AMPLIAÇÃO FINAL! Com os assuntos já listados e mais um repeteco total tesudo e abusado: o ensaio nude total do casal rocknroll Jonnata Doll e Marcelle Louzada, uhú – Após longuíssima pausa retomamos os trampos no blog zapper, em um 2018 ainda mais sinistro do que nos dois últimos anos no falido e completamente selvagem bananão tropical DESgovernado pelo vampiro golpista. E tentamos colocar tudo em dia por aqui falando de… Copa do Mundo? Nem fodendo, mas sim do novo álbum do Arctic Monkeys, que retorna depois de cinco anos de ausência com um trabalho surpreendente, quase sem nenhum viés rocker e quase sem guitarras; o rock dos anos 2000 foi mesmo pro túmulo mas a vitória de Jonnata Doll & Os Garotos Solventes como melhor artista musical no Prêmio Governador do Estado ainda dá alguma esperança ao gênero; como foi o showzaço do Ira! na Virada Cultural SP 2018; o adeus de um dos espaços de rock alternativo e cultura pop mais legais da noite paulistana; e por que a morte de um certo produtor musical não causou comoção alguma no blog que não tem medo de dizer o que pensa (postão ampliadão, completão e total FINALIZADO em 29/5/2018)

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O mundo está caótico e o rock e a cultura pop estão praticamente mortos na era da web e nos anos 2000; mas o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) dribla todos os percalços atuais e se reiventa no novo disco, para continuar seguindo como o grande nome do rock britânico do século XXI; enquanto isso em Sampa a sensacional Sensorial Discos, um dos melhores espaços culturais da capital paulista, dá adeus ao seu endereço atual e sendo que neste post o blog zapper recorda alguns momentos incríveis que passou por lá, como quando aconteceu a festa de 11 anos destas linhas rockers por lá, em maio de 2014 e onde rolou até uma performance altamente erótica da nossa eterna deusa e musa number one, a sempre XOXOTUDA ao máximo Jully DeLarge (abaixo, ao lado do “dono” da festa, hihi)

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MICROFONIA

(cultura pop e rock alternativo em discos, shows, filmes, livros etc.)

***Pensou que estas linhas lokers e eternamente rockers tinham morrido, néan. Nope. Apesar de o Brasil estar MORTO sob o DESgoverno do maior bandido e desgraçado GOLPISTA imundo que já ocupou a presidência da república de maneira ILEGÍTIMA (e com apoio da patolândia/coxarada BURRA, reacionária, conservadora e IMBECIL, e que tem mais é que levar no CU agora), estas linhas online demoram mas aparecem e seguem firmes e fortes por aqui. Sendo que em outubro vindouro vai ter FESTAÇO num super espaço na capital paulista, para comemorar (com dois showzaços) os quinze anos de Zapnroll. Mas mais pra frente daremos melhores detalhes sobre isso. Por enquanto vamos a este postão (entrando no ar em sua primeira parte ainda, já na noitona de sabadão), que marca finalmente o retorno destas linhas bloggers à sua velha e ÓTIMA forma de sempre, ulalá!

 

***Como foi o show do ainda grande Ira! na Virada Cultural de Sampa deste ano, em sua edição mais rocker dos últimos anos? Veja abaixo:

 

***SHOW DO IRA! – foi sensacional, como prevíamos. Começou pontualmente às 4 e meia da manhã com a banda disparando “Envelheço na cidade” e seguindo assim a sequência (na íntegra) do clássico “Vivendo e não aprendendo”. Sendo que o público (bem menor do que se esperava, mas isso comentamos mais aí embaixo) cantou e pulou nas faixas mais conhecidas do disco (como “Dias de luta”, “Flores em você” e na dobradinha ao vivo de “Gritos na multidão” e “Pobre paulista”, que fecha a versão original do LP), e ficou MUDO nas bem menos conhecidas (mas não menos ótimas), como as poderosíssimas (e que tiveram suas letras literalmente BERRADAS pelo loki aqui) “Vitrine Viva” e “Nas ruas” (“Nas ruas é que me sinto bem/Ponho meu capote e está tudo bem/Vejo pessoas DESMIOLADAS/Viraram uma MASSA devorada por alguém/Sem princípios e muito ESPERTO”). E como se esperava a primeira parte da apresentação terminou quando o disco também acabou. Mas era muito óbvio que a banda iria voltar para um bis, onde todos (ou o blog, pelo menos) esperavam por uma saraivada de mais uns 5 hits clássicos pelo menos. Mas foi bem menos do que isso. A turma voltou e atacou com a sempre ótima (e inesperada, naquele momento) “Rubro Zorro”. Depois mais uma (qual mesmo? Esquecemos, ahahaha) e tudo terminou com “Núcleo Base” (“Meu amor eu sinto muito, muito mas vou indo/Pois é tarde e eu preciso ir embora…”), com a banda se mostrando potente e impecável como sempre ao vivo e deixando os fãs (a maioria velhos, já na faixa dos 35/45 anos de idade) mais do que satisfeitos, Finaski. Saímos FOCADOS de casa para ver ESTE show na Virada Cultural e não teve arrependimento. Voltamos mega contentes (já com o dia clareando) para casa. Valeu mesmo e total o rolê até o centrão de Sampalândia na sempre perigosa madrugada paulistana.

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Zapnroll ao lado da linha de frente do ainda gigante grupo Ira!, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi, diletos amigos de décadas deste espaço online; o show da banda foi sensacional na Virada Cultural paulistana deste ano

***PÚBLICO – muuuuuito menor do que se esperava, tanto que deu pra chegar com o show começando e ainda ficar COLADO na grade na frente do palco. Se há 4 anos o grupo retornou em grande estilo na própria Virada Cultural e tocando diante de um público de cerca de 35 mil pessoas (e estávamos lá, ESPREMIDOS no meio da multidão), dessa vez nosso “chutômetro” calcula que não havia mais do que umas 5 mil pessoas no boulevard São João (que é um calçadão gigantesco e onde cabe com folga uma multidão muito maior). Claro que há alguns fatores que explicam essa plateia bem abaixo do que era esperado para a gig da banda: o horário total ingrato da apresentação (4 e meia da matina), o frio que finalmente chegou com tudo em Sampa (no momento do show devia estar fazendo uns 14 graus) e o fato de que a MOLECADA atual não curte mais rock, mesmo – como já foi dito aí em cima, o grosso do público era de trintões e quarentões. A pirralhada e o povão se aglomerou mesmo na frente de palcos onde estavam rolando samba e pagode, ou então funk e música eletrônica. Coube ao Ira manter a dignidade gigante que sua história possui até hoje e manter o amor ao rock, compartilhado por todos que presenciaram a performance do grupo.

 

***SEGURANÇA NO EVENTO – todos aqui sabem que não temos nenhuma simpatia pelo tucanato. E também que o item “segurança” é sempre algo problemático na Virada Cultural. Mas como sempre prezamos pela JUSTIÇA, sinceridade e VERDADE no que escrevemos, dessa vez somos obrigados a admitir que foi bastante diferente – e olha que o blog já foi em quase todas as edições da festa cultural até hoje. Óbvio que rolaram os costumeiros furtos de carteiras e cels lá no centro. Bom, nosso trajeto: saímos do Clube Outs 3 e meia da matina e descemos a pé a rua Augusta, que estava vazia e sem policiamento de fato, sendo que foi a parte mais tensa do trajeto, digamos. Seguimos pela praça Roosevelt até cair na avenida Ipiranga, onde começamos a passar por aglomerações de pessoas. Passamos pelo primeiro palco (o do rock, em frente ao Copan), onde inclusive pegamos as três primeiras músicas do set dos Inocentes. E seguimos em frente pelo centro até o local do show do Ira!. Aí rolou total suave pois, de verdade, nunca vimos tantos POLICIAIS (da PM mesmo e da guarda civil) ao logo do trajeto e tantas VIATURAS como nessa edição. Sendo que incrivelmente em alguns trechos da nossa caminhada vimos mais guardas e viaturas do que público, rsrs. De modos que não havia mesmo espaço pros malacos agirem e foi uma madrugada muito mais tranquila do que se esperava lá pelo centrão de Sampa. Se todas as Viradas fossem sempre assim, seria ótimo!

 

***Sem novas grandes novidades para serem incluídas aqui, nas notas microfônicas. De modos que qualquer extra irá entrar ainda neste post caso algo realmente bombástico aconteça, okays? Por enquanto, ficamos por aqui.

 

 

APÓS CINCO ANOS AUSENTE O ARCTIC MONKEYS RETORNA COM UM DISCO NADA ROCK E MUITO ESTRANHO – O QUE NÃO SIGNIFICA QUE ELE SEJA RUIM

Foi mais ou menos assim: após um sumiço de cinco anos dos estúdios de gravação, o quarteto inglês Arctic Monkeys precisava dar as caras novamente. Afinal, aquela que talvez seja a maior, mais relevante e a última banda inglesa de rock dos anos 2000 que ainda vale a pena ser ouvida e tem o respeito e a admiração não apenas da crítica musical mas de milhões de fãs mundo afora (Brasil incluso), tinha/tem consciência plena de que o tempo voa nesses tempos frugais e fúteis da era vazia da web e que, por isso mesmo, era preciso dar as caras novamente. E o AM o fez finalmente, no último dia 11 de maio. Com o seu sexto álbum de estúdio, “Tranquility Base Hotel & Casino”, lançado oficialmente naquela sexta-feira (inclusive aqui, via Deck Disc), trabalho que era esperado com mega ansiedade pela humanidade. Afinal a grande questão era: como seria o novo som dos Macaquinhos? Tão rock e com guitarras explosivas quanto o espetacular e ultra bem sucedido “AM”, editado em 2013 e que rendeu absurdos seis singles individuais? Mais calmo e com mais variedade sonora? Nada disso?

Sim, absolutamente NADA DISSO. O que rolou foi que a banda decidiu que precisava se reinventar musicalmente para continuar existindo. Isso significou praticamente abandonar o rock de guitarras que funcionou tão bem até “AM” (de 2013) e tornou o quarteto britânico um dos últimos nomes gigantes do quase morto rocknroll dos anos 2000 e da era da web. E decidido a praticamente ignorar as guitarras, qual foi o caminho tomado pelo conjunto? Simples e o próprio líder, letrista, cantor e compositor Alex Turner falou sobre as mudanças em entrevistas recentes. Segundo ele, a sua inspiração para compor no instrumento de seis cordas icônico em toda a história do rock, estava literalmente acabando. Foi quando Turner ganhou um PIANO de presente de aniversário do empresário dos Macaquinhos ao completar trinta anos de idade, em 2016. Sentiu sua criatividade voltar com força ao começar a “brincar” no instrumento. E veio dali, do piano, toda a inspiração para compor as onze faixas do novo trabalho.

Que certamente vai DESORIENTAR quem está acostumado com o rock básico de nuances punksters do AM do início de sua carreira (lá em 2002, já se vão longos dezesseis anos…). Ou com a banda que abraçou com força e com competência absoluta (e com um grande help do gênio Josh Homme, do Queens Of The Stone Age) o stoner rock a partir de seu terceiro álbum (o espetacular “Humbug”, lançado em 2009). Se não causar desorientação nos fãs, no mínimo o novo cd vai causar irritação ou mesmo raiva nos mesmos – este espaço rocker online já “testou” opiniões sobre a nova empreitada musical dos Monkeys no faceboquete entre nossos amigos por lá, e o resultado foi bem previsível: boa parte deles achou “Tranquility…” uma merda gigante.

Talvez o disco esteja sendo, como sempre ocorre quando uma banda muda radicalmente sua proposta sonora, mal compreendido. Nunca é demais lembrar: o AM estourou para o mundo via internet e com seus dois primeiros discos de estúdio, lançados em 2006 e 2007, e quando Alex Turner ainda era um pirralho cheio de boas ideias tanto nas letras quanto na parte musical. Mas tudo aquilo ainda precisava ser lapidado e burilado, tanto que essa fase inicial do conjunto (com ele tentando reeditar para os anos 2000 a fúria e a iconoclastia punk inglesa do final dos anos 70) é justamente a que o blog zapper não suporta na trajetória dele. Estas linhas zappers passaram a morrer de amores por Turner e sua turma justamente quando lançaram o já citado “Humbug”. E depois de assistir uma gig inesquecível e fodástica do quarteto na edição de 2007 do Tim Festival, em Sampa. Naquele show e antes de lançar seu terceiro LP o AM já dava pistas totais de que o trabalho vindouro iria mudar bastante a concepção sônica deles. Foi quando entrou em cena o stoner rock que dominou os três álbuns seguintes, os melhores da carreira da banda.

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Mas a fórmula “stoner” também parecia ter se esgotado, ao menos na cabeça de Alex Turner. Foi quando entrou em cena o piano dado de presente pelo empresário do cantor e de sua banda. O resultado apareceu agora, cinco anos depois do mega sucesso que foi o disco “AM”. E se você que está lendo esse texto ainda não ouviu o novo álbum (algo difícil nesses tempos onde tudo flui hiper velozmente, não é? Ainda assim e como sempre dissemos aqui, nunca é tarde para se comentar/resenhar um ótimo trabalho musical), esqueça absolutamente TUDO o que você imaginava em termos sonoros em relação aos Monkeys. As guitarras saíram quase que totalmente de cena. Prevalece em todo o disco ambiências absolutamente calmas em termos melódicos, com fartas referencias a soul (!) e a R&B (!!!). Sendo que boa parte da rock press gringa também captou em algumas faixas do CD eflúvios e referências diretas do inesquecível e saudoso gênio David Bowie. Isso é ruim? De forma alguma. Fora que Alex Turner está cantando cada vez melhor e se utilizando como nunca de um falsete sarcástico, irônico e debochado, para reforçar algumas inflexões e algumas passagens vocais e dar mais força a alguns versos das letras, que também estão cada vez melhores e aqui refletem sobre o mundo moderno, sobre avanços tecnológicos que dão tudo ao ser humano e ao mesmo tempo o deixam completamente vazio e anódino por dentro. E, claro, já na faixa de abertura (a soberba “Star Treatment”) Turner reflete sobre si próprio e sobre em que e como, afinal, se tornar um rock star muda a existência e a essência de uma pessoa.

Sendo que há muitos outros momentos bem bacanas ao longo do disco. Como a faixa título (veja letra mais aí embaixo), ou ainda a mezzo psicodélica “Four Out Of Five” (o primeiro single de um álbum que não foi precedido por NENHUM single antes de seu lançamento oficial), “Science Fiction”, “American Sports” (onde Turner zomba sem piedade dos EUA da era Trump), “Batphone” ou a estoica/eloquente e algo melancólica (em seu clima de cabaré tristonho e decadentista, com melodia impecavelmente construída e conduzida pelo piano) “The Ultracheese”, que fecha tudo em grandioso estilo.

Yep, é um disco diferente de tudo que o Arctic Monkeys havia feito até então. Isso é ótimo? Péssimo? Depende do ponto de vista e do gosto do ouvinte e fã sectário. No caso de Zapnroll achamos que “Tranquility Base Hotel & Casino” é um álbum que desvela que Alex Turner teve coragem e MATURIDADE (quem disse que o rock não pode conviver com a maturidade comportamental e emocional do ser humano?) para, aos trinta e dois anos de idade, enxergar que o AM havia chegado a um ponto de não retorno e que a banda precisava mudar tudo para continuar existindo e continuar sendo relevante. E ele conseguiu o que queria. Musicalmente os Macaquinhos se reinventaram e seguem totalmente relevantes, como talvez a última banda inglesa que valha a pena de duas décadas pra cá. Se isso vai fazer alguma diferença no rock atual e na vida dos fãs do grupo, só o tempo irá dizer.

 

 

TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DOS AM

1. “Star Treatment”
2. “One Point Perspective”
3. “American Sports”
4. “Tranquility Base Hotel & Casino”
5. “Golden Trunks”
6. Four Out of Five
7. “The World’s First Ever Monster Truck Front Flip”
8. “Science Fiction”
9. “She Looks Like Fun”
10. “Batphone”
11. “The Ultracheese”

 

 

 

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No vídeo para o primeiro single do novo álbum, “Four Out Of Five”.

 

E O DISCO COMPLETO PARA OUVIR, ABAIXO

 

A LETRA DA FAIXA TÍTULO DO NOVO DISCO DOS MACAQUINHOS

 

Hotel e cassino base de tranquilidade

Jesus no day spa preenchendo o formulário de informações

Mamãe fez o cabelo dela

Apenas pulando para cantar uma música de protesto

Eu estive em um bender de volta para essa esplanada profética

Onde eu pondero todas as perguntas, mas apenas consigo perder a marca

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Esse pensamento mágico

Parece que realmente pode pegar

Mamãe quer algumas respostas

Você se lembra de onde tudo deu errado?

Avanços tecnológicos

Realmente sangrenta me deixa de bom humor

Puxe-me para perto de um bebê de véspera crisp

Beije-me debaixo do peito do lado da lua

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

Você comemora seu lado negro

Então gostaria que você nunca tivesse saído de casa?

Você já passou uma geração tentando descobrir isso?

 

Boa tarde

Hotel e Casino Base de Tranquilidade

Mark falando

Por favor, me diga como posso direcionar sua ligação?

 

 

O FECHAMENTO (INFELIZMENTE) DE MAIS UM ESPAÇO ALTERNATIVO INCRÍVEL E QUE MARCOU ÉPOCA EM SAMPA, MESMO TENDO DURADO APENAS 5 ANOS

Não há mais escapatória, pelo jeito. O bananão tropical falido, fodido e DESgovernado por um golpista desgraçado e do inferno vai fazendo cada vez mais vítimas, espaços culturais, eventos e empreendimentos, diariamente. Inclusive na cena musical noturna alternativa da capital paulista, onde diversos bares e clubes bacaníssimos dedicados ao rock (que, sim, também anda quase morto nesses tempos de internet fútil, vazia e de cultura pop banal, irrelevante e total rasa, com a pirralhada dando um “foda-se” para o gênero musical que todos nós amamos, e se descabelando ao som de sertanojo e funk boçal) encerraram atividades nos últimos dois anos – como o Astronete, o Inferno, a Funhouse etc. E agora neste sábado, conforme já está anunciado nas redes sociais, é a vez da festa de despedida da sensacional Sensorial Discos, que tornou nossas vidas medíocres menos ordinárias ao menos nas noites de quarta-feira a sábado, nos últimos quase cinco anos.

O espaço, um mix genial de loja que comercializava discos de vinil importados com venda de cervejas artesanais (chegou a ter mais de 150 marcas em seu cardápio), além de sandubas e petiscos sofisticados, vai deixar mega saudades por zilhões de motivos. Por exemplo: as bruschettas de tomate seco eram divinas, idem as rodelas de cebola empanadas e os recentes hot dogs incorporados à carta de comestíveis, tudo com preços ótimos e em porção generosa, adornados na versão mais caprichada com bacon e queijos diversos, tudo preparado com absoluto esmero pela Lilian, uma das sócias e esposa do proprietário, o queridão Lucio Fonseca.

A carta de cervejas artesanais era impecável (sendo que recentemente a casa também havia incorporado ao quesito bebidas doses de Red Label, de Jack Daniel’s e de rum importado, mas nem era preciso), indo da Paulistânia/Ypiranga vermelha (e bem forte e encorpada, a preferida deste jornalista loker/rocker quando ele ia ao local) que custava módicos 20 mangos a garrafa (de 600 ml), a até rótulos tchecos com valor em torno de 80 reais a garrafa. Mas tanto as brejas quanto os petiscos saborosos, otimamente preparados e bem servidos, eram apenas a desculpa para segurar a clientela no lugar e chamar a atenção dela ao que realmente importava ali: a música (sempre rock ou MPB de ótima qualidade, apresentada por artistas iniciantes ou alguns até já meio consagrados no circuito independente ou mezzo mainstream). Durante os seus quase 5 anos de existência a Sensorial abriu espaço para alguns dos melhores shows que tivemos o prazer de assistir nesse período. Não só: o bar/loja de discos de vinil foi espaço de eventos incríveis como lançamento de livros, feiras, exposições sobre temas ligados à cultura pop etc, etc. O autor deste texto, ele mesmo promoveu eventos mega legais por lá, como festas de aniversário do blog zapper. E sendo que nossa última e super bem sucedida festa por lá foi a noite de autógrafos e de lançamento do livro “Escadaria para o inferno”, que aconteceu no final de novembro do ano passado.

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Zapnroll ao lado de Lucio Fonseca (acima), proprietário de um dos espaços rockers e de cultura pop mais incríveis da capital paulista, e que hoje está encerrando atividades em seu atual endereço; abaixo turma de “lendas” do rock paulistano se junta ao jornalista e escritor para bebemorar o lançamento de seu primeiro livro, em novembro passado: o músico e escritor Luiz Cesar Pimentel, o ex-baterista do Ira!, André Jung, e Callegari, um dos fundadores do movimento punk paulistano, nos anos 80

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Como tudo começou, afinal? A versão original da Sensorial era uma simples loja de discos e CDs localizada no centro de São Paulo, na rua 24 de maio (na Galeria Presidente, ao lado da célebre Galeria Do Rock). O proprietário era o conhecido músico e agitador cultural Carlos Costa (que toca baixo na banda Continental Combo). E um dos frequentadores mais assíduos era Lucio Fonseca, um sujeito que trabalhava no mercado financeiro e que possuía um amor e um conhecimento ENCICLOPÉDICO de rock e cultura pop. Pois bem: com a crise se agravando no país Carlinhos resolveu fechar a loja que tinha no centro da capital paulista. Foi quando Lucio lhe fez a proposta: reabrir a Sensorial mas com outra proposta comercial, outro foco de público e em uma região um pouco mais nobre da cidade. Foi assim que nasceu a Sensorial Discos onde ela estava/está localizada até hoje à noite: na rua Augusta, região dos Jardins (a parte, digamos, rica e chic de uma das ruas mais famosas do Brasil). E foi assim que ela marcou época, vendendo os melhores discos de vinil novos, lacrados e importados, servindo as melhores cervejas artesanais da noite paulistana e oferecendo ótimos pocket shows para um público ainda interessado em MPB e rock de qualidade.

Mas tudo acaba um dia nesse sempre cinza, triste e miserável país. E mesmo conseguindo manter um público fiel a Sensorial Discos enfim cedeu às pressões de uma situação econômica caótica dominando o Brasil e resolveu fechar as portas, mesmo porque Carlinhos já havia saído da sociedade há algum tempo e Lucio estava tocando o negócio sozinho, junto à sua dileta love girl Lilian. Em papos com este blog semana retrasada ele já havia dito que iria fechar a loja no final deste mês (“o aluguel está absurdo, tentei negociar com o proprietário mas ele não aceitou acordo algum”, disse ele quando conversamos. “Fora que as pessoas estão sem dinheiro e apesar de ainda mantermos um público fiel o CONSUMO no bar caiu”, completou). Ele tem planos de reabrir em outro local. Mas ainda sem previsão de data nem endereço já escolhido.

De modos que neste sábado iremos perder mais um incrível espaço cultural alternativo em Sampa. E isso é de se lamentar profundamente visto que a sociedade brasileira, quase como um todo, se tornou bastante ignorante, boçal e conservadora de alguns anos pra cá, muito mais do que era há três décadas. Hoje não há mais espaço no país para música de qualidade, idem literatura, cinema, artes visuais, teatro, o que for. O que impera aqui é o reino do raso e do fácil, de consumo simples, direto e rápido. Está ficando cada vez mais impossível manter espaços comerciais dedicados à cultura de qualidade, como era o caso da Sensorial Discos.

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Mais dois ótimos momentos do blog ao longo dos últimos, na Sensorial Discos/SP, que está encerrando atividades hoje no atual endereço: acima a finada banda Star61 toca o terror rocker na bombadíssima festa de 11 anos da Zap, em maio de 2014; e abaixo o jornalista e escritor zapper brinda com seu amigo Nasi (vocalista do grupo Ira!), durante gravação de entrevista para o programa “Nasi noite adentro” (do Canal Brasil), em janeiro passado

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Vai deixar muitas saudades, com certeza. E para amenizar um pouco essa saudade estaremos todos lá neste sábado, para (repetindo novamente) nos despedir (tomando ótimas brejas) de um local que tornou nossas vidas quase sempre imensamente cinzas, caóticas, vazias e tediosas, menos ordinárias nas noites de quarta-feira a sábado. Sendo que daqui desejamos todo o sucesso e sorte do mundo pra dom Lucio e miss Lilian, em suas novas e futuras empreitadas.

 

XXX

 

Do texto que consta na página do evento aberta no Facebook, sobre a festa de despedida da loja/bar:

 

Aconteceram nestes 4 anos e 7 meses de funcionamento:

– Mais de 1500 Shows

– Lançamentos de livros e quadrinhos

– Discotecagens e Festas

– Exposições de fotos, pinturas e ilustrações

– Performances

– Debates Filosóficos

– Saraus

– Degustações de Cervejas

– Feiras e Bazares

 

***última forma: em papo com o blog na tarde de hoje, sábado em si, Lucio Fonseca deu a ÓTIMA notícia: a Sensorial Discos já reabre nas próximas semanas em novo endereço, na rua Augusta mesmo, mas do lado entre a avenida Paulista e o centro da cidade. Vai funcionar na Galeria Ouro Velho, tradicional ponto do baixo Augusta e que ferve nos finais de semana à noite. Logo menos daremos mais detalhes aqui sobre o novo endereço de um dos bares e lojas de discos mais incríveis da capital paulista.

 

**********

A VITÓRIA DO GRANDE ROCK ALTERNATIVO NO PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2018 COM JONNATA DOLL E SEUS GURIS SOLVENTES, DÁ ALGUM ALENTO À MORIBUNDA CENA ALT ROCK BR

Palavra deste velho (mas jamais obsoleto) jornalista eternamente rocker e ainda loker: mesmo falido e já quase morto o rock BR ainda respira e mostra sua força, aqui e ali. E um dos momentos em que ele mostrou essa força rolou no final de março passado, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018 – do qual o autor deste espaço online foi um dos três jurados na categoria música. E no evento assistimos com o coração em júbilo absoluto ao triunfo do Jonnata Doll e seus guris solventes (na real este espaço rocker já sabia do resultado da premiação e apenas não podia abrir seu enorme bico antes da entrega dos prêmios, mesmo porque isso iria estragar o fator surpresa e a alegria da banda, hehe). Que DISSOLVERAM concorrentes pesos-pesados como Mano Brown (vocalista dos Racionais), por exemplo.

O quinteto cearense merece, e como. Grupo bom pra carajo e que ainda por cima recebe um mega merecido destaque para seu trabalho, ainda mais em um momento em que o rock precisa de total apoio e visibilidade na mídia e na música total emburrecida de um país idem, e onde o que manda no gosto do populacho é sertanojo, axé burrão e funk podreira em nível hard. E sim, mesmo estando em “baixa”, o rock ainda vive, respira e CHUTA.

E a Secult/SP merece todos os elogios do mundo por dar essa força à cultura como um todo e ao rock em particular. Sem palavras para agradecer ao (agora ex) Secretário José Luiz Penna e ao amado André Pomba, por essa autêntica revolução dentro da Secult.

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O telão instalado no teatro Sérgio Cardoso (no centro da capital paulista), durante a cerimônia de entrega do Prêmio Governador do EstadoSP para a Cultura 2018, anuncia a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes na categoria música (acima), dando novo alento ao combalido rock alternativo brasileiro atual; abaixo o vocalista Jonnata Araújo comemora a vitória ao lado de Zapnroll, que foi um dos jurados da premiação

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Finda a premiação fomos todos bebemorar, claaaaaro. Com brejas e em seguida Finaski indo jantar com seu queridaço advogado ricaço “hipócrita de extrema direita” (hihihi), o também loker/rocker TG, que voltou de viagem de trabalho de uma semana ao exterior. Enfim, fakes otários e doentes de inveja no FB (como o PORCÃO José Flávio JOTALHÃO MERDA Jr., que foi destilar sua raiva, rancor, inveja, torpeza, ódio e dor mortal de cotovelo no grupelho que ele “administra” sobre a finada revista Bizz, dizendo por lá que “é uma vergonha a Secult permitir que Finatti faça parte de algo, e quanto ele irá receber de ‘gorjeta’ da banda por tê-la ajudado a ganhar a premiação?”, ahahahaha) e no painel do leitor da Zapnroll: podem SE MATAR avonts de ódio. E latir à vontade também.

De modos que mais uma vez: parabéns pro Joninha e os guris solventes. E daqui pra frente, foco no trabalho e administrar mega bem o money que irão receber da premiação. Afinal a banda é mesmo uma das melhores e das poucas com trabalho realmente relevante na novíssima cena independente do rock nacional. Sendo que com a grana que irão receber por ter ganho o prêmio (R$ 60 mil reais), o plano é gravar um novo e caprichado disco, que será o terceiro inédito de estúdio deles. É isso aí: sucesso pros meninos, que estão no coração destas linhas zappers já para sempre!

 

***Adendo: um covarde e retardado ainda foi VOMITAR no painel do leitor de Zapnroll, perguntando o que fizemos até hoje pela cena rock alternativa nacional, como jornalista. Nem precisamos responder, hihi.

 

 

 

E A MORTE LEVOU O PRODUTOR MUSICAL CEM (NOÇÃO) EM MARÇO PASSADO

Yep. Em 22 de março passado o meio musical brazuca foi surpreendido com a notícia da morte de um dos produtores musicais mais conhecidos do país nas duas últimas décadas – e não exatamente por ele ser o pseudo e superestimado “gênio” que muitos consideravam e ainda consideram, num exagero sem tamanho. Na ocasião o jornalista zapper postou o texto abaixo em sua página no FaceTRUQUE, emitindo sua opinião sobre o falecido. Foi um escândalo: Finaski foi xingado, insultado, chamado de aético, foi repreendido publicamente (por chapas como o prezado André Forastieri, que declarou no mural fináttico da rede social: “você perdeu o direito de me chamar de queridão”) etc. Tudo porque vivemos na era da web escrota, do politicamente correto exacerbado, do moralismo total hipócrita e da falta de sinceridade plena, onde ser sincero e dizer/publicar o que se realmente pensa sobre algo se tornou um crime.

Enfim, o blog não mudou e não mudará uma linha sequer sobre o que escreveu naquele momento, e que segue aí embaixo. Sem mais.

 

XXX

IMAGEMCEM18 O produtor musical CEM (noção), um dos nomes mais conhecidos da cena musical nacional nas últimas duas décadas e que morreu repentinamente em março passado: superestimado profissionalmente em demasia, virou “santo” assim que seu falecimento foi anunciado. Que descanse em paz mas seu passamento não comoveu absolutamente em nada este espaço rocker online

Sobre a morte do produtor CEM (ou Carlos Miranda).

Na boa? NÃO VOU ALIVIAR pro finado em questão, como não aliviei pro analfabeto funcional que era Chorão (vocalista do Charlie Bronha Jr.), quando ele também foi pro saco. O ser humano tem o PÉSSIMO hábito de endeusar e perdoar todos os pecados de quem morre, por pior que a pessoa tenha sido em vida e como se ela sempre tivesse sido uma santa, sem cometer nenhum erro, falha ou cagada em sua existência, e sem ter jamais prejudicado quem quer que fosse. Partindo dessa premissa até Hitler e Stalin foram “santos”. Mas como não tolero injustiça, acho que o que tem que ser dito DEVE ser dito, mesmo que seja algo desabonador sobre a vida pregressa de um morto.

Posto isso, digo que não desejo a morte de absolutamente NINGUÉM nesse mundo. Nem a de Hitler (pra exemplificar meu pensamento), nem a de um inimigo FEROZ e cruel, como este senhor foi de mim e sendo que muitas vezes ele tentou me prejudicar moralmente e profissionalmente da forma mais solerte, canalha, calhorda e infame possível. Mas enfim, como sempre digo: desse mundo ninguém jamais sairá vivo. Meus sentimentos aos amigos e familiares dele. É isso. Podem me xingar e fuzilar à vontade por causa deste post. Pelo menos sou honesto, transparente e detesto falsidade. E sei que quando EU morrer (e não tenho medo algum da morte, além de achar que a minha está cada dia mais próxima) muitos irão lamentar meu fenecimento da maneira mais FALSA possível. De modos que terei (do além, se ele existir) muito mais respeito pelos HONESTOS que me DETESTERAM e tentaram me foder a vida toda pelas costas e que irão COMEMORAR secretamente meu desaparecimento, dizendo: “já foi tarde, filho da puta!”.

Quem quiser saber o que eu pensava de fato de mr. Miranda, segue abaixo o link de post que publiquei no blog zapper há seis anos, em 2012. E novamente: rip, Mirandinha.

http://www.zapnroll.com.br/2047/

 

 

ENSAIO ROCKER SENSUAL EM REPETECO MERECIDO: JONNATA DOLL E SUA LOVE GIRL MARCELLE, UHÚ!

Yep, para comemorar a vitória da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes no Prêmio Governador do EstadoSP 2018 para a Cultura, nada melhor do que republicarmos um dos melhores ensaios eróticos já produzidos para o blog zapper: o que mostra o cantor Jonnata total avonts ao lado da sua gatíssima e gostosíssima lovegirl, Marcelle Louzada. Apreciem sem moderação!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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Casal rocker: tesão e música caminhando juntos

 

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Ele com olhar atento e agressivo; ela, observando a fera com suavidade

 

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Um baseado pra relaxar 

 

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Corpo, carne e corações em conexão plena

 

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Observando as estações lunares impressas no corpo da amada

 

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FIM DE PAPO

Pronto! Demorou mas o postão voltou bem, com textão e afiado como sempre. De modos que podemos encerrar os trampos por aqui, mesmo porque o blogger sempre andarilho está se mandando para a tenebrosa (atualmente) capital fluminense (yep, o Rio De Janeiro mesmo) nesta quarta-feira (amanhã em si, véspera de mais um feriadón), onde fica até a semana que vem, para divulgar nosso livro “Escadaria para o inferno”.

Beleusma? Então o blog retorna com post inédito logo menos, assim que novos assuntos bacanas surgirem e merecerem uma pauta bacana por aqui, okays? Bijokas nos leitores e ótimo feriado pra galera rocknroll!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 29/5/2018 às 14hs.)

AMPLIAÇÃO EXTRA E FINAL! Falando da MORTE do amado KID VINL, dos vinte anos de “Ok Computer” (a obra-prima do Radiohead), da hecatombe nuclear política que está sacudindo o bananão tropical e dando a programação da Virada Cultural fracote, que rola este finde em Sampa – Com o rock planetário dos anos 2000’ praticamente morto e enterrado, duas bandaças inglesas já veteranas soltam seus novos discos e reafirmam pela enésima vez o que todos já estão carecas de saber: apenas grupos com duas décadas ou mais de estrada, como Kasabian e Slowdive (este, lançando seu primeiro disco inédito em vinte e dois anos) é que estão salvando o rock’n’roll atual da extinção definitiva, sendo que neste post zapper você confere análises detalhadas (ao invés de ler a mixórdia que é geralmente publicada num certo “pobreloa…” blog vizinho) sobre os dois álbuns em questão, além de já saber como foi a gig do Slowdive ONTEM em Sampa; mais: é de BABAR nossa nova, sensacional e total delicious musa rocker, a gatíssima Flávia Dias, ulalá! Não acredita? Vai aí embaixo no post e veja com seus próprios olhos, oras (postão COMPLETÃO e AMPLIADÃO, finalizado em 20/5/2017)

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Com o rock’n’roll dos anos 2000’ definitivamente quase morto e total irrelevante, resta apelar para os veteranos como o Slowdive (acima, se apresentando ontem à noite na capital paulista) e o Kasabian (abaixo), que acabam de lançar dois ótimos álbuns

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ADEUS AO AMADO KID VINIL, NOSSO INESQUECÍVEL HERÓI DO BRASIL

Foi uma semana bastante maluca. Começou com os boiadeiros delatando todo mundo e explodindo a política nacional, não deixando nada em pé. Prosseguiu com Chris Cornell se matando aos 52 anos de idade – ironia das ironias: no dia (18 de maio) em que se completaram 37 anos da morte de outro gênio gigante da história do rock mundial, o igualmente suicidado Ian Curtis. E por fim, veio a sexta-feira. Que parecia que iria ser um dia tranqüilo, onde finalizamos o post da Zap’n’roll e o coloquei no ar, onde fomos cuidar de assuntos pessoais no centro da cidade e depois fomos tomar uma breja amiga com os mui queridos por nós Luiz Calanca e Gisélia. E sendo que depois fomos jantar num churras rodízio onde o blog faz um bom repasto todas as sextas-feiras.

Mas mais uma vez não foi uma sexta-feira normal. Quando Finaski estava saindo de casa, pouco depois das 5 da tarde, uma amiga o chamou inbox dizendo “ele se foi!”. Não entendemos muito bem e como estávamos já atrasados, desligamos o notebook e fomos para o metrô. Foi apenas quando já estávamos  caminho do centro que começamos a pensar que, há um mês e meio, nosso irmão Johnny Hansen havia partido deste mundo. E por conta desse pensamento, entramos em pânico: “será que ele TAMBÉM SE FOI?”.

Sim, ele se foi. Ao chegar na loja Baratos Afins, foi a primeira coisa que perguntamos ao Luizinho. Ele confirmou. Os olhos se encheram de água. Sim, sabemos que desse mundo ninguém sairá vivo. E pensamos muito na nossa própria morte todos os dias. Um pensamento que nos acompanha desde que éramos jovem e que agora, aos 5.4 de vida e depois de ter passado por um câncer, nos fustiga mais do que nunca – apenas IDIOTAS e pessoas de cabeça OCA (daquelas que postam imbecilidades astrológicas nos FB da vida) é que não refletem sobre a questão da finitude da existência humana.  E não, não temos medo algum da morte. Temos apenas medo de não ter tempo hábil para realizar alguns poucos projetos que ainda sonhamos em realizar. De resto temos medo é de não sair logo desse mundo horrendo, miserável, sinistro e tenebroso em que todos nós vivemos. Temos medo de ir vendo quase todos os amigos com os quais convivemos e amamos por longos anos irem embora enquanto permanecemos aqui, ficando cada vez mais velhos, caquéticos, solitários, melancólicos e angustiados.

WS52 SÃO PAULO 13/05/2015 -  ENTREVISTA / KID VINIL / CADERNO 2 - Entrevista com Kid Vinil. FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO
O amado Kid Vinil, amigo pessoal de Zap’n’roll por 30 anos: mais uma perda gigante para a cena rock brasileira

É isso. Zap’n’roll achou que seu AMIGO PESSOAL de mais de 30 anos de convivência, Antonio Carlos Senefonte, nosso mui amado por todos Kid Vinil (um artista genial e um ser humano sem igual, encantador, generoso, humilde e pra lá de atencioso e sempre super bem humorado com todos, mesmo com aqueles que ele não conhecia, daí tantas manifestações nas redes sociais de pesar pelo falecimento dele), iria se recuperar do delicado estado de saúde em que se encontrava já há um mês, desde que sofreu um AVC após um show no interior de Minas Gerais. Isso não aconteceu. E assim como Hansen nos deixou numa sexta-feira triste e desalentadora, Kid tb se foi ontem.

Rip queridão. Nunca iremos me esquecer das ótimas risadas que demos ao seu lado, dos papos que tivemos ao vivo em programas que vc apresentava nas rádios Brasil 2000 e 97fm, das discotecagens que você fez em festas noturnas promovidas pelo blog, e nem de tudo que aprendemos com você em termos de rock’n’roll (aaaaaah… aquelas fitinhas cassete que você nos gravou nos anos 90’, com os primeiros singles de umas tais bandas chamadas Oasis, Suede e Ride… quanta saudade!). Nunca, nunca iremos esquecer.

Você estará para sempre no nosso coração, esteja onde estiver agora. Quem sabe um dia a gente se encontra novamente por aí, em alguma outra estação.

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, discos, shows, filmes, livros, baladas etc)

 

***Como todos já estão sabendo, lá se foi o gigante Chris Cornell, que resolveu dar um fim na própria existência aos cinqüenta e dois anos de idade. O eterno e lendário vocalista do Soundgarden ainda estava em plena forma e era jovem ainda. Mas o blog até entende sua atitude: ele deve ter realmente ficado com o saco cheio desse mundo escroto e perenemente cinza no qual vive a igualmente escrota raça humana – um mundo onde apenas IDIOTAS encontram motivos para rir e sorrir. Rip, Chris!

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Chris Cornell: muito jovem ainda para o rock’n’roll e também para ter partido

 

***Cornell se foi. Scott Weiland também. Antes dos dois já tinham ido Layne Staley (do Alice In Chains) e Kurt Cobain. Quem restou da inesquecível geração grunge de Seattle? Eddie Veder, Mark Lanegan e a turma do Mudhoney. Por enquanto…

 

***A edição deste ano da Virada Cultural acontece neste finde (o postão zapper está sendo concluído no começo de uma chuvosa tarde de sextona, 19 de maio, em Sampa) e é provavelmente a mais fraca de todos os tempos. Atrações demais, qualidade de menos e nada impactante como nos anos anteriores. De qualquer forma dá pra “pescar” algo no meio das novecentas apresentações programadas, sendo que o blog pretende conferir as gigs do duo The Baggios e do baiano Maglore (no sábado à noite, no palco rock da rua 7 de abril), além da sempre gata Tiê (no Centro Cultural São Paulo, já na madrugada do domingo), da selvática Karina Buhr (também no CCSP, mas no domingão à tarde) e o sensacional trio rock instrumental gaúcho Pata De Elefante (novamente no palco 7 de abril, no final da tarde de domingo). Pra quem se interessar a programação completa da Virada está aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/, e aqui também: https://www.facebook.com/viradaculturaloficial/?hc_location=ufi.

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Duas gatas que valem a pena ver suas gigs na Virada Cultural deste final de semana em Sampa: Tiê (acima) e Karina Buhr (abaixo)

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***Já na semana que vem, mais especificamente na quinta-feira (25 de maio) rola a festa TinyBox – No Hits, no clube Alberta (que fica no centrão de Sampa). Promovido pelo chapa e agitador cultural e dj Ricardo Lopes, o evento pretende centrar a dj set toda apenas em lados “b” e faixas esquecidas do rock alternativo dos anos 80’ até os 2000’. A proposta é bem bacana e interessante e estas linhas bloggers pretendem estar lá, sendo que todas as infos pra quem quiser conferir a balada estão aqui: https://www.facebook.com/events/635931713268902/?active_tab=about.

 

***E fechando a tampa, claaaaaro, não poderíamos deixar de falar algo sobre a HECATOMBE NUCLEAR política detonada pela delação (abastecida com áudios, fotos e filmagens) dos manos boiadeiros donos da JBS. É o FIM finalmente (e vivemos para ver este dia chegar) do desgracento vampiro bandido golpista que ocupa a cadeira de presidente desse triste bananão tropical, além do seu PARSA quadrilheiro, o COCALERO Aébrio Fezes. Se dessa vez os dois não rodarem, Zap’n’roll sinceramente DESISTE dessa porra de país. A conferir…

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OS GRANDES KASABIAN E SLOWDIVE LANÇAM SEUS NOVOS DISCOS E CONFIRMAM MAIS UMA VEZ: O ROCK’N’ROLL AINDA ESTÁ VIVO GRAÇAS A VETERANOS COMO ESSAS DUAS BANDAÇAS INGLESAS

Yep, são duas das melhores formações que o rock inglês pode oferecer ao mundo nos últimos vinte e cinco anos. E ambos os grupos lançaram na semana passada (no mesmo dia, inclusive) seus novos álbuns de estúdio. São discos distintos entre si pois o som de um grupo nada tem a ver com o outro. No entanto tanto o indie dançante e que combina guitarras com eletrônica do Kasabian quanto o shoegazer clássico do Slowdive acabam de colocar nas lojas dois discos que já podem entrar facilmente na lista dos melhores lançamentos de 2017 – e sendo que nenhum dos dois CDs deverá ganhar edição física brasileira, o que não quer dizer praticamente nada nestes tempos onde tudo pode ser escutado de graça na web. O quarteto liderado pelo vocalista Tom Meighan e pelo guitarrista Sergio Pizzorno mantém uma impressionante consistência musical e artística em “For Crying Out Loud”. Já o veterano Slowdive reaparece com um impecável e homônimo trabalho inédito, após passar mais de vinte anos longe dos estúdios.

Surgido em Reading, na Inglaterra, em 1989, o Slowdive (atualmente integrado pelos vocalistas e guitarristas Neil Halstead e Rachel Goswell, pelo também guitarrista Christian Savill, pelo baixista Nick Chaplin e pelo baterista Simon Scott) logo se destacou na então nascente cena indie shoegazer inglesa, composta por aquelas bandas cujos integrantes tocavam de cabeça baixa no palco (quase que olhando apenas para os próprios pés) e cujas melodias das canções combinavam guitarras noise com ambiências tristonhas emoldurando letras oníricas. O primeiro álbum no entanto demorou um pouco a sair e foi lançado apenas em 1991, recebendo boa aceitação por parte da imprensa e do público. Com os dois discos seguintes (editados em 1993 e 1995) o Slowdive consolidou sua posição no cenário alternativo britânico e se tornou uma espécie de cult band até interromper sem grandes explicações suas atividades no mesmo ano em que lançou seu terceiro trabalho de estúdio. O conjunto ficou então quase duas décadas inativo e voltou a fazer apresentações ao vivo em 2014. E agora, vinte e dois anos depois do lançamento do último disco inédito, a banda finalmente mostra ao mondo rock que seu shoegazer noventista não ficou datado. Pelo contrário, está mais bonito e atual do que nunca e se mostrando imensamente necessário no atual esmaecido rock’n’roll planetário.

“Slowdive”, o álbum, mantém todos os procedimentos musicais que seduziram fãs e crítica no início dos anos 90’. São apenas oito canções e nelas estão as melodias contemplativas, melancólicas e bucólicas, os vocais lassos e vaporosos e as guitarras estridentes e tratadas com pedaleira. Essa ambiência resulta em momentos sublimes como o single “Star Roving”, seguramente uma das músicas mais bonitas já compostas pelo grupo e também candidata a um dos singles deste ano. Mas há mais no cd: “Sugar For The Pill” é de uma candura, docilidade, e bucolismo tristonho que encantam alma e coração do ouvinte, com seu baixo poderoso e sua condução melódica suave. Uma faixa com elementos sonoros preciosos e que praticamente inexistem no rock atual, que parece ter desaprendido como compor grandes músicas. E o Slowdive, ao contrário, manteve sua qualidade e seu conhecimento composicional inalterado, sendo que “No Longer Making Time” e “Falling Ashes” (que encerra o disco com seus oito minutos de impressionante clima melancólico, bordada com as notas oníricas e reflexivas de um piano que parece ser a reprodução sonora de uma alma tingida de inefável matiz cinza) demonstram isso de forma inebriante e inquestionável.

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Os novos discos do Slowdive (acima) e Kasabian (abaixo): dois veteranos que ainda trazem relevância e dignidade ao rock

 

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E o também já veterano Kasabian? Retorna com fôlego ultra renovado nesse mega dançante (mas também eivado de guitarras envenenadas) “For Crying Out Loud”, que levou três anos para ser lançado e sucede o igualmente muito bom “48:13”, editado em 2014. Já com duas décadas de existência o quarteto formado em 1997 na cidade inglesa de Leicester por Tom Meighan (vocais), Sergio Pizzorno (guitarras e vocais, além de principal compositor do grupo), Chris Edwards (baixo) e Ian Matthews (bateria) lançou até o momento seis álbuns de estúdio que nunca foram menos do que bons. A estréia em disco em 2004 com o homônimo “Kasabian” já colocou o conjunto em evidência entre crítica e público muito por conta das ótimas composições engendradas por Pizzorno, que habilidosamente mixava guitarras algo psicodélicas com melodias dançantes e bordadas com ambiências eletrônicas. Foi assim que a banda fez estourar seu primeiro hit, “Club Foot”, recriando no Reino Unido o mesmo clima de uma década antes, quando os Stone Roses também lançaram mão da mesma fórmula musical para chegar ao topo do rock inglês. Inclusive não deixou de haver quem enxergasse no Kasabian um êmulo do grupo do vocalista Ian Brown.

Mas o quarteto mostrou nos quatro discos seguintes que possuía uma personalidade musical muito forte e própria, notadamente no cd “Velociraptor!”, lançado em 2011. E agora consegue exibir novamente coleção de canções empolgantes e que já tornam este “For Crying…” um dos candidatos a figurar na lista dos melhores álbuns de rock deste ano. Sendo que não há nenhum grande segredo aqui: o Kasabian apenas procurou reeditar o que já vem fazendo muito bem há vinte anos. Assim o cd abre já em clima de total party com “III Ray (The King)” e prossegue dessa forma no primeiro single de trabalho, “You’re In Love With A Psycho”. “Good Fight”, “Wasted” e “Comeback Kid” mantém em temperatura elevada o clima de combustão reinante no trabalho, que exibe o grupo flertando também com nuances de reggae (em “Sixteen Blocks”) e resgatando o clima “madchester” dos tempos de “Fools Gold” (dos Stone Roses) nos mais de oito de minutos de “Are You Looking For Action”, que combina à perfeição guitarras, mezzo psicodelia e ritmo dançante. Melhor impossível.

Trata-se enfim, de um trabalho que desvela a grande capacidade do Kasabian em manter-se relevante em um tempo onde bandas não duram absolutamente nada e onde a sonoridade dos discos se torna obsoleta e enferrujada em questão de semanas. Pois este espertíssimo e ótimo “For Crying Out Loud”, em que pese sua capa bastante cafona (mostrando o velhote que é o road chefe do conjunto se debulhando em lágrimas), está bem longe da ferrugem. E mostra que o Kasabian felizmente continua sendo um dos grandes nomes do rock inglês dos anos 2000’.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO SLOWDIVE

1.”Slomo”

2.”Star Roving”

3.”Don’t Know Why”

4.”Sugar for the Pill”

5.”Everyone Knows”

6.”No Longer Making Time”

7.”Go Get It”

8.”Falling Ashes”

 

 

E O TRACK LIST DO NOVO KASABIAN

1.”Ill Ray (The King)”

2.”You’re in Love with a Psycho”

3.”Twentyfourseven”

4.”Good Fight”

5.”Wasted”

6.”Comeback Kid”

7.”The Party Never Ends”

8.”Are You Looking for Action?”

9.”All Through the Night”

10.”Sixteen Blocks”

11.”Bless This Acid House”

12.”Put Your Life on It”

 

 

OS NOVOS DISCOS DAS DUAS BANDAS AÍ EMBAIXO, NA ÍNTEGRA

 

 

E OS VÍDEOS DOS NOVOS SINGLES DE AMBAS

 

 

SLOWDIVE AO VIVO EM SP ONTEM, DOMINGO

Yep. A cult band shoegazer inglesa se apresentou na noite de ontem em Sampa. O blog acompanhou a gig e relata em detalhes como foi ela, através do texto do nosso colaborador Pedro Damian. Leia abaixo.

 

Precisamos falar de Slowdive

 

(Por Pedro Damian, especial para Zap’n’roll)

Serei honesto: quando decidi abrir o blog Shoegazer Alive em 2008 e comecei a compartilhar músicas do estilo shoegaze, um dos meus objetivos era tornar o gênero conhecido a ponto de criar um zumzum que chegasse aos ouvidos dos ícones (My Bloody Valentine, Slowdive, Ride, Swervedriver) e de alguma forma os motivasse a voltar à ativa – visto que todos seus membros estavam em outros projetos. A febre dos blogs na época instrumentalizou outros ativistas musicais a fazer o mesmo e 9 anos depois estou aqui, em pleno dia das mães, em frente ao palco do Cine Jóia, em São Paulo, onde o Slowdive se apresenta pela primeira vez no Brasil, fechando a terceira edição do Balaclava Fest. Posso dizer que a meta está mais que alcançada.

O Slowdive foi formado em Reading, Inglaterra, no final dos anos 80, por Neil Halstead (vocal e guitarra), Rachel Goswell (vocais, guitarra, teclado e pandeiro), Nick Chaplin (baixo), Christian Savill (guitarra) e Simon Scott (bateria). Sua discografia é composta por 4 trabalhos: Just For A Day (1991), Souvlaki (1993) e Pygmalion (1995) e o recente Slowdive, lançado no último dia 5. A banda encerrou o mesmo festival que trouxe em 2016 o Swervedriver, outro ícone shoegazer, mas de menor dimensão que o Slowdive. Muitos fãs que conheceram os ingleses via blog estavam no Cine Jóia, assim como os veteranos como eu que tiveram seu primeiro contato por meio de programas de rádio antenados (do mestre Kid Vinil, por exemplo, à época na Brasil 2000) e depois foram comprar os CDs importados em lojas especializadas (em São Paulo na Galeria do Rock e na Galeria Presidente). Analisando a imensa fila que se formou à porta do local

momentos antes da abertura das portas, previ que começado o festival dificilmente encontaria aqueles bocós que vemos normalmente em grandes festivais, de costas para o palco, fazendo selfies com caretas estúpidas e se preocupando mais em encher a cara do que com o que se passa no palco. Errei em parte. Sempre vai ter um ou outro boçal pra encher o saco de quem gosta de música. Porém, neste festival foram em número reduzido. Ainda bem.

A programação do terceiro Balaclava Fest foi variada e interessante. Abrindo os trabalhos o duo americano de guitarpop Widowspeak apresentou músicas de seus três discos (Widowspeak, de 2011, Almanac, de 2012, All Yours, de 2015) e do EP The Swamps, de 2013. Formada pela dupla Molly Hamilton (voz e guitarra) e Robert Earl Thomas (guitarra), que ao vivo costuma se apresentar com o baixista Willy Muse e o baterista James Jano (os quais não vieram para este show no Brasil, deixando só a dupla no palco), agrada pela baladas agridoces, quase folksters, que ganham suavidade com a bela voz de Molly. O ponto alto da apresentação ocorreu quase no final, na penúltima música, com uma versão arrebatadora de Wicked Game, tema do seriado Twin Peaks e que ficou famosa na voz de Chris Isaak.

Na sequência o indie americano do Clearance trouxe repertório baseado no último disco Rapid Rewards, de 2015, e algumas músicas novas. Ao vivo, Mike Bellis

(vocal e guitarra), Kevin Fairbairn (Guitarra), Greg Obis (baixo) e Arthur Velez (bateria) mostraram o mesmo que no disco citado. Se você ouve a música e não sabe quem está tocando, vai dizer que é Pavement. As mesmas inflexões vocais do Stephen Malkmus, as mesmas guitarras quebradas, mesma seção rítmica, estrutura das músicas… Já as músicas novas fogem um pouco desse quase plágio, colocando um pé no indie rock mais tradicional. Quem ama esse tipo de som como eu, adorou. Quem não conhecia bem ou não gostou deu as costas e foi tomar uma cerveja.

Missão terrível coube ao E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, banda paulistana de post-rock, formada por Lucas Theodoro, Luden Viana, Luccas Villela e Rafael Jonke, que viria a seguir: atrair a atenção do público que, naquela altura estava voltada para o show principal. O trabalho instrumental é refinado. Percebe-se que as músicas – poucas e longas – são bem trabalhadas e a banda deu o seu melhor para levantar o público, que a esta altura já lotava o Cine Joia. E conseguiu entusiasmar boa parte da galera, principalmente nas músicas mais pesadas, que flertam com o post-metal. Taí uma banda de futuro, ao menos no estreito nicho que atua, o rock instrumental. Terminado o show, encontro com duas grandes figuras desse segmento, Lucas Lippaus e Elson Barbosa [nota do editor do blog: mais conhecido como Elson BarBOSTA, rsrs], membros do Herod e capitães do selo Sinewave, especializado nesse tipo de som. Embora contente com a apresentação do E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Elson vaticinava o que esperava do show do Slowdive: “Vai ser lindo!”. A presença de vários músicos de post-rock no show do Slowdive não é à toa. Mesmo na

Inglaterra a banda é considerada como uma precursora do gênero, com suas canções em que o instrumental predomina sobre as letras e as estruturas musicais rebuscadas. Muitos consideram o terceiro álbum, Pygmalion, o primeiro disco de post-rock.

Um dos destaques do Balaclava Fest foi a pontualidade. Todos os shows começaram, se não na hora, poucos minutos depois do agendado. E o Slowdive, à maneira e à educação de seu país de origem, entrou com uma pontualidade britânica, às 21:20, como estava previsto pela organização do festival. Antes de passar ao setlist, algumas considerações gerais sobre o Slowdive e seus membros. A entrada triunfal de Rachel e o carinho com que foi recebida pelo público não deixa dúvidas: ela é a líder, a cara e o coração do Slowdive. Afastada dos palcos por 6 anos, devido a um problema no ouvido – que quase abreviou sua carreira – retornou timidamente à música como convidada especial de shows acustícos feitos pelo amigo Neil Halstead, em 2013 (isso é fácil de achar no youtube). Nem parece a Rachel de hoje: carinha de nerd, óculos… aparência quase de uma estudante ou dona de casa. No palco do Cine Joia, Rachel foi um vulcão: tocou

teclado (instrumento introduzido neste retorno da banda), pandeiro, guitarra, e, claro, nos brindou com sua belíssima voz! Por sinal, nas músicas novas, há uma gritante diferença nos vocais: Rachel “roubou” partes que no disco eram cantadas apenas por Neil. Interessante que seu entusiasmo contrasta com a frieza de grande parte das músicas do Slowdive, que, definitivamente, não foram feitas para o agito.

Já Neil Halstead, que costuma ser contido e bastante tímido nas apresentações, demonstrou uma simpatia e desinibição inesperados. Se Rachel é o coração da banda, Neil é o poeta. O construtor das letras que são feitas para se harmonizar musicalmente com as melodias. Seu talento nesse sentido é mais perceptível no Mojave 3, banda paralela que mantém com Rachel, aonde a tristeza das letras dão sentido às canções. Na guitarra ele é o número 2, que participa em alguns solos e no “wall of sound” das músicas características do Slowdive.

Já o engenheiro por trás do “wall of sound” da banda é Christian Savill, a guitarra número 1 e de onde saem os timbres que sustentam as melodias e caracterizam o som do Slowdive. Todos os sons mais agudos e os principais reverbs saem de lá. Seu trabalho é quase matemático… a elaboração de camadas e camadas de timbres, e noise de todos os tipos.

A “cozinha” do Slowdive, formada por Nick Chaplin (baixo) e Simon Scott (batera), devido à característica da banda, sempre ficou em segundo plano. Mas nas

novas músicas isso mudou. Não que o noise tenha sido deixado de lado em “Slowdive” em favor de músicas mais “pop”. Mas a participação do baixo e bateria ficou mais evidente. Até houve o caso de um pocket show realizado nos Estados Unidos em que o baixo do Nick foi mixado à frente das guitarras em Star Roving, em uma versão acelerada da música. Foi uma experiência única e que ficou bem interessante. No Brasil, entretanto, a versão tocada foi a do disco.

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O Slowdive ao vivo ontem em Sampa: emocionando a velha guarda shoegazer (foto divulgação)

O show no Brasil foi aberto com Slomo, a mesma música que abre o disco novo (que para mim deveria ser o título de Star Roving, que tem mais a ver – entendendo-se Slomo como uma junção dos nomes das bandas Slowdive e Mojave 3). A música mantém o mesmo ritmo lento das canções do Slowdive, com poucos momentos de noise, vocais esparsos de Neil e Rachel. A guitarra de Christian Savill conduz toda a canção, com seus timbres agudos e melódicos. Na sequência,  as duas primeiras músicas do Slowdive, incluídas no EP homônimo de 1990: “Slowdive” e “Avalyn”. Ambas trazem o wall of sound que caracterizou o shoegaze em seus primórdios: a primeira mais pop, com estruturas bem definidas, e a segunda mais viajante, com ampla passagem instrumental. “Catch the Breeze” encerra esse bloco das antigas, trazendo outro shoegazer clássico, inserido no álbum Just For A Day, de 1991. Foi a primeira música em que o público começou a se manifestar. Até então todos (exceto aqueles de sempre que vão aos shows para conversar e infernizar a vida dos outros, como pode ser comprovado em vídeos do show que upei no Youtube) estavam curtindo o show em silêncio.

“Crazy For You”, a música que se segue e que tem apena uma frase (Crazy for lovin’ you, repetida 9 vezes), mostra a incrível versatilidade de Neil em brincar com a sonoridade das palavras e estruturas musicais. Uma das músicas mais rápidas do set, com pouco mais de 4 minutos. Faz parte do terceiro álbum, Pygmalion, o mais experimental da banda. A seguir, um novo clássico, “Star Roving”, certamente a música do Slowdive com ritmo mais acelerado. Lembra muito Mojave 3, projeto paralelo de Rachel e Neil. O público respondeu com entusiasmo. Pela receptividade das músicas novas, o Slowdive fez uma grande jogada para se reinventar e manter-se relevante no atual cenário musical.

A sétima música continuou a missão de manter os espectadores agitados. “Souvlaki Space Station”, do segundo álbum, “Souvlaki”, mostra o lado space rock do Slowdive, gênero em que eles também mostram maestria, com um vasto repertório de efeitos. A seguir, outra música nova, “No Longer Making Time” que, junto com “Sugar For A Pill” dá a cara do novo Slowdive: ainda com ritmo lento, quase arrastado, com passagens quase minimalistas mescladas com um arranjo vocal perfeito entre Neil e Rachel.

Dagger, de Souvlaki, quebrou totalmente o ritmo da apresentação e surpreendeu a todos, inclusive a mim. Neil pegou sua guitarra e cantou a emotiva balada sem auxílio de outros instrumentos, inclusive pedais. Momento “acústico” do Slowdive. No final, até Neil bateu palmas para a platéia (alguns cantaram junto a letra).

As 4 músicas subsequentes foram o ponto alto do show. Alison, a bela música que abre Souvlaki, e que parece ter sido composta na fase anterior da banda, do shoegaze clássico do primeiro álbum (Just For A Day), ouriçou o povão (ao que parece Souvlaki era o favorito da galera). Muita gente cantando junto. Sugar For the Pill, uma das melhores do novo álbum, também conquistou uma receptividade surpreendente. Para mim é a melhor música do ano até agora. Mais uma vez, Rachel divide os vocais com Neil (enquanto no álbum, só aparece a voz do cantor). A seguir viria o que eu consideraria o ponto alto do espetáculo (até a música seguinte): When the Sun Hits, provavelmente a música mais conhecida do Slowdive. A perfeição de sua execução, o brilhante “wall of sound” entre

estrofes e refrão, faziam com que acreditasse que estava certo em minha previsão.

Não estava. Mesmo já tendo ouvido à exaustão tanto “When the Sun Hits” como “Golden Hair”, a cover de Syd Barret com que fecharam o show no set normal, não achava que a homenagem que fizeram ao ex-Pink Floyd soasse tão emocionante ao vivo. Que me desculpem Kevin Shields e Mark Gardner (os quais criaram impressionantes “wall of sounds” nas apresentações das músicas You Made Me Realize e Drive Blind, do My Bloody Valentine e Ride, respectivamente). Mas os seis minutos instrumentais de Golden Hair somam ao caótico noise ensurdecedor das músicas citadas das outras bandas shoegaze uma emoção que só grandes artistas conseguem criar.

Uma pausa para tomar água e o Slowdive volta para as duas músicas finais. “She Calls”, do terceiro EP da banda, Morningrise, de 1991, apesar de ser da fase inicial da banda mostra caminhos instrumentais que seriam retomados em Pygmalion. Muito noise, vocais esparsos, porém mais “desesperados” que o normal por parte da Rachel. Para encerrar, “40 Days”, do Souvlaki, encerra uma apresentação magnífica com chave de ouro. Uma das canções mais pop e mais emocionais escritas por esse gênio chamado Neil Halstead.

Uma noite gloriosa para os fãs de música, que poderia ter sido um pouco mais satisfatória por conta de algumas características típicas de shows em São Paulo e que parecem não mudar nunca. Primeiro, o preço das bebidas: uma latinha de Bud por 13 dilmas e Stella por 15 é um absurdo. Segundo: estacionamentos ao redor que fecham às 11 da noite (exata hora do encerramento dos shows). Como tive que sair para pegar o carro, não foi possível tentar conseguir uma foto com a banda nos camarins. Paciência.

O que o Slowdive mostrou compensa qualquer frustração. Oferece um estado de êxtase que compensa os aborrecimentos do dia a dia, cada vez mais frequentes.

 

***Pedro Damian, 51 anos de idade, é jornalista, fã de shoegazer britânico dos anos 90’ e editor do blog Shoegaze Alive (https://shoegazeralive9.blogspot.com.br/).

 

***O blog quer deixar registrado aqui que lamenta o profundo menosprezo e falta de atenção (além de também falta de respeito e educação) com que a produtora do show do Slowdive, Balaclava, tratou estas linhas zappers. Entramos em contato com os sócios da produtora (os músicos Fernando Dotta e Raphael Farah) em busca de infos sobre credenciamento para o evento. E nenhum dos dois sequer se dignificou a responder algo. Faz parte e pelo menos temos nesse post uma excelente cobertura da gig, através do ótimo texto do amigão Pedro Damina. Por certo a Balaclava só se importa em ganhar dinheiro com seus festivais e não faz questão que eles sejam cobertos jornalisticamente por um blog como Zap’n’roll, que tem cerca de 70 mil acessos mensais.

 

 

SLOWDIVE AO VIVO ONTEM EM SAMPA

Em dois momentos da gig, registrados no YouTube por Pedro Damian.

 

HÁ VINTE ANOS O RADIOHEAD LANÇAVA A OBRA-PRIMA “OK COMPUTER”, UM DOS ÚLTIMOS GRANDES DISCOS DA HISTÓRIA RECENTE DO ROCK

É realmente incrível como, à medida em que vamos envelhecendo, os anos parecem avançar de maneira muito mais rápida. Meteórica, até. É o caso dos últimos 20 anos da vida do autor destas linhas bloggers rockers: 1997 parece que foi ontem. E no entanto muita coisa mudou no mundo e na nossa existência nessas duas décadas.

Onde você estava em 21 de maio de 1997? Bien, este já velho jornalista rocker (e ainda loker) havia acabado de se mudar para uma república de estudantes no bairro da Liberdade, centrão selvagem e loki de Sampa (uma das piores fases da nossa vida quase sempre loka: sobrevivendo de frilas jornalísticos esporádicos, morando numa república, fumando crack etc. Mas mesmo assim, as BOCETAS não faltavam rsrs). E na Inglaterra o quinteto Radiohead estava lançando o disco que o tornou definitivamente mega banda: “Ok Computer”, talvez um dos últimos grandes álbuns da história recente do rock’n’roll mundial.

IMAGEMRADIOHEAD1997

O quinteto inglês Radiohead (acima) e sua obra-prima, “Ok Computer” (abaixo): um dos últimos álbuns seminais da história recente do rock mundial

CAPARADIOHEADOKCOMPUTER

 

O grupo liderado pelo eternamente estranhíssimo vocalista e letrista Thom Yorke vinha de dois trabalhos muito bem sucedidos (“Pablo Honey” e “The Bends”) mas que ainda meio que aprisionavam o conjunto na estreita redoma do indie guitar rock. Foi quando Yorke e o restante da turma literalmente piraram, soltaram suas amarras musicais e deu no que deu: “Ok Computer” era (e continua sendo) uma obra-prima sem igual. Ampliou os horizontes musicais do grupo quase ao infinito, e fez a transição perfeita entre o indie guitar inicial da banda e a sonoridade experimental e o art rock que a partir de então seria a marca registrada deles – e que, sejamos honestos, rendeu discos bem sacais na trajetória do Radiohead, como os posteriores “Kid A” e “Amnesiac”, progs demais pro gosto zapper.

Mas “Ok Computer” permanece, 20 anos após seu lançamento, como marco definitivo da trajetória do “Cabeça de rádio”. O disco que tem “Paranoid Android”, “Airbag”, “No Surprises” e, principalmente, a imbatível “Karma Police”. Yep, depois dele o quinteto ainda lançou trabalhos dignos de nota (“Hail To The Thief”, “In Rainbows”, o recente “A Moon Shaped Pool”), um único realmente ruim (“The King Of Limbs”) e segue na ativa – inclusive está em turnê mundial de promoção do último disco e talvez apareçam novamente aqui em 2018. Fica a nossa torcida em relação a isso. E para celebrar as duas décadas de “Ok Computer”, nada melhor do que escutar novamente essa obra-prima, que está aí embaixo na integra.

 

 

OS DIAS ERAM ASSIM EM 1997, QUANDO “OK COMPUTER” FOI LANÇADO

***não havia internet, cels, apps e redes sociais no mundo em 1997. E por isso mesmo, definitivamente, o ser humano era mais feliz, menos solitário, menos egoísta, menos careta e mais liberal.

 

***mas Thom Yorke previa justamente um mundo sombrio, dominado por computadores e bastante desajustado nas relações humanas, nas letras das canções de “Ok Computer”.

 

***o disco era complicado e difícil, não restava dúvida quanto a isso. A gravadora do grupo (a Parlophone) ficou decepcionada com o material entregue pela banda e previu que o álbum seria um fracasso de vendas. Pois “Ok Computer” emplacou nada menos do que quatro singles nas paradas e rádios do mundo inteiro. E é até hoje o disco mais vendido da história do Radiohead. Ou seja: os ouvintes de música mundo afora também eram mais inteligentes e cultos naqueles tempos. E se tornaram muito mais BURROS de 20 anos pra cá.

 

***como o blog conheceu “Ok Computer?”. Bien, Finaski já conhecia o Radiohead, óbvio. Mas não era nenhum fã de carteirinha do conjunto. Foi quando começou a ter um “affair” com uma magrela de bunda e peitos miúdos que morava no bairro do Belém, começo da zona leste de Sampa, e que AMAVA ser fodida no cu pequeno pela grossa rola fináttica, rsrs. Ela nem era muito bonita. Mas tinha uma cultura elevadíssima para a sua pouquíssima idade (20 anos). E literalmente AMAVA o Radiohead. Foi de tanto freqüentar sua casa e ouvir zilhões de vezes “Ok Computer” na sua cia que o sujeito aqui acabou se rendendo à genialidade do disco.

 

***em Sampa a maior lenda do circuito alternativo noturno da cidade estava chegando enfim ao fim: o Espaço Retrô (só quem freqüentou e viveu momentos inesquecíveis e incríveis ali sabe o que aquilo significou em nossas vidas e em nossos anos jovens) fechou suas portas em 1998. Ano em que o Radiohead acabou também se transformando em febre por aqui.

 

***uma febre tão grande que levou este Finaski a sugerir ao nosso eterno e amado Pomba (então “editador-chefe” da edição impressa da revista Dynamite, uma das principais publicações de rock do Brasil naquela época) que déssemos uma CAPA para a banda na revista. Essa capa veio na última edição de 1998, em texto/perfil do grupo assinado por Zap’n’roll e complementado por uma entrevista exclusiva que o nosso então correspondente em Londres, Celso Barbieri, conseguiu com o vocalista Thom Yorke.

CAPADYNAMITE1998

A extinta revista alternativa Dynamite e sua edição de dezembro de 1998: a capada publicação registrou a explosão mundial (Brasil incluso) de popularidade do Radiohead

***yep, não existem mais bandas como o Radiohead nos anos 2000’. Nem discos como “Ok Computer”. E muito menos revistas como a saudosa Dynamite – na boa: a imprensa musical e rock brasileira literalmente ACABOU. Ou você ainda duvida disso?

 

 

MUSA ROCKER TOTAL DELICIOUS – A LINDAÇA E GOSTOSASSA FLÁVIA DIAS

Nome: Flavia Dias.

Idade: 38 e alguns quebrados.

De onde é: São Paulo.

Mora onde e com quem: Moro na masmorra de um castelo com um dragão caralhudo.

O que faz: Escrevo e leio almas. E nos intervalos, se pedir com jeitinho, eu faço tudo.

O que estudou: O único diploma que tenho não serve pra porra nenhuma. E me recuso dizer que tenho ensino médio completo porque pra mim, nada que é médio pode ser completo. E vou dizer-lhes mais: em meio livro do Dostoiévski aprendi muito mais do que em todas as escolas que estudei. A minha ignorância vem do bolso mesmo, porque acho que nem berço eu tive. Enfim, eu leio.

Três discos: Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets. (E de preferência com muitos Baurets),

Uah Bap-Lu-Bap-Lah-Béinn-Bum!  (Toca Raul!! ) e Beggars Banquet (The Rolling Stones (porque aquela noite foi incrível)

Três bandas ou artistas: Rita Lee, Janis Joplin, Rolling Stones.

 

Três filmes: Psicose, Taxi Driver, Um estranho no ninho.

Três diretores: Quentin Tarantino, Charlie Chaplin, Steven Spielberg.

Três livros: Notas do Subsolo (Dostoiévski), Pergunte ao pó (John Fante), Misto Quente (Bukowski).

Um show inesquecível: Inesquecível mesmo foi o primeiro. Titãs. Eu tinha uns doze anos, e até hoje me arrepio quando lembro da multidão mandando as oncinhas pintadas, as zebrinhas listradas, e os coelhinhos peludos se fuderem. Foi mágico. Acho que nem foi o show mais foda que eu fui, mas foi o único que eu estava sóbria, deve ser por isso que eu lembro.

Como o blog conheceu Flavinha: ela é super amiga de uma outra amigaça (e também musa rocker) zapper, a escritora e roteirista Juliana Frank. Foi assim que, algum tempo atrás, o velho jornalista ainda loker conheceu a morenaça pessoalmente, quando todos estavam “derrubando” algumas brejas no bar Cemitério de Automóveis, do dramaturgo Mário Bortolotto. Conheceram e não se desgrudaram mais: o blog estava no último finde no apê de Flávia, tomando um ótimo cabernet sauvignon chileno e admirando sua incrível coleção de livros (ela é fã dos russos e dos beats americanos, entre outros). Mas enfim, chega de papo, rsrs. Podem preparar as bronhas, ulalá! Aí embaixo o ensaio fodástico de miss Flávia, em imagens registradas pelo seu Love boy, o fotógrafo Daniel Inácio.

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Ela ama (assim como o blog também ama) os Stones

 

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Ela ama Allen Ginsberg

 

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Ela ama vinho e letras

 

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Ela ama se desnudar e refletir

 

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Ela AMA nos provocar e nos enlouquecer

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E FIM DE PAPO

Postão já está gigantão, néan? Então ficamos definitivamente por aqui porque a sextona já chegou e tem Virada Cultural em Sampa nesse finde. De modos que deixamos para o próximo post (sem falta!) uma análise mais bacana sobre o novo álbum do Vanguart (“Beijo Estranho”) e também sobre a estréia em cd da banda surf instrumental paulistana Pultones, sendo que o disco deles está em sorteio lá no hfinatti@gmail.com.

Beleusma? Então é isso. Logo menos voltamos aqui com postão inédito do blog que há catorze anos se mantém como um dos campeões de audiência da blogosfera brazuca de cultura pop. Até mais!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 19/5/2017 às 15hs.)

AGORA VAI!!! (com postão finalmente novão mas aproveitando infos e textos do anterior) – O mundo anda total cinza, a política brasileira continua mais IMUNDA do que nunca, a sociedade brazuca está cada vez mais intolerante e bestial e o blog zapper vai levando como pode, detendo sempre seu olhar sobre a cultura pop e falando neste post sobre o beeeeem desconhecido (por aqui) grupo indie rock/folk canadense Half Moon Run e também (finalmente) dando suas impressões do novo cd do Radiohead; tem também papos sobre os novos discos dos Strokes e do Garbage e um resumo do que foi a Virada Cultural em Sampa (em imagens bacanas); o ASSALTO ao bolso que vai ser o preço dos ingressos pra ver o grande Wilco em outubro e, em compensação, o festival da Cultura Inglesa trazendo gigs do Kaiser Chiefs e da Nação Zumbi NA FAIXA; o novo pub/estúdio de tatuagem fodão do baixo Augusta, a boa radio rock mantida por uma operadora de TV a cabo e mais isso e aquilo no blogão que (assumimos) demora um pouco a ser atualizado, mas quando chega com postão novo… bota pra foder, ulalá! (postão finalizado em 7/6/2016)

Half Moon Run O quarteto canadense de indie folk/rock Half Moon Run (acima) é mais uma das boas descobertas do blog zapper, nesses tempos em que está difícil descobrir novas e boas bandas no mondo rocker; já na Virada Cultural de São Paulo deste ano o já clássico indie guitar dos Pin Ups  (abaixo) mostrou que está em plena forma, mesmo com mais de vinte anos de existência: fizeram showzão (abaixo) e depois rolou comemoração no camarim, pelos nivers de Flávio Forgotten e Adriano Cintra, com direito a participação de Zap’n’roll (também abaixo)

IMAGEMPINUPSLIVESP2016II

FINATTIPINUPS2016

 

O mundo anda tão complicado…

Essa constatação já havia sido feita pelo saudoso e genial Renato Russo, em uma canção da inesquecível Legião lá por 1991 (portanto, há vinte e cinco anos). O que o falecido letrista e vocalista da maior banda da história do rock brasileiro diria então, se vivesse nos dias atuais? Nesses tempos abolutamente tenebrosos com o país mergulhado em abismo econômico jamais visto, sendo administrado nesse momento por um governo moralmente total ilegítimo e politicamente tão desonesto e corrupto quanto supostamente era aquele que foi banido do poder. O que Russo diria ao se deparar com tamanha BESTIALIDADE e conservadorismo das pessoas? Com a grande ignorância, falta de cultura e total despreparo intelectual da maioria do brasileiro médio, o que o torna cada vez mais reacionário e moralista hipócrita? O próprio Renato disse, durante entrevista ao autor deste blog (para a finada revista Interview, em matéria que foi publicada nela em janeiro de 1994), que “a ignorância é VIZINHA da maldade”. Sábia observação a dele e que se projeta de maneira assombrosa e gigantesca nos tempos atuais, quando uma atriz como a bela Bruna Linzmeyer é massacrada em redes sociais apenas porque afirmou, durante uma entrevista, que namora uma… mulher (leia sobre aqui: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2016/05/10002143-valeu-a-pena-bruna-linzmeyer-se-expor-tanto.shtml). Ou quando o Brasil é VERGONHOSAMENTE noticiado no mundo todo por conta do BÁRBARO estupro sofrido por uma adolescente de apenas dezesseis anos, no Rio De Janeiro (a outrora “cidade maravilhosa” e que hoje está reduzida a escombros em termos de violência urbana). E isso em pleno 2016, já há mais de quinze anos no século XXI e quando o ser humano deveria estar plenamente despossuído de qualquer moralismo e preconceito de ordem racial, política, social, sexual, comportamental etc. Mas a verdade é que nos últimos vinte ou trinta anos a humanidade ANDOU PRA TRÁS nessas questões (na evolução tecnológica, sem dúvida alguma, ela continuou avançando como nunca) e regrediu tremendamente nelas. Desta forma todo esse quadro torna a alma e o coração de Zap’n’roll cada vez mais cinzas (fora que andamos passando, nos últimos dias, por turbulências de ordem pessoal, emocional e amorosa). E a cada renovação do post daquele que é um dos blogs de cultura pop e rock alternativo mais acessados do Brasil (o nosso, o que muito nos orgulha), sentimos enooooorme dificuldade em continuar achando algo que nos motive com força a continuar em meio a esse caos que se transformou o Brasil e o planeta como um todo. E se continuamos é porque sabemos que leitores ainda nos querem. E nos querem vendo falando de descobertas bacanas, como o grupo indie rock/folk canadense Half Moon Run (que nem é tão novo assim e chega a ser meio surpreendente que NENHUM blog brazuca de rock alternativo tenha escrito UMA LINHA sobre eles até hoje), sobre o qual detemos um olhar mais atento nesse post que você começa a ler agora, que está entrando no ar excepcionalmente na tarde de uma segunda-feira amena em Sampa – sendo que iremos prolongando os trampos por aqui e ampliando e “engordando” o material ao longo semana, okays? Então vamos em frente porque o mundo anda mesmo muuuuuito complicado e cultura e ótima música e rock’n’roll sempre ajudam a aliviar um pouco a sensação de que quase nada mais vale a pena nesse planeta fodido como ele está atualmente.

 

  • Pois então: rolaram tretas técnicas por aqui, o blogger ainda loker acabou se enrolando todo e achamos melhor abrir um novo e CAPRICHADO postão pra começar esta semana, ao invés de concluir o anterior. Então cá estamos, aproveitando sim algo do anterior (como o editorial de abertura, que continua com seu texto totalmente válido e atual) e acrescentando muuuuuito mais. Vai lendo que tem assunto pra curtir a semana toda.

 

 

  • Mas vale o pedido: alô Porta80 (o servidor do blog): VAMOS POR ESSA PORRA PRA FUNCIONAR DIREITO, pode ser?

 

 

  • Que horror e que vergonha pro Brasil inteiro o episódio BESTIAL que aconteceu no Rio de Janeiro, onde uma adolescente de dezesseis anos de idade foi brutalmente CURRADA por mais de trinta ANIMAIS (sim, pessoas que cometem uma barbárie desse nível não podem ser classificadas como seres humanos). Sabe aquela célebre história de que o brasileiro é o povo mais CORDIAL do mundo? Já Elvis, amigão. A sociabilidade brazuca já foi pra puta que pariu há séculos. E somente TROUXAS ainda crêem nela. Isso aqui virou terra de ninguém, o blogger zapper tem VERGONHA de ser brasileiro e o Brasil tornou-se mesmo a nação da sociedade bestial e do salve-se quem puder e NENHUM deus (ele, há muito, deixou de ser brasileiro) por todos.

 

 

  • Começamos a parte política de nossas notas iniciais falando da GIGANTE VERGONHA do caso da merenda escolar no Estado de São Paulo (boa parte dos alunos não a recebem, estão sem ter o que comer e ainda há o escândalo da corrupção em torno dela, patrocinado pelo PSDBosta, claro). Então esqueçamos um pouco a GRANDE MERDA em Brasília (com o governo ilegítimo de Michel “mordomo de filme de terror” Temer) e nos detenhamos em São Paulo, Estado há mais de 20 anos DOMINADO pelo PSDB e (des) governado por esse BANDIDO, FILHO DA PUTA, SUJO, ESCROTO, COVARDE e CANALHA chamado Geraldo AlckMERDA. Não bastasse tudo o que este crápula tem feito em sua administração DANTESCA (ou, como disse o jornalista e amigo Jairo Lavia em sua página no Facebook: “Veja bem, o governo Alckmin é acusado de dar calote no Metrô, surrupiar merenda, bater em estudante, matar inocentes, desocupações arbitrárias e junto com o PSDB de promover um esquema de corrupção nos trens metropolitanos e outras roubalheiras. Mas o MPSP está mesmo é preocupado com a rasteira que o Haddad deu num tal historiador de botequim. Como disse o Marcelo Rubens Paiva, “nossas instituições são uma merda!”), há agora a CEREJA do bolo. Não que a questão da PORCA (ou imunda?) merenda (e até a falta dela, já que a corrupção envolvendo a dita cuja, com gente do tucanato envolvida até o pescoço na parada que está ROUBANDO COMIDA DA BOCA DE CRIANÇAS) seja novidade a essa altura do campeonato. Mas nos IMPRESSIONOU de verdade (e da pior forma possível) esse vídeo postado no YouTube pela Trip TV. A emissora da revista convidou um crítico gastronômico para PROVAR e AVALIAR, durante uma semana, a MERENDA que o (des) governo paulista serve aos estudantes da rede pública. É, numa palavra, ESTARRECEDOR. Sendo que o vídeo (André Forastieri, o homem do portal R7, informa que mr. Alcksujo está mandando sua tropa de choque ligar para as grandes redações de mídia, para tentar CENSURAR a veiculação do vídeo mas ele, FELIZMENTE, já mega viralizou) pode ser visto aí embaixo (obs: parabéns por estar na equipe de produção do vídeo, Camila Eiroa. Você ainda vai longe como jornalista!). Assim, o que podemos desejar é que todos os IMBECIS que votaram nesse MONSTRO da sordidez política e têm filhos estudando na rede pública paulista, tenham CONGESTÕES infinitas (eles, os pais, não seus pobres filhos).

 

  • Bien, pelo menos a semana passada terminou com a notícia de que será aberta na Assembleia Legislativa de São Paulo a CPI da merenda escolar. Vamos ver no que ela vai dar…

IMAGEMALCKMINLADRAODEMERENDA

 

  • E mr. Sérgio Machado (ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras), com sua delação premiada aceita pelo STF, é o novo “homem-bomba” da república das bananas. Pelo jeito (e segundo o próprio delator afirma) não vai sobrar NINGUÉM em Brasília, uia!

 

 

  • E pra uma semana (a passada) que teve feriadão (no Brasil), até que ela foi beeeeem agitada no mondo pop/rock, néan. E um desses agitos ficou por conta do já veterano quinteto indie nova-iorquino The Strokes, que liberou na web o ep “Future Presente Past”, com três músicas inéditas (e um remix para uma delas). Com lançamento oficial marcado para o próximo dia 3 de junho, o ep é o primeiro sinal de vida (em termos de material inédito de estúdio) da turma do vocalista Julian Casablancas desde 2013, quando a banda editou o cd “Comedown Machine”. De qualquer forma ele já está disponível para audição em todos os lugares possíveis (como o Spotify, sendo que você pode conferir o dito cujo aí embaixo). E o que estas linhas rockers acharam de “Future Present Past”? Bien, o grupo já está com uma década e meia nas costas e cinco álbuns lançados. Sendo que o primeiro deles, “Is This It?” (2001) continua sendo a obra-prima dos Strokes, um disco irretocável do inicio ao fim e onde o conjunto reeditou as melhores melodias herdadas do proto-punk novaiorquino dos anos 70’ e também as melhores ambiências inspiradas em gigantes como Velvet Underground e Television. Depois é o que se sabe: Julian e cia. nunca mais conseguiram gravar algo no mesmo nível e a qualidade musical foi caindo disco a disco. Assim o novo ep possui duas faixas razoáveis: “Drag Queen” (que soa algo melancólica e traz de volta as melodias inspiradas em Television) e “Threat of Joy” (que soa como um mix improvável de proto-punk com eflúvios de… bossa nova!). Já “Oblivius” é inclassificável e ruim de doer. Resumindo a ópera: para um conjunto que ficou três anos sem gravar e agora solta um ep com duas músicas razoáveis e uma total descartável, é de se esperar com apreensão o material que virá no trabalho completo. Mas nunca se sabe. Vai que os já “velhos” Strokes ainda nos surpreenda com um discão…

 

  • E assim como os Strokes quem também lança disco novo agora em junho (mais especificamente no dia 10) é o ainda fodão e adorado quarteto americano Garbage. Yep, aquele mesmo da tesudíssima e loka vocalista loira Shirley Manson (a única não americana da banda; ela nasceu na Escócia e está inacreditavelmente GOSTOSÍSSIMA aos quase cinqüenta anos de idade, que irá completar em agosto próximo) e do super produtor Butch Vig (o sujeito que comandou a produção de um certo “Nevermind”, de um certo Nirvana). Só que ao contrário do grupo de Julian Casablancas, o Garbage ameaça soltar um discaço. Pelo menos é essa a impressão que fica quando escutamos “Empty”, primeiro single de trabalho de “Strange Little Birds”, que sucede o também muito bom “Not Your Kind of People”, editado há quatro anos. Pois então: em entrevistas para promover o álbum miss Manson já adiantou que a sonoridade dele remete ao começo do conjunto, algo entre o grunge de Seattle e o sombrio pós-punk inglês oitentista. Um disco algo “sinistro”, como são os tempos atuais, segundo a mulher que ainda povoa os sonhos eróticos zappers e também do nosso amado super DJ André Pomba, uia! Enfim, “Empty” possui guitarras ferozes, melodia poderosa e que “pega” o ouvinte na primeira audição e sinaliza que o Garbage continua mais em forma do que nunca. A conferir o restante do material dentro de mais alguns dias. Sendo que o vídeo para o primeiro single você pode ver aí embaixo.

 

  • O país é total sem memória e outros blogs de cultura pop brazuca também são. Mas Zap’n’roll não poderia deixar de registrar que nesta semana um gênio GIGANTE e IMORTAL do rock’n’roll ficou mais velho. Sim, mr. Bob Dylan completou setenta e cinco anos de idade na semana passada. Pouca gente comentou sobre mas estas linhas rockers bloggers deixam aqui seu registro e nossos parabéns ao sujeito que deu ao mundo milhares de obras-primas, entre elas “Like A Rolling Stone” e “Mr. Tambourine Man”.

 

 

  • A gigante Sony Music arrancou a gorducha (hoje, nem tanto) Adele das mãos da gravadora inglesa XL Recordings. Valor da putaria, quer dizer, transação: módicos US$ 131 milhões. Aí cabe a pergunta: quantas vidas inteiras a cantora precisaria viver pra torrar toda essa grana?

 

 

  • Já o Radiohead segue fazendo a turnê de divulgação do novo álbum (que, sim!, será resenhado nesse mesmo post, lá embaixo nas indicações culturais do blog) e causando comoção entre os fãs, ao “desenterrar” canções que estavam “banidas” do repertório ao vivo do conjunto. Somente na semana passada Thom Yorke e cia brindaram os franceses com versões de “Creep” e “2+2=5”, que não eram tocadas nos palcos há pelo menos seis anos.

 

 

  • O WILCO FINALMENTE VOLTA AO BRASIL, MAS O PREÇO DOS INGRESSOS… SOCORRO! – Ok, ok, todo mundo ficou mega feliz e satisfeito com o anúncio na última segunda-feira (em que o BANDIDO Romero Jucá foi PILHADO em escuta telefônica, articulando pra frear a Lava Jato) de que o grande Wilco finalmente volta ao Brasil, após 10 anos de ausência. A bandaça alt country liderada pelo gênio Jeff Tweedy e uma das mais amadas por estas linhas bloggers rock dos anos 2000’, toca dia 8 de outubro num tal de Urban Stage, em Santana (zona norte da capital paulista), em comemoração aos dez anos do festival e do blog Popload. Tudo ótimo, tudo lindo não fosse um “pequeno” detalhe: é isso mesmo o valor dos ingressos? 300 temers a pista simples, 500 PAUS a FAMIGERADA pista Premium e 700 DINHEIROS um camarote? É isso mesmo Lucio Ribeiro (um dos sócios do Popload fest e editor do blog homônimo)? Não era VOCÊ quem sempre combatia em seus posts a INFÂMIA que é ter pista premium em shows? E agora, mudou de idéia? Quem o convenceu de que é melhor ganhar mais grana sangrando o bolso dos pobres (e muitas vezes otários) fãs que desejam muito ver sua banda preferida o mais perto possível em uma gig dela? Sua sócia, miss Paola Wescher? Huuummm… E não venham com o bla bla blá de que esses são os valores CHEIOS dos tickets, que dá pra comprar meia entrada etc, etc, etc. O zapper, por exemplo, não tenho carteira de estudante e nem é a favor de falsificar uma. E como miss Paola não morre de amores ppelo autor deste espaço rocker online (muito pelo contrário) desde que namorou com aquela escrotice em forma de ser humano chamado José Merda Flávio Jr, obviamente irá barrar (como já o fez anteriormente) qualquer pedido nosso para se credenciar para o evento. E como mr. Luscious, por quem temos respeito e já tivemos muita amizade e simpatia (e não sabemos se ele tinha por nós) não irá brigar com sua sócia por nossa causa, iremos PENSAR se vamos ou não. Se for, será com ingresso COMPRADO, com recursos do nosso bolso. Mas realmente achamos desagradável um show do Wilco ter ingressos a até 700 mangos – o que dá quase 200 dólares (pela cotação cambial de hoje) e sendo que nos Estados Unidos um show do mesmo Wilco não tem entrada custando mais de 30 dólares nem a pau, Juvenal. Isso, ao nosso ver, tira do festival seu aspecto mais, hã, alternativo. E coloca a marca Popload no mesmo patamar de GANÂNCIA (quanto mais faturar for possível em cima dos fãs, melhor) da terrível T4F, por exemplo. Não custa e não OFENDE perguntar: o Popload Festival é BANCADO pela cerveja Heinecken. Isso não é SUFICIENTE para baratear um pouco os preços cobrados nas entradas do mesmo? Só pra saber. E antes que nos esqueçamos: você vai no show do Wilco e paga o ticket mais caro, de 700 pilas. Pode botar aí também mais vários caraminguás pra pagar estacionamento, beber brejas dentro do local do show e comer algo por lá também ou depois que sair de lá. Ou seja: um rolê desses sai brincando uns mil reais, isso se você for SOZINHO. É muita grana, ainda mais com o país estando total fodido economicamente como está nesse momento. E como se não bastasse esse autêntico assalto ao bolso pra se assistir ao grande Wilco, a banda americana acaba sendo, de fato, talvez a única atração que valha realmente a pena nesse Popload Fest. Battles? Grupelho de “math-rock” nova-iorquino que ninguém conhece aqui e nem nos EUA tem muita relevância na indie scene de lá. Mas mais bizarro (ou pior) ainda é a “nova revelação” da MPB (jezuiz… mais uma…), a cantora Ava Rocha. “Vendida” pela produção do evento como “cantora” (já lançou dois discos) e “cineasta” (!), Ava é mais uma daquelas figuras que, na falta de maior estofo e qualidade como compositora e CANTORA, empurra seu peixe na goela dos incautos como se ele fosse um mix de música “experimental” com nuances “avant gard”. Traduzindo: canções chatas pra gente metida a intelectual. Se você acha que o blog está sendo cruel demais com a garota, confira aí embaixo o vídeo que ela gravou para seu mais recente single (extraído do seu segundo álbum de estúdio, lançado ano passado), “Auto das bacantes”, que conta inclusive com a performance de uma modelo inteiramente nua, onde se sobressai sua XOXOTA PELUDONA, que aliás é o que mais chama a atenção no clip (Zap’n’roll sempre a d o r o u bocetas peludas, ahahahaha) porque a música, no final das contas, é ruim pra caralho.

 

  • Então, se pra assistir Wilco em outubro está um autêntico assalto ao pobre bolso dos fãs, de repente é muuuuuito mais vantajoso marcar presença em mais uma edição do já tradicional festival da Cultura Inglesa, não é? O evento deste ano rola no próximo dia 12 de junho, domingo, lá no Memorial da América Latina (zona oeste da capital paulista, e onde aconteceram todas as últimas edições do festival) e vai ter como shows principais os ingleses do Kaiser Chiefs (que sempre mandam bem ao vivo) e o já clássico Nação Zumbi. Sendo que o MELHOR da parada é que o Cultura Inglesa é DE GRAÇA. Você só precisa retirar os tickets no local indicado no site do festival, e ir curti-lo na boa, sem furar seu bolso por conta disso. Beleusma? O blog vai estar lá dia 12, claaaaaro. E espera ver seu dileto leitorado por lá também, sendo que as infos sobre ele estão aqui: http://www.culturainglesasp.com.br/wps/portal/Internet_New/cif/musica/show-de-encerramento.

IMAGEMKAISERCHIEFSLIVESP2015

Os ingleses do Kaiser Chiefs voltam a Sampa daqui a duas semanas, pra tocar no encerramento do festival Cultura Inglesa; e o que é melhor: DE GRAÇA!

  • Ainda falando em festivais, vai rolar um mezzo goth, mezzo metal em setembro em Sampa, o Maximus Fest, lá no autódromo de Interlagos em 7 de setembro. Vão ter gigs do já velho (mas ainda em forma, o blog supõe) Marilyn Manson e também dos alemães do Rammstein, além de outras bandas gringas e nacionais.

 

 

  • Postão começando agitadão, néan? Pois é, como o anterior não pôde ser concluído por problemas técnicos (como já dissemos mais acima), resolvemos caprichar nas notas iniciais desse. Mas vamos ao que interessa: dá um confere aê embaixo sobre uma descoberta, hã, “fofa” destas linhas lokers/rockers sempre atentas aos movimentos do indie rock planetário. O destaque desta vez é o quarteto canadense Half Moon Run, já há seis anos na ativa, dois discos lançados e uma sonoridade guitar folk/rock que vai encantar fãs de Crosby, Stills & Nash, Neil Young e Mumford & Sons.

 

 

DIRETO DO CANADÁ, O INDIE FOLK  ROCK BACANA DO HALF MOON RUN

Você aí do outro lado da tela do note (ou do tablet ou mesmo do smartphone) e que acompanha estas linhas bloggers sempre atrás de alguma novidade bacana no rock planetário atual, por acaso já ouviu falar do quarteto canadense indie folk Half Moon Run? Nunca? Sem problema: nem o blog conhecia o grupo até duas semanas atrás. E como uma de nossas funções é essa mesma (descobrir algum nome novo e que valha a pena no rock’n’roll atual, algo que está cada vez mais difícil), acabamos topando com o som dos garotos uma tarde dessas, enquanto ouvíamos a bacanuda rádio “new rock” operada por um canal de TV a cabo (mais sobre ela logo aí embaixo). Foi quando rolou a faixa “Full Circle”, que abre o primeiro álbum do grupo. O blog parou o que estava fazendo, aguçou seus ouvidos e se encantou com as nuances folk e a delicada melodia da música. E foi correr atrás de mais infos sobre o conjunto, claro.

O Half Moon Run existe há seis anos. Formado em Montreal (no gélido Canadá) em 2010, é integrado pelo vocalista e guitarrista Devon Portielje, pelo também guitarrista e tecladista Conner Molander, pelo baterista Dylan Phillips e pelo multiinstrumentista Isaac Symonds. E desde que surgiu a banda já lançou dois álbuns: “Dark Eyes”, em 2012, e “Sun Leads Me On”, editado em outubro do ano passado, sendo que é neste segundo trabalho que nosso espaço rocker online se deteu com mais atenção para escrever sobre a banda.

CAPAHALFMOONRUN2015

o segundo álbum de estúdio do quarteto canadense Half Moon Run, lançado ano passado

O som do HMR se insere basicamente na tradição do folk americano (de nomes como Neil Young e Crosby, Stills & Nash) mas com uma ambiência mais pop e atual, próxima ao do sumido Fleet Foxes (por onde andam?) ou até mesmo de Father John Misty (mas sem a chatice deste). Seria como se Bob Dylan se encontrasse com o Mumford & Sons e desse encontro saísse uma jam session recheada de canções divididas entre o bucolismo pastoral do folk e o pulsar de guitarras mais rockers. É mais ou menos isso que permeia os dois CDs lançados pelo HMR até o momento, notadamente no mais recente, “Sun Leads Me On”, um disco bordado com esmero e que exibe canções belíssimas como “Warmest Regards” (toda pontuada por violões e flautas suaves), “I Can’t Figure Out What’s Going On” (que começa calma para depois ganhar aceleração e guitarras mais agressivas que sustentam uma belíssima condução vocal), “Hands In The Garden” (encantadora em sua melodia algo melancólica), “Narrow Margins” (com seus violões dolentes), “Devil May Care” (idem, mais violões acalentando a alma de quem os ouve) ou a própria faixa-título. E mesmo quando a sonoridade do cd se mostra mais rock como em “Consider Yourself” (uma faixa que destoa bastante do restante do álbum, pela sua levada mais pop e com introdução até de alguma ambiência eletrônica, vejam só), ainda assim o Half Moon Run continua prendendo a atenção do ouvinte por mostrar versatilidade e liberdade criativa em sua proposta musical.

É um grupo beeeeem legal no final das contas. E que ainda pode render futuros bons discos. Já bem conhecido nas redes sociais (sua página no Facebook já tem mais de cento e cinqüenta mil likes), o Half Moon Run mostra que ainda há gente nova tentando fazer ótimo rock’n’roll em um tempo em que ele, o rock, vive à beira do abismo. E quem sabe o quarteto canadense não aparece qualquer hora dessas aqui pelos lados do bananão, para alguns shows? Fikadika para produtores como o nosso querido chapa Bruno Montalvão, da Brain Productions.

 

 

 

O TRACK LIST DO SEGUNDO DISCO DO HALF MOON RUN

1.”Warmest Regards”

2.”I Can’t Figure Out What’s Going On”

3.”Consider Yourself”

4.”Hands in the Garden”

5.”Turn Your Love”

6.”Narrow Margins”

7.”Sun Leads Me On”

8.”It Works Itself Out”

9.”Everybody Wants”

10.”Throes”

11.”Devil May Care”

12.”The Debt”

13.”Trust”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Full Circle”, a faixa de abertura do disco de estréia dela, “Dark Eyes”.

 

OS DOIS ÁLBUNS DO HMR PARA AUDIÇÃO NA ÍNTEGRA AÍ EMBAIXO

Através do YouTube (“Dark Eyes”) e do Spotify (“Sun Leads Me On”)

 

  • O blog zapper descobriu o Half Moon Run por acaso numa dessas madrugadas, quando ouvia os sons que eram tocados pela rádio “new rock” da operadora de TV a cabo NET (que o autor deste blog resolveu assinar há dois meses, depois de passar anos tendo problemas e encheção de saco com sua antiga operadora). Como todos sabem operadoras de telefonia e tv a cabo geralmente são um horror, ao menos no Brasil. Mas quando oferecem um serviço bacana e que merece elogios, é justo que façamos esse elogio. Pois as rádios disponibilizadas pela NET (MPB e rock, entre outras) têm mostrado uma programação com boa qualidade, principalmente a plataforma “new rock” que, sim, toca bandas surgidas nos últimos vinte anos e algumas bobagens mas, no geral, também mostra zilhões de nomes novíssimos e desconhecidos. Ou seja: vale a pena conferir e Zap’n’roll anda muito satisfeita com o que tem ouvido na rádio da TV NET.

 

 

VIRADA CULTURAL EM SAMPA 2016 – ALGUMAS IMAGENS PRA RESUMIR COMO FOI A BALADA

Foi a Virada mais tranqüila da capital paulista nos últimos anos. Com menos palcos na região central da cidade, mais policiamento ostensivo e alguns shows sensacionais a edição deste ano agradou quem foi conferir as gigs. O blog, por exemplo, passou boa parte da madrugada do último sábado pra domingo acompanhando a movimentação no palco rock (instalado na avenida Rio Branco, do lado da cracolândia paulistana). Lá se encontrou com amigos e chegados de alguns dos grupos que se apresentaram, e ainda conferiu ótimas performances dos Pin Ups, do conjunto reunido para fazer um tributo ao saudoso gênio Júpiter Maçã e também do veteraníssimo (mas sempre em forma) Violeta de Outono.

Abaixo algumas pics do que foi essa madrugada muuuuuito rock’n’roll em pleno coração de Sampalândia.

IMAGEMVIOLETALIVESP2016II

O já clássico space rock do Violeta de Outono (acima) foi um dos destaques do palco rock, na Virada Cultural deste ano; antes da banda entrar em cena, Zap’n’roll papeia com seu velho amigo Fábio Golfetti (abaixo), vocalista, guitarrista e líder da banda

FINATTIFABIDONI

FINATTIBETOBRUNO2016

A “beberança” foi brava no palco rock da Virada Cultural: o jornalista gonzo/zapper encontra com seu brother Beto Bruno (vocalista do Cachorro Grande, acima), após ter “secado” uma garrafa de Black Label no camarim dos Pin Ups (era niver do batera Flávio Forgottinho e do fofo guitarrista Adriano Cintra, ambos velhos “chegados” do blog); não satisfeito, o jornalista beberrão ainda foi “examinar” a qualidade do vinho que Beto estava tomando, hihi (abaixo)

FINATTIVINHO

IMAGEMBLACKLABELPINUPS

IMAGEMTEMERJAMAIS

E durante toda a Virada, o público disse NÃO ao governo ILEGÍTIMO que ocupou a presidência do país

 

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FIM DE PAPO

Complicações de última hora, ajustes na plataforma do WordPres e o post fica por aqui.

Mas ainda esta semana (até o final dela) entra novo postão (e com a resenha do novo Radiohead, promessa, rsrs). Falando da volta do Garbage e muuuuuito mais, podem esperar.

Até lá então, com beijos nas gatas e abraços nos garotos. Rock’n’roll sempre!

 

(finalizado por Finatti em 7/6/2016 às 11:30hs.)

 

O mundo anda total cinza, a política brasileira mais IMUNDA do que nunca e o blog zapper vai levando como pode, detendo sempre seu olhar sobre a cultura pop e falando neste post sobre o beeeeem desconhecido (por aqui) grupo indie rock/folk canadense Half Moon Run e também (finalmente) dando suas impressões do novo cd do Radiohead; tem Virada Cultural em Sampa neste finde e festa goth bacanuda semana que vem na capital paulista, na véspera de mais um feriadão; o novo pub/estúdio de tatuagem fodão do baixo Augusta, a boa radio rock mantida por uma operadora de TV a cabo e mais isso e aquilo em um post mais, hã, modesto (post em GIGANTE construção)

 

IMAGEMHALFMOONRUN

Você nunca tinha ouvido falar do quarteto rock/folk canadense Half Moon Run (acima)? Nem o blog até bem pouco tempo atrás, e trazemos essa “descoberta” para nosso dileto leitorado esta semana; afinal a banda mostra que ainda há inteligência e bom gosto no rock alternativo mundial atual e que ela é tão legal quanto continua sendo a lenda indie guitar brazuca Pin Ups (abaixo), que se apresenta neste sábado à noite (leia-se: amanhã) na edição 2016 da Virada Cultural na capital paulista

IMAGEMPINUPS2016

O mundo anda tão complicado…

Essa constatação já havia sido feita pelo saudoso e genial Renato Russo, em uma canção da inesquecível Legião lá por 1991 (portanto, há vinte e cinco anos). O que o falecido letrista e vocalista da maior banda da história do rock brasileiro diria então, se vivesse nos dias atuais? Nesses tempos abolutamente tenebrosos com o país mergulhado em abismo econômico jamais visto, sendo administrado nesse momento por um governo moralmente total ilegítimo e politicamente tão desonesto e corrupto quanto supostamente era aquele que foi banido do poder. O que Russo diria ao se deparar com tamanha BESTIALIDADE e conservadorismo das pessoas? Com a grande ignorância, falta de cultura e total despreparo intelectual da maioria do brasileiro médio, o que o torna cada vez mais reacionário e moralista hipócrita? O próprio Renato disse, durante entrevista ao autor deste blog (para a finada revista Interview, em matéria que foi publicada nela em janeiro de 1994), que “a ignorância é VIZINHA da maldade”. Sábia observação a dele e que se projeta de maneira assombrosa e gigantesca nos tempos atuais, quando uma atriz como a bela Bruna Linzmeyer é massacrada em redes sociais apenas porque afirmou, durante uma entrevista, que namora uma… mulher (leia sobre aqui: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2016/05/10002143-valeu-a-pena-bruna-linzmeyer-se-expor-tanto.shtml). E isso em pleno 2016, já há mais de quinze anos no século XXI e quando o ser humano deveria estar plenamente despossuído de qualquer moralismo e preconceito de ordem racial, política, social, sexual, comportamental etc. Mas a verdade é que nos últimos vinte ou trinta anos a humanidade ANDOU PRA TRÁS nessas questões (na evolução tecnológica, sem dúvida alguma, ela continuou avançando como nunca) e regrediu tremendamente nelas. Desta forma todo esse quadro torna a alma e o coração de Zap’n’roll cada vez mais cinzas (fora que andamos passando, nos últimos dias, por turbulências de ordem pessoal, emocional e amorosa). E a cada renovação do post daquele que é um dos blogs de cultura pop e rock alternativo mais acessados do Brasil (o nosso, o que muito nos orgulha), sentimos enooooorme dificuldade em continuar achando algo que nos motive com força a continuar em meio a esse caos que se transformou o Brasil e o planeta como um todo. E se continuamos é porque sabemos que leitores ainda nos querem. E nos querem vendo falando de descobertas bacanas, como o grupo indie rock/folk canadense Half Moon Run (que nem é tão novo assim e chega a ser meio surpreendente que NENHUM blog brazuca de rock alternativo tenha escrito UMA LINHA sobre eles até hoje), sobre o qual detemos um olhar mais atento nesse post que você começa a ler agora, que está entrando no ar já na tarde de uma sexta-feira amena em Sampa – sendo que iremos prolongando os trampos por aqui e ampliando e “engordando” o material ao longo do final de semana (de Virada Cultural na capital paulista) e da próxima semana, okays? Então vamos em frente porque o mundo anda mesmo muuuuuito complicado e cultura e ótima música e rock’n’roll sempre ajudam a aliviar um pouco a sensação de que quase nada mais vale a pena nesse planeta fodido como ele está atualmente.

 

 

  • E começamos nossas notas iniciais falando da GIGANTE VERGONHA do caso da merenda escolar no Estado de São Paulo (boa parte dos alunos não a recebem, estão sem ter o que comer e ainda há o escândalo da corrupção em torno dela, patrocinado pelo PSDBosta, claro). Então esqueçamos um pouco a GRANDE MERDA em Brasília (com o governo ilegítimo de Michel “mordomo de filme de terror” Temer) e nos detenhamos em São Paulo, Estado há mais de 20 anos DOMINADO pelo PSDB e (des) governado por esse BANDIDO, FILHO DA PUTA, SUJO, ESCROTO, COVARDE e CANALHA chamado Geraldo AlckMERDA. Não bastasse tudo o que este crápula tem feito em sua administração DANTESCA (ou, como disse o jornalista e amigo Jairo Lavia em sua página no Facebook: “Veja bem, o governo Alckmin é acusado de dar calote no Metrô, surrupiar merenda, bater em estudante, matar inocentes, desocupações arbitrárias e junto com o PSDB de promover um esquema de corrupção nos trens metropolitanos e outras roubalheiras. Mas o MPSP está mesmo é preocupado com a rasteira que o Haddad deu num tal historiador de botequim. Como disse o Marcelo Rubens Paiva, “nossas instituições são uma merda!”), há agora a CEREJA do bolo. Não que a questão da PORCA (ou imunda?) merenda (e até a falta dela, já que a corrupção envolvendo a dita cuja, com gente do tucanato envolvida até o pescoço na parada que está ROUBANDO COMIDA DA BOCA DE CRIANÇAS) seja novidade a essa altura do campeonato. Mas nos IMPRESSIONOU de verdade (e da pior forma possível) esse vídeo postado no YouTube pela Trip TV. A emissora da revista convidou um crítico gastronômico para PROVAR e AVALIAR, durante uma semana, a MERENDA que o (des) governo paulista serve aos estudantes da rede pública. É, numa palavra, ESTARRECEDOR. Sendo que o vídeo (André Forastieri, o homem do portal R7, informa que mr. Alcksujo está mandando sua tropa de choque ligar para as grandes redações de mídia, para tentar CENSURAR a veiculação do vídeo mas ele, FELIZMENTE, já mega viralizou) pode ser visto aí embaixo (obs: parabéns por estar na equipe de produção do vídeo, Camila Eiroa. Você ainda vai longe como jornalista!). Assim, o que podemos desejar é que todos os IMBECIS que votaram nesse MONSTRO da sordidez política e têm filhos estudando na rede pública paulista, tenham CONGESTÕES infinitas (eles, os pais, não seus pobres filhos).

IMAGEMALCKMINLADRAODEMERENDA

  • O mondo pop/rock segue total calmo nos últimos dias. E esta semana quase não tivemos nenhuma notícia digna de nota aqui. Yep, vai rolar um festival mezzo goth, mezzo metal em setembro em Sampa, o Maximus Fest, lá no autódromo de Interlagos em 7 de setembro. Vão rolar gigs do já velho (mas ainda em forma, o blog supõe) Marilyn Manson e também dos alemães do Rammstein, além de outras bandas gringas e nacionais. Fora isso mais nada a destacar. Por enquanto…

IMAGEMMARYLINMANSON

O metal/goth do inferno Marilyn Manson: show dia 7 de setembro em São Paulo

 

  • Então iremos ampliando nossas notinhas aqui assim que paradas mais legais surgirem, okays? Por hora dá um confere aê embaixo sobre uma descoberta, hã, “fofa” destas linhas lokers/rockers sempre atentas aos movimentos do indie rock planetário. O destaque de hoje é o quarteto canadense Half Moon Run, já há seis anos na ativa, dois discos lançados e uma sonoridade guitar folk/rock que vai encantar fãs de Crosby, Stills & Nash, Neil Young e Mumford & Sons.

 

 

DIRETO DO CANADÁ, O INDIE FOLK ROCK BACANA DO HALF MOON RUN

Sobre o qual estas linhas rockers bloggers fala bastante logo menos. Espera aí que já voltamos com uma radiografia bacana sobre eles, beleusma? Sendo que enquanto o texto sobre eles não aparece aqui, você pode ouvir aí embaixo o segundo álbum da banda, “Sun Leads Me On”, lançado em 2015. Boa audição!

 

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Premido por compromissos pessoais e profissionais (estamos correndo já por conta da Virada Cultural, que rola em Sampa neste final de semana), o blog zapper dá uma parada rápida nos trampos aqui mas promete voltar já neste sábado (ou amanhã), com o texto sobre o grupo canadense Half Moon Run e muuuuuito mais por aqui, certo? Então vai colando na área novamente que logo menos iremos voltar com ampliação bacanuda. Até já!

 

(enviado por Finatti às 17hs.)

 

O Coldplay ensaia um retorno aos tempos iniciais e solta um álbum menos pop (e também com menos guitarras e muitas atmosferas de teclados) e eivado de melancolia; mais: a Virada Cultural 2014 teve programação fraca e os problemas de violência de sempre, mas ainda merece (e precisa de) uma nova chance; o comeback de uma lenda do indie guitar rock nacional; a BOCETAÇA e CADELUDA Sasha Grey dirigida por um gênio do cinema; um encontro de gigantes do jornalismo musical brazuca; e a semana em que a maior cidade do país viveu cenas de Blade Runner e também em que o monstrinho tumoroso na garganta zapper entrou, enfim, em “hibernação” (plus “engordando” o postão completão: como foi a gig de Jesus e os alemães do Tusq em Sampa) (atualizado em 27/5/2014)

O rock inglês de ontem e de hoje: o quarteto Coldplay (acima) ensaia uma volta aos seus primórdios e lança um disco menos pop e grandioso e mais contido e muito tristonho; e o já veterano The Jesus & Mary Chain (abaixo), expoente do pós-punk dos anos 80’, volta ao Brasil pela terceira vez, para se apresentar neste domingo em São Paulo

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EXTRINHAS NO POSTÃO: JESUS PAU MOLE EM SAMPA E ALEMÃES DO TUSQ DE VOLTA

Yep. Boa parte dos quase quinze mil fãs (velhos e novos) que foram ao Memorial da América Latinha anteontem, domingo, para comungar com Jesus & Mary Chain, adorou o show. Mas a verdade é que a banda demonstrou pau molice no palco como em 2008 (no festival Planeta Terra): errou intro de três músicas, se mostrou apática e com um Jim Reid visivelmente ébrio nos vocais. O set list da gig foi ok mas o resultado final aponta que está na hora de Jesus aposentar as guitarras, infelizmente.

 

Mas se houve decepção com J&MC, a compensação vem esta semana: o grupo alemão Tusq, que faz das guitarras indies sua razão de existir, está novamente em excursão por aqui – eles já estiveram no Brasil há três anos e o blog viu uma gig bacaníssima deles em Sampa, no BecoSP no baixo Augusta.

 

O Tusq toca nesta quarta e quinta-feira na capital paulista. E o show (um pocket, na verdade) desta quarta é de GRAÇA, lá na Sensorial Discos, que fica na rua Augusta 2389, Jardins (zona sul de Sampa). Ótima oportunidade pra conhecer o som da turma, acompanhado de uma breja artesanal geladíssima.

 

Por enquanto é isso. postão novo no ar na próxima sexta-feira, okays? Até lá!

O show do Jesus & Mary Chain (acima) em Sampa foi meio pau mole; pra compensar tem gig dos alemães do Tusq (abaixo) esta semana na capital paulista, sendo que um dos shows é de graça e acontece na loja Sensorial Discos, nesta quarta-feira, 28 de maio

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A Virada quase bestial.q

E não só: a semana que está chegando ao fim não foi marcada apenas pelo debate se um dos maiores eventos culturais da capital paulista (a maior cidade do Brasil e a terceira maior metrópole do mundo) deve prosseguir ou não em 2015. Também foi uma semana bastante tensa por conta da greve parcial que atingiu o transporte público por ônibus em Sampa por dois dias (na terça e quarta-feira) e, por fim, pelos resultados dos últimos exames que mostraram em que situação está nesse momento o tumor cancerígeno surgido na garganta do autor deste blog no final de 2012. Assuntos pouco ou nada afeitos ao universo da cultura pop e do rock alternativo, e que ainda são o foco principal destas linhas bloggers? Pode ser. Mas com o passar dos anos (e com a maturidade pesando nas costas do autor destas linhas virtuais) seria muito óbvio que o blog passaria também a dedicar parte de seu espaço a temas de relevância social, política e comportamental. E talvez o editorial inicial de cada post sempre seja o espaço ideal para se desenvolver e comentar sobre esses temas. Vai daí que a Virada Cultural, por exemplo, que aconteceu no último final de semana em Sampa, como nos últimos anos chamou quase mais a atenção pelos problemas de violência ocorridos nela do que propriamente pela grade de sua programação. Que foi beeeeem fraca esse ano. Yep, ela foi aberta de forma emocionante pelo show de retorno aos palcos do Ira!, que arrastou mais de vinte mil pessoas para a praça Julio Prestes, no coração da cracolândia paulistana. O vocalista Nasi está enorme de gordo? Sim, mas isso não comprometeu em nada seu desempenho vocal. Edgard Scandurra continua o MONSTRO que todos sabemos que ele é, nas guitarras? Sem dúvida. A banda de apoio convocada pra esse retorno desempenhou a contento? E como. O repertório do show? Um caminhão de clássicos, um atrás do outro. Começando com “Londe de Tudo”, a banda foi disparando na sequência “Nucleo Base”, “Gritos na multidão”, “Tarde vazia”, “Flerte fatal” (que ganhou simbolismo especial por estar sendo executada bem ali, na cracolândia), “Tolices” e muitas outras, até o encerramento apoteótico com “Nas ruas”, em um set que emocionou totalmente quem estava lá e fazendo todo o público cantar quase todas as letras a plenos pulmões. Foi, enfim, uma abertura fantástica para uma Virada Cultural que, com o avançar da noite, foi novamente revelando seu lado mais sombrio e tenebroso. O lado do centro da cidade dominado por vários arrastões, assaltos e furtos (ou tentativas de), confusões, brigas causadas por excesso de consumo de álcool, tráfico de drogas etc, etc, etc. Felizmente esse ano não foi registrada nenhuma morte embora tenham sido contabilizadas duas pessoas baleadas e outras duas esfaqueadas. E todo esse quadro tenebroso, estas linhas online precisam ser honestas, equilibradas e reconhecer, não é culpa do poder público, do prefeito Fernando Haddad ou até mesmo da nossa quase sempre inoperante e passiva força policial (que só usa da força contra quem não é preciso). A culpa, este blog defende, é sim de um país (o nosso) cuja população NÃO tem absolutamente cultura e estrutura para receber um evento como a Virada Cultural, simples assim. O Brasil possuiu durante décadas o mito de ter um povo solidário, afável, simpático, cordial e amigo. Pois esse mito, de tempos pra cá, ruiu totalmente por terra. O que se vê hoje de Norte a Sul no território brasileiro é a BESTIALIDADE de uma população que está se tornando verdadeiramente inculta e selvagem. Essa selvageria resulta então nos episódios de violência que insistem em machar o brilho de uma festa que tem tudo pra ser ultra bacana, como a Virada Cultural. E sim, já há gente reaça propondo a extinção do evento. Não é o caso de forma alguma, e não mais fazer a Virada seria como capitular à violência e à bestialidade social em curso no país. Não é por aí. A Virada precisa (e merece) uma nova chance. Precisa continuar como nossa vida continua e ainda vai continuar por um tempo aqui, com tumores hibernados e com a cultura pop e o rock alternativo alimentando sempre nossa alma e nosso coração e nos dando forças pra prosseguir em um mundo quase sempre muito cinza.

 

 

* Felizmente a audiência do blog continua nada cinza e total bombator: mais de cento e vinte curtidas e trinta e três comentários no último post. Melhor impossível.

 

* Cinza está Sampalândia desde ontem, com chuva (mais do que bem-vinda) e friozão chegando. Novamente: melhor impossível!

 

* E menos cinza está a saúde do blogger quase ex-maloker e a caminho de dias, hã, mais tranquilos e bucólicos. As últimas tomografias e a consulta oncológica desta semana revelaram: o monstrinho tumoroso que atacou a garganta zapper no final de 2012 foi reduzido drasticamente, e entrou num quadro que poderíamos chamar de “hibernação”. Ou seja: sem atividade. O que é ótimo. Mas que NÃO significa que ele não possa voltar a se manifestar e a crescer novamente a qualquer momento. Daqui pra frente e pelos próximos cinco anos o acompanhamento do quadro clínico do autor destas linhas rockers terá que ser constante. É a vida…

 

 

* Vida que andou duríssima esta semana, pra quem depende do transporte público em Sampalândia. Foram dois dias de greve parcial mas que transtornaram e muito a cidade. No final da tarde da última terça-feira, quando o blog foi dar uma passeada na Galeria do Rock (no centrão da cidade), a paisagem era total Blade Runner pelas ruas. Dezenas de busões parados e vazios, sem ninguém dentro, em um clima que mixava futurismo e decadência urbana. E nope, desta vez a culpa pela greve não é do Haddad ou do poder público. Há algo de realmente podre envolvendo tanto o sindicato de cobradores e motoristas de ônibus quanto o que representa as empresas de transporte urbano da capital paulista. Ou seja: caso de polícia.

 

 

* Anyway, voltando à música e ao bom e velho rock’n’roll. Yep, como já foi dito aí em cima, no editorial de abertura do post, o show do Ira! na Virada Cultural foi realmente fodástico. Perdeu? Dá uma olhada aí embaixo, em dois momentos incríveis do set de retorno da banda, disparando os clássicos “Longe de tudo” e “Núcleo Base”.

 

 

* E no domingão tem Jesus & Mary Chain em Sampalândia, de grátis, no festival Cultura Inglesa, que vai rolar no Memorial da América Latina (colado na estação Barra Funda do metrô, zona oeste paulistana) a partir das duas da tarde. Até aí a nação rocker em peso já está sabendo. Mas o que muita gente não sabe é que ainda estão disponíveis mais de DOIS MIL ingressos pra assistir a gig. Então se você ainda não descolou o seu, corre atrás que dá tempo sussa pra pegar os tickets. O blogão vai estar por lá, claaaaaro!

 

 

* Cantinho semanal da putaria zapper, uia! Prossegue no Centro Cultural São Paulo (na rua Vergueiro, 1000, zona sul de Sampa) a mostra cinematográfica “Prostituta”, que destaca filmes cujo tema central é a prostituição. Pois eis que hoje, sexta-feira (quando nosso postão está ino pro ar, completo e sem cortes, hihihi), o filme que será exibido por lá se chama “Diário de uma garota de programa”. Trata-se de uma produção americana de 2009 que foi dirigida pelo gênio Steven Soderbergh (“Sexo, mentiras & videotapes”, “Traffic”) e que cuja atriz principal é ninguém menos do que… Sasha Grey! Yep, ela mesma, a cadelaça devassa mais célebre dos anos 2000’ no cinema porn explícito. Miss Grey agora é uma moça de respeito (?) e que se tornou escritora de sucesso, inclusive com uma legião de fãs no Brasil. Então a exibição deste longa é um programão pra esta sexta (Sasha sendo dirigida por um cineasta de reconhecido mega talento, hummm…), ainda mais que a entrada para o longa custa a absurda merreca de UM real. Começa às quinze para às oito da noite. Pra quem for: bom filme e ótimas ereções (se for o caso, rsrs).

A outrora putaça e cadeluda Sasha Grey (acima, levando pica grossa na sua racha ordinária, e abaixo mostrando toda a exuberância de sua xoxota peluda): atriz principal do longa  “Diário de uma garota de programa”, que será exibido hoje, sexta, 23, no Centro Cultural São Paulo 

 

 

* IMAGEM ROCKER DA SEMANA – essa é para fazer os fakes de vida inútil, covardões e escrotos que vivem apenas para encher o saco no painel dos leitores do blog, espumarem de ódio e morrerem de inveja, hehe: Zap’n’roll sorri ao lado do chapa André Forastieri na semana passada, na Livraria Cultura em São Paulo, durante a noite de autógrafos do livro “O dia em que o rock morreu”, lançado por Forasta e cuja leitura está causando grande prazer no autor destas linhas online. Uma dupla (modéstia às favas) GIGANTE do jornalismo rock nacional que importa nas últimas duas décadas e meia. Chupa malba tahan, Clayton, gino soccio, André batista, bruce, Obama e outras tranqueiras que só aumentam a audiência do blog, hihihi.

Zap’n’roll sorri com um exemplar nas mãos do primeiro livro do jornalista e amigão de anos, André Forastieri: dupla de respeito na história do jornalismo rock brasileiro, uia!

 

* E anote na sua agenda de putarias e esbórnias rockers movidas a álcool, dorgas (uia!), sexo e muito rock’n’roll: na semana que vem a Augusta Jardins vai TREMER com essa festona!

 

 

* E enfim, sem mais delongas, vamos ver como está o novo disco do hoje mega (e tentando voltar a ser, hã, pequeno) Coldplay, e seu tristonho vocalista, Chris Martin.

 

 

O GIGANTE COLDPLAY TENTA VOLTAR A SER PEQUENO. MAS AINDA CONTINUA POP

A surpresa (ou nem tanto) da semana foi o vazamento na web de “Ghost Stories”, o novo álbum de estúdio do gigante power pop inglês Colplay, e que chegou oficialmente às lojas de discos (da Inglaterra, dos EUA e daqui também) na última segunda-feira, 19. O que comprova que nenhuma banda, por maior que seja e mais “protegida” que esteja de vazamento de material seu na internet, está imune a ter lançamentos inéditos seus postados na rede antes que eles chegem ao comércio “normal”.

 

É o sexto trabalho de estúdio da banda liderada pelo sensível, meigo e doce vocalista Chris Martin. E aqui o mancebo se mostra mais sensível, meigo, doce e tristonho do que nunca: há meses sites e blogs especializados em música pelo mundo afora vinham especulando que neste novo trabalho o Coldplay iria tentar voltar aos primórdios da banda. Leia-se: tentar soar mais contido, mais rocker, mais simples na elaboração das músicas e arranjos e menos pop grandiloquente de arena, que foi no que o grupo se transformou a partir de “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, lançado em 2008. Também teria contribuído e muito para o quarteto (que além de Chris nos vocais continua com sua forma inalterada, com Jonny Buckland nas guitarras, Guy Berryman no baixo e teclados, e Will Champion na bateria) optar por canções menos rebuscadas e novamente mais contundentes e melancólicas o fato de Chris Martin ter sido dispensado pela loiraça Gwyneth Paltrow, após onze anos de feliz casamento.

 

Então eis que o novo disco de estúdio do Coldplay já chega mais conciso e econômico no número de faixas (nove) e na sua duração (quarenta minutos, isso em uma época em que grupos totalmente medíocres insistem em entupir o ouvido alheio com com “obras” inúteis que não raro ultrapassam uma hora de duração). E musicalmente há mudanças visíveis: as guitarras de Jonny Buckland ficaram totalmente ofuscadas por camadas e camadas de pianos e teclados que dominam quase que ubiquamente as músicas do cd. Teclados estes que, com suas timbragens sombrias e “espaciais”, criam ambiências altamente soturnas e sorumbáticas. No meio desse clima tristonho, eventualmente se imiscuem violões e alguns solos de guitarra.

O novo álbum do Coldplay: menos pop, mais sombrio e melancólico

 

 

“Always In My Head”, “Magic” (o primeiro single extraído do álbum), “Midinight” (o outro single), não importa a faixa: todas são plácidas, calmas, construídas com lassidão nos teclados lentos, contemplativos, por vezes distantes. O único desvio de rota, o corpo realmente estranho em relação ao que se ouve no restante do novo Coldplay é a ultra pop e dançante “A Sky Full Of Stars”, conduzida por um pianão alegre e bobalhão. Talvez, por isso mesmo, seja o momento mais indigesto e sem sentido do disco.

 

Mas aí você se depara com a grande beleza e melancolia de “Another’s Arms”, de “Oceans” e principalmente com os pianos agônicos de “O” (que fecha o trabalho), e se dá conta de que algo realmente se partiu no coração do pobre Chris. E não, “Ghost Stories” não é nenhuma obra-prima e não chega aos pés do hoje clássico “A Rush Of Blood To The Head”, o segundo disco do quarteto e ele sim uma obra-prima do power pop dos anos 2000’. Mas daqui a alguns anos poderá e deverá ser lembrado como o álbum do Coldplay onde o vocalista Chris Martin, mesmo sendo um popstar, também descobriu que a vida é cinza. Inclusive para ele.

 

 

O TRACK LIST DE “GHOST STORIES”

1.”Always in My Head”

2.”Magic”

3.”Ink”

4.”True Love”

5.”Midnight”

6.”Another’s Arms”

7.”Oceans”

8.”A Sky Full of Stars”

9.”O”

 

 

E O COLDPLAY AÍ EMBAIXO

No vídeo do single “Midinight” e também no link para audição completa do novo disco.

 

 

 

 

O WRY COLOCA SEU INDIE GUITAR SHOEGAZER NOVAMENTE NOS PALCOS

Pouquíssimas bandas independentes brasileiras foram tão inglesas, nos anos 90’, como o quarteto sorocabano Wry. Surgido em 1994 na chamada “Manchester paulista” (a cidade de Sorocaba, distante cerca de cem quilômetros da capital paulista) o grupo originalmente formado pelo guitarrista e vocalista Mario Bross, pelo também guitarrista Lu Marcelo, pelo baixista Chokito e pelo batera Renato Bizar era inglês até a medula não apenas porque cantava suas músicas no idioma falado na Velha Ilha – e com uma pronúncia quase perfeita do vocalista Mario, algo dificílimo de se ouvir entre a manezada brazuca que se aventura a berrar na língua britânica. O Wry tinha feeling inglês em suas melodias. E suas belíssimas canções respiravam eflúvios de shoegazer e indie noise guitar por todos os poros. A banda era (ao lado dos saudosos e inesquecíveis Sonic Disruptor, Low Dream e Brincando de Deus) a melhor tradução brasileira para Jesus & Mary Chain, Ride ou My Bloody Valentine. E isso num tempo em que a indie scene nacional era realmente importante e tinha algo a dizer, lutando com unhas e dentes (e sem as facilidades de hoje tais como internet, YouTube, sites, blogs e os caralho) pelo seu espaço e reconhecimento.

 

O Wry durou em sua primeira fase dezesseis anos, de 1994 a 2010. Nesse período o conjunto gravou cerca de sete discos, entre EPs e álbuns completos. De 2002 a 2009 o grupo fixou residência em Londres pois a cena indie rocker começava a entrar em declínio com a ascensão de porqueiras como axé music, sertanojo e pagode brega de corno. E na capital inglesa os sorocabanos conseguiram uma razoável aceitação ao som que faziam e formaram bom contingente de fãs, chegando a tocar junto com bandas como Subways e Rakes, que estavam então estourando por lá.

 

Mas nada dura para sempre. Um ano após voltar ao Brasil, em 2010, o Wry anunciava o fim das suas atividades. Compreensível: a garotada daqui simplesmente havia desaprendido a gostar de rock (e brother André Forastieri explica muito bem esse “abandono do rock” pelo público daqui no capítulo “Por que os jovens brasileiros não gostam mais de rock”, no seu livro “O dia em que o rock morreu”), o axé, breganojo e pagode cornudo dominavam o mercadão (como dominam até agora) e, pra piorar, ainda surgiu a grande porra do funk ostentação. Não haveria guitarras que resistissem. Mario Bross reassumiu seu nome original (Mario Silva), montou um bar bacaníssimo em Sorocaba (o Asteroid) e foi cuidar da vida.

O indie guitar shoegazer do Wry (acima e abaixo, no clipe de “Sister”): de volta para alegria da confraria rocker independente brazuca

 

 

Ou… as guitarras resolveram resistir, afinal? Ao que parece, sim: com saudades de si mesmo, dos palcos e dos fãs (que nunca se esqueceram da banda) o Wry anunciou um novo comeback esta semana. E a primeira gig desta volta acontece justamente no Asteroid, em Sorocaba, neste sábado (leia-se: amanhã, dia 24 de maio). Um ótimo aperitivo pro show do Jesus & Mary Chain neste domingo em Sampa, dentro do festival da Cultura Inglesa, no Memorial da América Latina.

 

O que se espera é rolem mais shows além deste de amanhã. E que o Wry venha tocar logo em Sampa, onde uma legião de indie kids (das antigas ou mais novos) ainda se emociona ao ouvir aquelas poderosas canções shoegazer contidas em discos como o espetacular “Heart-Experience”. Em um tempo em que o indie rock nacional está mais pobre e emburrecido do que nunca (há exceções honrosas, claro, como o Single Parents e o John Candy, por exemplo) e onde ele perdeu totalmente a relevância soterrado pelo rolo compressor de imbecilidades como o funk ostentação, a volta do Wry é mais do que bem-vinda – ao menos para nós, rockers que nunca iremos trair nosso amor pelas guitarras inglesas.

 

*Para saber mais sobre o Wry e a volta da banda, vai aqui: https://www.facebook.com/mondowry?fref=ts.

 

 

NOVO TÓPICO ZAPPER: VÍDEOS CLÁSSICOS DE MÚSICAS IDEM

Yeah! Este tópico foi uma das inovações pensadas para a versão 2014 do blogão rocker que há onze anos revira a cultura pop e o rock alternativo semanalmente. Pois agora ele finalmente estreia, com a proposta de sempre apresentar um vídeo classudo para uma música clássica da história do rock’n’roll.

 

E para começar nada melhor do que relembrarmos aí embaixo o clip de “April Skies”, mega clássico que o Jesus & Mary Chain gravou em seu segundo álbum, “Darklands”, lançado em 1987.

 

Como a banda dos irmãos Jim e William Reid toca neste domingo em Sampa (dentro do festival Cultura Inglesa), trata-se de um ótimo aperitivo pro show. Então prepare uma dose de legítimo whisky escocês, aumente o volume e curta o vídeo. E, claaaaaro, nos vemos domingo na marcha para Jesus, hihi.

 

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: longe de ser uma obra-prima, o novo trabalho do Coldplay é boa trilha sonora para corações partidos e almas mergulhadas em melancolia.

 

* Disco, II: “Taxidermia Coletiva”, a estreia dos Mineiros Machados, continua sendo bastante ouvida aqui pelos lados do blog, que inclusive já comentou sobre a banda alguns posts atrás. Bom rock de guitarras e com aquele sabor do interior Mineiro, com letras bacanudas em bom português. A notícia lega é que o chapa Luiz Nogueira, vocal e líder do grupo, estará na semana que vem em Sampa pra divulgar melhor o trabalho deles. Então blogs musicais e afins, fiquem de olho: Machados merecem sua atenção, sendo que pra saber mais sobre eles, vai lá: https://www.facebook.com/machadosbanda?fref=ts.

 

*Filmes: safra de bons e ótimos filmes em cartaz, a escolher: “Getúlio” (sobre os últimos dias do lendário ex-presidente do Brasil), “Praia do futuro” (onde Wagner Moura interpreta um salva-vidas gay, sendo que o longa está elogiadíssimo pela crítica), “Sob a pele” (o próprio, que mostra Scarlett Johansson na pele de uma alienígena devoradora de homens, além de exibir a atriz em toda a sua espetacular nudez) etc. Como a previsão anunciou que vai ser um finde de frio e chuva em Sampa, motivos é que não faltam pra se enfiar dentro de um bom cinema.

 Scarlett Johansson, linda e total pelada em cena do filme “Sob a pele”

 

* Festão na Sensorial Discos: a melhor loja cult de discos e bar de cervejas artesanais da região dos Jardins, em Sampa, recebe neste sábado a nova versão do evento “Sex=Sub Expressions”, que causou grande furor em sua primeira edição, no final do ano passado. Mix de atividades artísticas variadas e com a temática focada na autonomia existencial e artística feminina, a “Sex” promete causar um terremoto na Augusta Jardins com intervenções corporais de modelos nuas, exibição de filmes (entre eles um documentário mostrando uma performance da nossa deusa e musa rocker oficial, Jully DeLarge, que também estará na festa de onze anos do blog, na semana que vem no mesmo local), discotecagens e shows, claro. Na parte das gigs haverá a estreia da dupla Midá (composta por Mini Lamers, vocalista e guitarrista do grupo Comma, e Daíse Neves, a nossa musa rocker desta semana) e ainda showzão da curitibana Punkake, um dos nomes mais tradicionais da indie scene da capital paranaense. Tudo isso rola com entrada merreca (dez dinheiros) e a partir das sete da noite deste sábado (amanhã, of course) lá na Sensorial Discos, que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa. Mais sobre o festão, vai aqui: https://www.facebook.com/events/223751227835107/?fref=ts.

O grupo curitibano Punkake: uma das atrações da festa “Sex=Sub Expressions”, que rola amanhã na Sensorial Discos, em Sampa

 

* Baladas agitando o finde: em final de semana com frio. Chuva e marcha para Jesus no domingo, o circuito under paulistano tá bem agitadón, néan. E o fervo já começa hoje, sextona em si, com showzão do Churrasco Elétrico lá no Puxadinho da Praça, na Vila Madalena (próximo ao cruzamento das ruas Cardeal Arcoverde e Fradique Coutinho), zona oeste de Sampa. Também hoje mas lá no Astronete (que fica no 335 da rua Augusta) tem show da banda Modulares. E no Café Central, em Santos, tem showzaço imperdível da lenda eletrônica Harry, wow!///Já no sabadão a esbórnia se concentra mesmo no baixo Augusta: tem mais uma edição da Glam Nation no Inferno (no 501 da rua) e o sempre bombator open bar no Outs (no 486), onde você paga cinquenta mangos na entrada e bebe até cair. Beleusma? Então se apruma e se joga!

 O rock’n’roll sessentista do Churrasco Elétrico: show hoje à noite em Sampa

 

 

FIM DE PAPO

Yep, esta semana o saco de bondades zapper com prêmios e tal dá um descanso por aqui. Então o postão também para aqui, e se vai deixando beijos e abraços pra queridos que estão ficando mais velhos hoje: a lindaaaaa Natália Medina, a doce e meiga e eterna amiga Luciana Worms, e o professor rocker mais gente fina do Universo, o irmão Pedro Serafim Neto. Pra todos eles as maiores felicidades do mundo. E na semana que vem estamos de volta na área. Até lá!

 

 

 

(atualizado e ampliado por Finatti em 27/5/2014, à 1h.)

Semana hot no mondo rocker: o duo Black Keys volta mais calmo e psicodélico mas ainda assim com um grande disco, mostrando que nem tudo está perdido no rock’n’roll dos anos 2000’; mais: o jornalista e brother André Forastieri lança seu primeiro livro e reafirma em entrevista ao blog: “o rock morreu!”; o cartaz da festona de onze anos do blogão zapper; xoxotaças americanas promovem sarais literários PELADAS, e a bestialidade sem controle enfim toma conta do tecido social do miserável país que (nas palavras de Arnaldo Jabor) está ficando com ódio de si mesmo e que só pensa (quase) em futebol (postão total finalizado com plus gigante: perfil da bucólica São Thomé Das Letras mais dicas culturais, roteiro de baladas pra semana toda e PROMO DE INGRESSOS FREE pro show do Mudhoney!) (atualização final em 12/5/2014)

O ótimo e o péssimo rock dos anos 2000’: o duo americano The Black Keys (acima, durante a apresentação no festival Lollapalooza BR 2013) lança seu novo e ótimo disco na semana que vem; já os ingleses do Bastille (abaixo) soam cafonas, melequentos e comprovam que a maioria das bandas atuais está mesmo… morta

 

 

A bestialidade vencendo. Ou, que país é esse?

Em 1987 a então gigante banda Legião Urbana (que àquela altura era o maior grupo de rock em atividade no Brasil, vendendo milhões de cópias de seus discos e tocando em espaços sempre com mais de dez mil fãs presentes) lançou o terceiro álbum de sua trajetória. O disco se chamava “Que País É Este!” (com exclamação no final da frase, ao invés de interrogação) e se tratava de um resgate que o grupo estava fazendo de suas primeiras canções compostas, algumas datadas do início punkster do conjunto, em 1978. A faixa-título abria o LP (não existia o hoje total decadente cd, naquela época) em tom furioso, com o vocalista Renato Russo (de quem Zap’n’roll foi amigo próximo durante muito tempo) cantando: “Nas favelas, no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação…”. Passados quase trinta anos do lançamento dessa música (que tocou massivamente nas rádios na época, e era cantada em uníssono por todo o público nas gigs da Legião), ela continua mais atual do que nunca. Aliás, até um pouco ultrapassada. Afinal, diante dos últimos acontecimentos que escancararam a bestialização da população e a banalização da violência no tecido social brasileiro conclui-se que o país, ao invés de ter melhorado ou progredido em termos culturais, comportamentais, éticos e morais, na verdade piorou imensuravelmente de lá pra cá. Se estivesse vivo, o que pensaria, o que comentaria Renato Russo sobre a bárbarie generalizada de uma nação onde, em apenas uma semana, um pobre torcedor de time de futebol foi morto ao ser atingido por um vaso sanitário (atirado por outros torcedores, autênticos bandidos e assassinos, do alto da arquibancada de um estádio em Recife), e na cidade do Guarujá (litoral de São Paulo) uma infeliz dona de casa, casada e mãe, foi linchada até a morte por uma turba enlouquecida que simplesmente acreditou num boato de que ela, a vítima, estaria sequestrando crianças para rituais de magia negra? (boato logo desmentido pela polícia e que, nesse caso, atuou com agilidade prendendo em pouco tempo três suspeitos de terem participado do massacre da mulher) É assim que caminha e se encontra o Brasil Grande. Grande na política imunda professada pelos seus homens públicos igualmente imundos. Grande na corrupção endêmica, na miséria e ignorância do grosso da população, na falta de estatura moral e ética, no reacionarismo e conservadorismo medievais levantados como bandeira principal de religiões fundamentalistas, na burocracia medonha que atrasa o avanço econômico, na falida infra-estrutura e na igualmente falida Saúde e Educação públicas. O autor deste blog está com cinco décadas de existência nas costas. E se lembra de que o Brasil NÃO era assim há três décadas. Havia mais amor e solidariedade entre as pessoas. Havia mais interesse por se desenvolver culturalmente. Não havia internet, celulares, tablets, redes sociais escrotas. Em compensação havia um sentimento de união e companheirismo, afeto e amizade que parecem ter se perdido na poeira cósmica da web. E sim, havia um apreço por ler ótimos livros, ouvir grandes discos, assistir no cinema grandes filmes. Conhecer a existência humana enfim, e se aprofundar nela. Tudo isso parece ter se perdido de anos pra cá. Agora, parece que estão restando apenas escombros aqui, no país que só pensa em carnaval e em futebol. No país que tem toda a informação do mundo à mão, via internet (de resto, como a humanidade tem), e faz uso mais negativo do que positivo dessa ferramenta tão poderosa. No país que está se tornando total violento e bestial em seu tecido social. Como isso vai acabar? O blog tem até medo da resposta. Por isso segue aqui, na sua luta talvez quase inglória, tentando ajudar seu enorme e dileto leitorado a continuar gostando pelo menos um pouco de algumas paradas que ainda valem realmente a pena em nossas vidas, como cultura pop e grande rock’n’roll, seja ele alternativo e de uma banda bacana como o Black Keys (que está lançando novo discão) ou mesmo mainstream mas com dignidade (algo quase que totalmente em falta na cultura dos dias atuais). É isso. Que país é esse, mesmo? Enquanto buscamos a resposta à pergunta lançada pela Legião Urbana há quase trinta anos, vamos a mais um postão do blog que ainda se choca sim com a bestialidade humana.

 

* E sim, o cineasta e analista político e social Arnaldo Jabor (de quem estas linhas online são fãs) também comete falhas por vezes gritantes em seus comentários no Jornal da Globo (daí a colecionar uma legião de detratores ferozes). Mas esta semana ele radiografou à perfeição a situação em que se encontra o Brasil. Veja aí embaixo:

 

 

* E também revendo o clássico da Legião Urbana, aí embaixo. A música foi lançada em 1987 (!). E o Brasil só piorou de lá pra cá…

 

 

* Bien, a selvageria parece estar se espalhando pelo planeta todo, e atingindo a seara do rock também. Só isso explica a reação dos fãs no final do show que marcou a estreia da nova turnê americana do amado Morrissey anteontem, na California. Durante o bis um povo mais exaltado subiu ao palco pra celebrar e abraçar o ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Só que foi tanta gente que invadiu o tablado e tanta empolgação em torno do ex-vocalista dos Smiths, que ele acabou sendo DERRUBADO no chão por um fã, como pode ser (mais ou menos) visto no vídeo aí embaixo. E assim vai se tornando perigoso, inclusive, exercer a profissão de rockstar…

 

 

* Olhando pro rock daqui: a grande Nação Zumbi (talvez o principal nome do rock e da música brasileira que importa de duas décadas pra cá) finalmente está lançando seu novo álbum de estúdio, sete anos após “Fome de Tudo” (que saiu em 2007). O novo disco, homônimo, tem várias participações especiais, entre as quais a da nossa deusa indie, a lindaaaaa Laya Lopes, que canta no Jardim Das Horas. E fiquem atentos: tem show de lançamento do cd dia 11 de junho em Sampa, no Audio Club.

 

 

* Quem também anunciou novo disco foi miss Pitty. A baiana rocker, sem lançar trabalho inédito desde 2009 (sendo que nesse tempo todo ela se dedicou ao seu outro projeto, o duo Agridoce, junto com o guitarrista Martin), põe na praça logo menos um álbum cheio e cuja primeira amostra é a música “Sete Vidas”, lançada anteontem no YouTube – e que pode ser conferida aí embaixo. Você pode torcer o nariz pra cantora mas ela foi, em certo sentido e momento, importante na recolocação do rock BR na mídia no início do novo milênio, quando lançou seu primeiro e bom disco, “Admirável Chip Novo” (isso lá por 2004). De lá pra cá, óbvio, muita água rolou e o panorama musical brazuca mudou muito (com o rock estando novamente em baixa e o cenário estando dominado por escrotices do calibre de funk ostentação e breganojo). Assim, vamos aguardar e ver o que Pitty (que já foi amiga bem próxima destas linhas bloggers; hoje cantora e maloker zapper tem se falado muito pouco) vai mostrar em seu novo rebento musical. “Sete Vidas” pelo menos é ok na levada musical – a letra deixa um pouco a desejar.

 

 

* Agora, ruim e chato de doer, além de melequento e pegajoso, é o grupo inglês Bastille. A banda está bombadíssima na Inglaterra e seu álbum de estreia (que já saiu há um ano), “All This Bad Blood”, não para de vender mesmo em tempos em que cd não vende mais nada – o último levantamento da gravadora Virgin aponta que o dito cujo já foi comprado por mais de dois milhões de fãs. Pois o disco está saindo somente agora no Brasil (e nem precisava ser lançado aqui) e lá vem a mídia musical local dizendo que o grupo é a nova revelação inglesa, que seu rock “sombrio” conquistou os fãs e bla bla blá. Sombrio onde, mané? Pastiche chumbrega do pior synthpop oitentista, com direito a baladas mela-cuecas ultra cafonas, o Bastille chega a dar náusea na verdade. Se você acha que o blog está exagerando, ouça com os seus próprios ouvido aí embaixo.

 

 

* Bacana mesmo é esse lance, noticiado pela Folha online de hoje: em Nova York um grupo de garotas apreciadoras de literatura “pulp fiction”, criou um grupo pra se reunir, fazer leituras, debater os textos, e beber e comer também (que ningém se alimenta apenas de cultura). O detalhe tesão total da parada: as gatas, todas lindas, tatuadas e bocetões fazem as reuniões de topless ou totalmente peladonas (quando estão em algum ambiente fechado). Wow! Idéia sensacional, que poderia ser aproveitada por algumas xoxotas mais ousadas daqui do Brasil, néan?

 Dois XOXOTAÇOS (que devem foder muuuuuito) prestando culto ao prazer literário, isso nos Estados Unidos, claaaaaro: a rocker tatuada (acima) e a crioulaça intelectual (abaixo) tornam qualquer sarau literário muuuuuito mais interessante, uia! (fotos: reprodução Folha online)

 

 

*E dia 31 de maio…

 

 

* Lindo pôster hein. Obra do querido Lúcio Fonseca, um dos sócios da Sensorial Discos, sobre imagem da nossa eterna e delicious musa indie oficial, Jully DeLarge, que vai quebrar tudo com sua performance mega safada e sacana, na noite do festão zapper. Vai na página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/1440438949537214/?notif_t=plan_user_joined), confirme sua presença e se prepare para uma putaria/esbórnia rocker como há tempos não rola na night under paulistana, uhú! Nos vemos lá!

 

 

* E melhor ou tão bom quanto a festona de onze anos do blog só mesmo o novo disco dos Black Keys, que está saindo na próxima semana mas já pode ser “capturado” na web. Zap’n’roll ouviu e aprovou. Veja aí embaixo nossa opinião.

 

 

BLACK KEYS, O DUO QUE AINDA MANTÉM A DIGNIDADE NO ROCK ATUAL

O rock mundial de hoje está mesmo morto, como defende o chapa André Forastieri em seu livro de estreia? Pode ser. Mas algumas poucas bandas atuais ainda insistem em conferir ao rock’n’roll uma qualidade e dignidade que parecem não mais lhe pertencer. Entre essas bandas está o duo americano Black Keys, que finalmente está lançando seu novo disco de estúdio. “Turn Blue” chega às lojas na próxima semana (já vazou na web e também vai ganhar edição nacional em cd) e sucede o espetacular “El Camino”, editado em 2011. E assim como seu antecessor, o novo trabalho da dupla Dan Auerback (guitarras e vocais) e Patrick Carney (bateria e teclados) prima pelo rigor qualitativo nas composições.

 

O BK, é bom lembrar, existe há treze anos, já lançou oito discos de estúdio (incluso aí o que está saindo agora) mas só começou a sentir o gosto do sucesso a partir do álbum “Brothers”, lançado em 2010. Foi a partir dele que o blues/rock garageiro e bem urdido do grupo saiu do alcance de um público restrito e cult que prestava vassalagem à banda nos porões de Akron (no Estado americano de Ohio), onde ela surgiu em 2001, e passou a tocar nas rádios, ser aclamado pela crítica musical e, claro, a vender uma grande quantidade de discos. O trabalho seguinte, “El Camino”, só ratificou essa ascensão fulminante e fez o BK estourar no mundo todo (inclusive no Brasil) por conta dos hits “Lonely Boy” e “Gold On The Ceiling”. Foi graças a esse estouro que o conjunto foi o headliner da última noite da edição do ano passado do festival Lollapalooza BR.

 

E se no show do Lolla (o blog estava lá) o Black Keys mostrou uma certa frieza e inadequação a um palco e espaço tão gigantescos, em estúdio a dupla de músicos que integram a banda continua se mostrando total à vontade e com mais apuro do que nunca para compor e burilar ótimas canções.

O novo disco dos Black Keys: menos rock, mais psicodélico e ainda assim muito bom

 

O cd se mostra menos acelerado do que o anterior. Mas nem por isso menos brilhante em termos musicais. Há todo um clima psicodélico envolvendo boa parte das músicas, como pode ser observado já na faixa de abertura (a bela e contemplativa “Weight Of Love”), ou ainda na incrível “Bullet In The Brain”, que possui condução de violões e timbres de teclados sessentistas, acompanhados de guitarras tiradas diretamente da cena hippie de São Francisco, em alguma celebração de ácido em 1966. Fora isso e mesmo tendo engendrado um compêndio de músicas mais bucólicas e suaves (o que pode ser ouvido na faixa-título e ainda nas excelentes “Waiting On Words” e “In Our Prime”, esta com um belíssimo piano ornamentando a melodia), o BK não se esqueceu como fazer ótimo rock’n’roll pra pista, com swing e pra dançar. A maior prova disso está no single “Fever” e também no encerramento do cd, em “Gotta Get Away”, um road song à la Rolling Stones (circa 1968, fase “Jumpin’ Jack Flash”), de fazer o ouvinte querer sair viajando por estradas desertas e tomando generosas doses de Jack Daniel’s.

 

É um discão no final das contas, e que mostra com clareza que Dan e Patrick estão no auge da maturidade como compositores e multi-instrumentistas de grande talento, que trafegam com destreza entre arranjos simples ou complexos, e que se saem bem na execução de diversos instrumentos e timbres. Ou seja: se o rock realmente está morto, vamos sepultar o cadáver sem nostalgia, ao som do novo álbum dos Black Keys. E torcer para que eles ainda durem um bom tempo produzindo ótimos trabalhos como este “Turn Blue”.

 

 

O TRACK LIST DE “TURN BLUE”

1.”Weight of Love”

2.In Time”

3.”Turn Blue”

4.”Fever”

5.”Year in Review”

6.”Bullet in the Brain”

7.”It’s Up to You Now”

8.”Waiting on Words”

9.”10 Lovers”

10.”In Our Prime”

11.”Gotta Get Away”

 

 

E A DUPLA AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Fever”, um dos singles do novo disco.

 

 

FORASTA, O JORNALISTA SEM PAPAS NA LÍNGUA, LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO E DECRETA: O ROCK MORREU!

A primeira vez que o autor destas linhas rockers lokers leu algo na imprensa musical brazuca assinado pelo nome André Forastieri foi em algum dia de agosto de 1989 (lá se vão vinte e cinco anos…). Naquele mês estava sendo lançado o álbum duplo “Burguesia”, o último feito pelo cantor e compositor Cazuza antes de ele morrer. E Forasta (como até hoje é carinhosamente chamado pelos amigos e leitores) não perdoou: mesmo sabendo que Caju já estava na fase terminal da sua enfermidade (a Aids), escreveu uma crítica demolidora do disco na capa do caderno Ilustrada do jornal Folha De S. Paulo, arrasando-o sem dó.

 

Forastieri entrou muito novo na Folha – tinha por volta de vinte e três anos de idade. E a referida resenha do álbum de Cazuza projetou seu nome no jornalismo musical: ele angariou instantaneamente milhares de fãs e desafetos, em proporções iguais. Pouco tempo depois era alçado ao cargo de editor do caderno Folhateen. De lá saiu para ser editor da fase quase final da lendária revista Bizz e, quando saiu dela, fundou sua própria revista, a General. Daí não parou mais: fundou outras revistas, editoras (como a Conrad) e sumiu da grande mídia durante muitos anos. Voltou a ela também há alguns anos, atualmente ocupando o cargo de editor executivo de variedades do mega portal R7, onde também mantém seu blog.

 

Zap’n’roll conhece pessoalmente Forasta há mais de vinte e cinco anos. Na verdade o conheceu por volta de 1990, quando foi procura-lo na redação do Folhateen por indicação do queridão Luis Antonio Giron (hoje, editor de Cultura da revista Época), para lhe sugerir algumas pautas. De cara Finaski emplacou um perfil da banda The Black Crowes, que estava estourando nos EUA com o seu disco de estreia, “Shake Your Money Maker” (e que sequer ainda tinha saído no Brasil naquele momento, e  isso em um mundo onde não havia internet, downloads, celulares ou tablets). Forasta gostou da pauta, a sugestão foi aceita, a matéria foi entregue mas acabou jamais sendo publicada porque logo em seguida André foi demitido da Folha, em mais um episódio clássico de seu particular anedotário e foclore jornalístico: na coluna que mantinha no Folhateen, a “Ondas Curtas”, um dia ele escreveu que o Brasil só teria jeito “no dia em que dessem um tiro em Regina Casé”. A confraria artística enlouqueceu com a declaração do então jovem jornalista, fez pressão em cima da direção da Folha e a cabeça do loiro que naquela época tinha o cabelo compridón à la hard rock farofa (uia, rsrs), rolou.

 

A matéria finattiana no Folhateen (que hoje nem existe mais também) não rolou mas ele e Forastieri se tornaram bons amigos. Uma amizade que perdura até hoje, mesmo com ambos se falando de vez em nunca. E foi por conta dessa amizade e do lançamento do primeiro livro do sempre polêmico Forasta que ambos voltaram a se falar esta semana (primeiro por telefone, depois por e-mail). O homem do R7 e que agora está próximo de completar cinco décadas de vida, está lançando “O dia em que o rock morreu”, coletânea de textos seus publicados ao longo das últimas duas décadas e meia na imprensa brasileira. O volume está sendo editado pela Arquipélago Editorial (uma editora de Porto Alegre) e já promete mais barulho e polêmica na trajetória de André, por conta de seu título.

 

O bate-papo com Forasta, enfim, resultou em uma entrevista bem bacanuda e cujos principais trechos você lê aí embaixo.

 André Forastieri (acima, na redação do portal R7) lança seu primeiro livro (abaixo): o rock morreu, definitivamente

 

 

Zap’n’roll – Estamos em 2014. O rock morreu mesmo, sem chance de ressurreição, ou o título do livro é jogo de cena e marketing pra promover polêmica, barulho e vendagem do mesmo?

 

André Forastieri – Boas canções, e mesmo boas bandas, aparecem a toda hora. O que morreu e não volta mais é o papel central do rock na cultura global. Antigamente tudo vinha do rock, ou passava pelo rock, ou se cristalizava no rock: política, sexo, moda, novas maneiras de viver e pensar. Isso já era e não volta. É disso que trata o livro.

 

Zap – Assim como boa parte da geração de jornalistas musicais dos anos 90’, você certamente detestou Engenheiros do Hawaii. Mas olhando pra trás e vendo como está a música pop e o rock atuais Humberto Gessinger não foi meio profético quando disse, há quase trinta anos, que “a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante”?

 

André – Eu nunca detestei Engenheiros. Não era pra mim, como Legião não era pra mim. Detesto bem mais Titãs. E o Gessinger sempre teve uma sensibilidade para essas paradas, eu devia ter lembrado dele pras epígrafes do livro.

 

Zap – Você trabalhou quase na fase final da revista Bizz, uma das mais lendárias publicações musicais da imprensa brasileira. Também fundou editoras e outras revistas e depois se retirou da chamada grande mídia. O que fez você voltar a ela agora (como editor executivo de variedades do portal R7)? Grana pura e simples (não acho que seja o caso) ou manter seu nome em evidência na mass media ou ainda…?

 

André – Trabalhei na Bizz entre 1990 e 93, com uma interrupção de seis meses quando fui começar o Folhateen. A revista foi fundada em 85 fechou muitos anos depois; acho que foi uma fase intermediária, ou de ouro, que tal? Voltei para a grande imprensa para aprender a fazer internet de verdade, de massa, mobile e o raio que o parta. Me dei uns dois anos pra isso, estou com 48, pretendo chegar aos 50 um jornalista pronto pra década seguinte, não olhando para trás. Nunca dei a mínima pra evidência, tanto que fiquei vinte anos independente. Dinheiro conta, mas não bate o martelo. E a Tambor continua, sempre focada em games; eu é que estou em um papel consultivo, não executivo.

 

Zap – Falando em Bizz, do folclore forastiano: procede a história de que, na sua fase final à frente da revista, você e uma equipe da área de arte trabalhavam na calada da noite, na redação da editora Abril (que publicava a Bizz) e utilizando a estrutura operacional da mesma, no projeto do que seria a revista General? E que o fato, quando descoberto pelo diretor de área, gerou sua demissão e da sua equipe da Bizz?

 

André – Sim e não. Pedi demissão dia primeiro de agosto de 1993. Fiquei mais um mês a pedido do Carlos Arruda. O resto da turma ficou mais uns meses. A infra que usaram foi tipo impressora, usar computador pra fazer layout, e acho que afanamos umas fotos do banco de dados da Azul… A General saiu em dezembro.

 

Zap – Você faz parte talvez da última grande geração de jornalistas musicais brasileiros (no qual este blogger se inclui). Gente como Luis Antonio Giron (editor de Cultura da Época), André Barcinski (blogueiro do R7), Lúcio Ribeiro (autor do blog Popload), Álvaro Pereira Jr. (editor do programa Fantástico) e mais alguns poucos. Numa época (a atual) onde pululam zilhões de sites e blogs musicais pela web e onde analisar música talvez tenha se tornado algo completamente irrelevante, como você o atual jornalismo musical? Consegue destacar algum nome que lhe chame a atenção e que possa provocar impacto com seus textos, como costumava acontecer há vinte anos ou mais?

 

André – Tá cheio de gente jovem que escreve bem. Mas não importa mais escrever bem sobre música, ou importa para muito pouca gente. Continua valendo a pena ler Barcinski, Pereira, Giron e o véio Lúcio. Dos bem jovens, gosto muito de um cara que tem um texto muito engraçado, muito observador, que é o Marcelo Marchi, do Fora do Beiço. Arnaldo Branco manda bem. A turma que fez a revista Xula, eu adoraria ler uma revista de texto escrita por eles… temos uns planos secretos estranhos no R7, quem sabe dá pra achar e revelar mais gente jovem, estranha e legal.

 

* E fikadika: Forasta lança seu livro, em noite de autógrafos aberta ao público em geral, no próximo dia 15 de maio (quinta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista, região central de Sampa), a partir das sete da noite.

 

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TÓPICO ESPECIAL: SÃO THOMÉ DAS LETRAS – ABSINTO NA MADRUGADA FRIA DO PARAÍSO NAS MONTANHAS DE MINAS

Não é segredo para  ninguém que acompanha este blog apaixonado por rock e cultura pop: o zapper “ecológico” (uia!) e em busca de paz existencial aos 5.1 de existência, vai embora de Sampalândia até o final deste ano, depois de nascer, se criar e morar toda a sua vida na quarta maior metrópole do planeta. E o destino, claaaaaro, é a cidade que ele considera o autêntico paraíso na Terra: a mega bucólica, pastoral e campestre São Thomé Das Letras, localizada no Sul de Minas Gerais (a cerca de 350 quilômetros de Sampa, umas quatro horas e meia de viagem pela rodovia Fernão Dias).

 

O blog, que conhece a cidade há mais de duas décadas e meia, esteve lá no último feriadão (o do primeiro de maio). Estava frio por lá (delícia total!), o município não estava abarrotado de turistas (como sempre costuma acontecer nessas ocasiões) e foi ótimo passar madrugadas nos barzinhos ao pé da montanha da Pirâmide (um dos principais pontos turísticos do local), ouvindo boa música e tomando doses de… absinto! Yep, rolou no bar Corujão, especializado em rock e que por enquanto é o único por lá a servir a dionisíaca bebida.

 

Enfim, para o dileto leitor zapper se situar melhor sobre como é Thomelândia, o blog reproduz aí embaixo uma matéria sobre a cidade, publicada aqui originalmente em março de 2012.

 Frio, bucolismo e rock’n’roll: Finaski e os amigos Hansen e Wally degustam shots de absinto na madrugada nas montanhas, no bar O Corujão, em São Thomé Das Letras, no último feriadão do primeiro de maio

 

 

XXX

 

Você acredita em duendes? Se sente um bicho-grilo extemporâneo? Adora banhos de cachoeira, natureza, fazer trilhas, queimar um bom baseado enquanto toma um vinho tinto? É adepto do esoterismo, misticismo, e sonha em ver um disco-voador? Adora a tranquilidade e quietude de uma cidade minúscula e perenemente bucólica? Então seu lugar é em São Thomé Das Letras, prezado chapa (do) destas linhas bloggers lokers.

 

A cidadezinha (um ovo, na verdade) de seis mil habitantes, é um autêntico paraíso perdido no sul do Estado de Minas Gerais, e onde o autor deste blog ama passar temporadas há mais de duas décadas. E é óbvio que por ser cético e agnóstico juramentado, Zap’n’roll não acredita em nada do que citou no primeiro parágrafo deste tópico. Mas ainda assim respeita integralmente as crenças de todos os que moram em São Thomé ou vão lá passear e se divertir.

 

E no quesito descanso e diversão Thomelândia é insuperável, pode botar fé. A cidade, que há anos descobriu sua vocação turística, vive da exploração de seus atrativos naturais. Há dezenas de pousadas espalhadas pelas zonas urbana (que é mínima) e rural do município. E dezenas de cachoeiras lindíssimas (como a da Eubiose, do Flávio, Véu de Noiva ou Vale das Borboletas), bem como pontos turísticos inesquecíveis (como a famosa Pirâmide, um casa erguida em pedra bruta e cujo teto, também em pedra, é justamente em formato de uma… pirâmide). Fora as trilhas, cavernas (uma delas, juram os moradores, leva quem se aventurar lá dentro a sair, do outro lado, em… Machu Pichu!) e, principalmente, a TRANQUILIDADE que reina no lugar. É difícil, depois de passar um feriadão por lá (como o blog passou no último feriado do 1 de maio), querer retornar para a maior metrópole da América do Sul (nossa Sampa mesmo, essa velha carcomida pela violência urbana, pela sujeira e pela poluição).

 

A Pirâmide (acima) e a cachoeira da Eubiose (abaixo): dois dos principais pontos turísticos da cidade de São Thomé Das Letras (sul de Minas Gerais): o autêntico paraíso na Terra

 

O zapper eternamente doidón e loki passou por aventuras inenarráveis em São Thomé, nas duas últimas décadas. Trepadas regadas a maconha, reveillons passados ao sabor de ácido lisérgico, brigas com ex-namoradas malas, outras temporadas divinas com xoxotas idem (como o advento T., a gótica Sil gritando, enquanto era fodida no cu, “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”; ou a arquiteta louca de Campinas, que adorava tomar “doces”, hihi), aconteceu de tudo com esse sujeito por lá. E, claro, sobra espaço também para a degustação das sensacionais pingas que são servidas nos muitos barzinhos da cidade, e para experimentar a divina culinária mineira. Neste ponto a parada obrigatória é o restaurante O Alquimista: por cerca de 70 pilas você come absurdamente bem ali, em duas pessoas. Na semana passada o zapper gourmet experimentou lá um indescritível lombo à mineira. A cada garfada na comida (de tempero forte e saborosíssimo) o blog sentia um orgasmo múltiplo e consecutivo, rsrs.

 

E se você ainda não conhece São Thomé Das Letras, fikadika: há uma página no faceboquete sobre o município, em http://www.facebook.com/pages/Sao-Thome-das-Letras-MG/182891601752339?sk=info . Para se hospedar lá, como já foi dito mais acima, há dezenas de opções de pousadas mas o blog recomenda duas: a Maha Mantra (que é administrada pelo nosso velho amigão Paulo “Cida” Oliveira, um paulistano rocker, ex-funcionário das empresas Dynamite e que se apaixonou pela cidade a ponto de fixar residência lá) ou a Do Luar (que é onde o blog sempre se hospeda e que você pode contatar pelo fone 35/3237-1083).

 

E é pra lá que o autor destas linhas rockers virtuais já há mais de uma década no ar vai se mudar no final deste ano. Se tudo der certo e os deuses conspirarem a favor, Zap’n’roll fixa residência em Thomelândia lá pra novembro próximo. Daí em diante, Sampa só a passeio e pra ver shows e compromissos profissionais.

 

Fikando a dika: o próximo feriadão (Corpus Christi) é em junho. E é o último prolongado deste ano. Destino certo do blog? São Thomé, claaaaaro!

 

* Para saber mais sobre a pousada Maha Mantra, vai aqui: https://www.facebook.com/pousadamahamantra?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Black Keys, claro.

 

*Filme na web: acabou de ser postado no YouTube a versão integral de “9 Songs”. Yep, aquele mesmo que causou furor na cultura pop há uma década atrás (nuoffa, o tempo anda voando mesmo, jezuiz…) ao mostrar o cotidiano de um jovem casal vivendo em Londres (ela, uma estudante americana; ele um climatólogo inglês apaixonado pela Antarctica). No caso do “cotidiano” deles, no filme: shows de rock e trepadas homéricas e sem fim, com direito a cenas de penetração explícita, boquetes e esporradas – daí o longa ter causado tanta polêmica quando foi lançado. No final das contas, é um mediano filme de cultura pop e que vale mais pela sua trilha sonora e pelas aparições ao vivo e bacanudas de bandas como Black Rebel Motorcycle Club, Primal Scream, Franz Ferdinand e The Dandy Warhols. Nunca assistiu? Então clica aí embaixo e veja, oras.

 

 

* Noite de autógrafos: apenas lembrando novamente que nesta quinta-feira (sendo que o nosso postão está sendo finalizado já na segunda, 12) rola o coquetel de lançamento do livro “O dia em que o rock morreu”, do queridón André Forastieri. Vai ser na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista), a partir das sete da noite.

 

*Show MPB legal: a cantora Marina Wisnik lança seu segundo disco com show nesta terça (13) e quarta-feira (14) no teatro do Sesc Vila Nova (ou Consolação), que fica na rua do mesmo nome, na travessa da rua Maria Antonia, próximo ao metrô República, a partir das oito da noite. Marina canta bem, compõe músicas doces e algo melancólicas e, o principal, escreve ótimas letras, algo que está se tornando raríssimo na música brasileira atual. Pode ir conferir sem susto.

 

* Baladas badaladas: com o postão sendo finalizado já no começo da nova semana, vamos ver o que rola de mais significativo ao longo dela. Começando na quinta-feira, quando rola o Sub Pop Festival no Audio Club, com showzão do Mudhoney e PROMO DE INGRESSOS pro fervo aqui mesmo, nesse véio blog campeão em promos bacanas.///Já na sextona em si tem festona da Marcha das Vadias (que rola sábado à tarde em Sampa), lá no Dynamite Pub (que fica a rua Treze De Maio, 363, Bela Vista, centrão de Sampa).///E no finde em si (sabadão e domingão) tem a edição 2014 da Virada Cultural, com atrações gratuitas espalhadas por todo o centrão de Sampa e também por muitas unidades de Sescs e Céus espalhadadas pelos bairros mais periféricos. Na boa? É a Virada com a programação mais fraca dos últimos anos – e você pode conferir toda a prog aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2014/programacao/. Mas pelo menos UMA atração é imperdível: o comeback do grande Ira!, que abre o evento no sábado às seis da tarde, no palco Julio Prestes. O blog, claaaaaro, vai estar lá. Então, se programe e se jogue, porra!

 O Ira! volta à ativa e abre a Virada Cultural 2014 em Sampa no próximo finde

 

 

MUDHONEY, ÚLTIMA CHANCE!

Não mandou sua mensagem aflita, ainda? Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que vão ser sorteados nesta quarta-feira:

 

* QUATRO INGRESSOS pro  Sub Pop Festival, que rola na próxima quinta-feira em Sampa, no Audio Club, em mais uma parceria bacanuda do blog com a produtora Inker. Quem ganhar os ditoc cujos será avisado até a hora do almoço do próprio dia do evento, por e-mail, okays? Não se esqueça de colocar seu RG na mensagem. Vai na fé e boa sorte!

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Com uma semana tão agitada é bem provável que postão novo role apenas na semana que vem, mas vamos verrrrrr. Até lá ficamos por aqui e deixando beijos doces em duas garotas que o blog adora de verdade: a Jaqueline Figueroa (de Manaus) e a eterna paixão Mineira Adriana Gadbem. É isso. Ótima semana pra todo o povo maloker que nos segue. Inté!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 12/5/2014 às 14;30hs.)

Em uma era cultural absolutamente vulgaris e onde o rock planetário está cada vez mais atolado na lama suja da mediocridade plena, o Queens Of The Stone Age volta com DISCAÇO e mostra que ainda existem gênios (como Josh Homme) na música atual; mais: a Virada Cultural 2013 (com curadoria da quadrilha do Fora do Eixo), dois clássicos do rock (daqui e de fora) lançados em 1977, uma musa indie TETUDA, XOXOTUDA e de tirar o fôlego e… INGRESSOS NA FAIXA pro showzaço do Brendan Benson semana que vem, em Sampalândia, wow! (versão final e post completado em 21/5/2013)

Dois gênios do rock planetário que ainda importa nos anos 2000: o cantor, guitarrista e compositor Josh Homme (acima) lidera a volta do incrível Queens Of The Stone Age em novo e fodíssimo álbum; já Brendan Benson (abaixo), parceiro de Jack White no também fodão The Raconteurs, toca na próxima quarta-feira em Sampa, no Cine Jóia, com o blogão zapper inclusive SORTEANDO ingressos pra gig

 

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AS ÚLTIMAS, COMEÇANDO A SEMANA

* Entonces, postão sendo finalizado já no início da tarde de terça-feira, néan?

 

 

* E ontem se foi Ray Manzarek, o tecladista lenda que fundou os Doors (uma das bandas mais importantes da história de todo o rock’n’roll), ao lado do gênio Jim Morrison. Óbvio, comoção geral no mundo todo mesmo porque qualquer um sabe que, apesar da genialidade poética de Jim para escrever as letras e cantar, Ray era o MAESTRO do grupo. Ele se foi aos setenta e quatro anos de idade, vencido por um câncer. Rip, man!

Ray Manzarek, fundador dos Doors e que se foi ontem, vitimado por um câncer: o gênio musical da banda era ele

 

* Curioso como NENHUM blog “ixperto” de cultura pop (daqueles cujos lambe-bagos fakes e covardões vivem mandando mensagens pra cá, dizendo que Zap’n’roll COPIA esses blogs, ahahahaha) comentou a morte do querido Ray. Fazer o quê… esses blogs são taaaaão “mudernos” e The Doors é tão cafona…

 

 

* Câncer, câncer… hoje o autor deste blog tem consulta no ambulatório do HC/SP. será o zapper o próximo a ser derrubado por um tumor???

 

 

* Você se lembra do Alf? Nope? Bien, o cantor, músico e compositor fez parte de algumas das bandas bacanas do rock candango nos anos 90’, como o Rumbora por exemplo. Pois agora Alf prepara sua volta ao mondo rock (após ter passado pelo trio Supergalo, que não deu em muita coisa), e já circula no YouTube com o primeiro single que irá fazer parte de seu vindouro disco solo. A música, bacanuda (com boa levada melódica e ótimas guitarras), é essa aí embaixo e logo menos estas linhas bloggers rockers irão voltar a falar do rapaz porque ele é um compositor bastante talentoso.

 Alf – “O sol saiu”

 

* Quem também está de volta é a ORQUESTRA de guitarras manauara Mezzatrio. Yep, você pode nunca ter ouvido falar do grupo mas ele é lenda na capital do Amazonas, sendo que este espaço virtual viu um show deles anos atrás no festival Varadouro, em Rio Branco (no Acre), e chapou com o que viu. Depois o Mezzatrio sumiu por algum tempo, alguns de seus integrantes saíram para montar o também sensacional Malbec e agora a banda prepara sua volta em grande estilo, e cujo primeiro resultado é o vídeo que está aí embaixo:

 

Mezzatrio – “Qualquer um”

 

* E aqui mesmo em Sampalândia uma novíssima safra de bons grupos finalmente começa a surgir, depois de um período complemente modorrento em se tratando de conjuntos que valem a pena ser ouvidos. O selo Baratos Afins, por exemplo, acaba de lançar as estreias das Radioativas e do Cosmo Shock, que estas linhas zappers devem comentar melhor no próximo post, ainda esta semana no ar. E ainda tem o Jenni Sex, mas sobre este você ler melhor aí embaixo, nas nossas indicações culturais da semana.

 

 

* Sai hoje nos EUA o novo álbum do The National, “Trouble Will Find Me”. A conferir (ele já vazou na web) mesmo porque o quinteto é um novos (nemos  tão novos assim) grupos americanos preferidos destas linhas bloggers.

The National, um dos grandes nomes do atual rock americano, lança seu novo álbum hoje

 

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Yep, ainda existem gênios no rock atual.

A maior prova disso está no disco que o blog resenha em destaque neste post, o novo trabalho do grupo americano Queens Of The Stone Age, que chega às lojas de discos apenas no próximo dia 13 de junho, mas que já vazou total na web. É uma daquelas obras que nos faz refletir sobre que, mesmo a humanidade estando bestializada nas artes e no comportamento social das pessoas, ainda há artistas que conseguem escapar desse cenário dantesco e produzir algo que realmente brilha aos olhos, aos ouvidos e aos sentidos de quem se detém sobre aquela obra. De resto essa discussão é longa e poderia ser ampliada aqui, no texto inicial do post zapper, em várias direções. Em um país que é hoje a sexta economia do mundo mas que continua vivendo na barbárie em termos sociais, comportamentais e culturais, é um milagre quando uma obra de reconhecida qualidade artística se torna relevante aos olhos do populacho. Ou, no campo social e da diversidade sexual, é de se comemorar e muito o fato de o Brasil agora adotar oficialmente a união civil entre casais do mesmo sexo. São atitudes e passos pequenos, ainda, mas que denotam que o país busca sim sair do seu atraso comportamental, cultural e moral de séculos e tenta avançar rumo à modernidade que ele tanto almeja. Quando vamos enfim chegar a esse estágio de modernidade e contemporaneidade, ainda é uma incógnita. Até lá o que você pode fazer é ir cuidando bem de sua formação cultural e intelectual. E ir ouvindo discaços como o novo de Josh Homme e sua turma. É isso aí. Vamos ao post!

 

* Zap’n’roll segue batendo recordes de audiência, hehehe. No post anterior: quase oitenta recomendações em redes sociais, e trinta e seis comentários no painel do leitor. Melhor impossível! Vamos ver se esse post consegue superar esses números. Difícil, mas não impossível.

 

* E não! O blog NÃO vai comentar nadica sobre o “grande” lançamento da temporada, o novo álbum da dupla Daft Punk, que ficou oito anos sem gravar e bla bla blá. Primeiro porque estas linhas online NUNCA morreram de amores pelo DP. Segundo porque Zap’n’roll simplesmente não aguenta mais ouvir falar disso, dado o hype que sites e blogs daqui e de fora estão fazendo em torno do disco. Então, quem quiser saber sobre a matéria, que vá ler a NME desta semana (olha a capa aí embaixo) ou o nosso querido vizinho Popload, uia!

 

 

* E se você pensou que os ingressos pro show do Black Sabbath iriam se esgotar em questão de horas… errou. Talvez reflexo do excesso de turnês que agora passam anualmente pelo país, e também dos preços absurdamente extorsivos que as mesquinhas e ultra gananciosas produtoras insistem em cobrar pelos tickets, o fato é que tudo anda muuuuuito quieto em relação às vendagens de passaportes pra gig do véio Ozzy e sua turma. Vejam bem: se os ingressos estivessem se esgotando, já estaria havendo tumulto em redes sociais comentando o assunto. Até agora: nadica. Sinal de que você pode ir atrás sossegado atrás dos seus interesses em relação ao show.

 

* Si, si, os escoceses do Franz Ferdinand anunciaram seu novo disco para agosto, o primeiro inédito em quatro anos. Estas linhas rockers bloggers continuam gostando muuuuuito de Alex Kapranos e cia. Mas estão com os dois pés atrás em relação a este novo álbum do grupo.

 

* Bonn Jovi em Sampa em setembro (dia 21), com ingressos custando até setecentos mangos. Red Hot (de novo?) no final do ano. Salva-se nesse emaranhado de shows repetidos e francamente desinteressantes a volta do Blur, que vai ser headliner do Planeta Terra 2013. É a gig que o blog está esperando pra se aposentar de vez dessa vida “mardita” (uia!) de ficar indo a mega festivais, hehehe.

 

* Mas gostar de ouvir grandes discos de rock, isso Zap’n’roll jamais irá se cansar. Por isso mesmo está babando desde anteontem com o novo e fodaço álbum das Rainhas da Idade da Pedra. Lê aí embaixo e você vai entender porque.

 

 

JOSH HOMME CONTINUA GENIAL – E O QOTSA LANÇA, APÓS SEIS ANOS DE AUSÊNCIA, UM DISCO ABSOLUTAMENTE FODAÇO!

É realmente (e infelizmente) uma era triste e vulgaris a que vivemos nos tempos atuais, para a cultura pop em geral e pro rock’n’roll em particular. Em um tempo onde a internet democratizou e facilitou tudo para a música (divulgação, distribuição e até produção) mas também aniquilou a qualidade de 90% do que é feito na música mundial, zilhões de bandas surgem e desaparecem diariamente num piscar de olhos. A esmagadora maioria sem a mínima condição artística para mostrar suas “obras” até pro vizinho da esquina. Nesse quadro total desalentador uma banda como a americana Queens Of The Stone Age, pode ser elevada tranquilamente à categoria de MONSTRO (no ótimo sentido do termo) do rock atual. Comandada por um sujeito igualmente monstro e gênio (o cantor, compositor e guitarrista Josh Homme, trinta e nove anos de idade e que está na estrada do rock’n’roll desde os dezessete quando montou seu primeiro grupo, o hoje mítico Kyuss), o QOTSA levou seis anos para lançar um novo álbum. No entanto este “Like Clockwork”, que será lançado oficialmente nos EUA no próximo dia 13 de junho (e que deverá também ganhar edição nacional, embora o disco tenha vazado integralmente ontem na web), possui um arrebatamento artístico, musical e composicional que justificam qualquer demora no seu lançamento. O cd é, numa definição justa e simples, fodaço.

 

O Queens, todo mundo sabe (principalmente você, jovem e dileto leitor zapper), faz stoner rock classudo – aquele hard rock pesadão mas eivado de nuances psicodélicas. Ou como estas linhas online costumam escrever, é o grupo que todas as outras bandas BURRONAS e toscas de heavy metal dariam a mãe (ou o cu, sem vaselina) pra soar igual. O grupo, que surgiu em 1996 na Califórnia, já teve zilhões de músicos em sua formação (mas sempre capitaneada por Homme) e só gravou discos memoráveis até o momento – caso dos imprescindíveis “Rated R” (de 2000), “Songs For The Deaf” (editado em 2002) ou “Lullabies To Paralyze” (de 2005), só pra ficar em três ótimos exemplos dentro de uma discografia de seis álbuns absolutamente inatacáveis. Isso fora os zilhões de projetos paralelos de Josh Homme (como o recente super grupo Them Crooked Vultures, onde ele tocou junto com Dave Grohl e John Paul Jones) e suas sempre incríveis participações especiais em dezenas de outros trabalhos gravados pelos pouquíssimos nomes que realmente importam no rock atual – caso dos ingleses do Arctic Monkeys, que mudaram radicalmente sua estética musical (e pra muito melhor) quando tiveram seus dois últimos álbuns produzidos por Josh. Ou seja: o cara é literalmente foda.

 

Assim como é também este “Like Clockwork”. O “relógio” das Rainhas da Idade da Pedra levou seis anos pra voltar a bater, mas como sempre voltou funcionando com precisão máxima. O disco, que já ganha o ouvinte na primeira audição, pode soar menos pesado a princípio do que os trabalhos anteriores do conjunto. Mas é apenas impressão: na verdade há mais burilamento e sofisticação instrumental aqui, mais aprofundamento das nuances psicodélicas e que já se mostram presentes em “Keep Your Eyes Peeled”, que abre o disco e nos remete a… Morphine (por conta do baixo grave e das pontuações de sax). Já “I Sat by the Ocean” mostra o grupo avançando no suingue algo dançante, dentro de seu stoner rock sempre ultra classudo. E daí pra frente é uma sucessão de faixas absolutamente acachapantes como “The Vampyre of Time and Memory” (que começa lenta, pontuada por pianos, com primorosa interpretação vocal de Josh Homme, e recebe a adição de uma guitarra cortante e ao mesmo tempo chorosa, como a querer invadir e entorpecer nossa alma com alguma droga mortal), “If I Had a Tail” (que tem “apenas” a participação especial do chapa Alex Turner, dos Arctic Monkeys, nas guitarras), “My God Is The Sun” (o primeiro e incrível single de trabalho, e que levou os fãs à loucura durante a recente apresentação do grupo no festival Lollapalooza Brasil, realizado em abril passado em Sampa), “Kalopsia” (mais um típico stoner do Queens, e aqui com o auxílio luxuoso de Trent Reznor, o chefão do Nine Inch Nails) ou a espetaculosa
“Fairweather Friends” (que além de ser um rock primoroso com guitarras, pianos e vocais construindo uma melodia que desvela o apreço da banda por hard rock classudo setentista, ainda logrou a proeza de reunir, na mesma faixa, Elton John, Trent Reznor, Mark Lanegan e o ex-baixista do QOTSA, Nick Olivieri). Como se não bastasse tudo isso, há o grand finale: a faixa-título, que encerra o álbum. Balada melancólica, adornada por um piano belíssimo e por inflexões vocais soberbas de Josh Homme (além das inconfundíveis guitarras stoner), é uma música que demonstra que o ínitmo do vocalista e guitarrista continua angustiado e atormentando como sempre foi, por questões como drugs e desalentos amorosos. Perfeito.

 O novo discaço do QOTSA: a melhor banda do atual rock mundial?

 

Há de se ressaltar, ainda, que o novo discaço do Queens também só foi possível porque Josh Homme segue muito bem acompanhado e escolhe de fato a dedo os músicos que tocam com ele. Troy Van Leewen (guitarras), Michael Shuman (baixo) e Dean Fertita (teclados e guitarras ocasionais) estão entre os melhores instrumentistas atualmente em atividade no mondo rock. Tudo isso somado, o resultado só poderia ser esse mesmo. E mesmo já tendo tocado por três vezes no Brasil (no Rock In Rio, no SWU e no Lollapalooza, sendo que o blog esteve nas duas últimas gigs do grupo por aqui), ao ouvir este “Like Clockwork” o  desejo que fica é que as Rainhas da Idade da Pedra voltem novamente – mas em show solo, sem estar no tumulto de um mega festival.

 

É um trabalho, enfim, que mantém o QOTSA talvez no topo das melhores bandas do mundo hoje. Mesmo já com quase duas décadas de existência, mesmo tendo levado seis anos pra lançar este disco (aliás um álbum que vem se juntar a outros discões lançados nas últimas semanas, como os do Primal Scream e do Savages, todos já devidamente listados entre os melhores de 2013 até o momento), o recado deixado por ele é claro: enquanto houverem gênios como Josh Homme em atividade o grande rock’n’roll estará a salvo da extinção.

 

 

 

O TRACK LIST DE “LIKE CLOCKWORK”

1.”Keep Your Eyes Peeled” (featuring Jake Shears) 5:04

2.”I Sat by the Ocean”           3:55

3.”The Vampyre of Time and Memory”        3:34

4.”If I Had a Tail” (featuring Alex Turner, Nick Oliveri and Brody Dalle) 4:55

5.”My God Is the Sun”          3:55

6.”Kalopsia” (featuring Trent Reznor)           4:38

7.”Fairweather Friends” (featuring Elton John, Trent Reznor, Nick Oliveri and Mark Lanegan)   3:43

8.”Smooth Sailing”     4:51

9.”I Appear Missing”             6:00

10.”…Like Clockwork”         5:24

 

 

QOTSA AÍ EMBAIXO

No vídeo do single “My God Is The Sun”, registrado ao vivo durante o show da banda no festival Lollapalooza Brasil, em abril passado em São Paulo

 

 

 

1977, ANO DE DOIS MEGA CLÁSSICOS QUE NÃO TÊM MUSICALMENTE NADA EM COMUM

Yep, o ano é 1977. Ou seja, há quase quatro décadas. Lá fora o mondo rocker estava dividido entre o lixoso e cafona prog rock (que já agonizava há muito tempo), além do pavoroso classic hard rock de arena, e o então moderno e explosivo punk rock, que estava varrendo as ruas de Londres e tentando recolocar o rock’n’roll nos trilhos e em seu devido lugar: nas ruas e nos três acordes básicos de guitarra.

 

Aqui, no velho Brasilzão, havia uma ditadura militar dominando o país, a MPB já algo bolorenta ainda mandava na música brasileira e aqui e ali surgiam obras que procuravam aproximar a velha MPB de uma linguagem mais rock. Uma dessas obras se tornou um clássico eterno da nossa história musical, como você lerá aí embaixo.

 

Pois foi em 1977 (quando o sujeito que escreve estas linhas virtuais tinha apenas cartorze aninhos de idade) que saíram “The Idiot”, de Iggy Pop, e “Pirão de peixe com pimenta”, da dupla Sá & Guarabyra.

 

“The Idiot”, lançado em março daquele ano, foi a estréia solo do Iguana. Sim, claro, Iggy já era uma lenda monstro do rock’n’roll quando gravou o álbum – ele tinha “apenas” gravado três álbuns fenomenais com os Stooges. Mas esse disco se tornou peça fundamental na sua trajetória musical por tudo o que envolveu a realização do mesmo. Nessa época Iggy estava internado pela bilionésima vez em uma clínica de reabilitação, pra se livrar do vício em álcool e drugs variadas. E passava por um péssimo momento em sua carreira musical. Pois o sempre “anjo da guarda” e “irmão” (e… amante também?) David Bowie foi buscar Iggy na clínica e o colocou em estúdio pra gravar um novo trabalho. A dupla saiu de lá com “The Idiot”, um disco denso, sombrio, daaaaark, com guitarras agônicas pontuadas por efeitos e ruídos eletrônicos sorumbáticos e assustadores. As letras então… eram um desfile de versos escritos por uma mente perturbada e que observava a desintegração emocional humana da forma mais cruel possível (“Nós somos uma máquina de gelo/Nós caminhamos feito fantasmas/Nós aprendemos novas danças/Como uma bomba nuclear/Oh, isso não é selvagem?”, canta Iggy em “Nightclubbing”, que inclusive foi parar na trilha sonora do sensacional “Trainspotting”, o longa rodado em 1996 por Dani Boyle e que retrata sem moralismo e com absoluto distanciamento o cotidiano de quatro amigos escoceses viciados em heroína). Deu no que deu: o álbum não vendeu muito mas foi aclamado pela crítica e é considerado até hoje como o melhor trabalho solo de Iggy Pop – está nele, aliás, a versão original de “China Girl”, que estourou no mundo inteiro quando Bowie a regravou no disco “Let’s Dance”, lançado em 1983. E como curiosidades finais sobre o disco: na turnê de divulgação do mesmo, mr. David Bowie fez parte da banda de apoio de Iggy, tocando discretamente um… teclado no fundo do palco. E por outra, a também lenda (e mártir) Ian Curtis (o homem que cantou no Joy Division) se enforcou, em maio de 1980, após ouvir “The Idiot”.

“The Idiot”, de Iggy Pop (acima) e “Pirão de peixe com pimenta” (abaixo), de Sá & Guarabyra: ambos foram lançados em 1977 e não têm absolutamente nada a ver um com o outro, em termos estéticos e musicais; mas são duas obras-primas do rock mundial e do rock rural brasileiro

 

 

Foi também em 1977 que saiu, no Brasil, “Pirão de peixe com pimenta”, terceiro álbum gravado pela dupla Sá & Guarabyra. Os dois cantores, compositores e multi-instrumentistas (o carioca Luis Carlos Sá e o baiano Gutemberg Guarabyra) já eram nomes de respeito na música brasileira de então, tendo antes formado um trio (ao lado de Zé Rodrix) que foi um dos fundadores do chamado “rock rural” brasileiro: um rock bucólico e pastoral, que incorporava elementos de folk, country e mpb. Pois o ápice deste movimento talvez tenha sido mesmo esse discaço: engendrado com maestria instrumental e precisão de ourives (ou de um artesão), “Pirão de peixe…” enfeixou uma batelada de canções que encantavam (e encantam, até hoje) o ouvinte pela sua beleza melódica, pela riqueza dos arranjos de cordas (violões, steel guitars) e sopros (flautas variadas) e pelas belíssimas harmonias vocais produzidas pelos dois cantores, que davam voz a letras de uma poesia simples mas repleta de versos que falavam de doces romances, de viagens ao coração do país ou até de questões ambientais (quando o tema ainda nem de longe era uma preocupação de compositores e letristas), como no hino “Sobradinho” (“O homem chega e já desfaz a natureza/Tira gente, põe represa/Diz que tudo vai mudar/O São Francisco lá pra cima da Bahia/Diz que dia menos dia vai subir bem devagar/E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o sertão ia alagar/O sertão vai virar mar, dá no coração/O medo que algum dia o mar também vire sertão”). Foi assim que a dupla de cantores e compositores produziu um álbum com dez músicas irretocáveis e que permanecem até hoje com clássicos da música brasileira – entre elas “Trem de Pirapora”, “Cinamomo”, “Coração de Maçã” e a lindíssima balada “Espanhola”. Enfim, “Pirão de peixe com pimenta”, que estética e musicalmente nada tem a ver com “The Idiot”, de Iggy Pop, é um marco na história recente da música popular brasileira que realmente importa. Dado o absoluto raquitismo artístico que domina hoje quase a totalidade de nossa produção musical (incluindo-se aí essas escrotices todas de axé, funk pankadão, breganojo, pagode de corno e até mesmo o atualmente podre rockinho independente), é realmente impensável que algum músico ou banda atual consiga gravar algo que chegue aos pés deste disco de Sá & Guarabyra.

 

Dois grandes momentos do rock e da mpb, enfim. E ambos lançados em 1977. Se você, jovem e dileto leitor zapper, nunca ouviu nenhum dos dois, vá atrás. Nunca é tarde demais pra se descobrir como a música, aqui e lá fora, já foi Grande Arte um dia.

 

* Tanto o disco de Iggy Pop quanto o de Sá & Guarabyra podem ser encontrados, em São Paulo, nas lojas Baratos Afins (www.baratosafins.com.br ou 11/3223-3629) ou Locomotiva Discos (11/3257-5938), nas versões vinil e cd.

 

* Este texto vai pros irmãos de fé Cristiano Bastos (o gaúcho brasiliense que é hoje um dos melhores textos do jornalismo cultural brasileiro), Marcionilio Nery, Lincoln Gadbem e Silvia Ruksenas, que de alguma forma amam Iggy Pop e Sá & Guarabyra tanto quanto o autor deste blog.

 

 

 

MUSA (E QUE MUSA!) INDIE DA SEMANA – UM BOCETAÇO PROS MACHOS SE MATAREM NA PUNHETA, UIA!

E não? Como quando o assunto é putaria estas linhas bloggers sacanas não brincam em serviço, esta semana Zap’n’roll resolveu chutar o pau da barraca e traz para o deleite do nosso leitorado, hã, masculino… ela! Quem? Julieta De Large, ou simplesmente Jully pros mais chegados, hihi. Além de ser um tesão, uma delícia cremosa e uma xoxotaça monumental, Jully também é do rock’n’roll. Tanto que estas linhas online conheceram pessoalmente a moçoila anos atrás no clube Outs/SP, durante um esporrento show do Daniel Belleza e seus Corações em Fúria. Pois lá pras tantas, madrugada alta já e gig rolando, Jully não teve dúvidas: subiu no palco a convite do Belleza e lá ficou dançando por alguns minutos – com os deliciosos peitões à mostra. Não deu outra: o zapper sempre taradão pirou no que viu e depois do final do show foi bater um papo com a garota, claaaaaro. Não rolou nada além disso e até hoje Julieta é uma das mais queridas amigas do autor deste blog. Tão querida que ela chama carinhosamente o sujeito aqui de “tio Finas”, uia!

 

Mais sobre Jully? Leia aí embaixo a rápida entrevista que o blog fez com ela na tarde de ontem, via Faceboquete. E depois deleite-se (mas sem melecar muito suas mãos, ahahaha) com as avassaladoras imagens da garota, uhú!

 

Zap’n’roll – nome real, idade e o quê estuda.

Julieta de Large – Julia Nogueira, vinte e dois anos. Tranquei uma facul de Biomedicina, pretendo voltar a fazer facul este ano mas farei Veterinária.

 

Zap – Por que começou a desenvolver esse pendor por explorar visualmente seu corpo?

Jully – sempre fui uma libertina e pra mim o corpo não é um tabu, não vejo problema algum dele ser retratado artisticamente através de fotos, vídeos, seja o que for.

 

Zap – Sua família apóia seu trabalho ou alguém reclama de algo?

Jully – A opinião alheia não me importa e também não fará diferença alguma, mas felizmente tenho uma família mente aberta e que acompanha todo meu trabalho.

 

Zap – É claro que os machos (rsrs) acompanham essas fotos e ficam imaginando que você deve ser um furacão na cama. Você se considera um furacão sexual?

Jully – HAHAHAHAAHA… Bom, eu sei que mando bem, nunca reclamaram! Mas não diria furação, seria mais uma selvageria hauahaua.

 

Zap – Ahahahahahahahaha. E a pergunta que interessa à humanidade masculina: tá solteira? Se sim, o que um homem tem que fazer pra “ganhar” a garota selvagem?

Jully – Tenho uns rolos mas nada tão sério. Não existe segredos para um cara se tornar atraente aos meus olhos, basta ser engraçado, inteligente e ter uma personalidade forte. E claro, que saiba desenvolver e manter uma conversa interessante. Mas se ele for zombie killer e souber dançar rockabilly eu caso! HAHAHAHAA.

 

Zap – Finalizando: você é do rock também, que o blog te conhece muito bem. Então liste suas cinco bandas preferidas e quem você gostaria de ver tocando no Brasil

Jully – The Cure! Espero que voltem, perdi o show e quase me matei por isso! Rs.
Led Zeppelin
Joy Division
David Bowie
Janis Joplin.

 

Ela, uma dominadora de machos… 

 

 E também rocker fêmea cruel e fatal

 

 Divinas tetas, I

 

 Divinas tetas, II

 

 Diivinas tetas, III, e xana raspada! Pra enlouquecer o povo!

 

 

VIRADA CULTURAL 2013: ZILHÕES DE BOAS ATRAÇÕES, ORÇAMENTO GORDO POR TRÁS E A “CURADORIA” ESPERTA DA MÁFIA FORA DO EIXO NO EVENTO

Entonces, rola neste finde em Sampalândia mais uma edição (a nona) da já tradicional Virada Cultural, quando a cidade (principalmente em seu centro histórico) é ocupada por centenas de atrações gratuitas e nos mais diversos segmentos artísticos (música, cinema, teatro, literatura, dança, artes visuais etc, etc, etc.). É a primeira edição do evento patrocinada pela administração petista que assumiu a prefeitura paulistana este ano. E com um orçamento bem gordo (cerca de R$ 10 milhões de reais), a Virada 2013 pretende manter o nível das anteriores e que já fizeram com que o evento tenha se tornando conhecido no Brasil todo – a Virada é, hoje, uma das principais datas do calendário turístico de Sampa.

 

O grosso da programação musical da Virada Cultural 2013 – as atrações principais – , estão concentradas no centro da cidade. E o blog é obrigado a reconhecer que tem muuuuuita coisa bacana e esse ano estas linhas rocker pretendem ver o máximo possível de shows (Mickey Junkies, Fábrica de Animais, As Radioativas, Tigres de dentes de sabre, Jenni Sex, Madame Saatan, Céu, Apanhador Só, Otto, The Baggios, Mondo Generator etc, etc, etc.). Mas também há tranqueiragens na programação (Mombojó… pelamor… só pra ficar num exemplo bem conhecido), claro.
Enfim, a “curadoria” escroque que montou a programação da Virada tinha mesmo a OBRIGAÇÃO de elaborar um ótimo line up de atrações – vale repetir: o orçamento do evento é de “apenas” dez milhões de reais e esses “curadores” por certo vão ganhar uma bolada pra fazer o seu trabalho. Então que justifiquem o dito cujo. Inclusive o blog apurou que absolutamente TODAS as atrações do evento (mesmo as mais desconhecidas) irão receber cachês pelas suas apresentações, o que é digno de nota se for realmente verdade. Afinal, parte da “curadoria” da Virada é egressa da máfia paulistana do Fora do Eixo, que na última década se especializou em nivelar ao rés do chão a cena musical independente brasileira, tratando bandas da pior forma possível, fazendo-as tocar de graça etc. Não custa lembrar que, no finde retrasado, a gang FDE (que está aparelhada nas Secretarias Municipais de Cultura e dos Direitos Humanos) montou às pressas uma mini “Viradinha” no centrão rocker de Sampa. Foram montados oito palcos ao longo do Vale do Anhangabaú e convocados alguns produtores conhecidos da cidade, além de dezenas de grupos e artistas, pra por o negócio em pé. O depoimento de um produtor amigo do blog (e que não será identificado, por motivos óbvios), sobre como rolou a “Viradinha”: “a (des) organização estava caótica e todos os shows atrasaram. Os equipamentos de som e luz eram ruins e, pra completar, NINGUÉM ganhou um tostão. Nem as bandas que tocaram nem os produtores que as convidaram pra se apresentar”. Ou seja: o tradicional estilo Fora do Eixo de explorar músicos e quem trabalha com música.

 

A sorte é que na Virada Cultural existem instâncias superiores MANDANDO no evento e supervisionando o trabalho da curadoria (que tem nomes de patifes como Alex Antunes atuando nela). Isso ao menos garante uma seriedade e qualidade maior às atrações e também mais respeito a quem irá tocar e ao público que irá assistir aos shows.

 

A programação completa da Virada Cultural 2013 pode ser conferida aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/. E como pros leitores do blog o que interessa é mesmo o rock’n’roll nosso de cada dia, segue abaixo a lista das atrações que irão rolar nos palcos São João e Cásper Líbero (ambos no centrão de Sampa), neste sábado e domingo. Acompanhe, escolha suas atrações e boa diversão!

O ex-baixista do Queens Of The Stone Age se apresenta na Virada Cultural 2013 com a sua nova banda, a Mondo Generator. Será que ele vai tocar pelado aqui também?

 

PALCO SÃO JOÃO

Dias 18 e 19, sábado e domingo

18h Lobão

20h Billy Cox + Edgard Scandurra e Taciana Barros

22h The Central Scrutinizer + Bobby Martin (BR-EUA)

00h Mondo Generator (EUA)

02h Chorão eterno – A Banca

04h Mão Morta (Portugal) 06h Soft Moon (EUA)

08h Anjo Gabriel

10h Rebeca Matta

12h Madame Saatan

14h James Chance & Les Contortions (EUA)

16h Nektar (UK)

18h David Jackson (UK) + ACB (Itália) -Van der Graaf Generator

 

PALCO CASPER LÍBERO/BRASIL

Dias 18 e 19, sábado e domingo

 

18h Negro Leo

19h20 Chinese Cookie Poets

20h40 ruído/mm

22h Graveola e o Lixo Polifônico

23h20 Criolina

00h40 Dingo Bells

02h Vaudeville

03h20 Godzilla

04h40 Ex Exus

06h Jonnata Doll & Garotos Solventes

07h20 A Banda de Joseph Tourton 08h40 Sol na Garganta do Futuro

10h Apanhador Só

11h20 Burro Morto

12h40 The Baggios

14h Strobo

15h20 Porcas Borboletas

16h40 Vitoriano

 

PALCO CASPER LÍBERO/SÃO PAULO

Dias 18 e 19, sábado e domingo

 

18h40 Elma

20h Tigre Dente de Sabre

21h20 Aeromoças e Tenistas Russas

22h40 Jenni Sex

0h Vespas Mandarinas

01h20 Bits do Além

02h40 Mickey Junkies

04h Fábrica de Animais

05h20 As Radioativas

06h40 Harry

08h Astronauta Pinguim

09h20 Chimpanzé Clube Trio

10h40 NLO

12h Laya Lopes

13h20 Fabio Góes

14h40 Bárbara Eugênia

16h Andreia Dias

17h20 Juliana R.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: “Like Clockwork”, o novo e fodaço do Queens Of The Stone Age, claaaaaaro.

 

* Disco II: “She’s Gone” é o ep (com cinco faixas) de estréia do trio paulistano Jenni Sex, formado há três anos por Helder (vocais, guitarras), Lucas (baixo) e Ricardo (bateria), sendo que a banda é uma das boas novidades da novíssima indie scene paulistana. As músicas são em inglês e a influência óbvia da banda é o shoegazer britânico noventista. Mas o que dá realce às composições do disco são as ótimas melodias e as guitarras muito bem tocadas em todas as músicas, como em “Under Control”, que soa como se os irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain, tivessem baixado no estúdio durante as gravações. Recomendadíssimo e se você quiser ouvir e saber mais sobre o grupo, vai aqui: https://www.facebook.com/rock.jennisex, ou aqui: http://jennisex.bandcamp.com/.

Capa do EP de estréia do trio paulistano Jenni Sex: o shoegazer 90′ vive!

 

* Baladas! Yep, elas costumam dar as caras já a partir do meio da semana e começam hoje, quando tem show da gataça loka Cat Power em Sampa (no Cine Jóia). Também no mesmo Cine Jóia, mas AMANHÃ, quarta-feira em si, tem showzaço do gênio indie americano Brendan Benson, com PROMO DE TICKETS FREE aqui mesmo no blogão zapper. Já mandou seu e-mail? Então corre porque o sorteio será feito hoje, no final do dia. E no próximo post, que deve pintar aqui sexta-feira, atualizaremos as baladas pro finde, okays?

 

 

 

BRENDAN BENSON TE ESPERA!

Amanhã, no Cine Jóia, em Sampalândia. Tá durango e quer ir na faixa? Última chamada! Vai no hfinatti@gmail.com, que lá tem espera:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show, numa parceria bacanuda entre o blog e a produtora Inker. Certo? Então corre lá e boa sorte!

 

 

FIM DE PAPO!

Agora acabou mesmo, ufa! Mas esta semana ainda tem mais. Até logo menos então!

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por por Finatti em 21/05/2013 às 14hs.) 

Em postão escrito realmente on the Road (entre Sampalândia e o bucolismo das montanhas do sul do sempre lindo Estado de Minas Gerais), e que será complementado durante todo o finde, o blogão revive o shoegazer fodástico do sensacional The House Of Love (e que acaba de lançar um dos melhores álbuns de rock dos últimos anos!) e ainda mostra porque o pequenino vizinho Uruguai é um exemplo de avanço social, político e comportamental, enquanto nosso pobre Brasil continua afundado na corrupção política e social, no atraso, no conservadorismo e obscurantismo moral e na ignorância comportamental (atualização final em 15/4/2013)

Enquanto o raquítico indie rock planetário do novo milênio afunda em absoluta falta de qualidade musical, tiozinhos do sublime e clássico shoegazer britânico dos 90’ retornam em grande forma: o quarteto House Of Love (acima, em imagem do final dos anos 80’) acaba de lançar seu novo discaço (abaixo) e que será comentado daqui a pouco pelo blog

 

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EXTRINHAS DIRETO DO MATÃO MINEIRO

* Yep! Já em plena segunda-feira (início de mais uma semana braba e que promete ser mega agitada, lendo aqui em cima e nas indicações do blog lá embaixo no final do post, você irá ficar sabendo porquê) e se despedindo do bucolismo paradisíaco de São Thomé Das Letras (de onde o zapper andarilho se manda hoje à noite, indo ainda para as cidades sul Mineiras de Varginha e São Lourenço, para só depois retornar à Sampalândia, isso no meio da semana ainda), vamos ao que sucede rapidamente, em poucas notinhas rápidas pra deixar este espaço online e seu dileto leitorado em dia com o mondo pop.

 

* O mundo é de Psy. Alguma dúvida? O novo vídeo do sul coreano gorducho, para a sua nova música (“Gentleman”) já passou das cinqüenta milhões de visualizações em menos de vinte e quatro horas de YouTube. Fora que o sujeito lançou a dita cuja anteontem, sábado, em um estádio lotado por cinqüenta mil pessoas em Seul (capital da Coréia). O que leva o blog a essa inexorável reflexão: a de que cada época tem os ídolos musicais populares que merece. Nos anos 70’, esperava-se com ardor (e com a mesma expectativa da segunda vinda de Cristo à Terra) pelo novo disco dos Stones ou do Led Zeppelin. Nos anos 80’ as multidões pelo mundo afora ficavam com a respiração presa a cada vez que se anunciava um novo álbum e turnê do U2. E agora, no novo milênio o mesmo acontece com… Psy. E isso para o lançamento de UMA música nova, não um álbum completo. Ou seja, como diria o sábio Luiz Calanca: o mundo já acabou faz tempo. Estamos vivendo na hora extra – ou no bônus track, uia!

O gordinho Psy (acima) lança música e vídeos novos (abaixo): cada época tem os ídolos pop que merece…

 

 

* Todo o apoio à Daniela Mercury novamente, de quem o blog já se tornou fã. No último sábado, durante a Virada Cultural carioca, a cantora baiana falou no palco, durante a sua apresentação: “Fora Feliciano!”. Isso aê! E cadê o resto de nossa COVARDE classe de artistas musicais que não fazem o mesmo e pedem pra esse escroto sair da presidência dos Direitos Humanos da Câmara Federal?

 

* E toda a DECEPÇÃO do mundo para com a capa da edição deste mês da revista Rolling Stone. Sério, uma revista de qualidade editorial sempre reconhecida e que NUNCA falou nadica do medonho Charlie Brown Jr. em suas edições publicadas durante quase seis anos de existência no Brasil, não precisava esperar pela morte do anarfa e grosseiro vocalista Chorão, pra estampar o dito cujo na capa de sua edição deste mês. Zap’n’roll, que é dileta amiga pessoal do editor-chefe da publicação, o querido super monge japa zen Pablo Miyazawa, poderia até dizer “que vergonha, dom Pablito”, mas não irá fazê-lo. O autor destas linhas rockers bloggers, que colaborou com a revista durante quase quatro anos, sabe das implicações editoriais (leia-se: $$$) que envolvem uma capa dessas. Infelizmente vivemos no Brasil. E é foda se manter vivo no mercado editorial impresso daqui. Daí é até compreensível o porquê de a RS de abril vir com o finado Chorão em destaque maior. E pensar que na edição anterior a capa havia sido David Bowie…

O anarfa e finado Chorão, na capa da Rolling Stone desse mês: que vergonha… para a revista

 

* É isso, por enquanto. Mas esta semana ainda devemos ter post novo por aqui, néan? Durante sua viagem pelo Sul de Minas este espaço online também dedicou atenção especial a “Mosquito”, o novo álbum do Yeah Yeah Yeahs. É bem provável que a resenha do dito cujo apareça por aqui ainda esta semana. Aguardem!

 

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Cada povo…
…tem os políticos e governantes que merece. Yep, Zap’n’roll resolveu iniciar o post desta semana, com o seu habitual looooongo texto introtudório, falando de questões políticas, de como anda nosso pobre Brasil, de como todos reclamam da corrupção e da falta de respeito às leis que graça eternamente no país todo mas, no final das contas, ninguém (principalmente a pirralhada e adolescentada atual, uma das mais DESPOLITIZADAS e desinteressadas da história brasileira) parece querer mover seu próprio rabo pra que algo mude por aqui. Aí então, nesta semana, vimos um festival de notícias e exemplos do que ocorre por aqui na seara política, social e no âmbito do desrespeito às leis e da corrupção disseminada em quase todos os âmbitos da sociedade e do poder público. Vai vendo: houve o Dia Nacional de Combate à Corrupção (será que no Japão, por exemplo, é preciso se instituir uma data semelhante ou algo do tipo?), onde o Ministério Público e a Polícia Federal desencadearam uma operação que resultou na prisão de dezenas de pessoas, entre empresários, políticos, ex-políticos etc. Maravilha! Por outro lado o evangélico do Demo, Marco Feliciano, continua resistindo bravamente à frente da presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, mesmo com o país TODO pedindo que ele saia. E não só: além dessa lamentável figura encastelada na Comissão dos Direitos Humanos, não podemos nos esquecer de que temos Renan Calheiros (o “dono” da miserável cidade de Murici, no interior Alagoano) na presidência do Senado, e mais José Genoino e Paulo Maluf (!) integrando a Comissão de Constituição e Justiça da mesma Câmara Federal (!!!). Aí vem a pergunta, já feita há duas décadas e meia pela banda Legião Urbana: que país é esse, afinal? Que piada de péssimo gosto transformamos esse pobre e fodido Brasil? Há algum motivo para nos orgulharmos de sermos brasileiros? O blog acha que não, ainda mais quando a cada dia o nosso pequeno vizinho, o Uruguai, dá cada vez mais mostras de modernidade política, social e comportamental na condução do Estado, que é presidido pelo bom (ótimo, aliás) velhinho José Mujica, de quem já falamos aqui em posts anteriores. Pois então: depois de aprovar, através do Congresso, leis que tornam o aborto legal e também a produção e comércio de maconha Mojica, O GRANDE (na dimensão de sua estatura como homem público), acaba de aprovar também a Lei que legaliza a união civil entre pessoas do mesmo sexo – aí embaixo, no primeiro tópico de nossas notinhas iniciais, há mais um texto falando do Mojica, dá uma lida e veja o que é ser um sujeito com visão política moderna, contemporânea, além de ser um cara de conduta ilibada e que governa pensando realmente no povo. Dá até vontade de sumir do Brasil e se mandar pro pequenino Uruguai. Mas como somos teimosos e ainda acreditamos que um dia tudo irá mudar para melhor por aqui mesmo, vamos insistindo em nossa teimosia. Pelo menos temos a cultura pop e o rock’n’roll para nos servir de trilha nessa jornada quase inglória. O rock’n’roll que sempre nos reserva alguma surpresa bacana e lindona, como nesta semana em que estas linhas online descobriram que um velho grupo inglês, da grande e inesquecível safra shoegazer do início dos anos 90’, não só continua na ativa até hoje como acabou de lançar um dos melhores discos de rock que o blogger zapper ouviu nos ÚLTIMOS ANOS. A banda se chama The House Of Love. E é claro que você, jovem e dileto leitor deste espaço virtual, lobotomizado pelo rock vagabundo e sem qualidade alguma dos dias atuais, jamais deve ter ouvido falar deles. Sem problema: você vai saber bastante sobre o HOL, lendo este post que começa agora e que pede humildemente: Brasil, dá um jeito em você e se torna um país do qual sintamos orgulho (e não vergonha) em ter nascido e viver nele.

 

* Quer saber mais um pouco sobre o atual presidente do Uruguai? Vai lendo:

 

* Conhecido como “Pepe” Mujica, é Presidente do Uruguai, recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação. -“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente. Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder. Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos. Poucos quilômetros fora da capital Montevidéu, já saindo do asfalto. Na curva, se avista um campo de acelga. Mais à frente, um carro da polícia e dois guardinhas: o único sinal de que alguém importante vive na região. O morador ilustre é José Alberto Mujica Cordano, conhecido como Pepe Mujica, presidente do Uruguai. Perguntado sobre quem é esse Pepe Mujica, ele responde: “Um velho lutador social, da década de 50, pelo menos, com muitas derrotas nas costas, que queria consertar o mundo e que, com o passar dos anos, ficou mais humilde, e agora tenta consertar um pouquinho alguma coisa”. Ainda jovem, Mujica se envolveu no MLN – Movimento de Libertação Nacional – e ajudou a organizar os tupamaros, grupo guerrilheiro que lutou contra a ditadura. Foi preso pela ditadura militar e torturado. “Primeiro, eu ficava feliz se me davam um colchão. Depois, vivi muito tempo em uma salinha estreita, e aprendi a caminhar por ela de ponta a ponta”, lembra o presidente uruguaio. Dos 13 anos de cadeia, Mujica passou algum tempo em um prédio no qual o antigo cárcere virou shopping. A área também abriga um hotel cinco estrelas. Ironia para um homem avesso ao consumo e ao luxo. No bairro Prado, a paisagem é de casarões antigos, da velha aristocracia uruguaia. É onde está a residência Suarez y Reyes, destinada aos presidentes da República. Esse deveria ser o endereço de Pepe Mujica, mas ele nunca passou sequer uma noite no local. O palácio de arquitetura francesa, de 1908, só é usado em reuniões de trabalho. Mujica tem horror ao cerimonial e aos privilégios do cargo. Acha que presidente não tem que ter mais que os outros. “A casinha de teto de zinco é suficiente”, diz ele. -“Que tipo de intimidade eu teria em casa, com três ou quatro empregadas que andam por aí o tempo todo? Você acha que isso é vida?”, questiona Mujica. Gosta de animais, te vários no sítio e Pepe Mujica conta que a cadela Manoela perdeu uma pata por acompanhá-lo no campo, que está com ele há 18 anos. A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da própria formação de Mujica. No dia 24 de maio de 2012, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial, que ele não ocupa por seguir morando no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o Palácio Suarez y Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto. Em julho de 2011, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del Este, por 2,7 milhões de dólares. O banco estatal República comprou e transformará a casa em local de escritórios e espaço cultural. Quando ao dinheiro, será inteiramente investido – por ordem de Mujica, claro – na construção de moradias populares, além de financiar uma escola agrária na própria região do balneário.O Uruguai ocupa o 36ª posição do ranking de EDUCAÇÃO da Unesco. Enquanto o Brasil ocupa a 88ª posição. Já no ranking de DESENVOLVIMENTO HUMANO, o Uruguai ocupa  o 48º lugar, em quanto o Brasil ocupa o 84º lugar. Enquanto isso no Brasil, políticos reclamam que recebem um salário baixo para o cargo que exerce. VERGONHA!

José Mujica, o bom velhinho que comanda o pequeno Uruguai: será que algum dia o Brasil terá a sorte de ter políticos dessa envergadura moral?

 

* E bem a propósito do avançadíssimo modelo de gestão pública levado a cabo no Uruguai (país que também está anos-luz à frente do Brasil nas questões de comportamento, sociedade e respeito às minorias e à diversidade sexual, entre outras), está igualmente a questão do respeito à diversidade sexual aqui mesmo, no nosso velho, atrasado e conservador Brasilzão. Pois na semana passada a cantora baiana Daniela Mercury, todo mundo já tá sabendo, assumiu publicamente seu namoro com a jornalista Malu Verçosa, também baiana. Você, fiel leitor destas linhas bloggers rockers, pode não ter o menor saco ou apreço pela obra musical da baiana. Ou por qualquer coisa que seja relacionada à MPB. Mas não há como negar: Daniela foi MEGA corajosa com sua atitude – que, segundo ela, é mesmo política, no sentido de se dar voz às minorias massacradas socialmente neste país. Uma atitude que repercutiu em toda a grande mídia nacional, sendo que até a medonha, canalha, reacionária e pavorosa revista Veja estampou o assunto em sua capa (veja aí embaixo, ao lado da capa da revista Época, que também destacou o tema e certamente com uma visão muito mais liberal do que a publicação da editora Abril), dando a entender que ela, a revista, é a favor sim dessa discussão (milagre!). Pois a partir de hoje estas linhas virtuais se tornaram fãs de Daniela Mercury. Acorda Brasil, país de quinto mundo: vamos RESPEITAR a diversidade humana (seja de cor, sexo, religião etc.) e todas as minorias. Basta de intolerância e preconceito!

As capas das revistas Veja e Época enfocam o mesmo tema: a corajosa atitude da cantora baiana Daniela Mercury em assumir seu namoro gay; parabéns pra ela!

 

* Bien, indo pra música e pro nosso sempre querido rock’n’roll: a semana que está acabando hoje (sextona, quando este post está começando a ser finalmente escrito) nem foi tão agitada mas… começam a pipocar os nomes de quem vai tocar na Virada Cultural 2013 de São Paulo (na capital e interior). E vejam só: o gênio indie americano Brendan Benson (por acaso aquele sujeito que toca ao lado de Jack White nos Raconteurs) está a caminho do evento, sendo que ele deverá se apresentar em Presidente Prudente e Marília (ambas no interior paulista) nos dias 25 e 26 de maio. Sendo que a qualquer momento vamos atualizando as infos sobre a Virada aqui no blog, okays?

 O gênio indie americano Brendan Benson: a caminho da Virada Cultural Paulista

 

* Yep, este finde tem Coachella lá nos EUA, com transmissão de vários shows pelo canal exclusivo do festival no YouTube. Mas depois que tivemos um puta Lollapalooza por aqui mesmo há algumas semanas, nem precisa ficar devorando o Coachella na web, néan?

 

* Falando na Virada Cultural 2013…

 

* O FIM DO STUDIO/SP DO BAIXO AUGUSTA (MAS A FARRA VAI CONTINUAR NA VIRADA CULTURAL, UIA!) – Poxa, que tristeza, hein! De fato há de se lamentar o fim do StudioSP do baixo Augusta, um dos melhores espaços para shows de artistas novos da cena independente brasileira (seja rock ou MPB moderna), cujo encerramento das atividades foi anunciado hoje e onde o blog mesmo viu muitos shows inesquecíveis. Fora que a casa tinha palco, luz, som e acústica quase impecáveis. Agora, é muito óbvio que este Sr. que era um dos sócios da casa, o notório (pela sua péssima reputação) Alexandre Youssef deveria esclarecer MELHOR os motivos do FECHAMENTO da casa. Afinal, aquilo era um estabelecimento COMERCIAL, que COBRAVA ingresso pela entrada além de explorar serviço de bar. E mesmo com tudo isso e graças aos seus contatos e AFINIDADES com a máfia petista que acaba de se instalar na prefeitura de São Paulo (sendo que o sujeito aqui quase começa a se arrepender de ter votado no Haddad), o Sr. Youssef tinha conseguido transformar o StudioSP numa ONG (!!!), cujo funcionamento recebia BENEFÍCIOS do poder público e ainda estava ISENTO de PAGAR IMPOSTOS. Nem assim o cara conseguiu manter o estabelecimento em pé? Então ele é ruim mesmo de serviço ou um belo dum picareta (e todo mundo sabe que ele é isso mesmo). Mas é muito óbvio que há por trás desse fechamento do Studio motivos mais escusos do que a simples exploração imobiliária em curso na região da rua Augusta. Zap’n’roll ficou sabendo ontem (não podemos citar o nome de quem nos forneceu a info) que tanto Alexandre Youssef quanto o PORCO e ESCROTO Alex Antunes (além, claaaaaro, de alguns integrantes da cúpula da máfia do Fora do Eixo em Sampa) estão, vejam só, no COLEGIADO que está organizando toda a parte MUSICAL (leia-se: montando o leque de atrações) da Virada Cultural 2013 em São Paulo. Não custa lembrar: a Virada é um evento MONSTRO, talvez o maior evento cultural do Brasil hoje. E seu orçamento é igualmente MONSTRO. Ou seja: vai rolar a festa ($$$) e pros “miguxos”, óbvio. Assim, parece que nosso “amigo” Youssef arrumou algo mais RENTÁVEL pra fazer na vida, do que ficar cuidando de um bar TRAVESTIDO de ONG e que, mesmo assim, já não dava mais grana. O mundo, definitivamente, é dos espertos e dos pilantras. Pessoas bem intencionadas, sem máculas, com intenções nobres e transparentes não estão mesmo tendo vez no nosso pobre Brasil, corrompido até o último fio de cabelo do cu. Lamentável… Obs: e a continuar assim, em breve Alex porcão Antunes vai acumular grana suficiente pra não precisar ligar mais a cobrar de orelhão pros amigos ou ir em lan house pra usar internet, uia!

Este sr. aí em cima era um dos sócios da casa de shows paulistana StudioSP, que está fechando as portas; também pudera: assim como seus “miguxos” mafiosos do FDE que estão pendurados no saco da prefeitura paulistana comandada pelo PT, mr. Ale Youssef descobriu formas mais rentáveis de ganhar uma grana sem fazer muito esforço 

 

*Entonces, este post está em plena construção. Daê que o autor deste combativo e polêmico espaço rocker virtual vai se enfiar daqui a pouco num bumba rumo a Minas Gerais, onde fica até o meio da semana que vem, em viagem de passeio e para solucionar questões familiares. Portanto, fique de olho AQUI que o post vai ser finalizado no decorrer da viagem, mais provavelmente até este domingo. Até lá não se esqueça de que na próxima semana Sampalândia vai ficar mega agitada com essas duas super noitadas aí embaixo:

A próxima semana vai ser MEGA agitada em Sampa: na terça tem invasão amazônica na despedida do StudioSP do baixo Augusta, com showzaços dos manauaras Malbec e Luneta Mágica; a mesma Luneta também sobe ao palco do Dynamite Pub na sexta-feira, 19, no festão de dez anos da Zap’n’roll, que também vai contar com super gigs dos grupos Algarve, Coyotes California e Doutor Jupter. Vai perder? 

 

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2013 JÁ TEM O SEU MELHOR DISCO DE ROCK : O NOVO E SUBLIME DOS INGLESES DO HOUSE OF LOVE
É sempre assim: quando você menos espera uma surpresa mega agradável surge diante dos seus olhos (ou ouvidos) e vem lembrar-lhe que, sim, o rock’n’roll planetário ainda tem salvação e consegue lançar grandes discos, em meio ao absoluto caos qualitativo que se instalou em 90% das bandas do novo milênio. Só que neste caso, o discão em questão foi lançado por um quarteto inglês integrado por já quatro tiozinhos e que você, jovem leitor zapper, talvez nunca tenha ouvido falar. A banda é The House Of Love. O álbum é “She Paints Words in Red”, o primeiro trabalho inédito de estúdio do grupo nos últimos oito anos. Foi editado lá fora sem nenhuma mega repercussão e JAMAIS deverá ter edição brasileira no velho formato do cd. Mas anime-se: o discaço está facinho, facinho de ser encontrado na web.

Nem o blog, que conhece o conjunto desde o final dos anos 80’, imaginava que ele ainda estava na ativa. Descobriu isso e também o novo cd do grupo quando, há alguns dias, vasculhava o site da NME em busca de alguma novidade interessante pra ser mencionada nestas linhas online. Foi quando leu uma notinha minúscula, que informava: “The House Of Love está lançando seu novo disco e bla bla blá”. O blog foi correndo atrás do cd na internet. E não consegue parar mais de ouvi-lo desde então – está sendo, inclusive, a trilha sonora ininterrupta da viagem que este espaço blogger rocker está empreendendo pelo sul de Minas Gerais, nesse momento.

Resumindo bem a ópera: “She Paints Words In Red”, é o sexto álbum de estúdio do quarteto inglês The House Of Love. Claro, a aborrescente e burra geração facebook/instagram, fã de Lady Gaga, jamais ouviu falar algo a respeito do quarteto. Eles surgiram em Londres em 1986 (há quase trinta anos) e lançaram o primeiro disco, homônimo, dois anos depois. Um escândalo de melodias noise/shoegazer perfeitas (tramadas com guitarras barulhentas e violões dolentes imiscuídos entre elas), adornando letras que beiravam o sublime da poesia do desalento humano, cantadas pela voz suave e tristonha do guitarrista e vocalista Guy Chadwick. A rock press britânica pirou (principalmente com o single “Christine”, um clássico sem igual), o público idem e o HOL virou A BANDA. Só que nunca saíram do underground (gravaram pelos selos Creation e Fontana) e isso os impediu de se tornar mega grupo. Talvez tenha sido melhor assim (não terem se tornando mais um Snow Patrol da vida). O grupo sumiu de circulação na mídia após lançar o segundo álbum (não tão bom como o primeiro), mas nunca parou de tocar.

Capa de coletânea do grupo, lançada nos anos 90′: um dos nomes fundamentais do shoegazer britânico

 

E agora lançaram essa obra-prima. Canções belíssimas aos montes (“She Paints Words In Red”, a faixa-título, é divina e faz você querer sair correndo pro meio do mato, em algum paraíso bucólico e idílico, perdido no meio das montanhas), guitarras belíssimas costurando grandes melodias (“A Baby Got Back On Its Feet”, que abre o disco), violões dolentes em profusão (“Holy River”) e os caralho. “Sunshine Out Of The Rain” é balada melancólica e delicada que qualquer grupo do medíocre indie ou mainstream rock atual daria a mãe pra compor igual. E faixas sublimes como “Hemingway” e “Eye Dream” nos fazem questionar: como se produzia música belíssima e sem igual assim, há duas décadas, e NÃO se consegue mais resultado igual hoje, nos zilhões de grupos mega pavorosos e incompetentes que surgem e desaparecem no rock gringo e brasileiro diariamente? É um mistério…

O blog zapper finalmente achou a trilha perfeita pros seus momentos de desencanto e desalento existencial, ou de reflexão sobre tudo: sobre a vida, sobre amizades falsas ( que é o que mais existe no mundo de hoje, nessas redes sociais nojentas). Fikadika. Pra quem esperava muito do novo My Bloody Valentine e se decepcionou com ele, este “She Paints Words In Red” do House Of Love é um ACHADO. Já vai direto pra lista dos melhores deste ano, ao lado do velhão David Bowie.

Ou seja: o mundo está no fim mesmo. Até agora os dois grandes discos de 2013 foram gravados por um “senhor” de sessenta e seis anos de idade, e por uma banda que tem quase trinta anos de existência. Fala sério… e acorda rock’n’roll contemporâneo, antes que seja tarde demais.

 

Mais sobre a banda, aqui: https://www.facebook.com/TheHouseOfLoveOFFICIAL

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO HOUSE OF LOVE
1 – A Baby Got Back On Is Feet
2 – Hemingway
3 – She Paints Word In Red
4 – PKR
5 – Lost In The Blues
6 – Low Black Clouds
7 – Money Man
8 – Trouble In Mind
9 – Never Again
10 – Sunshine Out Of The Rain
11 – Holy River
12 – Eye Dream

 

 

E O HOL AÍ EMBAIXO
Nos vídeos de dois clássicos do grupo: “Christine” e “Shine On”

 

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo e lindíssimo do já veterano quarteto inglês The House Of Love, seguramente um dos melhores discos do rock planetário lançado nos últimos anos.

 

* Show imperdível: amanhã (terça-feira em si, dia 16) tem set duplo imperdível no StudioSP do baixo Augusta. Trata-se da “Invasão Amazônica”, quando sobem ao palco as bandas Malbec e Luneta Mágica, dois dos melhores nomes do novíssimo rock independente nacional. Tudo começa por volta das dez da noite e o melhor: é de grátis. Cola lá e depois concorde (ou discorde) do blog zapper.

 

* Festa imperdível: vai ser a de décimo aniversário de Zap’n’roll, nesta sexta-feira, no Dynamite Pub (que fica na rua Treze de maio, 363, Bixiga, centrão de Sampa). Além de quatro showzaços imperdíveis (Algarve, Luneta Mágica, Doutor Jupter e Coyotes California) a noitada ainda vai ter DJs sets fodonas por conta do blog e do super e badalado André Pomba. Tudo isso por dez pilas de entrada. Vai perder? Rum!

 

* Festa na floresta: e no sábado, pra encerrar BEM a semana, a mesma Luneta Mágica toma no meio do mato. Onde? Ora, no palco do Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba, em mais uma produção mega bacana dos queridos Vandré Caldas, Adriana Cristina e Cris Mamuska. É pra lá mesmo onde estas linhas andarilhas vão estar. Porque na semana seguinte… Manaus nos aguarda!

 

E é isso, por enquanto. As baladas deste finde serão atualizadas aqui, no próximo post do blog, okays?

 

 

AGORA DEU, NÉ?
Chega porque já tá bom e vamos botar o pé na estrada já já, aqui no interior Mineiro. Mas até o final desta semana tem mais por aqui, pode esperar. Até lá então, povo!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/4/2013 às 20hs.)

 

O Soundgarden e mais um capítulo da nostalgia anos 90’. O Poliça (isso mesmo!), outro hype desnecessário. A Virada Cultural agita Sampa (mas com uma programação meia boca). E… Carolina Dieckmann, PELADONA, uia! (versão ampliada, atualizada e finalizada em 5/5/2012)

 O “velho” Soundgarden (acima), volta com disco novo após dezesseis anos de ausência. Já o “novo” Poliça (abaixo), lança seu primeiro disco. Qual dos dois vai submergir mais rápido nesses tempos total descartáveis do rock e da música pop?

 

O “velho” e o “novo”.
A velocidade destes tempos furiosos e ultra gulosos da web dos anos 2000’ é tamanha que uma banda como o Soundgarden, por exemplo, já pode ser considerada “velha”, “decana”, “dinossauro”. E isso em se tratando de um grupo que começou suas atividades no final dos anos 80’, lançou seu último álbum de estúdio há dezesseis anos e que agora tenta um comeback, em busca de uma pseudo juventude perdida. Já um conjunto como o Poliça (isso mesmo, grafado dessa maneira), quarteto americano com menos de um ano de existência e que lançou na última terça-feira (feriado do Dia Mundial do Trabalho, inclusive) seu disco de estréia (na também velha plataforma física do cd; na web ele é encontrado facinho pra ser baixado), é o que de mais “muderno” (de acordo com blogs oba-oba que adoooooram reverberar a última novidade hot do pop/rock planetário; será que esses blogs realmente OUVEM com atenção tudo aquilo que eles recomendam aos seus leitores? Porque Zap’n’roll ouve sempre atentamente) os ouvidos da nação “indieota” podem ouvir. E tanto um (Soundgarden) como outro (Poliça) estão sendo comentados aqui, no texto introdutório do postão semanal zapper, porque ambos são ótimos exemplos de como velho e novo se confundem cada vez mais nos tempos atuais. O que é moderníssimo hoje já não o será mais amanhã e essa feérica autofagia do pop/rock da geração cyber só corrobora cada vez mais o incrível vaticínio disparado pelo sábio Andy Warhol, há quase cinco décadas: “no futuro, todos serão famosos por quinze minutos”. Esse “futuro” já chegou há algum tempo e demonstra que o artista plástico que descobriu o seminal, lendário e imortal Velvet Underground (que durou bem mais do que quinze minutos na história do rock mundial) talvez tenha errado em seus cálculos – hoje, a fama proporcionada a artistas e “celebridades” instantâneas pela internet, sites, blogs, vlogs, YouTube e afins, talvez não dure nem quinze segundos. É um processo de fabricação e destruição em série de novos mitos, ícones e gênios. Tudo muito cruel, tudo absolutamente inócuo, superficial e descartável ao extremo. A vida hoje é assim. E se você acha que isso é uma visão ranzinza, pentelha e pessimisa demais, disparada por um jornalista tiozão que está a caminho dos 5.0 de existência, reflita com calma e veja se o mundo não está assim mesmo, dessa forma. Quantos discos, músicas, seriados, fotos, vídeos etc, etc, etc, você coloca no seu HD diariamente (dona Helena Lucas, no explendor de seus quase vinte e dois aninhos de idade e sempre amada pelo blogger rocker, mesmo estando em um affair pra lá de enrolado com ele, neste momento se diverte baixando temporadas inteiras de “Girls” e “Californication” em seu notebook, sendo que ela ainda insiste para o que o autor destas linhas online acompanhe os episódios junto com ela) para, daqui a instantes, jogar tudo na lixeira do computador? Pois é… Mas enfim, como isso aqui é um blog de cultura pop e rock alternativo que precisa estar sempre atento às últimas movimentações de tudo, lá vamos nós começar mais um post. Falando sim da volta do Soundgarden. E também do… Poliça, como não?

 

* E tome mais anos 90’ sendo que esta primeira nota, vamos admitir, surge balizada pela leitura da “Confraria de Tolos”, o blog escrito por mr. André Barcinski no Uol. Barça, já cansamos de dizer aqui, é o “inimigo cordial” número um destas linhas zappers, hihi. E nem por isso deixamos de reconhecer que seu blog talvez seja um dos melhores na atual blogosfera nacional dedicada à cultura pop. Anyway o “Confraria…”, em um dos seus últimos posts, fala da volta do ótimo The Dandy Warhols, desde sempre uma das indie guitar bands americanas preferidas destas linhas rockers online. O grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Courtney Taylor Taylor (e que conta também com a estranha, totosa, charmosa e sexy baixista Zia McCabe, por quem o autor deste espaço online sempre teve um desejo carnal, hã, platônico) lançou no final de abril seu novo álbum de estúdio, “This Machine” – o oitavo em quase dezoito anos de existência. O DW já passou por diversas fases em sua trajetória: foi do guitar rock básico à new wave a lá Duran Duran (no espetacular “Welcome To The Monkey House”, que a banda lançou em 2003 e que, por acaso, foi o único disco do quarteto que ganhou edição brasileira, sendo que ele já está há muito fora de catálogo mas pode ser facilmente encontrado na web), voltou ao indie guitar (ao que parece) no novo trabalho, ameaçou se tornar banda gigante (mas não chegou lá), esteve para tocar no Brasil (na segunda edição do Indie Rock Festival, que nem acabou acontecendo) e hoje tenta recuperar sua importância dentro de uma seara artísitica (o rock’n’roll) cada vez mais congestionada de hypes e bandas tão efêmeras quanto inúteis. O blog está ouvindo “This Machine” por esses dias, e por enquanto gostou do que ouviu. Fica a promessa de uma resenha caprichada do dito cujo para a semana que vem, se nada der errado por aqui.

O incrível (ainda) The Dandy Warhols, uma das guitar bands preferidas do blog zapper desde sempre

 

* E O SOUNDGARDEN TAMBÉM VEM AÍ – Um dos gigantes do movimento grunge que sacudiu Seattle e o mundo no início dos anos 90’, o quarteto Soundgarden prepara seu comeback, hã, triunfal. Yep, a banda está de volta com sua formação original (Chris Cornell nos vocais, Kim Thayil nas guitarras, Bem Shepherd no baixo e Matt Cameron na bateria) e prepara o lançamento do novo disco (o primeiro de inéditas em mais de década e meia, já que “Down On The Upside”, o anterior, saiu em 1996) ainda para este ano. Depois vão cair na estrada, óbvio – e há até quem sonhe com uma aparição deles por aqui na edição deste ano do festival SWU, que acontecerá em novembro. Tudo ótimo, tudo lindo mas o mundo não é mais o mesmo da Seattle de 1991, não é mesmo? Chris Corno, ops, Cornell, continua com um vocal impecável aos quarenta e sete anos de idade (apenas um a menos do que o autor destas linhas online, uia). Mas a primeira faixa divulgada do novo trabalho, “Live To Rise”, deixa dúvidas se o retorno do conjunto será mesmo fodástico: trata-se de uma power grunge ballad bastante inofensiva para os padrões do que eles já fizeram em discos como “Badmotorfinger”, por exemplo. Mas como a música é o carro-chefe da trilha sonora do blockbuster “Os Vingadores” (já em exibição nos cinemas brazucas) e Cornell e cia. devem ter recebido uma bufunfa preta pela “encomenda”, o melhor mesmo era compor algo mais palatável e de fácil absorção (ops!) pelo populacho americano. Vai daí que… Enfim, vamos aguardar o disco completo e ver o que o velho Soundgarden tem a oferecer à molecada em 2012.

 

* Aí embaixo o vídeo de “Live To Rise”.

 

* A semana foi quente em termos de shows, no? Teve James na segunda-feira, The Ting Tings na terça, Duran Duran e Noel Gallagher na quarta. E antes que alguém pergunte algo ou algum mané venha pentelhar no painel dos leitores: o blog não foi absolutamente em nenhuma dessas gigs. Motivos? Simples: James e Ting Tings não falam ao pau do blogger rocker a ponto de fazê-lo ir atrás de convites ou credenciais para assistir aos shows. Duran Duran estas linhas virtuais já tinham assistido em novembro passado, no festival SWU – e foi um puta show. E o gênio Noel… bien, perdemos o prazo de pedido de credenciamento pra assistir o set do ex-guitarrista e líder do saudoso Oasis. Talvez tenha sido realmente o único arrependimento do blog esta semana, em se tratando da não ida a shows gringos em Sampalândia. É, o sujeito aqui anda realmente ficando preguiçoso pra ir atrás de credenciais. Será a “velhice” batendo à porta? Uia!

 

* E BOMBA!!! IMAGENS FODAÇAS DA SEMANA, UIA! – E não? Ela é uma “boceta para quatrocentos talheres” (ou machos, hihi). Miss Carolina Dieckmann, a atriz Global que é pura gostosura em seus lindos trinta e três aninhos de idade, resolveu tirar algumas fotos, hã, “sensuais” (leia-se: peladinha), pra se auto-admirar (como diz a nossa “assistente editorial de plantão”, Helena Lucas e que alertou o zapper taradón para o vazamento das imagens na web, “quem nunca?”). Só que Carolzinha, tadinha, “esqueceu” de deletar as fotos de sua câmera digital e aí… claaaaaro que elas foram parar hoje na internet, deixando marmanjos mais assanhados de pinto duro e já prontos para bater uma senhora punheta, wow! Buenas, Carolina está belíssima nas fotos (e não?) e como este espaço online não é muquirana nem mão-de-vaca, ele divide aí embaixo com seu fiel e dileto leitorado algumas das fotocas da vaquilda Dieckmann, exatamente como ela veio ao mundo. Deleitem-se pois!

Bela xana hein miss Dieckmann!

Fazendo pose de vagaba séria, uia!

Que di-li-ça!!! Carolzinha e suas tetinhas, wow!

 

* A nota (triste, óbvio) de falecimento desta sexta-feira: Adam Yauch, um dos fundadores dos Beastie Boys e que tinha um câncer desde 2009, se foi aos quarenta e sete anos de idade. Zap’n’roll, embora reconheça a importância do trio americano para o rock e o hip hop nos últimos vinte anos, nunca morreu de amores pelo mesmo. Mas de qualquer forma, fica o registro. RIP Adam.

 

* Mas como o show não pode parar, vamos lá falar do Poliça.

 

POLIÇA, MAIS UM HYPE ALGO DESNECESSÁRIO. MAIS UM…
Quarteto americano surgido há menos de um ano em Minneapolis (a terra de um certo e lendário Husker Du), o Poliça (isso, grafado assim mesmo) é o novo “queridinho” de certa parcela da musical press gringa, que caiu de amores pelo R&B mezzo dub, mezzo eletrônico engendrado pelo combo liderado pela bonitinha vocalista Channy Leaneagh (com uma sensualidade dúbia e estranha, já que ela é um tanto magricela). O álbum de estréia do quarteto (que é completado pelos músicos Chris Bierden, Bem Ivascu e Drew Christopherson), “Give You The Ghost”, chegou às lojas americanas em seu velhusco formato cd na última terça-feira – na web, ele está dando sopa já há algum tempo.

 

E é estranhíssimo o retumbante foguetório com o qual o álbum foi recebido pela musical press de lá. Um estardalhaço que, inclusive, reverberou em alguns espaços da blogosfera brazuca dedicada à cultura pop e ao rock mais alternativo, sempre desesperados em achar a nova sensação do milênio da última semana no pop planetário. Estas linhas online, óbvio, foram atrás do Poliça. Ouviram o disco mais de duas vezes nas últimas quarenta e oito horas.

 

Bão, e daí? Daê que, em suas primeiras impressões (e que talvez mudem daqui a alguns meses) o blog achou a música de “Give You…” comum demais para estar sendo tão, hã, hypada. Sim, há toda uma elaboração sonora sofisticada na composição das faixas, a produção do álbum é esmerada e a inflexão vocal da mezzo sensual Channy (cuja timbragem pode tanto remeter a Regina Spektor quanto a alguma diva do pop onírico inglês dos primórdios dos anos 80’, como Liz Fraser por exemplo) é boa o suficiente para colocá-la como uma das melhores novas vozes femininas do momento.

A estréia do Poliça: R&B e eletrônico sofisticado demais, para servir de trilha sonora publicitária

 

Mas o repertório do cd está longe de ser um primor. Há na verdade todo um conceito de “sofisticação” melódica e estrutural (ambiências às vezes glaciais e soturnas, vocais processados com efeitos de eco, pianos aqui e ali) que acaba conferindo às faixas uma incômoda sensação, como se elas tivessem sido compostas com o claro objetivo de servir como trilha para campanhas publicitárias milionárias, criadas por algum publicitário “genial” e playba (e que adora meter a napa em devastações nasais, em festas regadas a xoxota e champagne). É essa a impressão que canções como “I See My Mother” ou “Dark Star” transmitem, embora no meio delas haja “Violent Games”, onde arranjos eletrônicos mais agressivos conferem mais dramaticidade ao trabalho.

 

Essa dramaticidade inclusive cresce na metade final do disco, e torna músicas como “Lay Your Cards Out”, (talvez o momento mais denso e tenso de todo o álbum), “Happy Be Fine” e “Wandering Star” os melhores momentos de “Give You The Ghost”. Se o trabalho todo seguisse nessa linha a estréia do Poliça poderia se candidatar a uma vaga entre os melhores lançamentos de 2012.

 

Mas infelizmente ainda falta amadurecer algo na banda. Como ela está, hoje, será apenas mais uma nestes tempos de internet. E mais um nome do qual ninguém irá se lembrar em 2013.

 

* Mais sobre o Poliça, vai lá: WWW.thisispolica.com

 

 

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BORA PRA VIRADA!!!
Virada Cultural é sempre uma festa, sem dúvida. E a deste ano em Sampa, em sua oitava edição que começa no final da tarde deste sábado (quando este post está sendo concluído), não vai ser diferente. Milhões de pessoas ocupando o centrão (e outros locais e espaços) de Sampa, pra acompanhar as mais de novecentas atrações programadas. Turmas de amigos se encontrando (ou reencontrando), se divertindo juntos, casais se formando (ou se desmanchando), passeios, anseios, deslumbres, encantamentos, algumas decepções, um pouco de álcool, algumas drugs talvez. E assim vai.

A Virada tem algumas atrações bem legais, como sempre (e algumas novidades também neste ano, como a “lariqueira” na madrugada, no elevado Costa & Silva, o Minhocão, conduzida por chefs famosos e com pratos a preços populares, custando no máximo quinze pilas cada um. Bacana essa idéia). Mas como o autor deste blog já comentou aqui mesmo, alguns posts atrás, e também em redes sociais, a sensação que se tem é que o evento já foi mais “empolgante” – principalmente no ano em que o atual prefeito Gilberto Kassab (agora em 2012, no final de seu mandato) tinha conquistado sua reeleição. Como sempre, quando Administrações Públicas estão em vias de mudar de mãos e de Partidos, parece que há uma certa negligência e “preguiça” em montar uma programação realmente fodona para algum grande evento cultural público.

Mas enfim, a maratona cultural que vai sacudir a capital paulista por vinte e quatro horas, começa no final da tarde de hoje (sábado, quando este post está sendo concluído). E dentre as milhares de atrações que estão no roteiro da Virada, Zap’n’roll se programou pra assistir as seguintes, ao lado da sempre amada mini Black Helena Lucas:

 

* Cláudia Dorei – a cantora de trip hop se apresenta no palco 15 de novembro, às nove da noite.

 Cláudia Dorei: trip hop brazuca abrindo a maratona cultural em Sampa

* Man Or Astro-Man – o grupo instrumental americano de surf/punk/psicodélico sobe ao palco Barão de Limeira às dez e meia da noite.

 

* Iron Butterfly – hard rock e psicodelia sessentista Americana, no palco São João às onze e meia da noite.

 

* Messias Elétrico – ótima revelação do novíssimo rock independente nacional, a banda hard/psicodélica alagoana mostra seu primeiro disco no palco Baratos Afins (pilotado pelo célebre produtor Luiz Calanca, dono da loja homônima), no Largo do Paissandú, às duas horas da manhã de domingo.

 

* Júpiter Maçã – o show do já lendário músico gaúcho, um dos papas da psicodelia rock brazuca, rola às três e meia da manhã de domingo no palco Barão De Limeira e promete ser imperdível.

O doidón Júpiter Maçã leva seu rock psicodélico ao palco da Virada Cultural 

 

É isso. Se esse modesto roteiro servir de inspiração para alguns de nossos leitores, ótimo. Lembrando também que há sessões de cinema imperdíveis (entre elas, as que vão focar as produções da Boca do Lixo no Cine Windsor) durante toda a Virada. Entonces, monte seu próprio roteiro (sendo que a programação completa pode ser consultada em http://www.viradacultural.org/programacao ) e boa Virada! Nos vemos por lá!

 

* Ok, ok. A Virada Cultural 2012 pode não estar sendo nenhuma Brastemp, mas ainda se mantém como um dos melhores eventos públicos culturais e gratuitos da capital paulista, e já com repercussão internacional. Estranho é a turma da Ong Fora do Eixo começar a metralhar o evento em redes sociais, “denunciando” supostos “esquemas” fraudulentos envolvendo a contratação de artistas para se apresentar na programação. E mais curioso ainda é que, quando participou anos atrás da mesma Virada, com o palco Abrafin (hoje, a caída Associação Brasileira de Festivais Independentes), a mafiosa turma da Fora do Eixo era só elogios para a grande festa cultural paulistana. Não seria mais digno, ao invés de levantar suspeitas (lembrando que o FDE este ano não conseguiu emplacar nenhuma atração ou palco na Virada) contra o evento, que os Fora do Eixo explicassem publicamente o que fazem com a grana que recebem via mamação de teta no Poder Público Federal? Ou como pagam o altíssimo aluguel da sede monstro que possuem em São Paulo, no bairro do Cambuci, onde moram mais de quinze pessoas? Pois é… quem tem telhado de vidro…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia do grupo Messias Elétrico, que toca na oitava edição da Virada Cultural Paulistana. O álbum pode ser achado na loja Baratos Afins (11/3223-3629 ou WWW.baratosafins.com.br) . psicodelia das boas tocada por alagoanos fãs de rock’n’roll.

 Messias Elétrico: psicodelia das Alagoas em ótimo disco e também na Virada Cultural

 

* Filmes: há pelo menos três imperdíveis em cartaz: “Diário de um jornalista bêbado” (com Johnny Depp e baseado no livro homônimo do gênio imortal Hunter Thompson), “Paraísos artificiais” e o novo do Beto Brant, “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”.

 

* Baladas: estão meio assim este finde, por conta da Virada Cultural, né? Então fikadika pra próxima quinta-feira: o sempre esporrento trio Nevilton, uma das grandes revelações do novíssimo indie rock nacional, toca de grátis no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul de Sampa), às nove da noite. E no próximo post voltamos a informar normalmente as baladenhas que sempre agitam o circuito under paulistano nos findes, okays?

 

 

PRÊMIOS NA RODA, UIA!
O blog tá devendo o nome de quem ganhou o primeiro disco solo do ex-Sonic Youth Thurston Moore (mais um pôster), e promete anunciar o vencedor no próximo post. Então aí dá tempo de concorrer a esse brinde lá no hfinatti@gmail.com, onde também agora entra em disputa:

 

* INGRESSOS (número sedndo definido) para o show do Band Of Horses, que acontece no próximo dia 21 de maio no Beco203, em Sampa. Vai nessa? Então corre!

 

 

E FIM DE PAPO MESMO!
Que daqui a pouco começa a Virada e o blog zapper vai estar nela. Semana que vem tem mais. Até lá!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 5/5/2012, às 16hs.)