca foi, e sua autenticidade sempre me chamou a atenção! Convivi com artistas famosos que depois de uma sessão de autógrafos recolhiam as latas de cerveja que tinham bebido e as levavam no lixo, limpavam a mesa, e falavam com todo mundo de igual pra igual. Em festivais como o SXSW, tem banda que acabou de tocar pra 500 pessoas que desce do palco e vai vender CD e falar com o público numa boa. Aqui no Brasil, só vi o Boogarins fazerem isso até hoje. Sou muito fã deles – mais da atitude do que do som, mas eles são o que as boas bandas brasileiras da cena indie deveriam ser.

 

Zap – Há espaço, na sua visão, para um livro como o seu em um mercado editorial como o brasileiro onde a crise econômica também atingiu em cheio? Há um público especifico na sua opinião para esse tipo de literatura? Foi complicado achar uma editora que se dispusesse a viabilizar o projeto?

 

Cassiano – Há espaço, mas ele é limitado, como tudo relacionado a esse universo de música. Mas isso nunca foi uma preocupação. Na verdade, fiquei surpreso pela recepção do Ouça Este Livro. Todos os tipos de pessoas estão o lendo e curtindo as playlists. E em relação à editora, foi ela quem me fez a proposta de fazê-lo e lançá-lo. O mérito é mais da Editora Barbante que meu.

 

Zap – Qual foi a tiragem do livro? E como está sendo a repercussão dele em termos midiáticos e de venda?

 

Cassiano – A tiragem é de 500 livros. Tivemos alguma repercussão nas duas cidades onde já lançamos (Curitiba e Floripa). Ele vendeu bem nos lançamentos, e agora vamos fazer algo em outras cidades também.

 

Zap – pra encerrar: cite cinco bandas ou artistas da sua vida, hehe.

 

Cassiano – Só cinco? Sacanagem. Amanhã, ela muda. Mas vamos lá:

1 – Joy Division

2 – Bob Dylan

3 – Can

4 – Buffalo Springfield

5 – Suicide

 

 

ROCK NO SESC POMPÉIA COM O FAR FROM ALASKA

Yep, lá fomos nós (estas linhas rockers bloggers e o brother, amigão e ótimo fotógrafo Jairo Lavia) conferir a gig do quinteto Far From Alaska (que é de Natal/RN mas já ficou residência em Sampa há algum tempo) na choperia do SESC Pompéia, na última quinta-feira. Noite propícia pra um show de rock: garoa e 19 graus na capital paulista (delícia!), a choperia do Pompéia é dos melhores locais para shows de Sampalândia e a dupla tinha curiosidade em assistir a banda ao vivo – o blog perdeu a apresentação deles há cerca de dois meses no festival Circadélica, em Sorocaba, porque chegamos atrasados ao local onde os grupos estavam se apresentando.

O FFA já existe há cinco anos. Gravou dois bons álbuns de estúdio (o mais recente saiu há cerca de um mês), angariou simpatia da crítica musical e da mídia rock mais alternativa (ou do que resta dela). Com isso angariou também um bom séquito de fãs – havia cerca de 300 deles lá no SESC (ok, os ingressos nas unidades da entidade possuem valores sempre bem em conta para qualquer bolso), isso numa quinta-feira de tempo feio em SP. Entre estes dezenas de garotas rockers bonitinhas e gostosonas com visual caprichado, cabelos descoloridos etc. Na ala masculina (a maioria bem pirralha ainda), muitas t-shirts de bandas e tênis nos pés. E, sim, o grupo já andou tocando nos EUA e na Europa, e por aqui em festivais grandões como o Lollapalooza BR.

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A vocalista e a tecladista do grupo Far From Alaska, em show semana passada na choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo: em disco a banda é muito boa, mas ao vivo… (foto: Jairo Lavia)

Mas… e o som? Foi aí que o bicho pegou. O quinteto já mostrou que funciona bem em estúdio, que tem competência instrumental, peso nas músicas (se for pra definir a sonoridade do conjunto,  o blog zapper diria que se trata de uma colisão frontal entre Queens Of The Stone Age com Primal Scream, temperado com riffs de guitarras hard rock) e que seus músicos também são bons – destaque seja feito para a vocalista Emmily Barreto, que canta com um inglês PERFEITO (no sotaque e na pronúncia). Mas algo não funcionou lá no SESC, tanto que tanto este jornalista quanto Jairo saíram algo decepcionados de lá. A banda soou repetitiva ao vivo, como se estivesse tocando a mesma música seguidas vezes e dando a cada take apenas alguma variação melódica em relação a versão anterior.

A impressão que ficou foi essa: que o FFA é ok, mas looooonge de ser tudo isso que “broguis” sem noção, hypeiros e arroz-de-festa (né, Pobreload!) querem fazer crer que a turma de Natal é. Ao vivo (pelo menos foi essa a impressão que deixaram NESTA GIG) eles parecem render bem menos que em estúdio. Tanto que Jairo Lavia disparou: “a melhor coisa dessa banda é a vocalista cantando em inglês”. Com “amigos” desse naipe uma banda não precisa mesmo de inimigos, hihi.

 

 

MAIS MORTES NA CULTURA POP – LÁ SE FOI HUGH HEFNER, O HOMEM QUE DEU AO MUNDO A PLAYBOY

Yep. Todos se vão um dia (desse mundo ninguém sairá vivo, de forma alguma) e com ele não seria diferente. Também na última quinta-feira foi anunciada nos EUA a morte de Hugh Hefner. Ele mesmo, o homem que deu ao mundo uma das publicações mais revolucionárias da história da imprensa em todos os tempos, a revista Playboy. Hefner morreu na mansão onde morava há décadas, em Los Angeles, de causas naturais. Tinha 91 anos de idade.

Taí um sujeito que Zap’n’roll admirava. Devemos muito a ele. Criou uma revista de linha editorial libertária e ultra avançada para sua época (os ultra conservadores e moralistas anos 50’, ainda mais nos Estados Unidos). Uma revista que desafiou convenções, defendeu a liberdade total sexual e de expressão e, principalmente, mostrou algumas das MELHORES XOXOTAÇAS (todas nuas em pêlo) da cultura pop (atrizes, modelos, cantoras, escritoras etc.) em todos os tempos – a capa da edição inaugural da publicação, com a deusa Marilyn Monroe nela, se tornou um clássico jornalístico imbatível e eterno. Quem NUNCA bateu uma PUNHETA (ou SIRIRICA, vá lá) folheando uma edição da Playboy em seus anos adolescentes ou jovens, não soube o que era iniciação ou “educação” sexual, rsrs. O blog mesmo colecionou durante anos a edição brasileira, que também teve capas inesquecíveis – como a que trouxe aquele BOCETAÇO PELUDAÇO (amamos xoxotas peludas como florestas amazônicas, rsrs) pertencente à deusa Claudia Ohana.

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Hugh Hefner (acima, com suas “coelhinhas”), o homem que fundou a Playboy: ele soube viver a vida, e ainda deu ao mundo uma das melhores revistas da história da imprensa em todos os tempos, e em cujas páginas ficaram nuas deusas como Marilyn Monroe e a brasileira Claudia Ohana (ambas abaixo), esta última com sua BOCETA PELUDAÇA que fazia a alegria dos machos, em oposição a essa escrota ditadura estética dos tempos atuais, a que determina que moças “boas” são aquelas que mantêm suas XOXOTAS LISINHAS e depiladinhas. Caso contrário a guria é uma… porca e vagabunda, uia!

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Hugh Hefner ficou miliardário com a revista – e com justiça. Numa época em que não havia internet, nem a estupidez das redes sociais, apps e sites gratuitos de vídeos e filmes pornôs explícitos/hardcore sem conteúdo algum (apenas trepação pura e simples), a Playboy com suas xotas nuas insuperáveis e seu ótimo conteúdo editorial (as gigantescas reportagens centrais e especiais eram imperdíveis e de leitura obrigatória, quase tanto como ver os nudes femininos que cada edição trazia) salvava nossa existência do tédio cotidiano e alegrava nossos olhos nos transportando para um mundo de sonhos, de paraísos idílicos, platônicos, surreais e abstratos – e inatingíveis para a maioria de quem lia a revista. E talvez nesse fator é que justamente residia a suprema graça da Playboy.

Valeu Hugh por tornar nossas vidas, inevitavelmente medíocres em grande parte dela, muito mais divertidas ao menos quando éramos jovens. Hoje com o mundo e a raça humana miseravelmente atolados até o pescoço no conservadorismo, na boçalidade e no moralismo hipócrita dignos da idade das trevas (em plena era da web e da evolução digital máxima), talvez nem seja possível e nem haja mais espaço para sujeitos visionários e libertários como você. E nem para publicações como a Playboy.

 

AINDA SOBRE O SHOWZAÇO DO THE WHO EM SAMPA – A PROVÁVEL MELHOR GIG ROCK DO ANO NO BRASIL ANALISADA PELO OLHAR DE UM MEGA FÃ DA BANDA

O show do gigante inglês The Who (que tocou pela primeira vez no Brasil apenas este ano, mais de cinqüenta anos após o surgimento da banda na Inglaterra) já aconteceu há duas semanas em Sampa e no Rio. Mas como estas linhas online sempre defenderam e continuam defendendo, não há prazo para se comentar aqui sobre grandes discos, grandes livros, filmes e SHOWS de rock – ainda mais nessa escrota era digital da web onde todos querem atropelar a todos e publicar tudo antes de todo mundo, mesmo que isso implique em postar em sites, blogs e redes sociais um texto completamente PORCO e eivado de erros de informação e grafia.

Zap’n’roll JAMAIS vai cair nessa armadilha. Daí publicarmos nosso material aqui sem pressa alguma, no seu devido tempo. De modos que aí embaixo mostramos com satisfação as linhas que encomendamos ao nosso dileto amigo de anos, o publicitário Valdir Angeli, sobre o show que ele presenciou do Who no estádio do Palmeiras, na capital paulista. Velho fã da banda e conhecedor da obra dela como poucos, Valdir descreveu com um olhar bastante subjetivo o que presenciou na noite do último 21 de setembro. Um olhar de fã enfim – sendo que foi exatamente isso que o site zapper lhe pediu: que procurasse EVITAR um texto técnico e jornalístico.

Leiam e divirtam-se!

 

Por Valdir Angeli, especial para Zap’n’roll

 

Sabendo que eu iria estar assistindo ao vivo ao show do The Who, lá no Allianz Parque, o responsável por este blog não descansou enquanto não conseguiu a promessa de algumas impressões deste mero fã do grupo, que aqui vos está escrevendo. Aceitei a empreitada mas adianto que eu sou bastante suspeito nas minhas observações, já que essa aí é a minha banda de estimação, já há uns quarenta anos, mais ou menos. Em assim sendo eu tentarei passar a vocês, da forma mais imparcial que eu possa conseguir, como me foi solicitado, o que senti e observei durante o que foi um dos maiores momentos da minha vida.

Assistir ao The Who ao vivo, depois de uma espera de mais de quarenta anos… O que é que a gente pode dizer numa situação dessas? Pra começar, eu adianto a vocês que, até por ter acompanhado a carreira da banda desde 1968 ou 69, por aí…, no fundo estava com um certo medo de uma grande decepção. Por todas as dezenas de álbuns oficiais e piratas contendo gravações de shows de diversas fases de sua carreira, que eu andei ouvindo nos últimos anos, eu realmente estava achando que essa turnê (que pela primeira vez incluiu a América do Sul) poderia ser uma grande bola furada. Afinal, os dois membros sobreviventes da banda original já passaram dos setenta, e a idade costuma pesar…

Eu me preocupei à toa! Os caras (leia-se: o Pete Townshend e o Roger Daltrey, os dois membros originais da banda) chegaram por aqui com todo o gás, querendo provar que estão bem vivos, e que são melhores (eles sabem muito bem disso) do que a grande maioria dos pirralhos que se metem hoje em dia a fazer rock por aí. Chegaram e arrasaram! Com uma carreira de mais de cinqüenta anos nas costas, eles desfilaram em sua apresentação as maiores pérolas de um repertório (de autoria própria, diga-se de passagem) que inclui desde o iê-iê- iê (“I Can’t Explain”) ao hard rock (“Won’t Get Fooled Again”), desde as baladas (“Behind Blue Eyes”) até experimentos com música eletrônica (“Baba O’Riley”), do pop descarado (“Substitute”) ao funk (“Eminence Front”), e do psicodelismo dos sessenta (“I Can See For Miles”) até o rock progressivo (“The Rock”, um interlúdio instrumental extraído da ópera ‘Quadrophenia’, não incluído, por sinal, no set list do Rock In Rio, cuja apresentação foi eqüivocadamente dirigida a uma platéia que, seja lá por ignorância, seja lá pelo que for, estava mais interessada em ficar batendo papo ou checando seus smartphones enquanto aguardava o show de uma banda hoje completamente irrelevante, o Guns N’ Roses). Tudo bem que o Who quase não faz mais os famosos improvisos que imperavam em seus memoráveis shows dos saudosos anos setenta (vide o famoso album ‘Live At Leeds’), mas o formato altamente detalhista e exaustivamente ensaiado ao qual eles se prendem hoje é até adequado a estes anos excessivamente cínicos, frios, impessoais e tecnológicos.

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O gigante rocker inglês The Who tocando há duas semanas na capital paulista e emocionando o público que foi conferir a gig: provavelmente o MELHOR show internacional de 2017 no Brasil, desde já

 

Mas, em resumo, a conclusão à qual eu cheguei foi a de que aquilo que eu assisti lá no estádio foi não simplesmente um show de rock, mas uma verdadeira aula de História, além de um enorme “flashback” da minha vida, permeada que foi pelos discos que o grupo lançou por todos esses anos (foi impossível ser frio o suficiente para não chegar às lágrimas durante a apresentação do acima citado “The Rock”, com o telão exibindo praticamente todos os eventos relevantes – no rock e fora dele – ocorridos nos últimos cinqüenta anos, culminando com o ataque às Torres Gêmeas em New York. Arrepiante…!). Minha maior surpresa enquanto eu via lá, in loco, a coisa toda (eu me beliscava, pois ainda não acreditava estar ali na frente deles – ou, pelo menos de metade deles, dada a falta dos falecidos John Entwistle e Keith Moon, da formação original) foi constatar que Daltrey e Townshend não se limitaram a fazer uma apresentação burocrática, mas interpretaram seu vasto legado com real gosto, se emocionando (principalmente o Pete), com tesão de tocar e cantar, e com um verdadeiro prazer de estar ali… Mesmo contando com um total de seis músicos contratados para segurar a apresentação (o John Entwistle, principalmente, faz uma puta falta; seu baixo era a espinha dorsal do conjunto) , muito do pique dessa tour atual, eu creio, deve-se ao baterista – aliás, uma atração à parte por aqui, devido à sua simpatia e seu alto astral – que há algum tempo o Who achou para substituir o venerável Keith Moon. Sim, Zak Starkey tem sido nesta tour (fora os dois membros originais, é claro) a grande atração da banda, não só por ser filho do grande Ringo Starr (o baterista dos Beatles, para quem não sabe) mas, principalmente, por ser afilhado do próprio Moon, membro original da banda. O que eu vi lá no estádio me deixou boquiaberto: o moleque (Moleque? Ele já passa dos cinqüenta anos de idade) não só honrou seu pai, mas fez jus à toda a performance ao mesmo tempo anárquica e precisa do seu padrinho, ainda por cima não se limitando a simplesmente copiá-lo, mas criando uma interpretação própria, com viradas e grooves que harmonizavam maravilhosamente com o todo da execução da banda e davam a energia necessária à performance.

Mas só depois de sair do Estádio, correndo para pegar em tempo o último trem do Metrô para casa, foi que a ficha caiu: Pete e Roger, apesar dos detratores que acham que eles já deveriam ter se aposentado, ainda estão na estrada não por mera teimosia ou para ganhar uns trocados extras. É verdade que, com uma obra igual a que eles construíram nos mais de cinqüenta anos de atividade eles praticamente não tem mais nada que acrescentar à história do Rock, e nem precisam provar nada a esta altura do campeonato, mas o que eles fazem hoje é alguma coisa parecida com uma missão: não deixar o Rock And Roll morrer e, de certa forma, ensinar às novas gerações o que a Música (com “M” maiúsculo) – e o Rock em particular – já foi um dia.

Eu, humildemente, agradeço aos céus por ter estado lá.

God save The Who!

 

(Valdir Angeli, 62, é publicitário e colecionador compulsivo de discos de rock, que compra há mais de quarenta anos. É um dos maiores especialistas na obra do The Who que o blog conhece)

 

SOBRE A ONDA ULTRA REACIONÁRIA E MORALISTA AVANÇANDO COM TUDO NESSE TRISTE BANANÃO TROPICAL

Nos últimos dias tomou proporções assustadoras a onde de histeria capitaneada pelo sórdido MBL (Movimento BOSTA Livre, como estas linhas bloggers gostam de chamar jocosamente a entidade comandada pelo jovem japira reacionário de direita e tristemente conhecido como Kim COCÔ) e por parte da atual sociedade brasileira, tomada por uma gigantesca onda de neo conservadorismo moral extremo. E um dos principais difusores dessa histeria, claro, é o TRIBUNAL SUMÁRIO de julgamentos morais e comportamentais no qual se transformou o FaceCU. Uma rede social onde se VOMITA merda demais, preconceito demais e que traduz melhor do que ninguém o AVANÇO algo já bastante ASSUSTADOR dessa onda neo conservadora ao extremo na sociedade brasileira. Ou, como resumiu muito bem o gênio gigante italiano Umberto Eco, pouco antes de ele morrer: “a internet deu voz a uma LEGIÃO de IDIOTAS”.

Estas linhas bloggers de cultura pop e comportamento observa com muita tristeza essa legião de idiotas e moralistas hipócritas se manifestando. Alguns deles inclusive e infelizmente AMIGOS zappers. E fica pensando: onde isso vai parar? O assunto da semana foi/é e continua sendo a exposição no MAM SP, onde uma mãe entrou com sua filha pequena e esta “interagiu” com um modelo que estava NU (fazia parte da performance do evento) na mostra. A “interação”, no caso, se resumiu a um toque da criança na PERNA do modelo nu, que estava simulando uma estátua, mas uma estátua viva, de carne e osso.

Foi e está sendo uma GRITARIA na web (nas redes sociais variadas) por conta dessa exposição. Capitaneando a grita está o japonês total reaça e IMBECIL e sem neurônios que é o Kim Cocô, que lidera o TORPE e ESCROTO MBL (Movimento BOSTA Livre). E não para por aí: também já houve ataque reaça contra o Itaú Cultural, na avenida Paulista em Sampa. A FolhaSP informou em matéria que uma petição online (já com 81 mil assinaturas) está pedindo o FECHAMENTO do MAM – pessoas pedindo aqui o FECHAMENTO DE UM MUSEU, um espaço CULTURAL quando, em países CIVILIZADOS (como França, Inglaterra e Japão, por exemplo), esses espaços são cada vez mais ampliados e disseminados pois têm total apoio da população e do poder público? Quais serão os próximos espaços culturais a serem atingidos? O MASP? O novíssimo (e, pelo que contam, sensacional) Instituto Moreira Salles? Já não bastou o SATÃder cancelar a exposição sobre diversidade de gêneros em Porto Alegre (com obras de, pasmem, gênios da arte brasileira reconhecidos no mundo inteiro, nomes como Lygia Clark, Cândido Portinari etc.)? E também um juiz PROIBIR uma peça teatral no SESC de Jundiaí apenas porque esta retratava Jesus como sendo um transexual (sendo que felizmente o SESC conseguiu derrubar o veto jurídico através de uma Liminar e a peça voltará a ser apresentada)? Onde tudo isso vai parar assim???

A exposição do MAM tinha aviso na entrada, deixando BEM CLARO que haveria NUDES lá dentro. Ou seja: na nossa opinião, VAI QUEM QUER (e ainda mais se estiver acompanhado/a de CRIANÇAS). Quem não quer ou se sente incomodado não entra, simples. É a forma mais JUSTA e DEMOCRÁTICA de se lidar com a questão. Toda forma de CENSURA é PÉSSIMA, ainda mais quando essa censura se volta contra a produção e manifestações artísticas em geral. Isso remete aos tempos mais HORRENDOS da história recente do Brasil, o período negro da ditadura militar e onde músicas, livros, discos, filmes e peças de teatro eram censuradas aos borbotões, e gigantes da nossa música como Gilberto Gil e Caetano Veloso tiveram que se exilar fora do país. De modos que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso não quer isso NUNCA MAIS por aqui.

O autor destas linhas virtuais está lançando seu primeiro livro, “Escadaria para o inferno”, daqui a um mês. Ele está REPLETO de estórias de sexo, drogas, putarias, rocknroll, loucuras variadas. Será que vamos ter que colocar uma tarja nele com a recomendação de que sua leitura é DESACONSELHÁVEL para menores de 18 anos?

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Garota menor de idade interage com modelo vivo nu (acima) em performance puramente artística no MAM SP, semana passada (e sem nenhum traço de erotização no evento); abaixo a tropa reacionária de evangélicos fundamentalistas da extrema direita boçal que está ganhando cada vez mais espaço na sociedade brasileira mostra suas garras IMUNDAS, atacando a performance e o MAM. Está na hora de REAGIRMOS contra esse moralismo, preconceito e intolerância total bestial e babaca, certo?

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A Constituição brasileira (que, de resto, vive sendo RASGADA por todo mundo hoje em dia, do poder Executivo ao Judiciário, passando pelo Legislativo) de 1988, EXTINGUIU a censura no país, é bom que se saiba disso. Então qualquer forma de censura a qualquer manifestação artística já se configura como uma AFRONTA à carta magna do Brasil. Mas os neo conservadores (que entendem tanto de arte quanto este blog da vida sexual dos marcianos) estão se lixando pra isso, não é? Querem mesmo é tocar o terror moralista da idade das trevas adiante, como se todos aqui quisessem e precisassem viver novamente em pleno século XI, na Idade Média, onde bruxas eram QUEIMADAS VIVAS em público apenas por serem… bruxas.

O país está ficando tenso demais, perigoso demais, assustadoramente conservador demais. E o Brasil não era assim há 30 anos, nem de longe. E enquanto se grita aqui contra obras de arte, exposições etc, a exploração sexual infantil (isso sim algo deplorável e a ser combatido) corre solta e aumenta cada dia mais no país todo. A violência contra a mulher e a nação LGBT também aumenta cada dia mais pelo país afora. Idem a violência contra jovens pobres e negros. E não vemos NENHUM (vamos repetir: NENHUM) militante de direita reacionária ou evangélico fundamentalista ou a turma do MBL gritar ou protestar contra essas barbáries todas já tão institucionalizadas na raiz da cada vez mais bestial e boçal sociedade brasileira. Não é à toa que João Escória ganhou eleição em São Paulo, assim como o “bispo” Crivella se tornou prefeito do Rio. E é total sintomático e compreensível que um MONSTRO, OGRO e DONTE MENTAL TOTAL (em seu conservadorismo, machismo e moralismo extremo) como Jair BolsoNAZI esteja em segundo lugar nas intenções de voto para presidente em 2018, e que seja recebido aos gritos (como já foi visto em vídeos no YouTube) de “BolsoMITO” em vários locais por onde passa.

Pobre Brasil… que TRISTEZA temos (e vergonha também) desse país e da sua população, em pleno 2017, em plena era digital. Tempos muito sombrios se anunciam por aqui. Tempos de NAZISMO e FASCISMO social. E todo mundo sabe no que deu o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália e, apenas para ser mais contemporâneo, o que está dando o ESTADO ISLÂMICO no Oriente Médio atual. Não preciso dizer mais nada, certo? Portanto que a sociedade progressista e que ainda possui apreço pela liberdade de expressão RESISTA com toda a sua força possível a esse ataque brutal do neo conservadorismo e do moralismo hipócrita em território brasileiro. Caso contrário iremos mesmo direto para o fundo do poço, com uma possível ditadura MILITAR (e ainda por cima CRISTÃ) novamente ameaçando tomar o poder no país.

FORA REAÇAS E CARETAS! Zap’n’roll deseja apenas que vocês se calem e fiquem para sempre confinados em sua enorme e triste ignorância cultural, mental e existencial. E que deixe quem não quer participar dela em paz. Simples assim.

 

“Não viemos ao mundo para manifestar nossos PRECONCEITOS MORAIS”.

(Oscar Wilde/”O retrato de Dorian Gray”)

 

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FIM DE FESTA, UFA!

Maior mega post das últimas semanas hein! Leitura para vocês degustarem pelas próximas semanas sem parar, hihihi.

Mas tudo precisa acabar uma hora, não? Então paramos por aqui (finalmente, rsrs), mas prometendo voltar com novo post em breve, okays?

Até mais entonces!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6/10/2017 às 21:15hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL, falando dos trinta anos do primeiro álbum dos Guns N’ Roses, do novo disco da deusa Lana Del Rey e com o blog se mandando para Sorocaba, para acompanhar o festival Circadélica – O blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web BR chega aos catorze anos de existência (wow!), sempre com muito a dizer e comemorando com DJ set fodona neste domingo em Sampa! Mais: o festival Circadélica invade Sorocaba na próxima semana (e nós estaremos lá, acompanhando tudo bem de perto) prometendo reviver os ótimos tempos do Junta Tribo; sobre a festança indie rocker batemos um papo com Mario Bross, vocalista do sempre bacaníssimo Wry e um dos idealizadores do evento; e como não é todo dia que um espaço na blogosfera brazuca celebra quase uma década e meia de jornalismo total rock’n’roll, nosso presente ao dileto leitorado zapper vem à altura da data: a DE LI CIO SA musa rocker Paloma, tesão total de apenas dezoito aninhos de idade, ulalá! (postão COMPLETÃO e total concluído em 22/7/2017)

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Ao longo de catorze anos de existência Zap’n’roll acompanhou muito de perto (e continua acompanhando) a cena rock independente brasileira, de bandas como o já clássico quarteto indie guitar sorocabano Wry (acima) ou novas como o potiguar Farm From Alaska (abaixo); ambas se apresentam semana que vem no festival Circadélica e o blog zapper estará lá vendo de perto toda a movimentação como de resto sempre viu e descobriu (e continua descobrindo) ótimos novos grupos, e também incríveis musas rockers como a deste post, a gatíssima Paloma (abaixo, ao lado de Finaski)

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MAIS MICROFONIA: OS TRINTA ANOS DE UM CLÁSSICO DO ROCK, A MORTE DO VOCALISTA DO LINKIN PARK, NOVO DISCO DA DEUSA LANA DEL RAY AND MORE…

 

***Trinta anos de um clássico da história recente do rock – “Appetite For Destruction”, o disco de estréia da turma de Axl Rose completou 30 aninhos ontem, sextona em si (o postão zapper está sendo concluído já no sabadão, 22 de julho). Foi lançado exatamente em 21 de julho de 1987. E o mundo naquela época era muuuuuito diferente do que é hoje. Pra começar (e todos também já estão cansados de saber disso) não havia essas merdas digitais todas da era da web (redes sociais, apps, plataformas musicais, YouTube, Deezer, SoundCloud, Spotify) que, num certo sentido, AJUDARAM MUITO A MATAR a música, a qualidade artística dos músicos e do que eles produzem e o PRAZER de se escutar música (seja rock, mpb, pop, o que for). Numa época (1987) em que a MTV ainda engatinhava nos EUA e fora ela só podíamos ouvir/ver música nas rádios e nas TVs, a banda tinha que ser FODONA mesmo para acontecer. Os caras tinham que ser MÚSICOS DE VERDADE e tocar na raça, serem bons pra caralho. E o Guns, em seu primeiro disco e em sua formação clássica, ERA TUDO ISSO. Você pode amar ou ODIAR o grupo, mas essa constatação é inexorável e inescapável. Era o quinteto certo na hora certa e no lugar certo. Um bando de junkies cabeludos, sujos, arruaceiros e ótimos músicos, loucos para tocar, para tomar todas as drogas possíveis e comer todas as bocetas disponíveis. Fazendo um hard rock potente, de guitarras agressivas, muito bem tocadas mas com melodias repletas de apelo pop e radiofônico, o GNR engendrou em um único LP alguns dos hoje mais lendários clássicos da história recente do rock’n’roll. E o blog acompanhou bem de perto tudo aquilo naquela época – é uma das vantagens de se ter 5.4 nas costas: você está ficando velhão, sem dúvida. Mas isso lhe garantiu testemunhar fatos que nunca mais irão se repetir no rock’n’roll, ainda mais nos dias que correm, onde ele está quase morto e enterrado. “Appetite…” não estourou de imediato. Começou vendendo bem e quando porradas como “Welcome To The Jungle”, “Paradise City” e (principalmente esta) “Sweet Child O’ Mine” tomaram de assalto as rádios no mundo inteiro (Brasil incluso), o rolo compressor gunner se tornou monstro e a devastação foi inevitável na cena rock de então. Em questão de alguns meses a bolachona de vinil vendeu mais de 30 milhões de cópias e o grupo se tornou a maior banda do mundo então. Nessa época inclusive o jornalista zapper escrevia para a página de música do Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo. O editor de música do caderno era nosso querido mestre eterno, Luis Antonio Giron. Lembramos como se fosse hoje: Finaski entrando uma tarde na redação do Estadão e mr. Giron em pânico: “precisamos dar uma CAPA para o Guns ‘N Roses! Eles estão DOMINANDO o mundo!”. E estavam mesmo. O restante da história todo mundo conhece de cor e assaltado. O grupo ainda lançou um trabalho quase primoroso (os dois álbuns duplos “Use Your Illusion”, I e II, em 1991) e depois nunca mais foi o mesmo. Corroído por drogas, brigas internas selvagens, demissões sumárias de membros e saídas voluntárias (e nada amigáveis) de outros (tudo por conta do ego descomunal e descontrolado de Axl), o Guns foi descendo a ladeira sem dó. Ao vivo? Nem eram tudo isso: o blog assistiu ao grupo por duas vezes, em janeiro de 1991 (no estádio do Maracanã, na segunda edição do Rock In Rio), e quase um ano depois (em novembro de 1992) aqui mesmo em Sampa, lá no estacionamento do sambódromo do Anhembi. Nas duas ocasiões achamos a gig bastante sacal na verdade, sendo que um dos poucos momentos em que nos empolgamos foi quando tocaram “Civil War”, talvez a música que estas linhas online mais gostam do conjunto até hoje. Enfim, a banda está aí na ativa até hoje. Vai inclusive tocar aqui no bananão pela milésima vez em setembro (no Rock In Rio e no festival SP Trip, que vai rolar em Sampa). Há muito se tornou uma caricatura, um cover pálido de si mesma e que nem em sonho lembra os tempos do grupo fodástico e furioso que incendiou o mundo com “Appetite For Destruction”, mesmo estando novamente contando com o gênio Slash nas guitarras. E o blog mesmo nunca morreu de amores por eles. Mas reconhecemos que “Appetite…” foi O DISCO de rock há 30 anos, em julho de 1987. Um álbum como não se faz mais hoje em dia. E nunca mais será feito, aceitem isso. Pois não há mais BANDAS DE ROCK fodonas e com CULHÃO para gravar um disco desse calibre.

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A formação clássica e original do Guns N’ Roses (acima) e que gravou o disco de estréia da banda, “Appetite For Destruction”, que comemorou trinta anos ontem, 21 de julho: não se fazem mais álbuns de rock assim hoje em dia, infelizmente

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***Rip Chester – a nota triste da semana foi o suicídio do vocalista da já velhusca e cafona banda de nu mental Linkin Park, Chester Bennington. Com problemas de depressão e um histórico de consumo de álcool e drogas, o cantor resolveu dar fim à própria vida se enforcando. O blog lamenta, óbvio, a perda humana. Mas não muda sua opinião: LP sempre foi uma banda sacal e quase totalmente irrelevante para a história do rock.

 

***A deusa de volta – ela mesma, o bocetaço cantante que é Lana Del Ray, deu ao mundo ontem seu novo álbum de estúdio. “Lust For Life” ainda está sendo degustado por estas linhas bloggers poppers, que irá falar melhor sobre ele em breve. Mas pros fãs e interessados, ele pode ser ouvido na íntegra aí embaixo.

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***E pau no cu da nação coxa! – ela mesma, que bateu panela pedindo a saída de Dilma e agora agüenta levar no rabo sem dó e sem vaselina o caralho flácido do Conde Drácula do Planalto, o golpista mais filho da puta e ordinário que já desgovernou o Brasil. Felizes com o aumento da gasolina? Chupa nação coxa otária! E agüente caludinha. Vocês merecem se foder!

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***Indo pro interior – yep, Zap’n’roll está se mandando pra Sorocaba (a Manchester paulista), onde fica até domingo à noite para acompanhar toda a movimentação em torno do festival Circadélica, evento indie mais do que bacana organizado pela turma do grupo Wry. Então a gente volta no próximo post com a cobertura e todos os detalhes da festona rocker, falouzes?

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MICROFONIA

(reverberando cultura pop, política, comportamento, sociedade)

 

***Nenhuma novidade esta semana (que está chegando ao fim hoje, sabadão em si, quando o blog está entrando no ar) na vergonhosa política do bananão do quinto mundo dos infernos. Lulão condenado pelo tirano de Curitiba, vampiro golpista comprando todos os deputados da CCJ da Câmara, para barrar o avanço da denúncia contra ele (por corrupção) e por aí vai. Tudo muito desalentador aqui nesse sentido. E assim segue o pobre Brasil, terra dos coxas e reaças estúpidos de direita…

 

***Uma das bandas que estão se destacando na atual cena alternativa nacional, o Farm From Alaska, acaba de soltar nas plataformas digitais seu novo vídeo, para a música “Cobra”. A banda potiguar é um dos destaques do festival Circadélica semana que vem, em Sorocaba – e sobre o qual você lê em todos os detalhes ao longo desse post. O vídeo do FFA você confere abaixo.

 

***Yep, ainda estamos devendo aqui uma resenha no capricho de “Beijo Estranho”, o novo álbum dos queridos Vanguart e que já foi lançado há um tempinho. O blog promete agilizar essa resenha para o quanto antes aqui, ok? Enquanto isso, se você ainda NÃO escutou o dito cujo pode fazê-lo aí embaixo, na íntegra.

 

***E nem dá pra esquecer: amanhã, domingão em si, tem super DJ set de aniversário dos catorze anos destas linhas rockers bloggers lá no Grind, a domingueira rock’n’roll mais bombada do Brasil há quase vinte anos. Vai perder? Não? Então se informe sobre o festão aqui: https://www.facebook.com/events/1932745850329012/?acontext=%7B%22ref%22%3A%222%22%2C%22ref_dashboard_filter%22%3A%22upcoming%22%2C%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22dashboard%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22main_list%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A[]%7D]%22%7D.

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***Ao longo da semana iremos ampliando e atualizando as notícias na sessão Microfonia. Mas por enquanto vamos falar dos catorze anos de um blog de cultura pop e rock alternativo que continua fazendo a diferença na web BR – esse aqui mesmo, alguma dúvida?

 

 

14 ANOS DO BLOG DE CULTURA POP E ROCK ALTERNATIVO QUE FAZ A DIFERENÇA NA WEB BR – BORA COMEMORAR!

Yep. Tudo começou em 2003, quando a Dynamite e seu site ainda engatinhavam na era digital. Convidado pelo eternamente amado “editador” e melhor amigo André Pomba, passamos a escrever a coluna semana Zap’n’roll que, de resto, já havia sido publicada durante dois anos (de 1993 a 1995) na edição impressa da extinta e saudosa revista Dynamite.

E 14 anos após sua estréia na versão online, a Zap’n’roll segue no ar, firme e forte. Tem cerca de 70 mil acessos mensais e é um dos sites/blogs mais acessados da web BR na área de cultura pop e rock alternativo. Nunca traímos nossas convicções (artísticas, estéticas, culturais, comportamentais, políticas e sociais) em nossos textos. O blog sempre foi e continua sendo o que é, aqui e nas redes sociais. Por conta disso fizemos muitas inimizades nesses anos todos. Mas também angariamos a simpatia de muita gente. E nos divertimos muito fazendo o que gostamos, mesmo não ganhando quase nada em termos de grana. Viajamos o Brasil todo, conhecemos pessoas, bandas, cenas. E isso não tem preço.

Como vamos comemorar esses 14 anos? Na maior e melhor domingueira rock’n’roll do Brasil, claaaaaro! O já velhinho (uia!) mas JAMAIS obsoleto jornalista rocker/loker assume as pick-up’s do Grind neste domingo, 16 de julho, a partir das 3 da matina. E como sempre, prometemos uma super DJ set para a qual contamos com a presença de vários amigos queridos e também do nosso sempre dileto leitorado.

E que ainda venham senão muitos, ao menos alguns anos ainda com o blog zapper no ar – afinal, nada é para sempre e tudo acaba um dia. Mas enquanto aqui estivermos aqui iremos sempre pautar nossa linha editorial por aquilo que marcou essa quase década e meia de existência deste espaço rock online: a paixão absoluta pelo rock’n’roll e pela cultura pop que alimenta nossos dias e noites e que são e serão perenemente a razão de um mundo minimamente menos cinza e menos caótico.

Tamo junto, galera! Aqui e domingo no Grind lá no baixo Augusta. Bora dançar e comemorar! Nos vemos por lá!

 

 

O BLOG ZAPPER – 14 ANOS DE CULTURA POP E ROCK ALTERNATIVO NA WEB BR RESUMIDOS EM ALGUMAS IMAGENS

FINATTIBOB

Entrevistando Robert Smith, o eterno vocalista do Cure, em São Paulo, janeiro de 1996

 

FINATTIKIM

Ao lado da deusa loira Kim Gordon (ex-baixista do saudoso e gigante indie Sonic Youth), em Sampa, novembro de 2005

 

FINATTIFREJATSP2013

Com o chapa de décadas, Roberto Frejat (ex-Barão Vermelho),  2013

 

FINATTINASIEDGARD

Cercado pelos Ira’s Edgard Scandurra e Nasi, 2014

 

FINATTIHELINHOVANGS

Com Helinho Flanders (Vanguart), 2014

 

FESTIVAL CIRCADÉLICA CHEGA À SUA SEGUNDA EDIÇÃO PROMETENDO REVIVER OS TEMPOS INCRÍVEIS DO JUNTA TRIBO E DA CENA INDIE GUITAR BRAZUCA DOS ANOS 90’

Não há como negar ou disfarçar a situação atual do bananão tropical, em todos os sentidos. O Brasil, passando por aquela que talvez seja a maior crise econômica e política de toda a sua história (cortesia de um desgoverno golpista, corrupto, bandido e eivado de ratazanas graúdas que se apoderaram da máquina pública e do poder e que não querem largar dele), está literalmente quebrado. Isso se reflete em todos os setores e atividades, na Cultura inclusive. E mais ainda no nosso amado rock’n’roll, gênero que além de tudo sofre já há alguns anos uma acentuada derrocada em termos de popularidade e de falta de espaço e apelo junto à mídia e ao grande público (seduzido que está por aberrações musicais como sertanojo universotário, axé burrão e funk ostentação/proibidão, que amealham milhões de ouvintes e seguidores em redes sociais e plataformas digitais variadas). Com um panorama tão desalentador desses, vem a pergunta: ainda há espaço e interesse do público (ainda que seja um nicho de mercado) para um festival que reúna em um final de semana numa cidade do interior paulista, alguns dos melhores nomes da cena rock independente brazuca? Se depender do Circadélica, que terá sua terceira edição nos próximos dias 22 e 23 de julho (sábado e domingo da semana que vem) em Sorocaba, sim, ainda há muito espaço para um evento deste naipe. E também um grande público a fim de curtir toda a experiência sonora e extra-musical que o festival promete entregar.

Organizado e produzido pela brava e corajosa turma do grupo sorocabano Wry (um dos orgulhos da indie guitar scene nacional já há vinte anos), o Circadélica teve uma primeira (e modesta) edição em 2001. Depois o festival sofreu uma interrupção por quinze anos até retornar agora,  mais forte e robusto em sua edição 2017. Ela acontece semana que vem em Sorocaba, nos dias 22 e 23 de julho (sábado e domingo), quando trinta e quatro das provavelmente mais representativas bandas alternativas brasileiras (com destaque maior para algumas e menor para outras) irão se revezar a partir do meio-dia em dois palcos montados no bairro Jardim Vergueiro. E além do festival em si haverá também festas paralelas a partir da noite da próxima quinta-feira no Asteroid Bar, um dos endereços mais conhecidos da cena rock da cidade, e que também é tocado pela turma do Wry, quarteto que é dileto amigo destas linhas bloggers rockers desde sempre.

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Um dos nomes já históricos da indie scene nacional que ainda importa: o quinteto paulistano Ludovic é uma das atrações do festival Circadélica, semana que vem em Sorocaba

 

O Circadélica 2017 vai promover até um mezzo encontro de gerações, pois vai ter gigs de nomes já históricos da cena independente (como os paulistanos Ludovic e Dead Fish, além do próprio Wry), e também abrir seus palcos para algumas revelações recentes desta mesma cena, como Plutão já foi Planeta, Maglore, Farm From Alaska, Boogarins, Vespas Mandarinas etc. Há também alguns nomes bombados e na ótica deste espaço online, superestimados (como Liniker & Os Caramelows). E grupos hoje totalmente irrelevantes e dispensáveis (alguém ainda se importa em assistir a um show do goiano MQN?). Mas são detalhes menores em um line up que, no todo, está bastante caprichado e mostrando um excelente panorama do que rola nesse momento no rock alternativo nacional. Que, sim, ainda resiste heroicamente nas trincheiras e em tempos tão adversos para ele como os de hoje.

Zap’n’roll, que durante quase duas décadas acompanhou muito de perto grande parte da movimentação da cena independente brasileira em todas as regiões do país, também estará acompanhando o Circadélica lá em Sorocaba. Mas antes de irmos para a “Manchester” paulista (na próxima sexta-feira), batemos um papo sobre o festival com o produtor do mesmo, Mario Bross (o “baixinho” gente finíssima que canta e toca guitarra à frente do Wry), nosso chapa há anos já. Ele explica melhor os detalhes do festival e revela suas expectativas sobre o mesmo. Então confira aí embaixo os principais trechos deste bate-papo.

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Dupla rocker de respeito: Zap’n’roll e Mario Bross (vocalista e guitarrista do Wry), um dos organizadores do festival Circadélica, se encontram após show da banda em Sampa (foto: Fabrício Vianna)

 

Zap’n’roll – Pra começar antes de falarmos de música e do evento propriamente, uma questão de ordem conjuntural eu diria: o país está passando por uma de suas piores crises econômicas e institucionais em todos os tempos. Além disso é visível que o momento infelizmente é bem desfavorável para a cena rock nacional, inclusive a independente. Bandas temos, muitas e boas. Mas falta espaço na mídia, as pessoas emburreceram terrivelmente em seu gosto musical e gêneros como sertanejo, funk e axé dominam todos os espaços possíveis. Com tudo isso é possível fazer um festival como o Circadélica, contar com um bom público e bom resultado financeiro, midiático etc? Ou se trata na realidade de promover um evento que seria um verdadeiro ato de resistência do indie rock em um cenário tão hostil a ele?

 

Mario Bros – É complexo dizer com detalhes, mas afirmo que é muito dificil fazer, temos que contar com o bom senso de todos, para não cobrar super mega caro, pedir desconto em todo e qualquer material de técnica e produção e tentar patrocínio. Conseguimos um apoio bem legal da TNT e outros menores, mas foi isso. Dinheiro mesmo não conseguimos nenhum, vai ser na raça, através dos ingressos e de parte do bar. Mesmo com a crise as pessoas gostam de música, as mesmas pessoas que gostam de funk na balada, gostam de rock também. O publico jovem é mais aberto e muito ecletico. Resumindo, é dificil fazer, a gente gosta de fazer e acho que tem um publico ainda.

 

Zap – certo. É a terceira edição do festival. O que mudou nele do primeiro pra agora?

 

Mario – Basicamente está maior, tem uma tenda a mais, ou seja, dois palcos. Muito mais coisas pra fazer, comer e se entreter. E os side shows que rolam no Asteroid são também vários, domingo agora, quinta, sexta, sábado à noite e segunda, que decretamos feriado em Sorocaba hahaha. A linha artística continua passeando pelo rock, indie, rap, pesado, folk, eletronic, hard core e punk e pop.

 

Zap – observando o line up verifico que há uma grande variedade de estilos presentes, além de já um quase encontro de gerações, rsrs. Há grupos clássicos como o Ludovic e revelações recentes e muito bem vindas, como o Maglore. Como foi o processo de montar esse line up? E quais são os destaques na sua opinião?

 

Mario – Quis usar da mesma linha de pensamento que faço no Asteroid, sendo eclético dentro de um espectro que curto. Mais as idéias dos associados do baile, chegamos nesse line up. Queríamos um pouco de tudo tendo como base o indie ou rock alternativo. Não consigo te dizer quais são meus destaques, me simpatizo com todas as bandas, não tem nenhuma aqui que desgosto ou acho que não deveria estar ou que deveria ser outra no lugar. Estamos bem contentes, sério!

 

Zap – ok. Agora passemos a uma questão que também permeia a cena alternativa nacional há anos. Uma cena inclusive que este blog acompanha muito de perto há pelo menos uma década e meia. E por acompanhar sou plenamente sabedor das dificuldades que se é montar um festival independente. Entre elas a questão de se conseguir patrocínio e pagar cachê para as bandas. Nesse aspecto o Circadélica conseguiu chegar a um acordo satisfatório com os grupos sobre esse tema?

 

Mario – Lógico que gostaria que fosse melhor o acordo com algumas bandas e que pudéssemos pagar melhor pra outras. Mas acho que conseguimos um equilíbrio. E agradeço publicamente aqui todas as bandas que aceitaram tocar no festival prontamente!

 

Zap – a pergunta anterior tem um motivo e vou dizer qual é: porque durante um bom par de anos (no começo dos anos 2000’) a cena nacional foi explorada na cara larga pela malfadada quadrilha do coletivo Fora Do Eixo que, comandada pelo produtor tristemente conhecido como Pablo Capilantra (e contando com o apoio irrestrito do Sr. Fabrício Nobre, vocalista do grupo MQN, que irá se apresentar no Circadélica), conseguiu amealhar bons milhões da teta pública (através da participação em editais da Petrobras, por exemplo) e sendo que parte desses recursos obtidos poderiam ter ido parar nas mãos das bandas que tocaram nos festivais promovidos pelo FDE, a título de cachê. Isso nunca aconteceu e NENHUMA banda que tocou no FDE nunca viu um tostão em termos de cachê. Claro que essa situação não se aplica ao Circadélica, um festival sério, sem dinheiro público envolvido e organizado por um músico e produtor (você mesmo) que o blog conhece há anos e sabe da sua honestidade, integridade e amor pela cena musical. Enfim, o blog se sente quase na obrigação de fazer essa observação e aproveita para saber o que você acha de produtores de festivais que EXPLORAM as bandas que tocam nesses eventos (como os que eram realizados pelo FDE) sem nada fazer por elas além de lhes dar um palco para tocar. Você acha que isso continua acontecendo muito no Brasil ou a mentalidade de quem produz eventos na cena rock alternativa está mudando?

 

Mario – Sinceramente não tenho comentários sobre isso, não sei como funciona, não morava aqui nessa época, peguei um rabo de uma história que envolvia o FDE, mas nunca me aprofundei ou me interessei em saber. Acho difícil dizer qualquer coisa Finatti.

 

Zap – Além de produtor e organizador do Circadélica você toca guitarra e canta à frente do Wry há duas décadas, sendo que a banda já se tornou um clássico do indie guitar brasileiro. Como é conseguir manter um grupo ativo por tanto na cena independente nacional, ainda mais com ela lutando sempre com todo o tipo de dificuldades? O que a banda pretende mostrar no seu show no Circadélica?

 

Mario – Então amo produzir musicas, amo desafios relacionados a banda. O que muitos vêem como problema, eu não vejo. Lógico que já me incomodei com coisas que aconteceram em algum momento ou outro. Mas acho que usei isso pra melhorar. Também já fui cabeça dura, mas decidi abrir a cabeça. Hoje em dia estudo lírica, teórica e prática, piano e voz, sempre querendo melhorar. No Circadélica estaremos mostrando algumas coisas novas e alguns clássicos. Mas já aviso que a coisa mais antiga que tocamos em nossos shows hoje em dia é dois sons do “Flames in the Head”, de 2006.

 

Zap – Pra encerrar: você acha que o festival pode ou poderá reeditar os tempos de glória da cena alternativa nacional, quando foram realizadas as históricas e inesquecíveis edições do festival Junta Tribo, em Campinas?

 

Mario – Nostalgia não é muito do meu gosto, de vez em quando sinto, lapsos da saudade. Mas vivo mesmo o momento. Com todo o respeito a história, sem ela não seríamos nada. Acho que o valor do Juntatribo é imenso e pavimentou o caminho pra tudo isso de hoje. Mas nós estamos aqui hoje pra fazer uma nova história com todos os personagens de hoje, sendo eles de longa data ou nascidos hoje. Espero que seja lindo, como foi o Juntatribo ou o primeiro Circadélica!

 

***Tudo sobre o festival Circadélica aqui: http://circadelica.com.br/. E aqui também: https://www.facebook.com/circadelica/.

 

***Zap’n’roll estará a partir da próxima sexta-feira (21 de julho) em Sorocaba, acompanhando ao vivo toda a movimentação e todos os shows do festival, cuja cobertura estará aqui logo após o encerramento do evento.

CARTAZPROGCIRCADELICA

 

 

MUSA ZAPPER DO MÊS DO ROCK E COMEMORANDO NOSSOS CATORZE ANINHOS DE VIDA – A NOVINHA, LINDONA E TESUDAÇA PALOMA, UHÚ!

Nome: Paloma Silva.

Idade: 18 anos.

De: São Paulo/SP

Mora em: São Paulo/SP.

Formada em: nada, por enquanto. Pretendo cursar jornalismo.

Trabalha em: assistente de fotógrafo, modelo.

Três livros: “Só garotos” (Patti Smith), “Crônicas de um amor louco” (Charles Bukowski), “Leite derramado”  (Chico Buarque).

Três bandas/artistas: Chico Buarque, Beatles e Fábrica De Animais.

Três discos: “A divina comédia” (Mutantes), “Blue & lonesome” (Rolling Stones), “Envelhecido 12 anos” (Bêbados habilidosos).

Três filmes: “Poderoso chefão” (de Mario Puzo), “Pulp Fiction” (de Quentin Tarantino), “Hair” (de Galt MacDermot).

Três diretores de cinema: Francis Ford Coppola, Sergio Leone e Alfred Hitchcock.

Show inesquecível: Ainda não teve um.

Como o blog conheceu a nossa delicious musa deste post: Palominha além de ser essa gataça morena, namora com o músico e gaitista Flávio Vajman, que faz parte do grupo Fábrica De Animais. O jornalista zapper e Flávio são amigos de longa data. E quando o autor deste blog conheceu a girlgfriend do músico, além de se tornar amigo dela não teve dúvidas: a convidou imediatamente para fazer este ensaio. Ela topou e agora nosso dileto leitorado macho (cado) e também feminino (por que não?) pode conferir abaixo mais uma sensacional sequencia de imagens que só estas linhas poppers podem proporcionar. Apreciem sem nenhuma moderação!

 

(fotos: Jairo Lavia. Produção: Zap’n’roll. Locação: Sensorial Discos. O blog agradece a força dada ao ensaio pelo querido Antonio Lucio Fonseca, proprietário da Sensorial)

Paloma (2)

(in) Discretamente vestida, para iniciar os trabalhos

 

Paloma_01 (6)

Sim, eu amo rock’n’roll

 

Paloma_01 (9) (1)

Cerveja e poesia ao cair do dia

 

Paloma (12)

Eu piso no amor porque ele sempre será um cão dos diabos

 

Paloma (17)

Meus discos e meus livros me bastam, às vezes

 

Paloma (21)

Um cigarro pra descontrair e fazer cia à liberdade corporal

 

Paloma (18)

Ela AMA ter velhos (como Buk e seu namorido) no meio de suas lindas coxas

 

Paloma (20)

As melhores cias para a garota incendiária: Bowie, Buk e Velvet Underground

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FIM DE PAPO

Postão sendo concluído já no sabadão, 22 de julho. E o blogão indo logo ali em Sorocaba city, pra acompanhar o festival Circadélica. Semana que vem contamos como foi o rolê rocker, okays?

Então tchau pra quem fica em Sampa nesse finde!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 22/7/2017, às 11hs.)

ATUALIZAÇÃO FINAL!!! O postão custa a chegar mas cá estamos, enfim e botando pra foder; e com o mondo pop/rock finalmente se agitando novamente o blogão fala de uma das voltas mais esperadas do ano: a dos Libertines, com o seu novo e primeiro disco inédito em mais de uma década; o também primeiro disco solo de Helinho Flanders, vocalista do Vanguart; as tragédias urbanas e sociais cotidianas que se abatem sobre as grandes metrópoles de um país (o nosso) que está no buraco; o final de ano felizmente hot em termos de shows gringos em Sampa; e uma musa rocker paulistana (e secreta) delicious total: branquela, peituda e que AMA o velho safado Buk, ulalá! (postão total concluído em 24/9/2015)

O grande rock’n’roll dos anos 2000’ ainda resiste: na Inglaterra a dupla de frente Carl Barat e Pete Doherty (acima, durante show no gigante festival de Glastonbury deste ano) comanda a super e badalada volta dos Libertines, que estão lançando seu novo álbum de estúdio hoje (e o primeiro inédito em uma década); já o vocalista do Vanguart, Hélio Flanders (abaixo), um dos grandes talentos do novo folk/rock nacional na última década, também lança hoje seu primeiro trabalho solo, e tudo isso sendo acompanhado por um blogão (esse aqui mesmo) que continua sempre antenadíssimo com tudo o que rola de melhor no rock alternativo e na cultura pop, além de seguir descobrindo musas rockers total delicious, como a desta semana (também abaixo)

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EXTRAS BACANUDOS PRA FCHAR  O POSTÃO: LANA DEL REY, KEITH RICHARDS E O ROCK IN RIO 2015, O FESTIVAL PARA ENGANAR OTÁRIOS DA GERAÇÃO PAU DE SELFIE

* Yep, o inverno mal está acabando e uma furiosa onde de calor já desaba sobre essa terra nada abençoada por nenhum deus. Desde meados dessa semana (o postão está sendo concluído hoje, sábado, 19 de setembro) Sampa sofre com temperaturas em torno dos 34 graus, algo digno de Macapá, capital do Amapá. Quem agüenta isso, afinal?

 

* E pra agüentar só mesmo ouvindo o novo discaço da sua, da nossa deusa e XOXOTAÇA CADELUDA SUPREMA, a lindaça putona e diva Lana Del Rey, uma das únicas vozes femininas que valem a pena no mondo pop do novo milênio. “Honeymoon”, seu quarto trabalho inédito de estúdio foi lançado oficialmente ontem, sexta-feira (18) e traz Laninha na ótima forma de sempre, com vocais impecáveis (na inflexão de uma esplendorosa e decadente cantora de jazz & blues), instrumental idem e melodias belíssimas adornando canções igualmente lindas como a própria faixa-título ou ainda “High by the Beach”, o primeiro (e ótimo) single retirado do álbum, já com vídeo bacanão rodando à toda no YouTube. E de bônus o cd ainda fecha com uma ultra inusitada cover: Lana desconstrói e recria em formato de doce balada “Don’t let me be misunderstood”, clássico da era “disco” dos anos 70’, gravado originalmente pelo Santa Esmeralda (quem se lembra deles?). O blog ainda vai falar muuuuuito do novo discão do bocetaço Lana Del Rey, podem esperar!

 

 

* Foi uma sextona e tanto a de ontem, no final das contas. E onde o mondo pop/rock também viu o lançamento de “Crosseyede Heart”, o terceiro disco solo de Keith Richards (o guitarrista de uns certos Rolling Stones, conhece? Rsrs) e seu primeiro trabalho individual em mais de vinte anos. Véio Keith é gênio e a humanidade sabe disso. Mas ouvindo essa madrugada sua nova aventura solitária, o blog achou o disco… mediano. Sem nenhum arroubo de genialidade e com os habituais rocks básicos, algumas baladas e até um reggae com direito a metais (em “Love Overdue”), não vai acrescentar muito à obra gigante que Rchards já legou (junto aos Stones) para a história da música. O primeiro single (“Trouble”) chega a empolgar mas não supera nenhuma das obras-primas que o guitarrista criou para a banda onde canta mr. Mick Jagger. Enfim, é um solo de Keith Richards. E um disco mediano de KR ainda dá uma surra de lavada em termos de qualidade em 90% do que é feito no rock’n’roll planetário atual.

 

 

* E sim, também teve ontem o lançamento do novo disco solo de David Gilmour, ex-guitarrista do velhusco e cafonão Pink Floyd, sendo que Gilmour toca no Brasil em dezembro. Esse, no entanto, o blog nem fez questão de escutar.

 

 

* Mas assistimos sim, nessa madrugada, a abertura do Rock In Rio 2915, com o show do Queen (quer dizer, do que restou dele) com Adam Lambert nos vocais. Sinceramente, não dá. Lambert é bonitinho, é esforçado, tem bom vocal, é bicha (o que conta muito nesse caso), é tatuado, capricha no visual rocker etc. Mas NÃO é Freddie Mercury. E ele sabe disso, e deve sentir o peso e as comparações de estar no lugar onde não deveria estar. Sendo que a culpa nem é dele por essa empulhação: Brian May (que, sim, continua sendo um guitarrista digno de total respeito) e Roger Taylor já deveriam ter parado com essa picaretagem há séculos e respeitar a memória do saudoso Freddie, que deve “viver” cuspindo ódio em sua tumba. E isso foi só o começo. Ainda vai ter o detestável MERDALLICA na noite de hoje (pela bilionésima vez fazendo o mesmo show por aqui) etc. Pra quem esteve no primeiro Rock In Rio há 30 anos e viu o Queen com a saudosa bichona Freddie nos vocais, assistir o RIR da geração otária e pau de selfie das redes sociais, ainda que pelo notebook e no conforto do lar, é um sacrifício e tanto. Podem ter certeza disso.

 

 

* E por enquanto é isso. Laaaaá embaixo, no finalzão do postão, ainda estão entrando as indicações culturais do blog e o roteiro de baladas pra este finde e pra toda a semana que começa na próxima segunda-feira. Vai lá então e dá uma conferida.

 

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A morte NUNCA manda recado.

Essa frase, adaptada parcialmente do título em português de um dos maiores clássicos do diretor de cinema americano Sam Peckinpah (“A morte não manda recado”, que ele filmou e lançou em 1970), ficou atormentando o cérebro de Zap’n’roll quase que todo o último feriadão prolongado. E esse tormento, além de postergar a publicação do novo post do blog (que era pra ter ido ao ar na sexta-feira passada), teve sua razão de existir e aconteceu exatamente no início do último feriado prolongado (o da Independência). Eram 5 e meia da tarde de sexta-feira da semana passada, quando o autor destas linhas rockers online retornava à sua casa (nas proximidades da Praça Da Árvore, na Vila Mariana, região nobre da zona sul paulistana), após ter ido (por volta das 4 da tarde) na padoca do bairro, tomar o habitual café da tarde, além de também comer um pedaço de pizza. Ao descer a rua de volta pra casa tumulto gigante no quarteirão onde o blog reside. Diversos carros da polícia militar, uma base móvel da PM já estacionada, motos da Rocam (unidade de motos da PM) chegando, muitos guardas na calçada e vizinhos da rua também. Clima de tensão e choque no ar. O autor deste espaço online achou que havia sido um acidente de carro ou algo parecido, mas foi bem pior. Logo vimos que o problema era num sobrado em frente a kit onde moramos, do outro lado da rua. É um sobrado bonito, bem cuidado, igual a vários outros que existem na rua – sim, moramos na Vila Mariana, bairro classe média alta da zona sul de São Paulo, teoricamente ainda um dos mais elegantes, CALMOS e melhores bairros pra se morar na cidade. Será mesmo??? No sobrado funciona uma firma de contabilidade. Pois bem, a tragédia se deu LÁ DENTRO. Três marginais estavam tentando assaltar um outro sobrado, na rua de trás. A polícia chegou e cercou a casa. Prendeu dois dos assaltantes. O terceiro tentou empreender uma fuga, pulando no QUINTAL do sobrado onde funciona a firma de contabilidade. Invadiu a casa, PEGOU COMO REFÉM um dos motoboys que estava lá dentro (e que presta serviço pro escritório) e tentou sair pela frente, usando o motoboy/refém como ESCUDO. Um policial também entrou pela frente e, segundo o que todo mundo comentou, não disse nada. Simplesmente DISPAROU UM TIRO. Acertou o motoboy no peito. Ele morreu. O assaltante foi preso e o policial que efetuou o disparo, até onde se sabe, foi retirado da cena da tragédia e levado pelos colegas. Chegaram ambulâncias do Samu e do serviço de emergência dos bombeiros mas não havia mais o que fazer. Os paramédicos constataram a morte do motoboy no mesmo instante. Todos os vizinhos ficaram em choque e consternados. E este jornalista não se conteve quando soube dos detalhes e começou a insultar os policiais na rua chamando-os de ineptos e despreparados. Assumimos que erramos ao tomar essa atitude. Mas é que não estávamos acreditando no que havia acontecido. Quando você ouve sobre tragédias parecidas como essa diariamente em todos os lugares (em redes sociais, em noticiários online e na TV), se você é um ser humano como um MÌNIMO de sensibilidade, já fica algo horrorizado e tenso. Quando a parada acontece NA RUA DA SUA CASA, ao lado de onde você mora e se dá conta de que poderia acontecer com qualquer um ali (conosco, inclusive), vem o pensamento: em que mundo estamos, afinal? O que vale uma VIDA HUMANA nos dias de hoje? Um soldado (ou sargento, ou tenente, não sei qual a patente dele) veio conversar de cabeça e voz baixa com o blog: “entendo sua indignação. Mas o Sr. Precisa entender que precisamos do APOIO da população num momento desses. Reconheço que foi uma tragédia mas por exemplo, eu poderia ter entrado lá e ter sido morto pelo assaltante. E eu tenho mulher e filhos”. Concordamos com ele e nos desculpamos pela nossa agressividade e exaltação. Mas todos na rua também pensaram o mesmo: o motoboy (que tinha 34 anos de idade) TAMBÉM tinha mulher e filhos. Quem vai sustentá-los, agora? O (des) governo de SP vai dar algum tipo de auxílio a essa viúva? Afinal uma VÍTIMA INOCENTE foi MORTA com um tiro no peito, disparado por um policial despreparado e que não sabe o que faz diante de uma situação dessas. Sim, a polícia ganha mal (nem tão mal assim atualmente) e trabalha sob stress permanente. Numa situação como essa, o policial tem que agir rápido e tomar alguma decisão EM SEGUNDOS. Mas ele tem que tomar a DECISÃO CERTA e NÃO ERRAR sob hipótese alguma. Um erro num momento desses pode ser fatal, como foi naquela tarde cruel de sexta-feira: custou a vida de um ser humano inocente. A polícia militar do GRANDE MERDA chamado geraldinho Alckmin é PÉSSIMA. Violenta e total despreparada. O (des) governador de SP é um BOSTA sem tamanho. Bandido, ordinário, calhorda. Deveria ser DESTITUÍDO do cargo (e motivos para isso, para ele ser expurgado do Palácio dos Bandeirantes, não faltam), junto com o seu Secretário de (in) Segurança Pública. Bando de ASSASSINOS FARDADOS, a soldo de um BANDIDO encastelado no comando do Tucanistão paulista. Então enquanto essa bestialidade prosseguir e nada mudar, continuaremos vivendo assim: no país onde a morte JAMAIS manda recado. E onde ela pode estar bem na sua rua, ao seu lado, a qualquer hora do dia. E produzindo tragédias como essa, que atormentaram de verdade o lado emocional do zapper, a ponto de ele ter que adiar a publicação do novo postão do blog. Mas como a vida precisa seguir em frente (sempre…), cá estamos. E ao menos a demora na chegada do nosso novo material sobre rock alternativo e cultura pop, terá valido a pena: aí embaixo falamos da volta fodástica dos ingleses do Libertines, além de comentar sobre o primeiro disco solo do amado Helinho Flanders, vocalista do gigante Vanguart. A vida segue, enfim. E prosseguimos nela, torcendo para que um dia tragédias como a que relatamos nesse editorial nunca mais aconteçam.

 

 

* Enfim, cá estamos com postão novo, que tá saindo no capricho já no final da tarde dessa sextona de fim de inverno em Sampa. Oays, o blog assume que anda demorando para subir novos posts mas, na real, com o mondo pop/rock andando em marcha lenta nas últimas semanas, achamos que é melhor demorar um pouco mais pra atualizar as paradas por aqui e reaparecer com material gigante e relevante, para que todo o nosso sempre amável (uia!) leitorado tenha texto pra degustar dias e dias.

 

 

* Assim a parte principal do postão está entrando JÁ no ar, sendo que muitas notinhas inciais ainda irão entrar aqui no começo ao longo deste final de semana, okays?

 

 

* Como, por exemplo, o set list matador que mr. Iggy Pop está apresentando em sua atual turnê, e que foi divulgada pelo nosso queridón Lúcio Ribeiro no seu já veterano e sempre antenadíssimo blog Popload. Iggy, que toca mês que vem em Sampa no Popload Festival (e que vai trazer também os eternamente fofos Belle & Sebastian), está ARRASANDO ao vivo com esse repertório aê:

 

* Então ficou assim: o livro escrito pelo autor deste blog e que está pronto há algum tempo já, finalmente encontrou um “lar” definitivo e que, ao que parece, agora pode ser divulgado aqui (para desespero, ódio, inveja e rancor doentios dos fakes de plantão no painel do leitor zapper, hihihi). “Escadaria para o inferno” (o título definitivo e que foi sugerido pelo dono da editora que irá publicar o volume) sai no primeiro trimestre de 2016, pela editora Realejo, de Santos. Dirigida pelo livreiro José Luis Tahan (gente finíssima e que já se tornou um ótimo amigo do autor destas linhas rockers virtuais) a Realejo é modesta porém cuidadosa ao extremo no apuro gráfico e visual de seus lançamentos. Já publicou livros do dramaturgo Mário Bortolotto (que inclusive vai assinar o texto da contra-capa do tomo produzido pelo blog) e lançou há pouco uma biografia do lendário jogador Pepe, da era dourada do Santos F.C. E não só: “Escadaria para o inferno” já tem prefácios preciosos prontos, escritos pelos gigantes Luis Antonio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil nos últimos trinta anos, além de mestre eterno de Finaski) e Luiz César Pimentel (editor-executivo do portal de notícias R7). E ainda, de aperitivo, terá sua “orelha” escrita por dear Luscious Ribeiro, o homem da Popload. Precisa mais? Claro que não! Então nos vemos no começo de 2016 nas páginas malucas e avassaladoras de “Escadaria para o inferno”. Chuuuuupaaaaa inimigos, fakes e cuzões em geral, uia!

Zap’n’roll ao lado do editor José Luiz Tahan, proprietário da Realejo Livros, durante a noite de autógrafos da biografia do ex-jogador Pepe, do Santos, semanas atrás na Livraria Cultura em Sampa: a editora lança “Escadaria para o inferno”, do jornalista zapper, no início de 2016

 

 

* E como já estamos caminhando para o final do ano, vamos agilizar mais algumas noitadas rock’n’roll do blog lá na Sensorial Discos. A próxima acontece no dia 10 de outubro, sábado, e vai contar com pocket shows do duo synthpop de Campinas, Seti (que tem a bela Roberta Artiolli nos vocais e que acabou de lançar um belo e bucólico/onírico EP com ótimas letras em português, recebendo inclusive elogios de Gordon Raphael, o produtor que descobriu uns certos Strokes), e também do incrível quarteto glam paulistiano Star61, que já marcou presença em outras festonas do blogão com o seu glitter rock sempre explosivo. Então marque na sua agenda: 10 de outubro tem Noitão Zap’n’roll na Sensorial Discos, quando a festa rocker NUNCA irá terminar, ulalá!

O duo synthpop de Campinas Seti, uma das atrações da próxima festa do blog na Sensorial Discos

 

* Mais modesto, mas não menos rock’n’roll e fodástico vai ser o sbow duplo que rola amanhã (sábado, 12 de setembro) em Arujá (na Grande São Paulo) reunindo os esporrentos Rock Rocket e Coyotes California. O RR aproveita pra lançar seu novo single (e que vai fazer parte do futuro novo álbum da banda), intitulado “Uma luz no fim do túnel” e cujo áudio você confere aí embaixo. E a esbórnia sônica imperdível rola no Gereba’s Rock Bar, que fica na av. dos Expedicionários, 1179. O loker zapper está até pensando em ir lá conferir. Vamos verrrrr…

 

* E semana que vem começa a edição comemorativa de 30 anos do Rock In Rio. Fala o quê sobre isso, afinal? Quando lembramos que vimos pessoalmente em janeiro de 1985 (quando o então ainda futuro jornalista musical tinha seus 22 anos de idade, e ficou enlameado na Cidade do Rock 3 dias e noites seguidos, pra ver de perto as bandas que queria e numa época em que não haviam telões no palco, não havia internet, cels, redes sociais, nada dessas porras tecnológicas de hoje e que massacram o ser humano no final das contas), no Queen que vimos (sim, o blog sempre gostou muito do Queen) e nesse arremedo porcão da “Rainha” que desembarcou ontem no Rio (Adam Lambert, quem??? A inesquecível bichaça Freddie Mercury deve estar espumando de ódio na tumba), chegamos a conclusão de que o pequeno grande Helinho Flanders merece muito mais algumas palavras finátticas aqui (mesmo esse sujeito sendo um Finatti qualquer e sem importância alguma no final das contas, rsrs) do que esse festival escroto e mega capitalista da era do pau de selfie pra gente descerebrada e fútil ao extremo, que curte tudo num evento desses menos prestar atenção na MÚSICA.

 

 

* Enfim, vamos atualizando as notas inicias do blog aos poucos por aqui. Enquanto mais delas não chegam vamos direto aí embaixo, ver como está o comeback dos Libertines.

 

 

UMA DÉCADA DEPOIS CARL BARAT E PETE DOHERTY SE ACERTAM E OS LIBERTINES SOLTAM ENFIM UM NOVO DISCO

Onde você, dileto e (provavelmente) ainda jovem leitor zapper, esteve na última década? Bien, se você estava no planeta Terra, é fã de indie rock inglês de grande estirpe e, mais ainda, é fã e acompanha com fervor a trajetória do quarteto inglês The Libertines (yep, há fãs do conjunto no Brasil sim, ainda que não muitos), sabe que ele HIBERNOU durante todo esse tempo. Uma hibernação que agora, enfim, acabou: o quarteto liderado pelos guitarristas, vocalistas e inseparáveis amigos (desde a adolescência) Carl Barat e Pete Doherty) reuniu sua formação original (completada pelo baixista John Hassall e pelo baterista Gary Powell) no final de 2014. E agora, depois de percorrer os principais festivais europeus deste ano (como o gigante inglês Glastonbury ou o escocês T. In The Park), lança oficialmente HOJE na Inglaterra “Anthems For Doomed Youth”. É o terceiro álbum de estúdio da banda e o primeiro desde “The Libertines”, editado no já longínquo ano de 2004 (quando o grupo inclusive se apresentou no Brasil, no extinto Free Jazz Festival, em São Paulo). E está sendo considerado como um dos “comebacks” do ano no rock inglês.

 

Toda a euforia causada na rock press da Velha Ilha e entre os fãs em torno do ressurgimento do quarteto tem sua razão de existir. Surgido em Londres em 1997 quando os amigos adolescentes Carl e Pete decidiram unir sua paixão por punk (à la Clash) e garage rock (como The Who) e montar uma banda, os Libertines causaram furor logo na sua estréia em 2002, com o discaço “Up The Bracket”. Produzido por ninguém menos do que Mick Jones (ex-guitarrista, vocalista e um dos fundadores da lenda punk The Clash, não por acaso uma das cinco bandas da vida do autor deste blog), o disco resgatava os riffs acelerados do punk circa 1977 mas combinados com as melodias mais radiofônicas do garage rock do The Who. Não deu outra: lastreado por faixas sensacionais e poderosas como “Time For Heroes” ou “Begging”, o álbum foi recebido de joelhos pela imprensa musical britânica. Rapidamente o conjunto arrebanhou milhares de fãs e da noite pro dia os Libertines se tornaram a bola da vez no sempre volátil mercado rocker inglês.

 

Claaaaaro que a partir daí muuuuuita água rolou embaixo da ponte. Ao mesmo tempo em que a banda alcançava o topo das paradas dos mais vendidos e começava a fazer gigs para milhares de pessoas, Pete Doherty começava a se destacar não exatamente pelo seu brilhantismo como compositor mas, sim, pelo seu apetite VORAZ por drogas. Adicto assumido, o vocalista e guitarrista começou a ser constantemente flagrado (e, muitas vezes, também preso) portando aditivos como cocaína, heroína ou crack. Isso começou a afetar, óbvio, a carreira profissional do grupo (afinal começaram a se tornar rotineiras as internações e prisões de Pete por conta de seu comportamento junkie), com cancelamentos de shows e apresentações em programas de TV e rádio, além de entrevistas para a imprensa. A situação foi se tornando insustentável até que chegou ao seu limite. E quando chegou Carl resolveu expulsar seu amigo de coração dos Libertines. Não havia o que fazer e Pete partiu para fazer outros projetos musicais pessoais (entre eles, o grupo Babyshambles, que nunca chegou a decolar de fato). Enquanto isso sua ex-banda seguiu em frente: lançou um segundo trabalho, homônimo, em 2004. Muito inferior ao cd de estréia, foi a bordo dele que o conjunto veio ao Brasil naquele ano, para se apresentar ne etapa paulistana do extinto Free Jazz Festival. Sem Pete Doherty, os Libertines fizeram um set pálido (e que foi acompanhado por estas linhas online, que estavam na platéia, junto com o então casal amigo Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo), muito aquém do que se esperava deles. E daí pra frente, mesmo sem nunca ter declarado oficialmente o encerramento das suas atividades, o grupo entrou em hibernação.

A volta dos Libertines: primeiro disco inédito em mais de uma década saiu hoje na Inglaterra

 

Mas nesses anos todos os amigos (irmãos de coração, na verdade) inseparáveis Pete Doherty e Carl Barat nunca deixaram de se falar. As rusgas foram sendo aparadas e deixadas de lado, ambos voltaram a se encontrar pra tocar e finalmente em 2014 anunciaram que os Libertines iriam voltar pra valer, o que causou comoção no mondo rocker da Inglaterra. Vieram os novos ensaios com a formação original, a retomada do shows ao vivo e uma batelada de participações em gigs gigantes (como a que reuniu cerca de cinqüenta mil pessoas em julho passado, no Hyde Park em Londres). Faltava o grupo entrar em estúdio para registrar suas primeiras composições inéditas em mais de uma década. Composições que finalmente estão sendo lançadas oficialmente hoje – embora o cd tenha vazado na web anteontem.

 

O que dizer deste “Anthems For Doomed Youth”? Que ele se equilibra mal entre sua porção mais rocker e poderosa e entre faixas algo emasculadas, sem brilho, como se o grupo estivesse com preguiça de compô-las e tocá-las. Não é um disco ruim, de forma alguma. Mas não chega aos pés de “Up The Bracket” (não adianta, a comparação com a estréia da banda será sempre inevitável), embora se mostre superior ao cd editado em 2004. O problema é que o álbum começa muito bem e em pegada furiosa com “Barbarians” e “Gunga Din” (o primeiro e ótimo single extraído dele e que já tem vídeo em alta rotação no YouTube há semanas). Mas depois cai inexplicável e vertiginosamente em seu miolo (notadamente na melodia recheada de pianos e nada rock’n’roll de “You’re My Waterloo” ou ainda em “Iceman”, uma balada quase enfadonha) para voltar a elevar a temperatura nos bons rocks de “Heart of the Matter” e “Fury of Chonburi” – esta poderia entrar facilmente no trabalho de estréia deles, em 2002. Mas é uma pena que após mais uma injeção de adrenalina e quando o ouvinte novamente se empolga com a audição do disco, ele termine de maneira tão tristonha e sonolenta em “Dead For Love”.

 

Mas eles estão de volta, enfim. E mesmo com um cd apenas mediano os Libertines ainda podem causar assombro e alvoroço no rock’n’roll. Afinal são tempos sombrios ao extremo o que estamos vivendo: novas bandas boas não existem mais (ótimas, nem pensar). Com a mediocridade imperando sem dó no rock planetário e em um mundo onde escutar música se tornou uma atividade banal e corriqueira do cotidiano das pessoas fúteis e sem neurônios (saudades de quando elas escutavam rock’n’roll tratando-o como Grande Arte e as bandas lançavam discos que provocavam pequenas revoluções comportamentais e culturais nos ouvintes), até que a volta dos Libertines é bem-vinda. Quem sabe eles inclusive não retornam ao Brasil – e com Pete Doherty, dessa vez. Quem sabe…

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS LIBERTINES

1.”Barbarians”

2.”Gunga Din”

3.”Fame and Fortune”

4.”Anthem for Doomed Youth”

5.”You’re My Waterloo”

6.”Belly of the Beast”

7.”Iceman”

8.”Heart of the Matter”

9.”Fury of Chonburi”

10.”The Milkman’s Horse”

11.”Glasgow Coma Scale Blues”

12.”Dead for Love”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

No vídeo do primeiro single de trabalho do novo cd, “Gunga Din”.

 

 

RÁPIDAS HISTÓRIAS DE DROGAS E LOUCURAS COM O NOSSO (ANTI) HERÓI E ETERNO JUNKIE BOY PETE DOHERTY

Ele se chama Peter Doherty e nasceu em 12 de março de 1979 – fez trinta e seis anos em 2015. E tornou-se mundialmente conhecido na música como um dos fundadores, guitarristas e vocalistas do quarteto inglês The Libertines. E também se tornou nosso (anti) herói e junkie boy predileto do rock’n’roll dos anos 2000’, devido ao seu absurdo e looooogo histórico de loucuras com dorgas. Abaixo, algumas dessas histórias:

 

* Em meados de 2003 Pete foi preso portando “apenas” cocaína, crack e heroína. Um “estoque” completo, hihihi.

 

* Ao longo de sua trajetória como músico e celebridade do mondo pop, o moçoilo colecionou zilhões de detenções por porte de substâncias ilícitas. E também atrapalhou (e muito) a vida profissional da sua banda: não foram poucos os shows cancelados em cima da hora pelos Libertines porque Pete estava, hã, “impossibilitado” de se apresentar. Também tiveram o mesmo destino entrevistas para jornais e revistas e aparições do grupo em programas de rádio e TV: tudo cancelado porque nosso enfant terrible estava fora de combate.

 

* Doherty é/foi amigo ou TRAÇOU algumas das melhores e mais conhecidas XOXOTAS da Inglaterra, entre elas a falecida cantora Amy Winehouse e a super top model Kate Moss. Com a primeira ele enfiou o pé na lama sem dó nem freio em diversas ocasiões. Já com Kate teve um rápido e tórrido affair. Foi quando um episódio do casal foi parar na capa de todos os tablóides sensacionalistas ingleses: durante um ensaio da banda Babyshambles em um estúdio em Londres a modelo, que estava acompanhando seu então namorido, não mais que de repente sacou de sua bolsa uma PETECONA de cocaína e esticou em uma mesa várias fileiras de pó pra ela e os músicos aspirarem. Alguém fotografou a esbórnia, as imagens foram parar em todos os jornais no dia seguinte e miss Kate quase viu sua carreira (opa!) de modelo ser arruinada por conta do babado.

Pete, o loker, ao lado do bocetaço Kate Moss (acima), quando ambos namoravam; rolou esbórnia de padê do casal num estúdio em Londres e fotos da junkicie foram parar em todos os tablóides sensacionalistas ingleses na época (abaixo), num episódio que quase liquidou a trajetória profissional da tesudíssima super top model

 

* Pior fez Pete com o amigão de adolescência e companheiro de banda Carl Barat. Durante uma viagem de Carl ao Japão e quando Doherty já não estava mais nos Libertines, este simplesmente INVADIU o apartamento do amigo e roubou de lá tudo o que pôde – incluso aí livros, CDs e uma GUITARRA. Vendeu tudo e, claaaaaro, torrou a grana em duergas. Barat, óbvio, ficou emputecido quando soube da parada e não pensou duas vezes para dar queixa à polícia contra seu ex-colega de banda por ROUBO. Pete foi em cana e passou alguns dias atrás das grades mas Carl Barat ficou com remorso, perdoou o loki e acabou retirando a acusação contra ele.

 

* Pete chegou ao fundo do poço na fase em que ele reunia alguns músicos em torno de si, acertava um show relâmpago em qualquer biboca da capital inglesa, cobrava 500 libras de “cachê” do dono do estabelecimento e, assim que o set acabava, ele corria até o “dealer” mais próximo pra torrar a grana recebida em… drogas, claro!

 

* E se você pensa que o rapaz está mais calmo e tranqüilo com a volta dos Libertines e o lançamento do novo álbum (sempre lembrando: o primeiro inédito em mais de dez anos) do grupo, pode esquecer: a manchete de HOJE do site da New Musical Express informa que a banda teve que CANCELAR uma gig ONTEM em Londres. Motivo: “indisposição médica séria” de mr. Doherty, ulalá!

 

*Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, uia!

 

 

HÉLIO FLANDERS, VOCALISTA DO VANGUART, VOA SOLO EM DISCO TÃO LINDO E TRISTE QUE CHEGA A DOER NA ALMA DE QUEM O ESCUTA

Se há alguns séculos o poeta francês Arthur Rimbaud passou uma temporada no inferno, e de lá voltou com um compêndio sublime dos melhores versos da história da poesia mundial, em 2015 o cantor, compositor e músico Hélio Flanders também empreendeu sua jornada pessoal e dolorosa, deambulando por vastas planíceis de solidão e melancolia. Desse périplo ele engendrou e lapidou o material que se transformou nas canções de “Uma temporada fora de mim”, o primeiro disco solo do vocalista da banda Vanguart, e que está sendo lançado oficialmente hoje pelo selo carioca Deck.

 

Antes que alguém considere exagerada a comparação entre o lindo e desajustado poeta francês (aquele que um dia “sentou a beleza nos joelhos e a admirou”) e o músico mato-grossense (nascido em Cuiabá e radicado há quase uma década na capital paulista) que há mais de dez anos canta à frente do hoje consagrado sexteto Vanguart, vale a exegese: Helinho possui sólida formação cultural/intelectual. Amante da poesia simbolista, dos beats americanos e do folkismo de Bob Dylan, Joni Mitchell e Jeff Buckley, ele transportou todo esse referencial de grande arte para as composições que criou junto aos compaheiros do Vanguart, hoje um dos principais nomes do que ainda resta de relevante na cena pop/rock brasileira dos anos 2000’.

 

Mas a primeira incursão solo de Helinho (dileto amigo destas linhas rockers bloggers já há uma década, desde que o autor deste espaço online descobriu o cantor e sua banda em um minúsculo festival alternativo na calorenta capital do Mato Grosso, no carnaval de 2005) se distancia bastante do que ele desenvolve musicalmente com os Vangs. Se a musicalidade do grupo se estabeleceu e ganhou o respeito da crítica e o coração dos milhares de fãs com um eficiente mix de folk rock e MPB contemporânea, em seu vôo solitário Flanders abandonou guitarras, violões e gaitas e partiu em direção a uma espécie de “não tango”: ele foi buscar no célebre gênero argentino a ambiência que envolve praticamente todas as nove faixas do álbum. “É um disco de tango mas as canções não são tango”, conforme ele mesmo declarou em entrevista publicada no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, em sua edição de ontem (quinta-feira). Para conseguir estruturar essa ambiência o cantor contou com a participação de dois músicos argentinos nas gravações, Ignacio Varchausky e Martin Sued, que tocam bandaneon e baixo. E além deles também participaram das gravações os músicos Leo Mattos (bateria), Arthur De Faria (piano) e Bruno Serroni (violoncelo), fora a participação especialíssima da diva Cida Moreira (lenda da chamada “vanguarda musical paulistana” dos anos 80’).

O músico e vocalista do Vanguart, Hélio Flanders, ao lado de Zap’n’roll (acima, no camarim após show da banda realizado no final de agosto último, em São Paulo); o lançamento de seu primeiro disco solo já repercute na grande mídia, como a matéria de capa publicada no Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo, na última quinta-feira (abaixo)

 

E trata-se de um disco lindíssimo em sua estrutura melódica, repleta de melancolia, contemplação e reflexão sobre a solidão existencial. Como um observador preciso e atento sobre os caminhos e descaminhos que permeiam a alma e o coração, Hélio extrai dor e beleza de suas letras e músicas que acabam por fornecer imagens pictóricas, quase poéticas (na tradição de Dylan e Rimbaud?) para quem as escuta. Não há como não se emocionar ao ouvir “De onde você vem?” (a primeira faixa de trabalho do cd, que ganhou ótimo vídeo, dirigido pelo baiano Ricardo Spencer), onde Flanders borda com esmero seu vocal para entoar versos simples porém contundentes como “Você não sabe nem a cor do chão/Quer saber do seu coração/…/Eu vim de uma dor/Que arrasou o céu/…/Eu fui teu amigo/E morrerei contigo”. Também é impossível não clamar por uma taça de vinho e um abraço apaixonado enquanto a voz poderosa de Cida Moreira entoa os versos de “Dentro do tempo que eu sou”. E ainda há a intensa “Romeo”, parceria de Helinho com Thiago Pethit. Se no último disco de Pethit ela soa mais rock e “dark”, aqui recebeu tratamento dramático com sopros, pianos e percussão discreta. Nem por isso perdeu seu impacto, ao contrário: continua fodíssima e devastadora, emocionalmente falando.

 

“Uma temporada fora de mim”, que chega às lojas (em cd) e à internet (em formato digital) hoje, tem show de lançamento no próximo dia 24 de setembro na unidade do Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Até lá Hélio Flanders provavelmente vai amealhar muitos elogios para a sua ótima estréia solo. Ele, que continua a priorizar o trabalho junto ao Vanguart (como fala logo mais abaixo, em rápido bate-papo com o blog), tem consciência de que é um dos grandes talentos da música jovem brasileira dos anos 2000’. E aos trinta anos de idade sabe que seu caminho ainda será longo na música – seja com os seus companheiros dos Vangs ou em uma futura nova aventura solo.

 

 

QUATRO PERGUNTAS PARA HÉLIO FLANDERS

Zap’n’roll – O grupo Vanguart, onde você atua como vocalista, está com mais de uma década de existência e a carreira consolidada. E você é o segundo integrante da banda a se lançar em aventura solo [o baixista Reginaldo Lincoln lançou seu primeiro trabalho individual há algum tempo]. Você acha que chegou o momento certo de mostrar sua música de maneira mais pessoal, fora do contexto do conjunto?

 

Hélio Flanders – Apenas senti a necessidade de me expressar de outra forma, algo que acho natural pra qualquer artista que trabalha há muito tempo num grupo – isso acontece no teatro, nas artes plásticas. Nós seis da banda atingimos uma afinidade tão grande que uma linguagem se criou, somos muito confortáveis com ela, felizes, mas também tenho interesse de explorar outras coisas.

 

Zap – O que aproxima e o que diferencia “Uma temporada fora de mim” do seu trabalho no Vanguart?

 

Hélio – O solo é literalmente um trabalho muito solitário. Fiquei meses sozinho tocando piano, tentando entender o que era aquilo que vinha, aí depois convoquei o Leo Mattos (bateria) e o Bruno Serroni (violoncelo) pra começar a levantar o som. Me lembro do primeiro ensaio, onde eu tentava sem sucesso explicar os moods do disco com imagens que descobri que só faziam sentido pra mim. Depois os dois, gênios que são, foram captando a essência e a coisa virou o álbum, complementado pelo Martin Sued e pelo Ignacio Varchausky. No Vanguart dos últimos tempos temos um processo de composição incrível onde na maioria do tempo estamos criando juntos, fazendo a coisa nascer do zero, então voltar a bater cabeça sozinho em casa foi como voltar aos meus 15 anos, quando o Vanguart nascia. De certa forma o solo é voltar ao começo.

 

Zap – Com o grupo estando em um ótimo momento (prestes a lançar um DVD ao vivo) e você se lançando em carreira solo, a questão é inevitável: como conciliar as duas atividades? Qual delas irá ser prioridade para o compositor e cantor Hélio num futuro próximo?

 

Hélio – O Vanguart é a minha prioridade na vida, em tudo, pelo que construimos, pelo que fizemos e especialmente pelo que ainda vamos fazer. Ter uma banda com seus melhores amigos é um presente, são grandes artistas que me fizeram ser o que sou hoje também. Penso no próximo álbum da banda e tenho borboletas na barriga.

 

Zap – Uma das características principais de suas letras é o grande destaque que você dá ao sentimento do amor nelas. Por outro lado também se percebe uma grande dose de melancolia nos versos e na ambiência musical tanto nas canções do Vanguart quanto em sua estréia solo. Esses dois sentimentos (amor e melancolia) são o motor principal que move o artista Hélio Flanders? E sem esse motor não seria possível compor grandes músicas?

 

Hélio – Acho que o que me move são os sentimentos, as percepções, as imagens que se criam na minha cabeça com tudo que eu vejo, ouço, sinto. Às vezes o amor, a morte, o mar, a esperança, o ato de cantar e escrever – tudo me parece a mesma coisa, como um trem que vem e atropela. Tenho tido menos clareza na hora da criação, como se fosse escrever fosse um grito. Pensar através do sentimento me interessa mais.

 

* Mais sobre a estréia solo de Hélio Flanders, vai aqui: https://www.facebook.com/hflanders?fref=ts.

 

 

O PRIMEIRO VÍDEO DO TRABALHO SOLO DO VOCALISTA DO VANGUART

Aí embaixo, para a canção “De onde você vem?”

 

 

 

MUSA SECRETA DA SEMANA – UMA BRANQUELAÇA PAULISTANA ROCKER, DEVASSA E QUE AMA VELHOS SAFADOS COMO O ESCRITOR CHARLES BUKOWSKI

Nome: S. R.

Idade: 32

De: São Paulo.

Mora: também em São Paulo

O que faz: comerciária

Três discos: “Nevermind” (Nirvana), “Ultraviolence” (Lana Del Rey) e “A Night At The Opera” (Queen)

Três artistas: Lana Del Rey, Canto dos Malditos da Terra do Nunca e Titãs.

Três livros: “Mulheres” (Charles Bukowski), “Memórias de minhas putas tristes” (Gabriel Garcia Marquez) e “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”.

Três filmes: “Um sonho de liberdade”, “Edward Mãos de tesoura” e “Sangue Negro”.

Um diretor; Tim Burton.

Um show que gostaria de assistir: U2

Como o blog conheceu a garota e o que temos a dizer sobre ela: S.R. é baixinha, magrela, branquíssima e com peitos deliciosamente grandes. Fã de grande rock’n’roll (ela também adora Oasis) e ótima MPB (a clássica, dos anos 70’), começou a papear com o jornalista loker e safado por causa da paixão em comum que ambos possuem pelo genial e lendário escritor Charles Bukowski. Os papos tiveram início em grupos de discussão dedicados ao escritor no faceboquete. Quando a moçoila quis conhecer PESSOALMENTE o autor dessas linhas bloggers eternamente malucas, fodeu – literalmente, rsrs. O jornalista ainda taradón (mesmo com quase 5.3 de idade nas costas) enlouqueceu ao ver aquele pedaço de péssimo caminho na sua frente. Ela também se “quedou” (opa!) pelo gonzo/zapper e há três semanas o casal vive um tórrido romance cujos DETALHES dos encontros são impublicáveis aqui, hihihi. E não deu outra: S. é tão gata e gostosa que foi convidada a mostrar sua exuberância corporal neste post. Ela topou, desde que mantivéssemos sua identidade em segredo. E assim foi combinado. Então pros macho (cados) carentes de plantão aí vai: uma musa total delicious pra galera babar, enquanto o sujeito aqui está tendo literalmente todo o seu “estoque” de esperma CONSUMIDO pela sempre ávida garotinha…

Eu quero ele por perto, e quero liberdade!

Escondendo segredos…

 

Mas é que eu não posso dizer quem sou, apenas ELE (o blog?) sabe…

 

Acabando de acordar (e também de…)

 

Eu gosto de pirulitos!

 

Instinto selvagem, sempre!

 

De costas na cadeira, esperando por alguém…

 

Corpo nu e branco, à espera de ser devorado

 

O velho jornalista loker e a gata rocker: casal já em tórrido romance

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: os novos da deusa e diva Lana Del Rey, dos Libertines e o primeiro trabalho solo do queridão Helinho Flanders, claro.

 

* Discos, II: em uma época em que a música pop e o rock perderam quase que totalmente a relevância artística e onde a cena de bandas independentes nacionais se mostra abarrotada de grupos inúteis e sem nenhum estofo cultural e musical, é de se espantar a coragem do selo Baratos Afins em lançar o primeiro disco do trio INSTRUMENTAL Os Brutus, batizado “Ubersurf”. A coragem e ousadia começam justamente no fato de a banda (formada por Juliano nas guitarras, Felipe no baixo e Roberto na bateria) não ter letras e vocais para expressar o que deseja transmitir ao ouvinte. Se a vida já anda dura pra bandecas que CANTAM suas músicas (e atualmente na grande maioria, músicas com letras de uma estupidez irritante e assustadora), imagine pra um trio que não teve (e não tem) medo de ser apenas… instrumental. Pois os brutinhos mandam bem seu recado atacando surf music sessentista, com guitarras aceleradas e envolventes, em dez temas rápidos e muito bons pra se acabar num show ao vivo. A produção ficou a cargo de Rafael Crespo (ex-guitarrista do Planet Hemp) e é de ousadias como essa que o que ainda resta de audível no rock indie nacional e paulistano, sobrevive. Para saber mais sobre os Brutus, vai em WWW.baratosafins.com.br.

O trio Os Brutus e seu primeiro cd: surf music boa pra dançar ao vivo

 

* Discos, III: por quase três décadas os paulistanos dos Excomungados formaram um dos principais nomes do punk rock nacional.. A banda chegou ao seu final há duas semanas (nada dura para sempre) e como despedida, lançou “Nirvana”, o canto do cisne de um grupo que nunca saiu dos porões rockers da capital paulista mas deixou sua marca impressa na história do punk clássico de Sampa. Então o que se escuta no derradeiro cd da banda é o que ela sempre fez com competência: punk rock, com letras de veemente contundência social e política. É o que se ouve nas dezenove faixas de um disco que, de quebra, ainda tem participações especiais de músicos como Mirão (batera do 365) e Ronaldo (guitarrista e co-fundador dos Inocentes).. O disquinho pode ser achado nas lojas das Galeria Do Rock (centrão da capital paulista) e no Garimpo Cultural (rua Barão de Itapetininga, 37, loja 35, fone 11/3257-8787).

Os velhos punks paulistanos dos Excomungados

 

* Documentário sobre Amy Winehouse: ela foi diva, é inesquecível e talvez uma das únicas vozes femininas que realmente importaram na cultura pop do século XXI. Por tudo isso se torna imperdível assistir o documentário “Amy”, sobre a cantora inglesa que morreu em 2011 e que legou ao mundo o espetacular álbum “Back To Black”. O doc será exibido comercialmente (com ingressos pagos) nos próximos dias 26 a 29 de setembro, em algumas salas da rede de cinemas Cinemark, em São Paulo. Mas terá uma sessão GRATUITA HOJE (quinta-feira, 24 de setembro, quando o postão está sendo finalmente concluído), a partir das nove da noite no Mis/SP (que fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de São Paulo) e sendo que os ingressos começam a ser distribuídos duas hora antes do início do filme. Corre lá!

A diva inesquecível e insuperável da música pop dos anos 2000′: o Mis/SP exibe hoje, em pré-estréia, o documentário sobre a vida e a trajetória artística de Amy Winehouse (acima e abaixo, gravando num estúdio em Nova York, com o produtor Mark Ronson)

 

 

* Festival literário em Santos: um ótimo motivo pra se deslocar até a baixada santista (e que no final das contas é logo ali) é o Tarrafa Literária, um dos maiores festivais literários do Estado de São Paulo e que chega à sua sétima edição, sempre produzido pela Editora Realejo. A programação da edição 2015 mantém a qualidade impecável de sempre e nessa sexta-feira a partir das sete da noite haverá mesa de debates com o escritor Nelson Motta e com o jornalista Júlio Maria (do jornaol O Estado De S. Paulo), no teatro Guarany em Santos. Mais sobre o evento, vai aqui: http://tarrafaliteraria.com.br/, e aqui também: https://www.facebook.com/festivaltarrafaliteraria/timeline.

 

* Frida Kahlo em Sampa: yeeeeesssss! Uma das maiores lendas do surrealismo mexicano finalmente chega à capital paulista com uma mega exposição. “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas mexicanas” abre neste domingo a partir das onze da manhã no Instituto Tomie Ohtake, e lá fica até janeiro do ano que vem, sempre de terça-feira a domingo até oito da noite. Sendo que nas terças a entrada é gratuita e nos demais dias o ingresso custa módicos dez dinheiros. Mais infos sobre a exposição, vai aqui: https://catracalivre.com.br/sp/saiba-antes/barato/exclusivo-frida-kahlo-chega-ao-tomie-ohtake-em-setembro/. Ou aqui: https://www.facebook.com/events/1620540098222405/.

 

* Baladas, enfim: com o postão chegando ao seu final no último finde de setembro, vamos ao que tem de bão no circuito alternativo paulistano, que está RECHEADO de ótimas atrações neste final de semana. Começando hoje, quinta, quando tem show solo de Hélio Flanders (vocalista do Vanguart) no SESC Vila Mariana (na rua Pelotas, 170, metrô Ana Rosa), a partir das nove da noite.///Já na sextona em si é noite de curtir uma breja artesanal na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo) e depois cair lá pro baixo Augusta pra dançar na Tex, no open bar do Outs e no Astronete.///Aí no sabadão em si é noite de ir conferir de GRÁTIS os shows do Cidadão Instigado e de Lee Ranaldo (ex-guitarrista da lenda Sonic Youth), no Largo Da Batata em Pinheiros (metrô Faria Lima, zona oeste de Sampa), a partir das sete da noite. Por fim, dá ainda pra emendar lá na Serralheria (rua Guaicurus, 857, Lapa, zona oeste da capital paulista), onde pela madrugada vão rolar shows do Jardim Das Horas e do queridão Daniel Groove. Tá bom, né? Então se programe e ótima balada!

 

 

DESOVANDO UNS LIVROS AÊ

Yep, o blog colocou em sorteio dois livros da Ideal Edições há algumas semanas, entre eles a bio de Steven Adler (ex-batera do Guns N’Roses). E hoje finalmente anunciamos quem ganhou o mimo. Os livros vão para:

 

* Matilde Ribeiro, de São Paulo/SP.

 

Logo menos a gente volta com alguma promo bacanuda por aqui, aguardem!

 

 

E FIM DE FESTA

O postão ficou gigantão, demorou pra ser publicado e concluído mas ficou no capricho, pra ninguém reclamar. Então semana que vem voltamos com outro total inédito por aqui, okays? Até lá deixamos beijos carinhosos na galere que sempre nos prestigia. E beijos mais que carinhosos nela, a nossa musa desse post e por quem o coração zapper bate muito mais forte nesse momento. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 24/9/2015 às 16hs.)

Com o país em chamas na seara política e econômica e com o mondo pop/rock em marcha lentíssima o blogão também se retrai e publica post, hã, mais modesto, falando do novo discão dos Forgotten Boys, ainda um GIGANTE da indie scene paulistana e nacional (e de quebra, historinhas “cabulosas” e cabeludas de sexo e drogas que o blogger loker viveu na cia de integrantes da banda); os treze anos de um dos bares mais tradicionais do circuito rocker alternativo de Sampa (e também aproveita para fazer uma análise de como anda atualmente essa cena de bares na capital paulista); novos discos de bandas indies nacionais bacaninhas (como o duo campineiro trip hop Seti), as notas e os (poucos) agitos da semana e… ahá!!! Uma nova musa rocker SECRETA e total PELADA, safada e ordinária em imagens realmente cadeludas, ulalá! (postão sempre em eterna e enoooooorme construção com nova ampliação falando dos 13 anos do primeiro disco do Interpol, da nova e linda música da deusa Lana Del Rey, do amado Morrissey e mostrando, claaaaaro, as fotos indecentes da nossa musa rocker SECRETA E CADELUDA, uia!) (ampliação FINAL em 27/8/2015)

O país está em crise econômica bravíssima, e que afeta todas as esferas da sociedade e da cultura; nessas o rock’n’roll alternativo vai sobrevivendo como pode e ainda assim mostra renovação e  grandes discos, como o novo álbum dos Forgotten Boys (acima, tocando ao vivo na última sexta-feira em São Paulo), ou a novíssima banda garage rock paulistana BBGG (abaixo), que toca amanhã na capital paulista

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* OS TREZE ANOS DE UM DISCAÇO DO INDIE ROCK PLANETÁRIO DOS ANOS 2000’ – Um dos principais nomes do que se convencionou chamar de “novo indie rock planetário dos anos 2000’”, o americano Interpol (que surgiu em Nova York, em 1997, portanto há quase 20 anos) lançou há 13 anos (em 20 de agosto de 2002) seu primeiro disco, “Turn On The Bright Lights”. É um cd fantástico em suas ambiências pós-punks à la Joy Division (houve na época quem achasse o vocal do guitarrista e compositor Paul Banks a reencarnação perfeita de Ian Curtis) e na qualidade fodíssima das canções – um álbum que começa com a linda e sombria “Untitled” e que ainda tem preciosidades poderosas do calibre de “PDA” (o blog bateu muito sua cabeça nas célebres DJs set no Outs, tocando essa autêntica porrada sônica), “Obstacle 1” e “NYC”, não tinha como dar errado. Foi aclamado pela crítica (só aqui no Brasil é que alguns críticos velhuscos e que gostam de classic rock, sendo que para seus cérebros e ouvidos engessados e surdos o rock’n’roll parou em Jimi Hendrix, é que torceram e torcem o nariz pro trabalho do Interpol) e a banda angariou milhões de fãs mundo afora – por aqui inclusive, onde já tocaram por duas vezes e sendo que o jornalista zapper os viu anos atrás num showzaço na extinta e saudosa Via Funchal (ao lado dos queridos Pablo Miyazawa e Lúcio Ribeiro). Depois de sua estréia, vamos reconhecer, o Interpol nunca mais foi o mesmo e até hoje tenta lançar algo próximo do que foi sua estréia musical. O mais recente trabalho de estúdio, “El Pintor” (lançado em 2014) é bem bacana. Mas ainda assim muito longe daquelas canções quase perfeitas e de melancolia perversa e soturna, que embalaram nossos ouvidos pelas pistas rockers unders noturnas de Sampa há mais de uma década. Discão, enfim. Uma obra já atemporal e que permanece até hj como marco de um novo rock de um novo milênio (pode por aí nessa lista também o primeiro dos Strokes) que prometia muito mas que infelizmente se perdeu na mediocridade que consome toda a música mundial atual.

O primeiro disco do grupo pós-punk americano Interpol, lançado há exatos 20 anos: já um clássico do indie rock dos anos 2000″

 

* Sendo que você ouvir a estréia do Interpol na íntegra aí embaixo:

 

 

* E assistir ao vídeo belíssimo que foi feito na época para “Untitle”, que abre o disco.

 

* MORRISSEY FALA, E VEM AÍ NOVAMENTE (AO QUE PARECE) – yep. O inglês vivo mais maravilhoso que existe abriu sua bocarra esta semana que hoje se encerra (sim, o postão está sendo ampliado, mas ainda NÃO encerrado, no sabadão, 22 de agosto). Morrissey, que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths (eternamente uma das cinco bandas do coração do autor destas linhas rockers online), deu uma grande entrevista ao programa inglês Larry King Show, na última terça-feira, 18. Foi sua primeira grande entrevista ao vivo em dez anos e a nossa amada biba falou de tudo: sobre o câncer que enfrentou no esôfago, Smiths (que JAMAIS irão se reunir novamente) etc. Além disso a semana também chega ao fim com a boataria extra-oficial (mas quase oficial) dando conta de que Moz vem mesmo ao Brasil em novembro, para quatro shows (dois em Sampa, um no Rio e outro em Brasília). Será??? Aguardemos pois…

 A bexa mais maravilhosa do rock: em novembro ao vivo no Brasil, mais uma vez

 

 

* LANINHA DEL REY, NOSSO XOXOTÃO INCRÍVEL E CANTANTE EM MAIS UMA NOVA CANÇÃO INCRÍVEL – essa aí embaixo. O disco novo está saindo. E deverá ser fodástico, alguém duvida?

 

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O país indo pro buraco.

É a sensação que está sendo disseminada nas últimas semanas com o agravamento da crise econômica (inflação aumentando, desemprego idem, recessão ibidem, dólar e juros nas alturas etc.) e política (impopularidade monstro da presidente da República, a oposição e eleitorado descontente querendo defenestrá-la à força de seu mandato, a corrupção endêmica espalhada pela máquina pública e pela classe política e a operação Lava Jato, da Polícia Federal, pondo a nu talvez o maior esquema de roubalheira dentro de uma estatal, a Petrobras, já visto na história do Brasil). Tudo isso acaba se refletindo NEGATIVAMENTE em todas as esferas do país – incluive na área artística e na cultura pop. Não é à toa que Zap’n’roll detectou ao longo da semana que está chegando ao fim (hoje é quinta-feira, quando a primeira parte do novo post finalmente está entrando no ar, após uma considerável demora para o surgimento deste novo totalmente inédito post) uma imensa apatia no noticiário do mondo pop/rock, sendo que foi dureza (reconhecemos) montar uma pauta minimamente razoável para esta postagem. Nada realmente muito digno de nota rolando (e o que é minimamente digno de ser registrado aqui está aí embaixo, nas notas iniciais juntamente com as matérias maiores) em termos musicais. Enquanto isso o país seguiu pegando fogo durante toda a semana, com a Lava Jato avançando em suas investigações, enjaulando políticos, empreiteiros e tubarões variados, e com a oposição política e a turma do eleitorado “coxinha” (e qiue não soube perder as eleições nas urnas) insistindo no absurdo de querer o impeachment da presidente. Sendo que no próximo dia 16, domingo, vai haver nova manifestação nacional contra o governo federal. Estas linhas online, que votaram sim em Dilma e em seu Partido (o PT), reconhecem que a situação do Brasil nesse momento é de fato gravíssima. Mas daí a defender algo tão esdrúxulo e mesquinho quanto o afastamento da presidente, é ridículo. Sim, porque apesar de tudo o que está acontecendo e vindo à tona, só idiotas não percebem que existe uma diferença gigante entre o que é Dilma e o que é Aécio Neves e o que foi e continua sendo Fernando Collor – esse sim bandido assumido e que por ser o que é foi arrancado da presidência da República em 1992. Por mais que o petismo tenha errado e aparelhado a máquina pública, por mais que integrantes do partido tenham revelado sua face criminosa (e Zé Dirceu é, com certeza, um criminoso histórico e uma figura pela qual o blog nunca teve nenhuma simpatia) e por mais que se saiba que Dilma é sim turrona, teimosa e cabeça-dura, também se sabe que suas mãos aparentam ser LIMPAS e que ela não compactua com esse mar de lama. Caso compactuasse NUNCA que a Polícia Federal iria tão longe nas investigações da Lava Jato. Enfim, é um momento crítico para o país e para suas instituições democráticas. E o que nos resta é torcer para que o furacão venha e purifique/limpe tudo o que precisa ser limpado aqui. Que depois venha a bonança e que fique em nossa política apenas o que realmente presta e que vale a pena. E que junto com isso os bons sons e agitos também voltem à cultura pop. Estaremos por aqui torcendo por tudo isso e sempre atentos também a tudo isso.

 

 

* Ainda sobre a questão da crise pela qual o país está passando e sobre o PANELAÇO que rolou na semana passada: esse bando de coxinhas é mesmo reaça ao cubo e burrão. Batem panelas chics em varandas gourmet e vão às ruas nesse domingo, dia 16, para pedir o impeachment da presidente. Que beleza! Todos querendo Michel Temor, Eduardo Escroque Cunha, Renan Roubalheira ou os MILICOS no poder, uia! Vão caçar o que fazer na vida, bando de otários!

 

 

* Circulando na internet, a propósito do protesto contra o governo federal marcado para este domingo, este “manual” de como ir na passeata e protestar corretamente, uia! Vejam só, hihihi.

 

* E a polícia militar ASSASSINA do Estado de São Paulo, (des) governado pelo MERDA GIGANTE chamado Geraldo Alckmin, comprova mais uma vez: no Tucanistão é Lei de Talião. Olho por olho, dente por dente. Aqui a polícia MATA MAIS! Parabéns (ou pêsames?) para ela!

 

 

* Enfim, cá estamos. Após quase um mês sem atualizar o blog, mas firmes e fortes, com a audiência lindona de sempre (mais de 100 likes, quase 150 comentários, tá ótimo!). E a demora na chegada do novo postão se deveu a uma série de fatores alheios à nossa vontade. Mas felizmente cá estamos, com o mesmo pique de sempre.

 

 

* E a BOMBA no mondo pop esta semana foi essa aí mesmo, ulalá! Dessa vez o MORDOMO não é o culpado ou vilão da história. E sim a… babá! E que BABÁ! Um XOXOTAÇO cadeludo pra nenhum macho reclamar – o ator Ben Affleck e o jogador americano Tom Brady (a essa altura, ex-Gisele Bundchen???) que o digam, uia! Dá-lhe, cachorrona!!!

Uma doce e PUTAÇA/CADELAÇA/XOTAÇA babá, pra nenhum Ben Affleck ou marido da Gisele Bundchen botar defeito, uia! Sabem de nada, esposas inocentes, hihihi.

 

* A doce, SAFADA e CADELUDA babá, uma deliciosa “destruidora de lares” e que NÃO passava despercebida, ulalá! Aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/baba-e-apontada-como-pivo-da-separacao-de-famosos-como-ben-affleck/4389372/.

 

* E aqui também: http://pagesix.com/2015/08/11/ex-affleck-nanny-took-private-jet-to-vegas-with-ben-and-tom-brady/.

 

 

* Um BOCETAÇO sem igual, aos 57 de idade. Sendo que “Instinto selvagem” fez gerações se acabar na punheta. E eis que miss Sharon Stone permanece GLORIOSA, como mostra o ensaio nude que ela fez para a capa da revista americana Harper’s Baazar deste mês.

Ela continua um XOXOTAÇO, mesmo aos 57 anos de idade

 

 

* ESPAÇO RETRÔ: E ASSIM QUASE TRINTA ANOS SE PASSARAM – quem convive e vive perambulando pela atual cena de bares alternativos e de rock dos dias de hoje, lá pela região do baixo Augusta, próximo ao centro de Sampa (e onde se concentram clubes como o Outs, Inferno, Astronete, Blitz Haus, Tex, A Loca e Funhouse, todos analisados na segunda matéria principal deste post, logo mais aí embaixo), é provavelmente muito jovem (na casa dos 20/25 anos de idade, se não tiver menos do que essa faixa etária). E nem imagina como era ser rocker e alternativo nos idos de 1988/1998, a década em que existiu o célebre, saudoso e lendário Espaço Retrô, talvez até hoje o nome mais simbólico e importante da cena de bares dedicados ao rock e a cena alternativa paulistana. A primeira fase do clube começou a funcionar em meados de 1988, em um sobradinho estilo clássico que ficava na rua Frederido Abranches, atrás da igreja de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome, na região central da capital paulista. E o autor deste espaço virtual sempre loker e calhorda (opa!) conheceu o Retrô no segundo semestre daquele ano e ali viveu algumas (muitas, aliás) das aveturas envolvendo drogas e putaria mais calhordas que alguém poderia viver em sua existência. Mas isso nós contamos com mais detalhes daqui a pouco, dando uma ampliada bacanuda neste tópico

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* Aliás o post está sendo construído na correria brava de sempre e mesmo nossas notas iniciais irão sendo incluídas aqui aos poucos. Por enquanto vai aí embaixo e veja como é o novo discaço do grande e já veterano Forgotten Boys.

 

 

OS “GAROTOS ESQUECIDOS” RESISTEM AO TEMPO – E LANÇAM UM CD DE COVERS MATADOR, RELENDO ROCKS E PROTO-PUNKS FODÕES E CLASSUDOS

A história do grupo paulistano Forgotten Boys já dura quase duas décadas, boa parte desse período acompanhado bem de perto pelo autor deste blog, que sempre foi um amigo próximo dos “garotos esquecidos” (principalmente do vocalista, guitarrista e fundador do conjunto, Gustavo Riviera, e do ex-baterista Flávio Forgotten, um eterno sujeito total alucicrazy e que costuma se referir ao seu amigo blogger zapper como “titio Finas”, rsrs). Fundado em 1997 por Gustavo e pelo falecido músico argentino Arthur Franquini, o FB logo chamou a atenção na cena independente rock brazuca por prestar ótima vassalagem em seu som ao proto-punk de MC-5 e Stooges, ao rock de garagem dos Stones sessentistas e ao glam/punk setentista de Ramones e New York Dolls. Isso rendeu ao atual quinteto (que além de Gustavo nas guitarras e vocais ainda conta com Dionisio Dazul também nas guitarras, Paulo Kishimoto nos teclados, Zé Mazzei no baixo e Thiago Sierra na bateria) grandes momentos e performances ao vivo, além de uma trajetória de poucos mas grandes discos. Como o novo que acaba de sair, “Outside Of Society” e onde a banda gravou apenas covers de clássicos do garage/glam/proto-punk rock. São onze faixas matadoras e o resultado não poderia ser melhor e mais esporrento. É o cd que o blog tem escutado sem parar nos últimos dias.

 

O grupo não lançava um novo trabalho há quatro anos já – o último disco de estúdio foi “Taste It”, editado em 2011. E também tem feito poucas apresentações ao vivo, talvez por conta do refluxo geral que o país vive em todas as áreas, inclusive na cena rocker alternativa. Isso no entanto não desanimou o conjunto e a convite do selo argentino Rastrillo Records, ele se trancou no estúdio El Rocha em São Paulo (sob a direção musical do produtor Fernando Sanches), para sair de lá com um disquinho/discão que tem uma tiragem de apenas quinhentas cópias – a do blog é a de número cento e vinte e oito. E nesses tempos de internet e troca sem censura e sem pudor de arquivos musicais, ainda nada do álbum vazou por lá. Também não há áudios do trabalho no YouTube e nem no site do grupo ou na sua página oficial no Facebook. Ou seja, como nos tempos do saudoso, bom e velho vinil quem quiser ouvir o cd, ao menos por enquanto, terá que correr atrás de uma das quinhentas cópias físicas dele, entrando em contato com o próprio conjunto ou tentando achá-lo em alguma loja especializada. E você pode acreditar na palavra destas linhas online: vale muito a pena ir atrás do álbum.

 

Trata-se de um registro que, no final das contas, ratifica tudo aquilo que sempre foi a paixão do FB e formatou seu som. Tem “Rock’n’roll Nigger”, da lenda e musa Patti Smith. Tem uma versão mais lenta e algo psychobilly de “Summertime Blues” (do gênio imortal Eddie Cochran), tem Ramones, Johnny Thunders (a bicha louca genial que deu ao mundo os New York Dolls), tem uma versão fodíssima de “1969” (dos Stooges) e um cover mais rock’n’roll e menos psicodélico de “Citadel”, dos gigantes Rolling Stones. Tudo gravado com as guitarras em chamas de sempre e com Gustavo mantendo os vocais agudos e rock’n’roll que sempre caracterizaram sua inflexão.

Capa do novo disco dos Forgotten Boys (acima e abaixo): apenas covers, mas de clássicos fodaços do rock’n’roll e tocadas com tesão, fúria e competência absolutas

 

Apesar de não trazer material musical composto pelo grupo, “Outside Of Society” é um disco tão bom quanto “Gimme More” (lançado em 2003) ou “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado pelo grupo em 2005 e que chegou a colocar o FB na capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo. Não há por enquanto planos dos Garotos Esquecidos para voltar ao estúdio e registrar um novo disco com material inédito, como informa Gustavo Riviera em bate-papo rápido com o blog (leia mais abaixo). Sem problema: este álbum de covers dos Forgotten Boys mostra que os já tiozinhos da cena indie nacional ainda têm muito fôlego e lenha pra queimar. E que o grupo segue, mesmo tocando material alheio (e no caso, com competência absoluta e com um repertório fodíssimo, que dá prazer máximo em ouvir), muuuuito superior em qualidade ao grosso da mediocridade que hoje reina sem fim entre as bandas independentes brasileiras.

 

* Para saber mais sobre os Forgotten Boys e ir atrás do novo disco deles, vai aqui: http://forgottenboys.com.br/#hero, e aqui também: https://www.facebook.com/forgottenboys/timeline.

 

 

TRÊS PERGUNTAS PARA GUSTAVO RIVIERA (VOCALISTA, GUITARRISTA E FUNDADOR DOS FORGOTTEN BOYS)

Os “Garotos esquecidos” no palco: mesmo após quase vinte anos de banda, o show deles continua total esporrento e rock’n’roll

Zap’n’roll – Como o Forgotten Boys, que já está com mais de quinze anos de existência, conseguiu e continua conseguindo se manter na ativa durante tanto tempo na cena independente nacional?

Gustavo Riviera – Porque na cena independente temos a liberdade. Fazemos como achamos que tem que tem que ser feito, é uma escolha nossa fazer de tal jeito. Isso nos mantém com uma satisfação, por isso se segue. Continuamos excitados!

 

Zap – Por que lançar agora um disco de covers (muito bom, diga-se) com alguns clássicos do rock de garagem e do proto-punk que influenciaram a banda?

Gustavo – A ideia veio do Roy Cicala [falecido produtor americano, que trabalhou com gigantes como AC/DC, e que morreu vitimado por um câncer no ano passado, quando já estava morando há quase uma década em São Paulo], que na época que eu estava produzindo o disco do Moondogs com ele gravando, viu na internet nós fazendo uma versão de “Citadel” dos Stones em um tributo e disse que queria gravar um disco de versōes nosso. Decidimos as músicas, que seriam de bandas que nos influenciaram de alguma maneira, aí ele ficou doente,  tivemos que esperar, fui morar fora e ele insistia que ainda queria gravar quando eu voltasse. Mas acabou falecendo. Mesmo assim decidimos fazer. E virou outra coisa bem legal, que fizemos no Estudio El Rocha, que é nossa segunda casa, com o  Fernando Sanches, gravamos duas músicas com o Hurtmold, tudo legal, tá bem legal o disco.

 

Zap – Há planos para um novo disco com material inédito do grupo? Se sim, quando ele deverá sair?

Gustavo – Planos sim, mas prazos nāo. Outro lance é uma coletânea que deve sair em vinil pela Rastrillo records na Argentina. Mas por enquanto vamos tocar em frente o “Outside of Society”.

 

 

FORGOTTEN BOYS E ZAP’N’ROLL – HISTÓRIAS BREVES DE SEXO, DROGAS (MUITAS), VIOLÊNCIA (COM DIREITO A TIROS PRO ALTO) E ROCK’N’ROLL (SEMPRE!)

Os Forgotten Boys existem há quase vinte anos (a banda foi fundada em 1997 por Gustavo Riviera e pelo músico argentino Arthur Frankini). E o jornalista loker/gonzo resposável por este blogger rocker convive com a banda há mais de dez. A amizade e proximidade com a turma (principalmente com o ex-baterista Flávio Cavichioli, um sujeito doidaralhaço quase em tempo integral, além de um dos cinco melhores bateras de toda a indie scene nacional que importa) não podia dar em outra parada: sempre rendeu ótimas e inacreditáveis histórias de putaria, drugs e grande rock’n’roll.

 

Algumas dessas histórias foram selecionadas para este post e estão rememoradas aí embaixo, para o deleite do nosso sempre dileto leitorado.

 

* Show no extinto bar Juke Joint em Sampa (em alguma madrugada maluca de 2003) – O grupo tinha lançado naquele ano um de seus melhores trabalhos de estúdio, ”Gimme More”. E a revista Dynamite (que ainda existia em sua edição impressa) resolveu dar a capa de sua edição vindoura da época pro FB. E adivinhem QUEM foi escalado para entrevistar a banda? Claaaaaro, o jornalista junkie e amigo do conjunto. A entrevista foi então marcada para a noite em que ela iria tocar no Juke Joint (uma espelunca rocker fodíssima que funcionava no porão de um antigo casarão na rua Frei Caneca, no centrão de Sampa), onde circulavam bocetas tatuadas e cadeludas e amantes de rock’n’roll e dorgas aos montes (o blog deu algumas trepadas muito boas naqueles banheiros imundos, rsrs). E foi realizada no jardim que existia no fundo do bar, depois da pista de dança, antes de o show começar. Tudo ia bem até que passou correndo pela mesa em que músicos e jornalista conversavam um sujeito alucinado, chamando todo mundo pro… BANHEIRO! Todos se levantaram imediatamente e foram correndo atrás do cara, o zapper incluso e falando esbaforido: “eu também quero!”. Não é preciso dizer o que esperava o FB e o autor deste blog no banheiron: devastação nasal no capricho, ulalá! De lá o grupo foi direito pro palco, fazendo mais um set esporrento e que foi apenas parte de mais uma madrugada demente na vida do repórter maloker.

 

* Festival Calango em Cuiabá (segundo semestre de 2006) – foi há quase uma década. O FB estava escalado para ser o headliner da última noite do evento, fechando-o com o show rock’n’roll incendiário de sempre. O jornalista zapper já havia passado duas noites seguidas COBRINDO o festival e TAMBÉM enfiando com gosto o pé na lama (leia-se: bebendo whisky com energético aos borbotões, mamando nas TETAS gigantes de uma xoxotaça loka que estava trabalhando na equipe do Calango e DEITANDO A NAPA sem dó em taturanas e taturanas bem fornidas de cocaine). Pois tudo ia muito bem até quase o final do set do quarteto (então em sua formação quase “clássica” e original, com Gustavo e Chuck Hiphólitho nas guitarras e vocais, Fralda no baixo e Forgottinho na bateria). Foi quando o figuraça Alejandro Marjanov (conhecidíssimo músico e produtor argentino que reside há anos em Sampa, onde toca na banda Detetives), que era um dos técnicos de som do festival e que estava very crazy por conta de um ÁCIDO que tinha tomado horas antes, resolveu dançar e rodopiar o corpo à toda no fundo do palco – e onde também estava o autor destas linhas online malucas, confortavelmente instalado numa espécie de mini sofá. E fazendo o quê nesse mini sofá? Ora, ESTICANDO A ÚLTIMA CARREIRA de cocaína (sendo que a de Cuiabá sempre era de excelente qualidade, uia!) que ele tinha pra cheirar naquela já madrugada de segunda-feira. Pois aí se deu a “tragédia”: Marjanov ensandecido ficou dançando com uma garrafa de água mineiral grande nas mãos e cheia até a boca – e que estava sem tampa. Não deu outra: voou água pra todo lado, que acabou atingindo a FIAÇÃO do palco e provocando uma pane geral no equipamento de som, que emudeceu por completo. O show acabou ali mesmo, quando ainda faltavam umas três músicas para o final dele. Flavinho se levantou emputecido do banquinho atrás do kit de bateria e ao se ver de frente com uma TATURANA de padê esticada em cima de um cd (a que o jornalista gonzolino iria aspirar), não teve dúvidas: mergulhou sua nareba na dita cuja e a aspirou com vontade, sem sequer usar algum tipo de “canudo” pra cometer sua insanidade. O autor deste blog entrou em fúria, claro. E quase voou no pescoço do baterista, reclamando: “filho da puta! Era a ÚLTIMA carreira que eu tinha! Se você faz isso com um cara que não é amigo seu ou é algum malaco, ele te MATA!”. De nada adiantou essa irritação toda, óbvio. Forgottinho ficou doidinho, o jornalista loker putinho e ambos são amigos queridos até hoje, ahahaha.

 O jornalista eternamente loker/gonzo ao lado de seu “sobrinho”, Flávio Forgotten e da sua girlfriend, a igualmente querida Samantha, em balada sempre rock e alucicrazy no Inferno Club (acima); e abaixo o autor desta esbórnia blogger rocker perde completamente o juízo e a compostura (turbinado que estava por excessos etílicos e de cocaine, uia!) e vai pro palco “bater tambor” durante show dos Corazones Muertos, em 2013

 

* Festa DESASTROSA do blog em bar goth nos Jardins, em Sampa, com direito a TIROS para o alto (em outra madrugada também “trágica”, e também em 2003) – sabe aquelas noites em que quase TUDO dá errado na sua vida e talvez tivesse sido melhor você ter ficado em casa? Pois ESSA foi uma dessas madrugadas. Zap’n’roll ainda era coluna semanal no portal Dynamite online e estava há cerca de seis meses no ar. E teve a “brilhante” idéia de fazer uma “festinha” em uma casa noturna alternativa para comemorar a data. O erro já começou pela escolha do local: um bar gothic rock que funcionava há pouco tempo numa travessa da rua Pamplona, no bairro dos Jardins (zona sul de Sampalândia), e que não andava bem de público. O dono do local, o conhecido DJ Berns e chegado do autor deste blog, ofereceu o espaço, tudo foi acertado e óbvio que Zap’n’roll chamou seus amigos do FB pra fazer o show, combinando dar parte da bilheteria da noite pra banda a título de cachê. Deu tudo errado, claro. O público da casa não tinha absolutamente nada a ver com o grupo e o público habitual do FB (um bando de bocetas delícia total e sempre lokas, rock’n’roll total e tatuadas) não deu as caras. A bilheteria foi um FIASCO e não havia GRANA pra dar pro conjunto. Os ânimos se exaltaram por conta disso no camarim ao final do set, a discussão entre jornalista e promotor da festa e músicos se acirrou até que o baixista Fralda (amigo do blog desde a adolescência, quando havia trabalhado como office-boy na redação da mesma Dynamite), já “turbinado” por doses de álcool, literalmente empurrou o autor deste blog pra fora do camarim aos gritos e tentando acertar uma “voadora” nele, no que foi contido por Gustavo e (imaginem) pelo loki Flavinho Forgotten. Era o sinal de que a amizade entre jornalista e banda estava correndo risco sério, por conta de uma noite e uma festa desastrosa. No final das contas o quarteto recebeu um cachê miserável e foi embora bem puto (não sem razão). E quando estava entrando em sua van o sujeito aqui ainda foi se despedir e se desculpar pelo ocorrido com Forgottinho. O roadie do grupo, que já estava de péssimo humor com a situação toda, partiu em direção ao jornalista quase ex-amigo do conjunto, com a intenção nada amigável de dar-lhe uns sopapos. Mas mudou de idéia quando um dos SEGURANÇAS do bar, também já de saco cheio de tanta encrenca, simplesmente sacou um BERRO da sua cintura e disparou dois PIPOCOS para o alto. Foi o suficiente pra roadie e banda entrarem correndo na van e se mandar dali. E o zapper não sabia se ficava agradecido pela atitude do segurança ou se o reprovava, já que somos notoriamente contra qualquer tipo de violência, ainda mais envolvendo arma de fogo. Enfim, isso aconteceu há mais de uma década e hoje em dia, quando o blog e Gustavo se lembram dessa história, a dupla cai na gargalhada.

 

* Show do grupo Corazones Muertos no clube Hole, em Sampa (outubro de 2013) – com tumor canceroso detectado na garaganta seis meses antes e prestes a iniciar um tratamento pesado de quimio e radioterapia, o jornalista eternamente alucicrazy estava dando suas última enfiadas grotescas de pé na lama, antes de parar com tudo pelos quatro meses seguintes (e depois que o tratamento se encerrou, a bem da verdade, o autor deste espaço virtual reduziu suas loucuras em cerca de 80%, se tornando um homem quase “normal”, hihihi). E uma dessas enfiações monstro de pé em álcool e drugs foi na madrugada em que o bacana grupo Corazones Muertos foi tocar no clube Hole, na rua Augusta (em um porão chic na parte dos Jardins da Augusta, e cuja dona é ninguém menos do que a igualmente loka Lu Brandão, mãe do vocalista Branco Mello, dos Titãs), onde Flavinho Forgottinho toca batera atualmente. E antes dos Corazones tocarem uma banda glam/rocker fez o show de “aquecimento”, e resolveu prestar uma homenagem aos Forgotten Boys, tocando um cover da fodona canção “Cumm On” do FB. Convidaram Forgottinho pra subir ao palco e tocar bateria nela. E o coroa maloker aqui, já bastante alterado por doses de álcool e devastações nasais, não teve dúvidas: também SUBIU NO PALCO e munido de uma “caixa” de bateria, ficou “batendo tambor” encostado na parede, enquanto a música era executada. Interno de manicômio perderia longe, com certeza, rsrs.

 

 

FB AÍ EMBAIXO

No vídeo da já clássica “Cumm On”. E também no áudio integral do álbum “Stand By The D.A.N.C.E.”, de 2005 e um dos grandes momentos do grupo.

 

 

OS TREZE ANOS DO BAR PAULISTANO FUNHOUSE MOTIVAM O BLOG A DAR UMA ANALISADA NA ATUAL CENA DE CLUBES ALTERNATIVOS DE ROCK DA CAPITAL PAULISTA

Yep. Na semana passada a casa noturna Funhouse, localizada em um sobradinho em estilo clássico na rua Bela Cintra (região do baixo Augusta, no centro de São Paulo), comemorou com festa seus treze anos de existência. Teve show da novíssima banda de garotas (e um garoto) de Sampa BBGG e tal. E a Fun, que está resistindo ao tempo junto com algumas poucas outras casas noturnas dedicadas exclusivamente a tocar rock alternativo na capital paulista, já formou uma geração de garotos e gatas ao som de Strokes, Blur, Oasis, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys etc.

 

Não é pouco em um tempo onde a palavra de ordem é crise econômica em todos os setores do país, com reflexo direto na cena de bares e de bandas que atuam no circuito do rock independente brasileiro. De alguns anos pra cá esses bares alternativos viu seu público escassear, o que obrigou os proprietários a repensar estratégias de funcionamento e o som que toca nesse locais, isso quando eles simplesmente não fecharam suas portas. Dentro desse qaudro a Funhouse já é uma sobrevivente, assim como também são clubes como Outs e Inferno (na rua Augusta), e a amada A Loca (na rua Frei Caneca), o point gls mais famoso da capital paulista. São os clubes mais antigos da região ainda em funcionamento (veja mais abaixo).

 

Sobre como anda esse circuito atualmente, Zap’n’roll foi conversar com alguns personagens que atuam diretamente nele há anos. Como a linda e loira (atualmente mais ruiva do que loira) Dani Buarque. Modelo e atriz, vinte e sete anos de idade, promoter de algumas das noites mais badaladas do baixo Augusta e (ufa!) guitarrista e vocalista na banda BBGG, Dani avalia que realmente houve um retrocesso na cena, mas que ela continua se mantendo. “Entre 2009 e agora deu uma bela caída na cena do rock underground. Perdemos espaço pra bandas autorais, as baladas ficaram mais tendendo pro pop mas desde o ano passado esse espaço tá sendo reconquistado novamente”, acredita ela. “A própria funhouse onde trabalhei como hostess e depois gerente, estava quase 3 anos sem shows e esse ano eu e uns amigos que frequentam e tocam no underground de SP nos reunimos pra criar a festa “Surdina”, que é a volta e bandas ao vivo e autoral na Funhouse. Tivemos 100% de apoio da casa e a festa tá linda e começará a ser edição quinzenal em setembro, e não mais mensal. Também tenho a festa “Bandit” na  TEX [nova e badalada casa noturna, tipo bar americano, que foi inaugurada há poucos meses na Augusta, pelo DJ e empresário Click] que é puro rock, a galera cola em peso e agora estamos colocando banda lá também. Esse mês é tributo Amy Winehouse. A cena tá voltando sim, vejo um progresso”, avalia.

A linda, loira e gatíssima modelo, atriz, promoter e cantora Dani Buarque (acima) e o super dj André Pomba (abaixo, ao lado de Zap’n’roll na cabine de som do clube A Loca): para ambos a cena alternativa de bares e grupos de rock está passando por um momento realmente difícil, mas ainda assim segue firme e forte

 

Para André Pomba, 5.1 de idade, dileto amigo destas linhas virtuais e um dos DJs mais conhecidos da noite alternativa paulistana (ele discoteca há dezessete anos na Loca, onde é responsável pelas noites “Loucuras, às quintas-feiras, e pelo já clássico Grind, projeto rock que rola aos domingos no clube), a especulação imobiliária na região da rua Augusta também afetou a continuidade da existência de bares dedicados ao rock. “Sinto falta de espaços que priorizem essa cena de bandas independentes, como era anos atrás, como o Juke Joint e a Outs mais no começo, por exemplo. Hoje em dia tudo parece voltado para open bar e discotecagens e se esquecem que sem as bandas a cena não recicla e corre serio risco de retração”, analisa. “O projeto Grind surgiu para abrir a cabeça do rock para a cena GLS, teve uma época que se popularizou, ficou pop demais, mas hoje mantem-se fiel às origens mantendo um público em torno de 400 pessoas, o que é ótimo para um domingo” diz ele, que ainda vê com ânimo a atual cena de bares: “Eu acho que apesar da crise e da especulação imobiliária, algumas casas fecham e outras são abertas na mesma velocidade. Inegável dizer que a cena tem se mantido ativa, embora com espaço prejudicado para bandas que fazem rock autoral. Acho que o segredo da Alôca ao completar 20 anos é de ir se adaptando as novas realidades, e ao mesmo tempo ser tipo precursora numa região que 20 anos atrás só tinham puteiros”.

 

Joe Klenner, proprietário do Inferno Club e também guitarrista e vocalista da banda Corazones Muertos é o mais cético dos que emitiram sua opinião para esta matéria. E não poupa desalento ao comentar sobre o atual momento da cena alternativa de bares e bandas rockers: “A cena alternativa está uma bosta… se bem que toda cena musical sofre mudanças constantes em todo lugar, na minha opinião, mas nos últimos anos está bem ruim mesmo. Um reflexo disso é a quantidade de bandas covers que se tem hoje em dia. É muito triste ver a falta de interesse das pessoas em criar as suas próprias musicas. Sem falar dos inúmeros bares e lugares que simplesmente não abrem suas portas pra bandas autorais. Eu sinto muita falta da cena que existia em São Paulo há alguns anos. Era só sair qualquer dia da semana que vc tinha um monte de espaços com festas de rock e bandas tocando, todos os dias.Foi assim que a gente se conheceu né… hahaha”. Mas mesmo com tanto ceticismo ele ainda enxerga alguns pontos positivos no atual momento: “Por outro lado, o ponto positivo é que tem poucas, mas boas bandas surgindo constantemente, e como diz o ditado: melhor qualidade do que quantidade. E o Inferno já virou um clássico e uma referencia na cena. Já passamos por muitas situações e fases nos quase 10 anos de vida do clube. Quando nós abrimos, não existiam as baladas que se tem hoje em dia na Rua Augusta. Era o Outs, Funhouse e o Vegas, que eu me lembre….o resto eram só puteiros, putas e traficantes. No começo era praticamente impensável pra gente abrir uma noite sem uma banda no palco. Hoje em dia temos muitas festas só com musica mecânica rolando, ou seja dj´s. Mas sempre tentamos abrir espaço pra shows e bandas novas. Fazemos muitos festivais de bandas novas pra que possam difundir seu trabalho. Eu acho que é responsabilidade nossa tambem fomentar e difundir a cena”, acredita o músico.

 

Enfim, a cena alternativa quebra mas não verga. Aos trancos e barrancos, sobrevivendo como pode e enfretando momentos de crise e adversidade, ainda assim ela segue em frente e felizmente. Então quando VOCÊ, dileto leitor zapper, for dar seu rolê noturno no final de semana pelo baixo Augusta, não se esqueça: ainda há muito rock’n’roll rolando por ali, em bares e clubes que pelo jeito irão manter essa cena viva e atuante para sempre.

 

 

OS BARES E CLUBES CAMPEÕES EM LONGEVIDADE NO CIRCUITO ROCK ALTERNATIVO DO BAIXO AUGUSTA, EM SÃO PAULO

* A Loca – dedicado ao público GLS, funciona há vinte anos no número 969 da rua Frei Caneca. De quinta a sábado o som na pista é eletrônica e sua variantes. No domingo o super DJ André Pomba comanda o projeto Grind, voltado ao rock e que rola até seis da manhã da segunda-feira.

 

* Funhouse – localizada na Rua Bela Cintra, 567, completou treze anos de existência na semana passada. Após passar um período sem shows ao vivo, voltou a abrir espaço para bandas autorais se apresentarem. O som na pista é sempre indie rock.

 

* Inferno Club – outro que já se tornou clássico na rua Augusta, onde funciona há onze anos no número 501. Tem noitadas rock’n’roll incríveis, principalmente às sextas-feiras e sábados, com som de DJs e também com espaço para bandas ao vivo.

 

* Clube Outs – chegou aos doze anos de existência em 2015. É um dos bares do coração de Zap’n’roll, que promoveu ali zilhões de festas e DJs sets do blog. Antes dedicava espaço para shows de bandas ao vivo. Com o declínio da cena de grupos autorais o clube resolveu acabar com as apresentações de conjuntos musicais e resolveu se dedicar apenas a noitadas movidas integralmente a discoteagem na pista, apoiada em um open bar onde o consumidor paga cinqüenta mangos na entrada e bebe até cair. Deu certo e fez o Outs renascer já há dois anos: o local vive entupido de gente às sextas e sábados, com média de quinhentos pagantes por noite.

 

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MUSA ROCKER SECRETA DA SEMANA – UMA CADELA PAULISTA QUE ASSUME: “SOU CASADA MAS AMO FODER COM OUTROS HOMENS!”.

Nome: A.

 

Idade: 23.

 

De onde: interior de São Paulo.

 

Mora com: marido.

 

O que faz: estudante.

 

Uma banda: AC/DC.

 

Um escritor: Charles Bukowski

 

O que o blog tem a dizer sobre a divina putona: sempre papeando com garotas lindas, inteligentes, tesudas e gostosas em grupos do faceboquete dedicados ao velho safado e gênio Bukowski, Zap’n’roll acabou fazendo amizade (virtual, por enquanto) com a lindaça e cachorrona A. Que topou ser musa do blogão com fotos canalhas e total nude, desde que sua identidade não fosse revelada. Estas linhas online toparam e aí está. Um ensaio pra lá de safado com uma garota que é uma ótima amiga de papos online. Papos onde ela já assumiu pro jornalista canalha: “sou casada sim. Mas AMO foder com outros homens. Já traí meu marido pelo menos umas sete vezes desde que nos casamos”. Ou seja: trata-se de um corno feliz. Afinal ele também como o bocetão, ahahahaha.

 

Machos (cados), gozem sem moderação, uia!

Um rabo DIVINO!

 

Peitos idem!

 

 

A BOCETONA em chamas, sempre!

Calcinha de PUTA, pra arrancar porra do macho

E se lambuzando toda após levar “leitinho” quente e grosso na boca, wow!

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O postão segue sendo ampliado e VAI MESMO SER CONCLUÍDO logo no início da próxima semana, com as dicas culturais e o roteiro de baladas legais pra semana toda. Por hora o blog fica por aqui, anunciando que vai NA FAIXA hoje à noite no show do Vanguart, em Sampa:

 

Cris Dias

 

Amanda Da Mata

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Forgotten Boys, “Outside Of Society”.

 

* Banda, I: Pois sempre nos surpreendemos com algo novo e bacana quando menos esperamos, néan. É o que rola com o blog nesse momento, ao descobrir o som (entre o trip hop e o dream pop) do duo de Campinas SETI. Formado pela vocalista e instrumentista Roberta Artiolli e pelo multiinstrumentista Bruno Romani, o Seti existe desde 2012 e acaba de lançar um lindo EP de seis faixas com canções oscilando entre o bucolismo e a melancolia, com vocais femininos doces e suaves, e boas letras em português, que sugerem belas e poéticas imagens. A dupla estará se apresentando na próxima noite rocker do blog na Sensorial Discos, no primeiro sábado de outubro. E logo menos falaremos mais dela por aqui. Enquanto isso você ouvir o Seti e conhecer melhor o som do grupo aqui: http://motimrecords.bandcamp.com/album/xtase. E saber mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/setirock?fref=ts.

O duo trip hop Seti, de Campinas: canções melancólicas e bucólicas, com letras em português e melodias oníricas

 

* Banda, II: hoje à noite (leia-se: nesta quinta-feira à noite) o badalo alternativo em Sampa vai ser mesmo lá no Centro Cultural São Paulo, quando vai rolar show gratuito do quarteto goiano Boogarins, a partir das 7 da noite. Quem? Você pode nunca ter ouvido falar do grupo, mas ele está bombadíssimo na indie scene atual e é xodó de queridos amigos nossos jornalistas, como o sempre antenadíssimo Lucio Ribeiro. Os garotos têm um EP lançado (“As plantas que curam”), estão pra soltar seu primeiro álbum cheio, já rodaram parte do circuito alternativo dos EUA e Europa etc. A parada deverá ser tumultuada no final da tarde desta quinta (dia 27 de agosto, quando este post está sendo finalmente concluído) lá no CCSP. Repetindo: o show é de graça (ingressos têm que ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 5 da tarde). Na página do evento no faceboquete já há a confirmação de 1.300 pessoas no show. Detalhe: cabe apenas a metade disso no local onde a banda vai tocar. Na boa? Os Boogarins são ok em disco. Seu som é bem acima da média do que se escuta atualmente na paupérrima cena independente nacional (e a culpa dessa pobreza musical e artística todos sabem de quem é: de gente como Pablo Capilantra, ex-todo poderoso da quadrilha Fora Do Eixo, e também do escroque Fabrício Nobre, não por acaso, um dos “inventores” do grupo Boogarins). Mas o blog sinceramente acha o quarteto superestimado e badalado demais. Óbvio que podemos estar enganados e precisamos vê-los ao vivo, para comprovar se estamos certos (na questão de achá-los superestimados) ou errados (com o conjunto sendo fodão ao vivo). Então por isso mesmo estas linhas online irão logo menos conferir a gig dos rapazes. E sugere que quem ainda não os conhece faça o mesmo. Lembrando que o Centro Cultural São Paulo fica na rua Vergueiro, 1000 (Paraíso, zona sul da capital paulista).

 O quarteto goiano Boogarins: show grátis hoje no Centro Cultural São Paulo

 

* Baladas boas pro finde: o postão finalmente chega ao fim já na quinta-feira, quase finalzinho de agosto. Então vamos ver o que rola de baladas alternativas bacanudas pro finde que começa amanhã. Na sexta em si, 28, tem festança de aniversário do queridão Claudio Medusa lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). Também amanhã tem showzaço duplo com Fábrica De Animais e Saco De Ratos no Centro Cultural Zapata (que fica na rua Riachuelo, 328, centrão de Sampalândia).///Já no sabadão em si o mesmo Centro Cultural Zapata abriga show novamente duplo, mas com os sempre bacanudos Rock Rocket e a nova sensação da indie scene paulistana, o BBGG. Beleza? Então se apruma, capricha no visu rocker e se joga meu rei (ou minha rainha).

 

 

E FIM DE POST

Que já tá ótimo, néan. E sim, continua mandando seus e-mails pro hfinatti@gmail.com que na semana que vem desovamos finalmente o pacote com livros bacanas da Edições Ideal, entre eles a bio do Steven Adler, o loki ex-batera do Guns N”Roses. Ficamos por aqui então, deixando todos os beijos do mundo na Neide Rodrigues e na Patrícia Pera, duas gatas incríveis que o blog amadora de paixão. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e FINALIZADO por Finatti em 27/8/2015 às 14:00hs.)

O rock brasileiro que realmente ainda importa, ontem e hoje: em post especial o blog rememora uma década de amizade com o grande Vanguart, da descoberta do grupo em 2005 na capital do Mato Grosso, e acompanhando sua trajetória até os dias atuais (com plus EXCLUSIVO trazendo um dos capítulos inéditos do livro “Memórias de um jornalista junkie”, o que conta exatamente como o jornalista gonzo/loker conheceu o conjunto); a inesquecível Legião Urbana, revista através do livro que traz os diários de Renato Russo; a diva, deusa e xoxotaça Lana Del Rey ressurge mais esplendorosa do que nunca em nova, triste e belíssima canção; os agitos da semana no mondo pop/rock, e uma musa rocker fã do velho safado Bukowski, com ar intelectual mas total loker, tatuada e NUA, wow! (postão FINALMENTE concluído, com ampliação MONSTRO, trazendo o novo disco do Wilco, as novas músicas do New Order e Keith Richards, falando do novo e ótimo disco de Paul Weller e ainda, ufa e uhú: SORTEANDO biografias legais do Cure e Steven Adler) (atualização FINAL em 30/7/2015)

O sexteto cuiabano Vanguart (acima) é o destaque deste postão do blog: ele mantém a tradição dos grandes nomes da história do rock nacional como a Legião Urbana, do saudoso e inesquecível Renato Russo (abaixo) e cujo livro com seus diários está chegando agora às livrarias; não é à toa que as duas bandas são adoradas pela nossa musa rocker desta semana, a linda e tesuda Flávia Soares (também abaixo) 

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MAIS UM “EXTRÃO” AMPLIANDO O POSTÃO: A ÓTIMA VOLTA DO WILCO

O Wilco nasceu em Chicago em 1995 (portanto, há exatos 20 anos) e já gravou 9 discos. Pratica o que se convencionou chamar de “alt country”, ou country alternativo, experimental. É um som realmente instigante e que avança na direção de outros elementos sonoros, o que fez com que o conjunto logo ganhasse respeito e admiração da crítica e do público pela qualidade dos seus lançamentos. Notadamente em algumas obras-primas como “Yankee Hotel Foxtrot”, lançado em 2002.

 

E como eu disse já aí em cima, o Wilco acabou de lançar seu novo trabalho de estúdio. O primeiro em quatro anos (o último havia saído em 2011) e que se chama “Star Wars” (e que não tem nada a ver com a gloriosa série cinematográfica de ficção científica que encanta gerações há décadas). O disco foi lançado assim, sem muito alarde, no último dia 16 de julho. Está disponível para download GRATUITO no site oficial do grupo, até 13 de agosto. O que significa que ele está facílimo de ser baixado e ouvido na internet, inclusive no YouTube.

 

E o que mais também significa esse lançamento do Wilco, feito em meio à turnê (por enquanto apenas nos Estados Unidos; a banda já tocou no Brasil há muitos anos, no Tim Festival de 2005 se eu não estiver com a memória total falida) que comemora seus 20 anos? Simples: que a música produzida hoje por grupos de rock (ou músicos/artistas de qual estilo for) NÃO VALE MESMO MAIS NADA. É a triste realidade dos tempos do download, das plataformas musicais virtuais, das redes sociais (como esta) dos apps de celular, da puta que o pariu. O Wilco liberou a audição do álbum com Tweedy dizendo que, sim, ainda gosta de ser pago pelo que faz, mas que a música é o mais importante em sua vida e bla bla blá. Bobagem e falatório desnecessário: ele sabia (e sabe) que mais cedo ou mais tarde o material registrado pelo conjunto iria acabar desabando na web de qualquer forma. Preferiu se antecipar à pirataria digital e jogou ele mesmo o cd na rede.

 

Isso apenas mostra o quão triste se tornou a realidade de quem produz música no mundo virtual em que vivemos. E arrasta a qualidade da música contemporânea para o fundo do abismo. Afinal, pensa o “artista” (?) que cria uma “obra” musical (???): se ninguém vai mesmo valorizar o meu trabalho e PAGAR por ele, por que devo me esforçar em criar e compor algo realmente notável e digno de nota?

O novo disco do Wilco (capa acima), que está disponível de graça para audição na internet (link abaixo): o alt country da banda continua muito bom

 

Vai daí que diariamente uma enxurrada de LIXO da pior espécie, travestida de música, entope a internet sem dó. Pouquíssima coisa se salva nessa história (e falo isso como jornalista musical há quase 30 anos). Posso parecer um coroa ranzinza e saudosista, mas é bem por aí: o mundo era melhor e mais criativo artisticamente há três décadas – além de mais romântico e sincero, quando artistas se empenhavam em produzir grandes discos e quem os consumia sabia AGREGAR valor não apenas material mas também INTELECTUAL e EMOCIONAL ao que estavam escutando. Afinal era preciso ir até uma loja, enfiar a mão no bolso e gastar DINHEIRO para comprar aquela obra (quantas milhares de vezes eu mesmo não fiz isso, mesmo depois que me tornei jornalista e vivia recebendo de graça pacotes e pacotes de LPs das gravadoras). Bons tempos…

 

E sobre “Star Wars”: é o Wilco sendo um tiquinho mais “pop´” mas experimental como sempre foi. Menos alt country, mais psicodélico, com guitarras rockers e mezzo barulhento (como na faixa instrumental que abre o cd). E com algumas canções espetaculares (como “You Satellite”, “Pickled Ginger” ou a sombria “Magnetized”, que fecha o disco) em onze faixas e pouco mais de 33 minutos de audição. Uma raridade nesses tempos onde conjuntos gravam discos pavorosos e inúteis, com mais de uma hora de duração.

 

A versão em cd do novo trabalho do Wilco sairá apenas em 21 de agosto. Até lá quem gosta da banda como eu (gosto muito, embora não seja fanático por ela), já terá ouvido bastante o álbum. O que não diminui a importância e a qualidade dele. Bem lá dentro de si Jeff Tweedy sabe que a música hoje foi tristemente rebaixada a mera trilha sonora para atividades banais do cotidiano humano. Mas nem por isso ele deixou de ser rigoroso com a música que cria. E nem pretende deixar de ser, a julgar por este bacaníssimo “Star Wars”.

 

 

E OS “VELHÕES” DO ROCK VOLTAM AO ATAQUE NA SEMANA, VIA YOUTUBE

O já jurássico (e clássico e lendário?) New Order mandou pra sua conta no YouTube o áudio de “Restless”, primeiro single do novo álbum do grupo, “Music Complete”, que será lançado em setembro. É a primeira música inédita da banda em mais de uma década. E pra quem diz que NO sem Peter Hook (que saiu do conjunto em 2007; mas agora ele tem a Gillian Gilbert de volta nos teclados) NÃO é NO, fica o aviso: achamos (por enquanto) boa a música, menos eletrônica e mais “humana”, algo na pegada de “Regret”, que eles lançaram laaaaá em 1993. Vamos aguardar e conferir o disco todo.

 

E tem o gigante e gênio Keith Richards, o velhíssimo MOTOR por trás dos The Rolling Stones, néan. Keith lança o terceiro disco solo de sua vida também em setembro. Se chama “Crosseyed Heart” e o áudio de “Trouble”, o primeiro single do cd, tb já está no YouTube. Não foge muito da pegada dele nos Stones. E na boa, dá um pau em 90% da pirralhada atual que se mete a fazer rock’n’roll.

 

 

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EXTRINHAS PRA ENGORDAR O POSTÃO – SENDO QUE ELE AINDA  SERÁ AMPLIADO NOS PRÓXIMOS DIAS!

* Yep. O post ta bacanudo, ta rendendo em likes e comentários mas precisa ser ampliado e finalizado, néan. Ainda que hoje já seja sabadão à noite em Sampa (25 de julho), esteja fazendo um friozinho “diliça” lá fora e tudo isso acabe dado uma preguiça enooooorme de ampliar algo aqui, rsrs. Mas vamos lá.

 

 

* E a grande notícia da semana que está chegando ao fim foi mesmo a CONFIRMAÇÃO (finalmente!) das DATAS dos shows dos Stones no Brasil, em fevereiro de 2016. Pois é, dessa vez é oficial mesmo e as putas velhas mais amadas da história do rock’n’roll por enquanto fazem duas apresentações em Sampa nos dias 21 e 23 de fevereiro, no estádio do Palmeiras. O blog, claaaaaro, já está lá!

 Dessa vez os “vovôs” vêm mesmo!!! The Rolling Stones tocam em Sampa nos dias 21 e 23 de fevereiro de 2016, wow!

 

 

* Mas pra quem não quer esperar tanto tempo ainda, tem mais um showzaço em breve na capital paulista: no próximo dia 8 de agosto (também sábado), o sempre incrível Vanguart sobe ao palco do Sesc Santana, na capital paulista, pra fazer um set especial onde irá reler na íntegra o álbum “Blood On The Tracks”, o clássico lançado por Bob Dylan em 1975. Uma gig desde já imperdível!

“Blood On The Tracks”, clássico disco (capa acima) lançado pelo gênio Bob Dylan, será revisto na íntegra pelo Vanguart, em show em São Paulo no início de agosto

 

 

* E vai voltando aqui que logo menos ainda vamos analisar em detalhes o novo discaço que o grande Wilco acabou de lançar, além de falar do livro com os diários do inesquecível Renato Russo. O zapper sempre atento ao cenário musical independente agora dá nova pausa aqui nos trampos do blog, pra ir lá na Sensorial Discos assistir pocket show dos seus amigos da banda Alarde.

 

* Okays? Até daqui a pouco então, com maaaaais aqui no blogão.

 

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O grande rock BR, ontem e ainda hoje.

É dele que o blogão de rock alternativo e cultura pop que está na internet já há doze anos se detém neste post. Afinal quando Zap’n’roll começou a ser publicada semanalmente em 2003 (em forma de coluna online, ainda no portal Dynamite online), a Legião Urbana já não mais existia mas seguia sendo um mito entre seu inabalável contingente de milhões de fãs espalhados pelo Brasil. E o quinteto cuiabano Vanguart ainda engatinhava na capital do Mato Grosso, onde seria descoberto (jornalisticamente falando) pelo autor deste espaço rocker virtual no carnaval de 2005 (em uma história que será muito bem relembrada neste postão, com a publicação EXCLUSIVA de um dos capítulos inéditos do livro “Memórias de um jornalista junkie”, o que narra justamente como o jornalista gonzo/maloker conheceu os Vangs e se encantou pelo som deles), dando inclusive início a uma amizade que perdura até hoje. Então são duas bandas símbolo do rock que de fato ainda importa no Brasil. E por que tanto Vanguart quanto Legião são o foco desta edição do blog zapper? Simples: o agora sexteto liderado pelo vocalista Hélio Flanders está no auge de seu reconhecimento artístico e de público, sendo que neste final de semana irá fazer três gigs em Sampa: duas apresentações no teatro Bradesco (dentro do projeto “Sons da Nova FM”, promovido pela rádio do mesmo nome e especializada em todas as vertentes da MPB) e mais uma no Centro Cultural São Paulo (esta, já com ingressos esgotados), onde os Vangs irão gravar seu novo DVD, baseado no mais recente álbum de estúdio deles, “Muito mais que o amor” (editado em 2013). Já a Legião, um dos maiores nomes da história do rock brasileiro em todos os tempos, continua em evidência permanente e também nesta semana chega às livrarias o livro contendo os diários que o saudoso Renato Russo escreveu durante um período em que ficou internado em uma clínica de reabilitação de dependentes de álcool e drogas, há mais de vinte anos. São enfim motivos mais do que suficientes para que estas linhas bloggers detenham seu olhar esta semana sobre dois nomes que mantêm e perpetuam a qualidade artística no que sobrou no rock nacional, hoje atolado na indigência criativa e mergulhado quase que exclusivamente em escombros em um país cujo gosto musical do grosso da população oscila entre a barbárie intelectual do sertanojo universotário e a inutilidade/nulidade/total futilidade do funk ostentação e do axé/pop brega. É um quadro que chega a ser desalentador e ele se reflete no final das contas na bestialidade comportamental e social que tomou conta do brasileiro médio. Por isso enquanto houver muita gente (e gente jovem) que ainda ame e prefira ouvir Vanguart e Legião Urbana do que sertanojo e funk medíocre, sempre haverá motivo para falarmos dessas bandas grandiosas aqui, neste espaço que preza e respeita a sensibilidade, a cultura e a inteligência de seu dileto leitorado. E irá prezar e respeitar sempre, enquanto estivermos por aqui, defendendo com unhas e dentes a cultura pop que realmente vale a pena.

 

 

* Números do postão anterior: mais de duzentos likes em redes sociais e cento e oitenta e seis comentários. Muitos deles enviados, claaaaaro, por fakes imbecis e covardes (além de otários) que insistem em tentar desqualificar o trabalho do blog, numa prática cansativa que já dura anos e beira a psicopatia doentia. Eles não vão aprender nunca e o blog segue firme e forte e rindo, seguindo com a caravana enquanto a matilha histérica dos fakes late sem parar e sem obter nenhum resultado prático pra eles. Coitados, rsrs.

 

 

* O país segue bestial. E o blog se pergunta onde iremos parar dessa forma, com sites como esse aí no link estimulando a Lei de Talião e o olho por olho. http://www.facanacaveira.net/adolescente-que-participou-de-estupro-coletivo-no-piaui-e-morto-dentro-de-cela/.

 

 

* E o “nobre” e ultra “distinto” senador Fernando Collor, mandou aviar, mandou ameaçar. E o blog pede a ele: faça esse FAVOR ao país, queridão! http://pensabrasil.com/collor-ameaca-se-eu-for-preso-vai-faltar-cela-vai-muita-gente-comigo-isso-eu-garanto/.

 

 

* Ela é uma deusa, sempre. Um primor de xoxota, uma louca insana, uma boneca divina e que canta como nenhuma outra hoje em dia no mondo pop. Yep, miss Lana Del Rey soltou esta semana sua nova música para audição no YouTube. Melodia belíssima e vocais melancólicos. Não à toa ela segue como a diva predileta destas linhas online na música mundial nos anos 2000’. Ouça aí embaixo e entenda por que.

 

* Por uma boa causa, I: localizado numa chácara oito quilômetros pra frente de Paranapiacaba (distrito de Santo André, na Grande São Paulo) e em plena região da Mata Atlântica (do que resta dela, na verdade) o bar rocker Simplão De Tudo, é um dos espaços mais bucólicos e idílicos que você pode curtir em um final de semana ou feriadão prolongado. Mas o espaço, gerido há mais de uma década pela queridona Cris Mamuska, vem sofrendo de tempos pra cá constantes ameaças. Ameaças que partem de gente gananciosa e que tomar o lugar (que possui pelo menos oitenta e quatro alqueires de mata virgem e preservada) para fazer plantações de eucaliptos ou, ainda (e óbvio), construir condomínios de luxo. Pois Cris resolveu lutar bravamente e lançou uma campanha de arrecadação de fundos para que ela possa criar a Reserva Ecológica do Simplão. É uma campanha justíssima e árdua pois todo o processo legal para a efetiva criação da Reserva irá demandar custos na ordem de R$ 80 mil reais. Então todos os leitores do blog estão convidados a colaborar e a dar uma força pra Cris, sendo que você pode saber tudo como colaborar aqui: http://www.kickante.com.br/campanhas/simplao-de-todos.

 

 

* Sendo que a própria Cris explica o projeto nesse vídeo aí embaixo:

 

* Por uma boa causa, II: quem também iniciou campanha visando arrecadar fundos mas para gravar seu terceiro álbum de estúdio, é o mega amado por este espaço blogger rocker Los Porongas. Banda surgida no Acre há mais de uma década e há anos radicada em Sampa, os Porongas já se firmaram como um dos grandes nomes do rock BR dos anos 2000’. E agora já está em estúdio trabalhando no material que irá fazer parte de seu novo registro sonoro inédito. Boa parte dessas canções novas foram mostradas num ótimo pocket show realizado na última segunda-feira na Fnac do bairro paulistano de Pinheiros. O blog esteve por lá e pode garantir que vem discão novo dos Poronguinhas por aí. E você pode saber mais sobre a campanha e colaborar com ela acessando aqui: https://www.catarse.me/pt/losporongas.

 O quarteto do Acre Los Porongas, em show em Sampa na última segunda-feira

* E vocês pensam que as baladas/noitadas rock’n’roll promovidas pelo blog estão em recesso? Nadica! No próximo dia 22 já está marcado mais uma vez: vai ter “Noitão Zap’n’roll – a festa nunca termina”, como sempre na aconchegante e ótima Sensorial Discos. Logo menos estaremos divulgando por aqui o line up do evento, que vai contar com duas banda mais a tradicional DJ set deste espaço online. Aguardem.

 

 

* Não é por nada não mas o sempre bacaníssimo “vizinho” Scream&Yell (do chapa Marcelo Costa) disponibilizou para download gratuito uma coletânea/tributo com trinta regravações de momentos memoráveis do gigante Milton Nascimento (que, sim, apesar de estar caindo pelas tabelas hoje em dia, musicalmente falando, construiu uma das obras mais essenciais da história da música brasileira). O material, produzido por Pedro Ferreira, reuniu alguns dos principais nomes da nova geração musical independente nacional. E o blog amou, entre outras, as versões do Vanguart para “Clube Da Esquina 2”, dos Los Porongas para “Nada será como antes”, do The Outs para “O trem azul” (uma trip psicodélica avassaladora), e da banda Tereza para “Maria Maria”. Interessou? Audição gratuita dos dois CDs e download idem aqui: http://www.screamyell.com.br/.

 

 

* Enfim, mondo pop/rocker continua em rotação lenta. Caíram na web os novos discos dos velhões do Chemical Brothers (quem se importa a essa altura, afinal?) e também do Tame Impala, que sinceramente o jornalista zapper gosta bastante mas ainda não se animou a ouvir. E assim que o fizer, irá dar suas impressões aqui, pode esperar.

 

 

* Portanto, como este postão irá sendo ampliado ao longo deste final de semana e parte da próxima, pode ficar sussa que se algo realmente bombástico e relevante acontecer, iremos comentar aqui. Por enquanto vamos relembrar a trajetória do Vanguart aí embaixo na última década, em que o blog conviveu (e continua convivendo) com o sexteto cuiabano e quando ele se tornou, talvez, o maior nome do novo rock brasileiro dos anos 2000’.

 

 

HÁ UMA DÉCADA O BLOG CONHECIA E DESCOBRIA EM CUIABÁ O VANGUART, HOJE O GRANDE NOME DO INDIE ROCK BR E QUE GRAVA NESTE FINDE EM SAMPA SEU NOVO DVD

O sexteto cuiabano (e radicado na capital paulista já há muitos anos) Vanguart é hoje talvez o único grande nome do rock nacional a ter surgido na cena independente brasileira e ter se consolidado no mainstream musical, conquistando um público gigantesco de adolescentes e jovens ouvintes além de viver confortavelmente apenas do que sabe e gosta de fazer, muito bem por sinal: ótima música, que enfeixa eflúvios de folk, MPB e rock’n’roll. E trata-se de uma trajetória árdua e fascinante, que remonta há mais de uma década na capital do Mato Grosso. E que culmina neste final de semana quando os Vangs estão fazendo duas apresentações dentro do projeto “Sons da Nova FM” (produzido pela emissora de rádio homônima) no teatro Tom Jazz em São Paulo (ontem, sexta-feira, e hoje, sábado), além de gravar neste domingo, ao vivo, seu novo DVD, com uma gig no Centro Cultural São Paulo, apresentação para a qual os ingressos já estão há semanas esgotados.

 

O grupo formado pelo vocalista, violonista, letrista e compositor Helinho Flanders, pelo guitarrista David Dafré, pelo tecladista Luiz Lazzaroto, pelo baixista Reginaldo Lincoln, pelo baterista Douglas Godoy e pela violinista Fernandinha Kostchak (esta, agregada à banda há poucos anos) começou a burilar seu som e a traçar sua trajetória como milhares de outros conjuntos, aqui e lá fora: amigos que resolveram tocar juntos por terem afinidades musicais. Daí começaram os ensaios e as apresentações em espaços pequenos. E no caso do Vanguart, havia toda uma mística estranha em torno do então quinteto, a começar pelo seu próprio nome. Além disso havia um pequeno gênio ali, o vocalista e letrista Hélio, que era apaixonado por sonoridades que definitivamente não combinavam com a calorenta Cuiabá onde ele vivia. Enquanto o cenário rock alternativo da cidade se dividia entre bandas que emulavam o emocore do CPM22 (então no auge) ou o metal melódico e cafona de Angra e Shaman, Helinho e seus parceiros musicais compunham as mais bucólicas melodias inspiradas em… folk music. E ainda por cima, cantadas em inglês. Aonde eles queriam chegar com isso, afinal?

 

Foi a pegunta que o autor deste blog se fez quando DESCOBRIU o conjunto em uma infernal noite de verão do carnaval de 2005. O jornalista zapper eternamente andarilho tinha ido até Cuiabá cobrir um pequeno festival de rock local, a convite da produtora do evento, numa história que está totalmente destrinchada logo mais aí embaixo, em um enoooooorme capítulo inédito do livro “Memórias de um jornalista junkie” (que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2016; nesse momento duas editoras avaliam os originais do mesmo). As gigs do festival estavam rolando dentro de uma galeria de arte da cidade, onde não cabiam mais do que cento e cinquenta pessoas. O calor era sempre devastador. E quando na segunda noite o Vanguart entrou no palco, começou a tocar e o pequenino Helinho começou a cantar, o jornalista loker simplesmente não acreditou no que estava escutando. Voltou alucinado para São Paulo e absolutamente apaixonado pelo som dos meninos.

 

A descoberta do conjunto rendeu a matéria “Vanguart – folke e melancolia em Cuiabá”, publicada por Zap’n’roll na edição de maio daquele ano da revista (ainda impressa) Dynamite. Foi o suficiente para que a malta de inimigos ferozes do autor deste blog (e que já existiam aos montes naquela época) começasse a latir em comunidades da extinta rede social Orkut, debochando do “achado” do jornalista. Gente estúpida, ordinária, invejosa, escrota e ressentida (como, por exemplo, o triste e rotundo José Flávio “jotalhão” Jr.) zoava sem dó, atacando tanto a banda quanto o jornalista que havia dado todo o crédito musical do mundo a ela.

 

Todos estão pagando sua língua até hoje, claro. E espumando cada vez mais de ódio. O Vanguart lançou seu primeiro (e muito bom) trabalho de estúdio em 2007, gravado lá mesmo em Cuiabá. Era um disco que ainda padecia de definição na questão do idioma adotado nas letras e vocais das canções, já que ali haviam músicas cantadas em inglês, espanhol e português. Mas quando o single “Semáforo” começou a estourar na internet e a empolgar o público nos shows Helinho viu que o caminho era mesmo cantar em bom português, por mais que os primeiros EPs do grupo (todos em inglês) fossem ótimos e hoje tenham se tornando autênticos collector’s item.

O Vanguart ao vivo, no Sesc Pompéia no final de 2013 (acima): a banda está impecável ao vivo, e seus vídeos também cada vez melhores, como mostra o novíssimo para a canção “Olha pra mim” (abaixo), faixa de seu último disco de estúdio

 

Daí pra frente a trajetória do conjunto deslanchou. Eles se mudaram para São Paulo em 2006 e aqui tocaram em festa de aniversário do blog no clube Outs (no baixo Augusta) e começaram a formar um público gigante de garotas apaixonadas pelos garotos da banda. Foi quando assinaram contrato com a major Universal e lançaram através dela em 2009 o DVD e cd ao vivo “Vanguart Multishow – registro”. Era ALI que o grupo poderia e deveria ter deslanchado definitivamente para o grande público e para o primeiro time dos grandes nomes do rock nacional dos anos 2000’ sendo que o jornalista zapper, sempre amigo dos rapazes e acompanhando de perto sua trajetória, já havia vislumbrado esse possível estouro em matéria publicada na revista Rolling Stone, em agosto de 2008 . Inclusive durante anos o autor deste espaço virtual achou que uma balada estradeira e absurdamente radiofônica como “Enquanto isso na lanchonete” (do primeiro álbum de estúdio deles) um dia ainda iria entrar na trilha sonora de alguma novela na TV. Mas nada disso aconteceu: por motivos não muito bem claros até hoje o Vanguart preferiu rescindir o contrato com a Universal – anos mais tarde, em conversa particular com seu amigo Finaski, Helinho diria que os Vangs não se sentiam bem ali dentro, vendo que eram a ÚLTIMA prioridade da gravadora.

 

E talvez tenha sido melhor assim. Entrou em cena o selo Vigilante, agregado à mediana porém aguerrida Deck Disc (dirigida pelo produtor Rafael Ramos), e através dele o agora sexteto lançou seus dois mais recentes discos, “Boa parte de mim vai embora” (editado em 2011) e “Muito mais que o amor” (lançado em 2013) e que finalmente fez a banda estourar nas rádios e ainda emplacou a canção “Meu sol” em trilha de novela da TV Globo. A essa altura o grupo já havia participado de festivais como o Planeta Terra e feito o show de abertura no estádio do Morumbi para uma das gigs brasileiras do gigante inglês Coldplay. Agora os Vangs lotavam qualquer espaço médio por onde se apresentassem. E hoje o cachê do grupo gira em torno de R$ 20 mil reais por apresentação, o que permite aos garotos viverem confortavelmente única e exclusivamente do seu trabalho musical.

 

O DVD que será registrado nesse domingo no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista, é baseado no último trabalho de estúdio e nos shows que o Vanguart também vem realizando pelo país todo nos últimos meses. Reflexo da maturidade artística de uma banda que está cada vez mais impecável no palco e que ainda tem muito a oferecer ao seu público, provavelmente será tão bem sucedido comercialmente quanto os dois últimos CDs. Então se hoje o Vanguart está onde está, estas linhas rockers bloggers se sentem orgulhosas em terem feito parte dessa história do conjunto, de alguma forma. Fora que a amizade entre o blog e a banda já dura uma década. Ainda que tenham havido percalços pelo caminho nesse relacionamento (fofocas disparadas pela turma invejosa e asquerosa de inimigos fizeram o jornalista Finaski e o vocalista Helinho ficar sem se falar por um bom tempo, mas a amizade entre ambos foi retomada, de forma emocionante e com direito a abraços amorosos e olhos marejados, após um show na choperia do Sesc Pompéia, também em São Paulo, no final de 2013), ele se mantém firme e forte até hoje. Afinal qual amigo nunca brigou com outro em algum momento desse relacionamento de amizade?

 

E assim se passou uma década na trajetória dos Vangs. Uma banda hoje que retoma o espírito do que era um Legião Urbana há vinte e cinco anos, em termos de qualidade artística e musical e de adoração dos fãs. E eles merecem isso. E ainda irão, o blog tem certeza, lançar discos magníficos em sua trajetória que, espera-se, esteja bem longe de acabar.

 

* O Vanguart se apresenta ao vivo hoje à noite, às vinte e duas horas, no Tom Jazz, que fica na Avenida Angélica, 2331, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

 

 

VANGUART E ZAP’N’ROLL – UMA DÉCADA DE AMIZADE E DE SHOWS EM ALGUMAS IMAGENS

 O blog ao lado de Helinho Flanders e de Diogo Soares (vocalista dos Los Porongas), em algum bar da Vila Madalena, São Paulo, 2009

 

 Também nas noites sem fim da Vila Madalena em Sampa, mesma época

 

Ao lado do baixista Reginaldo Lincoln numa manhã de domingo, na Virada Cultural de São Paulo, em 2009

 

 Trio porreta: Zap’n’roll, Hélio e o batera Douglas Godoy

 

Abraço fraterno de irmãos, depois de show da banda no Itaú Cultural/SP

 

Na Sensorial Discos em São Paulo, começo de 2015: amizade querida e eterna

 

EXCLUSIVÃO DO BLOGÃO – CAPÍTULO INÉDITO DO LIVRO “MEMÓRIAS DE UM JORNALISTA JUNKIE” (COM PREVISÃO DE LANÇAMENTO PARA O INÍCIO DE 2016), E QUE CONTA COMO O JORNALISTA GONZO CONHECEU OS VANGS

 

Capítulo 17 – Folk e “cocada” boa em HellCity (ou: descobrindo e conhecendo o Vanguart em Cuiabá, turbinado de cocaine)

 

Foi no carnaval de 2005 que eu conheci o hoje consagrado grupo folk/rock/mpb Vanguart. Talvez o nome que mais deu certo na cena musical independente brasileira nos anos 2000’, o sexteto cuiabano (e que mora já há anos na capital paulista) liderado pelo vocalista e letrista Helinho Flanders possui uma trajetória de respeito e bastante invejável. Com três discos lançados, já tocou em vários festivais gigantes (como o Lollapalooza Brasil), abriu gigs do Coldplay por aqui, lota espaços médios onde toca e vive, atualmente, confortavelmente de apenas produzir música – no caso deles de ótima qualidade, vale exarar.

 

Mas em 2005 ninguém fazia a menor idéia do que era ou quem era o Vanguart. Nem mesmo em Cuiabá, capital do Mato Grosso e onde o grupo havia se formado alguns anos antes, ele era muito conhecido. E muito menos eu sabia do que se tratava o Vanguart. Mas naquele carnaval calorento e dantesco (Cuiabá é provavelmente a capital mais quente do Brasil: ali a temperatura média anual oscila entre 35, 37 graus e não raro com picos de 42, 44. E isso praticamente todos os dias do ano, sendo que não existe inverno naquela cidade, daí ela ter o “carinhoso” apelido de HellCity), uma década atrás, eu iria dar de cara com uma formação folk absolutamente fodástica e totalmente improvável de existir em… Mato Grosso. E como fui conhecer um sujeito baixinho, mirrado, na época com 22 anos de idade, muito afável e doce como pessoa e que tinha uma paixão gigante por nomes como Nick Drake, Bob Dylan, Rickie Lee Jones e Jeff Buckley, e que liderava um grupo cuja música exalava referências desses nomes por todos os acordes, além de o vocalista só cantar em um inglês perfeitíssimo? Looooonga história, mas vamos como sempre tentar resumir ao máximo a opereta.

 

Em 2005 meu blog, Zap’n’roll, já existia há três anos e já estava bem conhecido na blogosfera brasileira de rock alternativo e cultura pop. Ele era ainda hospedado no portal Dynamite online (hoje, está em endereço próprio, o .com), um dos maiores do país no segmento de rock e sendo que eu também era repórter do mesmo e também da edição impressa da revista homônima, que ainda circulava e que tinha grande credibilidade junto à garotada leitora de publicações musicais. Vai daí que, por eu ser esse jornalista bastante conhecido na imprensa musical brazuca já há décadas, alguém passou meu contato (na época, o hoje paleontológico MSN) para um sujeito na capital mato-grossense que tinha uma produtora de eventos culturais por lá. Ele se chamava Pablo Capilé (ahá!) e a tal produtora tinha o nome Cubo. O figura me adicionou no MSN dele e passou a me contatar, querendo que eu fosse pra lá para cobrir um festival que ele iria realizar em pleno carnaval daquele ano. O festival se chamava “Grito Rock” e aquela seria sua segunda edição. Para me convencer a ir até Cuiabá mr. Capilé (que anos depois iria se transformar numa das figuras mais conhecidas da cena musical independente brasileira e também se transformaria naquilo que todos nós bem sabemos no que ele se transformou) usou todos os argumentos possíveis, durante cerca de duas semanas de intensos bate-papos pela velhusca plataforma de conversa virtual (hoje nem Skype se usa mais nesses tempos de whats app, não é?). “O festival vai ser bacana, vai rolar numa galeria de arte da cidade”, dizia ele. “Muitas bandas bacanas e sua presença será super importante pra gente e bla bla blá”. Até que um dia eu resolvi topar e disse que ia, mas com a ressalva de sempre: “a Dynamite não tem grana pra bancar essa viagem”, informei. “Comofas?”. Ele: “sem problema! Daremos passagens, hospedagem e alimentação pra você. Só um detalhe: você se importaria de vir de… ônibus?”.

 

Puta que pariu! Ir de busão de São Paulo até Cuiabá??? Fui pesquisar: eram nada menos do que 25 horas (!) de viagem, com o ônibus passando por todo o interior paulista, entrando em Minas Gerais, passando por Goiás para finalmente adentrar Mato Grosso. Uma viagem sem fim, com estradas idem e por onde eu iria passar por dezenas de cidades que eu nunca tinha ouvido falar na vida. Mas como sempre fui aventureiro e adorei enfrentar desafios, aceitei. Tudo acertado embarquei numa quarta-feira (nas vésperas do início do carnaval), às 8 da noite em Sampa. Cheguei na rodoviária cuiabana no outro dia, às 9 da noite. Com a bunda quadrada, podre de cansaço mas vivo e inteiro. Fui recebido por uma simpática, magra e bonita (de rosto) garota, que integrava a equipe de produção do festival, e que me levou imediatamente para o hotel onde me hospedaram. Aposentos simples mas aconchegantes e confortáveis. Nunca tive frescura quanto a isso: tendo uma boa cama pra dormir e banheiro dentro do quarto, beleza. E assim foi. Nessa primeira noite em Hell City eu não quis saber de nada, apenas dormir. Foi o que fiz. Mesmo porque na noite seguinte, sexta-feira, o tal Grito Rock iria começar.

 

Fazia um calor literalmente dos infernos naquela cidade. O hotel era muito simples e por isso não tinha ar-condicionado no quarto, mas um providencial ventilador de pá no teto, o que já amenizava bastante o clima da “sauna” onde eu me encontrava. Almocei no meio da tarde e voltei pro quarto, onde fiquei até o começo da noite à espera que viessem me buscar pra irmos ao local do festival. Tratava-se de uma galeria de arte, chamada Galeria do Pádua. Então lá fomos nós enfrentar a maratona de gigs da primeira noite do Grito Rock: espaço pequeno, cerca de 150 pessoas lá dentro, temperatura nas alturas, cervejas e destilados toscos à venda no bar e nada de outras drogas à vista. As bandas foram se revezando no pequeno palco e aquilo tudo foi me entediando, um pouco pelo calor insuportável e outro tanto pela absoluta má qualidade musical dos grupos que iam tocando, e cujo som oscilava entre êmulos de metal melódico (à la Angra e Shaman) e emocore (à la CPM22 ou NX Zero). Nada muito animador, pra ser bastante honesto e sincero. Tanto que, quando perguntado pelo capo Pablo Capilé o que eu estava achando até aquele momento dos artistas que estavam se apresentando, procurei ser, hã, “diplomático”, dizendo que estava achando ok mas que de fato eu ainda não tinha visto/ouvido nada que realmente me empolgasse tremendamente. Ao final da primeira noite/madrugada de shows, Capilé se despediu de mim dizendo: “amanhã teremos bandas melhores. E talvez um presente pra você”. Ok. Fiquei curioso mas rumei de volta pro hotel, a bordo da van que haviam me disponibilizado pra ir embora. Caí novamente cansadão e morrendo de calor na cama. E nem imaginando que, no sábado, realmente tudo seria muito diferente.

 

E veio a segunda noite do GR. E com ela as coisas começaram enfim a acontecer naquele festival na capital do cerrado, e bem na sucursal brasileira do inferno. Pra começar enquanto a primeira banda se apresentava no palco, um sujeito ligado à equipe de produção do festival se aproximou de mim e me deu discretamente algo na mão, dizendo: “mandaram buscar isso pra você, cortesia nossa!”. Eu fui ver o que era e não acreditei: um autêntico mutucão de cocaína, onde deveria ter umas 5 gramas de pó. E eu sempre ouvi dizer que a “farinha” em Cuiabá devia ser das melhores, já que a “fábrica” do “produto” é ali ao lado, na Bolívia. Não perdi tempo pra saber se o negócio era bom ou não: fui direto pros banheiros que ficavam no subsolo do lugar, me tranquei em um deles e estiquei uma generosa “taturana” para devastar meu pobre orifício nasal. Aspirei o bagulho e saí dali voltando ao andar térreo, onde o primeiro conjunto acabara de encerrar seu set. E não demorou muito pra eu perceber que o “negócio” era bom pra caralho e que eu já estava no estágio da bicudisse plena e irreversível – sendo que ainda havia toda a farinha do mundo para eu praticar devastação nasal o resto da madrugada. Foi nesse instante que outro sujeito ligado à produção do festival me chamou dizendo que a MTV local queria fazer uma entrevista rápida comigo, pra eu dar minha opinião sobre o evento e tal. Foi talvez a entrevista mais paranóica que eu já dei na vida: aquele holofote estalando na minha cara, um calor exasperante, eu bicudaço de cocaine e uma repórter loira bocetudíssima me entrevistando. E eu falando a 200 kms por segundo em resposta a cada pergunta que me era feita. Tanto que ao final da gravação da entrevista, o produtor da mesma chegou também discretamente em mim e disse: “porra, fodona essa farinha que você cheirou hein, rsrs. Tem um tiro pra me dar?”. Como não sou muquirana com essas paradas (se eu tenho bastante, como era o caso ali, eu divido generosamente, sem problema), chamei o sujeito pro banheiro do subsolo e estiquei mais duas carreiras, uma pra ele e outra pra euzinho, claro.

O Vanguart versão 2015, ao lado de Zap’n’roll: amizade que já dura uma década

 

A essa altura o calor já me consumia, a cocaína derretia meus neurônios e eu bebia o que pudesse pegar no bar: cerveja, licor de menta, o que viesse descia na minha garganta, contanto que estivesse bem gelado. Foi quando o manda-chuva Capiloso (sempre ele!) chegou no meu ouvido e cochichou: “presta atenção na banda que vai tocar agora. Pelo que você comentou comigo sobre seu gosto musical, acho que vai curtir o som deles”. Tentei prestar atenção embora achando que no estado em que eu me encontrava nada mais iria prender a minha atenção. Mas aí entrou no palco a tal banda. Cinco garotos liderados por um vocalista baixote, magrinho, com uma pinta no queixo. E os detalhes que começaram a me chamar a atenção (ou o que restava dela): o rapazola estava de camisa social de mangas compridas e arregaçadas; por cima dela um paletó (!), isso em um local onde a temperatura deveria estar beirando os 35 graus. E por cima do paletó um suporte de gaita com a própria e também um violão pendurado no pescoço. Quando vi aquilo, travadíssimo como eu já estava perguntei pra mim mesmo: “quem esse pirralho está pensando que é? Algum Bob Dylan do cerrado?”.

 

Pois quando o “pirralho” abriu a boca e começou a cantar e a banda começou a tocar, eu abri a minha boca e arregalei os olhos (quer dizer, eles já deviam estar totalmente estalados por causa da “farinha”) e não acreditei no que estava ouvindo: as mais lindas canções que eu tinha escutado até aquele momento naquele Grito Rock, com melodias repletas de referências de folk music, bordadas com esmero absoluto e cantadas em um inglês impecável. Quando o set da banda, que se chamava Vanguart, acabou eu já estava absolutamente seduzido e apaixonado pelo conjunto. Folk music de primeira qualidade? Com as melhores referências da história do gênero? E tudo isso em… Cuiabá? Não era possível, aliás era impossível. Tentei organizar as minhas idéias (meu cérebro nesse momento já estava completamente alucicrazy) e fui conversar com o vocalista baixinho. Perguntei a ele: “de onde você tirou essas referências sensacionais?”. Helinho respondeu: “bom, eu achei que havia algo além de metal melódico e emocore no rock’n’roll. Então eu fui atrás desse além”. Perfeito! Depois de ver/ouvir aquela banda, nada mais me interessou no festival.

 

Voltei para São Paulo falando sem parar do tal Vanguart. Marquei uma entrevista por MSN com o pequeno Flanders. A entrevista resultou em uma matéria de duas páginas na edição impressa da revista Dynamite, e cujo título era “Vanguart – Folk e melancolia em Cuiabá”. Inimigos meus na imprensa musical (gente porca, escrota e quem nem merece ser citada aqui) começaram a me zoar sem dó no falecido Orkut, tirando sarro da minha descoberta: “uma banda folk que se chama Vanguart e que, ainda por cima, é de Cuiabá! Ahahahahaha”. Esses otários se foderam e hoje devem se roer de inveja: os Vangs acabaram se mudando para São Paulo um ano depois, trilharam um caminho árduo na capital paulista, foram se tornando nacionalmente conhecidos, Helinho passou a cantar em português e hoje o agora sexteto (que tem também em sua formação uma violinista) desfruta de ótima posição no atual cenário musical nacional. Como eu já disse lá em cima, no começo deste capítulo, talvez tenha sido a única banda da cena independente brasileira a se tornar grande e bastante popular a ponto de ter uma música de seu último disco, a faixa “Meu Sol”, incluída na trilha sonora de uma novela da tv Globo.

 

Eu sempre costumo traçar esse paralelo, com as devidas diferenças de época e situação, e sempre mantendo minha humildade: o saudoso produtor Ezequiel Neves (que também foi um dos maiores nomes do jornalismo musical brasileiro, nas décadas de 70’ e 80’, e que acabou se tornando meu amigo no final da vida dele) descobriu o Barão Vermelho. E eu descobri o Vanguart, em termos jornalísticos. Me sinto feliz por isso e orgulhoso disso, sendo que tudo aconteceu em uma noite de calor infernal, há uma década em um festival durante o carnaval em Hell City, com o jornalista gonzo/maloker/loker chapado de padê e ouvindo as mais lindas baladas folk. Canções que hoje são cantadas por multidões nos shows sempre lotados dos queridos Vangs.

 

 

MUSA ROCKER FLAVINHA – ELA É MAGRINHA, LINDINHA, ABUSADA, FÃ DE BUKOWSKI E DO ROCK. PRECISA MAIS?

Nome: Flávia Monteiro Soares.

 

Idade: 22 anos.

 

De onde: São Paulo.

 

Mora: com os pais, também em Sampa.

 

O que faz: estudante de trabalhos multimídia, e vocalista e gaitista na banda Compendium Blues Band.

 

Três artistas: Credence Clearwater Revival, Black Sabbath e Nina Simone.

 

Três discos: “Led Zeppelin III”, “Black Sabbath 1970” e “Hooker’n Heat” (Canned Heat).

 

Três filmes: “Clube da Luta”, “Darko” e “V de Vingança”.

 

Um diretor de cinema: Quentin Tarantino.

 

Três livros: “O sobrevivente” (Chuck Palahniuk), “Misto Quente” (Charles Bukowski) e seleção poética de Fernando Pessoa.

 

Um show inesquecível: Black Sabbath em São Paulo.

 

O que o blog tem a dizer sobre a gata: jornalista loker e Flavinha se conheceram em uma noite qualquer e bizarra há cerca de um ano. Ambos tinham acabado de sair do Mis (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, onde haviam visto uma sessão de cinema de “As virgens suicidas”, a estréia cinematográfica de Sofia Coppola. A pequena e magra porém sedutora jovem rocker estava meio perdida na rua Colômbia e perguntou ao jornalista como fazia para chegar à estação de metrô mais próxima. “Vem comigo”, disse ele. Desde então os dois se tornaram mega amigos, sendo que o blog a chama de “filhota adotiva loker”, ahahaha. Flávia é ótima: além de lindinha também possui grande cultura (é fã do velho safado Bukowski) e formação musical. É com justiça nossa musa deste post.

 Sou uma metamorfose ambulante, sempre!

 

Só os loucos iguais a mim podem me devorar

Um corpo, tatuagens e uma guitarra: ela é do rock!

 

Eu sou devassa. E amo carregar o velho safado no meio das minhas pernas

 

O jornalista zapper e Flavinha loker (e mais uma amiga dela) na última quinta-feira em Sampa, na Sensorial Discos

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: Como o blog sempre diz, nunca é tarde pra se falar de um bom (ou ótimo) disco. E nesse caso o som desta já quinta-feira (30 de julho, quando esse mega post está finalmente sendo concluído) é esse aí: “Saturns Pattern”, o novo álbum solo de mr. Paul Weller, o sujeito que criou o incrível trio mod/pós-punk The Jam (na Inglaterra no final dos anos 70’) e, em seguida, o não tão incrível assim duo Style Council (há quem adore o SC, o autor destas linhas rockers acha chatinho). Weller está com 57 anos nas costas e é adorado e considerado gênio por crítica e público na Inglaterra. Aqui ninguém o conhece (salvo honrosas exceções). E o disco é MUITO BOM. Saiu lá fora no final de maio e por incrível que pareça acabou de ganhar edição nacional. O blogão está ouvindo agora e gostando. É um cd recheado de ótimos rocks básicos (mas muito bem estruturados musicalmente) e que também se equilibra bem em seus momentos mais baladeiros. “Long Time”, por exemplo, lembra Iggy Pop dos tempos de “Raw Power”.E sendo que Weller andou sendo ovacionado durante sua gig no Glastonbury deste ano. Poderia vir até o Brasil, mas quem iria trazê-lo até aqui? Eis a questão. Mas pelo menos o novo discão dele pode ser escutado aqui: https://play.spotify.com/album/3JUYH5aFVFP3j97rSVaARK.

O novo disco do ex-líder do The Jam: Weller em forma aos 57 anos

 

* Livro: “Só por hoje e para sempre” chegou às livrarias na semana passada e já é um dos campões de venda da temporada. Não é para menos: ele reúne os diários escritos pelo eternamente amado e saudoso Renato Russo (o inesquecível vocalista e líder da Legião Urbana) no período em que o cantor passou internado em uma clínica de reabilitação no Rio De Janeiro, entre abril e maio de 1993 – sendo que Russo iria morrer três anos depois, em 1996, vitimado pela AIDS. Para quem conviveu de perto com a banda (como o jornalista zapper), alguns dos relatos que agora vêm a publico nem são tão novidade assim. Mas em outros episódios mais obscuros Renato detalha o seu envolvimento com álcool e drogas e sua vida pessoal além da persona pública e fora dos palcos. São narrativas contudentes (como ele descrever como gastou US$ 40 mil dólares numa viagem aos EUA, onde tomava cerca de dez doses diárias de whisky, a seis doletas cada dose) de episódios idem (quando ele foi agredido por seguranças da casa noturna carioca Canecão, após uma apresentação do jurássico trio prog inglês Emerson Lake & Palmer, pois Russo queria entrar de qualquer forma nos camarins pra conversar com os gringos) e que ajudam a entender o lado humano do artista e genial poeta do rock brasileiro dos anos 80’. O volume é pequeno (167 páginas) mas a leitura empolga mesmo quem não é fã da Legião.

 

 

* Baladas enfim pro finde: e não? O post demora pra ser concluído mas a gente nunca esquece do circuito rock under de Sampa, não é? Então como hoje já é quinta-feira, 30 de julho (férias chegando ao fim, que pena…), vamos ver o que tem de bom pra fazer nesse finde de inverno nem tão rigoroso assim (pelo menos até o momento): logo menos à noite o músico Daniel Belleza lança sua marca de cerveja artesanal lá na Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois a dica é se mandar pro Astronete (no 335 da mesma Augusta, em direção ao centrão da cidade), onde sempre rola às quintas a bacanuda festa Master Blaster, comandada pelo DJ Johnny Bird.///Na sextona em si tem open bar sempre bacanão no Outs (no 486 da Augusta).///E o sabadão vai ser mega agitado, com show do Felipe Ricotta e dj set do queridão Wlad Cruz (o homem do Zona Punk) na Sensorial Discos (à tarde), sendo que à noite e lá também vai ter showzaço do Churrasco Elétrico. E pra fechar beeeeem a madrugada você pode escolher entre ir dançar na estréia da festa “War Pigs” no Astronete (com os DJs Plínio, Focka e Serginho) ou curtir gig bluesística do Saco De Ratos (do mestre dramaturgo Mário Bortolotto) no Centro Cultural Zapata (rua Riachelo, 309, centrão brabo de Sampa). beleusma? Então vai na fé e se joga!

 

 

E APÓS UM RELATIVO RECESSO, EIS QUE O SACO DE BONDADES DO BLOG ESTÁ DE VOLTA!

Yeeeeesssss! E em parceria bacanuda com a Ideal Edições, vamos colocar alguns livros legais da editora pra sorteio. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que entram em disputa:

 

* Um exemplar da biografia do The Cure que acaba de sair no Brasil;

 

* E outro exemplar da bio do ex-batera do Guns N’Roses, Steven Adler. Mas pode mandar sua mensagem sussa que iremos sortear os mimos até o dia 10 de agosto, okays? Vai nessa e boa sorte!

 

 

E AGORA É FIM DE PAPO

Postão monstrão e completão no ar, ainda que demorado. Mas ninguém pode reclamar pois o blogão zapper é hoje um dos campeões em extensão de infos de cultura pop que interessam de fato aos leitores. Então ficamos assim: na semana que vem voltamos aqui, com novo post (o começo dele, pelo menos) e a qualidade crítica de sempre nele. Isso aê: beijos na galera e até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e FINALIZADO por Finatti em 30/7/2015, às 5hs)

Mais uma vez de volta aos anos 90’: o gigante britpop Blur finalmente lança seu novo álbum de inéditas, após ficar doze anos sem gravar um disco completo; ainda vale a pena falar de bandas “novas” e ir a mega festivais de rock (???) na era fútil e vazia da internet, dos smartphones, do whats app e dos selfies? Os velhões garageiros do Sonics também arrasam no seu novo cd; o gênio Johnny Marr volta a Sampa em junho, no festival Cultura Inglesa (e de graça!); um diário sentimental/sexual total canalha e calhorda (e politicamente incorreto ao extremo, uia!): as CADELAÇAS que CHIFRARAM namorados e MARIDOS, dando suas bocetas, cus e bocas pro pintão zapper; e um novo ensaio tesudíssimo e belíssimo com fotos p&b da nossa musa rocker Fabi Marques (postão completão e concluído, com atualização final em 10/4/2015)

A cultura pop e o rock que de fato valem a pena em festa: o gigante e veterano britpop Blur (acima, em show “secreto” em um bar em Londres, na semana passada) lança finalmente seu primeiro e sensacional álbum de estúdio em doze anos; e a musa rock’n’roll Fabi Marques (abaixo) faz mais um tesudaço ensaio fotográfico para um projeto cultural em Sampalândia e cujas fotos o blogão zapper reproduz nesse post

 

O novo Blur e a era cultural estúpida da internet.

Talvez Zap’n’roll esteja ficando mesmo velho e cansado pra continuar nessa parada de jornalismo musical. Afinal já são quase trinta (vamos repetir: quase TRINTA) anos nisso. Chega um momento então em que você começa a se questionar: ainda somos relevantes no que fazemos? Conseguimos continuar acompanhando novidades, tendências, novos estilos, gêneros e bandas? Ainda temos FÔLEGO pra fazer tudo isso? Porque pode parecer a parada mais fácil e prazerosa do mundo trampar com jornalismo musical (ouvir discos, resenhá-los, ir a shows, festivais, entrevistar artistas solo e bandas etc, etc, etc.), mas não é. Exige tempo, dedicação, ouvidos sempre atentos e antenados às novidades, sendo que a “recompensa” (leia-se: $$$) de volta nem sempre está à altura da sua dedicação. E quando você chega às cinco décadas de existência nas costas, também se pergunta: qual é o sentido afinal de se estar com essa idade, hã, “provecta” (ahaha) e ainda querer ou precisar lidar com tudo isso? Não seria melhor botar o chapéu na cabeça, ir embora pro meio do mato e deixar isso pra “talentos” mais jovens do novo jornalismo cultural, se é que esses talentos existem? Vem então outra incômoda (mais uma…) questão: qual o sentido de se manter antenado e atento ao novo em um mundo onde esse “novo” está cada vez pior, mais disperso, raso e diluído, como de resto quase tudo é assim nesses tempos de internet, smartphones e whats app? Você acha mesmo que a molecada de hoje escuta música como o autor deste blog e (va lá) seus primos e irmã mais velha ouviam? Nem fodendo! Há 20, 30, 40 anos existiam muito menos bandas no mundo. E havia muito mais dificuldade em se ter acesso (pelo menos aqui no Brasil) a um disco de vinil importado e tal. Então as pessoas de fato CAÇAVAM com empenho o “novo” da época, aquilo que era realmente ótimo e lhes interessava de verdade. Era quase um ritual: ir à loja de discos, comprar o bolachão de vinil, voltar com ele numa sacolinha, chegar em casa, tirar o dito cujo da capona de papelão e colocá-lo pra rodar no (vá lá) 3 em 1. De preferência tomando uma breja, uma taça de vinho ou fumando um baseado. Era uma EXPERIÊNCIA auditiva, sensorial até. Hoje isso não existe mais, óbvio. A molecada vai a um festival como o Lollapalooza (onde de 50 bandas que tocaram você tira 10% que valem a pena) e se preocupa mais em ficar tirando selfies com seus smartphones do que propriamente assistir aos shows e tentar descobrir alguma banda nova que realmente seja do caralho. Aí vêm os blogs de música (como esse aqui, muito acessado felizmente), debatendo sobre um monte de bandas novas e se elas são geniais ou não, se são a “maior nova banda indie do universo” (como se andou questionando sobre o inglês Alt J.) e bla bla blá. E aí se pergunta: a troco de quê debater isso se hoje em dia surgem e desaparecem diariamente 450 milhões de grupos, e quem os escuta troca de hit musical como se troca de cueca e calcinha? A música bacana que tá bombando no YouTube nesse momento (esqueça o rádio, ele não tem mais importância nessa história) já estará esquecida amanhã e terá sido substituída por outro mega hit que vai durar igualmente apenas 24 horas (se durar tudo isso; o gênio Andy Warhol previu mui sabiamente, há mais de 40 anos, que “no futuro todos seriam famosos por 15 minutos”), enquanto os fãs a escutam alegremente e tiram selfies de sua alegria contagiante pra postar na rede social. Não dá, de verdade. Nas últimas semanas estas linhas bloggers ouviram sim bandas novas ( como Viet Cong e Wolf Alice, só pra ficar em duas que achamos bem legais e que valem a pena curtir), mas a grande maioria é de uma POBREZA musical e artística lamentável. E isso só dificulta mais e mais e a cada dia nosso ÁRDUO trabalho no jornalismo musical. O que fazer então? Voltar ao passado (nem tão distante assim, afinal) e ouvir o NOVO disco de um dos grupos do nosso coração nos anos 90’ e no britpop. Quem? O ainda grande Blur, claro. É ele, o Blur, a trilha sonora do blog neste post que começa agora. O disco: “The Magic Whip”, o primeiro inédito do quarteto inglês em 12 anos. Previsão de lançamento oficial: 27 de abril – mas caiu há alguns dias na internet – yep, a mesma net que está dizimando a música pop, o rock’n’roll e a inteligência humana também por vezes nos oferece algo de muito bacana, como poder ouvir desde agora o novo lançamento do novo quarteto do vocalista Damon Albarn. Então é isso. As agruras de ser um jornalista musical aos 5.2 de existência e em 2015, em plena era da internet, das redes sociais, dos smartphones, dos selfies sem fim, dos festivais musicais gigantes que são mais Disneylandia do que música e da música RUIM. Pelo menos o já “velho” Blur veio nos salvar esta semana E é ele com justiça o destaque principal deste postão que você começa a ler agora.

 

 

* E o emburrecimento via web, parte II: Reportagem veiculada semana passada no Jornal da Globo informa a GRANDE TRAGÉDIA de um país (o Brasil) BURRO, de população INCULTA em sua grande maioria e que NÃO se interessa minimamente pela sua formação cultural e intelectual. Enfim, um povo a caminho da BESTIALIDADE PLENA. E isso explica em boa parte a degradação do tecido social e propicia o clima e o cenário para horrores da violência urbana, como o caso do monstro que matou a namorada semana passada em São Paulo, e ainda decapitou-a e levou a cabeça dela para uma delegacia de polícia dentro de uma mochila. Trechos da matéria do JG: a) A leitura de livros caiu de 35% para quase 30% dos entrevistados. 70% dos pesquisados não leram um único livro neste ultimo ano. b) O uso da internet, facilitado pelos smartphones é apontado na pesquisa como um dos responsáveis pela queda na leitura, principalmente entre os jovens. Não é preciso acrescentar mais nada, néan. Aliás, é preciso sim: smartphones são uma GIGANTESCA PRAGA tecnológica que está emburrecendo e FODENDO a cabeça pensante de todo mundo, da pirralhada principalmente. Tá tudo dominado!

 

 

* Sendo que a matéria do JG pode ser vista aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/04/70-dos-brasileiros-nao-leram-em-2014-diz-pesquisa-da-fecomercio-rj.html.

 

 

* E sim, era pra esse postão ter sido publicado na última sexta-feira santa, feridão e tal. Mas aconteceram imprevistos: ao chegar em casa pela manhã daquele dia, totalmente ALUCICRAZY (o blog assume isso, pois havia passado a madrugada toda no baixo Augusta em Sampa se entorpecendo de doses gigantes e variadas de álcool, e aí você pode incluir várias garrafinhas de cerveja Heineken, algumas doses de Jack Daniel’s Honey e várias doses FORTES de vodka com energético, tudo isso durante um autêntico périplo pela Sensorial Discos, Tex Bar, Blitz House, Outs e Astronete), não deu outra. Ao passar por um trecho bastante esburacado da calçada da rua onde mora, o zapper doidão tropeçou num desses buracos (ah, as ruas de Sampa são tão bem cuidadas…) e levou um tombaço, caindo EM CIMA do seu braço esaquerdo. Por sorte não houve nenhuma fratura no dito cujo mas a dor em toda a sua extensão foi cruel durante todo o final de semana, impediu qualquer digitação com a mão esquerda e tudo só começou a voltar ao normal anteontem, segunda-feira. E hoje cá estamos, com o postão no ar, sendo que ele irá sendo concluído aos poucos até esta sexta-feira. Okays?

 

 

* A EDIÇÃO 2015 DO LOLLAPALOOZA BRASIL FOI BOA OU PÉSSIMA, AFINAL? – Opiniões divergentes e conflitantes pipocaram em sites e blogs musicais pela web brazuca. E como todos já sabem e é público e notório, este blog NÃO foi ao festival. E os motivos pelos quais não fomos também já são conhecidos: ao deparar com o line up deste ano, deu uma preguiça GIGANTE de ir atrás de pedido de credenciamento (sendo que as assessorias desses mega festivais estão ficando cada vez mais chatas no trabalho delas e pra credenciar jornalistas). Yep, sentimos vontade de assistir Kasabian, Robert Plant (showzaço) e Jack White (idem), além do Interpol. Mas quando pensamos que teríamos que ir até Interlagos (looooonge pra porra) e aguentar mais um MONTE DE LIXO pra ver pouquíssimas atrações que de fato interessavam, fora o fato de que o loker aqui está realmente ficando “velho” (rsrs), o desânimo em correr atrás de credencial só aumentou. Moral da história: perdemos o prazo para o pedido (ele se encerrava em 18 de março) e tacamos o foda-se na história. Depois de quase 30 ANOS assistindo a tudo quanto é show e festival (pode por nessa conta 3 Rock In Rios, uns 7 Hollywood Rock, 2 SWU, alguns Planeta Terra e Tim Festival, 1 Claro Que É Rock e, sim, também as duas primeiras edições do Lolla brasileiro; isso sem contar CENTENAS de gigs de bandas e artistas solo gringos como U2, Coldplay, Echo & The Bunnymen, New Order, Siouxsie, Cure, Guns N’Roses, Nick Cave, Iggy Pop, The Mission, Pulp, Franz Ferdinand, Belle & Sebastian, Bob Dylan, AC/DC, Aerosmith, Iron Maiden, Depeche Mode, Charlatans, Morrissey, Cat Power, Rolling Stones etc, etc, etc.) o jornalista zapper não iria morrer se perdesse o Lolla 2015, que teve sem dúvida alguma SUA PIOR EDIÇÃO até o momento. E fora que conseguimos assistir muito bem aos shows do Bob Plant e do Jack White no CONFORTO do lar. Opinião (a nossa) de gente velha e que já assistiu a quase tudo o que queria na vida? Pode ser. Mas resolvemos escrever esse texto por conta de duas opiniões bem distintas que lemos sobre o resultado final do festival e que foram publicadas em dois blogs bem conhecidos, o Popload e o do Barcinski, ambos escritos por dois ótimos jornalistas de cultura pop e amigos destas linhas online há anos (os queridos Lucio Ribeiro e André Barcinski, óbvio). Dear Luscious tornou pública sua opinião e análise sobre o evento na segunda-feira logo após o encerramento do Lolla. Barça o já tinha feito no domingo mesmo, quando o festival ainda estava rolando. São duas opiniões conflitantes no final das contas, sendo que até parece (o blog disse PARECE) que de alguma forma Luri quis rebater ou contestar o que Barça publicou no seu espaço no portal R7. Afinal o poploader como sempre procurou ser diplomático e minimizar o resultado final do festival, destacando seus pontos positivos (poucos, pelo visto) e negativos (muitos, principalmente na questão da escalação dos artistas). Já Barcinski fez muito bem o que sempre tem feito: análise um tanto quanto crítica e rigorosa e descendo de verdade a lenha em quase tudo. Afinal, vamos ser honestos: em que mundo a música pop e o rock estão vivendo hoje? No mundo da imbecilidade quase plena e do raso quase total em termos de cultura musical e de massa. Só isso explica muita gente ter preferido assistir ao show de Marcelo D2 (com todo o respeito a ele) ao invés de Robert Plant. E só isso explica que djs estúpidos como o inglês Calvin Harris tenham mobilizado mais público e multidões que um show do Smashing Pumpkins (que tá caidaço, é vero, mas merece muito mais atenção e respeito do que qualquer dj apertador de botões, pelos clássicos que Billy Corgan e cia já legaram à história recente do rock’n’roll). A verdade é que não há mais o que trazer ao Brasil em grandes festivais como esse. Desde que o país se inseriu no circuito internacional de shows (e lá se vão 30 anos que isso está rolando, desde o primeiro Rock In Rio em 1985), quase tudo já passou por aqui. Claro, sempre haverá novas gerações de fãs que todo ano chegam aos seus 16/18 anos de idade, e que nunca viram um show internacional na vida. Daí o motivo de as bandas agora virem pra cá a todo instante (o Pearl Jam volta no final do ano, idem AC/DC e, se os deuses quiserem, os Stones também), de resto algo que elas fazem também nos Estados Unidos e Europa, onde tocam sempre. Então, quer ver show bom (ou ótimo), bacana e de banda nova que vale a pena? Só há uma solução (e nesse ponto concordamos total com o Barçola): torcer por gigs gringas de menor porte aqui, com grupos que realmente valem pagar o ingresso e que toquem em espaços PEQUENOS, onde se assiste muito melhor a apresentação de uma banda ao vivo. Uma boa dica nesse sentido? Olha o inglês Temples aí, que toca dia 16 de maio em São Paulo no Studio Emme (no bairro de Pinheiros), onde cabem umas mil pessoas e sendo que o ingresso mais caro irá custar… 80 pilas – uma merreca perto dos 340 cobrados pelo Lollapalooza. Enfim, para quem tiver curiosidade em ler o que os dois nobres colegas de blogagem pop disseram sobre o Lolla BR 2015, vai aqui: http://www.popload.com.br/lollapalooza-brasil-2015-e-a-duvida-foi-bom-ou-foi-ruim-ou-os-dois/. E aqui: http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/lollapalooza-foi-chato-ate-do-sofa-20150329/.

 

 

* Sem contar que está confirmado (e a essa altura, todo mundo já está arrancando os cabelos): o gênio Johnny Marr, que um dia comandou as guitarras dos sublimes Smiths, volta mesmo a Sampa em junho. Ele será o headliner da edição deste ano do Cultura Inglesa Festival, que acontece no dia 21, no Memorial da América Latina. E detalhe: a gig será de GRAÇA (como sempre foram as edições anteriores). Pra quem não viu a apresentação dele ano passado no Lollapalooza, taí a chance imperdível.

O gênio Johnny Marr: novo show em Sampa em junho, e de graça!

 

 

* Morrissey, SEU LINDO! Continua vivo, chutando o balde e todos nós te amamos! Então, nada melhor do que assistir seu novo vídeo (para a música “Kiss Me Alot”, de seu último álbum de estúdio), que chegou ontem ao YouTube. E com direito a alguns BOCETAÇOS dançando apenas de calcinha e suitã, ulalá!

 

 

 * IMAGEM CADELUDA DA SEMANA, ULALÁ! – falando em XOXOTAÇOS, para os machos (cados) leitores destas linhas ainda bem sacanas admirarem e se aabarem na punheta (uia!): ela é uma amiga zapper de uma rede social. Trintona fogosa, fã do velho safado Charles Bukowski e muito apetitosa. Mora longe de Sampa (no Nordeste ensolarado) e mandou essa foto abaixo e total delicious pro blog ontem. Numa definição simples: um BOCETÃO!

 

 

* Aê! Single novo do quarteto Pronominais na web! “Caminhos” é mais uma ótima amostra do que vem por aí no EP de estreia da banda, que deve sair em maio. Melodia redonda e lindona e letra com uma densidade poética inexistente no atual emburrecido roquinho nacional. Vai no Soundcloud dos garotos e confere você mesmo: https://soundcloud.com/pronominais/caminhos.

 O quarteto paulistano Pronominais: novo singles disponível pra audição na web

 

 

* E um final de semana rock’n’roll bacaníssimo se aproxima, vai vendo: amanhã, quinta-feira, a turma da Hertz & Ruídos apresenta suas canções próprias bacanudas e covers de responsa (dos Strokes e do Arctic Monkeys) lá na Sensorial Discos (no 2389 da rua Augusta), a partir das dez da noite. E na sextona em si tem showzaço dos amados Vanguart no Cine Joia (lá na praça Carlos Gomes, colado no metrô Liberdade, centrão de Sampa), a partir das dez da noite. Ou seja: dois ótimos motivos pra se cair na night rocker a partir de amanhã.

 O sexteto folk/mpb Vanguart: showzão nesta sexta-feira em Sampa

 

 

* Mas antes disso bora ver aí embaixo como está o comeback fodão do já clássico e até hoje gigante Blur.

 

 

A GRANDE VOLTA DO GIGANTE BLUR, APÓS DOZE ANOS SEM GRAVAR UM DISCO INÉDITO E COMPLETO

Um dos maiores e já clássicos nomes do chamado Britpop, o quarteto Blur levou nada menos do que doze anos para conseguir lançar um novo álbum completo de estúdio. O grupo nunca havia encerrado suas atividades. Mas a saída do guitarrista Graham Coxon (um dos pilares do conjunto) do line original em 2001, abalou profundamente as estruturas que tornaram a banda um dos maiores nomes do rock inglês nos últimos vinte e cinco anos. Além disso os outros integrantes também foram cuidar de outros projetos. Tudo isso fez com que o Blur “hibernasse” por mais de uma década. Um hiato que só vai acabar agora com o lançamento de “The Magic Whipe”, o oitavo trabalho inédito de estúdio deles e que chega oficialmente às lojas de todo o mundo (Brasil incluso) no próximo dia 27 de abril. Porém é obvio que o cd despencou na internet nos últimos dias. E ele é sensacional. E sim, traz o grupo em sua formação original (com a volta de Coxon às guitarras, além de Damon nos vocais, Alex no baixo e Dave na bateria) e em potência musical máxima.

 

A história do Blur começa em Londres, em 1988, quando os quatro amigos e estudantes de Artes Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree se uniram pra montar uma banda. Eram tempos da ressaca do pós-punk inglês, os Smiths tinham acabado um ano antes e os Stone Roses ainda eram uma promessa de estouro. Porém a estreia do grupo em disco só se deu em 1991 com o bom “Leisure”: trazendo algo de psicodelia sessentista o álbum colheu boas críticas na imprensa, angariou um relativo séquito de fãs e emplacou o hit “There’s No Other Way”. Mas foi somente em “Modern Life Is Rubbish”, editado dois anos depois, que o Blur realmente começou a ficar grande: o som mudou e incorporou muito do brit rock sessentista de grupos como Beatles e Kinks, conferindo uma nova perspectiva sonora ao conjunto e fazendo-o decolar junto à mídia e ao grande público. Até que o quarteto foi colocado (ao lado do Oasis, que também começava a se tornar gigante) como o líder de um novo movimento musical inglês: o hoje célebre britpop.

 

A consagração veio com “Park Life”, o terceiro trabalho de estúdio. Lançado em abril de 1994, é a obra-prima do Blur e um disco que entra fácil entre os vinte melhores álbuns da história do rock’n’roll. Estava tudo ali: o rock garageiro dos sixties, eflúvios de pop dançante de alta qualidade e densidade, valsas quebradas (!) e até heavy rock (!!!). E hits aos montes (“Girls & Boys”, “London Loves”, a faixa-título, as baladas “End Of A Century” e “This Is A Low”), que tocaram nas rádios do mundo inteiro (inclusive aqui). O  blogger loker e saudosista, ele próprio, cansou de dançar ao som de “Park Life” completamente alucicrazy (sempre!) de álcool e cocaine nos porões sórdidos do Madame Satã e do Espaço Retrô, em Sampa. E também não se esquece do romance que teve com a algo bipolar Luciana, que adorava Blur e a canção “This Is A Low”. Ela tinha peitos magníficos e uma paixão dedicada ao jornalista, no tempo em que ele morou no bairro do Cambuci e depois na kit da avenida 9 de julho (no centrão podre de Sampalândia). E fazia amor com ternura, carinho e placidez. Um romance que foi infelizmente interrompido porque o autor desta resenha era um doidão de plantão incorrigível naquela época, e também porque a CADELAÇA Greta entrou em cena. Mas enfim, voltando ao grupo de Damon Albarn e cia: após “Park Life” o conjunto estourou nas paradas. Os discos seguintes (“The Great Scape”, lançado em 1995, “Blur”, de 1997, e “13”, editado em 1999) mantiveram a qualidade e o nível em alta e produziram mais uma batelada de hits planetários (“Song 2”, “Tender”, “The Universal” e “Coffee & Tv”, que ganhou um dos vídeos mais espetaculares já feitos até hoje, o das caixinhas de leite). Ao mesmo tempo a enfiação de pé na lama em cocaine do baixista Alex James entrou em cena, e ele próprio admitiria isso em entrevistas tempos depois. Um exemplo clássico dessa fase foi a primeira visita da banda ao Brasil, em 1999, quando ela tocou em um domingo em São Paulo (para um Credicard Hall apenas com metade de sua lotação ocupada pelo público, sendo que a gig foi presenciada por estas linhas online, que nela foi acompanhada pelas queridas amigas até hoje, além de irmãs,  Adriana e Vera Ribeiro) e também se apresentou no Rio. Durante os dias em que esteve no país Alex James gastou uma pequena fortuna em coca, mulheres e champagne, como ele mesmo contou anos mais tarde.

 

Mas aí veio a guinada na trajetória do Blur. Cansado da rotina estafante de gravações e turnês gigantescas, o guitarrista Graham Coxon resolveu sair. Isso abalou de maneira espetacular os alicerces do grupo, tanto que ele levou quatro anos para lançar um novo trabalho de estúdio. E quando este finalmente saiu, a decepção foi gigante: “Think Thank”, editado em 2003, se movia para o território da eletrônica mas tudo parecia mal construído musicalmente. Era nítida a falta que Coxon fazia ali. E o álbum acabou quase ignorado pela imprensa e pelos próprios milhões de fãs. É o ponto baixíssimo da discografia do Blur.

O novo álbum do veterano e ainda gigante britpop Blur: depois de doze anos sem lançar disco inédito de estúdio, a banda volta em forma espetacular para um quarteto cujos integrantes estão na casa dos cinquenta anos de idade; o álbum, que sai oficialmente no próximo dia 27 de abril, já vazou na web

 

Se passaram então doze anos longe dos estúdios. Sem nunca oficializar o término de suas atividades, o ex-gigante britpop entrou em longuíssimo hiato. Graham Coxon foi gravar seus discos solo (alguns muito bons), Damon Albarn montou o bem sucedido grupo virtual Gorillaz, Alex James e Dave Rowntree foram cuidar de projetos musicais pessoais. Foi apenas em 2009 que Coxon voltou a se reaproximar dos ex-companheiros e fez algumas apresentações ao vivo ao lado deles. E a partir daí bateu a saudade de trabalhar juntos novamente. O guitarrista voltou definitivamente ao conjunto em 2012. No ano seguinte o Blur voltou ao Brasil e fez um showzaço no festival Planeta Terra, em São Paulo (e novamente o blog estava lá, na semana em que o jornalista zapper havia começado seus tratamentos de quimio e radioterapia para combater um monstrinho tumoroso que havia surgido na sua garganta). E começou a burilar o material daquele que seria seu primeiro disco de estúdio em mais de uma década.

 

“The Magic Whip” foi então finalmente concluído no final de 2014. E com lançamento oficial marcado para o final desse mês, acabou vazando na web nos últimos dias. É um álbum magnífico e que não fica devendo em nada em termos qualitativos aos melhores momentos do início da carreria do Blur. O grupo foi esperto o suficiente para não se deixar seduzir por novidades e modernidades fúteis, inúteis e ruins do rock e do pop atual. Voltou suas antenas sonoras para o passado e para o brtipop noventista que o celebrizou já a partir da produção do trabalho, que foi entregue ao mesmo Stephen Street que pilotou as gravações do insuperável “Park Life” (e também de “Viva Hate”, a hoje clássica estreia solo de Morrissey, após o fim dos Smiths). Isso resultou numa coleção de canções fantásticas, como a calma e dolente “Lonesome Street”, que abre o cd. Na sequencia surge o melhor de uma banda que não parece ter integrantes que estão quase com cinquenta anos de idade nas costas: “Go Out” é a reedição de “London Loves” para os anos 2000’, com mais peso, mais ambiência dançante, intervenções de guitarras cheias de ruídos e noise e perfeita para se acabar numa pista. Já “I Broadcast” é uma semi-road ballad incrível, conduzida por violões e com odor de fundo musical para baladas junkies sórdidas (movidas a tabaco, maconha, álcool), e que poderia perfeitamente estar na trilha sonora de “Pulp Fiction”. Há também uma grande referência e reverência a nuances sonoras orientais: o trabalho foi gravado em grande parte em um estúdio em Hong Kong, e faixas como “My Terracota Heart” e principalmente a belíssima “Pyongyang” (o nome da capial da Coréia Do Norte, que Demon Albarn chegou a visitar durante sua permanência no continente asiático), desvelam essa essas nuances em suas melodias e construção dos arranjos.

 

Há ainda a lindamente tristonha “Ice Cream Man”, a britpopper “Ghost Ship” e “Ong Ong”, com melodia e guitarras que remetem diretamente à Londres e a Sampa de 1995, dos tempos do Espaço Retrô – tempos bacanas e saudosos. E mais Blur que isso, impossível. Se o rock atual está infestado por grupelhos de moleques novinhos que não sabem absolutamente NADA do ofício só resta saudar com fogos de artíficio um discaço como esse, que um quarteto veterano acaba de lançar. Dá até vontade de revê-los novamente ao vivo. E é como se vinte e cinco anos de nossas vidas não tivessem se passado, ou como se tivessem sido congelados no tempo. Valeu por esse “The Magic Whip” Damon, Graham, Alex e Dave. Que vocês ainda consigam gravar mais alguns outros iguais a ele.

 

* A resenha do novo disco do Blur vai dedicada pra algumas pessoas que fizeram parte da vida de Zap’n’roll nos anos 90’, e que mesmo com algumas delas estando distantes de nós hoje em dia, ainda permanecem em nosso coração: Adriana e Vera Ribeiro, André Pomba, Eliana Martins, Silvia Ruksenas, Silmara Guerreirom Juliana Cezário, Patrícia Cortez, Vailer Santana e Luciana de Mathias.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO BLUR

1.”Lonesome Street”

2.”New World Towers”

3.”Go Out”

4.”Ice Cream Man”

5.”Thought I Was a Spaceman”

6.”I Broadcast”

7.”My Terracotta Heart”

8.”There Are Too Many of Us”

9.”Ghost Ship”

10.”Pyongyang”

11.”Ong Ong”

12.”Mirrorball”

 

 

E BLUR AÍ EMBAIXO

No clássico vídeo de “Coffee & Tv” e também com dois singles que já foram retirados do novo discão.

 

 

 

 

DIARIO SENTIMENTAL/SEXUAL TOTAL CAFAJESTE E POLITICAMENTE INCORRETO: QUANDO AS CADELAÇAS MEGA ORDINÁRIAS CHIFRAFRAM SEUS NAMORADOS E MARIDOS CORNOS, DANDO SEM DÓ A BOCETA, O CU E A BOCA PRA RÔLA ZAPPER – PARTE I

Yep, é a nova ordem mundial das relações humanas no século XXI. Ao mesmo tempo em que o ser humano nunca esteve tão moralista hipócrita e conservador como nas últimas três décadas, por outro lado um espantoso clima de libertinagem e safadeza total invadiu o comportamento feminino e de outrora comportadas mulheres, senhoritas e garotas de família, uia! Elas aprenderam bem ao longo das décadas a péssima lição que machos tigrões, machistas, sexistas e egoístas lhes passaram: também chifar SEM DÓ seu par quando ele assim o merecer, ou quando não estiver dando conta do recado, hihihi.

 

Então esqueça você, manezão, essa história de que mulher não trai munca e homem pode tudo (leia-se: ter um bocetão em casa e, não satisfeito, sair por aí comendo a torcida feminina do Flamengo). Elas conquistaram sim e com justiça os MESMOS DIREITOS comportamentais dos homens, mesmo que seja um direito (a traição) não exatamente digno de aplausos e retidão moral, rsrs. Você não acredita nisso e acha que o blog está, hã, exagerando? Então leia os relatos abaixo onde recordamos em um diário bastante calhorda alguns momentos inesquecíveis com ex-rôlos do sujeito aqui – com um detalhe: as moçoilas citadas (com os nomes abreviados ou trocados, por motivos óbvios), quando levaram “vara” zapper, estavam todas CASADAS ou NAMORANDO com algum… corno, rsrs. Pense nisso e fique com a pulga atrás da orelha da próxima vez que sua namorada ou esposa/compamheira disser que vai dormir na casa da “amiga” e volta amanhã, hihi.

 

* Tati magrela, a que gostava de padê, ser fodida no cu e chifrar o namorado galhudo – o jornalista cafajeste conheceu a garota em meados de 1990, em um muquifo goth que existia no bairro dos Jardins (zona sul de Sampa). O autor destas linhas canalhas era então ainda um jovem descolado, que trabalhava como repórter na editoria de variedades da revista IstoÉ. E segundo suas próprias amigas, era um “morenaço roludo”, uia! Vai daí que numa bela noite de sábado lá se foi o blogger loker curtir a balada no tal muquifo goth. Lá pras tantas, já tomado por nuvens e névoas alcoólicas, ele resolveu paquerar a magrela de peitos miúdos, cabelinho curto e rosto bonitinho. Ela tinha dezoito aninhos e se chamava Pati. Gostava de ghotic rock e de Joy Division. Não demorou pros beijos e os amassos intensos começarem a rolar em um canto escuro do bar. Já alta madrugada ambos saíram juntos pra ir embora. E como ela precisava voltar pra casa, combinaram de se rever na noite seguinte. Pati se despediu do jornalista batendo-lhe uma deliciosa punheta na rua mesmo. E na noite seguinte os dois se reencontraram no apê da rua Frei Caneca, onde o autor deste espaço online pervertido então morava. A foda rolou intensa: a cadelinha era novinha e magrinha mas aguentava muito bem uma vara grossa na xota, na boca e no cuzinho apertado, onde levou porra finalmente e sem reclamar. Daí pra frente o casal informal passou a sair junto e a foder com certa frequência. Até que Zap’n’roll conheceu a futura mãe de seu filho e se apaixonou por ela. Não deu outra: ele dispensou a magrela Pati, que jamais se conformou com o cartão vermelho. Tanto que uma bela noite de sábado ela surgiu no apê da Frei Caneca com o seu novo “namorado” (um mané com semblante de otário e que usava óculos), dizendo: “viemos fazer uma visita e queríamos dar uns tecos. Você consegue pó pra gente?”. Claaaaaro que que o autor deste diário sujo conseguia, sempre, rsrs. Havia um “dealer” ali próximo, no centro, que vendia cinco gramas de ÓTIMA farinha. Fomos até ele e rachamos o valor em três. E rumamos de volta pro apê onde teve início a devastação nasal do trio. O “bagulho” era poderoso e logo a bicudisse entrou em cena. Era preciso beber algo URGENTE. Ficou decidido que precisávamos tomar algumas brejas, com o valor sendo também dividido entre os três. Mas QUEM, naquele estado já quase lastimável de neurônios derretidos por padê iria descer e pegar as cervejas? O CORNO se ofereceu pra ir. E não deu outra: assim que ele saiu, o jornalista doidão se atracou com a putíssima Pati magrela, que já ofertou os pequenos peitos pra serem mamados. O jornalista tirou o pau pra fora e a cachorrinha total vadiaça meteu a boca nele. Mas a situação era tensa: ambos estavam “bicudos” e o “corno” iria voltar a qualquer momento, como de fato voltou – sendo que o porteiro felizmente tocou o inteforne avisando que ele estava subindo. Foi o tempo exato pro casal se recompor e ficar com cara de que nada havia acontecido. A padelança se estendeu até de manhã, quando o pó enfim chegou ao fim. O casal foi embora. O repórter musical devasso e doidaralhaço de cocaine, fritou a manhã inteira até conseguir dormir. Dias depois Pati surgiu novamente, mas sozinha: disse que estava puta com o “namorado” porque ele tinha aprontado uma “sacanagem” com ela. E o que a magrelinha putona fez então, pra se vingar? Deu com vontade, deixando o zapper sórdido esporrar no seu cu que foi fodido de frente, com a moçoila dando o dito cujo de papai-e-mamãe, ulalá! Foi uma das últimas vezes que o jornalista sem moral e sem pudor viu a garota. Depois descobriu que ela tinha dispensado o corno. E o “moreno roludo” foi sofrer de amor pela futura mãe do seu filho, até finalmente conseguir namorar com ela.

 

* H. B., o xoxotaço que meteu chifre no marido advogado – história antiquíssima, que remonta a 1987 quando o então jovem jornalista loker (com seus vinte e cinco anos de idade e trabalhando há apenas um na imprensa musical) estava escrevendo textos, como colaborador, para os programas musicais de uma pequena emissora de tv paulistana. Foi lá, no departamento musical da tal emissora que ele conheceu aquele BOCETAÇO sem igual. Ela também tinha dezoito anos de idade, estava fazendo faculdade de Jornalismo e era estagiária no departamento. Linda de rosto, peitaços deliciosos, coxas e pernas idem, enfim, a xoxota dos deuses. Não demorou pro jovem jornalista, já muito taradão nessa época, começar a dar em cima da garota. Até que um dia ela cedeu e saiu com ele pra um bate-papo. Que terminou com beijos ensandecidos de língua (e que o jornalista paquerador nem imaginava que iria conseguir dar na moçoila). Começou aí um rápido romance/namoro, que durou apenas algumas semanas. Afinal eram MUITAS bocetas dando em cima do sujeito aqui e ele não aguentou ficar FODENDO apenas a esplendorosa “racha” da gostosíssima H.B. (e ela fodia bem, embora ainda fosse uma “criança”, hihi). Perdeu a morenaça e o contato com ela. Corta para quinze anos depois, em 2002. Um belo dia o agora quarentão jornalista recebe um e-mail surpreendente: H.B. descobriu seu endereço eletrônico ao entrar em contato com o site e revista Dyamite (a versão impressa, que ainda existia naquela época) e escreveu para ele, se dizendo “saudosa dos tempos do namoro adolescente”, e querendo saber como estava a vida do autor deste diário e bla bla blá. E-mail prontamente respondido, contato retomado depois de uma década e meia, H.B. queria se reencontrar com o rocker loker de qualquer forma. Detalhe: ela estava CASADA com um advogado que trabalhava em um bem-sucedido escritório em Sampa. Assim mesmo o encontro foi marcado entre o casal de amantes ordinários: ela foi um dia à tarde na casa do zapper, que já morava na kit da Praça da Árvore (na Vila Mariana, zona sul da cidade). E quando se reencontraram, todo o tesão de quinze anos atrás reapareceu imediatamente. H. estava mais, hã, “cheinha” do que quando era jovem. Mas mesmo assim se manteve muito apetitosa. E não se fez de santa, aliás se mostrou totalmente PUTA, CACHORRONA e PERVERTIDA: quando chegou na kit do jornalista igualmente calhorda já se deixou beijar na boca. As roupas de ambos voaram longe. Ela meteu a boca gulosa no pau grosso do blogger cafajeste. E a foda rolou novamente, depois de uma década e meia. Em determinado momento ela, sentada sobre o jornalista sórdido e com o caralho dele enterrado em sua boceta, apenas disse: “estou gozando!”. Quando a foda acabou (com H.B. levando porra em suas tetonas, que ficaram total lambuzadas), a pergunta foi inevitável: “e o seu MARIDO?”. Ela: “ele nem pode imaginar isso. Sou muito bem casada, amo-o mas eu precisava DAR novamente pra você”. E assim foi pelas semanas seguintes: H.B. marcava encontros à tarde com o seu amante roludo e safado. Ia até a casa dele, dava e metia mais um galho no marido advogado. Até que um belo dia ela mandou um e-mail seco, lacônico, discreto, e que informava mais ou menos o seguinte: “não dá mais, vou ter que sumir de novo. Meu marido está desconfiadíssimo de que estou fazendo algo errado e não quero perder meu casamento. Um dia nos falamos novamente. Beijos”. E Zap’n’roll novamente nunca mais soube dela. Mas guarda com carinho até hoje as lembranças das vezes em que ele contribuiu pra que a linda morena chegasse na casa dela já com a xoxota arregaçada, e ainda tendo que dar TAMBÉM pro maridão chifrudo.

 

* No próximo postão será publicada a segunda parte deste diário sentimental/sexual total cafajeste. Aguardem!

 

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MUSA ROCKER – NOVAMENTE A DEUSA LOIRA E TATUADA FABI MARQUES, EM ENSAIO P&B PARA UMA MARCA DE CAPACETES DE MOTOS, WOW!

Yeeeeesssss! Uma de nossas musas mais tesudas de 2015 reaparece no blogão zapper. Desta vez Fabiana Marques (que já foi hostess do clube Astronete e agora está trampando como diretora de arte em uma agência) fez um ensaio classudo em preto e branco para um projeto que visa divulgar os produtos customizados de uma loja de motos. As fotos são de Victor Daguano e mais infos sobre o projeto você encontra aqui: http://www.updateordie.com/2015/03/26/uma-serie-fotografica-patrocinada-pela-shibuya-garage/.

 

Então bora curtir as novas e fuck delicious imagens da loiraça tatuada, aí embaixo.

 Sexo selvagem…

 

…motos, tatuagens…

…e muito rock’n’roll, sempre!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Blur, claro.

 

* Disco, II: os velhões do garageiro sixtie americano The Sonics são lendas vivas do rock’n’roll. Estiveram tocando em Sampa mês passado e apavoraram, literalmente. E agora, depois de quarenta anos sem gravar um disco de estúdio (!!!), soltam essa autêntica bomba chamada “This Is The Sonics”. É uma cacetada que HUMILHA as bandinhas bandidas e de pirralhos burros dos dias atuais. Nas doze faixas que compõem o disco os tiozões não deixam pedra sobre pedra: as melodias são aceleradas e lotadas de guitarras incendiárias; fora as intervenções chapantes de sopros, órgãos e pianos. É como se estivéssemos em pleno desbunde garageiro sessentista, em algum alucinado festival de rock (e não nos coxinhas Lollapaloozas e Rock In Rios de hoje, onde o consumismo e a caretice imperam). Não vai sair aqui de forma alguma, claro. Mas sem problema: vai na web que o discão já está dando sopa lá.

Os velhões fodões do garage rock: quarenta anos depois, The Sonics lança um discaço

 

* Baladaças pro finde: e não? Com o postão sendo concluído finalmente na sextona, já podemos ver o que vai pegar no circuito alternativo em Sampalândia a partir de hoje à noite, néan? Então bora: depois de curtir o showzão do Vanguart no Cine Joia a pedida é cair no Astronete (rua Augusta, 335, centrão de Sampa), onde vai rolar dj set especial (por conta do chapa Marcelo Gross, guitarrista do Cachorro Grande) dos Rolling Stones (uma das cinco bandas da vida do zapper rocker/loker).///Já a noite de sábado começa bem com pocket show do Comma lá na Sensorial Discos (no 2389 também da rua Augusta). E depois é descer pro outro lado e se jogar com tudo no sempre infernal open bar do Outs (no 486). Não precisa mais nada, apenas rezar pra voltar vivo pra casa, hihi.

 

 

TEMPLES NA FAIXA? VEM QUE TEM!

Yep, a promo já tá rolando. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa:

 

* INGRESSOS (número será definido em breve) pro showzaço do quarteto inglês Temples, que rola dia 16 de maio em Sampa. Tá dentro? Então vai nessa e boa sorte!

 

 

FIM DE JOGO

O postão termina aqui. Ficou grandão, ficou bacana e todo mundo deve estar contente. Semana que vem o blog vai dar novamente uma voltinha pelo sempre amado Norte do Brasil, indo fazer uma visita aos amigos queridos da sempre aprazível Macapá (capital do Amapá). E quando voltarmos de lá atualizamos as paradas aqui. Então é isso, e nos vamos deixando um beijo GIGANTE no coração da Jaque Sena e da Sarah Féo, a pirralha com o texto mais genial, incrível e poético que descobrimos de anos pra cá. Amor pras duas, sempre!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 10/4/2015, às 15hs.)

Mark Lanegan, a voz abençoada pelos deuses e pelo inferno, ressurge com novo bom disco; a semana (a passada) em que o mondo pop/rock voltou a respirar com ansiedade e tensão a lenda The Smiths, com Morrissey anunciando que está com câncer e o gênio Johnny Marr lançando seu segundo álbum solo; o conhecido selo indie brazuca Pisces Records volta a ser bombardeado em redes sociais, e o blogão zapper entrevista seu proprietário para saber o que de fato está acontecendo; a mega mídia brazuca entra com tudo e na cara larga na campanha aética e suja para derrubar Dilma e eleger o tucanalha Aécio; e uma musa rocker loiraça e genuinamente alemã, para delírio do nosso sempre fiel e dileto leitorado macho (cado), uia! (postão sempre total bombator e com NOVA AMPLIAÇÃO MONSTRO, falando do novo disco do grupo The Twilight Sad e mostrando fotos ordinaríssimas da cadelinha Jennifer Lawrence, ulalá!) (ampliação e atualização finais em 29/10/2014)

Os grandes gênios do grande rock’n’roll que ainda importa dão as caras com os seus novos trabalhos: a voz dos deuses e do inferno, Mar Lanegan (acima) lança na próxima segunda-feira seu novo disco solo; já a lenda Johnny Marr (abaixo), que um dia tocou guitarra nos inesquecíveis Smiths, editou seu segundo álbum individual na semana passada

 

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EXTRÃO NO POSTÃO BOMBATOR: PAPOS SOBRE FAKES, DILMONA LÁ, O TWILIGHT SAD E A BOTINADA DA XOXOTUDA JENNIFER LAWRENCE NO POBRE CHRIS MARTIN

* Yep. Já temos material de sobra pra fazer um novo post esta semana, mas como o blog vai dar um pequeno rolê pelo extremo Norte brasileiro nesta quinta-feira (leia-se amanhã, já que este complemento está entrando no ar hoje, quarta-feira, 29 de outubro) e como este postão segue bombator total (166 likes e 121 comentários no painel do leitor), resolvemos dar uma “engordada” nele mesmo e deixa-lo mais um pouquinho no ar. Sendo que na semana que vem, depois que retornarmos da viagem e tal ai sim renovamos tudo aqui no pedaço, beleusma?

 

 

* Claaaaaro que essa repercussão toda e essa grande audiência não seria possível sem nossos queridos fakes covardões, otários e total imbecis de plantão, uia! Eles já se tornaram uma atração à parte no espaço reservado aos comentários do nosso dileto leitorado: insistem na baixaria, repetem sempre as mesmas histórias mentirosas e inventadas por suas mentes total sem noção, regurgitam exaustivamente os mesmos nomes fakes (muitos vindos de um único IP, vejam só, rsrs), mostram total psicopatia e inveja gratuita (caso para internação em sanatório, meeeeesmo!) e perdem qualquer noção de ridículo. Por isso hoje um dos esportes prediletos do autor destas linhas online é ler as mensagens dessa turma otária e responder todas elas (com os devidos cortes e edições no que é enviado por eles, já que a agressão e os insultos pesados ali correm soltos e nenhum leitor merece ler escrotices do nível que eles mandam pra cá), também zoando sem dó essa turma. Mas lamentável mesmo é saber (através de investigação feitas por amigos queridos dessas linhas rockers virtuais, especialistas em tecnologia da informática) que por trás desses fakes bundões ao extremo está gente graúda qie trampa em grandes redações da imprensa brasileira. Como um certo mega rotundo, solitário e completamente frustrado (na vida pessoal sem sentindo algum) editor da revista Rolling Stone, que tem um bom cargo, ganha bem, mas é um infeliz de metro e meio de altura, gorducho, feioso e que nunca casou na vida, morando com a mãe até hoje. O esporte preferido do calhorda é perseguir e tentar destruir reputações de colegas seus no jornalismo. Como ele tem tentado fazer com Zap’n’roll: além de ficar mandando mensagens fakes como um lunático para o nosso painel do leitor, ainda posta vídeos na web sarreando o autor deste espaço blogger rocker. Sem problema: já estamos consultando amigos advogados que estão nos orientando sobre o que fazer para acabar com a alegria dessa praga eivada de rancor e ressentimento. Em breve ele irá levar um susto, hihi.

 

 

* Pois então, Dilma reeleita. Disputa acirradíssima mas ela está lá, para mais quatro anos de mandato. O blog votou nela (como todos sabem), um voto bastante crítico diga-se. E agora espera-se que ela seja MACHA e resolva os graves problemas que se anunciam para o país em 2015, além de ter que dar um BASTA na corrupção que assola a máquina pública e a Petrobras. Agora, sem essa de que o país está “dividido”. Isso é papo escroto de tucanalha que não quer engolir a derrota. É de uma imbecilidade, ignorância e bestialidade sem tamanho parte do eleitorado do PSDB disprar declarações separatistas, moralistas, reacionárias, racistas e mega conservadoras em redes sociais, achando que as regiões Sul e Sudeste são melhores do que o restante do Brasil. Pensamento típico de boçais como o tal coronel Telhada (eleito deputado pelos tucanos) e que nos leva a refletir: o eleitor do PSDB, que se julga a “elite” intelectual, social e econômica do país, JAMAIS deveria ter esse tipo de raciocínio, não é mesmo? E no entanto os pobres e a “escumalha” que votou no PT é que está dando show de sapiência e comportamento nessa discussão. Bola pra frente Dilmona! Você vai governar para todos. E confiamos em que você NÃO nos decepcione!

 

 

* Banda bacana para já: The Twilight Sad, trio escocês que existe há onze anos e que lançou na última segunda-feira (dia 27 passado) seu quarto álbum de estúdio, “Nobody Wants to Be Here and Nobody Wants to Leave”. A praia deles é pós-punk, shoegazer e canções com melodias mezzo dançantes mas também sombrias (assim como os vocais), algo próximo de Echo & The Bunnymen e Joy Division. O blog fala melhor do novo disco deles no nosso próximo post, okays? Mas você pode ouvir o single “Last January” (o primeiro tirado do novo cd) aí embaixo.

Capa (acima) do novo álbum de estúdio do pós-punk escocês Twilight Sad, cujo primeiro single você pode escuta aí embaixo:

 

* Pobre Chris Martin. O eternamente sensível vocalista do hoje gigante pop Coldplay, não tem mesmo se dado muito bem com o sexo feminino. Depois de ser dispensado pela ex-esposa, aquele xoxotaço loiro que é a Gwyneth Paltrow, o rapazola agora também acaba de encerrar seu curto romance de quatro meses com outro bocetaço, a ótima e cadeludinha atriz Jennifer Lawrence, que com apenas vinte e quatro aninhos de idade já amealhou um Oscar (pela sua atuação na comédia “O lado bom da vida”). Pois é… não se esquecendo que a vaquinha hollywoodina andou aparecendo peladaça na web em agosto passado, quando fotos mostrando o que ela tem quando está sem roupa vazaram na rede. Ah, o mundo devasso das celebridades, uia!

 Um BOCETÃO inigualável! A gozoduda atriz hollywoodiana Jennifer Lawrence (acima e abaixo), mostra suas lindaaaaas tetas, a xoxotona lisinha e o cuzão arrebitado para o mundo, em fotos que “vazaram” (uia!) na web em agosto passado; ela acaba de terminar seu romance com o pobre Chris Martin, o sempre sensível vocalista do Coldplay – bien, pelo menos ele meteu a rola na cachorrinha, hihihi

 

* Enfim, o blogão campeão em cultura pop está se mandando nesta quinta-feira, 30 de outubro, pra quentíssima (literalmente) e distante (idem) Macapá, onde não aparece há mais de quatro anos e onde sempre teve ótimos amigos além de estar namorando por lá novamente (deve ser alguma espécie de “karma” ou algum feitiço que as loironas do Norte jogam em nós, indefesos paulistanos, hihi). Pra quem vai ficar por Sampalândia mesmo vai ter showzão do sempre ótimo The Concept na sexta em si (31), às nove da noite no Hotel Bar (que fica lá na rua Matias Aires, quase esquina com a Augusta e próximo ao metrô Consolação). Depois você pode emendar descendo a mesma Augusta e fazendo uma via sacra rocker bacanuda pelo Tex (no 1053, e onde tem um burger de fraldinha campeão, experimentado e aprovado por estas linhas virtuais comilonas, ahaha), pela Blitz Haus (na esquina com a Dona Antonia de Queiroz), pelo sempre bombado open bar do Outs (no 486) e terminando tudo no fodão pub rocker que é o Astronete (no 335). Precisa mais? Aí no sabadão dá pra fazer tudo isso novamente mas começando pelas brejas artesanais sensacionais da Sensorial Discos (no 2389 da Augusta), onde inclusive vai rolar show do Nevilton. Tá bão, né? Então é isso: amor pra todos os leitores e leitoras destas linhas bloggers sempre agitadas e lokers. O zapper parte rumo à Amazônia e promete postão total inédito pra semana que vem, okays? Beijos em todos e tchau pra quem fica!

 

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Tensão e expectativa.

As duas palavras resumem bem o que foram as últimas semanas. E isso tanto no rock planetário e na cultura pop quanto na política brasileira também. No primeiro caso o mondo pop foi surpreendido no último dia 6, quando um diário espanhol publicou uma entrevista com o amado Morrissey, o homem que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Smiths. E nessa entrevista Moz soltou a bomba: havia desenvolvido câncer (sem especificar em qual parte do seu organismo), havia feito tratamentos e no momento se encontra em boas condições de saúde. A notícia, óbvio, assustou os milhões de eternos fãs da lendária banda de Manchester e causou comoção nos mesmos. E explica muito do por quê de Moz ter andado cancelando shows e outros compromissos de meses pra cá. Ainda uma das doenças mais devastadoras e mortais da humanidade, o câncer causa pânico nas pessoas. E só quem passou pelo calvário de desenvolver um tumor e ter que tratá-lo (como foi o caso do autor deste blog, que foi diagnosticado com um tumor maligno em sua garganta no início de 2013, passou por tratamentos pesados de quimio e radioterapia no final do mesmo ano e quando chegou a emagrecer quase vinte quilos, para agora estar momentaneamente bem de saúde mas sob acompanhamento médico periódico pelos próximos cinco anos), sabe o que é ter passado por um câncer. Uma experiência que estas linhas bloggers sempre emotivas e passionais não deseja realmente pra ninguém, muito menos para o querido Morrissey. Sendo que sua ex-banda continuou no centro das atenções com o lançamento de “Playland”, o segundo disco solo do também ex-Smiths Johnny Marr. O disco do guitar hero foi lançado oficialmente na terça-feira da semana passada e é um dos tópicos desse post, óbvio, ao lado da volta da voz gigante do americano Mark Lanegan, que lança na próxima segunda-feira seu novo trabalho de estúdio. Um post que também analisa em seu editorial inicial o outro assunto que casou tensão durante os últimos dias: a campanha eleitoral para o segundo turno, que irá acontecer no próximo dia 26 de outubro. Mais uma vez e inacreditavelmente a quadrilha dos tucanalhas venceu o (des) governo de São Paulo, e vai continuar FODENDO o Estado mais importante do país por mais quatro anos. Não só: a polarização PT X PSDB mais uma vez vai ser a tônica da eleição presidencial. Talvez seja a eleição mais dramática das últimas duas décadas, por zilhões de questões que ela envolve. De um lado Dilma tentando se reeleger mas fustigada por uma administração petista reconhecidamente ruim (inflação em alta, taxa de crescimento ridícula, recessão à vista em 2015 e, principalmente, eivada pela corrupção do partido e pelo aparelhamento do mesmo na máquina administrativa). Um prato cheio para a mega mídia que está na cara larguíssima totalmente EMPENHADA em impedir que a candidata petista se reeleja. Haja visto o bombardeio pesado dos últimos dias quando veículos como a FolhaSP e o Jornal Nacional (da Globo) deram destaque gigantesco em seus noticiários ao escândalo de corrupção armado dentro da Petrobras. Fora as capas das revistas semanais estampando a face do candidato do PSDB e saudando-o como o “salvador do Brasil”. Ok. Mas e Aécio Neves, um playboy que NÃO assume que gosta de praticar devastação nasal com cocaine, que é de um partido elitista e que sempre governou para a elite escrota desse país, um partido que sempre deu um foda-se gigante para as classes menos favorecidas, um partido que também possui quadros repletos de bandidos da pior espécie e um partido que possui uma folha corrida de corrupção igual ou muito pior que a do PT (está aí o caso do trensalão em São Paulo, que desviou UM BILHÃO de reais nas últimas três administrações tucanas no Estado, como apenas UM dos exemplos principais de como o PSDB também é uma agremiação política IMUNDA em grau máximo). Então, entre um e outro, este espaço rocker virtual prefere mesmo ficar com Dilma porque ruim com ela, MUITO PIOR SEM ELA. Mas aí é escolha de cada um e não temos como interferir nisso, e o máximo que podemos fazer é emitir de maneira livre e democrática nossa opinião. Enfim, música, rock e política: os grande pontos de tensão de uma semana que deixa no horizonte apenas uma constatação: os próximos dias continuarão ferventes e sangrentos na política da terra brasilis. E para aguentar a fervura ouçamos o novo e sublime álbum do grande Mark Lanegan, The Smiths e Johhny Marr, enquanto também torcemos pela recuperação de Morrissey, o ser vivo mais maravilhoso que existe (se os políticos brasileiros tivessem apenas um milésimo da decência dele como ser humano…)

 

 

* Pronto, demorou mas chegou! Semana terminando com postão novo no ar. E com o blog mantendo beeeeem sua audiência: mais de duzentos likes e mais de quarenta comentários no post anterior. A firma agradece ao seu sempre distinto e dileto leitorado, hihi.

 

 

* Ainda sobre a total falta de moral e ética da mega mídia brazuca nesse momento, em relação à cobertura das eleições deste ano: nunca se viu tanta SUJEIRA editorial, amoralismo e falta de ética de uma imprensa que deveria ser JUSTA E IMPARCIAL. Estão todos na cara larga e sem vergonha alguma empenhados até o cu em botar esse traste playboy chamado Aécio Neves, na presidência do Brasil. Por que não criam vergonha e caráter e assumem de vez que são A FAVOR da candidatura dele, ao invés de tentar disfarçar esse apoio escancarado em manchetes pseudo imparciais e isentas? Só quem é burro enxerga imparcialidade e isenção nisso. O autor deste blog é jornalista há quase 30 anos. E nesse momento, pela primeira vez na vida, sente total VERGONHA ALHEIA pela sua profissão. O PT errou? Cagou? Aparelhou a máquina pública? Montou mega esquema de corrupção na Petrobras? Ok. Pelamor, e essa BANDIDADA monstro da máfia tucana? E o mensalão tucano em Minas? E a privataria tucana? E o aeroporto de Aécio feito com dinheiro público nas terras de parentes dele numa cidade Mineira? E a compra de votos para a reeleição de FHC? E o trensalão tucano em SP, com desvio de UM BILHÃO DE REAIS? E a água que vai ACABAR em São Paulo? PSDB honesto??? O CU! Vão tomar no cu tucanalhas! Foda-se o PSDB. Pro inferno com esse partido que também ROUBA E MUITO. E rouba dos POBRES pra deixar os ricos ainda mais ricos. Este blogger indignado NÃO VOTO EM AÉRCIO NEVER COCAINE MAN nem sob a mira de um fuzil!

 As capas das principais revistas de informação do país desta semana (Veja acima; Época e IstoÉ abaixo): mega mídia total imparcial, aética e amoral no apoio descarado ao candidato tucano, e tentando derrubar na marra a reeleição de Dilma. Lamentável!

 

 

* E ontem teve debate no SBT. Pela foto aí embaixo, dá pra ver o que nos espera caso Inércio Never Corleone Cocaine Man ganhe a eleição. Salve-se quem puder!

 

E que tal um SAMBINHA TUCANALHA pra entrar no clima eleitoral? Uia!

 

 

* Mas bora pra cultura pop e pro rock. A semana termina bem, com a confirmação de uma nova turnê do ex-beatle e gênio Paul McCartney pelo Brasil. Serão três shows, todos em novembro, e nas seguintes capitais: Vitória (no dia 10), Brasília (23) e Sampa (25), onde a gig vai reinaugurar o reformado estádio do Palmeiras. Nesse até o blog (que por diversos motivos totalmente bizarros e inacreditáveis e que serão relatados no livro de memórias do jornalista eternamente loker e maloker, jamais viu uma gig do ex-Beatle) pretende ir, wow!

 

 

* Um dos maiores fenômenos da cultura pop nos anos 90’ vai voltar em 2015. O cineasta doidão David Lynch anunciou que serão exibidos na tv americana nove episódios inéditos do seriado “Twin Peaks”, que dominou as atenções do mundo há vinte e cinco anos. Quem não se lembra ou não acompanhou as investigações em torno da jovem loira (e tesuda, e putona e cocalera) Laura Palmer entre 1990/1991, ou morava em Marte ou não tinha tv em casa. A agurdar então com expectativa para conferir a nova temporada.

A loira cadeluda, fodedora, cocalera e trepadeira Laura Palmer (personagem da série americana Twin Peaks, mega sucesso mundial no início dos anos 90′), na clássica imagem do episódio de estreia do fenômeno televisivo, quando ela é descoberta MORTA e envolta em um plástico azul: capítulos inéditos em 2015

 

 

* E acaba de ser confirmada a última grande festança rock’n’roll promovida por estas linhas virtuais em 2014. Ela rola dia 29 de novembro, sábado, no bucólico e paradisíaco Simplão Rock Bar em Paranapiacaba, bem no meio da Mata Atlântica, uhú! Vão rolar gigs bacaníssimas das bandas Pronominais, Dr. Jupter e Coyotes California, além de dj set do sujeito aqui, hihihi. Vai ser fodão, vai ser imperdível e até lá iremos dando mais infos aqui a respeito.

 

 

* Vai rolar festão bacanão também na distante (e ponha distatante nisso) Macapá, capital calorenta do Amapá, lá no extremo Norte brazuca. Trata-se da comemoração de haloween da produtora Curupira Vampiro (do queridão Alcir Neto), quando vai ter open bar, dj set pop/rock bacanuda e show da banda Oh My Dog! O blogão zapper vai estar por lá inclusive (afinal, estamos novamente enamorados em Macapá, hehe) e se você quiser saber mais sobre a festa, vai aqui: https://www.facebook.com/events/341646782681311/?fref=ts.

 

 

* OS PRONOMINAIS VEM AÍ! – E já que falamos deles mais acima… o blogão sempre atento às novidades da indie scene nacional bota fé no trampo do novíssimo quarteto paulistano, que lança seu primeiro Ep (com seis músicas) até dezembro. A banda é formada por Nani Morelli (vocais, letras, guitarras), Samuel (guitarras), Estevão (baixo) e Lucas (bateria) e a praia deles é rock BR classudo dos anos 80’, com altas doses de Ira! e Legião Urbana na sonoridade, que também incorpora eflúvios de Pixies, Weezer e algo de rock pesado. E a turma é mesmo do rock: o vocalista Nani (amigo pessoal do autor deste blog há década e meia) atua em bandas desde que era adolescente. Formado em Letras e dando aulas da matéria em faculdades, escreve textos muito acima do que se lê e se escuta no atual paupérrimo cenário do rock independente nacional. Vai daí que há pelo menos duas músicas fodonas entre as que estarão no Ep do grupo: “Caminhos” (uma balada pungente e pesada, à la Pearl Jam) e “Centralismo”, que possui um apelo radiofônico sinistro (no ótimo sentido do termo) e um dos refrões mais contagiantes que estas linhas bloggers poppers escutaram nos últimos meses. O velho jornalista zapper presenciou um ensaio dos moleques (curiosidade: Samuca e Luquinha são sobrinhos do vocalista Nani) e ficou tão empolgado com o que viu/ouviu que vai assessorar jornalisticamente o conjunto por alguns meses. E eles irão tocar na última festa do blog este ano, dia 29 de novembro, em Paranapiacaba. Além disso, em breve estreia o site deles bem como sua fan page no Facebook. Então se prepare para os Pronominais: logo menos você vai ouvir falar muuuuuito dos caras. Pode ter certeza disso!

 A tchurma dos Pronominais, “cercando” Zap’n’roll: em breve você vai ouvir falar muuuuuito deles, pode esperar!

 

 

* Bandas novas também pelos lados de Goiânia Rock City. É o Carne Doce, que foi comentado no nosso sempre querido “vizinho” Popload. Que falou bem do grupo e tals (Zap’n’roll também ouviu e achou bonzin). Mas só pecou ao dizer que eles são de Goiânia (justo), a “terra de Nobre”. Puaf! Dizer que Goiânia é a terra de um conhecido escroque da indie scene nacional (célebre por seu apelido, “diabo gordo bacon”), que foi DEFENESTRADO sem dó da sociedade de um dos selos independentes mais importantes do Brasil (porque o referido selo cansou de suas pilantrices) e que possui uma arrogância e safadeza tão grande quanto sua enooooorme região abdominal, é na verdade constranger uma cidade bacaníssima e onde rola um dos maiores festivais indies do Brasil. Goiânia é, sim, a terra do Goiânia Noise. E não de “nobres” que de nobreza não têm absolutamente porra nenhuma.

 

 

* E aliás o Goiânia Noise Festival, que este ano chega à sua vigésima edição, começa a soltar os primeiros nomes de seu line up. Estarão por lá o americano pesadão Biohazard e o carioca Matanza. Em negociações (para ser o headliner de uma das noites): Vanguart. O festival acontece dias 5 e 6 de dezembro na capital de Goiás e o blog estará por lá, acompanhando tudo bem de perto.

 Os cuiabanos do Vanguart: cotados para se apresentar no Goiânia Noise 2014

 

 

* IMAGEM NUDE NEGRO CLASSUDO DA SEMANA –  esse xoxotaço e deusa negra de safadeza e luxúria se chama Samira Caravalho. A foto foi publicada esta semana na Folha online. Wow! Que de-lí-cia cremosa. Deve foder horrores como toda crioula que se preza. Se todas as bocetas do mundo fossem desse naipe, a macharia morreria gozando e feliz, uia!

 Um xoxotaço preto pra ninguém reclamar; e que deve foder até o grelo piscar, uia!

 

 

* E essa maravilha aí embaixo ACABA de ganhar edição nacional. Mais pra frente o blogão fala melhor desse livrão, pode esperar.

 

 

* Mas bora lá  destrinchar o novo disco de Mark Lanegan e muito mais. Vai lendo aê!

 

 

MARK LANEGAN E SUA VOZ DIVINAL/INFERNAL RESSURGE PARA ENTORPECER NOSSO CORAÇÃO

O cantor e compositor norte-americano Mark Lanegan, que completa meio século de vida em novembro próximo (ele é de sagitário como o autor desta esbórnia rocker online; faz aniversário um dia antes do blog), continua sendo um dos nomes mais relevantes do rock que importa nos EUA nas úlimas duas décadas e meia. E seu novo álbum solo, “Phantom Radio” (que tem lançamento oficial marcado para a próxima segunda-feira, 20 de outubro, mas já caiu na web há alguns dias), pode não ser tão impactante como os seus registros com o seu ex-grupo Screaming Trees, ou nos primórdios de sua trajetória individual. Mas ainda assim quando você pensa no grande buraco negro em que se meteu o rock’n’roll de hoje, e escuta aquela voz dos deuses e do inferno invadindo seus ouvidos, não é difícil concluir: Mark ainda dá show de qualidade em 70% do que anda sendo lançado por aí.

 

Lanegan gravou discos sublimes com os Screaming Trees – “Sweet Oblivion”, lançado em 1992, é um clássico monstruoso da já fase final do grunge de Seattle, e estas linhas online bateram muito a cabeça (sempre turbinada por devastações nasais e muito álcool) ao som de “Nearly Lost You” na pista do saudoso Espaço Retrô. Finda a banda, ele partiu em carreira solo e novamente continuou assombrando crítica e público com seu vocal único e poderoso, tratado a bourbon e tabaco. E foi com esse vocal e sempre escorado por músicos competentíssimos que ele engendrou maravilhas sonoras que combinavam o peso do rock stoner a melodias envolventes, com algo bluesy e psicodélico nelas. “Whiskey For The Holy Ghost” (lançado em 1994) e “Scraps At Midinight” (editao em 1998) são o auge de ML nessa busca pela canção perfeita, que flutua suavemente entre as profundezas mais obscuras do inferno e da alma, e o nirvana.

 

Além disso ele cantou e trabalhou junto com todo mundo que ainda vale a pena no rock, nos últimos vinte e poucos anos. Suas parcerias com Josh Homme e o Queens Of The Stone Age já se tornaram célebres. E ao vivo… o blog teve oportunidade de vê-lo on stage ano passado, na edição 2013 do festival brasiliense Porão Do Rock. Mostrando um repetório intimista, quase acústico (e acompanhado apenas de um guitarrista e um violonista), Mark arrasou o público com uma experiência musical única. Quase sensorial e onírica.

O novo disco de Mark Lanegan: músicas menos inspiradas, mas a voz dos deuses co ntinua a mesma

 

O novo trabalho de estúdio chega um ano após o anterior, “Imitations” (que saiu em 2013). Não é a melhor expressão sonora do já quase cinquentão cantor, que se manteve fiel à sua raiz rock’n’roll e bluesística mas também resolveu acrescentar alguns elementos mezzo eletrônicos em algumas faixas. Vai daí que os melhores momentos desse “Phantom Radio” são justamente aqueles em que as guitarras se fazem mais presentes (como no primeiro single, “Harvest Home”), ou ainda onde a instrospecção e a melodia mais reflexiva, sombria e melancólica domina amplamente a construção da canção. É nesse ponto que surgem instantes novamente sublimes como em “Judgment Time”, “I am The Wolf” ou “The Wild People”. Já outras boas músicas e que também poderiam se constituir em outros grandes momentos do cd (como “Floor The Ocean” ou “Seventh Day”) têm seu brilho ofuscado por uma desnecessária tentativa de torna-las mais “modernas”, com a adição de percussão e ambiência eletrônica.

 

Está longe de ser um discaço como os que Mark Lanegan já lançou e que foram citados mais acima. Mas a voz dele continua lá, inteira, impecável, monstruosa, pairando sobre qualquer pequeno equívoco de composição. E isso faz toda a diferença. Se muitas bandas escrotas dos dias que correm tivessem um vocalista como esse homem, elas seriam com certeza bem menos medíocres.

 

 

O TRACK LIST DE “PHANTOM RADIO”

  1. Harvest Home
  2. Judgement Time
  3. Floor The Ocean
  4. The Killing Season
  5. Seventh Day
  6. I Am The Wolf
  7. Tom Head Heart
  8. Waltzing In Blue
  9. The Wild People
  10. Death Trip To Tulsa

 

 

MARK LANEGAN AÍ EMBAIXO

No stream do primeiro single, “Harvest Home” e também em um momento registrado durante sua apresentação no festival Porão do Rock 2013, onde ele canta a música “The Cherry Tree Carol”.

 

 

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA LOIRAÇA ALEMÃ COM UMA HISTÓRIA DE VIDA VERDADEIRAMENTE INCRIVEL!

Nome: Dayana Wolffstein

 

Idade: 28 anos.

 

De: São Paulo (mas foi criada na Alemanha desde os seis meses de idade).

 

Mora em: Sampa também.

 

Três bandas: Bon Jovi, Iron Maiden e Rainbow.

 

Três discos: “Slippery When Wet” (Bon Jovi), “The Number Of The Beast” (Iron Maiden) e “Long Live Rock n’ Roll” (Rainbow)

 

Três filmes: “Top  Gun”, “Forrest Gump”  e “UnderWorld”.

 

Três livros: “Angels & Demons” (Dan Brown), “A metamorfose” (Franz Kafka) e “A study in scarlet Arthur” (Conan Doyle).

 

O que o blog tem a dizer sobre a loiraça: estas linhas online conheceram Dayana no sempre bombadíssimo clube Outs, no baixo Augusta, onde ela costuma atuar como hostess além de ser a girlfriend do barman gente finíssima Márcio (um queridão por este espaço virtual). Mas sua história de vidão e superação é tão bacana que vamos abrir espaço pra ela mesma falar sobre si:

 

“Filha de mãe alemã e pai italiano, nasci no Brasil, mas fui levada para Alemanha com 6 meses, então me considero uma alemã. Criada em Berlim. Sou formada em publicidade e propaganda, e também em música. Vivi minha vida toda  lá, até este ano. Cheguei no Brasil depois de vir todos os anos de férias, em fevereiro deste ano, e em março conheci a Outs e o homem da minha vida, o Márcio, o famoso “Barman Cobra” em duas semanas ele me pediu em namoro, e depois de mais duas semanas eu pedi ele em casamento hahaha! E agora somos noivos, porém já moramos juntos, e vamos nos casar no final deste ano. Atualmente trabalho como free lancer em publicidade, e faço alguns trabalhos como modelo fotográfico. Tive meu primeiro câncer no útero com 19 anos e meses depois o câncer se espalhou para o intestino. Foram 5 anos lutando e 3 experiências de quase morte, cheguei a pesar 30 kilos, estou curada há 3 anos, porém faltam 2 anos de acompanhamento. Conheci o hinduísmo por um médico no hospital quando já estava mal, e desde então esta é minha filosofia de vida, quem me conhece sabe que a japamala não sai do meu pescoço”.

 

Além de lindaça, um ser humano maravilhoso, certo? Então agora curtam aí embaixo as imagens da deusa loira, em fotos caprichadas produzidas por Amanda Costa.

 

 E aê rapá, vai me encarar?

 

Ela é do rock, alguém duvida?

 

Bad Gril mas com coração gigante!

 

Casal rock’n’roll top da noite do baixo Augusta, em Sampa!

 

Para conhecer nossa musa desse post, vai aqui: https://www.facebook.com/dayana.wolffstein?fref=ts.

 

 

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PISCES RECORDS VOLTA AO CENTRO DAS DISCUSSÕES NA INDIE SCENE

Os tempos são duros, bicudos. No século da web quase não se compra mais música em sua velhusca plataforma física, o cd. Gravadoras mainstream foram pro saco e tiveram que adaptar seu negócio aos novos tempos. E a cena independente, aqui e lá fora, também sobrevive como pode. Se por um lado a cultura musical digital proporcionou às bandas e artistas em geral a democratização do acesso à tecnologia de gravação “caseira”, além de também facilitar total a divulgação e distribuição de sua música, por outro os grupos lutam para ainda lançar e conseguir vender seus discos em cd, além de conseguir formar público e obter espaços pra tocar.

 

É aí que surge o selo Pisces Records. Já um veterano na indie scene nacional, com década e meia de existência, a gravadora surgiu em Bauru, interior de São Paulo, fundada pelo agitador cultural Ulysses Cristianini. E depois de colocar no mercado quase noventa títulos em cd de diversas bandas (algumas muito conhecidas, como o Dance Of Days, o Leela e o Rock Rocket) a Pisces. Voltou a ser comentada recentemente em blogs especializados em música e rock alternativo, por conta de problemas que estariam afetando o selo e alguns do artistas que a ele recorreram para lançar seus álbuns.

 

Fato é que na cena alternativa tudo sempre foi mega difícil – e ficou um pouco pior, depois do advento da troca gratuita de arquivos musicais pela internet. Dessa forma o blog zapper, sempre atento às movimentações da indie scene, acompanha há tempos o trabalho da gravadora. E por considerar que ela é um exemplo de garra em um cenário em que hoje poucos se arriscariam a continuar (lançando CDs de forma total independente), é que fomos bater um papo com mr. Ulysses, o sujeito que comanda a Pisces Records, para saber de fato o que andou ou anda acontecendo com a empresa. O resultado deste bate-papo você lê aí embaixo:

 Ulysses Cristianini, o boss do selo indie Pisces Records

 

Zap’n’roll – A Pisces Records andou sumida do mercado independente ou é impressão nossa? Não há mais página do selo em redes sociais ou site próprio dele. O que está havendo, afinal?

 

Ulysses Cristianini – Jamais! Estamos em todas as redes: http://facebook.com/piscesoficial http://twitter.com/piscesoficial

 

Zap – Responda sendo mais detalhista e específico, por favor.

 

Ulysses – http://soundcloud.com/piscesoficial. O site esta com um aviso de manutenção, na qual consta infos para contato! http://pisces.art.br mas deve entrar no ar ainda nesta semana como toda empresa precisamos atualizar nosso site e redes sociais, mas nunca sumimos! Continuamos lançando vários artistas/discos talvez devido nosso retorno para Bauru, tenha atrasado ou mesmo tenha feito com que nos afastassemos das redes sociais, mas nunca sumimos!

 

 

Zap – Certo, sendo que a Pisces se instalou durante algum tempo na capital de São Paulo, visando ampliar sua atuação no mercado independente. Por que voltou para Bauru, afinal?

 

Ulysses – Voltei devido aos custos altos de manter a empresa em SP, além de que hoje em dia praticamente tudo é feito online! Também devido a eu possuir um imóvel próprio do qual estou montando o estudio e escritorio da empresa! O tempo que a Pisces este por SP foi ótimo, fiz muitos contatos, amigos, cursos etc!

 

Zap – Ok. Você citou que o selo continua em plena atividade, lançando novos discos e artistas. Só que recentemente surgiram matérias na web, como a publicada pelo site Fita Bruta, dando conta de que a Pisces andou se envolvendo em problemas com alguns músicos e bandas, como receber dinheiro desses artistas e não entregar o que foi combinado em termos de prensagem de cds. O que você teria a dizer sobre isso?

 

Ulysses – Sim, aliás fui entrevistado pelo jornalista que publicou a mesma, deixando meu ponto de vista e explicando sobre todo o ocorrido, mas pelo jeito ele não se interessou pelo meu lado, tornando assim a matéria sensacionalista, ou apenas deixando um lado da história amostra! Nunca neguei que tivemos e podemos ter problemas, como qualquer outra empresa privada, passamos por alguns problemas financeiros e administrativos, além de uma briga judicial com uma fábrica que acarretou em todo este estresse atual! Isto não quer dizer que pegamos dinheiro e sumimos com o mesmo, temos discos sim a entregar do qual estão praticamente finalizando, aguardando apenas a parte grafica para ser finalizada. Acredito que se fossemos “golpistas” como adoram nos rotular, teríamos sumido a muito tempo, mas ao contrário disto estamos na ativa, atendendo a muitas bandas e clientes sem problema algum! Eu continuo a dizer, caso alguém tenha algo a resolver conosco entre em contato por e-mail e vamos resolver assim que possivel, sair gerando boatos e fazendo “campanha” contra não acelera nem resolve nada! A Pisces continua firme e forte e não vai desistir por mais que este seja o desejo de alguns. Apenas acrescentando que todos cometemos erros, por isso não negamos os mesmos e sim fazemos o possível para corrigi-los e que não se repita no futuro. Atualmente estamos com novas formas de trabalho e em breve com uma equipe que irá ajudar e muito na agilidade e bom atendimento da empresa. Lembrando que o caso principal citado na matéria estava na verdade resolvido antes da mesma ir ao ar! que foi a entrega dos cds do Marcelo Perdido.

 

 

Zap – Sim, isso é fato. Qualquer empresa em qualquer ramo de atividade comercial pode vir a ter problemas em algum momento, e isso é perfeitamente compreensível. No caso da Pisces, segundo o que você está dizendo, esses problemas surgiram em decorrência de uma disputa jurídica com uma fábrica de cds. Você poderia ser mais detalhista a respeito do que foi de fato essa disputa judicial? E por outro lado, o que o blog Fita Bruta destacou foi que a Pisces não respondia mais os e-mails do artista Marcelo Perdido. Procede essa informação? Por fim, o que você está fazendo nesse momento para sanar a contento todas essas pendências entre o selo e alguns de seus contratantes?

 

Ulysses – Tivemos um problema com uma fábrica, da qual no meio de muitos pedidos a mesma cometeu erros e atrasos, prejudicando o andamento do nosso trabalho, tentamos consertar e chegar a um acordo mas não houve conversa, hoje em dia sanamos tal problema e estamos fixo com uma excelente fábrica de Belo Horizonte. É complicado nossa posição pois ficamos entre o artista e a fábrica no caso, o que gera alguns transtornos, sempre ocorre atrasos, assim como acontece entregas rápidas, mas como sempre todos citam apenas o lado ruim da história, alias pode verificar na tal matéria, que não é apenas um problema da Pisces tal atraso e sim de outras empresas, acredito que citam mais uma na mesma! Quem atendia e respondia os email do Sr. Marcelo era o Daniel Nakamura, que trabalha comigo cuidando da parte de produção, pode ter ocorrido atraso em alguns contatos, mas nunca deixamos de se comunicar! aliás falei com o Marcelo após a publicação da materia, pedi desculpas pelo ocorrido e ele sempre foi uma ótima pessoa e compreendeu, e não temos nenhum problema um com o outro. Aliás, faz parte criar amigos e inimigos na jornada da vida, ainda mais no meio empresarial, independente o ramo. Eu evito ter inimigos, sou o mais paciente e compreensivo possivel, talvez isto irrite a muitos, mas sou assim e acho dificil mudar. A Pisces continua com seus lançamentos (podem acompanhar informações pelo soundcloud e twitter da empresa), estamos com novas propostas para sempre estar ajudando as novas bandas a terem um material de trabalho profissional e com qualidade e estamos fianlizando nosso escritorio e pretendemos agora em 2015 estar com uma nova equipe para dar o atendimento ideal a todos. Fora isso nosso nvoo site esta sendo finalizado ainda esta semana e indo ao ar com mais informações e afins! acrescentando, que sim, temos alguns problemas a serem sanados e pedimos mais um pouco de paciência pois os mesmos serão o quanto antes acertados.

 

 

Zap – Muito bem. Outra questão levantada pela matéria do blog Fita Bruta é que a Pisces, de maneira sagaz, sempre honra os compromissos com as bandas mais conhecidas da indie scene (como Leela, Rock Rocket e Daniel Belleza) pois sabe que elas são também uma “vitrine” de divulgação para a empresa. E usaria de descaso com artistas desconhecidos pois deles não precisaria como “vitrine”. Procede?

 

Ulysses – Jamais! Na verdade houve atrasos na entrega dos 3 nomes citados, caso que sempre ocorre, mas como tais bandas tem conhecimento de todo o procedimento da industria musical, sabem acompanhar com calma até ser tudo solucionado! Temos outras bandas menores que trabalhamos e entregamos tudo conforme combinado, não escolhemos o problema, muito menos quem vai pagar por ele!

 

Zap – Okays. E com o selo de volta a Bauru, o que podemos esperar da Pisces para os próximos meses e para 2015?

 

Ulysses – Como citei a pouco, estamos reestruturando toda a empresa e a forma de trabalho, sem promessas absurdas e fazendo o melhor para as bandas iniciantes, estamos com uma incrível parceria com a rede social iplugger.com.br do qual damos uma oportunidade das bandas começarem profissionalmente suas carreiras, fora isso estamos finalmente ajustando nosso novo escritório, do qual irá possibilitar a contratação de novos funcionários melhorando assim a empresa como um todo, pois como as vezes fica tudo sobre minha responsabilidade, acaba por passar muitas coisas, acarretando em problemas. Também devemos ter nosso próprio estúdio o que será uma ótima pedida para as bandas! A Pisces também irá colcoar em dia todo seu catalogo. Conseguimos fechar uma parceria excelente com uma gráfica e uma fábrica de cds e isto vai melhorar e muito nosso trabalho daqui pra frente. Peço que acompanhem nosso novo site que conterá discas e muitas informações obre o selo, artistas, serviços e afins. Iremos relançar nosso netlabel além de anunciar nossos subselos focados em estilos específicos dentro de alguns meses!

 

 

Zap – Muito bom. Para finalizar: há alguma ação judicial pendente contra a Pisces nesse momento? Pela documentação que você enviou ao blog, parece que não.

 

Ulysses – Solicitei uma consulta e sempre meus advogados acompanham tudo da empresa, não consta nada e não é de nosso conhecimento que haja algo em andamento. Como você disse e viu, a consulta é da semana passada e tudo esta okay, tanto do jurídico como do físico. Aliás estamos abertos a chegar a acordos amigaveis ao invés de recorrer a algo burocrático do qual atrasa mais ainda a vida de todos!

 

 

ELES JÁ TIVERAM DISCOS LANÇADOS PELA PISCES E OPINAM SOBRE O SELO

* Rodrigo Brandão (guitarrista do grupo Leela) – Sobre o Leela com a Pisces, tivemos uma relação bastante honesta. Acertamos que a Pisces iria prensar o CD da forma como gostaríamos, distribuir nas lojas e também fazer uma distribuição digital do álbum “Música Todo Dia”. Além disso, ficou acertado que a Pisces iria trabalhar a divulgação do trabalho com uma assessoria especializada. Na prática, o CD ficou pronto com um pequeno e aceitável atraso, com Ulysses sempre dando uma satisfação para a gente e o material ficou com excelente qualidade. Quanto à divulgação, tivemos alguns problemas pois a Pisces não se acertou com a assessoria pouco após o início do trabalho e tivemos a divulgação interrompida no meio do nosso lançamento, o que prejudicou bastante a divulgação do álbum, foi uma pena. Porém o Ulysses assumiu que não conseguiu manter a divulgação, entendemos que infortúnios como esse infelizmente acontecem e seguimos mantendo uma boa relação. Achei honesto e ainda é um dos poucos selos que ainda trabalham com discos físicos de artistas independentes e que estão em início de carreira.

 

* Noel Rouco (guitarrista e vocalista do trio Rock Rocket) – Com a gente não teve problema nenhum, ele cumpriu o que a gente tinha combinado. Teve um pequeno atraso na entrega dos cds mas dentro da normalidade (todos os nossos discos atrasaram na fábrico). No nosso caso o trabalho também foi diferente, não colocamos dinheiro no lançamento, chegamos com o disco pronto (master e arte) e ele cuidou da prensagem, distribuição e acessoria de imprensa.

Os trios Leela (acima) e Rock Rocket (abaixo), dois dos nomes mais conhecidos da indie scene brasileira dos anos 2000′: eles lançaram discos pela Pisces Records e não tiveram problemas com o selo

 

* Ricardo Massonetto (guitarrista e vocalista do grupo Doutor Jupter) – Doutor Jupter lançou o disco pela Pisces por meio de uma parceria de distribuição e marketing. Nosso álbum teve a gravação e finalização financiados pelo ProAC-ICMS. Com a parceria com a Pisces, conseguimos um valor especial para a prensagem e algumas ações de lançamento e distribuição. Particularmente nunca tivemos nenhum tipo de problema com a parceria estabelecida e hoje temos carinho pelo Ulisses, a quem chamamos de tio Picles, rsrsrs.

 

* Falcão Moreno (vocalista do quarteto Coyotes California) – Conheci o Ulysses na época em que o Coyotes California tinha acabado de gravar o primeiro cd, Hello Fellas, em 2010, e estava procurando alguém pra lançar o álbum. Tínhamos alguns amigos em comum e por isso a tarefa não foi das mais difíceis. Nos encontramos algumas vezes e acertamos tudo sem maiores problemas. Lançamos Hello Fellas em 2011 na web, em formato digital, e após algum atraso, recebemos e lançamos o cd físico nos primeiros meses de 2012. Foi exatamente isso o que aconteceu nessa parceria Coyotes California/Pisces Records. O encontrei ainda algumas vezes após o lançamento do cd e ao menos comigo, não houve nenhum tipo de problema. Fiquei sabendo de alguns problemas da Pisces com algumas bandas pela web, inclusive com alguns integrantes de 2 ou 3 bandas me procurando para tentar esclarecer algumas coisas. Não tive mais contato com o Ulysses nesses últimos tempos, mas espero que tenha resolvido esses problemas e esteja tudo bem.

 

* Para saber mais sobre a Pisces e contatar o selo, vai aqui: http://pisces.art.br/

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o homem foi simplesmente guitarrista de uma das cinco bandas da vida do autor destas linhas online, a lenda inesquecível The Smiths. Quando o grupo acabou (em 1987), ele saiu tocando com Deus e o mundo. Mas foi lançar seu primeiro álbum solo de verdade apenas no ano passado. E agora Johnny Marr, que chega aos cinquenta aninhos de idade no próximo dia 31 de outubro, põe na roda “Playland”, sua segunda aventura individual. É um disco conciso (onze músicas, pouco mais de quarenta minutos de duração), com faixas altamente dançantes e ótimas guitarras e levadas melódicas. Ok, não é tão bom quanto “The Messenger”, editado em 2013. Mas o primeiro single de trabalho, “Easy Money” (cujo vídeo você vê aí embaixo), é um poderoso rock arrasa quarteirão e não faria feio em nenhum dos clássicos álbuns lançados pelo grupo que teve um dia Morrissey à frente dos vocais e Marr pilotando as guitarras. O cd foi lançado no início desse mês, deve sair no Brasil mas como sempre está dando sopa na web. Basta ir atrás dele.

 

 

* Disco, II: Três caras (um deles é irmão de coração de Zap’n’roll), todos de Rio Branco, capital do Acre. Militam há tempos na cena musical local. Um é do rock, o outro sambista (!!!) e o terceiro um poeta e agitador cultural. Decidiram se juntar. Deu no que deu: Euphônicos. As mais LINDAS canções que nossos ouvidos escutaram em muitos anos. Melodias suaves, algo tristonhas, tramadas e arranjadas com esmero e com uma gama de instrumentos (violões, violas, cavaquinhos, percussão discreta, sopros) como NÃO se vê mais no pavoroso rock independente brasileiro atual. E quando você ouve músicas como “A bailarina”, “Se é de lágrima”, “Em guitarras e poemas” ou escuta um poema (sim, há uma faixa que é apenas um poema declamado) primoroso como “O tempo que me cabe”, você se encanta e se pergunta (e não cabe aqui nenhum preconceito regionalista nessa questão): “como pode isso vir do pequenino e distante Acre? E como pode em cidades como São Paulo e Rio, o ‘centro’ do país, não surgir algo semelhante mas apenas drogas musicais que nos dão até vergonha quando escutamos?”. Sem exagero, periga ser o MELHOR disco de pop/rock (mpb?) nacional desde que conhecemos os amados Vanguart, há quase uma década. Euphônicos é grande, é lindo e faz show de lançamento desse discaço dia 20 de dezembro em Rio Branco, onde estas linhas online vão estar inclusive. Mas se você quer ouvir o cd JÁ, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

 O disco de estreia do trio acreano Euphônicos: canções lindas e sublimes!

 

* Banda: surgido em Minas Gerais (mais especificamente em Uberaba) há quase duas décadas, o duo Troll (CBlau na bateria e vocais; Junior Betoldi nas guitarras, vocais e outros instrumentos) já tem alguns discos lançados e faz da vassalagem ao grande rock BR dos 80’ e à mpb clássica (como a trupe Mineira “Clube da Esquina”, que encantou gerações nos anos 70’) sua razão de existir. A estreia bacaníssima foi no longínquo ano de 1996, com o disco “Não saia do meu caminho” (que este espaço rocker virtual gosta bastante, diga-se). E agora a dupla acaba de editar “TPS” que, segundo eles próprios, se trata de uma “ópera rock” (opa!). Blauzão e Junior são do ramo: além de tocar também trabalham em estúdio como produtores musicais há anos. E em breve o blog fala mais sobre o novo trabalho deles, sendo que você pode saber mais sobre o grupo aqui: https://www.facebook.com/trollporradaoficial?fref=nf. E aqui também: http://trollporrada.com.br/home/.

 O duo Troll: bom rock’n’roll das Gerais

 

* Exposição: a imperdível mostra sobre a obra do gigante do surrealismo, Salvador Dalí, já chegou a São Paulo. Está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (que fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, zona oeste da capital paulista), de terá-feira a domingo das onze da manhã às oito da noite, até dia 11 de janeiro de 2015.

 

*Baladíssimas: yes! O postão está finalmente sendo concluído (na quarta-feira desta semana) e o finde promete ser hot em Sampalândia. Começando já pela quinta-feira (leia-se amanhã, 23 de outubro) quando o grupo Bailen Putos! toca no palco do Astronete (lá no 335 da rua Augusta).///Já na sextona em si a parada imperdível é a inauguração do Bar Tex (misto de restaurante, boliche, sinuca, karaokê e pista de dança), o novo empreendimento noturno do queridão dj Click (que também é proprietário da bombadíssima Blitz Haus, um dos picos mais badalados da atual cena rocker noturna de Sampalândia). Fica no 1053 da rua Augusta e vai rolar dj set do blog por lá no sábado (véspera da eleição, yeah!) por volta das duas da manhã.///E antes de cair na perdição da madrugada no Tex você pode começar o sabadão tomando uma deliciosa breja artesanal e curtindo novamente showzão dos Bailen Putos, que desta vez tocam lá na sempre ótima e aconchegante Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo). Tá bão pra vocês? Então se joguem, crianças!

 O grupo paulistano Bailen Putos! se apresenta nesta semana no Astronete (amanhã, quinta-feira) e na Sensorial Discos (no sábado)

 

 

FIM DE PAPO

Postão custou pra ser concluído mas ficou bacanudo como sempre, néan. Então é isso: vai se preparando e já pode ir mandando sua mensagem amiga pro hfinatti@gmail.com que no próximo post entra promo aqui de tickets free pro show do fofo indie americano Real Estate, que toca dia 20 de novembro em São Paulo, no Beco. Fora isso voltamos na semana que vem (ou antes, se algo muito extraordinário assim o exigir), quando estas linhas online irão laaaaá pro extremo Norte brasileiro, na sempre calorenta Macapá (e onde não vamos há quatro anos já) para rever amigos e, principalmente, um certo e amoroso docinho loiro que mora por lá. É isso. Beijos no coração de todos os nossos leitores, sempre! Até  mais!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/10¹2014 às 12:30hs.)